Elysium Fields

O Elysium Fields foi fundado em Fevereiro de 2018, com o intuito de ser um jogo entre amigos, mas cresceu para se tornar não um único jogo RPG, mas vários. Desta forma, pode encontrar um jogo para jogar, ou narrar o seu próprio jogo, com as suas regras. A maioria dos nossos jogos são guiados por um narrador, que começa a história, desenvolve, e dá um fim à mesma. Os jogadores são os seus personagens principais.
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A skin foi totalmente criada pela Ross (Ji Yeon), para uso exclusivo no Elysium Fields. A designer agradece à Persephone (Hae Shin) e à Luxi (Joo Ri) pela paciência para a aturar, a Flerex pelos códigos de cores e campos de perfil que tornaram tudo mais fácil e a FontAwesome pelos ícones. Os gráficos para imagens foram obtidas do Google e editadas pela Ross. As tramas são criações originais e de responsabilidade de seus respectivos narradores. O blog Dorama Resenhas é nosso parceiro-irmão e todo seu conteúdo é feito por suas escritoras através de uma pesquisa séria de fontes confiáveis, além da exposição de opiniões próprias. Plágio é crime. Não copie dos nossos conteúdos originais. Se for tomar inspiração, por favor mencione.
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Relembrando a primeira mensagem :

NO CAPÍTULO ANTERIOR DE THE CROWN....





- Estamos articulando um projeto educacional no colégio, ele trata do bullying e outros assuntos que são delicados para falar, em Wangjo. Fizemos uma apresentação para a diretoria recentemente, e ele aprovou o inicio do trabalho.

[...]

- Não é como se fossemos obrigar as pessoas. Digamos que o projeto tem uma caracteristica nobre, que é ajudar as pessoas, ajudar Wangjo também, deixar um legado, fazer parte desse legado é algo que ficara para sempre...Eu estou diante da motivação Stella-ssi, diante de todas elas.

- Eu não quero isso. Eu não quero ser uma das suas motivações para fazer isso, Dong Hee Kyung-ssi. O que vai acontecer se acabarem te machucando por conta disso? Como você acha que vou me sentir se você sofrer porque Sunny, Kim e eu fomos sua inspiração? Jebal…Não siga com isso.

[...]

- Eu...Não sei até que ponto podemos confiar do Kim Joo Hyuk-ssi para esse projeto…Tenho boas pistas de que ele não está fazendo isso por altruísmo e ele tem alguma relação com Seo Hyemin-ssi…Eu os vi ontem conversando depois dos clubes... E não era uma conversa normal, os dois...pareciam...muito próximos.

- Precipitado. Se formos ver nesse angulo o mesmo se atesta com minha prima, que praticaria bullying ou alguma outra maldade com alguém, por minha causa. Precisamos apurar o que foi dito. Ui-Jin é o que pode ficar mais próximo deles, dentre nós. Se não for um problema, deveria continuar observando, só espero que sua percepção seja totalmente imparcial.

- Mas não é?

[...]

- Ah, eu também considero o Kim nosso amigo. Mas é um pouco estranho o que o Ui Jin disse. Ele nunca comentou sobre a vida pessoal dele para a gente e teve uma época que a gente achava que ele tinha algo com a Sunny, né?

- Sim, supomos que ele e Sunny eram mais que amigos, ao menos esta seria a impressão que ficava até entendermos o que acontecia entre eles. Neste caso, não sabemos o que acontece igualmente com a garota hibisco, se fomos equivocados antes, podemos ser uma segunda vez, só que de maneira bem ofensiva.

[...]

-  Que silencio aiigo, não gostou mesmo da comida?



- Ahm...Recebi uma mensagem de Kim Joo Hyuk-ssi… Parece que ele foi para o hospital ontem, mas disse que podemos manter o trabalho amanhã

- Ahn? Como assim hospital?

[...]

- Eu… eu acho que preciso te contar uma coisa, Rin.. Eu acho que… que eu menti pra você... Não foi de propósito… Miane… Eu… só.. Eu só nem sei exatamente o que eu devo contar, mas eu sinto que eu preciso conversar com você sobre isso…

- Mentiu? - Araso...Está tudo bem...Depois conversamos, Minah…

[...]

- Você acha então, tia, que as pessoas...têm um prazo de validade?

- Você sabe a resposta. Sempre disse isso a você. As pessoas têm uma função em nossas vidas e depois que cumprem, nós nos desfazemos de um eventual tormento ou obstáculo. No mundo competitivo e feroz que vivemos, Min, não existe outra saída a não ser eliminar quem nos perturba. Por isso eu sempre digo a você que antes que te joguem fora, você se desfaz primeiro.

- … Aquele menino está estudando na minha escola. O filho da assistente do meu pai. Lembra dele?…  Eu não entendia antes, mas… agora eu vejo o quanto eu e eles éramos e somos diferentes. Ele me disse que você… Foi visitá-lo naquela vez, no passado. Por acaso aquilo... Você… o descartou por mim?...Wae?


- Eu realmente não lembro desse tal menino. Mas por que tudo isso agora? Você acabou de dizer que agora reconhece a diferença entre vocês dois. Por que está se importando tanto com algo tão irrelevante do passado?

- … Porque era importante para mim… O nome dele é Kim Joo Hyuk. Ele era meu melhor amigo quando eu era criança.E eu gostava muito da mãe dele, a Kim Go Eun-ssi. [...]Então, tia, se foi algo que aconteceu, se tem alguma ideia do que houve, você pode me dizer, eu não vou ficar irritada. Eu sei que não foi por mal, uma criança pode ficar magoda com qualque coisa. Eu bem sei disso não é? Sou a mais chorona… Eu só… Só queria entender tudo, só queria lembrar o que aconteceu, ou o que foi que eu fiz para que ele mudasse tanto. Ou se a mãe dele te contou alguma coisa ou você ficou sabendo… Jebal… Você tem alguma pista?

- Minah...Eu fiz o que qualquer tia que se preocupa minimamente com o futuro da sobrinha teria feito: eu o coloquei no lugar dele. Cortei o mal pela raiz antes que virasse uma história complexa como a do seu pai.

[...]

- Appa….- A tia disse pra você vir? Não precisava… Eu estou bem. Não aconteceu nada de importante. Só tive uma conversa chata. Você não está perdendo algo importante no trabalho por minha causa, não é? Eu… tenho aula de Tênis daqui a pouco… você veio para me levar?

- O trabalho não é importante neste momento…Você é, minha filha.

- Eu quero ir pra casa…



- Te chamei aqui por causa dela. Eu vi o que ela faz por você e vi o que você faz por ela. Longe de mim ter ciúme, mas o fato é que não tenho braços tão longos para alcançarem o segundo ano. Tudo isso está acontecendo principalmente pela fúria de Eun Joo e alguns erros meus do passado então… Quero ter certeza de me aliar às pessoas que gostam dela. Você topa me ajudar a proteger Park Chaeyoung?

[...]

- Ani. Não tem ninguém assim que seja, de fato, impossível. Eu que tornei impossível. Eu conheci uma pessoa nas férias, mas ela fez parte de uma história que criei. Você mesmo sabe o peso do nosso nome, eu não queria enfiá-la nesse mundo. Ela é uma idéia muito boa para a realidade estragar. Ao mesmo tempo, eu também não quero deixá-la ir. Sou egoísta, hyeong...muito egoísta.

- Ela tem é sorte. Se você não tivesse caráter, podia tê-la namorado e usado como bem entendesse. Seria fácil fazer isso com alguém apaixonado e ela não é feia, não é do tipo que é fácil de simplesmente ignorar. Mas é legal ver que meu dongsaeng virou um homem de verdade.

[...]

- Você não é o único a ter segredos…O prontuário da sua namorada também é sigiloso.

- Tenho certeza de que ela tem um motivo para não contar.  E, para falar a verdade, não quero saber.

[...]

-  Komawo. Eu vou tentar consertar minha vida agora...

- Araso… Eu era sua babá porque você era um molequinho que mal tinha saído das fraldas. Felizmente, o molequinho cresceu e hoje vejo o espectro do grande homem que ele será. Sinto orgulho de ser seu segurança, secretário e amigo, Hyun Hee-ssi. Você pode contar comigo para ajudar a consertar sua vida.

[...]

- ... Jung Mi fez ou falou alguma coisa desagradável para vocês? ... Eu sou o irmão mais velho, preciso saber as besteiras que ele faz...

- Ani. Na minha frente, ele foi polido e gentil, não foi nem um pouco desagradável. Mas…  Ele pareceu um pouco galante para a Sunny em alguns momentos e ele está namorando. Não acho que fará bem à reputação dela se descobrirem que ele age de modo mais informal com ela. Gostaria de preservá-la, por isso não vou convidá-la..

- Pois então não será nenhum problema. Convide-a mesmo. Porque… Meu irmãozinho não está namorando.

[...]

- Vovô, antes de mais nada... Quero reforçar que pode contar comigo a partir de agora. Eu vou ser o neto que você queria e seguir as suas vontades, em relação a casa e a empresa. Quero que conte comigo para tudo o que você pensou. Eu estou pronto agora. Bem-vindo de volta.



- Se der pra mim, vamos juntos no baile? Ouvir música e dançar juntos

- Ung, eu quero muito ir com você. E dançar…Pelo menos uma música com você. Uma música lenta e romântica.

[...]

-  Olha…. Essa conversa não deu certo. E nem tem como dar. Você não com a minha cara, eu não vou com a sua… Tudo bem. Vocês se viram a partir de agora, ok? Não vou mais falar nada de vocês dois. Não precisa se preocupar comigo, eu não vou atrapalhar vocês dois, muito menos seu emprego ou a sua irmã. Quanto a isso não precisa se preocupar. Não. Vou. Me. Meter… Isso eu prometo. Agora, não vamos mais envolver a Eunbi nisso. Como duas pessoas crescidas! Pode ser?  

- Olha, você conhece a Bibi há anos, se pensar bem talvez você entenda porque ela gosta de mim. E eu vou repetir pra você gravar, eu amo a Eun-bi, e não faço mal pras pessoas que eu gosto. , não precisa se meter, comigo ela tá segura, se for pra alguém se machucar vai ser eu, Bibi que pode me machucar com o sapato dela.

[...]

- Estive analisando os trabalhos desse primeiro bimestre e tive essa ideia para propor como um dos quadros da semana de artes. Acho que o estilo de vocês se complementa de tal forma que daria um resultado incrível Eu adoraria ver um trabalho de vocês e tenho certeza de que traria vários olheiros. Com sorte, poderiam vender ou expor…Não precisam responder agora, só pensem com carinho, hm?

- Ya, ouviu? A professora gosta das coisas que faço. Mas não adianta a ideia dela, você nunca aceitaria algo assim. E a gente se odeia.

- Precisa ser relevante na vida da pessoa para criar algum sentimento e eu sinto absolutamente nada por você. Apenas indiferença.

- Será que não é nada mesmo? - Provocou de volta - Então por que você perde o seu tempo tentando dar uma de sabe tudo pra cima de mim? Não parece tão indiferente…

- O seu ego é realmente enorme. Nem nesses momentos você sabe qual é o seu lugar. Só tem duas coisas que eu desejo de você: que você faça a maquete obrigatória sem incomodar muito, apenas faça seu trabalho e faça algo digno. Nosso trio é o melhor da sala e não espero menos do que a nota máxima. E a segunda coisa…Não me segure da próxima vez. Eu também não quero dever nenhum tipo de favor pra você de novo.

[...]

- Hyeong, aquela parada que eu tinha para te falar... Eu vou te apoiar no que fizer, só que como eu falei, tenho limites.

- Foi irresponsável como hyeong e você poderia ter se dado mal de verdade. Mas olha, sempre que precisar você pode falar comigo. Se as coisas ficarem feias, pense em mim como um hyeong de verdade mesmo.

[...]

- Cheiro tão bom.. Adoro seu cheiro. Perto de você me sinto o cara mais sortudo.

- Estava com saudades do seu abraço.



- A moral da história: eu tentei agradar todo mundo e, no fim, só resolvi quando segui o que eu queria. E… Eu fiz isso porque alguém me disse que eu tinha que pensar nas coisas que eu gostava…

- Então...Você terminou com o todo poderoso por conta dessa pessoa? Quer dizer! Quer dizeerr! Porque essa pessoa te ajudou e tal...Não por enfim… Aigo...Que pessoa incrível que te deu esse conselho…

[...]

- Woo Jin-ssi!!!  Olha a sua roupa..  Er…  Yesol-ssi. Você está bem? Machucou? Ahn…- Ah. Já sei!!! Olha. Eu tenho uma toalha. É dia de Tênis! Você quer?? Vai no banheiro lavar.  Aaaaa Meudeussss.. Por que você fez isso, ommo!!! Isso foi tão engraçado… Olha só você agora…. Aigoo…..  

- Aish…Minhas costas estão grudando. Ani, está tudo bem. Eu vou ficar sem o blazer e tentar limpar no banheiro.  Se você continuar rindo de mim, eu vou pegar uma garrafa e te molhar também! Eu vou ao banheiro...Aigoo, por que eu faço essas coisas? Kang Woo Jin, seu retardado…Ya, não fique parada ai! Cade a toalha que ia me emprestar?!

[...]

- Ya, Misoo-ssi!  Adorei o convite da sua amiga para a festa de sábado. Já separou sua roupinha de banho ou ainda tem vergonha das gordurinhas? Sinceramente, eu não sei qual é o problema dos Park. Um namora a estranha sempre feliz da vida e o outro a ex-gordinha...Francamente, tem algo de errado com essa família.

[...]

- Komawo! Estou oficialmente elegendo este lugar como.... Uma Toca Secreta ou... Essas coisas que falam no meio do grupo de vocês

- Caverna! Caverna do KDragon.



- Você não duvide da minha habilidade em eliminar as pessoas da minha vida. Se fiz isso com Choi Eun Bi...Qualquer um fica muito mais fácil, até você.  Você não me deve mais nada.

- T-Taemin... Taemin...  Volte aqui... Do Taemin…

[...]

- Ya...Você precisa de ajuda?

- Joon-Gi…?

[...]

- Não faça isso de novo. Foi perigoso.

-  Não... fazer isso... de novo? Eu não entendi sobre o que se refere, Jung-Mi…

[...]

- Gostaria de ouvi-las cantando algum dia. Chaeyoung-ssi porque é minha noona e poderia dizer que é minha irmã mais velha mesmo agora.E Kim Sun Hee-ssi...Porque tem umas das mais belas vozes que já ouvi. Eu sou encantado por ela.

[...]

-  V-Você... Você... acredita que existe cura ou milagre para todas as dores...? De verdade?

- Não nascemos para sofrer, Sunny. E acreditar na cura mesmo quando tudo, tudo está contra, já é um pequeno milagre.

[...]

O Hyun ficou feliz de ouvir isso, Sunny...Porque...Ele disse que Jung Mi e a namorada terminaram recentemente, de modo discreto e sem escândalos. E disse que tem chances de você ter atraído a atenção de Jung Mi…

- Eu... Eu não sei o que pensar... Na verdade, acho que minha cabeça vai explodir…



- Eu falei com a Ji Hyun ontem, a colega do Café. Ela meio...err...ah que esquisito falar disso assim. Ela disse que gosta de mim. Fiquei em choque. Eu nunca..imaginei.

[...]

- Hwang Won Bin-ssi.  Aqui está seu convite. Ah, e eu também tive tempo de acrescentar um...Para sua namorada. Infelizmente, também convidarei a Lim Ye Ji-ssi, então, fica a seu critério se levará sua namorada ou não. Longe de mim partir corações na festa, não é?

- Ah desculpe Yoon Bomi, você deve ter ouvido errado. Eu tinha uma namorada, ou pelo menos achava que tinha, mas ela resolveu romper comigo este sábado por conta da família dela. Aish que coisa chata não é mesmo? Obrigado pelo convite, acredito que vai ser uma festa e tanto. Eu irei, com certeza

[...]

- Eu queria muitas coisas. Mas o que eu mais queria era você. E as coisas não são como eu quero. Eu...não vou repetir o que eu disse no sábado. Eu só...só não quero que você me odeie.

[...]

- Won Bin… Você…Me salvaria de um grave acidente de novo, se fosse capaz?

- Bomi... Eu te salvaria hoje. Eu te salvaria amanhã. Se eu tivesse que saltar de um arranha céu pra segurar sua queda eu pularia sem piscar. Bomi...você não é nenhuma donzela em perigo feito num filme de ação. Mas eu seria o seu heroi a qualquer momento se pudesse.

[...]

- Eu sei que doeu e que fui muito cruel com você. Eu não vou me justificar explicando que fiz isso porque estava confusa ou isso e aquilo. Eu fui cruel porque eu queria te machucar de verdade por conta da raiva e mágoa que sentia ali. Mas eu não deveria ter feito isso e me arrependo do tanto que te fiz sofrer nesses dias.  Fui uma idiota, você não merecia aquilo…

- Bomi...a gente cometeu vários erros. Eu também disse coisas que te machucaram. Você não precisa pedir desculpas, mas...Obrigado por me ouvir de novo. A gente pode descobrir coisas que não queriamos descobrir sobre nossas famílias. A gente pode dar de cara com pessoas que não querem a gente juntos. Não importa. Se eu estiver com você, tudo isso vai ser superado

[...]

- Oppa. Eu não posso prometer que não vamos sofrer, nem vamos chorar algumas vezes. Não posso prometer que não vamos brigar e também não sei onde essa história vai dar. Eu sei que isso pode ser uma traição com minha família, mas...Eu realmente, realmente quero saber isso. Nae namja chingugadoego sip-eo*?

- Um só "sim" é pouco pra responder. Então eu vou falar sim de novo. Sim. Eu também não posso prometer que vai ser fácil daqui pra frente, mas com você eu sinto que a gente pode enfrentar o mundo todo.

SÁBADO, 15 DE JUNHO. 8 A.M.

Capítulo 8 - Página 9 Fullsizephoto207623

Bom dia, Coréia! Começa agora o seu programa de entretenimento favorito da Rádio KBS! E já de cara, para animar esse lindo dia de sol e calor no fim da primavera, vamos começar com o sucesso de 2015 de uma das maiores divas do Kpop. Com mais de 10 anos de carreira e uma voz inigualável, ouçam: Taeyeon. I com  Verbal Jint!


Rádio ainda era um meio de comunicação muito popular na Coreia do Sul. Os empresários do meio souberam criar uma ponte sustentável entre o velho e o novo, de modo que a geração mais moderna ainda é capaz de apreciar as programações que seus antepassados ouviam. A ida dos idols e celebridades nesses programas também ajudava a elevar a audiência.

Já a televisão começava com os telejornais dando as principais notícias do dia: política, economia, entretenimento e, o mais importante para aquele dia em especial: a previsão do tempo.

Enquanto alguns não pareciam se importar muito com sol ou chuva em pontos isolados, foi com grande alívio que aqueles jovens confirmariam que:

- Fará bastante calor em Seul neste dia 15 devido a uma corrente quente vinda do sul. Contudo, é possível que chuvas fracas ocorram até o início da noite em alguns pontos pela cidade. A máxima beira os 32º C e a mínima será de 20º mais à noite.

Capítulo 8 - Página 9 Maxresdefault
Não sei pq tá ao contrário >D

A festa na piscina estava mais do que garantida depois de ouvir as notícia. Até porque olhando para o céu logo cedo seria difícil de acreditar que havia a possibilidade de chuva, mesmo que só à noite. Estava tão azul e tão limpo que com certeza aproveitariam bastante aquele dia.

A não ser, é claro, que acabassem encarando as consequências daquela última semana que passou. Porque a festa seria praticamente um evento da escola sem ter o logotipo ou a responsabilidade de Wangjo. O que era bom e perigoso ao mesmo tempo, dado a quantidade de situações que todos eles se envolveram.

Bastava torcer para que ninguém se afogasse…

Mas antes de chegarmos até este grande momento, ainda temos coisas pendentes de três dias atrás...


(C) Ross


HYEMIN E MISOO - QUARTA-FEIRA. CLUBE DE MODA.


Hyemin e Misoo tinham sentimentos opostos sobre o clube de moda. Isso não era novidade para ninguém. A antipatia da tenista pelo clube era uma questão familiar, mas o modo como ela era tratada pela Responsável do clube também trazia certa justificativa para as caras emburradas que ela fazia.

Era sabido por todos que a mãe de Misoo e a professora Hae Ye Lee eram rivais desde antes de serem famosas estilistas, quando ainda eram modelo de passarela. A capacidade de Ye Lee não podia ser questionada porque sua marca tinha sucesso e era uma mulher de prestígio. Contudo, a mãe de Misoo ganhava por conta de seus contatos e, talvez, por ser um tanto mais convincente do que sua rival. A menina tinha uma ideia do que a mãe era capaz de fazer, principalmente sua capacidade para manipular as pessoas. Qualquer pessoa diria que era a melhor mãe do mundo e que amava muito a filha, mas depois da cena de ontem - que ainda deveria incomodar um pouco - era certo que esse amor só era destinado para uma pessoa.

A grande novidade do dia, contudo, era o abatimento de Hyemin. A menina estava com a mente mais avoada do que o normal e não conseguia acompanhar nem as coisas que gostava.

Joo Hyuk tinha faltado novamente, aproveitando de sua licença médica, mas não cancelou  o compromisso da tarde. Ele bem que gostaria de ter ido, mas sua mãe o mandou ficar quieto. Não incomodou ninguém naquele dia, mas caso fosse procurado pelos amigos, responderia. Ele só não queria atrapalhar mesmo.

Durante a parte da manhã, Yerin também ficou um pouco mais introspectiva do que o normal. Ela não destratou Hyemin, mas não sabia o que fazer no momento. Ouvir da melhor amiga que ela vinha mentindo há algum tempo, a deixava um pouco mexida, mas acreditava que sua postura era a melhor. A amiga não funcionava bem quando pressionada, por isso deu espaço e liberdade - não podia imaginar que, talvez, a amiga quisesse o contrário. Fato é que a rainha de gelo se recolheu na biblioteca e em outros lugares que geralmente seriam evitado pela melhor amiga.

Aparentemente, ela também tinha algumas provas em seus cursos e precisava se focar um pouco mais. Naquele dia mesmo teria prova no curso de inglês e seria um pouco mais difícil. Não podia errar como aconteceu no ranking do colégio. Por isso ela se retirou e ficou quieta. As maiores companhias de Hyemin no dia foram Nana, Beom Su e Hayoung. Chaeyoung também a procurou perto do fim do intervalo. Aproveitou um minuto de distração de Hyun Hee, depois de passar um tempo no terraço e entregou a carta de Lee Hi para ela.  

A unnie deu um sorriso reconfortante, mas diminuiu a expressão, ficando preocupada quando olhou para Hyemin. Não teve tempo de perguntar o que tinha acontecido porque logo o sinal tocou e tiveram que se separar.

Misoo também não teve o melhor dos dias. Eun Bi tinha passado o intervalo com Jae Ki - algo que ela já tinha previsto antes envolvendo amizades e namoros abalando amizades, mas a amiga bateu o pé dizendo que jamais a abandonaria - mas tinha Bomi ao seu lado. Não só ela, como as unnies do 2º ano. Woo Jin, contudo, estava longe com Won Bin. Era incômodo não poderem andar juntos como antes, mas a verdade era que eles dois pareciam mais preocupados com isso do que os próprios envolvidos.

Bomi e Won aprenderam a se ignorar, mas a expressão não estava mais odiosa. Eles até pareciam mais relaxados, apesar de ninguém entender exatamente o porquê.

Fato é que nenhuma das duas teve o melhor dos momentos e talvez não chegassem tão inspiradas assim no ateliê do clube. Para completar, ainda era uma aula que levava a tarde toda. Quase que uma pequena tortura para quem desejava que as horas simplesmente voassem.
(C) Ross


HYUN HEE - QUARTA-FEIRA. 1 P.M.
 

A terça-feira tinha sido particularmente produtiva e generosa com Hyun Hee. Além de ter dado seus primeiros passos naquele arriscado e ousado plano contra seus antigos amigos e “donos” de Wangjo, ele firmou amizades, alianças e retomou contato com seu querido irmãozinho.

Não obstante, seu Secretário e fiel amigo voltou e o ajudou a clarear a mente ao dar seu ponto de vista muito mais maduro, profissional - e obscuro - sobre os planos dele. O que deveriam fazer, o que deveriam evitar, como deveriam agir...Eram coisas que Hyun não tinha pensado sozinho, mas que com a ajuda de Han Jae ficou mais fácil. Já em casa, a alta de seu avô e um jantar nostálgico coroaram e fecharam aquele dia.

O dia seguinte viria com uma nova onda de otimismo, até porque tudo parecia bem. Han Jae concordou em ir no lugar dele com o almoço de Kai e o garoto não o decepcionava. Mal se viram no colégio e o deboche rolou solto. Nem parecia que tinham se entendido no terraço secreto, mas era como Kai havia dito antes “finja, ué, mente”. E assim ficava crível o ódio mútuo que sentia.

O motivo, claro, só podia ser os ciúmes, não é? E isso, de certo modo, chamava a atenção das pessoas. Quase como se fossem tentar explorar isso depois. Uma pequena isca que os dois alimentavam para aqueles imbecis.

A Joaninha o encontrou no intervalo para cobrar seu kimbap. Quando chegou, não tinha a melhor das expressões. Ela ainda estava muito cansada, o que confirmava seu tom estranho na conversa que tiveram no dia anterior. Contudo, ela não quis falar sobre as coisas que ouviu e as opiniões que nutriu porque podia ser precipitado. Só queria comer seu kimbap em paz e falar sobre o passeio que fariam depois.

O intervalo passou mais rápido do que eles esperavam, mas uma vez que sabiam que teriam o resto da tarde para aproveitarem, não ficavam tão chateados assim.

O dia de aula não foi dos piores e Hyun Hee parecia cada vez mais à vontade em sua turma. Além da amizade com Jaeki, também estava mais próximo de seu irmão - e precisavam falar sobre o tal café - e, agora, Sunny chamava mais a atenção pelo que Chaeyoung revelou sem querer. Será que ela era mesmo a pessoa de interesse do irmão?

Justo ela, sua maior suspeita sobre a menina dos remédios? Seria muita, muita coincidência.

Quando a aula acabou, ele sabia que não contaria com a carona de Han Jae - porque ele não podia estar em dois lugares ao mesmo tempo - mas Chaeyoung tinha o carro dela ou ele podia inventar outro jeito de irem até o shopping.
(C) Ross


JAE KI - QUARTA-FEIRA. 6 P.M.


O dia foi bastante tranquilo para Jaeki, apesar das matérias não serem as suas preferidas. Os amigos pareciam bem e Eun Bi cumpriu sua promessa de passar o intervalo com ele, mesmo tendo ficado no seu lugar original naquele dia - ao lado de Misoo. Os dois pegaram algumas frutas antes de seguirem para o “jardim secreto” e ficaram ouvindo música com os fones dela.

A garota deixou que ele deitasse a cabeça em seu colo e ficou protegendo a vista dele do sol, ainda que não fosse de todo incômodo. Parecia perfeito demais para acreditar, mas daquela vez era bem real.

Quando a aula acabou, ele teve que comer correndo para chegar no horário combinado no trabalho, ainda que ele só fosse fazer 3 horas daquela vez. Hyesang o recepcionou com o olhar atento e deu a lista de tarefas do dia. Motivado por sua irmã e a lembrança do intervalo com Bibi, o resultado só podia ser um: a excelência.

Hyesang o parabenizou mais uma vez e não aceitou que ele ficasse mais do que o tempo combinado.

JaeKi tinha sugerido criar a maquete a partir de materiais reciclados, mas até agora não tinha apresentado com que material. Teria que pensar como chegar no estúdio de Beom Su com algo encaminhado, pelo menos. Afinal, ele não poderia se reunir de novo durante a semana por conta do trabalho e não sabia se o grupo se reuniria aos fins de semana - o que era outro complicador porque tinha a gangue, a irmã, a namorada, as matérias, enfim. Se ficasse pensando muito nisso, provavelmente o cérebro tiltaria com a quantidade de responsabilidades, por isso era bom simplesmente fazer ao invés de pensar muito.

Beom Su tinha enviado o endereço de seu estúdio. Ficava num bairro nobre de Seul, conhecido como a Beverly Hills coreana. Era onde ficava a maioria das lojas de grifes e restaurantes “bacanas”. Os prédios eram modernos, luxuosos e chegava a ser um deboche com a cara de Jaeki, um menor de idade ter um imóvel ali, mas era verdade.

O horário combinado era a partir das 6 P.M e Yerin logo tocou o terror dizendo que não gostava de atrasos.
(C) Ross


WON BIN - QUINTA-FEIRA. 1:30 P.M
.

A vida de Won Bin estava uma montanha russas de emoções. Depois de perder e ganhar tudo de novo, ele se sentia mais motivado a correr atrás de seus objetivos. Agora ele era mesmo um “oppa” e seu íntimo dizia que ele precisava fazer jus ao título.

Fingir que não tinha nada com Bomi era difícil, porém necessário. Os dois se esforçaram bastante para não se olharem muito ou se pegarem sorrindo aqui e ali sem motivo. Mas sempre trocavam mensagens quando estavam longe dos amigos. Infelizmente, não conseguiram se ver de novo depois da terça-feira. Ele sabia que ela tinha uma agenda bastante cheia e com a proximidade da festa, ela estava ainda mais ocupada do que o normal.

Ji Hyun também era outro impasse. A menina mandou mensagens na quarta-feira, perguntando se ele estava bem, mas não o fez na quinta. Talvez estivesse achando que estava avançando demais ou sendo incômoda, por isso ficou um pouco mais quieta.

Contudo, havia uma pessoa que não fugiria de conversas.

Antes de Won sair de casa naquela manhã de quinta-feira, seu pai chegou do trabalho. Por conta da escala, ele estaria de folga na quinta-feira e perguntou o que o garoto queria almoçar ou se almoçaria no colégio. Só precisava dormir um pouco e depois veria o que fazer para os dois - provavelmente terminaria pedindo comida porque ele era realmente péssimo na cozinha.

Mas fato era que o Sr Hwang estava livre e nem imaginava a quantidade de perguntas que o filho tinha para fazer para ele.
(C) Ross


HEE KYUNG - QUINTA-FEIRA. 6:15 P.M.


Quinta-feira não era um dia muito auspicioso na vida e no coração de Hee Kyung. Era com grande infelicidade que ele forçava suas pernas a sair da aula de xadrez para a piscina do clube.

Sua mãe nem quis ouvir a história de arte marcial e, como o pai ainda queria que ele fizesse alguma atividade física para mexer com aquele corpo que só tinha energia com café, ele foi obrigado a manter as aulas de natação. Era uma hora e meia da mais pura humilhação e poucas voltas na piscina enquanto os outros alunos melhoravam. Certamente até a turma de criança era melhor do que ele.

Mas a verdade era que a natação não era a pior coisa que podia acontecer com ele naqueles dias.

Depois do almoço que Ui Jin pagou, as coisas ficaram um pouco estranhas. Stella não estava falando com ele com a mesma frequência de antes. Parecia mais triste, monossilábica e distante. Nem ao menos com Sunny ela andava falando direito - provavelmente envergonhada do que soube à respeito de Kim. Mas fato é que aquela sua decisão trouxe mais pontos negativos do que positivos.

Parecia difícil acertar alguma coisa, no fim das contas.

E ainda corria o risco de encontrar com a prima no clube, pois ela também fazia tênis num horário próximo que ele fazia natação. Para a sua surpresa, contudo, quando saiu do vestiário pronto para sair dali, ele veria a imagem de Stella “usando roupas de civil” caminhando perto da piscina, procurando por alguém.

Pareceu um pouco em dúvida ou até mesmo decepcionada quando não encontrou quem queria até que virou a cabeça, vendo Hee Kyung. Ele veria que ela puxou o ar com um pouco mais de força enquanto ajeitava a bolsa em seu ombro.
(C) Ross


SUNNY - SEXTA-FEIRA. 3 P.M.


Os últimos dias deram um novo sentido para “limite” na vida de Sunny. Foram tantas coisas que aconteceram e de modo tão intenso que quando a sexta-feira chegou, ela se sentia mais do que exausta. Não seria exagero compará-la a um zumbi perambulando pelo colégio.

Todos os lados da vida estavam meio abalado e, em partes, por conta da oscilação de humor devido a ausência dos remédios.

Não conseguia dormir por conta da insônia e ansiedade. Não tinha a mesma paciência de antes para atender os clientes mais exigentes, não conseguia prestar atenção na matéria, os olhares tortos das patricinhas e de Taemin a irritavam mais do que o normal. E até o modo como Joo Hyuk e Stella respiravam parecia incomodá-la.

Sunny não saberia dizer como conseguiu sobreviver até sexta-feira. Mas depois do clube de literatura, tudo o que esperava era ter de volta seu precioso frasco, nada mais, nada menos do que isso. A música e a escrita foram as únicas coisas que a aliviaram, mas também tinha seus limites - certas letras, certos instrumentos e pensamentos eram um gatilho de memória difícil demais para lidar.

Nunca antes tinha desejado que o clube de literatura passasse tão rápido. Quando o querido professor Chang Wook dispensou os alunos, Hyewon e Stella já estavam cientes de que Sunny estaria ocupada com alguma outra coisa. As duas se despediram de modo breve - a canadense um pouco mais distante do que a unnie porque vinha sofrendo mais diretamente com aquele humor horroroso de Sunny - e saíram da sala.

Chang Wook permaneceu ali, alinhado e perfeito como sempre. Tirou dúvidas e levantou-se para apagar o quadro branco com as anotações que tinham feito ao longo do último debate. Não parecia ter pressa, tampouco parecia preocupado com a expressão carregada da menina.

Sentou-se novamente e ajeitou os óculos antes de arrumar suas coisas.
(C) Ross


[Teremos até 4 páginas para resolver as pendências dessa semana, focando apenas nas cenas. Quem terminar primeiro, vai esperando até que, na página 4 (pode ser inicio, meio ou fim), começamos o sábado. Espero que gostem =] ]
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O sorrisinho era direcionado à Stella, mas, na verdade... Sunny sorria diante da possibilidade de Taemin respondê-la com alguma rebeldia e estava preparada para isso - como de costume.

Para isso... sim.

Não para o que o garoto decidiu.

Antes de conseguir recuperar o donuts, Sunny teve a ação cortada pela mão rápida de Taemin que a segurou pelo braço, impedindo-a de continuar. Na mesma hora, ela arregalou os olhos, surpresa com a atitude. O que ele planejava, afinal? Chegou a entreabrir os lábios para reclamar do aperto, porém a súbita e estranha afirmação a deixou confusa. Será que a água estava com muito cloro e afetou os neurônios descoloridos? – E quem disse que... AH! – Sunny gritou quando repentinamente os pés perderam a estabilidade que o solo oferecia. O gesto do herdeiro foi mais rápido do que o raciocínio dela, por este motivo que Sun-Hee demorou a entender que estava literalmente no colo de Do Taemin, aquela peste demoníaca. Com medo de cair, passou os braços ao redor dos ombros do rapaz, encarando a distância que havia entre ela e o chão. Não gostou. Não gostou nadinha. Por que ele precisava ser TÃO alto?!?!?! E ela TÃO baixa????? Automaticamente o apertou, temendo que Taemin perdesse o equilíbrio e ambos caíssem de cara. Além do mais, não era a primeira vez que ele a pegava... Porém, daquele jeito e num cenário totalmente diferente de uma semana atrás... Uma semana. Uma semana! Tanta coisa mudou.

Bem, daí sim... Havia uma enorme - e significativa - diferença.

- Você enlouqueceu, Do Taemin?!?!

Não havia maldade ali, mas era algo de uma intimidade absurda. Como esperado, a bolsista começou a se debater, e as mãos logo soltaram Taemin para distribuir empurrões no peito dele, na tentativa de obrigá-lo a soltá-la e as pernas ensaiavam uma coreografia sem ritmo. Entretanto, aquilo apenas motivou o Do a aumentar a pressão dos dedos, segurando-a com mais força.

Tarde demais, percebeu que os rostos estavam elevados à mesma altura e a expressão sacana de Taemin era seu único ponto de foco.

Maldito!!!

A pergunta debochada ganhou um bico raivoso como resposta imediata.

- Juro que vou tirar cada fio da sua cabeça com uma pinça! Eu juro que vou!!!!!!!!

Ameaçou, mas como ele bem sabia, a menina era muito fofinha para soar perigosa ou ser levada a sério nesse quesito. E olhando de pertinho... Não era só a irritação que parecia abalá-la. O rosto continuava vermelho – mil vezes mais – e a respiração desregulada.

- Me coloca no chão! Agora!

Sunny exigiu.

Porém, toda a determinação vacilou assim que ele parou na margem da piscina e no local mais fundo... Não, ele não ousaria... De tão apavorada com a perspectiva dele tacá-la ali, o mundo entorno deles não existia mais. Só os dois e a água.

- Ani... Ani! Taemin! Por favor, não! Eu... Eu não sei n-nadar! Taemin! – Sunny implorou, apavorada... A água não parecia mais límpida e convidativa... Agora parecia profunda, sombria e infinita... – Taemin! Jebal! – no entanto, ele estava convicto do que fazer... Quando a trouxe para mais perto e sussurrou o aviso, Sunny gemeu em protesto, encolhendo-se conforme usava as duas mãos para tapar o nariz e fechava os olhos.

Ela flutuou... até cair.

A água a recebeu e abraçou com extrema facilidade e embora seja leve, rapidamente afundou. Mal teve tempo de reagir e no momento que outro corpo adentrava aquela nova realidade, ela piscou as pálpebras e fixou a atenção no rosto sorridente de Do Taemin. A pele estava toda arrepiada e não era uma consequência exclusiva do choque térmico... Não. Taemin não permitiu que se afastasse... Foi pouquíssimo o tempo que ambos ficaram separados, pois logo encontrava-se nos braços do loiro de novo. Ali... Era calmo. Sunny encarou Taemin e não havia mais desespero ou medo... Delicadamente, envolveu o pescoço dele e, apesar de irritante, o sorriso do herdeiro a fez... sorrir também. Não temia mais se afogar porque tinha certeza que ele não permitiria. Era, no mínimo, idiota por confiar tanto nele, considerando que quase a jogou no lago. Mas não jogou... No último instante, Taemin a trouxe de encontro a si... E não jogou, enquanto apontava que não a salvaria nunca mais.

Ao contrário do preparo físico do garoto, o de Sunny – sem novidades - era péssimo e os sinais da falta de oxigênio surgiam na feição suave, indicando que estava na hora de “voltar”.

Quando emergiram, juntos, a posição era deveras... próxima, embora compreensível. Sunny estava com o rosto escondido na curva que dividia pescoço e ombro de Taemin e bem naquela área, a respiração ofegante da menina esbarrava, sem contar as pequenas mãos que seguravam-no como se ele fosse sinônimo de “segurança”. E mesmo que tenha sido o culpado, estava, de fato, a mantendo na superfície.

Ela tremia muito, porém, independente da água fresca – mais para fria... Sunny estava quente, o que aumentava o contraste de temperaturas.

Ainda não sentia-se preparada para o mundo exterior... Ainda não...

- Miane... – sussurrou, sem desfazer a posição ou encará-lo – Miane, Taemin...

Não precisava explicar ou dar mais detalhes, pelo menos, não imediatamente. Queria que ele soubesse...

Falava de modo humilde e sincero. Devagar, afastou um pouco o rosto, o suficiente para se encararem. Uma gota escorreu sobre os lábios, desaparecendo assim que ela os retraiu e soltou... – Não me odeie mais... Por favor...

Coragem? Mundo?

Não... Só mais um segundo...

Só precisava de mais um segundo debaixo d’água para conseguir dizer aquilo.
 
Poooool Paaaarty  sunny

— Ross
Kim Sun-Hee
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Banyan Tree Club & Spa.. MANHÃ


A resposta de Won sobre o comentário de Bomi gerou uma risada divertida dela. Mesmo que fizesse graça com os ciúmes dele, dava para ver que era ciumentinho. Ela fez algumas cócegas nele para que ele não ficasse pensando muito naquilo. Dizia isso porque era uma filha e uma irmã muito coruja, não porque achasse outro garoto mais bonito do que Won. Mas ela também não se justificaria, tinha entrado na brincadeira e agora ficavam um pouco mais sérios por falarem de Misoo e Kang.

- Eu não convivo tanto com ele quanto você, então, se está dizendo, vou acreditar em suas teorias…- Respondeu enquanto acariciava a mão dele enquanto o outro braço mantinha o abraço.

Voltou a encará-lo, concordando que eles não eram os únicos a terem segredos. Na verdade, Bomi tinha certeza de que todos possuíam sua própria quota de segredos.Wangjo sabia ser bastante hipócrita quando mudavam a lente de análise. Bem que queria falar para Won as coisas que soube de Jung Mi, mas não queria levar mais problemas para ele, muito menos deixá-lo paranóico. Bastava ela.

-- E eu ficarei de olho nela. Também odiaria saber que ela se machucou ainda mais. Não merece, sabe? Uma pessoa que sempre está tentando ajudar todo mundo e ver as pessoas bem e felizes não merecia sofrer...Misoo-yah já passa por muitos problemas. No que eu puder ajudá-la, eu o farei…

E reiterou seu desejo de que ela encontrasse alguém que a fizesse se sentir exatamente como Won fazia com ela. Nisso, ela acabava se declarando mais uma vez, sem nem perceber. Era tão natural que simplesmente deixava seus sentimentos fluírem.

Por fim, agradeceu por ele ter ido à festa apesar de tudo. Piscou os olhos castanhos avermelhados, deixando que os longos cílios negros cobrissem a região. Suspirou um pouco triste, mas sorriu com a mão dele sobre seu rosto e o beijo que recebeu na testa. Tombou a cabeça para trás e deu um cheirinho no queixo dele antes de se aconchegar de novo e repousar a cabeça em seu ombro.

-- Ne...Eu também espero que sim…

Permitiu-se aquele momento de paz, aproveitando o tempo que podia ter com Won, mas sabia que não poderia durar mais do que já tinha.Bomi suspirou de novo, começando a afastar a cabeça e o encarou de perto.

- Oppa...Precisamos voltar… - Disse um pouco cabisbaixa.- Vou tentar te roubar de novo depois, mas acho que já sumi por tempo o suficiente...E os meninos também vão começar a te procurar…

Ajeitou o cabelo dele, arrumando o penteado o que estava um pouco desajeitado. Desceu a mão pelo rosto dele até que repousou o braço sobre o próprio colo e o encarou por mais um tempinho, como se estivesse registrando a imagem dele em sua mente.

- Vamos… - Tomou impulso e levantou-se, ajeitando a sua roupa e esperando que ele também o fizesse. Caso ele quisesse sair primeiro, ela daria um tempo para segui-lo depois, mas se fosse o contrário, ela iria na frente.

Enquanto não decidiam, ela continuou encarando Won com um sorrisinho apaixonado.




- Ne...Percebe-se que nunca pensou nisso. Na verdade, esse tipo de coisa nunca importou, eu estava lá para resolver os problemas financeiros enquanto vocês retribuíam com a nossa justiça torta. - Jin Hoo suspirou, meneando negativamente.- Eu não me arrependo das coisas que fiz, Jaeki...Faria tudo de novo sem hesitar. Mas na vida, tudo, absolutamente tudo tem seu preço. E cedo ou tarde pagamos por isso.

Não parecia falar apenas de Jaeki, como se a mente dele também estivesse focada noutra situação, algo mais pessoal. Cerrou um pouco os olhos, aborrecido porque o garoto continuava com toda aquela postura marrenta, como se o fato dele ter dinheiro mudasse alguma coisa para pior.

Continuava sendo o líder dele e Jaeki ainda precisava pagar pelas coisas que fez, além de assumir o compromisso com o grupo.

Não explicou porque ele serviria, mas quem levou o menino até Jin Hoo foi Jong Suk. Será que tinha sido mesmo apenas porque Jae precisava ou porque Jong Suk também devia algo a Jin Hoo? O líder não respondeu, apenas dando um meio sorriso um tanto quanto triste e cansado. O discurso de Jaeki era muito ingênuo e às vezes lembrava o próprio Jin Hoo antes de decidir iniciar seus projetos.

- Estão mais para filhos. E do tipo muito ingrato que só sabe reclamar. - Ainda disse num tom de deboche, mas era verdade. - Você deveria ter mais respeito e juízo na forma de falar comigo. No fim, quem perde mais agindo desse modo rebelde sem causa é você, não eu.

Observou Jaeki e chegou a mover de novo as sobrancelhas pelo modo que o garoto falou com ele.

- Jin Hoo-ssi...haha… - Meneou negativamente. - Kure...Façamos assim, então. Família por família. A sua estadia em Wangjo foi uma surpresa para mim, mas algo que vou tirar proveito. Eu ajudei a cuidar de sua família, você vai me ajudar a destruir uma, ainda que indiretamente. Você e Kai receberão as instruções do que devem fazer para mim. Depois disso…

Umedeceu os lábios.

- Você estará livre. Sairá da gangue, perderá o acesso à Toca, o plano de saúde e as ajudas extras. Suas dívidas serão apenas morais, não financeiras, mas você que lide com sua própria mente. Não haverá retaliações, nem...nenhuma punição por sair. De acordo?

Esperou pela resposta dele e, depois disso, não tinha muito mais o que debater com ele no meio daquela festa. Jaeki não quis fazer as perguntas que Jin Hoo achava o normal ser feita, só reclamou e se decepcionou pelo dinheiro. Isso era um pouco cansativo e era melhor mesmo não ter um garoto envolvido com sua família materna em seus negócios depois. Mas enquanto ele fosse útil dentro de Wangjo, não hesitaria em chamá-lo.

Fez uma pequena mesura com a cabeça e começou a se afastar dali. Jaeki estava livre, mas se sentiria preso, de certa forma. Era uma sensação esquisita e demasiadamente desconfortável.
(C) Ross

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Misoo não estava exatamente preparada para encontrar o rosto dele tão perto e olhando para ela daquele jeito tão…

Enfeitiçado, era isso? Suas bochechas já estavam coradas. Ela ficou alguns segundos olhando aquele rosto, surpresa. Ele parecia tão diferente também. Não era como se ela o achasse um menino feio antes, mas era a primeira vez que o via tão de perto e com aquele olhar específico dedicado a ela.

Naquele momento ele não só pareceu bonito, como o menino mais bonito de Wangjo. O mais charmoso, o mais fofinho, o mais gracioso, o mais atraente… Ele tinha o tipo de olhar que a prendeu ali. Era uma sensação tão nova que a assustava. Por que sentia a necessidade de continuar olhando?

Como ex-namorada falsa do garoto mais bonito de Wangjo Daehag e parente de grandes nomes do ramo da beleza da Coreia do Sul, com certeza circulava por meio de rostos lindíssimos o tempo todo, mas sua quase indiferença em relação a eles gerava revolta das pessoas, que não se conformavam com o jeito desapegado dela. Como é que… Agora…? Ela poderia apontar com todas as letras que achava aquele menino magrela o mais bonito de toda a escola.

Ela começava a entender o que estava acontecendo. Era isso? Tentava pensar nos conselhos de sua halmoni e praticamente podia vê-la sorrindo em sua cabeça. Os olhos dele continuavam ali atentos. Quanto tempo passou?

Só isso já a fez perder o ar, naquela sensação de estarem caindo no carrinho da montanha-russa. Ela então se desesperou e virou o corpo, puxando-o para irem embora. Achou que poderia sair correndo com ele por aí para extravasar aquela energia louca que os dois estavam sentindo, mas encontrou resistência.

Engoliu em seco, quando ouviu a negativa dele. Foi como pular na piscina de roupa. Não? Por que não? O que ela fez de errado?  Parou, um pouco assustada e ficou com medo de virar-se.  Levou um susto maior ainda quando sentiu os braços dele em volta de si. Soltou um suspiro surpreso, arqueando os ombros, endurecendo o corpo meio sem saber o que fazer.

Sentiu como se todos os músculos do corpo dela fossem um coração gigante, pulsando de vergonha daquele momento. Abaixou um pouco a cabeça com o peso do rosto dele sobre ela, e ficou olhando para os lados, completamente sem reação e muito surpresa.

O que estava acontecendo? O que ele estava falando? Ouviu o que ele estava dizendo como se ela estivesse em outro planeta. A primeira vez que ouviu uma coisa assim, tem vontade de chorar sem parar e sentiu que as coisas estavam muito erradas, além de culpa e uma sensação de obrigação. Era pressionada a fazer escolhas, com consequências pesada para o ‘sim’ ou o ‘não’.

A voz de Woo Jin entravam por seus ouvidos de forma diferente. Era calmo e agradável, transmitiam confiança, apesar de ela estar fisicamente travada, um pouco com medo do que estava acontecendo.

Ele disse que ela não devia se desesperar… Que não sabia o que estava acontecendo… E que… era ela. Estava lá por ela.

Aquelas palavras agiram de forma acalentadora. Misoo relaxou os ombros e bem devagar encostou em seus braços, sem saber exatamente o que fazer, mas parecia mais calma, apesar de carregar um silêncio atípico. Ela foi respirando fundo e acalmando-se naquele abraço, mas ainda assim não disse nada. Não parecia certo fazer isso daquela forma…  

Ela saiu daquele abraço, sem usar força também, de forma delicada, e deu dois passos para frente, girando o corpo e ficando de frente para ele, erguendo o rosto para encará-lo de forma digna. Transmitia surpresa e confusão, mas ele tinha conseguido um feito deixando-a completamente sem palavras.

Aquela garota matraca estava completamente quieta, com os olhos grandes que mexiam de um lado para o outro observando seu rosto. O que isso significava?  

- Ah...eu… isso…. ottoke.. - murmurou, confusa. Piscou e olhou para baixo, mexendo no cabelo novamente. Essa mesma mão ergueu-se parou no ar, recuada, confusa, e ela tornou a examiná-lo.

De repente, ela tomou fôlego e, antes que ele pudesse reagir ou concluir mais, ela estava com a mão no ombro dele, puxando para perto, e os lábios dela estalaram em sua bochecha,  rapidamente.

Misoo piscou várias vezes, soltando-o e afastando-se, ela tentava assimilar o contato atrevido agora, praticamente pulando para trás, mas sem nunca deixar de olhá-lo. Tremia inteirinha, só se dando conta do que tinha feito agora. Seu coração batia muito rapidamente.

- Eu não sei o que eu fiz. Mas sei o que eu quero faz.. QUERO DIZER. Eu só queria… Quer dizer. Você falou tanta coisa bonita. E eu não sabia o que.. Eu só.. É que eu nunca.. E eu.. .Eu só.. Eu só acho que AIGO EU ACHOQUEGOSTODEVOCÊ. - fez uma careta dolorosa por soltar aquele comentário.

Capítulo 8 - Página 9 CzYSWMuXEAAzgs_
-  Aigo.. ottoke.. Que estranho… Ommo… Ommo… Parece tão do nada -  levou a mão ao peito e riu.  - - Aiquevergonha.. Miane.. Eu - balançou a cabeça. - Mas é.... É! É isso. - ela o encarou e apertou os pulsos. - Eu entendi agora. Eu gosto. Gosto sim de você. Kang Woo Jin….

Capítulo 8 - Página 9 8006b61056668abf2689993ad619b8eed0a02c0fv2_hq
~~

— Ross
Yeun Misoo
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Jae-ki piscou lentamente quando ouvia Jin Hoo falar dessa forma, absorvendo todas essas palavras. Era como se ele fosse um ingrato. Essa era a posição que precisava ficar porque necessitava de ajuda? A forma como Jin Hoo falava, o fazia parecer alguém que nunca tinha se importado com eles. Devia ser mais fácil lembrar dos seus pedidos, do que das coisas que ele fazia pela gangue. Talvez porque não podia retribuir como deveria... Mas se pudesse retribuir tão bem, não teria precisado pra começar.

Quando Jin Hoo falou sobre chegar a hora de pagar um preço... Jae-ki pensou no preço que devia pagar por entrado nisso. "Arrependimentos...." Mas o que podia fazer se precisava de ajuda? Se não tivesse entrado nesse, talvez nem teria sua Soo-ji agora.

Jae franziu as sobrancelhas incrédulo quando Jin Hoo o respondeu sobre estarem mais para filhos. " Ani... Isso não tem nada ver com você hyeong... " Fazia muito tempo que Jae-ki não se sentia como filho de alguém, mas ele sabia como isso era diferente do que Jin Hoo estava fazendo. Além disso, só estava passando por isso justamente por não ser mais como um filho. Jae-ki ainda ficou um pouco mais desconfiado porque Jin Hoo não respondeu sua pergunta sobre Jong Suk.

Por fim Jae-ki queria quantificar o quanto precisava pagar e por isso perguntou. Nem se sentia mais bem para chamá-lo de hyeong. "Destruir uma família?..." Jae-ki absorvia as informação, não conseguia imaginar quem Jin Hoo queria atingir. Mas tinha receio que fosse algum conhecido.

Ele sentiu um aperto no peito quando ouviu que poderia sair da gangue com o preço de não ter as ajudas e cumprir esse último pedido. Claro que seria assim, mas por muito tempo seus hyeongs tinham sido sua proteção, pra quem corria quando estava desesperado. Seus irmãos, uma segunda família. Sair dava um pouco de medo, mas Jae-ki não queria ser mais um fantoche, estava cansado de ser feito de idiota. Encontraria outro jeito de proteger de sua família, nem que pra isso tivesse que ser humilhado de outras formas.

- Não é um mal acordo.... - Disse Jae-ki suspirando - Que família é?... Só me fala o que tenho que fazer...
 
Jae-ki ainda estava receoso sobre que família seria, acabou abaixando a cabeça por fim ainda refletindo sobre tudo isso. Mordia nervoso a pelinha da sua boca. Se perguntava se os outros da gangue sabiam desse lado de Jin Hoo. Logo lembrou de Jon Geun, tinham quase a mesma idade. Era tão revoltante ver Jin Hoo tão rico e mesmo assim, exigindo tanto pela suas "caridades". Ser pobre e órfão era mesmo uma droga. Para Jae-ki, Jin Hoo era agora um rico que o usou por ser um garoto pobre desesperado. Via também que Jin Hoo nunca devia ter entendido como ele se sentia, e era ainda mais cretino porque cobrava sabendo de toda sua história.

Depois que Jin Hoo fosse embora, dizendo ou não a família que seria. Jae-ki encostou as costas em alguma parede e respirou fundo. Sentia a tensão pesar nos seus ombros, também estava preocupado por Jon Suk, teria ainda mais outra decepção? Pegou o celular e achando o contato de Jong Suk, Jae-ki enviou uma mensagem dizendo que precisavam conversar urgente. Jae-ki se sentia frustrado, por mais que tentasse, o ciclo se repetia, estava sempre sendo feito de idiota por alguém.

Festa na piscina

— Ross
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Talvez fosse estranho para os amigos ver Hyemin falando sério pela primeira vez em tanto tempo -- não combinava com a aura que ela sempre passou de estar sempre feliz e colorida --, mas isso era só para dizer o quanto aquilo era grave para ela. Estava tão não habituada a fazer isso que da primeira vez foi excessiva com Hayoung, mas dessa vez conseguiu não ser grosseira, apenas séria. E foi bom que todos a respeitaram naquilo.

Os amigos podiam ter a impressão que o clima ficava estranho, mas dentro dela ficava ainda pior quando eles comentavam aquelas coisas como se não fosse nada. O fato é que só precisava de tempo. Apesar de serem dias intensos, ainda fazia pouquíssimo tempo que tinha começado a refletir sobre seus sentimentos. Podia-se dizer que sua unnie Chaeyoung foi parte importante do processo, com suas palavras sobre Hyun Hee que grudaram em seu inconsciente e fizeram todo o trabalho interno necessário para entender o que sentia sobre Kim Joo Hyuk. Depois disso, veio a bomba relacionada a tia, e o pacote de pensamentos negativos e sentimentos acumulados que vieram por causa daquela conversa. Finalmente, ela estava tentando se reconstruir, reorganizando aos poucos aquela bagunça.  Começou contando para Yerin, admitindo por fim aquela força esmagadora no peito. Agora, ela estava em um processo de cura, algo que ela nem sabia se era possível, mas que parecia regredir e deixá-la no ponto máximo de estresse quando era exposta aos sentimentos mais negativos que tinha no peito, como ciúme, raiva e inveja.   Os amigos podiam não compreender isso, e Hyemin não esperava isso de ninguém, porque era algo tão interno e pessoal, que não podia ser racionalizado daquela forma. A melhor das intenções de Yerin não conseguiria digerir por ela tudo aquilo que tinha acontecido e muito menos diminuir o quanto ficava mal por tudo que envolvia o casal de amigos.

Apesar de tudo, tinha amigos verdadeiros que respeitavam aquela regra máxima daquele grupo que enfrentava os mais diversos tipos de problemas: não entendemos, não sabemos de tudo, mas apoiamos e fazemos o possível para que fique tudo bem. Foi assim com as revelações de Yerin, foi assim com o mau humor de Hayoung e foi assim com o abuso de Eun Na. Agora era assim com a desilusão e amadurecimento de Hyemin.

A garota estava se esforçando para voltar a ser agradável e ficar afastada das fontes que mais a faziam ter vontade de desaparecer era o passo básico para que ela melhorasse um pouco.

- Aaaaa, você vai jogar também???  Todo mundo vai???  - Hyemin iluminou o olhar. Entendia que os amigos estavam fazendo aquilo por ela, ou pelo menos achava que sim. Achava lindo o esforço de seus amigos de quererem contribuir para que ela ficasse melhor.

Era muito bom saber que também tinha seu núcleo de pessoas que se importavam com ela e a apoiavam e protegiam a sua maneira.  Por eles, a menina decidiu se esforçar para ficar bem também e, um dia, o assunto seria só uma história triste de colégio.  Foi assim quando ele foi embora, foi assim quando ela foi embora também. Um dia tudo aquilo viraria só uma história. Ela só tinha que fazer o que sempre fez: sorrir, continuar, e evitar a todo custo os assuntos problemáticos, e engolir aquela aura insuportável. Era o que sabia fazer com coisas irreparáveis, como o tempo perdido.

Hyemin foi muito educada com suas unnies, já sabendo esconder melhor o mau humor, que logo não precisou mais ser escondido, porque ela se animou com o jogo e conseguiu se distrair daquilo tudo.

- Não se preocupa Yerinah, a gente vai ganhar!!!!! Com todo respeito às unnies, claro  - fez uma pose meiguinha falsa e deu uma risadinha. - Eu te ensino, Bombom. Comigo no time vai ser suceeesso  

A ideia pareceu bastante efetiva para animá-la novamente, e o assunto foi esquecido. Ela até aceitaria derrotas esportivas e as brincadeiras sem ser competitiva. Era só uma forma de gastar energia mesmo e interagir com outras pessoas que nada tinham com isso.

— Ross
Seo Hyemin
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- Muito comovente, senti até azia. - encerrou as farpas, para descobrir enfim o que o amigo queria.

- Enfim algo que concordamos. As coisas estão mesmo insanas por aqui...

Hyun Hee riu da provocação sobre Eunjoo. Estava no direito masculino dele dizer isso, já que agora estava com ela, e fazai sentido querer enaltecê-la, mas de forma nenhuma ele sentia-se diminuído, porque a verdadeira número 1 era namorada dele, e de ninguém mais.  

Ele meneou bem de leve quando ele falou sobre Eun Na, mas sua vontade era afogá-lo na piscina, porque foi por causa do grupinho dele mesmo que ela tinha perdido o brilho. Mas o vídeo da boate poderia dizer melhor o que aconteceu e ele não queria levantar suspeitas.

- É mesmo, devo mudar meu voto? Pode subir a Miran. E, pensando bem, é melhor tira meu voto da Choi Eunbi... - pensou em respeito ao Jaeki. - Kim Minah pode ficar no lugar dela - deu um sorrisinho complementar. Um sorriso que manteve no rosto quando ele perguntou se não tinha colocado a própria namorada na lista. Era algo que os diferenciava, e era o que fazia lembrar-se de por que não andavam mais juntos.

- Park Chaeyoung não foi feita pra essa nossa lista suja. Ela não é a mulher mais linda da escola, Jong-in. Ela é a mais bonita, e a  minha mulher.    - respondeu na hora com aquele tom sério ameaçador de sempre, embora soubesse que não ia adiantar nada.

Sabia muito bem o que acontecia depois da lista: era uma bucketlist, uma lista de objetivos para alcançar. Por que ele ia querer que ela ficasse ali?

Logo em seguida falaram sobre as feias da escola, o que era uma raridade. Wangjo era um colégio de gente bonita. Olhou para o lado, observando a origem daqueles gritinhos afetados que ele tanto odiava de mulher, e surpreendeu-se ao ver o irmão envolvido em uma confusão.

- Você sabe a vítima que escolhe, Jong In. E sabe que não estaria rindo por aí se tivesse feito isso… Agora vou fazer o que você não faria com o "nosso" garoto, porque não é o irmão de verdade dele  - disse saindo da piscina e indo até Jung Mi, para segurá-lo pelo ombro e trazê-lo para a realidade.

Só queria controlar qualquer impulso agressivo dele, para evitar uma grande cena, retribuindo o favor que ele tinha feito quando queria arrastar Moon Eun Joo pela escola. Colocou-se diante dele, firme, e estava disposto a segurá-lo e bater de frente com ele.  Sabia como era ficar fora de si, e que ele se arrependeria depois do que quer que estivesse pensando em fazer.

- Acorde, Jung Mi. Não vale a pena. Lembre-se do que você mesmo me disse quando Chaeyoung caiu... Você está irritado... Você está puto. Mas se você fizer alguma coisa agora, pode se arrepender depois. Não se deixe levar pelo ódio. Lembre-se que você não é como eu.

Humor: estável/+++++

— Ross
Park Hyun Hee
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Banyan Tree Club & Spa.. MANHÃ


Naquele momento, Woo Jin voltou a ser o velho Kang que falava as coisas sem pensar muito. Diferente das confusões que criou das outras vezes, agora parecia a coisa certa a se fazer. Sendo uma pessoa sincera e quase transparente, era melhor agir assim, com o coração do que ficar inventando mil teorias e remoendo sentimentos bonitos a ponto de danificá-los com as próprias inseguranças.

Afinal, os dois eram assim: muito impulsivos, mais coração do que razão. Não fazia sentido, portanto, ser de outra forma.

Como as pessoas geralmente dizem, o “não” ele já tinha. E a julgar pela postura de Misoo com pretendentes muito melhores do que ele, já imaginava que seria uma negativa. Estava mesmo pronto para ela, mas pelo menos colocava para fora e deixava claro que...sim, estava gostando dela.

Teve um pouco de receio de abraçá-la porque Misoo era uma pessoa livre demais que detestava amarras. Mas ele não encontrou outra forma de pará-la para ouvi-lo dizer. E sem encará-la, parecia mesmo mais fácil de admitir que  não sabia o que estava acontecendo ou sentindo, contudo, era por ela. E ao mesmo tempo em que doía, também o confortava um pouco.

O silêncio acelerava o seu coração e ele acreditava mesmo que poderia morrer bem ali de tão intenso que o peito batia. O sangue circulava, o calor aumentava, o suor da ansiedade começava a brotar por sua testa. Era tão estranho lidar com o silêncio dela que começou a temer pelo pior. Será que devia ter esperado um pouco mais? Será que devia ter se omitido? Será que ela ficou aborrecida por ouvir isso?

Será que…

Misoo começou a se afastar de modo suave e delicado. Não foi brusca ou violenta - atitudes que tomava quando estava com raiva. Não, ali ela foi o mais contida, polida e carinhosa possível. Virou-se para encará-lo e, se antes já estava difícil, agora era impossível. Woo Jin puxou o ar, corrigindo a própria postura, mas os olhos mudaram do turvo para o brilho de quem não estava conseguindo conter os próprios sentimentos e estava diante da imagem mais perfeita que poderia existir.

O amor faz isso com as pessoas e Kang agora conseguia entender o fascínio de Jaeki por Eun Bi, assim como a dor de Won Bin por Bomi. Não sabia onde ele se encaixava, porque estava ali, no meio do caminho e diante de uma resposta que demorava para vir.

Até porque, ele não exigiu nenhuma, apenas disse o que estava sentindo.

Misoo começou a responder, mas quando Kang percebeu que parecia difícil para ela também, ele tentou chamar por seu nome. Somente a inicial saiu e um tanto quanto sussurrada por conta do tempo que ele ficou calado apenas a observando. Estava prestes a dizer que ela não precisava se preocupar nem respondê-lo porque ele não queria ser mais um problema em sua vida.

Porém, ela também foi capaz de calá-lo. E muito mais do que isso, provou que era possível sim alguém chegar à uma pressão enorme dentro do peito e isso não significar dor ou infarto. Era a pura euforia.

Kang ficou com os lábios entreabertos, literalmente de queixo caído quando recebeu o beijo em sua bochecha. Levou a mão até a região e sentiu que estava queimando, num ar febril dos apaixonados.

- Ommo… - Soltou o ar pela boca, piscando várias vezes e abaixando a mão. À essa altura, ela já tinha pulado para trás e começava falar mais rápido e confusa do que antes.

Quando fechou os olhos daquele jeito sofrido, fazendo uma confissão nervosa, ele deu um passo em sua direção - as pernas longas permitiam isso. E quando ela abrisse os olhos de novo, veria o sorriso bobo de Kang olhando para cada detalhe daquele rostinho meigo como se fosse um desenho perfeito.  Meneou negativamente quando ela pediu desculpas e levou a mão até a bochecha dela, passando o polegar pela maçã do rosto.

- Misoo-yah...Komawo… - Piscou e engoliu em seco. - Você também me ajudou a entender o que eu não estava entendendo. Ou fingia não entender… - Ajeitou a franja dela, colocando para o lado para expor um pedaço da testa também. - Eu também gosto de você...De verdade. Acho que você é o meu bang bang bang.

Capítulo 8 - Página 9 RguwZ1J

Riu com ela, deixando os olhos bem pequeninos, como dois risquinhos. Assim como a risada de Misoo, o sorriso dele também era contagiante.

- Meu bang… - Pausou a risada e deu um beijinho breve na testa dela. - Bang… - Diminuiu o tom da voz e roçou a ponta do nariz no dela. O último Bang ela ouviria só na cabeça enquanto os lábios de Kang encontravam com os dela, num suave, delicado e sutil roçar de um selinho.

Capítulo 8 - Página 9 DAlJOQ9XgAE79tK



O grito de Sunny foi apenas um combustível a mais para que Taemin desse continuidade ao seu plano. Caminhava pela margem da piscina de modo determinado e com o sorrisinho babaca no canto dos lábios. Sunny apenas completava a cena, envolvendo o pescoço dele daquele modo, apenas para não cair - porém dando abertura para ampla interpretação, revolta, curiosidade e, enfim, o que Wangjo tinha de melhor.

Diferente do que a garota pensava, não havia a menor chance dele cair ali. Ele era bastante equilibrado - o corpo, no caso, porque seu mental era completamente desajustado. Mesmo que ela se esforçasse para sair, tudo o que conseguia era ficar mais presa aos dedos dele pelo modo como pressionava sem ser abusivo. Carregá-la por meia piscina era abuso o suficiente.

- Aigo, você acha que eu preciso enlouquecer ainda mais? - Retrucou o protesto dela até que diminuiu os passos e parou perto da margem. Durante o percurso, ela ainda o ameaçava e isso arrancou um sorriso, obrigando que ele a encarasse. - Que ameaçadora...Estou morrendo de medo.

Observou o rosto vermelho dela enquanto Sunny teria uma perfeita imagem dos sinais que ele tinha próximo ao olho direito.

- Tá envergonhada? - Provocou, mexendo de leve a sobrancelha.

Parou e foi um momento pontual para que ela pedisse para ser colocada no chão.

- Que chão? Só vejo água… - E a balançou de levinho. Os protestos novamente foram ignorados enquanto ele fazia uma carinha até que fofa balançando o corpinho dela como se estivesse num berço.

Taemin cumpriu com sua “ameaça” e a jogou na água, mas ela não foi sozinha porque ele mergulhou logo em seguida, tomando o cuidado para não se esbarrarem. Lá embaixo, ele já caía sorrindo, com um fôlego invejável de quem conseguia liberar um pouco o ar e ainda assim se manter bem ali. Fez um gesto para que ela se mexesse para tentar subir, mas acabou rindo mais ainda e a puxou para perto.

Não sabia correr, não sabia nadar.

Só sabia reclamar mesmo. Aish.

O garoto a trouxe para perto para que tivesse total controle da situação. Ele realmente chegou até o fundo da piscina - para a altura de Sunny era muito fundo, para ele quase nada, considerando sua altura. E apenas tomou impulso para subir de novo. Quando emergiram, ele manteve os olhos diminutos por conta da claridade e não a segurava mais porque não havia necessidade disso. Movimentava as pernas e usava os braços para se manter acima do nível d’água enquanto Sunny se agarrava em seu pescoço e o usava como boia.

Podia sentir a respiração ofegante dela esbarrando em seu pescoço. Uma sensação...nova, porém nem um pouco desconfortável. Não admitia que estava gostando, mas também não a afastou, permitindo que ela tomasse seu tempo e também que um certo principe desgraçado tivesse o prazer de ver aquilo. Era bom transmitir a raiva que tinha sentido antes.

Infelizmente, não era apenas o príncipe quem via, como várias testemunhas do colégio. Se isso seria positivo ou não para o nome de Sunny, só o tempo diria. Ela tinha amigos, mas o dobro de pessoas que não gostavam dela. Nenhum dos dois pensou nisso quando a tiraram de seu eixo. Jung Mi até fez como uma forma de colocá-la numa redoma - mas as pessoas ainda achavam que era namorado de Misoo. E Taemin só fez, ignorando completamente a tal redoma de Jung Mi.

Taemin umedeceu os lábios também respirando um pouco ofegante enquanto encarava algumas pessoas sem se importar com nada. Até que ouviu o pedido de desculpas e a encarou de lado. Deu para perceber que ele perdeu um pouco de toda aquela marra quando ouviu o pedido de desculpas dela. Ele a encarou um pouco confuso e piscou no instante em que a gota sumiu entre os lábios dela.

- É tão importante assim para você? Kure...Eu não te odiarei mais, apenas se… - Franziu as sobrancelhas. - Você não fizer mais isso. Não tente me dar sermões com o que não entende. Eu realmente odeio isso.

Suspirou.

- E volte a fazer meus deveres de casa. Está tudo acumulado e espero prontos na segunda-feira. - Usou um tom mais mandão, mas então deu um sorriso para ela e levou a mão até a dela, tirando de seu pescoço. - Gaja, seus amigos estão espantados ali. Segure aqui…

Sunny podia segurar nas costas dele de novo e talvez tarde demais ela entendesse que mergulhariam de novo, mas ela iria de “carona”. Mandou que ela segurasse o ar de novo sumiu com ela. Foi uma viagem bem rapidinha e logo veriam as pernas de Hyewon, Sona e Kim porque ali dava pé para eles. Ela também poderia ver que parte da piscina era uma escada com degraus largos, que formavam niveis de profundidade. Dava para ter uma noção até onde poderia ir.

Quando emergiram, Kim, Hyewon e Sona se assustaram, dando um espaço.

- Pronto. Você não está usando isso, né? - Arrancou a boia de Kim e deixou Sunny ali.

- Ya… - Kim era alto como Taemin, mas não forte como ele. Os dois conseguiam ficar de pé e com parte do tronco para fora da piscina ali. - Isso era mesmo necessário? Você é maluco?

- Era sim. Pergunte o que sua amiguinha falou pra mim. Eu nunca nego um desafio.

- Pois agora eu te desafio a desfazer a bagunça que você causou!

- Ani, esse não tem porque. Ao menos que ela esteja arrependida…

Olhou para Sunny e os amigos a encararam no mesmo instante, aumentando a pressão social. Taemin deu uma meia risada e começou a subir pela piscina. Stella estava sentada na borda, completamente incrédula. Dessa vez, o loiro conseguiu sair e voltou a completar o caminho até a mesa que desejava ir desde o começo.

Eun Bi tinha chegado durante aquela confusão. Estava à caminho do refeitório e fez um palmo de bico, profundamente irritada e incomodada com o que estava acontecendo ali. Jin Hoo passou por ela e ela nem reparou nisso. Estava carecendo de explicações! Assim como os amigos de Sunny que a observavam em profundo julgamento amistoso.

[...]

Jong In deu outra risada com a resposta dele. Hyun Hee era mesmo muito divertido. Sentia falta de poder brincar com ele assim...Era estranho como o detestava na mesma proporção que o adorava. Dava para chamar isso de amizade? Difícil dizer, mas era como a relação deles tinha sido construída naquele meio de chaebol e intensa competição. Talvez numa outra realidade, eles até que pudessem ser amigos de verdade.

Mas nessa talvez não encontrassem uma definição para o que, de fato, eram.

Os comentários acerca de Eun Joo e Eun Na pareciam provocação, mas foram sinceros. Achava mesmo que Eun Joo estava mais bonita porque agora se afastava daquela chatice de namoradinha perfeita. Solteira ela era muito mais interessante, apesar de ter olhado para ela enquanto ainda namorava. Não era como se estivessem juntos...ainda...precisava cumprri certas formalidades antes. Já Eun Na, ele não sabia mesmo o que tinha acontecido naquela noite. Também não imaginava que o tapa que levou de Yerin tinha relação com uma consequência daquele dia.

Enfim, a lista de Hyun Hee era interessante, mas o surpreendeu também.

- Tá bom, sobe Miran, tira Choi Eun Bi… - Ponderou. - É, Kim Minah dança bem…Bailarina por bailarina né? - Deu uma risada.

Percebeu, então, que Chaeyoung não tinha sido elencada ali. Isso o deixou confuso e não foi capaz de guardar a pergunta para si. Precisou fazer de qualquer jeito.

- Nossa lista não é suja, tadinha...Nós endeusamos as meninas que estão aqui. - Fez um beicinho inocente. - Entendi, você é mesmo um homem apaixonado, oppa…

Agora, se Chaeyoung ficaria feliz em saber que o namorado não tinha votado nela, era outra história. Jong In parava as contagens por conta da cena que acontecia na piscina. Os Do eram uma família complicada mesmo. De onde estava, podia ver Jimin chocada com a atitude do irmão porque sempre havia um símbolo por trás das pessoas.Jung Mi tinha demarcado um território naquela manhã e Taemin enfrentava o Park jovem. A burrice dos Do era espantosa mesmo.

Como se não bastasse, quando os dois voltaram, a menina estava agarrada em Taemin. Será que ela tinha consciência do que estava fazendo?

- Ne...Vá lá dar seus sábios conselhos para o “seu” garoto. De corações partidos você entende melhor do que eu. - Guardou o celular e também se levantou. Não tinha porque ficar ali, se seu amado oppa tinha se levantado para se aproximar da mesa de novo.

Jung Mi estava de pé porque não escolheu um lugar fixo para se sentar. Sempre foi um rapaz muito dono de si e de suas expressões, mas no momento era incapaz de controlar a furia de seu olhar. O maxilar marcado estava mais tenso do que antes e ele fechou os punhos com uma vontade ímpar. Podia não ser um artista marcial como Taemin, mas naquele momento, tinha força o suficiente para fazê-lo sangrar. Ah, isso tinha.

Sentiu, de repente, uma mão em seu ombro o impedindo de sair. Isso foi antes mesmo de dar o primeiro passo. Olhou para Hyun Hee, ouvindo os conselhos dele e umedeceu os lábios. Soltou o ar lentamente e meneou de modo positivo.

-  Não se preocupe, hyeong...O que é dele está bem guardado há muito tempo. - Falava baixo. - Eu não jogo o jogo dele porque o meu é muito melhor.

De repente, Hyun podia entender o porquê de Jong In ter dito que era o “nosso” menino. Havia um olhar mais cruel e vingativo ali no rosto de seu amado irmãozinho. Tinha sido tempo o suficiente para absorver o melhor da manipulação, vingança e o tipo de coisa que os antigos amigos de Hyun e o tio dele gostavam de fazer.

Como se não bastasse, o próprio Taemin se aproximava da mesa, ainda que não falasse com uma parte dela. Parou perto de Jiran e Taehyung, pegando uma toalha que estava por ali. Jiran o olhou meio preocupado enquanto Ro Young olhava de modo mais descarado - porque a bebida não permitia um filtro. Jong In bateu no ombro do garoto, puxando a taça dele para perto. Fez sinal de “shhshshshs” para que ficasse quietinho. Jung Mi não olhou para Taemin porque não daria o gostinho de encará-lo com o ódio que sentia. Precisou retomar o controle sobre suas expressões e então disse.

-Hyeong. - Falou com Dawon. - Está tudo certo?

- Ung...Já anotei.

Você também vai participar, Taemin? - Apesar do pedido de Jong In, Ro Young falou meio devagar.

- Do que, hyeong?

- Do ranking das 10/10…

- Ani. Eu passo. - Meneou negativamente.

- Mas e se a gente diminuir para duas? Só para matar a curiosidade….

- Youngah… - Jong In o cutucou.

- Shhh, eu não tô falando nada demais. Entre a...como é mesmo o nome? Tsc, a bolsista e a Choi Eun Bi...quem é seu top 1 no momento?

Jung Mi fechou os olhos, respirando fundo. Taemin mordeu a bochecha internamente. Como as pessoas podiam achar que ele era pior do que essa gente? Ro Young ainda estava rindo da pergunta que ele mesmo fez.

- E entre vodka e soju, o que foi que hyeong batizou sua bebida?

- Tá ousado hein Do Taemin? - Taehyung o encarou em desaprovação.

- Ne...é o que parece. - Pegou a blusa que estava perto de Jiran e a vestiu.

- Mas é verdade que Ro Young está bêbado. Bêbado sempre é inconveniente. - Jong In empurrou a cadeira dele. - Só digo uma coisa e isso vale para Do Taemin e Park Jung Mi. O primeiro que ferrar a equipe de natação por conta de mulher, eu expulso do time.

- Não se preocupe, hyeong...não tem a mínima chance disso acontecer. - Jung Mi disse de modo polido e finalmente encarou Taemin. -Se ele perde até para bolsista pobre, como é que poderá ganhar de mim?




Jin Hoo também achava aquele acordo maravilhoso para Jae Ki. Normalmente, as pessoas que entravam numa gangue não podiam sair sem que a mesma deixasse uma marca no indivíduo ou ele deixasse parte de si. Contudo, o fato daquele garoto ser próximo de familiares e amigos complicava um pouco as coisas. Gostaria de manter seus negócios de justiceiro no escuro.

O modo dele operar sempre foi um pouco atípico. Ele incitava uma justiça voltada no olho por olho, dente por dente. Quando descobria algum tipo de abuso ou ato ilícito de empresa, loja ou pessoa, ele dava um jeito de depredar o empreendimento, causando um caos. Eles não roubavam/furtavam nem traficavam. Mas não foram poucas as vezes que ele mesmo bateu em pessoas para que elas aprendessem a não machucar os mais fracos. Jin Hoo sempre teve essa veia sem paciência para burocracia e ranço da lentidão jurídica. Por isso acreditava que muita coisa era resolvida assim: sem lei.

A situação tinha ficado mais intensa nos últimos dois anos, após certos episódios de sua vida, por isso tinha iniciado uma gangue. Era bem simples: ele ajudava os moleques interessados e eles serviam de punho. Nunca os submeteu a situações muito complicadas - com exceção das vezes que batia neles ou eles apanhavam ou fugiam da polícia. Acontecia, mas até aí...Estavam todos vivos e bem.

Umedeceu os lábios, ponderando sobre a pergunta de Jaeki.

- Você saberá quando for a hora. O Kai deve mantê-lo informado com mais frequência do que eu. Enfim, aproveite a festa. Como disse, minha tia raramente decepciona nesses eventos. Até…

Despediu-se e começou a sair do salão. Caso Jaeki o acompanhasse com o olhar, teria um vislumbre do lado de fora. Sua Eun Bi estava perto da entrada, mas tinha parado como se alguma coisa na piscina tivesse roubado sua atenção. O próprio Jin Hoo passou por ela e a garota nem o viu - o que era estranho, considerando o tamanho e a postura dele. Eun Bi cruzou os braços e fez um palmo de bico, completamente contrariada.

Para Jaeki era uma sensação estranha. Estava ali para ajudar seu amigo Won, aproveitar a festa com os dragões e sua namorada, além de estreitar os laços com o hyeong. Tudo deu errado. Os amigos sumiram há algum tempo, o hyeong foi abandonado na piscina, mas até que sabia se virar bem e sua namorada tinha empacado no meio do caminho, aborrecendo-se com algo de fora. Além disso, ainda teve uma desagradável surpresa ao ver seu líder de gangue ali.

Talvez devesse ter ficado em casa, com sua irmã ou feito hora extra no café. Qualquer coisa parecia melhor do que aquela festa que só estava lhe dando dor de cabeça e estava longe ainda de acabar.

Pelo menos, da visão de Eun Bi, ele podia ver como era parte do biquini dela. A namorada estava muito bonita mesmo, ainda usando um short jeans como saída de banho, mas a parte de cima já era visível. A namorada ainda carregava o celular e mantinha os óculos escuros na cabeça, como um arco. Também estava segurando a toalha que encontrou no quarto.

Biquini Bibi:
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(C) Ross
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Os protestos de nada valeram para impedi-lo... Ou, no caso, apenas foram eficientes em oferecer mais material para o arsenal de provocações de Do Taemin. Ele respondia cada resmungo de um jeito irritantemente tranquilo, ao contrário de Sunny... A garota estava próxima de sofrer uma parada cardíaca. De tão perto, podia analisar as minúcias daquele rosto, mas não precisava. Desde o episódio do lago, Sun-Hee já tinha os traços de Taemin memorizados – inclusive os três sinais que marcavam pontos distintos na lateral esquerda da face.

Ele a tratava como uma boneca e, de fato, não parecia sequer pesar alguma coisa nos braços dele... Cada balançada em direção à piscina aumentava o suspense mudo e desesperador, até que... Taemin cumpriu o propósito e, sem piedade, jogou Sunny na água. Entretanto, antes do medo devorá-la, Taemin também pulou e a trouxe para si...

Trajado de um sorrisinho ridículo.

Ridículo ao nível de fazê-la o imitar, apesar da situação.

Enfim, os dois emergiram e Sunny encontrava-se agarrada ao pescoço do imbecil – tanto para recuperar o fôlego quanto para não afundar – conforme Taemin os mantinha facilmente na superfície. Não restavam dúvidas de que não havia qualquer objeto que filtrasse as ações idiotas dele ou uma parte do cérebro que alimentasse pensamentos minimamente racionais. Era uma cria da natureza... Incontrolável e avassalador, feito tufões e tempestades de verão. Preferia assim... Não gostava do termo “animal”, pois soava muito pejorativo.

Sunny estava inconsciente da própria respiração resvalando na pele do garoto e a proximidade com Do Taemin não a incomodava ou constrangia – ainda -, embora seja um dos motivos que resultavam em todo o descompasso. Independente disso e dos vários olhares que recebiam, o pedido de desculpas veio no momento mais inusitado, mas, talvez, não surgisse uma oportunidade melhor para tal, considerando que ele se empenhava tanto em ignorá-la dentro dos muros de WangJo.

Ambos encaravam um ao outro e a reação surpresa de Taemin a encorajou a continuar, porém a espera de uma resposta não se mostrou tão confortável. As chances do herdeiro negar eram maiores e o orgulho tratava-se de uma das características mais presentes na personalidade difícil e esquentada. A carinha de Sunny carregava doses altas de ansiedade e quando Taemin questionou sobre a importância daquilo, a bolsista acenou num gesto lento e cuidadoso, mas confirmando que sim. Era importante para ela...

Os olhinhos chegaram a abrir mais e o princípio de sorriso se manifestou nos lábios ainda úmidos, mas que formaram um bico com a condição. No entanto... Ele falava sério e Sunny respeitaria a vontade dele. Não queria ultrapassar limites, já que também ficaria aborrecida se fosse o contrário. Voltou a balançar a cabeça – Ne... Prometo. Mas... Eu não quis aborrecê-lo ou te magoar. Eu...  – torceu o cantinho da boca antes de suspirar também – Ok... Sem sermões – pendeu a cabeça de ladinho... e sorriu com certa doçura... um sorriso que quase nunca destinava a ele por razões óbvias... Viviam se bicando para aproveitarem algum instante de paz – Sabe... Quando... ahn... Quando você quiser, bem... pode me fazer entender, Taemin. Não seria ruim escutá-lo... Bem... - virou o rosto ao identificar a quentura nas bochechas.

Não forçava ou estava intencionando impor nada, mas deixava a possibilidade em aberto. Não tinham como afirmar que eram amigos ou colegas... O que, então? Sunny suspirou de novo e revirou os olhos, soltando uma risadinha baixa em seguida – Tá, tá... Sou uma mulher de palavra. Aish... E meu tempo livre por causa da maquete? Esqueceu? Tratante...

Só percebeu que o segurava com força assim que ele conduziu sua palma até as costas, incentivando-a a mudar de posição. De repente... O cenário voltava a ganhar formas e o coração de Sunny disparou enquanto encarava os amigos. Taemin sentiria as mãos pequenas apertá-lo... – Será que não...

A fala se perdeu quando ele mergulhou, obrigando-a a fechar a boca e se segurar ainda mais para não correr o risco de soltá-lo durante o breve percurso. Em poucos segundos, estavam próximos do grupo espantado. Ironicamente... o raso não parecia mais acolhedor e sentiu um desejo absurdo de... retornar ao fundo da piscina. Apesar de dar pé ali, Sunny permaneceu meio encolhida e praticamente se escondeu na boia que Taemin arrancou de Kim. Abraçou o donuts como se ele pudesse protegê-la das futuras consequências. Calada, porque absorvia os detalhes, limitava-se em assistir a interação entre Kim e Taemin.

- Kim... – tentou interrompê-lo, mas a voz saiu quase imperceptível.

As atenções recaíam nela após a colocação de Taemin. A expressão angustiada implorava misericórdia, mas aquele demônio era terrível! Deveria tê-lo esganado! Isso sim! Ela repuxou o lábio superior de uma forma arisca e resmungava palavras incompreensíveis à medida que o loiro saía dali, largando uma bomba.

Para que ela desarmasse!!!

COMO?!?!?

Afundou um pouquinho, mantendo praticamente só do nariz para cima de fora, porém, de súbito, começou a “nadar” até a beirada que Stella estava. Abandonou a boia e sentou ao lado da amiga, cruzando os braços, aborrecida - não com eles ou alguém... Como explicar?

- Ora...

Ora...

- Eu não imaginei que ele fosse... fosse... hm... levar tão a sério!

Claro que não eram as únicas perguntas que via nas feições dos amigos. Todavia, qualquer fala morreu assim que avistou... Jung-Mi. A expressão do Park estava incrivelmente fechada e Sunny sentiu a vergonha cobri-la por inteiro. Jung-Mi... Jung-Mi! Deus... Ele a odiava? Estava muito zangado? Ela entreabriu os lábios e... mas logo engoliu em seco, completamente perdida e nervosa. Hyun-Hee apoiava o irmão, e... e... e o choque de realidade bateu com a potência de uma marretada.

Todo mundo acompanhou a cena.

Todo mundo.

Sunny não refletia de uma maneira... geral.

Ani...

Não era de fugir de problemas ou encaradas atravessadas, mas... Delicadamente, desfez as tranças bagunçadas pelo mergulho forçado e o cabelo enorme virou uma espécie de cortina negra. De propósito, o arrumou para que, literalmente, a tirasse do foco...

O que, naquela altura, não parecia mais possível.

 
Poooool Paaaarty  sunny

— Ross
Kim Sun-Hee
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Jin Hoo não deu mais explicações sobre o que queria, isso deixou Jae-ki preocupado, mas não tinha muitas escolhas. Aproveitar a festa como Jin Hoo disse, parecia muito difícil. Jae-ki estava tenso e decepcionado. Ainda tinha a questão com Jong Suk, será que seu hyeong o tinha ajudado com segundas intenções naquela época? Como saberia quem era mesmo seu amigo ou não? Como saber se alguém se importava mesmo com ele?

Jae viu Eun-bi parada na entrada, ela estava ainda mais linda, se isso era possível. Seria ela sua luz no meio de todos os seus problemas? Seria ela capaz de entendê-lo? Ela conseguiria animá-lo para aproveitar a festa? Se perguntou Jae-ki em pensamento, mas não demorou a ir até ela. Não parecia sensato deixar sua namorada tão linda sozinha. Precisava estar perto pra protegê-la dos caras pervertidos. Também notou que ela parecia aborrecida, e ficou curioso pra saber se tinham irritado sua bailarina. Até ela não estava tendo um bom dia?

Quando ficou próximo as costas dela, Jae colocou a mão no ombro dela e disse sincero com os olhos focados nela:

- Uwaaa... Você está mesmo muito linda...

Embora tivesse um sorriso meigo no rosto, seu rosto estava pálido por causa da tensão, e a voz não estava empolgada como antes, embora tivesse carinho nela. Seus olhos pareciam cansados e preocupados, Jae não estava mais com o mesmo semblante de quando chegou a festa. Preocupado, Jae-ki logo perguntou:

- Que cara é essa? Te perturbaram?

Jae lançou um olhor para o celular dela, não pra tentar ler, mas entender porque, até olhou ao redor pra ver se via algo por instinto mesmo. Será que tinham assediado sua namorada? Logo se lembrou que ela tinha dito algo pra Taemin naquele momento:

- Foi o Taemin? O que ele te fez?

Festa na piscina

— Ross
Jae-ki
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Misoo era pura impulsividade e energia. No momento, tudo convergia em felicidade. Os sentimentos eram transparentes naqueles olhos castanhos brilhantes e seu sorriso brilhante. Tinha dado um beijo rápido na bochecha do menino e agora tremia inteirinha, mas não estava completamente arrependida. Na verdade, bem longe disso, parecia ter sido honesta com aquelas sensações completamente novas que ela vinha experimentando naqueles dias.

Não contava, no entanto, com uma pessoa tão aleatória e impulsiva quanto ela. Quando deu por conta, tinha dedos deslizando em sua bochecha. Instintivamente elevou o queixo, na vez dela de ficar envolvida pela expectativa do desconhecido. Seus olhos brilharam mais, e o coração bateu forte como as descrições de Bomi e Eunbi sobre suas experiências. Não era exagero delas. Conseguia compreendê-las pela primeira vez.

Deu uma risadinha, quando ele a chamou de “bang bang bang”. Como é que Woo Jin conseguia tornar aquele momento que antes ela achava tão constrangedor e opressor em algo tão leve e divertido? Apesar de não saber o que fazer, achava que acabaria por aí, e que estava tudo bem…

Bang…

Prendeu a respiração, levando um susto com o toque repentino dos lábios dele em sua testa.

Será que era assim que ele tinha se sentido também?

Bang…

Ommo…. Ommo…!!!!! O coração apertou e esquentou, enviando todas as doses possíveis de adrenalina reserva.

Misoo fechou os olhos como reflexo, rapidamente, entrando em contato com a pulsação do peito e o calor das respirações.

O aviso não foi o suficiente para prepará-la. Na verdade, o terceiro Bang veio como um sussurro imaginário e poderoso, que fez o peito queimar ainda mais, antes de sentir pela primeira vez o toque de outros lábios nos dela.

A tenista nunca foi de sonhar com romances, nem tinha se preparado para algo assim ou sabia um “manual” do que fazer. Por isso mesmo, ficou ali, parada, de olhos fechados, exatamente como em um dorama, mas sem saber que assim tinha feito. Se alguém visse de fora, poderia dizer que ela era  pouco reativa para alguém tão impulsivo, mas foi pega de surpresa, e esse alguém não teria a menor ideia de tudo que eclodiu dentro dela de uma vez, como lindas flores.

Quando ele se afastou, foi que soube que tinha acabado. Pareceu tão rápido, mas ao mesmo tempo tão libertador… Era estranho falar em liberdade tratando-se de um sentimento que junta duas pessoas, mas era assim que ela se sentia agora.

Seus olhos abriram devagar, e ela o olhou envergonhada, mas de forma nenhuma arrependida. Nem mesmo desviou o olhar. Um fenômeno repetido: ela ficou em completo silêncio. Eles estavam para descobrir que seus sentimentos mais sinceros eram transmitidos daquela forma e com as expressões em seu rosto.  

Seus olhos formaram duas luas fofas e ela levou a mão à boca, segurando o risinho tímido e guardando o beijo.  

Capítulo 8 - Página 9 Large

- … Ommo… - tirou a mão da frente e escondeu os lábios.

Capítulo 8 - Página 9 A5607d840119f6e37993e8276df55efb275e001f_hq

-  Aigo… Eu devia ter falado mais de primeiro beijo com as meninas…   -  choramingou de um jeito fofo -   … Ottoke… E agora? - reclamou e deu um sorriso, dando um tapinha de leve no ombro dele e se posicionando a seu lado, bem boba, encostando a cabeça como quem não quer nada, depois ficando normal e sorrindo sozinha, juntando as mãos na frente do corpo e dando um sorriso confiante.

- Não vamos mais ser vela de ninguém, Woo Ji...nah? Ommo!!! Como é que eu devo te chamar agora??? Como você gosta que te chamem? Eu... Devia ter um apelido diferente? - ela voltou a ser expansiva e preocupada como sempre, mas o olhar tinha um outro brilho, e ela como um todo parecia ter outro vigor. - Aaaa. O que tô falando? Que bobeira. Ottoke. Eu devia mesmo ter pesquisado sobre como namorar antes de ter me declarar… Aigooo - botou as mãos na bochechas.

Nunca tinha gostado de ninguém desse jeito! Achava que era completamente imune e agora... Foi traída pelo cupido. Era mais uma menina boba apaixonada, mas estava gostando muito. Só não sabia as frescuras de namorados, que ela não costumava gostar, mas com certeza não teriam problemas ali.

~~

— Ross
Yeun Misoo
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Hyun ficou satisfeito de certa forma de ter conseguido controlar um ímpeto. Era necessário ser muito SANTO para não ficar furioso com uma ceninha cheia de toques que foi montada para causar aquele tipo de explosão. Assim, ele compreendeu o irmão e também compreendeu que seu jeito de lidar com aquilo fosse mais elaborado. Mesmo sem o tio, ele esperaria que a reação do mais novo fosse mesmo por um caminho menos ativo.

No entanto, o jeito como ele falava aquilo lhe deixou um tanto preocupado. Ele deu uma breve olhada nos amigos que o cercavam e entendeu também que havia certas coisas que só poderiam ser aprendidas com o próprio suor. Deu tapinhas amistosos naquele ombro, suspirando pesadamente.

- Você que sabe, Jung Mi… Mas algumas escolhas que fazemos são para sempre e determinam quem fica do nosso lado… Pensa se é esse tipo de cara que você quer ser……. pra ela. - falou mais baixo, de forma que só ele pudesse ouvir.

Olhou-o de forma bem séria e o soltou finalmente. Entendia ali que o irmão viria a perder se entrasse naquele jogo mental, mas isso era algo que não podia evitar que ele fizesse, apenas aconselhar e ser ignorado.

O grupinho se reuniu novamente, e Taemin apareceu fazendo provocações. Hyun Hee manteve-se fora da discussão, apenas tendo uma expressão divertida e de vez em quando observando as reações de seu irmão.

Aquela não era mesmo uma briga que ele queria se envolver. Não estava mais naquele grupo e não entendia a dinâmica dele com a presença de Jung Mi. Não iria “envergonhar” ou “irritar” seu irmão “na turma” com sua interrupção.

Fez um “uh” debochado, apoiando o que Jung Mi falou sobre Taemin, e, caso parecesse que não iriam se agredir, deu as costas para o grupinho e voltaria para conversar com Chaeyoung, que viu sozinha algum tempo atrás.

Humor: estável/+++++

— Ross

Park Hyun Hee
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Banyan Tree Club & Spa.. MANHÃ


Eun Bi levou um pequeno susto diante do toque de Jaeki em seus ombros. Estava tão compenetrada em seu próprio aborrecimento que não notou a chegada dele. Ao virar e identificá-lo ali perto dela, conseguiu relaxar um pouco e deu breve sorriso com o elogio dele.

-  Komawo...E eu nem tive muito tempo para me arrumar… - Fez um beicinho charmoso.

Como se ela precisasse de muito tempo para ficar bonita, né? Na verdade, ela queria um pouco mais de elogio. Apesar de não ter se arrumado tanto assim, ela se esforçou como pôde. Estava cansada, com as pernas ligeiramente doloridas e mesmo assim fez um esforço para se produzir. Ajeitou uma das mechas e o encarou com um pouco mais de cuidado que antes.

Franziu um pouco as sobrancelhas ao constatar que o namorado parecia...pálido?

- Por que você está tão branco? Não está se sentindo bem? - Levou a mão até a bochecha dele, tentando medir sua temperatura. Levou a outra mão até a própria testa para ver se estavam parecidos. --Você parece cansado...Aconteceu alguma coisa?

Não fazia ideia do nervoso que ele vinha passando nos últimos instantes, mas desviou a atenção quando o namorado perguntou sobre ela. Respirou fundo antes de engolir em seco e olhar um pouco para baixo.

- Mais ou menos...Você me explicou bem a história da sua amiga Kim Sun Hee, mas ela ainda me incomoda. Acredita que ela estava agarrada do Taemin agora mesmo na piscina? - Meneou negativamente, julgando a cena. -Agora dá para entender porque estavam tão próximos naquele dia…

Resmungou, cruzando os braços e olhando de banda na direção dela. Eun Bi não sabia que antes dela chegar, Sunny já tinha protagonizado uma cena com Jung Mi. Para Jaeki e as pessoas que não tinham visto a última cena, a garota estava com Jung Mi, não Taemin. Além dessa confusão, também havia algo que não parecia bater muito bem: Eun Bi parecia irritada com isso.

- Ele não fez nada. - Respondeu enchendo as bochechas de ar. -Só me ignorou como vem fazendo. Engraçado que ele tinha me pedido desculpas por ter me jogado no lago, mas agora simplesmente me ignora, como se nunca tivessemos sido amigos antes.

Virou um pouco o tronco, olhando para trás. As coisas pareciam voltar ao normal, apesar de ter uma tensão ali na mesa dos meninos. Eun Bi voltou a encará-lo.

- Enfim, por que você está com essa cara, hm? Os meninos ainda não apareceram? Estava ligando começando a ligar para as meninas, mas nem sei se estão com o celular. - Mostrou que a tela do celular tinha o contato de Misoo.

[...]

Jung Mi teria absorvido melhor aqueles conselhos de seu irmão, se Taemin não tivesse se aproximado logo em seguida. Felizmente, o caçula conseguia se controlar mais do que uma pessoa normal, como se estivesse constantemente segurando seus demônios interiores - e olha que fazendo isso, já conseguia causar bastante estragos, imagine se libertasse todos de uma só vez.

Hyun Hee pôde testemunhar com um novo olhar o jeito que seus amigos agiam. Eles adoravam o caos e só se protegiam porque todos tinham algo a perder se um deles começasse a falar. Era um ambiente muito tóxico e que piorou com a chegada do irmão de Jimin. Nem foi tanto por culpa do garoto que estava quieto até começar a ser atacado.

Apesar de tudo, Taemin só respondeu com um deboche amistoso, pelo menos até a hora que Jung Mi resolveu falar.  A resposta de Jung Mi não deixou apenas Hyun Hee surpreso, todo mundo fez um “uuh” que teria envergonhado qualquer pessoa, mas Taemin só deu um sorriso no canto dos lábios.

- É mesmo, não é? Para você só importa ganhar, independente de quem você sabota, furta ou magoa. É para começar a jogar a merda no ventilador, Jung Mi?

- Me diz você se quer começar mesmo.

- Mwo?

Taemin e Jung Mi deram um passo em direção ao outro, mas Jong In, como capitão dos dois, se meteu no meio e os separou

- Ya, vocês não ouviram o que eu disse? - Perguntou franzindo as sobrancelhas. - Querem mesmo causar confusão na minha frente? Respeite seu irmão, Jung Mi-ssi! E você, respeite seu cunhado. Aigo, viraram animais por acaso?

- Miane, hyeong…Do Taemin precisa ter mais cuidado com as coisas que fala e faz.

- Ne...Quando você deixar de ser sonso, talvez eu tome juízo. Ou seja, nunca.

Hyun Hee não precisava se preocupar porque Jiran logo começou a puxar o amigo para fora dali enquanto Jung Mi não precisava ser parado por ninguém. Os dois continuaram aquela troca de olhares e farpas até que o loiro se afastou com Jiran e foi ao encontro de Miran para circularem por aí. Jung Mi tomou um lugar para se sentar, não sem antes olhar para o irmão e falar baixo para ele.

- Miane, hyeong...Eu não quero envergonhá-lo. - Abaixou a cabeça e sentou-se num dos lugares.

Hyun Hee estava cansado dali e logo encontrou sua joaninha com o olhar. Chaeyoung estava acompanhada de Ha Neul, um dos jovens nerds esquisitos do 2ºano, mas que não estava tão “fora do contexto” ali, pois estava bem apresentável até. Os dois estavam meio surpresos com tudo aquilo e Chaeyoung até teria falado com Sunny que tinha se sentado na margem da piscina, caso não tivesse encontrado o olhar de Hyun.

Ele sempre parecia mais tenso do que qualquer pessoa normal. Pediu licença para Ha Neul e levantou-se, se afastando um pouco para que Hyun se encontrasse com ela. Não achava que era bom que conversassem tão perto assim da amiga, ainda mais depois de tudo o que aconteceu.

Ao contrário do namorado, ela estava bem seca e tinha tirado os sapatos, caminhando descalça por aí, arrastando um pedaço da bainha do vestido pelo chão e não se importava muito.

[...]

Depois que Taemin se retirou e deixou Sunny ali no meio do climão, os amigos não conseguiam evitar de encará-la. Joo Hyuk nem ao menos tentava esconder a expressão séria e quase desapontada pela melhor amiga ser assim, tão inconsequente. Sona e Hyewon também tinham uma expressão mais séria, mas absoluto mesmo era o bico que se formava nos lábios de uma certa canadense que já era, naturalmente, bicuda.

Sem saber que estava saindo de um clima tenso para outro pior ainda, Sunny deixou o trio quieto, a observando enquanto “nadava” justamente para o lado de Stella. Como uma pose padrão, ela estava com os cotovelos em seus joelhos e as mãos escondendo o rosto por um momento.

Até que sentiu a presença de Sunny próxima e afastou apenas um pouquinho para encará-la e...empurrá-la para o lado.

- Aiiish!! Eu estou tão irritada com você! - Brigou logo depois que empurrou Sunny para o lado. - Por que você faz isso, hein? Por que você parece incapaz de cumprir uma promessa simples? Caramba, Sunny!

- Aigo, aigooo...calma…- Hyewon também se aproximou, ficando entre as duas.

Stella só tomou mais distância mesmo, cansada de tanta confusão que andavam acumulando graças a uma pessoa que não sabia se controlar e nem fazia questão de evitar os problemas. Joo Hyuk deixou a boia para fora da piscina e também se sentou enquanto Sona saía da mesma, dando um tchauzinho e trocava de lugar com Chaeyoung que tinha acabado de se levantar.

Esses dramas adolescentes a incomodavam um pouco e talvez fosse melhor conversar sobre coisas mais sérias e graves com  Ha Neul. Por exemplo a repercussão que isso teria no projeto que ela participava indiretamente.

- Esconder o seu cabelo assim não vai ajudar, sabia? - Joo Hyuk reclamou.

- Sabe o que me irrita mais? É que ela não pensa! Você tem noção do que acabou de fazer, Sunny? Tem? - Olhou para ela. - Eu não quero nem pegar no celular para ver o tipo de fofoca que vai ter por conta desse incidente. Como é que pode?

- Gente, calma...Ficar apontando agora não vai resolver nada, hm? Nós somos amigos, não?

- Somos, mas estamos irritados.

- E tem mais… - Stella continuou.- Você fica sempre adiando as suas conversas e nem ao menos nos prepara psicologicamente para esse tipo de coisa. Você acaba nos enfiando nos seus problemas porque a gente te defende às cegas! Era isso também que eu andava irritada com você esses dias. Toda grossa, estúpida e ai...argh!!

- Olha o coração, Stella-ssi… - Joo Hyuk. - Mas eu entendo o que você quer dizer. É esse tipo de coisa que esses segredinhos causam. E agora, Sunny? O que você pretende fazer?

Apesar da conversa acalorada que estavam tendo ali, havia outros focos de atenção. Stella estava muito nervosa mesmo porque odiava entrar em conflitos diretos e sempre se ferrar. Sua paciência com Sunny tinha sido testada várias vezes ao longo naquela semana e agora ainda tinha que lidar com os prováveis títulos que a amiga ganharia depois disso. Como se não bastasse, ela mesma estava chateada por conta de sua situação com Hee Kyung e a sua quase certa partida da Coreia - que nem teve chance de contar para a amiga ainda, visto que ela estava tão imersa nos próprios problemas que não olhou ao redor.

Joo Hyuk também estava irritado. Sunny tinha um dedo muito podre para escolher namorados, mas estava mais aborrecido desde o início por ela ter aceitado ir com o tal do Park.

Hyewon era a única que tentava criar uma conexão ali para conversarem na diplomacia, mas também tinha sua própria opinião sobre o caso. Sunny ainda precisaria lidar com uma nova possibilidade: não conseguir chegar até seu contato para garantir seu precioso frasco por conta dos olhos que teria sobre si agora.

De repente, ficava um pouco mais difícil respirar.




O primeiro beijo de Misoo também era o primeiro de Woo Jin, de modo que três momentos simbólicos foram vividos naquele pequeno infinito que o beijo durou - o terceiro era por ser o primeiro beijo deles como um casal, além de ser uma nova experiência individual. Woo Jin estava bem nervoso, sentindo o coração a mil conforme se aproximava dela e acariciava as maçãs de seu rosto. Quando começou a falar, então!! Nem soube como conseguiu se fazer entender sendo que em sua mente, as palavras já se misturavam aos atos.

Fato é que naquele delicado e terno selinho típico de dorama, ele encontrou sua paz. Assim como Misoo, ele também ficou imóvel enquanto apenas deixava os lábios roçando nos dela, pressionando bem de levinho, assim como a ponta do nariz furava levemente sua bochecha. Ele estava um pouco curvado por conta da diferença de altura e, pela primeira vez, aquele menino magrelo parecia muito maior, como se encorpasse a aura de proteção que abraçaria todos os problemas de Misoo e os solucionaria.

Não soube quanto tempo o beijo durou, mas certamente foi menos do que gostaria. Ele afastou, voltando a fazer o mesmo caminho de antes, permitindo que o nariz roçasse lateralmente no dela.

Sentia-se uma nova pessoa. Muito mais feliz, para começar.

Os dois abriram os olhos quase que ao mesmo tempo e quandos e encararam, eles tinham quatro meia luas bem ali. Woo Jin também começou a rir,  mas ele não escondia os lábios como Misoo. Só fazia aquelas carinhas fofas que ele sabia expressar quando ficava sem jeito como agora.

Capítulo 8 - Página 9 62caf3401f9dcb8df171a6f3aebfad98

- Ottoke? Ottoke?! - Coçou a nuca com as duas mãos e fez manha quando apanhou de levinho. Deu um meio passo para o lado, mas logo voltou como um verdadeiro bobo da corte e o abraçou. - Será que eu também deveria ter pedido conselhos?

Ponderou enquanto a abraçava de lado, mas ainda cheio de cuidados.

- Ani, eles não saberiam explicar...Ottokeee? - Riu e a soltou um pouquinho. Achou as preocupações dela muito engraçadas e começou a rir ainda mais. - Aigoo, você já me chama diferente. Todo mundo me chama de Kang e você me chama de Woo Jin. Eu quero que me chame de...oppa!

E quando disse “oppa”, ele tentou fazer algo mais aegyo, fazendo uma voz fininha para implicar com ela. Não tinha muito a ver com Misoo, mas seria lindinho de vê-la tentando fazer isso.

- Woo Jinnie…E você? Como prefere que eu te chame? Misoo-yah?  Yeojachingoo? - Mexeu de leve as sobrancelhas. - Muito rápido?

Capítulo 8 - Página 9 3WUL8Q8

Mas a resposta de Misoo para sua pergunta se era muito rápido para chamá-la de namorada, veio com aquele desabafo dela. Woo Jin fez um “awti” bem espontâneo e pressionou as bochechas dela enquanto as próprias mãos dela ficavam na região.

- Aegyo, aeegyoo!! - Deu um beijo na testa. - Eu também não sei o que fazer, mas estou disposto a trocar o manual do bang bang bang para o manual de melhor namorado do mundo! E a gente começa assim, eu acho…

Parou na frente dela e se segurou suas mãos, afastando de suas bochechas.

- Yeun Misoo...Você...Aceita namorar comigo? Mesmo que eu não seja um principe, nem rico, apenas um bolsista que trabalha por meio período, você...aceitaria ser a minha namorada?

Capítulo 8 - Página 9 817710456afdb723614176567153b35c

(C) Ross


[A cena na piscina termina em até 2 rodadas ]
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Jae-ki sorriu no canto da boca quando ela falou que não teve tempo pra se arrumar, pra ele, ela não precisava mesmo.

- Você não precisa gastar muito tempo se arrumando, já é muito linda. Eu tô é preocupado com esses cara que vão ficar de olhando... - Sorriu orgulhoso por fim.

Ele fechou um pouco os olhos quando ela colocou a mão no seu rosto, gostava do toque dela. Mas ficou surpreso por ver que dava pra notar que estava tenso.

- Eu vou ficar bem...

Respondeu, mas logo quis saber porque ela estava tão aborrecida. Ouviu a resposta dela e arregalou os olhos quando ela falou de Sunny e Taemin. Isso era surreal, ela não estava mais cedo com JungMi? Teria Taemin a forçado algo? Além disso, não entendeu porque Eun-bi estava incomodada com isso.

- Mwo? O Taemin não estava forçando ela? Você viu direito? - Perguntou totalmente confuso.

Parecia que nada mais fazia sentido nesse dia para Jae-ki. Cerrou os olhos franzindo a testa ao observar ela irritada com isso. Por que ela se incomodava com Taemin perto de Sunny? Era só raiva da Sunny ou algo mais? Mas então ouviu o resto da resposta dela e começou a ficar mesmo irritado.

Ela voltou a perguntar da sua cara, mas isso não importava muito, nem sobre os dragões, o problema agora era o absurdo que ela tinha dito.

- Eun-bi... Você que não acreditou em mim, eu disse para não acreditar nas desculpas dele - Disse aborrecido e desconfiado - Mas por que tá aborrecida que ele te ignorou? Isso é o melhor que podia ter acontecido. Você sabe o que ele fez e você ainda fica brava por ele não falar com você? Devia era tá feliz... Assim ele não te perturba mais, não te machuca...Aigoo...  Eu não entendo...

Para isso era muito óbvio, como ela podia ainda se incomodar com ele a ignorando? Ela ainda esperava ser amiga do Taemin? Jae-ki lançou ainda mais um olhar indignado para Eun-bi:

-  O que você falou pra ele quando tava subindo naquela hora? E por que falou com ele se tava tudo tão bem hoje? Você mesma disse que ele não fez nada... Aigoo, Eun-bi, eu tô aqui com você e é nisso que você pensa? 

A última frase que saiu da sua própria boca o deixou preocupado. Encarou a bailarina com olhar misturado com raiva e medo do que poderia vir. Lhe dava muita raiva ver Taemin ainda estar na mente dela. Depois de tantas coisas que passaram juntos, Eun-bi ainda queria sofrer perigo de novo com Taemin? E a história com Sunny? Taemin estava com um novo alvo?   "Wae... Por que ela tava aborrecida com Sunny e o cretino... Ani, não pode ser isso..."

-E Eun-bi, me responde, porque tá tão incomodada com a Sun-Hee estar perto do Taemin?

A última pergunta doeu até no coração de Jae-ki quando a pronunciou, não acreditar nisso, mas era o que parecia. A olhou mais uma vez desconfiado, esperando uma explicação, desejando que tivesse uma explicação muito plausível que refutasse o que estava pensando agora. Além disso, as coisas que MiSoo falou começavam a voltar na sua, aquele papo de estar proibindo a amizade deles. Seria isso?

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— Ross
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Misoo estava morrendo de vergonha, mas pela primeira vez não era pura e simplesmente um constrangimento infeliz. Era algo completamente novo. Não era como passar vergonha e ser julgada, ou perceber que a outra parte estava anos luz na sua frente em relação a sentimentos ou que parecia praticar grandes atitudes (na opinião dela) como se não fossem nada.

Não, os dois estavam sorrindo juntos, experimentando juntos,  e ela não se sentia insegura por causa disso. Era tão diferente de estar diante de um verdadeiro príncipe da perfeição e dos costumes ilibados como Jung Mi, e muito mais bobo e inocente do que a aura densa e dedicada de Gyu Sik.  Os dois eram como crianças grandes, divertindo-se com a situação, e explodindo de nervosismo juntos.

- Chamar DO QUÊ??? - dobrou o corpo ao virar para olhá-lo, rindo sem parar. “Oppa”?  Mesmo? Sentiu o rosto vermelho. E sim, era verdade, ela o chamada pelo nome, em vez de só usar o sobrenome. Quão estranho já era isso? - “Oppa”? Você quer que as pessoas pensem que você é mais velho? Aeeegyo  - brincou e riu mais com a carinha fofa dele, cobrindo a boca.

-  Minhas amigas me chamam de “Susu”. Mas eu quero que você--- - engasgou no meio da frase ao ouvir o “namorada”. - Mwo??? Jagiya (“querido”)???

Ela riu e olhou para os lados, com vergonha.  Não era como se ele estivesse correndo TANTO, mas é que…. Fez seu desabafo rápido e sentiu as mãos dele nas bochechas e um beijo na bochecha que a fez parar de novo e ficar olhando de baixo, ansiosa.

O sorriso desmontou-se um pouco, mas não porque estava infeliz, só que o coração ficou quente de novo, e ela foi surpreendida mais uma vez Ficou segundos em silêncio, olhando para aquele rosto bonito tão de perto e respondeu após um suspiro e um sorriso.  

-  Porque você não é artificial como alguém que acha que é um príncipe, porque você cuida das pessoas que você ama com a própria força…  E por outros motivos que eu ainda quero descobrir e contar aos poucos para você, eu…

Ficou com a frase no ar, parando para pensar naquele exato instante.

Era uma escolha importante. A última vez, ou melhor, as últimas vezes, que teve que lidar com isso, acabaram dolorosas, em lágrimas e preocupações. Não estavam indo rápido demais? Namorada? Assim?

Sentiu um pouco de medo de estragar tudo de novo. De começarem a namorar e estragar a relação boa que tinham. Aconteceu isso das outras vezes. Seria mais um? Aguentaria vira uma estranha para ele também?

- não sei? - estragou o momento soltando a frase, mas rapidamente começou a se corrigir.   - Quero dizer!!! Não quero estragar tudo…  Eu não quero que comece a me odiar do nada, é isso que você quer? Tem certeza? Pensou direito? Porque… Porque eu sou assim.  Minha família é opressora como a da Bomi,  eu não tenho experiência com as coisas, do mundo, sabe? Sou fútil e vivo nesse condomínio da fantasia… Eu… Falo demais, rio alto, sou cansativa, faço coisas sem pensar e faço os outros passarem vergonha. Eu  vou te fazer circular em ambientes ruins que você não gosta, e as pessoas vão falar mal de você. E…  Sou assim... Um pouco.. Estranha.  - queria falar sobre a aparência, sobre os esforços que fazia para parecer com aquilo que ele achava bonito… Mas não conseguiu.

- Então… Mesmo assim é isso que você quer? Porque…  Não vai ser fácil…

E não queria que ele fosse embora e se machucasse por causa dela, mas ah, como seus olhos pediam para que ele dissesse que sim! Ela aguardou ansiosa por uma resposta, arrependida imediatadamente de já ter vendido as coisas ruins sobre si. Podia ter ficado quieta e só aceitado, não é?

~~

— Ross
Yeun Misoo
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Hyun Hee era esperto o bastante para saber que as acusações de Taemin não eram completamente de graça. Podiam, sim, estar exageradas, mas prestou muita atenção nas palavras “sabota”, “furta” ou “magoa”.

Sabotar era muito crível, visto que era uma marca registrada de seu tio e Jong In. O que poderia ser sabotado por um rapaz de ensino médio? Notas? Ele não precisava disso, precisava? Seria um choque e tanto se descobrissem que o menino de ouro no ranking tinha roubado notas. Pensando bem, ele não manteve uma nota consistente…

Outras coisas também poderiam ser sabotagem: “sabotar” bebidas, competições… Natação? Jong In teria permitido algo assim em seu clube correndo o risco de serem todos desclassificados? O fato é que sabotagem era muito possível ali no meio.

Furto. Jung Mi não tinha cara de cleptomaníaco, nem traços disso na infância. Um garoto rico como ele… Não, o “furto” tinha que ser simbólico. Garotas? Parecia mais sensível a homens. Era natural que fosse acusado disso, considerando que era um dos rapazes mais desejados de Wangjo. Choi Eun Bi poderia, de alguma forma..? Não. Não. O nome óbvio era Kim Sun Hee. Seria isso mesmo? Ou quem sabe… Yeun Misoo? Talvez ambas.

O magoar era ambíguo. Jung Mi sabia ser bem carrasco com suas palavras, mas principalmente com mulheres… Lembrou-se da reação dos amigos de Jaeki em relação a Misso. Seria ela? Ou quem sabe a próxima Sunny? Mais fácil ser a bolsista, que também preocupava Chaeyoung e isso explicaria toda a reação avessa delas. Ou talvez fosse as duas, e outras que ele não conhecia. Seus próprios amigos acabariam nesse meio, mas duvidava que Taemin usaria a palavra “magoar” para si mesmo. Era orgulhoso demais.

Hyun Hee se mexeu em seu lugar, pronto para segurar Jung Mi se necessário, mas foi o capitão do clube de natação que os interrompeu. Ele olhou o afastamento do loiro, pensando naqueles detalhes todos, e só virou-se para o irmão quando o outro sumiu de vez. Caminhou até ele.

Ficou surpreso que ele estivesse lhe pedindo desculpas, e não a Jong In ou algo assim. Isso o fez acender um pouco mais seu sentimento de irmão mais velho. Aproximou-se dele por um instante.

- Me procure quando quiser falar sobre isso, Jung Mi. É um caminho perigoso o qual está seguindo… - olhou para o restante do grupinho e trincou os dentes, falando mais baixo. - É o que você vai conseguir ficando aqui. Mas quando achar que está tudo errado, eu vou sempre receber você, Jungie. Sempre vou o seu irmão mais velho de verdade - segurou o ombro dele e lhe lançou um olhar significativo.

O irmão tinha um longo caminho para percorrer até querer chegar a ele.

Hyun Hee o soltou, deixando-o com aquelas palavras, breves, porque estavam muito em público e não queria Jong In estragando seus conselhos, bem como sabia que o irmão seria mais arredio no meio da “galera”.

- Ja. Agora vou. Quando quiserem me oferecer o que quer que tenha nesse copo aí é só me chamar - deu um sorriso cretino e saiu.

Buscou a namorada, com quem ele estava preocupado. Assim que se encontraram, fez um carinho no rosto dela.

- Você está bem? Com tudo que está acontecendo.. - ela examinou com algum cuidado. Sabia que a namorada tinha aquela mania de sofrer pelos outros.

- Não se preocupe com o meu irmão, eu já estou bem de olho nele e… Pode me dizer se ele fizer algo estranho. Eu acho que sua amiga não vai gostar - olhou para a piscina brevemente. - O novo namorado dela vai ter que lidar com um Park rejeitado… E se ela não sabe disso ainda, já aviso que isso vai espirrar em todo mundo. Sugiro que a aconselhe a resolver de uma vez por todas essas questões amorosas e dê um basta antes que… Jung Mi ache que ela o leva a sério.

Fez uma pequena pausa e ofereceu o braço para ela, para passearem pelo lugar.

- Longe de mim querer me meter, mas eu sei que é importante pra você, então estou querendo te ajudar. Jung Mi parece bem sério em relação a sua amiga, e ele vai fazer qualquer coisa por ela. Se ela não tem intenção de corresponder, é melhor que ela corte isso antes que… Ele peça ajuda de pessoas que são muito piores para resolver o problema por ele. - respondeu de forma séria. - Quero dizer que se Jong In e meus queridos amigos se envolverem, essa história vai ficar feia. Não deixem que isso chegue a esse ponto…

Parou em algum lugar mais calmo e a observou com cuidado.

- Só estou falando as minhas impressões do caso. Não estou dizendo que concordo, mas o que eu vejo que vai acontecer. Vi o quanto você ficou triste pelas suas amigas antes, e eu quero te ajudar a ajudá-las quando possível... Araso?

Era estranho falar tudo isso “do nada”, mas queria prevenir o pior, já que falhou ao ajudar com Lee Hi e em outras questões. Achava que podia ser útil e que ela gostaria da ajuda.


- Agora… Como é que eu faço para me redimir por ser um namorado ruim que deixa sua joaninha tão linda andando por aí sozinha? - segurou o rosto dela com uma mão e aproximou-se, querendo quebrar um pouco o clima tenso.

Humor: estável/+++++

— Ross

Park Hyun Hee
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Sabia que não teria como deixar aquele assunto simplesmente passar devido às proporções desencadeadas. Ela estava sentindo os bichinhos da culpa mordê-la conforme iniciava uma série bastante corrida de reflexões sobre os últimos acontecimentos num espaço de tempo bem curto. Além de prometer aos amigos que não se meteria mais em confusões, também jurou a si mesma que não deixaria as presenças de Park Jung-Mi e Do Taemin afetá-la. Pelo menos, não hoje. Porém... Claro... Conseguiu falhar lindamente e, ainda por cima, na frente de todo o colégio. As encrencas pareciam seduzidas pela carinha emburrada de Sunny... Não existiam outras razões plausíveis que justificassem aquela frequência absurda de problemas e caos. Soltou um suspiro enquanto ajeitava-se perto de Stella.

Não imaginou que Taemin fosse agir daquele modo e isso se estendia a Jung-Mi, já que o Park saiu a puxando tão explicitamente diante de todos.

“Controlava” seus impulsos, não os deles.      

Agora estava com o coração apertado e ela nem entendia direito o motivo disso.

Depois de soltar o cabelo, Sunny começou a acertar uma sequência de tapinhas no peito, tentando acalmar as batidas – uma atitude que se tornava constante... Até que levou um baita susto com a súbita e irritada reação de Stella. Arregalou os olhos quando a amiga a empurrou e embora não tivesse doído, a bolsista tocou o local por conta da... surpresa. Sunny chegou a entreabrir os lábios para falar alguma coisa, mas Stella não ofereceu chances e explodiu. Era a primeira vez que a via tão chateada e, de imediato, Sunny pareceu perdida, apenas a olhando com a feição contraída em puro choque. A canadense era uma menina bastante sensível, entretanto as duas nunca chegaram ao nível de acusações e tons elevados. Às vezes, um bico ali, outro resmungo aqui... Só que nada deste tipo. Hyewon acabou se metendo, ficando entre elas... Por parte de Sun-Hee, não havia necessidade, pois mal se mexia, encarando-a.

A pergunta de Kim pontuou o fim da bronca.

Ou desabafo.

Ambos, provavelmente.

Sunny dividiu olhares pelos três e as feições meio que se completavam.

Um bolo horrível ocupou a garganta e ela reconheceu a vontade de chorar, mas se controlou com uma perfeição ímpar. Não era uma chorona boba. Não era... descontrolada.

- Miane.

A voz saiu séria e o rosto acompanhou o timbre.

- Eu não quis provocar esse climão ou quebrar minha promessa. Vocês estão certos de estarem chateados comigo. Mas, Stella... – olhou a amiga de um jeito magoado – Não diga que eu não penso... jebal. Porque é o que mais faço. Eu penso... sempre. Mesmo que não pareça. Sempre penso numa forma de não prejudicar vocês e, talvez, eu faça isso da maneira errada, porém é a única que conheço. Ani... Talvez não... É a maneira errada.

Ela afastou o cabelo para trás dos ombros, parando de se esconder.

- Ne... Eu tomo atitudes perigosas, não suporto escutar desaforos e me meto em muitos problemas... E não é que ignoro as consequências deles, mas entre ser omissa ou impulsiva, vou escolher a segunda opção, sem dar margens para arrependimentos. Prefiro pagar para ver do que passar dia após dia com mil possibilidades na cabeça e uma certeza só...  A de não ter feito nada. Mil possibilidades... E escolher o “nada”. Tem sentido nisso? Para mim, não. Não tem sentido nenhum – a respiração alterava-se e, ao invés de vermelhas, as bochechas empalideciam – É o meu jeito e não posso mudá-lo.

Abaixou a cabeça e fechou os olhos por instantes antes de prosseguir... cuidadosamente. Não podia confundir as circunstâncias, fatos...

Tempo...

- Mas é a minha forma de defender vocês. Não gosto de arranjar confusões, e menos ainda de... Aish...

De repente, uma ruga apareceu no meio das sobrancelhas... Sunny perdeu o brilho.

- Não é uma questão de adiar conversas, mas existem assuntos que são difíceis de dividir...  

Difíceis? Se fossem "só" difíceis...

Nessa hora, Sunny sussurrou e logo se mexeu lentamente, ficando de pé.

- Eu não quero vocês “enfiados” nos meus problemas. Nunca foi a intenção envolvê-los... e não se repetirá.

Isso foi o que mais doeu num impacto inicial. Apesar do esforço em mantê-los de fora, eles continuavam se prejudicando e atravessando situações complicadas por culpa desse gênio esquentado. Como as de hoje. O que deveria fazer, então? Era uma via de mão dupla e independente da escolha, parecia ser a equivocada, não importa qual. Não acertava mesmo. Sentia-se frustrada e excepcionalmente triste. E... desconfortável.

- O que pretendo fazer? – balançou os ombros – Esperar...

No entanto, lançou um olhar mais... atento a Kim.

Como ele tinha coragem de mencionar “segredinhos”??? Ou julgá-la? Achou injusto, mas preferiu se calar. Kim Joo-Hyuk não precisava de outra úlcera no estômago e nem chorar mais sem “aparentes” motivos. Sunny não esqueceu. Não tocaram mais no delicado dia em que ele apareceu no Café Literário, super abalado e, mais tarde, ganhou um buraco na barriga de brinde.

Todavia... Era mais fácil citar os problemáticos segredinhos da Sunny...

- Vou pegar um refrigerante.

Sozinha.

Saiu sem esperar réplicas e nem olhou para os lados, cima, baixo... nada. Evitou a mesa onde os rapazes estavam concentrados e pediu licença assim que chegou à própria, visto que HaN e Sona conversavam. Mas não demorou.  Catou a saída de praia - vestindo-a -, celular e procurou um ponto cujo fluxo era menor. E enquanto caminhava... Abriu uma conversa específica.

“Você chegou? Ainda não te vi...”

Num misto de raiva e vulnerabilidade instável, esfregou o punho contra os olhos. Não ia chorar.

Não ia. Não ia. Não ia...

O julgamento vindo de estranhos não pesava...

Os dos amigos... sim.


Poooool Paaaarty  sunny

— Ross
Kim Sun-Hee
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Banyan Tree Club & Spa.. MANHÃ


A bailarina não conseguiu conter um sorriso quando ouviu aquele elogio de seu namorado. Não era uma pessoa insegura, pelo contrário, era bastante consciente de sua própria beleza - apesar da questão do peso começar a preocupá-la mais do que deveria. Porém, ouvir de Jaeki aqueles elogios e como ele ficaria aborrecido com possíveis olhares, aqueciam um pouco mais seu ego e ela fazia certo charme com isso.

- Vão ficar com inveja de você, isso sim! Não tem porque ficar preocupado!

Muito embora tenha gostado de ouvir isso, ela se preocupou com o estado dele. Jaeki estava mais pálido do que o normal, além de não ter a mesma empolgação de antes. Imaginava que fosse algo relativo aos amigos ou alguma coisa que ele tenha visto ou ouvido, mas em nenhum momento cogitou o nome de Jin Hoo naquela soma.

Fez um biquinho no canto dos lábios ao ouvi-lo garantir que ficaria bem. Suspirou, ajeitando-se para falar o que a incomodava tanto. Começou apontando na direção da piscina, onde Sun Hee e Taemin tinham acabado de protagonizar aquela cena abusada. Ao ouvir a pergunta de Jaeki, ela o encarou de novo, achando certa graça.

- Bom, ela estava pendurada no pescoço dele, assim. - Chegou perto do namorado, envolvendo seu pescoço - E roçou o nariz assim. - Falou perto de seu pescoço. Fez apenas para demonstrar como a cena tinha sido avançada para um relacionamento amistoso. Nem eles que era namorados costumavam ficar assim em público. O bico de Eun Bi só aumentou e ela cruzou os braços, se afastando. - Se isso não é por vontade própria, não sei o que seria.

Recuou um pouco mais, sem se dar conta de como estava aborrecendo seu namorado com aquela postura. Ela tinha uma perspectiva diferente das coisas e achava que Jaeki compreendia, mas isso até ouvir o que ele tinha a dizer.

- De novo isso? - Suspirou. - Ele cumpriu a palavra e não me machucou ou provocou mais. Só que ele age como se eu não existisse! É como se eu fosse invisível, isso é muito irritante.

Franziu as sobrancelhas, mas levou a mão até a região, massageando a têmpora.

- Sim, me irrita porque eu esperava que pudessemos retomar a amizade antes das coisas desandarem desse jeito. Será que era pedir muito? A verdade é que se alguém tinha que agir do jeito que ele age, esse alguém era eu. Mas eu não sou do tipo que ignora as pessoas assim. Aigoo, Jaeki, eu fico chateada sim! E eu já te disse isso antes.

Passou a mão pela nuca, ajeitando o longo cabelo. Chegou a fazer mais alguns “tsc”, estalando a lingua no céu da boca e parou de encarar o namorado, observando um pouco mais a dinâmica da piscina. Travou quando ouviu a pergunta dele e o encarou um pouco receosa. Ele tinha visto isso, é? Claro que tinha, aish…

- Ani...Não é isso, mas… - Virou-se para Jaeki. - Eu pensei que fosse dar oi e quando ele passou feito um equino, eu impliquei com ele porque o Taemin só reage quando implicam com ele. Ele não consegue ignorar uma provocação ou um desafio. Daí eu fiz para ver se ele parava de me tratar como ninguém. Eu não gosto dessa sensação, Jaeki...Me incomoda.

Cruzou os braços de novo e não encontrou uma resposta logo de cara para a pergunta de Jaeki em relação a Sun Hee. Deixou os ombros caírem um pouco enquanto trincava de leve os dentes e se recordava de sua conversa com Hyemin.

- Porque uma vez me disseram que a Kim Sun Hee é uma ladra de relacionamentos. Eu achei um exagero no início, mas agora estou vendo acontecer na minha frente. Primeiro você que resolveu atender ao chamado dela na minha frente e revelar que eram amiguinhos e agora isso...E eu não sou a primeira que ela rouba amigos.

[...]

A atmosfera continuou densa mesmo após a saída de Taemin e foi uma surpresa para Hyun Hee ouvir seu irmão pedindo desculpas. Pelo menos ele parecia consciente de que podia ter envergonhado o mais velho ou iniciado uma rusga ali e achou por bem se desculpar. Olhou para por um instante e engoliu em seco.

Os irmãos se encararam por um tempo, com certa profundidade e entendimento da causa. Jung Mi não era bobo e tinha entendido bem o que o irmão quis dizer, mas Hyun Hee também poderia ler algumas coisas ali...Será que não era tarde demais para isso? Ao invés de responder, o mais novo apenas meneou positivamente e abaixou a cabeça, interrompendo de vez o contato.

Jong In ouviu a despedida de Hyun e riu.

- Quando quiser beber, você sabe onde nos encontrar. - Piscou e fez um coração com o indicado e o polegar. - Oppa!

Desfez o gesto e deu um “tchauzinho” mexendo os dedos enquanto Hyun Hee se afastava. O Park veria sua namorada sentada de modo comportado com aquela saia transparente por cima de um body. Estava com uma expressão mais séria, olhando para o grupinho conversando perto da margem, mas estava distante o suficiente para não ouvir o teor da conversa. Voltou o olhar na direção do namorado e ao perceber que ele tinha saído de lá e caminhava até ela, ela mesma resolveu se levantar, pedindo licença para HaN.

Estava alguns passos afastada quando Hyun completou o caminho. Ajeitou o próprio cabelo e deu um sorrisinho para o carinho que recebeu.

- Uhum… - Meneou positivamente. - E você? Está bem? - Olhou com certa atenção para suas expressões. - Parece que você também absorveu muito dessa vez…

Comentou meio preocupada e ajeitou uma mecha mais rebelde que saía do penteado dele, que ele tinha jogado para trás. Continuou caminhando ao lado dele enquanto ouvia seus conselhos. O tom dele era bem mais sério e preocupado do que antes, demonstrando que ele estava cumprindo sua promessa de cuidar das coisas. Sentiu-se um pouco culpada por isso, tudo bem que acreditava que ele faria isso pelo irmão, mas os avisos destinados a Sunny, pareciam mais por conta dela do que dos envolvidos.

- Eu também não esperava por muitas coisas que vi hoje, mas também não é como se eu tivesse o direito de pressionar ou espremer as pessoas para que me revelassem todos os segredos. - Aceitou o braço dele e foi caminhando. - Eu não sei quais são as intenções de Sunny, nem se o outro rapaz é o namorado dela. O que posso dizer é que...ela amou mesmo o seu irmão, mas foi ele quem a deixou primeiro. E talvez nesse meio tempo, ela tenha encontrado...outra pessoa. Entende? - Franziu um pouco as sobrancelhas. - Mas eu realmente não sei, tentarei conversar com ela depois, caso ela queira falar também…

Escondeu os lábios, mordendo-o internamente enquanto ponderava. Será que chegariam aquele ponto mesmo? Nesse caso, era melhor conversar com Sunny antes que fosse tarde demais - e o tempo parecia bem curtinho agora.

- Araso… - Respondeu e voltou a encará-lo depois que pararam de andar. Riu do jeito que ele perguntou como poderia se redimir. - Anii, você não é um namorado ruim… - Continuou segurando a mão dele enquanto ele se aproximava daquele jeito tão..típico dele. - Mas já que insiste…. - Tombou um pouco a cabeça na direção da mão que apoiava sua bochecha. - Oppa sabe como ser adorável e recompensar o tempo que ficou se refrescando e exibindo essas tatuagens na piscina enquanto eu morria de calor do lado de fora…

Jogou na cara dele o fato de não poder se divertir do mesmo modo que ele, mas estava nítido que brincava com ele. Porque ela riu de novo e cortou roubando um selinho dele enquanto ainda estava rindo. Precisou ficar na pontinha dos pés para fazer isso por conta da diferença de altura.

[...]

Stella não conseguiu controlar suas explosões daquela vez. Não tinha empurrado com a amiga com muita força, mas havia uma carga ali de frustração por falar, falar, falar e sempre ser ignorada. Depois que falou tudo com a voz meio embargada por odiar discutir, ela se tremeu um pouco e precisou abraçar as próprias pernas enquanto Hyewon e Joo Hyuk falavam.

Olhou na direção de Sunny ao ser chamada e seus olhos também estavam mais avermelhados por conta do esforço. Não conseguiu se conter e responder.

- Você ainda acha que “talvez” faça errado? Não está evidente que seu modo não dá certo? Para quem diz que pensa muito, você tá pensando muito pouco. Aliás, uma pessoa tão impulsiva quanto você não pensa muito mesmo, Sunny! Ani, eu não vou aceitar as desculpas enquanto você ainda achar que está certa e todos nós errados. - Atropelou a fala dela e virou a cara, fazendo um palmo de bico enquanto o queixo tremia por conta da intensidade da conversa.

Joo Hyuk respirava fundo e Hyewon tentava encontrar alguma forma de apaziguar os ânimos, mas parecia quase impossível ali.

A explicação de Sunny sobre ser omissa ou impulsiva realmente magoou Stella naquele momento. Ela voltou a encará-la visivelmente irritada porque entendeu ali uma indireta, como se Sun Hee tivesse passado os últimos anos com ela e visto como tentou revidar até que se calou de vez.

- Mil possibilidades e você escolhe o fogo, sempre. É sempre a pior! Aish, por que eu ainda estou tentando falar com você, hein? Desisto.

Não disse mais nada, virando a cara e deixando que a menina falasse com Hyewon e Joo Hyuk. Kim tinha medo quando as meninas agiam assim, isso porque ele que era famoso por dar rage e esse tipo de coisa. Como podiam?! Ele focou suas atenções em Sunny, entendendo, parcialmente, o que ela dizia e não quis ser mais uma voz a apontar - mesmo que já tivesse feito isso antes. Stella tinha sido dura demais agora e era melhor deixar que elas chegassem às suas próprias conclusões com o tempo e não atiçar mais.

O amigo suspirou e observou enquanto ela saía da piscina para pegar o refrigerante. Voltou o olhar para Stella que também decidiu sair da piscina, mas para ir ao quarto. Estava pensando seriamente em ir embora, mas talvez só precisasse ficar um pouco sozinha mesmo.

A mensagem para Sunny não demorou a vir, mas não seria das melhores.

“Hahaha...Você esteve ocupada demais para me ver. Não sei como vou te entregar isso de modo discreto agora que tem tanta atenção para si. Quando os ânimos se acalmarem, eu falo para você me encontrar no banheiro feminino.”




- Mwo?! Você acha que pensariam que você me chama de oppa só por ser mais velho? Babo! - Coçou de leve a franja dela, espalhando um pouquinho. - Elas perceberiam que eu sou o seu namorado! Estaria escrito na minha testa.

Respondeu ainda com aquela carinha fofa dele e com os resquícios de segurança após sua declaração. Naturalmente, eles caminhavam lado a lado para a fase dos apelidos e riam das possibilidades. Kang apontava que ela já o chamava de um jeito diferente - pelo nome, não pelo sobrenome. Mas arriscou dizer que gostaria que ela o chamasse de...namorado. No caso, aceitasse ser sua namorada.

Não era como se ele soubesse namorar, mas havia um simbolismo naquele título. Para Kang ia muito além de marcar território como muitos garotos faziam. Na verdade, ele via como se estivesse selando um compromisso sério para a única pessoa que ao longo de sua vida, ele sentiu vontade de canalizar seus sentimentos e destinar...seu amor.

Podia chamá-la de Sussu também, mas achava que isso era algo dela com suas amigas. Acreditava que eles podiam pensar em algo melhor, mas diante de sua pergunta, uma nova onda de ansiedade pareceu bloquear a mente de Misoo. Ele parou por um momento e decidiu ser um pouco mais claro no que queria dizer. Virou-se de frente para ela, segurando suas mãos de modo suave enquanto se declarava e perguntava se ela gostaria de ser sua namorada.

O discurso inicial de Misoo ganhou todas as atenções de Woo Jin que sorria, vez ou outra, quando ela apontava a diferença dele para os outros meninos. Não era alguém que se achava um príncipe - estava mais para bobo da corte - mas sabia cuidar das pessoas que amava. Ele aumentou um pouco mais o sorriso, imaginando que ouviria um sim. Por muito pouco não começou seu discurso e promessas de que seria a melhor pessoa do mundo. Felizmente, ele se calou e ouviu o “não sei” dela.

- Oh… - Fez o mesmo com os lábios e deixou os ombros caírem um pouco. - Ara…

Pigarreou, ficando com as sobrancelhas coradas diante do pequeno constrangimento que o atingiu. Não queria forçá-la mesmo, mas antes que ele pensasse em desistir, Misso concluiu seu pensamento e o trouxe de volta.

Respirou mais aliviado ao ouvir isso e segurou o sorriso, deixando que ela terminasse. Sem hesitar, ele logo respondeu.

- Quero. - Disse bem sério. - Eu quero. Eu te conheço há tempo o suficiente para reconhecer as verdades e os exageros que você acabou de falar. Sei que somos de mundos diferentes, que as pessoas vão criticar, que sua família não vai gostar porque eu sou um ninguém. Mas...Eu quero. Porque é de você que eu gosto e se eu tiver que enfrentar tudo isso para ficar ao seu lado, eu o farei. Mas você está errada em dizer que é estranha.

Ajeitou o cabelo dela.

- Eu não vou permitir que você aponte defeitos ou critique a garota que eu gosto na minha frente. A cada reclamação que fizer, darei um elogio para mostrar como está errada. Araso?

Apesar do tom sério, ele sorriu com a brincadeira - que ele cumpriria, caso ela começasse a se xingar ou brigar consigo mesma.

- Eu sei que não vai ser fácil. O meu lado também é super complicado e...tem muita coisa que você não conhece ou não sabe, assim como imagino que vou descobrir muita coisa de você. Mas...O que eu sei agora, no momento, já me basta para que eu queira seguir adiante. Eu gosto de você, Yeun Misoo...Você foi o melhor presente que essa bolsa de estudos me deu…
(C) Ross


(Ultima rodada. Turnem até às 00h, pois devo começar a parte 2 hoje)
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Quando Jae-ki ouviu Eun-bi contar sobre como ela tinha visto Sun-Hee, ficou boquiaberto. Era mais um aborrecimento para Jae, depois de todos os avisos que tinha dado sobre Taemin, Sunny se jogava nos braços dele? Isso era um absurdo, Jae estava com muita raiva dela. Na sua mente Sun-Hee não era nada do que tinha pensado, e era muito diferente do seu professor. Por isso ela não queria sua ajuda, pra fazer essas burrices livremente, devia ser isso. Ela praticamente procurou o perigo. Porém ficou com mais raiva ainda era de Eun-bi, raiva não, decepção.

Jae a observou o responder, e notou que Eun-bi estava tão preocupada com Taemin que nem notou o quanto ele estava magoado. E a forma como ela o respondia doía a cada palavra. "Será que era pedir muito..." - Jae-ki repetiu a frase dela na sua mente, tão absurdo."Será que é pedir muito que fique longe do cara que me humilha?.."

Quando ela explicou o que tinha dito, Jae-ki sentia-se desmoronar por dentro. Todo seu cuidado de protegê-la tinha sido destruído pro Eun-bi que ia procurar briga com o cretino, o cara que falou que ela não tinha honra. A frase " Eu não gosto dessa sensação..." Latejou na sua mente quando escutou.

- Essa sensação te incomoda... - Repetiu em voz baixa com um semblante bem tenso - Acho melhor você pensar então porque tá sentindo isso, eu nunca fiquei incomodado por alguém parar de falar comigo, só fiquei assim quando foi com você...  

Jae-ki respirou fundo quando ela falava de Sunny ser ladra de relacionamentos. Então era isso mesmo, Eun-bi falava amigo, mas Jae-ki estava certo de que a bailarina estava com ciúmes de Taemin. Jae-ki soltou um riso abafado porque estava nervosíssimo e respondeu usando as palavras dela que ela já tinha usado outras vezes com ele:

- De novo isso? Eu já expliquei da Sun-Hee, você é muita chata e repetitiva. Tem que ver o lado bom das pessoas, você é muito radical.


Esperaria o olhar de surpresa de Eun-bi e completaria antes dela reclamar:

- É ruim quando falam assim com a gente não é? Aprendi com você...  


Jae-ki a encarou com um olhar muito tenso, sentia-se traído, decepcionado pela segunda vez no dia, só que essa era pior.

- Como pode pensar em ser amiga dele? É pedir muito que fique longe do cara que me humilha? Eun-bi... Você tá com ciúme da Sun-Hee, pior, tá é com medo de perder o cretino, mas não tá nem ai se tá me perdendo... Deve achar mesmo que sou idiota pra aceitar isso... Eu achei que você tinha mudado, que se importaria mais comigo, mas é tudo igual... Eu aqui do seu lado e você pensando nele! Eu não sou o bastante pra você? O cara ta nem aí para você, te machuca, me humilha, machuca meus amigos, e o que você faz? Tá sentindo falta dele...

O rosto de Jae-ki ficou ainda mais pálido, não deixaria ela falar, estava cansado das desculpas dela:

- Ahh, vai falar que tô te magoando? Tô te proibindo, igual diz a MiSoo. Sou um cara horrível, é muito normal uma namorada querer ser amiga dos seus inimigos, e sentir ciúmes dele, não é? - Jae-ki riu nervoso e ironizou - Ninguém pensa se tá me magoando. Isso, deixa o cretino humilhar o Jae-ki, não é comigo, ele me pediu desculpas, então tudo certo! Quem precisa de mais inimigos quando sua namorada é assim...

Jae-ki deu uma passo na direção de Eun-bi, seu rosto estava tomado pela raiva e indignação, sua voz já começava a ficar alta:

- Eu tô cansado, Eun-bi, tô cansado de me fazerem de idiota! E é sempre por esse cretino que a gente briga! E você sempre preferiu ficar perto dele do que me ouvir... Nunca acredita em mim!  Eu devia ter notado isso antes! Eu tô cansado de ficar entre vocês dois, tô cansado de ser culpado, quando é você que não tá nem aí pra mim. Quando tava dançando com ele, alguma vez pensou em como eu me sentia ao ser humilhado?

Jae-ki mordeu os lábios já praticamente os ferindo, era muito difícil falar o que estava prestes a dizer, amava muito Eun-bi, demais que chegava a doer. Mas tomou coragem pra ser de uma vez só:

- Quer saber Eun-bi, já que você não consegue ficar longe dele, não vou ser mais o chato, o que repete para ver se você importa, não vou fazer mais esse papel. Você nunca vai me ouvir porque você não quer! Não vou mais deixar que me façam de idiota! - gritou, mas suspirou em seguida retomando o fôlego.

Jae-ki levantou o olhar com coragem para encará-la, dessa vez não estava gritando, seus lábios estavam um pouco cortados de tanto morder, a voz saiu baixa:

Capítulo 8 - Página 9 8d2b316d2af103573eb4ca9f295fd2a6

- Não vou mais ficar no seu caminho, faz o que quiser, corre atrás dele como você quer. Você tá livre Eun-bi.  

Jae-ki deu as costas e saiu apressado em direção ao seu quarto, precisava sair dali, estava com nojo desse lugar. Se sentia tão idiota, enganado pelos amigos e agora pela garota que tanto amava. Antes de chegar na entrada, se lembrou da arminha de água e a tirou da calça a tacando com raiva no chão, continuando em seguida seu caminho.

Estava sozinho de novo, ninguém pra se importar como se sentia, sem amigos, sem sua namorada, só um monte de problemas nas suas costas. Depois de tudo que ouviu dela, fazia sentido as coisas que tinham acontecido. Nunca deveria ter perdoado ela, desde aquele dia que ela defendeu Taemin. Provavelmente devia ser só um brinquedo na mão dela, fazia muito sentido agora, como se pudesse enxergar a verdade. Eun-bi só queria ele para momentos de diversão, tanto que nem contava coisas importantes da família dela, todos sabiam menos ele. Tava explicado... Provavelmente se divertiria com ele até enjoar, e depois ficaria com Taemin como a família dela queria.

Pior é que estava até fazendo um presente pra ela. " Um idiota, eu sou um idiota... Mas nunca mais vou deixar fazerem isso comigo..." No momento que Jae-ki mais precisava dela, Eun-bi pensava no Taemin. Jae-ki subiu apressado os andares para chegar no seu quarto e pegar as coisas. Nem tinha se divertido na piscina, tudo havia sido só uma cascata de decepções. Sentia seu coração doer como nunca poderia imaginar. Sentia-se muito mal, uma tensão tão grande que deixava seu coração muito apertado, como se fosse explodir. Sentia até calor de tão nervoso. Chegando no quarto, olhou para a cama e a lembrança da foto que tirado pra ela, fez seu coração doer.

Jae-ki pegou sua mochila, nem vestiria sua calça agora, iria molhado mesmo. Precisava sair dali. Seus próprios amigos, tinham sumido. O que o deixava chateado com eles, sempre o cobravam pra fazer amizades, e agora que apresentou o Hyun o tinham abandonado. Por isso nem iria avisar que estava indo embora. Mas antes de sair do quarto, viu uma gota de sangue pingar na sua mão. Levou a mão ao nariz e sentiu o sangue quente, foi até o banheiro e olhando no espelho viu que seu nariz estava sangrando.


Festa na piscina

— Ross
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Misoo mal conseguia acreditar nas coisas que ele estava dizendo. Estava assustada por ter alguém que não estava simplesmente desistindo por causa daqueles desafios. Seu coração estava tenso e ansioso agora, mas foi ficando mais emotivo. Era por ISSO que ela tinha se rendido à paixão pela primeira vez. Porque ele era… daquele jeito. Diferente de todos os outros. Ele era… Assim. Exatamente assim. O único que conseguia surpreendê-la, não de uma forma racional e simples, mas havia uma dose de aventura em suas palavras, de um explorador, que ela também era. Também estava disposta a enfrentar as dificuldades. Era corajosa, maluquinha e impetuosa. E ele afirmava praticamente o mesmo.  Ele não era um sonhador estúpido, sabia exatamente o que aconteceria na vida deles. Fazia até com que tivesse um pouco menos de medo da mãe, que tivesse vontade de seguir seu coração, com ele.

Fechou os olhos por um momento, quando ele ajeitou seu cabelo e apertou os lábios. Ah, se ele soubesse o que ela realmente pensava sobre si mesma…  Não era um elogio ao vento e genérico,  mas será que ele entenderia mesmo? Será que conseguiria falar isso se visse suas fotos mais novas? Não era difícil ter acesso a elas, o colégio inteiro poderia tê-las… Sua mãe…  Ela se esforçava TANTO para ser daquele jeito, era por isso que gostava dela? Será que se um dia parasse de esforçar, ele...

Por que estava pensando nisso? Voltou um pouco para o presente e olhou aquele sorriso bobo. Ela sentiu os olhos brilharem. Era bastante chorona e achava lindo o que ele estava dizendo. Apesar de jogar aquele balde de inseguranças, ele sim foi apaixonante. Era tão… TÃO diferente da forma objetiva e seca que foi recebida por Jung Mi, que supostamente gostava dela.

Pra falar a verdade, achava que todos os relacionamentos seriam daquele jeito, mesmo os verdadeiros, mas vinha percebendo que não era bem assim.

- … babo…   - fez uma careta - Assim eu choro….   -deu risada, secando o cantinho do olho.

O maior presente? Era tudo isso mesmo? Parecia muito sincero. Era estranho, porque era tão repentino, mas ela não o julgava porque… Sentia praticamente a mesma coisa.

Ela começou a rir, deixando lágrimas escaparem dos olhos ao mesmo tempo e de repente o abraçou apertado.

- Woo Jin...Eu quero ser a sua namorada  

De verdade.

~~

— Ross
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Hyun Hee retribuiu o sorriso e deixou o lugar. Sabia que não adiantava ficar ali mais, assim como sabia que suas palavras não chegavam devidamente em Jung Mi. O ciclo dele no grupinho tinha acabado, mas do irmão estava apenas começando. Era algo que ele não podia mudar, mas sabia bem que em um momento de tristeza, o irmão lembraria dele e de suas palavras. Só queria que ele soubesse que até mesmo quando o TIO o decepcionasse, ele estaria ali por eles. Podia até estar com alguma ideia “perigosa” ou contra ele, como o secretário dizia, mas era seu irmão. Nunca deixaria de ser.

Ele até queria ajudá-lo e tirá-lo daquele lugar que ele sabia que ele iria se enfiar, mas não dava. Era o tipo de coisa que só se conseguia por conta própria. Porém, era bom que ele soubesse que podia dar uma mão.

Voltou para a dele, a joaninha com seu sorriso belo e suas mãos caridosas. Falou um bocado, com receito de que sua namorada estivesse tensa com o momento, mas ficou satisfeito em ver uma postura mais tranquila. Era bom assim. Enfrentar questões juntos parecia bom, porque podiam dividir o peso que ela gostava de carregar. Devia fazer mais vezes.

Balançou a cabeça positivamente, confirmando que estava bem. Será que tinha absorvido? Bem, ele não estava completamente alheio como das outras vezes…

A informação que ela soltou finalmente fez sentido. O irmão tinha começado a namorar e deixou a menina no standby. Provavelmente como alguém do grupo de Jong In faria: dando impressões falsas e de repente estava com o que era mais interessante… Mas no caso dele, ele sabia exatamente por que ele tinha feito isso: ele tinha medo de jogar Sunny naquele incêndio, e foi o que lhe contou. Era uma pena que por causa disso ele tivesse perdido por causa de alguém que não teve medo, porque era um cachorro louco.

- Sim, eu entendo. - concordou com a cabeça, enquanto fazia conexões mentais. Eram necessárias para aconselhar o irmão.

- Eu acho que… Jung Mi foi infeliz em sua tentativa de se expressar. E agora pode ser tarde demais - concluiu. - … Ele não quis tragá-la para… esse tipo de show que nós vimos agora há pouco. Mas fez isso de uma forma péssima… E agora deve estar furioso porque alguém teve a coragem que ele não teve…. A liberdade que ele não tem - refletiu. - Eu vou tentar ajudar vocês com Jung Mi… Ou melhor, eu quero ajudá-lo a se encontrar e não fazer todas as merdas que eu já fiz… Eu também me preocupo com o tipo de influência que ele recebeu durante esses anos então é por isso que eu dei esses avisos todos…. Queria te ajudar com essas coisas que são importantes pra você.


Então ela fez um pequeno charme sobre ficar sem entrar na água e ele não ignorou o comentário dela sobre suas tatuagens

- Ah, você gostou delas? Eu posso fazer uma secreta só pra você. Ou quem sabe eu já tenha uma. querr ver. Hm? - deu aquele sorriso cretino e riu

- Eu sei, sou isso tudo sem camisa… Tsc…Coitadinha da minha joaninha. Tão seca na festa da piscina

Ele a puxou pela cintura, propositadamente para que encostasse nele, que estava molhado, e a beijou.

Humor: estável/+++++

— Ross

Park Hyun Hee
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