Elysium Fields

O Elysium Fields foi fundado em Fevereiro de 2018, com o intuito de ser um jogo entre amigos, mas cresceu para se tornar não um único jogo RPG, mas vários. Desta forma, pode encontrar um jogo para jogar, ou narrar o seu próprio jogo, com as suas regras. A maioria dos nossos jogos são guiados por um narrador, que começa a história, desenvolve, e dá um fim à mesma. Os jogadores são os seus personagens principais.
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A skin foi totalmente criada pela Ross (Ji Yeon), para uso exclusivo no Elysium Fields. A designer agradece à Persephone (Hae Shin) e à Luxi (Joo Ri) pela paciência para a aturar, a Flerex pelos códigos de cores e campos de perfil que tornaram tudo mais fácil e a FontAwesome pelos ícones. Os gráficos para imagens foram obtidas do Google e editadas pela Ross. As tramas são criações originais e de responsabilidade de seus respectivos narradores. O blog Dorama Resenhas é nosso parceiro-irmão e todo seu conteúdo é feito por suas escritoras através de uma pesquisa séria de fontes confiáveis, além da exposição de opiniões próprias. Plágio é crime. Não copie dos nossos conteúdos originais. Se for tomar inspiração, por favor mencione.
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Capítulo 5

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Relembrando a primeira mensagem :

CAPÍTULO 5
O clima no escritório não era dos melhores. Havia um incômodo silêncio pairando pelo ar enquanto o chá, outrora ofegante, apenas fazia enfeite naquele belíssimo molde de porcelana. Os longos dedos masculinos mexiam as folhas impressas há pouco tempo. Na mesa de madeira nobre, havia uma quantidade grande de pastas e mais pastas com o símbolo do WangJo. Pastas de todas as matérias e clubes, com os balanços do último bimestre. Não eram apenas notas, mas também relatórios sobre rendimento dos alunos - presença, comportamento em sala, vezes que foram colocados para fora, entrega de trabalhos, dedicação, participação.

Ao todo, o colégio tinha 280 alunos. A grande maioria estava no prédio do ensino fundamental, com 130 alunos, onde havia mais séries e mais turmas também. Em seguida vinha o ensino médio com 80 e apenas uma turma para cada ano; e o especializado com 70. Era um número pequeno de estudantes, considerando o tamanho do lugar. Porém, quando se pensava que ali estudavam os herdeiros da Elite da Coréia do Sul, o número ganhava uma nova conotação.

Mesmo assim, aquele volume possibilitava um cuidado maior com as estatísticas e relatórios por parte dos professores.

Relatórios que agora Tae Song revisava após a maratona de Conselhos de Classe.

O Corpo Docente estava se reunindo desde terça feira para discutir o bimestre dos três prédios. As provas ocorreram na semana passada e na segunda feira, as notas tinham surgido, mas não foram reveladas aos alunos. Eles precisavam passar pela angustiante espera pelo ranking das salas e do prédio.

Pela cara que Tae Song fazia, os resultados tinham sido bem preocupantes.

Diante dele, Ji Sung, também conhecida como Srta. Yang, diretora assistente; e Sunwoo Eun Sook, a Pedagoga, esperavam pelo parecer do diretor. As duas foram requisitadas para que ficassem mais do que o horário. A última reunião do Conselho de Classe tinha sido com os alunos do ensino médio.

Se antes ele já estava preocupado com os alunos do ensino fundamental, esta última reunião o deixou ainda mais aflito.

Capítulo 5 - Página 5 N3EAujq

- O que eu não estou enxergando? - Perguntou, de repente, olhando para aquela quantidade de folhas com nomes e notas.

- Perdão? - A pedagoga o encarou com certo receio.

Tae Song abaixou a papelada e encarou as duas mulheres diante de si. Ambas eram bastante polidas e sempre carregavam aquela expressão que misturava serenidade, justiça e firmeza. Talvez Yang tivesse uma cara ainda mais fechada que Sunwoo, pois ela tinha naturalmente um olhar mais doce. Ainda assim, eram mulheres firmes e de extrema confiança de Tae Song.

- Alguma coisa não está chegando até o nosso conhecimento para justificar certos dados.

- Com o perdão da palavra e da postura, Sr. Wang, a verdade é que isso era o esperado.  - Yang disse de modo firme.

Sunwoo arregalou um pouco os olhos e Tae Song ajeitou-se em sua cadeira.

- Disserte.

- Sua agenda de compromissos esteve cheia demais para dar a atenção necessária a esses alunos. Não quero soar arrogante, tampouco agressiva, senhor, mas essa novidade que o senhor trouxe para o colégio precisava de maior atenção. Precisava de maior planejamento. Passar numa prova, por mais difícil que ela seja, não significa que o resto do caminho será fácil.

Capítulo 5 - Página 5 4pWaZZ6

Tae Song passava a mão no queixo enquanto ouvia a mulher.

- Estive convivendo mais tempo com esses alunos do que o senhor e os observei. Os alunos novos, no caso, os bolsistas têm uma realidade completamente diferente de nossos herdeiros. A maioria trabalha depois do colégio. Com uma carga horária puxada como a nossa, somente sendo um gênio ou não dormindo, os resultados seriam melhores. Mesmo assim, ainda vejo com otimismo certas pontuações. Quer dizer que apesar de tudo, eles ainda conseguiram posições melhores do que muitos outros.

Um instante de silêncio.

- Eu entendo o que quer dizer. - Sunwoo disse. - Mas não podemos diminuir o grau de dificuldade do colégio, tampouco toda nossa ementa…

- Não, não podemos. - Yang concordou. - Mas isso o que eu disse, não é tudo.

- Claro que não é…- Tae Song disse. - Não são apenas os bolsistas que estão me preocupando. Esse número de faltas dessa aluna...E a queda desta outra...Fora esses outros balanços. O que está acontecendo?

- Com os meninos fica realmente mais nítido porque o número de advertências subiu  200%, principalmente entre os meninos do 2º ano. Tem um grupo que persegue um dos bolsistas mais...ahm...Não sei encontrar a palavra. - Yang cerrou os olhos. - De todo modo, os meninos deixam seus problemas mais evidentes. Já as meninas…

- Sim. Vejo muitos problemas silenciosos e pouca solução.

- Vejo soluções que só precisam de um pequeno incentivo. - Yang continuou e procurou por uma das pastas. - Aqui. Achei interessante o que a Srta. Chu Eun Young de informática nos trouxe. Como sabem, todo ano os alunos de informática têm um projeto de melhoria. Dessa vez um dos alunos trouxe algo...que vem a calhar com coisas que estão acontecendo.

- Eu ouvi, também achei interessante. - Tae Song meneou positivamente. - É uma das soluções que estou pensando também. Mas antes disso, acho que seria interessante conversar com o grupo que criou isso. Algo discreto… - Olhou para Yang. - Para semana que vem, durante o horário do clube de informática.

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- Certo. Enviarei o e-mail para eles amanhã.

- Do que estão falando? A ideia anti-bullying? - Sunwoo indagou. - Vocês acham que as meninas estão praticando isso?

- É uma certeza que não tem provas ainda. - Yang disse. - Mas essa queda de rendimento não é mera coincidência…

- Também preciso mudar os pontos cegos das câmeras de segurança. Srta Yang, acha que consegue agendar a visita dos técnicas para este fim de semana ou o próximo?

- Acredito que não haverá problemas, Senhor.

- Faça isso, então, por favor. - Já eram duas pequenas possibilidades de soluções.

- Isso será bom para o ensino fundamental também. Tem sido surpreendente o número de situações que andam chegando até minhas mãos. - Sunwoo era pedagoga e diretora assistente do ensino fundamental. - E com isto, digo que precisamos de outra decisão…

- Por favor, nos dê sua opinião. - Tae Song disse.

- Sei que tivemos problemas com os dois últimos profissionais que passaram por aqui. Mas diante de tantas certezas e incertezas sobre nossos alunos, este colégio precisa de um novo psicólogo.

Tae Song fechou os olhos por um instante, retirando os óculos de leitura e massageando a têmpora.

- Sei que não concorda com o método de alguns, mas essas crianças precisam, Diretor. Todas elas. Os bolsistas podem ter problemas com a nova realidade que eles estão lidando, mas não é fácil ser um herdeiro. Eles também sofrem muita pressão e se a família é contra uma terapia, pelo menos aqui no colégio, eles teriam ajuda. Porque quem pratica bullying também precisa de acompanhamento.

- Eu concordo completamente. - Yang cruzou os braços. - Também poderia nos ajudar a compreender o que aconteceu com alguns nomes. Dessa vez seremos mais cautelosos com o profissional, diretor.

- De, de… - Suspirou. - Eu sei. Comunicarei à empresa para que comece a anunciar vagas…

Sunwoo ficou aliviada por Tae Song ser tão receptivo com a ideia. Até mesmo Yang deu um pequeno sorriso no canto dos lábios, satisfeita com a decisão dele.

- Tenho certeza que essas pequenas mudanças trarão resultados positivos para o próximo bimestre.

- Que assim seja. Torço pelos meus alunos…

- Certamente que sim.

Tae Song deu um pequeno sorriso e voltou o olhar na direção das pastas. As fotos 3x4 de Oh Yerin, Go Eun Na, Bing Min Ho, Seok Ryu Ji e Dang Beom Su se destacavam por serem as fichas que ele vinha analisando.

Não era apenas uma questão de bolsistas.


DOIS MESES DEPOIS






Dois meses se passaram desde que os portões foram abertos para mais um novo ano letivo. Aqueles dias de Abril pareciam uma memória antiga, como se tivessem acontecido muitos anos atrás. Isso porque em dois meses, a vida daqueles sete jovens tinha recebido uma grande carga de mudanças - todo tipo de mudança.

Namoros falsos que muito pareciam verdadeiros.

Términos de não-namoros que tinha tudo para ser namoro.

Planos do futuro que pareciam cada vez mais distante.

Escolhas difíceis entre familiares e amigo.

A impossibilidade de ajudar amigos com a alma quebrada.

Uma mente que ainda muito oscilava e levava a consequências jamais pensadas antes.

A paz que fora roubada e a ausência de sono para relaxar a mente.

Cada um teve sua quota de problemas para resolver. E, obviamente, não foram coisas que aqueles sete jovens conseguiram colocar um ponto final em dois meses. Até porque o colégio ainda cobrava muito deles. Havia muito o que estudar, muito o que ler, clubes com várias exigências, muitos trabalhos - sem contar o emprego que outros três ali tinham.

Como se não bastasse isso, ainda havia toda uma preocupação fora de colégio. Ao mesmo tempo em que Maio parecia não ter fim, ele correu rápido demais. De repente eles estavam diante da semana de provas e tinham que passar por uma maratona de uma semana. Os clubes fizeram falta, de certo modo - ficariam duas semanas sem as atividades por conta das provas e dos conselhos de classe.

Se não havia clube, em compensação, havia a biblioteca. O lugar ficou lotado durante aquele período e, curiosamente, extremamente silencioso. Aqueles que quisessem estudar em grupo, tinham que pedir chave para um dos “cubos” que preservava a acústica para que as vozes não vazassem dali e atrapalhasse os outros. Até seis alunos eram permitido para cada cubo.

Todo esforço era válido e necessário naquele momento.





Para Hee Kyung, o tempo passado trouxe muito o que pensar. Agora que ele desenvolvia seu lado sociável com mais vigor, ele estava expandindo suas amizades. Além de Joo Hyuk e Sun Hee, o menino também podia dizer que tinha feito amizade com Lee Ha Yi, Wang Hye Won e Park Chaeyoung. As três “noonas” do segundo ano eram amigas de Sun Hee e Stella e a aproximação foi natural.

Contudo, Hee Kyung não pararia por aí - para a imensa infelicidade de Min Ho e nervosismo de Ui Jin, visto que muitas garotas se aproximavam deles. Ha Neul tinha conseguido convencer Sona a se aproximar do grupo. Logo Hee Kyung perceberia que a menina andava sozinha por pura opção, porque era uma garota que sabia conversar muito bem quando queria, além de ser uma excelente observadora.

No Clube de Xadrez, Dong também conheceu Ah Sejeong, uma das meninas novas e bolsistas. Sejeong não era pobre, mas vinha de uma família que sempre teve que batalhar muito para ter as coisas. Por isso ela era competitiva, mandona e esquentadinha. Tinha passado em 2º lugar na prova, ficando atrás de Song Jae Ki, mas vinha encontrando dificuldades no ritmo de WangJo. Era era amiga de Hyo Shin e Nayeon. Nayeon era a menina que Min Ho havia citado como a mais invisivel de todas e ela era, de fato, um bichinho do mato.

Excelente pianista - a melhor daquele colégio e com bolsa garantida para estudar fora - a menina não sabia se socializar muito bem. Já Hyo Shin era mais um nerd quietinho. Só que diferente de Hee Kyung e seus amigos, ele era um herdeiro nível 3, por isso nunca se misturou muito. Ele mesmo acabou acreditando naquele distanciamento entre níveis.

Outra pessoa que se mostrou um amigo divertido e leal foi Kang Woo Jin. O bolsista era uma pessoa muito bacana, porém, com sua própria dose de misterios. Nas últimas semanas ele andava um pouco disperso e mais cansado do que o normal. Quando Dong deu o computador para ele, Kang não soube onde enfiar a cara. De inicio, recusou e disse que não queria a amizade de Hee Kyung só pelo computador. Isso apenas alimentou a vontade do herdeiro de ajudá-lo e, depois de conhecer o irmão mais novo dele, o computador simplesmente parou na casa dele.

Kang ficou um pouco bravo, por vergonha, mas a verdade é que está muito feliz com o presente - que usou para ajudar nas pesquisas para seu amigo Won Bin. E agora Dong tem um amigo fiel para todo o sempre.

Assim como Kang, Won Bin também foi outro bolsista que se tornou “amigo” de Dong. O garoto era bastante tímido e eles ainda não tinham conseguido conversar - não tinham nenhum horário em comum e a vida de Won estava uma bagunça. Porém, havia certa simpatia e empatia entre os dois. Won tinha a mesma aura de good guy que Hee Kyung.

Já Jae Ki era mais arisco. Não dava para dizer que eram amigos, tampouco inimigos. Jae só era ciumento demais com seu território, mas não amolava mais tanto seus amigos.

Mesmo diante de tanta melhora no social, Hee Kyung ainda teve tempo para seus amigos antigos. Os encontros de domingo se mantinham - fosse para estudar ou jogar. Contudo, Min Ho começou a ir menos. Num primeiro momento, podiam achar que era por conta do ódio dele às pessoas, mas não era isso. Ele geralmente dizia que não podia ir porque não foi permitido. Como ele era uma pessoa bem literal, isso queria dizer que os pais não estavam deixando mesmo.

A questão era: por que?

Ele não respondia durante as aulas, sempre mudando de assunto.

Outro relacionamento que foi um pouco mais aprofundado era Stella. A Srta Jun continuava ensinando inglês aos sábados, mas havia algo mais também. Os dois pareciam mais próximos e estavam jogando juntos também. Acabava que tinham assunto para tudo: fosse filme, jogo, lançamentos, livros, escola, amigos em comum. Ele sentiria que poderia passar horas e horas falando com ela que ainda teriam assunto.

O que isso significava, contudo, ainda era um pequeno mistério para o brilhante garoto. Afinal, sentimentos não eram exatos como uma fórmula. Eram muito mais complexos.

Até porque seus sentimentos também envolviam a prima. Hayoung estava se distanciando mais. Talvez tenha sido a única pessoa que tenha se afastado dele. Cada vez mais envolvida com o grupo de Yerin - chegando até a viajar para o exterior um pouco antes das provas - a menina não concordava com as novas amizades do primo. Assim como ele não parecia aprovar a delas.

Isso influenciava um pouco na forma como eles agiam nos encontros familiares. Os tios não estavam provocando Dong como costumavam. Eles pareciam mais...quietos. E Hayoung falava pouco com ele. Algo definitivamente estava fora do tom. Pelo menos ele tinha os pais e o avô. O avô também estava ensinando o neto a jogar Go e parecia muito empolgado com os clubes dele, principalmente xadrez.

O foco de Dong, contudo, era Informática. Ainda mais agora com o projeto que seria levado ao diretor durante o Conselho de Classe. De certo modo, ele achava que o projeto era uma das últimas alternativas para mudar sua prima e ter a paz que ele tanto buscava.

As últimas duas semanas tinham sido uma insanidade. Ele ficou estudando em todos os momentos livres e sentia que parte do cérebro foi deixado na prova. Agora só restava esperar pelo resultado de seus esforços...





Quem olhasse para Hyemin podia jurar que ela tinha a vida perfeita. Suas postagens nas redes sociais sempre indicavam que ela estava nos melhores restaurantes ou fazendo as compras mais extravagantes ou ainda tendo os melhores momentos que uma adolescente poderia querer.

Invejável, alguns diriam.

A realidade, contudo, era bem diferente do que aparecia.

Houve muita coisa boa naquele período. A viagem para NY foi o ponto alto. Mesmo sendo um pouco perto do período de provas, Hyemin e seus amigos Beom Su, Yerin e Hayoung se divertiram como nunca. Ficaram quatro dias lá - de sexta a segunda - e cada instante valeu a pena. Foi um pouco corrido, mas ela podia voltar lá no final de semana seguinte, se quisesse.

Fato era que o show da Selena Gomez foi a coisa mais incrível que ela já tinha visto na vida. Até mesmo Yerin se divertiu no show. O grupo participou de um meet & greet especial com a cantora que foi muito receptiva e amorosa com a fã chorona. Passou mensagens de amor e que ela acreditasse sempre em seus sonhos.

Além disso, eles também fizeram muitas compras...a ponto de Hyemin se perder. Foi o único momento tenso da viagem, mas Hayoung foi o anjo que a encontrou. O grupo não comentou nada sobre o ocorrido, mas era óbvio que guardaram o que tinha acontecido.

Yerin estava começando a ficar um pouco mais sensível com essas coisas. Não era a primeira fraqueza/segredo de amiga que ela estava cuidando…

Quando Hyemin voltou para a Coreia, no entanto, teve que lidar com a realidade. Os sonhos ficaram em NY porque algumas coisas transformaram Maio num mês nebuloso. Seu pai tentou cumprir a promessa de ficarem juntos aos domingos, mas era justamente o único dia que ela via o pai. Havia muito trabalho para ele administrar e tinha dia que nem em casa dormia. Porém, aos domingos, ele passava cerca de doze horas - contadas - com a filha.

A tia também não estava dócil. Infeliz com o casamento, ela tinha se distanciado um pouco da casa Seo. Ficou vários dias em SPA ou viajando. Não vinha dando toda atenção e amor para a querida sobrinha. Mas Hyemin era uma menina dócil que conseguia compreender…

Não é?

Bom, pelo menos ela tinha as amigas. No caso, amigos porque Beom Su entrou de vez para o grupo. Eles se reuniam na casa de Hyemin e faziam sessão de cinema, festa do pijama e várias atividades do gênero. Nana foi algumas vezes, mas não todas.

A amiga tinha mudado muito. Deixou de usar aquelas roupas super femininas, preferindo tons escuros e roupas largas. Isso começava a esconder a perda de peso que ela vinha tendo. Entre outras coisas. Ao longo daquele período, as meninas tiveram que lidar com um surto dela.

Numa das festas de pijama enquanto viam um especial da MNET, o cantor Taemin fez um mashup de suas músicas logo depois de um comeback. Dentre as músicas, uma delas foi Move. Até chegar nessa musica, o grupo dançou, se divertiu, mas assim que Nana ouviu MOVE, ela travou. Ninguém entendeu nada ou porquê dela se tremer tanto, mas ela começou a se bater, chegando até mesmo a quebrar um dos vasos da casa de Hyemin.

Yerin se trancou no banheiro com ela, mas os gritos ecoaram pela casa e na mente de Hyemin por um bom tempo.

Felizmente, Yewon não tinha ido a essa festa de pijama e foi mais um segredo que Beom Su, Hayoung, Hyemin e Yerin compartilharam.

Toda essa situação não foi o suficiente para travar a impiedade de Yerin no colégio. Como era uma garota de palavra, segunda-feira realmente virou o dia de perseguir Sunny e/ou suas amigas. Elas aprontavam muito, vários tipos de travessuras e pequenas humilhações que Sunny, Stella e Lee Hi recebiam caladas. Fosse por orgulho ou medo, o que acontecia ali, ficava ali. A última travessura, inclusive, foi “sequestrar” as apostilas de Sunny sem que ela visse. No mesmo dia, as apostilas foram devolvidas, mas faltavam várias anotações importantes. Isso acabou prejudicando o rendimento dela nas provas.

Outro problema da escola era Kim. Depois daquela desastrosa conversa/briga que tiveram, ele não a procurou mais para tirar satisfações de nada. Havia aquele abismo entre os dois, mas até mesmo ele admitia que era muito difícil ignorá-la sempre. Vez ou outra se esbarravam de modo constrangedor - virando uma esquina, entrando na sala, enfim - mas eles não se falavam mais.

Pelo menos havia uma amizade antiga que estava mantida. Por mais irritado que Jung Mi tenha ficado com toda aquela situação criada pelo imaginario de Hyemin, ele não a tratou diferente - só porque conseguiu contornar a situação também. Continuava sendo amigo dela, mesmo que não concordasse com as práticas dela e suas amigas.

O namoro dele com Misoo também aproximou um pouco as duas. Por respeito à Yewon, elas não podiam dizer que eram amigas, mas elas se davam bem no clube de moda e tênis. Outra pessoa que também se mostrou um amorzinho foi Bomi. Sociável e amorzinho, ela sempre foi, mas agora ela parecia menos grudada em Misoo e mais dada a outros grupos.

Algo tinha acontecido…

Os clubes estavam maravilhosos, mas Culinária certamente era, de longe, o mais legal. A professora de Moda era um pouco irritante, às vezes. Extremamente esnobe e crítica, somente Sunyoung parecia fazer as coisas certas. Mas em Culinária, Hyemin era a estrelinha da turma, empatada com a capitã - as duas se complementavam e não brigavam entre si. O que era ótimo, porque de conflitos, já bastava os que ela já tinha que aturar.

Para as provas, Hyemin tinha estudado com seu grupinho. O rendimento não foi tão proveitoso assim porque eles se distraíam demais - até mesmo Yerin que andava um pouco mais avoada e cansada do que o normal. Hyemin podia ser boba, mas conhecia bem a amiga. Sabia que ela estava passando por problemas, mas ela se recusava a dizer o que era.

Yerin era, antes de tudo, a coluna daquele grupo. Se quebrasse ou demonstrasse fraqueza, todos desmoronariam.

No fim de semana após a prova, Hyemin almoçou com seu pai, os Han e os Wang. Miwoo esteve presente e, para sua completa surpresa, eles trocaram telefone!!! No próprio domingo, ele mandou uma mensagem combinando de jantarem na próxima sexta-feira.

Quem que se importa com o resultado das provas quando tem um encontro para programar? Por que era isso, né? Um encontro!!!

Beom Su se animou todo em ajudá-la. Hayoung também estava hypada. Yerin e Nana, contudo, estavam um pouco mais sérias. Nana cortou qualquer chance dela vestir vermelho ou decote. Implorou para que fosse o mais vestida possível e que não tentasse seguir seus últimos conselhos. Já Yerin tinha ranço mesmo e não se manifestava, apesar de querer a felicidade dela.

Agora apenas algumas horas a separavam de seu conto de fadas…





Assim como a “bipolaridade” que domava seu inconsciente, os meses também foram meio bosta e meio legais. Logo em meados de Abril, Hyun Hee foi surpreendido pelo “castigo” do Secretário Lee. Depois de conversar com o avô, Lee foi autorizado a treinar Hyun. O garoto que já foi faixa preta em TKD e estava há dois anos sem treinar nada, foi colocado à prova para revisitar seu passado.

Foi difícil e ele odiou, mas quando passou a ser mais honesto consigo mesmo, ele encontrou certo prazer nos treinos. Lee não pegava leve também, sendo um mestre bem exigente - talvez até batesse de verdade, só pra aliviar a alma. Fato era que depois de treinar, ele se sentia mais leve...Cansado, porém, em paz.

Era comum depois dos treinos, eles irem até o restaurante familiar que Hyun conhecera logo na primeira semana de aula. A comida era boa e o clima bastante amigável. Ele não fazia ideia que pertencia à tia de uma colega de turma.

O castigo também serviu para aproximá-lo de Lee. De certo modo, o “babá” tornou-se um amigo. Atualmente era mais frequente que eles conversassem sobre o passado de Lee - que foi surpreendentemente rebelde e tinha boas histórias para contar - e os papos sempre rendiam bons conselhos. Não seria exagero dizer que ele começava a ganhar características paternas. Idade para ser seu pai, ele tinha, mas os dois ainda sabiam que, no fim do dia, Lee era o empregado e Hyun o patrão.

Oxigenar o cérebro com luta também o ajudou a se concentrar mais nas coisas que aconteciam ao seu redor.

Aquela noite de sábado ainda era um mistério, mas a mudança de Go Eun Na era nítida. A garota não era mais a mesma e certamente tinha medo dele. Vivia evitando contato visual e sempre saía da frente quando ele passava. Quando ele buscava conversar com ela pelas redes sociais, ela respondia com um tom que podia ser considerado medo.

Os outros garotos de seu grupo não comentavam sobre aquela noite. Jong In também não, mas agora ele vivia sonhando com o dia que quebraria o pescoço de Yerin.

Aliás, Jong In continuava o cretino de sempre. Hyun soube que ele conseguiu concluir o desafio, mas agora levaria para algo mais dificil. Era um pouco chocante - para alguem que tivesse um pingo de moral - ouvir o tipo de coisa que ele fazia. A vítima, ele não sabia quem era, mas tinha suas suspeitas.

Pelo menos tinha certeza de que não era Chaeyoung. Se tivesse, ela certamente teria contado para ele - e Jong In seria um homem morto.

Os amigos dele também estavam perseguindo o garoto de cabelo colorido - agora o cabelo dele andava castanho, mas dava para ver que era pintado também. As brigas físicas ocorriam pelo menos uma vez por semana, mas muitas vezes mais fora do colégio. Taehyung e Ro Young odiavam mesmo o cara. E o garoto não abaixava a cabeça, sempre revidando mais.

Eles já tinham sido suspensos por conta das advertências, mas voltaram à tempo de fazerem as provas.

As meninas também continuavam agindo daquele jeito venenoso. Hyun não fazia ideia, mas Eun Joo, Jimin e Hyejeong sempre faziam algo com Chaeyoung. Não foram poucas as vezes que ela chegou com a mão machucada ou o joelho roxo/ralado no terraço. Ela dizia que tinha caído na escada - nunca empurrada. Era fácil de acreditar porque ela era mesmo atrapalhada, às vezes.

No terraço, eles passavam um tempo conversando ou no mais puro silêncio, ouvindo música. Também começaram a levar “marmitas” com comida que faziam para os dois. Às vezes Hyun, às vezes ela, em outras, meio a meio. Era uma amizade colorida e uma das coisas boas daquela nova vida.

Chaeyoung o aceitava do jeito que era e não seguia a linha de chata apaixonada. Deixava que fosse livre e também era. Mas eles pareciam se gostar. O aniversário dela tinha sido no último dia de Abril e ela esperava recuperar a joaninha. Mas até hoje ele não devolveu.

Sempre tinha uma desculpa.

Hyun era mais ligado com as pessoas fora de sua turma, mas até que falava com alguns do 1º ano. Tinha contato com Hyemin, Misoo e iniciou uma estranha e improvável amizade com Jaeki, por conta de mecânica.

Os clubes eram legais, ao seu modo. Ocupavam a mente e criavam vínculos novos. Era curioso como ele fez amizade com o bolsista, mas não conseguia trocar uma palavra com seu irmão. Jung Mi não falava nada com ele, nem se encaravam direito. Tanto que ele nem fazia ideia que o namoro era uma mentira.

Os eventos sociais também eram uma constante na vida de Hyun. Quase todo fim de semana tinha uma festinha nova, mas agora ele tomava mais cuidado - nenhuma chegou ao cúmulo daquela noite de sábado, também.

De muitas formas, Hyun era quase normal.

Mas ele sabia que era uma questão de tempo até o tic tac de sua bomba mental terminar…





Misoo não podia imaginar na reviravolta que sua vida teria depois que Jung Mi disse em alto e bom som que eram namorados. Aquela história que começou de modo muito amargo, teve um desfecho...interessante.

Não havia outra palavra.

O namoro podia ser de mentira, mas eles agiam como se fosse de verdade. Não havia toques, beijos ou afins. Mas eles sempre estavam presentes em vários momentos, de modo que pareciam namorar de verdade. No início foi muito incômodo para Misoo que nem fazia ideia de como conseguiria manter aquilo. Era uma péssima mentirosa.

Contudo, depois de um tempo, os pontos positivos começaram a surgir.

Começando por sua família. Quando a mãe soube que ela estava namorando um Park - ainda que fosse o mais novo - ela quase explodiu de alegria. Foi até um pouco constrangedor o modo como a mãe a olhou. Era como se visse alguém brilhante ou muito especial. Talvez tenha sido a primeira vez que a mãe a viu de verdade.

O quão irracional isso podia ser?

A mãe passou a tratá-la como uma filha de verdade. Elas conseguiam até mesmo conversar. Parecia que nunca houve agressão ou uma vida inteira de mágoas. Misoo chegava a receber até elogios sobre como tinha acordado bonita ou como seu penteado antes esquisito, parecia lindo. Até mesmo algumas vontades e mimos passaram a ser feitos. Um deles foi que a mãe passou a ser menos rígida com a questão de comida. Agora agia de modo saudável, não radical.

Inclusive houve uma noite onde elas viram um filme e dividiram sorvete do pote - um pote pequeno, mas ainda assim. Era o tipo de coisa que a menina nunca tinha experimentado antes com sua mãe. E agora era possível.

O relacionamento com a avó também estava ótimo. Ela ficava feliz por ver sua filha finalmente tratando a neta direito, mas se preocupava. Se aqueles dois terminassem, temia pelo que poderia acontecer com Misoo. A decepção seria grande demais.

Já o pai, ainda era um homem muito ocupado e ausente. Mas agora que a menina estava mais proxima da mãe, pôde vê-la chorando algumas vezes no banheiro de seu quarto. A mulher sempre disfarçava, mas o casamento não era perfeito como gostavam de transparecer…

Uma farsa, talvez.

A maior delas foi quando Jung Mi foi convidado para jantar na residência Yeun. O menino levou flores, charutos e um ursinho de pelúcia. Era a primeira vez que ia na casa dela e ainda ia com o título de namorado, precisava levar presentes aos anfitriões. A família dela agiu como se fosse um lar cheio de amor. O menino saiu até impressionado com tudo aquilo.

Quando ela desabafava com as amigas, ela recebia a compreensão de Mia, mas Bibi sempre falava de modo mais claro. Bibi achava que Misoo reclamava demais dos atos de Jung Mi. Estava recebendo vários mimos, qual era o mal disso? Em outras palavras, ela achava que Misoo deveria aproveitar mesmo. Isso tinha prazo para acabar e quando acabasse, ela podia se arrepender.

Esse tipo de história não chegava até Bomi. Apesar de terem resolvido as pendências, as duas tinham se afastado um pouco - assim como Gyu, que mesmo que fosse “amigo” de Jung Mi, pouco falava com Misoo. Bomi estava mais falante com outros grupos e até mesmo com unnies do 2º ano.

Mia sentia inveja. Nem ela conseguia conversar com aquelas meninas e Bomi era convidada para as coisas, como se fosse amiga há anos. Eun Bi achava esquisito também, mas já não estava ligando muito para isso.

Gostava de Bomi, mas se ela não queria compartilhar todos os momentos com elas, paciência. Cada uma tinha sua vida mesmo.

Além desse pequeno problema, Misoo também tinha que lidar com as provocações de Yewon. Para o azar da rival, o nome de Jung Mi tinha poder sim. Eun Joo tinha “adotado” a garota como sua irmãzinha e também a protegia. Isso enfraquecia um pouco Yewon, mas Misoo podia ter a certeza de que ela não desistiria de transformar sua vida num inferno. Outra unnie que também a tratava bem, mas com reservas era Sunyoung. Depois dela ter dito que não namorava, mas aparecer namorando, ela entendeu que deveria desconfiar do que Misoo dissesse.

Nos clubes, tudo seguia bem. Quer dizer, dança e tênis estavam bem - ela até ficou um pouco mais animada por ter voltado a comer melhor - mas moda ainda era um martírio. Para completar, a professora de moda odiava a mãe dela e descontava suas frutrações em Misoo.

Era o pior dia e, para completar, era uma aula que durava a tarde toda.

Pelo menos ficaria duas semanas sem essa praga, graças à semana de provas e o conselho de classe - não que provas a deixassem mais calma, mas ainda assim...era melhor do que ter aquela droga de aula.

Os estudos foram bons. Jung Mi a ajudou e Eun Bi compartilhou as dicas que pegou com Jae Ki. Os dois pareciam caminhar para algo próximo de relacionamento, mas não tinha oficializado nada. Na verdade, alguns dias antes das provas, eles tinham brigado e nem estavam se olhando direito.

Um dos mistérios da humanidade certamente era esse: como eles se aturavam? Não era muito cansativo ter um relacionamento assim?

Pelo menos o dela era de mentira…





Jae Ki estava, definitivamente, no seu limite. Depois de uma primeira semana muito difícil, ele colocou em mente que precisava se controlar. Isso acabava sendo mais desgastante do que explodir. Guardar tanto desaforo e perseguição acabaria adoecendo o garoto. O único momento que ele conseguia colocar a raiva para fora era quando se encontrava com sua gangue.

O grupo estava se metendo em muito mais briga do que o normal. Agora que estavam aliados dos NEW0 e faziam “intercâmbio” de membros, eles estavam mais dados a atos de vandalismo, brigas e até mesmo furto. Jae Ki não sujava as mãos, mas ele esteve presente em vários furtos de Dan. Os meninos eram legais, gente boa, mas moralmente errados.

Atualmente, Dan e Kai estavam no intercâmbio e faziam parte do grupo de Ji Hoo. Justamente por Kai ser bom de briga e Dan um sonso mão leve. Por enquanto, ninguém tinha saído para ir para lá, simplesmente liberaram os dois. Dessa forma, Jae Ki descobriu que Kai era o irmão mais novo de May e Jazz - os líderes. Dan era um órfão que nem estudava e vivia fugindo do conselho tutelar. Ele era muito inteligente, mas já podia ser considerado um perdido.

Enfim, Ji Hoo ainda não cobrou seu favor por conta do segredo de Jae Ki com WangJo. Mas o menino podia sentir que estava perto de acontecer. Só não tinha sido assim ainda porque estavam todos muito tensos.

No colégio, a tensão não era diferente. Fosse por Eun Bi, pelos amigos ou por si mesmo, Jae sempre se sentia provocado. Por varias vezes se meteu para ajudar Kai nas brigas - sempre tentando separar e, por isso mesmo, nunca recebeu advertência por isso. Com Eun Bi, o problema era na aula de dança. Ela continuava sendo a parceira oficial de Taemin e isso o incomodava bastante. Ainda tinha o clube de natação que ela e Taemin também faziam parte.

Era de enlouquecer a mente de qualquer ciumento como ele.

Contudo, Eun Bi sempre dizia que não tinha nada demais, que estava tudo bem. O difícil era ele aceitar isso e ficar de boa.

Os Dragões continuavam bem unidos e tentavam entender os dilemas adolescentes, bem como o porquê do ódio aos Yoon. Não encontraram nada que fosse considerado desprezível, muito pelo contrário. Cada vez parecia mais que o pai de Won não tinha motivo para odiá-los.

Sunny continuou sendo um assunto velado. Ele protegia a menina de longe e por isso não fazia ideia das coisas que Yerin vinha fazendo com ela. Por outro lado, a megera estava de olho em Jae Ki. Ela soube da ameaça que ele fez com Hyemin e foi bem clara quando o pegou no corredor. Disse que se ele ousasse tocar nela de novo, ela falaria com a polícia. Não seria uma advertência, nem suspensão, seria a polícia.

O que ela quis dizer com isso, ficava à critério da mente de Jae. Mas era certo de que ele entrou na lista negra dela, muito embora ela não o perseguisse. Era só não se meter no caminho de Hyemin de novo - foi uma colher de chá por conta da vez que ele a ajudou, nas escadas.

O pior era que ele sempre via Yerin no clube de artes. Ela era muito boa, mas as pinturas dela pareciam muito tristes. Para os mais sensíveis, olhar para a tela dela era o mesmo que sentir uma dor no peito e vontade de chorar. Isso não mudava quem ela era, mas enfim, era algo diferente.

Em casa, as coisas continuavam iguais. A halmoni estava mais aborrecida por conta das brigas que Jae Ki estava se metendo, mas gostou de conhecer Kang e Won. Achava que, talvez, ele ainda tivesse esperanças. Gostou principalmente de Won que parecia um menino bondoso. Pediu aos meninos que tivessem paciência com Jae Ki. Soo Ji também adorou os “principes” e conheceu o irmão de Kang.

As duas crianças se deram super bem, mas nem pensavam em casais ou coisa do tipo. O irmão de Kang era troll demais para paquerar, ele queria jogar, ser pro-player. Tinha tempo para meninas não.

Quando as provas se aproximaram, ele e Eun Bi foram estudar juntos. O clube de dança só não estava pior porque ela o ajudou bastante. Em troca, ele a ajudaria com os estudos. Tudo estava indo muito bem, eles pareciam ter até um tipo de clima ou coisa assim.

Mas...no fim de semana que antecedeu as provas, quando tudo parecia encaminhado para uma confissão, eles tiveram uma briga feia. Eun Bi estava irritada por ele trazer Taemin para a conversa de novo e falou que gostava sim de dançar com ele. Inclusive disse que o garoto tinha pedido desculpas a ela e por isso não via motivos para pararem de dançar. A briga foi piorando e eles estão há duas semanas, eles nãos e falam direito. Muito mal se olham.

Os amigos já começaram apostas para ver até quando, mas eles parecem resolutos nisso.

Isso tirou um pouco a concentração dele nas provas e a espera para os resultados tem sido uma verdadeira tortura.





Sunny vinha experimentando um dos piores tipos de dor: decepção. Depois que Jung Mi apareceu no café, naquela fatídica segunda-feira para contar a verdade sobre seu relacionamento com Misoo, a garota tinha alimentado esperanças para os próximos dias. Porém, diferente de tudo o que ele tinha dito, os dois realmente estavam parecendo um casal.

E ele parecia gostar dela.

Ninguém era capaz de mentir tão bem e isso a fazia concluir de que a grande idiota daquela história tinha sido ela. Não conseguia compreender o nível de sadismo dele para fazer isso com ela.

Além de ser muito irônico que alguém como ela, apaixonada por livros e romances, se visse numa história tão triste assim. O que será que ela tinha feito nas vidas passadas para merecer um destino assim? Não bastava todo seu histórico, até o fim da vida, só encontraria sofrimentos?

Não, não podia ser injusta.

Tinha conhecido amigos maravilhosos, tinha uma família incrível. Nem tudo eram trevas em sua vida. Havia muita luz. Ela era uma criatura solar, precisava acreditar nisso…

O problema era que sua mente não estava ajudando com isso. Vinha sofrendo com insônias e insanidade que refletiam um pouco em seu humor e no pique para encarar o dia. Estava constantemente cansada e levemente desatenta. Sua nuca doía muito e ela não sabia como conseguia concluir os dias. Em alguns momentos, pareciam durar uma eternidade enquanto noutros passava com o piscar de olhos.

Diante de tantos trabalhos, treinos musicais, composições de literatura, grêmio, dever de casa, parecia improvável que a cabeça encontrasse um pouco de alívio. Felizmente, Sunny tinha amigos e foi isso que salvou, ainda que minimamente.

Neste período, Sunny conheceu a casa de Chaeyoung - um singela e tradicional mansão, visto que ela era filha do maior banqueiro da Coreia do Sul - bem como a família de Stella, que morava num bairro de diplomatas. A mãe dela era muito divertida e estava gravidíssima. O bebê estava previsto para o fim de Junho/início de Julho. Contagem regressiva! Hee Kyung também estava mais próximo dela, principalmente depois da visita no café. Isso sem contar, é claro, com a constante presença de Kim em sua vida.

Apesar de música ser uma tortura por conta da presença de Jung Mi, também era um alento porque eles ficavam em espaços diferentes. Chae estava lá com ela e Sunny também conheceu ou se aproximou de outras pessoas - Won, Kang, Bomi e Gyu faziam parte desse clube também. Literatura também trazia grande conforto porque era uma aula gostosa, apesar do volume de tarefas a cumprir.

Outro problema do colégio era a perseguição de Yerin. Ela realmente cumpriu sua promessa de transformar as segundas-feiras num pequeno inferno. Ou atingia Sunny ou as amigas dela - Stella e Lee Hi. A última que aprontaram foi antes das provas. Qual foi a surpresa de Sunny ao abrir as apostilas e encontrar várias folhas faltando?? Por sorte, ela estudava um pouco por dia, mas mesmo assim, seria impossível revisar. Stella até tentou ajudar, mas não era a mesma coisa.

Eram anotações pessoais demais, esquemas que só ela entendia. E agora...perdidos. Justo quando ela achava que as meninas não podiam aprontar mais, elas conseguiam surpreendê-la. Era incrível.

Por falar em Lee Hi, ela estava definitivamente estranha. Durante o mês de Maio, ela chegou atrasada ou saiu mais cedo várias vezes, com as justificativas mais tolas do mundo. Andava muito mais avoada e não largava o celular. Quando era indagada, ela não explicava o que estava acontecendo. Pelo contrário, ficava até um pouco aborrecida por ter sua "privacidade invadida".

Pelo menos a família dela não teve muitas mudanças. Tudo seguia como sempre, com exceção das reclamações de Jun Pyo acerca de um cliente que começou a virar rotina e que estressava um pouco a tia Yumi. Ele estava com ciúmes e deixando o pai da família meio desconfiado.

A ausência das anotações dela a abalaram um pouco para as provas, mas ela seguia otimista. A maioria das respostas, ela já sabia e saiu com o sentimentos de que não tinha sido tão ruim assim.





Se alguém virasse para Won Bin no início daquele ano e contasse algumas coisas sobre seus meses futuros, ele certamente daria uma boa risada na cara da pessoa. Apenas num mundo paralelo, ele estaria fazendo teatro e música; estaria trabalhando; não falaria com seu pai como antes; tivesse parado de treinar TKD; e estaria, provavelmente, gostando de uma menina rica.

Mas essa era a mais pura verdade.

Won Bin foi uma das pessoas que mais mudanças teve no decorrer desse período. Seu objetivo ao entrar nos clubes de música e teatro era sair da zona de conforto e isso estava adiantando. Apesar de ainda ser muito tímido, ele conseguia se afastar dessa característica quando era necessário - principalmente no trabalho e em apresentações em grupo no colégio. O teatro ajudava nisso. As aulas de canto, idem. Ele era um “minor”, mas o professor dizia que sua voz tinha potencial. Se ele continuasse treinando, provavelmente seria um dos chamados para cantar no “Concerto WangJo”.

O colégio tinha alguns contras, mas até o momento o saldo tinha sido positivo para ele. Era muito difícil, tinha todo aquele clima de brigas - ele não via o que acontecia com as meninas, só o que Ye Ji, às vezes contava que passava. Seu discurso sempre era triste e cheio de vitimização. Porém, Won viu as vezes que Kai apanhou e bateu nos meninos, chegando a ajudar a separar também.

Era um pouco difícil viver nessa tensão, mas a verdade era que a vida dele estava uma somatória de tensões.

O trabalho também não ficava muito atrás. Sua chefe já tinha deixado claro que gostava dele, mas sempre havia a sombra de que a Sra Yoon surgiria ali para infernizá-lo. A mulher não tinha ficado mais sociável, pelo contrário. Ela fazia questão de ser uma grande pedra no sapato. Às vezes, Bomi era obrigada a ir com ela, mas arrumava desculpas para esperar do lado de fora ou coisa do tipo.  Bomi geralmente aparecia quando os pais não estavam em casa e foi assim que ela entregou alguns resumos para estudarem juntos também.

O sentimento deles estava evoluindo, mas eles ainda tinham alguns bloqueios e barreiras. Principalmente Gyu Sik que não estava muito feliz de ver a irmã de papinho com ele. O garoto tinha um pouco de bronca de Won desde a história de que ele era o herói de Misoo, mas agora era ciúmes de irmão mesmo. Por isso eles não conseguiram almoçar juntos como tinham combinado. Se não era o clube de Radio, era o irmão dela que impedia.

Suas outras amizades estavam seguindo um rumo bom. Os Dragões estavam mais unidos e se solidarizando mais. As pesquisas sobre os Yoon renderam informações que só enalteciam aquela familia. Aparentemente, o pai de Bomi tinha uma carreira ilibada, era popular por conta das causas que defendeu e extremamente honrado. A mãe dela vinha de uma família do ramo imobiliário e era uma socialite. Também havia muita informação - das mais relevantes às mais futeis - sobre o tio famoso dela. Atualmente vinham falando muito do casamento com a herdeira de uma famosa emissora.

Ficava cada vez mais difícil entender o porquê do ódio de seu pai por eles. Tinha que ter um motivo, mas Won não encontrava nem ao menos uma pisca.

Será que seu pai era “pior” do que ele imaginava? Sim, porque as recentes atitudes dele foram uma verdadeira revelação. Será que ele se decepcionaria ainda mais com ele? Dificil saber…

Uma coisa era certa: seu pai era um homem de palavra. Afinal, estava cumprindo a promessa que fizera. Won já tinha se livrado do gesso, mas não pôde voltar a treinar. Ainda tinha o contato do Mestre, mas não treinar era muito triste. Apesar do resto estar, mais ou menos bem, ele se sentia incompleto.

E a situação em casa também era ruim. Seu pai sempre foi seu melhor amigo e não poder compartilhar as coisas com ele era dificil.

Nem a interferência do tio Jin Han estava ajudando muito. Jin Han ia lá aos fins de semana para verem jogos e essas coisas. Até mesmo levou os dois para assistirem a uma partida de basebol. Foi o único momento que pai e filho ficaram mais próximos e dava para perceber como sentiam falta um do outro.

O orgulho, contudo, era um problema.

Durante os estudos, ele receberia a ajuda dos amigos e de Bomi, mas não estava muito certo do resultado. WangJo era mais difícil do que diziam.

7 DE JUNHO DE 2019 - SEXTA FEIRA - 10 A.M


A sexta-feira tinha chegado e estava passando bem rápido, para alegria dos amantes do fim de semana. Quando o sinal tocou, indicando o intervalo, houve bastante alivio. Muitos já se levantaram felizes da vida enquanto outros ainda estavam exaustos.

Fato era que os primeiros a saírem das salas, poderiam se deparar com o tão esperado resultado. Os que estavam dentro da sala rapidamente ouviriam os gritos de euforia ou desespero. Lá, no mural, para todo mundo ver, estavam o rankingo dos alunos em quatro folhas: 1º ano, 2º ano, 3º ano e geral com os 80 alunos.

”ranking”:
1 -Gyu
2 - Nayeon
3 - Ui Jin
4 - Hyo Shin
5 - Jung Mi
6 - Stella
7 - DONG
8 - Min Ho
9 - SUNNY
10 - JAEKI
11 - HYUN
12 - MISOO
13- Yerin
14 - Eun Bi
15 - YeJi
16 - WON
17 - Eun Na
18 - Hayoung
19 - Bomi
20 -- Kim
21 -HYEMIN
22 - Jiran
23 - Kang
24 - Taemin
25 - Miran
26 - Sejeong
27 - Ye Sol
28 -  Ryu Ji
29 - Yewon
30 - Beom Su

No ranking geral, Dong tinha ficado em 10º lugar, Sunny em 17º, JaeKi em 18º, Hyun em 25º, Misoo em 27º, Won em 38º e Hyemin em 57º. (Baseado nos seus resultados)
(C) Ross
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Quando Jae-ki chegou, logo procurou pelos dragões, mas apesar de estar atrasado, os amigos ainda não tinham chegado. Jae não tinha esquecido de passar o lápis preto nos olhos antes de sair. Ele não sabia exatamente quem ia, mas não era um surpressa ver Jung-mi, era namorado da MiSoo. Porém havia um rosto desconhecido ali. Quantas mais pessoas foram convidadas? Se perguntava. Quando Bo-mi acenou, Jae andou até o grupinho.

Sorriu também quando ouviu que Bo-mi dizia estar feliz por ele vir. Jae-ki achava ela uma garota legal. Won tinha sorte, torcia para o amigo conseguir o que queria.

- Valeu - Respondeu a ela - Eu achei que tava atrasado, mas tô vendo que os caras nem chegaram ainda.  Vai vir muita gente ainda além deles?

Jae-ki não queria que fosse muita gente, ele também percebeu o olhar de Jung Mi, dava para sentir que o cara não gostava dele. Era estranho como ele podia ser irmão do Hyun e ser tão diferente. Para Jae eles não tinham nada ver. Jung-mi parecia fazer um tipo mais riquinho, metidinho, fresquinho, que não se misturava com os bolsistas. Mas rostos invocados não assustavam Jae-ki.

Já sobre Gyuk não sabia muita coisa, mas como era amigo do outro, deviam ser parecidos. Por isso ficou surpreso quando Gyuk o apresentou para a garota desconhecida como um amigo deles. Os dois praticamente nunca se falavam, mas provavelmente devia ter falado isso por influencia da irmã.

- Ahh... Tô de boa - Respondeu a Gyuk pego meio de surpresa.

Acenou para Sooyeon com a cabeça, para cumprimentá-la. Não era chegado a apresentações mais formais, por causa do seu estilo. Jae-ki ficou tentando entender quem era essa menina, não devia ser do grupo de Eun-bi se não já a teria visto. Analisando o grupo ali, talvez a garota fosse amiga de Gyuk, ou algo a mais.

- Você também estuda em Wangjo? - Preguntou a ela curioso.

Colocou a mão nos bolsos enquanto esperava os amigos, também olhava ao redor para observar o lugar.

Capítulo 5 - Página 5 81e9b4ea8a212e1d825dc343405a2abb

- É bem maneiro aqui - Disse para Bo-mi enquanto olhava ao redor.

Quando a SUV chegou, Jae-ki ficou surpreso ao ver seus amigos saindo de dentro junto com as garotas. Porém seu coração o traiu mais um vez, bateu um pouco mais rápido quando viu Eun-bi de novo. Ela estava muito bonita, mas isso também o deixava cheio de ciúmes. Por que ela tinha que gostar de usar shorts? Dessa vez Jae estava na defensiva com a bailarina. Repetia na sua mente que tinha ido pelos dragões e pela comida. Não esperava interagir com os riquinhos, só queria comer mesmo e falar com seus amigos. Mas se perguntava se a garota tinha dado carona aos seus amigos só para provocá-lo mais. Ainda bem que confiava em Won e Kang.

Jae-ki levantou o braço e acenou para os dragões:

- Yo! Kang! Won!





— Ross


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Jae-ki
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Ao grupo de amigas, Misoo adiantou que tinha ‘recebido um presente’ por causa das notas e estava chocada demais para falar por mensagem, mas foi para sua querida avó que ela contou a grande novidade e também sobre suas notas, por texto mesmo, para não atrapalhar a viagem. Com ela sim gostaria de comer para comemorar.

Ficou esparramada na cama, feliz da vida, até que bateu um remorsinho de deixar lição de casa de lado, quando ela decidiu pelo menos abrir o caderno do dia. Tinha que manter as notas, né, porque o namoro acabaria logo. As notas melhor não. Fez um pouco de lição de casa, porque tinha bastante tempo à toa, depois foi tomar banho.

Misoo era bastante casual e não muito vaidosa. Não demorava muito para fazer sua rotina, exceto quando inventava de fazer penteados, esses sim exigiam algum esforço a mais, porque gostava mesmo. Por isso, ela armou um bonito coque grandão, com ajuda de uns truques.

Um passeio no parque não era O lugar para usar um vestidinho boho, então ela simplesmente surgiu de calça jeans rasgada de cintura alta e uma camisa xadrez clarinha. Charmosa, com a maquiagem padrão coreana e batom vermelho, mas no geral, era casual. Não estava em um encontro ou algo assim de verdade, em sua cabeça. Para ela, era uma diversão no parque com amigos, à noite.

Ao descer e encontrar EunBi lá fora, deu aquela olhadinha para a amiga, já entendendo as intenções de seu look da noite.

Capítulo 5 - Página 5 52ed6c34417c352ce2c6d900219de187


- Estou vendo que alguém quer fazer as pazes… - comentou de forma passageira e amiga. - Ah é? Vamos, sim. Boa ideia. No carro eu te conto a máxima do dia!!

Lá dentro, ela resolveu falar, em detalhes, sobre como seu pai a chamou no escritório e ela achou que lá vinha bomba, mas em vez disso, lá estavam férias em Londres e ingressos para a final do campeonato de tênis.

- Você acredita em uma coisa dessas???? Eu tô boba até agora. Dá para acreditar? E eu falando outro dia mesmo de ir pra fora… Tá que é só uma viagem de passeio, mas.. Uau. A gente tem que estudar mais SIM. Aigoo… Nunca pensei que falaria isso. E você? Teve alguma surpresa com isso também? - perguntou, esperançosa. Sabia que a mãe da bailarina só ficaria feliz de verdade se ela ganhasse um troféu na área ou fosse convidada para uma companhia russa, mas não custava comentar. Notas eram sempre boas.

Logo estavam ali no café e ela acenou para os meninos ali de dentro, para demonstrar que estava no carro também.

- Ela fica perigosa quando mexem com a comida dela!! É melhor entrarem logo! - gritou também. - Ahhh, você ficaria surpreso com a força do estômago dela - brincou com Kang e riu com todos.

- E aí, gente? Estão todos bem? Todos vivos depois dessa sexta-feira louca? Já foram nesse lugar antes? - perguntou no carro, apenas para ser receptiva e amigona, como gostava de ser. Também não ficaria falando de seu prêmio pelas boas notas, porque nem todos tinham ido muito bem, mas era um tema neutro.

Quando chegaram, a menina sentiu um pequeno desconforto inicial. A ansiedade veio ao ver Jung Mi, porque isso significava que agora era “namorada” dele. Não era muito legal fazer isso. Tudo bem que estavam entre pessoas que conheciam o segredo, mas sentia que Bomi estava sempre a julgando e também que Gyu a evitava um bocado. Agora com a presença de Sooyeon, aquilo seria ainda pior. Suspirou. Ver a amiga batendo papo ali com a “rival” era muito desconcertante, mas Misoo era uma garota alegre e de muita energia!

Saiu do carro com Eunbi e o restante e já foi acenando amplamente para todos

- Oi oiii - balançou os braços e se aproximou com um sorriso sem discriminação, que era para todos, mas ao mesmo tempo para ninguém. Por pior que fosse a situação, ela tentava começá-la de modo positivo, ainda que por dentro as coisas não estivessem perfeitas.

- Ya! oi oi.. Bomi-yah, Gyu-sik-ah, Jung Mi... - quando chegou mais perto, ela sorriu para os mais próximos e acenou mais perto deles, no caso Jung Mi e os irmãos Yoon. Para Sooyeon, uma “desconhecida”, fez uma reverência educada, mas também não estava muito a fim de ser amiga. Já Jaeki, bem, isso dependeria de como ele queria tratar sua amiga, mas o aceno coletivo fazia parte dela.

- Tudo bem?

Children’s Grand Park

— Ross
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O elogio foi respondido com um sorriso muito discreto no canto dos lábios, levando aquilo como educação, a principio.

O sorriso no rosto de Hyun Hee foi inevitável quando conquistou as 22h. Sabia que se tivesse começado com esse horário, cairia para 21h e assim por diante, mas a ajuda da “sogrinha” foi muito inesperada e de repente ele tinha suas 23h de bandeja. Sorriu, fechando os olhos com vontade de rir, mas apenas fez uma mesura para os pais de Chaeyoung.

- Obrigado - foi formal. - Nem um segundo a mais. - prometeu. E de fato pretendia ser pontual. Tinha aprendido a ser um menino de ouro na infância, agradando a mãe para ganhar prêmios como sair sozinho de casa, então estava “fácil”.

Ele tomou todo o cuidado de manter a distância de outro ser humano de Chae quando os dois saíram de casa. Meteu as mãos nos bolsos, primeiro, para esconder os anéis, em seguida, porque o pai dela poderia ver que ele não tinha nenhuma intenção de encostar em sua filha.

- Ohh.. o quê? Você fez isso comigo??? Mas eu mal percebi. Seu pai me adorou, deu para perceber  - falava sem olhar para ela, disfarçando o tipo de interação que tinham.

Andava com um sorrisinho bem satisfeito no rosto, segurando-se para não soltar um berro comemorativo. Trocou um olhar com o “motorista”. Era óbvio o quanto estava muito feliz e parecia muito mais um menino de sua idade que vivia um bom momento do que… Aquilo tudo que ele geralmente carregava no rosto.

- Ah, é? Você achou? - ele a olhou diretamente, como se a obrigasse a olhar para ele também e “achá-lo bonito”. Gostou muito de ouvir aquele elogio, mas no momento, tinha um motorista ali, ele fez uma graça em voz alta, mas deixou o elogio ali no canto da mente. Não passaria despercebido. - Senhorita Park Chaeyoung… Meu motorista, o senhor Lee Han Jae. Serve minha família há anos!!!! - falava como se fosse um cavaleiro vitoriano ou algo do tipo, obviamente brincando com ela, quando viu a porta aberta.

Naquele momento em que ela entrava, ele aproveitou para dizer:
- Desculpe, no meu caso eu menti mesmo. Falei aquilo sem querer…

Entrou no carro também e aproveitou o minutinho em que o motorista fazia a volta e sua aproximação física momentânea para continuar o raciocínio:

- É que  appa não ia gostar de saber o que eu pensei quando eu te vi… - piscou de novo e riu da própria sacada, fazendo um coração com os dedos.

Assim que o motorista voltou, ele também se ajeitou, como um quase bom moço. Quase, porque agora tudo era diferente, até as músicas, que tinham muito mais a ver com ele ou talvez com eles?Hyun parecia curtir de verdade aquela trilha sonora.



- EU, cruel? Você me colocou um veterano de guerra para me recepcionar na sala e eu sou cruel?? Aigo.. Hahaha…. Adianta saber agora? Eu queria que você fosse você mesma, não que achasse que precisava se vestir de algum jeito só porque… Eu sei lá por quê.

Não queria que ela fosse a Eunjoo, simples assim, mas não estava em discussão isso. E de fato gostava dela com seu próprio estilo. Era o que atraía nele. Cabelo laranja, aneis, o que ela quisesse. Não era para se sentir obrigada a algo por causa de um “bistrô de nome”. Além do mais, achava que ela estava ótima assim mesmo. Não via por que vestir diferente.

- Confie em mim - pediu uma última vez para encerrar aquele papo.

Apesar de tudo, ele estava se divertindo. Não era forçado. Seu rosto parecia já naturalmente relaxado. Isso era muito evidente. Ele chegou a comentar um pouco de música com ela, sobre Franz Ferdinand e White Stripes, mas só se ela quisesse dar corda.

Ele ainda fez uma brincadeira ou outra quando estavam no farol ao lado de um Mc Donald’s mais próximo e ele fingiu que ia abrir a porta, ou quando começaram a passar pelo lado mais estranho de Yangcheon. Quando chegaram, era difícil de saber se era verdade mesmo, mas dessa vez ele desceu do carro. Ofereceu a mão para ela, para atuar um pouquinho e nesse momento acabou reparando em seu dedo e o anel que tinha lhe dado.  Por algum motivo isso fez seus olhos brilharem e ele ficou parado observando-a dar passos a mais para fora do carro.

Naquele instante, à luz boa, de imediato ela sentiria que finalmente ele estava olhando para ela. Foi discreto, por segundos, mas foi a primeira vez na noite que ele se permitiu a admirá-la, sem se conter por causa da família.

E ela estava usando o anel.
Sorriu de uma maneira confiante e vitoriosa, oferecendo a ela o braço, logo após fazer uma reverência cúmplice a Han Jae. Ele a levaria pelos degraus do local e permitiria que ela olhasse em volta quando chegasse. Estava muito orgulhoso de sua escolha. Aquela sua babá era bem safadinha e sabida, não é mesmo? Ele observou a reação da menina, ansioso para que ela chegasse com o olhar até o aquário, mas viu outro tipo de surpresa em seu rosto. Estranhou e quando viu… argh. Não. Revirou os olhos no mesmo momento em que botou os olhos em Hyemin. Por quê?  A menina acenava timidamente para eles, balançando uma pulseira.

Fez um bico de desagrado, antes que Chae corresse para falar com ela e tirou uma resposta da cartola.

- É a grande noite dela blablalbla casamento, não é algo assim? Vem, vamos para nossa mesa… - ele fez menção de segurá-la pelo pulso e levá-la para sentarem sem que ela ficasse fazendo contato visual com a garota e desconcentrando-se do mais importante.

- E então.. gostou daqui? Vou entender se você me disser que preferia um Bic Mac...

Humor: mania / + + + + +

— Ross
Park Hyun Hee
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- Você jogou para ganhar? - A menina perguntou ainda de modo divertido, mas ao ouvir aquele “por que?”, hesitou por um instante. - Hm...Porque você parece bem agitado ou ansioso para alguma coisa.

-Pode ter certeza - respondeu sobre se ele estava jogando para ganhar. Respondeu e notou a hesitação dela. Será que tinha falado alguma besteira.

-Ah, tá meio óbvio que eu to meio empolgado haha me desculpe - disse voltando ao trabalho um tanto sem graça, mas sem perder o bom humor.

Na saída do café já encontraria Kang.

-Yo K-dragon! Que bom que vem no passeio - disse cumprimentando o amigo.

"Aish talvez esse role seja muito sem graça pra você Kang. Juro que vou recompensar você quando eu puder"

Nem teriam de se preocupar com transporte, uma SUV surgia feito o próprio batmovel pra missão.

Se virou e viu que era Eun-Bi ali com Misoo. Acenou para Eun e Misoo, ambas pareciam animadas com o passeio: bom sinal.

-Ok ok, eu não vou lutar com seu estômago Eun-bi! - disse ao ouvir Misoo falar sobre a força da fome dela. Engraçado como ela e Jae-ki eram iguais até na fome.

Riu muito quando Kang se virou e ela disse que havia sumido.

-Vamos vamos, parem de caçoar do Kang, vai que ele vira o carro com a força dele - disse colocando a mão no ombro dele e indo na frente.

"Aish, até que ali atrás é um lugar mais legal..." aceitou a carona disfarçando o breve momento de frustração.

- E aí, gente? Estão todos bem? Todos vivos depois dessa sexta-feira louca? Já foram nesse lugar antes?

Era muito bom ver Misoo empolgada e aparentemente feliz depois daquelas semanas tensas em que ela parecia tão triste. Parecia agora a Misoo-pequeno-furacão de sempre.

-Sim, muito bem! - respondeu sorrindo - O melhor é que acabou e agora é o fim de semana, não? E não, eu nunca fui lá

Em pouco tempo já estariam no lugar. Numa rapida olhada feito um falcão Won já focava na Bomi e...

"Nossa ela tá bonita hoje" e pra deixa-lo ainda mais feliz nenhum sinal do Ryu. Só Jae-ki estava mais próximo dela mas não tinha motivos pra estranhar de nada, pelo menos não parecia ser nada estranho.

O foco no olhar ao sair do carro era em Bomi mas se esforçou para olhar para os outros e cumprimenta-los.

Acenou de volta para Jae-ki, como num cumprimento oficial dos dragões.

-Yo! Jae-ki! - disse sorrindo. Acenou para Gyu, Jung-mi e para a garota que não conhecia mas parecia próxima do Gyu.
Se demorou um pouco mais no olhar em Bomi quando acenou para ela também.

Decidir vir já parecia ter valido a pena.

Wangjo

— Ross

Won-Bin
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7 DE JUNHO. MISOO, JAEKI E WON. CHILDREN’S GRAND PARK
Quando Eun Bi foi buscar por Misoo, ela saiu do carro e fez toda uma reverência divertida para que sua princesa entrasse na carruagem alta. Deu uma risada para a melhor amiga e entrou no carro em seguida. O comentário, contudo, foi respondido com um arquear de sobrancelhas.

- Não sei o que quer dizer, só sei que estou maravilhosa. - Disse enquanto ajeitava o cabelo e fazia uma pose.

Claro que era apenas pompa que ela deixou de lado quando a amiga se empolgou para contar a grande novidade do dia. O queixo da amiga caiu, completamente chocada com aquela novidade incrível. Não imaginava que os pais de Misoo fossem tão legais.

- Nossa, até eu que não sou fanática por tênis, ficaria doida com isso! Você vai para Londres! Que maravilhoso!! - Disse realmente feliz por ela, sem um pingo de inveja. - Olha, eu quero fotos de cinco em cinco minutos e que você faça lives e poste em tudo quanto é lugar. Sério mesmo, foi um presente incrível!

Concordava que tinham que estudar. Eun Bi meneou positivamente, mas travou com a pergunta dela.

- Hm. Nada. Eu ainda não vi meu appa, mas sinceramente não estou esperando muita coisa. - Disse de modo honesto. - Ele está focado na gravidez de risco da minha madrasta, né? O que eu compreendo, mas acho injusto. Foi ele quem me impediu de ir para a Escola de Artes, deveria ao menos falar “Parabéns” para o meu grande esforço de tentar manter um ranking em WangJo.

Acabou falando num tom mais amargo, mas fechou os olhos, mordendo os lábios internamente e fez que não com a cabeça.

- Deixa pra lá. Hoje vamos nos divertir, não é mesmo? Vamos buscar os meninos.

A primeira parada foi no Café Beautiful. O Café ficava na praça central, numa espécie de “meio do caminho” entre as residências do condomínio. Misoo e Eun Bi moravam na parte de cima enquanto a casa de Bomi ficava mais à frente. Por isso o caminho não prejudicou em nada para elas.

Quando a SUV parou, as meninas perceberiam que estavam interrompendo o cumprimento, mas a mensagem era bem importante. Eun Bi chamava os dois para o carro, fazendo algumas piadas com Kang. Os dois tinham um espírito de piadinhas ácidas e costumavam farpar de brincadeira, mas nunca sem ultrapassar dos limites. Tanto que depois que entrou, o garoto ficou mais relaxado.

Misoo também usou um argumento bem convincente para que entrassem logo no carro. À caminho do parque, a tenista que estava com um humor excelente, começou a puxar o assunto.

- Eu estou um pouco quebrado e ainda aborrecido pela manhã, mas… - Kang suspirou. - Nada como um parque para acalmar, né? Filas para tudo, brinquedos que fazem vomitar…

- Seu otimismo ilumina minha noite, Kang.

Os dois deram uma risada pelo tom que usaram, mas logo se surpreenderam com o comentário de Won.

- Nunca foi?! - Perguntaram ao mesmo tempo.

- Caramba, Won, você foi uma criança bem caseira.

- Ung...Bom, que seja a sua primeira vez, então e que você se divirta. Alguns brinquedos não são mais pra nossa idade mesmo, mas o lugar em si é bem divertido.

As meninas já tinham ido várias vezes - e não apenas naquele parque, dava para imaginar. Fora que pela roupa que elas usavam, elas estavam bem à vontade para brincar. Mesmo que Eun Bi estivesse um pouco mais reveladora do que Misoo. O caminho foi movido a bastante falatório - Kang e Misoo pareciam engolir uma vitrola quando estavam juntos e falavam pra caramba. Mas Eun Bi não ficava atrás e Won sempre era chamado para participar, caso ficasse muito tempo quieto.

Era o jeito dele, mas ninguém queria silêncio ali.

O motorista sofria um pouco, mas já estava acostumado com quatro meninas no carro, então, aquele grupo seria bem tranquilo.

[...]

Bomi foi a responsável por levar Jae Ki para perto do grupo. O menino foi uma boa parte sozinho, mas ela abriu espaço para que ele fosse inserido naquele meio.

- Ahm… - Ela pensou. - Acho que só Misoo, Eun Bi, Won e Kang. A unnie e Ryu-Ji-ssi não poderão vir.

O que seria uma boa notícia para Won, mas péssima para Kang. Com aquele número, ele meio que sobraria. Porém, como Jae Ki estava focado em seus amigos e na comida, talvez ainda houvesse esperanças para ele.

Não houve tempo para muito silêncio porque Gyu Sik o cumprimentou e apresentou Sooyeron. Como a menina era convidada dele, cabia ao rapaz apresentá-la ao grupo. Jae Ki não era seu amigo de infância ou super amigo, mas todos se chamavam dessa forma e meio que simplificava a situação. Não via porque informar à menina que ele era um bolsista. Isso não fazia diferença para ele.

Sooyeon foi bastante educada e gentil em sua apresentação. Mesmo que Gyu Sik não dissesse, estava evidente pelas roupas que Jae Ki não fazia parte daquele mundo - as meninas geralmente reconheciam marcas e afins. Mas ela não o julgou, nem nada do tipo, apenas se manteve cordial.

Ao ouvir a pergunta, ela ficou um pouco confusa e isso rendeu algumas risadinhas de Bomi e Gyu Sik.

- Você presta mesmo atenção nas pessoas do colégio. - Bomi disse brincando. - Ou está dizendo que Sooyeon é mais nova.

- Seria um bom elogio. - Disse também divertida. - Não, eu estudo no Instituto de Educação, mas estudei com eles até a 7ª série. Precisei sair por motivos financeiros. - Foi bastante clara sob sua condição. - Digamos que agora eu estudo na concorrência.

Deu uma risada, demonstrando que não era nada demais e foi nesse instante que a SUV chegou. Por isso Misoo, Won, Eun Bi e Kang veria o grupo sorrindo. Jae Ki foi o primeiro a ver os dragões e logo levantou o braço, acenando e chamando pelos meninos. Won seguiu na frente com Kang, acenando de volta para Jae Ki e falando com os meninos. Eun Bi ficou um segundo a mais, combinando com o motorista que estava dispensado e Misoo ouviria isso.

Jung Mi voltou a atenção para Won. Diferente do modo mais frio que tratava Jae Ki, ele era mais receptivo com Won e Kang. O clube de música tinha ajudado nesse sentido.

- Boa noite… - Disse aos dois.

Já Gyu Sik, sempre fechava um pouco a cara e olhava para a irmã. Não era muito discreto quando fazia isso e o gesto deixava Bomi um pouco nervosa. Ela chegou a cerrar os olhos para o irmão, mas logo sorriu.

- Boa noite, Won Bin-ssi, Kang-ssi...Vocês vieram com as meninas, é?

- Eoh. Eun Bi-ssi nos deu uma carona. - Kang comentou.

- O que estão falando aí de mim, hein? - Eun Bi já chegou colocando a mão no quadril, toda mandona.

- Que você é maluca! - Kang respondeue  levou um pescotapa dela.

- Ya! Nunca mais te dou carona.

- Won...Pimenta...não esqueça. Muita pimenta… - Disse para o amigo.

Sooyeon estava um pouco perdida naquela interação, mas sorria porque achava aquele grupo divertido mesmo.

- Ooi, gente. - Eun Bi cumprimentou a todos acenando, mas passou reto o olhar por Jae Ki, como se o pulasse, mas logo olhou de banda para ele.

Claro que ela viu, mas eles eram crianças e não conseguiam não se provocar. Diferente dele, ela se esquecia da comida, de vez em quando. Pelo menos naquele momento, esqueceu. Misoo também chegou bem animada e dando um oi cheio de energia

- Ooi, Misoo-yah - Bomi respondeu com um sorriso.

- Olá… - Sooyeon disse de modo mais contido e ajeitou o óculos de armação branca. - Como vai, Misoo-ssi?

- Olá, Misoo. Oh… - Interrompeu-se - Sooyeon, estes são Kang Woo Jin e Hwang Won Bin, também são amigos do colégio. - Gyu apresentou. - Pessoal, esta é Bae Sooyeon.

- Olá, muito prazer. - Kang disse. - Pode me chamar só de Kang.

A menina sorriu.

- Então, apresentações feitas, podemos ir? Quero comprar os tickets para a montanha russa, o carrossel, o carrinho bate-bate… - Eun Bi ia elencando os brinquedos que gostaria de ir e já agitava o grupo.

A última coisa que queria era climão entre Misoo e aquela menina. Porém, era meio que inevitável porque Gyu Sik logo procurou pela mão dela e começou a guiá-la pelo caminho. Sooyeon corou um pouco, mas se sentiu um pouco mais confiante. Bomi arqueou uma das sobrancelhas e deu tempo do irmão andar antes que começasse. Jung Mi aproximou-se de Misso e andaria bem ao lado dela.

- Hm...Você não está arrumada para um baile, mas está radiante. - Comentou. - Está muito bonita. - Foi um elogio sincero. - Qual protocolo deveremos seguir hoje? Esses meninos não sabem, né? Bae Sooyeon também não…

Perguntava de modo discreto e um pouco afastado dos outros enquanto andavam. Dependendo do modo como Misoo escolhesse ser tratada, ele ficaria mais próximo ou um pouco mais distante dela.

Era engraçado ver Jung Mi sempre tão sério num cenário de brincadeiras como aquele. Até mesmo na roupa, ele tentou ser mais despojado e, por incrível que pudesse parecer, tinha conseguido um resultado aceitável. Estava bonito naquele estilo  -o que levantava a duvida em qual estilo dele não ficava bonito. Contudo, ele ainda parecia um pouco tenso por algum motivo. Ajeitou a alça da bolsa que era o case de sua câmera profissional enquanto caminhavam.

Bomi conseguiu ficar um pouco mais recuada com Won e Jae Ki. Kang estava aborrecendo Eun Bi um pouco mais à frente. Ela olhou para Won algumas vezes, mas não conseguia dizer nada que fizesse sentido.

Queria dizer que estava feliz por poderem passar algumas horas juntos ou que ele estava bonito naquela noite, porém, hesitava e só mexia na ponta do cabelo. Uma ajuda de Jae Ki talvez fosse bem vinda, ainda mais considerando que Eun Bi fazia caras e bocas de bicos infantis para ele.
(C) Ross


7 DE JUNHO. BISTRO DEL MARE

Chaeyoung deu uma risada contida quando ouviu o comentário de que o pai o tinha adorado. Olhou novamente para Hyun e não aguentou, sorrindo de novo.Havia alguma coisa na expressão dele que parecia impossível levar à sério ou ficar aborrecida. Ela não sabia que se tratava do humor mania, tampouco sabia o que era isso.

Não precisava dizer que ele tinha escapado por pouco. Acabou comentando algo que a fez corar por dentro. Talvez não tivesse sido apropriado repetir que o tinha achado bonito. Por que diabos ela fez isso? Condenou-se, por dentro, mas manteve a pose.

- Aham, achei.

Foi tudo o que respondeu enquanto caminhavam até o carro. Olhou para o motorista que era apresentado e ela sentia que já o conhecia de algum lugar. Han Jae cuidou de ajeitar melhor o quepe para que seu rosto ganhasse um contraste de luz e sombra, de modo que ela não o reconhecesse sob a luz da entrada de sua residência. Ela foi gentil mesmo assim e entrou.

Contudo, ela quase perdeu um pouco o equilíbrio do salto enquanto se abaixava para entrar. O problema nem foi a dificuldade e sim o que ouviu. A carinha dela não disfarçou a momentânea decepção.

Como assim ele tinha mentido?! Não estava bonita??

Foi chegando para o lado fazendo um pequeno beicinho que logo foi escondido. O blush ficou ainda mais evidente com aquele comentário. Bateu na mão dele com a bolsa, mas não tinha coragem de encará-lo depois daquela resposta sacana.

De onde ele tirava esse repertório?

- Não foi difícil, você mesmo disse que appa te adorou. - Olhou para ele de novo, mas sentiu a profundidade daquelas palavras. Encarou por mais tempo do que deveria e a expressão ficou ainda mais tranquila com o pedido. - Eu confio.

E confiava mesmo.

Não estaria ali se não confiasse nele. Ajeitou-se e começou a falar sobre música. Claro que ela dava papo, ainda mais sobre esse tema. Chaeyoung tinha um gosto eclético até certo ponto. Numa festa, ela escutava de tudo, mas na época em que passou nos Estados Unidos, ela ouvia muito Imagine Dragons, Mumfords and Sons, X Ambassadors, mas gostava principalmente de Muse e Pearl Jam. Na Coreia, ela era fã de Red Velvet, Day 6 e The Rose.

Basicamente só falaram de música durante o caminho porque era um dos clubes que ela fazia, também. Ela realmente gostava.

Entre uma banda e outra, ele brincou sobre o McDonald’s e ela quase acreditou. Até sentiu fome de batata frita só de passar em frente. Isso indicava que ela não era lá muito fresca ou exigente com comida.

- Como suas gororobas, posso comer qualquer coisa. - Disse brincando. Não era bem assim, mas foi uma forma de implicar com ele.

Foram tantas brincadeiras que quando pararam no lugar certo, ela ficou na duvida. Só acreditou mesmo quando ele saiu e deu a volta para abrir a porta dela. Por ser canhota, ela ofereceu a mão esquerda - e era a mão que estava com o anel no dedo médio. Segurou a mão dele com firmeza e saiu do carro com cuidado para que a saia e a boina ficassem no lugar.

Hyun já sabia que ela era um pouco desastrada às vezes e não foi estranho vê-la se ajeitando de um jeito engraçadinho. Porém, quando olhou para ele, viu que graça era a última coisa que ele parecia sentir naquele momento.

Chaeyoung o encarou de volta, sentindo muito bem aquele olhar. Engoliu em seco, mas logo sorriu e juntou as mãos atrás do corpo, mexendo-se de levinho de um lado para o outro.

- Eu sei, eu sei...Eu estou linda. - Fez um charme e levou a mão até o braço dele para ser conduzida até o bistrô.

Hyun permitiu que ela olhasse para o lugar, mas era para ele que ela continuou olhando por um tempo. Definitivamente, ele estava diferente. Muito diferente do garoto que ela conheceu no shopping para trocar de mala. Aquele garoto tinha uma aura muito pesada e o Hyun de agora era leve e divertido...Não sabia se fazia parte daquela mudança, mas estava feliz por ter presenciado a evolução.

Suspirou e, finalmente, olhou para o lugar.

Estava sem palavras, o bistrô era lindíssimo e ela estava verdadeiramente surpresa. Não que esperasse pouco dele, mas o garoto superava quaisquer expectativas criadas por ela.

Meneava positivamente até que o olhar foi atraído para o aquário e...Tombou um pouco a cabeça quando a luz incidiu sobre uma pessoa solitária numa das mesas. Demorou um segundo para reconhecê-la - por conta do cabelo e maquiagem - mas a pulseirinha e o vestido logo ajudaram a compor a imagem da pessoa. Abriu os lábios num “o” antes de sorrir e acenou de volta.

Foi menos contida do que Hyemin. Achava que ela tinha motivos para estar feliz, mas havia algo naquele tchau contido que a incomodou um pouco. O radar de Hyun logo apitou e ele desviou a atenção dela.

- Mwo…? Ah...Ung… - Franziu um pouco as sobrancelhas e concordou, mas olhou para Hyemin uma última vez.

Foi puxada por um segundo, mas logo o acompanhou até a mesa. Quando sentou-se, quis dar um jeito de ver se poderia ficar de olho na mesa de Hyemin. Se o radar de Hyun tinha apitado, imagine o de Chaeyoung.

- Se é a grande noite, por que ela está sozinha…? - Resmungou para si mesma, mas os pensamentos foram interrompidos pela voz de Hyun.

Voltou a encará-lo e precisou conter um pouco a expressão.

- Você quer a verdade? - Perguntou com uma das sobrancelhas arqueadas de modo audacioso. - A comida e o lugar não importam muito. É a companhia que deixa...até mesmo um terraço com pouca cobertura, um lugar bonito e agradável para almoçar.

Manteve os braços recuados e suspirou, sorrindo.

- Eu adorei. Você também se esforçou bastante pela minha joaninha. Nós estamos aqui, obviamente, por ela, não é? - Cortou um pouco o clima para o caso de entender errado. - Ela devia participar da mesa. É a convidada de honra…
(C) Ross
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Misoo olhou para cima se fazendo de desentendida conforme Eun Bi ignorava Jaeki. Não curtia muito o climão, então acenaria para ele de levinho, só para não ficar chato, mas estava de orelha em pé só esperando a grosseria. Ele que não se atrevesse a falar mal da amiga ali na frente dela porque iria apanhar.

- Oi, Sooyeon. Tudo certo e você? - conseguia manter um sorriso casual no rosto, do mesmo modo que cumprimentava Eunjoo e outras garotas enquanto estava com a mãe. Tudo isso porque não tinha motivos concretos para detestá-la. Nem podia dizer que a detestava de verdade, era só que… Sei lá, o santo não batia.

- Nossa, mas tá toda princesa, hein? - riu e foi dar um chamego em Bomi, brincando com o babadinho de seu decote cigano, também para não criar o tal do climão.

- Eu quero o carrinho de bate-bate!!! Pena que o zoológico não abre agora, era minha parte favorita de criança - fez um biquinho. - Ainda tem barraquinha de atirar? Quero ganhar um urso. - Misoo facilmente comprou as ideias de Eunbi e saiu da sinuca de bico que era estar em um grupo tão grande.

Mesmo assim, o teatro da escorpiana não foi o suficiente para evitar que ela notasse a mão magra da menina ser pega por Gyu. Foi difícil manter um sorriso ali, porque tinha acabado de receber um soco básico no estômago. Sentiu o rosto corar também e ficou surpresa, trocando um olhar com Eunbi. O rosto dela disse tudo. Nem ela saía de mãos dadas por aí com o Jung Mi. Será que…? Não era como se o menino não pudesse namorar os outros, não, não era isso… Ele era livre. E a própria Misoo, teoricamente, estava namorando… Mas quando isso começou? Foi tão do nada. Desde quando aqueles dois passaram de “Oi, tudo bem” para Vou pegar na sua mão para andarmos no parque juntos como um casal? Isso explicava Bomi tão amiga dela também.

Aquela cena foi o bastante para deixá-la esquisita. Repetia várias vezes: não, não é como se eu estivesse me importando. Ele tem que ser feliz. Meu amigo. Tem que ser feliz. Mas… poxa? O que foi que eu perdi aqui? Desde quando eles têm tanta intimidade? Como foi que isso aconteceu mesmo que eu não vi? Não eram só meio que amigos meio próximos? Se conhecendo? Era recíproco assim?

A garota já estava olhando um pouco para baixo, quando Jung Mi se aproximou e a fez erguer o rosto. Foi pega de surpresa por aquele elogio, mas ele não a deixou mais feliz. Era uma sensação parecida de quando tudo estava dando errado na ópera, com sua mãe, mas as pessoas estavam elogiando sua aparência.

- Ah… Komawoyo… - falou envergonhada, mas em um tom sem sal, mais fraco. Seu rosto estava corado, porque ele usava umas palavras rebuscadas para isso que ela sempre achava um tanto exageradas, ainda mais agora, para uma calça jeans e uma camiseta. Ela realmente não estava nada demais, mas era legal ouvir algo assim.

A presença de Jung Mi no momento era muito melhor do que ficar andando perto do casalzinho, então ela preferiu ficar mais para trás andando com ele e não manteria aquela distância larga como se fossem colegas de sala em uma excursão. Não, ela andou ao lado dele, sem encostar, é claro, mas perto o bastante para conversarem a dois se quisessem.

- Protocolo? - por um segundo, achou que ele estivesse falando de ordem dos brinquedos que iriam ou algo assim, de tão atordoada que estava, mas piscou e voltou logo à realidade. É, os meninos ali não sabiam do namoro de mentira. Para Kang, Won e Jaeki, aquilo era um rumor normal. Praticamente tinha esquecido desse detalhe quando saíram todos juntos. - O de sempre… Mas fica tranquilo, eles não vão ficar comentando. Pode relaxar - A última parte ela conseguiu fazer com um sorriso e um v colado no rosto. Afinal, ele não tinha nada a ver com seus problemas.

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Foi após virar o rosto para ele que ela conseguiu prestar um pouco de atenção em algo que não fosse naquele peso no peito. Mesmo em um parque de diversões, o menino vinha com aquela carranca forte de robô da escola.

- Ei… Oieee. - balançou a mão na frente dele, enquanto andavam, para chamar a atenção. - Eu disse que pode relaxar! No que você está pensando pra ficar tão sério? É um parque! - forçou um sorriso empolgado. A melhor forma de deixá-la melhor era ter que animar outra pessoa, então embarcou nessa. - Vai, onde você quer andar primeiro? Você gosta de carrinho de bate-bate? Em qual brinquedo você é melhor? Eu gosto de emoção. E de ganhar prêmios. Só não vá comigo na xícara, porque eu apelo de verdade

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Hyemin sorriu com ideia de ver o amado aparecendo por aquela porta com um buquê. Talvez tivesse lembrado desse detalhe no caminho e estivesse trazendo um clássico buquê de rosas? Afinal, não tinha como saber sobre os hibiscos, porque nunca falaram sobre flores (nem sobre nada). Teria gostado de receber um buquê na cor amarela, por causa do dia 14 de Maio e o Yellow Day. Mas esse era um detalhe requintado demais para esperar de qualquer pessoa. Balançou a cabeça, contentando-se com a ideia e levou um susto ao ver aquele ser humano de orelhas pontudas entrando. Sentiu o rosto e o peito arderem. Ali? Por quê? Foi muito rápido, mas conseguiu pensar nisso, até perceber que ele estava acompanhado de outra pessoa que ela nunca viu na vida e não era mesmo o orelhudo.

Fez um bico. Aish. Por que pensar nele agora? E daí? E ele nunca conseguiria pisar naquele restaurante mesmo que quisesse. Provavelmente tentava conquistar o coração de sua “amiga” para comer comida de rua, espetinho de carne, essas coisas (que eram boas, mas não eram nada românticas!!). Coitado. Óbvio que assim continuariam como “amigos” para sempre. Ridículo.

Hyemin encostou os braços na mesa, meio cruzados. Não o via como um par romântico abertamente a ponto de ficar imaginando como ele seria com ela, mas agora ficava pensando que nesta sexta à noite, ele devia estar dando risadinha com a passarinha maldita enquanto eles… Sei lá, faziam as coisas que pobres fazem quando estão se divertindo.

A mão direita fez um carinho de leve por cima do braço esquerdo. Não tinha por que ficar pensando nisso. Tinha mais o que fazer. Logo seu noivo chegaria sendo adulto, romântico e especial. Ela voltou a atenção para os peixes, porque percebeu que era culpa DAQUELA MÚSICA que começasse a ficar pensando besteiras.

De repente, sua mente imaginativa a levou para outro lugar. Malditas. Bolhas. De. Sabão.

~~  

Naquela época, naquele prédio enorme, naquele mundo maior ainda, um pequeno universo era bastante aconchegante.

Hyemin gostava de deitar no chão e esticar os braços até reclamar de incômodo, na fantasia de que um dia conseguiria puxá-las. Ela já tinha contado seu plano de fazer uma bolha gigante, para entrar nela e viajar até uma nuvem, porque queria comer um pedaço dela e descobrir se ali moravam unicórnios. Quando achou que ficaria difícil, perguntou se poderiam visitar um zoológico com unicórnios e ali estavam.

- Como assimmm???  - franziu a testa e encheu as bochechas. - Você só não quer ir porque eu disse que queria ver meus unicórnios. Mas tem muitos outros bichos legais. Você pode brincar com os macacos enquanto eu cuido dos outros!  - sorriu, empolgada.

- Ahh táá… um... safari… - foi concordando com a cabeça, pensando se em algum deles poderia ver unicórnios brincando, mas o que ele disse em seguida ela não poderia esperar. A expressão da garota tornou-se pensativa.

Nunca tinha pensado na solidão dos bichinhos ali dentro. Sentiu o rosto corar. Ficou com vergonha de falar algo besta, enquanto ele estava coberto de razão! Os lábios viraram um biquinho minúsculo e ela abraçou o vestido, concordando com a cabeça, fingindo que sempre tinha pensado nisso.

- Então… então esquece o zoológico. Acho que podemos ver os unicórnios de outro jeito. Eu tive uma outra ideia. A gente vai pro parque, como você falou. E se a gente pegar vários balões lá e...


~~

- Babo (“Besta/idiota”)… - suspirou, fazendo um bico. - Logo você falando de solidão - reclamou para o aquário e desistiu naquele momento de olhar os peixinhos, com uma espécie de culpa.

Quanto tempo tinha passado mesmo? 20 minutos… Alguma coisa devia ter acontecido? Colocou a mão no telefone em cima da mesa, mas afastou em seguida. vinte minutos. Tudo bem ainda. Só estava começando a ficar com fome.

A qualquer momento ele va---  A menina assustou ao ver aqueles dois ali na porta. Primeiro achou que poderia mesmo ser seu noivo, mas logo viu que não era, o que a deixou decepcionada, mas a coincidência a deixou feliz, de certa forma, ao mesmo tempo. Viu que a garota olhava em sua direção, então sorriu para ela e lembrou-se que estava usando a pulseirinha da sorte, com o cupcake, e balançou a mão com ela, sem muito alvoroço, para não chamar muita atenção também.

Afinal, sabia que estava sozinha e sentiu um pouco de vergonha, mas ainda assim estava tudo bem. Talvez devesse mandar uma mensagem? Mais vinte minutinhos só. Antes de terminar o tempo, ele já chegaria, tinha certeza. Adiaria ao máximo essa mensagem.

Sorriu e chamou o garçom, pedindo o couvert e um suco. Dava para se distrair mastigando e, quando ele chegasse, ainda a veria bem “independente”, já comendo alguma coisa, mas sem ser indelicada, em vez de apenas esperar. É, seria o tipo de coisa que uma mulher adulta faria, achava.


Bistrô Del Mare - Yangcheon

— Ross
Seo Hyemin
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Jae-ki gostou de saber que ao menos dois não viriam, Won com certeza se sentiria mais livre com Bo-mi sem o Ryu. Quando fez a pergunta para Sooyeon, só queria tirar um dúvida, não imaginou que iria deixar a garota confusa. Bo-mi brincou em seguida, Jae não queria dizer que ela era mais nova. Porém ficou surpreso por ela dizer tão sincera o motivo de não ter continuado em Wangjo.

Capítulo 5 - Página 5 6b5296fc5fb50618aed11d81f1881d9a

- Araso. Eu só achei que podia ter me distraído e não visto ela na escola.

Deu sorriso discreto em seguida, na verdade queria perguntar se ela era namorada do Gyuk, mas até o inconveniente Jae-ki sabia que perguntar esse tipo de coisas era muito indiscreto, ainda mais que não eram seus amigos.

Depois que os amigos chegaram com as garotas, Jae-ki sorriu quando Won e Kang se aproximaram. Jung-mi cumprimentava seus amigos também. Isso mostrava claramente que o riquinho tinha algo contra ele. Jae ficou ouvindo Kang contar da carona, mas ficou quieto quando a bailarina se intrometeu implicando com seu amigo. "Ela tá bem animadinha..."

Observou Eun-bi cumprimentá-los e notou quando ela desviou o olhar dele. Quando Eun-bi o olhou de banda, Jae-ki arqueou as sobrancelhas implicando também. Logo Gyuk tratou de fazer as apresentações, Eun-bi estava apressada para ir aos brinquedos. Porém Jae-ki não planejava isso, não tinha dinheiro para gastar com essas coisas, no máximo só um deles, mas ainda assim parecia meio inconsequente quando estava com problemas no trabalho. Talvez não tinha sido uma boa ideia sair com eles. Claro que na presença de Eun-bi não iria dizer que não ia por falta de dinheiro, com ela era diferente. Daria seu jeito, talvez falando que não gostava ou sei lá. Enquanto andava ao lado de Won, Jae deu uma cotovela de leve no amigo e sorriu, olhando em seguida para Bo-mi.

- Não vai vir mais gente... - Disse em voz baixa para Won.

Depois Jae-ki foi andando em silêncio atrás deles pensando que seria muito chato esperar eles se divertirem nos brinquedos para comer depois. Seu estômago não aguentaria! Notou que bailarina parecia meio inquieta, mesmo fazendo caretas infantis, ela era mesmo muito bonita, e isso só tornava tudo mais difícil. O que essa menina queria? Mas uma coisa de repente passou pela sua cabeça, Eun-bi não tinha chamado o Taemin. Eles não tinham virado "amiguinhos"? Pensar muito começou a deixar Jae-ki meio estressado, sua mente sempre acabava criando conspirações complexas. Então antes que isso acontecesse, ele falou sua sugestão em voz alta, para o grupo todo ouvir:

- Ya! Vamos comer antes de ir nesses brinquedos? Eu tô morrendo de fome, vim correndo, não deu tempo de comer nada.

Lançou um olhar para Eun-bi depois de dizer isso, ela era a que parecia mais animada para ir nos brinquedos. Será que ela discordaria disso também? Apesar de estar enrolando para não ir, era verdade que estava mesmo com fome e que não ia conseguir pensar em nada além de comida se não comesse antes. Ainda estava só com o almoço da escola, não tinha feito nenhum lanche ou coisa do tipo. E o trabalho gastava bastante sua energia.



— Ross


Capítulo 5 - Página 5 OQyMeP8
Jae-ki
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Mais do que adorar observar as reações dela, Hyun acabava gostando também um pouco mais de si mesmo, e de como ele conseguia fazê-la rir quando estava com ela. De repente não parecia tão ruim soltar frases sarcásticas e ter aquela aura de fogo, prestes a queimar alguém. Na dinâmica entre os dois, aquilo era engraçado e os fazia felizes.

Além dos risos, quando por exemplo ele apanhou com a bolsa, alguns momentos se tornavam impactantes, mesmo com frases simples, como aquele “Eu confio” que ela disse com tanta convicção que foi a vez dele de sentir-se um pouco fora do eixo e mudar o assunto para algo leve. Até mesmo nos gostoso musicais eles se davam bem. A camiseta dela no aeroporto não era mera modinha, nem os anéis e seu estilo exagerado para alguns.

No momento seguinte já voltaram a se provocar. Era assim que funcionavam naqueles meses e ele estava adorando.

O olhar hipnotizado sumiu assim que ela fez graça fingindo se exibir. Era mesmo uma bobona, mas aquele sentimento estranho era muito bom mesmo. Hyun riu sem fazer barulho e logo ofereceu o braço, para continuarem. A noite parecia perfeita e ele nem se lembrava dos problemas de manhã.

É claro que nem tudo poderia continuar perfeito por muito tempo, porque um pequeno imprevisto estava sentado no mesmo hotel e só de imaginar a garota saltitando até sua mesa e começando a tagarelar sobre aquela maldita paixonite irritante, ele já achou melhor cortar e trazê-la para o lugar.

Hyun notou que ela ficava tentando dar um jeito de espiar a menina, mas achou melhor trazê-la para a realidade. E daí que Hyemin estava sozinha? Daqui a pouco o outro aparecia ali, ela saberia se virar. Chaeyoung decidiu focar-se naquele encontro e o clima entre eles logo foi restabelecido.

Ergueu uma sobrancelha desconfiado, por causa daquele tom sério. Lá vinha bronca? No entanto, o que ela disse era muito distante de uma reclamação. Ele cobriu um sorriso estranho com o polegar na frente da boca, mas o brilho no olhar disse muitas coisas: a alegria, surpresa, gratidão e orgulho de ouvir algo como aquilo.

Sorriu em aprovação, balançando a cabeça de leve. Ele apertou os olhos, como se guardasse o que ela tinha acabado de dizer como nota mental e fizesse uma nova avaliação disso.

Nossa, como estava feliz de ouvir isso. Nossa, ela disse mesmo isso.

Ficou em silêncio. Ela o deixou visivelmente sem graça e sem palavras. Era sua vez. Quando ela comentou sobre a joaninha, ele já tinha olhado para baixo, com um tipo de expressão dele completamente nova para ela: Hyun estava sem jeito?

Capítulo 5 - Página 5 Giphy

Lambeu os lábios, no tique nervoso tradicional e tirou do bolso uma caixinha. Foi tão lento e importante que ele sentia como se estivesse pedindo a menina em casamento ou alguma coisa do tipo. O olhar confiante voltou quando ele abriu a caixinha.

Capítulo 5 - Página 5 Tumblr_njsrekHWcD1u8uqbvo2_500

- A joaninha da joaninha. Por favor, não a jogue mais em ninguém. Na verdade… Eu quero que você fique sempre com ela…  Assim como… - fez uma pausa, observando seus olhos, e baixou o tom da voz que sairia um pouco rouca. Não esperava ficar tão nervoso. - Quero que fique comigo.


Diferentemente de outras situações, dessa vez ele não riu. Pelo contrário, parecia mal respirar enquanto olhava fixamente para ela, tentando extrair qualquer microexpressão que acalmasse aquela onda gigantesca de adrenalina que sentiu percorrer o corpo. Não aguentaria mais sustentar esse olhar tanto tempo. Seu próximo passo era desviar a atenção para o cardápio, se o silêncio ficasse constrangedor demais.


Humor: mania / + + + + +

— Ross
Park Hyun Hee
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- Pretendo toma-lo não se preocupe. - Hee Kyung tenta tranquilizar sua mãe quando ve os olhinhos arregalando daquele jeito. Não era uma coisa ruim estar com dor de cabeça de tanto estudar. A colocação que ficou fora fruto desse trabalho árduo, e receber elogios dela fazia com que Dong se sentisse melhor. Afinal, Hye Sun ficaria satisfeita e orgulhosa, quem sabe até se gabasse por ai. - Tenho a quem puxar, certo? - Pigarreou de level. - Só não deixe o pai saber dessa piada.

Capítulo 5 - Página 5 A5qt3aC

O aroma da churrascada era facilmente denunciada, Kyung chegou se cheirar nos ombros e jogou bafo nas mãos para sentir o cheirinho de defumado. - Issoo, você a conhece, ela é bem legal.- A  Sun Hee. - Acho que não te negariam uma visita mãe, eu só vou avisar pelo celular que você também vai para se programarem. Quero ver a cara deles de surpresa e...

Dong contudo acabou mandando a mensagem para Stella, perguntando aquela questão. Logo mais ele sairia de casa após trocar as roupas e tomar um banho, a água estava numa temperatura fabulosa, junto do remédio que tomou, lhe forneceu a sensação de relaxamento que precisava.

Até colocou os pensamentos no lugar.

Ele adorou a ideia de ir com com a mãe, estava mesmo querendo passar um pequeno tempo junto dela. Era uma advogada renomada e muito ocupada, as vezes os horarios deles não batiam, e num futuro, o garoto teme que talvez fique ainda mais apertado, então abraçaria essa chande de bom grado.

- Só tem uma coisa. - Falou minutos depois de estar arrumado. - Precisamos passar na casa do Min-Ho antes, pode ser?

Parece que Kyung havia descoberto como enrolar o amigo. Usaria a mãe para criar um falso pretexto afim de traze-lo na empreitada...

Mas isso se ela topar claro, mas como boa advogada que era certamente sabia muito bem dobrar clientes, quem dira, um adolescente carrancudo.



Morada Dongos

— Ross
Dong Hee Kyung
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A viagem de carro foi agradável, até mesmo com o pessimismo misturado a humor de Kang.

-Aish, é eu nunca fui - respondeu um tanto constrangido sobre nunca ter ido àquele parque. O comentário de Kang foi um pouco mais pessoal que queria, ele realmente nunca teve a chance de sair muito de casa em passeios com amigos...afinal ele não tinha nenhum.

-Espero que seja legal como dizem haha - respondeu disfarçando seu incomodo.

Era um mar de falas, como o motorista aguentava levar essas meninas por aí? Won com certeza era quem falava menos no papo mesmo que fosse chamado pra falar num assunto. A viagem era rápida mas eles conseguiam falar mais de vinte coisas diferentes.

Já no local Won sentia o claro constraste de tratamento para ele: Jung Mi, que era alguém que não tinha muita simpatia apesar da educação, o cumprimentava de forma receptiva. Já Gyu Sik, que já considerava mais, o tratava com frieza.

Parecia que as coisas estavam trocadas, invertidas. Esquisito.

-Sim, elas nos deram uma carona lá perto do café e... - Kang e Eun-bi já emendavam em provocações bem humoradas. Kang era a terceira criança que tinha de ficar de olho também?
-Aish, eu vou dar é um calmante pra vocês - comentou brincando.

"E é claro que Eun-bi e Jae-ki iam se provocar. Se eles não se agredirem nesse passeio eu vou considerar essa missão um sucesso"

Gyu apresentou também a garota desconhecida.

-Prazer Sooyeon - disse educado, quase formal. Ela parecia meio timida, que constraste com as outras feito Misoo e Eun-bi. Pela forma que Gyu pegou em sua mão Won entendeu que não era bem só uma amiga.

"Hmmm, então o irmão Yoon tem uma namorada?" isso parecia ser um detalhe importante pra investigar depois talvez.

Ao andarem queria ter algum assunto com Bomi mas...era dificil fazer isso em grupo. Aquela sensação esquisita misturada a ansiedade só crescia.

Jae-ki cantou a bola para ele:

"É música pra meus ouvidos Jae!" sorriu em resposta para não estragar a discrição.

Jae sugeriu comerem antes de irem aos brinquedos.

"Aish eu nem sinto fome, eu queria ir logo conhecer o parque. O Jae tá morrendo de fome agora ou será que é outro motivo?" pensou interpretando o amigo "Hmmm, por que eu tenho a impressão que não é só isso?"

-É, eu vim do trabalho então eu também sinto fome - disse coçando a nuca meio sem graça mas utilizando de suas habilidades teatrais adquiridas - A gente podia comer algo agora e aí curtir o parque, que tal?

Wangjo

— Ross

Won-Bin
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7 DE JUNHO - RESIDÊNCIA DONG
Hye Sun sorriu de modo orgulhoso quando o filho admitiu que tinha a quem puxar. O sorriso só aumentou, virando uma risada gostosa quando o nome do marido foi citado.

- Claro que tem a quem puxar! E não precisa ser segredo, todos sabemos que você puxou a mamãe… - Deu mais um abraço gostoso no filho, dando um beijo por cima do cabelo dele.

Logo estava pensando numa alternativa para que pudessem comemorar. Talvez pudessem fazer uma pequena viagem ou algo do tipo. O que seria do interesse de seu filho? Se pudesse, daria o céu para ele, mas Hee Kyung sempre foi um menino humilde, sem muitos desejos impossíveis.

Ao ouvir sobre a ida à casa de Sun Hee, Hye Sun logo se empolgou a ideia. Fazia muito tempo que não via Yumi e também queria ver a cara de sua amiga quando olhasse o tamanho de seu filhote . Yumi viu Hee Kyung algumas vezes quando ele era pequeno e andava com a mãe para todos os cantos. Agora, contudo, ele já estava um homem feito quase.

E o mais curioso foi ter criado amizade justamente com a sobrinha dela. Hye Sun não tinha comentado muito porque não queria que o filho se visse obrigado a ser amigo de alguém. Mesmo com Stella, ela não quis forçar nada. Achava que amizades aconteciam por um motivo e se tivesse induzido, teria perdido parte do encanto do processo.

- Não! Vamos fazer uma surpresa!- Mexeu as sobrancelhas e sorriu de modo quase maldoso, mas de brincadeira.

No fim, ele acabou mandando a mensagem para Stella, mas prometendo que guardaria segredo. A garota era boa com isso e achou que seria divertido se a mãe dele fosse sim. Sabia como ele gostava de ficar com a mãe e como isso estava um pouco raro. Não seria ela quem diria para que não deixasse que a mãe fosse.

A tarde passou com certa tranquilidade. Hee Kyung não era o único a ter dor de cabeça. Hye Sun saiu do trabalho porque tinha se aborrecido bastante numa audiência logo cedo e precisava de um tempo - o estresse estava alcançando limites não muito recomendáveis. A presença do filho a acalmava e ajudava a esquecer um pouco os problemas. Também relaxou e descansou até o horário da saída.

Roupa da Mamãe

Ela usava uma calça jeans escura com uma textura diferente e uma blusa listrada com um corte moderno. Nos pés, sapatos anabela nude. Estava arrumando sua bolsa quando deu uma olhada no visual de seu filho.

- Está lindo. - Fez um carinho no rosto dele. - Hm...Podemos sim. Vamos buscar só o Min Ho ou também Ui Jin e Ha Neul?

Colocou a bolsa no ombro e separou os óculos de grau para dirigir. Ela preferia ficar sem e não se adaptava à lente de contato, mas para dirigir - ainda mais com seu filho - se via obrigada a usar.

Uma vez que tivesse a resposta, ela seguiria com Dong até o carro. Escolheu um carro familiar e foi sem motorista. O estofado interno era num couro claro, naquele tom de bege.

- Você nunca foi até a casa dela, né? Sabe se a Sun Hee gosta de chocolate? - Olhou o filho. - A Yumi gosta, acho que vou comprar uma caixa de chocolates trufados para elas. Vou passar na Lindt antes de buscar Min Ho.

A primeira pausa foi numa franquia enorme da Lindt, uma marca estrangeira de chocolate. A mãe buscou por uma caixa bem vistosa porque sabia que a família era grande. Além disso, não seria educado chegar à casa de alguém pela primeira vez e não levar nada. No momento, não pensava nos amigos do filho ou em Stella, mas se ele quisesse comprar algo para eles, ela deixaria que o fizesse.

Não demoraram - muito - na loja. E quando chegaram diante da casa de Min Ho, o garoto já estava à espera do carro. Usava uma roupa casual: calça preta, um sapato fechado e uma camisa por baixo de uma jaqueta. Não estava tão formal quanto costumava ser, tinha evitado o suéter porque a noite não estava muito fria. Olhou para os dois e corou com a presença da Sra Dong.

- Ooi, Min Ho! - Acenou, esperando que o filho convidasse o menino a entrar. - Entre!

O garoto olhou para Hee Kyung com uma das sobrancelhas arqueadas. Já havia algo fora do padrão ali: por que a mãe de Dong estava dirigindo? Olhou para ele, esperando pela primeira explicação.
(C) Ross


7 DE JUNHO. MISOO, JAEKI E WON. CHILDREN’S GRAND PARK
- Eu estou bem também. Bom te ver… - Sooyeon manteve aquele sorriso simpático e postura humilde. Quanto ao comentário de Jae Ki, ela apenas disse que não tinha problemas ter confundido.

Eun Bi arqueou levemente a sobrancelha, pensando como agitaria aquelas pessoas para mudarem o foco. Mas antes que desse suas sugestões de brinquedo, ouviu o comentário de Misoo para Bomi. A menina estava mais recuada, próxima de Jae Ki e de Won, depois que ele chegou. Sorriu para a amiga e fez um carinho no braço dela.

- Hahaha, eu tive que me arrumar às pressas porque tive um compromisso antes. - Comentou e ajeitou a alça da bolsa.

Depois de ouvir isso, a bailarina bateu palmas para animar as pessoas. Falava dos brinquedos que queria ir e, sem perceber que estava ajudando, Kang também entrou na onda dela. Os dois começaram a falar bastante e Misoo deu sua opinião, tão animada quanto os outros dois. O falatório só foi momentaneamente interrompido quando Gyu Sik pegou na mão de Sooyeon para que andassem juntos.

A verdade era que, apesar de ser uma companhia agradável, ela ainda era um pouco deslocada do grupo. Eun Bi também olhou para Misoo por um instante. Estava surpresa com aquilo, mas também achou curiosa a expressão da amiga. Será que estava incomodada por ver Gyu Sik com outra menina? Mordeu o lábio internamente, mas se continuassem paradas ali, ficaria evidente que havia algo errado.

Nisso, Gyu e Sooyeon estavam um pouco mais à frente enquanto Kang, Eun Bi e Misoo iam um pouco mais no meio. Jung Mi se aproximou para falar com a tenista, mas não atraiu a atenção de Kang ou Eun Bi.

Quando Jung Mi a chamou de radiante, quis dizer que ela estava muito feliz. Que não precisava de roupas exuberantes ou muito femininas para demonstrar como era bonita, porque sua alegria já deixava tudo evidente. Pelo menos estava assim até ver o que Gyu Sik fez, mas Jung Mi não comentou sobre isso. Na verdade, queria saber como deveria se comportar. Sempre que tentava agir no modo fake, ela reclamava de alguma coisa e não gostaria de aborrecê-la, mas também não queria parecer indiferente para quem não sabia da verdade.

- Certo… - Suspirou e continuou caminhando naquele ritmo ao lado dela, mas a encarou em dúvida quando ela lançou aquele olhar. - O que foi?

Virou os olhos, ficando meio vesguinho quando ela sacudiu a mão na sua frente. Deu um pequeno sorriso.

- Estava pensando que...Faz muito tempo desde a última vez que fui a um parque. - Era uma nostalgia que o invadia, mas não queria deixar o momento triste. Ponderou sobre o tipo de brinquedo. - Gosto de carrinho bate-bate, mas gosto mais dos que exigem atenção e precisão. Já comentei que sou bom naquela máquina de ursos? - A Garra. - Tem um truque, mas não conte pra ninguem e eu pego um urso pra você

Sussurrou a última parte e piscou de modo charmoso para ela.

Bomi ia um pouco mais atrás com Won e Jae Ki. Percebeu que o menino de gorro estava um pouco inquieto, mas não demorou a dizer o que o incomodava. Era fome. Talvez tenha dito um pouco alto demais, mas funcionou. Todos pararam e olharam para trás. Os meninos não pareciam ligar muito para isso, mas Eun Bi colocou as mãos no quadril.

- Você quer comer antes de ir nos brinquedos? Vai passar mal.

- Eu disse que o parque seria apenas filas e vômito… - Kang resmungou e Eun Bi bateu de leve na barriga dele. Ele se abaixou, levando a mão na região.

Para completar, Won também dizia que estava com fome. Kang olhou para ele, esperando por algum sinal. Não sabia se aquilo era um código, mas não podia ser coincidência dois dragões reclamando de fome. Ergueu a mão.

- Eu também tô.

- Hm… - Bomi ponderou. - Tem uma praça de alimentação lá dentro, mas também tem algumas barraquinhas espalhadas ao longo do parque. O que vocês gostariam de comer?

Eun Bi continuou olhando com mais atenção, mas foi Jung Mi quem sugeriu.

- Por que não nos dividimos? Podemos ir para a bilheteria comprar os ingressos e depois nos encontramos com vocês na praça de alimentação. Assim vamos otimizar um pouco o tempo.

- É passe-livre. - Eun Bi o corrigiu. - Mas acho uma boa ideia. Eu compro, depois vocês me pagam, que tal? - Sorriu. - Depois eu vou atrás de vocês, porque você me deve um balde de frango, Won Bin-ssi.

- Tem certeza? - Jung Mi a encarou. - Eu ia pagar no cartão…

- Eu também vou. Depois vocês me dão, sem problema. - Sorriu, mas lançou um último olhar para Jae Ki. A bailarina só era lenta para pensar na escola. Conhecia Jae Ki tempo o suficiente para saber que ele dava tchau de mão fechada. Claro que ele tinha seus motivos para isso, mas ela não queria que ele ficasse encontrando desculpas a noite inteira.

Se ficasse “devendo para ela”, seria mais fácil de só entregar o dinheiro depois.

- Então vamos fazer assim. - Bomi concordou. - Eu queria um milkshake…

Gyu Sik a encarou, mesmo àquela distância dava para ver que cerrou um pouco os olhos. Sooyeon estava meio por fora. Ela virou-se para Gyu e comentou algo com ele. O garoto apenas concordou e parecia que não tinha problemas.

- Vamos com você, Eun Bi. - Gyu declarou. - Eu te ajudo a pagar e depois dividimos.

- Mas que confusão… - Kang coçou a cabeça.

- Ótimo!! - Bomi aplaudiu. - Gaja, gaja!

No meio daquela confusão, seria meio difícil para Jae Ki contestar a ideia de Eun Bi. Até porque, maliciando uma possível contestação, já acelerou com Gyu e Sooyeon. Misoo também podia escolher para onde queria ir, Jung Mi seguiria com ela porque depois se acertaria com os outros. Bomi e Kang com certeza seguiriam com Won e Jae Ki.

[...]

O grupo dividido seguiu até a “praça de alimentação” do parque. Era uma quantidade bem diversificada de barraquinhas. Ao longo do parque também tinha pipoqueiros, algodão doce e outras guloseimas, mas a parte salgada se concentrava ali. As mesinhas ficavam espalhadas pela região, mas as opções foram pensadas para que desse comer e andar.

Claro que algumas pessoas resolviam parar para descansar, mas geralmente as pessoas não gostavam de ficar muito tempo no mesmo lugar quando estavam num parque.

Bomi esperaria que escolhessem o que queriam antes de ir até seu milkshake. Nem estava com vontade de comer isso, mas foi a primeira coisa que pensou para poder se separar um pouco do irmão e ficar um tempo com os meninos. No caso, o menino.
(C) Ross



7 DE JUNHO. BISTRO DEL MARE

Apesar de toda a confiança que tinha demonstrado ao dizer aquelas palavras, Chaeyoung estava sentindo uma verdadeira turbulência dentro de si. Não sabia de onde tinha tirado coragem para falar aquilo - talvez fosse o lugar, a roupa ou simplesmente aquele perfume gostoso que Hyun Hee estava usando. Um perfume que não era o comumente usado no colégio e sim para ocasiões especiais.

O aroma podia ser o culpado daquilo sim. Porque a inebriava e acabava abrindo a cortina do que ela vinha tentando ignorar.

Se fosse um erro, seria um verdadeiro mico e, provavelmente, não teria mais coragem de olhar na cara dele. Porém, não conseguiu conter os próprios impulso e, no fim das contas, ela era parecida com ele nesse sentido: mergulhava sem pensar muito nas consequências. Podia pensar que, na pior das hipóteses, ela sairia daquela névoa de dúvidas e deixaria bem - ou quase - claro seus sentimentos por ele.

Era isso, não é?

Realmente gostava dele.

Só os céus sabiam como as pernas dela tremeram quando viu o quadro de Hyun em sua sala. Era um momento muito íntimo, um lugar jamais visto por nenhum outro rapaz como ele. As fotos que estavam ali eram aquelas típicas de família: um porta retrato frondoso com o casamento dos pais, os três filhos quando Chaeyoung tinha três anos e ficava no colo do pai, a formatura dos irmãos que ela não participou, o casamento do mais velho e uma selfie dela com os pais, bem mais recente. Pulava várias fases e, considerando o tamanho do ambiente, eram poucas fotos.

E se ele visse algo diferente naquelas fotos? Ela ficou com um pouco de medo disso, mas segurou o nervosismo e a tremedeira para anunciar sua entrada. Depois que ele a encarou, ela teve a sensação de que ele parecia combinar bem com o lugar.

Porque, de certo modo, ele também parecia sua casa.

Foi bastante curioso como ela precisou de quase três meses de convivência para alimentar aquilo, mas bastou uma olhada nele no seio de sua família para que o peito doesse. Era como se a semente plantada no dia que se conheceram finalmente cravasse suas raízes no peito. Doía e ao mesmo tempo, criava uma sensação...diferente.

No bistrô, ela suspirou diante dele, mas por dentro, estava quase morrendo. Era bom que estivesse sentada porque não sabia se conseguiria manter a pose se estivesse de pé. Resolveu brincar com a jóia para quebrar aquele clima. Mesmo que ela saísse da névoa da dúvida, ela ainda não sabia com certeza o que ele pretendia.

Porém, as expressões dele ajudaram a disparar o coração. Hyun sem jeito conseguia ser bem fofinho. Tentou segurar o sorriso, mas sorriu de modo bobo até que os olhos focaram na caixinha. Assim, fechada, dava até para pensar que fosse um pedido, mas ela sabia bem o que tinha ali. Era mais do que um anel.

Quando abriu a caixinha, os olhos dela ficaram um pouco mais iluminados. Não era pelo valor, era pelo significado. A expressão dela de pura felicidade, como se estivesse encontrando algo muito precioso para si. Deu uma risadinha quando ouviu sobre tacar em alguém e levou o indicador aos labios, do sentido vertical, contendo o acesso de riso. Pouco a pouco, ela percebia que o discurso dele ia muito além da joia.

Os olhos dela voltaram-se para Hyun, deixando o broche de lado. Mal conseguia piscar, muito menos respirar. Engoliu em seco uma vez e o sorriso falhou. Estava visivelmente surpresa, mas não de modo negativo.

No restaurante, as teclas do piano começavam. Por um instante, ela se perguntou se tinha sido plano dele também ou se simplesmente vestiu com perfeição o momento.

Para o nervosismo de Hyun, ela realmente ficou em silêncio. Porque estava em estado de choque, mas antes que ele desistisse do momento, ela levou a mão esquerda até a mão dele, impedindo que chamasse o garçom ou quem quer que fosse.

- Ung. - Murmurou e meneou positivamente, mas ainda com aquela carinha de choque. Os lábios ficaram entre abertos e ela começou a piscar algumas vezes, como se estivesse voltando a si. - Eu quero...Desde que você não me jogue em ninguém também. - E deu uma risadinha meio nervosa. - Eu quero, Hyun…Eu quero! Aigooo - Levou a mão livre até a boca.

Era como tirar uma tonelada dos ombros. Chegou até a abaixar os ombros dela, logo em seguida, e apertou mais a mão dele, pressionando a almofada da mão. Tombou a cabeça na mesa e ficou num misto de riso e quase choro. Estava confusa demais para agir de um jeito normal e acabava que perdia completamente a noção de etiqueta. Foi uma cena curiosa e inusitada para quem via.

Alguns até poderiam pensar que ela tinha sido pedida em casamento e agora agia daquele modo engraçado que as meninas ficavam. Até porque, tinha uma caixinha ali.

De onde estava, Hyemin podia ser uma dessas pessoas. Mais cinco minutos tinham passado. A garçonete que a recepcionara, retornou com o couvert para que ela se decidisse. Caso ela precisasse de um tempo para pensar, ela a deixaria à vontade e anotaria quando voltasse com o suco - a menos que ela pedisse que o suco viesse com o pedido.

- A senhorita já se decidiu? - Perguntou de modo polido.

Mas a verdade era que estava um pouco preocupada com essa cliente. Já era a segunda vez que ela vinha naquela semana, mas havia muita diferença. Da primeira vez, ela veio com alguns amigos, mas agora já estava há mais de meia hora sozinha naquela mesa. E uma mesa para dois.

Precisava sentir o tom de voz dela para ver se poderia ajudar em alguma coisa. Não seria a primeira vez que ela veria uma cena dessas, mas nunca era algo agradável. Ainda mais com uma menina que parecia tão jovem.

Não havia mensagens de Miwoo no celular, mas Beom Su e Nana já estavam cheios de olhinhos e risadinhas no grupo. Não estavam falando muito para não aborrecer Yerin, mas era o suficiente para que Hyemin visse que estavam atentos e na torcida.

O problema é que eles já estavam achando que ela estava à caminho do prato principal e cheia de papo com Miwoo. E, bom, nem imaginavam que a amiga estava bem, bem longe disso.
(C) Ross

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Hyun sempre foi apaixonado por adrenalina, do tipo que te deixa descontrolado e motivado a sentir que pode fazer simplesmente qualquer coisa. Porém, nunca imaginou que conseguiria esse efeito sem precisar ter contato com nada de agressivo. Pelo contrário, estava diante da criatura mais delicada e fofa (e, ok, um pouquinho agressiva) que já conhecera. O olhar surpreso e os segundos de silêncio foram tão emocionantes quanto uma curva fechada de moto. Havia um risco muito grande ali de passar vergonha, mas ele era o tipo de pessoa que sabia que não tinha nada a perder. Naquele estado, ele só queria arriscar e essa foi sua grande jogada em muito tempo.

Ao mesmo tempo que a adrenalina subiu muito rápido, quando foi baixando, quase se transformou em raiva de si mesmo por ter feito aquilo. Pensou que talvez não fosse o momento. Talvez devessem continuar fingindo que nada acontecia entre eles. O silêncio estava se transformando em uma rejeição evidente e o deixando com raiva, mas assim que virou o rosto, sentiu o toque dela, trazendo-o de volta ao momento puro que viviam.

Por mais que fosse confiante com mulheres, ele nunca falava nada de coração aberto. Nenhum elogio saía de outro lugar que não fosse do banco de palavras bem sucedidas que armazenava no cérebro. Ali, no entanto, suas palavras tinham saído bem mais de dentro, um alguém esperançoso e feliz que havia morrido em um acidente de carro. Se elas fossem motivo de piada, os danos poderiam ser irreversíveis.

Não sabia definir o que estava sentindo, mas o que era estava evidente. Seu olhar se iluminou quando ela deu aquela resposta e um sorriso de covinhas sutis surgiu naquele rosto normalmente satírico. Ele só começou a rir mesmo, quando ela se atrapalhou toda. Riu com ela, partilhando daquele embaraço feliz.

- Bobona… - apertou a mão dela de volta e fez um suave carinho.

A situação voltava mais a seu controle, mas algo que não desaparecia era uma euforia bem distante da doença que enfrentava. Era um tipo de realização, algo tão esquisito e positivo para uma pessoa como ele, que acabava ficando sem palavras, não conseguindo reconhecer o bom sentimento que tinha sumido anos atrás. Agora, que os dois tinham dito, parecia mais leve, mais verdadeiro e, principalmente, menos complicado. De repente, só a garota ali a sua frente fazia algum sentido. Suas neuroses anteriores, não. O torpor uma hora poderia desaparecer, mas nem isso o estava preocupando agora.
Ele esperou até que ela erguesse o rosto para ele novamente e se recuperasse. Não a chamou, porque estava se divertindo observando aquele lado fofinho da menina. Quando voltasse a olhá-lo, veria uma expressão quase serena, mas o mesmo sorriso contido de sempre, de quem achava bem engraçadinho o que ela estava fazendo.

- Acabamos o que viemos fazer aqui, então? Já podemos ir embora? - fez a piada e finalmente chamou o garçom para a mesa, mas não soltou a mão dela. - Traga o melhor vinho da casa!!! - piscou para o funcionário, mostrando que isso não seria possível, mas sorriu. - O cardápio, por favor.

Sem que isso se tornasse estranho, ele continuou segurando a mão dela por cima da mesa, como se fosse bastante normal, e nada embaraçoso para ele. O que tinha mudado era que ele abertamente a observava daquela forma que às vezes ela o pegava fazendo e eles eram obrigados a mudar o curso da conversa. O restante seguiria como um jantar normal, agora. A tensão já tinha desaparecido.

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Park Hyun Hee
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Hyemin não queria ficar bisbilhotando a vida alheia, mas não era como se ela tivesse muito mais a fazer agora, e não por escolha dela. Ela acabou visualizando a cena da caixinha em câmera lenta e, mesmo não querendo, sentiu o mundo ficar mais cinza. Nem conseguia esconder mais a cara de infelicidade, enquanto a inveja dominava seus olhos sem brilho. Por que até um oppa tão delinquente quanto Hyun Hee tinha se tornado agora estava oferecendo a ela uma caixinha com todo seu amor, enquanto estava ali sozinha?

Não conseguia entender por que as coisas estavam acontecendo assim naquela mesa. Não era como se desejasse que Chaeyoung se desse mal, de jeito nenhum, mas por quê? Logo ela quem tinha planejado cada arte pintada na unha e estudado cada ângulo daquele bistrô para que de repente ela fosse a única menina que não estava acompanhada de um namorado naquele lugar por escolha própria. Era muito triste e alguém falava alguma coisa no fundo, mas ela não ouvia direito, era tudo embolado com o som do piano, que parecia muito distante.

Notou que alguma coisa coisa não saía da sua frente e ela franziu as sobrancelhas e piscou, quando viu que era a garçonete, parada. O que ela tinha dito?

- Hm, hm. Estou bem  - Na dúvida, era melhor negar. Só queria que a mulher saísse de perto, mas a verdade é que estava ficando bastante incomodada agora.

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Alguma coisa estava definitivamente errada. Será que foi o horário? Ou o local que ela errou?Será que entendeu errado? Será que não foi exatamente um convite? Podia ter entendido errado e inventado o resto. Será que era tão tonta a ponto de fazer isso? De começar a confundir realidade com fantasia? Pegou o celular para espiar.

O ânimo da dupla a deixava com muito mais vergonha. O que diria para eles? Que ficou meia hora esperando e nada? E se…? Não, isso não ia acontecer. Não podia se desesperar assim. Alguma coisa estava errada. Só isso.
Abriu novamente a troca de mensagens e tudo parecia extremamente claro. Não tinha errado lugar, data, hora. Nada. Então por quê…? Já sentia os olhinhos brilhando um pouco mais do que deveriam, mas por mais que fosse humilhante e corresse o risco de parecer desesperada, precisava perguntar! Que vergonha, ficar mandando mensagem…

Não tinha outro jeito. Teria que fazer isso, mas esperava que um milagre acontecesse antes que conseguisse mandar. Um hanja… Dois hanjas… Apaga tudo. Mais um hanja… outra letrinha…

Não, não.

“Por que você não veio ainda?”

Não

“Eu já estou aqui, quando...”

Também não…

“Oi, você esqueceu que…”

Péssimo.

Dez minutos se passsaram até que ela conseguiu escrever a primeira palavra e mandar.

Oppa ♥️

Hyemin
Oppa



Olhou o celular. Já tinha ido. Seu rosto estava ali. Tinha mandado mesmo!  Fez um biquinho discreto. Observou  a porta. Ninguém, nada…

Hora de continuar a mensagem.

“Você lembra que--”

“Hoje era um dia especial, lembra que--”

“Onde você está, oppa?”

Balançou a cabeça. Estava demorando tanto! E se ele tivesse recebido, obviamente veria que ela estava digitando e apagando e digitando e apagando… Foi.

Oppa ♥️

Hyemin
Oppa
Hyemin
Tudo bem?


Escondeu os lábios. Estava ótimo. É.
Afastou as mãos do celular como se ele fosse radioativo e deixou a tela ligada. Até conseguiu respirar mais aliviada. Agora era questão de tempo.

Deu um gole em seu suco e resolveu começar a comer um pãozinho. Ufa. Agora ele responderia, diria que o carro deu problema ou algo assim, e estava logo chegando. Para corrigir a gafe, ele lhe traria um ursão de pelúcia, chocolates e ingressos para o próximo filme da Disney.

É… tudo sob controle. Até conseguiu sorrir de leve de novo.

Bistrô Del Mare - Yangcheon

— Ross
Seo Hyemin
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A tarefa de limpar a casa foi extremamente trabalhosa para Sunny, mas quando a titia retornou do mercado, cheia de sacolas – como se estivesse prestes a alimentar um batalhão e, considerando a quantidade de pessoas que receberiam naquela noite, o pensamento não fugia nada da lógica -, ela encontrou o lugar todo arrumadinho e cheiroso, ao menos o básico. Sun-Hee terminava de ajeitar as almofadas, observada atentamente pelos olhinhos arredondados e escuros de Tea. Sua bebê, claro, era uma lady. Graças ao comportamento digno de uma dama, ela ganhou vários petiscos enquanto os outros senhores ficaram apenas encarando. Já que a gritaria não funcionou, a bolsista decidiu jogar sujo e apelou para a chantagem “estomacal” dos bichanos.

Funcionou, mas custou quase dois pacotes inteiros de biscoitos.

Como a tia Yumi conseguia a façanha de acalmá-los???

Mas a verdade, bem verdade, era que Sunny sempre agia de modo intensamente manhoso com eles, pois aquelas carinhas fofas a desmontavam de maneira fácil, fácil.

No momento, as crianças brincavam na parte de trás da casa, fazendo bagunça no quintal. Mais tarde, assim que entrassem, Sunny precisaria limpar todas as patinhas. Uma por uma.

Não queria uma poeirinha sequer ali!

Tudo tinha que estar perfeito para os amigos, principalmente por causa do olhar minucioso de Dong! Nesse período de convívio, não havia possibilidade de não notar como o menino possuía uma personalidade minuciosa, absurdamente atenta aos detalhes. Além disso, queria provocar uma boa impressão para os rapazes que viriam pela primeira vez. Acabou pagando por zombar do nervosismo da titia porque experimentou do mesmo durante a faxina repentina. Mas no fim, deu certo. Né? Esperava sinceramente que sim!!!

Entretanto, poucos antes da tia chegar e começar ajudá-la a guardar as compras, Sunny foi checar o celular e estranhou a ausência das amigas no grupo. Só que logo, diante da resposta de Hye-Won seguida pela de Chae, ficou mais calma, mas não completamente...

Pois não recebeu nenhum sinal de Lee-Hi.
 
GIRL GROUP WANGJO

SUNNY
Ahhhh, que pena que vocês não poderão aparecer T_T Tudo foi decidido em cima da hora também! Mas estou super de acordo com uma nova festinha do pijama!
Vamos combinar um final de semana, meninas!
E as portas da minha casa estão abertas para vocês! <3 <3 <3
SUNNY
Divirtam-se, hein? =)


Antes de bloquear a tela, a mensagem de Chae apareceu.

CHAE

SUNNY
Oi, amiga!
Espera...
NADA DEMAIS?!?! CHAEYOUNG!!! Como assim?! Você vai sair com Park Hyun-Hee e não ousou nos contar? Sua booooba! Perdeu a chance de melhorar nosso humor ù_ú Miane... Miane por não ter notado. Realmente foi uma semana complicada, mas, dá próxima vez, não se acanhe, sim? Independente de qualquer coisa, a gente SEMPRE vai querer escutar algo que te deixe feliz!
SUNNY
Nossa, que misterioso! E... romântico! Imagino o grau da sua ansiedade hahaha Vai dar tudo certo, amiga, e vocês se divertirão muito! Aproveite a noite e, depois, ÓBVIO, que contará cada mínimo detalhe, humpf! ¬_¬ Estou tão empolgada por você!
E sim... A Lee-Hi anda estranha. Porém, relaxa, apenas se concentre no seu encontro. Irei conversar com ela.
Beijos <3


Pressionou as têmporas, nervosa e com um embrulho na barriga.

Por que Lee-Hi não respondia?


LEE-HI

SUNNY
Amiga?
Cadê você? Nem se atreva a não aparecer hoje!
SUNNY
Okay?


Ela achou melhor não levar cobranças.

Por enquanto, ainda não.

Sunny voltou para cozinha e se ofereceu em auxiliar a tia no que fosse necessário, embora a sua falta de “jeito”. Apesar de tudo, a titia gostava daquilo, e Sun-Hee visualizava a satisfação na expressão da mulher. Porém, o sorrisinho murchou, virando um bico quando foi “convidada a se retirar”.

O restante do dia seguiu calmo, até. Aproveitou para dar banho nos bebês, arrumar o quarto... e descansar. Dormiu durante algumas horas, despertando próxima do horário marcado com o grupo. Com medo de se atrasar, praticamente pulou da cama e correu para o banheiro, e o barulho da porta trataria de avisar que o pequeno furacão, enfim, voltou à ativa.


 
SEXTA-FEIRA - RESIDÊNCIA KIM

— Ross
Kim Sun-Hee
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- Ah… - olhou para o lado, tentando em vão, fingir que não tinha percebido a gafe, mas sua expressão de “opa” ficou bem evidente. - Hm. Hm. - Por que não estava surpresa? Combinava com ele ficar concentrado até mesmo em um parque. -  Uwaaa… Mentiira. - riu, colocando a mão na frente. - Será? Ou será que eu vou pegar um urso para você?

Aquilo era diferente do urso que ganhou quando ele foi a sua casa ou algo assim. Porque ali era sua família, era como endossar demais uma mentira. Para ela, era exagerado. Mas entre os dois, soava como um amigo, apesar de ele soltar seus charmes naturais que a faziam rir e ficar meio sem jeito. Não sabia se era brincadeira de atuação em alguns momentos, já que ele tinha se confessado. De todo modo, quando não era na frente de todo mundo, não era ruim.

Logo a atenção de todos foi atraída para o assunto ‘comida’.  A primeira coisa que ela conseguiu pensar foi “mas já?”.  Aish… tinha que ser quem, né? Mordeu o lábio. Propositadamente não participou daquela conversa sobre onde iriam comer, porque não queria comer quilos e quilos de comida de novo, ainda estava se sentindo uma bola. Mesmo assim, sabia que se fossem não conseguiria resistir a milkshake, frango frito, cachorro-quente…  Já estava com o braço na altura da barriga, imaginando que gostaria de comer tudo aquilo, mas tinha um pouco de nojo da cena que via de si mesma comendo tudo e as pessoas olhando... A voz de Jung Mi a salvou.

-  Que ideia ótima!!! - falou empolgadíssima, sem demora nenhuma. Parecia até que estava adulando Jung Mi por qualquer motivo, mas é que seu coração estava acelerado com a possibilidade de passar por isso tão cedo.

- Vamos comprar ingressos! Ou melhor… às vezes a gente pode até parar no meio do caminho e achar alguma coisa que a gente queira ir sem os outros. Não estou com fome. - Não estava muito a fim de voltar tão cedo para o grupinho, mas simplesmente porque queria que todos terminassem de comer antes que os encontrassem.

Tudo bem que agora estavam seguindo o casal e Eunbi, mas ok.

- Yaaa… Eunbiyaahh. O que a gente vai comprar? - perguntou alto e envolveu a amiga também nos papos.

O grupo gastou um tempo conversando sobre brinquedos e logo estavam voltando cheios de ingressos. Misoo olhava para cada um dos quatro, sentindo algo a incomodando muito. Era como se estivessem indo para um lugar muito ruim. Não queria mesmo ir para aquela praça de alimentação. Era muito pior do que um refeitório de escola…

- Ah, olha! QUE GRAÇA. - apontou efusivamente para uma máquina

Capítulo 5 - Página 5 Maxresdefault

- Vamos lá?? A verdade é que eu nem estou com fome agora… Acabei de comer em casa e sai com a Mia, né. Acho que não consigo sentir nem o cheiro da comida ainda. Hahahaha.  Ahn… Você liga de pegar alguma coisa em uma barraquinha depois? Vou passar a ida à praça de alimentação. Vamos lá brincar... - o convite, claro, só valia para Jung Mi, porque não queria privar os outros três do plano normal deles. Jung Mi era uma boa desculpa. (De novo)

Children’s Grand Park

— Ross
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Jae-ki fez um bico invocado quando ouviu Eun-bi rejeitar sua ideia. Kang ainda alimentou a ideia dela. Jae-ki logo respondeu:

Capítulo 5 - Página 5 1yUO47J

- Só se for você, eu não passo mal. Meu estômago é forte, é ruim de algo sair dele.

Terminou batendo no próprio estômago de leve para enfatizar o que falava. Por sorte Won concordou com ele, Jae-ki agradeceu mentalmente por isso. Até Kang entrou na onda. Os dragões eram mesmo unidos. Jae já estava contando que daria uma desculpa para não ir nos brinquedos. Não queria que na frente de Eun-bi acabasse se tornando o pobrezinho" do grupo, onde um dos riquinhos podia acabar se oferecendo para ajudar se tornando o herói da noite.

Bo-mi aceitou a sugestão e já pensava onde iriam comer. Ele parou para pensar um pouco, deixaria Won decidir, já que ele pagaria. Mas foi Jung-mi que falou. Jae-ki não gostou da ideia dele, isso prejudicava seus planos. MiSoo ainda conseguia ser mais chata para Jae-ki, porque colocava mais empolgação nisso.

Quando Eun-bi falou que era passe-livre, Jae-ki arregalou os olhos. Passe-livre devia ser muito mais caro que pagar um brinquedo só. Sentiu o olhar da bailarina sobre ele. "Aishh... O que essa garota tá pensando?" Jae ficou tão preocupado que acabou não tendo tempo de interrompê-los. Era meio confuso com todos falando suas opiniões. De repente Eun-bi já tinha ido embora e os outros iam atrás.

- Mwo? - Chegou a pronunciar meio confuso enquanto a via ir para longe.

Enquanto seguiam até a praça de alimentação, Jae-ki ficou pensativo e quieto por alguns passos. Jae-ki queria entender como tinha se enrolado tanto, acabou que mesmo com seus esforços, no final iria ter que admitir de qualquer jeito a Eun-bi que não tinha dinheiro nem para pagar pelo ingresso. "Aigoo... Eu sempre me ferro..." Suspirou algumas vezes, nas últimas semanas vinha se sentindo inseguro e desconfiado com ela, por causa do lance com Taemin. Mas não tinha o que fazer, pelo menos ela não ia poder exigir muito, já que não tinha esperado ele falar.

Jae foi observando então as opções de comida pelo caminho, tinha bastante coisa, foi se distraindo. Fazia muito tempo que não ia para um parque assim, na verdade ele achava muito maneiro. Gostava de brinquedos bem altos, de sentir adrenalina, mas fazia tanto tempo que Jae-ki preferiu espantar algumas lembranças que ameaçaram entrar na sua mente. Então se concentrou na comida, para ele teria que ser algo que o enchesse, algodão doce não daria nem pra o começo. Não tinha esquecido que queria levar algo para Soo-ji. Comentou com o Won no caminho:

- Cara, tô muito afim de um salgado...

Mas notou que talvez o colega fosse querer ficar perto da Bo-mi, então grudou mais em Kang.

- Kang...

Deu umas cotoveladas no amigo para alertá-lo e o puxou para conversarem mais próximos, ainda seguindo Won e Bo-mi, mas meio atrás deles.

Capítulo 5 - Página 5 Ac17e99729456d7b65dcc4c158946ba2

- E aí? O que você acha que a gente pode fazer para o Won? Hoje é tipo o dia dele... E se distrairmos os outros para outro lugar? Mas só depois de comer, tá? Fechado então?

Jae-ki não era muito bom com planos, mas ainda tentava. Dessa vez queria ajudar Won, torcia para não desse algo errado demais. Jae-ki nunca foi do tipo cupido do amor, mas sempre tinha uma primeira vez.  



— Ross


Capítulo 5 - Página 5 OQyMeP8
Jae-ki
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Esse grupo tinha uma dinâmica bem diferente: na visão de alguém que observava bastante as pessoas como Won era claro que algumas amizades pareciam mudadas, novas relações e amigos que não exatamente faziam parte do círculo social.

Era um momento divertido e estava ansioso pelos momentos que teria perto de Bo-mi mas não ignoraria o fato de que Jae-ki tinha uma razão pra querer comer logo agora.

Eun-bi protestava a ideia de comer, Kang também mas logo percebeu naquele código invisível dos dragões que era momento de se unirem. Por mais que fossem completamente diferentes um dos outros os dragões tinham um sintonia que beirava a telepatia as vezes.

Bomi dava uma boa ideia, afinal ela sempre tinha boas ideias, e se separar era uma solução interessante.

-Aish, pode deixar, seu balde de frango não vai fugir - respondeu a Eun-bi. Concordou com a ideia.

Won notou a encarada de Gyu mas ficou calado e dessa vez não foi "bloqueado" pelo irmão.
Com pressa os grupos se dividiam e até Jae-ki parecia confuso com o resultado.

A sorte trabalhava ao lado do W-Dragon hoje, parecia que tudo realmente estava indo bem!
Estava perto da garota que gostava e apenas os amigos a quem confiava seus segredos estavam próximos. Agradeceu mentalmente aos dragões por permitirem que deixassem ela mais próxima dele.

-Hmmm Bomi, acho que você acabou com o grupo dos dragões bolsistas de Wangjo - disse num tom quase sério - Nada tema nós lidamos com qualquer coisa. Até mesmo escolher o que comer - fazia uma espécie de pose de heroi, afinal estava aprendendo essas coisas por conta do teatro (e porque sempre quis imitar algumas coisas dos filmes).

-E...eu não faço ideia. Tem muita coisa aqui - disse quebrando a pose pra rir um pouco - Mas talvez um cachorro-quente não seja tão ruim

Andando pelas barracas Won aproveitaria o momento mais a sós com ela.

-Sabe, eu nunca vim aqui nesse parque. Mas eu to feliz que foi hoje e com você...s - disse meio que corrigindo o que realmente queria dizer - Parece um lugar legal

Lhe ofereceu o mais sincero dos sorrisos. Era fácil fazer isso perto dela.

Wangjo

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SUN HEE - RESIDÊNCIA KIM


Agora que as meninas estavam online, Sunny teve respostas mais imediatas. Enquanto Chae falava com ela no pvt, Hyewon respondia no grupo.

Girl Group Wangjo

Hye Won
Fique tranquila!! Não precisa se desculpar por ter sido em cima da hora xD Vamos combinar nossa próxima festinha. Eu adorei a última na casa da Chae, foi bem divertido!


As mensagens para Chaeyoung foram prontamente lidar e era só o tempo da menina ler começar a digitar uma resposta.

Chaeyoung

Chaeyoung
Eu não contei =( Achei que destoava um pouco e tava todo mundo muito cansado. Não quis incomodar, fora que...sei lá, Sunny. Fazia parecer mais sério do que realmente é >< Eu acho…
Chaeyoung
Pode deixar que contarei tudo, tudinho, nos mínimos detalhes: que deve ser o de sempre, onde fomos, o que comemos. Eu tô ansiosa por conta do mistério, mas não estou querendo elevar minhas expectativas ii# Enfiim, prometo que você será a primeira a saber xD



Já Lee Hi não era vista online desde as 7h. Isso era bastante incomum para ela, que vivia grudada no celular, principalmente nas últimas semanas. Por que agora parecia querer ficar longe do aparelho? Estava evitando as amigas, ficando em último lugar...Será que ao menos tinha ido trabalhar? Sunny não teria como saber.

Quando a tia chegou, a menina teve mais com o que se preocupar além do bem-estar da amiga. Yumi aceitou a ajuda para colocar aquele estoque de exército em sua cozinha, porém, não quis ajuda dela nem para descascar os legumes. Já teria trabalho o suficiente, não teria tempo de ainda cuidar dos cortes que ela fatalmente teria.

A verdade é que Yumi adorava cozinhar. Estava mais do que habituada a fazer grandes porções, visto que a família era grande e ela ainda era a chefe do restaurante. Aquilo seria fácil. Trabalhoso, porém fácil para ela. Mandou que Sunny fosse descansar porque ela já tinha feito um bom trabalho arrumando a casa - pelo menos pela olhada superficial que Yumi deu.

Descanso sempre era bom, ainda mais depois da crise que a menina tivera. Fazia tempo que não dormia tanto ou era tão paparicada assim. A tia deixou que ela dormisse bastante, mas tão logo ouviu o pequeno furacão batendo a porta do banheiro, ela viu que as cosias estavam voltando ao normal. O cheiro da comida estava chegando na esquina e os cães já estavam doidos, cercando a cozinha como se pudessem ter alguma coisa. A tia fez um jeon para a entrada, como aperitivo, mas também preparou uma porção considerável de Kimchi, Nakji Bokkeum, Deung Galbi. Achava que isso dava para abraçar a maioria dos gostos. De doces, fez Hotteok, mas também estava com outro bolo no forno e alguns cupcakes especiais para Stella.

Às 6:30 da noite, os cachorros mudaram o foco de atenção porque ouviram o carro do pai de Sunny chegando. Logo Jung Hwa entrava em casa com uma expressão bastante cansada e preocupada. Yumi estava provando uma massa mal feita do jeon e olhou para a porta.

- Boa noite…. - Jung Hwa suspirou, mas logo fez um afago nos cães que o impediam de andar.

- Boa noite.

- Como ela está…? - Olhou preocupado.

- Está ótima. Vamos receber visitas hoje, é melhor você tomar um banho para recebê-los.

- Visitas?

- Uhum, os amigos do colégio ficaram preocupados e perguntaram se podiam vir. Não é uma graça? - Sorriu.

O sorriso desarmou um pouco o Sr. Kim que deixou os ombros caírem e meneou positivamente. Conseguia compreender o que ela queria dizer. Todos os meninos mais velhos traziam amigos para casa, mas nunca Sunny. Isso tinha sido uma mudança substancial depois que ela ingressou naquele colégio.

- É...é uma graça.

- Ela está no banheiro.

- Tudo bem, eu uso o outro, mas vou esperar para falar com ela. - Andou, mas parou. - Alias...o cheiro está divino.

- Komawo…- Fez uma pose engraçadinha. - Mas eu sei. Você pode comer um pouquinho também.

- Ah, que bom, né? - Os dois deram uma risada e ele caminhou até a porta do banheiro onde ela fazia sua própria bagunça.

Àquela altura, já tinha saído do banho e estava tratando do longo cabelo, de novo. Os nós dos dedos do pai bateram na porta.

- Filha, appa chegou. - Anunciou.
(C) Ross


7 DE JUNHO. MISOO, JAEKI E WON. CHILDREN’S GRAND PARK

Jung Mi meneou negativamente para Misoo.

- Não dessa vez, Senhorita Yeun Forte e Independente Misoo. - Não falou em tom de deboche, apenas dando mais charme à sua postura. Era uma questão de apenas começar para que Jung Mi se soltasse um pouco nas conversas que tinha com ela. - Eu sou realmente bom com isso. Quem vai pegar o urso sou eu…

Sorriu convencido. Porém, logo foram interrompidos com a ideia de Jae Ki. Jung Mi ficou em silêncio por alguns segundos enquanto debatiam. O garoto era prático e gostava de otimizar o tempo. Como nem todos pareciam estar com a mesma fome que eles três, ele deu a ideia de se dividirem.

A maioria das pessoas pareceu gostar da ideia, com exceção do próprio Jae Ki e do bico emburrado que Gyu Sik fez ao encarar a irmã.

Estava perdendo alguma coisa ali? Bom, tanto faz.

Misoo adorou a ideia e o modo animado como ela falou, fazia com que Jung Mi se sentisse um verdadeiro gênio. Tinha sido uma ideia tão maravilhosa assim? Ele sorriu e concordou com ela.

- Sim, pode ser. Bom, vamos indo, então?

Os cinco seguiram para uma direção enquanto o quarteto foi na outra. O quinteto concordava que não estava sentindo muita fome. Diferente dos outros, eles tinham comido ainda há pouco e não pareciam loucos por doce como Bomi estava. Sooyeon e Gyu Sik foram  um pouco mais à frente, de mãos dadas enquanto Eun Bi ia com Jung Mi e Misoo - a tenista no meio.

A bailarina sentiu um pouco de desconforto naquela situação. Estava sobrando e não sabia o que fazer. Pelo menos sua amiga a convidou para conversar. Eun Bi disse que era mais negócio comprarem o passe-livre. Com exceção das máquinas que demandavam dinheiro - as de bichinhos, no caso - o passe-livre dava acesso a todos os brinquedos, quantas vezes quisessem. Eles teriam duas horas até o parque fechar para irem nos mais divertidos. Parecia um preço justo a pagar. Era melhor do que ficar sem ficha.

Sooyeon tinha ido com Gyu Sik porque pediu para que ela comprasse o próprio ingresso. Ficou um pouco sem graça quando ouviu que Eun Bi pagaria para todos, por isso falou discretamente com o menino. O garoto compreendeu e, no fim, Eun Bi disse que pagava o dos meninos e os outros se viravam. Gyu pagou o dele, de Sooyeon e de sua irmã. Jung Mi pagou o próprio e o de Misoo - só pelo teatro, depois ela podia devolver o dinheiro se quisesse.

Com as pulseirinhas neon compradas, eles estavam voltando à passos moderados para o caminho deles quando foram interrompidos pelo desejo de Misoo. Até levaram um susto com o repentino “OLHA QUE GRAÇA!”. Jung Mi olhou na direção do brinquedo e já sorriu de modo confiante.

Apesar do convite ser apenas para ele, os outros três também ouviram.

- Nossa, é muito fofinho mesmo! - Sooyeon comentou.

Gyu Sik fechou os olhos por um instante.

- Eu sou péssimo nessas maquininhas, de verdade. Mas posso tentar pegar um prêmio para você em outro brinquedo…

- Ah não, tudo bem! Eu só achei bonitinho mesmo.

Eun Bi olhava de banda para a cena e olhou para Misoo. Jung Mi respirou fundo.

- Se quiser, posso pegar para você também, Sooyeon-ssi.

- Oh, não é necessário.

- É, não precisa. Pega para a Misoo. - Gyu Sik disse o nome dela de modo mais amargo, pelo menos ela sentiria isso e a encarou por meio segundo. - Bom, vamos indo, então? Vocês nos encontram depois?

- Ung… - Eun Bi mostrou as pulseiras. - Eu quero entregar logo, mas se a gente se perder, tem o celular. Fica de olho…

A amiga não queria ficar de vela ali não. E, considerando que Eun Bi achava que ali podia ter algo além de falso namoro, talvez fosse uma oportunidade real de aproximação. O parque era tão colorido e cheio de vida! As amizades também era bem coloridas, olha que coincidência!

O trio começou a se afastar e Jung Mi permaneceu.

- Hm...Certo. Vou mostrar agora que eu não falei da boca para fora. - Aproximou-se da maquininha com Misoo. - É aquele que você quer?

Apontou para o bichinho que parecia o Stitch. Ele já conhecia os gostos dela, por conta da convivência. Colocou a nota e começou a calcular os comandos da máquina. Num primeiro momento, parecia que ele ia errar, mas eis que ele pegou de um ângulo excelente e o bichinho ficou pendurado. Houve um momento de tensão enquanto ele recuava com a garra, mas logo o bichinho caiu e parou nos braços de Misoo.

- Daebak!! - Jung Mi comemorou e logo pegou o bichinho e virou-se para Misoo. - Eu disse que conseguia! É seu!

Entregou com bastante orgulho e dando um dos raros sorriso mais abertos. Tinha sido uma verdadeira conquista enfrentar a máquina. Mesmo dizendo que era bom nisso, sempre havia a chance de falhar miseravelmente e passar vergonha. Não foi o caso dessa vez.

Enquanto ela pegasse o bichinho, ele pegaria a câmera no case que portava. Tinha ajustado a luz antes, mas agora estava um pouco mais escuro e, como estavam de fato no parque, agora era o momento ideal. De repente, ele levantou o visor.

- Sorria. - Click.

Foto espontânea, ainda que isso fosse quase previsível. Sorriu de modo travesso.

- Aqui é um lugar muito bom para captar os momentos. Tem muito movimento, sabe? E as luzes ajudam. Acho que vou conseguir boas fotos hoje. A primeira já está bem aqui. - Piscou e virou-se um pouco para começar a captura de imagens.

[Jung Mi tirou 10 no d10]

[...]

Enquanto Gyu Sik e Sooyeon lideravam o outro grupo, Won e Bomi tomavam um pouco mais a frente para o caminho da comida. A menina continuava apoiando a mão em sua bolsa - não por achar que alguém fosse pegar, mas era mais para conter a ansiedade mesmo.

Voltou a atenção para o garoto assim que ele começou a falar. Fez uma expressão curiosa e logo escondeu os lábios num sorriso contido.

- É mesmo? Então agora eu sou um dos Dragões? Qual é o feminino disso? - Ponderou, batendo o indicado no queixo umas três vezes, bem de levinho. - Ah é mesmo? Então decida, oh Mestre Dragão, onde vocês querem comer?

Entrou na brincadeira, mas quando chegaram até a praça de alimentação, aquela pergunta se mostrou um grande desafio. Eram tantas opções que o menino ficou um pouco perdido e falou o mais básico e americano de todos. Bomi riu da carinha que ele fez.

- Com tanta opção, quer cachorro quente? Bom, tem ali…- Indicou, mas não parou de andar ao lado dele.

O pior era que do jeito que conversavam, eles nem incluíam Kang e Jae Ki na conversa direito. Não faziam por mal, mas a menina não conseguia prestar atenção nos outros quando estava conversando com Won, mesmo que fosse bastante atenta. Quando ouviu que ele nunca tinha ido ao parque, ela fez a mesma expressão de surpresa dos meninos.

- Sério? Ah, você gostava mais de cinemas, imagino. - Ponderou. - Eu já vim aqui várias vezes, até para tirar algumas fotos. Mas, pra ser sincera, eu não gosto muito de montanha russa. Eu tenho um pouco de medo de altura. - Revelou e, sem perceber, coçou de levinho a nuca. - Roda Gigante, por exemplo, só consigo ir se for cabine. Essa daqui até que não é tão grande e é cabine.

Olhou na direção dela porque dava para ver pelo parque todo, praticamente.

- Mas coisas que giram muito rápido e no alto, eu morro de medo. - Suspirou e o encarou de novo. - Como voce nunca foi, tem obrigação moral de ir. E recomendo que coma algo leve porque pode passar mal mesmo.

Ainda se preocupava com a saúde dele.

[...]

- Ele não te ouviu… - Kang comentou para Jae Ki depois de ouvi-lo sugerir algo salgado. - Foi igualzinho no intervalo.

Resmungou e foi diminuindo os passos para que os dois tomassem distância. Pelo menos Jae Ki tinha a companhia de Kang. E o garoto ficava sinceramente feliz por não ser trocado por outra menina. Daqui a pouco, achava que devia usar a saia do colégio para ter atenção dos amigos!!

Olhou para Jae Ki depoi de receber as cotoveladas e se aproximou, como se fossem compartilhar o segredo do mundo. Os dois na frente nem olhavam para trás direito, completamente imersos na própria conversa.

- Hm… - Ponderou, levando a mão até o queixo. - Eu sinto que darei um tiro no meu próprio pé porque meus amigos vão me abandonar, mas o que posso fazer? Eu amo vocês, caras… - Revirou os olhos. - O que podemos fazer para ajudá-lo…

Umedeceu os lábios e olhou para Jae Ki.

- A gente não pode arrumar confusão porque o Won vai vestir a camisa do “aboji” e tentar conter a situação. Logo, não brigue com a Eun Bi, nem com ninguém, de preferência. - Riu e coçou a cabeça. - O Ryu Ji já não veio e isso é uma vantagem. Mas o irmão dela fica dando umas encaradas esquisitas. Eu acho que ele já percebeu que Won gosta dela.

Cruzou os braços e indicou com a cabeça como os dois ficavam bonitinhos sorrindo um para o outro enquanto falavam Deus sabe o que.

- Vamos distrair o irmão dela. Ele trouxe uma menina, mas se isso não for o suficiente, a gente dá um jeito. E ahm...vamos tentar deixá-los juntos nos brinquedos ou coisas assim. E tu sabia que era a primeira vez que o Won vai a um parque? Cara, você já foi a um parque, né?

Perguntou só para ter a certeza de que o esquisito era Won e não ele.

- Eun Bi também ficou assustada. Mas bem, tem que ser uma noite inesquecível e vamos ajudá-lo nisso. Depois de comer! Você tem que ser mais incisivo em sua postura e falar “ya, eu quero comer um salgado, Won!” e interrompe-los, pelo menos uma vez. Porque ele não te ouviu antes. No intervalo, ele me deixou falando sozinho! Olha isso. SOZINHO. Fiquei triste.

Fez um beicinho teatral e abaixou a cabeça. Kang era mesmo muito besta às vezes. Também, falando tanto como ele falava, quem aguentava ouvir direto? Mesmo assim, o que ele apontou sobre possibilidades era meio que importante.
(C) Ross


7 DE JUNHO. BISTRO DEL MARE

Ouvi-lo chamar de bobona só aumentou a momentânea vergonha que sentiu. Sem soltar a mão dele, ela tombou a cabeça na mesa, escondendo as bochechas coradas e fechou o punho sobre a mesa. A boina só não caiu porque estava devidamente presa à grampos na peruca que ela usava - igualmente segura com aqueles truques e cola especial.

Respirou fundo e começou a se sentar direito. Ainda não parava de sorrir e teve alguns pequenos espasmos de riso, levando a mão livre até os lábios, mas apertando a mão dele.

O que deveria fazer agora? Não fazia ideia!

Aquela declaração mudava alguma coisa?

Ela não se sentia diferente. Quer dizer, estava aliviada porque finalmente tinham admitido, mas o que sentia por ele já estava ali antes. Inclusive a ansiedade crescente com os sorrisos que ele dava. Era um sorriso torto que sabia provocar muito bem. Hyun Hee era sedutor mesmo quando não tinha intenção de ser.

O sorriso só sumiu com a piada dele. Ela logo fez um “o” com os lábios e meneou negativamente.

- Como assim? Nós vamos mesmo comer Big Mac? - Deu outra risada bem gostosa porque estava feliz. E um Big Mac cairia muito bem.

Olhou para o garçom quando ele falou do vinho, mas o homem apenas o encarou desconfiado. Por mais fofinha e divertida que a cena deles fosse, ele não poderia ter tudo o que queria.

- Nunca tomei vinho…- Admitiu, falando um pouco mais baixinho. - Fui uma menina comportada na América…

Continuou o carinho na mão dele, chegando a entrelaçar os dedos por alguns instantes. Os aneis se chocavam, mas não chegava a ser algo incômodo. Como era canhota, ela pegou a mão dele com a mão esquerda, por puro reflexo e agora ele veria com mais detalhes o anel que ele havia dado a ela de aniversário.

O cardápio foi entregue à mesa deles, mas entrariam num impasse, porque ela, pelo menos, precisava soltar a mão dele para folhear direito. Fez um beicinho e começou a afastar o toque para poder segurar o menu direito. Para a entrada, pediria um mix de frutos do mar empanados - lula, camarão e polvo, principalmente. E como prato principal, achou Lagosta à Thermidor apetitoso e tinha como acompanhamento, uma salada com camarão cru. Isso, claro, se ele já não tivesse pensado em tudo. Caso Hyun tivesse o prato em mente, a garota simplesmente o seguiria para ver que surpresas ele tinha preparado para aquela noite.

Para beber, um suco de melão. Depois de fazer seu pedido - ou avisar a Hyun o que gostaria de comer - ela voltaria a encará-lo.

- Esse lugar é incrível. Você já o conhecia?

A caixinha da joaninha continuava sobre a mesa deles. No meio de tudo o que aconteceu, o broche tinha virado mero detalhe, por enquanto. Felizmente, Chaeyoung ainda tinha planos para ele.

Durante a pergunta, ela olhou para a decoração do ambiente e os olhos acabaram sobre Hyemin. Quanto tempo fazia que estavam ali? Ela ainda estava sozinha? Sentiu um aperto no coração e parecia muito incomodava de ver a expressãozinha dela enquanto digitava. Franziu um pouco as sobrancelhas e respirou fundo, voltando suas atenções para Hyun.

[...]

A garçonete recuou diante da resposta dela. Tinha perguntado se a menina tinha decidido o que pedir, mas ela respondeu que estava bem. Visivelmente não estava, mas não havia muito que ela pudesse fazer no momento. Ficaria de olho, mas não seria indelicada. Acatou o desejo dela e traria apenas a bebida que ela tinha pedido. O couvert tinha perdido um pouco do sentido, naquele momento.

Diante daquele atraso que passava dos trinta minutos, Hyemin decidiu olhar o celular. Lendo com bastante atenção as mensagens trocadas, dava para ver que não havia nenhum engano. O convite sobre o jantar tinha sido feito pessoalmente, mas logo ali, na segunda-feira estava o horário e o local. Estava sim no lugar certo.

E nem havia muito o que ler, porque as mensagens trocadas ao longo daquela semana foram bem resumidas. Parecia até repetição quando passava o dedo rápido.

Quarenta minutos se passaram quando ela resolveu mandar a primeira mensagem.

O aplicativo de Miwoo não mostrava a ultima vez que ele tinha sido visto online. No máximo mostrava se estava on no momento, o que não era o caso. A mensagem de Hyemin ficou apenas com um risquinho. Podia ser problema de conexão dela, a luz dali podia atrapalhar um pouco o 4G.

A segunda mensagem foi enviada alguns instantes depois, mas nenhuma das duas teve dois risquinhos. O celular dele estava fora de área, sem sinal ou simplesmente desligado. As dúvidas e angústias só aumentariam, mas...ela ainda tinha uma última opção.

No meio daqueles contatos, ela também tinha o telefone de sua sogra. Talvez fosse um passo muito arriscado a ser dado - incomodá-la, no meio de uma sexta-feira à noite. Mas e se algo ruim tivesse acontecido a Miwoo no meio do caminho? Será que ela sabia de algo? Ou será que a sogra não tinha avisado que ele tinha sofrido algum mal?

Os pensamentos Disney seriam substituídos por coisas mais graves. O suco parecia descer um pouco errado.

O que ela deveria fazer agora? Insistir naquela ligação ou apenas aceitar que...estava lá sozinha?

Sozinha…

No meio de uma multidão de estranhos.

As mesas pareciam próximas demais e as conversas altas demais. Ela estava no ponto mais iluminado, mas era ignorada pelos olhares da maioria, como se fosse pequena demais para ser notada. Apenas uma mulher do local havia falado com ela...Assim como apenas uma mulher daquele lugar tinha falado com ela…

Quando foi que sua noite dos sonhos tinha se transformado num grande pesadelo?
(C) Ross
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Hyun estava no melhor dos humores que se lembrava, tão tranquilo e relaxado que só conseguia sorrir e mesmo só com isso ela também se sentia atraída. Eram um casal muito fofinho mesmo. O vinho era uma brincadeira, mas QUEM SABE, não é? Ficou surpreso com a resposta dela. Apesar de saber que ela era uma joaninha caseira, quando estava alçando vôos internacionais ele esperava que ela ligasse seu lado camiseta-de-banda.

- Verdade? Isso me surpreende, mas até que não muito…

Estava diante de uma coisinha preciosa e frágil, e não estava pensando na jóia.

- Você parecia se divertir bastante com aquelas meninas… - jogou o verde, mas também estava revelando que stalkeava seu perfil. - Nunca uma festa de faculdade? De ensino médio? - sorriu. Não a estava julgando mal, apenas curioso mesmo.

- Seu pai não sabe o perigo que é te deixar sair comigo… Se bem que, eu maneirei dessa vez - olhou em volta.

O som dos metais se chocando de levinho nos dedos deles até parecia complementar. Ele retribuía o gesto, gastando um tempo para olhar seu anel no dedo dela e devolvendo um sorriso assim que ela percebesse que ele tinha reconhecido a peça. Fez um carinho de leve naquele dedo. Não precisava dizer nada, mas era um motivo de orgulho. Era engraçado como apesar de seu jeito atirado, o simples calor da mão dela o fazia sentir-se de uma maneira que outros tipos de contatos não davam conta. Tanto era que ele também sentiu falta quando precisaram folhear o cardápio e os dois hesitaram para fazer isso. Não esperava ter esse tipo de reação, mas sentia-se um adolescente, como de fato era, agora.

Hyun não chegou a pensar nos detalhes da comida. Na verdade, só esperava prover a ela o que quisesse. Não era muito de frequentar esses lugares e para ele uma boa comida caseira já bastava. Concordou com suas escolhas sem nenhuma dificuldade e pediu uma tônica.

Com a pergunta sobre o lugar, ele fez um teatrinho, olhando em volta, fazendo um tipo de chaebol mais velho.

- Ah, é claro, sempre venho aqui com minha equipe financeira, para resolver as ações da bolsa. - riu. Dessa vez não brincaria sobre mulheres com ela. - Não. Eu só quis impressionar você. - falou naquele tom misterioso que ficava difícil de saber se estava falando a verdade ou sendo engraçado.

- Mas o próximo encontro será um hambúrguer, porque mesmo depois dos meus esforços, só falamos disso. É mais a nossa cara. - deu uma risada curta e notou que a menina tinha se distraído um minuto para dar atenção para a mesa.

Hyemin não era um problema dele, mas agora que estava relaxado e aberto a emoções, ele reconhecia, lá no fundo, aquele antigo sentimento protetor que tinha por causa do irmão. A garota era um crush, então ele gostava de ficar de olho na menina-unicórnio para perturbá-lo um pouquinho com alguns comentários sobre ela.

Não era o bastante para se perguntar o que tinha acontecido com ela, porque na verdade era difícil de acreditar que havia mesmo uma pessoa que preenchesse as características que ela sempre falava. Não sabia até que ponto ela só gostava de falar e contar vantagem.

De qualquer forma, se incomodava Chaeyoung, isso o fazia ficar um pouco alerta também. Foi só por causa disso que ele foi capaz de notar aquilo.

- E eu espero que você não tenha medo de velocidade, porque eu… Hm? - tombou a cabeça um pouco para o lado, para acompanhar o movimento e olhou Chaeyoung, falando de forma bem séria, de certa forma sugerindo que ela olhasse e, pelo tom de sua voz, não era algo tão trivial assim. - Sua amiga acabou de levantar.

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— Ross

Park Hyun Hee
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