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Capítulo 8

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Dom Nov 18, 2018 7:45 pm


Hyemin era rainha de fazer coisas tipo: tentar disfarçar algo para o amigo e chamar atenção de muito mais público com sua reação exagerada, levantando-se e tapando a boca de Joo Hyuk daquele jeito e empurrando-o para qualquer lugar. Mas quando ele começou a falar mais alto, quase morreu do coração. Como é que explicaria isso? Nem ela conseguia pensar direito naquela quarta-feira que ela se permitiu agir daquele jeito tão gentil, como se estivesse em um sonho, em nome da despedida que ela inventou mentalmente para eles… Só esqueceu que não era um sonho, então vinha um dia depois dele.

Não queria ir longe, só queria que o nervosismo de ter Beom Su olhando para eles e do efeito da voz do menino tão perto do seu ouvido passasse o bastante para que parasse de sentir o coração se retorcendo no peito e as bochechas em chamas.  A última coisa que precisava é que ele descobrisse que ela gostava dele por terceiros, por um boato, antes que ela conseguisse matá-lo de vez no seu coração. Não sabia se conseguiria aguentar o deboche coletivo, e tinha pavor da reação dele se soubesse. Seria “bem feito”?

Parecia ainda pior agora que ela tinha entendido e admitido em voz alta para uma terceira pessoa que gostava do garoto.  Antes, ela explodia em lágrimas e ofensas na confusão daqueles sentimentos tão intensos que ela recusava e odiava. Agora, que a compreensão veio, não só pela revelação complementar da tia, mas porque sua barreira de orgulho foi demolida com uma bola de canhão depois de descobrir que não estava certa naquela história desde o começo e que não tinha sido necessariamente abandonada.

Isso tinha transformado suas atitudes como um todo, apesar de serem mais confusas e poderem ser interpretadas de tantas outras formas por alguém que ainda estava na sombra da ignorância dos fatos.

Ignorância aquela que ela não tinha coragem de desfazer… Tinha muita vergonha do que a tia tinha feito e muito, muito medo do que ele poderia dizer quando soubesse. E se continuasse a odiando, mas agora, sem mal entendido??? Tinha muito medo que, com essa verdade nas mãos, ele pudesse jogá-la de verdade no fundo do poço, falando coisas no nível cruel que ela tinha dito para ele, mas pra valer agora. Eram coisas que ela estava inventando, mas não tinha a coragem de simplesmente fazer. Não com ele com problemas de estômago naqueles dias anteriores.

Tinha tempo de pensar tudo isso quando o empurrava para fora e ainda o olhava, sem lentes, como ela havia recomendado. Como é que ela poderia prever que aquele pivete nerd estranhíssimo ficaria tão charmoso mais velho? Estava tudo bem olhar para ele assim ou sua alma de repente terminaria de ser quebrada por ficar em contato demais? Não era muito perigoso sair para conversar com ele, quando estava tentando afastá-lo?

Já estava feito… E ela disparou aqueles comentários, mas não foi capaz de ficar alheia à pergunta dele. Sério que ele se fazia de desentendido? Estava se esforçando para não brigar com ele, em um pequeno filtro que tentou desenvolver para perdoá-lo de suas ações, mas simplesmente escapou:

- Olhando o biquini das garotas na piscina, puxando o saco da dona da festa ou de repente cuidando da...  - resmungou, mas chegou de novo no segundo nome proibido e parou. - Esquece. - forçou e perguntou o que ele queria.

Fez um bico e cruzou os braços. Não era como se esperasse alguma coisa dele, era? Nem podia, ela não tinha contado a verdade. Era normal que ele agisse como antes da conversa dela com a tia, as coisas só tinha mudado para ela mesmo, mas franziu a testa quando ouviu um detalhezinho na frase e ergueu o rosto um pouco surpresa. Saber se estava bem? Por que não estaria?

Por mil motivos, claro. Porque não estava mesmo. Mas ele não tinha como saber e nem motivo pra se preocupar, tinha? Viu a si mesma no reflexo dos óculos dele, com olhos surpresos de quem tinha sido pega, sem que fosse a intenção dele.

Aish, estava péssima, se não fosse a maquiagem brilhante estaria mais do que na cara que passou aqueles dias todos com humor horroroso.  Descruzou os braços e abriu a boca para falar do aeroporto, mas ele pediu desculpas por falar com ela na frente dos amigos.  Virou a cara, impaciente.


-   Como se estivesse tudo bem pra você falar comigo na frente dos seus amigos, não é? - sentiu uma pontada no peito de raiva. - Como se você fosse falar comigo tranquilamente na frente da... - mordeu o lábio e segurou a raiva. Não tinha direito de sentir isso. Tinha que lembrar. Era por isso mesmo que estava se afastando. Para não sair brigando assim por algo que ela sabia que perderia com razão. Ela se interrompeu antes de mais nada, mas assumiu um tom mais cansado.

- … Ah, tanto faz também. Nós não vamos nos encontrar no aeroporto. Eu tinha pensado em buscá-los na escola, mas agora que sei que você mora perto, vou buscá-los em casa, às 8h. Estejam prontos. Você dorme como uma pedra... Era só isso?   - antes que ele continuasse, ela lembrou de fazer um adendo - Ah. E eu mando a receita do meu juk para a sua mãe depois…    - comentou mais dócil do que gostaria e mais triste do que poderia. Afinal, não ia mais cozinhar para ele, ia?

Sentiu a força de vontade indo embora e uma culpa por saber do “segredo” e esconder dele. Respirou fundo e piscou algumas vezes. Sentia que sua estrutura para lidar com ele viraria o ratinho da Cinderella em breve, então era hora de ir.

-  Tchau - falou de repente, fugindo



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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Dom Nov 18, 2018 10:25 pm

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- Isso mesmo que você ouviu...ele terminou comigo..

Eun Bi respondeu, confirmando o que seus ouvidos tinham captado, mas o coração ainda queria negar. Era tão humilhante se sentir rejeitada assim! Ainda mais quando não achava que tivesse feito nada que pudesse causar aquele tipo de reação nele. Por que ele chegou a esse extremo? Acaso também estava cansado de namora-la? Ela tinha se esforçado tanto naquela primeira - e aparentemente única - semana de namoro para que tivesse dado certo...Saía tarde da noite das aulas e o encontrava, passava os intervalos e, às vezes, até mesmo o almoço com ele. Era carinhosa, conselheira, presente.

Será que merecia mesmo uma atitude tão...forte como aquela? Jaeki nem ao menos parou para pensar, só saiu falando um monte de besteiras e terminou, dizendo que ela era livre.

- Ani, ele não reclamou disso, sobre minha ommoni. Estou dizendo que, pelo que me lembre, foi a única coisa que aconteceu antes que poderia abalar um pouco. - Suspirou. - Estava tudo tão bem, eu não sei porque ele agiu assim.

Umedeceu os lábios e continuou dando sua versão da história. Claro que num primeiro momento, ela sairia como a principal vítima e Misoo facilmente poderia dar créditos à amiga, considerando quem era o namorado dela. Porém, a mesma Misoo também conhecia o temperamento difícil da melhor amiga e sabia como ela podia ferir quando queria - apesar de nunca ter sido alvo da raiva ou inconsequência de Bibi.

Após comentar até certo ponto, foi a vez dela ouvir a opinião de Misoo. Fez uma expressão envergonhada quando ela constatou o óbvio: gostava de trogloditas. Mas com esse seu temperamento dominante, dificilmente daria certo. Tão logo ouviu a pergunta a respeito de Taemin, ela precisou responder. Não era possível que só ela entendesse a relação deles!

- Porque só os avanços dele me aborreciam, mas ele era meu amigo. Mal comparando, mas mal comparando meesmo, seria se eu te perdesse pela vida. Imagina! Seria como perder parte da minha história! - Defendia-se. - Eu não queria que ele parasse de falar comigo e quando ele pediu desculpas sobre o lago, eu pensei que pudéssemos recomeçar do ponto onde as coisas deram errada, mas...ani...Ele pediu desculpas e me cortou. Por que que eu desculpei, então?

Resmungou a última parte, voltando a cruzar os braços, mas a pergunta sobre o vômito a deixou ligeiramente desconsertada. Encarou a amiga hesitando por um momento. Não fazia ideia que Misoo passou os últimos meses sofrendo com algo que ela começava a experimentar. Apesar de fazer, sua parte moral dizia que era errado e não suportaria o julgamento dela. Por isso omitiu uma parte importante: vomitar, ela não vomitava, mas ela não comia.

Essa parte passou rápido e as duas mudaram o teor da conversa com sorrisinhos um pouco mais nervosos antes de darem o prosseguimento no motivo de estarem ali. Meneou positivamente para a parte da amizade, mas negou a segunda.

- Ani, eu quero que ele volte a ser meu amigo, mas não quero que ache que somos mais do que isso. Do jeito que ele fez, parece que eu só servia como interesse romântico. Como se esses anos todos fossem apenas com esse objetivo. É isso que me magoa. Eu já tentei falar com ele, mas aquele garoto é burro como uma porta e tem a determinação de um, sei lá, que animal é determinado? Aish, teimoso, sei lá!

Era péssima com essas comparações usando figuras de linguagem. Estalou a lingua no céu da boca e fez uma careta quando ouviu o nome de Kim Sun Hee.

- Hahaha...Você não viu o que eu vi, Sus...Mwo?! Com o Park Jung Mi também?? Que safada… - Ficou chocada. - Porque eu posso jurar que ela estava agarrada ao pescoço do Taemin no meio da piscina! A escola pode confirmar também.

Ficou em silêncio, pensando nos motivos de ficar tão incomodada. Lembrava-se da conversa com Seo Hyemin e como ela parecia profundamente incomodada, triste e decepcionada porque aquela menina também roubou alguém especial dela. Tinha receio que realmente fosse trocada por aquela sonsa e as memórias ficassem apenas em sua cabeça. Ainda tinha que lidar com a proximidade dela com Jaeki porque o namorado tinha uma dívida moral com o pai dela. Como se paga uma dívida moral?

- Eu não a defendo porque não gosto dela. Definitivamente não a suporto! Não gosto daquela cara de sonsa e dos motivos obscuros que ela carrega para sorrir para todos os meninos desse colégio! - Exagerou mesmo, mas o ranço estava plantado e para arrancá-lo, precisava de muito esforço e pela raiz. Demorava, às vezes era quase impossível, bastava ver o ranço dela com Miran.

Mas Misoo estava certa e ela concordou que precisava ter uma conversa com Taemin. Só precisava que ele a escutasse em algum momento, mas como faria isso? Realmente não fazia ideia. Agora o alvo de Misoo mudava para Jaeki. A primeira pergunta a deixou ligeiramente inquieta, visivelmente culpada.

- Não sei…? - Umedeceu os lábios. - Eu estava muito aborrecida… - Suspirou e deixou os ombros caírem um pouco. Abaixou a cabeça, deixando que o cabelo escondesse seu rosto e passou o indicador pelo nariz. - Eu não quis descontar nele, mas bem que queria pegar a Kim Sun Hee pelo cabelo e arrastar para fora da piscina.

Voltou a encarar Misoo quando ela se sentou na cama e deu um jeitinho de chegar mais perto até que virou a posição e deitou na coxa dela.

- Ahh, Sussu-yah? O que seria da minha vida sem você? - Abraçou pela cintura. - Você é tão inteligente e sábia para essas questões amorosas. Eu queria ser mais racional como você nesse sentido e não ter nenhum namorado. Homem só traz problemas, você está certissima em se afastar disso. Eu vou botar a cabeça no lugar e focar em deixar a festa da Bomi mais alegre e no ballet. Depois eu penso como vou falar com Jaeki e o Taemin. Pode ser que ele me ligue ainda hoje ou, sei lá, até segunda-feira eu acho que podemos resolver isso, né? Komawo….Você é a melhor amiga do mundo.




A resposta de Hyemin acerca do lugar que Joo Hyuk deveria estar o desarmaram um pouco. Ao invés de ficar ligeiramente deprimido e aborrecido com as possibilidades que elencou em sua mente, ela o surpreendida falando coisas que...podiam gerar ciúmes? Ela poderia perceber que ele ficou ligeiramente mais confortável com isso e precisou de um esforço além da conta para conter o sorriso em seus lábios.

- Ah é? Você teve tempo de observar isso tudo? É?

Tombou um pouco a cabeça, querendo captar o rosto dela de novo, impedindo que ela escondesse o leve constrangimento por admitir aquelas coisas.

Mesmo assim, ele já tinha comentado sobre a vergonha que ela podia sentir de falar com ele na frente dos amigos e acabou pontuando novamente, apenas para testar sua reação. Arqueou uma das sobrancelhas, deixando-a acima dos óculos escuros quando ouviu aquela resposta afetada dela.

- Não é mais um problema. - Respondeu de modo tranquilo até e completou. - Quer dizer...Depois dos últimos dias, eu percebi que tenho me irritado muito por coisas demais e, bom, na quarta-feira, eu pensei que seria impossível dividir o mesmo ambiente que você, considerando nosso recente histórico de brigas. Mas como eu não podia me irritar, eu me policiei mais e percebi que você também e...ahm...Por que só foi assim naquele dia? Por que não podemos agir como gente e não bicho quando estamos na frente dos outros? Por isso tentei arriscar, mas você foi arisca, apenas para variar.

Suspirou, como se estivesse exausto e percebido que ela tinha “falhado” num pequeno teste. Umedeceu os próprios lábios, abaixando um pouco a cabeça e a encarou através dos óculos escuros, simplificando um pouco as coisas para que não continuassem se torturando daquele jeito.

Perguntou sobre o domingo e meneou positivamente com as condições dela.

- Araso...Aigo, você vai controlar meu sono agora também? Jinjja… - Resmungou, virando um pouco a cara, mas foi surpreendido com aquele comentário.

Joo Hyuk a encarou com um pouco mais de cuidado e, quando ela saiu dando aquele tchau, seria uma espécie de dejavu...Ele a segurou pelo pulso e impedindo que fosse. O gesto foi semelhante à primeira grande briga que eles tiveram no fundo do colégio, onde na sequência, ele disse coisas que a magoavam até hoje. Porém, o toque era completamente diferente. O primeiro era carregado de raiva, mágoa, rancor...Este tinha um pedido silencioso para que ela não fosse. Pelo menos não ainda. Dessa vez, ele nem tentou forçá-la a encará-lo de novo, disse na posição que ela ficou.

- Ani...Não vai ter o mesmo sabor. Minha mãe não é uma boa cozinheira como você. - Falou sem ironias ou deboches. - Mas agradeço pela preocupação…

Deu um passo à frente, soltando o pulso dela, mas falando um pouco baixo para confidenciar apenas para ele.

- Agora voltarei ao meu lugar de observação. Você tinha razão, eu estava mesmo olhando todos os biquinis e...o seu foi disparado o mais bonito.

Deu um sorrisinho e continuou seu caminho, passando por ela e olhando de banda. Dessa vez, ela conseguiria ver por conta do espaço entre as lentes e os olhos dele.
(C) Ross


JAE KI - À TARDE


Yerin não impediu que Jaeki fosse embora, mas tão logo ele deu as costas, ela o encarou uma última vez. Era um pouco estranho e até mesmo incômodo vê-lo tão abatido assim. Foi com surpresa que ela percebeu que preferia a postura arrogante dele...Parecia mais...ele. Assim, ele ficava muito vulnerável a qualquer coisa e parecia até mesmo frágil - pelo menos para os parâmetros daquele menino.

Segurou o celular com mais força e estalou a língua no céu da boca enquanto resmungava que não era um problema seu….Mas esperava que ele estivesse melhor no dia seguinte.

[...]

Jaeki saiu o mais rápido que pôde daquele ambiente opressor. Bastou alguns minutos fora do hotel que ele já sentiu o peso de uma culpa que não tinha. Estava ligeiramente arrependido por conta do término, mas não podia voltar atrás agora. Se fizesse tão rápido assim, a sensação de que era um otário só aumentaria. No momento, era melhor que apenas sua fome por comida aumentasse e não sentimentos tão negativos.

Correr pareceu a melhor forma que ele encontrou para lidar com aquilo. Era um pouco estranho ver um menino correndo tanto, mas para ele, faltar ar aos seus pulmões enquanto corria valia a pena. Não oxigenava o cérebro e, assim, não precisava ficar pensando nas coisas tristes que aconteceram naquela festa.

Parou muitos metros depois - talvez até mais de 1 quilômetro, ainda que não fosse uma corrida insana por um quilômetro inteiro. Tão logo o fez, precisou recuperar o fôlego e pegou o celular. Pela primeira vez, ele não se importou com seus preciosos créditos e fez uma ligação certeira para seu hyeong.

- Yeoboseyo? - Jong Suk disse do outro lado da linha. - Jaeki? Hm...Kure. Estou saindo da oficina agora...Onde você quer me encontrar? Já almoçou?

Perguntou algo que a resposta era óbvia. Jaeki nunca negava comida - também não gostava de compartilhar - mas Jong Suk estava saindo de seu trabalho de meio período e estava com fome. O tom do garoto parecia um pouco urgente. Ainda que ele não quisesse acompanhá-lo naquele almoço, ele diria para que se encontrasse numa praça movimentada perto do bairro deles. Jong Suk pagaria um tteokbokki de rua para ele, caso quisesse. E se não quisesse, veria o hyeong comendo porque tinha fome mesmo.

O trajeto precisava ser feito de metrô e daria, mais ou menos, o mesmo tempo que levara de sua casa até o hotel.da festa. Quando chegasse até o parque, encontraria Jong Suk sentado num dos bancos da praça. Usava um macacão de mecânico com a parte de cima arriada, revelando uma blusa sem manga e preta por baixo. Um boné cobria seu rosto enquanto ele tirava um pequeno cochilo sentado.
(C) Ross

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Kim Sun-Hee em Dom Nov 18, 2018 11:19 pm


Tão logo deu de cara com Myung Hee ali, já desejou desesperadamente estar em outro lugar. Não por sentir ódio ou rancor da unnie, mas... Era como se apenas a presença da garota lhe jogasse na cara todas as coisas de ruim que causava a si mesma. Sunny sentiu tristeza, medo, raiva e muita vergonha. Porém, nada, nem uma parcela de alívio ou a tranquilidade que as medicações costumavam gerar em sua mente... E o coração ainda doía tanto... Não que os remédios curassem algo, mas impediam a piora do sofrimento. De toda a forma... A menina mais velha estava bastante ciente que o caso de Sunny ia além de um mero vício, considerando as circunstâncias nas quais elas se conheceram. Embora não soubesse qual era o problema que levou a bolsista em prolongar o uso das pílulas, Myung Hee sabia da existência de um problema. Pelo menos, era discreta o suficiente para não se meter. Afinal... Se fosse perguntar as razões de cada cliente, afastaria todos. Porque não tratava-se de uma questão exclusiva sobre facilidade e alcance, mas também de... silêncio.

Um acordo sigiloso – para as duas partes.

Respirou fundo e manteve a postura neutra, mesmo que o desconforto estivesse presente – mais pelo receio de serem vistas.

Queria encerrar aquilo... por ora.

Pois, não tinha mais como fugir daquela situação e, ao contrário da unnie, Sunny não enxergava quantos limites deixava para trás. Para a menina, as coisas continuavam iguais... Não associava que a precariedade no estoque era provocada pelo aumento da necessidade recorrente.

O comentário a respeito de um novo “apelido” só não foi mais incômodo que o “amiga oculta”.

Sun-Hee trincou os dentes.

-  Não estou entendendo o que quer dizer, unnie. Nova forma de me chamar? Vespeiro? Aish... Besteira. As pessoas gostam de intriga, mas se cansam facilmente diante de outras novidades. Eu prometo que, a partir de agora, serei mais cuidadosa. Jebal, não fique preocupada com isso.

Era do interesse delas que as trocas permanecessem desse jeitinho: distantes do mundo exterior.

Foi aí que sugeriu de adiantarem o processo.

Acenou de modo positivo enquanto enfiava a mão no bolso interno da blusa e estendeu as notas previamente contadas e recontadas – o dinheiro estava junto do celular. Disfarçando a ansiedade, apenas a acompanhava certificar-se de que não havia um centavo faltando no pagamento. Ainda tinha uma economia guardada em casa, mas o maior pedaço estava ali... nas mãos do seu contato secreto. Não que pudesse existir uma redução na carga em seus ombros, entretanto... pelo menos, nunca usou o dinheiro de ninguém para sustentar...

Para sustentar a válvula de escape.

Enfim... o pote de ouro.

Sunny assentiu e se apressou até a cabine indicada. Mordia o lábio inferior, ao ponto de perceber um arranhado suave arder, mas naquela altura, qualquer sensação diferente da ardência aguda no peito ou o aperto na cabeça era extremamente bem-vinda... Pegou o embrulho e à medida que saía, ela rasgou o pacote, segurando o pequeno e cheio frasco entre o indicador e o polegar –  Koma... huh?

Demorou a identificar a imagem de Eun Na, encarando-a com uma visível interrogação no meio da testa, pois num primeiro instante, não parecia real... até que... até que a ficha caiu. Sunny arregalou os olhos e balbuciou palavras sem sentido e som. De repente, as pernas começaram a tremer e, por um segundo, pensou que não aguentaria sustentar o próprio peso, mas não escapou da súbita vertigem.

Perdida.

Estava perdida.

Eun Na – apenas pela maldade de prejudicá-la – contaria para todo mundo.

O colégio inteiro descobriria.

Seus amigos...

Sua família!

Ok que o professor Lee já “ameaçou” tomar providências, mas Sunny – no fundinho – tinha esperanças de consertar a situação com ele. Porém, Eun Na...

Rapidamente enfiou o frasco no bolso, só que as mãos imitaram os joelhos e, por conta da falta de firmeza, Sunny o derrubou – o que foi uma boa desculpa para se abaixar e recuperar o fôlego. Não sabia o que fazer ou o que falar... Teria que implorar, se necessário, para a garota não abrir a boca! O estômago revirou e controlou a vontade de vomitar o almoço. Mas, de repente... algo na interação delas captou o interesse imediato de Sun-Hee. Ainda abaixada, Sunny as fitou, confusa e numa reação semelhante à de Nana... compreendeu que ela também participava do seleto grupo de “amigas ocultas”. Estava tão pálida quanto Eun Na, e igualmente surpresa.

Ela... também?

A maneira que Nana a evitava agora deixava claro que... sim.

Por quê?

Não havia como não se perguntar os motivos que a impulsionaram a escolher aquilo.

Sunny levantou, ainda meio trôpega.

-  Andem logo antes que mais alguém apareça... Eu vou vigiar a porta.

Realmente se apressou para lá, dando certa privacidade a elas. Não gostava de compactuar com... essa situação – uma verdadeira ironia, aliás. Deveria apenas ir embora, mas tinha que falar com Eun Na. Aquele segredo... Das duas... Não podia sair dali.

Ou estaria perdida.

E acreditava que não era mais a única.
Poooool Paaaarty  sunny

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Seg Nov 19, 2018 12:13 am

Hyemin franziu o nariz em resposta e contorceu o rosto, lembrando dos fatos. Lógico que foi obrigada a olhar pra ele quando ele estava praticamente esfregando na cara dela o relacionamento ótimo dele com Bomi coincidentemente depois que ela disse que ele não tinha chance. Depois foi só sair um minutinho na piscina e ele já estava lá de novo, se mostrando e a obrigando a sair de lá. Tentou esconder o rosto com o cabelo, mas lá estava ele tentando provocá-la olhando praquela expressão.

Fez um bicão se desagrado, mas teve medo de levar um super fora e ele a fez mudar o tópico.

Então ele estava pensando em mudar de atitude com ela também? E perguntou por que só foi assim naquele dia…

Uma sombra pairou nos olhos dela, com a resposta mental: por causa da conversa. Estava tão viva na sua cabeça. Por que mais? Porque ela achou que ele a tivesse trocado propositadamente e a esquecido ali na Coreia depois voltado sem se lembrar de nada. Tudo por causa de uma pessoa...

Quase não respondeu, só abaixou um pouco o rosto, lembrando do jeito que a tia tratou aquela história com descaso.

Aquele discurso dele a fez perder a força de vontade de ignorá-lo naquele momento pelo menos. Por que agora ele tinha o efeito oposto? Antes, sua presença lhe levantava todos os muros e a fazia ficar arisca, como ele disse. Agora, sentia culpa e tanto arrependimento… O que a fazia querer fugir, em vez de atacar.

Será que ele sempre foi assim e ela que interpretava errado?

Carregou aquelas respostas no olhar, somente. Não era uma boa mentirosa, mas faria sentido.

- Você estava doente. Foi por isso…E eu não queria ser culpada por um buraco no seu estômago.. - foi o que conseguiu inventar do alto de suas habilidades mentais defasadas.

- Mianhae…. - falou bem baixinho, mais uma vez sem explicações. Devia anos de desculpas para ele, afinal. Tanto que não era nem mais difícil de falar. Só era difícil explicar o porquê.

Seus sentimentos estavam começando a ficar confusos com ele agindo normalmente com ela daquele jeito e como explicava tudo de forma tranquila. Podia estragar tudo contando o que sabia? Ela mesma queria digerir primeiro. Mas falar com ele a fazia sentir-se bem menos pior do que quando estava sozinha. Odiava ficar sozinha, afinal, por que seu plano instintivamente incluía se punir daquela forma?

Porque sentia culpa… mas estar na presença dele mudava tudo, como sempre. Precisava sair.

Ela falou um tchau simples e virou na pressa, mas sentiu o movimento cessar com o toque. Gelou por dentro, arregalando os olhos e lembrando daquele dia em que eles começaram a se xingar.

O que viria agora? Não estava pronta pra algo assim. Sabia que não devia ter ido conversar com ele. Sabia que não devia ter mencionado a amiga dele! Parou e abaixou o rosto, esperando pelo pior. Já estava pronta até pra chorar. Sua surpresa então com o elogio gratuito foi quase palpável.



Entreabriu os lábios e virou o rosto, apenas para acompanhá-lo fazendo o caminho para sua frente e soltar seu braço.

Assim como da primeira vez que ele fez a brincadeira sobre os biquínis, o rosto dela fez por etapas o entendimento. Primeiro, ficou surpresa, observando-o sem ação, depois, os olhos cresceram mais e a boca dela abriu. Suas bochechas coraram e as mãos se fecharam.

Ela produziu um som alto de surpresa e indignação, então suas sobrancelhas desenharam sua raiva e ela cruzou os braços na frente do corpo como se ele fosse um tarado.

-  J...JOO HYUGIE!!!!!! Ya!!!! Yaaaaaaaaaaaaa!!!!! - berrou, com o coração na boca escancarada.

Olhou em volta, atordoada e voltou para sua mesa, andando afoita, vermelha, no mundo da lua. Quando foi que ele ficou olhando pra ela? Aquele maníaco cheio de hormônios!!!! Por que tinha gostado daquele garoto??? E por que  agora estava inteirinha vermelha? Mesmo na frente de Beom Su, a menina fazia caretas como se estivesse fazendo um diálogo mental, olhando pro nada e xingando o garoto sem voz.  

O que ele quis… Ou melhor, ele disse, não disse? Claro que seu biquini era o mais bonitos!!! Custava caríssimo, era lançamento e… Balançou a cabeça. Por que ele ficou olhando pro biquíni dela? Nem estava pensando nisso quando escolheu!!! Como podia ser tão cara de pau de falar isso claramente? Mentira, não foi claramente, foi baixinho, com uma voz diferente e...
Signo de trouxas. Era por ISSO que não queria se aproximar demais… Porque agora tinha essa cena pra passar em loop na cabeça.


— Ross


Última edição por Seo Hyemin em Seg Nov 19, 2018 12:18 am, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Seg Nov 19, 2018 12:15 am

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- Ah, você entendeu muito bem o que eu quis dizer, dongsaeng...Não estaria tão ansiosa por encontrar o alívio que posso oferecer, se não entendesse muito bem cada palavrinha do que eu disse… - Myung Hee deu um suspiro. Apesar de ser o contatinho especial de Sunny, ela tinha um tom bem ácido para falar e não deixava de usá-lo.

Era, afinal, daquele mundo e há mais tempo do que Sunny. Provavelmente tinha visto, vivido ou simplesmente escutado muito mais coisas do que a garota podia imaginar. Como nunca estava no meio das polêmicas, ela podia transitar facilmente entre os nichos e descobrir o que acontecia por baixo dos panos. Isso sem contar o que chegava até ela por conta de suas clientes.

Não era privilégio de Sunny ser uma dependente.

Aquele mundo era extremamente opressor e difícil de lidar. O glamour existia, era verdade, mas o preço que se pagava pelos luxos, dinheiro, fama e poder eram altos demais. Custavam a saúde física e mental, anos de vida, às vezes a vida em si. Muitas meninas que viviam se fazendo de fortes ou perfeitas, dependiam das pílulas milagrosas para conseguirem encarar mais um dia. Fosse para ficar mais magra, mais atenta ou simplesmente conseguir lidar com os bastidores de uma vida solitária e infeliz.

Era um mercado muito lucrativo para Myung Hee. Era uma ranking 2 e não precisaria disso, considerando que era herdeira de um laboratório farmacêutico e com uma vertente para manipulação de medicamentos. Mas ela fazia porque se sentia bem em ser vista como uma heroína. Mesmo que publicamente não fosse reconhecida, ela sabia que muitas pessoas a procurariam desesperadamente quando estivessem com a necessidade em alta.

Deu outro pequeno sorriso com a afirmação de Sunny. Adorava esse tipo de promessa que ninguém conseguia cumprir.

-Tomara que sim. Espero que seu potinho de ouro a deixe controlada e serena para que calcule melhor seus passos daqui para a frente. Não é todo dia que se fica no caminho dos Park e dos Do.

Estendeu a mão, esperando o pagamento e contou calmamente as cédulas que estavam ali, confirmando que o valor estava certo. Indicou o caminho do arco-íris e suspirou, satisfeita por mais um negócio concluído. Geralmente não demorava, mas mesmo que quisesse que fosse rápido, seria impossível ser mais do que a chegada de Eun Na.

Myung Hee a olhou com reprovação, ainda mais quando as duas realmente se cruzaram. Sun Hee não facilitava por ter o pote em mãos e quando viu que Eun Na estava ali, era tarde demais. Todo seu corpo tremia e Nana estava tão surpresa quanto ela. Agora tinha um grande segredo daquela menina em mãos, mas estava mais preocupada com o contexto, com o próprio! Foi a unnie quem botou por terra qualquer chance daquela história vazar dali. Afinal, precisava se salvar também, ainda que, para isso, tivesse que colocar as duas no fogo. E foi exatamente o que fez ao revelar o segredo de Nana para Sunny, ainda que indiretamente.

O rosto de Eun Na ficou vermelho uma cereja. Fechou os olhos, virando a cara e evitando o contato visual com aquela bolsista desagradável. Estava morrendo de vergonha por conta da postura da unnie, mas ela era superior, além de ser aquela que portava sua solução temporária.

Nana não disse absolutamente nada quando Sunny afirmou que ficaria vigiando tudinho da porta para impedir que outros acidentes ocorressem. Myung Hee apenas encarou Nana e Sunny ouviria antes de sair.

- Se soubesse ler a hora, provavelmente evitaria isso. Você deve estar mesmo muito desesperada. Não tem nem quinze dias que comprou um...Assim vai acabar tendo uma overdose.

- Que seja. Está querendo cuidar de mim para não perder uma das clientes? É só com isso que se importa, não é, unnie? Toma aqui a droga do seu dinheiro e me dê meu frasco.

A troca de Nana foi ainda mais rápida e não demorou nem um minuto para que ela saísse do banheiro. Os olhos estavam marejados diante da humilhação que tinha passado e, dessa vez, não conseguiu evitar Sunny. O olhar dela foi cortante, julgador e ao mesmo tempo, irritante por se ver presa à ela. Parecia um animal prestes a atacar, mas não tinha condições de fazer isso porque estava enjaulada.
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Seg Nov 19, 2018 12:45 am


Jae-ki respirava ainda meio ofegante quando falava com Jong Suk, respondeu ainda com a voz entre dentes:

- Ani, não almocei, mas não é pra comprar nada pra mim não falou...

Disse orgulhoso, apesar de estar com fome, ter outro hyeong jogando na sua cara que o ajudava, ou que era um morto de fome que dependia dos outros, não era uma coisa que Jae-ki queria ouvir.

- To indo pra í, falou.

Desligou o telefone. Esse era um dia que Jae-ki estava fazendo muitas coisas incomuns, a condicional saída da gangue, término com a garota que era loucamente apaixonado, negou comida pela segunda vez... Jae-ki estava mesmo disposto a não ser mais um idiota, não queria ser pisado como um verme. E se Jong Suk também fez parte disso, se só o tinha usado, Jaeki queria saber para cortar logo de uma vez.

No metrô, Jae-ki colocou os fones de ouvido no seu melhor rap, o mais revoltado, o que transmitia melhor seus sentimentos. Fugiu de todos os mais românticos, mas ainda assim não conseguia tirar ela da sua mente. Estava com fome também, mas arrumaria algo pra comer em casa mesmo, um arroz que sobrou, um ovo, qualquer coisa.

Andava pelo parque a passos pesados, estava com sede, de correr, de ficar nervoso. Logo que viu o amigo, parou um segundo fechando os dedos como se fosse dar um soco. Respirou fundo e soltando a mão se aproximou do hyeong o cutucando para que acordasse:

- Acorda hyeong...

Jong Suk assim que encarasse Jae-ki, veria um semblante fechado, aborrecido, embora o olhar estivesse melancolico.

- Olha o que tenho pra te falar é sério, então hyeong, ouve bem tá...

Jae-ki encarou Jong Suk, e prosseguiria quando visse que ele estava a disposição pra escutar:

- Eu tava numa festa dos ricos lá, porque Eun-bi me chamou... - Fez uma careta de dor nessa parte - Só que Jin Hoo tava lá, e eu descobri que ele é muito, muito rico. Não só rico... Mas muuuuito rico, sacou a parada? Isso se você não sabia... Vai que tu sabia, vai que eu era o único idiota...


Jae-ki falava quase tudo entre dentes, com muita raiva:

- Eu falei com ele, por que ele escondeu se cobra tanto de nós?... Pior foi ele dizer que nem confiava na gente. Disse que eu era um moleque qualquer, que não importava se eu ficasse irritado ou não, mas que obedecesse, jogou na minha cara tudo que me fez... Sou um ingrato pra ele, mas eu fiz tudo que ele me pediu... Não pedi um tênis de marca, pedi pra salvar minha irmã... Minha família... Poxa, a gente era tudo parceiro, eu acreditava em tudo... Não achei que fazia isso só pra me cobrar...

Jae riu abafado e comentou também:

- Do jeito que ele falou com a amiga... Parece até que a gente é um tipo de ong dele... Uma ong nos usando...O projeto de caridade dele...  

Mordeu a boca mais uma vez, seu estado estava mais desgrenhado que de costume, o cabelo que secou sem pentear, a blusa manchada e amarrotada. O suor na testa por ter corrido, a raiva no olhar. Encarou Jong Suk:

- Ele me deu uma chance de sair da gangue, e eu aceitei. Prometi que eu não vou ser mais feito de idiota! Só que ele disse também uma coisa de você, ele falou que você disse pra ele que eu bastaria. Bastaria para que hyeong? Jebal, olha nos meus olhos... Não quero mais mentiras, eu tô cansado de ser idiota... Poxa cara, tu é um irmão pra mim... Então não mente... Me explica...

Jae-ki suspirou e encarou seu hyeong, esperava ansioso pela resposta:

- Eu bastaria pra que? Hum? Para ser outro idiota a trabalhar pra ele? Hein? Me manda a real que eu tô ouvindo.

Jae se mostrava corajoso, nesse momento em que já tinha se decepcionado muito,  não se preocupava se ia apanhar ou não, a cabeça quente não o fazia pensar em se cuidar. Só que se Jong Suk realmente fosse um mentiroso, isso doeria muito em Jae-ki. Era seu melhor hyeong, tinham passado por tanta coisas juntos, e ainda tinha o mais importante.

Jae-ki guardava na lembrança aquele primeiro dia na escola que se conheceram, quando tava sozinho, o único a tomar seu partido. Será que foi tudo uma mentira também? Depois do que houve com Eun-bi, Jae-ki se preparava para o pior. Aguardava ansioso pela respostas pra se precisasse, dar um fim de uma vez a todas as mentiras.
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Kim Sun-Hee em Seg Nov 19, 2018 10:54 am


Aquelas palavras de Myung Hee só pioravam a sensação de Sunny, ainda mais que ela estava certa. Por isso mesmo, preferiu o silêncio do que voltar a contestá-la, mas havia um pouco de verdade na sua falta de "entendimento". Ao menos, sobre as possíveis consequências das cenas anteriores envolvendo tanto Park Jung-Mi quanto Do Taemin. A respeito disso, não tinha nada que Sunny pudesse fazer, além de tentar algumas medidas para aliviar o próprio coração e a ansiedade que essa situação provocava tão maldosamente. Era mais uma na conta e o valor desta alcançava níveis tão altos que certamente não conseguiria quitar nem metade da dívida.

Sunny evitou que prolongassem o assunto, preferindo adiantar o que, de fato, veio buscar ali. Contudo, a unnie continuava a alfinetá-la, testando a língua da bolsista... As duas tinham uma relação bem "profissional" e embora a garota não lhe fizesse nenhum favor, já que pagava centavo por centavo, Sun-Hee não podia se dar ao luxo de rebatê-la. Porque se Myung-Hee cismasse em interromper... aquilo... Sunny não tinha a menor ideia de como arranjaria um novo contato de confiança e minimamente perigoso - só de pensar nas outras alternativas... Sentia-se intimidada, pois independente dos riscos - considerando suas circunstâncias... Provável que não desistiria de procurar outros meios de arranjar as tão queridas medicações. Valia a pena, afinal -  na cabeça já afetada dela. Então... com Myung Hee, ela se comportava direitinho, não querendo criar uma rusga entre elas. E sabia que a unnie ficava satisfeita também.

Após a contagem e confirmação do pagamento, Myung Hee indicou o ponto em que deixou o tesourinho. O que elas não imaginaram - apesar de toda a preocupação de Sun-Hee para evitar justamente isso - era que alguém testemunharia a troca.

O pânico de ver Eun Na foi tão assombroso quanto descobrir que a "colega de turma" compartilhava um segredo parecido.

Num primeiro instante, o mundo pareceu desabar sobre sua cabeça, mas ao saber que Nana também participava das transições, Sunny concluiu que ela possivelmente não gostaria de uma exposição. Enquanto as herdeiras resolviam os detalhes e discutiam entre si, Sun-Hee decidiu seguir até a porta e, como disse, avisaria caso alguém se aproximasse dali. Não era para ajudar Eun Na, mas não queria que a situação fugisse ainda mais do controle. À medida que caminhava para fora do banheiro, pôde escutar parcialmente a conversa delas, porém não a interessava. Ela gostava de ouvir e ajudar as pessoas, sendo amigas ou não, entretanto... Não desejava qualquer participação nos problemas de Go Eun Na... Não por abominar a presença da garota ou pelo constante bullying que ela praticava junto das amiguinhas... Não desejava se envolver, pois a semelhança a apavorava de maneira desproporcional, mesmo que Nana fosse mais arisca e rude e as... as malditas associações... Não. De jeito nenhum. Sunny fugiu e fechou a porta num baque alto para abafar as vozes - agora... não imaginárias.

Sunny apoiou as costas na parede e esfregava a testa, tentando controlar o embrulho no estômago... Além de tudo que aconteceu, ainda teria que lidar com a incerteza de que Eun Na não falaria para ninguém. E se... E se comentasse com as amigas? Com Yerin ou Hyemin...? Pressionou a mão trêmula contra os lábios e fechou os olhos enquanto um braço envolvia a barriga. Estava enjoada e sem ar.

Estremeceu quando Eun Na saiu do banheiro e a encarou daquela forma.

O rosto da bolsista desagradável estava branco e levemente brilhoso devido à umidade do suor, mas o olhar quase se igualava aos padrões hostis de Nana.

- Eu não pretendo me alongar... Então, jebal, guarde para você o que acabou de presenciar aqui - inclinou o queixo, mas o semblante sério não se mostrava firme como aparentava nas vezes em que a Rainha de Gelo aplicava as criativas punições e castigos - Apenas para você, Eun Na. E não precisa me ameaçar ou vir com seus discursos venenosos... Também não direi a ninguém. Não gosto disso... Não gosto mesmo, porém não temos escolhas, não é? Porque é do que se trata... - os olhos turvaram um pouco - Nossa falta de escolhas.

Passou o punho pelo rosto, recobrando - ou tentando recuperar - a postura.

- Não que signifique algo para você, mas te dou a minha palavra que... isso permanecerá entre nós duas.

Por que se sentia tão mal de prometer algo assim?

Uma parte de si detestava Eun Na. Já outra... estava com...

Pena...    
Poooool Paaaarty  sunny

— Ross


Última edição por Kim Sun-Hee em Ter Nov 20, 2018 9:20 am, editado 2 vez(es)
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Yeun Misoo em Seg Nov 19, 2018 3:35 pm

- E você acha que eu não sei como é ter um amigo que gosta de você, mas você não pode corresponder, nem quer perder amizade? - deu uma risada e cruzou os braços. - Você lembra da confusão toda que deu com o Gyu? Eu também achei que era só amiga dele, que nem você era do Taemin, mas tanto o Gyu Sik quanto o Taemin estavam com outro tipo de intenção. Lógico, não foi de propósito, mas o Gyu me pediu desculpas porque admitiu que não estava agindo como amigo, mas com outro tipo de vontade… Deve ter sido a mesma coisa com o Taemin… E eu sei como você está se sentindo, porque eu fiquei muito triste de perder um amigo meu por causa de uma coisa que eu nem sabia que tinha feito errado, de simplesmente não gostar dele de volta. Mas é isso, se começou desse jeito, só um recomeço vai acertar as coisas. Quando você conversou com ele, pediu para que as coisas voltassem a ser como antes? Pois não vão voltar. Porque antes só eram daquele jeito porque ele queria ser seu namorado, Eunbi, entende isso. - Deu um grande suspiro.

- Eu sei que machuca… Eu fiquei muito tempo triste pensando no quanto eu tinha machucado o Gyu Sik, mas não podia correspondê-lo. Se fosse outra época, eu ia correr atrás, e tentar aceitar isso só para que ele voltasse a me tratar bem, custe o que custasse. Só que aí… Tem aquela menina. No seu caso, a Sunny. No meu, a namorada dele. Poxa, agora que ele está melhor, tentando me tirar da cabeça, eu vou lá ficar atrapalhando? Pensa nisso, Eunbi, é muito cruel você querer que ele continue seu cachorro…. - olhou para a janela do quarto, pensativa. - Você vai perder com isso, mas vai doer menos quando você soltar essa corda. Porque ele foi embora, Eunbi. E por tentar fica segurando o passado, você está perdendo o seu presente… - olhou para ela novamente. - Já perdeu… Vale a pena ficar sem nenhum dos dois?

Então depois sentou-se em sua cama, para pedir desculpas por ser dura com ela. Foi abraçada e ouviu aquelas frases que ela praticamente diria antes. Ficou meio sem graça, mas ainda bem que estava abraçando, e não poderia olhar no rosto dela.

- Ah… Na verdade… - coçou a cabeça, quando se afastou do abraço.
- Eu queria contar quando as três estivessem aqui. Mas eu conto quando a Mia voltar e depois quando a Bomi voltar pra dormir… Não quero que fiquem comentando alto na festa, já me basta o que aconteceu por causa do Park. Chega de holofotes… - Aproximou-se dela e cochichou em seu ouvido.


- Eu beijei o Kang

~~

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Dong Hee Kyung em Seg Nov 19, 2018 4:21 pm



As palavras do pai a respeito do Canadá soariam como música aos ouvidos de um jovem, apaixonado ou ao menos, solitário e apegado a determinada companhia. Para os ouvidos de Dong, soou como uma pequena tentativa de mima-lo, mesmo que seja verdade, o fato de poder fazer visitas ou até estudar fora do país.

No fundo, Hee Kyung ve isso como uma certa fragilidade, de si próprio, e toda vez que um probleminha mesmo que pequeno surgia, seus pais acabavam evidenciando isso, ainda que não fosse proposital.

Seu pai nem pareceu surpreso também com o relato de Stella poder ir, mas não era hora para se focar nela. Dong imagina que a canadense deve estar se divertindo muito na festa, tomando banho, tem sua adorada amiga Sunny, e deve até estar confraternizando com outros rapazes.

Sim, ele pensava isso, agora, talvez estivesse se enganando, mascando, aquele pequeno pedaço da sua consciência que ficava beliscando seu cérebro com dizeres "não deveria te-la deixado ir sozinha".

Até balançou de leve o rosto para os lados em meio ao desvaneio.

Logo foi colocado em cheque por que de não ter ido, os mais velhos poderiam pensar que esse menino tem algum problema... ou que realmente, a cara de nerd estava lhe fazendo jus.

E para coreanos bem sucedidos, trabalhar certamente não era visto com maus olhos.

Em meio as palavras do mentor de Sona, Hee Kyung quase fez uma genuina "Stella face" com as sobrancelhas arqueadas e a boca espremida.

- Hum, a pequena indomável, como a deusa da mitologia grega, Athena, padroeira da guerra e também da sabedoria. Nos mitos ela também não chegou a se casar, mas isto, é por que muitos a respeitavam.

Os outros deuses no caso, apesar do comentário randômico sobre historia ocidental, ele identificou a garota um pouco nessa passagem.

Realmente, restava saber que deus Ha Neul seria, seria Zeus ou Dionisio? Difícil saber agora, talvez viesse a questionar o amigo depois a respeito de qual deus gostava.

- Adoraria hadaboji, sempre achei golf uma modalidade intrigante porém que exige muito fisicamente e mentalmente dos seus usuarios.

E ele só era bom em uma dessas. Hee Kyung sairia com o avô ao seu lado, com cuidado para ajuda-lo mas sem se adiantar muito em passos.

Quem guiaria o passado seria seu avô, como se o jovem mostrasse que respeita a hierarquia.

- O senhor já consegue até prever que meu pai irá errar haha. Fico pensando as vezes, o que o senhor prevê de mim...

Falou meio intrigado com a experiencia do mais velho e não parecia a respeito de jogos. Hee Kyung adorava presumir as coisas, pensar como seriam, armar em sua mente, os eventos, seus deveres e trabalhos, mas nem sempre, ele ouvia dos outros, o que achavam disso.

Clube Migués

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Won-Bin em Seg Nov 19, 2018 8:53 pm



Infelizmente a decisão de Jaeki parecia definitiva. Won sabia que com o tempo esse tipo de decisão definitiva podia mudar mas agora não era o momento...queria poder ajudar o amigo mas não havia exatamente algo a ser feito agora.

Kang parecia pensar o mesmo na questão de esfriar a cabeça. Pelo menos Jae-ki não estava machucado de verdade, só por dentro.

Assentiu com a cabeça sobre a sugestão de irem na casa dele, estava tecnicamente esperando eles mesmo.
-Sim, podemos ir amanhã lá em casa - confirmou.

Kang tentou uma graça mas infelizmente não era o suficiente. Won suspirou, sem saber bem como responder.

A saída de Jae-ki não deixou o clima menos pesado mas outro assunto vinha com a rapidez de um trem descarrilhado.

Deu um sorrisinho diante da piada com o perfume.

-Talvez seja a combinação dessas coisas. Mas perfume e dinheiro passam o efeito e acabam uma hora...eu nunca fui com a cara desses dois mesmo - comentou tanto sobre Taemin como sobre Jungmi.

- Mas agora fiquei preocupado. - Pigarreou. - Não posso dar mole de deixar o Taemin perto da…minha garota . - Nem encarou mais Won quando disse isso. - Sei que você e Jaeki vão ficar aborrecidos agora com o que eu vou dizer, mas...PediaMissoemnamoroeelaaceitou.

Won arregalou os olhos.

"O que!? Assim tão rápido!?" ficou espantado mas alegre ao mesmo tempo.

Abriu um sorriso e prendeu Kang numa chave de braço no pescoço antes que escapasse.

-Ahhhhhh, como assim K-Dragon!? - brincou um pouco e o soltaria.
-Bem, eu te disse que você era mais sensação que os outros perfumados - olhou com um olhar de "eu te disse" mas que era repleto de alegria também.

-Eu apoio na verdade. Sempre achei que vocês dois combinavam desde o parque. Mas...é, o Jaeki não vai curtir muito, mas acho que se você explicar bem pra ele o nosso J-Dragon vai aceitar... - disse, um pouco de tristeza pelo amigo cortando um pouco a alegria.

-Ahhhh, me conte os detalhes seu bang-bang!

Tomou uma nota mental de mandar uma mensagem para sua Detetive de que as coisas andavam bem rápidas.

WangjoBang

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Seg Nov 19, 2018 11:21 pm

Banyan Tree Club & Spa. TARDE


- Ommo… - Eun Bi arregalou os olhos quando Misoo citou a própria experiência com amizades que carregava sentimentos além apenas de um dos lados dos envolvidos. - Você tem razão, você entende muito bem sobre isso. Quer dizer, a diferença é que eu já sabia que o Taemin gostava de mim e você descobriu um tempo depois…

Suspirou, muito confusa com aqueles cálculos. Era péssima com raciocínio lógico e quando precisava colocar outra pessoa em seu lugar para elucidar a questão. Como não tinha percebido antes que Misoo passara por algo do tipo? Talvez porque, bom, porque a amiga não fosse “como ela”: mais preocupada com essas questões amorosas. A amiga nunca foi do tipo que ligasse muito para isso, diferente de Bomi e Eun Bi.

A conclusão de Misoo realmente machucava. Não porque ela estivesse sendo cruel ou coisa do tipo, mas porque era verdade. Eun Bi que não queria aceitar mesmo, muito menos que essa outra pessoa fosse Kim Sun Hee. Não dava, não gostava mais daquela menina e podia lidar com bem com qualquer uma, menos ela. Não chegou a confessar isso em voz alta, mas a tenista bem conhecia o gênio da melhor amiga e como ela era tão teimosa quanto os próprios trogloditas que ela se envolvia.

Franziu as sobrancelhas engoliu em seco quando Misoo disse que ele já tinha ido embora e ia além! Afirmava que ela estava perdendo o presente por conta disso. Parte de si ainda não acreditava naquele súbito término com Jaeki e imaginava que logo se ajeitariam, apesar da otura parte ser mais realista e se sentir extremamente magoada e ofendida pelo modo que foi tratada e descartada.

Eun Bi aproveitou que a amiga sentou e mudou a posição, seguindo até seu colo para repousar a cabeça e abraçá-la. Misoo estava certo, por mais dura e pesada que fosse a realidade. Por isso mesmo Eun Bi agradecia e começava um discurso que ela não fazia ideia do quão distante estava da realidade.

Suspirou, ficando em silêncio. Msioo aproveitou aquele breve espaço de tempo para afastar um pouco abraço e contar algo importante. A bailarina levantou-se, sentando-se na cama de novo e a encarando de perto.

- O que houve? - Fungou mais um pouco por conta do choro, mas estava visivelmente mais calma depois dos sábios conselhos que ouviu. - Então conta pra mim primeiro… - Bateu palmas e se aproximou dela para que contasse em seu ouvido, já que estava com tanto receio que as paredes tivessem ouvidos.

Esperava por uma fofoca, por uma grande notícia envolvendo tênis, viagem, MinJi indo embora...Só não esperava ouvir aquilo.

- …..O QUEEEEEEEEEEEEEE??????????????? - Berrou na mesma hora. - O QUE?! O...QUEEE?

Eun Bi levou a mão até o peito.

- Como? Quando? Onde? Waaae?!?! - Estava tão surpresa que não conseguia se conter. Sorria por nervoso e alegria pela experiência de sua amiga. - O Kang?? Ops...okang? - Falou mais baixinho e tapou a boca. - Como foi que isso aconteceu?? Me conta tudooo!! Não esconda nada!! Depois você repete pras outras, mas eu mereço saber! Não acredito!! Eu tô chocada, mas feliz, mas chocada, mas feliz!! Sussu!!!!

Sacudiu a amiga pelos ombros, mas deu o espaço para que ela contasse o que tinha acontecido, afinal.




Kang ouviu a resposta de Won Bin, mas percebeu que ele também preferiu não dizer o que achava da relação de Eun Bi com Taemin. Apenas dizia que não gostava de nenhum dos dois e, considerando suas interações, Woo Jin dizia com segurança que achava Jung Mi pior que Taemin. Claro que não gostava daquele cabelo de palha, justamente porque a simples existência dele fazia muito mal aos seus amigos, mas havia algo no príncipe que o incomodava ainda mais - principalmente depois de ouvir o que o irmão dele disse à respeito de Misoo.

Concordou, meneando positivamente e não insistiu mais naquela pergunta sobre a atual-ex-namorada de Jaeki. Ao invés disso, ele aproveitou o intervalo de tempo para contar o que tinha acontecido.

Rápido como a velocidade da luz, ele afirmou que tinha pedido Misoo em namoro e ela havia aceitado. Levantou-se, animado para descer de novo, mas tomou uma bela chave de braço no pescoço, quase um mata-leão. Bateu repetidas vezes no braço forte do amigo.

- Won Biin, estou morrendooo… - Disse de modo mais teatral, como se estivesse, de fato sem ar.  

Respirou aliviado quando foi afastado e se abanou algumas vezes, voltando a encará-lo.

- Você não tem noção da força, aigoo…- Fez um palmo de bico, mas não estava chateado de verdade. Logo um sorrisinho vitorioso apareceu e ele começou a rir com as lembranças. - Não comece com o “eu te disse”, mas...você tinha razão. Quer dizer, você foi um visionário romântico e percebeu antes de nós dois… - Disse um pouco mais tímido.

Sentou-se de frente para Won Bin de novo e ouviu sua resposta. Estava um pouco ansioso por ela porque não queria desrespeitar seus amigos, mas também não queria deixar de respeitar a si mesmo. E Misoo realmente fazia bem a ele.

- Tenho certeza de que ele não vai gostar, por isso não disse nada. Até porque, ele estava furioso e com razão. Mas eu pretendo contar logo para ele antes que ele se sinta traído mais uma vez. Não gosto de ficar omitindo coisas também… - Apesar de omitir  mesmo assim.

Deu outro sorriso de nervoso.

- aigoo, o que você quer que eu diga?! Você não tinha me dado detalhes sobre sua experiência com a Bo…-  Travou a própria lingua, ficando sem graça por voltar nesse assunto. - Miane...Eu não queria...ahm...enfim...É, eu conto! Eu conto!

Apressou-se em dizer.

- Eu...eu não sei bem como explicar como aconteceu, mas depois que eu a tirei daquela cena deplorável, eu acabei perdendo o caminho e paramos na entrada. - Riu da própria burrice. - E aí...Eu a olhei, bom, eu olhei para o cabelo dela que vem tomando minha mente todos os dias desde...Ah. Essa semana também aconteceu uma coisa. Lembra aquele dia que aparecia sem blazer? Pois é, eu me sujei para protegê-la. Uma das meninas da nossa sala espirrou refrigerante para todo o lado e escorregou numa poça, eu me meti na frente para que a Mimi… - Eles tinham um apelido!!! - Não se sujasse. - As bochechas dele ficaram meio vermelhas. - E acho que foi aí que eu comecei de verdade, ainda mais depois de você ficar falando no meu ouvido. Enfim, hoje aconteceu...Eu...Eu realmente gosto dela. Não consigo explicar em palavras porque é algo que eu simplesmente sinto e não consigo explicar racionalmente, sabe?

Suspirou, umedecendo os lábios.

- E eu dei um beijinho nela...e ela correspondeu. - Ele mesmo levou as duas mãos até as bochechas.

Não dava para saber quem era mais fofo ou bobo naquele relacionamento, mas os dois juntos formavam uma figura muito querida.




O pacto selado por Myung Hee e Go Eun Na foi mais rápido do que poderia imaginar. Para Sunny, o mundo parecia em câmera lenta, como uma espécie de tortura adicional para seu problema cada vez mais complexo. Muito embora tivesse com a solução em mãos, ela era incapaz de colocar a pílula na boca para acabar com aquela dor de cabeça. Aparentemente, ela precisava estar completamente sóbria para reagir às consequências daquele encontro com Eun Na.

De repente, a porta foi escancarada com violência e a colega de turma saiu dali, impondo sua presença - ou talvez buscando o ar. O ambiente anterior era deveras sufocante e angustiante para quaisquer pessoas que estivessem na mesma situação que elas. Tão logo saiu, percebeu a presença de Sun Hee e a encarou fixamente. Havia um ar feroz nos olhos de Nana e uma expressão de desagrado.

Um sorriso debochado surgiu nos lábios da garota enquanto ouvia o discurso de Sunny.

- Está com medo que eu conte para todo mundo? - Umedeceu os lábios, encarando-a da cabeça aos pés e logo voltando o olhar para ela. - Imagine se eu contasse, não é mesmo? Poderia custar sua bolsa, a expulsão da unnie, a minha expulsão. Mas você sabe que eu não tenho medo disso? Não vai fazer diferença, no fim das contas, pelo menos não pra mim. Já para você…

Jogou o verde e riu um pouco mais alto com o comentário dela.

- Você é mesmo uma viciadinha, Kim Sun Hee. Nós sempre temos escolhas, mas seja honesta uma vez na sua vida: nós escolhemos o mais fácil.Olhou para o frasco em suas mãos também e a encarou. - Não me compare a você porque somos muito diferentes, minha cara. Eu escolho esquecer, ainda que temporariamente, mas eu sei exatamente o que estou fazendo. Você sabe? Porque parece que só tem medo e não vergonha. Eu sinto vergonha o tempo todo e agora sinto pena de você…

Meneou negativamente.

- Sempre soube que tinha alguma coisa estranha com você, agora tenho certeza. - Umedeceu os lábios. - Mas não se preocupe, eu manterei o segredo...por enquanto. Enquanto eu escolho isso. Seja lá o que tenha acontecido com você...Não me inspira muito confiança. Você não parece como a sua unnie…Ela sim tinha mil motivos para escolher o nosso caminho, mas não fez...Pelo menos não ainda.

Que unnie? Nana franziu as sobrancelhas, mas deixou no ar quem podia ser essa pessoa. Deu meia volta, começando a se afastar dali, ainda com aquele ar hostil e deixando a ideia de que o segredo estava correndo risco...como se fosse apenas uma questão de tempo...

[Vocês tem mais uma rodada para terminarem essas conversas. Amanhã vou começar o "fim" da festa]
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HEE KYUNG. SÁBADO. 15 DE JUNHO. MANHÃ


O Sr. Han ficou surpreso com os comentários do menino acerca de mitologia grega. Pouco a pouco, Hee Kyung se mostrava um garoto bastante peculiar - tanto pela postura quanto as escolhas que fazia e no modo como falava. De certo modo, ele ganhou a atenção do pai de Han Sona. O menino não parecia o tipo de pessoa que ficaria bajulando alguém, ainda mais conhecendo o pai e o avô dele. Portanto, estava achando os elogios para sua filha genuínos.E se ele não conhecia o “lado sombrio” de Sona, era porque ela viu alguma qualidade nele também.

De todo modo, a conversa parou quando o avô reivindicou a atenção para si. Já que Hee Kyung não trouxera nenhum material para o esporte, o avô considerou que o neto poderia fazer companhia a ele. Como o garoto já sabia - pelo menos deveria - ele apreciava muito os momentos que tinha ao lado do menino. De muitos modos, via em Hee Kyung um reflexo e um futuro promissor. Quase era confortável envelhecer e saber que a família e os negócios estariam bem, pois teriam Hee Kyung como futuro.

- Exige mesmo, por isso eu não posso mais jogar.- Comentou enquanto se apoiava na bengala. - Não tenho mais físico para tal e minha mente também não é mais tão afiada quanto antes..hahahaha…

Disse se fazendo de humilde, mas todos sabiam que ele era uma raposa velha e sua mente estava mais afiada do que nunca. Aproveitou o momento de descontração para comentar sobre a derrota antecipada de seu filho mais velho. Era uma pequena implicância, mas não achava que estivesse muito longe da verdade, no fim das contas. Eles riram e os mais “jovens” andaram à frente, em busca de carrinhos enquanto o avô se permitia ficar um pouco mais atrás com o neto.

- Novamente este assunto? - Encarou o garoto. - Não sei porque tanta insegurança, meu caro neto...Já perdi a conta de quantas vezes disse que acho seu futuro brilhante e promissor. Mas ele só será concretizado se você acreditar também...acaso tens dúvidas disso?

Olhou para o neto. Não estava dando uma bronca ou puxando a orelha, mas ele percebeu que faltava um pouco de estabilidade em seu neto.

- Talvez você esteja numa idade boa para começar a assumir certas responsabilidades, ainda que temporariamente. Discutirei com seu pai em breve e vou colocá-lo em alguma área da empresa durante as férias. Acho que falta um pouco da prática para que comece a ver as coisas do mesmo modo que vejo...O que acha?

Esperaria pela resposta do neto, mas a conversa não se alongaria muito porque logo chegaram até o carrinho. Compartilharam do mesmo transporte ao lado do tio de Hee Kyung, pai de Hayoung. Ele foi na frente porque o avô fez questão de ir atrás com seu neto. Por algum motivo, ele tinha um sorrisinho no canto dos lábios enquanto observava aquela interação dos irmãos. O pai de Dong podia perder no golf, mas já estava ganhando fora dele. Em sentido de carisma e eloquência, ele era muito superior ao irmão.

Já o jogo...Hee Kyung logo veria que o avô estava certo. Os dois puderam sentar numa cadeira dobrável e observar o jogo da sombra. O avô tinha consigo um binoculos para acompanhar as jogadas mais distantes e, vez ou outra, emprestava ao neto. Comentava sobre qual devia ser o taco certo para cada tipo de terreno e, que, às vezes, era melhor não arriscar de uma vez para que encontrasse um ângulo mais favorável na tacada seguinte.

Sentenciou que o pai de Ha Neul ganharia o jogo, o seu filho caçula ficaria em segundo lugar, seguido do Sr. Han e do pai de Dong. A diferença entre eles era que o sr. Han estava levando na esportiva e na brincadeira enquanto o Sr. Baek era mais concentrado, competitivo e sério, assim como o tio de Dong.

As horas voaram enquanto estavam ali e logo fizeram uma pequena pausa antes da rodada da parte da tarde. Seguiram até o restaurante do clube para que tivessem um almoço digno e, Hee Kyung sentiria o celular vibrando pela primeira vez depois de uma manhã inteira de silêncio.

Quando visse, lá estariam algumas mensagens de ninguém mais, ninguém menos que Stella. O fundo de tela era sua cosplayer favorita ironicamente no papel de LeBlanc.

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12:45pm
Pretty Teacher
Pretty Teacher
Oi, Hee Kyung-ssi...
Ha Neul-ssi disse que você não viria à festa da piscina e...eu queria saber se você está bem. Sei que estivemos distante nos últimos dias, mas...Eu sinto falta de conversar com você.  
Me desculpa se eu te magoei...



(C) Ross


JAE KI - À TARDE


Jong Suk percebeu que algo realmente não estava certo quando Jaeki dispensou comida de graça. Seu tom de voz até ficou um pouco mais ressabiado ao dizer “araso…” e informar que o esperaria numa das praças que eles costumavam se encontrar. Era um local movimentado, perto de várias lojas do bairro deles - algumas mais acessíveis do que outras, considerando o perfil dos moradores daquela região.

Como estava muito cansado por conta da precária noite que tivera e o dia cheio na oficina, ele comeu seu tteokbokki em paz e relaxou um pouco melhor no banco. De barriga cheia, só precisou abaixar um pouco o boné para cobrir os seus olhos e se deixou levar pela sensação de saciedade e esgotamento físico. Não tinha problemas em tirar cochilos públicos - se algum isekiya tentasse roubá-lo, certamente sairia com os dentes quebrados, no mínimo. Tudo bem que ele não tinha muita coisa, mas sua dignidade seria mantida contra qualquer pivete ou valentão que tentasse tirar onda com ele.

Foi essa cena que Jaeki se deparou quando chegou até o local combinado. À primeira vista, ainda parecia o hyeong de sempre, ainda que fosse numa versão honesta - afinal, estava com roupas de trabalho. Contudo, o menino estava realmente irritado com aquele dia e a raiva não tardou em tomá-lo com a simples ideia daquele cara que considerava um irmão, seu melhor amigo, também fosse o maldito de um traidor.

Tocou em seu ombro e Jong Suk levou um pequeno susto - mostrando que não estava nada atento e tinha mesmo apagado. Levantou um pedaço do boné, encarando Jaeki de um jeito super torto e sem jeito. Limpou a baba de seu rosto e pigarreou enquanto se ajeitava.

- Yo, Jaekie! - Tentou usar o mesmo tom amistoso de sempre, mas a cara dele indicava outra coisa… - Aigo, o que houve, hã? Por que essa cara de quem comeu e não gostou? Sente-se aqui, anda logo…

Chegou para o lado e começou a se espreguiçar como um gato de armazém. O corpo dele estalou um pouco no processo, até que deu um suspiro e pareceu pronto para encará-lo. Fez sinal para que ele iniciasse.

Logo de cara, fez uma careta de desagrado. Festa de ricos...Bom mesmo era festa de criança ocidental que aparecia nas novelas. O que tinha de bom numa festa de ricos? Não curtia muito essas amizades do dongsaeng, mas a mina era gata mesmo, então, até entendia. Dava um certo orgulho de saber o bom gosto que ele tinha e a capacidade por trás daquela criatura tão pão-dura. Tinha que ter muita lábia para conseguir uma garota daquelas - porque bom, dinheiro não tinha, né? Enfim.

Os pensamentos aleatórios pararam quando ele ouviu sobre Jin Hoo.

- Mwo?! Ele estava lá? Wae?? - Arregalou os olhos e o queixo caiu quando Jaeki contou que o cara era rico, do tipo muito, muito rico. Jong Suk tirou o boné, coçando a cabeça como se tivesse piolho, acabando por bagunçar mais o cabelo enquanto as peças se encaixavam. - Calma, por que você está agressivando para cima de mim, hã? Esqueceu que sou seu hyeong? Eu...Admito que sempre desconfiei dos negócios dele. Quer dizer, eu já tô nesse ramo há muito tempo e, bom, considerando que nosso trabalho sempre consistiu em criar o caos e depredar patrimônio alheio, não furtar, roubar, matar ou, enfim, traficar...De onde vinha o dinheiro pra sustentar A Toca e os “benefícios”? Eu cheguei a pensar que tivesse alguém por trás dele, mas ele é do tipo muito, muito rico? Aigo…

Fez uma cara mais reflexiva e ficou quieto, ouvindo o desabafo do garoto. Sua expressão indicava que ele não fazia ideia do real motivo para que aquele fato fosse escondido, mas tinha algumas sugestões do porquê. Quanto a confiar, numa situação normal, nem Jong Suk confiaria. Não confiava em si mesmo! Como confiaria nos outros? No máximo em Jaeki porque ele tinha uma aura incorruptível e uma espécie de código de honra que o tornava bem transparente e 8/80, preto e branco, sem escalas de cinza. Era fácil confiar numa pessoa como ele.

Jin Hoo deve ter ficado bem irritado por ter sido pego e decidiu usar de sua posição hierárquica para colocar medo em Jaeki ou humilhá-lo. Ele geralmente fazia isso com quem tentava sair da linha, o tipo de missão que gostava de aplicar nas pessoas. Como já sabia que com Jaeki não dava para defender quem ele estava odiando - pelo menos não no momento de raiva, Jong Suk apenas ficou quieto. Estava sim surpreso com aquelas revelações, mas preferiu falar por si no momento.

Fechou os olhos, soltando um suspiro quando veio aquela pergunta. Caso Jaeki não estivesse sentado, ele reforçaria para que ele o fizesse.

- Gaja, eu estou cansado e você parece exausto. Sente-se, hã? Eu vou responder à sua pergunta…

Quando Jaeki parasse ao seu lado, daria uns tapinhas companheiros em seu ombro e então umedeceu os lábios para responder.

- Você não deveria me considerar um irmão, Jaeki...Não porque eu tenha mentido ou não goste de você, mas porque fui uma má influência na sua vida. Você nunca teria entrado na gangue se eu não tivesse me metido. Mas a real é que eu fiz...Em parte para consertar um erro meu, mas também tentando te ajudar… - Fez sinal para que ele explicasse tudo. - Eu te conheço há muitos anos e acompanho sua história, sabia das condições de sua família, da sua halmoni, sua irmãzinha...Aish, eu sou um cara egoísta, largado pela familia que não tem o mesmo nível de responsabilidades que você tem, mesmo sendo o mais velho. Então, naquele dia quando você me ligou para pedir remédios da Soo Ji…

Jaeki deveria se lembrar bem daquele dia.

- O Jin Hoo tinha me dado um prazo para encontrar alguém para a gangue. O garoto que ocupava seu lugar acabou sendo atropelado por minha causa durante uma fuga e...Apesar dele ser tão errado quanto eu, a culpa foi minha pelo acidente. Eu...me sinto responsável pela condição atual dele, o pino que ele tem na perna e - Fungou, meio constrangido com aquilo. - Parte do que eu ganho, eu deixo numa conta poupança que criei para ele. Ele não sabe de onde vem o dinheiro, mas...é o mínimo que posso fazer. E daí eu estava me sentindo péssimo, tinha acabado de deitar pedindo por uma solução para reparar o erro de pessoal ou eu apanharia loucamente do Jin Hoo e poderia terminar pior do que o moleque e aí você me ligou…

Umedeceu os lábios e os escondeu.

- Não estou dizendo que fiquei feliz com o que aconteceu com a Soo Ji naquele dia. Eu fui te ajudar sem hesitar, mas quando parei para fazer o cálculo, parecia que todo mundo ficaria feliz. Eu pagaria minha dívida, você conseguiria ajudar em casa e ter plano de saúde para sua família e o Jin Hoo teria o número de pessoas disposta a fazer os trabalhos dele. Por isso eu disse que você bastaria e...por isso eu tenho certeza de que sou um péssimo amigo. Você não estaria se sentindo um otário se eu não tivesse sido um otário primeiro..

Apoiou os cotovelos em seus joelhos e a mão na testa. Ficou um segundo em silêncio e meneou negativamente.

- Miane, Jaeki...Eu realmente espero que você seja capaz de me perdoar um dia…
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Ter Nov 20, 2018 12:28 am


Ouvir Jong Suk o chamando como de costume, só fez Jae-ki ficar mais deprimido, porque se estivesse certo, seu irmão não passaria de um mentiroso.

Jae-ki praticamente descarregou tudo que sabia de Jin Hoo. Contar pra Jong Suk foi a primeira coisa que pensou quando descobriu isso, porém o que o líder falou o deixou com dúvidas sobre a lealdade de Jong Suk. Estava com muita raiva pela possibilidade de ter sido idiota até nisso. Balançou a cabeça confirmando quando Jong Suk ficou surpreso, aparentemente ele também não sabia que o líder era tão rico.

Então Jae-ki falou a parte que envolvia Jong-Suk, pedindo que ele mandasse a real e não com mentiras. Ao menos, devia isso a ele. Respirava um pouco ofegante, já cansado pelo dia. Lançou um olhar desconfiado para Jong-Suk, mas acabou aceitando sentar no lado dele. Quando recebeu os tapinhas companheiros, Jae desejou que Jong-Suk não tivesse nada pra esconder. Mas a primeira frase do hyeong o deixou preocupado.

Jae o olhou com uma expressão angustiada, em uma mistura de tristeza com raiva. Como assim ele tentava consertar um erro? Mas então Jae-ki foi ouvindo e entendendo tudo. Franziu as sobrancelhas triste pelo garoto atropelado. Isso também mostrava alguns riscos que eles corriam na rua, as corridas para não serem pegos... Jae-ki podia se lembrar de quantas vezes atravessou o sinal ainda aberto. Sempre pareceu que seria rápido o suficiente. E agora que pensava nisso, lembrava de Jong Suk colocando o braço na sua frente algumas vezes o impedindo.

Mordeu a boca quando ouviu que poderia ficar pior se apanhasse do Jin Hoo, lembrando que poderia acontecer o mesmo com ele mesmo. Jae-ki passou a mão pelo rosto nervoso enquanto terminava de ouvir, estava com raiva de ter sido usado desse jeito. E era uma mentira que tinha durado mais de um ano pelo menos.


-  Você me usou... - Disse indignado - Vocês não prestam... Eu me senti tão culpado quando demorei a contar de Wangjo...

Jae-ki suspirou. De repente tudo parecia ter voltado aos anos anteriores, pessoas o culpando quando faziam pior, gente que não se importava com ele. Isso só confirmava mais o quanto estava em errado em acreditar nos outros. Ainda tinha Won, Kang e Hyun, talvez isso fosse o que o deu mais força de sair da gangue.

- Quando você me deu essa escolha... De entrar pra gangue... - Disse Jae-ki com a voz deprimida meio reflexivo lembrando do passado - Eu fiquei meio preocupado, só que saber que era você que tava indicando, me fez confiar. Pensei, o hyeong é legal, os amigos dele também devem ser...

Jae-ki olhou para as próprias mãos, cutucando com o dedo as cutículas enquanto continuava:

-  E com vocês eu me sentia importante pra alguém, eu quase idolatrava as coisas que me falavam, achava vocês daebak... E na verdade só tava sendo usado por ser pobre e desesperado...

Jae parou e olhou dessa vez na direção de Jong-Suk, o olhar esgotado de decepções:

- Podia ter me mandado a real naquela época hyeong, eu não sei... Eu acho que eu teria aceitado do mesmo jeito, eu tava desesperado e teria feito qualquer merda pra salvar a Soo-ji. Se não fosse Jin Hoo seria os agiotas, ou algo assim... Não foi só sua má influencia... Só que pelo menos eu ia saber que tava sendo uma ferramenta.... 

De qualquer forma não tinha como Jae-ki saber o que seria melhor, a gangue o tinha ajudado bastante, mesmo sendo usado. Sem pais pra ajudar, Jae-ki não tinha muitas escolhas mesmo e era disso que Jin Hoo se aproveitava. Jong-Suk tinha pedido perdão, mas no momento era algo bem difícil. Parte do Jae-ki ainda tinha aquele hyeong legal nas suas lembranças. Tinham passado por muita coisa juntos, mas como poderia acreditar daqui pra frente?

- Se eu aprendi uma coisa hoje é que não dá pra confiar... E que pisam em você se acredita em alguém! - Disse com raiva.

Juntava tudo na cabeça de Jae-ki, os hyeongs, Eun-bi. Parte sua até queria perdoar Jong-Suk, mas e o receio de ser feito de trouxa de novo? Olhou novamente para Jong Suk:

- Não dá pra te perdoar hyeong... Não agora...

Só que por incrível que parecesse, Jae-ki não estava mais com vontade de bater em Jong Suk, talvez porque ele já devia estar pagando por isso com a culpa pelo garoto atropelado. Ou porque ele tinha dito finalmente a verdade em vez de humilhar como Jin Hoo fez, ou também porque Jae-ki era mesmo um fraco que não tinha coragem de bater no seu hyeong. Assim como apesar de ter terminado com Eun-bi, não conseguia desejar o seu mal.

- Agora eu só quero sair da gangue... Vou ficar mais esperto... Tô cansado de todo mundo me enganar... Me sinto como se tivesse uma placa na minha cabeça escrito : otário, engane fácil. Até minha namorada hyeong, nem ela eu posso ter do meu lado....

Jae-ki riu e comentou por fim cansado:

- Tô na merda mesmo... Mas eu vou mudar isso.... Vai passar... Um dia...


Revoltado

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Yeun Misoo em Ter Nov 20, 2018 1:11 am

- Omo!!! Calma, calma!!   - começou a rir sem parar, com as bochechas cheias e acompanhando o movimento dela.

-  Então...  - nem sabia por onde começar direito. -  Ele saiu pra conversar comigo depois que o Jung Mi apareceu com a Kim Sun Hee… A gente foi até lá na entrada. Ele pareceu super preocupado comigo e falou até que eu podia fugir pra casa dele se a minha mãe me expulsasse quando soubesse que não sou mais namorada de um Park. Ele tem sido muito legal comigo em várias questões desde… Ah, desde algum tempinho. Aí ele, bom ele falou uma porção de coisinhas fofas e, ah, eu nem achei que eu ia ligar pra isso um dia, mas o jeito que ele fala… Ah, Bibi, foi tão fofo, sabe? Ele é uma graça. Eu acho que ele é muito bonitinho. E eu gosto do formato do rosto dele e dos olhos especialmente quando sorri. Ele tem um jeito tão... próximo, sabe? Aí… Bom, sei lá o que deu em mim, eu fui e dei um beijo nele. Aqui  - apontou a bochecha.

-  Aí eu tava louca pra sair de lá, mas ele me segurou e me abraçou e de repente tava falando que gostava de mim e… Sei lá por que, eu só falei que eu queria ficar com ele. E ele veio e…    - se abanou. -  Me beijou. Assim  - fez um movimento com as mãos, encostando os lábios.

-  Eu nem pensei na hora, mas… Ai, ele me pediu em namoro, mas foi TÃÃO diferente de quando foi com o Park. Sabe, eu senti verdade, sabe?Eu senti que ele tava nervoso,e pareceu legal… Não tava querendo me obrigar a nada, nem pressionar e… Ah, eu só achei que era a melhor coisa que eu podia fazer. E realmente, eu olho pra ele e eu penso em popo… E aí eu sou namorada dele agora, parece. É… Quem diria né???  - riu e ajeitou o cabelo.

- Foi isso, eu acho que as meninas vão pirar. Não sei se a Bomi vai ficar chateada, mas não quero esconder delas nada. Eu acho que eu gosto dele. Eu me sinto bem, sabe? Ele parece que me entende… E eu me divirto. Eu acho que é isso.  

~~

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Kim Sun-Hee em Ter Nov 20, 2018 10:56 am


Não estava esperando qualquer mínima compreensão de Eun Na, apenas queria que ela concordasse - do jeito costumeiramente rude e agressivo, óbvio. Conheceu poucas pessoas tão ariscas quanto essa garota... Qualquer coisa era motivo para um ataque. Agora, por exemplo, não seria diferente. Enquanto aguardava uma confirmação, Eun Na sorriu daquele modo debochado o suficiente para paralisar o coração de Sunny e fazê-la puxar o ar com mais força, porém sem sucesso durante o ato. As palavras dela pioravam seu estado emocional e físico... Sunny sentia vontade de correr e chorar. Na verdade, quis desaparecer conforme Nana envenenava-a e a deixava ainda mais infeliz. Além de ameaçá-la, o tom de julgamento a acertou como mil pedras diretas na cabeça. Sunny até recuou um passo, arregalando os olhos e parecia um pequeno fantasma, quase sumindo de tão pálida.

Nana agia como se o controle da situação estivesse em suas mãos porque considerava que era a que tinha menos a perder ali.

O discurso a agrediu de tantas maneiras que Sunny  não saberia por onde começar. Só doía, e doía muito. Uma dor que não passava mais...

Uma dor que nunca foi embora, só enganada.

No entanto, conforme ela se afundava naquela inércia de reações e sensações, Eun Na mencionou uma "unnie".

Não... Disse "sua unnie".

Uma... amiga.

O choque do comentário deu tempo para Eun Na se afastar - mas não muito. De repente, ela poderia sentir os dedos finos e gelados a segurarem pelo braço, porém a soltou tão logo a herdeira a encarasse. Havia uma mistura de sentimentos no rosto petrificado... - Medo? Você acha que eu tenho medo... disso? De perder a bolsa, de ser exposta e humilhada? Não fale sobre o que não entende, Go Eun Na. Não fale como se... entendesse o que acontece na... minha mente. Não.me.ameace - repetiu.

Ao contrário de Eun Na, Sunny não jogava verde.

- Você não vai contar.. Não por mim ou por si mesma, e nem pela unnie. Você não vai contar porque é... insuportável pensar na possibilidade de continuar sem essas porcarias de pílulas!

Se ela tentasse escapar, Sunny voltaria a segurá-la, mesmo que Nana revidasse ou qualquer coisa do tipo. Estava anestesiada e não aplicava força para machucá-la. Porém, cansou dessa mania ridícula de Go Eun Na sair por cima, como se fosse dona do controle. Ela era uma piada tão - ou mais - engraçada quanto a própria Sun-Hee.

- Que bom que é fácil para você escolher essa morte lenta... Muito bom mesmo, pois não vejo assim. Toda vez que essa maldição me dá um dia de alívio, ao mesmo tempo, eu sinto que perdi anos de vida. Então... se tenho medo? Eu morro de medo! E me envergonho... Às vezes, a vergonha é tão grande que quase não consigo sustentá-la, mas eu preciso, ou pessoas que não tem nada a ver com isso podem sofrer. Viciadinha, perturbada, esquisita, puxa-saco, anormal... Perfeita... Tão criativa...

Sunny ignorou o rosto molhado e encarou Nana nos olhos, não esperando piedade ou entendimento.

- Maior do que o medo ou a vergonha... Eu tenho culpa. Ou seja, guarde sua pena para alguém que mereça - disse a última parte com certa acidez - Estou dispensando.

Recuou, pronta para sair dali ou enlouqueceria.

- A unnie é minha amiga... Escute com atenção... Não... Não faça isso... Não pense em levá-la para esse mundo. Por mais ódio que sinta de alguém, não desejaria tanto sofrimento para o meu pior inimigo.

Não perguntou quem era a "unnie".

Ela não revelaria mesmo, mas tinha suas desconfianças...

- Minhas amigas são pessoas melhores do que eu. Elas são boas e honestas, e não é justo que... - Sunny fechou os olhos, respirando com dificuldade, mas logo os abriu de novo.

Séria.

- Nós somos diferentes, porém escolhemos... - pegou o frasco no bolso, mostrando-o - a mesma forma de "escape". Isso nos torna... parecidas, você goste ou não. Faça como quiser, Eun Na... Revele, não revele... Afundaremos juntas, no fim das contas, e cairemos no mesmo buraco.

Talvez, no fundo... É o que desejem.

Que uma pessoa tenha a coragem de terminar aquilo, já que, sozinhas, não havia como.

Enfim, Sunny calou-se, abaixando a cabeça não por respeito ou receio dela...

Mas por não suportar mais mantê-la erguida.
Poooool Paaaarty  sunny

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Última edição por Kim Sun-Hee em Qui Nov 22, 2018 4:01 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Won-Bin em Ter Nov 20, 2018 9:21 pm



Era uma situação complicada mas Won sentia muito orgulho do amigo nesse momento.
Nem ligou para os protestos de Kang, se não comemorasse agora ia perder a chance e o momento de ficar feliz genuinamente com o amigo.

- Não comece com o “eu te disse”, mas...você tinha razão. Quer dizer, você foi um visionário romântico e percebeu antes de nós dois…

-Mas bem que eu te disse... - brincou mas assentiu com a cabeça - O instinto dragão nunca mente, K-Dragon - riu.

-Conte amanhã lá em casa, assim vamos estar num ambiente controlado e seguro para reações

- aigoo, o que você quer que eu diga?! Você não tinha me dado detalhes sobre sua experiência com a Bo…-

Tossiu um pouco, nervoso. Nesse instante queria poder contar ao amigo que as coisas tinham mudado, e que ele tinha uma nova visão para poder aconselhar ele, mas acabou deixando passar.

-Tudo bem tudo bem. Só conte logo!

As peças da história se encaixavam. Era por causa dela que ele estava estranho naquele dia.

-Hmmm, faz sentido. Bom, posso confirmar a parte do racional. Sua cabeça diz uma coisa, suas pernas estão indo lá fazer o contrário - tinha desafiado a razão muitas vezes.

- E eu dei um beijinho nela...e ela correspondeu.

-O que!? - disse espantado. Eles estavam muito mais avançados que imaginava. Mas deu um sorriso orgulhoso tipo um pai.

-O mestre do bang-bang mostrando como se faz - comentou brincando.

-Eu acho que vocês combinam muito bem. Mas agora você tem de se preparar para a odisseia que é gostar de uma garota de Wangjo. A jornada é longa e dura, soldado, mas vai dar tudo certo. Eu to aqui pra te ajudar

Se sentia um veterano de guerra que encontra um aventureiro para treina-lo, estilo um filme de fantasia.

-Mas eaí, qual o próximo passo? Além de contar pro Jaeki, é claro

WangjoHitch

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Qua Nov 21, 2018 10:16 pm

Banyan Tree Club & Spa. TARDE


Depois tantas histórias paralelas - e a ausência da aniversariante - tirarem um pouco do brilho e propósito da festa, os convidados foram surpreendidos com a chegada da grande atração. Sim, porque as festas dos Yoon sempre tinham como melhorar o que já estava bom à primeira vista. Houve uma pequena comoção quando a voz do DJ começou a soar pelo lugar. As meninas, mais eufóricas e fãs daquele grupo, começaram a se encarar com os olhos arregalados e dar leves tapinhas de emoção enquanto se perguntavam se estavam ouvindo bem! A voz do DJ continuou, convidando a todos para a pista de dança que estava oficialmente aberta.

Independente de chegarem rápido ou mais devagar, o lugar começou a encher e a piscina virou mera coadjuvante da matinê que se formou diante da mesa de som comandada por ninguém mais, ninguém menos que Quan Lei, ou simplesmente QL como era conhecido na formação de seu grupo.

Musica tema do QL divo:

O jovem chinês era um dos idols mais famosos e influentes de sua geração, depois de participar de um programa de sobrevivência que formou o grupo temporário o qual o tio de Bomi fazia parte também. Diferente de Shin Hee que fazia uma linha mais príncipe, QL era um galanteador por natureza, sexy apenas por respirar e um dos melhores dançarinos. Como o vocal nunca foi considerado seu grande atributo e sim a dança - tanto que era o main dancer do grupo - ele gostava de aprender os ritmos em si e estava embarcando na produção de suas próprias músicas. Como consequência, ele também aprendeu mixagem e a mexer na mesa de som daquelas. Mesmo que por um período curtíssimo de tempo  - cerca de uma hora, no máximo - ele se ofereceu para tocar na festa dos sobrinhos de seu melhor amigo tão logo soube como seria. Qual era a chance dele perder uma oportunidade daquelas também, não é?

Fato era que aqueles que nunca tinham visto um idol de perto, podiam testemunhar a beleza de QL, seu carisma e simpatia. Não era à toa que a Coreia tinha se rendido a ele, apesar de ser chinês. Além disso, ele foi considerado o homem mais sexy de 2018 pela revista E.F.

Naquele momento, ele estava ali para fazer aqueles jovens dançarem, ainda que não soubessem por onde começar.


(QL para quem não conhece)

♠️

Em muito bom tempo, Eun Bi e Misoo saíram do quarto. A bailarina tinha pedido para que sua melhor amiga contasse os detalhes daquele inesperado namoro e ficou completamente em silêncio, reagindo apenas através das expressões faciais enquanto ouvia.

Óbvio que ela estava feliz por sua amiga, mas também seria mentira se dissesse que não estava surpresa e com um pouquinho de inveja. Afinal, elas nunca conseguiam alinhar suas alegrias e isso era um pouco frustrante. A notícia teria sido melhor recebida e comemorada se todos os três casais estivessem bem. Não que não desejasse o melhor para sua amiga - e se Kang Woo Jin fosse, ótimo! - mas se ela e Jaeki realmente tivessem terminado, ela estaria como Bomi e Won Bin. Seria uma situação meio chata de lidar.

Tentou olhar mais para Misoo ao invés de se preocupar com o próprio umbigo, mas foi um pouco difícil. Suspirou e abraçou.

- Quem diria que a minha menininha cresceria tanto em tão pouco tempo, hm? - Fez um carinho no cabelo dela. - Eu estou feliz por você, chingu. De verdade. -  Sorriu. - E todos os conselhos que você me deu, valem para você agora. Espero que ele te faça feliz como você merece e se ele te magoar, eu serei a primeira a bater nele.

Disse séria, quase ameaçadora, mas sorriu de novo.

- Pelo que você me descreveu, eu realmente acho que é amor ou paixão, sabe? Não sei diferenciar os dois, mas reconheço no seu discurso coisas que eu também sentia com...enfim. - Mordeu o lábio internamente.- No que você precisar do meu apoio, pode contar comigo. Claro que será um choque quando você “a ex do Jung Mi” - Fez aspas com os dedos - aparecer namorando um bolsista, mas acho que a diferença da sua alegria será nítida. Porque agora é real, né? Aigoo...Que bom! Agora nós três temos um pouco de experiência para compartilhar, quem diria, né?

Acariciou o rosto dela. Tentou dar o seu melhor, mas havia algo um pouco triste em Eun Bi, talvez a insegurança que Misoo experimentou antes ou talvez o fato de ter terminado - provavelmente as duas coisas. Fato era que não podia continuar prendendo Misoo ali enquanto o namorado dela estava naquela festa. Tinham ido para se divertir e agora a amiga estava ali, cuidando dela.

- Gaja, vamos descer! Eu já me sinto bem melhor.

Levantou-se e ofereceu a mão para que Misoo se levantasse também. Logo as duas seguiriam para a festa, encontrando Mia pelo meio do caminho. Eun Bi brincou sobre os limões que ela deve ter ido colher na Sicília para demorar tanto. Mia desconversou, dizendo que já estava à caminho, mas acabou parando para bater papo com outras pessoas. Quando Eun Bi achou que poderia ter um tempo de ir até a piscina ou beber alguma coisa, ela ouviu aquela voz aveludada pelos auto-falantes espalhados pelo lugar.

- Ai...Meu...Deus...Eu não acredito!! Eu vou matar a Bomi!! Aigo, eu to bonita?? Aigoo, corre!! É o QL!!

Agarrou as amigas pelo pulso e obrigou a correrem com ela até a pista de dança. Não perderia uma oportunidade daquelas de jeito nenhum.

♠️

Diferente de Eun Bi que foi sincera, mas um pouco receosa do futuro que aquele relacionamento podia representar, Won Bin foi muito mais receptivo à novidade. Kang ficou aliviado por ouvir isso, considerando o quanto o amigo tinha sofrido por conta de uma das amigas de Misoo.

Contou como as coisas aconteceram, ainda que não tenha dado muitos detalhes - estes, do passo a passo, ele preferia guardar em suas próprias memórias. Até porque ele sentia muito mais do que conseguia expressar em palavras. Bastou, naquele momento, que um de seus dois melhores amigos soubesse que ele estava feliz. Extremamente feliz com tudo aquilo.

Concordava que haveria muitos perigos ao longo daquele percurso, muito julgamento e até mesmo danos severos à moral deles dois, mas, assim como qualquer jovem apaixonado, ele estava disposto a encarar tudo por sua Mimi. No calor do momento, era fácil dizer isso sem hesitar, mas ele não se enganava, sabia que haveria muito sofrimento ao longo daquele percurso. E assim como as chateações, tinha a certeza de que valeria a pena enfrentar tudo pelo final deles.

Após contar para Won, ele se sentiu muito aliviado.Tinha medo do que o amigo acharia, considerando o recente término dele. Porém, ele sabia bem quem estava mais propenso à odiar a ideia: Jaeki. Ainda mais agora que estava irado com todas elas.

- Komawo, chingu. - Respondeu para Won com um sorriso no rosto. - Ahm...O próximo passo é descer de novo e ver como ela está. Estávamos voltando para a piscina quando eu vi o Jaeki subindo meio mal e nos separamos. Não sei se ela teve tempo de contar para as amigas e também não pretendo ficar muito em cima, mas...Quero ver se ela está bem.

Era fofo como ele se preocupava com ela.

- Quanto ao Jaeki, eu tenho uma ideia: vamos fazer uma vaquinha e comprar as comidas que ele mais gosta. Depois dele se alimentar bem, nós contamos, o que acha?

Riu da própria ideia, mas também se levantaram para seguirem até a festa de novo. Won Bin não tinha aproveitado quase nada - ou melhor, tinha, mas não da festa! - e Woo Jin estava com um pouco de fome.

Os dois seguiram até o buffet e estavam começando a beliscar algumas coisas quando aquela voz parou o mundo. Woo Jin não sabia de onde reconhecia, mas quando ouviu as pessoas falando que era, arregalou os olhos.

- Omo, minhas noonas são loucas por ele! - Comentou. - Gaja? Eu quero filmar para que elas fiquem com inveja. - Riu e o convidou a seguir.

Quando chegaram ao cenário da pista de dança, dava para ver uma pequena aglomeração de pessoas se formando. Não conseguiriam ficar muito na frente, mas estavam perto o suficiente para ver aqueles adolescentes se soltando um pouco mais e deixando o lado fã exposto. Os dois logo veriam suas respectivas bem lá na frente. Bomi, Misoo e Eun Bi tinham as coreografias prontas e, talvez para a chateação de Jaeki, a bailarina estava muito bem enquanto dançava com as amigas. Mia era a mais desajeitada, mas estava curtindo ao seu jeito também.

♠️

As conversas entre Sunny e Eun Na sempre eram muito tensas e densas - isso quando conversavam, porque na verdade passavam mais tempo brigando e agredindo do que conversando de verdade. Daquela vez, não era diferente, mas pela primeira vez, Sunny não conseguia sustentar o olhar por muito tempo. A culpa, o medo e a vergonha a tomavam de tal forma que passavam a sensação de que Eun Na havia vencido, mesmo que não tivesse intenção de causar aquilo.

Quando foi impedida de ir embora para que fosse obrigada a ouvir as palavras de Sunny, ela parou e ouviu com os dentes cerrados. As afirmações tão assertivas de Sunny, fez com que a garota mudasse a posição das mãos e fosse a vez dela puxá-la a baixinha para mais perto.

- Você não me ameace ou duvide do que sou capaz de fazer. Se tem uma coisa que me dá mais prazer do que as pílulas é pisar em gente hipócrita como você… - Sorriu de modo jocoso. - Aah, Sun Hee, você não faz ideia de como eu gostaria de vê-la tendo que passar por uma humilhação pública incontestável. Das outras vezes você foi vítima, não é? Seria tão interessante vê-la como culpada…

Riu quase divertida, mas não havia, de fato, divertimento em sua pessoa. Nana parecia esgotada.

- Só não faço porque não sei seus motivos. - Não explicou a diferença que isso faria, mas em sua mente e no novo código de honra que ela montava, se Sunny tivesse sido vítima de algo como ela ou a unnie, seria muita, muita crueldade fazer isso.

Soltou a garota, ouvindo o relato dela. Cerrou um pouco os olhos e cruzou os braços.

- Eu não sou a Myung-unnie...Eu jamais ofereceria algo assim para a unnie. Eu ofereço outra coisa e você? Você faz alguma coisa por ela? Ou só sabe correr atrás de problemas? - Arqueou uma das sobrancelhas. - Acha divertido brincar com dois herdeiros e tê-los aos seus pés? Cuidado para não acabar que nem ela, Sun Hee. Aigo, nem sou sua amiga, nem gosto de você e adoraria vê-la quebrando a cara, mas tenho o mínimo de empatia. A unnie ficaria envergonhada se a visse fazendo o que fez hoje. Ainda bem que ela não veio.

Revirou os olhos, tombando um pouco a cabeça para trás.

- Eu espero que não seja o mesmo buraco porque as suas metáforas cafonas me cansam. Ara, seja mais cautelosa da próxima vez e eu também o serei. Agora poupe o discurso literário e meus ouvidos, não é como se eu não pudesse guardar mais um segredo. A questão é: até quando o guardarei.

Caso Sunny tentasse segurá-la de novo, ela desviaria dessa vez, como se o toque dela fosse algo insuportável de lidar. Deu as costas e saiu dali, abrindo o frasco no caminho mesmo e colocando dois comprimidos para dentro, permitindo que os efeitos começassem para que ela aguentasse até o fim da festa.

Sunny receberia uma mensagem de Hyewon avisando que tinha descido com Stella e que a menina podia subir para descansar. Logo em seguida, ela também avisou que tinha chegado uma atração incrível e que seria uma pena se Sunny perdesse! Não sabia que tudo o que a amiga mais nova mais queria era simplesmente sumir.

♠️

O choque da conversa com Joo Hyuk e a revelação sobre seu biquini continuavam latentes na cabeça de Hyemin. Ela não sabia o que pensar nem para onde olhar direito agora que tinha ciência de que ele a observara. Ainda estava parada com o loop de informações e sentimentos em sua mente quando Yerin retornou. Ela não demorou muito, como tinha prometido e retornou com um vestidinho roxo com um caimento mega simples, mas que ela se sentia muito mais confortável que o biquini que estava antes. O tecido não colava em seu corpo e não tinha o nome de “biquini”. Yerin não se importava nem um pouco de sair do tema da festa, até porque já tinha curtido bastante e brincado. Agora para comer, podia ficar mais composta.

Vestido sem graça, porém roxo

Também tinha aproveitado para deixar o celular carregando lá no quarto delas. Olhou para Hyemin achando a expressão dela meio estranha.

- Ya, Minah! O que você está fazendo aqui? - Tinha prendido o cabelo num coque meio bagunçado também.

Antes que pudesse responder, Hyemin também veria Nana retornado leve e saltitante. Não fazia ideia de quanto tempo ela tinha demorado no banheiro, porque perdeu a noção das horas, mas a amiga parecia muito bem. O dia inteiro ela estava bem, devia ser um dia muito bom!

Mal começaram a se reunir de novo e a atração chegou. Beom Su correu até elas, sacudindo Nana pelos ombros. Claro que ele lançou um olhar de julgamento para Yerin, vendo aquele vestido sem graça dela. A rainha respondeu fazendo uma cara ameaçadora para ele. Ele se benzeu e puxou o Red Velvet Wangjo para dançar.

Hyemin esperava que não tivesse nenhum problema de ficar dançando ali. Até porque o orelhudo não iria dançar, ne? Seria a coisa mais ridícula do mundo! Joo Hyuk não precisou entrar na pista de dança para curtir a festa. Ele ficou numa parte mais reservada com Ha Neul e Sona - eles até mexiam suavemente o corpo de um lado para o outro. Kim olhava para o DJ, mas não demorou para dar uma encarada na direção dela e esboçar um sorriso cretino, bem típico dele.

♠️

Chaeyoung e Hyun Hee tiveram uma experiência diferente naquela conversa com o casal mais fofo de Wangjo. Foi quase como um doubledate não programado. Os dois eram pessoas bem aprazíveis de lidar, além de carismáticos. Eles não se importavam muito com aquele jogo do trono de Wangjo, desde que pudessem ter um bom tempo no colégio. Ouviram a história da revolução com certo interesse, mas foi difícil ligarem os pontos - também não eram as pessoas mais inteligentes do mundo.

Já a namorada, essa sim o encarou com um pouco mais de cuidado. Perguntava-se o que ele quis dizer com isso e se havia alguma envolvimento, mas achou melhor deixar para lá. Preferia curtir o momento de paz que tinham e uma conversa agradável. Focar nos clubes foi a melhor solução que encontraram no momento.

O comportamento deles também era algo a ser admirado. Os dois eram bem apaixonadinhos e carinhosos - a ponto de, internamente, uma parte de Hyun se chamar de cafona. Não pareciam forçados a nada, agindo do modo mais natural possível diante dos constantes olhares que recebiam.

Hyun Hee sabia que fazer aquilo na frente de seus antigos amigos e da ex era quase que uma provocação, mas ele não tinha como se importar menos. Naquele dia, ele se sentia confiante o suficiente para se permitir ser daquele jeito: normal! E não ficar pensando muito no que achariam ou deixariam de achar. Até porque, sua tentativa de aborrecer Moon Eun Joo foi bastante frustrante. Por algum motivo, ela ainda continuava falando com Jimin e não fizera escândalos.

Quando a voz de QL ecoou pelo lugar, Chae também ficou empolgada para ir independente de seu braço. Hyun podia lembrar que ela já tinha dito que, mesmo no exterior, raramente ia a festas assim - de piscina ou boates. Era um pouco triste que ela não pudesse aproveitar da melhor forma possível por conta do braço e o mínimo que podia fazer era aproveitar como podia.

Diferente das pessoas que tomaram a pista e dos que estavam mais periféricos, Chae optou pelo meio a meio. Até colocou os sapatos desconfortáveis de novo para ficar alta e conseguir ver tudo.

Assim, todos pareciam se divertir.




QL se apresentou por cerca de uma hora - foram 45 minutos e 7 músicas mixadas ou com versões estendidas. Ficou aquele gostinho de quero mais, porém ele precisava se juntar ao grupo em pleno sábado porque ainda se apresentariam naquela noite. Ele pegou o microfone para falar com as pessoas, depois de cantar parabéns aos aniversariante e desejar felicidades aos dois.

Por fim, deixou seu recado.

- Obrigado por terem curtido esse tempinho comigo! Foi um prazer ter proporcionado essa experiência para vocês! Agora os verdadeiros djs da festa são vocês!

Todos tinham liberdade de ir até o celular para botar uma música ou playlist à escolha. Era um tipo de comum de festas em boates também, onde as pessoas eram os djs. Chaeyoung deu uns pulinhos ao lado de Hyun.

- Eu vou lá pedir uma playlist na fila! Já volto, tá? - Deu um selinho nele e caminhou pedindo licença aqui e ali para se aproximar da mesa.

Hyun Hee não ficaria muito tempo sozinho porque Jong In logo se aproximou dele com Taeyang e Ro Young. Da Won não estava por ali.

- Ya, oppa! Trouxemos seu elixir… - Ofereceu um copo com o que parecia um suco normal com uma cor bem tropical.

- Aqui estááá, meu chinguu - Ro Young visivelmente alterado abriu seu frasco secreto e completou o drink, dando um toque de sabor...especial. O cheiro, contudo, era puro alcool, indicando que Ro Young não estava para brincadeira.

Até Jong In parecia mais alegrinho agora.

Lá na frente, Chae tinha se aproximado o suficiente do grupinho de Misoo, mas também da doce Hyemin. Inclusive deu um sorrisinho timido com um tchauzinho enquanto indicava o play para mexer.

Tudo parecia bem, ninguém levantava nenhuma suspeita...Até que Eun Joo se aproximou, pedindo licença para Chaeyoung.

- Aigo, Bomi-yah, será que posso usar o microfone um instante? Eu consegui algo importante para revelar para as meninas da festa…

- Ahm...Unnie...Não é nenhuma polêmica, ne? - Perguntou um pouco nervosa por conta da história de Misoo.

- Ah, claro que não. - Sorriu. - Inclusive tem o nome de vocês também...Posso?

Eun Bi queria dizer “não”, mas sua curiosidade dizia “sim”. Bomi escondeu os lábios, como podia negar algo para a unnie. Joonie sorriu e subiu até o ponto, pegando o microfone.

- Alô? Está funcionando? - Deu uns tapinhas- Olááá, pessoal! Desculpa fazer uma pequena intervenção na festa, mas eu tenho que interessa muito às meninas do nosso colégio. Uma espécie de tradição, sabe? Dessa vez, eu consegui em primeira mão e gostaria de compartilhar com todos vocês…

Enquanto mexia a mão, ela carregava um celular que não era o dela.

[Tchutchuu~
Seguinte: Sunny, você tem a opção de se ausentar dessa apresentação ou fazer parte desde o início. Hyewon e Stella não foram citadas justamente para você se acomodar onde achar melhor. Elas estarão dispostas a passar esse momento com a Sunny, okie?

O show do QL durou 45 minutos e agora algumas pessoas começaram a sair, mas os alunos de Wangjo ainda estão ali por conta das músicas que vão começar. Todos.os.alunos.que.foram.à.festa.

As ausências são: Dong, Min Ho, Ui Jin, Yewon, Lee Ha Yi. Fora eles, todos os outros estão. Araso? :3 ]
(C) Ross



JAE KI - SÁBADO À TARDE


Jong Suk deu um longo suspiro e fechou os olhos enquanto abaixava um pouco a cabeça usava a ponta de seus polegares para massagear a têmpora. Conhecia Jaeki o suficiente para saber como ele lidava com esse tipo de situação. Muito embora fosse extrema, dessa vez ele não conseguia rebater ou dar uma visão otimista porque...ele tinha razão.

E era frustrante saber que era, em partes, causador daquele sofrimento no garoto.

- Eoh...Eu o usei para pagar minha dívida moral e tentar te ajudar… - Murmurou a resposta, olhando para baixo. Engoliu em seco e deixou os ombros caírem com relação a Wangjo. - Ya, eu só fiquei chateado por você ter demorado a contar sobre sua conquista. Não foi como se eu estivesse cobrando ou exigindo nada de você.

Defendeu-se.

- Eu estava agindo como um...hyeong. - Falou mais baixo a última palavra e o encarou de novo.


O garoto também não o encarava. Seu tom de voz estava mais deprimido, como se estivesse exausto de todas as revelações que recebeu de uma única vez. Foi incapaz de dizer qualquer coisa num primeiro momento. Conseguia tranquilamente voltar ao passado, para o momento em que deu a dica para ele se associar ao grupo de Jin Hoo. Abaixou o olhar de novo, umedecendo os lábios. Escondeu os mesmos quando percebeu que Jaeki resolveu encará-lo. Não negou isso a ele e também cravou os olhos escuros nos dele.

- Todos nós somos uma ferramenta para alguma coisa, Jaeki...Eu não te escolhi por ser pobre ou carente. Mas porque você também estava desesperado mesmo. Por que outro motivo nos sujeitaríamos a isso se não fosse o desespero? - Meneou negativamente.

Tinha tentado pedir perdão ao meninos, mas também era um direito dele de negar. Agora era a escolha de Jong Suk permanecer ali ou partir também. Já tinha escutado demais, também, aceitando tudo o que Jaeki falou. Mas se não seria perdoado, pelo menos não agora, também não se sentia no direito de impor sua presença.

Levantou-se, pegando a sacola que estava fazendo de lixeirinha.

- Eoh...Nenhum sofrimento é eterno e tudo é uma lição. Eu espero que essas decepções não o torne ainda mais amargo do que já é por conta da sua própria história. Não que você não tenha direito, mas...Seu coração não vão aguentar. Eu não vejo uma placa de otário escrito na sua testa, mas tenho uma de “culpado” na minha. - Suspirou. - Procure-me quando estiver disposto a me perdoar, Jaekie...Você sabe onde me encontrar. Na real..Eu meio que fico feliz de você sair da gangue sem problemas.

Olhou para ele uma última vez.

- Você sempre mereceu mais do que a miséria que vive. - Colocou o boné na cabeça de novo. - Eu já vou...Dê um beijo na Soo Ji por mim...Até um dia, chingu…


Deu as costas para o menino e começou a se afastar dali. Continuar ao lado dele não adiantaria de nada e só causaria mais sofrimento aos dois.
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Qui Nov 22, 2018 11:03 am

Hyemin  acordou de seu transe quando Yerin apareceu com seu vestidinho roxo. Olhou de baixo, sentindo o coração ainda bater rápido por causa daquela conversa. Diferentemente das outras vezes, ela não precisava sentir culpa por esconder coisas da amiga. Abriu a boca para dizer que tinha conversado brevemente com sua paixão antiga e como ele bagunçava sua cabeça, mas Nana também retornou, mais alegre do que antes.

Quem será que ela tinha encontrado no caminho? Será que tinha alguém que gostava também? Sorriu e acenou para ela.  Reunida com seus amigos, ela ganhou forças de novo. Por que aquele menino decidiu contar a ela que estava observando seu biquíni? Por acaso estava brincando com ela de novo? Pelas expressões que ele fazia quando a olhava, era exatamente isso que parecia.

Hyemin não podia se deixar cair nessa armadilha. Tinha um plano, um objetivo! Mas era inegável que tinha se sentido muito melhor só de conversar com ele e fingir, por algumas frases, que eram civilizados e se tratavam normal, como ele mesmo tinha dito. Seria bom se pudesse continuar assim… Mas não podia ignorar o mundo que os cercava, principalmente nos  aspectos que ela não podia tolerar.

Reclamou com BeomSu para que ele não fosse malvado com Yerin, reforçando que ela estava linda, apesar da escolha comum de roupas, e deu os braços para a amiga até a pista de dança.

- Jinjjaaaa?? Ohh..   Ele é mesmo tão lindo…     - colocou as mãos no rosto. -  Vamos para perto, vamos vamos… - puxou seu grupinho para colar a cara no palco, e dançou de seu jeitinho fofo, pulando nos caminhos e dando muita risada, toda envergonhada porque aquele pedaço de céu estava tão perto delas.



Virou o rosto em um momento e viu Kim Joo Hyuk olhando para elas e sentiu uma pontada no coração. Com um homem feito tão lindo na sua frente, precisava ficar se sentindo assim?? Inflou as bochechas e apertou os olhos, um tanto “ameaçadora” (quanto um filhote conseguia ser), e se abraçou. Moleque pervertido horroroso.

Franziu a testa e voltou atenção para os amigos novamente, abraçando-os e se mantendo protegida.

Bateu palmas quando ele terminou seu show. Ela tentou ficar a maior parte do tempo ali na frente com suas companhias, fez um coraçãozinho com os dedos para Quan Lei e virou-se surpresa para o grupinho.

- Nós vamos tocar as músicas??? O que vocês querem colocar? Será que posso por Selena? VAMOS POR SELENAAAA E CANTAR QUE NEM NO SHOW - deu vários pulinhos empolgados e fez menção de ir até lá para colocar uma música.

No caminho, Chaeyoung apareceu e ela acenou para a unnie. Que linda, será que ia dedicar uma música a seu namorado? Poxa… Que sortuda. Queria também ter uma música dedicada pra ela! Fez um biquinho e olhou emocionada para o palco, mas a surpresa mesmo foi de Moon Eun Joo.

Isso a fez para onde estava mesmo, em respeito à rainha do segundo ano.Piscou algumas vezes e pendeu a cabeça para o lado. Que tradição era essa mesmo? De qualquer forma estava empolgada, e não via maldade naquilo.


- Riin. Você ouviu? Do que ela está falando?  - perguntou, lerdinha.


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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Qui Nov 22, 2018 11:35 am


As últimas palavras de Jong Suk deixaram Jae-ki pensativo, principalmente quando ele falou sobre ter uma placa de culpado. Além disso, ouvir do seu hyeong que ele merecia mais, tocou seus sentimentos. Não esperava que hyeong fosse embora assim, ele parecia bem mal. Diferente de Jin Hoo que ficou jogando as coisas na sua cara.

Jae-ki sentiu uma aperto no peito quando ele se despediu mencionando sua irmã, estava perdendo mais uma pessoa importante da sua vida. Algumas lembranças do que passaram juntos vieram na sua mente. Será que essa era sua vida? Uma sequência de perdas, decepções e arrependimentos. Antes de Jong Suk se afastar, Jae disse:

- Você também merece mais, hyeong- Se levantou e acrescentou - E todos somos culpados... Eu ia fazer merda de qualquer jeito... Eu seria covarde se falasse que foi só sua culpa... Eu sabia que ia tá em algo meio sujo...

Respirou fundo com aquele olhar desanimado, na verdade Jaeki sabia que ele aceitou isso, mesmo não sabendo que seria usado, sabia que era ilegal e seria hipócrita se jogasse toda culpa no hyeong. Ele também não queria ficar sem o hyeong, embora etivesse chateado, quando falou que não perdoaria, já sabia que ia perdoar depois. Só que ver que o amigo estava se sentindo mal, fez Jae-ki se arrepender disso. Não estava bem pra conversar com ninguém, mas não queria cometer erro de ser injusto. Ao menos JongSuk tava pedindo desculpas.

- Só não tô bem hoje, não é de você que tô com mais raiva, só tô juntando tudo... - Disse - Ainda sinto que você é meu hyeong...

Jae-ki olhou pra Jong Suk, era verdade, tinha até pensado que os dois iriam cair na briga, já que Jin Hoo o tratou daquele jeito. Mas a verdade é que Jae estava mais magoado com uma menina, que não admitia assim que estava errada, que dava valor para um cara daqueles. Com Jong Suk, ele estava se sentindo diferente. Jae suspirou, nem sabia bem mais o que estava falando. Talvez fosse melhor mesmo se despedir.

- A gente se vê por aí, hyeong... - Disse como uma promessa que se veriam logo.

Jae-ki deixaria o amigo partir, não estava bem e não queria acaba achando um culpado pra por toda sua raiva. Tinha que aceitar que sua vida era assim, e aguentar até passar a dor. Ele ainda sentaria no banco por um tempo, tentando se preparar para ver a irmã. Tinha que melhorar essa cara.


Planejou entrar no banheiro assim que chegasse para tirar a camisa e molhar o rosto. Teria que ser rápido pra não ser visto pela irmã com essas manchas na camisa. Depois o jeito era entrar sem camisa mesmo. Se as vizinhas falassem mal dele por passar assim na varanda, que fosse.

Depois de uns minutos, Jaeki andaria até em casa.

Revoltado

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Park Hyun Hee em Qui Nov 22, 2018 2:32 pm


Hyun Hee foi à pista de dança acompanhado da namorada e cuidou de seus arredores para que ela pudesse circular sem trombar o braço em ninguém e acabar machucada. Ficou de olho e até dançou um pouquinho com ela.

Deu risada da empolgação dela. Parecia mesmo uma joaninha livre e alegre.

- Está bem, está bem. Será que é uma homenagem? Será que eu sei qual é? - deu um sorriso largo após o selinho e a deixou ir.

Mal curtiu seu momento de paz quando chegaram seus amiguinhos bêbados.

- Elixir? - olhou julgador para Ro Young e depois vislumbrou a expressão divertida de Jong In. Cheirou. Fez uma careta.

- uh. Vocês são loucos? Que merda tem aqui dentro? - deu uma risada gostosa. - É igual “aquele” coquetel ou uma especialidade só para essa festa? - murmurou, levemente irritado, referindo-se à bebida batizada da balada.

Estava mais do que na cara que ele não devia beber isso, mas ele cheirou forte e olhou os ex-amigos, desconfiado, como sempre, com uma sobrancelha erguida. Uma parte dele queria muito pelo menos experimentar, um pouquinho, correr um pouco de risco…

A outra pensava em Chaeyoung, olhando seu caminho ali na frente, mas pensava mais ainda no Secretário e naquela noite na boate. Não dava para confiar neles desse jeito, cheirava a problema. E por falar nisso...

A voz da ex namorada interrompeu a diversão de todos e ele parou para olhar, ainda mais invocado. Mas que…?

Não tirou os olhos da ex e, com um cálculo mínimo, já sabia do que se tratava a tradição, porque tinha feito parte dela. Mas o que ela queria anunciando na frente de todo mundo? Apertou os olhos e fechou a cara. Não podia ser coisa boa. Por isso mesmo ele focou toda a sua atenção naquele anúncio.

Humor: estável/+++*

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Yeun Misoo em Qui Nov 22, 2018 3:16 pm

- Ani. Eu vou ser a primeira a bater nele, pode ter certeza - deu uma risada, mas abraçou a amiga como forma de aprovar seu carinho.

Não era como se tivesse planejado isso, mas era gostoso receber de volta o carinho e preocupação que tinha dedicado a elas e seus relacionamentos por tanto tempo.

- Será? - parou para pensar nas palavras fortes de “amor” e “paixão”. Ainda não era capaz de definir, mas pensava que gostaria de descer logo e vê-lo mais uma vez. Admitia, no entanto, que era alguma coisa diferente SIM, e que estava errada sobre não existirem sentimentos como aquele. Não estava imune.

Refletiu um pouco sobre a questão social que ela colocou. TInha feito uma bobeira tão grande naquele namoro falso que agora até o seu primeiro de verdade seria afetado. Suspirou.

- Eu espero que eles tenham outro escândalo para se preocupar. Que gente mais sem o que fazer - lamentou.

Mas sabia que o pior de todos seria na casa dela. Mas ela não pretendia sair falando para a mãe o que tinha acontecido.

- É, quem diria… Eu queria que as circunstâncias fossem melhores, Bibi. Mas um dia nós três vamos conseguir ficar felizes ao mesmo tempo, tenho certeza! - inspirou um pouco de otimismo e sairam.

No caminho, lá estava Mia, atrasada, mas Misoo insistiu para que ela tomasse alguma coisa com uma fatia de limão na festa mesmo, para tirar os gostos ruins da boca e o enjoo. Não era mais uma questão tão familiar quanto a dela, mas pelo menos podia contribuir com o que soubesse.


- Eu não acredito, a Bomi é mesmo a Rainha das Festas - botou a mão na boca, incrédula com os “contatinhos” da garota. Ela era fantástica.

Levou a amiga para o meio do show, perto de Bomi, e no caminho procurou Kang por aí, mas não o encontrou, nem mesmo os outros dragões. Sabia o motivo, afinal. Logo abraçou Bomi quando a viu e já sugeriu que elas começassem a dançar pra valer.

Quando avistasse Kang e o amigo, ia brincar com ele à distância, sorrindo, para relembrá-lo do desafio de dança e dar um tchauzinho ao mesmo tempo.


Ela tratou de virar a amiga de costas para a duplinha, porque não queria que ela ficasse pensando no término. Não agora.

De repente, a “rainha” do segundo ano apareceu lá, toda falsa, pedindo o microfone para sua amiga. Misoo sabia que aquilo era um problema e a encarou um pouco, quando Bomi reforçou que aquilo não deveria ser polêmico. Quando ela começou a falar, já trocou olhares com as amigas. Nenhum tipo de tradição de Wangjo era boa coisa, e a menina cruzou os braços, já fazendo cara de poucos amigos.

- … Você tem certeza que deveria ter dado o microfone para ela? Ela está feliz demais...

~~

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Re: Capítulo 8

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