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Capítulo 5

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Park Hyun Hee em Ter Maio 08, 2018 10:34 am


Jaeki o descrevia com tanta exatidão, que era como se o corpo reagisse aquilo. Deu passos na direção do garoto, como se ele estivesse debochando dele, queria sacudi-lo, jogá-lo feito uma cadeira por aí, mas quando chegou mais perto, a questão mais surpreendente daquilo tudo era que o colega de sala não estava fazendo uma piada.

Quando chegou bem perto do menino, alguma coisa na forma honesta que ele disse isso o deixou surpreso de verdade. Inclinou a cabeça para o lado, intrigado. Expirou, ainda cheio de raiva, mas havia algo na forma como o mais novo falava que era quase reconfortante. Mais do que alguém que o acalmava com empatia ou se esforçava para puxar para si as energias ruins dele, estava diante de alguém que o entendia. Um brilho surpreso surgiu naquele olhar fosco de fúria e ele até apertou os olhos, um pouco confuso, querendo ouvir mais sobre o que um dongsaeng poderia saber a mais da vida do que ele. Cerrou o punho, e olhou para cima, pedindo paciência e deu as costas para ele, pronto para ir embora.

Precisava urgentemente sair de lá. Jaeki notou que ele sairia e retomou o discurso, fazendo-o parar. O menino entendia? Bem, tendo em vista que ele só arrumava confusão na escola e era de uma família pobre… Ele era tão fora dos padrões quanto ele, mas por motivos diferentes. Mesmo assim, ver um menino mais novo todo metido a sabe-tudo o deixava puto. Ele não sabia o que estava falando. Era perigoso e irreal falar algo com “não importa o que for”. Você não acha, Jung Mi? Porque você não aguentou ficar do lado do irmãozinho louco. Você queria não ter feito isso. É mesmo não importa o que for? Não diga isso se não pode cumprir…

Virou o rosto, pronto para xingar o moleque, dizendo que ele não fazia ideia do que estava falando para ficar ao lado dele e de fato sairia andando para onde queria, mas Jaeki continuou, dizendo que iria junto. Por algum motivo isso o fez parar novamente, analisar a imagem daquele menino que na visão dele era tão novo e bobo, como um irmão mais novo mesmo. Balançou a cabeça negativamente, ajeitou a postura e arrancou uma risada de garganta, relaxando o punho. Quando parour de rir, tornou a observá-lo.

- É sério? É mesmo? Você acha que pode me ajudar? - ergueu uma das sobrancelhas e chegou bem perto novamente com aquela aura de cachorro louco, mas a verdade é que não conseguia tirar a imagem de um menino novo que associava a Jaeki, especialmente quando ele achava que poderia bater nele.

Bem, podia e QUERIA mesmo, mas o simples fato de que ele estava pronto para isso mostrou um companheirismo ímpar. Admirou aquela tentativa, então pensou que poderia sair com aquele moleque e viver o mundo dele.  É, isso parecia de risco.

- Então tá bom…  Vamos lá. Primeiro chega de aulinha por hoje. Cansei dessa merda de escola... gaja? - meneou o rosto e deu as costas, com a certeza de que seria seguido. Não tinha um plano certo, mas andar fora dali e não ter a menor chance de encontrar os rostos daquela confusão lhe fariam bem.

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Ter Maio 08, 2018 2:18 pm


Quando Hyun riu, Jae ficou só observando sério, ouviu ele falar com aquele jeito de cachorro louco, quase teve certeza que apanharia ali, até se encolheu por instinto, mas por enquanto não foi dessa vez.

Porém as próximas palavras de Hyun o preocuparam, sentiu até um frio na espinha. A proposta de Hyun era muito tentadora, a adrenalina de matar aula era atraente, a vontade de largar tudo naquele dia e só curtir, tudo isso passava pelo coração de Jae-ki e ficava em uma balança onde estava também seu senso de responsabilidade.


- Wow... - Suspirou em voz baixa.

Quando Hyun se virou e foi andando, Jae-ki foi atrás mastigando sua maçã. Estava quieto, mas sua mente explodia de pensamentos, queria ao menos sair daquele corredor. A verdade é que gostava de matar aula, mas isso foi na outra escola, quando achava que estudar não mudaria sua vida, mas o senhor Kim mudou tudo.

Jae-ki lançou alguns olhares ao Hyun enquanto caminhavam. Admirava o Hyeong, na sua visão o cara parecia sempre o que fazer, mas agora as coisas pareciam invertidas. Jae sentia como se tivesse vendo a si mesmo no ano passado, cego de raiva. A diferença é que Jae já teria batido nos caras, matar aula era só mesmo para curtir.

Só que quanto mais pensava, Jae-ki via que não poderia seguir o amigo, sua responsabilidade falava mais alto por causa de Soo-ji. Além disso, ele estava aguentando ficar lá dia após dia, mesmo sendo humilhado. Aguentava o sorriso cretino de Taemin e não faltava um dia, e agora deixaria ser suspenso tão fácil? Também não podia deixar ser Hyeong agir como um garoto do primeiro ano, ele era mais do que isso, na sua visão seria melhor bater nos caras do que ir matar aula. O problema era como explicar isso sem pisar no orgulho dele de veterano.

Quando chegassem em uma área mais vazia da escola, talvez quase perto da saída, Jae-ki apressaria o passo para ficar mais próximo de Hyun. Começou a falar conversando:

- Hyeong, eu sei mesmo como é estar com raiva...

Jae-ki não era do tipo que discordava tão fortemente assim de um hyeong, na gangue respeitava os mais velhos, geralmente só seguia as ordens deles. Ele não queria pisar no orgulho do Hyun, sabia que era arriscado o que estaria fazendo, provavelmente ia acabar apanhando, mas valia pena esse sacrifício por um amigo. Queria tentar ajudá-lo, só não sabia se essa seria a melhor maneira. Jae-ki agora teria que fazer o papel que Kang e Won faziam, isso era bem estranho.

- Hyeong, você é o cara mais maneiro da escola, você sempre sabe o que fazer, mas dessa vez eu tenho que falar...

Disse enquanto tomava coragem, lançou um último olhar para Hyun, ele era bem mais alto, mas já estava decidido. Respirou fundo falou tudo de uma vez:

- Vai mesmo fazer isso? Qual é hyeong, aqueles saekki querem te ferrar, se você sair é isso que vai acontecer, você não tá vendo porque tá cego de raiva, tá parecendo eu! Não seja eu... Você tem o encontro hoje, não deixa isso te perturbar... Acredita em mim porque eu sei que se você parar para pensar vai achar um jeito de se vingar daqueles merdas sem se ferrar...

Jae-ki nem esperou mais a resposta do Hyun, se visse ele ficando louco, se encolheria colocando os braços na frente do rosto, tinha tentado falar tudo que achou que seus amigos falariam, até usou o que Sunny tinha dito para ele, mas a verdade é que não era bom em convencer as pessoas, e nem em fazer jogo de cintura. Agora que já tinha saído tudo, restava esperar pelo resultado.




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Re: Capítulo 5

Mensagem por Park Hyun Hee em Ter Maio 08, 2018 2:40 pm


Com um pequeno sorriso no canto dos lábios porque o garoto realmente o estava seguindo, Hyun foi até a área de jardim, já começando a se acalmar, só porque a adrenalina mínima de matar aula estava ocupando o lugar da fúria. O garoto começou a falar, atraindo um olhar de banda dele. Hmm… Lá vem. Ergueu uma sobrancelha e parou quando ele deu indícios que faria um discurso.

Hyun ria de Jaeki sem som no começo daquela frase. Aquele papo de ser “melhor que eles”, “não deixar que os outros o ferrassem“ só mostrava o quão jovem aquele menino era. Não era mais tão simples quanto uma suspensão. Só parou de debochar quando ele citou o encontro. Nisso tinha um ponto. Lambeu o lábio inferior.  Respirou fundo. O garoto só falava besteira e o irritou mais quando citou o “outro jeito de se vingar”. Não estavam falando de qualquer pessoa, mas do filho da puta mais profissional daquela escola.

- Isso só prova o que eu já achava… Você não está pronto, dongsaeng. - enfatizou o pronome de tratamento. - Estou indo embora justamente porque tenho um encontro. Se eu ficar, vou matar uma pessoa, vou terminar de arruinar meu dia e vou enloquecer de olhar para aquela maldita lista. E isso, ah, isso é muito pior do que uma faltinha. - riu nervosamente. - Você pode ficar, garoto. Eu sabia que você não ficaria comigo realmente para o o que viesse - colocou a mão em sua cabeça, como um caçula por poucos segundos. Deu um pequeno sorriso, achando fofinha a tentativa do menino de dar algum juízo para ele, porque se assemelhava muito a seu irmãozinho responsável e ordeiro. No entanto, precisava dar um conselho de mais velho: - Só não saia dizendo coisas que não pode cumprir. Até mais, Jaeki. Não vai ser dessa vez que vou te ensinar a andar de moto. Quem sabe outra oportunidade - piscou e deu as costas para o colega, fazendo um aceno.

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Ter Maio 08, 2018 7:37 pm


Jae-ki não entendeu quando viu a expressão de riso em Hyun. "Aishh, ele não tá me levando a sério?" Mas ainda assim completou o que queria dizer, com o risco de ser entendido de errado. Jae-ki não sabia o nível dos garotos que Hyun se metia, então só tinha deduzido mesmo.

Ouviu a resposta do Hyun com um olhar sério, suspirou na parte que ele dizia que não estava pronto. Por que os hyeongs sempre o tratavam como se não soubesse das coisas? Ele também tinha vivido muita coisa, ao menos era o que Jae achava.

Porém conforme foi ouvindo a explicação do Hyun, Jae-ki achou que fazia muito sentido. Tinha subestimado o Hyun quando o viu saindo, e chegou a achar era que como se fugisse, mas agora tudo parecia mais claro. Hyun só estava evitando estragar o seu encontro. E rico do jeito que era, podia mesmo fazer o que queria. Jae-ki o invejava e se sentiu meio idiota, as ultimas palavras do Hyun o acertaram em cheio. Infelizmente quando falou que ficaria do lado do hyeong, não pensou que ele fosse querer matar aula.

Jae se esforçava para ser um amigo leal, mas tinha algumas prioridades acima dos amigos, as quais também era leal, ainda mais agora. Hyun estava certo, ele deveria rever as coisas que estava dizendo. Queria poder ter um meio de mostrar ao Hyun que ainda podia ajudar apesar de tudo, mas não sabia como. No final das contas, Hyun o surpreendia, sempre parecia mesmo saber o que fazer.

Mesmo o Hyun dando as costas, Jae-ki falou em seguida:

- Ara... Foi mal hyeong!

Jae-ki suspirou, odiava se sentir idiota e queria que ele ficasse mesmo depois dele dar essa explicação convincente. Infelizmente para Jae, era difícil convencer as pessoas. Pelo menos não tinha apanhado, do jeito que Hyun estava tinha achado que poderia mesmo acontecer. Depois que Hyun foi embora, ele percebeu que mal se reconhecia. Estava abrindo mão da diversão de matar aula, mas fazer o que, tinha entrado nessa e agora que aguentasse. "Jiral... Eu tô virando um nerd chato... "


Ele deu a volta e foi caminhando para o refeitório se questionando se os seus dias de diversão na escola tinham acabado. Hyun não precisava dele agora, parecia saber se cuidar muito bem sozinho. Ao menos era o que parecia para o adolescente Jae-ki. Mas ele se consolava imaginando que o professor Kim ficaria orgulhoso, embora não soubesse o quanto seu auto controle fosse durar.



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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Qua Maio 09, 2018 1:34 am

7 DE JUNHO - WANGJO, REFEITORIO
Quando Hyun Hee teve noção da dimensão do problema que tinha se metido, toda aquela positividade do dia pareceu evaporar. Bastou pensar um pouco para que sua mente processasse que ele entrou numa ardilosa armadilha. Jong In continuava mantendo aquela expressão de quem tinha feito o melhor para proteger o amigo.

Esperava por algum comentário estúpido, mas foi pego de surpresa quando sentiu a gravata apertando seu pescoço e o corpo indo para a frente. Arqueou uma das sobrancelhas, mantendo aquela cara de inocente e perdido.

Já era a segunda vez, num curto período de tempo que as pessoas decidiam agredi-lo. Aparentemente, todos tinham se esquecido de quem ele era. Achavam que não teria volta? Só estava esperando a hora certa para revidar em Yerin.

- O que você está falando?! Enlouqueceu? - Tentou se soltar.

Não precisava dizer o que tinha feito dessa vez. No caso, não precisava repetir o que já tinha feito. Esperou que aquele surto inicial passasse para recuar e começar a ajeitar a gravata.

- Você é mesmo muito egocêntrico.

Da Won, Taehyung e Ro Young ficavam naquela prontidão para evitar que algo pior acontecesse. Porém, Jong In ainda parecia ter tudo sob controle. Era só lembrar aos outros que tipo de pessoa Hyun Hee era, para que entendessem que o surtado, insano era ele. O problema não era ele.

Era necessário um tremendo esforço para manter aquela aparência. Por dentro, Jong In também se imaginava quebrando coisas em Hyun. Mas se fizesse isso, perderia tudo. Não podia se deixar levar pelo ódio acumulado que sentia. Porém, quando ele apontou na direção de Chaeyoung e fez aquelas ameaças, um raio passou pelos olhos do garoto.

Hyun Hee tinha o costume de facilitar as coisas. E agora estava dando um desafio ainda mais interessante e difícil do que o anterior. Passou a pontinha da língua pelo interior dos lábios. Da Won tentou impedir que Hyun fosse, mas Jong In fez um gesto para que ficassem onde estavam. Era melhor que deixassem que ele fosse. Hyun já tinha protagonizado seu pequeno showzinho.

Atraiu a atenção até mesmo do irmão.

Jung Mi tinha voltado a ter sua influência em sua turma e estava na companhia de seus amigo. A expressão tranquila ficou um pouco mais tensa quando viu o irmão saindo daquele jeito. Ao olhar na direção da mesa, Jong In fez uma expressão de “pena”, como se lamentasse esses surtos de Hyun. Jung Mi suspirou, abaixando o olhar.

Por um milésimo de segundo, ele chegou a virar um pouco o corpo, mas viu quando o bolsista que não desgrudava de seu irmão, começou a ir atrás dele. Então era isso...Hyun achou um substituto...E esse menino ia sair naquela noite com eles? A ideia começou a incomodá-lo, mas, como sempre, guardou para si.

O trio procurou por uma mesa grande para que as meninas também se sentassem com eles.

[...]

- Sei. É uma vontade que eu também tenho, Sussu-yah. - Eun Bi foi bem sincera em sua colocação. Tão sincera que chegava a ser engraçado.

Meneou positivamente, concordando que já tinha se explicado não uma, nem duas, mas milhares de vezes. Chegou até a dar um suspiro cansado. Ao ouvir a pergunta, deu de ombros.

- Não sei. Acho que gosto do perigo, de uma carinha de bad boy. - Até se arrepiou e precisou se remexer.

As meninas ouviriam uma cadeira sendo arrastada de modo brusco e não demoraria nada para que Hyun saísse dali. Eun Bi parou de falar um pouco quando percebeu que Jae Ki ia logo atrás. Infelizmente, ela não conseguia ser tão indiferente quanto gostaria. Chegou a se indagar o nível de intimidade dos dois, mas também não era problema dela. Misoo fazia aquelas perguntas acerca de Bomi. Se fosse num momento que Eun Bi estivesse mais atenta, talvez tivesse chutado alguma coisa. Mas no momento, ela não soube responder.

- Não sei, viu? Talvez tenha sido só brincadeira ou...você acha que ela não queria que eles fossem? - Indagou.e perguntou sobre as pessoas que iam, incluindo Mia. Estava bem até ouvir o nome de Sooyeon. - Que!? Por que ela vai? Eu hein...Quem chamou?!

Se fosse Bomi, ela iria se aborrecer. Falando na menina, foi nesse momento que ela chegou acompanhada de Kim, mas não ganhou atenção das amigas porque elas estavam mais focadas em Mia.

A unnie se aproximou feliz por ver as meninas e fugir um pouco das responsabilidades. Olhou para Misoo e revirou os olhos, dando uma risadinha.

- Capitão do clube de atletismo...Ele seria mais bonito se não fosse tão chato com essas cobranças. - Bufou, apoiando as mãos no quadril. Fez uma careta com a pergunta. - Eu fiquei na média e no geral, pareceu mal. Parece que a sua turma foi mesmo a melhor ou nós que fomos muito mal. Fiquei em 15º, cravado na minha turma, mas 46º no geral.

- Nossa...Então eu sou muuuito inteligente. - Eun Bi respondeu rindo. - Nós duas fomos muito bem. Misoo ficou na frente da Yerin. - Sussurrou e depois fez um “joinha”.

- Uwaaa!! - Mia ficou realmente surpresa e deu um “empurrão” de leve no ombro dela - Que nerd!!! Além de bonita e esportista, ainda é inteligente? Não é à toa que é uma Sra Park.

Encheu as bochechas, implicando. Eun Bi deu uma risada também, mas quando Mia ouviu sobre Gyu, achou aquilo deveras interessante.

- Ora, ora...Esse Gyu Sik…- Fez uma sequencia de tsc tsc tsc, mas parou para ponderar sobre o convite. - Hm...Eu preciso ver. Meu irmão voltou da China e todos o mimam - Revirou os olhos. - Talvez queiram fazer alguma coisa e eu não tô com muita moral para contrariar meus pais. Ainda mais depois dessas notas. Mas eu tento aparecer, tá? Espero que seja divertido...Espero que aproveitem a roda gigante.

Mexeu a sobrancelha de modo suspeito.

- Por que? Qual é a graça de roda gigante? - Eun Bi perguntou na inocência.

- Nos filmes sempre tem graça quando ela para lá no alto e você pode dar uns beijinhos.

Eun Bi ficou instantaneamente corada e escondeu os lábios com as duas mãos.

- Unniee!!! Que ousada!!!

- Aproveitem...A noite...huhuhuhh - Mia ficou brincando, meio afetada. - E cade a Bomi? - Olhou ao redor - Oh...Tá ali…

Quando as meninas olhassem, à distância, elas poderiam ver algo curioso. Assim como Dong teve a percepção de cruzar a linha do olhar de Won, as meninas tinham um ângulo bom para ver que ele estava olhando para ela. Bomi fazia um muxoxo para a máquina, dando um sutinho.

- Hmmm… - Mia fez sinal para que ninguém se movesse. - Vocês estão vendo o mesmo que eu?

- Uhum...Por que ele está olhando pra ela desse jeito?

- Será que ele vai?

[...]

Kang concordou com Won sobre a teoria de que Jae Ki e Eun Bi levariam o prédio abaixo. Apesar de desanimado, ele deu uma risadinha com a imagem mental formada por isso. Depois dessa conversa, ele pegou seu leite com banana e começou a se afogar naquele doce vício.

Fazia um bico no canudinho e olhou de banda para Jae Ki com o comentário.

- Tomaria dez, se pudesse, mas aí eu teria que passar o resto do dia no banheiro. -Resmungou e continuou com seu triste ritual.

Quanto a história de local de estudo, ele tinha feito uma pergunta simples, mas com resposta óbvia. Chegou a se arrepender um pouco porque podia incomodar o amigo, mas ao perceber que estava tudo bem, ficou aliviado. Ficou surpreso quando ouviu que tinha dado uma ideia para ele.

- Jinja?! Que bom! Então fala com ele! - Fez o fighting e pareceu mais animado.

Não era como se seu dia tivesse um lindo céu azul, mas ele ficava feliz por saber que não incomodou ninguém e até chegou a inspirar ou dar uma ideia. Olhou para Jae Ki que parecia muito quieto e reflexivo.

- O que foi? - Olhou na direção que ele olhava para ver se entendia o que tava pegando.

Viu que um grupo de garotos mais velhos estava tendo um estresse. Kang conhecia alguns de vista e de clubes também. Ficou um pouco mais sério porque não ia com a cara de nenhum deles. Talvez só do que fazia parte da turma - era quieto, calado, mas tinha um olhar que o incomodava um pouco. No momento, esse mesmo garoto parecia irado com alguma coisa.

De repente, Jae Ki disse que já voltava.

- Ya! Onde você...vai? - Nem conseguiu terminar de formular a pergunta porque Jae Ki já tinha ido.

Ao olhar para Won, ele também estava ausente.

- Gente, o que tá acontecendo…?

Won se distraiu quando viu Bomi chegando com Kim. Os dois realmente estavam conversando algo de modo bem animado, mas logo se dividiram. Cada um seguiu seu próprio caminho. A bela srta. Yoon caminhou daquele jeito celestial dela - aos olhos de Won - e o encarou. Deu um sorriso tímido e acenou de modo discreto até chegar nas máquinas de guloseimas.

Na máquina de bebidas, estavam Dong e Stella, mas Won nem conseguia notar o colega de turma, focando só nela.

Bomi colocou o dinheiro, apertou o botão, mas de repente fez uma cara confusa. Franziu as sobrancelhas e deu um tapinha do lado, como se isso fosse ajudar alguma coisa. Crispou os lábios e deu um chutinho no ar, meio aborrecida. Dong e Stella se afastaram das máquinas, permitindo que Won visse ainda melhor.

- Won… - Kang o chamava pela 5ª vez. - Aishhhh...Por que eu ainda tento? Lá vai ele...E já era a história de estudar, focar nisso e aquilo. - Reclamava para o leite dele.

[...]

O sorriso de Dong não convenceu Stella. Pelo contrário, ela franziu um pouco mais as sobrancelhas e moveu de leve o biquinho preocupado com ele. O menino estava tão estranho que nem percebeu que ela tinha seguido com ele até as máquinas.

O susto dele também a assustou, fazendo com que ela desse meio passo para o lado.

- Ani, você não está bem… - Disse de modo resoluto, mas o ajudava a segurar as coisas.

Manteve os olhos claros focados nos olhos escuros de Dong. Mesmo que ele não parecesse mentir, ela já vinha conhecendo bem o suficiente para perceber que ele guardava muita coisa para si.

- Não sei porque você ficaria chateado, mas você está esquisito desde que o Ha Neul chegou com a nota dele. - Suspirou, deixando os ombros caírem um pouco. - Você ficou decepcionado com sua nota assim como Min Ho-shi? Podemos estudar com mais afinco, tenho certeza de que você será o primeiro colocado no bimestre que vem.

A menina não sabia se era esse o problema que se passava com Dong, mas dentre as coisas que tinha visto, achava que sim. Ela não sabia que os primos estavam mais distantes e também não se importou com a colocação de Hayoung.

Teria insistido um pouco mais naquela história, mas quando Dong passou a prestar mais atenção para quem Won estava olhando, ela engoliu suas perguntas. Hee Kyung não queria mesmo falar sobre o que quer que fosse que estivesse o incomodando. Por mais que tenha ficado um pouquinho chateada - por achar que era falta de confiança - ela não o deixaria no vácuo.

Olhou na direção de Bomi e a máquina e mordeu o lábio internamente.

- Deve ter algum problema com a máquina. Travou, algo assim… - Não se ligou que Hee Kyung estava falando dos olhares que Won lançava para a menina.

Stella nem conversava direito com Won, apesar de achá-lo uma pessoa legal - porque ele tinha aquela cara e aura de good guy.

Munidos com as bebidas, o grupo começou a voltar na direção da mesa. Hee Kyung veria que Kim estava de volta. Parecia um pouco mais animado e quase não se lembrava mais daquele maldito ranking.

- Ah, chegaram, finalmente! - Ha Neul comemorou, erguendo os braços. - Então, vejam se fica legal pra vocês… - Começou a falar. - Vejam se a Sunny pode receber a gente e tal. Aí a gente vai lá pra casa jogar jogos de tabuleiros e comer pizza. Tá bom pra você, Kyung-ah?

- Falando nisso, vou ver se a Sunny já respondeu… - Stella entregou as bebidas e pegou o celular.

- Ani… - Kim respondeu antes que ela pegasse. - Ela ainda não apareceu on, já vi.

- Poxa...Espero que nossa visita não seja um incômodo…

- A família dela é muito legal, mas se ela não estiver bem, acho melhor deixarmos para o fim de semana. - Kim sugeriu.

- Pode ser… - Stella suspirou.

- Vocês também estão convidados para a jogatina lá em casa. Não esqueçam.

- Tô sabendo! Eu vou tentar ir sim. - Kim sorriu. - Ya, Stella-shi, e a Lee Hi?

- Kim! - Stella arregalou um pouco os olhos. - Eu não a vi ainda…

- Gente… - Ha Neul se ajeitou e se aproximou um pouco para falar baixo. - Alguma coisa não está certa com ela. Ela ficou em último lugar.

- Mwo?!?! - Stella perguntou negativamente surpresa.

- Como assim? Ela é tão inteligente… - Kim estava chocado.

- É, mas assim..não é por nada não. Ela estava um pouco esquisita mesmo. Não é como se eu reparasse muito nas pessoas, mas...eu gosto dela, acho que somos amigos. E eu percebi que ela estava esquisita. Sona, você não percebeu também?

- Não a conheço muito, mas estava estranha mesmo.

- Então, certeza que Chaeyoung-shi e Hye Won-shi sabem melhor…

Mas, infelizmente, Chaeyoung e Hye Won não estavam mais ali. Poucos segundos antes do desentendimento de Hyun e Jong In - confusão que Dong e Stella não prestaram muita atenção - Chaeyoung e Hye Won pegaram suas coisas e saíram pela porta lateral. Ambas estavam preocupadas com Lee Hi que tinha dito que queria ficar sozinha e se trancou no banheiro.

Chaeyoung não era conhecida por ficar bem quando as pessoas ficavam sozinhas. Por isso não demorou a ir atrás da amiga. Contudo, se ela tivesse ficado um segundo a mais, talvez tivesse mudado seu rumo e seguido outra pessoa.

[...]

Yerin apenas lançou um olhar para Hyemin quando ela quase disse o que faria naquele dia. Amava sua amiga como amava poucas pessoas na vida, mas aquela história já tinha passado o limite de sua paciência. Não conseguia mais disfarçar a cara de bunda quando ouvia qualquer coisa relacionada a Miwoo ou ao jantar.

Era mais forte do que ela! Não sabia se era apenas por ciúmes de sua melhor amiga, mas a verdade é que ela nunca foi com a cara do noivo dela. Não gostava da família dele, especificamente aquele ramo. E algo não estava certo.

Tentava se esforçar o máximo que conseguia, mas já estava agradecendo por ser sexta-feira e poder não ouvir mais nada relacionado aquilo. Desviou o olhar, focando no próprio chocolate e mordeu um pedaço razoável.

Hayoung comentou sobre seu castigo e olhou para a solução de Hyemin. Não aguentou e deu uma risada - acompanhada de Beom Su e Nana, de modo contido.

- Você faz parecer fácil! Já fez isso alguma vez? - Foi uma pergunta retórica, de brincadeira.

- Fala com uma experiência, né? - Nana brincou. - Certeza que já fugiu de casa! Minah, Minah… - Piscou, mostrando que só estava perturbando.

Yerin se ausentou mentalmente, mas na verdade teve a atenção atraída para a discussão na mesa de Jong In. Mordeu outro pedaço de chocolate e mastigou lentamente enquanto via Hyun saindo daquele jeito, sendo seguido por Jae Ki. Franziu um pouco as sobrancelhas e ficou quieta.

Naquele instante, Hyemin recebia uma notícia que quebrava o ciclo da felicidade plena. Por que as coisas nunca eram 100% para ela? O papai tinha prometido que passariam os domingos juntos. Eram as únicas horas que ela conseguia dele - quase como se estivesse mendigando o tempo. Isso era muito frustrante para uma filha. Mesmo assim, a garota vestiu a capa da compreensão e aceitou abrir mão daquele momento que era tão precioso.

Ainda chegava a citar uma marca, como se um presente pudesse substituir a ausência do pai.

- Bom, mas se quiser companhia para o fim de semana… - Beom Su sugeriu. - Podemos, não é gente? Vamos bolar algum passeio?

- Mas você não vai ficar de castigo? - Nana perguntou.

- Tenho fé que não! Já disse que meu irmão foi pior!

- Bom, vamos pensar em algo mais tarde, então.

- Fim de semana, eu não sei. - Yerin comentou. - Pessoal, eu vou dar uma volta, tá?

- Para onde você vai? - Nana não aguentou a pergunta.

- Andar...Pensar.

- Você não quer conversar, Yerin? - Beom Su segurou na mão dela.

Yerin meneou negativamente, fazendo um bico.

- Está tudo bem.

Trocou um último olhar com Hyemin e começou a andar. Mexeu no cabelo como costumava fazer e começou a caminhar para fora do refeitório. Os que permaneceram no refeitório, sabiam que não seria a mesma coisa sem ela. Porém, ela não parecia estar no mesmo humor que eles.

- A semana inteira ela tá assim.. - Hayoung disse. - Por que ela está brava com seu jantar, Minah?

7 DE JUNHO - WANGJO, JARDIM


Movido pela lealdade, Jae Ki tinha se esforçado ao máximo para correr atrás de Hyun Hee. O garoto era acostumado a ser o mais novo - ou um dos mais novos - de um grupo. Talvez por isso se sentisse confortável na presença do outro, ainda que ele estivesse com uma imagem assustadora naquele momento.

Para Hyun, aquilo era uma surpresa.

O novo Park que voltou para a Coreia estava mais acostumado a afastar as pessoas do que aproximá-las. Para ele, o normal era ver as pessoas virando a cara, brigando com ele ou esse tipo de coisa. Poucos eram os que o encaravam de verdade e ficavam mesmo que ele não quisesse.

E Jae Ki era uma dessas pessoas. Além disso, ele trazia à tona o instinto protetor de Hyun. O garoto tinha atitudes que Hyun desejava que seu irmão tivesse. Por que não podia ser Jung Mi ali? Um Jung Mi preocupado e jurando que o seguiria, não importava para onde?

Bom, a verdade era que ele tinha sorte de ter Jae Ki. Podia ter ninguém.

Infelizmente, por mais que o bolsista quisesse ajudá-lo e segui-lo, ele encontrou seu limite naquela proposta de sair da escola. O garoto teve uma atitude que seu “antigo eu” jamais acreditaria. Como assim ele abria mão da diversão para ficar para aulas chatas?? Sério isso??

Sério. A amizade com Won e Sunny  -ainda que distante - trouxe algum senso de responsabilidade. Fora que ele sentia que devia se dedicar ao máximo para que o professor Kim tivesse orgulho dele. Afinal, era o nome dele que seria chamado, caso alguma coisa desse errado.

Hyun lamentou aquilo, mas no fundo, era até compreensível que o bolsista tivesse travas. Ali ficava clara a diferença entre eles: os bolsistas tinham que respeitar limites e Hyun não devia nada a ninguém, pelo menos era o que achava.

Os dois amigos se separaram.

E Hyun tinha um problema: como sairia da escola? Os muros eram um pouco altos para que ele pulasse. Além de ter câmeras. Na frente, havia os seguranças que não permitiriam que ele saísse sem autorização. Teria que se esconder em algum lugar ou será que sua babá o ajudaria daquela vez? Ou quem sabe fosse arranjar outra solução.

Já Jae Ki, enquanto voltasse para o prédio do ensino médio, ele veria uma cena atípica: Yerin estava sozinha. Depois que a garota saiu do refeitório, dizendo que sairia para pensar e andar, ela escolheu sentar no mesmo banco que Bomi tinha ficado da vez que os dois conversaram. O olhar dela estava voltando para o pequeno caderno que tinha em mãos e olhando assim, nem parecia que era uma ameaça à paz dos bolsistas.

Olhando daquele ângulo, ela parecia uma de suas pinturas, solitárias e tristes. Jae Ki já tinha visto algumas por conta do clube deles.

[Hyun, encontre uma solução pra sair do colégio; Jae Ki, se você não quiser reagir ao que está vendo - sua opção mesmo - aguarde uma rodada]
(C) Ross


SUN HEE - RESIDÊNCIA KIM
Yumi sabia o quão empática sua pequena era, por isso também evitava levar lembranças dolorosas para ela. Virou o corpo, ficando de lado da cadeira quando percebeu Sunny se movendo e se ajoelhando diante dela. Recebeu o abraço e não conseguiu se mover enquanto a menina escondia o rosto em suas pernas e começava a soluçar daquele modo.

A tia mordeu o lábio internamente e voltou à sequência de carinhos pelo cabelo, colocando os longos fios de modo ordenado para trás.

- Tudo bem, querida...Já faz tanto tempo… - Engoliu em seco. - Não precisa ficar assim por mim. Eu estou bem…

Umedeceu os lábios e continuou controlando as próprias lágrimas. Fechou os olhos quando ouviu aquela declaração. Aquele era o primeiro amor de sua sobrinha-filha e...estava partindo seu coração. Preferia mil vezes reviver os sofrimentos de sua adolescência se isso poupasse Sunny daquela dor.

Elas não tiveram nenhum contato visual no inicio do relato. Sunny continuava com a cabeça deitada nas coxas da tia enquanto recebia o carinho na cabeça. Dessa vez, Yumi apenas ouviu e também conseguia visualizar tudo o que a sobrinha passava. Um menino misterioso que ela conheceu nas férias de inverno e que parecia perfeito demais para ser real. Conhecia esse roteiro.

Piscou lentamente quando chegaram ao festival. Sunny finalmente ergueu a cabeça e as duas se encararam, ainda que não se vissem. Havia uma cortina de lágrimas nos olhos de Yumi, mas ela percebia que a sobrinha visualizava uma lembrança. Dava para saber porque o rosto dela estava iluminado. Porém, tão rápido quanto veio, também se foi e Sunny foi diminuindo seu brilho.

Franziu um pouco as sobrancelhas quando ela falou sobre a segunda-feira seguinte ao festival. Aquilo era muita maldade…

Yumi não suportou mais segurar as lágrimas e algumas rolaram por seu rosto diante da pergunta.

Como duas pessoas que têm sentimentos uma pela outra conseguem ficar separadas?

Ah, Sunny...De muitas e muitas formas…

Por muitos motivos.

Nenhum convincente o suficiente para a razão, mas...acontece com mais frequência do que imaginamos.

Passou a mão livre pelo próprio rosto, fungando para tentar controlar aquelas lágrimas, mas já estava impossível. Sunny se afastou e sentou-se no chão, quando começou a tentar segurar o choro com as mãos. Um ato desesperado de alguém que já está explodindo.

Yumi sentia sua própria angustia aumentando e não demorou para também ir ao chão e abraçá-la. Impediria que a sobrinha se fechasse daquele jeito e a abraçaria forte, fazendo com que apoiasse a cabeça em seu ombro. Não conseguiu responder num primeiro momento porque também estava entregue aos soluços do choro. Tentava acalmá-la com aquilo que sabia que poderia ajudar a resolver: com amor. Ficaram algum tempo assim até que a tia se afastou.

- Não tem uma formula certa, meu amor...Infelizmente eu não tenho o remédio mágico…

Disse com bastante tristeza.

- Cada um tem seu próprio te-tempo.. - Soluçou e fungou. - Mas...Eu aprendi a superar quando percebi que eu deveria me amar. Se te faz sofrer, se te faz chorar, se dói...não pode ser bom. Se começou com uma mentira, não pode ser bom. Então, não é amor.

Era uma verdade um pouco dura, mas que ajudou Yumi naquela fase.

- Amor não é isso. Paixão é dor, amor, não. E paixão tem prazo de validade, por isso te garanto que um dia vai passar. Mas o amor...o amor é infinito…Por isso você tem que olhar para si, minha pequena. Você tem que conversar consigo mesma e tentar arrumar um jeito de colocar isso para fora.

Continuou ponderando.

- Por que não tenta escrever poesias para si mesma? Eu sei que você já escreve, mas digo...Tente canalizar essa dor para a caneta, para o lápis. Tire de você, como um desabafo e coloque no papel...Eu canalizei na cozinha. E acho que deu certo...Transformei minha dor em amor pela comida. Talvez você encontre o caminho na poesia…
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Park Hyun Hee em Qua Maio 09, 2018 12:31 pm



Hyun achou que seria mais fácil sair do colégio ou não teria inventado essa, mas algumas coisas tinham mudado naquela escola desde que se lembrava. Ainda precisava fazer amizade com aqueles seguranças para se aventurar, algo que podia trabalhar nos próximos intervalos, mas por enquanto não sabia que valor eles aceitavam para tomar um café com o portão aberto e não queria descobrir hoje com a nova gerência. Não precisava, estava mais calmo e sozinho e só precisava de uma desculpa muito mais fácil. Era uma das vantagens de não ter sido acompanhado pelo pequeno discípulo.

Procurou um banco, pegou o celular e ligou para o babá, afinal, era ele quem ultimamente tinha um lugar aberto que ajudava a descontar suas frustrações. Assim unia o útil ao agradável. Não estava se escondendo dele naquele dia, então serviria bem.

- Ya. Secretário. Que saudade. Parece que eu tenho consulta hoje. Com um saco de pancadas, mas os caras aqui da frente não precisam saber disso, só que é um tipo de consulta médica inadiável. E parece que você já está vindo me buscar, é isso mesmo? Que pena, terei que faltar às últimas aulas. Eu te espero aqui em dez minutos para resolver essa pequena burocracia. Acho que vai concordar, porque é mais fácil do que ter que cobrir um homicídio, acho que isso seria chato. Beijos, saudades.   - fez uma voz fofa e agradável no final e aguardou.

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Qua Maio 09, 2018 1:16 pm


Quando Jae-ki caminhava de volta para o refeitório, acabou prestando atenção naquela garota. A mesma chata dedo-duro, a que o tinha ameaçado de chamar a polícia, e a que fazia desenhos melancólicos no clube de arte.

Jae era um garoto curioso, do ângulo que estava dava para ver mais ou menos que ela parecia fazer mais um desenho triste. "É aquela patricinha esquisita... O que ela tá desenhando dessa vez? " Jae achava que garotas gostavam de coisas fofas e bonitinhas, então achava bem estranho esse gosto de Yerin. Ela era rica, então na sua cabeça não tinha motivos para desenhar coisas tristes. Talvez ela fosse só uma garota de gostos esquisitos, mas ainda assim, os desenhos eram bonitos. Ele gostava de olhar o desenhos dos outros, não conhecia muita gente que se interessava por isso.  

Não gostava dessa garota, mas dessa vez a curiosidade falou mais alto, queria muito ver de perto, ela provavelmente não ia mostrar esse no clube, quando passou perto dela, estava tão curioso querendo ver o desenho, que se aproximou silenciosamente e ficou paradão olhando, bem na cara de pau mesmo.


- Uwa... - Deixou escapar quase como um suspiro em voz baixa.



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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Qua Maio 09, 2018 2:56 pm

7 DE JUNHO - WANGJO, JARDIM
As coisas eram mais simples na vida do antigo Hyun Hee. Porém, durante aqueles dois anos de ausência, a direção do colégio tinha mudado, bem como boa parte da equipe pedagógica e de segurança. O antigo diretor, o falecido herdeiro Wang, era um homem...mais fácil de lidar. Super protegia os alunos elitista e era bastante permissivo, em muitos sentidos.

Talvez por isso mesmo os alunos estranhassem os ditames do novo diretor e os casos de bullying estivessem ganhando mais destaques. As perseguições sempre aconteceram - e o próprio Hyun testemunhou ou fez parte de uma certa quantidade - mas antes ninguém se importava em mudar. Todos eram espectadores, independente de gostarem ou não. Logo, todos participavam. Porém, nos últimos meses, eles foram alvos de críticas e alguma coisa estava começando a mudar.

Certamente não seria o fim definitivo da prática, mas era a semente de mudança. Pequena, porém, com um futuro ambicioso.

Quanto aos seguranças, os novos não permitiriam que os alunos saíssem no período de aula. Se Hyun tivesse tomado essa medida durante o almoço, poderia sair sem problemas. Afinal, eles ainda não tinham o controle sobre os clubes - que alunos participavam de qual - e como era algo bem particular, onde os alunos montavam seus próprios horários, não era incomum que saíssem e voltassem depois. Mas agora, durante o intervalo, ele não conseguiria.

Por isso mesmo, ele pensou na melhor alternativa para todos: o babá. Que agora ele gentilmente chamava de Secretário.

Han Jae estava numa loja de posto enquanto o carro era abastecido. Desde o retorno de Hyun, o trabalho dele era cuidar da segurança do menino. O seu patrão ainda pedia coisas para si - coisas que só confiava que Lee fizesse - mas agora ele era focado no bem estar de Hyun. Por isso, ele nunca se afastava demais da escola. Às vezes simplesmente ficava dentro do carro, no estacionamento mesmo ou, no máximo, ia tomar café não muito longe dali.

Naquele dia, tinha saído para abastecer o carro quando foi surpreendido com a ligação.

- Yobuseyo? - Foi tudo o que conseguiu dizer enquanto Hyun começava a falar daquele jeito.

Ficou em silêncio, pagando por suas gomas de mascar e água mineral. A caixa o encarou discretamente, mas não sustentou o olhar por muito tempo. O secretário deu um longo suspiro. Não gostava disso, mas gostava menos ainda de ver o garoto naquele estado.

- Estarei aí em cinco minutos, não estou longe. Mas tem uma condição. - Disse seriamente, mas não revelou o que seria.

Comprou mais uma garra d’água e saiu da loja.



[...]

Menos de cinco minutos depois, Hyun Hee veria a Srta. Yang saindo do prédio principal, fazendo um bico no canto dos lábios. Quando identificasse o garoto, ela diminuiria os passos.

- Park Hyun Hee. - Chamou por ele. - Vá buscar suas coisas, o seu responsável disse que você tem uma consulta hoje e já está atrasado..

Não sabia o que Hyun tinha feito com o material. Ele podia simplesmente mentir, dizendo que já estava tudo arrumado - e pedir para que alguém de confiança guardasse para ele - ou ir lá buscar. A Srta. Yang continuaria encarando de modo desconfiado de todo jeito.

E se ele achasse que estava livre para o mundo, tão logo ele saísse, veria o Secretário Lee em frente ao chafariz - que ficava em frente ao prédio central -, encostado no carro, esperando por ele.


7 DE JUNHO - WANGJO, PREDIO DO ENSINO MEDIO


Yerin não estava desenhando dessa vez, muito embora estivesse cogitando em corrigir algumas coisas nos desenhos. Tinha pego o caderno em seu armário antes de sair do prédio. Gostava de revisitar alguns esquemas que fez - e ali, havia bastante mistura. Não dava para saber se um desenho completava o outro, apesar do “quadro” bonito que faziam.

Aquele era um dom que Yerin não ficava destacando para ninguém. Não gostava de mostrar aqueles desenhos em particular. As pinturas do clube de artes eram conhecidas - e ela só entrou no clube porque a tentação foi maior que o juízo perfeito - mas aqueles eram somente dela.

Os dedos delicados de unhas perfeitas, deslizavam por cima do grafite que desenharam um pássaro quando ouviu aquele suspiro.

Esteve tão distraída, perdida nos próprios pensamentos e problemas que não percebeu que aquele garoto tinha se aproximado. E Jae Ki também estava convivendo tempo o suficiente com Dan para começar a ser bem furtivo. Chegava sem ser visto, saía antes que percebessem que algo tinha acontecido. A sua curiosidade, contudo, o entregou. E se ele não apanhou para Hyun Hee, o mesmo não seria garantido com Yerin.


A garota sentiu o coração saindo pela boca quando ouviu a voz dele tão perto dela. Imediatamente fechou o caderno e o usou para bater onde desse nele, mas entre o ombro e a cintura, por conta do movimento do braço - vale ressaltar que não era por ser Jae Ki, ela teria batido em qualquer pessoa que tivesse tamanho atrevimento.

- Chugulle?!?! - Levantou-se já com os olhos irritados. - Que tipo de educação é essa que você se mete nas coisas dos outros? Ahm?!

Pelo menos ela não disse que ele era sem educação, apesar de claramente pensar nisso.


- Eu não fico espiando seus desenhos, por que acha que pode se meter nos meus? - Enfiou o caderno no bolso do blazer.

Parecia um pouco nervosa, como se ele tivesse visto algo íntimo demais. Para Jae Ki podia ser apenas um desenho, mas para ela não. Talvez se ele se lembrasse como ficou irritado quando Miran viu o desenho de Eun Bi, logo no segundo dia de aula, ele compreendesse o constrangimento de Yerin.

Constrangimento que, por sinal, era bastante atípico. Ela era tão segura e fria, mas agora parecia nervosa e com uma cor estranha nas bochechas - um rosado que nunca aparecia.
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Park Hyun Hee em Qua Maio 09, 2018 5:44 pm



- Você foi mercenário do rei na vida passada? - tirou sarro diante daquela condição misteriosa, o que queria dizer que concordava. Desligou e levantou-se, pronto para receber a bela senhorita Yang.

Franziu a testa e olhou o celular.

- É mesmo! Como pude esquecer? - seu talento para as artes cênicas em estado de mania limitavam-se a um certo cinismo, mas o que a secretária poderia fazer? Não podia dizer que ela mentira. - Obrigado. - sorriu, fofo.


- Vou pedir para um amigo ajeitar. Já tenho o que preciso. - sorriu, amistoso e fez uma reverência respeitosa antes de se afastar.

No caminho, escreveu uma mensagem breve para Jaeki.

 
Hyun Hyeong

Hyun
Jaeki, faça um favor para seu hyung e guarde as coisas dele com você. Pego na segunda.


Com carteira e celular nos bolsos, ele estava pronto com o que precisava de verdade. Como as provas tinham acabado, nem tinha o que estudar agora. Saiu com um sorrisinho no rosto, cumprimentou os seguranças e sorriu para sua babá do lado de fora.

- Olá, meu responsável, que saudade. O que vai me obrigar a fazer por esse pequeno favor? Ah, já sei. Desenrolar as coisas com aquela sua noona do restaurante… OK. Eu aceito.  Você é mesmo todo travadão. Precisa de uma namorada. Hahahaha

Piadistas, cínico, arrogante… O Secretário sabia que ele não estava em um dia bom. Hyun foi até o carro e pulou no banco da frente ali dentro, mostrando que estava bem desleixado e louquinho.

- Por que essa cara de poucos amigos? Eu sou ótimo. 11º no Rank. Quase top 10. Se ignorar meu irmão, que teve um desempenho vergonhoso em 5º, eu estou no top 10.

Também era praxe que ele fingisse que nada aconteceu e agisse daquela maneira alegre e hiperativa, ignorando o ódio todo que teve minutos atrás.

- Vamos dar um passeio!  - e colocou o som para tocar em seguida.

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Dong Hee Kyung em Qua Maio 09, 2018 6:30 pm


Stella talvez não o entendesse, apesar da nobre atitude que tinha. Ela parecia habituada apenas ao Dong cheio de sorrisos e dando moral para seu grupo. Este que ela vê era o Dong exigente que não aceitava ficar tão distante do topo, e pior, em um numero impar; esta esquisitice ele não iria comentar. - Fiquei um pouco cabisbaixo, mas diferente de Min-Ho, sei reconhecer que não é necessária qualquer revisão das minhas notas. Ser o primeiro talvez seja pretensão demais... porém sua ajuda me será muito bem vinda. Quem sabe eu aprenda algo com a sexta melhor!

Sorriu de canto dessa vez num tom menos pesado e depois, ambos acompanharam aquela cena. - Parece que a maquina dele ta funcionando muito bem..

Murmurou algo aproveitando que Stella não havia entendi a principio e talvez nem entendesse agora também...

Já na mesa, percebeu um Kim renovado, que poder esta tal de Bomi tinha afinal para levantar alguém?

- HaN-shi acho que a única pessoa que realmente aprecia tabuleiros sou eu. - Ergueu o indicador timidamente. - Deu uma golada no café que havia pego, estava bem amargo, e quando desceu foi como levar um soco na cara.

Ele parou para observar a feição de Stella, quando escutou sobre Lee Hi, seus olhos abriram tanto que por um breve momento, deixou de ser coreana.

O garoto nada disse a respeito disso.


- Os alunos que foram mal, certamente vão ter uma conversa com o diretor ou com os professores...
- Disse a tatear a latinha da qual estava bebendo. Verdade, Dong não estava tão atento ao desentendimento de momentos atrás, tampouco nas idas e vindas de agora, seu olhar se mostrava um pouco distante, como se a mente estivesse a milhas dali.

Até mesmo Ha-Neul continuo falando com Sona, mas era como se  não estivesse 100% atento a isso.

Ele pegou o celular com a mão direita, e abriu a tela após desbloquear com sua digital...


"Como será que a Hayoung está?" Procurou a carinha sorridente dela (que não parecia tão sorridente agora) e lhe enviou uma mensagem. Nada de mais, apenas algum emoji de cachorro; geralmente uma imagem bastava para iniciar uma conversa entre os dois, mesmo tão distantes agora.

Enquanto isso, na Escola  MiguéJo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Seo Hyemin em Qua Maio 09, 2018 6:43 pm



- Eu? Não… Mas nos filmes não parece tão difícil… Ah! Vocês não duvidem! Um dia posso fugir sim. Deixa só meu appa cortar meu telefone por muito tempo! - fez um bico de coragem, mas depois riu, sabendo que era muito improvável de fazer uma coisa dessas -- pelo menos enquanto estavam se dando bem. - Bem, pelo menos alguém tem que ter uma primeira vez para compartilhar com a gente - mostrou a língua, sapeca.

Hyemin fechou o celular, esperando que o problema com o pai pudesse ser engolido pela alegria de ter um jantar com seu futuro noivo. Detestava aquela notícia, mas era boa em fingir que estava tudo bem com presentes, eles sempre fizeram o lugar do pai em muitos momentos da vida e por isso tornou-se tão mimada. Na ausência, pelo menos o pai podia ficar mais tranquilo porque não lhe faltavam roupas e brinquedos na infância. Agora isso já era o funcionamento normal daquela relação.

Estava começando a se empolgar com a possível saída em grupo, mas o humor de Yerin era contagiante, como o clima gélido de Arendelle. Hyemin fez um bico quando a amiga lhe tratou daquela forma. Não podia fazer nada sobre isso. Não dava para pedir desculpas por estar feliz, certo? Atribuía aquilo a ciúmes, porque o resto do tempo se dedicava completamente a amiga. Sabia que era chato ficar repetindo tantas vezes sobre o tema, mas era algo que precisava fazer. Não conseguia controlar a empolgação no peito e a necessidade de transformar a ansiedade em palavras. Ignorava o mau humor das pessoas sobre isso, mas o de Yerin machucava um pouco, porque ela nunca se recusou a ouvir nada dela, nem achou nada chato. Pelo contrário, estava sempre por ali, mesmo agora quando ela não queria dividir seus pensamentos. Será que Yerin não podia fazer uma forcinha para fazer parte também? Já que seu problema não era compartilhável, podia pelo menos fingir que estava feliz por ela?


Hyemin olhou para o chocolate na mesa e o abandonou ali, apoiando as mãos abaixo do queixo. Seu humor caiu um pouco também. Por que será que a amiga não estava confiando nela para contar os problemas? Entendia que ela estava com questões em casa, mas poxa, não precisava ser tão brusca com ela. Ela era muito paciente e compreensiva com a Rainha, mas magoava ser tratada assim. Desde que tinham aumentado o grupo, sentia que ela estava diferente. Será que era porque agora podia ‘relaxar’ e deixar que os outros a tratassem bem enquanto ela podia ser natural? Achava no começo que era só por causa de seus problemas internos, mas depois dessa, pensou que podia ser pessoal.

- Eu sei lá - respondeu com os lábios crispados e suspirou.
- Ela não quer me dizer qual é o problema. Eu só sei que ela não gosta do meu noivado. Acho que tem ciúmes. Deve ser preconceito porque ele é mais velho ou algo assim. Eu não sei. É uma pena que ela não goste dele, mas o que eu posso fazer? Eu estou realmente feliz porque as coisas têm dado certo na minha vida finalmente e agora ela fica chateada por causa disso? Eu acho isso injusto. - cruzou os braços fazendo um beicinho. - Eu sei, por exemplo, vocês não têm grandes motivos para comemorar essa semana, mas vocês me ajudaram e me ouviram o tempo todo. Por que ela não consegue fazer isso? Eu estou cansada disso…

Dentro daquela lógica de ficar perto de pessoas que gostavam dela, isso era um questionamento válido, principalmente quando pessoas como Eun Na, que tinha todos os motivos do mundo para odiar qualquer coisa de relacionamento, se esforçavam. Fora isso, os outros dois também tiveram notas baixas, mas estavam ao lado dela.

- Ah… Mas deixa quieto. Foi só um desabafo. Não é nada sério, vai passar. É só que ultimamente ela tem banido todo mundo do grupo. Ela falou aquelas coisas para a Miran e agora diz que não liga para a Yewon… Eu me pergunto se eu não sou a próxima. -as palavras praticamente escaparam de sua boca e ela até se surpreendeu. - Não, não, a Rin nunca faria isso. Ela é minha melhor amiga no mundo todo. Esqueçam o que eu falei. Ela só não está num momento bom… Mas isso é normal também, uma hora isso vai passar. Eu sei que eu tenho falado um pouco demais sobre o noivado…. É um pouco chato mesmo. - forçou um sorriso. - Vou fazer um grupo separado com vocês, porque aí não incomoda ela. Obrigada por toda a ajuda, pessoal. Hoje vai ser um dia maravilhoso! - colocou as mãos na bochecha. - E depois, quando a Rin o conhecer melhor, ela vai ver o homem incrível que eu enxergo e um dia os dois vão se dar bem.

Não acreditava realmente naquilo, mas falava com otimismo. No fundo, ainda estava chateada com a amiga, pensando em pontos que não faria sozinha, mas como foi questionada fez seu cérebro trabalhar.

Wangjo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Yeun Misoo em Qua Maio 09, 2018 7:19 pm



O motivo pelo qual não insistia muito para que ela cortasse o menino de seus pensamentos era porque achava que apesar de tudo ela gostava dele. Riu do jeitinho da amiga, mas não deixava de ser uma garota protetora.

- Você já teve uma amostrinha do que pode acontecer por causa dessa queda por bad boy, né? - referia-se ao lago. Deixou a recomendação suave, mas não reforçaria muito essa ideia.

Nesse instante, Hyun Hee fazia aquele pequeno show no refeitório. Sentia um pouco de pena dele. Ele era um garoto estranho, mas ela ainda tinha um tipo de dívida com ele pelo fato de que ele não a delatou para sua mãe e também a tratava como um ser humano - e do tipo bonito. Ainda corava de lembrar daqueles elogios. Porém, desde que virou “a senhorita Park”, eles não se falavam. Na verdade, ele começou a dar mais “bom dia” para ela, mas notou que isso só acontecia quando estava com Jung Mi. Não queria causar confusão, então só era educada, mas não queria passar por aquela situação de novo.

- Tá vendo o que eu disse? Olha lá… - comentou, pausando a conversa por um momento.

Bomi voltou à pauta, mas ela achou que Eunbi sabia tanto quanto ela, o que era reconfortante, por um lado, porque não era exclusivo de Misoo (ela achava que não), mas ao mesmo tempo tornava a amiga mais distante ainda delas.

- Será? Aish!!! Eu sinceramente não sei mais nada da Bomi… - fez uma careta e balançou a cabeça.

Ouviu sobre as notas de Mia e fez um “O” com os lábios.

- Não está ruim. É a média! Bem legal, bem legal e…. O quÊ??? Para com isso, Bibi - ficou vermelha e começou a rir, colocando a mão na frente do rosto, especialmente quando Mia citou sua beleza e o “Sra. Park”   -  aiiishhh. Isso nem é de verdade, pelo amor, meninas!!! Se não fosse mais velha, eu ia te bater, Mia!!

As risadas só pararam para ouvir o pequeno drama da mais velha.

- Ah, eu sei.  SEI mesmo como é isso. Pelo menos me livrei daquele encosto na minha casa, mas agora minha omma parece que gostou da ideia de eu namorar um Park e está me tratando muito bem…

A roda gigante foi citada e a menina começou a rir sem parar de nervoso, então teve uma sacada para tirarem daquele climão.


- Expectativa: beijinhos nas alturas. Realidade: brincar de balançar a cabine para fazer as amiguinhas gritarem.

Nenhuma das duas estava com a vida amorosa assim muito boa para pensar em beijos no parque. Pelo menos, ela não cogitava isso de jeito nenhum. Afinal, Jung Mi e ela eram só bons amigos. Fim, certo? E… aquela outra pessoa… Ah, não era sério, certo? Enfim.

- O que tá rolando? Meu Deus. O que será que ele vai fazer?? Ele parece um teleguiado olhando para ela   - colocou a mão na boca, surpresa. - Cadê o Ryu, gente? Isso vai virar um barraco…

Para Misoo, o casal verdadeiro era outro e ela achava que Won estava por fora das coisas.

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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Qua Maio 09, 2018 9:20 pm

7 DE JUNHO - WANGJO, REFEITORIO
O eterno inverno de Arendelle parecia ter chegado até a mesa daquele grupo. Yerin saiu da mesa sem desejar ser seguida - era uma tentativa de não estragar a felicidade dos outros - mas errou na mão e, talvez, no tom. O climão ficou de todo jeito e as pessoas se encararam até que Hayoung fez aquela pergunta.

Além da própria menina que fez a pergunta, Beom Su e Nana também ficaram encarando Hyemin. Nana não conseguiu dizer nada, permanecendo em silêncio e Beom Su seguiu a mesma linha. Esses dois tinham uma maior gama de contatos - por conta das heranças que tinham, envolvendo moda e eventos. Havia alguns rumores sobre Miwoo, mas eles não podiam simplesmente sair difamando o herdeiro Wang. Talvez eles fossem considerados omissos por isso, mas a própria Yerin também era - a diferença é que ela nem ao menos tentava ver o lado positivo ou dar o benefício da dúvida. Simplesmente o odiava e não explicava exatamente o porquê.

- Talvez… - Hayoung tentou colocar panos quentes. - Ela não esteja em um bom momento… - Suspirou. - Sei que não sou amiga dela há muitos anos como você, mas convivo desde o ano passado e, bom, percebi que ela anda um pouco mais...cansada. Como se estivesse carregando um grande peso.

- Todos nós carregamos nossos próprios fardos. - Nana interrompeu porque não gostava do tom daquela conversa. - Mas Yerin é a última pessoa que você vai ver fraquejando, Hayoung-ah…- Piscou lentamente e voltou a atenção para Hyemin. - Foi uma infeliz coincidência, Minah. As semanas de provas foram estressantes e deve ter acontecido algo a mais. Sei que é difícil, mas não fique triste por isso…

Fez um afago na menina, mas recolheu a mão quando ouviu a continuação. Beom Su não opinava muito porque não fazia nem dois meses direito que tinha começado a andar oficialmente com o grupo. Hayoung também preferiu ficar um pouco mais reservada. Nana, contudo, umedeceu os lábios quando ouviu o nome de Miran.

- Você está mesmo se comparando a essas duas? - Perguntou com certo rancor. - Yerin tem os motivos dela, Min. Motivos que você não enxerga porque é inocente. Mas apenas pense nas pessoas que acabou de citar, seus comportamentos e os motivos que culminaram na expulsão de Miran.

A própria Nana era o motivo. E por isso mesmo, ela lançou um olhar deprimido para Hyemin. Já Yewon, dispensava comentários. O comportamento dela falava por si só. Será que ela realmente era amiga de alguém ali? Nana sabia que Hyemin não tinha falado por mal, mas foi impossível não ser afetada. Até chegou a esfregar os próprios braços, como se estivesse se limpando por cima do uniforme. Fez uma expressão de incômodo e suspirou, abanando um pouco o rosto com a mão.

Felizmente, assim como Hyemin disse aquelas coisas em voz alta, ela mesma chegasse à melhor conclusão. Beom Su e Hayoung meneavam positivamente. Não, não tinha como algo assim acontecer com Hyemin.

Elas eram melhores amigas! Não tinha como algo assim acontecer. Nana respirou fundo, conseguindo se recuperar antes que fosse sugada por aquela escuridão. Meneou negativamente e encarou os presentes.

- Acho melhor não, Min. - Beom Su comentou. - Estaremos juntos hoje à noite, não vai ser legal se ela perceber. E se começarmos com essa prática de criarmos grupos cada vez que quisermos um assunto, não vai ter sentido sermos um grupo.

- Acho que Beom Su-shi tem razão. - Hayoung comentou. - Mas enfim, deixa pra lá. Vocês vão se entender amanhã ou depois. Nunca ficam brigadas por muito tempo, não é? São inseparáveis!

Disse sem nenhum tipo de rancor ou mágoa em seu tom de voz. A amizade delas era admirável mesmo.

A menina só interrompeu os pensamentos quando sentiu o celular vibrando. Pegou e deu uma boa olhada na mensagem que tinha recebido. O sorriso se desfez por um instante e ela olhou na direção da mesa de Hee Kyung. Fez um bico e abaixou o celular, dando a entender que não responderia naquele momento.

Porém…

- Enfim, vamos mudar de assunto? E o projeto de vocês, hein? Para o desfile… - Beom Su queria falar de moda - Já está avançado? Olha que tá chegando, hein…

- Ainda faltam uns três ou quatro meses.

- O que é bem pouco. Você nunca foi de deixar as coisas para a última hora, Nana…

- Tem razão. Mas acho que estou sem inspiração. A cor da moda me incomoda um pouco também. E você, Min? Com tudo isso que está acontecendo, teve tempo de pensar em alguma coisa? Alguma inspiração?

Enquanto eles falavam sobre moda e tendência, Hayoung pegou seu celular de novo para responder à mensagem.

[...]

As palavras de Dong não deixaram Stella mais aliviada com a situação, pelo contrário. Os dois tinham estudado bastante, mas acabaram perdendo pontos por questão de detalhes. Mordeu o lábio internamente, formando um de seus típicos bicões.

- Miane… - Suspirou. - Não queria que você se sentisse assim. Prometo que vou tentar me esforçar mais e ajudá-lo com mais afinco.

Sentia um pouco de vergonha por ter ficado alguns décimos acima de Dong. Se ele era tão exigente consigo mesmo, talvez também ficasse irritado com isso. Além dela, também havia Ui Jin. Na verdade, havia seis pessoas acima da classificação dele, mas o que ela pensava eram nos amigos que tinham superado.

O sorriso dele só a entristeceu um pouco mais. Engoliu em seco e olhou para a cena que ele apontava. Por conta da conversa, não entendeu a conotação daquele comentário dele, por isso falou que deveria ser a máquina. Contudo, Dong falou da máquina de alguém e ela se perdeu de novo.

Encarou o menino como se ele não estivesse fazendo sentido, mas não comentou nada, apenas retornou para a mesa.

Uma vez no meio do grupo, eles foram recebidos pelo falante Ha Neul que estava cheio de planos para aquela noite. A sentença de Dong foi instantaneamente reprovada pelos amigos.

- Claro que não! - Kim, HaN e até mesmo Ui Jin acabaram falando.

- Adoro um banco imobiliário, imagem e ação… - Ha Neul teve uma ideia e olhou na direção de Min Ho. - Nós vamos muito jogar imagem e ação. Vaaamoos

- War…- Kim fechou os punhos e sorriu de modo psicopata. - Omae wa mou shindeiru - Disse com o japonês perfeito, apontando na direção de Ha Neul.

Por um instante, parecia que estava falando sério, mas logo ele sorriu, mostrando que seu rage ficasse restrito ao video game - não estava, mas os amigos podiam se sentir tranquilos, por hora. Stella deu um meio sorriso, achando graça.

Contudo, quando o nome de Lee Hi foi citado, ela ficou bem surpresa e logo começaram a falar sobre as mudanças da menina. Hee Kyung comentava sobre os alunos que foram mal e eles menearam positivamente.

- É verdade. Ninguém reprovava, mas mesmo assim...É sempre bom ver o motivo por terem ido tão mal. - Ha Neul comentou.

- Será que serei chamado? - Kim perguntou num tom entristecido. - Não sei o que aconteceu, acho que minha cabeça entrou em curto. Estudei tanto que na hora, esqueci…

- Acontece… - Stella suspirou. - Mas acho que vão conversar com as pessoas que estão um pouco mais abaixo, sabe? Os últimos mesmo...Não que os outros não mereçam atenção, mas você não tirou notas vermelhas.

- Bom...Isso é…- Suspirou.

Enquanto o grupo refletia sobre as notas, Hee Kyung pensava em outra pessoa que também tinha ido bem mal. O rostinho de Hayoung logo apareceu nos contatos do kakao. Pela foto, Dong via que a prima não estava diferente apenas no comportamento, a aparência dela também tinha mudado. Na foto, ela se mostrava bem mais preocupada com a aparência, pois estava maquiada e ainda colocava um filtro suave. O cabelo tinha sido arrumado e, ao invés de uma pose engraçada, ela fez pose de princesinha.

A mensagem dele não demorou a ser lida, afinal, o celular dela estava bem à vista. Contudo, caso Dong olhasse para na direção da mesa dela, veria que ela fez um palmo de bico e abaixou o celular, como se não quisesse falar com ele.

Antes que ele perdesse as esperanças, ele sentiria o celular vibrando com a mensagem. Ela não se aguentava mesmo.

Hayoung

Hayoung
Por que está mandando esse emoji? Ficou triste por conta de sua bela colocação? uu


Estava aborrecida, mas ao invés de agir na defensiva, ela avançava primeiro. Depois de enviar a mensagem, ela encarou a mesa dele de novo.
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7 DE JUNHO - HYUN HEE
- Não, mas nossa relação funciona melhor quando colocamos condições. - Han Jae respondeu antes de desligar o celular.

Como ele tinha dito, menos de cinco minutos depois, a Srta. Yang saiu do prédio para se encaminhar até o prédio do ensino médio. Tinha como objetivo avisar ao inspetor sobre Hyun, mas acabou encontrando com o garoto e falou diretamente com ele. O jeito do garoto não pareceu agradar muito a mulher.

Srta. Yang tinha uma postura bem firme e profissional. Limitou-se a olhar para ele da cabeça aos pés diante daquela atitude “fofa” e cheia de cinismo. Moveu de leve a sobrancelha e concordou. Já tinha avisado aos seguranças que ele podia sair do colégio porque tinha a autorização necessária. Os dados do responsável até batiam, não tinha porque suspeitar de nada.

Han Jae estava do lado de fora do carro, aguardando pela chegada de sua criança. Os óculos escuros não permitiam que visse o olhar irônico do Secretário.

- Menino...Não diga o que não sabe… - Disse enquanto abria a porta para que ele entrasse. Bateu a porta e deu a volta para entrar no carro.

Ouviu aquele monte de informações acerca de rankings e afins. Não era o dever dele se preocupar com isso, mas apenas abaixou um pouco os óculos e olhou para Hyun Hee.

- Você foi muito bem. Isso só mostra como você pode ser melhor do que imagina. Se ficou nessa colocação com o tanto que estudou, imagina o que não é capaz de fazer. - Suspirou e trancou as portas.

Entregou uma das garrafas d’água lacrada para ele.

- Minha condição está dentro do porta-luvas. Seu médico será cancelado se você se recusar…

Quando ele abrisse o porta-luvas, veria o frasco do remédio. O Secretário Lee só não mudou a música porque o agradava, mas abaixou o volume de modo considerável porque queria ser ouvido.

- Alguma coisa aconteceu no colégio e você está quase perdendo o controle. Pense no seu jantar e tome para se acalmar. Depois disso, vamos treinar. Eu prometo…

E até aquele momento, Han Jae sempre mostrou que suas promessas nunca eram em vão.
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Qua Maio 09, 2018 11:30 pm


Jae-ki levou um susto quando foi atingido pelo bloco de Yerin, instintivamente deu um passo para trás e reclamou:


- Ya! - Reclamou.

Percebeu em seguida que a garota ficou bastante irritada, mas isso não foi uma surpresa. Não era novidade que Yerin não gostava dele. Ouviu as reclamações dela com uma expressão normal. Não ficou com raiva, porque as palavras dela até que eram verdade, não ia gostar mesmo que bisbilhotassem alguns dos seus desenhos, mas não iria pedir desculpas para Yerin, não gostava dela.

- Aishh... Não precisava bater! - Murmurou, em seguida deu uma justificava bem cara de pau - Eu não tava me metendo, só queria ver o que era.

Jae-ki também tinha percebido que Yerin estava corada, isso o deixou realmente intrigado. Essa garota sempre tinha uma cara de meio morta. Por que ela ficou tão alterada com um desenho que não era constrangedor? Estava até bem desenhado. De repente seu celular vibrou, com certeza era uma mensagem nova.

- Por que tá tão violenta? Tava ficando maneiro... - Questionou curioso, porém não iria ficar ali, já tinha conseguido o que queria - Mas não precisa chamar a polícia, já tô indo...

Jae estava satisfeito por ter conseguido ver o desenho e voltaria a caminhar para o refeitório, mesmo se sofresse mais golpes antes. Não tinha medo das agressões dela, Yerin podia ser estranha, mas a força ainda era de uma garota, porém não baixou a guarda, ela ainda podia arremessar aquele bloco. Enquanto continuava seu trajeto, abriu o celular e ficou feliz de ver que a mensagem era do Hyun. Jae-ki até se sentiu importante com isso.  


Ele não gostava que o fizessem de empregado como Kai fazia. Porém com Hyun era diferente, porque não era forçado, mostrava que o amigo confiava nele, iria deixar o material com ele o fim de semana inteiro! No meio do caminho, daria uma parada para digitar a resposta:

Jaeki

Jaeki
Ok hyeong!
Jaeki
Pode deixar, não vai sumir nada.






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Última edição por Jae-ki em Qui Maio 10, 2018 8:59 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Won-Bin em Qui Maio 10, 2018 12:01 am



O mundo podia desabar ao seu redor mas Won não conseguia tirar a atenção de quem importava para ele. Como um metal sendo arrastado por um imã seus olhos miravam Bomi.

A ideia de estudar em sua casa era uma possibilidade interessante, talvez pudesse começar uma mudança com o pai com essa oportunidade. Quem sabe ao aceitar aos amigos ele poderia começar a aceitar outras pessoas...

Nem notou a discussão acalorada dos garotos mais velhos e nem que Jae-ki seguia na direção de Hyun.
Pobre Kang, via seus amigos perdidos em seus próprios problemas e ia acabar sozinho com seu leite de banana.

Won sorriu de volta para Bomi quando ela o viu: já era quase um movimento natural e automático a esse ponto.
A harmonia daqueles momentos que pareciam passar em camera lenta se encerrava quando a dificuldade dela com a máquina se tornava visível.

Nem ouviu Kang reclamando, apenas se levantou e andou até a máquina.

-Perdeu sua bebida, Bomi? - disse de forma gentil para ela conforme se aproxima e olhava para a máquina, com as mãos nos bolsos.
-Hmmm, isso aconteceu outro dia com o Kang, quase teve um treco. Com licença - disse e gentilmente colocou a mão no ombro dela para que ela fosse um pouco para o lado e liberasse a frente da máquina.

Se agachou e meio que posicionou o braço esquerdo na abertura onde sairia a latinha e apoiou a mão direita na máquina. Faria um movimento rápido de empurrar com a mão direita e com a mão esquerda próxima a abertura iria segurar a latinha que provavelmente ia voar pra fora.

Qualquer um mais fraco provavelmente não conseguiria dar um "tilte" na máquina, mas um Won fisicamente recuperado e muito motivado não é qualquer um.

"Por favor latinha, nunca te pedi nada"


Wangjo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Seo Hyemin em Qui Maio 10, 2018 7:28 am


Hyemin era uma menina ingênua e sonhadora. Portanto, o que faziam com ela, de não lhe contar o que ouviam e sabiam, só reforçava esse clima perfeito construído em sua cabeça. Claro que ela provavelmente não daria muita bola para os avisos, mas pelo menos teriam plantado sementinhas que podiam ser regadas em um momento próximo. As razões de cada um poderia ser compreensível, mas como a menina reagiria ao descobrir que era a última a saber do grupo e quem ela acharia pior nessa história toda só o tempo diria.

No fim, concordou de leve com a cabeça. Não dava para não ficar triste com sua melhor amiga sendo grosseira e evitando compartilhar de um momento muito bom, mas pior ainda: não contar por que estava sofrendo tanto. Achava que eram mais amigas do que isso. Esperava essa atitude de Eun Na, compreenderia isso de qualquer um deles, mas de Yerin não, porque esteve ao lado dela no pior momento de sua vida e achava que isso já tinha mostrado que era confiável.

Na verdade, mais do que estar aborrecida com o fato de ela ignorar a conversa e fazer pouco caso, estava chateada porque Yerin não se abria, nem para ela. E dessa vez desconfiava que era do tipo de coisa muito séria.

Ouviu a amiga fazer seu discurso afetado e só não contestou porque sentia muito pelo que tinha acontecido com ela. Fez um meneio e pediu desculpas baixinho. Não queria entrar muito naquele tema para não magoá-la.

No entanto, a forma como ela a chamava de “inocente” a incomodava um pouco. Parecia que tinha algo ali que a menina sabia, mas é claro que sua desconfiança sumiu rapidamente, porque era, de fato, inocente.

“Se eu não enxergo, então ela devia me mostrar…”

Era o que pensava, mas talvez fosse chato explicar sempre para uma pessoa burra o que acontecia ao redor. Isso a aborreceu mais, porque não gostava de ser um estorvo e o motivo pelo qual era difícil ter amigas na infância era porque era lerda e tonta. Não gostava de ser assim, mas não conseguia ser diferente. Seu cérebro só não funcionava igual aos outros.

Achava que aquela conversa tinha ido longe demais e vestiu aquela máscara de felicidade. Não estava nem um pouco satisfeita com o resultado, mas o que podia fazer? Não estava com raiva de Yerin, apenas magoada, mas não dava para ter tudo nessa vida, hm?

- Tudo bem, foi uma ideia ruim mesmo. Se ela descobrisse poderia ficar chateada e achando que estou tentando excluí-la, mas não é isso mesmo. Eu vou tentar me controlar…    - fez um “v” para Hayoung, com um sorriso. -  Sim, vai ficar tudo bem. Foi só um dia que ela não estava legal. Desculpem pelo que eu falei, pessoal. Simm, vamos mudar de assunto!

Era muito fácil trocar o disco para uma pessoa com o perfil desatento como o dela, mas dessa vez demorou um pouquinho a mais. O mal estar continuava ali, mas aos poucos ia dando lugar a rendas chantily e musselinis esvoaçantes, especialmente quando ela se esforçava a pensar nisso.

- Ah eu super tenho uma ideia!!! Quero trabalhar com vestidos de noiva no futuro, no meu atelier com a Sunyoung. Como minha cabeça só pensa nisso ultimamente, então pensei em usar a cor sugerida como apliques de flores no vestido, mas seguir o tule e a renda tradicionais. Eu queria que a Yerin desfilasse para mim, mas… Talvez eu mesma os vista agora.   - suspirou. - Enfim, por enquanto são só croquis que eu venho desenhando de vez em quando. Muitas ideias aparecem ao mesmo tempo. Em algum momento vou fechar o desenho. E você?

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Park Hyun Hee em Qui Maio 10, 2018 8:49 am



-  Engoliu um manual de autoajuda, foi? - comentou sobre aquele papo de “poder se superar”. Naquele dia estavam falando bastante disso para ele. - Hm?

Arqueou a sobrancelha olhando a garrafa de água.

- Ahhh. você não acha que eu bebi na escola, não é? - riu com a própria piada, mas perderia o sorriso assim que abrisse o porta-luvas com aquele ar pimpão. Bufou e se encostou de qualquer jeito no banco, virando o rosto para o secretário com uma expressão descrente e debochada.

- Você não pode estar falando sério. Já falei milhões de vezes que eu não quero me drogar e você vem com essa? Não, obrigado - tentou abrir a porta do carro fechado e revirou os olhos, porque a opção de ir para escola era pior.

- Você é um espião do meu tio? Sempre achei que fosse. Dessa vez você quer me matar, só pode… Por que confia naquele médico? Ele me odeia. Provavelmente botaram veneno de rato aqui dentro. Acha que isso ajuda alguém? Por que não toma você primeiro? Eu tô ótimo. Só não quero ter aula. Normal.   - pegou a garrafa bruscamente, por causa da citação do encontro e fez uma careta emburrada de quem foi afetado por causa do comentário.

- Vou tomar 20. Você vai ter um problemão. - brincou de forma mórbida, mas retirou de lá somente a quantidade recomendada e mostrou para ele. -  Brincadeirinha… - jogou para dentro da boca e bebeu água, fazendo um bochecho irritado. Esse meses o tornaram carneirinho demais. Talvez tivesse sua semelhança com Jaeki. -  Mas se essa merda me deixar mal eu não vou mais tomar. - apontou para ele, sério, e depois tornou a aumentar a música, batucando no porta-luvas.

- Eu nem sei se vai ter jantar! A vida é dura, meu caro secretário. Muito dura.  - comentou em voz alta e cortou o pensamento para cantar alto.  Só de pensar naquela situação de novo já lhe dava uma raiva…

Em breve algum efeito o lítio teria em seu corpo, ainda que não fosse tão eficaz em menos de 1 semana, mas por enquanto…

Jongin, Lee Hi, Chaeyoung…  Estava completamente ferrado.

As cenas se repetiam em sua cabeça e a paranoia criava outras, como Chaeyoung batendo nele e o culpando por tudo. No fim, Jong-In passava por santo de alguma forma e ficava com ela. Rosnou baixo e de repente desceu o punho fechado no porta-luvas, o que o fez “acordar”.

- Wooow.  - começou a rir alto. - Tô legal tô legal, foi emoção. - justificou-se, rindo e depois encostando a cabeça no banco, suspirando e fechando os olhos, mantendo o punho bem seguro na outra mão.

Humor: mania / + + + * *

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Kim Sun-Hee em Qui Maio 10, 2018 2:18 pm

Disse de uma vez.

Sem qualquer pausa que pudesse fazê-la desistir da ideia. Apesar de tanto relutar em compartilhar esses aspectos de sua vida com a família e os amigos, Sunny sentiu-se... diferente. Não leve ou aliviada, pois aquela dor ainda era deveras presente, mas o fardo parecia menos sufocante agora que alguém sabia. E um alguém especial. Sua tia, que além de ser uma das criaturas que ela mais amava, também passou por uma situação semelhante. Assim como Sun-Hee angustiou-se durante o relato da titia, a mulher experimentou a mesma agonia. Infelizmente, esse tratava de apenas um dos vários ócios de amar outra pessoa. Você se coloca disposto todo tipo de sacrífico para que o ente querido não sofra.

A bolsista recebia o carinho como se fosse bálsamo sobre uma ferida, porém só provocava uma breve sensação de torpor porque o machucado continuava lá, marcando a pele. E Sunny falou... Falou quase tudo. No entanto, o essencial estava presente nas palavras e estas jorravam copiosamente, enfim. Quando caiu acima dos joelhos, encolhida e afetada, era tarde demais para recuperar algum controle. Precisava daquilo. Precisava desabafar. Expulsar a tormenta, mesmo que por instantes. Fizera isso na presença de Kim, literalmente desabando nos braços do melhor amigo, e agora, acontecia um processo parecido, porém havia uma notória diferença... A titia entendia, de verdade. Um olhar mais maduro sobre uma recordação passada...

De repente, o calor do abraço da tia Yumi voltou a envolvê-la, afastando Sun-Hee do abismo que ela beirava todos os dias, numa espera inconsciente de cair. Permanentemente. Perdeu a conta da quantidade de vezes que o chão lhe amorteceu a queda, colocando-a de novo naquele jogo infernal. Em alguns momentos, só queria ter forças para suportar, já em outros... somente que terminasse logo. Sunny apoiou as mãos nas costas da tia conforme escondia o rosto em seu ombro, molhando a camisa dela devido ao fluxo intenso de lágrimas. Não demorou para que Yumi notasse o tecido da roupa enroscado nos dedos ansiosos da sobrinha. Acontecia uma troca entre as duas... Ao mesmo tempo em que se consolavam, também eram consoladas. Elas mal perceberam os minutos avançarem e, aos poucos, Sunny relaxava naquele porto-seguro. Delicadamente Yumi se afastou para que ambas pudessem se encarar. Sem graça, a menina esfregava os olhos com os punhos, secando o chorinho, embora ainda fungasse.

Nos primeiros dizeres da tia, ela balançou a cabeça, concordando, independente da afirmação dura estalar novos pedaços dentro de sua mente.

No fundo, todos possuem essa consciência.

Como leu em vários livros, o amor é um jogo complexo e dotado de paradoxos. Um milhão de escolhas, e quase nenhuma chance de acerto. Não... Apenas uma. Uma estrada cheia de bifurcações. Algo capaz de te fortalecer e também de trincá-lo ao nível de jamais ser possível reunir os estilhaços. Tantas e tantas metáforas... mas, até hoje, ela não encontrou nada que transforme o amor numa coisa concreta e domável.

É inexplicável... o maior de todos os clichês.

Sunny, calada, acompanhava o discurso da tia.

Paixão é dor, amor... não.

Não tinha maturidade para diferenciar os dois sentimentos. Afinal, era a primeira vez que lidava com essas questões. Com esse descontrole do emocional. Entretanto, agora, não conseguia pensar em nada com mais intensidade e desespero para bagunçá-la assim. Aquilo que sentia por Jung-Mi... Toda a urgência e dor... A vontade de vê-lo, mesmo ciente que machucaria... Paixão parecia tão pouco para descrever...

Mas amor...?

Sunny uniu as mãos diante do coração, pensando sobre a frase. E então, outra lhe veio num pensamento atravessado...

"Dorothy começou a soluçar diante destas notícias, porque se sentia muito sozinha no meio de toda essa gente estranha."

Sozinha...

Estava sozinha?


Ao seu lado, contava com as melhores pessoas do mundo, mas...

E o vazio?

Continuava, desprovido de justificativas.

Só estava ali, bem antes de conhecer Jung-Mi.

Ou Kim, Lee-Hi...

Não entendeu porque pensou nisso logo agora... O Mágico de Oz obviamente não tinha sentido com o assunto, mas talvez...

Combinasse, de certo modo, com a dor que sentia.

Assentiu de maneira suave, realmente considerando a ideia. Suas formas de escape agiam na música e até riscava algumas composições... Frases soltas, trechos avulsos...

- Sim, titia... Eu juro que tentarei.

Mordiscou o lábio e libertou um suspiro arrastado em seguida.

- Obrigada... Obrigada por se abrir e também por me ouvir... E imagino que o amor seja infinito... Sabe como? - finalmente, um tímido sorriso surgiu no canto dos lábios de Sunny... o solzinho enfrentava as pesadas nuvens - Porque amo vocês. Amo tanto... - estendeu a mão, segurando a da mulher num aperto macio a carinhoso - Isso é mais do que o bastante... - "é mais do que mereço..." - Titia... Tenho certeza de que tudo ficará bem. É só uma fase e vai passar... Apenas mais uma etapa, não é? Um dia de cada vez. Ah, tia Yumi... - a abraçou, com mais calma e afeto - Eu te amo muito.

Mas, provavelmente - e de propósito por parte de Sunny - Yumi não notaria a ausência de promessas...

De que tudo, de fato, ficaria bem.

 
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Dong Hee Kyung em Qui Maio 10, 2018 6:47 pm


Stella fazia promessas como se quisesse o compensar por alguma coisa. Dong sabe que não foi culpa dela. Uma pessoa critica, metódica, sabia onde havia errado, por isso a insatisfação.
Queria que os pais o vissem como melhor nisso, visto que em quesito atlético, era uma negação ao extremo.

As palavra da garota fizeram efeito no final, sentiu um calor agradável no peito, ela era uma boa amiga, queria se esforçar (mais do que já se esforça) só para ve-lo bem.

Onde mais encontraria palavras calorosas como essas? Em nenhum lugar, dessa escola.

Voltando a mesa, os amigos se inclinam mesmo na ideia do tabuleiro, mas foi quando Kim fechou os punhos daquele jeito psicopata, e diz a celebre frase... Dong ergueu o rosto e o respondeu de pronto. - Nani? ¹ - Sua voz saiu um pouco alta, mesmo que não tivesse sido direcionado para si, a frase. - War! Conquistarei o Japão e Canada sem duvidas. Disse isso aproveitando o meio sorriso que Stella havia dado..

Hee Kyung se dá conta que a mesa dele deveria ser uma das única a se preocupar ou falar de qualquer coisa que não seja os resultados da lista...

Hayoung parecia mais vaidosa.... Ela estava um pouco diferente, antes meiga e menininha faziam parte do padrão da aparência, mas o que via ali era uma mudança. Não que, se arrumar melhor e maquiar fosse algo ruim ou tão surpreendente...

Olhou a mesa de dela de canto, enquanto mexia no óculos, o empurrando para trás. Seu celular vibrou denunciando uma reação para o que enviara. Diferente de Stella que costuma abrir um vistoso sorriso quando mexia em seu aparelho móvel, o Kyung por sua vez tinha uma feição austera, séria, como se estivesse brigando com alguém.

D.H.K

D.H.K
Triste é uma palavra muito forte. Ligeiramente frustrado encaixa melhor. u.u E sua colocação? Vamos ter aquela conversa sobre? Já estou imaginando os tios.  Rolling Eyes



Enquanto isso, na Escola  MiguéJo

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¹Nani é o que vc diz quando alguém cita aquela frase uhauhauhh
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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Sex Maio 11, 2018 4:58 pm

7 DE JUNHO - WANGJO, REFEITORIO
Bomi estava diante da máquina de sucos e parecia decepcionada com alguma coisa. Seu drama não almejava atrair a atenção de tantas pessoas - como Hee Kyung e Misoo, por exemplo. Queria testar apenas uma.

Pessoa esta que chegou tão rápido quanto o “problema” que surgiu para ela. A garota desfez aquela expressão e tentou conter o bico de sorriso que vinha em seus lábios. Olhou para Won Bin por um instante, mas abaixou o olhar, como se isso também permitisse que as bochechas coradas ficassem imperceptíveis naquele momento. Porém, o instinto de Won podia dizer que havia algo ali.

- Não exatamente… - Ela murmurou a resposta.

Mexeu de levinho no nariz e chegou para o lado quando ele pediu licença. Assim que ele colocasse a mão na saída do produto da máquina, ele sentiria a temperatura gelada da latinha que tinha caído. Caso olhasse para Bomi, a veria com uma das sobrancelhas ligeiramente arqueadas e uma carinha de “ops”, mas estava na hora de Won treinar suas habilidades cênicas.

- Na verdade...Foi a primeira coisa que pensei para poder falar com você. - Ainda falava baixinho, apenas para que ele ouvisse.

Ainda estava meio de costas para a pessoa, de modo que não conseguiriam ver o que ela dizia.

- Você vai na saída de hoje à noite? Acho que vai ser divertido. - Não tinha ouvido totalmente a conversa dele com as duas crianças que tinham como amigos. Só ouviu mesmo Eun Bi dizendo que o amava e que ele prometeu comida. Isso a aborreceu um pouco, mas não queria focar nessa situação.

Quando Won conseguisse recuperar a latinha, ela pegaria e curvaria ligeiramente a cabeça, num típico agradecimento. Com o suco em mãos, voltaria a encará-lo, agora de pé.

- Parabéns por sua nota. Acho que você prestou mais atenção nos resumos do que eu. - Disse brincando. Não estava realmente decepcionada com sua colocação. Pelo menos não parecia.

Os dois não teriam muito tempo para conversarem antes de atraírem a atenção dos amigos. Mas mesmo alguns segundos, parecia precioso e importante demais para ser desperdiçado.

[...]

Eun Bi preferiu não falar mais nada sobre os badboy. Com Taemin tinha sido bem diferente do que Jae Ki. O herdeiro dos Do era seu amigo há muitos anos e eles tinham, inegavelmente, uma boa sinergia para nos palcos. Contudo, não podia dizer o mesmo fora dali. Nas últimas férias - um pouco antes de conhecer Jae Ki - ela chegou a sair com ele, mas não aconteceu absolutamente nada porque simplesmente não tinham a mesma química de quando dançavam.

Muito embora tivesse muita teoria sobre romances, Eun Bi não achou que deveria desperdiçar seu primeiro beijo assim, só pela pressão. Não sentia nada, não forçaria sua natureza. E isso era o oposto do que acontecia com Jae Ki. Só de segurar na mão dele, ou melhor, só de vê-lo por perto, ela já sentia seu coração disparar.

Claro que isso tinha muito a ver com o modo que eles se conhecerem. Mas, mesmo assim, ele a marcou e cativou muito mais do que qualquer outro garoto. Por isso ela não o mandava para o inferno ou simplesmente cortava de sua vida.

Não dava.

Felizmente, o assunto não rendeu mais porque elas tinham outras coisas para focarem - mas a reflexão permanecia, de todo modo. Quando se juntaram com Mia, voltaram a falar do ranking, das colocações e de como aquele título estava fazendo bem para Misoo.

Misoo comentava sobre os irmãos - tinha se livrado do encosto que a sua era. Porém, quando falou da mãe, Mia e Eun Bi se encararam por um instante. Apesar dos pesares, a tenista parecia menos triste. Não era como se as amigas soubessem mesmo o que acontecia na residência Yeun, mas havia algo na aura de Misoo que estava menos...deprimida. Como se ela estivesse adquirindo confiança e, quiçá, auto-estima. Estava até mais bonita ainda.

Mia não achava que o falso namoro estivesse fazendo mal a ela. E Eun Bi já tinha, inclusive, compartilhado seu ponto de vista sobre as reclamações da amiga sobre o namoro. A bailarina achava que ela reclamava de coisas demais - que talvez estivesse muito arisca ou na defensiva demais.

A história de namoro levou ao parque e Mia insinuou que deveriam aproveitar a roda gigante para um instante de romantismo. A tenista, obviamente, transformou aquela imagem numa travessura. Eun Bi estava bastante corada, mas logo deu uma risada com o comentário de Misoo.

- Mas eu não vou meeesmo na mesma cabine que você!! - Disse no meio da risada. - Tá doida?! Não quero passar mal nas alturas.

- A Misoo é mesmo de outro mundo! - Mia também riu.

Ficaram nessa implicância até que a cena de Bomi e Won chamou a atenção. As três nem precisaram esperar muito para que a previsão se concretizasse. Mia segurou Misoo para que não chamasse ninguém, porque era melhor não atrair os olhares dos meninos mesmo. Felizmente, eles estavam mais distantes e não parecia ter nada de errado.

- Oooh...Ele foi rapidinho! - A bailarina comentou assustada. - Agora eu acho que faz mais sentido aquela cara de emburrada dela quando falamos no corredor.

- Esse menino foi o que a salvou, né? Será que aconteceu algo mais? - Mia indagou.

- Não sei. Estávamos até comentando ainda a pouco de que a Bomi mudou bastante e sabemos poucas coisas dela agora.

- Vish…

A conversa de Won e Bomi não demoraria muito. Aparentemente, ele só foi lá para ajudá-la mesmo e ela agradeceu a gentileza dele. Antes que a menina se virasse, Mia puxou as amigas para uma mesa para que pudessem disfarçar e conversar.

- Bom, talvez ela não tenha dito nada ainda porque… - Eun Bi pensou. - Não faço ideia. Acho que não quer contar mesmo.

- Quando tiver alguma coisa, ela deve contar…- Mia disse, mas Eun Bi não estava muito certa disso.

Não era sempre que Misoo e Jung Mi passavam o intervalo juntos. Eles estavam frequentemente na companhia um do outro, mas não sempre. O namoro de mentira demandava um pouco de verdade para com a sociedade do colégio, mas eles pareciam aquele tipo de casal que respeitava a individualidade um do outro.

Por isso, aquele era um bom momento para que Misoo pudesse conversar o que quisesse com suas amigas. Era uma espécie de descanso, onde ela podia baixar a guarda. Ainda que tivesse certa cautela com as pessoas ao redor.

[...]

Beom Su e Eun Na se surpreenderam com a empolgação de Hyemin. Quando ela gostava de uma coisa, ela realmente se dedicava. Talvez não fosse difícil, considerando que a mente dela estava completamente focada em casamentos e vestidos de noivas.

- E você vai pensar nesse detalhe para 4 vestidos?

- Pois é, também achei um pouco pesado. Mas se considerar que nem todos serão selecionados, é uma média para fazer o desfile do ensino médio.

- É, né? - Beom Su se ajeitou. - Eu queria focar em sapatos e bolsas, mas parece que não terei abertura para isso. Talvez faça moda masculina. Trabalhar nessa cor como um ponto de destaque em tons sóbrios.

- E quem você escolheria para desfilar?

- Park Hyun Hee. - Disse imediatamente, mas logo deu uma risada. - Ele não aceitaria, mas é alto e tem postura de modelo.

O sorriso de Eun Na morreu um pouco quando ouviu o nome do herdeiro Park, mas segurou a expressão e disfarçou com outro nome.

- Por que não o Jung Mi?

- Jung Mi tem ombros de nadador, não sei...mas pode ser. Eu nem sei se vou mesmo seguir moda masculina para esse desfile. Os modelos certamente me trariam problemas. - Coçou a nuca. - E você?

- Não faço ideia mesmo. Talvez algum conceito Dama Vermelha, não sei. Estou travada e preciso de inspiração. - Cruzou os braços, fazendo um beicinho. - Mas eu adorei suas ideias, Minah. Já consigo visualizar o que disse. Vai ficar lindo e se a Yerin não desfilar, você também ficará linda com o conceito.

Sorriu, em apoio. Dessa vez, Hayoung não participou muito da conversa. Sem mais disfarçar, ela estava mexendo no celular e parecia bem aborrecida com o que estava lendo. Depois da última mensagem enviada, ela olhou na direção da mesa do primo e mexeu o nariz, como se fosse um bichinho furioso mexendo a fuça.

Beom Su olhou na mesma direção e fez uma careta de quem não estava entendendo o que se passava ali. Nana também deu de ombros.

[...]

A resposta de Hee Kyung à célebre frase de Kim, resultou em boas risadas por parte do menino. Quem entendeu a referência, também riu e parecia mais do que confirmava que uma verdadeira guerra de todos contra todos seria travada na residência de Ha Neul.

Os meninos não eram os únicos a não falarem de ranking. Na verdade, os resultados ficaram um pouco aquém do que os alunos esperavam. De modo geral, apenas o primeiro ano teve um bom desempenho - mesmo o 21º colocado não tinha tirado uma nota ruim, a disputa é que foi acirrada e decidida nos décimos, em alguns casos. Já o 2º ano tinha um verdadeiro abismo entre os 10 primeiros e os 20 ultimos colocados. Foi a turma com o pior desempenho. O 3º ano conseguiu manter a média, mas os melhores não superaram as notas dos outros anos, o que era um pouco frustrante para os veteranos.

Talvez por conta dessa insatisfação geral é que algumas pessoas não estivessem mesmo muito afim de falar sobre nota. Ha Neul estava mais do que satisfeito, mas ele não queria aborrecer seus amigos, por isso já discutiam os pormenores da jogatina de sexta.

Enquanto falavam, Hee Kyung focou no rosto da prima no kakao. Ela estava diferente mesmo, não apenas no comportamento, mas na imagem. Para o bem ou para o mal, foi um grande salto de mudança em apenas dois meses.

Aquela conversa que tiveram - e que parecia ter sido em outra vida - tinha afastado os dois. Estava meio que claro os lados que eles tinham tomado, embora o lado dela estivesse pior, agora.

Quando recebeu a resposta da prima, ele foi igualmente afrontoso. Estava bem sério e isso atraiu a atenção de Stella. A canadense não comentou nada, mas com um discreto olhar, viu com o nome de Hayoung. Desviou o olhar e tentou não se afetar com isso. Hayoung o encarou, de sua própria mesa.

Dava para ver que ficou bem irritada com o que ele disse e logo emendou.


HAYOUNG

Hayoung
Por que eu deveria ter qualquer tipo de conversa sobre minha colocação com você, Hee Kyung? Todos nós sabemos quem é o neto favoritinho do araboji. Ele com certeza vai se perguntar porque o querido ficou em 7º, mas pouco vai se importar com a minha nota. Pense na desculpa que vai dar. Afinal, sabemos que você teve distrações de sangue impuro, né?
Hayoung
O que será que o vovô vai achar disso? =) Vai ficar muito feliz, com certeza. Quanto aos meus pais, não se preocupe. Não é nada que eu não esteja acostumada ^^


Apesar dos sorrisinhos e carinhas fofas, o tom dela naquela conversa era bem irritado. Sua expressão também dizia isso. Não havia nem ao menos a sombra de um sorriso.

7 DE JUNHO - WANGJO, PREDIO DO ENSINO MEDIO


- “Só queria ver o que era” - Yerin fez uma voz bem forçada, como se imitasse o tom de Jae Ki. Era um verdadeiro deboche, mas ela estava muito irritada por ter sua privacidade invadida daquele jeito. - Você estava se metendo sim! Abusado!

Guardou o caderno em seu blazer e cruzou os braços. Estava com as bochechas coradas por conta do constrangimento. Aquilo era muito, muito pessoal. Podia ser apenas um desenho bonito - no caso, vários desenhos que formavam um mural na página dupla do caderno. Mas para ela, tinha significado e coisas que ela não queria compartilhar com ninguém.

Apenas Hyemin sabia que ela tinha esse tipo de dom. Quando pequenas, elas desenhavam juntas. Yerin construía o cenário, os detalhes e Hyemin criava as pessoas e as roupinhas. Ou Yerin simplesmente inseria o croqui de Hyemin num cenário condizente com a roupa. Era uma terapia que as duas compartilhavam quando mais novas e passavam as tardes juntas na residência Seo.

Por conta dos horários atribulados, isso se tornou cada vez mais raro. Até porque, quando tinham tempo, elas tentavam focar em reuniões do grupo para que todos ficassem bem.

Yerin sentia falta da exclusividade.

Respirou fundo e o encarou com desprezo.

- Eu sei que estava, mas sua opinião não me importa! Seu pixador! - Sabia muito bem que o estilo de Jae Ki era Grafite e isso era uma arte. Porém, ela estava irritada e queria ofendê-lo. - Aposto que um dia será preso danificando patrimônios…

Ainda completou de forma bem atrevida. Cerrou os olhos com a história de polícia.

- Só chamaria a polícia se você tentasse agredir Seo Hyemin de novo, mas talvez deva ampliar para o crime artístico que você comete.

Fez um bico e não o impediu de ir embora. Não baixaria a guarda de novo e acompanharia os passos de Jae Ki para fora. Aquele garoto e o outro do 2º ano á formavam uma quadrilha mesmo sendo apenas dois. Virou a cara, quase que decepcionada consigo mesma por perder a compostura com esse tipo de gente.

Já Jae Ki recebia uma mensagem enquanto se afastava. Ainda não era Sunny e sim Hyun Hee, fazendo um pedido que podia ser perigoso - afinal, ninguém além da Srta Yang sabia que Hyun pediria a um colega de turma para guardar seu material. E o garoto ainda ia quando não tinha ninguém, talvez não fosse uma boa ideia perambular com a mochila dele por aí, mas Jae Ki daria seu jeito.

7 DE JUNHO - WANGJO, SAÍDA


O intervalo logo chegaria ao fim. O primeiro aviso foi dado e os alunos precisavam voltar para suas respectivas aulas. Agora que o fim de aula estava mais próximo, os professores precisavam domar a ansiedade deles. Pelo menos, as aulas de sexta não era ruins - com exceção de matemática que ainda tinha um tempo.

Um pouco mais distraídos, as aulas passariam rápido. O próximo sinal seria com o fim da aula mesmo. Teria almoço, como sempre, mas sendo uma sexta-feira sem clubes, a maioria dos alunos optava por ir embora.

Principalmente quando tinham tanto a fazer e programar…

[Quem quiser ir embora, pode ir. Quem quiser mais uma rodada de interação, pode ser.]
(C) Ross


SUN HEE - RESIDÊNCIA KIM
Depois de um duplo desabafo, sobrinha e tia declaravam seu amor. Yumi realmente amava aquela menina e confiava a ponto de compartilhar algo tão íntimo, de tantos anos atrás.

Apesar de não gostar de ver sua Sun Hee chorando daquele jeito, achava que era bom que colocasse para fora. Esse era, inclusive, o principal problema dela: a dificuldade de externalizar seus sentimentos. Tia Yumi não disse, mas esses rompantes também faziam bem para aliviar o peito dolorido. Claro, desde que isso não tomasse conta de tudo.

- Eu também te amo, Sunny….Te amo muito, tanto, tanto que nem cabe no peito. - Deu mais uma série de beijos nela.

Naquele momento, a tia realmente não notou a presença de promessas de que tudo ficaria bem. Mas sabia que a mensagem tinha sido transmitida. Após tanto choro, Yumi indicou o banho. Apagou o forno que já tinha o bolo pronto, à essa altura e guiou a sobrinha até o banheiro. Como imaginava, um café da manhã reforçado tinha sido uma boa ajuda para revitalizá-la.

Tanto que não precisou dar o banho nela - ficou até ter certeza de que ela conseguia controlar o peso do próprio corpo.

Além da comida, o banho também deu aquele gás necessário para tirá-la daquele estado. Claro que ela ainda ficaria em casa, por estar impedida de ir ao trabalho, mas…Já era alguma coisa. A tia deixou em cima da pia uma muda de roupa de casa para ela. Enquanto ela se vestia, Yumi terminava de confeitar o bolo e lavava a louça.

Quando Sunny voltasse para a sala, veria que o celular tinha aquela típica luz de mensagem. Além das respostas de Kim e Stella, também havia uma mensagem de Jae Ki - no meio da confusão, ela não foi lida, mas ele mandou mais ou menos na mesma hora que os outros amigos.

Jaeki

Jaeki
Sun-Hee, você tá bem? Tá doente? Alguém te fez mal? Sabe que pode contar comigo.
Jaeki
No almoço, vou te mandar fotos dos trabalhos de hoje.


Kim também respondeu, no meio da aula, como o péssimo aluno que seu ranking indicava que ele era.

JOO HYUK

JOO HYUK
Sei...Tô de olho nesse “ligeiro mal estar”. ㅉㅉ (tsc tsc). Já disse que é impossível sobreviver só comendo doces!!!
Você ficou em 9º, na turma e 17º no geral. Foi um ranking disputado. Eu também fui muito bem, depois você vê ;D
JOO HYUK
Agora...Alguma coisa aconteceu com a Ha Yi. Não quero levar preocupação, mas já estou. Ela ficou em último, Sunny. E não só na turma dela, no geral também ._. O que aconteceu com ela, hein?


E não foi a única mensagem. Stella também deu um jeito de dizer.

EUN SEOK

EUN SEOK
Aaai, amiga ç_ç Tadinha!! Deve ter sido de tanto estudar, né?? Poxa, melhoras!!Claro que te empresto minhas anotações.
EUN SEOK
Ahh… .-. Estava falando com o Joo Hyuk-shi e os meninos e, será que podemos fazer uma visita hoje? Só se você estiver bem, claro. Somos muitos porque Ha Neul-shi, Ui-Jin-shi e acho que Min Ho-shi também vão. Se for problema, deixa, mas se puder, acho que seria legal. Estamos preocupados e esperamos que você se recupere logo!!


A tia esticou um pouco o pescoço para ver o que Sunny estava fazendo, mas a mesa do bolo já estava pronta. Uma deliciosa e molhada peça de chocolate esperava por Sunny, todo confeitado com a habilidade de uma cozinheira como Yumi.

(C) Ross


7 DE JUNHO - HYUN HEE
O humor Mania de Hyun era um verdadeiro teste de paciência para o Secretário Lee. No início, era impossível se controlar, mas agora Han Jae já tinha as armas o suficiente para conseguir rebater - não era o mais indicado, mas o garoto parecia curtir um desafio. Ele piorava se saísse por cima.

- Sim, aquele manual que você trouxe dos Estados Unidos…- Disse dando um sorrisinho cretino.

Por segurança, já trancou as portas do carro para que Hyun não escapasse daquela pequena, porém necessária, prisão.  Ouviu o comentário sobre a água e achou graça. Não duvidava da capacidade do garoto para fazer merdas. Ainda mais com aqueles amigos deles.

- Você não quer se drogar? - Precisou replicar e o encarou. - Não é o que o histórico médico diz. Devo lembrá-lo de uma certa overdose?

Cutucou a ferida, mas não parecia nem minimamente arrependido. O humor dele só mudou quando ouviu aquela história de querer matá-lo e ser espião do tio dele. Nesse instante, o Secretário mexeu um pouco na gravata e, de repente, puxou Hyun Hee pela dele. Era quase uma repetição da cena do refeitório, mas dessa vez, o garoto estava no lugar de Jong In. Os olhos de Han Jae não estavam brincando.

- Você pode brincar com o que quiser, Park Hyun Hee. - Disse o nome dele com bastante cuidado. - Mas jamais repita isso de novo. Nunca duvide de minha fidelidade e honra, ainda mais se for para me colocar do lado do seu tio. Isso...Não é brincadeira. Tenha cuidado com isso, garoto.

Largou e colocou as duas mãos no volante porque precisava se controlar. Podia acabar batendo no garoto, se ele repetisse algo do tipo. Não achou que a história de tomar vinte comprimidos fosse verdade. Pelo menos não hoje. Havia uma coisa que o motivava mais do que qualquer rompante de suicídio: Chaeyoung. E foi ela quem Han Jae usou para motivá-lo a tomar direitinho.

- Eu não gosto de psiquiatras. - Decretou. - Não posso opinar sobre esse, mas uma coisa posso dizer. O médico americano trabalhava para o seu tio. O diagnóstico é diferente dessa vez - Olhou para o garoto. - Esse remédio não vai deixá-lo mal. Vai abrir sua mente ou sei lá o que essas coisas fazem.

Disse meio bronco. Gostava de fingir ignorância, às vezes, isso era uma boa forma de colher informações. Logo os dois estavam dirigindo para um dos locais de treino - num spa, naquele dia. Han Jae tinha reservado a sala enquanto esperava pelo menino.

Levou um “susto” com o soco de Hyun deu e só acelerou o carro. Quanto antes chegassem lá, melhor.

O Banyan Tree Club & Spa ficava no distrito de Jung Gu, localizado ao norte do Rio Han. Era um distrito muito conhecido pelos herdeiros, pois era o coração de Seul e muitos eventos ocorriam ali - dentre eles, a ópera do mês de Abril.


O Hotel tinha dois andares inteiros de academia, bem como uma piscina indoor e uma área de escalada. O foco deles, contudo, era a sala de treinos para artes marciais. O Banyan era um empreendimento da família Han com os Wang.
(C) Ross
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