Elysium Fields

O Elysium Fields foi fundado em Fevereiro de 2018, com o intuito de ser um jogo entre amigos, mas cresceu para se tornar não um único jogo RPG, mas vários. Desta forma, pode encontrar um jogo para jogar, ou narrar o seu próprio jogo, com as suas regras. A maioria dos nossos jogos são guiados por um narrador, que começa a história, desenvolve, e dá um fim à mesma. Os jogadores são os seus personagens principais.
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A skin foi totalmente criada pela Ross (Ji Yeon), para uso exclusivo no Elysium Fields. A designer agradece à Persephone (Hae Shin) e à Luxi (Joo Ri) pela paciência para a aturar, a Flerex pelos códigos de cores e campos de perfil que tornaram tudo mais fácil e a FontAwesome pelos ícones. Os gráficos para imagens foram obtidas do Google e editadas pela Ross. As tramas são criações originais e de responsabilidade de seus respectivos narradores. O blog Dorama Resenhas é nosso parceiro-irmão e todo seu conteúdo é feito por suas escritoras através de uma pesquisa séria de fontes confiáveis, além da exposição de opiniões próprias. Plágio é crime. Não copie dos nossos conteúdos originais. Se for tomar inspiração, por favor mencione.
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Capítulo 5

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Relembrando a primeira mensagem :

CAPÍTULO 5
O clima no escritório não era dos melhores. Havia um incômodo silêncio pairando pelo ar enquanto o chá, outrora ofegante, apenas fazia enfeite naquele belíssimo molde de porcelana. Os longos dedos masculinos mexiam as folhas impressas há pouco tempo. Na mesa de madeira nobre, havia uma quantidade grande de pastas e mais pastas com o símbolo do WangJo. Pastas de todas as matérias e clubes, com os balanços do último bimestre. Não eram apenas notas, mas também relatórios sobre rendimento dos alunos - presença, comportamento em sala, vezes que foram colocados para fora, entrega de trabalhos, dedicação, participação.

Ao todo, o colégio tinha 280 alunos. A grande maioria estava no prédio do ensino fundamental, com 130 alunos, onde havia mais séries e mais turmas também. Em seguida vinha o ensino médio com 80 e apenas uma turma para cada ano; e o especializado com 70. Era um número pequeno de estudantes, considerando o tamanho do lugar. Porém, quando se pensava que ali estudavam os herdeiros da Elite da Coréia do Sul, o número ganhava uma nova conotação.

Mesmo assim, aquele volume possibilitava um cuidado maior com as estatísticas e relatórios por parte dos professores.

Relatórios que agora Tae Song revisava após a maratona de Conselhos de Classe.

O Corpo Docente estava se reunindo desde terça feira para discutir o bimestre dos três prédios. As provas ocorreram na semana passada e na segunda feira, as notas tinham surgido, mas não foram reveladas aos alunos. Eles precisavam passar pela angustiante espera pelo ranking das salas e do prédio.

Pela cara que Tae Song fazia, os resultados tinham sido bem preocupantes.

Diante dele, Ji Sung, também conhecida como Srta. Yang, diretora assistente; e Sunwoo Eun Sook, a Pedagoga, esperavam pelo parecer do diretor. As duas foram requisitadas para que ficassem mais do que o horário. A última reunião do Conselho de Classe tinha sido com os alunos do ensino médio.

Se antes ele já estava preocupado com os alunos do ensino fundamental, esta última reunião o deixou ainda mais aflito.

Capítulo 5 - Página 19 N3EAujq

- O que eu não estou enxergando? - Perguntou, de repente, olhando para aquela quantidade de folhas com nomes e notas.

- Perdão? - A pedagoga o encarou com certo receio.

Tae Song abaixou a papelada e encarou as duas mulheres diante de si. Ambas eram bastante polidas e sempre carregavam aquela expressão que misturava serenidade, justiça e firmeza. Talvez Yang tivesse uma cara ainda mais fechada que Sunwoo, pois ela tinha naturalmente um olhar mais doce. Ainda assim, eram mulheres firmes e de extrema confiança de Tae Song.

- Alguma coisa não está chegando até o nosso conhecimento para justificar certos dados.

- Com o perdão da palavra e da postura, Sr. Wang, a verdade é que isso era o esperado.  - Yang disse de modo firme.

Sunwoo arregalou um pouco os olhos e Tae Song ajeitou-se em sua cadeira.

- Disserte.

- Sua agenda de compromissos esteve cheia demais para dar a atenção necessária a esses alunos. Não quero soar arrogante, tampouco agressiva, senhor, mas essa novidade que o senhor trouxe para o colégio precisava de maior atenção. Precisava de maior planejamento. Passar numa prova, por mais difícil que ela seja, não significa que o resto do caminho será fácil.

Capítulo 5 - Página 19 4pWaZZ6

Tae Song passava a mão no queixo enquanto ouvia a mulher.

- Estive convivendo mais tempo com esses alunos do que o senhor e os observei. Os alunos novos, no caso, os bolsistas têm uma realidade completamente diferente de nossos herdeiros. A maioria trabalha depois do colégio. Com uma carga horária puxada como a nossa, somente sendo um gênio ou não dormindo, os resultados seriam melhores. Mesmo assim, ainda vejo com otimismo certas pontuações. Quer dizer que apesar de tudo, eles ainda conseguiram posições melhores do que muitos outros.

Um instante de silêncio.

- Eu entendo o que quer dizer. - Sunwoo disse. - Mas não podemos diminuir o grau de dificuldade do colégio, tampouco toda nossa ementa…

- Não, não podemos. - Yang concordou. - Mas isso o que eu disse, não é tudo.

- Claro que não é…- Tae Song disse. - Não são apenas os bolsistas que estão me preocupando. Esse número de faltas dessa aluna...E a queda desta outra...Fora esses outros balanços. O que está acontecendo?

- Com os meninos fica realmente mais nítido porque o número de advertências subiu  200%, principalmente entre os meninos do 2º ano. Tem um grupo que persegue um dos bolsistas mais...ahm...Não sei encontrar a palavra. - Yang cerrou os olhos. - De todo modo, os meninos deixam seus problemas mais evidentes. Já as meninas…

- Sim. Vejo muitos problemas silenciosos e pouca solução.

- Vejo soluções que só precisam de um pequeno incentivo. - Yang continuou e procurou por uma das pastas. - Aqui. Achei interessante o que a Srta. Chu Eun Young de informática nos trouxe. Como sabem, todo ano os alunos de informática têm um projeto de melhoria. Dessa vez um dos alunos trouxe algo...que vem a calhar com coisas que estão acontecendo.

- Eu ouvi, também achei interessante. - Tae Song meneou positivamente. - É uma das soluções que estou pensando também. Mas antes disso, acho que seria interessante conversar com o grupo que criou isso. Algo discreto… - Olhou para Yang. - Para semana que vem, durante o horário do clube de informática.

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- Certo. Enviarei o e-mail para eles amanhã.

- Do que estão falando? A ideia anti-bullying? - Sunwoo indagou. - Vocês acham que as meninas estão praticando isso?

- É uma certeza que não tem provas ainda. - Yang disse. - Mas essa queda de rendimento não é mera coincidência…

- Também preciso mudar os pontos cegos das câmeras de segurança. Srta Yang, acha que consegue agendar a visita dos técnicas para este fim de semana ou o próximo?

- Acredito que não haverá problemas, Senhor.

- Faça isso, então, por favor. - Já eram duas pequenas possibilidades de soluções.

- Isso será bom para o ensino fundamental também. Tem sido surpreendente o número de situações que andam chegando até minhas mãos. - Sunwoo era pedagoga e diretora assistente do ensino fundamental. - E com isto, digo que precisamos de outra decisão…

- Por favor, nos dê sua opinião. - Tae Song disse.

- Sei que tivemos problemas com os dois últimos profissionais que passaram por aqui. Mas diante de tantas certezas e incertezas sobre nossos alunos, este colégio precisa de um novo psicólogo.

Tae Song fechou os olhos por um instante, retirando os óculos de leitura e massageando a têmpora.

- Sei que não concorda com o método de alguns, mas essas crianças precisam, Diretor. Todas elas. Os bolsistas podem ter problemas com a nova realidade que eles estão lidando, mas não é fácil ser um herdeiro. Eles também sofrem muita pressão e se a família é contra uma terapia, pelo menos aqui no colégio, eles teriam ajuda. Porque quem pratica bullying também precisa de acompanhamento.

- Eu concordo completamente. - Yang cruzou os braços. - Também poderia nos ajudar a compreender o que aconteceu com alguns nomes. Dessa vez seremos mais cautelosos com o profissional, diretor.

- De, de… - Suspirou. - Eu sei. Comunicarei à empresa para que comece a anunciar vagas…

Sunwoo ficou aliviada por Tae Song ser tão receptivo com a ideia. Até mesmo Yang deu um pequeno sorriso no canto dos lábios, satisfeita com a decisão dele.

- Tenho certeza que essas pequenas mudanças trarão resultados positivos para o próximo bimestre.

- Que assim seja. Torço pelos meus alunos…

- Certamente que sim.

Tae Song deu um pequeno sorriso e voltou o olhar na direção das pastas. As fotos 3x4 de Oh Yerin, Go Eun Na, Bing Min Ho, Seok Ryu Ji e Dang Beom Su se destacavam por serem as fichas que ele vinha analisando.

Não era apenas uma questão de bolsistas.


DOIS MESES DEPOIS






Dois meses se passaram desde que os portões foram abertos para mais um novo ano letivo. Aqueles dias de Abril pareciam uma memória antiga, como se tivessem acontecido muitos anos atrás. Isso porque em dois meses, a vida daqueles sete jovens tinha recebido uma grande carga de mudanças - todo tipo de mudança.

Namoros falsos que muito pareciam verdadeiros.

Términos de não-namoros que tinha tudo para ser namoro.

Planos do futuro que pareciam cada vez mais distante.

Escolhas difíceis entre familiares e amigo.

A impossibilidade de ajudar amigos com a alma quebrada.

Uma mente que ainda muito oscilava e levava a consequências jamais pensadas antes.

A paz que fora roubada e a ausência de sono para relaxar a mente.

Cada um teve sua quota de problemas para resolver. E, obviamente, não foram coisas que aqueles sete jovens conseguiram colocar um ponto final em dois meses. Até porque o colégio ainda cobrava muito deles. Havia muito o que estudar, muito o que ler, clubes com várias exigências, muitos trabalhos - sem contar o emprego que outros três ali tinham.

Como se não bastasse isso, ainda havia toda uma preocupação fora de colégio. Ao mesmo tempo em que Maio parecia não ter fim, ele correu rápido demais. De repente eles estavam diante da semana de provas e tinham que passar por uma maratona de uma semana. Os clubes fizeram falta, de certo modo - ficariam duas semanas sem as atividades por conta das provas e dos conselhos de classe.

Se não havia clube, em compensação, havia a biblioteca. O lugar ficou lotado durante aquele período e, curiosamente, extremamente silencioso. Aqueles que quisessem estudar em grupo, tinham que pedir chave para um dos “cubos” que preservava a acústica para que as vozes não vazassem dali e atrapalhasse os outros. Até seis alunos eram permitido para cada cubo.

Todo esforço era válido e necessário naquele momento.





Para Hee Kyung, o tempo passado trouxe muito o que pensar. Agora que ele desenvolvia seu lado sociável com mais vigor, ele estava expandindo suas amizades. Além de Joo Hyuk e Sun Hee, o menino também podia dizer que tinha feito amizade com Lee Ha Yi, Wang Hye Won e Park Chaeyoung. As três “noonas” do segundo ano eram amigas de Sun Hee e Stella e a aproximação foi natural.

Contudo, Hee Kyung não pararia por aí - para a imensa infelicidade de Min Ho e nervosismo de Ui Jin, visto que muitas garotas se aproximavam deles. Ha Neul tinha conseguido convencer Sona a se aproximar do grupo. Logo Hee Kyung perceberia que a menina andava sozinha por pura opção, porque era uma garota que sabia conversar muito bem quando queria, além de ser uma excelente observadora.

No Clube de Xadrez, Dong também conheceu Ah Sejeong, uma das meninas novas e bolsistas. Sejeong não era pobre, mas vinha de uma família que sempre teve que batalhar muito para ter as coisas. Por isso ela era competitiva, mandona e esquentadinha. Tinha passado em 2º lugar na prova, ficando atrás de Song Jae Ki, mas vinha encontrando dificuldades no ritmo de WangJo. Era era amiga de Hyo Shin e Nayeon. Nayeon era a menina que Min Ho havia citado como a mais invisivel de todas e ela era, de fato, um bichinho do mato.

Excelente pianista - a melhor daquele colégio e com bolsa garantida para estudar fora - a menina não sabia se socializar muito bem. Já Hyo Shin era mais um nerd quietinho. Só que diferente de Hee Kyung e seus amigos, ele era um herdeiro nível 3, por isso nunca se misturou muito. Ele mesmo acabou acreditando naquele distanciamento entre níveis.

Outra pessoa que se mostrou um amigo divertido e leal foi Kang Woo Jin. O bolsista era uma pessoa muito bacana, porém, com sua própria dose de misterios. Nas últimas semanas ele andava um pouco disperso e mais cansado do que o normal. Quando Dong deu o computador para ele, Kang não soube onde enfiar a cara. De inicio, recusou e disse que não queria a amizade de Hee Kyung só pelo computador. Isso apenas alimentou a vontade do herdeiro de ajudá-lo e, depois de conhecer o irmão mais novo dele, o computador simplesmente parou na casa dele.

Kang ficou um pouco bravo, por vergonha, mas a verdade é que está muito feliz com o presente - que usou para ajudar nas pesquisas para seu amigo Won Bin. E agora Dong tem um amigo fiel para todo o sempre.

Assim como Kang, Won Bin também foi outro bolsista que se tornou “amigo” de Dong. O garoto era bastante tímido e eles ainda não tinham conseguido conversar - não tinham nenhum horário em comum e a vida de Won estava uma bagunça. Porém, havia certa simpatia e empatia entre os dois. Won tinha a mesma aura de good guy que Hee Kyung.

Já Jae Ki era mais arisco. Não dava para dizer que eram amigos, tampouco inimigos. Jae só era ciumento demais com seu território, mas não amolava mais tanto seus amigos.

Mesmo diante de tanta melhora no social, Hee Kyung ainda teve tempo para seus amigos antigos. Os encontros de domingo se mantinham - fosse para estudar ou jogar. Contudo, Min Ho começou a ir menos. Num primeiro momento, podiam achar que era por conta do ódio dele às pessoas, mas não era isso. Ele geralmente dizia que não podia ir porque não foi permitido. Como ele era uma pessoa bem literal, isso queria dizer que os pais não estavam deixando mesmo.

A questão era: por que?

Ele não respondia durante as aulas, sempre mudando de assunto.

Outro relacionamento que foi um pouco mais aprofundado era Stella. A Srta Jun continuava ensinando inglês aos sábados, mas havia algo mais também. Os dois pareciam mais próximos e estavam jogando juntos também. Acabava que tinham assunto para tudo: fosse filme, jogo, lançamentos, livros, escola, amigos em comum. Ele sentiria que poderia passar horas e horas falando com ela que ainda teriam assunto.

O que isso significava, contudo, ainda era um pequeno mistério para o brilhante garoto. Afinal, sentimentos não eram exatos como uma fórmula. Eram muito mais complexos.

Até porque seus sentimentos também envolviam a prima. Hayoung estava se distanciando mais. Talvez tenha sido a única pessoa que tenha se afastado dele. Cada vez mais envolvida com o grupo de Yerin - chegando até a viajar para o exterior um pouco antes das provas - a menina não concordava com as novas amizades do primo. Assim como ele não parecia aprovar a delas.

Isso influenciava um pouco na forma como eles agiam nos encontros familiares. Os tios não estavam provocando Dong como costumavam. Eles pareciam mais...quietos. E Hayoung falava pouco com ele. Algo definitivamente estava fora do tom. Pelo menos ele tinha os pais e o avô. O avô também estava ensinando o neto a jogar Go e parecia muito empolgado com os clubes dele, principalmente xadrez.

O foco de Dong, contudo, era Informática. Ainda mais agora com o projeto que seria levado ao diretor durante o Conselho de Classe. De certo modo, ele achava que o projeto era uma das últimas alternativas para mudar sua prima e ter a paz que ele tanto buscava.

As últimas duas semanas tinham sido uma insanidade. Ele ficou estudando em todos os momentos livres e sentia que parte do cérebro foi deixado na prova. Agora só restava esperar pelo resultado de seus esforços...





Quem olhasse para Hyemin podia jurar que ela tinha a vida perfeita. Suas postagens nas redes sociais sempre indicavam que ela estava nos melhores restaurantes ou fazendo as compras mais extravagantes ou ainda tendo os melhores momentos que uma adolescente poderia querer.

Invejável, alguns diriam.

A realidade, contudo, era bem diferente do que aparecia.

Houve muita coisa boa naquele período. A viagem para NY foi o ponto alto. Mesmo sendo um pouco perto do período de provas, Hyemin e seus amigos Beom Su, Yerin e Hayoung se divertiram como nunca. Ficaram quatro dias lá - de sexta a segunda - e cada instante valeu a pena. Foi um pouco corrido, mas ela podia voltar lá no final de semana seguinte, se quisesse.

Fato era que o show da Selena Gomez foi a coisa mais incrível que ela já tinha visto na vida. Até mesmo Yerin se divertiu no show. O grupo participou de um meet & greet especial com a cantora que foi muito receptiva e amorosa com a fã chorona. Passou mensagens de amor e que ela acreditasse sempre em seus sonhos.

Além disso, eles também fizeram muitas compras...a ponto de Hyemin se perder. Foi o único momento tenso da viagem, mas Hayoung foi o anjo que a encontrou. O grupo não comentou nada sobre o ocorrido, mas era óbvio que guardaram o que tinha acontecido.

Yerin estava começando a ficar um pouco mais sensível com essas coisas. Não era a primeira fraqueza/segredo de amiga que ela estava cuidando…

Quando Hyemin voltou para a Coreia, no entanto, teve que lidar com a realidade. Os sonhos ficaram em NY porque algumas coisas transformaram Maio num mês nebuloso. Seu pai tentou cumprir a promessa de ficarem juntos aos domingos, mas era justamente o único dia que ela via o pai. Havia muito trabalho para ele administrar e tinha dia que nem em casa dormia. Porém, aos domingos, ele passava cerca de doze horas - contadas - com a filha.

A tia também não estava dócil. Infeliz com o casamento, ela tinha se distanciado um pouco da casa Seo. Ficou vários dias em SPA ou viajando. Não vinha dando toda atenção e amor para a querida sobrinha. Mas Hyemin era uma menina dócil que conseguia compreender…

Não é?

Bom, pelo menos ela tinha as amigas. No caso, amigos porque Beom Su entrou de vez para o grupo. Eles se reuniam na casa de Hyemin e faziam sessão de cinema, festa do pijama e várias atividades do gênero. Nana foi algumas vezes, mas não todas.

A amiga tinha mudado muito. Deixou de usar aquelas roupas super femininas, preferindo tons escuros e roupas largas. Isso começava a esconder a perda de peso que ela vinha tendo. Entre outras coisas. Ao longo daquele período, as meninas tiveram que lidar com um surto dela.

Numa das festas de pijama enquanto viam um especial da MNET, o cantor Taemin fez um mashup de suas músicas logo depois de um comeback. Dentre as músicas, uma delas foi Move. Até chegar nessa musica, o grupo dançou, se divertiu, mas assim que Nana ouviu MOVE, ela travou. Ninguém entendeu nada ou porquê dela se tremer tanto, mas ela começou a se bater, chegando até mesmo a quebrar um dos vasos da casa de Hyemin.

Yerin se trancou no banheiro com ela, mas os gritos ecoaram pela casa e na mente de Hyemin por um bom tempo.

Felizmente, Yewon não tinha ido a essa festa de pijama e foi mais um segredo que Beom Su, Hayoung, Hyemin e Yerin compartilharam.

Toda essa situação não foi o suficiente para travar a impiedade de Yerin no colégio. Como era uma garota de palavra, segunda-feira realmente virou o dia de perseguir Sunny e/ou suas amigas. Elas aprontavam muito, vários tipos de travessuras e pequenas humilhações que Sunny, Stella e Lee Hi recebiam caladas. Fosse por orgulho ou medo, o que acontecia ali, ficava ali. A última travessura, inclusive, foi “sequestrar” as apostilas de Sunny sem que ela visse. No mesmo dia, as apostilas foram devolvidas, mas faltavam várias anotações importantes. Isso acabou prejudicando o rendimento dela nas provas.

Outro problema da escola era Kim. Depois daquela desastrosa conversa/briga que tiveram, ele não a procurou mais para tirar satisfações de nada. Havia aquele abismo entre os dois, mas até mesmo ele admitia que era muito difícil ignorá-la sempre. Vez ou outra se esbarravam de modo constrangedor - virando uma esquina, entrando na sala, enfim - mas eles não se falavam mais.

Pelo menos havia uma amizade antiga que estava mantida. Por mais irritado que Jung Mi tenha ficado com toda aquela situação criada pelo imaginario de Hyemin, ele não a tratou diferente - só porque conseguiu contornar a situação também. Continuava sendo amigo dela, mesmo que não concordasse com as práticas dela e suas amigas.

O namoro dele com Misoo também aproximou um pouco as duas. Por respeito à Yewon, elas não podiam dizer que eram amigas, mas elas se davam bem no clube de moda e tênis. Outra pessoa que também se mostrou um amorzinho foi Bomi. Sociável e amorzinho, ela sempre foi, mas agora ela parecia menos grudada em Misoo e mais dada a outros grupos.

Algo tinha acontecido…

Os clubes estavam maravilhosos, mas Culinária certamente era, de longe, o mais legal. A professora de Moda era um pouco irritante, às vezes. Extremamente esnobe e crítica, somente Sunyoung parecia fazer as coisas certas. Mas em Culinária, Hyemin era a estrelinha da turma, empatada com a capitã - as duas se complementavam e não brigavam entre si. O que era ótimo, porque de conflitos, já bastava os que ela já tinha que aturar.

Para as provas, Hyemin tinha estudado com seu grupinho. O rendimento não foi tão proveitoso assim porque eles se distraíam demais - até mesmo Yerin que andava um pouco mais avoada e cansada do que o normal. Hyemin podia ser boba, mas conhecia bem a amiga. Sabia que ela estava passando por problemas, mas ela se recusava a dizer o que era.

Yerin era, antes de tudo, a coluna daquele grupo. Se quebrasse ou demonstrasse fraqueza, todos desmoronariam.

No fim de semana após a prova, Hyemin almoçou com seu pai, os Han e os Wang. Miwoo esteve presente e, para sua completa surpresa, eles trocaram telefone!!! No próprio domingo, ele mandou uma mensagem combinando de jantarem na próxima sexta-feira.

Quem que se importa com o resultado das provas quando tem um encontro para programar? Por que era isso, né? Um encontro!!!

Beom Su se animou todo em ajudá-la. Hayoung também estava hypada. Yerin e Nana, contudo, estavam um pouco mais sérias. Nana cortou qualquer chance dela vestir vermelho ou decote. Implorou para que fosse o mais vestida possível e que não tentasse seguir seus últimos conselhos. Já Yerin tinha ranço mesmo e não se manifestava, apesar de querer a felicidade dela.

Agora apenas algumas horas a separavam de seu conto de fadas…





Assim como a “bipolaridade” que domava seu inconsciente, os meses também foram meio bosta e meio legais. Logo em meados de Abril, Hyun Hee foi surpreendido pelo “castigo” do Secretário Lee. Depois de conversar com o avô, Lee foi autorizado a treinar Hyun. O garoto que já foi faixa preta em TKD e estava há dois anos sem treinar nada, foi colocado à prova para revisitar seu passado.

Foi difícil e ele odiou, mas quando passou a ser mais honesto consigo mesmo, ele encontrou certo prazer nos treinos. Lee não pegava leve também, sendo um mestre bem exigente - talvez até batesse de verdade, só pra aliviar a alma. Fato era que depois de treinar, ele se sentia mais leve...Cansado, porém, em paz.

Era comum depois dos treinos, eles irem até o restaurante familiar que Hyun conhecera logo na primeira semana de aula. A comida era boa e o clima bastante amigável. Ele não fazia ideia que pertencia à tia de uma colega de turma.

O castigo também serviu para aproximá-lo de Lee. De certo modo, o “babá” tornou-se um amigo. Atualmente era mais frequente que eles conversassem sobre o passado de Lee - que foi surpreendentemente rebelde e tinha boas histórias para contar - e os papos sempre rendiam bons conselhos. Não seria exagero dizer que ele começava a ganhar características paternas. Idade para ser seu pai, ele tinha, mas os dois ainda sabiam que, no fim do dia, Lee era o empregado e Hyun o patrão.

Oxigenar o cérebro com luta também o ajudou a se concentrar mais nas coisas que aconteciam ao seu redor.

Aquela noite de sábado ainda era um mistério, mas a mudança de Go Eun Na era nítida. A garota não era mais a mesma e certamente tinha medo dele. Vivia evitando contato visual e sempre saía da frente quando ele passava. Quando ele buscava conversar com ela pelas redes sociais, ela respondia com um tom que podia ser considerado medo.

Os outros garotos de seu grupo não comentavam sobre aquela noite. Jong In também não, mas agora ele vivia sonhando com o dia que quebraria o pescoço de Yerin.

Aliás, Jong In continuava o cretino de sempre. Hyun soube que ele conseguiu concluir o desafio, mas agora levaria para algo mais dificil. Era um pouco chocante - para alguem que tivesse um pingo de moral - ouvir o tipo de coisa que ele fazia. A vítima, ele não sabia quem era, mas tinha suas suspeitas.

Pelo menos tinha certeza de que não era Chaeyoung. Se tivesse, ela certamente teria contado para ele - e Jong In seria um homem morto.

Os amigos dele também estavam perseguindo o garoto de cabelo colorido - agora o cabelo dele andava castanho, mas dava para ver que era pintado também. As brigas físicas ocorriam pelo menos uma vez por semana, mas muitas vezes mais fora do colégio. Taehyung e Ro Young odiavam mesmo o cara. E o garoto não abaixava a cabeça, sempre revidando mais.

Eles já tinham sido suspensos por conta das advertências, mas voltaram à tempo de fazerem as provas.

As meninas também continuavam agindo daquele jeito venenoso. Hyun não fazia ideia, mas Eun Joo, Jimin e Hyejeong sempre faziam algo com Chaeyoung. Não foram poucas as vezes que ela chegou com a mão machucada ou o joelho roxo/ralado no terraço. Ela dizia que tinha caído na escada - nunca empurrada. Era fácil de acreditar porque ela era mesmo atrapalhada, às vezes.

No terraço, eles passavam um tempo conversando ou no mais puro silêncio, ouvindo música. Também começaram a levar “marmitas” com comida que faziam para os dois. Às vezes Hyun, às vezes ela, em outras, meio a meio. Era uma amizade colorida e uma das coisas boas daquela nova vida.

Chaeyoung o aceitava do jeito que era e não seguia a linha de chata apaixonada. Deixava que fosse livre e também era. Mas eles pareciam se gostar. O aniversário dela tinha sido no último dia de Abril e ela esperava recuperar a joaninha. Mas até hoje ele não devolveu.

Sempre tinha uma desculpa.

Hyun era mais ligado com as pessoas fora de sua turma, mas até que falava com alguns do 1º ano. Tinha contato com Hyemin, Misoo e iniciou uma estranha e improvável amizade com Jaeki, por conta de mecânica.

Os clubes eram legais, ao seu modo. Ocupavam a mente e criavam vínculos novos. Era curioso como ele fez amizade com o bolsista, mas não conseguia trocar uma palavra com seu irmão. Jung Mi não falava nada com ele, nem se encaravam direito. Tanto que ele nem fazia ideia que o namoro era uma mentira.

Os eventos sociais também eram uma constante na vida de Hyun. Quase todo fim de semana tinha uma festinha nova, mas agora ele tomava mais cuidado - nenhuma chegou ao cúmulo daquela noite de sábado, também.

De muitas formas, Hyun era quase normal.

Mas ele sabia que era uma questão de tempo até o tic tac de sua bomba mental terminar…





Misoo não podia imaginar na reviravolta que sua vida teria depois que Jung Mi disse em alto e bom som que eram namorados. Aquela história que começou de modo muito amargo, teve um desfecho...interessante.

Não havia outra palavra.

O namoro podia ser de mentira, mas eles agiam como se fosse de verdade. Não havia toques, beijos ou afins. Mas eles sempre estavam presentes em vários momentos, de modo que pareciam namorar de verdade. No início foi muito incômodo para Misoo que nem fazia ideia de como conseguiria manter aquilo. Era uma péssima mentirosa.

Contudo, depois de um tempo, os pontos positivos começaram a surgir.

Começando por sua família. Quando a mãe soube que ela estava namorando um Park - ainda que fosse o mais novo - ela quase explodiu de alegria. Foi até um pouco constrangedor o modo como a mãe a olhou. Era como se visse alguém brilhante ou muito especial. Talvez tenha sido a primeira vez que a mãe a viu de verdade.

O quão irracional isso podia ser?

A mãe passou a tratá-la como uma filha de verdade. Elas conseguiam até mesmo conversar. Parecia que nunca houve agressão ou uma vida inteira de mágoas. Misoo chegava a receber até elogios sobre como tinha acordado bonita ou como seu penteado antes esquisito, parecia lindo. Até mesmo algumas vontades e mimos passaram a ser feitos. Um deles foi que a mãe passou a ser menos rígida com a questão de comida. Agora agia de modo saudável, não radical.

Inclusive houve uma noite onde elas viram um filme e dividiram sorvete do pote - um pote pequeno, mas ainda assim. Era o tipo de coisa que a menina nunca tinha experimentado antes com sua mãe. E agora era possível.

O relacionamento com a avó também estava ótimo. Ela ficava feliz por ver sua filha finalmente tratando a neta direito, mas se preocupava. Se aqueles dois terminassem, temia pelo que poderia acontecer com Misoo. A decepção seria grande demais.

Já o pai, ainda era um homem muito ocupado e ausente. Mas agora que a menina estava mais proxima da mãe, pôde vê-la chorando algumas vezes no banheiro de seu quarto. A mulher sempre disfarçava, mas o casamento não era perfeito como gostavam de transparecer…

Uma farsa, talvez.

A maior delas foi quando Jung Mi foi convidado para jantar na residência Yeun. O menino levou flores, charutos e um ursinho de pelúcia. Era a primeira vez que ia na casa dela e ainda ia com o título de namorado, precisava levar presentes aos anfitriões. A família dela agiu como se fosse um lar cheio de amor. O menino saiu até impressionado com tudo aquilo.

Quando ela desabafava com as amigas, ela recebia a compreensão de Mia, mas Bibi sempre falava de modo mais claro. Bibi achava que Misoo reclamava demais dos atos de Jung Mi. Estava recebendo vários mimos, qual era o mal disso? Em outras palavras, ela achava que Misoo deveria aproveitar mesmo. Isso tinha prazo para acabar e quando acabasse, ela podia se arrepender.

Esse tipo de história não chegava até Bomi. Apesar de terem resolvido as pendências, as duas tinham se afastado um pouco - assim como Gyu, que mesmo que fosse “amigo” de Jung Mi, pouco falava com Misoo. Bomi estava mais falante com outros grupos e até mesmo com unnies do 2º ano.

Mia sentia inveja. Nem ela conseguia conversar com aquelas meninas e Bomi era convidada para as coisas, como se fosse amiga há anos. Eun Bi achava esquisito também, mas já não estava ligando muito para isso.

Gostava de Bomi, mas se ela não queria compartilhar todos os momentos com elas, paciência. Cada uma tinha sua vida mesmo.

Além desse pequeno problema, Misoo também tinha que lidar com as provocações de Yewon. Para o azar da rival, o nome de Jung Mi tinha poder sim. Eun Joo tinha “adotado” a garota como sua irmãzinha e também a protegia. Isso enfraquecia um pouco Yewon, mas Misoo podia ter a certeza de que ela não desistiria de transformar sua vida num inferno. Outra unnie que também a tratava bem, mas com reservas era Sunyoung. Depois dela ter dito que não namorava, mas aparecer namorando, ela entendeu que deveria desconfiar do que Misoo dissesse.

Nos clubes, tudo seguia bem. Quer dizer, dança e tênis estavam bem - ela até ficou um pouco mais animada por ter voltado a comer melhor - mas moda ainda era um martírio. Para completar, a professora de moda odiava a mãe dela e descontava suas frutrações em Misoo.

Era o pior dia e, para completar, era uma aula que durava a tarde toda.

Pelo menos ficaria duas semanas sem essa praga, graças à semana de provas e o conselho de classe - não que provas a deixassem mais calma, mas ainda assim...era melhor do que ter aquela droga de aula.

Os estudos foram bons. Jung Mi a ajudou e Eun Bi compartilhou as dicas que pegou com Jae Ki. Os dois pareciam caminhar para algo próximo de relacionamento, mas não tinha oficializado nada. Na verdade, alguns dias antes das provas, eles tinham brigado e nem estavam se olhando direito.

Um dos mistérios da humanidade certamente era esse: como eles se aturavam? Não era muito cansativo ter um relacionamento assim?

Pelo menos o dela era de mentira…





Jae Ki estava, definitivamente, no seu limite. Depois de uma primeira semana muito difícil, ele colocou em mente que precisava se controlar. Isso acabava sendo mais desgastante do que explodir. Guardar tanto desaforo e perseguição acabaria adoecendo o garoto. O único momento que ele conseguia colocar a raiva para fora era quando se encontrava com sua gangue.

O grupo estava se metendo em muito mais briga do que o normal. Agora que estavam aliados dos NEW0 e faziam “intercâmbio” de membros, eles estavam mais dados a atos de vandalismo, brigas e até mesmo furto. Jae Ki não sujava as mãos, mas ele esteve presente em vários furtos de Dan. Os meninos eram legais, gente boa, mas moralmente errados.

Atualmente, Dan e Kai estavam no intercâmbio e faziam parte do grupo de Ji Hoo. Justamente por Kai ser bom de briga e Dan um sonso mão leve. Por enquanto, ninguém tinha saído para ir para lá, simplesmente liberaram os dois. Dessa forma, Jae Ki descobriu que Kai era o irmão mais novo de May e Jazz - os líderes. Dan era um órfão que nem estudava e vivia fugindo do conselho tutelar. Ele era muito inteligente, mas já podia ser considerado um perdido.

Enfim, Ji Hoo ainda não cobrou seu favor por conta do segredo de Jae Ki com WangJo. Mas o menino podia sentir que estava perto de acontecer. Só não tinha sido assim ainda porque estavam todos muito tensos.

No colégio, a tensão não era diferente. Fosse por Eun Bi, pelos amigos ou por si mesmo, Jae sempre se sentia provocado. Por varias vezes se meteu para ajudar Kai nas brigas - sempre tentando separar e, por isso mesmo, nunca recebeu advertência por isso. Com Eun Bi, o problema era na aula de dança. Ela continuava sendo a parceira oficial de Taemin e isso o incomodava bastante. Ainda tinha o clube de natação que ela e Taemin também faziam parte.

Era de enlouquecer a mente de qualquer ciumento como ele.

Contudo, Eun Bi sempre dizia que não tinha nada demais, que estava tudo bem. O difícil era ele aceitar isso e ficar de boa.

Os Dragões continuavam bem unidos e tentavam entender os dilemas adolescentes, bem como o porquê do ódio aos Yoon. Não encontraram nada que fosse considerado desprezível, muito pelo contrário. Cada vez parecia mais que o pai de Won não tinha motivo para odiá-los.

Sunny continuou sendo um assunto velado. Ele protegia a menina de longe e por isso não fazia ideia das coisas que Yerin vinha fazendo com ela. Por outro lado, a megera estava de olho em Jae Ki. Ela soube da ameaça que ele fez com Hyemin e foi bem clara quando o pegou no corredor. Disse que se ele ousasse tocar nela de novo, ela falaria com a polícia. Não seria uma advertência, nem suspensão, seria a polícia.

O que ela quis dizer com isso, ficava à critério da mente de Jae. Mas era certo de que ele entrou na lista negra dela, muito embora ela não o perseguisse. Era só não se meter no caminho de Hyemin de novo - foi uma colher de chá por conta da vez que ele a ajudou, nas escadas.

O pior era que ele sempre via Yerin no clube de artes. Ela era muito boa, mas as pinturas dela pareciam muito tristes. Para os mais sensíveis, olhar para a tela dela era o mesmo que sentir uma dor no peito e vontade de chorar. Isso não mudava quem ela era, mas enfim, era algo diferente.

Em casa, as coisas continuavam iguais. A halmoni estava mais aborrecida por conta das brigas que Jae Ki estava se metendo, mas gostou de conhecer Kang e Won. Achava que, talvez, ele ainda tivesse esperanças. Gostou principalmente de Won que parecia um menino bondoso. Pediu aos meninos que tivessem paciência com Jae Ki. Soo Ji também adorou os “principes” e conheceu o irmão de Kang.

As duas crianças se deram super bem, mas nem pensavam em casais ou coisa do tipo. O irmão de Kang era troll demais para paquerar, ele queria jogar, ser pro-player. Tinha tempo para meninas não.

Quando as provas se aproximaram, ele e Eun Bi foram estudar juntos. O clube de dança só não estava pior porque ela o ajudou bastante. Em troca, ele a ajudaria com os estudos. Tudo estava indo muito bem, eles pareciam ter até um tipo de clima ou coisa assim.

Mas...no fim de semana que antecedeu as provas, quando tudo parecia encaminhado para uma confissão, eles tiveram uma briga feia. Eun Bi estava irritada por ele trazer Taemin para a conversa de novo e falou que gostava sim de dançar com ele. Inclusive disse que o garoto tinha pedido desculpas a ela e por isso não via motivos para pararem de dançar. A briga foi piorando e eles estão há duas semanas, eles nãos e falam direito. Muito mal se olham.

Os amigos já começaram apostas para ver até quando, mas eles parecem resolutos nisso.

Isso tirou um pouco a concentração dele nas provas e a espera para os resultados tem sido uma verdadeira tortura.





Sunny vinha experimentando um dos piores tipos de dor: decepção. Depois que Jung Mi apareceu no café, naquela fatídica segunda-feira para contar a verdade sobre seu relacionamento com Misoo, a garota tinha alimentado esperanças para os próximos dias. Porém, diferente de tudo o que ele tinha dito, os dois realmente estavam parecendo um casal.

E ele parecia gostar dela.

Ninguém era capaz de mentir tão bem e isso a fazia concluir de que a grande idiota daquela história tinha sido ela. Não conseguia compreender o nível de sadismo dele para fazer isso com ela.

Além de ser muito irônico que alguém como ela, apaixonada por livros e romances, se visse numa história tão triste assim. O que será que ela tinha feito nas vidas passadas para merecer um destino assim? Não bastava todo seu histórico, até o fim da vida, só encontraria sofrimentos?

Não, não podia ser injusta.

Tinha conhecido amigos maravilhosos, tinha uma família incrível. Nem tudo eram trevas em sua vida. Havia muita luz. Ela era uma criatura solar, precisava acreditar nisso…

O problema era que sua mente não estava ajudando com isso. Vinha sofrendo com insônias e insanidade que refletiam um pouco em seu humor e no pique para encarar o dia. Estava constantemente cansada e levemente desatenta. Sua nuca doía muito e ela não sabia como conseguia concluir os dias. Em alguns momentos, pareciam durar uma eternidade enquanto noutros passava com o piscar de olhos.

Diante de tantos trabalhos, treinos musicais, composições de literatura, grêmio, dever de casa, parecia improvável que a cabeça encontrasse um pouco de alívio. Felizmente, Sunny tinha amigos e foi isso que salvou, ainda que minimamente.

Neste período, Sunny conheceu a casa de Chaeyoung - um singela e tradicional mansão, visto que ela era filha do maior banqueiro da Coreia do Sul - bem como a família de Stella, que morava num bairro de diplomatas. A mãe dela era muito divertida e estava gravidíssima. O bebê estava previsto para o fim de Junho/início de Julho. Contagem regressiva! Hee Kyung também estava mais próximo dela, principalmente depois da visita no café. Isso sem contar, é claro, com a constante presença de Kim em sua vida.

Apesar de música ser uma tortura por conta da presença de Jung Mi, também era um alento porque eles ficavam em espaços diferentes. Chae estava lá com ela e Sunny também conheceu ou se aproximou de outras pessoas - Won, Kang, Bomi e Gyu faziam parte desse clube também. Literatura também trazia grande conforto porque era uma aula gostosa, apesar do volume de tarefas a cumprir.

Outro problema do colégio era a perseguição de Yerin. Ela realmente cumpriu sua promessa de transformar as segundas-feiras num pequeno inferno. Ou atingia Sunny ou as amigas dela - Stella e Lee Hi. A última que aprontaram foi antes das provas. Qual foi a surpresa de Sunny ao abrir as apostilas e encontrar várias folhas faltando?? Por sorte, ela estudava um pouco por dia, mas mesmo assim, seria impossível revisar. Stella até tentou ajudar, mas não era a mesma coisa.

Eram anotações pessoais demais, esquemas que só ela entendia. E agora...perdidos. Justo quando ela achava que as meninas não podiam aprontar mais, elas conseguiam surpreendê-la. Era incrível.

Por falar em Lee Hi, ela estava definitivamente estranha. Durante o mês de Maio, ela chegou atrasada ou saiu mais cedo várias vezes, com as justificativas mais tolas do mundo. Andava muito mais avoada e não largava o celular. Quando era indagada, ela não explicava o que estava acontecendo. Pelo contrário, ficava até um pouco aborrecida por ter sua "privacidade invadida".

Pelo menos a família dela não teve muitas mudanças. Tudo seguia como sempre, com exceção das reclamações de Jun Pyo acerca de um cliente que começou a virar rotina e que estressava um pouco a tia Yumi. Ele estava com ciúmes e deixando o pai da família meio desconfiado.

A ausência das anotações dela a abalaram um pouco para as provas, mas ela seguia otimista. A maioria das respostas, ela já sabia e saiu com o sentimentos de que não tinha sido tão ruim assim.





Se alguém virasse para Won Bin no início daquele ano e contasse algumas coisas sobre seus meses futuros, ele certamente daria uma boa risada na cara da pessoa. Apenas num mundo paralelo, ele estaria fazendo teatro e música; estaria trabalhando; não falaria com seu pai como antes; tivesse parado de treinar TKD; e estaria, provavelmente, gostando de uma menina rica.

Mas essa era a mais pura verdade.

Won Bin foi uma das pessoas que mais mudanças teve no decorrer desse período. Seu objetivo ao entrar nos clubes de música e teatro era sair da zona de conforto e isso estava adiantando. Apesar de ainda ser muito tímido, ele conseguia se afastar dessa característica quando era necessário - principalmente no trabalho e em apresentações em grupo no colégio. O teatro ajudava nisso. As aulas de canto, idem. Ele era um “minor”, mas o professor dizia que sua voz tinha potencial. Se ele continuasse treinando, provavelmente seria um dos chamados para cantar no “Concerto WangJo”.

O colégio tinha alguns contras, mas até o momento o saldo tinha sido positivo para ele. Era muito difícil, tinha todo aquele clima de brigas - ele não via o que acontecia com as meninas, só o que Ye Ji, às vezes contava que passava. Seu discurso sempre era triste e cheio de vitimização. Porém, Won viu as vezes que Kai apanhou e bateu nos meninos, chegando a ajudar a separar também.

Era um pouco difícil viver nessa tensão, mas a verdade era que a vida dele estava uma somatória de tensões.

O trabalho também não ficava muito atrás. Sua chefe já tinha deixado claro que gostava dele, mas sempre havia a sombra de que a Sra Yoon surgiria ali para infernizá-lo. A mulher não tinha ficado mais sociável, pelo contrário. Ela fazia questão de ser uma grande pedra no sapato. Às vezes, Bomi era obrigada a ir com ela, mas arrumava desculpas para esperar do lado de fora ou coisa do tipo.  Bomi geralmente aparecia quando os pais não estavam em casa e foi assim que ela entregou alguns resumos para estudarem juntos também.

O sentimento deles estava evoluindo, mas eles ainda tinham alguns bloqueios e barreiras. Principalmente Gyu Sik que não estava muito feliz de ver a irmã de papinho com ele. O garoto tinha um pouco de bronca de Won desde a história de que ele era o herói de Misoo, mas agora era ciúmes de irmão mesmo. Por isso eles não conseguiram almoçar juntos como tinham combinado. Se não era o clube de Radio, era o irmão dela que impedia.

Suas outras amizades estavam seguindo um rumo bom. Os Dragões estavam mais unidos e se solidarizando mais. As pesquisas sobre os Yoon renderam informações que só enalteciam aquela familia. Aparentemente, o pai de Bomi tinha uma carreira ilibada, era popular por conta das causas que defendeu e extremamente honrado. A mãe dela vinha de uma família do ramo imobiliário e era uma socialite. Também havia muita informação - das mais relevantes às mais futeis - sobre o tio famoso dela. Atualmente vinham falando muito do casamento com a herdeira de uma famosa emissora.

Ficava cada vez mais difícil entender o porquê do ódio de seu pai por eles. Tinha que ter um motivo, mas Won não encontrava nem ao menos uma pisca.

Será que seu pai era “pior” do que ele imaginava? Sim, porque as recentes atitudes dele foram uma verdadeira revelação. Será que ele se decepcionaria ainda mais com ele? Dificil saber…

Uma coisa era certa: seu pai era um homem de palavra. Afinal, estava cumprindo a promessa que fizera. Won já tinha se livrado do gesso, mas não pôde voltar a treinar. Ainda tinha o contato do Mestre, mas não treinar era muito triste. Apesar do resto estar, mais ou menos bem, ele se sentia incompleto.

E a situação em casa também era ruim. Seu pai sempre foi seu melhor amigo e não poder compartilhar as coisas com ele era dificil.

Nem a interferência do tio Jin Han estava ajudando muito. Jin Han ia lá aos fins de semana para verem jogos e essas coisas. Até mesmo levou os dois para assistirem a uma partida de basebol. Foi o único momento que pai e filho ficaram mais próximos e dava para perceber como sentiam falta um do outro.

O orgulho, contudo, era um problema.

Durante os estudos, ele receberia a ajuda dos amigos e de Bomi, mas não estava muito certo do resultado. WangJo era mais difícil do que diziam.

7 DE JUNHO DE 2019 - SEXTA FEIRA - 10 A.M


A sexta-feira tinha chegado e estava passando bem rápido, para alegria dos amantes do fim de semana. Quando o sinal tocou, indicando o intervalo, houve bastante alivio. Muitos já se levantaram felizes da vida enquanto outros ainda estavam exaustos.

Fato era que os primeiros a saírem das salas, poderiam se deparar com o tão esperado resultado. Os que estavam dentro da sala rapidamente ouviriam os gritos de euforia ou desespero. Lá, no mural, para todo mundo ver, estavam o rankingo dos alunos em quatro folhas: 1º ano, 2º ano, 3º ano e geral com os 80 alunos.

”ranking”:
1 -Gyu
2 - Nayeon
3 - Ui Jin
4 - Hyo Shin
5 - Jung Mi
6 - Stella
7 - DONG
8 - Min Ho
9 - SUNNY
10 - JAEKI
11 - HYUN
12 - MISOO
13- Yerin
14 - Eun Bi
15 - YeJi
16 - WON
17 - Eun Na
18 - Hayoung
19 - Bomi
20 -- Kim
21 -HYEMIN
22 - Jiran
23 - Kang
24 - Taemin
25 - Miran
26 - Sejeong
27 - Ye Sol
28 -  Ryu Ji
29 - Yewon
30 - Beom Su

No ranking geral, Dong tinha ficado em 10º lugar, Sunny em 17º, JaeKi em 18º, Hyun em 25º, Misoo em 27º, Won em 38º e Hyemin em 57º. (Baseado nos seus resultados)
(C) Ross
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Quando falavam do tempo, o sorriso de Eun-bi praticamente o enfeitiçava, achava lindo o rosto dela tão redondinho e os olhos dela que praticamente sorriam junto. Sorriu também ao sentir o carinho dela no seu polegar.

Ficou feliz por ouvir de Eun-bi que a conversa não tinha sido difícil. Era muito bom ver sua irmã e a bailarina acertando os problemas pendentes. Para Jae-ki, só de estar perto dela e sentir sua mão, era incrível, mais do que qualquer garota. Esses gestos simples superavam até beijos das garotas passadas.

Porém, ele gostaria muito de um beijo dela antes de ir, por isso pediu o favor para Kang. O amigo aceitou sem problemas e sua irma também, ela era ótima e como Bibi não recusou, parecia perfeito. Observou Soo-ji ficar animada com a dança, Kang era muito palhaço, Jae adorava isso, sabia que sua irmã ia se divertir com ele. Embora a música escolhida não lhe trouxesse boas lembranças, já a tinha superado.

Caminhou com Eun-bi de mãos dadas, o cenário era bonito, mas Jae-ki não se importava tanto com isso porque a peça mais bonita estava ali do seu lado. Podia estar num terreno vazio, que ficaria tudo perfeito com ela.

Os dois pararam e Jae-ki tinha um sorriso apaixonado e travesso no rosto, porque pensava no que estaria prestes a fazer.  O bom era que como o lugar era bem "escondido", Eun-bi não ia se sentir muito incomodada. Seria uma ótima despedida. A bailarina olhou para ele, e Jae a encarou admirando cada detalhe do rosto dela.

O jeito como ela falava e como se mexia, encantavam Jae-ki de um jeito que ela não podia imaginar. Gostava até do jeito que ela movia as mãos, pareciam diferentes. Balançou a cabeça para primeira indagação dela.

- Eoh.

Jae-ki não esqueceria o que aconteceu, tinha uma memória boa, mas no momento que ela se desculpou com a irmã, havia deixado mesmo isso para trás, era como se estivesse bem distante, Eun-bi não era mais culpada.  

Ele foi se aproximando dela, porém a bailarina começou a fazer alguns questionamentos. Nem teve tempo de responder, quando abriu a boca já vinha outro. Sorriu ao ouvir ela pronunciar o próprio apelido, era bonitinho a forma como ela se referia. Porém foi o final que o deixou surpreso e o fez suspirar apaixonado. " Pra sempre? Bibi quer ficar comigo pra sempre? Jinja?" Era ótimo ser adolescente, agora tudo parecia tão certo e possível pra eles. Jae-ki nunca tinha pensado em casamento, mas na sua mente a ideia e ficar com ela pra toda vida pareceu perfeita.

-Uwa? Para sempre?

Jae-ki não aguentava mais ficar longe dela, foi colocando a mão na bochecha dela, sentindo a pele delicada dela enquanto falava com um sorriso:

- Eoh, não vou ficar chateado nem cobrar mais isso. Tá tudo acertado... Agora você é minha Bibi.

Jae-ki se aproximou e fechando os olhos, a beijou como queria, apaixonado, segurando o rosto dela em suas mãos.  

Capítulo 5 - Página 19 ScB0eEQ

Aproveitou cada segundo desse momento, a garota que mais amava estava ali, sendo verdadeira com sua irmã, dizendo que gostava do seu nariz, e usando a palavra "sempre", era incrível demais até para acreditar. ara Jae-ki tudo era muito claro, achava que já eram namorados, mas como nunca tinha namorado antes, decidiu pedir pra concretizar. Sabia que os outros faziam perguntas pra acertar as coisas. Queria perguntar antes como seus hyungs faziam, mas vê-la ali na sua frente e depois de tudo que aconteceu, ele só tinha pressa. Ela até ja sabia sobre sua vida.

Jae-ki se afastou dela depois de um beijo longo e a olhou com carinho. Era a primeira vez que fazia essa pergunta, e a fez de um jeito afoito e simples:

Capítulo 5 - Página 19 CaK5GHA

- Bibi, você quer ser minha namorada?



— Ross



Capítulo 5 - Página 19 OQyMeP8
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Won logo viu que se tratava não só do único prato que o pai sabia fazer mas era seu prato favorito: Tteokbokki.

Forçou um riso com o comentário do pai do ovo cozido. Ele até que tinha razão sua última tentativa foi...ele pediu pizza naquele dia também.

Tentou disfarçar sua tristeza, talvez se estivesse distraído o suficiente não fosse desabar como achava que o faria a qualquer instante.

O pai foi direto ao ponto: o que tinha acontecido? Eram tantas coisas, coisas, que ele mesmo estava envolvido, mas Won nem sentia a vontade de culpar o pai ou algo do tipo. O abismo no coração era tão grande que ele não conseguia sentir nada, muito menos explicar direito.
Além disso Won notou que o pai tentava dar um grande passo para se reaproximar dele fazendo seu prato favorito.

Sentia os olhos marejando um pouco.

Foi pego de surpresa pelo braço e de repente se via no abraço do pai.

Aquele abraço foi a última marretada na barragem, sentia que as lágrimas caiam de novo sobre seus olhos. Já estava se sentindo um cara chorão: era a segunda vez no mesmo dia.

No fim ele tinha o apoio do pai como sempre teve desde sempre. Era uma reafirmação importante.
Se Bomi não poderia nunca entender que ele, sua única família, jamais faria mal a ela ou a alguém da família dela...isso doía. Odiava não ter controle da situação. Odiava o fato de que como o pai havia dito estava machucado, e não sabia como se curar.

Se deixou ficar ali naquele abraço enquanto ainda tinha lágrimas pra derramar, em silêncio.

Respirou fundo e se soltou lentamente. Com as mangas da camiseta secou os olhos e fez uma promessa a si mesmo:

"É a última vez. É a última vez que eu vou ficar assim por causa dela"

Sorriu, numa mistura de alívio por poder colocar pra fora e com a proposta do pai de passarem um tempo juntos que sentiam falta de ter.

-Eu quero te ajudar a terminar o Tteokbokki. Eu tenho que aprender a fazer uma hora, não? - disse com a voz um pouco embargada - A gente pode maratonar aqueles filmes mais novos depois

Iria aproveitar esse tempo. Se aquele dia teria algum refúgio que fosse com o pai. Aquela dor não passaria, mas era como um machucado de luta: com o tempo talvez a dor fosse baixando até que ele se acostumasse e os ossos voltariam ao lugar.

-Obrigado pai - sentia-se também grato pela forma como o pai não fez um interrogatório e apenas mostrou seu apoio. Parecia que seu velho pai tinha voltado afinal.

Voltou a ajudar o pai na cozinha.

Wangjo

— Ross
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- Uwaaa como assim só uma?? Eu juro. É muito bom mesmo!! - fez um bico teatral. Queria umas coisinhas a mais, uma bolsa nova, por exemplo. Nem precisava, mas queria passear com seu pai.

  Appa!! Para. O senhor é o appa mais lindo do mundo!!  -  riu alto. O pai era muito fofinho fazendo aquele drama. Tinha bem a quem puxar.  - E vai ficar cada vez mais lindo. Como um vinho! Não vou precisar de um filho para entender como se sente. Aishh. Meu pai é lindo!!! -  balançou o rosto, ciumentinha, mas entrando na onda. -  Ye. Ye. Eu espero. Vou só me ajeitar um pouquinho -  já estava bem arrumada, mas era um hábito da tia.

O toquinho de maquiagem acabou demorando um pouco mais do que gostaria e, quando desceu, o pai já estava lá. Ela deu um sorrisinho de culpada e desceu a escada animada, saltitando até ele, quando o ajudou com a camisa.

Assim que entrou no carro, o pai já poderia começar a tremer com a trilha sonora que antecedia grandes gastanças. A garota estava radiante de alegria, pulando para o carro e logo colocando suas musiquinhas felizes, fazendo dancinhas animadas ali dentro.

Não importava muito onde iam, mas ela sentia-se uma bonequinha paparicada. Enquanto o pai caminhava normalmente, a garota colava o rosto na vitrine e logo puxava o braço dele para olhar uma bolsa super diferente, acabando por sair do local com acessórios para o pai também. Quis ser legal, acabando por fazê-lo experimentar óculos novos, relógios e outros itens , só com a conversinha mansa de que ele estava maravilhoso e cheiroso. Depois disso, obrigou o pai a ver looks novos, sainhas, mas não se demorou muito.  Só queria ser chamada de linda. Os dois eram igualmente vaidosos e se mimavam o tempo inteiro. Não eram tão diferentes assim.

Adorou brincar de tirar fotos com ele, guardando todas para si. Ela engoliu as piadas de que ele arrumaria logo uma namorada, porque sabia que ele tinha uma e definitivamente não queria saber. Era um incômodo que não gostaria de ter naquele fim de semana. É, talvez ela entendesse mais ou menos como o pai se sentia em relação a ela e Miwoo.

Com a pausinha merecida, e parecia só agora perceber que corria para lá e para cá de salto e descansava os pés sentada ao lado do pai, tomando um sorvete de morango e baunilha. Finalmente os dois conseguiram ter uma pausinha depois de muita diversão. O silêncio entre eles invariavelmente apareceu e ela sentiu que talvez fosse o momento. Sua expressão ficou estranha na mesma hora e ela parou de responder às conversas triviais.  Não conseguia fazer duas coisas ao mesmo tempo, então precisou até terminar o sorvete e deixá-lo de lado.

- Ahn… Appa…   - começou, sem nem saber se tinha cortado alguma fala dele, porque naqueles últimos minutos ela passou concentrada, reunindo coragem e criando dez vezes a mesma frase.   - Então… - olhou para a pontinha dos sapatos claros. - Eu estava pensando… Mas assim, de brincadeira, assim, só imaginando… - espiou o pai um pouquinho. Como faria isso? Como começaria o assunto? Pediria de uma vez para refugiar pessoas?

Olhou para baixo de novo. Tinha que ter coragem! Nada de fugir agora. Era em nome de sua amiga. Yerin era a mais forte e corajosa de todas, então ela tinha que ser também.

- Eu sei que eu sou menor de idade, né… Então, tudo que acontece comigo é responsabilidade sua, e por isso appa fica tão preocupado com tudo, porque eu sou bem tonta, mas ainda bem que tenho um appa tão bom e…   - balançou a cabeça. Sem fugir do assunto!!!  -  Se não fosse assim? Quero dizer… E se o senhor fosse ruim? Quero dizer…. muito ruim?.... Eu poderia fugir de casa? A polícia viria atrás de mim? Será que… outra pessoa então poderia ser meu pai? É só uma brincadeira!! É claro que não tem nada a ver com o senhor, de jeito nenhum. Imagina. Mas… eu poderia? Ou melhor… nós  poderíamos trazer outras pessoas para a nossa família?

Seu coração batia muito torto agora, mas ela ergueu o rosto, esperando atentamente a resposta. O que ele entenderia disso?Não sabia, mas será que ele conseguiria ajudar, de alguma forma?

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JAE KI 8 DE JUNHO. 3:50 P.M.


Eun Bi podia ser uma menina inexperiente até a noite passada, mas ela sabia exatamente o que Jae Ki pretendia “conversar” com ela num lugar mais escondidinho como aquele. Porém, num gesto de auto-defesa, tentando disfarçar o nervosismo ou a impressão de que ela estava querendo muito pular a parte da conversa, ela desatou a falar.

Jae Ki já tinha percebido que ela falava bastante quando estava nervosa - conseguia silenciar até mesmo ele, o garoto mais falador de Wango, Seul, Coreia, quiçá do mundo! De muitas formas, eles eram bem parecidos. Fosse no temperamento, na lealdade aos amigos ou no sentimento que nutriam um pelo outro, eles eram muito, muito semelhantes. Apenas o dinheiro parecia separá-los, bem como a realidade que estavam inseridos. Ali, isso não importava mais.

Porque Eun Bi não filtrou as palavras ao fazer aquelas indagações, muito menos ao usar a palavra “para sempre”. O sorriso dele alimentou o dela. A bailarina conseguia fazer umas carinhas mais molecas, mas ainda assim bem femininas e atraentes. Não seria difícil ficar hipnotizado por ela, ainda mais quando já se estava apaixonado.

- Ung, para sempre.

Manteve a cabeça parada quando ele a segurou com as duas mãos. E a mão que antes estava na dele, voltou a procurar pelo toque, mas apenas mostrando que estava tudo bem. O sorriso foi leve e doce, mas pouco a pouco, ela mudava a expressão conforme ele se aproximava daquele jeito. Foi acompanhando o movimento até que os cílios pesaram e ela fechou os olhos antes que os lábios se encostassem.

A garrafa escorreu por seus dedos, caindo num barulho seco no chão. Levou o corpo um pouco mais à frente, perdendo a vergonha e toda aquela barreira social por estarem num lugar mais discreto. Envolveu o pescoço dele com a mão um pouco gelada, o que provocaria um arrepio na nuca enquanto a outra ficou apoiada em sua cintura.

Correspondeu ao beijo até o momento que começaram a se separar. Eun Bi tinha até ficado um pouco na ponta dos pés e agora voltava a pisar normal. Abriu os olhos, observando o rosto de Jae Ki. Fez um carinho na bochecha dele com o polegar e, pouco a pouco, voltou a sorrir.

Arqueou uma das sobrancelhas ao perceber que ele diria alguma coisa, mas foi pega de surpresa por aquele pedido.

Os olhos se arregalaram, mas ela continuou se agarrando a ele. Olhou bem para o rosto dele, vendo se não era uma armadilha ou coisa do tipo, se ele estava mesmo falando sério. Começou, então, a ter um acesso de riso.

- Eu quero! - Respondeu sem pensar em nada. Durante aquele beijo mais longo, não houve nenhum problema que fizesse aquele namoro ser impossível.

Nem ao menos pensava no quão irritada estava por conta do ballet, seus pais, o colégio, os ex-amigos. Nada. Só queria sentir aquilo mais vezes ao lado de Jae Ki e pareceu muito óbvio dizer sim.

- Eu aceito… -Repetiu. - MAS… - Ergueu o dedo e começou a cutucá-lo enquanto apresentava suas condições - Você precisa pedir de novo. Num lugar mais bonito, de modo mais romântico… - As bochechas coraram quando arqueou as sobrancelhas. - Convincente já foi… - Escondeu o rosto porque estava falando do beijo. - Mas eu nunca fui pedida em namoro assim, quero que seja especial….

Fez um beicinho. Era o mínimo!
(C) Ross



WON BIN. 8 DE JUNHO - 6:15 P.M


Se antes ele já estava sentindo o coração doendo, agora Song Choi estava realmente apavorado. Tentou manter a mente tranquila para que fosse o porto seguro que seu filho precisava, mas ver Won chorar, era algo bem raro para ele. A última vez tinha sido no fatídico dia, onde romperam relações.

Tinha doído bastante, mas não comparado como o que acontecia agora.

Trocaria de corpo com o filho, se isso o fizesse se sentir melhor. Preferia ele mesmo ser o receptáculo de tamanha tristeza, apenas para poupar seu querido filho. Como não era possível, ele apenas se mantinha presente

Começou a soltá-lo quando Won deu sinais de que estava melhor. O pai também tinha os olhos ligeiramente marejados e fungou algumas vezes, impedindo que as lágrimas caíssem. Engoliu em seco e forçou um sorriso.

- Já não era sem tempo, não é? - Deu uma risada. - Eu não tenho afinidade com a cozinha, mas isso eu sei fazer bem. - Comentou. - Tive uma boa professora…Sua avó.

Deu um sorriso bastante saudoso dela.

- Ela era uma excelente cozinheira e provavelmente tinha problemas de vista porque sempre me achava magro ou comendo pouco. Eu precisava fazer exercícios dobrados, se quisesse manter o meu peso. - Sorriu. - Essa era a comida favorita do seu avô e parece que, mesmo sem conviver, você tem muito dele mesmo. Acho que acertei no nome.

Fez um cafuné nele.

- Enfim, corte os legumes mais ou menos do mesmo tamanho. - Começou a dar as instruções.

Com a ajuda de Won, a comida ficou pronta mais rápido e logo os dois estavam reunidos na bela mesa de jantar deles - a mesinha de centro. Sentados no chão, diante da tv, algumas notícias do jornal da tarde local começou a passar. Nada muito de relevante, mas estava embalando o jantar deles.

- Hm...Won, e aquele seu colega? - Perguntou, de repente. - Song Jae Ki…? - Olhou para ele. Não havia rancor ao dizer o nome, na verdade, o tom parecia um pouco melhor. - Vocês ainda se falam, se dão bem? Tinha um outro também…

Depois de tanto tempo sem saber do filho, ele precisava fazer umas perguntas no escuro para saber como ele estava.

- Sabe, eu estava com muita raiva naquele dia e acho que passei uma impressão ruim. - Admitiu, mas que pai não ficaria irritado em ver o filho numa situação como aquela?! - Se eles ainda forem seus amigos, convide-os para cá, qualquer dia. Eu gostaria de conhecê-los um pouco melhor.
(C) Ross


HYEMIN. 9 DE JUNHO. 1:20 P.M


Enquanto estavam distraídos andando pelas movimentadas ruas e entrando em todas as lojas, eles não sentiriam nenhum tipo de cansaço ou o tempo passando. Contudo, bastou enxergarem uma sorveteria italiana - e mesas, principalmente as mesinhas - para que eles se sentissem subitamente necessitados por doces. Verdade que cairia muito bem para aquele domingo de sol, mas também houve a visão do além.

A possibilidade de sentar.

Sung Ki até respirou aliviado depois que colocou as bolsas no chão e nas cadeiras vagas e se sentou naquela confortável cadeira. O gelato era uma delícia à parte e o assunto do momento. Estava vendo que sua filha parecia muito feliz com as compras e ofereceu o sabor que tinha escolhido para que ela experimentasse.

Além do sorvete, também pediu uma água para tomar depois.

Os assuntos foram os mais diversos, mas chegou num ponto que os dois preferiram ficar em silêncio, aproveitando a vista e o sabor do sorvete. Estava quieto, deixando a colher dentro do potinho quando ouviu a filha tomando a iniciativa para falar de novo. Abriu a garrafa d’água e serviu para eles dois.

- Hm… - Foi tudo o que conseguiu dizer sobre a primeira parte.

Lá vem, pensou, mas não disse.

Repousou as mãos na mesa e ficou olhando para o rostinho dela. Estava se esforçando para entender onde ela queria chegar, mas não conseguia concluir o raciocínio também. Ficou preocupado quando ela falou sobre ser tonta: o que ela tinha feito que ele teria que responder? Foi algo ilegal? Andou de carro sem saber dirigir? Problemas no colégio? Wang Miwoo? Não conseguia pensar em nada bom, mas não queria se agarrar ao pânico.

- Se eu fosse ruim?

Que?

Franziu as sobrancelhas, tentando entender. Não viu ligação com o inicio, mas estava se esforçando de verdade! Tentou se focar nas palavras chaves: se ele fosse um pai ruim a ponto dela preferir ir embora de casa a ficar com ele. Outra família para adotar. Abrigar quem?

- Ahm...Deixa ver se entendi. - Ajeitou-se. - Você quer dizer hm...Se eu fosse um pai ruim para você, mas que nível? Às vezes o que você pode avaliar como ruim, faz parte da disciplina e educação. Por exemplo, você fica de castigo se fizer algo errado. Posso parecer ruim para você? Sim. Mas até aí, ninguém poderia te tirar de mim porque eu estou tentando te educar, entende?

Não entendia a gravidade do problema. Por ser o pai de Hyemin, avaliava “coisas ruins” como ficar sem cartão, sem celular, sem internet, ser obrigada a arrumar o quarto, coisas que qualquer pai obrigava o filho a fazer. Era uma interpretação muito abrangente ainda.

- Seja um pouco mais específica, por favor. Dê-me um caso concreto e com a ideia toda. Como, exatamente, os pais seriam ruins com o filho?

Queria ajudar, mas precisava entender primeiro.  
(C) Ross



HYUN HEE. 9 DE JUNHO. 2:30 P.M.


Foi com bastante surpresa que Jung Mi ouviu aqueles comentários de seu irmão. Aparentemente, ele não era o único que estava atento aos passos de Hyun. O irmão também não se mostrou completamente alheio ao que acontecia. A expressão séria logo ficou um pouco mais suave e ele foi permitindo que um pequeno sorriso surgisse no canto do lábio.

- Eoh. Eu vou me apresentar com os cantores, mas também de modo solo. Esse ano temos alunos bem talentosos e esforçados, acredito que será o melhor concerto que o colégio já teve.

Não que os outros fossem ruins, pelo contrário. Mas para uma pessoa exigente como Jung Mi dizer isso, era porque a escola possuía um pequeno celeiro de jovens talentos.

O avô ouvia a tudo com serenidade e parecia sorrir. Piscou de modo mais demorado, como se quisesse mexer a cabeça. Sabia que o neto mais novo era um talento da música. No momento, ele evitava falar porque se sentia bastante ridículo, o lado esquerdo não estava obedecendo muito e para um homem orgulhoso como ele, aquele era o limite que ele aceitava passar. Não queria ser uma lembrança ruim para os netos.

Han Jae encarou Hyun ao ouvir a “preocupação” dele.

- Como se você não fosse gostar disso, não é? Considere que está livre, por hora, mas não duvide, ainda estou de olho em você. - Deu um soquinho de leve no ombro dele, como se fossem parceiros. E, de fato, eles eram. - Ainda está me devendo uma sinuca também. Pode treinar enquanto isso, ainda vou ganhar de você.

Riu e percebeu que Jung Mi estava curioso com o arranjo de flores que havia ali. Um diálogo iniciou entre os dois, culminando na revelação de quem tinha deixado aquelas flores ali como um presente. Nesse instante, todos os olhares, inclusive o do avô, voltaram-se para Hyun. O avô já estava encarando antes, naquela troca singela de olhares onde tudo parecia perdoado, ainda que não fosse esquecido.

O Sr. Hong também achou aquela menina diferente, desde a primeira vez que a vira. O curioso foi que a discussão tinha começado justamente por conta de seu nome. Como estava velho e quase sem trato social, ele não soube se expressar direito. Sua intenção era a melhor possível e a ameaça de prejudicar aquilo não era, de todo, verdadeira. Era um blefe e que resultou em tudo o que passava agora.

Como seria capaz de acabar com a alegria do neto, se ele parecia tão melhor por conta da amizade/relacionamento com aquela menina?

Jung Mi novamente falou.

- Mais um motivo para que vá ao concerto. Os dois. - Olhou para Han Jae depois de falar “os dois” direcionado para os familiares. - E o senhor, se quiser, enfim. Ela também faz parte do clube de música, mas ela canta. - Virou-se para eles. - É uma voz diferente, mas que o maestro vem elogiado por conta do timbre rouco. Não parece com ela falando, né?

Hyun Hee foi perturbado uma vez com aquela voz. Não tinha sido uma cantoria de verdade, foi algo bem implicante e sem ritmo. Mas mesmo ali, a voz dela parecia agradável. Agora ele ficaria sem saber se era porque a voz dela era boa ou se porque já gostava dela ali.

O assunto Chaeyoung morreria aos poucos, pelo menos durante aquela visita. Eles ficariam por mais uma hora conversando como se fossem uma família. Só iriam embora quando percebessem que o avô parecia cansado e estava quase dormindo. Ele até que tentou se esforçar para se manter acordado, mas Han Jae recomendou o descanso.

- Agora não falta muito. Se quiserem vir amanhã depois das aulas… - Comentou. - O estado do avô de vocês não foi comentado para a imprensa ainda. Por favor, peço a colaboração e discrição de vocês. Foi um pedido dele.

- Compreendo. Não comentarei nada e meu tio também passará alguns dias fora do país, não comentará nada. - Acreditava nisso.

Por isso nenhum dos amigos de Hyun tinha mandado notícias também. Ninguém sabia. Até mesmo Chaeyoung e sua família foi discreta isso - e sem que ele pedisse para que não comentassem nada.

Depois de se despedirem do avô, os irmãos voltariam a tomar os corredores. Jung Mi encarou o irmão.

- Perdoe-me a indiscrição, mas...sua namorada melhorou? - Sondou. - O tio disse que ela quase desmaiou ontem, mas insistiu que estava tudo bem e que não chamasse por ninguém. - Enfiou as mãos nos bolsos da calça. - Não foi a primeira vez que algo assim aconteceu…

Franziu um pouco as sobrancelhas.

- Eu lembro dela porque houve um episódio recente, pouco antes dos clubes pararem. Ryu Ji e eu fomos os últimos a sair da sala junto com ela. Ela parecia um pouco pálida e não demorou muito a cair. No impulso, Ryu Ji não a deixou chegar ao chão, teve mais reflexo. Perguntamos se ela queria que a ajudassemos a ir para a enfermaria, mas ela se negou, disse que estava tudo bem.

Eram muitos detalhes para Jung Mi inventar assim, do nada.

- Na época pensei que fosse pelo estresse, mas duas vezes? - Levou a mão até o queixo. - Miane, hyeong...Não é da minha conta.

Desviou o olhar. Não queria fazer fofoca - nem era de seu feitio - mas já que estava um pouco mais próximo do irmão e a menina parecia alguém que ele gostava de verdade, não achou nada demais comentar. Porém, ela nunca tinha comentado com Hyun que estava passando mal. Na verdade, ela nunca reclamava de nada, mesmo quando aparecia com o joelho ralado ou uns roxos estranhos. Nem mesmo quando ele insistiu na pergunta no dia anterior, ela foi além, disse que era apenas a pressão baixa.

Enquanto estava na visita, ela também tinha respondido às mensagens dele. Parecia natural, como sempre.

JOANINHA

Joaninha
Gosto do Tigrão porque é icônico, mas Hyursinho seria fofo também.
Joaninha
Nhoo, que fofinho, você :3  Eu só vou almoçar com minha omma no clube e depois volto pra casa, acho. Daí você me fala e me mantem informada sobre o estado do seu haraboji. Mande lembranças ao ajusshi também
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Hyemin olhou para baixo novamente quando ele começou a falar que poderia ser uma forma de disciplinar. É claro que ele não sabia exatamente do que ela estava falando, mas esse discurso começou a incomodá-la, porque a fazia sentir raiva daquele monstro que vivia na casa de Yerin e que provavelmente usava essas palavras para fazer aquilo com ela e não se sentir mal.  Será que era assim que outras pessoas veriam também se soubessem? O rosto dela começou a se contorcer de angústia. Será que não conseguiria tirar Yerin de lá?

- Appa... - choramingou, em um tipo de pedido de ajuda e desabafo.

Ergueu o olhar de novo. Como é que se falava uma coisa dessas? Estava traindo a amiga? Elas juraram segredo no caso de Nana, mas ali não tinha mesmo o que fazer. Já tinha acontecido e o resto seria só humilhação para a menina. E Yerin? Quantos dias mais ela passaria por aquele tipo de sofrimento? Não tinha jeito de conseguirem vencer isso tendo só 16 anos.

- … Eu falo ruim de … De machucar!! De deixar roxo!  - falou meio rápido, mas a informação saiu enfática, como se fosse libertada do peito. Era muito difícil não lembrar da cena do corpinho tão pálido e marcado dela. Fez uma careta de choro ao pensar nisso,  porque lhe doía ainda no coração, mas se controlou nas lágrimas, porque precisava ser forte e ajudá-la. Não sabia direito o que estava fazendo, estava perdida. Esse não era um problema que ela podia esconder embaixo do tapete porque se tratava de Yerin, da sua pessoa, mas o pai parecia maos confiável que os amigos, que imacular a imagem dela na escola, por exemplo.

Sentia o desespero da situação e agora a culpa de ser uma mentirosa ruim e não conseguir contar a história sem expor sua amiga. Mas o que podia fazer? Hyemin estava aflita de verdade e começou a falar sozinha.

- Aiigooo….ottoke? Eunãodeviafalarnadaeunãoseiguardar segredoeunãoqueria fazerissomaseunãoseioquefazer eagoraeusóestoucommuitomedo enãoqueroqueelassejamindigentes… Eu...  - choramingou sozinha e tomou ar para a última palavra, que acabou não concluindo nada.

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HYEMIN. 9 DE JUNHO. 1:20 P.M


Sung Ki ficou um pouco aflito quando a filha falou naquele tom. Não parecia um choramingar manhoso, de quem queria algo e recebeu um não. Era um tom um pouco mais profundo e desesperado do que isso. Olhou para os lados e puxou a cadeira para a frente para conversarem melhor.

- Hye...O appa está tentando ajudar, mas você precisa explicar melhor…

Não queria ter passado a impressão de que a filha não sabia se explicar. Ele estava levando à sério aquela conversa porque achou estranha desde o início. Havia alguma coisa muito errada ali que parecia tirar a paz dela, ainda que momentaneamente. Será que alguém tinha feito mal a ela?

Era muito difícil entender só com o que ela passou.

Até que ela disse aquilo. O pai ficou imóvel por um tempo.

- De...bater? - Arriscou usar a palavra, percebendo, então, que o assunto era ainda mais delicado do que tinha imaginado.

Algumas famílias podiam ser muito rígidas na criação. Não era incomum que os filhos apanhassem - ele mesmo tinha apanhado quando pequeno. Talvez por isso mesmo tenha sido completamente diferente na criação que dera a Hyemin. Sabia que tinha errado, mas também não concordava com isso.

A questão era: como se meter num assunto familiar?

De repente, a filha teve um rompante de palavras aceleradas. Se antes era dificil de entender, agora estava quase impossível porque uma palavra ficava emendada na outra e ela ainda parecia prestes a chorar, deixando tudo muito mais embolado. Sung Ki foi ficando nervoso com aquilo e segurou a mão dela com uma mão. Sem muitas cerimônias, arrastou a cadeira da filha para bem perto da dele e a abraçou.

Tentava acalmá-la para que ela pudesse contar com clareza o que tanto a aflingia.

- Shhh, shhh...O appa está aqui. - Disse durante o abraço. - Você sabe que pode confiar no appa e que não deve ter segredos comigo. Como vou poder te ajudar, se você omitir o que está acontecendo? - Perguntou fazendo um carinho na cabeça. - Beba um pouco d’água, ande…

Direcionou o copo para ela e a encarou.

- Sua idade é muito difícil e sei que você não me conta tudo. Eu também não contaria, mas...Se é uma coisa muito séria, minha filha, você precisa me dizer… - Suspirou. - Vamos lá...Você quer saber o que aconteceria se eu fosse um pai que batesse em você e você quisesse fugir de casa?

Ponderou.

- Não conheço muito de direito, mas em termos legais, pelo que li no caso de uma menina famosa aí, acredito que um órgão do governo precisa receber uma notificação sobre as suspeitas de maus tratos. O certo é abrir uma investigação e, se for comprovado, eu perderia sua guarda. Você iria para um parente próximo, no caso, sua tia. E se não existisse ninguém...Iria para um abrigo temporário. Talvez para adoção…

E adoção ainda era um tema muito delicado para os coreanos. Envolvia toda uma linhagem, questão de tradição, sangue, essas coisas. Pelo que o pai dizia, talvez o caminho legal não fosse muito bom para a pessoa que Hyemin pensava.
(C) Ross

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O assunto era especialmente delicado para a menina porque ela não queria trair a confiança de Yerin, mas ao mesmo tempo não podia dormir tranquila pensando que “as coisas piorariam” antes de melhorarem. A amiga não simplesmente a deixaria em casa sofrendo caso fosse o contrário. Porém, quando falava isso, ficava com medo do tipo de reação do pai e se ela seria compreendida. Apesar da cena irritante, ela estava nervosa demais. Porém, quando o pai a abraçou, ela sentiu a confiança voltando para si. Não seria muito melhor se Yerin pudesse contar com algo assim? Hyemin fechou os olhos e se acalmou. Tinha um pouco de receio às vezes do ar “empresarial” do pai, que a mimava bastante e a deixava feliz, mas naquele tipo de coisa mais profunda, era difícil de ter uma aproximação, até por ele ser homem.

Ela o abraçou de volta, mas não chorou, apenas recuperou as energias e ganhou um pouco de confiança. Era um adulto que estava ajudando e não era um qualquer: era o melhor homem do mundo, o mais poderoso de todos e inteligente, que era seu pai.

Afastou-se, mais calma e manhosa, aceitando o copo de água em silêncio, enquanto pensava se estava fazendo a coisa certa. O pai foi ainda mais reconfortante nesse sentido, dizendo que algumas coisas deveriam ser ditas sim. Concordou com a cabeça. Ele estava entendendo. Isso era bom. Em sua relação com ele, sempre agia mais infantil do que sua idade, talvez para receber mais colo, mas naquela conversa, agora achava que estava conseguindo voltar a si.

Sabia de qual “menina famosa aí” ele estava falando. Na época do programa, ela até parou de acompanhar esse tipo de notícia, porque achava pesada demais, mas achou legal que ela tivesse conseguido chegar à final do programa. Não queria todo aquele escândalo em cima de sua amiga. De jeito nenhum. Hyemin abaixou o rosto, pensativa. Era por isso que a amiga tinha dito alguma coisa sobre proteger o que a mãe conquistou? Ela não tinha mais ninguém. Seria péssimo se fosse para um abrigo. Elas ficariam um tempão sem se ver, sem conviver. Estaria estragando a vida dela, principalmente quando a escola soubesse. Sabia o quanto a reputação era importante para ela e, além disso, não conseguiria ficar sozinha. Nem precisava perguntar se essa questão da adoção era fácil, porque lembrava não só de doramas, mas daquele caso em especial como demorou para ser resolvido. Yerin e suas irmãs seriam “as adotadas” o resto da vida. Seriam um bando de “ninguéns” e seria impossível que pudessem viver bem sozinhas.

musiquinha dos feels

- Entendi...  - comentou meio triste e bebeu água. - Pode fingir que eu nunca falei nada? - voltou atrás, um pouco abatida.  - Eu inventei. - ergueu o olhar e o observou com aquela cara lavada de quem não se reconhecia em uma tela 4k. A diferença é que havia um brilho triste muito mais intenso naqueles olhinhos - Não tem nada acontecendo e eu menti…

Era um pedido silencioso que o pai engolisse aquele segredo com ela, já que estava optado por confiar no pai. A tristeza vinha maior porque ainda sentia o corpinho fraco dela naquele abraço. O pai agora já sabia, mas ela contava com ele para que fizessem um plano juntos, para que ele se metesse naquilo do jeito menos “pai” possível. Confiava que ele faria isso. Tinha que fazer.  

- Mas um dia, appa, quando vierem procurar por alguém que eu conheço, pode fingir que não sabe de nada? E se… a casa parecer que tem mais gente, pode fingir que não viu? E se…  um dia a pessoa for para um abrigo… Podemos pagar a escola dela? E quando…  quando a coisa aparecer na TV, pode me ajudar a encontrar alguém para defender essa pessoa?    

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Passou a mão embaixo do olho, engolindo em seco e depois bebendo mais um gole de água.

- Eu não posso falar quem é. E se appa descobrir, por favor, finja que nem sabe. Só se… Se tiver outro jeito. Eu não quero que ela vá para um abrigo. Eu não quero que ela viva como se fosse ninguém. É a melhor pessoa do mundo, appa, eu não quero acabar com a vida dela. -  Fungou e respirou fundo. - Eu pensei que eu pudesse fazer mais coisas… É muito difícil…

E então Hyemin buscou o olhar do pai e percebeu que para algumas questões simplesmente não bastava ter dinheiro e falar com seu appa nem sempre traria uma solução mágica.
Gangnam

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Misoo ergueu uma sobrancelha, tentando entender o que estava acontecendo com Kang e não parou de encará-lo até que ele desviou a atenção. Achou muito esquisito o comportamento dele, mas só pode concluir que ele queria falar algo em particular com ela sobre o que tinha acontecido com Won.

- Então tá... - cruzou os braços na frente do corpo, completando mentalmente: “Então para de me encarar!!!!!”.  Mesmo assim, era uma sensação esquisita. Porque não veio um julgamento, nem nada de ruim. Não sabia definir aquilo e por isso mesmo não insistiu, sentindo uma certa insegurança.

Misoo olhou feio na direção de Jaeki. Sério que ele não confiava nela com uma criança? Aishhh, olha só quem está falando! O garoto que ensina palavrões para uma criancinha. Podia não estar acostumada com crianças em casa, mas era molecona o bastante para ser legal com elas. Depois reclamava que levava mochilada.

-  Aiiish… - cerrou o punho, ameaçando e olhou bem para a amiga, que ia atrás da lojinha para fazer sacanagem. Antes estava até incentivando, mas como foi Jaeki quem se aproveitou da situação…

Só se desfez daquela cara meio fechada quando Sooji chegou perto. Gostava de crianças, concluía. Elas tinham uma pureza que lhe fazia falta no convívio com os outros.

-  Hm? Por que essa música? -  perguntou, mas respondeu a si mesma logo. Era coisa de Jaeki. Por que ele não ensinava algo fofo? Droga, estava implicando com tudo dele agora.

-  Ahn? Eu fa-- -  mas Kang já tinha respondido por ela.  Botou a mão na cintura, achando gracioso como aquele menino ACHAVA que ela tinha alguma vergonha na cara. Por isso, não disse nada, apenas deu um sorriso largo. -  O que, dançar no meio da rua? - perguntou, já meio rindo.

- O que eu vou ganhar? Se é um desafio, você tem que me prometer alguma coisa - brincou, mas não queria nada mesmo. De repente a música começou e ela estava com o celular na mão. Ela tirou algumas fotos e fez um mini vídeo nos primeiros dez segundos, porque nem acreditava na cara de pau deles, que era tão parecida com a dela.

De repente, deixou o celular num canto e correu para ficar em formação, deixando Sooji no meio.


Capítulo 5 - Página 19 Tumblr_oyrkrl0sei1uucjbqo2_400
(achei o movimento parecido)

- Lo-o-o-o-ve Scenarioooo - começou a cantar com eles e passar vergonha junto e olhava para Sooji, de forma a tentar lembrá-la dos movimentos.

Mas não parou por aí, quando o aparelho mudasse para a próxima música, continuaria a brincadeira de passar vergonha no meio da rua, provando que não conhecia essa palavra e ganhando o desafio: ela simplesmente emendaria a dança de outra música, apontando para Woo Jin e repassando o desafio com uma piscadinha e um sorriso vitorioso acompanhando cada movimento da vergonha alheia. Afinal, ela era a rainha nesse quesito!


Loja de Conveniência

— Ross
Yeun Misoo
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- Com certeza não… - fez o comentário sobre a voz de Chaeyoung, como se soubesse de algo que eles não faziam ideia. Ele lembrava com um mau humor engraçado da menina enchendo a paciência dele no banco, quando ele estava pensando vários tipos de besteiras. Mas era a “voz dele”, era o que achava. Não perderia aquela apresentação. Agora pelos dois.

O restante da visita foi normal e Hyun preservou aquele bom sentimento de ter uma família. Era estranho e bastante fora da realidade o comportamento de todos, até mesmo sua naturalidade com o secretário, que parecia seu porto-seguro ali dentro. Seu senso paranoico ficava confuso, com medo de acreditar naquelas pessoas felizes, mas a outra parte embarcava fácil naquele sentimento bom. Do lado de fora algumas outras conversas surgiram, como as recomendações de Han Jae.

- Eoh.

Nada de imprensa, nada de vazamentos. Já era bastante discreto e reservado quando o assunto era sua privacidade, então não estranhou a presença de amigos ali. Era solitário por natureza, mas talvez estivesse deixando de ser. As presenças da namorada e até do irmão eram grandes surpresas.

- Hm? - olhou o irmão. Melhorou do quê? Ah sim, aquele dia… Hyun Hee o observou como se o tio tivesse dado um veneno para que a menina desmaiasse, ainda que fosse impossível, mas foi com interesse que o olhou por causa daquela segunda informação. Não era a primeira vez? Não chegou a sentir ciúme do amigo dele, só porque a preocupação falou mais alto. Pensou nos machucados que ela carregava nos joelhos e falava que era desastrada. Será que isso tudo estava ligado?Será que não estava comendo direito ou algo assim? Mas ela almoçava com ele… Estaria estudando até exaustão? Ficaria mais atento.

- Entendo… Mas você tinha razão. É assim mesmo. Ela está sob muito estresse. - mentiu por ela. Afinal, não gostaria que se metessem em sua vida se fosse o contrário. Não queria que a família dela ficasse questionando coisas, por exemplo. - É a primeira vez dela em uma escola como a Wangjo, então ela anda se esforçando demais. Muito estudo, muitos clubes… Obrigado por cuidarem dela, Jungie. Não se preocupe, mas agora você sabe que pode me avisar se algo acontecer.

Sorriu de leve, com uma breve mesura. Mas Jung Mi tinha conseguido acordar uma desconfiança. Sua teoria fazia algum sentido? Duas vezes… O que aquela menina escondia dele? Se estivesse com alguma dificuldade, ele gostaria de pelo menos não ser um peso a mais para aquela cabecinha e saber como ajudá-la. E se tivesse algum problema de verdade com pressão, precisava cuidar disso.

- Estou indo então… Imagino que você tenha coisas para fazer no domingo, mas sabe onde me achar se precisar. - Deu o espaço necessário ao irmão e um sorriso amistoso, se esforçando.

Foi só no caminho de volta que ele pegou o celular. Não parecia ter qualquer coisa errada com sua joaninha.

Hyun

Tigrão
Vovô está ótimo. Parece que ganhou um amuleto com um desenho feito por uma criança de 4 anos e ficou feliz por isso.
:]
Tigrão
Estou voltando para a minha tia. Você está bem? Quero que você descanse e coma direito.
Fique em casa e aproveite o seu domingo com a família.


E não fique sassaricando por aí, com esse estresse nas alturas, principalmente por causa dele, queria complementar. Se ela estava mesmo estressada correndo para lá e para cá, nada mais justo que repousasse pelo menos no domingo.

Humor: depressivo /--+++

— Ross

Park Hyun Hee
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Jae-ki sentiu seu rosto aquecer-se enquanto a beijava,quando se afastaram, estava até com o rosto corado. Seus lábios também ficaram ruborizados por causa do encontro dos lábios deles. Jae tinha um sorriso travesso no rosto e logo perguntou o que veio a sua mente. Não queria esperar mais, queria oficializar.

Ele ficou parado observando a reação dela, cada minimo detalhe no rosto dela era admirado. Seu olhar era determinado, mostrava que estava falando sério. Abriu mais o sorriso quando ela respondeu que aceitava.

Capítulo 5 - Página 19 4f37f8232dec42f59d2d0f95da7e82e0

Queria agarrá-la para dar um abraço bem apertado, já ia se aproximar quando ela falou aquele "mas" erguendo o dedo delicado. Sentiu Eun-bi o cutucando e ouviu as exigências dela com as sobrancelhas franzidas:

- Mwo? De novo? Mais romântico?- Coçou seus cabelos com uma expressão pensativa.

Jae-ki não sabia muito sobre romantismo, ele era do tipo mais prático. Por que pedir de novo se já sabia a resposta? Porém o jeito como Eun-bi falava com suas bochechas coradas era muito convincente. Ficou ainda mais convincente com ela falando que nunca tinha sido pedida em namoro antes. O beicinho que ela fazia então... "Garotas..."

- Nunca? Uwa...  E eu nunca pedi alguém em namoro antes...

Na verdade ele não fazia ideia de como ser romântico, mas daria um jeito. O que não faltava era criatividade, só precisaria se esforçar um pouco mais. Não tinha como recusar com ela pedindo desse jeito. Suspirou e concordou:

Capítulo 5 - Página 19 6VrVwnD

- Kure, vou pensar em alguma coisa... Mas não vai fugir, hein?
- Brincou no final.

Como Eun-bi já sabia sobre sua situação financeira, Jae-ki não se preocupou que ela pudesse querer algum presente caro ou ir em um restaurante. Agora que estavam resolvidos, Jae-ki deu aquele abraço apertado nela que tanto queria.

- Minha Bibi...

Depois a abraçou na cintura a erguendo pra cima de forma que o rosto dela ficasse mais alto que o dele. A encarou enquanto falou:

- E para de dizer que eu sou fraco, eu sou forte, Bibi.   - A sacudiria se ela começasse a rir.

Mas ainda nessa posição, Jae-ki olharia para a boca dela, se ela entendesse a beijaria nessa posição, porém se a bailarina se mexesse querendo descer, ele a desceria e a daria um beijo quando ela estivesse no chão. Infelizmente não podia ficar muito tempo, também não gostava de deixar a irmã sem ele e com os outros, até porque a responsabilidade por ela era sua. Caso a bailarina ainda teimasse em dizer que ele era fraco, Jae-ki faria cócegas nela de vingança.

- Você vai ter o seu pedido especial, só não sei quando, vou resolver aquele meu problema primeiro - Disse, suspirou em seguida e fez um bico triste por ver que precisava ir - Eu tenho que voltar.... Não gosto de deixar Soo-jiya sozinha e tem a velha pra levar no médico... Ela é tão teimosa... Mas você, já que não podemos ficar o tempo todo juntos, vê se você se cuida...

Fez um carinho no rosto dela e completou sorrindo:

-Ah, valeu ser legal com a Soo-ji. Ela disse que foi o melhor dia da vida dela... Eu vou começar ficar com ciumes... - Brincou - Ehh... Fazer o que, gaja?

Se ela não tivesse mais nada para dizer, Jae-ki seguraria a mão dela para voltarem para a frente da loja, mas não tinha pressa, iria bem devagar, aproveitando o momento.



— Ross



Capítulo 5 - Página 19 OQyMeP8
Jae-ki
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Won não percebeu o medo que seu próprio pai tinha ao vê-lo chorar daquela maneira. Se sentia um pouco criança novamente, podendo contar com seu pai para os grandes monstros que lhe rondavam.
Mas havia sido sério na promessa que fez a si mesmo e não queria nunca mais precisar chorar daquela maneira...por aquele motivo.

Notou que ele tinha os olhos meio marejados, afinal seu pai era durão mas não era frio. Won sabia que tinha herdado sua empatia dele.

- Já não era sem tempo, não é? - Deu uma risada

Riu junto meio que sentindo um pouco do peso no peito indo embora.

- Tive uma boa professora…Sua avó.


Sua expressão mudou para curiosidade. O pai raramente falava da família distante e quanto mais da avó.

- Ela era uma excelente cozinheira e provavelmente tinha problemas de vista porque sempre me achava magro ou comendo pouco. Eu precisava fazer exercícios dobrados, se quisesse manter o meu peso.

Era divertido imaginar o pai mais novo e a avó o enchendo de comida. Nem saberia como ela era se não fosse as fotos antigas que já tinha visto.

Essa era a comida favorita do seu avô e parece que, mesmo sem conviver, você tem muito dele mesmo. Acho que acertei no nome.

”Meu avô?” estava aí outra pessoa de quem o pai nunca falava. Achou aquilo curioso: o que mais tinham em comum? Riu um pouco diante do cafuné e decidiu não pressionar o pai mas queria ouvir mais histórias dos avós.

-Haha queria ter conhecido eles. Ok, legumes, isso é fácil...acho - fez o comentário breve e foi ajudar no preparo dos legumes.

Talvez um dia as barreiras que também existiam nos seus passados pudessem ser quebradas, pouco a pouco. Isso dava alguma esperança a Won de que as coisas mudariam um dia.
Talvez um dia aquele vazio no peito pudesse abrigar outra pessoa.
Quem sabe também um dia o próprio pai pudesse ser feliz com o trabalho e com mais alguém...Won passaria a pensar um pouco sobre seus futuros a partir de agora.

Mas por agora bastavam só os dois.
O resultado do prato foi bem satisfatório, havia um pouco mais de sabor na comida agora que Won tinha ajudado no preparo: talvez fosse um pouco de orgulho, o mesmo que sentia quando acertava numa bebida do café.

Foi um jantar como vários outros mas era o primeiro que tinham juntos a dois meses então era especial.
De repente o pai perguntava de Jae-ki e Kang.

-Hmm? Jae-ki e Kang? Ah sim, a gente é tipo os três mosqueteiros da sala. Nos ajudamos bastante a estudar pras provas e tudo mais, temos até um apelido meio bobo. Lembra daquele filme do Jackie-chan, Três Dragões? - disse meio rindo lembrando de como surgiu o apelido - A gente se intitula de Dragões de Wangjo. Eles são legais…

Realmente a impressão do pai foi meio...extrema. Jae-ki viu o lado policial durão logo de cara.

-Ah sim, aquele dia foi meio extremo…Pode deixar pai, vou convidar, eu já sei que o Jae-ki vai adorar o Tteokbokki

”O que não é uma tarefa fácil alimentar aquele buraco negro no lugar do estômago”

Via que o pai se esforçava até para conhecer os amigos dele. Apreciava isso.

-Estou devendo mostrar pra eles o filme dos Três Dragões de qualquer jeito - riu um pouco e continuou a comer.

Lembrou de pegar o celular e mandar uma mensagem rápida para Kang. Afinal o tinha deixado meio catatônico com o que tinha falado e sentia que talvez deveria ter deixado aquele assunto pra depois.

-Ainda em tela azul? Terra pra Kang!

Comeu mais um pouco e respirou fundo.

-Amanhã eu vou no café só pra agradecer minha chefe e me demitir oficialmente. Aprendi muitas coisas ali mas eu tenho que seguir em frente - conseguia falar daquilo com um pouco mais de controle emocional agora, apesar da tristeza não tê-lo abandonado por completo.
-E lá na delegacia, pai? Como andam as coisas? - mudou de assunto para não se alongar naquela parte horrível do dia.

Não esperava que o pai fosse contar os grandes detalhes dos casos arquivados de 2001 mas queria se reconectar com ele, afinal eram dois meses que não trocavam informações praticamente.
Mas tentaria manter o clima leve de qualquer forma.

Wangjo

— Ross
Won-Bin
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Dong ergueu a mão livre para tocar o topo do peito fino e nada atlético, replicando a famosa pose que seu amigo dançarino costuma fazer. - Uma coisa que é minha? Muito obrigado! Mesmo.- Só agora se tocava que era um presente, estava tão acostumado a pegar emprestadas a HQ's de Min Ho que nem se deu conta do obvio.

- Humm, digamos que prefiro contribuir e comprar! Foi muito bonito da sua parte fazer isso, e nem tenho um presente para lhe dar em troca das maravilhosas aulas que tem dado a minha pessoa. Oh boy.

Stella nota que ele não tinha cuidado só com Hqs, os livros seriam no mesmo estado, caso que ela visse depois alguns notaria que quase não tinham orelhas nas paginas ou manchas, rasuras, até a sua escrita era bem estilisada.

- Sempre achei que tinha muitas musicas americanas na sua lista, sei lá, te imagino com saudades as vezes, mas agora sei que aprecia música clássica e isso cai bem com Blues!

Dong estava folheando os livros agora enquanto apontou um positivo com o polegar, para que carregasse o que quisesse na tomada. A letra da garota era um encanto, mais um dos vários que Stella coleciona...

- Hum? - Fez o som com a boca fechada ainda concentrado no livro, de costas para a garota, estava prestando atenção nos adesivos quando ela fala da foto. A foto dela... Hee Kyung foi fechando o livro cuidadosamente o deixando de lado na mesinha, alinhado proximo a HQ e o dicionario. Ajeitou a haste dos oculos de armação escura e foi se virando. - Foi a alguns meses. - Deu alguns passos até onde estava ela. - Estavamos falando de creepu agora pouco e você descobre meu quadro.

Olhou para as fotos, acariciando o proprio queixo como se pensasse uma forma de deixa-las mais alinhadas do que já estavam. - Isso é um avatar de uma trindade, representa meus três amores. - Falou aquilo sem perceber a reação que Stella provavelmente teria ao escutar 'amores', ele logo foi apontando para Hayoung. - Minha prima representa meu amor pela familia, a Caitlin representa o amor pelos jogos, ou os vicios para os intimos. - Finalmente chega na canceriana bicuda. - E você, o meu grande amor - fez até uma pausa como se enfatisasse - pelos estudos, pela sabedoria, em descobrir coisas novas.

Depois de falar ele se virou totalmente para ela, a olhando fixamente. - Algumas pessoas se apegam totalmente a idolos intelectuais, eu atualmente prefiro me inspirar em alguém que possa conviver, falar e tocar.

Fez um gesto com a mão aberta na direção dela, como se ilustrasse a quem estava fazendo menção.


Morada Dongland

— Ross
Dong Hee Kyung
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HEE KYUNG. 8 DE JUNHO. 1:55 P.M.


- Não tem problema, Hee Kyun! Foi uma questão de oportunidade, não pense que precisa retribuir por isso. - Ponderou. - Na verdade, tem um jeito de retribuir sim: lendo.

Sorriu com a conclusão simples para aquela questão. Reparou no cuidado que ele tinha para mexer nos livros e não apenas na HQ. Ele era mesmo muito zeloso com tudo que fazia. Deu um pequeno suspiro e voltou a encará-lo por questão daquelas músicas.

- Hm...É por isso que escuto músicas francesas. - Brincou. - Ahm, mesmo no Canadá, eu gostava mais de músicas francesas. Mas claro, sempre tinha Shawn Mendes.

Um cantor Canadense bastante famoso.Recentemente, ele tinha feito uma colaboração com o BTS, ficando ainda mais famoso na Coreia do Sul também.

- Eu sinto saudades de lá sim… - Comentou, um pouco mais triste. - Mas em breve, poderei matá-las, parcialmente. Em Julho, um amigo estará aqui na Coreia para um intercâmbio do cursinho dele. Ele está aprendendo coreano, veja só...

Disse sem maldade ou segundas intenções ali. Não gostava muito de blues, mas também não conhecia a fundo para dizer com determinação. De todo modo, entregaria o pen drive com as músicas na segunda-feira. Pegou o celular e perguntou se podia carregar na mesinha do computador.

Hee Kyung estava folheando seus livros antigos quando ouviu aquela pergunta. Stella virou a cabeça para encará-lo enquanto ainda apontava para aquela sua foto. O coração estava batendo num ritmo um pouco errado e ela respirava pela boca de modo discreto. Foi um grande choque ver uma foto sua ali.

- Não foi bem uma descoberta, eu logo veria! Eu não tô com óculos, mas botei lente! - Comentou rindo enquanto ele se aproximava dela.

Tombou um pouco a cabeça enquanto ele coçava o próprio queixo e dava aquela justificativa sem pé nem cabeça. Arregalou os olhos ao ouvir sobre os “três amores”. Que história é essa?! Logo na foto de Hayoung, ela já se perguntou “por que não era a foto da mãe dele?! Era muito mais simbólico do que aquela menina”. A da cosplayer, a fez cerrar os olhos “uhum, só pelo lol sim”. Mas foi a resposta para a sua que a deixou sem fôlego.

Chegou a arquear uma das sobrancelhas e soltou o ar ao ouvir que era pela sabedoria e pelo estudo. Virou-se de frente para ele e cruzou os braços. Deu um pequeno sorriso no canto dos lábios e olhou para a mão dele gesticulando em sua direção.

- Sinto-me...lisonjeada por saber que alguém como você me admira tanto assim. - As bochechas coraram. - Mas por que logo eu? Podia ser o Ui Jin, ele é mais inteligente que a gente. Na família também podia ser sua mãe, imagino que ela seja mais importante que sua prima.

Fez um bico ao falar de Hayoung, mas o encarou de novo.

- Você é muito curioso, Hee Kyun-ssi… - Tocou na mão dele com a ponta dos dedos e logo fechou a mão para puxá-lo...na direção da mesa de estudos.

Foi um puxão simples, mas repentino. Foi marchando na direção da cadeira e o colocou sentado ali. Colocou um fim naquela enrolação porque queria ver como ele traduziria aqueles textos. Sentou-se ao lado dele e mostrou os trechos que ele deveria colocar no coreano enquanto pegava o último livro da mochila - em coreano, dessa vez- para que ele traduzisse para o inglês.

Enquanto ele se dedicava à tarefa, Stella ficava pensando nas coisas que ouviu.

Aquelas explicações não tinham feito nenhum sentido racional. E isso era um tanto perigoso para uma menina como ela. Já estava sentindo os batimentos estranhos antes, agora tinha a sensação de que estava muito alto.

Será que ele estava gostando dela? Não queria ficar criando expectativas ou ideias erradas, mas precisava muito compartilhar aquilo com alguém depois. Provavelmente seria com Sunny mesmo. Mas primeiro, ficaria remoendo aquilo em sua mente.

[Caso queira responder à ação, faça até as 22h dessa sexta-feira.]
(C) Ross


MISOO E JAEKI. 8 DE JUNHO. 3:50 P.M.


- Porque foi a primeira música que o oppa me ensinou a dançar. Aí foi a que mais treinamos e tem os passos fáceis.

Soo Ji respondeu de modo simples enquanto se encaminhava até onde Kang já estava posicionado. Talvez Misoo não se recordasse disso porque havia faltado na primeira aula do clube - coincidiu com o fatídico dia em que Jung Mi tinha se declarado para ela. Confusa demais para permanecer no colégio, ela preferiu ir embora e perdeu os primeiros passos. Eun Bi a ajudou, depois, mas não era incomum que a bailarina treinasse passos com ela.

Woo Jin aproveitou aquele momento para implicar com Misoo. Arqueou uma das sobrancelhas quando ela deu aquele sorriso largo. As palavras de Won voltaram e, embora tenha ficado dois meses na mesma sala que ela, só agora ele reparava em alguns detalhes como aquele sorriso espontâneo que ela tinha.

Ani, ani…

Se havia uma menina que chamava a atenção dele, era Mia. Isso com Misoo não era nada além de...admiração. Era isso! Só podia ser.

- Aigoo, vai ganhar um parabéns e o prazer de dançar comigo e Soo Ji. - Disse de um jeito engraçado e riu de si mesmo.

Caso as fotos e os dez segundos de vídeo fossem feitos com Soo Ji e Kang, os dois seriam bem cara de pau. Claro que a irmã de Jae Ki tinha aquele ar super fofinho e querido, enquanto Woo Jin fazia uma careta “pior” do que a outra.

Os três se posicionaram com Soo Ji como líder. Kang fingiu jogar o cabelo, porque era o único menino dali, então, precisava se inserir no universo delas. Respirou fundo e começou a recriar os passos que tinham aprendido - eram os passos do grupo, não de quem se destacava enquanto cantava. Soo Ji levava a sério, mas era toda graciosa em seus movimentos, mostrando que tinha talento, só precisava refinar um pouco mais os dados. Kang, apesar de engraçado, tinha um certo molejo e decorou mesmo os passos.

Só errou quando viu aquele wave de Misoo e quase enrolou as próprias pernas.

A música terminou com muitas palmas, mas nem tiveram tempo de comentar nada. Quando o garoto percebeu, Misoo já tinha emendado uma outra música e estava desafiando!! Kang meneou negativamente, erguendo os braços.

- Vamos fazer isso de modo apropriado! - Disse resoluto, parando a musica. - Eu a desafio para o random play dance.

- Uwaa, oppa sabe muitas coreografias?

- Claro que não, mas eu tenho carisma. Vamos ver quem ganha!

- Eu vou julgar!

- Não vai defender a unnie, hein. Lembre-se que eu sou seu oppa e te conheço há mais tempo! Eu te dei pepero!

- Eu prometo ser justa! - A menininha puxou uma cadeira para se sentar.

- Pega meu celular e escolhe a playlist, Soo Ji-yah. - E olhou para Misoo. - Você vai ver só...Não se brinca com coisa séria, Misoo!

Foi arregaçando as mangas enquanto a irmã de Jae Ki aprontava. Kang parou ao lado de Misoo e quando os dois fizessem o “okay”, Soo Ji daria o play. Já foi cobrindo o rosto com as mãos porque a playlist que ela achou não ajudaria muito Kang. Logo de cara, já começava com Blackpink. Kang arregalou os olhos porque foi pego já no refrão e começou a improvisar.


- HIT YOU WITH THAT DDU DU DDU DU…

E quando estava se acostumando com a letra, mudou para outra música. Essa, ele nem fazia ideia como começava. Só sabia que tinha sido uma música ruim de um girl group. Soo Ji ficou sacudindo as perninhas e Woo Jin sacudiu.

- Impossivel voce saber essa! Vai empatar… - Já foi reclamando.

KARD.

- Ooh nannananaa… - Mas travou quando se lembrou como essa coreografia era. Claro que não se virou para Misoo, mas Kard era um grupo que todo mundo que gostava um pouco sabia as coreografias. - Oh Soo Ji, você só vai botar musica assim?!

- Não é culpa minha, é a ordem aleatória…

- Aish...FIREEEEE - Mudou de ideia na mesma hora e parou de reclamar.

Nem pôde comemorar muito e começou aquele very, very, very. Soo Ji estava morrendo de rir já porque Kang estava fazendo aquela coreografia super fofinha de menininha. Queria morrer, estava perdendo toda sua moral diante de seu emprego, mas aposta era aposta.

Na música seguinte, Soo Ji deu gritinho e foi dançar também.

- AH NÃO! - Woo Jin fez um palmo de bico.

- Siiiiim!!! - Soo Ji teve o espírito da Sana e fez a dancinha. Gostava de Twice porque era fofinhas como as Mermaids.

Foi durante essa música que Jae Ki e Eun Bi chegaram do fundão. A bailarina fez uma expressão engraçada durante NCT 127, onde Kang usou todo seu carão, já que não tinha uma coreografia muito pronta na mente. Fechou a cara quando Viu Eun Bi.

- Oh, oh! Sem cola!! Não deixa essa aí dançar não!!!

Enquanto ele reclamava, já começava outra. Em resumo, era uma grande bagunça e uma linda vergonha alheia que ele passava em frente ao seu trabalho. Podia ver a cara do chefe lá dentro. Mal parecia crer no que estava vendo - isso sem contar os clientes do café que também tinham uma visão privilegiada daquilo.

Mesmo assim, a única preocupação de Kang parecia ver se Misoo sabia aquela música ou não - porque cantar, ele sabia várias, mas executar a dança...bom, aí ele tentava distrair falando que ela tinha errado ou coisa do tipo.

[...]

- Ung! De novo! - Cutucou o ombro dele uma vez mais e deu uma divertida risada por conta da cara dele. - Algo fofo…

Fez uma carinha aegyo, deixando bem claro que queria algo que fosse memorável. Não precisava mesmo envolver dinheiro, era mais uma questão de achar o momento perfeito. Ela já tinha aceitado no impulso - o mesmo que o fez pedir em namoro. Mas havia um pedaço de si que era romântico e gostaria de algo mais trabalhado.

A resposta, contudo, ele já sabia qual era.

- Verdade, é? - Olhou desconfiada. - Hm...Então é mais um motivo para você pedir direito!!

Bateu o pé no chão e cruzou os braços. Quando queria, tinha uma postura bem mandona, mas estava fazendo graça. Desfez aquela expressão, trazendo um olhar mais doce quando ouviu o pedido dele. Meneou negativamente enquanto ele eliminava a distância para abraçá-la. Só teve tempo de abrir os braços para corresponder ao abraço dele.

- Não vou. - Fechou os olhos durante o abraço apertado. Deu um suspiro e falou. - Meu Jae-Jae.

Repetiu como ele repetia o Bibi. Estava rindo quando foi erguida daquele jeito.

- Mwo? Mwo?? - Apoiou as mãos nos ombros dele e abaixou a cabeça para encará-lo. O cabelo fazia uma cortina porque tapou um pouco o rosto dele deles. - Tá bem! Você não é fraco! Aiish, que garoto!

Passou o indicador pelo nariz dele. Suas bochechas coraram quando percebeu que os olhos dele mudaram de foco, mas ela não se fez de rogada. Tombou a cabeça e deu um longo selinho nele que duraria até que ele a colocasse no chão de novo. Começaram a se afastar depois de um tempo, mesmo que um pouco resistentes quanto a isso. A garota suspirou e pegou a garrafa que tinha caído, pois não a deixaria ali.

- Tudo bem, eu sei que você tem coisas mais importantes para resolver agora. - Fez uma carinha compreensiva. - A Misoo e o Kang estão cuidando dela, fique calmo! Mas vamos, vamos porque já está ficando tarde.

Abraçou o braço dele e começou a caminhar na direção da frente da loja de novo. Quando eles chegassem lá, seriam surpreendidos por aquele desafio entre Kang e Misoo. Era um random play dance e as perninhas da bailarina logo começaram a sacudir, sem deixar de fazer uma expressão confusa.

Antes que eles conseguissem se manifestar, Kang já falava para Eun Bi não dar dicas para  Misoo. Pelas risadas gostosas de Soo Ji, Jae Ki podia ver como a irmãzinha estava feliz com toda aquela bagunça.

[Caso queira responder à ação, faça até as 22h dessa sexta-feira.]
(C) Ross



WON BIN. 8 DE JUNHO - 6:15 P.M


O pai parecia feliz por ver seu filho construindo amizades sólidas como aquelas. Claro que ainda tinha o pé atrás com Song Jae Ki, mas parecia mais disposto a acreditar nas coisas que o filho contava. Deu uma risada com a história dos três dragões.

- Então está decidido. Convide-os para vir aqui em casa. Vamos fazer Tteokbokki e vocês assistem ao filme.

Parecia um bom plano. E, naquele instante, Song Choi riscou de sua lista de possibilidades uma briga ou decepção com os amigos. O que mais poderia ter tirado o brilho dos olhos de seu filho, se não fosse a amizade? Algo forte o suficiente para que ele abrisse mão do emprego que ele tinha preferido no lugar dos treinos de TKD.

Ficou um tempo ponderando. Para Won, parecia que ele estava fazendo uma lista mental das compras que precisava fazer no mercado para receber os meninos. Mas na verdade, ele estava filtrando a pesquisa. Voltou o olhar para o filho ao ouvir sobre o café.

- Hm...Você vai se demitir, não foi demitido? - Havia a possibilidade dele ter sido dispensado por algum motivo.

De certo modo, sentia orgulho do filho por ter sido um bom funcionário. E ele também parecia gostar muito da chefe.

- Posso te levar lá amanhã, se você quiser. - Comentou.

Seria uma boa ideia? Provavelmente não, porque corria o risco do pai cruzar com os Yoon ou coisa do tipo. Mas, pelo menos, tinha sido um gesto preocupado do pai.

- Está tudo bem. - Comentou. - Já avancei bastante nos arquivos, mas a pilha sempre parece aumentar. - Deu um sorriso cansado. - Mas está tudo bem, nada que eu não possa controlar.

Terminou de comer e deixaria a comida assentar um pouco antes de começar a retirar tudo para colocar para lavar. Sugeriu que o filho procurasse pelo filme que eles veriam enquanto ele lavava aquela louça. Won podia arrumar a sala para que ficassem jogados vendo o filme enquanto o pai arrumava a cozinha.

Não demoraria muito também.

Kang respondeu à mensagem

K. Woo Jin

K. Woo Jin
Cheguei em casa só agora.
Você não faça mais isso u_u’ Tem nada a ver, viu? ¬¬ Tenha santa paciência!
K. Woo Jin
Mas e você? Tá legal? .-. Tá tudo bem? Vocês já se excluíram ou coisa do tipo? Conversa comigo, cara! To preocupado!!


Dramático, como sempre, mas ele tinha tocado num ponto importante. Se Won fosse conferir as redes sociais, ela ainda estaria lá - não chegou a bloquear ou excluir. A última foto, inclusive, tinha sido uma marcação de Gyu Sik. Ele tinha tirado uma selca, mostrando a família durante o almoço daquela tarde.

Eles pareciam sentados numa mesa circular e o famoso sr. Yoon estava entre Bomi e a esposa. Os pais dela estariam sorrindo para a foto, mas Bomi só fazia uma cara agradável. Os olhos já pareciam triste, de algum modo.

[Caso queira responder à ação, faça até as 22h dessa sexta-feira.]
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HYEMIN. 9 DE JUNHO. 1:20 P.M


Depois de se dar conta que o plano dela ainda tinha muitos imponderáveis, Hyemin recuava em sua fala. Era por isso que ela achava difícil criar um esquema para seguir, porque as coisas sempre pareciam sair do controle e ela não sabia o que fazer. Naquele caso, era sim muito delicado por todos os tabus que embutidos ali: Yerin tinha confiado nela; a família dela não era uma qualquer, na verdade tinha seu grau de poder naquela sociedade; Yerin acabaria sendo exposta e colocada numa situação ainda pior do que estava.

Enfim, muitos problemas e Hyemin fazia aquele pedido.

Porém, a pessoa que estava diante dela não era como seus amigos que fingiam que nada estava acontecendo. Sung Ki só pecava por ser ocupado demais, não por aceitar piscar os olhos desse jeito.

- Hyemin… - Ele disse naquele tom de quem estava prestes a dar uma resposta que ela não gostaria de ouvir, muito embora ele ainda falasse com carinho.

Calou-se, vendo o estado que sua filha estava entrando. Trincou os dentes e abaixou um pouco o olhar. Podia fingir que nada tinha acontecido, mas não esqueceria disso. Havia algo de errado acontecendo com alguém. E alguém com quem Hyemin se importava muito.

Continuou ouvindo todo aquele discurso dela e apenas suspirou.

- Filha… - Pegou o guardanapo para que ela secasse as lágrimas. - Eu não posso prometer isso, mas eu farei outro tipo de promessa… - Umedeceu os lábios. - Se algum dia, algo assim acontecer, farei o que estiver ao meu alcance para poder ajudar, de modo legal e sem prejudicar ninguém. Enquanto isso, eu vou pesquisar sobre o que você me falou...Procurarei o setor jurídico de nossa empresa ou quem sabe, peça uma consultoria com algum advogado especializado em casos assim. Serei o mais discreto que você possa imaginar, mas não fecharei os olhos.

Fez a filha encará-lo.

- Precisamos enfrentar os desafios com os olhos bem abertos, Min. Em troca disso que farei por você, eu quero que me prometa algo também. - Franziu um pouco as sobrancelhas. - Não finja mais para mim que está tudo bem. Eu não tenho como saber tudo, minha filha e você precisa confiar em seu appa.

Terminou de secar as lágrimas dela.

- Se algo incomodá-la, não finja mais. Não feche os olhos. Me conte. E eu prometo que, juntos, resolveremos tudo. Pode ser?

[Caso queira responder à ação, faça até as 22h dessa sexta-feira.]
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HYUN HEE. 9 DE JUNHO. 2:30 P.M.


Jung Mi pareceu surpreso com aquela informação a respeito de Chaeyoung. Aparentemente, ela não ficava dando esse tipo de informação para qualquer pessoa - até mesmo os amigos de Hyun criavam suas próprias teorias a respeito dela. Para eles, ela tinha estudado no exterior, por isso tinha aqueles hábitos tão incomuns. Mas Hyun sabia a verdade, ou pelo menos achava que sim.

- Que estranho. Não fazia ideia. - Não foi um tom de crítica, era pura curiosidade mesmo. - De todo modo, não se preocupe. Se perceber alguma coisa estranha durante o clube, eu te aviso…Sei como a vida em Wangjo pode ser sufocante. E se essa é a primeira vez que ela frequenta um colégio, não escolheu o mais acolhedor de todos, não é?

Fez uma expressão de lamento.

Até porque, a imagem dela passou a ser associada a de Hyun. Tinha uma certa noona que não ficava nem um pouco feliz com isso. Jung Mi escondeu os lábios, franzindo um pouco as sobrancelhas. Podia contar a ele as coisas que sabia, mas isso também seria uma traição à uma das pessoas que se manteve ao seu lado durante todo esse tempo.

Deu um pouco de culpa, por isso ele preferiu apenas...se omitir. Não seria a primeira vez, de todo modo.

Quando chegassem até o primeiro andar, Jung Mi perguntaria se o hyeong queria uma carona. Como não havia uma previsão de quanto tempo ficaria na visita, Chang Wook não combinou de buscá-lo. Ele podia chamar um carro por aplicativo ou pegar uma condução - o primo e a tia não faziam ideia de todo cuidado que Han Jae tinha com ele, então, tratavam como um adolescente normal.

Se ele aceitasse que Jung Mi o levasse, o irmão saberia o local que ele estava agora, assim como ficaria com o endereço da tia. Consequentemente, o tio dele também. Mas olhando de modo simples, foi uma gentileza normal.

Caberia a ele decidir como iria. Jung Mi também não via problemas em deixá-lo e seguir com os próprios planos.

Já no celular, Chaeyoung leu e respondeu a mensagem dele.

JOANINHA

Joaninha
HAHAHAHAAHAHAHAHA….Que vergonha >< Eu não sabia o que escrever, mas fico feliz por ele ter gostado =) E mais ainda por saber que ele está bem!!
Joaninha
Uhum, estou bem n.n Vai com cuidado, então. Descanse, também. Coma bem e durma que amanhã começa tudo de novo u,u Fighting! =*


Na casa de sua tia, Hyun Hee encontraria aquela atípica calmaria. Ela estaria no galpão que ficava abaixo da casa, trabalhando em algumas encomendas enquanto o primo trabalhava em alguma coisa da especialização dele na faculdade. As aulas do dia seguinte já estavam prontas, então, ele estava focando nos próprios estudos. A tv não o incomodaria e conversar, também não.

Perguntaria como o avô estava e como as coisas foram com Jung Mi. Chang Wook também ficaria reparando nas expressões dele, mas parecia satisfeito, de modo geral.

[Caso queira responder à ação, faça até as 22h desta sexta-feira.]
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Era difícil, muito difícil mesmo, mas Sunny conseguia separar as coisas. De fato, ela estava chateada com a situação de Lee-Hi, mas ao ponto de julgá-la? Isso não. Sabia que a Coreia tratava-se de um país cheio de pudores, onde prevalecia uma criação extremamente rígida em relação aos outros lugares, porém, apesar de tudo, não estava no caráter de Sun-Hee pisar nos erros de alguém. Ainda mais de uma amiga tão querida quanto à menina. Nem se quer tinha esse direito... e nem a coragem. Como poderia ser cruel com uma pessoa que já estava suficientemente machucada? Uma pessoa que, mesmo em silêncio, implorava por ajuda? Pela ajuda dela! Lee-Hi confiou em Sunny e não ousaria traí-la. De toda a forma, acolher não significava passar a mão na cabeça. Não achava que um esporro seria a melhor atitude para lidar com aquilo, entretanto não conteve a língua, simplesmente motivada pelo desespero de um conjunto de aspectos. Foi impossível manter a estrutura erguida e uma pose inabalável... Sempre tão séria e responsável... Não era de ferro, afinal. O que se mostrou uma verdade absoluta no dia anterior.

O choque de escutá-la admitir que aceitou e... quis... só não foi pior do que a ausência do apelido, como se a amiga estivesse colocando uma distância entre as duas.

A explosão aconteceu automaticamente e Sunny a chacoalhou, imaginando que assim, todos os parafusos e peças voltariam a se encaixar na cabeça de Ha Yi, mas... era tolice. O problema não estava no cérebro, e sim no coração. Essas malditas batidas que parecem desordenar um ritmo apenas para criar um novo. Um ritmo bem particular. E as lágrimas de Lee-Hi, embora comovessem Sunny, também aumentavam a irritação dela.

- Lee-Hi!!!

Ela censurou num apelo alto, balançando-a com mais força.

As palavras jorravam sozinhas, sem controle.

Até que a explicação veio na frase mais óbvia do mundo...

Nesse momento, Sunny chorou conforme os tremores se tornavam mais presentes. Abraçou Lee-Hi e as mãos a apertavam, tentando transmitir solidariedade, mas em troca, buscando algum conforto. Porque mesmo que estivesse disposta a ajudá-la – e iria ajudar - tirar aquela dor era algo fora do seu completo alcance. E o modo que Ha Yi cedeu diante do carinho desestabilizou mais o emocional de Sun-Hee. Cada pedido de desculpa recebia um “shhh... respira...”, mas logo Lee-Hi se afastou, fitando qualquer ponto que não fosse o rosto da passarinha. Então, Sunny agiu de forma mais lógica, porém... ainda precisava saber de um “detalhe”.

Quem era o menino.

E junto da pergunta, um novo discurso voltou a aparecer, menos violento do que o de antes. Tinham que ser racionais agora. Por isso, a súbita questão surgiu na cabecinha de Sunny... Bem mais preocupante, ao nível de fazê-la – por ora – ignorar a negativa sobre revelar o nome do idiota aproveitador.

Um instante...

Um instante bastou para comparar as situações das duas enquanto Lee-Hi liberava uma manifestação interna frente ao que Sunny perguntou.

E se fosse... com ela?

Apesar da quantidade de diferenças, a maior e mais importante semelhança permanecia ali...

Ambas estavam apaixonadas e foram enganadas.

Ok que ela e Jung-Mi nem chegaram a ser um casal e o toque mais “íntimo” deles ocorreu dentro de um abraço que somente serviu como despedida de algo que, mais adiante, Sunny viu não existir. Ainda carregava muitas dúvidas, mas elas a feriam tanto que preferia não refletir mais... Por quê? Por que procurar mais dor? Não valia a pena e independente de tentar diminuir a importância... não adiantava. Sunny tinha consciência dos próprios sentimentos para torná-los neutros. Bastava olhá-lo uma única vez e eles retornavam... Cobrindo-a por inteiro. Até quebrá-la de novo.

A interrupção do choro preocupou Sunny... Só não mais que as reações seguintes.

Quando o pânico transfigurou a feição de Lee-Hi, a menina já estendia os braços, prestes a ampará-la. Ajudou a amiga a sentar e continuou a segurando, temendo que ela perdesse o equilíbrio e caísse. Enquanto isso, Ha Yi soltava frases aleatórias, mas que Sunny entendeu muito bem. Sentiu vontade de chorar mais. Pela amiga, pela situação ao todo... Pelo coração partido...

Pelo peso que havia nos ombros de Lee-Hi...

- Calma... Calma... Lee-Hi... – tocou o rosto dela, buscando trazê-la de volta – Não entre em desespero. Por favor, se concentra em mim... No que vou dizer... – falava de maneira firme, apesar das bochechas vermelhas e os olhos lacrimejantes indicarem fragilidade – Ninguém pode assumir nossos erros além de nós mesmos. E a partir de agora... É o que vai fazer. Ser forte e passar por cima disso tudo. Não é fácil, por essa razão que estarei com você e não vou deixá-la sozinha. Amiga, eu te amo e nós enfrentaremos juntas o que quer que venha a acontecer... Entendeu? – pegou as mãos dela – Sem mais segredos.

Soltou-a para pegar a caneca e lhe entregar.

O próximo passo era mais complicado... Pois tornaria real o que era só uma mínima possibilidade.

- A gente precisa ter... certeza...

Sunny engoliu em seco.

- Você precisa fazer um... teste, imediatamente.

Aplicou um rápido afago nas costas da mão pálida da amiga, encarando-a.

Capítulo 5 - Página 19 10ead8d76148ebde85f86cc6adf337b7

- É necessário...
SÁBADO - RESIDÊNCIA KIM

— Ross
Kim Sun-Hee
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Jae-ki não tinha dúvidas que Eun-bi sabia ser muito convincente e ela nem precisava se esforçar tanto pra isso, ao menos com ele. Jae estava completamente apaixonado.

Sorriu quando ela o chamou de Jae-Jae. Era incrível como tinha tantos problemas, mas ainda conseguia se sentir no céu. Apertou ainda mais o abraço, porém sem machucar.

Quando a levantou, Jae sorriu ao ouvir a garota admitir o que ele tanto queria ouvir, as mexas de cabelo dela caindo por cima do rosto dele, tinham aquele aroma que Jae-ki adorava sentir. Ele fechou os olhos para se concentrar naquele longo selinho e foi abaixando ela lentamente ao chão. Era difícil se afastar dela, mas preciso.

Jae-ki balançou a cabeça confirmando as palavras da bailarina, embora não confiasse tanto em MiSoo.

- Eoh... - Suspirou.

Enquanto os dois caminhavam de volta, Jae-ki se sentia o cara mais sortudo da Coreia, ainda mais quando Eun-bi se aconchegou abraçando o seu braço. Já sentia saudade dela antes de ir embora.

- Segunda parece tão longe... - Reclamou deitando a cabeça em direção a ela.

Quando voltaram para a frente da loja, Jae-ki arregalou os olhos ao ver toda essa bagunça. Logo lançou um olhar pra a irmã e ficou feliz de ver como ela parecia se divertir com tudo isso. Jae-ki riu olhando para Eun-bi, Kang e MiSoo sabiam mesmo como chamar atenção.

Capítulo 5 - Página 19 Tumblr_inline_nbbczbTrLp1r30sk6

- Mas o que é isso? - Disse rindo.

Jae-ki se aproximou de Soo-ji, sem desgrudar de Eun-bi. Não queria acabar com a alegria dela, mas não queria chegar muito tarde.

- Ya! Eu tenho que ir.... Terminem logo! - Gritou.

Quando os amigos parassem, Jae-ki se despediria eles:

-Valeu por divertirem a Soo-jiya. Soo-jiya, foi mal, mas tem que se despedir deles.

Depois da despedida, Jae-ki daria um último abraço em Eun-bi e iria embora de mão dada com a irmãzinha. Se ela estivesse cansada, a carregaria nas costas, ela era bem leve. Os dois pegaram o metrô, tinha sido um dia divertido apesar dos problemas. Jae-ki até sorria só de lembrar de Eun-bi. Pelo menos tinha um plano para conseguir um novo emprego, estava um pouco mais otimista. No metrô ele ainda conversaria com Soo-ji, perguntando sobre o dia dela e as coisas da escola.

Capítulo 5 - Página 19 6cb7c8bf4371b9aa3845de1f72a10b70

Chegando em casa, tentaria convencer a halmoni de ir ao médico, prevenir sempre era melhor. Apelaria até para Soo-jiya, queria mesmo a velha no médico. Sabe se lá quando poderiam ir ao médico de novo. No fim do dia, ligaria para Jong-suk contando a novidade, diria ao hyung que estava namorando.

     



— Ross



Capítulo 5 - Página 19 OQyMeP8
Jae-ki
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Apesar dos pesares os amigos eram um dos pilares que ainda o mantinham de pé, era bom que o pai reconhecia isso de alguma maneira apesar das confusões que já havia se metido por conta deles.

O convite então estava feito, mais tarde Won os chamaria por mensagem para ver quando poderiam. Era exatamente o tipo de distração que precisaria no futuro.

Sem perceber o pai de Won fazia uma investigação discreta do que tinha causado tamanha tristeza no filho.

"Nossa, ele gostou mesmo da ideia do tteokbokki pra já pensar na lista de compras?" pensou ao ver ele concentrado por um instante. Estava um tanto cansado pra perceber que o pai não tinha deixado quieto descobrir o que havia ocorrido.

- Hm...Você vai se demitir, não foi demitido?

Assentiu com a cabeça, um tanto pesaroso.

-Sim, eu vou pedir as contas amanhã - não quis se alongar no assunto - Acho que é a melhor coisa se fazer, não se preocupe, vai dar tudo certo...


Forçou um pouco de otimismo que não tinha para não preocupar o pai. Adorava aquele emprego...se tivesse o encontrado em outra situação, quem sabe outro resultado teria vindo.

O pai se ofereceu para leva-lo. Não, já era demais correr o risco de encontrar ela no caminho, quanto mais o pai junto seria prever um desastre.

"Chega de desastres. Eu só quero as coisas de volta ao normal" mas Won sabia lá no fundo que isso seria impossível. Ele mesmo já sentia que não poderia mais ser o mesmo garoto de antes de conhece-la.

-Não, eu prefiro ir sozinho amanhã. Obrigado - sorriu mostrando que apreciava o pai se importar, mas era algo que precisava fazer sozinho. Tinha entrado naquele emprego sozinho, sairia assim também.

- Está tudo bem. - Comentou. - Já avancei bastante nos arquivos, mas a pilha sempre parece aumentar. - Deu um sorriso cansado. - Mas está tudo bem, nada que eu não possa controlar.

Não seria hoje que o pai contaria detalhes do trabalho, se é que ele contaria algum dia. Won apenas assentiu com a cabeça e continuou a comer.

Era um período tranquilo, como a calmaria depois de uma tempestade. Minutos de silêncio que poderia apreciar um pouco de paz. Pareciam ter faltado esses meses.
Arrumavam as coisas e se preparavam pra noite de filmes quando recebeu a mensagem de Kang.

-Eu só digo o que eu vejo K-Dragon -_- - respondeu a mensagem - Mas falando sério, se a Misoo for esperta ela vai ver que você é mais legal. Dê tempo ao tempo. Bem, eu não tenho moral pra falar desse assunto, desculpe

E então falaria sobre o assunto dele.

-Estou melhor. Meu pai está em casa, ele tipo tá bem melhor. Acho que aquela briga ficou para trás. Hoje a gente vai ver uns filmes, mas ele sabe que eu to pra baixo. Por enquanto eu só disse que vou pedir as contas amanhã

Se ia excluir ela das redes sociais? Difícil decidir...afinal a decisão de dar as costas foi dela.

-Não excluí ela, mas acho que ela é que vai excluir eventualmente. Eu não quero acessar ali e olhar pro rosto dela, pelo menos não hoje. Desculpe a vibe depre, obrigado por hoje Kang. Ah, mais uma coisa: K > J Wink

Won não resistiu de qualquer jeito e deu uma olhada nas redes sociais da Bomi: a foto marcada por Gyu Sik mostrava como estavam normais.

Perfeitos, ricos e felizes.

Notaria o olhar triste de Bomi, mas afinal eram de tristeza genuína ou remorso? Won já não sabia mais identificar.

A tentação de bloquear e apagar a foto com ela era grande mas sentia que ainda não era exatamente a coisa certa a se fazer. Seu coração ainda brigava com a cabeça e isso só o fazia se sentir pior.

Guardou o celular sem fazer nada. Não tomaria mais decisões hoje.

Apenas ia curtir o filme com seu pai, encarar o fim de seu emprego e seus sentimentos viriam amanhã.

Wangjo

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Misoo caiu na brincadeira com bastante facilidade. As aulas de dança começaram de um jeito melancólico, mas bastou que aquele tempo passasse para que ela não tivesse memórias ruins em relação aquilo. Só perdeu um dos maiores barracos por causa justamente daquele grupo misto coreano e suas dancinhas próximas que tanto causavam briga entre Eunbi e Jaeki, tornando-a conselheira de plantão.

Ela mesma não via nada de sexy naquelas coreografias, ela só estava se divertindo, até porque não se considerava nada sexy ou algo assim, por não ter confiança com a própria, o que a fazia ser mais solta com os movimentos, mais despojada. Não tinha intenção de nada, mas uma coisa era certa: ela tinha muita energia em tudo que fazia e até um tom de exagero.

Capítulo 5 - Página 19 Giphy

Algumas músicas daquela seleção nem ela mesma conhecia, como aquela do grupo Momoland, mas isso não a impediu de brincar de improvisar coreografias a seu jeito. Tinha aprendido que com wave você acertava metade das coreografias, ou pelo menos assim brincava.

- Ué, cadê seu lado fofinho, Woo Jin?? - provocou, achando muito engraçado e até parando um pouco de dançar só para ver os aegyos alheios e rir sem nenhuma vergonha.

- Aigoo. BTS é sacanagem - ela começou a rir, movimentando os braços rapidamente, tentando acompanhar a música, mas não sabia dançar assim.

Quando estavam na parte de Cherry Bomb, a garota não fazia a menor ideia de como se dançava música daquele jeito, então fez do seu jeito, bem engraçado.


E foi quando ela estava abaixando feito uma maluca e balançando a cabeça para lá e para cá - a boina já estava no chão há tempos - que Jaeki apareceu, com Eunbi. A menina acabou caindo sentada no chão, de vergonha e ficou rindo sem parar.

- Aigooo… Nem valeu. Eu me desconcentrei! - cobriu a cara. Era a rainha da vergonha, mas passar micão na frente de Jaeki já era um pouco demais? Fez um bicão quando ele começou a gritar que queria ir embora logo. QUE GAROTO CHATO. Agora é que ia dançar meeeeeeeeesmo.Levantou-se num salto e o random play dance já estava mais avançado.


-Deixa de ser chato. Sooji quer terminar pelo menos esse random. Não é??? Presta atenção, quem sabe você aprende uma coisa ou outra - franziu a cara para ele.

Faltavam música mais icônicas naquela lista, mas com Gashina, Misoo conseguiu recuperar o carão, fazendo a arminha com a mão e balançar a cabeça. Ela acabaria chamando a amiga para dançar junto no meio de outra coreografia e, por ela, ficaria até o final, fazendo gracinhas com as músicas de menina, principalmente GFriend.

A tenista sairia de lá só depois da última música, com uma pose bem de palco, fingindo segurar um microfone, antes de bater palma e virar para seus amigos.

Capítulo 5 - Página 19 F9bd6d576452db5026c843019a9a6b67--kpop-girls-red-velvet

- Uwaaaaa. Foi bom, foi bom. - disse arfando um pouco. Mas amava fazer exercício físico, então estava radiante.

- Adorei, foi muito legal. Vamos fazer isso mais vezes. Como nunca pensamo nisso antes???? Da próxima você vai ser a jurada, Bibi!!!

Ela se despediu do grupinho, pegou a sacolinha e a boina de volta, e, em um momento de distração, disse “até outro dia”, esquecendo que provavelmente aquele grupinho teria alguma dificuldade de se encontrar por causa do rompimento de Bomi. A menina foi para casa, indo direto para o quarto para um novo banho. Deixaria a porta do quarto trancada, fingindo que iria descansar (com a desculpa de que tinha “saído com Jung Mi” e já jantado com ele) e só sairia de lá para comer de madrugada, para evitar a presença da irmã e falatório. Só precisava esperar que ela fosse embora para o Japão em algumas semanas.

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— Ross


Yeun Misoo
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Hyemin olhou com esperança para para o pai quando ele fez aquela promessa. Confiava que ele não faria algo que prejudicaria sua amiga e estava satisfeita por não ter dito o nome, embora não fosse difícil adivinhar qual amiga poderia ser, embora a única que já tivesse aparecido naquela casa com o rosto machucado de madrugada tinha sido Eun Na - mas a menina nem pensou que isso pudesse causar confusão ou que o pai lembrasse daquele detalhe de meses atrás.

A menina prestou atenção, aflita, na ajuda que era oferecida, mas era perceptível que ela confiava no pai e ele lhe livrava os ombros. Assentiu de levinho, mas quando ele disse que ela precisava confiar nele e contar nele e não fingir mais que estava tudo bem, ela abaixou o rosto. Tinha tanta coisa que escondia dele desde sempre. A começar por “Aquele” assunto, o principal que os dois enterraram há anos, quando ela ainda era criança.

Nunca superou ou aceitou a partida de sua mãe. Também nunca perguntou a ele por quê, deixando todas as dúvidas para a tia, que tinha lhe dado motivos que a magoavam bastante e ela não queria aceitar. O motivo pelo qual ela nunca perguntava nada ou compartilhava coisas com o pai era porque isso significaria ter que descobrir algumas verdades que mudariam tudo (o namoro do pai, o fato de a mãe odiá-la e ter deixado a família sem pensar duas vezes) e também porque ele estava sempre ocupado demais para esse tipo de bobeira. Não podia prometer, de jeito nenhum, que contaria as coisas para ele. O pai não fazia parte do universo estúpido dela, com suas dúvidas idiotas. Se irritava até mesmo Yerin às vezes com seu otimismo, por que não irritaria um adulto? A tia também cansava dela às vezes. Então por que perder o pai com isso? Ele era uma pessoa muito mais séria.


Mesmo assim, podia prometer tentar procurá-lo caso fosse algo muito sério, algo que ela não pudesse ter controle nenhum, como uma ajuda desesperada que precisava para sua melhor amiga. Isso sim. Se fosse algo que pudessem resolver, se quisesse resolver… Então contaria com o pai para isso. Isso poderia prometer.

- Ye…   Obrigada, appa. - sorriu, sincera.

E assim as conversas do dia se encerrariam ali. Hyemin faria um grande esforço para que, assim que deixassem a sorveteria, fingir que nada tinha acontecido. Era até um pouco preocupante a forma como ela conseguia transitar com tanta facilidade de um humor ao outro, sustentando uma máscara de felicidade e purpurina tão convincente que poderia ser colocado em dúvida quantas vezes estava sorrindo daquela forma, mas escondia problemas como aquele.

Apesar de tudo, ela sentiu-se mais próxima do pai e confiava que ele poderia resolver seus problemas mais obscuros quando necessário. Ele ainda seria seu grande herói, caso ela quisesse ser salva.

Gangnam

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Seo Hyemin
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Hyun pretendia voltar para casa sozinho, pegando um taxi na porta do hospital ou algo assim, mas Jung Mi foi gentil em oferecer carona. Não era um problema dele que o tio descobrisse a localização da moradia da tia. Na verdade, não achava que era algo secreto ou difícil de obter, ou mesmo que era um tipo de desejo. Via como uma forma de trazer o irmão mais para perto, algo como “eu estou por aqui”.

Essas palavras não foram ditas, mas Hyun queria viver esses momentos com o irmão. Infelizmente, tinha a sensação de que isso acabaria tão logo o avô deixasse de estar vulnerável, porque a mudança do tratamento era muito brusca.

Mesmo assim, ele tentou seguir o primo e abrir um pouco de seu coração, aproveitando que havia um pouco de humildade também no meio daquele mar de culpa, tristeza e autopunição. Havia uma facilidade maior em se colocar como responsável pelas coisas e, consequentemente, de pedir desculpas e aceitar ser maltratado também. O ‘outro’ Hyun nunca aceitaria isso.

Despediu-se de seu irmãozinho e resolveu passar a tarde em casa, buscando por livros diferentes naquela estante de um professor e até gastando algum tempo com estudo e lição de casa. Como a mensagem de Chaeyoung dizia mesmo: amanhã começava tudo de novo. Mas ele acreditava que os ares sopravam de forma distinta.

TInha uma namorada. Estava em uma casa tão aconchegante e com ares de família. Sentiu um apoio muito grande em seu secretário, que era praticamente um amigo. Acreditava que pensar no avô o faria conseguir se controlar melhor a partir de agora, pelo menos tomar os remédios de forma mais constante, com nova promessa de melhora. E tinha Jung Mi… Que me um momento de aflição aparecera de volta e lhe dava a impressão que um dia poderiam voltar a ser como antes. Queria estar lá para ele. Queria cuidar dele.

É claro que os problemas começaram a cheirar mal, mas de alguma forma sentia que não estava completamente sozinho para enfrentá-los.

Humor: depressivo /--+++

— Ross


Park Hyun Hee
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Musica. Põe pra tocar e fecha só pelo clima:

O fim de semana trouxe um grande misto de sensações e experiências.

Se por um lado havia Jae Ki firmando seus sentimentos e compromisso com Eun Bi, também havia Won Bin vendo suas expectativas ruírem num piscar de olhos que começou com uma simples troca de ingredientes para um cappuccino.

Momentos opostos também viveram as melhores conselheiras de Wangjo: Sunny e Misoo. A tenista tinha dúvida sobre o seu papel no meio daquela nova fase onde via suas amigas com relacionamentos encaminhados. No meio dessas questões, ela encontrou uma surpreendente amizade que abriu seus olhos para seu interior. Por que ao invés de se agarrar nos outros, ela não passava a cuidar de si?

Já para Sunny, foi um sábado para descontruir conceitos - os tais pré-conceitos que tinha sobre duas pessoas em especial. Quando ela imaginaria que o insuportável Do Taemin seria capaz de um gesto de altruísmo e, ainda por cima, ter uma vertente boa em seu caráter? E a mais impactante das notícias certamente foi a revelação da doce e ingênua Lee Ha Yi. Apesar da amiga ser fofa, ela não podia imaginar que ela seria capaz de avançar tanto num relacionamento em tão pouco tempo.

Quais seriam as consequências disso para o futuro?

Hee Kyung experimentava o outro lado da balança: o que talvez não estivesse calculando muito bem as consequências de seus atos. O pedido que ele havia feito para o seu avô à respeito de Hayoung seria atendido. Mas será que a prima, em sua nova versão, veria aquilo com bons olhos? E o que ele sentia por Stella? Até que ponto era apenas admiração pela inteligência? Será que ele tinha noção do quanto essas atitudes mexiam com a menina?

De muitos modos, o céu cinzento foi a manifestação exata do que aqueles jovens experimentaram naquele dia: as pessoas não são preta e branca, mas sim vários tons de cinza.

Jae Ki tinha a ciência de que sua avó era velha, porém ela sempre se mostrou uma mulher tão forte que dificilmente demonstrava suas dores. Não foi o caso dessa vez. A halmoni estava mesmo gripada, uma doença fruto do excesso esforço das últimas semanas. Seu neto precisava estudar para as provas e a comida sempre foi a melhor forma de ajudar que ela encontrou. Para comprá-la, precisava trabalhar e, para garantir que ele se sairia bem e não teria fome, ela trabalhou no frio, na chuva, no sol.

Quando ele chegasse em casa, ela aparentaria estar um pouco melhor e se recusou a ir ao médico. Contudo, aceitaria mais uma dose do chá que ele havia preparado mais cedo.

Silenciosamente, ela observava a alegria estampada no rosto de suas crianças.

E, do mesmo modo, pedia um pouco mais de tempo. Era velha, mas quando se deparava com os rostos de seus netos, ela sentia que ainda precisava resistir. Pelo menos por mais um dia.

Won Bin teve uma noite de paz, após um dia no inferno. Era como estar numa montanha russa, mas sem a adrenalina que o medo bom gerava. Ele tinha sentido o coração perto de chegar ao colapso muitas e muitas vezes. Após o precoce término com a primeira garota que amou em sua vida, ele encontrou conforto em sua casa.

O pai já esperava por ele após aquela manhã onde ambos encontraram uma janela de oportunidade. Ele não foi incisivo em suas perguntas e ofereceu aquilo que Won precisava: um ombro amigo. Que tal o ombro do melhor amigo? Não precisava se explicar, apenas sentir que estava seguro novamente.

Enquanto uma relação ia do certo para o incerto, outra saía da escuridão e rumava para a luz.

Os filmes repetidos foram tão divertidos quanto da primeira vez que eles viram juntos. E o celular ainda traziam mensagens de seus amigos - que tinham se provado serem amigos de verdade e não apenas uma bobeira do colégio. Woo Jin era uma joia rara assim como Jae Ki. E agora o pai gostaria de reuni-los para conhecê-los melhor.

Um grande avanço em sua vida.

Naquela noite de sono, Won precisava reunir outra coisa também: coragem para pedir demissão no domingo. Hyesang ficaria muito chateada com essa decisão, mas como tinha dito antes, compreendia muito bem. Desejaria tudo de melhor para ele e disse que gostaria de manter contato. Ao longo daqueles meses, ela havia se apegado ao menino como o irmão mais novo que não tivera.

Esperava que ele fosse capaz de retornar um dia. Afinal, ele não tinha motivos para se envergonhar ou abaixar a cabeça naquele condomínio.

Na verdade, talvez ele fosse bom demais para aquele lugar que era capaz de abrigar famílias como a dos Yeun.

Se havia algo que era capaz de tirar o humor de Misoo era a presença de sua irmã, Min Ji. O reencontro da manhã não tinha sido o pior de todos - aquelas trocas de sempre, mas havia mesmo algo de diferente entre elas. Não eram irmãs normais, mas as atitudes de Min Ji estavam mudadas.

Mesmo assim, a tenista preferiu gastar seu dia com seus amigos e até mesmo desafiando Woo Jin num random play dance do que ficar em casa. Contudo, havia uma sutil mudança: em nenhum momento houve uma brecha para que ela ouvisse as lamúrias da melhor amiga. Talvez estivesse ocupada demais com o problema de Won e Bomi ou talvez estivesse mesmo mais focada em se divertir - coisa que fez, ainda que o almoço tenha sido um lamen industrializado.

Não soube o que havia de errado com a amiga, mas Bibi também parecia muito bem ainda mais por estar com o namorado. No entanto, Bibi já tinha se provado uma boa mentirosa. Assim como Misoo, ela também era capaz de forçar sorrisos e risadas ainda que o peito estivesse sangrando.

Quando retornou para casa, a mãe não pareceu cobrar satisfações. A querida Min Ji estava de volta e havia muito a discutirem. Os presentes de Min Ji estavam distraindo a mãe e, novamente, aquele “ciúme” a atacaria de novo. Para surpresa de Misoo, contudo, havia uma caixa de presentes em sua penteadeira.

Ao abrir, veria que era um colar de prata com o pingente de uma raquete de tênis.

Aquela monstra egoísta também foi capaz de pensar nela. E se lembrar o que a irmã mais gostava de fazer.

Não era como se esperasse agradecimentos, até porque, ela não entregou em mãos. Mas ficava à cargo de Misoo demonstrar se tinha gostado ou não do discreto mimo.

O clima não estava esquisito apenas na residência Yeun, na casa dos Kim, a cozinha estava perto de pegar fogo. Entre chás e lágrimas, Lee Ha Yi havia contado o que tanto a afligia e desesperou Sunny no processo. Mesmo assim, num rompante de raciocínio, a garota buscava por resultados.

Para sua infelicidade, Lee Hi se recusou com aquilo. Assegurava que não havia como algo assim acontecer e também havia muita vergonha envolvida. Não queria comprar isso na loja de conveniências ou na farmácia. Não queria nem pensar na hipótese! Batia o pé dizendo que estava bem, que não havia necessidade porque sua regra nem estava atrasada...ainda.

Isso acabou deixando o tom da conversa mais denso do que o esperado e Lee Hi achou melhor ir para sua casa. Precisava do colo da amiga, mas estava se sentindo muito mal por ter contado. Sunny não precisava de mais esse problema para lidar.

Assim, Sunny ficou com os próprios pensamentos e preocupações sobre o sábado. A mente nublou com a história de Lee Hi, mas não demoraria que um certo cheiro trouxesse lembranças mais doces. O cheiro não vinha da pessoa que ela se recordava e sim de Ji Yoo depois que saiu do banho após um dia estressante de trabalho.

Mesmo assim, traria um pensamentos um pouco mais agradável…

O sábado de estudos para Hee Kyung acabaria um pouco tarde também. Stella corrigiu as traduções dele e deixou um “dever de casa” com as palavras que ele ainda tinha dificuldade. Não citou novamente a questão do altar, mas ela não conseguia encará-lo por mais de um segundo.
O avô ainda a encontraria pela casa durante o lanche da pausa de estudos. A menina ficaria um pouco tensa na presença dele, mas sua inteligência e respostas educadas foram um bálsamo para o patriarca Dong.

Ele parecia aprovar aquela amizade. Parecia uma boa influência acadêmica ao neto.

Mas apenas isso.

[...]

O domingo teve um céu ensolarado. Mas era bom não se confundir com a luz que poderia cegar para a razão. Hyemin e Hyun não tiveram um bom sábado também. Por motivos diferentes, os dois sentiram toda a tensão de ver pessoas amadas fragilizadas.

Hyun incubava a responsabilidade pelo estado de saúde de seu avô enquanto Hyemin descobria um grande segredo de sua melhor amiga e tinha o dever moral de não contá-lo a ninguém.

Promessas foram assumidas e precisavam ser cumpridas.

E o domingo foi o dia escolhido para resoluções.

Hyemin tentou encontrar ajuda em seu amado pai, mas ela não conseguia se explicar sem revelar tudo. O pai ficou bem desconfiado daquela conversa, mas prometeu que ajudaria. Só pedia para que a filha parasse de tentar esconder as coisas dele.

Como faria isso, se a vida inteira foi ensinada a ser assim?

Pelo menos o passeio não foi destruído por isso. Sung Ki estava mais atento às expressões dela. O sorriso não parecia mais tão convincente, mas ele não insistiu no assunto. Por um momento, Hyemin poderia acreditar que ele havia esquecido a conversa e que o mundo seria perfeito de novo.

O filme foi bastante legal e o dia foi encerrado com churrasco coreano. Foi o domingo (quase) perfeito com o melhor pai do mundo.

Seria muito pedir que todos fossem assim?

Seria muito pedir que todos também tivessem um pai assim?

Talvez fosse.

Porque Hyemin podia se considerar uma menina de sorte, visto que havia pessoas como Hyun que não tinham mais esse tipo de domingo. O garoto ainda estava se reencontrando e redescobrindo o valor de uma família.

A amizade com Han Jae, a aproximação com sua tia e seu primo, o retorno de Jung Mi e o namorado com Chaeyoung o faziam se sentir mais seguro e forte para cumprir a promessa que havia feito ao avô.

Isso não significava que estaria imune aos problemas. O proprio Jung Mi era um obstáculos e que começou a apontar algumas preocupações em relação à Chaeyoung.

Quantos segredos ele teria que descobrir para encontrar o caminho para seus objetivos?

Pelo menos mais um segredo.

E quantas vezes mais teria que cruzar com o tio até eliminá-lo?

Pelo menos mais uma vez…
(C) Ross


FIM DO CAPÍTULO 5
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Frase : Play with a mask to hide the truth. People cheat each other. right?
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