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Capitulo 7

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Park Hyun Hee em Dom Set 30, 2018 9:19 am



- Uhh.. Consegui o respeito do meu secretário do FBI. - brincou, dando um sorriso característico. - ...Komawo - dessa vez sorriu com um significado maior. Era bom ter a sensação de ter alguém para contar.

Ele tinha voltado para Coreia completamente perdido e sem aliados, mas conforme foi tomando atitudes melhores, conseguiu transformar sua realidade. Agora, ele conseguia sentir-se muito mais confiante.

Ouviu um pouco tenso as orientações da babá, ou melhor de seu amigo. Como ainda estava com as palavras dele na mente, que lhe deram orgulho de si mesmo, não se irritou tanto quanto poderia com aquela frase. Foi sensato deixar para o final. Sua primeira reação foi fechar a cara, porque não concordava com aquilo. Detestava quando tentavam jogar alguém que ele gostava contra ele, e foi em uma dessas que explodiu com o avô. Porém, entendia que era o papel dele comentar e, na verdade, não era como se ele já não fosse desconfiado o suficiente.

- … É claro que já pensei nisso. O meu dongsaeng olhou para mim e disse que desejava não ter perdido tanto tempo cuidando do irmão moribundo em coma. Eu não esqueci quando ele expressou o desejo de que eu tivesse morrido. Não sou hipócrita de achar que estamos perfeitamente bem e que vou ter meu irmão mais novo de volta, porque eu já notei que ele mudou. Ele cresceu. E cresceu sem mim. Como vocÊ falou, cresceu com ele. Ele é tratado como um adulto desde então.E tem o peso da casa e da empresa nos ombros. É claro que ele tem raiva de mim. Ele já deixou isso claro, mas Han Jae, você mesmo veio ficar de olho em mim achando que eu era um caso perdido. E olha que eu não poderia concordar mais. Mas… Eu encontrei algo para me motivar a mudar. E não quer dizer também que eu tenha mudado. Você entende? Eu não posso mais olhar para o acidente e ficar preso naquilo. Quando ele falou aquelas coisas para mim, eu percebi que o Jung Mi que eu conhecia tinha morrido. Mas o meu irmão não. Ele pode ser o próximo Jong In do colégio, mas ele ainda está ligado a mim, por sangue. E minha tarefa é aconselhá-lo, quando ele tiver problemas, e brigar com ele se estiver se perdendo. Mas, no fim, eu sei por experiência que tem coisas que a gente só aprende desmaiado na boate às 5 da manhã com droga no sangue e um cara montado em você estourando suas costelas.... - gargalhou e parou para tomar água.

- Mas eu vou virar as costas? Jung Mi pode até querer se vingar de mim por tudo que eu fiz para ele, mas ele é meu irmão acima de tudo. Se isso vai fazê-lo sentir-se melhor, então que faça. Eu só quero que… Se ele perceber que tudo deu errado e quiser voltar para um lugar que um dia ele chamou de casa, ele possa lembrar de mim. Eu sei muito bem como faz falta não ter para onde voltar. E a diferença que isso fez quando comecei a fazer mais merda do que aguentava lidar. E é isso… Jung Mi é diferente dos outros porque é o meu irmão. Eu posso ter sido um hyeong lixo anteriormente, mas agora é um hyeong de verdade que eu quero ser. No fim, eu vejo nele um menino normal, com problemas de amor adolescente e um foco absurdo pelo nosso sobrenome, que é usado por aquele verme do nosso tio para conseguir controlar um império e é contra isso que eu tenho que lutar, não contra meu dongsaeng. Enfim… Por mais que o mais sensato fosse não confiar e encerrarmos nosso relacionamento, como eu estou tentando fazer com o resto dos caras, com ele não dá… Eu quero que ele me dê um soco se tiver vontade e quantas facadas nas costas ele achar que eu mereço. Eu estou ciente e pronto para isso..

Libertando o discurso do peito, ele reconhecia no seu comportamento com Jung Mi o mesmo tipo de conduta que tinha com Chaeyoung… Ela tinha segredos, ele sabia. Mas esperaria o momento para descobri-los, porque achava que eles poderiam estragar tudo.

Falando nela, quando chegaram em casa, ele deu uma olhada no celular e estranhou a ausência da namorada.

Joaninha

Hyun
Minha joaninha está calada. Pensei que teria um filme narrado em áudios no dia de hoje…
Como foi o seu fim de dia? Algo aconteceu no Clube de Música?
Hyun
Ou será que… está escolhendo um biquíni para a festa do sábado? Se for isso, me chame, eu tenho um talento para moda. =xxxxxxxxx


Joaninha

Hyun
Amanhã posso levar uma marmita especial para compensar minha ausência no dia de hoje. Sei que preciso alimentar minha namorada para mantê-la ao meu lado =***
Hyun
E eu vi o que aconteceu no almoço. Está tudo bem? Eu sei que você aceitou as desculpas, mas não baixe a guarda, está bem? Sinto muito que você tenha que passar por isso


Humor: mania/estável/--+++

— Ross
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Re: Capitulo 7

Mensagem por The Crown RPG em Dom Set 30, 2018 9:34 pm

SUN HEE. 11 DE JUNHO. 3:20 P.M.


Chaeyoung meneou positivamente enquanto andava de braços dados com Sunny. Ouviu aquele conselhos da menina, dando um pequeno sorriso gentil para ela.

- Ne. Somente quem já passou por um evento traumático é capaz de compreender a necessidade do tempo. É angustiante, não é? Ver as pessoas queridas se desesperando por você, sendo torturados por vê-los mal…Acaba que dói mais do que o evento em si. Você quer melhorar logo para que as pessoas parem de sofrer, mas nem sempre isso é possível. Certas curas não dependem de remédio, mas sim de tempo...ou um milagre. - Olhou para Sunny, com uma expressão quase que enigmática, mas que dizia muita coisa. - Eu não costumo fazer perguntas e deixo que a pessoa dê o primeiro passo. De muitos modos, eu me considero uma zona de conforto para que a pessoa se sinta à vontade para falar sobre o que dói ou sobre qualquer coisa que prefira.

Suspirou.

- Quando não tem mais como prevenir, é assim que acho melhor agir. Com você, eu precisei agir antes porque, de algum modo, acho que ainda estou tentando evitar algo pior. Entende o que quero dizer?

Voltou a encará-la por um instante. Com Lee Hi já era algo irremediável, então, ela tentava dar o apoio sem sermões. Com Sunny ainda havia como evitar que algo pior acontecesse. Não que estivesse doendo mais ou menos do que com a outra, mas o que adiantava falar o óbvio?

- Lee Hi sabe que tem amigas que podem ajudá-la e apoiá-la. Quando ela perder o medo, estaremos aqui dispostas a levantá-la, não é? - Sorriu um pouquinho mais confiante. - Eu vou pra casa agora. Você quer uma carona até o seu trabalho?

Perguntou por educação. Não tinha planos para aquela tarde, então, não teria problemas em deixar Sunny lá antes de seguir viagem. Contudo, não ficaria chateada se a resposta fosse negativa.

Sabia bem que, às vezes, as pessoas precisam ficar sozinhas para se encontrarem de novo.
(C) Ross


MISOO.  11 DE JUNHO. 5:33 P.M.


Woo Jin acabou sorrindo por conta da risada dela. Nem ele tinha entendido o porquê daquela risada, mas foi quase que instantâneo sorrir junto. Quase como se fosse contagiante ou talvez ele simplesmente estivesse tão nervoso quanto ela. Não dava para entender porque um instante no intervalo tinha sido capaz de trazer tanta insegurança.

Se fosse um pouco mais sincero, talvez percebesse que não tinha sido apenas o intervalo, mas os últimos eventos como um todo. Contudo, agora parecia um pouco mais difícil falar com ela. E a simples ideia de deixar o assunto morrer era um tanto quanto dolorosa.

Aigoo, por que não podia agir de modo normal?

Tentava, pelo menos. Porque mantinha aquela carinha curiosa e engraçada enquanto esperava pelas respostas dela. Ele mesmo tinha criado toda uma atmosfera atrapalhada e de confusão, quebrando um pouco o gelo e conseguindo entrar nos eixos.

- Eoh, eu também acho, mas não deixa meu chefe saber. Ou ele vai me dar mais trabalho, já que eu tenho tempo de reclamar. - Disse num tom meio dramático, mas pelo modo que riu depois, estava apenas brincando. - Não é tão cansativo assim quando se acostuma. Eu faço 40 horas por semana. Alguns dias saio às 9h, outros às 10h. E fim de semana eu revezo sábado ou domingo, dependendo da escala, mas venho pela manhã.

Explicou do modo mais simples que conseguiu. O fato de ter tantos clubes acabava embolando o calendário, por isso tinha dias com mais e menos, mas durante a semana precisava cumprir mesmo as 40 horas para receber o salário completo daqueles dias.

- É, eu sei… - Olhou para a roupa dela de modo quase encantado, mas logo pigarreou e se ajeitou - E como foi a aula? Foi divertida? Deu alguma raquetada em alguém além da bola? -  Mas ergueu as mãos. - Sem ofensas. Mas é que você sempre que pode ameaçar alguém, fala da mochila ou da raqueta. E no tênis, como tem a raquete, né? Deixa pra lá…

Desistiu de tentar de se explicar e massageou um pouco a têmpora, perguntando-se que diabos estava falando?!

- Ué...Por que? Desculpa perguntar… - Fez uma carinha arrependida. - A comida daqui é boa, mas a comida de casa costuma ser melhor né? Mas tudo bem, no que posso ajudá-la?

Colocou as mãos no quadril, mas conforme ela foi falando, foi fazendo uma cara de espanto. Arqueou uma das sobrancelhas, mas logo teve uma boa resposta.

- Sei exatamente do que precisa e é de graça. Abra a boca. - Fez um “ah” para que ela imitasse. - inspire e agora mastigue. Consegue sentir? É o sabor de ar condicionado com filtro velho. Misoo-ssi! Nem água cumpre todos esses requisitos. Por que quer algo assim? - Olhou para ela. - Eu me recuso a ajudá-la. Comer tem que ser prazeroso, não algo triste assim. Você não queria aquele ramyeon ali?

Apontou a estante.

- Pegue-o! Você merece depois de tanto treino. Por que uma menina bonita como você acha que precisa de uma dieta triste dessas? Aigoo, mulheres são complicadas. - Coçou a nuca. - Gaja! Pegue o Ramyeon e bote queijo, fica muito bom. Se está com medo de sair de forma, olhe pra mim…

Indicou a si mesmo, aquela criatura magra, alta, porém cheia de carisma.

- Completamente em forma. - Fez uma pose de halterofilista, mostrando seus muque. Na terceira pose, não aguentou e começou a rir de novo.

Vergonha alheia era quase seu sobrenome.
(C) Ross


HYUN HEE. 11 DE JUNHO. 7 P.M.


Han Jae não se arrependeu da pergunta que fez. Sabia que era um assunto delicado e havia grandes chances de Hyun Hee reagir mal, porém era seu dever alertá-lo e sondar sobre certos aspectos que ele ainda não tivesse sido capaz de olhar direito. Estando do lado de fora, ele tinha a visão de outra perspectiva.

Contudo, o garoto reagiu melhor do que ele tinha pensado e começou a falar o que realmente achava. Meneou positivamente - ainda que não tivesse visto pessoalmente essa cena, podia imaginar o impacto daquelas palavras. Era algo tão forte que nem a paranoia de Hyun seria capaz de criar com tanta perfeição. Sentia que realmente tinha acontecido isso, ainda mais considerando a família deles.

Permaneceu em silêncio, esboçando um sorriso de vez em quando pelas coisas que ele dizia. Pode ser que ele tenha dito que Hyun Hee era um caso perdido, mas nunca tinha sentido aquilo de fato. Na verdade, sempre viu muito potencial nele e tinha seus próprios motivos para ter aceitado o emprego. Era muito mais complexo do que poderia explicar  no momento e também certos assuntos deviam ficar bem guardados em seus lugares de direito.

Mas...As coisas passaram a mudar naquele dia da boate mesmo.

Teve medo que Hyun alcançasse seu objetivo naquele dia e morresse. Ainda que tivesse ido para se divertir, ele flertou com a morte desde o instante que voltou para a Coreia do Sul. De certo modo, aquela noite parece ter sido um divisor de águas tanto para Hyun em si quanto para as relações dele no geral. Inclusive dele com Han Jae.

Por fim, suspirou e disse.

- Você está certo. - Admitiu. - Mas errou numa coisa… - Olhou de banda para Hyun Hee. - Antes de chegarem em você, terão que passar por mim. Eu não sou apenas uma babá, amigo, secretário...eu sou seu segurança. E jamais permitirei que toquem em você de novo. Mesmo que esse alguém seja seu irmão, ele não vai tocar num fio de cabelo seu. Pelo menos no que tange o físico. No sentido figurado...Ainda não sou capaz de sofrer por você.

Meneou positivamente.

- A senhorita Park tem feito um bom trabalho também. Mesmo que essa conduta seja restrita ao Jung Mi, você se aproxima muito do comportamento que ela tem com as pessoas no geral. Fico feliz por isso.

Sorriu e voltou a se concentrar no trânsito. Sabia agora que Jung Mi não poderia mais ser citado daquele modo. Magoaria Hyun Hee, mas Han Jae teria ainda mais cuidado a partir de agora. Era, afinal, seu dever se preocupar por seu protegido e mantê-lo em segurança. Se ele ainda fosse pequeno, teria bagunçado o cabelo dele, mas esse gesto pareceu deveras infantil, por isso apenas riu e deixou que a playlist de Hyun tomasse conta do carro.

Uma vez que chegassem em casa, Hyun seria informado que o avô dele estava repousando, mas que um jantar especial era preparado. Ele poderia arrumar suas coisas, tomar um banho e descansar nesse meio tempo.

As mensagens dele para a joaninha só foram lidas por volta das 7 P.M, mas ela respondeu com os áudios. Sua voz estava mais rouca do que o normal, por conta da sonolência, mas também não parecia animada como sempre. Não era só sono.

Annyeong, eu cheguei muito cansada e acabei tirando um cochilo. Acordei agora no susto, com tudo escuro...O dia foi… - Suspirou. - Cansativo. É um pouco difícil prestar atenção nas aulas sem escrever, eu sou distraída, sabe? Mas daqui a pouco vou tentar reler a apostila para estudar… - Bem nerdzinha. Pelo menos tentava - E muita coisa aconteceu também, estou com a cabeça um pouco cheia e um pouco triste. Mas enfim, tudo bem. O clube de música foi legal, eu fui classificada como major, então, você não pode mais reclamar das musiquinhas que canto pra você. Ahm...Agora tenho um grupo e parece que vamos nos apresentar fora do colégio, mas não sei quando.

Encerrou o áudio porque já estava muito grande.

Não sei se vou mesmo na festa de sábado. Mas se for, não vou de biquini. Não vou poder entrar na água, poxa, mas se ainda quiser me dar dicas de moda, eu aceito. Ou podemos fazer comprinhas! Uwaa…- riu e deu uma tossidinha - Eu estou brincando, tá? Não precisa levar à sério. E amanhã...hmm, quero Kimbap. Só Kimbap, o último estava muuuito bom. Você tem talento para cozinha… - Meio segundo de silêncio. - Uma pena que não queira continuar no clube.

Fim do áudio, mas o último foi um pouco mais longo.

É, eu fiquei tão surpresa quanto todo mundo, mas o que eu poderia fazer? Minha vontade era de dizer não e mandá-la embora, mas se eu fizesse isso, ela sairia como uma completa vítima. Eu disse para todo mundo que foi um acidente, qual seria o sentido de não desculpá-la depois dela ter sido tão humilde, não é? Eu sabia que estavam registrando… - Fez um “tsc”. - Na questão de Eun Joo, eu não sou boba, oppa. Ela brigou comigo no 2º dia de aula por conta de um broche e...enfim, não tenho porque confiar nela. Tenho muitos motivos para ficar alerta, então, não se preocupe com isso, tá? E…Hoje eu ouvi seu irmão tocando violino depois da aula...Ele é muito talentoso e educado, até saiu para falar comigo e minha amiga Sunny quando percebeu que estávamos ali...Ele me convidou para tomar um café qualquer dia desses. O que você acha? Tudo bem eu ir sozinha ou gostaria de ir comigo?
(C) Ross


JAE KI. 11 DE JUNHO. 8:45 P.M.


Ji Hyun engasgou quando ouviu a resposta de Jaeki sobre os idols. A menina tossiu algumas vezes em meio às risadas, a ponto de ficar um pouco vermelha e dos olhos marejarem por isso. Dava para perceber que o garoto era muito franco, sem muito filtro entre a mente e a língua, o que não era de todo negativo ou positivo. Era apenas sincero demais e ela não esperava por aquela resposta.

O primeiro dia oficial de trabalho foi melhor do que ele esperava. Hyesang era uma chefe firme, porém não parecia abusiva e cuidava de seus empregados - tanto que foi ela quem avisou do horário para Jaeki. Era bem diferente do chefe antigo que simplesmente não se importava com ele, fazendo-o de escravo por saber de seu desespero.

Isso também era refletido no ambiente de trabalho. Enquanto o Jinjja tinha um aspecto estranho, ligeiramente sujo mesmo quando estava limpíssimo, o Café Beautiful era um lugar muito aprazível de se visitar e trabalhar. A administração e aura dos funcionários muito tinha a ver com isso.

Hyesang despediu-se dele do mesmo jeito educado de antes e o observou sair. Parecia satisfeita com sua primeira atuação e achava que o futuro era promissor - apesar do horário apertado que viu ali.

Quando Jae olhasse o telefone, veria as mensagens de Eun Bi e a bailarina logo ficou online para ler as respostas dele. Confirmou que iria também, estava apenas se arrumando. Assim como ele, ela também tinha passado a tarde toda fora, treinando e forçando seu corpo ao máximo. Precisou tomar um banho no estúdio de dança, além de ter um motivo a mais para se arrumar.

Jae Ki precisou esperar apenas cinco minutos depois que chegou. Dependendo do referencial, podia significar uma eternidade ou um piscar de olhos. Dois metrôs passaram nesse intervalo de tempo - menos de 3 minutos  - e sempre havia muita gente transitando de um lado para o outro. Vários rostos, roupas e aquela estação de Gangnam tinha de tudo um pouco, mesmo.

Enquanto viajava um pouco, Eun Bi surgiu do outro lado do sinal. O longo cabelo estava molhado e solto - ela tinha uma certa preguiça de secar aquele volume considerável de cabelo, às segundas-feiras também ficava assim depois da educação física. Usava uma calça comprida despojada preta - uma jogger capri -, camisa cropped preta justa com lacinhos estampados em branco. Nos pés, tênis esportivos bem femininos. Tinha um pouco de maquiagem no rosto para esconder as olheiras do cansaço e ter alguma cor no rosto. Além disso, estava carregando a mochila do colégio e uma bolsa de esportes bem cheia e meio pesada.

Acenou para ele com um sorrisinho meigo quando o viu na estação e, tão logo o sinal, fechou, respirou fundo e começou a se aproximar. O sorriso foi aumentando conforme chegava perto dele.

- Oie… - Deixou a bolsa no chão e o abraçou pela cintura, apoiando a bochecha em seu peito.
(C) Ross


Última edição por The Crown RPG em Dom Set 30, 2018 10:47 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Won-Bin em Dom Set 30, 2018 10:21 pm



Won acabou não sabendo muito detalhadamente o que eram as Mermaids estranhas, mas não era um assunto do qual se preocupava. Ia descobrir no dia do baile mesmo.

Bomi escreveu:- Ah é mesmo? Então eu posso tagarelar para sempre que você nunca vai se enjoar de mim? - Perguntou achando a reação dele divertida.- Pois lembrarei disso no dia que você ousar reclamar.

-Hmmm, desafio aceito - comentou, um tanto divertido imaginar que um dia ele acharia ela falando algo tedioso.

Logo começavam a primeira rodada da Batata Investigativa.

-Drama, aventura e terror. Hmmm - fazia uma cara pensativa, como se estivesse lembrando de uma lista de filmes com esses elementos.
Na verdade ele estava fazendo mesmo uma lista.

Assentiu com a cabeça e logo viria a próxima resposta.

Won sorriu quando ela comentou do Tteokbokki. É o prato favorito dele mas não imaginava que seria um acerto tão grande aquele almoço que teve com ela. Mas ali Won descobriu algo que Bomi realmente gostava. A cara que ela fazia ao falar de guioza de carne era muito fofinha.

-Comer é muito bom mesmo. Lembro de uma vez quando eu era menor e que o meu mestre do Taekwondo disse que eu precisava ficar de olho na minha dieta e eu devo ter olhado pra ele com os maiores olhos chorões do mundo - comentou rindo um pouco - O segredo está em gastar depois

Bomi escreveu:- Eu...não acho que dê tempo de resolver uma vida inteira de problemas até o fim do mês, mas...independente disso, eu quero muito ir com você no baile.

Won sorriu mais com aquela resposta. Era claro que não poderiam resolver tudo em tão pouco tempo, mas era muito reconfortante saber que ela aceitaria ir com ele.
Quem sabe o destino não mudasse até lá.

Encarar por todo aquele tempo quase fez Won beija-la ali mesmo. Mas o último susto e o pedido chegando impediram que o fizesse.

Agora era sua vez da Batata Investigativa.

-Nossa que pergunta longa! - comentou brincando.

-Três competições. Mas a sério mesmo foi uma só, faz pouco tempo. Eu ganhei a luta uns dias antes de receber a notícia que ia pra Wangjo - comentou estufando um pouco o peito com orgulho daquela conquista. Tinha sido um dia perfeito que parecia ter acontecido décadas atrás - Foi tipo Karate Kid. Outro esporte, mas o cara era bem maior do que eu. Na última hora eu consegui o golpe certo, do jeito certo, e lá eu estava eu comemorando

Pela forma como falava Won demonstrava a paixão que tinha pela luta. Uma nostalgia começava a bater, mas já tinha a próxima pergunta.

-Outros esportes? Nenhum outro na verdade. Quer dizer, na escola eu sempre gostei de competir na educação física, mas nada pra valer. Desde que eu pisei no dojo eu não quis saber de fazer outra coisa

A terceira pergunta era simples mas era tão direta que Won sentiu ruborizar um pouco.

-E-eu acho que tem uma... - Won pegou o celular e mostrou pra ela.


-Eu meio que estava numa vibe de música mais romântica no dia que a gente foi no parque antes da escola. Me lembra você porque... - de repente sentia o corpo todo ficar meio quente - ...naquela época era o meu maior desejo, andar com você. Tipo nos filmes que o mocinho anda com a mocinha a noite até a casa dela

Won sabia que estava vermelho então apenas coçou a cabeça e riu um pouco.

-Vejo filmes demais, eu sei - comentou - Mas vale uma batata grande? - riu um pouco, ficando menos vermelho.

Wangjogode

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Jae-ki em Dom Set 30, 2018 10:46 pm


O primeiro dia de trabalho de Jae-ki não havia sido tão cansativo quanto costumava ser. Agora ele esperava no metrô olhando para todos os lados a procura da sua bailarina. Cinco minutos pareciam demorar para seu coração apaixonado. Assim que a viu, Jae-ki sorriu esperando ela atravessar o sinal. Ela estava linda como sempre.

Spoiler:


Jae olhou cada detalhe dela enquanto ela se aproximava dele. Parecia tudo em câmera lenta. Quando Eun-bi o abraçou, Jae-ki retribuiu com um abraço apertado enfiando o rosto no meio dos cabelos dela, apreciando o aroma que o deixava tão louco. Sentir o rosto dela no seu peito o fazia querer protegê-la mais. Será que Eun-bi conseguia imaginar o quanto ele gostava dela? Provavelmente não.

- Cheiro tão bom...- Murmurou com a voz um pouco baixa ainda com o nariz no meio dos cabelos úmidos dela - Adoro seu cheiro. Perto de você me sinto o cara mais sortudo.

Depois de curtir o abraço, foi se afastando um pouco, mas quando o rosto deles estivesse perto, ele aproveitaria para roubar um selinho. Se ela reclamasse ele iria rir, mas preocupado perguntou:

- Você acha ruim eu te beijar assim por aqui? Eu posso parar se acha que pode te deixar mal.

Depois de um tempo e a olhou como se quisesse checar como ela estava:

- E aí? Como você tá, gata?

Esperaria ela responder, em seguida olhou para a bolsa dela no chão e puxou a alça para testar o peso, já preocupado.

- Aigoo, que pesada! E ainda tá de mochila...

Jae-ki se adiantaria virando de Eun-bi de costas, ao segurar no ombros dela e tiraria a mochila dela, mesmo que ela reclamasse:

- Agora eu carrego, ao menos pra você descansar um pouco essas costas. Você não tem um armário ou algo assim para deixar essas coisas?

De qualquer forma, Jae-ki colocaria a mochila no próprio e perguntaria:

- Quer dar uma andada por aqui? Procurar um lugar pra sentar uns minutos...

[/color]

Wangjo

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Última edição por Jae-ki em Dom Set 30, 2018 11:34 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Kim Sun-Hee em Dom Set 30, 2018 11:25 pm



Chaeyoung não tinha a menor ideia do efeito dessas palavras. Nesse momento, Sunny evitou encarar a amiga conforme um tipo diferente de dor tomava as rédeas de seu coração.  Evitou fitá-la, pois não queria que a expressão ainda abalada continuasse afetando a sensibilidade da sua unnie. Mas os lábios, sempre projetados numa espécie de beicinho, estavam retraídos na tentativa de controlar os tremores involuntários. Se Chae soubesse a perfeição com que Sunny entendia aquilo... Embora falasse sobre Lee-Hi, a descrição caía adequadamente na situação da outra bolsista. Sun-Hee abaixou a cabeça e o movimento fez algumas mechas soltas deslizarem pelas laterais do rosto, escondendo-o parcialmente, porém logo sentiu o olhar insistente da Park e acabou o retribuindo. Na feição delicada também havia um tom intrínseco a ela... apenas a ela. Uma parte de si quis desabafar mais... mas... não tinha como...

Certas dores não devem ser pronunciadas.

Também havia doses de empatia em Sunny e algo na carinha de Chaeyoung... Algo ali... a acertou em cheio. Aparentemente... Não falavam apenas de Lee-Hi. Tocou a mão da amiga, apertando com gentileza. Seria uma espécie de resposta.

Era estranho aquele silêncio de Sunny, porém a menina poderia interpretar que este estava presente devido ao que acabou de acontecer e por conta do que ela expôs e ouviu de Chae. Foi muito íntimo... Só Lee-Hi e Kim conheciam a história, mas assim como Chaeyoung, Sunny não dividiu determinados detalhes aos amigos.

A corrida pela ponte onde literalmente atravessou os obstáculos e segurou-se em Jung-Mi... As fotos que ganhou de presente...

A declaração e...

E...

O abraço...

Aquele abraço cheio de promessas, mas que no fim, não passou de uma despedida.


-  Você é uma pessoa especial... A maioria finge se importar, o que não é o seu caso. Eu tenho sorte de ter encontrado uma Park Chaeyoung aqui – deu um abraço de ladinho nela –  Komawo... Porém, tome cuidado para não absorver demais. Não adianta oferecer apoio quando as suas próprias estruturas de sustento estão bambas... E é difícil lidar com machucados que não são nossos... Cria justamente esse sentimento de angústia que a senhorita mencionou. Essa... frustração.

Sunny aplicou outro carinho na mão dela, sorrindo com bastante ternura.

Ai, Park Chaeyoung...

-  Ne... Eu entendo... Agradeço por se preocupar, mas... não esqueça o que pedi, amiga: não prejudique seu relacionamento por isso, ou ficarei chateada. E... Dê uma chance ao Jung-Mi antes de qualquer coisa. Jebal... O que aconteceu entre a gente é passado – reafirmou –  Agora, ele tem namorada e não nos falamos desde então. Hoje fugiu do habitual... Acho que foi por...

Por causa do que ele viu no lago.

Com Do Taemin.

Mas Sunny não concluiu a frase.

-  Por acaso.

Fazia sentido. Qualquer um teria tido o mínimo de empatia frente à cena de um garoto grande e irritado empurrando uma menina incontáveis vezes menor e mais vulnerável. Isso, claro, visto de fora, sem conhecimento do contexto.

Ela pisou no calo de Taemin. Ela... Ela... Ela o magoou.

Ok que o loiro também estava errado ao dizer que queria machucar os Dragões... Sunny se aborreceu e o gênio agitado tomou partido!

Coçou a cabeça.

No entanto, antes disso, Jung-Mi já escolhera sentar ao seu lado na sala de aula.

Aish...

-  Uhum, ela sabe... Nós não permitiremos que seja engolida por essa tristeza e decepção. Vamos protegê-la e cuidar dela.

Imitou o sorrisinho.

-  Juntas.

A oferta de carona, como Chae imaginou, foi negada. Sunny, de fato, precisava de alguns minutos para pensar em tudo que as duas conversaram e também – principalmente, na verdade – recuperar a energia. Mais uma vez, supriria a ausência de Lee-Hi. Mesmo ambas tendo uma chefe compreensiva, aquelas faltas começariam a chamar a atenção e gerar questionamentos: algo que Lee-Hi provavelmente não estava preparada. Ela mesma disse que o emprego era importante e se existisse a possibilidade de ser demitida, temia que a amiga ultrapassasse limites físicos para mantê-lo.

Antes de se despedirem, Sunny encarou Chae e parecia em dúvida até finalmente decidir perguntar uma última coisa.

-  V-Você... Você... acredita que existe cura ou milagre para todas as dores...? De verdade?

O timbre baixo e suave soou de uma maneira tão ingênua e repentina, fugindo pela tangente do aspecto sábio e confiante que Sunny costumava carregar...

Estava... frágil. Quebradiça...

Semelhante a uma criança que vai confiar no que for dito, independente de ser um absurdo ou não. Feito uma criança que espera acalento depois de um terrível pesadelo.

Mesmo se Chae mentisse, não ficaria brava.

Só queria... um conforto.

WangJo

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Re: Capitulo 7

Mensagem por The Crown RPG em Dom Set 30, 2018 11:33 pm

SUN HEE. 11 DE JUNHO. 3:20 P.M.


- Sou, é? - Perguntou achando certa graça no comentário. - Não acho que seja tão especial assim, mas gostaria que as pessoas enxergassem o mundo como vejo às vezes. - Suspirou e aumentou o sorriso com o abraço de ladinho. - Arasoo, você fala como uma unnie com sua unnie, não é mesmo? - Brincou. - Eu sei. Hoje estou um pouco mais cansada do que o normal porque absorvi muitas coisas, mas logo estarei melhor. E nunca vou me cansar de tentar ajudar as pessoas. De um jeito ou de outro.

Fez um carinho na mão dela também, mas o sorriso vacilou quando ouviu o pedido a respeito sobre Jung Mi. Escondeu os lábios e suspirou.

- Não vai prejudicar. Não serei incisiva com o Hyunie, mas não consigo confiar completamente no irmão dele depois do que ouvi. Além disso… - Escondeu os lábios. - Eu já o vi algumas vezes sendo tratado com carinho pela Moon Eun Joo. Não estou dizendo que ele escolheu um lado, não, mas eu também não condenaria o fato dele ter mais carinho por ela do que por mim. São anos de amizade e a intrusa sou eu. Independente disto, eu não gostei de saber o que ele fez com você. Não é digno, sabe? Mas...Prometo ouvir. Como sempre faço.

Explicou seu ponto e tentaria mesmo ser menos parcial quando estivesse com ele. Como Sunny notou no intervalo, ela também era capaz de manter uma expressão agradável ainda que estivesse explodindo por dentro - foi assim no intervalo e agora quando disse que tudo ficaria bem depois. Talvez não ficasse, ela absorveu muita coisa e se sentia exausta pela tristeza dos outros. Como se fosse um filtro. Também não gostava de ficar com opinião extrema sobre as pessoas e tentaria encontrar motivos para gostar do menino.

Começando pelo fato de ser irmão de seu namorado. Mas sabia que, cedo ou tarde, o assunto viria com Hyun Hee e esperava que não terminassem numa discussão.

Concordou que ajudariam Lee Hi a se levantar de novo depois de permitir que ela tomasse seu tempo. Quando chegaram ao lado de fora, Chaeyoung ofereceu uma carona que Sunny recusou. Ela entendeu, compreendia que a menina precisava de seu tempo, por isso não insistiu muito.

- Tudo bem, então. Tenha um bom trabalho hoje e cuidado, hm? Você teve notícia do Kim? Eu não o vi hoje…- Se tinham falado o que aconteceu com ele, ela esqueceu. Esteve ocupada o dia inteiro com outros assuntos. - Também espero que ele esteja bem…

Esperava que Sunny concluísse o assunto, mas ela veio com uma pergunta, no mínimo, curiosa. Chae ficou um pouco mais séria, mas seus olhos começaram a brilhar e ela deu um sorriso sincero.

- Eu acredito. - Disse bem segura. - Eu acredito em milagres. Mas não é algo que caia do céu e ocorra só porque você é sortudo. Você...Tem que acreditar, Sunny. - Levou a mão até o peito. - Por pior que esteja a situação, por mais difícil que seja acreditar, você não pode perder sua fé. Se você perder sua fé de que é possível superar essa dor e angustia, o que vai restar? - Tombou um pouco a cabeça. - Não adianta eu acreditar por você, tem que ser algo daqui…

Tocou por cima do coração dela.

- Não nascemos para sofrer, Sunny. E acreditar na cura mesmo quando tudo, tudo está contra, já é um pequeno milagre.
(C) Ross


WON BIN. 11 DE JUNHO. 5:32 P.M.


- É o que eu acho também!!  - Bomi disse animada sobre gastar depois. - É por isso que gosto da dança. Eu sou um pouco preguiçosa para outras atividades, mas música sempre é bom, por isso faço. Mas eu também ando de patins e bicicleta no tempo livre, é bom pra passear.

Fez uma carinha fofa de novo, bem típico dela. Ficou um pouco envergonhada com a pergunta sobre o baile, mas respondeu com bastante sinceridade. Essas nuances em sua expressão a deixavam ainda mais bonita. Bomi tinha noção de sua beleza, mas não era possível dimensionar o quão impactante era para quem a via. Ainda mais quando se tratava de alguém apaixonado.

Parecia uma princesa mesmo dos filmes de Wuxia, a pele branca como a neve, os cabelos bem escuros e longos, uniformes. Os olhos ainda tinham aquele tom diferente, meio avermelhado. Se colocasse uma fantasia de época, provavelmente o coração de Won não aguentaria.

Quando a batata chegou, ela começou sua rodada de perguntas e fez um bicão para a reclamação dele.

- Sem reclamar! É uma pergunta completa! - Riu brincando, mas se ajeitou para escutá-lo. Dava para ver como gostava da voz dele, como ela tinha dito antes, pelo modo que encarava enquanto ele falava. Ainda mais quando se empolgava. - Três competições? Uwa, Daebak. - Puxou o ar com a comparação do Karatê Kid. - Ommo! Deve ter sido super empolgante e emocionante! Volte a treinar logo, jebal!! Um dia quero ver uma competição sua!

Falou com um pouco de manha, mas realmente esperava ver mais vezes aquele brilho no olhar dele. Como algo que se espera muito, não como nostalgia. Queria que ele voltasse porque ele parecia amar o que fazia mesmo. Deu um gole em seu milkshake, mas continuou encarando, sobre os esportes.

- Hm...Eu pensei que você fizesse outras coisas porque parece muito habilidoso nas aulas de educação física. - Revelou e tomou mais um golinho como se não tivesse acabado de admitir que o espiava nas aulas.  - Mas é pela competição...Então você é bem competitivo. Interessante…

Não parecia à primeira vista. Parecia tão bonzinho e calmo que ela não diria que ele era assim, tão doido por vencer. Diria de Jae Ki, mas não de Won. Bom saber coisas novas.

Mas eis que chega o momento da pergunta que quis ter feito antes, mas achou fora de tempo. Agora pareceu bom momento e ele respondeu com a música em mãos. Arregalou um pouco os olhos e pegou o celular dele, olhando o nome.

- Essa eu não conheço… - Caso emprestasse com o fone, ela colocaria em apenas um lado da orelha para escutar, mas continuar ouvindo o que ele dizia. O início já trouxe um sorriso doce para ela e começou a balançar de leve a cabeça, no ritmo.

Não conseguiu responder à declaração dele porque só conseguia falar “awn”

- Aegyoo.. - Olhando para ele, referindo-se tanto ao que ele dizia quanto à música. Ainda estava com o fone e concordou. - Vale...Vale uma batata grande.

Deixou que ele pegasse e suspirou, apaixonada, por conta da música lindinha que ele associava a ela. Seu coração começou a disparar e ela se encheu de coragem antes de retirar o fone e devolver junto do celular para ele. Levantou-se, saindo da mesa e fazendo um gesto para que ele chegasse para o lado, onde ela sentaria.

- Oppa. - Disse meio ofegante, mas o encarou. - Eu não posso prometer que não vamos sofrer, nem vamos chorar algumas vezes. Não posso prometer que não vamos brigar e também não sei onde essa história vai dar. Eu sei que isso pode ser uma traição com minha família, mas... - Engoliu em seco, puxando o ar. - Eu realmente, realmente quero saber isso.

Abaixou o olhar por um segundo e tomou fôlego de novo para encará-lo.

- Nae namja chingugadoego sip-eo*?

* O google tradutor disse que significa: você quer ser meu namorado?
(C) Ross


HYEMIN. 11 DE JUNHO. 7:30 P.M.


O clima ficou ligeiramente estranho por conta da viagem à Jeju. Para Sung Ki era um pouco difícil disfarçar os sentimentos que tinha por aquele lugar. Contudo, ele tentou voltar ao seu estado anterior e anotou mentalmente que duas pessoas iriam com ela. Como Hyemin não disse quem, ele logo imaginou que fosse Yerin e mais alguém do grupo. Provavelmente a menina Dong.

Nem por um instante passou por sua cabeça que seriam dois meninos - ele ficaria bem aborrecido e enciumado até descobrir quem eram os delinquentes que ousavam viajar com sua bebezinha. Depois que soubesse, provavelmente, continuaria irritado. Contudo, Hyemin omitiu esse pequeno detalhe e tudo continuou bem, na medida do possível.

A mudança de assunto finalmente veio, graças à tagarelice da filha. Conseguiu se distanciar de Jeju e focou no que ela explicava sobre a amizade com Park Chaeyoung e sobre a festa de sábado. Piscina foi um termo que o deixou meio intrigado. Jovens cheios de hormônios numa festa na piscina!! Mas que indecência, insanidade!! Pensava isso como se nunca em sua vida tivesse sido um desses jovens e aprontado - todas - na adolescência.

Ficou mais tranquilo ao ouvir que haveria sim adultos. Só não entendeu que não eram os responsáveis e sim os funcionários do lugar. Hyemin era bastante sábia quando se tratava de seu amado appa.

Quando chegaram ao mercado, deram uma passeadinha a mais, comprando além dos ingredientes necessários para o macarrão com queijo. O pai escolhia com bastante cuidado e atenção, vendo a validade e reconhecendo quais eram os produtos mais frescos e de qualidade. Deixou que Hyemin colocasse o que quisesse no carrinho e também se arriscou para a sobremesa. A filha era melhor, mas ele queria mimá-la um pouco naquele dia, por isso faria cheesecake de frutas vermelhas.

Seguiriam para casa depois disso e, ainda que fosse cedo - por volta das 4:45 P.M, ele trocou o blazer pelo avental feito pela filha e foi cozinhar. Sugeriu que Hyemin fosse pro banho ou descansar enquanto ele fazia tudo. Caso ela preferisse ficar ali, admirando o pai, ele a deixaria com o controle da playlist da cozinha enquanto fazia a massa fresca e o molho do macarrão com queijo. Ainda conseguia preparar a massa do cheesecake. Ele era bem habilidoso mesmo, gostoso de ver.

Feitos os preparos, ele deixaria tudo descansando porque o tempo de forno era relativamente rápido e ainda estava um pouco cedo para jantarem. Quando fossem 6 P.M, ele colocaria tudo no forno para que pudessem jantar às 7 P.M e ainda tivessem um tempinho juntos. Enquanto isso, ele tomaria um banho e daria uma olhada no celular para ver se estava tudo bem.

O jantar foi servido às 7 P.M e Sung Ki estava cheio de expectativas, esperando a opinião da filha sobre o prato principal. Tinha caprichado no queijo escolhido e queria ver se ela estava satisfeita com o sabor. Depois do prato principal, ele pegaria a cheesecake para servi-los - fez até que bastante, mas os dois gostavam de frutas vermelhas. E como não era um doce extremamente doce, ele se garantia um pouco mais.

O celular dele tocou com o nome da empresa e ele pediu um momento para atender. Caso Hyemin também tomasse aquele tempo para ver o seu celular, havia mensagens aleatórias no grupo do Blackpink, mas Yerin estava quieta. Depois da conversa de mais cedo, a amiga tinha dado espaço para que ela fizesse suas coisas e não quis perturbá-la. Já Chaeyoung, tinha enviado uma mensagem de voz. Não parecia com a melhor voz do mundo, mas as notícias eram boas.

Annyeong, Hyemin-ah...Entreguei a carta para ela hoje cedo. A reação não foi das melhores porque ela se emocionou muito. Porém, ela me mandou uma mensagem ainda a pouco dizendo que queria devolver uma resposta. Posso entregar para você amanhã?
(C) Ross


JAE KI. 11 DE JUNHO. 8:45 P.M.


Eun Bi aumentou um pouco mais o sorriso quando encontrou repouso nos braços dele. Apertou um pouco mais o abraço, pressionando o bochecha ao peito dele - ficava um pouco mais baixa sem salto alto, mas o tênis era muito mais confortável no momento. Sorriu quando ouviu que seu cheiro era bom. Deu uma risadinha que chegou a balançar de leve o corpo e se encolheu um pouco, virando a cabeça em sua direção.

- Você é. mesmo muito sortudo. Olha que namorada linda você tem. - Respondeu na cara de pau, mas dava para ver que estava brincando. - Estava com saudades do seu abraço.

Ficou um pouco mais séria,olhando bem o rosto dele e deu um sorriso carinhoso. Antes que se afastassem, ele roubou um selinho dela, mas dessa vez, ela não reclamou. Ao invés disso, correspondeu, pressionando os lábios contra o dele também antes que se afastasse.

- Ani. - Disse com segurança. - Está tudo bem. - Continuou a encará-lo.

Eun Bi parecia bastante cansada, mas sem muitas mudanças físicas. Não demonstrava que estava faminta, apesar de só ter comido uma maçã nas últimas 6 horas, durante um intervalo da dança. O cansaço era perfeitamente justificável pelo dia atribulado que teve.

- Gata?! O que é isso? - Brincou, começando a beliscar a cintura dele. - Viramos cafonas, é?! É?!

Deu um cheiro nele também e o observou pegar sua bolsa. Era mesmo pesada, mas ela já estava acostumada a andar com ela. Teria sido mais confortável voltar de carro, mas ela queria vê-lo, por isso dispensou motoristas.

- O que tem? - Perguntou como se não fosse nada demais, mas logo teve a mochila arrancada das costas. - Aigoo, não precisa…

Mas JaeKi tirou mesmo assim enquanto perguntava.

- Por que eu deixaria no armário se estou indo pra casa? As roupas estão fedidas, preciso botar para lavar. Não é nada que eu não esteja acostumada. - Deu de ombros. - Komawo mesmo assim, você é muito gentil, viu? Que príncipe rebelde!

Abraçou o braço dele - literalmente, não apenas segurou a mão, abraçou o braço por completo.

- Quero. - Confirmou. - Você está com fome? Quer comer alguma coisa? Ou só quer passear por aí? Vamos à uma praça...Onde quiser!
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Yeun Misoo em Seg Out 01, 2018 7:43 am



Misoo ficou impressionada com o tanto que ele trabalhava. Ela ainda tinha a impressão de que o garoto tinha teletransportado para lá enquanto ela estava se esforçando, mas se divertindo em um clube de Tênis. Era como se ele tivesse a obrigação de estar em vários lugares ao mesmo tempo. Mesmo que ele estivesse brincando sobre a bronca que poderia levar, ela sabia que não era nada fácil aquele tipo de emprego e que ele poderia ser muito cobrado sim.

- Aigo.. Por que tem que trabalhar em um lugar assim? - lamentou, fazendo um biquinho. - Quero dizer… Isso definitivamente afeta as notas… Não tem um emprego com menos horas ou que pague mais? - levou o dedo para a boca, pensativa. Não entendia mesmo de empregos, mas estava se esforçando para pensar que tipo de coisa ele poderia fazer.

Não achou resposta, então ficou olhando para ele com ares de preocupação. Não podia falar muito porque sua situação era muito confortável, enquanto a dele era de ajudar nas contas de casa. Sentia-se envergonhada.

- Foi! Foi ótima! A professora quer me federar! Eu posso ir para competições. Kang Woo Jin-ssi!!! - comentou toda alegre. - A seongsaenim realmente confia em mim e acha que eu posso me tornar uma profissional!!! Eu nem consigo acreditar em uma coisa assim. Eu só… preciso da autorização em casa - comentou brevemente, e pensou em quanto quase deu uma raquetada em alguém mesmo.

Definitivamente tinham alguns pontos dolorosos para mexer. Mas ela não podia falar sobre isso com ele. E se ele começasse a enxergar as gordurinhas, estrias? Mordeu o lábio e deu risada, para disfarçar. Pediu a tal comida sem graça para cortar os assuntos.

- Ah… É complicado. - suspirou e coçou a cabeça. - Vai parecer coisa de gente mimada e rica, como diria o seu amigo… Mas eu não tenho uma relação legal com a minha mãe. E… A minha irmã está em casa. Eu não quero ficar ouvindo sobre a vida perfeita e maravilhosa dela. Só preciso aguentar mais um pouco porque ela vai embora. Eu… Acho até que é assim que elas preferem também. - começou a desanimar de novo, mas levou um susto quando ele falou que sabia o que ela podia comer.

- Sabe??? - fez um biquinho, olhando curiosa. - Mwo? Abrir a boca? - olhou confusa e depois para os lados, começou a rir sozinha e tapou a boca. - Por quê? Er… - obedeceu e abriu a boca, o que foi meio difícil porque ela deu tossidinhas querendo rir. Entrou na brincadeira e mastigou, até que explodiu em risos de novo. - Aigooo.. Seu besta. É, você entendeu bem o que eu queria - enxugou as lágrimas de riso, que foi decaindo.

Sentiu aquelas palavras com algum peso. Espiou a prateleira, de forma tensa, e olhou para o chão. Como explicar? Seria tão bom se ela tivesse nascido como MinT, então poderia comer o que quisesse e a magia aconteceria. Virou-se para gôndola dos ramyeons enquanto ele falava e sentiu as bochechas queimarem quando ele a chamou de bonita. Bonita, né? Bonita porque fazia aquele tipo de esforço.

Sem perceber, estava com o pacote de volta nas mãos. Era tão difícil de resistir a coisas que gostava. Era muito fraca mesmo. Não conseguia nem falar não para um pacotinho. E queijo ainda? Parecia tão gostoso….

Estava começando a ouvir de novo aqueles xingamentos mentais e sentir os olhos piscarem muito, até que ouviu um “olhe para mim” e ela o observou. Foi impossível não esboçar um sorriso.

- Aigooo… Sua genética é ótima - deu uma batidinha nele com o ramyeon. - Ops… Será que quebrou o macarrão dentro? Ah, eu vou...levar isso sim. Komawo - ela pegou o queijo no caminho.

Já tinha ultrapassado o limite da boa vontade, então até leite de banana foi pego no caminho para o caixa.

~~

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Seo Hyemin em Seg Out 01, 2018 8:12 am



Hyemin não estava muito animada nem no mercado cheio de bobeiras para compras. Queria ir embora desde o começo, mas ficava admirando o papai fazendo suas compras. Pelo menos estava acompanhada. Então o seguiu para todo lugar como uma pequena sombra.

Quando chegaram em casa, ela poderia ir para o banho, mas pensou que, se fizesse isso não sairia mais do quarto. Então deixou as coisas na mesa e revisou o tempo que vagueava entre a cozinha e a sala.

Aceitou a sugestão de descansar e sentou-se um pouco no sofá da sala, recuperando as energias perdidas, onde ficou observando as flores que recebeu de seu oppa. Foi uma tarefa dolorosa, porque é claro que estava lembrando da florzinha no copo que estava no quarto e que ela queria muito jogar fora. Ligou a TV um pouco e ficou ali deitada de uniforme mesmo um tempão. Estava procurando alguma coisa que a deixasse feliz de novo, mas era a primeira vez em muito tempo que aquela angústia não passava depois de muitas e muitas horas e várias distrações diferentes.

Quando começou a sentir cheiros vindos da cozinha, ela foi debruçar-se no balcão, observando em silêncio o que o pai estava fazendo e distraindo-se para aprender novas técnicas e comentar do que tinha aprendido no clube nos últimos tempos.

Depois, foi para o quarto tirar pelo menos o blazer e deu risada de si mesma quando achou que ia tirar a maquiagem, que já nem tinha na cara. Deu de cara com a florzinha no quarto e a tirou de lá, colocando num hall da casa, mais escondido. Pelo menos não precisava ficar olhando para aquilo. Cedeu e foi tomar banho, passando um tempão mergulhada na banheira e pensando que seria uma boa ideia se pudesse morar ali dentro, coberta de água e espuma, incapaz de ouvir as pessoas dentro da água.

Desceu com suas pantufas felpudas de bicho e os cabelos presos por um arquinho de tecido, que impedia os fios de entrarem em contato com a pele, e foi encontrar-se com o pai à mesa. Voltou a sorrir e bater palmas, bastante convincente, quando viu o macarrão. Ficou feliz de comer. Conseguiu fingir que aquilo tinha funcionado como em todas as outras vezes porque de fato amava os dois pratos. Fez vários gracejos para o pai sobre ele ser um confeiteiro melhor do que ela, embora parecesse que ela achasse o contrário.  No fim, deu um beijinho de despedida no rosto do pai, agradecendo, e voltou a subir.

Ela sentou-se em sua mesinha de moda e trabalhou nos croquis que usariam na outra aula. Odiou vários dos desenhos e jogou fora os que já tinha feito, assim como sua ideia de criar um vestido de noiva com o vermelho sumindo. Ficou horas até concluir os desenhos, quando os colocou em uma pasta, e separou com os materiais de biscuit para o dia seguinte, bem como a caixinha de costura, com seus preciosos tesouros dentro.

Ela se enfiou nas cobertas e finalmente pegou o celular para carregar na base sem fio, quando finalmente resolveu abri-lo. Olhou a fofoca com pouco interesse e desejou ser a pessoa pega na sala de aula. Seria menos pior do que a porcaria toda que estava vivendo. Não aguentava mais ouvir problema dos outros, ainda mais aqueles tão pesados das amigas, e ter que lidar com os próprios. Ouviu o áudio de Chaeyoung e a invejou um pouco.Apesar de ser perseguida por Moon Eun Joo, pelo menos tinha um oppa para protegê-la. E Hyun Hee parecia muito apaixonado. Ela era uma pessoa boa e que parecia ser muito feliz e capaz de dar o apoio psicológico que todas as suas amigas precisavam e certamente saberia resolver aquela questão ruim entre a tia e ela e Kim Joo Hyuk sem tanto drama.

 
Chaeyoung Unnie

Hyemin
Claro, pode levar, unnie
Hyemin
Desculpe por sua amiga ter chorado. Beijos e melhoras


Mandou um emoji bonitinho e depois colocou o celular de lado para carregar e deitou para dormir.

{ }

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Park Hyun Hee em Seg Out 01, 2018 9:59 am



Hyun Hee sentiu, de fato, segurança, pelas palavras dele. Ficou surpreso um instante mas deu um sorriso confiante e achou um pouco de graça. Quem diria que ele poderia sentir que podia mesmo confiar em alguém daquele jeito? Ou melhor, que poderia depender e realmente ser protegido? Era uma conquista. Balançou a cabeça. Lidaria com o sofrimento.

Deu risada quando ele disse que estava parecendo Chaeyoung. Ah, isso era muito diferente. Mas não era um xingamento. Ser comparado aquela menina era uma honra, na verdade. Não respondeu, apenas deu um sorriso para o nada. Também ficava feliz por isso.

O rock tomou conta do carro e Hyun Hee estava de bom humor. Em casa, foi arrumar as coisas no quarto e tomar banho, mas mandou mensagem para a namorada antes disso. Estava começando a ficar preocupado com ela e tratou de cuidar de lição de casa só para passar o tempo enquanto a menina não falava com ele.

Com a resposta, ele ouviu as toneladas de áudio e resolveu ligar para ela para responder. Caso ela não atendesse, aí sim mandaria áudios.

- Ei, ei, eu já estou em casa, você podia me ligar. Gwaenchana? - sua voz era agradável e de certa forma envolvente, namorando mesmo quando falava de coisas bobas.

- Vou te responder os áudios por aqui. Se eu esquecer alguma coisa, você me fala... Você parece cansada, então vou te fazer ouvir minha voz. Eu deveria cantar algo para você dormir? Que pena que não sou um "major" do Clube de Música... Quem está no seu grupo? Vou poder ver você? Vai se vestir de anjo e cantar Really Really pra mim?
- brincou.

- Ah e sobre o shopping... Eu gostei de levar a sério. Se você quiser sair para um passeio bem cafona de namorado, eu vou com você. Afinal, quem carregaria suas compras? - deu uma risada. - Nós ainda não saímos depois daquele dia e… O terraço da escola não me deixa fazer o que eu quero. Quando você melhorar... Eu tenho uma coisa especial pra você. Não esqueça disso. - prometeu.

- O que mais tinha? Ah, sim, seu Kimbap. Está combinado. Você quer que eu continue no clube para melhorar minha comida para você? Não se preocupe, mesmo se eu sair, não vai parar de receber minhas marmitas e ainda vai ser a única a comer minha comida especial…

Não tinha entendido ainda que ela estava chateada com aquilo, mas demonstrava ali também que não fazia a escolha de sair do clube por maldade. Deu um suspiro, agora porque entraria no assunto mais sério.

- Agora… sobre a Joonie… Você pensou em tudo aquilo mesmo? - perguntou entre o surpreso e o preocupado. Suspirou novamente.

- Sim. Você fez o certo. Dentro dessa regra social idiota que a gente vive… Uma droga ter que fingir que está tudo certo porque tem um monte de gente olhando… Eu queria mesmo não te fazer passar por isso. Mas já que não tem jeito… Toma cuidado com ela, tudo bem? Eu estou me esforçando para não ser mais aquele cara que joga garrafas em mulheres, mas... Eu posso segurá-la pra você, se me pedir - riu um pouco, mas ficou sério. - Você foi ótima, fez o melhor possível. Mas me conte se ela tentar algo estranho, está bem? Eu... Eu sei que pode ser que minha reação te deixe assustada. E com razão. Mas não perca sua confiança em mim, por favor. Eu… Sei que eu faço coisas quando estou bravo, mas eu estou tentando… Não perder tanto a linha. OK?

Já tinha feito besteira e não tinha como voltar atrás, então soava como alguém com peso na consciência.

- Enfim... A última coisa... Meu irmão convidou você pra sair é? - a voz se tornou um pouco mais ciumenta. O discurso que teve no carro caiu um pouco. Porque se tratava de Chaeyoung. E não queria ninguém chegando perto dela. - Por que ele fez isso? Ele falou o que queria? Só vocês dois?

- ... Hm… Na verdade eu acho bom. Nós somos tipo uma família mesmo, não somos? - soou levemente sedutor novamente. - Acho uma boa ideia. Chame uma amiga. A Lee Hi ou… Ah, a Sun Hee mesmo. Ela me parece que precisa se divertir um pouco - sugeriu, segundo a cena que tinha visto. - Assim Jung Mi não fica de vela, e pode ter uma companhia da sala para conversar e que não lhe é estranha. E... Eu te apresento como minha namorada em um ambiente melhor que não é um hospital. Tudo bem pra você?

Humor: mania/estável/--+++

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Re: Capitulo 7

Mensagem por The Crown RPG em Seg Out 01, 2018 1:47 pm

MISOO.  11 DE JUNHO. 5:40 P.M.


Kang olhou ao redor quando Misoo fez aquela pergunta. Não entendeu o que ela quis dizer com “um lugar assim”, porque da perspectiva dele, o emprego era muito bom. Claro que isso era apenas um pequeno indício sobre a diferença abissal que existia entre os mundos deles. Porém, diferente de Jaeki, ele não levava esse tipo de comentário para o lado ruim. Apenas sorriu de volta, achando certa graça em seus comentários.

O que, afinal, não achava gracioso em Misoo? Ela era encantadora de muitas formas e isso o fazia sorrir com mais frequência do que o seu normal.

Definitivamente não estava bem.

- Eu preciso ajudar em casa. Quer dizer.. - Pigarreou, pensando que tinha gente pior do que ele. - Em casa, todos nós trabalhamos desde cedo. Até esse ano, eu fazia apenas bicos como meu irmão mais novo está fazendo atualmente. Eu já entreguei periódicos, já lavei muita louça, descasquei muita cebola, enfim, vários pequenos bicos. Na minha casa...Aprendemos a importância da independência. E não apenas se virar arrumando casa, fazendo comida, consertando coisas...A independência financeira. Todos nós contribuímos com as contas, pagando o que mais consumimos. Parece uma regra justa para que a gente aprenda que nada vem de graça mesmo.

Suspirou, olhando ao redor. Ele não parecia cansado, apesar das horas que passava trabalhando e estudando.

- Aqui não é ruim, eu gosto bastante do Sr. Jang. Ele é legal e correto. E quanto a ganhar mais, eu ainda não sou qualificado para exigir que me paguem mais. E se eu achar um emprego com menos horas, me pagarão menos. Está tudo bem, não foi por causa do trabalho que fui mal no ranking da escola…

Mexeu de leve a perna, como se estivesse dando um chutinho numa pedra imaginária, mas ergueu a cabeça para encará-la.

- Foi porque passei muitas noites indo ao hospital, levando minha irmãzinha e acompanhando minha mãe. Parecia crise de bronquite, mas era pneumonia. Minha irmã é pouco mais que um bebê , tem só 3 aninhos. Foi doloroso e preocupante e só tinha eu pra ajudar naquele momento. Quando pessoas que amamos estão em situações críticas, as provas da escola não parecem tão importante. Mereci a posição que tive, mas não me arrependo.

Falou um pouco demais, mas ele se sentia confortável de falar com Misoo sobre essas questões. Ele obviamente tinha ficado chateado por ter ido tão mal, mas em nenhum momento colocou a culpa na situação. Teria feito tudo de novo, se voltasse no tempo. Também achou bom explicar para ela o porquê de trabalhar porque ajudava a clarear um pouco como era sua vida. E sanava eventuais curiosidades.

Logo preferiu mudar de assunto e perguntou sobre o clube dela. Achava importante demonstrar interesse, até porque ela parecia amar muito aquele esporte. Kang nunca soube jogar isso e também não tinha o hábito de assistir. Sempre foi um “esporte de rico” e ele preferia assistir futebol ou basebol, por terem esportes mais acessíveis para ele. O triste é que raramente conseguia praticá-los, porque não tinha amigos na vizinhança, nem na escola.

Ao ouvir que ela seria federada, achou realmente incrível.

- Uwaaa!! Jinja?!!? Chughahae!! - Bateu palmas, dando parabéns. - Hmm...Vai dar tudo certo, Misoo-ssi! Tenha confiança que vai dar!

Fez um “joia” com o dedão, mostrando para ela. Contudo, assim que ouviu a explicação de Misoo sobre suas relações dentro de casa, ele escondeu um pouco os lábios. Meneou negativamente, demonstrando que não pensava como Jaeki nesse sentido.

- Araso...Eu sinto muito. - Abaixou um pouco o olhar. - Se quiser ficar aqui, fique. Se botar fones de ouvido, consegue até estudar sem que ninguém te incomode. Bom, isso se você quiser também. Hoje saio às 10 P.M, então, você pode contar comigo nesse tempo…

Piscou para ela e escondeu um pouco mais o sorriso, apesar de querer exibi-lo. Ao ouvir o tipo de comida que ela buscava, ele não aguentou a piada e depois ainda exibiu seus “músculos” provando como não tinha nada demais comer besteiras de vez em quando. Não fazia ideia do drama pessoal que Misoo vivia pela luta contra a balança e o elogio veio tão sincero quanto qualquer outra palavra que tinha direcionado a ela naquele dia.

Nem percebeu e acabou ficando sem constrangimentos por isso.

Sentiu-se satisfeito quando a viu escolhendo o que queria comer e riu do elogio à sua genética. Acenou quando ela foi para a mesa, mas fez questão de decorar onde ela tinha ficado. Misoo teve tempo apenas de esquentar o ramyeon e deixar a fumacinha sair quando Kang se aproximou de novo.

- Ah! Ah! Eu não me esqueci da sua toalha, ta? Eu só não devolvo agora porque prometi que te entregaria limpa. Quinta eu devolvo, tá? Sem falta e cheirosinha como estava… - A mente deu tela azul porque de repente viu o que tinha falado. - Quero dizer, com cheiro de sabão em pós e amaciante, bem cheirosinha e...aigo, coma.

Virou as costas e saiu de perto dela.
(C) Ross


HYUN HEE. 11 DE JUNHO. 7:07 P.M.


Chaeyoung ainda estava com o celular em mãos enquanto via que seus áudios eram escutados por ele. Se soubesse que ele ouviria tudo tão rápido teria ligado, mas não o fez porque não sabia como estava a situação do vovô. Parecia razoável que Hyun estivesse com ele agora.

Pensou que ele fosse responder depois, mas eis que a foto dele cresce em seu celular com o nome “Hyunie Tigrão”. Precisava mudar aquele apelido, mas não conseguia, parecia fofo demais.

-  Yeoboseyo? - A voz estava um pouco melhor depois dos áudios que tinha enviado. Ainda parecia cansada, mas pelo menos tinha recuperado uma parte do humor. - Ne, estou acordando ainda, mas estou bem. E você? Teve um bom dia?

Perguntou de um jeito docinho também. Era diferente falar direto ao telefone do que mandar audios, ela não conseguia conter o tom aegyo por conta do jeitinho que ele falava também. Quem diria que ele tinha um lado assim, né? Mas era uma graça e combinava com o jeito mal encarado que ele gostava de transmitir às vezes.

- Tudo bem, pode responder. - Deu uma risadinha que durou um pouco mais por conta da história de ninar. - Mais tarde você pode me ligar para cantar no meu ouvido. Agora preciso acordar...nhiii. - Espreguiçou-se. - Amanhã, quem sabe, você não possa cantar também no terraço enquanto descanso da deliciosa refeição. - Completou. - Estão Ahn Kyung Soo-ssi, Jo Chan Hee-ssi, Kang Woo Jin-ssi, Hwang Won Bin-ssi, Yoon Bomi-ssi, Sunny e Lee Hi. - O namorado de Yuha, um menino do grupo de Han Minhyun e três pessoas de sua turma além de Sunny e Lee Hi. - Gostei do meu grupo. E claro que você pode ver, se tiver tempo! Ainda não sei onde vai ser, mas quando souber, será o primeiro a saber, prometo.

Parou para ouvir a pergunta sobre Really Really e deu outra risada, escondendo os lábios.

- Aquele dia foi para te irritar mesmo, já disse. E funcionou. Posso cantar certinho em outro momento, se você quiser.

Disse em total ingenuidade, mas parou com a história do shopping. Arqueou uma das sobrancelhas e não conseguir conter o sorriso de novo.

- Então vamos ao shopping andar de mãos dadas, dividir doces exageradamente grandes e comprar tinta de cabelo, perucas e acessórios. O que acha? - Apesar de brincar, parecia perfeito para os gostos deles. Nesse ponto, eles eram bem parecidos. - Eu não esqueço não. Estou morrendo de curiosidade para saber o que é, mas você não quer me contar…Eu tenho um namorado muito misterioso, aigoo..

Mas não estava chateada por isso. Parou quando ele falou sobre o clube de culinária. Chegou a arregalar um pouco os olhos e depois de ouvir o que ele disse, deixou os ombros caírem. Era mesmo uma boba por ter ficado chateada com aquilo. Ele não tinha feito por mal…

- Ani. Quero que faça coisas que você goste porque gosta. Se o clube de culinária não está legal para você, não precisa ficar. É bom saber que ainda serei aquela que terá a receita especial...Vou aprender coisinhas gostosas e bem caseiras para você também.

O sorriso sumiu quando ouviu o apelidinho íntimo para Eun Joo.

- Quem, Hyun? Joonie? - Mexeu onde não deveria. Fez um bico tão grande que quase passava pelo telefone, mas ouviu em silêncio o que ele dizia. - Pode deixar, eu terei cuidado com a Joonie - Quase rosnou o apelido. - Mas se você chamá-la assim de novo no meu ouvido, quem vai apanhar é você. Meu braço fica bom rapidinho só pra te sacudir. - Estava falando sério, apesar de ser cômico! - Mas...Eu confio em você sim. Sei que está se esforçando e dando o melhor de si.

Olhou para baixo, pensando que já tinham terminado, mas ele ainda se lembrou de Jung Mi. Aquele assunto ainda daria dor de cabeça, mas tinha prometido se esforçar, por isso manteve a calma e seu jeitinho de sempre.

- Ung. Convidou. - Arqueou uma das sobrancelhas. - Ele disse que agora que sou a noona dele, seria bom nos conhecermos melhor. Não foi um convite fechado, por isso estou perguntando se você quer ir quando ele chamar…Ou vocês combinam e você me avisa…

Não queria sair sozinha com Jung Mi, mas se não tivesse jeito, iria.

- Somos…Ani! - Disse imediatamente ao ouvir o nome de suas amigas. - Ani, ani… - Meneou negativamente bem enfática. - Não vou chamar nenhuma das duas. Se ele quer me conhecer como sua namorada, não será vela nenhuma. Será o hyeong dele apresentando a namorada e tudo bem. Não preciso chamar a Sunny. - esqueceu da Lee Hi por um momento. - Nem a Lee Hi!

Mas pelo jeito que ela falou, parecia que tinha algo mais. Nossa, de jeito nenhum chamaria Sunny para aquele encontro que ganharia aspecto de doubledate.

- Tudo bem sim. Você marca com ele?
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Park Hyun Hee em Seg Out 01, 2018 2:18 pm




- Sim. Foi um dia tranquilo. Vovô já está em casa e vamos jantar juntos depois - informou logo para deixá-la despreocupada.

O jeito que ela falava com ele o estimulava a ser mais fofinho, mesmo que involuntariamente. Era mesmo um "caso perdido" agora apaixonado.

- Ah, vou preparar uma serenata. Ao vivo, na rádio. - brincou, mas aquilo já tinha acontecido um dia, no passado, só não tinha cantado. E a menina não precisava saber disso. - Hm. - anotou mentalmente os membros do grupo dela. Não parecia ninguém ruim. Então estava tudo ótimo. - Está bem. Ou eu posso ir de surpresa, sem você me convidar.

Estava curioso para saber como seria aquela joaninha cantando e ficava feliz de saber que ela gostava tanto assim de algo. Nessas horas ele esquecia totalmente que tinham coisas que escondiam um do outro.

Ele só deu uma risadinha contida pela curiosidade dela sobre seu presente. Podia simplesmente dar o colar para ela, mas aí não teria o mesmo impacto.

- Aí eu vou jogar em uma ufo catcher e pegar um bicho esquisito que você pedir para mim. Vou carregar suas compras e ficar reclamando. No fim do dia, tiramos umas fotos naquelas máquinas de casal e colamos nos celulares. Omo. Combinado então. Quando quiser.

Deixava o convite em aberto, sabia que os dois tinham muita coisa para fazer na escola e afins.

Ele ficou satisfeito com a reação dela em relação ao clube, e não percebeu que se livrou de uma bronca.

- Araso. Vou ficar feliz com isso

Era bom ser mimado com comida caseira. Ele adorava a comida bem coreana.

- Aish... - deixou escapar baixo. O nome da ex. É. É. Tão básico... Isso porque estava acostumado em falar dela daquele jeito de forma irônica. Começou a rir para disfarçar - Miane, miane. Você ficou com ciúme, é? Que linda... Que pena que não posso ver essas suas bochechas inflando e ficando vermelhas. Quase não quero pedir desculpas, mas miane... - mandou um beijinho no telefone, super cara de pau.

Entre os risos, foi o melhor momento de mudar de assunto, que ficou mais sério. Agora foi a vez de ficar com ciúme ele mesmo.

- Entendi....

Entendeu porcaria nenhuma. Que tinha que conhecê-la melhor? Palhaçada... Ele estava cheio de conversinha falando dos mistérios da namorada. Qual era a intenção dele? Bem... Não podia pensar mal do irmão, mas ele era homem também, caramba. Será que a mulher impossível de quem ele...? Não, não era uma noona... Era bom que não fosse mesmo.

- Opa... Calma, calma. O que eu falei de mais? - estranhou o tom dela, sem saber de onde veio tanta negação veemente. - Araso... Tudo bem, não precisa, mas.... Tem alguma coisa que eu preciso saber? Chaeyoung... - falou o nome dela em um misto de carinho com aviso de um pai que pega a criança mentindo. Além disso, tinha o aviso de seu amigo, segurança e secretário...

- ... Jung Mi fez ou falou alguma coisa desagradável para vocês? - perguntou cuidadoso. Só lhe faltava que o irmão tivesse seguido os passos dele mesmo. - ... Eu sou o irmão mais velho, preciso saber as besteiras que ele faz...

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Yeun Misoo em Seg Out 01, 2018 2:47 pm



Misoo sentiu-se mal por julgar o emprego de Kang e como ele lidava com aquilo de forma tão humilde e tranquila. Talvez fosse mesmo a patricinha mimada ridícula que Jaeki apontava. Ela desviou o olhar um momento e foi sentindo-se mais envergonhada a cada fala.

Balançou a cabeça, para sinalizar que estava acompanhando. As coisas funcionavam de uma forma muito diferente na casa dele. Era estranho o quanto ele reagia de forma positiva, despreocupada, quando ela ficou tão irritada de ter que cuidar da cozinha quando brigaram com Yewon.

- Independência financeira é? - comentou baixinho e o observou contando tudo.

Era admirável até que aquele menino da mesma idade fosse mais maduro que todas as pessoas que conhecia. Inclusive o senhor-robô! É. Porque a atitude dele de ignorá-la não era nada madura. Talvez fosse mais maduro que Gyu-Sik, o rei da maturidade? Porque não conseguia imaginar o irmão de Bomi saindo para trabalhar daquele jeito, embora achasse que ele faria de tudo pela irmã, assim como Woo Jin.

Ficou comovida. Estava cercada por pessoas melhores.

- Ah... Nossa... Poxa, se... Bem, em um caso assim, eu não... Quer dizer. Eu não quis dizer que foi culpa do trabalho, eu só... Desculpe - falou finalmente. - Bem, a partir de agora, se precisar de alguma ajuda nesse sentido, saiba que pode contar comigo. Sabe, se... remédios... ou .. se precisar de alguma coisa em hospital. Você sabe que vagas e coisas simplesmente acontecem com pessoas como eu... - lamentou um pouco, envergonhada ainda. - Mas talvez eu possa ajudar de forma positiva. hm. Fighting!

Tentou se redimir. Estava cada vez mais patricinha mimada. Mas tinha sido criada assim, era difícil ser diferente, mesmo na boa intenção.

Logo ela ficou toda animada com o Tênis, dando pulinhos felizes.

- Obrigada!!! Eu te chamo quando for competir fora da escola! - soltou o convite meio sem querer, pela empolgação. Mas estava feito.

A empolgação deu lugar ao pensamentos ruins sobre a família, mas Woo Jin de repente lhe abria a mente para possibilidades. O café costumava ser seu refúgio, mas era uma ideia ruim, porque as mães do trio sempre frequentavam o lugar e ele não deixava de ser no condomínio... A loja ainda era condomínio, mas.... Por que sua mãe entraria ali?

Abriu um sorriso repentino.

- Komawo! Estou oficialmente elegendo este lugar como.... Uma Toca Secreta ou... Essas coisas que falam no meio do grupo de vocês - deu risada, lembrando-se de Won também. Mas era melhor não tocar no assunto por ora. Não queria brigar com Woo Jin por causa do relacionamento de Bomi. Queria continuar falando com ele, diferentemente de Jaeki.

Ela teve que pensar em comida de novo, e sua força de vontade morreu, fazendo-a pegar realmente o que queria comer. De alguma forma sentiu-se segura ali dentro. Comeria escondida das pessoas. E Woo Jin estaria trabalhando.

Foi assim, quase como uma criminosa, que ela esquentou o ramyeon no micro-ondas do lugar e sentou-se à mesinha.

Woo Jin chegou novamente, quebrando um pouco da concentração que estava conseguindo reunir para comer em silêncio -- acreditando que não seria muito observada. Mas ele chegou ali para conversar sobre ... a toalha!

- Ah, não, não tem problema, não se preocupa.. - já saiu falando meio por cima dele, de forma bem descomplicada e natural, até que ouviu o adjetivo que ele usou e sem querer acabou olhando para ele de uma forma estranha. Teve vontade de rir do "cheirosinha", mas também tinha achado muito legal de ter uma toalha cheirosa e.. Que tipo de pessoa ficava feliz porque tinha uma toalha cheirosa...inha? Ela só riu de novo daquilo, precisando tapar a boca. O jeito que ele falava era muito engraçado. Sentiu que estavam sendo estranhos e isso era mais engraçado ainda.

- Komawo... Eu.. acho? - riu mais. Ele era mesmo muito engraçado se explicando por causa daquilo. Era um jeitinho curioso, como quando ele ficava se explicando sobre ter medo ou sobre músculos. Era MUITO engraçado.

- Aigo... Haha...O que eu quero dizer... É que tudo bem! Tá? Depois você me entrega. Combinado? - fez um "positivo" para ele e ficou esperando que ele saísse de perto.

Estva com fome, mas de jeito nenhum comeria ali, com ele olhando.



~~

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Jae-ki em Seg Out 01, 2018 3:03 pm


Jae-ki sorriu quando ela concordou brincando que ele era sortudo.Também ficou feliz quando percebeu que Eun-bi não parecia mais tão envergonhada com seus selinhos. Por cuidado, a perguntou se ela achava ruim, mais um sorriso surgiu no rosto de Jae-ki quando ela disse que estava tudo bem.

Depois de olhá-la, notou que parecia muito cansada. Riu quando ela falou sobre ficarem cafonas, se encolheu com as beliscadas, realmente o que ele estava pensando em falar assim?

- Tá, tá... Só Bibi então, Bibi ieppo (bonita).

Preocupado com o cansaço dela, Jae-ki fez questão de pegar a mochila dela e a bolsa. O que ela falava fazia sentido sobre as roupas, porém sendo rica do jeito que era, Jae-ki imaginava que ela devia mandar um empregado ir buscar pra lavar ou algo assim. Mas apesar de preocupado com Eun-bi, gostava de ver que ela não era tão dependente. Claro que botar pra lavar, deveria ser outra pessoa a fazer isso.

Jae caiu na risada quando ela o chamou de príncipe rebelde, não conseguia se ver como um príncipe, só sua irmã o chamava assim. Então Eun-bi falar era bem diferente.

- Eu? príncipe? Você que é mesmo uma princesa. Eu tô mais pro Aladin mesmo - Riu de novo - Então é o príncipe rebelde a princesa bailarina?  Soo-ji ia gostar disso.

Jae-ki se sentiu ainda mais sortudo quando ela abraçou seu braço, seu coração até bateu mais acelerado. Quando ouviu a palavra comer, seu estômago parecer ouvir, porque começou a apertar. Só que ele não tinha o que gastar, Jae era um duro, no máximo o dinheiro da passagem mesmo e algumas moedinhas. Mas é claro que não ia pedir pra Eun-bi.

- Uwa, onde eu quiser? Eu vim mesmo pra ver você - Respondeu sorrindo a encarando apaixonado.

Começou a andar com ela segurando seu braço ainda e disse:

- Mas se tiver com fome, vai em frente, eu carrego suas coisas. Tem muita comida boa de rua por aí a essa hora, não sei por aqui... Ás vezes tem uns banquinhos pra sentar. Será que tem uma praça aqui perto? Eu queria um banco num lugar legal, ou a gente pode sentar na grama.

Em seguida piscou para ela e completou:

- Talvez pular umas cercas, subir em algum telhado e ver as estrelas.

Enquanto andava continuava a falar com ela:

- Ya, Bibi. A gente bem que podia passar os intervalos dessa semana juntos... Eu deixaria as frutas de lado, se você deixasse eu deitar de novo no seu colo...

Lançou um olhar meigo para ela e ao mesmo tempo travesso. Deu a notícia boa sobre o trabalho:

- Meu trabalho foi bem tranquilo hoje, essa semana é de teste, por isso vou sair cedo. E só trabalho no domingo...

Olhou para ela com uma carinha de travesso esperando ela lembrar da festa. Só que logo lembrou sobre Won, ainda não sabia se ele iria querer ir ou não. Mas tentou se concentrar em outra coisa por enquanto.

- E tá tudo bem mesmo com minha Bibi? Não tem nada pra me contar? Sabe que se tiver alguém de perturbando é só falar que eu resolvo rapidinho.  E se eu fizer algo que você não goste, pode falar também. Eu nunca te forçaria a nada, Bibi.

Falou essas coisas porque se lembrava dos papos com Hyun e também porque a respeitava muito. Enquanto andavam, Jae-ki procuraria com o olhar o lugar perfeito pra ficarem, algum lugar não tão cheiro, alguma casa que desse pra subir no telhado, pelo muro, ou escadas externas. Se ela quisesse comer, a seguiria ao menos, e se ela quisesse dividir um "pedacinho" com ele, não se faria de rogado, só não ia pedir mesmo.




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Re: Capitulo 7

Mensagem por The Crown RPG em Seg Out 01, 2018 4:10 pm

MISOO.  11 DE JUNHO. 5:40 P.M.


- Não precisa pedir desculpas por isso, Misoo-ssi! Está tudo bem, eu entendi.- Tentou acalmar os ânimos dela, demonstrando que não tinha ficado nem um pouco ofendido por isso.

Não podia cobrar dela pleno conhecimento de seus motivos se era algo completamente fora da realidade dela. Ao invés de brigar por isso, achava melhor mostrar seu ponto de vista para que ela tentasse enxergar de outro modo. Ouviu com atenção o que ela estava oferecendo e esboçou um sorriso.

- Komawo! Espero que não seja necessário precisar disso, mas agradeço desde já por se preocupar e oferecer. - Fez uma pequena mesura, dado o tamanho da oferta que ela fazia. Não podia ser um simples “valeu”.  - Fighting!

Ficou feliz ao ouvir que ela o convidaria para uma competição dela.

- Eu não sou familiarizado com o tênis, mas se você me ensinar as regras, eu aprendo. Independente disto, seria um prazer ir lá para torcer por você. Posso fazer cartazes e dancinhas com suas amigas para comemorar seus pontos.

Misoo podia acreditar que ele era bem capaz de fazer isso mesmo. Do jeito que era cara de pau. Mas era um problema para a torcida de tênis que geralmente era bem mais contida e atenta ao jogo. Caso ela dissesse que não podia, ele descartaria o plano e pensaria em uma camiseta apenas “Gaja, Misoo!” ou algo assim.

Riu do nome que a Loja estava ganhando.

- Caverna! Caverna do KDragon.

Mas logo sua mente cheia de tela azul começou a pensar que Misoo era uma caçadora de dragões e ele o K-dragon. Ela estava ali para caçá-lo, então? E o que caçadoras faziam com dragões? Olhando para Won, podia dizer que comiam corações. Para Jaeki que comiam o orgulho. E ela?! O que faria com ele?

Piscou várias vezes saindo daquele mundo paralelo e voltou para a realidade, voltando a encará-la como senão tivesse feito uma viagem transcendental em três segundos. Quando percebeu, a menina já tinha seguido para preparar o ramyeon e depois escolheu uma mesinha.

Não queria ter encerrado o assunto, ainda queria falar com ela. Por isso seguiu até sua mesa, falando mais rápido do que conseguia processar. O elogio à toalha veio e ele gostaria que um buraco se abrisse no chão para que ele pudesse se enterrar, viver e morrer ali.

Cheirosinha?!

O que ele tinha na cabeça?!?!

Felizmente, Misoo não conseguia disfarçar e logo tapou a boca mal conseguindo conter a risada dentro de si. Kang só bateu com a mão na cara, meneando negativamente.

- Ne ne...De nada… Aigo...Eu entrego...Entrego… - Murmurou e começou a se afastar dela.

Dessa vez não tinha mesmo como manter o assunto com ela. Estava muito envergonhado pela falta de filtro em sua mente e precisou retornar para o trabalho para esquecer. Misoo estaria livre para comer sem culpa. Kang seria a última pessoa a julgá-la.
(C) Ross


HYUN HEE. 11 DE JUNHO. 7:09 P.M.


- Que bom! Fico muito feliz por ouvir isso e desejo que ele tenha uma recuperação rápida para que possamos fazer aquele jantar oficial com meus pais também.

Não sabia ao certo se Hyun já tinha falado com o avô - ou se ele já tinha aceitado- , mas imaginava que as coisas seriam melhor decididas depois quando o quadro dele estivesse mais estável. Ninguém gostava de fazer aparições estando mal, ainda mais depois de um AVC. Hyun e ela não tinham pressa para acelerar nada, também, então poderiam esperar pacientemente.

Em teoria.

Achou engraçada a proposta da rádio. Não imaginou que ele estivesse falando sério, apesar de ser típico dele fazer coisas improváveis.

- Você acha mesmo que eu não te convidaria? Aish, mas se quiser ir de surpresa, eu vou adorar também.

Quando começaram a falar sobre o passeio cafona e romântico no shopping, ela foi achando a ideia muito boa. Podia imaginar que fariam tudo aquilo mesmo.

- Um tigrinho! Já imaginou? Aí você erra, fica bravo e chuta a máquina. Eu acho muito provável que isso aconteça. Vai reclamar que a máquina roubou seus wons enquanto carrega várias bolsas e eu vou ter que te dar um tratamento de choque com beijinhos e abraços para acalmá-lo. - Ponderou. - Estou livre amanhã e, bom, serei dispensada de quase todos os clubes. Só vou ficar em culinária porque ainda posso aprender, mas terei que sair de arqueirismo. Mas só tenho quarta totalmente livre mesmo. Se você quiser ir...

Não sabia que ele tinha marcado um almoço com o amante dele - Kai - por isso imaginava que seria um bom momento para eles. O comentário sobre o horário do clube acabou atraindo o mesmo para a conversa e ela sentiu que estava mesmo tudo bem em dizer que ele não precisava continuar lá.

Ao ouvir o nome da ex dele sendo pronunciado de modo tão intimo e informal, ela não teve muito controle sobre a própria lingua e revidou daquele jeito. Os comentários dele geraram uma série de.

- Aiiiisshhh jinjaa! Eu não estou com ciúmes. Eu só estou quase saindo de casa para ir aí brigar com você. Por que está chamando de Joonie? Vou começar a chamar os meninos de modo informal também!! Você vai gostar disso? Hm? Jun Sungie! (Kai), Sungie-oppa! Fica bonitinho, não acha?! Aigooo…

Mas estava com ciúmes, então podia ser perdoada. Além de ser uma gracinha mesmo o modo como ela reagia, meio sem controle por nunca ter passado assim. Felizmente não era algo doentio, só imaturo mesmo. Fez outro “tsc” com o beijinho que ele enviou, mas voltou ao modo fofinho de antes.

Pelo menos até citarem o nome de Jung Mi. Acabou reagindo de modo nada discreto quando ouviu o nome de Sunny e puxou o ar com forças.

- Não disse nada demais. Miane...Eu que quis dizer que...Pode ser só nos três, não será constrangedor. Miane…

Franziu um pouco as sobrancelhas, torcendo para que ele não comentasse nada além, mas foi tarde demais. Só conseguiu fechar os olhos e um segundo de silêncio era o suficiente para que Hyun entendesse que havia algo de estranho sim. Umedeceu os lábios e suspirou.

- Ani. Na minha frente, ele foi polido e gentil, não foi nem um pouco desagradável. Mas… - Engoliu em seco. - Ele pareceu um pouco galante para a Sunny em alguns momentos e ele está namorando. Não acho que fará bem à reputação dela se descobrirem que ele age de modo mais informal com ela. Gostaria de preservá-la, por isso não vou convidá-la..

Não era mentira! E foi algo que Jung Mi realmente fez e não o que ela contou. O problema é que com a conversa que Hyun teve com Jung Mi mais cedo, ele podia ficar quase feliz com isso. Porque o irmão tinha seguido seu conselho e Misoo não era mais a namorada dele.

No fim, meias verdades também são mentiras pela metade.
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JAE KI. 11 DE JUNHO. 8:45 P.M.


Deu um sorriso convencido quando ele a chamou de bonita. Nem parecia que tinha dado vários beliscões de implicância nele enquanto chamava os dois de cafonas. Depois de receber o elogio, ainda foi surpreendida pelo gesto dele. Observou  com carinho e admiração o modo como ele pegou suas coisas, apesar de ter dito que não precisava fazer isso.

Acabou abraçando o braço dele, falando que ele era um príncipe rebelde - tinha sido uma referência mesmo à Soo Ji, mas a forma como ele riu foi bem fofinha.

- E o Aladdin não vira principe depois? Você já é principe desde o início. O meu e da Soo Ji - Abraçou mais o abraço dele, apoiando a bochecha em seu braço de levinho. - Uhum! Vai sim.

Brincou e perguntou se ele queria comer. Por ela, não comeria, mas quando ouviu o estômago dele roncando, ela cedeu ao impulso de mudar o rumo. Sabia exatamente o que poderiam comer - e depois daria um jeito de eliminar aquilo antes que fizesse mal para seu corpo.

- Ung, você pode escolher. - Sorriu apaixonada para ele, mas o olhava com um pouco mais de atenção. - Estou com muuita fome. Coma comigo, jebal. Tem uma praça mais popular por ali e barraquinhas. Sabe qual a especialidade de uma das barracas? - Fez um suspense, mas logo ficou na ponta dos pés e sussurrou ao pé do ouvido.- Hweori Gamja. Eu poderia comer mais de um, que acha comprar três e dividirmos na pracinha? Só dessa vez…

Queria que ele não brigasse ou discutisse por conta de dinheiro e aceitasse de uma vez a comida favorita dele.

- Mwo?! Pular cerca e subir em telhados? Aigoo, eu não tenho pernas para isso, Jaekie...Eu estou dançando desde as 1 P.M… - Fez um beicinho. - O máximo que consigo é subir na casinha do parquinho, sabe? Daquele brinquedo, mas não sei se tem criança também. - Riu ao imaginar, mas já estava caminhando com ele na direção da praça.

Olhou para ele ao ouvir seu apelido. Achou fofinho quando ele disse que deixaria as frutas de lado para passar os intervalos com ela. Fez um carinho em sua bochecha.

-  Que fofinho, Jaekie… - Deu um beijo na bochecha dele. - Vamos passar os intervalos dessa semana juntos, então. Mas pode pegar uma fruta pra gente comer lá fora. Não precisa abrir mão disso, podemos unir as duas coisas.

Sorriu, mas o sorriso aumentou quando ouviu que ele iria teria o sabado livre.

- Então...Quer dizer que...você vai à festa, né? Hihihihi… - As bochechas ficaram vermelhas e ela escondeu a boca com a mão livre. Olhou para ele, mas riu de novo, cheia de vergonha - Hihihi...Quero ver… - Deixou no ar o que ela queria ver. - Se você nada bem, é claro…

Chegaram até as barraquinhas que ela havia citado. Apesar de ser um bairro de ricos, Gangnam também tinha uma área mais popular - tinha até uma favelinha próxima. Eun Bi tomou a dianteira e pediu por três espetinhos e dois sprites para eles. Pagou sem pensar duas vezes e falou para que Jaeki a ajudasse a escolher os maiores. Caminhou na direção da praça para que sentassem lado a lado.

- Estou bem… - Pigarreou. - Nenhuma novidade. E você? Como foram suas aulas? - Sabia que ele tinha dois clubes naquele dia.

Esperou que ele se acomodasse, deixando as bolsas pelo chão/banco, entregou um espetinho para ele, deixou outro de reserva e entregou as bebidas também. Assoprou um pouco, mas como uma boa coreana, gostava da comida bem quente.

- hmmm..Tá muito gostoso. Prova, prova!
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Park Hyun Hee em Seg Out 01, 2018 6:17 pm



- Você também, mocinha, você também - porque ela precisava ficar bem para que pudessem fazer todas aquelas coisas tranquilamente.

Como ir ao shopping. Hyun Hee não era uma pessoa de shopping, mas tudo aquilo que ela falava pareciam cenas verdadeiras e muito divertidas. Acabou rindo do outro lado e de repente.. Ah, que droga. Tinha o encontro com o Kai. Será que conseguiria fazer o útil ao agradável? Não custava tentar.

- A ideia é mais do que tentadora. Araso. Vamos sair amanhã - decretou.

Afinal… Talvez pudesse adiar o compromisso com Kai ou… Quem sabe um certo amigo não gostaria de visitar a “crush” em um certo restaurante? Parecia um ótimo plano.

Falando nisso, eles começaram a trocar ciuminhos, com o dito-cujo inclusive.

- Ah, vai ser lindo mesmo, esse nome tatuado com meu punho - resmungou, fazendo graça e só então mudou de assunto.

Hyun Hee estava preocupado com o que possivelmente Jung Mi poderia ter dito. Estava um pouco desconfiado por causa da conversa do secretário, mas então isso pareceu se resolver de uma forma muito mais simples do que imaginava.

- Ah, é? Ele estava sendo “galante” para cima dela? - o tom de voz não era nem um pouco negativo, pelo contrário. Porque existia uma chance de que ele estivesse seguindo o coração como ele havia dito. - Pois então não será nenhum problema. Convide-a mesmo. Porque… Meu irmãozinho não está namorando. - revelou assim, sem problema nenhum e certa empolgação na voz. Chegou a rir de leve. - Eles terminaram. De forma discreta e evitando muito drama. Enfim, o que importa é que... Existe a chance, Chaeyounah, de que sua amiga realmente tenha atraído a atenção do meu irmão.

Estava realmente feliz com a possibilidade. Seu irmão, gostando de alguém? Era um alívio também que não fosse Chaeyoung.

- Ah, Chae-chae, você não acha que isso seria até que fofinho? Sua dongsaeng, meu dongsaeng… Sua amiga, meu irmão… Entre todas as coisas cafonas que poderíamos fazer… Um double date? - fez graça, murmurando a última parte e riu. - Eu prometo a você que vou cuidar dos boatos. Não estou na sua sala, mas estou na dela, você esqueceu?

E não era como se já não estivesse um pouco interessado sobre o comportamento fora do normal dela. Definitivamente gostaria de ficar mais de olho nela agora.

Além disso, ele estava achando tudo bem divertido, não itnha como imaginar o teor da conversa das duas e o quanto aquilo não era brincadeira para nenhuma delas.

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Yeun Misoo em Seg Out 01, 2018 6:40 pm

 

A atitude de Woo Jin era completamente oposta a de Jaeki. Ela não estava se sentindo mais mal por sua condição financeira, mas até um pouco útil. Sentia-se triste pela injustiça das diferenças entre eles, mas ele não parecia se importar de verdade com aquilo.

Ela riu da cena de Woo Jin torcendo por ela ao lado de… Eunbi.Os dois berrariam de forma escandalosa, e ela gritaria como fazia nas aulas de educação física.  Era muito competitiva. A ideia era muito tentadora, mas sabia que o lugar não era para isso. Não precisava estragar a surpresa agora.

- A  Bibi  amaria isso… Sem dúvida!!  

Na fantasia estava também o nome do lugar, a Caverna do KDragon. Eles eram tão bobos. Libéluas, dragões, caçadoras… Era bem engraçado. Fez o toquinho secreto com ele, com as mãos, selando A CAVERNA.

Ela o observou ir embora depois de falar coisas esquisitíssimas sobre a toalha e fazê-la rir muito. Ficou só, enfim, com seu ramyeon, e começou a comer. Era muito melhor assim, sem ninguém por perto.

É claro que pensava no maldito biquíni… Mas faria tão mal assim comer isso? A verdade é que cedeu e comeu mesmo. Quando terminou, ficou olhando do lado de fora. A caverna parecia muito mais convidativa que sua casa mesmo.

Tinha que tomar banho, mas estava com uma preguiiiça de voltar para lá…

E não faltava tanto assim para 10 da noite? QUÊ? Por que pensou nisso? Faltava MUITO.

Ela ficou enrolando mais um pouco ali dentro. Porque parecia aconchegante. Aproveitou para observá-lo trabalhando um pouco. Woo Jin não parecia um coitado. De certa forma transmitia alegria. Ele tinha um ar parecido ao de Won Bin fazendo sua bebida.

Pessoas como ela geralmente se perguntavam por que eles gostavam de um trabalho daqueles, mas ela começava a entender que não era exatamente o trabalho. Como Woo Jin tinha explicado, eram as coisas por trás dele. Para quem estavam fazendo aquilo. Era realmente bonito de se ver o esforço e o trabalho duro.

Passado algum tempo, ela acabou se levantando também e procurou por ele para se despedir.  

- Ei! - chamou, rude, porém amistosa, não era um tom grosseiro. Tanto que até deu uma risada. - Eu estou indo. - comentou, mas achou que soou estranho quando saiu de sua boca. Estava ali infiltrada no trabalho dele, que era uma loja de conveniência, e se despedindo como se estivesse na casa dele ou algo assim. Bem, tinham transformado em caverna mesmo… - Até amanhã, Kang Woo Jin-ssi. Obrigada pelos conselhos… E pela caverna - riu da bobeira que tinham criado.

- Da próxima vez que tiver um problema..  Pode chamar uma pessoa realmente desocupada para ajudar - apontou para si mesma. - Até! - acenou animada.

Era hora de seguir para casa, finalmente, e tomar seu banho merecido.

~~

— Ross
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Won-Bin em Seg Out 01, 2018 9:07 pm



Won assentia positivamente em apoio as atividades físicas de Bomi. Ela podia não ser uma maluca por competições e esporte como ele, mas também não era alguém que vivia parada.
Falando assim Won até imaginava que dança fosse uma atividade muito melhor do que imaginava.

Era legal também imaginar que um passeio de bicicleta também estava entre os possíveis outros encontros. Eles iriam acontecer, não é mesmo? Esperava que sim.

Sua princesa wuxia fazia as perguntas e com toda a coragem, mesmo diante da timidez que ainda existia em Won, respondeu com sinceridade.

-Um dia você vai torcer por mim nas Olimpíadas - disse, reafirmando seu sonho e ao mesmo tempo que ele queria a companhia dela até esse dia hipotético. Riu um pouco meio sem graça com o comentário.

Bomi escreveu:- Hm...Eu pensei que você fizesse outras coisas porque parece muito habilidoso nas aulas de educação física. - Revelou e tomou mais um golinho como se não tivesse acabado de admitir que o espiava nas aulas. - Mas é pela competição...Então você é bem competitivo. Interessante…

-Hehehe, é... - nem tentou desmentir, ele realmente era - Eu meio que perco a noção as vezes. Os dragões sofrem quando eu vou jogar pra valer - riu um pouco lembrando das cenas do Kang se arrastando cansado de tanto correr.

Quando mostrou a música Won emprestou o fone. Ela se derretia um pouco com a declaração dele, nem tinha sido planejado, mas parecia o momento certo.
Falando em momento certo, Won foi pego desprevenido ao vê-la se levantar de repente. Por um instante imaginou se algo errado tinha acontecido mas ela se sentava ao seu lado: foi mais para o lado e sem saber ainda o motivo sentia o coração bater mais forte.

"Ela tá...ofegante? Por que eu to também?

Ao "Oppa" Won já sentia o coração alcançar a quinta marcha.

Bomi escreveu:- Eu não posso prometer que não vamos sofrer, nem vamos chorar algumas vezes. Não posso prometer que não vamos brigar e também não sei onde essa história vai dar. Eu sei que isso pode ser uma traição com minha família, mas...

Aquele momento do intervalo. O pedido de desculpas dele e tudo o que havia dito sobre seus sentimentos aquele dia, parecia um momento espelhado. Agora era a vez de Bomi falar o que sentia, de encarar o futuro incerto que eles tinham e que com certeza ia trazer mais confusões em suas vidas.

Bomi escreveu:- Eu realmente, realmente quero saber isso.

O coração ansiava por aquela pergunta, mesmo que originalmente era Won que queria perguntar.

Bomi escreveu: Nae namja chingugadoego sip-eo*?


Naquele instante algo havia mudado na forma como Won enxergava Bomi. Ela com certeza ainda era a bela princesa wuxia de seus sonhos, mas ela não estava mais num pedestal inalcançável onde ele deveria escalar pra sequer ver sua amada.
Sua princesa estava na sua frente e dizia as palavras que tiravam toda a dúvida do que ele era pra ela.
Era seu namorado. E isso parecia completamente certo.

Won ergueu a mão e ajeitou o cabelo dela, um gesto que havia se tornado característico de carinho dele.

-Um só "sim" é pouco pra responder. Então eu vou falar sim de novo. Sim - sorriu pra ela - Eu também não posso prometer que vai ser fácil daqui pra frente, mas com você eu sinto que a gente pode enfrentar o mundo todo

Era um movimento tão natural que se inclinar pra beijar ela vinha em seguida. Com mais naturalidade que das outras vezes.
Parecia ainda melhor do que na roda gigante.

Wangjowuxia princess

— Ross
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Kim Sun-Hee em Seg Out 01, 2018 9:17 pm


Se fosse necessário para convencê-la, Sunny poderia facilmente listar um monte de características boas dela. Entretanto, apenas balançou a cabeça, concordando com Chaeyoung. Ela tinha um jeito muito positivo de encarar as pessoas, valorizando as qualidades ao invés de priorizar os defeitos. Isso era algo bem bonito e uma das várias virtudes que a tornava tão especial. Sunny continuou falando e riu do comentário - Não chego nem perto de ter toda a sabedoria da minha unnie linda... - apesar do tom descontraído, havia verdade também.

Sobre Jung-Mi, percebeu que o assunto fez o humor de Chae vacilar um pouco, mas mesmo assim, insistiu naquele aspecto.

Sunny assentiu.

-   Sua promessa já é mais do que suficiente. E... Você não é a intrusa de nada! Pode ser que Jung-Mi ainda sinta sim carinho por Moon Eun-Joo, porém como amiga... Afinal, agora você quem é a namorada do Hyun-Hee. Ele até te convidou para tomar um café! É sinal de que quer conhecê-la melhor... Inclusive, uma chance de vê-lo com outros olhos, né? Hum? - sugeriu, fingindo animação.

Não desejava mesmo ser motivo de uma rusga entre eles. Quase se arrependeu de contar o que houve no passado, porém não disse mentiras e nem teve intenção de prejudicar ninguém. Esperava sinceramente que Chae não se fechasse nessas conclusões baseadas no que escutou de Sunny e, por isso, ela prestaria um tiquinho mais de atenção nas próximas interações do trio - Chae, Jung-Mi e o próprio Hyun-Hee.

Enfim, quando alcançaram o lado de fora da instituição, Chaeyoung ofereceu uma carona que Sunny precisou recusar, mas pela expressão da amiga, ela compreendeu a necessidade de opção.

-  Komawo... E sim, eu falei com o Kim. Ele se sentiu mal ontem e a tia precisou levá-lo ao hospital. Mas, segundo ele e o que pretendo verificar mais tarde, já está em casa e melhor. Talvez até venha amanhã - sorriu.

Pronta para encerrar o assunto...

A bolsista, de última hora, decidiu perguntar uma coisa que remetia ao discurso anterior da Park.

Prendeu a respiração conforme Chaeyoung a respondia com a confiança evidente em cada linha e vírgula. Aquelas palavras transmitiam uma mescla de sentimentos, pois criavam um efeito duplo na mente de Sun-Hee...

Porque, há muito tempo, toda a sua fé desapareceu em... segundos e, desde então, ela parou de acreditar.

Como... se conserta isso?

Ela apoiou a mão sobre a da amiga e Chae seria capaz de medir as batidas do coração aparentemente adoentado... Uma por uma. Era um ritmo estranho. De algo que anseia o fim, mas ainda possui resquícios de uma força que, de fato, não sente mais.

Não conseguiu falar nada.

Só abraçou a amiga por um tempinho antes de se afastar dali, não ousando olhar para trás e entregar a carinha novamente úmida. Os passos apressados praticamente corriam na direção do ponto e, sorte ou não, estava vazio. Tombou sobre o banco e teria alguns instantes até o horário do próximo ônibus. Enquanto aguardava, ela se dispôs da solidão para chorar... Com o tronco levemente curvado e a testa apoiada na mochila em cima das pernas, deixou o peito tentar se aliviar, mas quanto mais lágrimas surgiam, mais presente se revelava o aperto.

Não era possível sozinha, mas não tinha escolha...

Suportaria até o limite.

Um limite que não existe mais e ela se recusa a aceitar que, após tanto esforço, terminaria assim.
WangJo

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Última edição por Kim Sun-Hee em Ter Out 02, 2018 5:13 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Jae-ki em Seg Out 01, 2018 10:44 pm


O sorriso de Jae-ki não poderia ficar maior quando Eun-bi disse que ele era príncipe dela e da Soo-ji. Geralmente era chamado de vagabundo, sujo... Mas não importava, porque suas duas garotas favoritas não achavam isso.

Quando Eun-bi falou que vendia Hweori Gamja, Jae ficou até boquiaberto. Agora sua fome tinha aumentado três vezes mais.

- Uwa... Hweori gamja!

A ideia dela de dividir até que era boa, recusar comida era sempre difícil e como era barato, porque não né? Tinha que tentar mesmo ser menos orgulhoso como falou para ela. Jae mordeu os lábios, e em seguida aceitou:


- Tá, eu aceito dividir... Valeu Bibi.

Jae-ki já dava suas ideias meio rebeldes, porém Eun-bi estava cansada demais para isso agora. Ele concordou e ficou surpreso por ela dançar por tanto tempo. Riu quando ela falou do parquinho, até que não seria não má ideia, porém se tivesse crianças, não ia da para beijar lá.

- Aigo, desde das uma dançando? Você deve amar mesmo isso, eu queria te ver um dia dançando de bailarina. Eu nunca gostei de ballet... Mas com você eu sei vou adorar.

Um sorriso automático surgiu quando ela beijou sua bochecha, fez um charme dizendo que não era fofo, embora estava com cara de bobo apaixonado:

- Não sou fofo... Sou assustador! Uwa! Fruta e Bibi vai ser daebak demais, vou ficar de bom humor a semana toda.

Então começaram a falar da festa de sábado, Jae achou fofo quando Eun-bi ficou com as bochechas coradas. Imaginou coisas quando ela falou que "queria ver", até que ela completou com outra coisa. Sorriu e respondeu:



- Eu nado muito bem, não lembra daquela vez no lago?

Jae-ki também logo pensou que queria muito ver Eun-bi de maiô, começou a sentir calor, era de maiô porque de biquíni ele sentiria muito ciúmes.

- A gente pode nadar juntos, comigo vai estar segura, não vou deixar você afundar nem se afogar.

Ele n]em sabia se tinha alguma sunga ou algo assim, provavelmente iria de bermuda, fazia tempo que ia em piscina ou algo assim, exceto poucas vezes que ia a praia ou algo assim. Quando estava perto das barraquinhas, Eun-bi tomou a dianteira, fez o pedido rápido e pagou. Jae ajudou ela escolher os que pareciam maiores e mais caprichados. No fundo ele se sentia meio incomodado por não ser ele a pagar, mas tinha que se acostumar com isso, era uma coisa bem simples dessa vez. E se consolava pensando que não seria sempre assim, um dia ele se formaria e encontraria um emprego de adulto.

Eun-bi dizia que estava bem, então Jae-ki acreditou. Sobre as aulas, ele respondeu:

- Foram tranquilas. Eu gosto muito de artes, muito mesmo, e mecânica não é ruim. Só que a professora de arte sugeriu eu e Yerin de fazermos um painel, que ia ter olheiros na semana de artes, algo assim e que poderíamos vender. Mas sem chance! Logo Yerin! Eu queria poder vender minha arte, mas não assim.

Os dois se acomodaram em um banco, Jae-ki ajeitou a mochila dela e a bolsa perto deles.  

- E eu tô querendo sair de um clube, com trabalho tem sido pesado. Mas ainda não sei qual, tô pensando se saio de artes ou de dança, ou se tento ficar mais um pouco neles... Ah, mas não quero falar de coisas ruins hoje, só quero curtir perto de você.

Ele aceitou o espetinho e o refrigerante, abriu a latinha e deu um gole longo. Refrigerante era mesmo delicioso. Olhou para bailarina comendo e sorriu, achava ela muito bonita mastigando, até nisso ela sabia ser diferente. Jae-ki também mordeu quente mesmo.

- Uwaaa, daebaaak! Mashita! Isso é realmente o melhor!

Esticou a mão e passou o polegar perto da boca dela como se o canto da boca dela estivesse sujo, porém ele só queria ter mesmo uma desculpa para tocar o rosto dela. Adorava o rosto redondo dela. Em seguida respirou fundo apaixonado dizendo:

- Uwa, a gente junto assim, comendo minha comida favorita, só nós dois, sem escola, sem isekyas me xingando, sem professores... Me sinto tão livre. Imagina só, um mundo onde a gente pode ficar sempre assim.

Olhou para ela depois de dar mais uma mordida e continuou:

- Quer saber, não importa nada do que falem, a gente dá super certo. Eu vou fazer dar certo, nós vamos, não é? Quero cuidar de você Bibi, me deixa te proteger.

Ela era sua garota, e ninguém podia mexer com sua garota. Tinha medo que ela fizesse igual Sunny, achava que não, mas ela bom reforçar. Jae-ki pegou o celular e deixou tocando baixo uma playlist de rapper romântico que andava ouvindo. Depois disse uma besteira qualquer:

- Ia ser perfeito nós dois juntos, a gente comendo hweori gamja, no café da manhã, no almoço também e no jantar.

Riu porque tinha falado mesmo uma doideira.

- Tá, não precisa ser só hweori gamja... Sabia que te olhar assim me dá vontade de pintar o seu rosto em várias telas, em todos os estilos e técnicas. Em todos os muros de Seul... Eu já disse que você é perfeita pra mim Bibi...?

Jae-ki aproximaria seu rosto do dela e se ela ficasse paradinha, ele a beijaria apreciando lentamente o sabor dos lábios dela.



Wangjo

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Re: Capitulo 7

Mensagem por The Crown RPG em Ter Out 02, 2018 12:54 am

WON BIN. 11 DE JUNHO. 5:35 P.M.


Bomi meneou positivamente quando ele disse que um dia ela torceria por ele nas Olimpíadas. Tinha certeza que sim. Já estava torcendo desde já para que ele desse o primeiro passo rumo a esse sonho, com certeza estaria lá quando esse dia chegasse. Quem sabe ele não conseguisse em Tóquio 2020? Talvez estivesse muito em cima, mas de 2024 não passava!

Riu ao ouvir a resposta dele sobre ser competitivo. Ele não tentava desmentir e ainda afirmava que perdia um pouco a noção. Será que acabariam brigando por conta de algum jogo, algum dia? Ela também tinha uma veia um pouco competitiva, mas não achava que perdia o juízo por isso. Já tinha que aguentar Eun Bi raivosa e Misoo berrando. Acabava que muito de seu ímpeto para a vitória era abafado pelos surtos das amigas.

Mas e quando fosse ela e Won?

Bom, não importava muito agora. A música que ele entregou a ela foi uma verdadeira inspiração. Podia ouvir o discurso dele combinado com aquela letra doce e foi um combo bastante poderoso para seus sentimentos. Sem refletir muito, assim que a música terminou, ela retirou  o fone de modo delicado e levantou-se da mesa com certa determinação. A respiração estava ofegante, mas sentou-se ao lado dele e tomou ar algumas vezes antes de começar a disparar a falar.

Desde que o conhecera, ela deixava que ele tomasse a iniciativa - ainda que fosse pedindo o prato no restaurante. Mas agora, resolveu dar o primeiro passo e perguntou algo que seu coração ansiava por ouvir a resposta.

Parou de respirar depois de lançar a pergunta e só conseguiu puxar de leve o ar quando ele ajeitou seu cabelo, naquele gesto que ela adorava vê-lo repetir. Won fazia de um jeito que nem ela conseguia, fora que gostava de sentir a mão dele quase encostando em seu rosto. Focou os olhos nos olhos dele e, finalmente, sorriu. O sorriso dela parecia aliviado e mais iluminado porque, apesar de já ter ouvido várias declarações dele, agora parecia oficial.

- Ung...Eu também tenho sentido isso…

Tombou um pouco a cabeça e acompanhou a aproximação com o olhar. Os longos cílios cobriram os olhos dela no instante em que os lábios se encontraram. Deixou os ombros relaxarem e levou a mão até a bochecha dele, acomodando enquanto o delicado beijo fluía de modo natural.

Tinha sido ainda melhor do que na roda gigante, apesar do cheirinho e gostinho de morango ainda serem bem presentes ali.

Afastou os lábios, apoiando a testa na dele ainda com os olhos fechados. A ponta do nariz arrebitado também cruzou com o dele e ela sussurrou.

- Saranghae, oppa… - Apoiou a cabeça no ombro dele, dando um abraço meio torto e de ladinho, mas bastante carinhoso.
(C) Ross


HYUN HEE. 11 DE JUNHO. 7:09 P.M.


- Jinja? Então está combinado para amanhã! - Deu um sorrisinho animada com a ideia.

O cenário que os dois tinham criado parecia bastante crível e agora tentariam reproduzi-lo no dia seguinte. Seria ainda mais divertido ver aquele tipo de coisa acontecendo na vida real. Contudo, nem tudo foi risada naquela conversa e o assunto começou a ficar sério quando ele chamou Joonie pelo apelido.

Chaeyoung revidou falando o nome verdadeiro de Kai daquele modo íntimo também.

- Ah é? Você está com ciuminhos, é? Uma pena que eu não possa ver sua carinha zangada agora e apertar as bochechas. Miane...Quase não tenho vontade de pedir desculpas, mas...Miane…

Fazia Hyun provar de seu próprio veneno e terminava rindo. Os dois se recuperaram daquela pequena crise, mas o maior assunto de todos estava por vir: Jung Mi. Quando comentou que o irmão dele a havia convidado para um café, não imaginava que tudo tomaria uma proporção dessas.

Ao falar que Jung Mi tinha usado de um tom diferente para com Sunny, ela não imaginava que Hyun fosse responder daquele modo tão despreocupado. Até chegou a olhar de banda para o aparelho, desconfiada de que fosse uma cobertura que um desse para o outro. Os homens tinham um código, né? Será que ele achava normal isso?

- Como não será um problema? Você não ouviu o que eu disse? - Perguntou só para garantir, mas foi ela quem terminou sem palavras. - Mwo? Terminaram?

Felizmente o namorado não podia ver seu rosto que estava num completo choque diante daquela resposta. Ele mesmo estava admitindo que havia chances do irmão se sentir atraído por Sunny. De repente, ela achou que estava com um pouco mais de razão em seu julgamento para com Jung Mi.

Que namorado apaixonado faz isso? Termina e já se joga para outra? E logo para Sunny?? Depois de tudo o que fez??

- É mesmo? - Pigarreou e suspirou. - Araso...Mas espere eu falar com ela, por favor? Mandarei uma mensagem para ela perguntando se ela gostaria de ir. Apesar de não parecer, a Sunny é tímida e pode se sentir um pouco pressionada se o convite vier de um oppa. Então, espere eu falar com ela, tá? E aí marcamos…

Mas ela não parecia muito animada com isso, na verdade estava preocupada com toda a situação. Não mentiria para Sunny porque não achava justo, mas tinha um pouco de medo do que aquilo poderia resultar depois.
(C) Ross


JAE KI. 11 DE JUNHO. 8:45 P.M.


- Komawo! Por me acompanhar para comer isso. Não precisa fazer essa cara, hm? Eu não gosto de comer sozinha e você está apenas acompanhando sua linda namorada num lanchinho noturno. - Eun Bi comentou, tentando desfazer aquela cara murcha dele de quem estava com o orgulho ferido. - Sabe como você pode retribuir? - Aproximou-se um pouco e falou baixinho ao pé do ouvido dele. - Me dando uns beijinhos.

Piscou para ele e voltou à posição anterior, abraçando seu braço. O sorriso só sumiu quando ele comentou sobre pular cercas e subir em telhados. Não tinha a mínima condição de fazer isso! Além de nunca ter feito e achar estranho ele sugerir, ela estava fisicamente exausta mesmo.

- Sim, são muitas horas de treino. Eu estava um pouco relaxada, mas sábado tive um choque de realidade e se quiser alcançar meus objetivos, tenho que ir além do meu máximo. - Disse um pouco mais séria, mas suavizou o tom. - Eu te dou um convite para a apresentação e espero que me veja dançar.

Ficou na pontinha dos pés de novo, mas dessa vez deu um beijinho em sua bochecha. Ele era muito fofinho, principalmente quando falava que era assustador. Assustadora era ela de TPM, ele era uma gracinha e o namorado mais querido do mundo.

O momento fofura só chegou ao fim quando ele deu a entender que iria no sábado. Aí a mente viajou um pouco mais e ela não conteve as risadas nervosas por imaginá-lo...nadando, claro. Não estava pensando que ele usaria roupas de banho, imagina. Nunca. Sua mente era muito pura e nem estava pensando no biquini também. Jamais. O sorriso vacilou um pouco com a lembrança do lago. Não era o melhor dos exemplos para citar, mas ela entendeu o que ele quis dizer.

- Ne...Eu aprendi a nadar um pouco também nesses dois meses de clube de natação. - Deixou claro.- Uma pena que preciso sair para focar no ballet. Ele estava mudando meu corpo e me deixando com ombro largo. Não posso.

Era uma bailarina, precisava ter um corpo delicado, apesar dela ser bem bruta quando se convivia para saber. Parou de falar para comprar os espetinhos e as bebidas. Deixou que Jaeki escolhesse os maiores para eles e logo procuraram por um banco para se sentarem. Aproveitou para perguntar como as aulas dele tinham ido. Arregalou um pouco os olhos quando ouviu sobre a ideia da professora de artes.

- Mwo?! Com a Oh Yerin? Wae?! Por que você não pode fazer sozinho? Que ideia… - Não gostou nem um pouco daquilo, franzindo as sobrancelhas meio enciumada. - Araso...Sinto muito que a professora tenha sugerido isso.

Mas, de certo modo, preferia que Yerin não aceitasse mesmo. Não gostaria de vê-los juntos. Já bastava serem trio na maquete.  Fez uma cara pensativa com a história do clube. Eun Bi era muito egoísta, não queria que ele saísse do clube de dançar, mas também sabia que ele não sairia do de artes. Não queria falar disso agora e simplesmente meneou positivamente. Se ele saísse do clube de artes, pelo menos a professora não daria mais sugestões absurdas desse tipo…Mesmo assim, ficou quieta e mordeu um pedaço de seu espetinho. Mudou o assunto, falando que estava muito gostoso e estava mesmo! Não era mentira, melhor falar de comida do que de problemas.

Ouviu o discurso sobre eles dois e concordava que também se sentia livre. Ficar fora da escola tirava aquele peso horroroso dos ombros deles e podiam ser apenas dois jovens apaixonados e não uma herdeira e um menino pobre. Sorriu enquanto ele acariciava seu rosto e fez um carinho no queixo dele, quase tocando o polegar no sinal que ele tinha escondido na boca.

- Vamos. - Concordou. - Vamos fazer dar certo por mais difícil que seja.

Olhou para a tela do celular vendo o nome da música e acabou rindo dos comentários dele. Deixou o espetinho de lado, lambendo a ponta do dedo enquanto ele declarava todo derretido. O sorriso dela só fazia aumentar

- Está vendo como você é fofinho? Você é mais romântico e carinhoso do que pensa. - Ficou paradinha enquanto ele se aproximava. - Ani, você não disse isso. Repete por favor… - Pediu, mas não precisava ser em palavras.

Deixou que Jae Ki completasse o caminho até ela e retribuiu ao beijo, com menos vergonha do que antes. Até chegou mais perto dele, tomando cuidado com as coisas que estavam pelo caminho, mas envolvendo o pescoço dele enquanto o abraçava. Sentia-se livre para poder passar por algumas barreiras sociais e quebrar protocolos. Eram, afinal, apenas dois jovens apaixonados no banco de uma praça qualquer de gangnam

A parte do beijo acabou sendo com essa música:

(C) Ross


SUN HEE. 11 DE JUNHO. 10 P.M.


Chaeyoung não conseguia concordar completamente em relação a Jung Mi, mas prometia ao menos tentar. Imaginava que aquele convite para tomar café vinha com uma carga de curiosidade, para conhecê-la melhor. Mas não sabia até que ponto havia sinceridade naquilo - ainda mais depois de ouvir a história de Sunny. De todo modo, não levaria mais essa preocupação para a mente da amiga e garantiu que faria seu melhor.

E suas promessas nunca eram em vão.

Quanto a Kim Joo Hyuk, ela ficou preocupada em ouvir aquilo. Era um pouco estranho ver pessoas que sempre pareciam bem e firmes, de repente, fraquejarem assim. Esperava que ele se recuperasse logo e torcia para que ele aparecesse no colégio no dia seguinte. Caso o visse, tentaria mimá-lo.

Estavam para se despedir quando Sunny fez aquela pergunta um tanto quanto diferente e profunda. Chaeyoung acreditava em cada palavrinha que disse, mas percebeu a expressão da amiga. Talvez ela ainda estivesse naquela questão do tempo, numa fase bem crítica e de teste onde a pessoa dúvida de si mesma. Contudo, se ela ainda era capaz de fazer aquele tipo de pergunta, era porque tinha um pingo de esperança e gostaria de se agarrar nisso. Não sabia quais eram as dores que ela carregava - e não estava colocando Jung Mi nessa soma no momento - mas teria paciência e esperaria que ela contasse quando se sentisse mais confortável.

Até lá, seria a sua zona de conforto.

Correspondeu ao abraço, apertando um pouco mais, transmitindo naquele gesto as palavras que não precisavam ser ditas agora. Fechou os olhos, dando um logo suspiro, mas permitiu que ela fosse. Pegou suas coisas e seguiu até o carro de sua família.

Os olhos estavam marejados por conta das coisas que viu e ouviu naquele dia. Sentia um grande nó na garganta e precisava muito voltar para casa e simplesmente dormir. Suas energias estavam no fim e não aguentaria mais um segundo no colégio. Entrou no carro, passando a mão pelo rosto e ficou quietinha enquanto seguia para sua casa.

Sunny também tomou seu tempo. Chorou enquanto esperava o ônibus porque essa parecia a única forma de aliviar a dor, na ausência do remédio. Porém, ela se sentia cada vez mais sufocada. Não era apenas porque os sentimentos estavam confusos, mas porque andou tomando doses tão altas daqueles comprimidos que o corpo andava muito mais dependente. Aquele era um dos primeiros sinais da abstinência.

A terça-feira não tinha ajudado em nada. Podia-se dizer que Sunny esteve num carrinho de montanha-russa, oscilando entre o céu o inferno nas emoções. Jung Mi e Taemin eram grandes responsáveis disso. Houve um momento durante a entrada que passou a sensação de que conseguiria alcançar Taemin, mas esse tempo foi perdido no instante em que ela cutucou suas feridas nunca cicatrizadas. O lago a assustou, mas por algum motivo, a decepção que ele sentia pareceu assustá-la mais. Já Jung Mi resolveu falar com ela depois de meses em silêncio. Isso sem contar o tanto que ele era capaz de se expressar através do violino.

Será que ele iria no café hoje?

Quem certamente não iria era seu melhor amigo que foi um tanto quanto esquecido naquele dia. Quando pensasse nele, seria difícil não associar sua ida ao hospital com a carinha dele no dia anterior. O que poderia ter causado tamanha reação em seu organismo?

Como se não bastasse, ainda havia aquela voz e presença…

Isso era o que mais doía, no fim das contas. Porque reviveu fantasmas que ela adoraria que nunca tivessem partido. Como duas pessoas que nunca se viram podiam ser tão parecidas em comportamento e voz? A aparência não se aproximava, é verdade, mas se ela fechasse os olhos e Han Minhyun continuasse falando, ela podia jurar...jurar...que era ele.

O ônibus chegou para levá-la ao serviço. O caminho todo parecia um clipe para Sunny - aquele momento bem melancólico onde a pessoa se sente num vídeo onde as tristezas passam pela janela do coletivo enquanto tem os fones nos ouvidos.

No trabalho não haveria Lee Hi e ela precisaria trabalhar por duas. O Café Literário era bom, mas ela já estava cansada. Talvez não conseguisse dar seu melhor. O movimento era grande, como de costume e todos estavam se esforçando para cobrir a ausência de Lee Hi. A chefe ficou preocupada, mas não gostou muito daquela falta. Queria entender o que estava errado, mas às vezes era difícil acompanhar a mente dos jovens.

As horas voaram e às 10 P.M. em ponto, seu irmão mais velho chegou para buscá-la. Como de costume, Ji Yoo passou para buscá-la depois do trabalho. Quando fosse mexer no celular para se arrumar e sair, veria alguns audios de Chaeyoung.

Ya, Sunny...Como você está? Sente-se melhor? Hm...Perdoe-me por mandar audios compridos para você, mas preciso contar uma coisa antes que outra pessoa te conte amanhã. Você precisa ir preparada para não ser pega de surpresa… - Deu um pequeno suspiro. - Comentei com Hyunie que o irmão dele me chamou para tomar um café. Ele não ficou muito confortável com isso, pelo modo que me respondeu e disse prefere ir junto comigo. Só que ele sugeriu levar uma de minhas amigas para fazer companhia ao irmão...Ou Lee Hi ou você.

O áudio acabou e Chaeyoung mandou outro.

Fiquei um pouco nervosa na hora que ele citou seu nome e na mesma hora disse mais “nãos” do que o necessário. Ele ficou um pouco desconfiado e perguntou se alguma coisa tinha acontecido. Eu...Eu contei que ele foi educado comigo, mas parecia muito ahm...informal e galante com você. E que eu queria preservar sua imagem, já que Jung Mi tem uma namorada…- uma pequena pausa. O Hyun ficou feliz de ouvir isso, Sunny...Porque...Ele disse que Jung Mi e a namorada terminaram recentemente, de modo discreto e sem escândalos. E disse que tem chances de você ter atraído a atenção de Jung Mi…

Fim do áudio.

Ele quer que eu te chame, imaginando que será um double date. Eu disse que perguntaria a você e pedi para que ele não tomasse nenhuma iniciativa antes. Sinceramente, eu não acho uma boa ideia, mas não contei a ele o que Jung Mi fez com você. Agora...ir ou não, fica ao seu critério. Eu te contei porque preferia ser eu mesma a passar a informação do que você se sentir pressionada por um convite surpresa de um dos dois. Miane…
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Última edição por The Crown RPG em Ter Out 02, 2018 2:12 am, editado 2 vez(es)
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