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Capítulo 6

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Park Hyun Hee em Sex Jul 13, 2018 9:31 am

 

Hyun forçou um sorriso torto, sem nem se preocupar em mostrar os dentes ou mudar o olhar de xingamento. Nem precisava dizer por que a ideia era péssima e uma provocação de quinta. Não era só o climão de ex-namorada, mas porque EunJoo sabidamente odiava Chaeyoung. Mas já que ele estava sendo desagradável naquele nível… Sorriu.

- É mesmo. É só chamar. Vamos, com certeza

Porque Eunjoo odiaria isso. Só imaginava o quanto ela infernizaria a vida de Jong-In por isso caso ele realmente quisesse se apossar do trono por aquele relacionamento forçado. Falando em relacionamento forçado, ele teve que ouvir que aquele cara atrevido, que o olhava com tanto desprezo e parecendo guardar algum tipo de segredo que o fazia menosprezá-lo como namorado de Chaeyoung, era tratado com apelidinho?

Ela ficou pedindo desculpas, o que o fazia ter compaixão daquela carinha linda, mas isso não o fazia ficar com uma expressão menos incomodada. Respirou fundo. Todos os amigos a chamavam assim, repetia mentalmente, até se convencer que estava tudo bem. Mas o complemento da informação sobre aquele cara era muito infernal. Desviou o olhar, aborrecido e respirou mais forte.

- E por acaso ele faz alguma coisa com você? - olhou bem sério. - Algumas pessoas podem se aproveitar dessa sua bondade… - observou  o caminho, enciumado, mas tentando não ser grosseiro com ela. - Não confio nesse garoto não.  

Nem em ninguém, na verdade. Ainda bem que ela mudou de assunto, então pôde suavizar a expressão.

- Parece que sim. Ainda bem. Tudo está saindo como o previsto. Han Jae não me mandou mais mensagens, então deve estar tudo bem. - sorriu de leve. - Obrigado de novo. - aproximou o rosto do dela, mas não fez nada, só sorriu mais perto e se afastou, acompanhando-a em direção ao terraço. - Você vai ver o que eu preparei.

Quando lá chegaram, espalhou o paninho que cobria o dosirak no chão, como um piquenique. Para os dois. Lá dentro tinha  arroz, omelete, kimbap*, tteokbokki** e uma porção de vegetais cortados usando a técnica das aulas, pareica até que tinha passado um tempo treinando naquilo.

(*aquele rolinho  ‘sushizão’ coreano; **aquela massinha)

comidas:





Hyun olhou orgulhoso para seu feito e a observou com atenção.  

- Sem desmaiar de fome, combinado? Por isso fiz toda essa comida.  - beliscou a bochecha dela de leve. - Por acaso está fazendo essas dietas retardadas? Garotas fazem isso... - ergueu uma sobrancelha, como se a analisasse.  Estava preocupado pelas coisas que tinha ouvido. - E… Eu deixo você estudar. Mesmo querendo que você fique o tempo todo comigo, não precisa se sentir pressionada…

O que mais poderia dizer para que aquelas crises de estresse fossem menores? Onde estava seu repertório de músicas americanas ou filmes? Sabia sair com as garotas, mas não ser um incrível namorado. Eun Joo foi sua cobaia, havia muitos erros ali, porque era bem novo, e agora não queria cometê-los, mas não sabia o manual.

- Bem, mas agora coma.  Diga “ah” - pegou um omelete e levou até a boca dela, achando engraçado o fato de estar fazendo isso.

Para ele, a rádio era algo bem secundária, de modo que ele não prestava atenção.

Humor: estável /---++

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Yeun Misoo em Sex Jul 13, 2018 11:19 am

 

- Poxa, mas que bom que vocês conseguiram se unir    - Misoo juntou as mãos e sorriu. - É tão difícil ter relação ruim com um irmão… Ainda mais sendo mais velho. A vida fica bem complicada...

Sabia disso por experiência e sabia também o quanto aquele colar parecia melhor no pescoço, só não tinha certeza por que tinha decidido usá-lo, mas de repente estava com ele.

- Hmm.. Manda notícias do seu avô, por favor. Eu tenho certeza que ele vai se recuperar mais e as coisas vão dando certo. Fighting - fechou o punho e fez o gesto para ele, tentando transmitir otimismo. Era tudo que podia fazer.

Olhou para sua mão, deixando que o toque fosse feito, mas não conseguia se acostumar com isso. Fez um biquinho meio constrangido, mas não achava que era algo calculado, então não o repreendeu e assentiu de levinho. Parecia pensativa até que ele usou a palavra “amolar”. Franziu a testa. Era muito protetora com seus amigos e, mesmo que Gyu não se comportasse mais como um, ela o considerava assim.

- Ah, não foi bem assim… - falou meio chateada, não com Jung Mi, mas a situação. Virou o rosto para o lado. Será que tinha sido uma proposta interessante? Cada vez mais, apesar das ofertas tentadoras em casa, aquilo parecia tão sem propósito… Era muito bom ser tratada assim, mas parece que sua falta de paciência era resultado também de ter uma visão mais ampla do quanto as pessoas gostavam daquela mentira conveniente e como era tratada diferente por todo mundo por causa disso.

Ela deixou a rádio começar, para preencher o silêncio entre eles.  Queria terminar. Agora mesmo. Será que isso melhoraria as coisas? Será que diminuiria um pouco a pressão de Bomi? Será que aliviaria Gyu Sik? Jung Mi já parecia mais acostumado a ser seu amigo, em vez de aquele “rei triste” querendo namorá-la. A mãe estava preenchida com a irmã. Tudo estava perfeito para que...

- Ahn… Jung Mi….- começou e encheu o peito de ar e determinação, mas quando menos esperava havia uma movimentação com Eunbi.

- O quê? Eu não faço ideia… - disse ela já se levantando e torcendo os lábios, preocupada com a aproximação da amiga do grupo de Yerin especificamente. Mas então Jaeki piorou tudo, surgindo daquele jeito que mais a irritava e lembrava o primeiro dia que se conheceram. . - Aigoo… De novo isso? Por que ele sempre tem que causar problemas? - levantou já resmungando baixo, preocupada com uma nova cena no auditório.  

E logo contra quem? A patricinha mais patricinha da sala e que fazia parte daquele ranking das famílias. Óbvio que ela ia reagir assim. Eunbi conhecia muito bem a pecinha da época que jogavam tênis. Conhecia as duas.

Antes que ela se aproximasse deles, no entanto, a amiga deu um “chega-pra-lá” nele que a deixou ao mesmo tempo que orgulhosa, preocupada, já que isso significava uma briga. DE NOVO. Assim que as meninas saíram, Misoo marchou não em direção à bailarina, mas de Jaeki, que agora estava com Kang.

- Ya  - botou a mão na cintura assim que chegou lá e ignorou completamente a presença do outro dragão, ela só estava brilhando em fúria. No limite do ranço guardado nas conversas com a bailarina. Podia muito bem tentar se esforçar para se darem bem e reconhecia seus pontos positivos, mas isso já era demais!


O sangue esquentou e de repente ela soltou uma metralhadora verbal para cima do garoto.  Muitas das quais eram exageros, é claro, mas era de sua natureza.

- Escuta aqui. Você é doido? Não pode guardar a briga para outro lugar? Não vou deixar que você fique tratando a minha amiga assim não. Impedi-la de sair, ficando no meio do caminho dela, insistindo assim. Você tem problema? Eu vi que ela admitiu pra todo mundo que namora você. Já não está bom? O que mais você quer dela? Não é a primeira vez que você fica perseguindo e oprimindo a Eunbi. Acha que eu não sei que você não deixa que ela veja o Taemin? Ela é amiga dele. Vê se cresce e entende isso. Você acha legal ficar fazendo showzinho na frente de todo mundo? Essa escola já é horrível, você quer que ela fique com problemas por causa da fofoca dos outros? Já pensou se a dona Rainha dos infernos resolve botar um alvo na cabeça dela porque você foi lá mexer com a amiga mimadinha? Eu sei BEM como a vida fica horrorosa aqui dentro por causa de um “A”. Será que dá pra você deixar de ser egoísta e pensar nela um pouco? Será que você pelo menos GOSTA dela? Chega disso, que droga!!! É todo dia, toda hora, toda semana. Será que não conseguem ficar um dia sem brigar???? Eu estou furiosa com você e estou cansada de ter que ficar costurando todo o estrago emocional que você faz com ela.  Chega, tá legal? Dá próxima, EU MESMA vou garantir que essa palhaçada acabe, tá entendendo?      

A garota suspirou, exausta e furiosa. Ela não tinha visto a bagunça que aconteceu entre os dois naquele dia, e sabia muito bem que Hyemin era uma rainha do drama e que as coisas não eram como ela estava falando, porque no futuro ela seria mais uma Sra. Yeun ou Sra. Yoon xingando um pobre coitado num café. Mas, no momento, ela só estava possessa porque não aguentava mais ver sua amiga chateada, aborrecida e fora de seu humor normal por causa daquele menino. Por mais que ela gostasse dele, isso estava passando de todos os limites que seu instinto protetor permitia.

Wangjo

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Kim Sun-Hee em Sex Jul 13, 2018 12:26 pm

Aquela confusão estava tomando uma proporção assombrosa. Sunny começava a se sentir perdida no meio do caloroso debate e, novamente, a culpa voltava a tomá-la porque tudo partiu da sua atitude de falar com JaeKi. Porém, não imaginou que as coisas desandariam tanto assim. Era muita falta de sorte. E - provavelmente - Stella e Kim tinham razão.

Sunny era um imã para problemas.

Para ela mesma e para os outros.

Chamar a atenção de Taemin foi uma tentativa incerta de findar a situação, mas Sunny se mostrou, mais uma vez, surpresa quando conseguiu capturar o olhar do loiro. Os dois ficaram se encarando por um tempo até que a feição do herdeiro cedia aos poucos... Ela conseguiu assistir cada etapa da metamorfose e mal notou que o coração batia num ritmo completamente alucinado, aguardando uma reação e... Suspirou no instante em que o viu acenar de modo positivo, aparentemente aceitando o pedido. Mas aquilo não a relaxou... não enquanto existia tantas informações soltas, todavia Sun-Hee portava a mínima consciência de que não era o momento para questionamentos. Calada, apenas o observou se afastar...


Em outra ocasião, teria abominado a atitude dele. O jeito encrenqueiro, afrontoso... A forma como buscava diminuir e irritar os meninos. Mas... Eles não compreendiam... E, talvez, mesmo se contasse, ainda não enxergassem o que ela viu no sábado.

O que viu... agora.

- Está tudo bem... – sorriu para Gyu – Eu quem peço desculpas.

Se curvou de levinho, devolvendo o gesto educado e humilde de Gyu Sik. Won também demonstrava uma feição chateada consigo mesmo... Sunny ficou triste por ele. Apesar do pouco contato, podia dizer que o amigo de JaeKi não era um garoto ruim – Não se desculpe, Won, já passou – sorriu também e balançou a cabeça – Miane...

Em seguida, era a vez de JaeKi esboçar uma reação particular à Sunny. A bolsista o encarou de maneira séria e estreitou os olhos assim que recebeu o aviso. Porém, manteve-se quieta ou poderia se arrepender de qualquer comentário. Afinal, JaeKi não tratava-se do único afetado e irritado ali. Sabia que sua postura em relação ao herdeiro o zangou mais, mas ela também tinha motivos para estar aborrecida. Não queria discutir, de toda forma. Kang tinha uma postura semelhante a de Won e Sunny ensaiou um novo sorriso, transmitindo um ar de que não restou nenhuma rusga ou problema. Era só uma questão de aliviar os ânimos.

Tão logo as coisas aconteceram, elas cessaram.

Sobraram somente Sunny e Stella e, enfim, fitou a amiga, ciente de que lhe devia explicações. Na verdade, muitas explicações. Sunny tocou a própria testa, esfregando a área de um jeito frustrado – É exagero afirmar que não posso conviver em sociedade? – tentou brincar, mas estava chateada – Ai, Stella... Vem... – ela aproveitou que os braços encontravam-se unidos e a puxou na direção do refeitório, mas forçou um ritmo bem lento, quase parando para terem tempo de conversarem distantes do campo minado... Afinal, Sunny não ia mudar sua trajetória por causa de ninguém – Ok. Vou contar bem resumidinho... – como se fosse possível...No sábado, eu atendi uma família e a garotinha era a coisinha mais fofa e adorável do mundo. Ela tinha acabado de vencer uma luta importante e esqueceu a medalha lá no Café. Eu decidi devolvê-la. O irmão dela ia ter uma luta na parte da tarde e o lugar das competições era uma faculdade bem pertinho... – de repente, Stella sentiria um aperto involuntário da amiga – Tudo estava indo bem, mas... Eu... Eu... me perdi. E... quando notei, fui abordada por um grupo de estrangeiros... – Sunny abaixou a cabeça, recordando-se – Juro que pedi várias vezes para eles me deixarem em paz, mas só riam de mim. Então... O Taemin apareceu e enfrentou os quatro! – estendeu os dedos para enfatizar a quantidade - Você acredita nisso? Esse tonto inconsequente... Ainda bem que ele sabe correr... Humpf... Ele teve a OUSADIA de me jogar no ombro como se eu fosse uma CARGA! SÉRIO!!! Sem nem perguntar, nada! Arrogante! – resmungou, mas Stella perceberia um sorrisinho discreto – Por sorte, ele arranjou um lugar e nós nos escondemos. Além de me salvar, ele me ajudou a achar a Yoona, pois, por coincidência, ele a conhecia e também estava participando do evento – Sunny sorriu com mais nitidez, encarando a amiga – Ela é uma gracinha e é a maior fã desse oxigenado, porém, dói admitir... só que foi... realmente... bonitinho... – franziu o cenho e mostrou um bico - o jeito que ele a tratou. Diferente do que nos acostumamos a vê-lo aqui... – Sunny fez uma pausa – O Taemin agiu, nos modos deles, de uma maneira muito... gentil. Ainda me acompanhou até a saída.

Sunny pendeu a cabeça para o lado... – Ele... – porém, uma segunda olhada em Stella provocou instantaneamente a adequação na postura e o retorno da expressão brava – Bem, claro que não ficou de graça! Como agradecimento, terei que fazer os exercícios dele até o fim do semestre! Não tenho culpa se ele não quer exercitar os neurônios daquele cérebro!!! Ohhhh, tanto faz! Nem ligo! – balançou os ombros, fingindo não estar nem aí para ele – Viu como é irritante?! Como ele faz questão de perturbar o meu juízo????? – escondeu o rosto no braço da amiga – É difícil ignorá-lo quando ele se empenha tanto em me tirar do sério!

Uma musiquinha começou a tocar pelos alto-falantes estrategicamente distribuídos e logo escutavam a conhecida voz de Kim. Sunny sorriu, mais animada – Kim, Kim, Kim... – deu um tapinha na testa, mas achava graça da interação dele com Bomi. Os dois faziam uma boa dupla, eram divertidos, cheios de energia e engraçados – Até hoje estou esperando meus clássicos... Tratante... – mas estava apenas brincando. Depois das notícias, uma música famosa assumiu o ambiente.

- Stella...

Sunny a chamou num tom... cuidadoso.

Hesitante.

- Eu... errei? Por defender o Taemin? Ele e o JaeKi têm sérios problemas e, aparentemente, alguns que até não conheço... Mas... Nossa... Que confusão... – lamentou, sinceramente chateada com isso – Desculpe por sempre envolvê-la...
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Re: Capítulo 6

Mensagem por Jae-ki em Sex Jul 13, 2018 3:32 pm


Jae-ki não aguentou ver como Eun-bi tinha coragem de negar o seu pedido só pra ir com aquelazinha, por isso acabou falando uma parte da verdade. Não esperava falar tudo ali, apenas o mínimo para ver se a bailarina o ouvia. Já estava cansado de não poder falar a verdade dos outros pra não se dar mal, mas com a bailarina, ela tinha que acreditar nele. Não achou que falar isso da Hyemin pudesse levar ele pra secretária, então não se importou que a pirralha ouvisse.

Só que não esperava aquela reação de Hye-min, se ele não quis contar tudo, ela fez o contrário. Só a voz dela já era irritante, mas pior era ver como distorcia tudo aquilo. Se tinha uma coisa odiava era o acusarem de agredir uma garota. A garota falava cada mentira, distorcendo tudo que aconteceu, ele nunca falou que ia bater nela. Ela ainda fazia cara de choro.

- Ani! Eu não...

Mas Eun-bi não o deixou falar, em vez disso começava a consolar Hyemin dizendo que ela nunca tinha nada de mal para ela. Jae-ki queria gritar e desmentir todas as mentiras de Hye-min. Não era possível que Eun-bi fosse tão idiota de não perceber.

- Eu não agredi ela, ela.. Ai!

Levou uma pisada de Eun-bi, isso era injusto, ela usava salto. Ouvir a bailarina se desculpando fazia o seu peito doer de raiva. Não era santo, mas sempre estava levando a culpa sozinho e até de coisas que não tinha feito! Queria contar pra Eun-bi o que Hye-min disse, mas a bailarina nem o deu uma chance. Ela estava praticamente lá acreditando em tudo que a garota disse, enquanto nem deixava ele falar.

Só que quando ela o chamou de namorado, Jae-ki ficou surpreso. Isso foi como um baque de frente para sua raiva. Por um momento ele não sabia o que pensar, Eun-bi mostrava acreditar em Hye-min, mas ao mesmo tempo o defendia de uma ofensa? Isso o fez ficar parado por tempo tentando entender as coisas.

- Ela não... Eun-bi... - Tentou dizer quando a bailarina se despediu.

Ele tentou ir atrás, mas Eun-bi bateu no seu ombro, então ele parou.

Era horrível o terem chamado de agressor sem nem poder se defender. Enquanto que o verdadeiro agressor estava livre e sendo sempre defendido por alguma garota. Kang chegou alarmado com um pote de frutas, mas Jae-ki estava meio paralisado ainda tentando entender o que deveria sentir com o que acabou acontecer. Se ela não o tivesse chamado de namorado, provavelmente não iria conversar depois, mas agora...

Olhou para o potinho de frutas de Kang, estava com o olhar desanimado, não achava que manga iria o acalmar agora. Para parar um estresse assim, sentia vontade de comer besteira, frango frito, doce, qualquer coisa ruim pra saúde. Porém não tinha esse luxo, teria que ser frutas mesmo. Jae-ki suspirou, já ia voltar pra o seu lugar quando surgiu MiSoo gritando daquele jeito.

Ele a observou com um semblante que foi mudando do surpreso para fúria. MiSoo o metralhava de informações que só aumentava a ira de Jae-ki. Perseguir? Oprimir Eun-bi? Quando ele tinha feito isso?

Mas pior foi ouvir o que ela falou do Taemin. Essa foi como uma facada no coração Jae-ki. MiSoo ainda ousava questionar se ele gostava da bailarina, depois de tudo que ele vinha aceitando, como ela podia falar isso? No final Taemin voltava a se dar bem, enquanto era ele que ficava com a culpa de maltratar Eun-bi.

Jae fuzilou MiSoo com o olhar, tinha chegado ao seu limite, deu alguns passos na direção da tenista e não a deixou de responder:

- Ya! Quem tá dando show aqui é você, garota. Tá doida? Eu não to brigando com ninguém, tá cega? E eu nunca persegui Eun-bi e nunca fiquei insistindo para ela ficar comigo. Foi escolha dela, para de inventar mentiras!

Ele continuou se aproximando dela conforme falava, não gritando, mas entre dentes, e por isso não menos assustador:

- Você disse amiga do Taemin? Então agora eu sou um cretino por querer proteger a garota que gosto de um cara que machucou ela? Ham? Eu já saquei, o cara tem dinheiro e fica automaticamente santo. Já eu, tudo que eu já fiz por ela não importa, não importa se eu tô tentando proteger ela, não importa se eu ajudei ela, porque ela não vai acreditar em mim. Tudo porque eu não tenho a merda do dinheiro, aí podem me tratar como lixo, não é? Você MiSoo, é uma garota idiota!!

Jae-ki não deixaria ela responder, em vez disso a respondeu na mesma moeda:

-Você tá brigando com o cara errado, eu só quero o bem dela, mas vai... Continua apoiando o cretino... O pé dela não ficou bom até hoje.

Estando mais perto dela, segurou os ombros de MiSoo com as duas mãos para ficar com o rosto bem de frente para o dela, enquanto continuava com uma cara assustadora e a voz mais baixa:

- E quem é você para dizer se eu gosto ou não dela? Eu que sei o que eu sinto. Eu adoro a Eun-bi, eu queria proteger ela... É um crime isso?! Mas que saber, fica tranquila, porque você me alertou, valeu por me avisar, agora eu já tô sacando quem ela prefere...

Soltou MiSoo, isso se ela não se soltasse antes, ele não a machucaria e por isso a deixaria se desvencilhar, logo seu último aviso foi dado, nesse a voz saiu mais alta que o normal, porque já não se aguentava segurar mais:

- E tem mais, fica longe da minha irmã, eu não quero nunca mais você perto dela.

Jae-ki nem conseguia ficar mais no refeitório, embora gostava muito de comer, não queria que MiSoo voltasse a falar essas coisas pra ele. Não aguentaria mais uma sem fazer um escândalo. Nem conseguiu avisar ao Kang antes de sair apressado dali, não sabia para onde iria, só queria ir o mais longe possível.


Assim que tomasse uma boa distância, Jae-ki pararia e tiraria o blazer. Estava com calor, o sangue fervia. Sentaria no chão mesmo, apoiando as costas em alguma parede.


Seu coração batia acelerado. Aquelas garotas o tinha tirado do seu limite, parecia voltar a sua antiga escola, quando ninguém acreditava no que ele dizia. Só que agora era pior, porque eram pessoas que ele gostava que estavam defendendo seus inimigos. Até Sunny que ele não esperava tinha preferido defender Taemin. Jae-ki estava cansado de ser tratado como lixo, sua palavra não valia nada no fim.

E Eun-bi? Era amiga do isekya depois de tudo? Tinha dado sua confiança pra ela, mas ainda assim Bibi preferia ficar perto dos seus inimigos. Então porque ela o chamava de namorado? O que ela queria? Jae-ki não queria pensar mais nisso agora, estava cansado de todos, já não conseguia entender nada. Nada parecia fazer sentido. Só não tinha raiva dos dragões, mas esses acabaram ficando de lado por não conseguir pensar direito. Não teve cabeça pra ficar ao lado de Kang.

Jae tirou o celular do bolso e colocou na foto da irmã. Talvez só isso pudesse acalmá-lo agora, precisa esfriar a cabeça por ela. Estava tão enfurecido que o peito ardia, mas isso só escondia a tristeza que ameaçava vir. Por enquanto tinha que pensar no mais importante. Jae colocaria os fones de ouvido e procuraria por Jong Suk, talvez eles pudessem treinar de noite, isso seria bom, sabia que o resto do dia não seria fácil. Mandaria uma mensagem para ver se ele estava online.


Wangjo/ Irado

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Seo Hyemin em Sex Jul 13, 2018 4:39 pm



Na cabeça da menina, de seu corpinho imaculado e de pouco contato com garotos (até por ter passado o período menos socialmente podado em uma escola para meninas), Hyemin acreditava que aquilo tinha sido uma agressão. Era uma audácia sem tamanho, porque seu pai nunca ergueu a mão para ela. Sua tia, sim. Mas o pai não. E Jaeki era um menino. Além disso, achava que, ao chegar perto dela para encará-la ou dizer que era melhor ela não se meter com Eunbi, estava sendo ameaçada. E que ameaça alguém como ele poderia fazer? Bater nela, foi o que concluiu.  Não achava que alguém que a tocava sem permissão teria algum código de ética de não agredir mulher. Não achava que teria código de ética nenhum e não ia arriscar, é claro. Era como Jong-In, para ela.

Hyemin assentiu, com paciência, apesar de estar afetada e bufar nos respiros, achando-se a rainha da razão naquele instante. Afinal, estava cercada por seus amigos fiéis. Apenas Hayoung poderia ter tornado o momento ainda mais crível. Hyemin realmente achava que estava contando a verdade, porque foi assim que aconteceu em sua cabeça. Não inventava uma única palavra, porque os fatos não acontecerem de forma diferente, era realmente assim que ela tinha na mente, era apenas como tinha registrado o caso, que tinha acontecido há tanto tempo que ficava difícil de lembrar que palavras foram usadas de verdade ou algo assim. Tanto fazia. Houve um toque que não foi consentido, o que ela considerou agressão, falta de respeito, e ameaça, era esse o resumo que tinha concluído e a tinha feito não se aproximar daquele ser durante todo aquele tempo após o evento.

Agora, ele vinha para incomodá-la quando estava na mesa, quietinha, sem fazer mal para ninguém. Era desesperador em sua cabeça. Porém, dessa vez não estavam no silêncio de uma diretoria, mas com um auditório inteiro de testemunhas de sua boa reputação, além da presença da maior interessada naquilo, que parecia estranhamente calma.

Deu um sorrisinho simpático quando ela disse que ela não a odiava. Entendia por que alguém odiaria Yewon, principalmente porque ela pisou no pé da bailarina naquele dia e foi algo bem feio mesmo.  O gênio dela era muito difícil e mesmo quando eram mais próximas Hyemin tinha suas ressalvas. Tudo bem que ela arrancou o aplique da amiga e isso foi meio monstruoso, mas…  Águas passadas. Hoje já tinha tirado Yewon da lista mental de amizades porque Yerin a tinha enxotado de lá de certa forma (ainda que fizesse parte subjetiva do grupo).

Quando a bailarina voltou a falar, Hyemin arregalou os olhos e a aura de soberba dela diminuiu consideravelmente quando ela pediu desculpas. Piscou, confusa. Desculpas? Sentiu aquilo abraçar seu ego e acalmá-la, como uma adulta garantindo que o cachorro não morde ou algo assim. No fim, era tudo o que ela queria: um pedido de desculpas. Mas Jaeki a assustava, porque sempre dava a impressão que ia pular nela na esquina ou fazer algo horrível, já que não tinha a noção de limites mais básica, que era não encostar em pessoas que não te deram liberdade, por isso ele a fazia atacá-lo com todas as ofensas que sabia como uma forma de defender-se, já que, como ele não pedia desculpas, ela não sabia até onde ele poderia ir e ela definitivamente não sabia briga de rua ou ofendê-lo como alguém de gangue. Sabia ter dinheiro e poder que vinha dele. Cada um lutava com as armas que tinha. E no desespero, usava as dela.

Aceitou as desculpas lentamente. Olhou Jaeki, com algum cuidado, mas sem raiva, apenas cuidado, esperando o que ele tinha para dizer sobre isso, como um pedido de desculpas, por exemplo, mas ele veio de novo insistir naquela mentira de que não tinha a agredido, mas ela só o achava mais baixo, por ser tão mentiroso! Qualquer outra pessoa que nunca tivesse falado com ele na vida e tivesse passado pela mesma coisa também se sentiria atacado.  Assim como ele, ela estava convicta de que estava certa. Exceto por uma coisa: só não era educado ofender o namorado de alguém, isso é verdade. Então, na parte do “imundo”  na frente dela, tinha sido uma falta mesmo.  Mas até que ela admitiu isso nominalmente. Queria muito que Hayoung estivesse ali e compartilhasse daquele momento mágico que estava acontecendo.  ELA ESTAVA CERTA!!

O queixo dela começou a cair e de repente ela soltou aquela informação para o mundo: na.mo.ra.da. Ela nem sentiu-se ameaçada pela garota, mas aquela informação mudou tudo. Ela olhou imediatamente para Yerin, Beom-Su e Nana.


NA
MO
RA
DA

Estava absolutamente sem palavras. Não conseguia nem reagir ou pedir desculpas pelo “mal entendido” de ter chamado o namorado dela de “imundo”, muito menos ofendê-lo mais, quando ele continuava balbuciando daquele jeito. Ela observou aquele menino pobre na frente dela e tentou, com muita força, entender o que será que ela tinha visto ali.

Ele tinha um rosto até que bonito

E nos doramas os badboys eram muito legais

Uma touquinha e um trato e ficaria a cara de alguém…

Será?

É????

NÃO.NÃO.

Piscou várias vezes e quando viu já estava saindo com a menina.  Ela olhou o menino assim que passaram e, com uma aura de namorado de Choi Eunbi em cima dele, ela acabou fazendo uma reverência, no automático, bem discreta, com os olhos bem abertos ainda. Algum tipo de respeito. Quer dizer, tinha que tratá-lo bem agora??? Isso só aconteceu pela confusão dos segundos. Porque na mente dela, se Eunbi falava com aquela calma toda sobre ele, talvez ele não fosse mesmo bater nela? Talvez? Se tivesse a segurança de que aquele moleque não avançaria nela do nada, mesmo quando ela já tinha usado todas as suas cartas para garantir que ele ficaria muito longe dela, então ficaria em paz. Porque tudo que queria era isso: que ele não viesse incomodá-la e ela pudesse continuar em paz na escola, com suas amigas e seus problemas, seu único problema.

De repente estavam no jardim. Ao passar por Hayoung, ela tentou um contato visual, muito muito breve, porque queria sair gritando as fofocas, mas foi difícil, porque a bailarina estava determinada. De repente, pararam em frente ao belo jardim de hibiscos e a menina começou a desabafar.

- AH! - olhou em volta, como se buscasse ajuda de alguém que realmente conhecesse a garota. Mas, sem encontrar ninguém, sobrava para ela. -  Ah, Eunbi, nããão… Me desculpa, não queria chamar seu namorado de imundo…. Foi sem quererzinho… Eu só não suporto o jeito que ele chega e fica falando aquelas coisas… Er. . Não chamo mais, tá? Aigo, não quero que chore. Por favor, até que ele é… ele é…..ahn…. Ele é alto.   - forçou um sorrisinho, tentando ajudar. -  E… forte? -  tentou achar uma palavra -   Ah, Eunbi-ya...Foi sem querer que chamei ele assim. Não sabia que ele era seu namorado. E o empurrão nem doeu tanto assim. Eu falei, foi na testa. Só que na hora eu fiquei com muito medo mesmo!! E aí… Bom. Sempre que eu lembro disso, eu fico com calafrios. Achei que eu ia apanhar pra valer. Er… Mas… Mas agora eu sei que ele é seu namorado e… Não foi isso, não é? Tinha até ficado tudo bem. Eu nunca mais cheguei perto dele depois disso. Pensando bem, antes, ele até que foi legal e ajudou minha amiga na escada, mas depois isso aconteceu…  Enfim. Eu só tenho muito medo mesmo desde então. Mas se vocês são namorados, pode pedir pra ele não me perseguir e me bater. Aí, se me prometer isso, eu até esqueço essa história e deixamos isso em branco! Então? Que tal? - tentou sorriu, chutando todos os tipos de motivos pelos quais ela podia estar chorando, e esticou a mão para ela. -   Só não chora… Por acaso era algo assim que você queria conversar comigo? Me desculpe por deixar você triste, se é que foi isso, por causa do que eu falei...   - fez um biquinho.

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Yeun Misoo em Sex Jul 13, 2018 7:39 pm


A explicação de Jaeki fazia sentido e a tenista não era contra nada daquilo. Ela era muito contra o jeito chatíssimo que Taemin ficava insistindo com Eunbi, como a puxava pelo braço e como a jogou no lago. Era um desagraçado, isso sim! Ela também vivia criticando aquela “amizade”, mas a questão ali era outra. Entendia que era mais do que ciúme, era lógica querer que a namorada não ficasse perto do cara que a jogou no lago, porém, pela conversa do sábado, ela tinha entendido tudo errado, e que Jaeki a estava proibindo até mesmo de ver uma apresentação do amigo de Judô, o que estava deixando Eunbi abatida. Tinha um limite até para isso. Porque ela, como amiga, respeitava as decisões de Eunbi apesar de tudo, e achava que Jaeki estava querendo controlá-la.

- Quê?

Ele estava entendendo tudo errado. Ela não disse que ele tinha a forçado ficar com ela ou a ficava perseguindo naquele sentido, mas no simples fato de que ele tinha bloqueado a passagem dela e insitindo para conversarem quando claramente a amiga disse não.

- Não! Lógico que não!!! Eu nunca defendi o Taemin - eram as pouca coisas que conseguia falar, mas falava mesmo assim, junto com ele.

- QuÊ????Lógico que não, isso não tem nada a ver com dinheiro!!!

Misoo estava muito ofendida, porque não era essa a impressão que queria passar, e nem era isso que queria fazer. Não tinha nada a ver com dinheiro, até porque ela olhava torto igual para Taemin. Ela ainda tinha defendido Jaeki para a amiga várias vezes porque dava razão ao ciúme dele, é verdade, porque entendia o que estava por trás daquilo, mas achava agora que estava demais.

Ela o encarou com seriedade quando foi segurada e mexeu os ombros com força para se desvencilhar. Apesar de não ter lá muita simpatia por ele, não estava gostando daquela briga. Por que de repente ele estava usando aqueles argumentos? Era assim que estava se sentindo, que ela estava pisando nele porque ele não tinha dinheiro? Estava chocada com isso, porque nunca faria algo assim! Ao mesmo tempo, ficava nervosa, ansiosa e frustrada porque, mais uma vez sentia que não conseguia transmitir direito o que estava pensando. Igualzinho naquelas situações com Jung Mi.



- Nunca defendi o Taemin! Nunca apoiei o que aconteceu no lago. VOCÊ VIU. EU.... EI. EI!!! O QUE TEM A VER A SOOJI? HEIN? YA!!!! - gritou para o vento, para o menino indo embora.

O que a irritou mais foi colocar a irmãzinha dele no meio e, mesmo que só tivesse saído com ela uma única vez, aquilo a deixou bastante triste. Era uma má influência?Desde quando?Por quê? Tudo que ela não queria ser era como a mãe, ou a irmã. Gostaria de ser querida, de ser sempre Misoo conciliadora, animada, legal. Por que ele a via desse jeito? Misoo era chorona por natureza, e por algum motivo foi aquele comentário sobre a irmã de Jaeki que mexeu mais com ela e a fez lacrimejar.

Ele disse que ela estava tratando-o mal por causa de dinheiro! Mas ela não era assim. Nunca faria isso.
Ou era assim? Abaixou o rosto. Ah, que vergonha. De novo? Sentiu que a amiga ficaria furiosa com ela e brigaria como Bomi e tudo aquilo aconteceria de novo. Por que foi abrir a boca? Sentiu de novo aquele vazio...

Wangjo

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Dong Hee Kyung em Sab Jul 14, 2018 2:56 pm



Hayoung havia sido muito justa até, para alguém que parecia brava. Poderia ter falado poucas e boas, sabotado as ideias que o primo tinha, e ainda assim, o livrou de barracos e mais problemas. Porém, a garota desconhece a totalidade dos fatos, cabia agora a Hee-Kyung elucidar a mente dela a respeito disso...


- Primeiramente, você está muito bonita. - Atacou de pronto a aparência dela diferenciada visto que se ela fez a mudança fez para ser notada de alguma forma, e logo o elogio dele apareceu como um tipo de tentativa pré desarme. Toda menina gostava disso, Hayoung não deveria ser oposta. O pior foi ele ter falado aquilo com muita naturalidade, não era bajulação. - Não tenho ideia, se tivesse noção do que iria ocorrer a você nunca falaria nada.

Franco, disse olhando ela seriamente agora. Dong levou a mão até a lateral do seu oculos, o tirando devagar. Na outra mão ainda havia aquela latinha dentre seus dedos.

Num movimento para o lado, deixou ela em cima de um banco próximo. Queria se focar inteiramente na prima, que agora teria a visão dele, sem aqueles óculos, como se ele estivesse a tratando seriamente.

- Vovô teve uma conversa comigo, preocupado sobre nossas colocações e futuros. Ele me inspirou com aquela maneira, saudosa mas ao mesmo tempo, rígida. Da maneira como fiquei inspirado, queria que ele fizesse o mesmo com você.

O tom dela aumentava, mas o de Dong estava interatuável, a voz seria algo como branda e sucinta.

- Teria lhe consultado se você respondesse a minhas mensagens. Queria chamar sua atenção. Infantil? Sim, um pouco, talvez tenha exagerado, neste caso lhe devo apologias.

Dessa vez abaixou o olhar, sutilmente, mas não muito, já que Dong tinha estatura baixa.


- Quer gritar comigo? Me bater no rosto? Aproveite que tirei os óculos.

Se aproximou num passo dela fechando também um dos olhos como se esperasse algo.

Como Hayoung reagiria a isso naquela varanda? Estava brava, quiça magoada, mas ele... era tão calmo.

Isso era frieza, ou era controle? A prima poderia até de longe se lembrar de uma certa pessoa que admirava.

Seria uma atuação? Mas o olhar castanho dele brilhava quando fintava o seu. Aquele mesmo olhar de quando eram mais novos, intacto, como se o tempo não tivesse o mudado em nada.


Será que ela ainda deteria tal brilho no dela?
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Re: Capítulo 6

Mensagem por The Crown RPG em Sab Jul 14, 2018 6:43 pm

ÁREA EXTERNA - 10 DE JUNHO. 10:05 A.M.


Ye Ji aumentou um pouco mais seu sorriso quando Won aceitou seus fones. Era tão difícil vê-lo longe de seus amigos ou daquela cujo nome não queria citar, mas a voz ecoava pelo colégio que, ela sentiu uma pequena vitória naquele momento. As meninas que passaram por eles, olharam um pouco surpresas com aquilo.

Sejeong era um pouco mais despachada que as outras e franziu levemente as sobrancelhas, olhando de Ye Ji para Won até dar fazer um bico e seguir seu caminho. Aquilo não pareceu abalar a menina do teatro, quase como se fosse normal para ela. Colocou o outro fone em sua orelha esquerda e caminhou ao lado dele, buscando por algum banco.

- Nem eu. - Comentou, finalmente e abriu o aplicativo, entregando o celular para ele.

Verdade que o fone só ocupava um dos lados da orelha e ainda havia o eco vindo, mas pelo menos ela estava dando alguma coisa além para se focar - e preocupar. Ali não haveria as confusões dos dragões, crise de relacionamentos ou familiares. Era apenas uma colega do colégio - bem neutra, por sinal - e que oferecia o spotify para que ele colocasse a música que quisesse.


- Ah, hoje eu não sou eu que vou mandar na playlist. Já que hoje estou de folga no meu clube, você pode procurar a que gostar mais. - Sorriu.

No caso, quem descobriria mais os gostos seria ela. E não ele.

Mesmo estando lado a lado, ela ainda ficou de olho nas expressões dele e acabou comentando o que estava vendo. Ye Ji era apenas mais uma coreana super franca e que encarava sem problemas. Era um pouco constrangedor para quem não estava acostumado, mas ela não parecia se importar com isso. Parecia que todos eram obras de artes e que ela estava constantemente analisando. Era um hábito que ela dificilmente mudaria, os outros que se acostumavam com isso.

- Ani, você tem melhorado. Mas eu te observo há tempo o suficiente para perceber certas...nuances. - Tombou de leve a cabeça, para o lado oposto ao que ele estava, esticando um pouco seu fio. - O que aconteceu no sábado?

Perguntou com curiosidade, mas não parecia esperar por ouvir sobre mortes ou acidentes. Não achava que a expressão dele estivesse fechada como um luto. Era mais raiva do que luto. Claro que havia tristeza, mas uma pessoa que perdera um familiar ou amigo próximo, não ficaria encarando Ryu Ji daquele jeito, tampouco fecharia a cara para a voz de Bomi - garota que ele estava constantemente perto até então.

- Araso… - Suspirou. - Tem sim, pode usá-los à vontade e montar sua playlist. Eu empresto quando quiser.

Ajeitou-se de novo e deixaria que ele curtisse um pouco o silêncio. Tinha feito uma pergunta e ele respondeu de modo vago. Não podia ficar insistindo muito, era melhor deixá-lo se sentir à vontade para responder. A pergunta que ele fez a deixou surpresa, mostrando que era mais fácil do que ela pensava.

- Hmm… - Bateu o indicador de levinho na bochecha e suspirou. - Quem eu acho que você é? - Olhou para ele da cabeça aos pés. - Acho que...Você é o cara que está tentando agradar todo mundo, mas não está feliz. Você não é muito diferente de alguns meninos daqui. Talvez a maior diferença entre você e os jovens nerds de nossa turma seja o físico. Você impõe presença mesmo tentando ser discreto.

Cruzou os braços.

- .Acho que você é prestativo, dedicado...disciplinado. Você luta, né? - Olhou para ele como se fizesse uma olhada geral. - Um garoto bonito, uma novidade que atrai a atenção das meninas daqui. - Deu de ombros porque estava se incluindo nesse caso. - E acho que é isso, de modo bem sucinto.


- Um good guy, talvez? Agora...É isso que você quer que as pessoas achem de você? O que você queria ser?
(C) Ross


SEGUNDO ANDAR. 10 DE JUNHO. 10:05 A.M.


- Você está dando razão ao que o Joo Hyuk-ssi disse por conta do Imagem e Ação? Se for pelo desenho horrível, foi exagero dele, mas amiga… - A canadense arregalou um pouco mais os olhos mel - Como você consegue atrair tantos problemas assim?


Acabou dando uma risada nervosa, mas logo parou e apoiou as mãos nos ombros dela.

- Se serve de consolo, eu acho que você não tem 100% de culpa. Até porque às vezes, mesmo quieta, você parece incomodar. Deve ser porque é bonita e inteligente.

Stella achava Sunny bonita mesmo, ainda que não se maquiasse tanto ou fosse tão rica quanto aquelas meninas. Ela tinha uma beleza natural e quando sorria, era difícil não corar com o que viam no rosto dela. Quem não conhecia à fundo poderia se sentir intimidado e, no caso das herdeiras, a melhor defesa quase sempre era o ataque.

Depois de dizer isso, as duas continuaram andando, mas num ritmo bem lento - bem Sun Hee, no caso. A canadense tombava um pouco a cabeça para ouvir bem o que a amiga tinha para dizer. Era um segredo, aparentemente, e tinham que tomar cuidado por conta de onde estavam. Permitiu que ela fosse falando e apenas acenava.

Não tinha muito o que acrescentar e queria entender o contexto da história. Parecia um caso normal sobre um cliente do café no sabado, mas conforme a história seguia e Sunny revelava o que quase aconteceu com ela, Stella foi ficando assustada. Foi um grande perigo! A garota até parou para encará-la de novo e ver se estava tudo bem, se ela tinha algum roxo exposto - tudo bem que podia ser do jogo, mas mesmo assim.

- Amiga… - Murmurou, mas fez um “oooh”, perdendo o ar quando ouviu que Taemin a salvara. - Taemin? O Do? Do Taemin? Aigooo… - Ficou chocada, mas não o suficiente para não ouvir o relato.

Sunny tinha sido colocada no ombro dele? As bochechas até queimaram de tão vermelha que ficaram. E o sorrisinho de Sunny só piorava tudo. Stella tentou conter a risada e o escândalo interior, mas estava começando a ler um livro com aquela história. A menina evitou tecer mais comentários e quando a amiga a encarou, viu um sorrisinho discreto nos lábios dela.

Continuavam andando com passos curtos pelo interior do colégio, passando pelo caminho mais longo para que a conversa durasse. Os alunos do 2º e 3º ano já estavam descendo àquela altura e mais uma discussão tinha explodido sem que elas estivessem presentes - pelo menos isso!!

- Não liga, né? Sei… - Stella escondeu os lábios com a mão livre. - Isso foi bem surpreendente. Não sabia que ele podia ter esse lado também, mas foi algo...humano, né? Solidário...Mas não é de hoje que ele tira seu juízo, amiga.


Deixou no ar, sem dar maiores explicações. Se Sunny refletisse, ela poderia reviver todas as vezes que eles se cruzaram e a simples presença dele era capaz de irritá-la. Isso era tirar juízo de graça! Stella deixaria que ela refletisse, mas estava de olho nela. Não soltaria nenhuma gracinha porque não queria que a mente dela explodisse, mas…

Bom, não era nem preciso dizer o que a canadense estava pensando naquele momento.

A rádio tirou um pouco a atenção delas. Elas pararam por um instante, olhando para os altos falantes do corredor como se conseguissem visualizar Kim. Ele e Bomi formavam uma boa dupla mesmo, tinham carisma e sabiam ser envolvente, engraçados e sérios nos momentos certos. As playlists também eram bem legais.

- Pede pra Bomi, então. - Brincou e continuou andando com ela. Ouviu o chamado e a encarou novamente. - Mwo?

Esperaria pela pergunta e começaria a murchar um pouco com aquela indagação. Era algo que ela não sabia responder.

- Ahm...Eu não sei. Quer dizer, naquele momento, o Taemin não tinha feito nada de errado mesmo, inclusive fomos nós quem esbarramos nele, mas...Você viu como é tensa a relação dele com Jae Ki e os meninos? - Mordeu o lábio internamente. - Eu não era de nenhum grupo de fofocas, mas não sou cega, né? Antes da história do lago, eu achava que a Choi Eun Bi era namorada dele, do Taemin.

Disse seu ponto de vista.

- Eles eram muito, muito grudados, muito amigos. Como se fosse uma Yeun Misoo dela, sabe? E eles fizeram uma apresentação no fim do ano letivo que, caramba, pareciam profissionais. Se quiser, eu te mostro o vídeo depois, está no youtube. - Prontificou em ajudá-la. - Mas aí teve a história do lago e eu não entendi mais nada. Como não são meus amigos, também não quis saber à fundo.

Escondeu os lábios, pensando.

- Não sei se isso tem relação com a tensão e, bom, não é como se o Jae Ki fizesse muita questão de ser seu amigo. Quer dizer, ele diz que é, mas não quer demonstrar. Fica dificil conhecê-lo assim, né? E ele falou tão sério naquela hora...Aish, por que não tenta conversar com ele?

Ergueu o dedo.

- Se está se sentindo culpada, por que não o convida para tomar um café no seu trabalho? Aí vocês sentam pra conversar sem possíveis interferências externas.

Quando Stella deu essa ideia, as duas entraram no refeitório e se depararam com uma cena um pouco desagradável. Jae Ki estava conversando de modo acalorado com Misoo, próximo à mesa de Yerin. Hyemin e Eun Bi não estavam ali. Jung Mi aproximou-se, olhando de modo ameaçador para Jae Ki e tão logo ele saiu em disparada para o lado de fora, o herdeiro Park tomou a atenção da namorada.

Não foi um show interessante para muitas pessoas. Não era incomum os alunos do 1º ano aprontarem por ali, o curioso foi que era a continuação de uma briga anterior. E agora as coisas pareciam se acalmar...
(C) Ross


REFEITÓRIO. 10 DE JUNHO. 10:05 A.M.


O primeiro round chegou ao fim com certa calma. Eun Bi estava bem nervosa, mas encontrou sangue frio e uma expressão um pouco mais trabalhada para pedir desculpas à Hyemin, por Jae Ki - por mais que soubesse o quão dramática ela podia ser, mas se havia uma diferença gritante entre ela mesma e a herdeira Seo, imagine entre a herdeira e Jae Ki.

Havia ali uma diferença que o garoto parecia incapaz de compreender e precisava que a própria namorada tomasse as medidas. Por isso queria que ele calasse a boca. Não era como se não acreditasse nele, mas se ele continuasse com aquela discussão, ele simplesmente pioraria a sua situação.

Eun Bi tinha plena ciência do quanto isso o irritava, por isso tentou apaziguar os ânimos, revelando aquele segredo.

Não se sentiu confortável com isso porque estava expondo demais sua vida e não desejava isso. Alguns cochichos começaram a ecoar - até mesmo pela mesa de Yerin. Todos ficaram surpresos com aquela revelação e pouco a pouco chegaria até Taemin também. O garoto estava do outro lado e virou-se, olhando aquela cena com certo desânimo. Desviou o olhar e continuou cuidando de suas coisas, pois não parecia ser um problema dele, apesar de seu nome ser frequentemente citado.

Depois que Eun Bi se retirou dali com Hyemin, sua melhor amiga decidiu defendê-la.

Um segundo round começava. Mais intenso e raivoso do que o anterior.

Não houve gritos dessa vez, mas era inegável ver a ranço vindo à tona. Os dois brigavam desde o início e agora pareciam atingir outro nível. Misoo não era tão poderosa quanto Hyemin, mas a discussão ainda atraía a atenção. Yerin parecia bastante entretida com aquilo e, discretamente, procurou Yewon com o olhar.

A garota também estava observando e fechou ainda mais a cara quando Jung Mi levantou-se para proteger a namorada. No meio do caminho, trocou um olhar com Yerin que deu o que parecia ser um pequeno sorriso para ela antes de desviar o olhar de modo definitivo.

Kang estava segurando o pote com mangas - deveria ter pego algo de maracujá, mas catou a primeira coisa que viu. Não teve tempo de reagir à Misoo porque a recente amizade parecia apenas focada na briga. Tentou dizer algo, mas ambos eram metralhadoras de ofensas.

Ficou muito chateado com aquilo e o modo com que Jae Ki saiu de perto, não abriu espaço para que ele fosse atrás.

- Ya… - Jung Mi aproximou-se de Misoo, tocando no ombro dela quando ela gritou sobre alguém chamado Soo Ji. - Misoo...Vem, vamos sair daqui.

Podia ser um namoro falso, mas ele tinha o mínimo de instinto de proteção para ela. Os dois tinham acabado de protagonizar uma cena que logo correria pela escola, era melhor tirá-la de foco. Jung Mi a cobriu com o próprio blazer e começou a retirá-la dali. Sabia, por experiência própria, como ela era sensível.

Sunny tinha entrado no refeitório, mas não ficou parada na porta. Ela ainda tinha dado alguns passos com Stella, parando perto de uma mesa. Jae Ki foi o primeiro a passar por elas, parecendo um touro enfurecido e buscando algum refúgio pelos corredores mais vazios. Não demorou para ele ser seguido por um garoto que também parecia problemático  -ele tinha chegado com o cabelo azul, mas agora parecia se comportar. Mesmo assim, lá estava ele com o rosto arrebentado. Talvez Sunny o reconhecesse porque, às vezes, Chaeyoung estava com ele.

Porém, antes que ela conseguisse ligar todos os fatos, ouviria dentre todos os passos, os passos de Jung Mi. O garoto estava cobrindo Misoo com seu próprio blazer e a amparando, impedindo que vissem a vulnerabilidade em seus olhos.

Sem as amigas por perto - Mia ainda não estava por ali - ela parecia muito frágil e coube a Jung Mi protegê-la. Os olhos dele seguiram até Sun Hee antes que chegasse perto o suficiente, mas logo abaixou, como se nem a conhecesse. Desviou o olhar e saiu com Misoo do refeitório.

Não tinha uma ideia específica de onde levá-la, só sabia que ela precisava de um pouco de ar fresco. Geralmente era do lado de fora que ela se sentia melhor e na entrada principal tinha um jardim bonito. Caso ela quisesse parar pelas escadas, sentaria-se ao lado dela, mas seguiria até onde ela quisesse.

Dentro do refeitório, Kang ficou bastante perdido. Sem os dragões, ele também se sentia...perdido.

Porém, Ha Neul apareceu diante dele, sorrindo como um hyeong e o convidou para a mesa deles. Ui Jin deu um aceno discreto enquanto Sona e Min Ho apenas observavam.

Lee Ha Yi e Hyewon também acenaram para Sunny e Stella. A filha do diretor parecia mais animada do que Ha Yi, mas isso nem era uma novidade. Pelo menos agora Sunny sabia bem o motivo.

[...]

Com os fones de ouvido, Jae Ki não percebeu a aproximação de Kai. Andando sem rumo pelos extensos corredores do colégio, o garoto encontrou um refugio entre os armários e sentou-se no chão, sem o blazer. Não tinha sido rápido o suficiente para fugir dos olhos atentos de Kai.

O garoto se aproximou e sentou-se ao lado dele sem fazer muitas cerimônias. Jogou uma barra de chocolate no colo dele e o olhou de banda. Claro que ele não tinha comprado aquilo, mas nem era novidade para Jae Ki. Arrancou o fone dele e começou a falar.

- Tá com raiva hoje, Jaekie? - Arqueou uma das sobrancelhas. - Somos dois. - Dobrou um dos joelhos. - Esse colégio me irrita de mil formas. O que a gente tá fazendo aqui?

Indagou enquanto a mente viajava um pouco.
(C) Ross


VARANDA. 10 DE JUNHO. 10:05 A.M.


Elogios não seriam o suficiente para aplacar a fúria de Hayoung. Ela tinha ciência de que estava mais bonita do que antes graças às dicas de maquiagem e o foco que começava a dar para sua aparência. Claro que o fato de Hee Kyung perceber isso, a deixava surpresa, porém era necessário muito mais para que ela voltasse a ser doce com ele.

Continuou fazendo suas perguntas e usando um tom mais alto para perguntar o que diabos ele achava que estava fazendo com ela?! Por que tinha que se meter tanto em sua vida??

Com que direito?!

A garota estava tão focada nele que nem ao menos reparou quando Hyemin e Eun Bi passaram por ali. Não havia espaço para distrações agora e ela observava com toda atenção os movimentos de seu primo. Trincou os dentes quando ele tirou os óculos daquele modo para encará-la.

Um sorriso incrédulo surgiu no canto dos lábios e ela meneou negativamente. Mordeu o lábio internamente e os olhos marejaram quando ouviu que tudo o que ele queria era atenção. Bem que teve vontade de bater nele, mas não faria isso.

- Não vou bater em você. - Disse entre os dentes.

Ao invés de bater de modo físico, ela queria magoá-lo com palavras. Porque era assim que ela vinha se sentindo, desde que eles começaram a decidir por lados.

- No auge da sua infantilidade, você conseguiu piorar o meu relacionamento com meus pais. Você acha que é fácil ser eu, Dong Hee Kyung? Ser a menina da família, uma filha que eles desejavam que fosse menino! Ter sido a gravidez que impede que minha mãe tenha os meninos que tanto desejava?!

Os olhos foram marejando mais.

- E como se não bastasse, eu passei a vida toda sendo obrigada a competir com a sua inteligência. Eu nunca quis te odiar como o meu pai te odeia, mas quando você insistentemente parece disposto a me sabotar e me humilhar para o vovô, eu quase vejo que ele tem razão. Eu deveria mesmo revidar suas agressões e não aceitar mais essa sua máscara de bom moço.

Deu um passo à frente.


- Eu não acredito nas suas boas intenções. - Olhou fixamente para ele e de perto para que ele visse toda a convicção dela. - Você quer ser o neto favorito, eu tentei facilitar o seu caminho, focando no que EU queria, mas agora o que eu realmente quero é que você e aquela sua amiguinha de sangue imundo percam o rostinho de bom moço. Tô cansada de ouvir como Jun Eun Seok faz bem a você, como vocês estudam juntos, mas quer saber o que mais eu soube? - Um sorriso debochado surgiu. - Que o vovô a acha muito inteligente para uma mestiça. Nem ele ignora o fato dela não ser pura.

Acabou rindo.


- Esse é um pequeno consolo que terei. Você gosta dela, você preferiu defende-la junto dos seus amigos excluídos ao invés de ficar do meu lado. Mas no fim, Dong Hee Kyung, você ficará sem nenhum eles. O seu amado e idolatrado vovô nunca vai deixar que você tenha segundas intenções com ela. Assistirei isso de camarote.

O sorriso morreu e ela o olhou com mais ódio.

- Essa foi a última chance que te dei para parar de se meter na minha vida. Cada vez que você tentar me prejudicar para os Dong, tenha certeza de que vai ter volta.

(C) Ross


JARDIM. 10 DE JUNHO. 10:05 A.M.


Eun Bi puxou o ar e reservou o suficiente para conseguir se controlar e sair dali. Deu apenas mais um olhar na direção de Jae Ki antes de marchar com Hyemin para o lado de fora, usando a saída lateral como rota de fuga. No processo, bateu no ombro dele, mas os passos continuavam perfeitos.

Hyemin poderia sentir que as mãos da bailarina suavam um pouco, mas ela não largava a herdeira. Não queria ser desrespeitosa e tocá-la demais, mas também era uma forma de tentar se controlar. Quando passaram por Hayoung e Hee Kyung, Hyemin também veria que a pikapi parecia em outro mundo, distante demais para lhe dar atenção. Se olhasse com um pouquinho mais de atenção, veria como ela tinha crescido e não parecia mais tão amável quanto antes.

Pelo contrário…

Já Eun Bi nem olhava para os lados, apenas procurando por um lugar fresco e reservado o suficiente para que conseguissem conversar. O colégio todo era cercado de verde e formava pequenos nichos com plantas e árvores que conversassem entre si. Eun Bi levou Hyemin até as cerejeiras que já tinham aparecido naquele ano e os “pés de hibisco”. Não eram árvores grandes, eram bem pequenas, quase formando uma divisória verde. Porém, eram fofos e serviram como proteção.

A garota a soltou e ficou de costas, pedindo um momento enquanto secava as lágrimas. Era muito desgastante brigar com ele, mas a verdade é que ela sentiu muito medo. Medo de que ele fosse prejudicado. Por isso se humilhou e se havia algo que a irritava profundamente era ter que se humilhar para alguém.

Não que Hyemin fosse ruim, mas ela detestava se humilhar para qualquer pessoa.

Doía na alma.

Fora toda pressão psicológica pela qual ela vinha passando ultimamente. Não vinha dormindo nem comendo direito, as emoções ficavam mais à flor da pele. Respirou fundo, assustando-se um pouco porque Hyemin a viu chorando mesmo. Virou-se, passando a mão pelo rosto e a encarando meio encolhida.

Engoliu em seco várias vezes e manteve a postura.

Conforme ouvia as palavras de Hyemin, ela foi se acalmando. Aparentemente, ter pedido desculpas tinha adiantado. Ela foi abaixando um pouco a cabeça e soltou o ar pela boca antes de esconder os lábios e encará-la de novo. Fez um biquinho quando Hyemin disse que não o chamaria mais de imundo. A bailarina procurou as mãos dela, segurando com delicadeza e agradeceu.

- Komawoyo... - Disse ainda fazendo beicinho. - O Jae Ki...O Jae Ki é esquentado, não pensa muito antes de falar, mas ele seria incapaz de fazer mal a alguém. Ele é bruto, mas é gentil. - Parecia tão contraditório, mas ela deu uma risadinha nervosa por isso. - Você é tão aegyo, Minah…

O beicinho aumentou.

- Por favor, não brigue com ele e peça para a Yerin não revidar. Aigoo, ele precisa tanto ficar aqui e completar os estudos. Eu juro que vou tentar controlar o gênio ruim dele para evitar esses problemas no futuro. E se...se...se um dia ele fizer mal a você ou suas amigas… - Engoliu em seco. - Por favor, revide em mim e não nele. Vocês podem puxar meu cabelo e me humilharem publicamente que aceitarei sem arrancar o aplique de ninguém, mas...não o machuquem, por favor.

O jeito que ela falava criava toda uma história de princesa. Parecia mesmo amor e uma pessoa apaixonada e romântica como Hyemin podia compreender o nervosismos e ansiedade dela. Eun Bi aceitava se submeter a Yerin no lugar de Jae Ki, caso as coisas saíssem do controle.

Só uma pessoa muito apaixonada - ou louca - seria capaz de fazer isso.

Eun Bi agradeceu repetidas vezes enquanto segurava o choro e meneou negativamente.

- Ani, ani...Eu só estou nervosa com muita coisa e acabei chorando. Aish, odeio chorar assim. - Balançou a mão perto dos olhos e puxou o ar repetidas vezes antes de continuar. - Eu não queria falar sobre Jae Ki, nem nada disso. Na verdade, eu…

Pigarreou e falou um pouco mais baixo.

- Eu queria entender porque você não gosta da Kim Sun Hee. Digo, eu...ahm...o colégio inteiro já deve ter percebido, mas enfim, eu notei que você possui uma animosidade acima da média com essa menina. E eu nunca te vi odiando ninguém nesse nível. O que ela fez para você tratá-la assim? - Ergueu as mãos. - Eu não estou defendendo a Kim Sun Hee, tá? Eu só quero saber porque...aconteceu uma coisa hoje e queria entender se devo me preocupar com ela.
(C) Ross


TERRAÇO. 10 DE JUNHO. 10:05 A.M.

Jong In respondeu a Hyun Hee com outro sorriso bem provocante. Se o Park achava que aquilo nunca fosse acontecer, era bom começar a preparar o espírito. Os desafios impostos a ele eram os grande motores de sua entediante vida de herdeiro. E agora estava diante de uma disputa de climão que o agradava tremendamente.

Chaeyoung fazia um bico um pouco confuso. Não queria sair com Moon Eun Joo porque a menina a odiava, mas se Hyun pedisse a ela...não achava que encontraria argumentos o suficiente para dizer não. Pelo menos não um que acalmasse o espírito do namorado. Segurou a marmita com um pouco mais de pressão, mas suspirou aliviada ao sentir a mão dele em seu ombro - ainda que separados pelo uniforme.

Seguiram pelos corredores mais silenciosos e foram até o terraço, usando os pontos cegos que descobriram ao longo dos meses.

- Mwo? - Ficou confusa com a pergunta dele a respeito de Kai. - Ani, ele nunca fez nada demais comigo. - Meneou negativamente. - E a gente só se fala aqui. Não faço ideia do que ele faz do lado de fora e nem clubes temos em comum. Ele não entrou em nenhum clube.

Não pareceu lamentar ou coisa do tipo, apenas o informou sobre a situação. Arqueou as duas sobrancelhas com aquele comentário à respeito da bondade dela.

- Então é problema da pessoa, não meu… - Respondeu piscando lentamente. - Não acho que eu deva mudar só porque tem gente ruim no mundo. É o contrário, quem precisa mudar são eles.

Encheu as bochechas nessa hora e meneou negativamente querendo mudar de assunto. Não queria entrar em debates filosóficos ou brigar com ele por conta de um apelido. Focou-se, então, na saúde do avô dele. A expressão dela ficou bem mais aliviada e um sorriso querido surgiu.

- Ainda bem! Depois me diga o que o vovô gosta ou pode comer. Eu preparo essa semana e você leva pra ele, tá? Não quero incomodá-lo durante a recuperação. - Parou quando o viu se aproximar daquele jeito.

O sorriso continuou, mas as bochechas coraram. Pensou mesmo que ele fosse cometer algo mais atrevido, mas aumentou o sorriso e escondeu os lábios quando ele apenas agradeceu e recuou. Segurou a marmita com uma mão só e abraçou o braço dele. Estava curiosa para ver o que ele tinha preparado para eles e foi num bom momento que chegaram ao terraço.

Tirou a mochila das costas, jogando num canto e arrumou o paninho com ele. Retirou o próprio blazer antes de se sentar e colocou a peça sobre a saia, cobrindo as pernas. Os olhos focaram-se na surpresa e ela ficou admirada com o que viu.

- Uwaaaa!!! Daebak!! - Bateu palmas várias vezes, cheia de energia. Só parou quando ouviu o sobre o desmaio. - Desmaiar de fome?

Os ombros caíram um pouco e ela escondeu os lábios, meio aflita. Escondeu os lábios ao ouvir a pergunta sobre a dieta retardada.

- Dieta? Eu? - Deu uma risada e segurou as bochechas com as duas mãos. - Você viu como eu comi na sexta-feira? Eu sou incapaz de manter uma dieta, ainda mais retardadas.

Ficou quietinha, ouvindo todo o discurso dele e a cada palavra, sentia as bochechas corando mais e o coração aquecendo. Não replicou mais e fez um “aaah” para comer a porção que ele oferecia. Ficou com as bochechas grandes e escondeu os lábios de novo, mastigando um pouco antes de engolir.

- Hmmm...Que delicia!! - Chegou mais pertinho dele e o abraçou de lado. - Komawoyo, Hyunie...Você é o namorado mais fofo e querido que já tive. - Suspirou. - O único também, mas tenho certeza que é o melhor do mundo.

Riu e o encarou.

- Eu estou bem, viu? Não precisa se preocupar comigo...Não tem nada errado. Aquele desmaio bobo foi porque não tomei café mesmo, estava preocupada. - Deu um suspiro. - Se bem que...se for pra ganhar uma refeição tão gostosa quanto essa todo dia, oh céus…

Levou a mão até a testa e foi caindo para trás, fingindo um desmaio. Fez uma gracinha, mas logo começou a se sentar de novo porque queria continuar comendo. Estava muito bom mesmo. Apesar da rádio ser secundária, era engraçado como o draminha dela começou com o ritmo de uma mistura com musica latina.

Ela mereceu um prêmio por aquele desmaio mexicano que deu.

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Seo Hyemin em Sab Jul 14, 2018 10:43 pm



Hyemin estava bem preocupada com a tristeza da menina, porque não a conhecia o bastante para saber o que a afligia e como parar com isso. Sua lógica simples atribuiu à confusão anterior - e isso porque nem viram como aquilo se desdobraria. Ela falava daquele menino de um jeito tão irreal. Ele não parecia ser nada daquilo do que ela falava e a herdeira certamente achava que ele era capaz SIM de fazer coisas bem ruins depois de gritar com ela daquele jeito na diretoria. A bailarina parecia em outra realidade, sonhando com um menino que nem existia. Engraçado como nem sabia que era exatamente o que algumas pessoas achavam dela. Porém, o jeito que ela falava aquilo era quase convincente. Se não tivesse visto aquela carinha nojentinha de ameaça, ela até pensaria que aquele menino era só digno de alguma bondade.

O que mais lhe chamou a atenção foi o pedido dela em relação a Yerin. O que ela estava falando? É lógico que elas não fariam nada contra Eunbi! Não fazia o menor sentido isso que ela estava pedindo e a bailarina provavelmente sabia disso, mas soava como uma princesa sereia doando a própria voz para a bruxa do mar, por exemplo. Era tocante e Hyemin na hora conseguiu entender o quanto Eunbi gostava daquele menino, por algum motivo absolutamente distante e desconhecido dela.

-  Olha… - deu um sorriso simpático e compreensivo, pendendo a cabeça para o lado e trazendo um carinho no olhar.   -  Eu nunca faria nada disso com você, principalmente por causa de outra pessoa… Você sempre foi legal. Eu quero acreditar no que você está me dizendo e vou lhe dar um voto de confiança porque eu sinto o quanto você se preocupa com esse menino. Mas alguns casos estão fora das nossas mãos eu acho… Então, se acontecer algo muito grave, eu sinto muito, mas eu não vou poder ignorar. E digo isso porque também tenho alguém que eu quero proteger e alguém que quer me proteger. Você sabe de quem eu estou falando… Mas eu prometo para você que, assim como você, vou me esforçar para evitar que isso aconteça, pelo menos por causa do que ocorreu agora há pouco. Tá bem? Só que… Prometo também que vai ser uma das primeiras a saber se algo assim acontecer e eu ficar sabendo…. - os olhos dela brilharam e ela segurou as mãos da bailarina, falando mais baixo como um segredo, mas bastante empolgada. -  Aí você pode vir correndo salvar o seu príncipe!!! E eu vou fingir que você apareceu só por causa do poder do amor! Fica sendo nosso segredo, está bem?

Achava lindo o sacrifício que ela estava disposta a fazer e era o que podia oferecer para ela como troca daquele sentimento tão lindo: diria para Yerin não revidar aquela situação em Jaeki e tentaria ficar em paz com ele, mas caso ele fosse agredi-la de alguma forma, ela não podia evitar em acionar alguém mais competente para resolver o caso de uma vez por todas, mas contaria para Eunbi em primeira mão, assim ela poderia evitar o fato.

-  Aigoo.. Aquilo deve ter doído muito.   - riu, por causa do aplique de Yewon.   -  Você foi corajosa. Poucas fariam isso com ela - balançou a cabeça.

Agora estava prestando atenção no assunto principal que a levou até lá. Não conseguia nem imaginar do que se tratava, mas foi só ouvir o nome mágico que a carinha empolgada e carinho da menina apagaram de uma vez só.


Muito bem. O que ela fez? Além de nascer e estragar os dias dela. Fez um bico desconfortável. Sério que teria que falar sobre isso? Mal conseguia explicar em palavras, mas só de lembrar da cara daquela menina, já sentia raiva. Mais uma que vinha defender? Hyemin já começava a ver um filme que aconteceu também atrás do prédio daquele jeito. Olhou para baixo um pouco, mas voltou a olhá-la porque ela disse que não estava defendendo-a. Isso foi uma surpresa. Já achava que era mais uma acusando-a e querendo vir com aquele papo de “não faça mal pra ela mimimi”. Impossível não pensar nele também e não odiá-lo por isso. Bufou.

-  Olha. Não sei por que todo mundo acha essazinha tão boazinha e perfeita. É uma exibida!! Uma sonsa, songamonga. Você lembra que… - Não, ela não estava no dia da ovada e provavelmente não era o melhor assunto.   -  Ah, é, não tem mesmo como você saber. O ponto é que ela pode falar o que quiser, que sempre vai ter alguém para defender. Ela pode sei lá, colocar fogo na escola e alguém vai dizer que ela teve motivos para isso. Porque ela é esse tipo de pessoa. Sabe? Aquele tipo que tem uma carinha de inocente e que você mal espera de onde vem.  - inflou as bochechas.

O “todo mundo” que ela se referia era Joo Hyuk somente.

-  Eu a odeio porque ela é uma impostora. Ela roubou uma coisa. Quer dizer… Não é o que você está pensando. Mas ela roubou. E ela não tem vergonha disso e gosta de esfregar isso na minha cara todos os dias!!!! E eu odeio essa cara de sonsa dela. E como absolutamente nada dá errado pra ela. Ela é bolsista, mas é como se fosse a menina mais linda e esperta do mundo.

Para Joo Hyuk.

- Enquanto eu… Sabe, não é justo. - encarou um pouco atrás da menina com  raiva um momento.   - Eu sou a pessoa que ficou sem nada. E agora eu ainda tenho que ouvir… Tenho que ouvir que eu sou mais burra que ela, que eu fiquei aqui só por dinheiro… Que eu devia ser ela se quisesse ter um pouquinho de… de respeito, sabe? E olha só pra mim. Por que alguém não me respeitaria? Eu entendo que não achem que eu consigo ser boa na escola, mas isso?   - olhou indignada, desabafando sobre aquele assunto pela primeira vez com alguém, ainda que não fizesse muito sentido.

- Eu não sei se você teria que tomar cuidado com ela. Mas eu a odeio porque ela é uma ladra e não tem a menor culpa por isso. Ela está sempre cercada e todo mundo a ama. E por quê? Ela é só uma passarinha sem graça ridícula que lava o cabelo com shampoo barato e daqui uns anos vai sentir o peso de não fazer o ritual dos 10 passos naquela cara da pobreza. Ou não!!!  Ela vai estar casada, com filhos orelhudos ridículos que ficam no top 10 da escola. Isso se não ignorar isso completamente porque  se acha perfeita demais   - revirou os olhos.

- E é isso. Eu queria que ela saísse da escola. Mas aparentemente ninguém entende o quanto essa garota é perigosa…. Porque não importa para os outros. Não foi com eles que aconteceu, sabe? - olhou para o lado e cruzou os braços.

- Eu queria que ela sentisse por UM dia...só UM o que é ser trocado e deixado para trás. Se existir alguma justiça nesse mundo, isso ainda vai acontecer… Mas não vou saber nem ver isso   - deu de ombros. Mas o fato é que quando tudo desse errado ele sempre estaria lá para ela, como melhor amigo com paixão platônica ou algo mais  - E sempre vai ter alguém pra ela, mesmo quando tudo der errado, e por isso no fim tudo vai sempre dar certo… Ela é esse tipo de pessoa. E é por isso que eu a odeio. Você entendeu?


Wangjo |{LOOK: Tiara | Sapatos }

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Won-Bin em Sab Jul 14, 2018 11:43 pm



Era uma sensação boa ver ela sorrir, mesmo que fosse só um simples aceitar de fones de ouvido.
Uma aproximação curiosa, até então Ye Ji não era nada mais que a colega do clube que gostava de encarar um pouco mais que as outras pessoas.

Mas Won notou como essa aproximação chamava a atenção de algumas meninas. Não gostava dessa atenção mas era uma escola em que as pessoas adoravam observar tudo o que você fazia afinal.

Uma era mais clara em seu incomodo ao encarar Ye Ji e até Won. Ye Ji não parecia notar, ou estava acostumada ou só não se importava. Tomou nota desses detalhes mas não comentou nada, ela vivia em outro mundo dentro da Wangjo e esse mundo parecia ter seus próprios problemas.

Saíram com os fones e se sentaram num banco.

Olhou surpreso para o celular: ela queria que ele escolhesse!?

"Tem certeza disso?" pensou imaginando que seu gosto seria bem diferente dela. Mas se esforçou pra achar algo legal e de preferência bem distrativo.

-Ah... Ok. Pode deixar - respondeu meio sem graça.


Não estava completamente isolado: ainda haviam as vozes de Bomi e do colega e sabia que os amigos e suas confusões ainda estavam provavelmente a poucos metros dali.

Mas foram bons minutos de distração, isolado dos problemas e responsabilidades que havia trazido pra si naquela escola. Num pequeno instante ele podia pensar mais claramente e o vazio que sentia era um pouco menor.

A expressão carregada no rosto ficava um pouco mais suave.

Ye Ji o lia com seu olhar observador. No passado Won talvez não gostasse desse olhar tão apurado mas estava começando a perceber que era o jeito de Ye Ji: talvez ela não falasse tanto entre os colegas pelo jeito sincero e observador.
Não gostava de ser avaliado mas ela pelo visto não fazia isso por maldade. Na verdade Won também tinha um pouco disso ao analisar seus colegas e criar seu painel mental.

- Ani, você tem melhorado. Mas eu te observo há tempo o suficiente para perceber certas...nuances


Virou o rosto para ela numa mistura de surpresa e vergonha.

O que aconteceu no sábado?


Direta ao ponto. Deu sua resposta vaga sobre o fim de semana e não queria expor Bomi ou seu problema gigantesco entre famílias.

-Sábado foi meu último dia no trabalho que eu tinha desde o começo do ano. Foram uma série de coisas...posso te contar mais um outro dia - respondeu tentando não ficar pior ao reviver as memórias.

- Araso… - Suspirou. - Tem sim, pode usá-los à vontade e montar sua playlist. Eu empresto quando quiser.


Assentiu com a cabeça e sorriu levemente. Apreciou o fato de que ela não insistiu na questão.

No fim acabou fazendo sua pergunta estranha. Ela pareceu realmente pensar pra responder.

Ouviu atentamente. Se sentia transparente enquanto ela o olhava de cima para baixo.

Ela parecia...ter um ponto de vista interessante.

- Acho que...Você é o cara que está tentando agradar todo mundo, mas não está feliz. Você não é muito diferente de alguns meninos daqui. Talvez a maior diferença entre você e os jovens nerds de nossa turma seja o físico. Você impõe presença mesmo tentando ser discreto.


"Os nerds? " os amigos de Kang pareciam legais e Won gostava deles mesmo não sendo próximo. Mas não tinha pensado nesse paralelo. Olhou com curiosidade mas não disse nada para que ela continuasse.

- .Acho que você é prestativo, dedicado...disciplinado. Você luta, né? -


Assentiu com a cabeça, surpreso. Não se recordava de ter falado de treino do Tae com ela.


- Um garoto bonito, uma novidade que atrai a atenção das meninas daqui


A partir desse comentário Won sentiu o rosto ficar vermelho. Tossiu um pouco, sem crer naquele comentário.

"Que!?" não acreditava nesse fato, mas era Ye Ji Olho Vivo que dizia...

- Um good guy, talvez? Agora...É isso que você quer que as pessoas achem de você? O que você queria ser?


Parecia que essa pergunta final vinha em ciclos: primeiro a chefinha tinha a feito, agora Ye Ji.

Won não sabia ainda. Suas certezas se desfizeram naquele sábado.

-Nossa, você é boa nisso - concluiu depois de se recuperar de sua crise de timidez.

"Daria uma boa dete..." iria concluir "detetive" mas aquele pensamento evocava uma memória antiga, de dois meses.
Ele tinha pensado e comentado isso com Bomi, em uma época que parecia outra vida.

-Até entrar na Wangjo eu tinha um objetivo muito claro e eu sabia muito bem quem eu era e quem eu queria ser. Sabe eu era muito...sozinho, mas eu estava bem sendo minha vida só eu e meu pai. Acontece que entrar aqui mudou minha visão das coisas

O choque com alguém mudou sua visão das coisas.

-Eu tinha decidido mudar algumas coisas. Ser alguém mais...social, sabe? Por isso eu entrei no clube de teatro. E essas mudanças foram boas

Tinha ganhado boas amizades e memórias dolorosas na mesma intensidade.

-Mas eu não já não tenho a mesma certeza de quem eu sou ou quero ser. Good Guy? Eu posso parecer ser um mas...Eu não me sinto como um ultimamente

Entrava no complicado caso que tinha se colocado.

-É meio bobo pensar assim mas eu me sinto o antagonista de um dorama, ou um vilão. Sinto que eu atrapalhei uma pessoa de quem eu gostava muito. E ao mesmo tempo estou irritado por isso.

Para alguém observadora como Ye Ji talvez começasse a se tornar óbvio.

-Sendo good guy ou não, as pessoas percebam ou não, eu quero ajudar meus amigos e alcançar meu sonho no esporte. Se eu seguir nesse caminho...talvez eu encontre a resposta da sua última pergunta

E talvez esse rombo no coração parasse de doer.

-Aish que assunto complexo - sorriu pra amenizar o clima.

-Mas obrigado Ye Ji. De verdade

Era o ar que Won precisava tomar. Foi uma boa pausa.

Na brisa da playlist de Wangjo

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Jae-ki em Dom Jul 15, 2018 12:20 am


Jae-ki só queria sair dali, na verdade queria sair da escola, ir embora e não ver mais ninguém. Não queria ouvir a voz de MiSoo de novo, ela até tentou respondê-lo, mas Jae estava no seu limite. Se ficasse naquele refeitório, sabia que teria que aguentar a garota no seu ouvido, não aguentaria ouvir mais. Não conseguia nem ver quem estava ao seu redor.

Não sabia o que pensar de tudo que ouviu, mas achava muito injusto o acusarem tanto. Na sua cabeça só podia ter um motivo pra os outros como Taemin e Hyemin se saírem como bonzinhos, o dinheiro. Não que ele fosse santo, mas era injusto ter que levar mais culpa do que tinha enquanto outros ficam ilesos. Só conseguia ver essa explicação. MiSoo nunca falaria daquele jeito com Taemin, ao menos era o que Jae-ki pensava.

Mas agora ele tentava não pensar em nada disso, mas era difícil. Olhava para foto da irmã buscando alcançar alguma calma, a cabeça estava tão quente que havia deixado Kang pra trás. Pensava na possibilidade de sair da escola nessa hora, talvez se fingisse estar doente? Seria bom sair pra procurar emprego mais cedo. Mas isso o faria perder o almoço, seria bom economizar no almoço e negar comida era praticamente um pecado na sua mente.  

Colocou os fones de ouvido, buscando se distrair, antes que pudesse mandar uma mensagem pra Jong Suk, levou um pequeno susto quando uma barra de chocolate foi lançada do seu colo. Sentiu seu fone sendo tirado da orelha e quando viu quem era, relaxou.

Depois do que o hyeon falou, Jae-ki suspirou.


- Não sei você, mas eu não tô aqui por mim. Se fosse por mim... Eu já tinha ido embora a muito tempo... Claro que antes eu ia me vingar de todo mundo. Tô cansado de ser tratado como lixo enquanto esses playboys fazem o que querem e ainda pagam de bonzinhos.

Jae largou a cabeça para trás a deixando apoiar na parede atrás, não queria falar sobre Eun-bi, não queria nem pensar nisso agora, precisava por a mente no lugar. Apesar de ficar com raiva fácil, odiava essa sensação, essa coisa o corroendo por dentro, queimando, o coração acelerado. As coisas que MiSoo falou ainda latejavam na sua mente. Abriu a barra de chocolate a comeu quase uma vez só enchendo as bochechas.

- Valeu - Agradeceu de boca cheia.

Apesar de imaginar a procedência do doce, não se fez de rogado. Lançou um olhar para os machucados do rosto de Kai e comentou:

- Ya, levou a pior? No segundo dia de aula, eu tava com um olho roxo. Não sei se já aconteceu com você, mas a ajumma Yang vai perguntar. Tem que inventar uma boa desculpa pra ela.

Mordeu mais um pedaço do chocolate o terminando de comer, amassou a embalagem com raiva:

- Eu tenho treinado a defender mais o rosto agora.

Olhou para Kai de novo enquanto "brincava" com a bolinha da embalagem nas mãos, a jogando para cima e pegando. De alguma forma mudar o foco estava o ajudando a se distrair:

- Andam te ameaçando também? - Perguntou.

Conforme ia se acalmando e mudando de foco, Jae-ki pensava melhor no amigo, Kang. Ele não tinha vindo atrás, devia estar sozinho. Será que MiSoo o encheria também? Nunca tinha visto a garota brigar com Kang, mas talvez voltassem lá depois de alguns minutos para checar. Até Won tinha se separado, será que ele estava muito mal? Se perguntava Jae-ki.


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Re: Capítulo 6

Mensagem por The Crown RPG em Dom Jul 15, 2018 2:39 pm

ÁREA EXTERNA - 10 DE JUNHO. 10:05 A.M.

- Que pena… - Ye Ji disse com sinceridade. - Nem pude visitá-lo, como tinha prometido. Mas a verdade é que...Eu meio que evito aquele condomínio.

O tom foi um pouco triste e ela ajeitou-se, arrumando o cabelo.

- Teria feito o esforço para vê-lo, mas eu andei bastante ocupada mesmo. Foram meses intensos para todo mundo. - Os ombros caíram de leve. - Sinto muito pelo emprego. Espero que você consiga encontrar outro logo.

Não entraria em mais detalhes depois disso. Só demonstrou que não tinha esquecido que prometera, meses atrás, que visitaria. E também ajudou a colocar uma pulga atrás da orelha dele à respeito do lugar. Por que ela não gostava de ir? Deixou que isso ficasse de lado e foi surpreendida com aquela pergunta.

Achava complexa, mas não era do tipo que fugia dos assuntos, por isso respondeu de modo direto, sem rodeios ou muitas firulas. Parecia ser uma pessoa bem honesta e que transmitia tudo aquilo que via ou sentia.

Quando terminou, ouviu o elogio e acabou dando uma risada mais alta. Escondeu os lábios enquanto os ombros tremiam e meneou positivamente.

- Komawo… - Disse de modo mais informal e esperou a resposta para sua pergunta.

O mínimo que esperava, era a mesma sinceridade que havia tratado aquele tema. Não pareceu surpresa em ouvir que ele era sozinho. Ele era bastante tímido e aqueles amigos que sempre estavam com ele, pareciam vir de diferentes pontos. Dificilmente vieram da mesma escola, por isso podia acreditar muito bem em sua solidão. Até porque, ele estava sozinho agora, como se assim encontrasse melhor as respostas que buscava.

- Uhum. - Concordou na questão social, mas sem interromper.


Achou certa graça na história de ser antagonista e após os agradecimentos, meneou negativamente.

- A vida é um pouco mais complexa do que um dorama, Won Bin-ssi. Sei disso por experiência própria. Todos nós tentamos ser bons, mas isso é tão subjetivo...Bondade não tem uma definição exata e o que pode ser bom para você, pode não ser para outro. É muito errado você achar que é o antagonista de alguma coisa.

Tirou o fone para encará-lo melhor.


- O roteiro da sua vida é seu, você é o protagonista, independente de ser bom ou mau. Não tem que viver à sombra de ninguém, mas narrar a sua versão, a sua verdade. Viver seu ponto de vista. O que as pessoas pensam é importante só até certo ponto, porque no fim do dia...Quando você for deitar a cabeça no travesseiro para dormir, todas as vozes e julgamentos estarão mudos. Somente uma vai importar...a sua.

Cruzou os braços.

- Os fones podem ser uma boa fuga temporária, mas você não tem que abaixar a cabeça para sempre. Respeite o seu momento, mas não se acostume a ele. Toda humilhação, um dia tem volta.

Sorriu para ele e colocou o fone de novo, vendo qual seria a próxima música que poderiam ouvir.
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JARDIM. 10 DE JUNHO. 10:05 A.M.


O pedido de Eun Bi foi bastante sincero. Estava mesmo disposta a se sacrificar - por mais dramática que essa expressão fosse, era real no contexto daquele colégio - se fosse para proteger Jae Ki. Não diria a ele que fez isso porque não queria pressioná-lo ainda mais, só esperava que ele começasse a se controlar maida. Ainda mais.

Todos eles tinham sua cota de sacrifícios, sendo herdeiro ou não.

Abaixou um pouco o olhar com a resposta de Hyemin. Conseguia compreender o que ela queria dizer. A pena era personalíssima, mas mesmo assim, ela estava tentando. Quando ouviu a promessa dela de chamá-la para correr e salvar o príncipe, acabou dando um sorriso um pouco mais meigo e gentil.

- Komawoyo… - Apertou a mão dela também. Teria dado um abraço naquela hora, mas precisavam se concentrar no principal assunto que a motivou a ir até ali.

Antes dele, teve que rir da lembrança de arrancar o aplique de Yewon. Às vezes, Eun Bi se surpreendia com a própria força. Tinha sido bem inconsequente mesmo, mas ela tinha machucado seu pé naquele dia...Deu mais uma risadinha, mas começou a se controlar porque estavam prestes a entrar num assunto um pouco mais delicado, para dizer o mínimo.

Corrigiu sua postura - e era uma bela postura de bailarina, Hyemin logo perceberia - e foi direto ao ponto. Explicou que não estava ali para defender Kim Sun Hee, longe disso. Sua opinião quanto aquela menina era neutra, pelo menos até aquele dia. A partir do momento que envolveu Jae Ki e, sendo franca consigo mesma, Taemin também, ela chamou mais atenção de Eun Bi.

Queria saber se deveria se preocupar e a resposta veio apenas com a mudança de expressão de Hyemin. De gentil e cativante para séria e ligeiramente raivosa.

Eun Bi franziu as sobrancelhas, cruzando os braços ouvindo os adjetivos que Hyemin dava para Sunny. O modo como ela falava, transformava Sun Hee quase que uma psicopata ou sociopata. Pelo menos era assim que as pessoas falsas eram nos doramas e, pela experiência televisiva, Eun Bi podia imaginar como era angustiante para Hyemin ser a única a saber de tudo isso e ninguém acreditar nela.

- Então ela é pior do que a Lim Ye Ji? - Eun Bi murmurou e levou o polegar até os lábios, mordendo de levinho a unha.

Lim Ye Ji também tinha todas aquelas características, mas diferente de Sunny, as pessoas não confiavam nela - Yerin tinha doutrinado muito bem e Hyemin sabia disso. A Rainha conseguiu transformar aquela garota numa espécie de informante forçada. Não havia nenhuma amizade ou bem-querer ali e Min não sabia como Yerin conseguiu tanto, mas Ye Ji tinha medo dela.

Quem não tinha?

Arregalou um pouco os olhos ao ouvir sobre o roubo. Era uma ladra?! Mas logo entendeu que era “sentido figurado” - se é que ela sabia mesmo o que isso significava. A bailarina só achou que o fato dela ser bolsista já a fazia inteligente mesmo - era uma prova impossível, as duas ali sabiam bem disso. Quanto a linda...Dava um pouco de raiva mesmo. Eun Bi nunca ficou reparando muito nela, mas ela parecia bem básica e, mesmo assim…

- Mwo?! Quem foi que te disse isso? - Franziu as sobrancelhas, mas Hyemin continuou com seu discurso.

Eun Bi sabia como ela se sentia em relação à escola e, no caso dela, achava que só estava ali pelo dinheiro mesmo. Tinha estudado bastante por conta do incentivo de Jae Ki, mas não queria estar. Não mesmo. Se sentia burra e um peixe fora d’água ali. Podia ser rica, mas aquele colégio a cansava e sugava suas energias. Nunca tinha se sentido tão infeliz quanto nessa fase da vida.


Suspirou, por fim e a encarou com sinceridade.

- Eu entendo o que você quer dizer, mas não compreendo o que sente. Eu nunca me senti roubada ou ameaçada por alguém antes. - Não era egocentrismo ou orgulho, mas Eun Bi nunca teve uma “Sunny” mesmo.

Deu um passo à frente e tomou as mãos dela de novo, segurando e forçando a encará-la.

- Seja lá quem tenha dito essas coisas para você, só pode estar louco. Tudo bem, não somos as garotas mais inteligentes do mundo, mas e daí? Nem todo mundo nasceu para ficar preso nas salas de aula, absorvendo conhecimento. Só consegui ir bem nessas provas porque o Jae Ki me ajudou…

Fez um beicinho.

- E daí hoje descobri que também está mandando matéria para ela. E não é só ele…- Encheu as bochechas e soltou o ar lentamente. - Parece que o Taemin também tem simpatia por ela. Por isso entendo o que quer dizer que parece que ela tem proteção de todos os lados, mas ela não me roubou nada...ainda…

Soltou as mãos e deixou os ombros caírem.

- E não vou permitir que roube. - Apertou a mão dela. - De todo modo, você é uma garota incrível. Ela precisaria nascer de novo para te superar na vida, Hyemin. Não deixe que essas mentiras que te contaram balance sua confiança.

Foi soltando a mão dela com carinho e sorriu de novo.

- Obrigada por ter me contado essas coisas. Em retribuição…Se essa coisa que ela tomou de você ainda for muito importante, eu vou te ajudar a recuperar. Pela confiança que depositou em mim e por prometer “cuidar” do Jae Ki. Você gostaria?

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PRIMEIRO ANDAR. 10 DE JUNHO. 10:05 A.M.


Kai olhou para Jae Ki ao ouvir a resposta dele. Os olhos voltaram-se para a imagem de Soo Ji no celular dele e suspirou.

- Não estou aqui por mim, também. - Olhou para ele. - Estou aqui por sorte porque uma pessoa desistiu da vaga e eu entrei. Nem queria vir, mas meio que fui empurrado. A pessoal ideal para vir seria o Dan, mas ele tem...bom, ele tem uns problemas.

Não sabia se Dan tinha contado sua história - não tinha - por isso, ele ficou na dele. Talvez tenha falado um pouco demais, é verdade, mas não se alongou muito nisso. Kai tinha seus próprios motivos para estar ali e a primeira ordem foi para que sossegasse e levantasse informações. Infelizmente, não era a criatura mais sociável do mundo e se distraía por conta daquela garota. Como se não bastasse, ele ainda chamava a atenção dos isekyas de sua turma e estava sempre com problemas.

- E por que você deixa? Você não pode se vingar sem que saibam que é você? Tem medo, Jae Ki? - Olhou para ele. - Se quiser, eu posso ajudar. Adoraria ver umas garotas e uns babacas da minha turma tomando sustinhos. Não precisa ser algo brusco, podia ser ahm...pequenas vinganças.

O rosto dele se iluminou e Kai chegou a rir das coisas que viu, mas parou, voltando à realidade. Precisariam de bons álibis, se quisessem levar isso adiante. O garoto era um perigo para Jae Ki porque acabava instigando o seu pior.

- Se você não pode fazer, pelo menos visualize. Eu já estou bem mais calmo só de ver o sofrimento deles. - Riu debochado e o encarou ficando um pouco mais sério.

Revirou os olhos quando ouviu a pergunta sobre seu rosto.

- Deve chamar sim, mas não tem nada a ver com o precioso colégio. - Ficou um pouco mais sério. - Tivemos um problema numa festa de Itaewon ontem. Tentaram mexer com a garota do Jazz e aí encontramos uns desafetos. Lutamos e corremos a noite toda, mas é um pouco dificil defender a cara quando estão segurando seus braços.

Deu de ombros.

- O Rey e um de seus amigos chegaram antes que as coisas piorassem de verdade. Mas talvez a coisa piore mesmo...O que era só um boca a boca ficou um pouco mais sério. Talvez você deva começar a andar de máscara se quiser proteger seu rosto de verdade.


Ajeitou-se, reclamando de dor, mas sem um ponto especifico porque o corpo todo doía.

- O irônico é que minha mãe é enfermeira. E ela me mataria se me visse assim, vou ter que encontrar um lugar para ficar até as coisas melhorarem. Foi o que minha noona mandou. Por isso estou muito disposto a aborrecer as pessoas desse colégio. Vai me distrair dos problemas reais da minha vida.

Riu.

- Sempre tem isekyas perturbando, né? Tem uns garotos da minha turma que eles são podres. As garotas fedem tanto quanto eles, mas acho que são piores porque as mulheres sabem ser um bicho ruim. Tenho certeza de que vão bater na minha amiga hoje na educação física. E ela me irrita porque sempre diz que está tudo bem, não sei como ainda não revidou.

Kai sabia fazer fofocas do colégio sem perceber.

- Mas e você? O que que foi aquilo no refeitório, hm? Você namora três meninas ao mesmo tempo e tá com medo que elas descubram?


Arriscou apenas para perturbá-lo e deu uma risada, mostrando que era brincadeira - ou não, podia estar certo também.
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Re: Capítulo 6

Mensagem por Won-Bin em Dom Jul 15, 2018 3:53 pm




- Que pena… - Ye Ji disse com sinceridade. - Nem pude visitá-lo, como tinha prometido. Mas a verdade é que...Eu meio que evito aquele condomínio

Para ser sincero Won tinha se esquecido que a garota tinha prometido ir ao café. Tanta coisa tinha acontecido nesse meio tempo que esse detalhe acabou entrando no esquecimento.
Assentiu com a cabeça, em sinal de compreensão.

"Evita o condomínio?" talvez o mundo de Ye Ji fosse tão complexo quanto o seu, agora se identificava em sentir que não queria pisar naquele lugar nunca mais por conta da proximidade com os Yoon.

Notou seu tom de tristeza, gostaria de saber o porque mas deixaria para depois.

- Teria feito o esforço para vê-lo, mas eu andei bastante ocupada mesmo. Foram meses intensos para todo mundo. - Os ombros caíram de leve. - Sinto muito pelo emprego. Espero que você consiga encontrar outro logo.

-Tudo bem...obrigado - respondeu compreensivo.

Won gostava desse jeito honesto e direto ao ponto dela: no momento o que menos queria era subjetividade.

Achou meio engraçada, até fofinha aquela risada alta quando elogiou suas habilidades de observação. Sorriu de volta.

Ela parecia até compreender bem o que ele dizia quando contava sobre seu passado solitário e suas questões atuais.

- A vida é um pouco mais complexa do que um dorama, Won Bin-ssi. Sei disso por experiência própria. Todos nós tentamos ser bons, mas isso é tão subjetivo...Bondade não tem uma definição exata e o que pode ser bom para você, pode não ser para outro. É muito errado você achar que é o antagonista de alguma coisa.

"Eu e minha mania de ver o mundo como um grande filme" era como ele conseguia abstrair as questões mais complexas.
Apesar de Won concordar com o ponto de vista dela era muito diferente quando suas ações levavam às lágrimas de alguém.

Sua mente, racionalmente dizia uma coisa, o coração outra.

Mas a vida não tinha um grande super vilão do qual tinha de enfrentar pra conseguir seu final feliz.

- O roteiro da sua vida é seu, você é o protagonista, independente de ser bom ou mau. Não tem que viver à sombra de ninguém, mas narrar a sua versão, a sua verdade. Viver seu ponto de vista. O que as pessoas pensam é importante só até certo ponto, porque no fim do dia...Quando você for deitar a cabeça no travesseiro para dormir, todas as vozes e julgamentos estarão mudos. Somente uma vai importar...a sua.

Ela até tirou o fone de ouvido para falar. Won se sentia ainda mais transparente quando ela fez isso, se sentindo levemente sem graça mas atento às suas palavras.

Mais uma vez tinha razão. Era sua vida e por mais que ele tentasse ajudar os amigos e quem pudesse gostar ainda era sua vida...

Assentiu com a cabeça, um pouco mais calado.

- Os fones podem ser uma boa fuga temporária, mas você não tem que abaixar a cabeça para sempre. Respeite o seu momento, mas não se acostume a ele. Toda humilhação, um dia tem volta.

Won arqueou as sobrancelhas levemente.

"Tem volta?" achou aquilo curioso. Ela estava falando de vingança ou como o destino se encarregaria de fazer com que as pessoas ruins recebessem o que mereciam?

Won não gostava desse conceito de se vingar, como Jae ou Kang sugerindo zoar o café da senhora Yoon ou algo do tipo. Mas lá no fundo sentia vontade de que aqueles que espalhavam mentiras sobre ele e sua família tivessem algum tipo de retribuição.

A próxima música começou a tocar e Won deixou o momento para pensar mais um pouco.


-Hmmm, eu não posso fugir pra sempre, não é? - respondeu olhando para frente, mais para si mesmo. Em seguida virou o rosto de volta pra ela e sorriu.


-Mas eu posso aproveitar esses pequenos momentos de fones de ouvido. Pelo menos enquanto estiverem no top 5 - riu um pouco, já se sentia um pouco mais a vontade - Você tem razão Ye Ji

Concluiu olhando de volta para frente, curtindo a música.

-Eu ainda não sei o que você ouve. Na verdade eu não sei quase nada sobre você Ye Ji. Acho que não sou tão observador como você - disse casualmente - Quem é Ye Ji do primeiro ano do ensino médio de Wangjo, membra ativa do clube de teatro de Wangjo e com esses olhos de águia?

Perguntou mas não era num tom investigativo, apenas curioso. Quem era essa garota que parecia saber tanto dele mesmo que não tivessem conversado quase nada pessoalmente no passado?

Na brisa da playlist de Wangjo

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Kim Sun-Hee em Dom Jul 15, 2018 3:56 pm


“Como você consegue atrair tantos problemas assim?”

Pois é...

Como???

Sunny riu, mas não tinha uma resposta para aquela pergunta. Sabia que era dona de um gênio difícil e quase nunca conseguia agir de modo passivo diante de possíveis ameaças, principalmente quando envolvia os amigos, mas ela – de verdade – não procurava problemas. Mas também não abaixava a cabeça no momento em que eles surgiam. Porém... é aquilo, né? Ela não entra numa briga de graça, só que, quando acontece... NEM PAGANDO UMA FORTUNA Sunny sai. Simples feito 2+2.  

Estava com uma carinha desanimada até que Stella parou e a segurou pelos ombros. A expressão tornou-se surpresa devido à explicação da amiga. Sunny corou, mas sorriu e murmurou um “Komawo...” bem tímido. Ficava meio sem jeito quando recebia elogios, principalmente aqueles tão diretos quanto os de Stella. No entanto, entendia – em partes – o que a amiga queria dizer... Desde que se recordava, anos atrás, as meninas – em todas as turmas que estudou – encontravam uma maneira de isolá-la de todos. Mesmo sendo apenas criancinhas... Eram cruéis e muito maldosas. Sentia-se triste por lanchar e fazer os trabalhos... sozinha... ou de não levar nenhuma amiguinha para casa e nem ter quem convidar para as festinhas de aniversário que a titia preparava com tanto carinho. Entretanto, o que mais machucava era saber que isso também entristecia sua família... Por isso, Sunny aprendeu a ensaiar sorrisos. Os melhores sorrisos do mundo.

Afinal, sorrisos são sinônimos de alegria e felicidade. Sorrisos acalmam os corações das pessoas. E...

Sorrisos escondem a verdade.

- Então, não me resta nada além de aceitar o meu trágico destino...

Fez um pequeno drama, mas não demorou a rir de novo.

- Você é muito fofa e generosa, amiga.

Também achava Stella linda e inteligente, e quase devolveu a gentileza, porém aprendeu que a aparência da canadense não era um ponto que ela gostasse de falar, já que os traços diferentes e ocidentais que lhe causavam tantos problemas. Uma idiotice. Stella, de várias formas, era mais bonita do que a maioria dessas herdeiras estúpidas, e a nacionalidade não tinha importância frente ao que ela era por dentro. E por fora também.

As duas caminhavam devagarzinho e foi aí que Sunny iniciou o relato sobre o sábado. Como Stella tinha o cuidado de tombar a cabeça em sua direção, Sun-Hee falava num tom ligeiramente baixo, apenas o suficiente para a amiga escutar. No geral, contou tudinho, guardando um detalhe ali e aqui, mas nada que afetasse o entendimento da história. Na hora que revelou a respeito do grupo de meninos, Stella parou e começou uma busca por ferimentos e hematomas, mas Sunny negou a existência de tais.

- Isso mesmo... Do Taemin. Ele me salvou.

Confirmou o nome com convicção.

Até Sunny sentiu dificuldade de acreditar quando colocou os olhos nele...

As reações de Stella motivavam as de Sunny, deixando-a alheia acerca das suas próprias caras e bocas conforme falava de Taemin. Não da situação, mas dele. Especificamente dele. Só quando notou a carinha “engraçada” da amiga que ela mudou a postura e atacou o loiro, salientando os defeitos que tanto a irritavam! Stella a surpreendeu com aquelas insinuações esquisitas... O que a amiga estava pensando, hein? Por que não concordava??? Sun-Hee bufou, aumentando o bico... No entanto, a feição suavizou devido aos comentários... – Sim... Foi... Diferente... – utilizou essa definição por falta de um termo melhor, pois, sinceramente... Sunny ainda estava confusa... E depois da cena de instantes atrás, ainda mais – Hm? MAS É O QUE ESTOU TENTANDO DIZER! Ele é implicante, desagradável, rude... Stellaaaaaaa!

Se ela refletisse?!?!

Nãããããão.

Ele fazia de propósito, e pronto!

Mas acabou revivendo alguns episódios que ocorreram nos últimos meses. A antipatia parecia algo mútuo, embora Taemin sempre disfarçasse com o típico sorrisinho torto seguido da sobrancelha arqueada. Era antipatia, certo? Não havia outra explicação – ao menos, não na mente da bolsista. Enquanto Taemin lidava com o uso de deboche, Sunny mostrava um beicinho irritado e toda a marra que um corpo tão pequeno conseguia conter.  

A voz de Kim resgatou Sunny, mas ela ainda estava chateada com uma coisa...

- Ééé... Gostei da ideia! Vou pedir, sim – sorriu, imaginando a cara do melhor amigo. Mas, enfim, soltou aquele chamado e em seguida, a pergunta.

Sunny devolveu a olhada e acompanhava o raciocínio da amiga, que acabou indo além. Assentiu positivamente diante da relação tensa que envolvia Taemin e Jaeki, concordando, mas ficou surpresa assim que Stella mencionou Choi Eun Bi – Namorados? Sério? Eu... nunca notei, mas faz sentido – tocou o queixo com o indicador, pensando nessa possibilidade enquanto Stella contava mais coisas do passado, ajudando-a a chegar em algumas conclusões – Entendo... Mas é relativo. Provavelmente eu e o Kim passamos uma impressão semelhante, mas não somos namorados. É... complicado. Ahn... Não, não precisa. Não é como se estivesse tãããããão interessada... Pelo que falou, consegui compreender um pouco mais.

E...

Em casa, por acaso, talvez, procurasse no YouTube.

TALVEZ.

Por... curiosidade ou se estivesse entediada...

- Uhum...

Abaixou a cabeça.

- Eu pensava que o JaeKi queria esconder nossa amizade porque temia que o pessoal daqui fosse me prejudicar caso descobrisse, mas depois de hoje... Já não tenho mais certeza disso. Acho que a verdadeira razão é a Eun Bi. Isso me magoou, Stella. Muito. Parece que eu e o JaeKi temos pensamentos diferentes... Enquanto quero ser amiga dele, o JaeKi só me vê como a “filha do professor que o ajudou a passar na prova”. Faço parte de uma dívida. Um dever... E é uma sensação muito ruim – admitiu, mordendo o interior das bochechas – Chamá-lo para conversar? Não sei se é uma boa ideia... O JaeKi é teimoso e esquentado demais e, depois do que houve, imagino que eu seja a última pessoa com quem ele deseja qualquer proximidade.

Mas Stella acrescentou a... culpa. E essa palavra minúscula agia de um jeito perturbador no coração de Sun-Hee.

- Ne... Vou esperar os ânimos cederem e quem sabe...

Finalmente entraram no refeitório e se depararam com uma cena... preocupante. JaeKi e Misoo discutiam. Uma discussão feia. Sunny soltou Stella e arregalou os olhos, assustada com a agressividade dos dois. Os problemas... Não acabavam. Nunca. Cadê Eun Bi? Pensou enquanto procurava-a pelo local, encontrando a mesa da Rainha de Gelo e, curiosamente, uma nova ausência foi notada. A Gremlin. Aquilo era estranho, mas Sunny não perderia tempo. JaeKi queria tomar uma advertência??? Ou pior... Ser expulso?!?!?! A bolsista até avançou alguns passos, no entanto, parou rapidamente quando uma presença, de súbito, intercedeu. Ou quase, pois JaeKi já encerrava a briga e saía apressado. Ele passou perto delas e Sunny o fitou com uma expressão aflita... Porém, o olhar logo voltou ao Park... Bem no minuto que ele retirava o blazer e o arrumava sobre os ombros de uma frágil Misoo. Como foi pega desprevenida... Sunny não conseguiu armar as defesas e... de camarote... assistiu o casal caminhando para longe dos olhares. Inclusive do de Sun-Hee, que ao contrário dos curiosos, carregava outro tipo de sentimento.

Os olhos se esbarraram.

E a indiferença de Jung-Mi esmagou seu coração, forçando-a a tocar a área, sentindo uma estranha falta de ar...

Piscou as pálpebras, várias vezes, irritada por notá-las úmidas.


Depois de tanto tempo...

Era tão injusto...

Tão, tão injusto que ainda doesse...

Em meio ao princípio de choro, ela avistou Lee-Hi e Hye-Won. Acenou de volta para elas e cutucou Stella, apontando na direção das meninas. Se Stella não se opusesse, seguiria até elas, respirando fundo durante o trajeto curto, se reestruturando - ou tentando - e sentaria ao lado de Lee-Hi.

- Oi, gente. Tudo bem? – sorriu para as amigas – Vocês já comeram?

Uma pergunta simples, mas a intenção exata era de saber se Lee-Hi comeu. Aliás, apesar da conversa/desabafo de sábado, Ha Yi não notaria nenhuma diferença no comportamento de Sunny. Só parecia um pouco mais abatida, mas nada relacionado ao que descobriu sobre a amiga.

Sunny aproveitou e fez um rápido carinho na mão dela, inclusive.
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Re: Capítulo 6

Mensagem por Jae-ki em Dom Jul 15, 2018 4:37 pm


Jae prestava atenção nas coisas que Kai falava. Quando Dan foi mencionado, Jae se sentiu mal por ele, podia o entender um pouco, já que quase tinha perdido sua vaga. Porém não fez perguntas, sabia como era contar coisas que não queria, então respeitaria Dan. Só que era ruim não poder ajudá-lo como o professor Kim fez com ele.

- Tô sacando... Eu quase perdi minha vaga, mas meu professor da outra escola, fez minha matrícula e pagou meu uniforme.

Kai começou a falar sobre vingança, Jae foi ouvindo e só de imaginar um sorriso discreto e travesso começou a surgir nos seus lábios. Talvez pudesse fazer algo que não fosse grave a ponto de ser expulso.

- Não tenho medo, só que não posso ser expulso... Mas é uma boa hein...

Várias ideias começaram a surgir na sua mente, estava devendo mesmo algumas vinganças a certas meninas. Hyemin devia estar agora inventando milhares de coisas sobre ele pra Eun-bi, ela bem que merecia um susto. Talvez conseguissepensar em algo leve que não o expulsaria se fosse descoberto.

- Hyeong, você tinha ser da minha turma, aí dava pra fazer isso melhor. Tem uma descida, perto da minha casa que costuma ter muito rato... Acho que uma menina tá merecendo um presente... Eu sei fazer uma armadilha muito boa para pegar aqueles ratos... - Disse em voz baixa.

Era incrível como agora se sentia amigo de Kai, no começo só viviam se implicando. Jae ouvia sobre os machucados de Kai e ficou preocupado. Eram mesmo uns isekyas para segurarem o braço dele assim. Usar máscara?

- Aigoo... Que isekyas... Eu posso perguntar pro hyung Jim Hoo se você pode passar uns dias á na Toca, ou você tem outro lugar pra ir?

Jae-ki concordava balançando a cabeça quando ele falava sobre os alunos da sala dele, entendia como era isso. Mas ficou surpreso quando soube que iam bater na amiga de Kai:

- Mwo? Não tem como impedir?

Mas então a perguntou foi direcionada a Jae-ki. Ele estava um pouco melhor, o chocolate também tinha ajudado. Kai implicou como sempre e Jae-ki reclamou como de costume:

- Ani! Uma já é difícil... Tá louco três... - Respondeu Jae-ki prologando a brincadeira um pouco.

Não gostava de envolver os outros nos seus problemas, ainda mais se tratando de Eun-bi. Mesmo que brigasse com a bailarina, ou que se um dia ela fosse muito malvada com ele, não queria ninguém fazendo mal a ela, mesmo que fosse pra vingá-lo. Mas ao mesmo tempo, Jae-ki sentia vontade de dividir sua raiva com alguém. Suspirou e acabou contando uma parte:

- É uma parada muito doida hyeong...


-  Tem um isekya que machucou uma garota, mas as garotas ficam defendendo ele e querendo ser amigas dele... Já comigo, tem garota inventando que eu bati nela... Eu não sou covarde, hyeong. Qual é? Eu tenho uma irmã, quando falam isso, é pior que me xingarem.

Jae-ki mordeu os lábios meio nervoso por tocar no assunto, na verdade até ele mesmo precisava por os pensamentos em ordem para entender o que acontecia.

- Elas inventaram outras coisas que eu não fiz também... Sei que não sou santo, mas pô, o que falam de mim é absurdo... Eu tô louco com isso... Eu não ligo pro que os outros pensam, hyeong, mas elas tão me enchendo a paciência com suas vozes irritantes...

Jae-ki esfregou as duas mãos no rosto de nervoso. "Mas eu ligo pro que a Eun-bi pensa..." Não disse isso para Kai, mas era o que sentia no momento.

- Mas é coisa minha, hyeong, é melhor deixar pra lá.  

Wangjo/ Irado

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Seo Hyemin em Dom Jul 15, 2018 6:08 pm



Se Sun Hee era pior do que Ye Ji? Bem, as duas tinham aquela carinha de filhote de passarinho, mas Ye Ji era tão falsa que chegava a doer. Se achava a bolsista falsa? Não tinha como saber o nivel de psicopatia que Eunbi estava imaginando ao fazer aquela comparação, mas balançou a cabeça uma vez.

- Ani. Quer dizer, acho que é um pouco diferente, porque nunca parece que está fazendo de propósito, ou contra alguém como a Ye Ji. Ela parece mais do tipo princesa em perigo constante, pra ganhar atenção. Assim ela atrai simpatia e bondade, como se fosse um filhote que precisasse de cuidados sempre e não conseguisse fazer nada sozinha. Ela se coloca de um jeito que faz todo mundo querer proteger, como se não conseguisse nem dar dois passos sozinha sem que algo horrível fosse acontecer com ela. - mexeu as mãos imitando um monstrinho. Pelo menos, era essa a visão que Joo Hyuk tinha deixado para ela. Qualquer coisinha estava defendendo.  

Continuou falando suas impressões sobre a garota e ficou feliz que alguém estava ouvindo de verdade o que ela sentia sem achar que era uma bobagem. Era ótimo desabafar sobre aquele tipo de coisa. Se Yerin ouvisse aquilo conseguiria decifrar toda a história que veio escondendo por trás do “filho da funcionária do meu pai”.

Ignorou a pergunta de quem tinha dito aquilo. Era ainda mais vergonhoso se falasse que foi aquele garoto orelhudo de óculos ridículo que falou isso. Se a história vazasse talvez ele ganhasse alguma reputação em cima dela. Deu um sorriso quase simpático para Eunbi, olhando seus cabelos esvoaçantes.

- É claro que não. É a menina mais bonita da sala e uma das mais da escola, mesmo pensando nas unnies. Todo mundo sabe disso. - sorriu. Desconsiderou Yerin na lista mental porque ela inspirava mais medo do que esse tipo de sentimento na maioria das vezes, mas se fosse para escolher alguém, escolheria a melhor amiga. - Eu não consigo imaginar você ficando insegura competindo com outra menina. O garoto teria que ser louco!   - balançou a cabeça e de um sorriso meigo.

Já ela… Bem, ela não sabia o que os garotos achavam dela agora que estava no colégio com outro tipo de público, mas era uma menina fofa e muito bem cuidada, uma das mais ricas daquela escola, então sabia que tinha respeito, além de popularidade por causa disso e o grupo em que andava. Porém, não era como se tivesse pálpebras duplas ou algo do tipo que a fizesse se achar uma beldade. Eunbi retribuía a gentileza ao falar dela, e a menina deu um sorriso, feliz por ser elogiada e deu uma espiadinha na flor que tinha o cabinho preto ao bolso do blazer.  Alguém podia gostar dela por dar aquela flor.

- É mesmo? Ele te ajudou? Foi assim que se aproximaram? Entendi... - deixou escapar, curiosa sobre o relacionamento dela com Jaeki. Lembrava do dia que ele desafiou o professor de matemática e resolveu todo o quadro negro.

- Aigoo.. Isso é tão revoltante, não é? Por que toda nossa vida tem que ser baseada nas notas? Eu não queria estudar nessa escola, mas foi onde appa e minha tia estudaram. Então eu tenho que “seguir o padrão Seo” - fez uma careta. - Eles só não entenderam que  não nasci com o “padrão Seo” na cabeça. Eu sou burra e as únicas coisas que eu sei fazer são cozinhar e costurar… Eu duvido que eu vá conseguir entrar em uma boa faculdade com essas habilidades, mas pelo menos eu vou me casar cedo com o Wang Miwoo oppa e não vou precisar me preocupar com isso. - sorriu esperançosa.

Olhou alarmada quando ela comentou sobre a matéria que o bolsista estava passando para a menina, porque pelo que contava, estava correndo riscos sim.

-  Taemin? Do Taemin também? - olhou confusa. Ia perder Jaeki e Taemin de uma vez se ela não ficasse esperta. Mas até Taemin? O que estava acontecendo com aquela escola? Se ela fosse rica, então seria Rainha da Escola sem esforço nenhum, enquanto ela faria parte da escória. -   Nossa, pelo que você fala é muito sério… Você vai ver. Se não tomar cuidado, logo não vai poder nem mencionar o nome dela que você vai ver as pessoas que você gosta olhando feio para você. Depois disso, qualquer coisa que acontecer com ela vai virar culpa sua! E nem pense em brigar com ela, você já começa perdendo sempre, porque ela é tão boa que nunca pode fazer nada para te magoar, nem se destruir todas as suas maquiagens ou te sabotar na educação física!

Admirou a bailarina por não querer perder de jeito nenhum para a bolsista. Eunbi exalava esse tipo de confiança. Devia ser fácil para ela por ser daquele jeito. Se ao menos fosse uma ranking 1, conseguiria facilmente ser uma rainha de sala também. Talvez até mais forte que Yerin, que tinha conquistado esse posto mesmo sendo ranking 2 por causa de suas estratégias. Mas, se não fosse isso, talvez elas duas fossem parte do grande grupo de Choi Eun Bi. Ela parecia ler seus pensamentos tristonhos, porque lhe fez elogios em seguida.

-  Komawo… Eu não vou deixar! As coisas têm dado certo para mim, apesar disso. - sorriu. - E quanto a você, eu acho que você não vai perder nada para aquela menina. Eu duvido que Taemin faria isso com você. Vocês se conhecem há tanto tempo! Ele não te trocaria assim não é? E… Bem, sobre o seu namorado. Se ele é seu namorado, você tem que vir em primeiro lugar sempre, não é? Se quer tirar a dúvida, você tem que fazê-lo escolher! Por exemplo, vai que um dia, por acaso, ela cai no lago e você pula junto. Quem será que ele salvaria primeiro? Teria que ser você, não é óbvio? - confabulou suas teorias fantasiosas. - Alguém que te ama escolheria você primeiro sempre! Hm.. Exceto família e algumas coisas assim, mas você entendeu.

Eun Bi fez uma proposta na inocência, que poderia ser muito boa se fosse algo tão simples. A menina deu um pequeno sorriso e olhou para baixo. O que a tornava tão amarga naquele caso é que não havia uma forma de recuperar. Não tinha o que fazer.

-  Ani. Eu não quero e não tem como… O teste do lago eu já fiz, e me afoguei - engoliu em seco e  deu um sorriso meio forçado, com os olhos brilhando.


Era isso que para ela significava quando tinha esperado pela volta de Joo Hyuk, mas quando ele fez isso foi com uma paixãozinha platônica em seu lugar e falando coisas tão horríveis.

-  É isso o mais frustrante. Não importa o que eu faça, eu já perdi. E cada vez que eu faço, mais eu perco. Faz algum sentido isso? Mas é por isso que eu a odeio tanto. Porque ela só precisa existir para ganhar. E não tem nada, nada mesmo, que eu possa fazer…. - deu de ombros, resignada.

- Aigoo.. Que humilhante falar algo assim, não é? Aposto que você não sabia que eu era tão derrotada. Hahahaha. Nem no Tênis contra vocês eu parecia assim. Que feio… - ergueu o rosto e sorriu para ela. -  Por isso acho que você tem razão em querer proteger as pessoas que você gosta. Mas eu também acho que isso não depende muito dela, mas das pessoas em volta. Porque alguém que gosta de você de verdade sempre vai voltar e não vai deixar você para trás, mesmo com todas as outras pessoas do mundo estando lá para ela… É como… Como eu e a Yerin. Ela poderia ser amiga de qualquer pessoa no mundo. Mas ela escolheu ser minha amiga. Em qualquer ano, qualquer escola. Eu sou a pessoa dela. E ela é a minha. Então não existe a possibilidade de alguém separar. Acho que… São essas pessoas que valem a pena ter do lado. Porque o resto simplesmente um dia vai embora. Não por causa de uma Kim Sun Hee, mas por qualquer outra coisa. Ela foi só uma desculpa. Uma desculpa horrível que eu tenho que ver todo dia…  E que não vou conseguir superar mesmo se eu realmente superasse...  

Acabou falando um pouco mais do que deveria. A frase era confusa, mas tinha todo o significado para ela. Quando sentiu que os olhos estavam ardendo, ela respirou fundo, engolindo a tristeza e retirou as gotículas do canto dos olhos.

-  Ahahaha. Isso não fez o menor sentido. Por que falei tanto? Bem, espero que eu tenha ajudado você. -fez um v com os dedos. -  Foi bom conversar! Eu desejo que consiga fazer o que está pensando! Vamos voltar? Eu deixei meu bolinho no refeitório...

Wangjo |{LOOK: Tiara | Sapatos }

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Última edição por HyeMin em Dom Jul 15, 2018 7:21 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 6

Mensagem por Yeun Misoo em Dom Jul 15, 2018 6:51 pm



Jung Mi a salvou no momento certo. Misoo era muito frágil quando o assunto eram as expectativas dos outros, quem quer que fosse. Mesmo se fosse um garoto por quem ela já tinha declarado antipatia. Naquele momento, ele era um tipo de representante do povo, a voz das massas sobre a arrogância escondida que ela possuía como gene Yeun.

Justo quando tinha ficado feliz consigo mesma porque Kang tinha garantido que ela nunca fizera algo assim. Ergueu o olhar culpado, apenas para espiar Woo Jin por um segundo, tinha medo que ele a estivesse julgando mal, porque é claro que concordaria com Jaeki. Ele tinha completa razão.

Olhou Jung Mi com a mesma preocupação, mas viu o garoto calmo de sempre, que ela julgou como robô, salvando-a como um bom amigo. Com olhos brilhantes, ela assentiu, em silêncio, caminhando um pouco atrás dele, mas mantendo-se perto, porque sentiu-se frágil.

Chegou feroz para defender sua amiga, mas onde estavam agora seus escudos? Sem elas, ela era aquilo ali. Estava morrendo de vergonha por ter protagonizado uma cena no refeitório e nem sabia mais por quê. Os argumentos de Jaeki agora faziam muito mais sentido e ela se achava idiota de ter ido lá a princípio. Uma voz bem fraca tentava ajudá-la com argumentos de que ele estava impedindo sua amiga de sair de lá e ela fez isso por Eunbi.

Ou será que não? Será que, lá no fundo, apenas não estava fazendo uma cena como a senhora Yeun? Será que era por isso que a irmã achava que ela tinha mudado?Será que era por isso que tinha ganhado um colar?

Eram muitos pensamentos que se uniam, deixando-a desconfortável a cada passo. A menina segurou o choro até chegarem na área aberta, onde inspirou com força e fechou os olhos, erguendo o rosto para a luz, como se fosse uma planta absorvendo aquelas energias. Abriu os olhos, apenas para abaixar o rosto novamente por causa dos raios de sol. Ela apertou o blazer que estava usando do menino com quem ela também chegou brigando mais cedo.

Estava tão confusa! Na tentativa de defender Eunbi, ela tinha causado aquilo. Não havia ninguém que pudesse ser culpado que não fosse ela mesma. Ações que ela dizia ser pelos outros eram tão pouco sustentadas por ela mesma, que ela continuava fazendo aquele tipo de confusão, como não ter a convicção necessária para terminar um namoro, nem encontrar o que sentia por um amigo de infância. Em vez disso, ela aceitava o que parecia menos danoso. Danoso para quem? Todas aquelas escolhas eram sempre pensadas em terceiros, para ser neutra, para sair sem problemas, com menos feridos. Mas no fim do dia era ela que acabava ali, sem conseguir sustentar as próprias escolhas. Porque alguém sempre ficaria ofendido por algo que você diz, mas isso não faria diferença se você tivesse convicção. Mas Misoo não era assim, ela era afetada por tudo que qualquer um dizia.

Olhou o menino com olhos pesarosos. O que aquele menino representava?Era mesmo alguém que ela considerava amigo dela? Ela tinha raiva dele ainda? Ela agradecia pelos bons momentos deles? Ela não tinha mesmo ficado frustrada porque ele a deixou sozinha no encontro? Não estava cansada daquele afastamento? Ou estava mais grata por ter sido salva agora? Estava fingindo agora? O quanto estava atuando como seu namorado para salvá-la? O quanto fez isso para os outros? O quanto por ela?

A presença dele era um tipo de manual de etiqueta ambulante, um lembrete constante do que ela escolheu para agradar a todos, uma obrigação sorridente (E bonita) que ela escolheu e fez com que os amigos ficassem chateados. Depois ela tentou não chatear todos e ficou semanas tentando sempre consertar tudo. Agora tinha acabado de se erguer para ajudar uma amiga porque achava que era isso que deveria fazer também, mas o efeito… O efeito a estava matando por dentro. Não queria fazer nada mais para agradar ninguém. Obviamente não estava dando certo e tudo estava se revirando dentro dela naquele instante, como se tivesse engolido os olhares de todos e os pensamentos do refeitório, bem como as palavras de Jaeki.

Seu relacionamento não tinha nada a ver com isso, mas não era um relacionamento, para começar. Era aquela coisa estranha que ela não sentia ser 100%, nem mesmo como amizade e nesse momento ela só queria… Ficar sozinha. Queria poder ouvir os próprios pensamentos um pouco e Jung Mi, quanto mais andava a seu lado ou olhava para ele, era uma dúvida personificada, e sua aura de atitudes perfeitas a esmagava. Estar ao lado dele não era confortável, era sufocante.

Não conseguia ignorar a raiva que sentia, mesmo salva por ele. Mesmo que ele tivesse contado sobre seu avô… Agora ela estava vulnerável e queria desabar, mas não na frente daquela pessoa que a olhava de forma neutra, como da primeira vez. Não. Não era esse apoio que ela queria. Ele não era uma solução. Sua presença só estava piorando tudo na sua cabeça e, de repente, foi isso que saiu de sua boca.

- Jung Mi…. Eu…. - segurou o blazer, removendo-o aos poucos. - Eu não quero. - devolveu o uniforme para ele. coração batia esquisito. Era a impulsividade falando mais alto contra aqueles sentimentos opressores de coisas que ela deveria fazer. - Eu quero ficar sozinha. Eu… Não quero ter mais essas dúvidas. Eu sinto muito. Eu não quero mais fingir que namoro você. Eu…. Acabou. É. - segurou com firmeza o blazer dele, com as duas mãos, estendendo para ele e fazendo uma mesura profunda, em pedido de desculpas. - Eu … Eu preciso… Preciso respirar - até a última sílaba pareceu um suspiro. - Komawo…

O jardim ali fora parecia lhe fortalecer o contato consigo mesma.

Wangjo

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Park Hyun Hee em Dom Jul 15, 2018 7:20 pm

 

- Araso. Eu acho que ele vai ficar feliz.    - deu um meio sorriso. Até parecia que o avô era fofinho falando desse jeito. Mas não sabia como seria bem essa recuperação, nem como seria a relação deles a partir de então. Só que tinha algo importante para conversarem quando ele saísse do hospital e estivesse bem para dar ordens.

Ele a observou com detalhes quando ela negou a dieta e tentou argumentar que estava bem. Ela reforçava isso tantas vezes que ele parecia tendencioso a acreditar, mas não falava sobre os desmaios dos quais Jung Mi tinha lhe contado. Podia confiar que era apenas estresse?

Suavizou a situação um pouco quando lhe ofereceu comida na boca e sorriu para ela. O namorado mais fofo que ela… o quÊ??? Fechou a cara. Que história é essa de “melhor que já teve?” Qual era o nome do outro fulano? Onde vivia? O que comia?  Hoje no Namorado Assassino, no Discovery ID.Piscou e sorriu sacana para ela quando complementou a frase.  O melhor namorado do mundo, é? Sabia bem brincar com as palavras para deixá-lo nervoso! Riu e sentiu-se todo orgulhoso, um sentimento primitivo de posse mesmo.

- Ah bom, ah bom. - ele a capturou pela cintura, puxando-a bem para perto, e a olhou de pertinho. Jogou um beijinho provocativo e a soltou, sorrindo.

Serviu chá para eles. O papo sobre ela estar bem voltou e ele novamente a observou com cuidado.
Acabou sorrindo brevemente com o elogio da comida, mas piscou e retomou o olhar sério.


- Não dá. Não existe desmaio bobo se for você, Chaeyounah. Eu quero saber se alguma coisa está fazendo minha namorada sofrer. Antes você podia esconder de mim que desmaiou na aula de música, mas agora não dá. Quero cuidar de você e... Shh. Não.   - ele disse antes que ela se explicasse ou ficasse preocupada. - Não precisa se explicar sobre o que aconteceu antes. Já passou, e eu acredito que você não estava se cuidando direito. Mas agora você está debaixo dos meus cuidados. E eu quero saber quando você estiver com dificuldades para te ajudar. Você não precisa ficar dependendo de estranhos agora. Você tem a mim.

Humor: estável /--+++

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Re: Capítulo 6

Mensagem por Dong Hee Kyung em Dom Jul 15, 2018 10:47 pm



Hee Kyung observava sua prima com parcimonia, e diante de si ele tem um espetáculo visual que lhe deixa quase sem folego. Quando ameaçado ou com medo o camaleão mudava de cor, adotando inumeras nuances.

Dong pode presenciar o pré-choro, a raiva, o ressentimento, e depois a tentativa de humilhação, ou algo próximo disso. Como grande fã de fantasias que era, pode identificar várias delas, saindo dos lábios formosos da sua familiar. Só não diria para não piorar, o que já estava ruim.

Palavras, cores. E cada qual com seu tom distinto. Hayoung dá um passo a frente, tornando ambos ainda mais próximos, prestando atenção em cada frase, veria nos olhos dela aquela convicção.

E a admirava, mesmo estando entristecido com aquelas palavras. Não achava que merecia tanto, mas talvez tivesse exagerado ao pedir ao avô ir falar com ela. Nem todo mundo tinha uma família legal, e a prima parecia estar na lista negra. Será que a agrediam? Que batiam nela? O que passou para chegar nessa expressão...

Exalando este ódio incomum.

Foi ingenuidade, ou infantilidade achar que acabaria bem para ela. Hayoung é fenomenal, mas não poderia dizer isso.

- Eu concordo com quase tudo, tem razão prima. Calculei as possibilidades de forma equivocada, afinal não sou perfeito.

Quase lhe doi chegar nessa posição. E logo depois da garota falar sobre infantilidade, ela solta aquelas palavras sobre Stella, sobre o avô, no intuito de atingi-lo.

- Touché.

Spoiler:

E ele se segurou muito para não rir, pois se o fizesse estaria acabado. As coisas que ela disse, Hee Kyung processava de uma maneira bem mais amarecida, por isso tentar comparar filosofias, talvez acabasse gerando mais confusão do que ele precisava logo de manhã.

- Do jeito que fala, que vê pensa que vou me casar com ela Hayoung, de onde tira essas coisas? Parece até que está com ciúmes, e eu nem tenho tamanha prepotência para dizer, pois possuo espelho em casa. No banheiro e no quarto. Seus pais podem não gostar muito de mim mas parece que eles desconhecem a filha extremamente inteligente que possuem, nós já tivemos até presidentas, sexo não determinará mais o sucesso na nossa sociedade.

Vote Hayoung!

As más influencias que ela tinha estavam florescendo, e os nomes, semeados na ponta da língua dele. Diferente de Hayoung que quase narrou um conto de fadas, Hee Kyung sabia do perigo que a prima estava correndo ao ser influenciada negativamente, e sentia sua própria parcela de culpa nesse quesito.

As palavras acabam chegando ao ponto de ameaça-lo ou algo semelhante. Se ser bom moço era não ser mau educado, não praticar bullyings e ser um carrasco então pode ter certeza que não é uma máscara, faz parte do seu esqueleto, abaixo de todas a derme.

Ou será que se engana pensando assim?

O olhar de ódio vem forte, como uma serpente prestes a dar o bote na vitima... mas diferente do efeito hipnótico, Dong não ficou paralisado de medo. A prima menciona os excluídos, ela mesmo se esquece que o primo era um deles. O grupo dele inteiro era, praticamente.

E ela própria...

Bom, pelo menos antigamente.

- Evitarei lhe prejudicar, palavra de Dong. - Ergueu a mão devagarinho, enquanto voltava com os óculos até o rosto. - Contudo preciso fazer um adendo a sua declaração. Posso tolerar que fantasie um relacionamento com Stella e que fale dos meus amigos, eles já escutaram coisa pior. Imagino que queira me ver sozinho e excluído como sempre ocorria, posso lidar com isso, porém, falar dessa maneira ligeiramente hostil e jocosa do nosso avô, é algo que me aborrecerá. Por favor, não fale mais nesse tom.

O deboche dela parecia ter acabado, mas Dong ainda se sustenta na feição comedida que a encarava. O rapaz não menciona que se alguém falasse assim de Hayoung ele também acabaria aborrecido. Para ele, a garota importava mais do que dava credito, mas nessa altura, quem ligaria?

- Wang-Jo não é lugar para tratarmos desse tema. Se quer competir comigo eu aceito o desafio Hayoung, mas não sou seu inimigo.

Esse odio todo, ele não entendia, por que nunca odiou alguém.

- Aqui é o local para estudarmos e não outras coisas. Tenho a ligeira impressão de que você não está me contando algo, mas agora eu tenho que voltar.

Ele sutilmente estava propondo para se encontrarem qualquer dia e conversarem melhor, mas do jeito que parecia, a menina não desejaria ve-lo nem pintado de ouro..

Será que não havia mesmo mais volta?


Varanda das DR

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Re: Capítulo 6

Mensagem por The Crown RPG em Seg Jul 16, 2018 5:06 pm

ÁREA EXTERNA - 10 DE JUNHO.


Ye Ji meneou negativamente, mas confirmando o que ele perguntava. Ninguém podia fugir para sempre. Quer dizer, algumas pessoas conseguiam, mas aqueles que se sentiam inconformados ou incomodados com alguma coisa, raramente conseguiam manter a situação para sempre. Eram pressionados a ponto de explodir e quanto mais tempo levasse para que a explosão ocorresse, pior seriam seus efeitos.

Virou de leve a cabeça na direção dele e sorriu quando viu o sorriso tímido dele. Já estava um pouco melhor do que a expressão séria que ele chegou ali.

- Gosto de ouvir isso. “Você tem razão, Ye Ji”. - Deu uma risada suave. - Você parece melhor mesmo. Pode continuar ouvindo, sem problemas.

Não colocou o fone de volta porque o momento parecia ser dele. Ao invés disso, ela pareceu prestar atenção no que estava acontecendo. Na rádio, tinha passado o segundo e o terceiro bloco começava. A segunda música do top 3 dos 15 minutos foi a música póstuma de Jonghyun, Shinin. A voz de Bomi retornou, fazendo os olhos de Ye Ji revirarem.

Havia ali uma antipatia evidente entre as duas. Suspirou, mas conteve a expressão, voltando a encarar Won.

- Hm...Quem eu sou? Você prefere que eu responsa diretamente ou gostaria de descobrir sozinho? Se eu tiver que contar, eu gostaria que fosse em outro momento, outro lugar. - Continuou com aquela postura misteriosa. - Quando você me chamar para sair…

Completou deixando que ele absorvesse o convite. Era uma menina bastante direta e até mesmo atirada, parando para analisar.

- Claro que não seria um encontro. - Amenizou. - Podemos só tomar um sorvete ou algo do tipo.

Começou a se levantar. Faltava apenas a primeira música tocar depois das últimas noticias que Kim e Bomi transmitiam. O intervalo logo acabaria e eles nem tinham pisado lá. Ye Ji estava com fome e sede - queria saciar pelo menos uma das duas vontades. Além disso, depois de um convite tão...inesperado, o melhor a fazer era deixar que ele pensasse na sugestão mesmo.

- Bom, não vai ter que ouvir por mais muito tempo. Eu preciso pegar algo para beber, você me acompanha?

Indicou o caminho.

Não duraria muito, afinal. E a garota levava questões o suficiente para a mente dele, fazendo com que a rádio fosse mesmo algo distante e secundário.

(Continua no Refeitório…)
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VARANDA. 10 DE JUNHO.

- Não é mesmo.

Hayoung sabia o quanto a busca pela perfeição era algo que instigava o primo. Por isso, ao afirmar que ele não era nada perfeito, era como ofender o caráter dele ou coisa do tipo. Não pareceu se arrepender disso e tampouco disse no sentido de “ninguém ser perfeito”. Era como se ela visse a verdade sobre Hee Kyung e o quão errado ele era - uma visão totalmente dela que podia não ter nada a ver com a realidade, mas pouco importava naquele momento.

Ao ouvir o touché, cerrou os olhos. Não soube se ele usou a expressão por fazer parte do contexto ou porque remetia à Stella - que era a única pessoa daquele colégio fluente em francês.

- Quem está dramatizando agora? Nunca falei em casamento. - Cruzou os braços com aquela pergunta idiota. - O que os espelhos tem a ver com sentimentos, Hee Kyung-ssi? Você se faz de idiota, mas eu já deixei de achar isso bonitinho.

Revirou os olhos com os comentários sobre presidente. Péssimo exemplo falar isso. Ela só trouxe vergonha e alimentou os comentários machistas como mulheres não sabiam lidar com o poder. Ainda mais num país tão machista quanto o deles. Hayoung deu um suspiro bem alto e olhou para o primo bem aborrecida. Parecia perda de tempo. Antes tivesse saído depois de ter dito o que queria.

Por que ainda dava chances dele se explicar?

- Evite saindo do meu caminho, que tal? - Estava pronta para ir, mas parou para ouvir o adendo. Deu um sorriso no canto dos lábios. - Um dia será você quem fará uso desse tom, quiçá falando coisas piores. Você realmente admira o nosso avô, não é? - Não diria mais nada, apenas faria outra cara bem debochada.

Não pediria desculpas pelo tom que usara porque não se arrependia também. Olhou para o primo, completando.

- Não tenho interesse em discutir mais nada com você. E não é uma impressão, eu realmente estou escondendo coisas de você. E não faço questão de declarar. Agora, com licença, tenho coisas mais importantes pra fazer… - Começou a andar, mas parou. - Ah...E quanto à Jun Eun Seok.

Virou-se para encará-lo.

- Uma mulher sabe reconhecer as ações da outra. Você pode não gostar dela, mas já se perguntou se ela gosta de você? Ou você é tão egoísta e cruel que está apenas se divertindo com a atenção que ela te dá e vai descartá-la logo, logo? Considerando de quem você é neto, o descarte não seria uma surpresa. É o padrão Dong.

Deu as costas para ele e continuou o retorno para o refeitório. Não pararia para ouvir mais nada. Assim que pisasse ali, suavizaria sua expressão e faria seu caminho até a mesa de suas amigas. Hyemin ainda não havia retornado.

Ao chegar no refeitório, Dong veria que Ha Neul, So Na e Kang Woo Jin estavam conversando com Min Ho e Ui Jin. Stella e Sunny estavam distraídas falando com Lee Ha Yi e Hyewon, numa mesa mais afastada e para apenas quatro pessoas.

(Continua no Refeitório…)
(C) Ross


JARDIM. 10 DE JUNHO.


A resposta de Hyemin com a comparação entre Sunny e Ye Ji, não deixou Eun Bi mais tranquila. Muito pelo contrário, parecia ser ainda pior porque não havia um meio de “desmascarar”. Aquilo poderia ser um problema ainda maior. Mordeu o lábio internamente e olhou para garota, meneando positivamente, entendendo o que ela queria dizer.

Quando teve a oportunidade de falar, a bailarina falou um pouco de sua insegurança, apesar de não demonstrá-la ainda. Deu um suspiro e esboçou um sorriso bem pequeno diante dos elogios que recebia. Abaixou a cabeça, levemente constrangida e ajeitou seu cabelo, num silencioso agradecimento.

- Eu digo o mesmo sobre você. - Ergueu a cabeça. - Você não disse quem espalhou essas mentiras, mas você é muito bonita. Seu rosto é iluminado, seu sorriso deixa os olhos de meia lua, que coisa mais gracinha! Além de ser simpática, divertida, engraçada, uma companhia que qualquer garoto deve apreciar. Não é uma louca feito eu…

Resmungou, mas acabou rindo da comparação.

- Você é bem mais bonita do que ela. - Comentou com sinceridade, mas logo a história sobre Jae Ki chamou a atenção. Eun Bi colocou a outra mecha atrás da orelha. - Na verdade, nos conhecemos antes disso, mas...enfim...Ele me ajudou bastante sim.

Também não entrou em detalhes porque a história era um pouco longa e ela não se sentia tão confortável de contar tudo para Hyemin. Não era como quando estava na companhia de Misoo, por exemplo. Depois disso, não precisou muito para que a menina começasse a falar e fizesse Eun Bi refletir.

Tinha ido até ela para buscar informações e conseguiu muito mais do que tinha imaginado. Aparentemente, Hyemin tinha a mesma “sorte” que ela e também estava presa ao colégio por conta da família. Poderia perceber certo pesar nos olhos de Bibi, mas não era um assunto que ela gostaria de focar, agora. Falar das escolhas que poderia ter seguido e foi impedida, a deixava um tanto quanto amarga e não queria ter um discurso aborrecido agora. Já bastava o assunto Sunny.

Quando comentou que Jae Ki e Taemin pareciam envolvidos - direta ou indiretamente - com Sunny, Hyemin mostrou uma possibilidade que a irritava. Bibi se perguntou se ela tinha passado por isso também. Foi um amigo ou amiga? E por que ela tinha falado de criança orelhuda? Com quem Sunny andava mesmo além de Stella? Será que era fora do colégio? O que podia fazer para descobrir?

Olhava o tempo todo para Hyemin e cada vez mais, a menina parecia falando de si mesma. Bibi não permitiria que Sunny tentasse roubar o que era seu também.

Na pergunta a respeito de Taemin, Eun Bi chegou a abrir os lábios e fechá-los.

- Eu...eu não sei. Eu não falo mais com o Taemin como antes. Hoje em dia, eu não sei se ele me escolheria. E, bom, considerando que ele foi o primeiro a me jogar no lago e que Jae Ki me tirou de lá… - Abaixou a cabeça. - Eu realmente acho que não tenho mais o meu amigo. Isso me entristece bastante, mas...o que fazer, não é?

Suspirou e ouviu a história de escolhas. Sentiu um aperto no coração e se prontificou em ajudá-la também, mas a resposta que recebeu, foi ainda mais triste e sufocante. Os olhos dela marejaram um pouco e o queixo tremeu conforme o discurso seguiu. Não era bem Sunny, mas quem não tinha escolhido Hyemin.
Enquanto a menina pedia desculpas, Eun Bi deu um passo à frente e a abraçou. Não era o típico abraço de melhores amigas, mas de alguém que se compadecia da situação e conseguia ser mais afetuosa. Apesar de ter um gênio impossível, Bibi era bem sensível.

- Você é muito forte, Min. Obrigada por ter compartilhado tanto comigo, eu juro que isso nunca sairá daqui. Não contarei nem mesmo para Misoo. - Era uma promessa bastante séria. - E não se sinta trocada ou oprimida por quem não foi resgatá-la. Quem perdeu não foi você.

Afastou-se e fungou, engolindo o choro também. Tirou um cílio que tinha caído do rosto dela e mostrou o dedo.

- Oh, sabe brincar? - Mostrou o cílio preso no polegar dela e, caso Hyemin aceitasse, antes de sair, pressionaria o indicador no dela para que fizessem o pedido. Quem ficasse com o cílio, teria seu desejo realizado, segundo a brincadeira.

Ficaria com Hyemin e Eun Bi daria um último sorriso antes que ela voltasse. A garota não voltou porque não estava com cabeça para seguir. Ao invés disso, ficou mais um tempo do lado de fora, pensando, mas depois seguiria direto para a sala, sem comer nada.

Quando Hyemin passasse pela varanda de novo, veria que Hayoung e Hee Kyung já não estavam mais ali. A rádio continuava com sua programação. Estava encaminhada para a última música, prestes a encerrar o programa. O refeitório também estaria bem mais cheio, ainda que houvesse algumas ausências.

(Continua no Refeitório…)
(C) Ross


 ENTRADA PRINCIPAL- 10 DE JUNHO.

Jung Mi não tinha pensado muito quando simplesmente pensou em tirar Misoo do refeitório. Tanto ela quanto Jae Ki tinham falado tudo o que achavam um do outro, sem espaço para que terceiros tentassem se meter. Por isso ele permitiu que falassem, mas não permitiria que olhassem muito tempo para Misoo.

Estava ciente que as amigas dela não estavam ali, por isso ela provavelmente ficaria perdida sem saber para onde. Retirou o blazer para cobrir suas costas e seguiu com ela como um verdadeiro guardião. Não se importava com os olhares ou comentários ou pelo menos foi isso o que achou.

Até que se aproximou da porta e os olhos esbarraram com os de Sun Hee.

Por mais que ele conseguisse manter sua expressão e seus modos, aquelas lágrimas o desestabilizava. Sim, ele viu como ela piscou e quase pôde tocar em sua dor. A vontade era de empurrar Misoo para longe e contar toda a verdade, mas para que uma mentira fosse verdadeira, ela precisava ser mantida. Até o fim. Ainda que machucasse muita gente ou custasse muita coisa…

Não podia voltar atrás agora.

E também faltava tão pouco tempo para que os dois se vissem livre um do outro que ele não podia abandoná-la agora para ficar com Sunny. Apesar de tudo, ela tinha sido uma boa amiga e aguentou a fúria de algumas pessoas com coragem e força.

Por isso ele respirou fundo e manteve a expressão indiferente, como se ela fosse ninguém. Passou e caminhou até a entrada principal do predio para que Misoo tomasse um pouco de ar puro. Os passos foram diminuindo nas escadas e ele cogitou sentar-se ao lado dela, mas não completou o movimento. Apenas arrumou o blazer e enfiou as mãos nos bolsos, desviando o olhar e ponderando. Muito embora estivesse diante do sofrimento de Misoo, era no rosto da menina do refeitório que ele estava pensando agora. Nem imaginava o tipo de nó mental que tinha criado em sua “namorada”, mas voltou o olhar quando ouviu o comentário dela.

- Hm? - Olhou para ela, tombando de leve a cabeça. Ficou um pouco confuso quando ela retirou o blazer daquele modo e começou a erguer na direção dele. - Hm...Tudo bem.

A mão parou no meio do caminho conforme Misoo tomou coragem para dizer as palavras que a libertariam. Jung Mi leu a expressão corporal dela e, então, compreendeu o que ela não queria mais. Não era apenas o blazer. O garoto não soube exatamente o que dizer. Precisava controlar seus impulsos egocêntricos e egoístas. Pensamentos como “quem essa garota acha que é?” não podiam transparecer agora, mas para um herdeiro ranking 1, o “não” era muita denso.

Seu irmão também era assim, sua melhor amiga também.

Queria agradecer, também estava se sentindo livre. Mas o orgulho queria pisar em Misoo, como se ela não tivesse sido usada o suficiente. O pior era que ela falava num tom tão sofrido que quase despertava a pena dele.

Quase.

- ...Araso… - Disse com os olhos focados no blazer e o pegou, tomando cuidado para não tocar nela. - Deve ter sido difícil para você também.

Um também meio pesado de ouvir. Por que tinha sido difícil para ele se quase nada o abalava? Os amigos não tinham mudado com ele, ele ainda era respeitado, admirado. As mudanças- boas e ruins - ocorreram apenas com Misoo. Mas ele dizia ter sido difícil.

- Komawoyo… - Trouxe o blazer para perto de si e a reverenciou.

Sem questionamentos, sem insistências. Ele apenas aceitou, como se ela o tivesse libertado. Tido coragem antes dele. Talvez ele também não quisesse mais - considerando que quem propôs os três meses foi ele e não ela. Talvez ele tivesse deixado de gostar dela quando a conheceu melhor ou quando ela simplesmente deixou tudo mais difícil para ele, reclamando de todos os gestos dele.

Jung Mi colocou o blazer de novo, ajeitando e a encarou uma última vez antes de dar as costas e sair de lá.

O ar não ficou mais leve quando ele saiu porque as dúvidas ainda existiriam. O jardim precisaria se esforçar bastante para ajudá-la.

(Continua na Radio…)
(C) Ross



PRIMEIRO ANDAR. 10 DE JUNHO. 10:05 A.M.


- É por isso que você tem que fazer bem feito, aí não te pegam! E você não tem porque ser expulso. - Sorriu dando uma piscadinha.

Kai não era o tipo de pessoa que levava desaforo para casa. Bastava se lembrar das vezes que ele se meteu em briga contra os garotos mais velhos e como sempre estava respondendo. Nem mesmo de Yerin ele tinha medo e a encarava várias vezes daquele jeito super debochado.

Ou não tinha muito amor à vida ou era muito corajoso mesmo.

- Ratos, é? E baratas? Seria um inferno, você não acha? Precisariam chamar a dedetização para limpar a escola. - Gostou das ideias. - Se você arranjar, eu te ajudo a entregar os presentes por aí.

Deu uma cotovelada no braço dele, rindo da ideia. Comentou o que tinha acontecido para ficar com o olhar daquele jeito e deu de ombros, meio despreocupado. Estava muito ferrado, mas não achava que o desespero fosse ajudar agora. Precisava de soluções e focos.

- Hm. Seria uma boa. Você pode ver isso pra mim? Sei que não está na minha vez de ficar com o seu grupo, mas seria uma boa. Komawo..

Quanto à sua amiga, ele não tinha como impedir mesmo. O que poderia fazer, se a pessoa dizia sempre que estava tudo bem? Não podia se meter numa briga onde o principal afetado não parecia querer brigar. Era perda de tempo, por isso ele olhava de longe e só brigava quando realmente ficava irritado. Tinha certeza que um dia a veria revirando, mas até lá…

Suspirou e brincou com os três namoros de Jae Ki. Riu do comentário espirituoso, mas ficou um pouco mais sério com aquela resposta.

- Que irritante. - Comentou sem muita emoção. - Se é pra levar a culpa sem fazer, você deveria começar a agir desse modo. Pelo menos levaria a culpa por algo que fez e não por ser inocente. - Olhou para ele. - Mas você não está aqui só por você, né? Por isso tem que engolir os sapos...Sinto muito.

Abaixou o olhar.

- Tá bem. Fica de boa, então. Continue visualizando o que pode fazer para calar as vozes irritantes, então. - Piscou. - Enfim, deixa te perguntar...Já que estamos falando de meninas. Qual é daquela menina séria da sua turma?

Achou que foi geral e então explicou.

- A menina que nunca sorri, cabelos negros, pele branca, tá sempre acompanhada de meninas animadas e ela com cara de morte. O que sabe dela, hm?

(Continua na Radio…)
(C) Ross


REFEITÓRIO. 10 DE JUNHO. 10:05 -  10:25 A.M..

Stella apenas deu um sorriso quando Sunny a chamou de fofa e generosa. Suspirou e continuou andando com ela, contando um pouco do que sabia sobre Do Taemin e a relação dele com Choi Eun Bi. Reforçou a ideia de que tinha que eram namorados sim e achou graça do comentário.

- Você não teria como saber antes, né? E desde que chegou, tivemos problemas o suficiente para nos preocuparmos com os outros. Mas sim, eu achava que fossem.

Não achou estranho ela não querer ver a apresentação e, do mesmo jeito que ia pegar o celular, ela o guardou de novo. Considerou que o tópico sobre o loiro tinha sido superado e, por isso, falou de Jae Ki. Precisou parar um pouco para falar do garoto e ouviu a resposta da amiga.

- Eu imagino que sim… - Escondeu os lábios. - Mas sabe, amiga, é por isso mesmo que você deveria ser direta para chamar para conversar. Já que se sente mal em falar pessoalmente, mande uma mensagem, convidando para ir até lá. Você também é teimosa e esquentada, mas é você quem está se sentindo culpada pela situação que criou. Chame-o logo.

Tocou na mão dela.

- Sabe por que? Esse tipo de impressão só traz problemas. Vira uma bola de neve gigante que depois vocês não entendem como começou. Tire logo essa história à limpo para ficar em paz. Vai por mim, às vezes você entendeu tudo errado ou ele não soube se expressar ou as duas coisas ao mesmo tempo. Dê o primeiro passo que vai ficar tudo bem, hm? Mande a mensagem…

Stella tentou ajudá-la com aquele seu jeitinho. Acabou que com tudo o que aconteceu, ela nem teve tempo de contar sobre o seu sábado. As duas chegaram até o refeitório no instante que um briga entre Jae Ki e Misoo chegava ao fim. Aparentemente, a bola de neve que Stella comentou estava gigante já.

As duas já estavam afastadas da porta quando o garoto passou e a amiga olhava para o caminho que ele e o outro menino fez. Somente depois, viu que Jung Mi e Misoo tinham passado, mas não reparou na troca de olhares entre Sunny e o herdeiro Park. Só achou que ela pareceu muito triste de repente.

- Você tá bem? - Tentou chamar por ela, mas Sunny colocou aqueles sorrisos que vinham do nada e seguiu até a mesa de Lee Hi e Hyewon.

Só havia quatro lugares, o que indicava que Chaeyoung já tinha se encontrado com Hyun ou algo do tipo - as meninas ainda não sabiam do pedido de namoro, mas viram que ele tinha ido até a sala.

Ha Yi a encarou tentando disfarçar a tristeza que sempre a seguia e sorriu como Sunny.

- Olá, como foi a educação física?

- Horrível. - Stella riu.

- Estamos comendo já. Querem um pedaço? - Hyewon ofereceu um bolinho para elas.

Lee Ha Yi mostrou que estava com um suco e um sanduíche natural. Estava sim comendo! Não demorou para que elas começassem a ouvir sobre a disputa particular entre Sunny e Hyemin. Stella contava a cena de um jeito bem engraçado, divertindo as unnies - ela obviamente não comentou sobre Jae Ki e Taemin.

Enquanto conversavam, Hee Kyung entrou no refeitório após Hayoung. Sunny veria, mas Stella estaria de costas. Hayoung tinha uma expressão bem mudada para a que tinha no início do ano, mas sorriu para suas amigas. Já Dong, seguiu até sua mesa. Além do grupo de sempre, havia também Kang Woo Jin.

Quando Dong chegou, veria seus amigos comentando sobre a final do Rift Rivals onde a LCK ganhou. Ele comentavam sobre o empenho dos times coreanos e Woo Jin disse que seu irmão estava Diamante I já. Ha Neul comentou que Stella era Challenger e Woo Jin mal pôde acreditar - até olhou na direção da mesa dela, procurando. Era um assunto bem mais tranquilo do que Hee Kyung tinha acabado de ter.

Os meninos também evitavam falar da reunião com o diretor porque estavam no meio do refeitório, mas Ha Neul estava mais do que ciente do que deveria fazer. Kang não fez parte do projeto final e estava trabalhando com Hyo Shin em outra coisa. Porém, agora, eles viam que o garoto era bacana e, quem sabe, não pudessem confiar nele no futuro próximo.

Falando em confiança, Min Ho estava desconfiado de Ui Jin e o bico aumentou quando Hyemin chegou.

A herdeira entrou no início da última música da radio: Red Velvet - Bad Boy. Ao sentar-se em sua mesa, Hayoung estaria se inteirando do que tinha acontecido.

- Olha quem chegou! - Beom Su brincou. - Meninas, você não sabe o que aconteceu depois. Teve round 2 da discussão.

Yerin meneou positivamente e contou a ela que Jae Ki e Misoo tinham brigado. Eles não ouviram tudo com exatidão, mas deram a ideia geral. Aparentemente, Misoo estava de saco cheio daquela briga de casal e eles não se gostavam. O garoto até saiu dizendo para que ela ficasse longe de Soo Ji. Não faziam ideia quem era.

No fim, perguntariam se a conversa com Eun Bi tinha sido boa.

Não demoraria muito para que Won chegasse ao refeitório com Ye Ji. Beom Su bateu na mesa várias vezes, chamando a atenção.

- Ela tá andando com segurança agora?

Ye Ji entrou confiante, sem se importar com muita coisa, mas Won Bin poderia perceber que muita coisa estava errada ali. Misoo, Jae Ki e Eun Bi não estavam. Kang estava na “mesa dos nerds” e Jung Mi tinha acabado de voltar sozinho.

Bastava o líder sair por meia hora que tudo virava um caos. A música finalmente acabou e a voz de Kim voltou para o último anuncio antes dos 15 Minutos acabar e o Intervalo chegar proximo do fim também.

(C) Ross


RADIO. TODOS ESCUTAM


Joo Hyuk e Bomi intercalavam as informações do fim de semana e do dia durante o top 3. Depois da música do Super Junior, eles retornaram com informações sobre o mundo dos famosos.

Bomi falou do aguardado comeback dos Girl’s Day e como a nova música trouxe todo um conceito diferente para o grupo. Além disso, o BTS tinha recebido mais um prêmio internacional e anunciava uma turnê pela Europa antes do alistamento obrigatório de algum de seus membros..Também falou sobre a repercussão de um novo dorama com o retorno de Lee Min Ho.

A top 2 escolhida foi a música póstuma de Jonghyun - Shinin’.

No retorno, Kim trouxe notícias sobre esporte e o tempo. A LCK tinha vencido o Rift Rivals de League of Legends. No Baseball, a Doosan Bears estava buscando o 4º título seguido, feito que a Samsung tinha conseguido até 2013 quando perdeu sua hegemonia para os Bears. O último confronto ocorreu em Incheon contra a  SK Wyverns e o time de Seul venceu de modo dramático.

O tempo seria de sol com poucas nuvens. Temperatura variando entre 18ºC e 26º C.

A top 1 da SM foi Red Velvet - Bad Boy.

Para o último bloco, eles sempre traziam informações da escola. Joo Hyuk assumiu uma postura mais séria para a agenda.

-  Nos dias 26, 27 e 28 de Junho - Quarta, quinta e sexta, respectivamente - Nós teremos uma série de debates com representantes do mundo jurídico e político. É a semana cívica organizada pelo Clube de Política junto ao Grêmio Estudantil.

- E, como vocês já sabem, a Semana Cívica antecede nossas férias de verão. E na última sexta-feira de aula, no dia 5 de Julho, nós teremos o tradicional Baile de Primavera WangJo - No caso, verão.- Tragam suas máscaras, pois teremos uma noite de mistérios. Como apresentação, teremos o girl group  Mermaids e solista Henry!!! Estejam prontos para uma noite mágica!
(C) Ross


TERRAÇO. 10 DE JUNHO. 10:25 A.M.


Depois de sua brincadeira sobre o melhor namorado do mundo, Chaeyoung deu uma risada divertida e corou muito quando foi agarrada pela cintura. Virou a cara, fazendo um charme para o beijinho, mas logo retomaram as posturas de antes. Seu estômago estava roncando muito diante de tantas opções gostosas.

O desmaio de brincadeira, tentou amenizar aquela rusga de preocupação que surgiu entre as sobrancelhas dele, mas quando colocou-se sentava de novo, quem ficou sem palavras foi ela.

A garota repousou os hashis perto da marmita e focou os olhos castanhos no rosto dele. Por um instante, aquele rostinho que desde o dia do lago, parecia bobo e brincalhão, foi ficando um pouco mais sério. Ela pareceu mais madura como no dia das malas trocadas e um tanto mais séria também - não com o mau humor daquele dia que ela jurava não se lembrar ter visto - mas parecia diferente.

Quando tentou dizer alguma coisa, foi interrompida.

As palavras estavam bem na ponta de sua língua, mas ela engoliu todas. O passado tinha ficado para trás, não é mesmo? E ela estava se cuidando bastante agora ou pelo menos acreditava que sim. Escondeu os lábios e sentiu os olhos marejando até que ouviu que ela não precisava mais de estranhos porque agora tinha a ele.

Os olhos voltaram até o rosto bonito de Hyun e ela não pensou muito ao tombar na direção dele e abraçá-lo. Envolveu o pescoço dele com as duas mãos, sem a necessidade de ficar na pontinha dos pés - a diferença de altura a fazia ficar na ponta dos pés. Deitou a cabeça no ombro dele, apertando o abraço por mais tempo do que o normal.

Dessa vez, não era ela quem estava consolando, mas ela quem estava buscando por um porto seguro. Ficariam assim por um bom tempo enquanto as músicas da rádio avançavam.

Chaeyoung não queria soltá-lo porque precisava engolir as lágrimas antes disso. Uma delas ficou brincando na linha d’água, mas ela soltou o ar de levinho, quase que um sopro e fungou. Passou a mão rapidamente e quando se afastou, lá estava o sorriso animado e otimista de sempre.

- Você é tão fofinho!! - Apertou as bochechas dele com as duas mãos, fazendo graça. - E cozinha tão bem...Aigoo, como sou sortuda, hm? Eu prometo que não vou te dar motivos para se preocupar.

Ajeitou o cabelo bagunçado dele e mandou um beijinho também. Virou-se e pegou uma porção da mamita.

- Diga “aaah” - Brincou com ele e o fez comer a própria comida. - Bom, né?

A voz de Joo Hyuk chamaria a atenção por conta da precisão das datas. Chaeyoung pareceu prestar atenção, meneando positivamente, apesar de não ser desse clube. Procurou outro pedaço para comer e quase engasgou com a notícia de Bomi.

- Mwo?! Tem baile de máscara?! - Tossiu e bateu no peito. - Daebak!! Você já foi em um? É legal??

Hyun Hee não pôde particiar porque, no ano passado, estava nos EUA. E somente a partir do 1º ano que podia participar desse baile, em específico.
(C) Ross
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