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» Skin obtida de The Captain Knows Best criado por Neeve, códigos acrescentados por Weird e baseado no tema The Walking Dead Theme criado por Hardrock. Graças aos suportes e tutoriais de Hardrock, Glintz e Asistencia Foractivo.
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Capítulo 8

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Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Qui Out 04, 2018 5:42 pm

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE THE CROWN....





- Estamos articulando um projeto educacional no colégio, ele trata do bullying e outros assuntos que são delicados para falar, em Wangjo. Fizemos uma apresentação para a diretoria recentemente, e ele aprovou o inicio do trabalho.

[...]

- Não é como se fossemos obrigar as pessoas. Digamos que o projeto tem uma caracteristica nobre, que é ajudar as pessoas, ajudar Wangjo também, deixar um legado, fazer parte desse legado é algo que ficara para sempre...Eu estou diante da motivação Stella-ssi, diante de todas elas.

- Eu não quero isso. Eu não quero ser uma das suas motivações para fazer isso, Dong Hee Kyung-ssi. O que vai acontecer se acabarem te machucando por conta disso? Como você acha que vou me sentir se você sofrer porque Sunny, Kim e eu fomos sua inspiração? Jebal…Não siga com isso.

[...]

- Eu...Não sei até que ponto podemos confiar do Kim Joo Hyuk-ssi para esse projeto…Tenho boas pistas de que ele não está fazendo isso por altruísmo e ele tem alguma relação com Seo Hyemin-ssi…Eu os vi ontem conversando depois dos clubes... E não era uma conversa normal, os dois...pareciam...muito próximos.

- Precipitado. Se formos ver nesse angulo o mesmo se atesta com minha prima, que praticaria bullying ou alguma outra maldade com alguém, por minha causa. Precisamos apurar o que foi dito. Ui-Jin é o que pode ficar mais próximo deles, dentre nós. Se não for um problema, deveria continuar observando, só espero que sua percepção seja totalmente imparcial.

- Mas não é?

[...]

- Ah, eu também considero o Kim nosso amigo. Mas é um pouco estranho o que o Ui Jin disse. Ele nunca comentou sobre a vida pessoal dele para a gente e teve uma época que a gente achava que ele tinha algo com a Sunny, né?

- Sim, supomos que ele e Sunny eram mais que amigos, ao menos esta seria a impressão que ficava até entendermos o que acontecia entre eles. Neste caso, não sabemos o que acontece igualmente com a garota hibisco, se fomos equivocados antes, podemos ser uma segunda vez, só que de maneira bem ofensiva.

[...]

-  Que silencio aiigo, não gostou mesmo da comida?



- Ahm...Recebi uma mensagem de Kim Joo Hyuk-ssi… Parece que ele foi para o hospital ontem, mas disse que podemos manter o trabalho amanhã

- Ahn? Como assim hospital?

[...]

- Eu… eu acho que preciso te contar uma coisa, Rin.. Eu acho que… que eu menti pra você... Não foi de propósito… Miane… Eu… só.. Eu só nem sei exatamente o que eu devo contar, mas eu sinto que eu preciso conversar com você sobre isso…

- Mentiu? - Araso...Está tudo bem...Depois conversamos, Minah…

[...]

- Você acha então, tia, que as pessoas...têm um prazo de validade?

- Você sabe a resposta. Sempre disse isso a você. As pessoas têm uma função em nossas vidas e depois que cumprem, nós nos desfazemos de um eventual tormento ou obstáculo. No mundo competitivo e feroz que vivemos, Min, não existe outra saída a não ser eliminar quem nos perturba. Por isso eu sempre digo a você que antes que te joguem fora, você se desfaz primeiro.

- … Aquele menino está estudando na minha escola. O filho da assistente do meu pai. Lembra dele?…  Eu não entendia antes, mas… agora eu vejo o quanto eu e eles éramos e somos diferentes. Ele me disse que você… Foi visitá-lo naquela vez, no passado. Por acaso aquilo... Você… o descartou por mim?...Wae?


- Eu realmente não lembro desse tal menino. Mas por que tudo isso agora? Você acabou de dizer que agora reconhece a diferença entre vocês dois. Por que está se importando tanto com algo tão irrelevante do passado?

- … Porque era importante para mim… O nome dele é Kim Joo Hyuk. Ele era meu melhor amigo quando eu era criança.E eu gostava muito da mãe dele, a Kim Go Eun-ssi. [...]Então, tia, se foi algo que aconteceu, se tem alguma ideia do que houve, você pode me dizer, eu não vou ficar irritada. Eu sei que não foi por mal, uma criança pode ficar magoda com qualque coisa. Eu bem sei disso não é? Sou a mais chorona… Eu só… Só queria entender tudo, só queria lembrar o que aconteceu, ou o que foi que eu fiz para que ele mudasse tanto. Ou se a mãe dele te contou alguma coisa ou você ficou sabendo… Jebal… Você tem alguma pista?

- Minah...Eu fiz o que qualquer tia que se preocupa minimamente com o futuro da sobrinha teria feito: eu o coloquei no lugar dele. Cortei o mal pela raiz antes que virasse uma história complexa como a do seu pai.

[...]

- Appa….- A tia disse pra você vir? Não precisava… Eu estou bem. Não aconteceu nada de importante. Só tive uma conversa chata. Você não está perdendo algo importante no trabalho por minha causa, não é? Eu… tenho aula de Tênis daqui a pouco… você veio para me levar?

- O trabalho não é importante neste momento…Você é, minha filha.

- Eu quero ir pra casa…



- Te chamei aqui por causa dela. Eu vi o que ela faz por você e vi o que você faz por ela. Longe de mim ter ciúme, mas o fato é que não tenho braços tão longos para alcançarem o segundo ano. Tudo isso está acontecendo principalmente pela fúria de Eun Joo e alguns erros meus do passado então… Quero ter certeza de me aliar às pessoas que gostam dela. Você topa me ajudar a proteger Park Chaeyoung?

[...]

- Ani. Não tem ninguém assim que seja, de fato, impossível. Eu que tornei impossível. Eu conheci uma pessoa nas férias, mas ela fez parte de uma história que criei. Você mesmo sabe o peso do nosso nome, eu não queria enfiá-la nesse mundo. Ela é uma idéia muito boa para a realidade estragar. Ao mesmo tempo, eu também não quero deixá-la ir. Sou egoísta, hyeong...muito egoísta.

- Ela tem é sorte. Se você não tivesse caráter, podia tê-la namorado e usado como bem entendesse. Seria fácil fazer isso com alguém apaixonado e ela não é feia, não é do tipo que é fácil de simplesmente ignorar. Mas é legal ver que meu dongsaeng virou um homem de verdade.

[...]

- Você não é o único a ter segredos…O prontuário da sua namorada também é sigiloso.

- Tenho certeza de que ela tem um motivo para não contar.  E, para falar a verdade, não quero saber.

[...]

-  Komawo. Eu vou tentar consertar minha vida agora...

- Araso… Eu era sua babá porque você era um molequinho que mal tinha saído das fraldas. Felizmente, o molequinho cresceu e hoje vejo o espectro do grande homem que ele será. Sinto orgulho de ser seu segurança, secretário e amigo, Hyun Hee-ssi. Você pode contar comigo para ajudar a consertar sua vida.

[...]

- ... Jung Mi fez ou falou alguma coisa desagradável para vocês? ... Eu sou o irmão mais velho, preciso saber as besteiras que ele faz...

- Ani. Na minha frente, ele foi polido e gentil, não foi nem um pouco desagradável. Mas…  Ele pareceu um pouco galante para a Sunny em alguns momentos e ele está namorando. Não acho que fará bem à reputação dela se descobrirem que ele age de modo mais informal com ela. Gostaria de preservá-la, por isso não vou convidá-la..

- Pois então não será nenhum problema. Convide-a mesmo. Porque… Meu irmãozinho não está namorando.

[...]

- Vovô, antes de mais nada... Quero reforçar que pode contar comigo a partir de agora. Eu vou ser o neto que você queria e seguir as suas vontades, em relação a casa e a empresa. Quero que conte comigo para tudo o que você pensou. Eu estou pronto agora. Bem-vindo de volta.



- Se der pra mim, vamos juntos no baile? Ouvir música e dançar juntos

- Ung, eu quero muito ir com você. E dançar…Pelo menos uma música com você. Uma música lenta e romântica.

[...]

-  Olha…. Essa conversa não deu certo. E nem tem como dar. Você não com a minha cara, eu não vou com a sua… Tudo bem. Vocês se viram a partir de agora, ok? Não vou mais falar nada de vocês dois. Não precisa se preocupar comigo, eu não vou atrapalhar vocês dois, muito menos seu emprego ou a sua irmã. Quanto a isso não precisa se preocupar. Não. Vou. Me. Meter… Isso eu prometo. Agora, não vamos mais envolver a Eunbi nisso. Como duas pessoas crescidas! Pode ser?  

- Olha, você conhece a Bibi há anos, se pensar bem talvez você entenda porque ela gosta de mim. E eu vou repetir pra você gravar, eu amo a Eun-bi, e não faço mal pras pessoas que eu gosto. , não precisa se meter, comigo ela tá segura, se for pra alguém se machucar vai ser eu, Bibi que pode me machucar com o sapato dela.

[...]

- Estive analisando os trabalhos desse primeiro bimestre e tive essa ideia para propor como um dos quadros da semana de artes. Acho que o estilo de vocês se complementa de tal forma que daria um resultado incrível Eu adoraria ver um trabalho de vocês e tenho certeza de que traria vários olheiros. Com sorte, poderiam vender ou expor…Não precisam responder agora, só pensem com carinho, hm?

- Ya, ouviu? A professora gosta das coisas que faço. Mas não adianta a ideia dela, você nunca aceitaria algo assim. E a gente se odeia.

- Precisa ser relevante na vida da pessoa para criar algum sentimento e eu sinto absolutamente nada por você. Apenas indiferença.

- Será que não é nada mesmo? - Provocou de volta - Então por que você perde o seu tempo tentando dar uma de sabe tudo pra cima de mim? Não parece tão indiferente…

- O seu ego é realmente enorme. Nem nesses momentos você sabe qual é o seu lugar. Só tem duas coisas que eu desejo de você: que você faça a maquete obrigatória sem incomodar muito, apenas faça seu trabalho e faça algo digno. Nosso trio é o melhor da sala e não espero menos do que a nota máxima. E a segunda coisa…Não me segure da próxima vez. Eu também não quero dever nenhum tipo de favor pra você de novo.

[...]

- Hyeong, aquela parada que eu tinha para te falar... Eu vou te apoiar no que fizer, só que como eu falei, tenho limites.

- Foi irresponsável como hyeong e você poderia ter se dado mal de verdade. Mas olha, sempre que precisar você pode falar comigo. Se as coisas ficarem feias, pense em mim como um hyeong de verdade mesmo.

[...]

- Cheiro tão bom.. Adoro seu cheiro. Perto de você me sinto o cara mais sortudo.

- Estava com saudades do seu abraço.



- A moral da história: eu tentei agradar todo mundo e, no fim, só resolvi quando segui o que eu queria. E… Eu fiz isso porque alguém me disse que eu tinha que pensar nas coisas que eu gostava…

- Então...Você terminou com o todo poderoso por conta dessa pessoa? Quer dizer! Quer dizeerr! Porque essa pessoa te ajudou e tal...Não por enfim… Aigo...Que pessoa incrível que te deu esse conselho…

[...]

- Woo Jin-ssi!!!  Olha a sua roupa..  Er…  Yesol-ssi. Você está bem? Machucou? Ahn…- Ah. Já sei!!! Olha. Eu tenho uma toalha. É dia de Tênis! Você quer?? Vai no banheiro lavar.  Aaaaa Meudeussss.. Por que você fez isso, ommo!!! Isso foi tão engraçado… Olha só você agora…. Aigoo…..  

- Aish…Minhas costas estão grudando. Ani, está tudo bem. Eu vou ficar sem o blazer e tentar limpar no banheiro.  Se você continuar rindo de mim, eu vou pegar uma garrafa e te molhar também! Eu vou ao banheiro...Aigoo, por que eu faço essas coisas? Kang Woo Jin, seu retardado…Ya, não fique parada ai! Cade a toalha que ia me emprestar?!

[...]

- Ya, Misoo-ssi!  Adorei o convite da sua amiga para a festa de sábado. Já separou sua roupinha de banho ou ainda tem vergonha das gordurinhas? Sinceramente, eu não sei qual é o problema dos Park. Um namora a estranha sempre feliz da vida e o outro a ex-gordinha...Francamente, tem algo de errado com essa família.

[...]

- Komawo! Estou oficialmente elegendo este lugar como.... Uma Toca Secreta ou... Essas coisas que falam no meio do grupo de vocês

- Caverna! Caverna do KDragon.



- Você não duvide da minha habilidade em eliminar as pessoas da minha vida. Se fiz isso com Choi Eun Bi...Qualquer um fica muito mais fácil, até você.  Você não me deve mais nada.

- T-Taemin... Taemin...  Volte aqui... Do Taemin…

[...]

- Ya...Você precisa de ajuda?

- Joon-Gi…?

[...]

- Não faça isso de novo. Foi perigoso.

-  Não... fazer isso... de novo? Eu não entendi sobre o que se refere, Jung-Mi…

[...]

- Gostaria de ouvi-las cantando algum dia. Chaeyoung-ssi porque é minha noona e poderia dizer que é minha irmã mais velha mesmo agora.E Kim Sun Hee-ssi...Porque tem umas das mais belas vozes que já ouvi. Eu sou encantado por ela.

[...]

-  V-Você... Você... acredita que existe cura ou milagre para todas as dores...? De verdade?

- Não nascemos para sofrer, Sunny. E acreditar na cura mesmo quando tudo, tudo está contra, já é um pequeno milagre.

[...]

O Hyun ficou feliz de ouvir isso, Sunny...Porque...Ele disse que Jung Mi e a namorada terminaram recentemente, de modo discreto e sem escândalos. E disse que tem chances de você ter atraído a atenção de Jung Mi…

- Eu... Eu não sei o que pensar... Na verdade, acho que minha cabeça vai explodir…



- Eu falei com a Ji Hyun ontem, a colega do Café. Ela meio...err...ah que esquisito falar disso assim. Ela disse que gosta de mim. Fiquei em choque. Eu nunca..imaginei.

[...]

- Hwang Won Bin-ssi.  Aqui está seu convite. Ah, e eu também tive tempo de acrescentar um...Para sua namorada. Infelizmente, também convidarei a Lim Ye Ji-ssi, então, fica a seu critério se levará sua namorada ou não. Longe de mim partir corações na festa, não é?

- Ah desculpe Yoon Bomi, você deve ter ouvido errado. Eu tinha uma namorada, ou pelo menos achava que tinha, mas ela resolveu romper comigo este sábado por conta da família dela. Aish que coisa chata não é mesmo? Obrigado pelo convite, acredito que vai ser uma festa e tanto. Eu irei, com certeza

[...]

- Eu queria muitas coisas. Mas o que eu mais queria era você. E as coisas não são como eu quero. Eu...não vou repetir o que eu disse no sábado. Eu só...só não quero que você me odeie.

[...]

- Won Bin… Você…Me salvaria de um grave acidente de novo, se fosse capaz?

- Bomi... Eu te salvaria hoje. Eu te salvaria amanhã. Se eu tivesse que saltar de um arranha céu pra segurar sua queda eu pularia sem piscar. Bomi...você não é nenhuma donzela em perigo feito num filme de ação. Mas eu seria o seu heroi a qualquer momento se pudesse.

[...]

- Eu sei que doeu e que fui muito cruel com você. Eu não vou me justificar explicando que fiz isso porque estava confusa ou isso e aquilo. Eu fui cruel porque eu queria te machucar de verdade por conta da raiva e mágoa que sentia ali. Mas eu não deveria ter feito isso e me arrependo do tanto que te fiz sofrer nesses dias.  Fui uma idiota, você não merecia aquilo…

- Bomi...a gente cometeu vários erros. Eu também disse coisas que te machucaram. Você não precisa pedir desculpas, mas...Obrigado por me ouvir de novo. A gente pode descobrir coisas que não queriamos descobrir sobre nossas famílias. A gente pode dar de cara com pessoas que não querem a gente juntos. Não importa. Se eu estiver com você, tudo isso vai ser superado

[...]

- Oppa. Eu não posso prometer que não vamos sofrer, nem vamos chorar algumas vezes. Não posso prometer que não vamos brigar e também não sei onde essa história vai dar. Eu sei que isso pode ser uma traição com minha família, mas...Eu realmente, realmente quero saber isso. Nae namja chingugadoego sip-eo*?

- Um só "sim" é pouco pra responder. Então eu vou falar sim de novo. Sim. Eu também não posso prometer que vai ser fácil daqui pra frente, mas com você eu sinto que a gente pode enfrentar o mundo todo.

SÁBADO, 15 DE JUNHO. 8 A.M.


Bom dia, Coréia! Começa agora o seu programa de entretenimento favorito da Rádio KBS! E já de cara, para animar esse lindo dia de sol e calor no fim da primavera, vamos começar com o sucesso de 2015 de uma das maiores divas do Kpop. Com mais de 10 anos de carreira e uma voz inigualável, ouçam: Taeyeon. I com  Verbal Jint!


Rádio ainda era um meio de comunicação muito popular na Coreia do Sul. Os empresários do meio souberam criar uma ponte sustentável entre o velho e o novo, de modo que a geração mais moderna ainda é capaz de apreciar as programações que seus antepassados ouviam. A ida dos idols e celebridades nesses programas também ajudava a elevar a audiência.

Já a televisão começava com os telejornais dando as principais notícias do dia: política, economia, entretenimento e, o mais importante para aquele dia em especial: a previsão do tempo.

Enquanto alguns não pareciam se importar muito com sol ou chuva em pontos isolados, foi com grande alívio que aqueles jovens confirmariam que:

- Fará bastante calor em Seul neste dia 15 devido a uma corrente quente vinda do sul. Contudo, é possível que chuvas fracas ocorram até o início da noite em alguns pontos pela cidade. A máxima beira os 32º C e a mínima será de 20º mais à noite.


Não sei pq tá ao contrário >D

A festa na piscina estava mais do que garantida depois de ouvir as notícia. Até porque olhando para o céu logo cedo seria difícil de acreditar que havia a possibilidade de chuva, mesmo que só à noite. Estava tão azul e tão limpo que com certeza aproveitariam bastante aquele dia.

A não ser, é claro, que acabassem encarando as consequências daquela última semana que passou. Porque a festa seria praticamente um evento da escola sem ter o logotipo ou a responsabilidade de Wangjo. O que era bom e perigoso ao mesmo tempo, dado a quantidade de situações que todos eles se envolveram.

Bastava torcer para que ninguém se afogasse…

Mas antes de chegarmos até este grande momento, ainda temos coisas pendentes de três dias atrás...


(C) Ross


HYEMIN E MISOO - QUARTA-FEIRA. CLUBE DE MODA.


Hyemin e Misoo tinham sentimentos opostos sobre o clube de moda. Isso não era novidade para ninguém. A antipatia da tenista pelo clube era uma questão familiar, mas o modo como ela era tratada pela Responsável do clube também trazia certa justificativa para as caras emburradas que ela fazia.

Era sabido por todos que a mãe de Misoo e a professora Hae Ye Lee eram rivais desde antes de serem famosas estilistas, quando ainda eram modelo de passarela. A capacidade de Ye Lee não podia ser questionada porque sua marca tinha sucesso e era uma mulher de prestígio. Contudo, a mãe de Misoo ganhava por conta de seus contatos e, talvez, por ser um tanto mais convincente do que sua rival. A menina tinha uma ideia do que a mãe era capaz de fazer, principalmente sua capacidade para manipular as pessoas. Qualquer pessoa diria que era a melhor mãe do mundo e que amava muito a filha, mas depois da cena de ontem - que ainda deveria incomodar um pouco - era certo que esse amor só era destinado para uma pessoa.

A grande novidade do dia, contudo, era o abatimento de Hyemin. A menina estava com a mente mais avoada do que o normal e não conseguia acompanhar nem as coisas que gostava.

Joo Hyuk tinha faltado novamente, aproveitando de sua licença médica, mas não cancelou  o compromisso da tarde. Ele bem que gostaria de ter ido, mas sua mãe o mandou ficar quieto. Não incomodou ninguém naquele dia, mas caso fosse procurado pelos amigos, responderia. Ele só não queria atrapalhar mesmo.

Durante a parte da manhã, Yerin também ficou um pouco mais introspectiva do que o normal. Ela não destratou Hyemin, mas não sabia o que fazer no momento. Ouvir da melhor amiga que ela vinha mentindo há algum tempo, a deixava um pouco mexida, mas acreditava que sua postura era a melhor. A amiga não funcionava bem quando pressionada, por isso deu espaço e liberdade - não podia imaginar que, talvez, a amiga quisesse o contrário. Fato é que a rainha de gelo se recolheu na biblioteca e em outros lugares que geralmente seriam evitado pela melhor amiga.

Aparentemente, ela também tinha algumas provas em seus cursos e precisava se focar um pouco mais. Naquele dia mesmo teria prova no curso de inglês e seria um pouco mais difícil. Não podia errar como aconteceu no ranking do colégio. Por isso ela se retirou e ficou quieta. As maiores companhias de Hyemin no dia foram Nana, Beom Su e Hayoung. Chaeyoung também a procurou perto do fim do intervalo. Aproveitou um minuto de distração de Hyun Hee, depois de passar um tempo no terraço e entregou a carta de Lee Hi para ela.  

A unnie deu um sorriso reconfortante, mas diminuiu a expressão, ficando preocupada quando olhou para Hyemin. Não teve tempo de perguntar o que tinha acontecido porque logo o sinal tocou e tiveram que se separar.

Misoo também não teve o melhor dos dias. Eun Bi tinha passado o intervalo com Jae Ki - algo que ela já tinha previsto antes envolvendo amizades e namoros abalando amizades, mas a amiga bateu o pé dizendo que jamais a abandonaria - mas tinha Bomi ao seu lado. Não só ela, como as unnies do 2º ano. Woo Jin, contudo, estava longe com Won Bin. Era incômodo não poderem andar juntos como antes, mas a verdade era que eles dois pareciam mais preocupados com isso do que os próprios envolvidos.

Bomi e Won aprenderam a se ignorar, mas a expressão não estava mais odiosa. Eles até pareciam mais relaxados, apesar de ninguém entender exatamente o porquê.

Fato é que nenhuma das duas teve o melhor dos momentos e talvez não chegassem tão inspiradas assim no ateliê do clube. Para completar, ainda era uma aula que levava a tarde toda. Quase que uma pequena tortura para quem desejava que as horas simplesmente voassem.
(C) Ross


HYUN HEE - QUARTA-FEIRA. 1 P.M.
 

A terça-feira tinha sido particularmente produtiva e generosa com Hyun Hee. Além de ter dado seus primeiros passos naquele arriscado e ousado plano contra seus antigos amigos e “donos” de Wangjo, ele firmou amizades, alianças e retomou contato com seu querido irmãozinho.

Não obstante, seu Secretário e fiel amigo voltou e o ajudou a clarear a mente ao dar seu ponto de vista muito mais maduro, profissional - e obscuro - sobre os planos dele. O que deveriam fazer, o que deveriam evitar, como deveriam agir...Eram coisas que Hyun não tinha pensado sozinho, mas que com a ajuda de Han Jae ficou mais fácil. Já em casa, a alta de seu avô e um jantar nostálgico coroaram e fecharam aquele dia.

O dia seguinte viria com uma nova onda de otimismo, até porque tudo parecia bem. Han Jae concordou em ir no lugar dele com o almoço de Kai e o garoto não o decepcionava. Mal se viram no colégio e o deboche rolou solto. Nem parecia que tinham se entendido no terraço secreto, mas era como Kai havia dito antes “finja, ué, mente”. E assim ficava crível o ódio mútuo que sentia.

O motivo, claro, só podia ser os ciúmes, não é? E isso, de certo modo, chamava a atenção das pessoas. Quase como se fossem tentar explorar isso depois. Uma pequena isca que os dois alimentavam para aqueles imbecis.

A Joaninha o encontrou no intervalo para cobrar seu kimbap. Quando chegou, não tinha a melhor das expressões. Ela ainda estava muito cansada, o que confirmava seu tom estranho na conversa que tiveram no dia anterior. Contudo, ela não quis falar sobre as coisas que ouviu e as opiniões que nutriu porque podia ser precipitado. Só queria comer seu kimbap em paz e falar sobre o passeio que fariam depois.

O intervalo passou mais rápido do que eles esperavam, mas uma vez que sabiam que teriam o resto da tarde para aproveitarem, não ficavam tão chateados assim.

O dia de aula não foi dos piores e Hyun Hee parecia cada vez mais à vontade em sua turma. Além da amizade com Jaeki, também estava mais próximo de seu irmão - e precisavam falar sobre o tal café - e, agora, Sunny chamava mais a atenção pelo que Chaeyoung revelou sem querer. Será que ela era mesmo a pessoa de interesse do irmão?

Justo ela, sua maior suspeita sobre a menina dos remédios? Seria muita, muita coincidência.

Quando a aula acabou, ele sabia que não contaria com a carona de Han Jae - porque ele não podia estar em dois lugares ao mesmo tempo - mas Chaeyoung tinha o carro dela ou ele podia inventar outro jeito de irem até o shopping.
(C) Ross


JAE KI - QUARTA-FEIRA. 6 P.M.


O dia foi bastante tranquilo para Jaeki, apesar das matérias não serem as suas preferidas. Os amigos pareciam bem e Eun Bi cumpriu sua promessa de passar o intervalo com ele, mesmo tendo ficado no seu lugar original naquele dia - ao lado de Misoo. Os dois pegaram algumas frutas antes de seguirem para o “jardim secreto” e ficaram ouvindo música com os fones dela.

A garota deixou que ele deitasse a cabeça em seu colo e ficou protegendo a vista dele do sol, ainda que não fosse de todo incômodo. Parecia perfeito demais para acreditar, mas daquela vez era bem real.

Quando a aula acabou, ele teve que comer correndo para chegar no horário combinado no trabalho, ainda que ele só fosse fazer 3 horas daquela vez. Hyesang o recepcionou com o olhar atento e deu a lista de tarefas do dia. Motivado por sua irmã e a lembrança do intervalo com Bibi, o resultado só podia ser um: a excelência.

Hyesang o parabenizou mais uma vez e não aceitou que ele ficasse mais do que o tempo combinado.

JaeKi tinha sugerido criar a maquete a partir de materiais reciclados, mas até agora não tinha apresentado com que material. Teria que pensar como chegar no estúdio de Beom Su com algo encaminhado, pelo menos. Afinal, ele não poderia se reunir de novo durante a semana por conta do trabalho e não sabia se o grupo se reuniria aos fins de semana - o que era outro complicador porque tinha a gangue, a irmã, a namorada, as matérias, enfim. Se ficasse pensando muito nisso, provavelmente o cérebro tiltaria com a quantidade de responsabilidades, por isso era bom simplesmente fazer ao invés de pensar muito.

Beom Su tinha enviado o endereço de seu estúdio. Ficava num bairro nobre de Seul, conhecido como a Beverly Hills coreana. Era onde ficava a maioria das lojas de grifes e restaurantes “bacanas”. Os prédios eram modernos, luxuosos e chegava a ser um deboche com a cara de Jaeki, um menor de idade ter um imóvel ali, mas era verdade.

O horário combinado era a partir das 6 P.M e Yerin logo tocou o terror dizendo que não gostava de atrasos.
(C) Ross


WON BIN - QUINTA-FEIRA. 1:30 P.M
.

A vida de Won Bin estava uma montanha russas de emoções. Depois de perder e ganhar tudo de novo, ele se sentia mais motivado a correr atrás de seus objetivos. Agora ele era mesmo um “oppa” e seu íntimo dizia que ele precisava fazer jus ao título.

Fingir que não tinha nada com Bomi era difícil, porém necessário. Os dois se esforçaram bastante para não se olharem muito ou se pegarem sorrindo aqui e ali sem motivo. Mas sempre trocavam mensagens quando estavam longe dos amigos. Infelizmente, não conseguiram se ver de novo depois da terça-feira. Ele sabia que ela tinha uma agenda bastante cheia e com a proximidade da festa, ela estava ainda mais ocupada do que o normal.

Ji Hyun também era outro impasse. A menina mandou mensagens na quarta-feira, perguntando se ele estava bem, mas não o fez na quinta. Talvez estivesse achando que estava avançando demais ou sendo incômoda, por isso ficou um pouco mais quieta.

Contudo, havia uma pessoa que não fugiria de conversas.

Antes de Won sair de casa naquela manhã de quinta-feira, seu pai chegou do trabalho. Por conta da escala, ele estaria de folga na quinta-feira e perguntou o que o garoto queria almoçar ou se almoçaria no colégio. Só precisava dormir um pouco e depois veria o que fazer para os dois - provavelmente terminaria pedindo comida porque ele era realmente péssimo na cozinha.

Mas fato era que o Sr Hwang estava livre e nem imaginava a quantidade de perguntas que o filho tinha para fazer para ele.
(C) Ross


HEE KYUNG - QUINTA-FEIRA. 6:15 P.M.


Quinta-feira não era um dia muito auspicioso na vida e no coração de Hee Kyung. Era com grande infelicidade que ele forçava suas pernas a sair da aula de xadrez para a piscina do clube.

Sua mãe nem quis ouvir a história de arte marcial e, como o pai ainda queria que ele fizesse alguma atividade física para mexer com aquele corpo que só tinha energia com café, ele foi obrigado a manter as aulas de natação. Era uma hora e meia da mais pura humilhação e poucas voltas na piscina enquanto os outros alunos melhoravam. Certamente até a turma de criança era melhor do que ele.

Mas a verdade era que a natação não era a pior coisa que podia acontecer com ele naqueles dias.

Depois do almoço que Ui Jin pagou, as coisas ficaram um pouco estranhas. Stella não estava falando com ele com a mesma frequência de antes. Parecia mais triste, monossilábica e distante. Nem ao menos com Sunny ela andava falando direito - provavelmente envergonhada do que soube à respeito de Kim. Mas fato é que aquela sua decisão trouxe mais pontos negativos do que positivos.

Parecia difícil acertar alguma coisa, no fim das contas.

E ainda corria o risco de encontrar com a prima no clube, pois ela também fazia tênis num horário próximo que ele fazia natação. Para a sua surpresa, contudo, quando saiu do vestiário pronto para sair dali, ele veria a imagem de Stella “usando roupas de civil” caminhando perto da piscina, procurando por alguém.

Pareceu um pouco em dúvida ou até mesmo decepcionada quando não encontrou quem queria até que virou a cabeça, vendo Hee Kyung. Ele veria que ela puxou o ar com um pouco mais de força enquanto ajeitava a bolsa em seu ombro.
(C) Ross


SUNNY - SEXTA-FEIRA. 3 P.M.


Os últimos dias deram um novo sentido para “limite” na vida de Sunny. Foram tantas coisas que aconteceram e de modo tão intenso que quando a sexta-feira chegou, ela se sentia mais do que exausta. Não seria exagero compará-la a um zumbi perambulando pelo colégio.

Todos os lados da vida estavam meio abalado e, em partes, por conta da oscilação de humor devido a ausência dos remédios.

Não conseguia dormir por conta da insônia e ansiedade. Não tinha a mesma paciência de antes para atender os clientes mais exigentes, não conseguia prestar atenção na matéria, os olhares tortos das patricinhas e de Taemin a irritavam mais do que o normal. E até o modo como Joo Hyuk e Stella respiravam parecia incomodá-la.

Sunny não saberia dizer como conseguiu sobreviver até sexta-feira. Mas depois do clube de literatura, tudo o que esperava era ter de volta seu precioso frasco, nada mais, nada menos do que isso. A música e a escrita foram as únicas coisas que a aliviaram, mas também tinha seus limites - certas letras, certos instrumentos e pensamentos eram um gatilho de memória difícil demais para lidar.

Nunca antes tinha desejado que o clube de literatura passasse tão rápido. Quando o querido professor Chang Wook dispensou os alunos, Hyewon e Stella já estavam cientes de que Sunny estaria ocupada com alguma outra coisa. As duas se despediram de modo breve - a canadense um pouco mais distante do que a unnie porque vinha sofrendo mais diretamente com aquele humor horroroso de Sunny - e saíram da sala.

Chang Wook permaneceu ali, alinhado e perfeito como sempre. Tirou dúvidas e levantou-se para apagar o quadro branco com as anotações que tinham feito ao longo do último debate. Não parecia ter pressa, tampouco parecia preocupado com a expressão carregada da menina.

Sentou-se novamente e ajeitou os óculos antes de arrumar suas coisas.
(C) Ross


[Teremos até 4 páginas para resolver as pendências dessa semana, focando apenas nas cenas. Quem terminar primeiro, vai esperando até que, na página 4 (pode ser inicio, meio ou fim), começamos o sábado. Espero que gostem =] ]
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Qui Out 04, 2018 7:19 pm



Hyemin não melhorou muito no dia seguinte. Porém, conseguiu seguir sua rotina natural de maquiagens, já que não estava mais tão chocada e surpresa com aqueles sentimentos. Aquele dia prometia ser extremamente cansativo.

Fez o mesmo procedimento de encontrar seus amigos, prometendo a si mesma que tentaria dar algum sorriso por ali. Sua surpresa foi ser evitada por Yerin, o que a ajudou mais ainda a sentir o grande problema em que achava estar metida. Era justo querer que as coisas fossem diferentes, quando estava ao lado de uma pessoa tão incrível como a amiga? Porém, sentia muito medo de pensar o que ela poderia fazer quando descobrisse sobre seus verdadeiros sentimentos. A tia e ela tinham algo bastante em comum, que era aquela pose implacável e leis que elas criavam para seguir. Kim Joo Hyuk era um inimigo…  E Yerin não gostaria de nada daquilo.

Mais do que isso, tinha mentido. Então sentia que a amiga estava chateada com ela, e que deveria ter sido mais forte e escondido melhor aquela história. Também não a destratou, mas foi igualmente distante, porque estava com vergonha e sabia que qualquer sorrisinho ou história que ela contasse sobre outros assuntos não seriam nada convincentes. Havia uma conversa importante pendente entre elas. Depois de lhe confidenciar algo tão dramático e importante, era injusto que ela não lhe contasse algo tão bobo de sua vida, mas que lhe doía tanto.

Com os outros era mais fácil de fingir, mas não era a Hyemin de antes. Era visível para qualquer pessoa atenta. E ela sabia disso.

Na sala de aula foi ainda possível de evitar ficar olhando para aquela cadeira em especial, vazia. Não sabia por quê, afinal, quando ele chegasse, desviaria o olhar e não conseguiria mais encará-lo. Sua surpresa foi ver seu grupo chegando sem ele e ela parou de olhar assim que eles chegaram. Não lhe fazia nada bem. Mas em vez de raiva, sentia mais tristeza.

Parecia que era só isso que conseguia sentir. Mesmo em relação à tia. Queria sentar de novo na frente dela e perguntar por que fez aquilo, até que lhe desse uma resposta convincente. O pior é que já sabia a resposta. Ela lhe contou tudo de forma despudorada, sem o menor remorso e ela, no fundo, entendia por que tinha sido feito, só não conseguia aceitar, de jeito nenhum.

Mais uma vez encostou a cabeça na carteira, escondendo-se atrás do livro, dormiu e divagou a aula toda.

Será que conseguiria fazer provas daquele jeito? Era completamente impossível não pensar em tudo aquilo várias vezes. Não evoluía nos pensamentos. Eram só cenas diferentes da mesma tristeza, frases que só reforçavam seu humor péssimo…

Sentia-se sem solução. E tudo isso porque o envolvido nem tinha ido para a aula. Porque além de tudo, sentia culpa por tê-lo feito faltar. Não sabia nem como fariam para ter um encontro de grupo no fim das aulas.

Ela até agradecia por ter tantas obrigações antes desse destino caótico. Pelo menos é o que achava, até que o tempo foi passando e a ansiedade foi virando um embolado no peito, um mal estar desejando que tudo acabasse logo e trazendo mais e mais dúvidas sobre como deveria se comportar.

Tentou falar sobre a maquiagem de sereias no intervalo, desculpou-se por não conseguir comprar celular, combinou de se mandarem looks para a festa…  Tudo isso teria funcionado muito bem antes.

Recebeu a devolução da carta e ficou muito surpresa. Tinha dado certo! Era um pouco bom apesar de ter feito a outra garota chorar. Hyemin curvou algumas vezes, meio atrapalhada, para pedir desculpas. Não parecia natural, mas isso era porque estava maquinando todas as ações que deveria ter naquele dia, enquanto a cabeça estava horas na frente. Jurou que estava tudo bem, sorriu, foi embora.  Mas nunca foi uma boa atriz. Pediu licença para Nana quando ficaram a sos por causa do clube, e colocou a carta em sua bolsa, sem dizer nada, depois foi sentar-se, discreta como foi possível.

Queria abraçar Yerin e pedir desculpas por todo o transtorno, mas não conseguia lidar nem com a própria cabeça. Não sabia como contar nem o que gostaria de dizer a ela. Só estava em um período de reavaliação. Tudo era a oportunidade de olhar para coisas que tinha feito, dito ou ouvido.

No fim, ficava com medo de ver seus amigos da mesa indo embora. De ficar completamente sozinha, perdendo até os amigos que já tinha naquele dia. O quão sufocante seria isso? Precisava melhorar logo, ou as pessoas parariam de gostar dela todas de uma vez! Até a tia estava irritada com ela. Quem sobraria?

Foram essas coisas que a fizeram espetar o dedo durante o Clube de Culinária, depois ela mostrou seus croquis novos, seu projeto refeito sem paixão, com um conceito abstrato que não conversava entre si. Seu projeto escolar era sem alma, copiado de roupas que já existiam. Não era digno de uma passarela.

Hyemin pedia desculpas e se curvava quando seus erros eram descobertos em aula. Gostaria de conseguir ser mais focada e melhorar logo. Tinha que voltar a sorrir e ser legal. Mas não conseguia…

Seu maior medo era ser abandonada e era também seu maior ponto fraco. A tia tinha dado um belo de um combo na sobrinha com aquele assunto. Ela nunca havia se sentido tão frágil. Das outras vezes, estava lidando com uma coisa por vez, mas aquele almoço foi aterrador.

A herdeira se esforçou para prestar atenção naquele clube, que ela tanto gostava, mas era praticamente impossível, por causa de seu déficit de atenção. Isso por si era bastante frustrante. Hyemin não conseguia entender direito o que estava acontecendo com ela, por que não conseguia concentrar no que queria, e por que seus traumas estavam finalmente transbordando. Tudo o que queria era só pensar na festa e em sua maquiagem, ou no projeto bem a sua frente.  

Porém, sua desvantagem era também um tipo de habilidade. Apesar de não melhorar muito, sem querer, ela se distraía na dupla de amigos e nas pessoas em volta, para conter um pouco da sua tristeza. Era um jeito de enganar a mente. Isso trazia alguns pensamentos positivos de volta. Que ela tinha seus amigos queridos, que Nana a ouviria mesmo se brigasse com Yerin, porque tinha prometido e oferecido seu carinho para ela. As coisas poderiam melhorar. Ela só tinha que ter um pouquinho mais de coragem por mais um tempo... E enfrentar o que a esperava depois.

Com isso, ela passou parte da aula meio dependente de Beom-Su e Nana. Geralmente era enérgica e empolgada, mas agora era um tipo de Hayoung antiga, querendo ver o que eles estavam fazendo e meio insegura sobre sua própria mesa.

{LOOK: em breve }

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Qui Out 04, 2018 9:35 pm


A noite de terça feira havia sido quase mágica para Jae-ki, momentos assim davam a impressão de que tudo era possível, mas a realidade podia ser bem diferente. Só que Jae-ki não pensava nisso agora, ele estava vivendo intensamente o presente,  e como todo adolescente, tinha sonhos e milhares de planos para o futuro.

Jae arregalou os olhos quando ela falou que bateria mais nele se ele combinasse brigas de novo, os dois riram juntos das coisas que conversavam. E o rostinho meigo dela fazendo manha, só tornava Jae-ki ainda mais apaixonado. Ele não podia evitar de se sentir preocupado com ela, não queria que ela se machucasse nunca, mas admirava o esforço dela.

A despedida o deixou com saudade, embora Jae soubesse que se veriam no dia seguinte. Voltou para casa com a sensação de dever cumprido. Estava em fase de teste no trabalho, como sempre curtiu a irmã com abraços e perguntando sobre o dia dela. Fez seus deveres de casa mesmo sendo tarde. E ainda minutos antes de dormir, começou a raspar o pedaço de madeira para fazer o presente de Eun-bi, mas não chegou a terminar, porque já era bem tarde. Não podia exagerar demais, por isso deixou em sua gaveta com as ferramentes que tinha pego da escola.

Quarta na escola tinha sido tranquilo como Jae-ki nunca imaginou. Seus amigos pareciam bem, a aula estava normal, e melhor de tudo foi o intervalo. Deitar no colo de Eun-bi o deixava realmente tranquilo. Sentia uma paz inexplicavél e acabou cochilando quando Eun-bi protegeu sua vista do sol. Desejou que esse momento durasse para sempre. Como podia algo tão simples ser tão perfeito?


Esse intervalo o ajudou a fazer um ótimo trabalho, Jae-ki se sentia otimista e determinado pra conquistar seu futuro. Agradeceu sua chefe com uma reverência. Quem sabe ele começasse a pegar o jeito de ser educado. Embora Jae-ki achasse uma besteira, sabia que no trabalho isso era essencial.

Agora sua missão era o projeto da maquete, Jae-ki tinha algo em mente e havia um trazido um saco bem grande para por o "lixo". Trocou de roupa em um banheiro público, não queria sujar a roupa emprestada por Kang. Apesar dele não ser muito cuidadoso, sabia ser econômico, então sua roupa pra o trabalho tinha que ficar a salvo. Vestiu suas roupas de costume, calças jeans bem rasgadas no joelho, praticamente rombo de uns 20 centímetros. Também vestiu uma jaqueta jeans já bem surrada pelo uso, camiseta branca e seu gorro preto de sempre.

Conforme fosse caminhando para o endereço indicado, iria parando pra recolher coisas que poderiam ser uteis para maquete. Tentou ser rápido para não se atrasar, correndo algumas vezes no caminho, olhando nos lixos. Pegaria caixas de papelão, caixa de pizza, garrafa pet, tampinhas, potes usados, garrafas de amaciante vazias, latas, caixas de leite, de suco. Foi jogando tudo no seu saco. Será que estava parecendo um catador de lixo? Pediria também nas padarias e lojas por esses materiais que iriam jogar fora mesmo. Já tinha feito trabalhos com materiais reciclados na sua outra escola, então ele sabia bem como arranjar essas paradas e como visualizar o que poderia ser útil. Claro que teriam que lavar algumas coisas depois.

Estava andando pelo bairro nobre carregando um saco bem cheio de material reciclado, até colocou sobre um dos ombros para facilitar carregar. E com as roupas que usava, poderia estar parecendo mesmo um mulambo ou algo assim. Provavelmente se atrasaria alguns minutos. Mas correria até onde fôlego aguentasse, sabia que tinha que aproveitar o tempo desse dia, então precisava chegar a tempo.

Jae-ki não se importou com os olhares feios da pessoas desse bairro. Mas era realmente incômodo ver a grande diferença entre ele e os alunos ricos de Wangjo. Não era uma questão de quem era o melhor ou pior, só de ter grana. Enquanto seu colega tinha um estúdio num bairro desses, Jae mal tinha uma casa decente.

Jae soltou um riso abafado assim que chegou em frente ao local, ria do seu próprio azar de ter que fazer trabalho com eles. Mas quem tá na chuva era pra se molhar, e ele estava em Wangjo. Não poderia esperar menos, Respirou fundo para recuperar o fôlego de vir correndo.


Não estava nem um pouco afim de ter que lidar com riquinhos mimados, ainda mais a Yerin. Já podia imaginar que tipo de sermões ela o daria dessa vez. Mas Jae não estava disposto a brigar, na verdade se sentia bastante inspirado ainda. Dessa vez estava disposto a não deixar nada tirar o seu humor, só queria fazer seu trabalho.  

Se estava atrasado, não tinha mais como impedir, tinha feito seu possível e não era possível teleportar. Yerin teria que aceitar, as coisas não poderiam ser como ela queria, não era um deusa nem nada do tipo. Entraria no prédio a procura do estúdio e bateria na porta:

- Ya, sou eu, o Jae-ki! - Gritaria na porta também colocando o saco grande no chão para descansar as costas enquanto esperava que abrissem para ele, por ter corrido para chegar a tempo, provavelmente estava bem suado agora.

Jae catador de lixo

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Yeun Misoo em Sex Out 05, 2018 8:44 am

 

Misoo já nem ficava triste por causa do tratamento da mãe. Era mais um sentimento de certa revolta, vontade de ter nascido em outra família. Sabia que ela só a estava tratando bem por causa daquele namoro, mas era ainda pior saber que nem isso a faria ser mais querida por ela do que a irmã.  Mesmo seguindo tudo que a mãe queria, ela nunca seria páreo para ser uma Yeun de verdade. Era esse o sentimento que ficava.

Ao voltar para o quarto, ela foi tomar o banho e acabou um tempo na frente do espelho segurando pedacinhos da “banha” para ver se daria para esconder no biquíni. De repente não fazia o menor sentido a sugestão de Woo Jin de que ela deveria comer o que quisesse. Sentiu-se muito estúpida por dar ouvidos a ele e acabou pondo tudo para fora.  Já tinha sentido o gosto, já estava de bom tamanho, não é? Era só aquilo não ser absorvido pelo seu corpo…

Antes de dormir, ela saiu procurando na internet modelos de biquíni. Se não fosse o aniversário de sua amiga, ela talvez nem fosse! Não tinha biquíni pra baleia? Conseguia pensar em xingamentos diferentes só de olhar as estampas. Se fosse preto, seria a orca, se fosse marrom, seria uma morsa…  Desistiu. Não tinha como ter um biquíni para ela.

Afastou o notebook por um tempo até que pensou algo diferente.

Misoo foi atrás de formas de emagrecer em três dias e se deparou com uma série de matérias, blogs e dicas. Estava disposta a segui-las a partir do dia seguinte. Alguma coisa tinha que funcionar.

De manhã, seu café da manhã foi um copo de água gelada. Estava com fome, mas precisava se conter. Eram só três dias!

Dessa vez nem achou ruim não ter Eunbi por perto. Seria legal falar com as amigas sobre biquíni, mas do que adiantava, se as duas eram tripas? Se contasse o que estava sentindo de verdade,e las mentiriam, falariam que ela era linda, magra, etc. Porque eram amigas e queriam vê-la sorrindo. Mas dessa vez era muito importante que ela se apresentasse bem. Achava antes que as garotas da escola não estariam nem aí, mas estavam MUITO de olho. E se mostrasse que estava horrível, elas a incomodariam para sempre.  Além do mais… Ela queria muito ir bonita. Sentia uma ansiedade fora do normal… Porque veria algumas pessoas lá. Uma em especial, mas isso ela não conseguia pensar tão claramente.

No intervalo, tomou água. No almoço, comeu uma maçã. Era dieta de idol. Elas faziam esse tipo de coisa para se apresentar. Sua apresentação era no sábado. Além do mais, não era como se não estivesse comendo. Ela que era uma porca imensa que comia muito. Podia até comer mais uma batata doce assada na janta!  

Na aula odiosa, ela já estava com as mãos coçando de vontade de ir embora. Por que tinha que ficar naquele clube? Adiantava? Fazia aquilo por causa da mãe, mas não queria estar ali. O problema é que ELA precisava de um favor da família. Tinha que conseguir uma assinatura para se federar. Então precisava se esforçar um pouco mais para entrar na linha. Notas para o pai, magreza e clube para a mãe. Achava que conseguiria barganhar com esses fatos.

Por esse motivo, ela controlou a língua naquele dia, apesar da cara expressar o quanto ela odiava aquele lugar. Tinham os malditos croquis para o projeto do fim do ano. Como ela detestava isso! Ela desenhou qualquer coisa, a primeira delas foi um biquíni, e a última foi um vestido fluido sem forma, que era pra não constranger a pobre manequim e não exibir suas curvas. A verdade é que achava aquilo uma idiotice e uma grande perda de tempo, então mantinha o celular no colo, para fofocar com as amigas enquanto isso.

~~

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Park Hyun Hee em Sex Out 05, 2018 9:37 am

 
Quando esbarrou com Kai no corredor, meio que propositalmente, quando foi buscar Chaeyoung, mandou o endereço para ele, como se estivesse provocando-o de alguma forma. Não deu muitas informações, só indicou o lugar. Ele poderia ter o encontro com seu secretário, enquanto ele estava aproveitando a tarde com a menina.

Hyun Hee estranhou o comportamento da namorada no intervalo, mas desconfiava que não era nada pessoal com ele, porque fez testes de se aproximar e carinhos de leve no rosto para ver se ela o rejeitaria. Parecia algo com as amigas... Podia até pensar que era culpa da tal da carta de Nana.

Ele até queria falar algo sobre Lee Hi, mas lembrava-se do secretário. Era melhor fazer conforme ele lhe indicava, ser mais cuidadoso, e se preparar para poder dar a amiga dela uma chance de se defender por conta própria.

E quanto a outra amiga dela, a que tinha alguma coisa com Jung Mi? Estava orgulhoso de seu caçula, e querendo muito saber aquela era a tal da menina impossível que ele conheceu nas férias. Sabia que se mandasse uma pergunta indireta ou repentina, ele poderia sentir-se acuado ou achar que o irmão mais velho estava debochando. Porque era seu jeito de falarque acabaria estragando as coisas. Por isso mesmo, ele preferia só fazer isso quando (e se) a menina aceitasse sair com eles.

Enfim, aquele dia mostrou também mais pessoas agindo estranho. Hyemin passou a aula toda dormindo, mas ele não acreditava que ela estivesse envolvida com remédios. Por isso, a Rainha do Gelo parecia mais bicuda do que o normal. Não era exclusividade delas. De jeito nenhum. A menina estrangeira parecia meio desanimada também, Nana continuava como sempre e Sunny tinha a aura da morte. Parecia um tipo de TPM coletiva que se alastrava na sala. Estava bastante perigoso interagir com mulheres ali.

Será que elas sempre foram daquele jeito e só agora ele reparava? Justo quando ele, O louco da sala estava tão bem comportado e medicado. Se soubesse, sairia distribuindo remédios para todas.

Quando as aulas acabaram mandou mensagem para sua namorada e aguardou perto da saída do colégio.

- Hoje eu sou um mero mortal. Não posso levá-la para passear de moto com seu braço desse jeito e minha babá está ocupada com umas questões. Eu diria para fugirmos, mas quero que preserve essa mãozinha - segurou a mão do braço enfaixado dela e deu um beijo no ar gentil.

Iriam de carona com ela, se ela permitisse.

No shopping, ele até que estava empolgado. Não era como se nunca tivesse ido ali para Eun Joo socar sacolas no colo dele, mas Chaeyoung não parecia assim. Ele estava lá para passearem e brincarem de serem um casal de dorama.

- Está com fome, minha joaninha? Conduza o passeio. Neste lugar eu sou um mero bom namorado servil, que está aqui para tentar alegrá-la - deu uma piscadinha para ela, mas se aproximou e colocou seu braço por trás dela, para protegê-la.

- Se deixar por minha conta, vou acabar te levando para o mal caminho... - murmurou no ouvido dela.

Humor: estável/+++++

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Kim Sun-Hee em Sex Out 05, 2018 4:44 pm



Se pudesse... apenas desligaria a mente ou esqueceria esse dia. E, quem sabe, os últimos meses também. Mas caso seguisse tal raciocínio, Sunny precisaria apagar da memória mais do que o planejado e permitido. Pela primeira vez em muito tempo, não desejou ter o controle, mas sim que, num passe de mágica, seu cérebro e coração começassem a funcionar no automático. Seria tão mais fácil continuar assim, sem pensar nos problemas ou ser afetada por eles.

Após as informações que recebeu de Chaeyoung, Sunny notou a bateria arriar e não foi de todo ruim. Dessa forma, não teve tempo para sentir nada. Entretanto, até o “vazio” era uma sensação, afinal de contas. Talvez a pior delas. Não tratava-se de uma prática saudável... Quase que semelhante a um efeito “sanfona”, mas ao invés de engordar e emagrecer, ela enchia-se e depois esvaziava numa velocidade assustadoramente rápida. No caminho para casa, precisou se apoiar em Ji-Yoo e foi um trajeto difícil. Embora seja leve, havia um peso diferente nos ombros da menina... Um peso que o irmão tentou tirar, porém Sun-Hee parecia cada vez mais fechada. Dentro do metrô, ela dormiu a viagem inteira e as mãos seguravam o braço do irmão com força e tensão, tendo certeza de que ele estaria ali e nada poderia tirá-lo do seu lado. E mesmo profundo, foi um sono assombrado, delineado tanto na testa enrugada quanto na respiração desprovida de um ritmo cadenciado. Porém, assim que acordou, a cabeça latejava com forças absurdas e insuportáveis... Na mesma hora, aconteceu uma mudança no humor de Sunny e ela mal cumprimentou a família quando chegaram em casa, preferindo correr para o banheiro e depois se enfiou no quarto.

Com as portas escancaradas do armário, Sunny desesperadamente procurava a maldita caixa de pandora. Catou nas gavetas, bagunçando roupas e acessórios... e nada. Não achava. A mente não conseguia nem processar a simples informação de que a guardava na prateleira de cima, escondida junto de outros pertences. Só minutos mais tarde, já enlouquecida de raiva, que esbarrou os dedos nela, quase não a alcançando, mesmo que tenha subido num banquinho. Acertou um tapa para derrubá-la, enfim, obtendo êxito.

Ela caiu aberta no chão, espalhando um monte de frascos brancos.

Mais de dez frascos...

Puros.

Enfiou os dedos entre as mechas úmidas do cabelo recém-lavado enquanto um ódio descomunal do professor Lee anestesiava cada músculo do corpo dela. Ele era o culpado... Por que precisou se meter?! Não pediu ajuda e olha no que deu... Conseguiu piorar uma situação que já era, por si só, horrível. Mas... Não... Não! Não era possível! Tinha certeza de que havia guardado pílulas para uma emergência. Confiante nisso, Sun-Hee recomeçou a busca, balançando vidrinho por vidrinho... na esperança de escutar o barulho sutil e familiar.

Definitivamente...

A caixa de pandora estava mesmo aberta, liberando todos os males particulares de Sunny.

[...]

As consequências se manifestaram no humor da bolsista ao longo dos dias. Embora houvesse motivos para justificar a rachadura nos modos costumeiramente gentis e receptivos dela... Sunny estava sem filtro e limites. Tarde demais que ela percebia a forma desnecessária com que tratava os amigos – principalmente Kim e Stella. O melhor amigo voltou a afirmar que o motivo da visita ao hospital foi o estresse cotidiano, mas Sunny não acreditou e, diferente do habitual, não insistiu. E, inclusive, "deixou" Lee-Hi nas mãos de Chae... Ciente que a unnie a ajudaria mais do que ela diante dessas condições atuais. Quando aquelas meninas nojentas da sua sala a encaravam, devolvia com uma ainda mais atravessada. Já Do Taemin... Este caso era um misto de sentimentos que intercalavam entre raiva, frustração e... tristeza. Ela não admitia – de jeito nenhum! – porém... sentia UM POUCO de falta das implicâncias e sorrisos debochados. E se não bastasse...

Ela e Jung-Mi não trocaram mais palavras.

O que foi bom... Não tinha energia para qualquer conversa com o Park.

Outro que ganhou a atenção discreta de Sunny foi Hyun-Hee. Disfarçadamente o observava, caçando alguma mudança ruim no comportamento dele e um leve alívio apareceu ao identificar que tudo andava nos conformes. Pelo visto, Chae não permitiu que o desabafo da mais nova se colocasse no meio da relação dos dois. Ótimo. Ao menos uma notícia boa.

Sunny, então, decidiu se isolar.

Evitava os amigos... Era melhor ignorá-los do que ficar destratando-os como vinha fazendo. Seria por um período curto.

Até sexta-feira.

Com a medicação em mãos, tudo voltaria a se ajeitar.

Só na quinta que Sunny iniciou a tarefa pedida pelo professor.

Não sabia o que escrever... geralmente, deixava fluir, porém... a mente andava tão confusa e aflita...

Tão complexa em lidar com determinadas emoções...

O pedido dele foi bem específico.

Falar sobre o que a consumia.

Ok... Por onde começar?

Opções não lhe faltavam...

Estava na mesa de estudos, distraindo-se com a vida alheia já que a sua parecia tão inacessível quando acabou acessando o perfil de Jung-Mi no Instagram. E lá fuxicou aquelas fotos perfeitas... Era dolorosamente viciante. Fechou o notebook num baque alto e se enfiou na cama, encolhida.

Ele podia ser enquadrado como excelente exemplo daquilo que a consumia...

Sunny adormeceu e, por volta das 2h da madrugada, despertou suada e respirando com dificuldade. Bebeu a garrafinha d’água que deixava ao lado da cama e após uns instantes de reflexão, repentinamente, levantou - num estalo esquisito -, seguindo até a mesa, onde ligou a luminária, pegou o caderno e algumas canetas...

E começou a escrever.

Sem pausas.

Três horas seguidas e quando terminou, já era o horário de se arrumar para o colégio.

Pelo menos a insônia idiota não foi desperdiçada.

As aulas da sexta passaram como piscadelas, ao contrário do Clube de Literatura. Sentou entre Hyewon e Stella, mas continuava muito calada e dispersa... presente apenas em corpo, pois a cabeça...

Na verdade, esta ali, sim, só que... Longe das explicações...

Nos últimos minutos do debate, Sunny se viu ansiosa. A expressão séria não mudou ao se despedir das amigas de um modo breve e baixo. Enquanto o professor esclarecia as dúvidas de algumas alunas – dúvidas... uhum... – Sun-Hee procurava algo no caderno.

Assim que ficaram sozinhos, ela não perdeu tempo e andou até o lugar do professor, colocando a folha na frente do homem. Com as pontas dos dedos, Sunny deslizou o papel na direção dele.

- Eu fiz a minha parte, professor Lee. Fiz exatamente o que senhor pediu.

Agora esperava um voto de confiança e que ele cumprisse a própria parte de um “acordo” que existia em linhas diferentes na cabecinha de Sunny.

Não parecia disposta para conversas.

Queria ir embora logo e isso ficava evidente na postura retraída. Além disso, ao contrário de uma melhora, a bolsista revelava uma aparência que beirava a de um fantasma vivo.

- Eu tenho me alimentado direito, não faltei ao serviço e nem as aulas... Estou fazendo todas as atividades e trabalhos... E não passei mal de novo. É o suficiente para que acredite em mim?

Falava de maneira respeitosa e calma, apesar da feição indicar uma ligeira... mudança.  

Para o bem ou para mal... Não era ela quem tinha a capacidade de dizer.
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Won-Bin em Sex Out 05, 2018 11:08 pm




Won nunca sentiu tantas mudanças, tão rapidamente, como nessa semana. De um fim de semana que tinha começado tão bem, terminado tão mal e o meio da semana que vinha com a recuperação do que ele sentia, e um pouco de amadurecimento. Tudo acontecia tão de repente que as vezes Won se perguntava se ainda não estava na cama, sonhando, prestes a começar a segunda feira.

Fingir que não estava namorando Bomi era uma tarefa quase impossível. Desviar o olhar, fingir que não queriam se ver, manter a cordialidade e ao mesmo tempo manter os panos quentes para não prejudicar Jaeki e Kang no círculo de amigos.
As aulas de teatro não só vinham em boa hora como eram quase a fonte da sobrevivência nesses dias.

Mas ainda podiam se comunicar pelo celular, trocando mensagens e Won passou então a compartilhar um pouco mais do que gostava: aos poucos mostrava suas músicas de sua playlist gigantesca.


Aquele encontro tinha sido tão perfeito que Won volta e meia se via revivendo ele na mente: principalmente o momento que oficialmente se tornavam namorados.

Won-oppa. Isso soava tão bem.

Não via a hora de fugirem novamente por uma tarde. O que fariam depois? Patins como ela tinha sugerido? Achar aquele velho Arcade pra ver o quão competitiva ela era também? Várias possibilidades, mas a festa da piscina se aproximava. Won estava ansioso e preocupado ao mesmo tempo.

Enquanto isso ainda havia Ji Hyun. Não tinha trocado mais mensagens do que coisas simples como "tudo bem" e respostas vagas. Se sentia meio mal por ter criado uma expectativa nela mas também sabia que seria pior ainda se contasse que nada ia rolar. Era um problema em banho-maria que precisava resolver eventualmente, mas queria resolver alguns outros problemas.

Finalmente o pai ia estar em casa: ele estava trabalhando esses dias todos.

"Ou naquele café" o fato de tê-lo visto, ou alguém muito parecido, não saiu de sua cabeça. Teria tentando procurar no computador dele esses dias mas também não teve a oportunidade ainda.

Concordou com a sugestão dele de almoçar em casa com ele. Torcia para que pedissem algo, talvez uma pizza ou algo simples.

O assunto ia ser complicado pra conversar dependendo de cozinhar.

Eram tantas coisas pra perguntar. Tanto que queria falar. Havia a sua investigação que precisava manter secreta, havia a questão dos treinos de Taekwondo, mas o assunto que queria falar mesmo...esse não poderia contar de jeito nenhum.

Won secretamente ansiava pelo dia que anunciaria para o pai que estava namorando. Cenários em sua mente, como nos filmes, onde ele ficaria orgulhoso, daria algum conselho embaraçoso e os dois iam ter um momento que ele ansiava: o pai tinha prometido, quando era criança, que o dia que encontrasse A garota certa o pai contaria a história de como ele e a mãe se conheceram.

Mas esse dia não seria hoje. Talvez nunca, pelo menos até alcançarem a paz entre os Hwang e os Yoon.

O primeiro assunto com o pai, assim que estivessem comendo e não de cara (apesar da ansiedade):

-Hmmm, pai... - dizia preparando o terreno - ...eu sei que rolou muita coisa esses dias, mas eu queria falar disso faz um tempo. Eu queria....queria te perguntar sobre meus treinos do dojo

Respirou fundo.

-Eu quero voltar. Quero levar isso mais a sério, por isso eu não pretendo pegar um trabalho até eu atingir o meu máximo ali. Você...você permitiria eu voltar?

A ansiedade no teto. Não tinha ideia da reação do pai, apenas torcia para que a sua onda de sorte permanecesse.

WangDojo

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Sab Out 06, 2018 9:56 pm

HYUN HEE - QUARTA-FEIRA. 1:20 P.M.


Kai fez aquela sua típica cara de deboche quando Hyun Hee esbarrou nele e deu o lugar. Não imaginava que ele fosse mandar o secretário para falar com ele, mas não estava totalmente certo de que o próprio iria. Hyun era um garoto mais estranho do que ele e isso, por si só, já gerava inúmeras duvidas - além de ser preocupantes. De todo modo, qualquer pessoa podia assegurar que eles se odiavam. Até Chaeyoung achou estranho, mas não disse nada.

O garoto tinha certa razão em estranhar o comportamento dela. Parecia mais quieta do que o comum e estava usando mais maquiagem do que geralmente colocava - até um pouco de blush tinha. Podia pensar que era por conta do encontro deles, mas os olhos dela pareciam cansados e ela um pouco mais lerdinha do que o normal.

Logo ficou claro que o problema não era com ele. Na verdade, nas vezes que ele fazia algum carinho ou brincava com o kimbap, ela sorria e retribuía de um jeito bem fofinho. Mais seguro, ele não precisou se preocupar com isso. Além do mais, ela estava determinada a manter os planos daquela tarde depois do colégio e começaram a falar sobre os planos do passeio.

Qualquer outro assunto além do pequeno mundo que era só deles foi completamente deixado de lado. Não havia Sunny, Jung Mi, Lee Hi, Kai, Jong In, “Joonie”, ninguém! Só os dois.

Já na sala de aula, ele novamente seguiu a cartilha do primo e prestou atenção nas pessoas. Dava para contar nos dedos de uma mão quais eram as meninas que pareciam de bem com a vida. A maioria estava com uma aura estranha sobre si e não era mesmo impossível que fosse uma TPM coletiva. O melhor que ele fez foi ficar longe delas e não provocar a ira de ninguém.

Tão logo a aula acabou, ele seguiu até a saída para esperar pela joaninha. Chaeyoung demorou um pouquinho, mas logo apareceu sorridente e mostrando um humor melhor do que antes - ou pelo menos estava se esforçando. A mochila dela pesava quase nada porque ela não estava levando seu fichário ou um estojo - não adiantaria pra nada. Só tinha a bolsa de maquiagem, carteira e celular. Ela até mudou para uma mochila menor para se atrapalhar menos e, também, porque pretendia sair com o namorado, então, quanto menos volume, melhor. As apostilas tinham ficado no armário, sendo o motivo da demora - a corzinha nos lábios também era o segundo motivo da demora.

- Quer dizer, então, que às vezes você é imortal? Arasoo…- Olhou para ele, rindo das tiradas dele. - Então eu digo para fugirmos...Só um instante. - Pegou o celular e gravou uma mensagem de voz para o motorista.- Sr. Cha, pode tirar o resto do dia de descanso, eu não vou precisar dos seus serviços hoje. Kamsahamnidaaa… - Soltou o botão e olhou para ele. - Pronto! Eu sou uma mera mortal também.

Sorriu com o beijinho em sua mão e segurou a mão para que saíssem dali. Olhou para cima por conta da diferença de altura - estava usando uma sapatilha sem salto de novo - e riu de novo enquanto seguiam até o ponto de ônibus ou o metrô.

Sentou-se ao lado dele, deixando que ele deitasse a cabeça em seu ombro e tirasse um cochilo porque ele precisaria de energias para carregar o tanto de bolsa - era exagero, ela nem era tão consumista assim e não tinha nada que estivesse querendo muito. Mas os dois precisavam aproveitar o primeiro passeio oficial como namorados. Os outros tinham sido só hospital e terraço.

Quando chegaram ao shopping, a pergunta dele foi respondida com a barriga dela roncando. Levou a mão até a região, arregalando os olhos.

- Imagina se vou dizer não depois desse som gutural que meu estômago fez. - Respondeu dando uma risada envergonhada. - Hmm..O meu tigrão gosta de comida coreana...Eu também quero que ele coma bem e direitinho. Vamos procurar um Bibimpad? Faz tempo que não como. - Ponderou. - Ou você quer outra coisa?

Perguntou fazendo algumas carinhas manhosas e com gracejos. Esperou que ele se aproximasse para responder, mas ele sempre a deixava vermelha com aquelas provocações.

- Aigo! - Encarou assustada, mas logo arqueou as sobrancelhas de modo provocante. - Nesse mal caminho tem...Bibimpad? Tteokbokki? - Deu um passinho na direção dele, tentando falar num tom sedutor, mas estava falando exclusivamente de comida. - Kimchi? Kimbap do Tigrão? Porque se tiver… Hmm...Eu quero o mal caminho.

Ela comia muito e nem tinha vergonha disso. Era magra de ruim, só podia ou fazia exercícios que ele não sabia ou talvez tomasse remédio. Porque ela sempre tinha apetite para tudo e nunca via algo que não quisesse comer. A culpa era das estrelas, pois ela tinha nascido sob o signo de touro e a maior passiva é amor à comida. Seguido da teimosia.
(C) Ross


HYEMIN E MISOO - QUARTA-FEIRA. CLUBE DE MODA. 5 P.M.


O clube de Moda era relativamente cheio, tendo treze alunos. Assim como o clube de culinária ele era majoritariamente feminino, tendo apenas Beom Su como representante masculino. Isso foi motivo de comentários nos anos anteriores, mas o menino não se importava com o que diziam sobre ele. A influência de seu irmão na rádio também teve alguma colaboração para que parassem de perturbá-lo.

Ninguém queria que alguma notícia acabasse vazando para a escola toda, não é? Além disso, a mãe dele era uma estilista muito famosa, com uma poderosa marca de bolsa e sapatos - paixão que também era compartilhada pelo filho mais novo. Tendo uma “madrinha” dessas, não tinha como ele não se sentir em casa naquele clube.

Dentre os alunos, boa parte era do 3º ano. Todas eram seguidoras de Sunyoung e, algumas, também faziam o clube de tênis. O grupo da rainha do 3º ano era composto pelas meninas mais bem vestidas e colocadas do colégio. Com exceção da ovada onde elas participaram, elas nunca eram vistas em escândalos ou se metiam diretamente nessas brigas. Achavam-se muito superiores, quase fora do colégio para brincarem ali. Contudo, engana-se quem acha que elas são tão perfeitas e educadas assim.

Quem convivia com Yerin sabia muito bem que as pessoas mais quietas e observadoras podiam ser as piores. Os métodos delas não eram infantis como os de Eun Joo ou radicais como os de Yerin, mas não era menos nocivo por isso.

Hyemin tinha a “proteção” da sombra de Yerin e também a companhia física de Beom Su e Nana. Os dois estavam um pouco preocupados com o estado da menina, mas também da relação dela com a melhor amiga. As duas mal tinham se falado durante o dia inteiro e vez ou outras os dois se encaravam, fazendo “fala você” “não, você!” porque precisavam revezar quem tentaria animar.

No momento, estavam os três quietos, mais focados em seus desenhos. Nana estava tendo ainda mais cuidado com Hyemin porque a conversa de segunda-feira tinha sido bastante reveladora e desde então ela não parecia 100%, mas a piora estava evidente hoje. Tentou ajudá-la com os desenhos como pôde e Beom Su ficou dando dicas de cores, além de falar da maquiagem para sábado. Se não tivesse compromisso à noite, provavelmente convidaria as duas para comprinhas porque era o que relaxava seus impulsos consumistas, mas achava que nem isso ajudaria.

Beom Su também tinha achado muito estranho o isolamento de Yerin, com a desculpa de que teria prova de inglês naquele dia. Eles não tinham combinado o encontro para o trabalho? Preferiu não indagar para não alimentar a crise, mas estava bem atento ao que acontecia.

A presença de Sona na aula também levava Hyemin a se lembrar do dia anterior com a tia. Será que ela estava ciente da crise do casamento de seu pai? Ao menos se importava?

Quando as duas se encontravam no início do relacionamento dos dois, Sona sempre parecia indiferente, debochada e irônica com a titia. Naquela época, Hyemin a achava uma unnie absurda e ruim. Contudo, será que a tia não tinha falado nada com ela também? Será que ela não tinha dito umas de suas típicas conversas sinceras com a enteada, mas ao invés de encontrar alguém submisso, encontrou uma criatura afrontosa? Seu julgamento sobre a unnie estava correto?

Era tão cansativo ficar nesse loop de emoções que nem ao menos os desenhos estavam saindo direito.

Já Misoo, estava sem muitas defesas. O clube de moda era, disparado, o pior de todos. Apesar de suas amigas não estarem no clube de tênis, pelo menos era algo que ela gostava de fazer. Já o de Moda...Nem isso. As companhias mais razoáveis que tinha era da própria Hyemin - que não estava em seus melhores dias -, Beom Su, que era educado e engraçado com ela e de Han Sona. Sona era uma menina mais colocada e discreta, preferindo ficar na dela, observando as pessoas, mas nunca se recusava a ajudar ou fazer dupla/trio quando mandado.

Yuha também era uma menina bastante gentil. E, desde o dia que falou com Minhyun, Sunyoung também a tratava com mais cuidado. Não eram melhores amigas, mas era educada.

A professora, contudo, era a pessoa mais desagradável. Por mais refinado que fosse o esboço dela, sempre havia críticas e tudo virava um espetáculo para ridicularizá-la. Muitas pessoas se perguntavam porque Misoo continuava ali, mas outros admiravam a persistência. Longe de saberem o real motivo, achavam que ela estava correndo atrás do sonho ou algo do tipo - até porque os desenhos não eram ruins e a professora pegava muito no pé dela mesmo.

Mesmo assim, ninguém erguia a voz para defendê-la e rebater as “agressões”. Quem era a “Misoo de Misoo”, afinal?

Quando o sinal bateu, indicando o fim, houve um grande alívio para ela e Hyemin. Aparentemente, a Srta. YeLee estava decepcionada com o desempenho da turma com um geral. Sobrou até para a capitã. O aviso foi bem real quando disse que eles precisariam melhorar e muito aquelas ideias, caso quisessem fazer um desfile. A turma corria o risco de não apresentar nenhuma coleção se continuasse assim - talvez devessem partir para algo mais conceitual, envolvendo fotografia e não um desfile em si. As pessoas ficaram um pouco preocupadas e ela mandou que todos preparassem seus projetos até semana que vem.

Era a data limite para eles.

Pouco importava o volume de matérias, festas, maquetes. Ela tinha um clube para defender, afinal. E a cobrança em Wangjo apenas aumentava.

Na saída, Misoo foi impedida de sair porque uma das amigas de Sunyoung se aproximou dela. Era Jin Myung Eun, uma das meninas que fazia tênis e que tinha testemunhado a situação no dia anterior.

- Yeun Misoo-ssi, posso falar com você rapidinho? - A unnie perguntou como quem não queria nada. Tinha uma expressão agradável, mas desse estereótipo, Misoo conhecia muito bem. - Talvez eu tenha algo que possa te ajudar com o probleminha de ontem…

Discretamente colocou uma caixinha sobre a mesa dela, empurrando de leve.

- Isso vai te ajudar a secar até sábado. Tira totalmente a fome e você nem se sente mal. É só tomar uma vez por dia e ficará bem.

Não muito longe dali, Hyemin estava se preparando para seu grande desafio do dia. Beom Su e Nana também estavam de partida, mas para lugares completamente opostos. O pessoal do Grêmio continuava preso na reunião e não daria tempo de se despedir de Yerin. Beom Su também não esperaria porque não sabia mais se ela iria direto para lá ou se iria para a tal prova de inglês.

Quando os três saíram juntos, veriam o céu estranho. Estava mais escuro do que o normal e a umidade havia aumentado.

- Aigo, será que vai chover?
(C) Ross



JAE KI - QUARTA-FEIRA. 6 P.M.


Beom Su tinha seguido para seu estúdio assim que saiu da aula de Moda e se despediu de Hyemin. Cerca de quinze minutos antes das 6:03 P.M, o interfone tocou com a voz de Yerin para que abrisse o portão para ele. Durante aquele tempo, ele tinha arrumado os materiais, assim como encomendado a comida e protegido seus desenhos, manequins e tecidos especiais - alguns até podia sugerir para a maquete.

Enfim, Yerin chegou e foi recepcionada com um sorriso aberto. Como esperado, era impossível que ela tivesse ido para o curso de inglês e seguido para lá. Tinha mentido para Hyemin, mas por que?

- Então, foi tudo bem no Grêmio?

- Com discussões demais, como sempre. Estou com um pouco de dor de cabeça. - Massageou a têmpora.

- Tenho remédio, você quer?

- Ung.

Enquanto buscava o remédio, Yerin retirava o blazer, mas usava uma camisa de manga comprida do colégio por baixo. Ajeitou-se e sentou-se no sofá.

- Você...teve prova hoje, foi?

- Ani. Eu não tenho curso hoje… - E o encarou, entendendo o que ele tinha entendido. - De todo modo, minha prova é amanhã e preciso usar o tempo livre para estudar. Amanhã farei o mesmo de hoje.

- Araso…

- Como ela está? - Perguntou e colocou o remédio na boca, bebendo com um pequeno gole d’água.

- Esquisita...Ela esteve ausente o dia inteiro. Aconteceu alguma coisa, né?

- Ung, mas também não sei o que foi. - Suspirou. - Bom, eu trouxe algumas coisas para o trabalho. - Retirou um notebook de um case e também havia uma pasta com uma folha grande e dobrada. - Fiz um esboço da maquete pelo computador e desenhei numa folha que tenha o tamanho do isopor.

- Coloque aqui na mesa, acho que dá...Uwaa... Está muito bem distribuído.

- Ung.

- E o material? vai mesmo apostar no que o Song Jae Ki sugeriu? Reciclável?

Yerin olhou para Beom Su, ponderando e meneou positivamente.

- Ne. Esse menino é criativo e acho que ninguém vai pensar em usar esse tipo de material. Além disso, Incheon como uma cidade projetada para ser uma cidade do futuro tem cuidado com reciclagem. Foi uma boa ideia dele, só espero que ele leve à sério.

- Então você confia nesse menino?

Yerin hesitou por um instante, mas acabou dando de ombros.

- Ele é bom em artes. Para alguma coisa deve servir - Disse com certa indiferença e voltou a atenção para o computador.

Mal sabia o que Jaeki estava fazendo naquele exato momento. A ideia de catar todo o lixo não era de todo ruim, o lado negativo era a exposição que ele trazia para si mesmo. Havia mil formas de ser discreto ou pensado antes e lavado aquilo, mas o garoto simplesmente foi catando tudo o que viu, sem muito zelo.

Quando chegou no bairro de Beom Su, as pessoas olhavam para ele de modo curioso, espantado ou até mesmo chocado. Parecia um pedinte catando o lixo dos ricos. Era algo muito estranho de ver naquele horário e, mais estranho ainda foi chegar até uma dos prédios e ter acesso permitido.

Beom Su abriu a porta com uma expressão simpática que logo virou pavor quando ele entrou com aquele saco preto em seu tão lindo e perfeito estúdio. Além de estar todo suado e acabado. Yerin levantou-se, logo fazendo uma expressão bem fechada enquanto analisava o passo a passo dele.

- O-o-oi…- Beom Su disse. - Er...Esse é o nosso material? Hm...Bota...Bota ali na cozinha. Aish…

Franziu o nariz porque alguma coisa não estava cheirando muito bem naquele saco e ele também era muito fresco. Não estava acostumado aquele tipo de coisa. Bateu um grande arrependimento por ter sugerido seu estúdio. Teria que limpar tudo para tirar aquele cheiro.

Yerin seguiu um pouco mais determinada até o saco e, depois que Jaeki colocou no chão, pegou a pontinha dele e deu uma olhada no que havia ali dentro. Fez um “tsc” e o encarou.

- Deixe-me adivinhar...Não teve tempo de lavar isso antes, não é? - Indicou e franziu as sobrancelhas. - Ainda bem que agora tem. - Forçou um sorriso irritado. - Lave e seque isso, tirando o cheiro ruim que tem aí. Francamente...Que piada…

Revirou os olhos e se afastou dele. Beom Su coçou a nuca, olhando na direção de Yerin. Ela já parecia desapontada com a ideia. Esperava o mínimo de cuidado, mas aparentemente, o garoto achava que era uma piada ou qualquer coisa do tipo. Mordeu o lábio com certa força e voltou até a mesa.

O estúdio de Beom Su era enorme para os parâmetros de Jaeki e muito limpo, com tudo o que seria necessário para alguém morar. Os objetos de trabalho dele estavam guardados, mas ele já tinha deixado ali toda sorte de material de artes - o que lembrava muito seu clube favorito, além de ter uma cozinha funcional. Na mesinha onde Yerin estava, havia uma grande folha fina com o esboço da maquete enquanto o notebook no colo da menina tinha uma espécie de programa de arquiteto para os projetos.

Por mais mandona que ela fosse, não dava para dizer que não era competente. Já tinha adiantado boa parte do trabalho e nem ao menos sugeriu uma viagem até Incheon.
(C) Ross


WON BIN - QUINTA-FEIRA. 1:38 P.M
.

Assim que Won Bin chegou em casa, ele ouviria o som de plástico sendo mexido enquanto o pai arrumava a mesinha deles. A sabedoria e a preguiça parecem ter motivado o pai a simplesmente comprar a comida ao invés de se arriscar na cozinha. Tinha encomendado japchae e kimchi para eles - apenas preparou o bap porque a panela de arroz tinha o timming certo para isso e não corria o risco de errar.

Para o filho, comprou um refrigerante e, para si, uma cerveja para aproveitar o seu dia de folga.

Tão logo o garoto entrou, foi recepcionado com um sorriso amistoso. Eles raramente conseguiam almoçar juntos. Geralmente era jantar, por isso quando esses momentos vinham, os dois gostavam de aproveitar.

- Bem-vindo!- Disse. - Preparei um almoço delicioso! - Brincou. - Como foi sua aula?

Os assuntos comuns. O pai parecia de bom humor, mais tranquilo, calmo e controlado. Na verdade, apesar dos turnos doidos que precisava cumprir, ele não tinha aquela sombra pesada de aborrecimento e estresse acumulado. Na verdade, parecia leve. Para Won - que também vinha passando por esse tipo de sentimento por conta de um nome e sobrenome - aquilo era uma surpresa. Mas também um indício que, talvez, o pai estivesse feliz por conta de um nome e sobrenome também.

Os dois se sentaram à mesinha deles e começaram a se servir com arroz, kimchi e japchae. O pai parou de misturar quando percebeu que o menino tinha algo a dizer. Deixou sua tigela na mesa e o encarou.

- Hm? - Piscou, esperando. - Sobre seus treinos, não é? O que gostaria de saber?

Colocou uma porção de comida na boca e continuou a observá-lo. Meneou positivamente, mas não queria dizer que ele estivesse permitindo. Lá vinha seu discurso.

- Eu...Fiquei bastante desapontado quando você escolheu permanecer naquele emprego ao invés de focar no que sempre desejou. Por muitos motivos fiquei decepcionado. Sei que não foi uma escolha justa que forcei, mas sua teimosia e indisciplina foi maior que o amor pelo TKD...Foi chocante.

Misturou mais a comida.

- Eu tenho falado com seu mestre. Nós somos amigos, não é? Ele também ficou triste pelo que aconteceu, você era um dos favoritos dele. E ele esperava muito que você voltasse… - Olhou para o filho. - Vou permitir que você volte, mas pense melhor nas suas escolhas daqui pra frente e...não me decepcione de novo.
(C) Ross


SUNNY - SEXTA-FEIRA. 3:05 P.M.


Chang Wook retornou para o seu lugar depois de apagar o quadro com bastante cuidado. Estava arrumando suas coisas quando viu a folha sendo colocada com leveza diante de si. Sabia muito bem que Sun Hee estava esperando por este momento, mas ainda estava testando seus nervos e observando a mudança do comportamento dela.

Pegou a folha sem encará-la, mais interessado em ler as palavras do que a expressão que já havia identificado nela. Levou a mão até os óculos, arrumando bem na ponta, lendo as palavras. O poema era bem construído e havia...tanto sentimento que ele precisou de um segundo a mais para ler e absorver o que estava ali.

Infelizmente, não conseguiu concluir a leitura porque Sunny tinha pressa. Ergueu os olhos para ela, a encarando seriamente.

- Você acha que é o suficiente?

Retrucou a pergunta a ela.

- O mínimo era que você cumprisse com suas obrigações diárias. Todas as pessoas se esforçam para isso porque é o esperado, não é? Para não levantar suspeitas ou atrair as atenções. - Continuou a encará-la. Ele não estava com pena dela e, apesar de preocupado com sua aparência, ele mantinha o domínio da situação. - O que me importa não é como seu corpo se move para fazer isso, é o que você vem sentindo.

Indicou a folha.

- Você sabia que é uma boa compositora? - Perguntou enquanto voltava a atenção para a folha. - Tem...ritmo nesse poema. É uma música muito triste...É isso o que tem te consumido? - Só conseguiu ler uma vez e queria ter analisado melhor, mas a conversa entre eles era iminente. - A partida de alguém importante da sua vida? Foi por isso que você começou a tomar aqueles remédios?

Pareceu pensativo e guardou a folha em sua pasta para levar consigo e analisá-la melhor depois.
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Kim Sun-Hee em Dom Out 07, 2018 12:47 am



Não carregava a mesma postura de sempre, animada e participativa... O que era bem triste para uma aluna dedicada como a bolsista. Sunny amava as aulas de literatura e os encontros do Clube, além do mais, o Sr. Lee foi um dos melhores professores que ela teve dessa matéria... Não, não. Ele era o melhor. A maneira que conduzia as discussões instigava a vontade de se aprofundar cada vez mais nas obras e posicionar a própria opinião. Desde o começo, ficou encantada... – claro que a aparência contribuía na aura de fascínio, mas havia mais do que um rosto bonito e charmoso nele. Infelizmente, agora... Quando o encarava, Sunny quase enxergava a imagem de um inimigo. Entendia as boas intenções de querer ajudá-la, mas ao contrário disso, Chang Wook não tinha como calcular os estragos de sua atitude.

Ela observava a leitura do homem, tentando adivinhar algum pensamento que pudesse se manifestar na expressão séria... Sentia-se meio desconfortável ali, pois embora fosse reticente e evasiva na hora de responder, quando escrevia...

As palavras simplesmente escorriam sem qualquer tipo de controle.

E naquele pedaço de papel estava apenas uma gota do mar que afogava Sunny todos os dias... Apenas uma gota da verdadeira imensidão.

Ter alguém literalmente analisando seus sentimentos...

Analisando aquilo que a machucava...

Era, no mínimo, aterrorizante.

Mesmo assim, Sunny mantinha-se “intacta”, até que a ansiedade gritou dentro de sua cabeça – que ainda doía – e ela precisou falar para quebrar o silêncio, impedindo-o - inclusive - de escutar as batidas altas do coração fraco.

De repente, ele lançou o tipo de questão que não pedia por alternativas ou tentativas de réplicas... Afinal, era o tipo de questão de uma única resposta e ambos já sabiam qual. Sun-Hee crispou os lábios, inflando o peito para reunir fôlego. Não sairia daquela sala tão cedo, concluiu.

Chang Wook prosseguiu e não fazia rodeios em apontar o óbvio que Sunny preferia ignorar.

Não queria pena. Não queria ajuda. Não queria nem estar tendo aquela conversa. Entretanto... Até que ponto isso era verdade? Sunny nunca lidou com uma situação tão perigosamente explícita... O professor não só estava inteirado sobre a existência de um problema como a apertava ao limite... Porque não via isso de outra forma que não fosse a proposital. Estava testando a resistência dela. Encurralando-a e destruindo todas as possíveis escapatórias. Se o homem continuasse investindo nessa escolha incisiva, lhe restaria somente uma... a de atacar para resistir e se defender da ameaça.

O olhar mudou de direção, encarando a folha.

Balançou a cabeça e negou, mas foi no automático e continuou fitando-a mesmo diante das novas perguntas mais diretas do que a anterior. Sunny escondeu as mãos nas costas, cerrando-as com certa força - nada fora do comum.

Soprou o ar junto das respostas...

- E-Eu comecei a tomar por conta de uma prescrição médica, professor – talvez, aquilo o surpreendesse... no entanto, ela não tinha terminado ainda – Mas foi uma opção minha recorrer a eles quando necessário. Quando necessário – frisou – Infelizmente, o que senhor viu daquela vez... Eu estava tendo um dia muito ruim. Os remédios não foram os culpados pela queda de pressão.

A culpa era dela mesmo.

Sunny trincou os maxilares e fechou os olhos.

E logo... levantou o queixo, enfim, olhando para o Sr. Lee.

- Se eu não tomar os remédios, outras pessoas vão se ferir também e não posso ver mais ninguém se machucando por minha culpa... Então, jebal, devolva o frasco. Não acha que as obrigações diárias são suficientes? Dobre o número de atividades, exercícios, leituras... O que quiser, professor Lee, só me dê os remédios – uniu as mãos frente ao rosto e as esfregava lentamente, enfatizando o pedido... – Jebal...

WangJo - Clube de Literatura

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Dom Out 07, 2018 1:01 am


Jae-ki realmente não era o melhor em dar uma boa impressão, era bom em tirar notas altas, mas no trato social era totalmente oposto. Era descuidado como sua reputação e nem um pouco discreto. Quando a porta foi aberta, notou a surpresa de Beom Su e o rosto fechado de sempre de Yerin, embora ela parecesse um pouco mais emburrada que antes.  

Assim que entrou com seu saco, Jae virou sua cabeça para todo lado, olhando curioso para os detalhes do estúdio. Era impressionante em como era luxuoso e bem equipado. Tinha até cozinha!

- Eoh, é esse o material... - Disse um pouco distraído enquanto ainda olhava o local.

Assim que viu um sofá, Jae-ki sentiu muita vontade de sentar nele, porém Beom Su já o pedia para colocar o saco na cozinha. Depois que largou o saco lá, Jae foi para o sofá e se largou ali, de pernas bem abertas, encostando a cabeça no estofado.

- Uwa... Que confortável! Caraca, dá pra morar aqui de boas.

Ele arrancou os tênis com os próprios pés, ficaria só de meia mesmo por costume que tinha em casa. Viu Yerin ir até o saco dos materiais e ficou observando do sofá. Não demorou nem alguns segundos para ela já começar a dar ordens. Jae-ki odiava a forma como ela falava com ele, como se fosse um empregado ou um idiota qualquer. Essa garota era tão nojenta, tinha que se fazer de superior o tempo todo.

- Ahhh, foi mal, eu esqueci que a mão de vocês cai se for lavar as coisas- Disse como se estivesse falando algo bem normal, em seguida provocou de novo- Mas é que essa semana meu empregado tá de férias. - Ironizou por fim.

Jae-ki nem tentou argumentar, sabia que não adiantava com esses alunos. Desencostou as costas do sofá para ficar olhando o esquema da maquete.

- Pera aí, esse vai ser o esquema?   - Disse tentando ver se estava correto, principalmente nas medidas.

Era um bom esquema, mas ele poderia ter feito um bom esquema também, não gostava de ter ficado com o trabalho sujo. Claro, o garoto pobre filho de empregado lavava as coisas sujas, enquanto os patrões ficavam com o trabalhos mais dignos. Ela nem o deu a chance de opinar. Jae queria poder ter feito o esquema, mas eles tinham notebook e até programas de arquiteto, e claro, não tinham que trabalhar.

Mas apesar de tudo, Jae-ki não estava ali para questionar as desigualdades, mas sim terminar essa maquete. E apesar da prepotência dela, pelo menos tinha adiantado uma parte. E Jae sabia dos seus limites, também não poderia pagar pelos materiais de arte iriam usar, então como compensação não iria brigar por ter que lavar as coisas sozinho, mas o que incomodava mesmo era o jeito dela falar.

Jae se levantou meio preguiçoso, já tinha lavado coisas no trabalho, não era uma tarefa que gostava.

- Tá bom, podem deixar a parte pesada comigo... Eu não tenho medo de me sujar. - Disse como se Yerin não o tivesse mandado daquele jeito.

Jae-ki arregaçou a manga da sua jaqueta e um jeito bem bruto mesmo, abriu o saco e colocou as cosias que precisavam ser lavadas em cima da pia, que eram mais os potes, garrafinhas, as caixas de suco e de leite.

- Olha, eu já fiz muito trabalho com reciclagem, então peguei os materiais mais úteis. Acho que tudo pode ser usado aqui, claro que vai sobrar bastante coisa. Com o papelão então... Dá pra fazer qualquer coisa... 

Ele também aproveitou para olhar bem o que tinha na cozinha, via se encontrava algo de comer, claro que não ia sair pegando sem pedir. Só estava "curioso" mesmo... Perguntaria qual pano poderia usar para secar, não se preocupou em pegar um avental nem luvas, porém claro que acabaria se molhando assim. Ele começaria a lavar logo para se livrar, não gostava nem um pouco disso, mas trabalho era trabalho. Não estava afim de ouvir reclamações enjoadas no seu ouvido.  
Jae catador de lixo

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Dom Out 07, 2018 2:06 am

JAE KI - QUARTA-FEIRA. 6:15 P.M.


- Komawo.. - Beom Su respondeu de modo tranquilo, olhando para seu próprio lugar. - Às vezes bem tenho vontade de morar aqui mesmo.

Apesar de não ter gostado daquele material e do cheiro que ele trazia, ele não tratava Jaeki de modo preconceituoso. O problema era que o garoto tinha aquela expressão afetada, como se julgasse o tempo todo. Levava um tempo para perceber que esse era o jeito dele e que, nem sempre, estava julgando. Já Yerin, estava aborrecida porque o trabalho não estava completo.

Levantou-se para ver o material e já começou a reclamar antes mesmo de dar um oi ou bem-vindo para Jaeki. Beom Su cruzou os braços, mas levou a mão direita até a boca, batendo de levinho enquanto observava a batalha naval que seu estúdio virava.

- Aaah, eu esqueci que você gosta de ficar julgando as pessoas e depois se fazer de vítima. - Yerin nem pensou muito em responder. - Você disse que cuidaria do material. Acha mesmo que é só recolher o lixo e tudo bem? Se a sua parte que você fez tanta questão era usar o material reciclável você deveria, ao menos, fazer o trabalho completo!

- Yerin-Ah…

- E para de ser irônico porque ironia não vai te levar a lugar nenhum, só me irritar mais. - Voltou a se aproximar do sofá e reiterou suas ordens para que ele terminasse com aquela droga!

Beom Su massageou a têmpora, mas logo voltou a atenção para o trabalho.

- Sim, a Yerin ainda não tinha explicado, mas ela cuidou da base da maquete...E mesmo que eu não tenha achado legal a maquete reciclável, eu meio que contribuí. Tem alguns tecidos, botões e linhas que eu fui juntando que podem ser usados. Caso falte, eu posso providenciar mais do mesmo para tentar fazer algo uniforme.

- Ótimo, Beom-Ah. - E olhou para o esboço. - E sim, esse foi o esboço que fiz nas últimas duas noites porque, ao contrário do que certas pessoas acham, eu tenho muito o que fazer. E, mesmo assim, me virei para apresentar algo para vocês. Hehe…

Não estava rindo, nem achando graça. Da mesma pasta que tirou a folha desenhada, também tirou folhas com fotos que ela imprimiu: tinha a geografia física do lugar, sem os prédios, para que eles tivessem noção das dimensões de planicies, planaltos, mar, rios e afins, mas também tinha a foto da cidade em si, com seus arranha-céus que seriam interessantes de retratar.

- Eu já calculei mais ou menos a proporção, mas acho melhor dar uma conferida. Estava cansada e posso ter errado. - Admitia e, indiretamente, dava uma função mental para Jaeki. Se ele não percebesse a sutileza, ela só o acharia mais tolo e irritante ainda.

- Eu sou péssimo com matemática, talvez seja melhor o Jae Ki-ssi conferir essa parte. - Beom Su foi mais claro.

Yerin fez uma careta e deixou que ele visse, mas o garoto insistia em alfinetar sobre a parte pesada e lavar a louça. A garota trincou os dentes, revirando os olhos enquanto Beom Su só deu repetidos tapinhas em seu ombro, para que ela relaxasse. Vendo que precisava ser a conexão entre aqueles dois extremos, Beom Su ergueu-se, arrumando seu cabelo.

- Nunca trabalhei com esse tipo de material antes, mas posso garantir que sou caprichoso. Quando separei os tecidos, dei uma olhada na internet para conferir algumas ideias e posso cuidar dessa parte do acabamento. Dar um requinte ao traço bruto.

Dos três, Beom Su realmente seria o melhor para fazer isso. Ele era perfeccionista quando se tratava de arrumar os detalhes e criar uma história através dos tecidos. Yerin e Jaeki eram criativos e saberiam - ou não - cuidar da estrutura da maquete. O garoto foi mostrar a caixa que estava o material que havia comentado. Ao contrário de Jaeki, ele arrumou tudo por nichos e cores, mas era porque ele entendia desse tipo de coisa e tinha toc. Era um deleite para os olhos de Yerin, muito embora ela fosse do time “preto, branco e cinza”. Enquanto isso, Jaeki lavava o material. Beom Su se preocupou em entregar avental e luvas para ele, mas caso recusasse, também não insistiria. Na hora de secar, indicou o paninho certo.

Yerin ainda estava muito irritada para se aproximar dele e, às vezes, era melhor deixar cada um fazendo o seu mesmo. Beom Su o ajudou a secar a louça e foi vendo as formas. Ele não conseguia vislumbrar do mesmo modo que Jaeki, diferente de Yerin que tinha algumas ideias.

- Tem jornal aí também? - Perguntou sem encará-lo. - Seria interessante usar jornal molhado em moldes para as partes mais altas, daria a estrutura. Como máscaras que algumas pessoas fazem usando jornal.

Comentou por alto. Não tinha escutado essa conversa dele com a professora, mas ela entendia um pouco de esculturas e alguns processos, apesar de preferir pintar e desenhar.
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SUNNY - SEXTA-FEIRA. 3:07 P.M.


O professor não ficou surpreso quando ela fugiu de suas perguntas e respondeu de modo genérico que tinha começado a usar com prescrição médica. Era quase como se isso justificasse o que vinha acontecendo. Ainda se lembrava vivamente de como tinham começado aquilo na enfermaria e o desespero de que ele não contasse para ninguém.

Se a garota estivesse mesmo com uma base médica para ajudar com aquilo, não teria porque ter medo. A escola estaria ciente, os parentes também e ele não seria louco de espalhar algo tão pessoal para outras pessoas. Afinal, ele tinha um protegido dentre os seus - o próprio primo, cuja situação ele veio a entender mais detalhadamente não muito tempo atrás.

- Você também faltou às minhas aulas de sexta-feira, três dias antes do desmaio de segunda-feira. - Pontuou.

Franziu um pouco as sobrancelhas, sem compreender aquela afirmação dela - tinha entendido, mas fazia parte de sua filosofia fazer as pessoas responderem a verdade diante das próprias mentiras ou falsas verdades que inventavam. Era assim que as pessoas chegavam às conclusões e ao verdadeiro conhecimento. Um sistema conhecido como maiêutica para os ocidentais.

- Eu não quero dobrar as atividades a ponto de levá-la à estafa. Se escrever virar uma obrigação ou punição, você vai perder a poesia e a saída mais saudável, não é o que eu quero. Gostaria de entender porque a ausência de remédios vai prejudicar outras pessoas. É isso que me preocupa.

Coçou de leve o queixo.

- Acha mesmo que não estive atento ao que você vem fazendo? Pode dizer que fez todas as suas tarefas, mas observei enquanto pude como seu comportamento estava diferente só porque eu te tirei os remédios. Por que esteve tão tensa se eu prometi que conversaríamos na sexta-feira? E ainda mantive o segredo. - Suspirou. - O seu “quando necessário” significa diariamente? Mais de uma vez por dia?

Meneou negativamente e retirou os óculos para massagear a região onde antes era pressionado.

- Kim Sun Hee-ssi… - Olhou para ela sem os óculos mesmo. - Se você tem prescrição médica para tomar esses remédios quando necessário, eu posso chamar seus responsáveis para conversar sobre isso? Assim eu posso entender um pouco melhor também a situação como um todo. É uma releitura completa, não?
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Dom Out 07, 2018 8:09 am

Nem mesmo a presença de sua maior unnie, Sunyoung, fazia com que Hyemin conseguisse ficar focada naquelas aulas da tarde. Na verdade, isso a fazia ficar mais apagada, para não cometer gafes sociais. Foi “filha” de Nana e Beom-Su naquelas aulas e agradecia sempre a ajuda deles.

Gostaria de não ficar enchendo tanto os dois, esbolpecialmente  a amiga, que tinha problemas demais e de verdade na cabeça. No entanto, nada a ajudava a esquecer as conversas dos últimos três dias.

Analisava vários tipos de situações que tinha vivido por causa daquela iniciativa da tia. Foi natural também pensar em Sona quando a via de banda por lá, mas não gostava daquela menina que tinha debochado dela, então não foi tão longe. Sentia era vergonha, porque provavelmente ela daria risada dela se soubesse que uma patricinha do colégio se deu tão mal, junto com sua titia querida.

A imagem de Sona era um reforço da tia, que, aliás, não lhe mandou nenhuma mensagem fosse no dia anterior ou nesse. Chung-Ja estava mesmo convicta e sem remorsos, e isso era o que talvez machucasse mais.

A aula demorou muito mais do que a menina se lembrava. Bem lá no fundo, apesar de estar chateada por levarem tantas broncas, e saber que parte do aborrecimento da professora era culpa dela, Hyemin comemorou um pouco a possibilidade de fazerem apenas fotos.

Sentiu-se um pouco humilhada por isso, porque seria vergonhoso não fazerem desfiles, mas ao mesmo tempo não achava que tinha capacidade de lidar com todas aquelas tarefas ao mesmo tempo. Seria bom se cancelassem aquela maldita maquete também…

No fim, saíram, Hyemin manteve a educação, cumprimentando todos, como sempre fazia, e deixou o local com os amigos.

- Aigo… Estou tão sem ideias… Será que a professora vai mesmo cancelar o desfile?   - fez um biquinho. - Miane, Bombom, você estava empolgado com sua coleção… Prometo que vou pensar em alguma coisa…   - forçou um sorriso.

Olhou para o céu, infeliz. Podia falar que não foi naquele encontro porque estava quase chovendo e ficou presa no trânsito, aí carro alagou e… Nem sua criatividade estava ajudando naquele dia.

- Parece, né? Que chato… Só faltava essa… Se fosse um dia normal, eu chamaria todo mundo para ver filme. Mas parece que todo mundo está ocupado… Estamos ficando adultos  - fez um bico e encostou o rosto no ombro de Nana.

Tinha sentimentos misturados. Não queria ir, mas quanto mais enrolasse, pior ficaria. Deu um abraço apertado envolvendo os dois, o que seria um papel de Yerin, se ela estivesse ali. Respirou fundo e ergueu o rosto. Estava adquirindo coragem.

- Bem, os dias estão pesados, mas vamos sair dessa. Fighting! - fechou o punho para eles e olhou em direção a saída. - Hm, meu motorista está me esperando. Até amanhã, pessoal. Não esqueçam das cores…  - sorriu de leve e carregou sua sacola ecológica extra até o carro.

Evitou contato visual com o motorista. Tinha chorado vergonhosamente no dia anterior. Só abriu a boca para recitar o endereço, que consultou no celular, não conseguindo evitar de reler trechinhos daquelas conversas. Encostou a cabeça no apoio do banco e fechou os olhos. Respirou fundo.

Lembrou-se da vez que foi obrigada a pedir desculpas. Era uma sensação estranha, mas dessa vez estava realmente errada e a ofensa era mesmo muito grave. Fazer o trabalho e ir embora. Ficaria tudo bem. Já estava visualizando a si mesma fazendo seus bonecos de massa enquanto UiJin fazia o pombo correio para eles. Fazer o trabalho e ir embora. Ficaria tudo bem. Não precisavam realmente conversar.

Faria a cara que sempre fez. Aliás, será que estava abatida? Abriu os olhos para remexer na bolsa lilás e fazer retoques na maquiagem. A última coisa que queria parecer era lamentável como no dia anterior. Era estranho, porque tentava preservar seu orgulho, como era seu comportamento anterior, mas ao mesmo tempo sentia muito pelo que tinha acontecido no passado deles. Era um encontro muito confuso, no qual ela não sabia mesmo como deveria reagir. Era como quando se encontraram no elevador. Não estava preparada.


— Ross


Última edição por HyeMin em Dom Out 07, 2018 1:47 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Park Hyun Hee em Dom Out 07, 2018 10:51 am


- Eu nunca te contei, mas sou que nem aquele cara de novela. Você não consegue ver a espada no meu coração? - referia-se ao Goblin.

Hyun Hee achou graça do espírito aventureiro dela. Isso também o atraía bastante. Dava vontade de levá-la para passear de moto por aí sem avisar ninguém onde iriam. Assim que ela estivesse recuperada, faria isso, começando com o monte Jung Mi e o colar que ela ganharia lá.

Por ora, estavam se divertindo como dois jovens normais. Sua joaninha era muito engraçada tentando parecer sexy falando de comida. Ele a observou, segurando o riso.

- Você faria isso com qualquer um que lhe oferecesse comida? - brincou, franzindo a testa e a puxou para perto de repente, só para que ela parasse de gracinha. Deu um sorriso mais confiante e a soltou, oferecendo o braço.

- Comida caseira, então, vamos para a praça de alimentação. Tem uns bons feitos na pedra

Era divertido agirem como pessoas normais, em uma tarde tranquila, sem confusões. Pelo menos, era o que ele achava. É claro que ela estava estranha o dia inteiro na escola, mas hoje não. Não com ele…Por outro lado, era mais uma coisa que ela não contava. Ele se perguntava quantas coisas guardava no sorriso.

Só depois que compraram tudo e já estavam sentados comendo que ele resolveu começar um assunto que talvez a incomodasse um pouco. Antes, falou que almoçou com o avô, que estava tudo bem, comentou, por cima, da maquete do primeiro ano e como ele faria aquilo usando um pouco do Clube de Mecânica. Depois, precisou comentar.

- Então… Sua amiga se decidiu se vai? Ainda não falei com Jung Mi. Nós começamos a nos reaproximar, não quero dar uma esperança falsa pra ele. - deu um sorrisinho. - Nunca pensei que veria meu irmão mais novo virando adolescente de verdade. Eu sei que só temos um ano de diferença, mas… Pra mim ele é uma criança pra sempre. É difícil ver essas mudanças. Hahah estou falando como um --... Como um pai - deu um sorriso sem graça. - Enfim. - pegou um papelzinho do canudo e enrolou em uma bolinha na mão, depois brincou de confundi-la e deixou as duas fechadas na frente dela. - Escolha uma mão. Se achar um papel, ganha sobremesa, se achar vazio, fica com um beijo mesmo. E agora, o que será que ela vai tentar achar? - deu uma risada.

Humor: estável/+++++

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Yeun Misoo em Dom Out 07, 2018 12:00 pm


Aquela aula era um inferno! Estava cercada por cobras, sem aliados que a defenderiam de fato, apenas pessoas alheias ou simpáticas, mas ninguém que tomaria partido. Sua vontade de sair daquele clube perdurava a cada ano, mas não podia, por causa da mãe.

Ainda mais agora, que tinha um campeonato para se inscrever. Não podia correr o risco de ser boicotada por não participar do clube. Mesmo assim, ela se prometia a cada ano que sairia disso, que tentaria Botânica ou algo assim.

Era com muita má vontade que ela fazia seus desenhos, que ela aprendeu na marra, mas nem gostava de fazer. Além disso, estava um pouco irritada porque teve que resistir a todas as comidas gostosas do dia e por mais que ficasse bebendo água, na prática era muito mais díficil comer só uma maçã do que aqueles blogs falavam.

Quase deu graças à professora quando ela ameaçou cancelarem o vestido, mas imaginava que a mãe ficaria furiosa se ela não conseguisse alcançar a passarela com algum modelo. Por que tudo isso? Não podia simplesmente deixar seu legado para MinT? Ela não precisava daquela pressão toda nos ombros.

Enfim, dez minutos antes ela já tinha arrumado suas coisas e estava louca para ir embora, quando foi interrompida. Misoo olhou de banda para aquela unnie venenosa. Estava querendo fazer uma piadinha com sua cara? Mas por que parecia que estava lendo seus pensamentos? Existia alguma coisa tão mágica assim?

- Que besteira… Muito engraçado. Tem o que aqui dentro, doce? - Fez uma cara de pato, pegando a caixinha e guardando na bolsa, bem mal agradecida, porque estava com vergonha daquela exposição. Mas provavelmente ela não seria a primeira a agir daquele jeito. Quando visse os resultados…

Fez uma reverência para a menina, em respeito à hierarquia, e saiu andando. A unnie só não saberia que ela estava procurando encher a água fora das vistas e experimentar aquilo, em vez de ceder e ir atrás de alguma comida.

Será que funcionaria mesmo? Ou estavam tentando enganá-la, com laxante ou o que quer que fosse? Pelo menos não foi no meio das aulas, então poderia passar mal por agora, se fosse assim.

~~

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Dom Out 07, 2018 12:58 pm


Jae começou a ficar irritado depois da primeira resposta de Yerin, odiava como ela era hipócrita, ela que tinha começado a julga-lo, só estava se defendendo, tinha falado mesmo para atingir ela. Estava mesmo na defensiva, embora de um jeito mais debochado. Mas se sentiu mesmo ofendido quando ela disse que ele estava se fazendo de vítima. Yerin era esperta, e sabia usar o que ele disse contra ele, mesmo que ele não tivesse tido a intenção que ela o acusava. Além disso, por que quando os ricos reclamavam não era se fazer de vítima? Mas quando eram os bolsistas sim? De qualquer forma, Jae nem tinha usado suas palavras para reclamar.

Ficou aborrecido também quando ela ficou jogando na sua cara que sua parte tinha sido o material. Soltou um riso abafado, e com o olhar meio cansado de levar mais sermão comentou:

- Ah, araso.. Então tudo que eu falo é porque me faço de vítima, mas quando é vocês não é? Aigo... Esquece, tá, Yerin,tá,  eu já entendi, só você pode julgar outros, mas quando é com você é chato né? Só que eu não tava te julgando, tava só brincando, você parecia muito tensa. - Sorriu de leve no final da frase.

A verdadeira intenção de Jae era para implicar de volta mesmo, porém não iria admitir isso. Ele também não tinha pensado que lavar antes seria importante, ninguém tinha avisado e ele não era um garoto que ficava pensando em limpeza. Estava mais era pensando na Eun-bi mesmo. Mas só por isso ela tinha que falar como se ele fosse seu empregado? Pelo menos ele tinha feito algo que eles provavelmente não iria fazer, que era mexer no lixo. Jae achava eles muito frescos. E para a última reclamação dela sobre ser irônico, Jae respondeu com sua lógica:

- Não vou ser irônico se você parar de me tratar assim. Foi você que começou.

Beom Su começou a falar também, Jae não gostava da cara dele que parecia sempre estar julgando também. Não disse nada sobre o que ele falou, mas arqueou as sobrancelhas quando Yerin falou "certas pessoas". Odiava como as garotas de Wangjo começavam a implicar com ele, e depois quando ele respondia elas ficavam assim. Ela que tinha julgado que ele pensava assim, mas nunca tinha a acusado de ter muito tempo. Além disso, porque ela fazia questão de enfatizar que tinha mais o que fazer? Estava preocupada com o que ele estava achando? Se incomodava quando ele a tratava como uma riquinha fresca?

- Ah que bom que você fez... - Comentou com uma voz meio desanimada.

Jae-ki imaginava que as coisas que ela tinha para fazer deviam ser cursos, fofocar e passar maquiagem. Não que criticasse, mas achava injusto ela achar que só ela podia reclamar do tempo e ele não. Jae ainda estava chateado por achar que ela fez a parte legal de calcular as coisas e desenhar. Ele ouviu os dois falando sobre ele conferir, mas não estava muito animado com isso. Já tinha pensado em fazer isso antes deles falarem, e já estava conferindo só de olhar.

- Eu já tava olhando desde que eu cheguei, depois eu que terminar de lavar eu olho melhor, mas eu já conferi uma parte de cabeça- Disse quando estava lá separando o material para lavar- Podia ter pedido ajuda antes...

Enquanto colocava as coisas na pia ouvia Beom Su falando dos materiais que conseguiu. Parecia uma boa ideia usar esses materiais mais finos. Porém Jae estava meio calado, lavar as coisas teve sua vantagem, porque podia ficar longe da Yerin uns minutos. Ver como eles se davam, o fazia ver que a ideia da professora de artes era bem árdua e impossível. Recusou quando Beom Su ofereceu o avental e as luvas:

- Ani, essas coisas me atrapalham. Mas eu tô com sede... Só me falar onde posso pegar água que eu pego depois.
 
Depois de ter lavado uma parte, Yerin perguntava sobre os jornais:

- Eoh, tem alguns no saco...

Achou curioso Yerin falando sobre máscaras, será que ela tinha ouvido sua conversa com a professora? De qualquer forma, não estava afim de perguntar. Só ficava em silêncio se preparando para ouvir mais sermões dela durante o dia. Voltou a lembrar dos momentos que teve com Eun-bi, tinha que manter o bom humor, já que ia ter que ficar ali por mais algumas horas. Jae ficou meio surpreso por ver que Beom Su veio ajudar a secar coisas, mas era meio orgulhoso, e por isso avisou:

- Valeu, mas pode deixar que eu seco, já que a ideia do material foi minha... - Disse meio que parafraseando o que Yerin tinha dito mais cedo.

Já que Yerin tinha dado entender que achava que essa era sua função, ele também não queria mais ajuda, era forte e não queria aceitar que amenizassem seu trabalho, não queria que jogassem isso na cara dele depois também. Mas aceitaria se Beom Su insistisse mais uma vez, porque não ira criar caso por causa disso. Só estava avisando mesmo para depois não acusarem.

- Você trouxe uns materiais maneiros... - Disse para o Beom Su quando o viu tentando olhar pra os produtos recicláveis, porque não tinha comentado nada antes e meio curioso fez uma pergunta fora o assunto- Você já usou as roupas que você fez? Ou só faz porque acha legal?  

Estúdio Beom Su

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Won-Bin em Dom Out 07, 2018 2:49 pm



Won logo reconhecia o som de plástico. O pai tinha sabiamente escolhido a opção de comida pronta já que o senhor Hwang não era bem um grande chef de cozinha.
Não havia problema nisso, era melhor assim.

O sorriso amistoso foi um dos primeiros sinais de que tinha o sinal verde para discutir aquele assunto.
Sentia falta de almoçar com o pai. Além da rotina do pai eles ficaram tempo demais sem se falar.

Riu um pouco do comentário de ter preparado o almoço. Com certeza iria agradecer as grandes empresas de alimentos também.

-Foi bem hoje, acho que já dá pra considerar a rotina da Wangjo normal - comentou. Hoje não houveram grandes reviravoltas ou grandes surpresas na escola. Até Wangjo podia ter um dia normal ou dois pelo menos.

Notou que o pai parecia...diferente. Será que tinha mudado algo no serviço? Ou será que...bem se aquelas idas, ou única ida, ao café tinham alguma influência era uma boa influência.
Gostava de ver o pai assim com o rosto menos cansado, apenas queria que ele contasse se realmente tinha um nome e sobrenome responsável pelo sorriso.

Won também tinha e desejava muito por revelar. Mas precisava dar os primeiros passos para consertar sua vida antes.

Com a coragem fortalecida pelo momento tranquilo Won perguntou sobre os treinos. Já estava psicologicamente preparado para o não e para o sermão, mas a resposta foi até melhor que esperava.

- Eu...Fiquei bastante desapontado quando você escolheu permanecer naquele emprego ao invés de focar no que sempre desejou. Por muitos motivos fiquei decepcionado. Sei que não foi uma escolha justa que forcei, mas sua teimosia e indisciplina foi maior que o amor pelo TKD...Foi chocante.

Assentiu com a cabeça. Era um tanto diferente ouvir ele admitindo que não foi uma escolha justa. Mas infelizmente o pai não havia entendido que o que tinha sido maior não foram a teimosia ou indisciplina. Mas aquele nome e sobrenome ainda precisava estar escondido até o momento certo.

Por isso não argumentou apenas assentiu com a cabeça e baixou o olhar por um instante.

- Eu tenho falado com seu mestre. Nós somos amigos, não é? Ele também ficou triste pelo que aconteceu, você era um dos favoritos dele. E ele esperava muito que você voltasse…

"Mestre Baek!? Sério? não imaginava que o mestre ainda estivesse mantendo contato com o pai, muito menos dizendo que era um dos seus favoritos. Era um tanto reconfortante saber que o mestre ainda se importava.

- Vou permitir que você volte, mas pense melhor nas suas escolhas daqui pra frente e...não me decepcione de novo.

-Sério!? - abriu os olhos, um novo brilho no olhar no rosto - Obrigado pai! Eu...eu não vou te decepcionar! - se levantou e deu meio que um abraço no pai, de um jeito meio que quase o derrubaria mas com cuidado.

A mente ia a mil por hora. Não sabia se queria já se trocar e correr para o dojo ou mandar uma mensagem pra Bomi primeiro.

-Eu devo estar bem enferrujado, eu vou apanhar até do primeiro faixa branca que chegar - comentou meio brincando.

Ia continuar o almoço de qualquer maneira. Feliz e mais relaxado Won comentou o próximo assunto que queria saber.

-Pai...você tá meio diferente. Parece até que tá mais tranquilo o trabalho. Aconteceu alguma coisa? - perguntou meio inocente, como se não suspeitasse de nada.

WangTreino

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Dong Hee Kyung em Dom Out 07, 2018 11:21 pm



Dong não tinha como prever as reações variadas expressadas pelos amigos, conforme o plano do aplicativo fosse  sendo revelado. Stella parecia ser a que mais foi afetada já que parecia distante, praticamente o evitando, nem nas partidinhas de ARAM, Hee Kyung conseguia achar a garota direito.

Para completar o dia, havia a natação que para o rapaz de físico delgado e folego precário, sempre era um martírio, suas esperanças ainda estavam recaídas em seus pais comprarem aquela ideia das artes marciais para amadores, mas até que isso seja decidido... os remédios para hoje já estavam separados para quando necessitasse de socorro.

O herdeiro deveria provar que não é feito de açúcar e que aguentaria fazer uma outra atividade mais pesada, como também pedalar de bicicleta (ou aprender o que é pior).

- Hmm... - Um suspiro tímido escapa do garoto, no fundo, sentia falta de Hayoung. Gostava dela ambos sempre conversavam, se animavam... mas agora, a ausência dela era preenchida pelo calor da filha do diplomata.

Sentimento que era perceptível escorrer por entre seus dedos.

Foi alertado pelos amigos que seria perigoso, repetidas vezes. Pessoas que ele preza talvez não entendessem, a principio.

Como compreender o que nem foi colocado a prova, ainda? A ideia do psicologo vir auxiliar o projeto era uma das grandes cartadas que Hee Kyung pensava para chamar a atenção.

E por falar em atenção.. a dele rapidamente foi envolvida ao encontra Jun por ali.

Com passos vagarosos andou até ela, analisando um certo ar de decepção por parte dela. Sentimento que poderia ser interpretado por mais de dez formas distintas.

- Olá Stela-ssi. Tudo bem? Como está sua mãe? - Se aproxima um pouco mas com cautela, tentando ver qual seria a reação da coreana -" Por um momento ela pareceu procurar alguma pessoa..."

Arqueou a sobrancelha direita, só mantendo esta observação para si próprio, abrindo um sorrisinho de canto enquanto puxava conversa.

Quinta-Feira. 6:15 P.M

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Kim Sun-Hee em Seg Out 08, 2018 12:41 am


Até então, Sunny não fugia da verdade... verdade. Caso o fizesse, provavelmente o professor identificaria de cara a farsa, pois ela era uma péssima mentirosa. Mas sabia muito bem dar voltas e mais voltas... Nisso, se tornou algo próximo de uma especialista. As pessoas acabam usando as armas que possuem e Sunny aprendeu com os poucos artifícios disponíveis... Nunca teve maiores problemas - algo que mudou assim que Chang-Wook se apossou do frasco. De todas as criaturas no mundo... Ele quem precisou encontrar seus malditos remédios. Na enfermaria, a mente estava nublada e cansada demais e as emoções falaram mais alto do que o raciocínio lógico e eficiente. Afinal, Sunny era uma menina inteligente, embora andasse fora de órbita nos últimos dias. Não tem sido fácil, mas nunca foi realmente.

A pontuação certeira do professor Lee a abalou, porém Sun-Hee recuperou o ritmo e achou melhor ignorar a observação sobre a sexta-feira que faltou às aulas e o serviço. Contar os detalhes a respeito do que aconteceu... Aish... Ele supostamente ganharia a discussão sem nem ao menos escutar o restante. Sunny teria que tomar todo o cuidado durante essa conversa, já que estava nítido que o homem desejava desarmá-la por completo.

O mais engraçado era que ela – dentro do possível – estava sendo sincera.

Apenas não queria avançar pelos... detalhes.

Isso não.

Chang-Wook driblava as esquivas com uma simplicidade absurda e desconcertante. Aquilo enlouquecia os nervos sensibilizados da bolsista e atingia o humor já bastante afetado por conta do esgotamento... e da abstinência – que ela preferia fingir que não agia no corpo frágil. Porque seria o mesmo que admitir uma dependência... Não. Não aceitava. Não era doente ou viciada – como o professor sugeria, apesar de não expor em palavras diretas. Ao contrário disso, preferia miná-la. Porém, Sunny não desistiria sem lutar. Não entregaria os pontos para alguém que pensava entender o que, de fato, ocorria com ela.

-   O senhor quer coisas demais...

Sussurrou.

-  Essas perguntas... Já parou para pensar que elas podem incomodar, professor Lee? Que elas... machucam? Não pensou na hipótese de que falar sobre isso seja tão difícil ao ponto de que eu veja a necessidade em colocar barreiras...? Limites? – Sunny deixou os braços caírem pelas laterais e o peito iniciava aqueles movimentos truncados –  Quer tanto as respostas que não cogita a possibilidade delas me fazerem tão mal quanto o uso dos remédios?

O tom subiu algumas casas e o rosto ganhou um pouco de cor.

-  Do que adianta tudo isso, hein??? Não importa... Você vai levar o assunto até a secretaria! Por que eu deveria lhe confiar os meus segredos? Ok... Prometeu uma semana... e depois? Hum? Eu até fiz esse poema idiota! Expus um pedaço inteiro do que vem me ferindo e o senhor ainda não acha o suficiente!

Sunny fechou os olhos e retrocedeu um passo.

Os lábios tremiam, mas a raiva impedia a vontade de chorar.

-  Ameaças não funcionam comigo.

Ergueu o queixo mais firmemente conforme voltava a encará-lo e não havia mais a proteção dos óculos, o que conferia uma aparência ainda mais jovem a ele.

-  Eu disse que comecei a usá-los porque o médico prescreveu... No passado.

Em momento nenhum afirmou que havia continuidade ali.    

-  Mas melhorei e não preciso mais deles, porém, às vezes, quando fico muito ansiosa, eu tomo alguns comprimidos. Como uma pessoa que sente dor de cabeça ou uma irritação estomacal. Sou acostumada com o medicamento – arqueou a sobrancelha e cruzou os braços, sentindo a pele arder no instantes que os dedos enroscaram-se nas mangas – Professor... – a voz suave implorava misericórdia... -  Pare de me torturar desse jeito e seja claro: o que o senhor quer mesmo saber sobre mim? Se quiser chamar meus responsáveis, não poderei impedi-lo, mas não será a melhor forma de descobrir... Não vai descobrir. – afirmou.

Sunny respirou fundo e não encontrou ar para preencher os pulmões doloridos.

-  Se... Se o senhor revelar o que acredita ser a verdade, você destruirá cada degrau que eu precisei reunir forças para subir. N-Não faça isso... Não me empurre de volta! Eu não quero voltar! Eu não posso... Eu não... Posso...

Balançou a cabeça, inconformada.

Ela transitava entre a raiva e o desespero... Atingia dois ápices com extrema facilidade.

E no fim...

Só restava um imenso cansaço e vazio nela.    


WangJo - Clube de Literatura

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Seg Out 08, 2018 9:53 pm

HYUN HEE - QUARTA-FEIRA. 1:20 P.M.


Chaeyoung fez uma carinha de confusa quando pensou “naquele cara da novela”. Estava quase perguntando “qual delas?”, mas o namorado logo esclareceu suas dúvidas ao comentar sobre a espada. Deu uma risadinha e completou.

- Como não saberia? Eu a vi desde o início, mas achei estranho comentar…. - Piscou, fazendo alusão à noiva do Goblin.

Era uma brincadeira fofinha entre os dois, mas talvez preferissem parar por aí porque cientes do dorama, provavelmente também conheciam o triste fim deles. Logo ela mudou de assunto, falando com seu motorista, o Sr. Cha, dispensando dos trabalhos daquele dia. Agora ela se igualava ao garoto para que fossem meros mortais juntos e tivessem um passeio normal no shopping.

Óbvio que os cartões de crédito deles não eram normais, mas podiam fechar os olhos para esse pequenino detalhe. Tão logo chegaram ao destino final, a primeira pergunta muito interessou a menina. Estava realmente com fome e era bom que o garoto tivesse essa percepção. Mesmo assim, ela também quis agradá-lo para que chegassem a um gosto comum. Ela comeria qualquer coisa, mas sabia das preferências dele, por isso sugeriu uma comida farta para eles dois.

Hyun resolveu brincar um pouco mais e fez a pergunta sobre o mal caminho. Ela tinha entendido, mas tentou dar um tom mais gracinha para não morrer de vergonha. O problema era que o namorado sabia ser envolvente e a deixava corada mesmo quando achava que tinha controle. Escondeu os lábios, fazendo um biquinho para dentro quando ele a puxou para perto fazendo a pergunta.

- Hm… - Ponderou. - Ani! Não é só pela comida… - Ajeitou o blazer dele. - É pela companhia também. A comida fica mais gostosa quando estamos com quem gostamos.

Sorriu de volta e aceitou o braço dele, voltando a andar até a praça de alimentação. Deram uma volta olhando as outras opções só para ver se mudariam de ideia mesmo - o que não foi o caso. Logo chegaram até o restaurante escolhido e ficaram nas mesas do interior do mesmo, apenas para duas pessoas. Enquanto esperavam, ela ouvia com atenção e interesse sobre o dia anterior.

Ficou feliz em saber que ele tinha jantado com o avô - perguntou mais uma vez como ele estava, apesar do quadro não mudar de uma hora para outra. Quanto à maquete, achou bem interessante e achou curioso o material que ele usaria. Fez um comentário sobre o trabalho do 2º ano.

- Agora eu acharia muito difícil fazer uma maquete, mas seria mais divertido. Minha turma vai ter que fazer um banner com informações e estatísticas. No fim, todo mundo vai ajudar na semana cívica… - Ficou mexendo no hashi com a mão direita enquanto falava. - Bom, acho que você vai se divertir mais.

Concluiu e pegou uma porção meio atrapalhada para comer. Era muito ruim usar a mão direita para tudo - por isso ela preferia comida mais práticas - mas ela era bem teimosa e insistiu. Estava mastigando com um bicão quando ouviu a pergunta dele. Tossiu um pouco e pegou o copo para dar um gole em sua bebida.

Não conseguiu responder logo de cara porque não queria dizer nada que fosse magoá-lo ou tirar aquele brilho no olhar que ele tinha quando falava do irmão. Aquilo era importante para Hyun e Hyun era importante para ela. Precisou escolher as palavras apropriadas. Deu um sorriso doce quando ele se comparou a um pai e chegou a abrir a boca para falar, mas parou quando ele enrolou o papelzinho para distraí-la. Riu das opções.

- Traga aqui, por favor… - Pediu e mostrou que o motivo era o braço que não ia até a mão dele. Quando estivesse ao seu alcance, tocaria nas duas mãos e tomaria um pequeno impulso para a frente.

Deu um rápido selinho nele - apenas o tempo de se levantar e sentar de novo - com um sorriso inocente.

- Eu escolho as duas coisas! - Riu, mas o sorriso foi diminuindo para responder à pergunta dele. - Ahm...Eu não sei como você se sente porque eu sou a mais nova, mas posso imaginar como é… - Pigarreou. - Eu contei à minha amiga ontem, mas… - Umedeceu os lábios e o encarou. - A verdade é que o seu irmão a deixou muito confusa e ela não sabe o que fazer...Você melhor do que ninguém conhece o temperamento dele e, bom… Ela...Não acha que seja isso mesmo e está na defensiva. Além de ter ficado surpresa com a história do fim do namoro…

Abaixou um pouco o olhar, voltando a atenção para a comida e pegando mais uma porção para manter a boca ocupada. Não gostava de esconder as coisas dele, mas achava que estava fazendo para o bem. Além de ser uma parte da promessa que havia feito para Sunny. Não queria que seu conceito inicial sobre Jung Mi atrapalhasse seu namoro com Hyun.
(C) Ross


MISOO - QUARTA-FEIRA. 5:30 P.M.


Myung Eun arqueou uma das sobrancelhas para aquele comentário recheado de ironia. Porém, contrariando as expectativas de Misoo, ela deu um sorriso com a pergunta.

- Se quiser chamar de doce… - Deu de ombros. - Estou fazendo isso porque acharia engraçado ver a cara da Jimin quando você provasse que ela estava errada. Além de ser uma das minhas dicas para secar. Mas se não quiser…

Antes que ela concluísse, Misoo guardou a caixinha com os três comprimidos mágicos. A garota deu outro sorriso enigmático e mexeu de levinho a cabeça, despedindo-se dela. Logo retornou até Sunyoung que a encarava com certa curiosidade, mas não teve uma resposta direta sobre seus assuntos com a mais nova.

O discurso dela podia ser bastante seguro de si, mas a mente dela não estava vendo uma saída. As dietas da internet só eram fáceis na teoria, porque na prática beiravam o impossível. Uma maçã pequena por dia parecia criar um rombo em seu estômago. Se ficasse em silêncio numa sala, as pessoas certamente ouviriam o seu ronco. Talvez até conseguisse completar o primeiro dia, mas dificilmente passaria do segundo.

Momentos de tensão levavam a decisões dramáticas. Ainda que estivesse correndo o risco de ter uma bomba nociva para seu organismo, Misoo estava disposta a tentar. Nunca antes tinha se preocupado tanto com a aparência quanto agora. Verdade que a perda de peso foi resultado de anos de abuso psicológico tanto em casa quanto no colégio, mas agora o medo de não ser aceita ou taxada de gorda/baleia a machucava ainda mais do que antes. Estava com medo de virar uma grande atração e piada na festa.

As aulas daquele dia tinham terminado mesmo e agora teria o treino de tênis no clube. Antes que ela saísse do colégio, ela receberia mensagens da professora avisando que estava enrolada num compromisso e que não conseguiria chegar à tempo na aula. Pediu para que remarcassem para outro dia na semana.

No fim, isso apenas ajudou na decisão de Misoo. Sem o tênis para gastar as energias, como é que colocaria para fora as últimas horas de gordice?

Sem contar que o céu estava muito feio. Eram mais de 5 P.M, normal que estivesse escurecendo, mas aquele cheiro de terra molhada bem característico da chuva já avisava o que viria a seguir. Sendo ela tão ligada à natureza, provavelmente sentiria a umidade aumentando a cada segundo e quase prever quando a primeira gota cairia.

Como as amigas sabiam que ela tinha compromisso às quartas-feiras, numa agenda bem apertada, ninguém a perturbou ou procurou. Queriam sair para fazer as compras do biquini ou do maiô, mas até isso poderia causar nervoso em Misoo. Afinal, elas eram perfeitas, lindas, magras, secas e mentiriam para ela só porque eram suas amigas. Restava apenas o caminho de casa e a companhia daquele pequeno frasco com os três misteriosos comprimidos. Nem a presença de Woo Jin seria agradável naquele dia porque ele provavelmente acabaria oferecendo comida e isso era a última coisa que queria.

Misoo entrava num momento tênue da vida e nem podia imaginar o peso que suas decisões teriam daqui pra frente.
(C) Ross


HYEMIN QUARTA-FEIRA. 5:45 P.M..


Beom Su e Nana acompanharam Hyemin até a saída. Nenhum dos dois parecia chateado com o chilique da professora - estavam acostumados a esse tipo de destempero no ramo da moda. Eram um pouquinho mais ligados a isso, assim como Hyemin era muito mais inteirada das coisas que aconteciam numa cozinha. O que os dois compartilhavam eram as preocupações que vinham por conta do tempo e também pelos humores estranhos daquele dia.

- Não sei, mas não fique pensando nisso, hm? - Beom Su fez um cafuné na cabeça dela, aproveitando a diferença de altura. - Isso pode travar sua mente criativa e só piorar as coisas. Se forem fotos, tudo bem também. Só precisaremos pensar em nossos modelos e fim.

Olhou para cima, suspirando diante do céu feio que se formava acima deles. Nana estava um pouco ansiosa para ir para casa e ler a carta durante o caminho, mas nem por isso apressava seus amigos. Sorriu de modo fraterno quando Hyemin comentou sobre serem adultos. Recebeu a cabecinha dela em seu ombro e fez um afago, retribuindo o dengo.

- Tudo bem, nós teremos tempo. Essa semana que está um pouco atribulada mesmo

A menina se afastava e tentava esboçar uma vertente mais otimista de si mesma. Dizia que dias melhores viriam e, nisso, os amigos acreditavam. Seria péssimo se as coisas piorassem mais. Os dois fizeram um “fighting” animado e a observaram seguir até o carro que esperava por ela.

O motorista estava do lado de fora e abriu para que a Srta Seo embarcasse. Reverenciou de modo respeitoso e entrou ao lado do volante. Os amigos deram mais tchauzinhos de onde estavam e ficaram ali até que o carro sumisse de vista. O motorista sempre foi muito discreto e não a julgava, mas a mente dela tinha sido tão trabalhada para feri-la que ela se achava fraca, fresca e esse tipo de coisa. Foi uma lavagem cerebral tão intensa que ela sofrera quando pequeno que as consequências ainda estavam ali.

O homem só olhou para o espelho retrovisor para se certificar de que ela estava bem, mas não insistiu quando percebeu que ela estava com vergonha. Ligou a música e deixou uma playlist aleatória para ela.

Ao invés de seguir para a área residencial de Gangnam, o carro atravessaria o rio Han, em direção a Yongsan. Era um trajeto considerável, mas que com o trânsito bom e dentro dos limites, podia ser feito em 9 minutos. Infelizmente, aquele dia atrasou um pouco mais as coisas. Parecia que os céus estavam afetando os humores alheios e havia mais confusão do que o normal durante o percurso.

Eles também pegaram muitos sinais vermelhos e alguns pontos de trânsito. O caminho que devia ser feito em tão pouco tempo, estava beirando os trinta minutos. Pelo menos Hyemin teve tempo de retocar a maquiagem, assim como repetir para si mesma o pequeno protocolo que deveria seguir.

Uma das pausas feitas ocorreu no mesmo ponto que ela o vira no sábado anterior. A floricultura estava retirando seus vasos da entrada, afim de proteger os belos arranjos da provável chuva. Os hibiscos deram lugar à margaridas e crisântemos, mas a cena ainda estava viva. O curioso foi que o motorista virou  a rua que ele tinha atravessado e não demorou nem um minuto para que chegassem até o endereço.

- Chegamos, Srta Seo. - Anunciou.

Agora fazia um pouco de sentido, apesar da ironia. Ele estava no bairro dele, em sua vizinhança, extremamente perto de casa. No caso, substituindo o “ele” por “ela”, a ironia ficava ainda mais pesada.

O prédio era de classe média alta, o primeiro andar era todo de vidro, sem porteiros e só era liberado com a autorização dos moradores ou com as digitais - ou ainda com o cartão magnético. Era um prédio muito bonito e moderno, as janelas grandes indicavam o tamanho deles, mas nada comparado ao palacete Wang ou até mesmo sua casa.

Quando parasse em frente ao interfone, precisaria apertar o 802 para que ele atendesse. Havia uma câmera discreta, pegando o rosto de quem ligava, mas não era possível ver quem atendia lá em cima.

- Yeoboseyo? - A voz dele saiu meio metalizada por conta do interfone, mas ele logo continuou. - Oh...Estou abrindo.

O caminho estaria livre para que Hyemin entrasse no hall de entrada feito de vidro. Havia quatro tipos de elevador - serviço que ficava um pouco mais recolhido, coberturas e os andares pares e os ímpares. Seria uma viagem solitária e curta até o 8º andar e, ao mesmo tempo que era acelerada, também parecia demorar horas…

Assim que a porta do elevador se abriu, ela veria uma iluminação vindo à direita. Joo Hyuk estava parado de lado, com a porta aberta e usando apenas as meias. Olhava para baixo e mantinha uma mão enfiada no bolso. Estava usando uma camisa branca de manga comprida e calça comprida preta. O cabelo estava um tanto bagunçado e os óculos de armações grossas bem na ponta do nariz.

Corrigiu a postura quando viu que ela se aproximava e fez uma mesura sem encará-la nos olhos. Indicou onde ela deveria deixar os sapatos e haveria uma pantufa branca que ela podia usar. Também havia outra para Ui Jin, além das que pertenciam à sua mãe.

Da entrada, ela via a sala com cozinha americana. Era um lugar bem espaçoso e decorado de modo minimalista. Misturava cores claras com móveis de couro. Não tinham muitos porta-retratos espalhados, sendo a sala exclusivamente para a TV, os dois consoles que ele tinha, blu-ray, mesinha de centro e muito espaço para transitar. No momento, esse espaço estava com materiais para a maquete e algumas coisas já adiantadas. Um robozinho estava fazendo sua rotina, terminando de limpar o piso de madeira.

- Ahm...Bem-vinda.  O Ui Jin-ssi disse que se atrasaria um pouco, mas já está à caminho. - Falava baixo. - Gostaria de beber alguma coisa?
(C) Ross


JAE KI - QUARTA-FEIRA. 6:20 P.M.


- Aham, claro. - Yerin encerrou a discussão no deboche também e virou a cara para não perder mais tempo com ele.

Era uma pessoa muito teimosa também e sua opinião era quase que uma lei, de modo que dificilmente dava o braço a torcer ou pedia desculpas. A vida mostrava que ela estava certa na maioria das vezes, por isso não gastava suas energias voltando atrás. Também era o tipo de pessoa que preferia ter razão à ter paz, então, ela não fugia de brigas ou discussões. Usava todas as armas possíveis e se divertia - ainda que a expressão fosse de morte - quando as pessoas ficavam abaladas ou não acompanhavam seu ritmo.

Jaeki era uma questão de sorte. Algumas vezes ela o deixava desconsertado e noutras, ele a fazia pensar mais de um segundo para responder. Discutir com ele era difícil e ele tinha muito daquela bolsista atrevida. A diferença era que, querendo ou não, ela devia algo a ele e agora estavam no mesmo grupo.

De todos, Beom Su era o mais afetado. Por mais que estivesse buscando a paz, ele era pego naquele fogo cruzado e só torcia para que não destruíssem seus móveis. Arrependia-se mesmo de ter dado seu estúdio como lugar. Da próxima vez fingiria que nem era com ele.

Após uma pequena crise inicial, o trio começava a se entender - pelo menos era o que parecia. Por mais que fizesse bico, lá estava Jaeki cumprindo a ordem de Yerin. Reclamava, mas fazia. Ao comentar sobre o trabalho, ela falava alto o suficiente para que ele pudesse ouvir e participar também. Olhou para o garoto quando ouviu que podia ter pedido ajuda antes e a cara foi de “podia mesmo?”. Beom Su estava torcendo para que ela não revidasse, mas lá estavam os dois de novo.

- Você não teve tempo de trazer o material limpo, teria tido tempo para me ajudar às 5h da manhã? Tsc…

O dono do lugar tentou evitar problemas, oferecendo avental e luvas para que ele usasse para arrumar aquilo.

- Araso...Você quer água, água? Eu nem tive tempo de oferecer nada porque vocês já começaram brigando. - Cutucou os dois. - Agora que fizeram uma pausa, talvez eu consiga ser um anfitrião melhor hahaha.. - Riu de um jeito debochado. - Quer água, suco de melancia refrigerante ou chá gelado?

- Suco de melancia. - Yerin respondeu antes de Jaeki, mas era o que queria para si.

- E você?

Esperaria que ele decidisse e pegaria na geladeira para servir os dois. Após o mini-desabafo de Beom Su, Yerin controlou mais a língua e tomou controle de si. Perguntou a respeito do jornal, comentando sobre as máscaras sem saber que esse foi o assunto de Jaeki com a professora. Só tinha escutado algo relativo a um pingente para Choi Eun Bi. Não deu nenhum tipo de sermão e levantou-se, procurando pelo material para ver se a quantidade daria certo.

Não terminariam aquela maquete em quatro horas, mas com certeza conseguiriam adiantar boa parte. Depois podiam distribuir as tarefas e só indicar o material que foi usado para cada coisa.

- Talvez precise de um pouco mais… - Comentou.

- Eu acho que consigo arranjar e passo para quem ficar com essa parte. Ou eu fico…

- Ung. - Já estava terminando de tomar o suco e seguiu até a pia, lavando o copo e colocando para secar enquanto Jaeki já estava enxugando o material.

Voltou para seu lugar enquanto os meninos conversavam. Beom Su revirou os olhos para o comentário dele.

- Aigo, para com isso. Temos muita coisa para fazer ao invés de discutir sobre louça. Gaja. - Ajudou a secar tudo e separou o que era plástico, papel, alumínio e indefinidos. Era o tipo de organização que Yerin havia citado antes e não demorou para que tivessem pequenas pilhas de material lavado e seco para a maquete.

O maior orgulho de Beom Su eram seus materiais e suas criações. Tão logo ouviu o elogio, ele sorriu para Jaeki, batendo as mãos e agradecendo.

- Komawo! É claro que uso as coisas que crio. Eu sou o meu melhor modelo. Além de poder usar coisas que ninguém mais terá porque fui eu que criei! - Lançou um olhar curioso para Jaeki, começando a medi-lo com os olhos. - Falando nisso...Quanto você mede e pesa? Com esse tanto de roupa que te faz parecer maior, eu não consigo precisar.

- Vai querer que ele seja seu modelo, Beom Su?

- Ani, eu prefiro o Park Hyun Hee - Disse algo que parecia descarado, mas estava sendo profissional. - O hyeong tem a postura, altura e peso de modelo. Não vê pelo jeito que ele anda?

- Ung, ele é muito elegante e bonito mesmo.

- O irmão também e tem ombro de nadador, o que daria um bom modelo, mas falta carisma em Jung Mi. O Hyun Hee tem mais. - Dizia olhando para Jaeki, ainda medindo.

- É, Hyun Hee é bem melhor que esse aí. Não sei nem dizer o que ele parece quando anda...Nem bichos andam tão sem postura. Ah, se bem que tem um que é pior…

- Hm?

- Aquele garoto do 2º ano...O que chegou com o cabelo azul. - Olhou para Jaeki, finalmente. - Você o conhece. Enfim, vocês andam igualmente mal. Vai fazer mal para a coluna no futuro.
(C) Ross


WON BIN - QUINTA-FEIRA. 1:38 P.M
.

Sang Choi observava as reações do filho enquanto fazia o discurso. Tinha retornado para o motivo que o levou a proibir de voltar para a luta, mas diante da postura de Won, ele admitiu que também havia se excedido. Os dois finalmente conseguiam conversar como antes - apesar do tom sério, o pai conseguia admitir suas falhas.

Quando disse que o garoto poderia voltar a treinar, o brilho nos olhos dele se tornou tão intenso que foi impossível não sorrir.

- Jinja. - Afirmou, meneando a cabeça em positivo, mas arregalou os olhos ao receber o abraço. Aquilo sim era uma surpresa. O último abraço que trocaram foi numa conotação bem diferente e o filho estava chorando, mas agora fazia isso por uma alegria.

Era muito melhor assim.

Correspondeu ao abraço, dando uns tapas mais fortes, bem típicos de homens com mãos pesadas. Aumentou o sorriso e respirou fundo antes de soltá-lo.

- Eoh, é bom que não me decepcione. E quando digo isso é porque eu espero que você tenha aprendido a sua lição: não deixe que obstáculos o distraiam do objetivo final. Se o seu sonho é uma medalha olímpica, corra atrás disso enquanto ainda tem tempo.

Disse com seriedade, mas riu do comentário.

- Provavelmente a primeira surra vira do Mestre Baek. - O riso foi de puro sadismo, como uma pequenina vingança pelas escolhas erradas dele. - De todo modo, faz parte. Você também tem recuperar seu condicionamento físico e sua mão que ficou um tempão sem esforços. Mas vai dar certo, Won. Com suor, sangue e disciplina, você alcançará os resultados.

Esperou que o menino se sentasse de novo para que continuassem com aquela saborosa refeição. Estava comendo um pouco do kimchi quando ouviu a indagação. Engoliu a comida com cuidado e abriu a cerveja para dar um gole antes de entrar nesse assunto.

- O trabalho continua do mesmo jeito, sem perspectivas e com mais coisas do que antes, logo quando achei que estava prestes a sair do purgatório. Mas você tem razão...Eu estou melhor, apesar disso.

Umedeceu os lábios, suspirando enquanto pensava na melhor forma de dizer isso.

- Sabe...Eu não sei como te dizer isso porque...à essa altura, eu nem imaginava que fosse possível que...algo assim acontecesse… - Olhava para a lata, mas logo o encarou. - Recentemente, eu...eu conheci uma pessoa através do seu tio Lee - Jin Han, o parceiro dele  - E...Diferente das outras vezes que, bom...você sabe…- Pigarreou, desconfortável com aquela conversa. - Eu...Gostei dela a ponto de querer vê-la...mais vezes…
(C) Ross


HEE KYUNG - QUINTA-FEIRA. 6:15 P.M.


Assim como a maioria das famílias poderosas e influentes de Seul, os Jun também eram associados do clube anexo ao Jockey Club - o local onde havia as festas mais luxuosas da alta sociedade. Contudo, Stella não fazia nenhuma atividade física ali por conta de sua condição de saúde - e falta de tempo.

Como não era muito familiarizada ao lugar, ela demorou um pouco até chegar à piscina certa. Tinha terminado seus afazeres daquele dia e sabia que Hee Kyung tinha natação às terças e quintas. Aproveitou para passar no clube para procurá-lo de surpresa, ainda que tivesse a chance de estar no lugar errado ou de desencontrá-lo. Tinha sido uma ideia repentina e não pensou em mandar mensagem para não perder a coragem.

Estava usando um short preto de cintura alta por cima de uma camisa verde escuro de manga comprida. Nos pés, um sapato oxford preto como a bolsa dela. O cabelo estava solto, formando ondas nas pontas, como de costume. Os olhos claros não encontraram o garoto na aula. Por um momento, achou que tivesse sido uma má ideia ter seguido até lá, meio que uma viagem perdida.

Ainda podia beber algo antes de ir para casa, ainda mais que o tempo ainda estava um pouco estranho devido à forte chuva de quarta-feira. Algo quente cairia bem.

Prestes a se virar para ir embora, ela ouviu os passos de Dong se aproximando dela e a voz dele antes de encará-lo. Sua mão estava arrumando a alça da bolsa em seu ombro quando encontrou o menino tão perto dela. As bochechas coraram na mesma hora, evidenciando um pouco mais as poucas sardas que tinha pelo nariz e bochechas.

- H...Hee Kyung-ssi… - Fez uma mesura, o cumprimentando enquanto juntava as mãos. Arrumou o cabelo e o encarou de novo. - Ne...Está tudo bem, apesar da minha mãe se sentir um pouco indisposta. Acho que o Ben virá em Junho mesmo… - Deu um sorrisinho nervoso. - E você? Como está? Ahm...Já saiu da sua aula? Eu…

Passou os dedos pelo cantinho da sobrancelha e deixou os ombros caírem de novo para encará-lo.

- Eu...vim te ver… - Mexeu um pouco o nariz. - Queria saber se você...Tem tempo para tomarmos um café e conversar comigo…

Podia ser no clube ou em outro lugar da preferência dele. /div>(C) Ross



SUNNY - SEXTA-FEIRA. 3:10 P.M.


- O que disse? - Chang Wook fingiu que não entendeu o que ela quis dizer.

A verdade é que mesmo que ele tentasse não enxergar o que estava acontecendo, o corpo de Sunny agia para o lado contrário. Estava visivelmente cansada, resmungando respostas cortadas para superiores, com argumentos cheios de furos. Em nenhum momento ele tinha cogitado a hipótese de devolver os remédios a ela. Não era a atitude mais louvável de todas, mas estava querendo ajudá-la com um choque de realidade.

Suspirou diante dos argumentos dela. Não se sentia culpado. Culpado seria se fosse cúmplice do que ela fazia consigo mesma.

- A verdade sempre incomoda, Kim Sun Hee-ssi. - Respondeu seriamente. - Se está te incomodando desse modo, significa que suas mentiras e esquivas estão acabando e está mais próxima de ser sincera com nós dois. - Tombou um pouco a cabeça.

Sunny aumentava um pouco mais o tom, mas não abalou a expressão do homem. Ao invés disso, ele colocou os óculos de novo e a encarou. Não se defendeu aquelas acusações, preferindo filtrar esse tipo de reação dela.

- Em algum momento eu te ameacei? - Arqueou uma das sobrancelhas. - Talvez tenhamos compreensões diferentes para o verbo ameaçar.

Coçou de leve a nuca. Teve vontade de rir da comparação dela sobre remédios estomacais e aquela droga que ela usava.

- Araso… - Levantou-se, meneando negativamente.

Diferente do que ela esperava, Chang Wook colocava o blazer de sua roupa e dava um suspiro um pouco maior, cansado dos resultados que estava vendo diante de si. Levou a mão até o bolso e retirou um cartão de lá. Do mesmo modo como ela colocou a folha de papel na mesa e empurrou para ele, o professor devolveu o gesto para ela.

- Eu sou um educador e isso pode me fazer um pouco de psicólogo, mas não é minha formação. Eu não quero forçá-la a contar os seus segredos para mim, mas nada, em hipótese alguma, justificaria se drogar para aplacar alguma coisa. Dado o tempo que disse, eu vou procurar por seus responsáveis e pela orientadora e o novo psicólogo do colégio. Esse cartão é do novo psicólogo, caso queira saber quem ele é e suas especializações.

Ajeitou a roupa mais uma vez e pegou sua pasta.

- Um dia, Kim Sun Hee-ssi, você vai perceber que eu não te empurrei de lugar nenhum. Porque não existe lugar mais fundo do que você já está. Na verdade, eu estou tentando te ajudar a sair do fundo do poço. - Franziu um pouco as sobrancelhas. - Pode me odiar o quanto quiser, pode odiar minha matéria, mas eu estarei aqui quando você voltar a tomar conta de si e passar essa fase de abstinência.

Colocou a cadeira no lugar.

- Eu não contarei seu segredo para ninguém mais além das pessoas de direito. E quanto ao seu frasco, você nunca mais verá aquele vidrinho. E isso não é uma ameaça.

Encerrou o assunto com um movimento suave da cabeça e começou a caminhar na direção da saída.
(C) Ross
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Seg Out 08, 2018 10:14 pm


A cara de deboche de Yerin deixava Jae-ki irritado, mas ele segurou as pontas, ao menos ela não tinha rebatido. Quando questionado sobre ter tempo de ajudar, Jae-ki logo respondeu sem hesitar:


- Eu teria tempo, você não é a única que fica madrugando pra fazer trabalho.

Jae-ki passaria a noite em claro se precisasse para ter razão, e já passava fazendo os deveres mesmo. A questão de não ter limpado o material foi mesmo por que não pensou nisso, mas também não admitiria isso a chata da Yerin.

Ele lavava louça mais quieto e tentando não perder o humor, porque não queria perder pra ela. Beom Su falava sobre a água que pediu, Jae não entendeu quando ele repetiu a palavra água. Franziu as sobrancelhas com a risada dele, mas ficou surpreso por ter opções. Yerin foi até rápida na sua escolha, mas já que tava sendo oferecido, Jae também escolheu:

- Ah, então refrigerante, valeu cara.

Depois de responder sobre o jornal, Jae continuou no seu trabalho chato enquanto ela foi ver o que tinha de jornal. Apesar do que disse sobre ele mesmo secar, Beom-su ainda preferiu continuar. Jae como era curioso acabou perguntando algumas coisas, o que acabou fazendo o outro se empolgar. Era um mundo meio novo para Jae-ki essa coisa de fazer sua própria roupa. Para Jae era estranho, mas parecia barato também, será que saia mais barato? Talvez fazer vestidos para Soo-ji custasse menos que comprar. De qualquer forma, sabia que nunca teria paciência pra fazer uma roupa e nem jeito pra isso.

Só que quando Beom-su começou a observá-lo e perguntou suas medidas, Jae-ki franziu as sobrancelhas receoso, meio arisco respondeu:

- Ya, eu não saio contando minhas medidas pros outros....

Ele achou muito estranho, fez uma careta quando Yerin perguntou sobre ele ser modelo do outro. Mas por sorte logo Beom-Su respondeu, só que para sua surpresa ele falava do Hyun. Jae-ki só arregalou os olhos surpreso enquanto abria sua latinha de refrigerante. Começou a beber cheio de sede quando Yerin começou a falar de como Hyun era bonito. Jae deu uma tossida quase engasgando, e fez uma careta de nojo por estarem falando do Jung-mi. Realmente seu heyong era mesmo popular com garotas, até com Yerin, com certeza ia contar isso para ele depois. Parecia até que tinham esquecido sua presença ali. Mas estava quieto, sua camisa tinha molhado um pouco por ter lavado os materiais sem avental.

Jae-ki coçou em baixo do braço, por cima da roupa mesmo, devia ser o suor escorrendo ou a roupa áspera incomodando. Quando de repente percebeu que Yerin falava dele. Jae arqueou as sobrancelhas e parou de se coçar, estava incomodado como Beom Su que voltou a ficar o analisando, já ia reclamar com ele se Yerin não tivesse começado a crítica-lo. Essa garota, sempre tinha que ficar falando mal dele?

Já ia responder quando ficou surpreso ao ouvir ela falar até do Kai. Jae-ki logo se defendeu esticando os ombros pra cima e estufando um pouco o peito para parecer mais forte, foi andando para perto da dupla enquanto arregaçava mais as mangas e falava:


- Ya, andar feio?! - Soltou um riso abafado, fez uma expressão orgulhoso quando continuou - Eu ando como um homem deve andar, não igual um almofadinha.

De repente uma ideia surgiu na sua mente junto com sorriso implicante e travesso que se formou nos seus lábios invocados.


- Yerin, tô sacando que você anda reparando muito nos garotos..... - Disse sorrindo - Prestou atenção até no Kai, achou ele feio é? Mas tava olhando...Eu acho é que você gostou... Se quiser eu desenrolo ele para você. Tenho o número dele.

Falou se aproximando do sofá dela com a latinha de refrigerante ainda na mão. Ele falava mesmo por pura implicância.
 

Estúdio Beom Su

— Ross
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