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Capitulo 7

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Yeun Misoo em Qui Ago 30, 2018 11:21 am



- Combinado! - fez o acordo com Kang antes de sair e olhou preocupada para a amiga, mas achava que ela ficaria bem.

Misoo ficava pensando em quando poderia conversar com Bomi sobre Won e resolver os problemas com Jaeki. Porém, confiava que Kang faria a parte dele também e eles conseguiriam se resolver, até onde era possível fazê-lo por intermédio de terceiros. Assim, evitando problemas, deu uma fugida para o refeitório, ficar com rostos não tão familiares assim e aproveitaria aquele momento antes das tensões e aborrecimentos.

- Também estou assim! Fico feliz quando estou na quadra - sorriu de volta.

- É uma pena mesmo. Eu também queria fazer botânica e quando fui fazer a inscrição, achei que era no horário de Moda e fiquei bem mexida. Sabem? Mas depois que eu vi que era no lugar de Tênis, até tirou um pouco da minha angústia, porque assim realmente fica impossível...

Misoo sorriu com os comentários. Tinha orgulho de sua paixão pelas plantas e conhecimentos que tinha a respeito.

- Tem um grandão na casa da minha halmoni, mas eu resolvi comprar uns vasinhos para plantar ervas de cozinha. Comecei nesse fim de semana. O dia que eu sair de casa e for morar sozinha, quero encher meu apartamento de plantas! - sonhou. - Pode indicar, claro, eu gosto dessas coisas…

- Imagina, nem está perturbando. Eu realmente gosto! Poxa, por favor, ano que vem, mudem esses horários para eu poder participar também. Aigo.. É tão ruim só pensar nisso. Eu largo qualquer coisa para fazer Botânica, só não consigo largar Tênis

Ela parou de falar um pouco para observar as movimentações no refeitório. Ficava ansiosa imaginando se tinha dado algo errado entre Won e Kang sobre aquele assunto. Talvez tivesse estragado tudo.

Porém, se Woo Jin olhasse naquela direção, ela acenaria para ele, só para caso ele estivesse se sentindo sem grupo, ele ficasse à vontade para fazer parte da mesinha de meninas mais velhas.

~~

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Jae-ki em Qui Ago 30, 2018 3:14 pm


Jae-ki gostou de saber que Eun-bi o ajudaria no café, mas fez uma carinha preocupada quando ela falou de sua família.

- Valeu Bibi. Mas sabe que pode contar comigo, certo?

Ele então contou sobre a parte do trabalho que ela provavelmente queria saber, ele balançava a cabeça mostrando que tinha entendido o que ela tinha feito.

- Eoh, eu tava desesperado. Eu sei que não fez por mal...

Jae-ki acabou desabafando sobre as lembranças, não esperava que falaria isso e acabou roubando um selinho da bailarina. Foi bom, porque riu logo em seguida ao ver a reação dela, quase caiu com o empurrão. Eun-bi sabia ser bruta quando queria, ele também não era nenhum armário para resistir esses golpes.

- Aigoo, pervertido? Eu?  - Reclamou quando ela disse que não iria dar o de verdade, mas sorriu travesso em seguida - Pelo menos eu garanti meu beijo, vai que você não ia dar...

Se encolheu para caso ela batesse nele, mas iria rir. Quando ela falou para ele deitar, Jae-ki mal acreditou, arregalou os olhos surpreso olhando para onde ela indicava. Recebeu o puxão e deitou a cabeça. Mesmo com o blazer, dava para sentir as curvas macias das coxas dela, era incrivelmente confortável.

Jae sorriu e fechou os olhos aproveitando o carinho que ela fazia na sua testa. Não poderia estar em um lugar melhor que esse.


Spoiler:

Dormir até a hora da aula e nas pernas de Eun-bi parecia uma ótima opção. Sentia que se ficasse assim poderia se livrar de todos os estresses, esquecer o professor idiota e qualquer um dos seus problemas. Ouviu ela se desculpar de novo, então respondeu ainda de olhos fechados, com uma voz mais calma, quase sonolenta:

- Bibi... Não tem do que se desculpar, eu sei, não tô chateado... É legal você querer me ajudar, você iria evitar da Soo-ji sofrer... Olha, eu vou tentar ser menos orgulhoso... Tentar...

Jae-ki ficou curtindo mais um tempinho de olhos fechados, parece que ficar assim nessa posição o fazia se tornar tão manso, ficou quase uns cinco minutos lutando pra não dormir. Momentos assim de paz eram um pouco raros, se ele não lutasse provavelmente já teria dormido. Mas forçou-se a ficar acordado. Havia ainda algo que queria contar pra Eun-bi.

Estava cansado dessa coisa de um não saber do outro, ainda mais depois do que aconteceu com Hyemin. Tinha visto como poderia ser importante para Eun-bi saber dessas coisas e saber por terceiros não era algo legal de acontecer. Precisava falar do professor Kim, tinha esquecido de contar antes e então era melhor contar logo.  

- Bibi! - Disse abrindo bem os olhos para não dormir, sem sair do lugar ele começaria - Eu quero te contar umas coisas, mas é segredo, eu acabei esquecendo de contar antes.  

Sem sair do lugar, Jae-ki começou a contar, embora fosse um assunto delicado para ele:

- Quando eu passei em primeiro lugar pra cá, não tinha ninguém para fazer minha matrícula, eu tive uns problemas com meu aboji e a halmoni não tinha condições de vir. O meu aboji é viciado em álcool, é a única coisa que ele faz... Ás vezes eu tenho que procurar ele por aí, esse dia ele tava muito mal... É uma merda... Foi quando a gente tava se conhecendo, você como Minah.

Jae-ki abriu os olhos para ver a expressão de Eun-bi, falar do aboji não era tão difícil quando falar da omma, mas não sabia se tinha feito bem de ter contado, evitava isso para não vazar na escola ou com receio dela pensar mal dele. Se Wangjo soubesse disso, teriam mais armas contra ele. Para ela não ficar triste, Jae-ki se apressou em contar logo a parte boa:

- Mas ai meu professor de Matemática, o senhor Kim, já tinha feito minha matrícula! Ele que comprou meu uniforme também. Foi daebak! A melhor coisa que já me fizeram. Na minha antiga escola só o senhor Kim acreditava em mim. Foi ele que me disse para fazer a prova.

Porém ainda preocupado por ter contado do aboji, Jae-ki acabou voltando ao assunto e perguntou a Eun-bi:

- Mas eu não sou como meu aboji, tá?

Fazia muito tempo que Jae-ki não falava disso pra alguém, então ficou preocupado. Era normal que o julgassem por causa do seu aboji. Achava que Eun-bi não faria isso, mas no fundo ainda tinha uma preocupação. Ele sabia que era um garoto cheio de problemas, e ela praticamente uma princesa. Infelizmente ainda tinha muitas coisas ruins da sua vida que ela ainda não sabia. Mas Jae-ki sabia que teria que contar aos poucos, não tudo no mesmo dia.

- Te falei pra você saber que eu tô confiando eu você... Não tá assustada né? Foi mal, a minha vida é complicada, Bibi... Mas eu nunca vou beber, nunca! Você acredita em mim não é?


Wangjo

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Kim Sun-Hee em Qui Ago 30, 2018 5:43 pm



Assim que o ambiente bonito e aconchegante entrou no seu campo de visão, Sunny sentiu uma imediata tranquilidade relaxar a mente e o corpo. Tudo bem que a ideia de conversar um assunto delicado como aquele com Do Taemin era inquietante, mas também diferente das tensões habituais do dia a dia. Agora, fixando os olhos nas costas do herdeiro conforme reconhecia o cabelo descolorido... Não sabia explicar. Tratava-se de algo sem definição ou controle... Entretanto, não necessariamente ruim. Os problemas não pareciam tão presentes porque Taemin – de forma muito simples – a “enchia” com o enorme ego e, além disso, a personalidade marrenta lhe roubava o foco – e paciência.

Porém, não a magoava ou entristecia.

Irritava, tirava-a do sério e incitava ideias homicidas na cabecinha criativa da bolsista... Mas, Taemin nunca a machucou. Nesse momento mesmo, ele era a sua... válvula de escape daquele tormento diário. Logo ele... No entanto, havia sentido. O garoto era uma bomba e a levava junto quando ambos, inevitavelmente, explodiam.

A ausência de Kim, os avisos de Stella e dos meninos, a pressão do professor Lee... e todo o resto das aflições...

Evaporaram-se, por ora, na presença do sol.

Mas voltaria a chover em breve...

Era o ciclo natural das coisas.

Quando sentou perto dele, levantou algumas barreiras – mais físicas do que emocionais... – inconsciente de que outras cediam na mesma proporção.

- Aish...

Soprou um resmungo diante do comentário prepotente, negando-se a dar qualquer gostinho a ele, porém não por irritação. Era pura implicância. Tanto que conteve um risinho quando Taemin a imitou, fingindo checar a hora num relógio imaginário. Sunny sorriu embora forçasse uma expressão entediada – Você é engraçadinho, né? Não te prometi nada, mas sou generosa o suficiente para salvar esse paladar terrível com uma coisinha beeeem mais docinha e gostosa.

Enquanto falava isso, Sun-Hee pegou um dos cookies e o aproximou do rosto do loiro, puxando tão logo quanto ofereceu. O sorriso desapareceu frente as pragas - Ah, ééé? Pois serei uma bola muitíssimo feliz!!!

Balançou os ombros, nem ligando.

- Não! Não dou mais!

Sunny catou o pacote e o afastou do alcance de Taemin. A carinha audaciosa novamente o desafiava a tentar roubá-la, confiante demais, de fato, para alguém pequeno e fraco como ela. Talvez estivesse mesmo marrentinha, mas como as dele, as brincadeiras da bolsista eram inofensivas.

A "nova" vitória a divertiu.

- Huuum, excelente.

Ainda soltou uma risada implicante antes de fitar o lago, sorrindo, porém o gesto se desfez lentamente quando voltou a encarar a direção que Taemin apontava, conseguindo visualizá-lo lá, correndo e arranjando confusão...

E não jogando pessoas na água ou brigando com meio mundo.

Ela observou o perfil dele em silêncio por alguns instantes.

- Quem disse que você cresceu? Só o tamanho... Ahhh, calma, calma... É uma brincadeira, tá?

Sorriu, nostálgica.

- Eu não vejo tanta mudança... - comentou baixinho - WangJo, de certa perspectiva, não é tão diferente do meu antigo colégio.

Logo, os dois se encaravam, e dessa vez, Sunny não riu, mas não parecia zangada.

- Não tenho medo de você, Do Taemin.

Repetiu a frase comum entre eles, no entanto... havia um tom novo nela...

Um outro tipo de "não-medo".

- Sua fama é tão ruim quanto seu temperamento e você age de uma maneira provocativa e arrogante. Se não bastasse, esse... descontrole... Jebal, escute... quietinho... - Sunny alertou, e apesar do "pedido", carregava no mesmo uma aura mandona que lhe era inerente - Esse descontrole o coloca em sérios problemas. Mas, Taemin... Eu posso lidar com isso. Até porque... - estreitou os olhos, tornando-os mais detalhistas, e pendeu a cabeça de ladinho - assim, "de perto", você não é tããão terrível. Apenas muito bicudo.

Sun-Hee respirou fundo.

- E... me salvou daqueles caras... - sussurrou - Para mim, foi... importante. Independente do que digam... Você, Do Taemin, não é uma pessoa qualquer... o que não diminui seus outros atos, também não sou cega.

Ele provavelmente não entendia o propósito daquilo.

- Nós temos um acordo e não pretendo descumpri-lo... Mas, existe algo que não posso ignorar - Sunny apertou o pacote, ansiosa - É... óbvio que você, JaeKi, Won e Kang possuem... questões... e como eu, os três são bolsistas. Não é da minha conta, eu sei que não... - abaixou a cabeça - Até certo ponto, aliás. Você sabe que as meninas da nossa sala continuam implicando comigo... Ou ao menos tem noção. Elas querem nos tirar daqui. Nós, os bolsistas... - frisou essa parte e, de repente, se ergueu, ficando posicionada diante dele, agora sendo a própria a tirar vantagem de olhá-lo de cima, mas sem intenção de parecer superior - Eu preciso saber se você está compactuando com isso. Se você... também quer expulsar todos os "pobres" e "indignos". Porque caso você esteja envolvido, eu cumprirei minha tarefa, sim, mas nada mais.

Crispou os lábios, fazendo uma rápida pausa.

- Se estiver envolvido nessa maldade, Taemin, eu não vou querer ser sua amiga.

As palavras fluíram, fáceis... e ela usou o termo "amiga" com muita sinceridade.

Sunny era bastante transparente.

- Você... quer? - diminuiu o timbre de voz - Quer expulsar a gente ou nos maltratar até que não aguentemos mais?

Havia alguma coisa na carinha dela que admitia o quanto aquela possibilidade a chateava.

WangJo

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Dong Hee Kyung em Qui Ago 30, 2018 9:21 pm



Já com o grupo na mesa, a pauta regressa para o físico de Min-Ho e as estranhas amostras do seu braço. Quando Ha Neul questiona o mesmo sobre que dotes físicos, quase Hee Kyun cospe o café da boca, se vendo obrigado a por a mão por cima. A cena do adolescente batendo no muque foi tão pitoresca que eles ficaram parados alguns segundos sem saber como digerir isso.

- Deve ser um segredo turbulento ele está repetindo que não deve ser aqui já tem um tempo.

Olhou para as meninas chegando especialmente Stella, claro, que parecia sorrir meio envergonhada, o garoto não se faz de rogado e retribui aquele aceno com outro. Sunny tomou outro rumo e ele acho aquilo meio suspeito mas preferiu não comentar sobre, já que de suspeito no momento bastava mesmo Ui-Jin. - Ele parou no hospital?

Franziu a testa fazendo uma expressão como se sentisse dor. Logo ele descobre por que Kang parecia tão afoito, queria a materia, Hee Kyung respirou fundo pensando como iria lhe responder quando Sona fechou o caderno já se encarregando do assunto. A garota vai além e questiona coisas que Kyung fica surpreso ao ouvir tais observações.


- Não faltamos, fomos dispensados, é diferente. Tivemos um trabalho para apresentar então não se preocupem, ele foi um grande sucesso. - Falou com bastante parcimônia, levando a lata de café até a boca para golar mais uma vez o liquido amargo que lhe era tão querido. - Foi isso, é a verdade.

E fez um ar de mistério já que não contou do que se tratava, talvez não quisesse contar mesmo... Hee Kyung não viu problemas em falar sobre isso para esse circulo, até por que nem elevou muito sua voz que já não era muito alta, de vez em quando parecia até que ele falava sussurrando.



11 DE JUNHO. REFEITORIO. 10:05 A.M

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Re: Capitulo 7

Mensagem por The Crown RPG em Sex Ago 31, 2018 10:41 pm

11 DE JUNHO. SALA DE AULA. 10:08 A.M.


Bomi conseguiu manter a pose e ignorar a presença de Won até que ele chegou na porta com Kang. Nesse momento, ela lançou um breve olhar, vendo apenas a sombra de seu fantasma particular saindo dali. Os ombros imediatamente caíram e sentiu que estava perdendo as forças naquela batalha que durava menos de cinco dias, mas parecia uma vida inteira.

Sentou-se de qualquer jeito em sua cadeira, colocando seus pertences embaixo da mesa para liberar o espaço. Despencou sobre a mesa, deixando que o cabelo escuro ficasse espalhado pela superfície até ficar pendurado graças ao comprimento. Apoiou a cabeça nos braços e fechou os olhos, bastante cansada.  

Não percebeu que Won voltou para sala devido a sua habilidade e destreza para silenciar os próprios passos. Podia sentir o perfume dele, mas achou que fosse sua lembrança pregando alguma peça ou a proximidade com a mesa dele. Não pensou que ele tivesse tido a coragem de voltar para falar com ela.

Ela não teria.

A voz sussurrada, bem como o conteúdo das palavras a pegou desprevenida. O susto foi nítido quando o corpo dela tremeu de leve, mas não saiu da posição, nem abriu os olhos. Franziu um pouco mais as sobrancelhas e Won não teria uma visão completa de seu rosto, apenas uma parte do perfil - a testa sem franja, o cenho franzido e a ponta do nariz - além da divisão assimétrica do cabelo.

Ficou um pouco aborrecida com o início, fazia parecer que ela era muito tola ou não enxergava direito - o que só podia ser uma grande piada! Queria que ela tivesse ficado depois por que? Para ver como Ji Hyun podia tocá-lo como ela não podia? Como podiam ser perfeitos juntos por não terem problemas familiares como ela tinha? Que…

O que?

As sobrancelhas se afastaram quando ouviu que ele não a tinha esquecido. Em que tipo de enrascada ela tinha se metido? Ele era bom com as palavras e a voz dele sussurrada desse jeito, trazia um tom ainda mais envolvente. Logo ela, sempre tão esperta e à frente das coisas, sentia-se novamente presa naquela teia que Won construía com seu jeitinho de bom e querido moço.

Engoliu em seco ao ouvir sobre Gyu Sik. Ele não negava o que tinha dito, o que indicava que havia uma parte dele que realmente sabia ser cruel e pisar nas feridas. Conhecia seu irmão o suficiente para saber como ele gostava de brincar com as palavras também, mas não conhecia esse lado de Won. Ela mesma tinha sido “vítima” desse lado, apesar dela ter dado causa e responder de modo igualmente tóxico.

O queixo tremeu, formando um biquinho mais pronunciado com a declaração dele, mas ela continuou imóvel e com os olhos fechados, como ele tinha pedido. O coração pareceu diminuir em seu peito ao ouvir a palavra ódio. Bem que queria, mas se fosse ódio, ela não se importaria tanto, nem teria repetidas lembranças com ele. Ela não o odiava, só estava muito triste e decepcionada com toda a situação.

A última pergunta foi bastante tentadora, mas ela continuou quieta. Dava a impressão que o ignorava, realmente o odiava ou estava num profundo sono. Como se as palavras dele não a tivessem alcançado de verdade.

Contudo, quando ele saiu da cadeira de Jung Mi/ Joo Hyuk e chegou até a mesa de Min Ho na primeira fileira, ela disse.

- Gajima… - Saiu um pouco baixo porque estava há muito tempo sem falar e ainda com a cabeça deitada. Por isso mesmo, ela repetiu mais alto. - Gajima! E não se vire…

Se ela precisou ficar de olhos fechados durante todo o desabafo dele, o mínimo era atender ao pedido dela agora. Apesar de ter tido para que ele ficasse num tom mais incisivo, o “não se vire” foi mais como um pedido. Levantou-se, ajeitando o blazer e, diferente dele, deixou que o salto do sapato fizesse barulho sobre o piso da sala para que ele sentisse e ouvisse que estava se aproximando dele.

Os olhos estavam um pouco baixos, com a palpebra cobrindo de leve, mas logo ela se forçou a olhar na direção da nuca dele quando se aproximou. Retirou o celular do blazer, fazendo o som de desbloqueio de tela e logo foi até a galeria, procurando pelas fotos. Deu mais um passo, ficando a uma distância muito pequena dele. Won podia sentir a respiração dela em suas costas.

- O que eu tenho não é uma cópia. - Foi passando, começando pelas fotos do lanche que fizeram depois até que chegaram na roda gigante. - São as originais. - Dava para ver o bico de aborrecimento gratuito com esse comentário.

Espiou a foto favorita e recuou o braço do celular, levando a mão livre para secar as lágrimas que se formavam no cantinho dos olhos.

- Eu não quero te odiar, mas você continuou me dando motivos para isso. Lim Ye Ji, meu irmão, aquela menina… - Foi citando as coisas que a irritaram no dia anterior e soluçou um pouco.- Você acha que é fácil pra mim? Que é fácil manter as aparências aqui, em casa, em todos os lugares? Eu nem consigo mais olhar minha família tomando o café da manhã sem desconfiar do que é certo ou errado. Eu nem consigo me concentrar na aula porque fico me policiando para não olhar para trás e ver seu rosto. Eu pensei que fosse morrer ontem…

A voz falhou, mas ela não ia chorar mais porque estava farta disso.

- Quando eu te vi abraçando tão gentil e calorosamente aquela menina. Eu senti tanta raiva, tanta dor...tanta inveja. Me senti tão burra e estúpida e chorei pela última vez por você. Porque eu jurei a mim mesma que seria a última.  - Soltou o ar pela boca. - É claro que eu não ficaria até o fim para ver o que você faria depois. - Abaixou o olhar. - Não gosto de sofrer.
(C) Ross


REFEITÓRIO. 11 DE JUNHO. 10: 09 A.M.


- Ah! Era às quartas-feiras, mas a professora precisou mudar porque não poderia mais. Então, encaixamos às terças e quintas. Daí eu tive que pegar todas as inscrições e ver os clubes para tentar encaixar todo mundo, sabe? Já tinham feito o cadastro, seria injusto mudar sem que pudessem. Felizmente, eram poucas e deu tudo certinho! Espero poder ajudá-la no ano que vem! Você será muito bem vinda!

Siyeon disse em seu tom de voz gracioso e bastante falante quando seu amado clube era envolvido. Tentava mesmo ser uma boa capitã e por isso dava o melhor de si, além de ser solícita e presente com as meninas de seu clube.

- Jinja?! É difícil conseguir um jardim tão grande em Seul, deve ser um terreno ótimo! - Estava francamente surpresa. - Depois tire umas fotos, se puder! - Deu uma risadinha com a visão que teve sobre a futura casa de Misoo. - Ai, sim! Para que decoração com coisas se podemos ter plantas, não é? Tão melhor…

- Aigooo, chega de falar de planta! - Mia fez um muxoxo - Assim a So Jung e eu não vamos entender nada!

- Eu não entendo mesmo. - So Jung afirmou. - Mas elas são tão animadas falando que até parece que entendo alguma coisa.

As meninas deram uma risadinha e, assim como Misoo, olharam ao redor. Quando a tenista reconheceu Kang parando na mesa de Dong, perceberia que ele estava sozinho, sem a presença de Won. Era um pouco estranho, porque ele tinha pedido para que Won fosse com ele, mas...Ele não parecia preocupado.

Olhou na direção de Misoo e acenou de volta.

- É seu amigo, é? - Mia perguntou com um sorrisinho. - Jung Mi tem concorrência ou é impressão minha?

- Mia! - Siyeon bateu de leve no ombro dela. - Ele é bonitinho e animado mesmo...É um bolsista, né?

So Jung também pareceu interessada só por ouvir a palavra. Voltou o olhar de novo para Misoo.

- Mas não tem problema olhar mesmo namorando. - Siyeon emendou.

- Sim e tem gente que só fica olhando e olhando e olhando… - Mia implicou.

- Tipo você, né!? - Siyeon já tomou logo as dores.

- Nada a ver! Eu não tenho esse tipo de interesse. Estou focada no atletismo!

- No capitão, né?

- Ya!!

Mia pareceu ofendida, mas as bochechas coradas não deixavam se ser um fato extra para as brincadeiras das meninas. Enquanto elas discutiam, Misoo veria Kang pegando algo para beber e tomar o caminho da saída um tanto quanto cabisbaixo.




Os amigos ficaram bem tensos por conta daquelas perguntas tão incisivas. Já era difícil conseguirem se comunicar direito, acuados, então, era pior ainda. Ui Jin ajeitou os óculos várias vezes quase num tic bastante suspeito. Já Ha Neul, ainda estava sem palavras, sem conseguir pensar numa desculpa fácil enquanto Min Ho tinha a boca ocupada por um bolinho.

Discrição não era o sobrenome dos amigos de Hee Kyung. Porém, o mesmo, como o líder, conseguiu se sair muito bem em sua explicação.

- Oooh...Araso...Eu faltei mesmo. - Kang fez uma cara um pouco preocupada. - Fico feliz que tenha dado tudo certo, pessoal! - E ele emprestaria a matéria para Dong, depois de pegar com Sona, mas não diria isso em voz alta.

- Sei… - Sona não estava muito convencida, mas acabou aceitando.

As reticências eram quase palpáveis ali e quando Min Ho tirou o bolinho da boca, Sona falou.

- Vou pegar seu e-mail e te mando as anotações, Kang Woo Jin-ssi…

- Muito obrigado, Sona-ssi!! - Kang a reverenciou várias vezes.

- Kang-ssi! Você quer sentar com a gente? - Passado o assunto tenso, Ha Neul voltou ao seu normal.

- Oh...Oh…- Queria, mas tinha um pouco de vergonha. - Ani, eu estou bem e não quero incomodá-los.

- Não seria um incômodo, você não contou mais como seu irmão está indo…

- Ah, ele perdeu o acesso ao computador. Está de castigo porque foi mal na escola e precisa estudar. Mas ele estava indo muito bem...Só não estava encontrando o equilíbrio, né? É bom que assim aprende… - Ponderou. - Eu também não fui muito bem também, mas por outros motivos.

- Sinto muito…

- Está tudo bem! Kang deixou os ombros caírem um pouco. - Muito obrigado pela ajuda e pelo convite, tenham um bom intervalo.

Estava com vergonha de pedir um lugar à mesa porque parecia muito oportunista. Não queria impor sua presença assim, por isso achou que falando sobre a última aula de informática, poderiam ter um jeito de se aproximarem. Para seu azar, Dong não tinha ido. Mas ele já pensava num jeito de entregar as coisas para ele também.

Seguiria até a máquina de refrigerante e depois sairia do refeitório.

Stella tinha parado de prestar atenção na conversa da mesa de Dong e voltou a focar em seu lanche de casa. A menina parecia bastante desatenta naquele dia, o olhar se perdia com frequência como se estivesse num labirinto de pensamentos.

Depois que Kang saiu, Ha Neul voltou a implorar pelas anotações de Sona, mas a menina se mostrava irredutível.
(C) Ross


TERRAÇO. 11 DE JUNHO. 10:13 A.M.


- Um verdadeiro bad boy, hã? Heh… - Kai guardou o isqueiro mesmo assim e começou o que realmente interessava: o assunto que levou Hyun Hee a chamá-lo.

Não foi uma surpresa o motivo ser Chaeyoung, mas ele estava curioso para ouvir os argumentos dele e o que tinha para oferecer em troca. Podia cuidar dela como amigo, de graça, mas quando o namorado rico faz esse pedido, ele espera um mínimo de retorno.

Depois de responder algumas coisas que achava, acabou rindo da tentativa dele de colocar juízo nela.

- Mais fácil o meteoro cair na Terra, mas foi uma boa tentativa. - Cruzou os braços e fez uma cara mais séria quando ele olhou de modo mais detalhado para seu rosto. - É, eu não gosto muito de conversa. Estou abrindo uma exceção hoje.

E que já estava bem extensa para seus parâmetros, mas estava ficando cada vez mais interessante.

- Você mexeu na Colmeia...Que audacioso… - Kai meneou positivamente. - Hm...Você quer que eu seja seu espião e também o segurança e em troca você me dá uma grana? - Coçou de leve a bochecha. - Ok. Fechado.

Fechadíssimo. Ele nunca diria não para dinheiro. Não era orgulhoso para isso e fazia coisas piores pra conseguir uma grana - como uma gangue hacker, mas Hyun Hee não precisava saber disso. No fim, ele talvez conseguisse muito mais do que Hyun estava pedindo, ainda mais se estivesse motivado de verdade.

Kai sorriu de modo enigmático ao ouvir sobre os recursos, mas cerrou os olhos ao ouvir sobre o tal grupo. Nutria certa antipatia por Hyun Hee, mas realmente odiava aqueles caras. Ponderou um pouco.

- Quer dizer que...além de grana, ainda vou ver aqueles imbecis se ferrarem? O que é isso? Não sabia que você gostava tanto de mim para me dar tantos presentes. - Brincou, mas escondeu os lábios. - Você conviveu e agiu como eles, então eles têm provas contra você?  

Quis saber. Se fossem virtuais - e até mesmo física - talvez ele pudesse dar um jeito de ajudar Hyun Hee. Claro que por um acréscimo aos seus trabalhos, mas…Continuou pensando em algumas possibilidades, ficando com o olhar distante, mas ouviu todo o discurso político de Hyun Hee.

- Anarquista...Alguém acredita nessa baboseira? Não precisa mentir pra mim, se eu for pago, você faz o que quiser. Mas eu duvido muito que você queira uma anarquia...Ainda mais no meio da Dinastia…

Olhou da cabeça aos pés.

- Você vai querer montar seu próprio Império. Todos que experimentam o poder gostam dele...Não sei porque isso, é tão solitário. Mas certo, eu vou fingir que acredito que você quer o caos e vou ajudá-lo a derrubar aqueles imbecis que você chamava de amigos. Serei seus olhos no 2º ano e cuidarei da segurança da Sra. Park. Como devo me comunicar com você? Vai romper com seus amiguinhos ou vai continuar com o teatro?
(C) Ross


ÁREA EXTERNA - 10 DE JUNHO. 10:16 A.M.


Taemin brincou um pouco com Sunny quando tentou arrancar o cookie à força. Ele teria conseguido, se realmente quisesse um deles, mas era mais divertido ver como a marrentinha se defendia, esquivava e fazia de tudo para proteger o precioso doce. Depois de suas “frustradas” tentativas, ele apelou para falar da aparência dela.

Qualquer menina teria ficado louca em se imaginar gorda, mas a resposta de Sunny o deixou imóvel por um segundo.

Até que deu um riso meio incrédulo antes que um sorriso surgisse no canto dos lábios. Por que estava surpreso? Parecia bem típico dela não se ligar muito na aparência. Não sabia se ela fazia de propósito ou não. Talvez ela não tivesse completa consciência da própria imagem e de como era bonita, mas também não seria ele a começar. Quebraria alguma parte do corpo antes de admitir isso para ela.

O que estava pensando?

A revirada de olhos que deu para o proprio pensamento também seria associada ao comentário dela sobre ser uma bola feliz. E, junto do riso, ficou ainda mais debochado mesmo.

Não insistiu mais pelos biscoitos, voltando a atenção para o que havia do outro lado do lago artificial. Sunny não tinha como ver o mesmo que ele via, pois era algo apenas de sua memória. Mas ela podia tentar esboçar um quadro semelhante ao que ele tinha vivido. O lado que ela observava - o direito - dava para ver detalhes que geralmente passariam despercebido. Taemin tinha um sinal bem evidente no canto do olho direito, mas também mais dois espalhados pelo rosto, fazendo um pequeno caminho: na bochecha e no queixo. Os olhos não tinham muita pálpebra, mas não eram extremamente fechados - menos quando ele ria, quando mal dava para ver a pupila. O nariz não era dos mais delicados, e o lábio superior era um pouco mais à frente por conta dos dentinhos tortos que ela, obviamente, já tinha reparado.

Estava sério, mas não zangado. Piscou algumas vezes enquanto olhava a memória e deu um gole em sua bebida. Franziu as sobrancelhas e, finalmente, a encarou esperando para saber o que ela queria. Antes que conseguisse perguntar, ela soltou aquele comentário que só fez franzir um pouco o nariz, mas deixou passar….dessa vez.

- Wae? - Quis saber. - Por conta das pessoas?

Deu outro gole, enchendo as bochechas com o liquido, mas engoliu quando ouviu que ela não tinha medo dele.

- Você vive repetindo isso. É uma verdade ou você está tentando se convencer disso?

Foi uma pergunta bem inteligente para alguém tão tapado, mas lidar com pessoas era bem diferente do que ir bem nas matérias. Por isso ele continuou sustentando o olhar. E lá veio Sunny com sua lista quase infinitas de adjetivos para ele. Deixou que ela falasse e deu outro sorriso torto com a história de ser bicudo.

- Olha quem fala. - Resmungou, mas não contestou.

Parou com o tom de graça quando ouviu sobre o sábado. Foi uma atitude bem burra porque eles podiam ter se ferrado, mas o que poderia ter feito? Precisava agir antes de pensar, porque se parasse para pensar, teria perdido o momento. E também faria por qualquer pessoa, mas estava curioso em saber o motivo daquela garota marrenta estar na universidade onde ele competia.

Foi uma coincidência, mas ele não lamentava por ter feito aquilo. Foi necessário e uma sorte para Sunny - não foi egocêntrico nesse pensamento, apenas constatou uma verdade.

- Onde você quer chegar? Não entendi ainda…

Precisou se expressar, mas logo fechou a cara ao ouvir o nome dos três isekyas. Soltou o ar, meio bufando e inclinou o corpo para trás, apoiando a mão atrás do banco e revirando os olhos para a menção deles.

Só levou a sério quando a história voltou para ela. Franziu as sobrancelhas com a história das meninas. Não podia negar que ouvia algumas coisas, mas não costumava se meter nas histórias de sua irmã. Sobre as menina da sala, ele não andava com todas elas, então, não sabia.  Enquanto fazia uma cara pensativa, como se estivesse buscando algo em seus arquivos, percebeu a movimentação determinada dela, posicionando-se a frente dele daquele modo.

Continuou na mesma posição, a encarando com uma das sobrancelhas arqueadas. Cerrou um pouco os olhos quando ouviu sobre ser amiga dele. Essa menina…

Tomou impulso, levantando-se e enfiando uma mão em seu bolso enquanto a outra coçava de leve o espaço entre suas sobrancelhas.

- Você ficaria triste se eu dissesse que sim? - Voltou os olhos para ela. - Sim, eu quero irritá-los e machucá-los porque eu odeio o que eles representam. Eles, Hwang Won Bin e, principalmente, Song Jae Ki. Não gosto da prepotência deles, não gosto do jeito que acham que podem me encarar e gosto menos ainda de saber que a Choi Eun Bi preferiu ficar com um imbecil daqueles depois de me enrolar por uma vida inteira. Sim, eu queria muito que eles sumissem e não os suporto. Teria um imenso prazer em quebrar a cara deles e depois juntar os pedaços para tacar no lixo.

Eram palavras fortes, mas não tinham nenhum resquício de mentira. Ele estava sendo sincero - o que era pior ainda.

- Mas isso não tem nenhuma relação com serem bolsistas ou não. Eu não ligo a mínima para o modo que entraram aqui, também não me importo de ser burro e perder nesse sentido. Se eu pudesse escolher, não estudaria aqui. Mas vocês tiveram essa opção e lutaram por isso, valorizo o esforço de uma competição. Você só é parecida com eles por conta do rótulo de bolsista e parou aí.

Cruzou os braços.

- Mas eu acho que isso é o suficiente para que não possamos ser amigos, um dia. Porque você parece ser amiga deles e eu não quero vínculos com aqueles sujeitos. Porque no dia que eu quebrá-los, eu não quero ter pena dos que gostam dele. É por isso que também cortei Choi Eun Bi da minha vida. Talvez eles se mereçam mesmo, porque ela vale tanto quanto ele.




Eun Bi realmente quis dar um tapa nele depois de ouvir que pelo menos ele tinha garantido um beijo. Que garoto safado! Mas não podia mentir, ela tinha gostado do selinho.

Logo o puxou para o colo, para que pudesse descansar. Realmente estava pensando no resto do dia dele. Jae Ki precisava aparecer inteiro para o trabalho, demonstrar disposição e disciplina. Por isso achou que ele merecia de um momento de paz e se ela podia ofertá-lo, era melhor ainda.

Ficou observando os traços de seu rosto enquanto fazia um carinho na testa dele com o polegar. Acabou pedindo desculpas de novo e sorriu de modo contido com a resposta. Ele prometendo que ao menos tentaria ser menos orgulhoso? Isso era um grande avanço para todos eles. Fez um carinho em seu queixo com a mão livre, mas logo parou, mantendo apenas a mão que apoiava sua cabeça.

Imaginando que ele ficaria um pouco quieto, ela também encostou a cabeça na árvore e deu um suspiro. O sossego também seria para ela.

Seu corpo estava cansado depois da maratona que era imposta e momentos assim eram muito raros. Porém, ela tinha que manter o foco em seus objetivos e queria muito aquele papel. Tanto quanto queria ficar mais tempo assim com Jae Ki, seu namorado. Suspirou, fechando os olhos por um momento, mas logo ouviu o chamado.

- Hm? - Abriu os olhos e olhou para baixo. - Hm...Segredos, é? - Mordeu o lábio inferior. - Agora? Kure...

Ajeitou-se para começar a recebê-los. Podia chutar muitas coisas, mas não estava realmente pronta para o que estava por vir. Sua expressão era doce, mas conforme ouvia sobre a família de Jae Ki, foi tomando ares preocupados e até mesmo triste...por ele e pela irmã. Agora as coisas faziam parecer mais sentido - o porquê dele nunca ter dinheiro e sempre falar disso, a fome excessiva que ia muito além de um garoto em fase de crescimento, o desespero pelo trabalho, a ligação com Soo Ji.

Depois que a mãe dele tinha morrido, ele tinha virado pai de sua própria irmã e o único saudável o suficiente para ajudar com as despesas de casa.

O coração dela apertou diante dessa realidade tão distante a que ela vivia. Seus problemas pareciam pequenos, ainda que ela se importasse muito com eles. Conseguia compreender, mas logo uma ideia ruim veio à sua mente.

O que...seus pais...diriam?

Engoliu em seco e meneou negativamente, arregalando um pouco mais os olhos e o encarando. Ouviu sobre o tal do professor Kim, mas não o associou imediatamente à Sun Hee.  Era bom ouvir que alguém acreditava nele. Pelo menos alguém conseguia incentivá-lo a continuar adiante.

Agora ele também tinha a própria bailarina.

Mas e seus pais…?

- Eu sei que não é. - Respondeu de modo confiante e urgente. Realmente achava que ele não fosse. Considerando o tanto de responsabilidades que ele tinha e cumpria, não tinha como ele ser minimamente parecido com o irresponsável pai.

Ficou encarando o garoto enquanto os olhos acumulavam algumas lágrimas, mas ela engoliu e meneou negativamente enquanto fazia carinho nele.

- Ani, eu não...eu não estou assustada. - Forçou um sorriso apesar da lagriminha. - Eu só… - Deixou os ombros caírem e abaixou a cabeça. - Eu te amo tanto que acho muito triste que você tenha que passar por isso.

Abaixou mais a cabeça e escondeu o rosto.

- É tão injusto...Por que? - Soluçou. - Você é tão inteligente, tão forte...e...determinado. Por que? Por que tem que ter uma família assim? O seu aboji...não tem coração? - Escondeu mais ainda o rosto porque tinha acabado de falar mal do pai dele. - Miane, eu não quis ofender…




Quando Chaeyoung percebeu o modo como Hyemin estava se escondendo, achou aquilo muito engraçado. Deu um sorriso e decidiu se abaixar um pouco também, como conseguia. Não era exatamente discretas, mas também não tinha muita gente passando por ali.

Enquanto se escondiam, guardaram o bilhete na tipoia, de modo que a unnie conseguiria sentir o papel e tirá-lo para entregar a Lee Hi depois. Depois que a missão foi concluída com sucesso, ela saiu um pouco da vegetação e sorriu para a menina.

- Prontinho! - E teceu alguns elogios bastante sinceros.

Porque era o modo como ela enxergava as coisas e esperava que suas palavras alcançassem Hyemin e ela, de fato, agisse daquele jeito. Como a boa pessoa que ela era e não possuída por algum ódio irracional que a fizesse machucar alguém. Isso só a faria se machucar também. Era o que ela achava, pelo menos, por isso nunca brigava. Ou quase nunca.

Observou a garota com mais atenção, mas os olhinhos brilharam diante daquela declaração. Suas bochechas coraram e ela segurou com a mão boa.

- Eu fico muito feliz de ouvir isso! E não se preocupe, hoje mesmo o bilhete chegará até ela e eu não vou ler nadinha! Juro, juradinho.

Ergueu a mão, como se estivesse jurando diante de um tribunal e perguntou se havia algo a mais. O vento do jardim balançou um pouco os galhos dos hibiscos, espalhando seu perfume e chamando a atenção para eles. Chaeyoung não fazia ideia do que tinha acabado de perguntar e do quão profundo aquilo poderia ser. Mas estava disposta a ouvir e responder, caso a pergunta não fosse retórica.

- Ommo? - Tombou um pouco a cabeça. - Hyunie e eu? Hm...Estamos bem. - Sorriu e não conseguia evitar a carinha fofa e apaixonada. - É, quem diria, né? Nunca acharia romântico só de olhar pra ele. - Riu, coçando a nuca e arregalou os olhos diante daquela pergunta tão pessoal.

As bochechas ficaram bem rosadas, quase febril. Estava óbvio que a resposta era sim, mas Hyemin se enrolava tanto quanto os pensamentos da unnie. Quando ela terminou de falar, Chae a segurou pelo pulso de modo delicado e começou a guiá-la até acharem um banco com sombra.

Não queria dizer que seu pedido tinha sido feito naquele jantar porque sabia que a noite foi horrível para a menina. Ela tinha criado várias expectativas e estava super feliz com o encontro, mas ele se transformou num verdadeiro desastres. Não queria contar como tinha sido perfeito e que o primeiro beijo tinha sido ali, quando, nos sonhos de Hyemin, o dela que deveria ter ocorrido.

Por isso procurou por um banco, para que pudesse pensar nas melhores palavras. Sentou-se ao lado dela e ajeitou o cabelo.

- Hm...Eu não acho que exista uma fórmula exata para que essas coisas aconteçam. E, apesar de ser sua unnie, eu não sou tão experiente assim. - Disse de modo meigo. - Pode parecer um pouco abstrato o que vou dizer, mas você vai entender quando acontecer com você. Ahm...Vai existir alguém na sua vida que apenas a lembrança fará o coração disparar. Pode ter começado como uma amizade ou até mesmo numa discussão. - Ela e Hyun Hee tinham começado assim. - Você vai se lembrar da voz, do cheiro, ficar feliz com um sorriso e triste ou preocupada com uma expressão séria. E...a convivência vai levando a algo...a mais. Um sentimento que foi plantado por uma semente e, de repente, puff...brotou…Eu...Eu não sei exatamente quando comecei a gostar dele ou quando viramos mesmo namorados… - Mentiu a última parte, mas por um bom motivo. - Mas...foi...foi natural, parece.

Sorriu com as bochechas coradas.

- E o beijo...ahm...Sim, já tivemos. - Riu e tocou na bochecha, tentando acalmá-la. - Foi...Aigoo, eu não sei explicar...Foi como se eu estivesse sonhando. - Olhou para Hyemin com os olhinhos brilhando. - Especial...E um não foi igual ao outro. - Opa! Foi mais de um - Todos foram únicos, mas com a mesma essência, sabe? Não foi só um biquinho e smack. - Fez um biquinho. - Foi...Como transformar tudo isso o que estou dizendo em algo real...Porque realmente existiu…

Parou de gesticular um pouco e balançou de levinho no próprio lugar, como se estivesse admirando o quadro mais uma vez.
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Jae-ki em Sex Ago 31, 2018 11:23 pm


Jae-ki não podia imaginar que a bailarina teria uma reação assim, nem esperava contar isso, simplesmente teve vontade enquanto falava do seu professor. Não queria esconder as coisas dela, só que infelizmente tinha muita coisa pesada sobre si mesmo.

Spoiler:

Ela a observou preocupado no começo, tinha medo que ela achasse que ele poderia ser como o aboji. Mas ficou aliviado ao ver que ela afirmava que sabia quem ele era. Só que notou que havia uma lágrima se formando nos olhos dela. Isso o deixou receoso, será que a tinha assustado? Será que ela tinha ficado com medo do seu aboji?

Foi então que ela começou a chorar, Jae-ki arregalou os olhos. Apertava seu coração ver ela falando desse jeito. Sempre gostava de ouvir ela dizer que o amava. Mas não queria ter feito ela chorar, estava ficando arrependido de ter falado. Sabia que garotas eram choronas, mas não que Eun-bi ia chorar por sua causa. Isso era tocante, porque via como ela se importava com ele, porém preferia ficar triste do que fazer ela ficar assim. Jae-ki se sentou novamente e abraçou a bailarina.

- Não tá ofendendo, eu não ligo... Só não chora Bibi... Eu te amo também... miane... Aigo não devia ter falado...

Em seguida se afastou para tirar as mãos do rosto dela de forma cuidadosa.

- Assim você vai ficar com o rosto todo grudento - Implicou para quebrar o clima, na verdade a achava muito linda chorando, embora deixasse seu coração dolorido.  

Usou a ponta do seu próprio blazer para ajudar ela a enxugar o rosto.

- Eu tô bem, eu vou mudar minha sorte. As coisas já estão melhorando, olha, tenho uma bolsa de estudo, e agora eu tenho você. Essas coisas já são daebak pra mim. E só de deitar aqui, tirei quilos de preocupação... Ter você já é um milagre...  - Disse espontâneo em tudo que falava.

E ele acreditava em tudo que falava. Qual eram as chances de ter uma garota como ela dizendo que o amava? E ainda chorando por algo que aconteceu a ele? Para voltar a animá-la, Jae-ki segurou a mão dela e tentou mudar o assunto com um sorriso para ver se a contagiava:


- Olha eu não esqueci do nosso combinado... Eu já tô pensando em algo pra gente.  

Porém Jae-ki tinha mesmo era a intenção de contar sobre Sun-Hee, para evitar maus entendidos. Eun-bi tinha perguntando ontem, então achava que ela merecia saber. Então ele disse uma vez, talvez isso a distraísse do problema do seu aboji:

- E Eun-bi, espera, pra agradecer o professor Kim, eu disse que ia ajudar a filha dele, que é a Sun-Hee. Só que não deu muito certo, ela rejeitou minha ajuda, mas eu não posso dar pra trás com o professor, então eu vou ver  o que eu faço. E é isso... Acho que não falta mais nada,.. Ah! O hyeong Kai é meu amigo e o Hyun também.  

Ele queria contar tudo sobre Wangjo ao menos, porque da sua vida, dava para ver que tinha esperar um bom tempo. Quanto mais coisas a bailarina soubesse, Jae-ki achava que seria melhor caso outro contasse mentiras sobre ele. Porém sobre a vida pessoal, não estava muito certo sobre o quanto poderia contar. Talvez fosse melhor continuar deixando de falar certas coisas, não queria preocupá-la mais.

Jae-ki esperaria para ver se Eun-bi teria algo a dizer ou perguntar, também ficaria reparando para ver se ela ainda estava triste, enxugaria com o dedo qualquer lágrima que caísse.


Wangjo

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Won-Bin em Sab Set 01, 2018 12:05 am



O coração de Won se apertava cada vez mais quando a viu reagir a suas palavras, ainda mais quando ela simplesmente não dizia nada.
Pelo menos ela não tinha aberto os olhos como pediu e assim conseguiu colocar tudo para fora. De todas as pessoas que podia contar a história e contar como se sentia, era ela quem importava ouvir.

Depois de dizer tudo aquilo e não ter nenhuma resposta Won sentiu o coração perfurado. Tinha a certeza que ela realmente o odiava. Começou a sair da sala, derrotado, mas não chegou a saída.

"Hmmm? Esperar?"

Fez menção de se virar mas ela pediu que permanecesse ali, de costas. Obedeceu, afinal tinha só conseguido falar aquilo tudo porque não olhou nos olhos dela.

Prontamente ela pegou o celular e mostrou as fotos. Todas ali. Won se sentia aliviado mas não sabia porque, eram só fotos.

Mas significava que aquela noite ainda não era uma ficção. Ela ainda existia naquele pequeno aparelho eletrônico.
Respirou fundo, isso ainda não mudava o resultado.

Bomi citava tudo que a aborreceu. Ye Ji, a briga com o Gyu Sik, Ji Hyun...Won sentia que ela tinha razão em se aborrecer se o que Eunbi disse era verdade. Pela primeira vez nesses dias todos Bomi parecia sincera.

Era a verdadeira Bomi atrás dele. Aquela por quem tinha se apaixonado.

"Desconfiar da família?" aquilo era uma surpresa pra Won. Porque duvidava deles se tinha os escolhido quando deu as costas pra ele?

Bomi escreveu:- Quando eu te vi abraçando tão gentil e calorosamente aquela menina. Eu senti tanta raiva, tanta dor...tanta inveja. Me senti tão burra e estúpida e chorei pela última vez por você. Porque eu jurei a mim mesma que seria a última.  - Soltou o ar pela boca. - É claro que eu não ficaria até o fim para ver o que você faria depois. - Abaixou o olhar. - Não gosto de sofrer.

Won tomou coragem para falar antes que ela começasse a chorar. Ainda não se virou.

-Eu também não gosto. Quando eu te vejo tão feliz por aí, animada no rádio, conversando com os meninos, eu...eu sinto meu peito afundar. É como se você já tivesse me esquecido, e isso dói... - disse ainda sem se virar.
-Sinto um ciúme tão absurdo quando eu te vejo sorrir pra outro que eu não consigo nem ficar no mesmo lugar. E você acha que é fácil pra mim também?

Como podia colocar em palavras aquelas coisas? Deixou as palavras no ar por uns segundos.

-Bomi...por que a gente vai continuar fazendo isso? Sofrendo, tentando achar maneiras de parar essa dor?

Com muito esforço começou a se virar. Ia encara-la nos olhos.


Quase parou de respirar.

-Eu não quero apagar as fotos. Nem as memórias. Não quero mais viver na sombra do que os outros dizem ou fazem. Bomi, a gente vai girar em círculos... - disse dando um passo em direção a ela - Círculos e círculos, enquanto a gente sabe bem o que...o que a gente quer

Não sabia nem onde ia chegar naquela argumentação, apenas seguia. Deu mais um passo e se ela não se afastasse ia tentar segurar a mão dela.

-Ninguém pode decidir por nós. As brigas das nossas famílias. O que nossos amigos pensam. Nada disso importa...e você sabe que quando eu olho você nos olhos eu falo a verdade

Deixou que ela pensasse por um instante. De repente Won se recordou do que tinha colocado na mochila por conta do que ouviu de Eunbi, um presente que tinha comprado a tanto tempo que tinha esquecido por conta de todos os eventos conturbados.

-Espera aqui - correu até a sua carteira e pegou na sua mochila a capa do blue-ray.

Um presente vindo direto de sua grande coleção de filmes. Não era bem o estilo de filme preferido mas Won ainda adorava aquelas animações que já começavam a ficar antigas.

Eunbi tinha falado pra não entregar nenhum presente pra ela no dia da festa. Mas não disse nada sobre entregar antes, principalmente se ela entregasse mesmo convite.
Wall-E estava muito bem embalado no papel de presente e com a dedicatória que tinha escrito muito tempo atrás: "Para a garota que veio de outro mundo, mas que me faz voar também".

-Eu preparei isso aqui faz um bom tempo. Se eu não tivesse tido aquele dia no parque, ia ser quando eu ia ter coragem de dizer que gosto de você - disse estendendo o pacote, ansioso se ela ia querer abrir o pacote agora.

-Bomi... - não sabia mais o que dizer. Só não queria que a conversa acabasse ali.

Queria ficar naquele momento o máximo possível. Ficou perto novamente.

O olhar dela era profundo no tamanho exato do abismo em seu coração.

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Kim Sun-Hee em Sab Set 01, 2018 12:56 am



Desviando dos avanços dele daquele jeito, ela até parecia mais habilidosa do que Taemin, porém os dois sabiam que se ele quisesse, não conseguiria só um biscoito, mas o pacote inteiro também. Levantou os braços, estendeu para direita e esquerda, escondeu nas costas, e os gestos aconteciam entre risos suaves e que fingiam zombar da cara do Do diante das tentativas “frustradas”. Foi então que o loiro apelou para a aparência, afirmando que a bolsista viraria uma bola se continuasse comendo tantos doces e besteiras. Mas Sunny, diferente da maioria das meninas, não ligava ou sequer cogitava essa possibilidade. Era magra e pequena... e o fato do corpinho aguentar porções e mais porções de comida... Eram coisas que nem a ciência explica. Ou tinha uma genética abençoada.

Mas, realmente, não tratava-se de uma garota vaidosa. Preferia o conforto e a praticidade do que a beleza em si.

Não que isso a tornasse feia ou desleixada.

Até porque, caso alguém pedisse uma avaliação, Sunny se definiria como uma pessoa comum, sem grandes atrativos e traços que a destacassem dentre as outras garotas. Ali mesmo, em WangJo, olhar para as herdeiras era um verdadeiro tiro na autoestima. Todas tão lindas e perfeitas... Numa análise superficial, não existia qualquer equívoco naqueles rostinhos delicados, fofinhos... Que escondem eficientemente os demônios que elas são na realidade.

Ela sorriu quando viu a revirada de olhos.

Será que Taemin não tinha medo de passar um vento e ficar assim para sempre?

Ainda rindo, Sun-Hee encarou o lago e conforme Taemin citava uma migalha do passado, ela o imaginava lá, aprontando... como continuava, né? A única diferença estava nos lados, não nele. Ela suspirou enquanto voltava os olhos na direção dele, fitando a lateral direita da face emburrada... Porém, ia além. A proximidade permitia a assimilação de detalhes imperceptíveis e bastante particulares... Do Taemin não era feito apenas de cabelo descolorido e um bico excessivamente projetado, afinal. Quanto mais olhava, mais havia o que ser visto ali, e Sunny não impediu os olhos de descerem rente a linha do maxilar e, dessa forma, reconhecia que... Ele não era bonitinho. Nos momentos que ria ou largava aqueles sorrisos idiotas, isso ficava mais evidente. Engraçado que os aparentes “defeitos” pareciam favorecê-lo e a trindade de sinais pontuava um caminho específico, obrigando-a a encarar mais do que o necessário - e prudente.

Sunny soltou um comentário íntimo, mas falou de uma maneira casual, até.

Não a afetava... não mais, ou fingia que não.

- Ne... As pessoas são malvadas... E, às vezes, nem precisam de motivos porque os inventam. Aqui ou lá... A única diferença é a quantidade de dinheiro.

Respondeu sem maiores delongas.

Porque Taemin acabou de fazer “a” pergunta depois de insinuar que ela tinha medo dele, mas negava para se convencer do contrário.

- Não tenho.

Ela reafirmou cheia de certeza e manteve a atenção nele, sem fraquejar frente aquela encarada intensa, que buscava pontos fracos ou algo que a entregasse.

Não encontraria nada, nadinha.

Sunny começou um discurso e não interromperia, nem mesmo diante das frases soltas e birrentas do garoto. Sabia que, de início, soaria confusa e fora de contexto, mas conforme avançava, e a expressão de Taemin tornava-se mais... fechada, Sunny percebeu que ele compreenderia o percurso. Impulsionada por uma onda de adrenalina, ela levantou, permanecendo na frente dele. Ao fim, lhe faltava fôlego, porém a feição continuava séria, embora o peito a traísse por expor as batidas aceleradas.

- Eu ficaria irritada se você mentisse.

E tão logo falou isso, Taemin disparou uma série de palavras pesadas... Sunny entreabriu os lábios, mas não ousou cortá-lo. Existia tanta carga de ódio e raiva... Aquilo a deixou enjoada. Entretanto, à medida que desenvolvia uma espécie torta de desabafo, a bolsista alcançava algumas conclusões.

A primeira resposta seria um silêncio perturbador, mas a segunda se mostraria ainda mais esquisita.

- Pobre Taemin...

Mas o lamento veio carregado de ironia.

- Imagino como é horrível ser a única pessoa no mundo rejeitada por alguém. Que não teve os sentimentos correspondidos. Ou, pior ainda, que foi trocada. É, deve ser muito ruim! – Sunny o cutucou com o indicador na altura do ombro – Você tem o direito de detestá-los, de não suportar a presença deles... Mas, Taemin! Que direito você tem de se achar superior? Hein? Ou pior... De acreditar sinceramente que eles devem abaixar a cabeça para você? Quer saber o que eu penso?! – o rosto dela assumia uma coloração vermelha que concentrava-se nas bochechas e descia pelo pescoço – Você foi magoado por Choi Eun Bi e não consegue lidar, então usa sua tristeza como munição para feri-los... Confiando que vai te fazer bem, que vai te esvaziar, mas a verdade é que isso só alimentará mais e mais esse ódio... E não vai adiantar.

Sunny fez uma pausa.

- V-Você gosta da Eun Bi e ela escolheu outra pessoa – constatou o óbvio – Um milhão de criaturas vivas passam pela mesma coisa, mas a nossa frustração é... apenas a nossa frustração. E enquanto tenta destruí-los pelo estúpido prazer de fazê-lo... O que ganha, Taemin? Respeito? Vingança...? Não... Você não ganha nada. Você perde. Pois a menina que acredita que cortou da sua vida, na verdade, continua tão presente quanto eu, bem aqui, cara a cara com você... Está tão cego... Tão... Cego... Que não enxerga. Ou finge que não.

Respirou fundo de novo, não querendo que o ímpeto falasse no lugar da mente.

- Você é rico, forte, influente e põe medo em todo mundo, porém nada disso funciona como escudo diante de uma rejeição. Não é imune. Ninguém é. Somente machuca mais por ser alguém que você considera inferior.

Era assim...?

Oh, sim... Agora ela entendia.

Entendia porque era tão mais fácil... Porque as pessoas preferiam abominá-lo...

Taemin facilitava muito o caminho para que todos o odiassem.

- Não há como prever o futuro. Amanhã, talvez, você não queira olhar para mim... ou simplesmente não conseguirá desviar a atenção... – arqueou a sobrancelha, marcando o sarcasmo - É imprevisível. Então, não pense nisso. As coisas são mutáveis e quando menos esperar, vai desaparecer. Tudo.

Suspirou.

- Eu sou amiga deles, principalmente de Song JaeKi. E irei defendê-lo de seus ataques... Por isso, Do Taemin, não tenha pena de mim, pois não pretendo falhar ou facilitar para você. Não significa que o atacarei... Eu sou meio burra e acho que tem alguma consciência perdida aí dentro dessa cabeça.

Lentamente, e quebrando o contato visual, Sunny girou sobre os calcanhares, voltando a admirar a paisagem...

- Você não pode afogar seus problemas dentro desse lago, Taemin... No fim, você é quem fica sem ar.

Sunny entrelaçou as mãos e fechou os olhos, sentindo um ventinho fresco acertar o rosto.

- Não quis diminuir os seus sentimentos... Mas me chateia vê-lo falando assim, com muita raiva e ódio, porque eu acredito que exista mais do que isso em você. Posso estar errada...

Podia mesmo...

- Quem sabe eu não deva afogar minhas esperanças nesse lago também?

Não zombava dele ou julgava as ações anteriores...

Sunny andou um, dois... quatro passos, ficando pertinho da faixa de contenção.

- É ainda mais bonito daqui.

Lógico que não ia atravessar. Desrespeitar regras? Era muito certinha para isso.

- Funcionou para você? Jogá-los aqui... Funcionou?

Mais uma vez, não o condenava...

Tentava, de verdade, entender.

- Eu acho que não...

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Re: Capitulo 7

Mensagem por The Crown RPG em Sab Set 01, 2018 1:28 am

11 DE JUNHO. SALA DE AULA. 10:09 A.M.


Quando Bomi abaixou a cabeça, ela também recuou cerca de um passo e meio para não continuar tão próxima dele. A presença de Won a deixava muito confusa e, às vezes, os impulsos falavam mais alto do que a razão - apesar de não parecer, ela sempre se considerou uma pessoa racional. Deixava a paixão para as amigas e controlava os próprios ímpetos.

Won conseguia bagunça isso, tanto que a faz se exaltar nos últimos dias, além de se levantar agora, mesmo quando as coisas já estavam decididas.

Recuou o braço com o celular, enfiando-o no bolso externo do blazer que estava aberto, no momento. Assim que soltou o aparelho, começou a ouvir as respostas dele. Franziu as sobrancelhas de novo, olhando na direção das costas dele. Bem que queria esquecê-lo, passar uma borracha na memória, mas isso não era fácil. E do jeito que ele falava…

- Você faz parecer que eu sou volúvel. - Disse entre os dentes, meio irritada. - Você fala que eu sou a Detetive de Wangjo, mas você também não era o Investigador? Acredita mesmo em tudo o que vê? Como eu deveria agir no meu clube? Como se estivesse voltando de um velório e só colocado músicas tristes? Aish…

Fechou os olhos, virando a cabeça para o lado e apertando as unhas contra a pele. Puxou o ar e engoliu de uma vez, só relaxando o ombro ao escutar sobre os ciúmes. Não sabia que ele era tão ciumento assim, mas era uma novidade...que a fazia esconder o bico e encará-lo de novo.

Não soube como responder aquela pergunta dele, mas travou quando viu que ele estava virando na direção dela. Tinha pedido para que ele não virasse, mas agora também não queria impedir o movimento dele. Seu coração queria muito identificar a verdade do rosto dele.

Quando ele a encarasse, ela estaria com os braços paralelos ao corpo, os ombros mais relaxados, mas a postura até que correta. Os olhos castanhos avermelhados estavam brilhando um pouco por conta das lágrimas que ela impediu que rolasse e os lábios carnudos escondidos porque ela os mordia para controlar as respostas cortadas. O cabelo continuava com aquele brilho de mais cedo, mas estava bagunçado pelo modo como ela levantou da cadeira - a mecha que sempre ficava atrás da orelha, estava livre.


Soltou os lábios quando olhou para o rosto dele, deixando-os ligeiramente abertos para conseguir respirar com o auxílio da boca. Trincou os dentes com o passo que ele dava, mas ficou no mesmo lugar. Won, por ser mais alto, logo a cobriria e a obrigaria a olhar para cima. Ela o fez e permitiu que ele segurasse sua mão.

Sentiu aquele choque percorrendo o corpo de novo, mas não tirou dessa vez. Como não realizava nenhuma atividade que requisitasse esforço dos dedos, a pele era lisa e delicada, sem nenhum calo, como se fosse uma nobre princesa da antiguidade.

- Sei? - Perguntou, franzindo as sobrancelhas. Ele falava a verdade mesmo quando era cruel daquele jeito como fora com seu irmão e com ela? Era o que ele queria transmitir mesmo?


O toque chegou ao fim quando ele seguiu até a mochila de novo. Bomi segurou o próprio pulso e tocou a mão com o polegar da mão oposta, olhando para ela enquanto ele não voltava.

Esperou que ele retornasse com o embrulho e olhou com certo cuidado. Pegou a embalagem, imaginando que seria um blu-ray porque sabia que ele adorava filmes e fazia o tipo dele dar presentes assim. Sentiu o coração acelerando e esquentando porque ele tinha se lembrado dela e de se aniversário que nem tinha acontecido. Olhou a dedicatória e passou a mão de unhas bonitas por cima.

O cartão era mais importante do que o presente em si, porque nele continha as palavras que Won queria dizer. O filme, claro, também seria apreciado, mas ela não quis abrir a embalagem naquele momento.

Virou de leve a cabeça na direção dele quando ouviu chamar o nome dela, mas demorou um segundo para encará-lo. Quando o fez, eles estavam brilhando um pouco mais.


- Won Bin… - Murmurou o nome dele. - Você… - Fungou. - Me salvaria de um grave acidente de novo, se fosse capaz?
(C) Ross


ÁREA EXTERNA - 10 DE JUNHO. 10:16 A.M.


Sunny e JaeKi


- Posso ser taxado por muitas coisas, mas eu não minto.

Taemin deixou bem claro antes de começar a contar o que realmente achava dos amiguinhos de Sun Hee e como pretendia se comportar com as pessoas que preferiam ficar ao lado dele. Parecia muito fácil para ele cortar vínculos que nem existiam ainda, porque ele fazia parecer dessa forma.

Mas estava mesmo se magoando com as coisas que dizia, só não revelaria isso para a garota. Ela que ficasse do lado daqueles isekyas e o deixasse em paz, livre de preocupações, então.

Depois de destilar toda a mágoa, ele esperava pela reação dela. Não deixou de ser um pouco decepcionante.

- Vai mesmo usar de ironias agora? - Pela primeira vez, ele evitou um toque de sermão dela, segurando seu pulso antes que aquele dedo atrevido chegasse em seu ombro. Não jogou o braço dela, contudo, simplesmente afastou dele.

Um gesto podia falar por mil palavras e a forma como fez isso, já era um indicativo do que ele faria dali para a frente. Ele era mesmo um animal feroz que quando ficava acuado, preferia atacar e revidar de um forma mais cruel. Mesmo que ele também saísse ferido, aquele que tentasse bater de frente com ele, sofreria ainda mais.

- Ani. Eu não quero saber o que você pensa porque não pedi a sua opinião. Você queria saber a minha, mas eu não quero ouvir a sua. - Disse enquanto soltava a mão dela. - Você...Fala como se soubesse quem eu sou, minha história com ela ou como se fosse a criatura mais sábia e experiente do mundo. Deixe-me te contar um surpreso, Kim Sun Hee: você tem minha idade e convive comigo há o que? Três meses? O que você acha que sabe de mim para falar desse jeito?

Cerrou os olhos, mas dessa vez, ele não transmitia a seriedade que brincou com ela no corredor. Agora era algo muito mais sério e profundo. Como se Sunny tivesse ultrapassado um limite ali e cutucado feridas que não deveria.

Deu as costas para ela, mas a garota não parou de falar. Ele coçou a nuca, como se estivesse se controlando enquanto voltava “calmamente” até o banco onde estavam, mas tinham se afastado diante de toda a expressão e carga dramática que tinham em seus respectivos discursos.

Estava prestes a pegar o blazer quando ouviu a pausa dela. Era mesmo engraçado. Sun Hee realmente duvidava de sua capacidade de torná-la invisível.


- Pobre Sun Hee… - Respondeu no mesmo tom sarcástico que ela.

Começou a vestir seu blazer, ajeitando com um particular zelo, como se abotoá-lo fosse a coisa mais importante no momento. Era uma afronta ao discurso de Sunny que ele fazia questão de ignorar - fingir, no caso. Parou quando ela afirmou com todas as palavras que ela era amiga de Song Jaeki e que o impediria. Enquanto ela girava os calcanhares e olhava para o lado, ele se virava para encará-la.

- Eoh. Eu não terei pena de você. Você realmente não conhece os limites, mas talvez aprenda quando as consequências chegarem. Proteja mesmo seu…amigo. Ele vai precisar.


Voltou a ficar em silêncio diante daquelas perguntas retóricas e a observou se aproximar do lago. Da faixa. Mexeu o pescoço de um lado para o outro e teve uma ideia bastante maldosa, como todas as que tinha quando era levado até a beira de seu abismo particular. Se Sun Hee achava que tinha sido furtiva ao se aproximar dele, é porque não conhecia as habilidades do garoto.


Aproximou os lábios do ouvido dela e murmurou.

- Sim. Eu me diverti bastante arremessando os dois ali. E acho que talvez vocêtambémdeveriatestar.

Ao dizer isso, ele simplesmente a empurrou. Seria um susto bem grande ver a fita tão perto de si ela fatalmente acabaria rolando até o lago - havia um terreno um pouquinho íngrime entre a fita e o lago em si. Contudo, do mesmo modo como ele a empurrou, ele também a segurou, mas pela cintura, trazendo de volta, para perto dele.

- Se não fosse essa fita, eu realmente ficaria tentado em te jogar ali, mas fica para uma próxima vez. Essa foi a última vez que te salvei. Dessa vez, foi de mim mesmo, mas ainda assim, é um salvamento.

Musica da Retirada - instrumental:

Com Letra:

Soltou a garota e recuou.

- E encerramos aqui. Você não duvide da minha habilidade em eliminar as pessoas da minha vida. Se fiz isso com Choi Eun Bi...Qualquer um fica muito mais fácil, até você - A olhou com certo ar de desprezo. - Você não me deve mais nada.

Completou e deu as costas, dessa vez realmente não ficaria mais para ouvi-la. Catou o lixo dele e se afastou mais e mais, sem olhar para trás.

[Para aproveitar todo o turno, eu fiz ele reagindo desse jeito. O Taemin não teria escutado tudo sem cortá-la, mas eu gostei, por isso deixei tudo. iiv Espero que goste do resultado]




Manteve o rosto escondido enquanto chorava mesmo depois de sentir a perna mais leve por Jaeki se levantar daquele jeito. Estava chorando por ele sim, mas também por conta da angústia que foi plantada em seu coração. Sua família teria mil motivos para querer pisar nele e Eun Bi não queria que ele sofresse mais humilhações ou perdas em sua vida já sofrida. Ao mesmo tempo, ela não queria ficar longe dele, em hipótese alguma.

Por isso o choro foi um pouco misto.

Era por ele, mas também por si mesma.


Tombou na direção dele, recebendo o abraço, mas ainda escondendo o rosto. Não tinha dito que o amava à toa. Realmente sentia isso, como nunca havia experimentado antes em sua vida. Ao ouvir que ele também a amava, ela acabou soluçando e entreabrindo os dedos para encará-lo do jeito que desse.

Nesse momento, ele também se afastou para tirar a mão dela de modo delicado de seu rosto e encará-la. O rosto estava vermelho - o nariz ficava rapidamente assim, bem como os lábios inchavam de leve. As lágrimas dela eram bem bonitas mesmo e ela quis chorar mais quando ele a chamou de feia - ainda que indiretamente.


- Eu tô aqui chorando por nós dois e você diz isso! Insensível! - Pegou mesmo o blazer dele e usou de lenço para secar o rosto. Só não assoou o nariz porque aí seria demais…

Abriu os olhos inchadinhos como pôde e ficou quietinha, prestando atenção no discurso dele. Ao ouvir que ela era um milagre, fez um biquinho.

- Aegyo...Você é um dragão aegyo demais… - Levou as mãos até as bochechas dele, apertando de leve.

Teve as mãos seguradas e tentou recuperar sua compostura.


- O que você está pensando? Não faz mistério...Você sabe que eu sou ansiosa… - Fez um pouco de manha.

Só não entendeu como ele mudou de assunto tão rápido. De repente, ele estava falando do professor Kim de novo e da filha dele...KIM Sun Hee.

- Mwo…? - Afastou a mão quase que na mesma hora, como uma reação instantânea do terrível ciúme. - Quem é Kai? - Ficou confusa. - Do Hyun? Park Hyun Hee? Ya!!

Lá se foram as lágrimas e ela bateu na mão dele quando tentou acalmá-la de novo.


- Por que você tem que proteger essa garota se ela recusou a sua ajuda? Só porque ela tem aquele rosto lindo e o tamanho de uma boneca, você acha que ela não sabe se virar? Já tem gente demais de olho nela! Por que você também? Ani!! Me deixa falar! Não quero isso! Você é meu namorado! MEU! Se eu te pegar correndo atrás dela, eu vou tirar meu sapato pra bater em vocês dois, ouviu??

E para demonstrar que era sério, ela se esticava toda para tirar a sapatilha que estava usando.

- Quem é esse Kai?! E como você é amigo do Park Hyun Hee-ssi se vocês mal se falam na sala?! Jaeki!!!!

(C) Ross


Última edição por The Crown RPG em Sab Set 01, 2018 2:34 am, editado 5 vez(es) (Razão : Acréscimo de turnos para Jae Ki e Sun Hee. E as outras 500 vezes pelo código fdputa que buga a porra toda 8D tô calma!)
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Won-Bin em Sab Set 01, 2018 1:53 am



Won abria o coração mais uma vez para Bomi, mas se sentia diferente do sábado. No lugar da raiva, do sentimento de se sentir menor que aqueles que comparava, Won sentia apenas o óbvio que toda aquela distância lhe mostrava: a falta de Bomi era muito maior que imaginava.
Ser um Fantasma indiferente era praticamente impossível.

Agora parecia que não havia um mundo fora daquela sala de aula, talvez como não havia um mundo fora da cabine da roda gigante.

Bomi escreveu:- Você faz parecer que eu sou volúvel. - Disse entre os dentes, meio irritada. - Você fala que eu sou a Detetive de Wangjo, mas você também não era o Investigador? Acredita mesmo em tudo o que vê? Como eu deveria agir no meu clube? Como se estivesse voltando de um velório e só colocado músicas tristes? Aish…

Ela tinha razão e Won apenas assentiu com a cabeça. Fazia todo o sentido racionalmente falando, mas não era como o coração estava funcionando. Não podia argumentar com isso, ele estava igualmente machucando ela com sua postura também.

Ela parecia até meio surpresa com a fala sobre ciúmes. Nunca admitira isso antigamente mas as coisas acabaram ficando mais claras para Won nos últimos dias: se os momentos de tristeza serviram pra algo foram pra refletir sobre si mesmo.

Não havia rejeitado seu toque mas também não se moveu. Won sentia o coração apertar mais quando viu os olhos dela marejando. Até o cabelo estava com a mecha...
Tocar ela era como ser atingido por um relâmpago  toda a descarga elétrica percorrer o corpo.

Com a memória do presente, o entregou e sentiu o coração esquentar quando a viu passar os dedos sob a dedicatória.
Achava sua frase meio piegas mas não eram os melhores filmes de romance cheios de frases assim? O importante era que fosse sincero.

E tanto naquela época antes de saber dos sentimentos dela, como agora, eram palavras verdadeiras.

Sem saber o que mais dizer Bomi fazia outra pergunta.

Bomi escreveu:- Won Bin… - Murmurou o nome dele. - Você… - Fungou. - Me salvaria de um grave acidente de novo, se fosse capaz?

Won sabia que a pergunta não era exatamente hipotética. Era como se declarar de novo.

-Bomi... - disse mais uma vez se aproximando, dessa vez segurou as duas mãos dela.

-Eu te salvaria hoje. Eu te salvaria amanhã. Se eu tivesse que saltar de um arranha céu pra segurar sua queda eu pularia sem piscar. Bomi... - ergueu a mão esquerda e ajeitou a mecha de cabelo dela. Era como voltar uns dias no tempo.

-...você não é nenhuma donzela em perigo feito num filme de ação. Mas eu seria o seu heroi a qualquer momento se pudesse

Se ela não o afastasse ele se aproximaria mais ainda. Dessa vez ele a envolveria num abraço, parecido com sábado.
Mas os sentimentos eram diferentes. Não era como uma ruptura, parecia mais como...uma renovação.

-Saranghae

Wangjoship is sailing!

— Ross
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Re: Capitulo 7

Mensagem por The Crown RPG em Sab Set 01, 2018 2:53 am

11 DE JUNHO. SALA DE AULA. 10:10 A.M.


Bomi piscou ao ouvir seu nome de novo, demonstrando que estava atenta e completamente ciente das palavras dele. Prendeu o ar quando ele se aproximou e segurou suas mãos. A direita ainda segurava o presente que tinha acabado de receber e ela não soltou mesmo diante do toque dele.

O queixo tremeu um pouco com o início da declaração.

Hoje.

Amanhã.

Se tivesse que saltar de um prédio arranha-céu.

Não conseguiu conter o sorriso no canto dos lábios ao ouvir essa declaração tão fofinha. Não foi de deboche ou coisa do tipo, até porque os sinais dela ainda eram bastante confusos. Um misto de alegria e triste, como se estivesse oscilando em todas as emoções que se encaixavam no meio desses polos tão distintos.

Travou a expressão e viu o gesto dele em câmera lenta. Podia sentir seu toque suave roçando em sua orelha ao colocar a mecha ali, onde ela parecia pertencer.

- Então...Me salve agora, Won Bin. Eu realmente me sinto uma donzela indefesa diante do iminente perigo de me arrepender depois. Só...Me salva… - Disse com a voz meio embargada e não precisou pedir mais para que ele entendesse o que deveria fazer.

Franziu as sobrancelhas e apoiou a bochecha contra o peito dele enquanto tinha o pequeno corpo envolvido e protegido pelos braços dele. O presente ficou entre os dois, mas ela logo envolveu o corpo dele com os braços também e fechou os olhos.

- Eu também…

Disse baixinho, quase sem forças, mas não chorou de novo. Tinha prometido a si mesma que não faria isso e seu coração estava começando a se acalmar agora que estava ali, naquele momento só deles…

Ou assim eles pensavam.

Afinal, alheios ao lugar onde eles estavam, eles não mediam nem tentavam conter seus gestos. Simplesmente se deixavam levar e acabaram trocando declarações de amor e um abraço bastante marcante bem no meio da sala de aula. Vulneráveis a quaisquer par de olhos que chegasse ali e se deparasse com aquilo.

Como não se tratava de qualquer pessoa, não foi apenas um par curioso de olhos que flagrou aquilo, mas também a lente de uma câmera no silêncio.

Bomi sentiu um arrepio percorrendo as costas e virou a cabeça na direção da porta, mas não havia nada a ser visto ali. Suspirou e apertou um pouco mais a cintura de Won.
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Yeun Misoo em Sab Set 01, 2018 9:42 am



Misoo ficou animada com a possibilidade de poder entrar no clube de Botânica também. Quem sabe se tivesse tido a coragem de desistir de Moda no primeiro dia eles também não teriam pensado nela e deixado que escolhesse esse clube? Mas no ano que vem…Não era tarde para começar, certo?

- Obaa, então já pode me considerar no seu clube a partir do ano que vem. Eu tenho a foto do jardim da minha avó aqui ó... - saiu rodando as fotos na galeria até encontrar. - Quando acabar a escola eu com certeza quero ter meu apartamento! Estão convidadas para conhecer meu jardim vertical. Hahaha - brincou, mostrou a foto do jardim da avó e deu risada do incômodo das amigas sobre o papo de jardim.

Se estivesse comendo alguma coisa, teria engasgado, mas tossiu e abanou na frente do rosto. Tinha esquecido que só porque tinha terminado não significava que todo mundo já sabia.

- Ai, gente… - coçou o rosto, não achando um espaço muito propício para se meter ali, então deixou que elas terminassem de falar. - É que… Ai deixa isso quieto. Esquece o Jung Mi, tá? - falou com bom humor. - Ah, aquele menino que estava do seu lado aquele dia? É bonitinho, você tava toda irritada com ele. Tá apaixonada é??? Que história é essa que não sei?Hahah

Observou o menino se afastando com uma cara preocupada. Será que tinha alguma notícia importante?

- Bom, eu já volto, tá? Preciso falar um negócio com ele. Até depois.

Deu um toquinho na mesa e saiu atrás de Kang.

- Woo jin-ssi. - chamou, acompanhando-o. - Tudo bem? O que foi? - inclinou o rosto. - Deu problema lá na sala? Descobriu como eu posso ajudar?

~~

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Park Hyun Hee em Sab Set 01, 2018 10:21 am


Era mais fácil cair um meteoro do que botar juízo em Chaeyoung. Os dois concordavam, o que já começava em um ponto em comum. A conversa ficava interessante para ele também e rendia mais do que o esperado.

Deu um pequeno sorriso quando ele reagiu tão bem ao acordo com o dinheiro. Falavam a mesma língua com facilidade. Aquilo estava dando certo. Achou esperto que ele sondasse sobre o que tinham contra ele. Era uma boa aliança mesmo. Era inteligente.

- Sim e provavelmente mais do que eu penso. Muita coisa acontece nas festas de Jong In - olhou para o bolso onde ele tinha guardado o isqueiro - Coisas triviais para alguns, mas que seriam um verdadeiro escândalo para herdeiros, com um nome na mídia - para meio entendedor, aquilo já bastava.

- E posso dizer que já fui a várias para que as experiências fossem.. diversas - deu um sorrisinho sacana e piscou. Drogas, álcool, perversão.. Era o mínimo que podia pensar, embora não chegassem a níveis tão absurdos porque eram novos, afinal - Limpei meu nome uma vez, com dinheiro, mas não duvido que conseguissem infiltrar provas com o mesmo dinheiro e contatos. É assim que estou sem saber o que poderia me acontecer. E é por isso que eu disse que posso ficar “um tempo fora”. Eu não duvido que pudessem me considerar criminoso e isso fosse um escândalo tão grande que sabe-se lá onde eu poderia parar… - viajava na paranoia, mas era um pouco estimulante também.

Sorriu diante da constatação de que ele provavelmente gostaria de poder e faria o próprio império. Talvez. Era uma possibilidade.

- Você tem razão, é um dos caminhos possíveis. Mas diferentemente desses idiotas, eu vou manter isso até que me dê problemas e largo. Você pode assumir no meu lugar, se quiser, caso eu enjoe. É o que todos dizem, imagino - riu. - Mas um reinado de três anos não pode causar tanto estrago, pode? De qualquer forma, eu só quero mandá-los para a forca antes que façam isso comigo. Chaeyoung com certeza ficaria infeliz com isso, mas é para o bem dela. Ela não entende, mas eu prefiro um reinado solitário, no qual ela esteja em segurança do que encarar essa situação sem poder fazer nada. A diferença é que todos eles são ricos do mesmo grupo, com as mesmas capacidades, mas nós estamos espalhados, de forma que eles não vão saber de onde veio - sorriu.

- Gostaria de continuar o teatro, mas tendo em vista que me expus para Moon Eun Joo e a forma como Jong In não respondeu minha mensagem, nosso relacionamento está terminado. Em breve, eu serei visto com bolsistas da minha sala, os amigos de Song Jaeki. É De lá que vão esperar reações e para onde vão concentrar as atenções, mas aí… Tenho você. Seria bom que não tivessemos uma relação próxima. Afinal, eu não me aliaria a você, porque tenho ciúme de sua relação com Chaeyoung. Entenda que é importante nos odiarmos em público… Quanto a comunicação… Você quer um celular falso? Trago um amanhã mesmo para você, se achar que esse nível de sigilo seja necessário. O que me diz? - estendeu o braço.

Humor: mania/estável/--+++

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Jae-ki em Sab Set 01, 2018 10:56 am


Jae-ki não tinha nojo que Eun-bi usasse seu blazer, mesmo que fosse pra limpar seu nariz. Era algo que poderia lavar, ele não era um menino fresco, ainda mais com Eun-bi que tanto amava.

Ele encheou as bochechas depois que Eun-bi o chamou de dragão fofo. E deixou um mistério pra Eun-bi, claro que não contaria qual seria a supresa.

- É surpresa, tem que esperar para ser especial.

Então ele aproveitou para contar logo de Sun-Hee e evitar mal entendidos. Só que não esperava por essa reação da bailarina, ela estava com muito ciúmes. Já nem queria tocar na sua mão de novo! Jae-ki arregalou os olhos enquanto ela falava tudo aquilo e no fim ficou chateado por ela ser tao injusta. Não era ela que estava explicando ontem sobre o direito de não proibirem um ao outro? MiSoo até gritou com ele, e agora ela o ameaçava com o sapato?!


- Aigooo... - Suspirou - Você está sendo injusta, Bibi. Você mesma me deu um sermão ontem falando sobre direitos de não proibir o outro. MiSoo me chamou de controlador e sei lá mais o que.. E agora você tá me ameaçando com seu sapato?!  

Era verdade até que Sunny tinha muitos amigos, mas ele não podia fingir que não sabia que ela estava sendo alvo de ataques. Ao menos tinha o dever de falar com alguém, ou com o próprio senhor Kim. Jae-ki a encarou sério:

- Lembra o que você me falou no parque? Me pediu pra confiar em você, e é o que eu tô fazendo. Você já me deu vários motivos pra ter ciúme, não preciso te lembrar, né?

Ele mordeu os lábios, ela era a que menos podia cobrar dele. Depois de tudo que ele aceitou, a dança com Taemin, ela preferiu ficar brigada do que parar de dançar com ele, além de dizer na sua cara que gostava de dançar com o cretino. Jae-ki não tinha feito nem metade disso.


- Não pode pedir pra mim confiar em você se não consegue fazer o mesmo. Eun-bi, eu gosto é de você. Eu te amo, não tem porque ficar com ciúmes. Eu nunca me senti assim por ninguém. E se que que eu continue confiando cegamente em você, tem que fazer o mesmo comigo.

Ele achava que ela sabia o quão bonita, porém pelo visto, até Eun-bi tinha suas inseguranças.

- E você é a garota mais linda da escola, não sei porque tá assim, fica bonita até chorando - Sorriu lembrando do rosto dela - É que eu gosto de te implicar.

Sobre a filha do professor, ele respondeu:

- Por mim, Sun-Hee podia ter verruga na cara, não é por isso que preciso ajudar, já expliquei. Ela não quis, só que eu fiquei sabendo que ela tá com problema, não posso fingir que eu não vi. Pô, o professor fez coisa por mim que vai mudar minha vida. Não tô correndo atrás de ninguém, eu vou pelo menos avisar os amigos dela ou alguém sobre isso. Poxa, imagina, você sabe que alguém machucou a Soo-ji, vai fingir que não viu?

Jae-ki respirou fundo, não tinha nem porque ficar dando explicações, mas acabou dando, Eun-bi mesma não o dava quando fazia essas coisas, só as desculpas esfarrapadas. Fora todas as vezes que ela gritou o chamando de chato por sentir ciúmes.

- Eu só sei que tentei te entender várias vezes, então é sua vez agora de confiar e ser compreensiva.  Já o Kai, é aquele garoto que tinha cabelo colorido do segundo ano, e sim, o Hyun é muito legal comigo, não é como os outros que pisam em mim por ser bolsista.

Ele se lembrava de todos os detalhes e de tudo que Eun-bi tinha feito, do que MiSoo falou pra ele, tudo estava guardado na sua mente. Eun-bi não podia tratar ele assim.

- Poxa, você já me largou para falar com gente que me odeia. Se eu fizesse isso com meus amigos, teria levado uma surra deles.... Mas Eun-bi, eu entendi e tô tentando não me meter com quem você fala. Os meus amigos nunca te fizeram mal, então... É isso. Vai ter que confiar em mim também, ou então isso não faz sentido. 


Wangjo

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Re: Capitulo 7

Mensagem por The Crown RPG em Sab Set 01, 2018 12:04 pm

REFEITÓRIO. 11 DE JUNHO. 10: 11 A.M.


Misoo



- Jinja?! Daebak! Vou esperar por você no 1º dia de aula!

Siyeon disse bastante feliz. Era capitã de um clube demasiadamente pequeno e gostaria de vê-lo crescer com talentos espalhados por Wangjo. Saber que Misoo tinha interesse, a deixava motivada a encontrar novos botânicos até a sua conclusão do colégio.

Suspirou e tombou um pouco para poder ver as fotos que Misoo tinha do jardim de sua avó. Abriu a boca num “o”.

- Aigooo que jardim liindooo!! Aaaah, você é muito sortuda!! - Fez um beicinho. - Eu aprendi a gostar de botânica graças ao meu avô, sabia? Mas ele decidiu morar em Jeju e não posso vê-lo com frequência. Temos uma árvore e tudo na casa de lá…- Disse nostálgica e até um pouquinho emocionada. - Parabéns! Cultive muitas coisas com sua avó! Tenho certeza que o talento foi hereditário.


Devolveu o celular para ela e sorriu com o comentário sobre o futuro apartamento dela. Meneou positivamente e, assim como as outras meninas, agradeceu pelo convite que só seria concluído dali a alguns anos.

O assunto sobre jardins e botânica deu lugar a oppas. Logo elas que mal falavam de meninos, caíram nessa teia e começaram a se provocar. Siyeon ficou um pouco desconfortável, So Jung nem se fala - ela era bem afastada desse universo e queria distância de meninos ricos e complicados. Mia ficou um pouco encucada com a resposta de Misoo.

Sabia a verdade, mas ela nunca tinha falado daquele jeito. O que tinha acontecido para mudar assim?

- Miane… - Murmurou e deixou que o foco voltasse para si. - Aish, não tem nada a ver! - Respondeu com convicção. - Eu não estou apaixonada! E ele é o irmão mais velho da Milly, ela é muito ciumenta.

- Isso é verdade. - Siyeon confirmou. - Mas ele é muito bonito mesmo...Quando corre, então…

- Olha só quem realmente está de olho nele!

- É brincadeira. - Parou.

Misoo se desligou da conversa, vendo que Kang tinha se retirado da mesa de Hee Kyung e, mesmo assim, não aceitou o convite dela. Ao invés disso, ele pegou uma bebida, um lanchinho e seguia para fora do refeitório. As meninas acharam estranho a pressa de Misoo, mas não a impediram de ir.

Kang estava dando um gole no chá gelado quando Misoo se aproximou dele. Ao ouvir a voz dela, quase engasgou e tossiu um pouco, limpando a boca com as costas da mão. Estava cabisbaixo, mas forçou um sorriso para ela até que a expressão ficou ligeiramente...contemplativa. Como se estivesse aliviado por ter alguém familiar ou talvez fosse simplesmente por ser ela.


- Misoo-ssi… - Ajeitou a postura. - Ah, nada...Eu só estava distraído.- Engoliu em seco e então a puxou de leve para o canto do salão. - Então...Eu não sei se alguma coisa aconteceu. Quando estávamos indo embora, a Bomi-ssi ficou sozinha na sala e...o Won Bin voltou.


- Sabe, eu me preocupo e protejo meus amigos, mas eu não acho que deva ser babá deles 24 horas por dia. Não sei dizer se foi bom ou ruim deixá-lo ir, mas pensei que não deveria impedi-lo naquele momento. Talvez eles acabem aborrecidos, então, miane...Acho que falhei na missão por pensar assim.

Estava meio chateado com isso. Parte de si não queria impedir os impulsos deles, mas a outra realmente achava que deveria impedi-los para por um pouquinho de juízo.


- E o Jae Ki sumiu com a Eun Bi-ssi, mas eu não ouço explosões, então acho que está tudo bem. Você...acha que eu fiz mal?

Encolheu-se um pouco, parecendo um garotinho prestes a levar esporro por alguma arte que tinha feito e agora preocupava sua responsável.
(C) Ross


TERRAÇO. 11 DE JUNHO. 10:16 A.M.


- Araso… - Kai fez uma expressão um pouco mais reflexiva. - Seria terrível se vazasse aos jornais que o futuro da nação se mete em confusões.

Meneou positivamente e coçou um pouco mais o queixo.

- Provas podem sumir e outras podem surgir. - Deixou no ar. - E agora você está tentando encontrar provas mais fortes do que as que eles podem ter contra você. É, o escândalo pode ser maior para eles, mas você também não sairá ileso...Por que não tenta sumir com o que eles tem contra você?


Voltou a encará-lo. Não era algo simples, Hyun Hee bem sabia, mas Kai falava de um jeito quase como se fosse simples para ele. Não era, mas do jeito que as pessoas eram relaxadas com os próprios conteúdos, talvez fosse mais fácil do que eles estavam pensando ali. Mexeu de leve a sobrancelha quando ouviu a menção sobre o dinheiro para apagar os escândalos, mas concordava que seria muito fácil colocar de novo.

Apesar de ser uma grande paranóia de Hyun, Kai não parecia se importar em viajar com ele também. Era quase como se estivessem criando um inimigo do estado ou coisa do tipo, era estimulante para a criatividade.

Não deu mais ideias porque precisava pensar e também não podia assumir responsabilidades sem falar com os outros. Mas se ouvissem a palavra dinheiro, quem sabe não ficassem animados também? Dan sempre estava precisando para continuar sumindo do mapa de tempos em tempos e era a pessoa mais habilidosa que Kai conhecia. Se Hyun quisesse pagar, por que não? Além disso, também podia ser um acesso mais fácil ao que Ji Hoon queria...Eram tantos favores que Kai pensava em abrir uma agenda para começar a anotar seu tempo de uso para cada um.

E o colégio ainda perguntou se ele queria fazer clubes...tsc…

Ouviu as promessas políticas de Hyun Hee, mas apenas sorriu com a resposta. Levou a mão até o peito, mas logo meneou negativamente.

- Estou fora. Não nasci para reinar e nem faço questão disso. Gosto de deixar minha mente livre para outros tipos de questões e não ficar me preocupando quem vai querer me tirar do trono, brigar com amigos...Dispenso. - Suspirou e ouviu o fim. - Hm...Está vendo? É isso mesmo que estou dizendo. Um reinado solitário significa que ela não estará ao seu lado, certo? Porque ela vai contra o que você pensa. É preciso abrir mão de muita coisa…


Mas não era problema dele! Só queria ganhar por seu trabalho nem tão honesto assim.

- Hm...Seja falso, então. Eles adoram agir como se nada tivesse acontecido mesmo, vai lá na cara de pau e mostre que nada aconteceu.


Apesar de ter dado risada, ele estava falando sério. Até ouvir o nome de Jaeki. - Jaekie, é? - Chamou como se fosse íntimo. - Hm...Araso...Eu não tenho problemas em te odiar em público. Se quiser, até esbarro de verdade e te xingo por aí. - Tombou de leve a cabeça, coçando a ponta da orelha. - Pode ser. Me traz o celular que te trago um maço de cigarro em troca. Segurança nunca é demais e se vamos fazer isso, que seja como profissionais.

Sorriu e estendeu a mão para ele, apertando de modo firme.

- E quanto ao meu pagamento? Quando e como vou receber? Final da semana? Fim do mês? Quanto está pensando em pagar?
(C) Ross


Última edição por The Crown RPG em Sab Set 01, 2018 11:07 pm, editado 3 vez(es) (Razão : Turno da Misoo)
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Won-Bin em Sab Set 01, 2018 12:13 pm



Se declarar dessa vez não era um ato impulsivo de paixão. Esse momento era tão diferente do parque e tão oposto ao sábado em que brigaram.
A distância que haviam imposto um ao outro tinha colocado aqueles sentimentos a prova.

E eles pareciam mais fortes do que imaginavam.

Won era sincero em cada palavra. Ele a salvaria mesmo que ela o odiasse, como desde o começo de todas as discussões ele pediu aos amigos que não a confrontassem e muito menos a odiassem.

O pequeno sorriso dela fazia seu coração aquecer ainda mais, como uma chama que era acesa. O abismo no coração começava a se fechar.

Bomi escreveu:- Então...Me salve agora, Won Bin. Eu realmente me sinto uma donzela indefesa diante do iminente perigo de me arrepender depois. Só...Me salva…

Won a abraçou. Forte como da última vez, mas numa situação tão diferente...nada no mundo "exterior" estava resolvido ainda, mas pareciam que estavam no lugar certo como se pertencessem àquele abraço.
Sentia que podia proteger Bomi de tudo e todos, até de si mesmos.

Tinha dito aquela palavra forte como no sábado. Da última vez que tinha dito que a amava sua resposta foi o virar de costas dela em lágrimas.
Mas ouviu um "eu também" que lhe percorreu a alma como uma onda de choque. Won sorriu e a abraçou mais forte.

Aquele momento de paz aquietou os maiores medos e anseios de Won: Bomi não o odiava, ela o amava.

Estava alheio ao sentimento de estarem sendo observados então apenas viu a cabeça dela se mover e o suspirar de Bomi.

Se pudesse ficavam assim pra sempre. Mas nada estava resolvido ainda, na verdade Won sabia que tudo só começava.

-Bomi, você pode confiar em mim só mais uma vez? - pediu ainda no abraço - Eu...a gente pode fazer isso dar certo - soltou do abraço para encara-la nos olhos, agora segurando suas mãos.

-Eu sei que a gente tem um monte de coisas pra resolver, nossas famílias e todo o resto...mas se você confiar em mim, a gente pode resolver isso juntos. Eu tenho um plano

Abriu um sorriso como nos primeiros dias.

-O que me diz, Detetive-parceira Bomi?

Wangjoship all aboard!

— Ross
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Re: Capitulo 7

Mensagem por Kim Sun-Hee em Sab Set 01, 2018 12:42 pm



Na maioria das vezes, Sunny é uma pessoa muito empática e evitava machucar os outros, mas naquele momento, as palavras escapavam sem qualquer filtro. Ela não parou para pensar que poderia estar passando por cima dos sentimentos de Taemin... E não era assim que todos o imaginavam? Como alguém que nunca se feria... Afinal, o deboche e o jeito durão funcionavam feito mascáras bastante eficientes nessa tarefa. Sun-Hee começou o discurso de uma maneira firme e irritada porque ela também tinha um gênio horrível. No entanto, foi Taemin que alimentou o ritmo ao afastar a mão da garota daquela forma menos... menos habitual entre eles. Ali, ela soube que invocou alguma coisa nele, mas nada o suficiente para pará-la. Se antes já o achava um demônio, agora conseguia literalmente enxergar chamas nos olhos do herdeiro. Uma raiva que era destinada a... ela. Taemin rebateu seu discurso parte por parte, pulando aquelas que não pareciam convenientes.

Ao contrário dele, não interrompeu o que o Do dizia. Fez só uma pausa, ouvindo sem responder, e aproveitava para encher os pulmões.

Estavam longe de terminar e quanto mais avançavam, mais fundo se tornava aquele poço.

As reações não a podaram... Elas incitavam-na a falar mais. Em determinado ponto, o discurso ganhou um ar menos defensivo, mas ainda muito transparente. Sunny falava em cima daquilo que Taemin mostrou até agora... E talvez tivesse sido um erro, considerando o nível de intimidade que solidificava progressivamente. Porém eram estruturas de vidro e ruíam conforme os dois se atacavam. Taemin ofereceu as costas enquanto aproximava-se do banco para vestir o blazer e - provavelmente - transitava no meio de uma tempestade, e Sunny não ajudava, não oferecia brechas. Nenhuma.  Eles quase atropelavam um ao outro, não escutando e, ao mesmo tempo, absorvendo tudinho que era exposto ali.

Mas...

As coisas pioraram quando ela afirmou que protegeria JaeKi.

E tão logo...

Cometeu um erro.

Ela tirou os olhos de Taemin.

Sunny caminhou até a faixa, mantendo-se há poucos e seguros centímetros de distância.

As últimas questões foram pronunciadas num timbre particularmente baixo, no entanto, alto o suficiente para o herdeiro ouvir. O que não esperava era aquele tipo de atitude. Sunny virou de súbito ao sentir o hálito chocar-se na orelha, assustada tanto pela proximidade quanto pela maneira silenciosa que ele a alcançou, sem se fazer notado. Arregalou os olhos e entreabriu os lábios, chocada e... não teve nem tempo de debater ou duvidar de que ele a jogaria mesmo no lago, pois... Taemin realmente a empurrou. A reação imediata foi estender os braços e gritar enquanto os pés se embolavam, perdendo a estabilidade à medida que a bolsista tombava para trás. Porém, num fiozinho de instante, o braço ágil e bem-treinado impediu o encontro de Sunny com a água, puxando-a em seguida. No movimento, o cabelo liso se desprendeu do coque improvisado e as mãos apoiaram-se no peitoral dele, cravando as unhas no blazer. Ela estava com a cabeça baixa e os ombros encolhidos... uma postura que, até então, ele não viu.  

Não olhou mais para ele, nem no momento em que Taemin a soltou.

Assim como Sun-Hee não encararia a expressão de desprezo, o garoto também não enxergaria o que apareceu no rosto dela...

Segurava-se internamente, segurava-se com o máximo de força que lhe era concedida. Todavia, Taemin acionou um gatilho perigoso... Toda a conversa deles, na verdade. E misturada ao acontecimentos recentes... Os sentidos estavam tão descontrolados que Sunny podia jurar que a audição percebia perfeitamente os passos de Do Taemin pressionando a grama conforme encerrava a interação.

Definitivamente, segundo ele.

- T-Taemin... Taemin... - a voz escapava aos sussurros - Volte aqui... Do Taemin...

Ficou horrorizada no minuto em que a vista ardeu por conta das lágrimas presas nas pálpebras.

Sunny levou as mãos até os ouvidos, bloqueando aqueles barulhinhos escandalosos... O coração batia na cabeça e isso era um sinal péssimo. Foi praticamente se arrastando na direção do banco, pegando a latinha da bebida - morna devido ao período intocada - e bebeu vários goles, só que logo se curvou para cuspir o conteúdo, e manteve-se desse modo.

Não era suco que o corpo pedia.

Ele... ia... Ele ia mesmo jogá-la no lago se não fosse pela contenção? Ia machucá-la?

"Essa foi a última vez que te salvei."

- Idiota... Idiota!

Sim, idiota... Mas quem? Do Taemin ou... ela própria?

Cansada, e permitindo-se vacilar, escondeu o rosto nas mãos e liberou os primeiros soluços antes de cair num choro mudo.

Odiava Taemin! Porém, odiava-se ainda mais por estar tão triste com o desfecho daquela conversa. Desde o início, entendia os possíveis riscos. Entretanto, para sua surpresa, não estava preparada para ser colocada como inimiga dele.

Não queria escolher um lado...

Deitou rente ao banco, com as pernas para fora e a cabeça apoiada na mochila, cobrindo a carinha chorosa. Tinha alguns minutinhos até o fim do intervalo e tomaria cada segundo até se fortalecer de novo, mas ao invés disso, se sentia cada vez pior.


WangJo

— Ross


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Re: Capitulo 7

Mensagem por Seo Hyemin em Sab Set 01, 2018 3:53 pm


Com as influÊncias certas, Hyemin poderia ser uma pessoa diferente. Amável, amiga e uma princesinha de verdade, quem sabe alguém como a própria Chaeyoung. Mas também por essas características em comum acabava por acreditar no coração de algumas pessoas que não tinham nada de bom para oferecer para ela, ou que estavam dedicadas demais para outros alguéns e assuntos.

Uma pessoa como Chaeyoung poderia fazer maravilhas para a menina, se fossem próximas. Conseguiria aconselhá-la de forma madura e curar a ferida de seu coração que tanto a fazia machucar os outros. Talvez um dia pudesse procurá-la para contar todas as suas dores e, quem sabe, seguir em frente, deixando os erros para trás e, embora lamentasse de tudo que nunca seria recuperado, poderia tentar acertar nas novas escolhas e, quem sabe, ser feliz assim. Mas no momento, tudo que precisava era criar pequenos laços com ela, para que o dia em que estivesse perdida e tudo que conhecesse fosse desfeito, ela pudesse procurar sua bondade e seguir a própria.

Só o fato de aceitar ajudar daquele jeito anônimo já começava a construir a confiança que precisaria no futuro de que a unnie não se decepcionaria com os lados que escondia. Yerin era uma boa defensora, mas Chae seria uma boa conselheira, mais alinhada com a alma da menina, trazendo resultados que trariam alegria, não solidão. Quem sabe um dia, quando cansasse de passar por isso.

- Com certeza, eu mesma nunca achei que o oppa era romântico. Eu até gostava do jeito de malvado dele - deu um sorrisinho doce e arregalou os olhos. - Eu quero dizer, no passado. Bem no passado, unnie! Eu tinha uns 10 anos!!! E nem gostava de verdade, era coisa de criança, porque nossas famílias saíam juntas você sabe, e aí também.. -coçou o rosto. - ele já tinha uma relação com a Joonie.. ER. Quero dizer… Você é muito melhor!!! De verdade mesmo!!! Que ela não me ouça. Er, desculpe, unnie, vou ficar quietinha. - fez um biquinho. - C-como foi…?

Hyemin a acompanhou e sentou-se no banco muito atenta e até tensa. Começou a corar também, e seu coração batia mais rápido. Começava a imaginar toda a situação, ficando com vergonha. Era como a ansiedade de ver um beijo no seu dorama favorito. Seus olhos cresciam conforme ela ia falando.

Alguém que na vida que faria seu coração disparar…

Ah, isso era tão lindo. Tão romântico!!! Já sentia o rosto quente de imaginar. Sonhava muito com isso.

Começar com amizade ou com discussão…

Ela bem conseguia imaginá-la brigando com o Park. Parecia esquisito gostar de alguém com quem você brigava, dava para fazer isso?

Lembrar da voz~~ do cheiro~~

Fechou os olhos um momento, pensando na gravatinha vermelha e no cheiro de seu oppa que ela guardou com tanto carinho, assim como naquela ligação. Com certeza gostava de seu amado pretenso noivo. Se havia algo que guardava no coração eram as raríssimas interações entre eles, principalmente aquelas em que ela podia vivenciar algo parecido com um namoro, não uma união por interesse.

Feliz com um sorriso? Ou… preocupada com uma expressão triste?

Dessa vez não pensou no noivo, porque quase não conviviam. A imagem dele apareceu uma vez, mas foi embora numa incógnita. Ela nem sabia o que o deixava feliz ou triste. O sorriso de Miwoo era mais associado a beleza. Era algo que a fazia sentir-se atraída, não feliz. Era bonito, não reconfortante. Assim como não o imaginava triste. Ela não o conhecia.

A imagem dele foi substituída por outro rosto. Por que estava pensando nele agora? A figura de Joo Hyuk chorando e triste veio com força e mexeu com seu coração. Foi facilmente que seus lábios viraram para baixo. Ao mesmo tempo, conseguia vê-lo sorrindo e alegre… Ao lado da outra. E como isso tinha feito mal para ela. Como isso a deixava fervendo de raiva, enquanto sua infelicidade a deixava tão triste.

O complemento da frase só a fez pensar em quanto gostava daquele menino quando ele era só uma criança e quanto era corajosa para ter dado um beijinho naquela bochecha uma dia, mas o quanto isso era impossível hoje em dia, desfeito por um único dia em que não puderam se despedir.

Hyemin olhou sua unnie tão feliz e acabou dando um sorriso carinhoso, mas triste como naquele fim de semana. Porém conseguiu tirar um pouco daquele pensamento quando começou a visualizar novamente o casal. Novamente seu rosto começou a pegar fogo e ela cobriu as bochechas. Mais de um??? Não foi só biquinho? Então… Então. Era ainda muito mais do que ela sonhava fazer em anos! Seu coraçao ja estava acelerado de vergonha.
- Uwaaaaa. Unnie… Que lindo… Que… que perfeito. Aimeudeussss - corou e balançou a cabeça, com os olhinhos brilhando e olhou para cima. - Você descreveu um sonho, unnie! É muito lindo de ouvir. Eu nem consigo imaginar metade do que deve ter sido. Uwaaaa. Parabééénssss
- teve um chiliquinho, balançando o corpo e fazendo um carinho no braço dela.

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Re: Capitulo 7

Mensagem por Park Hyun Hee em Sab Set 01, 2018 6:57 pm



- Eu não tenho muita certeza do que podem ter contra mim. Existe uma regra nas festas que não se pode tirar fotos, mas… Eu me pergunto se JongIn não tenha provas de todos exatamente para se proteger de traições. Na época eu confiava muito porque via como meu parceiro, amigo mesmo, e que essas coisas eram só molecagem, mas agora… Não sei dizer

Concordou com a cabeça. Não sairia ileso, mas acha que precisava tomar aquelas medidas ou acabaria prejudicado sozinho.

Pensou um pouco sobre Chae, sabia que ela ficaria muito brava, mas acreditava que ela entenderia, eventualmente. Mas a questão toda é que achava impossivel ficar quieto como ela queria sem que um dia eles fossem prejudicados por aquela turma.

Enfim, ele sugeria que se aproximasse dos amigos. Tinha sangue frio assim? Achava que já tinham passado de todas as tentativas possíveis disso, mas quem sabe quão cara de pau JongIn podia ser? Faria bem um pouco de falsidade agora.

Sorriu. Estava ficando interessante.

- Já que vamos evitar de conversar podemos marcar as trocas em algum lugar, como perto das quadras, algum buraco no chão, no meio dessas árvores. Você é o malandro daqui - deu risada. - Não. Conheço um bom lugar. É um restaurante pequeno de comida caseira no meio da cidade. Nenhum deles iria até la - referia-se ao restaurante de Yumi - Dou o telefone e o dinheiro lá. Quanto você quer? É dinheiro mesmo? Não quer enfiar ninguém no melhor hospital da cidade ou limpar um nome com influência? Pense o que vai querer direito e nos encontramos amanhã depois da aula...

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Re: Capitulo 7

Mensagem por The Crown RPG em Dom Set 02, 2018 12:14 am

11 DE JUNHO. SALA DE AULA. 10:10 A.M.


A resposta de Bomi foi tão natural que ela nem tinha percebido que foi dita em voz alta. Apenas quando sentiu que ele apertava mais o abraço foi que entendeu que suas palavras não foram menos pensamentos. Arregalou os olhos com as bochechas mais vermelhas e sentiu um arrepio percorrendo por suas costas.

Era um alívio misturado com medo. Além de uma pitada de estranheza, sentindo que não estavam completamente sozinhos.

Virou a cabeça até que rápido - mas não extremamente rápido. Foi suave, porém de repente. Quando viu a porta vazia, ela escondeu os lábios e apertou mais o abraço também, pressionando a bochecha contra o blazer dele e relaxando naquele mundo à parte que os dois criavam quando esses momentos aconteciam.

Diferente de sábado, o abraço não tinha tom de despedida, mas de verdadeiro encontro e proteção. Sabia que ainda teriam muitos problemas pela frente, mas não podia deixar de aproveitar aqueles instantes que gostaria que durassem uma pequena eternidade.

Acabou que foi a própria voz de Won que encerrou aquele momento. O pedido não foi respondido logo de cara e ela recuou quando o abraçou foi substituído por um toque em suas mãos. Olhou para as mãos deles de novo até erguer a cabeça para encará-lo. Não disse em palavras, mas seus gestos indicavam que confiaria nele mais uma vez.

- Um...plano? - Perguntou baixinho.


E então viu o sorriso que ele costumava dar nos primeiros dias de aula retornando ao rosto dele. Parecia combinar mais com suas feições, apesar da seriedade dele também ser atraente. Ela respirou fundo, escondendo os lábios de novo, fazendo outro beicinho, mas sorriu sem mostrar os dentes.


- Temos um novo painel mental para montar? - Brincou. - Conte-me seu plano… - Pensou no apelito. - Eu não vou te chamar de Batbin que nem o Kang-ssi faz. Chamarei de Detetive Hwang.

Disse o sobrenome dele, analisando como a palavra saía e meneou positivamente.

- Ne...Detetive Hwang...Sou toda ouvidos…Mas vou guardar meu presente primeiro.

Soltou a mão dele e foi até sua mesa para guardar o presente que não abriu ainda, mas já era o seu favorito. Quando voltou, trouxe seu caderninho lilás e a caneta para começar a anotar a ideia dele.
(C) Ross


ÁREA EXTERNA - 10 DE JUNHO. 10:18 A.M.


JaeKi, Hyemin e Sunny


- Estou!! - Eun Bi respondeu na maior cara de pau, mesmo diante de tantos argumentos bons que ele tinha acabado de usar. - O que eu falei para você, não vale pra mim!

Cruzou os braços, mas estava na cara que não estava falando sério. Quer dizer...Ela estava falando sério sim, mas por conta do calor no momento. Estava com ciúmes da atenção que ele - e outras pessoas - davam para Kim Sun Hee. E sua segurança estava abalada desde que começou a achar seu reflexo horrível, piorando depois do que soube através de Hyemin.

O rosto foi ficando vermelho de novo por conta do medo que sentiu. Levou a mão até o peito, por cima da camisa do colégio, mas subiu um pouco, massageando a garganta para soltar o nó que havia ali.

- Ani… - Respondeu baixinho com a voz meio rouca e abaixou o olhar. Não queria brigar com ele, mas não o queria perto daquela menina.

Ela era um perigo!!

As palavras seguintes dele a fizeram bater de leve as pernas no chão, numa espécie de manha, bem infantil. Nunca tinha agido assim, mas era esse o nível de descontrole que ela vinha descobrindo agora que estava apaixonada por aquele menino. Ela o encarou de novo.


- Mas e se você deixar de gostar de mim e passar a gostar mais dela? O pai dela já foi maravilhoso com você e se quiser que você vire o genro dele? Eu confio em você, mas não confio na carinha dela! Ela parece tão perfeita e fofinha, é claro que vai conseguir tudo o que quiser...Aigooo!!

Meneou negativamente várias vezes e trouxe as pernas de volta, começando a se levantar, se apoiando na árvore.


- Eu não sou mais a garota mais bonita do colégio. E não fico bonita chorando, mas eu não consigo evitar. - Coçou  o olho e deu as costas para ele. Queria bater a testa várias vezes na árvore para descontar sua frustração. Por que estava sentindo tanta angustia por uma coisa tão...boba.

Ficou meio de costas, apoiando a mão na árvore e encostou a lateral da cabeça no tronco, pensando no que ele dizia. Conseguia compreender, mas não queria aceitar. Podia sim ignorar o que as garotas faziam com ela, as histórias de vestiário e tudo mais. Mas sabia que Jae Ki não. Será que ele brigaria com ela quando soubesse que ela sabia de algumas coisas? Mas ela não sabia que ele era amiguinho dela nessa época.

Bateu o pé de novo e ficou quieta com um tremendo de um bico na cara, mas de costas para ele.

Deixou passar batido a história sobre o garoto de cabelo azul e Hyun Hee. Os oppas não eram problema, no momento, mas a história de Sunny sim.

Jaeki começava a levar a sério demais suas reações, mas ela também não conseguia evitar a infantilidade. Olhou por cima dos ombros e começou a se virar. Encostou as costas na árvore e cruzou os braços, bem mimada e aborrecida.


Não daria razão, mas ele tinha toda razão sim.




Chaeyoung achou certa graça na menção do antigo Hyun Hee. Diferente do que Hyemin poderia imaginar, ela não se sentia ofendida, nem nada disso. Tanto que ficou surpresa com a pressa nela em se justificar.

- Está tudo bem! - Sorriu de modo gentil. - Eu não sabia que vocês se conheciam há taanto tempo. Ele era assim desde pequeno, é? Devia ser fofinho tentando parecer um adultinho. - Riu da imagem que criou, mas fez uma careta com a menção de Eun Joon. - Fique tranquila, eu não me importo com isso…

Não era uma verdade absoluta porque às vezes se comparava à garota sim e se pegava pensando na história que eles tinham construído. Contudo, quando via o modo como se tratavam hoje em dia, ela não sentia inveja, nem nada disso. Se um dia a relação com Hyun Hee desandasse, ela preferia colocar um fim antes que o amor virasse ódio e desprezo mútuo.


- Faz parte da história dele, não é? - Concluiu, mas logo ficou com as bochechas coradas com a pergunta dela.

Precisou de um tempinho para pensar na melhor forma de respondê-la, por isso segurou em seu braço para guiá-la até um dos bancos do jardim. Sentou-se e começou a dar a explicação mais lúdica que conseguiu. Era um pouco vergonhoso entrar em detalhes ou termos técnicos, porque era algo pessoal demais e nem ela saberia descrever. Por isso achou que ela entenderia melhor de sentimentos e tentou traduzir os seus.

Só não podia imaginar que mesmo mentindo sobre a data exata do namoro, sua descrição ainda mexeria com a mente dela. Não podia adivinhar o passado de Hyemin, nem que ela ainda tinha uma história muito mal resolvida com um dos colegas de turma. Que, por sinal, também era seu amigo.

Eram muitos imponderáveis que ela não podia prever. Acabou se distraindo em seu próprio discurso, por isso não viu as nuances nas expressões de Hyemin. Só a encarou depois de um tempo e ficou um pouco preocupada de ver que o sorriso parecia triste.

Será que tinha dito algo errado que a entregou? Ficou um pouco aflita com essa possibilidade, chegando a mexer de leve as sobrancelhas, mas tentando focar de novo. Descreveu o beijo que deu e escondeu o rosto com a mão boa, dando uma risada com a reação dela.


- Neee...Eu acho que foi perfeito. Quer dizer, pelo menos pra mim… - Fez um beicinho. - Eu não sabia muito bem o que estava fazendo… - Confessou baixinho e riu meio nervosa. - Foi um sonho mesmo…

Suspirou e segurou a mão dela, entrelaçando os dedos.


- E também será para você. É diferente para cada pessoa, mas eu tenho certeza de que quando o momento certo chegar, você vai saber e quando perceber, também estará sonhando. Só que...bem acordada, se é que me entende.

Sorriu de modo cúmplice.

- Você vai ser muito feliz e muito amada… - Ajeitou o cabelo dela, colocando uma mechinha atrás da orelha. - Eu acredito nisso. E você também precisa acreditar para que se torne real...E quem está dizendo isso é a fada do cupcake, então...Receba porque é verdade.

Brincou com ela e deixou os ombros relaxarem um pouco mais. Estava gostando de passar o intervalo com ela, mesmo que o disfarce estivesse indo pelos ares, visto que elas estavam passando muito tempo juntas e podiam ser vistas a qualquer momento.

Não pareceu um problema para Chaeyoung e só confirmava que a desculpa que deu para suas amigas, foi apenas para despistar. Não tinha vergonha de Hyemin.





Taemin deu as costas tão logo deixou seu recado bastante claro. Sentia que não deveria ter ido até aquele encontro, percebendo que alguns chamados existem para ser evitados. Não imaginava que a conversa chegaria até esses termos e precisou manter o auto-controle para não começar a gritar destruir as coisas que visse em seu caminho.

Ao pegar o lixo que deixou em cima do banco, ele apertou a garrafa de forma violenta, fazendo um barulho desnecessariamente alto antes de tacá-la na primeira lixeira que encontrou.

Sua expressão ainda estava um tanto distorcida, o pescoço bastante tenso e os olhos avermelhados graças à força que fazia. Virou a palma da mão para cima, sentindo a carne tremer de modo involuntário até que fechou os cinco dedos com bastante firmeza. Fechou os olhos, respirando fundo e não entrou novamente no prédio. Precisava ficar sozinho naqueles minutos que ainda tinha de intervalo e o mais distante possível daquele maldito lago.

Sunny, por outro lado, não tinha muitas opções. A mente estava muito confusa e o corpo quase sem energias, apesar da quantidade de doce que ingeriu nos últimos minutos. Depois que a adrenalina se foi, o corpo simplesmente caiu sobre o banco a ponto dela deitar sobre sua mochila enquanto as lágrimas escorriam por seu rosto de modo silencioso.

Muito embora o lago fosse bastante tranquilo, ele também era um ponto que as pessoas gostavam de passear. Um pouco menos devido ao corte na beleza que aquela faixa gerava, mas o suficiente para que outros lugares de paz fossem encontrados.

Não demorou nem um minuto inteiro - na vida real, mas na mente de Sunny pode ter sido uma pequena eternidade - até ouvir novos passos se aproximando dela. A vista borrada a impedia de enxergar com perfeição o que acontecia ali, mas não era nenhum cheiro que ela reconhecia, tampouco uma presença sufocante.

O primeiro sentido a receber algum reconhecimento e que seria um verdadeiro gatilho em sua memória seria a audição. A pergunta foi bastante simples:

- Gwaenchanha? - Qualquer pessoas minimamente preocupada ou empática perguntaria se alguém no estado dela estava bem.

Contudo, aquela voz...Aquela voz não podia ser real.

O timbre mais grave, porém sereno e amistoso era exatamente a voz que ela queria ouvir pelo menos mais uma vez. A vista continuava borrada, mas o uniforme de Wangjo estava presente. A pessoa que carregava aquela voz estudava ali - não podia ser diferente - mas como era possível que causasse uma sensação tão semelhante?

- Ya...Você precisa de ajuda? - Era idêntica!

E o primeiro nome que estava na placa do uniforme também trazia algo próximo do que conhecia como lar…

Han...Han Minhyun.

Quando a visão ficasse normal - isso se ela conseguisse parar de chorar depois daquele gatilho de memória - o menino do 2º ano a estaria encarando de modo curioso e preocupado. Chegou a tombar de leve a cabeça, piscando como se analisasse o estado dela.


Havia mais alguém por perto, acompanhando o solícito oppa, mas ela não conseguiria se focar em mais de uma coisa por vez.
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