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Capítulo 6

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Seo Hyemin em Sab Ago 18, 2018 12:32 pm



Hyemin praticamente engoliu o que estava falando em uma respirada nervosa e deu um passo para trás quando ele se aproximou, erguendo o rosto com algum resquício de dignidade. Ela o encarou, sustentada pelo salto para lher dar confiança para olhar para cima, atrás daqueles óculos grossos. Engoliu em seco, em um velho hábito de quando levava bronca ou tinha passado dos limites quando eles eram crianças. Sentiu um pouco de medo. O que viria agora? Ele a estava enfrentando novamente.


O que sairia de sua boca agora? O que diria para ela depois que ela declarou todo seu ódio, de tê-lo mandado pedir desculpas pelo hibisco, que, na verdade, tinha gostado tanto? Sentiu o rosto esquentar, porque tinha falado demais e sem pensar, mas era orgulhosa demais para retirar qualquer coisa, mas logo as palavras dele a fariam agradecer por não ter removido nenhum daqueles insultos.

A herdeira ficava indignada com o fato de que ele simplesmente não a entendia. Todas as vezes que tentava deixar claro o que tinha acontecido -- o que, por si, já era um absurdo, porque só se ele fosse muito burro para não perceber? Cada vez mais concluía que aquele passado só tinha sido importante para ela. Mas então por que ele a acusava de tantas coisas? Era angustiante a sensação de ser incapaz de se comunicar com ele, logo ele, que entendia tão bem as falas tortas dela, isso quando era ainda mais chorona e no mundo da fantasia. Ele sempre entendia.

O que ela fez para destruir memórias de alguém? Logo pensou na ovada com a qual o recebeu no primeiro dia e sentiu bastante culpa. Fez um biquinho. Se tivesse pensado um pouquinho melhor… Não! Ele mereceu. Mereceu porque esfregou na cara dela que tinha uma nova melhor amiga e já se mostrou contra ela em todos os sentidos. Porque mostrou que seguiu a vida normalmente, enquanto ela perdeu muito tempo pensando sobre isso até achar que tinha esquecido.


Franziu as sobrancelhas e depois ficou com uma expressão um tanto perdida. Brinquedo de luxo? Era assim que ele interpretava todo o carinho que tinha despendido? Foi uma criança muito sincera, e ele era praticamente seu único amigo igualmente sincero, que não demonstrava inveja ou desinteresse de suas conversas completamente fora da realidade, fosse por sua criatividade sem limites, raciocínio lento ou simplesmente por ser filha de um bilionário. Por isso, ouvi-lo colocando-a naquele mesmo cesto que outras “garotas mimadas e ricas” a deixava bastante triste. Ele teve a chance de vê-la de outras formas e ela considerava, sim, que a opinião dele era uma visão muito real de quem ela era , porque achava que ele a conhecesse na essência, mais ou menos como Yerin.

Ficava triste vendo a mudança nos olhos dele, mas não sabia o que fazer. Porque não se lembrava de ter feito nada de errado na época. Por que ele continuava falando da tia? Não entendeu aquela frase, que passou batido, perdida naquele meio.

Abaixou o rosto quando ele disse que também não gostava de lá. Tudo bem que tinha acabado de dizer que o odiava, mas era muito ruim ouvir aquilo estando do outro lado. Sentia-se um estorvo indesejável, logo ela, que era tão popular naquele colégio e nunca foi tratada assim por ninguém ali dentro. Sentiu o peso daquele rancor, mas tornou a erguer o rosto quando ele citou, novamente, sua tia. Estava confusa, procurando nos olhos dele o que quis dizer com visita.

Em que momento isso aconteceu? No mínimo, tinha sido para entregar algum dos vários recados verbais dela. Talvez tivesse descoberto mais cedo que ele voltou, mas a poupou de saber o quanto ele a desprezava? Ela mesma tinha perguntado muitas vezes para a tia se ela tinha alguma notícia e, no começo, até pediu ajuda para escrever cartinhas que fossem para o Japão. Mas adiantou? Não. Até que entendeu o que tinha acontecido. E a tia a ajudou a enterrar aquilo, como a ajudou a enterrar mentalmente a mãe. Era uma mulher adulta,  acostumada com fins de relacionamento. Seo Chung Ja sabia a dor de separações constantes e, como ninguém, tinha um faro para esse tipo de intenção. Não era boba e inocente como ela. A tia sabia como a mente das pessoas funcionava e tentava torná-la um alvo menos explorável pelos outros, ensinando-a a parar de chorar como uma criança idiota e atrapalhar os outros. Não tinha funcionado muito bem, mas ela tentava e a admirava muito por conseguir.

Sentiu um mal estar quando ele soltou aquela frase de que “todo mundo tem um prazo de validade” e seus olhos brilharam um pouco mais, surpresa. Por um momento, um único momento, ela imaginou a cena, imaginou o pequeno menino orelhudo indo visitá-la, para dizer o “até logo” que nunca aconteceu, para não deixá-la apavorada até hoje com a confirmação de que qualquer pessoa poderia abandoná-la a qualquer momento de sua vida, como sua mãe fez. Naquela memória falsa que ela criou, sua expressão até relaxou um pouco, mas os olhos embaçaram. Teria sido tão bom se pudessem ter feito uma promessa…



Mas era mentira.

Sua tia nunca faria algo assim. Por que ele mentia tanto? Por que tinha se tornado uma pessoa tão horrível? Por que diabos ele estava chorando agora e por que isso a deixava tão triste? Ele chorava, mas ria? Por que sempre fazia isso? Por que não conseguia ler essas expressões?  Entreabriu os lábios, mas nada saiu. Era muita indignação e tristeza misturadas. Não sabia nem o que perguntar. Seu coração doía por reviver aquela cena.

Era muito, muito pior do que imaginava. Kim Joo Hyuk era maldoso e odiava todas as pessoas em volta dela. Ele tinha até mesmo tentado virá-la contra a tia. Até Yerin sobrou para as maldades dele. Tinha a certeza agora que ele estava mentindo, ou simplesmente interpretando tudo errado, da pior forma, como adorava fazer com tudo que dizia respeito a ela e a qualquer pessoa que estivesse por perto. TODOS que a cercavam eram dignos do ódio gratuito de Kim Joo Hyuk.


- ...Mentiroso...  Você é a pessoa mais horrorosa que eu já conheci… Você… você é um nojo, Kim Joo Hyuk. Você é o pior. O pior de todos! O psicopata aqui é você  - disse a palavra errada, achando que era a mesma que ele tinha usado para se referir a Yerin, sem perceber o engano, porque  não conhecia o significado de sociopata e isso não estava em seu vocabulário.   - Você chora de mentira, você ri de mentira. Você dá flores de mentira. Você faz uma coisa sentindo outra, só para enganar. Sim. Pode deixar. Eu não preciso fingir que você não existe. Você nunca existiu pra mim! E mesmo que você prometesse, eu nunca ia esperar por você. Porque você que é o passado, Kim Joo Hyuk. Você é podre e você enxerga as coisas de forma feia porque é assim que você é!   - continuou falando para as costas dele, despejando suas forças finais para segurar mais um choro naquele discurso acelerado, que foi perdendo a força, até que ela mesma virasse as costas e voltasse rápido para o carro, batendo a porta, e fazendo um sinal para irem embora logo.

Wangjo |{LOOK: Tiara | Sapatos | Capinha  }

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Jae-ki em Sab Ago 18, 2018 3:01 pm


Depois que Sunny falou, Jae-ki gravou bem os nomes Yerin e Hyemin, sabia que elas não eram boa coisa e isso agora só confirmava. Infelizmente Eun-bi ainda preferia defender elas. Por sorte elas tinham pagado um castigo. A parte do procurar provas ficou marcado na mente de Jae-ki, refletiria sobre isso depois.

Jae acabou ficando irritado com Sunny tentando protegê-lo, na sua mente ela o estava colocando no lugar de um covarde. Do jeito que era leal, Jae também não poderia trair o senhor Kim assim. Jae-ki admirava tanto o professor que se pudesse escolher, gostaria de ser filho dele junto com a Soo-ji, certamente sua vida seria muito diferente se fosse.  Fez um bico quando Sunny revidou.


Se levantou para dar seu ultimado e ouviu aquelas exclamações da garota. Quando ele decidia algo, ninguém poderia mudá-lo de ideia, como um touro bravo. Balançou a cabeça negativamente para tudo que ela dizia. Não dava para Sunny ameaçar não contar, porque ela mesma já não contava. Porém não queria ser grosso e por isso  pediu que ela não chorasse, apesar de não ter jeito pra isso.

Ela deu a desculpa esfarrapada que estava gripada, mas Jae-ki sabia como garotas eram choronas.

- Ya.... Se chorar vai ficar com o rosto todo melequento... - Implicou, era seu jeito de tentar consolar.

Descruzou os braços quando Won começou a falar. Era bem maneiro ouvir ele falando dos dragões desse jeito. Como não gostar dos dragões assim? Eles eram diferente até mesmo dos hyeongs.

No final Sunny prometia avisar, era um bom progresso. Esperou Kang se despedir, seus amigos eram bem mais educados, isso fez Jae lembrar que não tinha agradecido pelo café. Gostou de ouvir que a conversa não seria em vão, e para Jae não seria mesmo, ele estava com raiva das garotas que faziam mal a Sunny, e um pouco de raiva dela por não ter falado antes.

Porém quando ele trouxe o pacote e disse que era para Soo-ji, Jae-ki ficou surpreso e desarmou. Com certeza sua irmã ia adorar, ainda mais sendo de chocolate. Já podia imaginar a carinha dela feliz.

- Uwa... Kamsa - Agradeceu com um sorriso desmanchando seu bico invocado  - Ela vai adorar... E... Valeu pelo café também!


Os três saíram para fora da loja e Kang começou a falar. Realmente tinha sido uma conversa mais pesada do que pensou que seria. Jae refletia sobre as palavras do amigo, só que se sentia traindo o professor se ficasse esperando muito. Só ia expor ela para os próprios amigos, não via muito mal nisso, eles deviam se preocupar com ela, não?

Mas Jae ficou ouvindo e tentando entender Kang, fazia certo sentido e agora via que era bom que fossem amigos do Kim e de Dong. Isso certamente era uma boa agora. Jae-ki também pretendia contar pra Eun-bi tudo sobre Sunny, talvez ela pudesse ajudar, será que poderia contar com ela?

- É mesmo, vocês são meio amigos deles... - Disse pensativo - Eu vou pensar, não quero fazer a gente ser expulso, mas tem que ter um jeito de provar o que elas tão fazendo com a Sun-Hee pra isso parar.  Você podiam sei lá me aproximar do Dong e do Kim então... Talvez, se uma das amigas dela gravasse um áudio com o celular quando acontecesse algo assim... Tô pensando.  

Virou para os amigos e os questionou:

- Então vocês sabiam que ela passava por isso? Aigo... Tô cansado me tornarem um covarde nessa escola! Eu acho que os amigos da Sun-Hee poderiam ajudar já que ficam mais perto dela, ainda mais se for garota, que pode ir no banheiro com ela. Vamos ver, vou te dar um tempo Kang, mas pouco.

Kang mencionava o pai de Won, Jae-ki ficou quieto dessa vez, não entendia nada do pai dele, mas quis perguntar depois:

- Seu aboji tá maneiro com você agora? Acho que temos que marcar um tipo de... o rolê dos dragões, ou um dia só pra gente curti fazendo qualquer coisa. Ah se vocês precisarem de ajuda no trabalho de grupo, podem contar comigo. Vocês tem me ajudado muito, não vai ser um peso pra mim.

Jae-ki pretendia ir para casa, planejava chegar com um sorriso e contar para halmoni que conseguiu um novo emprego. Daria o que Sunny mandou para irmã e pretendia contar que foi da filha do professor Kim. Só depois que a halmoni começasse com o interrogatório que Jae-ki pretendia fala da sua demissão. Não estava afim de mentir, não via necessidade e queria mostrar pra a avó que ele sabia resolver os problemas da família, e que não importasse o que acontecer, nunca as deixaria na mão.




Café da Sunny

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Park Hyun Hee em Sab Ago 18, 2018 5:39 pm

 

 
Joaninha

Hyun
Não faço. Foi só para pesar no seu celular.
Hyun
Isso. Agora sim. Até amanhã


Ele se percebeu sorrindo a toa para o telefone e logo sua aura tornou a ficar tranquila, podendo bater um papo descontraído com a tia. Era estranho falar de seu avô, que era pai de alguém. Ainda mais quando aquela mulher, sua tia, parecia tão próxima emocionalmente, mas tão distante na relação com o tempo. Teve a chance de comentar sobre ela, mas não achava que deveria. Não era capaz de levar tudo isso nas costas.

Ficou feliz de ter proporcionado um bom momento para ela. Não era um bom neto, nem filho, namorado ou patrão, mas se descobria um bom sobrinho.  

- Eu… Tive que ir a outro lugar - limitou-se a dizer.

Balançou a cabeça de forma positiva, com um sorriso singelo no rosto, observando o trabalho dela. Ainda lembrava a maneira que o avô falava dela. Era tão discrepante com a pessoa que estava ali.

- Araso. Eu volto

Não precisava prometer. Aquele lugar tinha um clima tão diferente da outra casa. Mesmo feliz porque o avô voltaria, ele ainda sentia que a mansão era séria e lhe exigiria obrigações maiores. Além disso, era muito reconfortante ter um lugar para voltar. Ele tinah dormido um dia inteiro sem ser incomodado. Tomou remédios sem questionamentos e conseguiu ser… normal. Sem pressão. Sem nada.

Era algo mais ou menos familiar como quando estava com sua joaninha, que merecia um colar daqueles.

- Perfeito. Um colar. Com uma joaninha? Pode fazer? Será um presente único  - deu um sorriso um pouco mais satisfeito, pensando na namorada. E ela poderia usar na escola, diferentemente daquela jóia. Tinha certeza de que ela adoraria. Combinaria muito com ela.   - Komawo. É para uma pessoa importante - revelou, embora ela já pudesse saber quem era, sentia que era diferente quando ele mesmo dizia.

Ele tentou ajudar a guardar as caixas, pelo menos, e o que mais precisasse, antes de voltarem para a casa. É claro que ele observou a área das fotos e  o fez por um pouco mais de tempo do que gostaria. Mas não queria mexer ali. Não hoje. Talvez nunca. Fugindo do assunto, ele anunciou:

- Bem, vou colocar as coisas lá em cima e volto para cozinhar  - fez uma reverência a ela e saiu de uma vez.

Ao chegar no quarto, sentiu uma pequena saudade. Aquele quarto não seria o dele amanhã. Foi por pouco tempo, mas foi muito aconchegante. Ele aproveitaria para fazer sua “mala” antes de descer e preparar o jantar.

Hyun Hee era quase outra pessoa na cozinha. Arregaçou as mangas e faria um caprichado jantar tradicional coreano. Não se preocupava com a estética, mas, por causa do clube, até que fazia cortes treinados.  Apesar do dia cansativo, sentia, ali, que os problemas eram distantes, e faria questão de comer a mesa acompanhado, algo tão raro de acontecer.

Humor: estável/--+++

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Yeun Misoo em Sab Ago 18, 2018 6:33 pm



- Ah, tudo bem! Nossa, não fica pesado? Eu já estou suando igual uma porca… - olhou surpresa para ela. - Ah… É, né? Ballet tem dessas de ter um corpo bem específico. É que nem modelo - fez um bico de desagrado. - Mas ainda bem que você gosta.

Até admirava Eunbi por ela ser tão esforçada. Achava uma pena que os pais dela a tivessem feito estudar em Wangjo em vez de uma escola de artes, mas, por outro lado, sabia que nem sempre o ballet era algo divertido e leve para a amiga. Olhou Bomi, que estava machucada.

- Ah! Torceu mesmo? Nossa, vamos por gelo nisso. Gel? Tá bom, mas não esquece do gelo em casa

Ela quase acabou aproveitando o tal do gelol também, porque a aula tinha sido muito puxada e achava que as costas poderiam doer mais tarde, mas Gyu Sik apareceu, reclamando do cheiro e ela virou o rosto.

Riu do comentário, mas fez uma caretinha e achou fofo como a amiga fazia manha para o irmão.

- É vedade, aquela carrasca queria nosso sangue hoje!!! - fez drama


(cara da Misoo em ‘seus putos’)

Riu, mas com respeito, da ceninha dos dois. Gyu era sincero quando dizia que não era forte.Mas claro que Bomi era mais leve que ela até, entãosabia que estava implicando. Misoo agia aorridente e normal. Não precisava se preocuoar em parecer forçada, porque estava feliz de verdade por ve-lo normal e terem resolvido tudo. Até sorria mais do que o normal. Agora sim estava mais radiante. Sentiu falta das briguinhas bestas de irmão.

- Sim! Por favor

Aceitou com alegria e os seguiu ate o cardo, dando tchauzinho para Eunbi.
Porem a proposta de Bomi a fez pule na amiga e abraça-la forte.

- Sim, sim, siiim. - aceitou no mesmo instante, ouvindo a explicaçao de Gyu em seguida. Nem tinha pensado ainda em algo ruim.


- Sim, tudo bem. Não tem problema… Nunca teve, né? Ai boto esse seu pé de molho.

Deu uma reforçadinha e piscou para ele. Apenas para garantir que não estava infeliz com isso.

Ao chegarem ficou observando a dupla, com um pequeno sorriso. Estava sentindo-se muito leve por ficar na casa deles. Toparia mesmo fazer lição de casa se ela quissse, enquanto viam algum programa ou algo assim. Só para passar o tempo


Wangjo

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Dong Hee Kyung em Sab Ago 18, 2018 7:21 pm



A missão estava cumprida, pelo menos parte dela, ouvir do grande Song, que além de aprovado, ele estava satisfeito, isso sim era algo que valeria para Hee Kyung, que chegou a virar depois, o rosto para seus companheiros, esperando que estivessem um pouco mais orgulhosos do projeto. Agosto foi o prazo final, até lá deveriam estar com algo bem acertado, e a ansiedade fazia a cabeça do virginiano latejar de leve, seus olhos estavam mais arregalados. - Um psicologo... - Repetiu mas num tom baixinho, pensando como isso vai coincindir direitinho com esse pequeno projeto. Esse tema era delicado, na cultura oriental e na Coreia do Sul não é diferente, com uma taxa tão assustadora de depressão e suicidio, que vem de maneira silenciosa visto que a população tem receio de falar, para não ser julgada.

- O senhor tem toda a razão. - Sobre se sentir seguro no colégio, isso era o básico... mesmo que Dong se sentisse seguro, outros não estavam de acordo pois eram alvos, e nesse tipo de tema veio o relato do ensino fundamental para a surpresa de Hee Kyung que não tinha se focado inteiramente neles, mas analisando com metodologia coerence é nos mais jovens que o aplicativo soaria mais efeito. - Confesso que fico um pouco mais tranquilo com suas palavras, senhor diretor. Quando isso vier a público sei que não será fácil, mas prometemos ir até o fim.

Disse após aquela pausa, encarando de maneira determinada... - Houveram alguns nomes, o menos pior era projeto Cheque Mate, mas ai pensamos que não seria adequado comparar um jogo de xadrez com esses problemas que estão acontecendo, e também, muitos detestam o jogo. - Que Dong adora por sinal -  Então... veio o nome The Crown, a coroa, algo que me deixa confortável em comparar a um colégio de dinastias. - Wangjo -  Aqui podemos ver um esboço do desenho, ele pode mudar até término..

Ele encarou Ha Neul com um sorrisinho, mostrando que tinha deixado a apresentação do nome para o final como se fosse dar um efeito extra e em seguida apresentaria o slide final com o desenho.


Após isso iria aguardar o que a professora achou de tudo e como seria a revisão dela, afinal sem seu apoio inicial essa pequena semente não teria começado a germinar do jeito que esta sendo aplicado. O funcionamento ficou entendido que seria por via de um servidor, mas como o diretor disse que daria apoio, Hee Kyung preferiu não abordar esses detalhes mais sistemáticos e técnicos para não entediar os demais.

O ponto fundamental havia sido explicado, e com a aprovação... o verdadeiro trabalho começaria, com o prazo rolando a partir de agora..



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Re: Capítulo 6

Mensagem por Won-Bin em Sab Ago 18, 2018 11:09 pm



Não tinha sido uma conversa fácil mas Won entendia que tinha sido necessária. Nem tinha a intenção de tirar tudo aquilo a limpo mas uma coisa levou a outra e Won se viu saindo dali com várias coisas para pensar.

Sunny falava de pessoas como Seo Hyemin, alguém que tinha visto uma faceta completamente diferente naquele dia e como a "punição" tinha lhe afetado. Realmente havia punição, mas obviamente aquilo não amenizou a situação: talvez o diretor tivesse apenas atiçado o fogo.

Won levou algum tempo pra entender que na Wangjo você não ataca diretamente, como numa luta com um chute direto na guarda do oponente. Questões como essa você tem de lidar de forma astuta.

Kang deu mais algumas palavras de sabedoria. Jae-ki ainda parecia incomodado mas eram como as coisas eram e não ia convencer ela a agir diferente hoje.

Assentiu com a cabeça para se despedir, numa esperança fraca de que ela realmente viria a eles caso ruim acontecesse.

Já do lado de fora Kang quebrava um pouco o seu silêncio:

Kang escreveu:
- Deem um tempo para ela e...para mim. - Disse. - Eu entendo sua necessidade de sair perguntando para as pessoas, mas você não quer expor a filha do seu professor, né? Eu estou no mesmo grupo que ela, posso tentar descobrir de um modo mais...sutil. - Olhou para Won e Jae Ki, respectivamente.. - Só confiem em mim. Mas se quiser tanto perguntar para os dois que citou, sugiro que comece preparando um terreno.

-Hmmm, pode deixar Kang - disse concordando com ele. Se fossem descobrir algo teria de ser do jeito esperto e não exatamente depender dela falar.

Assentiu quando sugeriu que falasse com o Kim caso Jaeki quisesse: não tinha exatamente muita proximidade com ele mas daria um jeito.

Jaeki citava maneiras de como parar a situação de Sunny com as outras meninas, assunto que Won mesmo tinha já pensado semanas atrás quando recebia a informação de Ye Ji.

-Pra falar a verdade Jaeki, por mais que eu odeie dizer isso eu acho que a situação dela com o Taemin tem uma vantagem - disse colocando a mão no queixo pensativo - As garotas não vão ser malucas de fazer nada com ela se souberem que ela é próxima do Taemin. Na verdade, basta essa história se espalhar de que ele a protegeu que eu duvido que elas vão tentar implicar com ela tão cedo

Disse e colocou as mãos nas temporas. Era complicado mas sabia exatamente a quem precisaria contar pra informação se espalhar.

-É horrível pensar nisso porque o cara é um escroto e a gente sabe disso. Mas se ele pode trazer algo de bom é afugentar as garotas que fazem mal a Sunny. Mas como o Kang disse, é melhor dar um tempo. Estudar o campo de batalha

Respirou fundo.

-Eu achei que você sabia Jae, desculpe. A Ye Ji me contou por cima das coisas que aconteceram com a Sunny e outras garotas - justificou, não tinha sido uma informação que tinha ocultado por querer. Estava tão distraído nas últimas semanas que nunca teve a chance de citar isso.

Kang mudava o assunto de volta pro pai. É mesmo! Ainda não tinha resolvido esse mistério.

Kang escreveu:- E a história do seu pai, hm? Pode ser que ela não tenha visto mesmo, mas você acha que era ele mesmo?

Até Jae falava de marcar o role dos dragões. O seu pai que tinha falado pra eles irem em casa mesmo.

-Hmmm eu não tenho certeza se era meu pai mesmo. O que me deixa meio bolado, mas eu não tô a fim de voltar a brigar com ele. Mais tarde eu pergunto pra ele pra ver se me diz se esteve por aqui. Mas...sim, a gente tá bem. Na verdade ele meio que quebrou aquele gelo no sábado quando eu cheguei em casa. Ele até disse pra vocês irem lá em casa

Juntou as mãos, como se tivesse tomado uma decisão.

-O próximo role dos dragões pode ser lá em casa. Eu vou mostrar que eu sei fazer tteokbokki!

Disse feliz, distraindo todos aqueles assuntos pesados.

Mas na verdade tinha ainda uma última pendência hoje.

-Vocês vão pra casa agora? Eu...bem, eu tenho um tempo livre até resolver uma coisa. Na verdade falar com uma pessoa - disse e olhou pra Kang - A Ji Hyun me mandou uma mensagem hoje, disse que queria falar comigo. Acabou que eu nem me despedi direito dela no Café, mas não sei bem o que ela precisa falar comigo. Talvez seja algo do serviço que eu deixei lá e ela precisa de ajuda

Won ainda pretendia ir falar com ela hoje.

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Re: Capítulo 6

Mensagem por The Crown RPG em Dom Ago 19, 2018 3:46 pm

HEE KYUNG. 10 DE JUNHO. 3:40 P.M. NO CARRO


Depois que todas as dúvidas foram sanadas e o projeto apresentado em sua totalidade - incluindo o nome, a reunião foi dada como encerrada. O diretor estava mais do que satisfeito com o que foi apresentado e agora havia muito o que discutir e trabalhar para que a ideia saísse do papel e começasse a ter funcionalidade prática.

Os três se despediram cheio de formalidades e permitiram que os meninos tossem seu tempo para recolher suas coisas e partirem dali. A professora de informática seria chamada em outro momento para que questões mais adultas fossem tratadas - como o psicólogo que seria contratado em breve. Não era bom discutir esse tipo de coisa com alunos e por isso, a professora os representaria.

Os meninos ficaram mais um tempo na sala. Ha Neul estava impressionado.

- The Crown? - Olhou para ele. - De onde tirou essa ideia?

- Projeto Medíocre era um nome sugestivo. - Min Ho comentou. - A reunião foi boa, não foi?

- Uhum… - Ha Neul concordou e olhou para Ui Jin.

O garoto gordinho estava com a cabeça baixa, recolhendo suas coisas. Sentia-se muito envergonhado pelo transtorno que tinha causado, quase como se fosse um peso para seus amigos.

- Ya, Ui Jin, não fique assim, hm? Nós estávamos prontos para tudo e correu tudo bem!

Min Ho conteve suas palavras ácidas dessa vez e eles continuaram um pouco mais ali. Quando se dessem conta, perceberiam que estava bem atrasados para seus clubes. Ui Jin e Min Ho saíram correndo, meio desesperados, mas Ha Neul não parecia muito animado para o clube de dança e optou por faltar naquele dia.

- Quer uma carona? Eu vou para casa, tenho muito trabalho para adiantar e hoje me cansei bastante na educação física. - Justificou-se, como se precisasse disso.

Não precisava, mas gostava de falar com seu melhor amigo. Dong certamente aceitaria a carona dele, até porque, Stella não estava à vista - já tinha partido com Sunny - e Hayoung com certeza o atropelaria, se ele pedisse alguma carona. Ha Neul o levaria para onde fosse seu próximo compromisso. Não sabia se ele tinha alguma atividade naquele dia - natação, curso de informática ou curso de japonês - mas mudaria sua rota, se fosse caso.

Apesar de não parecer, muita coisa tinha acontecido naquele dia. Além da reunião que finalmente transformava sua ideia em algo um pouco mais próximo do concreto, a desagradável conversa com sua prima continuou ecoando em sua cabeça. Hayoung não levou bem a tentativa dele de ajudá-la, mas olhando pela ótica dela, tinha sido humilhante ouvir sermão do avô na frente de seus pais por conta de um pedido de Dong. A relação deles já estava ruim, agora estava péssima. E houve certo prazer em falar o que achavam de Stella - outro problema para Dong.

Por algum motivo, os comentários dela o fizeram convidar a canadense para o baile. O que o avô dele diria se soubesse disso? Podia ser visto de um jeito diferente do que ele desejava passar de fato.

Como se não bastasse as meninas, ainda havia aquela história do hibisco que deixou evidente que Ui Jin tinha sentimentos por Seo Hyemin. E agora o amigo se sentia mal porque não conseguiu apresentar direito o trabalho, talvez fosse até medo dos amigos interpretarem mal suas ações. Eram tantas pequenas questões sociais que a cabeça dele começaria a doer por conta da dor de cabeça crônica. Ha Neul estava ali para ouvi-lo e até mesmo aconselhá-lo, mas o hyeong também estava bastante distraído.

Depois de falarem tanto, ele achava que Dong quisesse um pouco de silêncio. Não imaginava, afinal, a confusão mental e de vozes que existiam na cabeça dele naquele momento.

[+ 1 rodada e encerramos.]
(C) Ross


HYEMIN. 10 DE JUNHO. 5:25 P.M. NO CARRO


Joo Hyuk recuou quando começou a ouvir aquelas respostas. Mesmo que estivesse sorrindo, a lágrima escorreu mesmo assim e ele sentiu certa pena da situação. Não sabia se lamentava mais por si mesmo ou se por Hyemin ser tão cega. Olhou para ela da cabeça aos pés de novo, como se fizesse pouco caso, mas dessa vez, ele não respondeu mais nada.

Virou as costas e começou a se afastar dela enquanto a garota perdia o fôlego, mas as palavras gritavam em sua mente.

Segurou as alças da mochila com as duas mãos e tomou uma postura mais firme para sair dali mantendo a cabeça erguida. Não era possível que as palavras tortas de uma menina burra o fizessem sair dos eixos, mas doía.

Doía de verdade.

Hyemin retornou para o carro sem perceber que uma pequena plateia tinha assistido aquelas coisas. Ui Jin estava dentro do carro, pronto para sair quando viu o modo como Kim Joo Hyuk se aproximou de Hyemin e os dois começaram a discutir. Não era por conta do trabalho de novo, não é? Não podia ter tanta emoção só por conta de maquete, parecia algo muito mais denso. Contudo, ele também ficou surpreso ao ver que Hayoung observava com mais interesse ainda. A cena não era incomum para ela, mas achou curioso como se repetia meses depois.

Pensava que a história ali tivesse acabado, mas aparentemente, ela só entrava em pequenos hiatus.

Para a sorte de Hyemin - e talvez de Kim também - o pessoal do clube de Dança enrolou mais para descer. Estavam todos cansados demais para se mexerem, então não chegaram a ver ou reparar na cena deles.

Já dentro do carro, o celular estava acumulando mensagens de novo. Pelo menos no grupo Blackpink, Yerin...e o próprio noivo de Hyemin.


BLACKPINK

Yerin
Acho que pode ter sido isso mesmo. Mas fique tranquila, amanhã vocês conversam melhor.
Beom Su
É, Min. Ela está sem celular também =~
Yerin
Uhum...Bom, eu vou me ausentar porque estou no curso. Mais tarde nos falamos
Beom Su
Boa aula, Yerin-ah!


Nana foi a única que não tinha participado da conversa, mas considerando como estava cansada, provavelmente dormiu a tarde toda.

RIN

Rin
Existe outro motivo de caráter prático para que Hayoung fique no grupo, Min: Ela sabe demais. E seria imprudente tirá-la por qualquer motivo. Diferente da Yewon, Hayoung é mais inteligente e tenho menos formas de contê-la.
Rin
Seja paciente...Foi só um dia infeliz.


O gesto de Yerin no grupo foi apenas para não assustar Beom Su. Ela sabia ser muito fria quando queria e estava pensando nas consequências de um gesto impulsivo como aquele que Hyemin queria ter tomado.

Já o noivo, disse

MIWOO

Miwoo
Boa tarde, Hyemin-ssi.
Já tive minha cota de bailes de máscaras em Wangjo rs.
Miwoo
Mas verei na minha agenda e te aviso. Não espere muito, tenho uma viagem marcada para o fim do mês
 

[+ 1 rodada e encerramos]
(C) Ross



MISOO. 10 DE JUNHO. 6:10 P.M. RESIDÊNCIA YOON


Eun Bi não tinha comentado nada sobre gostar ou não. Ao invés disso, apenas deu um sorriso e aceitou aquele comentário sobre corpo específico. Sua amiga não tinha dito por mal, bem sabia, mas a pressão só fazia aumentar. Foi uma boa ter mudado o foco para Bomi.

- Ani, não torci, só está doendo… - Fez um beicinho meio manhoso que ficava fofinho nela.

Enquanto davam um jeito na menina, Gyu Sik chegava ao socorro da irmã. Bibi saiu correndo porque estava começando a se atrasar para o ballet e os irmãos Yoon ofereceram carona. Mais do que isso, também ofereceram um abrigo. Bomi deu um gritinho quando Misoo pulou nela daquele jeito, mas sorriu e a abraçou de volta.

Gyu Sik pareceu feliz por vê-las desse modo. Meneou de leve para Misoo, demonstrando que estava tudo bem.

Os três seguiram para casa e, de carro, a viagem não dava nem trinta minutos. O curso de Gyu também não ficava muito longe dali, por isso ele tinha algum tempo de paz para descansar antes de ir de carro para lá.

- Você quer tomar um banho, Sussu? Eu empresto alguma roupa minha para ficar mais confortável também. - Bomi comentou enquanto entravam em casa. - Pode tomar banho no meu banheiro, se quiser. Enquanto isso, eu procuro gelo.

Na verdade, ela queria ter uma conversinha com Gyu Sik, mas não quis ser indelicada com a amiga. Misoo estava realmente suada - a própria Bomi estava, mas preferia cuidar da perna primeiro. As duas seguiriam até o quarto da garota e lá, Bomi escolheria uma roupa meiga, mas esportiva para não fugir do estilo de Misoo. Também daria uma toalha nova e a deixaria usar seu banheiro.

O quarto e o banheiro de Bomi eram realmente dignos de uma princesinha. Enquanto o quarto era todo branco e lilás, o banheiro era todinho branco e com metais prateados. Era bem organizado e extremamente limpo.

Enquanto ela tomava banho, Bomi seguia até o quarto do irmão. Pensou que tivesse fechado a porta direito, mas não ela voltou.

- Ya...Precisamos conversar.

Vinte minutos depois, Bomi ainda estaria lá no quarto do irmão e a conversa estava um pouco mais alta, ecoando aqui e ali pelo corredor. Os pais deles não estavam em casa e os criados não subiam sem ser chamados quando os patrões ou os filhos estavam.

- Mwo? - Bomi perguntou meio hesitante. - Appa disse isso? Que você precisa ficar perto de um Park? Você é um tipo de secretário ou o que?

- Eu não acho que esse seja um bom momento para você me perguntar essas coisas. Você não queria saber porque eu estava irritado mais cedo? Já disse o que aquele isekya disse e acha da nossa família. Não sei como chegamos nesse assunto de Jung Mi, mas agora chega.

- Você sempre me prometeu contar tudo, mas não me disse que ele fez isso com você.

- Você está cobrando uma promessa que também deixou de cumprir há alguns meses. Por que não me contou sobre ele?

- Oppa! É diferente! Como é que eu ia saber que o appa sabia das coisas que o Jung Mi faz com você e agia de modo permissivo assim? Por que ele aceita as coisas dos Park?

- Talvez porque os Park sejam uma das famílias mais influentes de nosso país? Eu não sei, Bomi!

- Então quer dizer que se o Jung Mi resolvesse, por algum motivo, brincar comigo e ferir meus sentimentos, eu deveria aceitar como se fosse normal?

- Eu não permitiria que isso acontecesse! Ouviu bem? Nunca!

- Então por que eu tenho que permitir que isso aconteça com você?!

- Chega. - Disse de modo resoluto. - Eu já disse que vou dar um jeito nisso, agora vai botar um gelo nessa perna e me deixa em paz, Bomi!

Mais alguns chiliques depois, Gyu perderia a paciência e abriria a porta, convidando a irmã a se retirar. Assim que ela saísse, ele bateria a porta na cara dela porque não queria mais discutir. A garota só não insistiu um pouco mais porque precisava ver se Misoo estava bem.
(C) Ross


SUN HEE. 10 DE JUNHO. 6:10 P.M. CAFÉ LITERÁRIO


Os meninos partiram do café deixando Sunny com muita coisa na cabeça. Nada demais ocorreu depois, o movimento estava igual ao de sempre. Por volta das 5:40 P.M, Lee Hi chegou. Ela parecia normal - ou algo próximo disso. Nem parecia que tinha faltado à aula de dança porque estava passando mal.

Rapidamente seguiu até a parte da biblioteca e assumiu o balcão.

Aos poucos, as coisas pareciam voltar ao normal. Pouco tempo depois que Lee Hi chegou, a sinetinha voltou a tocar e a presença chamaria a atenção das duas. Não que fosse esquisito vê-lo por ali, mas a expressão dele não parecia boa.

Joo Hyuk entrou com a cabeça erguida, mas com o olhar perdido. Começou a olhar ao redor até que encontrou uma mesa e sem cumprimentar Sunny, ele seguiu até um lugar mais isolado para se sentar. Retirou os óculos, revelando o rosto bonito que tinha por trás daquela armação grossa e fechou os olhos.

O rosto dele estava manchado e ainda agora, estava acumulando lágrimas a ponto de deixá-las rolarem. Pegou um guardanapo e secou de modo discreto, ainda que fosse um pouco difícil ser após entrar daquele jeito.

Lee Hi arregalou os olhos e indicou o menino com a cabeça. Assim que Sunny chegasse, ele diria entre murmúrios com o queixo meio trêmulo.

- Neol… - Engoliu em seco. - Não queria voltar para casa...Vim estudar aqui. E...Depois te levo pra casa...Tá? Avise...ao hyeong que eu….te levo.

Mal teve coragem de encará-la para que Sunny não visse o ferimento exposto de sua alma, preferindo olhar para a janela.

- Um café americano, por favor… - Ficou mexendo no guardanapo enquanto olhava para fora.

[+ 1 rodada e encerramos]
(C) Ross


HYUN HEE. 10 DE JUNHO. 8 P.M. RESIDÊNCIA LEE


A tia apenas ergueu de leve a sobrancelha com a resposta dele. Pareceu aceitar isso porque não tinha, afinal, controle sobre os atos dele. A criação de Chang Wook não tinha sido diferente também, ela dava liberdades e permitia segredos, mas isso não queria dizer que ela não soubesse quando tinha algo de errado ou quando o filho estava mentindo.

Seu comportamento não tinha mudado, por enquanto, mas era bom sentir que não tinha perdido a mão ainda.

- Araso…- Sorriu e terminou de arrumar sua mesa.

Assim, puderam conversar um pouco melhor e ficou satisfeita com a resposta dele. A conversa tinha sido bem sincera e aprazível, mas ela ficou ainda mais animada quando ouviu o pedido dele. Sentiu como a aura dele mudou ao falar dessa pessoa especial. Não foi necessário muito esforço para lembrar de sábado e da menina que chegou de mãos dada com ele.

- Por que não fazemos agora mesmo? Acho que ainda sei fazer uma joaninha para um colar. Ainda mais para uma moça tão bonita…

Caminhou para um dos armários e o abriu. Havia uma variedade de pequenos vidrinhos para pingente e a tia pegou um que tinha um formato diferente. Era delicado, apropriado para um colar, tinha um formato de gota. Mostrou para ele e logo foi atrás do fecho e de um cordão delicado.

- Trabalharei nisso enquanto você prepara o jantar. Uma troca justa, hm? - Piscou para ele.

Ficou grata pela ajuda com as caixas e apontou onde ele deveria deixá-la e tudo mais. No fim, ela não subiu com ele, mas ele já sabia qual era a senha para abrir a porta. Observou enquanto o sobrinho saía e deu um sorriso animado com a pequena encomenda de última hora. Retornou para sua mesa e não levaria mais do que duas horas para preparar o pingente.  Já tinha uma ideia do que fazer.

Hyun Hee ficaria algum tempo sozinho, podendo aproveitar daquela casa que o fazia se sentir tão acolhido. Ninguém o perturbaria e enquanto ele cozinhava na bancada americana - que dava uma visão da sala, ele quase podia vislumbrar como sua vida seria se fosse filho de sua tia. Ou quem sabe o modo como gostaria de viver depois de cumprir com suas promessas.

Muito embora Hae Sook tenha sido punida por suas escolhas, ela parecia ter sido salva. Longe daquele mundo de herdeiros, ela era livre, apesar de não ter os luxos exagerados de quem nem sabia como gastar tanto dinheiro, mas era capaz de matar e morrer por ele.

Quando o jantar estivesse na fase final de preparo, o primo dele chegaria em casa. Estava com uma expressão um pouco preocupada e até mesmo cansada.

- Cheguei… - Anunciou e colocou os chinelos antes de entrar em casa. Estava puxando a gravata quando se deparou com Hyun Hee cozinhando. A expressão séria ficou um pouco mais suavizada e ele deu um sorriso. - Oh! Teremos uma refeição digna, mal posso acreditar.

Brincou.

- Como foi seu dia? Teve notícia do seu avô? - Aquelas perguntas padrões, mas que tinham interesse mesmo em ouvir a resposta.

Deixou a pasta no chão e caminhou até a geladeira enquanto tirava o blazer. Quando completou o gesto, os dois ouviram o momento que um frasco branco caiu do bolso e rolou até o pé de Hyun Hee. Chang Wook manteve a expressão, mas por dentro estava um pouco tenso. Para Hyun, aquele nome seria quase familiar.

Era um dos muitos remédios que ele testou nos EUA. Um dos medicamentos errados que causava efeito oposto no problema que ele tinha, mas a função dele era deixar o corpo letárgico, muito mais do que relaxado. Em muitas dosagens, podia tirar o tato e criar alucinações, além de baixar a pressão podendo levar até a morte se não fosse manipulado direito. A dose dele era duas vezes mais forte do que a que ele usava.

Por que seu primo tinha algo assim com ele?

Chang Wook olhou do remédio para Hyun, mas não deixou de abrir a geladeira para pegar uma garrafa de soju. Antes só queria uma água, mas agora achava que precisava de uma dose de álcool.
(C) Ross


WON E JAEKI. 10 DE JUNHO


De repente, Kang deu uma risada do comentário de Jae Ki. Nenhum dos dois entenderia à principio, mas logo o amigo bobo tomou uma postura mais séria e disse.

- Won Bin, você reconhece essa pessoa? - Olhou de modo desconhecido para Jae Ki. - Lembra quando os clubes começaram e havia um palmo de bico ao invés de uma boca naquele rosto ali? Mimimi, não façam amizades...Mimimi, não colem na Sunny.

Respirou fundo, enfiando as mãos nos bolsos de sua calça jeans.

- Então é essa a sensação de ter razão. - Olhou para cima, bem dramático. - Gosto dessa sensação.

Parou com a implicância e voltou ao modo normal dele.

- Eoh, posso aproximá-los sim. E antes que me olhe dessa forma, eu não sabia que ela sofria essas coisas. Pelo menos até hoje. - Fez uma cara meio triste. - A Go Eun Na disse algumas coisas suspeitas para a Sunny e travaram o ímpeto dela de responder. Eu acho que ela é uma das pessoas que perseguem. E não apenas ela, a amiga também, a Stella.

Olhou para Won. Se ele parasse para pensar, poderia se recordar do dia que ela foi derrubada justamente por Go Eun Na e So Yewon, no meio do corredor. As duas estavam seguindo Yerin, Hyemin e Hayoung. O simples nome já era o suficiente para associar às pessoas que perseguiam. Fazia muito sentido agora, mas Kang não entraria em detalhes.

- Quero ver como será o comportamento dela no trabalho, isso se ela participar mesmo. Por isso preciso de um tempo, mas prometo que ficarei de olho nela e a protegerei se for necessário.

Disse bem sério porque gostava de cumprir suas promessas. O comentário de Won a respeito de Taemin poderia deixá-los nervosos, mas não era de todo uma mentira. Kang via sentido no que ele dizia. Por que não usar as pessoas de vez em quando, se fosse para fazer o bem? Escondeu os lábios, preferindo não opinar além do que já tinha feito.

Toda aquela conversa tinha rendido muito o que pensar, mas a melhor parte foi ouvir sobre o relacionamento de Won com o pai dele.

Kang ficou feliz por ouvir que eles tinham se entendido e mais animado ainda por ouvir que o próximo rolê seria na casa dele.

- Jinja!?!? Daebak!! - Comemorou. - Pode marcar, então! É comida de graça, Jae! - Cutucou o amigo e riu.

Sobre ir embora, Kang tinha tirado o dia de folga ao invés de descansar no domingo. Não queria ir para casa e ter mil coisas para fazer, por isso topava ficar pela rua com Won. Jaeki, contudo, precisava fazer o contrário, até porque, agora ele tinha uma encomenda especial para entregar a Soo Ji.




JAE KI. 10 DE JUNHO. 6:30 P.M. RESIDÊNCIA SONG

Quando chegasse em casa por volta das 6:30h, Jae Ki veria tudo arrumadinho como sempre. A halmoni e Soo Ji não tinham chegado ainda porque estavam trabalhando. Graças ao wifi da vizinha - que não mudou a senha e ele também não chegou a apagar, ele receberia as mensagens de Eun Bi.


BIBI

Bibi
Sério? Que bom! Fico feliz!
Hoje fico até as 21h na rua por conta do ballet.
Se quiser me ver, o endereço é “esse”, mas podemos conversar amanhã também.
Descanse. <3


Pouco tempo depois dele chegar em casa, ouviria a aproximação de Soo Ji e da avó trazendo o carrinho da comida que vendiam. Ao abrirem a porta, as duas se surpreenderam com a presença dele. Geralmente ele estava trabalhando nesse horário.

- Oppaaaa!!! - Soo Ji correu para abraçá-lo e se pendurar em seu pescoço.

A avó tossiu pesado algumas vezes. Não estava recuperada daquela gripe, mas estava bem melhor do que antes.

- O que está fazendo em casa a essa hora? E que roupas são essas, hm?!

Perguntou já toda desconfiada. Soo Ji também reparou nisso, mas antes de questionar qualquer coisa, preferiu cumprimentá-lo e comemorar por vê-lo em casa.




WON BIN. 10 DE JUNHO. 8:50 P.M. CONDOMÍNIO

Woo Jin sugeriu que ele e Won fossem ao cinema para matarem o tempo. Não precisavam comer nada - até porque estavam ficando pobres porque dinheiro ia embora rápido e Won, pelo menos, não tinha mais emprego. - era só para assistirem mesmo.

Para a grande felicidade de Won, estava tendo sessões com filmes clássicos do Jackie Chan - mas não os Três Dragões, porque esse seria o filme que veriam na casa dele quando fossem para lá. Os dois teriam um bom tempo juntos, podendo aproveitar o filme ao invés de falarem.

Acabou que Kang nem precisou falar sobre Sunny porque todas as dúvidas tinham sido sanadas. Ele ia perguntar o que fazer em relação a Go Eun Na, mas agora já sabia como deveria agir. Depois do cinema, eles ainda andaram um pouco e conversaram sobre coisas aleatórias até que seguiram para o condomínio. Kang só foi até lá para acompanhá-lo, mas não entraria de novo, pois seguiria até o ponto de ônibus para ir para casa. Agora sim sentia-se bem cansado e precisava descansar um pouco. Desejou boa sorte para Won e despediu
-se.

À noite, o condomínio tinha outra aparência. Era um pouco mais frio por conta da quantidade de plantas e árvores que tinha e a iluminação era boa, mas dava uma sensação diferente. Won teria a impressão que a qualquer momento, algum Yoon apareceria, mas na verdade, foi ele que passou diante da bela mansão branca de portões nobres.

A casa de Bomi ficava antes do Café - o condominio tinha Casas mais à frente, a área comum com uma “mini cidade”, as quadras, jardins e lago artificial, e as casas da parte de trás, onde Misoo e o pai de Eun Bi moravam.

As luzes estavam acesas, mas não havia sinal de Bomi ou de seus familiares. Sentiria um arrepio ao passar por aquela “fortaleza proibida”, mas o foco dele era outro. Tinha que seguir até o Café uma “última ultima vez” para falar com Ji Hyun e pegar sua bicicleta também. Acabaria chegando uns dez minutos antes do horário de saída dela, mas havia muitos bancos para sentar e esperar.

Tinha a própria loja de conveniências para esperar, em último caso.
(C) Ross


Última edição por The Crown RPG em Dom Ago 19, 2018 9:31 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 6

Mensagem por Won-Bin em Dom Ago 19, 2018 9:24 pm



Kang escreveu:- Won Bin, você reconhece essa pessoa? - Olhou de modo desconhecido para Jae Ki. - Lembra quando os clubes começaram e havia um palmo de bico ao invés de uma boca naquele rosto ali? Mimimi, não façam amizades...Mimimi, não colem na Sunny.

-Meu Deus, o Jaeki tem um irmão gemeo e eles trocaram de lugar, não é possível!

Riu junto de Kang quando ele dizia ter razão. Realmente estavam tão mudados que pareciam muito diferentes daquele começo de ano.

Kang falava de Eun Na, ia ficar de olho também na medida do possível. Tinha uma ideia melhor de quem seria o grupo responsável por infernizar Sunny e Stella.

Ficou feliz porque o amigo pareceu gostar da ideia de irem na casa dele.

-O pagamento vai ser lavar a louça! - disse protestando de brincadeira mas riu em seguida.

Iria ainda passar algum tempo com os amigos, especialmente Kang que estava livre como ele: Won realmente não estava a fim de ir pra casa e ficar sozinho, não hoje.

Fazia um bom tempo que não tinha esses momentos só pra jogar conversa fora com ele, então iria encher ele dos assuntos mais aleatórios como os últimos filmes que tinha visto e porque o cinema tailandês era melhor que o da Indonésia.
Won aceitou a sugestão de irem ver uns filmes prontamente. Ele pegaria um dos filmes que saberia que Kang não tinha visto ainda, Won mesmo já tinha visto todos do Jackie Chan.

-Valeu por hoje Kang, a gente se fala - se despediu do amigo e partiu em direção ao condomínio.

A ansiedade de acabar esbarrando nos Yoon era gigantesca e Won se sentia como o fugitivo de prisão de um filme que a qualquer momento podia ser pego.
A casa dos Yoon era realmente como uma Fortaleza, inalcançável assim como Bomi era agora. As palavras de Eunbi lhe martelavam na cabeça:

"Ela ainda gosta de você" era só a opinião de Eunbi, não deveria ser a verdade por muito tempo. Pelo menos era o que queria acreditar para que a dor parasse.

Estava inseguro de ficar ali mas Won não via muita escolha a não ser sentar em um dos banquinhos e mandar uma mensagem pra Ji Hyun de que já estava ali. Mandaria algum emoji pra parecer casual mas a verdade era que Won se sentia meio ansioso.

O que era tão importante pra discutir afinal? Será que ele tinha gerado algum problema pra ela naquele emprego por ter saído repentinamente? O emprego parecia importante pra ela.

Só iria descobrir daqui uns dez minutos. Parecia durar uma eternidade.

Back to the Coffee of Treta

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Yeun Misoo em Dom Ago 19, 2018 10:07 pm



Misoo não precisou de muito incentivo para ir tomar banho. Elas praticamente moravam na casa uma da outra, então tomou banho em um tempo normal. Foi bom para relaxar não só os músculos mas para refletir um pouco. Terminou um namoro, reatou várias amizades. Era um dia cheio. Queria poder contar tudo isso a sua avó, mas ela estava de viagem. Com certeza ela ficaria feliz com aquilo. Mal via a hora de contar que teve coragem de seguir seu coração. Talvez até pudesse ajudar Bomi apresentando o problema que elas tentaram fazÊ-la entender: e se um dia fosse apaixonada por alguém que a halmoni não gostasse? Era isso que adoraria conversar.E era normal não saber como se sente?

Nessas horas fazia falta não ter parentes mais normais. Uma pessoa mais velha com certeza teria conselhos melhores para dar do que ela mesma.

Enrolou o cabelo em um coque e vestiu roupas de casa: moletom por cima de calça de tecido leve. Estranhou quando não viu Bomi e decidiu sair para procurá-la, porque ouvia vozes altas. Estavam brigando, será? Mas no caminho ouviu os trechos importantes da conversa. Não queria ficar de fofoqueira, mas diminuiu o passo. Quando chegasse no final, naturalmente, eles perceberiam sua presença e parariam de conversar…

Não conseguiu cumprir muito com sua nobreza quando ouviu de quem falavam. Ficou horrorizada com aquelas informações e tapou a boca, voltando de fininho para o quarto. Sentou-se com a cara lavada, ouvindo a amiga voltar para o quarto.

Agora fazia mais sentido que ele estivesse aborrecido mais cedo, falando com Taemin. Quando ela entrou, tentou disfarçar, mas estava mordendo o lábio nervosamente. Olhou a. amiga, depois olhou em volta…

- Miane… Eu ouvi - admitiu depois de cinco minutos de silêncio. - É verdade? - perguntou hesitante.

- Aishh… Não acredito. Que absurdo!! - reclamou e cerrou o punho, golpeando o ar. - Eu sabia… Sabia que tinha alguma coisa de muito errada com aquele garoto. O que ele falou? Foi daquilo lá? Eu não acredito que ele falou mal de vocês, Bomi. Nossa, que raiva. Ainda bem que eu nem pensei em… Grrr…O pior é que eu não consigo imaginá-lo falando mal de ninguém. Isso não combina com ele, mas eu sinto algo estranho nele… e hoje… AH, hoje eu vi uma expressão diferente. AIGO. O que será que ele vai falar de mim por aí, hein? Não duvido nada… Nossa. Peguei raiva. Quem diria, hein?

Wangjo

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Jae-ki em Dom Ago 19, 2018 10:20 pm


Kang começou a falar daquele jeito implicante em como era bom estar certo. Jae-ki odiava dar o braço a torcer, era verdade que tinha ficado com ciúmes dos amigos com outros colegas, mas agora isso parecia uma coisa boa.

- Yaa, já sei, já tá bom, não precisa ficar repetindo...

Até Won entrou nessa falando sobre ele ter irmão gêmeo:

- Ya, ya... Nada ver, eu também sei das coisas. E Won também tá diferente, eu gosto desse novo Won.

Quando Won falou aquela ideia sobre Taemin e Sunny, Jae-ki odiou. Mesmo que pudesse afastar as garotas, o cretino estaria perto dela e quem garantiria que ele não poderia bater nela ou algo assim? Jae-ki imaginava que esses playboys não estavam acostumados a ouvir um não, e por isso, se Sun-Hee fizesse algo que o provocasse, poderia ter consequências violentas.

- Ani! Isso é uma péssima ideia! Sun-hee perto dele pode acabar se machucando. E se ela gostar dele? Aish... Ai vai ser pior ainda.

Balançou a cabeça quando disseram que era bom estudar o campo de batalha.

- Eoh, somos inteligentes, vamos pensar em algo....

Jae-ki não quis arrumar problemas com os amigos por não terem contado sobre Sunny, acreditou na desculpa deles. Então Won falou sobre o aboji dele, ficou surpreso ao ouvir que ele os convidou para ir lá. Jae-ki ainda tinha receios dele por ser um policial. Mas gostava muito da amizade de Won e também de comida grátis.

- Uwaa seu aboji falando isso? Achei que ele me odiava... Mwo? Comida grátis!? Marca rápido, rápido, mas vai ser só os dragões. Faz contando como se eu valesse por dois... Ou três... Não levem amigos de fora, a gente pode sei lá, ver um filme bem violento, ou aqueles terror japonês sinistros... E também ensinar o Kang a se defender, do jeito que tá ele não acerta nem uma mosca.

Won falou sobre lavar a louça e Jae-ki fez uma careta:

- Mwo? Arghh louça... Mas tá, justo, é justo...

Mas sabia o amigo que molhava toda cozinha quando lavava a louça. Cutucou no Won no ombro, estava animado:

- Ya, Won, a gente também pode jogar video-game se você tiver.


Quando falaram sobre o que fazer, Jae-ki respondeu:

- Eoh, vou pra casa, agora que já resolvi umas paradas, só quero ver minha irmã. Tenho que contar pra halmoni do emprego novo também.

Estranhou que a garota do trabalho quisesse falar com Won, mas não deveria ser nada demais. Se despediu dos amigos e foi para casa. No caminho mandou um sms a cobrar para Ji Hoo falando sobre Kai e pedindo o favor dele poder ficar na Toca alguns dias.

Jae-ki queria muito descansar, foi um dia de saldos positivos, mas ainda era estressante. Essa procura pelo emprego o deixou tenso, e agora que conseguiu sentia um sono porque poderia em enfim relaxar de verdade. Tinha ficado exausto não só fisicamente, mas psicologicamente, teve que enfrentar memórias antigas , a responsabilidade de cuidar da família e mais os estresses que Wangjo trazia.

Quando chegou em casa, estava ainda vazia. A vizinha não era das mais inteligentes e por isso provavelmente não tinha mudado a senha do Wifi. Jae-ki foi para a frente da casa para conferir as mensagens e sorriu ao ver a resposta de Eun-bi. Ver ela parecia uma ótima ideia, seu coração até acelerava, ter um beijo daqueles agora seria incrível. Jae-ki estava mesmo apaixonado por Eun-bi, mas logo o rostinho da irmã veio na sua memória. Como ter coragem de reduzir o tempo que teria com a irmã?

Jae-ki sabia que seria uma semana longa, o novo trabalho o faria chegar tarde, mal veria a irmã nesses próximos dias. Ainda teria os trabalhos em grupo. Ele viu a foto de Soo-ji no plano de fundo do celular, a irmã era a que mais merecia passar o resto do dia com ele. Só precisava aguentar até o dia seguinte para ver Eun-bi, iria sobreviver a isso. E achava que ela entenderia isso bem. Empolgado com o wifi, primeiro mandou gavou uma resposta em vídeo, se levantou andando pela varando para gravar uma curta mensagem:


- Yo, Bibi!

No vídeo dava para ver que os olhos de Jae-ki quase fechavam de tão cansado, ele deitou na varanda e gravou mais uma resposta depois de ajeitar a câmera:



- Você tá bem? Acabei de chegar em casa. 

Jae-ki fez umas caretas no vídeo, arregalando os olhos e os deixando vesgos antes de cortar e mandou. Como era o Wifi da vizinha, estava aproveitando.

 
Jaeki

Jae-ki
Bibi! Bogoshipeo... Queria muito um abraço seu. Sinto como se tivesse tirado um peso das costas. Quero dormir muito... Se fosse no seu ombro seria perfeito...
Jae-ki
Mas tem uma menininha que quer muito ficar com o oppa dela. Guarda um beijo para mim... Eu to cansado, mereço ao menos um beijinho, né?... Eu tava tão tenso... Amanhã a gente se fala. Ah! Vou te dar uma coisa amanhã, mas sabe como é, é uma coisa sem valor... Descansa também, fazer ballet não é fácil.

Se cuida, princesa bailarina.


Ele fez um pouco de manha nas mensagem e ia deitar no sofá quando Soo-ji chegou e correu para o pescoço de Jae-ki, ele fechou os olhos curtindo o abraço na irmã.

- Super Soo-jiyaaa! - A levantou no alto como de costume a enchendo de beijinhos na bochecha - A irmã mais linda!!

Ouvi a avó tossindo, isso o preocupou, mas ao menos ela estava melhorando. Ouviu a pergunta dela e se preparou para dar as respostas, abriu um sorriso largo, embora estivesse cansado:

- Halmoni!!!

Mesmo sabendo que halmoni era meio arisca com carinhos, Jae-ki deu um abraço nela, era um moleque folgado e gostava da velha. Depois de largá-la, foi contando enquanto a halmoni ia sentando:

- Eu consegui um emprego novo! Agora eu vou trabalhar em um café! - Disse animado - Parece ser menos estressante do que o outro. A chefe parece bem legal, eu fiz um teste de fazer café e eu fui muito bem.

Virou pra Soo-ji e disse:


- Soojiya! Quer ver TV comigo até a hora de dormir? Ou ajuda no dever de casa? Hoje eu sou todo seu. Ahhh tem uma coisa...
Jae-ki tirou da mochila o pacote dado por Sunny e entregou a irmã:

- É um presente que mandaram para você. Lembra do professor Kim? A filha dele que te mandou isso. E eu nem pedi nem nada, é que sua foto faz muito sucesso. Sempre que eles veem sua foto no meu celular já gostam de você de cara.

Ele esperou a halmoni fazer as próximas perguntas, sabia que ela ia questionar o motivo dele ter um novo emprego. Por isso mandaria Soo-ji pegar as roupas para tomar banho enquanto a responderia sobre o que realmente aconteceu.  Quando a irmã tomava banho tarde, Jae-ki fazia questão de ficar na varanda a esperando.

Casa do Jae-ki/ Cansado/ Aliviado

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Park Hyun Hee em Dom Ago 19, 2018 10:51 pm



Hyun ficou um pouco sem graça sobre o “moça tão bonita”, mas foi momentâneo, uma troca de olhar e deu meio sorriso fechado e muito breve. Ela sabendo para quem era fazia com que o presente fosse realmente personalizado. Assentiu. Chaeyoung era linda mesmo. E o presente o fazia pensar que a recompensava de tudo.

A tia era muito gentil e, sem saber o quanto ele era insano, ela o tratava daquela forma e o fazia ficar ainda mais calmo e relaxado. Era mais ou menos o efeito de sua joaninha, mas de uma forma quase maternal.

Realmente conseguia pensar como seria se vivesse naquela casa. Trazer os pais de volta não era o bastante. Eles eram daquele meio. Eles se comportavam daquele jeito. A mãe tentava, mas todos estavam engessados no modelo. Será que ela era feliz? Perguntava-se se era com gel e ternos infantis que ela queria vestir seu menino mesmo. Talvez só quisesse fazer algo simples como a irmã? Só agora começava a questionar aquelas coisas, mas não demais.

Assim, ele conseguiu organizar seu quarto para poder ir embora no dia seguinte, e distraiu-se enquanto cozinhava. Sentia-se mais próximo das mulheres da família que tinham falecido. Seu gosto pelo culinária era um tipo de resgate de casa, além da brincadeira que atraia mulheres com isso. Atraia sim, mas aquelas que tinham partido. Ele sentia um resquício caseiro ali.

Quando estava terminando, o primo chegou. Hyun o recebeu com educação, mas não muito sério, porque era impossível fazê-lo com um avental. Deu um sorriso sobre a “refeição digna”. Sentiu-se bem de poder ajudá-los um pouco.

- Tudo bem. - simplificou. Não podia dizer que mentiu. Mas o resumo é que estava tudo certo. Não tinha intimidade com o primo para todos os detalhes de sua vida e nenhuma paciÊncia para explicar. - Araboji terá alta amanhã. Eu o levarei de volta para casa. Esta é minha última noite aqui, então estou fazendo este jantar como agradecimento e despedida. - sorriu de leve.

Estava olhando para o primo nesse momento, quando ele tirou o blazer e aquele vidrinho familiar rolou até ele, como um tipo de karma. Os olhos dele o acompanharam, um tanto vidrados. Sentiu uma pontada no peito, inicialmente achando que era, de alguma forma, dele. Depois uma sensação de mal estar, porque lembrou-se daquela noite. Sentiu um suor gelado e desviou o olhar, lambendo o lábio inferior.

Por que será que ele precisava tomar isso? Eram tão parecidos assim? Será que era por isso que ele conseguiu compreendê-lo um pouco no hospital? Quando viu, Chang Wook estava na geladeira, com um soju na mão.

Hyun abaixou-se e pegou o frasco, girando-o na mão com alguma nostalgia.


- Não deve misturar isso com álcool. Você sabe, não é? A menos… Que queira deixar a tia aborrecida. Lembre-se que ela já tem que se preocupar com o haraboji no hospital. - falou sério e o observou, escondendo o frasco na calça. - Ora, ora.. Um adulto que cedeu a isso. Se eu soubesse, teríamos conversado mais cedo - riu de forma amarga. - Vou ficar com isso, ok? É pro seu bem - piscou. - Vai ser difícil no começo, mas você vai achar outra maneira… O que diriam de um professor que usa esse tipo de droga dentro da escola?

Humor: estável/--+++

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Kim Sun-Hee em Dom Ago 19, 2018 11:08 pm



Sunny ainda sentiu bastante dificuldade de se reconectar com as tarefas mesmo depois da saída dos meninos. Não conseguia parar de pensar nas coisas que eles contaram sobre Taemin e ela entrava numa espécie de dilema. Decidiu que deixaria para ficar preocupada com isso quando estivesse em casa, onde ninguém notaria a fumaça que escapava das engrenagens conforme tentava alcançar algumas conclusões. Ao menos, o resultado da conversa não foi catastrófico. Sunny e JaeKi fizeram as pazes e sentia-se mais confortável na presença de Kang e Won. No entanto, um medinho começava a lhe espetar as têmporas... Jaeki já era a segunda pessoa naquele dia que ameaçou revelar seus problemas para os entes queridos.

Simplesmente tudo que ela Não queria, de jeito nenhum!

Por sorte, nesse meio tempo até a chegada de Lee-Hi, o movimento continuou tranquilo. Precisava do dobro de concentração porque estava muito desconexa.

Quando a amiga apareceu, Sunny a avaliou dos pés à cabeça e logo abriu um sorrisinho para ela, cumprimentando-a. Aproveitou também para perguntar se estava tudo bem e coisas normais do dia a dia – não era um interrogatório, embora Sun-Hee se mostrasse especialmente atenta nas respostas. Ela e Lee-Hi não voltaram a citar o... “assunto”, mas tratava-se de uma questão de tempo. Afinal, não tinham como fingir que não aconteceu e independente da aparente melhora, sabia que seria um processo bem lento de recuperação.

Poucos minutos mais tarde, o barulhinho agudo voltou a chamar a atenção na direção da porta...

E Sunny, como Lee-Hi, também arregalou os olhos assim que identificou o rosto de Joo Hyuk.

Na verdade, mais especificamente, o que havia nele.

Um par de óculos não a confundiria.

Ela acenou com a cabeça e fez um sinal de que iria até lá.

Se a expressão não fosse suficiente para indicar que algo estava errado, o fato dele seguir adiante, calado, daria conta do recado.

Kim logo notaria a pequena sombra de Sunny e a menina rodeou a mesa, se colocando bem na frente do rapaz, encarando-o com uma carinha muito preocupada – Kim...? Você não disse que... – mas calou-se quando ele começou a falar e o coração encolheu dentro do peito conforme a imagem vulnerável dele a atingia em cheio. Kim evitava fitá-la diretamente e isso apenas tornava o olhar da bolsista mais minucioso, como se procurasse um machucado. Porém, não acharia... Não na superfície. Ali, apenas via as consequências, os efeitos... Sunny mordeu o lábio inferior enquanto balançava a cabeça, concordando. Ainda calada.

E, dessa forma, se afastou para buscar o pedido.

Voltou não só com o café, mas segurava um livro também. Um exemplar com as 100 melhores crônicas dos últimos anos, algo genérico e que agradava todos os gostos. Sun-Hee colocou ambos diante dele. Porém, foi além... Aproveitando o ponto mais reservado e o baixo fluxo de clientes, Sunny tocou o queixo do amigo, obrigando-o delicadamente a encará-la e um sorriso o receberia... – Leia esse aqui, distraía sua mente... Você só precisa aguentar algumas horinhas... – enquanto falava nos mesmos murmúrios, aproveitou para deslizar os nós dos dedos sobre os pontos ainda úmidos nas bochechas de Kim – E então, te emprestarei meu ombro, sem perguntar o que houve ou quem te magoou...

Ela pegou os óculos de grau e com toda a paciência do mundo, limpou cada lente na barra da camisa antes de arrumá-los contra o rosto do amigo, encaixando-os direitinho acima das orelhas avantajadas.

- Eu... juro, Joo Hyuk...  

Às vezes, o silêncio também é uma maneira de consolar. Ela seguraria a língua... Seguraria mesmo, pois o que quer que tenha acontecido com ele, foi muito grave. E Sunny não tinha coragem de feri-lo ainda mais por conta de respostas.

Desejava abraçá-lo e dizer que tudo se resolveria, mas, por ora, o único carinho estaria no suave e breve aperto da mão dela sobre a do melhor amigo, transmitindo no gesto o que faltou nas palavras.

Café Literário

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Re: Capítulo 6

Mensagem por The Crown RPG em Dom Ago 19, 2018 11:19 pm

MISOO. 10 DE JUNHO. 8:45 P.M. RESIDÊNCIA YOON


Bomi recuperou um pouco a expressão quando voltou para o quarto e encontrou Misoo ali. Deixou a irritação de lado e colocou uma expressão mais suave e até mesmo sorridente em seu rosto.


- Uwaa, você fica linda de azul… - Levou as duas mãos até a bochecha e sorriu. - Também estou precisando de um banho, acho que vou botar algo bem confortável também.

Tentou parecer animada, mas o silêncio foi percebido. Ficou quietinha enquanto começou a procurar por um conjunto de moletom e short gostosinhos para usar. Parou ao ouvir as desculpas dela e a encarou.

- Mwo? - Arqueou uma das sobrancelhas. As bochechas ficaram coradas porque não sabia o quanto ela tinha escutado. - O que é verdade?

Arregalou os olhos quando a amiga começou a disparar os comentários. Até ela ficou um pouco confusa no início. Sua expressão confusa ficou bastante evidente e ela até coçou a cabeça.


- Por que ele falaria mal de você? - Tombou um pouco a cabeça. - Você estava defendendo hoje cedo… - Parou e a encarou. - Pera...Você está falando de quem? - Perguntou logo, deixando os ombros caírem um pouco. - Eu procurei o meu irmão para falar sobre o que você contou, de que o Park Jung Mi sabia dos...bom...dos sentimentos dele por você e… - As bochechas coraram mais. - E mesmo assim te pediu em namoro. E porque eu o vi andando aborrecido e logo depois o…outro desceu com aquela intragável. - No caso, Won Bin. - E ele me disse que a raiva dele não era por conta do Jung Mi e sim porque discutiu com o “outro” na biblioteca.

O tom dela ficou um pouco mais triste.

- Ele disse que o “outro” falou do haraboji para implicar com Gyu, mas o Gyu o provocou primeiro por conta do nome, parece. - Suspirou. - Mesmo assim, é um pouco incômodo ouvir que ele usou de uma falha da minha família para atingir meu irmão.

Sorriu de modo triste.

- E quanto ao Jung Mi, ele me disse algumas coisas que me deixaram confusa. Mas o Jung Mi não falou mal de você para ele. Eles nem se viram direito depois do intervalo, então não teve como. - Sentou-se ao lado dela. - Economize suas energias, hm? - Fez um carinho na mão dele. - E se ele tentar falar mal de você, eu mesma dou um jeito de revidar. Nosso squad é perigoso, esqueceu?

Brincou com ela e deitou a cabeça em seu ombro.

- Miane...Eu não devia ter me metido na sua história com meu irmão, mas...Essa parte do amigo dele saber e ter feito mesmo assim, me deixou aborrecida. Precisei confirmar e saí com muito mais do que esperava. - Suspirou. - Vou tomar um banho agora, tá? Já volto e vamos comer alguma coisa.

Sem discussões!

Bomi seguiu para o banheiro para tomar uma ducha breve e a porta do quarto de Gyu Sik fez barulho de novo. O garoto estava saindo para seu curso, cumprindo a parte dele de não incomodar o encontro das amigas.

A casa de Bomi era muito familiar para Misoo assim como a casa do pai de Eun Bi. Ela vivia nessas residências, então, conhecia a decoração e a disposição dos cômodos. Era confortável e agradável ficar ali - principalmente quando os pais dela não estavam, apesar deles não serem ruins com Misoo. Ela não teria problemas para ficar à vontade até o retorno da amiga. Bomi usava um short branco e um moletom rosa bebê, bem larguinho. Seguiriam juntar até a cozinha para um lanchinho saudável - saudável mesmo porque Bomi não era do tipo que comia muita besteira.

Depois de comerem, poderiam tentar fazer o dever de casa, mas provavelmente se distraíriam mais fofocando sobre as coisas mais variadas possíveis.

As horas simplesmente voariam e quando ela se desse conta, já era noite. Logo os responsáveis estariam de volta ali e, diante de todo o clima que existia por conta de sábado, provavelmente não seria mais tão gostoso ficar ali.

Pelo menos, ela tinha conseguido fugir de casa pelo dia inteiro.

- Se você quiser, eu te levo até em casa ou até a metade do caminho… - Bomi sugeriu quando desistiram de vez dos cadernos.
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WON BIN. 10 DE JUNHO. 8:57 P.M. CONDOMÍNIO


Kang ficou um pouco preocupado de deixar seu amigo ali sozinho, mas a conversa não parecia ser algo para ficar alarmado. Ji Hyun era amiga deles, certo? Não tinha porque temê-la ou algo do tipo. Mesmo assim, o garoto ficou um pouco hesitante em partir, mas quando viu que o amigo entrou com um pouco mais de confiança, apenas permitiu que ele fosse.

Para Won aquele condomínio tinha um gosto agridoce.

Tinha sido sua primeira experiência de emprego e também era o lar do seu primeiro amor. Quando passou pela residência dos Yoon, ele pôde sentir um pouco do peso do lugar e o coração doeu por conta das lembranças e da opinião de Eun Bi. Ela não pareceu mentir naquele momento, mas até quando Bomi gostaria dele?

O que ela estaria fazendo naquele exato instante? Será que não podia simplesmente aparecer na bancada e ver o fantasma particular dela passeando pelo condomínio?

Quando chegou até o centro do condomínio, ele enviou uma mensagem para Ji Hyun e procurou um lugar para se sentar. Ironicamente, ele ficou no mesmo banco que Bomi muitas vezes o esperou no fim do dia para entregar as matérias. Dava quase para sentir o perfume dela ali, mas naquela noite, ela não se fazia presente.

Ji Hyun leu a mensagem, mas não respondeu. Já estava de saída mesmo, então podia simplesmente vê-lo pessoalmente. De onde ele estava, podia ver as luzes do café e como o movimento estava quase no fim. Cinco minutos depois, ele veria Ji Hyun saindo. A menina saiu um pouco apressada e ofegante. Comparada às meninas de Wangjo, ela passava por sem graça, mas tinha uma aparência muito doce e bonita ao seu modo - só não era rica ou uma modelo de 16 anos!


O cabelo solto batia quase no quadril de tão grande que era, mas considerando sua estatura, não era tão gigante. Ele fazia um pouco de ondas por não ser constantemente alisados e suas roupas também eram bem simples: usava uma jardineira jeans escura, uma blusa de manga comprida azul clara e tênis all star meio surrado. Estava carregando uma mochila bem cheia, provavelmente com seu uniforme escolar e o material para fazer os exercícios.

Um carro passou por ela, interrompendo seus passos por um instante, mas logo atravessou e começou a diminuir os passos ao chegar até ele.

- Oi… - Ergueu de leve a mão que tinha apenas um anel no polegar e uma pulseira de cordas. - Você veio mesmo..hehe…

Coçou de leve a nuca por baixo de todo aquele cabelo.

- Como você está? Você parece ótimo! Quer dizer… - Franziu um pouco as sobrancelhas, abaixando o olhar. - Você parece bem, apesar de...bom, eu pensei que…

Ergueu a mão, pedindo um tempo. Estava tão enrolada que parecia ter desaprendido a falar com ele. Antes era tão normal falar, mas agora que ele tinha ido embora do trabalho, não sabia mais se ainda poderiam ser amigos. Ou se continuariam se vendo. Provavelmente não, por isso mesmo ela o chamou para conversar.

Não foi por isso…?

Ela o encarou de novo.


- Eu...Eu fiquei muito triste por saber que...você...pediu demissão. - Escondeu os lábios. - A gente mal se falou desde sexta-feira e no sábado, bom, aconteceu aquilo. Eu...Eu sinto muito...Não queria que você tivesse passado por aquilo ou decidisse ir embora tão cedo do Café…

Era impressão dele ou os olhos dela estavam brilhando demais?
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Re: Capítulo 6

Mensagem por Dong Hee Kyung em Dom Ago 19, 2018 11:36 pm


- Mediocres fora o titulo inicial, tinha até os woodalchis com o emblema de uma espada coreana, mas acredito que ficaria igualmente ofensivo como o primeiro. - Respondeu depois que começou a guardar as coisas junto dos outros. Hee Kyung estava impressionado com seu feito, dele, e de toda a equipe. Sabia que seus amigos eram geniais e não iriam fazer feio... tirando Ui-Jin que acabou se atrapalhando um pouco, mesmo que isso fosse previsível graça a aquela ilustre presença feminina.. - The Crown além do que já mencionei na apresentação, me lembrou um certo jogo de roleplay que vi uma vez, muito bem feito e articulado por sinal. Ele falava sobre jogos contemporâneos coreanos. Já pensou se tivessem pessoas usando nós como personagens, que loucura seria?

Enquanto recolhia o material de apresentação junto de Min-Ho, viu que o gordinho estava ficando meio abalado. - Fomos bem, todos, não teríamos chegado onde chegamos sem Ui-Jin, ele sabe disso. - Deixou isso bem claro, uma mão lavava a outra, era assim que faziam. - Dá próxima vez traremos bolinhos com o formato do logo do projeto, e essa tarefa só uma pessoa vai conseguir executar com maestria.

Na verdade Kyung já tinha arquitetado tal ideia, porém achava que não tinha tanta intimidade para sair oferecendo essas coisa numa reunião que tinha a pretensão de se abordar um assunto delicado.

- Você vai faltar a dança? Woooo... essa educação física tirou seu couro. Vamos indo, meu caro, minha cabeça logo vai começar a girar, então, será tarde demais para mim!
Gesticulou com a mão livre enquanto se certificou de que Min-Ho recolhera todos os dados para não deixar nada para trás.

Por um momento, tentando cogitar ser empatico, Dong pensou em pedir desculpas ou algo do tipo para a prima... porém aquela postura contra Stella o fez repensar um pouco nas atitudes que andou sorvendo. Por mais que o avô ou quem quer que seja falassem mal de um bolsista ou alguém que não é sangue puro, o projeto que abordou a pouco já visiva chegar nesse tipo de problema.

Uma vez que a ideia se tornasse concreta, real, tocavel... seus pais, seu avô, poderiam ter uma reação positiva, talvez até alguma reação de admiração. O tiro de Hayoung poderia ir pela culatra e isso sim poderia conturbar as relações entre os primos...

A ideia do baile, foi inesperada, não era algo calculado, Dong não foi racional ali, ao menos não totalmente. Parando para analisar sobre isso... foi quase uma resposta subconciente as palavras ditas pela sua adorada parente. Sem ironias ai, já que ele ainda gostava dela, por mais que o momento para gentilezas não fosse propicio.

- Sabe HaN, eu devo aparecer no baile e tive a ideia de todos irmos, sei que não gostam desses eventos, eu também não, mas depois do que falavamos hoje - Os dois diante do diretor explicando - Acho que deveriamos nos mostrar mais. Não sei se estou pensando em ir no baile só pelo projeto, ou por Stella e Sunny. Se Ui-Jin resolver de fato ir, já sabemos que é pela Seo Hyemin também. O que acha dessa ideia?  Será que minha enxaqueca afetou o julgamento adequado da situação? Não sei, você parece mais experiente, tão vivido e calejado, ilumine me. Só imagino que o senhor irá totalmente caracterizado e com sapatos adequados para dança, no mais, ainda estou formulando ideias plausíveis.

Nessa longa estrada da vida

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Won-Bin em Dom Ago 19, 2018 11:43 pm



Apesar da preocupação de Kang, Won acreditava que o pior do dia já deveria ter passado: se tinha sobrevivido a muito custo ver ela na escola, iria sobreviver se passasse no condomínio mais uma vez.

Sua mente estava pregando peças nele: por que foi lembrar que a Bomi esteve naquele banco tantas vezes? Por que também não simplesmente levantou e escoheu outro lugar pra esperar? E nem ao menos percebia isso racionalmente.
Aquela dor nunca iria embora se tudo ao seu redor ainda tinha o cheiro de morango dela.

Nem esperou muito e Ji Hyun já estava saindo: sempre apressada, a mochila cheia. Ela realmente era muito diferente das garotas de Wangjo mas Won achava até bonito esse jeito esforçado dela.

Ji Hyun escreveu:- Oi… - Ergueu de leve a mão que tinha apenas um anel no polegar e uma pulseira de cordas. - Você veio mesmo..hehe…

-Oi - ergueu a mão em resposta, simpático como sempre.

"Ela achou que eu não vinha?"

Ji Hyun escreveu:- Como você está? Você parece ótimo! Quer dizer… - Franziu um pouco as sobrancelhas, abaixando o olhar. - Você parece bem, apesar de...bom, eu pensei que…

Ela parecia meio esquisita. Parecia até meio nervosa, mas por que?
Won apenas sorriu quando ela ergueu a mão pedindo um tempo pra organizar os pensamentos. Aquilo aumentava sua ansiedade em saber que grande problema ela se sentia assim pra contar.

Ji Hyun escreveu:- Eu...Eu fiquei muito triste por saber que...você...pediu demissão. - Escondeu os lábios. - A gente mal se falou desde sexta-feira e no sábado, bom, aconteceu aquilo. Eu...Eu sinto muito...Não queria que você tivesse passado por aquilo ou decidisse ir embora tão cedo do Café…

Won ainda não entendeu por que ela estava assim. Os olhos delas estavam brilhando...ela ia chorar?
Ela estava realmente triste por ele sair? E dizer que quando ela chegou no Café ele temia que ela ia roubar seu emprego.

-Eu...eu sinto muito por ter saído assim. Eu não queria ter sido egoísta desse jeito, mas eu não podia continuar trabalhando aqui. Você sabe...por conta da...é, não dava mais - disse, repentinamente sem coragem de dizer o nome da Bomi - Aquele café ruim foi só uma coisa que levou a outras. Aquilo não foi a causa de eu me demitir, só...deixou umas coisas claras

De repente ficou sem graça. Mas ele queria saber de algo também.

-Sinto muito também se eu te chateei com algo, Ji Hyun. Você parecia incomodada com algo desde sexta-feira e eu não te perguntei: eu te fiz algo? Aish, desculpe, eu estou sendo meio insensível

Respirou fundo.

-Eu adorei trabalhar aqui e eu nunca vou esquecer desse lugar e de com quem eu trabalhei. Haha, acredita que eu fiquei com medo de você roubar a minha vaga quando você foi contratada? - disse rindo um pouco, mais de nervoso.
-Mas eu me arrependo de ter pensado aquilo. Você me ajudou bastante, sou grato por ter sido uma boa parceira de café - disse sorrindo. Se podia salvar pelo menos um dos danos do último fim de semana, que fosse na amizade com Ji Hyun.

Talvez um dia as memórias do Café se tornarão mais doces do que amargas.

Back to the Coffee of Tears

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Seo Hyemin em Dom Ago 19, 2018 11:45 pm



Hyemin abaixou o rosto dentro do carro e fez sinal para que o motorista partisse. Ela levou a mão ao peito e respirou fundo para não chorar mais uma vez naquele dia, mas era impossível. Soltou soluços mudos, cobrindo a boca com a mão, na tentativa que o motorista não a visse daquele jeito.

Não conseguiu nem olhar o telefone. Não queria saber de ninguém ali. Por que não conseguiam conversar nenhuma vez de forma saudável? Porque sempre um deles tinha que soltar tanta raiva? Ela achou que se sentiria vingada, xingando-o daquele jeito, mas as palavras voltavam contra ela. Maldita lágrima mentirosa a dele, que a fez ter tanto remorso.

Ficava revivendo a conversa, mas em vez de lembrar da raiva, lembrava que ele tinha dito que estava naquela loja lembrando de sua flor favorita, e que tinha lhe dado porque achava que estava triste. Pensava no menininho que lhe deu um broche. Imaginava-o fazendo uma promessa para se verem anos depois. Parecia tão real.

Aquela frase… Parecia algo tão possível de ter saído da boca da tia. As palavras dela era condizentes, no entanto… Porque quando falava de ex maridos… Parecia tanto… Não! Não podia ter sido. Ele entendeu errado. A tia sabia como aquela amizade era importante para ela. Não seria difícil para um menino de 9 anos entender errado. Mas Joo Hyuk era tão inteligente… E aquela frase era tão específica…

Eventualmente teria que perguntar a ela. Não a incomodaria enquanto estava em spa para aliviar o estresse do atual casamento, mas sentia que não poderia olhar para a tia sem ter aquilo na cabeça. Era como quando queria entender por que a mãe a tinha abandonado. Por mais doloroso que fosse, a tia contou a verdade. Sua mãe não tinha problemas mentais/emocionais e a abandonou.  Simples assim. Então dessa vez ela seria franca da mesma forma, acreditava. Admitiria o que disse se fosse assim. Afinal, fazia tanto tempo…

O problema é que queria esse encontro para antes. Ansiosa para que houvesse mesmo um ruído naquela informação, para que pudesse ser resolvido assim, num passe de mágica. Como se já não tivessem se ofendido o bastante sem um mal entendido.

Será que teria sido diferente? Ela o teria esperado com menos mágoa, sem dúvidas. Talvez, assim, aquela nova pessoa em seu coração não existisse? Por que foi dizer que não o teria esperado, se, mesmo sem promessa nenhuma, ela o fez por todo o tempo? Quis retribuir suas palavras ruins, mas só tinham tido efeito nela mesma.

Algumas coisas naquela fala dele a incomodavam ainda mais agora. Coisas que ela não prestou atenção no calor do momento e que ela já tinha respondido. Por que as palavras dele tinham tanto peso?Mesmo quando ele a xingou, ela levou aquilo como se fosse uma grande verdade.

A história não fechava, mas fazia sentido. Grande parte dela ainda acreditava nas palavras de Joo Hyuk e em sua inteligência. Porém, também amava muito sua tia e não conseguia pensar que ela faria algo naquela proporção que o menino estava dizendo. Devia ter uma explicação para tudo. E sua tia era a única saída para saber. De forma nenhuma achava que aqueles absurdos que Joo Hyuk falava eram a verdade, mas afinal, que visita era aquela que desconhecia? Queria saber do que tinha sido poupada na infância e, quem sabe assim, poderia ficar em paz.

Quando finalmente enxergou essa saída, ela conseguiu parar de chorar, mas estava próxima de casa, quietinha. Nem lembrou-se de músicas. Só conseguia pensar naquele encontro, naquelas expressões e naquela culpa esmagadora no peito.

Não era a primeira vez que tinha dito coisas das quais se arrependia. Ela já havia brigado com ele achando que estava falando coisas pesadas porque ele a impediu de jogar videogame, por exemplo, esfregando na cara dele que compraria quantos jogos daquele que quisesse e ele jamais conseguiria.  Naquela época tinha se sentido tão mal quanto agora, mas tinha crescido e o peso das palavras também.

Na maior parte do tempo, o odiava muito, mas quando estavam cara a cara e ele não carregava uma expressão arrogante e debochada, era tão, tão difícil… Por que não teve essa coragem quando ele a estava xingando tanto?

Quando viu, estava no quarto. E foi lavar o rosto e tirar o uniforme. Precisva urgentemente de um banho, de muita espuma para relaxar. Foi só depois disso que teve a paciência de olhar o celular  

Nem lembrava mais que Hayoung estava sem celular até agora. Achava que recuperaria depois do fim de semana. Aí estava por que a menina estava tão nervosa. Se tivesse em um dia melhor e com mais tempo, ela levaria um modelo novo da HGT para ela escondido. Mas agora já estava tarde. Rolou as mensagens sem muito interesse. Mandou um “ok” animado, com unicórnios no grupo Blackpink e pediu desculpas pela confusão.

Perguntava-se como estava Nana naquele fiz de dia triste. Já no grupo de Yerin, por algum motivo o jeito frio dela de falar dessa vez apertou seu coração. Mais uma vez as palavras de Joo Hyuk. Não queria que a amiga fizesse nada contra ele. Por um momento até quis jogar a culpa nela, mas a amava muito para fazê-lo.

Ficou feliz, porque ela ainda a protegia, em vez de apenas defender Hayoung por nenhum motivo. Mas… essa proteção tinha um preço? Não queria que ela a defendesse dessa vez, de Joo Hyuk. Queria que ela deixasse isso quieto. Queria que pudessem conversar sem terceiros.  Já tinha feito tanta besteira sozinha…


 
Rin

Hyemin
Eu entendi. Desculpa pela confusão. Eu vou me resolver com ela i.i Tinha esquecido que ela tava sem celular até hoje...
Hyemin
E Rin, por favor, deixa aquele menino quieto. Não vale a pena…
Não é importante, tá? Não precisa se preocupar com isso. Eu juro.
Boa aulinha e volta bem pra casa. Bjos
Foi só um dia infeliz


Só um dia infeliz.

Queria mesmo que tivesse alguém que pudesse resolver aquela questão por ela. Que traduzissse o que ela queria dizer para Joo Hyuk com as palavras que ele poderia entender. Será que ele conseguia entender a bolsista? E ela conseguia cantar na mesma língua que ele? Achava que sim…

Viu que o noivo tinha respondido e só de ler a última mensagem, ficou muito ansiosa e com vergonha de abrir, precisava reunir mais coragem. Mas agora ou lia isso ou ficaria encarando aquela mensagem de Joo Hyuk de novo.

Nossa, o hibisco.

Hyemin levantou-se de um salto e correu para o banheiro, para deixar o cabo da flor mergulhado num copinho com um pouco de água, tentando salvá-la do período jogada na bolsa. Suas pétalas já estavam amassadas, mais ou menos como o coração dela.

Olhou para baixo e deixou a flor ali na escrivaninha, voltando ao celular. Os lábios curvaram mais ainda para baixo. “Já teve a cota de bailes de máscaras”... É claro… Ele era mais velho. Quantas mais coisas que ela nunca tinha feito que pra ele já eram até chatas, rotina? Suspirou pesadamente. Estava tão empolgada para o baile, queria tanto poder ser convidada como uma menina normal, pelo namorado ansioso, para pensarem como cada um vai se vestir…

Não estava chateada com Miwoo, porque ele era um lorde, mas ah, como era um balde de água fria em sua empolgação… Viagem marcada, negócios, tempo ocupado. Miwoo parecia muito seu pai. E era isso que a estaria esperando. Natural, normal. Sabia desde sempre que seria assim. Mas não podia ter um pouquinho mais? A vida de adultos era bem menos romântica, afinal. Ela tinha que crescer e aceitar os relacionamentos como eram de verdade. Fungou com força, já sentindo os olhos ardendo demais pela cota de choro do dia e olhou para cima.

Será que seria tudo assim se ela fosse só uma bolsista idiota sem nenhuma expectativa sobre ela? Será que agora alguém poderia gostar dela e levá-la ao baile, sem nenhuma complicação ou preconceito? Respirou fundo. Pelo menos Miwoo era extremamente gentil e amoroso. E era tudo que ela podia esperar.

 
Oppa

Hyemin
Eu entendo, é claro!! Fui muito boba de sugerir algo assim. Me desculpe. É claro que isso é uma coisa muito cansativa. Eu mesma não estou empolgada assim. De jeito nenhum
Hyemin
Por favor, não precisa se preocupar com isso. Tenho certeza que sua viagem é muito mais importante!! ><
Eu apenas achei que devia comentar. Boa noite, oppa!


Suspirou profundamente e colocou o aparelho para carregar em sua base sem fio. Estava exausta e ainda era segunda-feira. Ah, como queria poder faltar. Sentiu fome em seguida e desceu para comer alguma coisa.

A mente estava tranquila por mais um tempo. Mas a angústia voltava, e a dúvida também.  Afastar, dar a trégua e atacar. Entre tantos outros conselhos…  Se não fosse para esclarecer, pelo menos podia dar um conselho também? Deixou a colher de lado e pegou o celular novamente.

 
Titia

Hyemin
Oie! Como está o spa? Estou com muitas saudades! Quando vamos nos ver?
Hyemin
Eu queria conversar.
Beijos


Pelo menos agora podia dizer que estava com o problema encaminhado?  Só uma maratona no quarto de um doraminha bem água com açúcar a faria distrair as emoções para outras coisas.

Residência Seo }

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Yeun Misoo em Seg Ago 20, 2018 12:41 am

 

Misoo  levou um susto e tapou a boca maldosa que estava falando de Jung Mi sem ele ter feito nada. Veja só sua raiva por causa de Gyu. Ainda tinha esperança em então.

- Carambaaaa… Nossa, eu… - começou a rir, com vergonha da confusão que tinha feito, mas não demorou muito porque viu que a amiga estava ficando chateada. Rir na hora errada era uma especialidade. Tossiu, corrigindo-se.
- Deixa quieto, continua… o que o “outro” falou?

Passou a prestar atenção nela e suas expressões. Era de uma pessoa só que estavam falando então, não é? Era estranho porque não conseguia ver aquele menino também sendo maldoso com Gyu Sik, mas sua função como amiga primeiro era apoiar a amiga.

-  Nossa, é sério isso? Isso é tão errado… - lamentou.

Mesmo que a família Yoon fosse mesmo cheia de falhas, não se devia usar aquele escândalo para cutucar pessoas inocentes, que não tinham nada a ver com a história, como os gêmeos.

Ouviu com paciência suas explicações sobre Jung Mi e foi confirmando com a cabeça. Seu medo é que ele tivesse falado mal antes, não naquele intervalo, no qual inclusive ela esteve com ele. Mas agora estava até vermelha por ter falado contra o Park, que era gentil com todo mundo e, claro não reagiu às mil maravilhas com um término. Talvez tivesse sido muito abrupta, mesmo. Mas não dava para segurar mais. Sorriu com a resposta dela de que a defenderia.

- Ah, com certeza. E eu digo o mesmo. - fez um cafunezinho em seus cabelos.   - Se quiser, eu posso muito bem ter uma conversa séria com o “outro” e deixar claro que não é porque brigaram que é pra ficar dando esse show na escola. Você sabe que pode contar comigo para essas coisas, né? Você pode ter medo de falar algumas coisas por causa de seus sentimentos, mas eu não tenho. - fez uma pausa e a deixou se afastar.   - Não! Tudo bem. Eu também fiquei irritada com isso. E foi bom vocÊ tirar essa história a limpo, porque eu acho que nesse caso eu é que não teria como…   - coçou a cabeça.   - Vai lá~ - mandou um beijinho.

Comer algo mais leve certamente aliviada a culpa dela. Conseguiu falar um pouco dos clubes, da própria festa dela, e depois de zzzz… tarefas e o trabalho. Misoo cumpriu com os deveres de casa, mas parava para fazer piadinhas de pensamentos aleatórios. Ela também insistiu para que ela cuidasse daquela perna.

Aos poucos, ambas foram sentindo o clima voltando a ser esquisito. Era ruim voltar para casa, mas sentia que seria um estorvo para amiga se ficasse também. Seria bastante constrangedor.

- Tudo bem, tudo bem. Eu vou já… A não ser que, bem, você precise de um motivo para sair um pouco…   - deu um sorriso compreensivo. - Mas olha esse pé.  

Assim a amiga também poderia ficar no quarto sem ter que ver a família, com sorte, se não saísse. Ou poderia enrolar na rua um pouquinho mais. Misoo pegaria suas coisas e iria para casa. O humor já começava a ir embora, e tudo parecia mais pesado. Ao menos, poderia dizer com convicção que já tinha jantado.

~~

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Re: Capítulo 6

Mensagem por The Crown RPG em Seg Ago 20, 2018 1:49 am

JAE KI. 10 DE JUNHO. 8 P.M. RESIDÊNCIA SONG


As mensagens para Eun Bi foram enviadas, mas naquele horário, ela estava longe demais do celular para ler e responder. Por isso, a reação da bailarina ficaria para mais tarde. Tinha sido uma boa distração e usou bastante o wi-fi da vizinha - até a mulher mudar de senha, ele não tinha porquê não se comunicar com os amigos.

O sms para Ji Hoo também chegou, mas o chefe não respondeu. Ele raramente respondia, as mensagens dele eram mais avisando onde o próximo encontro seria - como um ultimato. As conversas com Ji Hoo sempre eram cara a cara.

Quando Jae Ki achou que descansaria, a halmoni entrou em casa com Soo Ji. Diferente da avó, a irmãzinha correu para abraçá-lo porque estava muito feliz por vê-lo tão cedo em casa. Deu um gritinho fofo quando foi erguida tão alto e o agarrou feito um filhote de coala para não se soltar nunca mais dele.

A halmoni fez uma cara bastante engraçada quando ele abriu um largo sorriso e ainda veio abraçá-la. Já entrou no modo de defesa e, bruta como era, deu uns tapas nele.

- Ya! Ya! Você está muito grudento! O que deu em você?

Apesar do tom, as bochechas dela tinham corado com o gesto de carinho e ela tentava não rir. A halmoni não era do tipo que demonstrava afeto com gestos - só dando comida. Por isso esses beijos e abraços a deixavam sem graça e ela ativava o modo bruto e arisco.

- Mwo? Um novo emprego? - Ela perdeu a fala ao ouvir isso. - Num café? Não está mais no fast food?

Estava chocada com aquilo, mas no fundo, aliviada. Cafés realmente davam mais dinheiro do que o anterior e o tratamento costumava ser melhor. Levou a mão até o peito e precisou se sentar um pouco.

- Como você conseguiu esse emprego? Tomou essa decisão sozinho? Você…

- Você não vai mais trabalhar para aquele chefe mal e chato?!?! Eu estou muito feliz por você!! Onde vai trabalhar agora?? Num lugar bonito como aquele que fomos no sábado…? Arregalou os olhos porque quase falou demais e a halmoni não sabia sobre a princesa bailarina. - Eu tô muito feliz, oppaaa!!!

Apertou mais o abraço, pressionando a bochecha nele. A halmoni olhou desconfiada para o discurso de Soo Ji, mas logo encarou o neto de novo e relaxou mais o corpo.

- Você...Fez bem. Seja firme e faça um bom trabalho. - Suspirou.

- Tivemos um bom dia hoje também, oppa! E eu vou fazer lamen! Tem macarrão! - Disse bem animada.

A halmoni concordou e levantou-se para ir até o quarto dela trocar de roupa. Soo Ji olhou para o irmão e deu uns pulinhos.

- Eu tenho muito dever de casa, oppa! Você me ajuda a fazer? Tem de matemática que você gosta, eu não entendi muito bem.. - Fez um beicinho irresistível. - Mas se você me explicar, eu vou aprender com certeza!

Mostrou o dedo indicador, num “joinha”. O sorriso virou um “oh” quando ouviu que ganhou um presente. Pegou a embalagem bonita do Café Literário.

- Uwa...É do seu novo emprego? Estão dando presentes para novatos? - Arregalou os olhos ao ver o doce lindamente empacotado que havia lá dentro. - Uwaa!! Daebak!!! É tão lindo que não sei se vou conseguir comer!

Estava verdadeiramente surpresa.

- Komawo!!! - Abraçou o irmão. - Gaja, quero dividi-lo. A halmoni também precisa experimentar isso.

Correu até a cozinha. De um pedaço, ela fez três para que todos experimentassem aquela explosão de chocolate. Era um pouco mais doce do que estavam acostumados, mas era uma delícia. A halmoni foi comer com eles. Estava sem graça por comer algo tão caro e já quis saber se ele estava podendo esbanjar dinheiro. Soo Ji logo acalmou dizendo que foi um presente de alguém. A avó cerrou um pouco os olhos, fazendo um bico, mas comeu quieta.

Depois de se deliciarem com o doce, Soo Ji pediria ajuda com o dever de casa. Eram umas três páginas de expressões para resolver. Ela ainda se confundia um pouco na ordem para solucionar.

Vendo que os dois estavam juntos estudando, a halmoni foi fazer o jantar deles. Dessa vez, capricharia para que eles comessem bastante até ficarem satisfeitos. Tinha conseguido comprar carne graças às vendas do dia e colocaria no lámen deles.

[+ 1 rodada e encerramos]
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HYUN HEE. 10 DE JUNHO. 8:02 P.M. RESIDÊNCIA LEE


- Já terá alta? Que boa notícia. - Chang Wook estava impressionado com a vitalidade do avô, por isso parecia ser uma boa notícia mesmo. - Pena que você já vai embora. Foi bom ter a sensação de ser o irmão mais velho.

Sorriu de modo fraternal e começou a retirar o blazer para se livrar de toda aquela formalidade. No instante em que o medicamento caiu no chão, o rapaz soube que precisaria dar algumas explicações. Não precisava, de fato, mas bom, não ia querer que o primo mais novo ficasse com uma impressão equivocada dele.

Fatalmente ocorreria, por isso pegou o soju para se ajudar.

Tinha prometido para Kim Sun Hee que manteria aquilo em segredo e o faria. Pelo menos o nome dela estaria em segredo, mas dependendo do que ouvisse de Hyun Hee - o qual ele já estava ciente dos remédios também - talvez precisasse dar uma ideia geral sobre o que estava acontecendo ali.

Chang Wook ouviu a recomendação do primo e o encarou de modo mais sério. Girou a tampa da garrafa para abrir, mas não tomou imediatamente. Arqueou uma das sobrancelhas.

- Tire o frasco de seu bolso. Ele não é seu e tampouco meu. - Afirmou com segurança. - Se você quiser conversar sobre “isso” comigo, estarei disposto a ouvi-lo e ajudá-lo assim como fiz com o verdadeiro dono desse frasco.

Suspirou, meio cansado.

- Seria péssimo se um professor fosse descoberto com algo assim, ainda mais nessa dosagem. Imagine, então, um aluno sendo pego. Se você sabe dos efeitos que isso causa, coloque-o na bancada… - Deu um gole em seu soju. - Vamos. E eu vou explicar como isso chegou em minhas mãos.

O tom dele foi bastante incisivo e era, afinal, um hyeong. Até então, Chang Wook nunca tinha mentido para ele ou dado um conselho ruim. Não tinha porque desconfiar dele, por mais tentador que fosse ter aquela “segurança” perto de si. O primo também não estava agindo como alguém dependente daquele remédio, havia, na verdade, certa repulsa e muito trabalho a ser feito.

- Se não acredita em mim, me acompanhe até o banheiro que jogarei os comprimidos no vaso. Eu também não pretendo devolver para o dono. Na verdade, esse frasco já cumpriu a missão que tinha. E, talvez, apenas talvez, você seja a pessoa indicada para me ajudar nessa pequena tarefa. Vai confiar em mim ou prefere duvidar da palavra de seu hyeong?
(C) Ross



WON BIN. 10 DE JUNHO. 9 P.M. CONDOMÍNIO


Ji Hyun meneou positivamente antes mesmo dele pensar em dizer o nome da pessoa que o fez sair. Conseguia entender que era difícil para ele e o simples balançar de cabeça, deixou os olhos dela um pouco mais brilhantes do que o normal. Aparentemente, sim, ela estava a um suspiro de chorar, mas ainda estava se segurando.

- Eu sinto muito por você ter passado por isso… - Abaixou a cabeça e uniu as mãos. - Em parte, foi minha culpa a troca de ingredientes. Eu deveria ter arrumado isso, mas foi outra pessoa quem acabou fazendo. Se eu tivesse ficado mais cinco minutinhos, poderia ter evitado...Miane…

Não tinha sido ela quem tinha trocado os ingredientes. E, mesmo assim, ela se sentia responsável por isso - talvez principalmente por isso.

Foi pega de surpresa com aquele pedido de desculpas. Sua expressão demonstrou isso, mas logo as bochechas gordinhas coraram com a pergunta. Desviou o olhar, fungando um pouco, mas antes que conseguisse responder, ele disse que falava para deixar para lá. Engoliu em seco algumas vezes e deixou que ele falasse.

- Jinja? Mas… - Escondeu os lábios. - Eu nunca te vi dessa forma… - Disse um pouco apreensiva. - Na verdade…

Deu um passo à frente, mas hesitou no que tinha para dizer. Ouvir que tinha sido uma boa parceira no café, a deixou um pouco murcha, mas já que tinha chegado até aqui...Ela iria até o fim. Pigarreou, mexendo no colar que ficava escondido em sua roupa e então disse.

- Eu nunca te vi dessa forma porque, na verdade, eu...Eu sempre te admirei muito. - Disse inicialmente olhando para baixo, mas logo o encarou. - Apesar de limitado por conta dos dedos quebrados, você...Você foi gentil em todos os momentos, nunca reclamou, sempre estava sorrindo e...Won Bin-ssi...É muito fácil gostar de você.

Admitiu e os olhos que tinham ficado normais, voltaram a produzir lágrimas.

- Na sexta, eu fiquei irritada porque...porque eu tive inveja. - Soltou o colar e levou as mãos até a alças de sua bolsa. - Inveja por não ser a pessoa que o fez ganhar na loteria. E no sábado, eu fiquei muito triste por ter sentido isso porque...essa mesma pessoa o magoou e você não merecia isso.

Olhou para o rosto dele.

- Won Bin-ssi…- Fechou os olhos e completou o caminho até ele, o abraçando. Estava morrendo de vergonha por fazer isso porque era algo escandaloso demais, porém, realmente acreditava que essa era a última vez que o veria e não podia completar o que queria dizer se fosse encarando. - Eu não queria que você me visse apenas como uma boa parceira do café, mas a gente não manda no coração. Eu também não mando nos meus sentimentos, mesmo sabendo que nunca chegarei aos pés dela. Mas...Eu gosto de você…

Apertou o abraço e a voz ficou embargada.

- De verdade...Eu...eu realmente gosto de você e meu coração dói porque...nunca mais vou te ver. Ao mesmo tempo, isso me deu coração para dizer...O que eu queria ter dito há muito tempo. - Engoliu em seco.  - Saranghae…
(C) Ross


MISOO. 10 DE JUNHO. 9 P.M. CONDOMÍNIO

Bomi conseguiu rir da pequena confusão que sua amiga cometeu. Bateu de levinho na boca e se aproximou dela, com as roupas em mãos para se sentar ao seu lado.

- Eles se encontraram na biblioteca e...Falou do meu avô. Porque eu tenho o nome de um condenado. - Ficou bastante triste por citar e reviver isso. - Entende como é complicado? As nossas famílias realmente se odeiam…

Disse com bastante pesar e abaixou um pouco o olhar quando Misoo pareceu concordar com o quão denso isso tinha sido. Ao invés de continuar nesse assunto, Bomi preferiu citar sobre o que tinha percebido em Misoo. Ela tinha um pouco de receio que Jung Mi prejudicasse sua reputação - tinha certa razão ao pensar nisso, considerando que ele era um dos príncipes do colégio. E, por isso mesmo, ela resolveu demonstrar seu apoio e afeto. Ajudaria a amiga, independente de qualquer coisa.

Agora que tinham voltado a se entender, Bomi não queria que as coisas fossem como antes, mas sim melhores do que já foram.

- Komawo… - Sorriu. - Mas eu já disse antes, não quero que você tenha outro atrito no colégio. Já basta brigar com o Song Jae Ki, não é? Está tudo bem...De verdade. Eu já fico feliz por saber que você me defenderia, mas não quero que se aborreça à toa, hm? - Deu um beijinho em sua testa.

Seguiria para o banho e quando retornasse, poderiam lanchar antes de começar a estudar. Bomi colocou um gel gelado na perna e a manteve de pé. Não estava torcida, só distendida e doía um pouco para andar, mas não era nada extremamente dramático ou drástico como o que aconteceu com Eun Bi, por exemplo. Só precisava de repouso.

Enquanto a perna descansava, a língua não parava porque as duas falavam muito e achavam assunto para tudo.

Não foram as mais produtivas com os deveres de casa porque a festa de sábado parecia muito mais atraentes. A mãe traria os convites quando chegasse em casa, mas Bomi prometia entregar o dela no dia seguinte. Seria a primeira - principalmente porque iriam todas juntas como antes! A carona coletiva com a bagunça de sempre.

Quando ficou um pouco tarde, Bomi perguntou se ela queria companhia, mas Misoo levantava uma questão importante.

- Não está tão ruim assim, mas...tem razão. - Fez um biquinho. - Eu vou ficar no meu quarto descansando até minha mãe chegar. Mas me manda mensagem dizendo que chegou, tá? Por favor...Só não mando o motorista te levar, porque ele está com o Gyu.

Revirou os olhos. Elas ainda arrumaram as coisas e enrolaram um pouco mais - no caso, Bomi prendeu um pouco mais Misoo para poupá-la de casa, até que finalmente foi liberada. A amiga a levou até a porta de casa, acenando enquanto ela seguia pelo condomínio. Misoo estava com as roupas de Bomi - que cabiam perfeitamente nela hoje em dia, fato que parecia impossível há alguns meses. - e tinha ficado muito bem nelas. A amiga não cobrou que devolvesse e voltaria para casa depois que ela sumisse de vista.

Parecia mais uma noite normal até que Misoo chegaria, ainda pelas sombras, no centro do condomínio. Um casal estava se abraçando em público perto da loja de conveniências de Kang. Eles não estavam extremamente iluminados, mas era o suficiente para que ela reconhecesse o garoto quando eles se mexeram um pouco. E a menina também não era estranha, já tinha visto o rosto dela em algum lugar - se esforçasse um pouco a mente, reconheceria como a menina que trabalhava no café e...sempre...estava...com...Won.

O que os dois estavam fazendo se abraçando desse jeito agora?

Ainda bem que Bomi não tinha ido e…

- Ya! Sussu! - Bomi tentava andar o mais rápido possível até ela. - Você esqueceu o celular carregando…

Quando chegou perto da amiga, estava meio sem fôlego por conta da corrida. Abaixou-se um pouco para apoiar a mão no joelho, mas foi impossível não notar o que estava acontecendo ali. Pouco a pouco, Bomi voltava a se erguer e ficava com os lábios entre abertos diante daquele abraço tão…

Sincero e apaixonado.

[Eu tirei 9 e Isaac tirou 3]
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HEE KYUNG. 10 DE JUNHO. 3:40 P.M. ENCERRAMENTO

Dong tinha umas ideias bem engraçadas mesmo. Ha Neul prontamente deu uma risada com o que visualizou enquanto Min Ho parecia levar à sério. Óbvio que ele criticou.

- Não faria sentido. Essa ideia foi péssima, ainda bem que você mudou.

A risada de Ha Neul apenas aumentou enquanto Ui Jin, sem moral nenhuma para emendar o comentário de Min Ho, simplesmente respirou fundo e abaixou a cabeça. Colocou a mochila em seu ombro e encarou Hee Kyung uma última vez. Esboçou um sorriso no canto dos lábios por ter seu talento reconhecido, mas ele era auto-crítico o suficiente para saber que colocou a apresentação em risco. Se eles não fossem tão exagerados com as precauções, poderia ter sido um fiasco por conta do pequeno problema de Ui Jin.

Felizmente, tudo tinha dado certo.

Logo ele e Min Ho se retiraram para seus respectivos clubes, mas Ha Neul não se moveu. Fez uma careta para o comentário sobre a aula de educação física.

- Foi bem puxada mesmo, mas hoje não estou inspirado para dançar. Fora que a cabeça está cheia, tenho muito trabalho. O 2º ano é um inferno maior que o primeiro. Apenas imagino o que me aguarda no 3º...aish… - Revirou os olhos.

Isso porque ele era o 2º colocado no ranking geral do colégio. Não era perfeccionista como Dong, mas era muito disciplinado com estudos e sempre estava adiantando coisas para levar perguntas na aula seguinte. O problema é que o volume de matérias, somado aos clubes, projetos e atividades que realizava fora do colégio - sem contar os jogos - estavam tirando o sono dele. Dormir estava virando luxo e isso sim era bem preocupante.

O corpo dele começaria a pagar pela negligência com o sono.

Ciente de que o amigo adorava uma carona, apesar de ser o mais rico do grupo, Ha Neul ofereceu seu carro. O silêncio predominou uma parte do caminho e o hyeong aproveitou para fechar um pouco os olhos e relaxar. Até ouvir o chamado de Dong.

- Hm? - Abriu um dos olhos até que se ajeitou para encará-lo.

Ficou surpreso de ouvir que ele iria ao baile. Acabou achando graça dos nomes que ele citou, mas não disse nada à princípio. Deu uma risada no fim e relaxou novamente.

- Eu acho que...Fico feliz em ouvir isso. Sempre quis ir aos bailes, mas ano passado, eu estava sozinho sem vocês e achava que não fosse ter espaço lá. Estava dispostos a não ir de novo se vocês não fossem, mas agora estou animado. - Sorriu. - Eu acho que nosso grupo se basta, mas depois do que fizemos, também é importante que nossosocial link comece a se expandir, sabe? Não estou dizendo que faremos amigos para a vida toda, mas a gente só conhece e entende melhor as pessoas, tentando se aproximar.

Ponderou.

- O baile será um bom evento, mas não para pensar no projeto. É para você se divertir, ainda mais agora que citou nossas belas amigas…- Sorriu de modo cretino. - Eu não tenho conselhos experientes dessa vez porque sou tão noob quanto você nesse caso. Vamos ter que descobrir juntos como isso vai funcionar, mas acho que já vale à pena pelo simples fato de tentarmos. Vou tirar minha roupa de baile, estarei um verdadeiro nobre mascarado, tenha certeza disso.

Uma nova risada surgiu. Depois dos conselhos, Ha Neul começaria a criar imagens do baile para provocar Dong. Falaria dos atributos de Sunny, Stella e Sona - o trio S de..isso mesmo, Super-perfeição. Quando deixasse Dong no lugar que ele indicasse, a dor de cabeça seria mais um reflexo da vergonha alheia causada pelo hyeong.

Mas pelo menos tinha sido divertido. Pelo resto do dia, ele só tinha que cumprir com suas obrigações acadêmicas até encontrar com os familiares à noite. Os pais jantariam com ele em casa e ele teria cerca de uma hora - ou duas partidas - para jogar antes de se recolher para dormir.

O dia seguinte prometia ser tão agitado e com tanta informação quanto esse teve.
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SUN HEE. 10 DE JUNHO. ENCERRAMENTO


Joo Hyuk não reagiu à quase pergunta de Sunny, apenas pedindo por seu café americano, após dizer que a acompanharia para casa. Ficou olhando para a vitrine do café enquanto começou a fazer picadinho do guardanapo que tinha em mãos, depois de muito girá-lo.

Quando a amiga voltou com o pedido, parecia que tinha nevado ao redor dos óculos dele. O garoto continuava meio cego, devido ao alto grau de miopia que tinha e via tudo embaçado graças às lágrimas que continuavam se acumulando e escorrendo contra sua vontade. Mais uma leva estava prestes a escorrer quando sentiu o toque em seu queixo. Ao encará-la toda borrada, ele nem se lembrava mais o que tinha pedido. Apenas Sunny entrou em seu campo de visão.

Ouviu a recomendação de leitura e piscou, com as lágrimas escorrendo pelo rosto dele. Fungou enquanto ela pacientemente limpava, retirando o excesso de umidade da região.

- Komawo… - Disse numa voz bem baixinha e ligeiramente rouca por ter ficado tanto tempo sem falar nada.

Estava prestes a desviar o olhar até ouviu que ela ofereceria o ombro e não faria perguntas. Estava ainda mais agradecido por conta disso. Deu um pequeno suspiro que sufocou seu coração e meneou positivamente. Quando teve os óculos de volta, conseguiu enxergar melhor, vendo que sua mesa estava cheia. Pegou o café, dando um gole e voltou a atenção para a crônica que Sunny escolheu para ele.

Do balcão, Lee Hi assistia a isso de modo bem aflito. Chegou a perguntar para Sunny o que tinha acontecido, mas nem ela tinha as respostas. O melhor que podiam fazer, por enquanto, era deixar que Joo Hyuk ficasse quieto.

Ele estava ciente da amizade de Sunny e isso bastava.

Já para ela, pelo menos estava vendo o amigo bem ali e não tinha porque ficar preocupada com nenhuma ação dele.

Conforme o prometido, ele esperou até o fim do expediente dela - que não foi dos mais agitados, felizmente - e a levou embora. Seguiram juntos até o ponto de ônibus e enquanto andavam, ele perguntou se podia jantar na casa dela - houve um certo humor e resquício do velho Kim nessa pergunta. Pediria, então, para que sua mãe o buscasse lá quando saísse do trabalho.

No ônibus, ele cobraria o favor que Sunny ofereceu. Em silêncio, ele apoiou a cabeça no ombro dela, ficando um pouco mais recostado no lugar que escolheram e com o olhar distante. Acomodou-se e ela teria a impressão de que o ombro estava um pouco mais úmido.

Kim fechou os olhos antes que ela visse sua cara de choro de novo e fingiu dormir um pouco. Tinha dito que a acompanharia até em casa, não que seria o melhor segurança do mundo.

Claro que estaria atento a tudo que acontecia ao redor. Só estava precisando de um pouco de tempo.

Era o que todos estavam precisando, afinal.
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Re: Capítulo 6

Mensagem por Won-Bin em Seg Ago 20, 2018 2:39 am



Não tinha de explicar muito as razões pela qual saia do Café. Se sentia aliviado por não ter de repassar toda aquela história de novo.

Won sentia o coração apertar quando viu que Ji Hyun se culpava pelo seu erro com o ingrediente. Fez uma negativa com a cabeça.

-Foi um acidente Ji-Hyun. Não precisa se desculpar. Isso é passado, ok? - disse reafirmando que não a culpava. A pior coisa que podia fazer era sair do emprego e deixar ela com a culpa.

Ji Hyun escreveu:- Jinja? Mas… - Escondeu os lábios. - Eu nunca te vi dessa forma… - Disse um pouco apreensiva. - Na verdade…

Sentiu ela ficar ainda mais estranha. Por que ele passo pra frente? Won se sentia confuso, ela dizia algo mas sua expressão corporal era outra coisa.

Ji Hyun escreveu:- Eu nunca te vi dessa forma porque, na verdade, eu...Eu sempre te admirei muito. - Disse inicialmente olhando para baixo, mas logo o encarou. - Apesar de limitado por conta dos dedos quebrados, você...Você foi gentil em todos os momentos, nunca reclamou, sempre estava sorrindo e...Won Bin-ssi...É muito fácil gostar de você.

Coçou a nuca, sem graça com aqueles elogios e começou a formar palavras com a boca mas travou quando ela disse "é muito fácil gostar de você".

Não. O que ela queria dizer era...vê-la começar a formar lágrimas apertava seu peito ainda mais.

"Inveja da Bomi!?" Então era isso! Won nunca em um milhão de anos iria perceber que não era o caso de que ela estava brava com ele, e sim por algo que ela não era.
Sentiu algo no peito quando ela disse que a pessoa tinha lhe magoado. No fundo sentia que era verdade e as feridas causadas pela decisão de Bomi de seguir sem ela, de torna-lo seu Fantasma, estavam abertas.

Won entendia melhor a situação mas foi pego completamente desprevenido naquele abraço repentino. Travou no lugar, sem se mexer. A boca estava aberta.

Ji Hyun escreveu:- Eu não queria que você me visse apenas como uma boa parceira do café, mas a gente não manda no coração. Eu também não mando nos meus sentimentos, mesmo sabendo que nunca chegarei aos pés dela. Mas...Eu gosto de você…

Por um instante Won teve a visão do que era o outro lado.
Quando se comparou tantas vezes com o perfeito Ryu Ji, de boa família, beleza e riqueza...Won sentiu por um instante que a Ji Hyun não só entenderia muito bem esse sentimento.

Ela o vivia.

Sentiu o abraço apertar, ainda não conseguia formar uma palavra. Estava totalmente em tela azul.

Ji Hyun escreveu:- De verdade...Eu...eu realmente gosto de você e meu coração dói porque...nunca mais vou te ver. Ao mesmo tempo, isso me deu coragem para dizer...O que eu queria ter dito há muito tempo. - Engoliu em seco. - Saranghae…

Saranghae. Ele tinha dito a mesma coisa pra outra garota a dois dias numa situação completamente reversa. Mesmo assim, seu coração machucado queria o abraço, mesmo que não viesse de Bomi ele queria apenas aplacar a dor.

Com gentileza segurou nos braços dela, a fazendo soltar o abraço por um instante.

-Ji Hyun...eu...o...a... - a capacidade de formar palavras voltava aos poucos - Eu nem imaginava. Que idiota fui eu, falando como estava feliz aquele dia e você...sofrendo por conta dela. Por minha culpa - não soltou os braços dela ainda.

-Eu gostava daquela garota, Ji Hyun. Eu gostava tanto dela que eu seria um canalha se eu dissesse pra você que eu não sinto mais nada. Eu a vejo todos os dias na escola e em todos os momentos em que eu a vi na sala eu tinha vontade de pular num abismo e me esconder pra sempre, porque a dor é demais

Ela tinha aberto seu coração. Era justo que fizesse o mesmo.

-Ela terminou comigo, o que mal havia acabado de começar, por conta das nossas famílias. A escolha foi dela e eu...eu sou só fiquei aqui, jurando nunca mais vir neste lugar por conta dela. Mas você...

O coração apertava mais.

-Mas meu coração tá tão machucado...Ji Hyun, você é uma garota linda e tão esforçada. Você merecia tanto alguém muito melhor do que eu. Alguém menos quebrado.

Isso doía mais ainda. Won nunca tinha olhada para Ji Hyun com aquela ótica. Naquele instante Won também começava a se sentir mal no caso de nunca mais ver ela.

Será que tinha esbarrado na garota errada? Será que teria evitado se machucar tanto se tivesse olhado pra quem estava do seu lado antes?

-Eu...eu não sei bem o que fazer agora. Acho que você me pegou meio desprevenido - sorriu, de nervoso. -Pode me dar um tempo pra pensar?

"Ah claro Won. VOCÊ NÃO TÁ COMPRANDO UM CARRO SEU IDIOTA"


-Digo. Aish, eu sou horrível com essas coisas. A gente pode conversar mais. Eu não quero te magoar Ji Hyun...mas tá tudo tão...

Soltou as mãos dos braços dela e segurou em sua mão direita. Era a primeira vez que o abismo no coração parecia um pouquinho menor.

-Podemos ir na marcha lenta? Que tal...

Um café? Won não fazia ideia. Ia ser idiota sugerir isso na entrada do Café em que trabalha.

-Um sorvete?

Sorriu, gentil. Won não fazia ideia do que sentir, o que pensar.

Como podia ser tão cego?

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Yeun Misoo em Seg Ago 20, 2018 10:47 am



- Entendo… Eu achei pesado. Mas será que foi assim mesmo? Bem, de toda forma foi ruim mesmo... - fez um bico compreensivo. Gyu era um irmão muito protetor, mas falar desse jeito da família de Bomi não era legal mesmo.

- Tudo bem, mas se me chamar, ou se eu achar que precisa… Aí vou lá sim. Hunf. - Aceitou não brigar com Won como tinha feito com Jaeki. Pelo menos dessa vez tinham conversado antes que ela fizesse besteira.

Elas conseguiram aproveitar o tempo sem mais tocar no assunto e Misoo foi para casa, já desanimada.

- Tuuudo bem. Eu mando mensagem. Fica tranquila. Eu sou forte - mostrou o punho e riu.

Até preferia voltar sozinha, sabendo que a amiga estava em segurança ali dentro. Não foi difícil parar no meio do caminho quando viu a menor sombra em frente à loja de conveniência. Parou por curiosidade, e porque qualquer coisa a faria enrolar ir para casa naquela altura.

Ainda mais um ato tão caliente e, aparentemente às escondidas. De repente, ficou chocada quando reconheceu o casalzinho apaixonado e deixou a mão escorregar da alça da bolsa esportiva.

Ainda bem que Bomi não tinha ido, né?

Sentiu um aperto no coração e ouviu a voz da melhor amiga atrás de si.

Misoo arregalou os olhos, girou o corpo para ficar de frente para a amiga, que já parecia ter visto o suficiente. A tenista cobriu a visão do desenrolar dos fatos. Tinha medo de que piorasse. Ela deu um abraço apertado, praticamente trazendo o rosto da amiga para o ombro.

- Chega, chega, chega. Não tem nada pra ver aqui. Vem, vamos embora - ela a soltou e a agarrou pelo braço, puxando-a para longe, para perto do parquinho do condomínio.

Lá ela colocou a amiga sentada no balanço, deixou a bolsa no chão e correu para a máquina de bebidas, trazendo um chá que a amiga gostasse, colocando nas mãos dela.

- Chora, amiga… - ajoelhou aos pés dela. - É só assim que eu consigo te ajudar. Pode chorar. Que aqui não tem ninguém te vendo… - lamentou, olhando-a com simpatia.

Não sabia nem o que pensar sobre a atitude de Won. Nem ela tinha processado isso ainda, mas agora tinha que dar apoio para ela.

~~

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