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Capítulo 8

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Sex Out 12, 2018 12:14 pm


Jae ouviu sem interromper Beom-Su, estava com um olhar meio desanimado. Era verdade que não gostava que o generalizassem, mas era o que a maioria das pessoas faziam. Yerin fazia isso com ele. Então era seu jeito de se vingar pagando com a mesma moeda os herdeiros. Mas não rebateu, preferiu ficar calado.

Beom-su continuava falando, Jae ficou em silêncio ouvindo. Não esperava que ela fosse também chata os outros, porém ainda achava que ela era muito pior com os bolsistas. Era tudo muito bonito ouvir dizer que deveria ver outro lado das pessoas, mesmo que elas pisassem em você. Até Eun-bi tido falado algo parecido, mas para Jae-ki isso não poderia rolar na prática.

Não gostava como o davam sermão sobre isso, porque eram poucos o que se permitiam conhecê-lo melhor. Ninguém se permitia uma outra visão do hyeong Jong Suk, os professores mesmo já o taxam de culpado. E por que Yerin não pensou nisso antes de atacar as bolsistas? Por que só ele tinha aprender isso? Até Eun-bi o cobrava coisas que ela mesma não fazia. Jae achava isso injusto, estava cansado de o cobrarem coisas que eles mesmos não faziam. De só ele se dar mal quando respondia alguém. Ele já tinha muitas coisas pra se preocupar, mal conseguia ajudar a si mesmo, como teria mente pra se importar com outras versões?

- É tudo muito bonito de falar - Suspirou - Mas ninguém cobra isso dos herdeiros. Eu sempre fiquei na minha, não me importo mesmo com quem não tá nem aí pra mim. Só que pelo menos eu não fico atacando ninguém porque não gosto. Eu só me defendo.

Jae ficava revoltado mesmo, porque eram eles que começavam, e no final o culpado era sempre ele por se defender, por proteger quem gostava, e ainda era taxado de errado por não ver outro lado deles? E ele mesmo que ninguém queria entender? Ele podia falar mais mal da Yerin, sobre como ela não pensou duas vezes ao atacar as bolsistas no começo do ano. Ela mesma não se permita novas vistas. Porém não ia prolongar mais o assunto do que já tinha, Beom-Su era amigo de Yerin e ele sabia como ela era. De qualquer forma, Beom-su não parecia tão chato, apesar de não concordar com parte do que ele falava, o garoto não estava sendo tão esnobe.

- Mas... - Disse a Beom-su depois de ficarem calados uns segundos - Você não é tão metido quanto eu pensei que fosse.

Jae-ki sorriu de leve amigavelmente, não era tão mente fechada como achavam. Aceitava que as pessoas pudessem mudar com ele, pra pior ou melhor, ou serem diferentes do que achou. Mas só quando via isso com os próprios olhos. Como Eun-bi quando pediu desculpa.

Quando Yerin saiu do banheiro, Jae-ki só levantou o olhar pra ver a expressão dela. De repente despencou uma tempestade. Beom-su fazia um escândalo enquanto Jae-ki só pensava em como iria para casa nessa chuva se esqueceu o guarda-chuva. Provavelmente chegaria ensopado. "Só faltava essa... Tomara que passe."

Enquanto o garoto se ocupava em fechar as janelas, Jae-ki bateu os olhos em Yerin e percebeu algo estranho. Franziu as sobrancelhas quando a viu pálida de medo e caindo no tapete, a garota até cobria as orelhas. "Ela tem medo de trovão?"

Jae-ki ficou sem saber o que fazer, olhou para Beom-su ocupado e depois para Yerin. Se fosse sua irmãzinha seria fácil, era só abraçá-la. Mas e com a garota que odiava?  Deveria deixar ela lá sofrer sozinha? De qualquer forma, Jae-ki não pensou mais  quando se levantou e foi até ela, no fundo achava que ia se arrepender disso. Se agachou dela e disse:

- Ya, Yerin.. É só uma chuva... Estamos seguros aqui... O telhado não vai despencar...
   
Jae-ki não sabia o que dizer, não era amigo dela para saber o que se passava, mas também parecia  meio cruel ignorá-la. Pelo menos até Beom-su voltar. Por ela estar com as orelhas tapadas, Jae-ki segurou o pulso de uma das mãos dela e a puxou de forma delicada para que ela destapasse e olhasse para ele:

- Yerin... Tá me ouvindo? Estamos seguros... É só chuva, já vai passar. Vai pode voltar a me xingar.... - Disse meio sem jeito.

Era muito estranho lidar com alguém que não conhecia ou que não tinha qualquer tipo de afinidade. Mas tentava fazer como falaria pra uma criança. Era ainda mais estranho ver Yerin assim, preferia que ela o xingasse, não combinava com ela, assim as coisas pareciam mais normais.


Estúdio Beom Su

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Sex Out 12, 2018 12:46 pm



Hyemin nem conseguia explicar seus próprios sentimentos. Depois de seu discurso um pouco afobado, sentiu o coração apertado e uma angústia lá no alto. Tanto que interrompeu sua fala, porque se não tirasse aquelas coisas do peito sem interrupções, poderia acabar fazendo uma cena. Ela só não esperava que ele realmente ia ficar em silêncio e ouviu o movimento de sair do banquinho.

Sentiu o peito congelar, com medo de que de repente ele fosse andar até ela ou.. O que mais poderia fazer? Olhou para trás, apreensiva, para saber o que ele estava fazendo, mas ele simplesmente ajeitou a blusa e foi em direção ao sofá.

Sério? Sentiu um alívio imediato por ele ter “ignorado” o que ela tinha dito, apesar de achar muito esquisito, mas o alivio maior veio quando ele disse o mais importante, que não morreria, então não estava tão mal assim. Era muito bom ouvir isso. Continuou observando seu trajeto até que anunciou que tiraria um cochilo.

A herdeira estava mesmo muito surpresa. Assim? Sem briga? Sem deboche? Ficou sem ação. Estava morrendo de vergonha de ter começado a fazer um discurso, mas essa vergonha foi embora quando ele não reagiu mal. Ficou tão surpresa e atordoada, que nem quis xingá-lo porque ele ficaria dormindo enquanto ela fazia todo o trabalho -- algo que ela provavelmente faria em seu estado normal. Mas eles não estavam mesmo em seus estados normais.

 - Ye… Eu te acordo quando eu terminar - anunciou e voltou a dar as costas para ele e respirou fundo, recuperando-se. Tinha um Juk para fazer, então era só se concentrar.

Aos pouquinhos, ela voltou a se concentrar nos legumes, picados com técnica, então concentração e aí carinho, quando se deixou levar para cozinha. Ao fazer isso, sentia menos culpa. Era como tinha dito. Só queria fazer algo de bom por ele. Não poderia compensar as coisas que fez ou disse, muito menos os estragos do que fizeram em nome dela, mas mesmo assim queria aproveitar o direito de ser carinhosa com aquele menino, como imaginou por tanto tempo. Não era a mesma coisa, porque ele nem entendia por que ela estava fazendo aquilo, mas para ela estava bom, porque podia finalmente começar a agir de forma mais honesta, e justa com o que de fato tinha acontecido.

Quando estava acabando, ela levou um sustinho, tremendo a mão quando ouviu o raio, e olhou para a janela. O som de chuva veio, agressivo. Ela pareceu acordar e perceber que ficou ali quase uma hora cozinhando e  nada de Uijin.
Tampou a panela e foi verificar como estava o ex-amigo que não tinha nem se manifestado com a chuva. Caminhou até o sofá, travando perto da mesa. Ela observou os detalhes de seu rosto com algum cuidado, por mais tempo do que gostaria. Tinha crescido tanto… Mas continuava com jeito e cara de menininho.

Olhou em volta e procurou uma coberta nas gavetas próximas ao rack. Não podia entrar nos quartos, afinal. Acabou achando aquelas mantinhas de sofá, como as que tinha em sua casa para distribuir para as visitas. Com cuidado, aproximou-se dele, e o cobriu, tomando um imenso cuidado para não encostar no corpo dele, só em volta, ou seria muito esquisito.

Afastou-se de Joo Hyuk e seus pensamentos, olhando a TV e o programa qualquer que estava passando. A chuva estava tão pesada. Parecia que o primeiro trovão foi apenas um aviso…  Mordeu o lábio. Será que Yerin estava bem? Se ela ligasse em sua casa, não estaria lá para ajudar. Se ela tinha prova, então talvez estivesse voltando na chuva…

Foi até a bolsa, pegar o celular e verificar se a amiga tivesse entrado em contato com ela  e acabaria lendo as várias mensagens enviadas.

 
Rin

Hyemin
Acho que você está brava comigo, mas eu te amo.
Hyemin
Trovões são o som de um unicórnio trotando… i.i Se precisar de mim, me liga. Beijo. Espero que tenha ido bem na prova. Desculpa.


Caminhou com o celular na mão até a cozinha, para ler o restante, mas deixou de lado um pouco, para desligar o fogo, procurar um prato fundo e servir o mingau e arrumá-lo em cima da bancada.


Com o celular em mãos, ela voltaria para a sala, ajoelhando na frente dele.

- … Kim Joo Hyukie... - chamou, em um tom neutro.


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Re: Capítulo 8

Mensagem por Yeun Misoo em Sex Out 12, 2018 2:04 pm

 Misoo deu o primeiro passo para fora do carro e se arrependeu instantaneamente. Ela disfarçou o tropeço, segurando na porta do carro, balançou a cabeça, como se quisesse se manter acordada, e saiu andando para casa.

O coração bateu forte, com medo. Será que o remédio era mesmo uma armadilha? O que teve na cabeça de tomar aquilo? Foi mais uma decisão no impulso… Será que se arrependeria muito? Tudo bem, ficaria bem. Um banho e uma cochilada faria tudo estar bem.

E se algo desse errado? Como faria para se explicar? Ahemeudeus por que foi tomar isso? A ansiedade, no entanto, dava lugar a pensamentos bem mais lentos, mas isso não diminuía a o medo. Será que ia morrer por causa disso??? Por que foi confiar naquela unnie?

Fez o esforço do mundo para chegar em casa firme, mas avançou para o quarto para se trancar lá dentro assim que pôde. Queria subir correndo, mas quem dizia que ela conseguiria? Olhava em volta, apavorada com a ideia de alguém chegar.  Foi se agarrando no corrimão, com medo de ser descoberta, e medo de cair ali mesmo.

Pelo menos não estava com pontadas na barriga. Talvez não fosse um laxante. Mas céus, o que era aquilo que estava sentindo? Droga!!! Por que era tão impulsiva???

Sentiu lágrimas no canto dos olhos, era chorona, e estava apavorada. Abanou o rosto na ponta da escada, escorando-se na parede. Será que ia morrer sem comer algo gostoso como última refeição? Talvez devesse avisar alguém que estava passando mal?  

Nossa, sua cabeça…

Definitivamente tinha que avisar alguém. Não queria morrer. Tateou a porta do quarto e a abriu, jogando a bolsa no chão de qualquer jeito e uso as costas para fechar a porta, arfando.

Sério. Tinha que avisar alguém… Alguém..? Tateou a chave na porta, mas não conseguiu trancar, apenas fechá-la.

Por que tentou fazer isso?

Misoo tropeçou e caiu com metade do corpo na cama, e os joelhos no chão.


- Halmoni…. - choramingou, como se ela pudesse ouvi-la.

Suava, estava cansada. Precisava MESMO pedir ajuda. Olhou a bolsa perto da porta e arrastou os joelhos no chão para tentar pegar o celular, mas desistiu ali mesmo, se contorcendo no chão de dores.

Meudeus… Alguém… Alguém tinha que ajudá-la agora…

Por que fez aquilo?

Ela ficou pateticamente estatelada no chão, chorando e gemendo, enquanto sentia os cheiros das comidas escondidas debaixo da cama. Que final horrível tinha escolhido para si. De repente, apagou.

Sonhou que estava tentando se levantar, mas acordava, então tentava se levantar de novo, aí acordava, até que percebia que era um sonho, mas agora era pra valer, ficava tentando alcançar a bolsa e quando finalmente alcançava o celular, não tinha contatos, não conseguia discar para ninguém. Ouvia a mãe do lado de fora mas não conseguia chamar…

Acordou assustada. Dessa vez para valer. Não dava para imitar um som daquele no sonho.

- Aigo… Eu morri? Eu não morri… Aigo…  - levou a mão à barriga e foi se recolhendo, sentando-se.

Ela massageou a barriga, notou que apesar de imunda de suor não estava mais passando mal… Na verdade, ela…

Levou um susto. Correu para o banheiro. Foi se olhar no espelho e lavar a boca. Nossa, como estava seca!!! Que sede era aquela? Bebeu um pouco da pia mesmo e acabou com o squeeze de dentro da mochila da aula que não teve.

Sentou-se na poltrona perto da cama e olhou atônita para o nada…

Era verdade então?

Balançou a cabeça e foi para a balança no banheiro. Marcou seu peso. Emagreceria em três dias, certo? Se fosse verdade então.. Amanhã…

Cobriu a boca.

Meudeus….

Será que passaria mal todos os dias assim?

Tudo bem… Só três, né? Só três… SE desse certo…

Atordoada, ela desceu para pegar um copo d’água. Depois disso, tomaria um banho. Ainda não estava acreditando em um negócio daquele.

~~

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Sex Out 12, 2018 3:33 pm

JAE KI - QUARTA-FEIRA. 6:32 P.M.


O garoto não debateu mais com Jaeki porque os dois já tinham exposto suas ideias e agora precisavam era digerir o que tinham absorvido. Repetir os mesmos argumentos não faria com que chegassem a algum lugar e ele gostaria mesmo que o trabalho andasse.

Estava começando se movimentar até que ouviu o comentário de Jaeki sobre si. Beom Su o encarou e deu um sorriso amigável e com alguma pose.

- Eu sou metido sim! Bem vestido, elegante, talentoso, um tanto egocêntrico - Conforme falava, ele alimentava sua pose. Havia certa graça em seus gestos, como se estivesse permitindo um tom de brincadeira, apesar de acreditar em tudo o que disse. - Mas… - Relaxou um pouco e sorriu de volta. - Komawo. Você...também é mais legal do que pensei que fosse.

Na verdade, “legal” nunca foi uma característica que Beom Su tinha pensado sobre Jaeki. Sempre o julgou mesmo e não tinha problemas em admitir isso. O comportamento dele enquanto o menino era um espectador, permitia que pensasse que era só um garoto mal educado, desbocado, meliante em potencial. Porém, como o próprio Beom Su tinha dito, ele gostava de ver as pessoas sob uma nova ótica. E foi interessante ver algumas coisas em Jaeki e desconstruir, parcialmente, o que achou dele num primeiro momento.

Yerin retornou para a sala depois de ter passado um tempo no banheiro. Talvez os dois não fossem tão sensíveis à mudança de tempo quanto ela. Diferente deles que só imaginavam que o céu estava feio e que certamente choveria, ela tinha uma reação muito mais extrema. Estava nervosa desde o instante que chegou ali, sentindo o coração disparar na expectativa dos trovões que viriam. Foi ao banheiro justamente para se controlar um pouco, mas se soubesse que começaria aquele desastre dos céus assim que ela voltasse, teria ficado para sempre lá.

Beom Su era bastante escandaloso e nem percebeu como ela ficou travada e temerosa no meio da sala. Virou-se daquele jeito afetado dele e começou a correr pelo estúdio para garantir que não haveria nenhum pingo de chuva ali dentro e tapar tudo contra os trovões. Só estava preocupado com a luz. Seria a primeira vez que pegaria uma chuva daquelas naquele prédio - era um imóvel recente, adquirido no início do ano e até o momento, eles tinham passado pelo frio do inverno, mas não por uma chuva com trovoadas como aquela.

Yerin caiu no chão sem nenhum tipo de controle quando ouviu o segundo trovão. Foi como se tivesse sido atingida por ele e agora entrava num estado que apenas Hyemin já havia testemunhado antes.

Levou as duas mãos trêmulas até os ouvidos, tentando tapar o som que vinha de fora e fechou os olhos com bastante força. Estava se encolhendo cada vez mais, parecendo extremamente vulnerável. Yerin já era uma menina de proporções pequenas - tinha cerca de 1.65m, mas sua estrutura não era encorpada, chegando a ser difícil acreditar que uma boneca de porcelana como ela era capaz de causar tantos estragos naquele colégio. Ali ela pareceu ainda menor e completamente diferente de tudo o que ele já tinha visto antes.

Os lábios tentaram buscar um pouco de ar porque estava com a respiração ofegante, o coração disparado. Ela tremia muito e gotículas de suor começavam a se formar em sua testa.

Não ouviu o que Jaeki disse no início porque estava tentando se manter dentro de uma bolha - mal comparando quando se está debaixo d’água e os sons ficam distantes. Até que ele destapou seu ouvido ao puxar o pulso fino de modo até que delicado. Todos os barulhos a invadiram e ela estremeceu ainda mais, fazendo uma expressão de dor conforme os olhos ficavam marejados, mas as lágrimas não escorriam graças ao resquício de orgulho.

- Ani...Ani… - Tentou girar o pulso para trazê-lo de volta.

Nesse meio tempo, mais um trovão ecoou, esse mais perto do que os outros. Muito mais alto e seguido daquele som característico de curto.

Beom Su estava voltando, vendo como Jaeki estava curvado e Yerin no chão. Ele segurava o pulso dela e a garota tinha acabado de se estremecer toda quando o fôlego foi topado pelo som que veio de fora. Jaeki realmente veria a velocidade que ela fechou os olhos e tremeu como se a descarga elétrica tivesse sido nela mesma. Grunhiu, mas antes que tentasse escapar para um lugar seguro, o som dos disjuntores desligando trouxe uma espécie de pavor ainda maior.

- Aigo! Essa não!! - Beom Su reclamou. - Vai faltar luz agora?!

De modo quase coordenado, todas as luzes do bairro foram se apagando e o som do caos imperou. Os sinais estavam meio doidos e o trânsito virou um pequeno inferno. Eles ouviam as buzinas e os pneus, além da chuva em si. As lojas e os sinais logo teriam os geradores ativados. Alguns prédios residenciais também tinham isso, mas o de Beom Su não era um deles.

Por isso eles só teriam a luz do notebook que ainda estava ligado e dos próprios celulares. Beom Su nem teve tempo de perguntar o que tinha acontecido, foi atrás de lanternas - porque Deus o livre velas! - e mantas, no caso de ficar frio.

Jaeki ainda se veria naquela situação inusitada e desconfortável de ver uma das pessoas que mais odiava tão vulnerável assim. Para completar, ela agora chorava, ainda que não fosse de modo escandaloso. Algumas vezes soluçava por conta da falta de ar.
(C) Ross


HYEMIN QUARTA-FEIRA. 6:32 P.M.


De muitas formas, a cozinha podia ser considerada o refúgio quase que sagrado de Hyemin. Uma vez que concentrava sua atenção e seus esforços naquilo que mais gostava de fazer, todos os problemas sumiam. Só havia a preocupação em deixar o corte perfeito, encontrar o ponto ou a textura mais agradável, o paladar mais gostoso. Independente de quem fosse, ela sempre colocava muito carinho nas coisas que fazia numa bancada.

Afinal, cozinhar era amar. E tudo o que se sentia era transmitido para a comida.

O tempo passou que ela nem sentiu. Se não fosse pelo trovão, ela nem teria se dado conta da quase hora inteira que havia passado. Não teve vontade nem de olhar para o celular durante aquele período, mas agora seu coração apertava uma pouquinho.

Sabia bem de uma pessoa que saía de seu estado normal quando se deparava com trovões. A chuva a incomodava, mas os sons dos raios, as descargas elétricas e afins realmente a deixavam nervosa. Um medo irracional bem semelhante ao que a própria Hyemin tinha. Nisso, as duas eram parecidas porque escondiam muito bem suas fobias. Por isso mesmo Yerin não gostava de expor Hyemin quando via que ela estava com medo por ter ficado tempo o suficiente sozinha na multidão. Agia com naturalidade e impedia que outros comentassem sobre o episódio.

Não que fosse uma tentativa de esconder debaixo do tapete, mas porque ela também conhecia a vergonha de se sentir vulnerável.

Hyemin logo pensou em falar com ela, mas antes foi ver como o ex-amigo estava. Não escutou a voz dele nos últimos minutos e também não ouviu a campainha tocando com a chegada de Ui Jin. Quando se aproximou do sofá, teve uma surpresa - ou não, levando em conta o silêncio. Joo Hyuk estava dormindo com os óculos pendurado na ponta do nariz. De lado e meio encolhido, a mão dele estava sobre a própria barriga enquanto as sobrancelhas ficavam levemente franzidas.

A tv estava ligada para o nada porque Hyemin também não se importava com o que acontecia ali e voltava o olhar para Joo Hyuk e suas expressões.

Não era mentira dizer que parecia um anjo dormindo. Nem parecia que tinha tanto rage dentro de si e que era capaz de falar coisas cruéis para ferir quem o machucava. De muitos modos, parecia que ele só tinha crescido mesmo, porque os traços - físicos e mentais - ainda remetiam ao menino que Hyemin conhecera anos atrás. O que era reconfortante e triste, ao mesmo tempo.

Ele não tinha mudado muito, mas tudo tinha mudado.

Movida pelo impulso, Hyemin buscou por uma manta para o sofá nas gavetas do hack. Enquanto procurava por uma delas, encontraria um álbum de fotografia um pouco antigo até. Kim não tinha guardado o álbum de Jeju no lugar certo, enfiando na gaveta para manter alguma arrumação na sala. Hyemin o deixou de lado, por enquanto, focando na manta e em confortá-lo um pouco.

Joo Hyuk se acomodou um pouco, virando de levinho quando recebeu a manta. Os óculos continuavam meio pendurados em sua cara, mas não caíam de jeito nenhum, como se fizesse parte de seu corpo.

Estava dormindo mesmo, sem demonstrar preocupação ou arrependimento de fazer isso enquanto tinha visitas. Aparentemente, ele estava mesmo cansado nos últimos dias - na verdade, anos - e agora tinha seu merecido descanso. Hyemin buscou pelo celular e não havia mensagens de Hyemin, mas sim de Ui Jin. Foram várias em sequência até que ele tinha desistido de esperar uma resposta.

Dizia que precisou se atrasar porque estava ajudando sua mãe com as irmãs mais novas - ele tinha três irmãs mais novas - mas que pegou um grande trânsito. Estava tudo parado em seu caminho para a casa de Kim. Como estava praticamente do outro lado de Seul, ele foi o primeiro a ver a chuva e já estava avisando o que estava por vir. Infelizmente, ele não conseguiria chegar e perguntou se podiam mudar  a data. Como ninguém respondeu, ele pediu mais desculpas e disse que adiantaria o máximo que pudesse em casa e que mostraria para eles depois…

Estava se sentindo um péssimo líder, apesar dele não ter pedido por isso.

Logo, Hyemin foi a primeira a entender que ficaria sozinha com Joo Hyuk naquela tarde. Se quisessem mesmo adiantar alguma coisa do trabalho, teriam que se entender sozinho. Mas ao invés de maquete, ela cozinhou e ele dormiu. Que ótima dupla.

Musiquinha:

O garoto ouviu uma vozinha fina e distante chamando por ele. Franziu um pouco o nariz, aumentando o bico, mas logo passou a mão na ponta da orelha até que se virou na direção dela - sem perceber que ela estava bem ali tampouco tendo noção da distância - e abriu os olhos de repente.

De lado de novo e com os óculos no rosto, ele abriu os longos cílios, deparando-se com o rosto de Hyemin perto dele. Enquanto ela, distraída em chamá-lo foi pega de surpresa quando ele se virou mais rápido do que o calculado e ficou tão perto dela ao abrir os olhos.

Dava até para sentir a respiração um do outro.

Kim ficou imóvel, piscando um pouco mais devagar como se para ter certeza de que estava acordado mesmo. Sua expressão estava um pouco séria, mas não de raiva e sim neutralidade. Controlou o máximo que deu suas mãos até que as luzes se apagaram. Estavam tão distraídos que nem ouviram quando a energia do prédio despencou.
(C) Ross


WON BIN - QUINTA-FEIRA. 2 P.M
.

- Eoh. Um dos colegas entrou de férias e agora estou assumindo parte das funções dele também. Então vou ter que ficar mexendo nos arquivos de 10 anos atrás e os do presente que vão chegando...Aigo… - Massageou a têmpora. - Eoh. Eu também estou ansioso, mas descarregue isso nos treinos até lá.

Piscou para ele e também sorriu. Não fazia ideia de que sua ausência seria muito bem vinda nos próximos dias. Won soube disfarçar bem e logo respondeu à pergunta sobre o seu fim de semana.

- Ah, eles virão no fim de semana? Hm...Tudo bem. Vamos tentar manter a casa organizada e sexta-feira vou abastecer a geladeira antes de sair. Tem alguma coisa em especial que você queira ou esteja precisando?

Ainda mais agora que estava sem emprego. Não sabia se o filho tinha se acostumado com aquela independência e sentiria falta de ganhar um salário no fim da semana.

Os dois combinaram melhor como seria a programação do fim de semana e tiveram um fim de almoço em paz, com algumas trocas entre si. Won se defendia dizendo que criança nunca passava vergonha e o pai começou a destacar situações que aconteceram quando ele já era um pouco mais crescido. Eles riram e se divertiram bastante com aquelas lembranças.

A louça ficou com Won e o pai foi descansar um pouco. Antes de sair, contudo, disse.

- Você está liberado para ir ao dojo do Mestre Baek quando quiser. Não lembro bem como eram os horários, então, só me avise quando sair para que eu não fique preocupado, hm?

Piscou e se retirou dali.

Bomi estava online porque estava matando o tempo antes da aula de dança. Não tinha o que fazer no momento, por isso fazia vídeos para o instagram usando filtros e esse tipo de coisa, contando um pouco sobre o seu dia. Os dois tinham se visto naquela manhã, mas a saudade já estava apertada. Era muito ruim disfarçar o sentimento deles no colégio, mas sempre podiam conversas pelo kakao e ela dava muito material pelo instagram e os vídeos que, eventualmente, botava no youtube. Ela era uma digital influencer em ascensão, mas preferia o instagram.

Bomi

Bomi
Jinjja?!?!?!?!?!? * ---- * Aigooo!! Estou TÃO FELIZ por você!!

Quando vou poder te ver treinar, hm? =x Uwaa, estou tão feliz!
Bomi
E com saudades =’(


[Se quiser avançar até o horário do treino, feel free. Deixo você ajustar o horário como preferir]
(C) Ross


SUNNY - SEXTA-FEIRA. 5:15 P.M.



Minhyun fez uma expressão de compreensão quando Sunny afirmou que estava bem, apesar da noite mal dormida. Realmente, ela parecia mais lúcida do que no dia que tinham se conhecido, mas, mesmo assim, parecia com uma carinha abatida e o generoso menino se preocupou com ela.

Jirin, por outro lado, nutria uma antipatia natural por ela. Havia alguma coisa em Sunny que a irritava apenas por existir. Não era apenas por ser bolsista, mas algo em sua aparência que despertava instintos ainda mais nocivos por parte da jovem Han. Talvez fosse por conta do clube de literatura também. Detestava o jeito intelectual e metido que ela tinha, criava uma competição entre as duas.

Por mais irritante que as palavras de Jirin fossem, Sunny conseguiu se controlar e respondeu à altura. Ainda foi de um jeito que abria margem para interpretação, mas sem permitir que ela fosse acusada de alguma coisa.

Não demorou para que os três fossem repreendidos pela Srta. Shin. Tinha escutado o bastante e precisou se meter para impedir que a briga continuasse ali. Os primos Han partiram e Minhyun agradeceu pela preocupação dela também. Logo olhou para Jirin e recebeu um beliscão sem sentido no braço. Ela era mesmo muito possessiva e agora a orelha dele ficaria vermelha de tanta reclamação que escutaria.

Enquanto isso, Sunny seguia para os fundos da biblioteca e tomava uma perigosa decisão.

A resposta logo veio.

“Se você tiver dinheiro até amanhã, posso conseguir à tempo de te entregar na festa”


Seria bastante arriscado falar com aquela pessoa e trocar seu dinheiro pelo precioso frasco. Os amigos poderiam ver, mas ela estava precisando muito daquilo e valeria à pena arriscar…

Não é?

Aquela pessoa também sabia ser bastante discreta. Ninguém nunca suspeitou até agora - por maior que tivesse sido a surpresa que tiveram quando se encontraram. Muito embora fosse uma situação que gerasse medo, tanto ela quanto a pessoa sabiam que precisavam manter o segredo, independente de tudo. Talvez por isso nunca ninguém tenha suspeitado de nada.

Certamente conseguiriam manter assim, ainda mais numa festa onde a maior preocupação estaria voltada em piscina, bebidas e amigos.

Sunny sentia que um peso tinha sido tirado de seus ombros e já podia se sentir mais relaxada com a possibilidade de ter o vidrinho em mãos em menos de 24 horas - claro, se ela tivesse o dinheiro. A aula de música parecia até mais tranquila agora, pelo menos num primeiro segundo porque no instante em que visse Jung Mi, ela certamente falharia.

No fim das contas, foi melhor do que o esperado. Jung Mi tinha ficado quieto num dos estúdios, bastante focado desde o início e ao fim da aula, foi um dos primeiros a sair. Havia certa pressa em seus passos e ele nem ao menos parou para conversar com Sunny ou qualquer outra pessoa. Antes que sumisse, podiam perceber que ele olhou para o relógio como se estivesse com os minutos contados.

Era uma pessoa ocupada, afinal.

Chaeyoung ia esperar Hyun sair da aula de atletismo para se despedir enquanto Sunny e Lee Hi tinham o horário meio contato. Depois da terça-feira, Lee Hi não faltou mais ao trabalho. Sua expressão continuava bastante fechada e elas não conversavam porque nenhuma das duas queria se expor - além do humor insuportável de Sunny nos últimos dias.

Como a quadra ficava no caminho para a saída, Chaeyoung acompanhou as duas até essa parte, parando nos bancos próximos do vestiário. Os olhos de Sunny logo captaram a cabeleira loira que estava parada num dos bancos, recuperando o fôlego.

Não voltou a botar o uniforme porque já estava de saída, então, usava uma camiseta sem mangas e calças de corrida, além do tênis propício para isso. As cores eram do colégio e havia o slogan na camisa. Olhou para Chaeyoung meio aborrecido porque esperava que fosse alguém irritante, mas desfez a cara emburrada ao ver a noona. Levantou-se no mesmo instante, permitindo que ela se sentasse ali. Chae deu um sorrisinho querido para ele e ele respondeu com outros sorrisinho - nem soube porque fez isso, só não conseguiu controlar a própria expressão.

Pegou a mochila e a bolsa, além de colocar um boné na cabeça, escondendo o cabelo loiro. Olhava na direção de Sunny como se estivesse se aproximando dela, mas logo passaria direto enquanto bebia água do squeeze.
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Sex Out 12, 2018 5:34 pm


Jae-ki riu com a respota de Beom-su, esse garoto era diferente de tudo que ele havia visto. Mas Jae preferia os que diziam o que eram, do que os falsos que fingiam ser humildes e bons. Gostou de ouvir que Beom-su o achava diferente do que pensou.

Porém depois que a tempestade começou a cair, as coisas ficaram tensas. Jae-ki não tinha o menor jeito pra consolar quem ele não tinha qualquer afinidade. Mas ele não era um garoto frio, por isso se aproximou para tentar passar alguma segurança, embora não soubesse como.

Não estava preocupado com ela como teria ficado caso fosse Eun-bi, mas parecia cruel ficar só olhando, enquanto Beom-su estava mais preocupado com seu estúdio. Jae não pensava também muito antes de agir. Porém Yerin não parecia escutá-lo, e por isso puxou o pulso dela. Mas ela não gostou disso e tentou tirar, Jae-ki então soltou o braço dela, estava achando muito estranho vê-la assim com tanto medo de um trovão. Quando finalmente Beom-su chegou, Jae já ia respirar aliviado quando a luz apagou.

- Aishhh...

Logo viu a sombra de Beom-su indo procurar provavelmente alguma lanterna, Jae chegou a abrir a boca para chamá-lo:

- Beom...

Mas o garoto tinha ido apressado o deixando de novo com a Yerin. Jae-ki pegou logo o seu celular pra ter mais alguma luz além da do notebook, lançou um olhar pra Yerin e percebeu que ela estava chorando. Não era tão forte quando vivia dizendo. Ela não passava de uma garota como todas as outras, e agora com medo de um trovão. Era uma cena bem patética para quem se dizia a Rainha do gelo.

" Otokke..."

Jae-ki mais uma vez se viu sem saber o que fazer, a falta de luz não ajudava a dar crédito no que ele falou de estarem seguros, isso se Yerin tinha escutado. De repente uma ideia surgiu na mente de Jae-ki, olhou para o seu celular por um segundo e teve uma ideia maligna. Se tirasse uma foto de Yerin nesse estado, teria uma arma contra ela, algo para chantageá-la, e para se vingar de tudo que ela fez aos bolsistas. Poderia ter Yerin em suas mãos.

Olhou mais uma vez Yerin através da penumbra, ela parecia pequena e muito frágil agora. Acabaria com a reputação dela se a vissem assim. Uma garotinha boba com medo de trovão. Por outro lado, Jae-ki não era um covarde, o pessoal de Wangjo nem pensaria duas vezes em fazer isso com ele, mas Jae não podia fazer isso. Que tipo de homem seria se aproveitasse de uma fraqueza dessas? Pelo medo dela parecia algum tipo de trauma, talvez algo mais grave que uma frescura de patricinha?

E a forma como ela tinha ficado com o som do trovão, dava impressão que ela não queria ouvir, que talvez quisesse fugir.

- Yerin, o Beom-su já vai voltar... - Disse usando o celular pra iluminar o próprio rosto.

Jae-ki não tinha como impedir ela de ouvir os raios, mas talvez pudesse ajudar ela a se esconder, como uma criança quando tem um pesadelo. Vendo como era péssimo nisso, Jae-ki soltou um suspiro e fez do seu jeito espontâneo, bruto e impulsivo mesmo:

- Araso... Você quer se esconder? Vou te ajudar.

Jae-ki tirou a própria jaqueta e a jogou em cima da cabeça Yerin sem qualquer jeito:

- Agora ninguém vai te ver... Relaxa menina, o prédio aqui é forte, não vai acontecer nada. Logo a luz vai voltar, a chuva vai parar e eu vou poder voltar para casa seco. Se não, a gente sai daqui nadando mesmo...

Tentou falar algo mais leve no final para ver se melhorava os ânimos, mas Jae-ki não se achava bom nisso.

- Quer dizer, isso não vai acontecer, era uma piada... - Se consertou, até porque vai que ela tinha medo de enchente.

Tinha também dando a chance de Yerin disfarçar seu medo para Beom-su, caso ele não soubesse. Quando Beom-su voltasse, Jae-ki explicaria rapidamente a cena, isso se Yerin ainda estivesse com sua jaqueta na cabeça, e não a arremessado longe:

- Ela tava me xingando, então joguei a jaqueta nela.


Estúdio Beom Su

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Park Hyun Hee em Sex Out 12, 2018 6:27 pm

 

Hyun Hee ficou um pouco surpresa de saber que o irmão era uma das razões para incomodar Chaeyoung naquele nível. Por quê? Deixou que ela completasse a história inteira, mantendo uma expressão firme, que permitia que ela se abrisse.

- Chaeyounah… Se meu irmão fizer algo ruim para você, ou se você souber que ele fez algo ruim para alguém… Você não tem que ter medo de me contar. Eu sou o irmão mais velho dele. Eu tenho que saber algumas coisas para justamente saber como me reaproximar dele. Não se preocupe, você não é a primeira pessoa que me fala para ter algum cuidado com ele… Não me surpreenderia tanto assim se você me contasse algo fora da pose de menino bonzinho perfeito do grêmio e rei do primeiro ano…  Ninguém é tudo isso. Eu sei. Jung Mi andou tempo demais sob influências de gente que eu conheço muito bem, então… não sou idiota de achar que ele é um santo. Eu não brigaria com você por causa disso. Não se sinta mal. Bem, vou lá buscar o seu doce.


Saiu em busca do doce para dividirem, enquanto pensava a respeito. O que será que tinha acontecido para aborrecê-las tanto? Bem, envolvendo coisas amorosas, fazendo alguns cálculos, talvez ele tivesse feito alguma cachorrada envolvendo dar em cima dela enquanto estava namorando. É o tipo de coisa que ele mesmo faria um tempo atrás ou que ele poderia ter aprendido com Jong-In, para falar o mínimo. De forma nenhuma achava que uma menina boazinha (apesar de achar que ela era meio desequilibrada emocionalmente) como Sunny faria algo contra seu irmão. Talvez até por vê-la reagindo daquele jeito na escola é que confiava mais nela do que na máscara de quem tentava ser perfeito do irmão. Mesmo assim, não passava por sua cabeça que ele teria feito algo REALMENTE monstruoso, como se a tivesse forçado a fazer algo ou algo assim…. Isso seria outro nível.

Voltou com o doce e um sorriso.

-  Aqui. - parou um pouco, brevemente sério. - … Se achar que ue devo saber de algo… Ou mais especificamente: se meu irmão fizer algo grave... Do tipo… sério, ou criminoso… Você me conta. Eu vou querer saber… E quero apoiar você. Ou vocês, dependendo. Enfim, está gostoso? -fez um carinho no cabelo dela e experimentou também.

Ela começou a se abrir um pouco sobre o que a incomodava e o fez ficar mais sério. Engoliu em seco. Era triste mesmo o que ela contava. Deu um suspiro profundo e aproximou a mão da nuca dela, fazendo um carinho em seus cabelos.  Aproximou o rosto, falando baixinho perto dela, acolhedor.  Ficou um pouco em silêncio, porque não tinha um bom conselho sobre a amiga doente. Era bem triste, com certeza. Ele só podia lhe dar um carinho.

-  Você é uma menina muito bondosa… Ajuda a todos, ouve a todos… Mas isso também te consome energia. Se você guarda tudo para você, como faz para se recuperar depois? Você não precisa fingir que está feliz quando está comigo. Se eu não posso ser alguém pra quem você pode chorar, como que eu explico as vezes que eu precisei tanto de você? Ao menos me deixe ser o cara que vai te abraçar até você ficar bem e te fazer voltar a sorrir de novo. Hm?   - esfregou o ombro dela e ajudou a limpar a lágrima. - Se estiver tudo bem pra você, a gente sai para andar um pouco…  Se não, você pode falar do que te machuca. Você pode fazer o que for te fazer sentir melhor. Está bem?

Os dois decidiram tentar alegrar o momento um pouco. Ela não queria estragar o dia deles, ele queria fazê-la sentir-se melhor. Segurou sua mão, como forma também de lher dar energia e alegria, passeando pelo local enquanto ele imaginava que ela estava com seus próprios pensamentos. Fez algumas brincadeiras sobre vestidos longos que ele sugeriu que fossem a roupa dela na festa da menina Yoon, bem como calças e coisas assim, mostrando seu lado ciumento.  Foi a vez dele de tentar tirá-la um pouco daquele loop da tristeza.

O jeitinho inocente dela o matava!

- Ah, isso é só uma amostrinha… Quer ver mais?  - deu outro sorrisinho, mas rindo um pouco, e entrelaçou os dedos deles, levando-a para o cinema.

- Aproveitando, você gosta de romances melosos irritantes ou que tal um filminho de terror para pular com medo em mim? Se bem que você é do tipo que morderia o fantasma se um deles tentasse te atacar.

Humor: estável/+++++

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Sex Out 12, 2018 7:18 pm



Hyemin ficou meio admirada observando cada momento do menino dormindo, ficando até um pouco intimidada para tirar os óculos do rosto dele. E se o acordasse sem querer? Sem querer acabou reparando demais no ritmo da respiração dele, no desenho de seu nariz, até no contorno das orelhas …

Aish. Por que de repente estava admitindo sentir aquelas coisas? Parecia que quando aquela grande raiva foi embora, os sentimentos que estavam embaixo, apenas encobertos, ficavam mais nítidos.

Não sabia se era tão melhor assim, porque eles doíam de uma forma diferente. Porque não podia mais tê-los. Tudo tinha mudado, afinal.

Em vez de mexer em seus óculos, ela acabou em uma solução mais imediata e impulsiva: a coberta. Podia fingir que não foi ela (quem seria, gênio?), mas de repente parecia uma boa ideia.  Ao encontrar o álbum escondido na gaveta, sentiu um aperto no peito e não teve coragem de olhá-lo. A curiosidade matou o gato, hein? Acabou deixando-o na mesa mesmo, uma hora ou outra teriam que mexer nisso.

Observou mais uma vez o menino coberto pela manta, um pouco orgulhosa de seu feito, e segurou o riso porque os óculos pareciam mesmo parte do corpo dele. Se os tirasse, achava que ele ia virar algum monstro de desenho, provavelmente.

Assim, pegou o celular para tentar falar com sua amiga. Coitadinha, será que estava em apuros? Se estivesse, ela responderia rápido! E teria ligado. Mesmo se estivesse brava, não é?

Levou o celular para terminar a comida e servi-la, e ficou chocada quando descobriu que o líder do grupo não viria. Aigoooo…. O que estava fazendo lá até essa hora então?? Digitou  para o colega. “Miane, Uijin-ssi. Está tudo bem”.

Ela voltou para a sala, ajoelhando-se na frente do sofá e o chamou. Precisava contar que não teriam mais companhia, além de que a comida estava pronta. Que dia pouco produtivo… Era  o problema de estarem no grupo da mental 3.

Distraída, ela nem percebeu quando aqueles olhos de repente viraram em sua direção tão rápido, tão perto…  Fez um barulho de prender a respiração e congelou ali mesmo, deixando os lábios entreabrirem surpresos, arregalando os olhos.  Espiou o rosto dele sem saber o que fazer. Achou que qualquer movimento poderia dar algo errado. Quando a luz apagou, ela soltou o corpo para trás, dando um suspiro pesado.

- Aigo… aigo…. Que susto... - levou a mão ao peito e arfou, botando a culpa no fim da energia.   - Aishh… jjinja? - pendeu o corpo para trás, sentada no chão, recuperando-se

-  … UiJin… Ele mandou mensagem. Não vem mais.  E… a comida está pronta.  Nossa… - tateou a roupa por causa do telefone.

“Acabou a luz aí?Tá tudo bem? Quer que eu te busque? I-i Avisa se não tiver bem”, escreveu para Yerin e usou a luz para iluminar seu rosto.

- … Acho que não dá mais para fazer trabalho. Mas vem comer ou vai esfriar.  Quer dizer… Não sei. Dá pra comer assim?   - iluminou o rosto dele. - Aish… Por que tinha que acabar a luz? - resmungou. - Por que você dorme de óculos? Você faz isso sempre? Assim você pode quebrá-los… Aish. Deixa. Bom, vai comer ou não vai?

Falava rápido para tentar disfarçar o tamanho do nervosismo que teve nos últimos segundos e parecia crescer agora que estavam no escuro.... sozinhos..


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Re: Capítulo 8

Mensagem por Dong Hee Kyung em Sex Out 12, 2018 8:12 pm


Dong agradeceu a garçonete e deu uma pequena assoprada na superfície do expresso, bebericando logo depois. Estava confortável para ficar na segunda mesa, isso lhe daria mais foco e tranquilidade já que mentalmente não teria defeitos para buscar subconscientemente.


- Eu me lembro do discurso inicial de Wangjo com certo carinho.

E dia após dias, Hee Kyung percebe que muitos dos estudantes sequer respeitaram tais palavras e anseios dos seus superiores.

Stella revela nuances de uma tristeza, talvez insegurança, sentimentos que se mesclam e tornam suas expressões ainda mais belas aos olhos do geek, que apesar de míope, vista isto muito bem.

E então ela finalmente conta, uma manobra que poderia ser vista como fuga ou covardia, de fato, mas não no caso dela.

A feição do jovem mudara um pouco, seu olhar calmo se tornou ligeiramente baixo, fintando agora o centro da mesa e não a face dela.

Estava absorvendo aquilo lentamente, como seu organismo absorvia a cafeina que consumia. A diferença é que um deles era bem agradável.

-  Sua familia também vai ir ou só você? - Levantou o rosto novamente para fintar Stella - As pessoas não se abrem muito comigo, mas fico feliz quando isso acontece. Esse medo que sente talvez seja o mesmo que alguns amigos, e até conhecidos meus sentem mas evitam deixar  transparecem.

Bebeu mais um gole do café e aproveita para deixar a xícara apoiada na mesa, enquanto segura na alça com o indicador.

-  Se o seu plano é viver uma vida pacata, sem as chateações que temos na nossa nação, pode estar correta. Me impedir entretanto, não irá, pelo contrário. Estes maus tratos que culminam na possibilidade de alguém que gosto tanto ir embora por não aguentar mais, deve ser lapidado como fonte de inspiração para que outros não tenham o mesmo desejo e desfecho.

Apesar das largas doses de café forte seu tom de voz não se alterava muito.

-  Quero que seja sincera Stella, o que fará no Canadá se alguém na universidade ou trabalho lhe chatear? Dirá a mim que irá replicar a atitude que planeja tomar em breve, quando pessoas que se apegarem a você lá, também sofrerem por alguma outra razão? Pessoas levianas existem nos mais variados lugares.

Sua expressão era serena mas agora com a chance dela ir embora, Hee Kyung ostenta no olhar um pequeno brilho cabisbaixo, que talvez não ficasse tão evidente graças as lentes do óculos que usa.

Quinta Feira 6 :23 PM

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Kim Sun-Hee em Sex Out 12, 2018 11:39 pm



Após enviar a mensagem, Sunny deitou a cabeça na mochila e fechou os olhos para descansar um pouco a mente. Ela ficou num estágio entre o sono e realidade sem nem perceber. Por isso, tomou um susto quando sentiu o celular vibrar subitamente, fazendo-a recuar o tronco de modo rápido e perigoso, pois quase caiu da cadeira.

Quanto tempo passou?

Dois minutos? Cinco...?

Para Sunny, horas...

Ela coçou os olhos com uma das mãos enquanto a outra desbloqueava a tela e checava a resposta do seu misterioso contato. O coração apertou diante do conteúdo da mensagem. Amanhã... durante a... festa? Sunny engoliu em seco ao imaginar instantaneamente os riscos daquela escolha louca. E se alguém visse ou desconfiasse de alguma coisa? Valia a pena...? Conforme as questões se misturavam na sua cabeça, tentando pesar os prós e contras... uma parte mais prática do cérebro já começava a realizar... cálculos.

Tinha um dinheiro de reserva.

Uma quantia considerável, aliás. Ok... Nada tão absurdo, mas acreditava ser o suficiente para pagar por meros frascos. Depois juntava mais.

Sunny suspirou e esfregou o espaço entre as sobrancelhas.

E respondeu:

“Certo. Está combinado, então. Amanhã, sem falta.”

Voltou a esconder o rosto na mochila.

Ainda era uma lembrança fresca a de quando encontrou essa pessoa... Quem poderia imaginar? Entretanto, Sun-Hee atravessou tantos choques nos últimos meses que outro não parecia tão sério assim. Afinal... o que era “mais um”? Hein?

Ao menos, facilitava as trocas.

Seu período na biblioteca terminou e ela precisou correr para não se atrasar. No Clube de Música, o grupo se reuniu, discutindo novas questões referentes à tarefa. Apesar da conversa “esclarecedora” com o professor Lee, Sunny não sentia mais o peso... Confiava que no momento em que tomasse posse dos remédios, tudo se acertaria feito mágica. E... bem ou mal... sobreviveu uma semana inteira. Teve consequências? Sim, teve. Mas estava... viva. Consciente. Como alguém poderia considerá-la "viciada"? Era muito injusto.

Quem sabe... Depois que a visse melhor...

Chang-Wook não desistisse da ideia de contatar seus responsáveis e a direção?

Seria ótimo.

Nem a “presença” de Jung-Mi a afetou como o esperado, até porque, ele ficou num local mais isolado para treinos particulares aos instrumentos. Estaria protegida dele e de sua melodia...

Inclusive, se mostrou mais participativa do que na aula anterior.

No fim, enquanto arrumava o material, Sunny viu o instante em que Jung-Mi saiu apressado, sem falar com ninguém... E acabou demorando o olhar nele mais do que o indicado. Agora muitas coisas faziam sentido... Mas não queria pensar nisso. Não queria pensar em nada agora que certamente a machucaria.

Não... Hoje não. Chega.

Encarou as amigas e sorriu.

- Vamos?

Era o primeiro sorriso em dias...

Conforme seguiam até a saída, Sunny mantinha as mãos segurando as alças da mochila e olhava mais adiante – Vocês... Vocês vão amanhã? Na festa da Bomi e do Gyu?

De verdade, andou tão aérea que não recordava-se se chegaram a combinar algo.

Sunny não prestava atenção no caminho, deixando-se guiar pelas duas unnies. Olhou de canto para Lee-Hi e a culpa a assolou. A amiga estava claramente destruída e embora tentasse ajudá-la, as coisas não funcionavam do jeito que queria. Abaixou a cabeça, encarando o movimento dos pés. No entanto, assim que a levantou de novo, percebeu que encontravam-se próximas da quadra. E como uma pegadinha do destino... Um volume de fios esbranquiçados ocupou toda a visão da bolsista e, dessa vez, ela não desviou o olhar ou projetou um bico irritado.

Só observou a interação muda entre ele e Chae.

Como conseguiu esquecer que Taemin também participava do Clube de Atletismo?

Combinava com o loiro... Quer dizer, ele precisava descarregar toda aquela energia em algum lugar, correto? Ou enlouqueceria, huh.

Ela o encarou e arregalou os olhos quando Taemin correspondeu...

Ou aparentou que sim.

Não se mexeu um centímetro à medida que o herdeiro passava por ela, sem realmente vê-la ali... Sunny notou o peito aquecer e umas pontadas esquisitas a impediam de ignorá-lo... Porque era isso, né? Apenas ignorar, fingir que não o viu e nem notar que o “cheiro” irritantemente presente ficou para trás mesmo que ele já estivesse meio longe.

Apertou as alças da mochila.

Que... Difícil...

Odiava essa situação.

Odiava que...

- Não, Sunny... Jebal... É uma ideia horrorosa...

Lee-Hi e Chaeyoung escutariam os resmungos, mas não seriam capazes de entendê-los.

- Droga... Eu vou me arrepender...

Provavelmente, mas...

- Do Taemin!

Girou sobre os calcanhares enquanto chamava por ele.

Não sabia se o garoto pararia ou não e nem se olharia. Por conta dessa incerteza, agia o mais rápido que a coordenação terrível permitia. Soltou um dos lados da mochila e deixou que escorregasse para frente, facilitando o acesso ao bolso maior, de onde puxou o caderno. Deixou a mesma cair no chão e literalmente correu na direção do Do, se colocando na frente dele. O caderno estava contra o corpo e Sunny fitava o chão, ligeiramente ofegante... Ele conhecia o péssimo condicionamento físico da menina.

Pressionou mais o caderno antes de abri-lo.

- Eu tenho algo para você.

Se ele tentasse sair, Sunny imitaria os gestos e agiria como um obstáculo.

Pequeno, porém eficiente.

Procurava uma matéria qualquer e, de repente, rasgava uma folha... Estendendo-a para Taemin ao mesmo tempo em que erguia os olhos ao rosto zangado.

Era o exercício de física.

Que Sunny fez para si mesma, mas foi a única desculpa que pensou na última hora.

Bem...

Não a “única” desculpa, só que a verdadeira era mais complicada.

Independente da expressão neutra, os lábios discretamente separados entregavam a respiração ainda sem ritmo... assim como a ansiedade refletida nas íris escuras.

WangJo

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Won-Bin em Dom Out 14, 2018 7:01 pm



-Hmmm, entendo. Poxa, o dobro de serviço - se perguntava o que era exatamente esse trabalho com arquivos. Pretendia descobrir logo com mais detalhes o que seu pai fazia e se as suspeitas da família Yoon eram reais...sentia que não eram, o pai parecia preso naquele serviço burocrático.

-Pode deixar, eu desconto no treino e você não vai trabalhar até a exaustão - concluiu.

- Ah, eles virão no fim de semana? Hm...Tudo bem. Vamos tentar manter a casa organizada e sexta-feira vou abastecer a geladeira antes de sair. Tem alguma coisa em especial que você queira ou esteja precisando?

"Se eles vierem em casa mesmo né" imaginou mas apenas concluiu que iam precisar só do normal e dos ingredientes de tteokbokki. Talvez um dinheiro para pizza.

Acabaram lembrando de mais algumas histórias engraçadas, como em casos onde a timidez de Won era um fator mais preocupante.

Os olhos brilharam quando pai disse que estava liberado para ir ao dojo. Assentiu com a cabeça diante do pedido dele que avisasse quando fosse. Finalmente!

Sorriu de orelha a orelha quando viu que Bomi prontamente respondeu sua mensagem. Aquele celular tinha sido seu mais confidente amigo nesses dias, já que só poderia falar com a Bomi através dele.

-Obrigado!!! Eu acho que vou lá no dojo hoje mesmo, mas primeiro pra pedir desculpas e aí ver qual vai ser o castigo do meu mestre. Ele com certeza vai me fazer treinar a mais haha - ria mas sentia o suor escorrendo na testa.

A saudades eram recíprocas.

-Também estou com saudades. Queria dar um jeito de te ver logo, mas ainda tem a sua festa, não? Bem, não vai dar pra ficar tão perto mas...bem, vai ser divertido - esse lance da festa estava resolvido quanto a ir, não como se comportar. Será que ia entrar em combustão de tanto ciúme?

Won iria terminar de arrumar as coisas rapidamente e já se arrumar pra ir ao treino. Se corresse ia chegar a tempo do treino, de surpresa mesmo. A mala com sua roupa estava já pronta debaixo da cama, como se ele esperasse essa liberação a qualquer momento.

Colocou os fones de ouvido e logo estava pedalando até o dojo.


Talvez com a empolgação poderia ter pedalado muito mais rápido sem nem perceber.

De frente para o dojo, oculto num misto de prédios e casas daquele bairro, prendeu a bicicleta e respirou fundo.
Queria antes de tudo pedir desculpas ao mestre Baek, mais uma vez. Mas ainda era um sentimento muito bom estar de volta na trilha certa.

Esperava que durasse por bastante tempo.

O Retorno do Dragão Verde

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Seg Out 15, 2018 11:24 pm

HYUN HEE - QUARTA-FEIRA. 1:45 P.M.


Chaeyoung ouviu a resposta de Hyun Hee com certa surpresa. Não esperava que não fosse a primeira pessoa a dizer a ele que havia algo de errado com o amado irmão de seu namorado. Isso levantava um alerta para ela - apesar de querer olhar melhor a situação e tirar suas próprias conclusões depois de falar com Jung Mi, parecia estranho que outras pessoas também estivessem apontando algo de duvidoso naquela perfeição.

Mesmo assim, uma coisa era boa em saber: Hyun Hee não a decepcionava. Houve até certo brilho nos olhos dela que não representavam tristeza e sim admiração. No fim, apesar dele ser um defensor apaixonado das pessoas que amava, também sabia ser justo. Isso aqueceu um pouco mais seu coração e ela conseguiu se acalmar e tomar coragem para contar algumas coisas em seu retorno.

Quando ele voltou com o sorvete, encontrou a namorada bem comportadinha à mesa, sorrindo mais abertamente para ele e doce. Voltou a encará-lo ao ouvir o questionamento sobre Jung Mi e meneou positivamente, concordando que contaria. Não tinha sido nada criminoso, da perspectiva legal, mas não tinha sido uma ação louvável. Brincar com os sentimentos das pessoas nunca era algo que as pessoas deveriam se orgulhar. Ao invés de continuar no assunto sobre Jung Mi, ela resolveu se abrir um pouco e contar sobre algumas coisas que tinha escutado no dia anterior, principalmente sobre a triste notícia envolvendo sua amiga.

Além de triste, ela estava com muito medo, mas não deixou que a última parte viesse em palavras. No lugar de voz, houve lágrima que ela tentou controlar sem muito sucesso. O carinho na nuca só serviu para que mais viesse, ainda que ela desse um sorriso nervoso aqui e ali. Suspirou, soltando o ar pela boca, formando um biquinho.

Ouviu a resposta e o apoio do namorado e não conseguiu segurar mais as lágrimas. Acariciou o rosto dele com a mão direita, passando o polegar com mais cuidado sobre a maçã do rosto dele.

- Você é tão bonito, Hyunie… - Suspirou. - É uma pessoa cada vez mais bonita pra mim. - Fechou um pouco os olhos quando ele secou as lágrimas e sorriu uma última vez. - Komawo…

Pegou a mão dele, fazendo um carinho e logo deixou as tristezas de lado para que pudessem aproveitar o dia livre deles. Enquanto caminhavam pelo shopping, Chae se distraía com as vitrines, mas nada a cativava a ponto de querer parar. Vez ou outra apontava alguma coisa para Hyun, mas ainda não tinham visto uma loja de perucas/anéis/pulseiras como eles gostavam. A única exceção foi sobre as roupas da festa de sábado.

Quando viu o modelo que o namorado indicou, ela deu uma gostosa risada e respondeu de modo implicante.

- Eu já tenho uma roupa. É um biquini que comprei nos EUA, sabe? Moda brasileira, ele é tomara-que-caia e… - Até fez o desenho abstrato do biquini, explicando como ele era. Não conseguiu sustentar a história por muito tempo quando viu a cara de Hyun. - É brincadeira! Que bicão!!

Apertou a bochecha dele.

- Mentira, eu realmente tenho um biquini assim. - Tossiu. - Mas não se preocupe, eu vou bem comportadinha… - Fez certa graça ao comentar isso e abraçou melhor o braço dele.

Como tinham o objetivo de chegar até o cinema, os dois não se demoraram muito nas lojas. Chae parecia animada com as possibilidades de filmes, mas também curiosa e implicante com aquele tal de mal caminho que ele havia citado. Ao ouvir a pergunta sobre seus gostos, ela ponderou.

- Ah...Eu só não gosto de filme bobo, sabe? Humor pastelão? Acho chatissimo e forçado. E trash movie também, não gosto. Ah, filmes onde animais são monstros também me deixam angustiadas. Tipo aquele das abelhas africanas, da aranha, os gorilas do Congo… - Foi fazendo uma cara engraçada, mas estava mesmo chocada com a imagens projetadas. - De resto, eu assisto tudo...Eu acho. Mas vamos ver um filme de terror, hm? Aposto que alguém vai gritar mais do que eu…

Não disse quem, mas para bom entendedor, meia encarada bastava. Seguiu até a bilheteria e para o filme, só pediu uma bebida porque tinha comido muito e não queria dar a certeza de que não existia limites em seu estômago. Comeria uma pipoca? Comeria! Mas era o primeiro passeio oficial, a etiqueta feminina sempre dizia que no primeiro encontro, essas coisas precisam ficar ocultas. Ela lançou um olhar para a pipoca, mas desviou antes que ele percebesse - assim achou - e seguiu para a sala do filme escolhido.

Tinham bons lançamentos, incluindo de filme de terror. Eles escolheram um lugar para casal, ficando mais confortáveis. Desligou o celular, deixando a mochila no chão, perto de sua cadeira e se acomodou ao lado dele, mas ainda bem comportada.

[Pode descrever o correr do filme todo. A Chae levou uns sustinhos mais pela trilha sonora, mas não se desesperou em nenhum momento. Ou talvez não tenha prestado taaanta atenção assim no filme  . Fica à seu critério decidir, já que deu a ideia do cinema. Se quiser rolar o nível de cagaço do Hyun tbm, fique à vontade > Bedo < ]
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JAE KI - QUARTA-FEIRA. 6:35 P.M.


Quando as luzes se apagaram, Yerin soltou uma espécie de grunhido, como se tivesse sido ainda mais ferida. O som da chuva e os passos de Beom Su impediram o garoto de ouvir ou ver isso, mas Jaeki estava próximo o suficiente para testemunhar tudo. Logo se virou novamente sozinho com ela.

Yerin tinha afastado o pulso do toque dele porque os sons eram insuportáveis demais. Ela queria voltar para a bolha e não ter que ouvir aquele tipo de coisa - não foi uma rejeição a ele, até porque, no momento, ela nem se dava conta de que ele estava tão perto assim dela.

No escuro, a garota tentou se arrastar um pouco para algum canto, mas não conseguia se mexer numa boa velocidade. Os olhos estavam fechados - ainda mais, depois do blackout - e as lágrimas escorriam pelo rosto dela. A luz do celular a incomodou um pouco e ela virou a cabeça porque sentiu os olhos feridos. Jaeki teria a visão da garota completamente distante da postura que ela tinha na vida. Ao invés da destemida e durona, revela a essência de uma menina indefesa e chorona - não que aquela amostra pudesse valer como verdade absoluta, mas era mais um aspecto de Yerin, uma versão desconhecida até então.

O garoto estava diante de uma oportunidade de ouro. Podia registrar aquele momento e depois usar contra ela ou quem sabe já espalhar logo pelo colégio e mostrar a verdade.

Porém, quem ele seria se fizesse isso?

Não fazia parte de sua essência agir de modo covarde, apesar dela merecer depois das trocas que eles tiveram. Yerin nunca tinha prejudicado diretamente Jaeki, mas o ameaçou depois que soube o que ele fez com Hyemin, além de se negar a fazer o painel e constantemente reclamar da existência dele. Se fosse o contrário, ela com certeza usaria uma imagem dessas para prejudicá-lo. Além do mais, não ter atacado diretamente como fazia com os outros bolsistas, não desqualificava suas atitudes ruins. E ela nem tinha vergonha delas, apesar de sair ilesa na maior parte das vezes.

Mas Jaeki preferiu ter paz com sua consciência. Além disso, a luz do celular mostrava que o joelho dela estava ralado por conta do tombo e o arrastar da perna na ponta do tapete. Ela não tinha caído com estilo ou de um jeito que evitasse danos maiores, provavelmente estava doendo, mas Yerin parecia sofrer mais com os sons.

A garota não ouviu as palavras de conforto de Jaeki sobre o retorno de Beom Su. Na verdade, ela estava presa numa memória muito dolorosa. Literalmente dolorosa. Também chovia muito naquele dia e os sons dos raios parecem ter incitado ainda mais aquela mente doentia que não conhecia limites para aplicar o que ele chamava de disciplina. Cada raio fazia o corpo dela tremer porque lembrava-se muito bem da sensação da descarga elétrica. Estava presa, machucada e inacessível. Só queria que aquilo parasse e o medo fosse embora.

Estava pedindo por isso até que uma variável surgiu na cena. Sua cabeça parecia mais pesada e os sons abafados não apenas por suas próprias mãos. Um cheiro diferente também se misturou ao que ela estava acostumada e Yerin se viu compelida a abrir os olhos para ver o que estava acontecendo, finalmente. Estava...protegida? Onde ela está, afinal? Tirou a mão do ouvido e levou aos pouquinhos até o tecido que a cobria.

Tinha sido Hyemin? Mas esse cheiro não era dela e o tecido parecia muito grosseiro para ela.

Opa! Musiquinha:


Com a mão ainda trêmula pelo que veria, ela puxou levemente o tecido, cravando os olhos ônix que não eram mais tão ameaçadores e até brilhavam por conta do choro, no rosto dele. Franziu as sobrancelhas, sem palavras e assustada quando viu o rosto de Jaeki iluminado pelo celular e próximo dela.

Caso ele a encarasse de volta, ela arregalaria mais o olho e daria para perceber que os lábios estavam entreabertos pela revelação - para ela, no caso. Uma última lágrima escorreu pelo rosto de porcelana enquanto o encarava. O impacto daquela ação tinha diminuído o poder da chuva sobre ela, mas também teve sorte porque não houve mais raios naquele primeiro momento.

Agora mais consciente, não podia ficar se escondendo debaixo da jaqueta dele, mas também se sentia muito fraca para tacá-la nele. Seria até mesmo ingrato.

O retorno de Beom Su com as lanternas tornou a decisão dela mais apressada. Ela esfregou o rosto e tacou jaqueta na direção de Jaeki, mas sem muita força.

- Ya, você acertou meus olhos! - Disse com a voz trêmula e escondeu os dois da vista de Beom Su.

- Mwo?! Aigo! Vocês são mesmo impossíveis. Eu saio por dois segundos e aprontam tudo isso?

- Dois segundos, né? Hunf…

- Tome uma lanterna, Yerin-Ah...Vá lavar os olhos se está te incomodando tanto…

- Komawo… - Catou a lanterna ainda dando um jeito de esconder os olhos com o cabelo até.

Foi meio trôpega até o banheiro, usando o restante de forças que tinha para se trancar lá. Assim que ela chegou, outro raio estourou. Felizmente, agora ela não tinha ninguém para testemunhar. Beom Su ficou iluminando o caminho feito por Yerin e logo botou a lanterna na cara de Jaeki, avaliando suas feições. Caso Jaeki estivesse iluminando o rosto dele de volta, veria que Beom Su parecia ciente de tudo, mas não apontava que havia algo errado. Pigarreou e sentou-se ao seu lado sem questionar o que ele andou fazendo com aquele celular. Quase como se estivesse dando um voto de confiança - um amigo mais desconfiado o obrigaria a apagar qualquer evidência, mas Beom Su não achava que ele tivesse registrado nada. Ele não era um herdeiro de Wangjo.

- Você acha que consegue dar conta de fazer esculturas com essa luz? - Perguntou, como se nada tivesse acontecido. - Porque é a única coisa que vai dar pra fazer até a luz voltar…  
(C) Ross


HYEMIN QUARTA-FEIRA. 6:41 P.M.


Musiquinha:

Joo Hyuk precisou de um segundo para entender o que estava acontecendo. O rosto diante de si estava deveras disforme pelo fato do óculos ter ficado torto em seu rosto e ele enxergar pouquíssimo sem ele. Por isso o impacto foi menor nele, pelo menos num primeiro momento.

Parecia ainda parte de um sonho porque os contornos dela não estavam perfeitos, apesar dele saber bem quem estava ali. Hyemin teve a impressão de que ele até suspirou e parecia prestes a levar a mão na direção dela até que…

Tudo ficou completamente escuro e o berro dela mostrou que tudo era bem real. Joo Hyuk deu um pulo no sofá, colocando-se sentado e todo atrapalhado com a peça que saltou de seu rosto do mesmo modo que ele havia saltado do móvel. Não tinha nem fôlego para reclamar do berro dela, apenas levando a mão até o peito outra no pescoço - o coração literalmente batia na boca.

Estava arfando quando conseguiu dizer.

- Jinjja?! Para que todo esse grito, ahm? Tem medo do escuro, por acaso? Aigo…Meu peito vai sair do meu corpo.

O porquê ia muito além do susto e todos sabiam disso. Assim como negavam na mesma medida.

Ainda estava tentando se acostumar à escuridão, ajeitando os óculos no rosto quando ouviu a primeira notícia sobre Ui Jin.

- Mwo? Ele não vem? Aish….Agora mesmo é que não adiantaria. - Suspirou, mas se interessou pela segunda parte. - Já? Nossa, passou tanto tempo assim? Eu estava vendo TV e acabei pegando no sono...aish…

Ajeitou-se no sofá, reparando que havia uma manta enrolada nele. Quando Hyemin iluminou o próprio rosto, veria essa penumbra dele, mas quando a luz voltou para ele, ele escondeu os olhos com o braço por conta da claridade, deixando apenas o nariz e os lábios de fora. Franziu um pouco o nariz arrebitado, soltando mais um “aish” sem som.

- Diminuiu a luz, por favor… - Resmungou e quando ela atendeu ao seu pedido, abaixou o braço também. - Eu me distraí, mas não é incomum dormir de óculos. Vou pegar umas velas aromáticas da minha mãe porque nem sei onde estão as lanternas dessa casa…Fique aí para não tropeçar em nada…

Começou a tatear, procurando o celular dele e iluminou o caminho até o quarto. Demorou uns cinco minutos até voltar, mas logo estava com os braços cheios de velas e um isqueiro. Foi arrumando na mesinha de centro, mas de modo que não colocasse nada em risco até que acendeu uma a uma. Era um perfume de rosas e hibiscos, para acalmar o ambiente. Assim eles economizariam a bateria do celular, além da luz das velas machucar menos a vista.


Joo Hyuk observou o prato bem decorado diante de si e a encarou.

- Ya...Na geladeira tem coisas gostosas pra você. - Confessou e as bochechas coraram. - Quer dizer...Quando minha mãe soube que você viria, ela quis comprar coisas que lembrava que você gostava. Infelizmente, ela não estava aqui para te recepcionar também porque tinha muito trabalho hoje e já tinha faltado ontem, mas...Tem coisas para você também. Eu vou pegar para você comer comigo e não ficar só olhando…

Levantou-se para pegar alguma coisa para ela. Ao retornar, tinha uma mini torta de frutas vermelhas - grande o suficiente para saciar a vontade de uma pessoa - e suco de morango. Joo Hyuk até tentou enfeitar o prato, mas um menino sem habilidades fazendo isso no escuro, dava para imaginar o resultado que deu. Porém, ele quis retribuir ao juk e a serviu.

De repente, Hyemin se veria no meio de um “jantar” à luz de velas com a pessoa mais inusitada do mundo. Como se não bastasse, ela tinha ido direto para a sobremesa enquanto ele comia algo preparado por ela. O garoto sentou-se em frente a ela com um copo d’água para si. Deu a primeira colherada do juk e fez uma expressão de quem apreciava aquele sabor.

- Hmm.. - Meneou positivamente, pegando mais um bocado, sentindo o sabor. - Está...Muito bom...Komawoyo, Seo Hyemin-ssi…
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Ter Out 16, 2018 12:58 am


Jae-ki não havia cedido a vingança, embora a oportunidade estivesse nas suas mãos. No seu coração, nem tudo havia sido tomado pelo ódio, ainda tinha uma parte preservada daquele garoto bom, podia ter vários defeitos, mas um deles não era ser covarde.

Só que Jae não tinha ideia de como consolar ela, era estranho e difícil, por isso fez o que lhe passou na cabeça mesmo, e depois de jogar a jaqueta nela, ficou observando a reação. Embora já esperasse que ela fosse é tacar de volta. Só que não foi isso que ela fez imediatamente.

Jae-ki viu os olhos dela assustados por vê-lo. Percebeu que os olhos ela estavam embarcados por causa do choro, uma expressão que nunca tinha visto antes na menina durona. Jae não desviou o olhar e a encarou para ver se tinha dado certo sua solução de última hora. Pelo menos Yerin não estava mais gemendo de medo, embora uma última lágrima rolasse em seu rosto. Teve curiosidade de saber porque essa reação tão exagerado com os raios. Ela parecia muito pequena nessa posição.

De repente Beom su chegou e Jae-ki deu sua desculpa, meio que dando uma oportunidade de Yerin também usá-la. E foi o que a garota fez, Jae ficou surpreso por ela ter uma desculpa bastante aceitável.

- Ya! - Bufou para dar credibilidade e até reclamou - Que vingativa...

Jae não ousou rir ou fazer alguma expressão de surpresa, porém uma luz forte foi colocada direto na sua cara. Jae-ki franziu as sobrancelhas e reclamou:

- Ya... Perdeu alguma coisa?

Mas Jae-ki ficou sério quando iluminou o rosto de Beom-su de volta, o garoto parecia ter entendido mais do que sua desculpa. Porém não disse nada, Jae só o observou se sentar. A pergunta dele foi boa, porque fazia as coisas voltarem a normalidade.

- Claro!! Tenho que conseguir, nós não podemos desperdiçar tempo - Respondeu - Antigamente não existia luz, então a gente dá um jeito. Já teve vezes que eu tive que estudar a luz de vela, temos que nos virar como podemos. Pega todas as luzes que você tem por aí e vamos iluminar as paradas. Aqui negócio é profissional, claro que conseguimos.

Jae-ki vestiu de novo sua jaqueta e levantou para ir pegar os materiais. Porém a imagem do joelho machucado de Yerin surgiu na sua mente de repente. Se fosse alguém que ele gostasse, teria se importado em cuidar disso. De qualquer forma não era nada demais, porém devia contar ao Beom-su? Por estar meio ausente nos seus pensamentos, Jae-ki acabou batendo o pé em algum móvel, xingou um palavrão e reclamou:

- Shi-bal! Quem botou essa merda aqui?!! Aigo... Aí ai... Deixa não é nada...

Massageou o dedão onde tinha batido, mas não tinha sido nada grave. Foi pegar o material mancando um pouco, só enquanto a dor não passou completamente e trouxe para perto de Beom-su:

- Vamos agilizar isso aqui. Já tô vendo o que vou fazer com isso aqui, e isso...

Disse enquanto separava as coisas, só que não era tão organizado. Se deixasse por ele, com certeza o chão ficaria tomado por materiais em baixo de materiais.

- Cadê o lápis? Aigoo perdi o lápis... Tesoura aqui, cola, e pega as tintas também. Calma que no final dá certo, só confiar...

Só que Jae-ki era um pouco afobado e não pensava em como iria cobrir os móveis para não se sujarem. Isso teria que ficar ao encargo dos outros mesmo.


- Você tem Band-Aids ou algo assim? Nessa escuridão, alguém pode acabar se machucando, tipo cortar o dedo com a tesoura.-Perguntou de repente como se fosse a coisa mais normal.



Estúdio Beom Su

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Ter Out 16, 2018 2:26 am

JAE KI - QUARTA-FEIRA. 6:40 P.M.


- Ani, só estou vendo se você também precisa lavar o rosto ou coisa do tipo. - Beom Su até sacudiu um pouco mais a lanterna como se estivesse implicando com ele. Deu um sorriso no canto dos lábios e botou o trabalho em pauta.

Imaginava que eles não tivessem mesmo outra alternativa, mas achou engraçado o comentário dele. Sentou-se e organizou as luzes para que conseguissem criar um foco interessante na maquete deles. O notebook de Yerin ainda teria algumas horas de bateria, apesar dos pesares. Eles até que conseguiriam montar uma estrutura para a maquete ou das miniaturas em si.

Jaeki levantou-se para pegar os materiais e vestiu sua jaqueta de novo. Ele não percebeu num primeiro momento, mas a peça estava mais perfumada do que o normal. Havia um cheiro diferente ali que não era nem um pouco enjoativo, mas era...diferente. Pelo menos para ele. Inconscientemente, ele pensou no machucado que viu em Yerin e se ela estava cuidando disso no banheiro. Os pensamentos o distraíram o suficiente para não prestar atenção no caminho e bater o pé num dos móveis.

Beom Su ficou espantado com a quantidade de palavrões que saía de uma boca só.

- Mas gente… - Disse com a mão no peito antes de voltar a atenção para os materiais.

Sem Yerin, Jaeki tomava a frente, mas ele pensava mais rápido do que agia. Suas ações não seguiam uma linha normal de raciocínio. Queria resolver tudo ao mesmo tempo e acabava era embolando mais as coisas, sem disciplina ou ordem - coisas que ela era boa em fazer. Beom Su já estava perdido no “por onde” começar, mas um verbo foi o suficiente para despertá-lo.

Pintar?? Pintar??? No escuro???

- Ya! Pintar não! Nnnnão, senhor! - Disse mais afetado. - Primeiro porque está úmido e vai levar o dobro de tempo para secar, segundo porque você vai manchar meus móveis, meu chão e eu vou me aborrecer! Os antigos não precisavam de luz, mas nesse horário já estavam dormindo porque não tinham mais o que fazer. Ou fazendo coisas no escuro, mas você entendeu! Eu admiro seus esforços, mas olha lá hein! Meu tapete!!

Terminou com um faniquito de estilista, até batendo no chão, como se para ficar bem claro que não queria nada envolvendo tintas.

Jaeki não pareceu se abalar muito e perguntou sobre band aids. Beom Su o encarou cada vez mais confuso. Como ele tinha chegado até band aids?

- Ahm? - Franziu um pouco as sobrancelhas - Ah sim, tem um kit de primeiros socorros no banheiro.

Apontou naquela direção. Onde, por sinal, Yerin ainda estava e não tinha saído. A chuva continuava bem como alguns raios aqui e ali. Dessa vez, contudo, ela tinha ficado sozinha enquanto os estrondos ecoavam pelos céus de Seul. Se estivesse do mesmo jeito que ele tinha visto antes, provavelmente estaria toda encolhida e sozinha no banheiro. Será que estava escondida o suficiente? Mesmo sem a jaqueta de proteção dele?

Aliás, por que ela precisou encará-lo daquele jeito quando percebeu que ele tinha ajudado? Mas será que o corpo estava doendo? Ela tinha caído de qualquer jeito a ponto de machucar o joelho. Era uma menina tão frágil quando não estava zangada…

- Você precisa de band aid pro seu pé? - Beom Su perguntou. - A Yerin-Ah também está demorando...Será que aconteceu alguma coisa? Vou lá e pego um band aid para você também…

Disse começando a se levantar.

Agora Jae Ki se via diante de duas pequenas opções, onde cada uma teria seu impacto: ou deixava Beom Su ir sozinho e correr o risco de ver a mesma Yerin que ele ou ele mesmo iria atrás do “seu” band-aid e mantinha o segredo entre os dois.
(C) Ross


HEE KYUNG - QUINTA-FEIRA. 6:28 P.M.


Stella não se sentiu mais leve depois de contar seus planos para Hee Kyung, pelo contrário. No instante em que identificou a tristeza no olhar do menino, ela sentiu um peso ainda mais em seu coração enquanto uma mão invisível fechava sua garganta, dificultando sua respiração.

Desviou o olhar diante da pergunta dele, desencontrando as encaradas mais uma vez.

- Ani… - Respondeu baixinho. - Meus pais não têm como se ausentarem da Coreia do Sul. Minha mãe está como diplomata fixa daqui e meu pai está ascendendo cada vez mais na Procuradoria. Sair não é uma opção para eles…

Murmurou a resposta, deixando claro que a única a ir embora seria ela. Por um instante, ele podia até supor que Stella só estava mesmo feliz com a chegada de Ben porque ele substituiria o buraco que ela deixaria. Há quanto tempo ela estava pensando em ir embora? Teria a vinda do amigo canadense alguma relação com essa decisão tão brusca?

- Eu não costumo me abrir com as pessoas, Hee Kyungie… - Finalmente subiu os olhos para encará-lo. - Não é por sua culpa…

Após contar sobre seus planos, Stella não mais tocou em sua bebida. Ao invés disso, manteve as mãos abaixadas, apoiadas sobre suas coxas, mas escondidas embaixo da mesa. Os dedos estavam entrelaçados e pressionando para controlar os impulsos mais emotivos dela. Não podia falhar a voz sempre, tampouco começar a chorar. Era uma conversa muito séria para deixar que seu descontrole falasse mais alto.

Meneou positivamente com o início de sua frase, mas logo recebeu aquela resposta que a preocupou ainda mais. Mordeu as paredes internas da bochecha, até sentir o gosto metálico em sua lingua. Suspirou, deixando os ombros caírem.

- Hee Kyungie...Eu gostava mais quando era sua inspiração para o estudo. - Disse meio sem forças, mas perdeu de vez a voz com o cenário que ele criava.

Uma pessoa não podia viver fugindo para sempre, mas essa possibilidade de bullying no Canadá era tão improvável que ela nunca tinha pensado nisso. O inferno pessoal dela começou quando foi viver de vez na Coreia. Ainda antes, ela adorava passar seu tempo com a família paterna e conhecendo seu segundo país. Tinha orgulho de ser mestiça. Contudo, a experiência escolar em Wangjo tirou esse orgulho dela a ponto de ter vergonha de si mesma quase todos os dias.

- Eu não vou fugir uma segunda vez… - Meneou negativamente. - Mas eu não acho que isso acontecerá no Canadá...Afinal, eu pareço muito mais uma canadense do que uma coreana. É o que eu vivi anos escutando aqui. Lá ninguém nunca me julgou pelo meu sangue ou minha aparência… - Umedeceu os lábios. - Eu já devia ter ido embora há mais tempo, mas nunca consegui porque não queria deixar minha mãe sozinha e…

Travou, hesitando em falar mais do que deveria.

Mas se não falasse agora, por quanto tempo guardaria isso?

- Porque...Eu...não queria ficar longe de você. Não que eu queira agora, ainda me machuca pensar nisso, mas...eu não tenho estruturas mais para aguentar Wangjo, nem ver você ganhando um alvo por minha causa…
(C) Ross


WON BIN - QUINTA-FEIRA. 6:45 P.M
.

As respostas para Won Bin vieram rapidamente.

Bomi

Bomi
Ommo!! Tadinho!! Mas se precisar de uma massagem….hehehe…
Bomi
Eu posso aprender algumas para te ajudar a aliviar a tensão dos braços, ombros. Além de entregar um gel reserva para aliviar as dores… :3


Bomi leu as mensagens dele e emendou.

Bomi

Bomi
Awnti! Ne, eu estou super enrolada com os preparativos finais e hoje até vou lá no hotel ver como faremos em caso de chuva, se a piscina interna também daria para uma festa boa. Vamos ver. A previsão do tempo está apostando no sol!
Bomi
E como assim a gente só vai se ver depois da festa? xD Claro que vamos dar um jeitinho u.u’’ Agora foque no seu treino e não se machuque muito, jebal! Saranghae <3


Depois de ter ajeitado a louça do almoço e suas tarefas cotidianas, Won Bin voltou a uma rotina que seu corpo nunca tinha esquecido: o caminho para o dojo. No instante em que pegou a mala que guardava sua roupa bem limpa e passada - depois de quase três meses parada, devia estar, pelo menos limpa mesmo - ele sentiu aquela responsabilidade tomando conta de seu corpo.

O sangue começou a correr mais rápido e a adrenalina o preenchia. Precisava honrar o traje que vestia e dessa vez faria da forma certa.

Saiu de casa dentro do horário previsto para chegar até o dojo que ficava em outro bairro, porém não muito longe do dele. A bicicleta facilitava muito o transporte, além de ser um aquecimento para o que estava por vir. As músicas embalaram aquele momento e ainda que o céu não estivesse dos mais firmes - tinha chovido demais na noite de quarta-feira - ele quase podia sentir calor.

Faltavam cerca de 15 minutos para o treino das 7 P.M. quando Won Bin deixou a bicicleta no lugar de costume e subiu até o andar do dojo. O prédio era um “shopping”, onde funcionavam restaurantes, algumas lojas de equipamentos esportivos e nos últimos andares tinham três dojos - não apenas TKD, mas também hapkido e judô, sendo a do Mestre Baek a maior e mais equipada.

Era como voltar para casa de novo.

Já havia algumas pessoas ali - um hyeong que ficava abaixo do mestre Baek e quatro alunos - dentre eles Jin Hoo, seu hyeong, pois Jin Hoo tinha 18 anos e maior rival. Todos já eram velhos conhecidos de Won e ficaram surpresos com seu retorno. Jin Hoo, apesar de ter aquela expressão mal humorada, começou a esboçar um sorriso como se a noite estivesse ainda mais interessante.


- Ora, ora...Quem é vivo sempre aparece, hã? Treinou bastante nas férias, Hwang?

Da salinha administrativa, o Mestre Baek também saiu acompanhado de uma garota que Won nunca tinha visto antes. A menina tinha o cabelo channel, franjas e uma expressão curiosa, mas não do tipo Bomi ou YeJi. Não era por informações ou fofocas e sim como se estivesse interessada em conhecer os detalhes daquele mundo.

- Won Bin? - O Mestre Baek ainda não estava usando seus trajes de treino, ainda optando por uma classica calça jeans com um cinto preto, camisa por baixo da calça e um coletinho. O cabelo estava preso num rabo de cavalo baixo e ele não tinha mudado nada desde o fatídico dia que tinham se despedido.

Na verdade, ele parecia ainda melhor, como se as coisas estivessem funcionando muito bem.

A garota ao lado dele parou um pouco atrás do mestre e focou os olhos castanhos nele. Estava usando uma jardineira comprida azul marinho e uma blusa de manga curta branca por baixo. Ela carregava uma bolsa de treino numa das mãos também.

(C) Ross


SUNNY - SEXTA-FEIRA. 5:18 P.M.


A aula de música não foi tão terrível quanto Sunny poderia imaginar. Se bem que considerando a semana horrível que ela tivera, poucas coisas seriam capazes de superar o estresse pelo qual ela já vinha passando. Ou talvez aquela simples troca de mensagem a tivesse livrado de todo o mal e as coisas estivessem mais fáceis de serem enfrentadas, finalmente.

Chaeyoung e Lee Hi a encararam diante do comando e concordaram. Assim como Sunny, Lee Hi estava se esforçando para melhorar sua apatia. Estava mais séria, isso era fato, mas não ficava descontando em suas amigas. Já a outra, bom, ela não parecia pertencer mesmo a este mundo. Dona de uma paciência e bondade atípica, ela tinha sempre um sorriso compreensivo e se fazia presente em todos os momentos - mesmo quando ela não tinha mais energias. A questão envolvendo Jung Mi não foi mais citada, até porque, eles não tinham combinado nada até então.

Durante o percurso, a pergunta não foi de todo uma surpresa. A resposta, contudo, talvez fosse.

- Ani… - Lee Hi comentou. - Eu peguei o turno do sábado e do domingo para compensar a falta dessa semana e eu também não estou muito empolgada com uma festa na piscina. Mesmo assim, eu dei uma lembrancinha para eles dois antes de você chegar. O aniversário, oficialmente, é hoje, né? - Suspirou.

- Ah, Ha Yi-yah...Que pena… - Chae lamentou. - Seria divertido se você fosse também.

- É, mas eu estou bem com isso...Não estava empolgada mesmo. E nem tenho um biquini.

- Isso nãos eria um problema, eu te emprestaria. Mas compreendo...Vamos combinar de ir a praia, algum dia! O que vocês acham? - Sorriu otimista. - Eu vou amanhã, Sunny...Você também vai, né? Precisa de ajuda com o look? Se precisar de ajuda, já sabe.

O assunto sobre a festa de sábado rendeu até que passaram pela quadra. Ali, Chae se despediria das amigas para “buscar” o namorado. Lee Hi e Sunny pararam por um instante - mais porque Sunny parou primeiro - enquanto Chae seguia até o banco onde um menino de cabelos platinados estava. Apesar de Do Taemin ser o irmão mais novo de Do Jimin, a garota não o tratava mal, pelo contrário. Os dois até que se davam bem e sorriam de modo cordial um para o outro.

Lee Hi queria entender porque estavam paradas e até mesmo Chae achou estranho quando olhou para trás e ainda as viu ali. Taemin começou a caminhar na direção de Sunny quase como se fosse parar para falar com ela, mas ao invés disso, virou sua garrafinha e seguiu adiante, sem olhar para trás.

Ele estava cada vez mais longe pois seus passos não eram curtos, mas ele também não parecia ter pressa.

Sunny logo começou a resmungar coisas que ninguém entendia. Lee Hi a encarou com uma das sobrancelhas arqueadas e logo buscou o olhar de solidariedade com a outra meninas. As duas ficaram “o que é?” “não sei!” “o que foi?” “não faço ideia”. Quando perceberam, Sunny já tinha se afastado e começou sua corrida na direção de Taemin. O esforço físico era impressionante. Ela realmente não sabia correr como uma pessoa normal. O grito não foi escutado porque ele colocou fones de ouvido depois de arrumar o boné.

A música alta o impediu de ouvir os apelos dela - e mesmo que tivesse escutado, ele provavelmente não teria olhado para trás. Sunny precisou correr até que o alcançou de modo milagroso. Ele a encarou com certo espanto, arregalando os olhos castanhos e puxando um dos lados do fone enquanto ela ofegava.

- Mwo? - Olhou para ela da cabeça aos pés com aquele ar de superioridade até que cravou os olhos em seu rosto.

Tentou andar, mas ela o impediu de continuar. Ele respirou fundo, impaciente enquanto enrolava os fones e já tomava uma postura mais arrepia, dava para ver pela base de suas pernas e o modo como ajeitou a bolsa.

- O que você quer?

Foi curto e grosso até que ouviu o rasgo nas folhas do caderno/fichário dela. Olhou para os exercícios de física - que eram deveras interessantes e necessários nesse momento, mas...ele tinha seu orgulho e teimosia extremos. Ele a encarou meio incrédulo e depois para o exercício até que franziu as sobrancelhas.

- Isso é um deboche? Eu já não disse que você não me deve mais nada porque eu não quero nada de você? - Revirou os olhos. - Você não escuta mesmo o que eu falo…

Deu um passo na direção dela, quase esbarrando o ombro em seu ombro. Estava disposto a ignorar aquele exercício e continuar sua caminhada para a saída do colégio.  
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Ter Out 16, 2018 8:13 am



- Aishhh - foi o que conseguiu reclamar, porque seu coração também estava muito acelerado com o “susto”.

É claro, estavam tão concentrados naquele momento em que se encaravam que qualquer movimento brusco estaria prestes a dar um ataque cardíaco em alguém.

Não adiantava mesmo fazerem trabalho agora… Como se ela quisesse fazê-lo para início de conversa. Fez uma careta, que ele não poderia ver. Porque sim, tinha passado um tempão e a comida já estava pronta. Abaixou o celular, diminuindo a potência da lanterna e começou a tagarelar sobre os óculos.

- Já pensou em usar lente? Aish, se bem que é melhor que não seja lente. Vai dormir com ela, aí elas vão se perder dentro do seu olho... Mas os óculos podem quebrar, o que seria muito pior. Aish, tanto faz... Vai pegar o quê? - foi bastante enfática, sentindo o rosto queimar.

Velas aromáticas?????? Sua mente romântica já estava viajando naquilo. Teve que balançar a cabeça umas três vezes. Aigoooo, só faltava isso! Por que estava tão ansiosa agora? Ela levantou, caminhando até a mesa. De repente estava muito nervosa.

Abanou no rosto e sentou-se no banquinho perto da bancada e da comida dele. Começou a observar as velinhas se ajeitando e sentir o cheirinho saindo delas, o que a estava deixando mais nervosa ainda. QUE IDEIA HORRIVEL!!!!!! Ai meu deus por que ele foi buscar essas velas tão lindinhas e cheirosas e fofas?

Hyemin abaixou o rosto ardendo, que ela jurava que era pelo calor da chama. Fez um bico. Cheiro de hibiscos… rosas… Ela o observou em silêncio, envergonhada, mas o que podia fazer? Na verdade ela tinha achado uma gracinha aquelas velas. Era tão… ela! Tudo bem que não foi de propósito, mas estava tão feliz… Era difícil de disfarçar isso.

E continuava ficando mais nervosa! Até onde essa sensação conseguiria chegar? Piscou e ergueu o olhar, surpresa que tinha “coisas gostosas” pra ela, na geladeira.

- Pra mim? - começou, baixinho. - Jinjja? Waa… Sua mãe é um amorzinho… Eu gosto...ava… Er. Quero dizer. Ela sempre foi legal. É o que se poderia esperar mesmo dela. - falou com certo orgulho. - Se fosse você que tivesse pensado nisso, eu acharia muito esquisito e… - no segundo que conseguiu enxergar a tortinha, ela voltou a ser uma criança feliz.

- Waaaaa~~~ Torta de frutas vermelhaaaas~~ Eu amo isso - bateu palmas, bastante feliz. - Komawo, Kim Go Eun-ssi - fez um biquinho fofo e esfregou o rosto na própria mão, comemorando. Deu uma risadinha ansiosa baixa. - Ah~~ E tem suco de morango. Ela lembrou disso também? Wa~ Agora sim. Se eu soubesse desde o começo teria me esforçado para fazer um trabalho melhor. Komawo!

Ficou concentrada em se preparar para comer e não viu quando ele levou a primeira colherada à boca. Sentiu o rosto quente de novo. Seu elogio e expressão de satisfação foram muito efetivos para, pelo menos, o ego culinário dela. Ela fez uma breve reverência sem graça e deu um sorriso largo, inflando as bochechas. Quase como ficou ao ver o hibisco, sem saber que era dele.

- Ye... - era um tom feliz contido, guardando os gritinhos que ela queria dar pela casa.

Levou a mão a boca, tapando o sorrisinho de orgulho absoluto de ser uma excelente cozinheira, mas não o risinho convencido. Muito bom era melhor que bom, que era melhor que hm, e melhor que só obrigado. Um "ssi" não era melhor do que um "ah", mas não podia exigir isso dele. Não eram mais próximos e agora sabia o porquê. Comeu um pedacinho de sua torta.

- Hmm! Também estou muito feliz com a minha tortinha. Mas não foi você quem fez, então não posso te agradece-eer~~ - brincou, cantando a última parte provocativa e dando risada.

Distraída com o momento, ficou em silêncio um pouco, sentindo que aqueles segundos sem fala ficavam mais densos por causa das velas. Era estranho e dava vergonha! Ficou pensando no que poderia falar. Não tinham realmente assuntos fora de escola. Era estranho como apesar de se sentir daquele jeito ela não sabia mais nada sobre ele.

- ...Ahn.. Eu achei o seu álbum de fotos. E… Ahn… Appa reservou o jatinho para irmos para Jeju no dia depois da festa. Você vai na festa? - deixou escapar a pergunta e se arrependeu instantaneamente. - Deixa quieto - fez um bico.

Não era como se fossem interagir fora daquele lugar, naquelas circunstâncias bem específicas. Lá fora havia regras bem específicas e outros tipos de distrações, a tal vida que seguiu no tempo em que se separaram e se desenvolveram sozinhos. Suspirou.

- … Depois peça para sua mãe cozinhar isso para você até melhorar. Deve funcionar, é melhor que comer só maçã desidratada... - tentou voltar ao assuntos neutros e… Desistiu.

Bem, era melhor não falar nada mesmo.

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Park Hyun Hee em Ter Out 16, 2018 10:01 am



Hyun Hee sentia-se em processo de reabilitação. As lágrimas dela, apesar de dolorosas, faziam abrir uma porta de compreensão e um olhar sobre o outro que ele talvez não tivesse antes. Ele se esforçava para entender profundamente, mas era difícil. Ele só podia olhá-la, dar carinho, secar as lágrimas e deixar que ela chorasse.

Era assustador ver a tristeza que ela ficava escondendo com sorrisos. Isso era algo que cada vez mais ficava evidente. Ele tinha medo de escavar demais naquele coração dela, então estava tentando propor que pudessem fazer isso aos poucos.

Por ora, estava satisfeito de poder abraçá-la e esconder seu rostinho enquanto chorava. Algumas coisas ele não podia resolver, infelizmente.

(...)

- O quê? - rosnou sobre o biquíni, mas ela fez bem de revelar que era só brincadeira e relaxá-lo apertando sua bochecha. - Sei... - comentou e encostou a cabeça na dela, mostrando que não estava irritado.

... Mas tinha que ser uma festa na piscina? Era muito pior esse tipo de evento enquanto estava namorando.

(...)

Hyun deu uma risada gostosa ouvindo-a falar sobre os filmes que não gostava.

- Deixa eu adivinhar... No fim, você sente a dor dos bichos. Ah, que namorada fofa e sensível ... - deu um sorriso. Era a cara dela.

- Ah... Não vou. Pode apostar - Não pretendia realmente assistir muito do filme. Escondeu os lábios que formavam um sorriso malicioso.

Caminharam até a bilheteria e ficou olhando para ela e seu namoro angustiante com a pipoca. Ele levou um tempo para entender se ela isso mesmo. Teve que segurar a risada de novo.

- Você quer? - esperou uma reação. - Uma pipoquinha saborosa, com sal... - começou a rir. - Meu Deus, é um saquinho sem fundo. Você acha que eu não sei que você quer pipoca? Oppa vai comprar - brincou, achando a atitude fofinha e 'infantil', embora tivessem a mesma idade.


Foi buscar a pipoca para ela

Acomodou a pasta dele, bem como a pipoca, sentando-se a seu lado inicialmente comportado também. Um bom moço, um lorde. Observou a menina comendo pipoca e achava engraçado como ela amava mesmo comer.

- Acho que não posso sair do clube de Culinária assim... - comentou baixinho.

Deixou que o filme começasse e ela parecesse mais distraída e à vontade para chegar mais perto. Foi devagar que ele foi chegando, até que a pipoca não fosse mais a atração principal para ela, ele pudesse afastar o 'empecilho'. Foi uma crescente, um carinho no rosto, uma chegadinha pra perto, e quando a chamasse num sussurro e ela virasse, ela o veria com aquela cara, aquele sorrisinho cretino. Daria um selinho... Depois outro.... Carinho no rosto, cabelo… Até que ela não quisesse mais virar para o filme e ele pudesse beijá-la à vontade, romântico, lentamente, como achava que mereciam, sem a interrupção de motoristas, alunos ou que fosse - No máximo, um jump scare do próprio filme.... aliás, filme? Se havia um filme passando, ele não prestou atenção, mas a deixou à vontade para se afastar... Se é que ela teria qualquer vontade disso.

Humor: estável/+++++

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Kim Sun-Hee em Ter Out 16, 2018 12:38 pm



A resposta de Lee-Hi criou um novo aperto no coração porque fazia sentido conforme a amiga explicava, mas Sunny ficou triste por imaginar que todos estariam se divertindo enquanto Lee-Hi - uma das pessoas que mais necessitava distrair a mente - permaneceria trabalhando durante o final de semana inteiro. Sunny balançou a cabeça, confirmando que o aniversário deles era mesmo hoje, porém parecia bastante desanimada. Mas respeitaria a vontade da amiga e não insistiria naquilo. Talvez, depois... Comentasse algo, só que não queria ser inconveniente.

- Ye... É uma pena mesmo, amiga... - o beicinho mostrava que estava chateada com a ausência - Aquele dia na sua casa foi tão legal, Chae! Poderíamos marcar de novo! Hein? Ou uma saída, apenas nós cinco. Tenho certeza que a Stella e a Hye-Won também aceitariam!

Acrescentou, rapidamente mudando a fisionomia para uma mais leve e sorridente.

A sugestão era válida considerando os últimos acontecimentos. Elas precisavam aliviar os ânimos, afinal - e, de preferência, juntas.

- Oh, praia também é uma ideia ótima! Eu topo!

Ótima... sim, realmente. Mas olhando para Sunny, dava para ver que não era do tipo praiana, por dois motivos: quase não pegava o sol - um detalhe evidente - e aprender a nadar nunca esteve na lista de prioridades. Enquanto os irmãos brincavam na água ou praticavam algum esporte na areia com o appa, Sunny apenas observava ou tirava o tempo para leituras ao lado da titia. Sem contar que tratava-se de uma visão muito bonita e tranquila a do mar...

- Uhum, eu vou, Chae. Não trabalho nesse sábado e com toda certeza PRECISO de ajuda! Quando chegar em casa,  irei tirar fotos das opções que tenho em mente e mando para uma avaliação mais experiente - piscou, rindo baixinho - É a primeira festa na piscina que participarei... - sorriu mais contida, mostrando certa insegurança, porém nada exagerado, até porque, não se incomodava tanto assim com essas coisas. Entretanto, sentiu uma aceleração esquisita... Ok, não se importava, mas... a ansiedade se tornou mais presente e intensa. Aish, que bobeira! Era só escolher um biquíni, short e blusa! E um excelente protetor solar, claro.

Pronto!

Conversaram mais um pouco sobre o assunto antes de se despedirem próximas da quadra. Mas Sunny criou raízes no lugar assim que viu Do Taemin. E a partir daí... As reações assumiram as proporções de uma crescente. Taemin passou por ela, cumprindo a promessa muda de ignorá-la.

Será que... a odiava?

Sunny correu como se estivesse numa maratona. O loiro tinha a vantagem das pernas compridas e  por estar alguns passos mais adiantados do que a menina, porém a bolsista logo o alcançou e as ações aconteceram coordenadas pelos próprios impulsos. Andou numa semana tão horrível, transitando pelas piores emoções... Ao mesmo tempo em que encará-lo era um teste para toda a irritação, Sunny sabia perfeitamente bem que não tratava-se somente de raiva pela atitude e palavras do herdeiro... Sentia falta de implicar e ser provocada por Do Taemin. Vai entender...

A primeira reação dele foi a surpresa... instantaneamente seguida por aquela altivez mergulhada num pote enorme de arrogância.

Como esperado, ele procurou se desvencilhar, mas Sun-Hee o cercou, igualmente teimosa.

Foi nesse momento em que ele se armava todinho que Sunny rasgou a folha, estendendo-a feito uma bandeira branca.

Uma tentativa, ao menos.

Que não funcionou...

O lábio inferior tremeu um pouco, vacilando diante das palavras distantes e rancorosas. Ele queria mesmo afastá-la e aquilo a magoou mais do que admitiria.

Por um instante, decidiu deixá-lo seguir em frente, sem novas interrupções, mas Taemin sentiria um toque quente e macio na mão livre da garrafinha. A intenção foi segurá-lo pelo braço, porém ou ele andou rápido demais ou Sunny que agiu com segundos de lentidão... A ordem não mudava o resultado- Está errado - retrucou, cheia de convicção.

Apesar disso, ela não o soltou, pelo contrário... Fez questão de estreitar os dedos finos contra a palma áspera.

- Eu escuto absolutamente tudo o que você fala, Taemin.

O olhar que fixou-se no rosto do garoto desceu até as mãos unidas e as bochechas de Sunny esquentaram de levinho, todavia ela não recuou. Não era covarde - Mesmo que vire a cara para mim ou rejeite minha presença... Continuarei cumprindo o nosso acordo. Fica a seu critério o que fazer, mas não vou parar. Então acostume-se. Rasgue, jogue fora ou dê para outra pessoa...  - enfim, soltou a mão dele para colocar a folha nela de uma vez - É você quem sabe.

Esticou o braço para bagunçar o boné e expor os fios claros numa última brincadeirinha, mas...

A mão permaneceu no ar antes de cedê-la devagar.

Aquele era um limite que não podia ultrapassar ainda - ou não mais.

- Eu...

Encolheu os lábios.

- M-Mi...

Ela entrelaçou as mãos e... suspirou.

- Jomshimi kaseyo*.

Disse, virando de costas em seguida para ir até Lee-Hi, e agora caminhava no ritmo habitual.



* Vá com cuidado.

WangJo

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Ter Out 16, 2018 1:47 pm


Enquanto Jae-ki agia afobado com o trabalho, Beom-su teve um treco quando ouviu a palavra pintar. Jae arregalou os olhos para as reclamações dele, esse pessoal era fresco mesmo. Mas de qualquer forma o estúdio era dele.

- Tá, tá... Pintamos outro dia então...

Então Jae-ki perguntou do nada se tinha band-aids. Como tinha no banheiro, imaginou então que a garota fosse pegar e usar. Tanto faz, não o importava não é? O pior era que Yerin ainda não tinha saído do banheiro. Provavelmente ainda devia estar com medo daquele jeito. A próxima pergunta tirou Jae dos seus pensamentos. Quando ouviu Beom-su dizer que ia lá, Jae-ki só lembrou que a garota não tinha se mostrado pro próprio amigo.

- Ani, não precisa - Respondeu rápido - Deixa que eu vou. Quem se machucou foi eu mesmo, então eu pego. Vai ajeitando aí as luzes, aigoo garotas demoram tanto no banheiro.

Jae-ki se levantou rápido e foi em direção ao banheiro, ainda meio confuso do que estava fazendo. Mas não custava nada pegar um band-aid para si mesmo e avisar que o Beom-su estava estranhando a demora dela.

Quando chegasse perto da porta, ele bateria antes de entrar:

- Ya, preciso entrar pra pegar uma coisa. Tô entrando hein...

Jae-ki abriria a porta com cuidado, não gostava de entrar sem avisar, porque bom... Era uma garota. Assim que entrasse ele olharia para Yerin, para ver como ela estava. Usava a lanterna do seu celular. Se visse que ela estava acordada ao menos, Jae se ocuparia de ir para o armário pegar o tal kit de primeiros socorros. Acabou deixando cair algumas coisas, como o fio dental e coisas assim.

- Aigoo...

Pegou para por de volta, e quando achou o kit, abriria para pegar os band-aids. Era patético, porque ele não precisava disso na verdade. Tinha só tropeçado. "Que grande idiota tô me saindo..." Tiraria um dos curativos e jogaria para Yerin:

- Usa isso... - Falou em voz baixa - O Beom-su tá estranhando sua demora... Sabe que pode ir embora se quiser, já que não tá se sentindo bem... Chama alguém pra te buscar... Faz sua parte outro dia, ou a gente coloca alguma música e termina isso...

Jae imaginava que talvez a garota fosse preferir ir embora do que ficar com medo, podia chamar o motorista dela ou algo assim que as riquinhas tinham. mas talvez se colocassem música, o som dos trovões não pareceria mais tão assustador. Mostrou o resto dos band-aids na própria mão e disse:

- Tô indo...


Estúdio Beom Su

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Ter Out 16, 2018 4:18 pm

HYEMIN QUARTA-FEIRA. 6:47 P.M.


- Eu tenho lentes de contato, mas não uso sempre. Incomodam meus olhos. Estou esperando a miopia estabilizar para operar. Apesar de gostar dos meus óculos, eu sou muito cego sem eles.

Explicou de modo simples antes de avisar que iria buscar as velas. Achou estranho o modo que ela reagiu porque ele não tinha uma mente tão romântica quanto ela - poucos teriam, né? - e não via nada além da praticidade.

- Velas. Eu não sei onde estão as lanternas, mas sei que minha ommoni tem algumas velas. Já volto.

Deixou Hyemin sozinha com suas próprias ideias enquanto ia atrás da luz. Quando voltou, arrumou as velas na bancada da cozinha e começou a acendê-las afim de poupar os celulares e suas baterias. Com um pouco mais de luz, ele conseguiu admirar o prato de juk que a menina havia se dedicado a fazer. Por mais boba que fosse a receita, dava para ver o empenho dela e dava vontade de comer sem saber como estava o sabor de verdade - o famoso “comer com os olhos”.

Diante disto, ele contou o que a mãe havia comprado para ela. Meneou positivamente para os comentários dela.

- Se fosse eu, seria jiló frito. - E teve a coragem de sorrir de modo debochado quando disse isso. Protegeu sua tigela só no caso dela querer tirar dele e rapidamente foi pegar o doce que era dela “por direito”.

Uma vez servidos, os dois provaram seus respectivos pratos. A torta de Hyemin talvez fosse mais gostosa do que a refeição dele por conta do que representava - era um doce versus uma comida para doentes. Contudo, o juk estava mesmo muito saboroso e Kim precisou admitir isso. Olhou apenas de banda vendo as reações dela e deu um meio sorriso.

- Não precisa agradecer. Eu vou dizer para minha ommoni que você não gostou, fez desfeita...Vish, ela vai ficar arrasada. - Pegou mais uma colher de juk e levou até a boca. - Ingrata.

Mas o tom dele não era tão agressivo quanto antes. Era mais uma implicância como ele fazia com quase todas as pessoas. Joo Hyuk tinha esse ar irônico/cínico mesmo. Ficava ainda pior com quem caía na pilha - era mais divertido perturbar. Limpou os lábios e a encarou.

- Achou meu álbum? - Ficou confuso. - Você mexeu na gaveta...Aah, a manta. - Repousou a colher e apoiou os cotovelos no balcão para apoiar o queixo nas mãos. - Então foi você...Que prestativa! Você realmente não quer que eu morra mas nem de frio, hm? Komawo…- Parou de graça e voltou a comer. - Você acha que precisamos ir até lá mesmo? Quer dizer, é uma viagem longe, um dia inteiro...E a gente com certeza não vai fazer trabalho nenhum. - Riu diante daquele fato. - A intenção é ir à praia, né? Fala a verdade pra mim...Praia e frutos do mar. Esse é o plano.

Brincava com ela, mas ficou sério com a pergunta de sábado.

- Ung. Eu vou. Gosto muitíssimo da Bomi-yah e ela até me mando mensagem falando do convite e estimando minhas melhoras. Como não iria? Além do mais… - Lá vem. Ele bateu com a colher limpa por cima dos lábios, ponderando. - É uma festa na piscina. Que garoto não gostaria de ir, não é verdade?

Observou bem a expressão dela. Por que será que um garoto gostaria tanto assim de ir numa festa na piscina?

Piscina…

Água…

Biquinis.

Joo Hyuk aumentou o riso conforme foi vendo a evolução dos pensamentos no rosto dela.
(C) Ross


JAE KI - QUARTA-FEIRA. 9:30 P.M.


- Hm...Tá, então. Você sabe onde o banheiro fica, né? - Caso Jaeki tivesse esquecido, o garoto repetiria qual era a porta certa.

Observou enquanto ele caminhava até o corredor escuro, mas não demorou muito nisso, focando novamente nas luzes. Para Beom Su parecia muito óbvio que aquilo não daria certo, provavelmente ficaria um horror, mas eles não tinham mais o que fazer. Entre perder tempo e fazer algo produtivo, era melhor ao menos tentar - por pior que ficasse.

No banheiro, Yerin apenas chegou para o lado quando ouviu que Jaeki queria entrar. Não entendeu que ele queria pegar alguma coisa e pensou que ele quisesse era usar o banheiro. Ela realmente não podia ficar ali para sempre. Apoiou a mão na parede e começou a se levantar com certa dificuldade para começar a sair dali. Sua aparência não era das melhores porque ainda se sentia um tanto desorientada depois de tudo. Até mesmo o som dos objetos caindo pareceram alarmá-la um pouco mais.

Quando Jaeki esticou o curativo para ela, não entendeu.

- Pra que isso…? - Nem tinha se dado conta que seu joelho estava machucado. Olhou para baixo, finalmente notando o sangue seco em seu joelho, ainda que a luz fosse precária. - Oh…

Pegou o curativo com cuidado, mas não respondeu às sugestões dele. Manteve o olhar no band aid e ficou parada até que ele saísse dali de novo. Decidiu lavar direito o rosto para conseguir voltar para o trabalho.

Quando Jaeki voltou, Beom Su quis saber se tinha achado o que procurava e pareceu satisfeito em ver que ele estava bem. Não demorou muito mais para que Yerin também voltasse e tomasse um lugar no chão para acompanhá-los. A chuva ainda era forte, mas eles não ouviam mais o raio. O joelho dela tinha um curativo, finalmente e os olhos só estavam inchados, mas sem manchar de lágrimas.

Os meninos falaram muito mais do que ela e Yerin preferiu guardar para si a opinião sobre aquele trabalho. Assim como Beom Su, ela também achava que não daria certo fazer daquele jeito, mas não tinha forças, energia ou moral para debater no momento.

Cerca de uma hora depois do início da chuva, a luz voltou e eles perceberam que teriam mesmo que começar do zero. Os cortes não estavam perfeitos e pouca coisa dava para ser aproveitada da primeira tentativa deles. Yerin, contudo, não brigou e foi bastante calma para dizer que deveriam começar de novo.

Jae Ki perceberia que apesar de tudo, o clima estava melhor para que eles se entendessem. Agora conseguiam conversar ao invés de simplesmente forçar um ao outro. Ela pegou outra grande folha para que fizessem uma nova base e dessa vez deixou que Jaeki colocasse as proporções certas - estava tudo no computador, ficava mais fácil depois de consertar pequenos erros ali. Ela também tinha segurado as pontas e não desistiu do trabalho, apesar de se sentir muito mal depois daquela crise - era teimosa e, mais do que isso, compromissada. Enquanto os dois trabalhavam nisso, Beom Su disse que ia pedir a comida.

A chuva tinha diminuído consideravelmente e todos estavam com fome. Pediu duas caixas de pizza numa marca americana que havia no bairro enquanto as bebidas estavam na geladeira. Voltou avisando que levaria mais 1 hora para a comida chegar, por conta de todo o transtorno da chuva, mas pelo menos eles iriam embora alimentados.

O tempo passou rápido e agora, depois de toda a confusão, eles tinham mesmo o início do projeto. Faltava, claro, todo o embelezamento e detalhes. Eles podiam ter avançado muito mais se não fosse o transtorno, mas pelo menos eram talentosos e conseguiram reverter a bagunça inicial.

- Beom Su-Ah… - Yerin o chamou. - Já que a maquete vai ficar aqui, será que posso voltar no fim de semana para completar?

- No domingo?

- Ung. Eu viria sábado também, mas bom, todos estão animados com a festa e mesmo que não queira ir, eu vou. - Suspirou, cansada. - Posso vir no domingo?

- Ahm...Pode. Eu também preciso me concentrar nos desenhos para o clube de moda. A professora estava louca hoje...Aish…

- Você não precisa vir, se não quiser… - Yerin falou com Jaeki sem encará-lo. - Você já disse que seus horários são ruins e o que eu vou fazer são só alguns detalhes…

- A gente até que adiantou muito, não acha? E já dá até para ver como vai ficar bonita.

O interfone tocou com a pizza deles. Beom Su levantou-se, sem pedir o dinheiro de ninguém e foi atender para receber a comida. Como estavam só esperando a comida, eles já estavam guardando os materiais e seus pertences. Yerin desligou o notebook e o colocou no case de novo. Diferente de antes, ela parecia incapaz de olhar para Jaeki, ainda que soubesse exatamente onde ele estava.

Beom Su voltou com as pizzas - pepperoni e margherita. Levou as caixas até a bancada de sua cozinha e deixou ali, chamando pelos dois para que comessem. Além disso, também deu outro refrigerante para Jaeki e o suco de melancia para Yerin. A garota só pegou uma fatia pequena de cada e se deu por satisfeita, Beom Su nem precisaria incentivar que Jaeki comesse mais, mas pelo menos não haveria nenhum tipo de desperdício.

Eram umas 9:30 P.M. quando começaram a se despedir. Beom Su prometeu que cuidaria bem da maquete ali e que eles podiam voltar quando quisessem, nesse período em que tinham o trabalho a fazer. Jaeki e Yerin partiriam enquanto o garoto ficaria mais um pouco para organizar seu estúdio ao seu modo, mesmo que eles tivessem ajudado a limpar antes.

Durante o elevador, Yerin ficaria abraçada ao case do notebook. Estava com o blazer do colégio de novo, a mochila nas costas e o case nos braços. Mantinha o olhar fixo na porta até que saiu do elevador e caminhou até a saída do prédio. Perto da porta, ela fez uma suave mesura para Jaeki, num silencioso agradecimento. Não havia um carro esperando por ela, ao invés disso, ela tomava o caminho da estação de metrô.
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Ter Out 16, 2018 6:26 pm



- Jiló?? Aishh quem come isso? Que mau gosto. Só alguém assim pra oferecer maçãs desidratadas para alguém  - mostrou a língua e tentou mesmo tirar o prato dele. - Ainda bem que alguém nessa casa tem consideração    - virou a cara, fazendo graça, e voltou a comer.

- Além de tudo você é mentiroso?? Ela não acreditaria em você. Sabe que eu não faria uma desfeita dessas, ainda mais para doces  - comentou em uma versão light também de sua voz afetada.  Eu agradeço pelo celular, eu mesma depois  - fez uma careta.

Fez cara de desentendida, como se houvesse a possibilidade de ter outra pessoa que o cobrisse.

- É porque iriam colocar a culpa em mim  - cruzou os braços e fez bico.

- Isso foi uma ideia sua, lembra? - olhou de banda, sobre a viagem. - Pra que eu iria querer ir à praia com você?    - continuou com o bico, mas não era agressiva, estava brincando, mas o tom a fez imaginar que uma viagem, no geral, seria bem legal. Era difícil pensar em trabalho - E a Terra da Hello Kitty!!!! Lá tem um café lindoooo~~ e…   - murchou na expressão, e olhou feio pra ele. - É, a gente não precisa ir junto.

- Yoon Bomi é um amor! Ela é uma pessoa muito caridosa.. Ela chama sempre tooodo mundo. Então não é privilégio seu. - ela fingiu medi-lo e fez careta. - Ué, por que você fez essa ca...    

Piscou várias vezes até a ficha cair.

- AH!!!!  - deu minitapas consecutivos no ar. - JINJJA???? Aishhh… Você… Eu nunca pensei que você… Quem diria. Nerds ficam pensando nisso? Aigo… Eu não sabia que você tinha crescido tanto..  - balançou a cabeça, indignada. - Vou contar para a Bomi e falar para te desconvidar!! Não chegue perto de mim   - fez um gesto estendendo aos braços e virou a cara.

- Agora eu não quero mesmo ir para Jeju com vocês. Se bem que acho que Uijin-ssi não é que nem você. Aliás, é pra cancelar? Eu preciso avisar meu pai. Eu não queria viajar pra fazer trabalho, pra início de conversa, mas…    - fez bico. - E como vamos fazer com isso? Sabe, nós só tínhamos essa chance de fazer a maquete, mas acabou a luz, nem foi culpa minha. Como vamos resolver agora? Aigo... por que um garoto com meias do Hulk está pensando em biquínis? Sinceramente..  - resmungou por fim, indignada


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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Ter Out 16, 2018 9:55 pm


Apesar de Yerin não responder sua sugestão, Jae-ki saiu do banheiro deixando que ela decidisse sozinha. Quando voltou pra perto de Beom-su, Jae-ki explicou que tinha achado sim e que já havia colocado o curativo.

Jae observou quando Yerin voltou para fazer o trabalho e notou que ela tinha colocado o curativo no joelho. Ela parecia melhor, e como não parecia quer ir embora, Jae-ki agilizou então o trabalho. Porém depois que a luz voltou, viram que não tinha ficado tão legal.

O comportamento de Yerin estava bastante diferente, Jae notou que ela não o olhava. Estaria constrangida? De qualquer forma, foi bom fazer o trabalho sem implicâncias ou discussões. Para Jae-ki o resto do trabalho foi feito em paz, sem as críticas chatas da Yerin.

A palavra comida animou ainda mais Jae-ki a fazer o trabalho, como se o desse uma inspiração especial. Em um momento, Jae-ki parou para admirar o projeto com orgulho enquanto Yerin combinava com Beom-su se poderia voltar pra terminar. Yerin ficava diferente quando não o acusava, mas Jae não era bobo, ela mesma o tinha acusado de se fazer de vítima.

- Ani, eu vou dar meio jeito domingo, dá pra dar uma passada aqui e fazer alguma coisa. E trazer materiais que faltou.

Concordou com Beom-su sobre o projeto:


- Eoh, falei, aqui negócio é nível profissional.

Jae-ki percebeu que Beom-su não pediu dinheiro pra dividir o custo do lanche, mas como ele não tinha pedido a Yerin também, devia ser cortesia mesmo. Não se fez de rogado e comeu bastante. Checou o celular pra ver as horas e tirar uma foto de como estava ficando também. Jae gostava de ficar admirando suas obras:


- Que daora mano...Tomara que tenha nota máxima.

Até que o trabalho em grupo não tinha sido tão ruim quanto imaginou, principalmente pela parte do final.

- Valeu aí cara - Se despediu de Beom-su.

Desceu pelo elevador junto com Yerin. Jae-ki arrumava seu gorro quando notou que Yerin mal se movia para vê-lo. Isso era bem estranho, não conseguia imaginar Yerin tímida até agora. Quando estavam saindo, viu a mesura que ela fez, mas Jae só franziu as sobrancelhas e a viu caminhando na direção do metrô. Será que ela iria mesmo sozinha? E o motorista?

Só que Jae-ki também pegaria o metrô, ele deu uns passos apressados para alcançar Yerin, iria pelo mesmo caminho. Suspirou e comentou:

- Então, parece que vamos pelo mesmo caminho. Que sorte! Vou voltar seco pra casa.

Não conseguiu deixar de perguntar:

- Vai pegar o metrô? Você não tem tipo um motorista particular ou algo assim?

Jae-ki podia ser bem intrometido ás vezes, de qualquer forma ele estava indo para casa. Ele achava bem tolo uma garota andar sozinha a essa hora. Tudo bem que o bairro era luxoso e cheio de seguranças, mas nunca se sabe se teria algum pervertido por aí, um bem rico. Jae nunca confiava em ninguém. Isso o fazia se lembrar de Eun-bi, sua namoradinha era uma descuidada com essas coisas.

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