Elysium Fields

O Elysium Fields foi fundado em Fevereiro de 2018, com o intuito de ser um jogo entre amigos, mas cresceu para se tornar não um único jogo RPG, mas vários. Desta forma, pode encontrar um jogo para jogar, ou narrar o seu próprio jogo, com as suas regras. A maioria dos nossos jogos são guiados por um narrador, que começa a história, desenvolve, e dá um fim à mesma. Os jogadores são os seus personagens principais.
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A skin foi totalmente criada pela Ross (Ji Yeon), para uso exclusivo no Elysium Fields. A designer agradece à Persephone (Hae Shin) e à Luxi (Joo Ri) pela paciência para a aturar, a Flerex pelos códigos de cores e campos de perfil que tornaram tudo mais fácil e a FontAwesome pelos ícones. Os gráficos para imagens foram obtidas do Google e editadas pela Ross. As tramas são criações originais e de responsabilidade de seus respectivos narradores. O blog Dorama Resenhas é nosso parceiro-irmão e todo seu conteúdo é feito por suas escritoras através de uma pesquisa séria de fontes confiáveis, além da exposição de opiniões próprias. Plágio é crime. Não copie dos nossos conteúdos originais. Se for tomar inspiração, por favor mencione.
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Capítulo 8

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Relembrando a primeira mensagem :

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE THE CROWN....





- Estamos articulando um projeto educacional no colégio, ele trata do bullying e outros assuntos que são delicados para falar, em Wangjo. Fizemos uma apresentação para a diretoria recentemente, e ele aprovou o inicio do trabalho.

[...]

- Não é como se fossemos obrigar as pessoas. Digamos que o projeto tem uma caracteristica nobre, que é ajudar as pessoas, ajudar Wangjo também, deixar um legado, fazer parte desse legado é algo que ficara para sempre...Eu estou diante da motivação Stella-ssi, diante de todas elas.

- Eu não quero isso. Eu não quero ser uma das suas motivações para fazer isso, Dong Hee Kyung-ssi. O que vai acontecer se acabarem te machucando por conta disso? Como você acha que vou me sentir se você sofrer porque Sunny, Kim e eu fomos sua inspiração? Jebal…Não siga com isso.

[...]

- Eu...Não sei até que ponto podemos confiar do Kim Joo Hyuk-ssi para esse projeto…Tenho boas pistas de que ele não está fazendo isso por altruísmo e ele tem alguma relação com Seo Hyemin-ssi…Eu os vi ontem conversando depois dos clubes... E não era uma conversa normal, os dois...pareciam...muito próximos.

- Precipitado. Se formos ver nesse angulo o mesmo se atesta com minha prima, que praticaria bullying ou alguma outra maldade com alguém, por minha causa. Precisamos apurar o que foi dito. Ui-Jin é o que pode ficar mais próximo deles, dentre nós. Se não for um problema, deveria continuar observando, só espero que sua percepção seja totalmente imparcial.

- Mas não é?

[...]

- Ah, eu também considero o Kim nosso amigo. Mas é um pouco estranho o que o Ui Jin disse. Ele nunca comentou sobre a vida pessoal dele para a gente e teve uma época que a gente achava que ele tinha algo com a Sunny, né?

- Sim, supomos que ele e Sunny eram mais que amigos, ao menos esta seria a impressão que ficava até entendermos o que acontecia entre eles. Neste caso, não sabemos o que acontece igualmente com a garota hibisco, se fomos equivocados antes, podemos ser uma segunda vez, só que de maneira bem ofensiva.

[...]

-  Que silencio aiigo, não gostou mesmo da comida?



- Ahm...Recebi uma mensagem de Kim Joo Hyuk-ssi… Parece que ele foi para o hospital ontem, mas disse que podemos manter o trabalho amanhã

- Ahn? Como assim hospital?

[...]

- Eu… eu acho que preciso te contar uma coisa, Rin.. Eu acho que… que eu menti pra você... Não foi de propósito… Miane… Eu… só.. Eu só nem sei exatamente o que eu devo contar, mas eu sinto que eu preciso conversar com você sobre isso…

- Mentiu? - Araso...Está tudo bem...Depois conversamos, Minah…

[...]

- Você acha então, tia, que as pessoas...têm um prazo de validade?

- Você sabe a resposta. Sempre disse isso a você. As pessoas têm uma função em nossas vidas e depois que cumprem, nós nos desfazemos de um eventual tormento ou obstáculo. No mundo competitivo e feroz que vivemos, Min, não existe outra saída a não ser eliminar quem nos perturba. Por isso eu sempre digo a você que antes que te joguem fora, você se desfaz primeiro.

- … Aquele menino está estudando na minha escola. O filho da assistente do meu pai. Lembra dele?…  Eu não entendia antes, mas… agora eu vejo o quanto eu e eles éramos e somos diferentes. Ele me disse que você… Foi visitá-lo naquela vez, no passado. Por acaso aquilo... Você… o descartou por mim?...Wae?


- Eu realmente não lembro desse tal menino. Mas por que tudo isso agora? Você acabou de dizer que agora reconhece a diferença entre vocês dois. Por que está se importando tanto com algo tão irrelevante do passado?

- … Porque era importante para mim… O nome dele é Kim Joo Hyuk. Ele era meu melhor amigo quando eu era criança.E eu gostava muito da mãe dele, a Kim Go Eun-ssi. [...]Então, tia, se foi algo que aconteceu, se tem alguma ideia do que houve, você pode me dizer, eu não vou ficar irritada. Eu sei que não foi por mal, uma criança pode ficar magoda com qualque coisa. Eu bem sei disso não é? Sou a mais chorona… Eu só… Só queria entender tudo, só queria lembrar o que aconteceu, ou o que foi que eu fiz para que ele mudasse tanto. Ou se a mãe dele te contou alguma coisa ou você ficou sabendo… Jebal… Você tem alguma pista?

- Minah...Eu fiz o que qualquer tia que se preocupa minimamente com o futuro da sobrinha teria feito: eu o coloquei no lugar dele. Cortei o mal pela raiz antes que virasse uma história complexa como a do seu pai.

[...]

- Appa….- A tia disse pra você vir? Não precisava… Eu estou bem. Não aconteceu nada de importante. Só tive uma conversa chata. Você não está perdendo algo importante no trabalho por minha causa, não é? Eu… tenho aula de Tênis daqui a pouco… você veio para me levar?

- O trabalho não é importante neste momento…Você é, minha filha.

- Eu quero ir pra casa…



- Te chamei aqui por causa dela. Eu vi o que ela faz por você e vi o que você faz por ela. Longe de mim ter ciúme, mas o fato é que não tenho braços tão longos para alcançarem o segundo ano. Tudo isso está acontecendo principalmente pela fúria de Eun Joo e alguns erros meus do passado então… Quero ter certeza de me aliar às pessoas que gostam dela. Você topa me ajudar a proteger Park Chaeyoung?

[...]

- Ani. Não tem ninguém assim que seja, de fato, impossível. Eu que tornei impossível. Eu conheci uma pessoa nas férias, mas ela fez parte de uma história que criei. Você mesmo sabe o peso do nosso nome, eu não queria enfiá-la nesse mundo. Ela é uma idéia muito boa para a realidade estragar. Ao mesmo tempo, eu também não quero deixá-la ir. Sou egoísta, hyeong...muito egoísta.

- Ela tem é sorte. Se você não tivesse caráter, podia tê-la namorado e usado como bem entendesse. Seria fácil fazer isso com alguém apaixonado e ela não é feia, não é do tipo que é fácil de simplesmente ignorar. Mas é legal ver que meu dongsaeng virou um homem de verdade.

[...]

- Você não é o único a ter segredos…O prontuário da sua namorada também é sigiloso.

- Tenho certeza de que ela tem um motivo para não contar.  E, para falar a verdade, não quero saber.

[...]

-  Komawo. Eu vou tentar consertar minha vida agora...

- Araso… Eu era sua babá porque você era um molequinho que mal tinha saído das fraldas. Felizmente, o molequinho cresceu e hoje vejo o espectro do grande homem que ele será. Sinto orgulho de ser seu segurança, secretário e amigo, Hyun Hee-ssi. Você pode contar comigo para ajudar a consertar sua vida.

[...]

- ... Jung Mi fez ou falou alguma coisa desagradável para vocês? ... Eu sou o irmão mais velho, preciso saber as besteiras que ele faz...

- Ani. Na minha frente, ele foi polido e gentil, não foi nem um pouco desagradável. Mas…  Ele pareceu um pouco galante para a Sunny em alguns momentos e ele está namorando. Não acho que fará bem à reputação dela se descobrirem que ele age de modo mais informal com ela. Gostaria de preservá-la, por isso não vou convidá-la..

- Pois então não será nenhum problema. Convide-a mesmo. Porque… Meu irmãozinho não está namorando.

[...]

- Vovô, antes de mais nada... Quero reforçar que pode contar comigo a partir de agora. Eu vou ser o neto que você queria e seguir as suas vontades, em relação a casa e a empresa. Quero que conte comigo para tudo o que você pensou. Eu estou pronto agora. Bem-vindo de volta.



- Se der pra mim, vamos juntos no baile? Ouvir música e dançar juntos

- Ung, eu quero muito ir com você. E dançar…Pelo menos uma música com você. Uma música lenta e romântica.

[...]

-  Olha…. Essa conversa não deu certo. E nem tem como dar. Você não com a minha cara, eu não vou com a sua… Tudo bem. Vocês se viram a partir de agora, ok? Não vou mais falar nada de vocês dois. Não precisa se preocupar comigo, eu não vou atrapalhar vocês dois, muito menos seu emprego ou a sua irmã. Quanto a isso não precisa se preocupar. Não. Vou. Me. Meter… Isso eu prometo. Agora, não vamos mais envolver a Eunbi nisso. Como duas pessoas crescidas! Pode ser?  

- Olha, você conhece a Bibi há anos, se pensar bem talvez você entenda porque ela gosta de mim. E eu vou repetir pra você gravar, eu amo a Eun-bi, e não faço mal pras pessoas que eu gosto. , não precisa se meter, comigo ela tá segura, se for pra alguém se machucar vai ser eu, Bibi que pode me machucar com o sapato dela.

[...]

- Estive analisando os trabalhos desse primeiro bimestre e tive essa ideia para propor como um dos quadros da semana de artes. Acho que o estilo de vocês se complementa de tal forma que daria um resultado incrível Eu adoraria ver um trabalho de vocês e tenho certeza de que traria vários olheiros. Com sorte, poderiam vender ou expor…Não precisam responder agora, só pensem com carinho, hm?

- Ya, ouviu? A professora gosta das coisas que faço. Mas não adianta a ideia dela, você nunca aceitaria algo assim. E a gente se odeia.

- Precisa ser relevante na vida da pessoa para criar algum sentimento e eu sinto absolutamente nada por você. Apenas indiferença.

- Será que não é nada mesmo? - Provocou de volta - Então por que você perde o seu tempo tentando dar uma de sabe tudo pra cima de mim? Não parece tão indiferente…

- O seu ego é realmente enorme. Nem nesses momentos você sabe qual é o seu lugar. Só tem duas coisas que eu desejo de você: que você faça a maquete obrigatória sem incomodar muito, apenas faça seu trabalho e faça algo digno. Nosso trio é o melhor da sala e não espero menos do que a nota máxima. E a segunda coisa…Não me segure da próxima vez. Eu também não quero dever nenhum tipo de favor pra você de novo.

[...]

- Hyeong, aquela parada que eu tinha para te falar... Eu vou te apoiar no que fizer, só que como eu falei, tenho limites.

- Foi irresponsável como hyeong e você poderia ter se dado mal de verdade. Mas olha, sempre que precisar você pode falar comigo. Se as coisas ficarem feias, pense em mim como um hyeong de verdade mesmo.

[...]

- Cheiro tão bom.. Adoro seu cheiro. Perto de você me sinto o cara mais sortudo.

- Estava com saudades do seu abraço.



- A moral da história: eu tentei agradar todo mundo e, no fim, só resolvi quando segui o que eu queria. E… Eu fiz isso porque alguém me disse que eu tinha que pensar nas coisas que eu gostava…

- Então...Você terminou com o todo poderoso por conta dessa pessoa? Quer dizer! Quer dizeerr! Porque essa pessoa te ajudou e tal...Não por enfim… Aigo...Que pessoa incrível que te deu esse conselho…

[...]

- Woo Jin-ssi!!!  Olha a sua roupa..  Er…  Yesol-ssi. Você está bem? Machucou? Ahn…- Ah. Já sei!!! Olha. Eu tenho uma toalha. É dia de Tênis! Você quer?? Vai no banheiro lavar.  Aaaaa Meudeussss.. Por que você fez isso, ommo!!! Isso foi tão engraçado… Olha só você agora…. Aigoo…..  

- Aish…Minhas costas estão grudando. Ani, está tudo bem. Eu vou ficar sem o blazer e tentar limpar no banheiro.  Se você continuar rindo de mim, eu vou pegar uma garrafa e te molhar também! Eu vou ao banheiro...Aigoo, por que eu faço essas coisas? Kang Woo Jin, seu retardado…Ya, não fique parada ai! Cade a toalha que ia me emprestar?!

[...]

- Ya, Misoo-ssi!  Adorei o convite da sua amiga para a festa de sábado. Já separou sua roupinha de banho ou ainda tem vergonha das gordurinhas? Sinceramente, eu não sei qual é o problema dos Park. Um namora a estranha sempre feliz da vida e o outro a ex-gordinha...Francamente, tem algo de errado com essa família.

[...]

- Komawo! Estou oficialmente elegendo este lugar como.... Uma Toca Secreta ou... Essas coisas que falam no meio do grupo de vocês

- Caverna! Caverna do KDragon.



- Você não duvide da minha habilidade em eliminar as pessoas da minha vida. Se fiz isso com Choi Eun Bi...Qualquer um fica muito mais fácil, até você.  Você não me deve mais nada.

- T-Taemin... Taemin...  Volte aqui... Do Taemin…

[...]

- Ya...Você precisa de ajuda?

- Joon-Gi…?

[...]

- Não faça isso de novo. Foi perigoso.

-  Não... fazer isso... de novo? Eu não entendi sobre o que se refere, Jung-Mi…

[...]

- Gostaria de ouvi-las cantando algum dia. Chaeyoung-ssi porque é minha noona e poderia dizer que é minha irmã mais velha mesmo agora.E Kim Sun Hee-ssi...Porque tem umas das mais belas vozes que já ouvi. Eu sou encantado por ela.

[...]

-  V-Você... Você... acredita que existe cura ou milagre para todas as dores...? De verdade?

- Não nascemos para sofrer, Sunny. E acreditar na cura mesmo quando tudo, tudo está contra, já é um pequeno milagre.

[...]

O Hyun ficou feliz de ouvir isso, Sunny...Porque...Ele disse que Jung Mi e a namorada terminaram recentemente, de modo discreto e sem escândalos. E disse que tem chances de você ter atraído a atenção de Jung Mi…

- Eu... Eu não sei o que pensar... Na verdade, acho que minha cabeça vai explodir…



- Eu falei com a Ji Hyun ontem, a colega do Café. Ela meio...err...ah que esquisito falar disso assim. Ela disse que gosta de mim. Fiquei em choque. Eu nunca..imaginei.

[...]

- Hwang Won Bin-ssi.  Aqui está seu convite. Ah, e eu também tive tempo de acrescentar um...Para sua namorada. Infelizmente, também convidarei a Lim Ye Ji-ssi, então, fica a seu critério se levará sua namorada ou não. Longe de mim partir corações na festa, não é?

- Ah desculpe Yoon Bomi, você deve ter ouvido errado. Eu tinha uma namorada, ou pelo menos achava que tinha, mas ela resolveu romper comigo este sábado por conta da família dela. Aish que coisa chata não é mesmo? Obrigado pelo convite, acredito que vai ser uma festa e tanto. Eu irei, com certeza

[...]

- Eu queria muitas coisas. Mas o que eu mais queria era você. E as coisas não são como eu quero. Eu...não vou repetir o que eu disse no sábado. Eu só...só não quero que você me odeie.

[...]

- Won Bin… Você…Me salvaria de um grave acidente de novo, se fosse capaz?

- Bomi... Eu te salvaria hoje. Eu te salvaria amanhã. Se eu tivesse que saltar de um arranha céu pra segurar sua queda eu pularia sem piscar. Bomi...você não é nenhuma donzela em perigo feito num filme de ação. Mas eu seria o seu heroi a qualquer momento se pudesse.

[...]

- Eu sei que doeu e que fui muito cruel com você. Eu não vou me justificar explicando que fiz isso porque estava confusa ou isso e aquilo. Eu fui cruel porque eu queria te machucar de verdade por conta da raiva e mágoa que sentia ali. Mas eu não deveria ter feito isso e me arrependo do tanto que te fiz sofrer nesses dias.  Fui uma idiota, você não merecia aquilo…

- Bomi...a gente cometeu vários erros. Eu também disse coisas que te machucaram. Você não precisa pedir desculpas, mas...Obrigado por me ouvir de novo. A gente pode descobrir coisas que não queriamos descobrir sobre nossas famílias. A gente pode dar de cara com pessoas que não querem a gente juntos. Não importa. Se eu estiver com você, tudo isso vai ser superado

[...]

- Oppa. Eu não posso prometer que não vamos sofrer, nem vamos chorar algumas vezes. Não posso prometer que não vamos brigar e também não sei onde essa história vai dar. Eu sei que isso pode ser uma traição com minha família, mas...Eu realmente, realmente quero saber isso. Nae namja chingugadoego sip-eo*?

- Um só "sim" é pouco pra responder. Então eu vou falar sim de novo. Sim. Eu também não posso prometer que vai ser fácil daqui pra frente, mas com você eu sinto que a gente pode enfrentar o mundo todo.

SÁBADO, 15 DE JUNHO. 8 A.M.

Capítulo 8 - Página 6 Fullsizephoto207623

Bom dia, Coréia! Começa agora o seu programa de entretenimento favorito da Rádio KBS! E já de cara, para animar esse lindo dia de sol e calor no fim da primavera, vamos começar com o sucesso de 2015 de uma das maiores divas do Kpop. Com mais de 10 anos de carreira e uma voz inigualável, ouçam: Taeyeon. I com  Verbal Jint!


Rádio ainda era um meio de comunicação muito popular na Coreia do Sul. Os empresários do meio souberam criar uma ponte sustentável entre o velho e o novo, de modo que a geração mais moderna ainda é capaz de apreciar as programações que seus antepassados ouviam. A ida dos idols e celebridades nesses programas também ajudava a elevar a audiência.

Já a televisão começava com os telejornais dando as principais notícias do dia: política, economia, entretenimento e, o mais importante para aquele dia em especial: a previsão do tempo.

Enquanto alguns não pareciam se importar muito com sol ou chuva em pontos isolados, foi com grande alívio que aqueles jovens confirmariam que:

- Fará bastante calor em Seul neste dia 15 devido a uma corrente quente vinda do sul. Contudo, é possível que chuvas fracas ocorram até o início da noite em alguns pontos pela cidade. A máxima beira os 32º C e a mínima será de 20º mais à noite.

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Não sei pq tá ao contrário >D

A festa na piscina estava mais do que garantida depois de ouvir as notícia. Até porque olhando para o céu logo cedo seria difícil de acreditar que havia a possibilidade de chuva, mesmo que só à noite. Estava tão azul e tão limpo que com certeza aproveitariam bastante aquele dia.

A não ser, é claro, que acabassem encarando as consequências daquela última semana que passou. Porque a festa seria praticamente um evento da escola sem ter o logotipo ou a responsabilidade de Wangjo. O que era bom e perigoso ao mesmo tempo, dado a quantidade de situações que todos eles se envolveram.

Bastava torcer para que ninguém se afogasse…

Mas antes de chegarmos até este grande momento, ainda temos coisas pendentes de três dias atrás...


(C) Ross


HYEMIN E MISOO - QUARTA-FEIRA. CLUBE DE MODA.


Hyemin e Misoo tinham sentimentos opostos sobre o clube de moda. Isso não era novidade para ninguém. A antipatia da tenista pelo clube era uma questão familiar, mas o modo como ela era tratada pela Responsável do clube também trazia certa justificativa para as caras emburradas que ela fazia.

Era sabido por todos que a mãe de Misoo e a professora Hae Ye Lee eram rivais desde antes de serem famosas estilistas, quando ainda eram modelo de passarela. A capacidade de Ye Lee não podia ser questionada porque sua marca tinha sucesso e era uma mulher de prestígio. Contudo, a mãe de Misoo ganhava por conta de seus contatos e, talvez, por ser um tanto mais convincente do que sua rival. A menina tinha uma ideia do que a mãe era capaz de fazer, principalmente sua capacidade para manipular as pessoas. Qualquer pessoa diria que era a melhor mãe do mundo e que amava muito a filha, mas depois da cena de ontem - que ainda deveria incomodar um pouco - era certo que esse amor só era destinado para uma pessoa.

A grande novidade do dia, contudo, era o abatimento de Hyemin. A menina estava com a mente mais avoada do que o normal e não conseguia acompanhar nem as coisas que gostava.

Joo Hyuk tinha faltado novamente, aproveitando de sua licença médica, mas não cancelou  o compromisso da tarde. Ele bem que gostaria de ter ido, mas sua mãe o mandou ficar quieto. Não incomodou ninguém naquele dia, mas caso fosse procurado pelos amigos, responderia. Ele só não queria atrapalhar mesmo.

Durante a parte da manhã, Yerin também ficou um pouco mais introspectiva do que o normal. Ela não destratou Hyemin, mas não sabia o que fazer no momento. Ouvir da melhor amiga que ela vinha mentindo há algum tempo, a deixava um pouco mexida, mas acreditava que sua postura era a melhor. A amiga não funcionava bem quando pressionada, por isso deu espaço e liberdade - não podia imaginar que, talvez, a amiga quisesse o contrário. Fato é que a rainha de gelo se recolheu na biblioteca e em outros lugares que geralmente seriam evitado pela melhor amiga.

Aparentemente, ela também tinha algumas provas em seus cursos e precisava se focar um pouco mais. Naquele dia mesmo teria prova no curso de inglês e seria um pouco mais difícil. Não podia errar como aconteceu no ranking do colégio. Por isso ela se retirou e ficou quieta. As maiores companhias de Hyemin no dia foram Nana, Beom Su e Hayoung. Chaeyoung também a procurou perto do fim do intervalo. Aproveitou um minuto de distração de Hyun Hee, depois de passar um tempo no terraço e entregou a carta de Lee Hi para ela.  

A unnie deu um sorriso reconfortante, mas diminuiu a expressão, ficando preocupada quando olhou para Hyemin. Não teve tempo de perguntar o que tinha acontecido porque logo o sinal tocou e tiveram que se separar.

Misoo também não teve o melhor dos dias. Eun Bi tinha passado o intervalo com Jae Ki - algo que ela já tinha previsto antes envolvendo amizades e namoros abalando amizades, mas a amiga bateu o pé dizendo que jamais a abandonaria - mas tinha Bomi ao seu lado. Não só ela, como as unnies do 2º ano. Woo Jin, contudo, estava longe com Won Bin. Era incômodo não poderem andar juntos como antes, mas a verdade era que eles dois pareciam mais preocupados com isso do que os próprios envolvidos.

Bomi e Won aprenderam a se ignorar, mas a expressão não estava mais odiosa. Eles até pareciam mais relaxados, apesar de ninguém entender exatamente o porquê.

Fato é que nenhuma das duas teve o melhor dos momentos e talvez não chegassem tão inspiradas assim no ateliê do clube. Para completar, ainda era uma aula que levava a tarde toda. Quase que uma pequena tortura para quem desejava que as horas simplesmente voassem.
(C) Ross


HYUN HEE - QUARTA-FEIRA. 1 P.M.
 

A terça-feira tinha sido particularmente produtiva e generosa com Hyun Hee. Além de ter dado seus primeiros passos naquele arriscado e ousado plano contra seus antigos amigos e “donos” de Wangjo, ele firmou amizades, alianças e retomou contato com seu querido irmãozinho.

Não obstante, seu Secretário e fiel amigo voltou e o ajudou a clarear a mente ao dar seu ponto de vista muito mais maduro, profissional - e obscuro - sobre os planos dele. O que deveriam fazer, o que deveriam evitar, como deveriam agir...Eram coisas que Hyun não tinha pensado sozinho, mas que com a ajuda de Han Jae ficou mais fácil. Já em casa, a alta de seu avô e um jantar nostálgico coroaram e fecharam aquele dia.

O dia seguinte viria com uma nova onda de otimismo, até porque tudo parecia bem. Han Jae concordou em ir no lugar dele com o almoço de Kai e o garoto não o decepcionava. Mal se viram no colégio e o deboche rolou solto. Nem parecia que tinham se entendido no terraço secreto, mas era como Kai havia dito antes “finja, ué, mente”. E assim ficava crível o ódio mútuo que sentia.

O motivo, claro, só podia ser os ciúmes, não é? E isso, de certo modo, chamava a atenção das pessoas. Quase como se fossem tentar explorar isso depois. Uma pequena isca que os dois alimentavam para aqueles imbecis.

A Joaninha o encontrou no intervalo para cobrar seu kimbap. Quando chegou, não tinha a melhor das expressões. Ela ainda estava muito cansada, o que confirmava seu tom estranho na conversa que tiveram no dia anterior. Contudo, ela não quis falar sobre as coisas que ouviu e as opiniões que nutriu porque podia ser precipitado. Só queria comer seu kimbap em paz e falar sobre o passeio que fariam depois.

O intervalo passou mais rápido do que eles esperavam, mas uma vez que sabiam que teriam o resto da tarde para aproveitarem, não ficavam tão chateados assim.

O dia de aula não foi dos piores e Hyun Hee parecia cada vez mais à vontade em sua turma. Além da amizade com Jaeki, também estava mais próximo de seu irmão - e precisavam falar sobre o tal café - e, agora, Sunny chamava mais a atenção pelo que Chaeyoung revelou sem querer. Será que ela era mesmo a pessoa de interesse do irmão?

Justo ela, sua maior suspeita sobre a menina dos remédios? Seria muita, muita coincidência.

Quando a aula acabou, ele sabia que não contaria com a carona de Han Jae - porque ele não podia estar em dois lugares ao mesmo tempo - mas Chaeyoung tinha o carro dela ou ele podia inventar outro jeito de irem até o shopping.
(C) Ross


JAE KI - QUARTA-FEIRA. 6 P.M.


O dia foi bastante tranquilo para Jaeki, apesar das matérias não serem as suas preferidas. Os amigos pareciam bem e Eun Bi cumpriu sua promessa de passar o intervalo com ele, mesmo tendo ficado no seu lugar original naquele dia - ao lado de Misoo. Os dois pegaram algumas frutas antes de seguirem para o “jardim secreto” e ficaram ouvindo música com os fones dela.

A garota deixou que ele deitasse a cabeça em seu colo e ficou protegendo a vista dele do sol, ainda que não fosse de todo incômodo. Parecia perfeito demais para acreditar, mas daquela vez era bem real.

Quando a aula acabou, ele teve que comer correndo para chegar no horário combinado no trabalho, ainda que ele só fosse fazer 3 horas daquela vez. Hyesang o recepcionou com o olhar atento e deu a lista de tarefas do dia. Motivado por sua irmã e a lembrança do intervalo com Bibi, o resultado só podia ser um: a excelência.

Hyesang o parabenizou mais uma vez e não aceitou que ele ficasse mais do que o tempo combinado.

JaeKi tinha sugerido criar a maquete a partir de materiais reciclados, mas até agora não tinha apresentado com que material. Teria que pensar como chegar no estúdio de Beom Su com algo encaminhado, pelo menos. Afinal, ele não poderia se reunir de novo durante a semana por conta do trabalho e não sabia se o grupo se reuniria aos fins de semana - o que era outro complicador porque tinha a gangue, a irmã, a namorada, as matérias, enfim. Se ficasse pensando muito nisso, provavelmente o cérebro tiltaria com a quantidade de responsabilidades, por isso era bom simplesmente fazer ao invés de pensar muito.

Beom Su tinha enviado o endereço de seu estúdio. Ficava num bairro nobre de Seul, conhecido como a Beverly Hills coreana. Era onde ficava a maioria das lojas de grifes e restaurantes “bacanas”. Os prédios eram modernos, luxuosos e chegava a ser um deboche com a cara de Jaeki, um menor de idade ter um imóvel ali, mas era verdade.

O horário combinado era a partir das 6 P.M e Yerin logo tocou o terror dizendo que não gostava de atrasos.
(C) Ross


WON BIN - QUINTA-FEIRA. 1:30 P.M
.

A vida de Won Bin estava uma montanha russas de emoções. Depois de perder e ganhar tudo de novo, ele se sentia mais motivado a correr atrás de seus objetivos. Agora ele era mesmo um “oppa” e seu íntimo dizia que ele precisava fazer jus ao título.

Fingir que não tinha nada com Bomi era difícil, porém necessário. Os dois se esforçaram bastante para não se olharem muito ou se pegarem sorrindo aqui e ali sem motivo. Mas sempre trocavam mensagens quando estavam longe dos amigos. Infelizmente, não conseguiram se ver de novo depois da terça-feira. Ele sabia que ela tinha uma agenda bastante cheia e com a proximidade da festa, ela estava ainda mais ocupada do que o normal.

Ji Hyun também era outro impasse. A menina mandou mensagens na quarta-feira, perguntando se ele estava bem, mas não o fez na quinta. Talvez estivesse achando que estava avançando demais ou sendo incômoda, por isso ficou um pouco mais quieta.

Contudo, havia uma pessoa que não fugiria de conversas.

Antes de Won sair de casa naquela manhã de quinta-feira, seu pai chegou do trabalho. Por conta da escala, ele estaria de folga na quinta-feira e perguntou o que o garoto queria almoçar ou se almoçaria no colégio. Só precisava dormir um pouco e depois veria o que fazer para os dois - provavelmente terminaria pedindo comida porque ele era realmente péssimo na cozinha.

Mas fato era que o Sr Hwang estava livre e nem imaginava a quantidade de perguntas que o filho tinha para fazer para ele.
(C) Ross


HEE KYUNG - QUINTA-FEIRA. 6:15 P.M.


Quinta-feira não era um dia muito auspicioso na vida e no coração de Hee Kyung. Era com grande infelicidade que ele forçava suas pernas a sair da aula de xadrez para a piscina do clube.

Sua mãe nem quis ouvir a história de arte marcial e, como o pai ainda queria que ele fizesse alguma atividade física para mexer com aquele corpo que só tinha energia com café, ele foi obrigado a manter as aulas de natação. Era uma hora e meia da mais pura humilhação e poucas voltas na piscina enquanto os outros alunos melhoravam. Certamente até a turma de criança era melhor do que ele.

Mas a verdade era que a natação não era a pior coisa que podia acontecer com ele naqueles dias.

Depois do almoço que Ui Jin pagou, as coisas ficaram um pouco estranhas. Stella não estava falando com ele com a mesma frequência de antes. Parecia mais triste, monossilábica e distante. Nem ao menos com Sunny ela andava falando direito - provavelmente envergonhada do que soube à respeito de Kim. Mas fato é que aquela sua decisão trouxe mais pontos negativos do que positivos.

Parecia difícil acertar alguma coisa, no fim das contas.

E ainda corria o risco de encontrar com a prima no clube, pois ela também fazia tênis num horário próximo que ele fazia natação. Para a sua surpresa, contudo, quando saiu do vestiário pronto para sair dali, ele veria a imagem de Stella “usando roupas de civil” caminhando perto da piscina, procurando por alguém.

Pareceu um pouco em dúvida ou até mesmo decepcionada quando não encontrou quem queria até que virou a cabeça, vendo Hee Kyung. Ele veria que ela puxou o ar com um pouco mais de força enquanto ajeitava a bolsa em seu ombro.
(C) Ross


SUNNY - SEXTA-FEIRA. 3 P.M.


Os últimos dias deram um novo sentido para “limite” na vida de Sunny. Foram tantas coisas que aconteceram e de modo tão intenso que quando a sexta-feira chegou, ela se sentia mais do que exausta. Não seria exagero compará-la a um zumbi perambulando pelo colégio.

Todos os lados da vida estavam meio abalado e, em partes, por conta da oscilação de humor devido a ausência dos remédios.

Não conseguia dormir por conta da insônia e ansiedade. Não tinha a mesma paciência de antes para atender os clientes mais exigentes, não conseguia prestar atenção na matéria, os olhares tortos das patricinhas e de Taemin a irritavam mais do que o normal. E até o modo como Joo Hyuk e Stella respiravam parecia incomodá-la.

Sunny não saberia dizer como conseguiu sobreviver até sexta-feira. Mas depois do clube de literatura, tudo o que esperava era ter de volta seu precioso frasco, nada mais, nada menos do que isso. A música e a escrita foram as únicas coisas que a aliviaram, mas também tinha seus limites - certas letras, certos instrumentos e pensamentos eram um gatilho de memória difícil demais para lidar.

Nunca antes tinha desejado que o clube de literatura passasse tão rápido. Quando o querido professor Chang Wook dispensou os alunos, Hyewon e Stella já estavam cientes de que Sunny estaria ocupada com alguma outra coisa. As duas se despediram de modo breve - a canadense um pouco mais distante do que a unnie porque vinha sofrendo mais diretamente com aquele humor horroroso de Sunny - e saíram da sala.

Chang Wook permaneceu ali, alinhado e perfeito como sempre. Tirou dúvidas e levantou-se para apagar o quadro branco com as anotações que tinham feito ao longo do último debate. Não parecia ter pressa, tampouco parecia preocupado com a expressão carregada da menina.

Sentou-se novamente e ajeitou os óculos antes de arrumar suas coisas.
(C) Ross


[Teremos até 4 páginas para resolver as pendências dessa semana, focando apenas nas cenas. Quem terminar primeiro, vai esperando até que, na página 4 (pode ser inicio, meio ou fim), começamos o sábado. Espero que gostem =] ]
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Quando falava sobre a comida com Kang, o colega já falava sobre ele passar vergonha. Mas Jae-ki, do seu jeito mau educado, deu de ombros:

Capítulo 8 - Página 6 9928c438349e448f8dfcb0f9de5e86f2

- Ué, vergonha? Vergonha é cagar e não ter papel... Se liberta disso cara... E ninguém aqui me acha rico mesmo. E se é festa rica melhor ainda, não vai fazer falta - Resmungou de volta.

Lá estava Jae-ki soltando seu "sábios provérbios ". Além disso, passar vergonha não era algo que Jae-ki se importava quando ele queria muito. Se conseguisse levar algo, podia dar pra halmoni e para Soo-ji. Todos já pensavam mal dele mesmo.  

Kang então falou do seu jeito sábio:

- Eu não incluo Bibi porque ela é exceção.


Sobre a mensagem do Won, Jae-ki ficou animado:

- Aeeeeee, agora a parada vai ficar daebak mesmo.

Jae-ki o conselho de Hyun sobre Taemin e ficou surpreso por saber que o loiro era amigo do irmão dele. Até Kang estranhou, de qualquer forma, não era um conselho que Jae-ki gostava de ouvir. Se Taemin mexesse com ele, não iria ficar quieto.

- Vai depender se ele vai ficar na dele...

Não falou mal do irmão do Hyun, porque sabia que coisa de família era complicado, e ficar entre o irmão de um cara, não era algo que deveria se meter. Isso só fazia Jae-ki não gostar de Jung-mi, sorte sua que não perdia a fome pensando nessas coisas. Jae ficou surpreso quando ouviu que Hyun tinha sido alvo da MiSoo também.

- Haha, você também foi alvo dela.

Jae até tossiu um pouco porque estava mastigando. Kang completava contando que ela tinha tacado uma mochila nele. Jae balançou a cabeça confirmando, mas não concordou com a última.

- Ya, nem tenho falado nisso. Eu reclamo de outras coisas dela.

Mas então Hyun falou sobre não ficar o tempo todo com a namorada. Parecia algo bem difícil de seguir, Jae sentia uma necessidade de ficar perto dela. Ficava agoniado com a ideia de ver ela passeando por um lado e ele em outro. Mas refletiu sobre o que ele falou em observar o que ela faz. Talvez tentasse isso, mas só depois de curtir um pouco com ela.

- Que difícil... - Suspirou - Mas vou tentar... Depois de um tempo...

Sobre alguém se afogar na piscina, o que Hyun falava fazia sentido, mas Jae-ki era mesmo exagerado em sua proteção. E além disso, não confiava nos alunos de Wanjo.

- É disso que eu falo, não confio no povo daqui... - Disse em voz mais baixa.

Então Kang começou a falar da namorada do Hyun e do cabelo dela, isso era muito estranho e sem noção até para Jae-ki. Franziu as sobrancelhas e deu uma cotovelada em Kang para alertá-lo.

Won chegou, Jae-ki abriu um sorriso e falou com o amigo:

- Yo!! Wonn! E aí?

Hyun também fez um comentário e Jae-ki completou:

- Eoh, ele vai ficar com a gente hoje. Daora né? Agora são quatro dragões!

Jae-ki mordeu a boca meio tentando analisar como Won estava, então logo sugeriu pra evitar qualquer cara triste no amigo:

- Já sei! Vamos logo pra piscina? Ou quer ir comer antes? Eu já falei que vou dar um mortal na piscina, vocês podiam filmar pra mim.

Jae-ki ia esperar Eun-bi para a piscina, mas se era pra animar o amigo, podia ir antes curtir os amigos lá.

- Kaja? Kaja? E não venham me dizer que não querem molhar o cabelo - Disse já implicando - Quem falar isso vamos tacar na piscina!



Festa na piscina

— Ross
Jae-ki
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Hyun até olhou um pouco mais do que devia para Miran, mas Chaeyoung estava no recinto. Precisava se comportar.

- E você tem razão. Hoje é desse jeito, mas eles foram. Há muito tempo. Ele e o Ryuji viviam lá em casa. Mas acho que Jung Mi parou de combinar com ele. Eu achava que era a má fama dos Do, digo, para os parâmetros de alguém que é chamado de "rei" da sala...  Enfim, não é um assunto que eu acho que posso me meter. - deu de ombros.  Mais um mistério da vida do irmão e uma lacuna a ser preenchida. Porém, não achava que podia mexer com Taemin sem saber se isso aborreceria Jung Mi. A menos que ele fizesse algo para Jaeki. - Mas eu guardo suas costas, Jack. Não se preocupe

Deu uma risada gostosa em relação a Misoo.

- Sim, ela é perigosa com objetos, aparentemente….   - observou a reação de Jaeki e balançou a cabeça positivamente. - Ela foi quase minha cunhada, mas… não sei. Ela é estranha - comentou, baseado no que seu irmão tinha dito  e dos climões que ela criou para ambos.

- Eh? Jinjja?....O que foi que você disse dongsaeng? - falou baixo, ameaçador, quando Kang elogiou o cabelo de sua mulher. Mas estava brincando…. Provavelmente. Não respondeu a pergunta e só deu um tapinha no ombro do colega,, resguardando a integridade de Chaeyoung, e observando-a com um sorriso como se nada estivesse acontecendo, até que ela fosse embora.

-  Dragões? Hm? Isso é um tipo de apelido de gangue?

Riu abertamente com o jeito direto de Jaeki.

- Eu fico melhor de cabelo molhado. Por mim podemos ir....  Ah, é claro. Se querem impressionar as garotas, é melhor andarem com confiança. Aprendam.  

Ajeitou os óculos e fez um gesto para irem, achando graça de seu tutorial. Adorava ter irmãos mais novos e brincar com os conselhos

Humor: estável/+++++

— Ross
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Misoo estava recebendo muitos olhares naquele dia. Qual era o problema das pessoas? As unnies, que sorriram pra ela sem um bom motivo, os elogios…

Ela sorriu, de forma não tão natural quanto gostaria. Já tinha se resolvido com Gyu Sik, mas ainda era muito incômodo ficar perto de Sooyeon daquele jeito. A garota não lhe descia muito desde sempre, apesar de não ter um motivo específico, mas agora, ela sentia o olhar dela. Diferentemente das outras vezes, que ela era sorridente e alegre, parecendo de certa forma superior, agora ela estava um tanto emburrada e infeliz.

Botou uma mecha do cabelo para trás da orelha, meio sem jeito. Não estava querendo fazer charminho, mas ela sentia aquela energia toda… Mas quando ele comentou sobre o presente, ela até deu uma risadinha sem graça, a princípio, mas que saiu natural no fim.

- Ai, por favor, me diz depois!!! - se empolgou, um pouco corada pelo jeito que ele disse aquilo.

Bomi salvou o momento. Mesmo que ela tivesse aceitado ser amiga e Gyu novamente, depois da confissão e, mais magra, o clima pareceu outro! Ela parecia mais… desejável? Era estranho admitir isso, mas ela sentiu como se fosse mesmo. Por isso ficou com vergonha, mas a amiga a ajudou.

- Jinjja??? Vamos ficar juntas agora??? Ommo, finalmente!!! - pulou e abraçou a amiga com força. Estava já desanimada, pensando em perambular infeliz no lugar, mas foi salva.

- Ah, por favor. Eu não aguento essa amiga mais popular que o Presidente!!! - comentou rindo. - Vamos montar um time de vôlei depois??? Vai ser demais! - falou, empolgada de verdade, porque amava esportes - Até depois!! - acenou e se afastou.

- Ah… Sério mesmo? Ah… sim, muitas fotos…

Pra compensar todas as outras…

Eram elogios bem-vindos, mas um pouco dolorosos. Só confirmavam o quanto ela precisava MESMO manter-se em forma.

Será que…. “Alguém” notaria que ela estava bonita também? Ele não parecia que reparava muito em meninas no geral… Quê? Começou a rir sozinha. De quem estava falando mesmo?

Nossa, mas se estava bonita mesmo, era um alívio. Onde é que ele estava mesmo? Won já tinha chegado…

Nossa, de onde veio essa ansiedade de repente? Queria tanto assim brincar com as arminhas?

- Komawo. Eu… Vou ser rebelde e começar a andar assim no colégio. Hahaha… Vamos, quero ver o jardim!!! - grudou na amiga e saiu para lá. - Pode deixar que eu faço seu book também, né aniversariante? Meudeus… As pessoas estão se revelando fora do colégio. - cobriu a boca com a mão.

~~

— Ross

Yeun Misoo
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Sunny foi alvo das reclamações em forma de brincadeira de Joo Hyuk e Stella. Em tom de brincadeira, eles deixavam claro que tinham sim se irritado com o modo que ela tratou todo mundo naquele dia, mas pelo menos colocavam para fora, né? Ainda ficava um gostinho amargo, mas nada que eles não pudessem superar.

Tudo terminou com algumas risadas divertidas até que Sunny perguntou sobre a saúde de Kim. O garoto voltou a encará-la e sorriu de modo tranquilo.

- Ainda estou com a dieta bem restrita, mas óbvio que vou comer algumas coisinhas diferentes hoje. Eu mereço...Fui um bom menino. - Fez um beicinho, mas logo arqueou uma das sobrancelhas com o comentário dela. - Pode deixar, meus olhos também estarão bem atentos para o que você estiver aprontando. Ok? Ok.

Imitou, implicando mais um pouquinho. A chegada de HaN mudou um pouco o foco deles e um sorriso sincero estampou os rostos presentes. Pelo menos até ele comentar sobre a ausência dos meninos. Stella foi a que mais sentiu, ficando visivelmente chateada por alguns segundos até voltar à expressão tranquila de antes.

- Eu também acho, mas não deixará de ser legal de todo modo… - Ha Neul comentou e voltou o olhar na direção de quem se aproximava.

- Oooi - Chaeyoung abriu um sorriso enquanto chegava com o prato com comida japonesa. - Joo Hyukie, HaN-Ah! Como vocês estão?

- Bom dia, Chaeyoun-Ah! - Os dois falaram. - Estou bem e você?

-- Muito bem! Agora que comerei, ficarei melhor ainda.

- Mwo? Você não comeu ainda?! - Hyewon a encarou desconfiada.

-- Só belisquei, mas agora que vou sentar e deixar que vocês degustem do que eu trouxe! - Colocou o prato no meio da mesa.

Hyewon não segurou a própria risada, escondendo os lábios com a mão. Chae não se fez de rogada e sentou-se no mesmo lugar de antes, acomodando-se e oferecendo o prato para os presentes.

-Eles vão servir depois, mas fui lá dar uma olhada mesmo assim.

- Típico…

Enquanto davam suas risadas, Sunny poderia ver a chegada de um novo elemento à festa. Depois que Misoo saiu como Bomi, Gyu Sik circulou um pouco mais até que, perto da entrada da área da piscina, encontrou com Jung Mi. O irmão mais novo de Hyun Hee estava usando uma bermuda estampada com fundo preto e desenhos em azul piscina com uma camisa regata preta. O cabelo estava penteado para cima e ele usava um óculos escuro no rosto. Sorriu para o amigo e o cumprimentou, como era esperado.

O que não era esperado foi a direção que ele tomou até a mesa de Sunny. Ele vinha em câmera lenta quase como para testar a resistência e os batimentos cardíacos da menina. Puxou os óculos escuros quando esteve perto o suficiente e disse em bom som.

- Bom dia a todos… - Fez uma leve mesura principalmente aos mais velhos e logo voltou-se para elas. - Noona, Sunny....Como vocês estão?

Chaeyoung que já tinha dificuldades em equilibrar as peças com a mão direita, deixou tudo cair e o encarou um pouco alarmada.

-Ommo! JungMi-ssi..- Tossiu.-Eu estou bem e você? O seu irmão está lá dentro já…

- Estou bem. É mesmo? Depois vou falar com ele, então…

Taemin começava a sair do lugar que Chaeyoung tinha apontado e Jung Mi olhou só porque o irmão foi citado. Ao ver o loiro, ele voltou-se para Sunny.

- Sunny… - Repetiu o apelido dela. - Posso tomar um minuto de seu tempo?

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(Jung Mi "Sou lindo")




- Ung - Yerin confirmou sem mexer muito os lábios, mas confirmando com a cabeça que também precisava conversar com ela.

O silêncio se fez presente, indicando que o teor da conversa só podia ser revelado num local privado. Isso aumentando um pouco a angústia e ansiedade para os temas que seriam abordados a seguir. Mesmo no elevador, cada um ficou de um lado, praticamente, mas Yerin retirou o cartão do quarto e foi a primeira a entrar, mantendo a porta aberta para Hyemin antes de fechá-la com cuidado.

Por estar seca, não viu problemas em sentar na ponta de uma das camas de solteiro e esperar por Hyemin. A amiga a encarou com o semblante sério, algo que era mais do que natural nela, mas tentou aliviar um pouco a postura e trazer certa ternura e calmaria para os olhos, dando, assim, aval para que ela começasse a expor o que tanto a incomodava.

Logo na introdução, Yerin precisou engolir em seco por um momento. Certos acontecimentos em sua vida serviram como uma auto-critica e reflexão sobre seu comportamento. Sempre quis que Hyemin fosse mais forte, mas não imaginava que o fato dela mesma não gostar de lágrimas e pessoas fragilizada fosse mexer tanto com sua melhor amiga. Demorou para perceber que precisava de mais tato ainda - e um pouco de empatia, algo que era difícil dela ter - para lidar com os sentimentos tão sensíveis de Hyemin.

Não interrompeu a menina, permitindo que ela apresentasse seu tema. De certo modo, sentiu um pouco de alívio ao ouvir o nome de Joo Hyuk. Pensou que a mentira fosse algo que ela realmente não esperava.

Mas quem disse que ela não sabia que Hyemin estava mentindo sobre Joo Hyuk? Podia não ser muito experiente com relacionamentos, mas os sinais estavam bem ali e só não enxergava quem não queria ver. Desde a primeira reação mais nervosa de Hyemin, fazendo questão de marcar território e o sujando - quando sempre evitava esse tipo de conduta mais radical - até o mais recente, quando pediu para que Yerin não o corrigisse de nada. Fechou os olhos por um instante a mais e quando os abriu, estava mais tranquila e aberta ao que ouviria.

Yerin não tinha o costume de interromper o raciocínio de Hyemin, mas ela dava muitos detalhes onde todo o conteúdo parecia importante. Precisou se mexer algumas vezes e focar a atenção no que ela dizia para criar o cenário certo e não ter dúvidas sobre onde ela queria chegar.

Suas reações era um pouco contidas, mas ao ouvir que Kim Joo Hyuk foi o primeiro amor dela, chegou a arregalar os olhos e entreabriu os lábios bem desenhados. Abriu e fechou os lábios, porque tinha acabado de entrar num campo desconhecido e que a deixava desconfortável. Franziu um pouco as sobrancelhas - mas não de raiva, apenas por estar confusa mesmo - abaixando um pouco os olhos antes de erguer até o rosto de Hyemin de novo.

Crianças podiam ser mais sinceras do que jovens como elas. Entendiam muito mais de sentimentos verdadeiros porque não tinham o filtro que a sociedade implantava. Se ela admitia que realmente tinha amado Joo Hyuk como seu primeiro amor, foi algo bem forte mesmo. Deve ter sido horrível para ela chegar e não encontrar a pessoa que mais esperava ali. Sentiu um nó na garganta e precisou engolir em seco para devolvê-lo para o peito.

Ao ouvir a parte sobre si, precisou se controlar um pouco mais porque andava muito emotiva. Os olhos brilharam um pouco mais, por conta das lágrimas que se acumulavam e ela fez uns bicos enquanto mordia os lábios e meneava positivamente para ela. Não achava que precisava de agradecimento por isso e teria seu tempo de explicar depois.

Hyemin voltou para o presente, contando como o reencontrou na empresa de sua família e como foi sumariamente ignorada por ele. Nem precisava chegar no nome de Kim Sun Hee para começar a linkar as coisas. Meneou positivamente, mais para si mesma enquanto pensava nas coisas que fizeram com a garota por conta dos ciúmes e raiva de Hyemin. Yerin a atacou porque não gostava de pessoas que a enfrentavam, via isso como desaforo e disputa pessoal. Mas se soubesse que a causa era o garoto, não teria usado a menina para machucá-lo. Machucaria os dois, mas por motivos distintos. Não pareceu muito certo descontar nela, se a “culpa” era de Joo Hyuk.

Ouviu as desculpas para ela, mas Yerin não se sentia vítima de nada. Só lamentava que ela não tivesse contado antes porque teria dado uma solução mais simples: perguntar qual era o problema. Por que estava agindo daquele jeito, esse tipo de coisa. Yerin só gostava de joguinhos quando prendia as pessoas em labirinto, mas quando eram questões mais...pessoais, por assim dizer, não era do tipo que fazia rodeios. Isso não era ser forte, ela achava, era ser prática.

Mas, novamente, ela também não sabia como era difícil para Hyemin falar disso e se “humilhar” a este ponto.

Quando achava que já tinha entendido a história toda, uma reviravolta mostrou que de algoz, Joo Hyuk ia a vítima...Tão vítima quanto Hyemin. Arregalou os olhos de novo, sentindo como se uma facada entrasse em seu peito. Isso era a tal empatia? Já não conseguia ficar calada, mas travou quando viu Hyemin se esforçando para secar as lágrimas daquele jeito. Parecia não querer borrar a maquiagem, mas Yerin sabia que eram à prova d’água. Então, ela não chorava para não aborrecê-la.

Levantou-se, segurando o pulso dela com certa precisão. Parecia uma expressão ameaçadora, mas Yerin foi se ajoelhando diante de Hyemin e ficou paralela a ela, mas da mesma altura por conta da postura. Puxou Hyemin para seus braços, deixando que ela deitasse a cabeça em seu ombro e começasse a chorar.

- Não precisa mais querer ser como eu e evitar chorar. Você não é fraca por ser sensível...Já que não podemos voltar no tempo para mudar o passado, alivie seu peito colocando para fora o que está te magoando...Depois que você cansar...Você me escuta.

Fez um carinho em seu ombro e ficaria o tempo necessário repetindo o gesto e permitindo que ela chorasse enquanto ficava bem ali, servindo de consorte. E mais do que um ombro amigo, o melhor ombro amigo. Fechou os olhos, apoiando a bochecha na lateral do rosto dela.

Quando Hyemin desse o sinal, Yerin se afastaria um pouco e pegaria um lenço no banheiro para que ela secasse as lágrimas e conseguisse se recompor um pouco.

- Eu não tenho uma solução fácil para você, Hyemin, mas tenho algumas perguntas que podem ajudá-la a chegar a uma resposta… - Mordeu de leve o lábio inferior. - Você concorda com o que sua tia disse que as pessoas tem um prazo de validade na vida dos outros? Prazo de validade, significa que as pessoas são substituíveis e facilmente trocadas por outras. Eu fui alguém que substituiu Kim Joo Hyuk em sua vida?

Era uma pergunta retórica, mas Yerin estava preparada para a resposta que fosse.

- Pense bem na resposta e no que você sente até hoje por ele. O prazo de validade pode ser considerado verdadeiro? Como você tem certeza que Kim Sun Hee é uma substituta do espaço que você deixou na vida dele e não um novo espaço? Da minha perspectiva, alguém que não se importa mais com você não tem as ações que ele teve. Pessoas que se magoaram muito na vida...Podem se sentir tentadas e até mesmo flertar com o sentimento da vingança, do troco. Mas a verdade… - Fez uma pequena pausa. - A verdade é que...Pessoas assim só...queriam uma explicação ou um pedido sincero de desculpas…

Escondeu os lábios, esperando para ver se Hyemin entendia onde ela queria chegar.
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Hyemin assustou-se por um momento quando ela se levantou, mas recebeu Yerin com bastante facilidade e inclinou-se encontrando o ombro dela e escondendo o rosto aos prantos, envergonhada após aquela exposição toda que ela evitou por meses. Era reconfortante poder tirar tudo aquilo do peito finalmente.

Não contou os minutos que ficou ali feito uma criança, mas só levantou o rosto de novo quando achou que tinha chorado o bastante. Não queria ficar esfregando a mão no rosto e danificar o carinho todo de Beom Su em seu trabalho, então foi de ótima sensibilidade oferecer-lhe um lenço, que ela usou para se recompor.

- Komawo…. -comentou fungando e com um pouco de vergonha de encará-la, mas deu um sorrisinho.

Ah, como poderia encontrar uma pessoa que fosse tão boa assim pra ela como Yerin? Provavelmente não existia mesmo. E mesmo assim, ela tinha sido alguém que substituiu Kim Joo Hyuk?

Ficou pensando a respeito do que a amiga falava. Era bom ter uma perspectiva de fora, e principalmente de alguém inteligente como Yerin, que poderia agir por um lado menos emotivo e saber eliminar situações da vida, era o que achava. Balançou a cabeça de forma um tanto mecânica, maquinando tudo.

Nem todos os sentimentos eram bons. A maioria não era. Ela até queria criar esperanças com partes do discurso, mas não podia fazer isso naquela situação. Ser abandonada por engano já era doloroso demais.

- … Mas eu não posso namorar você, Yerinah… Já aqueles dois…  Nada impede. Meu abraço com você não é mesma coisa… E nenhum menino nunca foi assim comigo. Jung Mi nunca me tratou do jeito que eles se tratam… Park Hyun Hee também não… Bombom… Todos os meus amigos. É claro que ali tem uma coisa diferente. Se ela simplesmente quisesse, eles… - fez uma careta e tapou a boca com o lencinho.

- Eu… percebi que ela é minha substituta quando notei que eles fazem tudo que nós fazíamos, só que com a idade corrigida… E sem que ele se sinta mal porque eu sou riquinha, patricinha, mimada e outras coisas que ele sempre odiou. Ele a trata muito melhor até do que me tratava… Ele é carinhoso, preocupado, e é capaz de enfrentar qualquer um para protegê-la. Você não acha que isso é amor? - suspirou.

- … Ele deixou muito claro mais de uma vez que eu sou o  passado e o quanto foi fácil achar alguém melhor em tudo, que entrou na Wangjo por mérito, não gosta de unicórnios e não tem um noivo ou uma tia que fez mal pra ele ou que jogou as coisas da outra no lixo ou um ovo na cabeça dele… Você não acha que é um novo espaço muito melhor e confortável?  - lamentou.

- Mesmo se eu explicasse tudo para ele, e pedisse desculpas de novo, mas dizendo o motivo, qual seria a primeira coisa que ele ia querer que eu fizesse? Pedisse perdão para a Sunny por tudo que eu já fiz pra ela. Não está claro para você aí quem ele quer proteger? Com toda a razão. Eu teria que… me humilhar pra ela e torcer para que ela começasse a gostar de mim.  Se ela não me desculpasse, acha mesmo que ele ficaria comigo? Não, porque ela se tornou mais importante do que eu. Porque ela esteve lá quando tudo deu errado para ele. Ela limpou as lágrimas dele, colocou ele no colo e fez carinho na cabeça e chocolate quente no Natal…   E ajudou na lição de casa, e nas coisas nerds de bolsistas que eles gostam…. Acha que ela o incomodou com shopping? Com a incapacidade de entender as piadas dele?

Olhou para baixo. Engoliu em seco e ficou em silêncio por um tempo, porque precisava terminar de concluir aquilo em voz alta.

- Mesmo doendo muito…. Pensando agora… Eu realmente prefiro que… Ele encontre amor com essa garota…. E que… ela possa fazê-lo sorrir mais a partir de agora… Eu a odeio muito…. Mesmo sabendo que eu não deveria… Mas…Eu acho que…. É o que ele merece afinal.  Kim Sun Hee… sorri e está disposta a defendê-lo contra uma escola inteira…. Kim Sun Hee… está disposta a melhorar seus dias mesmo provavelmente tendo os problemas dela com dinheiro e coisas assim…  Kim Sun Hee… é também considerada uma garota bonita, e está no nível dele social e mental. Ela é ruim nos esportes e inteligente… Não é bom combinar nas coisas? Eu acho que… é melhor assim. Eu… estava muito triste por perder, mas….  Não foi a melhor coisa que aconteceu com ele? Eu…. Eu não o faço sentir-se bem. E não trago nenhuma memória boa pra ele…Sempre que conversamos, não acaba bem. De uma forma ou de outra, sempre acabamos nos provocando e machucando.  Eu fui muito egoísta e burra de querer isso no começo e… Só está tudo horrível agora porque minha tia complicou tudo, mas… quando me contou a verdade… Ela me fez lembrar também que… Isso era algo inevitável. Ela disse que eu nunca poderia ficar com ele, porque minha família precisa dos Wang para prosperar… Vê? O “novo” espaço… é muito mais… “brilhante”. E eu…. Antes ou agora... Eu sou a pessoa que o faz chorar.


— Ross
Seo Hyemin
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Uma das coisas que incomodavam Hee Kyung era o distanciamento. Já era dificil para ele ter boas amizades, pessoas que gostava ao seu redor. E quando finalmente consegue, elas escapam por seus dedos...

Ele sabe que teria de pensar numa boa desculpa para não ter ido na festa da piscina, a anfitriã foi muito gentil em convida-lo, e técnicamente alguém do seu "status" não comparecer poderia soar como uma ofensa.

Seus companheiros de vício pareceram tranquilos quanto a isso. Se houvesse alguma fofoca ou problema, HaN e Kim se encarregariam da missão.

Amargo, uma palavra que começa a aparecer na cabeça do garoto com maior frequencia, primeiro Hayoung, agora a estranha e peculiar conversa com Stella.

Como prezava por ser  um respeitador, não era do tipo abelhudo ou pegajoso, daqueles que ficam em cima das pessoas. A canadense queria seu proprio espaço, não estava lá muito para olhares ou gestos amistosos, quando se viram.

Quanta ironia, quase o recorda de sua prima.

Seu premio de consolação mais tarde seriam os estudos, já que vicios não poderiam ser concretizados, se o fizesse, era um caminho sem volta.

Em casa, olhava para as tais fotos em seu aposento. A prima que tanto gostava, provavelmente sua melhor amiga... representando seu amor pela familia. Stella, sua inspiração para estudar... e claro a cosplayer.

Invés de remoer sozinho essas coisas em casa,  ele teve um lapso, pegou o celular para enviar mensagens, para a propria Jill. Por que não?

Primeiro envia um olá formal e vai puxando conversa. Afinal a cosplayer deve ser ocupada fazendo suas proprias coisas. Hee Kyung estava atrás de respostas, que seus amigos e amigas não poderiam lhe dar.

Ele não se sentiria a vontade falando disso com Ui Jin ou Ha Neul, quem dirá Min Ho que sempre bateu o martelo atestando que não era boa ideia.

Foi quando seu pai aparece, para jogar golf e estava a rigor. A possibilidade ter presente o tio podia tornar as coisas mais tensas, mas já que o avô iria estar junto...

- Acionistas, o tio estara lá então...  - Disse num tom curioso. O jovem Dong olhou para mãe por alguns segundos e só depois do sorriso dela é que mexeu a cabeça positivamente, em resposta ao pai. - Adoraria ir... prometo não atrapalhar!

Tentou por um pouco mais de entusiasmo enquanto volta para o quarto, afim de se vestir. Ele regressaria com um short longo e bege até a altura dos joelhos, e uma camisa vermelha.

Não parecia um vestuario para golf mas o garoto parecia não ter a pretensã de jogar, evitando assim atrapalhar o entretenimento dos mais velhos.

- Me vesti rapido, hehe, acho que deveria ter demorado mais, o senhor possui alguma dica para me dar? - Era possivel ver um olhar ligeiramente animado nos olhos castanhos.

Morada Dongos
— Ross
Dong Hee Kyung
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Mesmo que o tom daquela troca entre Kim e Stella fossem bem brincalhão e implicante, Sunny tinha consciência de que agiu de maneira bastante insuportável. Embora soubesse exatamente que andou descontando o péssimo humor nos amigos, não conseguiu evitar. Por isso, ela escolheu se afastar até voltar a si, mas não podia tornar aquilo num hábito. Não era justo com eles. Então, como uma boa menina, apesar de retrucá-los igualmente descontraída, Sunny aguentava as provocações e aceitava. Merecia mesmo.

Logo assunto mudou para a saúde de Kim.

Aquela não era uma falsa promessa... Ficaria de olho no Sr. Kim Joo-Hyuk e isso não envolvia apenas a alimentação dele... - Ótimo! Vamos ver quem desempenha um melhor papel de protetor, Kim! Você sabe que sou extremamente determinada em minhas tarefas...

Determinada e teimosa!

- E nem vou aprontar, tá? Prometi me comportar direitinho - trocou olhares cúmplices com Stella e Hyewon - O lema de hoje é "sem confusões".

Com a chegada de Ha Neul, esse tópico também foi ultrapassado.

Todos se mostraram chateados diante do anúncio sobre as ausências, mas Stella era a mais afetada por causa de Dong. Entendia a ansiedade da amiga... Estava sentindo algo semelhante e em dobro, considerando que tratavam-se de DUAS criaturas que lhe tiravam a paz e bagunçavam seus pensamentos.

- Ye, Ye! - colocou um pouco mais de animação para retomar o clima anterior.

A cabeleira dourada de Chae, pouco tempo depois, chamou a atenção ao seu retorno e Sunny a recebeu com sorrisos.

Comiiiiida!

Riu da desconfiança de Hyewon... Afinal, mesmo que ela permaneça mais ao lado de Hyun-Hee durante os intervalos, as amigas lembravam perfeitamente o quanto aquele estômago sem fundo aguentava armazenar.

- Ah, gente... Parem... Ela "só" beliscou... Tadinha... Sóóó... Né?

Uhum... Só.

- E ainda lembrou dos amigos! Não liga para esse povo ingrato... Vem cá...

Em meio aos risos, não tão distante dali, Sunny - como aconteceu com Do Taemin - encarou a entrada no instante que... o Park mais novo aparecia. Na mesma hora, o coração parou de bater e, num movimento estranho e imediato, voltou a acelerar com força total. Jung-Mi cumprimentava Gyu-Sik e estava diferente da forma que costumava vê-lo no colégio ou nas vezes que ele visitava o Café Literário. Claro que estava, né, Sunny? Era uma festa NA PISCINA. Dã-ã.

Virou o rosto, recusando-se a permitir que a outra metade do seu tormento a confundisse hoje!

Nada de Taemin e nada de Jung-Mi.

- Hmm, parece deli... Ah, meu Deus... - o último comentário escapou feito um sussurro engasgado.

Infelizmente, a força de vontade foi passear conforme encarava-o diretamente, não acreditando que Park Jung-Mi ia, de fato...

- B-Bom di-a... - gaguejou e deu um pulinho assustado quando Chae derrubou os petiscos, tão nervosa quanto Sun-Hee - Estou b-bem... - foi mais discreta ao respondê-lo porque estava surpresa e aproveitou a "desculpa" para ajudar a unnie, pegando o prato de sua mão - Deixa que eu arrumo, amiga!

Ok que ele e Chaeyoung eram "família" agora e não havia nada de anormal de querer cumprimentá-la, porém... Tinha uma sensação esquisita.

Um monte de sensações esquisitas, aliás.

Espera...

Sunny?

Podia contar nos dedos a quantidade de ocasiões que Jung-Mi a chamou pelo apelido carinhoso ao invés de Kim Sun-Hee.

Como estava exageradamente terminando de "ajeitar" os sushis, Sunny não avistou a saída de Taemin do refeitório. Entretanto, o novo chamado de Jung-Mi a fez erguer o queixo para fitá-lo de modo confuso e apreensivo, mas a expressão não demorou a ganhar linhas mais suaves... Não queria alarmar os amigos ou expor a montanha-russa interna que a simples aproximação dele provocava nela... - Claro, Jung-Mi... - a voz soou menos trêmula. Sunny levantou devagar e encarou os amigos, principalmente Chae e Joo-Hyuk - Eu já volto. Não comam tudo - formou um biquinho de canto e procurava ser o mais natural possível... Enfim, olhou para Jung-Mi, tendo que novamente inclinar a cabeça - Podemos ir... - disse, dobrando as mangas finas da blusa até os cotovelos... Tendo a necessidade de mover as mãos ou começaria a mania de apertá-las ou estalar os nós dos dedos.

Mantinha a feição o mais serena que conseguia naquelas circunstâncias.


Capítulo 8 - Página 6 JhnFrXz



Poooool Paaaarty  sunny

— Ross
Kim Sun-Hee
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Aquele momento abaixo de zero tinha sido tenso, mas pelo menos não tinha trocado farpas com Gyu Sik ou dado bandeira de seu relacionamento com Bomi. De certa forma foi o esperado.

Nada bom, mas o esperado.

O quarto dos dragões já tinha a presença marcada dos amigos, principalmente pela bagunça que com certeza Jaeki já tinha feito. Deu um sorriso imaginando como ele deveria curtido tanto o quarto e se jogado de cabeça na cama.
O cheiro de perfume já tinha sido um indicador de quem era o quarto elemento, mas a mensagem de Kang já confirmou que se tratava do Hyun que era mais próximo de Jaeki.

"O Jaeki já deve ter feito umas duas cozinheiras chorarem ali, melhor ir logo" não enrolou muito ali no quarto e logo foi em direção ao buffet.

A caminhada era um tanto longa, afinal o lugar era gigantesco, mas até mesmo um Won distraído podia notar duas pessoas que passavam e iam até os elevadores. Chegou a fazer uma mesura por educação para elas mas elas mesmo pareciam distraídas. Tensas.

O que seria que poderia estar acontecendo com sua Associada-Cupido? Wangjo era definitivamente um caldeirão de muitos problemas, imaginava o que ela e a rainha de gelo estavam lidando agora.

O buffet era grande como Kang havia indicado e não levou muito tempo para identificar os dragões, mais especificamente um Jaeki bem empolgado com toda a comida disponível ali.

A expressão era relaxada, na verdade uma expressão de tentativa-de-estar-relaxado. Won não se sentia a vontade ali mas se esforçava para manter o clima pra cima.

-Yo galera - disse aos dois fazendo o cumprimento dos dragões. Assentiu positivamente para Hyun: ele não o conhecia o suficiente para brincar ou algo do tipo, mas pelo menos ele não parecia ser simples no lidar e a vontade ali. Won não estava muito a fim de mais política no dia além da atuação que tinha de manter com os Yoon.

Muitas figuras naquele buffet, algumas mais maliciosas que as outras. Acabava lembrando um pouco daquele treinamento de olhos vendados do dia anterior.

-Haha, sim, agora quatro dragões pra arrebentar - concordou com Jaeki. Ele prontamente já incluía Hyun de vez no grupo.
-Gangue? Ah, é uma brincadeira que a gente fez no primeiro dia de aula e o nome pegou - disse coçando a cabeça, acabou lembrando da Hyemin acreditando que era algo de gangue pra valer.

Hyun já tomava a liderança para irem na piscina com seu jeito todo confiante. Nem Won no seu estado menos tímido conseguia ser tão...estilo Wangjo. Olhou para Kang meio dando uma risada.

-O bang bang é forte nele, mestre yoda - comentou.

Seguiu o irmão-mais-velho, tentando a mesma confiança que ele demonstrava.

Era até um pouco mais fácil quando fazia isso em grupo.

Wangjosexy and I know it

— Ross
Won-Bin
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Banyan Tree Club & Spa.. MANHÃ


O clima que rondava a mesa de Sunny era descontraído como todo o cenário que a cercava. Eles podiam sentir a leveza de um dia calmo e feliz, ensolarado e ao mesmo tempo refrescante graças às brincadeiras envolvendo água. No momento, implicavam de modo amistoso com Chaeyoung que retrucava enchendo as bochechas de ar apenas para dar uma gostosa risada logo depois.

Todas as risadas foram sumindo até morrer com a aproximação de Jung Mi. Muitos ali o admiravam - como Stella, Hyewon e até o próprio Ha Neul, cada um por seu motivo. Chaeyoung, apesar de um pouco ansiosa, tentou manter um termo amigável ao passo em que Kim Joo Hyuk mantinha um semblante sério e nem olhava direito para o “principe”. Não ia com a cara dele há muito tempo e tampouco fazia questão de ser gentil. Para ele havia algo de muito esquisito no modo como ele agia, principalmente depois do que ele fez com Sunny.

Como Jung Mi não foi falar com ele, ele preferiu focar na comida que era mil vezes mais interessante. Tentou ver se havia algo que ele pudesse comer e mastigava despreocupadamente até que ouviu aquele convite.

Por um momento, todos ficaram em silêncio, chocados demais para reagirem bem ao convite dele. Stella tinha a expressão de quem fazia cálculos mentais, tentando rever a semana que tinham passado. Ha Neul até tirou os óculos de grau para limpar e Chaeyoung lançou um olhar mais tenso para Sunny. Joo Hyuk franziu as sobrancelhas e Hyewon talvez fosse a única que fizesse uma expressão que a incentivasse mesmo a ir.

Jung Mi parecia ter ciência daquelas reações, principalmente a de sua noona e do melhor amigo de Sunny, mas mantinha as atenções voltadas para a menina. Parte de si parecia realizada por ela focar tanto a atenção nele que nem percebeu quem estava parado olhando na direção da mesa deles. O Park, obviamente, tinha aquela aura poderosa e imponente, mas que ao mesmo tempo era um verdadeiro convite para que Sunny seguisse até ele.

Taemin estava saindo do buffet acompanhado de Jiran e Miran depois de uma pequena ronda pelo local. Só queria fazer um reconhecimento do ambiente, mas tão logo colocou o pé para fora, ele se deparou com aquela deplorável cena de Jung Mi e Sunny. Pôde ouvir o som da explosão que ocorria dentro dele enquanto, lentamente, viu a garota saindo com o Park.

Por que estava se importando tanto com a imbecilidade daquela garota? E por que sua mão coçava tanto para dar uma surra no rosto perfeito do Park? Fechou os punhos com força até que sentiu uns tapas em seu ombro. Jiran o encarou curioso, mas Taemin foi incapaz de responder.

Antes que Sunny saísse, Joo Hyuk segurou seu braço de modo não muito delicado. Jung Mi parou o passo dele e encarou aquilo com uma das sobrancelhas arqueadas.

- Não demore muito, hã? - Kim a encarou seriamente. - Não esqueça do que me prometeu ainda há pouco…

Jung Mi separou as mãos dele, interpretando aquele gesto como possessão ou ciúmes, mas ele parecia ainda mais seguro longo dos muros do colégio. Substituiu a mão de Kim pela própria ao redor do pulso dela e disse, de modo “gentil”.

- Não precisa se preocupar. Ela estará segura comigo.

- Pois essa é uma frase que eu duvido. - Joo Hyuk disse o encarando, ainda que tivesse que olhar para cima. Nesse caso, ele não fez por achar Jung Mi superior, mas sim porque não via significância nele a ponto de precisar se levantar.

Jung Mi esboçou um sorriso no canto dos lábios, bastante tranquilo com a ameaça que Joo Hyuk representava. Se era assim que ele queria...tudo bem. Manteve a mão no pulso de Sunny e começou a guiá-la pelo clube, caminhando para longe da piscina. Nesse momento, mais do que nunca, a garota poderia sentir os olhares sobre si.

A piscina tinha parado por um instante porque tudo o que um ranking 1 faz interessa a todos. Beom Su e Hayoung, por exemplo, estavam de boca aberta e estapeavam Nana na boia para que ela visse o mesmo que eles. Yewon teria uma síncope se estivesse ali. O mesmo se repetia entre várias unnies e oppas do 2º e 3º ano. Pessoas como Jong In, Eun Joo, Jimin, Jirin, Sunyoung - alguns desafetos de Sunny e outros protetores de Jung Mi, ainda que odiasse o irmão dele. Pessoas que, até um minuto atrás, achavam que Misoo ainda era a 1ª dama do primeiro ano.

O rumor de “Misoo foi trocada por uma bolsista?”.

“O que a Misoo fez para Jung Mi responder assim? Certeza que fez por merecer”

“Ela é bem mais bonita mesmo, para uma bolsista”

“Aigo, que humilhação, foi trocada.”

Começavam a se espalhar pouco a pouco como um pequeno incêndio. E por falar em fogo, também havia Taemin observando aquilo. Caso Sunny olhasse na direção que ele estava, ele teria acabado de fechar os punhos e de receber um tapinha de Jiran para que continuasse andando ao invés de empacar no mesmo lugar.

Jung Mi parecia blindado e seguia meio passo à frente, sem se importar com os olhares enquanto caminhava com ela até um lugar mais tranquilo. Próximo ao jardim havia um deck pergolado que fugia um pouco da área mais movimentada da festa porque trazia a calmaria que um jardim deveria transmitir. Era um ambiente confortável, com uma visão bucólica e uma pequena fuga - algo que ela estava mais do que acostumada.

Capítulo 8 - Página 6 Pergolados-madeira-florianopolis
(Referência)

Os dois até podiam ter visão de Bomi e Misoo, mas não era como se estivessem preocupados com isso agora - ele pelo menos não parecia nem um pouco. Ao chegar em frente ao deck, ele parou por um instante, como se pensasse se aquele local era, de fato, apropriado, mas então percebeu que ainda segurava o pulso dela. Olhou para a própria mão e então para o rosto dela.

- Miane… - Soltou, não estando arrependido de verdade.-Agi no impulso ao me intrometer em sua conversa com seu amigo. Ele parece um pouco possessivo, hm? Se eu não tivesse conversado com você no festival da primavera, ainda teria dúvidas sobre seu relacionamento com ele…

Deixou no ar e voltou a encará-la, como se para ter certeza de que as coisas não tinham mudado de lá para cá. Pelo menos em relação a Kim Joo Hyuk.




Kang ainda conseguia se impressionar com as coisas que Jaeki dizia. Escondeu os lábios para não cuspir a risada ao ouvir a expressão que ele disse, mas foi impossível. Fez um barulho engraçado e começou a rir do mesmo jeito, sacudindo os ombros e secando a lagriminha que queria escorrer.

Felizmente, quando Hyun Hee se aproximou, o assunto mudou um pouco de contexto e acabou virando sobre Taemin e o ataque de Misoo. Kang pareceu interessado no que ele dizia a respeito de Jung Mi e Taemin. Porque desde que soube da história envolvendo Misoo, certas coisas pareceram interessarem mais. Então, o Do não fazia mais parte dos parâmetros de Jung Mi? Curioso. Óbvio que ele guardou todas as opiniões para si e simplificou as coisas com um…

- Araso…

Já a resposta sobre Misoo, a situação começou engraçada, mas Kang não gostou de ouvir que ela era estranha. Até chegou a franzir um pouco as sobrancelhas e fazer um bico. Queria responder com “estranho é seu irmão”, mas não diria isso para um hyeong tão poderoso. Não era burro, apesar de ser o 22º da sala…

Por estar um pouco nervoso, fez comentários aleatórios demais e recebeu umas cotoveladas de Jaeki. Nem soube direito porque, será que tinha falado demais? Mas ele não estava de olho na noona! Foi só para puxar assunto!! Aaah!!

- Won Bin!!

O Dragão Verde chegava para a grande alegria de Kang. Ele não tinha nada contra Hyun, mas a presença dele o deixava um pouco constrangido por conta da força que passava. Parecia que pisava em ovos o tempo todo. Era um humor diferente, mais maduro e sarcástico que ele precisava entender. Como já tinha dito para os meninos antes, Kang não era do tipo que tinha muitos amigos antes - o que era bem estranho considerando o jeitão dele - mas foi fácil falar com Won e Jaeki porque eles tinham um vínculo em comum: eram bolsistas que tentavam sobreviver ao colégio de herdeiros.

Por isso, ele ficou mais relaxado ao ver Won e já se aproximou dele para cumprimentá-lo.

Hyun Hee logo se apresentou também, bastante informal. O apelido do grupo voltava à tona e eles riam. Kang já tinha escutado isso antes, da mesma pessoa que Won pensava. O líder dos dragões explicava como o apelido veio e logo eles começavam uma caminhada para fora do buffet.

Antes deles saírem, contudo, Taemin, Jiran e Miran seguiram primeiro. Os meninos não pareciam querer briga por hora - talvez depois do meio dia, né? Mas agora ainda estava cedo. Tanto que o loiro nem deu muita moral para eles, como se não estivesse com humor para isso. Quando o quarteto saísse veriam que o trio tinha parado. Taemin fazia aquele gesto típico que JaeKi e Won já conheciam - fechando os punhos com força, como se estivesse controlando seu demônio interior. Miran, a única mulher do trio, fazia uma expressão de surpresa - impactada com algo que viam enquanto Jiran parecia acordar o amigo com tapinhas no ombro.

Se eles olhassem um pouco além, não demorariam a ver Jung Mi e Sunny se retirando do local. Como tudo o que acontecia naquele colégio envolvendo os ricos interagindo com bolsistas, parte da piscina tinha parado enquanto outra já tinha voltado à normalidade. Taemin e seus amigos seguiam, finalmente.

Hyun Hee até poderia sentir certo orgulho, mas Jaeki e Won Bin provavelmente não entenderiam nada. Eles não sabiam do término de Misoo ainda, diferente de Kang que já sabia de tudo - até que era uma farsa, segundo a versão dela - e o próprio Hyun que achou que eles terminaram porque o apoio do irmão para ela tinha expirado. O garoto ficou um pouco mais sério e abaixou o olhar.

Na mesa onde Chaeyoung estava, havia um cochicho principalmente entre Hyewon e Stella. Chae, por outro lado, ficava olhando para Joo Hyuk que parecia tão irritado quanto ela. O garoto levantou-se, passando a mão na nuca e se afastando daquela parte. A garota levantou-se, deixando sua preciosa comida de lado e ajeitou o vestido enquanto tentava alcançá-lo.

Os meninos também veriam que algumas pessoas tinham sumido dali - Hyemin, Yerin, Misoo e Bomi, as pessoas mais notáveis para eles, de certo modo, não estavam ali, por hora.

- Ya...E aquele mergulho, hm? - Kang bateu no braço de Jaeki. - Tu sabia, Won? Ele disse que sabe dar um mortal…

Tentou quebrar um pouco aquele clima de estranheza que pairava a piscina.




Antes de Misoo sair, Gyu Sik prometeu que contaria a ela o que achou do presente sim e o bico de Sooyeon pareceu maior. Bomi se meteu na conversa para quebrar um pouco daquele clima que o irmão criava sem perceber. Aparentemente, havia muito o que aprender em relação às mulheres mesmo.

- Ung! Jinjja!! - Respondeu igualmente animada e a abraçou de modo caloroso.

Deu uma risada divertida com a história sobre sua popularidade e logo andaram até outras partes da festa que não ficava restrita à piscina. Havia a parte da bagunça, envolvendo piscina, a rede de vôlei e as pistolinhas d’água, uma área animada para outros sentidos com a pista de dança e, finalmente, uma mais tranquila com o jardim e um deck que ficava perto dali.

Longe do que acontecia na piscina, as duas tiveram um pouco de paz para contemplar a natureza e aproveitar a companhia uma da outra.

- Mas você sabe que eu prefiro ficar com você do que dar sorrisos a todos que convidei. É muito mais sincero quando estamos juntas. - Sorriu de modo carinhoso e abraçou o braço dela. - Vamos!! Eu sou péssima em esportes, mas se você quiser, montamos agora! Quer? Mia e Bibi só vem um pouco mais tarde, mas posso chamar o pessoal legal do 2º ano. Ou o Beom Su, Hyemin, hm?? Hm?

Cutucou um pouco, fazendo cócegas em sua amiga para arrancar algumas risadas. Infelizmente, ela não sabia que os elogios pesariam de modo negativo para ela. Achou que tinha sido um esforço natural e não que ela tinha recorrido a remédios ou coisa do tipo. Se soubesse que ela estava sofrendo de verdade com aquilo, não alimentaria daquele modo. Até porque Bomi sempre achou Misoo bonita.

- Hahahaha..Você é impossível, Sussu! Já pensou que escândalo seria? - Brincou.

Capítulo 8 - Página 6 8nmMHFE
(Referencia)

No jardim, Misoo conseguiria identificar alguns tipos de plantas por conta dos estudos que tivera com sua avó. Podia até ensinar um pouco para Bomi que não entendia nada, mas gostava de aprender - informação nunca era demais. As que tinham mais simbolismo eram as melhores porque podiam virar mensagens secretas.

Era um passeio bem agradável, um jardim que lembrava um pouco um SPA - considerando que o hotel também tinha uma parte de SPA, fazia sentido.

Porém, algumas fotos e selcas em dupla depois, um casal estranho entrou no campo de visão das duas. O sorriso de Bomi foi sumindo ao identificar Jung Mi segurando a mão de Sunny daquele modo e levando até o deck perto dali. Os ombros até caíram um pouco. Parecia um lugar apropriado para fazer uma declaração.

Jinjja?! Logo no aniversário dela?? Logo ali??

Tomou o campo de visão de Misoo, impedindo que ela olhasse muito para ela. Apesar de saber que o namoro era de mentira, era mulher e, bom, considerando o que sentiu quando viu Won com aquela sonsa do café, sabia que podia ser doloroso.

- Que tal montarmos o time? Ou entrar na piscina logo, hm? Vamos, vamos?

Praticamente implorava para que não ficassem ali se machucando com aquela cena. Nem imaginou que voltar seria muito pior  por conta dos rumores que se espalhavam entre as testemunhas daquilo. Também não tinha como saber que tudo isso aconteceu - era o castigo pela anfitriã especialista em antibombas ter se ausentado por um tempo.




Yerin teve vontade de rir da resposta inicial de Hyemin. Claro que não poderiam namorar! Isso não tinha nem cabimento, mas ela fazia uma comparação da infância, quando os sentimentos eram puros e sem segundas intenções. Criança amavam diferente de adultos e, ainda que Hyemin dissesse que ele tinha sido seu primeiro amor, ela queria saber sobre amizade. Amor fraternal.

- A maior diferença é a criação. - Yerin comentou. - Não convivemos o suficiente com outras classes sociais para saber como eles agem com os amigos. Mas pelo pouco que vejo, eles são bem mais...espontâneos. - Franziu um pouco as sobrancelhas. - Entende o que quero dizer? Nós somos rodeados por formalidades que não existem para eles…

A voz foi morrendo conforme pensava no bolsista que mais conviveu por enquanto. Engoliu em seco e mexeu um pouco a cabeça, pensando nas pessoas que ela citava.

- Park Jung Mi não é um exemplo bom. Park Hyun Hee é até bom que ele não seja assim com você. Conhece a fama dele, não? E bom, o Beom Su é carinhoso ao modo dele.

Voltou a ficar em silêncio enquanto ela falava daquele jeito. Respondeu a pergunta dela e disse.

- Acho. É amor, mas você, nem eu podemos dizer que tipo de amor que é. Isso é pessoal demais, Minah…

Sentou-se na ponta da cama de novo, apenas ouvindo o que ela tinha a dizer. Achava que era a própria Hyemin quem se colocava nessa posição, preterida, trocada, inferior, descartável. Considerando o trauma dela, até que dava para entender, mas Yerin não sabia encontrar palavras para fazê-la entender que ela não tinha como ter certeza das coisas que teorizava porque não tinha controle da mente e sentimento das pessoas. Depois de tudo o que ouviu e viu, Yerin - logo ela, a pessoa que não entendia de relacionamentos - realmente achava que ele não a ignorava por completo.

Pelo que veio observando, Kim Joo Hyuk tinha um perfil muito...passional, mas não extremamente também. Ele só tinha emoções fortes e impulsivas - como foi na ovada, como quando a provocou no refeitório, até mesmo as coisas que disse para Hyemin.

A conclusão final de Hyemin recebeu uma nova encarada de Yerin. A garota respirou fundo e cruzou os braços.

- Se você acha isso mesmo, então nada do que eu diga mudará seu pensamento. E se realmente deseja que os dois sejam felizes, talvez aceite melhor o que eu também tenho para te dizer agora…

Descruzou os braços, apoiando as mãos em seus joelhos. Olhou um pouco para baixo e então começou dizendo baixo até erguer a cabeça para encará-la de novo.

- Minah… - Suspirou. - Eu não posso cumprir a promessa que te fiz no início do ano, nem atender ao que Wang In Ha quis de você. Eu… - Escondeu os lábios. - Não posso mais perseguir os bolsistas de Wangjo. Não posso desfazer o mal que fiz, nem os traumas que causei. Não me arrependo de nada, mas...Eu não posso continuar mais.
(C) Ross
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Então pessoas sem tantas imposições sociais eram íntimas daquela forma? Será que realmente se tratavam de forma mais calorosa, independentemente de serem amantes, amigos ou o que fosse? Hyemin tentava pensar em exemplos, mas não conhecia pessoas pobres em geral.  Apenas seus funcionários e… O próprio Joo Hyuk.

Inclinou a cabeça para o lado aos poucos. Fazia todo o sentido então que ela ficasse apaixonada na infância, exatamente porque ele não tinha os filtros com ela. A amiga a ajudava a ver aquilo de formas diferentes.

De uma forma estranha isso acalmava seu coração. Ajeitou-se na cadeira, ergueu o rosto e ficou tensa, esperando o que a amiga tinha para dizer. Piscou algumas vezes, surpresa com a revelação.

Inicialmente, não sabia muito bem o que fazer, mas ela entreabriu os lábios e se moveu para poder segurar a mão dela.

- Araso -  deu um sorriso gentil. - Eu… Também me questiono o quanto isso era importante para a família Wang de qualquer maneira. Minha tia… também disse que era contra esse pedido e que ele não fazia muita diferença nos acordos de adultos. Acho que… Não importa mesmo. Não precisa se preocupar comigo, Yerinah.. - apertou a mão dela.

- Eu… não queria admitir, mas logo vi que os bolsistas não seriam expulsos. Eles foram aceitos por vários de nós… E… Muitas vezes o que precisávamos fazer apertava o meu coração. Eu ficava triste de te ver tão tensa e obcecada, porque acabava com muita pressão e favores nos seus ombros. Acho que… Está tudo bem. - olhou para baixo, meio envergonhada.

- Depois que… tudo isso foi revelado… Eu também não queria que Kim Joo Hyuk me odiasse, mas me doía a ideia de pedir isso a você. Eu não queria que achasse que eu estava fraquejando Então, na verdade, eu acho que estou aliviada em ouvir isso. Eu acho que…  Depois do que você disse e agora isso também… Nossa, meu coração parece tão mais leve. Eu… Acho que posso colocá-lo para descansar...  E posso seguir esse caminho com você, Yerinah… - deu um sorriso doce.

- Nossa… Eu não fazia ideia do quanto isso ia tirar uma culpa do meu peito… Eu… ah, estou me sentindo tão feliz… será? Eu não sei… Eu… Acho que estou sorrindo. Acho que… vou fazer a coisa certa pela primeira vez? Eu sinto que… Eu posso consertar as coisas. Será que é ‘recomeçar’ que falam? Como… Num filme que uma personagem ganha uma segunda chance para fazer ouras coisas.  Eu entendo que isso foi necessário, eu sempre agradeci por ser protegida. Mas… Eu não queria estar em lados opostos mais daquela pessoa que eu gosto… Mesmo sendo algo de um lado só. E… se as coisas são como você diz, Rin, então acho que ele não fez de propósito pra me machucar. Ele não fez de propósito nem para me fazer gostar dele… Aquele menino… Só estava sendo ele mesmo.  Então, eu acho que ele merece paz a partir de agora….  Não quero mais atrapalhá-lo, nem continuar estragando a vida deles. Eu também quero e preciso colocar meu coração em paz… Eu só quero…  Continuar vivendo como a gente fazia, na escola das meninas, só que melhor, com os nossos amigos, e as nossas coisas… Acho que conseguimos fazer isso, não é?  Obrigada por mais esse carinho, Rin, você sempre parece saber exatamente o que eu preciso… Me desculpe por ter feito esse pedido absurdo para você... Eu coloquei peso demais nas suas costas. Eu... obrigada. Eu te amo!     - abriu os braços e deu um abraço bem apertado na menina, balançando para os lados.

Ela a soltou finalmente e a olhou com curiosidade.

- Mas…. o que a fez mudar de ideia? Embora eu estivesse trabalhando isso por um tempo, eu não consigo imaginar por que você fez isso. - abriu a boca de repente.
- Será que…. Yerinah!!!! Você se apaixonou por um bolsista ou simpatizante também???? - arregalou bem os olhos. -  Ah!!!! Quem é??? Yerinah!!! - deu uma esfregada no braço dela.

- A gente vai descer é AGORA e você vai me mostrar!!!! Hihihi…  - levantou-se - Minha maquiagem ficou destruída? Eu estou bem?     - ajeitou o cabelo. - Caham...  Enfim, pode contar... Eu acabei de contar minha história do meu primeiro amor com um menino nerd que deu errado. Vai ser difícil ter algo mais embaraçoso que isso. Hahah...


— Ross
Seo Hyemin
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HEE KYUNG. SÁBADO. 15 DE JUNHO. MANHÃ


Um pequeno sorriso triste foi o suficiente para responder a questão sobre a presença do tio dele na tal partida de golfe. Porém, a mãe estava tranquila porque sabia que o marido não permitiria que fizessem mal a Dong. Pelo menos era isso o que repetia para si mesma. Não era como se pudesse prendê-lo para sempre e impedir que ele fosse a esse tipo de evento.

Na verdade, se ele quisesse assumir a posição na empresa da família, precisava compreender como até mesmo uma simples partida de golfe podia envolver grandes negociações.

- Você não me atrapalharia! Será uma honra tê-lo como companhia. Vá se arrumar, eu espero por você.

Enquanto Hee Kyung subia, os pais sorriam um para o outro. A mãe até chegou a se aproximar um pouco e fazer um carinho no rosto do marido antes de receber um beijo na testa. Os dois gostavam desses momentos onde podiam ter mais tempo com o filho. Para garantir os luxos e a produtividade da empresa e do escritório, eles precisavam de tempo. E tempo significava menos momentos como esses agora. Por isso era tão valorizado quando acontecia.

Algum tempo depois, Hee Kyung voltou arrumado e pronto para a partida. A mãe já não estava mais ali, pois tinha saído para atender a um telefonema. O pai o encarou e riu de seu comentário.

- Por que demorar mais? Está ótimo! Gaja!

Indicou a porta para que seguissem. Naquele dia, iriam de motorista porque o pai não queria dirigir. Na verdade, estava pensando em beber com os acionistas depois e não gostava de chamar um motorista por aplicativo para dirigir seu carro, preferia levar o próprio mesmo.

Diferente de Hee Kyung, ele não via problemas em usufruis dos serviços e mordomias que o dinheiro de seu trabalho gerava. Muito pelo contrário, aproveitava bastante. Antes de saírem, eles se despediram com um tchau gritado para o escritório do primeiro andar e a mãe respondeu de volta.

- Não esquece do casaco!!

- Eoh!

O pai concordou, mas encarou Hee Kyung com uma cara engraçada. Por que casaco? Estava um dia quente! Por Deus, mulher! Bateu de leve no ombro de seu filho enquanto o acompanhava até o carro. O motorista pegou a bolsa com os diferentes tacos de golfe e os guardou para que seu patrão tivesse uma viagem mais confortável no banco de trás. Pai e filho se acomodaram.

- Hm...Dicas sobre golfe? Seu avô costumava jogar muito bem antes de ficar tão debilitado. Ele tentou ensinar ao seu tio e eu, mas não chegamos nem a ⅓ do bom jogador que ele era. Costumava dizer que o golfe é como os negócios...As metas e objetivos da empresa representam o buraco. Normalmente nem conseguimos vê-lo porque o campo de golfe é enoorme (imaginar o rrrr que eles dão ênfase na hora de falar), mas você sabe que é possível. As tacadas representam sua sagacidade para chegar até ele e o terreno são as dificuldades que encontramos no caminho.

Ponderou.

- Seu avô gosta de usar jogos como metáforas, assim como faz com o Xadrez e o Go. Talvez esse tenha sido o segredo dele para manter a empresa durante toda a vida: vê-la como um jogo. Mas até que ponto isso é saudável? Eu não sei dizer...Você acha interessante ver as pessoas como peças de xadrez? Nomear alguém de bispo, cavalo, torre, rei ou rainha é fácil, mas e quando você encontra os peões? São as peças mais fracas e descartáveis do jogo…

Suspirou após a sua filosofia.

- Enfim. Sua mãe comentou que hoje você tinha uma festa, mas não foi. Por que? Aconteceu alguma coisa?
(C) Ross

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Excelente...

Estava se saindo muito bem – assim concluiu. Aparentemente, não transparecia todo o nervosismo que o interior do corpo abrigava, como se fosse uma redoma pequena tentando controlar - em rédeas curtas - uma explosão enorme. Mas Sunny não fraquejaria, não mesmo... Já chorou e sofreu o suficiente durante aquela semana - só durante aquela semana??? - e encontrava-se preparada para qualquer coisa que Jung-Mi quisesse lhe dizer. Chaeyoung a alertou com antecedência... Não seria pega de surpresa pelo herdeiro. E... era só uma conversa. Isso. Apenas uma conversa. Talvez “a” definitiva, talvez não... Sunny segurava a ansiedade. Algo que... Bem, diante do climão que se instaurou na mesa... Mostrava-se uma tarefa bastante complicada.

A feição tranquila era uma tentativa de aliviar possíveis preocupações – ao menos daqueles que conheciam a história.

As expressões tensas de Chae e Kim a fizeram vacilar mentalmente... Será que não agiu certo ao aceitar o convite? Mas se negasse, mostraria que existia algo de errado... E a verdade era que precisavam daquilo. Ela e Jung-Mi. Encerrar o ciclo vicioso que transformaram a “relação” dos dois nesses últimos meses. A festa de Bomi com certeza tratava-se do pior lugar para tal, porém não tinham como evitar agora.

Quer dizer...

Eram as conclusões as quais Sunny chegou após refletir cuidadosamente cada detalhe.

Sentia-se munida, mas nem um pouco segura... ao contrário do Park.

Prestes a girar para segui-lo – afinal, confiava que Jung-Mi ditaria o caminho a partir dali –, a mão de Kim interceptou o movimento quando a segurou de uma maneira presente, embora não rude. Sunny instantaneamente parou, encarando-o e prendeu a respiração, sentindo o coração contrair dentro do peito, encolhendo frente ao que via na postura insatisfeita do melhor amigo. Incapaz de sequer procurar a voz para respondê-lo, apenas balançou a cabeça de leve e pronta para amenizar a situação com um novo sorriso... Jung-Mi se manifestou, afastando o toque dele e literalmente a “roubando” do rapaz. Sunny arregalou os olhos, surpresa.

Tanto pela atitude quanto pelo que... sentiu.

A pele ardia sob a palma grossa de Park Jung-Mi.

Ardia de um jeito... esquisito.

Não necessariamente agradável.

- Jung-Mi... – a fala saiu num fiapo muito baixinho ao mesmo tempo em que Kim devolvia daquele jeito ríspido.

Encarou ambos, sem saber como deveria se comportar. Qualquer palavra errada, qualquer gesto mais enfático... – Eu não esqueci... Jebal, não esqueça também... - acrescentou depressa, praticamente implorando.

Conseguiu dizer antes do herdeiro começar a puxá-la, ainda mantendo o aperto em seu punho fino, o que tornava os dedos longos dele numa verdadeira algema. De repente... o mundo sofreu uma “parada cardíaca”. Jung-Mi parecia não perceber as atenções que aquela cena despertava conforme a conduzia pelo clube. Todos – absolutamente todos – estava olhando para ele... não. Para eles. Pela primeira vez, desde que entrou naquela dimensão completamente distante de sua realidade, Sun-Hee sentiu-se... intimidada. Apesar do herdeiro afirmar para Joo-Hyuk que nada a atingiria enquanto estivesse com ele, mesmo atrás das costas largas de Jung-Mi, Sunny jamais teve a sensação de tamanha exposição... Nem na festinha ridícula e mentirosa da Rainha do segundo ano. A diferença era que ao invés de ovadas - dentre outros elementos nojentos -, os olhares chocados dos herdeiros que a perseguiam. Uma mistura deles. Eram tantos que Sunny não conseguia devolvê-los... Provocava uma tontura, inclusive. Ela os encarava de volta, mas mal enxergava, realmente... Até que...

Sunny o viu.

Em detalhes.

A bolsista viu tudinho - da expressão contraída ao cerrar da mão - e enquanto se afastava, ainda assim, ela virou o rosto e o encarou por cima do ombro.

Capítulo 8 - Página 6 C692d7895bee56408ee3f1ab0e4fd0dfe67f83f7_hq

Taemin...

Por que sentia o coração vacilar? Por que a bola no estômago crescia diabolicamente agora? Por que... se importava com esse garoto e os possíveis pensamentos que aquela cabeça teimosa e arisca poderia estar formulando? E ele se incomodava com isso? Então... Por que fingia que ela não existia mais?

Por que...


Por que não podia ignorar a existência de Do Taemin?!?!

Jung-Mi sentiria...

Sentiria direitinho a hesitação de Sunny nesse instante. No instante exato, na verdade. Foi tão fraquinha que não adiantaria nada, pois se revelou uma reação instintiva, mas clara. Algo que ela provavelmente não notou, aliás, de tão sutil. Entretanto... Para o Park... Ficaria nítido que no momento em passaram pelo perímetro de Do Taemin... Sunny teve o impulso de... se libertar. Não que Jung-Mi a levasse contra a vontade. Longe disso. Todavia, por um segundo – e um segundo muito idiota e ínfimo... Sun-Hee quis seguir na outra direção.

Na direção... dele.

Logo... Após atravessarem aquela eternidade, eles finalmente chegaram numa área mais reservada e belíssima... Pena que Sunny estava inquieta demais para apreciar a vista do local. O jardim atrás do deck criava um efeito ainda mais romântico ao cenário, seguindo a linha proposta pelo ambiente inteiro – de um sonho maravilhoso. Ela fitava o chão e os ombros arriados impunham uma imagem vulnerável... Desamparada...

Aquela que despertava a necessidade de protegê-la.

Só voltou a encará-lo assim que Jung-Mi a soltou. Sunny apoiou os dedos sobre o pulso antes de trazê-lo junto do corpo. O rosto dela estava vermelho e os lábios trêmulos... O peito subindo e descendo também era um indicativo da combustão que acontecia no interior da bolsista. Será que ele tinha a mínima noção do que acabara de fazer?!

O pedido de desculpas a pegou de surpresa e o ouviu com atenção.

- Não... Ele não é possessivo, Jung-Mi. Ele... O Kim está preocupado comigo. Preocupado que... que você me machuque. Por favor... Tente entendê-lo. E não confunda... – o rostinho tomou linhas mais sérias – A única pessoa quem levantou dúvidas durante esses meses foi... você.

A resposta não foi dita de forma rude, mas havia mágoa ali... e tristeza.

Sunny olhou além do Park e a tensão apareceu agressivamente quando avistou Misoo e Bomi, ao nível dela recuar, atingida pela imagem... Tocou a boca com as pontas dos dedos na medida em que a ficha caía.

- Todo... Todo mundo nos encarou... E se eles...

Escondeu a carinha nas mãos.

- Não ligo para o que possam dizer de mim, mas... e ela? – caso Jung-Mi olhasse para o mesmo ponto que Sunny encarou, veria as duas meninas – Eu te alertei sobre as consequências dessa história... E continuo desejando que ninguém mais saía ferido...

Tinha que se concentrar na conversa... Precisava. Mas...

Não tirava a expressão de Taemin da mente e aquilo a desequilibrava.

- Talvez devêssemos ir a outro lugar...

Não queria correr o risco de Misoo vê-los juntos, pois Sunny entendia como doía.

Entendia muito bem, por sinal.  

Ainda parecia meio tonta e os dedos pressionaram a têmpora, aplicando uma suave massagem...

Poooool Paaaarty  sunny

— Ross
Kim Sun-Hee
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Jae-ki ficou mastigando enquanto ouviu Hyun falar sobre a relação do Jungmi e Taemin. Ele achava tudo isso muito estranho, até os garotos queriam se tornar "Rei". Era muita frescura e parecia meio falso, mesmo que não gostasse do Taemin, Jae achava muito estranho as relações em Wangjo, como se muitos ali não fossem amigos de verdade. Sorriu pra Hyun quando ele falou que guardaria suas costas:

- Valeu hyeong, só garanta que vai ser entre mim e ele, se tiver briga.

Sobre MiSoo, Jae-ki concordava, podia se lembrar que ela era namorada de Jung-mi. Kang tinha feito aquele comentário sobre Chae que Jae desaprovou, mas não tinha dado em nada. Felizmente Won chegou e eles já se falavam. Won explicou o nome dos dragões para o Hyun.

Em seguida Jae-ki brincou sobre molhar o cabelo com eles e ficou reflexivo sobre o conselho de Hyun. Como seria andar com confiança? Riu do comentário de Won sobre o mestre yoda. Jae-ki estava feliz de ver que seus amigos estavam falando com seu hyeong.

- Eoh, os quatro dragões. Kaja! Kaja! Vamos dominar essa piscina!

Observou Hyun andando no caminho quando foram para piscina. Jae-ki tentou imitar, mas claro que não saiu igual. Kang bateu no seu braço falando do mergulho.

- Eoh, sei mesmo! Eu já abri meu queixo quando era mais novo por treinar isso.

Jae-ki queria que o clima ali ficasse legal, mesmo Won parecendo bem deslocado.

- E você Won? Sabe fazer algum pulo maneiro?

Quando foram pra a piscina, Jae-ki apressaria os amigos para irem pra lá. Porém no caminho viu algo muito esquisito, era Sunny e Jung-mi? Seus olhos não o enganavam? Mas qual era a relação ela com esse garoto? Ele não era namorado da MiSoo? Não gostava do Jung-mi, mas ao menos ele não era um Taemin. Só que se eles estivesse enganando Sunny, precisaria avisá-la igual fez sobre Taemin. Jae-ki imediatamente perguntou ao Hyun:

- Hyeong, aquele é seu irmão com a Sun-Hee... Ele não é namorado da MiSoo?

De qualquer forma, não era um perigo eminente como de Taemin, que podia machucá-la. Jae-ki na verdade estava aliviado de não ter visto ela e Taemin juntos, era sinal que ela o tinha escutado. Ao menos era o que pensava, mas será que teria dor de cabeça por causa do Jung-mi também?

Jae-ki se dirigiu para piscina, e na beira, tirou a camisa e jogou em cima de uma das cadeiras reclináveis. O corpo de Jae-ki não era muito diferente do corpo de uma garoto da sua idade, era um pouco mais magro, mas tinha um leve definição nos braços, no tórax e nas pernas, dava pra ver que tinham músculos desenvolvendo ali, mas não aparente como Won teria ou de um adulto de academia. Sua barriga era quase funda. Isso era o resultado dos seus treinos de hapkido e das longas corridas que fazia de entregador. Mas seus treinos não eram regulados e bem acompanhados como de Won.

- Agora é a hora do salto mortal! Olhe, o ninja Jaeki!

Jae fez uns movimentos com o braço esquisitos como se imitasse aqueles desenhos japoneses da TV. Era parte de como sabia ser um irmão bem brincalhão. Se antes estava tentando ser estiloso como Hyun, agora tinha falhado completamente, mas ainda era fofo. Problema é que Jae-ki dificilmente se ligava no público ao redor, e quando se importava não durava muito.

Ele se posicionou na beirada da piscina e de costas pra ela. Flexionou os joelhos e moveu os braços para cima como se preparando, na segunda vez usou esse mesmo movimento dos braços como impulso e deu o mortal pra trás. Emergiu pra a superfície com os cabelos molhados e os sacudiu.

Capítulo 8 - Página 6 B7aabe33281dc985700f0eb255d7b5a6--kookie-bts-jimin

- Uwa, a água tá muito boa.

Olhou para os amigos esperando a vez deles de entrar na piscina.

-  O que tão esperando?

Festa na piscina

— Ross
Jae-ki
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Dong se ajeitou um pouco mais, alinhando a camisa vermelha melhor no corpo meio delgado, fez o mesmo gesto com o oculos reencaixando ao rosto fino. - Não sei, hadabojii estara lá e não quero que pensem que o neto dele se veste de maneira relaxada em demasiado.

Fez um tchau junto do pai, na verdade ele queria um beijinho da mãe mas a senhora Donga parecia ocupada, e o menino não a importunaria. Imagine revelar o quão era apegado a ela?

Recebia o tapinha ao ombro com ligeira confusão, olhando para o céu claro e depois para o pai que tinha uma feição comica. Dong retrucou com uma cara desconfiada, mas não tão engraçada quanto.

Capítulo 8 - Página 6 WR8InSR

- Ué..

Hee Kyung travou de leve ao ver o motorista, mas não se relutou em seguir e sentar no carro com o paizão.. a conversa sobre o avô muito interessava ao neto. - É um ponto interessante esse, eu costumo pensar de forma semelhante quando estou estudando... - Como um jogo - mas confesso que não fazia ideia sobre essa estratégia, o Golf parece mais complexo do que imaginava!

Os olhos abertos pareciam genuinamente surpresos.

- Abre aspas, os pões são a alma do xadrez e sua boa ou má colocação defina muitas vezes o resultado de uma partida, fecha aspas. Pode parecer singelo, mas os peões são os unicos que não podem voltar para trás, devem sempre seguir em frente, rumo a vitoria, e quando chegam do outro lado são recompensados pelos seus esforços. Como poucas pessoas conhecem o jogo na Coreia imagino que não compreedam o engenhoso diagrama por trás.

Dong se referia a coreanos no geral, e não que o pai era um inculto, porém, o mesmo já perceberia uma certa semelhança no filho, com as palavras do avo.

Estava confortavel ao falar da filosofia do jogo, e essa posição meio que decaiu quando ouviu sobre a festa... o rosto abaixou um pouco e a boca torceu involuntariamente.

- Aconteceu, mas não sou o maior fã de festas, ainda mais uma na piscina. Odeio piscinas.

Capítulo 8 - Página 6 KlL2xv1

Falou meio franco e sincero demais, sem perceber. -  Joesonghamnida...

Carro Dongos
— Ross
Dong Hee Kyung
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- Eu também prefiro. Às vezes eu fico muito cansada dessas coisas…   - não entrou em detalhes, porque a amiga sabia bem do que ela estava falando. Misoo gostaria de ser uma pessoa comum, às vezes, sem tantas expectativas sobre ela e família famosa.

- Ah, você quer jogar com eles? Eu pensei em esperar as garotas mesmo. A gente pode só ficar tirando fotinhos enquanto isso. Ei ei! HAHahhaha pare com isso ou você vai se ver comigo!!! - começou a fazer cócegas nela também.

Depois de deixá-la em paz, foram passear. Estava bem entretida passeando pelo jardim, admirando as plantinhas. Aquilo lhe fazia muito bem, era como entrar em contato consigo mesma, não importando olhares dos outros e comentários sobre os milagres daquela pílula. Ela revelava para a amiga o significado de cada uma que se lembrava.

- Agora? Não é melhor esperar as meninas? - olhou curiosa e observou além, captando Jung Mi e Sunny em um momento íntimo.

A garota sentiu uma certa curiosidade pelo momento. Não era a primeira vez que notava a interação dos dois, nem os olhares estranhos da menina para cima dela. Por quê?

A herdeira deu um passo para o lado, querendo assistir à cena.
- Ani. Está tudo bem…

Era um namoro falso. Não tinha por que sentir ciúme. Ela só não sabia que tinha sido usada como bode expiatório para proteger o amor por outra garota.

- Jung Mi gosta dessa garota? - cruzou os braços. - Ou será que…   - ergueu uma sobrancelha e uma possibilidade a incomodou.

Lembrava daquela aproximação repentina, daquela conversa fiada…. Sentiu um mal estar sim, mas foi porque lembrava daquele dia que ele a fez sentir-se tão mal e culpada por simplesmente não querer namorar com ela. Será que queria substituir a namorada de mentira para se sair bem, para não ser o rejeitado? Era muito melhor parecer para todo mundo que ele a estava trocando. Não é? Depois daquela frieza toda que ele a tratou….

Capítulo 8 - Página 6 Kpop-my-idol-monday-red-velvet-wendy-2

- Eu não vou sair daqui. Não sou uma intrusa. É o aniversário da minha amiga. E eu quero ver até o final - ela olhou bem naquela direção e observou com firmeza, aguardando os acontecimentos.  

Ela sabia muito bem o que fazer depois disso.

~~

— Ross
Yeun Misoo
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Hyun achou graça do apelidinho dos garotos. Lembrava os tempos de assistir programa de heróis na TV. Sentiu-se um pouco mais novo por isso. Se soubesse que poderia personalizar seu nome de dragão, escolheria Black Dragon.

- Ani. Jung Mi não estava realmente na dela, foi mais ou menos como caridade, só que ele cansou do jeito fora da caixinha dela... Mas agora sim isso é interessante…  - deu um pequeno sorriso ao vê-lo saindo com Sunny. Também não sabia do peso de suas palavras. Estava acostumado a falar com um grupinho bem mais… Sujo no jeito de falar das mulheres e relacionamentos. Só recentemente estava aprendendo a respeitar, mas só a sua.

Isso confirmava toda a conversa com Chaeyoung. A menina era a garota especial e, aparentemente, seu conselho de não desistir dela tinha sido efetivo. Não podia fazer nada sobre o sucesso daquele relacionamento, já que, pelo que a namorada falava, a menina não estava tão a fim assim… Uma pena. Ou nem tanto, porque talvez ele precisasse de uma menina mais estável. Já bastava Misoo e o irmão como relações loucas.

- Pega fogo, cabaré... UUHH  - anunciou, com uma boa risada, tirando a camisa, os óculos, e pulando na piscina com Jaeki, apreciando as caras chocadas das pessoas da piscina.

Humor: estável/+++++

— Ross
Park Hyun Hee
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Banyan Tree Club & Spa.. MANHÃ


Enquanto a conversa era direta com Kim Joo Hyuk, Jung Mi não se importou com o tom hesitante de Sunny ao chamar por seu nome. As coisas estavam ligeiramente resolvidas ali e a menina garantia que cumpriria a tal promessa com o melhor amigo. Resolvida essa questão, ele virou-se para continuar sua caminhada até um lugar mais tranquilo - dificilmente daria para chamar aquilo de caminhada normal quando parecia um desfile que exibia muito bem a figura dos dois.

Logo no início do trajeto, contudo, ele percebeu que Sunny travou ainda que por um segundo. Apesar de não precisar olhar na mesma direção que ela - por saber exatamente quem era - ele o fez apenas para ver sua expressão. Jung Mi arqueou uma das sobrancelhas com a expressão tensa de Taemin com punhos cerrados, mas continuou andando.

Não viu que o irmão e os outros meninos chegaram a notar a cena.

O tempo passou bem devagar para os dois, apesar de não terem ido para muito longe - apesar de ser um hotel bem grande, a área da festa tinha alguns limites. Porém, como ele já tinha ido até aquele lugar algumas vezes, sabia para onde deveria ir para conversar com ela. Parecia um lugar propício, não fosse a presença de Misoo - ele tampouco a notou imediatamente porque estava mais preocupado em chegar até o lugar.

Depois de soltá-la de modo delicado, ele colocou as mãos nos bolsos laterais de sua bermuda. Virou-se para Sunny, observando suas expressões e como ela parecia...nervosa. Era um estado novo, porque das outras vezes, ela sempre pareceu muito segura e dizia que não tinha medo de ficar ao lado de um Park. Por que, então, agora agia assim? As coisas tinham mudado mesmo?

- Naleul? (eu?) - Jung Mi levou uma mão até o peito, indicando a si mesmo e fez uma expressão confusa. - Por que eu te machucaria quando minha intenção sempre foi preservá-la? Eu não te disse isso antes?

Foi abaixando a mão e suspirou, demonstrando tristeza quando viu as linhas marcando o belo rosto dela. Foi meneando negativamente até que viu que Sunny olhava além dele. Virou um pouco o corpo, vendo justamente Misoo acompanhada da aniversariante. Ele encarou com a indiferença de sempre, como se não tivesse nada de errado no que fazia ali. Não demorou muito porque Sunny lançava questionamentos os quais Jung Mi achava fácil de responder.

- Eu não estou mais com ela. Ela decidiu encerrar nossa parceria justamente quando contei que meu avô tinha sofrido um avc… - Esboçou um sorriso irônico. - Para você ver o tipo de consideração que as pessoas têm com os sacrifícios que fazemos. Você não deveria se importar com ela agora, porque ela não é do tipo que se importa com pessoas fora do círculo de amizade dela. Alguma vez ela foi gentil com você ou se preocupou com você?

Jung Mi não sabia do inferno das aulas de educação física - a única atividade que as duas tinham em comum - mas seria um bom exemplo falso para ele que poderia ativar na mente dela. Misoo sempre foi destemperada com ela pela falta de habilidade, pelo menos quando estavam no mesmo time. Tanto ela quanto Eun Bi só se importavam em vencer - e considerando o modo como eram próximas e a recente briga das duas, provavelmente não gostava dela também.

- Eu ligo para o que acontece com você, mas não mais com o que acontece com ela. As consequências cabem às escolhas de cada um. Fiz algo contra minha vontade para ajudá-la e te proteger. Fiquei dois meses tentando ser um bom namorado para ela, mesmo que fosse uma mentira, eu não quis que as pessoas desconfiassem. Imaginava que pelo menos sairíamos amigos, mas em sua inconstância, ela resolveu me abandonar quando talvez eu precisasse de um amigo. Não sou do tipo sentimental, Sunny, mas eu presto atenção nos detalhes…

Ajeitou-se, ficando ainda melhor posicionado de costas para Misoo.

- Se você deseja sair, podemos ir para outro lugar. E lá você receberá mais olhares…Era isso o que eu falava sobre o peso do meu nome…

Levou a mão até o cabelo dela, ajeitando uma mecha de cabelo, colocando atrás da orelha. Foi bem delicado e cuidadoso, quase carinhoso com o gesto. Ele a encarou profundamente e deu um pequeno sorriso triste no canto dos lábios.

- Antes de perguntar para onde gostaria de ir, talvez seja melhor saber se você ainda quer falar comigo..




Bomi deu um sorriso compreensivo para Misoo enquanto fazia um carinho em suas costas. Sabia bem do que a amiga estava cansada. Gostaria de poder fazer mais, mas havia certas coisas que estavam além de seus limites e possibilidades. Então, sugeriu algumas formas de distrair a mente, dentre elas convidando o pessoal para jogar.

- Ah..Foi só porque eu não sei que horas as meninas chegam e porque eles são legais. Pensei que estivesse ansiosa para isso, mas tudo bem! - Abraçou o braço dela. - Vamos lá ver nosso cenário de book… - Fez as cócegas e riu junto dela enquanto andavam.

O lugar era mesmo muito bonito para ajudar a limpar um pouco a mente. Bomi era o tipo de menina que gostava de estar conectada e, às vezes, perdia pequenos mundos que podiam existir num jardim. Ficou impressionada com o conhecimento de Misoo e achava linda sua expressão enquanto estava em seu habitat natural. Se existiam pessoas que preferiam animais à pessoas, Misoo certamente era do tipo que preferia plantas às pessoas.

Também, pudera, era a atividade que ela podia passar tempo com sua amada avó. Claro que gostaria daquilo. Bomi adorou aprender um pouco mais e tirou algumas fotos das plantas para enviar para a amiga, mas também postar depois.

Logo quando o passeio começava a ficar legal e elas começariam as selcas, Bomi travou o passo por ver quem se aproximava. Virou-se de costas para o casal, olhando para a amiga com os olhos arregalados, forçando um sorriso enquanto sugeria que fossem para outro lugar, fazer outras coisas…

- Er…

Antes que pudesse inventar qualquer coisa, Misoo olhou além, vendo Jung Mi e Sunny perto do deck. Estavam à uma distância segura, de modo que não escutariam as conversas - o que, no fim, acabava piorando porque os gestos que viriam a seguir podiam ter interpretações muito mais amplas do que de fato eram.

- Misoo-yah… - Bomi tentou mais um pouco, mas a amiga dizia que estava tudo bem.

A garota passou a mão pela testa, massageando um pouco a região enquanto se posicionava ao lado dela. Cruzou os braços, olhando na direção deles.

- Nado molla…(eu não sei) - Murmurou e levou a unha do dedão até os dentes, roendo a pontinha.

Tomou um susto quando o próprio Jung Mi virou o corpo e olhou na direção delas. Virou a cara de modo pouco convincente e Misoo foi a única a ver a expressão de indiferença dele. O garoto arqueou uma das sobrancelhas, num típico “ah”, mas que não se prolongou muito. Virou-se de costas de novo, ajeitando-se um pouco mais e voltando a falar com Sunny. Por conta da altura, ele a cobria, mas dava para ver que eles estavam no limite do aceitável de proximidade entre “dois colegas de turma”. E conversavam bastante, considerando os parâmetros de Jung Mi.

- Aigoo...Mas Misoo-yah, tem tanta coisa melhor acontecendo para lá. - Apontou, mas estava desistindo disso. - Araso, eu vou ficar ao seu lado…

De repente, Misoo veria Jung Mi levando a mão até o rosto dela, arrumando uma mecha da franja que tinha se soltado da trança de raiz de Sunny. Bomi respirou fundo.

- Talvez ele goste dela...Eu não fazia ideia… - Comentou ligeiramente confusa com tudo aquilo.

Chegou um pouco para o lado, de modo discreto e enviou um sms para Won, aproveitando que o nome estava errado e não havia foto dele na troca de mensagens.




O humor de Kang decaiu um pouco no instante em que viu aquela cena entre Jung Mi e Sunny. Apesar de não ter nada contra a amiga de Jae Ki - pelo contrário, gostava muito dela e fazia trio com ela. - achava que aquela exposição toda poderia magoar Misoo. Nem sabia se ela já tinha chegado, mas com certeza viraria um alvo.

Por isso ele puxou o assunto sobre a habilidade de Jaeki com saltos para Won, mas não ouviu muito bem as respostas - que, felizmente, foram direcionadas para Won, no fim das contas. O garoto continuou andando com grupo, mas Jaeki fez a pergunta que todos queriam saber.

Os Dragões ainda não sabiam do término, então, não era bem isso que o preocupava. Nem se Jung Mi namorava Sunny, mas a velocidade. A resposta de Hyun Hee, contudo, o tirou do sério.

- Mwo?! Caridade?? - Acabou falando um pouco mais alto do que o esperado. Provavelmente os amigos ficariam surpresos com aquilo.

Não acreditava nisso. Não era possível acreditar nisso.

Ele só conhecia uma versão da história, a de Misoo, mas não tinha motivos para confiar na de Jung Mi. Ainda mais com essas palavras tão...pesadas. Então todo aquele fingimento de namorado presente foi uma caridade para ele? O que esses ricos tomavam no café da manhã?! Como era possível serem assim?

- Ele cansou do jeito fora da caixinha? Ya, hyeong, a Misoo-ssi não é assim e é nossa amiga. Não fale dela assim, jebal.

Nossa amiga? Esperava que Won pelo menos concordasse com isso.

Para Hyun Hee algumas coisas ficavam claras: que Kang, pelo menos, era um menino muito mais ingênuo e certinho do que as pessoas que ele convivia - talvez até considerado chato para os parâmetros do garoto; havia um resquício de carinho na forma como Kang defendia Misoo; e toda história tem, pelo menos, dois lados. Só depende qual lado cada um está mais disposto a ouvir e acreditar.

Jae Ki cortou um pouco aquele clima resolvendo pular na piscina. As pessoas ainda estavam cochichando aqui e ali, mas quando o garoto resolveu tirar a blusa, atraiu algumas atenções. As meninas mais timidas ficaram “escondendo” os olhos enquanto as mais atiradas faziam um “hmm, olha esse gangster sem camisa”.

- Meu Deus! - Beom Su já tinha recuperado sua boia. - Yves.Henri.Donat.Mathieu-Saint Laurent. que está no céu - Foi fazendo o sinal da cruz 2 vezes pela quantidade de nomes. - Belo pulo, hein Jaeki!

Kang não entrou na piscina, batendo de leve no ombro de Won indicando que ia andar um pouco. Precisava clarear as ideias antes de continuar ali. Enquanto isso, o próprio Won receberia um sms “do Detetive Min”

“Oppa, onde você está? Sabe dizer se a Eun Bi já chegou? Estou passando um pequeno sufoco agora porque a Misoo está ciente do Jung Mi com a Kim Sun Hee. Eu não acho que isso está sendo bom pra ela, mas não consigo tirá-la daqui ç___ç”




Durante aqueles instantes em que Hyemin não conseguia responder ao que Yerin dizia, ela pôde perceber como ela estava angustiada com aquilo. Pelos anos que elas se conheciam, Yerin nunca tinha quebrado nenhuma promessa - por mais extremas ou mirabolantes que fossem. Parecia um tanto quanto doloroso agora ter que voltar em sua palavra.

Afinal, sua palavra era tudo o que ela realmente tinha. Se não podia mantê-la, no que isso a transformava?

Ao ouvir a resposta, deu um pequeno suspiro e abaixou um pouco mais a cabeça. Apertou a mão de Hyemin de volta. Também tinha uma impressão esquisita sobre o pedido de In Ha. Parecia o tipo de pedido que ela mesma teria feito a um capanga para que não sujasse suas mãos. Não gostava dos Wang e, principalmente, não gostava de Miwoo...De certo modo, a resposta também trazia alívio.

- Komawo… - Murmurou o agradecimento e voltou a encará-la. Acabou dando um sorriso no canto dos lábios, mas não era de felicidade. - Miane, por levá-la a extremos também. Eu nunca quis que você fosse como eu. Se você virasse alguém como eu, eu não me perdoaria. É importante sentir, Minah...É importante se expressar…

Observou quando ela abaixou a cabeça. Apertou a mão dela de volta e meneou positivamente. Deixou que ela comemorasse no início, mas a própria Yerin não parecia mais tranquila. Ainda estava carregando o peso em seus ombros e tinha um assunto sério para tratar com ela. Não conseguiu, contudo, interromper aquele instante de alívio. Sabia que ela precisaria de um fôlego antes do que estava por vir.

Não respondeu às perguntas dela sobre a vida na escola e o modo como seguiriam com os amigos. Porém, correspondeu ao abraço e fez um carinho em suas costas, dando suaves tapinhas para acalmá-la.

- É o que vou te contar agora...sente-se mais um pouco, hm?

Indicou a cadeira. Ela precisava mesmo sentar para ouvir o que a amiga tinha a dizer. Arregalou os olhos antes disso e levou a mão ao peito.

- Mwo?! Ani! Não tem nada disso!! - As bochechas quase coraram, mas foi pela hipotese levantada por Hyemin. Não por ninguém específico… - Quer dizer, também aconteceu uma coisa, mas não é o principal motivo...Gaja! Eu preciso que você me escute com muita atenção…

Bateu na cadeira de novo, como uma mãe chamando a filha para uma conversa. Quando ela o fez, a própria Yerin levantou-se, puxando o ar com força, ajeitando o cabelo antes de se acomodar de novo.

Musica para causar tensão:


(Adorei essa versão, peloamordediooor)

- As coisas estão mais complicadas para mim, Minah...Eu não contei o que aconteceu nos últimos meses porque...Eu também estava tentando me adaptar, mas...Minha família… - Escondeu os lábios. - Está prestes a entrar num processo de Recuperação Judicial. Olha, por tudo o que você mais ama na sua vida, isso é uma informação que não pode sair daqui, hm? Jebal...É algo que meu pai vem escondendo da sociedade há algum tempo, mas em breve, ele vai precisar disso. Recuperação Judicial...É um passo antes da falência.

Soltou o ar lentamente, como se estivesse livrando o peito de uma grande dor também.

- Nós brigamos durante as provas e por isso eu não me esforcei minimamente nos resultados. Ele veio com a mirabolante ideia de que eu era a única que poderia salvar nossa família disso. Queria que eu me casasse com o filho caçula dos Min… - Deu um sorriso debochado. - Jong In, você acredita?

O nariz abriu e fechou um pouco, como se estivesse acumulando ódio.

- E eu urrei dizendo não. Que eu nunca faria isso e se ele me obrigasse, eu iria até a polícia contar tudo o que ele fez comigo e minha madrasta. Óbvio que ele me calou naquele dia também, mas mais do que isso, ele decidiu cortar meus “luxos”. Minha madrasta tem me ajudado financeiramente, mas perdi tudo o que era considerado extra. Eu...vou ter que vender a minha égua e sair do clube de hipismo, por exemplo. Não tenho como manter os gastos dela. Perdi o motorista e tenho andado mais de metrô do que antes.

Apesar de serem “pequenas humilhações”, ela não chorava nem parecia lamentar pelo que tinha perdido. Ela achou uma ofensa muito maior a sugestão de se casar com os Min. Apesar de serem a 10ª família mais poderosa - sendo, assim, um ranking 1, Jong In era filho caçula de muitos irmãos. Sua influência na família era mínima e poderia ser descartável com um casamento entres os Oh. Até porque, apesar de tudo, se houvesse um up nos investimentos, eles seriam ainda mais prósperos do que antes.

Mas Yerin se recusou, porque aceitava tudo - ou quase tudo - menos Jong In.

- E, provavelmente, eu ficarei em Wangjo só até o fim desse período letivo. Com meu curriculo e minhas notas, consigo bolsa em qualquer outro lugar. Mas… - Umedeceu os lábios. - Eu não sei se minha família aguenta a pressão até o fim do ano e é isso que eu quero você preste atenção agora.

Segurou as mãos dela com bastante cuidado, entrelaçando os dedos.

- Quando...Porque eu não acredito em recuperação judicial...então, é questão de tempo. Mas quando...minha família falir, eu quero que você me descarte publicamente. Tem que ser publicamente, Hyemin e essa é a única coisa que estou te pedindo. Ani...Eu estou te implorando. Você precisa virar as costas pra mim.

Foi nesse momento que os olhos dela começarem a marejar.

- Naega… - Engoliu em seco. - Acumulei muitos inimigos ao longo desse ano porque tudo o que aprendi ao longo da minha vida foi estimular o medo para impor respeito. Muito mais do que amor, eu recebi ódio, então foi como aprendi a lidar com as coisas. Eu aprontei muito, usei, manipulei, magoei e traí muitas pessoas. Quando eles descobrirem que meu poder acabou, eles vão acabar comigo e com as pessoas que me cercam. Eu realmente não tenho medo de enfrentá-los porque é impossível que eles me machuquem mais do que minha alma já é maculada. Mas você…

A voz falhou nesse momento e ela acariciou o rosto da amiga.

- Eu não quero que você se machuque por isso. E se for necessário que você faça amizade com bolsistas, faça. Como você disse, eles estão muito mais protegidos e poderão te ajudar muito mais do que eu poderei. Eu não...Eu não quero que meus inimigos e nisso incluo Park Jung Mi, Yewon, YeJi...Jong In. - Levou a mão até a boca, soltando o ar num soluço ao se lembrar do tapão que deu na cara dele. - Tentem me atingir usando você, entendeu bem? Por isso...Por isso eu fico aliviada em você me dizer que não  quer mais persegui-lo e que gostaria de encontrar paz com Kim Joo Hyuk…

Soluçou enquanto as lágrimas escorriam - e parecia doer chorar porque ela não era acostumada a isso, apesar de ser mais frequente do que antes.

- Porque...Você precisa de aliados mais sólidos que dinheiro nenhum possa comprar. Entende o que quero dizer? Nem que seja do Song Jae Ki.

Passou a mão pelo rosto, secando a lágrima.

- E eu tive a prova disso na última quarta-feira. O Song Jaeki...Viu o pior de mim. - Murmurou esforçando-se para lembrar do acontecimento. - Eu não sei o que ou como aconteceu, mas sei que eu entrei em pânico por conta dos trovões e… - Engoliu em seco. - Piorou quando faltou luz e ele…- Deu um soluço duplo. - Podia ter registrado e usado contra mim porque...dias atrás, ele me pediu uma coisa e eu não aceitei. Ele podia ter usado isso pro bem dele, podia, mas…- Cravou os olhos na amiga. - Ele não é um herdeiro de Wangjo. Ele ao invés de registrar, ele...me protegeu ao modo dele…

Os ombros caíram um pouco, desarmada pela atitude dele.

- Entende...o que...aconteceu…?


(C) Ross


HEE KYUNG. SÁBADO. 15 DE JUNHO. MANHÃ


- Araso… - O pai o observou com certo orgulho. Apesar de achar uma preocupação exagerada, era bom ver como o filho estava sempre tentando agradar o seu avô e se provar um bom neto.

Era bom para o seu futuro - além, é claro de todo a relação de afeto que se construía a partir disso. Por fim, o pai o abraçou meio de lado depois de dar uns tapas suaves em seu ombro para guiá-lo até o carro que aguardava por eles.

Os dois fizeram uma cara engraçada por conta da despedida que tiveram com a mãe. O pai de Hee Kyung era uma pessoa com expressões divertidas, apesar de também saber ser sério e impor bastante respeito - até um pouco de medo, devido a sua seriedade. Ouviu a pergunta dele sobre dicas e começou a falar de um modo até mesmo filosófico enquanto adentravam o carro.

- Jinjja? - Olhou para o filho. - Você é mesmo neto do seu avô. - Deu um sorriso divertido enquanto se acomodavam no carro - As coisas sempre são mais complexas do que aparentam, meu filho...Porque de tudo podemos tirar alguma lição ou divagar. Isso também foi algo que seu avô me ensinou.

Manteve um olhar sereno enquanto o filho respondia a respeito do xadrez. O pai não era mesmo um dos amantes do xadrez, diferente do golfe que achava mais divertido - por poder se movimentar melhor. Dong sabia que o pai gostava mais de atividades físicas e prezava por isso, afinal, ele mesmo sofria um pouco disso por conta da natação, apesar de ser para o seu bem.

- Acho que tenho muito o que aprender com você também, Kyungie… - Fez um afago onde antes deu uns tapinhas amistosos.

Deu uma olhada um pouco mais atenta em seu filho e sentia que algo não estava completamente certo. Perguntou o que havia acontecido e deu uma risada sobre a história da piscina.

- Ani… - Suspirou. - A gente pode trocar natação por arte marcial, caso consiga convencer sua mãe. O importante é não deixar seu corpo parado porque vai atrofiar… - Ponderou. - Mas o que aconteceu? Sinto que estou diante de um daqueles momentos de pai e filho onde talvez possa ajudá-lo com um conselho “camarada”. O que aconteceu? Conte-me...Foi sua prima de novo? Ou...aconteceu algo novo?
(C) Ross
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A resposta de Hyun o pegou de surpresa. A palavra "caridade" despertou um sentimento incomodo em Jae-ki. Então era assim que ricos como Jung-mi viam suas relações? E Sunny seria a próxima caridade dele? Jae já ia responder, quando ficou surpreso com a reação de Kang, sabia que desde o começo das aulas que os seus amigos conversavam com MiSoo as vezes, então podia entender a revolta dele também.

Jae não considerava MiSoo sua amiga, ela sempre pensava o pior dele, mas era amiga de Eun-bi. Caridade não era uma palavra que Jae gostava, embora necessária na sua vida. Mas o que ele poderia fazer? MiSoo o defenderia se fosse ao contrário?

- Eoh... Não fale assim... Ela é amiga da Eun-bi... - Disse, mas em tom bem mais fraco que o de Kang.

Ao menos Eun-bi não podia falar mal dele por não se pronunciar. Mas o que o deixou preocupado foi pensar que Jung-mi faria isso com Sunny. Enquanto MiSoo se ocupava em acusá-lo, era em Jung-mi que ela devia arremessar coisas.

- Então agora ele quer estender a "caridade" dele pras bolsistas? Olha melhor avisar pro seu irmão não se meter com a Sun-Hee, eu devo muito a ela, então não vou ficar nada feliz se eu descobrir que ele tá querendo fazer "caridade" com ela. Tô avisando antes porque é meu hyeong.

Jae-ki respirou fundo e lançou mais um olhar na direção dos dois, teria que avisar Sunny sobre o que Jung-mi pensava de suas garotas. Só faltava essa... Por que Sun-Hee tinha que ficar perto logo dos garotos que não prestavam? Ao menos esse não batia em garotas, pelo menos até o que sabia. Com sorte talvez Hyun avisasse ao irmão para parar com isso. Parecia mais fácil que convencer aquela menina.

De qualquer forma a piscina estava na frente deles e Jae-ki já ansiava por pular ali. Ele deu seu pulo mortal como prometido, e nem notou os olhares. Ouviu Beom-su e sorriu na direção dele com um berro:

- Valeu! - Em seguida comentou da boia de concha -  Barco maneiro hein!

A temperatura da água estava ótima, era bastante refrescante. Em seguida foi a vez de Hyun, o garoto gritou cabaré! Só podia ser o Hyun mesmo, Jae já conhecia o tipo. Mas como o conheceu na época de Chae, não sabia exatamente o quanto terrível ele já foi nesse sentido. Riu quando ele emergiu, porém quando esperava por Won viu Kang se afastando.

- Ué, onde ele vai? Ow Kang, volta aqui...

Olhou para Won e depois pra Hyun, meio preocupado. Quando pensava que iria animar Won, de repente foi Kang que saiu. Jae-ki não que os amigos ficassem desanimado e não entendeu bem onde ele iria. Seria banheiro? Vergonha de nadar? De qualquer forma, Jae-ki lembrou de ter visto pistolas de água, ia ser legal sair atirando por aí.

- Eu vi umas pistolas de água por aí, a gente podia procurar e pegar pra atirar nos nossos chingus.

Jae-ki começou a achar a ideia legal, também podia atirar na MiSoo! Se bem que melhor não, garotas eram sentimentais e MiSoo era do tipo que nunca parava de falar, provavelmente falaria um sermão com sua voz chata. Também sentia falta da Eun-bi, olharia ao redor pra ver se ela chegava.
Festa na piscina

— Ross
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Era um clima de festa mas Won sentia um pouco de tensão em Kang. Ele parecia aliviado em vê-lo chegando, talvez fosse a vergonha com o "dragão mais velho" ou talvez outra coisa...

Apesar disso a conversa mesmo com Hyun no grupo era natural para Won, mesmo que se sentisse um peixe fora d'água e nada bem vindo naquela festa.

Jaeki escreveu:- E você Won? Sabe fazer algum pulo maneiro?

-Eu sei pular como um martelo. Primeiro você se joga e aí afunda - disse brincando - Você é o dragão acrobata Jaeki, eu não sou tão bom na piscina

Até o momento havia paz: nenhuma guerra com os garotos ou confusão por enquanto. Será que teriam um evento sem incidentes?

"Era cedo demais pra achar isso" pensou ao ver aquela cena de Jung Mi e Sunny. Pelo visto a garota não tinha caído nas graças do Vassoura Humana e sim do Rei...se Won já não ia muito com a cara dele antes, essa cena só fazia desgostar mais ainda.
Ocultou esse sentimento pois o irmão dele estava ali afinal. Mas notou o incomodo de Kang.

As suspeitas que Won tinha antes também ficavam mais fortes agora.

Os comentários de Hyun também não ajudaram muito. Sua reação não foi de dar risada ou achar muito legal, se manteve sério mais pela reação que via de Kang.

-É, a Misoo é alguém legal e esse lance é meio esquisito - disse cruzando os braços. Achava também que aquela postura do Hyun era meio esnobe, afinal ele era um puro Wangjo.
Talvez algumas coisas fossem inevitáveis. Jaeki reforçava o argumento com seu jeito também.

De qualquer forma a piscina até o momento não tinha muita gente também, parecia um lugar mais seguro que ficar naquela cena.

-Mortal!? Essa eu quero ver! - disse dando força ao comentário de distração do Kang.

Riu daquele pulo de Jaeki e dos movimentos exagerados. Fez um gesto como se levantasse uma plaquinha com nota após o salto.

Ia sugerir dar um pulo com o Kang mas ele se virava e começava a ir embora.

"Hmmm, ele definitivamente ficou bolado"

Deu alguns passos pra frente e impediu que ele andasse mais segurando seu ombro.

-Ei Kang. Sabe naqueles filmes famosos de hollywood? É agora que o mocinho procura a mocinha na festa - disse e deu uma "piscadela licenciada bang bang" com um sorriso. Era seu jeito de dizer para que Kang procurasse a Misoo.

Deixaria ele ir, esperançoso que não deixasse que o que ele achava superar o que realmente era e sentia. Sabia como era estar nessa posição.

O celular vibrou, uma mensagem de seu contato secreto.

Oi! Estou na piscina, a Eun-bi ainda não apareceu. A gente acabou de ver a cena também. Eu acho que acabei de enviar a Kavalaria. Quero dizer, o Kang pareceu meio bolado com o que viu

Pera aí ele estava colocando as coisas na ordem errada.

Eu acho que nesse tempo entre as nossas confusões o Kang começou a gostar da Misoo, por isso ele ficou bolado por ela. Acho, suspeito, que talvez ele tente falar com a Misoo agora

Era praticamente um plano nascendo ali. Era hora de ser o espião-won agora.

-Hmmm, eu acho que esqueci uma coisa no quarto. Eu já volto Jae-ki, se comporte. Falou Hyun - se despediu dos amigos com a desculpa esfarrapada e saiu. Ia tentar ver por onde Kang tinha ido e seguir de longe.

Wangjo Batbin

— Ross
Won-Bin
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- O aprendizado é mutuo - Agora o sorriso veio mais aberto enquanto troca com o pai um olhar amistoso e esperançoso, quando ouviu que poderia ser liberto da natação, mas ele acabou parando para pensar... então não veria nem Stella e nem a prima...

- Mostre algum video pai, eu ficaria muito mais aliviado sem a natação, e  até fiquei melhor com as aulas, posso investir em algo mais pesado agora!

Ergueu o braço de leve o dobrando numa falha tentativa de fazer muque (igual o chapolin). Conforme crescia Dong acabou aprendendo que... os pais coreanos gostam que seus filhos façam atividades mais, masculinas. Jogar futebol, ser um bom atleta, um bom militar, salvo algumas exceções tipo, quando o filho se interessa por direito.

No inicio achava que seu pai, queria que ele fizesse natação, por que o próprio via o filho parecendo, um garoto fraco, talvez delicado, de tantas preocupações que a mãe tem. Hoje no entanto... percebe o grau elevado de imaturidade nesse pensamento. Se preocupar e amar não é o mesmo que menosprezar;

- Digamos que eu não tenho sorte com garotas, é isso, não vou aborrecer o senhor. - Falou um pouco encabulado, ajeitando os óculos diversas vezes. Seria facil falar com os amigos... era mais natural e leve, enquanto que com o pai, Dong procurava maneiras de dizer cuidadosamente. - me responda pai... como você conheceu a mamãe, como se apaixonou, o que sentiu... para saber que era... ela, sabe.

Dong finta o pai e depois virava o rosto, coçando o rosto, e a essa altura, o homem já perceberia com facilidade do que se tratava. Hee Kyung podia ser inteligente com algumas coisas, filosofar xadrez, mas sentimentos... não eram sua faculdade.

Carro Dongos
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Dong Hee Kyung
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