Elysium Fields

O Elysium Fields foi fundado em Fevereiro de 2018, com o intuito de ser um jogo entre amigos, mas cresceu para se tornar não um único jogo RPG, mas vários. Desta forma, pode encontrar um jogo para jogar, ou narrar o seu próprio jogo, com as suas regras. A maioria dos nossos jogos são guiados por um narrador, que começa a história, desenvolve, e dá um fim à mesma. Os jogadores são os seus personagens principais.
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A skin foi totalmente criada pela Ross (Ji Yeon), para uso exclusivo no Elysium Fields. A designer agradece à Persephone (Hae Shin) e à Luxi (Joo Ri) pela paciência para a aturar, a Flerex pelos códigos de cores e campos de perfil que tornaram tudo mais fácil e a FontAwesome pelos ícones. Os gráficos para imagens foram obtidas do Google e editadas pela Ross. As tramas são criações originais e de responsabilidade de seus respectivos narradores. O blog Dorama Resenhas é nosso parceiro-irmão e todo seu conteúdo é feito por suas escritoras através de uma pesquisa séria de fontes confiáveis, além da exposição de opiniões próprias. Plágio é crime. Não copie dos nossos conteúdos originais. Se for tomar inspiração, por favor mencione.
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Capítulo 6

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Relembrando a primeira mensagem :

CAPÍTULO 6 - Now I dunno me. Who are you?


Os pés calçados pela sapatilha gasta, se arrastavam até o centro da sala de treino especialmente adaptada na cobertura de um dos luxuoso prédios de Gangnam. De costas para o paredão de espelhos, Eun Bi tinha os olhos focados na janela que ia do chão ao teto do ambiente.

Abre e fecha. Deixa a musica fluir pelo turno:

Seul ficava aos seus pés daquele ângulo. Por morar no ponto mais alto do edifício, ela tinha uma vista panorâmica da cidade ao amanhecer. Seria uma imagem lindíssima para qualquer pessoa até mesmo para ela. Contudo, nem ao menos o amanhecer parecia tirá-la daquela angústia diurna.

Fechou os olhos conforme o sol foi nascendo e cegando seus olhos.

A música clássica para a rotina que ia das 5h às 6h tinha dado lugar a uma playlist contemporânea, mas que ela usava apenas para relaxar. O estúdio era à prova de som e não havia quartos embaixo desse cômodo. Tudo tinha sido pensado para que ela pudesse se esforçar ao máximo em aprimorar sua dança. E todo o esforço parecia ser em vão.

Desde as últimas férias, o amor pelo ballet tinha sofrido um duro golpe. Apesar de ser a coisa que ela mais gostava na vida, seus pais tinham transformado uma paixão numa obrigação e cobrança que dividiu os dois. Sua mãe queria que ela fosse a melhor, a mais bonita, a mais perfeita, como se a perfeição existisse. Transformava algo prazeroso numa tortura graças aos extremos. Já o pai, ao invés de tentar apoiá-la e permitir que ela seguisse o próprio gosto, a forçou permanecer no colégio mais difícil que ela já tinha frequentado em sua vida.

E para que?

Foi por conta dessa busca por respostas e vontade de fazer algo por si mesma que ela pediu para ir no lugar de sua unnie, Kim Minah, dar aulas de ballet. Ela tinha adorado cada instante e aquelas garotinhas cheias de sonhos eram inspiradoras. Por um momento achou que tivesse reencontrado o gosto.

Contudo…

Ela se sentia tão vazia.

E depois das coisas que ouviu, nem ao menos conseguia olhar para o espelho, apesar de ser necessário. Preferia buscar pelos céus, como se fosse capaz de alcançá-los, mas só estava no meio do caminho entre ele e a grande Seul.

Os pés já estavam doendo por conta dos repetitivos esforços. Em teoria, isso era bom porque criaram os calos necessários para suportar toda uma rotina de ensaios e apresentações. A vida era feita de sacrifícios, todos diziam isso. Mas quanto mais ela precisaria suportar?

Por que algo que era para deixá-la feliz, passava a tomar um ar de infelicidade?

Como se não bastasse isso, ainda havia a maior provação de todas: sempre fingir que estava tudo bem.

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O fingimento não era uma exclusividade de Eun Bi. Diariamente, a maioria das pessoas são obrigadas a esconderem o que realmente sentem. Seja por não ser socialmente aceito, para proteger as pessoas que amam ou simplesmente porque estão confusos demais para admitirem para si mesmo o que está acontecendo, afinal.

Os despertadores tocavam anunciando o início de mais uma segunda-feira. A claridade já era um pouco incômoda em algumas janelas com cortinas mais finas, mas apenas o som estridente era capaz de tirar as pessoas da cama de verdade.

Chaeyoung nem acreditou que sua noite tinha passado tão rápido. Parecia que mal tinha fechado os olhos e já tinha que lidar com mais um dia começando. O corpo queria continuar deitado, apesar dela não ter problemas em acordar cedo. Geralmente não tinha problemas nisso, mas naquela manhã, ela bem que queria dormir mais um pouco.

A mão tateou o celular, cancelando o alarme e suspirou preguiçoso escapou de seus lábios. Sentou-se na cama, sentindo um arrepio percorrendo pelo corpo e precisou respirar fundo umas três vezes. Esfregou o rosto e buscou pela garrafinha d’água e as cartelas de remédios que ficava em seu criado mudo. Pegou um de cada e engoliu com a ajuda da água.

O copo permaneceu entre seus dedos ligeiramente trêmulos enquanto ela continuava sentada na cama. Virou a cabeça na direção da janela, observando suas cortinas alaranjadas.

Parecia que seria um dia muito bonito.

E Stella também concordava.

Capítulo 6 - Página 15 8tzowsi

A jovem canadense tinha como hábito sempre manter um caderno perto de sua cama. Às vezes tinha uns sonhos que rendiam reflexões e desabafos no diário. Dessa vez tinha sido tão lúcido que ela precisava anotar o máximo de detalhes enquanto se lembrava. Claro que tinha todo aquele ar de magia que os sonhos geralmente tem, mas...Quem sabe não fosse a premonição de algo que estava por vir.

Nunca tinha acontecido uma coisa dessas, mas não custava nada acreditar.

Um sorrisinho meio bobo escapou de seus lábios, mas a porta logo foi batida, cortando seu raciocínio. A mãe entrou logo em seguida e ficou surpresa por ver que a primogênita estava acordada. Ellen já estava nas últimas semanas de gestação, mas simplesmente não conseguia parar quieta. Mostrou o kit com o medidor de glicose e a insulina que ela tomava logo de manhã.

Stella sorriu para a mãe, observando o rosto dela. Achava que a mãe estava cada dia mais bonita e imaginava que fosse a cara que a felicidade tinha. A gravidez estava ótima, seu irmãozinho logo chegaria e com a graça de Deus, seria canceriano e não geminiano - era a única coisa que ela implorava ao pequeno Benjamin.

Enquanto a mãe media sua glicose e preparava a insulina, Stella ficava pensando nas coisas que gostaria de dizer a ela e, muitas vezes, deixava passar. Será que era uma filha carinhosa o suficiente? Gostaria de dizer que amava muito sua mãe e que não a culpava pelas coisas que aconteciam na escola. Nunca contava as histórias do colégio ou porque às vezes aparecia com o uniforme acabado ou machucados. Nunca explicou porque vivia infeliz, mas agora parecia mais animada graças às amizades que fazia.

Não achava que devia levar esse tipo de preocupação para ela, ainda mais agora que estava prestes a ter o bebê.

Quando a mãe injetou a insulina, ela fez um som de manha apenas para chamar a atenção dela. Tão logo a mãe a encarou, ela pulou em seu pescoço e deu um gostoso beijo na bochecha.

Tudo ficaria bem…

Mas às vezes...Não ficava.

Alguns remédios trazem a cura ou tentam manter uma doença sob controle. Na dose certa, eles trazem benefícios à saúde. Contudo, existem pessoas que buscam a dose a mais, aquela que traz o torpor…

Porque apenas quando estão entorpecidas, as dores parecem mais fáceis de lidar.

Capítulo 6 - Página 15 NDKlA4X

Eun Na tinha perdido o sono no meio da noite porque sentia mãos invisíveis tentando sufocá-la. Nem ao menos seus gritos de desespero foram o suficiente para atrair alguém de sua família.

Família? Que família?!

Aquele apartamento vivia sozinho porque todos achavam mais fácil olhar para o próprio umbigo e seguir com a vida. Se um dia ela caísse desmaiada no chão, provavelmente morreria e levariam semanas até darem falta ou encontrar o corpo.

Um acesso de riso e choro começou a tomar posse dela quando finalmente acordou e se deparou com o vazio do quarto. Sem pensar muito, ela seguiu até o banheiro e procurou pelo frasco especial que ganhava de sua fornecedora há alguns meses. Não precisava nem de água porque conseguia morder aquelas pílulas que já deixavam sua língua dormente em alguns minutos.

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O frasco acabou no chão sem que ela percebesse, espalhando alguns comprimidos pelo chão. Procurou por um cantinho de seu banheiro e por lá ficou. Os olhos voltaram-se para o teto e ela só queria que aquela maldita música parasse de tocar em sua cabeça. Também gostaria de não sentir mais que seu corpo recebia toques indesejados. Aquilo podia fazer efeito logo.

Com sorte, para sempre.

Porém, Eun Na estava sempre lidando com o azar.

Às vezes parecia ser algum tipo de castigo divino pelas pessoas que perseguia no colégio. Mas diferente de simplesmente deixar as pessoas em paz, geralmente ela acordava com a necessidade de transformar os outros tão infelizes quanto ela. Quando abriu os olhos, horas depois, precisando vomitar e meio atrasada, ela sentiu muita raiva de si mesma e do mundo todo.

Precisava ir pelo menos para não preocupar as amigas. Já tinha faltado muito, se faltasse mais uma vez, podia ser um problema.

E por falar em problemas, o que é que Kai ia fazer com aquelas marcas que tomou?

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Além de não ter dormido por ter virado a noite com a gangue, ainda teria que lidar com aqueles ferimentos pelo rosto? Uns analgesicos também cairiam bem, por isso já foi catando o que achou pelo caminho. No freezer, encontrou o saco de gel para tacar na cara.

Jazz conseguia ter uma imagem pior do que a dele e foi o suficiente para que May decidisse começar seus discursos logo pela manhã. Era para ter sido algo simples, mas deu muito errado. Se meteram numa briga e rodaram quase todos os bairros de Seul por conta da briga e dos policiais.

Ninguém foi preso, mas agora precisavam arranjar desculpas para “suas vidas civis”. May era a mais responsável dos três, justamente por ser a mais velha. Sentia-se responsável pelos imbecis dos irmãos que só sabiam lhe dar mais problemas. Kai estava cansado de ouvir, queria que ela calasse a boca, apesar de achar bonitinha toda aquela preocupação.

Não podia ser um irmão muito rebelde. May fazia o que podia, assim como a mãe deles que fazia plantão atrás de plantão nos hospitais. Talvez nem ela, nem a mãe merecessem filhos e irmãos como ele e Jazz. Tudo bem que May não era um exemplo de pessoa, mas pelo menos ela não estava com a cara quebrada. E ele ainda teria que aturar aqueles babacas de WangJo.

Pediu um tempo no sermão para tomar banho e ver o que podia fazer no rosto. Esperava que no banheiro, pudesse ter um pouco de paz. O vapor do chuveiro logo começou a embaçar o espelho e a umedecer os azulejos.

Enquanto algumas pessoas buscavam fugir do espelho, outras precisavam dele para se arrumarem ou simplesmente se encararem.

Cinco espelhos trouxeram cinco reflexos diferentes.

Na residência Do, Taemin tinha acabado de passar o braço pelo espelho embaçado após o seu banho. Olhou para o próprio rosto por alguns segundos, passando a mão pelo cabelo, como se estivesse botando para cima.

O que será que ele via e achava de si mesmo naquele momento?

Jung Mi arrumava sua gravata sem nem ao menos olhar para os movimentos. Tudo era tão simétrico e certinho que ele parecia, de fato, ser perfeito. Após alinhar seu uniforme, voltou a atenção para sua imagem. O cabelo estava para baixo, como um rapaz certinho.

Um sorriso torto surgiu em seus lábios.

Você está orgulhoso de si mesmo e seus feitos?

Yewon passou o rímel mais uma vez e recuou em sua cadeira acolchoada. Estava diante de sua penteadeira com as maquiagens que havia adquirido. Prestes a terminar sua rotina de maquiagem, ela alinhou sua postura.

Achou, naquele instante que alguém como ela não precisava ser seguidora. Deveria ser seguida.

Gostou do som que isso tinha, muito embora a mente acabasse levando até Jung Mi e para diálogos que só aconteciam em sua imaginação. Piscou mais uma vez diante da própria imagem.

Por que não era a rainha dele?

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Hayoung desviou o olhar do espelho ao ouvir passos do lado de fora do seu quarto. Franziu as sobrancelhas, voltando a olhar para a frente afim de terminar de completar o suave batom em seus lábios.

Assim como no xadrez, sentia-se em xeque. Hee Kyung havia dado um golpe de mestre que culminou em mais humilhação para ela no último domingo. Mal tinha conseguido dormir de tanto ódio que estava sentindo naquele momento. Porém, isso acabou por motivá-la...Era bom que ele estivesse indo bem no xadrez.

Porque quem daria o xeque-mate seria ela.

Era o que a nova Hayoung prometia à velha e que levava à uma nova pergunta: quem era a nova?

As pessoas mudam e essa era uma verdade que Joo Hyuk conhecia bem. Para o melhor ou pior, apenas o tempo poderia dizer.

Quando ele chegou em WangJo, descobriu que ela havia mudado para pior. Não estava fazendo questão de retomar absolutamente nada, embora as lembranças ainda fossem muito vivas para ele. Para sua surpresa, foi quando se afastou que ele se sentiu um pouco mais próximo.

Sua mãe contou o que tinha visto na sexta-feira e quando a viu no sábado, ele sentiu que, definitivamente, algo estava errado. Para quem estava tão animada com um jantar, ela parecia extremamente infeliz naquele carro. Sabia o que o vidro fechado tinha significado, mas isso não impedia que sua mente deixasse de se preocupar.

Teria mudado tanto assim, afinal?

Ele, pelo menos, ainda era capaz de se reconhecer quando olhava para o espelho.

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Quem estava difícil de reconhecer era Bomi. Gyu Sik observava sua irmã à mesa. Os pais estavam conversando, como de costume, mas ela se mantinha ausente, com uma expressão distante e sem ânimo para participar. Quando percebia que a palavra era dirigida a ela, ela atenuava a expressão, dando um sorrisinho ou dois e falava em tom baixo.

Porém, quando os pais não a olhavam, o sorriso sumia com a mesma velocidade que aparecia.

Gyu estava ciente do que acontecia em sua família, mas não imaginava que a irmã fosse ficar tão afetada. Talvez ela gostasse mesmo daquele garoto. Como irmão mais velho e melhor amigo, ele tentou animá-la no domingo e ainda estava tentando. Até tinha aceitado a festa de aniversário do jeitinho que ela tinha pedido antes.

Mas isso não pareceu o bastante ainda.

Bomi já estava sentada à mesa antes de todos para aquele café da manhã. Normalmente, era a última a chegar porque vivia atualizando status nas redes sociais e não sossegava até ver a última novidade. No momento, ela nem ao menos mexia no celular. Quando chegou até a sala de jantar, ela sentiu um peso no peito e no estômago.

Não devia levantar desconfianças de seus pais, mas simplesmente não conseguia voltar a ser animada e fofa como sempre depois de ver Won chorando. Ele não estava mentindo e isso significava que alguém estava. A verdade é apenas uma, não tinha como os dois pólos falarem a verdade.

Queria acreditar completamente nos pais, mas por que estava sofrendo tanto por Won? Nem ao menos sua festa de aniversário parecia animá-la mais. Porém, diante do esforço do irmão, ela só podia levar aquilo adiante.

Até porque...nenhum sofrimento era eterno, não é?

Alguns só eram mais duradouros e fortes do que outros.

Capítulo 6 - Página 15 3s1v2wU

Porque às vezes, quem fez o mal levava parte da pessoa consigo...E nem parecem lamentar por isso.

Já outros tinham suas almas e corpos constantementes feridos, mas encontravam forças em quem lhe cercava. Fosse uma garotinha de 7 anos ou uma gatinha preta de olhos amarelados.

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Três emojis de gatinho com olhos de coração e todos seriam salvos.

Seriam mesmo?

Yerin não sabia dizer, mas enquanto aqueles olhos - amarelos e ônix como os seus - olhassem para ela, ela encontraria forças para persistir. Afinal, ninguém precisava saber o quanto doía, o importante era que vissem quantas vezes ela conseguia se levantar e aprender com isso.

Não era a rainha do gelo à toa.

O som do salto alto ecoava pelo taco enquanto Yerin se afastava de Pandora e passava por sua irmã do meio. A garotinha segurou em sua mão e as duas seguiram na direção da saída para mais um dia de aula.




10 DE JUNHO DE 2019 - SEGUNDA FEIRA - 9:50 A.M


Durante o clima aprazível da primavera, algumas aulas de educação física ocorriam na quadra aberta de futebol. Era a segunda semana que tanto meninos quanto meninas estavam treinando hockey na grama. O grupo que não estivesse jogando, fazia um aquecimento ou pagava um exercício - e eles ficavam revezando o campo em jogos de vinte minutos. Outra mudança foi que ao invés de 11 jogadores para cada lado, havia 7 para cada time e 1 na “de fora”, que era trocado.

Quando a aula de educação física chegou ao fim, muita gente agradeceu e simplesmente se jogou no chão.

Woo Jin era uma dessas pessoas, obviamente. Não aguentava mais correr atrás de uma bola com um taco. Em dado momento, ele nem sabia mais se seu time tinha ganhado ou não. Os times masculinos foram: Jung Mi, Hyun Hee, Won, Jae Ki, Joo Hyuk, Woo Jin, Hee Kyung x Taemin, Ji Ran, Ryu Ji, Min Ho, Gyu Sik, Hyo Shin e Beom Su. Ui Jin na de fora, trocando às vezes. Já as meninas, foram: Eun Bi, Misoo, Bomi, Hyemin, Sejeong, Stella, Sunny x Mi Ran, Yewon, Nana, Yerin, Hayoung, Ye Ji e Ye Sol. Nayeon ficou na de fora. E foram escolhidos nessa ordem.

Foram seis jogos, três para cada time. O time de Jung Mi ganhou de 2 x 1 e o time de Eun Bi ganhou de 3 x 0.

O curioso no time feminino era como as meninas conseguiram se dar bem, mesmo sendo tão diferentes. A competição as motivou a jogar juntas, ainda que elas tivessem suas divergências. Apesar a atuação pífia de Nana chamou muita atenção das amigas. Ela não parecia muito bem, mas também não se justificou.

A turma do primeiro ano foi dispensada para o banho e os professores ficaram em cima para que meninos e meninas não ficassem de muita gracinha e seguissem para os respectivos vestiários.

Como já era normal, eles chegariam mais cedo no refeitório - cerca de dez minutos antes.

Hyun Hee tinha seus motivos para estar animado. Foi a primeira vez que havia jogado com seu irmão sendo o primeiro a ser escolhido. Aquilo foi uma verdadeira surpresa para os outros, mas indicava que algo estava mudando entre eles. Algo que Misoo, a “namorada”, não tinha entendido ainda e podia ficar encucada.

Joo Hyuk não ficou muito tempo com os amigos, nem esperou por eles porque precisava ir para a rádio. Era seu turno e o de Yeun Bomi, mas ele não pressionaria a menina, indo primeiro. Acabou que isso nem adiantou muito porque a própria fez questão de acelerar os passos.

Misoo e Eun Bi vinham atrás dela depois do banho e veriam que a amiga por muito pouco não cruzou com Won. Os dois obviamente tinham se visto, mas Bomi desviou o olhar, focando no prédio e andando um pouco mais rápido que o habitual.

Hee Kyung teria que pensar à respeito do que ele e seus amigos diriam ao diretor na reunião de mais tarde e não podia contar por Kim, por hora. Ainda havia Sunny e Stella, mas ele estava evitando colocar as meninas nessa história.

Elas, por sinal, estavam de braços dados, caminhando sem muitos problemas na direção do refeitório. Diferente do que Taemin havia dito no domingo, ele ainda estava bem tranquilo em relação a ela e não a provocou nem nada. Sunny também poderia ver Jae Ki. O menino havia se preocupado com ela na sexta-feira e essa seria a primeira oportunidade deles se falarem depois do fim de semana.

Won, Jae Ki e Kang estavam reunidos como sempre. Tinha sido uma vitória para eles porque foram adversários do time de Ryu Ji e Taemin - de modo curioso, o loiro oxigenado não parecia ligar por ter perdido. Quase como se ele não estivesse completamente focado ou interessado naquela disputa mais. Os três poderiam ver Bomi saindo primeiro do banheiro e hesitando no caminhar. A garota olhou brevemente para eles, mas desviou o olhar e caminhou até o predio central. Eun Bi e Misoo vinham um pouco atrás. Depois delas, Sunny e Stella também conversavam de modo distraído.

Hyemin logo perceberia que Hayoung não estava muito normal naquele dia. Parecia mais soturna, sem os sorrisos de sempre. Disse às meninas que demoraria um pouco porque tinha uma coisa para resolver, mas depois queria saber como foi o fim de semana delas. Yerin foi uma das últimas a tomar banho  -e agora Hye entendia muito bem o motivo.

Yewon e Mi Ran estavam muito irritadas para trocarem palavras com elas e saíram do banheiro. Nana foi atrás de água porque estava morrendo de dor de cabeça.

Quando Yerin estivesse pronta, as duas seguiriam até os armários para guardarem suas coisas. E quando Hyemin chegasse até seu armário, perceberia que havia uma flor presa com um durex.

Era um hibisco rosa claro.

[Então, pessoal, espero que tenham gostado do turno dos npcs. Alguns foram mais detalhados do que outros, por motivos de “xablau”.

Agora vocês estão no intervalo porque pulei toda aula de educação física. Existe uma pequena muvuquinha ali de gente porque todos estão meio que próximos - com exceção de Hyemin, Yerin, Nana, Kim, Bomi, Yewon e MiRan. Hyemin e Yerin foram pro armário, Nana, Yewon e MiRan pro refeitório e Kim e Bomi para o rádio.

Os outros ainda estão em grupinhos: ou indo para o refeitório ou saindo do banho ou enfim, vocês decidem. Qualquer dúvida, ja sabem onde me encontrar ;p ]
(C) Ross
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- Eu também não sabia como era ser o mais novo - deu um sorriso. Era estranho mesmo, porque além de primo, ele era professor. De certa forma, ele tinha ajudado também a compreender qual era sua função na relação com Jung Mi e o inspirado a começar aquelas mudanças, de ser um pouco mais presente. Conseguiu entender o que o irmão precisava estando na posição de mais novo por causa de Chang Wook

Cometeu um erro achando que aquele frasco era dele e falou demais. Estalou a língua e colocou em cima da mesa.

- Eu não sou viciado. Como está provavelmente pensando. Pode pegar. - deu de ombros.

Acreditava que poderia não ser dele e, além disso, achava que ele era adulto e responsável o bastante para, caso fosse mesmo dele, assumir seus riscos.

Ouviu a explicação de Chang Wook que era de outra pessoa. Quem? Não duvidava que seria de um dos caras do segundo, quem sabe do terceiro ano, ou algum colega de sala. Pensava nos homens, somente.

- Araso, araso. Você pode ter de volta. Já está na mesa. Já avisei o que não deve fazer e confio que o meu hyeong terá consciência dos próprios atos. Acho que não vai me contar quem é, mas antes de mais nada, eu usava isso de uma forma bem diferente do que o verdadeiro dono. Eu fui obrigado a isso. Não era uma uma forma recreativa. Por algum tempo… Mas não uso mais. - comentou, secou as mãos, deixou a água esquentando e puxou uma cadeira.

- O que você quer de mim?

Humor: estável/--+++

— Ross
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Jae-ki só riu quando a halmoni o deu os tapas, já conheci a velha então estava acostumado com o jeito dela.

Capítulo 6 - Página 15 9f2488a835c57a6fbff56d133b2466f1

- Halma, eu só tava com saudade - Respondeu sincero, mas até abreviando a palavra halmoni, era mesmo um moleque.

Ele contou animado sobre o emprego, balançou a cabeça e explicou um pouco:

- Eoh, isso mesmo. O Kang me ajudou, ele me emprestou essas roupas para fazer a entrevista.


Ele sorriu quando a irmã ficou feliz por ele, era verdade que lhe faltava muitas coisas e que a casa era bem precária, mas só ver o rostinho da Soo-ji já fazia sua casa se tornar um lugar agradável.

- Eoh, você é muito esperta. É nesse lugar mesmo que eu vou trabalhar. O Won precisou se demitir do café, aí ele me indicou e eu fui lá, tentei falar educado e essas paradas, fiz um teste de fazer café, e me sai bem de primeira!


Apertou também de volta o abraço em Soo-ji. Jae ficou surpreso ao ouvir halmoni dizer que ele fez bem. Ser reconhecido era muito bom, queria poder fazer sua família se sentir segura e mostrar que podia defendê-las de qualquer coisa.

- Ok! - Respondeu a velha - Vou me esforçar, vou ser o melhor funcionário! Não dava mais para ficar no Jinja Chicken...  O café é meio longe e fica perto da escola... Mas é bom que já vou direto, mesmo assim qualquer coisa me liguem.

Comemorou quando ouviu a palavra macarrão, seu estômago apertou de vontade de comer.

- Uwaaa! Que fome, deve ficar muito bom!

Halmoni saiu e os dois irmãos ficaram um tempo sozinhos, Jae-ki já tinha tirado os sapatos, se sentou e puxou a irmã para vir junto.

- Eoh, ajudo sim, você vai entender tudo de matemática.

Ele observou as expressões da irmã quando ela recebeu a embalagem da Sunny, gostava muito de ver o rostinho dela surpreso. Ele explicou de quem era em seguida e sorriu quando ela disse que não ia conseguir comer. Apreciou o abraço e disse:

- Não precisa dividir Soo-jiya... Um dia quando você ver a Sun-Hee, a filha do Seng Kim, aí você dá um abraço igual a esse nela.

A irmã de Jae-ki era muito linda e insistia para comerem também, Jae-ki não conseguiu recusar. O doce era realmente muito bom. Ficou imaginando como seria um encontro da irmã com a Sun-Hee. Se o senhor Kim fosse pai deles, elas seriam irmãs. Mas não sabia também se Sunny seria uma boa influencia para ela. Não gostava de imaginar Soo-ji escondendo seus sofrimentos dele.

Ele tirou a roupa emprestada por Kang e cheirou a blusa para ver se podia reutilizar. Se não, ele daria um jeito de lavar rápido só a blusa mesmo, mas só depois de ajudar a irmã. Não queria chegar fedendo no primeiro dia de teste, deveria secar até o dia seguinte.

Enquanto a velha fazia o jantar deles, Jae-ki ajudou a irmã o máximo que podia, mesmo cansado, ele aguentava bem. Já teve dias bem piores, e sendo sua irmã, não lhe cansava. Gostava muito de ficar perto dela. Na hora do jantar, Jae-ki amou o macarrão, ficou até com a boca suja de molho.

Capítulo 6 - Página 15 D252799045824e717595df8f02a246b4
(Finge que é macarrão e que cabelo é preto)

- Uwaa, mashita!

Ele ainda passaria um tempo com a irmã. Quando a irmã fosse no banheiro, ele sentaria na varanda, pegaria uma das folhas de papel que guardava e começaria a fazer um desenho da bailarina, tentaria fazer o melhor que já tinha feito. Era isso que queria levar para ela, mas também planejava outra coisa mais a frente, mas aí dependia de alguns materiais e das ferramentas da aula de arte.


Casa do Jae-ki/ Cansado/ Aliviado

— Ross
Jae-ki
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Frase : "Vou mudar nossa vida, Soo-ji. "
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HYEMIN. 10 DE JUNHO. ENCERRAMENTO


As conversas com Joo Hyuk sempre ferviam a mente de Hyemin. Ele jogava tanta informação que a sufocava e fazia sua cabeça doer a ponto de duvidar de pessoas que eram pilares de sustentação de sua vida.

Sua confusão era mais do que compreensível, assim como a vontade de tirar tudo aquilo à limpo. Depois que conseguiu se recompor, ela voltou a mexer no celular e enviou mensagens no Blackpink. O grupo tinha ficado quietinho por que todos estavam ocupados.

Por conta dos horários, as mensagens dela demoraram um pouco a serem lidas. Yerin, como sempre, foi a que demorou menos.

RIN

Rin
Tudo bem. Eu não tenho nada mais para falar com ele. Fique tranquila, hm?
Rin
Durma bem quando for e amanhã nos falamos


Yerin não sabia que Hyemin já sabia de sua conversa com Kim. Por isso, aquele pedido acabou soando como uma insistência dela - uma repetição do que ela já tinha pedido antes do clube. Ela, obviamente, ficaria curiosa com aquilo, mas não era do tipo que colocava Hyemin contra a parede.

O noivo leu e respondeu.

MIWOO

Miwoo
Claro que está animada. É normal na sua idade.
Divirta-se no baile.
Miwoo
Boa noite
 

Bem mais sucinto do que as mensagens grandes que ela enviava para ele. Mas isso o deixava “mais charmoso” por ser tão ocupado. Tão parecido com o pai dela, com certeza daria certo, não é? Até porque Hyemin sentia-se muito feliz tendo aquela casa toda para ela.

Já a tia, logo disse.

Chun Ja

Chun Ja
Eu voltei hoje, querida, mas sei como seu dia é ocupado e não quis incomodá-la.
Chun Ja
Que tal almoçarmos juntas amanhã? Eu posso almoçar ou me encontrar com você às 7h da noite. O que prefere?
Beijinhos
 

Hyemin estava mais próxima de suas respostas. Claro, se tivesse coragem de fazer as perguntas certas.
(C) Ross


HYUN HEE. 10 DE JUNHO. ENCERRAMENTO


Chang Wook ficou surpreso com aquela revelação. Como sua família não tinha contato com os Park, ele não soube quando o primo precisou fazer uso daqueles medicamentos que carregava, mas o modo que Hyun relatava que ele tinha sido obrigado a tomar, o fazia levantar algumas hipóteses.

Será que o primo esteve esse tempo todo na América mesmo? Ou foi uma mentira para mantê-lo trancado em algum lugar?

A expressão séria e retraída, relaxou um pouco mais. Saía do modo defensivo e o encarava com certo grau de preocupação. Suspirou, dando outro gole em seu soju.

- E uma pergunta complicada… - Comentou. - Eu...prometi que não contaria sobre a situação para ninguém e daria tempo para que tomasse coragem para pedir ajuda. Contudo, eu imagino que a abstinência logo começará a fazer efeito, ainda mais considerando a dosagem desse remédio.

Olhou por um instante para a caixa e o encarou de novo.

- A aluna é da sua turma. Uma menina, não um menino. - Escondeu os lábios. - Durante o almoço, a bibliotecária encontrou uma aluna desmaiada no chão e eu ajudei a levá-la até a enfermaria. - Era o suficiente para que Hyun fosse atrás da informação, caso tivesse interesse nisso. - Gostaria que você ficasse atento a qualquer coisa esquisita que ocorra até sexta-feira. Só isso, por enquanto. A pessoa ainda não aceita ajuda, mas talvez num futuro próximo, ela mude de ideia.

Pegou o frasco e cumpriu com sua palavra, mas ao invés de jogar no vaso, jogou na pia mesmo, triturando e deixando que os canos levassem aquele veneno embora. Ficaria com o frasco para pesquisar o nome e fazer um pequeno levantamento, se fosse necessário.

- Quanto a você… - Olhou novamente. - Eu não fazia ideia que você tinha sido obrigado a consumir isso. Eu não sei o que seus parentes aprontaram com você, mas eu e minha mãe não somos iguais e jamais o forçaríamos a isso. Se você precisar de qualquer coisa, em qualquer momento, Hyunie… - Tocou em seu ombro. - Eu vou atrás para ajudá-lo. É isso o que um hyeong faz, não é? - Deu um pequeno sorriso. - Como disse, ainda estou aprendendo, mas esse título você tem há muitos anos e estou disposto a aprender. Leve o tempo que for.

A porta abriu novamente, dessa vez com a chegada de Hae Sook. Ela olhou para os dois e sorriu como se visse um quadro que admirasse bastante.

- Meus meninos juntos! Que cena linda! E esse cheiro está maravilhoso, hm? - Sorriu para Hyun e então entregou uma caixinha para ele. - Aqui está sua encomenda. Espero que esteja à altura desse banquete que estou vendo surgir diante de meus olhos.

- O cheiro está muito bom mesmo.

- Você está tomando Soju?

- Ne…

- E não me deu? Aish...Pegue o meu soju e um sprite para o Hyun. Gaja! Desnaturado.

O clima naquela casa era muito diferente de tudo o que ele já tinha experimentado. Provavelmente deixaria muitas saudades, antes mesmo do que o garoto pensava.

No lugar da flor, uma joaninha
(C) Ross


JAE KI. 10 DE JUNHO. ENCERRAMENTO


Fazia tempo que a humilde residência Song não tinha uma noite tão tranquila. Jae Ki parecia ter tirado uma tonelada das costas agora que conseguiu um emprego novo. Todo o desespero de sua repentina demissão foi substituída por uma nova esperança e perspectiva de futuro.

Sentia que estava meio passo mais próximo de cumprir a promessa de uma vida melhor para Soo Ji. Receber a demissão no sábado tinha sido um baque muito grande em sua vida - desesperador. Mas agora que estava em fase de teste no Café Beautiful, ele podia dizer que tinha sido a melhor coisa. O ambiente de trabalho parecia diferente, muito mais saudável e amistoso do que o anterior.

Era bom ter esperanças.

Sua vida finalmente estava sorrindo de novo. E podia aproveitar de um doce gostoso e um jantar ainda melhor com sua avó e sua irmãzinha. Nem a ausência do pai tinha sido ruim no momento.

Teve tempo de fazer os exercícios com Soo Ji e ela pareceu entender mesmo a explicação dele, tanto que ele só precisou fazer três exercícios de dez. Os outros sete ela fez muito bem e na correção, podia até ganhar uma estrelinha - eram até um pouco mais difíceis do que as que ele tinha feito. Como comemoração, puderam ver tv até a hora dela dormir.

Soo Ji não costumava dormir muito tarde e já estava coçando os olhinhos por volta das 21h, quando as mensagens de Eun Bi finalmente chegaram para ele.

BIBI

Bibi
Sou realmente sortuda! Meu namorado é tão lindinho (até fazendo careta). Só não mando um vídeo ou foto meu porque estou horrível e exausta. Ainda bem que você não veio, ia deixar de gostar de mim no instante em que me visse =x
Bibi
Amanhã eu te dou o merecido abraço por ter conseguido o emprego. O beijo, eu vou pensar, seu pervertido =p Eu tambem estou com muitas saudades e louca para dormir para que amanhã possa te ver de novo :3
Bibi
O que você vai me dar de presente? Conta logo, não faz suspensee!! Aaaaaah, você  quer me matar de curiosidade!! Seu ruim!!!
Bibi
Saranghae <3 (mas não conte para o meu namorado porque ele é muuuito ciumento xD)


(C) Ross




MISOO. 10 DE JUNHO. ENCERRAMENTO


O dia de Misoo parece ter guardado mais uma surpresa para o seu final. Se ela estava chocada com o que viu, imagine, então, sua amiga que veio logo depois por conta do celular.

A expressão de Bomi estava completamente incrédula enquanto seus sentimentos pareciam ser esmagados. Sentia que uma mão invisivel esmagava seu coração de modo impiedoso. Estava sufocada. E seu rosto começou a ficar vermelho enquanto as lágrimas acumulavam. Tão logo Misoo colocou a palma da mão na frente, tapando aquela visão, a primeira escorreu, num salto resto até seu queixo pontudo.

Sem querer que a amiga continuasse sofrendo com aquela visão, Misoo pensou rápido e tirou Bomi dali antes que ela fosse notada por Won e sua namorada. As duas foram meio trôpegas por outro caminho até o parquinho onde, no sábado, a tenista teve momentos tão divertidos com a irmã de Jae Ki, Bibi e o próprio garoto.

Agora, contudo, o lugar ganhava tons mais escuros e melancólicos.

Diante dela, Bomi simplesmente se jogou no balanço enquanto as belas e tristes lágrimas escorriam pelo rosto dela. Não parecia ter fim e a menina nem parecia sentir que elas escorriam. O golpe a nocauteou de tal modo que ela parecia uma boneca que Misoo podia controlar - só por isso, ela conseguiu sustentar a latinha de chá em suas mãos.

Após dois minutos inteiros em silêncio, Bomi finalmente murmurou algo.

- Então....Essa é a sensação...de ser verdadeiramente traído…

A voz saiu bem fraquinha até que ela abaixou a cabeça, curvando-se até encostar a testa em seus joelhos. Não havia muito o que Misoo fazer no momento, mas se tinha uma coisa que ela conhecia era a força dos Yoon.

Sua amiga podia estar péssima agora, mas ela certamente se ergueria mais forte do que antes.
(C) Ross


WON BIN. 10 DE JUNHO. ENCERRAMENTO


Ji Hyun sentia que teria um pequeno infarto a qualquer momento por conta do que acabou de fazer. Sinceramente, ela não sabia onde estava com a cabeça para ter tomado uma atitude tão...ousada para seus parâmetros. Estava mesmo abraçando Hwang Won Bin?! Estava  mesmo apertando o abraço??

Saranghae??

Não tinha coragem de se mover, muito menos de encará-lo. Fechou os olhos com mais força ainda quando sentiu o toque suave da mão dele sobre seus braços. Sabia que seria rejeitada porque não chegava aos pés da garota que ele gostava, mas mesmo agora, ele ainda sabia ser gentil.

Por um momento, preferiu que ele fosse grosseiro e a colocasse no lugar dela. O toque apenas fazia o “não” doer mais.

Won afastou a menina, mas não a soltou porque sentia a necessidade de dizer muitas coisas. Estava diante de alguém que experimentava o mesmo dissabor que ele. Assim como Won se comparava com a superioridade de Ryu Ji e se sentia um fora da linha, inadequado e até mesmo vilão da história, Ji Hyun também se sentia esquisita, fora dos padrões e tosca se comparada com aquela beldade que iluminava o café sempre que entrava.

Enquanto ouvia a voz de Won, Ji Hyun continuou com os olhos fechados e abaixou a cabeça, morrendo de vergonha e com uma boa dose de dor no peito. Ao perceber que ele ainda a segurava, ela tomou um pouco de coragem para encará-lo. Os olhos marejados finalmente converteram as lágrimas, mas estava sofrendo mais pelo que ouvia dele.

- Sei como se sente… - Murmurou e escondeu os lábios, fazendo o queixo tremer um pouquinho. - Sinto muito por ter te chamado de volta…

Quantas vezes precisaria dizer sinto muito para ele?

Mais uma lágrima escorreu e Ji Hyun também corou ao ouvir que era uma garota linda. Ele achava isso mesmo? Ottoke?

- Você não é quebrado, só está magoado e...Mwo?

Por que ele estava pedindo um tempo para pensar? Ela não esperava que ele respondesse daquele modo. Ele não estava dizendo não? A carinha de choro, pouco a pouco foi ficando surpresa até que ela deu um sorriso tímido e gracioso.

- Ung! Eu...Eu adoraria tomar um sorvete com você, Hwang Won Bin-ssi…Podemos ir na marcha que você quiser até porque eu, eu não entendo muito disso e não esperava que...você fosse dizer isso.

Engoliu em seco.

- Komawo…
(C) Ross


FIM DO CAPÍTULO 6
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Frase : Play with a mask to hide the truth. People cheat each other. right?
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Jogo : Narrador
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