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Capítulo 5

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Seo Hyemin em Sab Maio 19, 2018 10:35 am


Até então, a mente de Hyemin estava conseguindo lidar de uma forma bem positiva com aquilo: ele apareceria ali, eram 45 minutos, peixinhos, vou pedir suco, comida, olha, Chaeyoung unnie e Hyun oppa estão aqui…

Porém aquele risquinho que nunca mudava para uma mensagem recebida mandou um tipo de resposta diferente para o inconsciente da menina. A visão já se provava um pouco estranha desde que não enxergou direito aquela garçonete bem a seu lado, mas a distração foi corrigida assim que conseguiu prestar atenção no celular, que era concreto e também sua última esperança.

Por que a mensagem não era enviada?

Algo tinha acontecido?

Por que ele não vinha?

Por favor, que nada tenha acontecido…

Sua torcida parecia ter o efeito oposto, porque além de tudo, de repente a mensagem foi ficando embaralhada.


Se ele não viesse, se algo tivesse acontecido...

Ficaria ali esperando para sempre por uma pessoa que nunca viria.

No fim das contas, o que aconteceria se ele marcasse de encontrá-la, mas não pudesse porque algo muito ruim tinha acontecido…

Perderia para sempre alguém muito importante em seu coração.

Se ele nunca viesse, se ficasse esperando para sempre, mesmo assim…

Nunca teria aquilo preenchido novamente.

E não adiantaria sua preocupação, não importava o quanto esperasse, nunca acabaria aquela angústia.

Ergueu o rosto, olhando em volta timidamente.

Precisava pedir ajuda para alguém, mas as pessoas eram maiores que ela, em pé, e os garçons andavam para todo canto, rapidamente, e ela não conseguia enxergar seus rostos. Eram borrões, muitos borrões coloridos.

Todos pareciam ocupados e inalcançáveis demais. Ela parecia invisível naquele lugar opressor e gigantesco. Seus lábios entreabriram e tentou olhar o celular, mas isso não era uma opção mais: as poucas letrinhas que conseguia ali estavam embaçadas de lágrimas e era como se tivesse desaprendido coreano.

As pessoas em volta conversavam, mas o som se mesclava em um tipo de alarme mental. Sentiu uma urgência grande sair de lá, do meio daqueles estranhos. Mas para onde?

Apoiou a mão na mesa e afastou a cadeira com um impulso das pernas, o que fez um certo barulho. A menina tateou a bolsa, que acabou caindo no chão.

Sentiu que alguns olhares viraram para ela. Não queria isso. Aquelas pessoas estranhas, que não a entendiam de jeito nenhum. Precisava fugir antes que elas viesse falar com ela. Porque não entendia o que estava falando.

Não venham falar comigo… O que estão falando?... Não sei…. Eu não entendo…. Eu só quero...

Hyemin viu-se caminhando cambaleante em direção ao banheiro, porque era onde dava para ir sem celular e sem bolsa. Queria se esconder em um lugar fechadinho e protegido de tantas pessoas, até que alguém a encontrasse. O lado de fora era perigoso e extenso.

Somente quando o grupo de vozes e música ininteligíveis foram abafadas pela porta do toalete que ela conseguiu suspirar, e encher o peito de ar. Ergueu o rosto e pôde ver as lágrimas grossas que agora rolavam em sua bochecha.

Isso a fez soltar um soluço e ela apoiou as mãos na pia, para não cair, abaixando o rosto e começando a chorar copiosamente, como se fosse uma criança anos. Só queria ir para casa, só queria encontrar seu pai. Só queria ouvir um “boa noite” e um “saranghae” ao pé de ouvido, mas não conseguia sair de lá sozinha. Ao menor som de que alguém entrasse ali, ela respiraria fundo e engoliria o choro, encolhendo o corpo e evitando olhar.

Bistrô Del Mare - Yangcheon

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Sab Maio 19, 2018 3:07 pm


Jae-ki ficou boquiaberto ao perceber que Won nem tinha ouvido sua sugestão do salgado.

Os dois caminhavam juntos atrás do casalzinho, pareciam guardar um segredo importante. Kang resmungava fazendo o drama de sempre, Jae já estava acostumado com o exagerado do amigo, mas sabia que segurar vela era chato mesmo, por isso colocou o braço ao redor do ombro dele para apoiá-lo. Isso também ajudava eles a ficarem mais próximos e assim guardar melhor o segredo que estavam falando.

- Cara, não se liga nisso, você ta bem, só lembrar de como eu tô...E a gente sempre vai ser parceiro, cara.

Depois Jaeki olhou para o casal enquanto ouvia Kang dizer que não podia brigar. Balançou a cabeça aceitando as palavras dele:

- Eu não vou brigar, Eun-bi não me ouve mesmo. Mas se me provocarem, aí já não fui eu, não vou ficar quieto não, não tô na escola.

Jae-ki era teimoso, não estava em Wangjo para ter que engolir desaforo, mas prometia que ao menos se fosse por ele, não arrumaria confusão.

- Mas relaxa, nem vai rolar problema, a gente vai deixar Won longe. É isso ai, vamos dar jeito de empurrar eles pra algum brinquedo. E essa garota nova deve ser namorada do irmão dela.

Jae olhou na direção apontada por Kang, Won e Bo-mi pareciam mesmo um bom casal. Ele torcia pelo amigo, com Won tinha que dar certo. Também ficava preocupado, tanto amor assim podia doer, e Jae sabia como. Desejava que com o amigo as coisas pudessem ser mais suaves. Quando ouviu Kang falar sobre Won não ter ido a um parque, Jae respondeu a pergunta:


- É? O Won? Eu já fui sim, eu ia várias vezes, mas isso já tem alguns anos...

Era um pouco estranho mesmo, mas talvez Kang tivesse entendido Won errado. Porém logo se lembrou que Soo-Ji também nunca tinha ido. Se Kang e Eun-bi achavam isso estranho de Won, o que pensariam da sua irmã? Havia muitas coisas que ela não tinha feito.

- Ah, mas nada ver Kang, todo mundo tem monte de coisa que não fez.

Continuaram conversando, e Jae ficou preocupado quando Kang falou sobre comer e de Won não ouvir nada. Viu o bico exagerado do amigo e franziu as sobrancelhas. Porém uma coisa Kang estava certo, tinha que ser mais insistente com a comida.  

- Mwo? Só Won para esquecer de comida... Mas ele vai me ouvir, vô lá acordar ele e depois a gente faz o plano... Não vai ter erro dessa vez.

Jae-Ki se sentia esperto por ter conseguido pensar em um plano para ajudar Won, parecia que não ia dar nada errado, mas estava com fome. Apressou o passo até o casal, e para não correr riscos de ser ignorado, colocou a mão no ombro de Won e disse:


- Ya, Won, vamos comprar um salgado, vocês já escolheram? Tô morrendo de fome, vai ser balde de frango?

Na cabeça de Jae-ki, se Won ia pagar um balde de frango para Eun-bi, Jae-ki queria também, afinal ele era amigo e por isso devia ter mais direitos que ela, não? Ao menos em sua cabeça isso fazia sentido, ou talvez fosse só sua vontade de implicar com a bailarina. Quando Won olhasse para Jae-ki, ele piscaria para o amigo tentando dar algum sinal de que iriam o ajudar, mas é claro que o amigo podia nem entender.



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Re: Capítulo 5

Mensagem por Yeun Misoo em Sab Maio 19, 2018 9:56 pm


Misoo deu uma risadinha e mostrou o muque, quando foi chamada de independente. Considerava um elogio, embora estivesse longe da realidade, mas a forma como ele disse que ele pegaria o urso não abriu espaço para contestação. Riu de sua confiança, mas de alguma forma parecia muito verdade. Jung Mi tinha aquele dom de parecer reconfortante.

Quando chegou no momento próprio para capturar o bichinho sugerido, não esperava uma comoção geral, nem que Gyu Sik parecesse aborrecido por causa disso. A tenista fez um bico de irritação e olhou Eunbi assim que Jung Mi disse que pegaria um para Sooyeon também. Sério? Não, né? Não tinha nada a ver pegar um para ela.

A raivinha só sumiu quando ela ouviu aquele tom grosseiro que seu nome foi dito. Ela virou o rosto para Gyu Sik, trocando um olhar com ele naquele breve segundo. Seu rosto mostrava o quanto estava surpresa por aquela aspereza.

O que foi que fez dessa vez???

De certo não foi por maldade. Ela só queria evitar a droga da praça da alimentação. Abaixou o rosto por um minutinho, sentindo-se desesperançosa. Parecia que com ele estava sempre errando, mesmo nas pequenas coisas. Já não era mais tão cega sobre o fato de que ele gostava dela, mas agora que estava todo próximo de Sooyeon, dando as mãos inclusive, isso já não era passado? Então por quê ele ficou bravo e falou daquele jeito?

- Não precisa, eu tenho condição de pegar.

Ela mesma acabou sendo um pouco séria, falando para Gyu Sik, muito mais do que para Jung Mi. Odiava aquele lenga-lenga. Se era para ele ficar bravo, então ela pegava por si!

- Ah, tudo bem, Bibi, qualquer coisa avisa! Vamos juntas no bate-bate, hein? Não vá passar mal com tanto frango.

Quando a amiga saiu, o namorado de mentirinha disse que pegaria o boneco e ela não teimou contra isso, só fez aquele comentário anterior porque ficou um pouco incomodada com Gyu também, apesar de que isso era só uma defesa para o fato de que tinha ficado mais chateada.

- Ah, é aquele sim.

Aproximou-se sem mais tanta empolgação que antes, mas admitia que estava curiosa sobre suas habilidades. Cruzou os braços e esticou o pescoço, observando como ele fazia e ficou realmente surpresa quando ele conseguiu capturá-lo.

- Oh!. Oh!... Vai cair, vai cair... DAEBAAAAAAK!!! - gritou comemorando com pulinhos e abriu os braços, rindo com ele e depois abraçando o bonequinho, voltando a ficar radiante


- Pegou mesmo!!!!! Que fooofo. Hahahahaha - apertou o bichinho e ouviu o “Sorria” tarde demais. - Mwo? Ahhhh. JUNG MI… - ela bateu nele com o Stitch, morrendo de vergonha. -O quê? Deixa eu ver. Aaaa que vergonha - cobriu a boca com a mão.

- Olha, que fofinho.. - voltou para sorrir estendendo o Stitch a sua frente e fez caretas para ele. Quando parou, olhou Jung Mi um pouquinho e sorriu. - Agora sim. É disso que eu estava falando. - fez um gesto para ele, querendo dizer que agora sim ele estava relaxado e tranquilo.

- E agora? E agora? Quem mais??? Agora me sinto desafiada, quero uma barraca para demonstrar minhas habilidades.

Children’s Grand Park

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Won-Bin em Seg Maio 21, 2018 12:35 am



Won estava tão nervoso que nem perceberia que talvez também Bomi estivesse.

- É mesmo? Então agora eu sou um dos Dragões? Qual é o feminino disso?

-Hmmm dragoa não soa muito bonito... - disse fazendo uma cara pensativa - Então eu vou lhe dar a alcunha de B-Dragon! - fez uma quase-mesura, como se ela tivesse sido nomeada.

Ouvir "mestre dragão" de Bomi quase o fez explodir por dentro mas se controlou o suficiente pra falar do cachorro-quente.

-Eu pensei na comida mais óbvia... - disse justificando sua escolha coçando a nuca.

Falavam sobre o parque e como ela tinha ido antes.

-Sim, meu pai me levou muito pro cinema mas não em parques. Eu via desde desenhos que eu curtia até umas sessões até madrugada com filmes antigos de artes marciais - uma infância regada a mais filmes que muita gente por aí.

-Hmmm, montanha russa é? - achava a ideia...interessante, como será que seria?

Como voce nunca foi, tem obrigação moral de ir. E recomendo que coma algo leve porque pode passar mal mesmo.

Sentia o coração fazer umas cambalhotas ao ouvir aquilo. Isso foi um convite? Bem...

-Hmmm. Já que eu tenho a obrigação moral de ir, você tem a obrigação de ir comigo por me informar - sorriu em resposta - E pra seguir seu exemplo, B-Dragon, a gente pode pegar algo leve pra comer...

Iria pegar algo menos pesado, talvez um sanduíche.

Infelizmente Won estava distraído demais para dar a devida atenção aos amigos. Eles eram bons amigos, até combinavam como ajuda-lo com ela mesmo que não tivesse pedido nada disso à eles.

Jaeki vinha para tira-lo da pequena bolha de filme de romance que ele se imaginava estar.

-Sim, já escolhi o que vou comer. O que você vai querer? Posso te pagar o salgado ou frango, mas se for na montanha russa eu iria com algo mais leve - disse repetindo o conselho de Bomi, mas soou o mais natural possível sobre pagar a comida de Jae-ki.

Meio que entendeu a piscadela...o que será que ele tramava?

Iriam comprar as comidas em seguida.

Wangjo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Seg Maio 21, 2018 2:35 am

7 DE JUNHO. MISOO, JAEKI E WON. CHILDREN’S GRAND PARK

- A gente se encontra em frente ao bate-bate, então, ok? - Bibi fez um “v” de vitória para sua amiga e piscou antes de sair com Gyu Sik e Sooyeon.

Apesar de seguirem juntos, eles mantinham um certo afastamento. Não era como se a bailarina quisesse conversar muito com aquele traidor. Ainda mais com uma intrusa no ninho. Tudo bem que ela aconselhava Misoo a aproveitar o namoro falso, mas isso não queria dizer que não torcia por Gyu Sik também. Só queria que sua amiga tivesse a mente e o coração mais aberto para decidir o melhor caminho de sua vida.

Jung Mi não se importou muito com o tom de Misoo. Entendeu que foi mais para Gyu do que para ele. Sabia que tinha culpa naquilo, mas ele não a sentia de verdade. Já tinha explicado a situação para o amigo, mas se ele preferia simplesmente seguir com outra, não tinha porque se responsabilizar por nada.

Sem mais delongas, ele seguiu até o brinquedo, mostrando sua habilidade. Os dois comemoraram bastante aquele feito. Entregou o brinquedo para ela super orgulhoso de seu ato. Até encheu o peito de ar, mas logo riu da carinha que ela fez.

- Eoh, agora vai carregar o Stitch pelo parque todo. Parabéns! - Disse de modo irônico. Já que ela queria espaço, ele que não ia carregar o trambolho. Já tinha suas proprias preocupações envolvendo a câmera.

Câmera que ele logo tratou de pegar e começar os clicks. Mostrou a foto para ela. Com a precisão de uma câmera profissional, a imagem realmente retratou a felicidade dela com o bichinho. O sorriso estava bem ali e os olhos ligeiramente mais abertos por conta da surpresa do “mwo?”. Era uma foto alegre e, por isso mesmo, bonita.

Olhou para a menina e meneou positivamente.

- Komawo...Eu nem sabia se ia conseguir pegar o bichinho, mas me senti motivado. E agora que sei que a impressionei e desafiei, estou ansioso pelo retorno. - Ponderou. - Você disse que era boa na barraca de tiro. Pois bem, quero ver se é mesmo. E nem vou escolher a prenda, você escolhe pra mim.

Engraçado ficar do outro lado. Assim que disse as palavras, ele achou estranho e riu, mas deu de ombros e simplesmente a puxou pelo pulso para que fossem logo. Não sabia se os amigos demorariam muito, mas como tinham ido até a praça de alimentação e depois combinaram de se encontrarem no bate-bate, imaginava que tivessem tempo.

A barraca de tiro ao alvo nem ficava muito distante dos brinquedos também. Havia uma fila pequena porque as pessoas estavam mais interessadas na aventura. Jung Mi pediu uma espingarda para ela.

- Mostre-me seu dom, Senhorita. Se bem que você fica perigosa com uma raquete, imagina com uma espingarda. Que péssima ideia. - Brincou e deu espaço para que ela fizesse sua jogada enquanto ele já pegava sua câmera.


[...]

- Como você tá? - Fez uma pergunta retórica e logo continuou- Você logo faz as pazes com ela de novo, até porque está na cara que estão se provocando. Ou vai dizer que não vai querer conversar com ela? Não sei se percebeu, mas temos três casais e um trio aqui...E, no trio, estou falando você, ela e eu.

O que podia soar um pouco estranho, mas esperava que Jae Ki entendesse o que ele quis dizer. Eram os solteiros e, teoricamente, sem par. Para não se enrolar mais nesse tópico, ele começou a dar os conselhos para ajudar Won.

Preocupou-se um pouco quando ouviu que ele não ficaria quieto se criassem confusão com ele. Mas quando pensou que, aparentemente, ele não tinha nenhum inimigo, ficou um pouco mais relaxado.

- É, eu também acho que vai ser tudo bem. Vamos tentar empurrá-los sim. Também acho, ya...se a Misoo não estivesse no carro comigo, eu a confundiria fácil com ela. Você também achou isso ou foi só impressão minha?

Kang fez uma expressão pensativa,a levando a mão até o queixo. Falando em coisas esquisitas, ele também citou o fato de Won nunca ter ido a um parque antes. Kang não achava que Jae Ki fosse se ofender e também nem pensou em Soo Ji. Até porque quando comentou sobre o amigo, ele não pensava na condição financeira - a condição dele não parecia ruim como a de Jae Ki.

Após citar sobre a comida, Kang acompanhou Jae Ki com passos mais lentos, deixando que ele chegasse primeiro.

[...]

- B-Dragon parece ótimo. - Riu porque o anterior era péssimo.


Comentou sobre o cachorro quente e o encarou com uma das sobrancelhas arqueadas.

- Por isso mesmo. Com tantas opções mais gostosas, vai pensar no mais óbvio? A não ser que você esteja com desejo ou ame cachorro quente. - Não estava criticando seriamente. - É sua primeira aqui, aproveite coisas novas.

Era a ideia que ela queria passar, para que ele saísse um pouco da caixinha ou da zona de conforto. Falando ainda sobre o parque, ela prestou atenção nos gostos dele. Já tinha percebido pelas redes sociais que ele gostava de filmes, mas aquilo não era um mero gostar. Era uma paixão mesmo.

- Araso… - Ponderou e olhou para a frente por um instante. Ao ouvir “montanha russa”, ela o encarou de novo um pouco aflita.

Fez uma cara de espanto com aquela conclusão dele e virou-se, sacudindo as mãos e meneando negativamente.

- Ani! Ani, eu tenho medo de montanha russa. Não consigo, de verdade. - Até meneou negativamente e fechou os olhos com forças. - Eu sinto que vou cair e são os minutos mais apavorantes da minha vida. Não faz isso comigo.. - Fez um beicinho de choro. - Jebal (por favor)...

E foi enquanto ela pedia por favor que Jae Ki se aproximou falando da comida. A menina virou-se um pouco mais, abrindo espaço para que os dois entrassem na conversa. Kang já tinha chegado a tempo para ouvir o comentário de Won.

- Ele disse que tem estômago de ferro. Pense que o frango vai manter a boca do Jae ocupada por mais tempo. As chances de confusões serão reduzidas.

Bomi acabou dando uma risadinha com os comentários de Kang. O K-Dragon olhou para Jae Ki e piscou, como se dissesse “foi uma boa ajuda, não foi?!”. Mesmo que também fosse uma “critica”.

[...]

Uma vez decididos, eles foram em busca de seus pedidos. O local escolhido por Won ficava bem ao lado da barraca de frango. O balde não era enorme como o do trabalho dele, até porque a comida tinha que ser prática, pelo lugar em que estavam. Bomi tinha se ausentado um pouco para se adiantar e comprar seu milkshake. Kang pediu uma porção de batata frita só porque disse que estava com fome e os outros podiam perguntar, quando vissem.

Munidos de suas comidas, eles veriam um trio conhecido se aproximando.

- Vocês se esconderam bem, hein. - Gyu comentou com Bomi.

- Só procuramos um frango frito. - Bomi se defendeu

- Eu não disse? - Eun Bi fez a pose da razão. - Sabia que ele ia pedir o balde só porque eu ia pedir primeiro. - Comentava enquanto caminhava com confiança até Jae Ki e se pedido. - Me dá um e depois te devolvo?


Mas enquanto pedia, ela já pegava com uma mão enquanto mostrava as pulseiras com a outra.

- Eun Bi, você prometeu. - Kang falou.

- Ué, eu só tô pegando um adiantamento, depois você pode pegar um do meu. - Olhou para Jae Ki. - Tome. Você, você e você.

Entregou as pulseiras para os dragões enquanto Gyu também oferecia a da irmã.

- E Misoo? - Bomi perguntou enquanto arrumava a pulseira com a ajuda de Sooyeon.

- Ficou com Jung Mi para trás. - A garota respondeu.

Bomi parou por um instante e olhou para o irmão. Gyu nem a encarava, preferindo olhar ao redor.

- Combinei de encontrá-la no bate-bate. Podemos ir? - Eun Bi perguntou já limpando os dedos depois de comer o frango.

Nem que fosse para encontrar com a outra dupla, depois podiam mudar de percurso, caso quisessem. O casal foi deixado um pouco de lado enquanto Eun Bi e Bomi se misturavam aos dragões, rumo ao bate-bate.
(C) Ross



7 DE JUNHO. BISTRO DEL MARE

- ¨Te surpreende, é? - Tombou um pouco a cabeça para o lado. - Então você também me achava rebelde à ponto de cometer atos ilícitos. Hmmm…


Dava para ver que sua aura não tinha mudado só por conta de um comentário. Só achou engraçado mesmo que ele também tivesse aquela primeira impressão dela.

Verdade que tinha muita liberdade na América. Os jovens de lá eram livres para saciar todos os tipos de desejos e, ainda assim, queriam mais. Era quase como se nada nunca fosse o suficiente para eles. Contudo, Chaeyoung sempre foi uma garota bastante consciente. Podia ter seus gostos e suas preferências estéticas, mas não trairia a confiança de seus pais, tampouco as recomendações severas que tinha recebido.

Sabia que precisava seguir certas regras porque as consequências do descumprimento das mesmas podia ser muito grave.

Fez outro biquinho com o comentário sobre as amigas e sorriu.

- Nós nos divertíamos sim. - Meneou positivamente. - E você stalkeou minhas fotos. Que curioso que você é… - Fez uma voz diferente enquanto apertava a mão dele, fazendo os anéis se chocarem um pouco mais.  - Bom, eu viajei algumas vezes para fora, mas nunca num intercâmbio muito extenso. Eu só fiquei cerca de um mês, não frequentei colégios...Fui educada em casa, você sabe… - E sabia mesmo. - Minhas amigas tinham mais contatos e foram a algumas festas, mas eu sempre fui mais diurna do que noturna. Não vou dizer que não tenho curiosidade de ir, mas ahm...Eu me sentia um pouco insegura lá.

Mordeu o lábio internamente.

- As pessoas me olhavam e já vinham comentando sobre Japão, no início, até que a Coreia ficou mais famosa e falavam umas besteiras. Você também deve ter passado por isso. Mas ahm...Os rapazes tinham muitas curiosidades e ideias erradas sobre nós, coreanas. Então, eu evitava ir a essas festas porque tinha medo de me perder e algo ruim acontecer.

Talvez ele entendesse bem do que ela estava falando. Pelo tempo que conviviam, dava para perceber que Chaeyoung não era o tipo de menina atirada ou avançada demais. Se ela tivesse ido a alguma dessas festas, podia ter sido uma presa fácil. Era só imaginá-la numa festa de Jong In - que eram bem semelhantes às americanas. Hyun já ficava irritado só de imaginá-la num lugar que ele até que poderia interceder por ela, a imagem da America, então, podia ser uma pequena tortura.



- Que perigo? Você é tão bonzinho...Jamais me faria mal, não é? - Fez uma carinha amorzinho, sorrindo para ele.

O contato entre eles chegou ao fim quando o garçom trouxe o menu do lugar. Antes de ler as opções, a menina fechou a caixinha de joias e guardou em sua bolsa. Não colocou imediatamente o broche, porque o faria depois. Voltou a atenção para o cardápio, ponderando e sugeriu a lagosta como prato principal. Os ingredientes já atiçavam sua fome. Depois de fazer o pedido, ela voltou a conversar com ele. Gostava de ouvir sua voz e queria saber como ele conhecia o lugar.


- Nossa, esse lugar realmente parece perfeito para discutir sobre ações. - Foi irônica como ele, mas logo sorriu de modo quase fofo com o comentário final. Podia ser apenas piada para ele, mas ela ficou impressionada com o lugar.

Ajeitou-se e fez um biquinho.

- Não seja injusto. Quem começou a falar de Big Mac foi você. Eu adoro comer e já disse que gosto até da sua comida. O importante é a companhia.

Algo que a menina que eles dois conheciam não tinha. Chaeyoung olhou brevemente naquela direção, sentindo uma pontada de preocupação pela expressão que ela fazia. Foi muito breve porque não queria que Hyun achasse que algo atrapalhava seus planos. Estava muito feliz pela surpresa, mas era uma pessoa empática e acabava absorvendo o problema dos outros também.

- Não tenho medo de velocidade, mas tenho minhas dúvidas se você é um bom piloto. - Desafiou, indiretamente. - Talvez seja melhor deixar que eu pilote. - Nem tinha habilitação, estava só tirando graça com ele.

As risadas, contudo, foram interrompidas com o brusco som da mesa de Hyemin. O modo como ela se levantou chamou atenção, ainda mais para quem já vinha prestando atenção nela. O sorriso dela sumiu um pouco e ela fazia uma cara apreensiva.

- É...Estou vendo… - Murmurou em resposta e a viu seguindo para o interior do bistrô, para o banheiro feminino.

Foram exatos dez segundos que a garota ficou parada, em silêncio, pensando por um instante. Olhou para Hyun, vendo a expressão dele. Podia dizer que estava apertada ou simplesmente pedir licença, mas ele sabia que tudo seria um pretexto e que ela iria de todo jeito. Levantou-se delicadamente, levando a bolsa consigo e, ao passar por ele, fez um carinho em seu ombro.


Pelo menos parecia ser, porque não foi apenas isso. Ela parou por um segundo e pressionou de leve a região, como se o corpo tivesse travado. Foi algo muito sutil, pois logo fez um cafuné e seguiu na velocidade que o salto permitia.

[...]

As pessoas ao redor nem podiam imaginar que tipo de coisa passava pela mente da solitária menina. A garçonete que a atendera, tinha se afastado por um instante e não havia alguém que fosse se aproximar dela, naquele momento.

Porém, bastou um impulso para que o som da cadeira arranhando o chão criasse um ruído na música ambiente. Assim como a postura da mesa de Hyun tinha atraído olhares cismados pela falta de educação da menina de cabelos laranjas, Hyemin também recebeu alguns julgamentos. Dessa vez, confusos. A expressão dela carregava o sentimento de desolação e de alguém perdido…

Perdido num cruel labirinto criado pela própria mente e que mesclava passado e presente.

Hyemin nem precisava fechar os olhos para projetar imagens de momentos diferente. A mente criativa e extremamente ativa fazia isso sozinha. A vista estava embaçada, mas caminhando naquele ritmo cambaleante, ela seguiu até o banheiro.


Novamente a solidão, mas dessa vez, não era uma solidão cercada de gente.

Era apenas o espelho que chorava junto dela.

A diferença era que no espelho, ela era uma criança usando o mesmo vestido numa versão mirim e sapatilhas bonecas ao invés do salto. Não dava para saber quanto tempo passou ali, chorando junto de seu reflexo, mas assim que ouviu o som da porta se abrindo, ela engoliu o choro.

“Engole esse choro, Hyemin! Você já está crescida demais para isso!”


A voz da tia ecoou enquanto ela encolhia o corpo. Sentia como se, desta vez, ela fosse receber um corretivo físico, de tão encolhida que ficou. Passos começaram a se aproximar dela. Um perfume agradavelmente doce se espalhou pelo lugar até que uma mão de dedos longos e unhas pintadas numa francesinha tocou em seu ombro. Um anel triplo rosé se destacaria antes que ela seguisse pelo braço da pessoa, vendo um vestido floral de mangas compridas e saia curta...até chegar ao rosto.

Chaeyoung não a olhava com pena e sim preocupação - que conseguiu disfarçar antes que fosse encarada por ela.


Não era a primeira vez que ajudava uma pessoa no banheiro. Na verdade, isso estava ficando bem recorrente, mas era difícil dizer que tinha prática nisso. Na vez de Sun Hee - a única vez que viu aquela menina chorar - achou uma saída nos cabelos dela e tudo foi ficando bem. Com Lee Hi, simplesmente foi expulsa e insistiu em ficar ao lado dela, sentada no chão do banheiro, apesar do repúdio irracional da amiga. Agora, não sabia como agir.

Mas a verdade é que...Nunca perguntava sobre o que estava doendo. Não achava que uma pergunta fosse o que as pessoas queriam ouvir. Ela sempre dava conforto e foi isso o que fez, ainda que corresse riscos de ser repudiada como mais cedo.

- Ung. Por um instante pensei que fosse passar vergonha, falando com outra pessoa achando que fosse você. - Começou a falar a primeira coisa que veio à sua mente. - Que bom que é você…Hyun estava apostando que não era, mas eu tenho razão.

Deu de ombros, como se fosse como sempre.

- Estava...pensando se você não gostaria de nos fazer companhia. Ou…só um abraço. Sei que não temos muita intimidade, mas eu sou a fada do cupcake da sorte. Te dei para dar boa sorte e proteger…
(C) Ross
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Yeun Misoo em Seg Maio 21, 2018 9:24 am



- Oh!  HAHAHA. É verdade, né?   - colocou o bicho a sua frente, medindo e começando a rir sozinha, imaginando que teria que carregá-lo a noite inteira. - Por que você é tão grande e tão fofo? - fez um beicinho para seu Stitch.

Mais uma para coleção de fotos. Ela logo quis ver as imagens e ficou envergonhada de verdade, mas também tinha achado a foto bonita, apesar de ser “engraçada”. Ele tinha um talento inegável e até fazia com que se sentisse um pouco mais atraente também.

- Hah! Pode deixar. Vou pegar algo bem embaraçoso ou gigante para você carregar pelo parque também - fez um “v” com os dedos.

Estava feliz por conseguir animá-lo. Não achava que aquela aura pesada combinava com um garoto de ensino médio. Agora que estavam só os dois, ela sentia-se mais livre também para conversar e brincar com ele, sem que se sentisse mal por causa dos olhares trocados de Bomi e Gyu Sik, ou os olhares interesseiros da mãe. Ali, podia tratá-lo como um bom amigo, sem fingimentos e também sem ser julgada por “estar dando atenção demais para um namoro falso”. Que diabos ia saber como se faz em um namoro mesmo? Ela só o tratava normal. Porém, quando todos estavam juntos, a sensação de vigia era sufocante e a deixava na defensiva, recusando as gentilezas mais bobas, só para que não “parecesse íntimo demais” para os outros. Era estranho fazer isso mesmo entre amigos, mas não queria perder a amizade de Bomi e nem gostava do jeito frio que Gyu respondia a esse tipo de atitude. Mas eles a faziam sentir meio travada e mal, porque era sempre um “Olha lá, como esse namoro de mentira não é de mentira assim”. Essa desconfiança a matava por dentro, mas mesmo assim não queria ser grosseira com Jung Mi só para provar aos amigos que não estava namorando. Ao tentar fazer isso, piorava o lado com os gêmeos, mas quando o fazia, era julgada também por Eunbi e Mia porque estava “fechando seu coração para possibilidades”.  Somente assim, sem outras pessoas olhando, é que conseguia agir naturalmente e até dar “broncas” nele sobre ir longe demais com um pouco mais de argumento.

A única coisa que não acontecia ali era uma reflexão de verdade sobre o que sentia. Se gostava de Gyu Sik, se gostava de Jung Mi… Nunca parou para pensar nisso, porque não podia. Não queria correr o risco de perder ninguém, nem deixar ninguém chateado, mesmo não sendo bem sucedida nisso com todas as escolhas, mas ela fazia o melhor que podia para deixar todo mundo bem entre si, consigo mesmo e, por último, com ela. Era frustrante ver que não dava muito certo, mas por enquanto, como o grupo ainda andava junto, estava funcionando.

Para onde iam esses sentimentos reprimidos? Misoo não sabia, mas a primeira vez que os deixou fluir foi assustadora, na escola, quando o vazio e o medo eram tão irracionais que ela não conseguia parar de chorar mesmo com a ajuda da melhor amiga. Não queria passar por isso nunca mais, então também não queria saber para onde estavam indo aquelas emoções. Seu coração vazio sabia, e o estômago também. Só ainda não tinham contado.

-  Se eu errar, é culpa sua e da sua câmera. Não lido com paparazzi!   - fez um bico. - Gosto mais das raquetes, porque ficam mais fáceis de usar de arma alternativa, mas é bom mesmo tomar cuidado! - entrou na brincadeira e riu, preparando-se para o alvo. -  Eu quero aquela chapéu engraçado. Não saio daqui até conseguir. Quantas chances tenho? Muito bem, prepare-se para usá-lo!!! Colocou o Stitch apoiado no balcão da barraca, para ajeitar a arma.

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Seo Hyemin em Seg Maio 21, 2018 10:50 am



Dessa vez tinha extrapolado e ficado descontrolada demais. Quantos anos achava que tinha? Por um momento esqueceu completamente, mas ao ouvir o barulho de alguém se aproximando, foi como voltar com força para a realidade, embora houvesse um medo que a conectava ao passado, de levar um tapão no rosto para ficar quieta. Fez um esforço gigante para respirar fundo, entre fungadas e a ligeira habilidade para reunir o papel toalha para secar debaixo dos olhos, mas continuava encolhida.

Hyemin levou um tremendo susto ao verificar quem estava atrás de si pelo reflexo.

- U-UNNIE! - engasgou, arregalando os olhos vermelhos, que viraram para encará-la.

Abriu a boca, surpresa. Sentiu-se desmascarada e era por uma das garotas mais velhas no colégio. Pior: alguém que ouviu sua história empolgada a semana inteira. Uma expressão envergonhada tomou conta dela. Como faria para disfarçar uma cara tão óbvia de choro? Não conseguiu pensar em nada, mas queria se enfiar debaixo da pia, ou quem sabe trancar a cabine do banheiro e sair só na manhã do sábado, quando fossem limpar.

Engoliu as palavras e abaixou o rosto, incapaz de encará-la agora. Fora que deveria estar simplesmente horrorosa com aquela maquiagem borrada. Isso depois de tanto esforço de Beom-Su! E não tinha nem uma bolsa com ela para corrgir. Ottoke…


Ouvia Chaeyoung agindo como se nada tivesse acontecido, mas ainda assim não conseguia olhá-la. Tinha medo que a qualquer momento ela perguntasse alguma coisa, que citasse o noivo e o que obviamente tinha acontecido ali e a reação desproporcional que teve. Não respondeu nada, mas levou a mão ao pulso, brincando com o pingente de cupcake. Estava tão envergonhada! Claro que ao dizer isso a veterana se lembrava muito bem do que ela fazia ali. Quem não se lembrava?

Com os sentidos voltando, agora perguntava-se de forma mais clara: por que Miwoo não tinha aparecido? Alguém teria avisado se algo muito ruim tivesse acontecido, não é? Talvez de volta à mesa, até teria alguma mensagem, mas sabia que ele não viria mais.

Sentiu um calor no peito pela generosidade da namorada de Park Hyun Hee, pois ela sabia que estava sozinha naquela noite, mas queria tornar a vergonha muito menor quando saísse de lá. Estava muito grata por ela ter ido a seu resgate, afinal de contas.

Não quis abraçá-la, por ainda não terem aquele tipo de intimidade e por estar realmente envergonhada por ser pega daquele jeito tão vulnerável e estúpido. Era a parte de si mesma que mais odiava, o que chamava de “seu eu antigo” e fraco.

Respirou fundo, ainda se abraçando involuntariamente. Até que gostaria sim de um afago, mas não queria agir como uma criança. Era errado ficar incomodando os outros, ser um estorvo para seu pai que estava trabalhando e sofrendo tanto, ou para a tia que estava se esforçando para preencher um buraco por causa daquela… Como eram os xingamentos mesmo? Eram difíceis na época. Distraída, pegou-se olhando para a bolsa dela e foi aí que teve coragem de pedir a ajuda que achava precisar.

- Será que… - pigarreou de leve, com a voz estragada de choro. - Pode me emprestar as suas maquiagens? - falou baixinho.

Era sua maior preocupação no momento. Virou de costas novamente para a veterana, enquanto consertava a obra de arte de Beom Su.

- Unnie...Você tem certeza…? Eu não quero… Estragar a sua noite…

Ao mesmo tempo, não falava aquilo com confiança o bastante para completar que ficaria sozinha, porque a última coisa que gostaria naquele momento era ser deixada ali. O problema não tinha sido resolvido, mas ser “encontrada” era o primeiro passo para sentir-se mais calma.

Hyemin acabou aceitando, fechando a maquiagem com cuidado, fazendo uma reverência breve e bastante formal, resolvendo acompanhá-la de volta para a mesa. O olhar não se ergueu novamente após cumprimentar Hyun Hee com um brevíssimo “boa noite”.

Queria se fazer de vaso, pegando bolsa e sentando-se ao lado de Chaeyoung silenciosamente, mantendo o celular no colo e o espiando de tempos em tempos. Desejava que eles continuassem a noite sem ela, porque para ela, já estava acabada.

Bistrô Del Mare - Yangcheon

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Park Hyun Hee em Seg Maio 21, 2018 1:41 pm



Hyun se preparava para contornar o ciúme, conforme a menina falava de festas, mas, para sua surpresa, ela era tão joaninha quanto seus momentos fofos de “menina que estudou em casa” mostravam. O senhor Park era tão ciumento assim para trancá-la em casa por tanto tempo? Riu um pouquinho. Até entendia esse comportamento, mas não era um pouco demais? Hmm… Nãããooo. Estava certíssimo. O “pior” era que entendia mesmo o pai da menina e sua vontade era fazer a mesma coisa, mas talvez por motivos bem diferentes.

- Appa está de parabéns, então. Ele sabia muito bem os perigos que uma escola tradicional traziam… - deu um sorrisinho sacana. - É, não está perdendo nada. Festas são tão chatas, sem graça... E perigosas. Extremamente perigosas. Você ficaria surpresa com o tipo de coisa que acontece lá. Não que eu saiba de algo, imagina. - fez um teatrinho para assustá-la.

Ela poderia notar que seus olhos apertaram um pouco de raiva e desconfiança quando ela comentou sobre “as ideias erradas” que tinham sobre coreanas. Que ideias? Quão erradas? Precisava viajar para lá para amarrar na roda da moto e fazer um rolê para o Texas? Deu um pequeno sorriso homicida.

- Sei como é. Isso vinha desde de gente achando que ia fazer amizade falando de sushi, até fãs de kpop. Sabe como eles são, né? Céus, eu não sei cantar BTS e eu não me pareço com aquele garoto do reality show. Me deixem em paz - riu, porque no início ele estava revoltado e não queria papo com ninguém, mas depois, bem que tinha aprendido uns trechinhos para sair com umas meninas.

- Agora, sobre a insegurança, você tinha razão. Não é lugar para garotas como você - largou o comentário machista involuntário, pela forma como foi criado, e na tentativa de fazê-la evitar a todo custo festinhas muito mais perigosas que estavam ali, tão próximas dela. - Seria uma presa fácil nessas coisas. Não vá. Nem você, nem aquelas meninas que andam com você na escola deveriam… - ele se interrompeu um momento, porque foi impossível pensar em Lee Hi.

Antes que o fantasma da amiga aparecesse entre eles, fez uma carinha fofa, sobre ser inofensivo.

- Claro que não, sou um anjinho …


O clima entre eles continuava tão natural quanto nos meses que passaram, era muito bom perceber isso. A diferença é que não havia aquele medo de rejeição ao falar algo errado. Podiam brincar com mais liberdade.

- Ah, é mesmo? Então já sei onde vamos da próxima vez… - deu um sorrisinho confiante. Agora mesmo já estava planejando uma saída menos “tradicional” e queria botar um capacete nela para levá-la para alguma montanha em um fim de semana, onde tentaria ensiná-la a parar em pé na moto, se assim quisesse. Adorava a própria ideia e já iria convidá-la, quando foram interrompidos.

Observou as reações da agora namorada e, de certa forma, esperava por isso. Não disse uma palavra, apenas esperando que ela se levantasse e fosse socorrer a herdeira Seo. Era o que gente boazinha como ela e o irmão faziam. Chaeyoung veria em seu olhar o suporte que precisava para levantar-se sem fazer um climão. Como uma boa empata, poderia captar sua confiança e entender que ele não estava surpreso por aquilo.

Hyun capturou a mão dela no caminho e meneou em afirmação. Até admirava essa compaixão toda que a garota tinha pelos outros, especialmente quando não eram outros homens. Se não fosse assim, a menina talvez nunca tivesse falado com ele e não estaria juntos agora. O que ele não podia esperar era a extensão que aquilo levaria e ele franziu a testa, tentando entender, por troca de olhares, o que diabos aquela menina estava fazendo pegando a bolsa e sentando-se na mesma mesa que eles.

Puta que pariu.

Trocou meio olhar com Hyemin, que deu um “boa noite” bem pouco característicos e sentou-se ali feito um zumbizinho. O clima tão bem construído entre eles agora era isso, mas percebia que Chaeyoung queria ajudar, então não permitiria que ficassem por aí. Chamou o garçom, avisou que os pedidos da menina poderiam ser levados para aquela mesa, sem saber que não havia nenhum, mas aquela quantidade de comida para dois daria para três, com certeza.

A cara de poucos amigos já tinha voltado, porque gostaria de ter escolhido outro lugar para que, quem sabe, aquela noite tivesse um fim diferente. Mesmo com expressão fechada, não conseguia odiar a menina, que parecia meio morta. Não compreendia essas histórias de “coração partido” e achava pura frescura. Se tivesse escolha, diria que não é problema dele e sairia andando, mas como Chae trouxe o problema até eles, precisava lidar melhor com isso. Ele a conhecia na infância para saber que ela estava bastante mal e não tripudiaria em cima disso, pois a menina por mais irritante que fosse, não os tratava como Eunjoo faria e era legal com Chae, quem ele queria impressionar.

- Então… - começou para cortar o climão. O problema é que não tinha o que conversar ali, apenas um remanescente daqueles papos bobos de criança, de quando se encontravam em família. O mais esquisito era que muito tinha mudado desde então. - Seu pai vai bem? - perguntou casualmente, recebendo uma espiada básica e um momento de silêncio, no qual ela concordou com a cabeça após pensar um pouco e perguntou um “E os… e o seu avô?” meio arrependido.

Havia um clima esquisito ali porque os dois não queriam tratar de assuntos complicados (ele, sobre o passado, e ela, sobre a noite atual) e Hyun só tinha habilidades sociais com meninas as quais queria alguma coisa a mais e, de qualquer forma, não era o melhor momento para falar sobre qualquer coisa que remetesse à noite.

- Haraboji está ótimo, esbanjando saúde - comentou daquele jeito estranho de sempre e apoiou o queixo na mão, trocando um olhar com Chaeyoung que pedia um “S.O.S” da empatia dela para tornar aquilo menos depressivo.

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Kim Sun-Hee em Seg Maio 21, 2018 2:49 pm

Sunny continuou conversando com as meninas durante um tempinho. No grupo, ela e Hye Won até falaram mais sobre a próxima festinha do pijama, combinando algumas possíveis ideias. Porém, devido ao que Chae acabou de revelar, Sunny focou mais no privado, ainda dividindo um misto de sensações entre choque e ansiedade. Chae ia ter um encontro! Embora tenha desfeito a impressão inicial acerca de Hyun-Hee, ainda o achava meio... arisco. Mas, se Cheyoung apreciava tanto a presença do Park mais velho, ele não deveria ser tão "mau" quanto se expunha ao mundo exterior. De toda a forma, não era da sua conta julgá-lo ou não... Apenas torcia pela felicidade da amiga, que mesmo dizendo que "não havia nada demais em saírem para jantar", Sunny arriscava qualquer coisa que ela estava tentando diminuir a real importância... Porque, no fundo, provavelmente gostava de Hyun mais do que deixava transparecer. E, diante disso, esperava que o garoto a valorizasse e, de jeito nenhum, ousasse machucá-la. Logo Chaeyoung, que era o tipo de criatura disposto a ajudar todo mundo, pois se preocupava, de verdade, com a alegria de outras pessoas.

No fim da troca de mensagens, voltou a desejar boa sorte, além de dizer que tudo correria perfeitamente bem.

Sobre Lee-Hi... nadinha, nem resposta ou sinal.

Ela simplesmente evaporou, já que sequer entrava nas redes sociais... Algo inédito e assustador, considerando o quanto ela era viciada. Sun-Hee sentiu as dores de cabeça apertarem mais por causa da angústia. Chegou a procurar o número dela na agenda, mas desistiu de ligar, imaginando que não adiantaria. Se ela não queria falar, uma ligação não mudaria as coisas.

Não entendia aquela postura da amiga.

As duas não costumavam esconder segredos e sempre buscavam apoio uma na outra nos momentos difíceis - principalmente Lee-Hi porque era comum de Sunny servir de alicerce. Tanto que Lee-Hi era a única que conhecia a história de Jung-Mi - quase - completa. Então, mesmo procurando algum motivo, não achava nada que justificasse tamanha mudança.

Com a dispensa da titia após ajudá-la a guardar as compras, Sunny dormiu à tarde inteira. Profundamente. Não estava acostumada com períodos tão longos de descanso, mas pareceu se adaptar. O corpo precisava daquilo. Graças a tal, quase perdeu o horário, correndo para o banheiro, onde se trancou. No entanto, diminuiu a velocidade antes de encarar o espelho... temendo o que poderia encontrar. Lentamente aproximou-se e num lapso de coragem, observou a figura... e suspirou, aliviada.

Estava tudo bem...

Tudo bem.

As nuvens estavam temporariamente afastadas.


Por conta do tempo, o banho durou menos do que desejava. Lavou o cabelo na pressa, mas, dessa vez, não fugiu de secá-lo. A água tratou de aliviar ainda mais as dores - algumas eram de estimação... - e a deixou mais disposta e acordada. As mãos trabalhavam em conjunto, enfiando-se entre a massa escura conforme o ar quente descia acima dos fios pesados. Quase sempre sentia vontade de cortá-lo, porém desistia da ideia tão depressa quanto pensava na mesma. O esforço para tratá-lo valia a pena, independente da sorte - o cabelo era naturalmente bonito e macio, precisando apenas de pouquíssimas hidratações mensais, de maneira que a cor negra e brilhosa se destacava mais.

Como se tivessem combinado, ela desligou o secador no momento que o pai bateu na porta, chamando-a. Sunny rapidamente a abriu e o recebeu com um sorriso largo e alegre.


- Appaaaaa! Seja bem-vindo! - esticou os braços para abraçá-lo, feito o costume.

Mas, diferente das outras ocasiões...

Sunny colocou mais força no gesto carinhoso.

O coração cresceu no interior do peito e ela conteve o impulso de chorar, ciente do quanto o preocupou graças ao episódio ridículo. Precisava tomar mais cuidado para isso não acontecer.

Ser mais forte. Ser mais resistente. Ser mais...

Exigente.

- Que cheiro bom...
- sussurrou - A titia está caprichando, aposto que sim...

Agora, faltavam os irmãos chegarem para ela se sentir verdadeiramente segura e, na medida do possível, inteira.

Reafirmando o que tia Yumi disse sobre as visitas, ao invés dos típicos pijamas, Sunny usava um vestido meio rosé por cima de uma camisa de mangas e gola compridas e vários tons mais clara.


Pendeu a cabeça para trás - porém, sem soltar o papai - para encará-lo melhor.

- Vou receber meus amigos hoje. Alguns o senhor já conhece... E não, não estou falando do Kim - revirou os olhos, rindo em seguida - Ah! E tenho um recado-notícia para te falar! Acho que é minha missão comunicá-lo de que o JaeKi está se saindo muito bem no colégio e com um comportamento digno de exemplo! Ele quer deixá-lo orgulhoso, papai... - Sunny sorriu de novo, mais afetuosa... Era nítido que tinha se afeiçoado ao ex-aluno do Sr. Kim e despertado um instinto protetor.

Todavia, a maneira de falar, rápida e disparando um monte de informações, configurava determinada artimanha de escape que ela aprendeu a usar - de forma excelente, aliás.


SEXTA-FEIRA - RESIDÊNCIA KIM

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Última edição por Kim Sun-Hee em Ter Maio 22, 2018 9:03 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Seg Maio 21, 2018 4:43 pm


- Eu não tenho nada para falar com ela... - Resmungou para Kang depois do comentário dele sobre fazerem as pazes.

Jae-ki não ligou quando Kang falou que estavam em trio, só não entendeu onde ele queria chegar. Jae sentia muita falta da Eun-bi, porém não achava que conversar iria adiantar, a garota era teimosa e simplesmente não queria escutar nada. Não ia correr atrás dela sorrindo igual um otário enquanto ela o fazia de idiota. Mas como fazer isso sem sentir nada? Seu coração apertava sempre que a via.

Para sorte de Jae-ki, eles se concentraram no plano de ajudar Won. Kang questionava sobre a semelhança de MiSoo com a outra garota. Jae-ki não perdia muito tempo pensando nisso, sua mente estava pensando mais em comida e no problema com Eun-bi, por isso não indagou, mas agora que o amigo falava, talvez tivesse sentido.

- É se parecem... - Respondeu dando de ombros - Mas não é tããaoo igual assim... Vai ver são parentes, mas elas nem se falam quase...

Jae-ki tinha um olhar mais detalhado, se as duas parecessem mais próximas até arriscaria dizer que eram parentes, mas elas não tinham se falado muito.

Quando pediu o frango para Won, ficou aliviado quando ele concordou. Seu estômago agradecia muito, foram muitas horas de estresse perto de frango frito, estava com muita fome. Kang não o poupou de seus comentários, tudo bem que ele queria ajudar, mas Jae-ki fechou o semblante e resmungou:

- Tá... Só lembra que não sou só eu que arrumo confusão.

Mas seu rosto marrento não durou muito, estava animado por ir comer. Uma pena que o balde não era tão grande, chegava ser um pouco frustrante. Será que Won pagaria outra coisa? Infelizmente o combinado não falava sobre isso. Não demorou para os outros chegarem, mas sem MiSoo e Jung-mi. Para Jae-ki era bom não ter MinSoo e o outro por perto, como um tipo de folga.

Jae-ki respirou fundo irritado quando Eun-bi fez aquele comentário sobre sua escolha. Em parte era verdade, mas não iria admitir isso. Logo se defendeu:

- Aishh... Nada ver! Eu sempre escolho frango frito, não tem nada ver com você, e... e... eu vejo frango todo dia no meu trabalho. Não tem como pensar em outra coisa.  

De repente Eun-bi furtou um dos seus frangos ao mesmo tempo que fez um pedido. Isso só contribuiu para provocá-lo:

- Ya! É meu! - Reclamou afastando seu pote dela.

A encarou com os olhos assassinos, como se fosse atacar se ela tentasse de novo. Se fosse em outra situação, até iria relevar, quem sabe até dividir, o amor o fazia realizar loucuras, mas os dois estavam em uma implicância só. Kang chamou atenção dela, Jae-ki observou as pulseiras que ela trouxe. Ja era a segunda vez que ela decidia algo sem esperar sua resposta.

- Só quero ver se você vai cumprir mesmo isso... Eu vou cobrar... - Resmungou e em seguida enfiou um frango na boca enquanto disse implicante de boca cheia, com as bochechas parecendo um esquilo - A ideia de comer primeiro foi minha, mas agora você quer... Você não é como eu, vai acabar passando mal...

Jae-ki pegou as pulseiras, a contragosto, mas não podia fazer nada agora que estava compradas. Só resolver depois mesmo. Eles foram para o bate-bate, no caminho Jae-ki ficou pensando sobre quais brinquedos seriam legais de deixar Won e Bo-mi juntos, ficaria mais tranquilo quando resolvesse esse plano. Lembrou do trem fantasma e da roda gigante, pareciam bons para ficar a dois. Quando chegavam perto do bate-bate, logo fez sua sugestão:


- Bate-bate é muito fácil, mas pode ser... Só não vale chorar se baterem muito no seu carro...  - Disse ajustando a touca e lançando um olhar implicante para Eun-bi - Ya, vamos depois no trem fantasma, ou na roda gigante! Aqui tem o trem fantasma? Terror é Daebak!

Olhou para Eun-bi, estava com muita vontade implicar ela, por isso provocou mais, dessa vez com um sorriso de garoto travesso:

- E aí a gente vai na montanha russa depois... Você não tem medo, tem? Eu vi uma vez na TV um grupo que morreu porque deu alguns defeitos, foi aqui na Coréia eu acho...

Jae-ki até que estava começando a ficar empolgado com os brinquedos, fazia muito tempo que não se divertia em algo assim. Ele já estava quase terminando de comer seu lanche, faltava apenas um, era uma pena que acabava tão rápido.




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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Seg Maio 21, 2018 11:53 pm

7 DE JUNHO. MISOO, JAEKI E WON. CHILDREN’S GRAND PARK
- Porque eu sou uma gracinha mesmo. - Jung Mi respondeu, como se tivesse falando para ele, mas apenas para fazer piada. Sabia que Misoo estava focada no monstrinho alienígena que tinha em mãos.


A carinha dela rendeu mais uma foto para o banco de imagens do passeio daquela sexta-feira. De modo geral, até que não estava sendo tão ruim assim. Parque de diversões não seria a primeira opção dele, mas às vezes era bom lembrar que ainda tinha apenas 16 anos. Muito embora a vida tenha forçado o precoce amadurecimento, ele ainda era um garoto.

O sorrisinho e a carinha confiante só mudaram quando ela disse que pegaria algo bem constrangedor para ele. Desviando o olhar da câmera, ele a encarou de modo curioso.

- Wae?! É assim que retribui todo meu esforço? Aigoo, você é uma mulher cruel.


Fez um drama, mas dava para ver que não estava aborrecido. Na verdade, ele só se preocupava com a escolha do objeto. Afinal, com o pouco tempo de convivência com Misoo, se tinha algo que ele descobriu sobre a garota era sua determinação e competitividade. Certamente não deixaria aquele prêmio por menos e ficaria até o parque fechar na barraca de tiros, se fosse necessário.

O tempo que os dois tinham passado apenas ajudou a crescer aquela amizade estranha. O bem querer dele crescia por ela, mas quando era sincero consigo mesmo, sabia que não era amor. Pelo menos não do tipo carnal, aquele que deixava sem fôlego só de estar no mesmo ambiente. Nem mesmo Hyemin tinha sido assim - foi um amor platônico sim, mas não com a mesma intensidade ou maturidade pelo que sentiu -sentia - por ela...por Sun Hee.

E mesmo assim, ele a magoava todos os dias, um pouco mais. Era de se perguntar se aquilo podia ser chamado de amor. Tentava bloqueá-la de algum modo, para não sentir a passagem daquele tempo, mas sua atuação como namorado era muito, muito convincente para os outros.

Até que ponto era tudo mentira mesmo?

Muitas incógnitas e vozes surgiam na mente do rapaz. Era difícil até para ele, no fim das contas. Por isso ele sempre precisava de um gatilho. No estado normal, ele não tentava nada, mas sempre que iniciavam algo, ele ia até o fim. Tirando os momentos em que levava bronca de Misoo por “exageros”, ele se divertia bastante com o temperamento dela. Estava se sentindo bem leve agora e caminhava com ela pelo parque até a próxima parada.

Pediu a espingarda para ela quando chegaram até a barraca de tiro e mostraram o passe livre. Afastou-se um pouco para poder tirar as fotos.

Riu do comentário dela e continuou batendo as fotos.

- Se você errar, estarei salvo. Mas nem adianta disfarçar, você é uma modelo nata, sabia? E não digo isso por conta de sua família. - Foi rápido em dizer.- Você fica natural nas fotos. Talvez a câmera goste de você, afinal.

Não apenas a dele, no caso. Qualquer câmera.

Olhou para as opções de prenda e ficou chocado com o chapéu. Escondeu os lábios por um instante, mas logo suspirou, meio rendido.

- Use as três munições…

E fechou os olhos, nem queria ver. Bastou um tiro e foi na mosca. Só não foi no centro do alvo por uma questão de centímetros. O importante é que tinha bastado. O garoto levou a mão até a têmpora, massageando a região.

- O que eu fiiiz? - Olhou para os céus.

Promessa, contudo, era divida e ele logo colocou aquele chapéu ridículo na cabeça. Tirou o boné que estava usando e obrigou Misoo a usar enquanto ele desfilava com aquela coisa felpuda e com cara de gato na cabeça. As abas laterais cobriam um pouco sua orelha e a expressão de Jung Mi era impagável. As risadas dela provavelmente ecoariam pelo parque, ainda que fossem abafadas por todos aqueles sons.


- Tudo bem, eu sei que continuo lindo. - Deu de ombros. - E pelo menos, minhas mãos continuam livres. Já você…- Fez uma careta e a convidou a andar pelo lugar.

[...]

- Sei bem… - Kang continuava com aquela expressão suspeita que, no fim das contas, era sempre engraçada.


Mesmo sério, o menino tinha aquela aura de comédia. Era um pouco difícil ficar sem rir perto dele. Ainda mais depois dele reagir à piada de JaeKi - o garoto achava que era uma piada mesmo.

O comentário sobre a semelhança entre Sooyeon e Misoo foi apenas pontual. Não era como se quisesse olhar a árvore genealógica das duas para investigar parentescos. Só tinha achado curioso e a opção levantada por Jae fez o menino dar de ombros. O foco deles era se aproximar de Won e Bomi causando o menor dano possível.

Até que não foi tão difícil. Os dois até pararam para ouvir - o que, por si só, já era um milagre, considerando os vácuos que os dois davam ultimamente. O grupo decidiu o que queria comer e seguiu até a parte apontada por Bomi. Tiveram alguns minutos sem ela, mas também não estavam à vontade para comentar nada. A menina podia voltar a qualquer momento e ninguém queria estragar a noite de Won com uma palavra mal interpretada ou constrangedora.

O importante era que Won podia sentir que os amigos estavam ali por ele e o ajudariam no que fosse necessário. Na verdade, já tinham até um plano meio que encaminhado. Ele seria colocado em prática depois que comessem.

Tão logo Bomi retornou com seu milkshake, o grupo começou a encher de novo. Eun Bi, Gyu Sik e Sooyeon estavam ali. A bailarina era muito falante e, obviamente, provocou JaeKi. Parecia ser seu esporte favorito.


- Que desculpinha. Você pediu porque é um balde! Eu te conheço, Jae Ki-ssi. Você tem um buraco negro no estômago. - Dizia isso na frente de estranhos sem nenhum tipo de constrangimento.

Para completar a cena, ainda pegou na mão grande um dos franguinhos dele. Já deu uma mordida e logo fez um.

- Nhenhenhe é meu. - Fez um focinho de coelho para ele, respondendo à reclamação. Pediu o guardanapo de Bomi para limpar os dedos.

- Quer alcool gel também? - A menina perguntou.

- Pode ser...Mas me dá o guardanapo que tem carninha aqui.

- Eun Bi… - Bomi revirou os olhos. A amiga ficava muito primitiva perto de Jaeki. Geralmente não era assim, mas quando insistia em irritar alguém, ela ia até a altura da pessoa para brigar no mesmo nivel. Fosse acima ou abaixo dela.


- Vai cobrar sim. Você adora cobrar. - Resmungou a última parte. - Vou passar mal nada, você não me conhece.


- Vai passar mal sim… - Bomi concordou.


- Aiiishh, garota! - Eun Bi fez um gesto de punho fechado para ela e a menina se encolheu um pouco.

Kang deu uma de católico e fez o sinal da cruz diante daquela criatura. Certeza que devia passar por um exorcista. Não era pura não. Por sorte, Eun Bi não viu e começou a guiar o grupo. Sooyeon ria da conversa, ao lado de Gyu Sik, um pouco mais atrás. Bomi ia ao lado de Won, talvez um pouco próxima demais, mas havia a desculpa das pessoas passando. Já Kang ia ao lado de Jaeki enquanto ele discutia com Eun Bi. No meio do caminho, ela pediu o alcool gel de Bomi para limpar as mãos.

- Vocês, você quer dizer você, né?

- Fiquei confuso, mas acho que entendi.

- Ele vai ficar me perseguindo, com certeza. Bate no carro do Kang! Ele vai voar longe.

- Qual é o seu problema, menina?


Os dois se encararam, mas Jae Ki chamou a atenção com aquela história de trem fantasma. Bomi arregalou os olhos com a sugestão, mas ainda era melhor do que Montanha Russa. Eun Bi era medrosa. Ela odiava trem fantasma, MAS, jamais corria de uma provocação.

- É sim, né? Certeza que você vai gritar muito. - Fez uma cara vitoriosa. - Eu adoro montanha russa. Não tenho medo nenhum.

Parou por um instante quando Jae Ki não pareceu levar muita fé no que ela dizia. Colocou a mão na cintura que tinha um pedaço da pele parecendo por conta da blusa cropped que ela usava. O jeito repentino que ela parou e avançou um passo na direção de Jae Ki, deixou Kang, Bomi e Won em alerta.


- Você está tentando me deixar com medo? - Olhou bem nos olhos dele com o balde entre os dois. - Pois eu vou te contar...o que é um momento de terror, Jae Ki-ssi… - Suspirou. - Quandoofrangoacaba.

E disse bem rapido, pegando o último do balde e saindo correndo logo em seguida. Nunca correu tanto em sua vida, já ciente de que não daria bom. Kang só teve tempo de colocar a mão na boca e Bomi engasgou com o milkshake. Saiu um pouco pelo nariz e ela tombou pra frente, batendo no peito.
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Won-Bin em Ter Maio 22, 2018 1:14 am



Sorriu diante a aprovação ao apelido B-Dragon. Parecia combinar por algum motivo que desconhecia.

Tomou para si a frase do "experimente coisas novas".

"Tem sido umas mudanças e tantos desde que eu comecei com esse lance de experimentar coisas" assentiu com a cabeça.

- Ani! Ani, eu tenho medo de montanha russa. Não consigo, de verdade. - Até meneou negativamente e fechou os olhos com forças. - Eu sinto que vou cair e são os minutos mais apavorantes da minha vida. Não faz isso comigo.. - Fez um beicinho de choro. - Jebal (por favor)...

Ela parecia tão assustada só com a possibilidade de ir numa montanha russa! Não era só um charme então...

-Tudo bem tudo bem, eu não vou te arrastar pra montanha russa. Mas você vai ter de ir comigo na roda-gigante, pelo menos, ou eu vou voltar pra casa com uma péssima impressão do parque - disse quase sério mas logo abriu o sorriso novamente.

Jae-ki e Kang chegavam e a discussão da comida em pauta novamente.

-Ok ok, forte argumento Kang, forte argumento - colocou a mão no queixo.

Sozinhos por um instante Won aproveitou o momento para falar um pouco com os dragões.
-A gente tá se saindo bem hoje a noite né? Eu acho que é uma boa oportunidade pra comemorar a sobrevivência dos dragões. Estamos vivos, não expulsaram a gente e fora de confusão por uns dois meses. Eu chamo isso de vitória. Por isso eu vou pagar a comida de vocês dois

Incluía à Kang sua proposta de pagar a comida.

-E nem me venham falar que tão me devendo ou algo do tipo. Eu não empresto dinheiro, eu quero agradecer vocês, tem sido bons amigos - sorriu e foi pagar os pedidos dos amigos assim que eles os fizessem.

Em pouco tempo Bomi e os outros teriam voltado. Assentiu agradecendo a pulseira recebida.

"Hmmm Misoo ficou para trás com ele...é, faz sentido, eu acho" aquilo soava estranho de alguma forma.

-Ei ei, a condição de pagar seu frango frito é que vocês se comportem. Pegar o frango do coleguinha está fora do contrato - disse fazendo um X com os braços e riu em seguida.

A caminho do bate-bate Jae parecia adotar uma tática de implicar com Eun-bi...nada daquele casal fazia muito sentido, não tinha como opinar nisso. Os olhos brilharam quando falaram de Trem-Fantasma, parecia algo tão divertido!

-Hmmm Trem-Fantasma é? - mas não teria muita chance para comentar a respeito. O ataque de Eun-bi era digno da mais astuta das meninas...da quinta série.

Jae-ki com certeza iria correr atrás dela.

Won encararia abismado aquela cena. É assim que os pais de crianças pequenas se sentem?

-Bomi, já parou pra pensar nas decisões da sua vida e como você acaba tendo de cuidar de duas crianças pequenas desse tamanho? - comentou quase nem acreditando naquilo.

Começaria a andar com eles e atrás do casal. Uma hora isso ia acabar em violência, em eles reatando ou ambos.

Mas aí então perceberia que Bomi tinha era engasgado com o susto daquela situação.

-Ei, Bomi! Você tá bem?! - disse colocando as mãos sobre as suas costas, dando uns tapinhas leves.

"AHHHH eu disse pra se comportarem! Olha o que fizeram!" ficou preocupado com Bomi.

Wangjo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Ter Maio 22, 2018 2:03 am

SUN HEE - RESIDÊNCIA KIM

Jung Hwa sorriu diante do timming que os dois encontraram naquele momento. Envolveu os braços ao redor de sua menina e fechou os olhos durante o gesto. Com a mão direita, fez um carinho pelos longos fios negros recém escovados.

- Que recepção boa… - Disse aliviado por ver que, aparentemente, estava tudo bem com sua filha.

Podia sentir que havia muito a ser dito naquele abraço. O dia dele tinha sido horrível diante de tanta preocupação, mas agora era como se toneladas fossem retiradas de seu ombro. Sunny estava bem ali, ativa e prestes a receber visitas de amigos. Yumi estava animada, preparando diversos quitutes, cujos aromas se misturavam e abriam o apetite dos humanos e dos cães.

- Está sim, mas você e seus amigos merecem, não? - Sorriu e ajeitou o cabelo dela.

Meneou positivamente sobre a notícia dos amigos. Já estava sabendo da boa nova, porém se mostrou surpreso com o recado que tinha para dar. A menção do nome de Jae Ki iluminou o rosto dele, mas também o constrangeu. Sabia que tinha feito um bom gesto para o menino - tinha sido de coração - mas não esperava que agora fosse um objetivo para o rapaz. Quer dizer que ele queria ser um orgulho? Isso já o deixava feliz.

- Fico muito feliz de ouvir isso. Tanto que seus amigos vem aqui quanto a notícia de Jae Ki. Diga a ele que já me orgulho do homem que sei que ele se tornará. E espero que, um dia, ele seja um dos seus amigos a entrar por aquela porta. - Ponderou. - Não que eu esteja forçando uma amizade, mas quero dizer que ele é bem-vindo.

Sorriu. Claro que ele percebeu que a filha estava enrolando, mas bem, ela estava prestes a receber visitas e não queria entristecê-la. Fez um carinho naquele rostinho lindo que havia feito e comentou.

- Vou tomar banho também. Mais tarde conversaremos melhor, hm? Quem sabe eu não te conte uma história antes de dormir, como quando você era criança…? - Sorriu, nostálgico e e beijou a testa dela antes de se afastar.

[...]

Como de costume, o primeiro a chegar até a residência foi Kim, mas, dessa vez, ele veio acompanhado de Stella. O menino encontrou com a Jun descendo do carro, numa feliz e pontual coincidência. Dong e seus amigos perderam a ordem de chegada, mas nada que fosse preocupante. Eles não deram um horário fixo, foi algo aproximado.

Quando a campainha tocou, os cachorros já ficaram doidos. Yumi mandou que ficassem quietos, mas eles reconheciam o cheiro e queriam muito se jogar nos dois.

- Calma aí que vou prendê-los!!! - Yumi falou.

- Pode deixar solto, tia!! - Kim gritou de volta.

- Sim, pode deixar!! - Stella acompanhou o pedido.

E não deu outra. Tão logo eles entraram, foram recepcionados pelos estabanados e bagunceiros, Lion e Bum-Kun. Bakira, o mais velho,vinha com um pouco mais de juízo, o “bicudo” Cookie e a pirilampa Tea. Os dois convidados fizeram muita festa com os bagunceiros, recebendo “abraços” e lambidas.

Foi a melhor das recepções e, assim, sem conseguirem andar direito, os dois chegaram até a porta principal depois de passarem pela garagem.

Stella foi até Sunny assim que a viu e a abraçou. A menina usava um vestido que parecia blusa e saia, com um cintinho fixo marrom. Por cima, tinha um sobretudo verde apesar para compor, nem era uma peça muito quente. Abraçou Sunny e fechou os olhos.


- Estava tão preocupada… - Comentou e deu um longo suspiro. - Como você está? Melhorou?


Joo Hyun estava com Tea no colo e vinha logo atrás enquanto recebia lambidas da cã. A bichinha era apaixonada por ele e não negava sua preferência por meninos. Kim usava uma blusa preta, calça jeans e um casaco alaranjado. O cabelo estava meio bagunçado e ele escolheu um óculos de armação redonda para ir.
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7 DE JUNHO. MISOO, JAEKI E WON. CHILDREN’S GRAND PARK

- Roda Gigante, bate-bate, até aquele que não sobe muito, tudo bem. - Parecia um bom acordo.- Não fique com impressão ruim do parque. É bem divertido sim!


Sorriu de modo fofinho, mas logo foram interrompidos pelos meninos. Bomi chegou um pouco para o lado, permitindo que todos fizessem parte da conversa. Meneava positivamente com o que diziam e riu da história de Jae Ki ter um estômago resistente.

Quando mostrasse a barraca certa, ela se afastaria para ir atrás de seu milkshake. Foi a chance que Won teve de falar algumas coisas com os Dragões. Kang estava um pouco quieto porque tinha receio de cometer alguma gafe, mas não viu problemas em comentar brevemente sobre o assunto.

- Acho que você tem razão...Apesar do caos, temos bons motivos para comemorarmos sim. - Forçou um sorriso no canto dos lábios, mas logo arregalou os olhos. - Wae?! Não precisava! Tá de boa.

Encheu as bochechas de ar com a insistência dele, mas logo concordou. Já esteve do outro lado, querendo agradecer a amizade deles. E isso foi logo no primeiro dia que se conheceram! A verdade é que os dragões passaram por algumas crises no início, mas agora todos estavam se esforçando para dar seu melhor. Até Jae Ki estava mais controlado e evitando confusões ou drs.

Parecia realmente bom.

Eun Bi chegou com o irmão de Bomi um pouco depois da própria menina ter se aproximado. Não demorou para que começasse sua típica troca de implicâncias com Jae Ki. Fez uma expressão inocente quando ouviu a proibição de Won.

- Mas é só um adiantamento… - Tentou argumentar logo depois de fazer “nhenhenhe” para Jae Ki.


Bomi até que achou fofinho o esforço de Won de conter as crianças. Os dois não paravam e vinha à tona a história do trem fantasma. A garotinha tinha medo, mas achava que talvez aguentasse melhor do que a montanha russa, se fosse com Won. Olhou para ele para falar que também podiam ir, mas não teve muito tempo.

Eun Bi logo furtou o último frango de Jae Ki e saiu correndo. A cena fez Bomi se engasgar. Era tão ridículo que alterou sua respiração. Kang olhou para trás, incrédulo e Gyu Sik começou a se aproximar, preocupado com o refluxo. Bomi tossiu bastante e recebeu a ajuda de Won com tapinhas gentis nas costas.

Quando se ergueu, o rosto estava bastante vermelho e ela tossiu mais algumas vezes. Abanou com as mãos na altura dos olhos.

- Acho que...coff cooooff...Estou. - Engoliu em seco - Eles são muito retardados...Aigoo…

- Não são? - Kang concordou.

- Eun Bi fica muito moleca na presença dele. Não sei porque, ela era bem mais controlada antes.

- Vou comprar algodão doce, alguém quer? - Gyu perguntou. Sooyeon tinha sugerido e, como não teve habilidade de pegar o bichinho para ela, achou que podia fazer outro tipo de gentileza.

- Ani, vamos ficar na fila do bate bate… - Bomi comentou.

- Tá… - Gyu a olhou com atenção.

Sooyeon também deu uma olhada em Bomi e no garoto que estava com ela. Talvez pudesse ajudá-la - e se ajudar - de alguma forma. Sorriu e se afastou um pouco com o garoto. Como Kang tinha previsto, lá estava ele sozinho com um casal.

- aish… - Resmungou, comendo uma batatinha.

De repente, sentiu um clima pesado...Os dois em silêncio...Respirou fundo. Tinha que ficar de guarda para o caso de Gyu Sik voltar, mas logo se adiantou um pouco, deixando os dois mais para trás. Quando Bomi percebeu que tinha alguns minutos com Won, sentiu as bochechas esquentarem.


- Então...Trem Fantasma pode entrar na lista...Isso se você gostar de terror e não tiver ouvidos sensíveis porque eu vou gritar. - Sorriu para ele enquanto andavam devagarzinho até o bate-bate.
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7 DE JUNHO. BISTRO DEL MARE

A expressão divertida de Chaeyoung vacilou por um breve instante com o comentário dele sobre escolas tradicionais. Felizmente, o sorrisinho sacana dele não permitiu que ele visse o incômodo que percorreu pelos olhos dela e a história sobre as festas, resultou numa carinha irônica.

- Nunca fui à uma festa noturna, mas já fui à festa na piscina e participei do início de um luau. Foi meio sem querer porque estávamos na praia e acabou que a música chamou a atenção. Mas nada comparado às festas dos filmes. - Suspirou. - E sim, eu sempre quis estudar numa escola tradicional, mas às vezes sinto falta de estudar em casa. Wangjo é...intensa demais…

Ponderou.

- Às vezes me arrependo um pouco de ter ido, mas quando penso nas amizades que fiz e… - Olhou para ele. - Quando penso em você...Parece um preço razoável a ser pago pelos momentos que tive. Mas tem muita coisa lá que não entendo...Enfim.

Fez uma careta e concordou com os comentários dele. Deu uma risada com o comentário.

- Mas BTS é tãão legal. Não é o meu favorito, mas vai dizer que não gosta das músicas? Aigoo, Hyun. Vou te obrigar a ouvir até gostar.

Respirou fundo com o comentário machista dele. Queria saber “como assim garotas como eu?”, mas deixou passar, apenas ouvindo o restante. Tombou um pouco a cabeça.

- Um dia eu vou, mas aqui na Coreia. Convite é o que não falta…


Deixou no ar. Jong In nunca tinha comentado com Hyun que chamou Chaeyoung para alguma festa, mas podia ter sido Lee Hi ou até mesmo a filha do diretor. Quem sabe Sun Hee. Ou aquele garoto de cabelo colorido. Chae falava com um número considerável de pessoas e os convites podiam existir sim. Ela o livrou desse pensamento quando o chamou de bonzinho. A carinha dele a fez rir de novo, mas o momento deles estava com o tempo contado, visto que a cena de Hyemin chamou a atenção dela.

A menina ouviu bem que ele já tinha ideia para onde a levaria e, mais tarde, perguntaria o destino. Por hora, contudo, sentiu que outra pessoa estava precisando dela. Levantou-se e, após o contato com ele, seguiu até o banheiro, deixando-o sozinho por alguns instantes.

[...]

Quando ofereceu o abraço, Chaeyoung não estava se importando muito pelo tempo que se conheciam. Achava que talvez devesse só ter abraçado e ponto final, mas como já tinha se chateado naquele dia, não queria ser um estorvo ou entrona demais na vida de alguém de novo. Porém, a postura de Hyemin não estava facilitando as coisas.

Era...de dar dó.

Não gostava de sentir pena das pessoas, mas aquela carinha de sofrimento e o modo como ela estava se contendo, realmente a deixava preocupada. Queria poder fazer alguma coisa - mais do que já estava fazendo. E o convite para a mesa simplesmente surgiu. Hyun provavelmente não ia gostar muito disso, mas era algo que achava que deveria fazer.

Olhou para a própria bolsa quando Hyemin fixou o olhar ali e ergueu a peça.

- Claro...Claro. Eu empresto sim…

Abriu a bolsa na frente de Hyemin e nem percebeu que por aquele ângulo, a menina podia ver demais. Além da necessaire, celular e uma pequena carteira, também havia a caixinha de joias fechada e uma caixinha fofinha com remédios - provavelmente para cólica e dor de cabeça, apesar da cor ser diferente do normal. Tirou a necessaire dali e entregou para ela.

Recuou alguns passos e manteve a cabeça um pouco abaixada.

Beom Su tinha usado maquiagem à prova d’agua, mas era impossível que não houvesse danos à obra depois de toda aquela choradeira de Hyemin. Felizmente, o conserto não foi impossível e um retoque não deixaria o rosto ruim.

Quando fez aquela pergunta a Chaeyoung, ela ergueu a cabeça e meneou positivamente.

- Ung, tenho certeza. Não se preocupe, sua presença não estragará minha noite, pelo contrário.

Sorriu de modo gentil. Suspirou diante daquela reverencia tão formal e, uma vez que estivesse de pé, ela pegaria a mão dela e colocaria em seu braço. A menina emanava calor e também tinha um cheiro gostoso. Parecia uma pessoa tão legal que era difícil de querer sair perto dela.

Deixou que ela pegasse suas coisas na mesa dela e depois a guiou até a própria.

- Olha só, Hyun Hee-ssi...Uma convidada de honra! - Puxou a cadeira para Hyemin. - Sente-se, por favor.

Era a cadeira que ela estava usando antes e que, agora, tinha colocado meio que entre os dois - a mesa era redonda, inicialmente para duas pessoas, mas agora Hyemin se sentiria bem pertinho deles e acolhida. Ouviu o cumprimento dos dois e falando sobre a família.

- Hm...vocês se conhecem há muito tempo, é? Que legal. - Sorriu, achando isso animador. - É verdade que você foi masterchef junior há alguns anos? Ouvi isso na aula de culinária, mas nunca tive chances de conversar sobre isso. - Ajeitou o cabelo laranja. Talvez Hyemin achasse estranho porque sempre a viu morena e não com cores - Talento você tem, mas desde pequena? Devia ser uma graça.


Tentava agir de modo natural e poucas vezes trocava olhares com Hyun para não parecer forçado ou combinado.

- Podemos dizer que estamos diante de uma sunbae, Hyun-Hee-ssi. - Olhou o rapaz, finalmente. - Será que ela aprova nossa escolha? Agora estou nervosa.

Fez uma caretinha e olhou a menina. Para não deixar o momento constrangedor, Chaeyoung tentou focar nesse tipo de assunto que eles tinham em comum: a comida. Os três cozinhavam, mas tinham estilos e gostos bem diferentes. Era um bom pretexto para manter a conversa neutra, porém amigável. O clima romântico não existia mais ali porque não seria apropriado, ainda mais pelo toco que a menina levou.

Isso ficava cada vez mais evidente para Hyun Hee. O tempo estava passando e não havia sinais do tal noivo que ela tinha comentado. No fim, Chae só estava tentando amenizar uma noite horrível e traumática para uma garotinha de 16 anos. Uma garotinha que, um dia, foi muito importante na vida dele.

Na antiga vida que, às vezes, voltava para lembrá-lo quem ele era.
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Seo Hyemin em Ter Maio 22, 2018 12:23 pm



Hyemin invejou muito aquela caixinha dentro da bolsa e nem disfarçou o olhar demorado. Uma aliança? Queria também.  Acabou até procurando anéis em seus anelares, mas não havia sinal de um pedido de casamento ali. Acho, não é?  Ela deixou a pergunta não dita no ar, mas não queria perguntar e ter uma reação negativa em vez de parabenizá-la. Será que Park Hyun Hee era “avançado” assim? Bem, não seria anormal, se pensasse nos seriados que ela já tinha visto americanos.

Após se maquiar, até simulou um sorriso diante daquelas palavras gentis. Era reconfortante não ser culpada por ficar chorando e “ter estragado a noite de alguém”. Não sabia se isso era simplesmente porque no caso ali não era a décima vez que tinha dado chilique em um momento que era para ser tranquilo e descontraído, enquanto a tia “generosamente tentava poupar o pai daquela cena”, ou porque a menina era apenas muito gentil.

Gostou da última opção e não resistiu em dar o braço para ela. Fada do cupcake parecia um bom apelido para essa sensação que ela dava. Sorriu de levinho.

Ao sentar-se, era difícil não se sentir atrapalhando a noite alheia. Tinha até vergonha de ficar olhando Park Hyun Hee, porque ele tinha mudado muito e virado uma pessoa que consegue chamá-la de “gari” na frente da sala toda ou humilhar Eunjoo publicamente. Estava com muito medo de pensar que tipo de comentário ele poderia soltar em voz alta sobre aquele episódio.

Ele tentou quebrar o gelo, perguntando sobre seu pai, o que a fez ficar um pouco surpresa, porque ele soava menos com o maluco do cabelo vermelho e mais o oppa que estava acostumada quando criança. Não queria especificamente falar do pai, porque ele tinha viajado e ela queria ter a opção de sair para jantar com ele, agora. Assentiu somente e, no impulso, quase falou sobre seus pais

- E os… e o seu avô?  - corrigiu-se imediatamente, um pouco tímida. Era constrangedor, porque também não podia falar de seu melhor amigo, Jung Mi. E se ele estivesse com raiva dela por ser amiga do irmão mais novo?

O silêncio estava prestes a dominá-los e Hyemin ficaria de plantão no celular aberto no colo, quando Chaeyoung novamente fez o papel de fada. Assentiu, melhorando um pouco de humor aos poucos, especialmente quando ela falou sobre o programa que lhe deu tantas memórias boas.

- Sim! Appa me inscreveu bem cedo, porque eu sempre gostei de vê-lo na cozinha e adorava o clube da escola. Era um pouco difícil, porque tinha muitas câmeras e pouco tempo para fazer as coisas. Eu acho que era a mais chorona de lá - riu. - Foi lá também que eu conheci a nossa professora do clube. Ela foi jurada em uma das provas. Eu adorava fazer doces e entrei por causa de uma sobremesa. Saí na prova da carne. Tivemos que reproduzir um prato de uma chef, mas eu nunca tinha trabalhado assim antes e perdi para uma competidora mais velha - comentou com nostalgia, deixando o olhar tristonho para trás. Até sorriu por ser chamada de sunbae e pareceu um pouco mais normal com a pergunta estimulante de Hyun Hee sobre aquilo ser seu objetivo de carreira.

- Ah, eu não sei ainda. Eu acho que prefiro moda como trabalho. Quer dizer, eu até tenho planos para abrir um atelier com a Han Sunyoung-unnie, sabe? Eu pensava em fazer… vestidos de noiva - fez um beicinho, mas Hyun chamou outra pergunta. - Hm? Ah, sim, sim, eu amo cozinhar! Eu fico muito feliz quando provam minha comida, porque doces deixam as pessoas felizes.

Hyemin parecia lisonjeada pelas atenções em cima dela e voltava a sorrir de forma boba. Claro que o humor não estava no auge, porque frequentemente ela mesma esbarrava no assunto “proibido” da noite.

- O que foi que vocês pediram? Ah, é sim uma ótima escolha! Eu tinha pensado nisso, mas aí eu achei que podia ficar estaticamente esquisito comer na frente de…  Quero dizer, é delicioso. Vou ficar feliz em provar.

As pessoas da mesa, no entanto, eram muito gentis e não permitiriam que ela ficasse naquele limbo, então logo tinha mais com o que se distrair.

- O quê??? É sério?? Eu posso mesmo escolher a sobremesa de vocês? - sorriu, empolgada. - Um petit gateau deles é bem gostoso, mas não está combinando com o clima, que tal um folhadinho? Ou... - deu um sorriso envergonhado. -  Vocês podem dividir a mesma taça de mousse. Ai, isso seria completamente romântico!!!!

Bistrô Del Mare - Yangcheon

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Park Hyun Hee em Ter Maio 22, 2018 12:24 pm



- Quando for, me chame para ir com você - foi a última coisa que disse sobre a questão das festas e deixou o assunto morrer. Não queria deixá-la curiosa em relação aquilo, mas é claro que, entre outras possibilidades, sua paranoia já achava que JongIn tinha tramado levá-la nos primeiros dia de aula, mas ele a salvou daquela tragédia… Por enquanto.

Concordava com ela sobre WangJo e deu um pequeno sorriso sobre a parte que lhe envolvia. Também estava muito feliz que ela tivesse começado a estudar com eles, ou seu ano seria um verdadeiro inferno. Talvez estivesse ainda perdido, jogando garrafas nos outros e gritando só com meninas aleatoriamente. Ela não fazia ideia do presente que era tê-la naquela escola.

A bondade de Chaeyoung trouxe Hyemin para mesa. É claro que não queria a noite terminando daquele jeito, mas aos poucos a imagem tristonha da garota o fazia lembrar-se dos tempos de criança, quando era tratado como um líder mirim do bando, o grande oppa/hyung, mesmo sendo pequeno também.

Teve vontade de bater palmas efusivas para a chegada da menina, mas segurou-se com toda as forças fraternas que tinha. Logo o clima estranho foi contornado com maestria pela namorada, que tinha o grande dom de tornar tudo mais fácil para aqueles em dificuldade. Aquilo chegava a ser sobrenatural. Será que ela tinha noção do quanto fazia bem para os outros?

- Ah, eu lembro disso… - fazia comentários com um sorriso no rosto, apenas para incentivar a menina a falar. Tentava ser gentil também, mas ainda não tinha descoberto o que falar e, no fundo, não estava interessado nisso. A expressão de Chaeyoung, no entanto, era muito convincente, como sempre, mesmo quando a garota tagarelava sobre aquele encontro que, no final, não tinha nem acontecido. Ele se perguntava o que se passava na cabeça da garota, se ela realmente gostava tanto assim de saber sobre os outros… De toda forma, estava aprendendo um pouquinho e queria ajudá-la em sua “missão”.

- É mesmo, eu deveria começar a falar de formalmente? - sorriu. - Você parece gostar muito disso. É o que quer fazer depois da escola? - jogou a pergunta, porque reparou que a garota era autossuficiente em falar por meia hora com os menores estímulos, mesmo que sem interesse verdadeiro, apenas gentileza.

E esse tipo de gentileza Wangjo tinha aos montes. Hyemin era muito facilmente manipulável, dava para perceber a cada palavra dela e como já estava ficando feliz com tão pouco. Ela nem notou que ele estava apenas seguindo o discurso de Chaeyoung e já os tratava como grandes amigos. Essa constatação foi criando um tipo de pena por ela, porque de todos naquele grupo de crianças, ela parecia a única mais parada no tempo, tendo crescido na aparência e no gosto sofisticado de patricinha, além de suas escolhas muito das duvidosas de se tornar uma praticadora de bullying ativa da escola, querendo chegar aos pés de Eunjoo, quem sabe? Ela estava se corrompendo e só agora, podendo conversar tão de perto, é que pensava a respeito.

- Lagosta recheada - simplificou, sem o conhecimento técnico dos pratos. - Bem, já que você é a especialista em doces da mesa, você pode escolher o que vamos comer de sobremesa. O que recomenda, oh, cara sunbae cozinheira?

Ele acabou rindo de leve daquela empolgação toda.

- Gosto da ideia, mas é ela quem escolhe - indicou Chaeyoung com o rosto e guardou qualquer comentário sobre chantily e chocolate no cantinho da boca.

Continuando o raciocínio sobre a corrupção, ela tinha amiguinhas bem esquisitas, será que, além disso, agora a garota estava envolvida com algum tipo de Jong-In, o tipo de homem mais comum no planeta? Bem, se fosse o caso, certamente o encontro teria acontecido e acabaria em outro lugar. Já se fosse com ele mesmo, seria capaz sim de deixar uma garota esperando para sempre se estivesse irritado com ela e, sendo franco, admitia que Hyemin tinha o perfil de menina tonta que faria qualquer tipo de coisa para agradar seu par… Fazia uma falta tremenda não ter irmãos mais velhos para defendê-la ou um amigo homem próximo - e o estilista esquisito certamente não contava. Onde estava Jung Mi, que se dizia amigo dela, afinal? O que foi que o tio andou ensinando para ele? Bem, provavelmente a mesma coisa que ele mesmo, já que não sentia a motivação necessária para se meter na vida da garota, apenas tinha a pulga atrás da orelha, mas nada falaria, como a maior parte das amigas dela. Era estranho, mas ele teve um sentimento esquisito em relação a isso. Olhava para ela sabendo o final da história, mas não conseguia fazer nada para impedir, porque estavam distantes demais para fazer isso, era o que achava. Ao mesmo tempo que sentia que não era um problema dele, sentia um pouco de pena, porque o futuro dela não podia ser boa coisa, e seria mais uma do grupinho da infância que teria se corrompido, de certa forma Talvez a última que ainda mantinha um pouco da pureza da infância. Era mesmo muito triste de se prever, mas por que sair por aí ditando seu pessimismo? Ele não sentia que fazia mais parte daquela história. O antigo Hyun Hee não concordaria com nada disso e tentaria manter a harmonia do grupo. Era ainda mais amargo perceber o quanto tinha se perdido também ao longo do tempo.

Humor: mania / + + + + +

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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Ter Maio 22, 2018 2:19 pm

7 DE JUNHO. BISTRO DEL MARE

Chaeyoung aumentou um pouco mais o sorriso quando Hyun ajudou com seu assunto, dizendo que se lembrava disso. Podia até ser uma mentira dele, mas parecia ter funcionado bem para que trouxesse um bom sentimento para Hyemin. A joaninha se ajeitou na cadeira e prestou bastante atenção no discurso.

- Ah, então é porque o seu appa também cozinha? Nossa, que legaaal...Minha influência na cozinha foi minha omma. - Levou até o peito quando se indicou. - Ela é celíaca e aprendeu a cozinhar porque a dieta dela é muito restrita. Então, inventava um monte de coisas e eu fui ajudando. Mas não chego ao seu nível de habilidade, talvez um dia.

Foi apenas um parêntese que abriu para mostrar que se interessava pela história. Também tinha curiosidade de saber quem tinha sido a influência de Hyun ou se foi apenas por conta do tempo que passou fora, se virando sozinho. Depois disso, ficou quieta, ouvindo a experiência de Hyemin no programa. Riu ao ouvir que ela era a mais chorona e achou normal.

Estranho seria se crianças não chorassem diante de tanta pressão de um programa de culinária.

- Araso...Quem é leigo acha que cozinha é facil, né? Só porque você sabe fazer um tipo de prato, sabe fazer tudo. Tsc… - Meneou negativamente. - Mas pelo que você me diz, parece que foi muito bem. E certeza que se competisse hoje em dia, você ganharia.

Voltou a atenção para Hyun diante da pergunta dele, mas também achando graça da pergunta dele. Não veria problemas em chamá-la de sunbae ali, naquele momento. Talvez ate ocupasse mais a mente da menina. Mas a pergunta dele tinha sido boa e a resposta parecia bem óbvia até ouvir que ela gostava de moda. Fez um “o” discreto com os lábios.

- Sério? Você também é boa com moda? Caramba, quantos talentos. - Chaeyoung não seguia um estilo definido de moda. Gostava de misturas, mas estava bem vestida naquela noite porque teve a impressão que seria importante. - Daebak…

Estava sinceramente surpresa e quando ouviu que comida deixava as pessoas felizes, ela agarrou as mãos de Hyemin e sacudiu algumas vezes.

- Quanta sabedoria com tão pouca idade! Claro que comer deixa as pessoas felizes. Olha como estou feliz com a expectativa de comer! Imagine depois. - Ainda fez uma gracinha, mas deu uma risada. Podia parecer piada, mas estava falando sério.

Isso gerou a pergunta seguinte que Hyun respondeu daquele jeito nada refinado.

- Tirou a magia do prato.- Revirou os olhos. - É à Thermidor - Tentou caprichar no francês, mas saiu bem engraçado porque ela, obviamente, não falava. - Você acha que fica esteticamente esquisito? Eu só estava pensando no sabor mesmo.

Coçou de levinho o queixo quase constrangida. Quase.

- Tomara que você goste, eu já estava morrendo só lendo os ingredientes do prato.

Hyun dava uma excelente ideia e ela bateu palminhas de modo discreto. Claro que ela poderia escolher a sobremesa. As opções foram as melhores possíveis. A mousse foi quase tentadora, fazendo com que ela trocasse um discreto olhar com Hyun, mas...Talvez para outro dia.

- Seria, né? Mas acho que vou querer petit gateau...Faz tempo que não como.

Olhou para Hyun de novo e trocou outro sorrisinho cumplice. Como tinham pedido o prato antes de Hyemin aparecer, não demorou muito para que a bela iguaria fosse servida. Os olhos da joaninha arregalaram um pouco e o cheiro era simplesmente maravilhoso. Hyemin ganhou mais um prato e, ainda que fosse uma comilona, Chae fez questão de dividir o dela com Hyemin.

Aquela lagosta não tinha apenas uma bela aparência, ela tinha um sabor inigualável. Melhor do que aquele, só comendo na França mesmo. O trio ficaria um pouco ocupado enquanto comia, mas a opção de focar em assuntos relacionados à gastronomia era o melhor.

- Podiamos servir isso no evento do Jockey Club. - Se corrigiu na mesma hora. - Não, melhor não, eu comeria tudo.

Piscou e continuaram tendo um bom momento. Chaeyoung não deu espaço para que ela pensasse muito naquela noite triste e tentou melhorá-la de todas as formas possíveis. Ela era muito diferente de Eun Joo, talvez pela própria educação. Eun Joo era mais refinada e preocupada com a etiqueta social, não tinha o mais sincero dos sorrisos e sempre parecia julgar alguma coisa, apesar do rostinho fofo que tinha. Chaeyoung talvez não fosse a menina mais bonita do colégio, mas tinha uma simpática e um carisma raro. Não era exagerada como Misoo, por exemplo, mas era bastante espontânea. Parecia entender as pessoas de modo muito mais simples.

Era muito amiga de Sun Hee - Hyemin já a tinha visto misturada ao grupo nerd e com a bolsista quando não estava com Hyun. Mas nem por isso tratava Hyemin de modo diferente ou virava a cara. A verdade era que Chaeyoung conhecia um lado tão dócil da menina que custava a acreditar que ela fosse 100% ruim. Sem contar que suas amigas não falavam tudo o que acontecia.

Se soubesse de algumas coisas, como a história do caderno, teria tentado conversar com Hyemin. Mas bem, agora esse não era o foco também. Naquela noite, ela estava agindo como uma verdadeira amiga de Hyemin.
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Ter Maio 22, 2018 2:38 pm


Jae-ki sorriu quando Won falou aquelas coisas, era verdade que entre os dragões as coisas estavam indo bem. Jae sentia que devia essa noite ao amigo, por isso seu plano com Bo-mi teria que dar certo.

- Valeu cara, e deixa com a gente Won que hoje vai ser bom. Só segue o fluxo - Disse ao amigo piscando outra vez.

Mas foi quando Eun-bi chegou, que as coisas ficaram mais agitadas. Os dois ficaram trocando implicâncias o caminho todo. Quando Eun-bi falou sobre ele ter um buraco negro no estômago, até que não ligou, porque era uma verdade que ele tinha até um certo orgulho! Mas reforçou sua ideia anterior:

- É, mas não foi por sua causa.

Eun-bi estava impossível, até "nehenhe" ela fez para implicar. Jae-ki tinha a boca cheia quando balançou a cabeça concordando com as palavras de Won sobre não pegar o frango do outro. Eun-bi tentava se justificar dizendo que era um adiantamento. Mas Jae não ficou quieto quando viu a outra oferecendo álcool gel, não perderia a oportunidade de provocar com um comentário irônico, até fez uma voz irritante quando falou:

- Aonnn.... Que bonitinha, ela usa alcool gel... - Continuou com a voz normal -  Aigoo, é muita frescura pra comer frango...

Fez uma careta invocado quando Eun-bi disse que ele adorava cobrar e que não passaria mal. Porém quando Bo-mi a desmentiu, Jae-ki não deixou de mostrar um sorriso implicante. Essa bailarina podia se fingir de forte, mas era uma patricinha fresca. Pior é que tinha sobrado até para Bo-mi que foi ameaçada.

Quando conversavam sobre o bate-bate, Eun-bi reclamou da provocação dele e até incluiu o pobre Kang. De alguma forma parecia que os dois tinham voltado ao primeiro ano do fundamental de novo. Esse jeito da bailarina só fomentava ainda mais o Jae-ki implicante. Ele não fazia o tipo educado, então já era normal que se comportasse de qualquer jeito na frente dos outros. A única coisa que não queria mesmo era ser humilhado por falta e dinheiro, de resto tava nem aí.

Eun-bi tentava se defender dizendo que era ele que iria gritar no trem fantasma, mas Jae-ki fez uma expressão mostrando que não a levava a sério. Pelo menos Won tinha gostado da ideia, isso já o fazia querer por o plano em ação.


- Ahh então já é, trem fantasma tá fechado.

Ele tentou fazer ela ficar com medo falando de acidentes, nem imaginava que podia causar medo em Bo-mi também. Porém quando já pensava no último pedaço de frango que iria saborear, Eun-bi parou na frente dele e o encarou.

Jae observou e ouviu curioso o que ela ia dizer quando de repente ela saiu correndo com seu último pedaço de frango! Jae-ki ficou louco, sua expressão foi impagável, olhos arregalados, o rosto vermelho de raiva. Agora ela tinha ido longe demais! Soltou o balde vazio e saiu correndo como um touro louco em disparada atrás dessa ladrazinha.


- Yaaaaa! - Gritou enquanto corria como um louco desesperado.

Assim que a alcançasse a agarraria na cintura por trás, passando um dos braços em volta bem firme como uma alça, e sem soltar, tentaria pegar com o braço livre o seu pedaço de frango de volta.

- Me dá! Devolve! - Gritaria enquanto tentava pegar.

Mesmo que ela se debatesse, Jae-ki não pretendia soltar. Se levasse uns tapas também não, até porque estava tão determinado que não sentiria nada, só depois. Ficou cego de raiva, só queria o frango, nem só por gula, mas também por orgulho de não sair perdendo. Passou a mão livre no cabelo dela o bagunçando de vingança e para fazê-la entregar a comida.

Deviam estar mesmo parecendo duas crianças. Se não conseguisse pegar o frango, descontaria toda raiva que estava sentindo dela a enchendo de cosquinha. Claro que não a machucaria.



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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Ter Maio 22, 2018 3:34 pm

7 DE JUNHO. MISOO, JAEKI E WON. CHILDREN’S GRAND PARK
Era como cutucar um vespeiro e saber que as chances de sair viva eram remotas. Porém, a tentação foi grande demais para que ela conseguisse se conter. Jae Ki não parava de provocá-la e ela resolveu dar a palavra final apenas para sair como vitoriosa.

Apesar de tudo ter sido muito rápido, tanto Jae Ki quanto Eun Bi veriam a cena em ultra câmera lenta. E, mesmo assim, ele não conseguiria evitar.  A garota pegou o frango e saiu correndo, o mais rápido que pôde. Tinha um excelente físico e a vantagem de dar a largada, mas sabia que precisava correr por sua vida porque ele viria logo atrás. Desviou de algumas pessoas e virou na primeira curva que achou.


Quase bateu de frente com mais gente e eles acabavam fazendo uma grande bagunça. Podia ouvir os gritos de Jae Ki e, por rir, ela perdia velocidade e força. Quando sabia que não teria muito tempo, só enfiou o frango na boca. O problema é que foi antes do impacto, dele agarrando pela cintura.

Não esperava por isso e o alimento voou para debaixo de alguma fila ou coisa assim. Já não tinha mais frango para lutar, mas Jae Ki estava irritadissimo - com certa razão - e agora ela que se aborrecia com os atos dele.

- Ya! Ya!! - Tentou dizer, mas ele não parava.

Talvez demorasse um pouco para perceber que a mão dela estava vazia e não tinha nada na boca. Eun Bi fechou os olhos quando ele bagunçou seu cabelo. Por sorte, ele era extremamente liso e escorrido, de modo que não criava nós por qualquer coisa. Mesmo assim, ela o encarou incrédula e irritada.

Virou-se de frente para ele, mesmo que ele ainda a prendesse pela cintura e começaria a dar uns tapas por cima do casaco.

- Você deixou cair!! Eu quase morri engasgada!! - Deu mais um tapa e soprou o cabelo para cima, como se fosse adiantar alguma coisa.

Estava toda bagunçada e ainda recebia o ataque de cócegas. Na mesma hora, a cara de raiva foi convertida para uma risada gostosa e desesperada. Ela começou a se sacudir e dar soquinhos mais leves, quase que só para mexer os braços. A garota se curvou e voltou à postura inicial, encolhendo-se de novo.


- Hajimaaa!!! - Implorou para que parasse. - Eu nem comi o frangooo...Voou pra longe!!!
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Dong Hee Kyung em Ter Maio 22, 2018 6:12 pm


- Heh todos sabemos. - Repetiu mas apenas reafirmando. Bem que podia ter puxado um pouco da beleza dela também mas ai já era querer demasiado. Sun esbanja carinho e afeto fazendo com que Kyung se sinta amado e tranquilo, neste momento ele até refleto que foi tolo em não ter marcado com sua mãe anteriormente para comerem junto.

Estava satisfeito com a ideia dela ir junto, Dong achava que a tia de Sunny não iria repudiar a presença da mãe dele. As pessoas lá pareciam igualmente humildes e gentis, o tipo de ambiente que o garoto apreciava estar.

Ele só nunca entendeu por que as duas eram tão amigas, e o garoto mal conhecia Sun Hee esse tempo todo, talvez fosse algo que pudesse abordar mais tarde.

- Creio ser correto afirmar que somos uma surpresa agradável.

Reforçou depois de ter avisado Stella, sabia muito bem que a menina era otima em segredos. Talvez, até demais...

"Hmm"

O mesmo efeito de calma e tranquilidade era causado pela mulher, na vida de Dong. Parecia que a irritante dor que sentira havia sido sorvida pela aura emanada dela.

- A senhora está deveras charmosa. - Disse num tom de respeito, evitando um cenário onde ela achasse que era por velhisse. Seu óculos mexeu um pouquinho depois daquele afago.

Hee Kyung vestia uma camisa azul clara com bolinhas índigo, além de um tipo de colete da mesma cor por cima; encerrando com o jeans e sapatos marrons.

roupa Hee Kyung.

Qualquer pessoa que o olhasse diria que é um nerd, especialmente pelas golas da camisa.

- Apenas Min Ho. - Respondera já no carro, vez ou outra bisolhando a face da mãe agora com oculos, detendo uma feição mais intelectual.

Ele não queria dizer mas gostava quando evitavam usar motoristas, isso o incomodava muito ao ponto do garoto dizer algo... de maneira sutil.

- Estou pensando em comprar uma bike, o que acha mãe..?

Disse sem olhar diretamente para ela como se não estivesse totalmente... seguro com aquela ideia. Se ela o desanimasse ou mostrasse preocupação devido a falta de atletismo do rapaz, talvez desistisse desse pensamento ali no ato!

- Não, ainda não fui.

"Na verdade é um pouco estranho de imaginar me indo até a residencia de uma menina. Stella foi um passo pequeno para o homem mas grande demais para a humanidade. HaN me lembra disso quase todo dia."

Assentiu com o queixo concordando com a ideia do chocolate. Quem não gostava de trufas? Seria uma surpresa fenomenal.

Dong se lembrou que Sunny tinha cachorros, mas não quis abusar da boa vontade da mãe quanto a isso; compraria algo para eles em outra ocasião.

Apesar de não ter um, ele gostava muito de animais. Cachorros e bichos exóticos, como lagartos e aranhas.

Kyung manteve uma expressão neutra (tentando segurar La Risada) enquanto abriu a porta - Fala, Min-Ho! Esta todo arrumadão...

Depois de levar cerca de três ou quatro encaradas carrancudas na sequencia, acabou explicando alguma coisa. - Vamos encontrar o pessoal, minha mãe estava em casa hoje e resolveu me dar uma forçinha.

Uma carona, até ai tudo bem, poderia pensar o rapaz, mas Min Ho não era besta, apesar da cara. Pessoal, que raio de pessoal? Fora muito vago..

Ele logo veria que algo não cheirava bem, uma sensação semelhante a quando foi lurado até o Café lhe acometeria. Caso ousasse bisbilhotar a tela do celular de Dong e veria vez ou outra a carinha de Stella presente no visor...

Até nada estranho, eram amigos, mass..

Não daria para ler o que tinham enviado de mensagem. E o aparelho vibrava muito.


[ ... ]


Cerca de quase 10 minutos depois que Jun e Kim chegaram, seria a vez do carro da Dong, eles não pegariam a parte da recepção, provavelmente. Logo Kyung que presava por pontualidades, estava atrasado... era trágico, queria ter chegado junto de Stella. Pior ainda Min-Ho, outro cidadão fixado por se antecipar nos compromissos, acostumado em ser o primeiro nas fila; não seria assim dessa vez. Como reagiria a tudo?

Kyung acabou nem dizendo a real motivação dessa viagem, ele abre a porta de trás, esperando que o amigo saia pela outra. - Chegamos! Vamos Min-Ho...

A cara que o herdeiro fazia se assemelhava a um emoji. (i.i'~) Não haveria melhor expressão do que essa e esperava que o lucido e inteligente rapaz evitasse fazer cenas, visto que eles estavam lá para checar como Sunny estava. Dong esperou que sua mãe saísse também para que fossem todos juntos até a entrada, quase como naqueles filmes de heróis onde todos andam lado a lado até uma cena decisiva.

Mas claro, sem o slow motion.





Morada Sunny

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Ter Maio 22, 2018 8:01 pm


Jae-ki estava tão louco que nem viu que Eun-bi não tinha mais o frango, procurou pelo pedaço e quando bagunçou o cabelo dela de raiva, até o atrapalhou um pouco de ver. Os tapas dela nem fizeram diferença. E quando Jae-ki viu que não tinha nada nas mãos dela, achou que ela já tinha comido, então ficou mais furioso! Essa garota!

Estava tão cego que não acreditou de primeira quando ela o acusou de deixar cair. Achou que era mais uma implicância dela, irritado a atacou sem piedade com cosquinhas. Quando ouviu a risada dela de desespero acabou rindo junto, se divertindo com sua pequena vingança. Mas quando ela implorou com um hajima e falou que o frango tinha voado para longe, Jae-ki deu uma parada, ainda a segurando pela cintura para não fugir. Em um lapso de desespero, olhou para os lados procurando seu frango como se fosse possível salvá-lo:

- Mwo? Voou?


Mas não demorou a voltar a si, a ficha caiu, tinha realmente perdido seu último pedaço e não só isso, ninguém o havia comido. Um desperdício de comida e dinheiro! Voltou então a encará-la invocado:

- Aishh... Meu frango! É culpa sua, você... - Jae-ki não conseguiu terminar de falar, ver ela com cabelo bagunçado acabou o fazendo rir.


Tentou segurar o riso, queria manter a pose de invocado, mas foi impossível. Eun-bi tão patricinha estava agora com cabelos na cara... Ela estava linda, mas ainda era uma cena divertida. Logo cenas do que tinha acontecido invadiam sua mente, a corrida, as cócegas, fora que imaginou o frango voando longe, apesar da raiva, isso realmente pareceu engraçado. Que droga, por que não conseguia parar de rir?

Jae-ki afrouxou o braço que a segurava e a soltando respirou fundo para evitar as risadas de novo. Queria dizer que ela o devia dois frangos agora, mas acabou rindo enquanto falava:


- Você me... Me deve... Aishh... Eu não tô rindo!

Jae-ki tentou até negar em voz alta, mas mesmo assim não ajudou.



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