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Episódio 1

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Episódio 1

Mensagem por Akagetsu Sentai em Seg Ago 27, 2018 3:08 pm





Akira



“A pedra que foi encontrada nas montanhas ao sul de Akagetsu continua atraindo curiosos para a cidade. A procura por hotéis aumentou em 20% em relação à mesma época no ano passado. É o que diz a reportagem de…”

As vozes na televisão do restaurante de sobá misturavam-se ao som da louça sendo lavada por Akira Tachibana. Ele tinha acabado de recolher o que sobrou do café da manhã da jovem, que agora estava hipnotizada assistindo à televisão.

”(...) aumentou o turismo educacional na cidade. O museu espacial está recebendo visitas de curiosos, estudantes, místicos e até apaixonados. “

“Quero pedir um namorado!”, disse uma mulher em seus 26 anos e dentes tortos

De repente o som da televisão abaixou um pouco, mas a voz imperativa da menina em sua cadeira de rodas se sobrepôs.

- Eu quero ir - disse simplesmente.

Ainda era cedo, e a cozinha dava sinais dos primeiros sons de limpeza do restaurante. Era um dia da semana comum, o que significava que abririam para almoço e precisariam trabalhar normalmente.

- Você ouviu? - virou o rosto, observando-o em seu serviço.




Sasui



Assim como toda a manhã, Sasui varria as folhas de cerejeira caídas no chão do templo. Era estranho um menino de 16 anos fora da escola, por isso ele sempre recebia olhares, fossem dos auxiliares do próprio templo, ou dos visitantes, que não entendiam sua presença.

Uma das vantagens de ser o “excluído” do lugar era estar estrategicamente posicionado nos locais certos para captar as conversas mais variadas. A tal da “pedra da lua” que havia caído na cidade tinha trazido um olhar de curiosidade maior sobre aquele templo. Afinal, havia uma lenda entre os mais velhos de que o próprio Hidamajin tinha sido construído após uma circunstância semelhante, o que deu origem ao seu nome: o templo do meteoro.

Por algum motivo, isso estava mexendo com os humores de quem ali frequentava e também de seus companheiros de “serviço”.Ou, talvez, fosse o cansaço, já que era a quinta noite seguida que ele não conseguia se lembrar de seus sonhos, mas tinha a sensação de que mal tinha dormido.

Falando nisso, lá vinha Mayu Yabuki, com um semblante sério. Ela arrastou as sandálias até ele com velocidade, até que parou a sua frente, com seu uniforme vermelho e branco de sacerdotisa e cruzou os braços. Pareceu olhar no fundo de sua alma, como se pudesse ler seu estado físico.

- Hatsuharu-sama quer ver você - decretou, com certo incômodo e virou o rosto. - Vamos. É importante.




Kasumi



Era um dia de aula maravilhoso para a maior parte dos estudantes, considerado “folga” para alguns, mas isso não podia ser dito como verdade para uma representante de sala como Kasumi Sanada, que no momento era a guardiã de uma prancheta com o nome de todos os estudantes que deveria ajudar a guiar na excursão da escola.

Faltavam dez minutos para que o ônibus saísse da Mochizuki Gakkou até o ponto mais próximo ao Akagetsu Tentai Kanzoku, que de repente ganhou uma importância estrondosa nos jornais da cidade. Todos os dias, pela manhã ou pela noite, falava-se sobre a tal da pedra da lua que havia caído na cidade. Não demorou para que a escola tivesse a ideia de levá-los para uma excursão, para que fosse apresentado um trabalho sobre o museu. Mais rápido ainda também foi a ideia que o professor responsável pela sala teve de colocá-la para contar e fiscalizar seus 39 colegas.

Trinta e oito. Faltava um. Dez minutos para a partida e ainda faltava um bendito. Estavam reunidos dentro da sala de aula, aguardando o sinal do professor. Enquanto isso, ela estava atrás da mesa do sensei, ouvindo as trinta e oito vozes que no momento pareciam 50, falando todas juntas.

Uma daquelas resolveu aproximar-se com um sorriso adorável no rosto. Minako Yamada, uma patricinha avoada e um pouco desmioladinha da sala. Definitivamente não era o que podia se chamar de ordeira.

Spoiler:
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- Sanada-saaaan~~ . Disseram que a pedra que nós vamos ver realiza desejos. O que você pediria se pudesse? Hm? - seus olhinhos brilharam e o grupo de suas outras 7 garotas a observaram com atenção. Algumas estavam curiosas pela coragem da garota em falar tão informalmente com a representante de sala. Outras simplesmente olhavam com um certo deboche, aguardando alguma resposta sem graça. Minako, no entanto, só parecia curiosa mesmo.



Akagetsu Sentai
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off: Comecei. assim mesmo. Tchum. A ideia é que se pareça com um episódio mesmo. Por favor, usem os modelos de postagem que deixei no fórum. Vocês devem adaptar as duas imagems com as fotos dos personagens.


Última edição por Akagetsu Sentai em Qui Out 04, 2018 10:19 am, editado 3 vez(es)
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Re: Episódio 1

Mensagem por Sasui Oda em Seg Ago 27, 2018 5:33 pm




Mais um dia como os demais, clima tranquilo, correntes de ar soprando por todo o lugar, e isso se remete a folhas se desprendendo e sujando todo o pátio do templo. Formava até uma paisagem bonita, folhas de cerejeira eram belas, mas nem todo mundo pensa desse jeito. Na verdade, esse era o pretexto perfeito para dar um trabalho ao rapaz, conhecido como Sasui Oda.

Ele escutou alguns relatos sobre uma tal pedra da lua, seria o céu finalmente deixando suas lagrimas caírem no mundo para que a humanidade pudesse contemplar a beleza do universo? Ah, quem dera. Até soltou um suspirinho. Um pouco pela curiosidade, um pouco, pelo trabalho de varrer aquilo tudo, que por sinal estava mais enrolando que outra coisa.

Oda estava adorando a tal historia, mas logo perceberá que nem todos estão felizes com isso. - Que sono... mas não quero dormir. Estranho. Acho que poderia fazer outra coisa. - Apoiou a ponta do queixo bem no topo do cabo da vassoura ficando ali parado, mexendo-se feito um joão-bobo. Foi quando ouvi um som caraterístico de sandálias, todo mundo lá usava elas, mas essa, pela forma como vem lixando o chão, só podia ser de uma pessoa...

"Ahhh iaaada...."

Pensou dolorosamente, e foi o tempo que Mayu levou para fica bem em frente ao seu rosto, mas não de uma forma bonita e romântica como nas novelas, na verdade, parecia muito intimidante!

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Ele voltou a varrer de leve, passando sem querer a vassoura por cima dos pés dela, mas sem intuito de machuca-la nem nada, na verdade foi por susto. - Yabuki-san eu já estava acabando de varrer! Ou começando...ou...

Disse de maneira deslavada e confusa mas parece que ela não estava ali para brigar, pelo menos não ainda. Pela olhada que a experiente sacerdotisa deu, seria obvio que ele nem começou direito a fazer o que lhe foi pedido. - Shogo-san? - Diferente da pronuncia dela, Sasui usou o nome mesmo, talvez isso fosse uma falta de disciplina de sua parte.
Como ela disse que era importante, o garoto não resolveu questionar.

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Por momento ele travou e ficou olhando para os lados, para onde não tinha ninguém. Como se tivesse alguma pessoa ali, e só depois desses valiosos segundos perdidos, é que seguiria com ela.

Claro, com a vassoura ainda na mão.


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Última edição por Sasui Oda em Seg Ago 27, 2018 6:10 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Episódio 1

Mensagem por Akira Tachibana em Seg Ago 27, 2018 5:43 pm





Akira se distraiu lavando a louça, os olhos fechando por um instante...ainda podia sentir aquela energia do estádio mesmo depois de um ano. Não da torcida, da glória de uma vitória ou até mesmo de fazer um gol.
Era a energia do próprio estadio, uma força da natureza para Akira que o fazia revisitar aquele lugar diversas vezes quando sua mente se desgrudava da realidade pra sonhar um pouco.

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Nesse mundo paralelo ele foi o Orange Heart.


Mas sabia que não podia se perder em quem ele já não era. Prestava meia atenção na televisão mas a voz dela lhe puxava de volta ao mundo.

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Secou mais um prato e se aproximou até ela lentamente. Teria uma resposta sarcástica como "Ah, eu estava esperando você falar mais cinco vezes pra ouvir" mas ele não conseguia nem imaginar esse tipo de resposta pra Ayumi.

-Hmmm? Ir aonde Ayumi-chan? - perguntou colocando o pano que trabalhava no ombro direito e ficando ao seu lado - Lá fora?

O humor dela ainda era o mesmo. Tinha se passado um ano e o ódio não tinha diminuido um pouco sequer. Mas lá estava Akira, sempre solicito. Sempre.

-Ou você quer dizer aquele museu espacial que todo mundo fala na TV? - disse olhando diretamente nos olhos dela, abrindo um sorriso.

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Ele só queria uma resposta positiva. Ia dar um jeito. Por ela sempre dava um jeito.


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Re: Episódio 1

Mensagem por Kasumi Sanada em Seg Ago 27, 2018 5:51 pm




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Kasumi aceitou de bom grado a responsabilidade dada pelo professor, ela era boa em organizar, embora fosse uma responsabilidade a mais, não reclamava. Gostava e sentia orgulho por isso. Era bom estar no controle de algo, assim dava a impressão que podia controlar se as coisas dariam certo ou errado.

Como sempre seu uniforme estava impecável e seu cabelo também. Caso contrário, ela teria um pente na mochila e outros itens de emergência. Era bastante prevenida. Ainda mais para uma excursão, tinha remédios de emergência na bolsa e outros itens como band-aids. Sabia que provavelmente uma aluna esquecida a pediria por remédio se precisasse, por isso tinha alguns a mais. Kasumi se orgulhava tanto do seu preparo, se os outros fossem como ela, com certeza evitariam surpresas desagradáveis.  

Porém faltava um aluno. Que absurdo alguém deixar pra chegar tão perto da partida! Kasumi não queria esquecer ninguém por isso estava bem atenta ao seu trabalho. Embora no momento todas aquelas vozes a deixasse cansada. Tinha uma caneta na mão e prancheta. Kasumi olhava para ela até que Minako Yamada resolveu fazer uma pergunta inocente.

Kasumi olhou para ela um pouco surpresa, mas logo voltou ao seu semblante natural. Minako era uma garota bem fofinha e Kasumi não tinha nada contra ela. Na verdade todas suas interações na sala era bem superficiais, isso evitava muitos problemas. Mas ás vezes, chegava a desejar ter uma amiga assim para andar pra todos lados, contar seus segredos, falar do rapaz que gostava. De qualquer forma, era tarde demais para algo assim. Kasumi se consolava pensando que se livrara daquelas briguinhas e fofocas entre colegas.

Com um sorriso simpático e controlado, ela fez um expressão pensativa. O que ela desejaria? Ou melhor, o que poderia responder que parecesse mais adequado?

- Humm...  Acho que eu desejaria... Hum...  Nunca ficar doente parece um bom pedido!   - Respondeu colocando um dedo no canto na boca, em seguida riu simpática - Mas Minako-san, não fique pensando nisso, coisas assim não são verdade. A verdade é que se nos organizarmos e fazermos bom planos, que conseguimos aquilo que queremos.

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Era uma resposta um pouco genérica, qualquer pessoa gostaria de não ficar doente. Mas outro desejo passou pela cabeça de Kasumi. Talvez que aquele belo rapaz que se mudou para perto a notasse, ou melhor, que ele fosse um bom rapaz e a amasse! Um desejo não bastaria para tudo que Kasumi queria. Podia dizer que não acreditava nisso, mas com certeza ela iria tentar fazer o pedido quando visse a pedra, sem mostrar que estava, é claro.  


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Re: Episódio 1

Mensagem por Akagetsu Sentai em Ter Ago 28, 2018 8:49 am





AKIRA


- Você acha que eu sou um cachorro?  - foi a resposta dela, mordendo o lábio inferior em seguida.

Ayumi Homura era grosseira, por muitas vezes cruel diante da boa vontade de seu amigo e, agora, quase uma babá. Ela lamentava com frequência sua nova condição e até hoje não tinha acostumado com todos os mimos que vinham de todos os lados.

Mesmo assim, ele não recuava, e continuava com um sorriso idiota no rosto. Ela encontrou seus olhos, mas desviou, olhou para baixo, para não vê-lo. Ao menos podia movimentar o rosto.

- Isso. O museu. Podemos ir e voltar antes de abrirmos para almoço.

A jovem olhou mais uma vez para a televisão. Havia uma jovem mostrando a aliança, que ganhou supostamente ao visitar a pedra dos desejos. Os dois sabiam muito bem que tipo de desejo fariam se pudessem.

- Chame a minha mãe, preciso trocar de roupa.

Isso também significava que ele precisava levá-la para cima. Os degraus levavam aos quartos da família, que morava no andar de cima do restaurante. A casa ainda não tinha conseguido se adaptar totalmente às necessidades da menina, por isso ele era tão necessário naquela casa. Carregar 50 quilos nos braços poderia ser uma tarefa simples para ele, que já tinha sido um esportista, mas não era apenas isso que ele carregava nesses momentos.

No caminho, quadros relembravam aquele passado tão próximo, mas Ayumi permanecia inexpressiva e imóvel em seus braços até ser colocada encostada na cama, esta sim adaptada para ela. Era uma rotina para os dois.

Logo a mãe da menina apareceu atrás dele, enrolando um lencinho na mão e lançando um meio olhar para ele, antes de também desviar e caminhar até a menina.

- Onde estão indo? Vocês vão a pé? - perguntou na inocência, mas a palavra atingiu os três lá no fundo. A mãe ficou em silêncio, tirando as pantufas da garota, que o olhou cheia de ódio, esperando que ele respondesse, antes que ela fosse grosseira com a mãe também.




SASUI



- Por que está aí parado com essa cara de bobo? - a sacerdotisa ralhou com ele, dando um tapinha em sua cabeça para desequilibrá-lo da vassoura.

Aquele lado “especial” de Mayu Yabuki era uma exclusividade conhecida tanto pelo senhor daquele templo quanto pelo jovem. Era até engraçado como ela se portava como uma dama para visitantes, auxiliando-os a pendurarem sua má sorte nas árvores. Enquanto isso, trazia a própria má sorte para o menino.

Ela o observou fingir que varria as pequenas pétalas ingratas, que eram tão difíceis de serem juntadas naquele chão de pedra e suspirou pesadamente, olhando para os céus, enquanto ele se desculpava.

- Procrastinando. De novo. Vou te deixar mexendo a panela de mel  - ameaçou. Todas as tarefas inúteis pareciam vir para o garoto, mas realmente ela parecia menos incomodada com com isso do que com o que estava por vir.

A sacerdotisa se segurou para não gritar com ele, mas seus olhos se abriram em irritação. “Shogo-san”. “Shogo-san”? Respirou fundo, contou até vinte mil.

- Olha o respeito, menino. Ele não é seu avô! - torceu o lábio e virou o corpo, mas ele demorou para segui-la.

Sasui tinha a sensação de que era observado bem de perto. Porém, por mais que olhasse, não parecia ter ninguém em especial ali. Exceto um som de respiração profunda e uma voz que quebrou aquele transe.  

- Faz favor? - Mayu falou mais alto e, assim que ele indicou que sairia do lugar, liderou o caminho para o escritório do líder.

Ambos tiraram os sapatos para pisar no chão de madeira nobre. Percorreram o corredor sem que Mayu desse mais detalhes sobre isso, mas os demais ajudantes do templo o olhavam o tempo todo. Era como se sempre estivessem esperando que ele fosse levar uma bronca ou esperando que ele tivesse feito algo errado.

A sacerdotisa arrastou o shoji para a esquerda, abrindo o espaço onde o senhorzinho simpático se encontrava, com um incenso aceso. Ela curvou-se respeitosamente e abriu espaço para que Sasui entrasse.

- Bom dia, Sasui-kun - o velho sorriu, tratando-o, ao contrário do que a sacerdotisa tinha dito, como um parente próximo.- Obrigado, Yabuki-san.

A sacerdotisa curvou-se, sem resquício da irritação característica. Houve um silêncio de cerca de cinco minutos, até que ele voltasse a falar.

- Que manhã mais bela. É uma pena que as cerejeiras já estejam caindo. É uma paisagem tão linda…

O monge não era conhecido por ser uma pessoa objetiva. Pelo contrário, ele muitas vezes deixava palavras ambíguas como resposta e se retirava. Aparentemente, Mayu compreendeu algo dessa fala e decidiu sair do local, deixando os dois a sós. Ele sorriu.

- Muito bem… Você tem nos acompanhado por bastante tempo agora. Suas habilidosas mãos têm ajudado a cuidar deste templo com o zelo de um verdadeiro fiel. Eis que chegou o momento de testar novos horizontes - fez uma pausa e colocou a mão embaixo de sua mesinha, tirando de lá o jornal do dia.

Havia a fachada do Akagetsu Tentai Kanzoku, o museu espacial da cidade, e a chamada para a tal pedra que havia caído.

- As pessoas têm falado demais sobre este pequeno pedaço de rocha. Sabe o que acontece quando muito é dito sem saber? Muitos pensamentos. Pensamentos são energia. Energia ruim é o lar da maldade. É nesses momentos que trazemos a calma para os corações das pessoas, para impedir que influências ruins criem raízes. Você, Sasui-kun, deve ir até o observatório para purificar as energias da pedra. Isso trará mais tranquilidade a todos.

O monge se afastou e o observou com um sorriso no rosto e um olhar atento.

- Está preparado?





KASUMI


Era por ter essas características de presteza, organização e um modelo a ser seguido que Kasumi tinha alcançado o status de representante de sala em todos os anos. Isso atraía inveja e admiração na mesma proporção, mas ninguém se atrevia a ser maldoso com ela, não diretamente.

Sua opinião sobre os mais variados temas sempre era consultada. Parecia que ela era um tipo de atração que gera expectativas em sua fala. Dessa vez não foi diferente. Minako aguardava ansiosa, enquanto as demais a observavam cada uma com um olhar diferente.



- Ohhh - foi pega de surpresa.

Kasumi poderia achar que sua resposta era comum, mas para a garota, e algumas de suas amigas, era bem curiosa.

- Você é tão madura, Sanada-san~ - disse uma delas.
- Eu duvido - comentou a outra, torcendo a boca.
- Hahah, isso é típico da nossa representante - comentou de bom humor uma terceira.

Minako, no entanto, pareceu pensativa depois que Kasumi completou sua frase. Parecia absorver o conselho, mas então ergueu o rosto e disparou:

- Ah então você não acredita nos poderes místicos da pedra… Que pena. Msa eu vou ter que discordar de uma coisa! Não é possível planejar o amor, Sanada-san.  Para isso, só um poder muuuito maior~~~ - abriu os braços, imitando o cosmos.  -  Hihihi. Será que nunca ficou apaixonada?

- Minako-chan, deixe-a a em paz.
- É, você já viu quantos chocolates ela recebe no Dia dos Namorados?
-Mas ninguém é bom o bastante para ela...

Relações superficiais. Ser um modelo a ser seguido na escola não significava que aquelas pessoas ficariam se soubessem das verdades sobre sua vida.

- É verdade… Será que não acredita no amor como não acredita na pedra? - fez um biquinho. Ela também não podia imaginar como o coração de Kasumi acelerava quando podia espiar um detalhezinho novo de seu vizinho misterioso e como era doloroso saber que ele jamais olharia para a janela ao lado.

-  Ah! Hiro-kun.

Spoiler:

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O último aluno chegou. Masada Hiro. O aluno que não poderia faltar.   Um príncipe fisicamente, bastante popular e adorado, mas tão, tão superficial…

- Desculpe pela minha demora, Kasumi-san - sorriu e fez uma mesura. - Atrasei muito?  Você ficou brava?

Havia uma semelhança irritante entre eles: os dois pareciam ter o mesmo tipo de conduta da perfeição. Porém, ele escorregava mais vezes e ainda assim lhe era permitido fazer isso, visto que as meninas já estavam em pé, e os garotos soltando piadas sobre ele. Até os professores ignoravam, por vezes, esse tipo de coisa e ele até dividia o cargo com ela de representante de sala em algumas situações, por pura popularidade. Mas, naquelas mais “chatas”, a carga ficava com ela. A diferença crucial entre eles era que o rapaz era mais abastado.

O menino mal completou a frase e novos toquinhos foram dados na porta da sala. Era o professor responsável.

- Tudo certo, Sanada-san? Por favor, organize os alunos e vamos para o ônibus, já chegou


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Última edição por Akagetsu Sentai em Qui Out 04, 2018 10:19 am, editado 2 vez(es)
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Re: Episódio 1

Mensagem por Akira Tachibana em Ter Ago 28, 2018 2:54 pm





Akira já tinha se acostumado. Hoje ainda era um bom dia: nenhuma crise de dor até o momento, então era apenas Ayumi sendo Ayumi.
Mas a grosseria dela ainda lhe machucava porque ele sabia a origem daquela resposta.

Não era sobre como tinha falado agora. Era como ela se sentia. Mas ainda achava que era um bom dia, ela já tinha dito coisas piores para ele e sobre ela mesma.

Apenas coçou a nuca, preso num sorriso sem graça que colocava para lidar com as respostas rudes dela.

-Ok, então é pro museu que vamos senhorita - respondeu com bom-humor.

Um desejo. Akira sabia muito bem o que queria: daria tudo para mudar aquela noite. Não seria só vida que seria tão diferente.

-Sobeee - disse pegando ela como se estivessem num elevador e subindo os degraus da escada, fazendo uma voz meio exagerada.

”Caramba, seus pais ainda não instalaram aquele elevador? Quanto será que falta pra comprar?” pensou. Não ficou muito tempo olhando para os quadros antigos e a carregou até a cama dela como sempre fazia.
Já era uma rotina e nem se comparava a esquisitice que foram as primeiras vezes.

Bom, talvez ainda fosse esquisito mas pelo menos estava acostumado.

Ajeitou ela da forma mais confortável possível que já sabia de cor, ajeitou a almofada em suas costas a tempo antes dela lançar mais uma reclamação: era quase um tempo contado em sua cabeça.

A mãe dela chegou. Akira reconhecia o meio olhar que sempre recebia dos pais dela, também fazia parte do normal.
O comentário dela de irem a pé foi uma bola tão fora que Akira conseguia ver a fumaça saindo das narinas da Ayumi.

”A senhora tem o tato de um hipopótamo numa maquete de papel machê”

-A gente vai no museu. Parece que acharam uma pedra brilhante nova ou algo do tipo - disse aproveitando a deixa e tentando desarmar o climão.
-Hoje é um dia bonito pra um passeio. Eu aviso qualquer coisa - disse com isso explicando que iriam a pé e que estava com o celular.

Deu licença para que Ayumi se trocasse e ficou do lado de fora do quarto. Respirou fundo, já não tinha de ter se acostumado com isso também?
Abriu o celular enquanto esperava, não sabia bem porque afinal os amigos da antiga vida já não mandavam nada faziam meses.

”Quem sabe ir até o museu não deixe a Ayumi num humor melhor”

Sem querer acabou lembrando do assunto do desejo. Era realmente um marketing muito bom pra cidade.


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Re: Episódio 1

Mensagem por Kasumi Sanada em Ter Ago 28, 2018 3:49 pm





Kasumi sorriu quando viu o rostinho surpreso de Minako, sua resposta pareceu ter um bom efeito, isso era bom. Porém não esperava pela próxima coisa que Minako disse. "Não planejar o amor", isso era verdade. Sua expressão vacilou um pouco com a pergunta tão direta de Minako.

Ela era uma garota que dificilmente se apaixonava, não era fácil impressioná-la. Antes nunca tinha conhecido um rapaz tão bonito e arrumado quando aquele seu vizinho. Amor era algo estranho para ela, algo que não podia controlar, algo terrível. Kasumi também sabia que precisava manter sua imagem na escola, se acabasse se envolvendo com alguém, eles descobririam da sua mentira. Seria insuportável continuar estudando se soubessem.

- Minako-san, nós temos coisas mais importantes pra fazer do que se apaixonar, temos que estudar duro para para o vestibular - Disse com o semblante de sempre - Claro que eu acredito no amor, tem o amor com sua família, com um bichinho de estimação... Mas agora acho que temos que nos focar na excursão e fazer anotações!

Por sorte Hiro-kun chegou. Kasumi conhecia o tipo dele e não se interessava por garotos que eram populares com as outras garotas. Talvez como uma do contra ou orgulho, não queria aumentar o ego dele. Ela sorriu simpática para a pergunta dele e respondeu:

- Não fiquei brava, só... - Fechou a expressão para uma mais intimidadora - Tome cuidado da próxima vez, mais um pouco e já teríamos partido.  

Em seguida sorriu de novo, tão simpática. Ela anotou na prancheta a presença do garoto. Assentiu para o professor:

- Sim, todos aqui sensei. Vou organizá-los.

Kasumi foi para a frente da turma e começou:

- Turma, vamos fazer duas filas, uma de garotas e uma de garotos. Quando estivermos lá, andem sempre com o grupo da turma, não se dispersem ou podem ficar perdidos. Não quero que aconteça igual na outra turma que perderam dois alunos. Se sumirem eu mesma farei questão de procurar. - Fez sua expressão intimidadora, era verdade que não desistiria até encontrar o infeliz fujão - Se o sensei liberar para andarmos livres, vamos formar duplas.

Continuou com as regras:

- Não empurrem, não corram, vamos para o ônibus sem pressa, não queremos ninguém machucado. No ônibus tem saquinho para caso tenham náuseas, não deixem de usá-los. Se passarem mal avisem, se precisarem ir no banheiro durante a excursão, formem duplas e avisem. Meninas entram primeiro, vamos? Ou alguma pergunta?

Kasumi iria checando na lista conforme fossem entrando no ônibus.

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Re: Episódio 1

Mensagem por Sasui Oda em Qua Ago 29, 2018 3:28 am


Por muito pouco a vassoura não caiu da mão dele quando o tapa veio, fazendo o encolher os ombros de leve.

"Comigo ela bate, mas pros outros é uma santa. Deixa só um dia desses se baixar um exu em mim, ai ela vai ver, a vai."

Pior do que a procrastinarem foi esta forma errônea de se tratar o respeitável monge do templo. Por um momento pensou que a jovem fosse explodir, seus instintos lhe fizeram até chegar de leve para trás, recuando um passo, só por precaução.  - Warukatta. - Mexeu a cabeça rápido duas vezes, na tentativa falha de aplacar a frustração dela, coisa que para ele só crescia a cada dia mais conforme Sasui residia no templo.

- Estou indo! Que pressa. - Seguiu com a miko até o local indicado mas quando pisou no chão de madeira nobre, o fez com os sapatos, só depois de duas ou três pegadas é que voltou, e tirou apropriadamente. - Esqueci...

Um trocadilho infame, dada a condição dele. Quando o shoji se abre, ele também se curvou com respeito, e passou só quando lhe foi dada a permissão. - Bom dia Shogo-san... - Ele se sentou ajoelhado buscando uma area onde pudesse ficar parado, tecendo sua atenção ao mentor. - É, obrigado, Yabuki-san.

Ele acabou falando Shogo outra vez, mas só o fez por que o monge havia o chamado daquela maneira antes. Agradeceu a Yabuki que foi chama-lo, afinal era um favor.

- Eu também acho uma pena Shogo-san, mas acho que aumenta mais a nossa vontade para vê-las da próxima vez.

Sasui ainda alimenta as palavras do monge que não lhe foi direto quanto o assunto que desejava tratar. Oda tossiu de leve quando escutou tantos elogios, chegou até a passar a mão nos cabelos os jogando para trás, queria que uma certa miko e alguns auxiliares escutassem tais dizeres.

Tombou um pouco o pescoço para o lado, erguendo a cabeça para ver o jornal, o museu espacial com aquela manchete especial decotando toda a primeira pagina.

- O senhor acha que estou pronto?

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"Tem tanta gente mais experiente aqui, minha nossa, eles vão ficar loucos quando souberem... agora sim que vai cair sou eu não as folha de cerejeira."

Shogo se afastou fazendo o olhar atento de Sasui cruzar com o do homem. Por dentro se preocupou mas como diria não para aquele sorriso que depositava esperança e confiança em seu espirito? Ele se levantou e curvou de leve os ombros, agradecendo pela oportunidade. - A energia descontrolada causa desequilíbrio, desordem, do desconhecido nasce a ignorância e dela a violência. Talvez não chegue a tanto mas muitas pessoas irão se reunir lá pela curiosidade. Artefatos minerais são grandes catalizadores...é, acho melhor dar uma passadinha no museu.

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E assim normaliza-la, caso preciso. Eram até palavras audaciosas para um desmemoriado como Sasui. Depois de falar isso, ele esperaria mais alguma palavra, e então começaria a se preparar para ir.

A pé ou de transporte?




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Re: Episódio 1

Mensagem por Akagetsu Sentai em Qua Ago 29, 2018 9:45 am

rendeer




AKIRA


A família Homura não era muito rica. O restaurante ficou famoso no último ano por um fator irônico: a solidariedade das pessoas que viram notícias na televisão. Até mesmo agora carregá-la era uma ação dúbia. Enquanto carregava a menina imóvel, só podia sentir o rosto dela encostar-se de leve em seu peito, contrastando com o tratamento que ela lhe dava. Tudo naquela casa tinha um ar assim, bem como as fotos da menina sorridente na parede.

No quarto, Akira foi pontuando corretamente as ações que precisava fazer antes que ela o xingasse. Já conhecia de cor os movimentos, e ela parecia, de certa forma, confiar que estaria tudo nos conformes, aguardando em silêncio, sem agradecer.

A mãe quis engolir a própria boca, mas em vez disso abaixou o rosto. Não era a primeira vez que soltava comentários do tipo que causavam o ódio da filha. Porém, nessas vezes, era para ele que Ayumi olhava.

A senhora Homura olhou de um para o outro, absorvendo a informação.

- Mas que bobagem… Por que quer perder tempo com isso? - perguntou para a filha, que fechou um pouco a cara. - Está bem… Voltem cedo.

Ayumi desviou o olhar, parecendo chateada com alguma coisa antes que a porta fechasse.

O celular de Akira era um deserto. Há meses ninguém falava com ele, o que era uma grande ironia, porque antes ele tinha convites quase diários para saídas diversas, especialmente quando seu nome ganhou importância na mídia de forma positiva. Eram amigos saindo lá de seu primeiro ano de escola, gente que ele nem sabia que conhecia querendo reatar laços. E aquele grupo.

O famigerado grupo “Mochizuki no Nakama”, os amigos da escola. Aquele grupo estava morto, ainda sendo possível ler a última mensagem que dizia “Deixa para depois”. Akira sabia muito bem quem tinha matado a animação ali. Só não sabia se as pessoas tinham deixado de se comunicar por completo ou tinham um novo grupo. O fato é que ninguém teve coragem de sair dele desde aquele dia.

Porém, para não dizer que ele era completamente sozinho, ele ainda tinha a irmã mais velha mandando emojis de café, o sol e beijinhos, desejando a ele um bom dia, como uma mãe faria.

Não demorou muito para a porta abrir, e Ayumi tinha o cabelo bem penteado, batom e uma tiarinha meiga na cabeça. Algo que lembrava bem de leve sua época de patricinha na escola.

- Descer.    -  disse de uma vez, esperando ser carregada para baixo.

Ela esperou ser ajeitada na cadeira de rodas, e não se despediu da mãe, que foi atrás deles, dando um bom dia. Ayumi esperou que ele levasse sua cadeira para o lado de fora. Não era longe. As residências naquela parte “escondida” da agitação eram bem próximas ao templo, montanhas e ao centro de estudos.

A garota ficou em silêncio um pouco, antes de fazer uma pergunta.

- Você também acha idiota ver essa pedra?  -  fez uma pausa, mas não tinha concluído ainda. - Você acredita que ela pode realizar desejos?  - não havia um resquício de voz sonhadora naquela pergunta. Era apenas prática.




SASUI


Mayu o fulminou com o olhar, mas nada foi comparado com os lasers que ela soltou no fundo da retina em direção aos seus pés quando ouviu o som da madeira da sola entrando em contato com o chão, como se pudesse queimá-los. Ela fez um movimento com o rosto, meio que obrigando-o a se afastar.

- Eu mereço… Eu mereço... -  suspirou forte. - Vai andar fazendo preces pelo local todo depois para limpar isso… -  ameaçou sem a mesma força de antes, talvez por causa do trocadilho.

Ao chegarem na sala, Sasui poderia apoiar os joelhos em uma almofada, assim como o monge o fazia, mas atrás de uma mesa. A miko olhava com bastante curiosidade como se portava de forma educada diante do monge e como os dois eram parecidos na maneira mais tranquila de agir. Mayu mantinha a discrição, olhando um pouco para baixo. Era uma cena bonita daqueles dois, mesmo que parecesse tão comum para quem visse de fora.

O monge abriu um sorriso carinhoso quando ele comentou sobre as cerejeiras e assentiu. Uma de suas primeiras tarefas ali dentro tinha sido meditar debaixo de cerejeiras para entender por que eram tão preciosas. E ali estava a razão.

- Isso mesmo. As coisas mais preciosas são aquelas difíceis de serem obtidas. Como o carinho de Yabuki-san  - brincou com a jovem, que ergueu o olhar.

-  Eu não… Eu.  Com licença

Ela se retirou do lugar, e o monge começou a tecer sua cartela de elogios sobre o menino. Era bastante carinhoso com ele, ultrapassando um pouco a relação de mentor, e trazendo para algo mais familiar.

Apenas sorriu quando ele fez aquela pergunta, de certa forma apreciando a expressão em seu rosto e o deixou concluir o raciocínio.  A conclusão parecia a “correta”, pelo menos, o sorriso do monge não se desfez, pareceu até aumentar.

- Acredito que já tenha respondido a sua própria pergunta - encerrou, orgulhoso. - Vá em paz.

Quando o garoto deixou a sala, viu Mayu o esperando em pé, próximo a seu sapato. Ela tinha as mãos juntas e uma expressão tensa no rosto.

-  Você aceitou? - ela o examinou. -  Sabe o que pode acontecer se aquela pedra tiver energia canalizada de verdade? Sua alma é tão fraca, você não está pronto, vai ser devorado. Eu sei que estou cometendo uma falha ao questioná-lo, mas nesse caso… Hatsuharu-sama está cometendo um erro. Ele tem muitas expectativas por quem ele acha que você é…

O filho.  

Suas palavras foram um tanto ríspidas, com um tom desesperado. E poderiam doer naquela alminha desmemoriada.

- Yabuki-san, Hatsuharu-sama está chamando por você - disse um auxiliar adulto, aproximando-se do grupo.

Mayu fez um barulho aborrecido, mas curvou-se.

-  Siga pelo caminho das casas de muro alto até avistar a montanha. Depois disso começará a ver placas para o museu. Com licença.  





KASUMI


O White Day, época em março que os meninos dão presentes para as garotas, era bem tenso para a menina, pois seu armário lotava de presentinhos e de gente tentando prestar atenção em suas reações. Até o próprio Hiro Masada já tinha tentado encantá-la na data, sem presentes, mas sondando-a de leve. Por esse motivo, ela era vista como um ser inalcançável.

- Não gosto de estudar... - choramingou ela e acabou dando uma risadinha. - Ahh.. Eu não consigo pensar assim, você é tão madura!!! Mas é por isso que você é assim tão perfeita, né? - comemorou, com um olhar de admiração. Minako mal podia saber os sacrifícios por trás daquela imagem.

Hiro parecia não saber o que Kasumi pensava dele, porque ele sempre estava por perto, tentando ser gentil e principesco. Quando ela o intimidou daquela forma, ele deu um sorriso, como se ela fosse uma graça por fazer aquilo. Ele nunca parecia entender os sinais de que estava incomodando.

- Obrigado por segurar a sala por mim. Prometo que não farei mais - colocou a mão no peito, de forma teatral.

Minako deu risadinhas.

- Claro que não íamos deixá-lo para trás~~ Sanada-san está brincando

Não estava. Mas quando Hiro estava no meio, era como se ela não fosse levada muito a sério.

O professor chegou e Kasumi pôde brilhar em sua liderança.  Era bonito de ver como os estudantes a obedeciam. Os mais tímidos da sala faziam reverências, prestando muita atenção. Já os mais rebeldes se reuniam na fila um pouco a contragosto, mas obedeciam. Minako a olhava com admiração, empolgada na fila e ajudando a fazer suas amigas ficarem quietas. Já Hiro lançou um olhar para ela, dando um sorriso de canto e se aproximando do grupo. Ela tinha o controle sobre 39 pessoas, que repetiram um “Hai~~ “ quase em uníssono.

- Nenhuma dúvida, capitã!!

- Quando vai poder ir para casa? - reclamou um deles, querendo ser engraçadinho somente.

Sem maiores problemas, o grupinho seguiu para o ônibus. Ela pôde contemplar o ônibus enchendo em harmonia. O professor chegou por último, balançando a cabeça positivamente.

-Muito bem, Sanada-san. Como sempre. Você daria uma excelente professora. Já pensou o que vai querer fazer no futuro? - sorriu. - Suba, não vamos demorar

Ela tinha várias opções para sentar-se: Minako e seu grupinho de 7 populares, Hiro e sua “corte” de 10,  os rebeldes, os geeks, as intelectuais, as meninas do clube de dança, os meninos do time de baseball, os alunos que andavam sozinhos… Ou ainda o primeiro assento, ao lado do professor. Ela seria bem-vinda em qualquer lugar, em um breve passeio até o museu.



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Re: Episódio 1

Mensagem por Akira Tachibana em Qua Ago 29, 2018 11:15 am





Apesar da popularidade recente do restaurante ainda levaria algum tempo para terem o dinheiro para adaptar tudo na casa para Ayumi. Akira não sabia quanto tempo ele ia “ajudar” ela então o tempo só foi passando.
No começo dizia a irmã que iria continuar trabalhando de graça pra família até terem tudo adaptado na casa, mas ele mesmo não acreditava muito mais nisso: ele não deixaria de cuidar, ou pelo menos tentar cuidar, de Ayumi.

Akira chegou a fantasiar muitas coisas na época que Ayumi andava, mas nunca imaginou que teria em sua rotina carregá-la nos braços. Por mais que odiasse as condições e a situação, Akira não se sentia mal com o rosto dela em seu peito.

Arrumou ela com naturalidade na cama e lidou da melhor maneira possível com o jeito da mãe: um ano e ainda não sabia segurar sua língua muito bem.

”Ela precisa sair um pouco de casa. É a primeira vez que ela quer sair em dias!” olhou sério pra ela mas acabou concordando em irem.

Deu a licença e esperou.

”Tsc. O que eu esperava? ‘Oh Akira, a gente não se fala faz um ano mas vamos jogar uma bola mais tarde?’ Hmpf” pensava meio irritado consigo mesmo por ainda ter alguma esperança de que aqueles “amigos” de antes sequer lembrassem dele.

Olhou para o grupo Mochizuki no Nakama com odio mais uma vez. A vontade era de sair dele e selar seu destino como rejeitado de vez, mas mais uma vez apenas fechou a tela e deixou como estava.

Pelo menos tinha a irmã.
”Meu Deus maninha, você ainda manda esses emojis como se não fossem de uns dez anos atrás” pensou mas apreciava o esforço dela em tentar ser próxima mesmo tão ocupada com o trabalho. Respondeu só um simples “Obrigado, tenha um bom dia também”.

A porta se abriu e Ayumi estava pronta: mesmo na sua condição ela ainda era uma garota muito bonita. A patricinha que Akira sempre quis se aproximar na escola, na verdade a única patricinha que chamava sua atenção. A mãe de Ayumi tinha caprichado em ajudar hoje.
Sorriu levemente mesmo diante da ordem ríspida de descer.

-Hai, pode deixar. Desceeer - disse fazendo a mesma voz exagerada que fez quando subiram.

A ajeitou com muito cuidado na cadeira, como fazia sempre. Tudo pronto para partirem. Assentiu com a cabeça para a despedida da mãe dela.

Empurrava a cadeira, a caminho do museu. Não era longe e a caminhada podia fazer bem ao humor sempre ruim dela. Mas Ayumi parecia ter mais algo na cabeça, ela perguntou sobre a pedra.

-Idiota ver a pedra? Hmmm, não - disse sem ser irônico - Deve ser algo legal de ver, todo mundo tá indo pra lá também

Mas se ele acreditava que ela podia realizar desejos? Seria maravilhoso, mas Akira sabia que esse tipo de coisa não existia.

-Seria legal se ela realizasse desejos, não é? Pedir dinheiro, fama...bem eu não sei você, mas eu sei o que eu pediria - acabou ficando meio sério de repente, por sorte não estava olhando diretamente pra ela, então apenas emendou pra consertar - Mas a gente só vai descobrir se formos pra lá, não é?

Esboçou um sorriso caso ela se virasse pra ele. No fim acabou não respondendo a pergunta.


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Re: Episódio 1

Mensagem por Kasumi Sanada em Qua Ago 29, 2018 5:20 pm





Kasumi só sorriu para o comentário de Minako. Gostava de ser chamada de perfeita, era a imagem que queria passar. Embora fosse uma mentira, ela também se esforçava para que tudo desse certo.

Ela torceu os lábios quando viu que Hiro não ligou muito pra sua ameaça. Ouviu o comentário de Minako e se segurou para não rir. Hiro que não a tentasse, porém sabia que a maioria da turma o adorava. Só que ela não achava que isso era motivo pra ele faltar com suas responsabilidades. De qualquer forma, era a vida dele.

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Kasumi deu as informações adorando estar nessa posição. Fez um cara séria para o comentário engraçadinho e continuou. Todos foram para o ônibus e Kasumi sorriu com o elogio do professor.

- Obrigada sensei! - Fez uma reverência leve.

Porém sobre ser professor, os desejos de Kasumi estavam bem longe disso. Assentiu para ele e respondeu:

- Mas já pensei sim. Quero ser design de móveis.

Ela entrou no ônibus e olhou para suas opções, por causa de sua personalidade na escola, era comum que pudesse escolher o grupo que ficaria, só que nunca tinha um fixo. Dessa vez estava querendo ficar um pouco sozinha com seus pensamentos, então se sentou ao lado de alguma aluna que costumava ser sozinha também. As perguntas de Minako a tinham deixado pensativa, gostava até da garota, mas sabia que ela poderia ficar falando a viagem inteira.

No ônibus, Kasumi se perguntava se a tal pedra poderia mesmo realizar desejos. Ela se perguntava se isso poderia fazer o belo cientista a notar algum dia. Era uma droga não poder planejar o amor, mas talvez pudesse fazer um plano para ao menos se conhecerem. Só que Kasumi também tinha medo disso, e se descobrisse que ele não era tão legal assim? E se ele a achasse muito nova? Era definitivamente um amor impossível. Suspirou pensativa no seu banco.


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Re: Episódio 1

Mensagem por Sasui Oda em Qui Ago 30, 2018 9:49 pm




Sasui saiu da sala inspirado pela feição de orgulho do monge, quando se deparou com Mayu ali o esperando perto do sapato. Seus pés freiaram e ele virou de lado rapido como se fosse tomar a direção oposta mas ja era tarde demais, a voz dela vem como um relampago, o fazendo arquear de leve os ombros. - Aceitei. - Disse despreocupado.

Se virou e fez o caminho de volta, até ela. - Humm, hai hai. Você deve ter razão, não estou pronto mas como vou evoluir se não tentar? Está questionado Shogo-san ou está preocupada comigo.. - Colocou a mão acima do peito de maneira fingida, enquanto ia recolocando o sapato no pé. - Confie, meu horoscopo disse que será um dia otimo com grandes descobertas... o importante é que a pessoas não se machuquem ou criem burburinhos por causa da pedra. Minha alma é o de menos.

Uma alma com amnesia valia o que? No fundo sentiu um aperto no fundo do peito mas não queria revelar isso para ela.

Antes de continuar a fala, um auxiliar se aproxima revelando a mensagem... Yabuki ainda teve a cortesia de lhe dizer a direção, como era adorável esta figura, quando não estava rosnando.

- Obrigado! Eu.... acho... - E ela se foi, sem dar tchau nem nada, só andou reto o deixando para trás.

Com a missão em mente, agora Oda deixa o recinto para iniciar o seu trajeto, claro, estava curioso para chegar no museu, uma tarefa bem mais educativa do que ficar varrendo as folhas ou mexendo em panelas de pão de mel.

- Casas de muro alto, montanha... casas de muro alto.. - Repetia a palavras baixinho enquanto apressava o passo. Fazia isso pois tinha medo de acabar se esquecendo, e seria uma sonora vergonha se ele se perdesse no caminho.




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Re: Episódio 1

Mensagem por Akagetsu Sentai em Sex Ago 31, 2018 8:41 am





AKIRA


- Dinheiro, fama...    - repetiu a garota desanimada. Ela também evitou olhá-lo naquele momento, confundindo o que ele tinha acabado de dizer. -  Sim, é verdade.

Ayumi ficou calada por algum tempo depois daquela pergunta. Os dois estavam acostumados agora a momentos de silêncio, mas eles pareciam preenchidos com pensamentos compartilhados.

Pelo menos, estavam fora de casa, e isso era uma pequena vitória para Akira. Por um bom motivo ou não, ela o tinha escolhido para levá-la para passear e tomar um pouquinho de sol era melhor do que ficar coberta pela sombra da casa de madeira, sentindo o cheiro de comida o dia inteiro.

Quando chegaram no local, havia um ônibus escolar parado bem à frente, bem de acordo com as expectativas faladas pela televisão.

- Mochizuki… - Ayumi identificou os uniformes da antiga escola dos dois com uma voz saudosa.

Akira praticamente podia enxergar naqueles jovens sorridentes seu eu mais jovem, com uma bola debaixo do braço, cercado de amigos, enquanto Ayumi de repente chegava em um cumprimento charmoso, jogando o cabelo para trás, desconcentrando-o.

”Tachibana-kun”

Spoiler:

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- É ali. - a voz dela o interrompeu. Olhava para a fila preferencial para idosos e pessoas com deficiência.

A realidade que viviam agora.

Quando terminasse de comprar os ingressos deles, veria que Ayumi ainda tinha a atenção naquele grupo de jovens estudantes, que não paravam de olhar um certo jovem perdido.




SASUI


O rosto de Mayu se contorceu com aquelas falas de Sasui. Ele tinha o poder de irritá-la, talvez por acertar demais seus palpites, mais do que ela gostaria.

- Você pelo menos se ouve?   - bufou, incrédula, e olhou para o céu, em busca de paz. - Então vá. Siga seu horóscopo. Mas saiba que se você se transformar em um monstro por causa disso, eu vou ser a primeira a fazer um ritual de exorcismo brutal em você e NÃO vou ligar quando sua alma for partida ao meio, ouviu!?!?!?

Seus exageros foram interrompidos pelo ajudante, o que era muito conveniente para ambos. Os dois não faziam ideia do incômodo que tinham naquele momento, por motivos diferentes.

Afinal, Sasui estava certo. Quem eram as pessoas que de fato se preocupariam com ele? Será que alguém naquele exato instante sentia falta de sua presença? Um morador temporário de um templo faria alguma diferença se desaparecesse?

Questões como aquela vez ou outra surgiam em sua mente, mas por mais que se esforçasse, não conseguia se lembrar de nada. Em vez disso, foi lhe recomendado que meditasse, que liberasse aquela energia ruim.

Agora estava sozinho novamente, seguindo o mapa verbal bem abstrato da miko. A paisagem em volta era alternada entre grandes árvores e casas tradicionais de telha e muro alto.

De alguma forma, ele podia sentir que não estava sozinho e que seguia o caminho certo. Talvez fosse sua fé fortalecida. Talvez estivesse mesmo pronto para a missão?

Não demorou muito para avistar as placas bem sinalizadas, até mesmo com tradução em inglês, e uma fileira de ônibus escolar estacionada. Era um dia bastante movimentado naquele observatório.

Jovens da idade de Sasui conversavam cheios de amigos. Era uma vida bem diferente da que ele levava no templo. Será que tinha amigos daquele jeito em algum lugar também? Qual era sua vontade de se juntar àquelas pessoas?

Conforme se aproximava, percebia que os estudantes viravam o rosto para ele, apontando-o como diferente e cochichando entre si. Era provavelmente o único menino de 16 anos da cidade que não estava na escola agora.

Outro pequeno problema é que não lhe disseram como fazer para comprar um ingresso se não tinha dinheiro (e documentos), de forma que ele era um bichinho fora de seu habitat agora.




KASUMI


Hiro continuou sorrindo para ela, como se achasse graça de seu jeito autoritário. Algumas pessoas pareciam não ter a menor noção de como se comportar, mas a menina deixou quieto. Não era responsável pela vida daquele garoto.

O importante é que os demais a obedeceram, descendo em harmonia e ajudando-a a concluir a tarefa. Ganhou até elogio do professor, era isso que importava, certo?

- Com uma personalidade assim, você poderá ser o que quiser! - sorriu, orgulhoso e fez um gesto para que ela entrasse.

Kasumi foi observada em sua escolha de lugar. Ela era bem-vinda e trazia ares de importância para o grupo em que estivesse, em geral. Só não era assim quando aquele grupo queria fazer algo fora das regras ou tinha um segredo para compartilhar. Ninguém podia confiar algo “errado” para a senhorita das regras, então ela acabava sem confidentes sinceros.

A garota da qual ela se aproximou arregalou os olhos e se atrapalhou toda puxando a bolsa do lugar vago para que ela pudesse sentar-se. Sana era uma menina tímida, das bochechas gordinhas e olhos pequenos. Ela fez três reverências, permitindo que ela se sentasse. Kasumi sabia que a família da colega era complicada e vez ou outra os pais apareciam brigando nos eventos escolares. A menina havia desabafado isso uma vez, mas impediu que a outra contasse seu segredo porque contou que Kasumi era seu grande espelho e alguém que ela olhava e gostaria de ser no futuro. Como desfazer uma mentira assim?

Como esperado, a viagem foi tranquila e logo chegaram no observatório.

- Muito bem, turma, vocês fiquem por aqui. Kasumi, vá buscar os ingressos de grupo. - o professor lhe entregou uma pasta com as confirmações de pagamento.

Tudo que a menina teve de fazer foi aproximar-se do guichê específico para grupos e receber ingressos para distribuir entre a turma. Quando chegou perto de seus colegas, percebeu que eles riam.




Akagetsu Tentai Kanzoku


Era uma manhã um tanto movimentada no observatório da cidade. Os ares de atração turística já eram percebidos pelos guichês de compra de ingresso, decorados de forma amigável com bichinhos cabeçudos astronautas e as placas com tradução em inglês.

Um amontoado de estudantes uniformizados da Mochizuki Gakkou aguardava a liberação de entrada pelos representantes de sala. Conversavam e davam risada, deixando clara a juventude vibrante colegial.

Na fila, uma garota de cabelos longos e negros conversava no guichê, pegando um amontoado de credenciais para distribuir para seus colegas. Também havia uma fila preferencial lateral, na qual estava um rapaz levando uma moça em cadeira de rodas. Um menino em idade colegial destoava um pouco daquela cena, porque, além de estar sozinho e um pouco perdido, em vez de uniforme usava trajes de templo.



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Última edição por Akagetsu Sentai em Qui Out 04, 2018 10:19 am, editado 1 vez(es)
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Re: Episódio 1

Mensagem por Akira Tachibana em Sex Ago 31, 2018 1:26 pm





Fazia um bom tempo desde o último passeio. Entre as crises de dor, ou as crises de tristeza e isolamento de Ayumi, eram poucos os momentos que Akira conseguia tirar ela de casa.

Ela parecia mesmo interessada naquele assunto de desejo mas também não revelou o que ela desejava.
Alguns silêncios valiam mais do que palavras ditas e Akira entendeu que ela também desejava a mesma coisa: mas ele não se iludia com histórias fantasiosas, tinha de lidar com seu erro e tentar pequenas vitórias como hoje.

”Se tudo fosse tão fácil assim…”

Akira era um tipo de pessoa que odiava silêncio, principalmente quando estava com os amigos. Barulhento em sala de aula a ponto de levar alguns literais puxões de orelha de professores, o mais empolgado do grupo e o primeiro disposto a fazer algo maluco entre eles.

Quando Ayumi voltou do hospital Akira quase enlouqueceu com os silêncios dela. Era aquele olhar odioso e a falta total de palavras que mais lhe machucavam no começo.
Mas a situação se tornou uma rotina e ele aprendeu que ela havia se tornado alguém que se comunicava de outras maneiras além de palavras.
Haviam momentos para silencios de paz e Akira aprendeu a apreciar esses momentos.

Com os pensamentos em sintonia Akira apreciava a vista e o caminhar lento, coisas que nunca fazia na vida antiga.

”Tsc logo hoje é uma excursão da escola?” Akira pensou quando Ayumi disse o nome da escola e viu o ônibus.

A nostalgia batia forte agora.

Nesse momento na excursão ele estaria com a bola debaixo do braço discutindo com os amigos uma forma de desviar do curso programado e como escapar da representante de sala.

”A Ayumi-chan estava bem bonita aquele dia”

-Hmmm, é mesmo. Nossa, acho que a cidade toda vai vir aqui depois da TV - comentou tentando ser casual e não cutucar na ferida da nostalgia.

Ayumi apontou para a fila preferencial: pelo menos tinham essa “vantagem” hoje.

-Ahhh, ver essas crianças da nossa escola me fez me sentir velho. Vou pegar a fila preferencial - brincou e pegou a fila para a bilheteria.

Percebeu que Ayumi ainda estava muito fixada nos alunos da escola, com certeza relembrando dos tempos antigos.

-Sabe eu odiava esses tipos de excursão. Era legal estar com a galera mas eu não me interessava por nenhum museu ou planetário ou o que fosse - disse se aproximando e entregando o ingresso de Ayumi. Lentamente começou a ficar na frente da visão dos alunos.

-Eu achava que não servia de nada pra mim porque eu ia só jogar futebol a vida toda. Mas aqui estou eu, ficando ansioso em ver uma pedra brilhante - disse num tom de bom humor, como se o destino tivesse sido escolhido e não uma tragédia.

-Vamos? - com gentileza iria atrás da cadeira de rodas e voltaria a empurrar. Olhou uma última vez para os alunos e aquele garoto meio excluído.

”Será que é um turista perdido? Hmmm”

A aluna que pegava os ingressos provavelmente era a representante de sala: parecia com a representante da sua época. Será que eram todas feitas em linha de produção numa fábrica?

Tentou andar de forma que não dessem de cara com os estudantes o máximo possível. Queria que o passeio fosse agradável e não um motivo pra Ayumi querer se enfiar em casa por meses de novo.


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Re: Episódio 1

Mensagem por Kasumi Sanada em Sex Ago 31, 2018 5:44 pm





Kasumi sorriu frente ao elogio do professor, era bom ver que seus planos estavam dando certo. No ônibus sentou ao lado de Sana. Era estranho como tinha em comum com essa garota, mas não podia compartilhar seu problemas.

- Obrigada.

Kasumi suspirou olhando pela janela, ficou imaginando algumas situações com o cientista durante a viagem. Cutucava as unhas como uma mania sua quando estava com pensamentos longes, embora elas fossem bem aparadas. No meio da viagem perguntaria a Sana se estava tudo bem.

Finalmente chegaram ao observatório, Kasumi parecia um pouco quieta, embora ela não fosse tão falante, não era tão afastada assim. Ela assentiu para o professor e foi pegar os ingressos. Quando se virou para distribuí-los, percebeu que sua turma estava rindo e enquanto entregava os ingressos, procurou com o olhar o motivo disso dessa risadas. Viu uma garota cadeirante chegar com um rapaz, mas não parecia ser isso. Quem iria rir de algo assim? Teria que ser muito cruel. Kasumi nem gostava de imaginar como seria uma vida em uma cadeira de rodas.

Ela viu um rapaz que parecia adolescente como os alunos da sua turma, embora tinha uma expressão ainda mais jovial. O estranho é que ele estava vestido de monge e não com roupas de estudante. Pela expressão dele, parecia totalmente perdido. Kasumi balançou a cabeça discretamente para os lados como uma repreensão. "Essas pessoas desorganizadas... Ele não veio com sua turma? " Kasumi deu uma encaradas sérias para o garoto, estava incomodada com essa cena tão destoante. E o garoto parecia tão vulnerável ali. " Não vou me meter, quem fica por aí com uma roupa dessas? "

Mas incomodava como riam dele, até parece que eles eram um exemplo, ela sabia como cada aluno ali poderia se atrapalhar se não fosse ela e suas recomendações. Kasumi revirou os olhos e sem aguentar, iria para perto do professor.

- Sensei, o senhor viu aquele garoto? Ele parece perdido. - Comentaria com o professor incomodada.


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Re: Episódio 1

Mensagem por Sasui Oda em Dom Set 02, 2018 5:32 am




Sasui se sente meio incomodado no trajeto e isso o faz  olhar muito para os flancos. De longe isso parecia até suspeito, uma atitude tipica de quem devia algo. Por dentro, estava sendo otimista, seguindo o exato caminho que Yabuki-san tinha lhe ensinado... como ela era boazinha e prestativa. Não demorou muito para avistar a primeira placa sinalizando a direção, depois foi a vez de achar o amontoado de ônibus escolares.

O garoto olhou bem os transportes como se tivesse uma pontada de vontade, de entrar e ver como eram. Haviam muitos jovens da idade dele logo em seguida, pareciam amigos, talvez até algumas paqueras envolvidas naquele meio.

Oda não se recorda se tem um amigo, uma namoradinha, ou será namoradinho? Deus sabe o que faz, tentava não se martirizar pensando nessas coisas mundanas. Existe uma linha muito tênue entre vontade e inveja. Inveja leva a desordem, à ganancia, e ali, precisava focar seus sentidos no que lhe foi delegado. - Anoo... - Sasui une as palmas abertas fazendo saudações budistas, curvando de leve os ombros.

Faz para os jovens, e para quem mais o encarasse.

Tentava fazer isso para revelar que não era uma ameaça, e sim uma pessoa excentrica, já que Sasui poderia ter trocado de roupa, tirando seu quimono do templo para algo menos chamativo. Não foi por pura preguiça, era esta a imagem que queria passar para os outros, mesmo que seja a de um estranho.

Apesar de parecer perdido ele encontra um dos guichês e entra para a fila,  achando que seria de graça pois geralmente museus não cobram. Bem, agora ele vai descobrir o oposto quando chegar na atendente. - Olá bom dia, gostaria de saber o que eu preciso para entrar e ver a pedra. É só entrar não é? - Ainda fazia a pergunta com muita serenidade, caso fosse de fato atendido por alguém.

Era meio visível que ele não parecia carregar uma bolsa ou algo de valor. Sasui usava uns tamancos de madeira que o deixavam mais alto do que já era, mas isso não o torna intimidador. Se Akira ou Kasumi chegassem a olha-lo mais uma vez, veriam a feição sorridente e meio suspeita vinda do suposto monge.

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Re: Episódio 1

Mensagem por Akagetsu Sentai em Ter Set 04, 2018 8:46 am





AKIRA


Ayumi balançou a cabeça positivamente. Sim, fazia sentir velho, e várias outras coisas. Incrível como o silêncio também trouxe compreensões que eles não tinham um sobre o outro na época da escola. Era irônico, mas difícil de afirmar que agora se comunicavam pior.

O olhar dela ergueu-se quando Akira tapou seus lamentos internos com o próprio corpo. Segurou o ingresso no colo, olhando o desenho de Marte que o dela tinha.

- Também não me importava. Só queria poder falar com as pessoas da escola fora do ambiente da escola...  

E a melhor amiga de Ayumi era a representante. Não podia simplesmente fugir.

Ergueu o olhar. Ele estava ansioso? Piscou lentamente e ele poderia jurar que ela deu um sorriso fugaz.

- Que garoto esquisito… - Ayumi comentou, mas havia uma leve simpatia na voz. Um tipo de reconhecimento. Sabia como era ser olhada também, e era bom não ser “a menina da cadeira de rodas” do dia.

Mesmo assim, ela não se prontificou a fazer nada e a dupla passou por ele, focada em curtir o passeio a seu modo.




KASUMI


Sana era uma menina bem tímida. Ao contrário de Kasumi, que escolheu ser forte e resiliente, a menina era isolada e qualquer um que conversasse com ela ouviria sobre os mesmíssimos assuntos, sobre o trabalho dela no clube de Jardinagem da escola e seu amor pelas plantas, que tratava como filhos. De repente, acabava falando da mãe e o assunto vinha com ares carregados e era muito difícil não se sentir culpado por estar feliz ao conversar com ela. Não era sua culpa que fosse assim, mas era um lembrete constante de como Kasumi poderia ser se não tivesse feito aquela escolha.

Ao contrário dela, Kasumi era um exemplo e tinha motivos de sobra para estar sempre confiante na escola. Era mais madura, mesmo, porque a turma estava dando risada de um menino vestido como um “mendigo” (era apenas um kimono com sobretudo preto, mas a veste estava fora de contexto e alguns engraçadinhos não perdoavam, ainda mais porque ele era adolescente) que os cumprimentava com saudação budista.

- O que ele está fazendo? -  Minako levou o dedo à bochecha, tombando a cabeça do lado com o gesto do menino de abrir os braços, e o imitou.
- Que menino esquisito
- Para com isso, Minako-chan, não seja esquisita também - uma das amigas abaixou seus braços.
- Mas eu achei fofinho e..
- É uma saudação budista.. - murmurou bem baixinho Sana, sendo ignorada.
- É um cosplayer - completou Hiro, arranco risos dos colegas.

A representante, embora incomodada, tomou uma atitude sensata.

- Hm? Quem? - o professor virou o rosto a procura. Era nítido como aquela turma se perderia se não fosse uma representante. - Ah, aquele menino. É o aprendiz do monge do templo Hidamaji! -  comentou com curiosidade. Era uma fofoca entre os mais velhos. A maior parte dos mais religiosos daquele bairro conhecia a história daquele garoto, mas o estranhamento se deu mais entre os mais velhos, que sabiam tudo que tinha acontecido ali. Por isso não tinha se espalhado entre os jovens ainda. - Obrigado, Sanada-san. Talvez ele esteja mesmo perdido… Vou ajudá-lo. Por favor, entre com a turma. - fez um gesto para ela e saiu andando em direção ao garoto.




SASUI


Sasui notou todos os olhares. Ele não podia escapar deles desde a primeira memória que tinha. Porém, poderia classificá-los em grupos. As pessoas do templo e os frequentadores mais velhos, que o olhavam como se fosse um oportunista; turistas e pessoas novas no templo, que basicamente o tratavam com respeito e curiosidade; Yabuki-san, que parecia persegui-lo; Shogo, que parecia feliz e admirar sua evolução; E agora jovens… Que o viam como uma atração turística, mas outros não pareciam querer dar risada.

Aquele grupinho uniformizado teve reações diversas. Uma das meninas até o imitou erguendo os braços, mas outro garoto resolveu chamá-lo de outra coisa. Era interessante o bastante para que ele desse aquele sorriso provocativo para os quase dois únicos que tentaram ajudar.

Aproximando-se do guichê, a moça estranhou a pergunta, olhando meio confusa, mas foi profissional. Ajustou os óculos e leu um pedaço de papel na frente dela.

- Nós cobramos taxa de manutenção para uma visita comum. Mas para ver a pedra você precisa pagar a taxa completa, de atração especial e...

- Este garoto é um jovem aprendiz do templo Hidamaji - uma voz masculina se fez atrás dele. Era o professor da turma que havia sido acionado pela representante. - É claro que não está aqui para fins comerciais…

- OH. Você é um monge. - levantou-se e deu uma bela olhada nele. - Me desculpe. Os membros da nossa comunidade religiosa não precisam pagar!! Por favor, siga para a entrada

O professor sorriu, satisfeito.

- Se quiser acompanhar meus alunos, fique à vontade, por favor.  A nossa representante de sala não vai se importar em guiá-lo pessoalmente, tenho certeza.

Não era uma obrigação, mas um convite. O professor sorriu e voltou para seu grupo, que já entrava liderado pela menina de quem ele tinha falado. Ele poderia tentar se aproximar dela ou seguir seu caminho por conta própria.

Akagetsu Tentai Kanzoku


Com o problema resolvido (vocês podem decidir se se apresentaram ou não Smile mas teoricamente estão todos andando ‘meio’ juntos),  os visitantes começaram a entrar pelo corredor, no ambiente com ar condicionado. Foram recebidos por monitores do local que indicavam que, para chegar na pedra, bastava seguir a sequência de todas as salas, até ela.

O museu criava um clima lúdico educativo, com as luzes baixas e o céu estrelado reproduzido no teto escuro com tinta que brilhava na baixa luz. Certamente havia um esforço da cidade em transformar aquele museu atrativo para jovens, não apenas uma exposição de cartazes com informações dos planetas.

Eles sabiam que a maioria das pessoas estava ali para a atração final, motivo pelo qual tornavam os espaços anteriores bastante atrativos e amplos. A segunda sala era mais interessante, iluminada e toda branca, imitando o interior de uma nave. Os visitantes precisavam circular a sala para sair dela.

Havia um meteorito no meio, protegido por vidro e marcado para que não se aproximassem. Um pedaço de rocha.

Em volta da sala, objetos supostamente encontrados durante buscas arqueológicas ou expedições também acabaram doados para o museu e agora eram expostos também em redomas de vidro.  Todos tinham algum elemento não identificado, o que aumentava os boatos de que seriam obra alienígena.

Entre eles, um pequeno cetro formado por uma pedra roxa brilhante que lembrava uma caneta, uma pedra alaranjada que cintilava internamente como se fosse um pequeno sol, e outro parecia ter sido arrancado de uma peça maior, lembrava um caco de vidro, mas preto e branco, reluzente.

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Ayumi olhava tudo devagar, com interesse. Eram artefatos bem bonitos e curiosos. Por mais que lembrassem algumas pedras conhecidas preciosas, eles tinham um ar de mistério e brilho, como se chamassem por algo a mais.

-  O jeito como brilham é muito peculiar...  Acha que é fabricado ou são verdadeiras? Realmente parecem especiais. Eu me pergunto se a tal pedra da lua é mais bonita que isso...   - ela fez um muxoxo, incomodada com os sonzinhos de risadas das colegiais logo atrás.

Eles não tinham conseguido fugir completamente dos estudantes. Porque, embora tivessem se espalhados nas seções anteriores para fazer anotações de itens respectivos ao tema de seu trabalho, alguns avançaram por indicação do professor ou  porque acharam mais interessante a sala seguinte.  As colegas de Kasumi cochichavam, apontando para a pedra e às vezes olhando o casal ali na frente. Claro que tinham falado algo deles, mas também falavam da pedra, de tudo. Ayumi presumia o pior, claro.

Porém, para a representante, mais do que o brilho daqueles itens ou a fofoca das coleguinhas, a postura alinhada de um rapaz alto de cabelos pretos olhando compenetrado para um fragmento azul marinho lhe chamaria mais a atenção do que tudo. Seu [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] estava de óculos e o jaleco branco costumeiro, parecendo absorver com os olhos o conhecimento vindo através daquele vidro.

Ao entrar naquela sala, no entanto, Sasui teria a reação mais diferente de todas. Todos aqueles brilhos locais eram como grandes olhos dentro dele. Cores diferentes que piscavam com força e pareciam olhar o pensamento mais oculto. Ele conseguiu ouvir um ruído fino e irritante dentro de sua mente, que doía a ponto de obrigá-lo a levar às mãos à cabeça. O ruído só crescia, mas aparentemente só ele conseguia ouvi-lo, porque ninguém se mexia. Também era só ele que sentia uma forte pressão nas laterais de sua cabeça, que parecia querer explodir. Sasui foi tomado pela enxaqueca mais forte que já conhecia na vida. Sua reação agora sim poderia ser vista pelos demais.



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OFF: Espero que não tenha ficado muito confuso!  No próximo post vou acertar o timing de todas as ceninhas.


Última edição por Akagetsu Sentai em Qui Out 04, 2018 10:19 am, editado 1 vez(es)
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Re: Episódio 1

Mensagem por Akira Tachibana em Ter Set 04, 2018 9:17 pm





Entre os longos silêncios Akira tentava tornar aquela experiencia a melhor possível para Ayumi. Ela podia não desmonstrar mas acreditava que ela poderia ter alguns momentos de distração, talvez até mesmo de alegria, se ele se esforçasse.
Parecia até que entendia ela muito melhor agora do que na época que eram só dois colegas no ápice de suas vidas.

Ayumi escreveu:- Também não me importava. Só queria poder falar com as pessoas da escola fora do ambiente da escola...

Assentiu com a cabeça. Era um pouco nostálgico lembrar do grupo de amigos e doloroso ao mesmo tempo.

-Eram passeios legais... - comentou, imaginando se os aproveitou da melhor forma possível enquanto podia.

Quando comentou sobre estar ansioso Akira jurou ter visto um sorriso oculto nela. Aquilo enviou uma onda de alegria em Akira por um instante, agora estava ficando ansioso de verdade pra ver a pedra.

Quem sabe ela realmente não podia garantir algum desejo?

Ela notava o garoto estranho e perdido e comentou.

-Hmmm, é. Ele parece um monge, acho que o lugar aqui ficou popular mesmo. Até os monges querem visitar - comentou casualmente e passaram sem dar tanta atenção depois.

Akira estava concentrado em manter Ayumi focada no museu, e não nas pessoas que poderiam lembrar ela do passado, então não deu atenção aos alunos e ao monge que acompanhavam o grupo, se colocando mais a frente com ela se possível.

-Uou, eu não lembrava desse lugar parecer tão...legal - comentou, talvez fosse a primeira vez que realmente prestava atenção numa excursão e não estava conversando sem parar ou fugindo da representante de sala.

A segunda sala era ainda mais interessante e aqueles objetos eram...

Akira não saberia explicar, mas a pedra alaranjada era um tanto hipnótica de se olhar. Se sentia atraído em saber o que ela era, seria ela alien como disseram na TV? Impossível, mas era muito interessante.

Ayumi escreveu:- O jeito como brilham é muito peculiar... Acha que é fabricado ou são verdadeiras? Realmente parecem especiais. Eu me pergunto se a tal pedra da lua é mais bonita que isso...

-Eu acho que são fabricadas. Mas quem conseguiria fazer pedras tão bonitas deve ter sido um bom artesão. Aquela ali até parece uma caneta - comentou sobre as pedras mas viu como Ayumi se incomodou com aquelas risadinhas.
Talvez não fosse por maldade, ou talvez elas realmente riam dela ou dele.

Mas Akira se segurava somente com Ayumi.

Se virou prontamente e olhou para as meninas que estariam dando mais risadinhas e fazendo mais barulho.

-Yo. Isso é um museu, não um zoologico. Podem levar as hienas pra fora? - disse as ofendendo diretamente mas mantendo um sorriso cínico. Se virou em seguida e continuou a andar com Ayumi como se nada tivesse acontecido.

Foi quando notou que o garoto monge não parecia bem, na verdade ele parecia estar com algum tipo de dor.
-Ei, o garoto ali tá legal? - comentou com o monitor que estivesse mais próximo. Ia continuar olhando pra verificar se ele não ia desmaiar ali mesmo.


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Re: Episódio 1

Mensagem por Sasui Oda em Qui Set 06, 2018 5:56 am




Sasui  abaixou o rosto... mas não de maneira cabisbaixa. Olhou para os proprios trajes, para checar se estavam sujos ou manchados. Rapidamente percebe que não, eram gracejos mesmo os que estava recebendo daqueles jovens. "E eu ainda acho que essa roupa realça o constrate dos meus olhos mas não devo alimentar pensamentos vaidosos e..."

Oda ficou olhando a moça de forma direta como se não acreditasse que teria que pagar, Yabuki-san não havia dito nada disso, será que ela sabia e fez de proposito para ele se lascar?

"Nãoo.. Yabuki-san não faria....ou faria?"

O professor apareceu como um cavaleiro de armadura branca, ele salva literalmente Sasui de ter que se sentar e pedir trocados na entrada. Parece que Shogo-san tinha razão, ser monge não era um dever qualquer, porém, apenas os mais velhos costumavam agregar algum valor a esses costumes antigos. - Arigato... dizem que um homem só é nobre de verdade quando sente piedade por todos os seres vivos. - Agradeceu com as mãos daquele jeito, unidas as palmas, e sorriu.

Esse gesto era uma forma de mostrar agradecimento, mesmo que ficasse meio estranho Sasui sorrindo daquele jeito, citando até provérbios budistas. - Gratidão é uma boa energia que deve ser devolvida. Pretendo devolver eventualmente ao senhor, humildemente os acompanharei.

O esquecido prontamente andou com seus tamancos de madeira barulhentos, até a menina. Era jovem mas bem alto para sua idade, e com esse acessório nos pés ficava ligeiramente maior, dava para notar a diferença de alturas perto dos estudantes. - Me chamo Sasui Oda, namastêê.

Spoiler:

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Apesar de sentir o frio do ar condicionado, essa temperatura lembrava a do templo, pela noite. O museu era bonito, as representações chamam a atenção do olhar atento do monge que arregala os olhos como alguém que realmente, estava pisando pela primeira vez num local desses.

Aquele casal que também chamava a atenção dos estudantes não passou batido pelos olhos de Oda, mas como pareciam mais adiantados, provavelmente não veria o monge os observando...

"Preciso me focar, tanta gente esta me distraindo!"

Queria conversar com as pessoas, mas não podia. Ele não estava acostumado a ver muito movimento assim no templo, ainda mais sendo jovens da sua idade.

Chegou na sala dando tamancadas no chão, avido para ver as descoberta arqueológicas, Sasui nota artefatos de cores variadas mas algo... começa a ficar estranho.

Um ruído começa a ecoar em sua cabeça. A principio olhou para os lados achando que era algum alarme. Começou brando mas foi apertando, ficando agudo! - Ai... iteee... essas coisas fazem barulho? - Ergueu uma mão até uma das orelhas, depois a outra, mostrando que realmente estava doendo como e os tímpanos estivessem sendo violados.

Spoiler:

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"Espere... por que... não... isso é praga da Yabuki-san..."

Mesmo não estando ali, era como se a gestora estivesse, já que ele escuta um misto da voz dela lhe advertindo com o ruido estridente que queria transformar seu cerebro esquecido em patê.

Percebendo que atraiu olhares, ele respira profundamente e tenta voltar ao normal, mas... parece não ser uma tarefa tão fácil, agora longe da sua zona de conforto no templo.

Lá era simples se focar, mas na cidade a historia era outra.

- N-não tem... ninguem ouvindo isso, certo...

Resmungou num misto de dor e constrangimento visto que só ele estava sendo afetado.


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Re: Episódio 1

Mensagem por Kasumi Sanada em Qui Set 06, 2018 9:59 am





Kasumi ouviu o que o professor disse, então o menino era um monge. Era algo diferente do normal, por isso interessante. Sorriu simpática quando o professor disse que iria ajudá-lo, por isso fez o seu dever:

- Turma! - Falou bem alto, em seguida já com a voz normal - Vamos entrar, continuem juntos e em fila por favor, sem empurrar.

Ela foi olhando o ambiente, mas sem desgrudar os olhos da sua turma. O museu era até interessante, estava muito bonito. O jovem monge decidiu se juntar a eles, Kasumi lançou um olhar sério a sua turma, mas em seguida sorriu simpática para o garoto, ele era alto, mas também bem fofinho, como um irmãozinho:

- Atachi wa, Sanada Kasumi desu. (Eu sou Kasumi sanada) Se precisar de alguma coisa, pode me perguntar.

Durante o passeio, o que mais a chamou atenção foram os artefatos que alguns diziam ser de obra alienígena. Claro que podiam muito bem ser falsos, já havia ouvido várias histórias forjadas. Mas os objetos não deixavam de ser bonitos. Sua turma que a deixava irritada com risadas, reparou na cadeirante e seu acompanhante.

De repente o rapaz que estava com ela perdeu paciencia e foi muito grosseiro. Ele tinha mesmo chamado sua turma de animais? Bufou irritada com isso, que tipo de gente é tão grosseira assim do nada? Se estava incomodado, havia outras maneiras de resolver isso. Já ia lá tomar satisfação com ele quando de repente algo a tirou totalmente do foco, era ele!! O cientista!

"Ele está tão lindo... O jaleco perfeitamente branco... Esse óculos dão a ele uma aparência tão inteligente..  Ele olha tão focado para os objetos, verdadeiramente tem paixão por essas coisas. Que lindo...!"

Suspirou perdida em seus pensamentos, mas disfarçaria logo em seguida, com medo que ele percebesse. Foi quando tentou disfarçar que viu que Sasui parecia não se sentir bem.

Ela se aproximou dele, franziu as sobrancelhas quando ele disse algo sobre ninguém estar ouvindo.

- O que você está sentindo? - Perguntou para o monge preocupada - Ouvindo? Não estou ouvindo nada...

Kasumi olharia para o professor, em seguida olharia ao redor procurando algum lugar pra sentar e levar o jovem monge.

- É melhor se sentar, você se alimentou bem hoje?




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