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Capítulo 5

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Sex Maio 11, 2018 8:54 pm


As sobrancelhas de Jae-ki arquearam quando ele ouviu aquela imitação de Yerin. Era até um pouco engraçado ver que sua justificativa furada a tinha tirado do sério, os cantos da sua boca não seguraram um sorriso de garoto implicante.

Porém quando a garota o chamou de pixador e disse que ele seria preso um dia, Jae-ki franziu as sobrancelhas e seu semblante logo ficou invocado.


Lá vinha a história de novo sobre "agredir" a amiga dela, a garota ainda insultou seus desenhos. Jae estava cansado de patricinhas gritando no seu ouvido. Usou qualquer palavra que veio a mente para implicar com o desenho dela, mesmo que não fosse verdade:

- Ya! Não precisa ficar nervosinha, eu não quero mais ver esses seus rabiscos góticos. E para de me ameaçar! Eu não tentei nada garota, aishhh.. Vocês são todas loucas.

Nas últimas palavras Jae-ki já dava as costas e saía andando, já estava de saco-cheio dessas patricinhas burras, elas não conseguiam perceber quem era o verdadeiro agressor da escola. Só não xingou Yerin porque não gostava xingar garotas, só fazia isso em outros casos.

No meio caminho, parou para responder a mensagem de Hyun, mas era preocupante não ter a resposta de Sunny ainda. "Tomara que não seja nada grave..." Jae deu seu jeito para guardar o material do hyeong de uma forma que não chamasse muita atenção.

Quando tocou o sinal do fim da aula, Jae-ki se espreguiçou na cadeira, chegando a fazê-la ir para trás um pouco, como um balanço. Em seguida respirou fundo e falou com os dragões:


- Ow, a parada do estudo vai ser na casa do Won mesmo? - Disse meio preocupado.

Mas Jae-ki só poderia aceitar, não iria se sentir muito bem lá, mas não tinha argumentos para ir contra. Outra coisa também o preocupava, aquela briga do Hyun. Sabia que o amigo conseguia se virar, mas talvez fosse melhor convencê-lo a ficar com os dragões. Sem os isekyas do segundo ano, talvez ele fosse aceitar.

- Won, Kang - Chamou Jae-ki - Vocês vão naquela parada de noite, né?

Sabia que eles iam dizer que sim, Jae-ki ainda estava irritado com Eun-bi, mas ele também queria muito comer o que Won iria pagar para ele. Na sua cabeça, convites de comida grátis não deviam ser recusados. " Eun-bi anda muito sem noção... É bom ficar de olho naquela maluca... Ani!, ani, não é isso, eu vou pela comida, é totalmente pela comida!" Depois dos amigos responderem, Jae falaria:

- Eu vou porque o Won me chamou, e ele pode precisar de ajuda com a... Matemática.

Jae-ki quase falou Bo-mi, mas notando isso, mudou logo a palavra. Não podia falar isso em voz alta. Antes de guardar o material, Jae-ki iria querer ficar um pouco mais na sala para tirar foto do caderno, queria enviar para Sunny antes de ir embora. Ele com certeza iria almoçar na escola, só não sabia dos amigos.




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Re: Capítulo 5

Mensagem por Won-Bin em Sab Maio 12, 2018 1:38 am



Bomi parecia um tanto constrangida com a situação. Won apenas levou aquilo como mais um motivo para realmente intervir e ir ajuda-la.

Estava esperando um problema complexo, imaginando se iria falhar diante de tarefa tão importante e...

"Ué, já tá aqui e..." e então ouviu Bomi falando baixinho: era uma desculpa. A forma como ela disse quase sussurrando quase fez Won derreter e virar uma gelatina ali mesmo, mas as aulas no teatro tinham de valer pra algo! Manteve uma expressão normal enquanto ainda tinha a mão na latinha.

- Você vai na saída de hoje à noite? Acho que vai ser divertido.

Sorriu em resposta. Aquilo era a confirmação de que ela ia mesmo!

-Sim, eu vou. Ainda não sei bem onde iremos mas acho que todo mundo precisa de uma folga e novos ares - disse se levantando com a latinha. Colocou de lado o ciúme e todas as outras questões como segurar a criança Jae-ki: pequenos preços a se pagar pra ver ela sorrindo e ajeitando o cabelo mais uma vez.

Queria que aquela conversa durasse mais: por que precisavam de uma desculpa pra conversarem a sós? As coisas não deveriam ser desse jeito.

Entregou a latinha e enquanto ele e ela segurassem, durante a troca de mãos, ouvia a parabenização pela nota.

-Se não fosse pela sua ajuda eu provavelmente ficaria lá embaixo - soltou a latinha gentilmente.
-Eu tenho que te recompensar depois Bomi. Eu não esqueci sobre as aulas de defesa pessoal - respondeu sorrindo um pouco mais.

Não teriam tempo para prolongar essa conversa, restava voltar as trincheiras de aula.

-Te vejo mais tarde então - se despediu e foi em direção a Kang sentado na mesa.

...

Na saída os dragões ficariam para almoçar na escola como sempre. Mas o dia ainda parecia muito longe de terminar.

-Eu só vou confirmar com meu pai, mas sim, a proxima vai ser lá em casa - disse resoluto sobre a próxima sessão de estudos.

Jae-ki já tocava no assunto da saída a noite.
Assentiu com a cabeça, sem dúvidas.

-Aham, você vai porque eu chamei e vai me ajudar com a "matemática" - disse colocando a mão sobre o ombro de Jae-ki. Era obvio que não era nem próximo da verdade essa afirmação, mas Won estava num bom-humor contagiante.

-E Kang também vai para que o número de dragões no passeio fique equilibrado e o universo não exploda - disse exagerando e colocando o outro braço no ombro de Kang.

-Eu tenho um bom pressentimento hoje - disse quase que para si mesmo - Mas vamos almoçar. Para o dragon-refeitorio

Wangjo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Yeun Misoo em Sab Maio 12, 2018 7:29 am



Misoo só estava brincando e não fez nenhum esforço para atrapalhar o que estivesse acontecendo nas máquinas. Won Bin era um garoto legal no fim das contas e meio atrapalhado, não tinha por que chamar Ryu e essas coisas. Só sentia uma peninha dele porque achava que a amiga não estava tão interessada assim nele, mas não era como se pudesse ficar julgando a vida amorosa alheia quando tinha inventado aquela bobeira.

- É mais fácil perguntar para o garoto da Rádio ou as meninas do segundo ano, ou quem sabe os outros amigos dele… Qualquer pessoa com quem Bomi tem passado mais tempo do que com a gente - deu de ombros e foi com Mia para um lugar mais propício a fofocas.

- Não sei, Bibi. Eu acho que não. Se ela tem alguma coisa com esse menino, então está sendo bem sacana porque todo mundo sabe que ela e o Ryu… Não é? Mas não acho que a Bomi faria isso. Então talvez seja só um sentimento de gratidão, ou ela percebeu que ele não para de olhar pra ela e está agindo assim para não ferir seus sentimentos. Não sei. É triste, mas do jeito que a gente anda eu sinto que não sei mais mesmo. Vamos mudar de assunto? Eu me sinto mal de ficar falando sobre ela assim, parece que estou falando mal dela, mas não é isso. Amigas não ficam falando assim das outras.

A tenista se esforçou para trocar o tema da conversa, porque não achava certo de sua parte ficar falando de Bomi. Sempre parecia que estavam falando de uma pessoa completamente estranha e que era difícil de reconhecer, mas mesmo assim, ainda era ela, a amiga de tantos anos. Não queria estragar isso.

Misoo voltou para a sala de aula após se despedir de Mia e teria um fim de período tranquilo. Suas notas a animaram para tentar prestar um pouquinho de atenção na aula e fazer o mínimo, que era anotar o que aparecia no quadro, apesar de trocar alguns risinhos com Eunbi e emojis de desespero na Matemática.

Com o fim da aula, o hábito de não voltar para casa se mantinha, porque mesmo o tratamento bom da mãe era um tanto incômodo e constrangedor. Preferia sentir-se natural com as amigas, sem ficar ouvindo sobre namoros falsos. Afinal, isso estava no fim já.

Sua relação com a comida andava estranha. Como estudou bastante com a avó, acabava comendo porque “saco vazio não para a em pé” e simplesmente não podia fazer desfeita a uma comidinha da vovó. Ela nunca se sentia perfeitamente bem em comer na frente dos outros, porque o alimento sempre parecia maior e mais gorduroso, e as pessoas sempre pareciam olhá-la atentamente como se fosse um tipo de estivadora, mas sabia que ficava muito mais difícil de treinar e fazer qualquer coisa sem comida. Com o namoro então ficava difícil de “sair” com Jung Mi sem que ele ficasse reparando no que ela estava comendo. Por esse motivos, e por estar cansada de inventar desculpas, suas refeições viraram de miss. Saladinha, fruta, um minúsculo pedaço de proteína. Quanto menor e mais leve a comida, menor a sensação desconfortável. No entanto, às vezes era impossível resistir a uma boa comida japonesa ou uma torta daquela confeitaria russa… Aí ela acabava comendo demais, especialmente quando estava ansiosa com alguma coisa.

Enfim, naquele almoço com amigas o comportamento miss seguiria. As amigas podiam achar que estava ‘ficando bonita’ para o namorado falso ou algo assim, mas ela não gostava de ficar explicando sobre suas escolhas de comida, apenas dizia que vinha sentido menos fome.

Grudada nas amigas, Misoo estava animada para ficarem juntos no parque também. Por mais que as relações estivessem um pouco estranhas, gostava de como o grupo trabalhava e ficava feliz de verdade com as brincadeirinhas entre gêmeos e as bobeiras entre amigos.

Wangjo - escola da falsidade

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Kim Sun-Hee em Sab Maio 12, 2018 11:37 am

O sorriso ganhou mais espaço no rosto de Sun-Hee conforme tia Yumi respondia as declarações de uma forma igualmente entregue e afetuosa. Não que Sunny desconfiasse do amor da mulher... Isso não. Mas ouvi-la dizer aquilo enchia seu coração de ternura e paz - algo que andava precisando nos últimos tempos. Permaneceram mais um tempinho abraçadas e a titia aproveitou a posição para distribuir uma nova série de beijos pelo rosto da mais nova. Sunny riu diante do gesto, bem mais leve e melhor recuperada. Então, depois dos desabafos e lágrimas, Sun-Hee estava pronta para se levantar - em diversos sentidos. Aceitou a ajuda da tia e ficou satisfeita ao perceber que aguentava ficar de pé, sem tremores ou excessivo cansaço. O banho seria a cura-chave. Deixaria todos os dissabores escorrerem pelo ralo e, enfim, começaria o dia, esquecendo essa manhã tempestuosa... menos o momento que dividiu com a titia. Aliás, a mulher quase enlouqueceu quando a sobrinha avisou que se sentia bem o suficiente e poderia ir ao serviço. A única coisa que a tia Yumi falou foi um belo não e a expressão impedia qualquer discussão sobre o assunto. Emburrada e amparada por ela, Sunny seguiu da cozinha até o banheiro ostentando um bico enorme.

Já estava novinha... Não entendia aquela decisão precipitada... Humpf!

Durante o banho, a titia lhe deu algum crédito e a deixou sozinha enquanto buscava uma muda de roupas limpas. O processo demorou bastante, até porque, só para lavar o cabelo, Sunny gastou longos minutos. Além disso, a água quente e pesada aplicava uma massagem no corpo, principalmente no centro da nuca, aliviando dores e tensões. Quando determinados pensamentos ousaram se intrometer naqueles instantes de bonança, Sunny forçou a mente a desligar-se, concentrando no vapor e no cheiro perfumado dos produtos. Ao fim, enrolou uma toalha na cabeça e se enxugou com outra. No espelho, encarou o hematoma na altura do ombro e mostrou careta assim que pressionou a região dolorida. Logo, vestiu o short jeans branco e uma camisa larga da seleção coreana que a titia separou, embora preferisse ficar o restante do dia usando pijama. Penteou os fios de qualquer jeito, jogando-os para trás e não se preocupou em secá-los.

Assim que voltou para a sala, ela viu o celular piscando em cima do futon ainda aberto. Imaginou que fossem as respostas de Kim e Stella, mas ficou surpresa quando o nome de JaeKi também apareceu na tela. Ele tinha enviado pouco depois dos amigos, então Sunny o respondeu primeiro devido ao próprio atraso. Sentou-se no colchão de modo confortável enquanto digitava. Sunny riu baixinho por causa da forma que o garoto usava para falar e a quantidade de perguntas, uma atropelando a outra.

JAEKI

SUNNY
Oi, JaeKi! Acordei passando mal, mas já estou bem melhor!
Só precisava dormir, hahaha
Desculpa a demora para responder Sad E você? Como está? Se comportou?

Já disse pra me chamar de Sunny... u_u Ain... Que teimoso!
SUNNY
Ahhh, komawo!
Vai me ajudar bastante!


Logo, foi a vez de Kim.

JOO HYUK

SUNNY
Pois saiba, Kim Joo-Hyuk, que é possível sim, tanto que a titia está preparando um bolo enormeeeee pra mim!
E... 9º?!?!?! 17º??? Mas... >_< Isso não é bom! No mínimo, legalzinho.
Kim... Por que está enrolando?
SUNNY
Último?
Nos dois resultados?
Eu não sei, mas a Lee-Hi anda esquisita mesmo, e quando tento conversar, ela se torna arisca.
Chega... Teremos uma séria conversa. Alguma coisa, definitivamente, está afetando o rendimento dela.


Sunny suspirou, angustiada. Primeiro, aquelas colocações... Esperava mais, de verdade. Mas, considerando o que houve... E agora, Lee-Hi. Precisava descobrir o que estava acontecendo com ela. Revelava-se distraída, nervosa e dona de um comportamento irritadiço que lhe bagunçava a doçura típica. Anormal!


Por fim, leu a mensagem de Stella.


STELLA

SUNNY
Sim, amiga! Eu dormi muito mal nesse período e... você sabe, né?
Komawo!!! <3!
SUNNY
Claro que vocês podem vir aqui!
Vou adorar a visita de todos!!!
Apareçam e vejam por si mesmos que estou novinha em folha, huuum!


Quando espionou a sobrinha, Yumi veria o rostinho sorridente dela e deduziria que estava tudo ok.

Pouco depois, Sunny surgiu na cozinha, ainda animada.

- Titia, eu vou... MEU DEUS! - levou as mãos até as bochechas, admirando aquele maravilhoso mundo de chocolate - Que.bolo.lindo!!! Dá pena de cortá-lo, mas... preciso comê-lo! Nesse exato minuto da minha vida!

Falou conforme se ajeitava na cadeira e aproveitou para enfiar o indicador no glacê, experimentando.

- Hmmmmmmmmm. Deeelícia! - sorriu, piscando os olhinhos - Mais tarde, alguns amigos vão vir aqui e tenho certeza que eles irão amar essa belezinha! Será que... Ahhhh... Um pedacinho bem pequeno...

Mordeu o lábio, ansiosa e logo riu.

- Mas, titia... A senhora se importa de fazer um cupcake especial? Ou algo adaptado?

Sunny citou a presença de Stella e não queria que a amiga ficasse na vontade. Não seria a primeira vez que a titia faria algo diferente para a menina, considerando a situação particular dela.

 
SEXTA-FEIRA - RESIDÊNCIA KIM

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Seo Hyemin em Sab Maio 12, 2018 5:26 pm


- Não, esse é só o quarto vestido. Eu quero contar uma história, de evolução. Tive essa ideia por causa dos desenhos do professor de Biologia. A primeira será pura, depois vai se transformando, até chegar com uma forma diferente, mas que ainda lembra a primeira  - sorriu, confiante.

Hyemin riu assim que mencionaram o nome do amigo de infância.

- Se você quiser mesmo posso falar com a unnie para convencê-lo a participar. Ele parece que odeia tudo, mas se for um bom namorado, vai fazer!  - olhou para cima, sonhadora. -  Ah!! Já pensou se fosse o Jung Mi mesmo? Posso chamá-lo por você, se quiser. Ele faria muito sucesso, com certeza, mas você tem que lembrar que os ombros dele podem ser difíceis de fazer um caimento para tecidos mais delicados. Sua roupa pode mudar a forma no desfile por causa disso e vai ser difícil julgar. - colocou o indicador na bochecha.

Logo grudou em Nana, toda cheia de sorrisos. A “briga” com Yerin já estava no passado. Adorava aqueles projetos mais “manuais”, especialmente de seu segundo clube favorito. As ideias começaram a dançar na mente da menina e ela tinha vontade de começar seus croquis oficiais agora. Concordou com a cabeça meio sem jeito na menção a Yerin, mas queria acreditar que até lá tudo tinha voltado ao normal. Não achava que aquele desentendimento duraria muito, de qualquer forma.

- Waaa. Tenho certeza que o seu vai ser um ensaio bem elegante e adulto. Me mostre quando estiver pronto, mas se ainda estiver com dificuldade, eu te ajudo. A gente vê alguns filmes juntas para inspirar!!  

Olhou para o lado, ao mesmo tempo que os demais e notou o comportamento de Hayoung. Ela franziu a testa e tentou acompanhar os olhares de todo mundo. Entendeu parcialmente, mais do que os outros dois, por causa da última conversa séria que tiveram, mas não estava preocupada.

- Briga de família ou algo assim. Coisa dela - Resumiu, balançando os ombros, para que os amigos não ficassem preocupados com isso, assim como não queria ninguém muito atento no seu mau humor com relação a Kim ou à passarinha. Daquela última vez, o conselho que deu era mais um desabafo para si mesma do que outra coisa, mas acabou que serviu para a menina também. Não se envolvia naqueles assuntos da colega e o primo, porque não era nada de seu interesse se aproximar de qualquer assunto que tivesse relação à bolsista e o orelhudo. Ainda assim, daquele grupo gostava bastante de Ui-Jin e o tratava bem durante as aulas - ainda pegava seus alimentos na bancada, porque o garoto cozinhava muito bem!  Para dar uma mão, a menina falou mais alto, querendo atrair a atenção da própria mesa para coisas que importavam, como...

- Beeem. Depois da aula, vou almoçar fora e aí eu vou para o salão. Se quiserem me fazer companhia, vou ficar feliz. Quem vem, quem vem? Principalmente você, Pika-pi, melhor forma de se preparar para um castigo é ficar com o cabelo hidratado e a unha feita enquanto você ainda tem cartões. Foi uma lição que aprendi com a vida - colocou a mão no peito, de forma dramática, lembrando-se do episódio de meses atrás.

Independentemente da resposta, a garota continuaria falando, agora sobre o seu salão favorito em Gangnam e temas bobos até que o intervalo acabasse. Insistiu muito para que pelo menos Eun-Na e Beom-Su fossem almoçar com ela (caso Hayoung tivesse seus próprios planos), assim não ficaria sozinha. Voltou para a sala sem procurar por Yerin, mas dessa vez grudou no braço de Beom-Su e o outro em Nana, para voltarem juntinhos.

Não conseguiu disfarçar muito bem que estava chateada quando viu Rin. Em vez de ficar toda animada e fazer mil perguntas sobre ela, a menina a deixou quieta e abriu o caderno para ficar concentrada em seus croquis. Foi isso que fez o resto das aulas: desenhou diversas peças de roupa até que conseguiu chegar em quatro que conversavam entre si. A concentração foi o bastante para que não houvesse o menor espaço para absorver as aulas, mas estava tudo bem porque podia sempre pegar anotações com os outros. Certo? O fato é que quando parou de desenhar não faltou muito para o sinal tocar. Nem sabia que tinha ficado tanto tempo assim absorta em seu projeto, mas era dessa forma que sua cabecinha funcionava.

Hyemin então finalmente convidou Yerin para almoçar fora e contou o plano de irem ao salão. Não estava esperando de verdade mesmo que a amiga fosse aceitar, porque isso significaria correr o risco de ouvi-la falando mais sobre a grande noite. Seria compreensiva nesse ponto, mas ao mesmo tempo era mais uma gotinha magoada, mesmo com uma desculpa boa que a fez sorrir com um “tudo bem” pronto. No fundo, nem queria que ela fosse se tivesse que jogar aquele gelo todo neles como da última vez, então nem insistiria, apenas a deixaria em paz e seguiria com quem tivesse aceitado seu convite.

Quando a aula acabou, levou seus amigos para um restaurante perto do salão e fez hora ali, mostrou seus desenhos finalizados e fez brincadeiras sobre ser um almoço de despedida de Beom-Su, assumindo que ele e o irmão ficariam de castigo juntos.

Era muito estranho sair apenas como um trio. Geralmente era ela, Yerin e outras pessoas rotativas, mas agora se via com aqueles dois e sem que houvesse um motivo que ela aceitasse de verdade. Não que precisassem ser grudadas, mas queria!!!! Será que a amiga a deixaria almoçar sozinha se os dois também não pudessem? Os pensamentos de Hyemin não foram tão longe. Pararam por aí. É claro que Rin não a deixaria sozinha. Eram só problemas que ela tinha em casa, e sua paciência com o noivo era menor, era o que acreditava.

Além do mais, desde a viagem, descobriu que era divertido sair com outras pessoas do grupo individualmente, algo que não era recorrente da formação Yerin - Hyemin - Yewon - Eun Na e Hayoung, já que havia divergências e bastante veneno ali no meio. Agora nem tanto e ela nem considerava mais Yewon parte do grupo. Só a marcava na internet porque ficava um pouco constrangida.

Depois do agradável almoço, Hyemin se despediu dos colegas e foi cuidar das madeixas, hidratar, fazer ondas no cabelo  bem grandes que ela teria mais facilidade de arrumar depois, cortar pontas duplas e ajeitar a franjinha.  Saiu de lá com as unhas pintadas de nude e uma decoração delicada.

Quando voltou para casa, ainda tinha bastante tempo, então pregou com alfinetinhos seus quatro desenhos para a aula de moda. Com isso, ela acabou se distraindo e algumas horas depois, embaixo daqueles desenhos dezenas de post-its apareceram com o nome dos tecidos que usaria, suas quantidades e tamanhos que ela passou a tarde pesquisando.

O alarme começou a tocar Red Velvet e ela já sabia que estava na hora de tomar banho. Uma nova sequência de músicas a acompanhou. Protegeu os cabelos com uma touca com orelhas de gatinho e fez todo o ritual com paciência para estar quase pronta - só faltava mesmo Beom Su chegar com a maquiagem e seu toque mágico, com um olhar masculino.

Agora balançava os pés, sentada na cadeira da penteadeira, enquanto assistia a um programa de variedades na TV sem realmente prestar atenção. Sentia o coração acelerado e a cada barulhinho novo do celular ela checava para ver se era uma mensagem de seu oppa, ou mesmo para acompanhar a chegada de Beom-Su. Estava tão perto do encontro que mal conseguia acreditar.

Wangjo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Park Hyun Hee em Sab Maio 12, 2018 6:52 pm



O garoto o olhou de morte quando o caso das drogas foi mencionado. Não era culpa dele! Não foi algo que fez intencionalmente. Achava que tinha um limite também, embora não soubesse até que ponto não teria experimentado em algum momento por conta própria e talvez por isso ele tivesse “perdoado” Jong-In. Era esse tipo de refúgio que ele buscava nas festinhas, mas que agora tinha em outro lugar. O hotel que era o spa de muita gente para Hyun Hee tornou-se um oásis também nos últimos meses.

Pegou pela gravata, tomou um susto, mas seu olhar mudou para um bastante entretido. Até queria sair no soco com o Secretário, mas estavam no carro. Ele olhou para frente, vendo a rua lá fora e sentiu aquela emoção esquisita de adrenalina e medo. Afinal, de acidente de carro ele entendia muito bem… Seu coração disparou com um gostinho de nostalgia.

- Ok. Eu entendi. Vai nos matar agora aqui ou prefere deixar para depois? - perguntou com um engasgo que não combinava com aquela personalidade e indicava o medo de uma pessoa normal. Durou apenas alguns segundos, mas ele se sentiu vulnerável, e adorou.

A mente se ocupou de revisitar a conversa com Jong-In, talvez até pela sensação que teve de estar no lugar do rapaz e de repente chegaram, regados a rock alto e um Hyun ansioso para soltar sua energia em algum lugar.

Hyun Hee caminhou imponente pelo local, como se fosse o dono daquilo ali, embora não chegasse perto disso. Era seu estado de espírito que o deixava pavoneando em sua autoconfiança.

Quando finalmente se ajeitaram na sala de treino, o rapaz ficou quieto, talvez por quase uma hora inteirinha, só esmurrando um saco de pancadas incessantemente, até cansar. Soltava uns xingamentos vez ou outra, mas estava em um estado irracional demais para manter uma conversa. O que dava perceber é que estava furioso com um homem, ou melhor, um colega de sala traiçoeiro e um belo de um filho da…

Só com aquilo o Secretário já tinha mais noção de quem ele falava. Não era a primeira vez que o nome aparecia. Hyun só tinha amigos maravilhosos.

Quando fez uma pausa para beber água, ele se jogou num banco, com as pernas abertas dobradas. Ficou pensativo um pouco até que suspirou.

- Você contaria pra ela? - começou sem o menor contexto - Vamos supor… você vê uma garota andando de moto comigo. Regularmente e escondido. Até aí, nada demais. Você acha que é uma besteira de estudante. Um dia, ela sofre um acidente. Por minha causa. Mas ela se rasga no asfalto e eu vou embora. Quando você percebe, ela é filha da noona do restaurante. Você poderia ter impedido aquele acidente, mas não fez. Se você contar, você também acobertou isso. Porque você sabe o tipo de pessoa que eu sou e as coisas que eu faço. Você entendeu?

Fez uma pausa, deu um gole generoso de água e voltou para seu treino.

- Se eu contar… Já era. Ela não vai me perdoar nessa. Tudo… porque… aquele..bosta… - imaginou o amigo em uma sequência de golpes e recuperou o ar. - Aiiiish. Se eu perder a garota, vou matar aquele merda. AH - rangeu os dentes.

Mais calmo, voltou para a água. Só conseguia pensar no jantar e no quanto daria tudo errado se contasse a verdade tão cedo para a joaninha.

- Eu não vou falar nada. Não é problema meu, é? Quer dizer… Como é que eu ia saber? Ele faz isso com todo mundo… AISH, mas agora eu sei o nome dela, eu sou cumplice. Ninguém naquela droga sabe o que aconteceu com ela, mas eu? Ah, eu sei.

Humor: mania / + + + * *

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Dong Hee Kyung em Dom Maio 13, 2018 1:15 am


Já fazia dois meses que as relações com sua adorável prima haviam se abalado, e fora logo depois que começou a sair mais com Stella, Sunny, Kim... conforme ia conhecendo gente nova, mais longe ficava da menina, ou ao menos, era a sensação que as vezes ele sentia.

A propria Jun já conseguiu observar o olhar atento e sério de Hee Kyung, foi afrontoso mas não no sentido de desrespeitar ela, e sim preocupado. Pois estas eram constantes frases trocadas por eles, sobre como os pais a tratavam, os castigos. Tudo mudou agora? Seria essa a mesma resposta a 3 meses atrás?

D.H.K

D.H.K
Ele se importa sim Hayoung, você sabe. Minha colocação nada tem haver com sangues, a razão é outra, mas vejo que não poderei entrar em mais detalhes com você... já que está aborrecida. Quando iremos conversar? Só em jantares agora?



Após isso o intervalo acaba e era tempo de retornar para as aulas. Parece que o tempo voou e Dong mal pode sentir acabar os periodos, talvez seja mesmo por causa da ansiedade. Contudo ele nota uma dor de cabeça forte se formando do lado direito da testa, talvez tenha sido por causa da noticia da nota ou seria por causa da adorada prima?

Quando a aula acabou finalmente, Dong seria o segundo a sair (provavelmente atrás de Ui-Jin outra vez). A essa altura Stella já poderia ter informado a ele se iriam mesmo ou não até Sunny, também seria questão de tempo ate HaN e Soona brotarem no corredor, já que o virgo ficou praticamente plantado a alguns metros da entrada da sala.

Kyung perguntaria se os amigos desejavam almoçar lá, ele só seguiria para fazer os pedidos caso recebesse uma resposta afirmativa.
Eles poderiam perceber que um dos olhos do garoto estavam semi fechando um pouco, mas ainda não havia tomado nenhum remédio.
Sua feição também demonstrava algum aborrecimento, não era exatamente uma carranca brava, mas parecia distante.


Enquanto isso, na Escola  MiguéJo

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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Ter Maio 15, 2018 3:05 am

7 DE JUNHO - WANGJO
O sinal da saída era o maior indicador da disciplina dos estudantes coreanos. Menos de um minuto depois de ser escutado - com a dispensa do professor - a sala de aula ficava reduzida a algumas pessoas aqui e ali. Durante a sexta-feira isso era ainda mais perceptível, porque significava que o amado, ainda que atarefado, fim de semana finalmente tinha chegado para aquelas mentes que beiravam a estafa mental.


Apesar de Hee Kyung ser um aluno com uma postura exemplar, ele sempre era um dos primeiros a sair. No caso, o segundo. Aquele dia, contudo, não parecia muito favorável para ele. O 7º lugar  estampado no ranking da turma despertou um lado amargo de sua personalidade tão exigente e perfeccionista. Não obstante, ainda havia o distanciamento com sua prima - que teve um resultado ainda pior do que o dele - fora toda a pressão familiar que isso traria. Já tinha a certeza de que seu pai não ficaria feliz com aquilo e que, talvez, o avô se mostrasse decepcionado na próxima reunião de família.

Tinha motivos de sobra para que sua dor de cabeça começava a incomodá-lo. Até porque, não tomou remédios para contê-la.

Ui Jin o observou em silêncio. Era um bom amigo e, mesmo sendo discreto e mais calado na presença feminina, conseguia detectar aquelas mudanças no humor das pessoas. Tocou no ombro de Dong, como se desse forças para ele.

Enquanto estivesse com Ui Jin, ele poderia ver Hayoung passando com seu grupo. Depois que ela não tinha respondido à última mensagem dele, ela realmente não aparentava que queria conversar pessoalmente. Ainda mais tendo aquele grupo como companhia. Yerin estava diferente, mas, ainda assim, era a rainha de gelo. Dava medo de se aproximar dela e o grupo também não parava por ninguém que não fosse do interesse deles. Hayoung até acelerou os passos e colocou o cabelo na frente do rosto, como se estivesse se escondendo.

A verdade é que queria mesmo adiar aquela conversa. Sentia muita falta do primo - por muitos tempo, ele foi seu melhor amigo. Mas agora estava mais do que evidente que eles tinham seguido caminhos opostos. Ele provavelmente estava alcançando seus próprios objetivos sociais enquanto ela não podia se sentir melhor ao lado da “elite”. Tinha certeza de que Hyemin confiava cada vez mais nela e aquilo era quase que um sonho se realizando. Sua pequena ídola desde o masterchef jr conversava e olhava para ela! Isso valia o preço das notas - muito embora tivesse certeza de que passaria por aquilo. Só precisaria estudar um pouco…

Outro motivo para o afastamento era a aproximação de Hee Kyung com Stella. Antes, Hayoung até que gostava um pouco da menina. Mas agora, achava que ela era cheia de soberba e toda metida só porque era diferente. E era justamente essa “diferença” dela que parecia atrair Hee Kyung. Na mente de Hayoung era mesmo uma escolha e Dong preferia a companhia da canadense.

Não havia espaço para as duas. Pelo menos a garota achava que não.

Ui Jin queria poder ajudar mais o amigo, mas ele mesmo não sabia por onde começar. Narrar uma história era muito mais fácil do que viver uma e as pessoas não eram personagens à mercê de dados. Era algo muito mais profundo e que ele não tinha experiência o suficiente.

Min Ho também se aproximou deles. Parecia um pouco mais calmo depois das aulas, mas todos sabiam de sua revolta. Ha Neul se aproximou sozinho, visto que Sona não esperou por ninguém. Cumprimentou os amigos e perguntou sobre a decisão final. Foi nesse instante que Stella e Joo Hyuk também se aproximaram.

Stella falou de sua conversa com Sunny. A menina tinha ficado mais do que feliz com a ideia da visita e queria que todos fossem. Todos mesmo. - nessa hora, olhou para Min Ho. O garoto fingiu que nem era com ele e Kim deu um sorriso. Era típico de Sunny fazer isso. Como já sabia o endereço de Sunny, Stella mandou para Dong e os meninos - não sabia como iriam, embora imaginasse que fossem juntos.

Tanto ela quanto Kim não puderam ficar para o almoço. Joo Hyuk ia almoçar com a mãe no trabalho - era um ritual deles. A mãe dele tinha um alto cargo na HGT- a Samsung do nosso jogo - e trabalhava exaustivamente. Mesmo assim, sempre que possível, ela estava junto e presente na vida do filho. Um almoço aqui, um almoço ali, fim de semana juntos. Às vezes Kim ia para o trabalho dela para ajudá-la, nos fins de semana, só para ficarem juntos. Era algo que fazia desde pequeno. Quanto ao pai, Joo Hyuk nunca comentou dele...E os amigos também nunca perguntaram.

Já Stella não ficou por outro motivo relacionado à sua mãe: iria acompanhá-la na última ultrassom de seu irmãozinho. O nome escolhido era Benjamin Jun ou Jun Young Hyun. Ben - como Stella chamava, mesmo com o nome coreano escolhido - estava nas últimas semanas e, passado o ciúme e a insegurança inicial, a irmã estava bem ansiosa para sua chegada. Tanto que fazia questão de acompanhar a mãe.

Porém, eles combinaram de se encontrarem na casa de Sun Hee por volta das 19h. Era um horário ok, nem muito cedo e que também impedia que fosse embora muito tarde - talvez, nunca se sabe.

De todo modo, Hee Kyung não comeria no colégio. Vendo que o amigo não estava muito bem, Ha Neul chamou os amigos para um churrasco coreano. Dizia que seria como relembrar os velhos tempos que eram apenas um quarteto. Min Ho pareceu animado com isso. E lá foram eles, apertados no carro de Ha Neul. Ninguém esperava que Hee Kyung fosse oferecer o carro mesmo, até porque, ele nem parecia que tinha um.

[...]

Durante o curto período que tiveram para conversar, Bomi disse a Won que iriam ao Children’s Grand Park em Gwangjin-gu. Era um distrito universitário e que tinha algumas opções interessantes de passeio e boemia - por conta dos universitários. A garota sorriu quando ele se lembrou das aulas de defesa pessoal e, para variar, colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha enquanto ponderava.

Era um pouco estranho não poderem ter uma conversa normal, sem a companhia de uma desculpa. Porém, desde que o irmão dela passou a dificultar um pouco as coisas - e Won ciente de que o pai não gostava nada da família dela - parecia que esse era o único caminho. Na verdade, não havia outro jeito. Até as vezes que ela ia ao café, precisava contar com a ausência de seus pais.

Esquisito, mas ao mesmo tempo...Rendia um temperinho a mais.

Parecia até que estavam fazendo algo proibido e deixava a situação um pouco mais instigante.

Como estavam disfarçando, a conversa realmente foi curta. Pelo menos ela já deixou Won preparado para onde iriam. E também pôde ver que ela estava animada com as aulas de defesa pessoal - quiçá alegrinha por ele ter recordado. Bomi acenou enquanto se afastava dele com sua latinha. Dessa vez, ela seguiu até o grupo de suas amigas e por lá ficou.

Quando Won voltou para a mesa, encontrou o palmo de bico de Kang. O garoto estava começando a lamentar o dia que ensinou os cinco passos do bang bang bang aos amigos. Eles simplesmente não conseguiam sossegar!! E ainda ficavam em melhores colocações mesmo que só pensassem nas saias esvoaçantes de Bomi e Eun Bi - sim! estava reclamando dos dois! E não, ele jamais olharia para o modo como as saias delas balançavam ritmadamente quando andavam. Que absurdo… - Isso era muito injusto.

Jae Ki não voltou para o refeitório e eles só se encontrariam de novo na sala de aula.

Won e Kang nem imaginavam o estranho encontro que o amigo tivera com a rainha de gelo. Teve até disparos dos dois lados - a garota ficou revoltada quando ele chamou seus desenhos de gótico e teve vontade de tacar uma pedra na cabeça dele. Mas se segurou. Não podia se descontrolar…

Os meninos tiveram seus motivos para se distraírem, mas Kang tentou se focar ao máximo. Não podia se deixar abater por conta de uma nota. Não, não! Precisava focar em seus objetivos - que agora estavam lá no topo! Quando a aula acabou, o trio pôde relaxar. As pessoas estavam ansiosas demais para saírem da sala, mas eles ficaram um pouco mais - até porque Jae Ki batia umas fotos do caderno.

Também não era necessário correr, porque o refeitório ficava mais vazio para o almoço de sexta-feira, ainda mais sem clubes.

O K-Dragon guardou seu material e pendurou num dos ombros, enfiando as mãos nos bolsos da calça. Caiu um pouco quando sentiu a mão de Won em seu ombro e o encarou. O garoto parecia tão otimista…

A conversa na máquina parece ter sido boa. Mas será que o bom pressentimento era para valer ou o prelúdio de um desastre?

O trio almoçou no colégio mesmo. Won podia dizer o nome do lugar que iriam, caso quisesse - e veriam que a entrada era de graça. Só algumas coisas específicas como o zoologico, campo de futsal e quadra de tênis eram pagos. Os brinquedos, obviamente, também eram pagos, mas aí ninguém era obrigado a ir mesmo. Enfim, dava para Jae Ki se divertir dentro de seus limites financeiros e ainda cobrar a comida que Won prometeu.

Durante o almoço, Jae Ki também receberia a mensagem de Sunny.

Quanto mais rápido terminassem, mais cedo chegariam até o trabalho e seriam liberados. Considerando que combinaram que o “passeio” começaria às 19h e o parque fechava às 22h, eles conseguiriam aproveitar alguma coisa, pelo menos. Eun Bi ainda tinha dito que nada terminava antes das 1h da manhã numa sexta-feira. Talvez eles esticassem para algum lugar extra depois, dependeria do ânimo deles mesmo.

[...]

Em muita boa hora, Misoodecidiu mudar de assunto em sua mesa. Mia e Eun Bi também estavam confusas quanto a Bomi, mas quando a menina se aproximou da mesa, trazendo a latinha de suco e um sorriso querido, as duas também se sentiram mal por “estarem fofocando” sobre ela antes.

Contrariando os comentários, Bomi parecia bem confortável e próxima das meninas. Ela,  inclusive, contou o que foi falar com Kim. Os olhos dela começaram a brilhar quando contou a ideia que teve para a Rádio e que ele parece ter gostado. Disse que era um pequeno spoiler, mas elas eram suas amigas e não via problemas em contar - mais uma facada no peito de Eun Bi e Mia. Bomi tinha sugerido uma lista de nomes para convidar antes das férias de verão, alguns nomes de prestígios e até mesmo alunos para fazerem pequenas entrevistas durante o almoço ou até mesmo o intervalo.

A primeira pessoa já tinha aceitado, mas isso ela não podia dizer quem era porque era surpresa. Segunda-feira elas saberiam, mas já estavam sabendo mais do que muuita gente.

Não demorou muito para que o intervalo acabasse e o grupo voltasse para os livros. O trio voltou a sentar junto, mas naquele dia, estavam mais concentradas mesmo. Só às vezes que Eun Bi não resistia e mandava uns memes ou implicava com Misoo. Precisou esconder a cara de riso algumas vezes, mas nada que uma longa puxada de ar não resolvesse.

Quando o sinal tocou, elas não demoraram muito, mas para tristeza de Misoo, nem todas poderiam almoçar.

Eun Bi e Bomi tinham compromissos, mas eram presenças confirmadas à noite. Mia, no entanto, topou sair com ela. Como não sabia se poderia ir ao parque, pelo menos garantia o almoço com a amiga. As duas foram até um restaurante japonês e encheram a barriga de sushi - um perigo para Misoo, mas considerando que estavam comemorando a boa colocação no ranking, até que valia a pena.

O triste foi que ela nem teve como enrolar muito para ficar fora de casa e logo teria que encarar a residência Yeun.

Quase sentia o desânimo batendo na porta, mas...Algumas coisas precisavam ser encaradas de frente mesmo.

[...]

O intervalo tinha sido um momento de altos e baixos para Hyemin. Seus amigos a animavam ainda mais com o evento que ocorreria naquela noite, mas parecia que nada podia ser 100% em sua vida. As duas pessoas que ela mais amava na vida resolveram que fariam algo que a chatearia naquele dia. Primeiro o pai dizendo que viajaria às pressas para o Japão e depois Yerin, se retirando daquele modo.

Por mais que Beom Su, Nana e Hayoung se esforçassem, era difícil não sentir a falta de Yerin. Ela podia não gostar de moda e ter um gosto esquisito por preto e cores que não valorizavam aquele rostinho lindo que ela tinha, mas...Era a Rin e sempre estava ali. Por que justo agora não podia estar também?

O pessoal evitava tocar no nome dela, mas vira e mexe, o pensamento de “algo estava acontecendo na casa dela”, surgia, ainda que não verbalizado.

Hyemin afastava os pensamentos porque precisava focar! Foco na grande noite!!

Ou pelo menos foco em coisas legais como ideias de vestido. Quando reencontrou com Yerin, a amiga parecia meio aborrecida com algo que aconteceu no intervalo, mas logo disse que não tinha importância e passaria. Ela recusou o convite do almoço sem nem ao menos hesitar. Rapidamente disse que tinha uma consulta marcada para aquele dia - e foi convincente e segura o suficiente para que não houvesse dúvidas de que era importante mesmo.

Pelo menos para os outros, porque Hyemin sentia que, no fundo, podia ser uma mentira. Bom, pelo menos não precisaria aguentar aquela aura gelada dela durante o almoço e poderia mostrar suas ideias para os amigos.

A aula foi bastante produtiva para a menina. Conseguiu fazer vários esboços e encher de detalhes. Quando a aula acabou, o trio iria almoçar com ela. Porém, para o salão, apenas Hayoung mesmo. Nana não estava com muita paciência para salão - e foi assim desde que perdeu sua vaidade e Beom Su disse que precisava preparar sua maquiagem para Hyemin. Queria treinar antes de pintá-la. Mas Pika-pi foi porque conseguiu fugir do primo e não queria mesmo voltar para casa.

Estava nítido em sua expressão toda vez que pensava em voltar.

O tempo passado com Hayoung foi bem proveitoso, mas depois cada uma seguiria para seu próprio caminho. O tempo parecia se arrastar para Hyemin sozinha, mas era apenas uma questão de tempo…

Bem pouco tempo mesmo.
(C) Ross


SUN HEE - RESIDÊNCIA KIM
As mensagens demoravam um pouco mais a chegarem por conta das aulas. Depois de responder ao trio, Sunny se desligou um pouco do celular para dar atenção à tia e, bom...ela que teve a atenção completamente roubada pelo belíssimo bolo de chocolate que tinha diante de si.

Yumi sorriu orgulhosa, chegando a inflar o peito no melhor estilo “eu que fiz”. Mas logo riu do exagero da sobrinha.

- Dá pena, né? Você é a maior serial killer de chocolates e tá com pena desse? Uhum, sei bem.

Disse brincando enquanto secava as mãos no pano de prato e se aproximava da mesa de novo. Cortou o bolo para a sobrinha porque ela era um desastre até nisso. Não queria que desastres acontecessem. Repetiu o gesto dela, também “maculando” aquela perfeição ao passar o dedo indicador para provar o confeito. Ficava satisfeita por ver que a sobrinha parecia melhor depois de uma conversa, comida quente e um bom banho. Agora com chocolate, tudo certamente ficaria perfeito.

Até que um disco arranhou na cabeça dela.

- Mwo?! Visitas? - Olhou para a casa.

Os cachorros estavam espalhados por cinco pontos diferentes e tudo parecia uma imensa bagunça de almofadas e lençóis para Yumi. A mulher levou a mão até o peito, no mais drama já visto por Sunny.

- Minha casa está uma bagunça! Como vou receber seus amigos? Que vergonha! E o que eu vou servir? Estou sem comida...Aigooo, preciso ir ao mercado. O que seus amigos gostam de comer? Vem os de sempre ou alguém mais? Kim come por cinco, eu sei, seus irmãos comem por sete. Sua amiga vem? Vou preparar algo dietético para ela…E a Lee Hi? E aquela outra de cabelo colorido? Sunny, SUNNY, PARA DE COMER!

Arrancou o prato da mão dela e chamou a atenção.

- Você acabou de me despejar uma informação dessas, de que seus amigos virão ate nossa casa caóticas. PELO MENOS ME DIZ QUEM SÃO E O QUE COMEM! EU NÃO QUERO QUE MINHA CASA SEJA MAL FALADA PELOS VIZINHOS OU POR SEU COLÉGIO.

A mulher entrava em pânico. Os cachorros nem se abalavam. Até eles conheciam aquele drama.

- Você vai passar o pano na casa. Aaah vai...Você VAI. - Bateu o pé. - Eu vou ao mercado comprar os ingredientes para algo gostoso. Quando chegar, quero o pó tirado. Você já tá ótima.

Agora ela estava ótima, não é? Essa é a lógica materna, no fim das contas.

- Gaja!! Gaja!!! Come e limpa! - Empurrou de volta e começou a procurar por um caderninho e caneta. - Vai, nomes e gostos.

Sunny só sairia daquela mesa depois de falar um pouco sobre os gostos de seus amigos e quem iria.

Depois de todos os detalhes, a tia a deixaria sozinha com a tarefa de arrumar aquela casa e deixá-la minimamente apresentável. Apesar de Hee Kyung ser uma pessoa legal, era o filho da chefe dela - e se Sunny dissesse isso, deixaria Yumi ainda mais nervosa. Era o filho de uma de suas melhores amigas. Tinha visto Dong pequeno, mas bem poucas vezes porque não era sempre que via Hye Sun também - a vida adulta é uma droga para as amizades do colégio.

Além do filho da patroa, o garoto também era perfeccionista e podia reparar em pequenos detalhes que...ela talvez não gostasse muito que ele reparasse.
(C) Ross



7 DE JUNHO - RESIDÊNCIA DONG
Depois do churrasco com os amigos, Ha Neul deixou o amigo em casa. A dor de cabeça que indicava fome tinha passado, mas a do estresse, ainda não. Na presença de Min Ho, ficava difícil desabafar sobre coisas que demandavam mais tato.

Ha Neul e Ui Jin queriam ajudá-lo, mas ficaram de acordo para conversarem em outra hora. Durante o almoço, Min Ho disse que não iria mesmo até a casa de Sun Hee. Não demoraria para que os amigos começassem a pensar numa forma de enganá-lo para que fosse sim. Porém, no fim, caberia à Dong resolver isso.

Teria algumas horas para pensar no caso.

Antes, contudo, uma pequena surpresa. Quando passasse pela frente da casa, veria o carro da mãe parado. Não era nenhuma miragem, Hye Sun realmente estava em casa durante uma sexta-feira à tarde. A mulher estava saindo de um dos corredores quando o menino entrou. Estava massageando a têmpora, do mesmo lado que Dong vinha sentido a dor dele, mas parou quando viu o filho.

Virou-se e, deixando a dor de lado, deu um sorriso.

- Filho! - Abriu os braços para recebê-lo. Ela usava roupas de casa, indicando que já estava há algum tempo ali.

Talvez tivesse até almoçado sozinha. Se Dong ao menos tivesse ligado para ela ou ido para casa direto, provavelmente teria encontrado.

- Como foi seu dia, meu querido? - Apertou o abraço com força e deu um beijo na testa dele. - Parece cansado...você está bem? - Começou a procurar indícios de problema pelo rosto dele.
(C) Ross


7 DE JUNHO - RESIDÊNCIA YEUN
Um almoço foi tudo o que Misoo teve para se manter longe de casa. Sua avó também não estava em Seul. Foi para o interior para descansar por alguns dias, aproveitando uma folga do filho também. Receosa com o que encontraria em casa, a menina esperava poder seguir direto para o quarto.

Ainda mais ciente de que carregava uma quantidade considerável de frutos do mar e peixe na barriga. Podia sentir o peso, mesmo comendo “pouco”.

Contudo, ela mal daria alguns passos na direção da escada quando escutou uma voz austera. Seu pai era um homem extremamente reservado, poucas vezes falava mesmo, mas sua voz era marcante o suficiente para fazer a espinha gelar e o coração acelerar.

- Misoo?

A porta do escritório dele estava aberta.

O que ele estava fazendo em casa nesse horário?! Bom, foi fácil imaginar que Misoo que tinha chegado - havia câmeras de segurança na casa e a mãe dela, provavelmente, estava no segundo andar.

O homem não a chamaria uma segunda vez. Imaginou que não fosse necessário, uma vez era o bastante. Quando ela chegasse no escritório, veria que os óculos dele estavam rebaixados, na metade do nariz. Ele olhava na direção da porta, por cima do acessório e essa era uma típica expressão de quem faria algum tipo de sermão.

Indicou a cadeira para que ela se sentasse e, finalmente, retiraria a peça antes de se acomodar melhor em sua confortável cadeira.

Caso Misoo não atendesse de primeira, ele chamaria apenas mais uma vez antes de se levantar e tomar as devidas providências.
(C) Ross


7 DE JUNHO - RESIDÊNCIA SONG
Não bastava todo o estresse que ele passava na escola, ainda teve um dia realmente ruim no trabalho. O comentário de Won sobre “bom pressentimento para hoje” parecia uma incrível piada de mal gosto se comparado ao que ele estava passando agora.

Por que uma pessoa como ele, sempre cheio de boas intenções tinha que tomar tanto na cabeça?

O chefe dele estava especialmente insuportável nesse dia e faltou pouco, muito pouco para que ele não recebesse o xingamento que merecia. O estresse foi tamanho que o chefe o dispensou - e talvez tenha sido para sempre, apesar de muitas vezes falar isso da boca para fora. Afinal, onde mais arranjaria alguém como Jae Ki? Que fazia o trabalho de três e recebia por meio?

Pelo menos aquela droga tinha acabado e ele poderia descansar um pouco. Como morava perto de casa, daria tempo de tomar um banho rápido e trocar de roupa.

Aquele era mais um passeio que não poderia levar Soo Ji mesmo que fosse o Grande Parque das Crianças. Porém, para a sorte dele, não teria que encarar a irmã. A halmoni não era dona dos horários de Jae Ki - se duvidar, nem sabia que ele fazia clubes, quiçá que ele estava sem clubes naquela semana. A única coisa que ela reclamava era com a madrugada. Isso sim a aborrecia.

Mas durante o horário de gente normal? Ele podia fazer o que quisesse.

Fato era que naquele dia, ela tinha ido ao mercado com Soo Ji. Então, ele poderia seguir com seus planos sem culpa - quem sabe um docinho ou balão do parque não a deixasse feliz depois.

Sem wi-fi de casa, ficava dificil de receber as mensagens dos amigos, mas a vizinha insuportável não tinha mudado sua senha, então, ele estava bem mais ativo sim. Sunny já o tinha respondido e aquela afrontosa da Eun Bi, também. A mensagem de Eun Bi, contudo, foi apenas o nome do lugar e o horário - confirmando o que Bomi disse a Won, caso Won realmente tivesse dito para ele durante o almoço.

Eram cerca de 19h. Teoricamente, já estava atrasado, mas depois do dia que teve, ele bem que merecia um desconto.
(C) Ross


7 DE JUNHO - CAFÉ BEAUTIFUL
O bom humor de Won era analisado bem de perto pela chefinha. Hyesang o observa atentamente enquanto ele ia de um lado para o outro como se flutuasse entre as nuvens. Sempre cutucava Taegyu com o cotovelo e fazia um “ah lalala” ou “olha isso…”. O noivo ria e dava um beijo na têmpora dela, para que se acalmasse.

Ji Hyun também olhava meio desconfiada. Os meses ao lado de Won tinham sido bem animadores, mas ela nunca o tinha visto daquele jeito. Sabia que o garoto era otimista e tudo mais, mas parecia que algo especial aconteceria ali.

- Parece que ganhou na loteria. - Ela comentou, em determinado momento. - Você ganhou?! Ou será que tem planos para hoje?

Perguntou para confirmar suas suspeitas, mas a segunda pergunta foi um pouco mais maliciosa e arqueou de leve a sobrancelha.

Será que Ji Hyun também tinha o que fazer? O que será que ela diria se soubesse o tipo de pessoa que ele estava lidando naquele evento? Será que gostaria de andar com aquele tipo de gente? Ela parecia ser bem tranquila, mas como lidaria com Wangjo, se estudasse lá?

Bomi e Gyu Sik nem apareceram no café naquele dia e, apesar de um pouco decepcionante, pelo menos ele tinha a certeza de que veria os gêmeos à noite.
(C) Ross



7 DE JUNHO - RESIDÊNCIA SEO
O tempo se arrastou um pouco para Hyemin. O relógio não acompanhava o ritmo de seu coração acelerado. Os programas de entretenimento não estavam cumprindo com sua função, mas os clipes e as músicas valiam a pena.

Não havia mensagens de Miwoo e ele nem deixava o status disponível para que vissem a última vez que tinha sido visto on. A última mensagem tinha sido um típico “bom dia. Como vai? Bem e você? Bem também. Tenha um bom dia” trocado na terça-feira. Na mensagem de domingo, havia o endereço do restaurante. Era um bistrô em Yangcheon que tinha como foco frutos do mar - tinha até um belíssimo aquário que foi construído por um programa de tv. Um aquário lindo.

Como a Coreia do Sul passou a ganhar grande destaque internacional, muitos estrangeiros começaram a migrar para o território. Com eles, veio toda sua cultura que se espalhou e se misturou à vida coreana. O bistrô tinha cara e gosto de comida ocidental - com um toque de mediterrâneo. Ficava no ponto nobre de Yangcheon e era um lugar muito badalado entre os jovens e jovens adultos, porque msiturava o clássico com o moderno.

Além de ser um lugar lindo.

Aquele lugar tinha mesmo tudo para ser o primeiro de muitos palcos inesquecíveis de sua história com Miwoo.

Por volta das 6:30 P.M, a campainha tocou com a chegada de Beom Su. O garoto estava feliz - e ainda livre. Aproveitava seus últimos instantes de liberdade e estava extremamente animado para o resultado.

- Fiz o teste, ficou maravilhoso! Seu cabelo tá tão lindo, você deveria fazer esses cachos mais vezes...Vai com ele solto mesmo ou vai fazer um penteado?

Penteados não eram o foco dele, mas ele podia tentar alguma coisa, caso Hyemin quisesse. O que ele se garantia mesmo era a maquiagem e depois de ver de perto o vestido escolhido, ele começou todo aquele processo para transformar Hyemin. Não era difícil exaltar o rosto dela, mas ele tentava deixá-la um pouco mais adulta sem perder aquele ar pueril que ela tinha.

Detalhista, ele adquiria uma postura e expressão muito mais séria. Nem fazia as piadas ou os sorrisos de sempre, porque não se perdoaria se errasse alguma coisa.

Cerca de meia hora depois, ele tinha terminado seu trabalho. Quis deixar Hyemin pronta uma hora antes, porque nunca sabia como estaria o trânsito e essas coisas. Finalmente viraria a cadeira para que ela olhasse o resultado final de sua obra de arte. Só sorriria depois de ouvir o feedback dela. O coração batia na boca, nesse momento.
(C) Ross


7 DE JUNHO - HYUN HEE
Han Jae sabia como as coisas funcionavam com Hyun Hee. Claro que ele ainda carregava seus mistérios e seus surtos poderiam surpreendê-lo, mas para aquele tipo de situação, ele sabia como se encaminhar.

Os dois ficaram se exercitando em silêncio. O garoto receberia o atento olhar de Han Jae que o ajudava a controlar tempo, respiração e postura. Sabia que ele não estava ali para ser o próximo premiado pelo cinturão de MMA, mas se continuasse todo torto, provavelmente se machucaria. Então, Han Jae fazia o papel de treinador e o corrigia.

Quando houve uma pausa, ele também se sentou e tomou um isotônico. A primeira frase, atraiu a atenção dele. Não havia contexto nenhum, mas era a grande questão do que atormentava Hyun. Portanto, era a frase mais importante.

Não respondeu às perguntas retóricas, permitindo que ele continuasse o desabafo. Uma vez que terminassem, ele finalmente diria.

- Por que você seria cúmplice? - Suspirou. - Na história que você me contou, a menina ia escondida. Se uma coisa precisa ser escondida é porque os envolvidos sabem que é errado, mas escolhem esconder mesmo assim. Ainda que você quisesse se meter e avisar, existe a chance do resultado ser o mesmo.

Engoliu em seco, ponderando.

- É o livre arbítrio. Mas se você se acha culpado de alguma coisa...Não é com Park Chaeyoung que você precisa falar. Ela não foi afetada pelas escolhas, foi? Se você acha que falhou com alguém, deve ter sido com a menina. Eu acho que é uma situação complicada e que não tem resposta simples. Mas...Você definitivamente não é um cúmplice.

Foi o que o homem concluiu. Ao olhar para o relógio, comentou.

- Vamos almoçar aqui? Já são 2h P.M. Você está treinando há horas, precisa comer alguma coisa. Aliás, como se sente?

Perguntou com verdadeiro interesse, afinal, ele tinha tomado o remédio que vinha evitando com certa frequência. Depois dessa resposta, eles seguiriam até o restaurante do SPA para comer alguma coisa.

Aquele ambiente traria certa paz para Hyun Hee. Não havia olhos julgadores sobre ele e, de certa forma, quando olhasse para Han Jae, ele também podia sentir...segurança. Não, não era um trocadilho por ele ser o segurança particular dele. Era a questão de...realmente terem construído algo nos últimos tempos.

O medo que sentia por conta da manipulação de Jong In, parecia pequeno...Porque Han Jae sabia resolver, ao seu modo, algumas coisas.

De repente, parecia que tudo ficaria bem de novo.

E talvez ele pudesse focar nos planos para aquela noite. A joaninha ainda esperava por uma pista do lugar que iriam, mas não o estava perturbando muito, respeitando o espaço dele, como sempre fazia.
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Seo Hyemin em Ter Maio 15, 2018 8:07 am



Hyemin releu as mensagens, sentindo aquela ansiedade característica de quem gostaria de ter reescrito cada uma delas. Lembrava os dez minutos em cada uma que demorou até remover todos os emojis, acrescentar um pelo menos, ou uma exclamação para não parecer fria ou boba demais, mas não tinha conseguido conter os pontos de interrogação triplicados ou uma florzinha no final de seu “Obrigada” após o endereço. Ainda era muito tímida com aquele rapaz mais velho para fazer perguntas substanciais como, por exemplo, por que ele não a buscaria em casa, ou perguntar se ele já estava saindo ou mandar emojis ansiosos demonstrando sua empolgação. Não, nesse sentido, ela era a mais discreta das meninas, ainda que tivesse vontade de enchê-lo com sua felicidade naquele dia.

O coração já não aguentava mais quando ela ouviu a campainha e, diferentemente do costumeiro, foi ela mesma para a porta, agradecendo sua governanta e recebendo ela mesma seu amigo. Ela pegou suas mãos, dando vários pulinhos ansiosos e balançou o corpo em ansiedade, grata por sua visita.

- AAaAaAaAaAAa. Você achou mesmo??? Obrigada!!!! Depois do banho, com o vapor, deu uma diminuída, era o efeito que eu queria mesmo. Ah, vou deixar solto, mais adulto, né? Eu sei que a Nana diz que eu tenho que ser eu mesma, mas não posso esquecer nunca que ele é mais velho. Ele tem que me achar bonita também  - sorriu, empolgada. -  Vamos, vamos.

Depois, ela o arrastou para o quarto, onde seu pequeno estúdio de maquiagem também estava à disposição dele, bem como as melhores luzes da casa para o make. Puxou a cadeira de estofado rosa que lembrava um trono para sentar-se e esperar a produção.

- Olha, aqui você pode usar qualquer coisa se quiser. Não repara na bagunça, depois vão arrumar. Ai, obrigada por vir aqui só pra isso!! Eu diria pra ficar quanto quiser, mas você vai encontrar com a Nana, né? Divirtam-se bastante. Ai vou parar de falar, para não ficar me mexendo muito

A ansiedade da garota estava bem nítida, desnecessário dizer, mas ela conseguiu comportar-se enquanto era maquiada. Ao final, ficou surpresa com o resultado no espelho e o último toque de Beom Su em seu rosto.


- Uwaaaa… Eu estou maravilhosa. Beom-su, você é um profissional!!!! Eu sou… sou tipo uma mulher. Ficou incrível. Muito obrigada. Deixa eu te dar um abraço!

Quando se levantou, deu um abraço apertado no menino, expressando aquela energia poderosa e depois se fechou num cômodo para trocar o vestido. Deu várias voltinhas alegres e o agradeceu um pouco mais. Logo o celular avisou que estava na hora de ir e ela ofereceu o próprio motorista para deixá-lo na casa de Nana. A verdade é que queria uma companhia dentro do carro e estava adiantada. Como dizia a tia, uma princesa nunca está atrasada, os outros é que precisam esperá-la.

A trilha sonora do carro desta vez era uma sequência de músicas de girlband e Selena, todas sobre amor. Hyemin começou a concentrar-se ali dentro quando ficou sozinha e dessa vez até agradeceu e deu tchau para seu motorista quando chegaram ao bistrô.

A menina não estava nervosa com o local, porque já o tinha estudado com os amigos. Por isso, entrou com confiança ali dentro, embora seu coração estivesse mais acelerado do que nunca. A garota cortou o garçom sem querer, pedindo o número de mesa específico que a valorizaria e sentou-se por ali com um profundo suspiro. Pediu uma água.

Certo. Estava quase tudo perfeito. Ficou com vontade de mandar mensagem para seu noivo e dizer “já cheguei”, mas isso seria muito anticlimático! Esforçou-se para não pegar o celular, mas ainda estava muito ansiosa, então resolveu avisar ao grupo que tinha chegado ao restaurante. Ao abri-lo, viu o nomezinho de Yerin nas conversas mais antigas e achou melhor não. Em vez disso, mandou mensagem a Beom-su, dizendo que já tinha chegado e um emoji, mandando um beijo para Nana como um recadinho. Certo, tudo bem. Ajeitou a postura e ficou com as mãos entrelaçadas, como uma bonequinha, aguardando.

Bistrô - Yangcheon

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Yeun Misoo em Ter Maio 15, 2018 9:01 am


Somente a ansiedade para voltar para casa a faria comer daquele jeito descontrolado. Era difícil se aguentar de vez em quando. Durante o almoço com Mia, falou mais do que a conta e perdeu o controle do que estava comendo. Depois, quando se deu conta que teria que ir para casa, foi logo ao banheiro do restaurante e checou se estava parecendo uma porca gorda a ponto da mãe reparar o que tinha feito e começasse a xingá-la de novo.

Agora, que tinha acabado de pisar em casa, ponderava que talvez não tivesse sido uma boa escolha comer comida japonesa, mas era tão gostoso… E, bem, ela merecia porque as notas eram boas. E foi uma vez só na semana inteirinha. Nem comeu no café da manhã, estava tomando bastante água…Não tinha problema, tinha?

Assim que entrou em casa, planejou uma linha reta até o quarto e saiu fazendo um mantra para não encontrar ninguém no caminho, mas não adiantou. Talvez fosse a massa de alimentos pesando no estômago e a deixando lenta. No entanto, a surpresa maior foi ouvir a voz do pai, em vez daquele tom agudo da falsidade daquele novo ser que tinha despertado na mão. Por esse motivo, travou com a mão no corrimão e olhou para trás.

Não havia ninguém, mas o espectro paternal a induzia a ir para a salinha. Lembrava que da última vez que tiveram uma conversa séria, ela ficou de castigo, sem aulas de Tênis e com reforço com o professor bonitão nas férias inteiras. O que poderia ser agora? Fez uma careta mostrando os dentes. Pelo menos, ele não ficaria cheirando seus dedos ou dando escândalo por causa do comida. Parecia um tanto seguro. Foi até o escritório, um pouco desajeitada e fez uma reverência ao pai, um pouco sem saber o que fazer.

- A...boji - corrigiu-se ao perceber que o clima era sério. Droga, poderia ter pulado aquelas horas do dia e ido direto para o parque, quem sabe? Seria a única de uniforme, mas não estava nem aí. Pediu licença e sentou-se à frente dele. - Que surpresa…Tudo bem? - disfarçou, colocando uma mecha de cabelo para trás, depois juntou as mãos no colo, em uma posição desconfortável e tensa, que começaria fazer a doer seu ombro logo menos. Não falou mais do que isso. Sabia que teriam algum papo sério, só não sabia o que era, mas torcia para que fosse breve.

Residência Yeun da falsidade

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Park Hyun Hee em Ter Maio 15, 2018 10:56 am


O Secretário tinha um ponto: ele muito provavelmente não conseguiria evitar o que aconteceu, ainda mais porque Jong-In era muito convincente e, pelo que o amigo tinha relatado, a garota era muito deslumbrada mesmo. No entanto, sentia que de alguma forma tinha traído Chaeyoung, era esquisito explicar. Na verdade, ficava ansioso com a ideia de que ela o culparia por isso. Ou algo assim. A racionalização do problema pareceu funcionar, ou talvez fosse o remédio aquietando seus impulsos malucos e os pensamentos fatalistas.

Tudo que precisava era de alguém que não o culpasse, no fim das contas. Não tinha pensado por esse viés. Era com a garota que deveria conversar? Nah… Não era um defensor do mundo. Aquela menina não representava nada para ele e, sendo honesto, não era tão ruim assim. Jong-In era um canalha, é verdade, mas não um criminoso. Achava que o que quer que tivesse acontecido não era tão fora do comum assim. Bem, será que estava perdendo detalhes? Afinal, ficou anos longe do amigo. Já era a segunda mulher que se envolvia com os assuntos dele e ficava… Daquele jeito. Talvez os dois casos tivessem relação e talvez ele devesse mesmo conversar com a menina. Porém, se fizesse isso, só vestiria mais a carapuça da culpa e das suspeitas e perguntas de Chaeyoung. Para ser discreto, talvez tivesse a saída ideal…

Era um tiro no escuro, mas, quem sabe?

Hyun apenas balançou a cabeça, pensativo. Parecia ter sido efetivo (ou era MESMO o remédio), mas ele não contestou, apenas acalmou. Nunca realmente comentava o que fazia com aqueles conselhos, mas o secretária sempre sabia que tinha falado a coisa certa quando ele parava de falar e espancar as coisas de qualquer jeito.

- Morrendo. Por dentro. O remédio está corroendo meu cérebro e eu vou ter doenças graves aos 45 segundo a bula. - deu um sorrisinho sarcástico, mas já se ajeitou para saírem para o almoço.

Seu humor “mania” não passava de uma hora para outra, é verdade, pois aquilo era um tipo de personalidade mesmo que ao ser acordada, ficaria ali durante alguns dias. A diferença é que estava controlado e sem raiva. Era muito mais fácil de lidar agora.

Enquanto estavam no almoço, pegou o celular, primeiro para admirar a foto de Chaeyoung no celular, depois para mandar uma mensagem para a pessoa misteriosa com quem tinha feito “amizade” e agora estava com um nome masculino e americano.

 
Will

Hyun
Acho que você deveria tentar uma amizade com Lee Ha Yi, do segundo ano.
Vocês duas têm muito em comum...
Hyun
Não precisa agradecer. Achei que precisava de um ombro amigo. Boa sexta.


E era só isso mesmo. Se Eun Na teria a coragem e loucura necessárias para se meter na vida de uma pessoa aleatória, ele não sabia, mas pensava que esse tipo de informação às vezes poderia fazer alguns milagres lá na frente. Além do mais, era muito melhor que os problemas que Jong In causava direta ou indiretamente poderiam sofrer algum tipo de justiça se todos os prejudicados se unissem, um dia.  Se Nana nada fizesse, talvez ele fosse obrigado a forçar aquela relação, mas por enquanto não iria se envolver mais nisso. Ele esperava que o “coração partido” da menina acabasse logo. É, agora tudo parecia reduzido a um coração partido.

[...]

Ao chegar em casa, Hyun Hee já estava muito bem, obrigado. Estava menos agitado e até levou o maldito remédio para casa e tomou um novo comprimido antes de começar a se arrumar, quando a noite já tinha caído.

Resolveu pentelhar sua joaninha com mensagens ao longo do dia:


 
Joaninha

Tigrão
Já está se arrumando? Não vou tolerar atrasos, hein? =x
Tigrão
Já preparou os tênis de corrida? Vamos andar muito.


...
Você não acreditou nisso, certo? Seria uma ofensa.


Achou que agora viria uma dica?

Hoje não.


Perturbá-la tinha sido uma diversão bem escolhida e ele ficava rindo sozinho olhando o celular na cama nos intervalos de atividades como tomar banho, fazer a barba…

Por fim, cheirava a perfume caro amadeirado com notas cítricas. Usava um blazer por cima de uma camiseta lisa e a caixinha da jóia estava em um dos bolsos. Dispensou as correntes, mas nãos os anéis. Os cabelos não ficaram tão arrumadinhos, com fios um pouco para cima. Era como estava se sentindo, não exatamente para onde iriam. No entanto, era um “gentleman moderno”, um bad boy elegante.

Morria de vontade de levá-la em sua moto, mas hoje não. Controlou o ímpeto e foi de motorista, para impressioná-la. Isso não funcionava com uma garota que tinha tudo, é claro, mas ele estava naquele humor exagerado. Era tudo para cima, um toquezinho de megalomania em cada escolha. Sentia-se sensacional. Caminhou com confiança até a porta da casa da garota, como se fosse um daqueles caras buscando a garota para o baile.

Tocou a campainha e aguardou, chamando por ela com educação, caso fosse um funcionário, mas a verdade é que por mais galante que fosse sua pose, não esconderia um sorrisinho ao vê-la pessoalmente.



Humor: mania / + + + + +

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Jae-ki em Ter Maio 15, 2018 5:47 pm


Jae-ki enviou as fotos do caderno, e na hora do almoço, viu que Sunny tinha enfim respondido, isso o deixou aliviado. Ele não deixou de responder também:

Sunny

Jaeki
Ok, Sunny! Dormir é importante! Tem que ficar boa rápido. E sim, me comportei...  Eu não brigo com ninguém na escola faz dois meses!  É oficial, virei um nerd... O professor Kim ia gostar de saber... Vai ver alguém conta para ele...
Jaeki
E você que é teimosa ò.ó, por isso nem perguntei se você queria as fotos. Já estão aí para você copiar! Não esquece, se alguém mexer com você, me avisa.


Se cuida pequena.  



Almoçar na escola era um bom negócio, pois ajudava a economizar em casa, até porque ele era o que mais comia. Jae pegou o nome do lugar com Won e se despediu deles. Não sabia se seria uma boa ir nessa saída, podia acabar discutindo com Eun-bi de novo. Porém sentia que devia ir, a comida grátis o chamava, mas não era só isso.

- Valeu pelo convite Won, tô indo nessa dragões. - Disse ao se despedir, colocou a mão no ombro de Kang também - Você é esperto Kang, a gente se vê depois, Jal iseo!

Era muito bom não ter clubes, chegaria mais cedo em casa. Porém o trabalho foi um estresse total. Jae-ki precisou usar muito do seu auto-controle para não xingar o chefe, só Soo-ji mesmo para lhe dar tanta força de vontade. Se não fosse por ela, Jae-ki já tinha largado tudo e seria tão perdido como Dan.

Ainda havia a preocupação de se o chefe o tinha dispensado mesmo, mas Jae-ki preferia não se preocupar por enquanto, devia ser como das outras vezes. Sabia que seu chefe não ia encontrar alguém que aceitasse suas condições. Os dois meio que dependiam um do outro, pelo menos era o que Jae tentava pensar agora. Já tinha tido um dia revoltante demais para se preocupar antes do tempo.

Conseguiu chegar cedo em casa, mas ninguém estava. Para sorte dos amigos, Jae-ki conseguiu tomar um banho antes de ir, não ia ir fedendo a frango frito. Ele não usava perfume, mas o cheiro do sabonete barato até que era agradável.  

Depois do banho, deitou na bagunça de lençóis em cima do futon, só para esticar as costas um pouco. Enterrou o rosto na coberta enquanto partes do seu dia passavam pela sua mente, como queria poder ter xingado. Jae também achava meio injusto poder comer fora e a irmã não, mas com certeza daria um jetio de levar algo para ela. Pelo menos também estaria economizando na janta, sobraria mais comida para elas.

Dessa vez Jae-ki vestiu uma calça jeans preta, com rasgados nos joelhos como de costume, um allstar preto bastante surrado, que para ele tinha uma aparência bem daora, um casaco preto e uma camisa cinza, tudo meio largo para o seu corpo, embora a calça fosse mais apertada. Fez uma careta quando olhou novamente a mensagem de Eun-bi para conferir o endereço, só tinha respondido um "ok" para ela. Já estava atrasado, mas não se importou muito, já era bom o bastante saber que chegaria lá. Sentia fome antes mesmo de sair de casa. Vestiu sua toca preta e saiu.

No caminho ficou imaginando que xingamentos diferentes poderia usar para ofender os que o tinham aborrecido. Também lembrava que não podia estragar o dia do amigo com a Bo-mi, então teria que tentar não brigar com Eun-bi, era o trato pela comida grátis. Mas isso não incluía ser otário, não iria a tratar bem com sorrisos e gentilezas, eram coisas que Jae-ki pensava enquanto andava para pegar seu transporte.

Referência da roupa - Clipe Need U:






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Re: Capítulo 5

Mensagem por Kim Sun-Hee em Ter Maio 15, 2018 10:13 pm

Fingindo enorme tristeza por causa do termo usado pela tia, Sunny levou uma das mãos até o coração enquanto forçava um bico trêmulo e magoado – Titia... Mas... Mas... Como pode dizer isso?!?!?! Não existe criatura que ame chocolate mais do que eu! E comê-lo até o último farelo é apenas a forma que encontrei para demonstrar tooooodo o meu afeto! A senhora foi muito injusta, o que vai lhe custar... OUTRO BOLO! – agora, cruzou os braços, prolongado o beicinho desproporcional e infantil.

Mas a pose desmoronou assim que a titia cortou um generoso pedaço daquela delícia açucarada. Sunny bateu palminhas, algo já característico de quando ficava muito feliz e animada. Entretanto, conforme pegava o garfo, ela encarou seriamente o prato cheio de massa fofa, escura e molhada antes de apontar a peça na direção da louça – Você é meu, bonitinho – declarou e, só então, afundou os dentes afiados na fatia, trazendo um punhado aos lábios e no momento que o doce dominou o paladar, Sun-Hee teve a certeza que o mundo melhorou um pouquinho no mínimo espaço de tempo que durou a mordida.

E perdida nesse paraíso, quase não percebeu o desespero da tia Yumi graças à notícia de que receberia visitas. Sunny continuou comendo e controlava os risos por trás de cada abocanhada – Uhum... Hmm... É... Sim, verdade... – porém, abandonou o talher para prestar atenção na titia ou a mulher arrancaria os lindos e curtos cabelos e surtaria... mais.

- Siiiiiiiim!

Respondeu da maneira mais simples e, sem resistir, voltou a comer ao mesmo tempo em que elogiava o bolo. Mas, desesperada, a tia Yumi usou do artifício mais vil para capturar o foco da sobrinha...

Roubou o prato!!!

- HEEEEEY! Devolve, titia – choramingou – Isso é MUITO cruel! Má! Má! Má!

Subitamente juntou as mãos sobre a mesa e fez uma expressão sábia.


- Han Yu-Mi... RESPIRA FUNDO PORQUE TÔ FICANDO NERVOSA TAMBÉÉÉM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Parecia de propósito, apenas para alimentar o drama, no entanto... hora de interromper a tortura. Sunny sorriu de um jeitinho meigo, querendo transmitir tranquilidade à tia, embora soubesse que isso só aconteceria quando tudo estivesse arranjado.

- É uma visitinha de amigos... Calma, calma, eles não vão reparar nisso, juuuuro! E a casa nem está bagunçada, sua exageraaaadaaaaaa – ria da própria entonação – Eu ajudo! Já que me impediu de ir ao Café, vou colocar toda a minha capacidade física nesse chão e deixá-lo brilhando! E os bebês vão participar da arrumação... Eles... Eles avaliarão o meu serviço além de preparar relatórios, que tal?  

Mandou língua – Estou ótima meeeesmo.

Quando o prato voltou para sua proteção, Sunny formou uma espécie de barreira com os braços finos, impedindo que a titia tentasse pegá-lo de novo. Passou todas as informações possíveis, mas no fim, disse que confiava nas habilidades da mulher e independente do que ela escolhesse para o menu, os amigos iriam amar - o que não era mentira ou puxação de saco. Após discutirem os detalhes, Yumi foi ao mercado enquanto Sun-Hee ficou encarregada de limpar o básico. Aproveitou para enviar uma mensagem no grupo das amigas, convidando Chae, Lee-Hi e Hye-Won também – excluiu o fato de ter se sentido mal na parte da manhã, imaginando que elas não soubessem. E viu a mensagem de Jae, porém não respondeu. Ainda não. Mais tarde, assim que avisasse o Sr. Kim sobre o excelente comportamento do seu aluno querido, aí sim mandaria uma resposta adequada.

E...

PEQUENA?!?!?! ATÉ VOCÊ, JAEKI??? Sunny revirou os olhos, no entanto o sorrisinho continuou alargando a boca constantemente emburrada.

Aquilo era uma evolução!

Então, distraída com a expectativa de recebê-los...

Sunny esqueceu dos perigos que ali habitavam.

Escondidos em portas, tapetes... e prateleiras.

De repente, contaminada pelo “vírus Yumi”, a bolsista se sentiu ansiosa e colocou mais força nos músculos para causar uma boa impressão. Às vezes, parava por alguns minutinhos, descansando o corpo meio lânguido, mas retornava cheia de energia, fazendo um “fighting” para si mesma. Não gostava de permanecer parada. Não era à toa que o relógio da bomba sempre apitasse nos instantes em que estava prestes a explodir devido ao absurdo e ininterrupto fluxo...  


 
SEXTA-FEIRA - RESIDÊNCIA KIM

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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Ter Maio 15, 2018 11:25 pm

7 DE JUNHO - RESIDÊNCIA YEUN
O clima sempre era bastante sério e denso no escritório de Sang Woo. O pai de Misoo não era dado a sorrisos ou gestos de ternura, pelo menos com a família. Os sorrisos dele, bem como a simpatia eram reservados ao lado profissional ou às capas de revistas. Ele era um dos cirurgiões plásticos mais renomados da Coreia e tinha toda uma marca em seu nome - de SPAs e Clínicas Estéticas.

Mas em casa…

Em casa ele simplesmente retirava aquela expressão divertida e se tornava bastante sério. Parecia quase difícil viver naquele lar. Talvez Misoo não fosse a única a se sentir sufocada, afinal.

Naquele dia, ela encontraria o pai sentado em seu escritório. Já tinha retirado os óculos de grau e a encarava com aquele típico olhar que arrepiava a espinha da menina e trazia bastante medo. Parecia que ela precisava controlar até mesmo a respiração diante do pai. Sang Woo suspirou diante do comentário dela.

- Tudo bem. E imagino que sua manhã também tenha sido bem produtiva.

Começou a mexer em algumas coisas em sua mesa. Os papéis e pastas eram arrumados de modo simétrico, como se cada centímetro fosse milimetricamente medido e contado. Ele era bastante perfeccionista e preciso - tanto na profissão quanto na vida pessoal. Foi bastante direto em seus comentários e encarou a filha antes de continuar. Mediu Misoo por um instante, como se estivesse avaliando a situação como um todo. Seriam segundos incômodos para ela, mas o pai logo deu fim ao silêncio e prosseguiu.

- Recebi o e-mail de sua escola com o ranking dos alunos. E devo dizer que… - Arqueou a sobrancelha. - Estou impressionado e até mesmo orgulhoso com o seu desempenho.

Uma conversa completamente diferente da que eles tiveram há alguns meses.

- O 1º ano não é uma série fácil e eu também não esperava que você fosse ficar entre os dez primeiros, apesar de ter torcido por isso.. - Estalou a língua no céu da boca - Mas 12º e, principalmente, com as notas que você tirou, realmente me surpreendeu. Você subiu bastante, o que prova que eu não estava errado com o castigo que lhe dei. Aparentemente, você aprendeu sua lição.

Cruzou os braços e fez uma cara mais fechada porque não tinha acabado seu discurso.

- Pensei que o seu namoro com o menino Park fosse atrapalhar. Eu não gostei muito dessa história, porque acho que ainda é muito nova para isso e deveria se focar nos estudos ou até mesmo no tênis, mas… - Umedeceu os lábios. - Devo admitir que esse namoro talvez tenha feito bem a você.

Descruzou os braços, numa clara demonstração de que estava baixando a guarda e seu grande e pesado muro. Fez um bico e abriu a gaveta, retirando um envelope de papel pardo de lá. Suspirou e então esticou na direção de Misoo.

- Sei que sou um pai muito exigente, mas também sei premiar quando minhas filhas merecem. Achei que não fosse te dar isso e também pensei em dar apenas se você ficasse entre os dez primeiros. Contudo, vendo como esse ranking foi disputado e olhando outras classificações, você mereceu, de verdade. Espero que faça um bom proveito.

Entregou o papel para Misoo e esperou que ela abrisse na frente dele. No fundo, queria ver como seria a reação dela ao se deparar com o prêmio por sua colocação. A punição tinha sido estudar durante as férias e ficar semanas sem pisar nas quadras. Já a recompensa…

Era uma semana na Inglaterra.

No caso, eram duas passagens de ida e volta, bem como ingressos para as finais feminina e masculina, nos dias 13 e 14 de Julho, no mais tradicional e esperado torneio de tênis: O torneio de Wimbledon. Os ingressos eram extremamente difíceis de conseguir, às vezes era necessário comprar com um ano de antecedência. Não dava para saber ao certo quando o pai dela tinha comprado, mas fato era que ele tinha dado essa chance à menina.

Pode ser que ele talvez a premiasse com isso quando ela passou para o ensino médio. Naquela época ele estava tão irado e irritado que agora talvez desse para entender que era um certo grau de frustração. Se ele tivesse comprado os ingressos no escuro e Misoo não tivesse feito por merecer, teria sido um investimento em vão. Porém, parece que ele tinha conseguido se redimir à tempo.

O pai manteve aquela expressão neutra, mas dava para ver, numa pontinha de seus olhos, uma pitada de orgulho.

- Bom - Pigarreou. - Isso é tudo. Pode voltar a fazer o que quer que estivesse fazendo. Preciso voltar ao trabalho. Espero que seu inglês esteja em dia.
(C) Ross



7 DE JUNHO - RESIDÊNCIA PARK
A resposta de Hyun Hee foi ignorada por Han Jae. O Secretário se limitou a revirar os olhos, de um jeito até divertido - os dois acabavam rindo diante daquele drama que tinha um fundo de verdade. Porém, de certo modo, os dois aprenderam a focar no agora. Por motivos diferentes, eles não pensavam dez anos à frente, no futuro. Afinal, quem garante que esse dia chegaria?

Felizmente, ele não compartilhava esse tipo de pensamento com Hyun - poderia alimentar o lado depressivo dele e esse não era seu papel.

Depois do treino, cada um tomou seu tempo antes do almoço. Era curioso como mesmo quando não conversavam, eles pareciam apreciar a companhia um do outro. Han Jae não admitiria isso nem sob tortura, mas gostava do menino. E sendo um pouco mais sincero, não fazia a proteção dele apenas pelo emprego. Havia bem mais do que um mero pagamento.

Quando chegaram em casa, percebeu que ele levou o frasco do remédio e isso o deixou um pouco aliviado. Alguma coisa tinha funcionado.

[...]

Eun Na tinha recebido a mensagem, mas era bem comum que ela demorasse um pouco para receber. Hyun já devia ter se acostumado ao modo dela de agir. Tinha medo dele, mas, ainda assim, ouvia o que ele tinha a dizer. Provavelmente estava tentando entender o motivo daquela dica que ele havia dado e os questionamentos viriam quando algo concreto viesse à mente dela.

Já a Joaninha dava respostas mais imediatas. Quer dizer, não eram bem respostas porque ele estava atazanando o juízo dela.

JOANINHA

JOANINHA
Acordei agora =x vou me atrasar…Desculpa
JOANINHA
ㅋㅋㅋㅋㅋㅋㅋㅋ é brincadeira D: estou escolhendo a roupa. Eu mostraria para você me ajudar a decidir, se você fosse legal e me dissesse para onde vamos n.n


Quando ouviu que deveria separar o tênis, ela respondeu

JOANINHA

JOANINHA
ㅋㅋㅋㅋㅋㅋㅋㅋ é brincadeira D: estou escolhendo a roupa. Eu mostraria para você me ajudar a decidir, se você fosse legal e me dissesse para onde vamos n.n
JOANINHA
....maldito. Você vai me matar de ansiedade XD Mas se eu passar vergonha, farei você me acompanhar nisso =))) Nunca duvide da lei do retorno!!


Chegou uma hora que os dois pararam com as mensagens porque precisavam se focar em se arrumar. O motorista da noite seria Han Jae - ele tinha prometido que seria discreto e estaria ali apenas para garantir sua segurança mesmo. Para mostrar humildade, ele até colocou o quepe de motorista. Odiou, óbvio, mas estava mais interessado em cuidar para que nada saísse errado. Talvez Hyun se sentisse mais seguro assim.

A Joaninha morava num condomínio residencial no bairro Nagok, em Seocho. Sua residência tinha a fachada coberta por um muro bem alto, mas quando entrava, dava a sensação de um pequeno palacete - o tipo que tem um jardim no centro, onde o carro faz a curva e pequenas construções ao redor de uma maior. A casa misturava o estilo tradicional com o moderno porque era a sede da família. O irmão mais velho dela, filho do primeiro casamento de seu pai, morava ali. Àquela altura, Hyun Hee já sabia que ela era a filha caçula e uma “temporão”. O irmão mais velho dela tinha 37 anos, o do meio que estava estudando fora do país, tinha 31 e ela tinha 17. Apesar de sua mãe ser a segunda esposa, a relação de todos era excelente. O irmão mais velho nem tinha lembranças da mãe dele, só da madrasta que tratava como mãe mesmo.

Esse mesmo irmão já era casado e tinha filhos: duas meninas e um terceiro à caminho, dessa vez o menino que ele queria. As meninas tinham 10 e 7 anos.

Hyun estava bem confiante de si, mas quando foi conduzido pela governanta até a sala de visitas, ele se depararia com o Sr. Park. Os dois já tinham se conhecido na noite da Ópera, pois Gong Jin era amigo do avô de Hyun. Na ocasião, ele tinha sido bastante simpático, mas naquele dia, sua pequena filhotinha estava debaixo de sua asa e não aparentava ter nenhum tipo de relação com Park Hyun Hee.

O homem dobrou o jornal quando Hyun entrou pela porta e levantou-se. Usava uma camisa social com a manga dobrada até o cotovelo e uma calça preta.


- Park Hyun Hee… - Disse enquanto o encarava sem muita emoção por trás dos óculos de armação retangular. - Como vai?

Cumprimentou, mas antes que houvesse espaço para farpas, alguns passos apressados indicaram a aproximação de alguen.

- Aaah, aí está ele! - Uma voz feminina e animada ecoou ao entrar pela sala. - O neto de Hong Ji Woon-ssi. Finalmente pude conhecê-lo!


A mulher era incrivelmente bela e aparentava ser muito mais jovem do que era. Havia algumas coisas de Chaeyoung no rosto dela, ainda que a joaninha fosse uma boa mistura dos pais. O sorriso e os olhos certamente foram heranças da mãe.

- Eu sou Park Han Na, mas pode me chamar de Hanna. Ela já está descendo.

- Está, é? - O pai resmungou.

- Uhum, ela é pontual como o velho appa… -Deu uns tapinhas nos ombros do marido e manteve o sorriso.

- Você não precisava vir tão rápido para evitar que eu falasse qualquer coisa pro rapaz. Sua saúde é importante.

A mãe dela vivia doente, mas parecia ótima à primeira vista. Usava roupas de marcas elegantes, mas estava visivelmente confortável em sua casa - a calça e a blusa eram largas, mas ela usava jóias e um pouco de maquiagem.

- Claro que precisava, você espantaria o rapaz, querido.

O engraçado é que eles falavam como se Hyun Hee não estivesse ouvindo tudo.

- Qual é a graça de ter uma filha se não posso ser ameaçador?

- Guarde para suas netas...Você nem falou para o menino sentar! - Deu um tapinha mais forte. - Sente-se, por favor, querido...Ela não vai demorar muito, mas não tem porque ficar de pé…

Hanna riu, mas estava um pouco ansiosa. Dava para ver que ela era nova nisso. Estava mais acostumada a lidar com noras, não com um menino. O pai dela também se sentou, visivelmente contrariado. Porém, nem mesmo o bico dele durou para sempre quando viu Chaeyoung chegando. A garota usava um vestido floral de manga comprida e saia no limite do aceitável - inaceitável para o pai. O fundo era azul marinho e ele tinha estampa de pequenas flores em tons rosados, bege e num sobretom de azul. Nos pés, um sapato no mesmo tom do vestido, de salto alto. O cabelo escolhido foi a peruca alaranjada que veio acompanhava de uma boina que dava um charminho ao visual. A maquiagem exaltava mais os olhos, deixando os lábios voltados para o tom nude/rosado. Usava poucos acessórios - algo bem atípico dela, mas um estava bem visível: o anel rosé que tinha recebido de aniversário.



Ajeitou a alça metálica da bolsa quadradinha e olhou para os presentes.

- Jaljayo...Estou pronta.


Riu internamente da cara do pai que estava prestes a mandá-la de volta para o quarto, mas logo focou-se em Hyun. Pelo visto, não tinha errado na escolha da peça, mas ainda parecia um pouco insegura, como se esperasse a reação dele.
(C) Ross




7 DE JUNHO - BISTRÔ DEL MARE
Beom Su chegou à residência Seo para aumentar ainda mais as expectativas de Hyemin. Olhou para o cabelo dela, adorando aquele efeito de cachos.

- Impossível não te achar bonita, Min. Você está maravilhosa e quero valorizar ainda mais esse rostinho perfeito! - Apertou as bochechas dela de modo fraternal e carinhoso. - Cabelo solto ou preso será um mero detalhe diante do luxo que seu rosto vai ficar! Ah! Vamos abrir uma calla com a Nana também?? Será divertido!

Os dois seguiram feito duas crianças na noite de natal correndo até a árvore com os presentes. Quando chegaram ao quarto dela, ele colocou sua própria maleta de maquiagem sobre a mesinha e meneou negativamente.

- Se não se importa, eu vou usar a minha maquiagem. Como fiz alguns testes com essas paletas e eu to mais acostumado, prefiro usar. Mas eu te empresto tudo! - Foi bem enfático. - Deixo levar batom, lápis, rímel e até o pó na bolsa, se achar que é necessário.

Ligou o celular e abriu a call com Nana.

- Oooi...Estamos prontos para a transformação!

- Oba, isso vai ser muito legal de ver! - Eun Na disse do outro lado. - Até estou com chocolate aqui.

- Ótimo, me faça passar vontade mesmo, sua cretina!

- Aiin...Eu te dou um pedaço mais tarde.

- Duvido, vai comer tudo, sua glutona.

- Beom Su…. - Disse num tom mais ameaçador, mas os dois riram.

Com o celular posicionado, o garoto começou todo o processo de maquiagem. Perguntou o que Hyemin tinha feito já - todo aquele preparo com hidratação, protetor solar mesmo para a noite - por conta das luzes - e essas coisas. Os cuidados básicos que toda pessoa deveria ter com a pele - “deveria” porque eles eram bem exagerados com isso.

Nana evitava falar muito, mas estava bem atenta aos procedimentos. Parecia feliz com o resultado e, no fim, não teve outra reação além de:

- Uwaaaa!!! Você está uma diva!!

- Maravilhosa mesmo. - Beom Su ajeitou o cabelo dela, mas tanto ele quanto Nana deram uma risada do comentário de Hye. - Você não é tipo uma mulher, você é uma mulher. Bobinha!

- Só a Min mesmo… - Nana meneou negativamente. - Mas parabéns, Beom Su, a maquiagem tá perfeita.

- Obrigado, obrigado...A modelo ajuda muito! - Sorriu. - Toma, o que prometi, arrume na necessaire que vai levar…

Entregou o que havia prometido, mas antes trocou um caloroso abraço com ela.

- Você vai arrasar! Vai dar tudo certo!!

Nana fez um coração do outro lado da tela, também desejando boa sorte. Estava bem satisfeita com o resultado final e nem comentou nada sobre o cabelo solto. Achou que ficou perfeitinho mesmo.

[...]

Beom Su tinha agradecido a carona. A casa dele não ficava no caminho para o local, mas ele não fez questão de ficar na porta de casa porque foi compreensivo com o horário de Hyemin. Além disso, ela já tinha feito um grande favor de levá-lo até ali.

No carro, o motorista ouviria uma sequência de músicas da Selena Gomez

Selena Gomez - Back to You
Selena Gomez - Same Old Love
Selena Gomez - The Heart Wants What It Wants
Selena Gomez - Kill Em With Kindness

Mas também passou por músicas mais lentas do Red Velvet Time To Love e o animado Twice com o seu icônico What it is love  

O motorista não entendia as letras em inglês, mas já ouviu tanto que acabava balançando a cabeça no ritmo das músicas. Podia dizer que ele era do fã clube da Selena e da maioria dos grupos de kpop feminino. No fim, era sempre aquele velho senhor que levava Hyemin pra cima e para baixo, sendo a companhia mais constante que ela tinha. O homem ficou bem feliz quando recebeu o tchauzinho após deixá-la no destino final. Tomou o cuidado de ver se o lugar era realmente bom e, em seguida, procurou por um estacionamento para deixar o carro.

Ficaria em prontidão, caso a menina precisasse de qualquer coisa.

O Bistrô Del Mare era um novo point de Yangcheon para jovens casais ou grupos de amigos que estivessem em doubledate ou coisa do tipo. Com uma culinária focada em frutos do mar e comida do mediterrâneo, era algo novo pela área, por isso mesmo atraía tanta atenção daqueles que tinham um gosto mais refinado e, obviamente, podiam pagar pelo preço elevado do lugar.




Seu interior tinha uma iluminação bem intimista. Apesar de ter muitas fontes de luz, suas luminárias eram desenhadas de modo que canalizavam a luz - e a cor da lâmpada também ajudava naquele aspecto mais escurinho. Havia um grande bar em um canto e um aquário circular num dos ambientes mais procurados do lugar. O aquário ajudou o restaurante a ficar famoso porque foi episódio de um programa da tv fechada que viralizou.

Uma música calma tocava no restaurante que ainda não estava com o movimento em alta. Eram quase 8 P.M e Hyemin podia ficar satisfeita por ter chegado bem no horário certinho. Uma garçonete se aproximou, oferecendo a carta de bebidas não alcoólicas e perguntou se ela gostaria de olhar o menu de entrada enquanto esperava. A demanda dela seria atendida.


Enquanto ficava ali, ela via alguns casais chegando e procurando por seu lugar específico. Apesar da luz ser perfeita para ela, as pessoas apaixonadas não a olhavam muito. Ela recebia a atenção dos funcionários do lugar, mas ainda não havia nenhum sinal de Miwoo.
(C) Ross


Última edição por The Crown RPG em Qua Maio 16, 2018 9:21 am, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 5

Mensagem por Won-Bin em Qua Maio 16, 2018 12:27 am



Feito um Romeu e Julieta coreanos do ensino médio Won sentia a mistura de apreensão e o sentimento que tinha por Bomi.
O lugar que seria a saída noturna era um distrito que Won já tinha ouvido falar mas andou pouco por lá. Não importava o lugar para falar a verdade...

Won sentiu ganhar o dia quando ao contar sobre as aulas de defesa ela sorriu e mexeu o cabelo como ele adorava.

Mesmo com todas as dificuldades como o irmão e as tretas familiares ainda sentia a esperança de que isso podia dar certo. Talvez fosse isso que o deixasse num humor tão feliz hoje mesmo que tudo se mantivesse nesse esquema de segredo.

Queria conversar mais mas tinham de manter o status quo afinal. Voltou para ver Kang com seu bico de vinte metros.

"Aish, deve ser um saco pra ele. Mas animo Kang, um dia vai ser você, esse mosquito picou todo mundo" sorriu bem-humorado para ele.

Sua mente estava avoada demais para perguntar a Jae sobre o que ele fez no intervalo, muito menos prestar muita atenção na aula...apenas ficava entre disfarçar olhar pra lousa, para o caderno, e para Bomi.

No caminho para o almoço Won contaria sobre a saída de hoje quando estivessem sozinhos.

-Muito bem dragões, nossa missão de hoje é a seguinte... - falou onde seria conforme Bomi havia falado e que era entrada de graça - Você vem Kang? Jae eu falei sério, vou te pagar algo pra comer - disse convidando Kang caso ele se sentisse meio excluido do passeio - Eu acho que aquela amiga alta da Bomi vai hein - riu um pouco lembrando do dia que Kang travou ao ver Mia e se distraiu com a altura dela.

Empolgado com o que viria mais tarde Won almoçou logo e se despediu dos amigos como sempre.

-Até mais tarde dragões!

Colocou os fones de ouvido e pegou a bicicleta. Até sua playlist parecia refletir seu humor.





Won já era um cara que parecia bem-humorado ao atender a maioria dos clientes, mas hoje era uma exceção: ele estava ainda mais. Se a mãe de Bomi surgisse ali e pedisse o macchiato mais perfeito do mundo ele o faria com um sorriso no rosto e ainda capricharia no creme.

A mente flutuava entre as possibilidades que viriam: será que teriam aquele momento em que pudesse comprar algodão doce para Bomi e aí então olhar para as estrelas e...

"Ah é, o cappucino na mesa cinco!" estava distraído e a chefe notaria é claro, mas até Ji Hyun percebia seu sorriso sempre presente.

- Parece que ganhou na loteria. - Ela comentou, em determinado momento. - Você ganhou?! Ou será que tem planos para hoje?

-Hmmm...talvez eu ganhe hoje, quem sabe? - disse arrumando algo no balcão - Mas sim, eu vou sair hoje, por que a pergunta? - disse um tanto curioso.

Ji-Hyun parecia viver num universo alternativo ao que Won estava inserido na Wangjo, como se fosse do outro lado da bolha. Imaginava o que achava de Bomi e como ela seria na escola...no fim acabou nem notando um pouco da malícia na pergunta.

Bomi nem apareceu naquele dia, talvez deixasse para se verem só no passeio mesmo.
Pouco antes de sair e terminar o serviço Won mandaria uma mensagem aos dragões por celular.

-Ei! Simbora dragões!

Sairia do café tão empolgado como entrou.

O bom pressentimento permanecia.

Aproveitaria para mandar uma mensagem para Bomi também.

-Até daqui a pouco Wink

Wangjo

— Ross

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Seo Hyemin em Qua Maio 16, 2018 7:44 am



- Aaaah, muito obrigada! Vou pegar só o batom e o lápis, porque a cor fica muito óbvia quando muda. Te devolvo na segunda se a gente não se ver antes

Quando Nana apareceu na tela, ela acenou para a menina e riu, sentindo-se em um reality show de beleza. O processo todo da arrumação estava sendo muito divertido e conseguia conter um pouco de sua ansiedade.

[...]

- Vocês me deixam com vergonha!! - riu daquele jeito fofinho, balançando o corpo, sem graça, porém toda cheia de si por causa dos elogios. - Obrigada, gente, divirtam-se bastante também!

[...]

A música era agradável, apesar de não ser do tipo que ela sempre ouvia, ajudava a acalmar um pouco - e teria algum tempo para isso. Estava mesmo um pouco adiantada. Talvez devesse ter demorado um pouquinho e feito o noivo esperar, era o que a tia faria, mas estava tão ansiosa que não conseguiria fazer isso, muito menos de forma ensaiada que parecesse natural.

Conforme os casais chegavam, ela imaginava como seria se tivesse entrado por aquela mesma porta acompanhada por Miwoo e um casaco dele nas costas, em vez de ter ido sozinha, mas não eram tão íntimos assim, não é? Ficava para a próxima vez. Não eram exatamente um casal ainda e, bem, ele era adulto, ela entendia que adultos faziam planos daquela forma, respeitando mais a individualidade. Então não queria ser diferente e parecer uma princesinha mimada. Estava pronta para seguir as regras do relacionamento conforme Miwoo estivesse acostumado.

Por exemplo, sabia que, também como adulto, ele estava ocupado provavelmente com assuntos sérios, como algum trabalho, estudo e gente velha chata, o que não permitiria que ele voltasse para buscá-la ou algo assim. Isso era infantil, mas nem tudo era um ônus, porque, pensando agora, ele dirigia, né? Nossa, é verdade! Ela lembrava de algumas notícias sobre isso. Não muito agradáveis, é verdade, mas até que acharia divertido ficar no banco de passageiro de um carro esportivo que não fosse de seu pai e curtir a noite com alguma velocidade. Provavelmente era legal ficar com o cabelo voando que nem naquele filme americano dos três amigos invisíveis.

Era nova para ficar pensando nessas coisas, mas podia porque era um tipo de passeio que nenhum garotinho da sua idade ou da escola poderia proporcionar para ela, só seu noivo maduro. Era uma coisa exclusiva daquele tipo de relacionamento.

Suspirou de leve e deu um gole em sua água. Não era um relacionamento ainda e isso a fazia sentir um pouquinho de inveja daqueles casais. Mesmo que falasse para todo mundo que eram noivos, não era algo oficial ainda, mas ela sempre viu como se fosse algo muito certo e sempre o achou atraente. Mesmo assim, não era tão inocente para achar que Miwoo gostava dela romanticamente. Sabia que ele era gentil e não desgostava dela. Em todos os momentos em que se encontravam, ele a tratava com carinho, como um irmão mais velho respeitoso, mas isso por si já a deixava feliz, porque é claro que um rapaz 10 anos mais velho de faculdade não podia se sentir atraído por uma menina de ensino médio. Por esse motivo, ficou tão feliz quando ele a chamou para sair, porque ele estava tentando fazer com que aquilo desse certo, então tinha que se esforçar para ser atraente e agradável, porque assim ele poderia aceitá-la mais cedo. Olhando pela tia, percebia que amor era uma coisa que, para os adultos, acontecia com o tempo. Para ela, já estava acontecendo, como um conto de fadas, mas para ele, era natural que levasse um tempo, que ela estava disposta a esperar.

Espiou o próprio rosto no celular, vendo o horário primeiro. Não estava mais tão adiantada. Logo menos o encontro aconteceria! E poderiam começar a trabalhar naquela história. Sorriu, tímida. Ajeitou um fiozinho de cabelo observando-se na tela e acabou se distraindo com o reflexo do aquário. Pousou o telefone na mesa e olhou para o lado, começando a observar os peixinhos ali dentro, sorrindo.

Bistrô Del Mare - Yangcheon

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Park Hyun Hee em Qua Maio 16, 2018 8:32 am



O humor “pimpão” de Hyun também devia-se à presença de Han Jae como seu motorista uniformizado, o que foi prontamente apontado pelo garoto e ele não o deixou em paz até chegarem a casa de Chae, quando estava combinado que se tratariam como ‘motorista e patrão’, não… o que quer que eles fossem de verdade.

Ao sair do carro, ele não economizou olhadas ao redor. Sua joaninha vivia em um ambiente bem protegido. Sua confiança estava nas alturas do momento em que foi recebido até sua caminhada pela casa. Não tinha por que ficar nervoso porque o tamanho do lugar e sua estrutura não o assustavam, porém ele não contava com uma recepção que não fosse somente por empregados, apesar de saber que ela tinha irmãos.

Juntou os pés interrompendo o caminho ao ouvir o som de papel dobrando e perceber que o pai da menina estava ali, como um gavião de butuca. Hyun achou bastante engraçado, ou talvez fosse a tensão que se transformou em vontade de rir, mas ele estava pronto para isso - sentia-se pronto para qualquer coisa naquele estado.

- Park Gong Jin! - sorriu e prontamente cobriu a mão de anéis com a outra, na frente, e fez uma reverência um pouco mais longa do que o necessário, como se fosse tímido, mas estava comendo a risada inconveniente até conseguir olhá-lo. O humor mania não era o melhor para conhecer os pais da namorada, porque sempre manteria um sorriso estranho no rosto que não convencia muito como um menino bonzinho e bem intencionado. Fazer o quê, ele não conseguia abandonar aquela carinha de raposa, mesmo sendo observado meticulosamente pelo outro. Era como se a aura de pai não fizesse efeito nele, embora fosse exatamente o contrário e por isso mesmo o deixasse daquele jeito “alegre” defensivo. - Boa noite. Eu estou…

Por sorte, a esposa apareceu ali. Mãe de Chaeyoung. Ele a observou por segundos a mais do que seria o adequado, mas dessa vez era porque as duas se pareciam bastante - e diziam que você deve olhar a sua sogra para saber como sua esposa será no… esposa? Dur.

- Ah, sim, sim, vovô mandou um abraço- era uma mentira, mas ele era uma máquina de cretinagem, que só foi atenuada pelo “finalmente pude conhecê-lo”.  

Conhecê-lo porque Chaeyoung falava nele? Ou conhecê-lo porque era neto de… naaaah. Era Chaeyoung. Chaeyoung falava muito nele. Sorriu confiante.

- Park Hyun Hee. Prazer. - Curvou-se respeitosamente, dessa vez sem grande teatro e sorriu para ela, de um jeito menino galante natural, como se a estivesse elogiando sem palavras, ainda que obviamente não estivesse dando em cima dela. Era só… seu charme exalando.

Naquele momento que o casal começou a “discutir”, Hyun Hee olhou em volta pela casa, aproveitando para esconder a mão de anéis no bolso do blazer. Sorria sozinho diante da conversa, mas não podia sair gargalhando, embora morresse de vontade de fazer isso. A personalidade daquele homem era muito engraçada e ele tinha comichões para provocá-lo. Não podia. Não podia. Não podia. O restinho de sua sanidade praticamente implorava para que ele fosse mais normal, mas tinha um diagnóstico por um motivo. Pigarreou de leve, demonstrando que estava ali, mas ainda sorria.

- Gomapseumnida - agradeceu daquele jeito formal e reverenciou. Ainda era um rei da educação. Sentou-se no sofá e caçou com os olhos fotografias emolduradas de sua joaninha e os irmãos. Será que tinha algo comprometedor? Era de certa forma uma diversão adentrar no mundo dela daquele jeito.

Quando a garota surgiu, primeiro ele ficou surpreso e admirou um pouco. Estava satisfeito e, de alguma forma, “orgulhoso” pelo fato de que ela tinha feito o que ele disse de “honrar” a jóia que ele lhe daria mais tarde. Adorava aquele jeito misturado que a menina tinha. Tão roqueirinha em alguns momentos e, em outros, uma patricinha ou um mulherão. Assim que seus olhos se encontraram, ele deu um sorrisinho para ela, o mesmo tipo quando observava sua reação achando que ele não tinha trazido comida naquele dia ou que tinha “sem querer” cozinhado algo que ela não gostava.  Era um sorriso de quem está em uma piada interna com ela, no caso, sobre para onde iam e o que fariam.



Hyun levantou-se devagar e fez um tipo de reverência a ela.

- Você está muito bonita esta noite, Park Chaeyoung-ssi - sorriu, como um príncipe, mas a frase tinha saído educada, sem o atrevimento de sempre. Era bem engraçado vê-lo agindo daquele jeito.

- Bem…  Meu motorista aguarda lá fora. Se me permite, Park Gong Jin-ssi, podemos ir? - fez questão de reforçar que era um mocinho de família, com posses, educado e com um profissional que os conduziria em segurança. - Sua filha estará em casa antes das 23h. Tudo bem para o senhor? - sorriu, educado, gentil, amoroso, um anjo. Até se atreveu a negociar as 23h, esperando que ele aceitasse “sem perceber” ou achasse que o tom que ele usou era tão inofensivo que… Bem, quem sabe conseguia 22h30 na lei da negociação. Sua vontade mesmo era sequestrá-la pela noite e devolvê-la no dia seguinte.

Humor: mania / + + + + +

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Yeun Misoo em Qua Maio 16, 2018 9:14 am



Estar em casa era como tentar entrar em um daqueles vestidos de sua mãe. O olhar do pai era tão sufocante quanto um vestido 34. Involuntariamente já começava a se perguntar o que tinha feito de errado e só conseguia pensar na comida, mas não era costume do pai falar disso, então o clima realmente estava ficando cada vez mais esquisito.

- Foi... - respondeu com a voz baixa, sem saber o porquê, mas tinha a sensação de que se não falasse nada, soaria como uma afronta.

Começou a olhar para baixo quando ele comentou sobre as notas. Não tinha achado que tinha ido mal, mas não era exatamente top 10. Tinha comemorado por isso e a comida já começava a arder no estômago só de imaginar que ele poderia dizer que estava infeliz com isso e, enfim, não deveria ter comemorado coisíssima nenhuma. No entanto, a reação dele a surpreendeu. Ergueu o rosto e piscou, visivelmente surpresa.

Tudo que ele falava soava um pouco embolado, porque ela só conseguia focar no fato de que era elogiada! A menção ao namoro não foi despercebida, e ela não entendia por que os pais achavam que uma outra pessoa simplesmente tinha conseguido mudar a vida inteira dela desse jeito, quando ela bem sabia a verdade que aquele relacionamento era falso e a única coisa que mudou foi… Bem, eles mesmos.

Com uma risada breve e cheia de ar, Misoo curvou-se incrédula e levou a mão às bochechas, antes de esticá-las ao convite. Seu rosto encheu-se de alegria. Não sabia o que tinha ali, mas era inacreditável o que estava acontecendo.

- Aboji… Obrigada! Eu… O que é?

Abriu o convite e no primeiro momento não entendeu direito, mas quando percebeu do que se tratava, seus olhos se encheram de lágrimas. As primeiras felizes em muito tempo.

- O quê? Quando? Appa! Ah… Mwo? Quando foi que…? - cobriu a boca.

Engoliu o choro, secando o canto dos olhos efusivamente com a mão esquerda, enquanto a outra ainda segurava os ingressos.

- Mal posso acreditar… Isso é demais! Sim, está sim. Vou me esforçar mais. Obrigada, aboji. - fez uma reverência e já foi se levantando, fazendo mais uma. - Obrigada mesmo. Eu nem… Nossa! Obrigada

Curvou-se de novo, sorrindo para ele como poucas vezes, e saiu da sala, mantendo um pouco de compostura até se livrar do escritório, quando saiu correndo pela escada, destrambelhada e com um sorriso gigante no rosto. Queria contar para as meninas, mas talvez fizesse isso no encontro mais tarde. Não achava que conseguiria conter a ansiedade tanto tempo, logo mais deveria falar com Eun Bi, mas, no momento, só conseguia olhar para seus ingressos. Queria se jogar na cama e namorá-los um pouco, antes de tomar um banho.

Residência Yeun da falsidade

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Re: Capítulo 5

Mensagem por Dong Hee Kyung em Qua Maio 16, 2018 2:44 pm


Hee Kyung reflete se era uma boa ideia mesmo trazer Min-Ho naquela visita a Sun Hee. Ele começa a ponderar o que seria adequado para a situação visto que os amigos (e ele proprio) queria ver as cara de Min-Ho ao ser enganado e estar num ambiente que lhe tirava da zona de conforto. O objetivo da visita não era esse, e também enganar o amigo seguidas vezes, poderia acabar ofendendo o rapaz, que se gabava de ser tão perspicaz.

Talvez não fosse uma boa ideia, deveria deixar que Min, decidisse. Sun Hee era uma garota agradável e queria manter o ambiente assim, caso venha a ve-la.

Ao passar em frente de casa, ele travou seu corpo vendo o automóvel conhecido, estava pensando justamente nela algumas horas atrás. Ambos se encontram quando ele adentra na casa.

Seu sorriso foi imediato, quase tão expontaneo quanto o dela. - Mãe! - A abraçou de leve.

Ela parecia bem avontade... deve estar ai a muito tempo. Geralmente Dong já teria ido para casa comer ou pedir companhia dos pais mas ultimamente ele andava meio ausente.

Algo que ela deve ver como, uma boa coisa.

- Estou com um pouco de dor na cabeça, hoje vi algumas notas, fiquei entre os 7 na tabela, mas vou sobreviver. - Enquanto era vistoriado ele conta as boas, ele estava com aroma de churrasco na roupa, mostrando que foram comemorar provavelmente.

- E... mãe, talvez eu passe na casa da Sun Hee depois. - Pigarreou falando meio rapido. - Para ver como ela está e tal. Cof cof.

Tossiu de levinho, esperando que a Donga não o trolle ou interprete errado a situação.

Morada Dongos

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Re: Capítulo 5

Mensagem por The Crown RPG em Qua Maio 16, 2018 6:35 pm

7 DE JUNHO - RESIDÊNCIA DONG


- Dor de cabeça? - Hye Sun arregalou um pouco os olhos, passando os polegares com mais cuidado e carinho pelo rosto de seu filho. - Já tomou remédio?

Cortou um pouco a fala dele por conta da preocupação com a dor de cabeça que ele tinha indicado. Quando ouviu sobre o ranking, ela compreendeu um pouco de onde vinha aquela dor. Hee Kyung era um garoto muito exigente consigo mesmo e, provavelmente, não tinha gostado muito daquela colocação.

Era uma ótima colocação para os parâmetros de dificuldade do Wangjo - isso sem contar que o ranking foi bem disputado na parte de cima da tabela. Hye Sun sabia porque já tinha lido o e-mail com as notas. Não era uma surpresa para ela, mas nem por isso deixaria de incentivá-lo ou exaltá-lo.

- Uwaa!! Que incrível! Meu filho é tão inteligente! - Abraçou de novo, apertando de levinho para não machucá-lo mais.

Era um elogio sincero, vindo de uma das advogadas mais prestigiadas da Coreia do Sul, formada pela melhor universidade do país e com mestrado e doutorado no exterior. Não era só porque era seu filho, ela realmente o achava muito inteligente, brilhante, um garoto acima da média! E, ainda que ele não fosse, ainda seria seu amado filho e ela o apoiaria e ajudaria.

- Isso merece uma comemoração, mas sinto cheiro de churrasco. Vou precisar pensar num plano B para a gente comemorar. - Disse animada, mas já o soltara naquele ponto.

Arqueou uma as sobrancelhas ao ouvir sobre a visita que ele faria.

- Sun Hee? A menina que trabalha no Café? - Ponderou. - Sobrinha da Yumi-Yah… - Sorriu, considerando uma possibilidade. - Claro, meu filho. Mas será que eu posso acompanhá-lo? Faz tempo que não vejo minha amiga e, bom, eu não tenho planos para hoje. Prometo que não vou incomodá-lo, mas assim você também pode ficar tranquilo quanto ao horário.


Deu de ombros e aquela ideia parecia bem ok para ela.

Caso a resposta dele fosse negativa ou se mostrasse constrangido, ela recuaria na ideia. Mas se aceitasse, ela ficaria bem animada com a ideia. Enquanto não fosse a hora de saírem, ela recomendou que o filho descansasse um pouco no escurinho para que a dor de cabeça melhorasse.

Também seria o tempo dele pensar como ou se levaria mesmo Min Ho ao encontro.

[Pode escrever até o caminho para a casa da Sunny.]
(C) Ross


SUN HEE - RESIDÊNCIA KIM
Arrumar a casa não foi uma tarefa tão simples quanto parecia no início. Os cachorros não colaboraram tanto quanto Sunny gostaria. Com exceção de Tea que se comportava como uma rainha e adorava uma almofada para se sentar, os outros quatro faziam o inferno. Não podiam ver o esfregão ou a vassoura que ficavam loucos. Latiam, brigavam, Sunny teria que dar um jeito de contê-los.

E quando prendesse um, o outro fugiria. Até que a árdua tarefa conseguisse ter um fim. Em pensar que tia Yumi colocava moral neles com um comando só…

Devia ser magia ou algo que ela colocava na comida.

Além dos cães, quanto mais a menina limpasse, mais ela ficaria neurótica. Hee Kyun era perfeccionista mesmo e como não seria o único, outro olhos estariam ali analisando - no caso de Min Ho, julgando mesmo - a casa dela. Dava para sentir um pouco do nervoso que a tia Yumi sentiu quando soube.

E, por falar nela, parecia que ela estava comprando o mercado inteiro por conta da demora.

O grupo das meninas estava bem silencioso naquele dia. A primeira a responder foi Hye Won. Mas Chae logo respondeu também.

Girl Group Wangjo

Hye Won
Obaaa, festinhaaa! Eu não vou poder ir porque vou passar o fim de semana com minha mãe e estou arrumando a mochila. Vamos fazer uma festinha quando eu voltar? Por favoor? Espero que seja divertido =*
Chaeyoung
.Ah, eu tenho um compromisso também =( Topo festinha de pijama na casa da Sunny!! Vamos marcar!!  x3



Porém, Chae foi além e a procurou no pvt também.

Chaeyoung

Chaeyoung
Oi, Sunny i.i ahm, eu preciso contar uma coisa que não contei nessa semana. Todas pareciam muito cansadas ou chateadas, então, preferi guardar pra mim. Até porque, não é nada demais, mas eu espero que ninguém fique chateado por eu não ter dito antes x_X Aaiin, enfiim! O Hyun me chamou para sair i.i’ vamos jantar fora num lugar que ele não quis me dizer ainda x_x
Chaeyoung
Não sou uma garota de firulas, mas estou mesmo um pouco ansiosa. E agora que contei, me sinto um pouco mais leve ._. Desculpa por não ter contado antes =( Prometo que se quiser, eu conto tudo, tudo depois ç.ç’ Espero que a festinha seja divertida. Dê um beijo na Lee Hi por mim, se a ver. Ela nem quis falar comigo direito hoje...Ela não tá bem…



Mais uma pessoa falando sobre Lee Hi. Aquele tinha sido um dia bem ruim para Sunny faltar, mas que diferença faria, afinal? Apesar de ser uma criatura doce, Ha Yi era bem geniosa quando queria.

No meio dessas mensagens, tia Yumi chegaria com metade do mercado comprado. Um entregador já acostumado àquela familia, veio com ela para ajudar com o peso. Não demorou para que a cozinha ficasse lotada de ingredientes e ela estivesse com umas cinco receitas diferentes na cabeça. Não estava preparando uma mera recepção e sim um banquete!

A verdade é que, apesar do desespero de ultima hora, ela valorizava muito esses momentos. A sobrinha não teve amigos quando pequena e no que Yumi pudesse fazer para ajudá-la a manter esses amigos - ainda que fosse amarrando pelo estômago - ela faria. Nem precisava da ajuda de Sun Hee, porque ela mais atrapalhava do que ajudava, logo colocou a rádio para funcionar e virou uma máquina para aprontar tudo à tempo.

[Pode escrever até o horário aproximado que os amigos chegam - umas 18h/19h]
(C) Ross


7 DE JUNHO. MISOO, JAEKI E WON. CHILDREN’S GRAND PARK


Pela primeira vez, Misoo não teve motivos para lamentar por pisar em casa. O gesto do pai a pegou completamente de surpresa e ainda era um pouco difícil de acreditar no que tinha acontecido. Ela tinha um par de ingressos para as duas finais de Wimbledon! E uma semana de férias em Londres.

O quão perfeito podia ser isso?!

Tudo por conta de um ranking e...um namoro fake. Era um pouco triste que as pessoas tivessem mudado com ela por conta disso. Por que precisaram de uma mentira? Não podiam olhar só para ela?

Pelo menos naquela noite poderia se divertir com sua melhor amiga e os outros amigos. Apesar da amizade ter mudado um pouco com os gêmeos Yoon, eles ainda eram companhias bem agradáveis. E, bom, havia Jung Mi. Mesmo sendo um namorado de mentira, ele era um excelente namorado no sentido de atenção, companheirismo e até mesmo gostos.

Quando eram obrigados a disfarçar, ele gostava de tirar fotos da paisagem, de Misoo e pequenos detalhes do que viam. A lente do menino era bem perspicaz e, de algum modo, ela até se sentia bonita nas fotos. Diferente do espelho que sempre mostrava o pior dela, nas fotos, ela conseguia sair...bela.

Será que era o olhar de Jung Mi que extraia isso dela? Difícil dizer. Mas aquela noite parecia que teria esse tom também - ele sempre levava a câmera em eventos do grupo  que fossem em lugares diferentes.

Como era uma saída em grupo e cada um tinha seus próprios afazeres, eles não conseguiram ir todos juntos. Eun Bi se arrumou na casa do pai - que era no mesmo condomínio de Misoo - e poderiam ir juntas no carro da menina. Como Kang e Won também trabalhavam ali, Eun Bi passaria para oferecer uma carona para eles também.

Antes, contudo, ela ficou toda feliz e animada por ver a amiga arrumada. A bailarina não era muito dada a rosa e tons pastéis. Gostava mais do estilo street dance, então era comum vê-la com jeans, blusas cortadas, camiseta de flanela, essas coisas. Naquele dia, ela escolheu um short jeans preto, uma camiseta cropped branca com os acabamentos preto e uma camisa flanelada amarrada na cintura. Nos pés, uma bota de cano baixo preta com a meia escondida. O cabelo estava solto, fazendo cachos nas pontas e ela usava uma maquiagem simples, porém impactante - batom vermelho e olhos esfumado. De acessórios, um conjunto de pulseiras preta, prata e cinza nos pulsos, alguns anéis delicados e uma argola pequena.


- Ooii! Como tá? - Perguntou animada. - Vou passar no Café para ver se Won Bin e Kang querem uma carona. Não sei se já saíram, mas não custa nada, né?

[...]

- Você jogou para ganhar? - A menina perguntou ainda de modo divertido, mas ao ouvir aquele “por que?”, hesitou por um instante. - Hm...Porque você parece bem agitado ou ansioso para alguma coisa.

Disse de modo humilde e escondeu os lábios por um instante. Não o incomodaria mais com sua curiosidade, mas pelo menos tirou a dúvida.

E o dia no café seguiu assim para Won. Entre a distração e o sorriso mais brilhante de todos. Quando fosse liberado, ele encontraria com Kang do lado de fora. O amigo estava pensando em mentir, dizer que estava com dor de barriga ou algo do tipo. Sabia que acabaria sobrando naquela história e isso era bem chato. Mas pela amizade, ele se via forçado a fazer.

Respirou fundo e acenou para ele. Usava uma roupa simples: uma camiseta cinza escura com um desenho abstrato em preto, calça jeans preta, coturnos e um boné. Parecia um lápis preto de tão magro e alto que era. Acenou para Won, mas antes que conseguisse dizer qualquer coisa depois de atravessar a pequena rua do condominio, uma SUV buzinou para eles.

- Ya! Vocês não estão atrasados não? - Eun Bi apoiou os cotovelos na janela do carro. - Só porque eu quero comer meu frango frito, resolvi oferecer a caroninha da amizade interesseira.

Sorriu. Ela era bem doidinha, mas uma garota legal...quando não era provocada.

- Entra aí, gente. Won, você se incomoda de ir na frente? O Kang é magrelo e fica melhor acomodado atrás com a gente.

- Magrelo não! Estou em minha melhor forma. - Kang até virou de lado, mostrando seu corpo esbelto.

Eun Bi forçou a vista.

- Cade o Kang? Sumiu!!! Nossa, cada ele?! - A garota era quase convincente,  mas quando ele parou de frente, ela fez uma cara de surpresa. - Ooh, está aqui! De frente, parece de lado e de lado você some, Kang. Entra logo!

- Won, peça o frango dela com muita pimenta para ver se queima essa língua.

Fez um palmo de bico, mas logo todos estavam rindo. O garoto nem tinha do que reclamar, porque ficaria atrás com as belas garotas enquanto o amigo iria na frente do lado do motorista feio. Quem tinha ganhado mais, no fim das contas?

Durante o caminho, eles continuaram trocando algumas provocações, mas eles se davam muito bem. Claro que era uma pena Bomi não estar ali, mas Misoo e Eun Bi eram meninas bem agradáveis e engraçadas - além de inegavelmente belas.

O caminho seria ainda mais curto do que se tivessem pego transporte publico. O problema é que quando diziam “por volta das 19h”, sempre vinha um que de atraso. E quem chegava na hora, geralmente sofria..

[...]

Apesar do tempo, Jae Ki seria o primeiro de seu grupo a chegar à entrada do lugar. Não havia sinais dos Dragões ainda, mas não demorou para que visse um quarteto formado ali. Jung Mi tinha chegado ainda há pouco e se encontrou com Gyu Sik, Bomi e uma menina que Jae Ki nunca tinha visto antes.

Bomi fazia algumas poses para o celular, em verdadeiras selcas bem elaboradas. Parou quando sentiu que alguém se aproximava. Olhou uma segunda vez, reconhecendo Jae Ki - ele ficava bem diferente sem o uniforme.

- Jae Ki-ssi! - Acenou para ele.

A garota era muito princesinha mesmo. Diferente das vezes que tinha encontrado Eun Bi Bomi sempre usava cores mais voltadas para os tons de azul ou lilás. Estava com uma saia - na verdade, um short saia - azul bebê de cintura alta e uma blusa de gola ciganinha por baixo dela. A blusa tinha uma estampa de flores bem delicadas e as mangas compridas dispensavam pulseiras. O colar dela era bem discreto, com fio invisível e apenas um pingente brilhando na altura de sua garganta. Deixou o cabelo solto, mas um arquinho azul que também combinava com seu sapato boneca de salto alto.


- Que bom que você veio! - Disse verdadeiramente feliz.

Gyu Sik e Jung Mi também o encararam. O irmão de Hyun sempre tinha uma cara fechada e não se parecia em nada com o irmão. Diferente do que Jae podia achar, Jung Mi mantinha a expressão fechada justamente porque o irmão dava atenção demais para Jae Ki e isso, no fundo, incomodava. Nada tinha a ver com o fato dele ser bolsista ou não. O garoto usava uma calça preta justa, uma camiseta branca e uma camisa jeans por cima, com as mangas dobradas. Nos pés, um all star com os cadarços escondidos. Além disso, também tinha um boné de camuflagem e um colar comprido no pescoço.


O irmão de Bomi parecia seguir o mesmo estilo, mas ao invés da jaqueta, era uma sobreposição com rosa que caía bem na pele branquela dele. Não colocou boné, nem nada, preferindo deixar o cabelo preto à mostra.


A menina que estava muito próxima de Gyu Sik era muito bonita e olhando de relance, dava para confundir com Misoo. Elas tinham quase que a mesma altura, mas Sooyeon era um pouco mais esbelta e tinha mechas rosadas no cabelo castanho claro. Usava uma jardineira vermelha composta só pela saia e o suspensório, com uma blusa preta e branca por baixo. O cabelo estava preso em um rabo de cavalo. O tênis dela tinha uma alturinha e não era bruto.




- Como vai? - Gyu Sik perguntou a ele, dando um meio sorriso. - Esta é Bae Sooyeon. Sooyeon, este é o nosso amigo Song Jae Ki.

- Oh, muito prazer! - Ela sorriu de modo gentil e o cumprimentou sem avaliar status, nem nada.

Gyu Sik tinha sido legal de dizer que eram amigos - chingus de classe. Ele não usou aquele momento “vulnerável” do menino para maltratá-lo ou fazer pouco caso. Os irmãos Yoon eram bem de boa, aparentemente - por que o pai de Won cismava tanto com eles? Policiais são loucos, né?

Não demoraria muito para que uma SUV parasse próximo da entrada e o grupo saísse.

Para Misoo, havia a visão de seu namorado prestando atenção na conversa com Jae Ki e Bomi conversando de modo amistoso com Sooyeon e Gyu Sik. Won veria Bomi um pouco mais perto de Jae Ki, mas nada que fosse suspeito. Já Jae Ki, quando olhasse, veria Won e Kang saindo do carro de Misoo ou Eun Bi.

Kang queria ter dito que estava com dor de barriga e fugido desse campo minado.
(C) Ross


7 DE JUNHO. BISTRO DEL MARE

Hyemin estava onde deveria estar, no horário combinado. À qualquer momento, Miwoo entraria por aquela porta trazendo, quem sabe, um belíssimo buquê de flores para ela. Será que tinha pesquisado sua flor favorita? O perfume que ela mais gostava? Aah, isso seria glorioso, não?

Contudo, um minuto inteiro se passou e a pontualidade dele não acompanhou.

Aquela música ambiente tinha começado a tocar alguns segundos antes das 8 P.M e agora a letra parecia embolar a mente de Hyemin. Tinha um ritmo alternativo, nada comparado às músicas de kpop que ela tanto amava. Mas, ainda assim, era tão gostosinho que quase, apenas quase mascarava a letra triste.

Um dueto que contava a história de um casal que tinha se separado. Eles não tinham durado muito tempo, mas causaram impacto o suficiente para que se lembrassem até hoje um do outro. Em dado momento, a música começaria a incomodar, principalmente depois que um casal, cujo rapaz tinha orelhas protuberantes passou pela entrada.

Dois meses sem que se falassem ou se olhassem direito. E era agora que uma música ridícula e indie começasse a remeter à imagem dele?!



Será que ele lembraria que sua flor favorita era?

Será que chegaria no horário certo?

E o que esses malditos pensamentos importavam, afinal? Ele não teria dinheiro para pagar por um copo d’água daquele lugar. Muito menos para lhe presentear com as coisas que merecia. Além disso, ele parecia gostar era do que não tinha valor, como aquela amiguinha.

A grande verdade era que não deveria pensar nisso.

Então por que?

Os peixinhos nadavam de um lado para o outro. Algumas bolhas saíam de alguns tubos, dando um efeito e tudo mais para o aquário - que era lindo, por sinal. Mas aquilo também trouxe outra lembrança.

As bolhas flutuavam pelo céu azul com poucas nuvens. Os dois tinham certeza de que se esticassem um pouco os braços, conseguiriam alcançar aquelas nuvens e que as bolhas estavam próximas demais dela. Estavam, afinal, no terraço arborizado de um dos mais famosos prédios de Seul: o HGT Corp.

- Eu não gosto de zoológicos nem de aquários.

A discussão era sobre passeios que poderiam fazer quando a mãe dele tivesse uma folga no fim de semana.

- Prefiro ir ao parque. - O garotinho dentuço e de orelhas enormes suspirou, apoiando as mãos sobre o peito. - Se fosse um safari, tudo bem. Mas safari bom, sabe? Que você fica no carro só vendo os bichos. Não acho legal prender...Só é bonito para quem vê, mas você imagina a solidão que é?

Parecia algo profundo demais para uma criança de oito anos pensar. Mas Joo Hyuk sempre foi meio diferentão. Uma vez ele disse que era por conta do signo dele - que ele só sabia por conta de um desenho, anime, sei lá, chamado Cavaleiros do Zodíaco.

- Eu prefiro não ver esse tipo de coisa.- Tombou a cabeça na direção dela. - Fico com raiva de quem colocou o bichinho ali.


Oito anos se passaram e Hyemin voltou para onde estava. Ao olhar novamente para o celular, veria que já eram 8:20 P.M. Nem estaria mais acompanhando as músicas que tocavam no ambiente. Quando olhasse na direção da porta, ela sentiria um arrepio e uma certa ansiedade em seu peito. Era aquela típica sensação de quem via alguém conhecido.

Mas não era Miwoo.

Eram Chaeyoung e Hyun Hee. Os dois chegaram juntos até o restaurante e estavam tão bonitos...Uma grande coincidência, porque ela nem tinha falado para nenhum dos dois qual restaurante iria com Miwoo naquela sexta-feira.

[...]

Os pais de Chaeyoung mostravam de onde ela tinha tirado aquele temperamento dela. Todos os três tinham uma singularidade poucas vezes vista: eram transparentes em seus sentimentos. Pelo menos no que tange o núcleo familiar, o poderoso Park Gong Jin parecia assim. No comando do banco deveria ser implacável mesmo.

Quando Chae chegou à sala onde Hyun estava, o pai foi ficando vermelho de raiva, nervosismo, talvez até mesmo choro. A mãe parecia em estado de graça enquanto a própria menina, estava controlando seus impulsos doidos. Ela sorriu de volta para Hyun e fez uma suave mesura.

- Komawo… -Foi informal mesmo. - Você também está muito bonito, Park Hyun Hee-ssi.

Mas foi formal no modo de falar. Logo Hyun tomava a iniciativa, mas Chae franziu um pouco as sobrancelhas.

- 23h?

- 22h. - O pai

- 22h?! - Chae estava chocada com esse horário restrito.

- 23h está ótimo. - A mãe deu a última palavra e mais tapinhas nos ombros do marido. Parecia uma massagem, mas estava controlando a fera. - É sexta-feira, afinal.

- E daí?? - O marido a encarou trincando os dentes.

A mãe fez sinal para que fossem, mas Chae respirou fundo e se aproximou do pai. Deu um doce beijo na testa do homem. Isso o desmanchou um pouco e dava até para compreender porque não queria sua filhinha com qualquer um. Para a sorte de Hyun, o pai dela gostava do avô dele e ficou mais tranquilo em ouvir que iriam com motorista. Além disso, o pai dela não lia mente e essa era a maior vantagem de todas de Hyun.

Os dois saíram da casa, dando tchauzinhos e caminharam lado a lado até o carro. Han Jae estava ali, esperando pelos dois. Agora Hyun veria que o homem estava até que aceitando de bom grado aquelas piadas porque podia fazer aquele olhar cúmplice e cretino que impediria o garoto de maiores avanços antes da hora.

Enquanto andavam, ela disse.

- Pensei que fosse ser mais difícil. Desculpa por não avisar que meus pais estariam em casa. - Sorriu e logo sussurrou. - Lei do retorno. - Piscou.

Mas nem tinha sido tão ruim assim. Pior do que isso foi pensar na possibilidade de roupas. Estava aliviada por ter acertado.

- E você está mesmo muito bonito. Não falei só por educação. - Ajeitou o cabelo e parou em frente ao carro.

Han Jae reverenciou os dois e abriu a porta para que entrassem. Trocou um segundo olhar com Hyun, num claro “se deu bem” antes de dar a volta para o lado do motorista. Conforme o combinado, ele colocaria as músicas escolhidas por Hyun enquanto faziam o caminho até o restaurante.

- O segredo continua até chegar lá, é? Você é mesmo muito cruel.. - Respirou fundo, buscando o centro da paciência, mas sorriu.

Estava mesmo muito feliz naquela noite. Nem podia imaginar que encontraria um rosto conhecido quando entrasse no lugar escolhido.
(C) Ross


Última edição por The Crown RPG em Qua Maio 16, 2018 8:27 pm, editado 1 vez(es)
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