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Capitulo 7

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Won-Bin em Ter Out 02, 2018 1:20 am



Aquele apoio dela, mesmo que silencioso, sobre as olimpíadas apenas inflamavam ainda mais seu sonho de brilhar no tatame.

Sua competitividade não parecia desagradar Bomi, na verdade ela até parecia curiosa. Será que imaginava eles competindo por algo? De repente Won se via querendo jogar algo com ela, será que aquele velho Arcade ainda existia?

A iniciativa de Bomi foi uma excelente surpresa que desarmaria o cara mais sério do mundo. Won se via compenetrado naqueles olhos dela. Não existia mundo fora deles, nem a comida que nem pediram ainda importava.

Aquele momento era onde oficialmente se tornavam namorados, não aquela coisa confusa que não sabiam definir. Mesmo que lutassem e escondessem do mundo todo, eram um casal.

O beijo tinha sido ainda melhor do que no do parque. Tão natural...e imaginar que achava que o último ficaria só na memória antes do desastre do sábado.
Queria ficar ali, colado na testa dela para sempre.

Bomi escreveu:- Saranghae, oppa…

Sentiu um arrepio pelo corpo. O tipo bom de arrepio. Sorriu ainda mais.

-Saranghae, sempre - disse com convicção.

Ficaria ali um bom tempo se pudesse.

-Eu ainda tenho a minha batata grande - brincou. Já não tinha qualquer incomodo ou ficaria sem graça. Já estava completamente a vontade com ela.

Ajeitaria o braço pra colocar sobre ela, num abraço de lado onde poderiam ficar enquanto comiam ou pensavam no que iam pedir depois.
Mas isso nem importava muito, só importava estar com ela.

Wangjo Love

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Dong Hee Kyung em Ter Out 02, 2018 4:12 am



Dong não gostava desse sentimento de desconfiança em seu circulo, na verdade era desconfortável imaginar que alguém que andou com eles por um tempo, poderia se virar e apunha-los depois de tudo o que já passaram.

- Sim, supomos que ele e Sunny eram mais que amigos, ao menos esta seria a impressão que ficava até entendermos o que acontecia entre eles. Neste caso, não sabemos o que acontece igualmente com a garota hibisco, se fomos equivocados antes, podemos ser uma segunda vez, só que de maneira bem ofensiva.

Por um instante Dong teve calafrios só de imaginar Kim dando um ataque de rage para cima deles, mesmo que o rapaz só se limite a ter essa atitude mais acalorada, geralmente nos meios de jogos online.

Ele voltou a mastigar a comida devagar, evitando deixar um sorrisinho escapar quando viu Stella corando. Min Ho ainda fez aquela indagação mas Hee Kyung se fez de bobo e olhou para outro lado como se a cor da parede lhe fosse mais chamativa que a frase do amigo, rapidamente empurrado por HaN.

- Contamos com você Ui-Jin, mas lembre-se não o confronte diretamente, o senhor precisa evitar de criar um ambiente desfavorável onde Hyemin tenha mais credibilidade do que nós, para ele.

Aproveitou para ser enfático em seu tom, também, esperando que o sagaz geek estivesse compreendendo sua fala.
No fim do almoço Dong diria que ajudaria com o dinheiro e cada um foi para o seu canto.

No fundo o virginiano asiático achou toda essa conversa bem produtiva, cada um deles tinha algo para digerir agora, além da boa refeição. De certa forma Hee Kyung não queria que esses assuntos fossem uma constante toda vez que ficassem reunidos.

O olhar dele estava um pouco mais perdido, ou menor, disperso, já que não esperava ouvir esta noticia, o segredo que imagino vir de Ui-Jin foi bem o oposto do que realmente ocorreu...

No alto da imaginação pensara que seria uma noticia dos irmãos ou de alguma menina que Ui-Jin acabasse revelando a eles.

-  Que silencio aiigo, não gostou mesmo da comida?

Acabou puxando conversa com a autoridade em bicos de Wang Jo.





11 DE JUNHO. 13:00 P.M

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Park Hyun Hee em Ter Out 02, 2018 12:34 pm



- Tudo bem, pode se resolver com a sua amiga e depois me avisa. É só uma ideia, fica tranquila. Também não dou certeza do que eu tô falando. Jung Mi é uma pessoa bastante reservada...

Não queria forçar nada, até porque não sabia nem que Sunny era a pessoa de quem Jung Mi estava falando. Apenas fez uma suposição e, se fosse isso mesmo, queria fazer uma surpresa boa para o irmão. Seria bom trazer alguém que ele gostasse, uma forma de se reaproximarem se pudesse trazê-la para perto. Afinal, por mais que tivesse mudado, ainda achava que o irmão era mais reservado, e talvez fosse até tímido. Era seu papel de mais velho resolver.

- Eu vou descer para jantar. Não fica preocupada com esse assunto, tá bom? Um beijo. Se cuida - falou mais manso, por causa da voz estranha dela.

Depois disso, ele desceu para o jantar. Tinha um novo assunto para tratar, que era o reencontro familiar, mas antes chamou o secretário no canto, com uma cara de quem estava aprontando.

- Tenho um lugar para você ir amanhã. Você faria isso por mim? - fez cara de anjo. - Preciso entregar um celular para uma pessoa... Mas ocorre que na mesma hora, eu tenho um encontro pra ir. Juro que não vou aprontar. - fez figa com os dedos. - E... O lugar é um restaurante administrado por uma pessoa que você gosta. - piscou. - Não vai ser ruim. E você até vai poder analisar o meliante com quem estou me metendo. Quão ótimo pode ser isso? - deu uma risada e toquinhos no ombro dele.

Caso recusasse, apenas atrasaria um pouco o encontro com Chaeyoung, mas não queria cancelá-lo.

Ele foi sentar-se à mesa como um bom menino, vestido de forma decente, evitando os brincos e afins, para agradar o avô. Tinha até penteado o cabelo. Colocou-se ao lado dele na mesa e deu um toquinho em seu ombro também, mostrando mais atenção do que em meses. Era a primeira vez que se sentavam ali e ele o olhava diretamente, sem raiva ou evitando-o por vergonha.

Ele fez um pronunciamento quando a comida foi servida.

- Vovô, antes de mais nada... Quero reforçar que pode contar comigo a partir de agora. Eu vou ser o neto que você queria e seguir as suas vontades, em relação a casa e a empresa. Quero que conte comigo para tudo o que você pensou. Eu estou pronto agora. Bem-vindo de volta.

Foi com essa frase de impacto que ele queria recebê-lo. E foi assim que teria um jantar normal, do qual ele só se levantaria quando o avô se retirasse, algo muito atípico de seu comportamento.

Depois disso, ele prepararia o kimbap da namorada, como prometido, deixando-o pronto para o dia seguinte, e encerraria a noite no quarto, estudando um pouco antes de dormir.

Era estranho como a vida estava entrando nos eixos.

Humor: mania/estável/--+++

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Jae-ki em Ter Out 02, 2018 1:49 pm


Eun-bi conseguiu arrancar um sorriso de Jaeki quando falou que ele podia retribuir com beijinhos.

- Então vou te dar muitos beijos e com juros.

Disse gostando da ideia de dar muitos beijos. Jae-ki ficou animado quando ela disse que daria o convite da sua apresentação.

- Jinja!!? - Exclamou - Claro que eu vou! Uwa, isso vai ser demais.

Gostava quando Eun-bi era carinhosa e ficava lhe dando beijos na bochecha. Quando falavam sobre sábado, Jae só observava as risadas nervosas dela. O que ela estaria pensando? Ouviu sobre a preocupação dela sobre seu corpo na natação, fazia certo sentido. Mas o que Jae-ki mais gostou foi ouvir que ela ia sair, seus ciumes agradeciam muito.

- Hum, araso... Mas ainda tem que tomar cuidado, por isso eu vou ficar perto de você.

Embora fosse mais por causa dos seus ciúmes mesmo, era bom ficar de olho na Eun-bi para ela nao se afogar ou algo assim. Jae-ki era bem super protetor. Sobre o clube de artes, Jae-ki concordou com o que Eun-bi disse. Mas não prolongaram o assunto, porque era a noite deles.

Os dois falavam sobre si mesmos, e Jae-ki ficou feliz por Eun-bi concordar em fazer eles darem certo. Ele já tinha terminado seu espetinho, e limpou a mão na calça jeans. Não ia segurar as mãos de Eun-bi com as mãos sujas. Tão cavalheiro.

Sorriu quando ela falou que ele era mais romântico do que pensava, isso era surpresa até mesmo para ele. Mas ultimamente tinha mesmo ficado inspirado. Foi se aproximando, o canto da sua boca formava um sorriso quando ela pediu pra ele repetir:

- Bibi.. - Disse sussurrando com a boca perto da dela - É perfeita...

Quando estavam a menos de um centímetro de distancia, ele a beijou, devagar. Sentiu os braços dela ao redor do seu pescoço, Jae-ki a envolveu com seus braço para dar apoio a ela, suas mãos seguravam as costas finas dela. Eram só os dois agora, nada de diferenças, o amor deles parecia infinito para Jae-ki, ao menos nesse momento era o que ele sentia. Jae-ki a beijaria pelo tempo ela o permitisse.

Depois, quando fossem se afastando, Jae-ki a encararia apaixonado, pegou uma das mãos dela atrás do seu pescoço levanto para perto da sua boca, a beijou. Jae-ki ainda pretendia ficar com tempo com Eun-bin, rindo de comentários bobos, abraçando ela e até conversando sobre assuntos variados e menos importantes, como gosto musical deles, ou se orgulhando de alguma briga sua passada da escola, ou dos saltos que sabia fazer.

- Aí o Yo-Han ficou a semana toda de olho roxo- Contava para ela se gabando -  Tá que eu tive que pagar a camisa dele que eu rasguei... Mas foi aí que conheci o hyeong Jong-Suk. Depois na saída, o Yo-Han me cercou com dois amigos idiotas dele, esses caras nunca aceitam perder, mas eu parti pra cima também, se era pra mim apanhar, eles não iam sair inteiros, não. Só que eu tava em desvantagem né, então acabei me dando mal, mas o hyeong chegou e boto eles para correr. Uns isekyas...

Também comentou sobre as coisas dela:

- Cara deve doer usar aqueles sapatos para bailarina, mas você deve ficar muito linda com aquelas... Roupas... - Disse meio sem saber como se chamava os vestidos usados pelas bailarinas - Acho muito daora ver você ser esforçando por uma coisa que gosta. Mas também fico preocupado, me incomoda só de imaginar você se machucando.

Jae-ki passaria a noite assim até um horário legal para Eun-bi ir embora. Provavelmente ela não poderia ficar até muito tarde. Se despediria dela com um abraço apertado e com certeza alguns beijos.A acompanharia de volta ao metrô,  carregando a mochila dela e a bolsa esportiva.


Wangjo

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Kim Sun-Hee em Ter Out 02, 2018 5:10 pm



Ela apenas queria que aquele dia chegasse logo ao fim. Foram tantos eventos que aconteceram numa série louca e absurda... Sunny precisaria de uma semana para absorver tudo e colocar a cabeça no lugar. Chorou o que conseguiu dentro do período de espera na medida que, ao mesmo tempo, alguns rostos voltaram a lhe assombrar os pensamentos, embora cada um deles possua formas diferentes de atingi-la. Enquanto Do Taemin impôs uma distância entre eles após o episódio no lago, Jung-Mi, de repente, decidiu - ao contrário do loiro - eliminá-la, como se os últimos meses jamais tivessem existido.

Chorou mais ao lembrar da expressão furiosa de Taemin quando ele a puxou contra si para evitar um desastre que o próprio esteve prestes de causar... Mas...

Só havia raiva ali...? Nas feições contraídas de mágoa e algo mais, que a princípio, Sunny não identificou. Em contrapartida, o sorriso discreto do Park espreitava-a feito uma serpente, cujo veneno já fluía nas entranhas da bolsista desde o primeiro contato. No entanto, apesar das reações desencadeados por ambos os herdeiros, nenhuma se comparou com a que sentiu diante de... Han Minhyun. Além da voz idêntica, reconhecia no oppa a mesma gentileza vista... nele. E de todas as coisas que pareciam inalcançáveis... Esta era a única certeza de Kim Sun-Hee.

A de nunca mais vê-lo.

Quando o ônibus chegou, Sunny executou, de modo padrão e automático, os procedimentos habituais, como os de encaixar os fones nos ouvidos e divagar sob as músicas da playlist recentemente atualizada.

A testa seguia escorada no vidro da janela conforme a jovem refletia a respeito de outras questões esquecidas.

Kim Joo-Hyuk...

Seu melhor amigo precisou dela durante a terça-feira inteira e Sunny mal trocou breves mensagens com ele. Irritada consigo mesma por tamanho descuido, acertou algumas sequências de tapinhas na têmpora, punindo-se... Merecia o título de "pior melhor amiga do mundo". Mas, de fato, pretendia - e ia - ligar para ele assim que estivesse longe daquele caos e evitaria qualquer desconfiança pela parte de Kim... Ele passou mal justamente por culpa de estresse. Seria cruel aborrecê-lo sem a menor necessidade. Porém, havia certa... suspeita. Não achava que o amigo mentiu sobre a doença, mas sim sobre o motivo.

Que deveria estar relacionado com a carinha triste de ontem.

Sentia-se mais do que esgotada.

Tanto que numa piscada, entre as imagens semelhantes a borrões coloridos e disformes da paisagem, ela adormeceu com os dedos cravados no bolso externo e frontal da mochila, desejando um tipo diferente de "método de fuga".

Já no serviço, a primeira atitude que tomou foi a de - tentar - explicar a ausência de Lee-Hi. Percebeu que a chefe se incomodou - era uma nova falta na conta da menina. Cansada ou não, aquilo motivou Sunny, todavia... ainda assim... não se mostrou o bastante. O desgaste físico e mental dificultou o andamento das tarefas, porém, por sorte, não derrubou nada e nem errou pedidos.

Só seguia em marcha bem lenta.

E...

Mesmo não querendo...

Os olhos checaram constantemente a entrada nas vezes que a sineta tocou, debochando de suas esperanças idiotas.

Independente de "saber" que ele não apareceria, Sunny continuou refém da ansiedade até o horário do irmão mais velho vir buscá-la. Ela estava terminando de limpar uma das mesas quando Ji-Yoo surgiu no Café, tão exausto quanto a caçula. Sun-Hee acenou para ele e sorriu, fazendo também um sinal de que pegaria os pertences lá trás.

Tirou o avental, prendeu o cabelo num coque menos apertado e ao guardar algumas coisas na bolsa, aproveitou para dar uma olhadinha no celular e se surpreendeu quando viu a sequência de áudios de Chaeyoung.

Deixou a mochila sobre o banco antes de apertar o botão.

O comecinho aumentou o suspense... Contar algo? Meu Deus, o que aconteceu nesse meio tempo?! Sunny pressionou mais o aparelho contra a orelha, acompanhando palavra por palavra e ficou em choque. Por que Park Hyun-Hee ia sugeri-las, mesmo ciente - melhor do que ninguém - que Jung-Mi tinha uma namorada???

Para não se perder na história, respondeu o primeiro e depois escutaria o próximo.

Oi, Chae... Eu estou bem, apenas cansada. Mas nada que uma boa noite de sono não resolva. Me pegou de saída do serviço. E você? - hesitou um pouquinho até dar continuidade - Komawo por avisar. Realmente teria sido desconcertante ser surpreendida com esse convite... Aish... Chae... O Hyun-Hee sabe que o Jung-Mi namora a Misoo. Ela quem deveria ser a primeira e única opção para acompanhá-los nesse encontro.

Suspirou.

Que ideia!

Ainda resmungando, partiu para o outro áudio.

- É, ele tem uma namorada...

Comentou sozinha.

Mas, então... Ela paralisou por completo, arregalando os olhos devido à uma frase bastante específica e clara.

Jung-Mi e Misoo... terminaram?

O celular escorregou da mão dela, quicando algumas vezes no chão e, por um milagre, não quebrou ou rachou a tela. Porém, Sunny não estava muito preocupada com esse detalhe agora. Eles... Eles terminaram... Isso não parava de ecoar em sua cabeça e precisou sentar no momento que notou as pernas começarem a vacilar. Fechou os olhos e escondeu o rosto nas mãos. O que era aquilo?! Um maldito teste? Contudo, diante do coração inquieto, desfez a posição para acertar tapinhas sobre o mesmo, na intenção de silenciá-lo porque não existiam razões para tal descompasso...

Ao menos, convencia-se disso.

Se ajoelhou para catar o celular e escutar o último áudio.

O cérebro entrou em combustão.

Eram informações demais... Barulhos altos demais... E muitas, muitas suposições...

Usando as duas mãos, pois temia derrubar o telefone de novo, Sunny finalmente respondeu Chaeyoung.

Eu... Eu não sei o que pensar... Na verdade, acho que minha cabeça vai explodir... - disse sincera e num tom baixinho - É mais complicado do que parece e imagino que o Hyun-Hee tenha a melhor das intenções, mas estou certa de que o próprio Jung-Mi vai ver que é algo absurdo. Nós... Não temos nada - falou de uma maneira convincente... porém, era uma péssima mentirosa - Espero que eles resolvam a situação e caso não seja possível, que não prejudiquem a amizade - ela prosseguiu de um jeito esquisito, fingindo estar bem com a notícia... - N-Não se preocupe, tá? Amanhã nos falamos mais. Tchau, amiga. Boa noite...

Ao fim do áudio, jogou o aparelho dentro da mochila e levou as mãos até a nuca, se encolhendo.

Não sabia o que sentir ou pensar e ao invés de esvaziar, ela encheu-se até transbordar completamente.

Por volta de dez minutos depois, Sunny saiu do quartinho reservado aos funcionários. Se despediu de todo mundo e, enfim, foi para perto de Ji-Yoo. Antes que ele comentasse algo, ela seguraria o braço dele, meio que abraçando e apoiando a bochecha na manga do uniforme formal.

Sem soltar.

Café Literário

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Re: Capitulo 7

Mensagem por The Crown RPG em Qua Out 03, 2018 2:22 pm

Do You Know How It Makes Me Feel?




A temida terça-feira do terror finalmente estava chegando ao fim. Mais longa, cansativa e ligeiramente mais reveladora do que poderia ser, ela trouxe muito o que aqueles jovens pensarem. Muito embora o apelido fosse marcado por conta das aulas do dia, a sensação se estendeu para além de Wangjo.

Verdade que alguns também encontraram um pouco de paz, principalmente por compartilhar, ainda que por pouco tempo, da companhia de suas respectivas amadas. Contudo, o medo sempre existiria, talvez até mais latente do que para outras pessoas. Porque apenas aqueles que tem muito o que perder é que sabem o que é sentir medo.

Será que conseguiriam cumprir as promessas? Teriam força e coragem para se protegerem mutuamente? Até onde seriam capazes de ir para que o final feliz fosse garantido no futuro deles?

Futuro? Teriam mesmo um futuro? Até que ponto as diferenças de costumes, financeiras e pensamentos seriam irrelevantes mesmo?

O tempo que Won Bin passou ao lado de Bomi se transformou em memórias que o marcariam para sempre. Era, afinal, o primeiro amor verdadeiro dele - coisas que algumas pessoas acreditavam que só acontecia uma vez na vida - e agora mais do que uma princesa wuxia num pedestal, ela era a namorada dele. Ainda que fosse um segredo deles, o pedido tinha partido dela e isso tinha um peso muito grande na relação deles. Depois do lanche com direito a muitas trocas de carinho e batatas compartilhadas, eles deram uma volta agradável por uma praça próxima até alcançarem uma região comercial daquele bairro.

No fim, não importava muito para onde iriam, o principal era a companhia um do outro. Dessa vez, não tiraram nenhuma foto de celular, mas assim que encontraram uma cabine de foto expressa, Bomi correu para lá com ele. Se não podiam ter registros digitais, por conta dos perigos da nuvem, que tivessem, pelo menos, um registro em mãos daquele dia. Talvez acabasse virando a pequena tradição deles.

Já era um pouco tarde quando se separaram no metrô e tão logo a menina partisse, Won sentiria aquela sensação de vazio. E o típico medo de que aquilo fosse um sonho bem realista. Pelo menos ele tinha mais uma sequência de fotos para a coleção, para provar que aquela tarde atípica tinha acontecido mesmo.

Assim como Won, JaeKi também tinha seus motivos para sorrir. Eun Bi podia ser uma garota mandona e um tanto egoísta, mas não podia dizer que não demonstrava afeto. Ela era muito passional e agora que se sentia mais segura e à vontade, não tinha vergonha de ficar com ele e retribuir às investidas. Às vezes era ela quem provocava mesmo.

Nunca antes comeu um Hweori Gamja tão gostoso quanto aquele. Tudo parecia perfeito - desde o tempero até a companhia dela. Conversaram sobre coisas aleatórias e ela ficou impressionada como ele gostava de se meter em confusão desde sempre. Ela o ameaçou dizendo que se descobrisse que ele estava combinando briga de novo, ao invés de ajudar nos curativos, ela bateria nele para aprender a não brigar mais. Deu uma risada depois de dizer isso, mas realmente queria que ele se preservasse mais. JaeKi podia ser forte, lutar hapkidô, mas as pessoas não eram honestas em brigas de rua. E ela tinha medo que um dia ele se machucasse de modo irreversível.

Chegou a fazer uma carinha mais manhosa ao dizer isso porque se preocupava com ele. Já quanto ao ballet, era verdade o que ele dizia. As sapatilhas doíam e tinha vezes que os pés sangravam. Bolhas eram mais do que normais, assim como os calos - que traziam orgulho porque significava que treinava muito. Foi engraçado perceber que ele tinha a mesma preocupação que ela em relação aos machucados.

Eun Bi o tranquilizou, dizendo que estava tudo bem. A verdade é que por mais que doesse, ela amava o ballet e achava que era a única coisa que ela fazia bem em sua vida. Às vezes sua mãe a irritava a ponto de se questionar por quem estava dançando, mas a sorte era que ela gostava mesmo de botar sapatilhas e executar os passos.

Não pôde ficar o tanto de tempo que gostaria porque estava cansada e precisava ir para casa antes que sua mãe começasse a telefonar para ela. Acompanhou o garoto até o metrô, mas ela morava em Gangnam, então, só foi por ele mesmo. Depois disso tomaria o caminho de sua casa - morava numa das coberturas duplex dos luxuosos prédios de Gangnam. Ficava relativamente perto do metrô, mas distante o suficiente para que eles pudessem ter tido aquele momento de paz.

Paz também era algo pelo qual Misoo ansiava encontrar quando chegasse em casa. De confuso bastava sua mente. Por algum motivo, ela estava agindo estranho naquele dia, principalmente quando envolvia a figura de Woo Jin. O garoto que antes era considerado apenas um dos dragões tinha ganhado mais atenção dela e não foram poucas vezes que ela se pegou arrumando o cabelo ou a própria roupa quando sabia que o encontraria.

Porém, chegou um momento que ela precisou sair mesmo da caverna do dragão. Não queria atrapalhar o menino no trabalho e também não era como se pudesse sumir para sempre de casa.

Muito embora temesse a recepção de sua família, ela precisou entrar. E, para sua surpresa, estavam todos em casa. A mãe estava com uma série de araras com peças únicas espalhadas pela sala enquanto MinT olhava os modelos. Ainda estavam em fase de acabamento, mas era a pré-coleção da marca da mãe delas. Misoo odiava experimentar aquelas roupas, mas foi a primeira vez desde que sua mãe voltou as atenções para si que ela nem sequer foi cogitada para ver as roupas.

Não gostava, mas era irritante ver que MinT recuperava o posto tão rápido assim. A mãe nem ao menos brigou com ela por conta da hora que chegou, apenas deu uma encarada para se certificar de que era ela mesmo - e não um robô, quem sabe - e voltou os olhares para a mais velha. MinT até deu um tchauzinho para a irmã, mas sua presença foi dispensável.

O pai não se encontrava em casa ainda, mas como a técnica dela daria os detalhes depois, talvez fosse melhor esperar ter tudo em mãos para conversar de uma vez só.

Na solidão de seu quarto, ela encontraria com o terrível espelho. Apesar de Woo Jin ter encorajado a comer o que ela queria por ser algo gostoso, a imagem da sala com aqueles manequins pequenos fez mal a ela. Será que a mãe já tinha percebido alguma coisa estranha em sua forma e por isso falou com MinT? Por que tinha que ser tão glutona ou dar ouvidos para Kang naquele momento?

Como se não bastasse, ainda teria sábado e precisava encontrar um biquini para si. Será que encontraria algum que esconderia tudo de ruim que havia em seu corpo ou seria mais uma piada pronta para as malditas unnies do segundo ano?

Pouco a pouco, a baixa auto estima começaria a atacá-la a ponto de fazê-la se sentir a pior pessoa do mundo.

Hyemin não precisou colocar a conta na comida para se sentir horrível. Os esforços de seu pai eram válidos, honestos e bonitos, mas naquele momento, ninguém podia ajudá-la de verdade. Precisava de um tempo sozinha para pensar no que fazer. Ou simplesmente se permitir passar por aquele momento de tristeza.

Não saiu mais do quarto depois que subiu e quando o pai passou para se despedir, não soube dizer se a filha estava dormindo ou não, mas deu um beijo em sua cabeça e acomodou melhor o edredon em seu ombro. Suspirou, meio cansado e saiu dali, deixando-a entregue ao seu mundo de sonhos que, agora, mais parecia um pesadelo.

Era muito difícil sair daquele loop de lembranças. De que maneiras seu presente seria diferente se as coisas não tivessem sido daquele jeito no passado? Por que essa pergunta era tão constante em sua mente? Não era feliz do jeito que estava? Tinha dito tantas coisas para Kim Joo Hyuk no dia anterior e agora...Talvez ela não tivesse a certeza da sinceridade das coisas que disse a ele.

Como conseguiria encará-lo no dia seguinte? Será que ele iria para a aula ou só se veriam à noite? Queria ou não queria ir?

E seus sentimentos por sua tia? Estavam começando a escurecer ou ainda entendia o que ela tinha feito? A mulher que a criou como filha e tentou moldá-la à sua imagem e semelhança não podia querer algo ruim para ela, não é mesmo? Mas por que, então, se sentia tão..sufocada? E temerosa?

Quantas outras situações tinham sido descartadas de sua vida sem que ela soubesse? Quantas mais seriam? Chegaria o dia que a tia também julgaria que seus amigos de hoje em dia não eram mais necessários?

O nome de Yerin viria à mente, mas até com ela, havia uma dívida agora. A amiga não a incomodou durante o dia inteiro e ainda não dava para saber se estava chateada ou não. Mas o silêncio dela era preocupante também. O problema é que ela não tinha forças para resolver agora, por isso...Podiam deixar para amanhã…

E esse tal de amanhã também começou a assombrar Sunny.

A boa intenção de Chaeyoung de tentar preveni-la à respeito de um possível convite se transformou numa intensa e dolorosa dor de cabeça para a bolsista. Descobrir que Jung Mi tinha terminado seu namoro tão verdadeiramente falso com Misoo trouxe à tona muitos sentimentos sufocados.

Ela não era mais a mesma de dois meses atrás e, sendo sincera, hoje em dia ela tinha outras preocupações acumuladas - preocupações que tinham nomes e sobrenomes. Contudo, aquilo foi a gota d’água para que ela transbordasse. Mexia muito com seus sentimentos, levantava esperanças, receios...Dúvidas...Certezas...tudo muito bem misturado e tirando por completo seu controle.

Não que antes tivesse algum, mas naquela noite, Ji Yoo praticamente teve que carregá-la para casa. Algumas vezes ela simplesmente travava e só queria ficar quietinha com a cabeça no peito dele. O irmão fez um carinho para tentar acalmá-la e aliviar aquela dor, mas nem todo o amor do mundo seria capaz de acabar com aquilo.

Apenas uma coisa seria capaz.

E ela nunca odiou tanto o professor que mais admirava quanto naquele momento. Como ele queria que ela reagisse bem à sua preocupação se permitia que ela sofresse assim? Como conseguiria ir para o colégio no dia seguinte, se até pensar doía?

Quando chegasse em casa, não seria capaz de disfarçar a dor, tampouco o mau humor. Infelizmente ninguém estaria imune a isso enquanto ela não tivesse a solução em mãos. E não sabia por quanto tempo aguentaria ficar sem os remédios.

Se ela ao menos conversasse com Hyun Hee e soubesse das semelhanças que tinham...talvez o oppa fosse capaz de ajudá-la de alguma forma. Ainda que fosse irmão de uma de suas maiores dores, o garoto estava realmente mudado e um tanto quanto mais altruísta do que o normal.

Por tomar as medicações de modo correto e praticar exercícios, ele estava se permitindo melhorar. Conseguia enxergar as pessoas e as coisas com mais clareza e todas as áreas de sua vida pareciam numa crescente. Havia, obviamente, o receio que isso fosse temporário e que a qualquer momento um surto viesse. Mas...Até onde parecia, estava tudo bem e ele lutaria para que ficasse assim.

Han Jae estava muito feliz com as mudanças dele. Quando o chamou para o almoço, ouviu aquela história sobre almoço e entrega de celular. Por meias palavras, já entendeu onde o encontro seria - e não era nada mal. Gostava da dona do lugar, apesar do temperamento ruim que ela tinha. Além disso, achava que seria bom conhecer melhor o novo amigo de Hyun e, por que não, botar um pouco de medo para que a fidelidade fosse garantida? Ele aceitou, mas avisou que se encontraria com ele depois. Ainda que Hyun não o estivesse vendo, poderia ter certeza que Han Jae estaria de olho nele.

Isso foi algo bem estranho de ouvir, mas parecia típico de seu segurança. Já na sala de jantar, Hyun encontrou o avô numa cadeira adaptada, na companhia de um dos enfermeiros que o ajudariam naquela nova rotina. Estava numa cadeira de rodas adaptada e o lado esquerdo estava abalado, mas estava muito melhor do que no dia anterior. Ouviu com bastante atenção o discurso de seu neto e não teve como não se emocionar.

Repuxou o lábio para a direita, sorrindo em gratidão. Foi um pouco difícil de responder, mas o avô agradecia e dedicava aquele jantar para o neto. Havia tudo o que ele gostava de comer quando era pequeno, com as receitas do caderno da avó dele. Foi bastante emocionante como um todo, mas deu as energias necessárias para que ele preparasse o kimbap prometido e fosse estudar um pouco.

Por fim, um dos alunos mais estudiosos da turma também tentou focar sua atenção nos livros naquela noite, mas seria um pouco mais difícil de se concentrar. Parecia difícil de acreditar, mas Hee Kyung não conseguia sair da primeira linha de um cálculo.

Diferente do que ele tinha esperado, o almoço com seus amigos trouxe uma dose extra de preocupação. Ele era uma pessoa acostumada a acreditar em suas amizades, mas agora estavam levantando suspeitas sobre o recente amigo, Kim Joo Hyuk. Até o momento, Hyukie nunca tinha feito nada para que duvidassem de seu caráter. Parecia mesmo preocupado com o bem-estar dos outros e não parecia agir com vingança.

Mas até que ponto ele conhecia o garoto também? Sabia muitas coisas a respeito de seu tempo morando no Japão, seus gostos por games, sua amizade com Sunny e como o sobrenome Kim os uniu como “primos”. Mas eram informações o suficiente para julgar o caráter de alguém? Agora parecia um tanto quanto rasas…

Fora que, diferente do que ele também imaginou, Stella não pareceu feliz com a história do aplicativo. Pelo contrário, parecia mais triste e angustiada. Até mesmo no carro, quando ele tentou quebrar o silêncio, ela apenas se encolheu um pouco, levando a mão até a barriga e declarando que tinha comido o suficiente.

Parecia querer dizer mais, mas o caminho curto e a falta de coragem, a impediram. Não dava para saber que tipo de coisas passava pela mente dela, mas por um instante, ele teria a impressão que ela estava engolindo um choro. De modo discreto, ela passou o dedo pelo cantinho do olho e puxou o ar, olhando a janela.

Até que ponto toda aquela dedicação ao Projeto Crown valia a pena? Quantas pessoas ele acabaria perdendo no processo? A primeira tinha sido Hayoung e agora, até Stella?

Será que Sona estava certa sobre poderes e responsabilidades? Ou será que simplesmente pensou tarde demais em mudar algo que já parecia sacramentado?
(C) Ross


FIM DO CAPÍTULO 7
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