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» Skin obtida de The Captain Knows Best criado por Neeve, códigos acrescentados por Weird e baseado no tema The Walking Dead Theme criado por Hardrock. Graças aos suportes e tutoriais de Hardrock, Glintz e Asistencia Foractivo.
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Capitulo 7

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Won-Bin em Seg Set 24, 2018 6:35 pm



Era um dia bem longo, mas ver ela parecia aliviar toda a carga dos problemas e responsabilidades. Won nunca fora o maior fã de filmes de romance, preferindo sempre os de ação, mas todo grande clichê das telas parecia fazer todo o completo sentido.

Nunca imaginou que teria finalmente um encontro com Bomi depois daquele sábado. Mas o destino agia de um jeito peculiar mas Won também sabia que se quisessem manter isso precisavam lutar contra o próprio.

O jeito que Bomi olhava pra ele só o fazia sentir o coração derreter mais ainda: as inseguranças de antes pareciam nunca ter existido, ela realmente olhava pra ele como ele olhava pra ela.
Um olá meio sem graça, mas repleto de emoção.

Bomi escreveu:- Eu também não pensei nessa possibilidade naquela hora. Não pensei em muitas coisas, na verdade.. - Admitiu. - Eu ainda estou preocupada, mas esperando pelo próximo passo. Vai acontecer em algum momento…

Assentiu com a cabeça. Os próximos passos viriam, com certeza, mas ia manter a postura confiante tanto por ela como por ele mesmo.

Distraída com as opções que Won disse ele procurou sua mão. Sentiu que ela ainda parecia meio sem graça mas o coração palpitou mais rápido quando ela entrelaçou os dedos.

-Hmmm, tem uma lanchonete aqui perto, é daquelas lanchonetes americanas estilo anos 50. Tem um hambúrguer legal e um milkshake muito bom, já que você gosta de bebidas doces - disse se lembrando do que ela gostava lá no Café.

Andariam assim, de mãos dadas, mas Won nem ia sentir a distância ou o tempo passando. Volta e meia viraria o rosto pra olhar pra ela.

-Eu estava pensando, depois de todo esse lance das músicas do clube...o que você gosta de ouvir, Bomi? - perguntou. Ainda sabia muito pouco dos gostos de Bomi, queria conhecer mais isso dela. Talvez não fosse um assunto importante, mas diante de tantas coisas sérias que teriam de lidar depois, era bom ir pelo mais fácil.

WangjoBurguer

— Ross
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Kim Sun-Hee em Seg Set 24, 2018 10:53 pm



De olhos completamente fechados, Sunny afundou numa realidade diferente e ilusória, distante dali e, ao mesmo tempo, muito, muito próxima. A música de Jung-Mi tinha a capacidade de não apenas lhe tirar a alma do corpo, como também de fazê-la transitar entre a dor e o prazer. E era exatamente o que Chaeyoung enxergava agora ao fitar o perfil frágil daquele rosto que além de reconhecer a angústia e profundidade das notas...

As sentia igualmente também.  

E de tão inserida na melodia, ela foi capaz de notar o exato momento em que o erro aconteceu e até isso era insuportavelmente genuíno. Sun-Hee franziu o cenho como resposta e ainda demorou segundos para que voltasse ao presente, dando tempo suficiente de Jung-Mi aparecer após o leve tremeluzir das pálpebras. Os lábios já separadinhos caíram novos centímetros conforme a surpresa substituía a expressão quebrada. Os movimentos seguiam lentos porque a bolsista estava com dificuldade de acreditar... Acreditar que ele...

Veio.

Existiam chances de Jung-Mi... saber?

O Park mais novo pedia desculpas e ficou nas mãos de Chae prolongar a interação, pois Sunny não conseguia sequer desviar os olhos do herdeiro.

Chae...

Quase esqueceu a presença da amiga, mas era impossível raciocinar de modo coerente quando o rapaz decidia testar suas emoções e o controle “absoluto”, que de absoluto, não tinha nem mesmo o nome.

Os dois conversavam e Sunny apenas acompanhava, quieta...  Impossibilitada de participar. A mente encontrava-se tão letárgica que só depois de instantes que assimilou que Chae e Jung-Mi passaram a compartilhar uma relação. Por namorar Hyun-Hee, a menina tornou-se um membro da família Park e foi adorável o jeito dele comentar, considerando o clima estranho que havia entre ele e o irmão. Imaginava que os pais não deveriam aprovar esse comportamento - e com razão, né? Não era certo irmãos ficarem brigados...

Sempre quis conhecer melhor a família de Jung-Mi... Porém as oportunidades não surgiram. Nem com os amigos, pois perguntas a respeito poderiam gerar curiosidade, dúvidas...

Questões mais específicas, diretas.

Jung-Mi a arrancou daquela inércia durante o súbito elogio. Apesar do impulso de olhar para o chão, Sunny sustentou a encarada enquanto as bochechas adquiriam um tom rosa bem raro e que combinava mais com ela do que a palidez habitual. Encolheu a boca, mordendo discretamente os cantos internos conforme pensava numa resposta, mas as batidas altas atrapalhavam a concentração dela.

Ele aprecisava sua voz... Ele a... ouvia...

Era errado, e que a sina a perdoasse, porém... gostou. Gostou tanto que, por um minuto, aquela frase anestesiou a dor e incentivou um suave e tímido sorriso.

Que Jung-Mi não via há muito tempo.

Talvez esporadicamente, entre as amigas ou mesmo com Kim Joo-Hyuk...

Mas não direcionada a ele.

Até agora.

- Ko-Komawo, Jung-Mi...

A voz soou baixa e respeitosa, entretanto carregava um timbre hesitante, como se avaliasse possibilidades.

- Você...

Sunny tossiu de levinho, limpando a garganta e aproveitou para ajeitar a postura. Independente da atenção contínua enfraquecê-la, ela alimentou o contato visual antes de retomar o que pretendia dizer.

- Você também é muito talentoso.

Pontuou o óbvio, mas parecia tão raso...

Prosseguiu:

- Não tenho dúvidas de que você e o violino foram feitos um para o outro – sorriu, sem graça - E... a melhor parte das aulas é quando ocorrem essas chances de... escutá-los... Pelo menos para mim...

Nervosa, entrelaçou as mãos, apertando os dedos.

- Eu o admiro, Park Jung-Mi. Admiro a forma que domina a música e, principalmente... como ela também te domina. É...

Os lábios tremeram de novo num gesto involuntário.

- Perfeito.

Enfim, Sunny abaixou a cabeça.

- Miane... Por atrapalhá-lo, mesmo que negue.

Se curvou um pouco, tentando impor uma aura polida, todavia assim que os olhos retornaram ao rosto que centralizava toda a sua “queda", Jung-Mi veria que, não importava a passagem desses últimos meses e a mágoa gerada da separação de algo que nem se concretizou...

Ainda estava lá...

O sentimento que Sunny revelou entre as prateleiras do Café Literário...

Dentro do refúgio deles.
WangJo

— Ross


Última edição por Kim Sun-Hee em Qui Set 27, 2018 4:49 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capitulo 7

Mensagem por The Crown RPG em Ter Set 25, 2018 10:52 pm

HEE KYUNG. 11 DE JUNHO. 1:03 P.M.


Min Ho parou para pensar nas palavras de Hee Kyung a respeito de seus sentimentos sobre Yoon Bomi. Ele realmente parecia se esforçar para compreender os sintomas, se eram iguais aos que tinha lido na revista.

- Ani. - Disse após quase um minuto inteiro. - Não são iguais. Não sinto minha pressão subindo, nem ansiedade, nem nenhum dos sintomas que li. Eu só disse que ela era a menina que acho mais bela da sala. E se quer saber porque eu a acho mais bela tem a ver com simetria. - Fez o gesto. - O único problema dela é o modo como divide o cabelo porque a deixa assimétrica, mas se dividir corretamente, poderia facilmente ser a próxima Miss Coreia do Sul.

- Ele estava sendo irônico. - Ha Neul respondeu depois de toda a colocação de Min Ho.

- Ah estava? - Min Ho fez um bico, ajeitando os óculos. - Wae? - Ponderou, mas logo concluiu - Ironia é uma forma de defesa para ocultar uma verdade. Então, ao invés de mentir como das outras duas vezes: quando disse que íamos ao café, mas não disse que Stella-ssi iriam, assim como simplesmente me levou até a casa de Kim Sun Hee sem me dizer que era pra lá, agora ele está sendo irônico para não mentir. Porque eu disse que não gosto de mentiras.

Ha Neul largou os hashis e escondeu o rosto com as duas mãos. Sona ainda estava comendo com toda a paciência do mundo e absorvendo as palavras dele. Ui Jin preferia grelhar a carne porque parecia impossível ter uma conversa normal com eles.

- Eu prefiro a ironia à mentira, contudo, não compreendo a ironia. Você precisará me informar que está sendo irônico, Hee Kyungie. - Concluiu.

- Então você está abrindo mão como todo herói dos quadrinhos. - Sona constatou. - Grandes poderes requerem grandes responsabilidades. Faz sentido.

- Isso sim é uma ironia. - Ha Neul comentou.

- Por que? Não compreendo. - Min Ho perguntou.

- Porque se for como Sona-ssi diz, o Hee Kyungie é o Homem Aranha.

Min Ho olhou para Dong.

- Se ele fosse picado por uma aranha, ele morreria, não ganharia poderes. Mas deve ser o tal do sentido figurado, não é? Hm...Prossiga…

- O problema é que, até onde sei, quem se chama Peter Park é o amigo da Stella-ssi, o canadense.

- Verdade?! - Sona ficou surpresa e escondeu os lábios.

- Cadê a ironia?

- Aigooo, cala a boca!

Para a sorte de Dong, o assunto mudou um pouco quando Stella retornou. Min Ho, contudo, fez aquele comentário que trouxe novas reações até que chegaram ao principal motivo para aquele almoço: O assunto que Ui Jin gostaria de comentar. Stella ficou inconformada por ouvir o nome de Seo Hyemin, mas foi o comentário de Dong que atraiu as atenções.

- É diferente. - Ui Jin falou. - Começando que vocês dois são primos. E, ainda que alguns de nós, achássemos que poderia haver um interesse maior que amor fraternal, vocês dois não podem ficar juntos. Kim Joo Hyuk e Seo Hyemin não possuem tal laço sanguíneo.

- Então você acha que eles têm alguma coisa nível romântico? - Ha Neul tirou a dúvida.

- Eoh. E que essa ideia que ele nos deu, seja uma forma de se vingar ou tentar fazer algo contra ela…

Parou por um instante, ouvindo a suposição de Dong.

- Ani, não é ciúmes. Estou dizendo o que vi! - Disse de modo confiante. - Eu estava saindo da aula de culinária, esperando pelo meu carro quando vi o carro de Seo Hyemin saindo. Contudo, ela logo parou e desceu para falar com Joo Hyukie. Eu entrei no meu carro, mas eles não paravam. E parecia mesmo um casal brigando, não duvido que tenham chorado porque os dois pareciam muito emotivos.

- O Kim Joo Hyuk não tem ideia do que está fazendo. - Stella comentou com raiva. - Se ele realmente tiver alguma relação com ela, eu nao sei se Sunny ou eu seremos capazes de perdoá-lo. Porque...Porque se isso for verdade, deve ser por isso que ela odeia tanto a Sunny e a prejudica...Por ciúmes deles!

Escondeu o rosto e meneou negativamente. Justo quando achava que conseguiria comer um pouco mais, ela descobria que não tinha mais apetite para nada.
(C) Ross


SUN HEE. 11 DE JUNHO. 3:10 P.M.

Chaeyoung estava sem palavras por conta do que estava presenciando. Não era muito íntima do irmão mais novo de Hyun Hee para julgar seu comportamento, mas nas poucas vezes que o vira, ele sempre foi um garoto muito polido e de poucas palavras. Sua aura também era bastante fechada, como se socializar demandasse uma energia que ele não estava disposto a gastar com frequência, por isso se economizava.

Diferente de Hyun Hee que, apesar da instabilidade emocional, era bastante fácil de ler - porque não escondia quando estava feliz, triste, irritado ou animado com alguma coisa - Jung Mi tinha uma nota só. Era muito mais controlado. Por isso, apesar de seu julgamento ser raso e, nem de longe, conhecê-lo como Sunny achava que conhecia, Chaeyoung ficou perplexa com o que estava vendo.

Jung Mi disse um elogio bastante direto e, ao mesmo tempo, cheio de significados com Sunny. Ninguém ali era tolo de não entender que ele apreciava muito além da voz lírica da menina. Era a voz como um todo e o rapaz também não parecia disposto a desfazer essa impressão.

O sorriso dela ganhou ainda mais atenção de seus olhos. Ao contrário do irmão que tinha olhos um pouco mais amendoados - a forma de amêndoa-  e dava para ver com perfeição o tom das íris, Jung Mi tinha os olhos mais asiáticos, de fato, com o globo ocular mais escondido e as íris bem escuras. Assim como ele por inteiro, o seu olhar também era muito profundo, como se estivesse vendo muito além do que uma pessoa normal veria.

E, naquele momento, esses olhos estavam focados no pequeno - e nostálgico - sorriso dela. A presença de sua “irmã” ainda era notada, mas não era mais seu primeiro plano. Durante todo o discurso de Sunny, ele prestou atenção apenas nela. Ao ouvir a expressão “perfeito”, a expressão dele finalmente mudou. Um sorriso escapou e começou a repuxar no canto dos lábios para cima. Era um fato raro, vê-lo quase relaxado e orgulhoso, mas era algo que atingia seu ego.

Moveu sutilmente a cabeça quando ela se reverenciou daquele modo - o instante que abaixou um pouco o olhar - mas quando se encararam de novo, ele pôde ver o sentimento que ainda habitava nela.

O que ele sentiu foi um grande...alívio.

Porque não estava suportando a ideia de vê-la falando tão amistosamente com Do Taemin. Kim Joo Hyuk não foi mais um problema desde que a relação foi esclarecida, mas Do Taemin era uma peça que ele não contava e que agora precisava ser eliminada. Sunny acabou devolvendo sua segurança e, sem querer, deu a motivação necessária para que desse cabo do oxigenado.

Mas noutro momento.

Agora, eles podiam apenas aproveitar aquele momento de paz.

- Você não precisa se desculpar por isso. - Disse calmamente. - Eu agradeço pelos elogios e digo o mesmo para você: a melhor parte das aulas é quando posso escutá-la. - Voltou a esboçar aquele pequeno sorriso. - Mas agora preciso voltar ao meu treino...Ficarei mais um pouco, mas quem sabe mais tarde, não seja interessante um café…

Deixou no ar, mas olhou para Chaeyoung. A menina estava fazendo contas mentais e não parava de mexer as sobrancelhas conforme as mensagens faziam conexões.

- Será que a noona me acompanharia mais tarde? - Tombou um pouco a cabeça. - Para atarmos nossos laços fraternais.

- Ah...Ah… - Testou a voz e levou a mão até a garganta, tossindo um pouco. - Eu adoraria sair com o meu irmãozinho, mas eu tenho compromissos para a tarde. E ah! Seu avô teve alta hoje…

Jung Mi fez uma cara meio “você podia ter falado isso?” para ela e Chaeyoung bateu na boca de levinho duas vezes, olhando para Sunny.

- Ah...Meu hyeong disse. Mas, infelizmente, temos nossos protocolos familiares e precisarei visitá-lo num momento mais oportuno…

- Araso…- Fez uma cara de culpada.

- De todo modo, o convite ainda está de pé. Com licença… - Reverenciou as duas, dando mais atenção para Chaeyoung por ser a mais velha, mas logo olhou Sunny uma última vez antes de retornar para seu cabine. A porta realmente foi fechada e seu click-clack ouvido.

Chaeyoung não estava conseguindo mais conter sua expressão e só demorou o tempo de se afastarem do corredor das salas. Quando estavam para chegar nas escadas, ela disse.

- Naquele dia… - Mordeu o lábio. - Quando Hyunie e eu te encontramos no corredor aos prantos com o Joo Hyukie…- Foi refrescando a mente de Sunny. - No dia que…ele assumiu publicamente o namoro com a atual namorada dele… - Engoliu em seco após enfatizar isso. - Você...Estava chorando por ele, não é? Vocês…- Coçou a cabeça. Não queria julgar, não gostava disso, mas depois do choro compulsivo de Lee Hi por um coração partido e muito mais que ela ainda não sabia, ela não podia aceitar que… - Você...e ele...a namorada...Aigoo..Sunny…

Deixou o ombro bom cair e a encarou.

- Vocês...estiveram juntos?
(C) Ross


HYEMIN. 11 DE JUNHO. 3:20 P.M.


Quando ouviu que o desejo especial daquela noite seria macarrão com queijo, um sorriso veio aos lábios de Sung Ki, deixando que seus dentes perfeitos aparecessem por um momento. Foi um pedido tão genuíno, tão...puro. De todas as coisas que ele podia fazer por ela, tudo o que ela desejava era o macarrão com queijo do papai.

- Será o melhor que você já comeu na sua vida! - Prometeu e quando ela concordou em irem até o mercado, ele tomou o rumo de algum para que comprassem ingredientes frescos.

Deu outro sorriso por conta de sua filha e meneou negativamente, mas não de modo ruim. Só achava impressionante como ela conseguia surpreendê-lo. Deu uma olhada na direção dela, mas as perguntas sobre seu dia logo vieram. Não mentiu dessa vez e foi bem honesto ao dizer que não estava se sentindo muito bem naquela manhã.

- Eoh, eu estou me sentindo bem agora. - Comentou. - Mas talvez appa precise começar a usar óculos. Minha vista anda um pouco cansada e pode ter ajudado na tensão de hoje. O que vai achar do appa de óculos? Vou ficar mais perto da 3ª idade…

Sempre tinha esses surtos de vaidade, se achando velho demais quando nem tinha chegado aos 50 anos ainda. Fora que sua aparência dava inveja a muitos homens mais novos. Contudo, ele sempre reclamava da velhice, como se a idade estivesse pesando ainda que fosse apenas um número.

- Ani! Vamos ao mercado! Já disse que foi de manhã, eu estou bem agora. Sabe por que? Porque estou com minha princesa e só de vê-la, eu já fico bem. - Sorriu, todo orgulhoso de sua melhor obra de arte chamada Hyemin.

Comentou por alto que a Sra. Kim também não tinha ido ao trabalho, mas não confirmou sobre Kim Joo Hyuk. A filha também não o fez, mas não era um assunto que ele insistiria. Não via motivos para isso. Ouviu que a escola foi normal….Estava quase falando para que ela dissertasse quando finalmente começou. Ao ouvir a palavra “Jeju”, o semblante dele ficou instantaneamente soturno. A sorte deles foi que pararam num sinal ou ele teria virado um pouco o volante no susto.

- Jeju? - Perguntou numa voz mais baixa.

Por que não estava surpreso com essas malditas coincidências?!

Meneou positivamente, anotando que seria uma maquete. Que sábado teria uma festa na piscina…

Piscina…

Espera, piscina?!?!

Nessa hora, Hyemin já estava falando sobre os amigos dela. O pai a encarou chocado por conta daquela festa despudorada. O que os adolescentes de hoje em dia tinham em mente? Ou melhor, o que os pais tinham para permitir tamanha ousadia?! Estava com uma expressão contrariada, mas meneou positivamente sobre a nova amizade dela. Pulseira de cupcake? Que menina gentil...mas namorava Park Hyun Hee? Hmm…

Estava quase se animando a falar de novo, quando a filha falou do clube de culinária, mas deixou que ela concluísse. O problema foi que, na conclusão, ela citou novamente aquele lugar. Os ombros do pai caíram um pouco e ele focou no trânsito, pensando.

- Hm. - Trincou um pouco os dentes e suspirou. - É mesmo necessário que vá até lá para fazer a maquete? - Olhou para ele. - Tsc...Se for, eu vou pedir para que reservem o jatinho para levá-la até lá. Quantas pessoas irão com você?

Porque ela nunca ia sozinha. E já imaginava que fosse o grupo de sempre, os três ou quatro amigos dela. O jatinho daria conta deles, com certeza.

- Quanto ao clube de culinária, você é minha filha, claro que adoraria o clube. - Deu um sorriso gentil. - Fico feliz que goste de cozinhar porque nos deixa mais parecidos. Também faço gosto dessa sua amizade com a filha caçula dos Park. Eu sabia que eles tinham uma filha, mas nunca a vi. Imagino que tenha estudado lá fora ou num colégio interno… - Chutou, mas não era seu problema também. - Agora...Que história é essa de festa na piscina?

Olhou seriamente para ela.

- Espero que esteja separando uma burca para usar, porque é isso que poderá vestir, se quiser ir. - Exagerou, mas estava falando sério. - Vai ter adulto nessa festa? Claro que vai, né? Né?!

Era o tipo de discussão que se seguiria pelo mercado inteiro. Sung Ki era, afinal, um pai ciumento.
(C) Ross


CLUBE DE TÊNIS. 11 DE JUNHO. 3:50 P.M.


Do Jimin era uma pessoa insuportável. Conseguia ser pior do que Yewon ou Eun Na, até porque, era unnie delas e, talvez, muitas das coisas que aquelas duas aprenderam pode ter saído dela. Suas provocações visavam tirar o foco de Misoo durante os treinos. No fundo, ela sabia que a menina mais nova era uma grande adversária. E, ao contrário de qualquer esportista que preza pelo jogo limpo, Jimin jogava sujo e se aproveitava dessas fraquezas para prejudicá-la.

Quando Hyejeong se juntava, o circo era quase completo. Faltavam apenas algumas peças de outras turmas para completar o cenário, onde a boba da corte era Misoo. Ainda que ela desse boas respostas e soubesse se virar muito mais atualmente, as pessoas acabavam rindo dela e abalando sua confiança.

Nessas horas, Eun Bi fazia mesmo muita falta. Tinha sido, de fato, uma pequena traição - ou talvez egoísmo - da bailarina. Porque ela sempre fez de um tudo para que Misoo participasse do clube de dança, independente de ser mais tarde e atrapalhar os treinos de Misoo, mas na primeira vez que o clube de tênis foi um problema para o ballet, ela nem ao menos hesitou. Como a amiga nunca se zangava com nada, isso não foi visto como nada demais por ela.

Achava que Misoo entenderia.

Mas agora, o clube de tênis parecia um verdadeiro ninho de cobras e algumas muito bem criadas. Felizmente, nem tudo era ruim porque pessoas de bom senso como Minhyun apareciam. Não eram amigos íntimos, mas ele vinha tomando mais atitudes diante de situações de injustiça. E foi o que aconteceu.

- Hahaha...Vê se escolhe algo escuro, hein. Ajuda a diminuir o tamanho. Quem sabe um pretinho básico? - Deu a dica, piscando.

Para quem ouvisse, não parecia nada demais. Ela estava dando uma dica de moda, mas a risada debochada de Jimin e Hyejeong ficaria ecoando na mente dela depois disso. Novamente, Bomi escolheu uma péssima temática para sua festa. Será que não podia ter pensado um pouquinho em como ela se sentia? Tudo bem que era aniversário dela, mas se não pudesse pensar num lugar menos exposto, que tivesse selecionado melhor as pessoas.

Precisava mesmo chamar até quem lhe fazia mal?!

O dia que não tinha começado de todo ruim, estava tomando tons bastante trágicos no momento. Para completar, como uma cereja no bolo, Hayoung e Miran se aproximaram dela.

- Ya! Misoo-ssi! - Hayoung falou, balançando um pouco o braço. - É verdade? É verdade que a sua unnie voltou para a Coréia?

- É pra ficar?! - Miran perguntou entusiasmada. - Eu adoro a MinT. Ela é tão linda, perfeita e carismática. Sigo em todas as redes sociais.

- Ung!! Eu também, eu também! - Hayoung compartilhava daquela sensação. - Eu estou perguntando porque ela tem postado fotos sem dizer onde está, mas eu reconheci um lugar na última. Poxa, bem que ela podia vir ao colégio um dia...Ou você podia pegar um autógrafo pra gente...Jebal…

Juntou as mãos, implorando sem se sentir culpada pelas coisas que havia dito dela mais cedo - sobre ela e Kang Woo Jin serem os bobos e esquisitos dos casais que os dois trios formavam. Miran riu.

- Faça esse favor, Misoo-ssi! Não custa nada!

Dizia aquela que tinha ficado íntima de seu amigo Gyu Sik por conta da namorada dele, mas nem fazia ideia de como era a vida de Misoo.
(C) Ross



WON BIN. 11 DE JUNHO. 5:14 P.M.


Apesar de ter sido quem decidiu o que fariam naquela tarde, Bomi não estava no controle aida situação, como geralmente ocorria. Mesmo sendo muito boa em disfarçar e ocultar seus sentimentos, agora parecia quase impossível fazê-lo. Por isso suas bochechas continuavam um pouco mais coradas e o pensamento um pouco mais lento. Parecia que ao sair de sua redoma de vidro - Gangnam - ela não fosse mais capaz de ser a Bomi confiante.

Quando Won Bin começou a falar, ela focou os olhos na direção do rosto dele, observando cada nuance de sua expressão enquanto falava sobre...Sobre o que mesmo?

O que ela tinha dito?

O termo “bebidas doces” deu a dica que ela precisava e o sorriso fofo surgiu porque ele comentava um gosto seu. Realmente gostava de coisas doces, talvez um pouco mais do que deveria, mas não chegava a ser compulsiva.

- Ung! Você já foi lá antes? - Perguntou de modo genérico, mas torcia para que ele não percebesse que ela fez isso. Não foi por mal que ela não prestou no conteúdo de suas falas, foi porque estava pensando nele.

Saíram do metrô de mãos dadas e logo tomaram as ruas do bairro que Won dominava. Quando ela terminou o chá gelado e jogou o copo fora, ficou com o braço livre, mas a mão gelada. Abriu e fechou a mão e logo brincou, tocando numa parte descoberta do braço dele para que sentisse o friozinho. As mãos dadas não eram o único indício de que se tratava de um casal, as risadas e brincadeirinhas bobas também demonstravam isso.

Ajeitou a bolsa no ombro com a mão livre e mexeu um pouco a mão que estava entrelaçada a dele. Firmou de novo o contato e o encarou no mesmo instante em que ele o fez. Sorriu sem graça e pigarreou, voltando a olhar para a frente.

Não demorou muito para ter um novo motivo para encará-lo: ele puxou assunto sobre música. Não foi difícil de responder e ela tinha orgulho da resposta que daria.

- Eu gosto de KPop… - Não devia ser uma surpresa porque quase todas as meninas gostavam. - Kpop, Pop americano...às vezes umas músicas alternativas. Ahm, como é o termo? Indie? - Ponderou. - Ne...É “indie”, mas não é sempre que escuto. Kpop é mais presente porque eu danço também, então, acaba sendo minha playlist. As meninas e eu já fomos a alguns shows. Até porque o meu tio é desse ramo, né? Já conheci as Mermaids e os meninos pessoalmente, foi bem legal.

Disse com certa empolgação.

- E você? - Perguntou de volta, mas fez uma carinha de quem já sabia a resposta. - Eu já andei stalkeando… - Fez um bicão engraçado, tipo bico de peixe, mas ajeitou a bolsa de novo pra disfarçar. - Você sabe tocar algum instrumento? Eu gostaria de aprender violão, um dia.

Enquanto conversavam sobre música, eles chegavam mais próximos da lanchonete temática que Won havia citado. Como Bomi estava distraída e não conhecia bem as ruas dali, ele que teria que guiá-la.
(C) Ross


JAE KI. 11 DE JUNHO. 5:30 P.M.


A aula de mecânica serviu para que ele deixasse as coisas claras com Hyun Hee. Os dois acabaram trabalhando juntos no motor que estavam averiguando. Tiveram que tirar as peças para reconhecê-las e devolver ao original sem deixar nenhuma parte de fora. Contudo, o foco deles acabou sendo na solução daquelas pequenas pontas soltas. Além disso, Jaeki ganhou preciosos conselhos de seu hyeong e admitiu o quanto gostava daquela garota complicada.

Quando a aula acabou, ele não teve tempo para nada porque precisava chegar para o seu primeiro dia.

Muito embora Hyesang não tivesse os horários de Jaeki em mãos, ela conhecia a rotina de Wangjo por conta de Won Bin. Por isso quando o novato chegou, ela não brigou e apenas mandou que ele fosse se trocar - não dava para trabalhar com aquele uniforme, não é?

Havia, além da chefe, uma menina com a idade dele, mais ou menos, e que estava no balcão, limpando. O nome dela era Ji Hyun - a menina que Won Bin tinha comentado naquela manhã. Logo, Jaeki estava no horário da possível-futura namorada de um de seus amigos. O garoto não tinha dado certezas de nada ainda, mas ontem à noite aconteceu algo entre eles a ponto de abalar as estruturas de Won. E também de ter gerado toda aquela discussão com Bomi por conta do “convite à namorada”.

A menina o encarou por um instante e esboçou um sorriso simpático. Eles eram os mais novos ali, mas não eram os únicos que trabalhavam meio período. Havia mais um universitário que fazia bicos por aí e apenas uma moça em tempo integral - o mesmo esquema se repetia no turno da manhã. O café possuía, ao todo, oito funcionários além da gerente e seu noivo-sócio.

- Bom, seja bem-vindo, Song Jae Ki. - Hyesang começou. - Você trouxe sua grade de horários?

E sendo positivo, ela pegaria para dar uma olhada. Meneou positivamente, fazendo alguns cálculos mentais. Mordeu o lábio internamente e ficou com o papel para ela mesma.

- Você não vai conseguir compensar as horas da semana porque não pode ficar aqui até as 23h. Eu fecho bem tarde, mas você é um estudante e eu também não exigiria isso. - Ponderou. - Então, você vai precisar compensar no seu plantão do fim de semana. É isso ou vou te pagar menos, por conta das horas. - Parecia o justo. - Contudo, eu não me incomodo que você estude, faça dever de casa e essas coisas, caso o movimento esteja fraco. Desde que cumpra com suas obrigações, você tem liberdade pra isso. Está de acordo?

Olhou na direção de Ji Hyun por um instante.

- Esta é Ji Hyun-ssi. Ela entrou um pouco depois do seu amigo, mas já aprendeu bastante nesse meio tempo. Eu vou te treinar, mas ela estará à disposição para quaisquer dúvidas. Os outros também, mas talvez se sinta mais à vontade com alguém da sua idade.  Ji Hyun-ssi, venha conhecer o novato.

- Ne! - Deixou o pano de lado e se aproximou com uma expressão amistosa.

- Ji Hyun, este é o Song Jae Ki, o menino que o Won Bin-ssi indicou para ficar na vaga dele.

- Ommo, vocês são amigos? - Sorriu um pouco encabulada. - Muito prazer! - Reverenciou um pouco. - No que eu puder ajudar, estarei à sua disposição!
(C) Ross


HYUN HEE. 11 DE JUNHO. 5:40 P.M.

A conversa com Jaeki durante o clube de mecânica encerrou um dia bastante produtivo para Hyun Hee. O que ele mais tinha coletado naquelas horas passadas em Wangjo foi exatamente o que precisava: informação. Justamente quando seu primo pediu para que ouvisse e olhasse mais para as pessoas, o rapaz o fez com bastante empenho - mesmo que não percebesse.

Num único dia, ele: Conversou com Kai, deu conselhos a Jae Ki e para seu próprio irmão. Descobriu que Kai não era tão difícil de lidar depois de devidamente pago, tampouco era um garoto burro, longe disso. Já com Jaeki e Jung Mi, descobriu seus interesses amorosos - o do irmão não foi revelado, mas soube mais naquele almoço do que nos últimos meses de seu retorno na Coreia. Além disso, também pôde contar com a lealdade de Jaeki. O menino até se desculpou por não ter matado aula com ele.

Já com as meninas, ele viu coisas bem esquisitas acontecendo, mas também comprovou outras. Nana tinha medo dele e dava mais satisfações do que precisava - disse que entraria em contato com a unnie do 2º ano através de Chaeyoung. E o fez, tanto que ele viu a namorada e Lee Hi juntas quando voltou do almoço. Viu Sunny sendo amparada por Han Minhyun perto do lago - o que uma menina como ela, que sempre era cercada de amizades, estava fazendo sozinha lá, falando com garotos mais velhos, era um mistério.

Outro mistério era o silêncio de Moon Eun Joo. Ao contrário do que pensara quando chegou no colégio, não houve nenhum tipo de retaliação. Ela continuava grudada nas falsas amigas e nem mesmo Yang Taehyung brigou com ele quando teve chances. Seu antigo melhor amigo, Jong In, ficou quieto, nem procurar por ele. Verdade que durante o intervalo e o almoço, Hyun Hee passou mais tempo fora do que ali, mas não recebeu nem ao menos uma mensagem direta dele.

Isso soava estranho de tantas formas e era tão angustiante viver achando que seria apunhalado a qualquer momento que, às vezes, era melhor simplesmente tentar deixar pra lá.

A cereja do bolo foi que tinha chateado um pouco sua namorada quando disse que não iria ficar no clube de culinária, mas ele - logo ele, o conselheiro amoroso - nem notou nada.

Pois agora que as aulas tinham chegado ao fim e que ele podia ir para casa, o trabalho recomeçaria. Ao invés de ir para a casa da tia, ele teve que tomar o caminho da residência Hong. O Secretário Lee tinha dito que o avô recebera alta naquela manhã.

Para sua grande surpresa, o próprio Lee Han Jae foi buscá-lo no colégio.

O homem não descansava? Quantos energéticos ele tinha já tinha tomado? Por que estava ali e não com o avô?

Han Jae mexia as sobrancelhas a cada pergunta que via no rosto de Hyun Hee e acabou dando um sorriso familiar...amistoso, nostálgico. Fez uma mesura ao seu patrão e abriu a porta do carro para que ele se enfiasse lá dentro.

- Boa tarde quase noite, Park Hyun Hee-ssi. Como disse, voltei à ativa. Espero que tenha aproveitado bem seu tempo sem mim, pois agora estarei sempre à vista. - Não parecia uma promessa e sim uma ameaça, mas o relacionamento deles tinha sido alimentado desse jeito. - Seu avô está bem, em casa, sob os cuidados da Governanta e dos funcionários. - Tranquilizou. - Suas coisas já voltaram ao quarto, mas não foram arrumadas ainda, só tirei da vista de seu avô.

Explicou a situação. No banco de trás do carro, havia uma sacola da HGT com o celular novo que ele havia solicitado. Han Jae o encararia pelo espelho retrovisor para confirmar se era aquilo mesmo que ele queria, mas aproveitaria para perguntar.

- Como você está? A Srta Park melhorou? Avisou ao seu irmão sobre a alta? Ele pretende visitá-lo?
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Yeun Misoo em Qua Set 26, 2018 8:20 am



A vida ficava muito mais fácil quando havia pessoas em volta para se opor a brincadeirinhas de mau gosto. Misoo sempre teve as amigas para fazer isso, além de não se acovardar, mas sua maior defensora não pensou nem um pouco nisso quando desistiu do clube. Era uma sorte que ela tivesse uma amiga compreensiva como a tenista, que no momento só lamentava que Eunbi não estivesse mais ali.

Ignorou o último comentário, ou fingiu que o fez, passando reto, por Minhyun. Ele era um menino muito doce.

- Komawo - repetiu dessa vez com todas as letras, com receio de que ele não tivesse visto e não soubesse que foi importante naquele momento. Deu um sorriso amistoso.

Quando achou que estava livre disso, outras meninas vieram conversar com ela. Miran estava em seu grupo de trabalho, então parou para ouvir, mas um pouco na defensiva. Esperava que viessem mais comentários sobre biquínis e afins, mas era só sobre sua irmã. Normal… Mas ultimamente não tinha do que reclamar dela, apesar de ser uma parente irritante, tinha até lhe dado um colarzinho e estava distraindo a mãe.

- É, ela voltou mesmo. Mas anda bastante ocupada, não para em casa. Quase não a vejo - o que era parcialmente verdade, mas o fato é que ela é quem ia para o quarto para evitá-la. - Se der, eu peço para vocês, meninas - comentou por cima. Não tinha nenhuma intenção de falar com a irmã para pedir autógrafo. Achava besteira essa admiração toda para cima daquela pessoa.

Se fossem boas amigas, até que podia pedir ajuda da grande modelo coreana para lhe dar dicas sobre um biquíni bonito. Mas longe dela querer passar por aquela humilhação. A aura de famosinha de internet de Bomi estava de bom tamanho para conseguir um biquíni bom.

Saiu andando então para perto do local onde costumava treinar, e mesmo sem a aula começar ela começaria sozinha a se aquecer.

Se usasse uma cor escura, agora pareceria que era por causa daquelas garotas. Será que Bomi não podia ter pensado mesmo um pouco nela? Gostava tanto de ser popular que não importava que aquelas meninas tivessem-na perseguido por vários anos da escola, que estavam automaticamente convidadas. De qualquer forma, ela convidou o ex, seguindo seu conselho de que era estranho excluir alguém. Até mesmo a amiga pagava pelo preço e devia estar sofrendo de ter que chamar alguém que a tinha feito tão mal. Às vezes preferiria ter uma vida mais normal, sem que fosse uma obrigação social a amiga alegrar todo o colégio. Assim poderiam ter raiva de outro grupo e simplesmente não falar com ele, em vez de ter que ser legal com todo mundo porque as amigas eram.

Infelizmente não era na Coreia que ela conseguiria aquilo de uma ‘vida normal’. No momento tinha que ficar pensando em qual biquini usaria. E ela nem se considerava uma pessoa fútil antes. Por que isso importava tanto agora?

~~

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Park Hyun Hee em Qua Set 26, 2018 9:34 am



Hyun Hee foi bastante requisitado naquele dia. Talvez os remédios estivessem fazendo cair o muro invisível que tinha em volta dele e as pessoas começaram a achar que podiam se aproximar. Estava satisfeito de aos poucos começar a voltar a ser um irmão mais velho. Ainda não era o que Jung Mi merecia, mas começava a aceitar também que os dois tinham mudado. Ele também não era mais o menino bonzinho e frágil de antes. A única coisa que permanecia era que eram irmãos. Então não adiantava fugir disso.

Concluía também que se afastar do grupo antigo era a melhor coisa que poderia fazer, mesmo se isso significasse ficar sozinho, o que não era verdade, porque Jaeki se mostrava solícito e sincero, querendo estreitar laços. Talvez estivesse mesmo na hora de trocar de grupo e usar seu plano destrutivo somente para proteção.

Afinal, Kai tinha razão em alertá-lo que Chaeyoung ficaria irritada. E a última coisa que ele queria era ser “rei” da escola, pelo menos quando a megalomania baixava um pouco. Era ainda algo a se pensar, mas o fato é que tinha mesmo que se proteger do que o amigo poderia fazer por se sentir traído ou por dever favor a Eun Joo. Porque era óbvio que em algum momento fariam algo contra ele. Ele sentia isso de todas as formas. Era menos intenso do que no começo do ano, mas não conseguia se livrar da necessidade de se proteger ou atacar primeiro.

Enfim, reencontrou o secretário, dando um discreto sorriso para ele. Até que estava com saudades. Foi pego de surpresa por aquela carona e também pela informação que suas coisas tinham ficado em casa. Bem, parecia que não era o dia mesmo de fazer relatório para o primo. O primo poderia mesmo ter contado quem era, se quisesse que ele ficasse de olho na pessoa, mas ele preferiu deixá-lo em alerta para todo mundo. Ele se perguntava se isso também não era um sinal. Uma forma de obrigá-lo a perceber mais os outros, em vez de só cuidar da própria vida. De qualquer forma, devia isso ao primo por toda sua hospitalidade e conselhos.

Ele deixou os materiais que pegou para a maquete, do clube de Mecânica, no porta-malas e entrou no carro.

- Pensei que teria que voltar para buscar minhas coisas. Parece que alguém mal voltou e já está controlador como sempre... Você deveria procurar tratamento - sorriu debochado. Significava que estava bem.

- A senhorita Park já está tão bem que acha que pode fazer as coisas sozinha. Sim, eu falei com Jung Mi e o convidei para vir. Os dois querem fazer isso, aliás. Mas ela virá depois. Acho que o dia já teve muitas emoções. - olhou o celular e pegou a sacola em silêncio. - Quero dar uma olhada no "senhor Hong" e deixá-lo descansar. Porque depois, será uma nova era em casa. Algumas coisas estão para mudar por aqui... Eu quero assumir a casa. Quero seguir os planos que vovô tinha para mim e isso em fez acordar para traçar os meus próprios. Agora que o vovô não pode mais se comunicar direito, eu conto com você para me ajudar a seguir o que ele queria... Sei que ele te contava tudo. Você se provou muito leal à família... E a mim. Eu reconheço isso. E é por esse motivo também que eu gostaria que você me ajudasse com a sua experiência.

Abaixou a música do carro.

- Vou te contar direito o que aconteceu nos últimos dias... Presta atenção, e tenta só falar quando eu terminar.

Então Park Hyun Hee começou seu discurso, sobre sua saga no colégio. Estava na hora de ter um aliado de peso, alguém que fosse verdadeiramente seu guru, seu braço direito. Alguém experiente como o secretário. Ele passou o caminho deles contando como conhece Jong In e a lista de todas as besteiras que fizeram juntos. As mais leves, que começaram como brincadeiras, traições e coisas normais, mas como isso tomou outras proporções, até as bebidas, cigarros e as drogas daquele dia. Ele realmente contou tudo.

Ele contou que depois daquilo uma de suas colegas de sala começou a agir estranho e ele descobriu que o grupo de Jong In fez algo com ela ali dentro... "Você é homem, você sabe o que foi, mesmo que nós não saibamos" , foi o que acrescentou.

Ele disse que a tinha como contato porque precisava de um trunfo na manga contra o amigo, e que aquilo o revoltou de certa maneira, apesar da falta de provas. O seu humor oscilou muito para que ele conseguisse traçar um plano claro, admitiu, e revelou que naquela vez que ele ficou perturbado por causa de uma amiga de Chaeyoung, aquilo tinha relação com Jong In novamente e que a pessoa em questão foi vítima de uma aposta dele.

- Por tudo isso, e como Chaeyoung começoua ficar em risco, eu decidi que precisava pisar fora desse grupo. Há muito tempo estou planejando isso... Mas nunca consegui uma motivação certa. Até que eu fiz uma besteira... Perdi a cabeça, e acho que iniciei uma bomba relogio.

Ele contou sobre o print que mandou para Eun Joo e como Jong In parou de lhe mandar mensagens em seguida e o quanto ele sabia que aquilo era o início do fim.

- Foi uma molecagem. Na hora, achei que nada podia dar muito errado por causa daquelas garotas, mas eu lembrei o tanto de coisa que essas pessoas têm contra mim.... Coincidiu com o momento que vovô foi para o hospital, então pensei... E se eles resolverem me destruir? E se usarem tudo que têm contra mim?

Era evidente em sua voz que aquilo o estava deixando bem paranóico e agora a ideia toda de um celular secerto não parecia tão absurda.


- Eu comecei isso como uma vingança, mas eu percebi que eu corro um risco verdadeiro se não fizer nada. Então decidi atacar primeiro. Eu me aliei a pessoas que fariam algo contra esse grupo… Tenho um contato no segundo ano, para quem irá este telefone, e tenho um dongsaeng no primeiro ano... eu tenho me preparado a partir de agora, porque eu sei, sei que isso virá a público...

Ele definitivamente precisava de alguém que colocasse uma razão em sua cabeça enquanto fazia tantos planos. Não ter um pai ou uma mãe para conversar pesava nesses momentos, mas o secretário poderia ficar feliz por ele ser esse adulto responsável quem ele instintivamente estava procurando agora.

Além do mais... Eu sinto que... Eu sou um pouco responsável por tudo isso e que...Eu tenho algum poder de trazer alguma justiça. Eu apenas… Cansei de ficar só parado olhando. Porque eu vi que eles são inspiração para outras pessoas… E vi o quanto Jung Mi poderia se tornar um deles, se esses fossem seus hyeongs de modelo... Entende?

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Seo Hyemin em Qua Set 26, 2018 10:17 am




- Tenho certeza que sim - deu um sorrisinho. Feliz já com a janta que teriam.

O pai arrancou uma risadinha dela quando começou de novo com aquele papo de ser velho.

- De novo isso, appa? hahaha. Não é verdade. Vai ficar lindo de óculos. Até os idols usam! - estimulou. Também o achava um homem muito charmoso.

Ficava mais tranquila se seu problema fosse apenas usar óculos. Não poderia lidar com o pai sofrendo de algo sério.

Deu outro sorriso por ser chamada de princesa. Nem estava mais se sentindo tão mal de estar sem maquiagem. Parece tão verdadeiro quando ele falava...

Então começou seu relato sobre o dia e todos aqueles detalhes de sua vida que acabavam perdidos na falta de encontros deles. Afinal, não chegava contando nada se ele não perguntasse.

- Sim... É... - comentou sem ânimo sobre Jeju. Não foi ela quem decidiu, mas os outros dois. Um dos quais ela não tinha forças pra contestar mais. - Obrigada, appa! Isso vai mesmo facilitar as coisas - ficou um pouco animada com a ideia de jatinho, mas ainda continuava o mal estar pelas companhias. - Duas...

A essa altura já tinha enxugado lágrimas. O pai estava conseguindo animá-la um pouco, embora ela achasse que não conseguiria mais resolver aquele assunto ou escondê-lo.

Concordo ou com a cabeça, orgulhosa por ter alguma coisa de parecido com o pai. Talvez devesse mesmo seguir essa profissão em vez de moda, como Chaeyoung jogou a questão de leve. Logo a unnie que o pai também gostava. Era bom que ele ficasse feliz com sua amizade. A unnie era alguém que sentia que poderia confiar.

- Mwo? - riu alto da ideia de burca. - Claro, appa

Os garçons provavelmente eram adultos. Os funcionários do clube...

- Não se preocupe, vou estar com meus amigos. E todo mundo sabe que eu sou comprometida

Comentou com menos ânimo que o normal, porque fez parte da conversa com a tia. Ela tinha dito que o pai também se preocupava com aquele acordo a ponto de que não seria louco de desfazê-lo por "qualquer coisa", como o fato de se gostarem ou não. Mesmo assim, quis dar ao pai alguma segurança, porque era assim que combinaram antes que entrasse na escola mista. Ninguém ousou se aproximar dela sabendo que era noiva e só falava disso.

Hyemin se distraiu acompanhando o pai no mercado. Não era comum circular por ali, já que era uma tarefa dos empregados. O que fez de diferente foi comprar massinhas para levar na maquete no dia seguinte. Continuava triste, mas estava disfarçando. Dessa vez nada estava adiantando para animá-la de verdade, e nem os sorrisos e risadas eram os mesmos.


{LOOK: Laço no cabelo | Bolsa | Capinha | Pulseira da amizade }

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Won-Bin em Qua Set 26, 2018 2:53 pm



Era uma situação meio diferente para Won. Ali ele tinha tudo pra se sentir nervoso, para pirar e dar tela azul: era seu primeiro encontro com uma garota, ainda mais toda a situação perigosa que eles tinham afinal se alguém da escola os reconhecesse todo o plano ia por agua abaixo.

Mas a forma como Bomi havia dito oppa despertou algo diferente em Won. Era um reconhecimento que subconscientemente ele queria. Era muito claro agora o que os dois eram um pro outro, e isso parecia passar por cima de todas as inseguranças.

Diferente do normal Bomi parecia bem mais nervosa ali. Won achava bonita até mesmo quando parecia insegura.

Bomi escreveu:- Ung! Você já foi lá antes?
ela respondeu, meio avoada. Won percebeu mas entendeu que ela estava assim por estar com medo ou só...nervosa mesmo.

-Aham, uma vez com meu pai - comentou com segurança.

Won sorriu quando ela colocou a mão sobre ele: gelada. Com cuidado usou a outra mão pra tocar na mão gelada dela, como se pudesse transmitir calor e confiança no caso. O sorriso era sua forma não verbal de dizer que estava tudo bem.

O assunto da música servia como forma de quebrar um pouco o silêncio.

-Verdade, acho que você já deve ter visto e ouvido muito dos shows do seu tio. Ah, Mermaids é aquele grupo que virá ao baile, não é? - o grupo que a irmãzinha do Jaeki adorava - Uma playlist de dança, tá aí algo que eu nunca vi... - olhou pra ela, como se aumentasse o suspense - ...você dançando

Pigarreou meio sem graça com a visão que imaginou, mas sorriu em seguida pra confirmar que estava brincando.

-O que eu ouço? Ah, música alternativa basicamente. Indie, rock...essas coisas - respondeu. Um dia ele ia acabar mostrando a gigante playlist pra ela.

-Eu toquei violão quando era menor, mas eu precisaria lembrar - era legal terem um gosto em comum que era a música. Aos poucos podiam ir encontrando onde podiam se conectar.
-Como eu sempre fui meio sozinho eu meio que curto muito a música. É um jeito de você entender o que você pensa, o que sente, sem precisar dizer nada. Só ouvir... - disse ficando meio sem graça, de repente estava filosofando sobre o poder da música.

Logo estavam na lanchonete. Era como ele lembrava, mas na última vez as coisas pareciam maiores. Talvez fosse porque a última vez que veio aqui ainda era criança.
Com confiança ele guiou Bomi até uma boa mesa. Pegaria o cardápio e tentaria lembrar do que tinha pedido de legal da última vez.

-Nossa, eu adoro esse tipo de lugar. É tipo se transportar pra uma outra época, outro país. Com uma boa companhia então...

Não conseguiu necessariamente terminar a frase, acabou meio perdido olhando para os olhos de Bomi. Perdido completamente nela.

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Jae-ki em Qua Set 26, 2018 4:26 pm


Jae-ki correu para não chegar tarde no seu novo trabalho. O papo com Hyun havia sido muito bom, Jae sentia que tinha aprendido novas coisas. Era difícil seguir quando se estava as cegas, agora parecia ter alguma direção em como agir com Eun-bi, embora ainda fosse complicado. Tudo que Jae-ki queria era ser um namorado incrível, o melhor de todos, mas sem ser otário também.

Assim que entrou, Jae respirava um pouco ofegante e depois de cumprimentar sua nova chefa, foi trocar para a roupa que Kang havia emprestado. Molhou o rosto no banheiro para ver se melhorava sua aparência um pouco e também para se manter mais acordado. Olhou-se no espelho do banheiro, ou no celular mesmo, encarando a si mesmo, deu uma arrumada no cabelo com dedos mesmo, queria causar uma boa impressão.


Não estava mais com os brincos e nem o lápis no olho. Primeiro dia de trabalho sempre era tenso, Jae-ki tinha que se adaptar a rotina do café e fazer tudo certo.

Depois de se trocar, Jae não sabia como reagir a garota, lembrava que ela gostava do seu amigo, mas não sabia se era para tentar ajudar ou não. Won ainda estava decidindo o que fazer. Então por enquanto Jae-ki só sorriu de volta, balançou a cabeça para a pergunta da Hyesang:

- Eoh.

Entregou a ela sua grade de horários. Mordeu os lábios enquanto a ouvia falar dos horários. Era legal ouvir que poderia fazer os trabalhos da escola se o movimento ficasse fraco, porém não queria ganhar menos por não fazer plantão no fim de semana. Ele se lembrava da festa na piscina, mas trabalho deveria vir sempre primeiro.

- Uwaaa, valeu! Quer dizer... Kansahanminda... - Agradeceu.

Em seguida Jae-ki fez os cálculos do quanto teria que fazer nos fins de semana:

- Araso. Eu prefiro trabalhar no fim de semana para compensar. Então são seis horas por dia, certo? Hoje eu consigo fazer umas quatro? Eu consigo se eu ficar até as nove e meia, ou mais se ficar mais tempo. Como tá na grade,  eu só saio cedo na quarta. Nessa quarta tenho trabalho em grupo, mas nas próximas quartas, posso fazer oito horas em vez de seis?

Jae-ki esperaria a resposta dela, mas complementaria:

-  Acho que essa semana vai faltar umas dez horas para compensar então, ou mais por causa de segunda? Segunda tá contando para essa semana? É a senhora que escolhe se vou trabalhar no sábado ou no domingo, né?

Quis confirmar, mas não queria demonstrar que não queria trabalhar, então logo emendou preocupado:

- O que a senhora decidir está bom pra mim. Miane..yo... Fiz muitas perguntas, só quero saber mesmo como vai ficar para eu fazer tudo certo.

Hyesang apresentou a Ji Hyun, Jae fez um aceno com a cabeça pra ela, havia várias coisas na sua mente por causa dessa garota.

- Eoh, Won é muito legal. - Sorriu também - Ah, valeu. Vou perguntar mesmo quando eu tiver dúvidas. Tomara que não te perturbe muito, mas eu aprendo rápido, então logo eu vou saber várias coisas daqui e não vou perguntar tanto...

Jae-ki não fez nada para Ji Hyun por enquanto, precisava esperar Won dar o sinal de que poderia dar uma ajuda falando bem dele, ou algo assim. Como tinham terminado as instruções, Jae-ki perguntou:

- Então, agora... Por onde eu começo?




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Re: Capitulo 7

Mensagem por Kim Sun-Hee em Qui Set 27, 2018 4:36 pm



O pequeno, porém sincero sorriso ganhou pouco espaço entre os lábios e foi tão automático quanto a respiração ou o aceleramento cardíaco diante daquela presença. E por encará-lo também, Sunny percebeu a atenção de Jung-Mi redobrar em cima de si, reagindo ao gesto dela... Aquilo impulsionou o "desabafo" da bolsista, que não tinha a menor noção de como o Park receberia os elogios. Era inquietante ser o centro do olhar profundo - sempre profundo... - de Park Jung-Mi... e familiar. Algumas coisas, de fato, não mudavam mesmo. Ele fazia parecer que todos os seus sentimentos estavam ali, completamente expostos.

Para ele.

E, realmente, não estavam?

Até tentou silenciá-los durante esse período, mas Jung-Mi só precisou de um olhar para desfazê-la.

Foi então que a resposta, enfim, veio... Por meio de um discreto rasgo no canto da boca que costumeiramente carregava uma sólida tensão nas linhas harmônicas. O coração ao invés de aumentar o ritmo, quase parou. Rapidamente abaixou a cabeça, no entanto quando voltaram a se encarar...

A certeza de que Sunny ainda gostava dele encontraria-se marcada no fundo das íris castanhas. Os olhos da menina seguiam o padrão puxado, embora possuíssem um formato mais redondinho e que ficava evidente nas vezes que os arregalava ou revirava. Além disso, os cílios, apesar de relativamente curtos, eram escuros e espessos, criando certo destaque. Pena que Sun-Hee não os destacava, assim como não valorizava outros vários traços da própria aparência. Já era dona de um rostinho lindo, entretanto havia potencial para mais... Bem mais.

De novo, crispou os lábios, ansiosa.

Jung-Mi devolveu a gentileza e era tão difícil de acreditar que aquele momento estava mesmo acontecendo... Caso Chae a beliscasse, temia que a cena se partisse feito o contato do vidro com o chão após uma queda bruta.

Mil pedaços ao ponto de não sobrar nada.


Mas...

Sunny arregalou as orbes e prendeu o fôlego de forma nítida, sem qualquer tato em esconder o choque.

- Um... ca-café? H-Hoje...? - repetiu num fiapo de voz.

Tratava-se de uma possibilidade, não algo concreto e Sunny não sabia se permitia o domínio do desespero ou do alívio. Enquanto a mente trabalhava a chance de Park Jung-Mi aparecer no Café Literário, ele convidava uma Chaeyoung bastante reflexiva.

- S-Será um prazer receber vocês.

Todavia, Chae infelizmente adiantou que teria compromissos pelo restante da tarde e acabou soltando uma informação aparentemente sigilosa. Dividiu olhares entre eles e a reação da amiga confirmou o pensamento.

- Oh, seu avô estava doente? - o olhou de modo preocupado e atencioso... algo automático da personalidade gentil - Espero que ele esteja tendo uma boa recuperação.

Sun-Hee achou meio estranho o jeito que ele se referiu a respeito das visitas. Mas, talvez, fossem rotinas diferentes ou regras do hospital sobre o número de pessoas permitido. Quanto a isso, ela estava mais do que acostumada, considerando a frequência que mantinha numa determinada área psiquiátrica.

Logo, o herdeiro despedia-se, pontuando que precisava retomar o treino pós-aula. Sunny assentiu devagar e absorvia os últimos resquícios de Jung-Mi e sua aura envolvente. Mais uma vez, eles fitaram um ao outro e existia uma enorme interrogação nela.

O click a trouxe à realidade.

Jung-Mi retornava ao pedestal, tornando-se inalcançável... Se é que, em algum dia, foi acessível.

Ela suspirou enquanto pegava o material e se oferecia para levar o de Chaeyoung. Ambas saíram juntas da sala e Sun-Hee ainda não conseguiu despertar inteiramente, o que ficava perceptível diante da quietude que a amiga quebrou. Sunny encarou Chae conforme a menina entrava num assunto que insistia em machucá-la. Porém, não a interrompeu ou fez menção disso. Já sabia aonde ela queria chegar e apenas permitiria. Tanto que as lembranças seguiam a narrativa da Park, revivendo o passo a passo da ocasião em que teve o coração partido por Jung-Mi... e ia mais além. A feição assumiu a mesma tristeza, só que menos escancarada. Não haveria lágrimas agora.

- Ne... Nós estivemos...

Diminuiu a velocidade da caminhada e olhou para frente.

- É uma história longa, Chae... Mas... Vou te contar...

Mordeu o interior das bochechas antes de voltar a falar.

- Jung-Mi frequentou o Café Literário durante as férias e imediatamente me chamou a atenção. Ele é tão bonito e tem uma presença muito marcante... É impossível não notá-lo, amiga... E, na época, a gente conversou tão pouco, mas as trocas constantes de livros criaram um vínculo, sabe... Um meio de comunicação entre nós dois... - balançou a cabeça, recordando-se da simplicidade vista naqueles dias... - Quando as aulas estavam para começar, ele se despediu e eu tive certeza de que não o veria mais. Nunca imaginei que não só o encontraria, como descobriria o verdadeiro nome dele: Park Jung-Mi... Sim, ele mentiu o nome. Disse que se chamava Young.

Aquela era somente a ponta do iceberg.

- Ai, aconteceram tantas confusões e desentendimentos... até o domingo do festival, lembra? Por acaso, nos "esbarramos" lá e foi um dos dias mais perfeitos da minha vida. Não tinha o colégio, segredos ou qualquer peso em nossos ombros... Apenas nós dois... Jung-Mi, Sun-Hee... Sem sobrenomes ou nomes inventados - ela esboçou um sorriso trêmulo, magoado... - Porém, essa ilusão morreu na segunda-feira... Mesmo que tenhamos esclarecido as coisas... Ele assumiu... assumiu... o namoro com Yeun Misoo... E... Doeu... Doeu muito, Chae... - involuntariamente tocou a região do peito, aplicando uma massagem leve - E ainda dói.

Revelar os detalhes dessa época lhe feria, por isso, como se faz com curativos, ela puxava de uma única vez.

- Você e Park Hyun-Hee viram o momento em que Kim tentava me apoiar... E, no mesmo dia, Jung-Mi apareceu no meu serviço para explicar o que houve e foi pior do que vê-lo oficializar o relacionamento com outra pessoa. Ele... Ele disse que agiu daquela maneira para me proteger de retaliações que o nome Park poderia gerar e preservar Misoo. As meninas também são cruéis com ela. Porém, eu não quis essa proteção... Eu queria... Eu queria o Jung-Mi... - os olhos marejaram, traindo-a... - Mas era uma escolha dele. E ele escolheu sustentar a mentira. Não pude fazer nada... Apenas guardar a declaração, mesmo que, no fim, soubéssemos que não alteraria absolutamente nada.

Sentiu os ombros arriarem.

- Desde então, eu sigo assim... Fingindo que ele não existe, enganando minha cabeça... É meio inútil porque continuo gostando dele. E parece que... que dessa bola de neve, a única coisa real foram os meus sentimentos pelo Jung-Mi. Meus. Os meus sentimentos, pois os dele... Tenho dúvida se existiram mesmo. Para um namoro de mentira, parece muito verdadeiro e se for, que eles sejam felizes. Não desejo ser a pedra no sapato de ninguém - fungou baixinho, segurando o choro, apesar do nariz já vermelho - Hoje está sendo atípico... Ele sentou do meu lado... Falou comigo... É como se após esses meses, finalmente me enxergasse de novo. Não entendo... Até disse que tomaria um... Oh, meu Deus... Chae, e se ele aparecer? Não, não... Duvido que vá... Mas... Isso me confunde tanto... Esse comportamento... Por quê? Por que agora...? É doloroso demais... E fazendo isso, ele me magoa. Aish, droga... - colocou os braços diante do rosto, notando as lágrimas que jurou não derramar mais por causa de Jung-Mi - Miane...  

Com os punhos, impedia a progressão do fluxo, ciente que seria mais complicado de... evitar.

Evitar o choro.

Evitar a tristeza.

Evitar Jung-Mi...

Ainda mais agora que ele fazia questão de se mostrar presente...  

WangJo

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Re: Capitulo 7

Mensagem por The Crown RPG em Qui Set 27, 2018 10:43 pm

SUN HEE. 11 DE JUNHO. 3:15 P.M.


Em nenhum momento Jung Mi dissera que iria até o Café onde Sunny trabalhava. Além de, na verdade, o convite ter sido mais direcionado a Park Chaeyoung do que à menina de fato. Isso foi completamente ignorado pelo cérebro da inteligente bolsista - como se os neurônios entrassem em greve quando estavam diante dele. - e logo ficou parecendo que o convite era todo dela.

Muito embora nenhum dos dois presentes não fossem criar alardes ou fofoca sobre o comentário, era apenas uma pequena pista de como o garoto gostava de brincar com as palavras. A ideia do café não tinha sido de todo explícita - palavra-por-palavra - mas para ela, meia ideia na bastava para criar todo o cenário mental.

Provavelmente esperaria por ele naquele dia. Mas será que ele iria mesmo?

Quanto à história do avô, era um segredo mesmo. Assunto que Chae pediria discrição quando estivessem sozinhas, mas agora, eles precisavam responder mesmo. Jung Mi foi bem sucinto, dizendo que ele estava bem e agradecendo ao desejo enviado por ela. Logo pediu licença e retornou para seu habitat natural, onde a solidão era sua aliada e os ruídos não atrapalhavam sua bela música.

Chaeyoung já estava um pouco mais séria do que antes. Por algum motivo, sua opinião sobre o irmãozinho ganhava uma nova conotação. Sempre tentava ver o melhor das pessoas, mas sinceramente não gostava das coisas que estava vendo ali. A garganta estava fechando com as coisas que precisava dizer, por isso a parou no meio do caminho para perguntar logo o que estava sufocando.

Apesar da resposta ser óbvia, foi um pouco estranho de ouvir de Sunny. Franziu as sobrancelhas e engoliu em seco.

Ficou quieta enquanto diminuía os passos para acompanhá-la.

A história começava bastante parecida com a dela com Hyun Hee: Se conheceram nas férias e, apesar do pouco contato, ele a marcou por conta da aura, beleza e temperamento. Conseguia compreender a dificuldade de Sunny em ignorá-lo. Os Park raramente passariam sem ser notados por alguém e era muito fácil se apaixonar por eles. As semelhanças, contudo, paravam por aí.

Olhou para Sunny um pouco mais alarmada ao ouvir sobre a mentira.

- Por que ele fez isso? Quer dizer… - Pausou para pontuar. - Não é estranho não querer ser quem somos, mas por que ele não te contou a verdade se foi tudo tão intenso e verdadeiro entre vocês naquela época?

A pergunta que Sunny não tinha uma resposta que, de fato acreditasse. Chaeyoung deixou o ombro cair por conta da expressão dela e por ela ainda ter muito o que dizer. Lembrava-se sobre a história do festival - não de Jung Mi, mas que a família de Sunny tinha o costume de ir todo ano ver as cerejeiras. Elas tinham prometido irem lá no ano seguinte porque era um espetáculo que Chae nunca tinha visto - o que era bem, bem estranho para qualquer coreano.

Podia imaginar a cena, mas fez uma cara de asco quando ouviu que ele assumiu o namoro com Yeun Misoo no dia seguinte. Escondeu os lábios de novo e o queixo tremeu um pouco enquanto os olhos marejavam um pouco. Tinha tantas perguntas em sua cabeça, mas no momento, apenas deixava que sua amiga falasse. Não sentia que seria capaz de dizer coisas gentis a ela, mas descia as escadas em silêncio com a vista embaçando conforme o discurso seguia.

Assim que Sunny terminou - mais ou menos quando chegaram ao térreo - Chaeyoung se afastou dos braço dela e desceu mais rápido. Sunny ficava um degrau acima e a intenção da unnie era que elas se encarassem nos olhos, sem a diferença de altura que existia entre elas. Pelo menos tentou diminuir isso.

Passou o polegar no rosto dela, secando a lágrimas.

- Eu...desejo que ele não vá. Estou cansada de ver pessoas queridas chorando por homens que não prestam. - Falou a que namorava Hyun Hee, mas ela não sabia nem ⅓ das coisas que ele tinha feito também. - Perdoe-me por dizer as coisas que direi e sei que você pode se chatear comigo, pode simplesmente ignorar ou bloquear, mas...presta atenção.

A mão que antes usou para secar a lágrima dela, serviu para apoiar seu rosto.

- Você merece mais do que isso, está me entendendo? - A voz tremeu, meio embargada. - Algo que começou com uma mentira e seguiu com mentira não tem como se converter em verdade. Ao menos que a intenção seja transformar a mentira em verdade e isso, por si só, já é errado. É errado com você, com a pessoa maravilhosa e incrível que você é. Não faça isso consigo mesma, não se torture por alguém que está brincando com seus sentimentos.

Franziu as sobrancelhas.

- Eu sei que estou falando do irmão mais novo do meu namorado e corro o risco disso afetar meu relacionamento, mas as coisas que você me contou me fazem crer que ele não é normal. Como alguém faz isso? Ele protegeu a Yeun Misoo? Protegeu de quem? Porque não foi dele, quando ela descobrir a verdade...E estou dizendo “quando” porque a verdade sempre aparece, ela ficará arrasada. Confiou numa pessoa que a usou. Porque isso é USAR. Protegeu você? Ele prefere ser aquele que causa a dor ao invés daquele que enfrenta os desafios com você? Em que mundo ele vive?! Em que mundo sua cabeça estava quando acreditou nisso?!

Estava tão brava como nunca antes tinha aparecido. Tanto que falou mais rápido, emendando uma palavra na outra enquanto as lágrimas começaram a escorrer e ela soluçar.

- Não estou dizendo isso sem conhecimento da causa. Eu sofro há meses com a perseguição das fanáticas e da ex do Hyunie, mesmo quando éramos apenas amigos. E nunca me acovardei. No início, ele chegou a agir como o irmão, achando que ao fingir que não me conhecia estava me protegendo. Eu fiquei tão irritada com ele que transformei o desejo dele em realidade, não falei mais com ele. Não dá pra perder o tempo com amizade ou namoro com pessoas que não estão dispostas a encarar o mundo. Esse mundo já tem covardes o suficiente. Covardes que deixam meninas plantadas em restaurantes, nos mais belos vestidos, esperando para sempre sem nunca aparecer. Covardes que iludem, mentem sobre os sentimentos apenas para jogar as meninas fora como se fossem nada. E, infelizmente, esse menino está entrando pra estatística. Você…

Precisou parar um pouco para respirar e deixar a tristeza sair. Parte disso era a culpa da empatia elevada que a fazia sofrer pela pessoa também.

- Merece alguém muito melhor…
(C) Ross


HYUN HEE. 11 DE JUNHO. 5:20 P.M.


- Nenhum médico me internaria por eu ser um bom segurança e secretário. - Respondeu no mesmo tom debochado e sorriu enquanto abria a porta para que ele se acomodasse.

Sentando-se ao lado dele ou atrás, ele veria a bolsa da HGT com o celular secreto sem cadastro. Fez suas perguntas pertinentes e aguardou a resposta de Hyun.

- Fico feliz por ouvir que ela está bem e que tenha falado com seu irmão. - Mas não demonstrava isso nas expressões. Na verdade, parecia mais sério apesar das notícias dele serem boas. - Foram tantas emoções assim? Que inveja de ser jovem. - Resmungou ainda no tom de brincadeira deles.

Estava meneando a cabeça, concordando aqui e ali, mas parou quando ouviu que seria uma nova era em casa. Olhou com cuidado para o menino e foi absorvendo aquela postura dele. Parecia que tinha amadurecido muito naqueles dias em que passou fora de casa. Abaixou um pouco o olhar ao ouvir sobre a lealdade e sorriu triste.

- Estou aqui para ajudá-lo, Park Hyun Hee-ssi. Diga-me o que precisa que seja feito e será feito.

Apesar do tom do garoto, ele realmente ficou em silêncio durante todo o discurso dele. Enquanto Hyun Hee deixava as palavras voarem e um pensamento se conectava ao outros, trazendo verdades assustadoras, Han Jae seguia a linha discreta. O tempo o fez mais controlado e ponderado, dono de si e do que precisava ser feito. Seguiu o que ele pediu: ficou quieto enquanto ele falava.

Vez ou outra o encarou. Estava tomando o rumo de casa, mas parou num lugar antes. Talvez Hyun só percebesse quando parasse na loja de conveniências que ele sempre acabava indo. A pergunta dele foi respondida com um simples.

- Eoh. - Parou o carro e tirou o cinto com a expressão mais neutra possível.- Espere aqui.

O que?

Han Jae saiu com bastante calma e caminhou até a loja - as janelas eram bem grandes e abertas, de modo que Hyun veria toda a trajetória do segurança. O homem foi até a geladeira, passou por estantes, tudo na mais completa paz até chegar no caixa.

Ele tinha problemas mentais? Talvez precisasse MESMO de um tratamento. Que tipo de pessoa tinha uma reação dessas depois de ouvir tudo o que Hyun Hee disse? Ele era tão irritante.

Retornou com a sacolinha e entrou novamente no carro. Entregou uma garrafa d’água pra Hyun.

- Deve estar com sede depois do monólogo. - Uma garrafa para ele, salgadinhos “de isopor” e um maço de cigarro. - Quem diria? As crianças de hoje em dia não estão para brincadeira mesmo...Que absurdo. - Abriu o maço e puxou um para si. Deu uma longa tragada e soltou a fumaça respirando fundo. - Eu quero um aumento de salário. Me pagam muito pouco para o tanto de trabalho que tenho. “Mas o que um homem solteiro como você faria com tanto dinheiro?”, você pode se questionar. Compraria mais cigarros, soju e me divertiria mais para compensar todo o estresse.

Abriu um pouco o vidro e “plim plim”, deixou a guimba cair.

- Bom. Não vou julgar seus atos porque você não está querendo sermão e eu não sou a melhor pessoa do mundo para isso. Já fiz coisas muito piores do que você e a única coisa que posso dizer é “que bom” por você ter acordado antes que fosse como eles. - Disse um pouco mais sério. - O seu despertar está me dando orgulho e vou ajudá-lo a resolver esses problemas. Como homens, não moleques. Esses seus amigos acham que são homens, mas duvido que sem o nome consigam sobreviver de verdade.

Umedeceu os lábios.

- Vamos lá: o que você acha que eles podem ter contra você? Fotos? Vídeos? Você se drogou mais vezes além daquela noite? Porque o seu prontuário do hospital foi sigiloso. O seu médico é da família Hong e sabe que não poderia contar que você teve uma overdose. Além disso, eu mexi meus contatos para apagarem o vídeo até o horário que você ficou lá. Então, não tem registros. Isso é bom para você, porém, é ruim para a menina.

Aí ele deixou a expressão de raiva vir.

- Você não deve saber que horas aconteceu o incidente com ela. Porém, eu posso pedir pagando para ver os arquivos daquela data e ficar procurando o que sobrou daquela noite. - Considerando que ele saiu bem cedo, havia muitas horas de filmagem ainda. - Se não me derem por bem ou por dinheiro, eu pago para que hackeiem, não se preocupe. Assim você saberá exatamente QUEM foi a última pessoa que foi vista com ela. Uma pessoa com esse tipo de atitude não faz apenas uma vez. Sabendo quem é, podemos tentar traçar um perfil de possíveis vítimas e ver se não teve mais gente, mas eu não aconselho revelar o nome da menina. Acho que não traria nada de bom para ela, só mais humilhação.

Coçou de leve o queixo.

- Os prints que você mandou para a sua ex com certeza terão consequências. Não baixe sua guarda, porque se eles não tiverem provas contra você, será uma consequência física ou plantada, talvez. Dos elementos de sua amizade, o que realmente pode plantar algo pesado para você é o pequeno traficante. - Porque era este o termo- Se eles são capazes de fazer o que me disse, são capazes de muito mais. E esse pequeno traficante precisa ter medo de você para pensar duas vezes se vai tentar algo contra você. Vou falar com meus contatos na polícia e fora da polícia também. No seu prontuário pode aparecer o componente químico da droga e depois eu vou ver quem são os fornecedores dessa droga sintética. Assim, eu chego no fornecedor dele. Com nomes em mãos, ele certamente tentará proteger do conhecimento da família. O nome é o que importa pra eles, né? Coloque isso em risco e eles serão uns cordeirinhos.

Disse como se já tivesse passado por algo do tipo antes. Sua mente estava trabalhando mais rápido do que antes, de certo modo se divertindo em ferrar com aqueles moleques herdeiros, futuro da nação.

- Quanto à amiga da sua namorada...É o mesmo caso da menina da festa. Não use como prova final, no máximo como ponte. Não revele o nome dela. Contudo, as coisas podem ficar ruins com sua namorada.- Aqui era um pouco mais delicado. - Porque no momento em que você sabia da aposta e ficou quieto, você foi conivente e ela vai se chatear com isso. Porém...Você não é o único a ter segredos…

Deu outro longo trago no cigarro e franziu as sobrancelhas enquanto soltava a fumaça.

- O prontuário da sua namorada também é sigiloso. Ficar tanto tempo no hospital tem suas vantagens porque ainda ontem, enquanto estava buscando os exames de rotina de seu avô, eu vi uma mulher chorando ao telefone também com exames. Mais tarde, estava tomando um café e essa mesma mulher saiu com a sua namorada com a alta. Pode ser pelo braço? Sim, pode. Suponho que seja uma parente dela, ninguém gosta de ver os seus tristes. Mas, por que prontuário sigiloso? Sabemos que o seu foi pra ocultar overdose e as outras doenças. O dela é por que? Também não sei se você deve colocá-la contra a parede agora, mas é só para que não haja dois pesos e duas medidas, caso vocês briguem pelo que aconteceu com a amiga dela.

Agora foi a vez dele de pegar a garrafa d’água para molhar um pouco a garganta depois do tanto que falou.
(C) Ross




WON BIN. 11 DE JUNHO. 5:25 P.M.


Era engraçado como até uma brincadeirinha boba envolvendo a mão gelada sobre a dele era capaz de gerar uma reação natural nela. As bochechas coraram de novo quando ele segurou sua mão daquela forma, trocando o calor para esquentá-la quando nem sentia tanto frio assim. Deu outro sorriso nervoso e fez uma nota mental que não precisava de nenhuma cor na maçã do rosto quando fosse sair com ele.

- Ah é? Araso…- Mexeu mais as mãos unidas, balançando para a frente e para trás. - Espero que hoje seja tão legal quanto no dia que veio com ele.

Apesar dele ter citado o pai - um assunto um pouco complicado para eles. O incômodo que ela sentia e não conseguia evitar era semelhante, mas com ressalvas, ao que ele teria se ela citasse algum bom momento com sua mãe - o clima não ficou ruim. O assunto sobre a música sempre o ajudava em horas de necessidade.

- Ung, ele tem uma agenda bem complicada porque ficou muito famoso durante o programa. E sim, as mermaids, elas são bem legais. Quer dizer… - Ponderou. - Tem uma ou duas que são um pouco esquisitas, passam um sentimento estranho, mas as outras são muito fofas e queridas. Vai ser divertido vê-las no baile.

Tombou um pouco a cabeça para o lado oposto ao dele, ponderando sobre o baile de máscara. Já viajava um pouco pensando na roupa que usaria. Ainda não fazia ideia, mas provavelmente envolveria lilás ou azul bebê. Será que deveria mudar a cor para ser diferente? Fez um biquinho, mas logo se atentou ao que ele dizia.

- Nunca viu uma playlist de dança? - Arqueou uma das sobrancelhas, mas logo riu meio nervosa com o comentário. - Ah, eu não sou a melhor das bailarinas, mas gosto bastante de dançar. É um momento que posso me divertir com as meninas e aprender as coreografias que eu gosto. Um dia eu te ensino uma.

Brincou. Não disse que ele poderia ver os vídeos das apresentações antigas do colégio porque não era a dança mais auspiciosa de todas - apesar dela ter gostado de dançar. Era melhor não falar disso.

- E esse ano vai poder ver também.

Quando perguntou sobre as músicas dele, ela admitiu que já tinha espiado e stalkeado o suficiente. Meneou positivamente, confirmando que já sabia dos estilos. Contudo, ficou surpresa com a história do violão.

- Jinjja? Você podia aprender no clube de música e… - Fez um “o” - A mão...Você não pôde por conta da mão, né? Hm...É uma pena, mas não foi ruim. Porque você tem uma voz muito bonita cantando. - Sorriu - E não estou falando isso da boca pra fora ou porque quero puxar seu saco. Eu realmente gosto. E sei que a minha não é boa para majors porque eu não tenho a melhor das extensões vocais para cantar, sou melhor na rádio mesmo.

Bomi tinha um timbre bonito para falar - conseguia fazer voz fofinha, mas quando falava normalmente era forte e envolvente. Mas cantando, tinha outras bem melhores. E ela não tinha problemas em admitir isso porque o clube de música era só para relaxar. Não tinha intenções de ser uma idol ou algo do tipo.

Ficou em silêncio enquanto Won Bin discursou sobre a música. Havia poesia em sua visão sobre a música. Quis fazer uma pergunta, mas não achou que fosse o melhor momento para isso e guardou para si. Ao invés disso, concordou mais uma vez e não respondeu porque logo entraram na lanchonete temática dos anos 50. Bomi ficou surpresa por conta da decoração do lugar. Por um instante, imaginou que seria uma temática mais voltada para cores saturadas e pôster de aviões, bem típicos de filmes de 2ª guerra- os quais ela viu bem pouco, mas tinha uma noção. Contudo, o lugar era mais Rockabilly, bem colorido, onde até os tons frios como azul e verde, ficavam com uma saturação mais forte, deixando quente.

- Uwaaa, daebak! Agora eu sei o que poderíamos fazer depois, mas agora fica pra próxima vez - Olhou para ele. - Patins! Deveríamos ir a um rinque de patinação.

Sentou-se à mesa que ele escolheu. Não tinha uma mesa com apenas dois lugares, o mínimo era com quatro lugares. Bomi sentou-se, deixando a bolsa ao lado dela e esperou pelo cardápio. Fez uma carinha fofa com o comentário sobre a companhia e leu o menu, já ciente de que pediria milkshake de baunilha, independente do sabor do hamburger.

- Hmmm são tantas opções. - Olhou. - Minha fome aumenta só de ler.

Quando a garçonete com uniforme temático chegou, eles acabaram pedindo só as bebidas e uma batata com queijo e bacon - ao estilo americano - porque ainda estava difícil decidir os sabores assim, mas batata e milkshake precisavam vir.

Enquanto esperavam, ela ficou olhando para ele, sorrindo vez ou outra.

- Agora que temos um pouco de paz, acho que podemos conversar melhor. Vamos trocar batatas por perguntas? - Riu. - Eu tô falando sério. Cada um tem direito a três perguntas de curiosidade para o outro e se gostar da resposta, determina a porção de batata que o outro merece. É uma regra bem simples que acabei de inventar. Se estiver de acordo, pode começar.
(C) Ross


MISOO. 11 DE JUNHO. 5:30 P.M.


Minhyun apenas fez um breve cumprimento para ela, indicando que estava tudo bem e ela não precisava agradecer por aquilo. Fez porque estava diante de um ato de injustiça e não quis fechar os olhos. Contudo, a chega de Hayoung e Miran a lembraram sobre quem era a estrela da família, no fim das contas, mais um motivo para desmotivá-la um pouco.

Foi um alívio a professora ter chegado e mandado todos para o aquecimento. Misoo já sentiria sua energia um pouco abalada por conta do veneno que teve que suportar assim que chegou. Acabou que também foi um motor - se ela se dedicasse bastante naquela aula, poderia queimar algumas gordurinhas e pensar no biquini.

No fim, o ato de Jimin saiu um pouco pela culatra. Muito embora Misoo ficasse triste e neurótica com o corpo, ela ficava mais determinada também com o tênis. Podia não ter sua melhor amiga ali, mas enquanto treinava, a conversa que tivera com Woo Jin na sexta-feira voltaria à mente.

Misoo precisava fazer as coisas que gostava por si mesma, não por conta dos outros.

Seria mais divertido com suas amigas? Sim, mas ela não precisava delas - tampouco dependia - para ser boa naquilo. Além do mais, enquanto a aula rolasse, ela não teria tempo para conversas e não precisava ser querida por aquelas detestáveis. Seria bom mesmo que a vissem como uma adversária à altura e respeitassem. Porque ali na quadra a rainha atenderia pelo nome de Yeun Misoo. Ninguém mais.

No fim, a professora a elogiou pelo desempenho e esperava vê-la no dia seguinte para treinarem juntas. Até mesmo as unnies - exceto Jimin e Hyejeong - a parabenizaram ou olharem de outro modo no fim do treino. Ela merecia mesmo. Antes que ela fosse embora, a professora ainda a chamou para comentar algo.

- Eu pensei em esperar para te dizer isso até amanhã, mas...Acho que você está mais pronta do que nunca para isso. Além dos intercolegiais, o que você acha de começarmos as nos preparar para o ciclo 2019/2020 do Torneio Juvenil Asiático? Misoo-ssi, você tem tanto futuro no tênis, pense com carinho nessa possibilidade…

Pelo menos uma boa, porém complexa, notícia. Para poder participar disso, ela precisaria da autorização de seus responsáveis - no caso, os pais, não a avó. Será que conseguiria convencê-los?

De todo modo, agora com o fim das aulas, só restava mesmo ir para casa. Todas suas amigas estavam ocupadas no momento - não era culpa delas, tinham suas próprias agendas de compromissos à cumprir. E ela não tinha para onde fugir. Pelo menos essa era a impressão até se lembrar da lojinha que ficava no meio do caminho.

Woo Jin estaria lá, assim como Jae Ki tinha começado seu primeiro dia no Café Beautiful, mas ela tinha prometido não pisar. Já em casa, ela nem sabia se havia alguém aguardando por ela, considerando o retorno de MinT e os holofotes que ela recebia.
(C) Ross


JAE KI. 11 DE JUNHO. 5:32 P.M.


Hyesang o encarou com uma das sobrancelhas arqueadas quando ele disse “valeu” daquele jeito tão informal, mas controlou bastante a expressão para não demonstrar o riso que teve vontade de dar por conta da correção. Tinha sido quase instantâneo da parte de Jae Ki.

- Prefiro que faça só 4 horas hoje, até porque está em adaptação. O problema é que você sai tarde quase todos os dias, não dá pra compensar tudo no fim de semana...Aish… - Coçou a nuca com a pontinha da caneta. - Quarta-feira você pegará 1h e sairá às 9h. Nos outros dias, seu turno será das 5:30h às 10:30h. Aos fins de semana você fará 7h para concluir o horário total, mas aí vai depender do rodízio. Além disso, aos fins de semana, você tem 1 hora de almoço também.

Era um horário bastante puxado, como ele já havia previsto, mas Hyesang estava fazendo um esforço também para que ninguém saísse no prejuízo. Para ela, seria muito mais fácil pagar só pelo tempo trabalhado - ou abrir vaga para outra pessoa - mas seu coração mole às vezes a traía e ela se via em situações de exatas quando queria ser da biomédica. Enquanto falava, escrevia os horários na folha que ele havia dado. Depois tiraria uma cópia para ficar com uma via e entregar a outra para ele.

- Já que você tem trabalho do colégio e já foi combinado, vamos combinar o seguinte. - Puxou o ar.- Faça apenas 3 horas a semana inteira e eu te pago metade da semana. Acho que será o suficiente para treiná-lo também, mas a partir da semana que vem, pago inteiro. Como mostrei aqui, seus horários não permitirão mais trabalhos e estou fazendo o que posso, Song Jae Ki.

Seria duro, mas pelo menos ela não estava tentando tirar proveito dele. Dobrou o papel e chamou por Ji Hyun para que se apresentassem. A menina ficou animada por ele ser amigo de Won e, independente disso, prontificou-se em ajudá-lo. Ela riu do comentário dele.

- Não se preocupe com isso! É o mínimo que posso fazer. Também recebi muita ajuda e espero que um dia você retribua ajudando outra pessoa.

Hyesang deu um sorrisinho com o comentário.

- Agora você começa limpando o salão. Está vendo aquelas mesas ali? Precisam de um pano e veja se o lixo já está muito cheio para trocar, por favor. Organize os potes daquele balcão ali - Apontou. - Açúcar mascavo, branco, canela, se os potes estiverem na metade, pode encher. Passe um pano no chão também. Gaja, vou te mostrar o depósito.

A mulher fez um sinal para que ele a acompanhasse até o fim do café. Mostrou o mini-escritório dela, mas havia ali todas as estantes organizadas que Won Bin tinha arrumado no fim de semana e onde era o armário da limpeza. Pediu para que Jaeki ficasse atento quando as coisas - qualquer produto - chegasse à metade. Às vezes ela precisava encomendar e gostava de sempre se prevenir em relação a isso. Não gostava de meios e sim inteiros. Dava a impressão de novo e sempre farto - ela justificou.

Depois disso, liberou para que ele fosse limpar tudo. Nada de café no primeiro dia - até porque, Ji Hyun já estava lá dando conta de tudo. Segundo o acordo, ao invés de sair às 9:30h, ele sairia  às 8:30h. Ela também informou que o rodízio dele nesse semana seria no domingo, das 8h às 3h, contando o horário do almoço. Isso porque, como pegou a vaga de Won Bin, o horário dele seria no domingo - no ultimo fim de semana, ele ficou no sábado.
(C) Ross


[NOTA: Nós temos dúvidas sobre as leis trabalhistas coreanas e, talvez, a previsão legal seja de apenas 6 horas para estudantes. Mas usamos da licença poética aqui, ok? E de outro jeito, ele não conseguiria concluir o horário. Sair ou não dos clubes fica à critério do personagem, só aconselho que pense bem nas opções.]
[Hyemin ficará para a próxima rodada]
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Park Hyun Hee em Sex Set 28, 2018 9:41 am

 

Hyun Hee ficou sem entender o que o secretário estava fazendo saindo do carro, mas deu um sorriso quando ele voltou com a garrafa. Era uma piada sofisticada, mas um cuidado também. Riu debochado pelo fato de que para ele ficou a água, enquanto o outro estava com cigarros até.

- Tentei te dar férias, você não aceitou. Talvez possa usar um dinheiro do aumento mesmo procurar tratamento - brincou.

Ficou satisfeito quando o secretário começou a falar. Eram amigos, não parentes, então achava que era isso que tornava possível essa franqueza dele, com um misto de preocupação. Sentia que eram bem parecidos em muitas coisas.

Ficou surpreso com o nível de cuidado que ele teve em apagar os registros. Devia tê-lo procurado mais cedo. Mas antes não tinham essa relação tão próxima.

- Não, só daquela vez. Bem, ainda tem as bebidas e os cigarros. Mas sem dúvida aquela foi a pior...   - fez uma expressão surpresa, dando um estalo mental por causa da sugestão dele em relação às filmagens.

- Mas é claro que eu quero ver esse vídeo… Não faria nada sem o consentimento dela, usando seu nome. Isso eu já deixei bem claro. Se fosse algo a ser exposto, seria porque ela decidiu.  

Mas isso já seria bastante revelador e de certa forma ele sentia que devia isso à menina.

Segurou o riso sobre o apelido “pequeno traficante” e prestou atenção em suas recomendações. Ele não conseguiu disfarçar que estava sinceramente impressionado com a habilidade de investigação do secretário. Naquele momento ele quis ser como ele. Foi um sentimento forte, apesar de fugaz. Sentiu um orgulho estranho de poder receber “consultoria” dele. De alguma forma isso aplacou um pouco sua paranoia, porque era a primeira vez que se sentia protegido de alguma forma.

-  Araso. Eu vou ficar em alerta e… Pensar bem antes de reagir à armadilha…  É até melhor que pensem que eu caí para que eu tenha essa carta na manga.


Balançou a cabeça em relação a Lee Hi.

- Não, não vou revelar nomes sem que elas queiram. Naquela vez, você me deixou tranquilo em relação a isso porque Chaeyoung pode achar que eu fui conivente, mas eu não sou mais culpado do que a pessoa que fez isso. Não posso mudar o que já aconteceu e vou aceitar  o que ela quiser fazer quando descobrir.  O que eu posso fazer é tentar consertar as coisas com novas atitudes, para que a garota possa ter algum poder nessa situação se quiser. Mas o que quis dizer com segredos?  

Esperou que ele terminasse a história e ficou em silêncio. Ele sabia que a menina escondia muitas coisas dele. Mas não era o papel dele perguntar. Mesmo nas chances que ela teve de dizer coisas simples, ele recusou, e viu como ela parecia se sentir melhor com isso. Também não se esquecia do abraço e do choro no terraço.

- Tenho certeza de que ela tem um motivo para não contar.  E, para falar a verdade, não quero saber. Mas eu agradeço por me dizer. Na verdade, eu deveria ter pedido conselhos mais cedo. Se eu soubesse que você era mais do que uma babá tentando mandar na minha vida talvez eu tivesse me metido em menos encrenca   - deu risada e brindou a ele com a água.

-  Komawo. Eu vou tentar consertar minha vida agora...

E deixava no ar que estava contando com ele como suporte para fazê-lo.

Humor: mania/estável/--+++

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Yeun Misoo em Sex Set 28, 2018 10:43 am



Misoo estava satisfeita e descarregada das más energias. Amava a quadra e era realmente boa naquilo. A escola e outras atividades às vezes eram uma distração do que realmente gostava. Gostaria de ter mais oportunidades ali dentro. Era o que sempre pensava no final de uma aula e era bem isso que a professora oferecia.

A tenista abriu a boca exageradamente.

- CLAROOOOOO. Sério?? Mesmo??? Nossa!!! Vou dar tudo de mim nisso! - empolgou-se, mas pensou no resto, já sentindo uma onda de desânimo. - É claro… Se eu conseguir autorização da minha família… - deu um sorriso contido e sem graça. - Eu… Quando começam as inscrições?

Tinha recebido um agrado do pai. Ele era a melhor pessoa para assinar um papel daqueles, tinha esperança. Com alguma sorte, conseguiria isso dele.

- Me avise quando precisarmos começar a burocracia. Mas eu aceito, é claro! Obrigada, seongsaenim! - abriu um sorrisão e deu um abraço apertado dela, mesmo suada.

Depois saiu para uma ducha rápida antes de ir para casa. Sentou-se no banco do vestiário e abriu a mochila, mas ao olhar ali dentro lembrou-se que não tinha toalha. Ficou surpresa, mas em vez de xingar o acontecimento, ela apenas riu, fechou a mochila, e traçou o caminho de volta para casa.

Sem carona, ela enrolou para voltar, pegando transporte público e caminhou devagar pela rua do condomínio. Passou pelo Café Beautiful e fez uma careta. Não ia MESMO entrar lá. Chega de confusão por causa daquele neurótico.

Do outro lado da rua, havia a loja de conveniência. E ela atravessou a rua para pegar um isotônico ou algo assim. Poderia talvez jantar longe de casa. É, parecia uma boa ideia. Parou do lado de fora e travou o passo.

Tinha treinado, estava toda desmantelada e não conseguiu tomar banho. Era melhor não entrar, né? Por que estava fazendo isso? Era só uma loja de conveniência. Ela passava lá todo dia durante a corrida. O que tinha de mais? Estava ficando fresca?

Mordeu o lábio. É, que idiota. Vamos entrar.

Deu um passo para frente e viu seu reflexo no vidro da loja. O que era aquele frizz no cabelo??? Ajeitou a franja e os fiozinhos do rabo de cavalo que estavam saindo por causa do exercício. Hein?

Voltou a si e entrou no local, espiando o local. Woo Jin estava trabalhando. Se trocassem um olhar ela acenaria empolgada para ele, mas não iria atrapalhar. Pegaria suas coisas e iria rapidinho para… aff... casa.

Ela foi para a sessão de alimentos prontos e achou tentador pegar um ramyeon de uma vez. Chegou a pegar. Mas ela queria mesmo ficar enorme para a festa? Sentiu peso na consciência e desistiu. Suspirou e foi para a área de congelados. Talvez alguma coisa mais saudável… Kimbap, o sushi coreano, não faria mal a ninguém. Talvez? Mas tinha arroz… Que tal Japchae, que era de batata doce?

~~

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Dong Hee Kyung em Sex Set 28, 2018 1:12 pm


- Devo perguntar por que o senhor andou lendo sobre sintomas de um apaixonado? Haha... - Acabou deixando escapar a risada pois era bem obvio - Entenda como um treinamento adiantado para quando tentarei lhe passar a perna ou mentirem. Você com sua analise metódica ira associar rapidamente "veja estão agindo feito Hee Kyung" e irá se safar de eventuais armadilhas sociais. Faço isto pensando sempre no seu bem meu amigo.

Ele até levou a mão na altura do coração como se tentasse ilustrar seus sentimentos mais puros e nobres diante da mesa.

- Estou mais para Harry Osborn, se puder me rotular de algo... ou então a simbionte, ouvi dizer que vai estrear Venom por aqui em breve, é uma boa pedida, quem sabe aprendemos algo educativo. - Murmurou a tempo de ver o assunto mudando, Min-Ho parecia estar chateado com as pequenas voltas que estava levando, mesmo que Hee Kyung não o fizesse necessáriamente por mal. Ha Neul e Sona conseguem filtrar muito melhor uma brincadeira ou ironia, parando para pensar... por que o tão sagaz garoto de rosto meio quadrado não consegue captar colocações que não fossem diretas?

- Humm... - Refletiu ao escutar o nome de Seo repetidas vezes enquanto absorve o relato do amigo bisbilhot... digo atento. - Acalmem-se, por favor. - Ergueu um pouco a mão ao nível do rosto - Kim Joo é nosso amigo, eu o considero assim e até que se prove o contrário o privado dele não deve ser exposto dessa maneira austera.

Relatou um pouco mais sério - Vocês tres são os que mais sabem sobre o projeto, são pilares de extrema valia para tudo fluir como deve, mas não me colocaram na posição de líder por acaso, especialmente diante da diretoria onde isto ficara em evidencia. - Adicionou enquanto mexia na carne com a ponta do hashi -

- Existem informações que não sabem, dados que eu devo guardar comigo em segurança até que possamos construir tudo de forma plana. Não sabemos como o relato afeta Sunny, mas ela não está nem conosco para se inteirar no que vai acontecer, o que é uma pena.

Stella contribui com aquela informação, ligando raiva, bullying ao ciume.

- Precipitado. Se formos ver nesse angulo o mesmo se atesta com minha prima, que praticaria bullying ou alguma outra maldade com alguém, por minha causa. Precisamos apurar o que foi dito. Ui-Jin é o que pode ficar mais próximo deles, dentre nós. Se não for um problema, deveria continuar observando, só espero que sua percepção seja totalmente imparcial.

Dong enunciou isso e tentou colocar um pedaço do da carne defumada para Stella comer mas a menina só ficava com o bico levantado em modo de defesa.

Ele não sabe como os amigos vão interpretar tais palavras, especialmente Min-Ho que de pronto irá dizer para Dong ir falar pessoalmente com Kim.

11 DE JUNHO. Restaurante. 13:00 P.M

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Won-Bin em Sex Set 28, 2018 1:59 pm



Won achava fofo como Bomi corava um pouco mais. Sentia o coração explodir por dentro, parecia que estava num sonho e a qualquer momento ia acordar atrasado pra aula de matemática.

Mesmo o assunto sobre a lanchonete ter brevemente citado o pai, Won não se incomodou: no momento eram só os dois naquele pequeno mundo deles, não ia deixar que a preocupação tomasse o momento. Por sorte o assunto não se estendeu ali.

-Hmmm, Mermaids esquisitas é? - comentou um tanto curioso. Será que seria algo bizarro como em Wangjo? O baile...Won tinha ganhado um bom motivo pra ir e estava de mãos dadas com este motivo.

Bomi escreveu:- Nunca viu uma playlist de dança?

Won riu um pouco aliviado porque pelo visto Bomi não entendeu que Won se referia a vê-la dançar, não necessariamente na playlist. Mais ou menos.

Bomi escreveu:- Ah, eu não sou a melhor das bailarinas, mas gosto bastante de dançar. É um momento que posso me divertir com as meninas e aprender as coreografias que eu gosto. Um dia eu te ensino uma.

-Tenho a impressão que você está sendo humilde agora - disse olhando como se suspeitasse dela - Já te aviso que eu tenho dois pés esquerdos. Sabe aqueles jogos de dança? Nem isso - comentou e riu um pouco.

Bomi escreveu:- E esse ano vai poder ver também.

Assentiu com a cabeça. Ele não ia perder ver por nada.

Won começou a ficar vermelho quando Bomi elogiou sua voz. Pigarreou um pouco pra tentar retomar a cor, agora era ele que estava sem graça.

-Ok, eu vou acreditar em você. Mas eu poderia ouvir sua voz até se estivesse lendo uma lista de exercícios de matemática que eu não ia achar ruim - respondeu já esperando ela corar um pouco mais.

Logo estavam na lanchonete. O lugar era realmente muito legal, melhor do que Won se lembrava.
Mas melhor ainda era ver Bomi adorando o lugar. Podia não ter muitas coisas, mas era legal ver que podia impressionar Bomi de vez em quando.



-Patins? Hmmm, até que é uma boa ideia - gostou da proposta, estava aí algo que nenhum dos dois nunca vez.

A garçonete poderia levar uns dez anos pra trazerem seus pedidos e Won nem ia perceber, de tão perdido no olhar de Bomi que estava.

Batatas por perguntas? Bomi sabia ser bem criativa também, parecia interessante.

-Hmmm, Batatas Investigativas. Eu gostei. Muito bem eu começo...

Havia tanto pra perguntar, tanto que queria conhecer da Bomi, mas por onde começar?

-Qual o seu filme favorito? - perguntou porque cinema era basicamente o maior hobbie de Won. Queria saber pra quando ele fosse leva-la ao cinema um dia.

A segunta pergunta faria depois dela responder.

-O que mais você gosta de comer? Pergunta importante - disse, mas guardou uma mais séria por último.

-Ok, eu fiz perguntas fáceis. Agora eu vou fazer uma mais complexa. Se tudo der certo a tempo pro Baile...você iria comigo?

Aquilo era uma espécie de convite misturada a curiosidade. Era num caso hipotético, claro, mas queria saber da mesma maneira.

Wangjo 50s

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Kim Sun-Hee em Sex Set 28, 2018 3:44 pm



Era quase ridículo acreditar num controle sobre si mesma que simplesmente não existia quando Jung-Mi estava envolvido. A presença dele bastava para confundir a cabeça de Sunny e trazer até a superfície os sentimentos que tanto se esforçava em manter silenciados. Esse momento foi apenas uma demonstração das habilidades inerentes ao Park de lhe alterar as batidas cardíacas... e machucá-la de um jeito muito particular. Conforme se abria para Chaeyoung, isso ficava mais transparente e óbvio. Mas agora já era tarde e Sunny seguiria a história, independente do quanto aquilo a feria ou das expressões sérias que reconhecia em Chae nas vezes que a fitava. A única pausa aconteceu no instante que a própria Chaeyoung pediu por uma interrupção, questionando-a de algo que Sun-Hee não tinha capacidade de responder.

- Eu não sei ao certo... Jung-Mi parece carregar um fardo muito grande nos ombros. Não posso afirmar nada, mas ele sempre me passou uma impressão muito solitária... - Sunny suspirou - Eu... Eu realmente não sei...

Logo voltou ao discurso, prosseguindo.

A maneira que Chae reagia, tão afetada, entristecia ainda mais Sunny. Será que a amiga estava vendo nuances que lhe passaram despercebidas? Aquilo apertou o coração da bolsista, porém ela não se deixou intimidar pelas próprias conclusões e medos... Sentia que se guardasse as palavras nesse instante, acabaria envenenada por uma toxina que não foi anteriormente identificada. Por isso, falou... Falou praticamente tudo, poupando apenas alguns detalhes. Incapaz de continuar a encarando, ela lançou o olhar mais adiante, embora não enxergasse nada além do acúmulo de lágrimas que funcionavam como duas películas embaçadas. Não tinha a intenção de chatear a amiga com seus problemas, mas queria evitar ao máximo esconder as coisas... Não só de Chae. Hoje mesmo sentiu o incômodo de Stella frente a insistência de guardar segredos ou escolher um "depois" que não vinha... Todavia, era muito difícil para Sunny dividir fardos porque ela mesma não desejava virar um problema na cabeça dos entes queridos. Chaeyoung tratava-se de outro exemplo... Já tinha tantas questões envolvendo aquelas meninas horríveis... Para que perturbá-la com um assunto passado? É uma atitude egoísta, sim, a de incomodá-la.

O pedido de desculpas veio carregado de sinceridade, como se Sunny, de fato, sentisse uma enorme culpa.

Mas não era somente por Chaeyoung. No fundo, ela constantemente carrega a sensação de que vivia magoando e decepcionando as pessoas que ama, embora não seja algo evidente. O poço que ela colocou dentro de si tragava qualquer fagulha que pudesse se transformar num incêndio e revelar a realidade que a menina atravessava dia após dia.

Estavam próximas do fim da escada quando Chaeyoung adiantou os passos, terminando todos os degraus. Antes que Sunny tivesse a chance de imitá-la, Chae agiu mais depressa, a impedindo, e a posição que ficaram permitia que ambas se olhassem diretamente nos olhos. O gesto de secar as lágrimas somente piorou o fluxo, pois tão logo passou o polegar sob as pálpebras de Sunny, o choro retornou, porém sem escorrer. Sun-Hee começou a esfregar a vista enquanto Chae segurava seu rosto com uma delicadeza que provavelmente faltaria nas palavras. Afinal, tinha consciência do que ela preparava-se para dizer e não havia um modo mais fácil de lidar com uma provável verdade. Fungou uma última vez e não desviou a atenção, concentrando toda a tristeza nos dedos cravados no interior das palmas.

Sunny escutaria tudo, não a cortando... Nem sequer piscava. Chae era sua amiga e também sua unnie... Cada palavra dela, magoando-a ou não, deveria ser respeitada. Os elogios que acompanhavam... Sun-Hee balançou a cabeça, negando... Não era nada incrível ou maravilhosa. No entanto, não conteve o receio de que, por sua causa, o relacionamento de Chae e Hyun fosse afetado, expondo-o na feição assustada. E tal receio cresceu para pavor quando Chaeyoung começou a soluçar. Automaticamente tocou o ombro bom da amiga, apertando-o com carinho e tentava transmitir um pouco de conforto.

- Chae, Chae...! Não... Jebal... Não chore...

Os dizeres saíam atropelados, pois Sunny a imitava, cedendo mais uma vez.

Ainda bastante nervosa e abalada, Chaeyoung continuou e a mão que usava para acariciá-la mudou o tom e a segurou pela manga da camisa, mas não de forma bruta ou ignorante. Era... desespero. Entendia exatamente o que ela queria expor ali... Entendia com perfeição... Mas se fosse tão fácil...

Ninguém mais choraria devido a um coração partido.

Assim que terminou, por ora, de falar, Sunny não deu mais espaço e a abraçou, escondendo o rosto na curva do ombro de Chaeyoung e a Park sentiria a umidade característica das lágrimas, apesar da ausência de ruídos.

- Não chore mais... Shhh...

Era irônico pedir algo do tipo.

Ela se afastou de leve, olhando-a com seriedade em meio ao rosto molhado e vermelho.

- Se existiu alguma possibilidade de Pak Jung-Mi ser algo além de uma recordação de férias... Esta desapareceu assim que ele e Misoo seguiram com esse namoro. Na época, eu o avisei sobre as consequências e que isso poderia magoá-la. Mas, ao invés de desistir dessa ideia absurda, Jung-Mi me pediu... tempo.

Sunny respirou fundo, sentindo os pulmões falharem.

- Não podia esperar... Não por egoísmo ou raiva. Eu só não podia mais prolongar aquilo... Mas a dor permanece igual. Na minha mente, a sensação é de que passaram três dias e não três meses... O tempo corre de uma maneira diferente para quem pára nele, não é mesmo? As noções perdem o sentido.

Abaixou a cabeça por poucos segundos.

- No que era melhor acreditar...? Que Jung-Mi foi um cretino mentiroso? Uma pessoa que usa e descarta o mundo? Que ele é... um covarde? Era nisso que eu deveria acreditar? Não... E-Eu não posso, Chae, me perdoe, mas não consigo imaginar que ele seja tão cruel a esse ponto. Porque isso me obrigaria a odiá-lo e meu coração não aguenta mais sofrer uma nova decepção por culpa de Park Jung-Mi... Prefiro ignorar que o dia de hoje aconteceu. Prefiro acreditar que, em algum momento, ele realmente sentiu algo por mim, mesmo que só afeto. Posso suportar uma mudança de sentimento... Amar ou odiar... São coisas mutáveis, não são? Então... Prefiro mesmo acreditar que ele se apaixonou por Yeun Misoo nesse período. Pois apenas a hipótese dele ter brincado comigo durante todo esse tempo é pior do que a de ser trocada por outra pessoa... Isso eu posso aguentar, porém descobrir que jamais foi... real... Que esse sofrimento aconteceu sem um motivo... Ah, Chae... Eu não quero acreditar que Jung-Mi seja essa pessoa horrível.

Porém, Chaeyoung enxergaria nos olhos de Sunny que já tratava-se de algo implantado na cabecinha dela.

A dúvida que a corroía desde que o namoro de Jung-Mi e Misoo se oficializou e eles começaram a agir como um casal de verdade.

- Eu não preciso que me protejam. Estou cansada disso. Às vezes, parece mais uma justificativa para que me afastem... Mas, não preciso mesmo de um príncipe ou segurança. Só de alguém que... queira ficar ao meu lado. Isso já seria suficiente.

Pegou a mão de Chaeyoung, envolvendo entre as suas.

- Admiro seu relacionamento com Hyun-Hee... Ele realmente gosta de você e não há necessidade de te perguntar se é recíproco... Por isso mesmo, não se indisponha com ele por culpa do que falei sobre Jung-Mi, assim como peço para que não tire conclusões precipitadas. Jung-Mi disse algo a respeito do peso que leva no sobrenome Park. Uma pessoa sempre pressionada tende a tomar atitudes extremas ou incoerentes. Não estou afirmando que é o caso dele, porém ele, ao menos, merece o benefício da dúvida até que a "verdade", como você mesma avisou, apareça.

Sorriu, entretanto... o ato não alcançava os olhos.

- Ficarei bem, uma hora ou outra... É uma questão de... paciência. Komawo... Por se importar... Eu amo você, amiga... - a abraçou de novo e até estendeu a mão para aplicar um carinho no cabelo dela, mas desistiu ao visualizar o princípio de cortes na pele causados pelas unhas e toda a pressão exercida na área fina... Ela fechou os dedos e a escondeu enquanto murmurava - Não se preocupe mais... Isso vai passar...

Apertou um pouco mais o abraço, sendo cuidadosa para não machucar o braço imobilizado da garota.

- Encontrarei alguém que me valorize e que não tenha medo de enfrentar o mundo comigo. Alguém que não olhe ao redor, prevendo perigos, mas sim alguém que olhe... para mim. Só para mim. Seria o bastante...

Mas uma realidade distante...

Ela encerrou o abraço.

- No momento... Tem uma pessoa que merece mais preocupação... - mordeu o lábio - Lee-Hi... O que houve? Por que vocês chegaram tão chateadas na aula?

WangJo

— Ross


Última edição por Kim Sun-Hee em Sab Set 29, 2018 10:58 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Jae-ki em Sex Set 28, 2018 3:54 pm


Jae-ki e Hyesan acertavam os horários de trabalho. Ele balançava a cabeça para mostrar que concordava com o que ela dizia. Ele dobrou os lábios para dentro da boca quando ouviu que acabaria ganhando metade da semana. Teria que dar uma apertada em casa, mas como apertar onde já estava apertado? Talvez encontrasse algum bico essa semana. Jae-ki acabou perguntando meio confuso:

- Por causa do meu trabalho na escola? Mas ele é só na quarta, e saio cedo na quarta...

Ele não entendeu bem o que Hyesang planejava, se era por causa do seu trabalho na escola, ou se por outro motivo. Não queria pegar dinheiro do Kang, porque sabia que ia demorar muito para pagar a dívida. Mas logo em seguida se arrependeu de ter falado muito e emendou:

- Mianeyo. O que a senhora que decidir está bom. Kansahanmida, eu estou muito feliz pela oportunidade, e vou me esforçar.

Era ruim sentir medo a todo tempo, ainda estava em teste, talvez não devesse ter falado muito antes e deixado ela decidir tudo. Estava com um semblante preocupado.

Quando falava com Ji Hyun. Jae a achou muito simpática, talvez fosse mesmo uma boa opção para o Won. Sorriu pra ela e disse:

- Eoh, se eu puder ajudar você, também pode chamar.

Ele ouviu bem as ordens de Hyesang e as decorou sem problemas. Ele a acompanhou para ver o depósito. Em seguida, fez o seu trabalho da melhor forma possível, limpando impecavelmente o chão, as mesas, dando realmente tudo de si para dar uma boa impressão. Quando visse que sobrava um tempo, perguntaria no que poderia ajudar.

Foi trabalhando que notou a foto de Yuki nas paredes e ficou surpreso! Se ela fosse ali de novo algum dia, podia pedir autógrafo para Soo-ji ou até falar da irmã para a cantora.

- Uwa... É a Yuki das Mermaids! - Comentaria com Ji Hyun.

Mas não ficaria de papo, voltaria a trabalhar concentrado até o final.



Wangjo

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Re: Capitulo 7

Mensagem por The Crown RPG em Sab Set 29, 2018 1:50 am

HEE KYUNG. 11 DE JUNHO. 1:03 P.M.


- Porque eu leio as revistas na ordem e uma das matérias era essa. - Min Ho respondeu como um robozinho e senhor óbvio. - Por que mais eu leria isso? Estava lá a pesquisa e eu não pulo páginas. Leio até as notas de rodapé.

Mas olhou para Ha Neul porque ele parecia ter desistido de explicar que era mais uma brincadeira de Dong. Quanto à questão de treinar para eventuais armadilhas sociais, Min Ho só franziu as sobrancelhas e deixou o bico um pouco mais evidente. Era muito cansativo conversar com os amigos, às vezes.

A ironia do Homem Aranha rendeu alguns comentários. Ha Neul fez uma careta para o filme assim como Ui Jin. Min Ho foi o único que se dispôs a ver - o do contra, para variar. Quando Stella chegou, o assunto morreu e eles acabaram voltando as atenções para a bomba que Ui Jin traria.

- Ah, eu também considero o Kim nosso amigo. - Ha Neul falou. - Mas é um pouco estranho o que o Ui Jin disse. Ele nunca comentou sobre a vida pessoal dele para a gente e teve uma época que a gente achava que ele tinha algo com a Sunny, né?

- Eles não têm. - Stella disse de modo enfático.

- Não, agora a gente sabe disso, mas na ééépoca...Bom, era suspeito.

Colocou um pouco de carne na boca e ouviu Dong reafirmando seu posto de liderança. Parecia que ele delegaria tarefas para o grupo. O líder lamentava a ausência de Sunny para aquele momento, mas Stella já deu uma deixa sobre o envolvimento dela. Seo Hyemin a odiava e logo Stella associou a Kim Joo Hyuk.

O argumento de Dong à respeito da prima dele, deixou a mesa sem palavras. Até mesmo Sona arqueou uma das sobrancelhas e olhou na direção de Stella e Dong, Dong e Stella, respectivamente. Ui Jin precisou retirar os óculos para limpar e Ha Neul ficou incrédulo. As bochechas de Stella coraram - logo quando ela pensou em pegar mais comida - e repousou os hashis de novo à mesa.

- Mas não é? - Min Ho questionou.

Ha Neul o empurrou para calar a boca. Min Ho ficou com os óculos tortos. Stella recusou a carne, meneando negativamente e ficando na dela.

- Não será difícil fazer isso. Amanhã vamos nos reunir na casa do Kim para trabalhar na maquete. Farei o melhor para ficar de olho neles e ver se alguma coisa acontece…

O almoço estava chegando ao fim. Para alguns foi bastante proveitoso e deu para descobrir bastante coisas - além de rir. Já Stella, tinha ido para se divertir, mas estava mais cansada e chateada do que antes. O bico não abandonou mais seu rosto e durante o percurso de volta para o colégio, ela ficaria no total silêncio, olhando para a janela. Apenas Dong voltaria com ela enquanto o resto do grupo foi no carro de Ui Jin.
(C) Ross


SUN HEE. 11 DE JUNHO. 3:18 P.M.


Chaeyoung talvez soubesse explicar porque ele se sentia tão solitário e era fechado. Pelo menos pela parte que conhecia da história e já tinha ouvido por aí. Devia mesmo ser muito difícil ter perdido os pais num acidente como aquele e ver o irmão mais velho em coma por meses. Mas, ela não disse porque não era o dever dela explicar os motivos de Jung Mi. Até porque, ela não queria defendê-lo e os motivos dele podiam ser outros.

Se fosse em qualquer outro momento, talvez ela tivesse um pouco mais de pena, mas as perdas não eram justificativas para brincar com as pessoas. Queria abrir os olhos de Sunny e fazê-la perceber uma realidade que era bem distante da fantasia que ela vivia. Às vezes as pessoas não querem sair da ilusão, mas como amiga e unnie, era seu dever moral ajudá-la.

Durante seu acalorado discurso, ela não sustentou a voz por muito tempo e chorou por Sunny. Por ser uma pessoa empática, ela sentiu o peito encolher, como se uma mão estivesse espremendo. Como se fosse punida por tentar se meter na história. O ar faltou um pouco e foi o momento que Sunny encontrou para pedir que ela não chorasse. Não adiantou porque o soluço veio e mais lágrimas rolaram.

Tossiu um pouco e  a encarou com os olhos vermelhos enquanto Sunny tocava seu ombro. O fato da própria menina ceder e começar a chorar só a motivou mais a falar tudo o que achava e tentar elevar seu moral. No fim, o aperto virou um abraço. A menina desceu o degrau e a abraçou como um filhote perdido - pela forma que se aconchegou em seu ombro, parecia mesmo muito carente daquela pequena dose de afeto.

Quando ouviu o pedido, teve dúvidas se Sunny disse para ela ou para si mesma. Levou a mão direita até o cabelo dela e fez repetidos carinhos em sua cabeça. Deixou que ela se afastasse para retomar o fôlego e responder às coisas que tinha acabado de ouvir. Focou os olhos nela.

- Claro que não podia permitir… - Murmurou, mas ficou quieta, ouvindo.

O longo desabafo de Sunny sobre amor e ódio serem mutáveis e de não suportar outra decepção em sua vida, fez Chaeyoung respirar fundo e passar a mão pelos olhos algumas vezes, tirando qualquer resquício de lágrimas. O rosto ainda estava deveras vermelho, mas ela estava tentando se controlar.

Concordava completamente com a parte de não precisar de proteção. Conseguia entender como ela se sentia e apenas abaixou a cabeça com os elogios ao seu relacionamento com Hyun Hee. Realmente gostava dele do mesmo jeito e sabia bem o peso que um nome tinha, mas isso não podia ser justificativa. Sua mente podia ser bastante romântica e utópica, mas para alguém que sempre queria o bem, era um pouco pesado lidar com o mal que as pessoas causavam.

Sentia-se cansada, sem energias por conta daquela conversa. Absorveu muita coisa ao longo daquele dia. Hyemin, Lee Hi, Sunny...Era muito triste não ser capaz de expurgar a dor das pessoas e só poder oferecer o ombro amigo. Abraços podiam aliviar, mas e as soluções? Queria ter soluções, mas também se sentia fraca e limitada.

- Eu também te amo, Sunny… - Respondeu de volta durante o abraço, mas estava bem abatida depois dele. - Ne...Espero, de coração, que você encontre alguém com essas características. Não aceita nada menos do que isso...Tá?

Ajeitou o cabelo dela, mas fechou os olhos com certo pesar quando ouviu sobre Lee Hi. Mordeu o lábio inferior e a encarou de novo. Dessa vez, contudo, ofereceu o braço bom para que seguissem até o armário - onde ela pegaria a mochila que deixou por ali  - e caminhassem para fora do prédio.

- Não me pergunte os meios porque é segredo, mas entreguei uma carta para Lee Hi hoje… - Pigarreou. - O conteúdo da carta parecia ser de alguém que entendia o momento que ela está passando e isso a tocou muito. Achei que estivesse ajudando ao fazer isso, mas ela ficou muito mexida.. Ela também não entrou em muitos detalhes, mas ela parece se sentir inferior, vazia, culpada…Ela só chorou muito e ficou falando como se arrependia por ter sido tão burra…

Olhou para Sunny.

- Eu não sei o que aconteceu com ela e ainda estou esperando o momento certo para que ela me conte. Hoje não foi possível porque ela ficou realmente arrasada. Os dias têm sido muito sufocantes…

Para todos, Chae quis dizer.
(C) Ross


HYUN HEE. 11 DE JUNHO. 5:20 P.M.


Han Jae fez uma careta com a história de bebidas e cigarros. Que jovem nunca fez isso na vida? Ainda mais com tantos recursos em mãos. Não, isso podia levar a algum sermão, mas não era pior. A overdose sim era um problema. Na época, chegou a achar que ele realmente tinha procurado por aquilo, mas agora que o conhecia melhor, Han Jae tinha uma opinião diferente.

Hyun Hee podia ser muitas coisas, mas não burro. A única coisa que ele achava que faria com que o garoto se socorresse às drogas por livre vontade de morrer seria a ausência dos remédios. O que, na época, ele realmente estava evitando. Mas ainda assim…

Acreditava que o garoto não fez por vontade própria.

Quanto ao vídeo, estavam decididos.

- Certo. Entrarei em contato ainda hoje com meus conhecidos para ver as câmeras daquela noite. Como já faz algum tempo, talvez demore a encontrar, mas ainda assim será rápido pelos meus meios. E é bom ver que já se preocupou com o nome dela.

Continuaram, então, pensando em hipóteses que poderiam enfrentar muito em breve. Achou que era uma boa fingir que cairia na armadilha. O assunto só ficou mais delicado quando o nome da namorada dele entrou em jogo. Han Jae contou o que viu. Podia ser um relato indiscreto, mas sua fidelidade era para com Hyun Hee. Se havia algo de esquisito envolvendo seu padrão e pessoas próximas, ele deveria avisá-lo.

Ficou surpreso quando ouviu que Hyun compreendia que ela deveria ter seus motivos para não contar a ele. Achou que ele fosse ficar interessado, mas parte de si considerou que ele tivesse medo do que poderia ser. E a ignorância, nesse caso, podia ser uma benção. De muitas formas, Chaeyoung vinha salvando Hyun Hee e se ela tivesse algum problema, podia acabar desestabilizando - era o que o secretário achava.

- Araso… - Deu uma risada sarcástica. - Eu era sua babá porque você era um molequinho que mal tinha saído das fraldas. Felizmente, o molequinho cresceu e hoje vejo o espectro do grande homem que ele será. - Começou debochado, mas sorriu de modo verdadeiro. - Sinto orgulho de ser seu segurança, secretário e amigo, Hyun Hee-ssi. Você pode contar comigo para ajudar a consertar sua vida.

Deu um tapinha no ombro dele e logo ligou o carro de novo.

- Quanto ao seu irmão… - Era um assunto mais complicado. - Tenha cuidado, hm? - Olhou para ele. - Confiança leva anos para ser construída e até onde sabemos, ela foi quebrada quando você foi embora. Você acha mesmo que seu irmão...Quer dizer...Acha mesmo que está fazendo um trabalho preventivo para que ele não seja como os outros? O que leva a crer que ele já não seja como eles? Por mais tentadora que seja a oferta, Hyun Hee-ssi, não baixe sua guarda. Seu irmão vive tempo demais com seu tio para não ter o mínimo de influência dele…

Han Jae preferiu deixar esse ponto por último porque podia ser um fator de desequilíbrio das opiniões. Ele estava de fora, não tinha vínculos sanguíneos, por isso podia ter mais direito de achar esse tipo de coisa. Porém, para um irmão, ainda podia incomodar.

O secretário ficou quieto e tirou o carro dali, tomando as ruas de novo, rumo à residência Hong. No celular não tinha nenhuma mensagem para ele - nem de Jong In, Jung Mi ou Chaeyoung. A joaninha, no caso, estava há muitas horas sem aparecer online - a última vez foi quando respondeu à mensagem dele, ainda durante o almoço.
(C) Ross



WON BIN. 11 DE JUNHO. 5:25 P.M.


Bomi não entrou muito nos detalhes sobre as “mermaids esquisitas”. Não era bom ficar falando desses assuntos em público, ainda mais de um grupo tão conhecido. Vai que algum fã louco aparecia para discutir? Só fez um “uhum” com uma caretinha e prosseguiu o caminho com ele.

Quanto a ser humilde, ela deu uma risada. Não era uma pessoa humilde, era bastante ciente sobre seus dons e seus pequenos defeitos, mas era muito fofinho o modo como Won Bin falava dela. Sentia que ele a colocava num pedestal - o que não era de todo ruim, era uma sensação muito gostosa - mas que agora eram diferentes de antes. Ele não ficava só olhando, ele se aproximava dela.

E Bomi realmente preferia assim. Sorriu novamente ao ouvir sobre sua voz e então respondeu.

- Ah é mesmo? Então eu posso tagarelar para sempre que você nunca vai se enjoar de mim? - Perguntou achando a reação dele divertida.- Pois lembrarei disso no dia que você ousar reclamar.

Depois da reação inicial ao colorido restaurante, os dois procuraram por uma confortável mesa e passaram a se dedicar mais um ao outro. Bomi deu a ideia das batatinhas em troca de respostas e logo Won chamou de batata investigativa.

- Bom nome! Pode começar.

Ouviu a primeira pergunta e pensou um pouco. A porção de batata ainda não tinha chegado, mas depois podiam servir um ao outro se ficassem satisfeitos com as respostas. Ponderou um pouco.

- Sabe, é difícil pensar assim… - Coçou a nuca. - Eu gosto mais de doramas do que de filmes e quando penso, eu acabo indo mais pelas estreias americanas...E também gosto de animação japonesa. São muito tristes, mas muito boas. - Riu. - Eu não consigo escolher um filme favorito. - Fez um beicinho. - Mas meus gêneros favoritos são drama, aventura...e terror.

Bem geminiana 8/8000 e disse isso com bastante tranquilidade, caso ele ficasse surpreso com a revelação. Sorriu divertida com a segunda pergunta.

- Você sabe que eu adoro comida tailandesa, bem apimentada,  tteokbokki e o oposto também: doces bem doces. Mas a minha favorita mesmo, mesmo e dessa vez tem favorita é guioza de carne… - Levou as mãos até o rosto e mexeu de um lado para o outro. - Uwaaa, é muito gostoso! - Demonstrava o quão apaixonada era - A verdade é que eu adoro comer, é muito bom comer, mas a culpa acompanha às vezes.

Respirou fundo e meneou negativamente.

- Não concordo. A do filme foi bastante difícil, mas ok...faça sua última pergunta. - Aguardou com certa expectativa até que a pergunta veio. O sorriso ficou um pouco mais carinhoso. - Eu...não acho que dê tempo de resolver uma vida inteira de problemas até o fim do mês, mas...independente disso, eu quero muito ir com você no baile.

Encarou por alguns segundos, mas foram interrompidos com a chegada do pedido inicial. Ela logo se animou com as batatas e a bebida, claro. Bateu palminhas, agradecendo meio cantarolado com voz aegyo, mas não deixou que ele pegasse a batata.

- Minha vez. Pergunta número 1: De quantas competições de TKD você já participou e qual foi a conquista ou luta mais memorável? Isso é uma pergunta só!

Já se defendeu.

- A segunda pergunta: Que outros esportes você já praticou além de TKD? E a terceira que é a pergunta difícil: Qual é a música que faz você pensar em mim?
(C) Ross


MISOO.  11 DE JUNHO. 5:30 P.M.

A reação de Misoo diante do convite da professora já era algo esperado pelos que conheciam, mas não deixava de ser deveras escandaloso. A professora deu meio passo para trás, tomando um susto com o berro, mas logo sorriu para ela, meneando positivamente.

- Ne! Eu acho que isso pode dar muito certo, Misoo-ssi. Você tem talento para esse esporte e acho que valeria a pena tentar, ainda que não siga a carreira de atleta… - Olhou com carinho para sua discípula. - Bom, pra começar, você precisa se federar e, bom, como o ano já começou, você precisará participar de torneios pequenos, aqui na Coreia para ganhar o destaque e competir juniores. Acho melhor começarmos assim do que te colocar já entre os tubarões e você acabar se frustrando. Os torneios do colégio não chegam perto dos profissionais. Por isso quero que pense bem e amanhã conversaremos melhor sobre isso, ok?

Mas Misoo já se via além e não hesitava em concordar. O único problema seria a autorização de seus familiares. Será que conseguiria mesmo? Bom, era algo para pensar e tentar acordar. O pai certamente era mais flexível e aberto ao diálogo, pelo menos com ela - o que era bastante irônico, considerando o jeito fechado e rigoroso dele.

Podia ter pensado nisso no banho, mas descobriu que sua toalha não estava na mochila. Por algum motivo, ela sorriu ao invés de se irritar com o fato e logo decidiu seguir o caminho de casa. Pegou transporte público ao invés de chamar o próprio motorista e gastou todo minuto possível longe de casa. Qualquer família acharia aquilo estranho, mas parecia que eles tinham um acordo tácito de não se importar com isso. Que tipo de mãe deixaria a filha passar tanto tempo sem se comunicar? Ela nem ligava para o celular dela, perguntando onde estava.

Na verdade, ela ligava sim, pelo menos agiu como mãe nos últimos meses. Mas agora que MinT estava ali de novo, parecia ter voltado as atenções para a mais velha mesmo.

Melhor assim, né?

Quando pensava o que mais poderia fazer para enrolar, os olhos de Misoo automaticamente foram para a loja de conveniências. Ao parar diante da loja, ela se preocupou um pouco com sua aparência - coisa que não fazia sentido para o seu normal. Felizmente, deixou a neura de lado e entrou.

Woo Jin estava arrumando mercadorias nas prateleiras e não foi imediatamente visto. Quem estava no caixa era o chefe dele que trocou um breve olhar com Misoo apenas para ver quem estava entrando na loja. Estava no corredor do ramyeon, mas do lado oposto, meio abaixado e distraído por demais. Não estava conseguindo focar os pensamentos desde a situação constrangedora envolvendo coca cola, blazer molhado e toalha. Mesmo agora usando o uniforme de trabalho, ele não conseguia se desligar daquele momento.

Suspirou, esboçando um sorriso porque achou algo curioso...Por que estava se lembrando dela agora? Ela nem estava ali...Então por que estava sentindo a presen…

- Misso-ssi?!?! - Falou meio apavorado quando a viu. Enquanto estava se questionando, ele se levantou e deu de cara com ela procurando o que comer. - Ommo...Ommo...O que está fazendo aqui? Você não devia estar no colégio? Er...no clube? - Olhou para a roupa dela. - Já esteve? Aigo...Que horas são?

Bateu no relógio dele, como se estivesse com defeito, mas era seu cérebro que estava derretendo.

- Ah...Já é tarde assim. Heheeh...Nem senti o tempo passar. - Encarou. - O que está fazendo? Por que não pegou o isotônico ainda? Está querendo algo diferente hoje? Posso ajudar...Quer dizer...Se você quiser, né?
(C) Ross


JAE KI. 11 DE JUNHO. 8:30 P.M.


- Porque eu gosto de contas certas. Ontem já não valeu, mas mesmo assim você vai receber pela semana toda, porém, a metade dela. Como você está em fase de treino, parece justo. Você só vai trabalhar mais quatro dias, de todo modo. E se passar, já falei para não se preocupar, você receberá a semana inteira.

Muito embora no papel fosse o mesmo valor que ele recebia do emprego anterior, ele raramente recebia o valor todos. Trabalhava por três e recebia, de fato, com descontos pelos motivos mais imbecis que o chefe abusivo inventava. Desse modo, ali ele “ganharia mais” porque seria o valor certo.

Na teoria, pelo menos.

Won Bin nunca tinha reclamado da honestidade de Hyesang, só tinha medo dela no início porque ela era muito durona. Contudo, comparado com pessoas que Jaeki encontrou ao longo da vida, Hyesang parecia bem tranquila. Ou talvez a idade dela estivesse trazendo mais paciência para lidar com os jovens.

Esperava que não tivesse que se justificar sempre. Já tinha percebido que o menino era um pouco impulsivo, mas pelo menos estava tentando se controlar. Era melhor manter assim para não dar liberdades que depois poderia gerar problemas - como ocorreu anteriormente. Depois de explicar tudo, ela seguiu até o depósito para mostrar o interior para Jaeki.

Uma vez que tudo estivesse encaminhado, restava à Jaeki limpar. O salão já era bastante limpo e caprichado. Só precisava realizar a manutenção, tirar o pó, limpar as mesas que os clientes passavam, arrumar a decoração...Não era o tipo de coisa que Jaeki gostasse mesmo de fazer. Em sua vida pessoal, ele era bastante preguiçoso e desleixado, a halmoni sempre fazia escândalos pela louça. Porém, havia muita coisa em jogo ali e o garoto dava o melhor de si.

Pôde perceber o vai-e-vem das pessoas. A maioria dos clientes tinha o perfil de Wangjo: eram muito bonitos, muito bem vestidos e perfumados, mantinham os olhos voltados para os celulares ou simplesmente focando no caixa e ignorando as pessoas. Poucos - provavelmente os empregados, governantas e motoristas dos palacetes do condomínio - sabiam ser educados. Ninguém o incomodou porque ele também não ficou no caminho das pessoas.

O movimento era bastante grande e quando ele achou que tinha terminado, lá estava ele limpando as mesas, arrumando o ambiente e passando pano no chão. Era repetitivo e constante - talvez fosse um toc da chefinha, mas ela zelava muito pela aparência de seu Café.

Em dado momento, Jaeki reparou na foto de Yuki das mermaids. Não era a única idol que tinha uma foto naquele paredão, mas acabava se destacando aos olhos dele porque era a bias de sua irmãzinha. Tinham duas fotos dela: uma com as meninas dos mermaids e outra com Shin Hee, uma garota muito bonita - Miyeon - Quan Lei e Min So. Além dessas fotos, outros grupos ou apenas uma duplinha tinha fotos ali. Até MinT - irmã de Misoo, digital influencer e modelo internacional - tinha uma foto ali.

- Ne! Eu ainda não tive a sorte de ver nenhum idol aqui pessoalmente. Mas o Won Bin-ssi me disse uma vez que já viu o Shin Hee-oppa pessoalmente com o Quan Lei-oppa. - Ji Hyun levou a mão até a bochecha. - Já imaginou se um dia eles aparecem por aqui? Acho que nem vou conseguir fazer o pedido de tão nervosa que ficarei.

Não era difícil imaginar que ela travaria mesmo. E JaeKi? Será que teria coragem de se aproximar se um dia estivesse diante de um ídolo?

O tempo passou bem rápido, para os parâmetros dele. Quando se desse conta, Hyesang se aproximaria.

- Song Jae Ki-ssi, já deu as 3 horas. - Avisou. - Pode ir pra casa. Você fez um bom trabalho hoje. Parabéns.

Eram 8:30 P.M em ponto, indicando que Hyesang era preocupada com a pontualidade. Eun Bi tinha comentado mais cedo que passaria a tarde e parte da noite ensaiando numa academia de dança e que eles poderiam se encontrar no metrô por volta das 9h. Quando Jaeki pegasse o celular, ele leria uma mensagem dela que chegou há menos de 10 minutos.

Eun Bi dizia que tinha acabado os ensaios e que tomaria um banho por lá. Perguntou se ele estaria disponível e que esperaria até as 8:45h por uma resposta. Não sabia, afinal, se ele leria ou se poderia sair do café por volta daquele horário e estava cansada demais para esperar por muito tempo. .
(C) Ross


[O Capítulo será encerrado até a página 12. Não precisam correr com suas cenas, apenas estou avisando que estamos quase acabando.]
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Jae-ki em Dom Set 30, 2018 12:09 am


Jae-ki balançou mais a cabeça mostrando que tinha entendido a Hyesang. Não queria que ela o entendesse mal, não desconfiava dela, mas ele não era mesmo o melhor em saber a hora certa de falar ou como falar as coisas. Quando queria entender algo, tinha vontade de perguntar mesmo.

Durante dia ele se esforçou, mesmo não sendo um trabalho que gostava de fazer, sabia que era preciso e que não podia se dar ao luxo de fazer corpo mole. Apesar de adolescente, ele já sabia a importância de levar a sério um trabalho. Mas até que estava gostando de ter uma chefa mulher, ela era bem menos agressiva que seu antigo patrão.

Quando comentava da foto da Yuki, sua colega de trabalho também falou algo sobre isso. Isso fez Jae-ki pensar em como reagiria, provavelmente seria bem folgado e logo perguntaria sobre autógrafo. Mas logo lembrou do trabalho, talvez isso o fizesse ser demitido.

- Eu ia ficar com vontade de falar com a Yuki pelo menos, se fosse ela  - Respondeu a Ji Hyun com um sorriso por causa da timidez dela  - Tenta pensar que são só pessoas, tipo, os idols também vão no banheiro cagar como todo mundo.

Riu do seu comentário, não falou em voz alta por causa dos clientes, e voltou rápido ao trabalho. O tempo realmente passou voando para Jae-ki que tentava fazer tudo certo. Agradeceu sua nova chefa de um jeito educado.

- Kansahamnida!

Se despediu das funcionários do café, inclusive da chefa. Quando saía percebeu a mensagem da Eun-bi e sorriu. Seria legal ver o rosto dela, sentir o sabor dos beijos dela, os lábios dela tão carnudos e macios, sentir o aroma dela e a textura macia da pele dela.

Ele logo a respondeu dizendo que estaria esperando por ela. Jae-ki passou a mão nos cabelos de novo para dar um jeito, que nem era lá essas coisas. Será que estava começando a ficar mais vaidoso por causa da namorada? Aquela palavra sobre ser o melhor cara tinha ficado na sua mente. E Jae-ki era mesmo um louco apaixonado. Trazia um gorro na mochila e o colocou na cabeça depois que saiu do café, se achava bonito e maneiro com a touca. Caminhou animado até o metrô e ficaria lá olhando para todos os lados para ver se a encontrava.


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Re: Capitulo 7

Mensagem por Kim Sun-Hee em Dom Set 30, 2018 12:43 am



Ao contrário de Chaeyoung e, provavelmente, de todo o colégio, Sunny não conhecia a história sobre a tragédia que aconteceu na família Park. Por isso, em sua mente, apenas criava suposições que justificassem aquele comportamento sempre tão sério e polido de Jung-Mi... Fechado demais para alguém tão jovem. Admitia que todo o mistério que o envolvia também foi uma contribuição diante do fascínio instantâneo que sentiu na primeira vez que colocou os olhos nele. Na verdade, até imaginou que ele fosse um oppa... Se surpreendeu quando descobriu que tinham a mesma idade. De toda forma, Sunny não fazia a menor ideia do que ele e Hyun-Hee passaram.

O discurso de Chae não seria ignorado por Sunny, apesar das palavras da bolsista. Compreendeu cada linha e vírgula, mas preferia continuar acreditando na ilusão ao ter que enfrentar uma possível - e agravada - dor... E, analisando mais minuciosamente... Que tipo de fantasia ela vivia? Considerando o quanto sofria, estava mais para pesadelo do que um sonho juvenil. Jung-Mi podia ser um príncipe, porém Sun-Hee encontrava-se distante de qualquer conto de fadas.

E sua escolha já foi tomada e mesmo que fosse outra diferente, não havia chance dela e Jung-Mi serem nada além de... lembranças. Guardadas naquelas fotos...

Por isso preferia acreditar que o passado não tinha sido uma mentira completa.

Não entendia mesmo porque ele tomou essas atitudes de percebê-la após tanto tempo, mas não alimentaria mais aquilo. Recobraria o controle, trataria-o apenas como um colega de turma, insistindo nisso até que o coração finalmente se curasse do que quer que Jung-Mi tenha cravado lá.

Era uma cena triste que as duas dividiam ali, porém Sunny, ao mesmo tempo em que apavorava-se por causar aquele tormento, também sentia-se protegida e amada... Não que lhe faltasse isso... Tinha as melhores pessoas do mundo ao seu lado, mas era algo muito bom. Tentou apoiar Chae, embora estivesse mais fragilizada e cansada depois de compartilhar o que houve entre ela e o Park mais novo. O abraço apenas confirmou o sentimento de rejeição... Pois, no fim, acabou – de certo modo – abandonada.

O desabafo jorrou sem freios.

Não queria mais continuar naquele assunto... Não queria chorar e nem magoar mais a amiga. Achava que tinha decepcionado Chaeyoung e chegou a se questionar se fizera alguma coisa de errado que tivesse levado-os – ela e Jung-Mi – até aquele impasse.

Sorriu com a reciprocidade da declaração e assentiu, concordando em não aceitar nada menos.  

Sunny logo mudou totalmente a direção do assunto e perguntou a respeito de Lee-Hi... tendo uma prévia resposta na expressão afetada da outra amiga. Segurou o braço oferecido por Chaeyoung e nem durante a curta caminhada à área dos armários Sun-Hee desviou os olhos do rosto dela. Também a ajudou a pegar e guardar os pertences enquanto esperava-a falar algo sobre o ocorrido de mais cedo. Aquele silêncio piorava a ansiedade e aumentava o suspense já intenso. Mas a resposta só veio quando estavam quase do lado de fora da enorme instituição.

- Uma carta? Para Lee-Hi?

Estranhou bastante, porém confiava que Chaeyoung não teria feito aquilo se suspeitasse do conteúdo. Entretanto, assim que prosseguia com o relato, Sunny arregalou os olhos. Alguém que... entendia? As lágrimas voltaram e Sun-Hee fungou... Naquela altura das circunstâncias, não conseguia guardar os sentimentos e nem a maneira que as coisas estavam a afetando. Acabou lembrando de Lee-Hi, fraca e culpada, na sua cozinha... Contando sobre como se entregou a um garoto, confiando que ele gostava dela...

Confiando numa mentira.

Soava... familiar? Mesmo...?

Não sabia até que ponto Lee-Hi revelou para Chae e apesar da vontade de contar e pedir ajuda, Sunny não trairia a confiança da menina.

Acenou de leve.

- Dê um tempo a ela... Lee-Hi confia em você, e quando estiver preparada... Irá dividir esse peso. Precisamos apenas deixá-la confortável e apoiá-la no que for necessário e mostrar que, apesar de toda a angústia e medo... Toda a culpa, vazio... Isso ficará para trás.

Quem seria a tal pessoa? Alguém que foi enganada pelo mesmo idiota ou somente uma história parecida? E... como ela descobriu? De Lee-Hi?

Sunny respirou fundo, sentindo a cabeça explodir.

Esse menino...

Lee-Hi não disse o nome... Mas, ele merecia um castigo.

Não era vingativa ou rancorosa, mas prezava pela justiça.

E não havia absolutamente nada de justo no sofrimento da sua amiga.

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Yeun Misoo em Dom Set 30, 2018 8:49 am

 

Misoo saiu feliz do Clube de Tênis. Não precisava pensar nem um pouco a mais sobre isso, só esperaria mesmo um papel com regras ou algo assim que precisaria ser assinado para definir o assunto em casa.  

Já na loja de conveniência, fez uma reverência respeitosa ao dono da loja, por não ver Woo Jin de uma vez e acabou presa na sessão de ramyeon pensando sobre o que fazer, quando foi abordada pelo menino.

Levou um sustinho com seu nome pronunciado, como se fosse pega no flagra roubando, e deixou o pacote todo torto na prateleira. Nem percebeu que enquanto estava pensando em comer algo mais saudável da sessão de congelados já tinha um macarrão instantâneo na mão, prontamente devolvido à prateleira lateral.


- Eu? Ah, eu… Hahaha.. -  não sabia o motivo, mas estava meio sem graça. Não tinha ido ali só pra comer mesmo? Geralmente teria dado risada dessa confusão dele, mas ela também não estava pensando direito, até que bateu na testa. - Acabou! O clube acabou. Omo, você trabalha muito. Você está aqui todos os dias? Até que horas vai? - fez uma cara de preocupação. - Hoje eu tive Tênis -  sorriu. -  Bem, dá pra ver.. - riu meio sem jeito, porque ainda estava com o uniforme de tenista.

É mesmo, estava com o uniforme de tenista. Deu uma ajeitadinha na saia, no cabelo de novo…

- Ah é! Eu vim comprar alguma coisa para depois do treino. Definitivamente não queria jantar em casa. Minha irmã voltou e… Ah, é complicado - coçou o rosto. - Bem, eu na verdade acho que quero a ajuda sim… Eu...  - olhou as opções.

- Qual dessas coisas é a que tem o gosto mais sem graça, sem tempero, gordura, vida e sabor? - dessa vez riu alto. Era o cardápio MinT.   - Vou jantar na mesinha - apontou o local no canto do estabelecimento.

Começava a se sentir meio ansiosa de comer no local, mas mais do que isso ela não queria ir embora…

~~

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