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Capítulo 8

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Ter Out 09, 2018 8:29 am



- Tá bom, tá bom - balançou a cabeça e permitiu o cafuné, dando um pequeno sorriso e deixando ser confortado por ele, depois recebendo o carinho de Nana. Era bom não estar sozinha, mesmo que tudo desse errado.

Despediu-se dos amigos e partiu para a missão mais importante do dia. Hyemin teve bastante tempo para corrigir a maquiagem que aguentou ali o dia inteiro, bem como testar expressões na frente do espelho de mão. Era impressão dela ou o tempo estava congelado? Não estava falando do clima, mas por que estavam demorando tanto parados no trânsito?

Suspirou. Detestava a cor cinza e céus tristes. Alguém parecia não gostar mesmo dela para fazer aquela combinação no dia. Nada tinha a ver com a cor lilás do grupinho. Pelo menos seus acessórios a deixavam um pouco feliz.

Lembrou-se como o dia estava feio e seu humor também no dia que parou naquele mesmo sinal, perto da floricultura. Naquele dia, sentiu um misto de sensações. Estava com muita raiva de ainda gostar um pouco daquele menino, que debochava tanto dela. Mas agora sabia que ele tinha razão. Ele podia não ter comprado seus hibiscos naquela loja, mas deu um jeitinho de arrumá-los de outra forma, como se tivesse mudado de ideia na última hora. Se a odiava tanto, por que tinha lhe dado os hibiscos, afinal?

Hyemin deixou aquele local, e seu coração já começava a apertar. Não sabia como deveria reagir ainda e… Chegamos? Arregalou os olhos e espiou em volta. Então aquele dia estava perto da casa dele? Quem diria… Tocou as bochechas rosadas de blush e desceu do carro. Agradeceu o motorista e saiu com sua bolsa e sacola.

Respirou fundo e olhou a região. Ele estava bem longe de ser uma “pessoa humilde” que dizia ser. Pelo menos, no quesito dinheiro. Sua tia sabia disso, pelo menos? Ele não era tão “ninguém” assim. Só não tinha uma família grande e tradicional, nem poderia ser comparado aos Wang, jamais. Talvez nem com ela mesma. Mesmo assim, ele preferia andar com os bolsistas e estranhos. Não era uma questão de dinheiro, mas como eram diferentes mesmo, e como ela fazia parte de tudo que ele odiava.

Deu um suspiro desanimado e caminhou até o interfone, onde arrumou o cabelo e respirou fundo. Não queria também parecer derrotada. Apertou os números e aguardou. Pelo menos a voz dele estava mixada pelo aparelho, mas seu coração apertava mais.

- Cheguei - falou simplesmente, mantendo a aura normal metida. - Ye.

Seguiu o caminho. Estava fazendo isso mesmo?

Encontrou o elevador e encostou-se ao vidro, inspirando e expirando. Olhou os botõezinhos ganhando cores e lembrou-se da primeira vez que o viu adolescente, não mais criança, quando a porta abriu na empresa do pai e ele saiu de lá, sem parecer reconhecê-la. Se tivesse mais coragem naquele dia, poderia ter desfeito o mal entendido? Fechou os olhos com força. Ia ficar tudo bem.

Saiu do elevador e desfilou pelo corredor até a porta, onde parou, porque já estava aberta. Bateu o olho nele, mas como ele estava olhando para baixo, foi mais fácil. Ela acabou medindo-o também, acompanhando sua altura até os pés. Parecia saudável, apesar de ter faltado naqueles dias. Parecia saudável, né? Olhou com cuidado e chegou nas meias. Por algum motivo achou engraçado que ele estivesse só de meias e cabelo bagunçado. Já que só se viam formais. E ela mesma estava formal ainda, ainda de uniforme.

Era um pouco estranho: ela conseguia agora enxergá-lo melhor, sem a aura do colégio, porque sabia da verdade, mas ele ainda tinha dela a imagem da senhorita Seo.

Sentia a cabeça enevoada, estava agindo completamente no impulso, porque não tinha mais um plano para seguir direito. Era muito diferente de pensar as coisas e encontrar a pessoa ali, na sua frente, exalando a aura, cheiro e presença. Precisava de uma coragem muito superior ao que ela conseguia.

Pediu licença baixinho e curvou-se de forma educada e formal, entrando com cuidado na casa. Ela não escondeu que olhou completamente em volta. Estava imaginando a vida dele ali dentro e a presença de Kim Go Eun, de quem gostava tanto. Apertou um pouco a sacola ecológica com materiais e piscou algumas vezes.

Estava com muito medo de entrar naquela casa, do que descobriria ali. Eram os anos perdidos concentrados em um lugar. Já sabia que tinha perdido aquela evolução toda. O salto de poder aquisitivo. O que será que tinham feito primeiro na promoção?

Acordou quando ele indicou onde estavam as pantufas, já que parecia um pouco perdida parada no meio do caminho e olhando em volta. Agradeceu e foi remover o salto. Fez isso de forma um pouco vagarosa, porque reparou na pantufa que provavelmente pertencia a senhora Kim. Aquela garota também devia ter a própria pantufa naquela casa, como todos seus amigos tinham a própria na sua. Vestiu a sua, sem reclamar. Então viu a de extra, provavelmente de Ui Jin.

Levantou o rosto, para perguntar sobre o menino. Apesar de lembrar dele durante a maior parte do tempo que pensou naquele trabalho, naquele momento tenso tinha até se esquecido. Mas ele respondeu sua dúvida sem que precisasse perguntar.

- Araso. - levantou-se e começou a andar e olhar em volta, curiosa como era, mas estava procurando um lugar para sua bolsa. - Ye. Chá de frutas vermelhas e folha de cerejeira .... - soltou com um tom afetado, mas se corrigiu. Foi um tipo de piada. . - Ani. Água, por favor

Após deixar a bolsa em algum lugar que achou apropriado, colocou a sacola perto da mesinha de centro, observando o que já tinham disponível. Ele realmente tinha preparado as coisas, foi até que bom fazer aquele trabalho ali.

Aproveitando que ele estaria ocupado com sua água, com as mãos livres e para trás do corpo, começou a andar pela sala, como se estivesse reconhecendo o território, avaliando as coisas. Não era educado fazer isso, mas não estava ali se comportando como uma lady, presa pelas ordens sociais. Estava querendo adquirir informações, e se distrair para aliviar a tensão e dos fantasmas que achou que encontraria naquela casa. Não tinha nada daquilo, parecia seguro.

Estava começando a doer menos aquela experiência. Até então, não tinha nada ruim, e a fazia achar que ele não tinha mudado tanto assim. Quando viu os consoles foi um tipo de prova disso. Guardou o riso. Ainda devia ser um nerd bestinha que quase só falava disso. Tinha certeza de que ele não estudaria nadinha se ela não estivesse naquele grupo. Iam ficar os dois meninos jogando videogame, com certeza!

Queria comentar aquelas coisas todas, mas guardou para ela. Afinal, a percepção que tinham um do outro era diferente naquele momento e ela não podia se colocar naquela posição de volta.


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Re: Capítulo 8

Mensagem por Won-Bin em Ter Out 09, 2018 1:06 pm



Ainda existiam segredos entre eles, mas os Hwang sabiam como entrar em acordo ao admitir suas falhas. Talvez fossem uma família meio passional, mas Won esperava que o companheirismo sempre se mantivesse.

Torcia para que quando seu último segredo fosse revelado ao pai, esse mesmo companheirismo ainda existisse.

A notícia de que poderia finalmente voltar a treinar havia iluminado ainda mais Won que já estava bem melhor graças a reconciliação com Bomi. Parecia que as coisas estavam finalmente se encaixando, aos trancos e barrancos, mas dava para ter esperança.

O abraço veio em boa hora também. Era como nos velhos tempos.

Assentiu com a cabeça sobre estar focado para alcançar seu sonho das Olimpíadas. Bom, talvez houvesse uma distração ou duas, mas nada que o fizesse fraquejar como antes.

- Provavelmente a primeira surra vira do Mestre Baek.

Won coçou a cabeça e riu de nervoso. O Mestre Baek ia provavelmente dar um castigo bem sério, talvez repintar todo o dojo. Karate Kid encerando o carro iria parecer coisa fácil.

-Obrigado pai - respondeu quando ele comentou que mesmo assim daria tudo certo, bastante voltar ao ritmo de antes.

Com o ânimo tão em alta Won não perdeu a oportunidade de fazer a pergunta de um milhão.

Fez uma cara de curiosidade quando ele comentou que estava melhor mas não era por conta do serviço.

”Não pode ser...será que…”

- Sabe...Eu não sei como te dizer isso porque...à essa altura, eu nem imaginava que fosse possível que...algo assim acontecesse… - Olhava para a lata, mas logo o encarou. - Recentemente, eu...eu conheci uma pessoa através do seu tio Lee - Jin Han, o parceiro dele - E...Diferente das outras vezes que, bom...você sabe…- Pigarreou, desconfortável com aquela conversa. - Eu...Gostei dela a ponto de querer vê-la...mais vezes…

Won quase caiu da cadeira, claramente surpreso pela informação.

A ida naquele café, a forma como ele estava distante, os dias que ele não chegava em casa mesmo não sendo dia de plantão dele. Tudo fazia sentido.

-O queeee, sério? - pela forma como ficou surpreso nem daria para perceber se apoiava ou desaprovava.

Mudou a cara de surpresa para um sorriso meio de lado, como o que daria para um amigo interessado numa garota da escola.

-Hmmm, então o senhor Hwang está um galanteador de primeira. Grande tio Lee… - comentou meio brincando.
-Pai...você sabe que eu sempre apoiei você ir namorar faz um bom tempo. Tô feliz por saber disso

Disse e se aproximou, como se fosse ouvir um segredo.

-Mas e aí? Como ela é? É bonita? Pff, é claro que é bonita, mas como ela é? Quem é? - virou uma metralhadora de perguntas. Quem será que tinha conquistado o sério policial Hwang? -Quando eu vou conhecer ela?

De qualquer forma estava feliz em sua suspeita ser real. Esperava a muito tempo que o pai finalmente fosse feliz no amor.
Parece que as coisas podiam começar a se encaixar pra ele também.

WangMadrasta

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Kim Sun-Hee em Ter Out 09, 2018 5:45 pm



Não queria perder o controle e destratar o professor por conta disso... Afinal, entendia que ele tinha mesmo intenções de ajudá-la, porém - infelizmente - a atitude de tentar livrá-la desses males tão nocivos ia de encontro a postura de  Sunny em ignorar a existência do problema. Ao contrário da maneira que agia com as amigas, evitando perguntas ou convencendo-as de mentiras previamente calculadas, o professor Lee era um caso diferente, pois além de possuir uma visão mais madura em cima do aparente contexto, ele carregava uma "dose" de provas concretas de que havia algo muitíssimo errado.

Apenas Sunny não enxergava o que o uso contínuo daquelas drogas mágicas estava causando.

Acreditava que aguentaria qualquer coisa, mas as pessoas são feitas de limites.

Entretanto... como se livrar do único bálsamo que adormece a dor? Sem as medicações, Sunny sentia que acabaria enlouquecendo e isso refletia nas composições - inclusive nesta que entregou ao professor. Foi escrita numa madrugada de insônia, na qual os fantasmas gostavam de soprar lembranças que existiam somente na cabecinha assombrada por tais. Eles lhe tiravam até a válvula mais pura de escape... Se antes era um alívio esvaziar nas folhas, contudo agora tornou-se um novo jeito de ver o quão quebrada era, de fato. Não conseguia nem formular respostas minimamente convincentes e, de certo modo, a vulnerabilidade dela mascarava as palavras mudas.

As palavras que não podia dizer.

A sensação de ficar encurralada aumentava no idêntico nível da necessidade de atacá-lo para se "proteger" do impossível.

Lee Chang-Woo tinha razão e estava sim perto de descobrir.

Sun-Hee retrucou num timbre mais elevado e toda a postura se submetia ao mesmo ritmo das emoções que cresciam e cresciam e cresciam, explodindo uma confusão de cores e barulhos, como fogos de artifícios num céu negro. Era assustador, ainda mais por acontecer dentro de sua mente.

A conversa seguiu nesses moldes... O professor Lee calmamente respondia cada mínima vírgula da menina e ela parecia não escutar - mas só parecia que não. Era horrível o sentimento de gritar com todas as forças, ao ponto de romper as cordas de seu principal instrumento... a voz...  e, independente do esforço absurdo, ninguém a escuta. Pois estava ali... Bem explícito...

Nas negações, nas desculpas rotineiras, na poesia e até na aparência apática.

A verdade estava ali, mais presente do que Sunny em si.

Ao mesmo tempo em que temia que descobrissem o quanto ela se feria para que as pessoas amadas não sofressem mais, também sabia que era uma situação de vias duplas cujo caminho achava-se num desfecho. O único... Então, ela podia inventar um milhão de bifurcações para fugir, cavar centenas de buracos e levantar infinitas paredes... Quando o pequeno tufão alimentado constantemente, enfim, encontrasse liberdade...

Seria... triste, muito triste.

Porque, bem ou mal, esse dia ia chegar.

O acerto de contas.

Ela mal reparou que os tremores nas mãos se espalharam pelos braços, ombros... pernas... Batia os dentes como se a temperatura tivesse despencado, mas o frio era mesmo real. Tremia por reter tanta coisa que implorava para escapar.

Acompanhou silenciosamente os movimentos de Chang-Wook, quase não tendo energia de mover o rosto devido ao cansaço que se difundia com facilidade nela. O gesto do homem indicava que estava decepcionado. Sunny cerrou os punhos, novamente abalada, porém não havia nada a fazer, pois o que ele pedia, Sun-Hee não tinha condições de dar. Restou abaixar a cabeça, envergonhada e diante da posição curvada, viu o momento em que o professor deslizou o cartãozinho à sua frente. Encarou o papel, não entendendo de primeira, até que leu o nome e a especialidade descritos. Psicólogo? Essa era a ajuda? Quis chorar e rir, tudo de uma vez.

O verbo "drogar" era pesado e Sunny encolheu os ombros como uma criança recebendo castigo pelos crimes expostos.

Ela não se drogava... Não era isso. Por que insistia em chamá-la de viciada? Todavia, preferiu permanecer calada. Estava sem energia para continuar naquela briga. Porém, quando ele disse que procuraria seus responsáveis, Sun-Hee fechou os olhos... derrotada. E conforme o professor prosseguia no discurso, ergueu o queixo lentamente e ao invés dele identificar raiva na expressão pálida... Havia apenas uma profunda tristeza e medo.

Não fez qualquer menção de pegar o cartão, preocupando-se mais em fitar o professor.

O Sr. Lee...

O Sr. Lee contaria mesmo.

Não era uma surpresa, de qualquer jeito, mas ainda a deixava meio anestesiada. A ficha das consequências não caiu por completo. Não sabia nem o que dizer ou rebater. Do que adiantava? Nada. Nada faria com que ele mudasse de ideia.

Assim como nada a convenceria do contrário. Apostou tudo numa opção... a melhor escolha, embora ele não confie na sua capacidade de diferenciar o que é certo e errado.

Também não reagiu diante da afirmação de  que não devolveria os remédios. Provavelmente nem os carregava mais, a bolsista logo concluiu. Foi inocente de cogitar essa possibilidade. Porém... e daí? Só precisava de uma mensagem ou ligação para obter quantos frascos desejasse.

Próximo de passar pela porta, Chang-Wook ainda seria capaz de ouvir a voz dela... Um eco tardio...

- E-Eu... Eu seria muito boba se o odiasse ou odiasse a sua aula, professor Lee... Ko-Koma-wo... - no caso de Chang-Wook olhar para trás, a veria curvada e os cabelos escorridos formavam um véu ao redor da expressão sentida.

Talvez, depois... Mas agora... Não.

Ele ainda continuava sendo o melhor professor de literatura do mundo.

E uma boa pessoa.

Não merecia o ódio ou rancor de Sunny.

Não retribuiria a atenção e praticamente correria até os pertences, jogando-os dentro da mochila. A palma da mão ardia e encontrou na esquerda um corte fino por conta da unha. Suspirou. À medida que ajeitava as alças, Sunny desviou os olhos na direção da mesa. Após breves segundos avaliando sobre aceitar ou não, decidiu pegar o cartão... Jogar fora, guardar com cuidado ou esquecê-lo no bolso tratava-se de algo para outra hora. Nesse momento, apenas segurava-o entre os dedos e lia as famosas "letras minúsculas" enquanto era definitivamente a última a sair da sala.   

WangJo - Clube de Literatura

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Qua Out 10, 2018 9:17 pm

HYEMIN QUARTA-FEIRA. 5:48 P.M..


Joo Hyuk evitou encará-la num primeiro momento, mantendo os olhos atentos para algo muito interessante nas pantufas. Fez uma mesura de boas vindas e apenas um “uhum”, permitindo a entrada dela. Fechou a porta com mais cuidado e precisou respirar fundo - ainda que não fosse audível nem algo grosseiro, apenas um modo de expressar - para encará-la com naturalidade.

Ainda se sentia muito esgotado por conta da última vez que se falaram. E os médicos tinham recomendado muito descanso porque seus níveis de estresse estavam elevados. O rombo em seu estômago apenas aumentaria se continuasse se irritando naquele ritmo - de gastrite para uma úlcera, era apenas um pulo. E todos sabiam como Kim não era a pessoa mais calma do mundo.

Tinha colocado em sua mente que precisavam fazer um bom trabalho e que não queria mais brigar com ela. Por si, por sua mãe, pelo trabalho, por todo mundo. Seria bom se ele aprendesse apenas a suportar a presença dela quando necessário e ignorar quando estivessem em seus proprios nichos de amizade.

Parecia mais saudável assim.

Não queria continuar com o número dela depois do trabalho em grupo. Seria tentador demais ficar olhando para a fotinha dela sorrindo para ele. Não que tivesse feito isso nos últimos dias, imagina...Esteve online apenas para ler mensagens, não para ver a foto dela.

Nunca.

Pigarreou e deu as boas-vindas que eram esperadas, explicando que Ui Jin avisou que demoraria um pouco e perguntou o que ela gostaria de beber. Arqueou uma das sobrancelhas com o pedido dela.

- Er...Eu não tenho chá de… - Parou quando ela se corrigiu daquele jeito. Era uma piada? Ele ficou um pouco confuso, mas fez um - Haha...araso. Fique à vontade, eu vou pegar a água…

Coçou a nuca e seguiu arrastando suas meias - que eram do Incrível Hulk, caso ela tivesse reparado bem e que condizia com sua personalidade...irritável. Era algo que saía totalmente do padrão formal dele e o deixava bem à vontade mesmo. Quase que uma criança de quase 1.80m - ainda não tinha chegado nesse nivel, mas meninos cresciam um pouco mais durante essa fase.

Hyemin ficava avaliando o território enquanto esperava por seu pedido. A sala não tinha mesmo muita coisa, mas a mesinha de centro era espaçosa. Provavelmente era ali que eles comiam e trabalhavam apenas por uma questão de preguiça. Havia outros cômodos pela casa, mas ela, obviamente, não tinha acesso até eles no momento. A televisão era bem grande e os consoles bem arrumadinhos, com certo carinho. A parede onde a TV ficava, na verdade era um hack e havia puxadores que quando revelados, traziam algumas coleções de jogos e filmes.

Dava para perceber que era uma sala funcional e com poucos detalhes de decoração porque eles eram práticos e não tinham tempo para isso.

As grandes janelas também chamavam a atenção, os vidros eram escuros, deixando o interior protegido dos olhares curiosos de outros vizinhos. Mas naquele momento parecia mais escuro do que o normal porque as nuvens estavam cada vez mais densas e negras. Chegava a dar um pouco de medo.

- Tsc...Eu acho que vai chover muito. - Kim comentou um pouco atrás dela e esperou que se virasse para entregar o copo. Colocou um pote cheio de maçãs secas bem crocantes em cima da mesa também e tinha um leite de banana para si . - Aqui, são maçãs secas. Não estão tão ruins.

Comentou tentando ser gentil enquanto furava seu potinho e já dava um gole que o deixou com uma carinha bem aegyo. Ele mexia as sobrancelhas e dava a impressão que as orelhas também se mexiam enquanto sugava o primeiro tanto de leite de banana.

- Vou fechar essa cortina, se incomoda? - Perguntou enquanto pegava um controle para acionar o sistema que impediria que vissem a chuva. - O trânsito estava ruim quando você veio? Quer dizer...Eu não sei que horas você saiu do colégio, mas parece que demorou um pouco mais do que o normal. Espero que isso não prejudique o Ui Jinie também…

Tentou manter o tom cordial e o assunto neutro, mas era nítido que os dois pareciam desconfortáveis com uma série de coisas. Pegou mais um pouco de maçã seca e comeu.
(C) Ross


JAE KI - QUARTA-FEIRA. 6:25 P.M.


Yerin o encarou de modo descrente de novo. Achava que Jaeki falava demais e fazia de menos - usaria o argumento da louça até o fim para ter base, até porque não convivia o suficiente para saber que ele realmente falava muito. Talvez não precisasse, já tinha provas o suficiente pelo tanto que precisavam interagir.

Felizmente Beom Su estava ali para quebrar o gelo da situação e tentar deixá-la minimamente mais agradável e confortável para todos eles. Ofereceu as bebidas e entregou o refrigerante que ele pediu, assim como o suco de melancia para Yerin.

Enquanto mantinham a boca ocupada com a bebida e os olhos atentos para outras coisas, eles não brigaram mais. O garoto até seguiu para perto de Jaeki para acelerar o serviço e adiantar ao máximo aquele trabalho. Quanto antes terminassem, melhor seria. Um pouco mais à vontade com a companhia de Beom Su, Jaeki entrou no assunto que o anfitrião realmente adorava.

Nem ao menos se fez de rogado quando começou a falar sobre suas criações. E, para completar, lançou um olhar analítico para o menino perguntando suas medidas e iniciando uma conversa muito da suspeita com Yerin.

- Você é timido? - Beom Su retrucou quando Jaeki falou que não dizia suas medidas para qualquer um.

- Deve ser.

Os dois começaram uma troca e, apesar de ser um diálogo entre eles, Jaeki era notado sim. Beom Su estava chocado com o comportamento dele - estava se coçando! Que tipo de pessoa fazia isso?! Os sem noção, com certeza! Será que era micose? Sarna? Ou alguma outra doença de pele? O gesto só endossou as palavras não muito gentis direcionadas a Jaeki.

Achou certa graça na tentativa dele de estufar os peitos daquele jeito, mas só meneou negativamente e se ajeitou no sofá.

- O que seria andar feito almofadinha? - Beom Su colocou uma mão no quadril. - Olha aqui, não vou permitir que fale assim na minha frente! Não é uma questão de masculinidade ou não, é postura!! Vai dizer que o hyeong anda feito “uma almofadinha”?

- Essa é a forma dele se defender do que não tem defesa. - Yerin suspirou. - Você não tem a mínima postura ou noção de etiqueta. Vai negar isso?

Ela o encarou como se suas palavras não magoassem. Arqueou uma das sobrancelhas quando Jaeki se aproximou fazendo aqueles comentários cretinos. Yerin pigarreou, levantando-se para encará-lo da mesma altura. Suas bochechas não ficaram coradas e a postura continuou bem controlada porque ela era extremamente segura de si e de seus sentimentos.

- É claro que eu presto atenção. Dá para saber muito sobre as pessoas apenas observando seus modos, não sabia disso, menino das exatas? - Tombou de leve a cabeça e o mediu novamente. - Não preciso de sua ajuda para ser meu Cupido. Pessoas tipo Kai e você nunca me atrairiam porque não vejo nada que possa me interessar. Por que ao invés de ficar me provocando, não cuida da sua namorada?

Cerrou os olhos, começando a desviar de foco, mas o encarou para completar.

- Melhor ainda, por que não foca em algo mais importante como o trabalho? Tsc...Beom Su, ainda bem que você não pensou nele como modelo.

- Foge um pouco do meu conceito, mas teria sido legal. - Ponderou. - Enfim, Jae Ki, por que você não vê os cálculos que a Yerin-Ah falou?

- Ung. - Confirmou e se aproximou do menino. - Onde é o banheiro, Beom Su?

- Segunda porta à direita.

- Já volto.

Agradeceu e saiu dali, deixando os dois sozinhos. Beom Su olhou para Jaeki de novo e achava as atitudes dele curiosas. Não apenas dele, mas de Yerin também. Por que eles perdiam tanto tempo e fôlego discutindo? Fora que o modo dela de agir com ele parecia mais ameno. Por muito menos, ela já estaria prejudicando as pessoas. Mas com ele, era só aquele inferno de debate.
(C) Ross


WON BIN - QUINTA-FEIRA. 1:40 P.M
.

Num primeiro momento, o pai não soube dizer se o filho estava feliz ou irritado com aquela informação. Sabia que uma mudança daquele tipo acabaria influenciando a vida de Won Bin também, então, imaginava que ele tivesse certa razão por aquela explosão. Esperava que seu filho compreendesse até porque não estava muito disposto a abrir mão daquela alegria que não sentia há tantos anos.

Não que o filho não o fizesse feliz, mas havia certos - muitos - campos em sua vida que o filho não era capaz de suprir, por razões óbvias.

- Eoh, é verdade… - Disse com um pouco de hesitação, mas assim que a expressão do filho mudou para um sorriso, sentiu que um peso era tirado de seus ombros.

Suspirou um pouco aliviado e esboçou um sorriso também. Deu uma risada constrangida com aquele comentário e meneou negativamente.

- Aigo! Que exagero! - Estava um pouco mais vermelho, bastante sem jeito. Durante aqueles anos, ele nunca tinha assumido um relacionamento sério porque não tinha gostado de ninguém. Não via necessidade de apresentar ao filho alguém que seria passageiro. Mas agora era um pouco diferente.

E a consciência desse sentimento o deixava sem jeito.

- O seu tio Lee está me perturbando bastante por isso. - Coçou de leve a nuca. - Komawo… - Disse ainda bastante tímido. - É importante ouvir isso de você, Won-Ah...A sua opinião é a mais importante, no fim das contas.

Esticou o braço e deu três tapinhas no ombro dele. Recuou o braço para pegar sua cerveja novamente e riu das perguntas dele.

- Calma, calma! Vamos por partes! - Fez um gesto para que ele esperasse um pouco. - Ne...Ela é muito bonita. É mais nova do que eu e é gerente de um Café Literário. Chegou a fazer o curso de Direito na Universidade de Seul, mas mudou os planos no meio do caminho e agora tem um negócio próprio e estuda administração noutra faculdade.

Ponderou.

- Eu gostaria que você a conhecesse logo, mas ela também tem alguém para me apresentar… - Comentou hesitando por um momento. - Ela também tem um filho, de quatro anos de idade...É mãe solteira.

Disse com um pouco mais de cuidado. Ainda era estranho para eles, num geral, imaginar que uma mulher daria conta de tudo isso sozinha. Não era nem divorciada ou viúva. Solteira. O menino não tinha o registro do pai, até onde ele sabia...E ela também não entrava muito nesses detalhes sobre sua vida antes de ser mãe. Parecia...doloroso.

- Eu tenho uma foto deles… - Pegou o celular no bolso e colocou nas duas fotos para que Won pudesse ver. - Essa é Yoo Tae Hee e o filho dela, Yoo Chan Hee.

Não seria uma grande surpresa para Won ver a imagem da gerente do Café onde Sunny trabalhava naquela foto. Era uma mulher jovem, com uma bela covinha na bochecha e...rockeira? Bom, a camisa do Metallica indicava que sim e a diferença era que na foto parecia muito mais sorridente do que pessoalmente, no trabalho.


Já o garotinho, era bem fofinho como uma criança da idade dele e parecia ter um carrinho de estimação. Quando Won olhasse para ele, sentiria algo...familiar. Não saberia dizer, contudo, se era algo na aparência dele ou na história, mas dava para se identificar com o pequeno Chan Hee

(C) Ross


SUNNY - SEXTA-FEIRA. 3:10 P.M.


O professor parou por um instante quando ouviu a resposta murmurada por ela. Olhou para trás, deixando a guarda baixar por um milésimo de segundos. Seria impossível não sentir pena do estado da menina naquele momento, mas por pior que pudesse parecer, ele estava fazendo para o seu bem.

A grande verdade é que ele já tinha errado em não avisar imediatamente ao conselho do colégio e buscar pelos responsáveis. O correto seria isso, mas nem sempre uma medida drásticas dessas é o mais indicado. E ele, acreditando que estava testando Sunny e seu vício, deu aquele prazo para que ele também pensasse no que fazer. Caso ela apresentasse qualquer tipo de melhora, ele manteria entre os dois e ficaria de olho nela, indicando palestras e insistindo para procurar ajuda apenas como precaução. Contudo, a imagem que ele viu diante de si não havia espaço para dúvidas.

E ele seria um péssimo professor e educador se deixasse aquilo passar. Sentia pena porque gostava dela e não queria vê-la atingir aquele patamar do auto-flagelo, mas precisava fazer alguma coisa. Procuraria pelos familiares dela pessoalmente para que tivessem uma conversa franca. Havia, ainda, a chance da família ser o grande estopim para isso. Se fossem pessoas abusivas, não ajudariam em nada. Precisava mesmo avaliar com os próprios olhos para ver o que fazer.

Quem sabe não usasse o sábado para agendar uma conversa com um dos dois. No máximo segunda-feira, mas não deixaria que muito tempo se passasse.

Chang Wook apenas meneou positivamente, num gesto automático e saiu da sala, deixando-a sozinha. Não sabia se ela pegaria ou não o cartão que foi deixado em sua mesa, mas esperava sinceramente que sim.

Sunny estaria sozinha no colégio, numa sexta-feira. Muitos clubes ainda funcionavam, inclusive o adorado clube de música dela. Infelizmente, ela não estava muito disposta a conversar ou procurar seus amigos e os evitaria o máximo que pudesse.

Joo Hyuk devia ter saído do clube de teatro - que também era no primeiro tempo - mas a relação deles estava um pouco esquisita desde o retorno dele: o humor dela e a gastrite dele eram incompatíveis, então, eles se davam espaço. Stella já tinha ido embora logo depois do fim da aula de literatura. Jaeki tinha aula de artes no 2º tempo, assim como ela teria música e se encontraria com Chaeyoung, Lee Hi, Kang, Won e as pessoas legais de sua turma. Se descesse, provavelmente encontraria toda sorte de pessoas que não gostaria de ver no momento - incluindo Jung Mi e até mesmo Taemin.

Felizmente, a biblioteca estava no meio do caminho e surgia como um bom refúgio para os minutos que antecediam sua aula. Seria o primeiro ensaio das músicas que foram distribuídas na última terça-feira e precisava se recompor um pouco. Os livros pareciam a melhor saída de todas.

Para sua surpresa, a biblioteca tinha certa movimentação naquela tarde e um casal estava parado no balcão da bibliotecaria conversando. Quando os dois se viraram um pouquinho, ela pôde reconhecer Minhyun e Jirin. Ambos tinham o sobrenome Han e estudavam no 2º ano - além deles, também havia Sona que se chamava Han. Contudo, ela já devia saber àquela altura que Sona não tinha parentes em Wangjo. Diferente daqueles dois que ela pouco conhecia.

Era como estar diante do Yin Yang. Enquanto Minhyun tinha uma expressão agradável e conversava como um verdadeiro cavaleiro sem fazer distinções, Jirin tinha um palmo de bico julgado e um olhar um tanto quanto agressivo. Os dois a encararam e quando o fizeram, ela podia reparar certas...coincidências em suas feições. Ambos tinham a pele bastante brancas - não tanto quanto os gêmeos Yoon, mas quase - cabelos negros e cheios. Os lábios de Jirin eram um pouco mais carnudos que os de Minhyun, até por conta da constante expressão antipática. Já os olhos, tinham o desenho parecido também, apesar de cada um ter o traço mais feminino ou masculino.



Jirin sustentou o olhar em Sunny enquanto Minhyun deu um sorriso para ela e a cumprimentou. A capitã do clube de literatura a julgava porque viu que ela demorou um pouco mais para sair da sala de aula. Já Minhyun estava observando se ela parecia bem e pelo que via, achava que não parecia no melhor dos dias.
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Qua Out 10, 2018 10:46 pm


Meias do Incrível Hulk, videogames… Alguém não tinha crescido por ali, não é mesmo, senhorita unicórnios? Achou graça como o encontro, por enquanto, estava muito menos ameaçador do que tinha imaginado. A casa era muito mais normal e “impessoal” do que imaginava. A figura dele estava bem menos odiosa com meias engraçadas e… Toda aquela angústia interna antecipada parecia estar se dissipando naquele lugar, agora que não tinha mais raiva dele.

Espiou a janela. O tempo estava horrível mesmo. Ela realmente não gostava de céus cinzentos. Parecia um lembrete do céu de que não estava tudo tão bem quanto ela imaginava. Porque tinha coisas que precisava dizer, mas não conseguia. E porque apesar de não estar mais odiando a figura daquele menino, porque entendia seus motivos, não estava tudo bem ainda. Porque ela estava lhe devendo muito. E porque algumas coisas não podiam ser mudadas, ou assim ela achava. Só porque não estava mais com medo de estar ali, não significava que estava tranquila… Ou confortável.

Prova disso foi levar um mini susto quando ele apareceu atrás dela, porque estava bisbilhotando as coisas bem abelhuda mesmo. Virou-se e agradeceu pela água. Podia se contentar com isso, para ser educada, mas aí ele quis abusar de sua boa vontade colocando na frente dela…. Maçãs secas?

- … O que...é isso? - resmungou fazendo careta, decepcionada.


Ela até tentou dar um sorriso educado, mas era como oferecer brócolis para uma criança.

-Aigo… É sério? Se eu soubesse, teria feito alguma coisa na minha casa…  Lá tem cupcake, bolinho, cookies, brownie… - se gabou um pouquinho, fazendo gestos sobre as montanhas de comidas gostosas que teriam em casa.


- Eu faço tudo. Sou ótima. Podiamos ter feito na casa do Uijin. Ele também é de culinária e tem uma mão boa……. Aigo…. maçãs...secas - choramingou olhando pra elas de novo.

Pegou uma e mastigou com a maior má vontade. Não tinha gostado nem um pouco daquilo.


- Aiiish. Vou falar pra ele trazer comida de verdade - tatetou o uniforme atrás do celular, mas ela o deixou na bolsa. - Escreve você. ‘Uijin-ssi. Traga comida de verdade. Hyemin gosta de doce. Eu fui horrível e quis ser mau como a bruxa da Branca de Neve e suas maçãs. Não sei receber pessoas na minha casa. É verdade esse bilete’

Quando terminou de falar isso, observou o movimento que suas orelhas faziam para beber leite de banana e segurou o riso, lembrando do antigo apelido. Guardou os lábios pra dentro, rindo dele, e acabou desistindo do lanchinho, indo sentar-se perto da área do trabalho.

- Oh. - fez um biquinho por causa da cortina tecnológica. Não que não tivesse coisas ultra tecnológicas em casa, mas o menino era mais moderno do que ela imaginava. - Tudo bem, pode fechar… O tempo está feio mesmo… - lamentou com um biquinho. - Sim. O tempo estava completamente fechado, tão cinza que parecia filme de terror. E tinha um monte de carro na rua… Aigo, foi tããão demorado de chegar aqui - choramingou. - Hm. Sim. Eu espero que ele consiga vir… E tenha tempo de passar em algum lugar para comprar os meus doces


Após o breve minuto de devaneio, ela voltou a sentir aquela sensação esquisita de climão mal resolvido e ficou sem assunto, olhando para o potinho de maças, depois para a mesa dos trabalhos....Se nada fosse dito, ela puxaria o celular pra ficar mexendo para preencher o tempo -- e mandar mensagme para Uijin sobre os doces.


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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Qua Out 10, 2018 11:14 pm


Ás vezes Jae-ki agia semelhante mesmo a um bicho, foi como fez quando Beom-Su o perguntou das suas medidas. Por que Beom-su iria querer saber? Não esperava ganhar nada dele mesmo, não eram amigos. Jae era um bicho desconfiado, ainda mais com coisas que nunca tinha ouvido, só sabia que tinha sido estranho. Quando perguntado se era tímido, Jae franziu as sobrancelhas para resposta de Yerin. Essa garota sempre achava que sabia dele!

- Ya, não sou tímido - Lançou um olhar pra Yerin - Já tá chato você achar que pode responder por mim, aish.... Eu que sei de mim.

Quando Yerin e Beom-su começaram a falar da postura dos garotos, Jae-ki não gostou de falarem mal dele. Sempre respondia quando era insultado, e dessa vez nao foi diferente. Porém a fala de Beom-Su o pegou de surpresa por uns segundos, tinha falado rápido sem pensar que havia chamado Hyun sem querer de almofadinha.

- O Hyun não é... - Respondeu meio sem graça por ter falado mal do seu hyeong sem querer por causa do impulso - Ser almofadinha é esses caras fresco que quer andar tudo igual e que tem nojo de tudo. Um cara tem que saber é brigar. - Tentou se consertar do que disse.

Jae não falou mais porque não queria insultar Hyun sem querer, apesar de achar bobeira se preocupar com essas coisas de postura, não ficava se metendo em como andavam. Yerin se intrometia novamente falando como se pudesse ler seus pensamentos. Jae-ki a encarou e não demorou para respondeu:


- Ani, não tenho mesmo postura e etiqueta, mas é porque eu não quero. Eu prefiro ser livre, eu ando como eu quero e falo como eu quero.

Irritado com Yerin, Jae-ki sorriu e se vingou implicando com ela falando do Kai. Não acreditava nisso mesmo, mas só queria atingi-la também. Fez uma expressão de tédio quando ouviu a resposta dela e não gostou quando Yerin ousou falar da sua namorada. Soltou um riso curto, como um suspiro e respondeu:

- Ya! O que tem minha namorada? Não coloca ela no meio das suas suposições. Dela eu cuido muito bem, que ninguém se meta com ela. E eu te provocando?! Você que começou.

Para complementar com o que ela disse, Jae-ki também acrescentou:

- Eu tava focando no trabalho, vocês que começaram a falar de mim. Você que tem que focar no trabalho, Yerin, mas invés disso tá perdendo tempo tentando pisar em mim. Porque eu não vou ficar mal por causa disso, nem adianta. E eu não caio nas suas desculpas, porque para quem acha que somos nada, você querer observar não faz sentido... Não sei não... Mas já aviso que sou só da Bibi.

Jogou a última para fechar a implicância, Jae-ki não desconfiava mesmo que ela pudesse estar de olho neles. Yerin tinha uma cara tão séria que parecia não gostar de ninguém. Depois tentaria se focar no trabalho, franziu os olhos quando Beom-su comentou sobre ele ser seu modelo. Não entendeu esse interesse estranho, só veria algo bom nisso se fosse ganhar uma roupa grátis, uma roupa maneira claro. "Será que ele faz ternos? Aigo, que doideira tô pensando, ele nunca vai me dar uma roupa de graça...":

- Tá, já deu isso, deixa eu ver isso aí...

Jae-ki olharia para o esquema e verificaria os cálculos de cabeça, não demorou e notou apenas um erro:

- Falta um zero aqui, ela se enganou na hora de converter a medida ou dormiu na hora de escrever. Me joga o lápis aí.

Se Yerin estivesse no banheiro, Jae-ki jogaria os braços pra trás se alongando, desabafaria com Beom-su:

- Cara, não sei como aguenta sua amiga, ela é sempre assim? Achando que sabe dos outros? E ela não sabe rir não? Aigo... Eu nem vim pra discutir, mas tudo que ela fala parece querer me atingir.


Estúdio Beom Su

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Qui Out 11, 2018 1:30 am

HYEMIN QUARTA-FEIRA. 5:50 P.M..


Joo Hyuk estava dando outro golinho em seu leite de banana quando Hyemin perguntou o que era aquilo. Olhou para ela sem responder na mesma hora, para a maçã seca/desidratada e para ela de novo. Engoliu e sentiu um peso no estômago. Aparentemente, ela estava achando que aquilo era toda habilidade de anfitrião que ele tinha, mas ele só ofereceu por educação.

Na verdade, era uma das poucas coisas que ele podia comer.

Porém, ele fez uma cara de confusão.

- Maçã.Desidratada. Eu não disse? - Repetiu só para ter certeza. Ele até franziu as sobrancelhas, mas não de modo agressivo. Só estava cheio de interrogações mesmo.

Abaixou o canudinho de seu leite e, finalmente, percebeu que tinham começado. Deu um suspiro cansado com o modo como ela já falava que sua casa era superior. Porém, ele também não corrigiu, deixando que ela mantivesse a impressão errada mesmo.

- É, vocês dois devem fazer tudo mesmo. Mas escolheram minha casa. - Deu de ombros. - Eu não faço nada, sou péssimo na cozinha. Além do mais, eu faria uma grande desfeita na casa de vocês dois. - Mais um golinho. - Não posso comer nada disso. - Olhou para o frasco que segurava. - Na verdade, nem isso. Minha dieta está super restrita porque não estou muito bem. Isso aí que você tá comendo e fazendo cara feia, é praticamente meu jantar. Ofereci por educação, mas se não comer, eu me alimentarei.

Sorriu meio debochado, bem típico de Joo Hyuk. Deixou o frasco do leite de lado e cruzou os braços.

- Eu não. Manda você, ué...Você que vai comer doce enquanto eu só vou passar vontade. - Virou a cara.- E se quer saber, minha mãe encomendou coisas gostosas que estão na geladeira, esperando o pós-trabalho para serem servidas. Mas já que você quer taaanto assim que o Ui Jin traga algo, vou guardar tudo até ficar bom!

Mesmo que isso significasse comer estragado. Kim não fazia sentido às vezes, mas Hyemin o tirava do sério e ele precisava falar qualquer coisa que tirasse o ar de patricinha mandona que ela vinha.

Fechou a cortina com o controle remoto e ouviu sobre o tempo. Ficou mais sério, pensando.

- Hm...Araso...Então eu acho que ele vai demorar mesmo. Ele é o nosso líder, já que você quis votar nele. Precisamos dele para tomarmos as decisões, mas se quiser dar uma olhada na distribuição que fiz. Eu vi pela internet e pelo pouco que me lembrava de Jeju e tinha numas fotos daqui. Fui quando era muito pequeno, então, posso estar bem enganado.

Comentou. Contudo, antes que ela pudesse retrucar às implicâncias dele sobre os doces ou falar sobre a maquete, Kim parou de repente e levou a mão até a barriga. Fez uma expressão de desconforto e precisou se sentar, abaixando um pouco a cabeça. Franziu as sobrancelhas, sentindo uma pontada e olhou a maldita caixinha de leite de banana.

- Tsc…- Resmungou, aborrecido consigo mesmo e precisou de um segundo ou dois para se recuperar.
(C) Ross


JAE KI - QUARTA-FEIRA. 6:26 P.M.


Apenas para variar, Yerin ignorou os protestos de Jaeki. Ele muito parecia um cão raivoso que não mordia, só latia alto. A garota o via retrucar cada vírgula que falava e apenas meneava negativamente. Ele precisava tanto se firmar de modo positivo que não sabia filtrar as coisas que recebia. Respondia à tudo, dando muito importância para tudo.

Ela continuava observando e fazendo anotações mentais.

Já Beom Su tinha ficado irritado por conta do comentário à respeito de postura masculina. Não gostou do que Jaeki deu a entender e usou de Hyun como exemplo. Logo viu que o garoto perdeu um pouco a pose marrenta e tentar consertar o que tinha dito. O último argumento dele gerou um “pfff” de Beom Su enquanto Yerin apenas massageava a têmpora.

Logo ela o provocava de novo, falando que não era mentira que Jaeki tinha zero postura e conhecimento de etiqueta.  Tombou um pouco a cabeça e retrucou.

- Se você morasse numa ilha deserta ou na selva, poderia se comportar como bem entender, mas dentro de nossa sociedade, até mesmo a liberdade tem seus freios. Você age assim no trabalho também? Na escola? Etiqueta não é frescura, Song Jae Ki, é algo necessário para saber como se portar, quando falar e quando se calar. É uma forma de evitar passar vergonha.

Disse de modo bastante simples e recebeu a implicância sobre Kai. Ela nem titubeou em responder a ele que garotos como Kai e Jaeki não tinham nada que interessasse a ela. Ainda comentou que observava as pessoas também. Devolveu a alfinetada falando de Eun Bi. Beom Su ergueu a mão para se defender.

- Eu só perguntei suas medidas. Sempre pergunto as medidas quando acho que a pessoa tem jeito para modelo. Mas é, você não tem postura nem modos, além de achar isso uma frescura. Esquece o que falei, não está mais aqui quem sugeriu nada.

Ergueu as mãos, mas na verdade a estava lavando. Não ia mais discutir por conta disso. Yerin achava a mente dele muito limitada. Para alguém das exatas e números, reclamar de observação e análise era algo estranho. Não perdeu seu tempo mais, apenas dando um riso breve e debochado sobre ele ser apenas de Eun Bi. Perguntou onde era o banheiro e se retirou, deixando a sala em silêncio.

Beom Su falou para que ele visse os cálculos e sentou-se próximo, mas não colado. Observava os pontos marcados por Yerin e também via o desenho projetado no computador. Aparentemente, a estrutura já estava pronta, só precisariam modelar mesmo as coisas e acrescentar pequenos detalhes - típico de perfeccionistas.

O garoto entregou o lápis e ouviu a pergunta dele. Achou curioso o modo como ele falava de Yerin.

- Não é uma questão de saber dos outros, ela sempre espera o pior das pessoas até que mostrem o contrário. Poucas pessoas a convenceram de que ela estava errada… - Olhou na direção do corredor e suspirou, encarando Jaeki de novo. - Não acho que Yerin-Ah tenha muitos motivos para sorrir. Ela se blinda muito e se você acha esquisito, imagine como não deve ser sufocante para ela…

Comentou.

- Mas eu não quero ficar falando da minha amiga assim, hm? Se ela tem amigos de verdade é porque existe um motivo. Você...só precisa mudar o filtro para enxergar. Eu sempre a achei uma incógnita e muito misteriosa. Todo mundo sabe que ela é a Rainha do Gelo, todo mundo conhece a fama de mandona, durona e autoritária. Mas é só isso mesmo? Fiquei feliz de poder me aproximar e ver o quão generosa ela é, de verdade...você se surpreenderia também. Mas não é algo que eu ache que vá acontecer, no fim das contas…
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Qui Out 11, 2018 7:44 am



Hyemin fez uma careta para o potinho, ainda sem acreditar que ele tinha lhe oferecido aquilo. Sugeriu que pedisse para Uijin trazer algo para eles comerem e estava tagarelando sobre suas habilidades culinárias quando ele resolveu respondê-la.

- … Não escolhi nada, você induziu... - fez um bico, resmungando baixo, aproveitando que ele estava ocupado bebendo. Olhou de banda para ele, como se o julgasse por ser péssimo na cozinha. Não era a toa que estava comendo aquela porcaria!!! Foi aí que percebeu por que ele estava comendo aquilo e corou de leve, perdendo a coragem de olhá-lo. Abaixou o rosto, mordendo de leve o lábio.

Sentiu vergonha de ter falado aquilo e um peso maior. Ele ia comer só aquele negócio horrível? O rosto ficou avermelhado mais ainda porque tinha um bom motivo para ele não pedir coisas para que comessem. Piscou curiosa quando ele disse que sua mãe tinha comprado coisas para mais tarde. Então não era um anfitrião tão ruim assim?


Fez uma careta para ele, quando ele acabou dizendo que não daria nada para ela. Ainda estava com vergonha, e um pouco de raivinha por ter desencadeado aquilo. Cruzou os braço e franziu a testa. Saindo para sentar-se perto do trabalho.

O assunto estava acabando, mas ela ficava pensando naquela coisa ruim que ele estava comendo. Ergueu o rosto curiosa quando ele mencionou as fotos de Jeju e que tinha ido para lá… Quando tinha ido? Antes dela? Depois? Sentiu uma pontadinha no peito por causa disso. Se fosse depois ela definitivamente não queria ver foto nenhuma!!!  Isso e a menção da ilha a fizeram lembrar da conversa…  E ela abaixou o rosto de novo. Não tempo o bastante para ficar refletindo, porque teve que erguer de novo para vê-lo sentindo dor.

Ficou preocupada. O que ele tinha? Ainda não estava bom mesmo? Mais uma vez sentiu-se mal por achar que tinha participação naquele sofrimento todo. Ela o observou sentando-se e desviou o olhar de novo, ficando em silêncio por um bom tempo. O mal estar disfarçado começava a voltar.


- … Sabe, eu… -  começou a falar, sem realmente olhá-lo, fingindo estar distraída com a mesa. -  … Juk (mingau de arroz) é bom para o estômago…. - fez uma longa pausa. - …. Eu sei fazer… - respirou fundo, reunindo alguma coragem e o observou, com dificuldades para manter alguma neutralidade na expressão.

Durou segundos o contato visual que teve com ele, sentindo culpa por ter gritado com ele tão injustamente e tê-lo feito passar tão mal. Afinal, o que ele tinha? E se fosse algo muito grave que ela tivesse piorado? Nem sabia se ele tinha algum problema de saúde antes…

- … Isso é… - pigarreou, corrigindo-se rapidamente e desviando o olhar.  - Porque é educado trazer algo para a casa de alguém quando você a visita. Mas eu não trouxe nada. Então……. - a voz foi diminuindo, conforme foi ficando mais nervosa. Não podia ser legal assim do nada com ele. Era estranho, não era? Parecia muito hipócrita e louca. Tinha algum direito de falar isso, quando foi culpada? Provavelmente ele estava achando muito estranho. - .... aí você pode jantar... Enquanto o Uijin não vem.... - comentou baixinho, escondendo os lábios e o rosto.

Sentiu-se bem idiota por falar isso. E agora? Eles começariam a se xingar como da outra vez? O coração acelerou na antecipação. "A culpa é sua pra início de conversa, sua patricinha idiota." Ficou quieta, segurando as mãos na altura do colo e engoliu em seco, começando a restaurar um pouco a dignidade. Não podia ficar triste agora! Não era ela a pessoa ofendida e ele tinha o direito de ficar irritado.


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Re: Capítulo 8

Mensagem por Park Hyun Hee em Qui Out 11, 2018 10:03 am

 
Hyun Hee e Chaeyoung se davam muito bem com seus trocadilhos e brincadeirinhas. Ele sorria sempre que ela captava alguma de suas tiradas ditas de forma séria, e ela parecia gostar também de brincar com alguns temas.

Mesmo nas coisas simples, como um almoço, eles davam um jeito de trocar pequenos carinhos, falas elogiosas que tinham muito significado e traziam trocas de sorrisos. Sentia que era uma boa companhia e isso o fazia tomar os remédios em dia.

No fim do almoço, foi brincar com os papéis, e foi "enganado" por ela, chegando perto com as opções. Levou um selinho roubado e, com as mãos seguradas, não pôde fazer muito além de piscar surpreso e depois dar um sorriso sedutor.

- Ora você... - observou com satisfação o sorrisinho inocente dela e sentou-se a seu lado, não mais na frente dela, separados por uma mesa, livrando-se dos papéis na mesa.

Fez um carinho com as costas da mão em seu rosto enquanto ela parecia desconfortável de novo por falar naquele assunto. Balançou a cabeça vagarosamente.

- Araso. Tudo bem - comentou com simplicidade. Era só isso? Tudo bem, adolescentes, corações...  Não era muito da conta dele. Queria que desse certo, mas se a garota não quisesse, o que podia fazer? - Você estava preocupada por causa disso? Não precisa ficar com medo de me falar sobre o meu irmão. - falou baixinho perto dela.  - Não precisa entrar em detalhes sobre os sentimentos da sua amiga sobre ele. Isso é uma coisa entre vocês, eu sei disso. Foi mesmo só uma ideia. Vamos só nós três, sem problemas... Tudo bem? - tentou despreocupá-la.

Pensava também na possibilidade de ela não querer ir. Não conseguia entender direito o que se passava ali, mas acrescentou.

- E se você também não quiser... Nós não vamos... Vou buscar algo enorme e doce para você comer. O que você quer? - depois que ela respondeu, deu um beijo em sua bochecha e saiu.

Não queria mais ficar naquele climão por causa de terceiros. Voltou com a sobremesa dela e continuou seu encontro normalmente, apesar de que começava a ficar um pouco incomodado com as pequenas falhas de comunicação. Ele mesmo não sentia que podia lhe falar tudo, ainda que quisesse falar sobre Lee Hi... Ou ser capaz de falar que a entendia, porque também sabia da tal da carta...  Por algum motivo eles ainda não conseguiam compartilhar tanto assim um com o outro. Era um relacionamento novo, afinal.

Assim, ele a levou para andar um pouco, mas olhou o relógio. Logo logo seriam perseguidos pelo secretário


- Hm.. Quer ir no cinema? - deu um sorrisinho safado.

Humor: estável/+++++

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Yeun Misoo em Qui Out 11, 2018 11:09 am



A quarta-feira era geralmente salva por causa do clube de Tênis. Sem isso, Misoo agora estava estressada, com fome e dor de cabeça. Ainda por cima estava com um pouco de medo da aproximação da unnie como sendo uma boa amiga e lhe oferecendo aquela coisa que muito poderia ser um laxante.

Sem aula e de mau humor, arriscou tomar a pequena pílula, porque estava louca para comer um sanduíche do tamanho do mundo, comendo uma janta que compensasse café da manhã, lanche o janta. Só isso já a estava irritando muito e ela engoliu a tal pílula.

Tá bom que ia emagrecer em três dias! Duvidava muito, ainda acreditava que era uma piada de mau gosto da unnie, mas faria isso escondida de todos, então ninguém precisava saber…
Achava que não conseguiria mesmo emagrecer em pouco tempo, mas se realmente pudesse matar a fome com aquilo já podia ajudar... Droga, por que estava tão irritada?

Ah, sim, porque não tinha nem os papéis para assinar a autorização para se federar. Aguentou a droga da aula inteira de moda esperando que poderia ter um momento de compensação... Ela também tinha que ir para casa, porque não sabia o que diabos aconteceria com ela depois dos efeitos, e não podia passar na Loja de Conveniência, para que fosse convencida a comer outra besteira de novo.

Enfim, já estava feito. Não tinha mais como se arrepender... Mas agora ficava pensando se aquilo poderia ser um tipo de veneno. Será? Não, né. Ninguém faria algo maldoso assim, certo? Nem bolsistas sofriam nesse nível. O que ela teria feito de errado para... Calma, calma. Não era nada. Talvez fosse mesmo um remédio que fosse tirar a fome. Ela só esperava que fizesse efeito logo, porque estava prestes a mastigar o banco do carro na volta para casa.

Suspirou. O céu não ajudava nem um pouco. Era como se estivesse sentindo o clima dentro dela.

~~

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Kim Sun-Hee em Qui Out 11, 2018 11:34 am



Sunny caminhava completamente encolhida em  meio ao corredor, como se o mesmo se estreitasse progressivamente com a intenção de prendê-la. Era uma sensação claustrofóbica muito forte, embora Sun-Hee já estivesse longe da sala... Mas o peso das palavras do professor Lee continuava a esmagando, pois, enfim, absorvia o significado de tais.

Ainda apertava o cartão nas mãos, porém os olhos turvos pelas lágrimas não enxergavam mais nada, apenas borrões úmidos. Sentia-se tão idiota por chorar tanto... Logo ela, que aprendeu a administrar as emoções como quem cuida da fortuna da pessoa mais rica do mundo. Administrar ou esconder... No fim, servem para o mesmo propósito. Por isso, recusando-se a ceder ao chorinho insistente, esfregou a vista de um jeito quase violento e guardou o cartão na mochila.

Naquele momento, ela ficou aliviada diante da aparente solidão. Nos últimos dias... Sun-Hee tem sido tão insuportavelmente estúpida com os amigos e só de lembrar das expressões chateadas após uma frase mal-colocada ali e aqui, tinha vontade de bater na própria boca. Merecia o gelo de todos. Ou seja, permanecer sozinha, sem aborrecer ninguém e nem acumular aborrecimentos também.

E falando sobre se “aborrecer”...

O colégio era um labirinto de perigos e Sunny achava mais prudente evitar determinadas presenças.

Como as de Do Taemin e Park Jung-Mi.

A dupla de herdeiros a magoava e irritava assombrosamente, mesmo que por razões diferentes. Queria pegá-los e os trancar dentro de um baú. Talvez assim... esquecesse da existência dos dois...

É, talvez...

De toda a forma, um confronto - direto ou não - com eles seria uma nova carga nos ombros.

Melhor não arriscar.

Se não bastasse, considerando a atual “sorte”, poderia esbarrar na adorável princesa Gremlin ou na Rainha de Gelo... Hunf. Quanto mais nomes incluía na lista de “pelo amor de Deus, não...”, mais rápido fugia para o primeiro lugar seguro que alcançou num espaço curto de tempo: a biblioteca.

Tomou um sustinho quando entrou no local e o viu bastante movimentado para um horário tão fora do padrão. Um beicinho decepcionado apareceu no canto dos lábios, chateada por causa da “invasão”. Era o seu refúgio, afinal, ela pensou, possessiva.

A menina parou próxima do balcão, onde um casal conversava, mas interromperam a interação quando a notaram. Assim que encarou Han Minhyun e Jirin, Sunny engoliu em seco, mas não desviou o rosto. Na verdade, conforme fitava-os mais detalhadamente e ambos lado a lado... Ela percebeu outras semelhanças imediatas além do sobrenome. Os jovens possuíam a pele bem clarinha e que contrastava com a cabeleira negra e volumosa. Uma combinação lindíssima entre carvão e porcelana. Sem contar o formato dos olhos, nariz e até dos lábios. Mantinham uma simetria similar. Não sabia que eram parentes, porém foi fácil concluir depois da análise. A diferença mais nítida tratava-se da postura... Han Minhyun era infinitas vezes mais simpático do que a embuste. Sona também carregava o mesmo sobrenome, todavia, até onde a conhecia, inclusive, pelos meninos, não havia familiares dela na escola e nenhum de seus traços remetia aos deles, excluindo a possibilidade.

O bico de Jirin cresceu ao vê-la... Sunny quaaaase revirou os olhos, porém se segurou. Estava ali para se recuperar e não colher mais problemas. “Ignorou” a Capitã do Clube de Literatura e respondeu o sorriso de Minhyun com um igualmente educado. E prestes a seguir adiante, ela optou por um caminho contrário – e meio... masoquista, provavelmente – do planejado. Ao invés de ir até as estantes, se aproximou dos Han e curvou o tronco de maneira respeitosa, apesar de estar apontando mais na direção do rapaz.

- Unnie. Oppa... – cumprimentou – Como você estão?

De perto, realmente, ele teria a certeza de que a bolsista não mostrava uma aparência das mais saudáveis. Contudo, o sorriso, ao menos, foi sincero.

Aguardaria as respostas antes de prosseguir.

- Oppa... Eu queria agradecer de novo pela ajuda que você e o seu amigo me deram... Komawo. E... E também pedir desculpar pelo transtorno.

Poderia dizer algo gentil para Jirin, só que ela era insuportável demais.

Dividiu olhares entre os dois e não parecia existir qualquer maldade ou interesse na aproximação repentina.

Apenas uma expectativa particular que não se encontraria exposta.
   

WangJo - Biblioteca

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Won-Bin em Qui Out 11, 2018 12:29 pm



O suspense da reação a notícia era quebrado quando Won sorriu para o pai. Estava ali um momento que tinha imaginado de diversas maneiras diferentes mas agora era pra valer: o pai tinha encontrado alguém e parecia muito feliz com isso.

De alguma forma sua nova vida na Wangjo havia sido o início de mudanças para a família dos Hwang: a era da solidão começava a se encerrar.

Reconheceu a sua própria risada sem graça, o jeito meio envergonhado mas feliz, que ele mesmo tinha e fazia quando estava com Bomi. Essa reação mostrava como era pra valer. Queria ter a liberdade de poder contar sobre a sua própria namorada, mas cada dia sua vitória…

- O seu tio Lee está me perturbando bastante por isso.

-Agora eu estou devendo um churrasco pro tio Lee. Isso que é amigo - disse brincando um pouco. Assentiu com a cabeça quando o pai comentou que sua opinião era importante.

Foram necessários momentos bem dolorosos para que ambos começassem a mudar, a melhorar...mas parecia valer a pena.

Won fez seu interrogatório: queria saber tudo da sua futura-madrasta. Won ouvia com atenção absoluta:

- Calma, calma! Vamos por partes! - Fez um gesto para que ele esperasse um pouco. - Ne...Ela é muito bonita. É mais nova do que eu e é gerente de um Café Literário. Chegou a fazer o curso de Direito na Universidade de Seul, mas mudou os planos no meio do caminho e agora tem um negócio próprio e estuda administração noutra faculdade.

Café Literário? Será que…

”Ahhhhhh agora tudo faz sentido!” concluiu. Com certeza era seu pai saindo do café aquele dia depois de ver ela!

Assentiu com a cabeça diante das informações. Pelo visto era alguém bem inteligente, mas parecia que havia algo a mais a acrescentar naquele relato.

Uma mãe solteira? De uma criança pequena ainda.

Won fez uma expressão de curiosidade. Pelo visto era alguém que teve o filho fora do casamento ou algo do tipo. E ainda era uma criança. Won ia ter um irmãozinho!?

”Calma calma, eu to atropelando meus próprios pensamentos”

Pareceu ainda mais curioso quando o pai disse que tinha fotos deles.

”Ei! É aquela mulher!” a gerente do café que a Sunny trabalha. Mas que mundo extremamente pequeno eles viviam, nem imaginava que aquela mulher era a namorada.

Mas podia dizer que o pai tinha bom gosto pois ela é bem bonita. Além disso a camiseta de banda era um plus: para aguentar os gostos musicais bizarros dos Hwang precisaria ser alguém diferente mesmo.

O menino era...familiar. Won não saberia dizer se ele na verdade estava se identificando com o garoto: era só um pouco mais velho quando perdeu a mãe. Ou se havia algo a mais...não saberia dizer.

-Eu só vou falar isso uma vez enquanto eu posso antes de apanhar: muito bonita - disse fazendo um joinha e piscando ao estilo bang bang™️ de seu amigo.
-O filho dela é fofinho também. Eles parecem legais, pai. Fico mais feliz ainda - complementou, tentando tirar os medos que o pai pudesse ter de sua reação.

-Acho que eu fui no Café que ela trabalha na outra semana. O Jae-ki conhece uma garota da sala que trabalha ali e ele precisava falar com ela, aí fomos lá. É um lugar bacana - comentou casualmente. De certa forma o destino já o mantinha perto do futuro.

-Hmmm, tem todo esse lance de passado. A gente também tem. Mas...você gosta mesmo dela né - disse, mais sério do que antes - Então eu não vejo a hora de conhecer eles

Agora estava ansioso por isso. Agora sabia como ela era fisicamente, mas como deveria ser o jeito dela?

-Assim eu posso contar todas as suas histórias. As de cozinha principalmente. Como aquela vez que você fez o feijão explodir - disse voltando a brincar.

As coisas mudavam para os Hwang. De repente a família poderia ficar maior.

Wangjobrother

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Dong Hee Kyung em Qui Out 11, 2018 3:27 pm



Stella começa a rubrar e isso faz seu rostinho branco ficar adorável de ser observado, era estranho Dong não tivesse reparado nas timidas ardinhas que a garota tinha salpicadas pela pele... detalhes pequenos mas que tornam a jovem mais charmosa, perante seu olhar pericial.

- Uhhh, fico feliz em ouvir isso, acho que o Ben não quer mais esperar e quer te conhecer logo... - Sorriu com a possibilidade de ver ela com o bebe no colo. Será que Jun daria uma boa mãe qualquer dia? Boa irmã ela certamente será, se for metade do que é como amiga.

Kyung mexeu seu queixo para baixo duas vezes, afirmando o fim da aula. - Um pouco cansado, dolorido, preocupado. Obrigado por perguntar.

Agradeceu citando toms bem formais do vocabulário coreano, dando a impressão a quem ouvisse, que ele era mais velho do que aparentava.

Já que jovens costumavam usar girias e termos mais descolados que a mídia espalha pelas redes.

- Me... ver? - inclinou de lado o rosto feito a Torre de Pisa, levando a mão até a ponta do queixo fino. - Sempre tenho um tempo para o que me da alegria.

Se referia ao café ou a ela? Ou ambos?!

Hee Kyung faz um gesto com o braço direito apontando numa direção de alguma cantina ou lugar onde pudessem pegar a bebida e se sentar com privacidade.

"E esta agora, estava pensando nela mais cedo e agora como num despertar de sonho, aparece aqui me procurando. Será que veio dissertar sobre o projeto? Stella me pareceu avoada e distante desde que soube..."

Pensou enquanto a encarava, mas expressando um sorrisinho simpático, nem parecia que havia uma britadeira perfurando o lado esquerdo de sua testa.

Se Dong falasse, tinha receio de que a garota acabasse não contando o motivo de sua aparição ali, e o rapaz era bom em não deixar transparecer algumas coisas.

Quinta-Feira. 6:15 P.M

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Qui Out 11, 2018 3:40 pm


Jae-ki suspirou entediado quando Yerin explicava a importância de ter postura, pra ele isso era tudo uma grande besteira, ainda mais vindo dela. Yerin era a última pessoa que ele ouviria. Para Jae-ki já tinha muitas coisas que precisava fazer sem gostar, como trabalhar, limpar, ouvir professores chatos, então porque seguir normas idiotas de etiqueta? Claro que não admitira que tentava se comportar no trabalho, mas era uma situação diferente, ele era praticamente obrigado lá. Ou seja, mas um motivo pra ser livre fora do trabalho.

- Passar vergonha? Eu já disse, tô nem aí.
- Riu - Só que você nem tá seguindo direito isso aí não, nem me deu um anyeong, depois fala de mim... - Implicou por fim, porque não se importava mesmo com essa formalidades.

Era estranho ver Yerin falando sobre saber a hora de ficar calado, porque quando era ela, podia falar quando queria, mas ele não?Jae ficou incomodado por Yerin ter mencionado sua namorada, já estava cansado dela fazer suposições e acusações dele, mas da Eun-bi, se insistisse ia comprar briga mesmo. Beom-seu se defendeu, mas ele não era o alvo de Jae-ki, porque quem tinha mandando ele focar foi Yerin. Só que ela era muito hipócrita, porque ela mesma tinha saído do foco antes dele. Jae ficava revoltado como eles podiam tudo, e ele mesmo não podia nada.

- Já esqueci - Respondeu a defesa de Beom-su.

Depois que Yerin saiu, Jae sentou para conferir os cálculos. E cansado, acabou desabafando um pouco com Beom-su. Ajeitou com o lápis o que faltava no esquema. Ouviu o que o garoto tinha a dizer de Yerin, mas achou tudo muita frescura. Se ele tivesse dinheiro para comprar suas roupas, as de Soo-ji, a comida que quisesse, já era motivo bastante para sorrir. Para ele todo mundo tinha motivos para sorrir. E não achava que ela esperava o pior das pessoas, mas sim dele e dos bolsistas.

- Todo mundo tem motivo para sorrir, só de comer arroz já é motivo pra isso - Respondeu - Mas é... Eu já vi que ela não espera o pior, ela simplesmente inventa coisas e joga isso na minha cara como se fosse verdade, mas quem me chama de julgador é ela. Eu só tô me defendendo, não levo desaforo pra casa não.

Riu quando ouviu ele chamando Yerin de generosa. Só podia ser uma piada.


- Claro, ela é legal com os amigos dela, mas com os bolsistas ela é o demônio. Mas claro que vai defender sua amiga, ela não fica tentando pisar em você.

Até porque Jae achava masoquismo alguém ficar feliz com alguém te tratando como lixo. Ele sabia o que Yerin tinha feito aos bolsistas, a forma mesmo como ela o tratava e julgava, bem diferente dos amigos ricos dela. Achava Yerin insuportável, mas estava tentando levar na brincadeira, porque sabia que argumentos não valiam com Yerin, ela simplesmente os ignorava.

Mas Jae não se importava se ela o odiava, só que se negava a abaixar a cabeça, para ele se ela tinha o direito de falar o que queria, então ela tinha que ouvir também ele falar suas besteiras e implicâncias, como uma vingança. Para ele só de perturbar de volta a pessoa, já achava que valia pena. Jae-ki pegou o celular e ficou olhando a tela quando completou:

- Olha, eu só quero terminar esse trabalho em paz, mas eu rebato de volta o que me jogam. E relaxa, porque isso não é fofoca, ela sabe bem o que eu acho dela, e eu sei o que ela acha de mim. Quanto mais rápido isso acabar acabar, melhor para todos.

Respirou fundo olhando as fotos do seu celular enquanto esperava Yerin sair do banheiro. Tinha fotos da sua Soo-ji e de Eun-bi. Olhou a hora, faltava ainda tanto tempo e tanta coisa para fazer. Jae-ki então fechou os olhos nesse minutos que a esperava, se lembrando nos momentos bons que passou com Eun-bi. Será que teria que parar de rebater Yerin pra conseguir fazer o trabalho? Mas deixaria ela falar mal dele, sem rebater de volta? Se perguntava em pensamento depois de um bocejo.

Estúdio Beom Su

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Qui Out 11, 2018 10:07 pm

HYUN HEE - QUARTA-FEIRA. 1:30 P.M.

Chaeyoung deu um sorriso orgulhoso de sua pequenina travessura e chegou para o lado quando Hyun mudou de lugar para sentar-se ali. Diminuiu um pouco os olhos com o carinho que recebeu no rosto e segurou a mão dele, dando um beijo na região antes de se acomodarem lado a lado.

Logo entraram num assunto um pouco mais delicado envolvendo o irmão dele. A garota por muitas vezes ficava transparente. Não era sempre que conseguia manter a expressão neutra ou o sorriso mentiroso. Quando a afetava demais, ficava evidente que não tinha gostado - o brilho no olhar diminuía, o sorriso vacilava e até a respiração parecia mais tensa.

Ouviu as indagações de Hyun Hee e o encarou de novo.

- Ani. Não estava preocupada só por isso, ontem… - Engoliu em seco e suspirou. - Ontem foi um dia bastante intenso para mim, com muitas emoções misturadas. O seu irmão realmente foi uma delas porque…- Hesitou. - Hyunie...Eu não gosto de contar histórias que não são minhas e, na verdade, eu só conheço uma parte da história. Apesar de ter ficado muito chocada com o que ouvi, eu sei que não deveria julgar a pessoa ouvindo apenas um lado, mas ainda assim, sou humana e empática com meus amigos. - Tinha absorvido o sofrimento de Sunny naquela tarde. - Porém, você o ama muito, eu sei disso e eu não quero levar nada para você que possa magoá-lo, hm?

Fez um carinho no rosto dele também, ajeitando o cabelo dele do modo como ele gostava.

- Sei dos seus esforços para se reaproximar dele e como as coisas têm evoluído bem. Não vou dizer nada que coloque isso em perigo antes que conheça o outro lado também… - Esboçou um sorriso. - Eu quero sim tomar um café com ele e conversar porque desse modo, poderei ter uma opinião melhor. Ontem, admito que no fundo não queria, mas minhas emoções estavam muito mexidas e eu não estava pensando de modo racional…Miane.

Franziu um pouco as sobrancelhas sem entender muito bem porque pedia desculpas. Talvez porque ao ter raiva de Jung Mi, também estava magoando Hyun. E isso era a última coisa que ela queria.

- Eu vou querer… - Pensou. - Algo grande….Bing Su! - Não era verão e estava um dia esquisito, mas ela queria quantidade! Fora que dava para dividir…

Não que ela fosse incapaz de comer sozinha, mas né? Era quase romântico ou ela imaginou que fosse. Esperou ele voltar para que dividissem o doce, mas o silêncio entre eles começou a incomodar um pouco. Ela pigarreou depois de uma colherada e começou.

- Quanto às minhas chateações ahm… - Umedeceu os lábios. - Ontem eu ouvi muitos desabafos e quero ajudar muita gente que está sofrendo, no momento, mas não sei se sou capaz de ser efetiva de verdade. Como se não bastasse…Depois que conversamos, eu...Recebi a ligação de uma amiga...Uma das que sempre viajam comigo quando faço intercâmbio, sabe? - Olhou para ele com os olhos brilhando de lágrimas que se acumulavam. - E de todas as coisas ruins que ouvi ontem, essa foi de longe a pior...Porque ela está doente de novo.

Engoliu em seco, controlando o choro. Respirou fundo e escondeu os lábios, desviando o olhar e observando o restaurante onde estavam. Soltou o ar com um sopro e o encarou, abaixando a colher de vez.

-  Eu não queria que isso estragasse nosso dia… - Passou o dedo delicadamente por baixo de seu olho direito e respirou fundo. - Por isso eu...estava um pouco distante...Mas é...Foi isso..

Parou de falar e pegou mais um pouco de “sorvete”. Como temia, o clima ficou um pouco mais pesado, mas ela estava se recuperando através da comida. Quando terminaram, começaram a passear de mãos dadas para desgastar o tanto que comeram. Ficou um tempo olhando para as vitrines, mas apenas enquanto passava por elas - não parava para ver ou cismava em entrar nas lojas. Não tinha os mesmos impulsos consumistas das meninas do colégio.

Ouviu sobre o cinema e o encarou com um sorriso no canto dos lábios.

- Cinema? Kure!...Mas por que você está com esse sorrisinho, ahm?! Ahm? - Começou a cutucá-lo enquanto ria, já ficando com as bochechas coradas. Não conseguia se acostumar com as caras que ele fazia, ficava muito envergonhada.

Contudo, era melhor assim do que triste como esteve antes.

- Faz parte do trajeto do mal caminho?
(C) Ross


HYEMIN QUARTA-FEIRA. 6 P.M.


- Não escolhi, você induziu… - Joo Hyuk imitou a voz dela e fez uma expressão bem afetadinha enquanto repetia. No fim, franziu mais o nariz e deu de ombros.

Logo os dois começavam a se provocar sobre questões de etiqueta. Kim deixava nas entrelinhas que havia algo de especial para seus convidados, mas que era só para depois que tivessem o trabalho encaminhado. E Ui Jin chegado. Fora que ela pediu água ao invés de outra bebida e o que combinava com água, afinal?

Contudo, mesmo o mínimo atrito entre eles camuflado de humor ácido foi o suficiente para que ele tivesse que se calar de novo. Não era apenas isso, tomar leite também ajudou e agora sentia seu estômago numa pequena erupção. Precisava de algo para refrescar a região, mas estava incomodado demais para pensar no que podia comer. Além disso, ele era teimoso e ligeiramente orgulhoso, deixando o quadro ainda mais complexo.

Sentou-se no sofá, levando a mão até a barriga e abaixando um pouco a cabeça enquanto Hyemin olhava para a maquete. O lado bom dela se distrair facilmente com as coisas era que ele podia sofrer quieto. Ou pelo menos assim ele achava.

Não passou por sua cabeça que ela estivesse tomando conta dele.

Quando ela começou a falar sobre si, imaginou que viria algo que o aborreceria de novo, mas ficou surpreso com o que ela tinha a dizer. Olhou para seu perfil enquanto a menina evitava encará-lo diretamente e...falava de mingau de arroz?

- Mwo? - Não entendeu, mas coçou atrás da orelha ao ouvir que era bom para o estômago. - Oh...É verdade…

Piscou lentamente e tombou a cabeça quando ela disse que sabia fazer. E daí? Ele não sabia fazer nem isso, mas podia pedir para sua mãe fazer e deixar no freezer para que ele descongelasse a porção que fosse comer. Pelo menos parecia uma boa ideia...Estava começando a pensar em pedir isso enquanto a encarava também. Estava evidente em sua expressão que ele realmente não tinha entendido quais eram as intenções dela.

Retribuiu o olhar, mas parecia um pouco bobo e perdido, como se a ausência de mais alimentos estivesse afetando seu raciocínio também - não era mentira. Com uma dieta tão restrita e comendo tão foco, ele se sentia fraco e aéreo.

Foi então que ela falou o que desejava e, pouco a pouco, Joo Hyuk fez um “o” com os lábios enquanto arregalava um pouco os olhos.

- Ooh, jinjja? É, logo vi que você estava sendo mal educada… - Cutucou, mas deu um sorriso no canto dos lábios. - Não seria educado permitir que você cozinhe quando é uma convidada, mas… - O estômago dele roncou um pouco. - Eu agradeceria se fizesse. Se...não...for...incômodo…

Não era apenas o raciocínio que estava lento, seu discernimento também parecia abalado. Considerando que ele estava com muita fome mesmo - além de dolorido - talvez ele tirasse um pouco o peso da culpa. Levantou-se, indicando o caminho da cozinha para ela. Era no formato americano, com uma bancada que dava para ver a sala e dois banquinhos no balcão. Uma mesinha bonitinha também ficava no canto, mas Kim logo se sentou num dos banquinhos e a observou. Era uma cozinha bonitinha, limpa e pouco usada. Não chegava a ser como a cozinha dela, obviamente, mas havia espaço o suficiente para que fizesse um mingau.

Kim ficou quietinho nos primeiros segundos, acompanhado de sua maçã desidratada enquanto a observava.

- Ahm...Eu não sei se o pessoal te contou, mas er...Eu passei mal, mas não estou morrendo. - Falou. -  Não precisa ficar com pena porque não estou nos meus últimos dias...ainda. - Fez uma careta. - Foi uma crise de gastrite e os exames mostraram que o ferimento tem aumentado e se eu não cuidar pode virar uma úlcera. Por isso me deram mais de 1 dia de repouso e, bom, essa dieta. Pelo menos vou poder preservar meu belo físico, não acha?

Tentou quebrar um pouco o clima. Não fazia ideia do porquê toda aquela gentileza por parte de alguém que declarou que o odiava. Imaginou que ela estivesse com pena dele e não gostava desse tipo de sentimento. Por isso ele falou que não estava morrendo. Talvez assim ela voltasse a tratá-lo normalmente ao invés daquele jeito de quem parecia estar no meio de um campo minado.

Isso o deixava angustiado também.
(C) Ross


JAE KI - QUARTA-FEIRA. 6:28 P.M.


Beom Su fez o que poucos herdeiros costumavam fazer com Jaeki: o escutou. Talvez agora Jaeki percebesse que a expressão afetada e de naturalmente enjoada de Beom Su nada mais era do que o natural dele, mas que no fundo, era uma pessoa que gostava de ouvir as outras. Não que isso o fizesse bom, na verdade, ele sabia ser bem venenoso e sarcástico, mas quando estava falando sério, ele deixava essas características negativas de lado.

E parecia conversar sem nenhum tipo de problema.

- Bom, isso é uma opinião sua. Tem pessoas que carregam fardos demais e desaprenderam a sorrir. Não estou dizendo que seja o caso da Yerin-Ah, mas nunca devemos generalizar. Você gosta quando é taxado apenas de bolsista? Não né? Assim como eu, por exemplo, não gosto de ser taxado apenas de herdeiro ou quando falam que eu só tenho sucesso com o que faço porque minha mãe é estilista. Generalizar nunca é bom.

Balançou o dedo em negativo, mas continuou ouvindo e arqueando a sobrancelha.

- Eu já percebi a predisposição que vocês têm para discutir. A Yerin-Ah não gosta de perder discussões e testa as pessoas. Não só os “bolsistas”, tá? Ela faz isso com todo mundo porque, como disse, ela sempre espera o pior. Até eu já passei por isso...E você quer que eu te diga uma coisa? Ela está bem mais calma do que antes. Se você tivesse entrado aqui no ensino fundamental conheceria o lado mais autoritário dela. Até que ela está contida…

Já fez a fama, né? Agora só mantinhas as aparências como se nada tivesse mudado quando tudo estava mudando. Beom Su concordou que era a amiga dele, mas discordou da segunda parte.

- Como disse, ela não faz isso apenas com bolsistas. É com qualquer pessoa. Mas enfim, talvez você devesse abrir mais os olhos para o que acontece ao redor. Mas só talvez...Não me parece que você é do tipo que se importa em conhecer outras versões da mesma pessoa.

Ponderou.

- Não estou te julgando. Mas é que existem pessoas que mantem o que conhecem à primeira vista. Outros se permitem novas vistas, entende? Mas enfim, você tem razão num ponto: é melhor focarmos logo no trabalho para que fique num prazo bom de ser concluído…

Beom Su foi ficando quieto e não demorou para que Yerin retornasse. Àquela luz, ela parecia com a pele mais pálida e mexia um pouco as mãos que tinha acabado de secar. Olhou para os dois, mas antes que pudesse dizer alguma coisa, um clarão tomou conta da janela do lado de fora antes de um estrondoso raio partir os céus.

O garoto fez um escândalo, gritando de susto com o raio e correu para fechar as cortinas. Enquanto elas eram fechadas, eles viam o céu desabando com uma forte chuva. Yerin tinha ficado imóvel, ainda mais pálida que antes, mas agora seu rosto expressava algo de verdade: medo.

Quando o segundo raio veio - não precisou do clarão de antes, apenas o barulho - foi o suficiente para que ela caísse no tapete sem muito jeito e levasse as mãos até os ouvidos. Pressionava com força, apesar de muito trêmula enquanto mantinha os olhos fechados. Beom Su estava ocupado demais com a janela e correndo para fechar outras pelo estúdio antes que tudo virasse um grande lago. O barulho da chuva e dos raios também o impediam de prestar atenção na cena.
(C) Ross


MISOO - QUARTA-FEIRA. 6:35 P.M.


Misoo não sentiria nada num primeiro momento, apenas a incerteza do que aquela pílula podia gerar dentro de si. Quando tomou, percebeu que ela era uma espécie de gel - era um liquido azul transparente - ou seja, a absorção seria muito mais rápida do que a dissolução de um comprido tradicional.

Porém, logo de cara seria difícil dizer se o corpo dela reagiu ou não de alguma coisa. Ela inteira estava uma bomba relógio, com fome, raiva, amarga, ansiosa e com medo. Não dava para saber se aquele embrulho no estômago era consequência do remédio.

O caminho para casa foi extremamente silencioso enquanto as densas nuvens pareciam acompanhá-la. O condomínio ficava ainda mais perto de carro, mas parecia que tinha percorrido quilômetros e mais quilômetros sem nunca chegar. O motorista parou em frente à residência Yeun. E assim que Misoo colocasse o pé no chão, sentiria que o chão estava diferente. Tinha a textura de um marshmallow ou colchão, caso preferisse a comparação.

A mente estava um pouco lenta. Demandaria um pouco de força de vontade para manter os dois pés firmes, mas a sensação da textura estranha ia e vinha. No fim, só demorou um pouco mais para chegar em casa, trocar os sapatos e subir até o quarto.

Parecia que suas forças eram consumidas cada segundo que passava. Não parecia ser um laxante, mas será que não era mesmo um veneno?

Não havia ninguém em casa - para sua sorte ou azar - e Misoo precisava chegar à tempo em sua cama. Enquanto percorria o corredor, a tontura ficava mais forte até que não existiria mais tantas forças assim até chegar no quarto. O máximo que conseguiria era fechar a porta, mas o corpo não resistiria e cairia - no chão, numa poltrona, na cama...Ela não tinha mais forças e suava…

Suava como se tivesse corrido a maratona de sua vida. Os poros estavam mais abertos e a sensação era incômoda e ao mesmo tempo relaxante, como se as toxicinas saíssem de seu corpo e ela estivesse se liberando. Mas ela sentia um cheiro que a embrulhava o estômago. Sem ter nada para colocar para fora, restaria apenas se revirar enquanto o corpo não conseguia se erguer.

Era a primeira vez que ela entrava em contato com um remédio desses. Não que antes ela não tivesse buscado por soluções mediciais para seu emagrecimento, mas esse...O que ela tinha tomado, afinal? Será que agora dava para sentir medo?

Não tinha muito o que fazer além de esperar o efeito passar.

Misoo cairia no sono, um sono bastante agitado, onde as sensações se misturavam e a remetiam a um quadro surrealista. Era quase como se ela fosse uma das obras de Salvador Dali.

A sensação durou exatos trinta minutos - mesmo parecendo muito mais. Até que ela voltaria a si quando ouvisse um estrondoso raio iluminando e cortando os céus de Seul. A chuva veio logo em sequência e Misoo estava deitada, completamente suada e desorientada. O coração estaria disparado pelo susto do raio e o desespero do remédio.

Mas a barriga...nem ao menos roncava.

Ao invés de fome, ela sentia uma sede como se estivesse andando no deserto há semanas com pouca água.

A unnie não tinha mentido sobre a perda de fome, só não contou todo o resto que trazia. Será que valia à pena passar por toda aquela aventura surrealista para secar em três dias? Quanto será que ela secaria de um dia para o outro?
(C) Ross


WON BIN - QUINTA-FEIRA. 1:42 P.M
.

O pai aguardou a reação do filho com certa expectativa. Queria saber se Won a acharia tão bonita quanto ele mesmo achava, assim como esperava para ver o que ele diria a respeito de Chan Hee. Sang Choi não conhecia o garoto ainda, mas já conhecia algumas histórias a respeito dele. Tae Hee era uma mãe muito babona e orgulhosa de sua cria. Sang Choi também o era, mas não tinha nenhuma foto recente de Won Bin para mostrar.

Acabou compartilhando com ela as fotos do campeonato que ele participou e todas eram um pouco distantes, além de não ter o melhor dos focos por conta do modo torto que foram tiradas. A foto dele no pódio também não representava 100% a realidade porque o cabelo estava todo ensopado de suor, a cor do rosto diferente pelo esforço, além de bagunçado. Era bem diferente do menino alinhado com o uniforme que ela “viu” recentemente.

Fora que havia certa dor quando Sang Choi falava de Won, como se o que ele mostrava fizesse parte de um passado distante. De fato, a relação estava difícil, eles mal se falavam, mas Tae Hee conversou bastante sobre o gênio dos adolescentes e torcia para que tudo se resolvesse com o tempo.

Em nenhum momento ela tinha se aproveitado dessa vulnerabilidade dele para empurrar Chan. Ela preferiu incentivar que ele e o filho se entendessem logo e comentou que pequenos gestos seriam pequenos passos para a reaproximação.

De fato, ele seguiu alguns dos conselhos - como no sábado, o jantar que tentou fazer para agradá-lo e, enfim, tinha culminado na reconciliação deles. Não diria que Won deveria agradecer a Tae Hee, porque ele mesmo já se sentia grato por ela ter alertado sobre seu excesso de orgulho e firmeza para tratar o filho.

Agora Won conhecia sua existência e a via numa foto. Claro que estava ansioso e riu do comentário dele.

- Eu tenho bom gosto. - Respondeu de um modo divertido.  - Sim, ele parece ser uma criança boa. E fico feliz em ouvir isso, Won…

Ele não imaginava o quanto!

- Mwo? Foi? - Arregalou um pouco os olhos quando ouviu aquela afirmação. - Hmmm...Tem duas meninas lá que estudam em Wangjo. São duas bolsistas, pelo que ela me disse. Outro dia vi uma delas e fiquei sabendo. Que coincidência! Não fazia ideia de que era da sua turma! Lá é bem agradável mesmo. Um dia iremos juntos, que tal?

Depois que apresentasse os dois. Não seria muito bom levar Won até o local de trabalho dela. Enfim, ele estava bastante ansioso pelo encontro também.

- Vou falar com ela, num dia que ela possa. Como é gerente, é uma das que mais trabalha, então, vamos tentar encaixar as agendas. Esse fim de semana, eu não posso...Tenho que fazer 48 horas sexta e sábado. Só volto no domingo de manhã…

O que seria ótimo para Won porque o pai não precisaria saber onde ele iria no sábado. Ele nunca permitiria que o garoto fosse para a festa de um Yoon.

- Aliás, o que você vai fazer nesse fim de semana? Já falou com seus amigos, afinal?

Cerrou os olhos quando ele comentou sobre suas histórias.

- Ya! Nem ouse!! Ou vamos começar a contar coisas vergonhosas dos dois lados!

Disse sério, mas acabou rindo. Esperaria que ele contasse sobre os planos do fim de semana para terminarem de comer e desse a louça para Won lavar - era o mínimo, visto que ele “cozinhou”.
(C) Ross


HEE KYUNG - QUINTA-FEIRA. 6:23 P.M.


Um sorriso se formou nos lábios de Stella com a resposta de Hee Kyung à respeito de seu irmão. Ela uniu as mãos em frente ao corpo e o balançou de levinho de um lado para o outro até que firmou a base e o encarou de novo. Não achava que tivesse nada de muito especial nela para que o irmão tivesse tanta vontade assim de nascer - na verdade, se o irmãozinho a amasse, deveria ser canceriano, não geminiano.

De todo modo, essa reação fofinha durou muito pouco, quase nada porque o motivo que a tinha levado se encontrar com Dong era um pouco mais sério. Estava muito angustiada desde a conversa que eles tiveram e achou que fosse melhor conversarem longe do colégio e apenas os dois.

Antes de chegar neste ponto, contudo, ela perguntou como ele estava. Não tinham conversado muito nesses dias e queria saber como seu amigo andava mesmo.

- Não precisa agradecer por isso. - Respondeu com um breve sorriso no canto dos lábios. - Imagino que esteja. Nadar cansa muito, não é? - Mordeu o lábio internamente olhando na direção da piscina antes de encará-lo de novo.

Neste instante, admitiu que estava ali para vê-lo. Sugeriu que fossem até algum lugar, caso ele tivesse tempo, assim poderiam sentar um pouco para conversar. Meneou positivamente, confirmando a pergunta retórica dele, mas logo ficou surpresa com a resposta.

- Oh… - Mas achou que ele estava falando do café, não dela. - É verdade… - Relaxou e sorriu. - Seria estranho se você dissesse “não” para o café. Gaja?

Indicou o caminho para a saída para que pudessem andar juntos enquanto o próprio já mostrava o caminho. Os dois acabaram coordenando o movimento e ela deu outro sorriso meio sem graça. Dong era sempre muito polido, educado, um verdadeiro lord adolescente. Stella estava um pouco insegura, questionando-se sobre sua roupa e cabelo porque parecia mesmo uma plebeia andando com ele.

Seus nomes e seus rankings geravam um grande desnível que podia ser maquiado com a aparência, mas não pensou nisso até aquele momento. Agora estava um pouco angustiada, apesar do teor da conversa não ser sobre isso…

Coçou de levinho a cabeça e aproveitou para pegar uma mecha de cabelo enquanto andavam. Ao fazer isso, olhou de banda para ele, vendo o sorrisinho simpático e retribuiu. Os dois tinham quase a mesma altura por conta da genética avantajada dela e da fase de crescimento lenta dele.

Não demorou muito para que chegassem até a lanchonete do clube. Era um lugar com aparência jovem e elegante - extremamente limpo, simétrico e com cores que ativavam a fome e vontade de ficar ali depois das atividades e afins. Havia uma área externa além do interior, mas como o tempo estava esquisito, ela mesma já entrou para que pegassem algum lugar confortável. Sentou-se e pediu um café americano para si, esperando que o garoto também fizesse seu pedido.

Houve um pouco de silêncio enquanto ela se ajeitava até que finalmente o encarou. Pigarreou de levinho e começou.

- Eu...Vim te ver porque queria conversar fora do colégio e dos olhares dos nossos amigos. Assim eu me sinto um pouco mais à vontade para expressar algumas coisas que não foram muito bem compreendidas na terça-feira. Além de...bom, eu não queria esperar até o fim de semana porque também...estava sentindo sua falta. Fui eu que impus uma pequena distância nos ultimos dias porque estava chateada e confusa, nada mais justo que eu também eliminasse isso para que pudessemos nos falar de novo…

Manteve os olhos claros sobre os dele. O rosto também estava um pouco mais vermelho por conta da velocidade que o sangue estava circulando por seu corpo.

- Eu estou com medo, Kyungie...Eu estou com medo de você acabar se machucando por conta do seu projeto. Quando...Quando perguntei o motivo foi porque...Eu ficaria arrasada se soubesse que você se machucou por minha causa. E também estava pensando na possibilidade de…

Parou de falar e abaixou a cabeça, um pouco envergonhada de terminar a sentença.
(C) Ross



SUNNY - SEXTA-FEIRA. 3:12 P.M.


Minhyun e Jirin continuaram olhando na direção de Sunny por motivos diferentes, mas acabavam tendo o mesmo objetivo: estavam curiosos com o estado dela. Minhyun ainda se recordava do que viu no inicio daquela semana enquanto Jirin estava mais preocupada em saber o que ela ficou fazendo esse tempo todo com o professor Chang Wook.

Os dois não estranhariam se ela passasse direto e evitasse falar com eles, mas contrariando qualquer expectativa, Sunny seguiu até a dupla e os cumprimentou. Na verdade, dava para perceber que era mais voltado para Minhyun, mas a garota ao lado dele não deu espaço para que eles conversassem à sós.

- Olá…- Minhyun respondeu. - Estamos bem e você? Ahm...Está tudo bem com você?

- Não parece. - Jirin já logo respondeu, sendo bastante incômoda em seu comentário.

- Rinie…

- Por que eu mentiria, oppa?

Nem ao menos se arrependeu do comentário que fez e o menino apenas revirou os olhos. Porém, ele voltou encarar Sunny um pouco mais atentamente enquanto ela voltava para aquele dia.

- Ajuda? O que aconteceu? Por que você não disse nada, hm?

- Porque eu não fico dando satisfações de todos os meus passos para você, Rinie. Que mania irritante de ser controladora. Nem minha noona é assim.

- Oppa…- Fez um pouco de manha e aumentou o bico enquanto sacudia o blazer dela.

- Rinie sabe ser uma prima muito zelosa, sabe? - Minhyun achou certa graça. - Enfim, não precisa agradecer por isso. Não foi nenhum transtorno e eu faria por qualquer pessoa que estivesse precisando. Mas você está bem mesmo?

- Claro que está, ela ficou conversando com o professor Lee depois da aula. Apesar de que a sua expressão não está nada boa. Já pensou em usar maquiagem? Tirar essas olheiras? Se você se cuidasse, ficaria mais bonita, mas assim...Parece uma velha.

Minhyun massageou a têmpora por conta da língua elástica e afiada de sua prima. Meneou negativamente e tomou a frente.

- Peço desculpas por isso também.

- Eu não pedi!

- Mas eu estou pedindo porque estou envergonhado.

- Com licença… - A bibliotecária bateu de levinho na bancada. - Vocês estão falando alto, não conhecem a regra básica da biblioteca não? Estão atrapalhando seus colegas.

- Perdão… - Minhyun abaixou a cabeça.

Jirin também pediu desculpas, mas logo lançou um último olhar impaciente para Sunny e pegou Minhyun pelo braço.

- Vem, eu vou te explicar sobre o livro lá fora...Gaja.

- Eoh...Tchau, Kim Sun Hee-ssi...Se precisar de alguma coisa, não hesite em me procurar…
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Última edição por The Crown RPG em Sex Out 12, 2018 1:28 am, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Qui Out 11, 2018 11:43 pm



Hyemin sempre fazia uma careta quando ele a provocava, caindo facilmente, assim como ele parecia fazer. A diferença dessa vez é que ela não chegava a perder o controle na raiva, por enquanto, porque tinha aquela aura esquisita que ele logo interpretaria como pena.

Sugeriu o mingau num pequeno ato de coragem. Estava devendo a ele mesmo, mas ainda tinha medo de como ele responderia, por isso sentiu uma pequena felicidade de ouvir o tom positivo que ele respondia a sua sugestão. Muito mais do que isso. Virou para olhá-lo quando ele perguntou se era sério e ficou bem surpresa com aquela carinha sincera e tranquila, apesar da provocação costumeira. Era familiar e confortável. Sentiu um breve calor no peito, como uma recompensa instantânea. Era muito bom não ser rejeitada em uma intenção genuinamente boa.

Ele até lhe pediu aquilo… Com educação! Sentiu-se útil e fazendo alguma coisa boa para variar por aquele menino que a família (E ela) tinha maltratado.

- … Ye... - respondeu, feliz. Deu um pequeno sorriso, abaixando o rosto de forma a esconder a satisfação.

Levantou-se, acompanhando-o até a cozinha. Olhou em volta, reconhecendo o terreno e identificando os lugares para cozinhar. Estava no seu campo favorável. Cozinha era cozinha, apesar da sua sempre ser a mais confortável.

- Panelas ficam ali? Onde fica o arroz? O que posso usar de legume? Frango? - foi fazendo uma pergunta de cada vez enquanto separava seus materiais. De acordo com o que ele dissesse que queria ou que poderia comer.

Enfim, prendeu o cabelo de forma improvisada, lavou as mãos e ficou em silêncio também, concentrada nos preparativos iniciais. Ela realmente gostava daquilo que estava fazendo, então era fácil começar a se transportar para o mundo da culinária. Era sua terapia, mas ela tinha vontade de fazer um trabalho bem feito.

De repente ele a interrompeu um pouco, fazendo-a virar o rosto para prestar atenção no que ele tinha a dizer, mas deixou de olhá-lo quando soube do que se tratava, preferindo deixar as costas para ele enquanto continuava seu mise en place.

Sentiu um peso no peito. Podia até dizer que não estava morrendo, e dava vontade de bater nele com a colher só por brincar daquele jeito, mas agora sabia que era mesmo grave. Poder virar úlcera não era algo trivial assim, apesar de ela não conhecer muito de doenças. Ele brincou sobre o físico, mas ela não riu. Em vez disso, parou bruscamente o que estava fazendo.

Respirou fundo, trabalhando com a palavra “pena” que ele tinha usado. Será que era isso que esteve sentindo esse tempo todo? Isso e culpa? Foi cuidar do fogão, esquentar água. Então voltou a falar.

- Acho que você tem preocupação o bastante dos seus amigos para não precisar que eu sinta pena de você. Eu só… - parou um pouco para pensar. - Sei que juk faz bem para o estômago… E sei fazer juk… - comentou, de forma meio confusa, mas não saberia explicar direito.

Poxa, por que ninguém fazia juk pra esse menino comer? Por que tinha que ser ela que tinha que pensar nisso? Aigo… O que ele faria sozinho? Kim Go Eun era uma mulher ocupada com trabalho. E aquele bando de amigos dele não se preocupava com a saúde dele? Balançou a cabeça negativamente.

- ….E…

E ela sabia que tinha sido culpada por aquilo por grande parte. As palavras entalaram na garganta. Se falasse, ele entenderia? Agora sim poderia ser xingada. Porque como alguém pode falar tanta besteira e depois querer se safar com um prato de comida? Mais uma vez poderia parecer bem estranha falando aquilo. Além do mais… Vai que ele não quisesse mais comer, por birra? Ou então… Por que se achava tão importante assim para ter causado isso nele? Como era difícil ser ruim com palavras.


- … Sei que não … Posso não ter ajudado…. Sei que eu não ajudei falando com você daquele jeito por causa de…. - travou. - Mian.

Agora ele iria falar um monte. Como ela tinha sido tão cara de pau? Antes que ele a respondesse, ela começou a falar, um pouco mais alto.

- Olha… Só coma o juk. Tá bem? Eu não quero nada com isso. Eu sei que não dá para compensar de verdade. Eu nem estou tentando fazer isso. Eu sei que você me odeia e eu nem quero discutir isso, porque nem adianta. E não é um mingau de 40 minutos que vai compensar as coisas. Mas eu só queria que desse para fazer uma coisa uma vez… uma única que não fosse entendida errado, com pena, raiva ou qualquer coisa que vai terminar com a gente se xingando. Então… eu não estou com pena de você. Eu só não quero que você… - não achou mais palavras, então se irritou um pouquinho, simplificando. Ah, não quero que você morra ou algo assim



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Re: Capítulo 8

Mensagem por Dong Hee Kyung em Sex Out 12, 2018 12:48 am



Dong coçou o ombro esquerdo como se estivesse incomodando um pouco, enquanto caminhava ao lado dela.

- Cansa mais, quando você não gosta muito do que faz. Oh, eu rimei isto? - Respondeu sobre a natação, atividade que para ele era mais constrangedora do que qualquer outra coisa.

No fundo ele sabia dos prós, inclusive podia sentir alguns deles, mas como não se dedicava tanto a algo que não tinha interesse, acabava deixando de absorver com plenitude os benefícios  da atividade aquática.

-  Não é só para o café que evito uma negativa, se deseja saber. - Tentou disfarçar seu pequeno vicio em cafeina redirecionando a atenção para... outra possibilidade.

Andando juntos, pareciam diferentes mas só pelos estilos. Hee Kyung usava roupas de mangas cumpridas, vermelho escuro, com calças cinzas, se parecia um lorde, não era bem um ligado a moda, certamente.

Na lanchonete, o garoto para alguns segundos ajeitando as lentes do óculos como se estivesse procurando algo.

Procurava, por erros, enquanto Stella buscava seu lugar, e até mexia nos cabelos anteriormente, Hee Kyung buscava por algo que o incomodasse no cenário.

Já que em Jun... tudo lhe era agradável.
Quando se sentou, após a rápida vistoria no local, pediu um expresso sem açúcar ou adoçante.

- Não me pareceu tão pequena a distancia, achei até que tomaria providencias mais drásticas. - Exagerou um pouco, ele falava sério e preocupado, com aquele olhar castanho e atento a coloração de seu rostinho.

- Existe uma frase que costumo me lembrar...'Se você tem inimigos, significa que brigou por algo alguma vez na sua vida'. Naquele dia lhe falei, vivi na sombra do conforto, um que é meu por direito, mas que começou a me incomodar. É complexo explicar como me sinto a respeito disso.

Não desviava o olhar dela, mesmo que evitasse encarar de forma fanática ou muito penetrante. Haviam pequenas coisas que ele fazia, além do projeto. Evitar os motoristas, evitar as extravagancias, conforme crescia, Hee Kyung começa a sentir uma peculiar estranheza para este mundo de fartura no qual nascera.

- Se eu fosse uma pessoa mais forte, talvez você sentisse menos medo, Stella. Evite pensar nos contras, pense nos prós, um povo que é melhor educado compreende o seu próximo de forma mais clara.

Conforme ele falava de maneira breve, mas polida, percebe a garota curvando a face...

- Possibilidade leva a probabilidade e estas são coisas que me atraem. Adicionou um ponto de curiosidade com relação ao que ouvia dela.

Não sabia o que esperar, mas imagina que seja algo relacionado aos projetos.

Quinta-Feira. 6:23 P.M

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Sex Out 12, 2018 2:18 am

HYEMIN QUARTA-FEIRA. 6:30 P.M.


- Ne, fica no segundo armário. O arroz está na geladeira.- Joo Hyuk apontava enquanto falava onde estava cada coisa.- Melhor só legumes, o frango que tem está congelado.

Ainda precisaria descongelar, limpar, cozinhar...Ou algo assim, ele não se lembrava de todas as etapas da cozinha. Só sabia que daria muito trabalho e que não haveria tempo para isso. Já bastava o que tinha para um mingau de arroz com legumes.

Ficou tamborilando os dedos na bancada enquanto a via amarrando o cabelo como uma verdadeira profissional diante de seus instrumentos de trabalho. O que via parecia rimar com as manchetes que havia visto no corredor do colégio, as reportagens sobre ela e a culinária. Aparentemente, ela não estava brincando quando criança. Algumas pessoas nascem mesmo com o dom.

Só não entendia porque ela estava colocando tanto empenho assim por ele...Será que estava com pena?

Arriscou chutar que sim porque isso fez o comentário que atraiu sua atenção. Percebeu o interesse inicial e como isso murchou quando ela percebeu o teor de seu comentário. Ele continuou mesmo assim porque queria deixar claro que estava bem, apesar de seu estado não ser dos melhores.

Ficou quieto quando percebeu que nem a piada serviu para quebrar o clima.

Tinha que voltar à sua mentalidade anterior e ignorá-la. Não precisavam manter um diálogo, né? Ela só estava fazendo juk porque queria e, bom, ele aceitou porque estava com fome mesmo. Provavelmente aceitaria até pedra temperada. Olhou para baixo, mexendo os dedos até que ela resolveu falar.

- E aí quis fazer juk pra mim? Wae?

Estava realmente curioso com essa mudança. Demorou um pouco para acreditar que ela estava mesmo disposta a fazer o prato para ele. Hyemin parecia confusa com seus pensamentos - Joo Hyuk podia não ler a mente dela, mas o fato de balançar tanto a cabeça e se expressar dava a impressão de que estava diante de um grande dilema interno. Foi pego de surpresa pelo pedido de desculpas dela.

Precisou coçar um pouco a cabeça e ajeitar os óculos, incapaz de responder num primeiro momento. Por mais que quisesse, ela também não permitiu que ele falasse mais nada.

Ficou bem quieto, ouvindo todo o discurso dela até que, por fim, ele se levantou do banquinho. Ajeitou sua blusa e disse.

- 40 minutos, hm? Eu vou tirar um cochilo até o Ui Jin chegar, então… - Não estava brigando, nem discutindo, nem xingando. Ele não tinha entendido ainda as intenções de Hyemin, mas não estava disposto a fazer nada de negativo também. - E pode ficar tranquila...Eu não vou morrer ainda.

Deu um sorriso no canto dos lábios e caminhou até a sala para se deitar no sofá. Até ligou a tv num canal aleatório, mas estava tão quieto que, provavelmente, estava dormindo mesmo. O celular deles estava vibrando com algumas mensagens, mas Joo Hyuk nem estava perto de seu aparelho dessa vez. E Hyemin muito ocupada com o importante juk que estava fazendo - o juk de sua vida!

Cerca de meia hora depois de iniciado, já nos momentos finais, ela ouviria um raio cortando os céus de Seul. Não dava para ver o clarão, mas dava para ouvi-lo com precisão e como o mundo pareceu tremer. Seguido dele começou uma torrencial chuva, com gotas bem grossas e típicas daquela época do ano.

Até agora, não havia sinais de Ui Jin e Joo Hyuk mesmo com toda aquela orelha, não parece ter se importado com o barulho.

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HEE KYUNG - QUINTA-FEIRA. 6:26 P.M.


A canadense o encarou quando ouviu a rima e chegou a esboçar outro pequeno sorriso, apesar de não ter graça em ver seu amigo fazendo algo que não gostava. Em partes, achava que era bom praticar um exercício, mas imaginava o quão penoso era fazer algo que não gostava.

Escondeu os lábios, fazendo um pequeno bico, mas também aproveitou para comentar sobre o café, antes que ficasse meio corada.

Não adiantou. A resposta dele abria margem para algumas confusões  - porque não dava para ter certeza dos sentimentos dele. Stella não queria criar expectativas, apesar de já identificar que nutria certas borboletas no estômago quando estava ao lado de Hee Kyung. Porém, ela ainda estava podando isso, negando para não se machucar muito no futuro. Até porque, era sobre o futuro que queria falar com ele.

Ficou em silêncio durante o resto do caminho até a lanchonete. Enquanto ela procurava por uma mesa, Dong tentava achar algum defeito. Talvez tenha encontrado na primeira mesa que ela optou  - ficava com uma luz ruim - então seguiram para uma segunda. Logo a garçonete veio e ambos pediram por café- um expresso e um americano. Tão jovens e tão viciados em cafeína…

Stella começou o seu discurso, mas deixou os ombros caírem com aquele pequeno desabafo.

- Miane...Eu...Eu ainda estava tentando concatenar minhas ideias e não sabia como seria  a melhor forma de abordá-lo. Mas eis-me aqui, tentando explicar as coisas como não fiz antes…

As desculpas, ela pediu com os olhos um pouco baixo, mas foi erguendo para encará-lo enquanto completava seu discurso. Ouviu a primeira resposta dele sem tirar os olhos claros de seu rosto. Ele perceberia que ela estava usando lente de contato naquela tarde - ela sempre usava os óculos quando iam estudar, mas na rua, dava para ver o contorno da lente de grau naquelas íris tão claras para uma coreana.

- Ung...Você passou a questionar os próprios privilégios. Isso deve ter sido pela convivência com pessoas diferentes. Talvez essa tenha sido a intenção do diretor quando abriu vagas para bolsistas, mas não são todos que despontam a empatia como você fez…

Disse num tom de lamento. Franziu um pouco as sobrancelhas e meneou negativamente com o comentário dele.

- Ani, eu não estou com medo por te achar fraco. Você é muito forte por tomar essa decisão, Kyungie, eu tenho medo pelo que podem fazer com a sua moral, o quanto vão tentar te expor ao ridículo e...Eu não quero que você passe por essas coisas. Será muito doloroso de ver…

A voz embargou um pouco e ela não conseguia pensar nos prós porque estava no auge de sua covardia. Tanto que ela concluiu, finalmente, seu pensamentos de antes.

- Na possibilidade que talvez seja mesmo uma probabilidade de… - Engoliu em seco. - Ir para minha terra natal de novo, depois das férias de verão, viver com meus avós maternos… - Fechou a boca. - No Canadá…

Os ombros caíram um pouco.

- Eu aguentei muita coisa nos últimos anos, Kyungie...E nunca reclamei apesar de me machucar de mil maneiras. Eu tinha medo de andar sozinha ou de ir ao banheiro porque as garotas estariam lá me esperando para me humilhar, falar do meu sangue, das minha aparência, destruir minha moral e transformar minha vida escolar num inferno. Eu resisti muito, mas…Hoje em dia, as pessoas pagam por mim e eu não quero...eu não vou conseguir carregar o peso de saber que você foi uma dessas pessoas. Eu prefiro ir embora, se esse for o caminho para impedi-lo de se machucar como eu, Sunny e outras meninas já se machucaram antes.

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Won-Bin em Sex Out 12, 2018 2:25 am



Won apreciava como o pai queria validar aquela escolha, de não ficar mais só, com ele. Mesmo que tivessem passado por meses difíceis ainda eram melhores amigos além de pai e filho.

Nem imaginava que essa nova namorada foi uma influencia tão boa na reconciliação dos dois.

- Eu tenho bom gosto. -

Won deu mais algumas piscadelas bang bang. Agora sabia porque o amigo adorava fazer aquilo, era uma brincadeira viciante.

Assentiu com a cabeça sobre irem ao Café um dia. Na verdade estava tão ansioso que não importava qual a desculpa pra conhecer a namorada do pai.

- Vou falar com ela, num dia que ela possa. Como é gerente, é uma das que mais trabalha, então, vamos tentar encaixar as agendas. Esse fim de semana, eu não posso...Tenho que fazer 48 horas sexta e sábado. Só volto no domingo de manhã…

-E lá vai senhor Hwang. 48 horas é um bocado hein - comentou pegando um pedaço de comida - Pode deixar, só espero que seja logo, agora eu fiquei ansioso - riu um pouco.

Mas a saída do pai era muito conveniente. Assim nem ia precisar inventar algo muito mirabolante para ir a festa da piscina.

-Hmmm, ah, esse fim de semana agora? - foi pego meio desprevenido - Eu não sei exatamente, mas vou fazer algo com os meninos. Talvez eles venham aqui em casa, talvez a gente saia

Não era exatamente a verdade completa, mas também não era mentira. Ir a festa envolvia ir com os dragões.

- Ya! Nem ouse!! Ou vamos começar a contar coisas vergonhosas dos dois lados!

-Histórias de quando se é criança não valem. Crianças não passam vergonha - comentou apontando com o palitinho.

Riu junto do pai. Logo teriam de voltar ao ritmo de antes mas se sentia renovado pela boa conversa que teve com o pai.

Ao colocar os pratos na pia, olhou de soslaio pra garantir que o pai não poderia ver seu celular.

Digitaria para a B de cor verde em sua lista de contatos.

-Adivinha quem vou voltar a treinar Wink - mandou para Bomi e logo guardou o celular, lavando a louça com uma felicidade gigantesca.

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Kim Sun-Hee em Sex Out 12, 2018 12:06 pm



O sorriso aumentou diante da resposta de Minhyun, mas cedeu alguns centímetros quando Jirin se colocou também na conversa, mostrando o quanto era desagradável. Apesar da língua coçar para retrucá-la de maneira malcriada, Sunny controlou o impulso típico. Por isso, somente se limitou em manter a expressão simpática... independente dos olhos queimarem na direção da unnie. E embora a aparência estivesse mesmo abatida, como a de alguém anêmico ou resfriado, Minhyun notaria que, ao menos, ela não parecia tão alucinada e perdida feito a última vez, ao ponto de confundi-lo com outra pessoa. Além disso, Sunny percebeu que o rapaz estava incomodado com a grosseria da Han. Incomodado e envergonhado, e Sunny não queria fazê-lo se sentir pior. Ela respirou fundo e de levinho antes de continuar.

- Eu estou bem, sim. Apenas dormi pouco essa noite.

Era uma boa justificativa e não era nem uma mentira - apenas um pedaço minúsculo da verdade.

Sunny prosseguiu e decidiu ignorar "educadamente" a presença daquela mala, porém Jirin não permitia ser posta de escanteio. E frente à surpresa da menina, Sun-Hee quase se arrependeu da própria atitude, temendo ter causado algum problema ou confusão entre os dois. Minhyun era legal, mas Jirin... tsc. Fazia parte do grupinho anti-bolsistas e Sunny poderia jurar que havia também uma antipatia natural nela... Talvez fosse por culpa do professor. Afinal, além de Capitã, Han Jirin era uma puxa-saco de carteirinha e durante as aulas, Sunny sempre participava bastante das interações e debates.

Mexeu os ombros mentalmente para ela.

De toda a forma, o oppa não parecia desconcertado. Na verdade, ele tinha um jeito muito sereno de agir, o que ativava outras lembranças. Sunny suspirou, sorrindo em seguida. Não estava ofendida e deixou isso claro no gesto suave dos lábios. E ele acabou de confirmar suas conclusões anteriores de que eram mesmo parentes. Primos... Entretanto, de tão parecidos, não seria impossível defini-los como irmãos.

- Ne, ne... Estou sim, oppa. Koma...

Mas Jirin a atropelou com um discurso rápido e superficialmente ofensivo. Caso fosse um tantinho mais vaidosa, teria ficado constrangida, pois nenhuma menina gostava de sofrer críticas sobre a aparência, ainda mais com um garoto servindo de testemunha. Sunny ergueu a mão e balançou a cabeça - Não é necessário que peçam desculpas.

Mantinha o ar descontraído e o maldito sorrisinho ganhava linhas mais... sarcásticas, mesmo que ainda carregasse o tom meigo.

- Seu conselho é muito precioso, unnie. Pensarei com tooodo carinho. De fato, maquiagem é algo tão mágico, né? - tocou o queixo com o indicador, pensativa - Pois é... Vejo cada milagre que ela opera por aí que... nossa... Eu fico chocada... - e encarou Jirin de uma maneira fixa, como se a usasse de exemplo, mas antes dela "surtar" pela inocente insinuação, Sunny soltou uma sequência de risos enquanto movia as mãos teatralmente - O que não é o seu caso, unnie! Lógico que não! Você já é tão linda...

Linda e insuportável... mas, de novo, guardou o pensamento.

Nesse instante, a bibliotecária bateu na bancada, exigindo silêncio. Assim como os mais velhos, Sunny também se curvou e pediu desculpas, mas logo voltava a atenção até eles. Cheia de impaciência e um tanto possessiva, Jirin agarrou o braço de Minhyun e por pouco não saiu o arrastando dali.

- Até mais, oppa. E  eu digo o mesmo. No que puder ajudá-lo, jebal, peça.

Assistiu a dupla se afastar e, enfim, mandou língua para Jirin.

Assim que ficou sozinha, ela olhou para a Srta. Shin e a cumprimentou, sorridente, mas não parou para conversar. Novamente reconsiderou se esconder entre as estantes e optou por um lugar mais ao canto, distante da maioria dos estudantes. Sunny colocou a mochila na mesa conforme sentava numa das cadeiras disponíveis, e após se ajeitar, começou a procurar o celular nos vários bolsos. Quando o encontrou, iniciou uma nova busca, só que agora por um contato...

Hesitando antes de clicar no nome da pessoa.

O rosto de Lee Chang-Wook apareceu em sua mente como uma assombração.

O dedo estava próximo, bem pertinho de apertar e... e Sunny recuou lentamente. Não. Ainda não. Podia aguentar mais. Já conseguia respirar direito. Sim... Aguentaria. E o Clube de Música...

Droga...

O Clube de Música...

Não acharia paz lá.

Não mesmo...

- Miane, professor...

Sussurrou, lamentando... e sem mais delongas, ela enviou uma SMS para o tal contato - SMS mesmo, nada pelo aplicativo - e aguardaria o retorno.

Não sentia mais aflição e nem desespero...

Só de mandar a mensagem, notava uma tranquilidade tomar conta do corpo.

"Quando e onde."

Foram as únicas coisas que escreveu e apagou, depressa.

Permaneceria na biblioteca até o horário do Clube.  

Divagando...

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