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Capítulo 8

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Kim Sun-Hee em Ter Out 30, 2018 5:49 pm



Não era exatamente o peso do sobrenome Park que a esmagava e sim o cenário montado pela súbita ação de Jung-Mi... Porque no momento em que ele segurou o punho dela e literalmente a tomou para si, marcando uma espécie de território - consciente ou não disso... Ele fez um anúncio confuso e claro ao mesmo tempo. Algo que poderia gerar consequências futuras e respingar em pessoas que não mereciam sofrer. Não ligava para que os herdeiros pensariam a seu respeito e tampouco com os comentários... Mas o alvo importava. Pelo que conhecia da história, Jung-Mi se declarou para Misoo e a partir daí, os dois iniciaram o namoro. Ok... E o que era mentira e o que era verdade, afinal? Essa dúvida sempre assombrou Sunny.

Não estava apenas nervosa, mas também preocupada com a repercussão da cena anterior. Tais sinais ficavam evidentes no rostinho e na maneira que ela apertava os nós dos dedos - algumas manias não se conseguem evitar, infelizmente. Então... não. Não encontrava-se completamente segura. O que, diante de determinada perspectiva, talvez fosse considerado uma vantagem... O emocional seguia abalado por conta do acúmulo de situações - recentes e antigas...

De fato, mudanças aconteceram, ao ponto da menina não ter como calcular a verdadeira dimensão destas. Frente ao atual panorama, Sunny expunha uma imagem mais vulnerável do que a habitual... E não gostava disso. Não gostava de se sentir tão perdida assim. Todavia, ao contrário daquilo que Jung-Mi imaginava - ou não... Não era o único culpado.

Um novo elemento entrou na equação e bagunçou toda a estrutura.

Não era medo de estar ao lado dele, porém uma dúvida surgia...

Se aquele lugar realmente a pertencia ainda.

Pertencia..?

E mais... Bem mais...

Continuava querendo ocupá-lo?

Por que já não tinha mais as mesmas certezas de antes?

A explicação sobre a reação do melhor amigo veio tão fácil quanto a réplica do herdeiro. Jung-Mi se revelou sinceramente surpreso e Sunny não estava nada confortável em compartilhar os episódios do sofrimento que carregou durante os últimos meses enquanto assistia - de camarote - a forma que a relação do Park com Misoo se desenvolvia naturalmente, confundindo uma suposta realidade.

Mais uma vez... O que era mentira?

Existia uma farsa, aliás?  

Entreabriu os lábios quando reconheceu a expressão abatida, pois esta criava aquela urgente necessidade de o consolar... Como falou na conversa "definitiva" de meses atrás...

Sunny quis cuidar de Jung-Mi porque ele parecia tão sozinho...

Essa impressão não se alterou.

Ela avançou um passo, só que, não muito distante dali, Yeun Misoo e Yoon Bomi apareciam, lembrando Sun-Hee de outra parte do discurso: as consequências. As chances de Jung-Mi machucar aquela menina com uma ilusória proteção. Machucá-la tanto quanto eles saíram feridos e permaneciam se machucando. Independente das boas intenções de Park Jung-Mi, ele complicou uma situação naturalmente difícil para defendê-las do colégio inteiro.

E isso, de certo modo, tornou o rapaz no "algoz" de três pessoas.

Suas próximas palavras baseavam-se nesse possível quadro. Mas Jung-Mi a surpreendeu ao dizer como ocorreu o término do relacionamento. Sunny arregalou os olhos, absorvendo o que escutava e tentava associar aquela postura à essência carismática de Misoo... Soava muito esquisito. Se ele não tivesse sido tão explícito, Sunny iria pensar que Jung-Mi descrevia outra pessoa. Mesmo que não fosse íntima dela, pelo que via no dia a dia... Não encaixava. Tocou os lábios, incrédula. Da forma que Jung-Mi colocava os fatos, a garota foi cruel e muito insensível. Não desconfiava do Park, porém, quem sabe, a decepção não esteja contribuindo para uma conclusão mais extrema? No minímo, quaisquer que sejam os sentimentos entre eles, Sunny acreditava que haveria uma parcela de consideração. No entanto, conforme refletia sobre essa possibilidade, Jung-Mi atraía sua atenção ao ativar memórias específicas do comportamento da amiga de EunBi. Nunca levou a sério os esporros nas aulas de educação física ou o jeito que Misoo e EunBi se irritavam com a sua falta de habilidade. Estava mais preocupada em atormentar e ser atormentada por Hyemin. Era "normal" nutrir certa antipatia pelo desafeto de uma amiga, mas ao nível de... desgostar?

- Sinto muito...

Sussurrou.

Não entrou em detalhes sobre o que achava da atitude de Misoo... - Isso não é motivo para que eu não me preocupe, Jung-Mi... Não sei o que se passa na mente ou no coração de Yeun Misoo, mas sei como me sentiria, caso estivesse em seu lugar - falou lentamente e logo acrescentou - Assim como fico triste pelo que aconteceu... Não foi justo com você... - lamentou, formando um beicinho. A alteração nas linhas faciais eram nítidas... Menos fechadas e mais compreensivas.

Jung-Mi prosseguiu, explicando as lacunas que compunham sua constante angústia. Era mesmo fingimento? Dos dois? Misoo... sabia de tudo?

- Oh... Jung-Mi... Então... Você... Você também contou a verdade para ela?

Foi a conclusão que chegou.

Ou... uma insinuação?

- Araso...

Inclinou o queixo, encarando-o nos olhos.

- Está além das minhas forças, mas... Eu te aconselho a tentarem uma nova conversa. Detalhes são importantes, porém, às vezes, ignoramos alguns. Acredito que Yeun Misoo seja alguém especial e importante para você. Então... Jebal... Não diga essas coisas... Não quando tudo ainda é tão recente... Ou, mais adiante, pode se arrepender.

O que mais poderia falar?

- Namorados ou não, depois do que trocaram... Seria muito doloroso que terminasse desse jeito.

Muito... em vão.

Para ele, Misoo... e a própria Sunny.

Tanto sofrimento por nada?

- O seu sobrenome não me assusta... No meu mundo, o sobrenome Park não tem peso ou traz opressão. É apenas... um sobrenome. Seu nome importa mais do que o que vem antes dele. E... E...

O toque a pegou desprevenida. De novo, as orbes cresceram de tamanho e a boca emitiu um baixo suspiro. O pedacinho da orelha que recebeu o raspar dos dedos longos formigou por causa da leveza da ação carinhosa e Sunny engoliu em seco. Na mesma hora, as bochechas assumiram uma coloração vermelha intensa e o coração diminuiu e aumentou. Sun-Hee mordeu a parte interna do lábio inferior e, de repente, não achava utilidade para as mãos...

Através de Jung-Mi, ela encarou Misoo e a tenista não os tirava do foco, gerando um clima estranho e pesado.

O que significava aquilo...?

Sunny tocou o braço de Jung-Mi enquanto saía do "esconderijo". Fitou as meninas, uma por uma. Ela curvou a cabeça num gesto breve e educado para Bomi, embora tenha a cumprimentado logo na entrada e para Misoo, lançou um olhar... diferente, como se a enxergasse pela primeira vez.

O problema estava no que Sunny viu nela.

Não tinha como saber, pois guardou no silêncio de suas observações.

- Aqui parece um bom lugar... - enfim, se virou - Ye... Eu quero ouvir você, Jung-Mi.

Mais do que querer... Sunny precisava.

Poooool Paaaarty  sunny

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Yeun Misoo em Ter Out 30, 2018 6:48 pm

 Misoo recebeu o olhar frio, o mesmo daquele dia, com estranheza, mas não se mostrou abalada, estava pronta pra briga, como sempre. Aquela cena toda era apenas… intrigante. Não era Jung Mi quem a preocupava. E o sentimento não era de ciúme. A tenista botou a mão na cintura e ficou assistindo, incrédula, ao que estava acontecendo. Era um pequeno filme que passava em sua cabeça.

- Bomi… Eu não sei. Isso cheira muito estranho.  Foi do nada assim? Eu realmente não me importo com quem ele namora ou deixa de namorar, porque eu terminei, mesmo sendo algo absolutamente falso, mas é o jeito dele que…. Argh   - balançou a cabeça. - Não sei explicar…  

Desde o começo achava algo de estranho com o menino, mas agora mais ainda. Ela sentiu uma dose alta de pena da bolsista, especialmente quando recebeu o olhar dela.

Tinha duas opções: cuidar da própria vida, sair de lá tranquilamente e sem problemas, e a outra…  

- Eu acho que vou falar com ela. Sabe, eu não tenho certeza se ele está sendo perfeitamente sincero sobre o que aconteceu aqui. Pode não ser nada. Às vezes ele está mesmo apaixonado, vai tratá-la como uma princesa. Legal, perfeito. Mas e se não for? E se ele estiver tentando vingança? Ou se... Só quiser não parecer mal para a escola? ... De todas as formas... Ela precisa saber o meu lado da história. Quando eu os vejo assim, o que me irrita é que ele fez exatamente a mesma coisa comigo. Do nada fez um escândalo público, de forma que todo mundo resolveu acreditar nele…   - olhou a amiga, mas sem culpá-la, apenas para provar o ponto. - Depois me fez conversar com ele na sala de aula e falou um monte de coisas sobre gostar de mim. Eu fui completamente pega de surpresa… Eu…  Depois eu morri de dele…  E me senti culpada!! Eu só não quero que outra garota passe por uma coisa dessas, só que pra valer, sem ser falso! Não estou dizendo que eu acreditou ou não no que ele disse naquele dia, mas…  Não sei, meu instinto diz que eu preciso conversar com ela. Mesmo que seja pra jogar tudo isso fora.

Respirou um pouco, dando uma pausa.

- Era um namoro falso, mas… O quanto uma pessoa que parece frágil como ela não quebraria se ele agisse com ela como fez comigo depois de um término? Lógico que somos pessoas diferentes, mas, Bomi, eu não posso deixar isso acontecer sem que ela me escute. Não somos amigas, nem a conheço, mas… sabe? Eu preciso ajudar! É uma menina que parece tão bobinha. Sinto que é minha obrigação como mulher.  Mesmo se eu estiver errada, é o mais justo a ser feito.

~~

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Park Hyun Hee em Ter Out 30, 2018 7:47 pm

Hyun olhou para o colega exaltado com seu comentário dito sem pensar. Estava bem à vontade com seus dongsaengs, de modo que falou como falaria no meio de Jongin… Que exemplo!

Ergueu as mãos para o alto, como um criminoso pegou e olhou o trio, analisando suas carinhas de repreensão. Todos pareceram incomodados. Percebeu que foi infeliz naquele círculo social.

- Araso. Araso. Não está mais aqui quem falou - botou a mão no peito.
- Eu retiro o que disse, não é minha opinião

Ergueu as sobrancelhas diante da preocupação extra de Jaeki.

- Ei, ei, calma. Deixa o garoto ser feliz. Ela é sua garota, por acaso? -  franziu a testa. Sabia que a resposta era negativa. - Kim Sun Hee é bem grandinha para tomar suas próprias decisões sem precisar de babás atrás dela….   - olhou para cima, completando mentalmente: “Apesar de não ter certeza se ela o faz com suas faculdades mentais”.

- Até onde eu vi, ela parecia indo de livre e espontânea vontade. Então vamos acalmar os ânimos por aqui.  E deixa que eu me resolvo se tiver alguma coisa grave acontecendo… Eu já estou de olho nisso, ok?   - fez um gesto de “calma” com as mãos. Não queria trazer esse problema para ele, mas achava que se algo acontecesse, Chaeyoung acabaria levando a situação a seu conhecimento.  

Não seria a primeira pessoa se estranhando com o irmão ou suas versões de história… Hyun Hee começava a lamentar o tempo que esteve fora. O tio tinha definitivamente sido uma má influência, embora ele não soubesse até que ponto.


Para extravasar, ele acabou dando um grito ao pular na piscina e ajeitou seu cabelo sexy molhado para trás, curtindo sua presença marcante na água e a exposição de suas tatuagens. Viu que o outro amigo deles saiu andando, achou que poderia ter algo a ver com aquilo, mas não era de ficar correndo atrás dos outros assim.  

- Vai lá pegar, Jack  - deu um sorriso. Era natural que falasse para um mais novo ir. - Falou - acenou brevemente para Won Bin, notando que ele também parecia estranho e incomodado.

Não estava agradando muito no meio de seus amiguinhos novos. Felizmente seu humor estava em alta e ele resolveu não se importar com isso. Por que de repente todos ficaram tão sentimentais por causa de um relacionamentozinho? Céus, Wangjo era mesmo dramática. Mas quem sabe assim ele deixasse de ser o foco dos escândalos sobre cada passo com a joaninha.

Humor: estável/+++++

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Ter Out 30, 2018 10:15 pm

Hyemin estava levando na esportiva, fazendo um esforço para esquecer sua própria desilusão amorosa, mas o tom da conversa foi ficando sério.
- Não falei mal de você. Não gosto quando fala assim da minha amiga… Tem muitos motivos para querer ser como você… Mas eu… concordo que é ruim segurar os sentimentos… - fez um biquinho. Não queria nem que a amiga ficasse segurando. - Mwo? O que foi?

Aguardou as explicações dela, mas inicialmente não fazia sentido. Afinal, não sabia o que era uma recuperação judicial. Piscou algumas vezes em confusão, mas concordou com a cabeça duas vezes, reafirmando que não sairia de lá. Quando finalmente ela explicou o que era, abriu a boca e arregalou os olhos, e então finalmente o ar de brincadeira sumiu.

Cobriu a boca de novo. Ser obrigada a casar com Jong in! Imagine uma coisas dessas. Hyemin não fazia ideia de como seria ser forçada a casar com alguém que não gosta, especialmente alguém que tinha um caráter tão péssimo quanto aquele menino. Sua situação era muito diferente, afinal por mais que o noivo não a amasse ou visse de forma romântica, ele era cortês, e suas famílias viam aquilo não de forma desesperada, mas para prosperar mais, era o que pensava. Se estivesse em uma situação assim, certamente sua vida seria mais díficil.

- Mas você gosta tanto dela..; - fez um beicinho. Até a pobre égua entraria naquilo?

Mas a pior parte veio com a declaração de que ela sairia de Wangjo. Isso era algo que ela não aceitaria. Não queria ficar sozinha naquela escola sem a amiga, sairia também se fosse o caso. Nem que tivesse que falhar em todas as provas.

- Não! Isso não! Você não pode sair, Yerinah, eu preciso de você. Eu vou com vocÊ! Não gosto de Wangjo mesmo. Odeio essa escola. As pessoas são chatas, a escola é difícil…. Eu vou estudar com você! Não posso ficar lá sozinha. Como vou fazer? Quem vai ser minha melhor amiga? - choramingou, mas acalmou-se para segurar sua mão e prestar atenção.

- MWO? - soou bem alto. Estava indignada, assustada, com o coração na boca. - O que… O que está dizendo, Rin?

Observava bem os olhos da amiga, que ficavam marejados. Estava assustada. Não conseguia ouvir aquilo sem sentir medo. Fechou os olhos aceitando o carinho no rosto e fazendo cara de choro.


- Por que Jung Mi me usaria? Ele é meu amigo… - comentou por cima. - Não, Rin, por favor! Isso.. não faz nenhum sentido… Eu.. Por quê??? Eu posso não ser inteligente ou esperta… Mas eu… Eu fico com você até o fim. Não aguento te ver chorando… Não vou aguentar fingir que não me importo! Você sempre esteve ao meu lado, sempre que eu estive sozinha… Você foi a única que aguentou tudo… Eu.. Posso desistir do meu primeiro amor, mas de você não. Você...é a única mesmo que eu nunca poderia abandonar. - falou meio embolado, mas alarmada. - Eu não ligo se a Yewon quiser me bater, a Yeji fizer bullying comigo, ou se o Jong In vier me intimidar! Eles podem achar que você não é ninguém, mas isso não é verdade. E… Eu ainda sou. Eu sempre fui legal com todo mundo e simpática, mas no fundo, todo mundo sabe minha posição no ranking. Eles não podem fazer isso! …. MWO? O marginal? - franziu o rosto.

Por que ela citava o garoto? Ela ouviu a explicação, e achou isso bem esquisito, mas… como ela mesma tinha dito… elas não sabiam até que ponto pessoas de outras classes agiam daquela forma sempre. Foi por confundir isso que acabou se apaixonando, afinal.

- Ani!!! Eu não entendo!! - protestou, e a olhou tão vulnerável daquele jeito.

Depois, ela a abraçou com força, fazendo carinho em suas costas.


- Eu não aceito, Rin. Não posso…. Eu não quero… Como posso te deixar sozinha? Depois de tudo que você fez… Eu… Eu ainda posso servir de algo. Posso falar com meu appa.. E… Eu também posso comprar a (Esqueci o nome da égua, mas ela falaria o nome ç.ç troca aqui?) . Sempre quis fazer hipismo. Pode ser um talento novo... -afastou-se e a olhous nos olhos. - Por favor, me deixa ficar com você. Eu… não consigo imaginar como seria ver você longe, passando por tudo isso sozinha… Você mesma disse que não queria guardar então… Não guarde, Rin, eu aguento o que for! Prometo!

Mesmo assim, Hyemin não imaginava nada de realmente grave que poderia acontecer com elas. Não achava que passaria por nenhum tipo de humilhação por causa disso e realmente acreditava que podia protegê-la.

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Qua Out 31, 2018 3:12 pm

Banyan Tree Club & Spa.. MANHÃ


Se aquela não representava a opinião de Hyun Hee, significava que realmente foi o próprio Jung Mi quem disse aquilo. Kang ficou um pouco mais irritado ao ouvir isso, não precisava ouvir o lado do “principe” para simplesmente apoiar Misoo.  Pelo menos de uma coisa valeu: os seus amigos também foram solidários na defesa dela, mesmo que Jae Ki tenha sido o mais contido, por motivos que todos já sabiam.

O garoto ficou mais interessado em defender a integridade de Sun Hee, o que também era válido. Hyun Hee optou por um discurso diferente, com um tom mais moderado, mas também dizendo coisas que os próprios dragões já haviam dito antes, em diferentes momentos - sobre as pessoas serem bem grandinhas e não precisarem de babás sempre.

Kang até tentou mudar o rumo da conversa e incentivou Jaeki a pular, mas ele mesmo continuava com a mente distante. Antes que percebesse, já estava dando meia volta para sair dali, ainda que não tivesse exatamente um lugar para ir. Parou quando Won tocou em seu ombro e o encarou pela primeira vez depois de muito tempo imerso em seus próprios pensamentos.

- Mwo? Você vê mesmo filme demais, hein Won Bin? - Respondeu com certo humor, mas era o que ele gostaria mesmo de fazer, se soubesse que Misoo estava ali.

Diferente de Won, ele não a tinha visto ainda. Começou a caminhar “aleatoriamente”, mas estava seguindo mesmo era o caminho que achava que Jung Mi tinha feito. Precisava ver com os próprios olhos para acreditar e, talvez, ele mesmo dissesse para Sunny o tipo de pessoa que o herdeiro era. Claro que mudaria de ideia ao longo do caminho, mas vontade não faltava.

Won enviou as mensagens para “o Detetive Min”, mas não houve respostas. Considerando a situação, Bomi provavelmente não podia dar mole sempre com o celular e precisou ter cuidado. Ele, então, resolveu seguir Kang de perto pelo caminho que ele fazia, após dar uma desculpa para deixar Jae Ki procurando pelas arminhas.

Jae Ki e Hyun Hee acabaram ficando sozinhos na piscina. Beom Su foi educado e divertido com Jae Ki, sem incomodá-lo mais e Hyun atraía as atenções para si e seu jeito de bad boy tatuado. Ninguém duvidava que ele era capaz de fazer tatuagens, só achavam surpreendente que ele tivesse coragem mesmo de fazer. Eun Joo continuou tomando sua batida sem alcool ao lado das amigas, mas era impossível não notá-lo. A joaninha nem estava mais pela piscina para cuidar do tigrão - ela tinha saído atrás de Kim logo depois que Jung Mi levou Sunny para outro lugar.

Jae Ki foi buscar pelas arminhas, mas viu que Won não tinha tomado o caminho do quarto e sim estava seguindo Kang. Numa primeira olhada ao redor, ele não teve sinais da bailarina, mas encontrou as arminhas que procurava. Enquanto escolhia uma delas, ele ouviu passos se aproximando dele e uma presença que trazia uma sombra sobre sua mente. Os passos logo pararam e uma voz confirmou seus temores.

- Jae Kie?

A voz era grave e imponente, mas estava num tom bastante curioso por vê-lo ali. Um arrepio percorreria pela espinha do garoto. Mas nada era tão ruim que não pudesse piorar e isso veio logo na sequência. Um segundo passo bem mais leve e descontraído, tipicamente feminino também se aproximou. Ele podia reconhecê-la em qualquer lugar, mas aquele era o pior momento para se aproximar dele. De repente, a voz dela disse.

- Oppa! - Eun Bi não falou diretamente com Jae Ki. - Você conhece o JaeKi?

E lá estavam, Eun Bin e Jin Hoo, frente a frente, perguntando sobre a mesma pessoa. Não daria nem tempo de admirar como sua bailarina estava bonita porque agora, as frases ficavam ecoando na cabeça de Jaeki enquanto os dois se encaravam como quem se conheciam há tempos.


- Eoh...Você também, Eun Bi-yah?


Disse o nome dela com cuidado e então olhou para Jae Ki antes de olhar para a bailarina de novo. Uma segunda olhada nos dois, dava para perceber que Jin Hoo estava muito bem vestido - como sempre - mas agora no meio de Wangjo ficava mais fácil de notar que as roupas dele eram mesmo de marca. Já Eun Bi, estava linda, como ele já poderia supor, mas ainda não estava com a roupa mudada. Chegou com uma blusa ciganinha, com os ombros bem de fora, estampada e com mais cor do que ela normalmente usava e um short jeans. Estava com uma bolsa no ombro com seus pertences.

Roupa da Bibi:





Jung Mi continuou ignorando a presença de Misoo e Bomi, muito embora tivesse plena consciência da exata posição das duas. Para manter sua linha de raciocínio e não abrir brechas para dúvidas, precisava de foco e o encontrou no rosto de Sunny. Não era difícil se perder naqueles traços tão delicados que a bolsista sem nenhuma vaidade possuía. Apesar de ter um ar natural - o que a tornava bela justamente por isso - ele podia identificar algumas sombras aqui e ali.

Não sabia o real motivo daquele pequeno indício de olheiras, tampouco o cansaço que a consumia. Mas como alguém que costumava captar a essência do que observava, esses detalhes não passavam em branco aos seus atentos olhos.

Ao ouvir a resposta dela sobre se importar com Misoo, ele deu um sorriso no canto dos lábios.

- É isso que a faz diferente, sabia Kim Sun Hee? A sua exacerbada empatia para com o próximo. - Encarou com mais cuidado e não disse num tom de repreensão ou grosseria. Foi até mesmo com admiração. - Não é forçado ou inconsequente... - Ponderou. - Eu agradeço pela preocupação com a minha pessoa, mas ainda acho que não precisa se sentir tão presa pelo que aconteceu com ela. Já passou…

Suspirou novamente, tomando um ar mais cansado. Não queria lembrar para sempre de suas ações com Misoo, já tinha gastado muita energia com ela antes. Ao ouvir a pergunta, ele nem ao menos hesitou e disse.

- Eoh, ela sabe que nunca foi real. Que fiz isso para protegê-la e até mesmo a ajudei com a família dela...A relação deles é complicada e pessoal demais, mas a verdade é que a Misoo não quis ser uma amiga quando precisei disso, mas se aproveitou bastante do que eu pude oferecer.

Como se o usado tivesse sido ele. E não foi como se tivesse confirmado exatamente tudo, mas dava a entender que o relacionamento deles foi pura fachada - o que não era mentira.

Manteve os olhos escuros e mais puxados sobre os dela, mas meneou de leve, negando alguma das coisas que ela disse naquele seu pedido em prol de Misoo.

- Talvez com o tempo, mas no momento, eu prefiro deixar as coisas assim. Eu prefiro não me preocupar com ela agora porque tenho assuntos muito mais importantes para tratar primeiro.

Como a própria Sunny.

Musica: versão instrumental:
Música: Versão com letra:

Enquanto ouvia o discurso sobre ela não temer seu sobrenome, o garoto não resistiu à mecha de franja que tinha se soltado da trança. Levou a mão até o mesmo, colocando para trás de sua orelha, permitindo um suave toque. Os olhos dele mudaram de foco por um segundo até que voltou para seu rosto. Nada foi dito durante um tempo - para eles, parecia passar diferente e não parecia uma interrupção no diálogo deles. Eles mal respiravam, mas logo voltaram a si.

Jung Mi percebeu que ela olhou através dele de novo. Acompanhou os movimentos dela, piscando um pouco mais lentamente até que se encararam de novo.

- Sente-se, então...Não temos porque conversar isso de pé.

Finalmente indicou um dos lugares. Permitiria que ela escolhesse entre a poltrona e o sofá, mas independente disso, ele se sentaria no sofá. A distância seria respeitosa e ele não a deixaria - mais - desconfortável por conta de sua presença. Em nenhum momento olhava para além de Sunny, querendo deixar a conversa apenas entre eles dois.

- Eu sei que te magoei muito na última conversa que tivemos no seu trabalho quando pedi para que você fosse paciente e esperasse até essa turbulência acabar. Sei que eu não posso nem tenho o direito de exigir nada de você por conta dos últimos meses, mas...Kim Sun Hee… - Disse o nome dela num tom mais grave e sussurrado. - Eu não menti para você sobre meus sentimentos, assim como não estou mentindo agora ao dizer que o último período foi um verdadeiro tormento sem você. Yeun Misoo pode ter escolhido uma hora ruim para me descartar, mas parte de mim sentiu-se...livre e aliviada. Porque...finalmente poderia ter coragem de falar com você de novo.

Engoliu em seco, abaixando o olhar por um instante.

- Você...esperou por mim como esperei por você?




Bomi enviou uma mensagem rápida para seu contato secreto e enfiou o celular no bolso do short antes que visse qualquer resposta. Voltou o olhar para Misoo e franziu um pouco as sobrancelhas, mantendo os lábios carnudos num biquinho.

Apesar do discurso de Misoo, a atitude dela parecia dizer o contrário. Como se ela estivesse incomodada com a velocidade ou a forma que as coisas estavam acontecendo ali. Bomi não a condenava porque era mulher também e se tinha ficado irritadissima com Won Bin, mesmo depois de tudo, não via porque Misoo não podia ficar abalada com aquilo também. Só não queria que ela perdesse a festa ou a alegria por conta disso.

Depois que a amiga se explicou melhor, Bomi só meneou positivamente. Entendia o  que ela queria dizer, mas ainda assim, achava um pouco demais ficar ali.

- Mas será que você precisa mesmo disso? - Olhou para ela. - Ou você quer ser ouvida? Eu não acho que comprar uma briga com Park Jung Mi será bom para você, amiga. E se ele gostar mesmo dela...Porque…

Engoliu em seco.

- Aigo, depois que ouvi o que meu oppa disse, eu fiquei tão confusa. Você era um prêmio disputado por ele e meu irmão e ele tomou a iniciativa primeiro, mas e essa menina, é o que? Eu não sei porque ele mudaria de opinião tão rápido, mas sei que depois de tudo o que ouvi a respeito dele nos últimos dias, eu não acho que valha a pena se meter no caminho dele. Pode ser egoísmo meu, mas isso é auto-preservação.

Segurou os ombros de Misoo.

- Ele é perigoso, amiga. Mais do que as próprias meninas. Se ele foi capaz de trair o amigo dele, o que não seria capaz de fazer com você? Quer dizer...Agora ele já está fazendo, está te deixando irritada e...querendo aparecer. Mas estou falando, e se ele quiser fazer algo diretamente com você? Do tipo...chegar na sua mãe? Ela já sabe que vocês terminaram?

Perguntou, mas deu um tempo.

- Não estou dizendo que ela não mereça ser ajudada nem que você não tenha o direito de contar sua versão. Mas não agora, não aqui, sabe? Fica muito óbvio suas intenções e se ela estiver apaixonada por ele, você ainda pode sair como a errada. Quantas vezes sua impulsividade já te colocou em encrencas, hm? Ani, deixa os dois e se ela aparecer namorando com ele depois, a gente conversa com ela. Posso me aproximar por conta do clube de música, quando ele não estiver por perto e marcar um encontro ou algo assim. Mas agora não é o melhor momento…

Bomi tinha sobrevivido em Wangjo com seu irmão, mesmo depois do escândalo envolvendo o patriarca de sua família porque soube escolher as brigas e os aliados. Para quem sorrir, para quem dar informação, quem realmente confiar, mas principalmente, quantas vezes se fazer de cega para as vontades dos herdeiros. Ela não se orgulhava de não ter feito nada, diretamente, contra o bullying, por exemplo, mas agir às claras só a tornaria outro alvo. Ela realmente achava que Misoo precisava respirar um pouco e escolher bem o seu próximo passo.

Diferente da estratégica Bomi, surgia alguém no horizonte que conseguia ser tão passional e emotivo quanto a própria Misoo. Por usar vermelho, conseguia chamar mais atenção ainda. Woo Jin estava com uma expressão séria, ligeiramente furiosa enquanto caminhava e olhava na direção de Jung Mi.

Contudo, a visão de Misoo e Bomi logo mudou completamente seu foco. Ele a viu, muito além das pessoas que a admiravam por estar bonita ou não. Ele a viu com empatia, mas também com alegria por ela simplesmente estar ali. Deu para perceber que ele respirou fundo e começou a caminhar na direção das duas, tomando uma coragem ímpar. Logo atrás dele, vinha Won Bin - um pouco menos determinado que Kang porque tinha que manter as aparências com Bomi.


- Oi… - Disse para as duas. - Parabéns de novo, Bomi-yah. - Falou rápido com a aniversariante e então encarou Misoo. - Finalmente você chegou, hã? - Cruzou os braços. - Soube que tem várias coisas para se divertir aqui, mas os dragões estavam querendo era dar mortal na piscina. Quem mais poderia se divertir de verdade comigo? Só você, Misoo-ssi. Vamos pegar nossas armas para expurgar os nossos inimigos?

Estendeu a mão na direção dela, esperançoso de que ela fosse preferir seguir com ele do que ficar sofrendo ali - ele achava que ela estava sofrendo, pelo menos.

Bomi deu um sorriso doce para os dois, cumprimentando levemente Kang e esperando pela reação de Misoo.






Yerin estava tão chocada em contar e viver aquelas coisas quanto Hyemin em ouvir. Concordava que amava Gongju*, mas não podia mantê-la do jeito que as coisas estavam. Era melhor que alguém mais apto cuidasse dela do que acabasse perdendo a qualidade de vida que tinha, quiçá até mesmo a própria vida devido a falta de cuidados. Contudo, o assunto sobre Gongju foi deixado de lado quando algo mais sério entrou em pauta.

- Só posso continuar em Wangjo se as bolsas continuarem e aí poderei tentar alguma. Em outro caso, eu precisarei sair, Minah. E ani! Ani! - Meneou negativamente. - O seu pai nunca permitiria isso e também não é algo que eu quero pra você! Ainda serei sua melhor amiga, mesmo estudando em outro lugar. Você acha que eu deixaria de gostar de você só porque não estudamos mais juntas? Nunca…

Segurou a mão dela, mas havia algo que precisava pedir para ela. Elas podiam manter a amizade, mas diante do colégio, Yerin queria outra coisa de Hyemin. A reação dela, conforme o esperado, não foi a melhor possível e a contestação só fazia Yerin menear negativamente.

Não, não podia nem ao menos aceitar aquelas imagens. Hyemin maltratada por alguém não era algo que ela aceitaria  quieta e, por isso mesmo, era a única arma que aqueles imbecis teriam para atingi-la de verdade. Doeria muito mais do que sofrer na própria pele.

- Você está se ouvindo?! - Yerin perguntou enquanto se abraçavam, mas logo se separaram de novo para se encarem.

Os esforços de Hyemin a consolava, mas não podia aceitar que ela sofresse assim.

- É justamente por querer você bem e por te amar tanto que eu preciso que você vá embora, Minah! Pelo menos finja isso até que eles cansem de me perseguir. - Levantou-se e passou a mão pelo rosto, secando as lágrimas. - De uma forma ou de outra, eu vou achar um jeito de te blindar. Eu prefiro que seja você me descartando porque...de outro modo, serei eu fazendo isso. E sei que ainda que seja um teatro nosso, você vai sofrer com o que eu disser ou fizer. Por isso, eu preciso que seja você. Eu não quero que toquem num fio de cabelo seu nem que te destratem porque...Porque seria pior do que se fizessem comigo. Esse é o único modo deles conseguirem se vingar de mim e eu não vou permitir isso. Eu sei que é difícil de entender agora e no calor das emoções, você vai me dizer não. Mas...Prometa que vai pensar e que vai se preparar, quando isso acontecer…

Fungou, engolindo em seco.

- Eu estou te contando um segredo de minha família que, na verdade, mais parece uma bomba relógio.

Passou a mão pelo rosto, secando as lágrimas mais uma vez.

- E sim, o Song Jae Ki...Ele me provou algo. E estou pensando seriamente em procurá-lo para fazer o que ele me pediu, mas com uma condição… - Umedeceu os lábios antes de escondê-lo, a ponto de morder internamente. - Eu não disse para você desistir da gente...Estou tentando te proteger e me proteger também, hm? Eu sempre serei sua amiga. Ani, sua melhor amiga, independente de qualquer coisa. Mas eu não quero que pessoas piores do que eu usem isso de modo negativo…



*Gongju significa princesa. E achei mais criativo que “Neve” =p mas eu sou pouco criativa com esses nomes uu’’’
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HEE KYUNG. SÁBADO. 15 DE JUNHO. MANHÃ


Hyun Joo levou a mão até o queixo, pensando na possibilidade de mostrar alguns vídeos para a esposa para ver se a convencia de que luta poderia fazer bem ao filho deles. Voltou o olhar para o filho e riu da tentativa de muque ele tentou fazer.

- Eu acho que realmente está melhor do que antes, hm? Deixe-me ver de novo. - Disse num tom de brincadeira. - Mas aí está, vou fazer isso, mostrar um vídeo para sua mãe e tentar argumentar com ela. Sabe que é difícil fazer isso com alguém genioso como ela, né? Mas prometo que tentarei. Assim você poderá parar algo que não gosta e pode ser que aprenda mais com a luta.

Fez um “Fighting”, indicando que seu plano daria certo. Ou pelo menos era o que esperava de coração que acontecesse.

Quando colocou Hee Kyung na natação não foi achá-lo fraco, mas por prezar pela saúde dele. Sabia que o filho era extremamente inteligente, resiliente e dedicado, mas a mente precisava de um corpo saudável para ajudar. E os exames dele não andavam muito bom, além de ser prevenção para doenças respiratórias, enfim. Era o foco na saúde dele, não por achar que ele era um inválido ou incapaz.

Infelizmente, o filho nunca tomou gosto pelo esporte, o que era uma pena. Aceitaria que ele mudasse de esporte e se luta era algo que o interessava, faria o melhor para que isso acontecesse.

Já o assunto seguinte…

O pai não ficou surpreso em ouvir aquilo. Coçou a nuca e suspirou com o comentário.

- As garotas são mesmo complicadas...Isso não me aborrece, na verdade, acho bem normal conversarmos sobre isso. Comece aceitando que você não é o único a sofrer por conta dos caprichos delas...E quanto mais você gosta, pior. E se for teimosa, então, aiish…

Dizia por experiência própria, considerando como a esposa era terrível quando queria. Olhou para o filho pensando no que responder. Acabou rindo.

- Eu não soube na primeira vez que a vi. Na verdade, quando nos conhecemos, nós nos detestamos. - Riu. - Eu fui convidado pela família Han...Os donos dos principais hoteis da Coreia, sabe? Deve ter algum dos netos deles estudando em Wangjo, mas eu não sei os nomes. - Não estava falando de Sona - Ahm...As gêmeas Han estavam fazendo aniversário e eu fui convidado por conta da minha posição e meu renome. Sua mãe era melhor amiga de uma das gêmeas e eu era um jovem de 17 anos, na época. Eu era muito arrogante, é verdade, dono da verdade e do mundo. E então a conheci, uma garota igualmente insuportável, com a diferença que não tinha o meu sobrenome. Pelo menos não na época.

Riu.

- Foi horrível, mas...Anos depois, nos reencontramos. Ela estagiava no jurídico da nossa empresa e seu avô me colocou de estagiário também. Sem saber que estava falando com o herdeiro, ela foi ela mesma...E foi a primeira que me deixou sem palavras. Ela me instigava a desvendá-la porque ninguém podia ter um temperamento daqueles à toa. Mas quanto mais queria conhecê-la e entendê-la, mais eu me apaixonava. Eu percebi que realmente a amava quando ela foi embora pro Canadá, fazer pós-graduação lá. Eu fui atrás dela porque não confio nos modos dos estrangeiros e me declarei para ela. Ela me chamou de babo em inglês e aí...aí não resisti mais. - Sorriu divertido para o filho. - Eu respeitei o tempo da carreira dela e enfrentei as imposições de meu pai. Na época, meu avô ainda era vivo e eu só casei com sua mãe porque seu bisavô gostou dela e ela o ganhou no Go. Na verdade, seu bisavô simplesmente gostou dela e não devia haver nenhuma herdeira que ele quisesse expandir nossos negócios, na época. Seu avô era implicante com ela, pode ver como são até hoje...Mas acho que o maior impedimento para darmos certo superamos: nós mesmos. A partir do momento que fomos sinceros um com o outro e assumimos nossos sentimentos, as coisas foram mais fáceis e aconteceram…
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Yeun Misoo em Qua Out 31, 2018 7:12 pm

 A energia de Misoo aquietou-se um pouco com a visão da amiga. Fazia todo sentido o que ela estava falando. Balançou a cabeça de modo a concordar.

- Você tem razão…Ele pode mesmo me prejudicar para a minha mãe…  Ela não sabe, mas é questão de tempo… Eu poderia piorar tudo agora mesmo se fosse lá me meter - suspirou.   - Mas se fosse o certo, eu não ia me importar, sabe? Não é que eu queira sair falando a minha história. Não é isso… Mas eu me preocupei. Ah, você entendeu… Você tem razão, ele foi bem cruel com o Gyu Sik… E pela forma como agora me trata, não duvido que ele queira, ou já tenha feito, algo para me prejudicar…  - suspirou.

- Não é a toa que ele se acha um príncipe… As pessoas dão esse poder para ele… E ele se esforça para manter a imagem. Ah, amiga, é tão difícil de olhar. Coitada, sabe? - deu uma última olhada para o casal.

-  Especialmente se ela gostar dele mesmo… Mas sim, você tem toda razão. Nunca falei com ela. Apesar de julgar que ela é toda boazinha, é pedir demais que ela escute uma estranha, né? …. Aishhh… Esse tipo de garoto problema deveria vir com uma sirene na cabeça! Eu fico revoltada mesmo… - soltou ar pela boca.

- É, vamos fazer assim mesmo. Você é a social. Sonda ela se acontecer algo e… Se ela parecer que está infeliz com isso ou algo assim, aí eu vou lá ajudar. Se não, deixa quieto. Eu tenho que parar de me meter no problema dos outros. Aigooo… É tão mais forte que eu  - sofreu, olhando para o alto. -  Talvez … Eu só esteja exagerando. Talvez… Bom, eu realmente terminei o namoro falso muito do nada, porque estava num momento a ponto de explodir. Acho que ele não tinha como entender o que se passava na minha cabeça… E é lógico que depois disso ele tem todo direito de ficar com quem ele quiser… Então, ah… É. Vou deixar quieto. Deixa eles lá. Droga, por que eu fui aceitar a droga do namoro falso? Que ridículo foi isso.. Foi uma ideia muito idiota… Aigooo… Por que eu saio fazendo as coisas assim?

Talvez sua expressão frustrada e o sonzinho que parecia um lamento triste desse a entender que ela estava sofrendo pelo rapaz, pelo menos deve ter sido essa a impressão que deu quando Kang se aproximou. Misoo foi surpreendida e abriu a boca ligeiramente.

Tuuuum.

De novo. Embora não tivesse sentido nada tão forte além de sua frustração e preocupação quando Jung Mi apareceu com a menina, agora sim ela sentia um golpe no estômago e algo que ardia no peito. As bochechas coraram. Estava em uma posição muito vulnerável.

Trocou um olhar estranho com ele, que tinha uma expressão no rosto que ela não tinha visto antes. Ele também parecia ter alguma habilidade extra de ler o que ela estava pensando, ou sentindo, por trás de tudo, embora não fizesse sentido.  Ela o observou com detalhes.

Woo Jin foi até ali só pra lhe dar oi e chamar para jogar? Ficou meio sem reação, sem jeito, sem dar oi de volta. Olhou Won Bin ao longe, espiou Bomi. Aiaiai olha a confusão!!!  

De repente ele enfatizou a diversão que teriam e por algum motivo isso a fez mexer no cabelo e dar uma risada para a decoração do ambiente.

- Eu… - hesitou, mas quando o olhou, ele estava com a mão estendida.

De repente teve um pico de energia, e ela olhou da mão para o rosto dele, e de repente deu um berro empolgado.

- Sim!! - falou de imediato e bateu na mão dele, como um “hi-five”.
Nem sabia por que estava aceitando de repente sair e brincar de arminhas e com tanta empolgação, mas de repente não queria mais ficar naquele lugar.

O casal ficou completamente em segundo plano  e ela estava mais preocupada era com o que o menino ia pensar daquilo. Por quê????? Se já tinha dito que não era nada. Se tinha certeza que não estava triste por causa de Jung Mi… Então por quê sentia aquele desconforto só agora?

Deu risada, aquela risada do Parque de Diversões. Começava a ficar ansiosa com a situação e queria sair de lá.

- Vamos lá então! Obrigada, Bomi. Eu entendi direitinho o que você falou…  - deu um sorriso largo antes de sair andando.

Acenou brincalhona pra ela, acabou dando um "olá" para Won Bin também. O cérebro foi recalculando a rota quando se afastou com o menino, então ela virou de repente e perguntou.

-  Perai, você disse “só eu”???

Arregalou os olhos sem querer. Mas aí começou a rir desenfreadamente. Por que estava nervosa? Que besteira! Que grande bobeira!

-  Onde é que a gente vai mesmo?Nossa… Será que ficou esquisito sair assim? Aigo…  


~~

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Qua Out 31, 2018 7:49 pm

Hyemin balançou a cabeça fazendo manha. Não! Não queria que ela fosse para outra escola, deixá-la assim… Como faria??? Pelo olhar da amiga, Yerin entenderia seu sofrimento e suas questões sem que ela precisasse falar novamente.

- Você jura? Não quero que você vá embora… Você também não… Por favor, Yerinah.. E a gente.. Tem que falar todo dia e mandar mensagem sempre… Não quero que você faça outras melhores amigas e me esqueça… Ahh… eu não querooo - choramingou. - M-mas… nunca pensei que diria isso mas… Eu.. quero que as bolsas continuem e que você possa estudar na nossa escola, porque é muito inteligente!

Que ironia do destino esse momento… Logo ela apoiando as bolsas. Ainda bem que o diretor sempre foi a favor disso, e a maioria da escola parecia ser também. Que bom não terem conseguido avançar muito naquele plano… Que bom que os bolsistas estavam lá construindo suas raízes… Agora Yerin poderia ser uma deles.

Hyemin ficou mais emocional e a abraçou, depositando seus medos na amiga, mas tentando mostrar-se forte apesar de tudo. Fez o efeito contrário, sem querer. Fez um bico do tamanho do mundo ouvindo aquelas palavras. Era tão difícil de aceitar. Era tão claro em seus olhos que ela não estava disposta a fazer isso que Yerin percebeu e precisou ser mais enfática.

- … Que tipo de amiga ruim faz isso? Como é que eu vou poder te ver sofrendo sem poder ajudar? Eu... - ficou um pouco rouca e interrompeu a fala.

Como poderia fazer para ajudá-la? Se não podia fazer isso com as próprias mãos…? Rin iria afastar-se dela de toda forma se ela não o fizesse? Isso não seria muito pior? Yerin ficaria completamente sozinha. Duvidava que algum bolsista quisesse ajudar depois de tudo que fizeram…

- Por que… Não podemos ser como todos esses bolsistas e andar em bando? Você acha que Nana ou o Bombom iriam se afastar? Nós podemos enfrentar juntos. Eles sempre fazem, não é? - tentou uma última vez. Queria mesmo entender por que não podiam fazer isso e precisavam partir para o mais difícil.

- Araso…. Eu entendi - cedeu finalmente. Confiando que Yerin seria amiga dela para sempre. - … Eu … Vou pensar, como você falou e… Vou tentar… - olhou para baixo. - Mas… Eu só vou fazer isso porque você me pediu. Porque eu sei que é o que você quer, mas é com muita, muita dor no coração… É pra… pra mostrar que eu gosto de verdade de você, se é realmente, realmente, o que você quer… - suspirou. - Posso tentar...

Fez então um muxoxo.

- E não saia confiando totalmente no Song Jaeki, certo? Só porque ele não foi totalmente ruim com você, na verdade acabou sendo legal, não vai se deixar enganar. Bolsistas e afins são bons em te fazer pensar que você é especial - encheu as bochechas.

-... Era isso? Então eu… Quero que a gente vá lá embaixo e a partir de agora prometa que vai se divertir ao máximo e fazer tudo ao máximo, de forma que você não tenha nenhum arrependimento, Yerinah! Enquanto ainda podemos ser um grupo, enquanto ninguém fica atrapalhando a gente…. Enquanto estudamos aqui. Você aceita?

Não sabia direito ainda como as coisas aconteceriam, quando a situação de Yerin ficaria diferente, mas queria que ela se sentisse um pouco melhor com tudo aquilo. E sentisse segurança para contar com ela. Quis aceitar, ou pelo menos falar que sim, para a amiga entender que ela estava disposta a qualquer coisa.... Mesmo algo contra sua natureza. Ela só não sabia até que ponto era capaz de segurar um teatro quando o dia chegasse, porque, afinal, era uma péssima mentirosa.

.

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Qua Out 31, 2018 8:48 pm


Jae-ki riu da piada de Won sobre pular como um martelo, e gostou de ser chamado de dragão acrobata. Mas no papo sobre Jung-mi, ele suspirou e logo respondeu sobre a pergunta de Sun-Hee ser sua garota.

- Ani!

A última coisa que queria era mau entendidos, porém o resto do que ele disse o fez ficar pensativo. Tinha prometido que seria um aliado de Sunny, mas se ela não queria ouvir ou acreditar, o que poderia fazer? Obrigar não parecia uma boa coisa. Como Hyun disse, ela já era grandinha, só que pelo menos Jae-ki se via no dever de avisar quem era Jung-mi. De resto, talvez ela tivesse mesmo que tirar suas próprias conclusões.

Mas também lembrou que Sunny era amiga da namorada do Hyun, e como ele falou que estava de olho nisso, Jae-ki relaxou. Chae iria ficar com raiva dele se Hyun deixasse sua amiga ser enganada, certo? Jae esperava que sim. Então foi curtir a piscina.

Porém acabou sendo deixado pelos seus amigos, Kang não parecia legal e Won foi fazer sei lá o que no quarto. Jae-ki ficou meio confuso com isso, tinha feito algo errado? Won nem respondeu sobre as pistolas. Não gostaram do Hyun? De qualquer forma a ideia de pegar as pistolas e sair atirando neles parecia boa.

Hyun pareceu curtir a ideia, por causa dos amigos indo, Jae só notou agora a tatuagem do hyeong.

- Uwaa, que tatuagem maneira! Eoh, vou lá pegar! Acho que Won e Kang não estão querendo se molhar, mas vamos resolver isso.

Jae-ki apoiou as mãos na beirada da piscina e saiu, vestiu a camisa de novo mesmo molhado, ficou meio grudada, mas tudo bem. Em seguida foi andando todo molhado procurando pelas armas. Percebeu que Won não tinha ido na direção do quarto e estranhou. O que ele ia fazer? Talvez foi procurar o Kang. Mas por que Kang saiu? Teria que investigar isso. Ainda estava ansioso para Eun-bi chegar, tinha ido por causa dela. Já planejava recepcioná-la com um abraço quando a visse, talvez a levantar do chão. Mas quando escolhia as arminhas, uma voz familiar o fez sentir um arrepio na espinha. Rapidamente olhou para trás para checar se tinha ouvido certo, seus olhos se arregalaram quando o viu.

*finge que é branca a camisa


- Hyeong?

Mas Jae-ki ficou mais confuso, quando sua linda namorada apareceu cumprimentando Jin Hoo daquele jeito, como se o conhecesse há muito tempo. A resposta de Jin Hoo o deixou incomodado, por causa da intimidade como se tratavam. Sentiu uma pontada de ciúmes. Jae-ki estava com uma expressão de total surpresa quando o olhou para os dois, Eun-bi e Jin Hoo. Viu as roupas de Jin Hoo, naquele lugar ele parecia como um dos herdeiros. Isso fez Jae-ki se sentir angustiado. Não porque tinha medo do seu líder contar pra Eun-bi, porque afinal eram amigos, não inimigos. Mas o incomodo que sentia no peito era porque nunca imaginou que Jin Hoo fosse como um deles. Podia imaginar que não era pobre como eles, mas não assim. Ele conhecia Bo-mi? Era um herdeiro?

Além disso, era mais um homem que Eun-bi conhecia, que ele nem fazia ideia que existia. Ainda mais o chamando de oppa. O quando mais não conhecia sobre Eun-bi? E o quanto mais não conhecia de Jin Hoo? Era bastante coisa pra lidar, com o rosto totalmente confuso, Jae-ki logo falou:

- E aí hyeong... Eun-bi é minha namorada.


Não sabia exatamente porque teve vontade de falar logo isso, já tinha comentado com  a gangue sobre uma namorada, mas não quem era. Talvez para mostrar logo que Eun-bi já tinha namorado e tirasse olho. Jae deu uns passos para perto de Eun-bi e muito confuso perguntou:

- De onde vocês se conhecem? Parece que se conhecem há muito tempo...

Jae-ki nem teve tempo de apreciar como Eun-bi tinha vindo, claro que notou que ela estava muito linda como sempre, adorava ver o rosto dela. Mas não era essa sua expectativa para este dia, imaginou quando a encontraria a abraçaria e iriam se divertir o dia inteiro. Mas agora sentia-se completamente perdido, não sabia ainda o que sentir ou como reagir, precisava de respostas logo.

Festa na piscina

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Qua Out 31, 2018 10:47 pm

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Bomi ficou um pouco mais aliviada por Misoo dar razão. Aparentemente, as últimas experiências que a impulsividade dela havia gerado colocou uma trava no pensamento de sua amiga. Entendia perfeitamente bem o seu pensamento, de querer proteger outra menina - era a sororidade que ela vinha estudando na internet, um movimento que crescia cada vez mais na vertente feminista até mesmo na Coreia.

Porém, elas ainda eram peixe pequeno comparado ao tubarão de Wangjo que Jung Mi representava.

- Ne...Aquiete seu coração, chingu…- Fez um carinho no cabelo dela.-Tudo tem o momento certo, ainda que agora aparente que você não está fazendo o seu melhor. Acredite, seria muito pior se você atraísse a atenção dele agora. E eu prometo que vou ficar de olho nela e, qualquer coisa, te dou um toque, araso?

Concordou sobre o título que as pessoas davam a ele, mas estava muito mais vinculado ao poder do dinheiro e das informações do que qualquer outra coisa. Também não contestou o plano da amiga, prometendo que faria o seu melhor. Por fim, deu uma risada do comentário dela sobre sua postura.

- Porque você é quase uma kamikaze! Mas uma kamikaze do bem, nunca vi fazendo nada para prejudicar os outros. Você é uma boa pessoa, Misoo-yah...Eu sou muito feliz por ter uma amiga como você.

Tentou fazer um carinho no ego de sua amiga, usando de sinceridade. Porém, foi a chegada de Woo Jin que alterou um pouco as coisas. O garoto estava com um semblante muito sério e fez um cumprimento breve à aniversariante até focar completamente em Misoo. Ele chegou falando que os amigos não sabiam se divertir como ele e Misoo. Por mais que, no passado, tenha torcido para Misoo ser sua irmã, ela agora começava a achar os dois bem fofinhos. Combinavam, por conta do jeitinho deles - fora que gostava de Kang. Bomi sorriu de modo doce, olhando além, vendo Won Bin parado por ali.

Woo Jin estendeu a mão para Misoo e tinha tudo para ser um gesto fofo, típico de principe. Mas não era por um nobre que a tenista procurava e transformou o gesto cheio de ternura num cumprimento de brotheragem. Woo Jin riu e bateu o hi-fi com ela.

- Gaja, então! - Convidou.

- Que bom, amiga! Divirta-se, hm? Eu vou aproveitar para retocar minha maquiagem e depois fazer social…

- Viu? Só nós dois, então! Gaja, não vai ter problema nenhum! - Woo Jin começou a guiá-la para longe dali.

Mal eles deram as costas, Bomi pegou o celular e enviou uma mensagem para seu agente secreto.

“Você gosta de jardim de inverno? Depois dos elevadores tem uma área muito bonita com uns sofazinhos para admirar. Coisa do SPA, sabe? Uma pena que ninguém vai pra lá…”

Fez um biquinho triste, guardando o celular de novo e começando a caminhar na direção do prédio novamente. Woo Jin até evitou olhar para a cara de Won quando passou perto dele - não queria ver aquela carinha de “eu te disse”, mas perguntou meio entre os dentes se ele não queria seguir com eles para escolher as melhores armas para o combate.
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Kim Sun-Hee em Qui Nov 01, 2018 11:51 am


Um sorriso se pronunciou nos lábios de Sunny diante da imagem que Jung-Mi tinha dela. Não considerava-se uma pessoa necessariamente empática, embora tivesse a constante mania de absorver os problemas dos amigos e tomá-los para si. Achava mais fácil lidar com as questões alheias do que mexer nas próprias feridas... Doía bem menos e não a impedia de pensar claramente. Era mais fácil olhar para fora, não é mesmo? Mais fácil e também seguro - Eu tento ser... - admitiu num tom baixo, quase envergonhado.

Não insistiu mais naquele ponto.

Foi sincera ao sugerir uma conversa entre ele e Misoo, mas a escolha era dos dois. Conversar ou se ignorarem... Sunny não possuía poder acima disso e nem havia condição - física e emocional - de se envolver mais... Muitos limites já cederam em torno desse ciclo. Por tal motivo, apenas balançou a cabeça num aceno leve. Não era tão simples como Jung-Mi parecia acreditar – ou preferia ignorar os detalhes. Não, não passou. Estava longe de passar, aliás. Na verdade, a impressão de Sun-Hee era a de uma bomba-relógio... Algo, que em algum momento, ia explodir. Mas então, Jung-Mi inseria novas informações e Sunny não conteve o impulso de se agarrar à uma, em especial... E o questionou. Para ela, aquela resposta surtiria uma diferença significativa, pois tirava partes do peso que sentia no peito. Se Misoo encontrava-se consciente da “verdade”... Talvez diminuísse possíveis danos e abalos, apesar de toda a história ter se desenvolvido sobre uma mentira – o que, por si só, tratava-se de uma estrutura de sustento extremamente frágil.  

E o que Jung-Mi disse...

Ela sabia.  

Ela realmente sabia.

Mas, de novo... O Park trazia aquelas palavras carregadas e acusativas, o que tornava mais maldosa a atitude de Misoo. Depois da ajuda que recebeu dele... A garota lhe virou as costas na primeira oportunidade?

Queria tanto confiar completamente nele, até porque, não existiam razões sólidas para sequer oferecer o benefício da dúvida à Misoo, diferente do caso específico de Jung-Mi, mas... Por quê? Por que hesitava tanto...? Era um sentimento horrível, como se estivesse traindo-o da pior maneira possível. Ele estava se abrindo e... Sunny levantava dúvidas e mais dúvidas a respeito de sua conduta e opiniões.

- Imagino que sim... Tome seu tempo e espaço. Pense melhor quando estiver menos chateado com ela ou apenas deixe passar...

Suspirou e anuiu outra vez, voltando a se posicionar. Porém, a ação seguinte a desestabilizou inteiramente, impedindo a conclusão do raciocínio. E retornando a um costume antigo... Os olhos deles começaram a conversar dentro daquelas quietudes repentinas. Era tão... tão injusto... Tão injusto que alguém surtisse tanto efeito noutra pessoa. Porém, ao contrário de meses atrás, junto do fascínio criado pela aura enigmática do herdeiro, Sunny alimentava uma ansiedade desconhecida - que, todavia, andava cada vez mais presente. Lembrou de respirar quando ela mesma quebrou o contato visual para devolver a demorada olhada de Misoo - independente da mesma ser destinada à Jung-Mi, bem provável.

Não era uma afronta, mas uma observação pontual do que aquilo poderia significar. Agindo assim, Misoo não ajudava em nada, só que Sunny quis - literalmente - enxergar além de Jung-Mi...

No momento em que se encararam de novo, ela confirmou que ainda desejava aquela conversa e seguiu as recomendações, sentando na ponta do sofá enquanto Jung-Mi escolhia o mesmo lugar, mas mantinha uma distância aceitável - não que fizesse diferença. Longe, perto... Ele não precisava de muito para alcançá-la - e era incrível como sempre a alcançava... de uma forma ou de outra. Sunny juntou os joelhos e puxou uma das almofadas na direção do colo. A postura mesclava sua fragilidade natural ao jeito retíssimo das costas, expondo certa dose de autopreservação ali. Mas tudo desabou na primeira palavra...

Sunny quase abaixou a cabeça, entretanto sustentou o olhar fixo de Jung-Mi e ele veria uma transição de sentimentos atravessarem o rosto dela conforme aprofundava-se no assunto.


Não seria hipócrita...

Desejou - todos os dias desde a conversa no Café e desesperadamente - escutar isso. E desejou que ele esquecesse aquela ideia absurda e voltasse para ela.. Que a escolhesse ao invés de lutar uma batalha perdida. Foram dias, semanas... Até perder a esperança enquanto se via caindo num doloroso esquecimento. Ela o odiou, abominou e, no fim... Para quê? Apenas constatou que o amava mais do que o coração calculou. Um pedaço de si implorava pela paz que havia naquela declaração... E já o outro... O outro gritava num idioma estrangeiro e difícil, mas que fazia mais sentido. Os olhos de Sunny turvaram conforme procurava uma resposta.  

Que estúpida...

Música:


Como sustentar a imagem de força com uma enchente de lágrimas socando suas estruturas?

- E se...

Engoliu em seco, reunindo coragem.

- E se Yeun Misoo não tivesse dado um basta, vocês ainda estariam juntos... não é verdade? - fez uma rápida pausa -  Durante esses meses, eu tive que engolir meus sentimentos enquanto assistia o seu “namoro de mentira” parecer mais verdadeiro do que me revelou na nossa última conversa... Por isso, não, Jung-Mi... Eu não te esperei e essa foi uma decisão que tomei no instante em que você se tornou, oficialmente, o namorado de outra pessoa. E... Sabe o que mais doeu? - ela o encarou com a vista ainda mais embaçada -  Em nenhum momento, você, de fato, demonstrou qualquer vontade de voltar... Você... me apagou... - as mãos apertaram a almofada -  Até que... Eu conclui o óbvio...

Não aguentou e encarou o colo, sem enxergá-lo, realmente.

- Que vivemos um sonho e você acordou.

Voltou a fitá-lo e os lábios trêmulos marcavam o esforço de segurar o choro, recusando-se... recusando-se a libertar o que demorou tanto para conter...

- Eu também acordei, mas dentro de um pesadelo.

Sunny respirou fundo e não adiantou grande coisa. Estava sufocada, magoada e confusa.

Ele costurava uma série de incertezas em sua mente, porém... Olhando-o assim, cara a cara...

- Você gosta mesmo de mim? Jebal... Não pense que estou desconfiada, mas eu... Eu não posso evitar... Tive tempo suficiente para chegar nas conclusões mais inimagináveis e... e... - ela fungou e esfregou a ponta do nariz já vermelho  - E, talvez, você tenha se prendido numa imagem que não existe. Como pode ter a certeza que não se apaixonou por uma ilusão? Você e Yeun Misoo tiveram mais tempo juntos do que nós dois. E era real...

Soltou a almofada e se envolveu entre os próprios braços.

- E entre a gente...? Até que ponto foi? Eu me encantei pelo Young, porém não tenho dúvidas de que me apaixonei por Jung-Mi, independente de toda a carga que ele levava nos ombros - o encarou de modo mais intenso - Que ainda leva... - frisou, sentida pelo que quer que seja aquilo que o pressiona tanto... - Eu quis ficar com você... De verdade...

Esboçou um sorriso triste.

- Agora me pergunto se não fui gananciosa...

Por motivos que apenas Sunny conhecia.

Poooool Paaaarty  sunny

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Qui Nov 01, 2018 2:00 pm

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A pergunta de Jin Hoo fora direcionada para Eun Bi, mas a breve hesitação dela abriu espaço para que Jae Ki respondesse. Talvez por conta do susto que ele mesmo tinha tomado por ver seu “chefe” e sua “namorada” juntos, ele deixou passar que a bailarina ficou meio sem jeito de responder para ele o relacionamento dos dois.

Era uma pessoa de fora de Wangjo, mas não um completo desconhecido. A mesma coragem que ela teve de assumir para as pessoas do colégio, ela não teve para alguém de fora. Contudo, agora que Jae Ki respondeu por eles, ela soltou o ar pela boca e esboçou um sorriso e deu um passo na direçao dele.

- Jinjja? - Jin Hoo mostrou-se surpreso, mas tinha um sorriso divertidos nos lábios.

O líder não comentou que sabia que ele estava namorando, mas estava achando aquilo cada vez mais interessante. Apesar de saber que o garoto estudava em Wangjo, não imaginou que ele fosse convidado para um aniversário de herdeiros. Isso abalava um pouco seus segredos, mas nada que ele já não estivesse preparado para dizer. Antes, porém, ele parecia se divertir um pouco mais com aquela situação que parecia desconfortável para os dois.

- Que coincidência interessante. - Ele meneou positivamente.

- Ung, eu não sabia que vocês se conheciam também. Por que nunca me disse que conhecia um Park?

- Ora, ora, Eun Bi-yah, quer que ele conheça metade da Coréia? - Jin Hoo perguntou de modo engraçado.

- Aigo, você entendeu o que eu quis dizer, oppa! - Fez um bicão e olhou para Jae Ki de novo.- Hm? Por que não comentou?

- Não é culpa dele. - Jin Hoo defendeu. - Ele não fazia ideia de quem eu sou. Nós nos vimos poucas vezes e foi para ajudar a irmãzinha dele, numa ocasião delicada. Fizemos amizade, mas nunca vi necessidade de contar sobre minha família. Isso é coisa que só herdeiros gostam de conversar.

- Araso...é algo bem típico seu gostar de ajudar as pessoas. Então você não sabe, hm? Park Jin Hoo-oppa é o primo por parte de mãe da Bomi-yah. Nós nos conhecemos há muitos anos e acho que quase todo mundo precisa agradecer à família dele pelo menos uma vez na vida. - Deu um sorriso, de certo modo carinhoso e encarou Jaeki de novo. - A família dele é dona de uma rede de hospitais, o mais famoso é o Bae Miyeong. Um dia oppa será um grande médico assim como todos de sua família, não é?

- E o que dizem, mas talvez não… - Ponderou.

- Jinjja??

- Ne...Mas isso é assunto para outra hora e não deixe minha tia saber, jebal. Sabe como ela gosta de ficar enaltecendo os feitos dos filhos e sobrinhos. Deixe ela sonhar um pouco mais.

- Ani, eu não vou dizer nada! Nem para a Bomi-yah.

- E como vai sua mãe?

- Hm...Bem, vai bem. Ela está fazendo a fisioterapia e ocupando o tempo dela, descobrindo outras coisas na vida. Anda mais controlada e calma, apesar, bom...de tudo.

- Eu entendo. E a sua madrasta também está numa gravidez de risco, não é?

- Ne… - Eun Bi deu de ombros. - Mas eu não estou muito preocupada com isso. Já tem gente demais cuidando dela e da criança, meu pai faz questão de demonstrar isso. Não fico buscando notícias deles e também não seria uma surpresa se perdesse. Não é como se fosse o primeiro.

Jin Hoo olhou para Jaeki por um segundo e novamente para Eun Bi. Foram palavras muito duras, mas que ela não parecia minimamente arrependida de ter dito. Ajeitou o longo cabelo e suspirou.

- Bom, eu vou procurar meus primos, então. Com licença… - Fez uma leve mesura e começou a caminhar pela festa.

Eun Bi deu um tchauzinho para ele e o acompanhou por um tempo até olhar para JaeKi de novo.

- Uwa...É muita coincidência tudo isso. - Comentou. - Quem diria que vocês já se conheciam, hm? - Sorriu, voltando ao normal dela. - Você chegou há muito tempo? Vejo que já está molhado...A água estava boa?




Jung Mi guiou Sunny até o interior do deck, oferecendo algumas opções de lugares para que ela se acomodasse. Uma vez que ela escolhesse o sofá, ele também se sentaria no mesmo - sua opção desde o início - mas numa distância educada e polida entre dois jovens que ainda não tinham assumido tamanha intimidade em público. Enquanto se acomodavam, as espectadoras se retiravam e o momento voltava a ser deles como Jung Mi tinha pensado desde o início.

Um pequeno erro de cálculo tinha levado até a imagem de Misoo e gerou toda essa súbita confusão na mente de Sunny. Sendo bem franco, ele sabia que Misoo não era a única a causar isso em Sunny. Ao mover o polegar pela palma da mesma mão, ele se recordava do breve segundo de hesitação que ela tivera por conta de Taemin. Tinha certeza disso porque ela não pararia por Kim Joo Hyuk, mas o fizera por Taemin que realmente viu quando os dois saíram.

Puxou o ar brevemente, um pouco ansioso e preocupado com a resposta que teria. Diferente da vez que se declarou para Misoo, agora era muito mais tenso para ele. Voltou o olhar para ela, sorvendo a primeira pergunta.

- Eoh… - Murmurou a resposta. - Havia o prazo de três meses que ela havia pedido…

Isso era verdade. Não tinha como ser mais sincero do que isso, mas ele não teve coragem de dizer mais nada enquanto ela seguia com seu raciocício. Ou melhor, seu desabafo. Engoliu em seco quando viu os olhos dela aumentarem por conta das lágrimas que se acumularam. Mordeu o lábio internamente e também precisou fechar a mão, apertando o próprio punho porque estava ciente de que ele era o causador de toda aquela dor.

Jung Mi a encarou até mesmo quando ela desviou o olhar dele. Contudo, num breve instante de empatia, ele abaixou o olhar quando ela tentou encará-lo porque ele tinha percebido que ela estava tentando esconder as lágrimas. O maxilar dele continuava bastante tenso. Só voltou a encará-la quando ouviu a pergunta sobre os sentimentos dele. O garoto arqueou uma das sobrancelhas e a observou esfregar a ponta do nariz vermelho. Dali, ele não mais tirou os olhos e esperou...pacientemente...pelo momento de responder.

- Ani. - Disse deixando que o não tomasse o seu espaço de direito. - Você não foi gananciosa, eu que fui... Eu sou egoísta por natureza e fiz o que sempre faço: ter tudo o que não posso ter, mas que desejo ao mesmo tempo.

Suspirou.

- Eu nunca gostei de Yeun Misoo como uma namorada, mas se eu queria que as pessoas acreditassem no meu namoro impensável, ele precisava parecer verdadeiro. Eu disse a você que uma mentira precisa ser bem contada e mantida para que tenha credibilidade. Por isso eu agi como um namorado de verdade, mas você acha que foi fácil pra mim?

Franziu ainda mais as sobrancelhas e meneou negativamente.

- Foi uma das coisas mais difíceis que já fiz em minha vida. O simples fato de querer olhar para você e não poder, já consumiu alguns anos de minha vida. O olhar diz muita coisa sobre nossos sentimentos e os mais atentos veriam quais eram meus reais sentimentos. Usei Yeun Misoo como escudo para proteger você e dei a ela o que ela pediu: tempo, segurança, estabilidade com os alunos e em casa. E ela também me deu o que eu pedi: proteção para você, pelo menos naquele início infernal de ano, onde vocês, bolsistas, precisavam se provar. Agora eu não vejo mais a necessidade disso, considerando que vocês já marcaram seu lugar e os problemas em Wangjo são outros. - Fechou os olhos por um instante, meneando negativamente. - E teve mais um fator que me motivou a tomar essa decisão: conversar com meu hyeong. O avc de meu avô e a conversa com hyeong me lembraram como a vida pode ser efêmera e como às vezes precisamos de um pouco de coragem para fazer o que realmente desejamos e não o que esperam de nós.

Escondeu os lábios, voltando a encará-la.

- Eu gosto de você o suficiente para admitir que errei ao tentar te proteger e que eu a magoei, mas sinto muito por isso. Eu não me apaixonei por uma ilusão, eu me apaixonei pelos olhos atentos que me observavam de modo pouco discreto ou educado. Alguém sensível...Alguém de verdade, sem a maquiagem do mundo que vivo. O tempo que passei com você...Ani, aquele único dia no festival da primavera valeu mais, muito mais do que todos os dias que passei com Yeun Misoo. A quantidade não está atrelada com a qualidade. Ela foi a mentira, você era a minha verdade.

Deixou os ombros caírem um pouco e abaixou a cabeça. Umedeceu os lábios e tomou impulso, levantando-se.

- Mas se o seu coração está em dúvidas sobre minhas intenções...Se o seu coração…encontrou outra pessoa nesse tempo onde você não me esperou, só tenho duas opções: ou te deixo ir ou provo que sou melhor do que ele. - Olhou para o horizonte antes de encará-la de novo. - E eu acho que você já sabe qual é a minha resposta.
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Qui Nov 01, 2018 2:59 pm


Tudo que Jae-ki ansiava era por respostas, mal sabia o que pensar. Fez sua pergunta, mas Jin Hoo demorava um pouco para responder.

- Um Park?! - Repetiu Jae-ki a pergunta de Eun-bi ainda mais confuso.

Jin Hoo continuou a falar do um jeito bem descontraído, mas Jae-ki não se sentia assim, estava era muito incomodado com isso, Eun-bi como sempre, em vez de explicar, direcionou a pergunta a Jae-ki. Dessa vez Jin Hoo que tomou a palavra e começou a explicar, Jae-ki ficou ouvindo os dois conversaram, sentindo que tinha sido deixado para trás. O modo como Jin Hoo explicou sobre eles o deixou angustiado. "...Coisa que só herdeiros gostam de conversar..." Essa frase fez Jae-ki se sentir deixado lado, ele e a gangue não eram herdeiros, então por isso não contava pra eles?

De repente parecia que Jin Hoo era outra pessoa, Jae se sentia enganado. E ver Eun-bi conversando com ele tão normalmente, e ainda elogiando ele por gostar de ajudar pessoas, fez Jae-ki sentir-se muito mal. Jae-ki nem falou nada, mas meneou negativamente quando Eun-bi perguntou se ele não sabia.

A bailarina explicou que ele era primo da Bomi. A forma como ela sorria fez Jae-ki se sentir irritado. Arregalou os olhos quando ouviu que a família dele era de uma rede de hospitais e até que ele estudava pra ser médico. Jae-ki nunca acharia que Jin Hoo combinaria com isso, e nem que era do tipo estudioso assim.

Eun-bi e Jin Hoo continuavam conversando, enquanto Jae-ki ouvia calado, absorvendo as informações. Vez ou outra mordendo os lábios como de costume quando ficava nervoso. Então seu líder que dizia que omitir era mentir, quase o dando uma surra por isso, tinha omitido que era um herdeiro muito, muito rico. Só que ainda foi pego de surpresa mais uma vez quando ouviu o quanto Jin Hoo sabia dela, e ele mesmo não. A mãe dela fazia fisioterapia? Como assim a madrasta já tinha perdido bebês antes? Gravidez de risco? Por que ele sentia que era sempre o último a ficar sabendo?

Jae-ki trocou olhar com Jin Hoo, mas diferente das outras vezes, não conseguiu dizer nada, ainda estava espantando com tudo isso. Ver seu líder como um dos herdeiros fez ele ver que seu líder era uma pessoa totalmente diferente do que pensava ser. Deixou que o hyeon fosse. Ainda com o semblante pensativo e confuso, ouviu o que Eun-bi disse, mas não conseguia sorrir como ela nem achar essa coincidência divertida.

- Eoh... - Respondeu com uma voz desanimada - Cheguei as dez, você demorou... Chamei os dragões pra brincar na piscina, mas eles não quiseram...  

Com o olhar desanimado, Jae-ki suspirou , não estava mais com vontade de pegar as arminhas. Com certeza contaria isso tudo para Jong Suk assim que tivesse chance.

- Gravidez de risco? E sua omoni tá fazendo fisioterapia? Ela não tá bem?   - Perguntou Jae-ki para Eun-bi, não irritado, mas com a voz desanimada e semblante um pouco triste -  É tão difícil assim contar as coisas pra mim?  É porque eu não sou um "herdeiro"? Tá eu sei que tem coisas que é difícil contar....  Mas eu sinto que todo mundo sabe mais de você do que eu...

Suspirou mais uma vez com o rosto abatido:

- Até o hyeong me escondeu as coisas...

Tudo bem que Hyun também era herdeiro, mas isso ele sempre soube desde o começo. Saber desse jeito sobre Jin Hoo era como se tudo que havia acreditado na gangue, as coisas que ele defendia, as ideologias em que acreditavam, tudo parecia confuso agora. Estava bem desapontado com os dois, Eun-bi e Jin Hoo, era bem ruim saber que outro cara sabia mais da sua namorada do que ele mesmo. Jae-ki só ficou parado esperando a reação de Eun-bi, não estava mais afim de brincar com as arminhas.

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Qui Nov 01, 2018 9:26 pm

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Mesmo depois do breve encontro com Jin Hoo, Eun Bi manteve sua postura costumeira. Para ela, não havia nada de errado no que tinha acontecido ali e tudo parecia devidamente explicado. Pelo menos foi o que acreditou à princípio.

Não demorou para perceber que estava enganada. O nítido desânimo de Jaeki a deixou um pouco intrigada e ela fez um biquinho de dúvida enquanto franzia de leve as sobrancelhas.

- O que foi…? Eu só estava brincando sobre a piscina... - Perguntou e já se justificou baixinho, deixando sua guarda baixa para que ele não ficasse chateado com ela. - Ung. Eu tenho ensaio aos fins de semana. Até saí um pouco mais cedo para conseguir chegar...Estou tão cansada.

Suspirou, massageando um pouco o pescoço.

- Os meninos também vieram? Até o Won Bin? Pensei que ele não fosse aparecer depois de tudo… - Comentou por alto, olhando ao redor.

Achava que o pior já tinha passado, mas, novamente, seus instintos a enganavam e Jaeki fazia perguntas sobre elementos que o magoaram ao longo da conversa. Eun Bi foi abaixando a mão e umedeceu os lábios. Levou a mão até a dele, tentando acalmá-lo e meneou negativamente.

- Ani...Ani...Não é isso…- Meneou negativamente, mas aumentou um beicinho. - Se bem que...É, eu acho que as pessoas que me conhecem há mais tempo com certeza saberão mais coisas do que você. Porque é normal. Eu também não sabia que você conhecia o Jin Hoo-oppa e não estou chateada com isso, estou?

Apertou de levinho o pulso dele e deu um passo à frente.

- Eu não queria gastar o nosso precioso tempo falando de coisas que me irritam. Eu...não desgosto da minha madrasta, mas não gosto do modo como meu appa me abandona sempre que ela engravida. Ela sempre perde mesmo porque tem problemas de saúde, não sei. É mais uma gravidez de risco e já está no que? - Tentou fazer uma conta mental. - Acho que no 6º ou 7º mês, não sei mesmo.

Deu de ombros, meneando negativamente.

- E minha ommoni...ahm… - Abaixou um pouco o olhar. - É um assunto que poderia durar o dia inteiro, mas eu te contaria quando tivessemos...tempo...de apresenta-lo a ela. Eu só não sugeri nada do tipo ainda porque...Minha família gosta da família Do e eu não queria ter problemas agora que preciso focar no papel de bailarina titular. Além de você não ser um Do, ela também pode achar que você está me atrapalhando e eu não quero brigar agora...jebal…

Soltou as mãos dos pulsos dele e levou até o rosto, segurando com as duas mãos.

- Eu vim correndo para poder aproveitar a festa com você. Você não pode nem dar um sorrisinho? - Fez um bico de peixe nos lábios dele. - Ou talvez eu tenha que fazer o bico sumir…

Sorriu com as bochechas ligeiramente coradas pela sugestão.
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Qui Nov 01, 2018 11:50 pm


Jae-ki ouviu ela se justificar sobre o atrasado e piscina, balançou a cabeça pra confirmar que Won Bin tinha ido também. Mas não era por isso que estava chateado. Depois de dizer o que estava na sua mente, Jae tinha algumas dúvidas na sua cabeça. Sentiu a mão dela na sua, sua pele ainda estava úmida da piscina. Ele fez um bico chateado enquanto a ouvia explicar.

- Não tô chateado porque conhece o hyeon... Tá, araso... Mas eu me sinto idiota de ser sempre o último a saber. É chato saber essas coisas pelos outros.

Sentiu ela apertar seu pulso e ir mais pra frente, gostava de sentir a textura da pele dela. O que ela falou tinha sentido, mas ainda assim achava chato não saber coisas tão importantes dela que os outros sabiam. Era como estar sempre em desvantagem. E dessa vez ainda teve o Jin Hoo, outro que o fez se sentir idiota. Depois ouviu ela explicar da sua madrasta, parecia um caso grave e importante que ele devia saber. Mas Eun-bi falava que não gostava perder tempo com isso. Até podia entender um pouco como deveria ser ruim contar coisas assim, mas como ele iria saber dela? Teria que pesquisar no google?

- Eu sei que pode ser chato falar coisas assim, eu só que eu queria pelo menos saber o que os outros sabem, ou pelo menos uma vez saber de alguma coisa sua que os outros não sabem... Mas não precisa contar hoje. Não quero que pense em coisas tristes por minha causa. 

Já sobre a omoni dela, Jae-ki não iria insistir, mas não tinha como não ficar um pouco chateado de não saber que a mãe dela devia tá passando por alguma coisa de saúde. Mas sobre apresentá-lo, Jae sabia que só podia aceitar. Era bem irritante saber que a família Do era mais bem vista do que ele, logo eles... Mas Jae conhecia como o mundo funcionava e não queria prejudicá-la.

- Bibi... Eu sei que não sou o tipo que seus pais vão gostar. Não quero te atrapalhar e nem que leve castigos por minha causa, pode contar pra ela quando quiser, ou não contar por muito tempo... Não se preocupa com isso. Um dia eu vou ser alguém que você pode apresentar. Só me fala se eles te perturbarem muito com essa coisa com os Do...

Jae-ki estava sendo sincero, achava que quando tivesse um bom emprego, seria mais fácil ser aceito. Claro que era um assunto bem futuro, mas era assim que Jae vida, não se imaginava separando dela. Ele sentiu as mãos dela no seu rosto molhado, estavam quentes e macias, era uma boa sensação. Ouvir que ela tinha vindo correndo por causa dele, fazia seu coração ceder. Sentiu sua boca ser apertada quando ela falava dele dar um sorriso. Acabou que Jae-ki deixou escapar um sorriso no canto da boca, ainda mais quando ela falou o último comentário.

Eun-bi estava tão atraente falando assim, que Jae-ki simplesmente aproximou rápido a cabeça da dela e roubou um selinho. Em seguida a abraçou:

- Bogoshipoe. Eu tava doido pra te ver.

Em seguida fez um drama, um charme pra ver se ganhava mais atenção dela ou mais carinho:

- Como eu falei... Os dragões tão por aí... Eles me largaram na piscina com Hyun... Nem ligaram pro mortal que eu dei...

Claro que ele exagerou um pouco, faz até uma carinha de tristinho.

-  Você tá cansada, posso te carregar se quiser... Onde quer ir?

Já sobre Jin Hoo, teria que pensar depois melhor sobre isso.

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Kim Sun-Hee em Sex Nov 02, 2018 12:39 am



Mesmo quando ele respondeu que existia um prazo estipulado para a duração do relacionamento falso com Misoo - inclusive, proposto pela própria menina... Ainda assim, Sunny não hesitou em dizer tudo que estava preso no seu coração há tanto tempo e esse "tudo" não chegava nem perto de ser o bastante. Ela continuou falando e o discurso seguia por uma crescente com bases de vidro... Não era nenhuma surpresa que os dois caminhassem sobre gelo finíssimo e numa constante ameaça deste quebrar, pois em cada passo que davam na direção um do outro, pareciam – numa proporção desnivelada -retroceder mais três. Como se o destino se mostrasse incerto de que ambos completavam os espaços que faltavam em si mesmos.

Apesar da concentração acima dos batimentos cardíacos, Sunny observou cada nova linha que surgia no rosto de Jung-Mi e não deixou de notar a maneira que ele cerrou os punhos. Odiava machucá-lo... Isso ia contra seus instintos porque causar dor a ele era se machucar também.

Demais para suportar... e apenas o pensamento lhe causava uma profunda vontade de chorar copiosamente. Não importa que ele tenha a magoado tanto... Não quando sentia nada além de desespero por vê-lo tão triste. E... acabava de chegar ao ponto mais dolorido do desabafo... A parte que guardava a maior de todas as angústias.

Se Jung-Mi realmente gostava - ou gostou - dela.

Ontem, hoje... Dois meses atrás...

Números, de fato, não significavam grande coisa.

Só precisava saber que em algum momento foi correspondida. Sunny poderia conviver com isso... Afinal, tão mutável quanto às estações, os sentimentos das pessoas possuem um fluxo diferente. Às vezes aumentam, em outras cedem ou mudam... Mas, dificilmente, permanecem estáveis. Então, não era absurdo imaginar que, ao lado de Misoo... talvez... ele tenha descoberto que outra pessoa pudesse preenchê-lo.

O sorriso desapareceu tão logo surgiu.

Era difícil mantê-lo diante dos lábios que já seguravam um pequeno tufão.

- Ani... - repetiu a negativa e até balançou a cabeça ao escutá-lo se chamar de egoísta, frisando que não concordava - V-Você não é egoísta... Não é... Miane... - adiantou o pedido de desculpas por interrompê-lo, olhando para o colo antes de voltar a encará-lo, correspondendo a troca silenciosa.


Controlaria o impulso de desmentir aquelas afirmações depreciativas, mas conforme a resposta de Jung-Mi se estendia até o ápice, Sunny acreditou que não conseguiria chegar ao fim sem entregar-se. Naquele instante... Naquele instante, distantes do mundo... Sendo um erro ou não, ela acreditou nele. Confiou na veracidade da declaração e se os detalhes fugiam ou não da realidade descrita, não se incomodou agora. Porque Jung-Mi afastou a tempestade, mas já havia um tipo diferente de temporal revirando o céu da bolsista. E começou a chover... Chover muito... Sunny sentiu o gosto salgado das lágrimas enquanto desvanecia nas frases doces de Park Jung-Mi. De repente, os avisos de Kim e Chae se perderam na perspectiva de... de tê-lo. De ficar ao lado dele sem medo de represálias ou das barreiras impostas pelas classes sociais distintas. Poderia lidar com os olhares... Contudo, se os de Jung-Mi continuassem a encarando assim.

O mundo... alterou a frequência subitamente.

Ela tomou um susto frente à ação e o imitou, levantando-se também - um pouco mais lenta e atrapalhada. Sunny arregalou os olhos e o choque aumentou com o que ele dizia. O rosto empalideceu antes de corar - Mwo-o? Jung-Mi... O que você está...


Agora seria o Park quem teria o punho segurado pelo toque naturalmente suave da garota. Impedia-o de sair dali até que a ouvisse, embora ele não desse indício sólido de que partiria ainda –  O que você está dizendo...? – completou a pergunta, vacilando de leve na fala –  Não há nada para provar... Jebal... Me escute... Me escute com atenção.

Sentia... medo?

O coração de Sunny subiu até a garganta apenas de pensar que Jung-Mi poderia confrontar Taemin e...

Taemin?

Taemin!

E por que Jung-Mi faria isso?

Ah, que enorme ironia...

Como se essa fosse a verdadeira pergunta... certo?

Mas Sunny preferia evitar o "Por qual motivo pensou imediatamente em Do Taemin?" do que lidar com os... conflitos.

Um monte deles...

-  Não podemos ignorar que a situação não é mais a mesma... – abaixou a cabeça e viu que continuava o segurando... –  Para o bem ou para o mal. Vai depender de nós dois... Eu deveria seguir adiante e fingir que você nunca apareceu na minha vida, mas... Mas não é possível passar uma borracha na sua existência ou colocá-lo no fundo de um baú, nem numa caixa dentro do armário. Eu... – lentamente o soltou e, por um momento, quase pressionou a mão dele, moldando os dedos macios aos calejados... –  preciso de tempo. E você também, mesmo que diga que não, mas precisa... Jung-Mi... – chamou o nome do Park daquele jeito particular... –  Meu coração precisa de tempo. Gostar de você foi uma das emoções mais intensas que experimentei e isso me assusta, pois não sei como lidar, desde o começo. Se eu pudesse escolher, desejaria voltar para o domingo do Festival das Cerejeiras e multiplicar aquela única hora pelo infinito... Foi o único momento em que não nos machucamos depois que descobri o seu nome. Foi o momento em que tive esperanças...

Num gesto impulsivo, mas absolutamente delicado, Sunny esticou a mão e aplicou um breve carinho sobre o traço bem delineado do maxilar masculino e proeminente... Pena que sempre tão tenso...

-  Eu te desculpo, Park Jung-Mi. Então... Não sinta mais qualquer culpa em relação ao passado. Como você mesmo falou... A vida é efêmera. E fico feliz em saber que você e Park Hyun-Hee conversaram... Vocês pareciam meio distantes e... Ahn... Miane... Não quis ser invasiva. E quanto ao seu avô...? Ele está melhor? Não contei para ninguém – tratou de acrescentar.  

Era irônico da parte de Sunny afirmar essas coisas com os olhos marejados, porém ambos estavam acompanhados pelo típico sorrisinho meigo e gentil... que desapareceu, substituído por riscas preocupadas entre as sobrancelhas.

-  Esqueça essa... ideia...

Um bico surgiu no canto dos lábios –  Você fala com tanta propriedade que faz parecer que o “ele” tem rosto e nome. Aish...

Insinuou e não disfarçou mesmo.

-  Por acaso... existe algo a mais que você ainda não me contou?

Poooool Paaaarty  sunny

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Won-Bin em Sex Nov 02, 2018 1:36 am



Os dragões podiam discordar em muitas coisas mas sabiam concordar em alguns pontos importantes: a opinião unanime em relação ao comentário sobre Misoo demonstrava isso.

Won assentiu com a cabeça para as desculpas de Hyun, indicando que estava tudo bem, não levava aquele comentário a mal (apesar de apenas colaborar em desgostar de Jung Mi).

Sentiu que havia colocado a semente de uma boa ideia em Kang, se ele fosse encontrar com ela que tivesse a coragem de seguir o que sentia. Ou que ainda nem sabia que sentia.
Era um tanto curioso ver como ele tinha evoluído o suficiente para tentar aconselhar o amigo. Sorriu diante da resposta dele.

Sem respostas das mensagens Won usou de uma desculpa pra ir seguir o amigo. O bom era que Hyun chamava a atenção na piscina e ele tinha a distração suficiente.

Tentou ser discreto mas acabou não escapando da identificação de Bomi e Misoo, então não ia adiantar se esconder, apenas manteve uma certa distância porque este era o momento de Kang.

Ficou meio de lado, assentindo com a cabeça com educação, mantendo o disfarce de "colega". Mas Kang e Misoo pareciam tão distraídos consigo mesmos que nem precisava necessariamente disfarçar muito.
A interação entre os dois era...interessante.

Acabou que eles saíram, Won o verdadeiro homem invisível. Mas nesse caso era completamente compreensível. Ele sabia como era ficar tão distraído a ponto de nem notar os outros.
Ficou de lado deixando que saíssem sozinhos.

Won manteve a expressão neutra mas deu uma leve piscadela para ela antes de se virar de volta.

Logo recebia uma mensagem de seu contato secreto.

“Você gosta de jardim de inverno? Depois dos elevadores tem uma área muito bonita com uns sofazinhos para admirar. Coisa do SPA, sabe? Uma pena que ninguém vai pra lá…”

Deu um sorriso, esse tipo de coisa só atiçava a imaginação de Won.

-Nossa, de repente eu me lembrei que eu amo jardins de inverno. Posso aproveitar toda a quietude e calmaria lá, acho que vou visitar esse lugar deserto agora

Sorriu do seu próprio teatrinho por mensagem. Era ruim ter de fingir não estarem juntos mas essas coisas ainda podiam ser divertidas.

Rumou em direção ao lugar que ela indicou pelas mensagens.

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Sex Nov 02, 2018 1:15 pm

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Eun Bi compreendia o lado de Jae Ki, mas também achava um pouco injusto. Ela sabia de coisas importantes da vida dele, mas não é como se tivesse lido todo o histórico ou conhecesse cada detalhezinho. Não. E sabia que esse tipo de informação só chegaria com o tempo e a intimidade que eles ganhariam agora que estavam mais próximos e assumiram o namoro.

Quando estava ao lado dele, não queria ficar pensando nas coisas tristes que a cercavam. E, para ela, a família, atualmente era isso: problemas e mais problemas. Jaeki era seu refúgio daquele mundo e quando estavam juntos, queria ser mimada, receber carinho, beijos, se sentir única e especial. Claro que ela sempre estava disposta a ouvi-lo também, mas preferia transformar as tristezas em atos de carinho e união.

Pelo menos era assim que achava que namorados deveriam agir. Mas para Jaeki ainda faltava o toque de informações.

- Araso...Vamos conversar mais sobre essas coisas, então. Mas outro dia, hm? Hoje eu não quero mesmo. Acabei de chegar de uma aula cansativa, estamos numa festa e eu queria muito aproveitar.

Quanto à mãe dela, a bailarina deu outro pequeno suspiro, mas ficou surpresa por ele dizer que não cobraria que ela contasse aos pais. Do jeito que Jaeki era orgulhoso, ela pensou - depois que falou - que ele ficaria ofendido por ela comentar aquilo. No entanto, ele agia daquele jeito compreensível e fofo que fazia seu coração disparar um pouco mais.

- Jinjja? - Perguntou baixinho. - Aigoo, o que eu faço com você? Meu bad boy aegyooo - Apertou as bochechas dele e começou a brincar, fazendo “boca de peixe”. Comentou até que seria capaz de tirar aquele bico à força.

Sorriu vitoriosa com a expressão que ele fez e fechou os olhos o mais rápido que pôde para receber o selinho. Envolveu o pescoço dele com os dois braços e balançou um pouco de um lado para o outro.

- Eu também… - Deu um cheiro no ombro dele.

Afastou um pouco a cabeça para encará-lo, mas continuavam abraçados. Ajeitou o cabelo molhado dele e foi fazendo beicinhos infantis conforme ele comentava que os amigos não ligaram para ele.

- Te largaram justo com o oppa, é? Aigoo, que dragões furões...Tadinho do meu Dragão Fofinho…Nem ligaram pro mortal dele. - Entrou na brincadeira dele e riu, apertando a bochecha dele. - Ahm...Eu preciso dar parabéns para os meus amigos e depois botar meu biquini. Como estava no ballet, eu não tive tempo de me arrumar. Você viu Bomi-yah por aí? E a Misoo? Já chegou?

Olhou ao redor, procurando.

- Ah, o Gyu Sik-ssi está ali...Você vem comigo ou vai me esperar?




Won Bin experimentava a vantagem do super poder da invisibilidade. Mas a verdade é que ele não foi tão ignorado assim. Quando Kang começou a sair com Misoo, ele se esforçou ao máximo para não olhar o amigo e disse coisas meio incompreensíveis, meio que chamando para ir com eles, mas não querendo que ele de fato fosse. Não sabia se aguentaria aquele olhar de “eu tinha razão”, “eu estou vendo isso” ou “eu te disse”. Por isso foi uma cena meio estranha, mas engraçada.

Bomi ficou para trás também - logo ela, virando uma “invisível” também. A garota olhava de modo curioso para a interação dos dois, mas logo voltou o olhar para Won. Fazia aquela cara fechada, mas ele viu um sorrisinho no canto dos lábios quando viu aquela piscadinha. Era irresistível para ela e ela precisou mexer no cabelo, trazendo umas mechas para a frente enquanto pigarreava e pegava o celular de novo.

A atenção voltou-se completamente para a tela enquanto começava a sair de cena. Won ia mais à frente, mas eles tinham uma distância segura um do outro. Ela entrou no prédio no instante em que ele leu a mensagem.

Won não teria dificuldades em encontrar o lugar que Bomi havia indicado a ele. Por conta da distração, ele também evitou de ser visto tanto por Eun Bi quanto por Jin Hoo quando passou por ali - também não veria seu rival estava falando com Jaeki e o quão desconfortável o amigo ficou. Não, no momento, ele não tinha que ser responsável por ninguém além dele mesmo.

O lugar podia ser discreto, mas qualquer ambiente daquela festa tinha seu grau de risco. Talvez isso desse o temperinho a mais - apesar deles terem uma foto deles circulando por aí e uma pessoa, provavelmente, ter a foto inteira consigo, eles estavam se arriscando de novo. Era a inconsequência da idade mesmo e a vontade de ter, ao menos, alguns minutos de paz ao lado de quem gostava.

Bomi aproveitou o pequeno prazo de espera para ler as mensagens que ele enviou avisando sobre Kang. Arqueou uma das sobrancelhas, achando aquilo interessante e...era engraçado como não parecia com raiva dessa vez. Talvez porque a questão com Jung Mi tenha sido um verdadeiro caos, mas também um divisor de águas. Seu irmão...ainda gostava de Misoo, mas pelo menos estava seguindo em frente agora.

Quando Won chegasse, encontraria Bomi sentada no sofá de dois lugares e com os olhos distraídos na tela. Era mesmo uma viciadinha em tecnologia, mas uma linda viciadinha. O azul marinho com detalhes em laranja/coral de sua roupa formavam um contraste com a pele branca, além de destacar o longo cabelo negro dela. Ela estava usando um pouco de maquiagem à prova d’água, mas o rosto tinha um ar natural e leve. Mesmo numa festa luxuosa, ela tinha optado pelo simples, sem precisar de exageros para se destacar.

Era muito ruim não poder mostrar para o mundo mesmo, mas se quisessem que o plano fosse para sempre, precisavam encarar os pequenos passos primeiro. E o segredo era o menor e mais difícil de todos.




A reação de Sunny não foi das mais discretas ou contidas quando Jung Mi a comunicou de que lutaria para provar seu ponto. Isso apenas o convenceu das coisas que vinha achando e não é como se ele gostasse disso. Muito pelo contrário, seu coração começava a criar uma espécie de mancha ainda mais escura por conta dos sentimentos que alimentava ao transformar a hipótese num fato...num nome...num rosto.

Porém, ele aprendeu a controlar muito bem suas feições e manter a máscara da serenidade e neutralidade mesmo quando estava prestes a explodir. O toque de Sunny também ajudou a apaziguar os ânimos, ainda que ele nem tenha dado a entender que começaria a sair antes de ouvir o que ela tinha para falar. Raramente deixava as pessoas falando sozinha, por mais desagradável que fosse a conversa.

- Eu estou escutando, Sunny…

Falou baixinho, ainda a encarando com uma expressão um tanto quanto cansada por conta da intensidade da conversa. Era muita coisa acumulada em tão pouco tempo e isso gastava uma enorme quantidade de energia. Não puxou sua mão de volta, permitindo que ela mantivesse o toque na região e sentisse a textura de sua pele. Sua mão era áspera e calejada por conta do treino do violino. E mesmo seu rosto bonito, com traços marcantes, também tinha uma marca do instrumento: a região onde o violino era apoiado, bem na altura do maxilar também tinha uma marca por conta dos treinos. Era o tipo de marca que dava para se orgulhar, pois vinha do esforço e dedicação, além de torná-lo único também.

Suspirou, deixando os ombros caírem quando ela explicou que a situação não era mais a mesma. Foi incômodo ouvir que ela gostaria de apagá-lo, mas ainda havia esperança de que poderiam ter uma volta. Jung Mi não tinha certeza se tempo era a melhor opção de todas. Geralmente isso apenas adiava o que já estava decidido no interior das pessoas. Contudo, não estava em posição de exigir absolutamente nada.

Os olhos seguiram até seu rosto enquanto a mão o soltava e seguiam até o maxilar, justamente por cima da marca que havia ali. Foi um gesto um tanto quanto íntimo e o garoto não deixou a oportunidade passar também.

Delicadamente, levou a mão até o pulso dela e afastou de seu rosto apenas para descer até seu peito, permitindo que ela sentisse a batida cadenciada de seu coração. Estava tenso e parecia pequeno para as proporções dele, como se estivesse encolhido por medo...medo de perdê-la para sempre. Mas Jung Mi se mantinha forte e com os olhos bem cravados em seu rosto.

- Eu falo com a propriedade de quem tem certeza de que esse “alguém” tem rosto, nome e sobrenome… - Engoliu em seco. - E sim, tenho medo, mas não serei omisso como antes. Eu vou provar a você que ainda vale a pena lutar por aquele dia. Que aquele momento não foi uma criação de sua cabeça e foi nossa realidade.

Mordeu o lábio internamente e soltou a mão dela, ponderando sobre a última pergunta.

- Eoh...Tem algo que eu gostaria de dizer sim…

Deu um passo à frente, levando as duas mãos até o rosto dela, num gesto que misturava proteção com um pouco de possessividade, mas no momento estava mais para necessidade. Jung Mi abaixou a cabeça para encará-la e nunca antes ele esteve tão, tão perto de Sunny.

Ah, houve uma vez sim...Na última vez que se falaram no café literário e era exatamente sobre este momento que ele queria falar. Jung Mi aproximou o rosto do dela, deixando a ponta do nariz quase roçando no dela. Não havia surpresa ou espanto em seu rosto, apenas determinação. Os lábios quase se tocaram, mas ele parou no limite e recuou um pouco, falando apenas perto o suficiente para que ela lesse seus olhos.

- Eu não devia ter ido embora naquele dia...Não sem antes provar que eu voltaria. Mas eu te darei o tempo, Sunny...É o mínimo que posso fazer depois de tudo. Tome...o tempo que for necessário.

Mudou o trajeto dos lábios e beijou a testa dela. Pressionou bem os lábios na região e deixou ali uma lembrança sua. Afastou-se, voltando a dar o espaço que ela queria.

- Gaja...Vou levá-la de volta até seus amigos..
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Sex Nov 02, 2018 3:57 pm


Jae-ki balançou a cabeça pra concordar com o que Eun-bi disse de deixar pra outro dia. Não queria deixar ela triste, e não precisava ser agora. Mas esperava ao menos que ela tivesse entendido como ele se sentia por estar sempre por fora da vida dela.

- Eoh, kurê, não é pra ser hoje. Eu só quero fazer parte mesmo da sua vida, Bibi, não me deixe de fora.

Ele esperaria que ela contasse por vontade própria nos próximos dias, não queria ter que recorrer ao google. Jae não exigia que ela o apresentasse aos pais, entendia esse fato. Claro que o incomodava, mas entendia e não queria mesmo prejudicar ela. Mas esse fato só reforçava sua vontade de saber o que acontecia com ela, não ser um herdeiro já lhe dava muitas desvantagens, não podiam fazer muitas coisas juntos, então queria pelo menos não ser o único que não sabia que sua omoni estava doente.

Sorriu quando ela o chamou de bab boy fofo. E quando estavam se abraçando, fechou os olhos para aproveitar o momento. E ficou a encarando quando ela ajeitava o seu cabelo, gestos assim o deixavam cada vez mais apaixonado. E fez beicinho triste para ganhar mais atenção dela.

- Eoh, eles me abandonaram...

Mas o beicinho acabou se transformando num sorriso quando Eun-bi o chamou de dragão fofinho, era uma brincadeira bem boba, até ele mesmo achava isso, mas de alguma forma estava gostando de fazer essas coisas idiotas com a bailarina. Eun-bi ainda precisava cumprimentar os aniversariantes e botar o biquíni. "Biquíni?!"

- Biquíni?! Não vai ser maiô? Ah... Elas tão todas por ai... Só não sei aonde, esse é lugar muito grande.

Viu ela olhando ao redor e respondeu a pergunta dela:

- Eu vou junto, só vim pra ficar com você. Mas vou levar uma arma dessas, se eu ver os dragões vou atirar neles.

Jae-ki pegou a arminha e a prendeu no short preto, como se tivesse carregando mesmo uma arma. No caminho, se puder, vai dar um aceno para o Hyun para mostrar que estava com Eun-bi agora. Quando começassem a andar, Jae-ki também lembraria uma coisa a Eun-bi:

- Ya, não esquece que quero ver sua apresentação, você anda ensaiando muito. Eu quero muito ver, e se seus pais tiveram lá, prometo que vou ficar quieto, ninguém vai me notar.

Quando Eun-bi fosse cumprimentar Gyuk, Jae-ki a acompanharia. Ainda se lembrava das palavras do Hyun sobre não ficar o tempo todo juntos, mas estava tão ansioso para ela chegar, como poderia se afastar logo agora? Eram coisas difíceis de se fazer. Sorte que tinha vestido sua camisa de novo, não a deixaria por aí, vai que alguém pegasse pra brincar com ele? E também seria nada ver pedir ao hyeong pra olhar.  Se visse Jin Hoo por aí, iria lançar uns olhares, observando-o.


Festa na piscina

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Won-Bin em Sex Nov 02, 2018 11:20 pm



Won aprendeu a usar seu jeito de não passar percebido de forma positiva hoje. Kang se esforçava também para não olhar pra ele e entendia o porque: julgamento, positivo ou não, não era necessário agora.

Ia conversar com ele depois a respeito mas ia deixar o K-Dragon voar hoje.

Sentiu o coração derreter mais um pouco ao ver Bomi e seu sorrisinho de canto: tinha de sair logo antes que perdesse a interpretação ali mesmo.

Sem ter a menor ideia do que acontecia ao seu redor e como Jaeki passava por uma situação tensa, foi direto para o local secreto indicado por Bomi.
Pelo jeito iam ter de se acostumar a se encontrar de local secreto em local secreto até conseguirem mudar as coisas.

Ainda havia o risco, na verdade ele era ainda maior hoje. Mas sentia que iria explodir se tivesse fingir mais um pouco.

Ali estava ela, linda de qualquer jeito e capaz de parecer bonita até mesmo simplesmente só ficando no celular.

Se aproximou lentamente e colocou as mãos sobre os olhos dela.

-Detetive Yoon, como estão as relações diplomáticas desta tarde? Seus convidados continuam dando trabalho? - disse brincando, era claro quem estava ali sendo bobo do jeito que ela já conhecia.
Logo ia até o assento ao lado no sofá de dois lugares. Estava próximo dela e ainda olhando em seus olhos podia abrir um sorriso sincero finalmente.

-Oi

Wangjosofa

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Kim Sun-Hee em Sex Nov 02, 2018 11:39 pm



Sunny também sentia as forças reduzindo consideravelmente após essa conversa tão íntima, na qual ambos expunham fragilidades enraizadas num espaço tão curto de tempo. Apesar de toda a mágoa e dor que as últimas atitudes de Jung-Mi lhe causaram, ela não conseguia – e nem queria – agir de modo cruel com o Park. Não era de sua natureza. Pelo contrário, embora fosse bastante sincera, procurava as palavras mais leves para não ferir os sentimentos dele... e os próprios. Entretanto, era difícil – talvez impossível... Mesmo que utilize um discurso manso e moderado, não havia como mascarar a realidade do que precisava transmitir em sua resposta a ele.

O toque no rosto dele foi com a intenção de aliviar aquelas linhas tão fechadas que, vez ou outra, apareciam para macular a feição jovem – não torná-la feia, pois estava aí algo que nunca aconteceria, mas parecia um reflexo do que se manifestava no interior do herdeiro. E Sunny não achava que alguém merecia aguentar aquilo – aquilo que ela não tinha qualquer conhecimento... ainda. Na verdade, eles sabiam muito pouco a respeito de suas vidas... O que não era surpresa. Nos momentos que tiveram de paz para conversar, outras situações se colocaram diante deles, impedindo maiores detalhes pessoais. Estavam construindo uma relação até que... Esta foi rompida da pior maneira.

A proximidade permitiu que Sunny notasse a marca escondida ali, mas não era a primeira vez que a via. Afinal, tivera tempo de sobra para observar os traços do herdeiro e caso possuísse a maravilhosa habilidade com pintura ou desenho, não haveria necessidade da presença dele para realizar uma réplica perfeita. Enquanto aplicava o carinho, continuou falando, e agora evitava os olhos... propositalmente. Ele era um bom leitor e não seria conveniente dar brechas para leituras equivocadas. Quando os dedos esbarraram próximos do queixo, Jung-Mi voltou a lhe segurar o punho e Sunny concluiu que tinha tomado uma liberdade errada – Mia... – porém, engoliu o pedido de desculpa assim que a palma foi pressionada contra a intensa batida cardíaca. Era como ter o coração de Jung-Mi no centro de sua mão, pulsando... Notou o ritmo... acelerado, mas que seguia meio truncado. Mexeu os dedos de leve sobre o tecido, reunindo um pequeno emaranhado da camisa por puro reflexo.

Jung-Mi...

O olhar queimava em seu rosto e Sunny pendeu a cabeça para devolvê-lo... Encontrava-se claro na face bonita que ela identificava o descontrole domesticado no peito dele.

- Mas...

Como?

Como ele podia ter tanta certeza? Ela quis rebater, mas faltavam palavras para tal. Além de duvidar que Jung-Mi desistiria daquela “alucinação”, Sunny achou mais prudente não alimentá-la. Porque ele estava errado...

Estava sim...

- Diga... – sussurrou num fiapo de voz.

Não... esperava... aquela...

Aquela reação...

O que justificava a inércia imediata de movimentos.

As duas mãos de Jung-Mi seguraram as laterais do rostinho dócil, prendendo-o de uma forma muito delicada, porém presente. Sunny arregalou os olhos enquanto o choque contornava todas as linhas angulosas. Tão perto... Tão absurdamente perto... Nenhum detalhe escapava da análise, tanto de Sunny quanto de Jung-Mi. Ela lembrou-se do momento em que ele a puxou para dentro de um abraço cheio de desespero, saudade já precoce e... medo. Medo daquilo que enfrentariam a partir do instante em que deixasse o Café Literário.

Do instante em que ele a deixasse.

Só que agora...

A aproximação tinha nuances distintas. Uma nova necessidade.

As palmas de Sunny sobrepuseram-se as de Jung-Mi, mas não as afastaram dali. Uma brecha surgiu entre os lábios arrebitados por onde uma arfar mais pesado escapava, misturando-se ao dele. Muito próximos... Uma única respiração impedia o contato definitivo. Os olhos arregalados, vagarosamente, ficavam mais pesados e cediam, ao ponto dos cílios formarem uma sombra discreta contra o início das bochechas. Precisava parar de encarar aquelas íris escuras... Elas lhe anestesiavam a capacidade de pensar e reagir ao mesmo tempo em que enfraqueciam o juízo... Porém, cometeu o tolo erro de encarar a boca de Jung-Mi conforme ele voltava a falar. Era como se ele dissesse tudo de um jeito embaralhado ou atropelando pedaços importantes, mas Sunny parecia mais concentrada no formato firme e bem marcado.

De repente, o rosto dele saía do seu campo de visão e logo sentia os lábios apertarem um beijo cheio de significados em sua testa. Dessa vez, Sunny fechou os olhos por completo e suspirou baixinho, porém ainda audível ao Park...

Pressionou as mãos alheias num gesto involuntário antes de liberar os braços ao redor do corpo. Quando Jung-Mi a soltou, Sunny mordeu o beicinho inferior com mais presença, marcando a área num tom mais escuro que o rosado natural. Não fez nada de errado, mas sentia vergonha de encará-lo... – Vamos... – enfim, respondeu e assim que ela o fitou, Jung-Mi veria os efeitos nela. O peito subindo e descendo com dificuldade, os olhos brilhantes e a face tingida de vermelho... um vermelho que descia até o pescoço e certamente que a pele estava tão quente quanto a imagem sugestionava.

No entanto, antes de abandonarem o deck...

- Foi real, Jung-Mi... É real...

Só... diferente.

Poooool Paaaarty  sunny

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