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Capítulo 5

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Won-Bin em Qua Jun 27, 2018 9:21 am



Achava que ela nem se daria o trabalho de ouvi-lo por isso segurou o seu braço. Temia que ele estaria gritando ao vento e que o ódio havia prevalecido.

Mas ela tinha parado. Tinha ouvido ele dizer tudo o que restava de segredo no coração de Won. Sem mais nada a revelar Won se sentia desarmado, sem nenhuma proteção.

Sem visão clara de seu rosto Won não sabia a reação exata de Bomi inicialmente mas aos poucos parecia que a postura de Bomi mudava mais um pouco.

Depois daquilo tudo Won não imaginava que ela ficaria. Tinha quase certeza de que ela continuaria dando-lhe as costas. Na verdade ela fez o contrário ao ir em direção dele.

- Hajima! Hajima!! HAJIMA!!! - Berrou também - Eu nunca quis que você fosse um Ryu Ji! Nunca!! ´

Não conseguiu se mover, apenas ficou parado ali. O que tinha mais a dizer? Se ela não queria então porque falava que sentia arrependimento, que tinha abandonado um namoro promissor…

Sua cabeça em seu ombro pareceu desarmar toda resistência de Won. Ele não sabia como responder mais nada.

- Mas eu quero que você vá embora. - A voz saiu num fiozinho de nada.- E recupere sua vida. Porque eu nunca quis que você fosse um Ryu Ji, mas você não podia ser um Hwang, Won Bin…

Diante daquele último soluço dela seu corpo agiu sem que pensasse.

Colocou os braços sobre ela e com cuidado a envolveu num abraço, deixando que se tornasse um apoio para que chorasse e que mantivesse a cabeça ali. Naquele abraço meio improvisado ele conseguiria formar uma palavra.

-Saranghae. Saranghae. Saranghae. Saranghae. Saranghae… - dizia primeiro em alto e bom som mas a cada “eu te amo” seguinte sua voz ia baixando para quase um sussurro

-Se eu não posso ser ele. Se eu não posso ser um Hwang...quem eu posso ser Bomi? Eu quero consertar as coisas, eu quero ser...eu. E eu não quero ir, não de verdade

Não restava ser mais ninguém afinal.

-É impossível voltar pra minha antiga vida Bomi. Eu não posso porque nada que eu fazia vai ter o mesmo brilho sem você…

Aos poucos ia soltar seu abraço. Não tinha mais o que dizer, tinha se desarmado por completo.

Wangjo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Seo Hyemin em Qua Jun 27, 2018 11:29 am



Hyemin gostava bastante de seus amigos. A remoção de Yewon do grupinho tornou tudo mais leve. Desde que contou aquele segredinho,  ela passou a ficar com medo da “amiga” e aos poucos ela foi punida pela própria Yerin até que se afastou de todos. No lugar estava Beom-Su, que ela achava um garoto muito legal e conseguia engatar fácil em qualquer assunto dele. Agradeceu as maquiagens do dia anterior e devolveu ali mesmo uma necessáire com o rímel salvador.  Mesmo assim, não comentou muito sobre a noite anterior. Não tinha mais motivos para falar dela, fingia que nem tinha acontecido. Até a briga com Yerin tinha sido esquecida e perdoada.

Tanto que sentiu um pouco de culpa de participar de um grupo sem ela, mas realmente ela não merecia ficar sabendo de seu relacionamento quando tinha tantas coisas piores acontecendo com ela. Ela fez brincadeiras sobre os castigos terríveis que Hayoung devia estar sofrendo (como ficar sem celular, ter que vender suas roupas etc. e dava contrapartidas que achava que ela poderia fazer, como morar em outro país ou virar Idol e não precisar mais estudar). A garota teria bastante coisa para ler quando pudesse. Já sobre ela mesma, ela só dizia de forma genérica que tinha sido tudo ótimo, que comeu lagosta e ganhou rosas, mas não fez as descrições longas que estava acostumada. Na verdade, comentou que o noivo ligou novamente e que queria sair de novo. Focava em coisas que realmente tinham acontecido, e o restante se baseava no encontro de Chaeyoung.

O motivo para isso agora era para evitar questionamentos. Ninguém entenderia direito. E já estava se sentindo melhor, pra que levantar problemas? Ela também se certificou que Yerin estava bem pelo celular e anunciou que só dormiria depois de ler mensagens dela. Agora ficaria muito mais atenta.

Era muito assustador ver o quanto elas não eram poderosas de verdade fora da escola. Nana e Yerin eram as provas vivas disso e ela via o quanto não conseguia protegê-las e que, talvez, ela também não pudesse ser protegida. Pelo menos não tinha nada errado em sua vida que ela não pudesse lidar sozinha, não é? Não precisava ser protegida de nada.

Seu sono daquela vez foi revigorante. Quando acordou, nem acreditou no jeito simples que teve a coragem de sair de casa no dia anterior. Como teve coragem de nem fazer tratamento facial? Apostava que tinha envelhecido 2 anos por causa disso.  Ela não teve pressa para arrumar cabelo e rosto, cuidando-se com todo o amor de antes.  Como sairia com o pai, ela não queria enrolar muito, então montou um look em tom pastel em lilás e branco.

Desceu os degraus e o rostinho sonolento logo encheu-se de vida ao reconhecer o cheiro das panquecas. Ela fez barulho descendo rapidamente, com a ansiedade de ver seu pai. Ele realmente tinha aparecido cedo, fechando um fim de semana perfeito.

- Appa! Appa, appa, appa!!  - correu para abraçá-lo na cintura como se não o visse a anos. Ela aguardou mimos para olhá-lo com um sorriso puro.


- Fez boa viagem? Quando chegou? Tá cansado? Nós vamos sair né? Fiz cookies, mas acabaram - fez um biquinho. - Mas que bom que adivinhou. Obaaa, panquecas - bateu palmas, circulando o pai e observando a comida. - Já comprei os ingressos, dessa vez não é desenho - brincou, ‘orgulhosa’ de si mesma e apoiou-se no balcão. - Trouxe minha bluuusa?

Nem perguntou isso e já saiu correndo para procurar,  esperando que o pai dissesse onde estava. Caso encontrasse, voltaria com o(s) pacote(s) para a cozinha para conversar com ele. Se não, voltaria do mesmo jeito, mas com um bico dramático.

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— Ross


Última edição por HyeMin em Qua Jun 27, 2018 11:45 am, editado 2 vez(es)
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Kim Sun-Hee em Qua Jun 27, 2018 11:42 am

Impossível manter uma postura serena diante do comportamento rebelde e afrontoso de Taemin. Entretanto, devido ao conjunto de ações e reações recente, sem que Sunny se quer notasse, aconteceu uma substancial mudança na maneira dela realmente enxergá-lo. Não que estivesse o vendo de modo diferente, mas agora sabia sobre a existência de uma camada sob a pose de playboy prepotente e desagradável que ele fazia questão de expor aos demais.

Não comentou nada quando Taemin falou que bastava ler seus exercícios, ter uma “boa cola”... e pronto. Até porque, nem precisava dizer um ai, pois a revirada de olhos marcava perfeitamente o... NÃO.

Ela NÃO vai passar cola!!!

NAUM.

Sunny continuou com o discurso, tentando colocar algum juízo naquela cabeça aloirada... Para ela, estudar era tão divertido, ainda mais quando se entende a matéria. De verdade, Sun-Hee não sentiria qualquer incômodo em ajudá-lo, já que também seria uma forma de fixar o conteúdo. Porém, esse preguiçoso preferia o método mais fácil... OKAY, ENTÃO! Não assumiria o papel de chata insistente, no entanto... com aquela língua arisca e jeito certinho... Taemin teria SIM as atividades feitas por Sunny E - de brinde - um monte de reclamações inclusas no pacote.

O toquinho na testa apenas serviu para reafirmar a diferença de alturas, como se já não fosse suficientemente evidente. Uma satisfação cheia de vingança surgiu no rosto miúdo ao constatar que não era a única a sentir-se “frustrada” ali e aquele sorrisinho brotado do Inferno não intimidava Sunny, pelo contrário... Parecia atiçar a diabinha que se escondia na feição puramente angelical. Mas, ao invés de ceder as vontades do instinto em atacá-lo, Sunny optou por outra saída.

Avisou que torceria para que ele vencesse.

- Tsc... Não é? – arqueou as sobrancelhas, porém a piscadinha causou um breve instante de abobamento... Sunny virou o rosto, emburradinha e um discreto tom rosado cobriu as bochechas – Nós dois temos noções distintas entre arrogância e realismo... – ela ainda resmungou.

O tempo correu.

Ela precisava ir, mas queria que Taemin soubesse.

Que Sunny olhou através do aparente... “animal”.

Assim que começou a ganhar distância, Sun-Hee escutou o chamado do herdeiro. Ela virou o corpo o bastante para encará-lo num misto de confusão e receio. Todavia, todas as emoções se resumiram frente ao que Do Taemin acabou de admitir. Foi a vez das defesas de Sunny caírem enquanto fitava o sorriso dele, completamente surpresa, desarmada pelo garoto.

De costas, Taemin aproveitou para exigir o dever de casa... Por causa disso, não veria o sorriso doce da bolsista, que permaneceu o observando desaparecer no meio de tantas pessoas.


E, independente da multidão, ela - momentaneamente - não veria ninguém além de Taemin...

[...]

No Café Literário, Sunny pediu desculpas pela demora, embora tivesse gasto o tempo do próprio horário de almoço para ajudar Yoona. Sem sombra de dúvida, valeu a pena cada minuto... A carinha feliz da pequena Campeã e todo o carinho que recebeu foram gratificantes. Sunny sentia-se renovada, apesar de tudo. Mas, preferia pensar que teve sorte. Sorte que Taemin apareceu na hora certa, pois diante das desvantagens físicas, aqueles estrangeiros teriam a arrastado para longe e... só com o pensamento do que teria acontecido...

Fazer os exercícios de Taemin certamente seria um preço baixo, muito, muito baixo.

Durante a parte inteira da tarde, Lee-Hi demonstrou uma melhora que acalmou Sunny, mas isso não diminuiu a atenção em cima da amiga. Como esperado, a quietude alterou-se bruscamente graças ao súbito movimento. Sunny não lembrava-se de ter trabalhado tanto como naquele sábado. Foi bom porque impedia a mente de reviver o momento assustador da manhã, mas as mãos, às vezes, tremiam involuntariamente. Claro que preferiu não compartilhar o episódio, assim como não disse nada do “encontro” com Taemin, já que abria margens para detalhes. Até tentou comer e  enganar o estômago vazio desde cedo, mas – milagre ou não – a comida do Café não estava tão convidativa como de costume. Não por causa de algum problema na qualidade, e sim pelo simples fato de ter servido o cardápio repetidas vezes. No fim, a melhor sugestão partiu de Lee-Hi. Depois de um dia turbulento – em amplos sentidos -, a garota atiçou a fome de Sunny ao chamá-la para comer um hambúrguer enorme. E junto do hambúrguer, também adicionaram fritas e milkshake.

Para o choque de Sunny, Lee-Hi mostrava uma fome tão absurda quanto a dela, algo que fugia da normalidade. Sunny chegou a interromper a mastigação das batatinhas conforme assistia Lee-Hi devorar o lanche, mas nada comentou. Ao menos, o apetite tinha retornado, né? Era um bom sinal após um começo de dia bastante delicado. Sunny parecia um aspirador e por pouco que Lee-Hi não precisou empurrá-la para casa feito uma bolinha.

Até aí... Não falaram nada a respeito dos tópicos mais... complexos.

Então, já dentro do ônibus, ela sentiu uma crescente ansiedade sobre os possíveis segredos da amiga e começava uma série de tentativas mentais em adivinhar o que ela ia contar. Enfim, quando chegaram na casa de Sunny, elas foram recebidas pelos cães e não demorariam a perceber que o restante da família não se encontrava presente.

- Ah, eu esqueci que o papai ia sair com os amigos. A titia e Jun-Pyo ainda estão no restaurante e Ji Yoo... – Sunny suspirou enquanto se abaixava, distribuindo afagos entre os pidões – No serviço... – recordava-se da conversa de antes na qual o irmão revelou que a empresa enfrentava problemas – Eles devem demorar. Vou mandar uma mensagem avisando que cheguei e alimentar essas crianças. Miga, você pode ficar à vontade, tá? Enquanto ajeito a situação aqui, pega uma muda de roupa lá no meu quarto e toma um banho. Tem toalha limpa no armário do banheiro. Vou preparar um chá também.

Preparar um chá já pronto, vale o acréscimo.

Queria que Lee-Hi se sentisse confortável, calma e, principalmente...

Protegida.
SÁBADO - UNIVERSIDADE SEJONG

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Yeun Misoo em Qua Jun 27, 2018 2:36 pm


-  AISH! Eu só parei por causa dela! - respondeu em tom de brincadeira-agressiva para Jaeki.  Ainda não gostava muito dele.

- O Won me perguntou. Eu falei o que todo mundo sabe   - respondeu a amiga sem papas na língua.  Não achava mesmo que tinha feito algum mal, principalmente porque ele estava sofrendo tanto. - Eu contei que antes que eles se conhecessem ela estava saindo com um menino. Bibi, aquela história do “irmão” foi muito forçada. Aquilo não era carinho de irmão. - revirou os olhos. - Ele estava tão triste… Fiquei com dó.

Olhou pensativa para baixo. Won era um garoto muito bonzinho aparentemente.

- Mas aí falei pra que ele parasse de perguntar pra gente e resolvesse com ela. Também não sou pombo correio!! Até porque a gente nem sabia direito o que tava acontecendo, porque ela se isolou super.   - fez um bico. - Aí agora explodiu nisso

[...]

- Sério? - botou a mão na cintura, vendo Eunbi fugir da cena. Já estava começando a  atiçar sua curiosidade agora, principalmente depois do diálogo. - Mas será que eles vão ficar bem..? Aigo...Vamos evitar o Café por hoje, né? Melhor… - sugeriu.

Ficou bem dividida sobre ir ou não, mas o fato é que não queria voltar para casa, mas também não queria ficar de vela e na presença de Jaeki muito tempo. Ela acabou acompanhando a amiga, mas não estava a fim de verdade, andando meio atrás deles, esperando uma boa desculpa para cair fora e evitando olhar para o namorado dela.

Parquinho

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Qua Jun 27, 2018 4:18 pm


Jae-ki estava muito feliz com a resposta da irmã, era muito bom ouvir que ela tinha tido o melhor dia. Ficou com um pouco de ciúmes da irmã com as garotas, gostava de ser o único herói dela, mas entendia que para Soo-ji estar entre garotas deveria ser mesmo legal. Halmoni era muito velha e atrasada, não era a mesma coisa. Sem uma omoni, sua irmã devia sentir falta mesmo de uma presença feminina. Jae até ficou feliz de imaginar que agora teria Eun-bi para ficar perto da irmãzinha. Elas poderiam falar de assuntos de garotas que ele não tinha o menor jeito, embora até tentasse.

- Uwa, o melhor dia? Daebak!

Ele riu quando Eun-bi o respondeu daquele jeito dizendo que tinha se rendido. Viu a carinha de reprovação da irmã, só que ás vezes implicar era mais forte que ele. Em seguida foi igual um moleque mostrar o que sabia fazer. Não sabia ser romântico, mas gostava de parecer o cara que fazia coisas perigosas. Olhou para Eun-bi esperando uma reação dela, mas fez um bico ao ver que a bailarina não deu tanta bola. Sua irmã que estava preocupada.

- Calma Soo-ji-ya - Disse depois de descer - Não vou me machucar, eu sou muito bom nisso. Mas tá, parei...

De repente recebeu o abraço gostoso dela. Adorou ouvir o "eu te amo". Finalmente sua irmã conseguia se divertir um pouco, mas para ele ainda era muito menos do que ela merecia.  

- Saranghae Soo-jiya. Eu vou te dar dias melhores. Eu ainda sou seu favorito né?

Então veio o pedido dela, que era muito difícil de recusar. Porém Jae-ki sabia que estava praticamente sem dinheiro. Talvez Kang pudesse ajudar, poderia pagar ele depois que conseguisse emprego. Mas será que podia pedir isso ao amigo que já o tinha ajudado tanto? Parecia demais.

- Ahnn... - Disse meio sem jeito - Eoh, vamos lá. Deve ter água também, eles devem ter um filtro lá na loja do Kang ou no café do lado... A gente vê lá, não vou te deixar com sede.

Afinal, água devia ser grátis de pedir, ao menos Jae-ki achava que sim. Os dois andaram até as garotas, Jae-ki estava morrendo de curiosidade por dentro. Quando Eun-bi tentou o provocar, Soo-ji logo respondeu. Quando a bailarina perguntou se queriam ir na loja de Kang, Jae-ki meneou positivamente para a irmã, indicando que poderia aceitar.

Então a irmã perguntou se ele também iria. Jae-ki olhou para Eun-bi, depois para MiSoo. Ele queria muito ir espiar Won. Porém não gostava de deixar a irmã sozinha, mesmo com Eun-bi, só se tivessem ao alcance de sua vista. Não que desconfiasse da bailarina, mas se surgisse algum idiota que implicasse com elas, queria estar por perto. MiSoo hesitou em ir com eles, mas Jae-ki tentou convencê-la a ir.


- Eoh, gaja. Vamos todos, vem MiSoo. Gaja, gaja. Puxa ela aí Soo-jiya. 

Disse para não deixar aquela garota espiar o amigo. Se ele não ia, ninguém mais poderia ir, ainda mais ela sendo amiguinha da Bo-mi. Quando começaram a caminhar, Jae-ki segurou a mão da irmã, mesmo que a outra estivesse sendo segurada pela bailarina. Jae não era do tipo que andava em silêncio, até porque não queria ficar ansioso pensando em Won. Então no caminho, puxou conversa com Eun-bi também:

- Ya, eu já te contei que luto hapkido? Eu treino com meus amigos, os hyung. Eu vou ensinar a Soo-jiya também, tô só esperando as férias. Minha Soo-jiya vai ficar invencível. Uma vez eu vi na TV um cara de cadeira de rodas que lutava pra caramba.

Lançou um olhar orgulhoso para irmã. Largou a mão dela pra dar uns soquinhos no ar de demonstração.

- Socando assim de baixo de pra cima, quebra o queixo do isekya. Tem chutes também.

Falava para MiSoo ouvir também, ela tinha tratado bem sua irmã, então não a ignorou. Em seguida fez um chute no ar, mas logo voltou para caminhar e falar com elas, estava mesmo empolgado:

- Vocês nunca pensaram em fazer algum tipo de luta? Hapkido é muito bom pra defesa pessoal, tem muitos isekyas por aí. Mas MiSoo nem precisa, ela tem um estilo próprio que taca mochilas.

Implicou no final com MiSoo rindo, se ela ameaçasse bater nele, mostraria rindo as palmas da mão em sinal de paz. Quando chegassem a loja de Kang, perguntaria se tinha algum filtro de água para Soo-ji. Estava preocupado com Won também. Não queria ir embora até saber do amigo. O que aquela falsa da Bo-mi estaria dizendo? Se Soo-ji se distraísse com Eun-bi, daria um jeito de conversar baixo com Kang.



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Re: Capítulo 5

Mensagem por Park Hyun Hee em Qui Jun 28, 2018 6:40 pm


Hyun retribuiu um pouco da hospitalidade se oferecendo para ajudar na cozinha. Sabia uma coisa ou outra pela experiência de morar sozinho e os clubes. Além disso, era uma forma de relaxar. Era muito bom ficar naquela casa em paz, sem ter que dar satisfações. Acabou que negligenciou um pouco da namorada também, usando o tempo como um tipo de meditação -- e talvez fugir de notícias do celular.

Ali parecia um menino normal, querendo colocar a mesa e sendo silencioso e bem educado. Apenas uma aura lutuosa pairava ali, mesmo sem sua intenção. Comeu à mesa, e depois sim retornou ao quarto para tomar seu remédio de forma escondida, embora eles soubessem um pouco de sua condição agora. Não queria ouvir palpites sobre isso. Não agora.

Ali, vestiu a roupa casual que usaria para ir ao hospital e foi assistir TV na sala, mas com o celular na mão, para finalmente manter algum contato. Não estranhou a ausência do irmão, pois não se falavam muito. Pegou o aparelho para conversar com Chaeyoung.

Hyun

Tigrão
Bom dia, como você está?
Tigrão
Logo mais vou com meu irmão no hospital.


Releu as conversas passadas, dando um pequeno sorriso, e apreciando as fotos dela. Ela lhe dava bastante calma. Se pudesse, escolheria viver naquela casa, na companhia de Chaeyoung. Achava que assim ficaria bem.

Perdeu algum tempo à toa só com isso, quando Han Jae lhe deu um sinal. Tinha combinado com Jung Mi então só lhe mandaria uma confirmação lá pelo meio-dia, para não ser um chato, mas também não deixá-lo no escuro.

Fez questão de ajudar no preparo do almoço e depois avisou que sairia para o hospital, sem dar muitos detalhes. Ele ainda tratava aquilo com insegurança. Não sabia exatamente qual seria a reação de seu avô e a presença de seu irmão mais novo sozinho parecia boa demais para ser verdade.

De qualquer forma, ele esperou o irmão na recepção do hospital, avisando-o por mensagem que tinha chegado e só faria o cadastro para a entrada na presença dele. Era a primeira vez que passariam de verdade por um drama desses juntos e dessa vez pensava em fazer o certo.

Humor: depressivo /--+++

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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Qui Jun 28, 2018 10:19 pm

HEE KYUNG. 8 DE JUNHO. 1:45 P.M.


Stella arqueou uma das sobrancelhas, fazendo uma carinha bem desconfiada quando notou que a encarada de Hee Kyung demorava mais do que o normal. Por conta disso, ela mesma olhou para a própria roupa, tentando ver se havia alguma mancha em sua camisa ou algo que passara despercebido e o perfeccionista amigo estava notando.

Contudo, assim que ouviu o elogio, um sorriso bobo apareceu em seus lábios. Não se conteve, chegando a mostrar os dentes em meio à risada.

- Thanks! - Fez um charminho.- You look handsome. - Deu uma piscadinha. - I like the vest - Fez um gesto, indicando que falava do colete dele.

A garota tinha ficado tão contente com o elogio que nem reparou que ele foi específico do hoje. Também adorou ver a iniciativa dele falando em inglês uma frase inteira. O sotaque ainda estava longe de ser o ideal, mas isso era bem normal. Apenas a prática poderia melhorar isso.

- Eu estou bem e você? Ani, eu já almocei, estou bem. - Garantiu e ajeitou a mochila para poder segui-lo.

Chegou a dar dois passos na direção dele quando ouviu que ele iria direto ao ponto. Achou um pouco estranho, mas Dong era cheio dessas gracinhas. Ponderou por um instante, batendo de leve o dedo no queixo.

- Desafiador, hm? Pois bem, eu já ia propor algo um pouco mais difícil. Estava um pouco insegura, mas já que você quer… - Deu de ombros. - Hoje vamos treinar sua escrita e interpretação. Você vai traduzir do inglês para o coreano e vice versa. Calma que eu não trouxe nenhum artigo científico! Na verdade, são pequenos parágrafos e todos com os temas que já estudamos. Espero que você tenha revisado.

Piscou várias vezes, fazendo uma gracinha.

- E eu trouxe umas coisas para incentivá-lo. - Fez um ar de mistério. - Mostro quando chegarmos na sala…

Não sabia que estavam indo para o quarto dele. Assim que chegou no ambiente, arregalou os olhos arredondados e abriu a boca surpresa. O quarto dele era impecavelmente arrumado e tinha todo um padrão de cores e arrumação que ela mal acreditava no que estava vendo. Parecia um quarto de exposição, porém muito mais bonito.

- Uau...Ainda bem que você nunca foi ao meu quarto. - Olhou para ele meio preocupada. - Tirando minha estante que é super arrumada, você ficaria nervoso com minha bagunça.

Riu. Não era tão bagunceira, mas comparado com aquele lugar, qualquer objeto fora de ordem seria considerado uma bagunça. Caminhou até a mesa que tinha duas cadeiras dispostas e tirou a mochila das costas. Ainda estava olhando de modo encantado para o quarto, mas o encarou ao ouvir sobre a janela.

- Não, está bom assim. - Colocou a mochila sobre a cadeira, continuando de pé.

Olhou para a mesa do computador, mas como já tinha colocado suas coisas na mesa de estudos, não olhou para o quadro com muita atenção. Também faltava os óculos que ela ficava relutante de botar. Quando visse que tinha uma foto dela, certamente acharia uma grande surpresa. Mas agora, ela tinha uma surpresa para ele.

Abriu a mochila preta e retirou de lá o Encadernado da Guerra Civil todo em inglês. Mostrou o exemplar protegido por um saco plástico com bastante orgulho. Chegou até a sacudir um pouco e logo colocou na direção da cadeira dele.

- Presente adiantado. Está todo em inglês para você treinar a leitura e começar a entender algumas expressões. Para o encadernado, também tem… - Pegou um mini-dicionário inglês-coreano/coreano-inglês, deixando perfeitamente alinhado ao lado dele. - E fora isso, achei uns livros meus do meu colégio. Se você quiser dar uma olhada depois….Só tenho 5ª e 6ª séries porque na 7ª, eu já tinha me mudado para cá.

A mochila dela ficou subitamente vazia.

- Pelo menos é desse aqui que vou querer que você faça umas traduções. - Mostrou o livro de inglês para interpretação.
(C) Ross



WON BIN. 8 DE JUNHO - 3:45 P.M


Bomi fechou os olhos com mais força ao sentir que os braços dele a envolveriam. A garganta se fechou enquanto as mãos ficaram espalmadas sobre a camisa dele - bastaria um movimento para que os braços começassem a afastar os dois, mas ela não o fez. A cara “eu te amo” que ela ouvia, suas resistências também eram testadas, ao ponto dos braços descerem até a cintura dele. Pouco a pouco, ela também o envolveu num abraço.

Não tinha respostas para o questionamento dele. Esse era um problema que ela não via solução, por enquanto. Só sentia que para chegarem a algum lugar, primeiro precisava deixar que ele fosse.

Agora que toda aquela história veio à tona, ela achava que dificilmente as coisas melhorariam para ele no Café. E, bom, ainda havia aquele medo dentro dela de que ele estivesse mesmo envolvido em tudo aquilo. Não sabia em quem confiar, seu faro investigativo não estava funcionando como deveria. Talvez se tivesse deixado aquela conversa quando o sangue estivesse mais frio, o resultado teria sido diferente.

Sentia que não tinha motivos para duvidar das palavras de seu pai, mas ela raramente deixava uma história de lado sem olhar outros pontos. Até mesmo Misoo teve sua chance de se explicar - quando Bomi se sentiu mais calma e disposta a absorver sua versão. Tudo bem que não voltaram a ser 100% como antes, mas quando as coisas ficaram tensas, foi Misoo quem esteve ao seu lado, então, ainda podia dizer que eram amigas sim.

Franziu levemente as sobrancelhas com o comentário final dele e começou a soltá-lo, no mesmo instante que ele.

As lágrimas já estavam incomodando demais por afetarem a respiração e a própria vista. Fora que não estava aliviando a dor que estava sentindo.

- Eu… - Soluçou e corrigiu a postura antes de continuar. - Eu não sei quem você deve ser… - Admitiu. - Mas não tem como...Como continuarmos desse jeito.

Umedeceu os lábios e passou as mãos pelo rosto, tentando conter as lágrimas.

- Não está certo…Eu preciso pensar, mas para isso, eu preciso me afastar. - O queixo tremeu novamente. - Se você não vai, eu estou indo, Won…

Murmurou a última parte e deu um passo para trás.

- Miane. - Mais um passo e abaixou a cabeça. Dessa vez, não deu as costas para ele, mas também não permitiria ser interrompida novamente.

Temia que ao ficar, acabaria deixando tudo muito mais difícil. Já estava, na verdade, porque não havia como apagar as fortes lembranças dos momentos que construiu com ele. Como poderia esquecer da sensação de voar? Era uma das coisas que ela mais tinha medo, mas com Won, ela não teve.

Quando tivesse tomado distância o suficiente dele, ela viraria de costas, finalmente e começaria uma caminhada lenta e torturante, quase que uma penitência.

Cada passo trazia uma lembrança diferente dos últimos meses. Estava tão distraída no celular naquele dia...Tinha acabado de saber que Eun Bi tinha sofrido um assalto e perdido o telefone. Estavam combinando de se reunirem na casa de Mia. Até que ela mesma foi uma quase vítima de um acidente.

Tinha sido um resgate bastante torto, na verdade. De repente, ela sentiu um empurrão e um peso considerável em cima de si enquanto a moto buzinava raspando por eles. Estava quase reclamando com a pessoa que a tinha jogado no chão, mas quando olhou o rosto daquele menino...tão de perto...Sentiu como se tudo estivesse em câmera lenta. O constrangimento logo veio, mas ela reverteu discutindo com o motoqueiro.

Perturbou muitas pessoas com aquela história, ela sabia. Tentou procurar nas redes sociais e até mesmo comentou sobre um quase acidente nos stories do instagram. Só pode agradecer ao seu herói sem sobrenome.

Curioso como ela quis tanto o sobrenome dele, mas agora que tinha e sabia o peso dele, ela preferia que ele continuasse anônimo.

Abraçou o corpo pequeno enquanto continuava lembrando dos eventos dos últimos meses: os planos do painel mental, as visitas ao Café, os ensaios do clube de música, os micos que passaram em grupo...O parque.

Parou por um instante, vendo que já tinha tomado distância o suficiente dele e mudou um pouco o trajeto para que não precisasse passar pelo “centro” do condomínio. Podia ficar um tempo se escondendo por ali enquanto pegava o celular e enviava uma mensagem para Misoo.

De todas as pessoas, logo ela.

[Se você for embora, os amigos já estarão na loja e vão te ver ]
(C) Ross


MISOO E JAEKI. 8 DE JUNHO. 3:45 P.M.


Ainda sobre o tópico envolvendo Bomi, Eun Bi ficou de queixo caído quando Misoo revelou que tinha falado.

- Mentira… - Levou a mão até a boca. - Sussu...Bom, eu concordo. Eles eram discretos, mas quando estavam juntos nos passeios, eu podia quase jurar que ela gostava mesmo dele. Aish que complicado.

Suspirou, coçando a cabeça. Olhou novamente para a amiga e meneou positivamente.

- Você tem razão. Eles que tem que se resolver, foi o que tentei dizer ao Jae, mas sem contar os detalhes. Como eu podia imaginar que você estava contando direto para o Won?! Aigooo…

Encerrou com essa cara de espanto, mas dando uma risadinha engraçada. Soo Ji e Jae Ki finalmente se aproximaram.

[...]

Depois que os irmãos Song se juntaram às meninas, Eun Bi encontrou um modo de acabarem com aquela indecisão: já que eles deveriam se resolver sozinhos, então era melhor ir embora! A tentação estava cada vez maior e eles acabariam cometendo a indiscrição de espiar.

- Serio, ela está com sede e...ahm, eu vou ver algo para beber também. - Sentia seu estômago colando, mas ainda estava com muita raiva das coisas que ouviu. - Tudo bem, não vamos ao Café, vamos pra loja, então?

Soo Ji não via problemas em ir para a loja do oppa. Olhou para o irmão quando ele começou a incentivar todo mundo a ir e deu um pulinho, já de mãos dadas com Eun Bi. Achou muito fofo e bonito dividir as mãos com a Princesa e seu irmão, mas não demorou para que ela olhasse para as duas combinações - a mão dela com a dor irmão; e a outra mão com a da bailarina. Um sorrisinho surgiu, mas ficou quietinha num primeiro momento.

Eun Bi ficou surpresa com aquela revelação.

- Luta? Sério? Uwaa… - Ficou bem surpresa. - Pois não parece, sabia?

Teve vontade de rir quando ele comentou sobre treinar a irmã. Isso porque Soo Ji deu um longo suspiro e lançou um olhar de “socorro” para a princesa. Ela era péssima até para matar uma barata!! Imagine para treinar? Mas nunca que acabaria com os planos de seu oppa. Ficava feliz por fazê-lo feliz.

- Nossa, mas hapkido é legal sim. - Bibi concordou depois da risadinha que deu. - Mas você não parece mesmo. É tão fraquinho. - Implicou.

- Ya! Como assim a unnie é boa tacando mochilas? É um estilo mesmo de artes marciais? De tacar bolsa? Eu acho que esse é mais fácil!!

De repente, Soo Ji soltou as mãos de Eun Bi e Jae Ki, deixando que ficassem mais próximos e correu para Misoo. Ela realmente tinha gostado da companhia dela. A verdade é que Soo Ji parecia ter um tipo de “dom” para identificar aqueles que tinham as almas mais fragilizadas, mas ocultavam. Claro que amava seu irmão e adorava a princesa, mas havia alguma coisa em Misoo - que ia além do Stitch - que a fazia querer ficar perto e levar amor para aquela unnie.

- Unnie, unnie, um dia você me ensina a tacar mochilas?! - Nem imaginava que seu irmão tinha sido vitima dela.

Fato era que Soo Ji segurou a mão dela de modo muito delicado e querido. Pela primeira vez, Misoo teria a perspectiva de ser uma “irmã mais velha”. Sua família não tinha crianças e ela sempre foi a caçula - até mesmo dos amigos, visto que era a última a fazer aniversário. Sempre teve uma aura moleca e brincalhona, mas nunca tinha ficado tanto tempo na companhia de uma criança.

Os olhinhos dela brilhavam de empolgação enquanto andavam juntas, tomando a frente.

Eun Bi e Jae Ki ficaram um passo atrás. A bailarina segurava a pelúcia da garotinha num dos braços e segurou o dedinho de Jae.

- Nossas crianças nos trocaram? - Olhou para ele. Afinal, Misoo era a “bebezinha” de Bibi assim como Soo Ji era a de Jae. - Hmm… - Cerrou os olhos. - Parece que não vai ser hoje que vou conseguir contar a ela o meu nome. Mas na verdade, eu acho que ela nem liga muito para isso.

O nome não parecia importante, mesmo. A bailarina olhou para Jae Ki e foi entrelaçando mais os dedos aos dele. A troca talvez não tenha sido de todo ruim.

Quando o quarteto chegasse até a loja, veriam que Kang estava começando a sair de lá, já com suas roupas normais - uma calça jeans escura, uma blusa de manga comprida preta e um boné para trás. Estava pegando o celular, mas hesitou quando viu que eles se aproximavam. Ergueu o braço, acenando.

Misoo também sentiria o celular vibrando com uma mensagem.

BOMI

Bomi
Acabou, Sussu...Eu nem sei o que dizer.
Bomi
Vou deixar aquela volta para outro dia, porque não estou me sentindo muito bem. Prometo que depois eu explico melhor o que aconteceu...


[Se o Won passar, vocês vão ver]
(C) Ross


SUNNY. 8 DE JUNHO. 5 P.M.


A ideia de comerem um hamburger partiu de um desejo aleatório de Lee Ha Yi. Ocorreu enquanto passavam em frente a uma das lanchonetes famosas e ela viu a foto do sanduíche. No fim, foi a melhor coisa que elas fizeram. Depois de terem passado o dia inteiro servindo o cardápio do café, elas mereciam algo gordo, gorduroso e grandioso.

Lee Hi não se fez de rogada e comeu muito além do que o normal. Considerando que ela vinha numa fase de pouco apetite e embrulhos, era uma pequena vitória que ela conseguisse engolir tanta coisa. O trabalho talvez tenha ajudado a descarregar suas energias e criado a necessidade de reabastecer daquela forma.

Quando se deu por satisfeita, ela chegou a rir da barriga que tinha formado. Realmente estava maravilhoso e ela esperava que não passasse mal.

Na residência Kim, quem estava no comando eram os cães. A menina já era de casa e a festa estava pronta - a verdade é que ainda que não fosse de casa, os cães certamente fariam toda aquela bagunça. A amiga de Sunny adorava aqueles fofos e recebia os lambeijos sem nenhum problema. Depois das boas-vindas, elas finalmente conseguiam entrar na residencia, propriamente dita.

- Hm...Amiga, se for algum incômodo, eu não preciso dormir aqui… - Gostaria, porém não queria mesmo incomodar a familia.

Todos voltariam tão cansados que, provavelmente, iriam preferir ficar à vontade na residência. Ficou um pouco pensativa quando ouviu que Ji Yoo ficaria no serviço.

- Ele anda muito ocupado, não é? Nunca mais o vi no Café te buscando…  -Comentou por alto. Era verdade que o irmão não tinha ido com a mesma frequência. Surpresa era que Lee Hi tivesse notado isso mesmo na época em que estava diferente com todo mundo.

Agradeceu imensamente pela hospitalidade.

- Ah, Sunny, eu prefiro que você pegue as roupas. Não quero mexer nas suas coisas. - Disse com as bochechas coradas. - Eu espero você pegar…

Não teria problemas em esperar que Sunny cuidasse dos bichinhos primeiro. Enquanto isso, Lee Hi sentou-se no sofá, abraçando a própria bolsa enquanto ligava a tv. Sentia que seu estômago estava embrulhando e, por isso, começava a se arrepender do tanto de comida que tinha consumido.

- Ao invés de chá, eu acho que vou preferir um sal de frutas. Comi muita fritura...Aquela batata estava uma delicia, mas agora estou embrulhada.

Comentou com Sunny, mas primeiro tomaria o banho. Quando a amiga terminou o serviço, Lee Hi pegou a muda de roupa emprestada e seguiu até o banheiro, onde encontrou toalhas limpas. Como não quis tomar o sal de frutas antes para não atrasar a amiga, ela acabou vomitando. Para não preocupar, abriu o chuveiro para que o som confundisse Sunny.

Por muito pouco não desmaiou ali, mas o banho a ajudou a voltar a si. Cerca de quinze minutos depois, a menina saiu do banheiro com um look simples de Sunny: short e camiseta. Estava um pouco cansada pelo esforço e precisou tomar o remédio antes que pudessem continuar.

Muito embora a casa estivesse vazia, Lee Hi não tomou a iniciativa de contar o que estava acontecendo com ela. Ainda sentia-se muito envergonhada com tudo e não sabia por onde começar. Olhou para o copo com o fundo sujo do pozinho e engoliu em seco, pensando.

De repente, disse.

- Sunny....Você já se apaixonou de verdade por alguém?
(C) Ross


HYEMIN. 9 DE JUNHO. 10:35 A.M


Sung Ki tinha entrado naquele modo de foco total. A mente dele simplesmente se desligava do mundo quando começava a cozinhar. A culinária sempre foi seu grande amor, um sonho que não conseguiu concluir, porém que ainda servia de refúgio quando precisava esvaziar a cabeça.

Naquele domingo, em especial, ele gostaria apenas de fazer uma surpresa para sua princesa. Também conseguia se livrar das preocupações que tivera no Japão, mas o principalmente objetivo era ver um sorriso no rosto de sua pequena. Não achava que apenas sua presença seria o suficiente - um erro que ele, aparentemente, insistia em cometer.

Quando Hyemin chegou, encontrou o pai bastante atento ao ponto que gostaria que a calda de frutas vermelha escorresse. Ele era exigente até com a apresentação do prato. Para ele, uma comida começava a ser degustada pelos olhos. Às vezes a visão podia enganar, mas a primeira impressão era importante sim.

Parou de mexer nas frutas vermelhas quando ouviu o grito de Hyemin. Recuou um passo  aquela expressão séria se desfez num sorriso tão doce quanto aquele café da manhã.

- Minha princesa! - Virou-se, abrindo os braços e logo a envolveu num abraço saudoso e carinhoso. - Uwaa...Eu precisava mesmo disso. Bogosipda… - Admitiu e deu um suspiro longo.

Recuou, mantendo apenas um abraço de lado.

- Sim. Há duas horas. Estou. Vamos. Poxa, mas nem lembrou de mim… - Precisava responder de modo curto e direto porque eram muitas perguntas por segundo. - Eu não adivinhei, agora quero cookies…

Fez uma manha, forçando um beicinho.

- Obaa!! Não teremos musiquinhas viciantes! - Comemorou, mas riu da cara dela.

Não teve tempo de falar sobre a blusinha que ela queria. Chegou a erguer o dedo, mas a menina disparou. Ele recuou o dedo, mordendo para se conter. Viu a carinha decepcionada que ela trouxe na volta e aquilo doeu, de certo modo. Achava, às vezes, que sua filha ficava mais feliz com os presentes mesmo.

- Eu não tive tempo de comprar. - Falou com certo pesar. - Fiquei enfiado no escritório, até minhas refeições foram lá. - Suspirou, ligeiramente chateado com seus dias. - Mas não se preocupe, você pode escolher hoje as blusinhas que quiser quando sairmos mais tarde.

Parecia um bom negócio. Ele retirou o avental e pegou a bandeja.

- Gaja, vamos tomar café!! Estou faminto.

Ele mesmo foi levando as panquecas até a mesa que já estava preparada para eles. Além do “prato principal”, também havia o café fresquinho, leite, suco, iogurte e frutas frescas. Puxou a cadeira para que ela se sentasse e fez o mesmo, em seguida. Ele mesmo serviu o prato da filha antes de colocar o dele também.

- Então...Como foram seus dias? Divertiu-se com suas amigas? Quem mandou as flores que estão na entrada? - Perguntou com certa curiosidade.
(C) Ross


HYUN HEE. 9 DE JUNHO. 1 P.M.


Hae Sook e Chang Wook ficaram agradecidos e aliviados quando Hyun Hee se ofereceu para cuidar do desjejum deles. Aliviados porque indicava que o garoto estava melhorando - a expressão dele também indicava um pouco disso e isso acalmava o coração da tia. Já agradecimentos porque, segundo o próprio primo, fazia tempo que não comiam algo decente naquela casa. Obviamente, a tia de Hyun deu um tapa na nuca de seu filho.

Não era porque ele era maior de idade que escaparia da punição da justiça materna. Apesar de admitir que era verdade, ela pelo menos se esforçava para ligar e pedir comida.

A refeição foi bastante leve. A única coisa que perguntaram foi se Hyun tinha tido uma boa noite de sono ou se estava com dores por conta do colchão. Hae Sook imaginava que ele estivesse acostumado a um material de melhor qualidade, mas enfim, era o que podiam disponibilizar. Fora isso, eles não comentaram sobre remédios, nem o avô porque não tinham muitas notícias. Também não quiseram ser indelicados ou indiscretos.

Dessa forma, eles fizeram exatamente o que Hyun Hee esperava: o trataram como uma pessoa normal, para variar.

Após o café da manhã, a tia se retirou para ir à feira enquanto o primo até que ficou pela sala, mas ocupado com as próprias planilhas com planos de aula. Ele sentou-se no chão, aproveitando a mesa de centro para apoiar o notebook. Vez ou outra olhava para a tv e tecia um comentário com Hyun, mas nada que o atrapalhasse.

A mensagem para Chaeyoung foi recebida, porém não foi lida. Parecia justo a menina dormir um pouco mais no domingo, mas era um pouco estranho mesmo assim. Quando se é acostumado à respostas quase que imediatas, o silêncio preocupa um pouco.

Felizmente, a atmosfera da casa e a ligação de Han Jae o fariam esquecer um pouco das preocupações. Agora ele sabia como o avô estava e qual era o horário das visitas. Jung Mi respondeu com um “Ok. Estarei lá”, bem pontual e seco - típico de seu “novo” irmão, porém eram mais palavras do que eles tinham trocado ultimamente.

O primo e a tia também ficaram aliviados com a notícia e Chang Wook se ofereceu para levá-lo até o hospital - caso ele preferisse ir sozinho, tudo bem também. Ninguém o tratava como doente ali.

As horas tinham passado e a namorada ainda não tinha dado sinal de vida. Pelo menos foi assim até que ele chegou no hospital, por volta das 1h.

JOANINHA

Joaninha
Boa tarde! Eu estou bem, dormi muito xD e você? Descansou? Está se sentindo melhor?
Joaninha
Espero que corra tudo bem na visita. Acho que seu avô vai ficar feliz =) Depois me conta como foi <3<3




Enquanto lesse ou respondesse à mensagem, Jung Mi chegaria até o hospital. O domingo tinha um sol agradável e céu azul, porém com a temperatura um pouco baixa, como no dia anterior. Jung Mi usava uma camisa branca de manga comprida - com um tecido não tão quente - uma calça preta e sapatos fechados. Retirou os óculos escuros e passou a mão pelo cabelo, tentando mantê-los para baixo.


Começou a buscar pelo celular para mandar mensagem ao irmão, mas nem foi preciso. Olhou para Hyun Hee e hesitou por um instante. Manteve os olhos nele até que respirou fundo e começou a se aproximar.

- Hyeong. - Reverenciou de modo respeitoso. - Está esperando há muito tempo? Sei que me atrasei um pouco. Mianhaeyo.

Disse ainda meio curvado e de modo bastante polido. Endireitou-se e pegou sua identidade para pegar o cartão de visitas. O nome deles estava liberado para subir, como já era o esperado.
(C) Ross


Última edição por The Crown RPG em Sex Jun 29, 2018 2:29 am, editado 4 vez(es)
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Won-Bin em Sex Jun 29, 2018 1:13 am




Queria envolve-la naquele abraço para sempre. Queria ficar eternamente sentindo aquele doce aroma de morango e mesmo em lágrimas desejava não solta-la jamais.

Soltar significava abandonar aquela noite perfeita. Abandonar os sentimentos que tanto lutou para entender.

Quando sentiu que ela também o abraçava o sentimento de não deixar soltar era ainda maior.
A falta de respostas a sua questão: quem ele deveria ser para que pudessem nunca mais se soltar?

Não havia resposta porque talvez não existisse um alguém que Won pudesse se tornar para reverter aquilo. A questão vinha de anos antes mesmo de se conhecerem: seus pais haviam selado o ódio que os separava.

Won estava disposto a entender a razão, disposto a ouvir e entender as razões pelo qual Bomi estava em tanto conflito. Queria a verdade e queria consertar as coisas.
Estava disposto a lutar.

Mas se ela não tinha certeza. Se ela não lutaria ao lado dele...valia a pena lutar?

As palavras da chefe "vale a pena" ressoavam em sua mente. Seu coração dizia que valia mas todo o restante do mundo dizia que não.

Era tarde.

Era hora de soltar.

- Eu… - Soluçou e corrigiu a postura antes de continuar. - Eu não sei quem você deve ser… - Admitiu. - Mas não tem como...Como continuarmos desse jeito.

Won já não tinha palavras para responder. Apenas olhou para o lado, incapaz de encarar aqueles olhos avermelhados por chorar.

- Não está certo…Eu preciso pensar, mas para isso, eu preciso me afastar. - O queixo tremeu novamente. - Se você não vai, eu estou indo, Won…

Tentou segurar a mão dela levemente mas ela deu o passo para trás. Segurando o ar Won sentia que Bomi começava a ir embora com um pedaço de seu coração.

Enquanto Won estava com a mão ainda meio estendida ela pedia perdão. Por que pedir perdão agora? Do que perdão adiantaria?

Won não disse mais nada mas conseguiu encara-la enquanto ela andava para trás.

A pessoa mais importante pra ele nesses últimos dois meses se afastava e o deixava sozinho. Sozinho novamente.

Estar só era a sina de Won. No fim ele sempre estaria só...

"De um jeito ou de outro..."

Lentamente ela ia embora e se virava. Won ficou encarando ela se tornar um ponto distante com a mão ainda estendida.

"Tudo porque vocês fizeram algo no passado, não é pai?" fechou o punho, um lampejo de raiva.
Não se estendeu naquele pensamento de fúria. Na verdade seu corpo era preenchido por um sentimento pior.

Sentia um vazio no peito como se um abismo tivesse sido aberto e tudo o que ele sentia fosse tragado na escuridão.
Ficou parado ali, punho fechado, sozinho, enquanto não sentia mais nada...era um casco.

"Eu também não posso fazer mais isso. Eu não posso ficar mais perto daqui. Não posso ficar aqui enquanto vou te ver na escola todo dia e ainda te ver no café. Não...eu não posso. A partir de hoje..."

Tinha tomado a decisão.

"...eu sou seu Fantasma"

Pediria demissão do café assim que possível e nunca mais colocaria os pés ali.

Levou alguns segundos para recuperar o controle das pernas. Usou a manga da camiseta para secar o rosto. Respirou fundo e deu o primeiro passo.

Era o primeiro passo para se afastar dela. Que fosse o primeiro ou segundo, se sentia vazio.

Andando um pouco veria os amigos na loja do Kang. Os amigos o veriam com uma expressão vazia.

Colocou as mãos no bolso e apenas se sentaria numa das mesinhas. Não falaria oi ou teria a mesma simpatia de sempre.
Quem o conhece perceberia que aquele brilho no olhar, aquele espirito de desafio que Won sempre carregava simplesmente...apagou.

Wangjo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Seo Hyemin em Sex Jun 29, 2018 8:33 am



Hyemin apertou o pai, naquele abraço de saudades. Sentia-se a menina mais feliz do mundo e com alguns anos a menos. Ela sempre sentia que voltava ao fundamental quando estava com o pai. Deu um sorriso largo, satisfeita por ele também sentir sua falta.

- Prometo fazer, mas o senhor tem que ficar em casa no nosso domingo! Que tal?  - tentou negociar com seu sorriso com os olhos.

Em seguida ela saiu correndo atrás de sacolas gigantes com seus presentes. Era sempre assim. Toda vez que ele ia embora, voltava com algo para ela. Ao não encontrar nada pela sala, a menina voltou com um bicão no rosto.


- Minha blusinha… só tem lá...    - fez uma cena, embora não estivesse realmente chateada com isso, mas estava acostumada a ganhar coisas. - Aigoo, por quê? O senhor não é o dono? Devia poder sair quando quisesse. Por que não muda o seu horário?   - O entendimento de Hyemin sobre o mundo era uma grande piada. Ela não fazia ideia do tipo de pressão que o pai tinha que enfrentar e o tipo de coisa que ele sempre teve que abrir mão justamente por ser “o dono” e como isso não o tornava “dono” do mundo inteiro.   -  Tá bom~~  Assim está ótimo também!!  - pensaria em algo bem bonito para compensar, mas seu humor já estava bom. O importante de verdade era ter seu pai em casa.

Saltitou até o assento e pegou morangos para comer. Sorria o tempo todo, feliz mesmo por tê-lo de volta. Tinha algo bem sério para conversar com ele, mas o momento ainda era de curtir seu pai.

- Saí sim. Ontem nós fomos ao aquário. Foi muito legal. Tiramos muitas fotos. A Hayoung não foi porque estava de castigo e... - fez um biquinho e mordeu a panqueca, lembrando das notas e mudando de assunto. - Appa!!! Que delícia. Estou muito feliz - sorriu para o prato. - Ah~ e as flores…  - fez uma pausinha envergonhada.


- Oppa. Foi o Wang Miwoo oppa.  

Os olhinhos brilharam e ela fez aquele sorriso de filhote. Não explicou por que tinha recebido isso, porque era a parte chata da história, mas estava se controlando para não falar o quanto ele era lindo maravilhoso e príncipe e ainda tinha ligado para ela. Esse tipo de coisa não se falava para um pai. Compartilharia com a tia, isso sim, quando ela voltasse à civilização. Envergonhada, a menina voltou a comer, lembrando da ligação linda que recebeu e da voz atrativa de seu oppa.

Residência Seo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Park Hyun Hee em Sex Jun 29, 2018 10:27 am

 

 
Hyun

Tigrão
Sim, eu estou melhor e parece que meu avô também. Dormi bastante. Nem sabia que dava para dormir tanto.
Tigrão
Pode deixar que eu conto. O que vai fazer hoje?  


Hyun estava distraído no hospital. Tinha aceitado a carona, mas quis ficar sozinho ali. Era um momento muito íntimo de família. Ou melhor, era a chance de encontrar seu irmão sem amigos ou tio. Não se incomodou com o tom das mensagens porque ele já tinha aceitado o quanto eram estranhos agora. Chegou a olhar o horário duas ou três vezes, balançando a perna. Será que ele faltaria? Isso não, certo? Ainda eram família, mesmo que estivessem distantes.

Quando Jung Mi apareceu, Hyun imediatamente se levantou, um pouoc ansioso, e fez uma mesura educada.


- Jung Mi.  Ani, ani. Tudo bem - balançou a cabeça e deu uma bela olhada no irmão, querendo extrair qualquer coisa dele que ele não expressava em palavras.

Acabou por aproximar-se dele, dando um toquinho em seu ombro.

- Como você está? - a pergunta foi menos casual do que para Chaeyoung. O caçula tinha o direito de estar abalado ou com raiva. Estava tentando cuidar dele.

Fez uma pausa, na esperança que algo diferente fosse dito, enquanto trocava um olhar levemente culpado e esperando alguma atitude arisca.

- Vamos lá?

Hyun tomou a frente e andou com o irmão perto, inicialmente em silêncio, até chegarem no elevador.

- Mianhae -  começou. Pelo que estava pedindo desculpas mais especificamente? Não sabia, mas sentia que devia isso a ele. A vida do caçula tinha virado de cabeça para baixo por causa dele. Pelo acidente, por ter que cuidar dele, por depois aguentá-lo na escola e agora isso. - Se eu pudesse, teria ficado longe para nunca mais te causar problemas…  Um hyeong não deveria dar tanto trabalho para seu dongsaeng.   - colocou a mão para que ele entrasse na frente.   - Não queria que tivesse passado por tudo isso por minha causa.   - entrou atrás e apertou o botão.   - Eu entendo que você me odeie, Jung Mi. Eu mesmo não sei pensar em motivos para o contrário… Então, obrigado por mesmo assim ter vindo hoje. Significa que somos irmãos apesar de tudo o que aconteceu...  Foi importante.

Humor: depressivo /--+++

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Sex Jun 29, 2018 2:21 pm


Jae-ki caminhava com elas para a loja de Kang, um mão segurando a mãozinha de Soo-ji. Estranhamente dessa vez ele era o único garoto ali. Para não pensar em Won, acabou falando sobre algo que gostava bastante, o hapkido.

- Não? - Questionou Jae-ki sobre o comentário de Bibi.

Porém quando Eun-bi falou que não parecia que ele lutava e ainda implicou dizendo que ele era fraco, o semblante de Jae-ki se fechou instantaneamente. A bailarina estava dizendo na sua cara que era fraco! Como assim?

- Ya!! Fraco?!! - Reclamou.

Soo-ji no entanto ficava com dúvida sobre o lance das mochilas, mas Jae-ki estava tão irritadinho, que quando foi responder, a irmã já tinha corrido para MiSoo. Então voltou a argumentar contra a implicancia de Eun-bi:

- Esqueceu quem bateu nos isekyas que roubaram sua bolsa?!? Aigooo... Você viu o que fiz no parque, tem que ter força nos braços para aquele movimento! Aishhh...

Jae fez um bico invocado, odiava que o subestimasse, isso também feria sua masculinidade. Não ia se sentir satisfeito até provar o contrário. Repetiu alguns outros socos no ar mostrando que sabia lutar:


- Tá vendo, é que você não me viu brigar pra valer. Aqueles saekki que pegaram sua bolsa, não foram nada para mim. Se eu não tivesse tentando ser um cara legal em Wangjo, você já teria me visto lutando. Bibi, você ainda não viu nada...

Sentiu Eun-bi se aproximando e segurando um dos seus dedos. Ele até gostou disso, embora ainda estivesse pensando em um jeito de provar que era forte pra ela. Os dois entrelaçaram os dedos. Quando Eun-bi disse que não seria hoje que ela conseguiria contar seu nome, Jae-ki lançou um olhar para ela arqueando uma de suas sobrancelhas.

- É importante que você fale.

Mas logo voltou a pensar de novo na implicancia dela. Assim que viram Kang, Jae-ki teve uma ideia:

- Ya, vou te provar que sou forte.

Jae se aproximou de Kang, quando estava perto o bastante, o agarrou e o colocou sobre os ombros como um saco de batata.


Virou para bailarina e disse:

- Tá vendo, eu sou forte!! Vou correr e...

Porém Won chegou, bastava ver o rosto do amigo para notar que as coisas tinham sido péssimas. Por isso deixou Kang no chão, olhou para as garotas e disse:

- Bibi, MiSoo, podem ficar com Soo-ji um pouco? - Olhou para a irmã - Eu tenho que falar com o Won, tudo bem? Mas eu vou ficar aqui perto de olho em vocês. Pode ficar tranquila.

Jae-ki também lançou um olhar preocupado para Kang:

- Temos que falar com ele... Gaja.

Jae-ki planejava ir até Won com Kang, sentaria junto do amigo. Depois de ver que Eun-bi não o respondeu mais cedo, já esperava que a conversa não seria boa. Porém ver Won assim o deixava realmente preocupado. O que mais teria acontecido?



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Re: Capítulo 5

Mensagem por Yeun Misoo em Sex Jun 29, 2018 2:59 pm



Misoo torceu os lábios. Então o marginal era lutador de algo “regrado”. Achou que seria só briga de rua. Ficou olhando a menina delicada fazendo aqueles movimentos e achou engraçado. Ela mesma era bem moleca e gostava de esportes. Nunca pensou na luta, mas de repente teria sido uma boa ideia.

- Você fica falando palavrão perto da sua irmã? - fez um bico implicante. - É, isso mesmo! E sou ótima com a minha raquete também - brincou apertando os olhos ameaçadora.

Começou a rir, tapando a boca, quando a menina confundiu aquilo como um estilo e mais quando o menino estava se exibindo. Era engraçada essa necessidade dele, mas era legal ver a energia do garoto também. Parecia habilidoso de alguma forma.

- É a minha especialidade lidar com valentões. Pode deixar, que eu ensino. Se quiser treinar no tênis eu posso te ajudar também. E você pode usar nas pessoas desagradáveis, assim ó -fez o movimento da raquete.

Ela passou a andar de mãos dadas com a garota e observando o Stitch na outra.

- Você não tem problemas na escola, não é, Sooji-ya? A Princes do Parquinho tem que se impor. Alguém mexe com você? - perguntou mais baixo, só de curiosidade. Afinal, ela sabia bem o que era aquilo e achava que Jaeki era um irmão relapso que não perceberia essas coisas. Talvez o comentário das mochilas fosse um sinal. - E que outros desenhos você gosta? Você é uma graça… quem diria quem é seu irmão...

- YA! Kang Woo Jin - acenou para o garoto fora do trabalho.

O sorrisão no rosto só sumiu quando ela pegou o celular. Foi um tipo de combo avistar Won Bin naquele canto todo sombrio e a mensagem da garota. Alguma coisa tinha dado muito errada. Mordeu o lábio.

Bomi-yah

MiSoo
Tudo bem, Bomi-yah. Descansa.
MiSoo
Me chama pra gente conversar quando você quiser. Beijo.


Quando terminou de mandar a mensagem e ergueu o olhar, viu Jaeki carregando Kang e soltou um berro, seguido de uma gargalhada.


- OMMO?

Logo a expressão ficou mais séria e ela assentiu, porque já sabia que tinha acontecido algo muito ruim.

- Ye. Tudo bem. - confirmou e lançou um olhar significativo para Eunbi, um sinal de que algo tinha dado muito errado.

- Vamos lá dentro comprar uma coisa para você beber. Tem uma caixinha surpresa da My Melody também. Você gosta? - e entrou na loja com a menina e a bailarina. Sooji-ya, pode pegar o que você quiser. Faz parte do ritual de coroação da Princesa do Parquinho. Não precisa ter vergonha -e soltou a menina para que procurasse as coisas, enquanto falava com Eunbi.

- Olha só isso… - Mostrou o celular para ela, com a conversa com Bomi. - Vamos precisar intervir. Vamos invadir a casa dela e dormir lá com sorvete?

Parquinho

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Kim Sun-Hee em Sex Jun 29, 2018 5:17 pm

Lee-Hi mal terminou de falar direito e Sunny já revirava os olhos diante de toda aquela hesitação da amiga em dormir ali – Pode parando com isso... Claro que não vai incomodar! Você nem é mais visita – e não dizia aquilo dá boca para fora, não. Estava terminando de acalmar crianças quando Lee-Hi soltou o comentário a respeito do irmão mais velho – o que chamou a atenção de Sunny. Isso era um bom sinal, pois indicava que a amiga não andou tão aérea assim sobre o que acontecia ao redor de si mesma. Sunny sorriu e balançou a cabeça – Ele anda com alguns problemas na empresa, mas nada que não possa resolver. Sabe como Ji-Yoo é... Extremamente determinado e muito teimoso. Só fico preocupada porque, às vezes, ele ignora os próprios limites e não quero vê-lo doente – suspirou baixinho – Mas quando as coisas se ajeitarem, ele voltará a aparecer por lá. Enquanto isso, melhor deixá-lo focado no trabalho.

De novo, insistiu para que ela não ficasse achando que atrapalharia.

- Ok, ok... Eu peeeego – sorriu.

E, tardiamente, percebeu que quase deu uma mancada.

Enlouqueceu?!

Falar para Lee-Hi mexer no guarda-roupa...

Considerando o que escondia lá.

- Ah, sério? Hmmm, comemos rápido demais, também. Deve ser uma indigestão... Não vou demorar, tá? Daí separo um remédio para você e esse mal-estar desaparecerá logo logo.

Realmente foi rápida. Era engraçado como os cães fingiam um excelente comportamento conforme assistiam o ritual de Sunny. Todos tinham vasilhas próprias e estas até levavam o nome de cada um, mas no fim, comiam na tigela do outro, menos Tea e Cookie. Na verdade, o Beagle parecia, de fato, um velho ranzinza. Ele olhava para os irmãos com uma cara de quem reprovava a maneira “deselegante” de se comportar “na mesa”. Sunny começou a rir quando Bum-Kun parou de comer e deitou de barriga para cima, exigindo carinho. Do quinteto, ele era o mais carente...

Sunny se ajoelhou para acariciar aquela barriguinha entupida de ração.

- Não sei o que é maior: esse par de olhinhos pidões ou sua fome infinita... Acho que nós dois precisamos de mais exercícios. Você tem nome de atleta... Como pode ser tão sedentário?

Quase esqueceu do tempo à medida que continuava os afagos nele, fitando-o de um jeito bastante nostálgico.

Correu para pegar uma camisola , mas de última hora, imaginou que a amiga se sentiria mais à vontade com um conjuntinho básico. Afinal, a diferença de centímetros não era tão gritante, porém era provável que a peça ficasse mais curta na garota. De volta à sala, entregou a muda para Lee-Hi e ao ver a feição meio pálida, avisou que buscaria o sal de frutas, embora a amiga tivesse dito que beberia depois do banho. Sunny não insistiu, mas a encarou de modo cuidadoso, tanto que a bebida já estaria a esperando assim que Lee-Hi saísse do banheiro, em cima do balcão/mesa.

O barulho do chuveiro a impediu de escutar Lee-Hi vomitando e ela também se distraiu enquanto mandava uma mensagem para a titia e outra para o papai. Depois colocou uma música, relaxando a tensão do dia e decidiu preparar o chá – que era uma das POUCAS coisas que ela conseguia se virar na cozinha.


Claro que é o de pó que Sunny sabe fazer...

Estava na dúvida entre o de Ginseng ou de Framboesa quando a amiga apareceu na cozinha.

- Bebe. Tudinho.

Apontou para o copo, sorrindo, apesar do timbre mandão.

Pelo canto dos olhos, ela fitou Lee-Hi, estranhando o silêncio... Então, prestes a questioná-la, a amiga soltou uma pergunta, no mínimo, completamente distante de qualquer contexto. Sunny perdeu a fala conforme a encarava de forma atordoada, sem entender o motivo.

Não que a resposta fosse difícil...

Ainda mais que, automaticamente, o rosto dele surgia nos pensamentos e, junto do mesmo, uma série de recordações.  

Spoiler:

Por sorte, Lee-Hi parecia muito concentrada no conteúdo azedo e borbulhante para reparar na feição melancólica de Sun-Hee e no jeitinho discreto que ela levou uma das mãos até o peito, acertando alguns tapinhas bem leves.

- Sim...


Eu sou apaixonada por alguém.

De verdade.

Só que não completou a frase.

Aquela era uma conversa sobre Lee-Hi.

Quase perguntou o motivo dessa curiosidade, no entanto algo diferente lhe beliscou o cérebro...

Sunny virou de costas, ficando diante do fogão e iniciava o processo de preparo do chá, despejando a água quente numa caneca – E você...? Já se apaixonou, Lee-Hi? De verdade...?

Ela falou em voz calma... mas ainda assim, cautelosa.
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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Sex Jun 29, 2018 11:07 pm

LOJA DE CONVENIÊNCIAS: ANYTIME. 8 DE JUNHO. 3:45 P.M.


Eun Bi estava realmente se divertindo com a cara de Jae Ki. Não foi à toa que o chamou de fraco! Sabia bem como o menino se aborrecia com essas coisas, mas era engraçado ver como Jae Ki iniciava um discurso infinito, cheio de argumentos que provavam o óbvio. A bailarina manteve o sorrisinho sacana durante o tempo todo e segurou na mão dele para tentar acalmar.

Quando nem isso adiantou, ela soube que Jae Ki aprontaria alguma coisa. Como se não bastasse, sua amiga também ficava rebatendo o linguajar inapropriado dele. Nesse caso, Bibi precisou concordar.

- É verdade. Não sei como a Soo Ji não sai repetindo o que você fala.

- É porque eu não consigo, mas eu penso quando estou brava. - Revelou daquele jeitinho fofo enquanto segurava na mão de Misoo.

Eun Bi deu uma risada gostosa que alimentou a deliciosa gargalhada da menina. A menina parou quando a tenista voltou a falar e observou o movimento com a mão.

- Jinja?! Com mochila?? Araso...Eu nunca nem segurei uma raquete de tênis, parece difícil. Você deve ser mesmo muito habilidosa para jogar esse esporte. Eu só sei dançar, queria ser bailarina e a Minah - Apontou para Eun Bi. - Prometeu que me ensinaria nas férias, mas a gente se desencontrou. Daí meu oppa descobriu que o colégio tinha clube de danças e entrou para me ensinar.

Fez uma pequena pausa, tombando de leve a cabeça. Eun Bi diminuiu um pouco o ritmo dos passos, vendo que precisava mesmo falar com ela. Quando Jae Ki disse que era importante, ela meneou positivamente.

- E ele já te ensinou alguma coisa?

- Ung! - Deu um pulinho. - Já aprendeu umas 4 coreografias não é, oppa? Teve mais, mas eu só decorei essas.

Eun Bi olhou para Jae Ki depois de ouvir isso e sorriu. Antes deles brigarem durante as provas, ela também tinha ajudado em algumas mais difíceis. Era bom ouvir que, indiretamente, estava ajudando Soo Ji. Apertou um pouco mais a mão dele e bateu de leve o ombro.

Soo Ji ajeitou uma mecha solta e olhou para Misoo de novo. A pergunta sobre a escola, fez o rostinho dela hesitar por um instante. Para alguém como Misoo, acostumado a esconder seus problemas por querer ver todo mundo feliz e alegre, ainda que ela estivesse infeliz, aquela expressão era bastante conhecida. Soo Ji respirou fundo e sorriu novamente.

- Ani. É tudo bem na escola. - Disse com bastante convicção, mas não se estendeu nesse assunto, ficando animada com os desenhos. - Princesas Disney, Pororo, Pucca, Ladybug!! - Disse animada. - São os que passam na tv, mas eu também vejo muito programa de idol! Você gosta do Idol Bright? - Se enrolou no inglês, mas de tanto ouvir, conseguiria se fazer entender- Aquele programa da SB. A nova temporada começa agora, nas férias, mas já tem teasers.

A menina era fã das Mermaids, tendo Yuki como sua bias. Ouviu o elogio de Misoo e seu rostinho se iluminou ainda mais.

- Uwaa, komawoo, unnie. Você é muito legal, sabia? E bonita também!

Comentou um pouco antes de chegaram até a loja. Kang tinha acabado de sair da loja, já com suas roupas de “civil”. Acenou para o grupo - estava cansado, mas ainda mantinha aquela animação de sempre.

- Ooi! Vocês ainda estão por aqui, é? - Perguntou para Misoo, mas logo olhou na direção do casal que se aproximava enquanto a tenista pegava o celular.

- Vai, prove… - Eun Bi soltou a mão dele e bateu palmas, incentivando que ele fosse.

Kang não entendeu nada, chegando a cerrar de leve os olhos. Franziu um pouco as sobrancelhas quando Jae Ki se aproximou daquela forma.

- Mwo? O qUEEEEEEEEEEEE - O tom da voz foi aumentando com o susto que tomou quando foi erguido daquele jeito. Sentia-se, de fato, um saco de batatas com pernas. O chão estava muito longe e, ao mesmo tempo, próximo demais. Continuou dando alguns gritos e sacudindo as longas pernas.

Tinha certeza que logo se espatifaria no chão e as risadas das meninas só aumentavam o constrangimento. Eun Bi nem conseguia respirar por conta da cena que estava vendo. Soo Ji estava chocada demais para dizer qualquer coisa. Seu oppa era doido!!

- QUE CORRER O QUE?! ME PÕE NO CHÃO!!! - Esperneou mais ainda.

Só parou com os escândalos porque do ângulo em que estava, via que Won de cabeça para baixo e com uma expressão muito fechada. Voltou para o chão e aproveitou para empurrar Jae Ki - só de implicância, não tinha forças para comprar uma briga com seu amigo. Foi apenas uma forma de se livrar do susto.

Eun Bi também foi diminuindo as risadas, tossindo de levinho. Ajeitou o casaco e voltou a atenção para Jae Ki. A verdade é que ele nem precisava pedir. Meneou positivamente e ficou com uma expressão mais séria enquanto via os dois meninos se aproximando de Won.

Assim que eles saíram, ela trocou um olhar nervoso com Misoo. Nem precisava perguntar se algo tinha dado errado, mas elas seguraram os comentários até entrarem na loja de conveniências. Lá dentro, elas ainda poderiam acompanhar o que acontecia do lado de fora, mas ainda estavam contidas. Soo Ji ouviu com atenção as instruções sobre o ritual das princesas e as bochechas coraram rapidamente. Concordou que pensaria em coisas legais para sua coroação, mas a verdade era que a menina não era pidona, nem consumista. Tinha gostos bem simples e sempre olhava os preços com cautela - um hábito que adquiriu com o irmão.

Eun Bi escolheu uma mesa perto da grande janela de vidro, ouvindo o que a amiga tinha a dizer.

- O que? - Pegou o celular, vendo a mensagem e escondendo os lábios em seguida. - Aish...Deve ter acontecido alguma coisa estranha. - Mordeu o lábio. - Mas sabe, eu acho melhor deixarmos a Bomi quieta. Ela nem visualizou sua resposta ainda e também, eu preciso voltar para casa hoje.

Suspirou, deixando os ombros caírem.

- Acho que se ficarmos correndo atrás dela, é capaz dela reagir mal. Deixa a poeira baixar um pouco e conversamos em outra hora. Que tal irmos ao clube amanhã? Vamos jogar tênis, andar, qualquer coisa…um lugar fora daqui.

Foi a sugestão que encontrou e viu Soo Ji procurando os kits que Misoo havia comentado.

- Ainda preciso contar a ela sobre o meu verdadeiro nome. - Comentou. - Eu estava conversando sobre isso quando tudo aconteceu. Nem sei como definir o dia de hoje, foi uma montanha russa de emoções. - Fez um beicinho, mexendo no ziper de seu moletom

Soo Ji logo retornou para mostrar o que compraria. Para a surpresa das duas - ou não - havia apenas 3 canetas diferentes da My Melody e 2 cartelas adesivas dela com Little Twin Stars. Fora isso, tinha o doce do Pandinha que ela havia adorado e o suco que ela pediu.

- Olha o que achei. - Mostrou as três canetas super fofinhas. - Peguei uma pra cada para comemorar minha coroação. - Sorriu enquanto sacudia as canetas. - Acho que está bom, unnie…

[...]

Quando Won Bin se aproximou do Café e da Loja de Kang, veria os amigos naquele clima completamente oposto ao dele. Jae Ki carregava Kang no ombro, como um saco de batatas enquanto ele reclamava e pedia para descer. Eun Bi e Misoo estavam vermelhas de tanto rir e Soo Ji parecia chocada demais para dizer qualquer coisa.

Tão logo se deram conta da presença dele, não houve ninguém que tivesse coragem de manter a expressão de alegria. A cara fechada e distante de Won contaminou a todos. Isso não era de todo ruim, porque dava para ver que eles se importavam com o garoto.

Woo Jin tinha parado de reclamar e Won não foi interrompido em sua caminhada até a mesinha de fora. Muito embora sua expressão mandasse que todos se afastassem, os Dragões pareciam cegos ao aviso e não demorou para que se aproximassem. Quanto mais perto estavam, mais evidente ficava a vermelhidão nos olhos do líder, assim como as mangas molhadas da camisa.

Pela primeira vez, Jae Ki tinha chegado em silêncio, acompanhado por Kang. Woo Jin o encarou por mais um tempo, mas logo puxou uma cadeira e sentou-se.

Queria saber o que tinha acontecido, mas estava achando que perguntar, no momento, apenas magoaria mais o amigo. Por isso, ele apenas se mostrou presente e completou batendo no ombro dele, demonstrando que estava ali.

Muitas coisas tinham mudado na vida de Won desde que ele tinha iniciado sua jornada naquele colégio.

Talvez ele não percebesse agora, mas a mais importante de todas era que enquanto os dragões estivessem com ele, ele não precisava sofrer sozinho. Porque um sempre parecia disposto a defender o outro, como se fosse um lema principal daquele grupo composto por ex-solitários.
(C) Ross


SUNNY. 8 DE JUNHO. 5:30 P.M.


As palavras de Sunny acalmaram um pouco mais Ha Yi. Ainda que seus gestos estivessem mais tímidos e contidos, ela começou a se organizar naquela casa. Quando se recusou a pegar uma roupa nas gavetas da amiga, foi mais por uma questão de princípios. Se soubesse que encontraria algo alarmante ali, ela certamente fuçaria apenas para ajudar a amiga.

Porém, agora, ela pensava se mexessem em suas gavetas. Não gostaria nada da sensação.

Tão logo pegou a muda de roupa, ela entrou no chuveiro. Aquele era seu limite antes de vomitar praticamente tudo o que tinha comida. Foi tão voraz no almoço que realmente passou dos limites para seu fígado. O banho a ajudou a se acalmar e recompor, mas apenas depois do sal de frutas, foi que sentiu o frescor na barriga.

O fundo com pozinho que não tinha sido dissolvido parecia demasiadamente atrativo naquele momento. A expressão de Lee Hi foi ficando mais distante, conforme o som do violino ficava mais intenso. Não era tão amante do instrumento quanto a amiga, mas gostava daquela artista, em específico.

De repente, a pergunta simplesmente percorreu por seus lábios e foi feita em voz alta. Era um tanto quanto invasivo, mas gostaria de saber se a amiga já tinha se apaixonado por alguém. As chances de compreendê-la, aumentavam por isso.

Ao ouvir o sim quase que melancólico, ela voltou o olhar para as costas de Sunny.

Tinha cerca de um ano que as duas se conheciam. Apesar de Lee Hi ser uma unnie - por ser a mais velha - Sunny era a sunbae porque começou a trabalhar primeiro no café. Esses pequenos detalhes meio que anulavam a forma como elas se tratavam. Era respeitoso, mas elas não levavam em conta a diferença de idade quando estavam no grupo de amigas ou sozinhas assim.

Independente de Sunny ser sua sunbae no Café, naquele momento, Ha Yi realmente se sentia a mais nova e perdida das duas.

Umedeceu os lábios e abaixou o olhar. Engoliu em seco antes de erguer a cabeça de novo e dizer um baixo.

- Ung...De verdade. - Fechou os lábios e deixou que ela terminasse de preparar o chá para encará-la de novo. - Eu sei que a gente não se conhece há tanto tempo assim, mas eu confio em você e te considero uma de minhas melhores amigas, ainda mais agora que estamos estudando no mesmo colégio.

Falava bem baixinho - ela era naturalmente educada, mas estava muito mais frágil agora.

- Eu me envergonho por ter escondido isso de você, da Chae, da Hyewon, até da Eun Seok. - Era mais próxima das meninas do segundo ano, obviamente, e de Sunny, mas também gostava da presença de Stella. - Mas…Eu acreditei que era melhor deixar escondido.

Deixar algo escondido…

Isso lembrava alguma coisa, Sunny?

- Nunca antes eu...tinha sentido essas coisas por alguém. Quer dizer… - Ajeitou o cabelo. - Eu era popular por conta da minha aparência, mas ninguém nunca tinha despertado nada. - Franziu as sobrancelhas. - E então...Veio Wangjo e eu me deslumbrei com o lugar, com as pessoas. Também me decepcionei muito por conta do bullying, nunca tinha passado por isso na vida.

Foi um pouco chocante no início, tanto que ela ficou sem reação porque não acreditava que estivesse passando por algo do tipo.

- E no meio de todas essas novidades, eu conheci uma pessoa que...Eu achei que fosse o meu principe encantado. - Sorriu da propria ignorância. - Ele parecia ser tudo o que eu sempre desejei e esperei de alguém. Começou bem aos poucos, mas foi tomando uma proporção que...quando eu vi...eu já estava completamente envolvida e não conseguia enxergar o quanto.

As bochechas dela coraram e ela abaixou a cabeça. As lágrimas começaram a escorrer pelo rosto, até saltarem no fim.

- Ele foi perfeito… - Escondeu os lábios. - E...e….quando eu vi...- Não conseguiu se conter, começando a soluçar enquanto segurava o choro. - Aconteceu...Simplesmente aconteceu.

O que, exatamente, a amiga não conseguiu concluir. Mas a interpretação podia ser bastante abrangente.
(C) Ross


HYEMIN. 9 DE JUNHO. 10:35 A.M


- Hm...Não sabia que você levava jeito para negociações, que grata surpresa! - Sung Ki ficou realmente feliz por ela fazer uma proposta como aquelas. - Eu vou querer cookies e brownies, então.

Fez um breve suspense.

- Cookies para o domingo e brownies para o sábado. Parece bom para você? - Deu uma piscadinha, mas nem tiveram muito tempo de discutir os termos porque a menina foi louca atrás dos presentes.

Que não puderam vir, dessa vez. Respirou fundo com aquele beicinho que ela fazia, mas a encarou de modo paciente.

- O papai não teve tempo mesmo...Prometo que quando for lá, eu trago. Você sabe como eu entendo pouco dessas marcas, sou completamente ignorante em termos de moda. - Revirou os olhos, meneando negativamente. O que ele tinha de talento para culinária, ele tinha nada para marcas de roupa.

Começou a ouvir os questionamentos dela e achou certa graça. Fez um cafuné em sua cabeça e escondeu os lábios por um instante.

- Você acha que por eu ser o dono, posso ter beneficios? Ah, querida, eu só tenho mais trabalho. Vamos fazer uma breve analogia...Lembra quando foi a capitã do clube de culinária e foi responsável por tudo o que seu grupo fizesse fosse bom ou ruim? - Deixou que ela absorvesse aquela comparação. - Você era a primeira a chegar e a última a sair, não é? Porque se alguma coisa desse errado, era você quem responderia porque era seu nome, sua liderança. É a mesma coisa com o papai, mas em proporções maiores. Sendo chefe, eu só tenho mais obrigações.

Suspirou, bastante cansado. As preocupações só pioravam quando ele parava para pensar que Hyemin não seguiria com os negócios. Além de não ter talento nenhum para levar uma chaebol adiante, ele tinha feito uma promessa quando ela nasceu: jamais seria aquele que cortaria os sonhos dela. Independente do que ela buscasse para a vida, ele a ajudaria e apoiaria. Coisa bem diferente que seu pai fez.

Claro que na época, ele também sonhava que teria mais herdeiros que a casa estaria cheia de filhos. Afinal, ele imaginava que seu casamento resistiria às intempéries de uma família ranking 1.

Não foi bem isso o que aconteceu.

Um homem poderia se sentir amargo e infeliz por ter abandonado sua carreira da gastronomia como condição para ficar com uma pessoa. Agora não tinha nenhuma das paixões: nem a mãe de Hyemin, nem o titulo de chef. Porém, ele não se arrependia de nada.

Pois tinha Hyemin.

Queria tanto poder acertar mais com ela. Fazer dela uma mulher justa, honesta, bondosa, caridosa. Mas também reconhecia suas falhas - ou parte delas, pelo menos - porque para compensar sua ausência, ele a mimou demais. Agora parecia um pouco tarde para reverter isso, mas sua filha sempre seria seu maior orgulho.

Observou o comportamento dela à mesa e perguntou como foi o fim de semana dela.

- Foram ao Aquário? E foi divertido? - Sorriu ao ouvir que tinha sido legal e concordou sobre as fotos. Arqueou uma das sobrancelhas com o comentário sobre o castigo de Hayoung. - Eu vi as notas, não precisa fazer essa cara. Admito que fiquei surpreso do 2º lugar cair para 20º, mas a sua nota final não foi ruim. Estava acima da média, mas você acha que precisa de algum tipo de reforço em alguma matéria, Hyemin? Porque eu espero que você se saia melhor nas próximas provas. Afinal, é minha princesinha.

Ele enxergava potencial na filha, mesmo que as notas não acompanhassem isso. Sabia porque Hyemin era muito mais parecida com ele do que imaginava.

Sorriu novamente ao ouvir que as panquecas estavam deliciosas. Modéstia à parte, estavam mesmo. Tanto que ele pegou uma boa porção para si, mas no instante em que colocou na boca, começou a tossir, se engasgando. Precisou tomar uma quantidade considerável de suco para encará-la.

- Mwo? Wang Miwoo te enviou aquelas rosas? - Tentava não parecer muito agressivo, mas estava visivelmente surpreso. - Wae? Vocês se encontraram? Aconteceu alguma coisa que eu deveria saber e você não contou?

Repousou os talheres à mesa e focou todas as suas atenções na filha. Seus sentidos paternos estavam à flor da pele, no momento.
(C) Ross


HYUN HEE. 9 DE JUNHO. 1 P.M.


JOANINHA

Joaninha
Hahaha! Você hibernou, foi? Devo chamá-lo de “Hyursinho” agora? :3
Joaninha
Hm...Eu tinha alguns planos de sair com minhas amigas hoje, mas todas parecem meio quietas demais. Então, acho que só vou almoçar com minha mãe e ficarei em casa. E você? O que vai fazer depois da visita?


Aguardaria pela resposta de Hyun que, provavelmente, ocorreria antes da chegada de Jung Mi. Por saber um pouco em cima da hora sobre o horário de visitas, o irmão mais novo se atrasou cerca de 5 minutos além do combinado.

Quando Hyun Hee o visse, teria certeza de que o atraso não fora proposital. Jung Mi parecia lamentar mesmo por isso. Sua expressão não pôde ser lida, à principio, porque ele se manteve naquela postura respeitosa e cheia de mesuras. Ao ouvir que estava tudo bem, ele voltou a ficar com a postura correta e observou a aproximação do irmão.

Arqueou uma das sobrancelhas com o toque em seu ombro e parecia computar o que ele estava tentando fazer.

- Eoh. - Afastou-se de modo educado, colocando um certo limite naquilo, mas sem ser grosso ou raivoso. - E você? - Não era mera retórica, porque ele encarou Hyun com certo interesse.

Pelo que soube, ele tinha dormido na casa da tia. Nenhum dos dois nunca tinha dormido lá, mesmo quando a mãe era viva. Parecia uma experiência nova e algo que Jung Mi gostaria de sentir algum dia. Não conseguia se conter apenas imaginando como seria. Todos sabiam que a tia vivia “do outro lado do muro”. Como uma pessoa normal, coisa que eles não eram.

- Sentiu-se confortável na casa da nossa tia? - Completou a pergunta, demonstrando a curiosidade que ele tinha.

Após isso, concordou que poderiam ir. Andou ao lado, porém meio passo atrás, considerando a hierarquia. Os dois esperavam sozinhos pelo elevador - não havia fila. e Jung Mi se posicionou ao lado esquerdo, pois era o lado que geralmente escolhia, apesar de não ser canhoto. O violino era o responsável por ele sempre agir assim, visto que este era seu lado de apoio, no fim das contas.

- Pelo que você está se desculpando? - Perguntou antes que percebesse e o encarou com mais profundidade enquanto o elevador se aproximava.

Percebeu de pronto que o irmão não sabia exatamente pelo que. Fez uma expressão de quase tédio quando ele falou sobre nunca mais causar problemas. Por que ele continuava causando, então? Suspirou, um tanto incomodado com aquela conversa. Era um momento oportuno, de fato, mas Jung Mi não se sentia completamente preparado.

Não diria nada até entrar no elevador e esperar as portas se fecharem.

Quando viu o reflexo, considerou algo…

Por que não podia ser sincero, apenas para variar?

Hyun Hee estava completando suas palavras enquanto os olhos de Jung Mi passavam pelo painel do elevador. Ouvir o termo “irmãos”, o encorajou ainda mais pelo que estava por vir. Subitamente, ele apertou o botão para que o elevador parasse. Houve um pequeno solavanco e Jung Mi virou-se para o irmão.

- Com todo o respeito, você não entende nada, hyeong. Se você entendesse...Talvez já percebesse que não estou aqui apenas por conta do araboji. - Enfiou as mãos nos bolsos. - Verdade que esse tipo de coisa faz a gente refletir. Parece que também funcionou para você, porque está se portando feito… - Ia falar “gente”, mas não queria discutir. - Feito o meu hyeong.

Ponderou sobre a comparação e concordou com o termo.

- Eu me lembrei quando recebi a ligação, dois anos atrás. Na verdade, naquela época, eu estava na casa do araboji que hoje está internado. Naquele dia, ele também teve um princípio de infarto e eu não sabia o que fazer. Foi uma cena meio desesperadora, mas não comparada com a notícia que recebi logo em seguida. Fiquei pensando se foi por conta disso que ele não gosta tanto de mim.

Abaixou o olhar.

- Se é porque eu o faço recordar daquele dia. Mas fato é que...Eu pensei que estou cansado de perder. Cansado de...me omitir. De saber, por exemplo, o que você tem feito aos fins de semana e não tentar me meter. De vê-lo se aproximando daquele bolsista e o tratando como um irmão…- Cruzou os braços, ainda tentando se controlar. - Eu definitivamente te odeio, hyeong.

Revelou e deixaria apenas o suspense do impacto daquela palavra antes de concluir.

- Eu te odeio porque apesar de tudo, de todos os motivos, de tudo pelo que você me fez passar, eu… - Fechou os olhos, tomando coragem para dizer. E, no instante em que abriu os olhos de novo, parte da máscara que ele frequentemente usava, parecia rachada. - Eu não consigo ser indiferente a você, tampouco não me preocupar. Porque no fundo, hyeong, eu ainda amo o meu irmão.

Foi franzindo as sobrancelhas e puxou o ar num susto, como se estivesse se controlando.

- Eu sinto...sua falta.
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Kim Sun-Hee em Sab Jun 30, 2018 11:22 am

Apesar da aparente melhora da amiga, Sunny não esqueceu nenhum detalhe do comportamento que Lee-Hi vinha demonstrando nos últimos meses, por isso mesmo não diminuía a atenção sobre ela. Ainda tinha a certeza de que algo muito sério aconteceu para motivar aquele jeito estranho e distante. Tanto que, durante todo o caminho, Sunny pensou nas maneiras menos invasivas de entrar no assunto, mas acabou desistindo. Apenas seguiria sua intuição e a deixaria completamente à vontade. Na maior parte das vezes, as pessoas somente precisam de alguém que se disponibilize a ouvir. Só isso. E Sunny tinha excelentes ouvidos...

Mesmo assim, não esperava aquele tipo de pergunta e tentava relacioná-la com a situação da amiga. Mas mal teve como refletir.

Sunny carregava suas próprias desilusões e embora tentasse evitar até os pensamentos, quando cutucada, a ferida voltava a sangrar. Doía? Sim, porém o tempo a ajudou a se acostumar. E, de toda forma, não existia outra opção além dessa.

Mas cansava, cansava sempre ter que aguentar, se adaptar...

Aguardava a resposta de Lee-Hi enquanto terminava o chá, mergulhando o pacotinho na água quente. Acabou enchendo uma segunda caneca, mesmo que a amiga tenha preferido o sal de frutas. Escolheu o de Framboesa para si mesma e o de Ginseng para ela.

Lee-Hi era a mais velha, porém já estava na personalidade de Sunny possuir esse instinto protetor, independente da idade. Quando a unnie apareceu no Café Literário, Sun-Hee quem ficou com a responsabilidade de lhe apresentar o estabelecimento e explicar cada função. Na época, se colocou no lugar da menina, imaginando que deveria ser meio intimidante... Passara por aquela experiência, então entendia as dúvidas e medos. Ela ajudou Lee-Hi, atitude que teria feito por qualquer pessoa, mas as duas tiveram a grata surpresa de virarem amigas.

E... Ela era tão inocente...

Não que Sunny não fosse também, mas mostrava-se tão independente que aos outros passava uma imagem bastante autossuficiente. Mas, ao contrário de Lee-Hi, ela tinha uma casca mais dura, o que a motivava a se colocar na linha de frente.

Nas primeiras palavras dela, Sunny a encarou de um modo sereno. Pegou as duas canecas e entregou uma à Ha Yi – Bebe um pouquinho... Ginseng é ótimo para problemas estomacais – sorriu, incentivando-a.

Caso não aceitasse, não insistiria.

Sunny sentou num dos bancos altos e manteve a louça amarela entre as mãos, ainda sem tocar na bebida. Olhava para garota, concentrando-se completamente nela. Concordou com a cabeça sobre também considerá-la uma de suas melhores amigas e o sorriso logo sumiu diante da continuação. Sunny queria reprová-la por sentir vergonha, porém não era justo se achar no direito de controlar os sentimentos dos outros. Limitou-se a escutar, por ora.

Eu acreditei que era melhor deixar escondido...

Aquilo a fez morder o interior das bochechas, frustrada perante a semelhança das atitudes, só que Sunny tinha a consciência de que era sim melhor deixar escondido...

Melhor para as pessoas que amamos.

Não para quem guarda o segredo.

Antes de Lee-Hi prosseguir, Sunny já calculava as possibilidades. Ela estava apaixonada por alguém. Era esse o segredo? Ou seria a pessoa? Ele a machucou? Terminaram? Por que ela precisaria esconder o relacionamento?

- Você é linda, amiga – sentiu a necessidade de acrescentar – Mas não “só” linda.

Quando ela começou a descrever as agressões que sofriam na WangJo, a expressão de Sunny tornou-se mais fechada e reflexiva. Um gesto involuntário, na verdade. Porém, mais uma vez, Lee-Hi dizia coisas que Sunny poderia tomar para si. Não via Jung-Mi como seu príncipe encantado porque não carregava esse tipo de “fantasia”, mas por um momento de pura irrealidade, ela acreditou que o Park fosse a “sua pessoa...” e, de fato, ele era...

Ele é.

Pena que Sunny não era a dele.

Ao identificar as lágrimas, Sun-Hee respirou fundo e cerrou os punhos.

Simplesmente aconteceu.

O quê?

O que simplesmente aconteceu, afinal?


Não gostava no que sua mente trabalhava... Não gostava das opções...

Não gostava de ver Lee-Hi chorar...

Odiava aquilo.

Assim como detestava o culpado por causar aquelas lágrimas.

Delicadamente estendeu a mão, puxando a da amiga, onde iniciou alguns afagos carinhosos e com a mesma gentileza, ela perguntou:

- O que aconteceu?
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Won-Bin em Sab Jun 30, 2018 12:15 pm



Won hesitou por um instante em continuar andando até a mesinha na loja. Via os amigos tão felizes e o clima era de diversão, ele sabia que ia acabar com aquele bom momento se chegasse do jeito que estava.

A vontade era de ir embora, se entregar a sensação de vazio, mas seus pés andavam sozinhos até a mesa.

Notou como as expressões morriam quando o viram e se arrependeu de não ter ido embora dali.

Só os dragões se aproximaram e Won já imaginava o que teria de dizer e de explicar e só de imaginar como contar o que aconteceu já lhe consumia mais energia que não possuía mais.

Mas diferente da maioria das vezes eles não perguntaram nada, na verdade ficaram em silêncio. Won forçou um meio sorriso diante de Kang batendo em seu ombro. Estava com as mãos sobre a mesa.

Ainda estava um pouco letárgico então não começou a falar imediatamente, levaria uns minutos antes.

-Acabou. Só...acabou - conseguiu dizer - Tinham mais coisas, mais problemas que envolvem nossas famílias. E eu não posso mudar ou consertar essas coisas

Era a derrota em pessoa.

-Eu não quero falar sobre tudo. Não hoje, desculpem... - já não tinha energias pra sequer falar isso - Peço também que não discutam com a Bomi sobre o que aconteceu

Respirava fundo já imaginando como lidar com ela na escola e no clube.

-A situação pra trabalhar no Café já é insustentável. Eu...eu vou pedir demissão amanhã

Concluía com o que poderia ser mais chocante também.

Olhava para as próprias mãos, não sabia nem se queria ir pra casa agora. Tinha a estranha sensação letárgica ainda, o sentimento de vazio.

Wangjo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Seo Hyemin em Sab Jun 30, 2018 5:28 pm



- Ahhh, então você vem no sábado também? - comemorou enchendo os olhos. - Com certeza. Cookies e brownies!

Estava toda feliz por ter sido elogiada. Achou que era super inteligente ali e deu uma risadinha.

Sobre a roupa, ela tinha entendido. Acabou falando um “tudo bem” e o bico sumiu da cara. Um dia iria junto com o pai em uma dessas viagens e fariam juntos muitas compras. Pra ele também. Logo ele explicou sobre as implicações de ser o dono e lhe deu um exemplo bem fácil de se relacionar. Pensou um pouco. Achava que esse tipo de coisa era muito chato, mas quando pensou no Clube da Culinária, ela não achou ruim fazer tudo aquilo, porque amava de verdade o que estava fazendo e queria que tudo saísse perfeito. Claro que ficava cansada, mas era com muita vontade que fazia. Nunca pensou que tinha sido “o pai” no âmbito escolar do Clube de Culinária do fundamental.

- Entendi… - fez um biquinho. - Mas então o senhor deve gostar muito mesmo do seu trabalho como eu gosto do clube. Porque eu não conseguiria ficar tanto tempo ocupada com uma coisa que eu não gosto - refletiu.

Achava até que ele gostava mais do trabalho do que gostava de ficar com ela, às vezes. Mas não quando estavam juntos. Aí sentia que era uma princesinha.

Já na mesa, ela falou animada sobre seu passeio e já pegou o celular para mandar uma foto para o pai em que estava com os amigos no aquário, como uma resposta de que tinha se divertido. Depois, olhou o pai meio receosa por causa das notas. Pelo menos ser mediana estava bom para ele.

Se achava que precisava de reforço para ALGUMA matéria? Precisava para todas, menos química e biologia. Desviou o olhar. A verdade é que não queria estudar naquela escola. Estava pensando nisso desde que resolveram humilhá-la dizendo que só estava lá por dinheiro. Talvez em outra fosse mais fácil.

- Eu não sei... - falou desanimada sobre precisar de ajuda. Porque só de pensar nas dificuldades que tinha com os estudos, já lhe dava um certo pavor. Encorajada ao ser chamada de princesinha, ela sentiu um pouco mais de coragem de falar o que sentia. - Não entendo por que temos que estudar algumas coisas - fez um muxoxo. Não achava também que adiantaria ter aula de reforço, porque simplesmente não assimilava os conteúdos direito. Não sentia que era capaz de ser boa aluna.

Então mudou de assunto, para falar sobre as flores. Isso sim era um assunto bom! Mas por que o pai estava fazendo aquela cara estranha? O que ele queria dizer com “alguma coisa” que poderia ter acontecido? Começou a ficar com mais vergonha. Definitivamente não se falava disso com um pai!! Corou um pouco e respondeu no mesmo instante:

- Ani!!! Não sai com o oppa!! Quer dizer… - travou o que ia falar e olhou para baixo por um momento, piscando bastante. Estava nervosa e quase falou que “era para ter saído”. Ficou atrapalhada e quase soltou a verdade. Seu pai lhe deixava muito nervosa olhando para ela desse jeito e ela não conseguiu mais erguer o rosto, porque seria pega falando mentira. - São só flores, appa. - protestou de leve, bebendo suco só para ganhar tempo e depois ficou passeando o olhar entre o pedaço final da panqueca e o pai. - O que tem demais? Um dia eu não vou me casar de qualquer forma?


Então qual era o problema se eventualmente fossem namorados? Não seria MUITO melhor do que se ela se casasse com ele sem estar apaixonada? Ou ainda, era tão ruim assim que ele quisesse conhecê-la um pouco melhor para que aprendesse a gostar dela também?

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Park Hyun Hee em Sab Jun 30, 2018 6:15 pm



Hyun

Tigrão
Não sei se isso seria mais embaraçoso do que Tigrão
haha
Tigrão
Não pensei em nada. Queria ficar quieto com você. Mas fique com a sua mãe. Talvez eu troque de lugar com o Han Jae para ficar com meu avô. Ele não deve ter dormido direito.


O ideal para ele agora seria ficar com a namorada em silêncio, curtindo a paz que ela lhe fornecia. Até pensou em chamá-la para a casa da tia. Que grande paz isso seria! Tudo bem que talvez ela achasse estranho o primo ali que também era professor, mas…

Sem formular muito bem um plano, ele viu Jung Mi e se pôs de pé.

- Eoh. Eu pude descansar - contou, dando um sorriso amargo. Não que fosse ruim dormir, mas a situação toda era esquisita.

Realmente, a casa da tia era uma grande surpresa para eles. Era um tipo de tabu. O avô nunca imaginaria onde ele esteve naquele dia. Pensou sobre isso e tinha a sensação de que tudo que era bom e simples de alguma forma era arrancado deles por interesse, mas eles não tinham como saber disso quando crianças. Quantos assuntos “Chaeyoungs” não lhe foram privados porque não havia um “negócio” por trás daquilo.

- É… Confortável. Mesmo nunca estando lá, tem uma sensação familiar. Me senti como se tivesse 10 anos. Você entende? - referia-se literalmente à família, ao cheiro de comida de avó, embora eles ali não cozinhassem como hábito, mas era algo que achava que o irmão podia imaginar do que ele falava.

A sensação toda de nostalgia foi o que pesou mais e culminou naquele pedido de desculpas. Queria voltar para o tempo de antes. Não respondeu a princípio pelo que estava se desculpando, mas continuou seu discurso, ou tentativa. A franqueza com que o irmão lhe disse que ele não entendia nada o fez temer pelo restante das palavras. Calou-se, esperando tenso pelo que viria, mas ele o surpreendia.

Só podia imaginar como foi para ele receber a notícia naquele dia e lidar com tudo aquilo. Se ele mesmo não aguentou ao acordar, como teria sido ficar de olhos abertos durante todos os eventos?

Ele ficou quieto, resignado, ouvindo o que o irmão tinha para dizer. Seus argumentos e postura estavam muito mais maduros. Ele não podia manipulá-lo mais com um gracejo qualquer. Ao mesmo tempo, não conseguia sentir completamente suas intenções enquanto ele dizia isso, porque o último contato deles antes do hospital tinha sido bem diferente.

Fim de semana?O que ele estava fazendo de fim de semana? Franziu a testa. As festas eram um segredo, não eram? Ou o quê? E Jaeki?Ele esteve observando sua relação com Jaeki? Estava muito surpreso e confuso, porque aquele rosto dele nunca tinha transmitido nem sombra daquela preocupação. Porém, ele disparou que o odiava, constrangendo-o ao ponto de abaixr o rosto e sentir aquelas palavras como uma dor física.

De novo? De novo? Hyun começou a ouvir aqueles pensamentos pesados sobre ter sido estúpido de tentar começar de novo aquela relação, sobre o medo de perder para sempre o irmão, sobre não saber como voltar e… Antes que fosse tragado por aquele tipo de ideia, ele disse que ainda o amava.

Ergueu o rosto, olhando-o com transparência, confuso. Então, engoliu em seco ao ouvir aquelas palavras. Respirou fundo, recompondo a postura e apertou o ombro dele.

- Eu também. Jungnie (“Tchôn-ni”)... Eu também. - deu uma apertadinha de leve.

Ficou um pouco em silêncio, retomando a fala quando chegaram no andar.

- Tem sido difícil, sem eles... - admitiu. - É muito melhor com você aqui… Obrigado.

Não conseguia no momento pedir mais desculpas sobre o passado ou falar sobre tudo que aconteceu naquele acidente até que se reencontrassem. Um dia teriam que falar sobre isso, mas o pequeno passo que ele dava, já achava satisfatório.

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Yeun Misoo em Sab Jun 30, 2018 6:33 pm



Misoo não se conteve em olhar para Eunbi no momento que Sooji a chamou de “Minah”. Ainda não tinha esclarecido essa história para a menina? Era um pouco triste. Será que ela ficaria chateada quando soubesse? Enfim,  o que mais lhe impressionou foi o fato de que aquele garoto rude tinha entrado no clube para ensinar a irmã a dançar. Será que era isso mesmo? NAhhh… Queria era ficar perto da Eunbi! Esse safado.

- Um dia você tem que mostrar pra gente essas coreografias  - sorriu para a menina.

Foi concordando e reagindo conforme ela falava dos desenhos. Era bonitinho como ela seguia falando.

- Ohh. Sei. Tinha sugerido para a Bibi participar, mas apesar de ser bailarina e linda, ela não sabe cantar. Já pensou em participar um dia também?

Então teve toda a cena com Jaeki e Kang, que a fez rir muito, mas o clima todo foi estragado por causa do papo sério e a bailarina achava melhor não falarem com Bomi. É, ela tinha o tempo próprio para se recuperar das coisas, vide o que fez com a própria quando ela chegou às próprias conclusões sobre o namoro.

- Aigo… É verdade. Não, não. Deixa então. Temos que dar o tempo dela. Não dá para forçar. Se ela precisar, ela vem. Eu não sei o que mais pode ter dado errado, mas eu fico mesmo triste por ele - espiou o lado de fora. - Ele é um carinha tão legal...

Não que a amiga não fosse, mas Bomi sabia ser bem desgraçada quando queria e ela já tinha experimentado isso. Já Won não parecia ser capaz de magoar ninguém e foi logo gostar da garota mais inconstante… Falando em gente inocente, a amiga comentou sobre Sooji.

- Me senti mal por ela. Você devia fazer isso logo. Ai, acho que te chamei pelo nome “errado” algumas vezes. Foi sem querer. Será que ela já percebeu? - de repente a garotinha aparecia com presentinhos para elas e a fez ficar quase emocionada. Primeiro a tinha chamado de linda, agora tinha a oportunida de pegar uma coisa para ela e escolheu para as duas. Era muito fofa mesmo.

-Muito obrigada, princesa Sooji. Adoreeei. Vamos combinar agora. Nossa “caneta do dia”. Que nem as meninas da escola - fez uma careta de patricinha e riu, referindo-se ao grupo de Yerin.

- Hm. Fica aqui com a bailarina enquanto eu vou ali no caixa - olhou bem para Eunbi. Era sua chance de contar a verdade para a garota a sós, enquanto ela fazia uma horinha longe delas.


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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Sab Jun 30, 2018 11:04 pm


Jae-ki fez um bico quando MiSoo o questionou sobre os palavrões. Não gostava quando os outros que não sabiam nada deles ficavam dando palpites sobre como tratava sua irmã. Em seguida Eun-bi concordou e Sooji falou aquele comentário engraçado. Jae-ki arregalou oa olhos, mas em seguida deu um sorriso leve, sua irmã era sincera e isso o orgulhava. Claro que era bom que ela não falasse como ele. Porém não deixou de responder MiSoo:


- Ya, tem gente que fala bonito, mas é um lixo. A Soojiya sabe como eu sou e é isso que importa. E ela não vai repetir...Soojiya é esperta. 

Claro que não era bom falar palavrão na frente dela, sabia disso. Ás vezes ele se controlava, mas outras saía sem querer. Só que achava que MiSoo não tinha esse direito de se intrometer.

A irmã conversava com MiSoo e ele prestava atenção. Era bom ficar de olho no que ensivam à sua irmã. Sorriu quando ela contou sobre como ele havia entrado no clube de dança.

- Eoh, e eu vou te ensinar mais.

Sorriu ao sentir a mão de Eun-bi apertando a sua. Jae-ki até que se sentiu bem por ser o professor de dança da irmã, tudo que sabia sobre professoras de danças era bem ruim. A de Wangjo era insuportável e a da bailarina ainda pior. Não deixaria sua irmã passar por essas coisas.

Jae-ki ainda tinha aquela irritação sobre o comentário da bailarina, ela tinha acertado em cheio na implicancia. E quando ele teimava com algo, não tirava da cabeça. Queria provar mesmo que era forte, por isso carregou Kang daquele jeito. Jae não tinha muito senso do que era passar vergonha na rua.

Sorte do Kang que Won apareceu, então ele não teve tempo de correr para provar sua força. Ver o amigo triste daquele jeito fez Jae-ki esquecer do seu orgulho. Depois de colocar o amigo no chão, recebeu aquele empurrão, mas não reclamou. Já era meio comum esses gestos entre os dragões.

Ele pediu que as meninas ficassem com sua irmã um pouco e elas entenderam. Ele e Kang se aproximavam em silêncio de Won e sentaram perto dele. Dava para ver os olhos vermelhos do amigo, as coisas tinham sido realmente difíceis. Embora Jae-ki estivesse curioso sobre o que tinha acontecido ficou em silêncio dessa vez, esperando pela reação do amigo.

Won demorou a falar, mas quando disse, Jae-ki se sentiu mal pelo amigo. Tinha durado tão pouco, nem parecia que ontem havia sido um dia tão legal. Se soubesse disso, não teria ajudado o amigo a ficar perto da garota naquele parque. Na verdade tentaria o oposto, ainda achava que Bo-mi tinha enganado a todos eles. Uma garota educadinha que devia ser podre pro dentro. Não entendeu o que ele disse sobre as famílias, mas esperou Won falar tudo que queria.

- Suas famílias? Mas como assim cara? Ela confirmou que te enganou ou ficou te enrolando? Ah foi mal... Não precisava falar se não quiser...

Jae já havia passado pela dor de perder um amor, se fosse antes disso, talvez não entendesse Won, mas agora sabia mesmo o que ele passava. Falava demais muitas vezes e sai sem querer as palavras, mas tentaria se conter. Porém foi o último comentário dele que o deixou surpreso, arregalou os olhos. Como assim se demitir?

- Won?! Tem certeza? Isso já te fez muito mal, não pode deixar que façam você perder o café também... Você deu seu sangue para conquistar isso, cara... Tava com o braço quebrado e persistiu! Vai largar agora? Não faz isso cara... Não abre mão do que conseguiu!

Olhou para Kang, não era muito bom no que falar, sabia que o amigo disse pra não irem falar com Bo-mi, mas era o que Jae-ki mais queria agora, pensaria melhor nisso depois.


- Pô cara, eu vou tá do seu lado seja o que você decidir... Só tô falando o que eu acho, mas você que sabe. Eu já passei por essa dor... Doí mesmo, antes eu nem imaginava como era, agora eu sei... Por isso te entendo de verdade e eu sei que vai demorar a passar... Mas sei la, tenta focar no seu maior sonho...

Jae-ki começou a ser sincero de um jeito que nem esperava, mas tentava ajudar o amigo pelo menos da forma que ele sabia:

- Tinha vezes que eu odiava acordar pra ir para Wangjo, mas eu lembro da Soo-ji e ganho força.... Você também tem seus focos cara, seus sonhos, sei lá... Agarra neles para vencer essa barra...  




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