Elysium Fields

O Elysium Fields foi fundado em Fevereiro de 2018, com o intuito de ser um jogo entre amigos, mas cresceu para se tornar não um único jogo RPG, mas vários. Desta forma, pode encontrar um jogo para jogar, ou narrar o seu próprio jogo, com as suas regras. A maioria dos nossos jogos são guiados por um narrador, que começa a história, desenvolve, e dá um fim à mesma. Os jogadores são os seus personagens principais.
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A skin foi totalmente criada pela Ross (Ji Yeon), para uso exclusivo no Elysium Fields. A designer agradece à Persephone (Hae Shin) e à Luxi (Joo Ri) pela paciência para a aturar, a Flerex pelos códigos de cores e campos de perfil que tornaram tudo mais fácil e a FontAwesome pelos ícones. Os gráficos para imagens foram obtidas do Google e editadas pela Ross. As tramas são criações originais e de responsabilidade de seus respectivos narradores. O blog Dorama Resenhas é nosso parceiro-irmão e todo seu conteúdo é feito por suas escritoras através de uma pesquisa séria de fontes confiáveis, além da exposição de opiniões próprias. Plágio é crime. Não copie dos nossos conteúdos originais. Se for tomar inspiração, por favor mencione.
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Capítulo 5

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Relembrando a primeira mensagem :

CAPÍTULO 5
O clima no escritório não era dos melhores. Havia um incômodo silêncio pairando pelo ar enquanto o chá, outrora ofegante, apenas fazia enfeite naquele belíssimo molde de porcelana. Os longos dedos masculinos mexiam as folhas impressas há pouco tempo. Na mesa de madeira nobre, havia uma quantidade grande de pastas e mais pastas com o símbolo do WangJo. Pastas de todas as matérias e clubes, com os balanços do último bimestre. Não eram apenas notas, mas também relatórios sobre rendimento dos alunos - presença, comportamento em sala, vezes que foram colocados para fora, entrega de trabalhos, dedicação, participação.

Ao todo, o colégio tinha 280 alunos. A grande maioria estava no prédio do ensino fundamental, com 130 alunos, onde havia mais séries e mais turmas também. Em seguida vinha o ensino médio com 80 e apenas uma turma para cada ano; e o especializado com 70. Era um número pequeno de estudantes, considerando o tamanho do lugar. Porém, quando se pensava que ali estudavam os herdeiros da Elite da Coréia do Sul, o número ganhava uma nova conotação.

Mesmo assim, aquele volume possibilitava um cuidado maior com as estatísticas e relatórios por parte dos professores.

Relatórios que agora Tae Song revisava após a maratona de Conselhos de Classe.

O Corpo Docente estava se reunindo desde terça feira para discutir o bimestre dos três prédios. As provas ocorreram na semana passada e na segunda feira, as notas tinham surgido, mas não foram reveladas aos alunos. Eles precisavam passar pela angustiante espera pelo ranking das salas e do prédio.

Pela cara que Tae Song fazia, os resultados tinham sido bem preocupantes.

Diante dele, Ji Sung, também conhecida como Srta. Yang, diretora assistente; e Sunwoo Eun Sook, a Pedagoga, esperavam pelo parecer do diretor. As duas foram requisitadas para que ficassem mais do que o horário. A última reunião do Conselho de Classe tinha sido com os alunos do ensino médio.

Se antes ele já estava preocupado com os alunos do ensino fundamental, esta última reunião o deixou ainda mais aflito.

Capítulo 5 - Página 2 N3EAujq

- O que eu não estou enxergando? - Perguntou, de repente, olhando para aquela quantidade de folhas com nomes e notas.

- Perdão? - A pedagoga o encarou com certo receio.

Tae Song abaixou a papelada e encarou as duas mulheres diante de si. Ambas eram bastante polidas e sempre carregavam aquela expressão que misturava serenidade, justiça e firmeza. Talvez Yang tivesse uma cara ainda mais fechada que Sunwoo, pois ela tinha naturalmente um olhar mais doce. Ainda assim, eram mulheres firmes e de extrema confiança de Tae Song.

- Alguma coisa não está chegando até o nosso conhecimento para justificar certos dados.

- Com o perdão da palavra e da postura, Sr. Wang, a verdade é que isso era o esperado.  - Yang disse de modo firme.

Sunwoo arregalou um pouco os olhos e Tae Song ajeitou-se em sua cadeira.

- Disserte.

- Sua agenda de compromissos esteve cheia demais para dar a atenção necessária a esses alunos. Não quero soar arrogante, tampouco agressiva, senhor, mas essa novidade que o senhor trouxe para o colégio precisava de maior atenção. Precisava de maior planejamento. Passar numa prova, por mais difícil que ela seja, não significa que o resto do caminho será fácil.

Capítulo 5 - Página 2 4pWaZZ6

Tae Song passava a mão no queixo enquanto ouvia a mulher.

- Estive convivendo mais tempo com esses alunos do que o senhor e os observei. Os alunos novos, no caso, os bolsistas têm uma realidade completamente diferente de nossos herdeiros. A maioria trabalha depois do colégio. Com uma carga horária puxada como a nossa, somente sendo um gênio ou não dormindo, os resultados seriam melhores. Mesmo assim, ainda vejo com otimismo certas pontuações. Quer dizer que apesar de tudo, eles ainda conseguiram posições melhores do que muitos outros.

Um instante de silêncio.

- Eu entendo o que quer dizer. - Sunwoo disse. - Mas não podemos diminuir o grau de dificuldade do colégio, tampouco toda nossa ementa…

- Não, não podemos. - Yang concordou. - Mas isso o que eu disse, não é tudo.

- Claro que não é…- Tae Song disse. - Não são apenas os bolsistas que estão me preocupando. Esse número de faltas dessa aluna...E a queda desta outra...Fora esses outros balanços. O que está acontecendo?

- Com os meninos fica realmente mais nítido porque o número de advertências subiu  200%, principalmente entre os meninos do 2º ano. Tem um grupo que persegue um dos bolsistas mais...ahm...Não sei encontrar a palavra. - Yang cerrou os olhos. - De todo modo, os meninos deixam seus problemas mais evidentes. Já as meninas…

- Sim. Vejo muitos problemas silenciosos e pouca solução.

- Vejo soluções que só precisam de um pequeno incentivo. - Yang continuou e procurou por uma das pastas. - Aqui. Achei interessante o que a Srta. Chu Eun Young de informática nos trouxe. Como sabem, todo ano os alunos de informática têm um projeto de melhoria. Dessa vez um dos alunos trouxe algo...que vem a calhar com coisas que estão acontecendo.

- Eu ouvi, também achei interessante. - Tae Song meneou positivamente. - É uma das soluções que estou pensando também. Mas antes disso, acho que seria interessante conversar com o grupo que criou isso. Algo discreto… - Olhou para Yang. - Para semana que vem, durante o horário do clube de informática.

Capítulo 5 - Página 2 MtSkUIp

- Certo. Enviarei o e-mail para eles amanhã.

- Do que estão falando? A ideia anti-bullying? - Sunwoo indagou. - Vocês acham que as meninas estão praticando isso?

- É uma certeza que não tem provas ainda. - Yang disse. - Mas essa queda de rendimento não é mera coincidência…

- Também preciso mudar os pontos cegos das câmeras de segurança. Srta Yang, acha que consegue agendar a visita dos técnicas para este fim de semana ou o próximo?

- Acredito que não haverá problemas, Senhor.

- Faça isso, então, por favor. - Já eram duas pequenas possibilidades de soluções.

- Isso será bom para o ensino fundamental também. Tem sido surpreendente o número de situações que andam chegando até minhas mãos. - Sunwoo era pedagoga e diretora assistente do ensino fundamental. - E com isto, digo que precisamos de outra decisão…

- Por favor, nos dê sua opinião. - Tae Song disse.

- Sei que tivemos problemas com os dois últimos profissionais que passaram por aqui. Mas diante de tantas certezas e incertezas sobre nossos alunos, este colégio precisa de um novo psicólogo.

Tae Song fechou os olhos por um instante, retirando os óculos de leitura e massageando a têmpora.

- Sei que não concorda com o método de alguns, mas essas crianças precisam, Diretor. Todas elas. Os bolsistas podem ter problemas com a nova realidade que eles estão lidando, mas não é fácil ser um herdeiro. Eles também sofrem muita pressão e se a família é contra uma terapia, pelo menos aqui no colégio, eles teriam ajuda. Porque quem pratica bullying também precisa de acompanhamento.

- Eu concordo completamente. - Yang cruzou os braços. - Também poderia nos ajudar a compreender o que aconteceu com alguns nomes. Dessa vez seremos mais cautelosos com o profissional, diretor.

- De, de… - Suspirou. - Eu sei. Comunicarei à empresa para que comece a anunciar vagas…

Sunwoo ficou aliviada por Tae Song ser tão receptivo com a ideia. Até mesmo Yang deu um pequeno sorriso no canto dos lábios, satisfeita com a decisão dele.

- Tenho certeza que essas pequenas mudanças trarão resultados positivos para o próximo bimestre.

- Que assim seja. Torço pelos meus alunos…

- Certamente que sim.

Tae Song deu um pequeno sorriso e voltou o olhar na direção das pastas. As fotos 3x4 de Oh Yerin, Go Eun Na, Bing Min Ho, Seok Ryu Ji e Dang Beom Su se destacavam por serem as fichas que ele vinha analisando.

Não era apenas uma questão de bolsistas.


DOIS MESES DEPOIS






Dois meses se passaram desde que os portões foram abertos para mais um novo ano letivo. Aqueles dias de Abril pareciam uma memória antiga, como se tivessem acontecido muitos anos atrás. Isso porque em dois meses, a vida daqueles sete jovens tinha recebido uma grande carga de mudanças - todo tipo de mudança.

Namoros falsos que muito pareciam verdadeiros.

Términos de não-namoros que tinha tudo para ser namoro.

Planos do futuro que pareciam cada vez mais distante.

Escolhas difíceis entre familiares e amigo.

A impossibilidade de ajudar amigos com a alma quebrada.

Uma mente que ainda muito oscilava e levava a consequências jamais pensadas antes.

A paz que fora roubada e a ausência de sono para relaxar a mente.

Cada um teve sua quota de problemas para resolver. E, obviamente, não foram coisas que aqueles sete jovens conseguiram colocar um ponto final em dois meses. Até porque o colégio ainda cobrava muito deles. Havia muito o que estudar, muito o que ler, clubes com várias exigências, muitos trabalhos - sem contar o emprego que outros três ali tinham.

Como se não bastasse isso, ainda havia toda uma preocupação fora de colégio. Ao mesmo tempo em que Maio parecia não ter fim, ele correu rápido demais. De repente eles estavam diante da semana de provas e tinham que passar por uma maratona de uma semana. Os clubes fizeram falta, de certo modo - ficariam duas semanas sem as atividades por conta das provas e dos conselhos de classe.

Se não havia clube, em compensação, havia a biblioteca. O lugar ficou lotado durante aquele período e, curiosamente, extremamente silencioso. Aqueles que quisessem estudar em grupo, tinham que pedir chave para um dos “cubos” que preservava a acústica para que as vozes não vazassem dali e atrapalhasse os outros. Até seis alunos eram permitido para cada cubo.

Todo esforço era válido e necessário naquele momento.





Para Hee Kyung, o tempo passado trouxe muito o que pensar. Agora que ele desenvolvia seu lado sociável com mais vigor, ele estava expandindo suas amizades. Além de Joo Hyuk e Sun Hee, o menino também podia dizer que tinha feito amizade com Lee Ha Yi, Wang Hye Won e Park Chaeyoung. As três “noonas” do segundo ano eram amigas de Sun Hee e Stella e a aproximação foi natural.

Contudo, Hee Kyung não pararia por aí - para a imensa infelicidade de Min Ho e nervosismo de Ui Jin, visto que muitas garotas se aproximavam deles. Ha Neul tinha conseguido convencer Sona a se aproximar do grupo. Logo Hee Kyung perceberia que a menina andava sozinha por pura opção, porque era uma garota que sabia conversar muito bem quando queria, além de ser uma excelente observadora.

No Clube de Xadrez, Dong também conheceu Ah Sejeong, uma das meninas novas e bolsistas. Sejeong não era pobre, mas vinha de uma família que sempre teve que batalhar muito para ter as coisas. Por isso ela era competitiva, mandona e esquentadinha. Tinha passado em 2º lugar na prova, ficando atrás de Song Jae Ki, mas vinha encontrando dificuldades no ritmo de WangJo. Era era amiga de Hyo Shin e Nayeon. Nayeon era a menina que Min Ho havia citado como a mais invisivel de todas e ela era, de fato, um bichinho do mato.

Excelente pianista - a melhor daquele colégio e com bolsa garantida para estudar fora - a menina não sabia se socializar muito bem. Já Hyo Shin era mais um nerd quietinho. Só que diferente de Hee Kyung e seus amigos, ele era um herdeiro nível 3, por isso nunca se misturou muito. Ele mesmo acabou acreditando naquele distanciamento entre níveis.

Outra pessoa que se mostrou um amigo divertido e leal foi Kang Woo Jin. O bolsista era uma pessoa muito bacana, porém, com sua própria dose de misterios. Nas últimas semanas ele andava um pouco disperso e mais cansado do que o normal. Quando Dong deu o computador para ele, Kang não soube onde enfiar a cara. De inicio, recusou e disse que não queria a amizade de Hee Kyung só pelo computador. Isso apenas alimentou a vontade do herdeiro de ajudá-lo e, depois de conhecer o irmão mais novo dele, o computador simplesmente parou na casa dele.

Kang ficou um pouco bravo, por vergonha, mas a verdade é que está muito feliz com o presente - que usou para ajudar nas pesquisas para seu amigo Won Bin. E agora Dong tem um amigo fiel para todo o sempre.

Assim como Kang, Won Bin também foi outro bolsista que se tornou “amigo” de Dong. O garoto era bastante tímido e eles ainda não tinham conseguido conversar - não tinham nenhum horário em comum e a vida de Won estava uma bagunça. Porém, havia certa simpatia e empatia entre os dois. Won tinha a mesma aura de good guy que Hee Kyung.

Já Jae Ki era mais arisco. Não dava para dizer que eram amigos, tampouco inimigos. Jae só era ciumento demais com seu território, mas não amolava mais tanto seus amigos.

Mesmo diante de tanta melhora no social, Hee Kyung ainda teve tempo para seus amigos antigos. Os encontros de domingo se mantinham - fosse para estudar ou jogar. Contudo, Min Ho começou a ir menos. Num primeiro momento, podiam achar que era por conta do ódio dele às pessoas, mas não era isso. Ele geralmente dizia que não podia ir porque não foi permitido. Como ele era uma pessoa bem literal, isso queria dizer que os pais não estavam deixando mesmo.

A questão era: por que?

Ele não respondia durante as aulas, sempre mudando de assunto.

Outro relacionamento que foi um pouco mais aprofundado era Stella. A Srta Jun continuava ensinando inglês aos sábados, mas havia algo mais também. Os dois pareciam mais próximos e estavam jogando juntos também. Acabava que tinham assunto para tudo: fosse filme, jogo, lançamentos, livros, escola, amigos em comum. Ele sentiria que poderia passar horas e horas falando com ela que ainda teriam assunto.

O que isso significava, contudo, ainda era um pequeno mistério para o brilhante garoto. Afinal, sentimentos não eram exatos como uma fórmula. Eram muito mais complexos.

Até porque seus sentimentos também envolviam a prima. Hayoung estava se distanciando mais. Talvez tenha sido a única pessoa que tenha se afastado dele. Cada vez mais envolvida com o grupo de Yerin - chegando até a viajar para o exterior um pouco antes das provas - a menina não concordava com as novas amizades do primo. Assim como ele não parecia aprovar a delas.

Isso influenciava um pouco na forma como eles agiam nos encontros familiares. Os tios não estavam provocando Dong como costumavam. Eles pareciam mais...quietos. E Hayoung falava pouco com ele. Algo definitivamente estava fora do tom. Pelo menos ele tinha os pais e o avô. O avô também estava ensinando o neto a jogar Go e parecia muito empolgado com os clubes dele, principalmente xadrez.

O foco de Dong, contudo, era Informática. Ainda mais agora com o projeto que seria levado ao diretor durante o Conselho de Classe. De certo modo, ele achava que o projeto era uma das últimas alternativas para mudar sua prima e ter a paz que ele tanto buscava.

As últimas duas semanas tinham sido uma insanidade. Ele ficou estudando em todos os momentos livres e sentia que parte do cérebro foi deixado na prova. Agora só restava esperar pelo resultado de seus esforços...





Quem olhasse para Hyemin podia jurar que ela tinha a vida perfeita. Suas postagens nas redes sociais sempre indicavam que ela estava nos melhores restaurantes ou fazendo as compras mais extravagantes ou ainda tendo os melhores momentos que uma adolescente poderia querer.

Invejável, alguns diriam.

A realidade, contudo, era bem diferente do que aparecia.

Houve muita coisa boa naquele período. A viagem para NY foi o ponto alto. Mesmo sendo um pouco perto do período de provas, Hyemin e seus amigos Beom Su, Yerin e Hayoung se divertiram como nunca. Ficaram quatro dias lá - de sexta a segunda - e cada instante valeu a pena. Foi um pouco corrido, mas ela podia voltar lá no final de semana seguinte, se quisesse.

Fato era que o show da Selena Gomez foi a coisa mais incrível que ela já tinha visto na vida. Até mesmo Yerin se divertiu no show. O grupo participou de um meet & greet especial com a cantora que foi muito receptiva e amorosa com a fã chorona. Passou mensagens de amor e que ela acreditasse sempre em seus sonhos.

Além disso, eles também fizeram muitas compras...a ponto de Hyemin se perder. Foi o único momento tenso da viagem, mas Hayoung foi o anjo que a encontrou. O grupo não comentou nada sobre o ocorrido, mas era óbvio que guardaram o que tinha acontecido.

Yerin estava começando a ficar um pouco mais sensível com essas coisas. Não era a primeira fraqueza/segredo de amiga que ela estava cuidando…

Quando Hyemin voltou para a Coreia, no entanto, teve que lidar com a realidade. Os sonhos ficaram em NY porque algumas coisas transformaram Maio num mês nebuloso. Seu pai tentou cumprir a promessa de ficarem juntos aos domingos, mas era justamente o único dia que ela via o pai. Havia muito trabalho para ele administrar e tinha dia que nem em casa dormia. Porém, aos domingos, ele passava cerca de doze horas - contadas - com a filha.

A tia também não estava dócil. Infeliz com o casamento, ela tinha se distanciado um pouco da casa Seo. Ficou vários dias em SPA ou viajando. Não vinha dando toda atenção e amor para a querida sobrinha. Mas Hyemin era uma menina dócil que conseguia compreender…

Não é?

Bom, pelo menos ela tinha as amigas. No caso, amigos porque Beom Su entrou de vez para o grupo. Eles se reuniam na casa de Hyemin e faziam sessão de cinema, festa do pijama e várias atividades do gênero. Nana foi algumas vezes, mas não todas.

A amiga tinha mudado muito. Deixou de usar aquelas roupas super femininas, preferindo tons escuros e roupas largas. Isso começava a esconder a perda de peso que ela vinha tendo. Entre outras coisas. Ao longo daquele período, as meninas tiveram que lidar com um surto dela.

Numa das festas de pijama enquanto viam um especial da MNET, o cantor Taemin fez um mashup de suas músicas logo depois de um comeback. Dentre as músicas, uma delas foi Move. Até chegar nessa musica, o grupo dançou, se divertiu, mas assim que Nana ouviu MOVE, ela travou. Ninguém entendeu nada ou porquê dela se tremer tanto, mas ela começou a se bater, chegando até mesmo a quebrar um dos vasos da casa de Hyemin.

Yerin se trancou no banheiro com ela, mas os gritos ecoaram pela casa e na mente de Hyemin por um bom tempo.

Felizmente, Yewon não tinha ido a essa festa de pijama e foi mais um segredo que Beom Su, Hayoung, Hyemin e Yerin compartilharam.

Toda essa situação não foi o suficiente para travar a impiedade de Yerin no colégio. Como era uma garota de palavra, segunda-feira realmente virou o dia de perseguir Sunny e/ou suas amigas. Elas aprontavam muito, vários tipos de travessuras e pequenas humilhações que Sunny, Stella e Lee Hi recebiam caladas. Fosse por orgulho ou medo, o que acontecia ali, ficava ali. A última travessura, inclusive, foi “sequestrar” as apostilas de Sunny sem que ela visse. No mesmo dia, as apostilas foram devolvidas, mas faltavam várias anotações importantes. Isso acabou prejudicando o rendimento dela nas provas.

Outro problema da escola era Kim. Depois daquela desastrosa conversa/briga que tiveram, ele não a procurou mais para tirar satisfações de nada. Havia aquele abismo entre os dois, mas até mesmo ele admitia que era muito difícil ignorá-la sempre. Vez ou outra se esbarravam de modo constrangedor - virando uma esquina, entrando na sala, enfim - mas eles não se falavam mais.

Pelo menos havia uma amizade antiga que estava mantida. Por mais irritado que Jung Mi tenha ficado com toda aquela situação criada pelo imaginario de Hyemin, ele não a tratou diferente - só porque conseguiu contornar a situação também. Continuava sendo amigo dela, mesmo que não concordasse com as práticas dela e suas amigas.

O namoro dele com Misoo também aproximou um pouco as duas. Por respeito à Yewon, elas não podiam dizer que eram amigas, mas elas se davam bem no clube de moda e tênis. Outra pessoa que também se mostrou um amorzinho foi Bomi. Sociável e amorzinho, ela sempre foi, mas agora ela parecia menos grudada em Misoo e mais dada a outros grupos.

Algo tinha acontecido…

Os clubes estavam maravilhosos, mas Culinária certamente era, de longe, o mais legal. A professora de Moda era um pouco irritante, às vezes. Extremamente esnobe e crítica, somente Sunyoung parecia fazer as coisas certas. Mas em Culinária, Hyemin era a estrelinha da turma, empatada com a capitã - as duas se complementavam e não brigavam entre si. O que era ótimo, porque de conflitos, já bastava os que ela já tinha que aturar.

Para as provas, Hyemin tinha estudado com seu grupinho. O rendimento não foi tão proveitoso assim porque eles se distraíam demais - até mesmo Yerin que andava um pouco mais avoada e cansada do que o normal. Hyemin podia ser boba, mas conhecia bem a amiga. Sabia que ela estava passando por problemas, mas ela se recusava a dizer o que era.

Yerin era, antes de tudo, a coluna daquele grupo. Se quebrasse ou demonstrasse fraqueza, todos desmoronariam.

No fim de semana após a prova, Hyemin almoçou com seu pai, os Han e os Wang. Miwoo esteve presente e, para sua completa surpresa, eles trocaram telefone!!! No próprio domingo, ele mandou uma mensagem combinando de jantarem na próxima sexta-feira.

Quem que se importa com o resultado das provas quando tem um encontro para programar? Por que era isso, né? Um encontro!!!

Beom Su se animou todo em ajudá-la. Hayoung também estava hypada. Yerin e Nana, contudo, estavam um pouco mais sérias. Nana cortou qualquer chance dela vestir vermelho ou decote. Implorou para que fosse o mais vestida possível e que não tentasse seguir seus últimos conselhos. Já Yerin tinha ranço mesmo e não se manifestava, apesar de querer a felicidade dela.

Agora apenas algumas horas a separavam de seu conto de fadas…





Assim como a “bipolaridade” que domava seu inconsciente, os meses também foram meio bosta e meio legais. Logo em meados de Abril, Hyun Hee foi surpreendido pelo “castigo” do Secretário Lee. Depois de conversar com o avô, Lee foi autorizado a treinar Hyun. O garoto que já foi faixa preta em TKD e estava há dois anos sem treinar nada, foi colocado à prova para revisitar seu passado.

Foi difícil e ele odiou, mas quando passou a ser mais honesto consigo mesmo, ele encontrou certo prazer nos treinos. Lee não pegava leve também, sendo um mestre bem exigente - talvez até batesse de verdade, só pra aliviar a alma. Fato era que depois de treinar, ele se sentia mais leve...Cansado, porém, em paz.

Era comum depois dos treinos, eles irem até o restaurante familiar que Hyun conhecera logo na primeira semana de aula. A comida era boa e o clima bastante amigável. Ele não fazia ideia que pertencia à tia de uma colega de turma.

O castigo também serviu para aproximá-lo de Lee. De certo modo, o “babá” tornou-se um amigo. Atualmente era mais frequente que eles conversassem sobre o passado de Lee - que foi surpreendentemente rebelde e tinha boas histórias para contar - e os papos sempre rendiam bons conselhos. Não seria exagero dizer que ele começava a ganhar características paternas. Idade para ser seu pai, ele tinha, mas os dois ainda sabiam que, no fim do dia, Lee era o empregado e Hyun o patrão.

Oxigenar o cérebro com luta também o ajudou a se concentrar mais nas coisas que aconteciam ao seu redor.

Aquela noite de sábado ainda era um mistério, mas a mudança de Go Eun Na era nítida. A garota não era mais a mesma e certamente tinha medo dele. Vivia evitando contato visual e sempre saía da frente quando ele passava. Quando ele buscava conversar com ela pelas redes sociais, ela respondia com um tom que podia ser considerado medo.

Os outros garotos de seu grupo não comentavam sobre aquela noite. Jong In também não, mas agora ele vivia sonhando com o dia que quebraria o pescoço de Yerin.

Aliás, Jong In continuava o cretino de sempre. Hyun soube que ele conseguiu concluir o desafio, mas agora levaria para algo mais dificil. Era um pouco chocante - para alguem que tivesse um pingo de moral - ouvir o tipo de coisa que ele fazia. A vítima, ele não sabia quem era, mas tinha suas suspeitas.

Pelo menos tinha certeza de que não era Chaeyoung. Se tivesse, ela certamente teria contado para ele - e Jong In seria um homem morto.

Os amigos dele também estavam perseguindo o garoto de cabelo colorido - agora o cabelo dele andava castanho, mas dava para ver que era pintado também. As brigas físicas ocorriam pelo menos uma vez por semana, mas muitas vezes mais fora do colégio. Taehyung e Ro Young odiavam mesmo o cara. E o garoto não abaixava a cabeça, sempre revidando mais.

Eles já tinham sido suspensos por conta das advertências, mas voltaram à tempo de fazerem as provas.

As meninas também continuavam agindo daquele jeito venenoso. Hyun não fazia ideia, mas Eun Joo, Jimin e Hyejeong sempre faziam algo com Chaeyoung. Não foram poucas as vezes que ela chegou com a mão machucada ou o joelho roxo/ralado no terraço. Ela dizia que tinha caído na escada - nunca empurrada. Era fácil de acreditar porque ela era mesmo atrapalhada, às vezes.

No terraço, eles passavam um tempo conversando ou no mais puro silêncio, ouvindo música. Também começaram a levar “marmitas” com comida que faziam para os dois. Às vezes Hyun, às vezes ela, em outras, meio a meio. Era uma amizade colorida e uma das coisas boas daquela nova vida.

Chaeyoung o aceitava do jeito que era e não seguia a linha de chata apaixonada. Deixava que fosse livre e também era. Mas eles pareciam se gostar. O aniversário dela tinha sido no último dia de Abril e ela esperava recuperar a joaninha. Mas até hoje ele não devolveu.

Sempre tinha uma desculpa.

Hyun era mais ligado com as pessoas fora de sua turma, mas até que falava com alguns do 1º ano. Tinha contato com Hyemin, Misoo e iniciou uma estranha e improvável amizade com Jaeki, por conta de mecânica.

Os clubes eram legais, ao seu modo. Ocupavam a mente e criavam vínculos novos. Era curioso como ele fez amizade com o bolsista, mas não conseguia trocar uma palavra com seu irmão. Jung Mi não falava nada com ele, nem se encaravam direito. Tanto que ele nem fazia ideia que o namoro era uma mentira.

Os eventos sociais também eram uma constante na vida de Hyun. Quase todo fim de semana tinha uma festinha nova, mas agora ele tomava mais cuidado - nenhuma chegou ao cúmulo daquela noite de sábado, também.

De muitas formas, Hyun era quase normal.

Mas ele sabia que era uma questão de tempo até o tic tac de sua bomba mental terminar…





Misoo não podia imaginar na reviravolta que sua vida teria depois que Jung Mi disse em alto e bom som que eram namorados. Aquela história que começou de modo muito amargo, teve um desfecho...interessante.

Não havia outra palavra.

O namoro podia ser de mentira, mas eles agiam como se fosse de verdade. Não havia toques, beijos ou afins. Mas eles sempre estavam presentes em vários momentos, de modo que pareciam namorar de verdade. No início foi muito incômodo para Misoo que nem fazia ideia de como conseguiria manter aquilo. Era uma péssima mentirosa.

Contudo, depois de um tempo, os pontos positivos começaram a surgir.

Começando por sua família. Quando a mãe soube que ela estava namorando um Park - ainda que fosse o mais novo - ela quase explodiu de alegria. Foi até um pouco constrangedor o modo como a mãe a olhou. Era como se visse alguém brilhante ou muito especial. Talvez tenha sido a primeira vez que a mãe a viu de verdade.

O quão irracional isso podia ser?

A mãe passou a tratá-la como uma filha de verdade. Elas conseguiam até mesmo conversar. Parecia que nunca houve agressão ou uma vida inteira de mágoas. Misoo chegava a receber até elogios sobre como tinha acordado bonita ou como seu penteado antes esquisito, parecia lindo. Até mesmo algumas vontades e mimos passaram a ser feitos. Um deles foi que a mãe passou a ser menos rígida com a questão de comida. Agora agia de modo saudável, não radical.

Inclusive houve uma noite onde elas viram um filme e dividiram sorvete do pote - um pote pequeno, mas ainda assim. Era o tipo de coisa que a menina nunca tinha experimentado antes com sua mãe. E agora era possível.

O relacionamento com a avó também estava ótimo. Ela ficava feliz por ver sua filha finalmente tratando a neta direito, mas se preocupava. Se aqueles dois terminassem, temia pelo que poderia acontecer com Misoo. A decepção seria grande demais.

Já o pai, ainda era um homem muito ocupado e ausente. Mas agora que a menina estava mais proxima da mãe, pôde vê-la chorando algumas vezes no banheiro de seu quarto. A mulher sempre disfarçava, mas o casamento não era perfeito como gostavam de transparecer…

Uma farsa, talvez.

A maior delas foi quando Jung Mi foi convidado para jantar na residência Yeun. O menino levou flores, charutos e um ursinho de pelúcia. Era a primeira vez que ia na casa dela e ainda ia com o título de namorado, precisava levar presentes aos anfitriões. A família dela agiu como se fosse um lar cheio de amor. O menino saiu até impressionado com tudo aquilo.

Quando ela desabafava com as amigas, ela recebia a compreensão de Mia, mas Bibi sempre falava de modo mais claro. Bibi achava que Misoo reclamava demais dos atos de Jung Mi. Estava recebendo vários mimos, qual era o mal disso? Em outras palavras, ela achava que Misoo deveria aproveitar mesmo. Isso tinha prazo para acabar e quando acabasse, ela podia se arrepender.

Esse tipo de história não chegava até Bomi. Apesar de terem resolvido as pendências, as duas tinham se afastado um pouco - assim como Gyu, que mesmo que fosse “amigo” de Jung Mi, pouco falava com Misoo. Bomi estava mais falante com outros grupos e até mesmo com unnies do 2º ano.

Mia sentia inveja. Nem ela conseguia conversar com aquelas meninas e Bomi era convidada para as coisas, como se fosse amiga há anos. Eun Bi achava esquisito também, mas já não estava ligando muito para isso.

Gostava de Bomi, mas se ela não queria compartilhar todos os momentos com elas, paciência. Cada uma tinha sua vida mesmo.

Além desse pequeno problema, Misoo também tinha que lidar com as provocações de Yewon. Para o azar da rival, o nome de Jung Mi tinha poder sim. Eun Joo tinha “adotado” a garota como sua irmãzinha e também a protegia. Isso enfraquecia um pouco Yewon, mas Misoo podia ter a certeza de que ela não desistiria de transformar sua vida num inferno. Outra unnie que também a tratava bem, mas com reservas era Sunyoung. Depois dela ter dito que não namorava, mas aparecer namorando, ela entendeu que deveria desconfiar do que Misoo dissesse.

Nos clubes, tudo seguia bem. Quer dizer, dança e tênis estavam bem - ela até ficou um pouco mais animada por ter voltado a comer melhor - mas moda ainda era um martírio. Para completar, a professora de moda odiava a mãe dela e descontava suas frutrações em Misoo.

Era o pior dia e, para completar, era uma aula que durava a tarde toda.

Pelo menos ficaria duas semanas sem essa praga, graças à semana de provas e o conselho de classe - não que provas a deixassem mais calma, mas ainda assim...era melhor do que ter aquela droga de aula.

Os estudos foram bons. Jung Mi a ajudou e Eun Bi compartilhou as dicas que pegou com Jae Ki. Os dois pareciam caminhar para algo próximo de relacionamento, mas não tinha oficializado nada. Na verdade, alguns dias antes das provas, eles tinham brigado e nem estavam se olhando direito.

Um dos mistérios da humanidade certamente era esse: como eles se aturavam? Não era muito cansativo ter um relacionamento assim?

Pelo menos o dela era de mentira…





Jae Ki estava, definitivamente, no seu limite. Depois de uma primeira semana muito difícil, ele colocou em mente que precisava se controlar. Isso acabava sendo mais desgastante do que explodir. Guardar tanto desaforo e perseguição acabaria adoecendo o garoto. O único momento que ele conseguia colocar a raiva para fora era quando se encontrava com sua gangue.

O grupo estava se metendo em muito mais briga do que o normal. Agora que estavam aliados dos NEW0 e faziam “intercâmbio” de membros, eles estavam mais dados a atos de vandalismo, brigas e até mesmo furto. Jae Ki não sujava as mãos, mas ele esteve presente em vários furtos de Dan. Os meninos eram legais, gente boa, mas moralmente errados.

Atualmente, Dan e Kai estavam no intercâmbio e faziam parte do grupo de Ji Hoo. Justamente por Kai ser bom de briga e Dan um sonso mão leve. Por enquanto, ninguém tinha saído para ir para lá, simplesmente liberaram os dois. Dessa forma, Jae Ki descobriu que Kai era o irmão mais novo de May e Jazz - os líderes. Dan era um órfão que nem estudava e vivia fugindo do conselho tutelar. Ele era muito inteligente, mas já podia ser considerado um perdido.

Enfim, Ji Hoo ainda não cobrou seu favor por conta do segredo de Jae Ki com WangJo. Mas o menino podia sentir que estava perto de acontecer. Só não tinha sido assim ainda porque estavam todos muito tensos.

No colégio, a tensão não era diferente. Fosse por Eun Bi, pelos amigos ou por si mesmo, Jae sempre se sentia provocado. Por varias vezes se meteu para ajudar Kai nas brigas - sempre tentando separar e, por isso mesmo, nunca recebeu advertência por isso. Com Eun Bi, o problema era na aula de dança. Ela continuava sendo a parceira oficial de Taemin e isso o incomodava bastante. Ainda tinha o clube de natação que ela e Taemin também faziam parte.

Era de enlouquecer a mente de qualquer ciumento como ele.

Contudo, Eun Bi sempre dizia que não tinha nada demais, que estava tudo bem. O difícil era ele aceitar isso e ficar de boa.

Os Dragões continuavam bem unidos e tentavam entender os dilemas adolescentes, bem como o porquê do ódio aos Yoon. Não encontraram nada que fosse considerado desprezível, muito pelo contrário. Cada vez parecia mais que o pai de Won não tinha motivo para odiá-los.

Sunny continuou sendo um assunto velado. Ele protegia a menina de longe e por isso não fazia ideia das coisas que Yerin vinha fazendo com ela. Por outro lado, a megera estava de olho em Jae Ki. Ela soube da ameaça que ele fez com Hyemin e foi bem clara quando o pegou no corredor. Disse que se ele ousasse tocar nela de novo, ela falaria com a polícia. Não seria uma advertência, nem suspensão, seria a polícia.

O que ela quis dizer com isso, ficava à critério da mente de Jae. Mas era certo de que ele entrou na lista negra dela, muito embora ela não o perseguisse. Era só não se meter no caminho de Hyemin de novo - foi uma colher de chá por conta da vez que ele a ajudou, nas escadas.

O pior era que ele sempre via Yerin no clube de artes. Ela era muito boa, mas as pinturas dela pareciam muito tristes. Para os mais sensíveis, olhar para a tela dela era o mesmo que sentir uma dor no peito e vontade de chorar. Isso não mudava quem ela era, mas enfim, era algo diferente.

Em casa, as coisas continuavam iguais. A halmoni estava mais aborrecida por conta das brigas que Jae Ki estava se metendo, mas gostou de conhecer Kang e Won. Achava que, talvez, ele ainda tivesse esperanças. Gostou principalmente de Won que parecia um menino bondoso. Pediu aos meninos que tivessem paciência com Jae Ki. Soo Ji também adorou os “principes” e conheceu o irmão de Kang.

As duas crianças se deram super bem, mas nem pensavam em casais ou coisa do tipo. O irmão de Kang era troll demais para paquerar, ele queria jogar, ser pro-player. Tinha tempo para meninas não.

Quando as provas se aproximaram, ele e Eun Bi foram estudar juntos. O clube de dança só não estava pior porque ela o ajudou bastante. Em troca, ele a ajudaria com os estudos. Tudo estava indo muito bem, eles pareciam ter até um tipo de clima ou coisa assim.

Mas...no fim de semana que antecedeu as provas, quando tudo parecia encaminhado para uma confissão, eles tiveram uma briga feia. Eun Bi estava irritada por ele trazer Taemin para a conversa de novo e falou que gostava sim de dançar com ele. Inclusive disse que o garoto tinha pedido desculpas a ela e por isso não via motivos para pararem de dançar. A briga foi piorando e eles estão há duas semanas, eles nãos e falam direito. Muito mal se olham.

Os amigos já começaram apostas para ver até quando, mas eles parecem resolutos nisso.

Isso tirou um pouco a concentração dele nas provas e a espera para os resultados tem sido uma verdadeira tortura.





Sunny vinha experimentando um dos piores tipos de dor: decepção. Depois que Jung Mi apareceu no café, naquela fatídica segunda-feira para contar a verdade sobre seu relacionamento com Misoo, a garota tinha alimentado esperanças para os próximos dias. Porém, diferente de tudo o que ele tinha dito, os dois realmente estavam parecendo um casal.

E ele parecia gostar dela.

Ninguém era capaz de mentir tão bem e isso a fazia concluir de que a grande idiota daquela história tinha sido ela. Não conseguia compreender o nível de sadismo dele para fazer isso com ela.

Além de ser muito irônico que alguém como ela, apaixonada por livros e romances, se visse numa história tão triste assim. O que será que ela tinha feito nas vidas passadas para merecer um destino assim? Não bastava todo seu histórico, até o fim da vida, só encontraria sofrimentos?

Não, não podia ser injusta.

Tinha conhecido amigos maravilhosos, tinha uma família incrível. Nem tudo eram trevas em sua vida. Havia muita luz. Ela era uma criatura solar, precisava acreditar nisso…

O problema era que sua mente não estava ajudando com isso. Vinha sofrendo com insônias e insanidade que refletiam um pouco em seu humor e no pique para encarar o dia. Estava constantemente cansada e levemente desatenta. Sua nuca doía muito e ela não sabia como conseguia concluir os dias. Em alguns momentos, pareciam durar uma eternidade enquanto noutros passava com o piscar de olhos.

Diante de tantos trabalhos, treinos musicais, composições de literatura, grêmio, dever de casa, parecia improvável que a cabeça encontrasse um pouco de alívio. Felizmente, Sunny tinha amigos e foi isso que salvou, ainda que minimamente.

Neste período, Sunny conheceu a casa de Chaeyoung - um singela e tradicional mansão, visto que ela era filha do maior banqueiro da Coreia do Sul - bem como a família de Stella, que morava num bairro de diplomatas. A mãe dela era muito divertida e estava gravidíssima. O bebê estava previsto para o fim de Junho/início de Julho. Contagem regressiva! Hee Kyung também estava mais próximo dela, principalmente depois da visita no café. Isso sem contar, é claro, com a constante presença de Kim em sua vida.

Apesar de música ser uma tortura por conta da presença de Jung Mi, também era um alento porque eles ficavam em espaços diferentes. Chae estava lá com ela e Sunny também conheceu ou se aproximou de outras pessoas - Won, Kang, Bomi e Gyu faziam parte desse clube também. Literatura também trazia grande conforto porque era uma aula gostosa, apesar do volume de tarefas a cumprir.

Outro problema do colégio era a perseguição de Yerin. Ela realmente cumpriu sua promessa de transformar as segundas-feiras num pequeno inferno. Ou atingia Sunny ou as amigas dela - Stella e Lee Hi. A última que aprontaram foi antes das provas. Qual foi a surpresa de Sunny ao abrir as apostilas e encontrar várias folhas faltando?? Por sorte, ela estudava um pouco por dia, mas mesmo assim, seria impossível revisar. Stella até tentou ajudar, mas não era a mesma coisa.

Eram anotações pessoais demais, esquemas que só ela entendia. E agora...perdidos. Justo quando ela achava que as meninas não podiam aprontar mais, elas conseguiam surpreendê-la. Era incrível.

Por falar em Lee Hi, ela estava definitivamente estranha. Durante o mês de Maio, ela chegou atrasada ou saiu mais cedo várias vezes, com as justificativas mais tolas do mundo. Andava muito mais avoada e não largava o celular. Quando era indagada, ela não explicava o que estava acontecendo. Pelo contrário, ficava até um pouco aborrecida por ter sua "privacidade invadida".

Pelo menos a família dela não teve muitas mudanças. Tudo seguia como sempre, com exceção das reclamações de Jun Pyo acerca de um cliente que começou a virar rotina e que estressava um pouco a tia Yumi. Ele estava com ciúmes e deixando o pai da família meio desconfiado.

A ausência das anotações dela a abalaram um pouco para as provas, mas ela seguia otimista. A maioria das respostas, ela já sabia e saiu com o sentimentos de que não tinha sido tão ruim assim.





Se alguém virasse para Won Bin no início daquele ano e contasse algumas coisas sobre seus meses futuros, ele certamente daria uma boa risada na cara da pessoa. Apenas num mundo paralelo, ele estaria fazendo teatro e música; estaria trabalhando; não falaria com seu pai como antes; tivesse parado de treinar TKD; e estaria, provavelmente, gostando de uma menina rica.

Mas essa era a mais pura verdade.

Won Bin foi uma das pessoas que mais mudanças teve no decorrer desse período. Seu objetivo ao entrar nos clubes de música e teatro era sair da zona de conforto e isso estava adiantando. Apesar de ainda ser muito tímido, ele conseguia se afastar dessa característica quando era necessário - principalmente no trabalho e em apresentações em grupo no colégio. O teatro ajudava nisso. As aulas de canto, idem. Ele era um “minor”, mas o professor dizia que sua voz tinha potencial. Se ele continuasse treinando, provavelmente seria um dos chamados para cantar no “Concerto WangJo”.

O colégio tinha alguns contras, mas até o momento o saldo tinha sido positivo para ele. Era muito difícil, tinha todo aquele clima de brigas - ele não via o que acontecia com as meninas, só o que Ye Ji, às vezes contava que passava. Seu discurso sempre era triste e cheio de vitimização. Porém, Won viu as vezes que Kai apanhou e bateu nos meninos, chegando a ajudar a separar também.

Era um pouco difícil viver nessa tensão, mas a verdade era que a vida dele estava uma somatória de tensões.

O trabalho também não ficava muito atrás. Sua chefe já tinha deixado claro que gostava dele, mas sempre havia a sombra de que a Sra Yoon surgiria ali para infernizá-lo. A mulher não tinha ficado mais sociável, pelo contrário. Ela fazia questão de ser uma grande pedra no sapato. Às vezes, Bomi era obrigada a ir com ela, mas arrumava desculpas para esperar do lado de fora ou coisa do tipo.  Bomi geralmente aparecia quando os pais não estavam em casa e foi assim que ela entregou alguns resumos para estudarem juntos também.

O sentimento deles estava evoluindo, mas eles ainda tinham alguns bloqueios e barreiras. Principalmente Gyu Sik que não estava muito feliz de ver a irmã de papinho com ele. O garoto tinha um pouco de bronca de Won desde a história de que ele era o herói de Misoo, mas agora era ciúmes de irmão mesmo. Por isso eles não conseguiram almoçar juntos como tinham combinado. Se não era o clube de Radio, era o irmão dela que impedia.

Suas outras amizades estavam seguindo um rumo bom. Os Dragões estavam mais unidos e se solidarizando mais. As pesquisas sobre os Yoon renderam informações que só enalteciam aquela familia. Aparentemente, o pai de Bomi tinha uma carreira ilibada, era popular por conta das causas que defendeu e extremamente honrado. A mãe dela vinha de uma família do ramo imobiliário e era uma socialite. Também havia muita informação - das mais relevantes às mais futeis - sobre o tio famoso dela. Atualmente vinham falando muito do casamento com a herdeira de uma famosa emissora.

Ficava cada vez mais difícil entender o porquê do ódio de seu pai por eles. Tinha que ter um motivo, mas Won não encontrava nem ao menos uma pisca.

Será que seu pai era “pior” do que ele imaginava? Sim, porque as recentes atitudes dele foram uma verdadeira revelação. Será que ele se decepcionaria ainda mais com ele? Dificil saber…

Uma coisa era certa: seu pai era um homem de palavra. Afinal, estava cumprindo a promessa que fizera. Won já tinha se livrado do gesso, mas não pôde voltar a treinar. Ainda tinha o contato do Mestre, mas não treinar era muito triste. Apesar do resto estar, mais ou menos bem, ele se sentia incompleto.

E a situação em casa também era ruim. Seu pai sempre foi seu melhor amigo e não poder compartilhar as coisas com ele era dificil.

Nem a interferência do tio Jin Han estava ajudando muito. Jin Han ia lá aos fins de semana para verem jogos e essas coisas. Até mesmo levou os dois para assistirem a uma partida de basebol. Foi o único momento que pai e filho ficaram mais próximos e dava para perceber como sentiam falta um do outro.

O orgulho, contudo, era um problema.

Durante os estudos, ele receberia a ajuda dos amigos e de Bomi, mas não estava muito certo do resultado. WangJo era mais difícil do que diziam.

7 DE JUNHO DE 2019 - SEXTA FEIRA - 10 A.M


A sexta-feira tinha chegado e estava passando bem rápido, para alegria dos amantes do fim de semana. Quando o sinal tocou, indicando o intervalo, houve bastante alivio. Muitos já se levantaram felizes da vida enquanto outros ainda estavam exaustos.

Fato era que os primeiros a saírem das salas, poderiam se deparar com o tão esperado resultado. Os que estavam dentro da sala rapidamente ouviriam os gritos de euforia ou desespero. Lá, no mural, para todo mundo ver, estavam o rankingo dos alunos em quatro folhas: 1º ano, 2º ano, 3º ano e geral com os 80 alunos.

”ranking”:
1 -Gyu
2 - Nayeon
3 - Ui Jin
4 - Hyo Shin
5 - Jung Mi
6 - Stella
7 - DONG
8 - Min Ho
9 - SUNNY
10 - JAEKI
11 - HYUN
12 - MISOO
13- Yerin
14 - Eun Bi
15 - YeJi
16 - WON
17 - Eun Na
18 - Hayoung
19 - Bomi
20 -- Kim
21 -HYEMIN
22 - Jiran
23 - Kang
24 - Taemin
25 - Miran
26 - Sejeong
27 - Ye Sol
28 -  Ryu Ji
29 - Yewon
30 - Beom Su

No ranking geral, Dong tinha ficado em 10º lugar, Sunny em 17º, JaeKi em 18º, Hyun em 25º, Misoo em 27º, Won em 38º e Hyemin em 57º. (Baseado nos seus resultados)
(C) Ross
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Por enquanto, ela não mexeria mais no celular. Apenas respondeu porque não queria que os amigos ficassem mais aflitos ou que concluíssem exageros sobre o que realmente aconteceu. Nem a própria Sunny sabia direito, mas, de toda a forma, não criaria alarde. Estava bem agora, não estava? Sim, estava... Foi um susto idiota, assim como das outras vezes. Só precisava descansar. Na verdade, já descansou durante a manhã inteira. Além do mais, lembrou-se que ao contrário dela, eles estavam na sala de aula, provavelmente com os olhos e as mãos ocupados devido ao número assombroso de exercícios. Sunny suspirou enquanto tentava se sentar e quando conseguiu executar a tarefa boba, viu que a maior dificuldade era a de manter-se na posição. Foi então que começou a chamar pela tia... Uma criancinha buscando conforto e proteção na figura que representava um anjo da guarda.

A vista ficou turva no momento que a titia veio em sua direção, carregando uma expressão preocupada e chorosa, embora soubesse disfarçar mais do que Sunny. A pergunta sussurrada atiçou o movimento trêmulo dos lábios conforme os olhinhos brilhantes imploravam por carinho. Não que precisasse se quer verbalizar o pedido... A tia não hesitou na hora de se ajoelhar ao lado da sobrinha e puxá-la para os braços. Sun-Hee cerrou as pálpebras e amoleceu, protegida naquela redoma amável e doce, de maneira que Yumi teria que colocar mais força para sustentá-la. Com o rosto escondido no ombro da titia, Sunny começou a chorar e murmurar pedidos de desculpas, algo que aparentemente não tinha sentido algum. Afinal, que culpa ela poderia ter, huh?

Na mente dela... Incontáveis.

Raras eram as vezes que permitia-se fraquejar... Mas não havia como ser diferente nesse instante. Até tentou corresponder o abraço, só que estava mesmo cansada demais para prolongar os braços circulando as costas da tia. Então... se entregou completamente aos cuidados sinceros da mulher mais importante de sua vida, ciente que ali, nada e nem ninguém poderia machucá-la. O principal motivo de... esconder suas dores da família era justamente com a intenção de poupá-los da realidade que a acompanhava em pensamentos.

Se eles soubessem...

Sunny chorou mais um pouquinho, mas logo, quando Yumi iniciou os afagos entre as mechas negras, intercalando cafunés à medida que sussurrava palavras gentis, a menina interrompeu o fluxo de lágrimas... e, realmente, respirou fundo.

- Miane... Miane...

Talvez o som – mesmo baixo – do risinho característico de Sunny levasse um sopro de alívio ao coração angustiado da mais velha após as ofertas tentadoras – Eu quero bolo... – só que, de verdade, não sentia qualquer fome. Comeria para tranquilizar a tia e também precisava recuperar a energia antes de perder o horário do expediente, pois, na mente ensandecida dela, ainda acharia disposição para trabalhar – Tá bom, titia...  Ainda estou meio enjoada, mas vai melhorar agora que descansei...  

A sequência de beijinhos arrancaram novos sorrisos de Sun-Hee mesclados ao cheirinho de chocolate que se impregnou nas vestes da tia. Desejava deixá-la mais calma em relação a sua saúde, mas a aparência ao todo não ajudava. Permanecia pálida e abatida, além da fraqueza que não a abandonava junto do desconforto estomacal. Tia Yumi voltou a apertá-la e, agora, Sunny respondia com carinhos leves – Foi um susto... Não vai acontecer de novo... – porém, ambas sabia que sim, provavelmente se repetiria. Sunny ainda mais. Conhecia a própria e turbulenta rotina. Aquilo não era nem a ponta do iceberg.

Amava a titia.

Amava muito.

Não teve chances de conviver com a mãe e... embora o papai e a tia evitassem mencionar o assunto, Sunny tinha ideia de que a ex-esposa do Sr. Kim fizera algo terrível no passado.

Algo que a envolvia.

Também sentia culpa pela situação da mãe. Foi depois de seu nascimento que tudo desandou... E por um respeito deturpado à pessoa que a gerou, não ousava chamar a titia de mamãe, mas as duas, elas estavam conscientes de que foi desse jeitinho que a relação se devolveu...

De mãe e filha.

Afastou-se o suficiente para fitá-la e delicadamente passou os dedos pelo rosto bonito da tia, limpando os resquícios de farinha.

- Titia, acho que estou pronta para o meu brunch...

Disse de modo igualmente implicante e até sorriu para reafirmar uma vontade que não existia. Mas faria qualquer coisa para afastar aquela feição triste e cheia de preocupação da tia Yumi.

Até mentir, caso necessário.


SEXTA-FEIRA - RESIDÊNCIA KIM

— Ross
Kim Sun-Hee
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Won coloca a mão no ombro de Kang quando ele comenta dos problemas em casa. Queria ter prestado mais atenção nisso para que pudesse ajuda-lo quando aconteceu.

-Dá próxima vez pode me chamar pra ajudar, Kang. Apesar das discussões com meu pai eu tenho certeza que ele também poderia ajudar porque ele conhece algumas pessoas que trabalham em hospital - disse oferecendo ajuda para o futuro. Sorriu para tentar anima-lo.

Essa conversa seria interrompida pela chegada de Eun-bi e a sopa de climão que era servida periodicamente sempre que os dois se reuniam agora.

Kang topava a saída também, pelo menos tinha um aliado nessa missão.
Alerta vermelho, Won e Kang sabiam onde isso ia dar. De novo...

A história da dança e a confusão por conta do clube de dança. Won entendia que o ciúmes era algo muito forte mas Jae tomava uma atitude tão...fria. Ficaria ao lado do amigo, mas era ainda pior ver como essas duas pessoas que se gostam com esse tipo de relacionamento...

A discussão piorava, os dois estavam a poucos instantes de entrarem em mais uma longa DR com encaradas, voz alta, climão...

"Aish eu odiaria se eles se envolvessem numa parada minha com a Bomi mas não dá pra ficar só olhando dessa vez"

Won deu um passo para frente, invadindo a bolha de discussão, e colocou a mão no ombro de Jae de forma gentil.

-A gente pode pular essa parte da discussão dessa vez? - disse afrontoso mas muito educado, mantendo o sorriso - Se você não quer aceitar o convite da Eun-bi, Jae, então eu estou te convidando para um passeio e olha só...é o mesmo lugar que a Eun-bi e as amigas dela irão! Que conveniente

Disse um tanto bem humorado. Era ridículo ele sabia, mas queria desarmar um pouco Jae-ki.

-E se vocês não brigarem eu prometo que eu compro algo muito legal de comer para os dois - disse olhando para Eun-bi também, afinal ela também estava sendo infantil nessa discussão cíclica.

-Então vamos agora antes que meu estômago ganhe vida e comece a atacar as pessoas feito um godzilla - passou o braço direito sobre o pescoço de Jae, meio o prendendo e dando alguns passos para trás - Vocês me mandam mensagem depois sobre o lugar, pode ser Eun-bi?

Sorriu e começou a se afastar com Jae e esperava que Kang fizesse o mesmo.

Wangjo

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7 DE JUNHO - WANGJO CORREDOR
Quando Misoo mencionou sobre ser expulsa do cinema, Bomi não segurou a própria risada e levou a mão até a boca. O gesto foi o suficiente para ela se entregar como uma das integrantes da quadrilha. Os olhos se fecharam e os ombros sacudiram um pouco por conta da risada. Aquele dia tinha sido realmente divertido.

- Aquela fofoca foi boa demais. Foi melhor do que o filme. - Conseguiu se recompor, secando as lágrimas.

- Então já sabemos: nada de cinema com elas. - Ryu Ji comentou para Jung Mi.

- Isso eu sempre soube. - Gyu Sik sacudiu de leve os ombros. - Só pela bagunça que fazem lá em casa já dá para ter uma noção.

- Você fala como se fosse muito organizado. Olha pro seu quarto antes de me criticar! - Bomi jogou o cabelo.

Gyu ficou imitando a irmã, revirando os olhos e fazendo um bla bla bla com a mão. Ryu e Jung deram outra risada com os dois. Eles eram realmente divertidos. Os pais deveriam sofrer um pouco com aquela intensa implicância dentro de casa.

Enquanto Eun Bi ia lá chamar Jae Ki e os meninos, o grupo decidia para onde ia. O parque de diversões tinha nome para criança, mas os brinquedos eram muito bons até para adultos. Bomi gostava de lá porque era um lugar conceitual para fotos também. Além das outras opções de lazer que tinham por lá.

- Será que já começaram os passeios noturnos no zoologico? - Indagou. - Eu não sei quando começa, mas até que seria legal, né? Mas área verde é bom pra ir de manhã…

Fez um beicinho, ponderando. Mas estava decidido. Misoo resolveu gritar o lugar para Eun Bi e foi então que as atenções voltaram para o lado de lá. A bailarina não parecia nada feliz mesmo. Jung, Ryu e Gyu ficavam mais à parte e não olhavam muito. Eles não tinham nada contra Kang, Won e Jae Ki - pelo menos Jung e Ryu, não - mas também não tinham nada a favor. Eles ficavam naquela leve indiferença, mas respeitando por educação.

Eun Bi estava tão animada com sua nota e por achar uma oportunidade para convidar Jae Ki e tentar ajustar as coisas que aquele confronto dele foi um belo banho d’água fria. Estava farta daquela conversa porque não fazia mais sentido para ela!

Não era como se achasse legal o que Taemin tinha feito, mas isso foi há dois meses e o garoto já tinha pedido desculpas. Se foram sinceras ou não, era outra história. Fato era que Eun Bi tinha certeza sobre seus sentimentos por Jae Ki. Pelo menos até aquele momento, porque começava a ser cansativo. Ela tinha um temperamento muito, muito forte e não era assim que Jae Ki conseguiria mudar a ideia dela.

- Você que está tomando essa postura de idiota. Por que sempre tem que voltar pro mesmo ponto?

Teria dito muito mais porque já estava sem pavio para sua pólvora. Porém, Won Bin deu um passo à frente. Era um pouco difícil ignorar aquela presença. Eun Bi podia gostar de um, mas não era cega! Como é que se ignora um menino forte daqueles? A bailarina até chegou a pigarrear e cruzar os braços de novo. Para completar a cena, ainda ficou batendo o pé repetidas vezes.

Tanto Bomi quanto Misoo estavam acompanhando a cena agora. A primeira estava ainda mais interessada em ver o que ele faria.

Eun Bi deu um sorriso vitorioso e apontou na direção de Won antes de levar as mãos até a própria cabeça e fazendo um gesto de “mindblow”. Kang precisou se virar um pouco para rir para o outro lado. Aquela garota tinha uns níveis de retardo mental misturado à ira intensa que a fazia ser engraçada e perigosa ao mesmo tempo.

Won parecia um pai falando com as crianças e Eun Bi só meneava positivamente, como se ele estivesse do lado dela - quando também a achava infantil. Um disco arranhou na mente dela quando sobre a proposta.

- Mwo? Mwo?! - Colocou as mãos no quadril. - Pois se você acha que comida vai me impedir de discutir com alguém, saiba que eu gosto de frango frito e não aceito menos que um balde. Estou engolindo muito desaforo e controlando minhas mãos para não bater no seu amigo narigudo.

Ajeitou a postura e meneou positivamente.

- Aviso sim, Won Bin-shi. Ya! - Chamou Jae Ki. - Você devia aprender com seu amigo, viu? Ele sabe acalmar uma mocinha indefesa. Saranghae, Won - Fez coração coreano com as duas mãos, ao unir o indicador e o polegar.

Independente da cara de Jae Ki ela giraria os calcanhares e jogaria o cabelo para trás, voltando a se aproximar de Misoo e Bomi. Os dragões também foram saindo dali. Agora que Won estava quase que arrastando Jae Ki, ele dificilmente conseguiria continuar com aquela troca de elogios com Eun Bi. A bailarina também quis ficar com seus amigas, mas Bomi a recebeu com uma pergunta.

- “Saranghae, Won”, é? - Bomi a encarou um pouco séria.

- O que? Ele salvou o meu dia. Ele pode ser o seu heroi, o da Misoo, mas não pode ser o meu também!?

- Ele virou algum tipo de super heroi agora? Tem que salvar todo mundo? - Bomi trincou os dentes.

- É ciúmes que escuto na sua voz, Bomi-yah?

Ryu Ji, Jung Mi e Gyu Sik olharam na direção delas. A garota que já era pálida, foi ficando mais pálida ainda. Ela pigarreou e meneou negativamente.

- Não diga sandices…

- Vamos comer? - Gyu Sik aumentou o tom de voz.

- Ung! Estou faminta!

- Eu vou falar com o Kim, podem ir. - Acenou e começou a caminhar na direção do extenso grupo de Dong.

Eun Bi olhou por um instante para Misoo. Lá ia Bomi ser popular com todo mundo. A bailarina deu de ombros e abraçou o braço da amiga para que caminhassem para o refeitório também.

7 DE JUNHO - WANGJO, REFEITÓRIO

Capítulo 5 - Página 2 LmsgfqE

- Já pensou que maravilhoso?? - Hayoung levou as duas mãos até o rosto. - Vocês resolvem passear naquela praça linda que tem perto do restaurante, só porque não querem que a noite acaba. Daí quando vocês entram no assunto tão aguardado da noite, escutam uma trovoada que anuncia uma chuva de quase verão. Ele prontamente te protege com o próprio casaco, mas é bem inútil porque está chovendo muito. Vocês correm até uma proteção e aí acontece que nem nos filmes….Nyaaaah, você está protagonizando seu próprio dorama, Minah!!

A menina não conseguia se segurar e sacudia de um lado para o outro. Nana era um pouco mais contida. Por todos os motivos do mundo, não acreditava em amor e cenas assim, porém, depois de tudo o que Hyemin tinha feito por ela, sentia-se no dever moral de apoiá-la. Era o sonho dela, afinal. Por isso mesmo, ela foi bem “profissional’ na escolha do vestido ideal.

Compreendeu o que ela quis dizer sobre a última vez e a apoiava de verdade na escolha do vestido anterior. Nana realmente tinha errado na mão, agora conseguia enxergar com clareza.

Uma vez escolhido, o grupo pensou no dia do beijo. A reação de Hyemin foi ainda mais engraçada. Seria muito difícil para ela segurar aquela empolgação toda. Nem dava para culpá-la, mas se continuasse assim, seria difícil.

Eis que Chaeyoung e Hye Won chegaram ao refeitório. A colega de clube sorriu para ela, mas não pararia para incomodá-la. Contudo, Hyemin, em meio a sua empolgação, a chamou. Chae parou de andar e até mesmo Hye Won ergueu a cabeça, tirando o foco do celular para ver o que estava acontecendo.

- Ooi. - Chae a cumprimentou e olhou os outros presentes, também dando um tchauzinho.

Beom Su sentia-se confuso na presença dela. Ela não era a nova rainha? Por que agia desse jeito tão do povo? Hayoung a encarava meio desconfiada porque sabia que era amiga de Sun Hee e Stella, mas alguma coisa era estranho nela. Ela era...tão simpática. Sempre foi gentil e prestativa até no clube de culinária. Era um pouco dificil de tratá-la com indiferença. Já Nana preferia não encará-la.

O namorado dela vinha sendo um terrorista constante em sua vida. Não sabia se ela era igual a ele, mas também não fazia questão de saber.

- Ooh, é hoje?! Daebaak!! - Bateu palminhas. - Cadê? - Curvou-se um pouco e levou a mão até a boca quando viu aquele vestido. - Que maravilhoooso!! Que vestido lindo, Hyemin-shi!! - Olhou mais uma vez. Impossível não terminarem esse jantar casados!

Brincou porque sabia que noivos, eles eram. Não eram, mas Hyemin dizia que sim.

- Você vai parecer ainda mais uma princesa! Tenho certeza de que vai dar tudo certo! - Sorriu.

Podia pedir para que Hyemin também torcesse por ela, mas ela não tinha comentado sobre a saída de sexta-feira com ninguém. Suas amigas estavam um pouco tristes ou distraídas com os próprios problemas e Chaeyoung não quis incomodá-las com aquilo. Não era egoísta a ponto de dizer que estava feliz por ter um encontro com Hyun e preferia não criar muitas expectativas.

Era só um jantar, né? Eles eram amigos e só isso. Hyun Hee tinha demonstrado isso várias vezes, na verdade. Sempre que ela achava que ele daria um passo à frente e parecia gostar dela, ele travava. Tinha certeza de que tinha algo de errado com ela, mas bom...Era melhor considerá-lo só um amigo do que imaginar coisas que não existiam e sofrer.

Nesse sentido, ela sentia uma pontinha de inveja de Hyemin. Pelo menos ela tinha um relacionamento sólido que não criava mil teorias na cabeça. De todo modo, estava torcendo para que ambas tivessem uma noite divertida.

E manteria a discrição quanto ao próprio encontro. Os últimos dias foram uma tortura porque ela não sabia o que vestir, nem para onde iriam. Felizmente uma de suas amigas de infância - a que vivia nos EUA, atualmente - a ajudava com calls e dicas para escolher a roupa perfeita. Ela tinha algumas opções no armário, para diferentes lugares. Esperaria até o último momento para ver se ele daria alguma pista. Se continuasse com aquela tortura, ela acabaria escolhendo na sorte.

O curioso era que Hyun Hee também mantinha segredo para seus amigos. No caso dele não era por empatia, mas por total segurança - e com razão.

Os garotos daquela mesa eram imundos mesmo. E pareciam ficar cada vez piores. Quando a menina entrou no refeitório, ela acabou virando o tópico da conversa. A pergunta dele sobre a aposta de Jong In mereceu uma resposta.

- Na verdade, ela não veio até aqui porque fazia parte da aposta. - Jong In disse. - Eu dizia que era segredo e tudo mais, criando aquele clima de filme adolescente americano, sabe? Ela acreditou totalmente que era uma espécie de cinderella ou sei lá que princesa pode ser. - Deu de ombros. - Por sinal, eu ganhei. E ganhei o bônus também, tá? Vocês estão me devendo uma pequena fortuna.

- Haha...fala a verdade, nós nem deveríamos te pagar pela aposta, Jong In. - Ro Young falou. - Foi a coisa mais fácil e ridícula desse ano. Fora que você conseguiu muito mais do que esperava e ficou um tempo extra com ela.

- Você gostou, né? - Da Won questionou.

- Gostei sim. Quem é que não gosta de ter tudo o que quer? Ela me mimou bastante e foi divertido. Muito divertido. - Sorriu de modo cretino. - Mas acabou e já mudei meu numero de telefone para que ela parasse de incomodar. Isso porque ela não tem coragem de falar aqui mesmo.

- Eu reparei que ela foi muito mal nas provas. - Da Won comentou.

- Oras, quer dizer que você lembrou do nome dela?

- Claro que sim. Estava até pensando em oferecer algum consolo. Ela é muito bonita. Se não fosse uma bolsista pé de chinelo, com certeza poderia ser o maior prêmio desse colégio.

- Mais bonita do que Sunyoung? - Taehyung perguntou.

- Olha...Eu acho que sim. Para uma menina pobre? Ela é linda. Imagina se fosse rica…

- Você devia ter ficado com a aposta, Da Won. - Jong In comentou. - Parece gostar dela.

- Não sei ser tão cretino quanto você.

Ro Young, Jong In e Taehyung até engasgaram nessa hora. Tossiram um pouco e ficaram rindo daquela piada pronta que ouviam.

- É verdade. Sinceramente acho que você foi longe demais com ela. Acho que você gostou.

- Claro que gostei. Gostei e repeti até enjoar. Enjoei, segui em frente. Que coisa. Vocês falam como se tivessem algum senso de moralidade ou coisa do tipo. São todos sujos ou mal lavados como eu.

Decretou e olhou para Hyun.

- Faça isso. Chame sua garota. Se ela estiver muito travada como a Joonie era, quem sabe a festinha não ajuda a relaxar?

Piscou e olhou na direção de Chaeyoung. No momento, ela tinha parado para falar com Hyemin.

- Ela é tão sociável, não é? Só assim para te aguentar, Hyun. - Jong In disse com certa admiração, mas não ultrapassou os limites da encarada maldosa. Logo olhou o amigo e sorriu, como se nada tivesse acontecido ou sido falado.

[...]

Os Dragões chegaram ao refeitório antes do grupo de Misoo. O lugar estava bem agitado e apenas um assunto dominava a maioria das mesas: as notas. Talvez com exceção da mesa de Hyemin e a de Hyun, esse fosse o assunto geral mesmo.
(C) Ross


SUN HEE - RESIDÊNCIA KIM
- Por que você está se desculpando? - Yumi sussurrou perto do ouvido dela enquanto continuava a abraçá-la.

Sunny não precisava se esforçar para nada. A tia estava ali como o porto seguro mais carinhoso do modo. Podia muito bem sustentar o corpinho miúdo de sua pequena enquanto fazia um gostoso e ritmado carinho nela.

A pergunta tinha sido tão retórica quanto as desculpas que Sunny dissera. A tia não esperava que ela respondesse o porquê daquilo, tanto que deu um sorriso quando ela comentou que queria bolo. Yumi fechou os olhos e falou.

- E quando você não quer bolo? - Deu uma risadinha. - Está no forno. É o tempo de você comer seu “brunch coreano” e tomar um banho. Eu te ajudo e não me olhe com essa cara! - Repreendeu antes que Sunny falasse. - Eu vou te ajudar. Entendeu?

Fez um carinho no rosto dela, dando uma sequência de beijinhos no rosto dela. Ouviu a sobrinha dizer que tinha sido apenas um susto, que não aconteceria de novo. Mas nada disse quanto a isso. As duas sabiam que era um pouco mais complicado do que parecia e não existiam garantias de que seria a última vez. Nem elas sabiam disso.

- Está tudo bem, Sunny...Nós estaremos aqui…

Afastou-se um pouco e a encarou ao ouvir que ela estava pronta para o brunch.

- Certo. Vamos, então? - Levantou-se e ofereceu os braços para ajudá-la. Amparou a menina até o breve caminho que levava à mesa redonda próxima à cozinha.

A residência dos Kim era grande por ser uma construção antiga, mas tinha umas divisões bem adaptadas à enorme família que eles eram. Normalmente, já eram cinco - fora os cães. Como se não bastasse, era frequente que eles recebessem amigos ali - geralmente os funcionários do restaurante ou colegas de trabalho deles. Sempre havia espaço para mais um.

Yumi ficava louca, mas ela adorava essa pequena loucura deles.

Colocou a sobrinha sentada e então usou a chapa central da mesa para aquecer o café da manhã dela. Os pratos eram pequenos, mas Yumi obrigava Sunny a comer tudo. Apesar do enjoo, ela tinha que dar razão à tia. Colocar um pouco de “sal” para dentro a fazia se sentir mais acordada, mais atenta. Podia ser uma fanática dos doces, mas aquela comida era muito necessária.

Yumi a encarava de um jeito que ela conhecia bem.

Agora que Sunny parecia mais atenta, estava naquela hora incômoda das...perguntas.

A tia suspirou.

- Sunny...Eu sei que você está numa idade muito segura de si, mas...você sabe que pode contar comigo, não é? O que quer que esteja acontecendo, você pode confiar na titia...Eu sei que você anda muito cansada. Mas eu preciso saber o que posso fazer para ajudá-la. Para que...isso não se repita. Por favor, confie em mim...E me conte o que está acontecendo, hm?
(C) Ross
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A felicidade de Dong era tanta que nem havia se lembrado do misterioso amigo canadense. Ui-Jin então só faltou dar saltos de alegria, gostava de ver seu amigo assim.. pelo menos a alegria durou até a voz insatisfeita de Min-Ho chegar. - Que revisão o que, não seja um mau perdedor. - Que por sinal, ele era, Stella estava ali para atestar isso. Dong deu passagem livre para Yerin seguir, ele deu um passinho para o lado juntando as pernas depois que ela fosse passar. Seria inevitável não olhar para Hayoung, não foi de pena, apenas piscou um dos olhos rapidamente como costumava fazer antes. Mostrando que deveria se animar, mas as coisa entre eles estavam bem estranhas ultimamente, ainda mais com essa nova postura da menina, que aderia ao tom de patricinha.

Stella estava tão radiante que só lhe faltaria as estrelinhas saindo por volta daqueles expressivos olhos castanhos. - Arrasamos, se continuarmos assim... - Sua fala era interrompida pelo pigarro alto de uma figura exuberante, galante que chega quase deslizando, ainda bem que não estavam numa passarela pois do contrário seria ainda pior. Chamava a atenção, e muito, Dong levou a mão até os oculos os ajeitando de leve, ostentando um sorriso que só era dado na presença daquele sujeito extrovertido...- Ele não quer uma bala Ui-Jin, quer um holofote e se possível uma melancia! Aigo - Para pendurar na cabeça.


Bateu palmas duas vezes e abriu os braços como se estivesse reverenciando um topo de realeza, fez isto para HaN por que ele merecia e muito, sua grande capacidade intelectual era admirada por Hee Kyung, mas havia alguém superior... ele havia gelado um pouquinho por que por um instante, cogitou que Stella fosse abraça-lo ou algo do gênero. Sacudiu um pouco o rosto tentando não viajar em seus pensamentos fantasiosos. - Sona, a primeira? Vocês são mesmo uns MVP. - Entreolhou com Min-Ho e Stella, percebendo que estavam lidando com uma aluna superdotada.

- Hahahah, ahh Min Ho você ta exagerando amigo, deixe disto...

Capítulo 5 - Página 2 TlHHzn7

- Eh, acho que hoje não é exatamente um dia de comemoração para todos. - Coçou um pouco a nuca, sentindo um climão pelo que acontecia, algumas pessoas gritando, e vibrando e outras amargando suas distantes colocações... - Creio que será bom se pudessemos sair para ver algo, HaN-shi, qual era o cartaz mesmo? - Questionou se o rapaz do segundo ano tinha algo em mente, visto que havia convidado - Contudo antes disso, gostaria de averiguar a situação da Sunny, também acho estranho ela ter faltado assim, e sem ter avisado nada para ninguem.

O garoto se lembraria daquela conversa toda sobre não desistir, que iria mostrar a corte como se faz... e agora, ela some? Não estava certo, com essas palavras ficaria mais claro aos seus amigos que Hee Kyung se importava com ela, a amizade deles deve ter florescido nesses meses. - Caso ela aceite algumas visitas extras... me incluam em tal processo, serei bem vindo, presumo.

Dali, iria para o refeitório junto dos demais, estava com fome apesar de tudo e aquele mural, lhe fez refletir um pouco sobre seu desempenho...

Capítulo 5 - Página 2 LNi4PpK

"Estudei sério e me empenhei bastante nesses exames. Ainda assim fui o sétimo colocado... isto representa que não fiz o suficiente. Sou um Dong era de se esperar mais... eu esperava mais. Tsc, será que são os jogos? Ou será que..." Apesar dos sorrisos que havia dado ao felicitar seus amigos, agora uma ligeira carranca séria se estaciona na cara dele; ele se dirige faminto para obter sua bebida favorita: café, e se possível algo apimentado para comer.




Enquanto isso, na Escola  MiguéJô

— Ross
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Hyemin conseguia visualizar cada palavrinha de Hayoung. A menina entrou no mundo da fantasia, vivendo aquele momento que a garota descrevia, acrescentando seus próprios detalhes de vivência, como o perfume dele, a cor do forro do casaco, o olhar cativante e o sorriso gentil… Até chegar no ápice, no momento em que Wang Miwoo se aproximava com delicadeza de seu rostinho com gotas de chuva e…

- AIGOOO  - ficou muito vermelha, cobriu o rosto e esperneou, empolgada. - O meu próprio dorama!!! Eu adorei - deu tapinhas ansiosos nas mãos de Hayoung, tendo um chiliquinho.

Quando Chaeyoung apareceu, Hyemin aumentou o sorriso, resetando o assunto para começá-lo inteirinho de novo com uma nova vítima. Gostava bastante dela por causa do clube de Culinária. Tudo bem que Eunjoo não gostava dela, mas Chaeyoung não era ruim, era educada e parecia saber “seu lugar”, não era louca e atrevida como certas pessoas. Além de tudo, era unnie e filha de banqueiro. Tinha umas amizades péssimas, mas tinha sido muito gentil com ela e a tratava bem no clube, então Hyemin era simpática, respeitosa e ajudava com as aulas, como uma boa ex-líder de Culinária. Além disso, a veterana nunca cortava as suas empolgações, então ganhava muitos pontos com ela! Encheu-se toda com o elogio de uma unnie sobre ser uma princesa. Ela era maravilhosa!!!

- Ahhh~~ Muito obrigada unnie. Que bobeira, são seus olhos, hihihi - falava isso, mas estava se retorcendo de alegria, com um sorriso óbvio no rosto de quem tinha amado aquele elogio. - Na próxima aula conto todas as novidades!!! Obrigada pela força ~~  Não conta nada para a Eunjoo-unnie, mas eu acho que você faz um casal lindíssimo com o oppa!   - tentou retribuir a gentileza, como ela mesma gostaria que dissessem se estivesse no lugar dela. Acenou meiga, deixando que ela fosse para seu lugar e cantarolou sozinha.

Capítulo 5 - Página 2 64b77ca6ce38035d7556da1861842b19

- A unnie falou que vou parecer uma princesa! Aaah~  vai ser mesmo maravilhoso agora. Eu só posso estar sonhando! Tenho mesmo muita sorte~~~  - apoiou os cotovelos na mesa e entrou naquele estágio máximo de fantasia, soltando risinhos tímidos e suspiros, enquanto o loop de cenas perfeitas daquela noite voltava.

Wangjo

— Ross
Seo Hyemin
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- Sei… - concordou, sentindo um pequeno mal estar por aquela fala. Conseguia imaginar perfeitamente Jong-In pedindo “segredo” para a menina como desculpa para tratá-la mal quando estava entre amigos. Foi isso que Chaeyoung achou que ele estava fazendo e não acabou bem. A menina devia ser muito tonta para cair naquilo e por semanas ele ficou tentando adivinhar quem seria. Chegou até a cogitar aquela menina que era amiga de seu irmão e ele viu chorando no corredor. Porém, a vítima não estava no primeiro ano.

Capítulo 5 - Página 2 6d58fff613d79cd7c6dd5770799eecd9

Olhou surpreso, mas evitou contato visual e lambeu os lábios naquele tique nervoso que ele tinha quando estava tenso com alguma coisa mas não podia dizer quando ele citou o “bônus”. Depois o outro amigo falava sobre ser a coisa “mais fácil e ridícula” daquele ano. E ainda se perguntavam por que não queria Chaeyoung no meio deles? Sentia os dedos fecharem o punho, só de imaginar que aquela pessoa de quem falavam poderia muito bem ser a filha do banqueiro, se não fosse por ele. Aquele jeito bobão da menina agir… Podia muito bem ser ela em outras ocasiões e isso o enfurecia.

Mesmo assim, não era problema dele ficar salvando donzelas indefesas desconhecidas, então ele não se metia. Deixava rolar. Adiantaria interromper ali e dizer que era imoral e errado? Não. Nunca adiantou, então ele só dava risada para manter a amizade e “você é terrível”, “algum dia vão te pegar” quando mais novos. Mas agora, que tinha alguém que ele queria cuidar de verdade, aquelas conversas o incomodavam muito.

Piscou e ergueu o rosto quando citaram as provas e o nome, que Da Won sabia. Isso era importante, porque desde Eun Na, ele estava tentando reunir informações contra Jong In, para poder defender Chaeyoung em último caso, então “a vítima” era uma aliada importante. Bolsistas que tinham ido mal.. Talvez devesse olhar os nomes com mais atenção antes de voltar para sala. Faria isso depois.

- Ah, então vocês estão trabalhando com nomes e eu não sei? Quem é a coitada? - riu de leve. - Você já se certificou de que ela não tem um pai policial ou algo assim? Jong In, Jong In… - balançou a cabeça negativamente.

A menina era linda, segundo os rapazes e ele tinha uma suspeita de quem poderia ser por esse fato, mas não uma confirmação...

- Ah, então você quer consolá-la? Devia fazer isso, elas ficam tão frágeis de coração partido que serviria qualquer coisa, até mesmo você. -  riu alto e sustentou a expressão canalha enquanto o amigo o observava, mas queria dar um soco nele agora mesmo.

- É, eu vou ver. - acompanhou o olhar dele, engolindo em seco. Era uma frase que lhe descia rasgando, mas tinha que manter a calma, embora estivesse irritadiço e com sincera vontade de agarrar sua língua e torcê-la como uma cobra.   - É, ela deve ter traído o rei ou algo assim e está pagando agora por falar comigo - forçou um sorriso para o amigo, fingindo não ter entendido a farpa.

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— Ross
Park Hyun Hee
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- É verdade, de manhã fica mais bonito, mas à noite deve ter bichos diferentes acordados. Sei lá, morcego?   - riu.

Misoo teve a atenção atraída pelo grupinho. Teria avisado a amiga que não era exatamente uma boa ideia chamar o garoto se eles estavam brigados, mas ela teria ouvido? Nããão, claro que não. Pensou até que os dois estavam em melhores termos por ela decidir chamá-lo. Aff. Seria muito chato se ficassem brigando no caminho. Misoo não ficaria quieta não. Se ouvisse ao vivo um dos desaforos que Eunbi tinha contado, ela acabaria se intrometendo sim. Naquelas semanas que se passaram, ela até tentava ser compreensiva e explorar o lado de Jaeki, afinal, ela também não gostava muito de Taemin por ficar forçando a barra com a amiga, mas o garoto também parecia fazer a mesma coisa, só que do jeito dela. A sua pequena simpatia por ele estava por um fio e a verdade é que sempre tenderia a ficar mais do lado da bailarina, a menos que ela fizesse algo muito errado mesmo.

-Aish… Era só o que me faltava. - revirou os olhos.   - UBI-YAH, VEM LOGO, VAMOS COMER - chamou, num tom um pouco irritado, mas esperava que a estivesse salvando de um climão.

Sorriu ao ver a menina voltando para o grupinho e levou a mão à cintura.

- Aish, o que foi dessa vez? - mas não teve uma resposta, já que Bomi e Eunbi trocavam pequenas farpas.   - Mwo? Mas por que você se importa quem ele salva? - olhou confusa. Achava que a amiga estava interessada em Ryu. Estavam afastadas o bastante para que não soubesse das novidades.

- Ah, sim, sim. Vamos comer! - acompanhou o amigo para trocarem de assunto.   - Aish… Lá vai ela de novo com os novos amigos… Será que ela vem mesmo hoje? - fez um muxoxo, comentando com Eunbi.   - Eu não duvidaria se um dia ela aparecer no mesmo lugar que a gente, mas com amigos diferentes e esquecer totalmente que ia sair com a gente… - deu de ombros.   - Mas deixa… Vem cá, Bibi - chegou mais perto dela, andando um pouco separada dos outros para terem paz.   - Escuta, o que foi que aconteceu lá? Jaeki falou alguma besteira pra você? Olha, se ele te maltratou, não está mais convidado para ir com a gente, ok? Não suporto te ver aborrecida e ultimamente é só isso que esse menino traz…  Quer mudar o lugar da saída? - franziu a testa.

Wangjo - escola da falsidade

— Ross
Yeun Misoo
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O rosto de Jae-ki ficou vermelho de raiva quando ouviu a resposta de Eun-bi. Odiava se passar por idiota, mas sentia que era o que estava fazendo agora. Tinha decido não falar com ela, porém era tinha acabado de fazer.  

De repente Won acabou se intrometendo, Jae-ki franziu as sobrancelhas quando ouviu a proposta dele. Achou que talvez o amigo estivesse com medo disso estragar a saída com a Bo-mi. Claro que ouvir que a comida seria paga chamou muito sua atenção, porém não teve muito tempo para pensar ou falar, porque Eun-bi voltava a falar de um jeito afrontoso.

Jae-ki arregalou os olhos quando ela o chamou de narigudo e disse que estava se controlando para não bater nele. Mas na mente de Jae quem deveria estar irritado ali era ele.  

- Aishhhh...

Já ia responder de volta quando Won praticamente o prendeu no pescoço e o puxou para ir embora. "Godzila?..." Isso confundiu Jae um pouco, nunca tinha visto seu amigo com tanta fome. E Won tinha uma mão bem forte, era difícil desvencilhar. Foi então que escutou o último desaforo de Eun-bi, isso o deixou realmente irado, odiava também ser comparado.

Virou o pescoço para trás enquanto o amigo o empurrava para frente. Queria a responder de volta, mas Won parecia muito apressado. Como ela ousava? Mocinha indefesa?. "Aishhh... Essa garota... Ela é impossível! Aigoo... Eu não vou ser o brinquedo dela!" Jae começava a conhecer o lado afrontoso dela, e isso o fez dar uns suspiros de raiva.

Depois de já ter sido empurrado por mais alguns passos, Jae se desvencilharia de Won, se este ainda não tivesse desgrudado do seu pescoço. Jae-ki levou os dedos até o colarinho da camisa e puxou para afrouxar a gravata, sentia calor quando estava zangado. Em seguida continuou caminhando com os amigos.

Capítulo 5 - Página 2 IuyDvle

Embora estivesse com o semblante zangado, não queria mais falar sobre esse assunto, só queria se entupir de comida e beber muita água porque a garganta e boca estavam secas. Sentia que se continuasse pensando sobre isso, ia acabar perdendo o controle, não queria correr o risco de ser suspenso ou prejudicado de novo. Depois pensaria se iria mesmo na saída ou não. Olhou para os amigos um pouco preocupado, sabia como Won poderia se sentir, já que Bo-mi era amiga da Eun-bi. Então disse ao Won:

- Cara, isso te deixou preocupado? Não esquenta que é coisa minha. Não vou misturar isso com Bo-mi.

Capítulo 5 - Página 2 XyK3fwz

- Agora eu só quero comer, e aiishhh.... Que sede!- Comentou logo em seguida com os dois, não queria dar espaço para que eles falassem do que tinha acabado de acontecer, então tentava mudar para outro assunto -  A gente pode fazer um esquema de estudo. Na minha casa de novo, pode ser? Só temos que fazer isso mais vezes.

Disse enquanto iam para o refeitório, não se importava de levar os amigos na sua casa, até porque não queria ir na casa de um policial, e a casa e Kang parecia muito cheia para estudar. Além disso, a halmoni e a Soo-ji pareciam gostar dos seus amigos. Então era uma forma de se manter perto dela, mesmo que estivesse ocupado estudando.

No caminho, enquanto tentava procurar outros assuntos para espairecer, lhe ocorreu um pensamento. Sunny tinha faltado, havia percebido isso na sala, mas acabou distraindo pra outras coisas. Isso era estranho, ela não parecia o tipo que faltava por preguiça. Preocupado, mandou uma mensagem para ela:

Jaeki

Jaeki
Sun-Hee, você tá bem? Tá doente? Alguém te fez mal? Sabe que pode contar comigo.
Jaeki
No almoço, vou te mandar fotos dos trabalhos de hoje.



Quando chegasse no refeitório, Jae-ki pegaria água e algumas maçãs. Escolheria um lugar para sentar com os dragões e beberia quase a garrafa inteira de uma vez, e não demoraria para começar devorar as frutas.



— Ross



Capítulo 5 - Página 2 OQyMeP8
Jae-ki
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Aos poucos acalmava-se diante dos efeitos desencadeados pelo carinho da titia. A respiração assumia uma cadência mais suave conforme os soluços perdiam a força e só então paravam junto do choro repentino. As palavras tomavam sentido e Sunny até conversava de maneira amena, brincando com a tia, embora a situação ainda não seja completamente confortável. Para nenhuma das duas. Mas sabia que a partir de agora, a tendência era melhorar, recuperar as energias e se esforçaria para isso acontecer tão logo, inconsciente da própria contrariedade, já que esse tratava-se de um dos vários problemas que a perseguiam...

Se esforçar e ultrapassar limites.

Mas queria desesperadamente afastar a angústia do coração da tia Yumi antes que a mesma criasse raízes lá.

Quando a mulher falou que o bolo ainda estava no forno, o que lha daria tempo de comer o desjejum e tomar banho, Sunny balançou a cabeça positivamente, mas entreabriu os lábios por causa da continuidade – Mas, titia... Não precisa me ajudar... – no entanto, Yumi não abriu margens para acordos. Sun-Hee projetou um beicinho, porém não discutiria esse termo. Até porque, sozinha, era capaz de levar outro tombo. Na altura do ombro esquerdo, o impacto da queda se mostrava presente – e dolorido - em formato de um belo e arroxeado hematoma. Mas, apesar disso, ela podia se considerar sortuda.

Uma nova sequência de beijinhos e carinhos desmontou Sunny, fazendo-a sorrir e cerrar as pálpebras finas por alguns instantes, controlando a vontade de apenas permitir que a mente voasse para longe e a levasse... Aquele maldito cansaço... Por que não sumia de uma vez? Queria deitar a cabeça no travesseiro e cochilar um pouquinho mais, mas pensar na possibilidade de retomar ao pesadelo... Sunny instantaneamente arregalou os olhos, prendendo de novo o ar nos pulmões, o que não se prolongou, pois em seguida, voltava a relaxar nos braços da tia Yumi, descarregando feito uma bateria prestes a explodir.

“Está tudo bem, Sunny... Nós estaremos aqui...”

Aquela frase simples e atenciosa provocou uma reação tão absurda nela que Sunny sentiu a obrigação de mudar o direcionamento da conversa. Porque ela tinha certeza de que eles estariam lá quando precisasse, assim como sabia que...

Não estava tudo bem.

Nunca mais nada ficaria bem.


Acenou no momento que a tia se ofereceu para ajudá-la a levantar. Os movimentos – mesmo lentos – causaram uma discreta vertigem e os joelhos tremeram até conseguirem sustentar o pouco peso da bolsista. Foi uma caminhada curta, mas suficiente para alterar o ritmo cardíaco de Sun-Hee e aumentar o esgotamento físico. Estava com um friozinho chato, independente do pijama quentinho e macio, porém algumas gotinhas de suor apareciam na testa e nuca, formando uma camada brilhosa pela região. Apoiou os cotovelos na mesa e o queixo nas mãos enquanto esperava a titia servir o brunch. Sua intenção era somente de enganar o estômago, todavia a dificuldade estava em enganar a mulher que a encarava de maneira fixa e obstinada. Sunny fez bastante dengo e no meio de muitos “mas, titia...” e “eu já estou cheia”, acabou comendo todas as porções. Isso diminuiu o enjoo e colocou mais disposição no corpinho frágil. Terminava de beber o suco quando percebeu a sutil mudança na feição da mais velha e não estava nada pronta para o tipo de conversa que via nos olhos atentos. Era... doloroso. Doía ter que mentir e esconder as coisas. Porém, no fundinho, era o melhor - sempre se convencia. A matemática dos fatos tornava a explicação bem fácil. Esses episódios de desmaios e extrema fraqueza eram raros se comparados aos outros dias... No geral, Sunny disfarçava muito bem. Ela era como uma caixinha de Pandora, onde guardava as feridas e máculas do seu mundo, ciente dos estragos que ocorreriam caso a tampa fosse aberta.

Sunny repousou o copo na superfície e com o mesmo entre as mãos, ficou o observando por um tempinho.

- Titia, não está acontecendo nada que mereça ser comentando. Absolutamente nada que eu não consiga resolver. São... apenas as mudanças, mas já estou me adaptando. As aulas, os clubes, o trabalho... Tantas coisas para equilibrar... – suspirou baixinho, finalmente largando a louça para buscar uma das mãos da tia, apertando-a com delicadeza conforme a fitava e erguia o canto dos lábios – Eu confio... Você é a minha melhor amiga. E... Já faz mais do que o suficiente. Se todas as famílias tivessem uma tia Yumi em casa, as pessoas seriam mais felizes.

Capítulo 5 - Página 2 Tumblr_odgcvjkdzV1qfakbgo2_540

- Eu me descuidei nesses últimos dias por causa das provas. Comi mal, dormi mal... – deu alguns tapinhas na testa, se punindo – Fiz tuuuudo errado. Miane, titia... Prometo que não irei mais prejudicar minha saúde.

Sorriu.

Porém, por dentro, queria chorar.

Ela era uma farsa. Uma mentirosa...

Uma garota normal compartilharia seus problemas. Contaria das herdeiras chatas e malvadas do colégio, das dificuldades enfrentadas no dia a dia devido ao ritmo frenético das aulas... Contaria de uma mimadinha específica e do quanto ela a irritava. Contaria sobre o garoto que sequestrou durante o festival e que, inclusive, foi motivo do bico quilométrico da titia. Contaria o quanto gostava desse mesmo menino e de como, agora, estava sofrendo por não poder ficar com ele. De como machucava vê-lo perto de outra pessoa...

Mas Sunny não era normal.

Não mais.
 
Ela era... culpada.

Tão culpada...  


SEXTA-FEIRA - RESIDÊNCIA KIM

— Ross
Kim Sun-Hee
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Como um negociador anti-terrorismo Won tentava desarmar a bomba que era esse casal. Ou como um pai que separava crianças brigando.

"Aish, assim eu até pareço é o meu pai"

No fim a proposta de comida agradava os dois irritados, pelo menos um pouco.

"Eles são iguais até em gostar de frango frito"

Eun-bi saia com a proposta de sair intacta e sem nenhuma gritaria: era um saldo positivo.
Arrastando Jae para trás ele apenas sorri na direção das meninas, principalmente para Bomi, e saiu com os dragões para o refeitório.

Um pouco mais a frente soltaria Jae e continuaria a andar com os dois. Pela cara dele era claro que não estava feliz e aquele assunto ainda não estava resolvido. Era uma saga que se estendia por tempo demais...

- Cara, isso te deixou preocupado? Não esquenta que é coisa minha. Não vou misturar isso com Bo-mi.

-Eu não tava preocupado por conta da Bomi - disse sincero - Eu só não aguento mais você brigando com a garota que curte

Sabia que ele ia começar a ficar irritado pelo comentário então levantou as mãos em sinal de paz.

-Eu sei eu sei, você tem toda a razão do mundo pra continuar irritado. Mas vocês tem que resolver isso um dia, saca? E brigando na frente todo mundo não vai rolar

Jae já queria escapar para a comida.

-Ok, vamos comer algo - a proposta de estudo em seguida não era ruim - Sim, a gente pode se reunir nós três pra estudar. Foco pra ficar no topo daquele ranking! - disse dando um soquinho leve no ombro de Kang.

Won pegaria água e uma fruta. Mesmo que não estivesse treinando não ia começar a relaxar na dieta.

-Acho que o assunto hoje de todo mundo vai ser sobre notas.... - disse quase que para si mesmo, sentado na mesa e observando o refeitório.

O que os aguardava naquele campo de batalha?

Wangjo

— Ross

Won-Bin
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7 DE JUNHO - WANGJO CORREDOR
O comentário de Hee Kyung acerca de Min Ho fez o amigo encará-lo com dois palmos de bico. Ele não era mau perdedor! Só não aceitava que aquele ranking estivesse certo. Havia todo um esforço por trás daquelas provas, muitas horas de estudo e tento que aturar muita coisa para se concentrar de verdade. Sua posição era simplesmente frustrante como se seu trabalho não tivesse valido de nada!

Certamente ele fez muito mais do que os outros que estavam acima dele. E, mesmo assim, não conseguiu o alcançar o topo.

Esse era um pensamento bem egoísta, porém fruto daquela competição quase insana que existia no ensino da Coréia do Sul. Como se não bastasse toda a carga e volume de responsabilidades que ele tinha no colégio, em casa ele tinha pais tradicionalistas, rígidos. Sua vida não era um mar de rosas. E havia muita justificativa para aquela constante carranca dele.

Nem mesmo a chegada de Ha Neul foi capaz de minimizar seu mau humor. Muito o contrário, o brilhantismo do hyung o irritava profundamente.

- Quero mesmo! Eu mereço! Saúdem vosso rei. - Ergueu a mão e meio que abençoou seus súditos.

Joo Hyuk também fazia um bico, mas acabou rindo da postura de Ha Neul. Stella também fez e o “reverenciou” de brincadeira. Ui Jin fez só pela farra também. Quando Sona chegou, informando que ela tinha sido a primeira em tudo, Min Ho tentou sair, mas foi impedido por Ha Neul. Hee Kyung também tentou colocar panos quentes, mas nada parecia funcionar com o garoto.

Ha Neul levou a mão até o queixo, ponderando sobre as expressões que via. Ui Jin e Stella pareciam felizes. Já Kim estava mais sério e Hee Kyung disfarçava seus reais sentimentos, como sempre. Ele nem citava Min Ho porque era óbvio como ele estava.

- Araso...Podemos apenas nos reunir, então. Que tal uma maratona na minha casa? Acho que não vai ter problemas...Podemos assistir filmes ou séries ou jogarmos algum jogo de tabuleiro ou video game mesmo. Quem quiser ficar para dormir, pode. Sona, Stella-shi…

Stella quase engasgou ao ouvir isso e as bochechas coraram.

- Ani, Ha Neul-shi! - Balançou as mãos negativamente. - Eu devo visitar a Sunny e, bom, talvez comemore com meus pais. Não se preocupe com isso.

- Ah que pena...Sooona…

- Nem se atreva. - Sona cruzou os braços.

O garoto fez um bico no canto dos lábios. A história de Sunny chamou a atenção dos presentes. Ha Neul e Ui Jin gostavam bastante da menina, mas não sabiam se tinham a mesma intimidade de Hee Kyung para visitá-la na própria residência. Stella olhou para o herdeiro e meneou positivamente.

- Ung. Eu vou esperar para ver se ela me responde e depois pergunto se podemos visitá-la. Posso dizer que vocês também desejam ir?

- Eoh! Por mim, sim. - Ha Neul prontamente disse.

Ui Jin meneou positivamente. Os outros não se manifestaram.

- Certo…

- Então vamos? - Ha Neul começou a liderar o grupinho até o refeitório.

O grupo de Misoo e os três Dragões já tinham abandonado o corredor depois da pequena confusão que criaram. Apenas Bomi ficou, mas ela não se aproximou imediatamente do grupo de Dong. A garota parecia observar o mural com mais atenção até que percebeu a movimento.

A imagem dela não foi ignorada pelos meninos. Apenas Hee Kyung não olhou para ela, porque estava imerso nos próprios pensamentos. Havia uma neblina em seus olhos que o cegaram. O garoto começava a pensar como Min Ho. A diferença era que enquanto um era explícito, o outro se segurava e tentava guardar para si.

Bomi deu um sorrisinho para as pessoas, mas logo alcançou Kim. Os dois se conheciam por conta do clube e eles “trabalhavam” juntos. O duo estava funcionando muito bem porque tinham vozes agradáveis, eram espontâneos e divertidos, além de interessados. Isso fazia a popularidade da menina crescer enquanto Kim deixava de ser lembrado apenas como o menino da ovada e ganhava alguns olhares também.

As pessoas só lamentavam o aspecto nerd que ele tinha. Com uma voz daquelas, ele podia ser bonito, não é?

Stella continuou caminhando com grupo, mas sem Kim, Sunny e as meninas, ela se sentia um pouco estranha. Tinha muita liberdade para conversar com Dong, mas o silêncio de Ui Jin, os foras de Min Ho e a sem vergonhice de Ha Neul a constrangiam um pouco. Manteve-se próxima de Dong, mas como ele não falava nada, ela também ficou quieta.

Pelo menos até chegarem ao refeitório.

Havia algo no olhar dele que a preocupava um pouco.

(continua na última parte do Refeitório)

7 DE JUNHO - WANGJO REFEITÓRIO


Capítulo 5 - Página 2 LmsgfqE

Chaeyoung exibiu um fofo sorriso com a reação de Hyemin. Estava bem óbvio que ela tinha gostado daquele elogio, mas tentava se manter humilde. A garota gostava da transparência de Hyemin e sua ingenuidade. Era um pouco difícil de acreditar que ela era capaz de fazer certas coisas. Por isso dava a oportunidade dela se mostrar como era de verdade.

Já dava para perceber que sozinha, longe da amiga séria, ela era muito mais doce e sociável. Mas não gostava de julgar amizades.

- Conte-me sim! Estarei esperando ansiosamente! - Segurou as mãos dela, passando confiança.

Arqueou uma das sobrancelhas quando ela citou Eun Joo. Aquele nome geralmente lhe dava arrepios, mas ao ouvir a sentença completa, ela sentiu as bochechas instantaneamente arderem. Deu um sorriso e precisou levar as duas mãos até as bochechas para se controlar.

- Ahm...er...ahm...komawo… - Escondeu o rosto e meneou negativamente.

As reações dela eram bem fofinhas também, como se fosse igualmente inexperiente como Hyemin. Mas a verdade era que...a mais nova elogiava algo que não existia. E que Chaeyoung não tinha coragem de desmentir. Desde o início tinha agido como se aquelas fofocas não tivessem mudado nada, mas ela também não se esforçou para corrigir ninguém.

Tampouco Hyun Hee.

Quando conseguiu se recompor, Hyemin já tinha se retirado e Chae segurou a própria vontade de olhar na direção da mesa de Hyun. Pigarreou e seguiu com Hye Won até as máquinas para escolher alguma coisa para comer.

O trio estava aguardando pela princesinha. Tanto Hayoung quanto Beom Su sorriram diante do comentário. Nana estava um pouco distraída, olhando para o próprio suco. Precisou de um segundo a mais para ver que a amiga já tinha voltado. Além de Hye, Yerin também retornou.

Foram os chocolates mais demorados da história, mas ela não parecia nem abalada. Trouxe para todos, mas havia mais para ela, como se precisasse de uma dose extra de açúcar para se acalmar. Yewon não tinha voltado com ela.

- Onde está a Yewon-shi? - Beom Su perguntou.

- Foi falar com o pessoal do clube dela ou algo assim. - Yerin não se importava muito.

Nana a encarou por um tempo.

- O que vocês vão fazer hoje? - Perguntou.

- Provavelmente vou ficar de castigo pela nota. - Hayoung encheu as bochechas de ar. - Algo envolvendo ficar sem celular e essas coisas até o fim de semana. Se eu sumir, já sabem. Se eu tiver sorte, vou conseguir esconder isso e talvez tenha uma sobrevida…

- Eu acho que tô livre nesse fim de semana porque meus pais viajaram.

- Os meus tambem. - Eun Na comentou. - Querem ir lá para casa?

O convite foi bastante interessante e inesperado. Hayoung fez um beicinho, mas Yerin ajeitou-se e meneou positivamente.

- Quero.

- Eu também.

- Otimo, vamos ficar monitorando a Minah e depois saberemos das novidades, não é? - Nana olhou para ela mais animada.

A menina sentia que sua vida era a mais pura perfeição, contudo, logo seu celular tocou com uma mensagem do homem mais importante de sua vida.

APPA

Appa
Minha princesa, vamos ter que cancelar o tênis no domingo. Preciso fazer uma viagem urgente para o Japão e ficarei o fim de semana inteiro na filial de lá. Meu vôo sai às 1 P.M, então não vou conseguir me despedir.
Appa
A Governanta Jeong estará à sua disposição nesse fim de semana. E também não se surpreenda se encontrar a Sra. Kim Go Eun à noite. Depois do expediente, ela vai deixar algumas coisas importantes pra mim lá.
Saranghae


[...]

A pergunta de Hyun Hee despertou um lado um pouco mais perverso de Jong In. O amigo encarou o herdeiro por alguns instantes enquanto Da Won, Taehyung e Ro Young se mantinham em silêncio. Não era porque Hyun quis saber o nome que eles diriam. Eles tinham combinado que seria segredo.

Ainda mais por conta da situação.

- Quer mesmo saber? - Jong In tombou um pouco a cabeça. - Eu mostro.

Deu um sorriso e pegou o celular, começando a mexer sem deixar que o amigo visse antes da hora. Enquanto ele mexia no celular, respondia às perguntas.

- Não, longe disso. O pai trabalha com entregas ou é motorista de alguém, ah sei lá, não prestei atenção. - Fez uma careta. - A mãe é dona de casa, artesã, também não sei. Sem policiais, para a minha sorte.

Jong In se distraiu um pouco e Da Won foi o escolhido da vez. O garoto estava com uma expressão um pouco mais aflita porque sentia que Hyun não reagiria bem com o que estava prestes a saber. De todo modo, ele respondeu.

- Até mesmo eu, hm? - Meneou negativamente. - Do meu ponto de vista, quem tem a pior reputação hoje em dia é você, Hyun. Independente de quem esteja namorando. Não é como se a sua namorada também fosse muito bem falada.

Disse por puro despeito. Mas como Hyun nunca fez um balanço sobre o que falavam de Chae, ele não tinha muito como saber mesmo. Ela, inclusive, tinha encerrado a conversa com a Seo e caminhava com a Wang até as máquinas de sanduíche. Jong In olhou para o amigo.

- Achei. - Nem respondeu sobre o crime que a garota cometeu na vida passa para aturar Hyun nessa. - É ela.

Ofereceu o celular, mostrando a linha do tempo da menina. O susto inicial talvez já fosse o suficiente para travar a respiração do garoto, mas seria na terceira foto da linha do tempo do instagram - que não era atualizado com muita frequência que ele talvez tivesse noção do problema que era aquilo - que ele perderia o fôlego de verdade. A 3ª foto era do dia 30 de Abril.

Spoiler:
Hi.leee
2 weeks ago
sweet.hye, Ladybug.chae and starguardian.jun like this/ 29 likes
Hi.leeeUm dia lindo desses precisa ser aproveitado!!


Hi.leee
1 month ago.
sweet.hye, Ladybug.chae and sunny__ like this/ 32 likes
Hi.leee Eu amei a luz desse lugar e olha essa câmera!! Me empresta, @Ladybug.Chae!!


Hi.leee
1 month ago
sunny__, StarGuardian.Jun and Ladybug.Chae like this/ 45 likes
Hi.leee Hoje é o dia delaaa!! Esse anjo que surgiu na minha vida e deixa minhas manhãs muito mais divertidas!! Parabéns, @Ladybug.Chae, minha coisinha mais lindaa!! Eu te amo muito *-* Obrigada por essa essa pessoa maravilhosa! Desejo toda a felicidade do mundo pra você <3 <3

- Não queria te contar porque a ignorância é uma benção. Eu fui seu amigo e bom, agora você sabe que eu só fui próximo da sua garota para alcançar essa. - Disse com bastante naturalidade. - Ela não contou para ninguém e espero que possa contar com a sua discrição também. Não queremos criar uma situação constrangedora para ninguém, né?

Moveu de leve a sobrancelha, esperando e absorvendo a reação de Hyun Hee.

[...]

Won conseguiu desarmar aquela bomba nuclear. Kang até estava suando frio, apesar de claramente ter dado algumas risadas. Eles eram tão infantis quando brigavam que chegava a ser engraçado - ainda que perigoso também. Como Won era forte o suficiente, o garoto alto, porém fraco, nem se atreveu a tentar segurar Jae Ki também.

Não demorou muito e o trio dominava o corredor e finalmente chegava ao Refeitório. Cerca de dez minutos do intervalo já tinham passado quando eles entraram ali - o mesmo valeria para Misoo que chegaria logo depois, bem como para Hee Kyung. Ainda havia tempo o suficiente para eles, mas ainda assim, foram dez minutos desgastantes discutindo.

Kang não se pronunciou a respeito desse assunto. Tinha sua própria opinião, mas achou que se alimentasse o assunto, eles não sairiam dali hoje. Contudo, ele disse.

- Sabe, às vezes eu tenho vontade de trancar os dois numa sala só para eles. Ou se matam ou se entendem. Vou pensar nisso.

Disse, mas meneou negativamente, demonstrando que estava brincando. Nem era louco. Era capaz dos dois criarem um rombo na parede ou destruírem o prédio. Não duvidava nada dessas coisas.

Para seu azar, o assunto seguinte também era ruim para ele. Fechou os olhos ao ouvir sobre o ranking e, dessa vez, nem ao menos se moveu diante dos tapinhas que recebeu de Won.

- Pode ser na sua casa sim. É mais calma que a minha, mas por que nunca vamos na casa do Won? - Olhou para o amigo. - Ainda está com problemas por lá, né? Aigoo, miane. - Suspirou. - É, pessoal, eu quero mirar no topo do ranking. Isso não foi nada legal pra mim, mas agradeço a ajuda de vocês. Tenho certeza de que me sairei melhor na próxima prova.

Fechou o punho num legítimo fighting.

Kang pegou um leite de banana de uma das máquinas - estava triste e nessas horas, água e fruta não saciarem o buraco que sentia no peito. Fora que ele adorava aquele vício, quase como se fosse alcool - só na cabeça dele mesmo. Sentou-se e ouviu o comentário. Meneou positivamente, mas não queria falar disso.

Caso Jae Ki olhasse ao redor, veria que Kai estava com a cabeça deitada numa das mesas e com fones de ouvido. Não parecia muito afim de importunar ninguém, mas isso por sí só já era estranho. Apesar da rádio do colégio estar com a playlist programada, o garoto mantinha os fones porque não gostava daquelas músicas - preferia seus ritmos mais pesados, com muita batida e letras agressivas.

Won veria Misoo e Eun Bi conversando com Mia. As meninas chegaram pouco tempo depois deles - saíram quase que ao mesmo tempo. Foi só o tempo de irem até as máquinas e se sentarem. Depois delas, surgiu Hee Kyung com seus amigos. O menino foi direto para as máquinas acompanhado de Stella, a mestiça que sofria bullying também.

Apenas então, Bomi e Kim surgiram. Os dois pareciam empolgados com uma conversa. Os dois se conheciam da rádio e tinham se aproximado porque formavam uma duplinha. A garota deu uma risada e ele também. Coincidência ou não, eles ficaram super próximos no ranking. A radio talvez não fizesse bem aos estudos deles…

Os dois se separaram e Bomi foi andando até as máquinas para pegar algo para si.

[...]

Além da ajuda de Won, Eun Bi também recebeu a cobertura de Misoo. Ouviu as perguntas iniciais e fez uma careta, dizendo que não era nada. Claro que estava aborrecida, mas não ia contar agora na frente de todo mundo.

O breve deslize de ciúmes de Bomi foi percebido por Misoo - ainda que numa conotação diferente, visto que ela não era muito atenta a esses detalhes. Estava aprendendo, mas Gyu Sik acabo ajudando a irmã ao mudar o assunto. Bomi ficou e a dupla andou de braços dados. Como estavam fechadas na própria duplinha, os meninos não prestaram muita atenção. Eles iam, inclusive, um pouco mais na frente.

- Não sei, Sussu-yah. Ela é tão cheia dos contatos que me deixa tonta. Mas também, problema dela. É melhor porque aí posso contar só pra você. - Suspirou.

Concordou que um dia eles passariam por esse constrangimento. Bomi estava cada vez mais distante delas, tanto emocional quanto afetivamente. Apesar de Eun Bi falar que era problema dela, que ela cuidava da vida, ela também se incomodava com isso. Gostava de como o grupo funcionava e era antes.

Mas enfim…

- Aishh, quando é que ele não fala besteiras pra mim? - Revirou os olhos. - Eu fui lá com a cara de pau que Buda me deu e fui convidar. Era uma forma de chamá-lo para sair, né? Quem sabe a gente não conversava? Sabe o que ele fez?

Uma pausa dramática.

- Perguntou se eu dava razão a ele. Falou do Taemin pela milionésima vez. Ah, Sussu, que saco isso! Tô tão sem paciência para essa história. Por que ele não podia dizer só sim ou não? Byung-shin (idiota). - Franziu as sobrancelhas - Ani, não vamos mudar. O Won e o Kang querem ir.

Suavizou um pouco a expressão.

- Eles são bacanas. Seria muito vacilo se chegassem lá e estivessemos em outro lugar. - Suspirou. - Deixa assim que tá bom. Então seremos: você, eu, Jung Mi, Gyu, Bomi, Kang, Won, Ryu Ji e Mia? A Mia vai?

Não sabia que Sooyeon também tinha sido convidada.

De todo modo, elas chegaram até o refeitório depois dos dragões. O lugar estava bastante cheio já, mas as pessoas distraídas. Mia estava conversando com um menino do terceiro ano - que elas sabiam que era o capitão do clube de atletismo. Ela olhava alguma planilha que ele estava mostrando para ela e fazia uma cara....de incógnita. Não parecia concordar completamente, mas era como se estivesse cansada demais para discutir.

Queria aproveitar o intervalo. Por isso assim que viu as meninas, ela olhou para o menino mais velho e começou a inventar alguma desculpa. O garoto a encarou um pouco mais sério, mas não criticou, nem falou nada, apenas concordou que ela fosse.

A garota bufou, passando a mão pelo cabelo curto e se aproximou das meninas.

- E aí, meninas? - Parou em frente a elas. - Como estão? Foram bem?

Eun Bi controlou a expressão, permitindo que Misoo desse a informação primeiro. Enquanto conversavam, Hee Kyung chegava com seus amigos e, pouco tempo depois, Bomi surgiu com Kim. Os dois se separaram depois de algumas risadas e Bomi foi direto até as maquinas para pegar suas coisas - era um ritual dela. Aparentemente, era só algo de clube mesmo, não uma tentativa de se afastar das amigas...

[...]

Hee Kyung e seus amigos chegaram até o refeitório sem Kim. Como era de praxe, os meninos deixaram que Dong pegasse a bebida deles. Como percebeu que o menino estava bastante distraído, Stella foi com ele para ajudar a carregar as bebidas.

Enquanto ele estivesse escolhendo, ela pararia ao lado dele de novo e diria.

- Você está bem? - Olhou fixamente. - De verdade, Hee Kyung-shi… - Mordeu o lábio internamente. - Você não parece muito bem. Ficou chateado com alguma coisa? Quer...falar sobre?
(C) Ross



SUN HEE - RESIDÊNCIA KIM
Visto o modo como Yumi disse que ajudaria Sunny a tomar banho e a obrigou a comer muito mais do que ela teria comido se estivesse sozinha, dava para perceber que a tia não estava para brincadeiras.

Apesar de não saber de tudo o que se passava com a sobrinha, ela não era boba. Sabia que havia algo de errado. Estava feliz pelas amizades novas que Sunny tinha feito - ela adorava todas as meninas e os meninos também!. Mas desde sempre esteve acostumada aos problemas sociais que ela enfrentou no colégio.

Não seria estranho ouvir que algo semelhante estava acontecendo no colégio - ainda que ela não fizesse ideia da potência mil vezes maior que tinha dessa vez. Também estava pronta para ouvir que tinha alguma coisa no trabalho ou até mesmo problemas do coração.

Yumi podia dizer que era profunda conhecedora desse tipo de problemas.

Porém, Sunny não disse nada.

Quer dizer, ela disse muita coisa E, ao mesmo tempo, nada.

A tia engoliu em seco, dando um pequeno suspiro e se ajeitando melhor na cadeira. Não queria pressionar a sobrinha, mas não aceitaria sair sem uma resposta. Uma mínima resposta. Talvez fosse hora de ser franca também.

- Sim....Você fez tudo errado mesmo. - Abaixou um pouco o olhar, parecendo decepcionada. - Começando por achar que eu acreditaria que nada aconteceu.

Mexeu um pouco o pescoço.

- É aquele rapaz, não é? - Olhou para Sunny. - Eu ainda lembro do meu quase infarto daquele domingo, querida. Mas também lembro de como você parecia...feliz. Estava radiante...apaixonada. - Abaixou um pouco os olhos. - E, de repente, no dia seguinte, quando cheguei em casa, você estava apagada. E não acendeu mais desde então…

Levou a mão até o pulso dela, segurando com carinho.

- Eu sei que pode ser constrangedor falar sobre certos assuntos comigo, mas...Posso te garantir de que...desse tipo de sofrimento, eu entendo muito bem. - Ficou acariciando a mão dela. - Quem te garante que eu não poderia ajudá-la a encontrar um caminho para abandonar essa tristeza?


Olhou para ela com os olhos marejados.

- Não fique na defensiva comigo por conta disso… - Suspirou. - Se quiser, eu te conto uma história. Não é como se quisesse competir com você quem sofreu mais, mas...Talvez se você ouvir essa, pode se sentir mais confortável para contar o que houve com você.

Ajeitou-se novamente. A cadeira parecia mais desconfortável do que o normal.

- Eu nunca tive sorte no amor. Eu tenho uma carreira sólida, uma família linda, mas amor...Sempre foi complicado. Quando eu tinha a sua idade, eu costumava escrever no meu diário. Meu diário tinha de tudo...receitas que eu inventava ou encontrava, letras de música, poesias… - Sorriu, meio nostálgica. - E muita coisa sobre o primeiro menino que eu amei.

Moveu levemente a sobrancelha.

- Uma vez, no clube onde eu costumava ir com seus avós, teve uma festa. Uma festa muito bonita, temática, à fantasia. Só que no meio da festa, teve um apagão. E foi bem aí que eu tive o meu primeiro beijo. Foi a coisa mais fofa e desastrosa que já experimentei na minha vida.

Deu uma risada de leve.

- E óbvio que esse momento tinha que ir para o meu diário. Acontece que...Minha melhor amiga leu o meu diário. - O sorriso dela foi morrendo e os olhos se encheram de lágrimas. - E leu todos os detalhes daquele dia, minha roupa, o que eu fiz, o que eu disse e ouvir. Inclusive, claro, o beijo. Essa amiga se passou por mim e ficou com o menino que eu amava.

Mordeu o lábio internamente, conseguindo controlar as lágrimas antes que caíssem.

- E por muito tempo, eu tive que conviver com os dois. Ele nem ao menos soube diferenciar o beijo e eu tampouco tive coragem ou forças para dizer a verdade. Isso me consumiu por muito tempo, Sunny...e eu demorei muito para me libertar. Porque eu não podia confiar mais em ninguém. Só minha outra amiga, mas até para ela eu tive vergonha de contar. - Engoliu em seco. - Eu achava que seria um fardo para as pessoas e que elas não precisavam ter pena de mim. Não quero que você sinta o mesmo.

Levou a mão até o ombro dela, massageando suavemente a região.

- Confie em mim...Pode contar o que aconteceu…
(C) Ross
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Da Won tinha um excelentíssimo motivo para achar que Hyun não reagiria bem. Primeiro porque ele o provocou falando de Chaeyoung, e já eliminou uma camada de paciência dele.

- Já falei pra tomar cuidado como fala dela... - comentou em tom mais baixo, sinistro, ainda tentando manter a calma de quem teria um encontro inesquecível mais tarde.

Hyun até achou que seus esforços para ser uma pessoa tranquila e da paz seriam recompensados naquele dia, mas aparentemente ele deveria ter se trancado no banheiro, só esperando o encontro para que nada desse errado. Como sua maior preocupação era brigar com a garota, não pôde se proteger do que estava por vir do grupo de “amigos”.

Primeiro juntou as sobrancelhas, intrigado, mas foi só ver aquele combo de fotos que sentiu um gelado no peito. Os lábios se entreabriram e os olhos se arregalaram. Demorou para que o rosto fizesse o caminho de volta para a posição inicial de encará-los. Não estava acreditando nisso.

Capítulo 5 - Página 2 C5ab9bbe3a005e4e097b322bd61d9944

- Saekki… - rosnou baixo e esticou a mão rapidamente para puxá-lo pela gravata em um movimento brusco. - Que tipo de merda você fez dessa vez? - era uma retórica quase, ele sabia, e apertava os olhos, o rosto ficando vermelho. - Maldito desgraçado, me fala que você escolheu de propósito. Me fala que eu te arrebento aqui mesmo - as palavras saíam entredentes e ele bufou soltando-o de repente e olhando para baixo, recuperando o ar.

Só conseguia enxergar a imagem de Chaeyoung ao lado daquela menina em sua mente e agora… Ele era um cúmplice de verdade.
O olhar encontrou o de Jong-In, enquanto Hyun respirava para tentar se controlar. Só imaginava a cabeça do amigo indo de encontro repetidas vezes com aquela mesa, espalhando iogurte e sangue no local. Expirou, lentamente, como fazia nos treinos, mas o olhar psicopata fixou-se ali. Lambeu os lábios uma vez e ficou com o dedo indicador suspenso no ar, apontando para ele, hesitante, até reunir as palavras.

- Se. - fez uma pausa. - Apenas se. - teve que respirar fundo de novo. - Se ela…. Ela sofrer. - olhou em direção a mesa de Chaeyoung, e todos saberiam de qualquer forma que estava se referindo a ela. - Eu vou te matar, Jong In. Eu juro que eu vou te matar. Porque você sabia. Não é possível que isso tenha sido por acaso. Eu te conheço, seu filho da puta e você não vai estragar isso. Eu te avisei. - Levantou-se bruscamente da mesa, na intenção de sair do refeitório. Sentia as mãos tremendo e precisava esmurrar alguma coisa.

Humor: estável / + * * * *

— Ross
Park Hyun Hee
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- Eu vou-- brincadeeeira, gente. Eu sei que todo mundo sabe~~    - fez graça, tomando o chocolate. Era o dia mais bem humorado dela, perdendo talvez para o dia da viagem.

- Aishh… Sério? Que família mais chata que você tem, Pika-pi. Sei como é ficar sem celular. É terrível  - fez um bico trágico. - Mas se conseguir entrar na internet a gente faz um grupo. Se não der, você pode fugir de casa. É, pula a janela, coloca travesseiros debaixo do edredom e volta mais tarde. Eu vi em uns filmes.  - fez um sinal de positivo. Ela mesma nunca tinha pensado em fazer isso, mas o conselho era pros outros, vai que funcionava!

- Ahhh… Eu queria muito ir. Mas o dever do amor me chama. Prometo mandar todas as novidades~~    - colocou a mão nas bochechas e fez um barulhinho fino, envergonhada e saiu daquele transe quando o celular apitou. - Quem será quem será~~  Ah. Appa.  

Por um momento travou os dentes, com medo que ele já soubesse sobre suas notas por causa de alguma fofoca express de uma pessoa odiosa, então começou a ler tensa, mas a expressão foi murchando. Sério? Cancelar o tênis? Fez um bico e franziu a testa. Bla bla bla Japão. Mas ele prometeu!! Suspirou e estava pronta para respondê-lo quando viu que tinha mais! Mais desgraça. Sentiu uma mãozinha apertando seu coração de leve. Por que aquela mulher?

Lembrava até hoje do jeito que teve que falar o nome dela para aquele nerd orelhudo parasse de falar aqueles absurdos para ela. Suspirou de novo.

- Aish. Meu pai vai viajar no fim de semana também...  - comentou com os amigos, desanimada. - Mas ah, não dá pra ser 100% feliz, não é? Porque isso só pode ser um sinaaaal. Vai que o encontro é tão maravilhoso que eu fico com o fim de semana cheio? Aí seria ruim desmarcar com meu appa. Só pode ser isso~~   - Abriu um sorriso largo e falso. Trocaria um jantar com o noivo para ficar com o pai. Bem, talvez não o primeiro jantar com ele. Não dava mesmo para ter os dois?

O que a incomodava mesmo era a possibilidade de encontrar Kim Go Eun circulando em sua casa. Esperava não estar por lá para ver isso. Com sorte, conseguiria sair antes. Ainda que soubesse que ela não tinha noção de que tinha jogado um ovo na cabeça de seu filho, era a representação daquela mentira toda que foi a amizade com aquele pivete. Foi por causa dela que forçaram aquela amizade e também por causa dela que tudo terminou. Era óbvio que a mãe dele só tratava ela bem porque era filha do chefe, mas ela nunca percebeu isso quando criança. Preferia manter aquela percepção infantil preservada do que ter que encontrá-la de novo e sozinha. Bem, podia esquecer isso. Quais as chances de encontrar a mãe dele? A governanta que cuidasse disso. É. Ficaria tudo bem.

 
Princesa

Hyemin
Tudo bem, appa.
Faça uma boa viagem!
Te amo
*emojis diversos de amor e coração do kakao*
Hyemin
Traga uma coisa fofa pra mim. Tipo uma blusinha da allamanda. Saranghae


Respondeu com um sorrisinho murcho. A breve confusão de Hyun e Jong-In foi um pouco despercebida para ela, por causa disso.

- Beeem~~ Agora sabemos que minha casa está disponível para o fim de semana também! Todo mundo convidado para o domingo, inclusive os fugitivos da lei! - apontou Hayoung.
 
Wangjo

— Ross
Seo Hyemin
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Misoo revirou os olhos. Foram reclamações no mês inteiro. Aparentemente a impressão inicial de que aquele garoto que a xingou era muito agressivo (e louco) ia se confirmando aos poucos. Mas a amiga gostava muito dele, o que era pior ainda, então ela até tinha tentado trabalhar essa raiva gratuita e achava que tinha conquistado um progresso, quando ele dava aqueles foras.

- Você sabe que eu tenho vontade de bater nele, né? Deixa só… Eu não acredito que ele está batendo nessa tecla de novo!! Você já não explicou? - bufou. - Tá bom que eu concordei que era pedir muito que ele achasse lindo aquela dancinha com o cara que te jogou no lago, né? A senhorita sabe muito bem que eu detesto aquele embuste do Taemin, mas tô começando a achar que você tem dedo podre. Só atrai os nervosos. Que fetiche é esse, amiga? - riu para descontrair, mas era uma bronca de leve para não deixá-la tão brava assim. - Mas olha. Vocês ainda vão se entender. Não sei como funciona aquela cabecinha teimosa, mas uma hora tem que entrar, né? Se não entrar eu dou uma raquetada nele e tudo se resolve - Tentou amenizar a situação, para apoiá-la, afinal de contas. Naquele caso não era completamente a favor de Eunbi, porque ela mesma ficou chocada quando descobriu que eles continuariam dançando apesar de tudo que tinha acontecido, mas também compreendia os motivos superiores da amiga.

- Bom, é verdade. Ia ser sacanagem com os outros meninos. Aliás, por que a Bomi ficou com aquela carinha por causa do Won? Sério, eu não entendi… Isso não foi uma coisa de meeeeses atrás quando ele salvou ela? Acabou, não é? - olhou meio confusa, sem saber do quanto a relação tinha evoluído na separação delas.

- Não sei ainda, vou chamar agora. Mas sei que a Sooyeon vai. - acrescentou, com cara de poucos amigos. Estava ficando cansada dessas situações. Assoprou um fio de cabelo e avistou Mia, acenando.

- Miaaa!!! Tudo bem com você? Quem era o boy da planilha? - mostrou a língua de leve, sabia por cima quem era, mas falou só para devolver as provocações que ouviu quase todas as vezes que Jung Mi era citado. - Foi bem nas provas? A Bibi foi a melhor de todas, adivinha qual foi a colocação dela! Eu até que não fui mal também. Estou feliz. Quem surpreendeu mesmo foi o Gyu. Primeiro da sala, acredita? Aí a gente vai para o Children’s Park para comemorar depois da aula. Vem com a gente?

Wangjo - escola da falsidade

— Ross
Yeun Misoo
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Sunny, sinceramente, esperava que a titia ficasse satisfeita com as respostas ou, no mínimo, que aquilo fosse o bastante para acalmá-la até a tempestade desaparecer. Todos da família estavam conscientes da dificuldade que a caçula sempre teve na hora de fazer amigos. Após tantas frustrações, ela apenas desistiu, o que mudou ao conhecer Kim e Lee-Hi. Antes dos dois, Sunny era muito solitária, mas não reclamava porque desde novinha possuía aquele instinto protetor em cima dos familiares e não gostava de falar nada que pudesse machucá-los. Eles não precisavam saber que as meninas a excluíam de propósito... Que inventavam mentiras ao seu respeito para que as alunas novas não quisessem qualquer tipo de aproximação... Não via motivos para compartilhar essas coisas. Então...

Depois daquele dia...


Ela piorou ao ponto de se tornar uma criatura paranoica em relação aos amigos e familiares.

Quando terminou as breves explicações, Sunny encarou a titia e quase choramingou ao identificar a falta de credibilidade dela em cima de suas palavras. Claro que a mulher não acreditou que era "só aquilo"... Claro que não. Sunny apoiou as mãos nas coxas e encolheu os ombros conforme aguardava. E foi a vez da menina suspirar diante da sinceridade da mais velha e, pelo canto dos olhos, percebeu a decepção desenhada no rosto da tia Yumi. O coração apertou ao mesmo tempo em que o estômago se contraía de modo involuntário. Até quando evitava sofrimentos desnecessários, ainda assim, as pessoas que amava ficavam feridas. Parecia um ciclo sem fim e aquilo a deixava cada vez mais desesperada nas próprias inquietações.

- Miane...

O que mais poderia dizer, afinal?

Entretanto, agora era o momento de Sunny escutar. Ergueu o queixo de leve, mantendo a atenção no rosto da titia, embora sentisse vergonha. E o sentimento cresceu graças aos comentários de Yumi sobre Jung-Mi e as sensações que ela viu na sobrinha. As bochechas assumiram um tom rosado, afastando momentaneamente a palidez da carinha delicada e abatida. No automático, as negações dançaram na língua de Sunny, mas aquela era uma verdade tão presente que simplesmente não conseguiu falar nada, apenas fitá-la enquanto ela descrevia perfeitamente o resultado do encontro com Jung-Mi. De maneira inevitável, as pálpebras ficaram úmidas e Sunny crispou os lábios para silenciar o choro. O toque suave no punho foi correspondido pelos dedos trêmulos e que não tinham controle no tato. Mas, para a surpresa dela, a tia começou a falar de si mesma, contando um episódio do passado.

Um episódio que a machucou.

As reações de Sunny seguiam uma subida constante...

Expectativa. Choque. Raiva.

Tristeza...

Por ser uma criatura empática, Sun-Hee absorvia as lembranças da tia, ferindo-se durante o processo, pois imaginava as cenas com riqueza de detalhes. Era tão agressivamente injusto que alguém tivesse a coragem de machucar um ser humano tão bondoso quanto a titia... A bolsista trincou os maxilares pouco antes dos lábios formarem um bico irritado. No entanto, as semelhanças entre as duas situações chegavam a ser perversas. Assim como a tia, Sunny também foi do céu ao inferno num espaço de tempo extremamente curto, dentre outros aspectos idênticos.

Ao fim do relato emotivo e particular, a tia Yumi voltou a pedir confiança...

E, dessa vez, Sunny cedeu.

Reuniu forças que não tinha e se levantou, ajoelhando na frente da tia para simplesmente esconder o rosto nas pernas dela enquanto a abraçava daquela posição.

- Eu sinto muito... Sinto muito mesmo, titia...

O soluço entregou o recomeço das lágrimas, mas não ligava mais.

O certo seria comentar as coisas que acabou de ouvir. Colocar suas opiniões e falar que esse homem foi quem perdeu uma mulher incrível, porém... Sunny sabia que por mais bonitos e sensíveis que sejam tais comentários, não era o que a titia desejava escutar.

- Gosto dele...

Sussurrou.

- Park Jung-Mi. Esse é o nome do garoto do festival, titia. Ele é do meu colégio, mas o conheci durante as férias porque ele começou a frequentar o Café para alugar livros. Só que lá, Jung-Mi usava um nome diferente. Young. E eu... Eu o observava de longe... Como se ele fosse uma criatura divina e especial. Era... perfeito e não precisava de nada mais. Porém, tudo mudou quando as aulas tiveram início. Descobrimos da pior maneira que iríamos estudar na mesma sala e a partir daí aconteceu uma sequência de desentendimentos.

Fez uma pausa, lembrando-se...

- Até que esclarecemos as coisas no festival. Sei que agi de modo inconsequente, mas quando eu o vi, parado do outro lado da ponte... Não resisti, titia. Só precisava atravessar aquela distância e... - Sunny ergueu a cabeça, olhando para o nada, mas Yumi entenderia o que a sobrinha visualizava - E ele estaria ao meu alcance. Ah, titia... Foi tão... Tão inexplicável. Um sonho... Eu desejei que aquele momento durasse por toda a minha vida, e pode soar um exagero e talvez seja mesmo, mas ele causou isso. Essa necessidade ridícula de querer conhecê-lo.

A luz estava presente... Mas, de fato, apagou-se quando as próximas recordações trouxeram a dor de volta.

- Na segunda-feira, ele assumiu na frente de todo o colégio que estava namorando uma colega da nossa turma. Ali, na frente de todo mundo... Na minha frente!

A boca estremeceu e a voz perdeu alguns tons.

- Mas ele apareceu no Café no mesmo dia para se explicar e, pela primeira vez, admitiu que gostava de mim. Titia... Aquilo me magoou mais do que uma recusa. Como duas pessoas que têm sentimentos uma pela outra conseguem ficar separadas? Eu não entendia como ele tinha força para seguir vivendo uma mentira, fingir um namoro... até que a ficha caiu.

Capítulo 5 - Página 2 My-ahjussi-ep-11-lee-ji-an-crying-iu-my-mister-ahjummamshies

- Eu quem fui a tola por acreditar num sentimento que não existe. Que nunca existiu. Só que...

Sunny soltou a tia para sentar no chão mesmo, de cabeça baixa e com as mãos no rosto, escondendo-o.

- Ainda gosto do Jung-Mi e é doloroso demais vê-lo dia após dia, como uma assombração. Eu tento esquecê-lo, porém é tão impossível. Parece que piora... Que cresce... Às vezes, penso que não vou aguentar. Então... Não sei mais o que fazer, tia Yumi... Eu não sei... Dói... Dói quando menos espero... Dói agora... E me cansa saber que amanhã continuará doendo... Apenas quero que passe...

Capítulo 5 - Página 2 Tumblr_od41ia5rtd1qmeijao8_400

- O que você fez, titia, para esquecer essa pessoa...?


Logo, Yumi a veria se fechar novamente, dobrando os joelhos para abraçá-los enquanto continuava pedindo para que ela contasse o jeito de interromper aquela tortura.

Implorando para que parasse de doer tanto.  


SEXTA-FEIRA - RESIDÊNCIA KIM

— Ross
Kim Sun-Hee
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Frase : Once upon a time...
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Enquanto andava, Jae-ki ouvia Won, era bom saber que ao menos ele não estava pensando que isso iria atingir Bo-mi. Jae não queria que suas discussões interferissem no lance do amigo. Respirou fundo por Won estar tocando no assunto. Torceu os lábios quando o amigo disse que isso teria que se resolver um dia, Jae achava que isso seria muito difícil. Não era estrategista como alguns garotos conquistadores. Jae-ki estava mais para um tourinho bravo que não sabia resolver as coisas de outra forma além de dar cabeçadas na mesma cerca.  

- Eu não queria brigar, mas ela me tira do sério...  - Respondeu ao Won como se estivesse fazendo esforço para falar disso.

Em seguida foi a fez de Kang fazer um comentário do seu jeito doido, Jae-ki lançou um olhar bravo para ele, mas foi só, já que o amigo estava brincando. A verdade é que nem ele mesmo sabia o que aconteceria se ficassem trancados.

Foi um alívio quando começaram a falar do plano de estudos. Os dragões concordaram sobre isso, mas Kang ainda parecia meio mal.

- Não foi sua culpa. E dessa vez a gente vai tá esperto, não vamos dar mole.

Eles finalmente se sentaram, Jae-ki comia a primeira maçã quase num piscar de olhos, enquanto Kang afogava as tristezas com leite de banana. Respondeu ao comentário de Won:

- É... Um saco, ainda bem que já é sexta! - Suspirou cansado, seria bom um descanso, olhou para Kang e o provocou para quebrar o clima da classificação  - Vai com calma com essa bebida, ainda tá cedo para você ficar doidão.

Enquanto comia, Jae-ki lançou um olhar ao redor, viu o Hyun com os amigos do segundo ano. Já tinha pensado em chamar ele para sentar com os dragões, até porque não gostava das companhias dele, mas achava que Hyun deveria querer ficar com os alunos do segundo ano.

Notou também que Kai estava estranho, muito quieto. Não gostava que ele roubasse suas comidas, mas eram aliados e até que curtia ás vezes a companhia dele. " Estranho, parece até doente... Tsc... Tenho que ver o que ele tem..."

Jae-ki deu mais uma olhada geral antes de se levantar, claro que desviaria o olhar se visse Eun-bi, e foi aí que viu algo estranho na mesa do Hyun, ele segurava a gravata de um dos colegas e parecia muito irado. Deviam estar discutindo alguma coisa. Jae também lembrava que aqueles garotos que ficavam com ele, dois deles viviam perseguindo Kai. "Aishh... Até o Hyun eles perturbaram? São tudo uns isekyas..."

Capítulo 5 - Página 2 B9f68634da0823873167603d980dff50

Viu seu amigo saindo furioso da mesa, Jae-ki era do tipo leal aos amigos, tinha uma grande consideração por Hyun. Também já tinha sentido na pele como era odiar alguém tipo Taemin. O que esses garotos deviam ter feito para deixar seu hyung tão descontrolado? Preocupado se levantou, não sem esquecer de levar uma maçã junto:

- Já volto! - Avisou com pressa.

Mas em vez de ir até Kai, correu até o Hyun todo apressado e o chamou:

- Ya! Hyung! Espera!



— Ross



Capítulo 5 - Página 2 OQyMeP8
Jae-ki
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Frase : "Vou mudar nossa vida, Soo-ji. "
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Será que era dificil entrar pro esquadrão anti-bombas? Won estava pensando que talvez pudesse ter um talento pra isso...
No fim acabou tudo certo mas da mesma maneira com a treta não resolvida entre os dois.

Won entendia como Jae-ki se sentia, apesar dele ser mais extremista, o ciúme era algo muito poderoso.

- Sabe, às vezes eu tenho vontade de trancar os dois numa sala só para eles. Ou se matam ou se entendem. Vou pensar nisso.

-Eles provavelmente levariam o prédio abaixo - disse sem soar muito irônico, era quase uma possibilidade real.

Kang mantinha um tom leve mas ele nem reagia aos tapinhas no ombro: Won entendia muito bem que ele estava chateado com aquilo. Pensava que deveria ter prestado atenção nisso antes.

-Ihh, lá em casa? Pra ser sincero eu nem pensei na possibilidade ainda... - pensou, afinal o único amigo que o pai podia olhar meio suspeito fosse Jae-ki por conta da noite no ferro velho. Mas se o pai pudesse ver como os amigos eram dedicados aos estudos... - Na verdade você me deu uma boa ideia Kang. Eu vou ver com meu pai, apesar dos pesares, e marcamos nossa primeira noite de estudos lá em casa

Disse abrindo um sorriso, respondendo ao fighting de Kang com o punho fechado imitando o gesto.

Logo estavam comendo e na mesa, observando o mundo que era Wangjo.

O trio das meninas Eun-bi, Misoo e Mia estavam ali, mas onde estava Bomi?

"Ah, lá está ela...e conversando com o Kim?" não queria se sentir daquela maneira mas o ciúme ameaçava nublar sua mente novamente. Eles pareciam tão animados conversando, tão próximos...droga, Won não conseguia ficar assim perto dela no clube de música a maior parte do tempo! Eles estavam pertos até na colocação.

Notou que Bomi agora se diriga para as máquinas, próximo deles. Se ajeitou um pouco no banco da mesinha do refeitório e acenaria discretamente para ela caso ela olhasse em sua direção.
Não tinha um assunto pra falar com ela mas...queria tanto conversar.

Nem notou a saída de Jae-ki direito.

Wangjo

— Ross

Won-Bin
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Hee Kyung observa com entusiasmo a proposta do amigo, Ha Neul parecia tirar animosidade até dos poros, e faz convites até generosos para dormirem na casa dele. Min-Ho nunca nem cogitaria ser o anfitrião de uma situação dessas e para Ui-Jin, eventos semelhantes se mostrariam dificeis...

- Eu aceitaria os tabuleiros. - Falou o 'novato' do Xadrez, marcando uma atividade que ele imagina ser entediante, ao menos para a maioria. Filmes e jogos ele podia jogar em casa, mas tabuleiros, precisava de pessoas. Quando a parte citando Soona veio, o rapaz se calou, já que também não se ve muito intimo da garota para soltar qualquer sugestão, quiça piada. Havia uma certa química no ar entre ela e Ha Neul... ou será apena uma falsa impressão?

- Não sabemos por que ela não veio, talvez... tantas visitas indo junto não seja visto como apropriado. - Mexeu na armação do óculos sutilmente, ainda no corredor com eles. Bomi acabou passando um pouco batida por um pensativo rapaz, imerso em por que não tinha se sobressaído. A resposta era obvia, mas mesmo assim..

Ficou quieto o resto do trajeto ao sair do corredor, visto que Kim também iria se distanciar... Ele apenas olhou Stella mas sem deslumbrantes atitudes, deu um sorrisinho de canto para mostrar que aquela feição de preocupada dela, não lhe caia bem.

E por falar em rituais, Dong fazia o dele, indo até as máquinas para sustentar o seu pequeno e benéfico vício. Pegou seu café antes de comprar a dos outros, ele estava tão distraído que não viu Stella do seu lado e deu um pequeno susto, movendo os ombros rápido. Geralmente quem faz isso é por que estava "devendo".

- Estou sim, e você? Obrigado por perguntar, é tão gentil comigo.

"O tal genio que nunca consegue uma colocação super alta. Você precisa estudar mais garoto, está se perdendo no caminho."

- Ambos se olham fixamente por um segundo ante ele voltar a face para a maquina. Do jeito que falou... não parecia mesmo mal, estaria mentindo?

- Por que ficaria chateado Stella-shi, na verdade tenho motivos para comemorar!! Você também por sinal.

"Mal posso esperar pela comemoração maravilhosa que terei ao chegar em casa...."

Seu jeito de falar polido como um ancora de jornal mascarava algumas coisas que realmente sentia.

Dizia uma coisa mas pensava outras duas. Logo foi pegando as coisas, algumas seriam mais difíceis de levar então, entregou a ela... nesse instante, uma coisa acabou caindo na atenção dele, ao ponto de vira-lo de leve. Dong nota Won Bin ali na mesa, e ele parecia ter olhos de um gavião faminto, tentou traçar para onde o rapaz deveria estar olhando e os pontos imaginários lhe guiaram até a bela Bomi. A menina que estava com Kim agora a pouco...

- Hummm...tem alguma coisa acontecendo ali? Cochichou com a meia canadense, ele sentiu uma enorme vontade de falar com a garota alvo do olhar e talvez lhe dizer que Won Bin teria a chamado mas, novamente, não tinha intimidades para um ato de insanidade como esses. Droga, teria de deixar passar tal chance e retornar a mesa dos amigos antes que também nesse na cara que estava encarando a cena.

Enquanto isso, na Escola  MiguéJo

— Ross
Dong Hee Kyung
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Ficar calmo quando havia uma droga de um saco de pancadas a sua frente era muito mais simples do que ali, cheio de gente e cadeiras que ele não conseguia socar ou jogar para o alto. Hyun Hee saiu com impacto, trombando em quem estivesse na frente, traçando uma linha reta para sair do refeitório. Por dentro, só conseguia sentir aquele ódio transbordando. Jong-In tinha o dom de irritá-lo sem apresentar nenhuma ruga, sem se alterar um segundo sequer, de forma que ele parecia o mais louco dos dois, sendo que obviamente o psicopata da dupla era o outro.

Sua intenção era chegar até um armário, banheiro, qualquer lugar que ficasse sozinho e pudesse respirar um pouco e soltar um pouco daquela energia sem que todo mundo ficasse olhando.

Em sua mente, só conseguia pensar como foi burro de não tomar cuidado com os arredores, de ficar tranquilo porque JongIn não estava mais em cima de “sua garota” e achar que por causa disso ela estava a salvo. Não, ele tinha sido Jong-In e dado seu jeito de ser um perfeito cretino: a pobre bolsista que por acaso era amiga de Chaeyoung. Pior do que tudo isso era que ele sabia muito bem qual seria a reação da menina da peruca laranja se descobrisse as coisas que ele disse a respeito de sua amiga, o tipo de coisa que ele ouviu em silêncio ou pior: com risadas e incentivos. Era um cúmplice, como sempre foi, mas dessa vez essa atitude lhe cobrava um preço alto. Se fosse mais decente desde o começo, talvez não tivesse nem se enrolado com aquele lixo de ser humano.

Enquanto a mente servia para piscar imagens de Lee Hi e Chaeyoung juntas, ouviu uma voz conhecida perturbá-lo pelas costas. Hyun travou um passo no corredor e virou de uma só vez, com um olhar furioso e perturbado no rosto que talvez Jaeki conhecesse bem em suas andanças noturnas.

- Que é?? - praticamente cuspiu as palavras com a voz grossa, mas quando enxergou de verdade quem era, arfou e passou a mão no rosto. Gostava daquele garoto, era como um irmão mais novo e lhe trazia de volta comportamentos que tinha quando seu irmão não o odiava. - Ah. Jaeki. Olha, agora não é um bom momento . - tentou ser firme, hyung e adulto, mas suas expressões corporais falavam muito contra ele. Lambeu o próprio lábio no tique costumeiro e agarrou uma parte da própria roupa, porque seus dedos tremiam. Ele também parecia ter corrido uma maratona pelo jeito que sua respiração saía. Era como um animal raivoso prestes a explodir.


Humor: bem puto / + * * * *

— Ross
Park Hyun Hee
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Jae-ki arregalou os olhos quando Hyun se virou perguntando quem era. Ficou parando observando o amigo, enquanto este tentava dizer que não era um bom momento. Mas só de olhar para Hyun, Jae conseguia notar todos os sinais da raiva, era quase como se ver em um espelho, sabia exatamente como seu hyeong estava se sentindo.

- Araso - Respondeu sério, mas não intimidado - É como se fosse ficar louco, não consegue controlar seus pensamentos, as mãos ficam tremendo de tanta vontade de quebrar a cara de alguém... E pior é ter que engolir e prender tudo isso dentro de você... E aí fica tão esgotado que parece que correu uns mil quilômetros... Eu sinto isso quase todo dia...

Deu uma pausa para um suspiro, não desviou os olhos de Hyun quando continuou:

- Eu tô do seu lado hyeong, não importa o que for, somos parceiros. Pode ir para onde quiser, não vou te impedir.

Não demorou nem um segudo para falar uma condição:

Capítulo 5 - Página 2 VwnunBU

- Mas eu vou junto - Disse determinado, antes que Hyun o olhasse feio, logo exclamou -  Não me olha assim! Pode fingir que não tô lá, me ignorar... Mas não vou deixar você andar assim sozinho... Então, gaja?

Jae-ki se encolheria protegendo o rosto para não ganhar um olho roxo, mas só se Hyun o ameaçasse. Jae-ki sabia ser um bom amigo e tinha bons amigos. Não se esquecia de como Kang ficou do seu lado, mesmo podendo se atrasar para o trabalho, e nem de como Won sempre o impedia de fazer besteira nos seus acessos de raiva. Ele também achava Hyun muito legal, o cara era super rico e super maneiro, e mesmo assim o tratava como um igual, o considerava mesmo um amigo, por isso não o deixaria enfrentar isso sozinho.



— Ross



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Jae-ki
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