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Capítulo 6

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Won-Bin em Sab Jul 21, 2018 1:51 pm



Won sabia que teria de ter um pouco de jogo de cintura para evitar brigas entre as duas. Não imaginava que a indisposição de Ye Ji se estendia a Eun Bi e que elas iriam trocar farpas eventualmente.
Fazer na escola parecia o mais prudente, mais prático e mais seguro.

O Dragão, a Caçadora e a Vigia. Apelidos sempre voavam na mente de Won, mas não ia comentar sobre isso.

Talvez Won levasse algum jeito pra liderança, nunca tinha pensado muito nisso. Ia descobrir se ia conseguir dessa vez pra um bom trabalho.

Sozinhos, Won tentou entender melhor a origem daquela rusga.

Ye Ji escreveu:- Ung...É por isso. - Murmurou a resposta. - Mas minha briga não começou com ela. - Olhou para Won. - Era com a Yoon Bomi.

"Hmmm por isso a antipatia com ela" não que pudesse discordar muito recentemente deste sentimento.

Ye Ji escreveu:- Não sei como evitar. Ela já deve ter ouvido demais sobre mim por conta da amiga e agora vai entender tudo distorcido. Prometo que tentarei ser cautelosa e falar mais com você do que com ela. - Engoliu em seco. - Não é tão impossível fazer um trabalho com a Choi Eun Bi. Não daria certo se fosse com a amiga dela, mas...Pelo visto deu tudo certo, como sempre.

Assentiu com a cabeça.

-Tudo bem Ye Ji. Pode deixar que eu vou tentar evitar o máximo de desconforto possível entre vocês - respondeu compreensivo. Ainda não sabia o que tinha acontecido no passado mas era claro que o problema original era entre Ye Ji e Bomi.

Viu a direção de seu olhar e não conseguiu evitar olhar na direção de Bomi dessa vez.

Tão feliz, tão normal, tão bonita. Tranquila e tão próxima de Ryu. Sua mente lhe pregava uma peça ao lhe fazer recordar do perfume dela e do último abraço que deram.

Era um pesadelo personificado em grupo escolar: Era como se uma força superior tivesse lido em sua mente tudo o que ele não queria que acontecesse e mexeu os pauzinhos do destino para que esse fosse seu futuro.

Quase se perdeu em seu abismo pessoal até que Ye Ji dissesse para que deixasse para lá. Voltou a atenção para ela como se nada tivesse acontecido nesse meio segundo.

Eun Bi voltou mais calma e as coisas fluíram melhor nas últimas pendências. Criaram um grupo do Kakao e ela nem notou que Won nem precisou pegar o de Ye Ji.

Foi educado com a oferta de almoço, não esperava que aceitassem mesmo. Se despediu de forma educada e foi de encontro aos dragões.

Kang era quem parecia que tinha se dado melhor.

-O meu grupo não é ruim, só vai dar um pouco de trabalho. Explico melhor no almoço - disse, ia contar sobre a rusga entre as meninas num lugar mais quieto.

Mas era claro que Jaeki estava com fome. Won riu um pouco da expressão dele e começaram a sair da sala.

A conversa na saída seria interrompida pelo acontecimento em sua frente: Hyun recebia a noticia de que uma garota tinha ido pra enfermaria. Chaeyoun não era uma conhecida de Won então ele nem sabia que se tratava da namorada dele.

De qualquer maneira Hyun saiu correndo, desesperado. Won conhecia aquele tipo de olhar: não parecia algo bom e o hyung sempre tinha uma expressão relaxa ou séria, nunca desse tipo de desespero.

-Jae-ki, a garota é uma amiga do hyung? O que será que rolou? - comentou com ele já que sabia que era o mais próximo do Hyun entre os dragões.

Ficou com aquela cena guardada na cabeça mas infelizmente não tinha nada em que pudesse ajudar. Ia perguntar o que houve para Hyewon mas ela também correu com ele.

De qualquer forma iriam ao refeitório para almoçar. Jae Ki estava subindo pelas paredes, mas Kang também parecia a fim de comer.

...

Jae Ki escreveu:- Mas e aí? Vocês ficaram sabendo do baile? Vai vir as Mermaids! Uwa, não sabia que vinha k-idols aqui... Tomara que não tenha que pagar.

"Jae Ki empolgado com um grupo de kpop? Essa é nova!" olhou meio impressionado para o amigo.

-Eu ouvi na rádio sim. Ah, do jeito que as coisas são aqui eu acho mais fácil dizer "quem" não vem pra cá - Jae ainda fez um comentário sobre pagar. Mesmo depois de tanto tempo aqui aquele tipo de dúvida ainda parecia sempre atormentar o amigo.
-Ha, nós somos os Dragões de Wangjo, até parece que precisamos pagar - disse brincando mas também queria que eles começassem a se enxergar como um grupo distinto.

Eles não eram só "bolsistas", eram os três amigos que iam encarar aquela escola com tudo. Mesmo que em seu peito sua vontade fosse de não ir a baile nenhum só para não correr o risco de ver ela de vestido...

-Mas se é pros alunos eu duvido que precise pagar entrada - concluiu.

Jae Ki escreveu:- A Soo-ji adora as Mermaids, queria tentar conseguir um autógrafo pra ela ou algo assim. Vocês tão pensando em ir também?

"Ahhhh agora eu entendi porque ele se empolgou" a pequenina Soo-Ji gostava daquele grupo. Era legal Jae se animar com isso pelo autógrafo.

-Hmmm, então temos a importante missão de conseguir não só um autografo das Mermaids, mas uma foto sua com elas - comentou brincando mas meio que sério. Deveria ser diferente o tratamento desses artistas com os poderosos e ricos alunos de Wangjo, podiam ter alguma exclusividade como uma foto? Soo Ji explodiria em fofura se visse uma foto do irmão com elas.

Fazia seu prato de forma equilibrada: tinha uma motivação nova pra ser saudável, afinal queria voltar a treinar o Tae. Ia deixar um dia ou dois pra respirar a "paz" em casa antes de pedir ao pai para voltar ao dojo.
Sentia um pouco de medo e ansiedade em ver o Mestre novamente. Será que ele ia notar como Won tinha mudado?

Jae Ki escreveu:- Mas Won, você tá... Ahm.. Por que seu grupo tava com cara feia? Achei que ia ser tranquilo pra você. Agora, o Kang se deu bem ao menos, certo? Algum dragão tem que ser dá bem!

-Como? Ah...bem, é meio complicado, eu não sei bem os detalhes mas parece que a Ye Ji e a Eun Bi não são muito fãs uma da outra. Uma coisa antiga. Na verdade quem não se suporta mesmo são Ye Ji e Bomi

Por que até falar o nome dela o fazia se sentir mal?

-Então elas ficam trocando farpas volta e meia, é meio cansativo, mas eu vou tentar dar meu melhor com os panos quentes

Sentados na mesa iam ter tempo pra conversar o que tinham deixado para depois.

-Mas me diga, o que rolou depois que eu sai no intervalo? Tá tudo bem com a Eunbi? - perguntou de forma casual entre um pedaço de comida e outro. Queria seguir o conselho de tratar aquele assunto de forma bem cautelosa.

Wangjo tem frango e batata doce?

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Kim Sun-Hee em Sab Jul 21, 2018 7:10 pm

De uma maneira não tão discreta, Sunny procurava as duas pessoas que também tiraram bolinhas amarelas e assim, consequentemente, seriam a sua dupla. Apenas torcia para não cair com Hyemin ou Yerin, pois na concepção da bolsista, elas tornariam insuportável o trabalho, independente de qualquer coisa. Sem contar que viraria um teste de paciência pelo qual não desejava passar, pois zelava muito por suas notas para correr o risco de prejudicá-las devido aos desafetos. Sunny suspirou, ainda sem conseguir encontrar os colegas de equipe. Enquanto isso, tentou identificar a corzinha de Stella e Kim, mas o amigo... escondeu. Ué??? Sunny o encarou com uma interrogação na testa, porém não demorou a perceber uma tensão enrijecer os maxilares dele - Kim? - só que o amigo não respondeu e ignorava, de propósito, as consecutivas cutucadas no ombro e os "que foi? que foi? que fooooi?" seguidos. Ela desistiu, apenas se limitando a fitá-lo pelo cantinho dos olhos, emburradinha.

Stella tirou a bolinha vermelha e ficaria com Dong. Sunny sorriu para a amiga, embora chateada por não estarem no mesmo trio.

Enfim, retornou a busca pela sala de aula e, para sua grata surpresa, Kang esticava a bolinha amarela. Ela tão logo o encarou, abriu um largo sorriso, bastante satisfeita com o resultado. Não tinham intimidade, mas o amigo de JaeKi parecia alguém animado e simpático. Aliás... Quem sabe desse jeito... Hmmm... Talvez Sunny, por intermédio de Kang, não conseguisse diminuir a raiva do outro bolsista e marcar a conversa que Stella sugeriu? Não queria um clima estranho entre ela e Jae, no entanto, respeitaria o espaço do garoto.

Ela começou a bisbilhotar os trios que já se uniam, meio tímidos, meio revoltados com a mudança de proposta, e... tinha focos bastante específicos. Quase infartou ao ver JaeKi com Yerin. Temia que a Rainha pudesse armar algo contra ele, ainda mais que possuía a companhia de um "súdito". Sunny mordeu o interior do lábio, preocupada, avaliando o restante das formações, até porque, não avistou o terceiro elemento da sua própria equipe. Aliás, POR ACASO, o olhar parou brevemente em Taemin, encarando-o pelo ombro. Hum. Não achou oportunidade para entregar os exercícios prontos. De toda a forma, ela cumpriu com o combinado! Ele nem podia reclamar!!! E, sem querer, também descobriu o trio de... Jung-Mi. Quase sentiu pena... Ao invés da namorada, o herdeiro caiu com aquela menina má e nojenta. Pelo menos teria o irmão, apesar dos dois não serem muito chegados - algo que notou nesses últimos meses. Sunny não conhecia o passado trágico que existia no sobrenome "Park". Não era um assunto frequentemente discutido - não de modo aberto. Sabia que Jung-Mi carregava uma enorme angústia dentro de si... Só não imaginava o quão insustentável era essa dor. Esse... peso, como ele repetiu algumas vezes.

Desviou a atenção até Kim quando o amigo se levantou para seguir na direção de... QUÊÊÊ? NAUM!!! NÃO! NÃO! NÃO! LOGO COM A PRINCESA GREMLIN? Agora o mau humor estava justificado. Sunny o acompanhou durante todo o trajeto feito a telespectadora de um condenado à forca. Não achava justo! Por que o professor precisou incorporar essa ideia tão desconexa? Sua vontade era de puxá-lo pelas orelhas e não deixar. Que absurdo! Nem a presença de Ui Jin melhorava a situação porque só a cara metida de Hyemin estragava tudo! Sunny escondeu o rosto nas mãos, mas a aproximação de Kang a forçou a desfazer a postura chateada. Não queria que ele tirasse conclusões erradas.

- Oi de novo, Kang - sorriu, apontando para a cadeira vaga - Tudo bem? Eu gostei bastante da coincidência! Agora, ahn... Só precisamos descobrir quem é... Ah...

A feição de Sunny perdeu a doçura no momento em que Eun Na pairou diante deles. Não se tornou agressiva, apenas séria e nitidamente desconfortável. Aquela garota pertencia ao grupo de Hyemin, mesmo que não pareça. Ela era linda, mas comparada com Hyemin, Yerin e Beom Su... Soava... Apagada. Sun-Hee inclinou o rosto e a encarou em silêncio antes de indicar o lugar perto de Kang, não que houvesse necessidade para um convite.

- Eun Na, não é? Eu sou Sun-Hee e ele é o Woo Jin. Hmm... Acho que a primeira coisa que precisamos estipular são os horários e o local para os encontros porque assim teremos uma noção do tipo de maquete que poderemos criar. Segunda, terça e quinta estou livre depois das sete e meia. Quarta e sexta, eu saio às 21hrs. No sábado, quatro, cinco horas, porque compenso a semana no serviço - mostrou um biquinho - Então, domingo é o dia mais tranquilo para mim. E vocês? Vamos encaixar de uma forma que não complique para ninguém.

Conforme esperava eles falarem, Sunny aproveitou e pegou o celular na mochila. Era necessário trocar os números para terem o mínimo de comunicação.
 
WangJo

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Re: Capítulo 6

Mensagem por The Crown RPG em Dom Jul 22, 2018 2:52 am

WANGJO. 10 DE JUNHO. SUNNY (RETROATIVO 1/2.)





Gwanju
Gwanju
Gwanju

「R」


O suspense não seria eterno para Sunny. A bola amarela demorou apenas um pouco para surgir, mas tão logo Woo Jin a sorteou, ele começou a procurar por seu par. O sorriso dela incentivou o dele que balançou a mão com um pouco mais de vigor. Só não sabia quem seria a 3ª pessoa. Para a grande alegria de Sunny, não foi Hyemin, Yerin, Jung Mi, tampouco Taemin.

Joo Hyuk não parecia nada feliz com o seu resultado e se recusava a declarar. Apesar das grandes orelhas, ele sabia se fazer de surdo e ignorar como poucos. Começou a ajeitar os óculos várias vezes - cada cutucão - como se fosse um toc dele ou coisa do tipo. Já Stella não viu problemas em mostrar que tinha tirado a vermelha. Um sorrisinho tímido surgiu nos lábios da menina porque ficou aliviada com a sorte que teve.

Quando os trios foram formados, Sunny pôde entender um pouco do desagrado do amigo. Ele trocou algumas palavras com Ui Jin enquanto a 3ª pessoa do time não se movia. Tão logo ele levantou, ela pôde ver em choque a direção que eles encaminhavam.

Pobre Kim.

Stella logo tratou de se ocupar com seu grupo também, mas Woo Jin surgiu diante dela, com um sorriso gentil e animado.

- Oi. Eu estou bem e...você? Tá legal? - Perguntou com um pouco de cuidado. Queria ver se ainda havia alguma rusga sobre a situação do intervalo. - Jinja? Gostou? Que bom, eu também fiquei feliz por estar no seu grupo.

Por nenhum motivo ultra especial, apenas porque achava que ela era uma boa pessoa. E Kang gostava de se aproximar das pessoas, de conhecer gente. Fora que já estava curioso para falar com ela há muito tempo - só porque Jae Ki mandou ficar longe. Woo Jin achava aquilo exagerado e agora tinha o motivo perfeito para conhecê-la.

Meneava positivamente enquanto esperavam pela terceira pessoa. Eis que a sombra de Eun Na se fez presente. Kang não costumava reparar muito naquele grupo, mas Sunny tinha experiências o suficiente com aquele povo e era obrigada a conviver com ela às segundas-feiras. Como boa observadora e pessoa empática, Sunny poderia ter notado ao longo dos meses uma gradual mudança na menina.

Go Eun Na era uma garota linda - ainda era - mas antes ela conseguia roubar as atenções e os fôlegos por onde passava. Gostava de se exibir e reconhecia o poder de sua aparência. Depois de um tempo, contudo, ela passou a ter um olhar mais pesado quando estava longe das amigas. Sempre mal humorada e soturna, ela não fazia questão de ser simpática e a beleza dela parecia desagradá-la. Não queria que a olhassem tanto, mas parecia carregar uma espécie de maldição.

Nem por isso, as perseguições tinham diminuído. Ela e Yewon eram as garotas mais cruéis no que tange Stella. Muito embora Yewon tenha voltado sua ira para outro lado, quando a segunda-feira era focada em Stella, Eun Na ainda sabia ser bem má e parecia gostar de ver a canadense no chão, machucada. Hayoung começava a tomar gosto por isso e geralmente observava com certa expectativa. A vida de Sunny não era mais fácil por isso também.

- Você sabe que sim. - Disse de modo ignorante e sentou-se na cadeira de Hee Kyung. - Que sorte a sua, hm? Pelo menos dessa vez seu trabalho estará à salvo. Como foram os estudos sem as anotações?

Sorriu.

- Hayoung-ah tem umas ideias interessantes.

- Yah, por que você está agindo assim? Vamos falar do trabalho, por favor..

- E quem é você mesmo? - Eun Na virou-se para ele e leu a plaquinha. - Ah. Tanto faz. - Suspirou. - Vamos simplificar as coisas porque eu não tenho paciência para lidar com vocês. O trabalho estará protegido e eu patrocino o material porque vocês tem cara de pobres. Vocês fazem o trabalho como bem entenderem e façam o favor de não me perturbarem aqui no colégio. Usem o kakao. Deletem meu número depois.

Woo Jin ficou com o queixo caído, mas logo deu uma risada meio nervosa.

- Francamente...Qual é o seu problema? - Fechou a cara, ficando um pouco mais sério.

O garoto era uma pessoa legal e gentil, mas a convivência com os dragões o fez ter coragem. Agora que sabia como era ter amigos, gostaria de protegê-los e poupá-los desses comentários ruins. Vivia dando conselhos sábios para os meninos, mas ele em si nunca tinha passado por uma humilhação. Até agora.

Não permitiria que ela falasse assim com ele ou Sunny, por isso se empenhou em dizer.

- A sua vida é assim tão infeliz que você precisa ficar pisando nos outros? Aigo, como pode agir assim?

Eun Na estava com o celular em mãos e o pressionou com forças. Voltou o olhar para ele, mudando lentamente de posição e o olhando uma segunda vez, com um pouco mais de atenção e decorando seu nome.

- Kang Woo Jin, hm? - Tombou de leve a cabeça. - Por que os bolsistas desse colégio são tão orgulhosos? Todos nós sabemos o que acontece no fim. Se vocês soubessem se colocar no lugar de vocês, poderiam ter uma vida melhor no futuro, nos servindo. Mas assim...Aish...Vocês gostam de se complicar.

A garota respirou fundo e levantou-se, olhando com desdém para os dois. Anotou seu número no caderno de Sunny e completou.

- Passem a fatura depois.

Eun Na pretendia pedir para ir ao banheiro e não sair de lá até o sinal tocar. As mãos ficaram para trás enquanto pedia para o professor e a esquerda segurava a direita que tremia.

[ + uma rodada de retroativo, como foi com o Dong. No meu próximo turno, tocará o sinal!]
(C) Ross



REFEITÓRIO. 10 DE JUNHO. 12:20 P.M.


Ha Neul respirou aliviado quando conseguiu se sentar. A aula de educação física tinha sido pesada demais - não tinha condições de jogar hockey na grama. Podia não ser como Ui Jin, mas seu condicionamento físico estava longe de ser perfeito. Também não tinha ficado feliz com a confusão que teve no fim da aula.

Ficava bastante tenso.

Olhou para Hee Kyung quando ouviu sobre Sejeong e não entendeu. Não sabia que o 1º ano faria uma maquete, por isso o comentário soou deveras aleatório.

- Conversou com ela, é? Ela é bem inteligente, o professor Chung gosta dela também. Tem um raciocínio bom e joga bem xadrez. - Ajeitou-se. - Mas por que isso agora? Decidiu falar com ela do nada?

Pegou um gominho da tangerina dele porque ainda não tinha pernas para ir até o buffet. Começou a mastigar e apontou para a segunda opção.

- Briga do tipo: a menina parou na enfermaria. - Olhou para trás. - Parece que um dos times não ficou feliz em perder e aí começou uma discussão acalorada. Teve empurrão e tudo, mas aí uma das amigas colocou o taco atrás, a menina caiu. O tombo foi pior do que o calculado. - Ha Neul se aproximou um pouco mais e falou quem era. - Moon Eun Joo e a Do Jimin machucaram a Chaeyoung-ssi.

Logo a Sonya Blade de Ha Neul e a “rainha” do 2º ano machucaram Chaeyoung, uma pessoa tão gentil. Ela estava andando muito com Park Hyun Hee, mas nunca deixou de ser fofinha e alegre com os meninos. Também nunca os tratou como excluídos ou coisa do tipo. Infelizmente, eles não conseguiram sair juntos no início porque ela sempre estava indo ao hospital fazer exames de rotina, mas era uma pessoa legal.

Ha Neul parecia francamente decepcionado com a atitude das garotas.

Parou de falar quando viu a aproximação dos outros meninos. Pela primeira vez, Min Ho parecia mais amistoso do que Ui Jin que carregava um bico considerável. Joo Hyuk também parecia bem, como se tivesse lavado a alma ou coisa do tipo. Sentaram-se, deixando aqueles três lugares vagos que podiam nem ser preenchidos, no fim das contas.

Os meninos cumprimentaram Ha Neul e voltaram a atenção para Dong. Ui Jin revirou os olhos.

- Pergunte ao Joo Hyukah… - Olhou de banda para o orelhudo. - As coisas seriam mais fáceis se eles não se odiassem tanto.

- O que eu posso fazer? Ela me deu uma ovada no primeiro dia e vive perseguindo a Sunny. Quer que eu seja legal com ela?

- Mas não parece que você implica “só” por isso. Você soube brincar com as palavras de modo que ela fizesse o que você queria desde o início. Não parece que a conheceu esse ano.

- Ora, ora...Revelações. Será que devo pegar uma pipoca para assistir? - Ha Neul brincou.

- Eu vou pegar meu almoço. - Min Ho levantou-se e foi até o buffet.

- Eu realmente não conheci esse ano. - Joo Hyuk admitiu. - Nós nos conhecemos há mais tempo porque minha mãe é funcionária do pai dela. Atualmente é uma das principais gerentes, mas ela, a Senhorita Seo, gosta de me lembrar sua superioridade. Repetidas vezes, de diferentes formas.

Disse num tom triste, apesar da expressão dele ser bem tranquila. Sorriu, por fim, olhando para os amigos. Ui Jin deixou os ombros caírem um pouco enquanto suspirava ligeiramente chateado por aquela explicação. Não queria ter pressionado Joo Hyuk a dizer aquilo ou reviver as lembranças. Só não achava que deveria criar uma bola de neve por conta dessa situação toda.

Ha Neul cutucou Hee Kyung para ver se ele ainda estava prestando atenção e para o que deveriam falar agora. Apesar de ser extrovertido entre os seus, ele não tinha experiências com esse tipo de situação.

[...]

Depois que Jae Ki foi falar com Eun Bi e retornou até seu trio, os dragões pareciam ter o caminho livre até o refeitório. Won e Kang até se adiantavam um pouco, mas foram testemunhas daquela cena estranha: uma noona do 2º ano - a filha do diretor - parava em Park Hyun Hee que estava acompanhado do irmão, falando sobre alguém que tinha ido para a enfermaria. Hyun pareceu ficar atordoado com aquela notícia e seguiu de modo desesperado para lá.

A garota não ficou para trás para explicar nada, mas assim que Jae Ki saiu da sala - enquanto o trio corria ou andava mais rápido - Won fez a pergunta para Jae Ki.

Hyun Hee nunca tinha dado muitos detalhes sobre a “garota especial”, mas todo mundo sabia das fotos do abraço que tinham circulado pelos celulares. Muitas pessoas até foram testemunhas. E, como Jae Ki ficava de olho em Sun Hee, sabia reconhecer as meninas que andavam com ele. Tinha a bolsista como eles, a filha do diretor e a que usava vários acessórios e apareceu na foto com Hyun. Eles nunca tinham confirmado o namoro, mas ela era conhecida como “a garota” dele.

Provavelmente era esse o motivo da correria, mas Jae Ki não fazia ideia do que tinha ocorrido. Não dava para focar muito nisso.

Woo Jin parecia bem com o grupo dele, mas não quer dizer que não tinha se aborrecido. Só não tinha motivos, ainda, para desabafar com eles. Tudo parecia sob controle e eles tinham coisas mais importantes para fazer: como comer e se preparar para a saga do emprego.

Jae Ki comentou sobre a rádio e Woo Jin meneou positivamente.

- Você gosta de Girl Group? - Ponderou. - Ooh, é por causa da Soo Ji-yah? Pena que ela não pode vir. Mas acho que a gente não precisa pagar não.

Riu do comentário de Won e concordou que eles não deviam ficar surpresos com isso. O professor disse que até pessoas importantes apareceriam para a semana cívica. Apesar dos inúmeros problemas que tinham ali, eles andavam mesmo entre a elite dos herdeiros da Coreia.

Logo a teoria de Soo Ji foi confirmada e ele sorriu ao imaginar o autógrafo que conseguiriam para a pequena.

- Claro que vamos! Eu nunca fui a um baile antes e vai ter show de graça! Que tipo de roupa devemos usar? E as máscaras? Será que posso usar uma touca ninja? Seria fácil pra você, Jae Ki, só fazer uns furos nos gorros que você tem. - Brincou e já se protegeu em Won para não ser atingido de eventuais golpes.

Desceram as escadas e logo chegaram até o refeitório. Só se separaram para se servirem no buffet e Won parecia o único preocupado com equilíbrio. Kang estava com fome e a comida chinesa atiçou sua vontade. Logo eles caminharam até a mesa de sempre - lá no fundo, perto das máquinas e onde pudessem ver o refeitório todo.

Assim que sentaram, começaram a falar sobre os grupos. Kang esperaria Won falar antes que ele contasse o básico sobre seu trio. Tinha gostado da metade dele, achava que a segunda parte seria impossível. Mas bem, considerando o que a garota falou, ficaria trabalhando apenas com Sunny. Então, talvez fosse bem de boa mesmo. Porém, quis ouvir Won.

Arregalou um pouco os olhos com aquele comentário.

- É? Po, então ela é quase sem grupo, né? Que doido. - Comentou. - Só vejo andando com aquela menina quietinha, a Ye Sol-ssi, acho.

Ouviu sobre os panos quentes e se viu na mesma situação.

- E a Eun Bi-ssi não é fácil, né? Até quando brincamos, ela parece impossível. Imagina falando sério. Aigoo.. - Coçou a nuca.

Quando Won fez aquela pergunta sobre o intervalo, ele novamente teria seus instintos traídos. Mesmo que estivesse no fundo do refeitório, seria impossível não notá-las - ou apenas notá-la. Bomi e Eun Bi chegavam de braços dados. Mesmo depois de um dia de educação física, química e discussão sobre maquete, as duas conseguiam manter aquela aparência lindíssima.

As duas pareciam um pouco surpresas e comentavam com certo espanto sobre o que tinham presenciado. Misoo não estava com elas e elas andaram assim até o buffet. Logo caminharam até a mesa que Mia guardava para elas - apenas quatro lugares - mas o de Misoo ficaria vago. Não estavam muito longe dos dragões. Tanto Bibi quanto Bomi podiam vê-los. Antes de continuar o assunto, Bomi levantou-se e caminhou até a máquina de bebidas.

A mesma da última sexta-feira. Parecia um deja vu, mas dessa vez, a máquina não emperrou - nunca esteve estragada.

Enquanto escolhia, Bomi não repetiu o gesto de colocar uma mecha de cabelo atrás da orelha. Aproveitava aquela cortina para não olhar para os lados e encará-los. Já Eun Bi, olhava na direção dos três e também para Bomi.

Tão logo ela pegasse as três bebidas, retornaria para as meninas, equilibrando do melhor modo possível.
(C) Ross


ENFERMARIA. 10 DE JUNHO. 12:20 P.M.


Hyemin saiu da sala de aula com aquela irritante imagem de Joo Hyuk. Nem mesmo os xingamentos diminuíram o sorriso dele, pelo contrário, pareceu diverti-lo ainda mais. Quase como se tivesse tido uma pequena vitória por ela ter reagido a ele, ainda que fosse com palavras rudes.

Já no primeiro andar, ela ficou andando de um lado para o outro querendo entender porque seus amigos demoravam tanto! Na verdade, foi ela quem disparou, sendo uma das primeiras a fugir da sala. Contudo, se não fosse por isso, ela não teria visto aquela cena e só saberia depois, quando a história já estivesse modificada.

O chorinho de dor da menina não era escandaloso. Só era sofrido e criava uma angustia crescente em quem se preocupava com ela - como era o caso da evolução de marginal e da bolsista que ia atras dela.

Hye tentou chamar, mas não foi atendida. Eles não tinham como parar o que estavam fazendo agora para explicar o que estava acontecendo ali. Parou no meio do caminho e quando achou que tinha acabado de ver Hyewon, a veria de novo. Antes dela, Hyun Hee passou rápido como uma flecha e era seguido pela filha do diretor. Jung Mi também vinha com o trio, mas parou quando a viu.

- Min-ah? - Chamou por ela, meio sem fôlego. - Você está bem? O que aconteceu?

Achou que ela também estivesse envolvida e viu se ela estava ferida ou coisa do tipo. Seguiria com ela até a porta da enfermaria.

Kai e Ha Yi foram impedidas de entrar na enfermaria. A Srta No Eul só deixava entrar, nesses casos, se tivesse mais gente machucada. Pessoas apavoradas só pioravam a situação.

Quando Hyun chegou até o lugar, a porta tinha acabado de ser fechada. Ele passou pela dupla que ficou para fora e bateu de cara na porta. Tentou chamar, mas não dava para ver nem pelo pequeno vidro retangular que tinha na porta. Lá dentro, dava para ouvir as vozes da enfermeira e do professor, além do choro contínuo.

O máximo que ele ouviu da voz dela foi “está doendo muito”.

Kai estava umedecendo os lábios enquanto Lee Hi estava com as lágrimas de nervoso escorrendo pelo rosto. Hyewon a abraçou para acalmá-la. A amiga estava muito sensível.

- Aconteceu o que eu já imaginava. - O garoto respondeu aborrecido. - Aquelas suas amigas deram um jeito de machucá-la.

Hyewon e Ha Yi engoliram em seco, incapazes de negarem completamente. A Wang respirou fundo e disse.

- Nosso time acabou vencendo e elas discutiram que foi roubado. A professora levou para a diretoria para levar ao conhecido do diretor. - Disse com o queixo tremendo. - Mas elas empurraram a Chae e ela caiu feio de lado. Acho que ela torceu o pulso, não parecia muito normal.

- Pelo grito que ela deu, parecia que quebrou ao meio. - Ha Yi comentou de modo aflito

Hyemin e Jung Mi chegaram à tempo de ouvirem os relatos de Hyewon e Ha Yi. Não era difícil para Hyemin imaginar quem foi que derrubou a menina. Considerando o quanto Eun Joo gostava de Hyun Hee, motivos não faltavam para que ela desprezasse e odiasse Chae. Mas agora que tinha conhecido melhor a unnie-fada, um peso maior surgia em seu coração.

Será que merecia tudo aquilo? Por que precisavam chegar a tanto?

O professor de educação física saiu da enfermaria, olhando para o grupinho que estava aglomerado ali. Estava com uma expressão bem tensa porque tinha uma bomba em suas mãos, mas olhou para todos eles.

- Voltem para suas tarefas. Ela vai para o hospital bater raio-x e os responsáveis dela já foram contatados. Vocês não ajudam aqui, gaja! - Usou um tom mais autoritário para expulsar os jovens dali.

O celular de Hyemin começou a vibrar com o número de Yerin. Como não a encontrou nem no banheiro nem no 1º andar, a amiga ligou porque estava ficando nervosa com o repentino sumiço dela.
(C) Ross


MISOO. 10 DE JUNHO. 12:30 P..M.


Gyu Sik deu o tempo necessário para que Misoo pensasse nas respostas para suas perguntas. Na verdade, a pressão vinha por conta da aproximação das amigas - caso ouvissem, ela provavelmente sentiria a necessidade de se explicar. O garoto meneou positivamente quando ouviu o pedido dela.

Se queria conversar, talvez fosse melhor que sentassem, mas podiam decidir isso quando estivessem longe o suficiente dos ouvidos e olhares alheios.

- Eoh. Vamos, então. - Ofereceu o caminho para que ela fosse na frente e caminhou um passo atrás.

Os dois olharam para Bomi, Eun Bi e até mesmo Ryu Ji que estava no mesmo ângulo de visão. Nenhum dos três parecia compreender o que estava acontecendo ali. Estavam surpresos e Eun Bi mais chocada ainda por ser a única que sabia do término repentino do namoro. O que Misoo estava pensando em fazer?

Apesar de muitas dúvidas, ninguém ficou no caminho deles. Gyu Sik não iniciaria o assunto até que saíssem no prédio principal. Ele até mesmo pareceu um pouco mais aliviado, como se conseguisse respirar melhor fora daquelas paredes. Não era como se fosse uma pessoa que se desse bem ao ar livre, mas é que se sentia mais relaxado sem as cobranças do ranking 1.

Esboçou um discreto sorriso com a história do trabalho.

- Vai dar tudo certo. Não me iludo achando que a nossa maquete será, esteticamente, a mais bonita, mas confio em nossa capacidade como equipe para fazer um trabalho digno. - Disse de modo confiante e ponderou sobre Mi Ran. - Pelo menos ela admitiu que não é boa e não quer atrapalhar. Seria tolice atrapalhar, ela também perderia.

Ajeitou a alça da mochila em seu ombro e enfiou a outra mão no bolso da calça social.

- Eu sei disso… - Escondeu os lábios, pensando. - Mesmo antes, eu era um pouco mais próximo dela porque ela já era ahm...íntima do Ji Ran-ssi na época que éramos mais amigos. Ela me convidou para o aniversário por conta da Sooyeon. - Foi um pouco mais direto.

Não queria comentar sobre o nome da menina, mas não queria inventar histórias também.

- Elas são amigas. Eram amigas enquanto a Sooyeon estudava aqui também e continuaram depois. - Observou a expressão de Misoo. - Foi mais por isso que fui convidado e como não tinha planos, eu decidi ir. Foi bom, de certo modo. Foi a primeira vez que conversei com Taemin depois de...bom, depois de tudo.

Começou a diminuir o tom de voz porque achou que estivesse falando mais do que devia. E estava mesmo. Sem saber do término do namoro, seu inconsciente estava agindo. Ele dava alguns detalhes que geralmente considerava desnecessário, mas já que foi a pergunta, era melhor dar a resposta completa mesmo.

Os dois ficaram um pouco quietos enquanto passavam pelo jardim. Foi quando a voz dele morreu e ele observou o caminho que estavam fazendo. Chegou a abrir a boca para sugerir que comessem num lugar coberto quando Misoo teve a ideia primeiro. Ele a encarou por um instante.

- Ahm...Bomi-yah me levou esses dias para comer num lugar legal. Eles fazem um tteokbokki realmente gostoso para duas pessoas. Minha irmã nem gostava muito dessa comida, mas de repente virou um prato recorrente.

Comentou sem saber que ela tinha experimentado aquela receita com Won Bin, meses atrás. Agora ele estava convidando Misoo para o mesmo lugar.

- Eu tenho clube apenas às 3:30h, então, temos tempo para conversar. Acho que podemos fazer isso sentados, não?

Encarou e completou, apontando na direção do lugar.

- Não fica muito longe daqui. É naquele shopping que tem mais restaurantes do que lojas…

Não parecia uma opção ruim e caso Misoo aceitasse ir até lá, eles ainda teriam um pequeno trajeto - cerca de um quarteirão - até lá. Poderiam sentar, ouvir uma música ambiente e desfrutar da comida antes da conversa ficar mais séria.
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Última edição por The Crown RPG em Dom Jul 22, 2018 4:18 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 6

Mensagem por Seo Hyemin em Dom Jul 22, 2018 8:38 am



- Jung Mi...

Fazia tanto tempo que o garoto não falava com ela assim que ela estranhou um pouco quando ele a notou no corredor com preocupação, mas ainda era seu amigo, afinal, então ficou feliz por ele tentar cuidar dela e fez um biquinho manhoso.

- Sim, eu estou bem. É só que… A unnie passou aqui tão rápido sendo carregada. Parece que está machucada, mas não sei o que houve. Foi o oppa que passou agora há pouco? Vamos lá ver

Hyemin acompanhou Jung Mi até a enfermaria, pensando o que poderia ser. Não achava que nada de muito grave poderia estar acontecendo, mas mesmo assim ficou preocupada porque a unnie a tinha salvado na sexta-feira e havia um tipo de dívida entre elas.

Ficou discreta mais atrás, ao lado do amigo e ouvindo que houve uma briga na educação física. Prontamente se identificou com o relato, porque isso acontecia com ela de vez em quando. Só que não de forma tão agressiva, ainda. Será que um dia faria isso com a bolsista? Achava que era possível, mas já imaginava a gigantesca comoção ali em volta, principalmente do grande cavaleiro encantado da frágil princesa borralheira. Revirou os olhos.

Conseguia entender como Eun Joo se sentia, mas era um pouco diferente quando acontecia com uma pessoa que ela também gostava. Achava que a Rainha tivesse exagerando um pouco? Hyemin olhou disfarçadamente para o lado, como se fosse culpada por isso de alguma forma e sentiu o olhar de Hyun sobre ela. Continuou fazendo cara de paisagem. Não tinha machucado Chaeyoung de forma nenhuma, mas sabia que seria capaz de fazer isso com a bolsista e só não aconteceu porque deu azar naquela queimada. O orgulhinho custava a achar que aquilo errado, mas como a consciência, alimentada pela recém-amizade da menina e pelas broncas do pai, sabia que era, ela ficou ali, se fazendo de tonta.

Tadinha da Chae. Ela era tão boazinha. Não tinha como não gostarem dela. Ela não era arrogante como a outra lá. Inclusive ela a tratava tão bem e a ajudou… Se alguém não merecia isso era a filha do banqueiro. Mesmo assim, estava naquela saia justa e não podia falar nada para não desagradar a realeza do colégio.

O professor apareceu, dizendo que estava tudo resolvido, de certa forma, e para ela bastou.

- Ufa… Parece que vai ficar tudo bem. Não é? - comentou olhando para Jung Mi e até tentou ser simpática com Hyun Hee, mas ele estava com uma expressão medonha. - Tomara... - fez um biquinho, lamentando.

O celular de Hyemin tocou e ela o atendeu, virando de costas para o grupo.

- Yeoboseyo. Rin~ Onde você tá? Eu já to indo aí - fez uma reverência breve e saiu andando no corredor, começando a contar só quando já tinha saído de vista deles. -Você não sabe o que aconteceu! As meninas do segundo bateram na unnie do banco na aula de Educação Física. Chaeyoung unnie parece que quebrou o pulso, ela tava chorando muito. O Hyun oppa tá muito bravo. Acho que vai acontecer alguma coisa com a Joonie unnie…  Nooossa, isso vai ser muito sério. Eu fiquei com medo.

Assim que encontrasse a amiga, daria um sorriso bem normal para ela, como se nada tivesse acontecido de errado durante a aula. Estava feliz por vê-la e definitivamente não queria falar sobre aquilo.

- Vamos almoçar? - grudou no braço dela assim que guardou o telefone.

Wangjo |{LOOK: Tiara | Sapatos }

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Park Hyun Hee em Dom Jul 22, 2018 9:13 am


Hyun quase quebrou a porta, murmurando o nome da menina de forma ofegante quando deu de cara com ela e acabou dando um tapa ali, quando suas tentativas de olhar como a menina estavam foram completamente em vão.

Deu um passo para trás, voltando à realidade com a resposta que lhe deram sobre o que tinha acontecido. Logo quem? Aquele garoto. Seu olhar ao receber a notícia de “quem” teria feito mal à ela foi coberto de fúria, e espiou cada uma das pessoas ali esperando que dessem mais informações.

A linda filha do diretor deu a resposta, fazendo-o ouvir calado. Seu pescoço brilhava de suor. Olhou Ha Yi uma vez, com o que parecia raiva, mas não era direcionado a ela. Seu comentário foi uma gota de drama necessária para irritá-lo mais.

Hyemin e o irmão chegaram e a menina recebeu um olhar mais odioso que os outros, porque ela representava aquela classe de patricinhas. Olhou o irmão, que não tinha nada a ver com isso, mas não conseguiu ser o exemplo de mais velho, estava bem sério e a ponto de ficar descontrolado. Seus punhos, claramente cerrados, e o maxiliar travado, além do suor, indicavam bem isso. A mente trabalhava com um tic tac regressivo de uma bomba. Cada respiração dele o fazia lembrar de uma cena diferente.

O professor apareceu e Hyun deu um passo a frente, porque queria entrar lá a todo custo, mas foi impedido. Queria cuidar dela, falar com ela, só isso poderia deixar aquele humor pendendo para o lado certo. Mas a autoridade com que foram expulsos dali o irritou e ele logo deu de cara com a porta de novo.

Foi o suspiro final que precisava. Sem falar com ninguém, ele fixou o olhar no corredor em direção ao refeitório e foi para lá que ele rumou a passos largos e decididos. Queria encontrar Moon EunJoo a todo custo. Ou Do Jimin. Quem fosse.

(Olha quem voltou)


Ele tinha avisado. Não uma, mas vezes o suficientes para saberem que ele não estava brincando.

Por que tinham se atrevido a achar que suas ameaças eram uma besteira?

Era uma prova que elas queriam de que estava falando a verdade?

Não sabia o que faria quando visse uma dessas vagabundas na sua frente, mas elas não podiam sair assim.



Humor: putaço louco da cordinha/*****

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Kim Sun-Hee em Dom Jul 22, 2018 9:33 am

O sorriso continuou iluminando o rosto dela quando Kang se ajeitou numa cadeira próxima. Sunny mantinha toda a atenção no garoto, realmente feliz por tê-lo na equipe. Aquela era uma verdadeira sorte. E torcia para que Kang também tivesse gostado, independente do incidente de horas atrás... O que veio a se confirmar nas respostas seguintes. O tom cuidadoso do Dragão foi prontamente notado, mas ela não aprofundou o assunto, querendo transmitir a certeza de que não restou qualquer mal-estar. Sentia-se sim chateada, porém Kang não tinha culpa nenhuma nisso - Estou ótima. Errr... Miane... Por mais cedo. Não imaginei que as coisas fossem... crescer tanto... - pediu desculpas, falando bem baixinho, mas não demorou a aumentar o timbre - Oba!!! Nos daremos bem, Kang! Digo... Posso te chamar desse jeito? Ou prefere Woo Jin? - sorriu, agora um pouco sem graça por pensar que ele poderia deduzir que estava forçando intimidade ou algo do tipo.

Foi nesse momento que Eun Na apareceu trajando toda a arrogância do mundo. Sunny fechou a cara, incomodada, mas não restavam opções além de aceitar. Por isso, de imediato, soltou as sugestões...

Certa de que receberia um coice.

Diferente de Kang, não ficou chocada com o tratamento esnobe e rude. Tão linda e, ao mesmo tempo, muito, muito feia, de uma forma que nem quilos de reboco de maquiagem conseguiriam disfarçar porque maldade não se esconde. Não tem como. Impossível.

Sunny não perdeu a pose, embora sentisse vontade de gritar, pois Nana tocou numa questão bastante sensível e que desarmou diversos gatilhos pouco antes dela colapsar na sexta-feira.

- Nada que seja da sua conta, mas se quiser, pode olhar no ranking. Ele fica suficientemente exposto, não? Hmm. Mas, eu, de verdade, sugiro que se preocupe com as suas notas.

Disse, seca.

Principalmente devido à menção sobre Hayoung. Que Dong a perdoasse, mas a prima dele não merecia sequer centelhas de educação. Ela era tão detestável quanto todas do grupinho e, pelo visto, se esforçava para tal. Parabéns, excelente progresso.

Sentiu pena no momento que Kang iniciou as tentativas de focar no objetivo, entretanto, ele apenas recebeu uma longa série de patadas de Eun Na. Aquilo irritou a bolsista e prestes a atacá-la, foi silenciada diante do "avanço" repentino de Woo Jin. Incrível como essas pessoas eram tóxicas ao ponto de atingir gente tão legal e boa como Kang. Nunca presenciou alguma cena em que ele estivesse exaltado ou alimentando confusões. No intervalo mesmo, o garoto buscou acalmar os amigos e não revidou as palavras de Taemin. Vê-lo assim só aumentava a raiva dela, que tratou de controlá-la nas pontas dos dedos, apertando-os por baixo da mesa, de uma maneira que as unhas arranhavam as palmas finas, mas Sun-Hee nem percebeu o ato automático, uma válvula de escape, no mínimo, controversa.

Então, alguma coisa no discurso de Kang pareceu, enfim, afetar Nana. Sunny permanecia reprimada, somente assistindo mais uma crueldade se desenvolver bem ali, na sua frente. Podiam não demonstrar, mas a humilhação diária machucava bastante. Até as "leves"... Todas - sem exceção - marcavam, feito tapas. E Sunny aprendeu a... decifrar determinados códigos, sutis ou não.

Como este.

Kang entrou na mira.

Observava Nana anotar o número do telefone no seu caderno e logo levantava, quase finalizando a presença no meio daqueles que considerava a plebe.

Sun-Hee queria rebater cada frase. Cada palavra e sílaba... Cada maldita vírgula... Porém, num raro instante, domesticou a língua.

Um pouquinho.

Com delicadeza, ela tocou o ombro de Kang enquanto se erguia também.

"Passem a fatura depois."

- Não.

Não.

- Comprar o material? Desde quando isso é fazer o trabalho? Não somos seus escravos, enlouqueceu? Ou você ajuda de um modo decente ou faça sozinha porque definitivamente não precisamos da sua esmola, Eun Na. Vou criar o grupo e passarei as informações e divisões do que cada um irá pesquisar. Você é livre para dar ideias... - arqueou as sobrancelhas - Relevantes. Não ordens. Faça como desejar, só não enche o saco com esse blá-blá-blá de pobres versus ricos. Use o cérebro para algo útil, por favor? É pedir demais? Ótimo. Estava de saída? Longe de mim te atrapalhar.

Depois disso, não tinha mais nada a acrescentar. Ela virou de costas, concentrando-se em Kang.

- Qual é o seu número, Kang? - Sunny perguntou e voltou a pegar o celular que largou na mesa.

Seria fácil reparar nas pequenas mãos de Sun-Hee...

Que pareciam segurar um terremoto por causa dos tremores.

- Vou... Salvar aqui... Pode falar...
WangJo

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Última edição por Kim Sun-Hee em Seg Jul 23, 2018 10:07 am, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 6

Mensagem por Yeun Misoo em Dom Jul 22, 2018 9:56 am



Misoo tentou sair de lá logo para evitar os olhares que estava recebendo dos amigos. Onde estava com a cabeça mesmo? Mas geralmente suas decisões eram assim. Tudo ficou bem melhor quando não tinha ninguém mais prestando atenção, do lado de fora.

- Ei, isso foi horrível - deu risada e cobriu a boca sobre o comentário da maquete, que esteticamente não seria esteticamente a melhor, mas então concordou com a cabeça, sobre o restante.

- Ah tá - falou simplesmente, evitando olhá-lo assim que comentou sobre Sooyeon.

Por que estava indo almoçar com ele mesmo? O que queria conversar? Era uma perda de tempo. Ele continuava trazendo-a para a conversa, várias e várias vezes, de forma a aumentar a distância entre eles e deixar o papo frio e desconfortável. Ela nem comentou nada sobre a namorada de Gyu, mas era verdade que esquecia a existência dela dentro do colégio. Fora, ela tentou ser neutra e sorria o tempo todo, mas se pudesse escolher, não ficaria ali no meio com eles.

Foi Woo Jin quem a salvou do momento mais constrangedor do passeio na última vez. De repente sentiu falta dele ali para ajudá-la a quebrar o gelo de alguma forma. Porque ele com certeza não ficaria olhando ansiosa para o fato de eles estarem conversando. Era um ponto tão fora daquelas fofocas que era bom de conversar.

Mas agora tinha escolhido isso. Queria o quê?Aprovação? Alguém que apoiasse sua decisão porque sabia o que ele tinha dito a Taemin? Assentia, ouvindo em silêncio e com um sorrisinho sem graça. De novo sentiu que era difícil ser natural.


- Sei, entendi..

Então para de falar sobre isso, por favor? Misoo já não aguentava de constrangimento naqueles cinco minutos e tentou desviar o assunto para a comida. Logo qual. Até comida parecia mais confortável que isso.

- Verdade? Então vamos lá - sorriu.

Havia uma breve caminhada até o lugar, aberta a conversas, mas na verdade agora já queria voltar. O que ela achava que estava fazendo? Mais uma vez optou por conversas aleatórias.

- Você foi muito bem no ranking. Parabéns. Eu não fui tão mal dessa vez e meu pai me deu ingressos para a final de Tênis, na Inglaterra. Vai ser ótimo! Pensei em levar minha halmoni. Ela foi fazer uma pequena viagem e estou com saudades já

Ela se esforçou para pensar em coisas boas, mas nenhum desses assuntos tirava aquela ansiedade do peito.

- Comecei um terrário lá em casa. Mais ou menos. Comprei umas plantinhas e estão na janela… De repente vi que estava perdendo meu hobby. Foi muito bom retomar. Ah, é ali?

Misoo o acompanhou até o restaurante e se acomodou no lugar, até mesmo pedindo a bebida e comida, com um aperitivo. Precisava mastigar alguma coisa com urgência, mas isso também a fez sentir mal. Simplesmente não conseguia mais ficar relaxada e via que aquela conversa não chegaria a lugar nenhum. Não tinha propósito chamá-lo para conversar. O que esperava ouvir? Mas enquanto não falasse, não conseguia tirar aquele peso do peito.

- Já volto

Foi ao toalete lavar o rosto e se olhar no espelho. O que estava fazendo? Lavou as mãos ansiosas e o rosto também. Secando com cuidado. Respirou fundo. Tudo bem, só precisava ser honesta e ficaria tudo bem. E daí que ele estava falando da Sooyeon o tempo todo e isso a chateava bastante? E daí que ao que tudo indicava seria bem difícil retomar a amizade de antes? Misoo secou o cantinho dos olhos e olhou para a porta aberta do banheiro e encarou o vaso como um velho amigo. Chegou perto dele, trancou a porta atrás de si, e o movimento de ajoelhar-se por ali já parecia um alento. Tossiu uma, duas, cinco vezes. Mas estava sem nada no estômago.

O que estava pensando de novo?

Levantou-se e foi até a pia de novo, lavou o rosto e pressionou o papel contra o cantinho dos olhos. Respirou profundamente e se olhou mais uma vez. Ok. Estava tudo bem.

Misoo voltou mais calma, até com um sorriso no rosto, discreto. O banheiro tinha lhe dado um alívio sem tamanho e por incrível que parecesse, mais confiança. Sentia que se tudo ficasse horrível, podia por para fora aquela angústia depois. Não é? Ninguém precisava saber… Uma pontinha de vergonha aparecia lá dentro.

- Gyu Sik… Eu vim aqui porque eu queria te pedir desculpas… - falou de repente. - A gente não se fala mais, não conversa mais direito… E eu acho que isso foi culpa minha… - mexeu no cabelo. - Eu cometi um erro sem pensar e… Estraguei tudo para todo mundo. Desculpa. Realmente, me desculpa… - olhou para baixo.


Wangjo

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Re: Capítulo 6

Mensagem por The Crown RPG em Dom Jul 22, 2018 4:48 pm

WANGJO. 10 DE JUNHO. SUNNY (RETROATIVO 2/2.)





Gwanju
Gwanju
Gwanju

「R」



- Eoh, acho que tem muitas coisas que não sabemos, no fim das contas. Mas não precisa se desculpar por isso, pelo menos não comigo.
- Kang explicou. - Talvez com Jae Ki, sim, mas não é como se você precisasse implorar perdão. Acho que só precisam esclarecer algumas coisas e, quem sabe, pararem de fingir que não se conhecem. Já falei para ele que isso é uma tolice.

Ponderou, coçando de levinho o próprio queixo.

- Não faz sentido ficarmos longe dos amigos. Somos mais fortes juntos, não acha? - Deu um sorriso um pouco mais gentil para ela, mas logo se surpreendeu com aquela pergunta. - Ah, não tem problema! Pode me chamar como se sentir mais confortável. E...como devo chamá-la, Sun Hee-ssi?

Infelizmente, ela não teve tempo de responder logo de cara porque a sombra de Eun Na se fez presente. Com sua postura arrogante, ela foi capaz de pesar o clima leve da conversa que os dois tinham. A resposta seca de Sun Hee pareceu diverti-la - até mesmo deu um sorriso no canto dos lábios.

- Acho que sim, não é como se eu me importasse com isso. - Suspirou. - Não sou eu que preciso mostrar constantemente os resultados aqui e me provar. São vocês, bolsistas.

Umedeceu os lábios e começou a determinar seu ponto de vista. Woo Jin começou a se aborrecer aí - não tinha ido nada bem naquelas provas devido questões familiares e não gostava da postura daquela garota. Por que aqueles herdeiros gostavam de fazer isso? O pior é que argumentar só piorava a situação porque aquela menina parecia ter resposta para tudo.

Depois de anotar seu numero rabiscando o caderno de Sunny, Eun Na estava se preparando para sair quando Sunny tentou reagir. A morena parou e a aura dela pareceu...sugá-los. Não era como Yerin que congelava tudo ao redor, Eun Na parecia deixar o ambiente mais...tenso.

Aproximou-se de novo.

- Não? - Tombou de leve a cabeça e aproximou-se de modo sinuoso. Apoiou as mãos na mesa dela e falou. - Acho que você não entendeu o que eu quis dizer, portanto, limpe bem os ouvidos de agora em diante. - Foi como se estivesse prestes a contar um segredinho. - Eu não me importo de zerar um trabalho e eu não sou sofisticada como a Yerin. Se eu me aborrecer com você, Kim Sun Hee, o estrago será pior do peixes fedidos ou roupas jogadas no vaso.

Olhou brevemente na direção de Stella.

- Pergunte a ela se ainda tem medo do escuro. - Sorriu e suspirou. - Verei o que você vai me dar de tarefas. Se não quer aceitar o patrocínio, fique apenas com o nome que será o suficiente. Só cuidado com a preciosa maquete. Eu posso ficar quieta como um anjo ou agir feito um demônio. E cuidado com sua língua. Yerin já foi melhor em disciplinar as pessoas.

Estalou a lingua no céu da boca e se afastou. Deu um passo e riu do comentário.

- Você não ousaria ficar no meu caminho. - Virou-se de costas e começou a sair dali.

Woo Jin não entendeu quase nada do que foi dito ali. Eram muitas informações num curto espaço de tempo e Eun Na nem parecia preocupada dele ouvir. Provavelmente, ela achava - com certa razão - que um mero bolsista não seria capaz de fazer muita coisa contra elas. O problema é que ela nem imaginava o painel mental que os Dragoes tinham.

- Eu sei que...deveríamos focar no trabalho, mas o que está acontecendo aqui? - Olhou para ela bastante aflito e viu o quanto a mão dela tremia de raiva. Eles não perceberam que a de Eun Na também tremia e ela saía com certa pressa para o banheiro.

Uma vez que Sunny insistia em dar continuidade ao trabalho e ignorar, inicialmente, sua pergunta, Kang tocou de leve no pulso dela.

- Sun Hee-ssi, eu sei o que é ser sozinho e, definitivamente, você não precisa passar por isso sozinha. O Jae Ki pediu para você contar se estivesse com problemas, não pediu? Bom, ele não está só também. Quem sabe não podemos te ajudar...É mais um motivo para pararmos de nos distanciar assim.

Suspirou sentindo o peito doendo por conta daquela garota. Algumas pessoas tinham o dom de ser desagradáveis. Caso a menina não quisesse focar no assunto e quisesse retomar para a maquete, Kang simplesmente daria seu número e a ajudaria com as anotações. Ele explicou que não era muito habilidoso com as mãos - os clubes dele indicavam isso - mas se esforçaria para dar seu melhor. Concordou que o domingo seria o melhor dia para ele também, mas que sua casa era um pouco ruim de lidar-  tinha duas crianças pequenas e as irmãs mais velhas que geralmente estavam de folga. Contudo, não quis que o peso ficasse todo para a casa de Sunny e, se fosse melhor, eles podiam se reunir no colégio depois do clube ou fazer separado e depois juntar tudo.

Aquela conversa preliminar era apenas para que os trios se conhecessem um pouco mais. Já estavam no fim da aula mesmo e não era como se fossem terminar tudo numa única conversa.

Quando o sinal bateu, as pessoas começaram a sair rapidamente. Hee Kyung foi um dos primeiros, seguido por uma aborrecida Hyemin. Stella continuava sentada com um bico estranho nos lábios e os outros grupinhos pareciam mais lentos. Kim fez sinal que esperaria lá embaixo porque ainda estava falando com Ui Jin e Min Ho logo se juntou a eles. Jung Mi saiu com o irmão e os Dragões tomavam o rumo também. Kang se despediria com um tchauzinho querido, típico dele.

Houve uma correria do lado de fora, mas Sunny não teve chances de identificar o que era. Misoo saiu acompanhada de Gyu Sik e foram seguidos - com uma certa distância, mas saíram na sequência - por Bomi, Eun Bi e Ryu Ji. Stella estava se aproximando da amiga, mas parou quando a sombra loira apareceu.

Taemin fez sinal para que Ji Ran e Mi Ran fossem logo e encarou Sunny. À essa altura, o grupo de Yerin também já tinha saído e Eun Na não retornou do banheiro - mas Beom Su levou sua mochila.

- Então? Você gostou do seu trio? Eu não sou tão ruim de obrigá-la a fazer meu trabalho enquanto tem que lidar com Go Eun Na. - Ele prestou atenção no sorteio - Então, vou adiar sua dívida. Mas só dessa vez, hm? Cadê os trabalhos dessa semana?

Ainda assim, cobrava o que ela já tinha feito para ele.
(C) Ross


ENFERMARIA. 10 DE JUNHO. 12:20 P.M.


Muito embora Jung Mi não falasse com Hyemin do mesmo modo que antes, ele ainda gostava da menina. Graças a ela, ele foi envolvido em muitas confusões, mas não tinha como desgostar. Hyemin fazia parte de suas lembranças doces que ainda limitava o novo lado que vinha conhecendo. Gostava de preservar a imagem dela como era, apesar de todos eles mudarem com o passar dos anos.

Por isso, ele ainda se preocupava com ela. E num único comentário e expressão, demonstrou muito mais sentimento e calor do que durante o namoro falso com Misoo, por exemplo - mais um motivo para ela sair como “louca”, porque para as pessoas que eram próximas a ele, o achavam tudo, menos robótico ou sem coração.

Ficou um pouco mais alerta com o biquinho manhoso dela e realizou um afago suave em seus ombros.

- Mwo? A Park Chaeyoung-ssi? - Não sabia que a menina a tratava como unnie, por isso ficou ligeiramente surpreso. - Foi, foi sim. A Wang Hyewon-ssi disse que ela estava na enfermaria e meu irmão nem quis ouvir mais. Vamos, vamos lá antes que ele quebre a porta.

Incentivou a menina a ir e serviu como uma espécie de proteção, caso as coisas dessem errado. Tinha esse instinto como ela, um hábito que tiveram desde que se conheceram, visto que Hyemin sempre demonstrou uma maior fragilidade.

Os dois chegaram enquanto Hyewon contava o que tinha acontecido. Jung Mi não se importou em ficar um pouco à frente da amiga e também se surpreendeu com o olhar que o irmão lançou para “eles”. Não tinha feito nada e, somente então, entendeu que era para Hyemin também. O que ela tinha feito? Não compreendia que era o “símbolo”. Contudo, a expressão corporal de Hyun o assustava.

Então era essa a versão que ele escondia de si mesmo?

Nem mesmo quando brigaram, meses atrás, ele demonstrou tanto ódio.

Deveria ajudá-lo ou permitir que ele revelasse aquele monstro para a escola inteira e, consequentemente, para a sociedade?

Pareceu tentador.

Até mesmo os outros três presentes pareciam temer o que ele estava prestes a fazer. Nem ao menos Kai tinha a marra de sempre, reconhecendo um predador mais feroz do que ele. Não era como se estivesse com medo, só não era idiota. Se ele queria surrar alguém até a morte, que fosse o culpado e não ele!

O professor abriu a porta, de repente, cortando aquele clima e mandando que fossem embora. Chaeyoung estaria amparada, mas ele não comentou o estado dela. Hyemin cortou um pouco o clima falando que parecia que tudo ficaria bem.

Parecia, é?

Jung Mi e os outros a encararam - o amigo estava aflito enquanto os outros pareciam ter medo. Havia uma bomba nuclear ali perto deles! Ela realmente achava que as coisas ficariam bem? O mais novo pigarreou.

- Uhum...Vai ficar sim. - Outro carinho em seu braço. - Por que...Por que você não vai na frente, hm? Depois eu te conto o que eu souber…

Melhor afastá-la para protegê-la. O olhar do irmão não era dos melhores para ela. Ficaria na frente enquanto ela fosse embora. Lee Hi colocou a mão na cabeça, se sentindo tonta e Hyewon a amparou. Hyun Hee não chegaria a prestar muita atenção no diálogo breve.

- Amiga, você está bem?

- Uhum, foi só o nervoso...Manda uma mensagem para a Sunny, por favor…

- Claro. Kai, vamos também, sim?

Jung Mi voltou o olhar na direção delas ao ouvir o nome de Sunny, mas, novamente, não poderia ficar para ver ou falar com a bolsista. Diante da tentação de ver seu irmão perder o controle ou ajudá-lo, Jung Mi, pela primeria vez, optou pela ação e não omissão.

- Hyeong. - Segurou pelo braço, tentando impedir que ele fosse para o refeitório enquanto os outros se afastavam. - Você precisa se acalmar. - Disse o óbvio, mas o que poderia dizer? - Se fizer alguma coisa agora, você pode se arrepender depois. Por favor, não entre naquele refeitório...Eu estou te pedindo. Vamos embora, hm? Que clubes você tem hoje? Vamos sair daqui antes que você se deixe levar pelo ódio.

Tentou argumentar e trazer um pouco de clareza para a mente de seu hyeong.

Enquanto isso, o celular de Hyemin já tocava com o nome e o rosto de Rin. A amiga estava perto do portão principal, olhando para fora. Tinha zanzado um pouco até resolver ligar.

- Aish, até que enfim! Onde você está? Está tudo bem? - O tom de voz era preocupado. - Estou na porta principal.

Disse o lugar - que não era muito longe de onde Hyemin estava, mas ela começou a falar pelo celular mesmo. Yerin continuou ouvindo mesmo quando já estava vendo a figura de Hyemin. Estava espantada com aquela história. Desligou o celular quando Hyemin já estava diante dela.

- Uwa...Sério que ela fez isso? Que burrice, logo com a filha do principal banco coreano. Ela está quase se tornando uma ranking 1 graças às ações. Aish, sempre achei a unnie burra, agora eu tenho certeza. - Comentou, meneando negativamente. - Mesmo assim, talvez seja melhor. Vamos garantir um favor futuro dela…

Yerin sacou o celular e começou a mandar uma mensagem para Eun Joo. Foi algo bem simples: Park Hyun Hee já sabe o que aconteceu na educação física. À essa altura, quase todos já sabem, unnie. Seria bom ter cautela. Ele ainda está no prédio principal, perto da enfermaria. Cuidado…

- Bom, se ela quiser morrer, aí é problema dela agora.

Guardou o celular no bolso e deu o braço para Hyemin.

- É diferente quando eu não estou envolvida nos problemas, hm? Eu vejo como as pessoas não pensam em planos alternativos e fico perplexa com a burrice alheia. - Suspirou - Pelo menos vamos poder garantir um bom lugar para isso. Você acha que ele vai gritar com ela? Onde a acustica do refeitório fica melhor?

Disse num tom quase engraçado, mas não era como se estivesse brincando. As duas chegaram no refeitório que já estava cheio à essa altura. Os amigos já estavam reservando um lugar para elas.
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MISOO. 10 DE JUNHO. 12:30 P..M.

O garoto não entendeu o que tinha sido tão horrível, mas tão logo compreendeu que foi o comentário da maquete, ele também deu uma risada contida.

- Mas é verdade! Ou pelo menos estou falando por mim. Considerando que eu acredito em seus talentos, talvez tenhamos alguma sorte. Mas… - Acabou rindo de novo, deixando os olhos bem pequeninos como meia luas.

O momento foi divertido e gostoso. Quanto mais distantes ficavam daquelas paredes, mais leves eles pareciam se sentir. A risada pouco a pouco morreu por conta da pergunta de Misoo à respeito do aniversário de Mi Ran. Durante muitos anos, Gyu Sik ficou omitindo ou adiando a verdade. Estava tentando trabalhar um pouco mais com a sinceridade e não viu motivos para dizer outra coisa.

Ao contrário dela que tentou evitar encará-lo, Gyu continuou olhando para suas expressões. Franziu um pouco as sobrancelhas ao ver aquela sombra em seus olhar. Realmente não estava entendendo porque ela pareceu tão braba de repente.

Nem ao menos cogitava que fosse por Sooyeon. Afinal, ela estava feliz namorando “de mentira” Jung Mi, não? Um cara muito melhor do que ele e que poderia proporcionar momentos e status que um herdeiro Yoon não seria capaz. Infelizmente, isso gerou um silêncio constrangedor.

O garoto preferiu ficar quieto, respeitando aqueles minutos dela até comentarem sobre a comida. Era melhor evitar falar daquelas novas amizades ou de Jung Mi, então, que encontrassem o caminho neutro para os diálogos: a comida. Quando ouviu sobre o prato que ela gostaria de comer, realmente se lembrou do lugar que frequentava, de vez em quando, com Bomi. Era gostoso e, talvez, Misoo também fosse apreciar.

Sorriu ligeiramente mais aliviado ao perceber que tinha acertado, finalmente. Os dois caminharam lado a lado, numa distância respeitosa. Ele prestava atenção no caminho enquanto Misoo tagarelava.

- Eoh, eu me esforcei bastante para isso. - Olhou para ela. -  Daebak!! Você vai ao torneio de Wimbledon?? Deve ser um sonho para você, não é? Não é o mais tradicional de todos ou coisa do tipo? Uwaa…

Só ficou surpreso por ouvir que ela levaria a halmoni e não Eun Bi, mas não comentou sobre isso.

- Em casa, nós só tivemos um almoço comemorativo no sábado, mas bem...Não foi tão comemorativo assim. No fim, tivemos uma discussão porque ai...deixa para lá… - Meneou negativamente. - Teria sido um momento muito bom, mas foi tenso. Enfim, não vamos falar sobre isso. Eu queria ingressos para um show ou um violão para praticar música. Teria sido mais divertido.

Disse meio desanimado, meio sonhador, mas continuou andando ao lado dela e ouvindo seus assuntos.

- Comprou? É, você não tem postado mais as suas flores. Ainda bem que vai voltar a focar nisso, acho que fará bem a você. Mas dessa vez vai fazer sozinha ou com a sua avó também?

Quanto mais Misoo comentava sobre suas experiências, mais claro ficaria o quanto Gyu Sik sempre esteve atento aos mínimos detalhes dela. Por isso os assuntos não o desagradavam e ele parecia responder a todos com bastante naturalidade, apesar daquela “distância”. Agora, longe dos outros, ela poderia ter a impressão que ele apenas era um pouco mais reservado do que a irmã.

Não frio, robótico ou distância. Só...tímido à principio.

Ele até mesmo foi prestativo de colocar o braço na frente para que ela não atravessasse porque um carro estava muito em cima do sinal.Concordou que o lugar ficava naquele edificio que ela indicava e os dois entraram. Assim que chegaram, a garçonete pareceu reconhecê-lo por conta do sorriso que deu.

Chegou a perguntar sobre a irmã dele - não Sooyeon, só Bomi - e ofereceu o “lugar de sempre”. Era uma mesinha mais alta, para duas pessoas que ficava no canto. Não era perto do ar condicionado, mas também não era quente demais. Gyu concordou que ela fosse até o toalete e disse que faria o pedido - às vezes demorava um pouquinho. Para bebida, sabia que ela gostava de coisas frescas e doces, então pediu um chá gelado de cramberry.

Quando Misoo retornou, ele estaria sem o blazer do colégio e a blusa dobrada na altura do cotovelo. Estava olhando para o cardápio, vendo os outros pratos, mas parou quando ela se sentou.

- Pedi um chá gelado para você...Espero que esteja do seu gosto. - Comentou e logo foi surpreendido com aquela declaração. - Mwo? Desculpas? Por que?

Deixou o cardápio de lado e colocou os punhos brancos sobre a mesa. Os olhos castanhos avermelhados - semelhantes aos de Bomi na cor, mas totalmente diferente por conta da encarada - focaram no rosto dela. Os lábios dele se fecharam e ele a olhou com mais cuidado e, por que não dizer, carinho ao ouvir sua conclusão. Ajeitou-se e suspirou.

- Você pede desculpas com muita frequência aos outros. Já experimentou dizer desculpas para si mesma? - Olhou para ela. - Eu não preciso das suas desculpas, Misoo-ssi. Porque...Você não fez nada para mim. Não sei exatamente sobre o que está falando, mas...realmente não carrego mágoas.

Meneou negativamente.

- Não precisa se sentir assim por mim.
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Re: Capítulo 6

Mensagem por Dong Hee Kyung em Dom Jul 22, 2018 5:23 pm



-  Sejeong faz parte do grupo onde vamos fazer um trabalho sobre Daejeon. De outra forma dificilmente teria assunto para me comunicar com ela, mas foi até bom hein? Estamos no mesmo clube e nem parece. Tenho que parar de ser antissocial desse jeito, aishh.

Reclamou da própria atitude que o perseguia ao longo dos anos. Ouvindo a conversa da opção, Hee Kyung ajeitou o óculos de maneira aflita, quase como um toc. Seu olhar subiu até o rosto do amigo e desceu para a mesa. - Que infortúnio desagradável, espero que a Chaeyoung-ssi fique bem.

Parece que mexer com as rainhas nunca dava certo, mesmo que sem querer. Ha Neul parecia ter ficado preocupado com ela, fato que fez Dong levar a mão suja de tangerina e dar un tapinhas no ombro dele, deixando no ar se estava limpando a mão ou cumprimentando. Era um bom rapaz, por isso gostava de andar com ele. Os meninos chegavam já reclamando, Ui-Jin foi até muito detalhista quanto a conversa, tornando a experiencia dos interlocutores muito clara sobre o que ocorreu de fato.

Dong ficou virando o rosto de um lado para o outro, quando Jin falava o fintava, quando Joo falava, o observava, fazendo um movimento engraçado com a cabeça.

-  Não tem pipoca mas tenho tangerina.  - Deu mais um gomo, enquanto os rapazes falavam. -  Kim tem razão, uma pessoa que destrata Sunny não merece o nosso prestígio, mas é prudente evitar provocação. Uma provocação mal colocada e todas as coisas podem ficar ainda mais conturbadas pro seu lado. Me sentiria pressionado no seu lugar.

Ainda mais se a mãe é funcionaria como o garoto dizia, parece até que ele acabou de entrar num tipo de corda bamba. - Por isso, te dou o meu apoio, que não é tanto, mas saiba que estamos juntos.

Joo  Hyuk talvez não tenha falado num tom de desabafo para eles, mas o amigo deixou claro que queria entende-lo e também ajudar se for preciso. Não falou essas coisas da boca para fora ou para fazer o rapaz das orelhas charmosas se sentir melhor. Foi franco e olhou o nos olhos, como um homem faz. Tocou de leve no seu braço também, usando a mão de tangerina. Bem na hora que HaN cutucou Kyung e este regressou a postura normal na cadeira, todo alinhado e ereto. - Acabei de saber que machucaram a Chaeyoung, não vou entrar em muitos detalhes, só sei que empurraram ela por culpa de uma educação física e agora esta na enfermaria. - O assunto veio repentino, queria esperar que Min-Ho estivesse ali para ficar inteirado também. -  As vezes me pergunto, quando serei eu ou vocês? Viemos para aprender, talvez, fazer alguma amizade, se divertir, num dia bom e nessa linha de pensamento, você é surpreendido ao voltar para casa arrebentado. Deixando seus pais, irmãos preocupados, aigo nem os atletas da federação de Seul voltam para casa assim, cruzes.

Ele não quis comparar eles com lutadores de taekwondo ou jogadores de futebol, e sim no sentido de esporte de alto contato. Deixou metade da fruta na casca e foi abrindo a latinha do café puxando o abridor com a unha.

Refeitório

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Seo Hyemin em Dom Jul 22, 2018 6:55 pm



Hyemin não viu nada de errado com as atitudes de Jung Mi, pelo contrário, era muito bom ser tratada com algum carinho depois de passar por uma saraivada de pedras de Joo Hyuk. Ele era a minoria, mas parecia um exército.

Ela também sentia medo de Hyun Hee naquela situação, mas achou que tivesse alguma intimidade depois de sexta e talvez o oppa ficasse mais calmo pensando que se ela fosse atendida por médicos, então tudo ficaria bem. Era seu raciocínio simples, pensando ainda que os pais da menina viriam.

Por isso, conseguiu sorrir para Jung Mi, agradecida por seus cuidados, afastando-se para falar com Yerin e saindo daquele lugar. Agora estava era um pouco preocupada com Moon Eun Joo… Quando um homem apaixonado queria defender sua donzela, não havia quem o parasse!!! E se esse homem não fosse um príncipe, aí as coisas poderiam ficar feias.

- A unnie é muito passional… - concordou com a cabeça um tanto receosa. - Mas não pense tão mal dela. Moon Eun Joo unnie gosta muito do Park Hyun Hee oppa mesmo… - fez um biquinho, tentando justificar suas ações. - Deve ser difícil olhar para a Park Chaeyoung unnie todos os dias, ainda mais agora que eles praticamente trocaram alianças… - pendeu a cabeça para o lado, fazendo referência ao dia do jantar e que viu aquela caixinha na bolsa dela e aquela movimentação que parecia até mesmo que estava pedindo-a em casamento. Não sabia que se tratava de uma joia de joaninha, mas independentemente disso, era uma caixa fina de jóia. - Mwo? O que vai fazer? - espiou por cima do ombro, curiosa.

- Ohhh… Boa ideia, Rin! - bateu palmas, empolgada. - Isso, ajude a unnie. O que ela fez foi errado, mas não é legal que ela apanhe, não é? - fez um bico. - Ela é tão bonita e popular, por que será que não aceita outro garoto? Talvez assim ela conseguisse parar com isso. As amigas dela deveriam ajudá-la a ver isso… - suspirou. - Agora, se ela quiser ainda falar com ele, concordo que vai ser um grande erro - não ousava xingar suas unnies assim.

Segurou o braço da amiga, com direito até a encostar de levinho em sua cabeça, sorridente.

- Sem dúvidas. Eu me preocupo muito menos. E é por isso também que eu gosto tanto de você e confio tanto com os meus problemas, Rinrin. Você é inteligente e sempre sabe o que fazer para me tirar deles~~ - olhou de lado e riu da piadinha da acústica e fez um “o” com a boca. - Gritar? Eu sinceramente não sei. Mas eu fico muito tensa com essas coisas. Aigoo… Tomara que nunca algo assim aconteça com a gente aqui dentro.

Já bastava tudo que já tinham que lidar. Avistou os amigos no refeitório e acenou animada para eles, caminhando até a mesa.

- Oi, pessoal. Já sabem da última??? - sentou-se ali com eles e falou mais baixo. - As unnies do segundo ano quebraram a mão da Park Chaeyoung unnie na Educação Física!! Parece que foi feio mesmo, ela estava chorando muito. Para completar, o Hyun Hee oppa está furioso… Temos tudo para ter barraco hoje. O que vamos comer?

Ela absolutamente ignorou os grupos da maquete, embora estivesse curiosa com o grupo de Yerin e Beom Su, achava que se algo de mais tivesse acontecido, eles falariam. Já sobre Nana, preferia não saber porque o nome de Sunny era uma desgraça que frequentemente manchava o dela.

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Jae-ki em Dom Jul 22, 2018 7:56 pm


No meio do caminho, Won comentou sobre o Hyun. Jae-ki ficou pensativo e preocupado. O Hyun não contava diretamente quem era, mas Jae sabia que tinha uma garota especial.

- Eu não sei... Eles são bem próximos... Se der eu vou falar com ele... - Disse meio preocupado.

Ele não tinha entendido o que aconteceu, mas perguntaria depois se tivesse a chance. O papo entre os dragões foi rolando, Jae falava do baile e sorriu com o comentário de Won sobre os dragões. Kang achava que não precisariam pagar.

- Ahh tomara que não
- Respondeu esperançoso.

Ficou animado ao ver Won e Kang fazendo planos para o baile, ainda mais porque incluíam nisso ajudar sua irmã. Won foi o primeiro a falar, o jeito como ele falava sobre missão era muito maneiro. Jae riu e respondeu:


- Eohh!! Uma foto séria incrível! Eu vou tentar, o máximo que vou levar vai ser um não, ou o segurança vai me carregar pra fora.

Disse visualizando a cena, de qualquer forma, ele tentaria pela irmã. Kang já fazia perguntas sobre como seria o baile, Jae-ki já ia responder quando o amigo brincou com aquela coisa de furos no gorro. Jae no começou achou até que fosse sério, uma roupa de ninja seria fácil até que notou que era brincadeira, fez uma cara de bravo, ia empurrar Kang, mas esse se escondeu atrás do Won.

- Yaa! Não vou furar meus gorros... - Reclamou, mas riu - Seria bom mesmo se fosse qualquer máscara, mas eu não sei, também nunca fui num baile. Vai ver dá pra fazer com papelão. É nossa chance de ver show de graça!

Eles se serviram e sentaram com suas comidas, Jae-ki tinha praticamente uma montanha no prato, típico "prato de pedreiro". Ele ouviu Won contar sobre o grupo e franziu as sobrancelhas enquanto mastigava. Não era de hoje que tinha percebido que Eun-bi não se dava bem com Ye-ji, agora tinha a informação que era por causa de uma coisa da Bo-mi.

- Então ela tá se doendo pela amiga... Ou é outra coisa... A Yeji é do tipo patricinha mimada como a Yerin?

Jaeki ficava meio revoltado com isso, porque se fosse mesmo isso, não achava que Bomi deveria ser defendida, mas entendia em parte por serem amigas. Jae-ki estava com a boca cheia de comida quando Kang mencionou que Eun-bi não era fácil. Ele apenas meneou positivamente.

-Meu trio não vai ser fácil, Yerin se acha, é mandona e se acha melhor que os bolsistas.

Mastigava esfomeado praticamente engolindo tudo quando Won perguntou o que houve no intervalo. Jae-ki não queria tocar no assunto, por sorte não perdia a fome. Mas talvez fosse bom comentar com os amigos, talvez eles entendessem o que tinha acontecido. Não era bom esconder as coisas deles.

Jae também tinha notado que Eun-bi estava sem MiSoo, por ele, elas podiam ficar sempre separadas. MiSoo o atrapalhava desde que se conheceram. Jae-ki resolveu contar tudo logo pra não dar confusão depois. Mas não contou algo, falando baixo quando citava os nomes:

- A parada que aconteceu... - Disse de boca cheia.


Ele ainda enfiou mais um pedaço de frango na boca antes de continuar a contar. Claro que engoliu uma parte antes.

- É que ela foi falar com a Hyemin, e eu queria avisar ela que essa garota conta mentiras sobre mim. Então eu falei pra Bibi que tinha algo urgente pra falar, mas ela não quis ouvir.


Entre as mastigadas Jae-ki continuou:

- Então pra Eun-bi falar comigo eu contei que a Hye-min falava mentiras sobre mim. Só que deu ruim... A patricinha começou a falar pra caraca me acusando de várias coisas, disse que agredi ela! Vocês sabem que não sou santo, mas jiral, não sou um isekya assim.

Jae-ki agora estava com cara de zangado e mordia o frango de um jeito agressivo:

- E a Bibi não deixou nem eu me defender, pisou no meu pé... E pediu desculpas a Hye-min, Aishhh... Como ela pôde acreditar? Só que aí Bibi contou pra garota que eu era namorado dela e falou pra ela não me chamar de imundo. Depois ela não quis falar comigo e foi embora com a mimadinha.

Ele coçou a cabeça confuso, o canto da sua boca já estava sujo de molho por falar comendo:

- Então eu não entendi, Bibi saiu junto com Hye-min depois de tudo... Eu não sei o que a Eun-bi pensa... Não sei se Bibi vai acreditar em mim... Mas se ela me achasse um canalha, por que me chamou de namorado?

Perguntou para os amigos. Jae-ki até tentava pensar se Eun-bi ganharia algo falando que eram namorados, mas não tinha nada. Ele era bolsista, não havia vantagem nisso. Por fim ele comentou da MiSoo:

-E aí chegou MiSoo falando um monte de coisa de mim... Doeu até meu ouvido, ela me acusou de ser perseguidor, opressor e um monte de coisa. Eu tava com cabeça quente já, discutimos e eu sai pra não fazer algo pior e foi isso...

Colocou mais comida na boca, lançando um olhar de novo para Eun-bi de longe.


Depois voltou ao amigos, tinha falado demais, mas Jae-ki meio que era assim mesmo.

- Mas não falem só de mim... - Disse após perceber que falou muito - Só que é bom ficarem sabendo mesmo, ah se vocês precisarem de ajuda no trabalho, posso ajudar. Sei que tô meio sem tempo, mas amigos são amigos.  


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Re: Capítulo 6

Mensagem por The Crown RPG em Dom Jul 22, 2018 8:34 pm

REFEITÓRIO. 10 DE JUNHO. 12:30 P.M.


- Ooh, araso… - Agora Ha Neul entendeu. - Que legal, vocês vão fazer uma maquete. Não sei o que o professor vai pensar pra gente. Mas por que você não fez com os garotos? - Achou estranho.

Como não teve aula de geografia naquele dia, o 2º ano ainda não tinha sido “surpreendido” com aquilo. O hyeong deu uma risada sobre ele ser um antissocial.

- Pense pelo lado positivo, você pode ser como o Min Ho. Aí sim você seria um caso perdido. Pelo menos você está tentando conhecer novas pessoas, hm? - Mexeu as duas sobrancelhas e pegou a tangerina.

Hee Kyung parecia mais curioso em saber sobre o incidente da educação física. Aparentemente, Ha Neul sabia incitar a curiosidade das pessoas. Pareceu orgulhoso de seu feito e se aproximou um pouco mais para contar. Não estava feliz com a situação porque gostava de Chaeyoung - dificilmente alguém não gostava. No caso, só aquelas meninas que eram implicantes com ela mesmo.

- Tomara que sim. - Disse um pouco mais sério, porque estava levando aquela situação realmente à sério.

Arqueou uma das sobrancelhas quando Dong bateu em seu ombro e o encarou meio desconfiado. Rapidamente fez um “ya”, sacudindo a região para que ele parasse com aquilo. Teriam uma reunião com o diretor e seria horrível se ele chegasse fedendo a tangerina por conta de Hee Kyung. Repreendendo ainda mais, pegou outro gomo da fruta e observou os meninos chegando. No meio de toda aquela conversa, ainda ficou sem entender porque não estavam juntos.

Teriam brigado? Ui Jin tinha uma cara de que sim.

Enquanto Ui Jin e Joo Hyuk colocavam seus argumentos em jogo, Ha Neul também ficou acompanhando. Hee Kyung e ele pareciam assistir uma partida de tênis e acompanhavam a bolinha de um lado para o outro. O mais velho estava entendendo nada, mas até ele ficou um pouco chateado com o tom que Kim usou.

Ui Jin concordava, em partes, com o que Dong dizia. Lamentava que Hyemin não se desse bem com Sunny, mas não achava que mais agressões verbais seria a solução para aquele impasse. Era uma pessoa pacífica e, apesar de timido, acreditava quando as pessoas dialogavam ao invés de se xingar.

- É, eu tenho um pouco de receio de que ela possa acabar falando algo para o pai dela, por isso eu tento evitar contato. Não consigo abaixar a cabeça para as provocações dela, mas não vou mentir, tenho medo que minha mãe sofra retaliações. - Disse meio cansado. - É desgastante.

Cruzou os braços e ajeitou os óculos dele. Min Ho retornou com seu almoço equilibrado e simétrico - estava muito bem arrumado, a ponto de chamar a atenção de Hee Kyun pela beleza. Ui Jin também daria uma espiada porque ele entendia de montagem de pratos. Será que Min Ho estava lendo livros de culinária?

Joo Hyuk ergueu a cabeça e sorriu para Dong, aceitando o apoio dele. Não comentou mais sobre sua situação, mas disse um “komawo”. Estava se preparando para se levantar quando sentou de novo com aquela notícia.

- Mwo? Machucaram a Chaeyoung-ssi? - Ficou realmente chocado. - Por que?!

- Que culpa da educação física? - Ha Neul fez as vezes de fofoqueiro e se aproximou de novo. - Depois do resultado, as meninas do time adversário a provocaram mais e ela acabou caindo depois de ser empurrada e tropeçar. Machucou o braço, mas dava para ver que tinha mais roxos. Nós jogamos hockey de grama, então, apenas imagine o inferno que foi.

- E quem foi que fez isso? - Kim já estava com um olhar de ódio quando fez essa pergunta.

- A rainha do 2º ano e suas seguidoras. Durante a aula não sei, mas no final foi a Moon Eun Joo e a Do Jimin.

- Desgraçadas… - Kim trincou os dentes.

Os meninos ficaram quietos diante daquela reflexão de Dong. Houve um certo incômodo, mas todos eles tinham uma ideia de que esse dia acabaria chegando. Ninguém tinha coragem de falar, só Min Ho. Depois de mastigar uma porção de sua refeição, ele olhou para os amigos e disse.

- Mais cedo que pensamos. Se o projeto for adiante depois de hoje, você não acha que seremos alvos? - Repousou seu hashi. - Eu disse desde o início que isso aconteceria, por isso é importante termos em mente o que está para acontecer, a mudança que vamos provocar. Por isso, eu pararia de dar bolinhos, mandar flores ou seguir parente assim que é chamado.

Olhou para Ui Jin e Dong, mas Ui Jin olhou para Kim. Ha Neul olhou para todos eles.

- Porque essas pessoas que hoje vocês presenteiam e se importam, são as mesmas pessoas que o aplicativo visa parar. Então...É bom começarem a lidar com o ódio de quem vocês gostam ou acham que gostam.

- Que pesado, Min Ho! - Ha Neul tentou quebrar o gelo. - Aigoo, estou me tremendo agora.

Levantou-se, indicando que iria se servir. Ui Jin ficou um pouco mais e Kim ponderou, mas também se levantou. Hee Kyun, Min Ho e Ui Jin continuariam à mesa. Eles veriam Hyemin entrando no salão com Yerin e, pouco tempo depois, Stella chegando com Sunny.

Como elas reagiriam depois de saber o que tinha acontecido com Chaeyoung?
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Re: Capítulo 6

Mensagem por Park Hyun Hee em Dom Jul 22, 2018 8:42 pm

 

Hyun Hee travou o passo e olhou através de Jung Mi, antes de encará-lo. O corpo deu um pequeno espasmo, desacostumado com o toque, enquanto começava a se perder em si mesmo. Respirou devagar.

Ele buscou nos olhos do mais novo alguma razão para se irritar com ele, mas o irmão foi um tipo de kriptonita, e ele o ouviu, inspirando, expirando… Estava medicado e andava treinando com Han Jae.

Essa história não acabaria assim, definitivamente não. Jung Mi tinha razão quando dizia que ele se meteria em problemas e não tinha mais o secretário para ajudá-lo agora. Se não fosse o irmão para pará-lo, quem sabe o que poderia fazer com aquela garota?

O avô estava no hospital e não podia sofrer com aquele tipo de problema, precisava pensar nisso. Sua preocupação nesse sentido o ajudaria a baixar a adrenalina.

Fechou os olhos, como se fosse capaz de invocar alguma paz interior, num esforço de parecer um bom exemplo para ele.

- Ye. - deixou sair, com a voz rouca - Mas não posso ir com você.

Colocou a mão no ombro do irmão, brevemente.

- Obrigado.

Deu um toquinho de leve, quase amistoso, pedindo para ser solto e saiu andando, com menos fúria que antes. Não parecia que estava indo em direção à briga, mas precisava ir embora para o seu refúgio de treino. Só ali conseguiria colocar a cabeça em ordem. Seria bom para a saúde da herdeira que ela não cruzasse seu caminho, no entanto.

Enquanto isso, sua mente começava a traçar vinganças, buscando formas de desgraçar a vida dela de maneiras diferentes e gostaria de usar todas, se possível.

Ele estava deixando aquela história passar até agora, mas se era esse tipo de perseguição que Moon Eun Joo estava disposta a fazer, então não ignoraria mais aqueles “detalhes”.

Também não passou em branco quem eram os verdadeiros aliados de Chaeyoung naquela situação. Wang Hyewon, Lee Ha Yi e… Kai.

De que forma aquela pessoa poderia muni-lo de informações?

Apesar de andar mais devagar, ele olhava em volta, torcendo para que a colle aparecesse ali com um sorrisinho escroto, mas isso não aconteceu e o ódio não diminuiu.

Ele parou na porta da escola, frustrado porque não teve nem uma chance de gritar com a menina.
Seu estilo era muito mais sorrateiro que isso, mas se não podia arrancar o braço dela, então outra pessoa podia fazer isso por ele. De preferência, dois coelhos.

Abriu o contato da ex-namorada e escreveu uma mensagem carinhosa.

 
Hyun

Hyun
Não entendo por que fez isso.  
Hyun
Você sempre foi tão boa em dividir…


Em seguida, mandou um print do histórico de conversas com Jimin, principalmente quando ela o chamava para saírem juntos de forma insistente, quando ele não queria responder em momentos, e estava esperando por ele para irem a uma festa.

Humor: putaço louco da cordinha/****-

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Yeun Misoo em Dom Jul 22, 2018 10:39 pm

 
- Esse mesmo!! Eu nem acreditei… - cobriu as bochechas. - Eu fiquei muito feliz. Queria chamar as meninas, mas elas nem gostam tanto assim de Tênis. Eunbi até saiu do time. - justificou-se naturalmente, porque imaginou que era estranho mesmo não chamar a amiga.

EunBi não pareceu interessada em ri quando comentou sobre isso e Bomi estava naquela corda bamba com ela.

- Poxa… Sei como é. Não é toda vez que eu ganho uma coisa assim em casa…

Da última foi um professor particular e muita reclamação, além de proibição de jogar Tênis.

- Vou tentar sozinha. Comecei com temperos. Eu não cozinho mais, mas é um jeito…

Naqueles temas mais bobos sentia uma certa segurança, o que a estava matando por dentro mesmo era a ansiedade de entrar nos assuntos espinhosos e ouvir sobre eles também. Eles eram ótimos no começo do ano, todos os seus amigos, aliás. Ficou um pouco surpresa quando ele a ajudou a atravessar a rua. Não que pensasse que ele fosse colocá-la em risco, mas não esperava por esse cuidado, porque a última impressão que tinha dele nesse sentido foi naquele dia infeliz que estava descontrolada no refeitório, mas ele foi um pouco seco.

Era como se a sua atitude de mais cedo já estivesse fazendo efeitos, embora isso fosse impossível, porque ele não tinha como saber, e os “outros” problemas que foram criados por causa do incidente ainda existam ali.

[...]

Ansiosa para começar o assunto, quando voltou, parecia mais tranquila, e as palavras dele também. Foi só sua cabeça que estava aumentando tudo e tornando as coisas mais assustadoras do que eram de fato.

- Ah, sério? Komawo.. -comentou erguendo os olhos, surpresa, antes de sair falando suas desculpas.

A resposta dele foi a coisa mais inesperada do ano. Ou melhor, dos últimos meses. Misoo ergueu o olhar, observando os olhos parecidos de Bomi ali e praticamente podia reviver o momento que teve com a irmã furiosa dele para contar que inventou um namoro de mentirinha, para deixá-la menos nervosa e chorou para reatar a amizade.

Tudo aquilo e…

Gyu Sik não tinha problemas com ela?

Estava mesmo surpresa e confusa. Então por que a tratou tão mal nos últimos tempos? Ou realmente tinha feito algo contra ela, além de… Seguir a vida e levar uma namorada no encontro? Bem, ele ficou mais distante SIM. Mas talvez não fosse sua intenção magoá-la de propósito? Porque era o que parecia agora, que ele nunca quis fazer isso. Sentiu-se uma tola de novo. Assumiu milhares de poréns, imaginando o que cada um pensaria dela se fizesse algo, mas, no fim, nenhum dos afetados de fato tinha se importado?

A primeira parte do discurso dele fez muito mais sentido. Já tinha pedido desculpas para si mesma?

De repente parecia sem sentido que ela tivesse arrumado aquela conversa para pedir desculpas para alguém que… Não precisava delas?

Percebeu que estava usando a situação porque precisava de um reforço positivo, alguém que falasse que era isso mesmo que tinha que fazer? Precisava das desculpas dele para que ela se sentisse menos pior por causa da culpa que Bomi colocou na cabeça dela (e ela não teve resistência o suficiente para recusar)... Assim como o namoro que Jung Mi inventou no refeitório e de repente pareceu uma ideia dela…

Após alguns minutos parecendo realmente chocada com o  que ele tinha dito, sentiu falta de ter pedidos na mesa para se distrair então começou a mexer no papel da mesa.

- Hm… Tudo bem então.  Tá bom… - respondeu, ficando sem palavras. -  Então não tem problema…. Hahahah  - riu de nervoso, mas bem curto, ficando em silêncio.

O que mais em sua vida estava simplesmente travado porque ela não fazia nada a respeito?  Quantas outras relações estavam desse jeito, magoadas de um lado só? Ou atraindo ações dela que ninguém pediu? Quantas ajudinhas ela tinha dado sem ninguém querer? Será que tinha feito algum sacrifício a toa? Porque sentia-se bem boba agora.

Porque se ele não estava chateado, então o que foi toda aquela sensação ruim quando estavam juntos? Não, não podia ser coisa SÓ de sua cabeça.

- … Senti que as coisas ficaram diferentes, com você, com a Bomi… Tudo porque o Jung Mi inventou para a escola inteira que ele era meu namorado. - suspirou, cansada. - Isso foi um absurdo tão grande que eu queria matá-lo, mas vocês não acreditaram em mim… e outros de vocês simplesmente ignoraram o absurdo e queriam que isso acontecesse. Então, no fim, - entreabriu os lábios, concluindo aquele pensamento naquele exato momento. Olhou a própria mão. -  No fim, para vocês acreditarem em mim, eu tive que usar o que vocês estavam acreditando, e a palavra dele... - ergueu o olhar para o dele. É, tinha sido isso mesmo. Foi isso que, lá no fundo, tentou fazer. Ela tentou sim proteger todo mundo, mas o que tinha descoberto é que, o que realmente queria fazer era isso.

- Aigo, que confusão…  Eu não fui sincera. E eu deveria ter ficado brava com vocês, mas não consegui. Tive medo que não quisessem mais falar comigo… Que nunca mais acreditassem em mim - fez um biquinho, lembrando daquele dia. - Porque todo mundo começou a me tratar tão mal por causa disso… E eu só queria que parasse, de alguma forma...

E ela só queria resolver de uma vez, em vez de ter mais um magoado com ela, logo aquele que não deu a menor importância para o término. E se enrolou completamente. Agora estava tentando ouvir seu coração. Ainda que isso a fizesse ficar mais confusa ainda às vezes e fazer coisas como aquilo. Ela estava seguindo vontades: chamá-lo para almoçar. Pedir desculpas. E agora contar o que aconteceu nos bastidores. Tudo sem planejamento, e sem pensar nas consequências. Eram apenas vontades.

- Mas isso acabou de vez. Cansei. Então... Se você… ficar chateado comigo, eu quero que me diga. Porque eu não gosto de brigar com você. Naquela vez que me chamou de ogra, também, a gente podia ter resolvido isso em menos tempo, se eu ficasse pensando menos o que você quis dizer com isso e... Tivesse feito logo o que eu queria que era entender por quê.  Então…  É isso. Você pode não ter ficado chateado comigo, mas eu não fui uma boa amiga. E eu gostaria que vocês confiassem em mim a partir de agora…  

Estendeu a mão para ele.

- Amigos?  - deu um sorriso. - Seu aniversário está chegando. Eu queria começar de novo…

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Won-Bin em Seg Jul 23, 2018 1:00 am



Aquela cena de emergência da garota do Hyun foi estranha. Won torcia para que no fim não fosse nada sério, até mesmo Jaeki parecia não saber muitos detalhes dela.

@Jae-ki escreveu:- Eu não sei... Eles são bem próximos... Se der eu vou falar com ele...

Não podia ajudar em nada ali, então apenas assentiu com a cabeça para Jaeki e seguiu com os amigos para o refeitório.

Quando o assunto foi sobre o baile até mesmo Kang parecia empolgado (pela "missão" ou não) em participar. Antes nem tinha vontade de ir mas agora tinha se tornado uma nova aventura para os Dragões e não podia decepcionar seus irmãos de batalha.

@Jae-ki escreveu:- Eohh!! Uma foto séria incrível! Eu vou tentar, o máximo que vou levar vai ser um não, ou o segurança vai me carregar pra fora.

-O forte Kang segura o segurança e a gente tira a foto rapidinho - comentou brincando e dando um tapinha no ombro de Kang.

Kang escreveu:- Claro que vamos! Eu nunca fui a um baile antes e vai ter show de graça! Que tipo de roupa devemos usar? E as máscaras? Será que posso usar uma touca ninja? Seria fácil pra você, Jae Ki, só fazer uns furos nos gorros que você tem.

Won riu de Kang correndo atrás dele pra se proteger da reação de Jaeki.

-Será que dá pra usar uma máscara de super heroi? Hahahaha - comentou botando pilha naquele assunto engraçado - A gente descobre e dá um jeito. Até mesmo o NinJae-Ki vai ficar maneiro pra tirar a foto com as Mermaids!

Era um clima tão bom estar ali com os amigos, nesses momentos que riam juntos é que Won acreditava que os três podiam encarar todas as tempestades que aquela escola podia trazer.
No filme que Won se baseou pra dar o apelido os três protagonistas nem eram tão próximos assim, os Dragões de Wangjo já eram algo próprio.

O assunto mudou para os grupos e a tensão que cada um trazia quando estavam sentados na mesa.

Kang escreveu:- É? Po, então ela é quase sem grupo, né? Que doido. - Comentou. - Só vejo andando com aquela menina quietinha, a Ye Sol-ssi, acho.

-Sim, e mesmo assim ela parece meio...solitária também. Não sei bem dizer - talvez fosse por saber como era ser alguém assim na escola antiga.

- E a Eun Bi-ssi não é fácil, né? Até quando brincamos, ela parece impossível. Imagina falando sério. Aigoo..

-É, parece alguém que a gente conhece - disse olhando para Jae-ki, deu uma risada leve em seguida. Eram almas gêmeas praticamente.
-Mas acho que as duas não são fáceis. A Ye-Ji pode não falar muito mas ela tem um olhar muito perspicaz pra várias coisas e pra falar algo mais assertivo. Então meu maior trabalho ali vai ser manter todo na harmonia suficiente pra nenhuma briga rolar

Won tinha de aumentar seu treinamento de esquadrão anti-bomba.

@Jae-ki escreveu:- Então ela tá se doendo pela amiga... Ou é outra coisa... A Yeji é do tipo patricinha mimada como a Yerin?

-A Ye-Ji me disse que ela tinha problemas mesmo era com a Bomi, não com Misoo ou Eunbi. Mas as Ye-Ji não é como as outras meninas da sala. Ela não é patricinha, ela é mais na dela mas parece que ela sabe tudo de todo mundo. Olhos de águia - disse fazendo um sinal de V com os dedos e apontando pros seus próprios olhos.
-No intervalo eu cruzei com a Ye-Ji...ela foi legal, acho que a conversa me ajudou a respirar pra não explodir aqui - comentou por cima mas aquela intervenção foi importante.

@Jae-ki escreveu:-Meu trio não vai ser fácil, Yerin se acha, é mandona e se acha melhor que os bolsistas.

-Aish, é a Yerin não vai ser fácil de lidar. Ela é tipo a "rainha" da sala, não? A gente meio que espera ela ser mandona. Mas ainda assim...você segurou ela de cair aquele dia, não? Então ela não deve te odiar ou algo do tipo, só ser mandona. Então ela não vai te congelar nem nada. Você consegue Jae-ki - disse de forma descontraída mas imaginava que apesar das dificuldades eles iam conseguir um bom trabalho já que Jae-Ki é um bom artista. Fez um fighting com o punho antes de dar a próxima garfada.

Teve a oportunidade de comentar sobre o intervalo. Sabia que poderia irritar o amigo mas mesmo assim achava que era um bom lugar, e hora, pra entender aquilo melhor. Melhor agora do que depois durante a próxima discussão.

Won teria de treinar também como evitar olhar pra Bomi. De todas as garotas pra se apaixonar em Wangjo ele tinha escolhido logo a mais bonita...
Se algum dia um terremoto, um furacão e uma invasão alien acontecessem na escola, Won tinha certeza de que Bomi ainda ia parecer arrumada, bonita e alegre.

Não conseguiu evitar se demorar um pouco olhando pra ela, mas a visão hipnotizante se quebrava quando Jaeki começou a falar do que aconteceu no intervalo.

@Jae-ki escreveu:- É que ela foi falar com a Hyemin, e eu queria avisar ela que essa garota conta mentiras sobre mim. Então eu falei pra Bibi que tinha algo urgente pra falar, mas ela não quis ouvir.

Prestou atenção. Hyemin era uma garota patricinha mas que nunca interagia com eles se não fossem aqueles momentos que falasse dos temíveis gangsters da sala. Não lhe incomodava mas não parecia ser o tipo de garota que EunBi se associava também.

@Jae-Ki escreveu:- Então pra Eun-bi falar comigo eu contei que a Hye-min falava mentiras sobre mim. Só que deu ruim... A patricinha começou a falar pra caraca me acusando de várias coisas, disse que agredi ela! Vocês sabem que não sou santo, mas jiral, não sou um isekya assim.

"Ahhhh, Jae-ki você começou uma discussão com ela!?" era o tipo de briga que não valia a pena entrar. Não interrompeu a narrativa de Jae.

@Jae-ki escreveu:- E a Bibi não deixou nem eu me defender, pisou no meu pé... E pediu desculpas a Hye-min, Aishhh... Como ela pôde acreditar? Só que aí Bibi contou pra garota que eu era namorado dela e falou pra ela não me chamar de imundo. Depois ela não quis falar comigo e foi embora com a mimadinha.

"Oh, isso já é diferente. Já é oficial pra Eun-bi"

@Jae-ki escreveu:- Então eu não entendi, Bibi saiu junto com Hye-min depois de tudo... Eu não sei o que a Eun-bi pensa... Não sei se Bibi vai acreditar em mim... Mas se ela me achasse um canalha, por que me chamou de namorado?

-Jae-ki você já respondeu a sua pergunta - disse com um sorriso - EunBi admitiu que é sua namorada publicamente e na frente da Hyemin, que é uma das patricinhas populares. Se ela pensasse algo assim de você ela nunca falaria que era sua namorada

Won não podia evitar de sentir uma pontada de inveja. Não inveja no sentido nocivo da coisa, mas inveja porque até mesmo o relacionamento complicado e cheio de obstáculos como o dos dois ainda tinha se tornado algo oficial, onde a garota admitia publicamente que estava com ele.
Era uma linha de pensamento dolorosa de se tomar, se sentiu mal por pensar assim e desviou esse pensamento assim que ele veio.

Jae Ki escreveu:-E aí chegou MiSoo falando um monte de coisa de mim... Doeu até meu ouvido, ela me acusou de ser perseguidor, opressor e um monte de coisa. Eu tava com cabeça quente já, discutimos e eu sai pra não fazer algo pior e foi isso...

-Aish...vocês e a Misoo não se dão bem mesmo - se sentia mal por aquilo, o grupo parecia se dar tão bem no sábado com a Sooji. Agora tinha o lado dele da história.

-Jae, eu não vou te dar sermão. Mas não acha que foi um pouco duro com a Misoo? Tipo, ela tá errada, eu sei que você não é um perseguidor nem nada do tipo. Sei que você não gosta de deixar nada pela metade e você vai atrás. É uma boa qualidade, mas tem gente que não gosta disso

Deitou os talheres no prato.

-Você e a Misoo discutiram tendo os dois boas intenções: ela parecia querer proteger a amiga e você queria proteger a Eunbi de mentiras. Aish...desculpe, eu sei que eu não tenho a menor moral pra dar conselhos de relacionamento, mas eu acho que a Misoo é tipo uma irmã da Eunbi. Pra namorar a Eunbi você vai ter de lidar com ela em vários momentos. Não precisa virar o melhor amigo dela, mas talvez precise encontrar um equilíbrio onde ninguém vai querer jogar mochila em ninguém

Deu sua opinião de forma sincera assim como queriam lidar as coisas uns dos outros.

-A Sooji gostou da Misoo, não foi? Crianças como ela sabem quando uma pessoa é ruim, saca? Então ela não deve ser uma pessoa ruim ou que queira te prejudicar, eu confio nessa intuição - citou a irmãzinha - Mas que bom que você saiu antes de brigar, acho que deu um exemplo melhor do que eu lá com o lance do Taemin

Aquele assunto. Também precisava falar daquele assunto.

-Quero pedir desculpas pra vocês dois. Eu não tô eu mesmo desde sábado e eu deveria ter tentado evitar a briga com o Taemin, não provocar. Larguei vocês no intervalo também, me desculpem, eu preciso aprender a lidar com...isso

E por "isso" englobava tudo que sentia e sofria por conta de Bomi.

O olhar o traia novamente ao vê-la ir para a mesma máquina de bebidas e pegar sua latinha. Por algum motivo a memória no parque em que arrumava a mecha de cabelo dela tocava em sua cabeça como um filme quebrado.
Won desviou o olhar para o seu prato, tentando evitar que notassem a direção de seu olhar.

"Aish, eu digo e penso essas coisas mas ainda não consigo deixar de ver ela..."

A Chefinha tinha dito que era normal gostar alguém na escola e não ser correspondido e mesmo assim conviver com este alguém. Como ela falava de um jeito que parecia tão fácil? Isso era uma tortura enorme e mal tinha acabado o primeiro dia de aula depois do término.

Feeling Blues in Wangjo

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Dong Hee Kyung em Seg Jul 23, 2018 2:45 am


- Perceba que eu não disse aquilo temeroso das consequências, 'Min amigo'.
- Ergueu um indicador para o céu, gesticulando ideia no gesto, pensara em alguma coia. -  E eu já sei o que você vai dizer Min-Ho. - Sobre Dong ser blindado, aquela velha conversa de sempre.
- Não discordo dessas constatações e pensando nelas, devemos mudar o nome do projeto Medíocres para algo mais sucinto, como Projeto Cheque Mate. Medíocre seria se visássemos os peões, mas nesse tabuleiro, ganhará quem cercar e derrotar a Rainha e o Rei.

Ou apena o rei se fossem levar muito a risca a parábola e as regras do jogo citado. HaN e Kim se levantaram para pegar os rangos, deixando o trio ternura confabulando. Hee Kyung parecia bem confortável só bebendo seu café em lata com teor de baunilha, a bebida era servida meio quente até. - Se tudo isso desse certo, a ideia não é afastar as pessoas, nunca foi o objetivo tornar Wangjo um regime Norte Coreano.


As questões burocráticas o preocupavam, o amigo tinha razão em levantar aquele detalhe, pois, soaria até hipócrita da parte de Hee Kyung e Ui-Jin.
- Falando em aplicativo, em quem ira visar ou não.. - Parou para refletir um pouco enquanto passava a pontinha da lata nos lábios. - E esse baile, hmm? Vai todo mundo aqui fingir dor de barriga, emergência familiar, atestado, como vai ser o esquema?

Perguntou por curiosidade, já esperando uma boa reação facial deles. Usualmente, Hee Kyung sequer se importaria com esses eventos, muito menos os mencionava...

Mas dessa vez, ele falou, com um certo ar de interesse...

Era só falar na rainha que ela aparecia, acompanhada da bela Hyemin, ao avista-la viraria seu rosto até Ui-Jin, instintivamente. E quando Stella apareceu com Sunny? Min-ho provavelmente olharia para a cara de Dong também.
Um ficaria olhando a cara do outro. Como antigos pistoleiros fariam no raiar do meio dia no antigo oeste, e a garganta chegava a ficar seca.




Refeitório

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Jae-ki em Seg Jul 23, 2018 12:43 pm


Jae-ki riu quando o amigo o chamou de NinJae-ki. Quando falavam sobre Ye-ji, Jae tentava entender o motivo de Eun-bi ter ódio dela, ao que tudo indicava era por causa de alguma coisa com a Bo-mi. Mas ele ainda queria saber se a garota era uma patricinha feito Yerin. Won então explicou o que achava, parecia que estava com problemas no trio por conta disso.


- Hum... Olhos de águia... - Repetiu pensativo - Ela sabe tudo de todo mundo... Parece até que tá falando da minha vizinha...

Do lado da casa de Jae-ki morava uma velha que sempre estava de olho na vida dos outros. Se visse que Won ficou chateado, Jae-ki tentaria amenizar:

- Foi mal... Mas sei lá cara, por que ela quer saber da vida dos outros? Mas se ela foi legal e te ajudou, então não deve ser ruim... Ah vocês sacam que eu fico de pé atrás com o pessoal daqui, não me olhem assim...

Então quando falavam de Yerin, Jae-ki lembrou do dia da escada, de qualquer forma, ele não achava que ela era do tipo que guardava uma dívida assim.

- Ah cara, não sei... Ela se acha muito, tomara que esteja certo. Só quero terminar esse trabalho rápido.


Então eles começaram a falar do que houve com Eun-bi, Jae-ki resolveu contar tudo. Fez uma cara de pensativo quando Won o respondeu que ele já tinha respondido sua própria pergunta. Parecia muito óbvio agora.

- Eohh, faz sentido. Mas por que ela fica se metendo com essas garotas? Isso que é estranho. Não queria que ela fosse amiga delas, se a Hyemin tivesse falado mal da uma amiga dela, ela não faria isso.

O assunto mudou para a questão de MiSoo, Jae ouviu enquanto mastigava, franziu a sobrancelhas quando Won mencionou de sermão, mas foi escutando.

- Aishh... Eu fui duro? E ela foi o que comigo? Se ela não liga de falar comigo daquele jeito, por que eu tenho ligar de ser legal? - Disse meio revoltado, com cuidado pra não cuspir parte da comida nos amigos - Chamou até o que eu tava fazendo de palhaçada... Won...

Também discordou da próximo ponto de Won e explicou:


- Won, é que você não ouviu o que ela falou. Não acho que ela tá protegendo a amiga. Ela falou que Bibi e o demônio loiro são amigos, e que eu tava proibindo eles de se ver. Pow cara, como se eu fosse cretino por não querer ele perto dela. Ela viu o que ele fez pra ela... Se quer proteger a amiga, seria melhor afastar ela do cretino, não?

Jae-ki respirou fundo para continuar:

- Olha na hora eu até achei que Bibi tava mentindo pra mim, poxa amiga daquele cara? Mas acho que é coisa da cabeça da MiSoo. Ela nunca gostou de mim. Sei lá acho até que é porque eu sou pobre, pelo menos não consigo imaginar outro motivo pra ela defender o Taemin.

De qualquer forma era verdade que Eun-bi e MiSoo eram muito próximas, mas para Jaeki era difícil se dar bem com ela, até porque era MiSoo que ficava no seu pé.

- É cara, mas é difícil, porque é ela que chega, não sou eu. Vai ver a gente tem que ter um papo sério, pra ver como a gente vai se aturar, é... Pode ser uma boa... Mas depende dela também.


Quando o assunto envolveu Soo-ji, a parada ficou mais séria. Mas por sorte, Won estava sendo cuidado, então não tinha deixado Jae-ki irritado.


- A Soo-ji é tudo pra mim. E quando eu era novo me dei muito mal por achar as pessoas legais. Não acho que Soo-ji saiba dessas coisas, ela não vê como MiSoo é comigo.

Won começou a pedir desculpas, mas Jae-ki não achava que tinha sido nada ruim. Por isso falou:

- Cara, que desculpa o que! Foi daebak! A gente não falou nada demais. E não dá pra aguentar esses cretinos calado o tempo todo. Mas tá, eu sei, a gente tem que ficar de cabeça fria para se prevenir de briga... Só não se culpa, porque o pessoal daqui não se sente culpado não.  


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Re: Capítulo 6

Mensagem por Kim Sun-Hee em Seg Jul 23, 2018 2:47 pm

Concordava com Kang, apesar do beicinho que surgiu diante do “Talvez com o JaeKi”. Será que estava tão errada? Já era a segunda pessoa que falava isso. Agiu de modo tão injusto assim? Sunny suspirou, balançando a cabeça – Irei procurá-lo depois que as coisas se acalmarem. Acredito que... ele mereça algumas explicações. Não tive intenção de irritá-lo, mas é realmente difícil... Embora eu seja a última criatura no mundo que possa criticar o gênio de alguém... – sorriu, imitando-o, mas ao invés do queixo, ela coçou a nuca, admitindo ser dona de uma personalidade meio irritadiça e teimosa. Como o próprio JaeKi - Quem sabe você não consiga o amansar um cadinho bem pequenininho, hein?

Kang continuou e provocou um sorriso mais sereno em Sun-Hee diante das palavras mais calorosas e amáveis.

- Você tem toda razão. O que precisamos é nos apoiar. Mostrar que podemos proteger um ao outro, independente de qualquer coisa. Eu... fico muito feliz que o JaeKi tenha encontrado amigos tão legais como você e o Won Bin. Por favor, continuem cuidando dele – até se curvou um pouquinho antes de fazer a pergunta referente ao nome. A resposta a agradou, mas, infelizmente, não teve como falar nada, pois a presença de Eun Na pareceu sugá-los para uma dimensão fria e hostil quando a menina se aproximou da dupla. O mais fácil e cômodo seria ignorar aquela existência cruel, mas... não era tão simples. Estava ciente que o silêncio se mostraria mais efetivo nesse caso, porém Sun-Hee tinha a sensação de que deixá-las cuspirem neles sem revidar era um erro – como muitos que aconteciam frequentemente ali... – maior do que somente abaixar a cabeça e aceitar. Tudo piorou quando Nana começou a destratar Woo Jin. Sunny revidou as ofensas e realmente não prolongaria mais aquilo.

Mas Eun Na quis um segundo round.

Sunny inclinou ainda mais o rosto, encarando-a dentro dos olhos conforme a cobra cuspia seu veneno. Nem a proximidade afetou a postura da bolsista que não recuou nenhum centímetro de forma que as linhas perfeitas de Nana ficassem mais evidentes...

Ou, talvez, não tão perfeitas.

No entanto, a sugestiva encarada na direção de Stella abalou Sun-Hee... – O quê...? O que você disse?!?! – ela balbuciou de um jeito nervoso, forçando as palavras a escaparem através do bolo que formou-se na garganta – V-Você...

Era um ponto fraco. Eun Na acabou de pisar num calo. Num calo bem dolorido, aliás.

Foi uma ameaça? Uma ameaça à Stella? Não, foi mais... Muito mais. Eun Na apenas confirmou o que Sunny já percebeu há tempo. Só não tinha como calcular o nível das maldades que Stella passou nas mãos daquelas garotas. Enquanto Nana soltava os últimos avisos, Sunny se levantou de uma maneira brusca, quase agressiva, e as bochechas estavam quentes. O coração batia tão rápido que ela mal administrava... Mas, não agiu ou disse nada. Somente observou a víbora se afastar, vitoriosa... inconsciente de que não era a única com o sistema nervoso balançado.

Não podia deixar que os estilhaços de suas explosões recaíssem em Stella ou nos outros amigos, porém principalmente nela, Kim e Lee-Hi, pois eram alvos mais vulneráveis.

Com medo das pernas a traírem e também para não chamar atenções, Sunny sentou, a princípio, calada.  Só depois de respirar algumas vezes que ela abriu o caderno e pediu o número de Kang. A pergunta dele era conveniente visto o que acabou de acontecer. Pena que tratava-se apenas de um pedacinho do que ocorria de verdade. O Dragão não viu quase nada, afinal, e, bem provável, nem notou a ameaça implícita de Nana direcionada a ele.

O toque no punho a fez soltar o celular em cima do caderno e Sunny o fitou, não tendo capacidade ou tempo de disfarçar. Ela estava com uma discreta umidade nas pálpebras e a pontinha do nariz começava a adquirir o tom rosado típico do choro. Junto do gesto, Kang iniciou um breve discurso bastante gentil e sinceramente preocupado. Sun-Hee assentiu, comovida com a atitude. Deixou as palavras surtirem efeito e, por um momento, Kang teria a certeza que a bolsista ia contar algo, mas... nada veio. Nada de concreto, pelo menos – Você é um bom garoto, Kang... – ela sorriu, só que a expressão não demorou a adquirir traços mais... nostálgicos – Eu também... Antes do Kim, claro. Ele é o meu melhor amigo. Porém, antigamente, nas outras escolas, as meninas não gostavam de andar ou falar comigo – balançou os ombros porque não entendia as razões que justificassem tamanha distância – Agora eu tenho novas amizades e me sinto ainda mais alegre em saber que posso incluí-lo.

Tomava cuidado e ficava nítido que ela escolhia as informações adequadas.

- O JaeKi teme que os herdeiros daqui me machuquem por relacionar meu nome ao dele, mas aposto que ele nunca parou para pensar que é algo que também me assusta. O que acha que vai acontecer se ele pegar os meus problemas e bater de frente com todos que, ahn... jogam minhas coisas no vaso sanitário ou destroem minhas anotações? Entende o que quero dizer? Essa é uma chance muito importante. Não estou falando que ele é um louco descontrolado, mas as pessoas vão usar cada detalhezinho e nos derrubar desse jeito. Por isso estou pedindo para que cuidem do JaeKi. Eu... Eu ficarei bem. Porém... Adoraria que fôssemos mais próximos. Às vezes, ajudar não significa tirar satisfação com aqueles que nos ferem e sim mostrá-los que estamos unidos, não é? Komawo...

Caso Kang não acrescentasse mais nada, Sunny voltaria ao trabalho. Salvou o número dele na agenda e prometeu criar o grupo. Assim como Woo Jin, Sunny não tinha talentos manuais. Na verdade, era péssima com desenhos e derivados. O tempo ficou curto para decidirem as coisas, então ela sugeriu que pesquisassem maneiras e materiais interessantes e variados para a realização da maquete. E o mais fácil possível considerando o nível “artístico” do trio. Provavelmente compensariam nas informações. Gwangju era uma cidade grande e haveria muitas aspectos que aproveitariam na pesquisa. Bastava encontrar uma forma legal de colocá-los na maquete. Sobre os dias, eles decidiram que domingo seria melhor, no entanto, se necessário, arranjariam um tempinho durante a semana. Ela não se incomodava de recebê-lo em casa, embora lá também não fosse o ambiente mais “tranquilo”. Ao todo, mais levantaram sugestões e alternativas do que resolveram as coisas, porém estavam se entendendo. O sinal logo bateu, anunciando o fim da aula. Sunny correspondeu o aceno de Kang e mostrou um sorrisinho fofo.

- Ah! Kang, miane, mas você pode me chamar de Sunny. E... Eu não sei se é certo, só que... Não gostei do tom da Eun Na. Vamos evitar problemas com ela e falar o mínimo possível. Ok?

Mínimo não é nada.

Se despediu, tentando não aumentar as suspeitas. Vai ver foi só uma impressão.

Enquanto ajeitava o material, viu o instante em que Kim sinalizou que seguiria com Ui-Jin e Min-Ho. Sunny acenou com a cabeça. Os pensamentos estavam meio distantes e por conta disso não notou a movimentação estranha do lado de fora e nem que Stella parou no caminho quando Taemin se colocou na frente de Sunny, assustando-a. Ela arregalou os olhos – Você... Você precisa... Imediatamente... Parar de aparecer assim... – tocou o peito, ofegante – Ou vai me matar com uma parada cardíaca – ela soltou um suspiro baixinho antes de fitá-lo.

Outro suspiro escapou diante da pergunta, mas Taemin notaria uma feição mais abatida e retraída de Sunny.

- Em partes, sim. O Kang é um garoto muito legal e gentil. Mas, como você observou, Eun Na não é a criatura mais agradável e estou certa de que ela não vai facilitar nada, então... Eu prevejo dores de cabeça – desabafou enquanto apertava as têmporas – Não vou fazer trabalho para ninguém, nem pensar e... Oh... Esqueci da minha exceção – encarou Taemin, porém um sorriso cansado surgiu, indicando que não tinha energia para a constante troca diária de provocações entre os dois – Adiar? Ei! Nossa dívida inclui os trabalhos??? Que trapaceiro... – Sunny resmungou – Mas ok. Muitíssimo obrigada, Taemin, fico impressionada – ironizou – E a sua dupla? Gostou? Ao menos, estará na presença de um amigo...

Já a respeito de Hayoung... sem comentários.

Sunny começou a folhear o caderno e puxou algumas folhas, entregando ao loiro. Quando Taemin olhasse, de cara, perceberia o capricho e a organização, além do formato delicado da letra dela. E, mais do que as soluções dos exercícios, ele veria uma quantidade considerável de setinhas que explicavam conceitos complexos e o porquê de ter chegado a determinados resultados. Isso facilitaria os estudos e esperava que ele aproveitasse as anotações extras.

- Pronto. Qualquer dúvida, você pode me perguntar. Por favor, não apenas copie e grave. Vai deixá-lo burro. Tente entender. Agora... – viu que Stella a esperava meio receosa por causa do herdeiro – Preciso ir. Até depois...

Ela guardou o caderno na mochila e passou uma das alças pelo ombro.

E... hesitou.

- Ahn...

Sun-Hee olhou para ele.

- Espero que tenha tido um bom resultado na sua competição, Taemin.  

Não aguardou uma resposta. Deu as costas e no movimento, o cabelo serpenteou até a cintura, ainda um tanto úmido. Aproximou-se de Stella, entrelaçando o braço ao dela e, juntas, saíram da sala. Sunny estava estranhamente quieta, mas antes que a amiga perguntasse alguma coisa, ela iniciou um monte de assuntos banais e leves.

Não queria falar do trio em que caiu, pois, consequentemente, acabariam envolvendo Eun Na... E não, melhor não. Não por si mesma, e sim por Stella.

Só lamentou de não estarem na mesma equipe.

Como ela e Stella permaneceram um tempinho na sala, não tinham ideia da confusão que ocorreu minutos atrás. No refeitório, logo na entrada, Sunny procurou as amigas e franziu o cenho ao não vê-las – Ué... Que esquisito... Elas não estão aqui. Será que a aula atrasou? Hmm, podemos nos servir e guardar uma mesa, o que acha? Os meninos estão ali... Quer sentar perto deles ou ficar mais afastada? Se bem que é uma ótima chance de me contar sobre o seu final de semana. Não esqueci, não. E... aconteceu algo, miga? Notei você um tanto emburradinha na sala.

Até imitou o bico dela para implicar.

Deu um tchauzinho para os meninos e apontou na direção do buffet, indicando que ainda pegariam a comida antes de decidirem os lugares.
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Re: Capítulo 6

Mensagem por The Crown RPG em Qua Jul 25, 2018 7:51 pm

REFEITÓRIO. 10 DE JUNHO. 12:25 ~ 12:40 P.M.



- Se já sabe o que vou dizer, vou poupar meu fôlego. - Ao invés de falar, Min Ho pegou outra generosa porção de sua refeição e começou a mastigar com bastante tranquilidade. Claro que, antes disso, ele falou sobre os cortes nas relações.

Os meninos olharam para Hee Kyung durante seu discurso. O uso da figura de linguagem foi bastante apreciado pelos amigos, pois conseguiam compreender o significado por trás daquilo.

- Xeque Mate parece um ótimo nome. - Joo Hyuk comentou, meneando positivamente, mas logo observou Dong com mais atenção.

Havia algo de diferente no garoto, mas Kim não quis se estender muito nisso. Estava com fome e precisava de um pouco de energia para aguentar até o fim do dia. Levantou-se, sendo acompanhado por Ha Neul enquanto Ui Jin e Min Ho permaneceram à mesa com Hee Kyung.

Min Ho achava que era um pouco inevitável afastar as pessoas. É o que acontece quando alguém é contrariado ou se sente traído. Duvidava muito que as pessoas fossem achar normal aquela atitude “do nada”. Considerando que eles nunca foram tão populares assim, no fim, não perderiam nada. Pelo menos ele não, mas os amigos...bom, os amigos podiam se sentir prejudicados mesmo.

Quanto ao baile, Ui Jin sentiu as bochechas corarem enquanto Min Ho não mudou a expressão.

- Acho que nem estarei aqui. - Comentou.

- Eu...eu não sei. Eu gostaria de ver como é. - Disse com certa cautela e as bochechas ainda corando. - Talvez eu me ofereça como voluntário para o buffet. Eu não sei dançar, mas queria vir...Mesmo que seja para ficar escondido.

- Se você vier, venha como um aluno, um convidado de honra. Não venha para se esconder. Na verdade, a máscara já tá aí para isso mesmo.

Não que Ui Jin conseguisse passar despercebido de alguma coisa, né? Mas Min Ho tentou ser um minimamente gentil. Enquanto falavam, Yerin chegava ao salão com Hyemin. As duas estavam de braços dados e pareciam se divertir com alguma coisa que conversavam. Seguiram direto para a mesa delas e Ui Jin podia sentir os olhares julgadores sobre si.

Poucos segundos depois, Stella também chegava com Sunny com aquele mesmo ar de cumplicidade e amizade. A canadense parecia um pouco mais séria - bicuda - e apesar de saber exatamente onde os meninos estavam, ela não encarou nenhum deles. Sunny, por outro lado, quebrou o gelo que a amiga deu para sorrir e acenar para o trio. Kim já estava terminando seu giro pelo buffet e acenou para as duas. Chamou para perto porque tinha algo importante para falar.

Provavelmente, falaria sobre o que aconteceu com Chaeyoung.

- Mas então, você quer vir ao baile, Hee Kyung? Por que?Encontrou uma pretendente?- Min Ho cortou os pensamentos de Dong e o trouxe de volta. Talvez ele nem tenha percebido o tempo que ficou olhando para Stella.  

- Na verdade, eu queria saber uma coisa, se me permite… - Ui Jin ergueu de leve a mão. - Por que você voltou estranho depois de conversar com sua prima? Aconteceu alguma coisa? Você quer...desabafar? Sabe que somos seus amigos, né?

- E que eu não minto.

- ….

[...]

Yerin ficou surpresa com aquela informação que Hyemin dava a ela.

- Trocaram alianças? Como assim?  Onde você viu isso, Min?

Hyemin não tinha contado sobre esses detalhes de sua sexta-feira. Para os amigos, o casal Park nem estava no mesmo restaurante que ela ficou aguardando à toa por Wang Miwoo. As pessoas já imaginavam que eles fossem um casal - ainda que não oficial - mas à ponto de trocar alianças? Isso fazia pensar que as famílias também estavam envolvidas porque, no fim, sempre eram os negócios. Sendo Hyun um herdeiro Park e Chaeyoung a filha de um banqueiro, não era difícil de fazer uma conexão.

- É, se esse for mesmo o caso, a unnie realmente perdeu. Mas não é motivo para colocar o próprio pescoço em jogo. - Yerin meneou negativamente. - Tsc...Vamos lá.

Pegou o celular e começou a enviar a mensagem. Deu um sorriso discreto quando Hyemin comemorou o seu gesto e concordou, sem falar nada. Quando pensou em colocar suas ponderações para fora, foi surpreendida com aquele discurso da amiga. Nesse instante, Yerin encarou um pouco mais a amiga. Era engraçado como o conselho para Eun Joo não era usado para si mesma.

Porque era exatamente isso o que ela pensava sobre Hyemin e Miwoo. Não achava que aquilo fosse dar certo, começando pelo fato de ter sido iniciado de modo errado. E ele nunca era presente - até onde ela sabia - nem se preocupava em tentar ser. Fora todas as histórias que começavam e eram abafadas. Ela bem que tentou procurar na internet para reler ou mostrar para Hye, mas os links sumiam ou eram apagados. Ficava irritada só de lembrar da existência desse relacionamento, por isso fechou um pouco a cara.

Antes que se aborrecesse de verdade, ela fez uma brincadeira maldosa sobre a acustica do refeitório e seguiu com Hyemin. Chegaram lá de braços dados e demonstrando afeto enquanto caminhavam até a mesa de seu grupinho.

Assim como tinha exagerado na história das alianças, a menina já chegou falando que havia uma mão quebrada. Beom Su e Hayoung ficaram chocados enquanto Yewon levou a mão até a boca e Nana ainda não tinha entendido o início da frase. Na verdade, Eun Na ainda estava dois assuntos atrás porque seu cérebro não estava processando nada e agora, na velocidade de Hyemin, ela ficaria completamente alheia mesmo.

- Sério? Tô chocado! - Beom Su comentou. - Mas por que fizeram isso?

- Não é óbvio? - Hayoung o olhou e depois seguiu para Yewon. - É o que acontece quando perdemos a paciência com nossos desafetos.

- Deve ter sido pelo hyeong, não é? - Beom Su confirmou.

- Por nota é que não é. - Hayoung disse num tom ácido que trouxe algumas risadinhas.

- Deveria ser. - Yerin comentou, suspirando meio cansada. - Não sei porque tanto escândalo e desperdício de tempo por conta de um garoto. Com tanta coisa mais importante acontecendo…

- Você diz isso porque nunca se apaixonou, com certeza. - Yewon já disse sentindo as dores.

- Eu tenho 16 anos. - Yerin achou que isso bastava, mas ao ver as expressões, ela bufou. - Com essa idade, a gente não se apaixona pra vida toda. No máximo pode se sentir atraído. Não existe maturidade afetiva aos 16 anos. E também eu já tenho tanta coisa para me preocupar que não quero ocupar parte da minha mente, gastando meus neurônios pensando em garotos.

- Você é mesmo a Elsa, coração gelado. - Yewon revirou os olhos. - Um dia você vai morder sua língua, Yerinah e vai se apaixonar tão perdidamente por alguém que vai ter esse gelo todo derretido. Certeza de que será a maior chorona e sofrida.

- Guarde suas pragas para quem arranca seu cabelo. Me poupe, hm?

Beom Su e Hayoung estavam rindo desse embate até que Eun Na comentou.

- Que unnie bateu em quem?

- Nossa, Nana, o que é isso? É delay mental que chama?! - Beom Su a olhou de modo engraçado e isso disfarçou um pouco a preocupação.

Ela parecia meio confusa. Pelo menos serviu para que a história de romance fosse deixada de lado. Yerin tinha preguiça disso. Já bastava Hyemin toda romântica e cheia dos planos. Deixava que a amiga sonhasse por todos enquanto ela se preocupava com a vida prática mesmo.

Durante o embate, Sunny chegou ao refeitório com Stella, mas nem andaram muito. Joo Hyuk foi com o prato dele até as duas, provavelmente para falar alguma coisa.

[...]

A reação de Sunny foi recebida de modo positivo por Taemin. O garoto começou a abrir um sorriso até dar uma risada gostosa por conta do comentário dela.

- Quer dizer que seu coração dispara quando eu me aproximo? Hmm...Que bonitinha.

Podia ser de medo, pânico, pavor, mas ele era debochado e egocêntrico o suficiente para levar para um lado favorável para ele. O garoto chegava à conclusão de que gostava de tirar aquele ar centrado, ponderado e sério de Sunny. Era mais divertido quando ela perdia o raciocínio e ficava envergonhada - não humilhada, mas o suficiente para as bochechas corarem.

Achava que ela precisava de um pouco de cor mesmo. Era tão pálida que parecia um pequeno fantasma.

- Uhum, aconselho que tome remédio para dor de cabeça ou simplesmente ignore. Costuma funcionar...Sei como ela pode ser geniosa quando quer. Mas se você não cutuca, é quase inofensiva.

- Hunf… - Stella discordava com aquilo

- Quer dizer… - Taemin percebeu o desconforto de Stella e mordeu o lábio internamente. Bom, achava que tinham entendido o que ele quis dizer. Voltou a atenção para Sunny e franziu as sobrancelhas. - Trabalho, dever de casa...Tudo a mesma coisa. E por nada, eu sei ser generoso. - Levou a mão até o peito por um instante. - Eoh, somos inúteis, mas foi legal. Pelo menos vamos nos ferrar juntos.

Respondeu de modo natural. Estendeu a mão para pegar os trabalhos e deu uma folheada como se estivesse conferindo a quantidade de páginas. Acabou se impressionando com o capricho e detalhe em tudo aquilo que viu. Chegou a deixar o queixo cair, mas esboçou um sorriso para ela.

- Não tem como ficar mais burro do que já sou, fique tranquila. - Fechou os olhos durante o sorriso aegyo que deu. - Vai lá, vai lá…

Deu espaço para que ela fosse primeiro com a amiga. Stella já tinha se encaminhado para a porta, mas antes que saísse da sala, Sunny voltou para falar uma última coisa com ele. Taemin não teve chance de responder dessa vez porque ela saiu sem esperar por uma reação. Porém, mesmo que ela não visse, o garoto deixou um sorriso mais querido surgir em seus lábios.

Não sabia se ela lembraria disso, mas ele estava com o peso da medalha em sua mochila. Achou bobeira mostrar antes, mas agora que ela tinha perguntado, ele achou que o gesto não tivesse sido à toa.

Quando ela se esquecesse da pergunta, ele mostraria a ela.

Stella esperou pela amiga e acomodou os braços para que fossem juntas até o refeitório. Como também não queria falar sobre o seu trio, ela aceitou os assuntos banais propostos por Sunny. Comentavam sobre os exercícios e algumas respostas. Isso também levou à aula do clube de literatura. Iniciariam um novo ciclo de atividades e já estavam “há tanto tempo” sem ter uma reunião que estavam com saudades.

Esperava que fosse um bom recomeço de aula.

Chegaram juntas até o refeitório e ele parecia consideravelmente mais vazio. Isso porque elas não encontrariam alguns rostos conhecidos e queridos. A canadense notou a ausência das amigas, mas Sunny foi mais rápida nas palavras e na proposta. Diferente da amiga, Stella não olhou na direção da mesa de Dong e olhou para o buffet.

- Ah, não foi nada. - Escondeu os lábios. - De verdade, eu tô bem. - Forçou um sorrisinho, mas o poder do bico estava maior.

Como estavam próximas ao buffet, Joo Hyuk acenou e começou a se aproximar delas com  o prato em mãos.

- Ya… - Disse ligeiramente preocupado. - Melhor contar antes que vocês descubram da pior forma… - Engoliu em seco. - Parece que a Chaeyoung-ssi se machucou na educação física. Vê se a Lee Hi-ssi mandou mensagem para você.

- Acho que nem precisa…

Stella comentou e olhou na direção da entrada. Ela estava vendo a chegada de Lee Hi, Hyewon e Kai, mas antes deles, Sunny seria surpreendida com o repentino surgimento de Jung Mi. O garoto andava com as mãos nos bolsos da calça e tinha uma expressão pensativa e chateada. Parou por um instante e, pela primeira vez, não a ignorou. Olhou na direção de Sunny por alguns segundos antes de continuar o caminho pelo refeitório. Parecia lamentar pelo que tinha acontecido com a amiga dela.

Considerando de quem era irmão, fazia sentido saber. Ou não, porque o relacionamento deles era péssimo até onde se sabia.

Lee Hi e Hyewon se aproximaram um pouco mais apressadas depois que Kai se afastou delas. A bolsista trazia uma expressão muito triste - sensível como era, não parecia uma surpresa.

- Oi, meninas…Joo Hyuk-ssi- Hyewon suspirou após cumprimentá-los. - Já estão sabendo, é?

- Kim acabou de contar. - Stella falou. - Mas o que houve?

E Hyewon contaria como Chaeyoung foi empurrada e focada na educação física, mas isso piorou quando venceram de virada. Moon Eun Joo a empurrou e Do Jimin aproveitou o descuido da menina para colocar o bastão na frente para que ela caísse. E, então, Lee Hi completou.

- Mas a Chaeyounah já estava cansada e sem reflexo. Já tinha comentado comigo que mais um pouquinho e não aguentaria aquela aula. Ela caiu de lado, em cima do pulso esquerdo. - Elas sabiam que Chae era canhota. - Torceu, mas ela gritou tanto que parecia uma fratura exposta. Foi horrível!

Apesar de ter testemunhado tudo, Lee Hi não parecia ter saído da educação física. Na verdade, ela ficou no banco o tempo todo, mas viu tudo o que tinha acontecido.

[...]

Kang definitivamente não quis se meter naquela história. Tinha assistido a tudo no momento que a briga rolou e contou seu ponto de vista pra Won. Agora era a hora do líder se posicionar um pouco e ajudar o mais esquentadinho a pensar sobre seus atos.

Para Kang, era muito simples: todos se excederam. Se as pessoas fossem um pouco menos orgulhosas e resolvessem dialogar e admitindo seus respectivos erros, as coisas seriam bem mais fáceis e simples. Mas não era de hoje que já percebeu que, geralmente, o ressentimento era a escolha recorrente.

Lembrava-se muito bem que falou para Jae Ki não ir até lá e deixar Eun Bi resolver sabe-se lá o que fosse com Hyemin. Na cabeça dele, não seria impossível as duas terem uma relação harmônica, visto que pertenciam ao mesmo nicho. Mesmo assim, o amigo foi lá e ficou na frente da bailarina. Se ele ao menos tivesse deixado Eun Bi seguir o próprio caminho, teria evitado um confronto direto tanto com Hyemin quanto com Misoo. Podia muito bem ter falado depois com a bailarina e, se o assunto fosse da alçada dele, talvez ela contasse.

Colocava na conta a bronca que ele estava sentindo de Taemin antes.

Era um pouco estranho ver Kang tão quieto, mas ele tinha as próprias questões para pensar. Tinha achado Misoo um pouco extrema também, mas como treinava a empatia, tentava se colocar no lugar dela. Achava que as coisas poderiam ser mais simples se eles quisessem.

Comeu em silêncio e, em determinado ponto da conversa, viu Sunny entrando com a amiga. Isso lembrava o que ela tinha dito na sala de aula. Kang franziu um pouco as sobrancelhas e tentou refletir sobre as peças que tinha.

Go Eun Na era uma menina arrogante e ameaçadora que falou algumas coisas desconexas para Sunny. Go Eun Na fazia parte do grupo de Hyemin. Sunny falou sobre peças no vaso sanitário e outras coisas. Mas não queria que Jae Ki soubesse e tinha seus motivos, mas ele deveria ficar guardando esse segredo? Como se não bastasse, Eun Bi tinha sim ficado com ciúmes quando viu Sunny falando com JaeKi. E logo depois foi falar com Hyemin?

- Hm…Não faz sentido.

Resmungou, de repente, mas pareceu despertar dos próprios pensamentos e olhou os amigos. Aparentemente, eles tinham terminado a conversa sobre o intervalo - que ele ouviu de modo relativo e os encarou. Won parecia repentinamente triste e não demorou para que ele visse quem estava perto deles.

- Aish… - Deu um tapinha de leve no ombro de Won. - Você vai ficar no colégio hoje? Eu vou embora com Jae Ki depois do almoço. - Voltou-se para Jae Ki - A bolsa com a roupa extra tá no meu armário. A gente pode trocar lá fora, se você quiser.

Kang interrompeu o próprio raciocínio quando viu a sombra de uma certa bailarina se aproximando deles.

- Oie… - Falou de modo geral e então virou-se para Jae Ki. - Aqui… - Colocou um cartão na mesa e empurrou de levinho na direção dele. - Caso ainda esteja na sua lista, passe lá para ver...É a vaga que comentei com você.

Suspirou. Kai também tinha chegado ao refeitório, mas parecia de péssimo humor.

[...]

Assim como o intervalo, o almoço também era embalado pela rádio. A diferença era o conteúdo e quem apresentava. A dupla do 3º ano era ainda mais experiente e envolvente do que Kim e Bomi - apesar deles também serem ótimos. Ao invés de um programa de 15 minutos, eles tinham 50 minutos de programação.

Naquela segunda-feira, o lugar estava bem mais vazio, mas a fofoca já tinha se espalhado - algumas mais exageradas do que outras. A ausência de Chaeyoung já era sabida, mas Moon Eun Joo, Min Jong In e Park Hyun Hee também não colocaram as caras ali. Apenas Do Jimin retornou depois de uma conversa e advertência com a Secretária Yang.

A menina achou estranho porque não encontrou Joonie depois que saiu - Joonie foi chamada primeiro e tinha comentado que esperaria por Jimin do lado de fora. Contudo, ela já tinha ido embora - assim como Jong In. O grupo de Hyemin também poderia achar estranha essa ausência, os olhos de Yerin já estavam bem afiados, procurando por qualquer sinal, mas como tinha avisado sobre Hyun, talvez ela tenha mudado o rumo mesmo.

Misoo e Gyu Sik também não estavam por ali - mas isso só era percebido por alguns amigos do primeiro ano, visto que a fofoca da educação física era maior do que a ausência da namorada de Jung Mi.
(C) Ross


MISOO. 10 DE JUNHO. 12:40 P..M.


Gyu Sik achava que Misoo deveria voltar a cozinhar. Vez ou outra experimentava as receitas dela e todas eram bem saborosas. Só não comentou de modo aberto porque isso poderia remeter à memória do cookie e como ela tinha comentado sobre o episódio naquele dia, ele não sabia se era uma boa comentar assim, tão de repente.

[...]

A resposta dele pareceu abalar Misoo. O garoto não pensou que fosse ofendê-la, mas imaginava que ela fosse ficar um pouco impactada sim. A conhecia há muitos anos e sabia como a mente dela funcionava: na maior parte do tempo se culpava e se desculpava por tudo, até pelo que não era culpa dela. Talvez fosse um choque perceber que ela não tinha responsabilidade sobre isso.

Esperou que ela absorvesse suas palavras para se explicar. Havia muita coisa dentro daquele “não é sua culpa”. Coisas que ele guardou por muito tempo e talvez ela estivesse pronta para saber agora.

Diferente dela, Gyu não sorriu ou riu quando ouviu a reação inicial. Ele trazia uma expressão tranquila, mas suas mãos começavam a suar. Podia sentir o coração batendo na garganta e tinha certeza de que ela poderia reconhecer seus batimentos se prestasse um pouco de atenção. Umedeceu os lábios e abaixou os olhos.

- Eoh...Você tem razão… - Subiu os olhos para o rosto dela. - As coisas ficaram diferentes, mas não foi por sua culpa. Foi uma opção minha.

Franziu as sobrancelhas e deixou o ar escapar pelos lábios.


- Sendo bem sincero? Eu confio e acredito em você, Misoo, mas naquele dia… - Cerrou de leve os olhos, meneando negativamente enquanto voltava no tempo. - Parecia que as coisas faziam sentido e as peças se encaixavam para que aquela declaração parecesse verdadeira. Jung Mi...Tinha me contado que durante as férias se afeiçoou por uma menina, mas nunca me disse quem era.

Escondeu os lábios.

- Foi depois daquele dia que você gritou com ele. Depois veio o bonsai e outras tantas demonstrações que você se preocupava e queria o bem dele. Não que isso seja errado, não estou dizendo isso. Mas você nunca foi amiga dele antes e, de repente, estava se preocupando com ele como se fosse… -  eu. mas achou muito egocentrismo dizer isso.  -uma de suas amigas antigas.

Continuou falando.

- Por isso quando tudo aconteceu, parecia real. E você...você sempre pôde desmentir, mas não fez. E teve a ideia de um namoro falso, mas que muitas vezes duvidei porque parecia real. Ele era atencioso e carinhoso com você, pelo menos aparentava. Enfim, eu não sou ninguém para condená-la, mas também não podia… - Trincou os dentes. - Não podia ficar assistindo isso como se fosse nada para mim. Eu não sou masoquista a esse ponto.

Deu um sorriso um pouco triste e abaixou o olhar. Arqueou uma das sobrancelhas e voltou a encará-la. Deu um sorriso saudoso da época que a chamou de ogra. Sentia-se tão mais jovem naquela época, mas agora parecia ter o peso da idade nas costas. Talvez fosse a proximidade com seu aniversário mesmo.

Observou as expressões dela e absorveu suas palavras até que viu a mãozinha estendida em sua direção.

- Antes...Eu preciso ser honesto com você. Só assim...Só assim poderemos colocar uma pedra no passado e começar tudo de novo a partir de agora, hm? - Tocou na ponta dos dedos dela e abaixou sua mão. - Depois de me ouvir, nós voltamos para esse acordo…

Engoliu em seco algumas vezes e recuou o toque. Ajeitou sua postura e a encarou do outro lado da mesa. Pareceu decorar cada pequeno pedaço de seu rosto, como se estivesse avaliando a mais bela das pinturas. Deu um sorriso no canto dos lábios e começou.

- Você tem a mesma expressão que tinha quando nos conhecemos, oito anos atrás. - Revelou. - Claro que você cresceu, que você emagreceu, mas...Ainda agora quando olho para seu rosto, eu lembro o que senti naquele dia. Eu não fui totalmente sincero com você nos últimos anos, Misoo e não posso dizer que fui seu amigo. - Meneou negativamente. - Eu não gostava de você como amiga...eu...eu te amava. Eu sempre gostei de você e o fato de ser “ogra” não era um defeito, era uma qualidade. O que mais me frustrou naquele dia era que...eu sentia que estava pronto para me declarar para você, principalmente depois daquele domingo. E o Jung Mi sabia disso.

Fechou os olhos, dando um suspiro e uma risada debochada.

- Mas ele foi mais rápido e conseguiu primeiro. Porque, como ele costuma dizer, ele é o Park Jung Mi. O que ele não é capaz de conseguir, não é? - Coçou a nuca. - Por isso eu não te culpo, Misoo. A culpa nunca foi sua. Foi minha.

Tomou para si.

- Porque fui covarde por tempo demais e também, mesmo que eu tivesse dito qualquer coisa, você nunca foi obrigada a gostar de mim. O que eu não podia era agir como se tudo fosse igual. Estava me machucando muito. Por isso eu me afastei...E durante esse tempo eu descobri que...eu sinto muito sua falta. Falta das suas loucuras, das suas risadas, de você. Por isso eu...Eu adoraria ser seu amigo. De verdade agora.

Estendeu a mão na direção dela, oferecendo para que ela pegasse, caso aceitasse a amizade dele.
(C) Ross


HYUN HEE. 10 DE JUNHO.


Jung Mi meneou positivamente quando o irmão agradeceu. Soltou Hyun e recuou um passo enquanto o via se afastar daquele modo. Não havia muito que ele pudesse fazer para ajudar a aliviar o ódio, mas pelo menos impediu que ele fizesse algo pior - e talvez irreversível. Não podia deixar que ele manchasse sua reputação que estava em ascensão.

Tinha certeza de que o irmão encontraria meios melhores para lidar com aquilo depois.
Como Eun Joo não era mais um contato dele, ele não poderia ver se ela tinha ficado online, tampouco marcou como lida. Mas os prints e as mensagens tinham sido enviadas sim. Ele só não estaria presente para ouvir o escândalo que viria a seguir - e nem imaginava que Jong In estava ali para ajudar a conter a explosão e planejar uma forma mais impactante de converter o ódio dela.

Porque ela certamente perderia o chão diante daquela dupla traição. Tanta devoção e tanto amor foi respondido da forma mais vil que existia. O problema é que não seria apenas Jimin quem seria marcada: Hyun Hee e a namoradinha tinham ganhado uma mira ainda maior agora.

Han Jae enviou uma mensagem

Babá

Babá
Está tudo bem por aqui. Seu avô já passou pelos exames e conheceu o fisioterapeuta e a fonoaudióloga. Os procedimentos serão repetidos na casa dele a partir de amanhã.
Babá
Como você está? Teve um bom tempo na casa de sua tia? Como foi o dia no colégio? Seu irmão falou com você? Quando estiver à caminho, me avise. Agora vou almoçar.

Hyun Hee ansiava por ir até o seu refúgio, mas não teria a companhia de Han Jae dessa vez. O lugar estava com o aluguel mensal pago, por isso ele poderia ir na hora que quisesse, quando bem entendesse - sozinho, acompanhado, enfim. Seria uma boa alternativa para descarregar suas energias e todo o ódio que sentia. Ou podia ir para o hospital e ficar com Han Jae.

A última alternativa interessante também seria seguir para a casa de sua tia e encontrar um pouco de lar. Ela trabalhava em casa - não ficava todos os dias na loja que já era grande o suficiente para que ela contasse com uma gerente.

Infelizmente, Chaeyoung não enviaria mensagens à princípio, mas pelo que o professor havia dito, ela iria bater raio x e ver o que aconteceu com o pulso. Provavelmente seguiria para o mesmo hospital onde o avô dele estava - era o referência para a elite, afinal.

Enquanto ele ainda decidia o que fazer, receberia uma mensagem do melhor amigo.

Jong In

Jong In
Oi, sumido.
Jong In
Já soube o que aconteceu, não é? Como ela está? Não me xingue, posso ouvir seus pensamentos =]

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Kim Sun-Hee em Qua Jul 25, 2018 8:03 pm

Era absolutamente incrível a maneira que ele conseguia distorcer o sentido de cada palavra dela. Apenas o encarou daquele jeitinho emburrado, estreitando os olhos e mostrando bico. Ainda mais diante da risada espontânea... – Humpf... Vejo que te deixo de exceeeeelente humor. Pelo menos isso acontece com um de nós dois... – estava claramente afirmando que Taemin a irritava e torcia para que o comentário o abalasse, mesmo que um pouquinho, mas claaaaaro que nãããão. Só alimentava mais e mais e mais o ego dessa criatura marrenta. De toda a forma, numa coisa ele tinha completa razão: o Do não precisava de muito para mexer com o gênio de Sunny e causar aqueles minúsculos furacões. Não que fosse surpresa... Afinal, Taemin apreciava algumas doses de adrenalina, certo? E Sunny... Bem, não fugia diante de um desafio ou corria de encrenca. Para sua “sorte”, Taemin englobava ambos os termos.

Que seja, então.

Cedo ou tarde, ela ia desbancar aquela imagem durona e arrogante...

E já imaginava o sabor doce da vitória.

Quase melhor do que chocolate.

Mas particularmente hoje, Sunny estava cansada demais para responder as provocações de Taemin e tal desconforto aparecia na face... Ela tinha uma cor naturalmente branca, muito branca, além do comum, que piorava quando sentia-se abatida. O que era o caso. Toda a exaustão se fazia presente como num passe de mágica e ela ficou sem graça por Taemin ter notado. Ou não. Talvez tenha sido um comentário avulso e que se encaixou na situação. Sobre o conselho, Sunny mordeu o canto do lábio discretamente, porém a reação seria abafada pela de Stella. Lançou um olhar compreensivo na direção da amiga antes de voltar a encarar o loiro. Sun-Hee acenou com o queixo, indicando que entendeu a mensagem porque não queria se alongar na questão.

- Mesma coisa?!?! Você... Você...

Cruzou os braços e balançou a cabeça igual a um adulto repreendendo uma criança... Um adulto bem pequeno e uma criança enorme, diga-se de passagem, mas detalhes não importavam tanto assim.

- Oh, sim... Que bonita compensação. Unidos até o fim, uhum. Bem melhor do que apenas se empenhar na tarefa – revidou, ciente que ele a ignoraria.

Enfim, catou as folhas no caderno e tratou de entregá-las. Não entendeu a ansiedade conforme observava as expressões de Taemin... Ele analisava página por página, e Sunny revirou os olhos – Está tudo aí, meu Deus... Não confia em mim? – ela continuou resmungando até que viu o momento que a surpresa estampou aquela cara debochada pouco antes de um sorriso surgir, mirando-a. A resposta da bolsista foi... sorrir de volta, automaticamente. Não que existisse coerência nisso. Era irritante, não? E injusto! Quem é que cobrava favores por ajudar outra pessoa??? Porém, o gesto diminuiu centímetros após a frase conformista, sendo substituído pelo beicinho dela – Mas... – acabou encerrando o começo de um mini discurso quando fitou o sorrisinho... fofo. É, fofo. Sujo, baixo... e fofo. Quem enxerga de fora nem imagina o DEMÔNIO que se esconde naquela curva aegyo.

Prestes a se afastar, parou de repente. Ela lembrou de algo que considerava importante...

Na verdade, algo que nem chegou a esquecer.

Queria mesmo ter assistido a luta, mas não podia faltar com as próprias responsabilidades. Apesar do comentário “despretensioso”, havia ali uma interrogação bastante nítida e sincera. Desejava sim saber o resultado, só que não forçaria respostas, pois era capaz do herdeiro implicar com o interesse e inventar um monte de coisa.

Saiu puxando Stella e as duas não demoraram a alcançar o refeitório. Durante o caminho, conversaram a respeito de temas mais tranquilos, incluindo a aula de literatura. Concordou que também estava cheia de saudades do clube. Independente da presença daquela unnie chata do segundo ano, as reuniões semanais criavam a atmosfera de um verdadeiro refúgio e acalmavam o humor acelerado de Sun-Hee, tirando-a dos problemas diários

A ausência das amigas era estranha, mas num primeiro instante, não ficou tão preocupada porque realmente pensou que a culpa estava na educação física. E, de fato... o raciocínio não fugia pela tangente.

Enquanto seguiam até o buffet, Sunny perguntou se aconteceu alguma coisa na sala, mas Stella negou... Entretanto, o bico peculiar da amiga já a desmentia. Sunny fez uma carinha desconfiada e a observou com os olhos apertados – Hmmmm... Olha ele aí de novo... – arqueou a sobrancelha – Esse biquinho zangado. Stella... Me fala... Anda, anda... Sem enrolar – no entanto, Kim surgiu, cortando qualquer explicação. Sunny lançou uma última encarada de “nem pense que vou esquecer”... e não ia mesmo. Recebeu Kim com um sorriso, mas a feição do amigo travou a ação simpática – O que houve? Que notícia? – perguntou, aflita e diante da continuidade, Sunny arregalou os olhos – Quê??? C-Como? Como isso aconteceu? É grave? – soltou uma avalanche para cima de Kim conforme puxava a mochila para frente até que o trio avistou Lee-Hi, Hye-Won e um menino da mesma sala delas logo na entrada do local.

E nada de Chaeyoung.

Porém...

A imagem de Jung-Mi dominou a visão de Sunny, pois ele chegou antes ou depois... Não saberia dizer com certeza ou propriedade. Infelizmente, como ocorreu mais cedo, ela não ignorou a presença do Park porque...

Ele a encarou.

Mais uma vez, a bolsista arregalou os olhos e entreabriu os lábios, acompanhando-o por alguns segundos até piscar repetidamente para se recuperar do choque que aquilo causou, mas a atenção ainda recaiu nas costas dele, acreditando que foi uma mera impressão. Demorou para relacionar as circunstâncias.

Lee-Hi e Hye-Won se aproximaram, as duas abaladas, e Sunny sentiu o coração apertar. Stella as respondia e aproveitava para fazer a pergunta principal. Chaeyoung, em outras oportunidades, contou que algumas meninas do segundo ano implicavam com ela e eram malvadas, mas... aquilo? Conhecia a dupla citada... Eun Joo foi a aniversariante, da festinha... e Jimin era a irmã mais velha de Taemin. O complemento de Lee-Hi piorava o súbito embrulho no estômago de Sunny.

- Malditas... – o rosto ficou com um chorinho contido, num misto de raiva e preocupação – E a Chae? Ela foi levada para onde? Eu não... – respirou fundo, voltando a pressionar as laterais da testa – Isso... Isso não vai parar... Essas pessoas... Elas não vão parar... Qual é o próximo passo? Humilhações, gritos, xingamentos... Agora, ossos quebrados! Hum? O que mais eles podem fazer?

A mãozinha distraidamente tateava o bolso menor da mochila – pela parte de fora mesmo até sentir o frasco que nunca saía dali. Uma sutil emergência. Sunny crispou os lábios e encolheu os ombros, odiando a sensação de inutilidade.
WangJo

— Ross


Última edição por Kim Sun-Hee em Sex Jul 27, 2018 1:06 pm, editado 1 vez(es)
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