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Capítulo 5

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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Sab Jun 23, 2018 12:12 am

LOJA DE CONVENIÊNCIAS: ANYTIME. 11:45.


Eun Bi perceberia a gradual mudança na expressão de Jae Ki e, por isso mesmo, já começou a soltar a mão dele. Sabia que sua resposta não o agradaria, mas ela não queria piorar as coisas para Bomi. Como não esteve presente para saber a dimensão do problema, ela preferia se calar. Imaginava que o garoto fosse ficar chateado com ela, mas não podia mudar seus princípios, nem trair suas amizades.

A pergunta de Jae Ki sobre “ser alguém de WangJo” não foi compreendida. Ela apenas arqueou uma das sobrancelhas e continuou falando. Não se ligou, à princípio, que ele estava falando sobre seus antigos interesses amorosos.

Recolheu a mão, entrelaçando os dedos à frente do corpo. Sentia falta do toque dele, mas também não era do tipo que implorava. Pouco a pouco, foi cruzando os braços logo abaixo do busto e continuou a encará-lo.

- Mwo? - Tombou um pouco a cabeça.


Manteve a expressão um pouco mais séria, mas não era como se estivesse chateada ou irritada com o que ele dizia. Só estava tentando ser madura. Deu um suspiro e buscou um tom calmo e claro para respondê-lo.

- Eu ainda não tive tempo de contar o que aconteceu, a Soo Ji chegou na hora e...eu perguntei primeiro porque você estava chateado! Isso não tem a ver com o que sei ou deixo de saber sobre a Bomi. - Deu um passo à frente e tocou os ombros dele para que sossegasse um pouco e a escutasse. - Eu entendo que você fique chateado comigo por manter o segredo.

Percorreu os olhos pelo rosto dele, focando em seus olhos.

- Mas eu não vou quebrar a confiança da minha amiga para te agradar. - Fez um palmo de bico, mas não estava irritada de verdade. - Posso, ao invés disso, contar um pouco sobre o meu dia.

Ajeitou a camisa dele, tentando deixá-la plana sem amarrotados e deixou os braços caírem paralelamente ao corpo.

- Minha professora de dança não é a mais gentil das pessoas e resolveu descontar suas frustrações em mim. Ela disse que preciso emagrecer 7 quilos e um horário absurdo de treinos se eu quiser me manter como uma das principais bailarinas. Isso porque ela não entende como o meu rendimento caiu, mesmo sabendo que meu pé ainda não está completamente curado. E nem vai.

Engoliu em seco, franzindo as sobrancelhas.

- Porque eu vou provar a ela que eu posso sim ser uma das principais bailarinas na apresentação de inverno e vou dar meu sangue, literalmente, para que isso aconteça. Mas foi um dia estressante, onde tudo o que eu fiz deu errado e ainda levei mais esporro e humilhações por parte dela, apontando que tem coisas erradas no meu corpo. Coisas que eu nem tinha visto antes, mas agora sei que estão aqui e aqui. - Apertou de leve a propria barriga e a coxa. -. Como se não bastasse, o ranking saiu, eu mandei super bem, mas o meu pai foi incapaz de dizer qualquer coisa porque está ocupado demais focado na gravidez de minha madrasta. E a minha mãe mal tem falado comigo porque acha que escolhi ficar do lado do meu pai. Como se só tivesse uma resposta certa e eu só pudesse escolher um dos dois ao invés de amar os dois. No fim, eu penso neles e nenhum dos dois pensa em mim.


Começou a falar cada vez mais rápido e gesticulando, colocando sua raiva para fora.

- E isso porque eu tinha uma vaga garantida na Escola de Artes para seguir a carreira artística, para viver de dançar e música, mas abandonei a oportunidade porque meu pai não me deixou ir e me obrigou a continuar num colégio impossível que eu mal consigo acompanhar o ritmo. Onde sempre me ferro no ranking porque eu tenho preguiça de estudar para algo que não gosto! E mesmo quando vou bem, não recebo nem um “não fez mais que sua obrigação”.

Quando terminou de falar, ela o encarou com um sorriso que não tinha nada de alegre ou feliz. Pelo contrário, parecia esgotada e derrotada em vários âmbitos de sua vida.

[...]

Soo Ji bem que tentou não prestar atenção na conversa, mas assim que ouviu a palavra “demissão”, ela olhou meio preocupada para Won. O seu principe tinha dito que não tinha sido demitido, mas estava muito, muito triste. Gostaria de poder ajudá-lo, mas não tinha a mesma liberdade para se aproximar como tinha com as princesas que tinha conhecido até então.

Fez um biquinho duvidoso por ele não poder atender alguma menina e sua família. Como não entendia muito bem aquele código, ela desviou o olhar para a aproximação de Kang. O oppa trazia copinhos de lamen - três, sendo exata - e falava diretamente com Misoo.

Cada vez que falavam sobre a comida, Soo Ji sentia o estômago roncar, mas controlou a vontade de levar a mão até a região. Sentiu bastante vergonha quando Kang perguntou se ela queria e, prontamente, colocou um sorriso no rosto para demonstrar que estava tudo bem. Não queria ser uma abusada, nem tirar proveito dele.

Mas há quanto tempo não comia um lamen assim? Geralmente era só arroz que ela fazia.

Porém, o principe logo começou a falar com ela. Dizia que ela estava em fasee de crescimento e...oferecia o dele. O que?! Comer o lamen do principe?? As bochechas dela foram corando conforme a mente entrava num breve pane. Queria dizer sim, mas seu lado racional dizia não. No fim, ficou sem palavras e abaixou a cabeça, apertando mais a mão de Misoo.

Não estava mandando um sinal para ela, mas a princesa dos jardins veio salvar aquela questão.

- Hm? - Olhou para ela ao ouvir aquele pedido. Quando Misoo perguntou que tipo de princesa ela era, Soo Ji não soube responder. Não achava que tivesse um titulo ainda, mas era admiradora de pessoas como Misoo e Minah. - Oh...unnie… - Aumentou o beicinho.

- Gaja, Soo Ji-yah! Venha escolher um bem gostoso para você e Misoo-yah! - Kang Chamou de modo informal sem perceber.

- U-ung! - A garotinha meneou positivamente, mas olhou uma última vez para Misoo, sussurando. - Komawo… - Sorriu emocionada e corou uma última vez para Won antes de ir até Kang.

Pegou a mão do oppa e foi lá escolher os sabores. Woo Jin era um garoto bastante paciente com crianças e a deixou bem à vontade para escolher. Claro que pegaria outro para Misoo também, talvez de frango porque ela parecia gostar disso.

Durante esse tempo, Won e Misoo se sentiam à vontade para conversarem sobre os problemas recentes.
(C) Ross


Última edição por The Crown RPG em Sab Jun 23, 2018 2:42 am, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Kim Sun-Hee em Sab Jun 23, 2018 12:27 am

Era realmente de partir o coração observar a carinha tristonha de Yoona e até parecia maldade prolongar aquela agonia dela, mas ao fim da brincadeira, valeria a pena. Sunny fazia questão de envolver Taemin na interação, e nem precisava de esforços para tal, pois o loiro estava se saindo muito bem como cúmplice. Ele levava jeito com crianças, até porque, a forma que Yoona parecia envergonhada pela perda do objeto especial mostrava um grande respeito e carinho por Taemin.

Foi a vez de Sunny revirar os olhos quando Taemin tentou reverter o resultado, praticamente chantageando a garotinha! Depois ela quem jogava sujo, né? Mas não disfarçou o sorriso diante das palavras enroladas de Yoona, que buscava não chatear nenhum dos dois, ou escolher quem era o preferido. Sunny sentiu vontade de apertá-la e encher aquelas bochechas fofinhas de beijos. E quando a pequena começou a elogiar Taemin, uma risada irônica escapou dos lábios de Sunny, que encarou o herdeiro, arqueando as sobrancelhas enquanto o via balançar a cabeça, completamente de acordo com as colocações inocentes. Mesmo que não tivesse comentado nada, Taemin poderia ler na expressão da bolsista um...

Metido.

Logo, Sunny levou a mão cerrada frente aos lábios e tossiu, atraindo ainda mais a atenção antes de iniciar o ponto alto do show.

O rostinho de Yoona iluminou-se assim que os olhos fitaram a medalha recém exposta e Sun-Hee já notava as pálpebras molhadas diante da emoção sincera. Ela não desconfiou de nada e isso só deixava a cena mais doce e pura. Quando pôs a medalha nas mãozinhas da menina, Sunny mordeu o canto do lábio, ansiosa pela reação e esta foi mais emocionante do que se quer imaginou. Era como se estivesse revivendo o momento... Ganhando-a pela primeira vez. Prestes a comentar algo, acabou surpreendida por Yoona. Sunny quase caiu quando a Campeã se jogou em seus braços, pegando-a desprevenida. Por sorte, conseguiu equilibrá-las enquanto Yoona enroscava-se no seu pescoço, fungando ao mesmo tempo em que a agradecia. A bolsista sorriu e correspondeu o abraço, aproveitando para distribuir alguns afagos no cabelo fino, tentando acalmá-la – Ohhhh, não tem porque agradecer... Você é a minha cliente favorita!!! – disse, afastando o rosto para encará-la e aproveitou para dar um toquinho no nariz minúsculo com a ponta do indicador – De novo, sinto-me honrada por essa tarefa ter caído nas minhas mãos e muito feliz por revê-la, Yoona.

Olhou na direção da Sra. Jang quando ela começou a agradecer também e a gentileza da mulher aumentou o sorriso de Sunny e ela assentiu, alegre com o desfecho de toda a confusão – De verdade, não foi trabalho nenhum e ficarei aguardando o retorno de vocês. Afinal, ainda existem outros doces maravilhosos que a Yoona precisa experimentar! – brincou, achando graça que a menina relutava em soltá-la. O convite a surpreendeu, sendo a vez de Sunny montar um ‘O’ com os lábios – Sério...? Posso mesmo? Eu prometo que virei, juro juradinho! Agora somos amigas, não somos? – voltou a abraçá-la e se mostrava sinceramente tocada pelo afeto da garotinha.  Ajeitou os fios que se atrapalharam durante o abraço atrás das orelhas da menina e conversaram por um tempinho, mas, infelizmente, não podia prolongar o momento... Precisava voltar ao serviço.

- Não esqueça de me visitar e avisar quando tiver a próxima competição, hein? Prometo que me organizarei para ir e torcerei por você, Campeã... Até mais – a beijou na testa e, em seguida, se curvou diante da Sra. Jang, despedindo-se após o gesto respeitoso, além de desejar sorte ao irmão de Yoona, que ainda lutaria na parte da tarde.

Então, ao lado de Taemin, Sunny saiu do ginásio e o suspiro enfatizava o alívio do “dever cumprido”. Estava tão contente e com um sorrisinho bobo que até esqueceu da situação horrorosa com os estrangeiros nojentos. A caminhada seria um pouco mais longa agora, mais uma vez, não havia qualquer pressa nos passos. Aliás, Taemin teria que fazer um esforço para acompanhar o ritmo de Sun-Hee, já que ao contrário dele, ela tinha pernas mais curtas, obviamente. O silêncio entre eles não gerava desconfortos ou a necessidade de forçar as palavras... Sunny sentia-se bastante serena ali. E a mente aproveitou para refletir sobre determinadas questões...

Envolvendo o menino.

Durante todo esse tempo, não avistou nenhum cabelo descolorido como o de Taemin e ele também não deu a entender que alguém o esperava.

Nem se quer a unnie, Jimin, a irmã mais velha dele.

Será que... ninguém apareceria para torcer por ele? Esse pensamento a incomodou. Muito. Não parecia certo que toda a família o deixasse sozinho numa ocasião tão importante? Além disso, não reconheceu os amigos do colégio com quem Taemin sempre andava, aprontando ou infernizando a vida dos outros. Ela fez um beicinho, meio inconformada. Sabia que não eram íntimos, porém... se tivesse o sábado livre, não se importaria de ficar para assisti-lo e – por que não? – torcer? Ok que não era a mesma coisa que ter um familiar ali... E talvez ele nem gostasse e até fosse rude. Não tinha como prever o ímpeto acelerado do herdeiro ou o que acontecia dentro daquela cabeça oca.

- Hm?

Disse assim que escutou a voz dele, virando o rosto para encará-lo conforme se aproximavam cada vez mais da saída/entrada do campus. Provando o que acabou de pensar, ele a chocou com as súbitas confissões e o fazia com tanto cuidado que até parecia admitir um segredo de cunho mortal e irreversível. Sunny disfarçou o riso e assentiu, meneando o queixo.

- Bem... Você também não é tão... insuportável como demonstra na escola... – mostrou uma careta, escolhendo as melhores palavras possíveis – Não... Deixe-me corrigir: você é legal...zinho, Taemin – ela enfatizou o –inho com os dedos por meio de um curto espaço entre o polegar e o indicador.

Sun-Hee bufou.

- Por que as pessoas não param de me apontar como “um imã para problemas”?

Pior que ela falava sério...

- Ok, ok... Vou tomar, sim.

A repentina proposta de Taemin soou quase feito uma indecência!

O quêêê?!?!?!?!

- Justo?! – interrompeu a caminhada e parou na frente dele, apoiando as mãos acima dos quadris – Não vejo nada de justo... Qual é a vantagem? Eu faço seus exercícios... Ótimo. Mas e as provas? E trabalhos? Você vai tirar zero em tudo! Não, não, não... – Sunny era filha de um professor e tinha um forte senso de responsabilidade – Não posso fazer isso!

Ela tocou o queixo, pensando... até que teve uma EXCELENTE ideia.

- Vou fazer uma sugestão e peço que reconsidere... Eu posso ajudá-lo a estudar, tirar suas dúvidas e... Sim, é ótimo ter músculos e um preparo físico excepcional, porém... – devolveu o peteleco na testa, acertando-o – É igualmente importante exercitar o cérebro. Pense direitinho antes de negar... E na segunda-feira, você me avisa o que decidiu. Certo? Certo.

Respirou fundo e o encarou nos olhos.

- Boa sorte na sua luta, Taemin... Como parte da minha dívida, estarei torcendo por você. Então... Vença. Só não pense que isso é motivo para ser mais arrogante.

Pronta para se afastar, lembrou-se de outra coisinha...

- E...

De súbito, sorriu.

Mas, dessa vez, exclusivamente para ele.


- Obrigada... Obrigada por me salvar. Por favor, não conte para ninguém... Não quero que meus amigos se preocupem a toa... Graças a você, nada de ruim aconteceu.

Sunny encolheu os ombros, mas logo sorria.

- Tchau, Do Taemin... Tome cuidado...

Afinal... Os meninos ainda poderiam estar por aí.

Ela começou a caminhar depois disso, só que pouco antes de sumir na multidão de pessoas, ela olhou para trás, acenando de um modo meigo e então...

Foi engolida pelo fluxo.
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Yeun Misoo em Sab Jun 23, 2018 9:34 am


Parecia que Won BIn estava só esperando que Kang e a menininha saíssem de lá para vir com um papo pra lá de esquisito. No primeiro momento ela não estava entendendo direito o que ele queria e só estava um pouco constrangida pela situação que presenciou e não pôde fazer nada. Sentia simpatia por ele.

Assentiu de leve quando ele mencionou as outras peripécias da senhora Yoon. Ela sabia daqueles pequenos causos entre eles.  Deixou que ele continuasse falando e observou a figura dele pensativa na janela. Da forma como ele falava, ele parecia ter realmente treinado muito para fazer um café. Ela quis tentar ser legal.

- Mas deu certo! Bem, não pedi isso, mas o latte estava realmente muito bom! Eu fui do clube de Culinária, eu sei reconhecer essas coisas…

Sabia que não era a mesma coisa, mas valia a pena tentar amenizar a situação.

- É, eu soube disso… Achei um absurdo e nunca entendi por quê, já que pra mim ela sempre foi legal, sabe? Parece que os Yoon são bastante ciumentos...

Deixou que ele falasse sem interrompê-lo depois disso, porque sentiu que ele precisava desabafar, mas nunca pensou que ele teria aquela informaçãozinha… Bem, por que a surpresa? Era natural que uma hora ele descobrisse, não é? Não era como se Bomi tivesse escondido muito bem sua relação com o seu “irmão”, como ela disse no carro.

A primeira reação de Misoo foi abaixar a cabeça, sem graça, e juntar os lábios. Estava praticamente se entregando desse jeito, mas estava em bola dividida. Apesar de terem se estranhado durante alguns dias, Bomi ainda era sua amiga e amigos guardavam coisas. Porém, acima de tudo, Misoo não era uma mentirosa. Podia esconder coisas suas, para que os outros sempre achassem que ela estava bem, mas tinha um sentimento muito forte de justiça e Won, naquele caso, estava sendo injustiçado. Respirou fundo antes de erguer o rosto.

- Olha, eu também não gostei dessa história.   - segurou o cotovelo esquerdo com a outra mão. - Eu sou amiga da Bomi, eu não posso ficar te falando das coisas assim e acho mesmo melhor você conversar isso com ela. A Bomi é uma pessoa na dela e nem tudo ela conta pra gente…   - lamentou um pouco esse último fato. - Ela é bastante popular e não tem só a gente de amiga. Então ocorre que a gente nem sempre sabe de todas as coisas que ela faz. Por isso, o que eu vou te falar aqui  não é a verdade inteira. E seria injusto você tomar isso de base e parar de falar com ela. Mas eu também acho uma verdadeira covardia isso tudo que aconteceu e eu não quero te fazer de bobo.  

Falou, falou e não falou nada, mas Won era um bom entendedor dessas palavras todas, não?

- É verdade.    - concluiu, mas antes que ele desse um pio além de uma reação no olhar, ela emendou. -  Bomi estava conhecendo melhor o amigo do irmão dela. Eles saíram algumas vezes sim. Porque nós acabávamos saindo em grupo também e isso era muito natural de acontecer, tanto pra mim quanto para a Eunbi. - queria dizer sobre a interação entre elas e os membros do grupinho. - Mas você não existia pra gente nessa época. Nenhum de vocês dragões - acabou deixando escapar com alguma naturalidade, acabando por defender Eunbi que também frequentemente era alvo de ciúmes. - Então, claro, a gente pensava que eles eram um casal. Para mim, Bomi e Ryu eram um casal.  MAS. - ergueu o dedo, para que ele ficasse quieto e não a interrompesse. -  As coisas ficaram esquisitas quando você apareceu. Muita coisa mudou desde então e ela nos encheu a paciência por sua causa por semanas tentando achar o herói da moto no Facebook. - deu um sorriso simpático, lembrando daquilo com alguma ternura. -  A gente não sabia na época que as coisas ficariam desse jeito. Eu achei que ela tivesse escondido da gente quando começou a gostar de você, mas olhando agora, talvez estivesse bem óbvio. Eu não sei quando isso aconteceu, eu não sei quando as histórias de você e do Ryu na vida dela se cruzaram. O que eu sei é que Bomi não é uma menina chorona e que contesta a mãe. Mas ela levou um tapa na cara tentando defender você. Confesso que eu achava que o Ryu Ji iria nesse encontro, porque ainda pensava que estavam juntos, mas isso não aconteceu. E a votla no carro foi a coisa mais melosa e  insuportável no ano. - rangeu os dentes. - Você entende o que eu quero dizer? A Bomi é uma caixinha de surpresas até pra mim. Eu não entendo a lógica das coisas que ela faz, mas nisso ela escolheu ficar com você. O que tem por trás disso não sou eu que tenho que te dizer, Won. Ela não é uma menina que diz o que está pensando como eu, ela faz. Então você geralmente sabe. Você geralmente sente quando ela está chateada e o que você fez de errado. Ela nunca se apaixonou por mim, mas eu imagino que seja a mesma coisa…

Olhou para trás, para verificar se Kang e Soo Ji estavam voltando. Ela acabou nem reparando como já estava se sentindo em casa e sendo chamada sem formalidades, de tão natural que foi.

- Enfim, fala com ela, tá? Ela é muito complicada e você não pode esperar que uma conversa resolva tudo… - falava por experiência própria. - Mas quando eu achava que estava mal com ela, aconteceu isso e eu vi que a gente é próxima do mesmo jeito. Você vai sentir alguma coisa desse tipo e vai saber. Sim, eu dei bronca nela, não, não acho que isso foi legal. Mas não é comigo mesmo que você tem que chegar nessa conclusão. Nem com a Eunbi, nem com a sua chefe. Se fizer isso de ficar ouvindo todo mundo, vai ficar preocupado em agradar todo mundo e… Não vai dar certo. Ok?

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Sab Jun 23, 2018 11:11 am


Quando Eun-bi disse que não teve tempo de contar para ele, Jae-ki não disse nada, não queria admitir que era uma boa justificativa. Só que ele acabou juntando tudo com a situação da Bo-mi. Exagerado, achava mesmo que ela não ia contar nada, ele era um curioso, então isso era bem angustiante.  

Jae fez um bico quando ela falou que não ia quebrar a confiança da amiga. Tudo bem que ele admirava a lealdade aos amigos, mas também tinha a lealdade a ele. Envolvia seu amigo, achava que tinha o direito de saber. Mas Jae já não esperava que ia conseguir algo da bailarina, era chato não poder contar com a garota que mais gostava.

- Tá bom Eun-bi... - Suspirou chateado - Mas será que a Bo-mi merece isso? Ah deixa... Pelo menos se elas perguntarem de mim, você não vai contar nada.

Ele encarou a bailarina quando falou isso, talvez ela fosse se arrepender de ter defendido uma amiga falsa, e com certeza teria vingança se um dia fosse ela a querer uma informação importante de um dos seus amigos. Só que quando ela falou que ia contar um pouco sobre o dia dela, isso chamou a atenção de Jae-ki.

Sentiu ela ajeitar sua camisa e franziu as sobrancelhas estranhando isso. Quando a bailarina começou a falar sem parar, Jae arregalou os olhos surpreso. Não esperava ter algo dela, talvez o minímo mais não um histórico tão grande. Claro que isso era muito bom.

Jae-ki ficou só ouvindo tudo, não a interromperia, até porque tentava acompanhar tudo, ela falava muito rápido. Quando ela terminou, viu que ela parecia chateada e cansada.  As coisas que ela contou, o fizeram ficar preocupado. Não entendia como os pais dela podiam tratar alguém tão especial de forma tão indiferente. Pegou na mão dela de novo, se ela deixasse.


- Bibi... - Disse ainda surpreso por ouvir tanta coisa - Sua professora é doida. Não tem nada errado aí, você é toda perfeita. Dá até raiva isso, você pode falar do meu nariz , mas e eu? O que falo pra te implicar? Não tem nada. Não acredita nessa maluca.

Era o jeito dele elogiar, meio esquisito, mas era. Jae-ki a achava mesmo perfeita, ele se aproximou mais dela, pra ficarem bem pertinhos:

- Aishh... E seus pais... Me dá raiva saber que fazem isso com você. A vida é sua, não deles! Você devia dizer isso pra eles - Jae-ki colocou a mão dela no seu peito e disse sério - Mas agora você tem a mim, Bibi. Vou te defender, corro atrás de quem te fizer mal, te ajudo com as matérias, te passo cola, subo no telhado sei lá... E se quiser falo até umas verdade pra essa sua professora de dança. Eles podem não pensar, mas eu penso em você tempo todo...Então não se preocupa tanto, porque vou tá aqui, com você. É só chamar...

Jae-ki falava sério mesmo, meio enrolado, mas ele iria até a professora tirar satisfação mesmo. Mas respeitaria se ela não quisesse. E se ela não podia contar com os pais, queria que ela soubesse que podia contar com ele. Claro que gostava dela estar em Wangjo, mas não a obrigaria a estudar onde não queria se o sonho dela era ser bailarina. Jae-ki deixou a mão dela para colocar o braço ao redor do corpo dela, a aproximando para ficarem mais perto.

- Tô te devendo uma resposta né...  

Agora ele sentia que devia também contar sobre ele, não fazia sentido esconder o que era. Só que não gostava de falar seus problemas, não tinha orgulho de não ter grana, mas achava que ela precisava saber da sua vida. Tentaria falar rápido também, não ia dar detalhes ali.


- Eu fui demitido, Bibi. Só que não posso ficar sem emprego, lá em casa dependem do meu salário, é pouco, mas paga as contas e halmoni vende takoyaki na rua para completar,  a gente sustenta a casa assim. Sem meu trabalho, as coisas ficam muito difíceis... Algumas ficam até impossíveis... Elas só podem contar comigo, Bibi. E eu não falei da demissão pra halmoni e nem para Soo-jiya, ela não merece passar por mais isso... Nossa omoni morreu tem uns 6 anos e meu aboji... Ele é um inútil que não tá nem aí pra gente...

A última parte Jae disse em voz mais baixa, seu semblante estava meio tenso, não costumava ser aberto assim, era difícil falar essas coisas, mas achava que Eun-bi merecia saber. Sabia que era algo desagradável de ouvir, uma vida que muitos desprezavam. Tentava observar as reações dela, vendo se tinha falado algo que não devia ou a assustado. Em seguida tentou falar o mais natural possível para passar tranquilidade:

- Mas não quero que se preocupe, o Kang tá me ajudando já. Só que eu vou faltar aos clubes segunda, vou sair por aí procurando emprego. Com as dicas dele, vou conseguir. E é sempre assim, tem sempre problema, mas tô acostumado, vou dar meu jeito como sempre dou. Por isso que tô em Wangjo, vou mudar minha vida, Soo-jiya vai poder ter o que quer e vai dar tudo certo.


Jae-ki sorriu tentando parecer tranquilo, embora o assunto o deixasse bem tenso.  Sabia que sem emprego não teria dinheiro nem pra ir para Wanjgo, mas repetia a si mesmo que iria conseguir.



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Última edição por Jae-ki em Sab Jun 23, 2018 1:39 pm, editado 3 vez(es)
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Won-Bin em Sab Jun 23, 2018 12:51 pm



Diante da liberdade em perguntar o que realmente lhe incomodava Won imaginava se Misoo contaria a ele o que ela sabia.

- Mas deu certo! Bem, não pedi isso, mas o latte estava realmente muito bom! Eu fui do clube de Culinária, eu sei reconhecer essas coisas…

Won assentiu com a cabeça, agradecendo o elogio, mas mantendo a expressão séria. Tinha certo orgulho do que aprendeu a fazer no café.

- É, eu soube disso… Achei um absurdo e nunca entendi por quê, já que pra mim ela sempre foi legal, sabe? Parece que os Yoon são bastante ciumentos...

"Ciumentos é?" não tinha imaginado que talvez a razão da Senhora Yoon ser daquele jeito por conta de ciúmes. Será que...não, isso ainda não justificava nada.

Won finalmente disse o que lhe afligia: existia um namorado ou não? A demora na resposta de Misoo ao abaixar a cabeça era um dos maiores indicadores de que sim, era.

Sentia o coração afundar num abismo nesses segundos de espera.

. - Ela é bastante popular e não tem só a gente de amiga. Então ocorre que a gente nem sempre sabe de todas as coisas que ela faz. Por isso, o que eu vou te falar aqui não é a verdade inteira. E seria injusto você tomar isso de base e parar de falar com ela. Mas eu também acho uma verdadeira covardia isso tudo que aconteceu e eu não quero te fazer de bobo.

"Só me diga Misoo. Não prolongue isso, por favor..."

Assentiu com a cabeça.

- É verdade.

"E que resposta você estava esperando Won?" sentia o frio na barriga crescer enquanto ouvia Misoo.

- Bomi estava conhecendo melhor o amigo do irmão dela. Eles saíram algumas vezes sim. Porque nós acabávamos saindo em grupo também e isso era muito natural de acontecer, tanto pra mim quanto para a Eunbi.

"É ele. É obvio que é ele!" desviou o olhar para não parecer bravo, a culpa não era de Misoo, mas a vontade era de gritar com alguém...

- Mas você não existia pra gente nessa época. Nenhum de vocês dragões

Won voltou o olhar. A maré de ciúmes de repente...começou a se controlar e a razão voltou um pouco a cabeça.
Seu olhar agora era de confuso. Não a interrompeu só porque ela ergueu o dedo.

"Eram?"

- As coisas ficaram esquisitas quando você apareceu. Muita coisa mudou desde então e ela nos encheu a paciência por sua causa por semanas tentando achar o herói da moto no Facebook.

"Heroi..."

- A gente não sabia na época que as coisas ficariam desse jeito. Eu achei que ela tivesse escondido da gente quando começou a gostar de você, mas olhando agora, talvez estivesse bem óbvio. Eu não sei quando isso aconteceu, eu não sei quando as histórias de você e do Ryu na vida dela se cruzaram. O que eu sei é que Bomi não é uma menina chorona e que contesta a mãe. Mas ela levou um tapa na cara tentando defender você. Confesso que eu achava que o Ryu Ji iria nesse encontro, porque ainda pensava que estavam juntos, mas isso não aconteceu. E a volta no carro foi a coisa mais melosa e insuportável no ano.

Até o momento Won só tinha a visão de que ele estava nadando contra a maré, fazendo sacrifícios. Mas Misoo dava um pouco de outra visão, a visão de uma garota que também começava a se erguer a favor daquele relacionamento e que também tinha confrontado a família.

Won sabia bem qual a dor de um tapa daqueles, ainda não falava direito com o pai desde o último.

Baixou o olhar, Misoo trazia bastante para que pensasse.

- Você entende o que eu quero dizer? A Bomi é uma caixinha de surpresas até pra mim. Eu não entendo a lógica das coisas que ela faz, mas nisso ela escolheu ficar com você. O que tem por trás disso não sou eu que tenho que te dizer, Won. Ela não é uma menina que diz o que está pensando como eu, ela faz. Então você geralmente sabe. Você geralmente sente quando ela está chateada e o que você fez de errado. Ela nunca se apaixonou por mim, mas eu imagino que seja a mesma coisa…

"Escolheu ficar comigo?"

Realmente, era cheia de surpresas e Won não sabia como reagir de acordo. O ciúmes ainda estava lá em seu peito e o sentimento de ser injustiçado permanecia mas Misoo trazia uma nova perspectiva: se o outro cara era algo do passado e o presente agora fosse outra realidade, então tinha de entender o que o futuro reservava. Se Bomi tinha escondido fatos ele queria agora descobrir o porquê.

Se fizer isso de ficar ouvindo todo mundo, vai ficar preocupado em agradar todo mundo e… Não vai dar certo. Ok?

Já se sentia desarmado diante da perspectiva mas a última frase o atingiu em cheio.

"Por mais que meus amigos me ajudem e todo mundo tenha sua opinião...a pessoa que pode me responder tudo o que eu quero saber é ela"

Ergueu a cabeça, um pouco menos depressivo que antes.

-Obrigado Misoo. Vou falar com ela mais tarde. Acho que você...me ajudou bastante. Obrigado de novo

Só restava aguardar a hora da conversa. Se Bomi iria continuar a escolhe-lo e Won decidiria escolhe-la só poderiam dizer nessa conversa.

Talvez uma conversa não resolvesse tudo mas se pudesse ser o primeiro passo pra algo diferente...

Wangjo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Dong Hee Kyung em Dom Jun 24, 2018 7:10 am



A conversa com o avô fora muito produtiva para Hee-Kyung. Esse ar experiente lhe inspirava de alguma forma que não sabia explicar, ainda. Havia uma metodologia dura por parte do patriarca, mas era uma doutrina que fazia sentido para o jovem neto. Seria fácil confundir a postura do garoto muitas vezes como as de um aprendiz... interessado no que o seu mestre tem a ensinar.

Era verdade que Dong não estava perdendo o foco, e seu objetivo era subir ainda mais, subir, no lugar que seria de direito a sua familia, que era direito do nome que carregava.

- O senhor tem razão, espero que ela consiga voltar a ter aquela dedicação tão elevada. - Ele não queria soar como e estivesse desdenhando da dedicação atual da prima, mas era mesmo um fato preocupante, atualmente.

Hayoung era inteligente, o que estava realmente acontecendo? Sentia-se inclinado a ir averiguar, mas não seria tão dificil visto que nas redes sociais facilmente se encontraria coisas dela...

Foi nessa hora que a mãe entrou na conversa, e novamente havia um tom irritado ali, como se Hye Sun não gostasse muito da menina ou dos pais dela.

Ou talvez Dong entedesse um pouco errado, vai saber...

Ele engoloiu a seco, de levinho, quando percebeu aquele olhar de "o que esta molier ta fazendo aqui?" para a mãe.

Kyung queria se livrar de ver o velho irritado. Tomara que nunca veja... - Desculpe dar lhe trabalho hadaboji. - Referente a, ir falar com a prima. Esperava que tal encontro entre eles fosse produtivo e que a menina tirasse uma boa experiencia dali, e não, uma impressão de que Dong estava fazendo fofocas dela ou algo semelhante... em um mundo correto, isso ajudaria, mas será que a realidade será assim?

- Confesso que tenho curiosidade de ver como é o seu trabalho, vovô. Farei isso. - Como será que era o escritório dele? As vezes se questionava...

Hee Kyung não tinha mais intenção de amolar o senhor Dongo, apenas assentiu com o queixo algumas vezes mostrando que estava muito mais do que sanado.

Depois do brunch, ele ficou com a mãe que veio dar um fim naquela questão anterior...

As palavras dela o fizeram sorrir, chegando a mostrar a fileirinha branca dos dentes de cima.

"Ela acha que minha colocação fora por causa de má criação... Isso é um pouco mais complexo do que parece mãe."

- Não se preocupe mãe, dificilmente questionaria os seus métodos ou os do pai. O vovô parece ter uma visão pouco além da familiar, por isso fiz essa pergunta para ele... não é por acha-lo menos instrutivos.

Queria até dar um abraço nela mas acho que talvez fosse demais, imagine ela pensar que o seu filho era um apegado? - Eh... eu não sei se já está ciente mas, convidei a Stella para estudar comigo hoje, em casa. Isso seria um problema?

Fez a pergunta, mesmo prevendo que tipo de resposta viria. Então observou Sun  ir para o canto dela estudar, Dong não tinha mais o que fazer já que a governanta estava tirando as coisas; não iria ajuda-la.

Imagine se o avô ve isso?

Tateou o corpo procurando o celular num dos bolsos, não achou de pronto... só quando olhou até uma das mesas da sala.

Pegou o aparelho e seguiu para seu quarto. Ui Jin estava mandando algo relacionado a um e-mail... "Da Srta Yang? Não ainda li!" Passou batido, logo para alguém tão ligado a tecnologia. O assunto com seu avô acabou lhe distraindo .

Quando leu a mensagem na caixa de spams, Dong teve que tirar os oculos e esfregar os olhos pelo menos duas vezes, antes de recoloca-lo.

Ele rapidamente respondeu no grupo onde tinha os amigos adicionados: - Eu espero que todos aqui estejam cientes desse e-mail e do quanto isso pode tanto nos ajudar, quanto os outros alunos, vamos pensar no que dizer para não haver deslizes! Vamos até preparar power points se for preciso!

Encerrou a mensagem colocando alguns emotes de olhinhos brilhando, empolgado.

Após resolver parcialmente esse topico, logo respondeu a Stella.

D.H.K

D.H.K
O brunch ocorreu bem, foi revelador, digamos assim. Estamos confirmados, espero que esteja borbulhando de vontade!



De vontade de estudar, claro...
Morada Dongland

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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Dom Jun 24, 2018 6:54 pm

HYUN HEE. 8 DE JUNHO. 9:35 A.M ~ 11 A.M..


- Que bom! - Chaeyoung disfarçou, mostrando entusiasmo, mas ainda estava bem mais contida do que o comum.

Desviou a atenção dele apenas por um segundo para poder agradecer de modo apropriado para o tio dele. Não enxergou a irritação de Hyun Hee porque muitas coisas naquela relação ainda eram um mistério para ela. Porém, percebeu que ele era um sobrinho bem frio mesmo.

Acompanhou a saída do homem com o olhar e sorriu meio travessa para o comentário dele.

- Não precisa apostar para coisas óbvias. - Brincou e escondeu os lábios por um instante. - Eu fiquei um pouco nervosa e nem mordi minha torrada. Vê como você é importante pra mim? Eu larguei uma torrada com geleia para vir correndo para cá.

Fez um beicinho. Logo ela que adorava comer e tinha deixado isso bem claro ao longo dos últimos meses. Parecia magra de ruim, porque tinha um apetite sem fim. Claro que depois ela tentava se exercitar como podia, mas nunca se privava do prazer de comer. Outra coisa que ele pôde perceber foi que o café da manhã da família Park não seguia uma linha coreana - ou talvez fosse um caso isolado.

- Ung, estou. E estou ainda melhor por saber que seu avô está bem. - Arqueou uma das sobrancelhas quando viu o olhar dele direcionado para o lugar vazio e o encarou de novo. - Ani...Eu juro.

Jurou de dedo juradinho e quis saber mais sobre o avô dele. Fez um “o” com os lábios com a história de que combinaria com Jung Mi, também ficando feliz por ele ficar na casa da tia.

- Jinja?! Isso é ótimo, Hyunie. Eu fico feliz por vocês e sim, você precisa descansar. Não se preocupe comigo, eu não preciso de carona. - Sorriu. - Pode deixar, eu vou daqui direto para casa. Não vou mais te amolar por hoje, espero que você consiga relaxar um pouco.

Enquanto conversavam, os familiares de Hyun se aproximavam em duas duplas. Chang Wook e Jung Mi vinham atrás de Hae Sook e Ji Mong, mas estavam conversando alguma coisa. Eles olharam para Hyun e Chaeyoung.

- Podemos ir, Hyun Hee? - A tia perguntou enquanto apertava o elevador.

Acabou que os seis foram no mesmo elevador. Foram os andares de maior climão, mas Jung Mi e Ji Mong estavam quietos, sem reparar em Hyun e sua namorada. O tio estava mexendo no celular enquanto o irmão só mantinha os olhos fechados enquanto batia os pés. Chang Wook olhava o quadro sem muitas cerimônias enquanto a tia parecia pensar em como acomodar as coisas em casa. Chaeyoung tinha terminado o suco, mas continuou mordendo o canudinho.

O grupo foi bastante educado em se despedir como adultos e os irmãos ficaram com aquela promessa de se verem no dia seguinte. Chaeyoung tranquilizaria Hyun uma última vez, dizendo que estava tudo bem. Chang Wook foi buscar o carro e não demorou para buscá-los. O carro era popular - um Kia modesto, porém novo. Chaeyoung acenou com um sorriso fofo e esperou que ele partisse em segurança.

Antes de irem para casa, eles seguiram até a Mansão dos Hong. Só entraram no estacionamento mesmo, onde a Sra. Feng tinha feito duas malas para Hyun Hee. Nem ele lembrava que tinha tanta coisa assim, mas a governanta foi bastante minusciosa em sua missão e colocara ali até o notebook do garoto. Estava segurando o uniforme coberto por uma capa e foi muito humilde no tratamento com Hae Sook e Chang Wook.

Depois de resolverem essa pequena questão, finalmente seguiram até Yeonnam Dong, em Mapo Gu. Ficava próximo a Hongdae, num bairro que equilibrava o velho e o novo. A casa de Hae Sook ficava no segundo andar de um galpão. Ela tinha uma floricultura - que já era grande o suficiente para que ela abrisse uma filial e pudesse deixar nas mãos dos gerentes. Mas naquele galpão, ela criava essências, tinha uma mini-estufa onde construía os ecossistemas em vidro, além de outros tipos de artes. A tia de Hyun também tinha aprendido a fazer acupuntura e yoga, bem típico de uma pessoa que não ficou parada esperando a vida dar certo, correu atrás do próprio sucesso.


A casa ocupava o segundo andar inteiro e tinha uma atmosfera aconchegante e uma decoração boho.

- Fique à vontade, Hyun. Chang Wook, você pode mostrar as coisas para ele?

- Claro. - O primo sorriu e o encarou. - Venha, Hyun, vou te apresentar a casa.

Era pequena comparada ao palacete que ele vivia - ou viveu a vida toda. Uma sensação bem diferente, mas muito interessante. A sala era dividida da cozinha por um arco com um balcão. Havia três quartos, dois banheiros, além de um quarto menor que era a biblioteca de Chang Wook. Eles lavavam as roupas numa lavanderia próxima. Simples assim, com poucos cômodos.

Pelo menos Hyun teria um quarto para si, visto que era a única visita - quarto também simples e com alguma baguncinha ali, mas que o primo tratou de tirar. Finalmente estaria à vontade e, pela primeira vez, poderia se sentir seguro.
(C) Ross


LOJA DE CONVENIÊNCIAS: ANYTIME. 11:50.


Eun Bi ficou um pouco ofegante depois de disparar aquela quantidade de informações para cima de Jae Ki. Mal tinha reparado enquanto dava ênfases em partes mais revoltantes ou angustiantes de seu dia - e dos últimos meses, talvez, considerando que a gravidez de sua madrasta a incomodava um pouco. Não por não gostar dela, até que tinha simpatia, mas era estranho ser a filha única por 15 anos e, de repente, não ser mais.

Sentia-se um pouco estranha por ter dito tanta coisa. Geralmente só contava tudo para Misoo, mas para Jae Ki contou coisas que ainda não teve a oportunidade de compartilhar ou ser completamente sincera com sua melhor amiga. Não se sentia muito aliviada, na verdade, se sentia um pouco exposta.

E não gostava dessa sensação.

Mordeu o lábio internamente quando o sorriso morreu, deixando o queixo um pouco mais tremido. Piscou quando sentiu a mão sobre a sua e subiu o olhar para encará-lo. Dessa vez,deu um sorriso irônico - daquele que precisava de um esforço para fechar a boca e segurar as palavras. Não conseguiu ser super madura dessa vez.

- Claro que tem! Se estivesse tudo bem, ela não teria dito aquelas coisas pra mim. Estou perdendo meu corpo de bailarina. - Disse um pouco manhosa, abaixando o olhar. Talvez devesse sair do clube de natação e, precisava mesmo de uma reeducação alimentar.

Como é que conseguiria emagrecer tanto em cinco semanas? Talvez Misoo pudesse ajudá-la com algumas dicas, mas não queria soar rude com sua amiga. Sempre foi uma das pessoas que mais a estimulou, dizendo que ela era linda e perfeita. Não seria hipocrisia perguntar como conseguiu emagrecer tanto em tão pouco tempo? Mas era pelo ballet, não por vaidade.

Aish…Não poderia contar com sua amiga.

- Eu gosto do seu nariz. - Disse com as sobrancelhas franzidas. - Eu acho bonito. E você só está dizendo essas coisas porque...porque… - Engoliu em seco e desviou o olhar. - Porque precisa de óculos.

Revirou os olhos e sacudiu a mão que ele segurava. Quando percebeu, ele já tinha chegado um pouco mais perto. Olhou de banda e foi deixando aquela manha de lado. Sentiu a mão sobre a camisa dele, na altura de seu peito e...as coisas, ou melhor, o modo como ele falava aquelas coisas...pareciam eliminar, parcialmente, suas angústias. Os problemas pareciam mais leves. Acabou dando um sorrisinho um pouco mais sincero agora. Suspirou e deixou os braços caírem quando ele apoiou o abraço em seus ombros.

- Ani, eu não quero que você se meta em confusão por minha causa. Foi coisa de momento - Puxou o ar com força. - Vai ficar tudo bem e….essas coisas vão passar. Por favor, não conte a ninguém, tá? Promete? Não quero ficar respondendo perguntas, nem preocupar os outros...tá?

Mordeu o lábio internamente de novo, esperando que ele prometesse. A expressão dela não se aliviaria por isso, visto que ainda esperava uma resposta por parte dele. Meneou positivamente quando ele comentou que estava devendo algo a ela. A primeira frase a impactou. Se estivesse de salto, certamente perderia o equilíbrio. Nem imaginava que era apenas o início de uma história bastante triste.

Eun Bi não tirava os olhos de Jae Ki e seu rosto bonito deixava transparecer como lamentava pelas coisas que ouvia. Sentiu-se tão pequena e mimada naquele momento. Estava reclamando por conta do ballet e dos pais que estavam mais ausentes ou raivosos do que nunca enquanto...enquanto ele tinha problemas muito maiores e reais para lidar.

Os olhos foram marejando conforme ouvia, mas pelo menos entendia algumas coisas sobre Jae Ki  - o fato de sempre estar contando dinheiro, a proteção com Soo Ji, os horários regrados, até mesmo a revolta.

Muito embora se sentisse mínima, ela o admirava ainda mais.

Uma lágrima escorreu pelo rosto quando ele se mostrou tão otimista. Jae Ki era mesmo gigante. Fungou e tudo o que conseguiu fazer, num primeiro momento, foi eliminar a pequena distância e abraçar sua cintura. Fechou os olhos, deitando a cabeça em seu ombro e apertou o abraço.

- Você é incrível, Jae. - Murmurou e beijou o maxilar dele antes de recuar um pouco. Passou a mão pelo rosto, secando as lágrimas. - Eu sei que você não gosta disso que o Kang tá te ajudando, mas eu posso conseguir uma vaga para você. Só preciso de uma ligação e segunda-feira você vai lá para ver. Na verdade, eu posso mais do que uma ligação porque...esse é o lado bom de ter contato.

Voltou a abraçar a cintura dele.

- Posso conseguir uma vaga numa loja no Shopping de Gangnam. Mas também posso tentar com donos de restaurantes ou outra loja...Você só precisa dizer.

[Ultima rodada deles para seguir com a cena. Enquanto espero Jae Ki, farei os outros.]
(C) Ross


HYEMIN. 8 DE JUNHO. 3:40 P.M


Assim como Miwoo não podia ver as reações de Hyemin, a garota também não via as expressões que permeavam o rosto dele. Contudo, ela teria a nítida sensação que ele deu um daqueles típicos sorrisos tortos - daqueles tipo sedutores. Ela teria a impressão de que ele a via e, por isso, sorriu. Mas a verdade, foi que a expressão surgiu de modo natural por conta da voz da menina.

Era deveras aprazível.

Separados pelo telefone, a diferença de idade não parecia tão notória e Miwoo começava a prestar mais atenção nela. Como Hyemin sempre tinha aquela aura romântica, mesmo usando um vestido vermelho, ele se sentia um pouco travado - isso fora a presença do pai dela. Não podia se dar ao luxo de ultrapassar certos - vários - limites com ela. Deveria agir como o esperado de um príncipe, visto que ela agia como uma princesa. Contudo, naquela conversa que ninguém mais testemunharia, ele podia focar suas atenções nela.

- Já estive melhor. - Comentou. - Ainda estou sentindo um pouco de dor no ombro, mas nada muito alarmante. Digamos que seu presente ajudou a deixar meu dia menos insuportável. - Ponderou por um breve instante.

Não perguntou imediatamente como ela estava, porque precisava se justificar. Pedir desculpas, como tinha sido recomendado a fazer.

Deu uma breve risada rouca.

- Gostei bastante sim. - Comentou. - Eu já tinha escutado coisas sobre seu talento para a cozinha e que era boa com brownies, não é? Os cookies me surpreenderam. - Enchia o ego dela de elogios, bem no ponto que ela mais se interessava em focar. - Bom, eu gostaria de experimentar os famosos brownies, da próxima vez, se não for muito incômodo.

Uma próxima vez…

Miwoo estava pensando numa próxima vez. Era uma tentativa de compensar o desastre que tinha sido a primeira. Mas será que ela conseguiria preparar os melhores brownies de sua vida para ele? E que tipo de encontro seria, para que ela conseguisse levar o doce para ele?

- Fico feliz que goste de rosas. Combinam com você. - Tentou o elogio, mas a voz tomou um tom mais contido e chateado. - Eoh, no meio da confusão, o meu funcionário deixou meu celular cair da bolsa, quebrou e alguns contatos estavam no celular, não no chip. Estou, temporariamente, com o meu antigo, mas amanhã já estarei com um novo. E sim, caí porque a sela não estava muito boa. Um infeliz acidente, mas foi culpa minha.

Tão humilde, nem ao menos culpava os incompetentes funcionários do clube. Miwoo era mesmo uma alma gentil, parecia.

- Bom, não tomarei mais seu tempo. Só queria me desculpar e agradecer pelo presente. Quando eu estiver melhor, prometo que a convidarei novamente para algo. Quem sabe um almoço, dessa vez. Fique bem, Senhorita Seo.

Yerin começava a se aproximar com as raspadinhas de gelo. Observou a expressão de sua amiga e manteve uma distância respeitosa para deixá-la à vontade. Porém, assim que Hyemin terminasse, veria que a amiga trouxe raspadinhas rosas, de morango, para ela.
(C) Ross


Última edição por The Crown RPG em Dom Jun 24, 2018 11:45 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Dom Jun 24, 2018 9:14 pm


Jae-ki ficava irritado ao ouvir Eun-bi ainda acreditar na opinião da sua professora. Ele achava que ela dava importância a pessoas não deveriam ter moral para mandar nela assim.

- Aishh, Eun-bi! Essas professoras são chatas, elas falam isso só pra se sentirem melhores. Igual o professor Chung que não admitiu que eu acertei. Aigoo, se eu acreditasse em tudo que me falam nem taria em Wangjo.. Eun-bi... Quero que seu pé fique bom...

Mas os cantos de sua boca sorriram quando ouviu ela falar que gostava do nariz dele. Assim sua bailarina derretia seu coração. Infelizmente era difícil convencer a cabeça dela, era frustrante ver como ela era cega pra certas coisas, uma criança que acreditava em todos menos nele. Quando ela disse que ele precisava de óculos, Jae-ki bufou irritado:

- Nada ver, eu enxergo muito bem! Decorei até as pintas do seu rosto...

Na última parte ele disse de um jeito mais apaixonado e com um sorriso. Depois falou o que pensava dos pais dela, e falou sério quando disse que a protegeria. Podia não ter dinheiro, mas seu coração era todo dela. Em seguida ouviu o que ela dizia e suas preocupações. Suspirou e a encarou sério antes de responder:

- Bibi, não... Choi Eun-bi-shi. Quando você vai entender isso? Acredita em mim! Eu nunca vou contar nada do que você me fala, eu prometo. Eu nunca fiz isso e nunca vou fazer, não sou um isekya. Não esquece.

Deu um sorriso pra ela ficar tranquila. Estava com raiva da professora dela, se isso continuasse provavelmente daria um jeito de furar os pneus dessa mulher, ou vandalizar o carro dela, já que Eun-bi não o deixaria ir até lá.

Porém logo chegou sua vez de contar, não gostava disso, mas achava necessário, não podia esconder pra sempre. Ficou observando a expressão dela enquanto contava, foi ficando preocupado ao ver o rosto dela ficar deprimido. Por isso tentou ser animado logo depois, falando da ajuda de Kang.

- Bibi... - Disse preocupado ao ver a lágrima no rosto dela.

Mas se calou quando ela abraçou sua cintura e deitou a cabeça no seu ombro. Também retribuiu o aperto do abraço. Se sentiu confortável e aliviado, agora tinha mesmo certeza que Eun-bi não se importava com o que ele era. Queria tanto protegê-la de todos, a abraçou como se a pudesse esconder do mundo. Os pais eram muito idiotas de a deixarem de lado.

Cada vez se apaixonava mais por ela. De repente ficou surpreso quando ouviu ela o elogiar, sua boca semiaberta de espanto se transformou em um sorriso quando sentiu o beijo dela no seu maxilar. Sentiu um calor percorrer pelo rosto. Queria muito beijá-la, mas a deixou se afastar, embora lamenta-se por isso.

O que veio a seguir da bailarina também o deixou espantado. Ficou alguns breves segundos em silêncio absorvendo a informação. Já tinha ouvido falar sobre o quanto ricos podiam ser influentes. Estava surpreso por tudo parecer de repente mais fácil. Entretanto tinha seu orgulho e sua desconfiança natural, isso o deixava receoso. Mas Jae-ki estava realmente desesperado, tudo que queria agora um emprego. Com a halmoni doente então, nem dava para recusar nada. Jae-ki sabia reprimir o orgulho quando era pra sua família.
 

- Omo... Jinja?   - Suspirou surpreso - Isso seria... Incrível! Ahn.. Por mim pode ser o que puder... Ou algo que eu saiba fazer, eu era entregador...

Porém Jae-ki estava acostumado a desconfiar quando a oferta era boa, por isso ficou meio preocupado:

- Mas tem certeza? Não vai te causar problemas? Tipo seus pais não vão surtar? Não quero te ferrar por minha causa, eu sei me virar.  

Se Eun-bi confirmasse que não tinha problemas e não mudasse de ideia, Jae-ki iria aceitar sem pensar mais. A abraçaria a levantando no chão alguns centímetros para agradecer. Ia rir se ela pedisse pra descer.  Depois ia perguntar o que ele precisava fazer, já planejava ir com as roupas que Kang emprestasse também, não queria perder nenhuma chance. Ainda achava que tinha chance de rejeitá-lo mesmo assim.


— Ross



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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Dom Jun 24, 2018 10:46 pm

HEE KYUNG. 8 DE JUNHO.10:50 A.M - 1:45 P.M.

Hye Sun encarou o filho de modo mais profundo uma última vez, mas logo assentiu em silêncio. O garoto não saberia exatamente o porquê, mas havia uma rusga de preocupação no semblante dela. Somente a menção de que Stella viria para estudar que aliviou um pouco a tensão.

- Não há nenhum problema. Avise-me se precisar de alguma coisa. Estarei no meu escritório.

Foi tudo o que aconselhou antes de se retirar. Claro que talvez nao fosse o melhor dia para eles ficarem juntos, visto que o avô estava ali. Porém, Hye Sun sinceramente preferia que Hee Kyung passasse seu tempo com a amiga do que com o sogro. Ainda mais depois de ouvir toda aquela conversa. Não achava bom alimentar esse espírito competitivo e exigir demais.

Muitos jovens chegavam à exaustão física, emocional e psicológica por conta dessa intensa cobrança. Hye Sun não queria que seu filho fosse mais um. Não queria nem pensar nisso!

Depois que o garoto viu a mensagem de Ui Jin, ele foi direto até a caixa de spam onde havia o e-mail da Srta Yang. Mais do que imediatamente, ele seguiu até o grupo - que agora também tinha Kim por ali. Ha Neul e Min Ho ainda estavam sumidos.

WOLDACHIS

Joo Hyuk
Que e-mail? Recebi nada não
Ui Jin
Se formos falar com o diretor, eu consigo ajudar. Mas se for com a srta Yang, eu prefiro preparar os power points e vocês apresentam. Sem condições de falar com aquela senhorita.
Joo Hyuk
Mas que e-mail?!
Ui Jin
Senhorita Yang mandou um e-mail para uma reunião com o diretor, Kim! O projeto do aplicativo chamou a atenção dele
Joo Hyuk
Uwaaau!!! Parabéns, gente!! Vocês vão mandar super bem, tenho certeza!



Uma mensagem de Stella também chegou”

STELLA

Stella
ô! Estou borbulhando de vontade para falar inglês sim!!
Stella
Logo estarei aí =)



Hee Kyung não teria muito o que fazer enquanto Stella não chegasse. Pelo menos não teria antes de ter recebido o e-mail. Talvez agora ele conseguisse revisar algumas coisas à respeito do projeto e pensar numa apresentação. Dali a cerca 48 horas, ele estaria diante da autoridade máxima do colégio para discutir sobre o bullying.

Isso era muita responsabilidade!!

Ele também poderia ver se começaria a compartilhar o caso com as meninas do grupo. Até agora, apenas Han Sona tinha ajudado em algumas coisas, mas não estava 100% metida naquilo, ainda. Min Ho também tinha sugerido uma menina chamada Da Naeyeon - uma das invisíveis. Porém, além desses nomes, também tinha Kim Sun Hee e a própria Stella.

Como o brunch ocupou o lugar do café da manhã e do almoço, Hee Kyung não seria chamado novamente para uma refeição. Ao invés disso, cada membro da família continuou ocupado com seus afazeres.

Eram umas 1:45 P.M quando a presença de Stella foi anunciada.

A menina chegou com uma expressão bastante animada e alegre por ter conseguido resolver tudo. Usava uma calça jeans com uma blusa branca meio presa à ela. Por cima, uma camisa xadrez de manga comprida. Nos pés, um tênis feminino. Era uma roupa bem básica, sem grandes produções na roupa - no rosto sim havia um pouco de maquiagem para exaltar sua beleza natural e o cabelo parecia escovado.


Não era como se não quisesse se arrumar, mas ficou preocupada de aparecer arrumada demais e começar a ouvir coisas. Era melhor agir com naturalidade mesmo.

Trocou os sapatos, buscando pela pantufa das visitas e permaneceu na entrada, esperando por Hee Kyung. Tão logo o visse, abriria um de seus carinhosos sorrisos, o reverenciando.

- Good Afternoon!
(C) Ross



SÁBADO. MISOO, JAEKI E WON. 11:50 A.M. ~ 3:20 P.M.


Eun Bi meneou positivamente diante da pergunta espantada dele. Até deu um sorriso meigo quando viu a carinha que ele fazia. Era bom fazer o bem, para variar - geralmente eles só se estressavam, mas parece que as coisas tinham mudado entre eles.

- Não vão se estressar. Confie em mim… - Deu um gritinho quando ele a levantou no colo e realmente pediu para descer. Claro que foi num tom divertido e não aborrecido.

Tão logo colocasse os pés no chão de novo, ela o encararia bem de pertinho. Fez um carinho em seu rosto e apertou o nariz, de brincadeira. Não chegou a dar chances para um beijo, porque estavam em público e, bom, os amigos também estavam logo ali. Eun Bi era tímida para essas coisas, pelo menos aparentava ser.

- Eu vou ligar depois do almoço e você só vai ter que ir no endereço com o seu currículo. Vá com uma roupa comportada, sem lápis no olho ou gorro. Eu vou tentar uma vaga de estoquista, para você ir se acostumando, mas se gostarem de você, pode ser que seja vendedor. A comissão é melhor, vale o esforço.

Atender gente podia ser um problema, mas ele ganharia mais. De todo modo, ele só saberia se ia curtir ou não o lugar, indo na segunda-feira. Não impediria também de ir nos lugares que Kang já tinha mostrado. Essa oportunidade de Eun Bi aliviava toda aquela tensão, mas não precisava ser uma resposta definitiva.

Depois da conversa que começou com uma pergunta sobre Bomi e terminou com revelações de Jae Ki e Eun Bi, os dois retornaram para a loja.

Misoo e Won Bin pareciam terminar um diálogo um tanto quanto tenso. Apesar da tenista ter sido sincera e dado vários conselhos para o rapaz, a verdade tinha doído. Um pouco tarde, Won percebeu que a única pessoa que poderia aliviar aquela dor que ele vinha sentido seria a própria Bomi. E eles só conversariam por volta das 3:30 P.M, pois era o horário que ele saía.

A tenista não tinha porque lamentar o que disse. Não era um segredo - mesmo que Bomi não tivesse dito nada. Mas ela tinha agido de modo positivo, tentando dar o melhor ponto de vista para o recente amigo.

Woo Jin retornou com a primeira leva de miojos. Colocou para Won, Soo Ji e Misoo. Esperaria que o dele ficasse pronto junto com o de Jae Ki e chegou a oferecer para a bailarina - Eun Bi recusou. Na verdade, ela aproveitaria aquele almoço dos amigos para ir até sua casa trocar de roupa e tomar um banho rápido. Soo Ji parecia em boas mãos, até porque estava bem grudada em Misoo.

Foi graças às conversas de Soo Ji com Misoo e Woo Jin que o almoço não foi um desastre. Tarde demais, Misoo perceberia que estava misturada aos dragões sem suas amigas. Era a primeira vez que isso acontecia, mas de algum modo, ela não se sentia um peixe fora d’água ou mal por isso. Na verdade, parecia mais legal do que andar com Gyu Sik e os meninos. Os dragões eram pessoas mais simples de lidar, sem toda aquela etiqueta social e assuntos de ricos.

Podiam estar num momento triste agora, mas eram simples e divertidos. Fora que Soo Ji era uma criança bem fofa mesmo. Estava encantada com a menina que lhe dera o Stitch.

O almoço dos meninos terminou e Eun Bi chegou. Para manter o contraste preto e branco com Misoo, ela estava com uma blusa branca de manga 3/4, um short jeans claro e um moletom cinza que estava aberto. Nos pés, sapatilhas pretas. Woo Jin teve que voltar para o trabalho, assim como Won foi para o Café.

A bailarina sugeriu, então, que levassem Soo Ji até o parquinho. Podiam ficar lá enquanto os meninos não saíam do trabalho e já que a garotinha estava com “duas moradoras” do local, não haveria problemas. Durante aquele horário, não tinha crianças no parquinho - além do condomínio não ter muitos, hoje em dia, elas geralmente tinham uma agenda cheia com os pais mesmo durante os fins de semana.

Coube ao trio adolescente virar criança de novo - não que fosse muito difícil. Era quase nostálgico para Misoo e Eun Bi brincar por lá. Tinham passado a infância toda brincando juntas. O parquinho estava reformado e era o mais bonito que Soo Ji tinha pisado até agora, mas as duas amigas tinham memórias gostosas do lugar.

Disputaram quem dava o maior salto do balanço, quem atravessava a escada vertical, ajudaram Soo Ji na gangorra e tiraram muitas fotos, principalmente da menininha. Também fizeram a foto reversa, formando um coração preto e branco.

A bateria de Soo Ji ainda não tinha acabado, mas Eun Bi estava um pouco cansada, até porque não tinha almoçado. Sentou-se do lado de fora do parquinho, usando o casaco para se abanar um pouco e esticou a perna no banco. Soo Ji estava bem com o irmão, pedindo para que ele a empurrasse mais alto e aquele seria o primeiro momento que as amigas conseguiriam conversar um pouco.

O celular de Misoo vibrou com uma mensagem de Bomi.


BOMI

Bomi
Cheguei em casa, Sussu.
Bomi
Mas acho que vou ter que deixar o passeio para depois, vou conversar com o Won e depois falo contigo, tá?


A garota tinha digitado sem saber que as amigas estavam pelo parquinho. Não demorou muito e ela apareceu com os braços cruzados caminhando na direção da quadra de basquete que tinha por ali. Usava fones de ouvido, como se quisesse ignorar as pessoas. Eun Bi estava meio largada, tentando se recompor e não se tocou em Bomi. Por conta da mensagem, Misoo saberia que a amiga estava indo ao encontro de Won.

O horário também tinha chegado para Won Bin. Kang veria quando o amigo saísse do Café Beautiful. Não pôde segui-lo, nem falar com ele imediatamente porque o dia estava um pouco cheio para ele. Mas para Won, por todos os motivos, Hyesang não viu problemas dele sair uns dez minutos antes. Os estoques estavam mais do que organizados e ela imaginava que ele tivesse muita coisa na cabeça.

Só não imaginava que o garoto fosse se encontrar com a causadora da dor de cabeça.

Durante o caminho até a quadra de basquete, ele passaria pelo parquinho onde o pessoal estava. Jae Ki ainda estaria com Soo Ji no balanço e não chegou a reparar onde Misoo e Eun Bi estavam. Bomi tinha acabado de se sentar num dos bancos em frente à quadra, debaixo de uma árvore. Estava enrolando os fones de ouvido e colocando o celular do lado. Usava a mesma roupa daquela manhã e cruzou os braços, se cobrindo um pouco melhor.

[ Galera, fiz uma passagem direta pelas horas porque eu preciso que esse grupo siga o mesmo timming. Então, como Misoo tá fugindo de casa e Jae Ki levou a Soo Ji, eu considerei que brincaram com ela e tiveram 0 conversas de climão. Caso queiram iniciar algum assunto, pode ser a partir desse horário, ok? Porque seria muito estranho, nesse momento, deixar dois grupos em horários muito diferentes. Até porque Jae Ki e Misoo são bem fofoqueiros e eu não sei se vão querer espiar a conversa - não estou falando que é pra ir u.u tô dizendo que é uma das possibilidades.]
(C) Ross


SUNNY. 8 DE JUNHO. 12:20 P.M - 5 P.M.


Taemin deu uma risada contida com o comentário dela sobre ele ser legalzinho. A garotinha era bem rancorosa, não é? Só porque ele ficou um tempão implicando com isso, ela resolveu devolver na mesma moeda. Não era como se ele se importasse, ele não se achava nem legalzinho, mas foi algo legal de ouvir.

- Porque é verdade, você é um ímã de problemas. - Achou aquela resposta bem óbvia, até mesmo para ele.

E pensando em questões óbvias e mentes lentas, ele chegou à melhor conclusão de todas. Parecia um acordo muito justo que ela fizesse todos os seus deveres até Julho. Era o mínimo depois do que ele passou por ela.

- Acho justo sim. - Retrucou. - Ué, é só ler seus exercícios e fazer uma colinha boa. - Tão simples. - Se você quiser me passar cola na prova, também acharia legal. Não vejo como essa proposta possa ser ruim.

Cruzou os braços e logo revirou os olhos com o modo que ela falava. Observou como ela se aproximava dele e praticamente pulava para alcançar sua testa. Só deu o peteleco porque ele permitiu - estava achando aquela cena engraçada, por isso não se moveu.

- Vem cá: quem está devendo aqui? Pensei que você fosse uma mulher de palavra, mas me enganei. - Cerrou os olhos. - Eu só pedi dever de casa até Julho, nem foi dever de casa eterno. Aish, você é muito…

Nem conseguiu achar uma palavra, só moveu os braços como se estivesse desistindo de argumentar, por enquanto. Certo, pensaria em como a humilharia publicamente exigindo dever de casa. Quem sabe roubando o lugar de algum amigo ou gritando por ela no meio da educação física. Para uma garota tão certinha, ganhar uma associação ao nome dele não seria nada bom. Um sorriso diabólico se formou em seus lábios, mas ele logo foi desfeito com a surpresa com o que ouviu.

Taemin se sentiu desarmado e descruzou os braços, voltando a enfiá-los nos bolsos da calça. Fez um bico no canto dos lábios, abaixando um pouco a cabeça, mas o sorriso não demorou a aparecer e ele voltou a encará-la.

- Eu não sou arrogante, eu sou realista. Essa medalha já é minha, pode ter certeza disso. - Piscou para ela, mais arrogante e carismático do que nunca.

Crispou os lábios quando ouviu aquele agradecimento e sofreu um leve delay mental. Não conseguiu responder de imediato porque ainda estava calculando as coisas. Tinha mesmo salvado uma menina, não é? E sem nenhum motivo específico. Era tão esquisito...Mas...Gratificante.

Sentia ainda mais vergonha com o que tinha feito com Choi Eun Bi.

Como tinha sido capaz de jogar a melhor amiga no lago e salvar uma desconhecida? Bateu de leve na cabeça, tentando deixar esse passado para trás e quando Sunny tinha dado alguns passos ele disse.

- Ya, Kim Sun Hee-ssi! - A voz grossa ecoou pelo campus e ele ergueu o braço para atrair a atenção dela. Enquanto esperava ela encará-lo, ele ficaria medindo, novamente, o peso daquele nome. Abaixou o braço e a encarou. - Eu prometo que não vou contar para ninguém e...Eu faria tudo de novo, se fosse necessário.

O sorriso dele foi aumentando e a encarou por tempo o suficiente enquanto virava o corpo.

- Quero meu dever de casa pronto na segunda-feira!!!

Implicou e ela nem precisava ver o rosto dele para saber que Taemin estava rindo. O garoto passou a mão pela nuca e foi caminhando despreocupadamente para o ginásio. Tanto ele quanto Sunny sumiriam no meio da multidão que cruzava por eles.

[...]

Depois daquele almoço sem comida e muitas reviravoltas, Sunny voltou a ter um dia bastante atribulado no Café. Nada de ruim aconteceu porque Lee Ha Yi foi capaz de cobrir sua ausência. O segundo round de movimento no café mostrou-se tão intenso quanto o primeiro.

No fim do expediente, Sunny estaria esgotada e faminta. A dor de cabeça típica de estômago vazio, se fez presente, mas não havia nada ali no Café que agradasse seu paladar naquele momento. Passou tantas horas servindo aquele cardápio, que ele não parecia nada atrativo agora.

Lee Hi também estava exausta e faminta. Sunny havia convidado Lee Hi para sua casa e a menina aceitou ir. Tinha muito o que conversar, mas preferia que fizessem isso num lugar onde não pudessem ser ouvidas. Contudo, a fome estava falando muito alto e a amiga sugeriu de comerem um hamburger ou algo bem gordo para compensar o dia caótico.

Uma pausa breve foi feita onde Sunny veria a amiga sem conter o próprio apetite. Devia estar com fome mesmo. Parecia ser um primeiro passo para a melhora. As duas não chegaram a conversar os tópicos mais importantes, na verdade, só falaram sobre o dia anterior e como a bagunça tinha sido boa.

Quando chegassem até a residência Kim, eles encontrariam apenas os cães. O papai tinha ido a um jogo com uns amigos, a titia estava no trabalho com Jun Pyo e Ji Yoo estava no trabalho, para variar. Até era melhor assim porque poderiam conversar sem problemas. Sunny só precisaria acalmar os filhos, trocar comida e água porque eles já estavam loucos de saudade e carentes de atenção.
(C) Ross


Última edição por The Crown RPG em Seg Jun 25, 2018 2:15 am, editado 3 vez(es)
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Won-Bin em Seg Jun 25, 2018 12:39 am



Won terminava uma discussão que havia aberto sua mente mais um pouco: como tinha percebido nos primeiros dias na Wangjo as pessoas não eram preto e branco e haviam muitas nuances de cinza que ele teria de aprender a diferenciar se quisesse se arriscar fora da concha que havia se escondido desde pequeno.

Ainda havia um longo tempo para pensar até o momento que fossem conversar.

Won definitivamente não era a melhor das companhias naquele almoço, se manteve calado a maior parte do tempo enquanto Kang e Misoo ficavam conversando e interagindo com Sooji. Era algo um tanto fofinho de se assistir, de alguma forma Kang e Misoo pareciam se ter uma certa harmonia...

"Eu devo estar imaginando coisas...mas desse jeito a gente vai ter de chamar a Misoo de M-Dragon um dia"

Não comeu muito, ele realmente não sentia fome diante de tudo o que tinha acontecido.

Logo voltaria ao trabalho, então se despediu das meninas de forma educada e saiu. Assentiu para Kang deixando claro que ia falar com ele depois que resolvesse o que tinha de resolver.

Seja lá qual for o resultado.

O dia se arrastou de tal forma que Won parecia estar ali naquele estoque por mais de dez anos. Já tinha organizado tudo de tal forma que a paprica estava literalmente do lado oposto de onde estava a canela no armazem. Se pudesse veria até uma forma melhor para etiquetar os ingredientes.
Foi a forma que encontrou para não enlouquecer ali.

-Eu te dou minha resposta amanhã - disse à chefe ao ser liberado.

Não colocou os fones de ouvido. Não havia fuga daquele momento, não havia como alivia-lo.

Viu Bomi logo a frente, ela provavelmente não tinha o visto ainda.

"Continua linda...aish, eu vou conseguir falar?" parecia muito diferente de quando tomou coragem para falar que gostava dela. O frio na barriga era resultado de vários sentimentos misturados.

Medo, ciúme, dúvida...tudo.

Chegou andando, as mãos no bolso, a olhou nos olhos. Não se aproximaria o suficiente para que segurasse suas mãos, ou que sentisse seu perfume de muito perto.

Temia que perderia toda a linha do pensamento se entrasse em contato físico com ela.

-Oi Bomi - disse sem usar o apelido de B-Dragon ou algo do tipo.

Levou um segundo ou dois para continuar falando. As palavras pareciam bloqueadas em sua boca por algum motivo.

-Eu acho que a gente precisa falar de umas coisas...umas coisas sérias. Eu não...droga, eu não sei bem como falar isso

Respirou, que fosse do começo então.

-Hoje de manhã, foi um acidente. Eu errei o ingrediente daquele café, eu cometi um erro idiota porque eu estava nervoso. Queria agradar ela. Queria acreditar na remota chance de fazer uma bebida tão boa que sua mãe me odiaria um pouco menos

Tolo, ele sabia disso.

-Me perdoe por isso, acho que aquilo foi o estopim e isso...isso me fez descobrir algumas coisas

Levantou as mãos pedindo que ela não o interrompesse. Se tinha de falar aquilo que falasse tudo de uma vez ou não conseguiria.


-Não sei a verdade completa, o que eu sei são rumores, rumores de coisas que você não me contou. A Hyesang quis me aconselhar a ficar longe de você pois você tem namorado. E eu sei...eu sei quem a ela se refere. Ela disse que estiveram no café juntos várias vezes e por isso ela me alertou... - se era prudente ou não falar daquela forma ele não sabia.

-Onde eu quero chegar Bomi é que isso que a gente tem...eu não sei do que chamar, não ainda. Eu gosto muito de você e você me inspirou a fazer muitas coisas. Fiz sacrifícios pra não abandonar essas mudanças que eu fiz... - mais do que ela imaginava - Você sabe muito sobre mim e eu não sei muito sobre você

Aquelas palavras de ontem. Sobre como ela o admirava pelo que era...como doíam.

-Eu gosto de você Bomi. Eu gosto muito de você mas o mundo parece se levantar contra o que a gente sente. Vejo um monte de obstáculos mas eu não tenho a força pra derrubar todos eles. Não sozinho - chegava a conclusão de seu argumento na frase seguinte.

-Só quero a verdade Bomi. O que eu sou pra você? E...você quer lutar por isso também? - sentia que as palavras se embolavam um pouco no final, temia que a resposta fosse realmente a verdadeira.

"A vida é uma luta", diria seu mestre.

O "amor também" concluiria hoje.

Wangjo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Seg Jun 25, 2018 1:32 am

WON BIN. 8 DE JUNHO - 3:30 P.M


Conforme o prometido, Bomi estava no lugar combinado, até mesmo alguns minutos antes. Tinha seguido para lá assim que colocou os pés no condomínio - sem os pais. Os passos dela a levaram até a quadra de basquete, mas o olhar estava muito, muito distante. Ainda estava presa ao almoço e as coisas que tinha ouvido. Uma comida nunca antes tinha caído tão mal e nem mesmo a presença de Gyu Sik e seu apoio foi o suficiente para tranquilizá-la.

Agora estava ali, sentada porque não tinha mais forças para continuar de pé. Os olhos estavam um pouco mais inchados e, como não teve tempo nem de retocar a maquiagem, seguiu assim mesmo.

Umedeceu os lábios vermelhos e com gosto de morango quando ouviu os passos se aproximando. Virou a cabeça na direção de Won e o encarou seriamente. Ouviu o cumprimento e naqueles dois segundos, ela só conseguiu menear positivamente, numa espécie de cumprimento silencioso.

- Ung. Precisamos.

Concordou e, finalmente, se levantou. Manteve os olhos sobre os de Won e o primeiro golpe seria dado mesmo que nenhuma palavra fosse dita. Por mais que ele estivesse sendo verdadeiro e dizendo as coisas de coração, ela parecia relutante em acreditar no que ele dizia. Mesmo assim, ficava de pé, com os braços caídos paralelamente ao corpo. O queixo tremeu de leve, fazendo com que desviasse os olhos por um instante antes de encará-lo de novo.

Não seria necessário pedir tempo antes que ela respondesse, porque a garota não se manifestou. Na verdade, pareceu curiosa em saber o que ele descobrira. A expressão dela ficou ainda mais fechada e ela fez um “tsc”, desviando o olhar e meneando negativamente. Parecia incrédula como as pessoas tentavam se meter em sua vida.

Trincou os dentes, sentindo um nó na garganta. Quando ele terminou, os olhos dela já estavam mais vermelhos, mas não era um choro de lamento, era de raiva.

Raiva de quem? Porque ela parecia irritada com Won Bin - também estava com quem comentou sobre sua vida, mas havia algo crescendo no peito dela que esmagava. Como se tivesse sido traída e usada.


- Por que não começa você me dizendo a verdade? - Perguntou com a voz um pouco trêmula.

Odiou-se por não ter sido mais clara.

Won poderia ficar confuso com o que ela disse, porque tudo o que ele falou até agora tinha sido verdade! A garota respirou pela boca e voltou a encará-lo.

- Eu achei que estivesse apaixonada por você, Hwang Won Bin. Demorei para entender que o que sentia por você não era apenas amizade, era algo a mais. O que aconteceu ontem apenas… - Engoliu em seco. - Alimentou os meus sentimentos. Foi por você que eu terminei um namoro promissor. As pessoas deveriam parar de falar o que acham sem ter certeza.- Disse com rancor. - Eu comecei a conhecer melhor o Seok Ryu Jin durante os ensaios de Now.

A música que Jae Ki tinha odiado ver Eun Bi dançando com Taemin, mas que Bomi dançava com Ryu Ji. Não tinha sido Eun Bi quem namorava ali, era Bomi.

- Ele sempre foi amigo do meu irmão e meu, por tabela. A gente parecia se gostar e foi legal, eu realmente achei que daria certo. Ninguém começa alguma coisa achando que daria errado. Mas então, você apareceu na mesma semana que nossas agendas não estavam batendo e...tudo mudou.

Fungou, controlando as lágrimas que ainda se acumulavam em seus olhos.

- Eu te procurei por semanas, mas não sabia seu nome todo. E quando eu te vi no colégio, eu já não saía mais com o Ryu Ji. - Cruzou os braços. - Não é algo que eu me envergonhe, eu só não pensava que precisasse falar sobre isso tão cedo.

Olhou para o lado por um instante.

- Mas eu me arrependo de não ter continuado com ele. - Foi aí que a garganta dela começou a fechar de novo. - Porque eu me apaixonei por você, mas… - Fechou os olhos, levando a mão até a cabeça. Os ombros tremeram, mas ela recuou.


- Eu vou fazer uma pergunta e, por favor, só me responda mais isso…- Passou a mão pelo rosto e o encarou.- Qual é o nome do seu pai?
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Seo Hyemin em Seg Jun 25, 2018 8:31 am


Para Hyemin estava tudo perdoado, mesmo o fato de ele não ter ido visitá-la pela manhã. Bastou ouvir sua voz sendo tão gentil do outro lado para querer derreter. Estava muito apaixonada por seu quase noivo. Sentia-se com muita sorte.

Ficou especialmente empolgada e feliz com os elogios sobre sua habilidade culinária. Já tinha orgulho de suas capacidades, mas parecia que agora valiam muito mais a pena. Faria novas sobremesas para ele, sem dúvidas! Ficava feliz com a ideia de que pelo menos ele poderia ficar tranquilo de pensar que casaria com alguém que sabia cozinhar. Poderiam ter mil empregados, mas era bem mais gostoso quando o prato era feito pela pessoa amada.

Agora achava que talvez fosse possível compensar a diferença de idade e detalhes muito além de seu controle com coisas como aquela. Sentia-se toda cheia de orgulho e até um pouco tímida.

- Ye~~ - confirmou dengosa o fato de ser boas nos brownies. Ficavam falando bem dela por causa disso? Era tão tão tão melhor ter reconhecimento por parte dele. - Ani. Ani. Araso!  ~~  

Pessoalmente o olhar dele a intimidava um pouco, bem como o perfume maravilhoso e o porte. Era muito difícil falar, mas por telefone, não conseguia controlar direito o jeito abobalhado, talvez também por não ter a presença do pai e da sogra ou porque a conversa estivesse bem mais agradável, apesar das circunstâncias (que circunstâncias? Nem lembrava mais).  

Além disso, ela conseguia pontencializar sua energia pulando no meio do shopping. Quando disse que as rosas combinavam com ela, a menina nem conseguia imaginar o que teria feito se ouvisse algo assim pessoalmente. Provavelmente teria desmaiado. No telefone só deu uma risadinha, mas seu rosto corou de uma vez e ela puxou o ar e encostou mais o telefone no rosto. Ela não achava aquele gracejo brega, pelo contrário, ela queria escrever todos eles em um caderninho e ler todos os dias. Era como nos filmes!! Queria sair berrando no shopping para todo mundo ficar sabendo.

”ROSAS COMBINAM COMIGO!!!!!!!!!!!!!”




Não entendeu nada da explicação de chip e celular, mas às vezes tinha problema quando trocava de modelo mesmo. Essas tecnologias eram complicadas mesmo. O triste mesmo é que tivessem deixado que ele se machucasse assim. Era um absurdo! Coitadinho.

- Ani, deviam ter olhado com mais cuidado…    - protestou, fazendo um biquinho. Era uma defensora cega de todos os seus amigos (Yerin era prova viva disso). - Ainda bem que não aconteceu algo pior - sorriu, já completamente vendida à história.

Hyemin encostou-se à vitrine, com um sorriso enorme no rosto, balançando parte dos cabelos, ficando bem à vontade. Achava que podia ficar horas conversando no telefone com ele agora, estava gostando da sensação.

- Imagina. Está bem~ Obrigada~ Melhoras,  oppa~~

Acabou desligando rapidamente, porque não aguentava mais de ansiedade. Observou um pouco o número desconhecido nas últimas chamadas e prontamente o adicionou, depois deu um beijinho no telefone e ergueu o rosto, encontrando a amiga com a raspadinha.  Sem se conter, ela deu pulinhos até ela.

- Riiiin. Eu tô muito feliiiiz - pegou a raspadinha. - Komawo, komawo.  - ela cobriu a boca com o doce, dando um sorrisinho de covinhas só com os lábios, contendo as informações porque não queria aborrecer a amiga. -  Vamos sentar enquanto eles estão lá dentro?

A garota ficaria dispersa, dando sorrisos e risadinhas para ninguém, relembrando a conversa.

Gangnam

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Yeun Misoo em Seg Jun 25, 2018 9:54 am



Misoo deu um sorriso alegre para Won, feliz por ter ajudado e encerrou aquela conversa satisfeita. Tinha sido bastante crítica da amiga e foi mais otimista em sua fala do que se considerava de verdade naquele caso. Porém, eles que se entendessem. Entre Won e Bomi, ela tinha que defender a amiga, mas o que era justo era justo e ela que não ficaria acobertando mentira para um cara legal como ele. Achou aquele papo de irmão muito ridículo e por isso contou a verdade. Nem podia chamar de fofoca porque não inventou nada ou fez conclusões próprias. Era só o que qualquer pessoa que tivesse entrado na escola antes deles saberia. A parte que mais lhe ajudou saiu mais porque ela estava dando indireta para Jaeki. Pelo menos funcionou.

Não retomou os assuntos chatos e comeu com os garotos. Sempre teve uma coisa meio moleca, por isso achava que fazer amizade com aqueles meninos tinha sido tão fácil. Gyu era um amigo antigo e legal também, mas ele era muito fechado e cheio das contenções que ela nunca tinha entendido, mas hoje achava que poderia ser por gostar dela, quem sabe? O fato é que ali a simplicidade a deixava mais tranquila. Tirando Jaeki, que era uma desavença particular, os outros eram bem leves e divertidos, sem julgamentos chatos e o importante: nenhum tinha família intima da sua. Sem querer conseguiu comer de novo, distraída com Sooji e papos aleatórios.

Tirou fotos com a bailarina para postar nas redes e foi com a criança para o parque. Não foi difícil mesmo para brincar com a menina, que em nada parecia o grosso do irmão dela. Ela não tinha problemas em rolar no chão, agarrar Eunbi, fazer pique-esconde e afins. Ela fez uma cena com a amiga, coroando Sooji oficialmente a “Princesa do Parquinho” e a colocou no topo do escorregador com seu guarda-costas real, o Stitch. Era bem bobona.No momento que só brincava com ela lembrou bastante a infância e por isso não quis colocar ali assuntos desagradáveis, até porque não teve espaço para isso, porque não estavam sozinhas.

Misoo descansava e tirava um pouco de areia do cabelo quando notou a mensagem de Bomi. Não ficou surpresa. Já tinha spoiler que os dois conversariam, só não sabia que a veriam por ali.

Bomi

MiSoo
Não se preocupa. Não tenho nada pra fazer, é só você me chamar depois.
MiSoo
Boa sorte!!! Vai ficar tudo bem, confia


Confiava que sim, porque já tinha dado uma mãozinha e visto o quanto aquele menino gostava dela. Só uma confusão muito grande agora para que aquela conversa não desse certo. Assim que viu a amiga atravessando o lugar, cutucou Eunbi a seu lado e começou a cochichar.

- Olha! Ela tá indo falar com o Won agora...

Da última vez ela e os dragões saíram para bisbilhotar a conversa de Eunbi e Jaeki. Fariam isso de novo? Ela apenas observou a amiga, esperando ver o que ela gostaria de fazer. Não estava especialmente animada para ficar ouvindo, porque foi ela quem deu um monte daquelas informações para Won, né? Mas se a bailarina quisesse, ela a seguiria para ouvir logo no começo. Caso contrário, sua curiosidade só ficaria mais atiçada depois de uns 10 minutos, quando perderia o autocontrole pra dar uma espiadinha para ver se já estavam dando beijinhos de pazes.

Parquinho

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Park Hyun Hee em Seg Jun 25, 2018 12:26 pm



Hyun ainda deu um sorriso e encostou os lábios na testa dela. Apesar de não achar certo que ela tivesse largado tudo para vê-lo, é o que ele faria também. Tinha gostado da pessoa certa. Ficou aliviado também que ela fosse compreensiva. Não que ela incomodasse, mas não conseguiria dar suporte em um dia como aquele.

Quando a família toda apareceu novamente, seu semblante mudou e ele voltou a ser mais frio. Não disse nada no elevador, preferindo ficar de mãos dadas com a menina.

- Obrigado por hoje. Cuide-se. - deu um pequeno sorriso para ela e foi embora.

Já não tinha mais intimidade com o irmão na presença do tio, mas fez uma mesura para ele antes de ir embora.

A casa da tia parecia bem menor e mais simples do que o padrão que estava acostumado, mas de alguma forma parecia menos fria também. Foi quando chegou que ele sentiu o peso do cansaço. Sua mente não estava mais funcionando. Só queria deitar.

- Eoh. Komawo - fez uma breve reverência à tia. Estava bastante respeitoso e até um pouco formal demais, mas era o resultado de tanto tempo sem se falarem.

- Obrigado. Talvez você tenha razão - comentou antes de entrar no quarto após o primo mostrar a casa. Lançou um olhar significativo e agradeceu o momento de privacidade.

Fechou a porta do quarto e enviou uma mensagem muito breve para Chaeyoung, avisando que tinha chegado e descansaria agora. Era uma retribuição para que ela não ficasse preocupada.

O banho relaxou bastante seus músculos e ele teve tempo só de botar uma calça e se jogar na cama com o quarto todo apagado. Quem imaginaria a noite terminando daquele jeito e o dia começando assim?


Humor: depressivo /---++

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Won-Bin em Seg Jun 25, 2018 3:17 pm



Won notou os olhos inchados de Bomi: o que deveria ter discutido com a mãe para que continuasse a chorar?
Sentia o coração pesado mas precisava falar. Precisava entender a situação toda ou achava que jamais ia achar a saída do labirinto que era aquela situação.

Ela se levantou e Won disse. Finalmente disse tudo aquilo que o incomodava e que incomodava a ela também pelo visto.

Algo não parecia certo.

Won não sabia interpretar aquela raiva que crescia nela: por qual razão agora era ele o alvo? Talvez devesse ter ficado calado quanto ao assunto do “namorado”, mas talvez fosse a melhor maneira cortar essa dúvida pela raíz.

- Por que não começa você me dizendo a verdade?

A expressão mudou para confusão.

-O que? Como assim…

- Eu achei que estivesse apaixonada por você, Hwang Won Bin. Demorei para entender que o que sentia por você não era apenas amizade, era algo a mais. O que aconteceu ontem apenas… - Engoliu em seco. - Alimentou os meus sentimentos. Foi por você que eu terminei um namoro promissor. As pessoas deveriam parar de falar o que acham sem ter certeza.- Disse com rancor. - Eu comecei a conhecer melhor o Seok Ryu Jin durante os ensaios de Now.

Won não recebia a confirmação de que era Ryu da melhor forma, mas tentava controlar a expressão facial e deixar ela falar.

”Achou que estava? O que aconteceu ontem foi…” como temia o evento da roda gigante parecia cada vez mais uma obra de fantasia do passado do que algo que realmente significava o que significou.

- Eu te procurei por semanas, mas não sabia seu nome todo. E quando eu te vi no colégio, eu já não saía mais com o Ryu Ji. - Cruzou os braços. - Não é algo que eu me envergonhe, eu só não pensava que precisasse falar sobre isso tão cedo.

Então ele realmente era algo do passado como Misoo tinha falado. Por mais que se sentisse mal por trazer aquele assunto a tona ele não se arrependia de finalmente entender que suas suspeitas, e seu ciúmes, não eram infundados.

- Mas eu me arrependo de não ter continuado com ele. - Foi aí que a garganta dela começou a fechar de novo. - Porque eu me apaixonei por você, mas…

Aquilo inflamou o peito de Won.

Um erro. Won sentia que ele era um erro na vidinha perfeita e popular de Bomi. A raiva era quase capaz de criar chamas de verdade.

- Eu vou fazer uma pergunta e, por favor, só me responda mais isso…- Passou a mão pelo rosto e o encarou.- Qual é o nome do seu pai?

E então algo “clicou” em sua mente. Aquilo que sentia que estava errado de repente começava a tomar forma. A forma de um assunto que havia trazido a primeira grande briga com o pai e o assunto que havia investigado nos últimos dois meses sem sucesso.

Havia algo entre seu pai e a família Yoon que fazia com que ele desejasse o total afastamento de Won daquele Café e daquele lugar. Pelo visto a postura dos Yoon era a mesma.

-Bomi...eu só me arrependo de uma coisa - disse primeiro olhando para baixo, olhando o olhar para encara-la em seguida
- Eu me arrependo do fato de que a primeira garota por quem eu me apaixono, a primeira que eu tenho a coragem de dizer o que eu sinto e em quem eu dei o meu primeiro beijo, a garota que me fez querer me tornar alguém melhor...alguém que me fez sair da casca que eu me escondi desde que minha mãe morreu...é você. Uma garota linda e independente mas que faz parte de uma família que meu pai odeia, e eu nem sei porque ele odeia- sentia os olhos marejarem. Por que a vida era injusta desse jeito?

-Alguém que me fez lutar pra continuar naquele emprego, me motivou a lutar pelo que acredito, contra meu próprio pai que me proibiu de continuar no café se eu quisesse treinar

Tudo o que havia em seu peito se derramava assim como as primeiras lágrimas que caiam de forma sutil.

-Eu quebraria todos os ossos do meu corpo pra mudar esse ódio e derrubar todos esses “mas” que me tornam um erro na sua vida e no seu futuro promissor - o “promissor” foi dito com ênfase, mostrando como sentia raiva da forma como ela tinha dito aquilo.

-O nome do meu pai é Hwang Song Choi - disse como conclusão de seu argumento. Permaneceu parado ali, pronto para o próximo golpe que viria da boca dela.

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Seg Jun 25, 2018 8:50 pm


Jae-ki riu, mas a colocou no chão em seguida. Balançou a cabeça para confirmar que iria seguir as recomendações da bailarina para o emprego. Concordou com tudo que ela disse sobre o trabalho, não se importava em ser estoquista, agora só queria mesmo ter um salário. Só pensaria nessa coisa de ser promovido futuramente.

- Eoh. Valeu mesmo Bibi.

Agradeceu, era algo bastante importante. Embora parte sua se sentisse meio mal pelo seu orgulho, outro lado seu estava mesmo feliz por ter essa opção. Claro que era incomodo ter que ser sempre o cara que precisava de ajuda, o que nunca tinha dinheiro, o menino carente. Nas frente dos amigos não se sentia tanto assim, até porque eram parecidos. Mas não dava para ser orgulhoso numa situação dessas. Outro lado bom é que se as coisas dessem certo, nem precisaria preocupar a halmoni e a Soo-ji.

Quando foram almoçar com os dragões, Jae-ki ficou muito feliz de ver a irmã comendo também. Geralmente ele que se dava bem nas saídas dos amigos, mas dessa vez Soo-ji participava. Kang era mesmo demais, não demorou para Jae-ki acabar, o macarrão praticamente deslizava pela sua garganta.

Depois foram ao parque, Jae adorou essa ideia por causa da sua irmã, o passeio saía melhor do que esperava. Ele se juntou à brincadeira com as meninas, já estava acostumado a brincar com ela, mas diferente das garotas, seu jeito era mais bruto. Em um momento fingiu ser um monstro perseguindo a irmã ou atacando o castelo e se jogando no chão quando foi "morto". Claro que participou das brincadeiras delas também. Ficou observando com um sorriso feliz e bobo a irmã sendo coroada na brincadeira de princesa.

Ele achava MiSoo muito irritante, mas vê-la ali tratando bem sua irmã, fez ela ganhar muito crédito com ele. Para ele era muito importante ver alguém a tratando bem assim. Não esperava que a tenista iria ser tão legal com Soo-ji. Com certeza ajudaria MiSoo se ela precisasse. Porém Eun-bi se cansou e MiSoo foi sentar com ela. Jae já estava acostumado com o ritmo da menina, por isso aguentava bem.

Jae-ki balançava sua irmã para ela ir bem alto como o pediu. Nesse momento que viu Won passando, provavelmente era a hora que se encontraria com Bo-mi. Isso o preocupou um pouco. Antes até achava Bo-mi uma garota legal, mas agora tinha vontade de ir atrás e ajudar Won. Jae fez Soo-ji parar de se balançar com cuidado, chegou perto dela e perguntou com um sorriso:

- Soo-jiya, você está gostando do passeio? Gostou delas? Se precisar de alguma coisa me fala.  

Ele sabia que a irmã estava bem, a viu sorrindo tantas vezes, mas era bom confirmar e ver se ela queria algo, como se estava com sede ou algo assim. Lançou um olhar na direção de MiSoo e Eun-bi, em seguida voltou-se para irmã e disse implicando:

- Elas são moles, já cansaram, tsc, tsc...

Jae era meio moleque, para provocá-las, berrou de onde estava:

- Ya!! Já cansaram?!!!

Depois disse a irmã:

- Vem, vou te mostrar uma coisa.

Ele subiu no topo do trepa-trepa e gritou para se aparecer para elas:

- Sem os pés!

Jae-ki tentou se equilibrar só com as mãos e consegui um pouco, mas não demorou para voltar a por os pés de volta. Estava aprontando igual uma criança.


Desceria o trepa-trepa e olharia de novo para elas. A verdade é que estava bem curioso para saber o que aconteceria com Won. Mas conhecia o amigo o bastante para saber que ele não iria gostar que ele se intrometesse. Se elas duas continuasse conversando ou o ignorassem, ele iria depois de alguns minutos até elas perguntar se sabiam de alguma coisa.

 


— Ross



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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Ter Jun 26, 2018 9:30 pm

WON BIN. 8 DE JUNHO - 3:30 P.M


Bomi só queria uma resposta simples para a pergunta mais importante daquele momento. Ao invés disso, Won Bin encontrou espaço para rebater as coisas que ela havia dito anteriormente. Suas palavras tinham sido duras e, aparentemente, assim como ela era capaz de dizer palavras gentis e fazer expressões doces, também possuía um reverso igualmente intenso.

Agora mesmo ela o encarava com um rancor latente. Havia, claro, uma parte dela que gostaria que tudo aquilo fosse engano e eles conseguissem terminar a conversa tentando se desculpar e lutando pelo que tinham começado. Algo que nem ela entendia direito o que era, pois nunca sentira algo semelhante.

Porém, ela mantinha um olhar típico das herdeiras: superior, tornando-se mais distante do que nunca. Era o modo como ela reagia por se sentir enganada e traída pelo próprio Won.


Que tipo de coisas ela não tinha ouvido para chegar assim desse modo? Era mesmo só uma questão de erro humano no café?

Os lábios carnudos se fecharam, chegando a ficar meio escondidos formando um beicinho. O queixo dela continuava tremendo e as lágrimas se acumulavam com intensidade - as íris naturalmente avermelhadas, ganhavam a companhia daquela vermelhidão que as lágrimas provocavam.


Sentiu o ego magoado por ele retrucar que ele também se arrependia. Isso a fez ajustar ainda mais a postura e buscar ar. Só não teve mais sucesso porque o nariz começava a ficar obstruído por conta do choro. Cerrou os braços, fechando os punhos com forças ao mesmo tempo em que soltou os lábios e os umedeceu. Desceu o olhar por um instante, mas ergueu ao ouvir a confirmação, indireta de que ele era mesmo filho daquele homem. No mesmo instante, as lágrimas voltaram a escorrer pelo rosto dela e era revoltante como até o ritmo delas parecia perfeito.

Naquele instante, Won Bin saberia que ela não voltaria com palavras gentis. Já a conhecia o suficiente para calcular até mesmo a versão que ele pouco conhecia. Não havia o gesto de arrumar o cabelo, nem bochechas coradas. Era uma garota diferente que se apresentava, mas ainda assim a Bomi.

Meneou negativamente com a conclusão dele e deixou os ombros caírem ao ouvir o nome.

- Você… - Estava difícil respirar. - Você sabia que seu pai odiava minha família, sabia que seu pai tentou prejudicar o meu, de modo gratuito. E que ele ainda tenta. E...Mesmo assim, você foi incapaz de me dizer qualquer coisa.

Trincou os dentes.

- Eu achava que minha mãe estava te perseguindo por você ter sido grosseiro com ela naquele dia… - Deu um passo na direção dele para encará-lo melhor. - Mas depois de hoje e de ouvir o que ouvi, como eu posso acreditar em você? Como acreditar que você não quer machucar a minha família também, mesmo através de mim?

Teve vontade de ser ela mesma a quebrar os ossos dele naquele momento, mas como ele bem já sabia, ela não tinha força nem para socar um brinquedo direito. As palavras, contudo, conseguiam esmagá-lo como um trator. Ela até chegou a grunhir e bater o pé no chão porque se sentia muito burra, iludida, enganada.

Logo ela que sempre se achou um pouco esperta.

- Você se arrepende por ter sido eu? E eu me arrependo por ter sido logo você! Por ter acreditado em você!! - Apontou na direção dele. - Você pode não ter sido o meu primeiro beijo, nem o primeiro garoto que eu gostei, mas com certeza foi o primeiro que amei. E é por isso que… - Ficou ofegante, precisando puxar mais ar - está doendo tanto.

Levou a mão até o peito, apertando o tecido do cardigã enquanto os ossos da clavícula ficavam mais evidentes quando ela puxava o ar. Não conseguia falar mais nada, mas talvez nem tivesse condições. Deu um passo para o lado para começar a passar por ele.


Para ela, a conversa tinha acabado ali.
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Won-Bin em Ter Jun 26, 2018 11:58 pm



Aquela discussão machucava os dois: o conflito de suas famílias havia chegado até eles e diferente de um conto romântico como Romeu e Julieta não pareciam nada perto de querer lutar contra esse ódio.

Na verdade pareciam contaminados pelo ódio também, com sentimentos de culpa e arrependimento misturados a uma paixão que ainda era forte.
Mas não o bastante.

Pela primeira vez Won sentiu como Bomi podia ser diferente: aquele olhar de superioridade a tornava irreconhecível. Onde estava a Bomi por quem tinha se apaixonado?
Que tipo de monstro ela achava que ele era agora? Ela até fechava os punhos.

- Você… - Estava difícil respirar. - Você sabia que seu pai odiava minha família, sabia que seu pai tentou prejudicar o meu, de modo gratuito. E que ele ainda tenta. E...Mesmo assim, você foi incapaz de me dizer qualquer coisa.

"Isso é injusto Bomi. Muito injusto, eu ia te contar" formou as palavras na boca mas não conseguiu dize-las antes que ela também explodisse.

- Eu achava que minha mãe estava te perseguindo por você ter sido grosseiro com ela naquele dia… - Deu um passo na direção dele para encará-lo melhor. - Mas depois de hoje e de ouvir o que ouvi, como eu posso acreditar em você? Como acreditar que você não quer machucar a minha família também, mesmo através de mim?

A cara de Won era de confusão. As próprias lágrimas dele não diziam nada? Como ela podia ser tão cega a ponto de achar que ele queria machucar ela e a família dela?
Won não podia deixar de sentir como talvez seu pai estivesse certo: um Yoon é um Yoon e o fruto não cai longe da árvore.

- Você se arrepende por ter sido eu? E eu me arrependo por ter sido logo você! Por ter acreditado em você!! - Apontou na direção dele. - Você pode não ter sido o meu primeiro beijo, nem o primeiro garoto que eu gostei, mas com certeza foi o primeiro que amei. E é por isso que… - Ficou ofegante, precisando puxar mais ar - está doendo tanto.

Won nunca desejou tanto sumir como naquele instante. Sentia arrependimento de não ter se escondido no primeiro dia de aula também, se esconder para sempre...talvez assim pudesse ter evitado essa dor tão grande.

Se doía o peito de Bomi, para Won nem as fraturas nos dedos doíam como agora.

Ela batia o pé e terminava a discussão ali mesmo. Won sabia que ela não diria mais nada.

Não, não podia acabar assim.

Won sentia um ódio quase letárgico, mas não era realmente direcionado a ela: era direcionado ao seu pai, aos Yoon, a todas as mentiras que viam a tona e destruíam aquele relacionamento antes mesmo de começar.

"Não, isso não tá certo. NÃO!"


Sem dizer nada ele segurou o braço dela antes que ela começasse a ir embora, enquanto passava do seu lado.
Ele não segurava com força, na verdade Bomi sentiria agora como ele estava tremendo o tempo todo.

Respirou fundo e abriu a boca pra falar.

-Quando eu tinha cinco anos eu vi minha mãe ser morta na minha frente. Eu fiquei chorando por meia hora sobre ela. Eu vi o buraco da bala na testa dela e eu estava sujo de sangue quando alguém chamou a polícia - não sabia porque logo agora, no pior dos momentos, contava uma memória que tentava reprimir tantas vezes e que não contava a ninguém.

-Meu pai mudou desde aquela época. Ele se afundou em trabalho e ele nunca mais me contou nada do que ele fazia no serviço. Ele me diz que trabalha com papelada hoje mas eu nem sei se acredito muito nisso. Eu fiquei sozinho a maior parte da minha infância em casa, ignorante do que meu pai fazia

Não a soltaria ainda.

-Eu soube que ele não gostava do Promotor Geral Yoon Woo-Jin há dois meses, quando eu comentei que uma senhora no café havia discutido comigo. Só então eu soube que ele na verdade tem...medo dos Yoon. Medo que eu me envolvesse com um deles - dizia tentando controlar a voz, mas era tremula e as lágrimas não paravam ainda - Ele me deu um tapa na cara quando eu pressionei pra ele me contar o porquê. Bomi...meu pai nunca ergueu a mão pra mim

Assim acabavam todos os segredos que guardava dela.

-Eu não falo com meu pai há dois meses desde que ele fez isso. Eu não posso treinar no dojo porque eu não queria perder você! Bomi, não seja tão injusta comigo, olhe pra mim - ela provavelmente desviaria o olhar - Olha pra mim! Eu pareço com alguém que queira machucar você ou a sua família? - soltou o braço dela.

-Queria investigar o caso que meu pai trabalhou com o seu pai antes de te perguntar sobre isso. Eu queria que essa conversa não fosse assim, comigo e você destilando o mesmo ódio que os nossos pais

Com a manga da camisa passava no próprio rosto, tentando secar um pouco os olhos.

-Eu te amo Bomi e por isso eu odeio o fato de não ter nascido um Ryu-ji, um cara rico e herdeiro que pode ser perfeito. Se você realmente acredita que eu sou um erro na sua vida. Se você realmente quer dar meia volta e me dar as costas, sair daqui e não olhar pra trás... - respirou fundo.

-Se você quer deixar esse amor pra trás, então vá. Eu então nunca mais vou pisar os pés aqui, você nunca mais vai me ver no café. Eu vou ser um fantasma que vai passar pelo seus anos da Wangjo e do qual você nunca mais vai ver depois disso

Se ela realmente continuasse andando...

-ENTÃO VÁ! VÁ! Vá embora!


Mas ficar só era a pior das sensações. A pior dos sentimentos. Nunca sentiu o coração tão destroçado como agora.

Desejava do fundo do coração que Bomi olhasse para trás. Nunca desejou algo tão intensamente como agora...

Wangjo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Qua Jun 27, 2018 1:37 am

SÁBADO. MISOO E JAEKI. 3:20 P.M.


Após a coroação da Princesa do Parquinho, Eun Bi precisou descansar um pouco. Fazia tempo que ela não brincava tanto assim e a sensação era bastante nostálgica. Porém, o fôlego dela não andava dos melhores e sempre havia uma preocupação extra com o seu pé. Tinha gastado um bom tempo ali brincando, mas realmente precisou se sentar.

Enquanto a melhor amiga se aproximava, ela mantinha a perna esquerda dobrada sobre a coxa e passava a mão de modo discreto pelo tornozelo. Não tirava o olhar do parquinho, vendo como os irmãos pareciam se dar bem.

No fim, ela nem tinha conseguido conversar direito com Soo Ji. Foram tantas confusões simultâneas que ela foi incapaz de fazer a primeira de todas.

Ao seu lado, Misoo ficou digitando no celular, mas Bibi não olhou para ela. Continuava vendo os dois juntos no balanço. Jae Ki logo parou para falar alguma coisa com Soo Ji e foi o tempo que Bomi passou. Recebeu o cutucão e olhou de modo curioso para aquela cena. A amiga parecia com uma cara muito séria. Dava para sentir que a aura dela estava esquisita, como se algo ruim fosse acontecer.

- Tô vendo...Vem cá, alguém te perguntou sobre… - Foi interrompida com o grito de Jae Ki

Levou um susto e olhou para lá. Faltava modos a ele, mas ela achava uma gracinha.

- Sim, eu estou morta!! Já me rendi!! - Ergueu os braços e riu de novo.

Won passou logo em seguida e quando Jae Ki começava a fazer aquela macaquice de se pendurar de cabeça para baixo, Bibi só meneou negativamente. Meninos eram tão...meninos. Riu e falou baixinho com Misoo, olhando para ela só por um instante.

- Sobre o Ryu Ji? O Jae me perguntou se é verdade que ela tinha um namorado. Eu não falei nada, Sussu. Nem sabia o que dizer, na verdade. - Ficou um pouco preocupada.

Sua curiosidade queria ir até lá, mas achava que não fosse ser algo bonito de se ver, principalmente considerando esse súbito interesse dos meninos em sua vida amorosa e a cara que Bomi tinha feito. Misoo teria tempo de responder à pergunta antes que Jae Ki e Soo Ji chegassem até elas.

[...]

Soo Ji tinha o melhor dia de sua vida. Nunca antes estivera num lugar tão bonito e cercada de gente com brincadeiras legais. Amou cada momento, cada foto que as princesas a ajudaram a tirar. Ela se sentia extremamente feliz.

Se alguém jogasse Pó de Pirlimpimpim, ela seria capaz de voar sem nenhuma dificuldade. Bastaria transmitir o que sentia agora.

Depois de ser coroada, o primeiro pedido dela foi para que o irmão a empurrasse no balanço. Naquele instante, ela não precisou da Fada Sininho porque realmente estava alcançando as nuvens daquele céu nublado. Fechou os olhos, sentindo o vento na cara, mas percebeu quando o irmão foi diminuindo o impulso para falar algo importante com ela.

Abriu os olhinhos e o encarou enquanto segurava nas correntes do balanço.

- Ung! Eu estou amando!!! É o melhor dia da minha vida!! Até ganhei algodão doce hoje!! E lamen!!! Uwaaa, estava uma delicia!! - Juntou os dedinhos abaixo da boca e tamborilou enquanto sacudia de leve o corpo.

Olhou na direção das meninas quando ouviu o comentário sobre terem cansado. A princesa bailarina parecia cansada mesmo, mas a princesa dos jardins não. Encolheu-se com o grito e o encarou com uma expressão de reprovação, mas logo sorriu de novo. Concordou em ir até onde ele queria depois de ouvir a resposta de “Minah”.

Parou e arregalou os olhos com o que ele fez.

- Oppa!! Você vai se machucar!! Aishhh… - Fez um palmo de bico e cruzou os braços. - Eu vou ter que costurar sua cabeça se você cair daí. Eu não sei fazer isso!! Hajima! - Fez uma cara bravinha e o puxou pelo tecido da blusa para longe dali.

Deu apenas alguns passos e, de repente, o abraçou. Foi um abraço bem carinhoso e longo.

- Komawo por hoje, oppa! Eu te amo muito! - Disse daquele jeitinho meigo e o olhou para cima.- Estou com um pouco de sede...Será que você pode me dar um suquinho da loja do Kang-oppa?

Fez a pergunta com um pouco de vergonha, mas ela estava mesmo com sede e não tinha visto bebedouros por ali - as pessoas geralmente carregavam garrafinhas. Visto que todos tinham dado uma pausa, ela também decidiu sair do parquinho, andando de mãos dadas com o irmão.

Misoo e Eun Bi estavam se encarando, terminando um assunto. Bibi fez uma cara de “aigo”, mas logo voltou a atenção para os dois.

- Ué...Você também cansou, seu idosinho? - Perguntou para Jae Ki.

- Ani! Eu que tô com um pouquinho de sede… - Soo Ji respondeu.

- Ah é? Que coincidência, eu também estou. Quer ir comigo lá embaixo na loja do Kang? Ou talvez no Café...Hmmm tem umas coisas tão gostosas lá.

- Uwa…- Soo Ji ficou um pouco confusa e olhou para o irmão.

- Vamos, vamos. A gente também não tinha terminado aquele papo, lembra? - Mexeu de leve a sobrancelha.

- Verdade...Hm...Você também vem, oppa?

Olhou para ele. Eun Bi também o encarou. Na verdade, ela não sabia se seria uma boa ele ir, mas a oportunidade apareceu para que ela evitasse o impulso de ir espiar Bomi e Won Bin. Estava com vontade? Sim, estava morrendo de curiosidade! Mas não queria passar a vergonha de ser pega. Ainda se lembrava do papelão deles no Lago. Aquela seria uma boa vingança, mas....Tentou ser superior.

Pelo menos lá haveria Kang também e, de todo modo, tanto Bomi quanto Won teriam que passar por ali - era o caminho para a saída, afinal e casa dos Yoon era uma das primeiras. Eles poderiam ficar à espreita e ajudar, caso vissem algo estranho.

- Vamos, Sussu? - Eun Bi encarou a amiga. Imaginava que ela também estava se coçando para ir espiar, mas se ela não podia ver, era justo que Misoo também não visse!

Independente de quem topasse ir ou não, Eun Bi e Soo Ji começariam a caminhar na frente, de mãos dadas.
(C) Ross


WON BIN. 8 DE JUNHO - 3:30 P.M


No instante em que passou por ele, Bomi puxou o ar com mais força, como se estivesse buscando um resquício ínfimo de coragem e dignidade para continuar andando até o fim. Contudo, antes que ela completasse a respiração, sentiu a mão dele em seu braço. Não havia força, mas também não tinha porque existir. Ele já era muito mais forte do que ela e mesmo um toque trêmulo seria o suficiente para travá-la. Diferente de suas amigas, ela tinha um corpo mais frágil, sem as mesmas resistências ou condicionamento físico.

Olhou para o toque um pouco alarmada. Como tinha passado um pouco, Won teria apenas uma visão de seu perfil, mas seria o suficiente para ler algumas nuances da garota. O rosto ainda tinha aquela expressão nova, cheia de ressentimentos, mas assim que percebeu como o corpo dele tremia, ela travou o ímpeto de retrucar. Os lábios se fecharam e as sobrancelhas tornaram o rosto dela mais triste e infeliz do que irado, como antes.

Parecia quase como se ela estivesse voltando a si.

Trincou os dentes quando ele começou a falar e perdeu o fôlego logo na primeira oração. Os ombros dela caíram porque tudo o que conseguiu visualizar foi aquela criança chorando pela mãe. Era um trauma para a vida inteira e o pior era que ela nem sabia que tipo de coisa se dizia num momento desses. O evento tinha ocorrido onze anos atrás, pelas contas, mas mesmo assim, era o tipo de dor que nunca fechava.

O tipo de dor que ela nunca queria experimentar na vida. Dava para perceber que ela amava e respeitava muito seus pais.

Tinha abaixado um pouco a cabeça e o punho que antes estava fechado e resistente, começou a ceder um pouco ao toque. Ela ficaria para ouvir, mas ainda não tinha se virado para encará-lo. Não era como se fosse capaz, ainda mais agora que ouvia aquela história tão íntima e profunda.

Ficou um pouco mais tensa ao ouvir sobre o pai dela. De algum modo, ela realmente estava criando aversão ao genitor de Won. Quis retrucar quando ouviu que o pai dele parecia ter “medo” de sua família. O que? Isso não fazia nenhum sentido! Parecia doloroso para Won ficar dois meses sem falar com o pai, ainda mais depois de ter tomado um tapa.

Ela tinha tomado um de leve naquela manhã e a sensação tinha sido péssima.

Sentiu-se tentada a encará-lo agora, ainda mais depois de ouvir que ele tinha desistido do dojo por ela. Porém, quando ele mandou que ela olhasse, o instinto rancoroso a fez desviar o olhar. Fechou os olhos, sentindo a mão livre, mas virou-se com a ênfase. Começou a olhando para baixo e o corpo dela ainda dava alguns soluços por conta do choro que não tinha parado.

Depois de ouvir tudo isso, suas resistências fraquejaram um pouco. Estava se sentindo muito confusa com a quantidade de informações que teve num único dia.Dava para ver que ela lutava contra as vozes que estavam em sua cabeça, mas parte dela já estava muito relutante ao nome dele. E não era algo que pudesse se livrar tão facilmente.

O peito fechou de um jeito que a fez se encolher um pouco quando ouviu que ele a amava. Mas a menção de Ryu Ji a aborreceu de novo. E cada palavra que ele começou a disparar também foi esquentando seu sangue.

Imaginou-se cercada pela ausência dele. Foi uma sensação incômoda, mas algumas partes da conversa estavam mais latentes do que outras.

Ao invés de partir, ela se aproximou. Ele estava gritando quando ela se aproximou e começou a distribuir soquinhos pelo peito dele.

- Hajima! Hajima!! HAJIMA!!! - Berrou também - Eu nunca quis que você fosse um Ryu Ji! Nunca!! ´

Deu mais uns soquinhos, olhando para cima. Mal conseguia sustentar os olhos abertos porque já estavam ardendo de tanto chorar. Os braços dela pareceram pesar uma tonelada, cada, porque ela permitiu que eles caíssem. Ao invés de socá-lo, ela apoiou a cabeça no ombro dele. Não conseguiria dizer as próximas palavras se o encarasse.

- Mas eu quero que você vá embora. - A voz saiu num fiozinho de nada.- E recupere sua vida. Porque eu nunca quis que você fosse um Ryu Ji, mas você não podia ser um Hwang, Won Bin…

O corpo dela tremeu ao dizer isso porque um soluço mais intenso a tomou. Fechou os olhos e tentou tomar uma distância mínima dele.

(C) Ross


HYEMIN. 9 DE JUNHO. 10:30 A.M


A ligação de Miwoo naquela tarde de sábado tinha feito toda a diferença para Hyemin. Muito embora as rosas, a preocupação com Yerin e a companhia de seus amigos - incluindo, de certa forma, o casal Park - a tivessem ajudado a passar por aquele momento, foi a ligação que realmente sepultou todo e qualquer medo. Agora ela se sentia mais ligada ao prometido e também podia dizer que se sentia mais importante na vida dele.

Afinal, ele se dispôs a gastar uma parte de seu precioso tempo para atendê-la.

Quando o celular foi desligado, nada poderia ser mais perfeito. O doce que Yerin trouxe era o mais saboroso do mundo, as roupas escolhidas por Bombom e Nana eram as melhores e ela podia jurar que todos os animais daquele Aquario eram animados e estavam cantando uma música para ela. Como se fosse, de fato, um filme animado-musical da Disney: a Pequena Hyemin.

Depois que fizeram as compras por algumas das lojas do Shopping, o grupo ainda deu uma esticada até a Beverlly Hills de Seul para procurar um lugar interessante para comerem. Para não se sentirem horríveis por terem visto tantos peixes e comerem frutos do mar, eles optaram por um churrasco coreano - gourmetizado, é claro.

Já era bem tarde quando Hyemin chegou em casa. O motorista tinha sido dispensado naquele sábado porque Bombom não viu problemas em dar carona a ela enquanto Yerin foi com Nana - elas moravam mais próximas. O menino era realmente divertido e durante todo o caminho, trocaram dicas sobre maquiagem.

Acabou que com toda a confusão, eles nem perguntaram muito sobre a noite anterior. O que era estranho, porque estavam curiosos antes. Tinham notado que Hyemin - logo ela, a que não parava de falar sobre o assunto - estava evitando comentar sobre o assunto. Mas a presença de Yerin tinha sido o ponto chave: ela ficaria de fora da conversa, então era melhor guardar para o Kakao.

Tanto que, assim que Hyemin pegou o celular de novo, veria que Bombom tinha criado o “Grupo Temporário” com Hayoung, Nana e Hyemin. Ele já tinha começado se justificando que prometia deletar todo mundo, mas não se aguentava mais de curiosidade! Logo também percebeu que Hayoung dificilmente leria antes de segunda-feira, mas deixou a menina mesmo assim.

Caso a conversa rendesse, eles ficariam até altas horas da noite conversando sobre a situação.

Foi uma das poucas vezes que a casa vazia não incomodou alguma parte de Hyemin. Seu espírito se sentiria completo de todas as formas possíveis. Era amada, tinha amigos, o papai chegaria no dia seguinte! Não teve encontros indesejados...Só a tia que andava sumida, mas ela estava recolhida num SPA, até que era normal se ausentar.

A vida era perfeita e não havia nenhuma sombra para incomodá-la.

Por conta dos papos, Hyemin dormiu bastante. O estômago dela, contudo, começaria a reclamar de fome. Eram umas 10:10 da manhã quando o corpo quis expulsá-la da cama. A governanta não tinha ido até ela para chamá-la, nem nada disso.

Tão logo ela descesse após lavar o rosto e realizar a pré maquiagem, o olfato afiado sentiria um cheirinho de...panquecas.

O sono não permitiria que ela reparasse nas malas que estavam perto dos sapatos trocados - tampouco o sapato masculino que ficou no lugar da pantufa do papai. Mas o nariz! Ah, o nariz nunca a decepcionava! O cheiro das panquecas que papai fazia eram inconfundíveis. Fora que a saudade só apertava e aumentava em seu peito.

Não era uma peça, o pai estava terminando de decorar a panqueca com frutas vermelhas. Estava com uma versão mais recente da coleção de aventais que a filha tinha feito para ele e usava roupas leves. Distraído e focado em sua obra, ele não olhou imediatamente para ela.

Mas estava bem óbvio para quem aquele café da manhã era destinado.
(C) Ross


HYUN HEE. 9 DE JUNHO


A casa de sua tia não lembrava em nada nenhuma das moradias que Hyun Hee já tivera. Fosse no tamanho, na decoração ou na qualidade dos móveis, não havia nenhum ponto de semelhança. Porém, não seria mentira dizer que aquela foi a melhor noite de sono que ele já tivera nos últimos meses.

Depois que ele se despediu de Chang Wook com aquele agradecimento, ele se lembrava de ter enviado uma mensagem para a namorada e...mais nada.

O corpo simplesmente cedeu a todo o cansaço físico, mental e emocional que ele sentia e a cama do quarto de hóspedes foi uma boa companheira. Talvez por conta da energia do lugar, o sono dele foi recheado de sonhos bons, até mesmo engraçados. Ele se via numa realidade onde as coisas eram tranquilas. Estava, obviamente, implicando com o avô, mas Jung Mi também estava lá. Falaram as coisas mais aleatórias possíveis naquele sonho e que o encheriam de esperanças.

Sem que ele acordasse, completamente, a tia deu uma sopa fria para que ele não ficasse com o estômago vazio, assim como deu liquido. Estava um tanto quanto preocupada com o estado dele e, àquela altura, ele já sabia da existência e necessidade dos remédios.

Odiou aqueles nomes. Como era uma pessoa mais ligada ao tratamento natural - até mesmo espiritual - ela não acreditava muito que os remédios fossem a única solução para os problemas dele. Porém, ela não queria incomodá-lo ou deixá-lo desconfortável.

Talvez pudesse dar algumas ideias, mas ele quem deveria buscar por alternativas e não ela impondo nada.

Chang Wook concordava que a mãe não deveria tentar forçá-lo a nada, mas era importante se mostrar mais presente de agora em diante. O estado atual de Hyun Hee não era culpa apenas do trauma do acidente - claro que havia questões genéticas que ele não estava muito inclinado a discutir - mas, de modo geral, a chave girou após o acidente. E o que eles fizeram para ajudá-lo?

Nada, apenas observaram.

O primo também achou estranha a relação dele com o tio. Considerando que o tio foi responsável pela guarda dele até o avô conseguir, devia ter algo a mais ali.

Quando Hyun Hee despertasse no dia seguinte, já seriam umas 8h. Ele ficou quase 24 horas dormindo - ou com a cabeça desligada, porque não se lembrava de ter comido, bebido, apesar de ter feito tudo isso. A tia estava tomando um chá para melhorar a imunidade e ativar seu corpo para um novo dia. Chang Wook estava fazendo café. Nenhum dos dois era muito bom na cozinha, mas o primo conseguia ser melhor que a mãe.

Após o café, a tia faria uma feira e o primo mexeria no plano de aula para a semana. Chaeyoung tinha respondido no dia anterior, mas ainda estava quietinha. Jung Mi também estava quieto.

Por volta das 10h, Han Jae ligou. Se ele estava exausto, não demonstrou. Informou que o avô tinha acordado e já estava se alimentando. Aparentemente, não haveria sequelas severas, apesar do lado esquerdo dele - o lado do problema - estar um pouco caido. Ele também estava sem força no braço e isso demandaria fisioterapia. Também disse que não havia revelado que Jung Mi e Hyun Hee iriam naquele dia, mas informou o horário de visitas.

Caso Hyun buscasse pelo irmão, Jung Mi responderia de modo direto que estaria lá no horário combinado.

As visitas começavam às 1 P.M.
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Dong Hee Kyung em Qua Jun 27, 2018 6:24 am






O pais de Dong pareciam não se preocupar nenhum pouco que a bela garota estava vindo para estudar. Isso era um ponto positivo que ele gostava nessa família, não criavam caso com visitas ou desdenhavam as pessoas que chegavam, mesmo que não fossem do mesmo círculo social. O espírito competitivo estava mesmo afiado, porém, Kyung iria por este a prova diante da tal reunião que fora convocado...

Já no grupo dos WOLDACHIS os amigos viam a bomba que estava diante deles. Era uma responsabilidade e Ha Neul mesmo ficara de ajudar a vasculhar os perfis e outras informações sobre as garotas, não apenas as vítimas, como também... das opressoras. O alvo principal que este rapaz míope teria seria Stella, já que a própria poderia servir de garota modelo.

Ele não havia pensado muito em Sun Hee, já que talvez, achasse que ela não aderisse bem a essa ideia. Quem sabe mais tarde avaliando com os rapazes, todos possam chegar numa conclusão... no momento, só estava pensando na sua aula de inglês. Dong subiu ao seu quarto e aproveitou para arrumar algumas coisas. Também parou em frente a um espelho que fica próximo a estante com sua Tv e outros livros. Ali ele praticou algumas palavras e frases em inglês, até que o sotaque saísse bem natural.

Algo dentro dele gritava e o comandava a fazer isso, não poderia evitar.

Quando deu por volta de 1:45 da tarde, a professorinha estava sendo anunciada e Kyung desce um lance de escadas para recebe-la, ele não havia trocado o seu look anterior pois achava que além de bem alinhado, isso talvez lhe desse um ar mais intelectual. O dia estava agradável de clima então não sentia calor com aquele coletinho azul que usava acima da camisa.

- Good Afternoon.. - A recebeu com um leve sorrir, enquanto aguardava ela calçar as pantufas. Stella percebe que Hee Kyung lhe deu uma olhada dos pés até a cabeça, ou pescoço.

Os olhos mexiam, como se analisasse algo nela. Era uma roupa básica, sim, mas em seu corpo ficou ótimo... enquanto a observa, ele até ajeitou os óculos um pouco na altura dos olhos e em seguida dizia o que acha dessa sua fintada. Um tipo de gracejo... - You're very beauty today!

today?

Tentou copiar o sotaque natural que tinha feito antes no espelho, mas pessoalmente, talvez não fosse tão preciso.... visto que diante dela, ficava mais nervoso.

Pelo menos, a meia canceriana perceberia que havia uma melhora, e que ele estava mesmo treinando sem a sua presença. - Está tudo bem? Quer comer alguma coisa? Beber...

Perguntou com aquele jeito educado e polido que ela já conhece bem. A primeira parte da frase fora bem genuina, a segunda parecia mais padrão, visto que Stella geralmente preferia ja vir comida. (Tosse)

- Vou direto ao ponto! - Parece até que seria algo bem sério devido ao tom que abordou.. - Que modulo iremos ver hoje? Quero desafios do mais alto patamar! - Então ele mostra que falava das matérias. Hee Kyung estava curioso para saber o que ela faria, a olhava de maneira constante, na verdade, Stella perceberia que tinha mais a atenção dele do que de costume.

Ter tirado um rank melhor, para o rapaz, queria dizer que ela era mais inteligente, e logo, ele enxergava isso de maneira respeitosa, e atrativa também. Se estivesse tudo bem por hora, levaria a garota até o seu quarto. Um lugar impecavelmente arrumado, sem poeira, sem coisas desarrumadas, algo que dificilmente você pensava que era de um garoto.

Ou então era fácil deduzir que fora a empregada quem arrumou, mas Stella, talvez começasse a perceber que seria Dong quem estava fazendo isso...

Haviam posteres de heróis ou seriados nas paredes, não muitos, mas os que tinham, respeitavam um espaço entre eles muito preciso, também não estavam tortos. Quase um trabalho milimétrico, assimétrico. Mais ao lado da janela que tinha uma boa vista lá de fora, teria uma mesa com duas cadeiras. Tinha um abajur apago ali, essa não era a mesa que tinha seu computador, esta por sua vez ficava do outro lado do quarto.

- Acho que aqui esta bom, você quer que eu feche a janela? - Caso o vento a incomode. Dong estava de costas para Stella, ajeitando suas coisas na mesa em que iam trabalhar.

Na tal mesa do computador... se ela prestasse bastante atenção, veria que tinham um quadro com alguns retratos alinhados lado a lado. Ela veria uma foto dela ali, mas não e recordaria quando Dong a tirou, parece que foi a alguns meses... isso talvez pudesse causar uma surpresa na garota, por que raios ele tem uma foto dela?! Do lado, uma foto de uma cosplayer que seria de Sona, e bem a direita....

Uma foto de Hayoung dando aquele sorrisinho kawai dela. Porém, essa foto parece velha, já que a menina se mostrava mais nova.


Morada Dongland

— Ross
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Re: Capítulo 5

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