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Capítulo 5

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Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Ter Maio 01, 2018 10:46 pm

CAPÍTULO 5
O clima no escritório não era dos melhores. Havia um incômodo silêncio pairando pelo ar enquanto o chá, outrora ofegante, apenas fazia enfeite naquele belíssimo molde de porcelana. Os longos dedos masculinos mexiam as folhas impressas há pouco tempo. Na mesa de madeira nobre, havia uma quantidade grande de pastas e mais pastas com o símbolo do WangJo. Pastas de todas as matérias e clubes, com os balanços do último bimestre. Não eram apenas notas, mas também relatórios sobre rendimento dos alunos - presença, comportamento em sala, vezes que foram colocados para fora, entrega de trabalhos, dedicação, participação.

Ao todo, o colégio tinha 280 alunos. A grande maioria estava no prédio do ensino fundamental, com 130 alunos, onde havia mais séries e mais turmas também. Em seguida vinha o ensino médio com 80 e apenas uma turma para cada ano; e o especializado com 70. Era um número pequeno de estudantes, considerando o tamanho do lugar. Porém, quando se pensava que ali estudavam os herdeiros da Elite da Coréia do Sul, o número ganhava uma nova conotação.

Mesmo assim, aquele volume possibilitava um cuidado maior com as estatísticas e relatórios por parte dos professores.

Relatórios que agora Tae Song revisava após a maratona de Conselhos de Classe.

O Corpo Docente estava se reunindo desde terça feira para discutir o bimestre dos três prédios. As provas ocorreram na semana passada e na segunda feira, as notas tinham surgido, mas não foram reveladas aos alunos. Eles precisavam passar pela angustiante espera pelo ranking das salas e do prédio.

Pela cara que Tae Song fazia, os resultados tinham sido bem preocupantes.

Diante dele, Ji Sung, também conhecida como Srta. Yang, diretora assistente; e Sunwoo Eun Sook, a Pedagoga, esperavam pelo parecer do diretor. As duas foram requisitadas para que ficassem mais do que o horário. A última reunião do Conselho de Classe tinha sido com os alunos do ensino médio.

Se antes ele já estava preocupado com os alunos do ensino fundamental, esta última reunião o deixou ainda mais aflito.


- O que eu não estou enxergando? - Perguntou, de repente, olhando para aquela quantidade de folhas com nomes e notas.

- Perdão? - A pedagoga o encarou com certo receio.

Tae Song abaixou a papelada e encarou as duas mulheres diante de si. Ambas eram bastante polidas e sempre carregavam aquela expressão que misturava serenidade, justiça e firmeza. Talvez Yang tivesse uma cara ainda mais fechada que Sunwoo, pois ela tinha naturalmente um olhar mais doce. Ainda assim, eram mulheres firmes e de extrema confiança de Tae Song.

- Alguma coisa não está chegando até o nosso conhecimento para justificar certos dados.

- Com o perdão da palavra e da postura, Sr. Wang, a verdade é que isso era o esperado.  - Yang disse de modo firme.

Sunwoo arregalou um pouco os olhos e Tae Song ajeitou-se em sua cadeira.

- Disserte.

- Sua agenda de compromissos esteve cheia demais para dar a atenção necessária a esses alunos. Não quero soar arrogante, tampouco agressiva, senhor, mas essa novidade que o senhor trouxe para o colégio precisava de maior atenção. Precisava de maior planejamento. Passar numa prova, por mais difícil que ela seja, não significa que o resto do caminho será fácil.


Tae Song passava a mão no queixo enquanto ouvia a mulher.

- Estive convivendo mais tempo com esses alunos do que o senhor e os observei. Os alunos novos, no caso, os bolsistas têm uma realidade completamente diferente de nossos herdeiros. A maioria trabalha depois do colégio. Com uma carga horária puxada como a nossa, somente sendo um gênio ou não dormindo, os resultados seriam melhores. Mesmo assim, ainda vejo com otimismo certas pontuações. Quer dizer que apesar de tudo, eles ainda conseguiram posições melhores do que muitos outros.

Um instante de silêncio.

- Eu entendo o que quer dizer. - Sunwoo disse. - Mas não podemos diminuir o grau de dificuldade do colégio, tampouco toda nossa ementa…

- Não, não podemos. - Yang concordou. - Mas isso o que eu disse, não é tudo.

- Claro que não é…- Tae Song disse. - Não são apenas os bolsistas que estão me preocupando. Esse número de faltas dessa aluna...E a queda desta outra...Fora esses outros balanços. O que está acontecendo?

- Com os meninos fica realmente mais nítido porque o número de advertências subiu  200%, principalmente entre os meninos do 2º ano. Tem um grupo que persegue um dos bolsistas mais...ahm...Não sei encontrar a palavra. - Yang cerrou os olhos. - De todo modo, os meninos deixam seus problemas mais evidentes. Já as meninas…

- Sim. Vejo muitos problemas silenciosos e pouca solução.

- Vejo soluções que só precisam de um pequeno incentivo. - Yang continuou e procurou por uma das pastas. - Aqui. Achei interessante o que a Srta. Chu Eun Young de informática nos trouxe. Como sabem, todo ano os alunos de informática têm um projeto de melhoria. Dessa vez um dos alunos trouxe algo...que vem a calhar com coisas que estão acontecendo.

- Eu ouvi, também achei interessante. - Tae Song meneou positivamente. - É uma das soluções que estou pensando também. Mas antes disso, acho que seria interessante conversar com o grupo que criou isso. Algo discreto… - Olhou para Yang. - Para semana que vem, durante o horário do clube de informática.


- Certo. Enviarei o e-mail para eles amanhã.

- Do que estão falando? A ideia anti-bullying? - Sunwoo indagou. - Vocês acham que as meninas estão praticando isso?

- É uma certeza que não tem provas ainda. - Yang disse. - Mas essa queda de rendimento não é mera coincidência…

- Também preciso mudar os pontos cegos das câmeras de segurança. Srta Yang, acha que consegue agendar a visita dos técnicas para este fim de semana ou o próximo?

- Acredito que não haverá problemas, Senhor.

- Faça isso, então, por favor. - Já eram duas pequenas possibilidades de soluções.

- Isso será bom para o ensino fundamental também. Tem sido surpreendente o número de situações que andam chegando até minhas mãos. - Sunwoo era pedagoga e diretora assistente do ensino fundamental. - E com isto, digo que precisamos de outra decisão…

- Por favor, nos dê sua opinião. - Tae Song disse.

- Sei que tivemos problemas com os dois últimos profissionais que passaram por aqui. Mas diante de tantas certezas e incertezas sobre nossos alunos, este colégio precisa de um novo psicólogo.

Tae Song fechou os olhos por um instante, retirando os óculos de leitura e massageando a têmpora.

- Sei que não concorda com o método de alguns, mas essas crianças precisam, Diretor. Todas elas. Os bolsistas podem ter problemas com a nova realidade que eles estão lidando, mas não é fácil ser um herdeiro. Eles também sofrem muita pressão e se a família é contra uma terapia, pelo menos aqui no colégio, eles teriam ajuda. Porque quem pratica bullying também precisa de acompanhamento.

- Eu concordo completamente. - Yang cruzou os braços. - Também poderia nos ajudar a compreender o que aconteceu com alguns nomes. Dessa vez seremos mais cautelosos com o profissional, diretor.

- De, de… - Suspirou. - Eu sei. Comunicarei à empresa para que comece a anunciar vagas…

Sunwoo ficou aliviada por Tae Song ser tão receptivo com a ideia. Até mesmo Yang deu um pequeno sorriso no canto dos lábios, satisfeita com a decisão dele.

- Tenho certeza que essas pequenas mudanças trarão resultados positivos para o próximo bimestre.

- Que assim seja. Torço pelos meus alunos…

- Certamente que sim.

Tae Song deu um pequeno sorriso e voltou o olhar na direção das pastas. As fotos 3x4 de Oh Yerin, Go Eun Na, Bing Min Ho, Seok Ryu Ji e Dang Beom Su se destacavam por serem as fichas que ele vinha analisando.

Não era apenas uma questão de bolsistas.


DOIS MESES DEPOIS






Dois meses se passaram desde que os portões foram abertos para mais um novo ano letivo. Aqueles dias de Abril pareciam uma memória antiga, como se tivessem acontecido muitos anos atrás. Isso porque em dois meses, a vida daqueles sete jovens tinha recebido uma grande carga de mudanças - todo tipo de mudança.

Namoros falsos que muito pareciam verdadeiros.

Términos de não-namoros que tinha tudo para ser namoro.

Planos do futuro que pareciam cada vez mais distante.

Escolhas difíceis entre familiares e amigo.

A impossibilidade de ajudar amigos com a alma quebrada.

Uma mente que ainda muito oscilava e levava a consequências jamais pensadas antes.

A paz que fora roubada e a ausência de sono para relaxar a mente.

Cada um teve sua quota de problemas para resolver. E, obviamente, não foram coisas que aqueles sete jovens conseguiram colocar um ponto final em dois meses. Até porque o colégio ainda cobrava muito deles. Havia muito o que estudar, muito o que ler, clubes com várias exigências, muitos trabalhos - sem contar o emprego que outros três ali tinham.

Como se não bastasse isso, ainda havia toda uma preocupação fora de colégio. Ao mesmo tempo em que Maio parecia não ter fim, ele correu rápido demais. De repente eles estavam diante da semana de provas e tinham que passar por uma maratona de uma semana. Os clubes fizeram falta, de certo modo - ficariam duas semanas sem as atividades por conta das provas e dos conselhos de classe.

Se não havia clube, em compensação, havia a biblioteca. O lugar ficou lotado durante aquele período e, curiosamente, extremamente silencioso. Aqueles que quisessem estudar em grupo, tinham que pedir chave para um dos “cubos” que preservava a acústica para que as vozes não vazassem dali e atrapalhasse os outros. Até seis alunos eram permitido para cada cubo.

Todo esforço era válido e necessário naquele momento.





Para Hee Kyung, o tempo passado trouxe muito o que pensar. Agora que ele desenvolvia seu lado sociável com mais vigor, ele estava expandindo suas amizades. Além de Joo Hyuk e Sun Hee, o menino também podia dizer que tinha feito amizade com Lee Ha Yi, Wang Hye Won e Park Chaeyoung. As três “noonas” do segundo ano eram amigas de Sun Hee e Stella e a aproximação foi natural.

Contudo, Hee Kyung não pararia por aí - para a imensa infelicidade de Min Ho e nervosismo de Ui Jin, visto que muitas garotas se aproximavam deles. Ha Neul tinha conseguido convencer Sona a se aproximar do grupo. Logo Hee Kyung perceberia que a menina andava sozinha por pura opção, porque era uma garota que sabia conversar muito bem quando queria, além de ser uma excelente observadora.

No Clube de Xadrez, Dong também conheceu Ah Sejeong, uma das meninas novas e bolsistas. Sejeong não era pobre, mas vinha de uma família que sempre teve que batalhar muito para ter as coisas. Por isso ela era competitiva, mandona e esquentadinha. Tinha passado em 2º lugar na prova, ficando atrás de Song Jae Ki, mas vinha encontrando dificuldades no ritmo de WangJo. Era era amiga de Hyo Shin e Nayeon. Nayeon era a menina que Min Ho havia citado como a mais invisivel de todas e ela era, de fato, um bichinho do mato.

Excelente pianista - a melhor daquele colégio e com bolsa garantida para estudar fora - a menina não sabia se socializar muito bem. Já Hyo Shin era mais um nerd quietinho. Só que diferente de Hee Kyung e seus amigos, ele era um herdeiro nível 3, por isso nunca se misturou muito. Ele mesmo acabou acreditando naquele distanciamento entre níveis.

Outra pessoa que se mostrou um amigo divertido e leal foi Kang Woo Jin. O bolsista era uma pessoa muito bacana, porém, com sua própria dose de misterios. Nas últimas semanas ele andava um pouco disperso e mais cansado do que o normal. Quando Dong deu o computador para ele, Kang não soube onde enfiar a cara. De inicio, recusou e disse que não queria a amizade de Hee Kyung só pelo computador. Isso apenas alimentou a vontade do herdeiro de ajudá-lo e, depois de conhecer o irmão mais novo dele, o computador simplesmente parou na casa dele.

Kang ficou um pouco bravo, por vergonha, mas a verdade é que está muito feliz com o presente - que usou para ajudar nas pesquisas para seu amigo Won Bin. E agora Dong tem um amigo fiel para todo o sempre.

Assim como Kang, Won Bin também foi outro bolsista que se tornou “amigo” de Dong. O garoto era bastante tímido e eles ainda não tinham conseguido conversar - não tinham nenhum horário em comum e a vida de Won estava uma bagunça. Porém, havia certa simpatia e empatia entre os dois. Won tinha a mesma aura de good guy que Hee Kyung.

Já Jae Ki era mais arisco. Não dava para dizer que eram amigos, tampouco inimigos. Jae só era ciumento demais com seu território, mas não amolava mais tanto seus amigos.

Mesmo diante de tanta melhora no social, Hee Kyung ainda teve tempo para seus amigos antigos. Os encontros de domingo se mantinham - fosse para estudar ou jogar. Contudo, Min Ho começou a ir menos. Num primeiro momento, podiam achar que era por conta do ódio dele às pessoas, mas não era isso. Ele geralmente dizia que não podia ir porque não foi permitido. Como ele era uma pessoa bem literal, isso queria dizer que os pais não estavam deixando mesmo.

A questão era: por que?

Ele não respondia durante as aulas, sempre mudando de assunto.

Outro relacionamento que foi um pouco mais aprofundado era Stella. A Srta Jun continuava ensinando inglês aos sábados, mas havia algo mais também. Os dois pareciam mais próximos e estavam jogando juntos também. Acabava que tinham assunto para tudo: fosse filme, jogo, lançamentos, livros, escola, amigos em comum. Ele sentiria que poderia passar horas e horas falando com ela que ainda teriam assunto.

O que isso significava, contudo, ainda era um pequeno mistério para o brilhante garoto. Afinal, sentimentos não eram exatos como uma fórmula. Eram muito mais complexos.

Até porque seus sentimentos também envolviam a prima. Hayoung estava se distanciando mais. Talvez tenha sido a única pessoa que tenha se afastado dele. Cada vez mais envolvida com o grupo de Yerin - chegando até a viajar para o exterior um pouco antes das provas - a menina não concordava com as novas amizades do primo. Assim como ele não parecia aprovar a delas.

Isso influenciava um pouco na forma como eles agiam nos encontros familiares. Os tios não estavam provocando Dong como costumavam. Eles pareciam mais...quietos. E Hayoung falava pouco com ele. Algo definitivamente estava fora do tom. Pelo menos ele tinha os pais e o avô. O avô também estava ensinando o neto a jogar Go e parecia muito empolgado com os clubes dele, principalmente xadrez.

O foco de Dong, contudo, era Informática. Ainda mais agora com o projeto que seria levado ao diretor durante o Conselho de Classe. De certo modo, ele achava que o projeto era uma das últimas alternativas para mudar sua prima e ter a paz que ele tanto buscava.

As últimas duas semanas tinham sido uma insanidade. Ele ficou estudando em todos os momentos livres e sentia que parte do cérebro foi deixado na prova. Agora só restava esperar pelo resultado de seus esforços...





Quem olhasse para Hyemin podia jurar que ela tinha a vida perfeita. Suas postagens nas redes sociais sempre indicavam que ela estava nos melhores restaurantes ou fazendo as compras mais extravagantes ou ainda tendo os melhores momentos que uma adolescente poderia querer.

Invejável, alguns diriam.

A realidade, contudo, era bem diferente do que aparecia.

Houve muita coisa boa naquele período. A viagem para NY foi o ponto alto. Mesmo sendo um pouco perto do período de provas, Hyemin e seus amigos Beom Su, Yerin e Hayoung se divertiram como nunca. Ficaram quatro dias lá - de sexta a segunda - e cada instante valeu a pena. Foi um pouco corrido, mas ela podia voltar lá no final de semana seguinte, se quisesse.

Fato era que o show da Selena Gomez foi a coisa mais incrível que ela já tinha visto na vida. Até mesmo Yerin se divertiu no show. O grupo participou de um meet & greet especial com a cantora que foi muito receptiva e amorosa com a fã chorona. Passou mensagens de amor e que ela acreditasse sempre em seus sonhos.

Além disso, eles também fizeram muitas compras...a ponto de Hyemin se perder. Foi o único momento tenso da viagem, mas Hayoung foi o anjo que a encontrou. O grupo não comentou nada sobre o ocorrido, mas era óbvio que guardaram o que tinha acontecido.

Yerin estava começando a ficar um pouco mais sensível com essas coisas. Não era a primeira fraqueza/segredo de amiga que ela estava cuidando…

Quando Hyemin voltou para a Coreia, no entanto, teve que lidar com a realidade. Os sonhos ficaram em NY porque algumas coisas transformaram Maio num mês nebuloso. Seu pai tentou cumprir a promessa de ficarem juntos aos domingos, mas era justamente o único dia que ela via o pai. Havia muito trabalho para ele administrar e tinha dia que nem em casa dormia. Porém, aos domingos, ele passava cerca de doze horas - contadas - com a filha.

A tia também não estava dócil. Infeliz com o casamento, ela tinha se distanciado um pouco da casa Seo. Ficou vários dias em SPA ou viajando. Não vinha dando toda atenção e amor para a querida sobrinha. Mas Hyemin era uma menina dócil que conseguia compreender…

Não é?

Bom, pelo menos ela tinha as amigas. No caso, amigos porque Beom Su entrou de vez para o grupo. Eles se reuniam na casa de Hyemin e faziam sessão de cinema, festa do pijama e várias atividades do gênero. Nana foi algumas vezes, mas não todas.

A amiga tinha mudado muito. Deixou de usar aquelas roupas super femininas, preferindo tons escuros e roupas largas. Isso começava a esconder a perda de peso que ela vinha tendo. Entre outras coisas. Ao longo daquele período, as meninas tiveram que lidar com um surto dela.

Numa das festas de pijama enquanto viam um especial da MNET, o cantor Taemin fez um mashup de suas músicas logo depois de um comeback. Dentre as músicas, uma delas foi Move. Até chegar nessa musica, o grupo dançou, se divertiu, mas assim que Nana ouviu MOVE, ela travou. Ninguém entendeu nada ou porquê dela se tremer tanto, mas ela começou a se bater, chegando até mesmo a quebrar um dos vasos da casa de Hyemin.

Yerin se trancou no banheiro com ela, mas os gritos ecoaram pela casa e na mente de Hyemin por um bom tempo.

Felizmente, Yewon não tinha ido a essa festa de pijama e foi mais um segredo que Beom Su, Hayoung, Hyemin e Yerin compartilharam.

Toda essa situação não foi o suficiente para travar a impiedade de Yerin no colégio. Como era uma garota de palavra, segunda-feira realmente virou o dia de perseguir Sunny e/ou suas amigas. Elas aprontavam muito, vários tipos de travessuras e pequenas humilhações que Sunny, Stella e Lee Hi recebiam caladas. Fosse por orgulho ou medo, o que acontecia ali, ficava ali. A última travessura, inclusive, foi “sequestrar” as apostilas de Sunny sem que ela visse. No mesmo dia, as apostilas foram devolvidas, mas faltavam várias anotações importantes. Isso acabou prejudicando o rendimento dela nas provas.

Outro problema da escola era Kim. Depois daquela desastrosa conversa/briga que tiveram, ele não a procurou mais para tirar satisfações de nada. Havia aquele abismo entre os dois, mas até mesmo ele admitia que era muito difícil ignorá-la sempre. Vez ou outra se esbarravam de modo constrangedor - virando uma esquina, entrando na sala, enfim - mas eles não se falavam mais.

Pelo menos havia uma amizade antiga que estava mantida. Por mais irritado que Jung Mi tenha ficado com toda aquela situação criada pelo imaginario de Hyemin, ele não a tratou diferente - só porque conseguiu contornar a situação também. Continuava sendo amigo dela, mesmo que não concordasse com as práticas dela e suas amigas.

O namoro dele com Misoo também aproximou um pouco as duas. Por respeito à Yewon, elas não podiam dizer que eram amigas, mas elas se davam bem no clube de moda e tênis. Outra pessoa que também se mostrou um amorzinho foi Bomi. Sociável e amorzinho, ela sempre foi, mas agora ela parecia menos grudada em Misoo e mais dada a outros grupos.

Algo tinha acontecido…

Os clubes estavam maravilhosos, mas Culinária certamente era, de longe, o mais legal. A professora de Moda era um pouco irritante, às vezes. Extremamente esnobe e crítica, somente Sunyoung parecia fazer as coisas certas. Mas em Culinária, Hyemin era a estrelinha da turma, empatada com a capitã - as duas se complementavam e não brigavam entre si. O que era ótimo, porque de conflitos, já bastava os que ela já tinha que aturar.

Para as provas, Hyemin tinha estudado com seu grupinho. O rendimento não foi tão proveitoso assim porque eles se distraíam demais - até mesmo Yerin que andava um pouco mais avoada e cansada do que o normal. Hyemin podia ser boba, mas conhecia bem a amiga. Sabia que ela estava passando por problemas, mas ela se recusava a dizer o que era.

Yerin era, antes de tudo, a coluna daquele grupo. Se quebrasse ou demonstrasse fraqueza, todos desmoronariam.

No fim de semana após a prova, Hyemin almoçou com seu pai, os Han e os Wang. Miwoo esteve presente e, para sua completa surpresa, eles trocaram telefone!!! No próprio domingo, ele mandou uma mensagem combinando de jantarem na próxima sexta-feira.

Quem que se importa com o resultado das provas quando tem um encontro para programar? Por que era isso, né? Um encontro!!!

Beom Su se animou todo em ajudá-la. Hayoung também estava hypada. Yerin e Nana, contudo, estavam um pouco mais sérias. Nana cortou qualquer chance dela vestir vermelho ou decote. Implorou para que fosse o mais vestida possível e que não tentasse seguir seus últimos conselhos. Já Yerin tinha ranço mesmo e não se manifestava, apesar de querer a felicidade dela.

Agora apenas algumas horas a separavam de seu conto de fadas…





Assim como a “bipolaridade” que domava seu inconsciente, os meses também foram meio bosta e meio legais. Logo em meados de Abril, Hyun Hee foi surpreendido pelo “castigo” do Secretário Lee. Depois de conversar com o avô, Lee foi autorizado a treinar Hyun. O garoto que já foi faixa preta em TKD e estava há dois anos sem treinar nada, foi colocado à prova para revisitar seu passado.

Foi difícil e ele odiou, mas quando passou a ser mais honesto consigo mesmo, ele encontrou certo prazer nos treinos. Lee não pegava leve também, sendo um mestre bem exigente - talvez até batesse de verdade, só pra aliviar a alma. Fato era que depois de treinar, ele se sentia mais leve...Cansado, porém, em paz.

Era comum depois dos treinos, eles irem até o restaurante familiar que Hyun conhecera logo na primeira semana de aula. A comida era boa e o clima bastante amigável. Ele não fazia ideia que pertencia à tia de uma colega de turma.

O castigo também serviu para aproximá-lo de Lee. De certo modo, o “babá” tornou-se um amigo. Atualmente era mais frequente que eles conversassem sobre o passado de Lee - que foi surpreendentemente rebelde e tinha boas histórias para contar - e os papos sempre rendiam bons conselhos. Não seria exagero dizer que ele começava a ganhar características paternas. Idade para ser seu pai, ele tinha, mas os dois ainda sabiam que, no fim do dia, Lee era o empregado e Hyun o patrão.

Oxigenar o cérebro com luta também o ajudou a se concentrar mais nas coisas que aconteciam ao seu redor.

Aquela noite de sábado ainda era um mistério, mas a mudança de Go Eun Na era nítida. A garota não era mais a mesma e certamente tinha medo dele. Vivia evitando contato visual e sempre saía da frente quando ele passava. Quando ele buscava conversar com ela pelas redes sociais, ela respondia com um tom que podia ser considerado medo.

Os outros garotos de seu grupo não comentavam sobre aquela noite. Jong In também não, mas agora ele vivia sonhando com o dia que quebraria o pescoço de Yerin.

Aliás, Jong In continuava o cretino de sempre. Hyun soube que ele conseguiu concluir o desafio, mas agora levaria para algo mais dificil. Era um pouco chocante - para alguem que tivesse um pingo de moral - ouvir o tipo de coisa que ele fazia. A vítima, ele não sabia quem era, mas tinha suas suspeitas.

Pelo menos tinha certeza de que não era Chaeyoung. Se tivesse, ela certamente teria contado para ele - e Jong In seria um homem morto.

Os amigos dele também estavam perseguindo o garoto de cabelo colorido - agora o cabelo dele andava castanho, mas dava para ver que era pintado também. As brigas físicas ocorriam pelo menos uma vez por semana, mas muitas vezes mais fora do colégio. Taehyung e Ro Young odiavam mesmo o cara. E o garoto não abaixava a cabeça, sempre revidando mais.

Eles já tinham sido suspensos por conta das advertências, mas voltaram à tempo de fazerem as provas.

As meninas também continuavam agindo daquele jeito venenoso. Hyun não fazia ideia, mas Eun Joo, Jimin e Hyejeong sempre faziam algo com Chaeyoung. Não foram poucas as vezes que ela chegou com a mão machucada ou o joelho roxo/ralado no terraço. Ela dizia que tinha caído na escada - nunca empurrada. Era fácil de acreditar porque ela era mesmo atrapalhada, às vezes.

No terraço, eles passavam um tempo conversando ou no mais puro silêncio, ouvindo música. Também começaram a levar “marmitas” com comida que faziam para os dois. Às vezes Hyun, às vezes ela, em outras, meio a meio. Era uma amizade colorida e uma das coisas boas daquela nova vida.

Chaeyoung o aceitava do jeito que era e não seguia a linha de chata apaixonada. Deixava que fosse livre e também era. Mas eles pareciam se gostar. O aniversário dela tinha sido no último dia de Abril e ela esperava recuperar a joaninha. Mas até hoje ele não devolveu.

Sempre tinha uma desculpa.

Hyun era mais ligado com as pessoas fora de sua turma, mas até que falava com alguns do 1º ano. Tinha contato com Hyemin, Misoo e iniciou uma estranha e improvável amizade com Jaeki, por conta de mecânica.

Os clubes eram legais, ao seu modo. Ocupavam a mente e criavam vínculos novos. Era curioso como ele fez amizade com o bolsista, mas não conseguia trocar uma palavra com seu irmão. Jung Mi não falava nada com ele, nem se encaravam direito. Tanto que ele nem fazia ideia que o namoro era uma mentira.

Os eventos sociais também eram uma constante na vida de Hyun. Quase todo fim de semana tinha uma festinha nova, mas agora ele tomava mais cuidado - nenhuma chegou ao cúmulo daquela noite de sábado, também.

De muitas formas, Hyun era quase normal.

Mas ele sabia que era uma questão de tempo até o tic tac de sua bomba mental terminar…





Misoo não podia imaginar na reviravolta que sua vida teria depois que Jung Mi disse em alto e bom som que eram namorados. Aquela história que começou de modo muito amargo, teve um desfecho...interessante.

Não havia outra palavra.

O namoro podia ser de mentira, mas eles agiam como se fosse de verdade. Não havia toques, beijos ou afins. Mas eles sempre estavam presentes em vários momentos, de modo que pareciam namorar de verdade. No início foi muito incômodo para Misoo que nem fazia ideia de como conseguiria manter aquilo. Era uma péssima mentirosa.

Contudo, depois de um tempo, os pontos positivos começaram a surgir.

Começando por sua família. Quando a mãe soube que ela estava namorando um Park - ainda que fosse o mais novo - ela quase explodiu de alegria. Foi até um pouco constrangedor o modo como a mãe a olhou. Era como se visse alguém brilhante ou muito especial. Talvez tenha sido a primeira vez que a mãe a viu de verdade.

O quão irracional isso podia ser?

A mãe passou a tratá-la como uma filha de verdade. Elas conseguiam até mesmo conversar. Parecia que nunca houve agressão ou uma vida inteira de mágoas. Misoo chegava a receber até elogios sobre como tinha acordado bonita ou como seu penteado antes esquisito, parecia lindo. Até mesmo algumas vontades e mimos passaram a ser feitos. Um deles foi que a mãe passou a ser menos rígida com a questão de comida. Agora agia de modo saudável, não radical.

Inclusive houve uma noite onde elas viram um filme e dividiram sorvete do pote - um pote pequeno, mas ainda assim. Era o tipo de coisa que a menina nunca tinha experimentado antes com sua mãe. E agora era possível.

O relacionamento com a avó também estava ótimo. Ela ficava feliz por ver sua filha finalmente tratando a neta direito, mas se preocupava. Se aqueles dois terminassem, temia pelo que poderia acontecer com Misoo. A decepção seria grande demais.

Já o pai, ainda era um homem muito ocupado e ausente. Mas agora que a menina estava mais proxima da mãe, pôde vê-la chorando algumas vezes no banheiro de seu quarto. A mulher sempre disfarçava, mas o casamento não era perfeito como gostavam de transparecer…

Uma farsa, talvez.

A maior delas foi quando Jung Mi foi convidado para jantar na residência Yeun. O menino levou flores, charutos e um ursinho de pelúcia. Era a primeira vez que ia na casa dela e ainda ia com o título de namorado, precisava levar presentes aos anfitriões. A família dela agiu como se fosse um lar cheio de amor. O menino saiu até impressionado com tudo aquilo.

Quando ela desabafava com as amigas, ela recebia a compreensão de Mia, mas Bibi sempre falava de modo mais claro. Bibi achava que Misoo reclamava demais dos atos de Jung Mi. Estava recebendo vários mimos, qual era o mal disso? Em outras palavras, ela achava que Misoo deveria aproveitar mesmo. Isso tinha prazo para acabar e quando acabasse, ela podia se arrepender.

Esse tipo de história não chegava até Bomi. Apesar de terem resolvido as pendências, as duas tinham se afastado um pouco - assim como Gyu, que mesmo que fosse “amigo” de Jung Mi, pouco falava com Misoo. Bomi estava mais falante com outros grupos e até mesmo com unnies do 2º ano.

Mia sentia inveja. Nem ela conseguia conversar com aquelas meninas e Bomi era convidada para as coisas, como se fosse amiga há anos. Eun Bi achava esquisito também, mas já não estava ligando muito para isso.

Gostava de Bomi, mas se ela não queria compartilhar todos os momentos com elas, paciência. Cada uma tinha sua vida mesmo.

Além desse pequeno problema, Misoo também tinha que lidar com as provocações de Yewon. Para o azar da rival, o nome de Jung Mi tinha poder sim. Eun Joo tinha “adotado” a garota como sua irmãzinha e também a protegia. Isso enfraquecia um pouco Yewon, mas Misoo podia ter a certeza de que ela não desistiria de transformar sua vida num inferno. Outra unnie que também a tratava bem, mas com reservas era Sunyoung. Depois dela ter dito que não namorava, mas aparecer namorando, ela entendeu que deveria desconfiar do que Misoo dissesse.

Nos clubes, tudo seguia bem. Quer dizer, dança e tênis estavam bem - ela até ficou um pouco mais animada por ter voltado a comer melhor - mas moda ainda era um martírio. Para completar, a professora de moda odiava a mãe dela e descontava suas frutrações em Misoo.

Era o pior dia e, para completar, era uma aula que durava a tarde toda.

Pelo menos ficaria duas semanas sem essa praga, graças à semana de provas e o conselho de classe - não que provas a deixassem mais calma, mas ainda assim...era melhor do que ter aquela droga de aula.

Os estudos foram bons. Jung Mi a ajudou e Eun Bi compartilhou as dicas que pegou com Jae Ki. Os dois pareciam caminhar para algo próximo de relacionamento, mas não tinha oficializado nada. Na verdade, alguns dias antes das provas, eles tinham brigado e nem estavam se olhando direito.

Um dos mistérios da humanidade certamente era esse: como eles se aturavam? Não era muito cansativo ter um relacionamento assim?

Pelo menos o dela era de mentira…





Jae Ki estava, definitivamente, no seu limite. Depois de uma primeira semana muito difícil, ele colocou em mente que precisava se controlar. Isso acabava sendo mais desgastante do que explodir. Guardar tanto desaforo e perseguição acabaria adoecendo o garoto. O único momento que ele conseguia colocar a raiva para fora era quando se encontrava com sua gangue.

O grupo estava se metendo em muito mais briga do que o normal. Agora que estavam aliados dos NEW0 e faziam “intercâmbio” de membros, eles estavam mais dados a atos de vandalismo, brigas e até mesmo furto. Jae Ki não sujava as mãos, mas ele esteve presente em vários furtos de Dan. Os meninos eram legais, gente boa, mas moralmente errados.

Atualmente, Dan e Kai estavam no intercâmbio e faziam parte do grupo de Ji Hoo. Justamente por Kai ser bom de briga e Dan um sonso mão leve. Por enquanto, ninguém tinha saído para ir para lá, simplesmente liberaram os dois. Dessa forma, Jae Ki descobriu que Kai era o irmão mais novo de May e Jazz - os líderes. Dan era um órfão que nem estudava e vivia fugindo do conselho tutelar. Ele era muito inteligente, mas já podia ser considerado um perdido.

Enfim, Ji Hoo ainda não cobrou seu favor por conta do segredo de Jae Ki com WangJo. Mas o menino podia sentir que estava perto de acontecer. Só não tinha sido assim ainda porque estavam todos muito tensos.

No colégio, a tensão não era diferente. Fosse por Eun Bi, pelos amigos ou por si mesmo, Jae sempre se sentia provocado. Por varias vezes se meteu para ajudar Kai nas brigas - sempre tentando separar e, por isso mesmo, nunca recebeu advertência por isso. Com Eun Bi, o problema era na aula de dança. Ela continuava sendo a parceira oficial de Taemin e isso o incomodava bastante. Ainda tinha o clube de natação que ela e Taemin também faziam parte.

Era de enlouquecer a mente de qualquer ciumento como ele.

Contudo, Eun Bi sempre dizia que não tinha nada demais, que estava tudo bem. O difícil era ele aceitar isso e ficar de boa.

Os Dragões continuavam bem unidos e tentavam entender os dilemas adolescentes, bem como o porquê do ódio aos Yoon. Não encontraram nada que fosse considerado desprezível, muito pelo contrário. Cada vez parecia mais que o pai de Won não tinha motivo para odiá-los.

Sunny continuou sendo um assunto velado. Ele protegia a menina de longe e por isso não fazia ideia das coisas que Yerin vinha fazendo com ela. Por outro lado, a megera estava de olho em Jae Ki. Ela soube da ameaça que ele fez com Hyemin e foi bem clara quando o pegou no corredor. Disse que se ele ousasse tocar nela de novo, ela falaria com a polícia. Não seria uma advertência, nem suspensão, seria a polícia.

O que ela quis dizer com isso, ficava à critério da mente de Jae. Mas era certo de que ele entrou na lista negra dela, muito embora ela não o perseguisse. Era só não se meter no caminho de Hyemin de novo - foi uma colher de chá por conta da vez que ele a ajudou, nas escadas.

O pior era que ele sempre via Yerin no clube de artes. Ela era muito boa, mas as pinturas dela pareciam muito tristes. Para os mais sensíveis, olhar para a tela dela era o mesmo que sentir uma dor no peito e vontade de chorar. Isso não mudava quem ela era, mas enfim, era algo diferente.

Em casa, as coisas continuavam iguais. A halmoni estava mais aborrecida por conta das brigas que Jae Ki estava se metendo, mas gostou de conhecer Kang e Won. Achava que, talvez, ele ainda tivesse esperanças. Gostou principalmente de Won que parecia um menino bondoso. Pediu aos meninos que tivessem paciência com Jae Ki. Soo Ji também adorou os “principes” e conheceu o irmão de Kang.

As duas crianças se deram super bem, mas nem pensavam em casais ou coisa do tipo. O irmão de Kang era troll demais para paquerar, ele queria jogar, ser pro-player. Tinha tempo para meninas não.

Quando as provas se aproximaram, ele e Eun Bi foram estudar juntos. O clube de dança só não estava pior porque ela o ajudou bastante. Em troca, ele a ajudaria com os estudos. Tudo estava indo muito bem, eles pareciam ter até um tipo de clima ou coisa assim.

Mas...no fim de semana que antecedeu as provas, quando tudo parecia encaminhado para uma confissão, eles tiveram uma briga feia. Eun Bi estava irritada por ele trazer Taemin para a conversa de novo e falou que gostava sim de dançar com ele. Inclusive disse que o garoto tinha pedido desculpas a ela e por isso não via motivos para pararem de dançar. A briga foi piorando e eles estão há duas semanas, eles nãos e falam direito. Muito mal se olham.

Os amigos já começaram apostas para ver até quando, mas eles parecem resolutos nisso.

Isso tirou um pouco a concentração dele nas provas e a espera para os resultados tem sido uma verdadeira tortura.





Sunny vinha experimentando um dos piores tipos de dor: decepção. Depois que Jung Mi apareceu no café, naquela fatídica segunda-feira para contar a verdade sobre seu relacionamento com Misoo, a garota tinha alimentado esperanças para os próximos dias. Porém, diferente de tudo o que ele tinha dito, os dois realmente estavam parecendo um casal.

E ele parecia gostar dela.

Ninguém era capaz de mentir tão bem e isso a fazia concluir de que a grande idiota daquela história tinha sido ela. Não conseguia compreender o nível de sadismo dele para fazer isso com ela.

Além de ser muito irônico que alguém como ela, apaixonada por livros e romances, se visse numa história tão triste assim. O que será que ela tinha feito nas vidas passadas para merecer um destino assim? Não bastava todo seu histórico, até o fim da vida, só encontraria sofrimentos?

Não, não podia ser injusta.

Tinha conhecido amigos maravilhosos, tinha uma família incrível. Nem tudo eram trevas em sua vida. Havia muita luz. Ela era uma criatura solar, precisava acreditar nisso…

O problema era que sua mente não estava ajudando com isso. Vinha sofrendo com insônias e insanidade que refletiam um pouco em seu humor e no pique para encarar o dia. Estava constantemente cansada e levemente desatenta. Sua nuca doía muito e ela não sabia como conseguia concluir os dias. Em alguns momentos, pareciam durar uma eternidade enquanto noutros passava com o piscar de olhos.

Diante de tantos trabalhos, treinos musicais, composições de literatura, grêmio, dever de casa, parecia improvável que a cabeça encontrasse um pouco de alívio. Felizmente, Sunny tinha amigos e foi isso que salvou, ainda que minimamente.

Neste período, Sunny conheceu a casa de Chaeyoung - um singela e tradicional mansão, visto que ela era filha do maior banqueiro da Coreia do Sul - bem como a família de Stella, que morava num bairro de diplomatas. A mãe dela era muito divertida e estava gravidíssima. O bebê estava previsto para o fim de Junho/início de Julho. Contagem regressiva! Hee Kyung também estava mais próximo dela, principalmente depois da visita no café. Isso sem contar, é claro, com a constante presença de Kim em sua vida.

Apesar de música ser uma tortura por conta da presença de Jung Mi, também era um alento porque eles ficavam em espaços diferentes. Chae estava lá com ela e Sunny também conheceu ou se aproximou de outras pessoas - Won, Kang, Bomi e Gyu faziam parte desse clube também. Literatura também trazia grande conforto porque era uma aula gostosa, apesar do volume de tarefas a cumprir.

Outro problema do colégio era a perseguição de Yerin. Ela realmente cumpriu sua promessa de transformar as segundas-feiras num pequeno inferno. Ou atingia Sunny ou as amigas dela - Stella e Lee Hi. A última que aprontaram foi antes das provas. Qual foi a surpresa de Sunny ao abrir as apostilas e encontrar várias folhas faltando?? Por sorte, ela estudava um pouco por dia, mas mesmo assim, seria impossível revisar. Stella até tentou ajudar, mas não era a mesma coisa.

Eram anotações pessoais demais, esquemas que só ela entendia. E agora...perdidos. Justo quando ela achava que as meninas não podiam aprontar mais, elas conseguiam surpreendê-la. Era incrível.

Por falar em Lee Hi, ela estava definitivamente estranha. Durante o mês de Maio, ela chegou atrasada ou saiu mais cedo várias vezes, com as justificativas mais tolas do mundo. Andava muito mais avoada e não largava o celular. Quando era indagada, ela não explicava o que estava acontecendo. Pelo contrário, ficava até um pouco aborrecida por ter sua "privacidade invadida".

Pelo menos a família dela não teve muitas mudanças. Tudo seguia como sempre, com exceção das reclamações de Jun Pyo acerca de um cliente que começou a virar rotina e que estressava um pouco a tia Yumi. Ele estava com ciúmes e deixando o pai da família meio desconfiado.

A ausência das anotações dela a abalaram um pouco para as provas, mas ela seguia otimista. A maioria das respostas, ela já sabia e saiu com o sentimentos de que não tinha sido tão ruim assim.





Se alguém virasse para Won Bin no início daquele ano e contasse algumas coisas sobre seus meses futuros, ele certamente daria uma boa risada na cara da pessoa. Apenas num mundo paralelo, ele estaria fazendo teatro e música; estaria trabalhando; não falaria com seu pai como antes; tivesse parado de treinar TKD; e estaria, provavelmente, gostando de uma menina rica.

Mas essa era a mais pura verdade.

Won Bin foi uma das pessoas que mais mudanças teve no decorrer desse período. Seu objetivo ao entrar nos clubes de música e teatro era sair da zona de conforto e isso estava adiantando. Apesar de ainda ser muito tímido, ele conseguia se afastar dessa característica quando era necessário - principalmente no trabalho e em apresentações em grupo no colégio. O teatro ajudava nisso. As aulas de canto, idem. Ele era um “minor”, mas o professor dizia que sua voz tinha potencial. Se ele continuasse treinando, provavelmente seria um dos chamados para cantar no “Concerto WangJo”.

O colégio tinha alguns contras, mas até o momento o saldo tinha sido positivo para ele. Era muito difícil, tinha todo aquele clima de brigas - ele não via o que acontecia com as meninas, só o que Ye Ji, às vezes contava que passava. Seu discurso sempre era triste e cheio de vitimização. Porém, Won viu as vezes que Kai apanhou e bateu nos meninos, chegando a ajudar a separar também.

Era um pouco difícil viver nessa tensão, mas a verdade era que a vida dele estava uma somatória de tensões.

O trabalho também não ficava muito atrás. Sua chefe já tinha deixado claro que gostava dele, mas sempre havia a sombra de que a Sra Yoon surgiria ali para infernizá-lo. A mulher não tinha ficado mais sociável, pelo contrário. Ela fazia questão de ser uma grande pedra no sapato. Às vezes, Bomi era obrigada a ir com ela, mas arrumava desculpas para esperar do lado de fora ou coisa do tipo.  Bomi geralmente aparecia quando os pais não estavam em casa e foi assim que ela entregou alguns resumos para estudarem juntos também.

O sentimento deles estava evoluindo, mas eles ainda tinham alguns bloqueios e barreiras. Principalmente Gyu Sik que não estava muito feliz de ver a irmã de papinho com ele. O garoto tinha um pouco de bronca de Won desde a história de que ele era o herói de Misoo, mas agora era ciúmes de irmão mesmo. Por isso eles não conseguiram almoçar juntos como tinham combinado. Se não era o clube de Radio, era o irmão dela que impedia.

Suas outras amizades estavam seguindo um rumo bom. Os Dragões estavam mais unidos e se solidarizando mais. As pesquisas sobre os Yoon renderam informações que só enalteciam aquela familia. Aparentemente, o pai de Bomi tinha uma carreira ilibada, era popular por conta das causas que defendeu e extremamente honrado. A mãe dela vinha de uma família do ramo imobiliário e era uma socialite. Também havia muita informação - das mais relevantes às mais futeis - sobre o tio famoso dela. Atualmente vinham falando muito do casamento com a herdeira de uma famosa emissora.

Ficava cada vez mais difícil entender o porquê do ódio de seu pai por eles. Tinha que ter um motivo, mas Won não encontrava nem ao menos uma pisca.

Será que seu pai era “pior” do que ele imaginava? Sim, porque as recentes atitudes dele foram uma verdadeira revelação. Será que ele se decepcionaria ainda mais com ele? Dificil saber…

Uma coisa era certa: seu pai era um homem de palavra. Afinal, estava cumprindo a promessa que fizera. Won já tinha se livrado do gesso, mas não pôde voltar a treinar. Ainda tinha o contato do Mestre, mas não treinar era muito triste. Apesar do resto estar, mais ou menos bem, ele se sentia incompleto.

E a situação em casa também era ruim. Seu pai sempre foi seu melhor amigo e não poder compartilhar as coisas com ele era dificil.

Nem a interferência do tio Jin Han estava ajudando muito. Jin Han ia lá aos fins de semana para verem jogos e essas coisas. Até mesmo levou os dois para assistirem a uma partida de basebol. Foi o único momento que pai e filho ficaram mais próximos e dava para perceber como sentiam falta um do outro.

O orgulho, contudo, era um problema.

Durante os estudos, ele receberia a ajuda dos amigos e de Bomi, mas não estava muito certo do resultado. WangJo era mais difícil do que diziam.

7 DE JUNHO DE 2019 - SEXTA FEIRA - 10 A.M


A sexta-feira tinha chegado e estava passando bem rápido, para alegria dos amantes do fim de semana. Quando o sinal tocou, indicando o intervalo, houve bastante alivio. Muitos já se levantaram felizes da vida enquanto outros ainda estavam exaustos.

Fato era que os primeiros a saírem das salas, poderiam se deparar com o tão esperado resultado. Os que estavam dentro da sala rapidamente ouviriam os gritos de euforia ou desespero. Lá, no mural, para todo mundo ver, estavam o rankingo dos alunos em quatro folhas: 1º ano, 2º ano, 3º ano e geral com os 80 alunos.

”ranking”:
1 -Gyu
2 - Nayeon
3 - Ui Jin
4 - Hyo Shin
5 - Jung Mi
6 - Stella
7 - DONG
8 - Min Ho
9 - SUNNY
10 - JAEKI
11 - HYUN
12 - MISOO
13- Yerin
14 - Eun Bi
15 - YeJi
16 - WON
17 - Eun Na
18 - Hayoung
19 - Bomi
20 -- Kim
21 -HYEMIN
22 - Jiran
23 - Kang
24 - Taemin
25 - Miran
26 - Sejeong
27 - Ye Sol
28 -  Ryu Ji
29 - Yewon
30 - Beom Su

No ranking geral, Dong tinha ficado em 10º lugar, Sunny em 17º, JaeKi em 18º, Hyun em 25º, Misoo em 27º, Won em 38º e Hyemin em 57º. (Baseado nos seus resultados)
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Seo Hyemin em Qua Maio 02, 2018 10:32 am



Até hoje Hyemin sonhava que estava encostando em Selena Gomez e vendo aquele sorriso lindo direcionado a ela. Acordava radiante e usava a música de sua ídola para se maquiar e enfrentar o dia. Eram os vídeos da viagem que a deixavam sorrir em casa quando descobria que em mais um dia não veria o pai em casa. Ele não estava nem dormindo lá! Esses dias eram tristes, porque sabia que o pai tinha uma namorada, mas ele não tinha contado nada sobre isso, apenas estava sumindo. Não sabia quem era, mas já detestava aquela mulher que estava roubando seu pai tão rapidamente e o tirando dela.

Por esse motivo mesmo, a garota aproveitava cada segundo de seus dias juntos. Desmarcava qualquer compromisso para ficar com o pai e aguardava ansiosa para jogarem Tênis e depois almoçarem em algum lugar legal, como se nada houvesse nada de errado entre eles. Fingia que não sabia que havia outra pessoa que estava ocupando seu coração e cortava qualquer início de assunto que se assemelhasse a isso, mas ficava mais difícil e o Sr. Seo provavelmente tinha ferramentas para desconfiar que ela estava usando a mesma técnica de quando não queria ir ao médico, por exemplo, ou que fingia que não existiam boletins.

Mesmo assim, os dois sabiam que contar a “novidade” traria mudanças naquela casa, até porque a verdade era muito maior do que a herdeira pensava. Não era só um namoro e não era qualquer pessoa. Por isso talvez ele não se esforçasse tanto em contar e ela também não queria saber. Porque enquanto não soubesse, achava que o pai teria algum trabalho para disfarçar a informação e fingir que ainda seriam como antes, mas quando descobrisse oficialmente, tinha medo que ele parasse de se preocupar em dar um dia para ela e a “emancipasse” como filha.  Ela estava especialmente preocupada porque a tia estava muito focada em sua própria vida, como já tinha previsto que aconteceria. Jamais cobrava a tia, mas era doloroso ler recusas quando a convidava para sair quando estava com saudades do pai em casa.

Por esse motivo também o grupinho de seus 5 faves - porque era educada e falsinha com Yewon, mas ainda tinha medo dela desde aquela confusão com Jung Mi - agora era muito mais forte. Eram seu refúgio. Convidava regularmente Rin, Nana, Hayoung e BeomSu para sua casa (Yewon era um mero convite de educação, mas ela ficava muito mais aliviada quando a amiga não ia), e tentava trazer algo que eles gostassem. Tentava ser agradável com todos, não que se exigisse um tremendo esforço, mas ela deixava todos muito à vontade mesmo. Tratava com naturalidade as vezes que Nana não comparecia, mas na verdade ficava preocupada e sentindo que estava falhando em seu plano. Mesmo assim, não podia desistir, pois era tudo que tinha a oferecer. Na ocasião do vaso, ficaram os três se entreolhando em um climão horrível, mas ela deu um jeito de tentar mudar de assunto. A regra pessoal de Hyemin parecia ter se espalhado naquele grupo: não comente, sorria e acene, não aconteceu nada. Nana era um exemplo: em vez de ser criticada por seu novo estilo, foi apoiada, como se fosse “muito legal” e agora ganhava presentes dela como blusões e um estilo mais “boyfriend”. Como não tratavam a causa, todos empurravam os problemas para debaixo do tapete e continuavam a guardar segredos um do outro. A menina gostava desse pacto silencioso e por isso mesmo sentia que estava muito confortável perto deles. Mesmo assim, isso fazia com que os problemas de cada um voltassem quando a porta fechava e os amigos retornavam para suas casas.

A parte triste do pacto era não saber o que exatamente acontecia com a melhor amiga, quem mais confiava no mundo. Hyemin morria de preocupação e tinha feito uma extensa pesquisa sobre lugares reais novos onde poderiam viajar, só esperando a ligação noturna de Yerin, quando ela estava com problemas graves demais. Ela já tinha pedido mais de uma vez por favor para contar o que estava acontecendo, mas era sério o bastante para não adiantar.  Hyemin arquivou mais essa e se esforçava para não a incomodar quando se sentia sozinha na ausência do pai ou se preocupava com “suas coisas bobas”.

Coisas bobas como sua implicância no colégio. Hyemin evitou entrar no caminho do orelhudo novamente, esforçando-se muito para ignorar a existência dele, embora nem sempre fosse possível, mas ela virava o rosto e mudava de caminho sempre que possível, jamais comentando os motivos com os amigos. Eles só sabiam que ele era filho de uma funcionária de seu pai e podiam atribuir o desconforto a isso - somente Hayoung sabia que não era bem assim, mas ela recebia olhares profundos demais para saber que não devia falar nada. Já em relação à amiguinha dele, Sunny, fingiu estar com cólica em algumas aulas de educação física em grupo para não se misturar e evitava implicar com ela diretamente, mas adorava assistir ao “feriado” do bullying às segundas-feiras, quando era especificamente com ela, e participar das armações nos bastidores, especialmente quando estragaram as anotações da apostila da senhora super inteligente. Foi bastante libertador. Já em relação às outras amigas dela, não se metia, mesmo. Não tinha muita coragem para implicar com Stella ou a outra menina. Quando isso estava para acontecer e ela achava pesado, saía para dar uma volta, porque ficava com um pouco de vergonha. Seu ódio era muito pessoal e direcionado. No entanto, falava mal com o grupo indiscriminadamente, até para dar um apoio moral à rixa de Hayoung.

A escola parecia voltar um pouco à normalidade, agora que sentia que estava protegida por seus quatro grandes amigos e, apesar de estar sempre preocupada com o dia em que Yerin ou Nana explodiriam em seus problemas, ela tentava colocar um pano de fundo de unicórnios e trazia coisas positivas que colocavam um pano de unicórnios em cima daquela poeira toda.

A mais nova e que ela simplesmente não parava de falar a respeito era o encontro entre famílias maravilhoso no qual os Wang estavam presentes e ela foi chamada para um encontro. UM ENCONTRO!

Durante aquela semana, mostrou o cartão de seu noivo guardado na carteira mais de uma vez e contava a novidade para qualquer pessoa nova que se aproximasse casualmente dela para qualquer tipo de assunto (amigos de BeomSu que passassem na mesa para conversar, meninas do clube de Moda e Culinária, e até mesmo as garotas do Tênis, as professoras de ambos, e o amigo, Jung Mi, com quem estava feliz de voltar à normalidade). Hyemin não se importava em ser inconveniente ou com alguns olhares estranhos, embora existisse algo de extremamente fofo em sua aura apaixonada.

Enfim, estava tão empolgada que precisava contar aquela história milhares de vezes, mas respeitava um pouquinho os ouvidos cansados dos amigos e então tentava descontar nos outros. Hayoung e Beom-Su eram os menos poupados, mas pelo menos com eles ela já estava na fase de planejar a noite e já tinham saído para montar o look perfeito para a noite - sem vermelho - , na qual o amigo se prontificou a maquiá-la - e ela gostou ainda mais dele por isso.

Sua saída especial conseguiu esconder a preocupação com as notas e naquela sexta-feira a garota estava extremamente avoada, suspirando sozinha no meio das aulas e desenhando um caqui caprichado de uma renda francesa chantily com voltas tão perfeitas que a professora ficaria orgulhosa (rascunho bem acabado não era seu forte). De vez em quando ela tinha um espasmo com risadinhas e mandava um beijo para o celular, que tinha aquela mensagem favoritada.


Depois, lembrava que estava na aula, sorria feito besta e ficava naquela posição congelada enquanto revivia o momento no qual ele lhe deu seu telefone. Ah, que amoooor!!!!! Onde será que iriam jantar? Conseguia pensar em vários restaurantes maravilhosos com vista para a cidade e ultrarromânticos.


“O que achou do vinho, Minah?”



“Esse vinho combina perfeitamente com o camarão, oppa!”

Miwoo a olhava sorridente e sedutor, mas de repente…
Spoiler:



“Mas você é menor de idade e não pode beber.”



 - Aish… Appa!! - sacudiu a cabeça, choramingando no meio da aula, mas percebeu que estava viajando e deu um sorrisinho encantador para o professor, fingindo que estava prestando atenção.

O restante da aula foi assim. Imaginava diversas cenas diferentes e cada vez mais uma completava a outra, construindo aos poucos o dia perfeito. Quando acabou, levantou-se empolgada, porque isso significava uma contagem regressiva para seu dia maravilhoso.

Deu os braços para Yerin e seguiu com seu bando até que chegaram ao mural das notas. Notas? Olhou para a amiga ao lado, chocadíssima.


 - Quem é que divulga nota em uma sexta-feira? Eu odeio esse diretor  - bufou e se aproximou com o maior bico do planeta, porque naquela ocasião não foi possível trocar de provas com Hayoung.

Quando fez o pedido desesperado para a garota na prova final sua situação estava perigando, mas agora era o primeiro ranking do ano! De repente ela poderia se recuperar, quem sabe? Choramingando já com medo dos resultados, ela se aproximou do ranking de sala e começou a ler de baixo para cima, o que a fez cobrir a boca.

- Beom-Su-ya!

Ele era um dos últimos! Coitadooo… Bem, pelo menos poderia chorar a nota com alguém… Subiu os olhos mais um pouco e fez uma careta ao ver o nome de Yewon ali, já com medo da explosão de raiva que isso traria. Taemin, Miran…  

- WAAAA - soltou um grito. -  21! 21! AI MEU DEUS EU FUI MUITO BEM… AAA. AIMEUDESUQUEBOMMM. Não tô em último, obrigada!! Obrigada!!  


Ela se distraiu o bastante por um tempo para não subir mais a lista, mas assim que a euforia passasse, ela continuaria a ler para saber de sua amiga e veria “aquele” nome logo acima dela.

“Hah. Senhor inteligente. Parece que alguém aqui é tão burro quanto eu. Macaco estúpido”  

Franziu o rosto, fazendo caretas para aquele nome e tornou a olhar os outros. Hayoung tão baixo também era novidade. As notas mostravam que tinham realmente estudado juntos. Todos tinham caído para seus padrões (menos ela, que estava feliz da vida por ter feito a prova por conta), mas a surpresa maior foi ver Yerin em 13º, abaixo daquelazinha, o que a fez voltar o bico no rosto.

- Rin… - comentou um pouco preocupada, procurando a reação da amiga. Tinha caído muito e isso só refletia as coisas que estavam passando.

Wangjo - Mural das lamentações

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Park Hyun Hee em Qua Maio 02, 2018 12:20 pm



Os dias com exercício físico aliviaram muito as crises intensas do rapaz. É claro que não havia uma cura mágica e ficar sem remédios tinha seu preço. Em alguns dias, ele nem mesmo saía da cama. Não queria treinar, nem fazer nada, mas sua babá sabia muito bem que se o irritasse ao extremo, ele estaria pronto para esmurrar uns sacos de pancada. Não era TKD, mas era muito bom mesmo descontar todo o ódio naquilo. Por vezes, relaxava tanto que acabava abrindo suas defesas mentais e contava algumas coisas mais íntimas para o Secretário. Pouco a pouco, ele foi se tornando uma espécie de amigo e, mesmo que ele não admitisse, fazia um pouco o papel de pai. Conselhos, orientações e acompanhamento era o que recebia do Secretário e, quando achava que estava muito demais, dava os coices básicos de sempre, para criar sempre aquela distância segura que ele gostava de ter de outras pessoas.

A exceção era Chaeyoung.

Se não estava se considerando apaixonado antes, agora podia dizer que, céus, como queria fazer um carinho naquele cabelo, puxar aquela menina por trás e beijar aquela boca faladora. Ela o irritava tremendamente às vezes, mas até isso o fazia não se cansar dela. O mais esquisito é que se tivesse esses desejos com outra mulher, ele só precisava ser direto, mas com a filha do banqueiro era diferente. A garota o fazia sentir-se levemente inseguro. E se ela o rejeitasse? Sim, porque a menor possibilidade o fazia frear quando aproximava demais o rosto e o faziam desviar o olhar quando estava muito explícito o que fazer em seguida. Sempre havia um "e se?" que o impedia de transformar aquela amizade em algo a mais. Talvez por isso também ele manteve a joaninha de "refém" em sua casa, porque queria que a entrega não fosse tão simples como o anel triplo em ouro rosa que ele a presenteou em seu aniversário.

A joaninha era diferente. Precisava de um estalo certo para “funcionar”. Porém, quando achava que era o momento certo, ou ele tinha uma festinha, ou ela sairia com as amigas. No fim, isso foi adiado, entre algumas brigas também, e já estavam agora em junho e quanto mais longe ficava, mais aquele convite precisava de um gancho. Tornou a pensar nisso com afinco naquela semana porque a menina Seo não calava a boca no clube de Culinária sobre o encontro que teria com seu “oppa” e como seria romântico e como zzzzzzzz. Ele só olhava Chaeyoung naqueles momentos para ver se ela achava aquilo muito irritante, mas ela era educada com um sorriso gentil e tinha até dado um pingente infantil para a garota. Apesar de revirar os olhos para a lua, quando a menina foi embora ele sentiu aquilo novamente… O MOMENTO.

POOW. Obrigado, Hyemin. Às vezes vocês patricinhas com essa mente nos filmes têm sua serventia. Assim que a garota deu as costas, ele olhou casualmente para o material da bancada e disparou.

-  Animada ela, não? - a voz tentava controlar o ranço do tédio, mas ele emendou. -  E você, tem planos para sexta? - ergueu o olhar e esperou, antes de mandar com confiança.

-  Vamos sair. Não quero nem ver o que mais pode acontecer com a garota-joaninha sem seus dois amuletos da sorte.   - sorriu com alguma ironia, fazendo uma referência a seu jeito atrapalhado que ele tanto gostava de zombar. -  Vou te buscar na sua casa.

E com esse convite vencedor, agora finalmente Hyun tinha um plano… Ou quase. Porque não fazia a menor ideia de onde poderia levá-la, porque queria ser impactante, de uma maneira madura e diferente do que seus amigos poderiam sugerir e, além do mais, não podia deixá-los sabendo daquele encontro de maneira nenhuma. Por esse motivo, ele pediu ajuda do Secretário Lee para escolher o restaurante, um lugar onde ele levaria uma mulher se quisesse impressioná-la e agora sim tinha o lugar perfeito.

Naquela sexta-feira, estava confiante e com o ego nas alturas, mas pronto para ser a criatura mais misteriosa do dia em relação ao jantar. Ele tentou não encontrá-la no começo da aula, para dar uma saudadinha então foi cedo para a sala.

-  Ei. Jaeki. Campeão - chamou o colega de clube de Mecânica antes de as aulas começarem. -  Hoje é o dia que eu vou sair com aquela garota - fez um sinal de positivo para ele.   - Deseje sorte para o hyung aqui  - deu um tapinha amistoso no ombro dele. Estava obviamente com um humor muito melhor do que o normal.

As aulas passaram sem muito interesse, mas ele anotava e estudava normalmente, para tentar fazer o tempo passar mais rápido. Quando dava por conta, seu pé tinha um tique nervoso de ficar balançando. Droga, estava mesmo empolgado.

Quando tocou o sinal, ele saiu sem muito rumo, mas havia aquele mural com ranking de notas exposto para quem quisesse estragar seu fim de semana. Hyun não estava preocupado, mas isso faria com que os alunos se aglomerassem ali no meio, algo que ele sinceramente não gostava. Já tinha começado a algazarra, com gente gritando de forma escandalosa no corredor. Era melhor ser breve. Passou rápido para ver sua nota satisfatória e procurou outro nome também. Sorriu. Que inteligente ela era. Sorriu de leve e saiu andando, encontrando-a por ali. Antes que ela fosse em direção ao mural, ele a segurou pelo pulso e falou:

-  Nono lugar da sala. Vigésimo no geral. Parabéns. - sorriu e piscou para ela e soltou seu braço para que ficasse livre. Seria natural se ela quisesse fofocar as notas com as amigas e até melhor para ele, porque poderiam deixar o mistério prolongado para a noite (E evitaria que de alguma forma eles conseguissem brigar)

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Won-Bin em Qua Maio 02, 2018 4:18 pm



Finalmente podia ir para a escola de bicicleta. Sentia tanta falta daqueles momentos sozinhos que tinha ao pedalar e ouvir suas músicas. A música acompanhava sua linha de pensamento enquanto refletia sobre os últimos dois meses.


Tantas mudanças, algumas tão boas e outras muito ruins. Sentia-se cada vez mais longe do seu sonho de se tornar um esportista, a última discussão sobre deixa-lo treinar tinha se tornado muito infrutifera e só tinham tido um bom momento naquele jogo…

Enquanto isso ele descobria novos talentos no teatro e até mesmo no clube de música o que ajudavam a não se perder na tristeza de não fazer o que amava. Além disso o café era bem puxado, principalmente agora com a mão boa e a constante presença da senhora Yoon o deixavam sempre alerta para não cometer erros e para manter a boa educação sempre.

E pensando nisso não podia deixar de lembrar de Bomi e seu sorriso. Já havia memorizado com perfeição como ela ajeitava o cabelo antes de lhe entregar o resumo da semana no café, ou quando sorria de forma discreta quando se viam sem querer nos corredores da Wangjo…

”Aish eu queria poder almoçar com ela de novo…” o irmão dela não facilitava as coisas. Tentou se aproximar um pouco de Gyu e mostrar alguma cordialidade mas no fim ele sempre parecia não gostar nem um pouco dele.

E conflitos nunca o abandonaram nesse meio tempo. Não se envolveu diretamente em nenhuma briga mas já teve de separar algumas, principalmente as que envolviam Kai o garoto amigo de Jae-ki do segundo ano.
Won não se considerava amigo do cara mas não gostava da forma como ele sempre estava em menor número. Chegou a considerar ensiná-lo algumas coisas para que se defendesse mas essa não era a solução pelo menos no momento.

Os relatos de Ye-ji também eram preocupantes. Won queria interferir naquelas situações de bullying entre as garotas mas não podia fazer nada por ocorrerem quando não estava ou em ambientes que ele não podia estar. O mapa mental estava pronto, ele teria de começar a agir logo antes que as coisas escalassem para a pior.

”E ainda tem os resultados das provas, aish...será que eu fui bem? Tomara que os dragões tenham se saído bem”

Mais um dia na tensa Wangjo, cumprimentaria os amigos e torceria para um dia sem conflitos.
Não custava nada sonhar.



O sinal indicava o fim da semana e o momento esperado: o resultado dos rankings. Sem muita pressa iria junto com Jae-ki e Kang para conferir suas notas.
Acenaria com a cabeça para os dois como forma de incentivo: eles se sairiam bem, tinha fé nisso, pelo menos para os dois.

Alguns gritavam de euforia, como a patricinha Hyemin e outros de desespero.

”Eeee eu estou na média. No meio, como sempre” respirou numa mistura de alívio e um pouco de frustração: queria ficar mais acima no ranking pra poder comemorar com a Bomi, mas 16º não era lá uma posição que merecia festa.

Jae-ki estava entre os top 10, quando o amigo visse sua nota faria um “joinha” para ele como aprovação.
Colocaria a mão no ombro de Kang como consolação: 23º não era a melhor das notas, mas não estava ali no fundo como os outros.

Bomi não estava muito longe dele mesmo, acabou indo melhor que sua colega-professora. Sorriria discretamente para ela, iria agradecer apropriadamente mais tarde.

-Vivos da batalha, dragões? - comentaria com os dois amigos. Aquilo havia sido o primeiro embate de notas e pelo menos nenhum dos três havia tomado um nocaute ainda.

Wangjo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Qua Maio 02, 2018 4:27 pm


Apesar de tudo que acontecia, Jae-ki estava lutando para se manter em Wangjo. Só ele sabia o quanto era penoso engolir todos os desaforos, ás vezes sentia que ficaria louco. As saídas com a gangue tinham se tornado sua única forma de se livrar dessa raiva, além disso, estava curtindo ter Kai e Dan com eles. Porém com mais saídas que o normal, Jae dormia menos. Seus amigos precisavam lhe acordar mais vezes durante as aulas.

Outra coisa que tinha deixado Jae-ki louco era ver Eun-bi, por mais que avisasse a bailarina sobre Taemin, ela insistia nisso. Jae não conseguia entender e cada vez perdia mais a paciência.

Apesar disso, tinha sentido que estava cada vez mais próximo de Eun-bi, quase teve certeza que ela sentia o mesmo que ele. Porém tudo havia mudado depois da última briga, para Jae-ki, Eun-bi tinha finalmente sido clara. As palavras dela doeram mais que levar uma surra, agora entendia tudo. Dava pra ver que a bailarina não sentia o mesmo que ele, mas Jae-ki não ia deixar que ela continuasse o fazendo de otário, estava farto disso, estava farto dessa escola.

Ele nem acreditava que finalmente sexta havia chegado, no começo das aulas percebeu como Hyun estava animado, na verdade até o invejava. Ele tinha dinheiro, era maneiro, podia fazer o que queria, e ainda dava sorte com as garotas. Jae-ki queria ser como ele no futuro. Queria poder dizer o mesmo que Hyun, semanas atrás tinha achado que ia rolar com Eun-bi, mas agora se sentia praticamente trocado.


- Uwa! Você é mesmo o cara! - Exclamou, embora estivesse com o semblante meio desanimado - Você não precisa de sorte.... Mas já que pediu, fighting!

Jae-ki até que estava feliz por ver que alguém ali pelo menos se dava bem, também tentou dar um sorriso para mostrar isso, mas seu sorriso saiu meio apagado.  Cumprimentou Kang e Won com um aceno, bocejando logo em seguida.  

- Fala aí caras!

Embora tentasse sorrir para eles, dava para ver que havia algo o incomodando, mas Jae-ki tentava seguir sua vida. Jae estava também ansioso pela classificação, não sabia como seria. Durante as aulas, evitava olhar para a bailarina. Não falava nem sobre isso com Won e Kang, embora eles soubessem. Quando o sinal finalmente tocou, Jae já tinha quase dormido umas quatro vezes, estava já todo largado em cima da mesa, não aguentava mais ficar ali.


Finalmente poderia se entupir de fruta, talvez levasse uma garrafa de água para sala, seria bom molhar os olhos para se manter acordado. Jogava seu material de qualquer jeito dentro da mochila, como sempre, quando ouviu o grito de Hye-min. Parecia que estava rolando algo lá fora, e assim que Jae-ki entendeu que era a classificação, ficou afoito para sair. Nunca tinha sido o tipo que se preocupava com notas, mas agora era muito importante.

- Aigoo... Como será que ficou? - Comentou com os amigos.

Jae-ki sabia que não tinha conseguido estudar a matéria toda, mas ainda torcia para ter ficado pelo menos entre os primeiros. Teve tantos contratempos nessas primeiros meses, que sabia que primeiro não ia ser. Além disso, nas duas últimas semanas tinha experimentado na pele o que era sofrer por amor, parecia estar doente. Lembrava da briga deles no trabalho, estudando, tomando banho...  Embora passassem os dias, o coração continuava dolorido.

Ele se aproximou do quadro de resultado, sem pedir licença, usou seu corpo mesmo para passar e procurou por seu nome.


Foi lendo desde os primeiros nomes e ficou desapontando conforme ia descendo sem vê-lo, até que o encontrou no décimo lugar. "Mwo? Décimo?! Aish..."

Não era ruim, mas abaixo o que Jae-ki almejava, e ele sonhava bem alto. Também leu o resto e ficou surpreso por ver que Eun-bi tinha chegado perto da sua colocação. No final, ele estava certo que ela iria melhorar se estudassem juntos. Mas de que adiantava agora? Pelo menos estava sem dívidas com ela. "Aishhh... Eun-bi..." - Suspirou sentindo aquela sensação apertando no peito.

Respirou fundo frustrado com a própria colocação, as aulas de dança realmente tinham prejudicado. Se continuasse assim, talvez tivesse que abrir mão de algum clube. Precisava ser o melhor, ou um dos melhores, precisava dar orgulho para o senhor Kim. Também notou que os amigos não estavam piores, mas não tinham levado a melhor, também haviam ficado abaixo de Eun-bi. "Jiral... Eu devia ter ajudado mais eles... " Jae-ki ficou um tempo parado olhando para o quadro, enquanto esperava os amigos também acharem seus nomes.  


Foi o comentário de Won que o tirou do seu momento reflexivo. Olhou para Won e percebeu que ele não parecia desanimado, mas não sorriu para o "joinha" dele. Queria ter tirado uma nota melhor e tinha seus motivos para isso.

- Vivos... Mas eu esperava mais... Da próxima vez, vou estudar mais vezes com vocês, a gente tem subir nessa parada. Bora pro refeitório?


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Re: Capítulo 5

Mensagem por Yeun Misoo em Qua Maio 02, 2018 10:41 pm


Misoo nunca pensou em namorar alguém de mentira. Aquilo ia contra o que ela acreditava, já que era bem sincera e direta com seus problemas. Porém, as circunstâncias pediram aquilo, por toda a pressão em volta e porque sentiu-se muito insegura pela briga com os amigos para conseguir ser valentona. Além do mais, ficou com um pouco de culpa por ser tão dura com Jung Mi e a forma como ele falou sobre seus sentimentos a fez pensar que ele não merecia sair com “fama ruim”. Parte dela achava que ele tinha que arcar com as consequências de seus atos, sem perdão, mas a outra, a mais Misoo e amigável, tentava ser legal com o menino que não tinha feito por mal sua exposição pública. Como ele prometeu desfazer o mal entendido com quem importava, a menina achou que ficaria tudo bem.  

Quando a poeira baixou, ela se deu uns tapinhas na cabeça de tão boba que foi. O que estava pensando quando propôs três meses? Foi uma data aleatória, de verdade, mas o fato é que, mesmo se tivesse proposto menos tempo, quando seu mundo virou de cabeça para CIMA, ela ficou curiosa por conhecer uma vertente da vida que não sabia que era possível.

Por exemplo, quando a mãe parou de implicar tanto com ela e quis ver filmes. Parecia abduzida. Misoo mal reagia aqueles estímulos, confusa e até um pouco irritada por isso. Tinha raiva de saber que ela estava sendo falsa só por causa de um namoro fake e, por conta disso, não dava muita bola para as tentativas da mãe no começo, mas um belo dia quando chegou cansada da escola, lá estava um sofá convidativo e uma conversa amorosa de mãe no sofá. Não parecia de todo ruim, mas a tenista sabia que era como uma armadilha de um rival na quadra. Só estava jogando uma distração e ela quis experimentar, achando que poderia parar quando quisesse, mais ou menos como quando começou a colocar os alimentos para fora. Eis que a mãe tinha uma voz nada estridente e que não falava só sobre seu peso. Que novidade incrível era essa? Ao mesmo tempo que era boa, seu peito ardia de tristeza em saber o motivo de tudo isso.

Farsas, muitas farsas. O pior de tudo era que Jung Mi tinha levado a ideia do namoro falso um pouco literal demais na parte do NAMORO  e esqueceu o ‘falso’, porque ele tinha atitudes de um namorado de verdade, o que a fazia ao mesmo tempo que corar, se irritar no momento seguinte. O que ele achava que estava fazendo? Por sorte contou tudo a sua avó antes que a halmonni achasse que aquele menino era “família”. Não seria justo com ela. Ela achava que as atuações estavam indo longe demais e nunca tomava iniciativa nenhuma de ser uma namorada. Na verdade, quando o garoto começava com isso, ela tinha calafrios e sua primeira ação era se afastar. A segunda, era corar com a atitude. Quem não coraria? Além do mais, Bibi reforçava o quanto ele era bonito, de ombros largos e que merecia uma chance com suas atitudes. A voz dela ecoava em sua mente nos momentos mais inoportunos, mas a racionalidade e os conselhos sábios da avó ainda eram mais fortes e ela sabia que era errado fingir namoro de verdade. O problema é que as consequências não pareciam nada ruins, por enquanto. Pelo contrário, Misoo era menos cobrada pelo peso e consequentemente sentiu-se menos enjoada do que nos outros dias. A queimação no peito era igual e às vezes ela achava que estava com nojo de si mesma, mas um sentimento completamente novo dentro dela falava mais alto: era uma filha que nunca foi amada de verdade pela mãe, sempre preterida, e que estava gostando da sensação de ser mimada uma vez.

Também era impossível não ficar pelo menos intrigada com o choro da mãe e aquela cena a fazia sentir muita pena. Claro que tinha raiva e rancor dela, mas poxa, era sua mãe! Misoo não era do tipo que guardava rancor de alguém, mesmo alguém como sua mãe. O sentimento estava mais para medo e ansiedade do que raiva. Podia ter seus momentos de rebeldia e dizer que detestava sua casa, mas no fundo, ela só queria que desde o início fosse aceita. Esse tipo de percepção ela começou a ter somente quando de fato passou a receber afeto que não conhecia. Afinal, não é possível sentir falta do que nunca se teve. Agora tinha criado aquele problema.

Se pelo menos fosse bonita, se tivesse nascido como MinT, se fosse modelo, famosa, socialite ou mesmo uma influenciadora como Bomi, poderia receber aquilo sempre, mas agora precisava usar de uma mentira para isso. Era bem triste e a aborrecia. Não queria aceitar aquele tipo de ‘amor’ falso, mas era muito difícil recusar também.

Da mesma forma, ela sabia que Bomi estava diferente com elas. A garota de repente “virou a casaca” e estava mais popular, mais estranha e distante. Passou tempo o bastante para que ela deixasse de atribuir isso a culpa própria. Agora ela responsabilizava a amiga também por aquelas escolhas. Mesmo assim, não queria cortar relações de jeito nenhum. Eram amigas e queria que sempre fossem, só não conseguia fingir que nada tinha acontecido, nem ela. Essa sensação de falsidade que começou a invadir todos os ambiente em que ela vivia a faziam se questionar se a tentativa de fazer tudo ficar bem tinha sido em vão e se a verdade era que estava destinada a perder aquelas amizades mesmo e talvez devesse ter reunido mais coragem na época. O problema, mais uma vez, era a coragem para cortar a corda. Misoo preferia deixar tudo como estava por enquanto, mas uma hora acabaria explodindo.

A pessoa que ela usava para descarregar isso era Yewon. Misoo estava cansada daquelas provocações gratuitas e já estava arrependida de um dia ter ficado com pena da menina. Precisava ser psicopata daquele jeito por causa de uma rejeição?  A tenista gritava com ela e fazia cara de brava para tentar ser ameaçadora, ainda que seu coração acelerasse, cansado de tanta agressão. Ela jamais utilizava seu suposto status de namorada ou o nome de Jung Mi para resolver seus problemas, mas o rapaz não deixava quieto, nem a unnie que de repente resolveu tratá-la como gente. Misoo perguntava-se o quão longe as pessoas podiam ir. Aquela garota que era arrogante com todos de repente era muito gentil com ela. Correspondia com educação, mas nada mais do que isso, porque sabia o quanto aquilo estava coberto de falsidade. Engraçado como com uma farsa você conseguia descobrir as farsas dos outros. Por exemplo, sua rival no tênis de repente estava torcendo por ela quando ia jogar, mas quando tentavam treinar juntas para a final, Hyemin agia de uma forma completamente diferente...

A única que continuava um demônio como sempre era sua professora de moda. Não via a hora de se livrar daquelas aulas. Será que agora, que era uma pessoa querida na família, poderia finalmente trocar de clube? A cada semana isso era uma ideia que crescia. No início, não queria usar Jung Mi para nada, mas conforme o menino também saía jogando naquela situação, Misoo perguntava-se se seria tão ruim assim em testar o poder de seu novo status para tentar trocar de clube.

Esses pensamentos perderam força assim que as provas vieram e ela se focou em estudar, enquanto dava conselhos para sua melhor amiga em relação ao namorado. Ela não podia dizer “eu avisei”, mas não achava saudável para ela que ficasse brigando em período de provas. Aconselhou que deixasse isso para depois, até porque o motivo era bem estúpido e ela achava que essas brigas a prejudicariam nos estudos. Namorar de verdade para ser daquele jeito? Nem morta! O de mentira já estava dando dor de cabeça nela, quem diria de verdade. Não seria tão cedo que ela apareceria com alguém, pensava.

Naquela sexta-feira, Misoo estava resmungando sobre provas, preocupada com seu desempenho e com saudade de seus clubes. Foi com muita surpresa que ouviram os característicos gritos da liberação dos rankings.

- Aigooo. E agora? Vamos fazer uma corrente e cantar o mantra: não vou ficar abaixo do 20, não vou ficar abaixo do 20.  

Segurou a mão de Bibi e foi com ela para o lado de fora para observarem as notas.

- MWO? - a menina cobriu a boca e ficou olhando de Eunbi para o quadro. Estava mesmo em 12? Era uma nota excelente e até acima da Rainha do Gelo. Mas o mais impressionante era que a amiga estava logo abaixo. -  VOCÊ CONSEGUIU!!! - abraçou Eunbi com vigor. - Nosso estudo deu muito certooo. Você é quase um gênio, Bibi, parabéns!!

Se ao menos Bomi tivesse estudado mais com elas... Mas estava bem claro ali quem tinha escolhido sair com outros “tipos” de grupos, não é mesmo? De qualquer forma, sem rancor, não é? Só breves momentos de brisas passageiras de raivinhas. Logo quando notou Gyu parado por ali para observar seu ranking ela reparou na nota de seu amigo, o que a fez conferir a nota e depois olhar para ele novamente, com espanto empolgado.


- Carambaaaaaaa…  - virou-se para ele empolgada   - Nossa, parabéns!!! Foi o primeiro!!! Que demais! Logo em primeiro! Isso foi incrível, você deve ter trabalhado duro - balançou os braços de forma bem alegre e com um sorriso sincero. - Yaaay. Que legal. Precisamos comemorar


Wangjo - escola da falsidade

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Dong Hee Kyung em Qui Maio 03, 2018 3:53 am


Apesar de todo o tempo que se passou, não seria difícil para o geek distrair sua cabeça. Os vários jogos que tinha, aliados tantos deveres e projetos, lhe renderiam horas infinitas e entretenimento. A única coisa que faz ele realmente lamentar por algo é quando precisava fazer atividades físicas, como praticar algum exercício ou então, as torturantes aulas de natação. Verdade seja dita, o pai tinha razão, a condição geral do corpo dele estava começando a ter uma melhora mesmo que muito discreta, pelo menos no fator disposição.

Era um pouco estranho o fato de se aproximarem de garotas, ser algo incomodo para o pequeno grupo dele, não seria uma coisa tão assustadora, e sim sair um pouco da zona de conforto. Os clubes exploravam muito o lado interativo e social de Dong, sendo o de Xadrez o que mais lhe rendeu surpresas. Wangjo não se mostra tão grande quanto eles pensavam,  Ui-Jin e Min-Ho veriam mais pessoas compartilhando aquele pensamento de não gostar tanto de interação.

A doação para o irmão de Kang fora algo que o rapaz gostou muito de fazer, novamente, uma coisa que pode ser facilmente mal vista por ai, mas na cabeça do geek, ceder peças e um equipamento à alguém que iria mesmo aproveita-lo e se divertir, seria uma boa coisa. Ótima coisa, alias.

Quem sabe até, mais tarde pudesse investir em montar um time de jogadores amadores no futuro? Não era difícil de imaginar, considerando onde viviam.

A falta de Ho em alguns eventos fora sentida pelo grupo, questionar a autoridade dos pais dele não seria sábio, ai é que não deixariam mais mesmo. Porém o por que fica matutando, contornando em ciclos na cabeça dos amigos...

Será que Dong fez coisa errada?! Talvez estivessem o cobrando pelas notas, também.

Algo que seus amigos notaram, era que o herdeiro estava passando muito tempo com uma certa senhorita que atendia por Stella, não era nem estranho as vezes, o rapaz menciona-la sobre coisas que fizeram juntos, no meio de uma conversa; receberia as pilhagens por causa disso, especialmente de HaN, mas Kyung nada admitia nada além do obvio: gostava de estar com ela, gostava de se sentir próximo dela. A inteligencia da garota, seja nas matérias, seja com os mesmos hobbies, lhe atingiam como um encanto.

Até mesmo um encanto pode ser complicado, um garoto complexo, como gostava de imaginar que era, não sabe decifrar o que realmente estava acontecendo ali. Ou talvez não quisesse decifrar... enquanto se aproxima mais da canadense, o mesmo não pode se dizer da sua querida prima.

Sim, querida, pois era isso que sentia quando pensava nela. Um conflito de amizades ocorria, ambos discordam das influencias que eram arremessadas mentalmente pelos dois grupos, e sendo de prachê, grupos moldavam costumes.

Dialogar não e mostrava tão efetivo, cada um defenderia o seu ponto como correto, restando apenas a única alternativa do :"deixar rolar" para ver o que acontece, ou então, quem tinha a razão, no final das contas. Ele só queria saber se Hayoung sentia a mesma saudade, ou se tudo simplesmente passaria de forma irrelevante na vida dela.

Vida que ele tinha se acostumado a fazer parte...

Ultimamente, Dong percebeu que seus pais brigavam menos, e isso basicamente diz que os tios não estavam provocando com a mesma intensidade de antes, o que é visto como boas noticias.

Um dos maiores prêmios que teve nesse período, foi poder aprender melhor sobre Go, com seu avô. Dong sentia uma ligação estranha com ele, qualquer pessoa que estivesse perto, veria como seus olhos brilhavam por trás das lentes. A empolgação era mutua, por assim dizer, mas respeitosa.

Analisando com mais calma, seria sábio pensar se o projeto dos medíocres, atingiria os alvos de forma realmente efetivo nesse colégio. Conforme cavava no problema, superficialmente, sentia que não havia um fundo para chegar, como se a questão estivesse mais enraizado do que sequer ponderou.

Como se muda algo que faz parte da essência de um lugar? Dong não tinha formação psicológica ou menos ainda pedagógica para entender alguns pontos relevantes desse assunto. As vezes pensava: querer ajudar é ser prepotente?

Ele foi até um pouquinho mais insistente com a professora, agora, podendo apenas esperar que o diretor pelo menos desse uma olhadinha com um pouco de interesse, já que foi tão elogiado. Isso já valeria todo o trabalho; e as informações extras que andou colhendo.

E colheu pouco, por que as semanas seguintes foram selvagens. Estudou tanto que não aguentava mais ficar sentado numa cadeira nem para jogar. As dosagens de café eram cavalares mas desta vez, justificadas. Uma coisa afinal , já que teria a desculpa para saciar seu vício porque precisava ficar acordado... agora, o esperto virginiano colheria o que plantou.


Sexta estava ai para dizer isso, saiu da sala no interva-lo, como sempre, um dos primeiros, graça a distancia com a porta. Como Dong gostava de números pares, esperou alguém sair antes para depois ser o segundo. Sim ele tinha algumas estranhisses...

O mural estava lá, esperando por todos eles, com o belo ranking. Muita gente, muitas cabeças para contar e se aglomerando. - Ohh! - Exclamou quando os olhinhos puxados viram quem estava no terceiro colocado, e inevitavelmente teria que se virar para ele. O narrador, o mestre, o mastercheff!! De voz tão galante e postura discreta.

Kyung daria tapinha de leve no braço do amigo, o parabenizando algumas seguidas vezes; depois da quarta ficou um pouco constrangedora mas inda assim genuína!


Dong ficou em sétimo, um numero ímpar que lhe incomoda mas coladinho em Stella, com ela por cima. Opaaa! Uma ótima colocação, sim senhor, que sinergia. - Quase um duo. - Acabou comentando discretamente num murmurar que seria abafado pelas vozes mais empolgadas a sua volta. Min-Ho estava abaixo como se fosse uma energia das trevas abaixo do amigo. Havia no mural algumas pontuações que ele já esperava, outras eram uma surpresa. Hayoung 18, Yerin 13?

Kang 23, Kim 20, chegou a coçar a nuca de leve. Será que o pc atrapalhou mais que ajudou?!
Apesar que não era ruim, afinal de contas.

- Acho que agora vou poder respirar um pouco em paz... valha me santo Samsung, fiquei até suado só para vir ler. - Chegou a tirar a armação do rosto para limpar os óculos com um lencinho vermelho, aguardando a reaction dos companheiros.

Enquanto isso, na Escola  MiguéJo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Sex Maio 04, 2018 2:31 am

7 DE JUNHO - WANGJO CORREDOR
Hee Kyung foi o segundo aluno a sair da sala. Ciente das esquisitices do amigo, Ui Jin acabou sendo o primeiro. O garoto tinha tirado os óculos e dado alguns passos para fora da sala enquanto limpava a peça num lencinho especial. Era engraçado como os olhos dele ficavam quase fechados graças ao grau de sua miopia. Pareceu satisfeito por enxergar de novo, piscando algumas vezes e suspirando.

Atrás dele, vinha Hee Kyung e Min Ho. Joo Hyuk estava copiando ainda - ele quase nunca terminava à tempo, sempre ficando uns minutos a mais e Stella também estava dentro da sala ainda. Estava com o celular em mãos. Dong até podia pensar que as mensagens eram para o tal amigo canadense, mas a expressão dela estava séria. E, considerando que Sun Hee não estava ali, talvez a resposta para aquele mistério fosse bem mais simples e menos paranóico.

Alguns alunos do 2º ano estavam ali no corredor vendo a nota e acabaram atraindo a atenção do trio. Ui Jin ficou animado e acelerou um pouco até o quadro.

- Uwaaaa...Daebak! - Ele acabou falando alto e sua voz aveludada atrai a atenção das duas unnies que estavam ali olhando a tabela do 2º ano. - 3º lugar!!!


O sorriso veio e a imagem de Ui Jin era muito mais agradável assim. Ele parecia mais amistoso, mais divertido, o Ui Jin que o grupo conhecia. Min Ho, por outro lado, aumentou o bico. Sua colocação não era ruim, afinal, estava entre os dez primeiros. Porém, ele sentia que aquilo não seria o suficiente.


- Quero revisão de prova. - Anunciou. - Isso tem que estar errado. É matematicamente impossível que eu esteja atrás de vocês dois. - Olhou para Hee Kyung. - Aliás, por que você está atras dela? Você facilitou ou coisa assim?

Enquanto o garoto começava com suas discussões, o grupo real saiu de sala. Yerin estava com a expressão fechada de sempre - algo que vinha piorando nas últimas semanas. Os olhos naturalmente negros dela pareciam ainda mais foscos, sem brilho. Outras mudanças perceptíveis eram de Eun Na - que agora vivia com o cabelo preso e meias longas cobrindo suas pernas. A maquiagem era sempre básica e ainda que ela carregasse aquela beleza típica dos populares, ela não parecia ter o mesmo pique de antes. Hayoung também teve uma singela mudança. De certo modo, ela tinha perdido aquele tom de transição e parecia mais metida e patricinha do que nunca. Ela estava até se maquiando mais e evitando completamente o contato com os outros.

O grupo ainda era composto por Yewon - essa não mudava nunca- , Beom Su e, obviamente, Hyemin. Hyemin vinha ao lado de Yerin. Os seis teriam passado direto, se não vissem aquilo. Quando Yerin virou a cabeça, olhando na direção de Hee Kyung - mesmo que ela estivesse olhando além dele, visto que mirava o mural, dava arrepios - e mudou a postura.


Hayoung fez uma cara de desânimo quando se deu conta e Beom Su se benzeu.


- Eu fui muito mal nessas provas. Nem me iludo… - Fez uma manha.


Yerin sentia o mesmo, mas preferia enfrentar seus desafios de frente, com a cabeça erguida. Ela seguiu e disse a Dong.

- Com licença.

Sem “por favor”, mas já era alguma coisa ela dizer isso. Geralmente ela apenas fazia, mas não tinha problemas com Dong. Talvez porque não soubesse o que ele estava fazendo nos clubes. De todo modo, o grupo começou a se aglomerar, fazendo com que Hee Kyung, Ui Jin e Min Ho fossem, sutilmente, “empurrados”. Sem ignorâncias, só aquele espaço que geralmente era dado para que outros pudessem tomar o lugar e ver o mural.

Um grito bem agudo e desesperado ecoou pelo corredor. Era Beom Su que logo depois do BERRO, levou as duas mãos até a boca e ficou com os olhos enormes, brilhando como um anime. O garoto virou-se na direção de Eun Na que bateu no próprio ombro, deixando que ele encostasse na região. Yewon bufou.

- Tanto faz! Não existe reprovação e essa droga não fará nenhuma diferença no meu futuro. Sou rica. - Jogou o cabelo que já estava batendo um pouco abaixo dos ombros


Eun Na ainda estava procurando por seu nome, mas outro gritinho foi dado. Dessa vez, de alegria. Hyemin dava pulinhos no mesmo lugar, muito embora os amigos não a acompanhassem. Eun Na não tinha chegado no lugar dela e Hayoung estava imóvel assim como Yerin.


Apesar da menina parecer ter concluído sua transição para uma completa patricinha popular, ela ainda tinha seu lado nerd. A sua colocação a magoou bastante, principalmente depois que viu onde o outro Dong estava. Como se não bastasse, estava coladinho naquela canadense imbecil. Seu sangue ferveu um pouco e o queixo tremeu.


Hee Kyung e os amigos ainda estavam por ali, por isso Hayoung olhou de banda. Não queria ver nenhum olhar de pena do primo, por isso engoliu em seco e manteve a postura.


- Olha, nem fui mal também… - Eun Na comentou, mas parece indiferente a tudo.

Já Yerin…

Somente piscou quando Hyemin a chamou daquele jeito. Mais um segundo e virou a cabeça na direção da menina. Encarou fixamente, mas mantinha a expressão indiferente, como se estivesse com uma máscara de porcelana.


- Não é como se eu quisesse honrar alguém. - Disse. - Vamos comer?

O que ela quis dizer com isso? Talvez demorasse um pouco para Hyemin - e Hee Kyung - entendesse que ela estava falando de sua própria família. Yerin trincou os dentes e começou a se afastar dali, caminhando.

Mais pessoas das outras salas saíam, incluindo o estranho bolsista que pintava o cabelo. Devido à aglomeração que só permitia que a metade do corredor ficasse livre, justamente a metade oposta ao mural onde as notas estavam - isso sem constar os empurrões que ele recebia no meio disso, por mãos invisíveis - ele acabou tropeçando e caindo contra Yerin. No susto, a garota deu dois passos para o lado, encostando-se lateralmente na parede na parede. Kai apoiou as duas mãos na mesma, mantendo Yerin entre elas.

Logo atrás dela vinham Hyemin, Hayoung, Beom Su, Eun Na e Yewon. Hayoung até tinha saído antes que o primo tentasse falar qualquer coisa para ela, preferindo distância à sermões.

O grupo e alguns curiosos do corredor se viam em meio aquele breve climão. Os outros alunos do primeiro ano talvez se importassem, caso não estivessem tão preocupados com as notas.


- Er...Você tá bem? - Kai perguntou com o rosto perto dela.


Os dentes de Yerin trincaram e ela franziu as sobrancelhas, fazendo uma cara bem aborrecida.


- Que tipo de pergunta é essa? Quem é você? - Ia se desencostar da parede, mas quando ele não se moveu, ela se sentiu afrontada.

- Não se faça de sonsa. Dois meses e você ainda não ouviu meu nome?

- Como um ninguém como você pode ser tão arrogante? Sai! - Empurrou e Kai se afastou, dando um meio sorriso debochado.


Ele meneou negativamente e ela foi limpando o blazer, como se estivesse sujo devido à aproximação. Virou a cabeça, balançando o cabelo e marchou para fora dali, seguida de suas amigas. Kai ainda receberia outras encaradas, mas já estava bem acostumado com esse tipo de coisa.

Os gritos de Hyemin e Beom Su tinham atraído a atenção de outras pessoas dentro da sala. Hyun Hee tinha saído de lá no instante dos gritos e quando se deparou com aquela pequena aglomeração que se formava, sentiria um arrepio percorrendo sua espinha. Alguns meninos nerds, incluindo o gordinho do clube de culinária, estavam ali, próximos ao mural, mas sem prejudicar quem quisesse vê-lo. Tinham dado espaço para que o sexteto o qual Hyemin pertencia, pudessem ler. A menina parecia muito feliz, já os outros, nem tanto.

Enquanto Hyun ia até o quadro, Kai cairia contra Yerin, mas talvez, por conta da multidão, ele não fosse se dar conta da cena - ou não se importasse mesmo, apesar da relação do garoto com Chaeyoung ser um pouco incômoda.

Hyun não tinha ido nada mal mesmo. Ficou numa posição melhor do que muitos e dava até orgulho pelo tempo que se dedicou aos estudos. Verdade seja dita, ele nunca foi um aluno burro, sempre esteve na média mesmo. Talvez fosse só um pouco preguiçoso para os estudos - sua vida social sempre foi muito mais agitada e interessante. Porém, quando ele se dedicava mesmo que um pouco, os resultados eram bons.

Chaeyoung também tinha ido muito bem. Quando Hyun fosse para perto da porta da sala dela, veria Kai com um sorriso debochado meio que para o vento - depois que Yerin e suas amigas saíram dali. O garoto encarou Hyun por meio segundo e fez uma cara de pouco interesse enquanto ia lá ver.

O herdeiro não teve que esperar muito porque Chaeyoung logo saía da sala acompanhada de Hye Won e Lee Hi. Foi surpreendida pelo toque dele e virou-se.


- Mwo?!!?!!? - Arregalou os olhos com as notícias que ele deu. Um sorriso de alegria veio aos seus lábios e ela deu alguns pulinhos no mesmo lugar.


Depois dessa reação, ela se afastaria para ver o quadro. Han Sona era a 1ª colocada da turma - e do geral - sendo seguida por Ha Neul e Hye Won. A filha do diretor fazia jus ao seu título. Porém, Lee Ha Yi estava em 30º. Mais do que isso, ela estava em 80º. As amigas até que estavam comemorando até que viram a expressão séria dela. Ela nem quis olhar para as meninas de novo, apenas abaixando a cabeça e se afastando dali.

Chaeyoung tentou segurá-la, mas Lee Hi a soltou e disse que queria ficar sozinha. Chae deixou os ombros caírem. A dupla nem conseguiu enxergar o trio de Hee Kyung por conta das pessoas - e dessa cena de Lee Hi. Por isso, seguiram para o refeitório. Conversariam melhor lá.

Depois de Hyun, Won, Jae Ki e Kang foram ver suas notas. Os dragões estavam ansiosos por isso, mas era nítido que os três pareciam decepcionados. Junto deles, Kim e Stella também saíram. Joo Hyuk ajeitou os óculos e olhou para os amigos, vendo se estavam satisfeitos com as notas, mas foi lá ver com os próprios olhos. Parou ao lado de Won e Stella se espremeu um pouco ao lado dele.


- Ashaaa!! Fiquei em 6º!! - Deu alguns pulinhos.

- O que?! - Kim até ajeitou os óculos para ver melhor. - O que aconteceu?!


Kang estava com a cabeça meio tombada para o lado.


- Se eu olhar desse ângulo, eu fico em 8º. - Disse, mesmo que ninguém tivesse perguntado nada. - Aish, eu tô ferrado! Eu sou muito burro, o que eu tô fazendo aqui!?

Escondeu o rosto com as duas mãos e meneou negativamente.

Misoo, Eun Bi e Bomi saíam da sala acompanhadas por Jung Mi, Ryu Ji e Gyu Sik. Bomi estava com as braços cruzados porque estava preocupada, mas quando viu o tchauzinho de Won, ela deu um discreto sorriso e correspondeu, mexendo os dedinhos de leve.


Apesar do grupo estar um pouco estremecido, eles ainda andavam juntos.

Eun Bi e Misoo diminuíram um pouco os passos para fazerem seu mantra de todo bimestre.

- Não ficarei em 30º. Não ficarei em 30º…- Disse segurando as mãos da amiga.

À essa altura, Jung Mi, Ryu Ji, Gyu Sik e Bomi já tinham se aproximado do Dragões. Os garotos eram um pouco distantes deles, mas Bomi aproveitou que podia ser genérica para sorrir para os meninos. Ouviu Kang dizendo.

- Preciso mesmo de ajuda. Estou envergonhado…

Bomi olhou para o quadro e a primeira coisa que viu foi o nome de seu irmão. Levou um choque e olhou para ele com os olhos arregalados. O sempre tão fechado Gyu, também parecia surpreso e até sorriu quando viu o nome.


Porém, quando viu a irmã em 19º, ele “puxou” o cabelo dela.

- Ya! Demente! - Bomi bateu nele. - Por que fez isso?


- Porque você ficou em 19º!

- O que você queria? Que eu ficasse em 2º?? VOCÊ é o irmão inteligente, eu sou a bonita. O mundo não suportaria que eu fosse a bonita E inteligente. - Sorriu meio besta, jogando o cabelo. - Estou tão feliz por você, oppa!!

Pulou no pescoço dele e o abraçou. Gyu acabou relaxando um pouco e abraçou também.

- Comparando com minha nota, você é bonita e inteligente sim, Bomi. - Ryu Ji disse bem “na frente” dos meninos. - Parabéns, Gyu Sik, Jung Mi.


- Komawo. - Jung Mi disse.


Depois de meia hora de mantra, Eun Bi e Misoo foram ver as próprias notas. Elas viram as colocações no mesmo tempo. Eun Bi começou a bater os braços e sapatear no mesmo lugar até que pulou várias vezes no mesmo lugar.

- KYAAAAAH!! - Não se aguentou e gritou. Ela agarrou Misoo, dando pulos no mesmo lugar, mas girando com ela. Nem se importava com a vergonha que passavam no corredor, muito menos com quem estava vendo.


Quando conseguiram respirar, Misoo olhou para os outros nomes e voltou-se para Gyu Sik. O garoto a encarou mantendo a compostura, mas aquele distanciamento.

- Komawo...Vocês duas também foram muito bem.


- De. Acho que os estudos com Sooyeon-shi fizeram bem para você, Gyu Sik. - Ryu Ji acabou comentando.


- É verdade. Ela é muito inteligente, preciso agradecer a ela…



- Uwaaa, vamos comemorar sim! Aliás...Posso chamar alguém? - Eun Bi perguntou. - Posso, né? Também tenho que agradecer.

Olhou ao redor e então viu quem estava ali.

- Já volto.. - Se afastou.

- Se não for um incômodo, eu também gostaria de chamar Sooyeon. - Gyu Sik comentou.

Os Dragões ouviriam em parte aquela conversa, mas agora tinha alguém mais direcionado para eles. Eun Bi recuperou sua compostura e foi caminhando na direção do trio. Caso eles começassem a andar, ela diria.

- Ya! Jae Ki-shi!!! - Acelerou os passos e agarrou o pulso dele. - Komawo...Você foi um professor muito bom…

Kang olhou para Won. Nunca sabia o que fazer nessas horas.

- Posso não querer olhar para essa sua cara com esse nariz...incrivelmente grande e bonitinho. - Disse a última palavra um pouco mais baixo. - Mas não sou injusta. Você me ajudou muito. Hoje vamos comemorar, gostaria de ir? Vocês também… - Olhou para Won e Kang. - Sei que é sexta-feira e vocês três trabalham, mas nada termina antes das 1h na sexta-feira. Seria legal...não acham?


Mordeu o lábio internamente, esperando pela resposta.

Bomi olhou brevemente na direção deles, mas Ryu Ji apoiou o braço no ombro dela, atraindo sua atenção. O garoto sorriu para ela enquanto combinavam sobre a comemoração. Parecia que ele estaria lá também…

Paralelamente à conversa dos Dragões com o sexteto de Misoo e Jung Mi, o grupo de Hee Kyung também crescia. Stella se aproximou com o mais lindo dos sorrisos e teria abraçado Dong, se fossem ambos ocidentais. Como não eram, só bateu aquelas palminhas animadas.


- Parabéns, Hee Kyung-Shi!! Ui-Jin-shi, você foi incrível!! E você também, Min Ho.

Ui Jin agradeceu com um sorriso, mas Min Ho a encarou seriamente.

- Vou pedir revisão de prova. Não tem como isso estar certo.

- Eu acho que também vou. - Joo Hyuk estava com os braços cruzados e um palmo de bico.

- Cahããan...ARRÃA..RÃN… - Ha Neul se aproximava com toda sua pompa e glória, fazendo charme até para caminhar.


Ui Jin começou a tatear os bolsos até que achou uma bala mentolada. Ofereceu para Ha Neul.

- Que isso? - Ha Neul olhou meio desconfiado.

Ui Jin apontou para a garganta.

- Eu não to gripado!

- Então por que tá fazendo esses sons incomodos?!!? - Min Ho estava se aborrecendo já. Que dia cansativo!


- Aishhshhhh...Um homem nem pode pedir por atenção que é recebido dessa forma. Cadê o respeito!? Cadê os parabéns? - Bufou. - Fiquei em 2º lugar. Olha que maravilha!!


- Não foi 1º? - Min Ho perguntou. - Quem foi 1º?

Nesse instante, Sona parou ao lado de Ha Neul, com um sorriso vitoriosa.

- Quem mais? Eu

Min Ho começou a marchar na mesma hora.

- Vou à diretoria. Tá errado isso!

- Volte aqui, machista opressor - Ha Neul o segurou pelo colarinho do blazer.

Foi uma denominação usada de brincadeira, mas foi o suficiente para que Stella e Sona julgasse os dois com os olhares.

- Então, o que faremos para comemorar? - Ha Neul perguntou. - Vamos ao cinema?

- Eu não sei...Fiquei meio chateado e a Sun Hee também me deixou preocupado. - Kim comentou. - Ela faltou hoje.

- Sim, eu também estou preocupada, Kim. Seria incômodo visitá-la?

- Hmm, não sei. Por que não pergunta a ela?

- Perguntarei…

Ha Neul ainda esperava pela decisão de Dong.

7 DE JUNHO - WANGJO, REFEITÓRIO



A mesa do grupo de Hyemin não parecia muito afim de falar sobre as notas. A menina talvez fosse a única feliz com o resultado. Apesar de Eun Na ter ido bem, ela se sentia indiferente em relação a isso.

- Hm...E o encontro, Minah? - Hayoung resolveu puxar o assunto. - Você já decidiu qual roupa vai usar?

- Sim! - Beom Su levantou a cabeça da mesa. Ergueu a cabeça antes que a coroa caísse. - Isso não vai abalar sua make maravilhosa de hoje, viu? Meu irmão conseguiu ser pior do que eu no ranking geral e isso me deixa mais tranquilo. Benefício de ser o caçula.


- Ahm...Vou pegar chocolates. - Yerin comentou.

- Vou com você. - Yewon levantou-se.

Yerin tinha se retirado por educação, mas Yewon porque não suportava mais mesmo o assunto. Eun Na arqueou uma das sobrancelhas, mas chegou mais perto de Hyemin e a abraçou de lado.

- Como será o cronograma mesmo? - Se fez de esquecida, mesmo que Hyemin já tivesse repetido a semana inteira.

- E o menu? Você decidiu o que vai pedir? - Hayoung, Beom Su e Hyemin tinham jantado no restaurante escolhido.


Tudo para criar o clima perfeito. Beom Su se fez de par e Hayoung estava como espectadora para opinar sobre os detalhes. Assim Hyemin também veria qual o cardápio do lugar e o que poderiam comer. Fora a melhor mesa - a mais iluminada e a melhor cadeira para o ângulo de Hyemin.

Os dois foram bem empenhados em fazer daquela noite perfeita para a menina. Eles embarcavam de verdade nesse tipo de imersão.

Não muito longe dessa mesa, Hyun estava com seus amigos. Jong In e Da Won tinham ido bem - ficaram em 10º e 5º, respectivamente. O mesmo não poderia ser dito de Taehyung e Ro Young. Eles foram bem mal - tanto na turma quanto no geral.

- E então? Os planos para sábado ainda estão de pé? - Da Won questionou.


- Claro. Meu pai nem deve se ligar nisso aí. - Taehyung garantiu. - Preciso mesmo me divertir agora que estou livre.


Ele tinha terminado com Jimin nesse meio tempo.

- Ah é, bem lembrado. - Jong In disse. - Não vou mandar a mensagem para Jimin. Enfim, estava pensando na festa da cobertura no Hwarang. Parece que vai ser boa..

- Mas aí não corre o risco dos Han descobrirem? - Ro Young perguntou.


- Eles são donos do Hotel, não da festa. Mas podemos só dar uma passada e seguir para outra.


- Você vai, Hyun?

Nesse instante, ele recebeu uma mensagem no celular.

JOANINHA

JOANINHA
Já que você gosta tanto de Spoiler, por que não me diz para onde vamos? =x
JOANINHA
Eu preciso saber como me vestir >_< Posso usar cabelo laranja? *__*
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SUN HEE - RESIDÊNCIA KIM
Até que estava demorando para que algo do tipo acontecesse com ela. O cérebro humano tem seus infinitos mistérios, porém, chega um momento em que alcança seu limite. Depois de semanas tão desgastantes e com cerca de 2 horas de sono por dia, o corpo de Sun Hee cobrou o preço pelo cansaço.

Parecia que seria uma manhã tranquila. Sun Hee mal tinha fechado os olhos e o despertador tocou. Tea, sua inseparável companheira, levantou as orelhas e a encarou.

A menina conseguiu colocar os pés no chão e conseguiu chegar até o banheiro. Porém, essa foi a última coisa que se lembrou antes de uma tontura intensa deixar sua mente completamente nebulosa e ela caísse no tapete do banheiro, à centímetros da porcelana do vaso sanitário, enquanto a torneira continuou aberta.

Ela mal se lembrava de seu último pensamento.

Tampouco ouviu a voz desesperada de Ji Yoo chamando pelos familiares depois que Tea ficou latindo sem parar. Titia e papai apareceram para ajudá-la. Mediram pulsação, viram os olhos. Não era a primeira vez que algo assim acontecia, muito embora fizesse muito tempo desde a última vez.

Talvez eles tivessem relaxado demais com a ausência desses desmaios e ficaram mais nervosos do que o normal.

Depois de colocarem sal e forçarem a menina a tomar suco, bem como colocar as pernas dela para cima, viram que ela estava somente dormindo. E dormindo profundamente, como há dias ela não fazia.

O corpo estava relaxado, mas a mente dela não.

A névoa continuava em sua mente enquanto ela corria sem parar. De repente, o chão não existia mais e ela caía...caía…

E ouvia o som de panelas caindo. O tipo de barulho que a deixava à flor da pele era capaz de trazer de volta de qualquer lugar. Quando abrisse os olhos e recuperasse a respiração, ela veria que estava na sala de estar. Arrumaram um futon para que ela ficasse bem confortável e num ponto que Yumi pudesse vê-la. Mesmo aflitos, os outros precisavam trabalhar. A tia, contudo, podia deixar que outros cuidassem do restaurante por um dia.

No momento, ela estava tentando fazer o bolo favorito da sobrinha, mas estava tão nervosa que as coisas escapavam de suas mãos.

O barulho foi forte na cabeça de Sunny, mas olhando o relógio, veria que eram 11 da manhã e ela nem tinha trocado o pijama ainda. Caso olhasse para o celular, teria mensagens de Kim e Stella

JOO HYUK

JOO HYUK
Você está bem? Por que faltou à aula? Aconteceu alguma coisa?
JOO HYUK
Saíram os resultados das provas...você mandou bem, viu? Parabéns.


.
EUN SEOK

EUN SEOK
Amiga! O que houve? =(( Tô preocupada com você. Está precisando de alguma coisa?
EUN SEOK
Aigoo, por que você não lê as mensagens? >< Tô aflita!.
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Yeun Misoo em Sex Maio 04, 2018 7:12 am


Misoo riu da interação dos gêmeos. Aqueles dois quando “brigavam” arrancavam muitos risos dela, estando com a relação estremecida ou não. Sabia separar as coisas e momentos felizes e para cima deviam ser preservados. Como também  não era nada discreta e agarrou Eunbi, acompanhando seus pulos de alegria.

- Quem é a nova Einstein da escola? Hein? Hein? Quem é? - gritava em meio a risos espalhafatosos e pulinhos afobados giratórios que a despentearam.

Quando recuperou o ar, fez o elogio a Gyu e sorriu com a resposta dele, fazendo um sinal de positivo com a mão.

- Obrigada! Tome cuidado com a Bibi, no próximo ranking ela vai te passar hein? Hahaha-... - Engoliu a risada sem querer quando ouviu aquele nome.

Sua expressão feliz foi sugada pelo comentário. A menina nem estudava ali, por que tinham que ficar falando dela? A criatura nem era do grupo totalmente! Deu um suspiro e fez um bico cansado, durando alguns segundos até conseguir recuperar um sorriso forçado quando Gyu disse que a agradeceria. Não tinha direito de ficar irritada com aquela garota, né? Por sorte, Eunbi trouxe a faísca necessária para que voltasse a rir. Até mesmo Jaeki parecia um assunto bom para falarem em vez daquilo.

- Ohhhhhh. QUEM será? Que mistério

A amiga começou a se afastar e Misoo abriu e fechou a boca querendo que ela ficasse, chegando a soltar um "Ya!" dramático, mas antes que ela pudesse perguntar se eles estavam bem, ficou chocada com aquele balde de água fria que jogaram nela. Levou alguns segundos para que virasse o rosto, desviasse o olhar e finalmente conseguisse responder com animação olhando para ele.

- Ah… Claro… Claro! Incômodo nenhum, por quê? Afinal, ela te ajudou a estudar, né? Hahaha….

Ha.

Às vezes ela se arrependia de ter pedido a Jung Mi para falar com Gyu Sik. O que será que tinham conversado de verdade? Pela forma como ele a tratava às vezes, ficava se perguntando se ele sabia a verdade mesmo, porque ele estava mais frio mesmo, por mais que ela se esforçasse. Poxa, não podiam esquecer? Esqueçam, por favor. Cada semana que passava na espera de que se resolvessem começava a concluir que talvez nunca voltariam a ser como antes e por isso mesmo achava que não tinha direito de impedir o menino de ser feliz com Sooyeon ou quem quer que fosse, até porque não dava nenhum crédito que aquilo fosse adiante.  Se esse era o único jeito de manter seus amigos, então tudo bem, mas ela desejava que eles fossem um pouco mais compreensivos com ela também. Era uma situação cansativa, mas que se fosse colocada às claras, talvez só Eunbi e Mia sobrassem.

- Bom, agora estamos em uma contagem regressiva!! Onde a gente vai?? Hm? - virou o rosto, querendo que outras pessoas participassem daquela conversa para disfarçar o climão, mas quem estava em volta não era exatamente quem amenizaria isso (Bomi, Jung Mi)

Misoo sentiu aquela ansiedade crescendo para não ficar no vácuo, mas decidiu falar sozinha.

- O que tem no cinema? Nossa, já estreou aquele último filme de herói?. - sentia que poderia ficar tagarelando por horas, só para tentar disfarçar aquele nervosismo.

Wangjo - escola da falsidade

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Park Hyun Hee em Sex Maio 04, 2018 8:17 am


Hyun olhou de banda para o que o garoto do novo-cabelo-castanho estava fazendo. Ultimamente ele estava causando vários problemas para sua paz de espírito, mas não era problema dele. Não iria comprar briga com os “amigos” por causa dele. Afinal, ele era o tipo de pessoa que sabia muito bem como se virar, não um “bolsista indefeso”, nem mesmo se esforçava para ser agradável, como o colega do clube de mecânica era. Jaeki era como um irmãozinho mais novo, um papel que ele bem tinha saudade de que fosse preenchido.

Sua atenção para a cena foi mais desviada porque a imagem de Yerin o fazia associar aquele acontecimento que ele ainda não tinha desvendado. As amigas dela estavam por perto e sempre que um encontro casual acontecia, ele aproveitava para dar uma olhada em Eun Na e verificar se algo nela tinha mudado. Adquiriu esse hábito assim que notou que seu jeito de vestir mudou. Não que fosse um guru da moda, mas de mulher ele entendia. Quer dizer, não suas motivações por trás das coisas, mas se era uma patricinha princesa como Eunjoo ou uma mulher poderosa como Sunyoung ele podia discernir e de fato Nana não era mais a mesma menina sexy que tinha piscado para ele. Pelo contrário, até fugia de seu olhar. Fazia um pouco parte do combinado fingir que não se falavam, então apenas a olhou de relance e foi embora.

Enfim, agora com Chaeyoung feliz a sua frente, ele lhe devolveu um sorriso e a liberou para ver as notas, seguindo para o refeitório para buscar algo para comer.  Acabou encontrando os amigos e aí não tinha mais como escapar. Sentou-se com eles para ouvir os comentários sobre suas notas, julgando-os em segredo e em silêncio, ocupando a boca com colheradas de iogurte grego. Fazia-se de estátua enquanto o grupo conversava sobre aquela saidinha de fim de semana.

- Aproveita porque daqui a pouco vocês voltam. É assim que funciona lá - referia-se ao grupo de Eunjoo. Segurou a piada mais óbvia que surgiu em sua mente “Se ela não vai então nem vou”, porque isso poderia gerar uma pancadaria no refeitório e hoje ele só queria tentar manter a normalidade para poder sair com ela.

- Han Sunyoung poderia aliviar essa para vocês, se não fossem uns cabaços óbvios. Ela sabe que tipo de gente vocês são - estreitou os olhos e torceu os lábios como um bichinho fofo, como se fosse um anjo quando a pergunta e o brilho no celular chegaram juntos.

Hyun ignorou a pergunta colocando o celular em pé e dando um sorriso divertido. Ah, joaninha, está curiosa, é?


Começou a digitar uma mensagem, querendo brincar com ela sobre a localização. Sugerir que seria numa loja de conveniência ou algo do tipo, quando chegou a segunda mensagem que o fez sorrir de novo. Bobona. Preocupada com o tipo de cabelo que ia usar...

 
Joaninha

Tigrão
Você ficaria brava comigo se eu dissesse o que eu imaginei que você poderia vestir
Tigrão
Vista-se como você acha que a sua joaninha merece. Isso vai dizer bem se você merece tê-la de volta ou não Mad
.
.
Gosto do seu cabelo laranja.



Hyun estava completamente concentrado naquilo,mas o dedo era ágil no botão de apagar a tela se um amigo engraçadinho quisesse interrompê-lo.

- Ahn. Se der, dou um pulo lá. Tenho uma coisa pra fazer. Guarda um daqueles pra mim.  

Humor: estável / +++++♥️

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Won-Bin em Sex Maio 04, 2018 10:51 am



Até os mais fortes exércitos tem derrotas e aquele resultado de notas tinha sido uma para os três dragões. Jae-ki era o único que Won esperava que ficasse feliz com a nota mas até ele parecia decepcionado: deveria ter almejado o topo e não o top 10.

Prestou um pouco de atenção na reação dos outros: Dong e seus amigos pareciam satisfeitos, as patricinhas de Yerin surgiram, leram e saíram num piscar de olhos antes (aliás elas pareciam meio diferentes de uns tempos pra cá), além do grupo de Bomi e suas amigas.

- Se eu olhar desse ângulo, eu fico em 8º. - Disse, mesmo que ninguém tivesse perguntado nada. - Aish, eu tô ferrado! Eu sou muito burro, o que eu tô fazendo aqui!?

-Foi só a primeira batalha Kang. Você vai se sair melhor na próxima - dizia positivo. Tinham que dar mais atenção a esses estudos mesmo, andaram tão ocupados com coisas paralelas. Se sentia um pouco culpado, talvez seus problemas poderiam ter sido uma distração.

Bomi só tinha sorriso de leve e acenado discretamente mas para Won aquilo nunca era algo discreto. Sentia o tempo desacelerar por um instante e a sensação no peito era muito boa...talvez essa sensação toda vez que se cumprimentavam nunca passasse e Won não sabia se isso é bom ou ruim.

Jung Mi, Ryu e Gyuk acompanhavam.
”Aish, esse cara sempre na cola” aprendeu a se segurar melhor diante do ciúme mas nunca se sentia à vontade no mesmo ambiente que Ryu.

Misoo e Eun-bi pareciam ansiosas pelo resultado, na verdade pareciam esperar o pior. Achou ainda mais divertido a briga misturada a elogios dos gêmeos.

- Comparando com minha nota, você é bonita e inteligente sim, Bomi.

”Deus me dai paciência porque eu já to com a mão boa” controlou o ciúme e só desviou olhar diante de um comentário tão direto.

”Ufa, a Misoo e a Eun-Bi parecem felizes com seus resultados”

Para surpresa dos dragões era Eun-bi que se aproximava em seguida e queria falar diretamente com Jae-ki antes que a ideia do refeitório pudesse ser aceita.

”Manobras de defesa, manobras de defesa!” pensou olhando para Jae.

Apenas acenou positivamente para Kang quando olhou para ele.
”Nós sabemos o procedimento Kang. Mantenha a calma, eles estão bem hoje” pensou imaginando que agora eles seguiam seu ciclo de se odiarem e amarem, agora deveriam estar na fase da segunda opção.

O assunto era comemoração e para surpresa geral até Won e Kang eram convidados!

”Se a Bomi estará lá eu não vejo motivos pra…”

Viu Ryu com a mão no ombro dela. O sangue subiu a cabeça mas ainda mantinha uma expressão simpática.

”EU VOU NESSE NEGÓCIO NEM QUE EU TENHA QUE LUTAR COM TODA A MÁFIA CHINESA”

-Seria bem legal Eun-bi. Eu estou livre, não sei os meninos - colocou as mãos nos ombros de Kang e Jae-ki.

”Dragons Assemble!”

Wangjo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Kim Sun-Hee em Sex Maio 04, 2018 12:23 pm

Às vezes, Sunny parava para analisar as repentinas mudanças que aconteceram no curto – e ainda assim, longuíssimo – espaço de dois meses. Ao mesmo tempo em que sentia o avançar dos dias, ela também desfrutava de uma estranha sensação de ter simplesmente estagnado num período perdido entre os entulhos do domingo que seu mundinho despedaçou, pedaço por pedaço. A partir dali, tudo desandou completamente, como se estivesse no céu, pulando de uma nuvem para outra, até que, de súbito, sob os pés, um buraco negro a engolia, levando-a a uma dimensão paralela a perfeição que experimentou ao lado de Park Jung-Mi. Na segunda-feira, diferente do que imaginou, algo inédito aconteceu com ela: mais uma vez, teve o coração partido. Incrível o que se pode fazer com apenas um estilhaço...

Criar novos mil.

Infinitos.


Ele e MiSoo assumiram o relacionamento, e independente de que o Park tenha dito na última conversa, reafirmando que era uma farsa... Sunny não conseguiu participar daquilo, achando tão errado, apesar dos motivos do rapaz.

Jung-Mi disse três meses. Três meses. Três meses eternos ou curtos... não fazia tanta diferença. Ou melhor, fazia sim. Para ela. Na cabecinha complexa da bolsista, entendia as razões de Jung-Mi, mas não viveria em função delas. Muitas coisas já a machucaram e a marcaram de alguma forma, porém poucas foram tão agressivas quanto “abrir mão” do único garoto que gostou. Gostava. Ainda gostava tanto... Embora tentasse colocar uma distância, Jung-Mi sempre estava lá. Uma presença constante. Vê-lo com MiSoo era doído demais... Intenso demais. Em determinados instantes, a imagem do casal era tão forte que Sun-Hee quase esquecia de respirar. E, nas semanas seguintes, agindo feito um veneno dos mais perigosos... daqueles que possuem um efeito demasiadamente lento e nocivo... o ciúme encontrou um lugarzinho nela. Isso interferiu no humor de Sunny. Ora estava alegre e animada, ora fechada, alienada ao resto do universo. Então, num dia sem qualquer valor, identificou o sentimento ruim que andava embaralhando-a, inclusive sobre as pilastras que o sustentavam.

Se o seu ciúme era real... Quais as chances do namoro de MiSoo e Jung-Mi não ser também? Ela não só via como enxergava de camarote os modos carinhosos e cheios de atenção que o Park usava para tratá-la e... cuidar. Cuidar de algo precioso. Alguém. Logo... Não precisava ter um Q.I. absurdo para resolver aquele problema básico. Na verdade, haviam duas respostas... Ou Jung-Mi, como previu, se apaixonou por MiSoo ou – a pior de todas as hipóteses – a verdadeira mentira foi a que iniciou-se nas visitas de Young ao Café Literário.

Todos estão sujeitos a metamorfoses.

Na aparência...

Na personalidade...

Na maneira de pensar...

E, principalmente, nos sentimentos.

Então... Por quê?

Por que ela notava que era a única que permaneceu no mesmo ponto?

Sempre tão presa...

Sofreu calada, claro. Guardar dores tornou-se uma habilidade inerente aos desejos de Sunny. Apenas funcionava no automático.

Mas seria injusto concentrar-se somente nas angústias que encontrou na WangJo. Ela fez sim inimigos, inimigos maldosos, porém as amizades superavam essa conta. Se antes tinha Kim e Lee-Hi, agora existiam tantos mais... Stella, Chae, Hye-Won... As quatro formaram um grupinho. Logo ela, que durante a infância e a maior parte da adolescência, nunca pertenceu ou se encaixou nas demais panelinhas. Até participou de uma festa do pijama! Sua primeira, assim como também foi a das amigas. De cara, não souberam o que fazer, e quando deram por si, estavam brincando com as perucas de Chae, pois a reunião ocorreu na residência dela. Chae - persuasiva como só ela era - conseguiu pintar algumas mechas coloridas no cabelo escorrido de Sun-Hee enquanto enchiam a barriga.

Foi um dos dias mais divertidos de sua vida.

Também conheceu a família de Stella e a mãe da amiga já estava com o ventre redondinho. Sunny achava tão maravilhoso... E, notou de imediato que a Sra. Jun era uma mulher lindíssima, além de legal.

Nesse período, ela também mostrou grande afinidade com outros estudantes. Depois de aparecer junto de Stella e Min-Ho, Dong visitou o Café mais vezes na companhia dos outros garotos, HaN e Ui-Jin. Para a surpresa de Sunny, Min-Ho estava no meio. De fato, deve ter gostado mesmo do capuccino.

Outro caso era... Jaeki. O protegido do papai Kim ainda insistia em permanecer afastado, teimando na ideia de que seria mais seguro. Sun-Hee estava a um passo de puxar as orelhas dele, como fazia com Kim quando o melhor amigo a irritava – mas era um gesto de carinho e proteção. Por enquanto, limitava-se a ficar observando e respeitando a escolha de Jae.

Por enquanto.

Entretanto, definitivamente, quem ocupava certa prioridade nas suas preocupações era Lee-Hi. Sentia-se perdida porque nunca a viu se comportar de maneira tão estranha e retraída. Quando perguntava os motivos das saídas e atrasos, a amiga fugia do assunto ou inventava desculpas. E, para o choque de Sunny, falava com uma agressividade que não a pertencia. Elas quase brigaram e isso serviu para alertá-la de que havia necessidade por cautela. Tinha que descobrir o que estava acontecendo mesmo que Lee-Hi não quisesse dividir. Dane-se se “invadiria sua privacidade”! Não abandonaria a amiga diante de um provável problema.

Bom, em casa...

A família continuava se mostrando o principal alicerce de Sunny. Mas, ultimamente, fugindo à curva, Jun-Pyo tem reclamado de um cliente que parecia atentar o juízo já esquentado da titia ao ponto de incomodá-lo. A caçula até tentou arrancar algumas informações da tia Yumi, só que ela se mostrou mais escorregadia do que sabonete. Concentrada na tarefa de colher mais coisas a respeito do tal cliente misterioso, não percebeu como aquilo atingia o humor do papai.

No entanto, de tantas e tantas mudanças... não lidava com as que ocorria dentro de si. Não portava mais o controle alinhado e adestrado do qual orgulhava-se. A rotina moldada na WangJo estava lhe consumindo as reservas de energia e, agora, não só a mente sucumbia... O corpo acompanhava o processo. Dores na nuca e nas têmporas a atacavam cotidianamente em conjunto com os acessos de insônia e extremo cansaço. Mesmo trabalhando de modo torto, o cérebro não interrompia a demanda, obrigando-a a ultrapassar limites. Nos momentos mais alucinantes, perdia a noção de hora e dia... Era como se despertasse de um transe e demorava a se situar. Nas ocasiões que os olhos entregavam-se ao torpor, Sunny se via presa num pesadelo que igual a um disco arranhado, cantava a mesma parte da música.

Música...

Seu pequeno pedaço de paraíso que agora transformara-se numa provação. Ao menos no clube. Lá, não tinha como escapar de Jung-Mi... Sunny desvanecia na melodia que ele transbordava ao deslizar o arco nas cordas do violino. Era tão lindo e tão triste...

Como o próprio violinista.

As coisas melhoraram um pouco assim que os grupos foram divididos. Ficou com Chae e mais afastada de Jung-Mi. Acabou conhecendo outras pessoas, colegas de turma. Os gêmeos eram bastante agradáveis e chegou a conversar com eles algumas vezes. Cantavam super bem, mas Gyu se destacava mais do que a irmã. Era dono de um timbre belíssimo. Outros que a deixaram de boca aberta foram Chae e Won – até Kang estava no clube, o amigo maluquinho e engraçado de Jaeki.

Estava obviamente consciente da exposição que teria ali, mas nas primeiras aulas, Sunny sentiu dificuldade de se soltar. A voz vinha baixa, mansa... tímida antes de ganhar potência numa suavidade tão macia quanto cetim. Embora fosse um hobby, um escape nos dias mais sombrios, com a instrução adequada... Seria sim uma promessa. Mas seu foco profissional estava noutra área. Amava cantar, escrever seus versos e mantê-los escondidos em cadernos velhos... Isso bastava para deixá-la feliz.

Assim como no Clube de Música, o Grêmio Estudantil contava com a participação de Jung-Mi. O Príncipe, além de tudo, tratava-se de um membro respeitado e ativo. Mas, sendo um pensamento masoquista ou não, era um jeito de observá-lo sem precisar fingir ou disfarçar. E não só por causa do Park, mas ali, no meio dos herdeiros, Sunny sentia-se deslocada – o que não a impedia de expor suas opiniões e se posicionar quando não concordava com alguma coisa. Diferente dos demais clubes, que obviamente tinham seus graus de importância, o Grêmio agia diretamente nos interesses do colégio ao todo. Suas dores de cabeça pioravam no final das reuniões, mas cada vez alimentava a certeza de que foi uma excelente escolha. Na primeira etapa, colocaram-na para cuidar dos arquivos – algo bastante parecido com aquilo que fazia no balcão de livros. Não foi nada complicado. Nesse mês de maio, provavelmente ficaria responsável pela agenda, organização de compromissos e afins.

Por fim, e não menos importante... o Clube de Literatura. Era o verdadeiro bálsamo de Sunny nessa rotina atribulada, embora também tivesse seus embustes... No caso, uma embuste. A unnie do segundo ano não fazia questão de disfarçar a antipatia que sentia por Sun-Hee e a bolsista controlava o ímpeto, mas não disfarçava que era recíproco. Por sorte, tinha a companhia de Stella e Hye-Won. E, além disso, o Professor Lee possuía um jeito especial de falar sobre a disciplina que roubava todas as atenções e as instigava a se dedicarem mais. Era a aula que Sunny mais participava – não para aparecer, mas porque sempre tinha um comentário ou interesse sincero nos assuntos abordados.

O bullying continuou.

Como prometido, toda segunda-feira, ela e as amigas sofriam com as perseguições de Yerin. Sunny ficava culpada porque... porque era estressada demais e isso gerava consequências. Por mais que doa, controlar a língua se mostrava uma atitude necessária. Porém, só de pensar na cara arrogante da Rainha ou nos risinhos debochados da Princesinha Gremlin... Não cooooonseguia. Ao longo dos dois meses, Sun-Hee se rebelava mais e mais e mais...

O que atiçava a criatividade de Yerin na hora de castigá-la.

A última arte da megera foi o sumiço de algumas páginas importantes de suas anotações. Quando chegou em casa, depois de uma tarde trabalhosa no Café, ela fez o processo habitual até se fechar no quarto para os estudos e... quase enfartou ao perceber que desfragmentaram a apostila e o caderno. Stella a ajudou passando os próprios esquemas, mas não era a mesma coisa... Precisou fazer pesquisas na internet e apelar para a memória, que não andava tão boa. No entanto, aparentemente, não saiu tão prejudicada como imaginou das provas.

Todavia...

Para quem tinha toneladas de tarefas, uma centelha a mais fazia diferença na medida.

E os ombros de Sunny já estavam carregando pesos demais...

[...]

Os dedos trêmulos demoraram a encontrar o despertador, apesar do objeto escandaloso estar super pertinho, berrando aquele barulho que bagunçava seu cérebro e pressionava as têmporas doloridas.


Foi um alívio quando finalmente conseguiu apertar o botão, e assim, o silêncio instalou-se ali. Mas não havia paz. Ainda não. Sunny sentia-se estranha, porém isso não se prolongou tanto, já que não era nenhuma novidade... Há semanas que vinha sendo acompanhada pela sensação incômoda e esta a impedia de desligar-se, além de provocar desgastes maiores do que os que estava acostumada a empurrar para baixo do tapete. Ela sentou na cama e mal percebeu que os movimentos seguiam em câmera lenta... Tea, sua bolinha de pêlos, a encarava com a língua de fora, exigindo atenção de Sun-Hee. Porém, diferente do habitual, Sunny apenas a afagou entre as orelhas, pois o simples gesto a deixou extremamente cansada.

O contato das solas com o chão meio gelado causaram um arrepio devido ao choque térmico, obrigando-a a se abraçar, mas ela - por meio de um milagre - conseguiu chegar no banheiro. Uma das mãos procurou sustento na margem da pia conforme a outra abria a torneira. Sunny fitou o próprio reflexo no espelho acima, tomando um susto quando enxergou uma menina que... Bem, ela a conhecia, sim.


Esticou a palma gelada, só que de repente, a garota refletida ficou distante... distante demais para alcançá-la. Tudo começou a ganhar formas embaçadas e o chão estremeceu com força o suficiente para desequilibrá-la, obrigando Sun-Hee a segurar as beiradas com mais propriedade... ou, no caso, tentar. Antes mesmo de sentir o impacto da queda, Sunny perdeu a consciência e, por pouco não bateu a cabeça na porcelana do vaso sanitário.

Se a imagem da irmã caída no tapete do banheiro à medida que a pia transbordava a água da torneira não fosse o bastante para apavorar Ji-Yoo, o rosto pálido e as profundas marcas escurecidas ao redor dos olhos dariam conta do recado. Ela nunca teve uma aparência exatamente saudável... Porque, de fato, não era. Enquanto todos apareciam para socorrê-la, a bolsista permaneceu presa num estado de torpor intenso. Presa no pesadelo. Afinal, duvidava que a mente iria ser tão generosa ao nível de fazê-la relaxar. Sunny sabia que nessa batalha diária, sempre corria em desvantagem. E falando sobre correr...

Que surpresa existia nisso?


Não havia um cenário ou pessoas... Somente ela, a névoa e... o medo.

Sunny tentava gritar, mas não tinha voz. Não tinha nada, somente o crescente pavor que a incapacitava. Tropeçou diversas vezes, porém ignorava os joelhos ralados. E então, enfim, o berro escapou rasgando a garganta assim que a neblina a alcançou, queimando as partes expostas da pele. De súbito, o calor foi substituído pelo frio quando Sunny despencou dentro de uma imensidão úmida, afogando-se... e afogando-se...

No interior de seus demônios.

Até que o contato metálico das panelas colidindo funcionou como gatilho.. Idêntico a um desfibrilador. Sunny arregalou os olhos ao mesmo tempo em que erguia o tronco e apertava o pescoço, puxando o ar desesperadamente. Se instantes atrás a frequência cardíaca era baixa, nesse exato segundo, acelerou de maneira anormal. O corpo tombou sobre o futon e a visão nublou devido as lágrimas acumuladas. Levou as mãos sobre a face e os espasmos aconteciam por causa do choro. Ela assumiu uma posição encolhida, escondendo o rosto contra o travesseiro. E permaneceu desse jeito por alguns instantes, saindo do transe no momento que esbarrou no celular. Aos poucos, Sunny acalmava-se, calada, e buscava entender o que houve... Não foi só um pesadelo, essa era a sua única certeza. Estava na sala, e independente da distância, deste ângulo, enxergava a titia.

Ficou quietinha, recolhida entre as cobertas...

O olhar angustiado tornou-se... perdido.

Vazio...

Embora tivesse dormido durante horas, Sunny estava exausta.

Pegou o celular e de cara visualizou as mensagens de Kim e Stella. Que horas... Onze! Arregalou os olhos de novo. Espera... E as aulas???

O clube!


Pelo menos, poderia ir ao trabalho. Certo? Claro que sim.

- Estou bem... - sussurrou enquanto digitava as respostas, tendo que forçar a vista para não teclar as letrinhas erradas.

JOO HYUK

SUNNY
Oi, Kim! Estou melhor, não se preocupa, tá? Só acordei um pouquinho indisposta.
SUNNY
Sério? Ai, que boooom! Estava tão preocupada... Qual foi a minha colocação? E a sua?



STELLA

SUNNY
Amiga, desculpa a demora para responder T_T
SUNNY
Eu não acordei muito bem, então fiquei em casa e dormi hihihi Mas melhorei, viu? Depois me empresta suas anotações?


Suspirou, deixando o aparelho ao lado.

Não necessariamente mentiu...

- T-Titia... - chamou bem baixinho - Tia Yumi...

Ignorou os braços bambos conforme se apoiava neles e sentava. Sentia a cabeça pesar uma tonelada...


Que de pouquinho em pouquinho, voltava a multiplicar.

SEXTA-FEIRA - RESIDÊNCIA KIM

— Ross


Última edição por Kim Sun-Hee em Sex Maio 04, 2018 10:41 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Seo Hyemin em Sex Maio 04, 2018 12:27 pm



- Aahhh. Não fica assim!! Da próxima vez vamos ser os últimos juntos!!! - fez um Fighting para ele, com uma determinação inspiradora.


Achava incrível como os pais de Yewon não ficavam aborrecidos com as notas dela (ou pelo menos era assim que ela fazia parecer) e até sentiu  um pouquinho de inveja. Por muito “menos” o pai tinha ameaçado fazê-la trabalhar! Claro que não achava que ele comemoraria uma nota daquelas e nem ia contar sozinha seu feito, mas podia ser muito pior.

Quando Yerin soltou aquela frase enigmática, Hyemin ficou sem saber como reagir. Afinal, a amiga não contava mesmo o que estava acontecendo e isso a estava a preocupando cada dia mais. Ela respondeu com um olhar triste, sem entender exatamente o que ela queria dizer com isso, mas logo grudou em seu braço para que fossem comer. Queria se esforçar para que ela esquecesse mais esse problema.

- Vamos comeeeer. Tomara que tenha alguma coisa muito gostosa hoje. Quando eu for a primeira-dama da escola, as sobremesas vão ser todas de confeitaria francesa!

De repente o marginal2 esbarrou em Yerin, fazendo com que se soltasse dela. Hyemin se aproximou da dupla, indignada, pronta para dar tapinhas escandalosos no garoto e soltou um sonoro “YAAAH!” nervoso, querendo que ele se afastasse da amiga.

- Ela disse pra você sair. Sai de perto, sua ratazana colorida mutante! - mostrou a língua depois de suspirar, como se aquele extenso apelido que ela tinha acabado de inventar tivesse lhe exigido bastante de sua raiva.

Fez uma careta para o menino e acompanhou a líder do grupo em seguida.

- Você está bem? Aish, cada dia mais difícil ficar nessa escola. Não se preocupe, se tudo der certo, no ano quem vem já não vamos ter nenhum tipinho desses por aqui! - sorriu, empolgada com a ideia de defender a amiga com seus “contatos”. O noivado também lhe dava a falsa ideia de que ganharia poderes especiais para retribuir Yerin.

Já à mesa, Hayoung apertou aquele botão perigoso da empolgação unicórnio. Hyemin já tinha conseguido se distrair daquele assunto pela primeira vez no dia por causa das notas, a amiga e depois Kai, mas assim que a menina tocou no assunto, seus olhos brilharam novamente e todos ali sabiam o que aconteceria.


- Aiii, eu estou um pouco confusa. Não sei se uso aquele de renda ou aquele mais reto com a gola ilusória, ou o de gola Peter Pan...  Acho que o que tem aqui em cima transparente. - fez gesto, indicando o segundo vestido.   - E scarpin, claro. Meu cabelo eu vou preparar uma ondinhas nele. Ahhh obrigada por ainda ficar do meu lado

Ela segurou a braço de Beom-Su dramaticamente, que ainda estava empolgado apesar de sua nota. Encostou o rosto  em Nana enquanto ela a abraçava de lado e abriu outro sorriso bobo.  

- Ah~ Então, depois da aula vou fazer as unhas, dar uma hidratadinha no cabelo e depois vou pra casa. Umas 19h00 o Beom-Su vai lá em casa pra me ajudar com a make e quem sabe mudar a roupa se eu estiver surtando muito. Aí depois, às 20h vou me encontrar com meu oppa naquele restaurante maravilhoso que eu falei!!! Preciso sentar na mesa número 26. Ela tem uma luz que favorece o meu rosto e segundo o Beom-Su dá um ar misterioso diva. Aí eu decidi sim! Vou pedir aquele camarão ao molho branco. Nada de salada na entrada, porque assim não suja os dentes, né? É importante não passar vergonha quando estiver falando com ele!! E aííí para finalizar um pedaço de fraisier e quando acabarmos de comer…. Ai eu não seeeei. - colocou as mãos no rosto. - Vocês acham que ele vai me dar minha aliança? Quer dizer, falta um pouco para o Silver Day , mas o Dia do Beijo está aí e...aaaaaaaaaaa - esperneou na mesa.

-  Eu vou desmaiaaar. Será que vai estar bom assim? Sabe, ele é mais velho, eu tenho que parecer que não estou tão nervosa… Mas também não posso ser indiferente. É tão esquisito sair pela primeira vez com o seu próprio noivo!!!! Será que ele está um pouquinho ansioso também? Ele já deve ter feito tanto isso… Eu espero que ele ache que é diferente - levou a mão ao peito. -  Afinal, é nosso primeiro encontro só nós dois. É especial.

Se deixassem, ela falaria sobre isso o restante do intervalo todo, sempre em ritmo acelerado e distribuindo sorrisos para os amigos da mesa.

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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Sex Maio 04, 2018 3:34 pm

7 DE JUNHO - WANGJO, REFEITÓRIO
O grupo de Hyemin não teve muitos problemas em se afastar do menino de cabelos coloridos. As ofensas da menina pareciam não surtir efeito nele - provavelmente porque ele já tinha escutado coisas muito piores. O fato dele não ter respondido e mantido aquele sorriso debochado, mesmo depois de ouvir aquelas coisas, fez Yerin encará-lo uma segunda vez. Havia o mesmo desprezo, mas ela o olhou da cabeça aos pés, como se avaliasse.

Então virou a cabeça para a frente e continuou sua caminhada para fora dali. Eles não participariam de qualquer conversa posterior naquele corredor. Eun Na andou um pouco encolhida, meio que usando Beom Su de escudo e mantinha a cabeça abaixada. Naquele dia, por acaso, o cabelo estava solto e ajudava a cobrir o rosto quando necessário.

- Está tudo bem, Minah. Não foi nada. - Yerin a tranquilizou e deu um breve meio sorriso no canto dos lábios.

Uma vez que estivessem no refeitório, Hayoung começaria a puxar o grande assunto daquele dia. Quem não queria ou não aguentava mais ouvir simplesmente se retirou, mas ainda sobrou a plateia necessária para que Hyemin fizesse seu discurso. Na verdade, se uma pessoa desse o ouvido, já seria o suficiente.

O trio prestou atenção nas opções. Beom Su e Eun Na até faziam expressões mais profissionais porque eles entendiam muito bem do assunto. Hayoung mantinha a carinha deslumbrada porque achava os três maravilhosos.

- Eu escolheria o terceiro. - Eun Na disse.

- Tu jura? - Beom Su a encarou chocado.

- De, wae?

- Eu também escolheria, apesar de gostar do segundo. Mas por que? Compartilhe.

Eun Na ajeitou-se e encarou Hyemin.

- Acho que o de renda passa muita seriedade e a deixa muito mais adulta. Também não acho que combine com o seu estilo, Minah, apesar de ser renda e ter rosa. O corte do vestido sugere um temperamento que você não tem. Já o segundo, eu não acho que a escolha do falso decote tenha sido harmônico com o resto do vestido. Mas o terceiro além de ter uma saia leve, tem os tons pastéis que compõem sua paleta de cores. Além de estarmos perto do verão, o que pode explicar a ausência de mangas. - Suspirou. - Aí vocês me dizem “Nana, mas à noite pode fazer frio”. E eu vos digo que seria o momento perfeito para testar gentileza e cavalheirismo. Quem sabe ele não te dê o casaco ou blazer dele? Eu escolheria o terceiro.

Beom Su ficou com o queixo caído e fez sinal de que não tinha mais nada a declarar.

- Nana, você realmente é talentosa… - Hayoung comentou. - Eu só estava achando os três maravilhosos, mas você conseguiu pegar a essência da roupa…

- Sim, o modo como as pessoas se vestem quer dizer muito. - Nana entrelaçou os dedos depois de apoiar os cotovelos na mesa. Os dedos serviram de mesinha para seu queixo. Puxou o ar. - Mas é só minha opinião, Minah, acho que no fim das contas, você tem que decidir qual é o que você se sente mais à vontade.

Ficou um pouco mais tensa porque a última sugestão que tinha dado de roupa para ela não foi das melhores. Tudo bem que o objetivo tinha sido alcançado, mas ela não achava que mudar quem Hyemin era fosse a melhor escolha.

Depois de falar sobre os vestidos, o grupo ficou prestando atenção no cronograma de Hyemin. Estavam meio sem fôlego só de ouvir tudo aquilo.

- Ainda bem que hoje saímos cedo, não é? Vou falar, as provas são um horror, mas ficar duas semanas saindo cedo é uma benção. - Hayoung declarou.

- Estou cansada só de ouvir também. Quer um cafézinho, amiga? Vai precisar de energia! - Nana sorriu. - E é verdade, o dia do beijo é semana que vem. Poxa, mais um pouco e teria sido no dia certinho. Tomara que vocês jantem novamente semana que vem…

Beom Su segurou nas mãos dela quando ouviu sobre sua ansiedade e meneou negativamente.

- É normal ficar nervosa, né? Nós ficamos ansiosos em momentos assim.

- Acho que você não deveria esconder o que sente. - Hayoung comentou. - Só tem que controlar para não parecer desesperada demais…

- Verdade…

Enquanto o grupinho conversava, Hyemin poderia ver Chaeyoung entrando no refeitório com Hye Won. Apesar da dupla andar junta, cada uma estava com seu próprio celular. Ambas carregavam expressões divertidas, como se estivessem gostando de ler o que recebiam.

Chaeyoung foi a primeira a erguer a cabeça e acabou olhando na direção da mesa de Hyun. Eles tinham um pacto silencioso de não se meterem nos nichos de amizade um do outro. Era um pouco estranho porque ela estudava com aqueles garotos e Jong In sempre era muito gentil com ela, mas, bom, não queria aborrecê-lo também.

Voltou a olhar para a frente.

A filha do diretor também era uma menina simpática. Se Hyemin ignorasse o nome quase poderia gostar dela. Mas de Chaeyoung era bem fácil, principalmente depois do que aconteceu na última aula de culinária. Foi um daqueles momentos de magia, quase como se uma fada a abençoasse com um presente. Tinha sido só um pingentinho de cupcake, mas significou tanto naquele momento que marcou bastante.

Quando passou pela mesa de Hyemin, Chae deu um sorrisinho discreto para ela. Como também pertenciam a “grupos diferentes”, ela também não queria ser um incômodo nem criar climão. Caso Hye falasse, ela pararia para falar, mas caso não, seguiria seu rumo.

Enquanto a mesa de Hyemin não parava de falar sobre o encontro, a mesa de Hyun falava sobre términos.

Taehyung o encarou com uma careta quando ouviu e meneou negativamente.

- Não mesmo. Não quero mais saber dela. Cansei de fazer de mais e receber de menos.

Jong In até parou de comer a fatia de torta que tinha diante de si e encarou os presentes na mesa. Se fosse apenas um pouco mais filho da mãe ou tivesse menos amor à vida, podia fazer uma revelação constrangedora para Taehyung. Mas ei! Eles eram amigos, né?

- Entendi. - Ro Young falou apenas para ocupar o silêncio. - Bom, então estamos todos livres, não?

- Não exatamente… - Da Won comentou. - Hyun Hee é comprometido ou algo próximo disso.

- Verdade, a Park do banco. - Taehyung falou.

Os meses tinham passado, mas o jeito que alguns falavam o nome dela realmente era um pouco irritante. Jong In ignorou isso por um momento, mas se interessou pela história de Sunyoung.

- Você fala como se conhecesse bastante, não é? - Deu uma boa olhada nele. - Eu também sei que tipo de mulher ela é. Mas a gente não fala da vida dos amiguinhos que queremos manter calmos, né? Melhor deixar quieto…

- Jong In, você com certeza é a maior fofoqueira desse colégio. Deveria trabalhar para o pessoal da Radio. -Da Won comentou de brincadeira.

Os garotos deram uma risada e Hyun se distraía nesse meio tempo. Apesar dele ficar esperto para qualquer movimento dos amigos, os amigos o observavam.

- De...É mesmo um homem comprometido. - Da Won concluiu.

- E falando nela… - Ro Young indicou a porta.

Chaeyoung estava segurando o celular, dando um sorrisinho para a tela. Abaixou o aparelho e enfiou no bolso do blazer. Lançou um olhar geral para o refeitório, mas encarou Hyun por pouco tempo.

- Por que você nunca fala com ela quando está com a gente? - Da Won perguntou, em tom de curiosidade.

- Deveria chamá-la para a festa de amanhã. - Jong In comentou. - Juro que será leve…E ela sendo tão animada, com certeza gostaria.

Enquanto falava, Chaeyoung e Hye Won passavam pela mesa de Hyemin. A garota tinha lido as últimas mensagens, mas não respondeu porque tinha chegado no refeitório e poderia ficar ainda mais na cara que estava falando com ele.

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SUN HEE - RESIDÊNCIA KIM
Os marcadores do aplicativo indicavam que as mensagens foram entregues, porém a última vez que os dois tinham sido vistos foi por volta das 10:55 A.M. Pouco tempo, mas quando Sunny colocasse a mente em ordem, se lembraria que às 11 A.M. já tinha algum professor lotando o quadro de matérias.

Wangjo tinha um ritmo frenético e Sun Hee estava pagando parte do preço dessa intensidade. Os amigos teriam que dar algum jeitinho para responderem às mensagens, mas elas certamente chegariam.

Agora, contudo, era o momento de tentar colocar a cabeça no lugar e explicar algumas coisas.

Assim que ouviu movimento vindo da sala, Yumi deixou o bolo no forno e caminhou meio desnorteada até a sala. Usava uma calça pescador jeans escura mais justa ao corpo e uma bata branca. A franja era contida por uma faixa branca na cabeça e ela carregava além do pano de prato, vários focos de farinha na cara.

- Sunnyie? - Perguntou com cautela.

O coração quase saltou do peito quando viu os braços de sua menina tão fraquinhos - não só os braços, mas o corpinho todo. Ela acelerou um pouco os passos e se ajoelhou diante dela. Pegou sua criança para seus braços e a abraçou como se fosse capaz de acolher e suplantar todas as dores que a pequena sentia. Queria ela poder puxar as dores de Sunny para si, certamente seria mais fácil do que vê-la daquele jeito.

- Shhh shh sh….Titia está aqui… - Disse com a voz embargada enquanto mexia nos longos cabelos negros. A mão escorria até a cintura da menina. - Respire...Vai ficar tudo bem.

Fungou e começou a coçar o topo da cabeça dela com nós dos dedos.

- Titia está fazendo seu bolo favorito, sabe? Mas para comer, você precisa tomar o café primeiro. - Engoliu em seco. - Está mais para brunch. Sua coisinha mais metida! - Disse num tom de brincadeira, mas estava aflita. - Quando você se sentir melhor, a titia busca para você, tá bem? Hm?

Deu uma sequencia de beijos na têmpora dela e continuou a abraçá-la.

Era tão angustiante ver isso. Dentre todas as crianças daquela casa, Sun Hee era a que Yumi mais tinha se ligado de verdade. Não que não amasse os outros sobrinhos, de forma alguma. Mas ela cuidava de Sunny desde o segundo mês de vida da menina. Tinha dado todas as mamadeiras, trocado as fraldas, dado os banhos, cuidou das febres e todas as outras dores.

Não havia nada que ela não conseguisse resolver para diminuir ou extinguir sua dor.

Pelo menos era o que ela achava, até que tudo mudou.

Não ter uma resposta imediata a deixava estressadíssima. Mas Yumi tinha muita fé. E sabia que, cedo ou tarde, eles dariam um jeito. Sempre davam.

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Sex Maio 04, 2018 4:29 pm


Jae-ki notou que Kang estava desanimado com sua nota, ele precisava de ajuda. Jae se sentia mal por não os ter ajudado mais.

- Calma cara, você não é burro, você é bolsista lembra? - Disse para Kang - Eu devia ter ajudado mais vocês. Eu acabei me focando em outras coisas... Na próxima vamos subir.

Jae notou que a bailarina estava saindo com os colegas, mas virou o rosto para o outro lado. Não queria ver ela, isso só tornava as coisas mais difíceis. Ouviu os gêmeos brigando, isso não o interessava. Seus pensamentos estavam perdidos em outras coisas, que logo foram espantadas pelos gritos de MiSoo e Eun-bi. Jae respirou fundo se sentindo irritado, queria sair logo dali. Segurou o ombro de Kang e o puxou para direção oposta:

- Gaja, eu tô com fome.

Porém quando tentava sair de lá, ouviu o chamado da bailarina e quando sentiu seu pulso sendo agarrado, seu coração estremeceu. Ele se virou com uma expressão confusa para ela. "Mwo? O que ela quer?" Ouviu o agradecimento dela, mas ainda estava desconfiado. Será o que o resultado a tinha feito mudar de ideia? Será que ela parecia de gostar do Taemin agora que tinha visto seu valor?

Fez um bico invocado quando ouviu ela dizer que não queria olhar para cara dele, pelo visto ela ainda se achava certa. Jae-ki sentiu novamente o aperto no coração, ainda se lembrava das últimas palavras dela. Franziu as sobrancelhas ao ouvir ela falando mal do seu nariz e depois elogiando? Eun-bi era realmente uma garota estranha. Ela parecia sempre ficar em cima do muro, não ficava do seu lado e também não saía totalmente fora. Era difícil porque ainda gostava muito dela, mas estava na cara que  ela não sentia o mesmo. Suspirou quando a ouviu dizer que não era injusta, então o que ela foi nas últimas semanas? Tinha preferido acreditar no cretino do que nele.

Ouviu o convite para saírem, mas continuava com o semblante desconfiado. Então quer dizer que ela o convidava porque não queria ser injusta, porém não parecia nenhum pouco que tinha mudado de ideia. Parecia muito conveniente ela querer falar com ele depois de ver as notas. Agora ele servia para algo.

Jae-ki não era idiota de aceitar sair com ela e depois ter que ver ela segunda-feria de novo dançando com aquele canalha, era ainda pior porque agora sabia que ela gostava disso. Além disso, Eun-bi não estava nem aí se isso ajudava Taemin a provocá-lo. Queria tanto que ela mudasse de ideia.

Seu amigo Won logo aceitou a proposta, mas Jae-ki até entendia, ele com certeza estava querendo ficar perto da Bo-mi. Se a mão de Eun-bi ainda estivesse segurando seu pulso, ele a tiraria dos dedos dela. A olhou antes de responder, era tão difícil, queria tanto poder estar perto dela, mas aquelas palavras dela ainda voltavam na sua mente. Por que Eun-bi tinha que ser tão malvada?

- Eu sabia que você ia se sair bem... - Disse com o olhar sério, meio cansado - Olha Eun-bi, isso depende...


Jae-ki umedeceu os lábios com a língua, em seguida disse:

-  Não me deixa confuso, você já deixou muito claro o que queria... Ah não ser que tenha mudado de ideia... Agora acredita em mim em vez de acreditar naquele cretino? Por que se essa saída for só para você não se sentir injusta, não faz sentido... Eu não vou te cobrar nada...   



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Re: Capítulo 5

Mensagem por Seo Hyemin em Sex Maio 04, 2018 5:11 pm



Hyemin observou a amiga com sua longa análise e ficou mais do que satisfeita de perceber que ela estava levando aquilo tão a sério quando ela. Sorriu balançando a cabeça sobre sua constatação. Os três ali estavam e isso tinha feito com que a amizade ficasse mais próximas. Era tão bom poder falar sobre essas coisas sem receber apenas o olhar reticente (E que ela achava ciumento) de Yerin ou um “tá bom” seco de outras pessoas! Ela sentiu aquela frase sobre a mudança de estilo das pessoas e fez um bico de constrangimento. Nana era a que mais tinha mudado no jeito de vestir... E o motivo era o mais triste. Olhou para baixo um instante, mas tinha que disfarçar melhor.


- O que eu faria sem vocês??? Pelos votos da maioria, eu fico com o vestido Peter Pan! AAHHH será que ele vai me dar o casaco deleeee? Eu espero que a temporada de chuvas comece logooo. Isso seria tão romântico!! - A menina se abraçou, fechando os olhos.

- Ah, muito obrigada, Nana, por ser tão legal. Você falou tudo!!! Bem, vou acreditar nesse vestido, com certeza. A última vez foi legal, mas eu me sinto mesmo melhor com roupas assim, mais delicadinhas. Espero que o oppa também ache bonito. Mas acho que sim, porque se os maiores especialistas de moda desta mesa acreditam nisso...  - ampliou o sorriso.

-  AI SERÁ? Será que eu devia convidá-lo para sair no Dia do Beijo? Ai não, ele vai me achar muito atirada. OTTOKE????? Não. Eu tenho certeza que ele me chamaria! Meninos da idade dele não devem dar muita bola pra isso, talvez… Mas eu posso comentar sobre isso. É, eu posso… Sem parecer desesperada!   - acrescentou, olhando Hayoung, e depois Beom Su.

De repente Chaeyoung apareceu por lá. Geralmente Hyemin deixava as amizades de clube no clube, mas a garota tinha sido tão legal de ter lhe dado um amuleto da sorte…! Influenciada por aquela onda positiva de empolgação, a herdeira balançou a mão, acenando para veterana.


- Unnie! Unnie! -   chamou e esperou que ela se aproximasse.  - Unnie, é hoje!!! Estava agorinha decidindo meu vestido. Meus amigos acabaram de me ajudar a escolher esse, olha. - pegou o celular e mostrou uma foto.  -  O que você acha??? - A aprovação de uma veterana era a cereja do bolo. Seus olhos brilharam empolgados.

(Vestido escolhido)

Se os clubes estivessem disponíveis naquela semana, Sunyoung deveria procurar se benzer, porque ela seria procura com certeza para confirmar o look do dia, sendo o maior guru da moda daquela escola.  Como não era o caso, Hyemin fazia mais uma vítima.

 - Vou usar minha pulseirinha com o seu charm de cupcake. Vai ficar lindo. Obrigada!!!

Estava tão feliz que até fez uma reverência educada e curta para se despedir de Chae que acabou colocando Hye-Won na conta, no impulso.

Wangjo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Sex Maio 04, 2018 5:22 pm

7 DE JUNHO - WANGJO CORREDOR
- Eu! Eu! Eu! - Eun Bi ergueu a mão e deu alguns pulinhos com o incentivo de Misoo. - Eu tô me sentindo tão inteligente!! Serei insuportável!!

Deu mais umas risadinhas e olhou para Gyu. Também parabenizou o menino - e os outros presentes, mas logo se acalmou um pouco. Os meninos comentavam sobre Sooyeon, mas no calor do momento, Bibi nem se ligou no nome. Quanto à brincadeira de Misoo sobre Bibi ultrapassar Gyu Sik no proximo ranking, o menino apenas disse.

- Não só ela, não é? Você também pode me ultrapassar, se continuar estudando assim.

Então Eun Bi logo se afastou para ir atrás de seu convidado e Gyu Sik perguntou se poderia levar Sooyeon também. Como ninguém se manifestou contra, ele apenas manteve o sorriso discreto.

Bomi estava olhando na direção de Won, mas foi distraída com o toque de Ryu Ji. Considerando que seu irmão estava por perto, talvez não fosse uma boa ideia olhar tanto tempo para o menino. Precisavam começar a discutir sobre o que fazer.

- Ahm… - Bomi pensou. - Eu gosto da ideia de cinema, mas acho que podemos ir para outro lugar. Algum lugar para a gente se divertir ou conversar.

- Por que não vamos à Gwangjin-gu? - Ryu Ji sugeriu.

A simples menção do distrito foi o suficiente para que Jung Mi sentisse o corpo mais tenso. Engoliu em seco, trincando os dentes. Era o distrito universitário, mas também conhecido por sua diversidade de atrações. Dentre as opções, Jung Mi sempre ia ali por um motivo bem específico: um certo café literário que havia ali.

- Children’s Grand Park? - Bomi perguntou no mesmo instante, arregalando os olhos.

- Eoh, pode ser… - Ryu Ji falou de modo geral.

- Uwaa...Pode ser uma boa ideia. O que acham? - Bomi olhou para os outros.

- É, parece divertido...faz tempo que não vou à um parque de diversões. - Jung Mi coçou a nuca.

- E tem várias lanchonetes legais para comer. - Ryu Ji comentou. - Acho que é o lugar que tem tudo. Mas claro, se ainda preferirem cinema.

- Por mim, tanto faz. - Gyu Sik deu seu parecer. - Eu sempre vou mais pela comida.

- Seu gordo! - Bomi beliscou o irmão.

[...]

Os Dragões saíram feridos da primeira batalha. Uma pequena derrota, onde Kang foi o mais machucado. O menino sempre alto astral estava um pouco abalado. Talvez o choque da realidade tenha sido grande demais para ele para ele suportar. Ouviu as palavras de apoio de Won e apenas o encarou.

- De…

Virou a cabeça na direção de Jae Ki, ainda fazendo um beicinho quase infantil. Meneou negativamente.

- Talvez só tenha sido sortudo…Pior que eu achei que não tivesse ido tão mal. - Abaixou a cabeça.

Ouviu a promessa de Jae Ki e o encarou.

- Sério? Você vai me ajudar? Bom, eu prometo tentar me esforçar também. Deve ter sido algum tilte que tive na hora. Foram dias muito cansativos. Caras, eu não fiquei contando nada porque eu não gosto de me fazer de vítima, mas minha irmãzinha tava doente. E o pai dela é um inútil, sou o único homem da casa, pelo menos o único que pode responder, enfim. - Coçou a nuca. - E eu parei na emergência várias vezes com ela e minha ommoni. Tsc...foram dias bem estressantes e isso me afetou sim.

Franziu um pouco as sobrancelhas. O grupo de Misoo fazia todo aquele barulho e o tempo de sua explicação foi o limite antes que Won ficasse com aquela cara hipnotizada por Bomi. Eles já estavam acostumados com isso, mas Kang achava que eles deveriam avançar esses olhares.

Principalmente depois das pesquisas. Não tinha nada de errado com a família dela - com exceção de ser perfeita demais. Quase invejável.

Daquele grupinho, Eun Bi foi a que se destacou porque saiu do meio deles e seguia até os Dragões. Jae Ki tinha feito a chamada para que fossem comer. Eles já estavam se virando, mas a bailarina gritou o nome de Jae Ki e acelerou.

Após uma breve troca de olhares com Won, eles pararam, mas não se afastaram. Evitavam fazer movimentos bruscos. Eun Bi era mesmo curiosa e ao mesmo tempo em que ofendia o nariz de Jae Ki, falava que era bonitinho. Kang deu uma risada abafada, tapando um pouco a boca. Concordava que era um nariz enorme, mas não achava bonitinho não. Até porque, pegava mais ar dos outros.

Enfim, Eun Bi nem sabia para onde o pessoal iria, mas estava convidando mesmo assim. Como queria transmitir sua mensagem e sabia como Jae Ki era, ela não soltou o pulso dele. Olhou para Won quando ele disse que iria e sorriu.

- Assha!! - Deu um pulinho. - Vai ser muito divertido, Won Bin-shi

- Mas para onde vamos? - Kang também já estava aceitando. Os dragões não podiam se meter nessas furadas sozinhos.

- Não faço ideia, mas tenho certeza de que será divertido pelas companhias. - Fez um bico e olhou para Jae Ki.

De repente, o modo como Jae tirava a mão dela do próprio pulso já parecia ser o início de uma resposta. A garota olhou para o gesto e piscou lentamente antes de olhar para cima. Toda aquela aura animada se extinguiu e Kang segurou no pulso de Won. O que estava acontecendo ali?

Caso Misoo olhasse na direção da amiga, também veria que ela estava um pouco mais tensa.

- Vai voltar nessa história de novo? - Eun Bi franziu as sobrancelhas e cruzou os braços. - Sabe, Jae Ki, você até podia ter razão no início, mas já está perdendo por sempre, sempre voltar nesse assunto.

Começou a gesticular.

- Por que você não pode deixar isso pra lá? Eu já te expliquei mil vezes essa situação! - Bufou, cansada. - Nem quando eu invento um pretexto para te chamar para sair, você tem que voltar com esse papo. Ai que cansativo, viu?!

Kang começou a cutucar Won para ver se ele podia fazer alguma coisa porque sentia que as coisas estavam desandando ali.
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Park Hyun Hee em Sex Maio 04, 2018 5:43 pm


Hyun não respondeu mais sobre Jimin. Naquele casal não podia defender nenhum dos dois, mas nenhuma garota em sã consciência deveria se relacionar com um membro daquele grupo. Isso o incluía também. Deu de ombros, trocou um olhar com Jong-In e voltou a seu iogurte.

O humor estava ótimo até ouvir o nome dela na boca imunda do povo. Estalou a língua em um tique nervoso, mas se esforçou para não responder, embora seu olhar tivesse travado em direção a mesa, tentando controlar a vontade homicida.

- Melhor deixar quieto. - concordou com fogo nos olhos, no comentário seguinte. Hoje não. Não estava a fim de estragar o dia.

Hyun falava por mensagem agora, reenergizado e com um sorriso. Os amigos tinham todos os motivos para ficarem com aquele papo pra cima dele. Piscou e ergueu o rosto, observando a garota mais bela do colégio desfilando por aí como se ela fizesse parte da multidão, algo impossível se tratando dela.

- Por que Jong In nunca trouxe a menina da aposta para a nossa mesa? - devolveu a pergunta, como se fosse óbvio. - É mais ou menos a mesma coisa.

Não se levava uma ovelha para o antro de lobos e além do fato de temer o que Jong-in poderia fazer, achava que ela se assustaria com o nível daqueles caras, que dariam um jeito de estragar tudo pra ele.

- Eu vou chamar. Se ela quiser ir, eu levo - reforçou, colocando os olhos em Jong-In por um breve instante. Bem pouco, já que naqueles meses todos, sua desconfiança e paranoia em relação aos amigos e ela caiu um pouco, porque, afinal, parecia que estavam respeitando sua posição.

De qualquer forma, dizer que ia convidá-la era uma balela. Nunca levaria Chaeyoung para uma coisa daquelas. Não gostaria de ser visto naquelas condições. Com ela, ele era quase um menino de família!!! Fora que… bem, ele ia nas festas justamente porque não tinha nenhum controle sobre o que acontecia nelas e o risco de algo muito ruim acontecer tornava tudo divertido, mas arriscar a garota nisso? Não. Então seria mais fácil dizer que ela não quis ir e pronto.



Humor: estável / +++++

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Última edição por Hyun Hee em Sex Maio 04, 2018 6:08 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Yeun Misoo em Sex Maio 04, 2018 6:04 pm



- Mwo?? Eu?? Nesse dia vai chover canivete!! - colocou a mão na frente da boca e riu um pouco.  - Komawo, foi minha halmoni que me ajudou a estudar. - fez uma breve reverência. Era bom quando ele agia normalmente como um bom amigo que sempre foi.

Com os planos de saída, Misoo se animou com a ideia de passearem em um distrito, em vez de irem simplesmente ao cinema. A ideia era ótima. Ela até preferia ficar ao ar livre do que enfiada em uma sala vendo um filme que ela nem curtiria tanto assim.

- Eu gosto mais também! Não quero ser expulsa do cinema de novo - riu de uma certa vez, no fundamental, que tentaram ver um filme quando uma fofoca boa surgiu e de repente todas resolveram falar alto e conversar ali mesmo. Misoo e Eunbi eram as mais escandalosas.

- Nossaaa, faz um tempo que eu não vou ao parque também. Quantos anos a gente tem? Hahahaha. Acho que vai ser bem legal. Eu topo! Eiii. Você deveria ir pela companhia, não pela comida!! Que absurdo!  - brincou de dar bronca em Gyu.  - Bom, combinado então. Eles têm uma área verde muito legal! E um zoológico - sorriu, empolgada.

- UBI-YAHHH, VAMOS AO CHILDREN’S GRAND PARK! - gritou para ela, para que fizesse os convites direito aos meninos. Estava bastante empolgada com a ideia, apesar de Sooyeon.  Notou que Eunbi não estava lá tão animada assim... Aish! Será que estava brigando de novo com Jaeki? Aquele relacionamento não era saudável... Será que ela tinha que ir lá salvar a amiga? Ficou olhando brava naquela direção, com a mão na cintura. Já queria ir para dar uns beliscões no menino.

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Sex Maio 04, 2018 11:13 pm



Ver os amigos animados com a saída só fez Jae-ki se sentir mais irritado, mas não era com eles que estava decepcionado. Quando Eun-bi começou a respondê-lo, Jae-ki sentiu a raiva subindo, ela continuava fazendo pouco caso disso. Quando ouviu ela dizendo que ele podia ter razão no começo, ficou mais irritado. Então por que ela não ouviu na época? Com certeza era só uma desculpa muito furada para justificar o que tinha feito. A verdade é que ela não tava nem aí para ele, estando certo ou não. Eun-bi só tinha feito o que queria como uma patricinha mimada.

Também cruzou os braços invocado e arregalou os olhos quando ouviu ela mencionar que ele deveria deixar isso para lá. Ela o achava tão idiota assim?

- Mwo?! - Questionou incrédulo com as sugestões dela.


Antes que ele começasse a responder, a ouviu falar sobre ela arrumar um pretexto para sair, mas foi chamar os avisos dele de cansativo que realmente o deixaram irritado. Ele tinha se preocupado com ela e sido paciente de avisar que o Taemin a usava para humilha-lo, mas ainda assim, ela continuava dançando sem se preocupar com isso.


- Aishh! Eu não voltaria a falar se você tivesse me ouvido! Pareço tão idiota assim para você? Não sou burro de sair sabendo que você vai estar segunda-feira dançando com aquele cretino de novo. Você sabe o que ele faz comigo e mesmo assim... Aigoo... Você não precisaria de um pretexto se parasse para se importar.

Jae-ki suspirou tentando não perder o controle, mas sentia que nada do que falasse fosse mudar alguma coisa.

- E sério que acha que eu ia deixar pra lá? Nem você faria isso Eun-bi! E nem adianta vir com essas conversinhas de que é porque gosta de dançar, isso não é explicação, você é rica, poderia dançar com quem quiser...

Suspirou estressado, era difícil fazê-la entender, e só de ficar perto dela já era angustiante, ainda estava decepcionado. Sua vontade era de sacudir ela para ver se colocava juízo ali. Como ela podia ser tão fria? Ela era consciente do que fazia, e isso que o aborrecia mais.

- Qual é Eun-bi? Quando você briga com alguém, eu sempre fico do seu lado, não fico acreditando no outro. Mas comigo você fica em cima do muro? Jiral, eu ainda fui idiota de achar que você tinha mudado...



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