Elysium Fields

O Elysium Fields foi fundado em Fevereiro de 2018, com o intuito de ser um jogo entre amigos, mas cresceu para se tornar não um único jogo RPG, mas vários. Desta forma, pode encontrar um jogo para jogar, ou narrar o seu próprio jogo, com as suas regras. A maioria dos nossos jogos são guiados por um narrador, que começa a história, desenvolve, e dá um fim à mesma. Os jogadores são os seus personagens principais.
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A skin foi totalmente criada pela Ross (Ji Yeon), para uso exclusivo no Elysium Fields. A designer agradece à Persephone (Hae Shin) e à Luxi (Joo Ri) pela paciência para a aturar, a Flerex pelos códigos de cores e campos de perfil que tornaram tudo mais fácil e a FontAwesome pelos ícones. Os gráficos para imagens foram obtidas do Google e editadas pela Ross. As tramas são criações originais e de responsabilidade de seus respectivos narradores. O blog Dorama Resenhas é nosso parceiro-irmão e todo seu conteúdo é feito por suas escritoras através de uma pesquisa séria de fontes confiáveis, além da exposição de opiniões próprias. Plágio é crime. Não copie dos nossos conteúdos originais. Se for tomar inspiração, por favor mencione.
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Capítulo 5

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Relembrando a primeira mensagem :

CAPÍTULO 5
O clima no escritório não era dos melhores. Havia um incômodo silêncio pairando pelo ar enquanto o chá, outrora ofegante, apenas fazia enfeite naquele belíssimo molde de porcelana. Os longos dedos masculinos mexiam as folhas impressas há pouco tempo. Na mesa de madeira nobre, havia uma quantidade grande de pastas e mais pastas com o símbolo do WangJo. Pastas de todas as matérias e clubes, com os balanços do último bimestre. Não eram apenas notas, mas também relatórios sobre rendimento dos alunos - presença, comportamento em sala, vezes que foram colocados para fora, entrega de trabalhos, dedicação, participação.

Ao todo, o colégio tinha 280 alunos. A grande maioria estava no prédio do ensino fundamental, com 130 alunos, onde havia mais séries e mais turmas também. Em seguida vinha o ensino médio com 80 e apenas uma turma para cada ano; e o especializado com 70. Era um número pequeno de estudantes, considerando o tamanho do lugar. Porém, quando se pensava que ali estudavam os herdeiros da Elite da Coréia do Sul, o número ganhava uma nova conotação.

Mesmo assim, aquele volume possibilitava um cuidado maior com as estatísticas e relatórios por parte dos professores.

Relatórios que agora Tae Song revisava após a maratona de Conselhos de Classe.

O Corpo Docente estava se reunindo desde terça feira para discutir o bimestre dos três prédios. As provas ocorreram na semana passada e na segunda feira, as notas tinham surgido, mas não foram reveladas aos alunos. Eles precisavam passar pela angustiante espera pelo ranking das salas e do prédio.

Pela cara que Tae Song fazia, os resultados tinham sido bem preocupantes.

Diante dele, Ji Sung, também conhecida como Srta. Yang, diretora assistente; e Sunwoo Eun Sook, a Pedagoga, esperavam pelo parecer do diretor. As duas foram requisitadas para que ficassem mais do que o horário. A última reunião do Conselho de Classe tinha sido com os alunos do ensino médio.

Se antes ele já estava preocupado com os alunos do ensino fundamental, esta última reunião o deixou ainda mais aflito.

Capítulo 5 - Página 3 N3EAujq

- O que eu não estou enxergando? - Perguntou, de repente, olhando para aquela quantidade de folhas com nomes e notas.

- Perdão? - A pedagoga o encarou com certo receio.

Tae Song abaixou a papelada e encarou as duas mulheres diante de si. Ambas eram bastante polidas e sempre carregavam aquela expressão que misturava serenidade, justiça e firmeza. Talvez Yang tivesse uma cara ainda mais fechada que Sunwoo, pois ela tinha naturalmente um olhar mais doce. Ainda assim, eram mulheres firmes e de extrema confiança de Tae Song.

- Alguma coisa não está chegando até o nosso conhecimento para justificar certos dados.

- Com o perdão da palavra e da postura, Sr. Wang, a verdade é que isso era o esperado.  - Yang disse de modo firme.

Sunwoo arregalou um pouco os olhos e Tae Song ajeitou-se em sua cadeira.

- Disserte.

- Sua agenda de compromissos esteve cheia demais para dar a atenção necessária a esses alunos. Não quero soar arrogante, tampouco agressiva, senhor, mas essa novidade que o senhor trouxe para o colégio precisava de maior atenção. Precisava de maior planejamento. Passar numa prova, por mais difícil que ela seja, não significa que o resto do caminho será fácil.

Capítulo 5 - Página 3 4pWaZZ6

Tae Song passava a mão no queixo enquanto ouvia a mulher.

- Estive convivendo mais tempo com esses alunos do que o senhor e os observei. Os alunos novos, no caso, os bolsistas têm uma realidade completamente diferente de nossos herdeiros. A maioria trabalha depois do colégio. Com uma carga horária puxada como a nossa, somente sendo um gênio ou não dormindo, os resultados seriam melhores. Mesmo assim, ainda vejo com otimismo certas pontuações. Quer dizer que apesar de tudo, eles ainda conseguiram posições melhores do que muitos outros.

Um instante de silêncio.

- Eu entendo o que quer dizer. - Sunwoo disse. - Mas não podemos diminuir o grau de dificuldade do colégio, tampouco toda nossa ementa…

- Não, não podemos. - Yang concordou. - Mas isso o que eu disse, não é tudo.

- Claro que não é…- Tae Song disse. - Não são apenas os bolsistas que estão me preocupando. Esse número de faltas dessa aluna...E a queda desta outra...Fora esses outros balanços. O que está acontecendo?

- Com os meninos fica realmente mais nítido porque o número de advertências subiu  200%, principalmente entre os meninos do 2º ano. Tem um grupo que persegue um dos bolsistas mais...ahm...Não sei encontrar a palavra. - Yang cerrou os olhos. - De todo modo, os meninos deixam seus problemas mais evidentes. Já as meninas…

- Sim. Vejo muitos problemas silenciosos e pouca solução.

- Vejo soluções que só precisam de um pequeno incentivo. - Yang continuou e procurou por uma das pastas. - Aqui. Achei interessante o que a Srta. Chu Eun Young de informática nos trouxe. Como sabem, todo ano os alunos de informática têm um projeto de melhoria. Dessa vez um dos alunos trouxe algo...que vem a calhar com coisas que estão acontecendo.

- Eu ouvi, também achei interessante. - Tae Song meneou positivamente. - É uma das soluções que estou pensando também. Mas antes disso, acho que seria interessante conversar com o grupo que criou isso. Algo discreto… - Olhou para Yang. - Para semana que vem, durante o horário do clube de informática.

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- Certo. Enviarei o e-mail para eles amanhã.

- Do que estão falando? A ideia anti-bullying? - Sunwoo indagou. - Vocês acham que as meninas estão praticando isso?

- É uma certeza que não tem provas ainda. - Yang disse. - Mas essa queda de rendimento não é mera coincidência…

- Também preciso mudar os pontos cegos das câmeras de segurança. Srta Yang, acha que consegue agendar a visita dos técnicas para este fim de semana ou o próximo?

- Acredito que não haverá problemas, Senhor.

- Faça isso, então, por favor. - Já eram duas pequenas possibilidades de soluções.

- Isso será bom para o ensino fundamental também. Tem sido surpreendente o número de situações que andam chegando até minhas mãos. - Sunwoo era pedagoga e diretora assistente do ensino fundamental. - E com isto, digo que precisamos de outra decisão…

- Por favor, nos dê sua opinião. - Tae Song disse.

- Sei que tivemos problemas com os dois últimos profissionais que passaram por aqui. Mas diante de tantas certezas e incertezas sobre nossos alunos, este colégio precisa de um novo psicólogo.

Tae Song fechou os olhos por um instante, retirando os óculos de leitura e massageando a têmpora.

- Sei que não concorda com o método de alguns, mas essas crianças precisam, Diretor. Todas elas. Os bolsistas podem ter problemas com a nova realidade que eles estão lidando, mas não é fácil ser um herdeiro. Eles também sofrem muita pressão e se a família é contra uma terapia, pelo menos aqui no colégio, eles teriam ajuda. Porque quem pratica bullying também precisa de acompanhamento.

- Eu concordo completamente. - Yang cruzou os braços. - Também poderia nos ajudar a compreender o que aconteceu com alguns nomes. Dessa vez seremos mais cautelosos com o profissional, diretor.

- De, de… - Suspirou. - Eu sei. Comunicarei à empresa para que comece a anunciar vagas…

Sunwoo ficou aliviada por Tae Song ser tão receptivo com a ideia. Até mesmo Yang deu um pequeno sorriso no canto dos lábios, satisfeita com a decisão dele.

- Tenho certeza que essas pequenas mudanças trarão resultados positivos para o próximo bimestre.

- Que assim seja. Torço pelos meus alunos…

- Certamente que sim.

Tae Song deu um pequeno sorriso e voltou o olhar na direção das pastas. As fotos 3x4 de Oh Yerin, Go Eun Na, Bing Min Ho, Seok Ryu Ji e Dang Beom Su se destacavam por serem as fichas que ele vinha analisando.

Não era apenas uma questão de bolsistas.


DOIS MESES DEPOIS






Dois meses se passaram desde que os portões foram abertos para mais um novo ano letivo. Aqueles dias de Abril pareciam uma memória antiga, como se tivessem acontecido muitos anos atrás. Isso porque em dois meses, a vida daqueles sete jovens tinha recebido uma grande carga de mudanças - todo tipo de mudança.

Namoros falsos que muito pareciam verdadeiros.

Términos de não-namoros que tinha tudo para ser namoro.

Planos do futuro que pareciam cada vez mais distante.

Escolhas difíceis entre familiares e amigo.

A impossibilidade de ajudar amigos com a alma quebrada.

Uma mente que ainda muito oscilava e levava a consequências jamais pensadas antes.

A paz que fora roubada e a ausência de sono para relaxar a mente.

Cada um teve sua quota de problemas para resolver. E, obviamente, não foram coisas que aqueles sete jovens conseguiram colocar um ponto final em dois meses. Até porque o colégio ainda cobrava muito deles. Havia muito o que estudar, muito o que ler, clubes com várias exigências, muitos trabalhos - sem contar o emprego que outros três ali tinham.

Como se não bastasse isso, ainda havia toda uma preocupação fora de colégio. Ao mesmo tempo em que Maio parecia não ter fim, ele correu rápido demais. De repente eles estavam diante da semana de provas e tinham que passar por uma maratona de uma semana. Os clubes fizeram falta, de certo modo - ficariam duas semanas sem as atividades por conta das provas e dos conselhos de classe.

Se não havia clube, em compensação, havia a biblioteca. O lugar ficou lotado durante aquele período e, curiosamente, extremamente silencioso. Aqueles que quisessem estudar em grupo, tinham que pedir chave para um dos “cubos” que preservava a acústica para que as vozes não vazassem dali e atrapalhasse os outros. Até seis alunos eram permitido para cada cubo.

Todo esforço era válido e necessário naquele momento.





Para Hee Kyung, o tempo passado trouxe muito o que pensar. Agora que ele desenvolvia seu lado sociável com mais vigor, ele estava expandindo suas amizades. Além de Joo Hyuk e Sun Hee, o menino também podia dizer que tinha feito amizade com Lee Ha Yi, Wang Hye Won e Park Chaeyoung. As três “noonas” do segundo ano eram amigas de Sun Hee e Stella e a aproximação foi natural.

Contudo, Hee Kyung não pararia por aí - para a imensa infelicidade de Min Ho e nervosismo de Ui Jin, visto que muitas garotas se aproximavam deles. Ha Neul tinha conseguido convencer Sona a se aproximar do grupo. Logo Hee Kyung perceberia que a menina andava sozinha por pura opção, porque era uma garota que sabia conversar muito bem quando queria, além de ser uma excelente observadora.

No Clube de Xadrez, Dong também conheceu Ah Sejeong, uma das meninas novas e bolsistas. Sejeong não era pobre, mas vinha de uma família que sempre teve que batalhar muito para ter as coisas. Por isso ela era competitiva, mandona e esquentadinha. Tinha passado em 2º lugar na prova, ficando atrás de Song Jae Ki, mas vinha encontrando dificuldades no ritmo de WangJo. Era era amiga de Hyo Shin e Nayeon. Nayeon era a menina que Min Ho havia citado como a mais invisivel de todas e ela era, de fato, um bichinho do mato.

Excelente pianista - a melhor daquele colégio e com bolsa garantida para estudar fora - a menina não sabia se socializar muito bem. Já Hyo Shin era mais um nerd quietinho. Só que diferente de Hee Kyung e seus amigos, ele era um herdeiro nível 3, por isso nunca se misturou muito. Ele mesmo acabou acreditando naquele distanciamento entre níveis.

Outra pessoa que se mostrou um amigo divertido e leal foi Kang Woo Jin. O bolsista era uma pessoa muito bacana, porém, com sua própria dose de misterios. Nas últimas semanas ele andava um pouco disperso e mais cansado do que o normal. Quando Dong deu o computador para ele, Kang não soube onde enfiar a cara. De inicio, recusou e disse que não queria a amizade de Hee Kyung só pelo computador. Isso apenas alimentou a vontade do herdeiro de ajudá-lo e, depois de conhecer o irmão mais novo dele, o computador simplesmente parou na casa dele.

Kang ficou um pouco bravo, por vergonha, mas a verdade é que está muito feliz com o presente - que usou para ajudar nas pesquisas para seu amigo Won Bin. E agora Dong tem um amigo fiel para todo o sempre.

Assim como Kang, Won Bin também foi outro bolsista que se tornou “amigo” de Dong. O garoto era bastante tímido e eles ainda não tinham conseguido conversar - não tinham nenhum horário em comum e a vida de Won estava uma bagunça. Porém, havia certa simpatia e empatia entre os dois. Won tinha a mesma aura de good guy que Hee Kyung.

Já Jae Ki era mais arisco. Não dava para dizer que eram amigos, tampouco inimigos. Jae só era ciumento demais com seu território, mas não amolava mais tanto seus amigos.

Mesmo diante de tanta melhora no social, Hee Kyung ainda teve tempo para seus amigos antigos. Os encontros de domingo se mantinham - fosse para estudar ou jogar. Contudo, Min Ho começou a ir menos. Num primeiro momento, podiam achar que era por conta do ódio dele às pessoas, mas não era isso. Ele geralmente dizia que não podia ir porque não foi permitido. Como ele era uma pessoa bem literal, isso queria dizer que os pais não estavam deixando mesmo.

A questão era: por que?

Ele não respondia durante as aulas, sempre mudando de assunto.

Outro relacionamento que foi um pouco mais aprofundado era Stella. A Srta Jun continuava ensinando inglês aos sábados, mas havia algo mais também. Os dois pareciam mais próximos e estavam jogando juntos também. Acabava que tinham assunto para tudo: fosse filme, jogo, lançamentos, livros, escola, amigos em comum. Ele sentiria que poderia passar horas e horas falando com ela que ainda teriam assunto.

O que isso significava, contudo, ainda era um pequeno mistério para o brilhante garoto. Afinal, sentimentos não eram exatos como uma fórmula. Eram muito mais complexos.

Até porque seus sentimentos também envolviam a prima. Hayoung estava se distanciando mais. Talvez tenha sido a única pessoa que tenha se afastado dele. Cada vez mais envolvida com o grupo de Yerin - chegando até a viajar para o exterior um pouco antes das provas - a menina não concordava com as novas amizades do primo. Assim como ele não parecia aprovar a delas.

Isso influenciava um pouco na forma como eles agiam nos encontros familiares. Os tios não estavam provocando Dong como costumavam. Eles pareciam mais...quietos. E Hayoung falava pouco com ele. Algo definitivamente estava fora do tom. Pelo menos ele tinha os pais e o avô. O avô também estava ensinando o neto a jogar Go e parecia muito empolgado com os clubes dele, principalmente xadrez.

O foco de Dong, contudo, era Informática. Ainda mais agora com o projeto que seria levado ao diretor durante o Conselho de Classe. De certo modo, ele achava que o projeto era uma das últimas alternativas para mudar sua prima e ter a paz que ele tanto buscava.

As últimas duas semanas tinham sido uma insanidade. Ele ficou estudando em todos os momentos livres e sentia que parte do cérebro foi deixado na prova. Agora só restava esperar pelo resultado de seus esforços...





Quem olhasse para Hyemin podia jurar que ela tinha a vida perfeita. Suas postagens nas redes sociais sempre indicavam que ela estava nos melhores restaurantes ou fazendo as compras mais extravagantes ou ainda tendo os melhores momentos que uma adolescente poderia querer.

Invejável, alguns diriam.

A realidade, contudo, era bem diferente do que aparecia.

Houve muita coisa boa naquele período. A viagem para NY foi o ponto alto. Mesmo sendo um pouco perto do período de provas, Hyemin e seus amigos Beom Su, Yerin e Hayoung se divertiram como nunca. Ficaram quatro dias lá - de sexta a segunda - e cada instante valeu a pena. Foi um pouco corrido, mas ela podia voltar lá no final de semana seguinte, se quisesse.

Fato era que o show da Selena Gomez foi a coisa mais incrível que ela já tinha visto na vida. Até mesmo Yerin se divertiu no show. O grupo participou de um meet & greet especial com a cantora que foi muito receptiva e amorosa com a fã chorona. Passou mensagens de amor e que ela acreditasse sempre em seus sonhos.

Além disso, eles também fizeram muitas compras...a ponto de Hyemin se perder. Foi o único momento tenso da viagem, mas Hayoung foi o anjo que a encontrou. O grupo não comentou nada sobre o ocorrido, mas era óbvio que guardaram o que tinha acontecido.

Yerin estava começando a ficar um pouco mais sensível com essas coisas. Não era a primeira fraqueza/segredo de amiga que ela estava cuidando…

Quando Hyemin voltou para a Coreia, no entanto, teve que lidar com a realidade. Os sonhos ficaram em NY porque algumas coisas transformaram Maio num mês nebuloso. Seu pai tentou cumprir a promessa de ficarem juntos aos domingos, mas era justamente o único dia que ela via o pai. Havia muito trabalho para ele administrar e tinha dia que nem em casa dormia. Porém, aos domingos, ele passava cerca de doze horas - contadas - com a filha.

A tia também não estava dócil. Infeliz com o casamento, ela tinha se distanciado um pouco da casa Seo. Ficou vários dias em SPA ou viajando. Não vinha dando toda atenção e amor para a querida sobrinha. Mas Hyemin era uma menina dócil que conseguia compreender…

Não é?

Bom, pelo menos ela tinha as amigas. No caso, amigos porque Beom Su entrou de vez para o grupo. Eles se reuniam na casa de Hyemin e faziam sessão de cinema, festa do pijama e várias atividades do gênero. Nana foi algumas vezes, mas não todas.

A amiga tinha mudado muito. Deixou de usar aquelas roupas super femininas, preferindo tons escuros e roupas largas. Isso começava a esconder a perda de peso que ela vinha tendo. Entre outras coisas. Ao longo daquele período, as meninas tiveram que lidar com um surto dela.

Numa das festas de pijama enquanto viam um especial da MNET, o cantor Taemin fez um mashup de suas músicas logo depois de um comeback. Dentre as músicas, uma delas foi Move. Até chegar nessa musica, o grupo dançou, se divertiu, mas assim que Nana ouviu MOVE, ela travou. Ninguém entendeu nada ou porquê dela se tremer tanto, mas ela começou a se bater, chegando até mesmo a quebrar um dos vasos da casa de Hyemin.

Yerin se trancou no banheiro com ela, mas os gritos ecoaram pela casa e na mente de Hyemin por um bom tempo.

Felizmente, Yewon não tinha ido a essa festa de pijama e foi mais um segredo que Beom Su, Hayoung, Hyemin e Yerin compartilharam.

Toda essa situação não foi o suficiente para travar a impiedade de Yerin no colégio. Como era uma garota de palavra, segunda-feira realmente virou o dia de perseguir Sunny e/ou suas amigas. Elas aprontavam muito, vários tipos de travessuras e pequenas humilhações que Sunny, Stella e Lee Hi recebiam caladas. Fosse por orgulho ou medo, o que acontecia ali, ficava ali. A última travessura, inclusive, foi “sequestrar” as apostilas de Sunny sem que ela visse. No mesmo dia, as apostilas foram devolvidas, mas faltavam várias anotações importantes. Isso acabou prejudicando o rendimento dela nas provas.

Outro problema da escola era Kim. Depois daquela desastrosa conversa/briga que tiveram, ele não a procurou mais para tirar satisfações de nada. Havia aquele abismo entre os dois, mas até mesmo ele admitia que era muito difícil ignorá-la sempre. Vez ou outra se esbarravam de modo constrangedor - virando uma esquina, entrando na sala, enfim - mas eles não se falavam mais.

Pelo menos havia uma amizade antiga que estava mantida. Por mais irritado que Jung Mi tenha ficado com toda aquela situação criada pelo imaginario de Hyemin, ele não a tratou diferente - só porque conseguiu contornar a situação também. Continuava sendo amigo dela, mesmo que não concordasse com as práticas dela e suas amigas.

O namoro dele com Misoo também aproximou um pouco as duas. Por respeito à Yewon, elas não podiam dizer que eram amigas, mas elas se davam bem no clube de moda e tênis. Outra pessoa que também se mostrou um amorzinho foi Bomi. Sociável e amorzinho, ela sempre foi, mas agora ela parecia menos grudada em Misoo e mais dada a outros grupos.

Algo tinha acontecido…

Os clubes estavam maravilhosos, mas Culinária certamente era, de longe, o mais legal. A professora de Moda era um pouco irritante, às vezes. Extremamente esnobe e crítica, somente Sunyoung parecia fazer as coisas certas. Mas em Culinária, Hyemin era a estrelinha da turma, empatada com a capitã - as duas se complementavam e não brigavam entre si. O que era ótimo, porque de conflitos, já bastava os que ela já tinha que aturar.

Para as provas, Hyemin tinha estudado com seu grupinho. O rendimento não foi tão proveitoso assim porque eles se distraíam demais - até mesmo Yerin que andava um pouco mais avoada e cansada do que o normal. Hyemin podia ser boba, mas conhecia bem a amiga. Sabia que ela estava passando por problemas, mas ela se recusava a dizer o que era.

Yerin era, antes de tudo, a coluna daquele grupo. Se quebrasse ou demonstrasse fraqueza, todos desmoronariam.

No fim de semana após a prova, Hyemin almoçou com seu pai, os Han e os Wang. Miwoo esteve presente e, para sua completa surpresa, eles trocaram telefone!!! No próprio domingo, ele mandou uma mensagem combinando de jantarem na próxima sexta-feira.

Quem que se importa com o resultado das provas quando tem um encontro para programar? Por que era isso, né? Um encontro!!!

Beom Su se animou todo em ajudá-la. Hayoung também estava hypada. Yerin e Nana, contudo, estavam um pouco mais sérias. Nana cortou qualquer chance dela vestir vermelho ou decote. Implorou para que fosse o mais vestida possível e que não tentasse seguir seus últimos conselhos. Já Yerin tinha ranço mesmo e não se manifestava, apesar de querer a felicidade dela.

Agora apenas algumas horas a separavam de seu conto de fadas…





Assim como a “bipolaridade” que domava seu inconsciente, os meses também foram meio bosta e meio legais. Logo em meados de Abril, Hyun Hee foi surpreendido pelo “castigo” do Secretário Lee. Depois de conversar com o avô, Lee foi autorizado a treinar Hyun. O garoto que já foi faixa preta em TKD e estava há dois anos sem treinar nada, foi colocado à prova para revisitar seu passado.

Foi difícil e ele odiou, mas quando passou a ser mais honesto consigo mesmo, ele encontrou certo prazer nos treinos. Lee não pegava leve também, sendo um mestre bem exigente - talvez até batesse de verdade, só pra aliviar a alma. Fato era que depois de treinar, ele se sentia mais leve...Cansado, porém, em paz.

Era comum depois dos treinos, eles irem até o restaurante familiar que Hyun conhecera logo na primeira semana de aula. A comida era boa e o clima bastante amigável. Ele não fazia ideia que pertencia à tia de uma colega de turma.

O castigo também serviu para aproximá-lo de Lee. De certo modo, o “babá” tornou-se um amigo. Atualmente era mais frequente que eles conversassem sobre o passado de Lee - que foi surpreendentemente rebelde e tinha boas histórias para contar - e os papos sempre rendiam bons conselhos. Não seria exagero dizer que ele começava a ganhar características paternas. Idade para ser seu pai, ele tinha, mas os dois ainda sabiam que, no fim do dia, Lee era o empregado e Hyun o patrão.

Oxigenar o cérebro com luta também o ajudou a se concentrar mais nas coisas que aconteciam ao seu redor.

Aquela noite de sábado ainda era um mistério, mas a mudança de Go Eun Na era nítida. A garota não era mais a mesma e certamente tinha medo dele. Vivia evitando contato visual e sempre saía da frente quando ele passava. Quando ele buscava conversar com ela pelas redes sociais, ela respondia com um tom que podia ser considerado medo.

Os outros garotos de seu grupo não comentavam sobre aquela noite. Jong In também não, mas agora ele vivia sonhando com o dia que quebraria o pescoço de Yerin.

Aliás, Jong In continuava o cretino de sempre. Hyun soube que ele conseguiu concluir o desafio, mas agora levaria para algo mais dificil. Era um pouco chocante - para alguem que tivesse um pingo de moral - ouvir o tipo de coisa que ele fazia. A vítima, ele não sabia quem era, mas tinha suas suspeitas.

Pelo menos tinha certeza de que não era Chaeyoung. Se tivesse, ela certamente teria contado para ele - e Jong In seria um homem morto.

Os amigos dele também estavam perseguindo o garoto de cabelo colorido - agora o cabelo dele andava castanho, mas dava para ver que era pintado também. As brigas físicas ocorriam pelo menos uma vez por semana, mas muitas vezes mais fora do colégio. Taehyung e Ro Young odiavam mesmo o cara. E o garoto não abaixava a cabeça, sempre revidando mais.

Eles já tinham sido suspensos por conta das advertências, mas voltaram à tempo de fazerem as provas.

As meninas também continuavam agindo daquele jeito venenoso. Hyun não fazia ideia, mas Eun Joo, Jimin e Hyejeong sempre faziam algo com Chaeyoung. Não foram poucas as vezes que ela chegou com a mão machucada ou o joelho roxo/ralado no terraço. Ela dizia que tinha caído na escada - nunca empurrada. Era fácil de acreditar porque ela era mesmo atrapalhada, às vezes.

No terraço, eles passavam um tempo conversando ou no mais puro silêncio, ouvindo música. Também começaram a levar “marmitas” com comida que faziam para os dois. Às vezes Hyun, às vezes ela, em outras, meio a meio. Era uma amizade colorida e uma das coisas boas daquela nova vida.

Chaeyoung o aceitava do jeito que era e não seguia a linha de chata apaixonada. Deixava que fosse livre e também era. Mas eles pareciam se gostar. O aniversário dela tinha sido no último dia de Abril e ela esperava recuperar a joaninha. Mas até hoje ele não devolveu.

Sempre tinha uma desculpa.

Hyun era mais ligado com as pessoas fora de sua turma, mas até que falava com alguns do 1º ano. Tinha contato com Hyemin, Misoo e iniciou uma estranha e improvável amizade com Jaeki, por conta de mecânica.

Os clubes eram legais, ao seu modo. Ocupavam a mente e criavam vínculos novos. Era curioso como ele fez amizade com o bolsista, mas não conseguia trocar uma palavra com seu irmão. Jung Mi não falava nada com ele, nem se encaravam direito. Tanto que ele nem fazia ideia que o namoro era uma mentira.

Os eventos sociais também eram uma constante na vida de Hyun. Quase todo fim de semana tinha uma festinha nova, mas agora ele tomava mais cuidado - nenhuma chegou ao cúmulo daquela noite de sábado, também.

De muitas formas, Hyun era quase normal.

Mas ele sabia que era uma questão de tempo até o tic tac de sua bomba mental terminar…





Misoo não podia imaginar na reviravolta que sua vida teria depois que Jung Mi disse em alto e bom som que eram namorados. Aquela história que começou de modo muito amargo, teve um desfecho...interessante.

Não havia outra palavra.

O namoro podia ser de mentira, mas eles agiam como se fosse de verdade. Não havia toques, beijos ou afins. Mas eles sempre estavam presentes em vários momentos, de modo que pareciam namorar de verdade. No início foi muito incômodo para Misoo que nem fazia ideia de como conseguiria manter aquilo. Era uma péssima mentirosa.

Contudo, depois de um tempo, os pontos positivos começaram a surgir.

Começando por sua família. Quando a mãe soube que ela estava namorando um Park - ainda que fosse o mais novo - ela quase explodiu de alegria. Foi até um pouco constrangedor o modo como a mãe a olhou. Era como se visse alguém brilhante ou muito especial. Talvez tenha sido a primeira vez que a mãe a viu de verdade.

O quão irracional isso podia ser?

A mãe passou a tratá-la como uma filha de verdade. Elas conseguiam até mesmo conversar. Parecia que nunca houve agressão ou uma vida inteira de mágoas. Misoo chegava a receber até elogios sobre como tinha acordado bonita ou como seu penteado antes esquisito, parecia lindo. Até mesmo algumas vontades e mimos passaram a ser feitos. Um deles foi que a mãe passou a ser menos rígida com a questão de comida. Agora agia de modo saudável, não radical.

Inclusive houve uma noite onde elas viram um filme e dividiram sorvete do pote - um pote pequeno, mas ainda assim. Era o tipo de coisa que a menina nunca tinha experimentado antes com sua mãe. E agora era possível.

O relacionamento com a avó também estava ótimo. Ela ficava feliz por ver sua filha finalmente tratando a neta direito, mas se preocupava. Se aqueles dois terminassem, temia pelo que poderia acontecer com Misoo. A decepção seria grande demais.

Já o pai, ainda era um homem muito ocupado e ausente. Mas agora que a menina estava mais proxima da mãe, pôde vê-la chorando algumas vezes no banheiro de seu quarto. A mulher sempre disfarçava, mas o casamento não era perfeito como gostavam de transparecer…

Uma farsa, talvez.

A maior delas foi quando Jung Mi foi convidado para jantar na residência Yeun. O menino levou flores, charutos e um ursinho de pelúcia. Era a primeira vez que ia na casa dela e ainda ia com o título de namorado, precisava levar presentes aos anfitriões. A família dela agiu como se fosse um lar cheio de amor. O menino saiu até impressionado com tudo aquilo.

Quando ela desabafava com as amigas, ela recebia a compreensão de Mia, mas Bibi sempre falava de modo mais claro. Bibi achava que Misoo reclamava demais dos atos de Jung Mi. Estava recebendo vários mimos, qual era o mal disso? Em outras palavras, ela achava que Misoo deveria aproveitar mesmo. Isso tinha prazo para acabar e quando acabasse, ela podia se arrepender.

Esse tipo de história não chegava até Bomi. Apesar de terem resolvido as pendências, as duas tinham se afastado um pouco - assim como Gyu, que mesmo que fosse “amigo” de Jung Mi, pouco falava com Misoo. Bomi estava mais falante com outros grupos e até mesmo com unnies do 2º ano.

Mia sentia inveja. Nem ela conseguia conversar com aquelas meninas e Bomi era convidada para as coisas, como se fosse amiga há anos. Eun Bi achava esquisito também, mas já não estava ligando muito para isso.

Gostava de Bomi, mas se ela não queria compartilhar todos os momentos com elas, paciência. Cada uma tinha sua vida mesmo.

Além desse pequeno problema, Misoo também tinha que lidar com as provocações de Yewon. Para o azar da rival, o nome de Jung Mi tinha poder sim. Eun Joo tinha “adotado” a garota como sua irmãzinha e também a protegia. Isso enfraquecia um pouco Yewon, mas Misoo podia ter a certeza de que ela não desistiria de transformar sua vida num inferno. Outra unnie que também a tratava bem, mas com reservas era Sunyoung. Depois dela ter dito que não namorava, mas aparecer namorando, ela entendeu que deveria desconfiar do que Misoo dissesse.

Nos clubes, tudo seguia bem. Quer dizer, dança e tênis estavam bem - ela até ficou um pouco mais animada por ter voltado a comer melhor - mas moda ainda era um martírio. Para completar, a professora de moda odiava a mãe dela e descontava suas frutrações em Misoo.

Era o pior dia e, para completar, era uma aula que durava a tarde toda.

Pelo menos ficaria duas semanas sem essa praga, graças à semana de provas e o conselho de classe - não que provas a deixassem mais calma, mas ainda assim...era melhor do que ter aquela droga de aula.

Os estudos foram bons. Jung Mi a ajudou e Eun Bi compartilhou as dicas que pegou com Jae Ki. Os dois pareciam caminhar para algo próximo de relacionamento, mas não tinha oficializado nada. Na verdade, alguns dias antes das provas, eles tinham brigado e nem estavam se olhando direito.

Um dos mistérios da humanidade certamente era esse: como eles se aturavam? Não era muito cansativo ter um relacionamento assim?

Pelo menos o dela era de mentira…





Jae Ki estava, definitivamente, no seu limite. Depois de uma primeira semana muito difícil, ele colocou em mente que precisava se controlar. Isso acabava sendo mais desgastante do que explodir. Guardar tanto desaforo e perseguição acabaria adoecendo o garoto. O único momento que ele conseguia colocar a raiva para fora era quando se encontrava com sua gangue.

O grupo estava se metendo em muito mais briga do que o normal. Agora que estavam aliados dos NEW0 e faziam “intercâmbio” de membros, eles estavam mais dados a atos de vandalismo, brigas e até mesmo furto. Jae Ki não sujava as mãos, mas ele esteve presente em vários furtos de Dan. Os meninos eram legais, gente boa, mas moralmente errados.

Atualmente, Dan e Kai estavam no intercâmbio e faziam parte do grupo de Ji Hoo. Justamente por Kai ser bom de briga e Dan um sonso mão leve. Por enquanto, ninguém tinha saído para ir para lá, simplesmente liberaram os dois. Dessa forma, Jae Ki descobriu que Kai era o irmão mais novo de May e Jazz - os líderes. Dan era um órfão que nem estudava e vivia fugindo do conselho tutelar. Ele era muito inteligente, mas já podia ser considerado um perdido.

Enfim, Ji Hoo ainda não cobrou seu favor por conta do segredo de Jae Ki com WangJo. Mas o menino podia sentir que estava perto de acontecer. Só não tinha sido assim ainda porque estavam todos muito tensos.

No colégio, a tensão não era diferente. Fosse por Eun Bi, pelos amigos ou por si mesmo, Jae sempre se sentia provocado. Por varias vezes se meteu para ajudar Kai nas brigas - sempre tentando separar e, por isso mesmo, nunca recebeu advertência por isso. Com Eun Bi, o problema era na aula de dança. Ela continuava sendo a parceira oficial de Taemin e isso o incomodava bastante. Ainda tinha o clube de natação que ela e Taemin também faziam parte.

Era de enlouquecer a mente de qualquer ciumento como ele.

Contudo, Eun Bi sempre dizia que não tinha nada demais, que estava tudo bem. O difícil era ele aceitar isso e ficar de boa.

Os Dragões continuavam bem unidos e tentavam entender os dilemas adolescentes, bem como o porquê do ódio aos Yoon. Não encontraram nada que fosse considerado desprezível, muito pelo contrário. Cada vez parecia mais que o pai de Won não tinha motivo para odiá-los.

Sunny continuou sendo um assunto velado. Ele protegia a menina de longe e por isso não fazia ideia das coisas que Yerin vinha fazendo com ela. Por outro lado, a megera estava de olho em Jae Ki. Ela soube da ameaça que ele fez com Hyemin e foi bem clara quando o pegou no corredor. Disse que se ele ousasse tocar nela de novo, ela falaria com a polícia. Não seria uma advertência, nem suspensão, seria a polícia.

O que ela quis dizer com isso, ficava à critério da mente de Jae. Mas era certo de que ele entrou na lista negra dela, muito embora ela não o perseguisse. Era só não se meter no caminho de Hyemin de novo - foi uma colher de chá por conta da vez que ele a ajudou, nas escadas.

O pior era que ele sempre via Yerin no clube de artes. Ela era muito boa, mas as pinturas dela pareciam muito tristes. Para os mais sensíveis, olhar para a tela dela era o mesmo que sentir uma dor no peito e vontade de chorar. Isso não mudava quem ela era, mas enfim, era algo diferente.

Em casa, as coisas continuavam iguais. A halmoni estava mais aborrecida por conta das brigas que Jae Ki estava se metendo, mas gostou de conhecer Kang e Won. Achava que, talvez, ele ainda tivesse esperanças. Gostou principalmente de Won que parecia um menino bondoso. Pediu aos meninos que tivessem paciência com Jae Ki. Soo Ji também adorou os “principes” e conheceu o irmão de Kang.

As duas crianças se deram super bem, mas nem pensavam em casais ou coisa do tipo. O irmão de Kang era troll demais para paquerar, ele queria jogar, ser pro-player. Tinha tempo para meninas não.

Quando as provas se aproximaram, ele e Eun Bi foram estudar juntos. O clube de dança só não estava pior porque ela o ajudou bastante. Em troca, ele a ajudaria com os estudos. Tudo estava indo muito bem, eles pareciam ter até um tipo de clima ou coisa assim.

Mas...no fim de semana que antecedeu as provas, quando tudo parecia encaminhado para uma confissão, eles tiveram uma briga feia. Eun Bi estava irritada por ele trazer Taemin para a conversa de novo e falou que gostava sim de dançar com ele. Inclusive disse que o garoto tinha pedido desculpas a ela e por isso não via motivos para pararem de dançar. A briga foi piorando e eles estão há duas semanas, eles nãos e falam direito. Muito mal se olham.

Os amigos já começaram apostas para ver até quando, mas eles parecem resolutos nisso.

Isso tirou um pouco a concentração dele nas provas e a espera para os resultados tem sido uma verdadeira tortura.





Sunny vinha experimentando um dos piores tipos de dor: decepção. Depois que Jung Mi apareceu no café, naquela fatídica segunda-feira para contar a verdade sobre seu relacionamento com Misoo, a garota tinha alimentado esperanças para os próximos dias. Porém, diferente de tudo o que ele tinha dito, os dois realmente estavam parecendo um casal.

E ele parecia gostar dela.

Ninguém era capaz de mentir tão bem e isso a fazia concluir de que a grande idiota daquela história tinha sido ela. Não conseguia compreender o nível de sadismo dele para fazer isso com ela.

Além de ser muito irônico que alguém como ela, apaixonada por livros e romances, se visse numa história tão triste assim. O que será que ela tinha feito nas vidas passadas para merecer um destino assim? Não bastava todo seu histórico, até o fim da vida, só encontraria sofrimentos?

Não, não podia ser injusta.

Tinha conhecido amigos maravilhosos, tinha uma família incrível. Nem tudo eram trevas em sua vida. Havia muita luz. Ela era uma criatura solar, precisava acreditar nisso…

O problema era que sua mente não estava ajudando com isso. Vinha sofrendo com insônias e insanidade que refletiam um pouco em seu humor e no pique para encarar o dia. Estava constantemente cansada e levemente desatenta. Sua nuca doía muito e ela não sabia como conseguia concluir os dias. Em alguns momentos, pareciam durar uma eternidade enquanto noutros passava com o piscar de olhos.

Diante de tantos trabalhos, treinos musicais, composições de literatura, grêmio, dever de casa, parecia improvável que a cabeça encontrasse um pouco de alívio. Felizmente, Sunny tinha amigos e foi isso que salvou, ainda que minimamente.

Neste período, Sunny conheceu a casa de Chaeyoung - um singela e tradicional mansão, visto que ela era filha do maior banqueiro da Coreia do Sul - bem como a família de Stella, que morava num bairro de diplomatas. A mãe dela era muito divertida e estava gravidíssima. O bebê estava previsto para o fim de Junho/início de Julho. Contagem regressiva! Hee Kyung também estava mais próximo dela, principalmente depois da visita no café. Isso sem contar, é claro, com a constante presença de Kim em sua vida.

Apesar de música ser uma tortura por conta da presença de Jung Mi, também era um alento porque eles ficavam em espaços diferentes. Chae estava lá com ela e Sunny também conheceu ou se aproximou de outras pessoas - Won, Kang, Bomi e Gyu faziam parte desse clube também. Literatura também trazia grande conforto porque era uma aula gostosa, apesar do volume de tarefas a cumprir.

Outro problema do colégio era a perseguição de Yerin. Ela realmente cumpriu sua promessa de transformar as segundas-feiras num pequeno inferno. Ou atingia Sunny ou as amigas dela - Stella e Lee Hi. A última que aprontaram foi antes das provas. Qual foi a surpresa de Sunny ao abrir as apostilas e encontrar várias folhas faltando?? Por sorte, ela estudava um pouco por dia, mas mesmo assim, seria impossível revisar. Stella até tentou ajudar, mas não era a mesma coisa.

Eram anotações pessoais demais, esquemas que só ela entendia. E agora...perdidos. Justo quando ela achava que as meninas não podiam aprontar mais, elas conseguiam surpreendê-la. Era incrível.

Por falar em Lee Hi, ela estava definitivamente estranha. Durante o mês de Maio, ela chegou atrasada ou saiu mais cedo várias vezes, com as justificativas mais tolas do mundo. Andava muito mais avoada e não largava o celular. Quando era indagada, ela não explicava o que estava acontecendo. Pelo contrário, ficava até um pouco aborrecida por ter sua "privacidade invadida".

Pelo menos a família dela não teve muitas mudanças. Tudo seguia como sempre, com exceção das reclamações de Jun Pyo acerca de um cliente que começou a virar rotina e que estressava um pouco a tia Yumi. Ele estava com ciúmes e deixando o pai da família meio desconfiado.

A ausência das anotações dela a abalaram um pouco para as provas, mas ela seguia otimista. A maioria das respostas, ela já sabia e saiu com o sentimentos de que não tinha sido tão ruim assim.





Se alguém virasse para Won Bin no início daquele ano e contasse algumas coisas sobre seus meses futuros, ele certamente daria uma boa risada na cara da pessoa. Apenas num mundo paralelo, ele estaria fazendo teatro e música; estaria trabalhando; não falaria com seu pai como antes; tivesse parado de treinar TKD; e estaria, provavelmente, gostando de uma menina rica.

Mas essa era a mais pura verdade.

Won Bin foi uma das pessoas que mais mudanças teve no decorrer desse período. Seu objetivo ao entrar nos clubes de música e teatro era sair da zona de conforto e isso estava adiantando. Apesar de ainda ser muito tímido, ele conseguia se afastar dessa característica quando era necessário - principalmente no trabalho e em apresentações em grupo no colégio. O teatro ajudava nisso. As aulas de canto, idem. Ele era um “minor”, mas o professor dizia que sua voz tinha potencial. Se ele continuasse treinando, provavelmente seria um dos chamados para cantar no “Concerto WangJo”.

O colégio tinha alguns contras, mas até o momento o saldo tinha sido positivo para ele. Era muito difícil, tinha todo aquele clima de brigas - ele não via o que acontecia com as meninas, só o que Ye Ji, às vezes contava que passava. Seu discurso sempre era triste e cheio de vitimização. Porém, Won viu as vezes que Kai apanhou e bateu nos meninos, chegando a ajudar a separar também.

Era um pouco difícil viver nessa tensão, mas a verdade era que a vida dele estava uma somatória de tensões.

O trabalho também não ficava muito atrás. Sua chefe já tinha deixado claro que gostava dele, mas sempre havia a sombra de que a Sra Yoon surgiria ali para infernizá-lo. A mulher não tinha ficado mais sociável, pelo contrário. Ela fazia questão de ser uma grande pedra no sapato. Às vezes, Bomi era obrigada a ir com ela, mas arrumava desculpas para esperar do lado de fora ou coisa do tipo.  Bomi geralmente aparecia quando os pais não estavam em casa e foi assim que ela entregou alguns resumos para estudarem juntos também.

O sentimento deles estava evoluindo, mas eles ainda tinham alguns bloqueios e barreiras. Principalmente Gyu Sik que não estava muito feliz de ver a irmã de papinho com ele. O garoto tinha um pouco de bronca de Won desde a história de que ele era o herói de Misoo, mas agora era ciúmes de irmão mesmo. Por isso eles não conseguiram almoçar juntos como tinham combinado. Se não era o clube de Radio, era o irmão dela que impedia.

Suas outras amizades estavam seguindo um rumo bom. Os Dragões estavam mais unidos e se solidarizando mais. As pesquisas sobre os Yoon renderam informações que só enalteciam aquela familia. Aparentemente, o pai de Bomi tinha uma carreira ilibada, era popular por conta das causas que defendeu e extremamente honrado. A mãe dela vinha de uma família do ramo imobiliário e era uma socialite. Também havia muita informação - das mais relevantes às mais futeis - sobre o tio famoso dela. Atualmente vinham falando muito do casamento com a herdeira de uma famosa emissora.

Ficava cada vez mais difícil entender o porquê do ódio de seu pai por eles. Tinha que ter um motivo, mas Won não encontrava nem ao menos uma pisca.

Será que seu pai era “pior” do que ele imaginava? Sim, porque as recentes atitudes dele foram uma verdadeira revelação. Será que ele se decepcionaria ainda mais com ele? Dificil saber…

Uma coisa era certa: seu pai era um homem de palavra. Afinal, estava cumprindo a promessa que fizera. Won já tinha se livrado do gesso, mas não pôde voltar a treinar. Ainda tinha o contato do Mestre, mas não treinar era muito triste. Apesar do resto estar, mais ou menos bem, ele se sentia incompleto.

E a situação em casa também era ruim. Seu pai sempre foi seu melhor amigo e não poder compartilhar as coisas com ele era dificil.

Nem a interferência do tio Jin Han estava ajudando muito. Jin Han ia lá aos fins de semana para verem jogos e essas coisas. Até mesmo levou os dois para assistirem a uma partida de basebol. Foi o único momento que pai e filho ficaram mais próximos e dava para perceber como sentiam falta um do outro.

O orgulho, contudo, era um problema.

Durante os estudos, ele receberia a ajuda dos amigos e de Bomi, mas não estava muito certo do resultado. WangJo era mais difícil do que diziam.

7 DE JUNHO DE 2019 - SEXTA FEIRA - 10 A.M


A sexta-feira tinha chegado e estava passando bem rápido, para alegria dos amantes do fim de semana. Quando o sinal tocou, indicando o intervalo, houve bastante alivio. Muitos já se levantaram felizes da vida enquanto outros ainda estavam exaustos.

Fato era que os primeiros a saírem das salas, poderiam se deparar com o tão esperado resultado. Os que estavam dentro da sala rapidamente ouviriam os gritos de euforia ou desespero. Lá, no mural, para todo mundo ver, estavam o rankingo dos alunos em quatro folhas: 1º ano, 2º ano, 3º ano e geral com os 80 alunos.

”ranking”:
1 -Gyu
2 - Nayeon
3 - Ui Jin
4 - Hyo Shin
5 - Jung Mi
6 - Stella
7 - DONG
8 - Min Ho
9 - SUNNY
10 - JAEKI
11 - HYUN
12 - MISOO
13- Yerin
14 - Eun Bi
15 - YeJi
16 - WON
17 - Eun Na
18 - Hayoung
19 - Bomi
20 -- Kim
21 -HYEMIN
22 - Jiran
23 - Kang
24 - Taemin
25 - Miran
26 - Sejeong
27 - Ye Sol
28 -  Ryu Ji
29 - Yewon
30 - Beom Su

No ranking geral, Dong tinha ficado em 10º lugar, Sunny em 17º, JaeKi em 18º, Hyun em 25º, Misoo em 27º, Won em 38º e Hyemin em 57º. (Baseado nos seus resultados)
(C) Ross
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Jaeki o descrevia com tanta exatidão, que era como se o corpo reagisse aquilo. Deu passos na direção do garoto, como se ele estivesse debochando dele, queria sacudi-lo, jogá-lo feito uma cadeira por aí, mas quando chegou mais perto, a questão mais surpreendente daquilo tudo era que o colega de sala não estava fazendo uma piada.

Quando chegou bem perto do menino, alguma coisa na forma honesta que ele disse isso o deixou surpreso de verdade. Inclinou a cabeça para o lado, intrigado. Expirou, ainda cheio de raiva, mas havia algo na forma como o mais novo falava que era quase reconfortante. Mais do que alguém que o acalmava com empatia ou se esforçava para puxar para si as energias ruins dele, estava diante de alguém que o entendia. Um brilho surpreso surgiu naquele olhar fosco de fúria e ele até apertou os olhos, um pouco confuso, querendo ouvir mais sobre o que um dongsaeng poderia saber a mais da vida do que ele. Cerrou o punho, e olhou para cima, pedindo paciência e deu as costas para ele, pronto para ir embora.

Precisava urgentemente sair de lá. Jaeki notou que ele sairia e retomou o discurso, fazendo-o parar. O menino entendia? Bem, tendo em vista que ele só arrumava confusão na escola e era de uma família pobre… Ele era tão fora dos padrões quanto ele, mas por motivos diferentes. Mesmo assim, ver um menino mais novo todo metido a sabe-tudo o deixava puto. Ele não sabia o que estava falando. Era perigoso e irreal falar algo com “não importa o que for”. Você não acha, Jung Mi? Porque você não aguentou ficar do lado do irmãozinho louco. Você queria não ter feito isso. É mesmo não importa o que for? Não diga isso se não pode cumprir…

Virou o rosto, pronto para xingar o moleque, dizendo que ele não fazia ideia do que estava falando para ficar ao lado dele e de fato sairia andando para onde queria, mas Jaeki continuou, dizendo que iria junto. Por algum motivo isso o fez parar novamente, analisar a imagem daquele menino que na visão dele era tão novo e bobo, como um irmão mais novo mesmo. Balançou a cabeça negativamente, ajeitou a postura e arrancou uma risada de garganta, relaxando o punho. Quando parour de rir, tornou a observá-lo.

- É sério? É mesmo? Você acha que pode me ajudar? - ergueu uma das sobrancelhas e chegou bem perto novamente com aquela aura de cachorro louco, mas a verdade é que não conseguia tirar a imagem de um menino novo que associava a Jaeki, especialmente quando ele achava que poderia bater nele.

Bem, podia e QUERIA mesmo, mas o simples fato de que ele estava pronto para isso mostrou um companheirismo ímpar. Admirou aquela tentativa, então pensou que poderia sair com aquele moleque e viver o mundo dele.  É, isso parecia de risco.

- Então tá bom…  Vamos lá. Primeiro chega de aulinha por hoje. Cansei dessa merda de escola... gaja? - meneou o rosto e deu as costas, com a certeza de que seria seguido. Não tinha um plano certo, mas andar fora dali e não ter a menor chance de encontrar os rostos daquela confusão lhe fariam bem.

Humor: mania / + +  * * *

— Ross
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Quando Hyun riu, Jae ficou só observando sério, ouviu ele falar com aquele jeito de cachorro louco, quase teve certeza que apanharia ali, até se encolheu por instinto, mas por enquanto não foi dessa vez.

Porém as próximas palavras de Hyun o preocuparam, sentiu até um frio na espinha. A proposta de Hyun era muito tentadora, a adrenalina de matar aula era atraente, a vontade de largar tudo naquele dia e só curtir, tudo isso passava pelo coração de Jae-ki e ficava em uma balança onde estava também seu senso de responsabilidade.

Capítulo 5 - Página 3 0DNiN1g

- Wow... - Suspirou em voz baixa.

Quando Hyun se virou e foi andando, Jae-ki foi atrás mastigando sua maçã. Estava quieto, mas sua mente explodia de pensamentos, queria ao menos sair daquele corredor. A verdade é que gostava de matar aula, mas isso foi na outra escola, quando achava que estudar não mudaria sua vida, mas o senhor Kim mudou tudo.

Jae-ki lançou alguns olhares ao Hyun enquanto caminhavam. Admirava o Hyeong, na sua visão o cara parecia sempre o que fazer, mas agora as coisas pareciam invertidas. Jae sentia como se tivesse vendo a si mesmo no ano passado, cego de raiva. A diferença é que Jae já teria batido nos caras, matar aula era só mesmo para curtir.

Só que quanto mais pensava, Jae-ki via que não poderia seguir o amigo, sua responsabilidade falava mais alto por causa de Soo-ji. Além disso, ele estava aguentando ficar lá dia após dia, mesmo sendo humilhado. Aguentava o sorriso cretino de Taemin e não faltava um dia, e agora deixaria ser suspenso tão fácil? Também não podia deixar ser Hyeong agir como um garoto do primeiro ano, ele era mais do que isso, na sua visão seria melhor bater nos caras do que ir matar aula. O problema era como explicar isso sem pisar no orgulho dele de veterano.

Quando chegassem em uma área mais vazia da escola, talvez quase perto da saída, Jae-ki apressaria o passo para ficar mais próximo de Hyun. Começou a falar conversando:

- Hyeong, eu sei mesmo como é estar com raiva...

Jae-ki não era do tipo que discordava tão fortemente assim de um hyeong, na gangue respeitava os mais velhos, geralmente só seguia as ordens deles. Ele não queria pisar no orgulho do Hyun, sabia que era arriscado o que estaria fazendo, provavelmente ia acabar apanhando, mas valia pena esse sacrifício por um amigo. Queria tentar ajudá-lo, só não sabia se essa seria a melhor maneira. Jae-ki agora teria que fazer o papel que Kang e Won faziam, isso era bem estranho.

- Hyeong, você é o cara mais maneiro da escola, você sempre sabe o que fazer, mas dessa vez eu tenho que falar...

Disse enquanto tomava coragem, lançou um último olhar para Hyun, ele era bem mais alto, mas já estava decidido. Respirou fundo falou tudo de uma vez:

- Vai mesmo fazer isso? Qual é hyeong, aqueles saekki querem te ferrar, se você sair é isso que vai acontecer, você não tá vendo porque tá cego de raiva, tá parecendo eu! Não seja eu... Você tem o encontro hoje, não deixa isso te perturbar... Acredita em mim porque eu sei que se você parar para pensar vai achar um jeito de se vingar daqueles merdas sem se ferrar...

Jae-ki nem esperou mais a resposta do Hyun, se visse ele ficando louco, se encolheria colocando os braços na frente do rosto, tinha tentado falar tudo que achou que seus amigos falariam, até usou o que Sunny tinha dito para ele, mas a verdade é que não era bom em convencer as pessoas, e nem em fazer jogo de cintura. Agora que já tinha saído tudo, restava esperar pelo resultado.




— Ross



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Com um pequeno sorriso no canto dos lábios porque o garoto realmente o estava seguindo, Hyun foi até a área de jardim, já começando a se acalmar, só porque a adrenalina mínima de matar aula estava ocupando o lugar da fúria. O garoto começou a falar, atraindo um olhar de banda dele. Hmm… Lá vem. Ergueu uma sobrancelha e parou quando ele deu indícios que faria um discurso.

Hyun ria de Jaeki sem som no começo daquela frase. Aquele papo de ser “melhor que eles”, “não deixar que os outros o ferrassem“ só mostrava o quão jovem aquele menino era. Não era mais tão simples quanto uma suspensão. Só parou de debochar quando ele citou o encontro. Nisso tinha um ponto. Lambeu o lábio inferior.  Respirou fundo. O garoto só falava besteira e o irritou mais quando citou o “outro jeito de se vingar”. Não estavam falando de qualquer pessoa, mas do filho da puta mais profissional daquela escola.

- Isso só prova o que eu já achava… Você não está pronto, dongsaeng. - enfatizou o pronome de tratamento. - Estou indo embora justamente porque tenho um encontro. Se eu ficar, vou matar uma pessoa, vou terminar de arruinar meu dia e vou enloquecer de olhar para aquela maldita lista. E isso, ah, isso é muito pior do que uma faltinha. - riu nervosamente. - Você pode ficar, garoto. Eu sabia que você não ficaria comigo realmente para o o que viesse - colocou a mão em sua cabeça, como um caçula por poucos segundos. Deu um pequeno sorriso, achando fofinha a tentativa do menino de dar algum juízo para ele, porque se assemelhava muito a seu irmãozinho responsável e ordeiro. No entanto, precisava dar um conselho de mais velho: - Só não saia dizendo coisas que não pode cumprir. Até mais, Jaeki. Não vai ser dessa vez que vou te ensinar a andar de moto. Quem sabe outra oportunidade - piscou e deu as costas para o colega, fazendo um aceno.

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Jae-ki não entendeu quando viu a expressão de riso em Hyun. "Aishh, ele não tá me levando a sério?" Mas ainda assim completou o que queria dizer, com o risco de ser entendido de errado. Jae-ki não sabia o nível dos garotos que Hyun se metia, então só tinha deduzido mesmo.

Ouviu a resposta do Hyun com um olhar sério, suspirou na parte que ele dizia que não estava pronto. Por que os hyeongs sempre o tratavam como se não soubesse das coisas? Ele também tinha vivido muita coisa, ao menos era o que Jae achava.

Porém conforme foi ouvindo a explicação do Hyun, Jae-ki achou que fazia muito sentido. Tinha subestimado o Hyun quando o viu saindo, e chegou a achar era que como se fugisse, mas agora tudo parecia mais claro. Hyun só estava evitando estragar o seu encontro. E rico do jeito que era, podia mesmo fazer o que queria. Jae-ki o invejava e se sentiu meio idiota, as ultimas palavras do Hyun o acertaram em cheio. Infelizmente quando falou que ficaria do lado do hyeong, não pensou que ele fosse querer matar aula.

Jae se esforçava para ser um amigo leal, mas tinha algumas prioridades acima dos amigos, as quais também era leal, ainda mais agora. Hyun estava certo, ele deveria rever as coisas que estava dizendo. Queria poder ter um meio de mostrar ao Hyun que ainda podia ajudar apesar de tudo, mas não sabia como. No final das contas, Hyun o surpreendia, sempre parecia mesmo saber o que fazer.

Mesmo o Hyun dando as costas, Jae-ki falou em seguida:

- Ara... Foi mal hyeong!

Jae-ki suspirou, odiava se sentir idiota e queria que ele ficasse mesmo depois dele dar essa explicação convincente. Infelizmente para Jae, era difícil convencer as pessoas. Pelo menos não tinha apanhado, do jeito que Hyun estava tinha achado que poderia mesmo acontecer. Depois que Hyun foi embora, ele percebeu que mal se reconhecia. Estava abrindo mão da diversão de matar aula, mas fazer o que, tinha entrado nessa e agora que aguentasse. "Jiral... Eu tô virando um nerd chato... "

Capítulo 5 - Página 3 6c92195a44210a86df8a5c7b21dadc86

Ele deu a volta e foi caminhando para o refeitório se questionando se os seus dias de diversão na escola tinham acabado. Hyun não precisava dele agora, parecia saber se cuidar muito bem sozinho. Ao menos era o que parecia para o adolescente Jae-ki. Mas ele se consolava imaginando que o professor Kim ficaria orgulhoso, embora não soubesse o quanto seu auto controle fosse durar.



— Ross



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7 DE JUNHO - WANGJO, REFEITORIO
Quando Hyun Hee teve noção da dimensão do problema que tinha se metido, toda aquela positividade do dia pareceu evaporar. Bastou pensar um pouco para que sua mente processasse que ele entrou numa ardilosa armadilha. Jong In continuava mantendo aquela expressão de quem tinha feito o melhor para proteger o amigo.

Esperava por algum comentário estúpido, mas foi pego de surpresa quando sentiu a gravata apertando seu pescoço e o corpo indo para a frente. Arqueou uma das sobrancelhas, mantendo aquela cara de inocente e perdido.

Já era a segunda vez, num curto período de tempo que as pessoas decidiam agredi-lo. Aparentemente, todos tinham se esquecido de quem ele era. Achavam que não teria volta? Só estava esperando a hora certa para revidar em Yerin.

- O que você está falando?! Enlouqueceu? - Tentou se soltar.

Não precisava dizer o que tinha feito dessa vez. No caso, não precisava repetir o que já tinha feito. Esperou que aquele surto inicial passasse para recuar e começar a ajeitar a gravata.

- Você é mesmo muito egocêntrico.

Da Won, Taehyung e Ro Young ficavam naquela prontidão para evitar que algo pior acontecesse. Porém, Jong In ainda parecia ter tudo sob controle. Era só lembrar aos outros que tipo de pessoa Hyun Hee era, para que entendessem que o surtado, insano era ele. O problema não era ele.

Era necessário um tremendo esforço para manter aquela aparência. Por dentro, Jong In também se imaginava quebrando coisas em Hyun. Mas se fizesse isso, perderia tudo. Não podia se deixar levar pelo ódio acumulado que sentia. Porém, quando ele apontou na direção de Chaeyoung e fez aquelas ameaças, um raio passou pelos olhos do garoto.

Hyun Hee tinha o costume de facilitar as coisas. E agora estava dando um desafio ainda mais interessante e difícil do que o anterior. Passou a pontinha da língua pelo interior dos lábios. Da Won tentou impedir que Hyun fosse, mas Jong In fez um gesto para que ficassem onde estavam. Era melhor que deixassem que ele fosse. Hyun já tinha protagonizado seu pequeno showzinho.

Atraiu a atenção até mesmo do irmão.

Jung Mi tinha voltado a ter sua influência em sua turma e estava na companhia de seus amigo. A expressão tranquila ficou um pouco mais tensa quando viu o irmão saindo daquele jeito. Ao olhar na direção da mesa, Jong In fez uma expressão de “pena”, como se lamentasse esses surtos de Hyun. Jung Mi suspirou, abaixando o olhar.

Por um milésimo de segundo, ele chegou a virar um pouco o corpo, mas viu quando o bolsista que não desgrudava de seu irmão, começou a ir atrás dele. Então era isso...Hyun achou um substituto...E esse menino ia sair naquela noite com eles? A ideia começou a incomodá-lo, mas, como sempre, guardou para si.

O trio procurou por uma mesa grande para que as meninas também se sentassem com eles.

[...]

- Sei. É uma vontade que eu também tenho, Sussu-yah. - Eun Bi foi bem sincera em sua colocação. Tão sincera que chegava a ser engraçado.

Meneou positivamente, concordando que já tinha se explicado não uma, nem duas, mas milhares de vezes. Chegou até a dar um suspiro cansado. Ao ouvir a pergunta, deu de ombros.

- Não sei. Acho que gosto do perigo, de uma carinha de bad boy. - Até se arrepiou e precisou se remexer.

As meninas ouviriam uma cadeira sendo arrastada de modo brusco e não demoraria nada para que Hyun saísse dali. Eun Bi parou de falar um pouco quando percebeu que Jae Ki ia logo atrás. Infelizmente, ela não conseguia ser tão indiferente quanto gostaria. Chegou a se indagar o nível de intimidade dos dois, mas também não era problema dela. Misoo fazia aquelas perguntas acerca de Bomi. Se fosse num momento que Eun Bi estivesse mais atenta, talvez tivesse chutado alguma coisa. Mas no momento, ela não soube responder.

- Não sei, viu? Talvez tenha sido só brincadeira ou...você acha que ela não queria que eles fossem? - Indagou.e perguntou sobre as pessoas que iam, incluindo Mia. Estava bem até ouvir o nome de Sooyeon. - Que!? Por que ela vai? Eu hein...Quem chamou?!

Se fosse Bomi, ela iria se aborrecer. Falando na menina, foi nesse momento que ela chegou acompanhada de Kim, mas não ganhou atenção das amigas porque elas estavam mais focadas em Mia.

A unnie se aproximou feliz por ver as meninas e fugir um pouco das responsabilidades. Olhou para Misoo e revirou os olhos, dando uma risadinha.

- Capitão do clube de atletismo...Ele seria mais bonito se não fosse tão chato com essas cobranças. - Bufou, apoiando as mãos no quadril. Fez uma careta com a pergunta. - Eu fiquei na média e no geral, pareceu mal. Parece que a sua turma foi mesmo a melhor ou nós que fomos muito mal. Fiquei em 15º, cravado na minha turma, mas 46º no geral.

- Nossa...Então eu sou muuuito inteligente. - Eun Bi respondeu rindo. - Nós duas fomos muito bem. Misoo ficou na frente da Yerin. - Sussurrou e depois fez um “joinha”.

- Uwaaa!! - Mia ficou realmente surpresa e deu um “empurrão” de leve no ombro dela - Que nerd!!! Além de bonita e esportista, ainda é inteligente? Não é à toa que é uma Sra Park.

Encheu as bochechas, implicando. Eun Bi deu uma risada também, mas quando Mia ouviu sobre Gyu, achou aquilo deveras interessante.

- Ora, ora...Esse Gyu Sik…- Fez uma sequencia de tsc tsc tsc, mas parou para ponderar sobre o convite. - Hm...Eu preciso ver. Meu irmão voltou da China e todos o mimam - Revirou os olhos. - Talvez queiram fazer alguma coisa e eu não tô com muita moral para contrariar meus pais. Ainda mais depois dessas notas. Mas eu tento aparecer, tá? Espero que seja divertido...Espero que aproveitem a roda gigante.

Mexeu a sobrancelha de modo suspeito.

- Por que? Qual é a graça de roda gigante? - Eun Bi perguntou na inocência.

- Nos filmes sempre tem graça quando ela para lá no alto e você pode dar uns beijinhos.

Eun Bi ficou instantaneamente corada e escondeu os lábios com as duas mãos.

- Unniee!!! Que ousada!!!

- Aproveitem...A noite...huhuhuhh - Mia ficou brincando, meio afetada. - E cade a Bomi? - Olhou ao redor - Oh...Tá ali…

Quando as meninas olhassem, à distância, elas poderiam ver algo curioso. Assim como Dong teve a percepção de cruzar a linha do olhar de Won, as meninas tinham um ângulo bom para ver que ele estava olhando para ela. Bomi fazia um muxoxo para a máquina, dando um sutinho.

- Hmmm… - Mia fez sinal para que ninguém se movesse. - Vocês estão vendo o mesmo que eu?

- Uhum...Por que ele está olhando pra ela desse jeito?

- Será que ele vai?

[...]

Kang concordou com Won sobre a teoria de que Jae Ki e Eun Bi levariam o prédio abaixo. Apesar de desanimado, ele deu uma risadinha com a imagem mental formada por isso. Depois dessa conversa, ele pegou seu leite com banana e começou a se afogar naquele doce vício.

Fazia um bico no canudinho e olhou de banda para Jae Ki com o comentário.

- Tomaria dez, se pudesse, mas aí eu teria que passar o resto do dia no banheiro. -Resmungou e continuou com seu triste ritual.

Quanto a história de local de estudo, ele tinha feito uma pergunta simples, mas com resposta óbvia. Chegou a se arrepender um pouco porque podia incomodar o amigo, mas ao perceber que estava tudo bem, ficou aliviado. Ficou surpreso quando ouviu que tinha dado uma ideia para ele.

- Jinja?! Que bom! Então fala com ele! - Fez o fighting e pareceu mais animado.

Não era como se seu dia tivesse um lindo céu azul, mas ele ficava feliz por saber que não incomodou ninguém e até chegou a inspirar ou dar uma ideia. Olhou para Jae Ki que parecia muito quieto e reflexivo.

- O que foi? - Olhou na direção que ele olhava para ver se entendia o que tava pegando.

Viu que um grupo de garotos mais velhos estava tendo um estresse. Kang conhecia alguns de vista e de clubes também. Ficou um pouco mais sério porque não ia com a cara de nenhum deles. Talvez só do que fazia parte da turma - era quieto, calado, mas tinha um olhar que o incomodava um pouco. No momento, esse mesmo garoto parecia irado com alguma coisa.

De repente, Jae Ki disse que já voltava.

- Ya! Onde você...vai? - Nem conseguiu terminar de formular a pergunta porque Jae Ki já tinha ido.

Ao olhar para Won, ele também estava ausente.

- Gente, o que tá acontecendo…?

Won se distraiu quando viu Bomi chegando com Kim. Os dois realmente estavam conversando algo de modo bem animado, mas logo se dividiram. Cada um seguiu seu próprio caminho. A bela srta. Yoon caminhou daquele jeito celestial dela - aos olhos de Won - e o encarou. Deu um sorriso tímido e acenou de modo discreto até chegar nas máquinas de guloseimas.

Na máquina de bebidas, estavam Dong e Stella, mas Won nem conseguia notar o colega de turma, focando só nela.

Bomi colocou o dinheiro, apertou o botão, mas de repente fez uma cara confusa. Franziu as sobrancelhas e deu um tapinha do lado, como se isso fosse ajudar alguma coisa. Crispou os lábios e deu um chutinho no ar, meio aborrecida. Dong e Stella se afastaram das máquinas, permitindo que Won visse ainda melhor.

- Won… - Kang o chamava pela 5ª vez. - Aishhhh...Por que eu ainda tento? Lá vai ele...E já era a história de estudar, focar nisso e aquilo. - Reclamava para o leite dele.

[...]

O sorriso de Dong não convenceu Stella. Pelo contrário, ela franziu um pouco mais as sobrancelhas e moveu de leve o biquinho preocupado com ele. O menino estava tão estranho que nem percebeu que ela tinha seguido com ele até as máquinas.

O susto dele também a assustou, fazendo com que ela desse meio passo para o lado.

- Ani, você não está bem… - Disse de modo resoluto, mas o ajudava a segurar as coisas.

Manteve os olhos claros focados nos olhos escuros de Dong. Mesmo que ele não parecesse mentir, ela já vinha conhecendo bem o suficiente para perceber que ele guardava muita coisa para si.

- Não sei porque você ficaria chateado, mas você está esquisito desde que o Ha Neul chegou com a nota dele. - Suspirou, deixando os ombros caírem um pouco. - Você ficou decepcionado com sua nota assim como Min Ho-shi? Podemos estudar com mais afinco, tenho certeza de que você será o primeiro colocado no bimestre que vem.

A menina não sabia se era esse o problema que se passava com Dong, mas dentre as coisas que tinha visto, achava que sim. Ela não sabia que os primos estavam mais distantes e também não se importou com a colocação de Hayoung.

Teria insistido um pouco mais naquela história, mas quando Dong passou a prestar mais atenção para quem Won estava olhando, ela engoliu suas perguntas. Hee Kyung não queria mesmo falar sobre o que quer que fosse que estivesse o incomodando. Por mais que tenha ficado um pouquinho chateada - por achar que era falta de confiança - ela não o deixaria no vácuo.

Olhou na direção de Bomi e a máquina e mordeu o lábio internamente.

- Deve ter algum problema com a máquina. Travou, algo assim… - Não se ligou que Hee Kyung estava falando dos olhares que Won lançava para a menina.

Stella nem conversava direito com Won, apesar de achá-lo uma pessoa legal - porque ele tinha aquela cara e aura de good guy.

Munidos com as bebidas, o grupo começou a voltar na direção da mesa. Hee Kyung veria que Kim estava de volta. Parecia um pouco mais animado e quase não se lembrava mais daquele maldito ranking.

- Ah, chegaram, finalmente! - Ha Neul comemorou, erguendo os braços. - Então, vejam se fica legal pra vocês… - Começou a falar. - Vejam se a Sunny pode receber a gente e tal. Aí a gente vai lá pra casa jogar jogos de tabuleiros e comer pizza. Tá bom pra você, Kyung-ah?

- Falando nisso, vou ver se a Sunny já respondeu… - Stella entregou as bebidas e pegou o celular.

- Ani… - Kim respondeu antes que ela pegasse. - Ela ainda não apareceu on, já vi.

- Poxa...Espero que nossa visita não seja um incômodo…

- A família dela é muito legal, mas se ela não estiver bem, acho melhor deixarmos para o fim de semana. - Kim sugeriu.

- Pode ser… - Stella suspirou.

- Vocês também estão convidados para a jogatina lá em casa. Não esqueçam.

- Tô sabendo! Eu vou tentar ir sim. - Kim sorriu. - Ya, Stella-shi, e a Lee Hi?

- Kim! - Stella arregalou um pouco os olhos. - Eu não a vi ainda…

- Gente… - Ha Neul se ajeitou e se aproximou um pouco para falar baixo. - Alguma coisa não está certa com ela. Ela ficou em último lugar.

- Mwo?!?! - Stella perguntou negativamente surpresa.

- Como assim? Ela é tão inteligente… - Kim estava chocado.

- É, mas assim..não é por nada não. Ela estava um pouco esquisita mesmo. Não é como se eu reparasse muito nas pessoas, mas...eu gosto dela, acho que somos amigos. E eu percebi que ela estava esquisita. Sona, você não percebeu também?

- Não a conheço muito, mas estava estranha mesmo.

- Então, certeza que Chaeyoung-shi e Hye Won-shi sabem melhor…

Mas, infelizmente, Chaeyoung e Hye Won não estavam mais ali. Poucos segundos antes do desentendimento de Hyun e Jong In - confusão que Dong e Stella não prestaram muita atenção - Chaeyoung e Hye Won pegaram suas coisas e saíram pela porta lateral. Ambas estavam preocupadas com Lee Hi que tinha dito que queria ficar sozinha e se trancou no banheiro.

Chaeyoung não era conhecida por ficar bem quando as pessoas ficavam sozinhas. Por isso não demorou a ir atrás da amiga. Contudo, se ela tivesse ficado um segundo a mais, talvez tivesse mudado seu rumo e seguido outra pessoa.

[...]

Yerin apenas lançou um olhar para Hyemin quando ela quase disse o que faria naquele dia. Amava sua amiga como amava poucas pessoas na vida, mas aquela história já tinha passado o limite de sua paciência. Não conseguia mais disfarçar a cara de bunda quando ouvia qualquer coisa relacionada a Miwoo ou ao jantar.

Era mais forte do que ela! Não sabia se era apenas por ciúmes de sua melhor amiga, mas a verdade é que ela nunca foi com a cara do noivo dela. Não gostava da família dele, especificamente aquele ramo. E algo não estava certo.

Tentava se esforçar o máximo que conseguia, mas já estava agradecendo por ser sexta-feira e poder não ouvir mais nada relacionado aquilo. Desviou o olhar, focando no próprio chocolate e mordeu um pedaço razoável.

Hayoung comentou sobre seu castigo e olhou para a solução de Hyemin. Não aguentou e deu uma risada - acompanhada de Beom Su e Nana, de modo contido.

- Você faz parecer fácil! Já fez isso alguma vez? - Foi uma pergunta retórica, de brincadeira.

- Fala com uma experiência, né? - Nana brincou. - Certeza que já fugiu de casa! Minah, Minah… - Piscou, mostrando que só estava perturbando.

Yerin se ausentou mentalmente, mas na verdade teve a atenção atraída para a discussão na mesa de Jong In. Mordeu outro pedaço de chocolate e mastigou lentamente enquanto via Hyun saindo daquele jeito, sendo seguido por Jae Ki. Franziu um pouco as sobrancelhas e ficou quieta.

Naquele instante, Hyemin recebia uma notícia que quebrava o ciclo da felicidade plena. Por que as coisas nunca eram 100% para ela? O papai tinha prometido que passariam os domingos juntos. Eram as únicas horas que ela conseguia dele - quase como se estivesse mendigando o tempo. Isso era muito frustrante para uma filha. Mesmo assim, a garota vestiu a capa da compreensão e aceitou abrir mão daquele momento que era tão precioso.

Ainda chegava a citar uma marca, como se um presente pudesse substituir a ausência do pai.

- Bom, mas se quiser companhia para o fim de semana… - Beom Su sugeriu. - Podemos, não é gente? Vamos bolar algum passeio?

- Mas você não vai ficar de castigo? - Nana perguntou.

- Tenho fé que não! Já disse que meu irmão foi pior!

- Bom, vamos pensar em algo mais tarde, então.

- Fim de semana, eu não sei. - Yerin comentou. - Pessoal, eu vou dar uma volta, tá?

- Para onde você vai? - Nana não aguentou a pergunta.

- Andar...Pensar.

- Você não quer conversar, Yerin? - Beom Su segurou na mão dela.

Yerin meneou negativamente, fazendo um bico.

- Está tudo bem.

Trocou um último olhar com Hyemin e começou a andar. Mexeu no cabelo como costumava fazer e começou a caminhar para fora do refeitório. Os que permaneceram no refeitório, sabiam que não seria a mesma coisa sem ela. Porém, ela não parecia estar no mesmo humor que eles.

- A semana inteira ela tá assim.. - Hayoung disse. - Por que ela está brava com seu jantar, Minah?

7 DE JUNHO - WANGJO, JARDIM

Capítulo 5 - Página 3 E2rp8zS

Movido pela lealdade, Jae Ki tinha se esforçado ao máximo para correr atrás de Hyun Hee. O garoto era acostumado a ser o mais novo - ou um dos mais novos - de um grupo. Talvez por isso se sentisse confortável na presença do outro, ainda que ele estivesse com uma imagem assustadora naquele momento.

Para Hyun, aquilo era uma surpresa.

O novo Park que voltou para a Coreia estava mais acostumado a afastar as pessoas do que aproximá-las. Para ele, o normal era ver as pessoas virando a cara, brigando com ele ou esse tipo de coisa. Poucos eram os que o encaravam de verdade e ficavam mesmo que ele não quisesse.

E Jae Ki era uma dessas pessoas. Além disso, ele trazia à tona o instinto protetor de Hyun. O garoto tinha atitudes que Hyun desejava que seu irmão tivesse. Por que não podia ser Jung Mi ali? Um Jung Mi preocupado e jurando que o seguiria, não importava para onde?

Bom, a verdade era que ele tinha sorte de ter Jae Ki. Podia ter ninguém.

Infelizmente, por mais que o bolsista quisesse ajudá-lo e segui-lo, ele encontrou seu limite naquela proposta de sair da escola. O garoto teve uma atitude que seu “antigo eu” jamais acreditaria. Como assim ele abria mão da diversão para ficar para aulas chatas?? Sério isso??

Sério. A amizade com Won e Sunny  -ainda que distante - trouxe algum senso de responsabilidade. Fora que ele sentia que devia se dedicar ao máximo para que o professor Kim tivesse orgulho dele. Afinal, era o nome dele que seria chamado, caso alguma coisa desse errado.

Hyun lamentou aquilo, mas no fundo, era até compreensível que o bolsista tivesse travas. Ali ficava clara a diferença entre eles: os bolsistas tinham que respeitar limites e Hyun não devia nada a ninguém, pelo menos era o que achava.

Os dois amigos se separaram.

E Hyun tinha um problema: como sairia da escola? Os muros eram um pouco altos para que ele pulasse. Além de ter câmeras. Na frente, havia os seguranças que não permitiriam que ele saísse sem autorização. Teria que se esconder em algum lugar ou será que sua babá o ajudaria daquela vez? Ou quem sabe fosse arranjar outra solução.

Já Jae Ki, enquanto voltasse para o prédio do ensino médio, ele veria uma cena atípica: Yerin estava sozinha. Depois que a garota saiu do refeitório, dizendo que sairia para pensar e andar, ela escolheu sentar no mesmo banco que Bomi tinha ficado da vez que os dois conversaram. O olhar dela estava voltando para o pequeno caderno que tinha em mãos e olhando assim, nem parecia que era uma ameaça à paz dos bolsistas.

Olhando daquele ângulo, ela parecia uma de suas pinturas, solitárias e tristes. Jae Ki já tinha visto algumas por conta do clube deles.

[Hyun, encontre uma solução pra sair do colégio; Jae Ki, se você não quiser reagir ao que está vendo - sua opção mesmo - aguarde uma rodada]
(C) Ross


SUN HEE - RESIDÊNCIA KIM
Yumi sabia o quão empática sua pequena era, por isso também evitava levar lembranças dolorosas para ela. Virou o corpo, ficando de lado da cadeira quando percebeu Sunny se movendo e se ajoelhando diante dela. Recebeu o abraço e não conseguiu se mover enquanto a menina escondia o rosto em suas pernas e começava a soluçar daquele modo.

A tia mordeu o lábio internamente e voltou à sequência de carinhos pelo cabelo, colocando os longos fios de modo ordenado para trás.

- Tudo bem, querida...Já faz tanto tempo… - Engoliu em seco. - Não precisa ficar assim por mim. Eu estou bem…

Umedeceu os lábios e continuou controlando as próprias lágrimas. Fechou os olhos quando ouviu aquela declaração. Aquele era o primeiro amor de sua sobrinha-filha e...estava partindo seu coração. Preferia mil vezes reviver os sofrimentos de sua adolescência se isso poupasse Sunny daquela dor.

Elas não tiveram nenhum contato visual no inicio do relato. Sunny continuava com a cabeça deitada nas coxas da tia enquanto recebia o carinho na cabeça. Dessa vez, Yumi apenas ouviu e também conseguia visualizar tudo o que a sobrinha passava. Um menino misterioso que ela conheceu nas férias de inverno e que parecia perfeito demais para ser real. Conhecia esse roteiro.

Piscou lentamente quando chegaram ao festival. Sunny finalmente ergueu a cabeça e as duas se encararam, ainda que não se vissem. Havia uma cortina de lágrimas nos olhos de Yumi, mas ela percebia que a sobrinha visualizava uma lembrança. Dava para saber porque o rosto dela estava iluminado. Porém, tão rápido quanto veio, também se foi e Sunny foi diminuindo seu brilho.

Franziu um pouco as sobrancelhas quando ela falou sobre a segunda-feira seguinte ao festival. Aquilo era muita maldade…

Yumi não suportou mais segurar as lágrimas e algumas rolaram por seu rosto diante da pergunta.

Como duas pessoas que têm sentimentos uma pela outra conseguem ficar separadas?

Ah, Sunny...De muitas e muitas formas…

Por muitos motivos.

Nenhum convincente o suficiente para a razão, mas...acontece com mais frequência do que imaginamos.

Passou a mão livre pelo próprio rosto, fungando para tentar controlar aquelas lágrimas, mas já estava impossível. Sunny se afastou e sentou-se no chão, quando começou a tentar segurar o choro com as mãos. Um ato desesperado de alguém que já está explodindo.

Yumi sentia sua própria angustia aumentando e não demorou para também ir ao chão e abraçá-la. Impediria que a sobrinha se fechasse daquele jeito e a abraçaria forte, fazendo com que apoiasse a cabeça em seu ombro. Não conseguiu responder num primeiro momento porque também estava entregue aos soluços do choro. Tentava acalmá-la com aquilo que sabia que poderia ajudar a resolver: com amor. Ficaram algum tempo assim até que a tia se afastou.

- Não tem uma formula certa, meu amor...Infelizmente eu não tenho o remédio mágico…

Disse com bastante tristeza.

- Cada um tem seu próprio te-tempo.. - Soluçou e fungou. - Mas...Eu aprendi a superar quando percebi que eu deveria me amar. Se te faz sofrer, se te faz chorar, se dói...não pode ser bom. Se começou com uma mentira, não pode ser bom. Então, não é amor.

Era uma verdade um pouco dura, mas que ajudou Yumi naquela fase.

- Amor não é isso. Paixão é dor, amor, não. E paixão tem prazo de validade, por isso te garanto que um dia vai passar. Mas o amor...o amor é infinito…Por isso você tem que olhar para si, minha pequena. Você tem que conversar consigo mesma e tentar arrumar um jeito de colocar isso para fora.

Continuou ponderando.

- Por que não tenta escrever poesias para si mesma? Eu sei que você já escreve, mas digo...Tente canalizar essa dor para a caneta, para o lápis. Tire de você, como um desabafo e coloque no papel...Eu canalizei na cozinha. E acho que deu certo...Transformei minha dor em amor pela comida. Talvez você encontre o caminho na poesia…
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Hyun achou que seria mais fácil sair do colégio ou não teria inventado essa, mas algumas coisas tinham mudado naquela escola desde que se lembrava. Ainda precisava fazer amizade com aqueles seguranças para se aventurar, algo que podia trabalhar nos próximos intervalos, mas por enquanto não sabia que valor eles aceitavam para tomar um café com o portão aberto e não queria descobrir hoje com a nova gerência. Não precisava, estava mais calmo e sozinho e só precisava de uma desculpa muito mais fácil. Era uma das vantagens de não ter sido acompanhado pelo pequeno discípulo.

Procurou um banco, pegou o celular e ligou para o babá, afinal, era ele quem ultimamente tinha um lugar aberto que ajudava a descontar suas frustrações. Assim unia o útil ao agradável. Não estava se escondendo dele naquele dia, então serviria bem.

- Ya. Secretário. Que saudade. Parece que eu tenho consulta hoje. Com um saco de pancadas, mas os caras aqui da frente não precisam saber disso, só que é um tipo de consulta médica inadiável. E parece que você já está vindo me buscar, é isso mesmo? Que pena, terei que faltar às últimas aulas. Eu te espero aqui em dez minutos para resolver essa pequena burocracia. Acho que vai concordar, porque é mais fácil do que ter que cobrir um homicídio, acho que isso seria chato. Beijos, saudades.   - fez uma voz fofa e agradável no final e aguardou.

Humor: mania / + +  + * *

— Ross
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Quando Jae-ki caminhava de volta para o refeitório, acabou prestando atenção naquela garota. A mesma chata dedo-duro, a que o tinha ameaçado de chamar a polícia, e a que fazia desenhos melancólicos no clube de arte.

Jae era um garoto curioso, do ângulo que estava dava para ver mais ou menos que ela parecia fazer mais um desenho triste. "É aquela patricinha esquisita... O que ela tá desenhando dessa vez? " Jae achava que garotas gostavam de coisas fofas e bonitinhas, então achava bem estranho esse gosto de Yerin. Ela era rica, então na sua cabeça não tinha motivos para desenhar coisas tristes. Talvez ela fosse só uma garota de gostos esquisitos, mas ainda assim, os desenhos eram bonitos. Ele gostava de olhar o desenhos dos outros, não conhecia muita gente que se interessava por isso.  

Não gostava dessa garota, mas dessa vez a curiosidade falou mais alto, queria muito ver de perto, ela provavelmente não ia mostrar esse no clube, quando passou perto dela, estava tão curioso querendo ver o desenho, que se aproximou silenciosamente e ficou paradão olhando, bem na cara de pau mesmo.

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- Uwa... - Deixou escapar quase como um suspiro em voz baixa.



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7 DE JUNHO - WANGJO, JARDIM
As coisas eram mais simples na vida do antigo Hyun Hee. Porém, durante aqueles dois anos de ausência, a direção do colégio tinha mudado, bem como boa parte da equipe pedagógica e de segurança. O antigo diretor, o falecido herdeiro Wang, era um homem...mais fácil de lidar. Super protegia os alunos elitista e era bastante permissivo, em muitos sentidos.

Talvez por isso mesmo os alunos estranhassem os ditames do novo diretor e os casos de bullying estivessem ganhando mais destaques. As perseguições sempre aconteceram - e o próprio Hyun testemunhou ou fez parte de uma certa quantidade - mas antes ninguém se importava em mudar. Todos eram espectadores, independente de gostarem ou não. Logo, todos participavam. Porém, nos últimos meses, eles foram alvos de críticas e alguma coisa estava começando a mudar.

Certamente não seria o fim definitivo da prática, mas era a semente de mudança. Pequena, porém, com um futuro ambicioso.

Quanto aos seguranças, os novos não permitiriam que os alunos saíssem no período de aula. Se Hyun tivesse tomado essa medida durante o almoço, poderia sair sem problemas. Afinal, eles ainda não tinham o controle sobre os clubes - que alunos participavam de qual - e como era algo bem particular, onde os alunos montavam seus próprios horários, não era incomum que saíssem e voltassem depois. Mas agora, durante o intervalo, ele não conseguiria.

Por isso mesmo, ele pensou na melhor alternativa para todos: o babá. Que agora ele gentilmente chamava de Secretário.

Han Jae estava numa loja de posto enquanto o carro era abastecido. Desde o retorno de Hyun, o trabalho dele era cuidar da segurança do menino. O seu patrão ainda pedia coisas para si - coisas que só confiava que Lee fizesse - mas agora ele era focado no bem estar de Hyun. Por isso, ele nunca se afastava demais da escola. Às vezes simplesmente ficava dentro do carro, no estacionamento mesmo ou, no máximo, ia tomar café não muito longe dali.

Naquele dia, tinha saído para abastecer o carro quando foi surpreendido com a ligação.

- Yobuseyo? - Foi tudo o que conseguiu dizer enquanto Hyun começava a falar daquele jeito.

Ficou em silêncio, pagando por suas gomas de mascar e água mineral. A caixa o encarou discretamente, mas não sustentou o olhar por muito tempo. O secretário deu um longo suspiro. Não gostava disso, mas gostava menos ainda de ver o garoto naquele estado.

- Estarei aí em cinco minutos, não estou longe. Mas tem uma condição. - Disse seriamente, mas não revelou o que seria.

Comprou mais uma garra d’água e saiu da loja.

Capítulo 5 - Página 3 N3OluNY


[...]

Menos de cinco minutos depois, Hyun Hee veria a Srta. Yang saindo do prédio principal, fazendo um bico no canto dos lábios. Quando identificasse o garoto, ela diminuiria os passos.

- Park Hyun Hee. - Chamou por ele. - Vá buscar suas coisas, o seu responsável disse que você tem uma consulta hoje e já está atrasado..

Não sabia o que Hyun tinha feito com o material. Ele podia simplesmente mentir, dizendo que já estava tudo arrumado - e pedir para que alguém de confiança guardasse para ele - ou ir lá buscar. A Srta. Yang continuaria encarando de modo desconfiado de todo jeito.

E se ele achasse que estava livre para o mundo, tão logo ele saísse, veria o Secretário Lee em frente ao chafariz - que ficava em frente ao prédio central -, encostado no carro, esperando por ele.

Capítulo 5 - Página 3 35a713ddcec7e4c07079e207bfa3a1a7

7 DE JUNHO - WANGJO, PREDIO DO ENSINO MEDIO


Yerin não estava desenhando dessa vez, muito embora estivesse cogitando em corrigir algumas coisas nos desenhos. Tinha pego o caderno em seu armário antes de sair do prédio. Gostava de revisitar alguns esquemas que fez - e ali, havia bastante mistura. Não dava para saber se um desenho completava o outro, apesar do “quadro” bonito que faziam.

Aquele era um dom que Yerin não ficava destacando para ninguém. Não gostava de mostrar aqueles desenhos em particular. As pinturas do clube de artes eram conhecidas - e ela só entrou no clube porque a tentação foi maior que o juízo perfeito - mas aqueles eram somente dela.

Os dedos delicados de unhas perfeitas, deslizavam por cima do grafite que desenharam um pássaro quando ouviu aquele suspiro.

Esteve tão distraída, perdida nos próprios pensamentos e problemas que não percebeu que aquele garoto tinha se aproximado. E Jae Ki também estava convivendo tempo o suficiente com Dan para começar a ser bem furtivo. Chegava sem ser visto, saía antes que percebessem que algo tinha acontecido. A sua curiosidade, contudo, o entregou. E se ele não apanhou para Hyun Hee, o mesmo não seria garantido com Yerin.

Capítulo 5 - Página 3 WoD5uah

A garota sentiu o coração saindo pela boca quando ouviu a voz dele tão perto dela. Imediatamente fechou o caderno e o usou para bater onde desse nele, mas entre o ombro e a cintura, por conta do movimento do braço - vale ressaltar que não era por ser Jae Ki, ela teria batido em qualquer pessoa que tivesse tamanho atrevimento.

- Chugulle?!?! - Levantou-se já com os olhos irritados. - Que tipo de educação é essa que você se mete nas coisas dos outros? Ahm?!

Pelo menos ela não disse que ele era sem educação, apesar de claramente pensar nisso.

Capítulo 5 - Página 3 Superthumb

- Eu não fico espiando seus desenhos, por que acha que pode se meter nos meus? - Enfiou o caderno no bolso do blazer.

Parecia um pouco nervosa, como se ele tivesse visto algo íntimo demais. Para Jae Ki podia ser apenas um desenho, mas para ela não. Talvez se ele se lembrasse como ficou irritado quando Miran viu o desenho de Eun Bi, logo no segundo dia de aula, ele compreendesse o constrangimento de Yerin.

Constrangimento que, por sinal, era bastante atípico. Ela era tão segura e fria, mas agora parecia nervosa e com uma cor estranha nas bochechas - um rosado que nunca aparecia.
(C) Ross
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- Você foi mercenário do rei na vida passada? - tirou sarro diante daquela condição misteriosa, o que queria dizer que concordava. Desligou e levantou-se, pronto para receber a bela senhorita Yang.

Franziu a testa e olhou o celular.

- É mesmo! Como pude esquecer? - seu talento para as artes cênicas em estado de mania limitavam-se a um certo cinismo, mas o que a secretária poderia fazer? Não podia dizer que ela mentira. - Obrigado. - sorriu, fofo.

Capítulo 5 - Página 3 FairAgonizingFirebelliedtoad-max-1mb

- Vou pedir para um amigo ajeitar. Já tenho o que preciso. - sorriu, amistoso e fez uma reverência respeitosa antes de se afastar.

No caminho, escreveu uma mensagem breve para Jaeki.

 
Hyun Hyeong

Hyun
Jaeki, faça um favor para seu hyung e guarde as coisas dele com você. Pego na segunda.


Com carteira e celular nos bolsos, ele estava pronto com o que precisava de verdade. Como as provas tinham acabado, nem tinha o que estudar agora. Saiu com um sorrisinho no rosto, cumprimentou os seguranças e sorriu para sua babá do lado de fora.

- Olá, meu responsável, que saudade. O que vai me obrigar a fazer por esse pequeno favor? Ah, já sei. Desenrolar as coisas com aquela sua noona do restaurante… OK. Eu aceito.  Você é mesmo todo travadão. Precisa de uma namorada. Hahahaha

Piadistas, cínico, arrogante… O Secretário sabia que ele não estava em um dia bom. Hyun foi até o carro e pulou no banco da frente ali dentro, mostrando que estava bem desleixado e louquinho.

- Por que essa cara de poucos amigos? Eu sou ótimo. 11º no Rank. Quase top 10. Se ignorar meu irmão, que teve um desempenho vergonhoso em 5º, eu estou no top 10.

Também era praxe que ele fingisse que nada aconteceu e agisse daquela maneira alegre e hiperativa, ignorando o ódio todo que teve minutos atrás.

- Vamos dar um passeio!  - e colocou o som para tocar em seguida.

Humor: mania / + +  + + +

— Ross
Park Hyun Hee
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Stella talvez não o entendesse, apesar da nobre atitude que tinha. Ela parecia habituada apenas ao Dong cheio de sorrisos e dando moral para seu grupo. Este que ela vê era o Dong exigente que não aceitava ficar tão distante do topo, e pior, em um numero impar; esta esquisitice ele não iria comentar. - Fiquei um pouco cabisbaixo, mas diferente de Min-Ho, sei reconhecer que não é necessária qualquer revisão das minhas notas. Ser o primeiro talvez seja pretensão demais... porém sua ajuda me será muito bem vinda. Quem sabe eu aprenda algo com a sexta melhor!

Sorriu de canto dessa vez num tom menos pesado e depois, ambos acompanharam aquela cena. - Parece que a maquina dele ta funcionando muito bem..

Murmurou algo aproveitando que Stella não havia entendi a principio e talvez nem entendesse agora também...

Já na mesa, percebeu um Kim renovado, que poder esta tal de Bomi tinha afinal para levantar alguém?

- HaN-shi acho que a única pessoa que realmente aprecia tabuleiros sou eu. - Ergueu o indicador timidamente. - Deu uma golada no café que havia pego, estava bem amargo, e quando desceu foi como levar um soco na cara.

Ele parou para observar a feição de Stella, quando escutou sobre Lee Hi, seus olhos abriram tanto que por um breve momento, deixou de ser coreana.

O garoto nada disse a respeito disso.

Capítulo 5 - Página 3 Dn9epeP

- Os alunos que foram mal, certamente vão ter uma conversa com o diretor ou com os professores...
- Disse a tatear a latinha da qual estava bebendo. Verdade, Dong não estava tão atento ao desentendimento de momentos atrás, tampouco nas idas e vindas de agora, seu olhar se mostrava um pouco distante, como se a mente estivesse a milhas dali.

Até mesmo Ha-Neul continuo falando com Sona, mas era como se  não estivesse 100% atento a isso.

Ele pegou o celular com a mão direita, e abriu a tela após desbloquear com sua digital...

Capítulo 5 - Página 3 F229jsm

"Como será que a Hayoung está?" Procurou a carinha sorridente dela (que não parecia tão sorridente agora) e lhe enviou uma mensagem. Nada de mais, apenas algum emoji de cachorro; geralmente uma imagem bastava para iniciar uma conversa entre os dois, mesmo tão distantes agora.

Enquanto isso, na Escola  MiguéJo

— Ross
Dong Hee Kyung
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- Eu? Não… Mas nos filmes não parece tão difícil… Ah! Vocês não duvidem! Um dia posso fugir sim. Deixa só meu appa cortar meu telefone por muito tempo!  - fez um bico de coragem, mas depois riu, sabendo que era muito improvável de fazer uma coisa dessas -- pelo menos enquanto estavam se dando bem. -  Bem, pelo menos alguém tem que ter uma primeira vez para compartilhar com a gente - mostrou a língua, sapeca.

Hyemin fechou o celular, esperando que o problema com o pai pudesse ser engolido pela alegria de ter um jantar com seu futuro noivo. Detestava aquela notícia, mas era boa em fingir que estava tudo bem com presentes, eles sempre fizeram o lugar do pai em muitos momentos da vida e por isso tornou-se tão mimada. Na ausência, pelo menos o pai podia ficar mais tranquilo porque não lhe faltavam roupas e brinquedos na infância. Agora isso já era o funcionamento normal daquela relação.  

Estava começando a se empolgar com a possível saída em grupo, mas o humor de Yerin era contagiante, como o clima gélido de Arendelle. Hyemin fez um bico quando a amiga lhe tratou daquela forma. Não podia fazer nada sobre isso. Não dava para pedir desculpas por estar feliz, certo? Atribuía aquilo a ciúmes, porque o resto do tempo se dedicava completamente a amiga. Sabia que era chato ficar repetindo tantas vezes sobre o tema, mas era algo que precisava fazer. Não conseguia controlar a empolgação no peito e a necessidade de transformar a ansiedade em palavras. Ignorava o mau humor das pessoas sobre isso, mas o de Yerin machucava um pouco, porque ela nunca se recusou a ouvir nada dela, nem achou nada chato. Pelo contrário, estava sempre por ali, mesmo agora quando ela não queria dividir seus pensamentos. Será que Yerin não podia fazer uma forcinha para fazer parte também? Já que seu problema não era compartilhável, podia pelo menos fingir que estava feliz por ela?

Capítulo 5 - Página 3 Images?q=tbn:ANd9GcRW_Q4T3R-TDxN67ryjwgkeasKYLzNjie6PUyeyBRzLLU9KmihT

Hyemin olhou para o chocolate na mesa e o abandonou ali, apoiando as mãos abaixo do queixo. Seu humor caiu um pouco também. Por que será que a amiga não estava confiando nela para contar os problemas? Entendia que ela estava com questões em casa, mas poxa, não precisava ser tão brusca com ela. Ela era muito paciente e compreensiva com a Rainha, mas magoava ser tratada assim. Desde que tinham aumentado o grupo, sentia que ela estava diferente. Será que era porque agora podia ‘relaxar’ e deixar que os outros a tratassem bem enquanto ela podia ser natural? Achava no começo que era só por causa de seus problemas internos, mas depois dessa, pensou que podia ser pessoal.

- Eu sei lá  - respondeu com os lábios crispados e suspirou.
- Ela não quer me dizer qual é o problema. Eu só sei que ela não gosta do meu noivado. Acho que tem ciúmes. Deve ser preconceito porque ele é mais velho ou algo assim. Eu não sei. É uma pena que ela não goste dele, mas o que eu posso fazer? Eu estou realmente feliz porque as coisas têm dado certo na minha vida finalmente e agora ela fica chateada por causa disso? Eu acho isso injusto.    - cruzou os braços fazendo um beicinho. - Eu sei, por exemplo, vocês não têm grandes motivos para comemorar essa semana, mas vocês me ajudaram e me ouviram o tempo todo. Por que ela não consegue fazer isso? Eu estou cansada disso…

Dentro daquela lógica de ficar perto de pessoas que gostavam dela, isso era um questionamento válido, principalmente quando pessoas como Eun Na, que tinha todos os motivos do mundo para odiar qualquer coisa de relacionamento, se esforçavam. Fora isso, os outros dois também tiveram notas baixas, mas estavam ao lado dela.

- Ah… Mas deixa quieto. Foi só um desabafo. Não é nada sério, vai passar. É só que ultimamente ela tem banido todo mundo do grupo. Ela falou aquelas coisas para a Miran e agora diz que não liga para a Yewon… Eu me pergunto se eu não sou a próxima. -as palavras praticamente escaparam de sua boca e ela até se surpreendeu. - Não, não, a Rin nunca faria isso. Ela é minha melhor amiga no mundo todo. Esqueçam o que eu falei. Ela só não está num momento bom… Mas isso é normal também, uma hora isso vai passar. Eu sei que eu tenho falado um pouco demais sobre o noivado….  É um pouco chato mesmo. - forçou um sorriso. - Vou fazer um grupo separado com vocês, porque aí não incomoda ela. Obrigada por toda a ajuda, pessoal. Hoje vai ser um dia maravilhoso! - colocou as mãos na bochecha. -  E depois, quando a Rin o conhecer melhor, ela vai ver o homem incrível que eu enxergo e um dia os dois vão se dar bem.

Não acreditava realmente naquilo, mas falava com otimismo. No fundo, ainda estava chateada com a amiga, pensando em pontos que não faria sozinha, mas como foi questionada fez seu cérebro trabalhar.

Wangjo

— Ross
Seo Hyemin
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O motivo pelo qual não insistia muito para que ela cortasse o menino de seus pensamentos era porque achava que apesar de tudo ela gostava dele. Riu do jeitinho da amiga, mas não deixava de ser uma garota protetora.

- Você já teve uma amostrinha do que pode acontecer por causa dessa queda por bad boy, né? - referia-se ao lago. Deixou a recomendação suave, mas não reforçaria muito essa ideia.

Nesse instante, Hyun Hee fazia aquele pequeno show no refeitório. Sentia um pouco de pena dele. Ele era um garoto estranho, mas ela ainda tinha um tipo de dívida com ele pelo fato de que ele não a delatou para sua mãe e também a tratava como um ser humano - e do tipo bonito. Ainda corava de lembrar daqueles elogios. Porém, desde que virou “a senhorita Park”, eles não se falavam. Na verdade, ele começou a dar mais “bom dia” para ela, mas notou que isso só acontecia quando estava com Jung Mi. Não queria causar confusão, então só era educada, mas não queria passar por aquela situação de novo.

- Tá vendo o que eu disse? Olha lá… - comentou, pausando a conversa por um momento.

Bomi voltou à pauta, mas ela achou que Eunbi sabia tanto quanto ela, o que era reconfortante, por um lado, porque não era exclusivo de Misoo (ela achava que não), mas ao mesmo tempo tornava a amiga mais distante ainda delas.

- Será? Aish!!! Eu sinceramente não sei mais nada da Bomi… - fez uma careta e balançou a cabeça.

Ouviu sobre as notas de Mia e fez um “O” com os lábios.

- Não está ruim. É a média! Bem legal, bem legal e…. O quÊ??? Para com isso, Bibi - ficou vermelha e começou a rir, colocando a mão na frente do rosto, especialmente quando Mia citou sua beleza e o “Sra. Park”   -  aiiishhh. Isso nem é de verdade, pelo amor, meninas!!! Se não fosse mais velha, eu ia te bater, Mia!!

As risadas só pararam para ouvir o pequeno drama da mais velha.

- Ah, eu sei.  SEI mesmo como é isso. Pelo menos me livrei daquele encosto na minha casa, mas agora minha omma parece que gostou da ideia de eu namorar um Park e está me tratando muito bem…

A roda gigante foi citada e a menina começou a rir sem parar de nervoso, então teve uma sacada para tirarem daquele climão.

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- Expectativa: beijinhos nas alturas. Realidade: brincar de balançar a cabine para fazer as amiguinhas gritarem.

Nenhuma das duas estava com a vida amorosa assim muito boa para pensar em beijos no parque. Pelo menos, ela não cogitava isso de jeito nenhum. Afinal, Jung Mi e ela eram só bons amigos. Fim, certo? E… aquela outra pessoa… Ah, não era sério, certo? Enfim.

- O que tá rolando? Meu Deus. O que será que ele vai fazer?? Ele parece um teleguiado olhando para ela   - colocou a mão na boca, surpresa. - Cadê o Ryu, gente? Isso vai virar um barraco…

Para Misoo, o casal verdadeiro era outro e ela achava que Won estava por fora das coisas.

Wangjo - escola da falsidade

— Ross
Yeun Misoo
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7 DE JUNHO - WANGJO, REFEITORIO
O eterno inverno de Arendelle parecia ter chegado até a mesa daquele grupo. Yerin saiu da mesa sem desejar ser seguida - era uma tentativa de não estragar a felicidade dos outros - mas errou na mão e, talvez, no tom. O climão ficou de todo jeito e as pessoas se encararam até que Hayoung fez aquela pergunta.

Além da própria menina que fez a pergunta, Beom Su e Nana também ficaram encarando Hyemin. Nana não conseguiu dizer nada, permanecendo em silêncio e Beom Su seguiu a mesma linha. Esses dois tinham uma maior gama de contatos - por conta das heranças que tinham, envolvendo moda e eventos. Havia alguns rumores sobre Miwoo, mas eles não podiam simplesmente sair difamando o herdeiro Wang. Talvez eles fossem considerados omissos por isso, mas a própria Yerin também era - a diferença é que ela nem ao menos tentava ver o lado positivo ou dar o benefício da dúvida. Simplesmente o odiava e não explicava exatamente o porquê.

- Talvez… - Hayoung tentou colocar panos quentes. - Ela não esteja em um bom momento… - Suspirou. - Sei que não sou amiga dela há muitos anos como você, mas convivo desde o ano passado e, bom, percebi que ela anda um pouco mais...cansada. Como se estivesse carregando um grande peso.

- Todos nós carregamos nossos próprios fardos. - Nana interrompeu porque não gostava do tom daquela conversa. - Mas Yerin é a última pessoa que você vai ver fraquejando, Hayoung-ah…- Piscou lentamente e voltou a atenção para Hyemin. - Foi uma infeliz coincidência, Minah. As semanas de provas foram estressantes e deve ter acontecido algo a mais. Sei que é difícil, mas não fique triste por isso…

Fez um afago na menina, mas recolheu a mão quando ouviu a continuação. Beom Su não opinava muito porque não fazia nem dois meses direito que tinha começado a andar oficialmente com o grupo. Hayoung também preferiu ficar um pouco mais reservada. Nana, contudo, umedeceu os lábios quando ouviu o nome de Miran.

- Você está mesmo se comparando a essas duas? - Perguntou com certo rancor. - Yerin tem os motivos dela, Min. Motivos que você não enxerga porque é inocente. Mas apenas pense nas pessoas que acabou de citar, seus comportamentos e os motivos que culminaram na expulsão de Miran.

A própria Nana era o motivo. E por isso mesmo, ela lançou um olhar deprimido para Hyemin. Já Yewon, dispensava comentários. O comportamento dela falava por si só. Será que ela realmente era amiga de alguém ali? Nana sabia que Hyemin não tinha falado por mal, mas foi impossível não ser afetada. Até chegou a esfregar os próprios braços, como se estivesse se limpando por cima do uniforme. Fez uma expressão de incômodo e suspirou, abanando um pouco o rosto com a mão.

Felizmente, assim como Hyemin disse aquelas coisas em voz alta, ela mesma chegasse à melhor conclusão. Beom Su e Hayoung meneavam positivamente. Não, não tinha como algo assim acontecer com Hyemin.

Elas eram melhores amigas! Não tinha como algo assim acontecer. Nana respirou fundo, conseguindo se recuperar antes que fosse sugada por aquela escuridão. Meneou negativamente e encarou os presentes.

- Acho melhor não, Min. - Beom Su comentou. - Estaremos juntos hoje à noite, não vai ser legal se ela perceber. E se começarmos com essa prática de criarmos grupos cada vez que quisermos um assunto, não vai ter sentido sermos um grupo.

- Acho que Beom Su-shi tem razão. - Hayoung comentou. - Mas enfim, deixa pra lá. Vocês vão se entender amanhã ou depois. Nunca ficam brigadas por muito tempo, não é? São inseparáveis!

Disse sem nenhum tipo de rancor ou mágoa em seu tom de voz. A amizade delas era admirável mesmo.

A menina só interrompeu os pensamentos quando sentiu o celular vibrando. Pegou e deu uma boa olhada na mensagem que tinha recebido. O sorriso se desfez por um instante e ela olhou na direção da mesa de Hee Kyung. Fez um bico e abaixou o celular, dando a entender que não responderia naquele momento.

Porém…

- Enfim, vamos mudar de assunto? E o projeto de vocês, hein? Para o desfile… - Beom Su queria falar de moda - Já está avançado? Olha que tá chegando, hein…

- Ainda faltam uns três ou quatro meses.

- O que é bem pouco. Você nunca foi de deixar as coisas para a última hora, Nana…

- Tem razão. Mas acho que estou sem inspiração. A cor da moda me incomoda um pouco também. E você, Min? Com tudo isso que está acontecendo, teve tempo de pensar em alguma coisa? Alguma inspiração?

Enquanto eles falavam sobre moda e tendência, Hayoung pegou seu celular de novo para responder à mensagem.

[...]

As palavras de Dong não deixaram Stella mais aliviada com a situação, pelo contrário. Os dois tinham estudado bastante, mas acabaram perdendo pontos por questão de detalhes. Mordeu o lábio internamente, formando um de seus típicos bicões.

- Miane… - Suspirou. - Não queria que você se sentisse assim. Prometo que vou tentar me esforçar mais e ajudá-lo com mais afinco.

Sentia um pouco de vergonha por ter ficado alguns décimos acima de Dong. Se ele era tão exigente consigo mesmo, talvez também ficasse irritado com isso. Além dela, também havia Ui Jin. Na verdade, havia seis pessoas acima da classificação dele, mas o que ela pensava eram nos amigos que tinham superado.

O sorriso dele só a entristeceu um pouco mais. Engoliu em seco e olhou para a cena que ele apontava. Por conta da conversa, não entendeu a conotação daquele comentário dele, por isso falou que deveria ser a máquina. Contudo, Dong falou da máquina de alguém e ela se perdeu de novo.

Encarou o menino como se ele não estivesse fazendo sentido, mas não comentou nada, apenas retornou para a mesa.

Uma vez no meio do grupo, eles foram recebidos pelo falante Ha Neul que estava cheio de planos para aquela noite. A sentença de Dong foi instantaneamente reprovada pelos amigos.

- Claro que não! - Kim, HaN e até mesmo Ui Jin acabaram falando.

- Adoro um banco imobiliário, imagem e ação… - Ha Neul teve uma ideia e olhou na direção de Min Ho. - Nós vamos muito jogar imagem e ação. Vaaamoos

- War…- Kim fechou os punhos e sorriu de modo psicopata. - Omae wa mou shindeiru - Disse com o japonês perfeito, apontando na direção de Ha Neul.

Por um instante, parecia que estava falando sério, mas logo ele sorriu, mostrando que seu rage ficasse restrito ao video game - não estava, mas os amigos podiam se sentir tranquilos, por hora. Stella deu um meio sorriso, achando graça.

Contudo, quando o nome de Lee Hi foi citado, ela ficou bem surpresa e logo começaram a falar sobre as mudanças da menina. Hee Kyung comentava sobre os alunos que foram mal e eles menearam positivamente.

- É verdade. Ninguém reprovava, mas mesmo assim...É sempre bom ver o motivo por terem ido tão mal. - Ha Neul comentou.

- Será que serei chamado? - Kim perguntou num tom entristecido. - Não sei o que aconteceu, acho que minha cabeça entrou em curto. Estudei tanto que na hora, esqueci…

- Acontece… - Stella suspirou. - Mas acho que vão conversar com as pessoas que estão um pouco mais abaixo, sabe? Os últimos mesmo...Não que os outros não mereçam atenção, mas você não tirou notas vermelhas.

- Bom...Isso é…- Suspirou.

Enquanto o grupo refletia sobre as notas, Hee Kyung pensava em outra pessoa que também tinha ido bem mal. O rostinho de Hayoung logo apareceu nos contatos do kakao. Pela foto, Dong via que a prima não estava diferente apenas no comportamento, a aparência dela também tinha mudado. Na foto, ela se mostrava bem mais preocupada com a aparência, pois estava maquiada e ainda colocava um filtro suave. O cabelo tinha sido arrumado e, ao invés de uma pose engraçada, ela fez pose de princesinha.

A mensagem dele não demorou a ser lida, afinal, o celular dela estava bem à vista. Contudo, caso Dong olhasse para na direção da mesa dela, veria que ela fez um palmo de bico e abaixou o celular, como se não quisesse falar com ele.

Antes que ele perdesse as esperanças, ele sentiria o celular vibrando com a mensagem. Ela não se aguentava mesmo.

Hayoung

Hayoung
Por que está mandando esse emoji? Ficou triste por conta de sua bela colocação? uu


Estava aborrecida, mas ao invés de agir na defensiva, ela avançava primeiro. Depois de enviar a mensagem, ela encarou a mesa dele de novo.
(C) Ross


7 DE JUNHO - HYUN HEE
- Não, mas nossa relação funciona melhor quando colocamos condições. - Han Jae respondeu antes de desligar o celular.

Como ele tinha dito, menos de cinco minutos depois, a Srta. Yang saiu do prédio para se encaminhar até o prédio do ensino médio. Tinha como objetivo avisar ao inspetor sobre Hyun, mas acabou encontrando com o garoto e falou diretamente com ele. O jeito do garoto não pareceu agradar muito a mulher.

Srta. Yang tinha uma postura bem firme e profissional. Limitou-se a olhar para ele da cabeça aos pés diante daquela atitude “fofa” e cheia de cinismo. Moveu de leve a sobrancelha e concordou. Já tinha avisado aos seguranças que ele podia sair do colégio porque tinha a autorização necessária. Os dados do responsável até batiam, não tinha porque suspeitar de nada.

Han Jae estava do lado de fora do carro, aguardando pela chegada de sua criança. Os óculos escuros não permitiam que visse o olhar irônico do Secretário.

- Menino...Não diga o que não sabe… - Disse enquanto abria a porta para que ele entrasse. Bateu a porta e deu a volta para entrar no carro.

Ouviu aquele monte de informações acerca de rankings e afins. Não era o dever dele se preocupar com isso, mas apenas abaixou um pouco os óculos e olhou para Hyun Hee.

- Você foi muito bem. Isso só mostra como você pode ser melhor do que imagina. Se ficou nessa colocação com o tanto que estudou, imagina o que não é capaz de fazer. - Suspirou e trancou as portas.

Entregou uma das garrafas d’água lacrada para ele.

- Minha condição está dentro do porta-luvas. Seu médico será cancelado se você se recusar…

Quando ele abrisse o porta-luvas, veria o frasco do remédio. O Secretário Lee só não mudou a música porque o agradava, mas abaixou o volume de modo considerável porque queria ser ouvido.

- Alguma coisa aconteceu no colégio e você está quase perdendo o controle. Pense no seu jantar e tome para se acalmar. Depois disso, vamos treinar. Eu prometo…

E até aquele momento, Han Jae sempre mostrou que suas promessas nunca eram em vão.
(C) Ross
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Jae-ki levou um susto quando foi atingido pelo bloco de Yerin, instintivamente deu um passo para trás e reclamou:

Capítulo 5 - Página 3 2be2530271006a5b3d432c41f212eae1

- Ya! - Reclamou.

Percebeu em seguida que a garota ficou bastante irritada, mas isso não foi uma surpresa. Não era novidade que Yerin não gostava dele. Ouviu as reclamações dela com uma expressão normal. Não ficou com raiva, porque as palavras dela até que eram verdade, não ia gostar mesmo que bisbilhotassem alguns dos seus desenhos, mas não iria pedir desculpas para Yerin, não gostava dela.

- Aishh... Não precisava bater! - Murmurou, em seguida deu uma justificava bem cara de pau - Eu não tava me metendo, só queria ver o que era.

Jae-ki também tinha percebido que Yerin estava corada, isso o deixou realmente intrigado. Essa garota sempre tinha uma cara de meio morta. Por que ela ficou tão alterada com um desenho que não era constrangedor? Estava até bem desenhado. De repente seu celular vibrou, com certeza era uma mensagem nova.

- Por que tá tão violenta? Tava ficando maneiro... - Questionou curioso, porém não iria ficar ali, já tinha conseguido o que queria - Mas não precisa chamar a polícia, já tô indo...

Jae estava satisfeito por ter conseguido ver o desenho e voltaria a caminhar para o refeitório, mesmo se sofresse mais golpes antes. Não tinha medo das agressões dela, Yerin podia ser estranha, mas a força ainda era de uma garota, porém não baixou a guarda, ela ainda podia arremessar aquele bloco. Enquanto continuava seu trajeto, abriu o celular e ficou feliz de ver que a mensagem era do Hyun. Jae-ki até se sentiu importante com isso.  

Capítulo 5 - Página 3 6YaVPnf

Ele não gostava que o fizessem de empregado como Kai fazia. Porém com Hyun era diferente, porque não era forçado, mostrava que o amigo confiava nele, iria deixar o material com ele o fim de semana inteiro! No meio do caminho, daria uma parada para digitar a resposta:

Jaeki

Jaeki
Ok hyeong!
Jaeki
Pode deixar, não vai sumir nada.






— Ross


Capítulo 5 - Página 3 OQyMeP8
Jae-ki
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O mundo podia desabar ao seu redor mas Won não conseguia tirar a atenção de quem importava para ele. Como um metal sendo arrastado por um imã seus olhos miravam Bomi.

A ideia de estudar em sua casa era uma possibilidade interessante, talvez pudesse começar uma mudança com o pai com essa oportunidade. Quem sabe ao aceitar aos amigos ele poderia começar a aceitar outras pessoas...

Nem notou a discussão acalorada dos garotos mais velhos e nem que Jae-ki seguia na direção de Hyun.
Pobre Kang, via seus amigos perdidos em seus próprios problemas e ia acabar sozinho com seu leite de banana.

Won sorriu de volta para Bomi quando ela o viu: já era quase um movimento natural e automático a esse ponto.
A harmonia daqueles momentos que pareciam passar em camera lenta se encerrava quando a dificuldade dela com a máquina se tornava visível.

Nem ouviu Kang reclamando, apenas se levantou e andou até a máquina.

-Perdeu sua bebida, Bomi? - disse de forma gentil para ela conforme se aproxima e olhava para a máquina, com as mãos nos bolsos.
-Hmmm, isso aconteceu outro dia com o Kang, quase teve um treco. Com licença - disse e gentilmente colocou a mão no ombro dela para que ela fosse um pouco para o lado e liberasse a frente da máquina.

Se agachou e meio que posicionou o braço esquerdo na abertura onde sairia a latinha e apoiou a mão direita na máquina. Faria um movimento rápido de empurrar com a mão direita e com a mão esquerda próxima a abertura iria segurar a latinha que provavelmente ia voar pra fora.

Qualquer um mais fraco provavelmente não conseguiria dar um "tilte" na máquina, mas um Won fisicamente recuperado e muito motivado não é qualquer um.

"Por favor latinha, nunca te pedi nada"


Wangjo

— Ross

Won-Bin
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Hyemin era uma menina ingênua e sonhadora. Portanto, o que faziam com ela, de não lhe contar o que ouviam e sabiam, só reforçava esse clima perfeito construído em sua cabeça. Claro que ela provavelmente não daria muita bola para os avisos, mas pelo menos teriam plantado sementinhas que podiam ser regadas em um momento próximo. As razões de cada um poderia ser compreensível, mas como a menina reagiria ao descobrir que era a última a saber do grupo e quem ela acharia pior nessa história toda só o tempo diria.

No fim, concordou de leve com a cabeça. Não dava para não ficar triste com sua melhor amiga sendo grosseira e evitando compartilhar de um momento muito bom, mas pior ainda: não contar por que estava sofrendo tanto. Achava que eram mais amigas do que isso. Esperava essa atitude de Eun Na, compreenderia isso de qualquer um deles, mas de Yerin não, porque esteve ao lado dela no pior momento de sua vida e achava que isso já tinha mostrado que era confiável.

Na verdade, mais do que estar aborrecida com o fato de ela ignorar a conversa e fazer pouco caso, estava chateada porque Yerin não se abria, nem para ela. E dessa vez desconfiava que era do tipo de coisa muito séria.

Ouviu a amiga fazer seu discurso afetado e só não contestou porque sentia muito pelo que tinha acontecido com ela. Fez um meneio e pediu desculpas baixinho. Não queria entrar muito naquele tema para não magoá-la.

No entanto, a forma como ela a chamava de “inocente” a incomodava um pouco. Parecia que tinha algo ali que a menina sabia, mas é claro que sua desconfiança sumiu rapidamente, porque era, de fato, inocente.

“Se eu não enxergo, então ela devia me mostrar…”

Era o que pensava, mas talvez fosse chato explicar sempre para uma pessoa burra o que acontecia ao redor. Isso a aborreceu mais, porque não gostava de ser um estorvo e o motivo pelo qual era difícil ter amigas na infância era porque era lerda e tonta. Não gostava de ser assim, mas não conseguia ser diferente. Seu cérebro só não funcionava igual aos outros.

Achava que aquela conversa tinha ido longe demais e vestiu aquela máscara de felicidade. Não estava nem um pouco satisfeita com o resultado, mas o que podia fazer? Não estava com raiva de Yerin, apenas magoada, mas não dava para ter tudo nessa vida, hm?

- Tudo bem, foi uma ideia ruim mesmo. Se ela descobrisse poderia ficar chateada e achando que estou tentando excluí-la, mas não é isso mesmo. Eu vou tentar me controlar…    - fez um “v” para Hayoung, com um sorriso. -  Sim, vai ficar tudo bem. Foi só um dia que ela não estava legal. Desculpem pelo que eu falei, pessoal. Simm, vamos mudar de assunto!

Era muito fácil trocar o disco para uma pessoa com o perfil desatento como o dela, mas dessa vez demorou um pouquinho a mais. O mal estar continuava ali, mas aos poucos ia dando lugar a rendas chantily e musselinis esvoaçantes, especialmente quando ela se esforçava a pensar nisso.

- Ah eu super tenho uma ideia!!! Quero trabalhar com vestidos de noiva no futuro, no meu atelier com a Sunyoung. Como minha cabeça só pensa nisso ultimamente, então pensei em usar a cor sugerida como apliques de flores no vestido, mas seguir o tule e a renda tradicionais. Eu queria que a Yerin desfilasse para mim, mas… Talvez eu mesma os vista agora.   - suspirou. - Enfim, por enquanto são só croquis que eu venho desenhando de vez em quando. Muitas ideias aparecem ao mesmo tempo. Em algum momento vou fechar o desenho. E você?

Wangjo

— Ross
Seo Hyemin
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-  Engoliu um manual de autoajuda, foi? - comentou sobre aquele papo de “poder se superar”. Naquele dia estavam falando bastante disso para ele. - Hm?

Arqueou a sobrancelha olhando a garrafa de água.

- Ahhh. você não acha que eu bebi na escola, não é? - riu com a própria piada, mas perderia o sorriso assim que abrisse o porta-luvas com aquele ar pimpão. Bufou e se encostou de qualquer jeito no banco, virando o rosto para o secretário com uma expressão descrente e debochada.

- Você não pode estar falando sério. Já falei milhões de vezes que eu não quero me drogar e você vem com essa? Não, obrigado - tentou abrir a porta do carro fechado e revirou os olhos, porque a opção de ir para escola era pior.

- Você é um espião do meu tio? Sempre achei que fosse. Dessa vez você quer me matar, só pode… Por que confia naquele médico? Ele me odeia. Provavelmente botaram veneno de rato aqui dentro. Acha que isso ajuda alguém? Por que não toma você primeiro? Eu tô ótimo. Só não quero ter aula. Normal.   - pegou a garrafa bruscamente, por causa da citação do encontro e fez uma careta emburrada de quem foi afetado por causa do comentário.

- Vou tomar 20. Você vai ter um problemão. - brincou de forma mórbida, mas retirou de lá somente a quantidade recomendada e mostrou para ele. -  Brincadeirinha… - jogou para dentro da boca e bebeu água, fazendo um bochecho irritado. Esse meses o tornaram carneirinho demais. Talvez tivesse sua semelhança com Jaeki. -  Mas se essa merda me deixar mal eu não vou mais tomar. - apontou para ele, sério, e depois tornou a aumentar a música, batucando no porta-luvas.

- Eu nem sei se vai ter jantar! A vida é dura, meu caro secretário. Muito dura.  - comentou em voz alta e cortou o pensamento para cantar alto.  Só de pensar naquela situação de novo já lhe dava uma raiva…

Em breve algum efeito o lítio teria em seu corpo, ainda que não fosse tão eficaz em menos de 1 semana, mas por enquanto…

Jongin, Lee Hi, Chaeyoung…  Estava completamente ferrado.

As cenas se repetiam em sua cabeça e a paranoia criava outras, como Chaeyoung batendo nele e o culpando por tudo. No fim, Jong-In passava por santo de alguma forma e ficava com ela. Rosnou baixo e de repente desceu o punho fechado no porta-luvas, o que o fez “acordar”.

- Wooow.  - começou a rir alto. - Tô legal tô legal, foi emoção. - justificou-se, rindo e depois encostando a cabeça no banco, suspirando e fechando os olhos, mantendo o punho bem seguro na outra mão.

Humor: mania / + + + * *

— Ross
Park Hyun Hee
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Disse de uma vez.

Sem qualquer pausa que pudesse fazê-la desistir da ideia. Apesar de tanto relutar em compartilhar esses aspectos de sua vida com a família e os amigos, Sunny sentiu-se... diferente. Não leve ou aliviada, pois aquela dor ainda era deveras presente, mas o fardo parecia menos sufocante agora que alguém sabia. E um alguém especial. Sua tia, que além de ser uma das criaturas que ela mais amava, também passou por uma situação semelhante. Assim como Sun-Hee angustiou-se durante o relato da titia, a mulher experimentou a mesma agonia. Infelizmente, esse tratava de apenas um dos vários ócios de amar outra pessoa. Você se coloca disposto todo tipo de sacrífico para que o ente querido não sofra.

A bolsista recebia o carinho como se fosse bálsamo sobre uma ferida, porém só provocava uma breve sensação de torpor porque o machucado continuava lá, marcando a pele. E Sunny falou... Falou quase tudo. No entanto, o essencial estava presente nas palavras e estas jorravam copiosamente, enfim. Quando caiu acima dos joelhos, encolhida e afetada, era tarde demais para recuperar algum controle. Precisava daquilo. Precisava desabafar. Expulsar a tormenta, mesmo que por instantes. Fizera isso na presença de Kim, literalmente desabando nos braços do melhor amigo, e agora, acontecia um processo parecido, porém havia uma notória diferença... A titia entendia, de verdade. Um olhar mais maduro sobre uma recordação passada...

De repente, o calor do abraço da tia Yumi voltou a envolvê-la, afastando Sun-Hee do abismo que ela beirava todos os dias, numa espera inconsciente de cair. Permanentemente. Perdeu a conta da quantidade de vezes que o chão lhe amorteceu a queda, colocando-a de novo naquele jogo infernal. Em alguns momentos, só queria ter forças para suportar, já em outros... somente que terminasse logo. Sunny apoiou as mãos nas costas da tia conforme escondia o rosto em seu ombro, molhando a camisa dela devido ao fluxo intenso de lágrimas. Não demorou para que Yumi notasse o tecido da roupa enroscado nos dedos ansiosos da sobrinha. Acontecia uma troca entre as duas... Ao mesmo tempo em que se consolavam, também eram consoladas. Elas mal perceberam os minutos avançarem e, aos poucos, Sunny relaxava naquele porto-seguro. Delicadamente Yumi se afastou para que ambas pudessem se encarar. Sem graça, a menina esfregava os olhos com os punhos, secando o chorinho, embora ainda fungasse.

Nos primeiros dizeres da tia, ela balançou a cabeça, concordando, independente da afirmação dura estalar novos pedaços dentro de sua mente.

No fundo, todos possuem essa consciência.

Como leu em vários livros, o amor é um jogo complexo e dotado de paradoxos. Um milhão de escolhas, e quase nenhuma chance de acerto. Não... Apenas uma. Uma estrada cheia de bifurcações. Algo capaz de te fortalecer e também de trincá-lo ao nível de jamais ser possível reunir os estilhaços. Tantas e tantas metáforas... mas, até hoje, ela não encontrou nada que transforme o amor numa coisa concreta e domável.

É inexplicável... o maior de todos os clichês.

Sunny, calada, acompanhava o discurso da tia.

Paixão é dor, amor... não.

Não tinha maturidade para diferenciar os dois sentimentos. Afinal, era a primeira vez que lidava com essas questões. Com esse descontrole do emocional. Entretanto, agora, não conseguia pensar em nada com mais intensidade e desespero para bagunçá-la assim. Aquilo que sentia por Jung-Mi... Toda a urgência e dor... A vontade de vê-lo, mesmo ciente que machucaria... Paixão parecia tão pouco para descrever...

Mas amor...?

Sunny uniu as mãos diante do coração, pensando sobre a frase. E então, outra lhe veio num pensamento atravessado...

"Dorothy começou a soluçar diante destas notícias, porque se sentia muito sozinha no meio de toda essa gente estranha."

Sozinha...

Estava sozinha?


Ao seu lado, contava com as melhores pessoas do mundo, mas...

E o vazio?

Continuava, desprovido de justificativas.

Só estava ali, bem antes de conhecer Jung-Mi.

Ou Kim, Lee-Hi...

Não entendeu porque pensou nisso logo agora... O Mágico de Oz obviamente não tinha sentido com o assunto, mas talvez...

Combinasse, de certo modo, com a dor que sentia.

Assentiu de maneira suave, realmente considerando a ideia. Suas formas de escape agiam na música e até riscava algumas composições... Frases soltas, trechos avulsos...

- Sim, titia... Eu juro que tentarei.

Mordiscou o lábio e libertou um suspiro arrastado em seguida.

- Obrigada... Obrigada por se abrir e também por me ouvir... E imagino que o amor seja infinito... Sabe como? - finalmente, um tímido sorriso surgiu no canto dos lábios de Sunny... o solzinho enfrentava as pesadas nuvens - Porque amo vocês. Amo tanto... - estendeu a mão, segurando a da mulher num aperto macio a carinhoso - Isso é mais do que o bastante... - "é mais do que mereço..." - Titia... Tenho certeza de que tudo ficará bem. É só uma fase e vai passar... Apenas mais uma etapa, não é? Um dia de cada vez. Ah, tia Yumi... - a abraçou, com mais calma e afeto - Eu te amo muito.

Mas, provavelmente - e de propósito por parte de Sunny - Yumi não notaria a ausência de promessas...

De que tudo, de fato, ficaria bem.

 
SEXTA-FEIRA - RESIDÊNCIA KIM

— Ross
Kim Sun-Hee
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Stella fazia promessas como se quisesse o compensar por alguma coisa. Dong sabe que não foi culpa dela. Uma pessoa critica, metódica, sabia onde havia errado, por isso a insatisfação.
Queria que os pais o vissem como melhor nisso, visto que em quesito atlético, era uma negação ao extremo.

As palavra da garota fizeram efeito no final, sentiu um calor agradável no peito, ela era uma boa amiga, queria se esforçar (mais do que já se esforça) só para ve-lo bem.

Onde mais encontraria palavras calorosas como essas? Em nenhum lugar, dessa escola.

Voltando a mesa, os amigos se inclinam mesmo na ideia do tabuleiro, mas foi quando Kim fechou os punhos daquele jeito psicopata, e diz a celebre frase... Dong ergueu o rosto e o respondeu de pronto. - Nani? ¹ - Sua voz saiu um pouco alta, mesmo que não tivesse sido direcionado para si, a frase. - War! Conquistarei o Japão e Canada sem duvidas. Disse isso aproveitando o meio sorriso que Stella havia dado..

Hee Kyung se dá conta que a mesa dele deveria ser uma das única a se preocupar ou falar de qualquer coisa que não seja os resultados da lista...

Hayoung parecia mais vaidosa.... Ela estava um pouco diferente, antes meiga e menininha faziam parte do padrão da aparência, mas o que via ali era uma mudança. Não que, se arrumar melhor e maquiar fosse algo ruim ou tão surpreendente...

Olhou a mesa de dela de canto, enquanto mexia no óculos, o empurrando para trás. Seu celular vibrou denunciando uma reação para o que enviara. Diferente de Stella que costuma abrir um vistoso sorriso quando mexia em seu aparelho móvel, o Kyung por sua vez tinha uma feição austera, séria, como se estivesse brigando com alguém.

D.H.K

D.H.K
Triste é uma palavra muito forte. Ligeiramente frustrado encaixa melhor. u.u E sua colocação? Vamos ter aquela conversa sobre? Já estou imaginando os tios.  Rolling Eyes



Enquanto isso, na Escola  MiguéJo

— Ross








¹Nani é o que vc diz quando alguém cita aquela frase uhauhauhh
Dong Hee Kyung
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7 DE JUNHO - WANGJO, REFEITORIO
Bomi estava diante da máquina de sucos e parecia decepcionada com alguma coisa. Seu drama não almejava atrair a atenção de tantas pessoas - como Hee Kyung e Misoo, por exemplo. Queria testar apenas uma.

Pessoa esta que chegou tão rápido quanto o “problema” que surgiu para ela. A garota desfez aquela expressão e tentou conter o bico de sorriso que vinha em seus lábios. Olhou para Won Bin por um instante, mas abaixou o olhar, como se isso também permitisse que as bochechas coradas ficassem imperceptíveis naquele momento. Porém, o instinto de Won podia dizer que havia algo ali.

- Não exatamente… - Ela murmurou a resposta.

Mexeu de levinho no nariz e chegou para o lado quando ele pediu licença. Assim que ele colocasse a mão na saída do produto da máquina, ele sentiria a temperatura gelada da latinha que tinha caído. Caso olhasse para Bomi, a veria com uma das sobrancelhas ligeiramente arqueadas e uma carinha de “ops”, mas estava na hora de Won treinar suas habilidades cênicas.

- Na verdade...Foi a primeira coisa que pensei para poder falar com você. - Ainda falava baixinho, apenas para que ele ouvisse.

Ainda estava meio de costas para a pessoa, de modo que não conseguiriam ver o que ela dizia.

- Você vai na saída de hoje à noite? Acho que vai ser divertido. - Não tinha ouvido totalmente a conversa dele com as duas crianças que tinham como amigos. Só ouviu mesmo Eun Bi dizendo que o amava e que ele prometeu comida. Isso a aborreceu um pouco, mas não queria focar nessa situação.

Quando Won conseguisse recuperar a latinha, ela pegaria e curvaria ligeiramente a cabeça, num típico agradecimento. Com o suco em mãos, voltaria a encará-lo, agora de pé.

- Parabéns por sua nota. Acho que você prestou mais atenção nos resumos do que eu. - Disse brincando. Não estava realmente decepcionada com sua colocação. Pelo menos não parecia.

Os dois não teriam muito tempo para conversarem antes de atraírem a atenção dos amigos. Mas mesmo alguns segundos, parecia precioso e importante demais para ser desperdiçado.

[...]

Eun Bi preferiu não falar mais nada sobre os badboy. Com Taemin tinha sido bem diferente do que Jae Ki. O herdeiro dos Do era seu amigo há muitos anos e eles tinham, inegavelmente, uma boa sinergia para nos palcos. Contudo, não podia dizer o mesmo fora dali. Nas últimas férias - um pouco antes de conhecer Jae Ki - ela chegou a sair com ele, mas não aconteceu absolutamente nada porque simplesmente não tinham a mesma química de quando dançavam.

Muito embora tivesse muita teoria sobre romances, Eun Bi não achou que deveria desperdiçar seu primeiro beijo assim, só pela pressão. Não sentia nada, não forçaria sua natureza. E isso era o oposto do que acontecia com Jae Ki. Só de segurar na mão dele, ou melhor, só de vê-lo por perto, ela já sentia seu coração disparar.

Claro que isso tinha muito a ver com o modo que eles se conhecerem. Mas, mesmo assim, ele a marcou e cativou muito mais do que qualquer outro garoto. Por isso ela não o mandava para o inferno ou simplesmente cortava de sua vida.

Não dava.

Felizmente, o assunto não rendeu mais porque elas tinham outras coisas para focarem - mas a reflexão permanecia, de todo modo. Quando se juntaram com Mia, voltaram a falar do ranking, das colocações e de como aquele título estava fazendo bem para Misoo.

Misoo comentava sobre os irmãos - tinha se livrado do encosto que a sua era. Porém, quando falou da mãe, Mia e Eun Bi se encararam por um instante. Apesar dos pesares, a tenista parecia menos triste. Não era como se as amigas soubessem mesmo o que acontecia na residência Yeun, mas havia algo na aura de Misoo que estava menos...deprimida. Como se ela estivesse adquirindo confiança e, quiçá, auto-estima. Estava até mais bonita ainda.

Mia não achava que o falso namoro estivesse fazendo mal a ela. E Eun Bi já tinha, inclusive, compartilhado seu ponto de vista sobre as reclamações da amiga sobre o namoro. A bailarina achava que ela reclamava de coisas demais - que talvez estivesse muito arisca ou na defensiva demais.

A história de namoro levou ao parque e Mia insinuou que deveriam aproveitar a roda gigante para um instante de romantismo. A tenista, obviamente, transformou aquela imagem numa travessura. Eun Bi estava bastante corada, mas logo deu uma risada com o comentário de Misoo.

- Mas eu não vou meeesmo na mesma cabine que você!! - Disse no meio da risada. - Tá doida?! Não quero passar mal nas alturas.

- A Misoo é mesmo de outro mundo! - Mia também riu.

Ficaram nessa implicância até que a cena de Bomi e Won chamou a atenção. As três nem precisaram esperar muito para que a previsão se concretizasse. Mia segurou Misoo para que não chamasse ninguém, porque era melhor não atrair os olhares dos meninos mesmo. Felizmente, eles estavam mais distantes e não parecia ter nada de errado.

- Oooh...Ele foi rapidinho! - A bailarina comentou assustada. - Agora eu acho que faz mais sentido aquela cara de emburrada dela quando falamos no corredor.

- Esse menino foi o que a salvou, né? Será que aconteceu algo mais? - Mia indagou.

- Não sei. Estávamos até comentando ainda a pouco de que a Bomi mudou bastante e sabemos poucas coisas dela agora.

- Vish…

A conversa de Won e Bomi não demoraria muito. Aparentemente, ele só foi lá para ajudá-la mesmo e ela agradeceu a gentileza dele. Antes que a menina se virasse, Mia puxou as amigas para uma mesa para que pudessem disfarçar e conversar.

- Bom, talvez ela não tenha dito nada ainda porque… - Eun Bi pensou. - Não faço ideia. Acho que não quer contar mesmo.

- Quando tiver alguma coisa, ela deve contar…- Mia disse, mas Eun Bi não estava muito certa disso.

Não era sempre que Misoo e Jung Mi passavam o intervalo juntos. Eles estavam frequentemente na companhia um do outro, mas não sempre. O namoro de mentira demandava um pouco de verdade para com a sociedade do colégio, mas eles pareciam aquele tipo de casal que respeitava a individualidade um do outro.

Por isso, aquele era um bom momento para que Misoo pudesse conversar o que quisesse com suas amigas. Era uma espécie de descanso, onde ela podia baixar a guarda. Ainda que tivesse certa cautela com as pessoas ao redor.

[...]

Beom Su e Eun Na se surpreenderam com a empolgação de Hyemin. Quando ela gostava de uma coisa, ela realmente se dedicava. Talvez não fosse difícil, considerando que a mente dela estava completamente focada em casamentos e vestidos de noivas.

- E você vai pensar nesse detalhe para 4 vestidos?

- Pois é, também achei um pouco pesado. Mas se considerar que nem todos serão selecionados, é uma média para fazer o desfile do ensino médio.

- É, né? - Beom Su se ajeitou. - Eu queria focar em sapatos e bolsas, mas parece que não terei abertura para isso. Talvez faça moda masculina. Trabalhar nessa cor como um ponto de destaque em tons sóbrios.

- E quem você escolheria para desfilar?

- Park Hyun Hee. - Disse imediatamente, mas logo deu uma risada. - Ele não aceitaria, mas é alto e tem postura de modelo.

O sorriso de Eun Na morreu um pouco quando ouviu o nome do herdeiro Park, mas segurou a expressão e disfarçou com outro nome.

- Por que não o Jung Mi?

- Jung Mi tem ombros de nadador, não sei...mas pode ser. Eu nem sei se vou mesmo seguir moda masculina para esse desfile. Os modelos certamente me trariam problemas. - Coçou a nuca. - E você?

- Não faço ideia mesmo. Talvez algum conceito Dama Vermelha, não sei. Estou travada e preciso de inspiração. - Cruzou os braços, fazendo um beicinho. - Mas eu adorei suas ideias, Minah. Já consigo visualizar o que disse. Vai ficar lindo e se a Yerin não desfilar, você também ficará linda com o conceito.

Sorriu, em apoio. Dessa vez, Hayoung não participou muito da conversa. Sem mais disfarçar, ela estava mexendo no celular e parecia bem aborrecida com o que estava lendo. Depois da última mensagem enviada, ela olhou na direção da mesa do primo e mexeu o nariz, como se fosse um bichinho furioso mexendo a fuça.

Beom Su olhou na mesma direção e fez uma careta de quem não estava entendendo o que se passava ali. Nana também deu de ombros.

[...]

A resposta de Hee Kyung à célebre frase de Kim, resultou em boas risadas por parte do menino. Quem entendeu a referência, também riu e parecia mais do que confirmava que uma verdadeira guerra de todos contra todos seria travada na residência de Ha Neul.

Os meninos não eram os únicos a não falarem de ranking. Na verdade, os resultados ficaram um pouco aquém do que os alunos esperavam. De modo geral, apenas o primeiro ano teve um bom desempenho - mesmo o 21º colocado não tinha tirado uma nota ruim, a disputa é que foi acirrada e decidida nos décimos, em alguns casos. Já o 2º ano tinha um verdadeiro abismo entre os 10 primeiros e os 20 ultimos colocados. Foi a turma com o pior desempenho. O 3º ano conseguiu manter a média, mas os melhores não superaram as notas dos outros anos, o que era um pouco frustrante para os veteranos.

Talvez por conta dessa insatisfação geral é que algumas pessoas não estivessem mesmo muito afim de falar sobre nota. Ha Neul estava mais do que satisfeito, mas ele não queria aborrecer seus amigos, por isso já discutiam os pormenores da jogatina de sexta.

Enquanto falavam, Hee Kyung focou no rosto da prima no kakao. Ela estava diferente mesmo, não apenas no comportamento, mas na imagem. Para o bem ou para o mal, foi um grande salto de mudança em apenas dois meses.

Aquela conversa que tiveram - e que parecia ter sido em outra vida - tinha afastado os dois. Estava meio que claro os lados que eles tinham tomado, embora o lado dela estivesse pior, agora.

Quando recebeu a resposta da prima, ele foi igualmente afrontoso. Estava bem sério e isso atraiu a atenção de Stella. A canadense não comentou nada, mas com um discreto olhar, viu com o nome de Hayoung. Desviou o olhar e tentou não se afetar com isso. Hayoung o encarou, de sua própria mesa.

Dava para ver que ficou bem irritada com o que ele disse e logo emendou.


HAYOUNG

Hayoung
Por que eu deveria ter qualquer tipo de conversa sobre minha colocação com você, Hee Kyung? Todos nós sabemos quem é o neto favoritinho do araboji. Ele com certeza vai se perguntar porque o querido ficou em 7º, mas pouco vai se importar com a minha nota. Pense na desculpa que vai dar. Afinal, sabemos que você teve distrações de sangue impuro, né?
Hayoung
O que será que o vovô vai achar disso? =) Vai ficar muito feliz, com certeza. Quanto aos meus pais, não se preocupe. Não é nada que eu não esteja acostumada ^^


Apesar dos sorrisinhos e carinhas fofas, o tom dela naquela conversa era bem irritado. Sua expressão também dizia isso. Não havia nem ao menos a sombra de um sorriso.

7 DE JUNHO - WANGJO, PREDIO DO ENSINO MEDIO


- “Só queria ver o que era” - Yerin fez uma voz bem forçada, como se imitasse o tom de Jae Ki. Era um verdadeiro deboche, mas ela estava muito irritada por ter sua privacidade invadida daquele jeito. - Você estava se metendo sim! Abusado!

Guardou o caderno em seu blazer e cruzou os braços. Estava com as bochechas coradas por conta do constrangimento. Aquilo era muito, muito pessoal. Podia ser apenas um desenho bonito - no caso, vários desenhos que formavam um mural na página dupla do caderno. Mas para ela, tinha significado e coisas que ela não queria compartilhar com ninguém.

Apenas Hyemin sabia que ela tinha esse tipo de dom. Quando pequenas, elas desenhavam juntas. Yerin construía o cenário, os detalhes e Hyemin criava as pessoas e as roupinhas. Ou Yerin simplesmente inseria o croqui de Hyemin num cenário condizente com a roupa. Era uma terapia que as duas compartilhavam quando mais novas e passavam as tardes juntas na residência Seo.

Por conta dos horários atribulados, isso se tornou cada vez mais raro. Até porque, quando tinham tempo, elas tentavam focar em reuniões do grupo para que todos ficassem bem.

Yerin sentia falta da exclusividade.

Respirou fundo e o encarou com desprezo.

- Eu sei que estava, mas sua opinião não me importa! Seu pixador! - Sabia muito bem que o estilo de Jae Ki era Grafite e isso era uma arte. Porém, ela estava irritada e queria ofendê-lo. - Aposto que um dia será preso danificando patrimônios…

Ainda completou de forma bem atrevida. Cerrou os olhos com a história de polícia.

- Só chamaria a polícia se você tentasse agredir Seo Hyemin de novo, mas talvez deva ampliar para o crime artístico que você comete.

Fez um bico e não o impediu de ir embora. Não baixaria a guarda de novo e acompanharia os passos de Jae Ki para fora. Aquele garoto e o outro do 2º ano á formavam uma quadrilha mesmo sendo apenas dois. Virou a cara, quase que decepcionada consigo mesma por perder a compostura com esse tipo de gente.

Já Jae Ki recebia uma mensagem enquanto se afastava. Ainda não era Sunny e sim Hyun Hee, fazendo um pedido que podia ser perigoso - afinal, ninguém além da Srta Yang sabia que Hyun pediria a um colega de turma para guardar seu material. E o garoto ainda ia quando não tinha ninguém, talvez não fosse uma boa ideia perambular com a mochila dele por aí, mas Jae Ki daria seu jeito.

7 DE JUNHO - WANGJO, SAÍDA


O intervalo logo chegaria ao fim. O primeiro aviso foi dado e os alunos precisavam voltar para suas respectivas aulas. Agora que o fim de aula estava mais próximo, os professores precisavam domar a ansiedade deles. Pelo menos, as aulas de sexta não era ruins - com exceção de matemática que ainda tinha um tempo.

Um pouco mais distraídos, as aulas passariam rápido. O próximo sinal seria com o fim da aula mesmo. Teria almoço, como sempre, mas sendo uma sexta-feira sem clubes, a maioria dos alunos optava por ir embora.

Principalmente quando tinham tanto a fazer e programar…

[Quem quiser ir embora, pode ir. Quem quiser mais uma rodada de interação, pode ser.]
(C) Ross


SUN HEE - RESIDÊNCIA KIM
Depois de um duplo desabafo, sobrinha e tia declaravam seu amor. Yumi realmente amava aquela menina e confiava a ponto de compartilhar algo tão íntimo, de tantos anos atrás.

Apesar de não gostar de ver sua Sun Hee chorando daquele jeito, achava que era bom que colocasse para fora. Esse era, inclusive, o principal problema dela: a dificuldade de externalizar seus sentimentos. Tia Yumi não disse, mas esses rompantes também faziam bem para aliviar o peito dolorido. Claro, desde que isso não tomasse conta de tudo.

- Eu também te amo, Sunny….Te amo muito, tanto, tanto que nem cabe no peito. - Deu mais uma série de beijos nela.

Naquele momento, a tia realmente não notou a presença de promessas de que tudo ficaria bem. Mas sabia que a mensagem tinha sido transmitida. Após tanto choro, Yumi indicou o banho. Apagou o forno que já tinha o bolo pronto, à essa altura e guiou a sobrinha até o banheiro. Como imaginava, um café da manhã reforçado tinha sido uma boa ajuda para revitalizá-la.

Tanto que não precisou dar o banho nela - ficou até ter certeza de que ela conseguia controlar o peso do próprio corpo.

Além da comida, o banho também deu aquele gás necessário para tirá-la daquele estado. Claro que ela ainda ficaria em casa, por estar impedida de ir ao trabalho, mas…Já era alguma coisa. A tia deixou em cima da pia uma muda de roupa de casa para ela. Enquanto ela se vestia, Yumi terminava de confeitar o bolo e lavava a louça.

Quando Sunny voltasse para a sala, veria que o celular tinha aquela típica luz de mensagem. Além das respostas de Kim e Stella, também havia uma mensagem de Jae Ki - no meio da confusão, ela não foi lida, mas ele mandou mais ou menos na mesma hora que os outros amigos.

Jaeki

Jaeki
Sun-Hee, você tá bem? Tá doente? Alguém te fez mal? Sabe que pode contar comigo.
Jaeki
No almoço, vou te mandar fotos dos trabalhos de hoje.


Kim também respondeu, no meio da aula, como o péssimo aluno que seu ranking indicava que ele era.

JOO HYUK

JOO HYUK
Sei...Tô de olho nesse “ligeiro mal estar”. ㅉㅉ (tsc tsc). Já disse que é impossível sobreviver só comendo doces!!!
Você ficou em 9º, na turma e 17º no geral. Foi um ranking disputado. Eu também fui muito bem, depois você vê ;D
JOO HYUK
Agora...Alguma coisa aconteceu com a Ha Yi. Não quero levar preocupação, mas já estou. Ela ficou em último, Sunny. E não só na turma dela, no geral também ._. O que aconteceu com ela, hein?


E não foi a única mensagem. Stella também deu um jeito de dizer.

EUN SEOK

EUN SEOK
Aaai, amiga ç_ç Tadinha!! Deve ter sido de tanto estudar, né?? Poxa, melhoras!!Claro que te empresto minhas anotações.
EUN SEOK
Ahh… .-. Estava falando com o Joo Hyuk-shi e os meninos e, será que podemos fazer uma visita hoje? Só se você estiver bem, claro. Somos muitos porque Ha Neul-shi, Ui-Jin-shi e acho que Min Ho-shi também vão. Se for problema, deixa, mas se puder, acho que seria legal. Estamos preocupados e esperamos que você se recupere logo!!


A tia esticou um pouco o pescoço para ver o que Sunny estava fazendo, mas a mesa do bolo já estava pronta. Uma deliciosa e molhada peça de chocolate esperava por Sunny, todo confeitado com a habilidade de uma cozinheira como Yumi.

Capítulo 5 - Página 3 Bolo_trufado_chocolate
(C) Ross


7 DE JUNHO - HYUN HEE
O humor Mania de Hyun era um verdadeiro teste de paciência para o Secretário Lee. No início, era impossível se controlar, mas agora Han Jae já tinha as armas o suficiente para conseguir rebater - não era o mais indicado, mas o garoto parecia curtir um desafio. Ele piorava se saísse por cima.

- Sim, aquele manual que você trouxe dos Estados Unidos…- Disse dando um sorrisinho cretino.

Por segurança, já trancou as portas do carro para que Hyun não escapasse daquela pequena, porém necessária, prisão.  Ouviu o comentário sobre a água e achou graça. Não duvidava da capacidade do garoto para fazer merdas. Ainda mais com aqueles amigos deles.

- Você não quer se drogar? - Precisou replicar e o encarou. - Não é o que o histórico médico diz. Devo lembrá-lo de uma certa overdose?

Cutucou a ferida, mas não parecia nem minimamente arrependido. O humor dele só mudou quando ouviu aquela história de querer matá-lo e ser espião do tio dele. Nesse instante, o Secretário mexeu um pouco na gravata e, de repente, puxou Hyun Hee pela dele. Era quase uma repetição da cena do refeitório, mas dessa vez, o garoto estava no lugar de Jong In. Os olhos de Han Jae não estavam brincando.

- Você pode brincar com o que quiser, Park Hyun Hee. - Disse o nome dele com bastante cuidado. - Mas jamais repita isso de novo. Nunca duvide de minha fidelidade e honra, ainda mais se for para me colocar do lado do seu tio. Isso...Não é brincadeira. Tenha cuidado com isso, garoto.

Largou e colocou as duas mãos no volante porque precisava se controlar. Podia acabar batendo no garoto, se ele repetisse algo do tipo. Não achou que a história de tomar vinte comprimidos fosse verdade. Pelo menos não hoje. Havia uma coisa que o motivava mais do que qualquer rompante de suicídio: Chaeyoung. E foi ela quem Han Jae usou para motivá-lo a tomar direitinho.

- Eu não gosto de psiquiatras. - Decretou. - Não posso opinar sobre esse, mas uma coisa posso dizer. O médico americano trabalhava para o seu tio. O diagnóstico é diferente dessa vez - Olhou para o garoto. - Esse remédio não vai deixá-lo mal. Vai abrir sua mente ou sei lá o que essas coisas fazem.

Disse meio bronco. Gostava de fingir ignorância, às vezes, isso era uma boa forma de colher informações. Logo os dois estavam dirigindo para um dos locais de treino - num spa, naquele dia. Han Jae tinha reservado a sala enquanto esperava pelo menino.

Levou um “susto” com o soco de Hyun deu e só acelerou o carro. Quanto antes chegassem lá, melhor.

O Banyan Tree Club & Spa ficava no distrito de Jung Gu, localizado ao norte do Rio Han. Era um distrito muito conhecido pelos herdeiros, pois era o coração de Seul e muitos eventos ocorriam ali - dentre eles, a ópera do mês de Abril.

Capítulo 5 - Página 3 B1v3_ho_00_p_2048x1536

O Hotel tinha dois andares inteiros de academia, bem como uma piscina indoor e uma área de escalada. O foco deles, contudo, era a sala de treinos para artes marciais. O Banyan era um empreendimento da família Han com os Wang.
(C) Ross
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