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Capítulo 8

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Ter Out 16, 2018 11:29 pm

HYEMIN QUARTA-FEIRA. 6:49 P.M.


- Não sei quem come isso, mas é o que teria se fosse eu escolhendo um aperitivo para você. Bem amargo, se quer saber! Ya, deixa meu mingau… - Abraçou a tigela fazendo um beicinho e, novamente, repetiu a frase dela daquele jeito afetado de “nhenhenhe”, mas sem fazer som, dessa vez.

Era engraçado implicar com ela quando fazia isso de modo não-ofensivo. Aliás, estava achando tudo aquilo muito estranho. Não imaginava mesmo que pudessem ter uma conversa daquelas depois de tudo o que aconteceu. Por parte dele, ele estava evitando brigar porque realmente não podia se estressar mais e não queria um buraco em seu estômago.

Mas e da parte dela?

Por que estava sendo tão gentil e prestativa? A expressão dele ficou um pouco confusa, mas ele comeu outro tanto de juk. Quase engasgou quando ouviu o comentário sobre sua mãe.

- Mwo? Agora você vai me dizer que tem o contato da minha mãe? Wae? - Sua mãe não tinha dito que deixara um cartão com ela quando a encontrara. Isso o incomodou um pouco. Porque era o tipo de intimidade que eles não tinham mais, que ela abriu mão e agora recebia do nada. Era desconfortável.

Meneou negativamente e fez uma cara de desentendido quando ouviu sobre Jeju.

- E você acreditou? Aish, você queria mesmo uma desculpa para não fazer o trabalho. Está vendo só como é espertinha? Tsc..Jinjja…- Disse num tom de julgamento, mas lá estava ele terminando o juk todinho.

Ao ouvir sobre a festa de sábado, ele ficou um instante mais sério e afirmou que iria sim, porém logo resolveu brincar um pouco. Não precisou dizer nada porque a menina concluía tudo sozinha. Cínico como só ele conseguia ser, Kim levou a mão até o peito a encarou espantado.

- Do que você está falando, ahm? Você tem uma mente muito maldosa para quem acredita em unicórnios, hã? Eu estava falando de briga de galo! Tá vendo como você é ruim e já me julga como um pervertido? Claro que biquinis são bem-vindos e a própria Bomi-yah é lindíssima… - Ressaltou fazendo uma expressão de quem a admirava mentalmente. - E ela jamais me desconvidaria. Ela gosta de mim, sabia? Aprecia...minha bela voz. - Forçou uma voz de locutor de rádio, mais envolvente e charmosa.

Deu uma risada, mas fez uma careta para ela quase no mesmo tempo.

- Não se preocupe! Não chegarei perto de você, senhorita tenho um noivo, sou comprometida! Ficarei beeeem bem longe - Puxou bem a palavra, dando ênfase no que dizia (quando eles puxam o “R” com vontade) - Mostrarei meu belo físico para que meninas solteiras admirem…

Nem ele aguentava e dava uma risada logo em seguida, deixando os olhos bem pequeninos, como dois risquinhos.

- Eu não sei. Você quis que o Ui Jin-ssi fosse o líder do grupo e olha no que deu. Não posso tomar decisões pelo líder, hã? E sim, eu sei que a culpa não foi sua. Você não é dona da rede elétrica...Ainda, né? - Porque com o dinheiro que tinha, até podia ser. - Ya, não fala da minha meia! Eu não falo dos seus acessórios bem menininha, hunf.

Terminou o juk e olhou para a tigela.

- Tem mais? - A encarou com uma expressão quase pedinte. Ele ficava uma graça quando fazia essas caras inocentes. - Não que fosse “nooossa, que bifé maravilhoso”, mas estava ééé..bom...bom…

Passou a colher mais uma vez, raspando o que já tinha raspado e comeu. Era uma ironia e Hyemin entenderia bem isso..
(C) Ross


JAE KI - QUARTA-FEIRA. 9:33 P.M.


A resposta de Jaeki sobre domingo surpreendeu um pouco os dois. Sem querer, Yerin o encarou por um segundo e desviou o olhar, meneando positivamente. Beom Su suspirou.

- Araso. Eu vou mesmo focar nos meus desenhos, mas vocês podem ficar à vontade. Quando for minha parte - o acabamento, como tinham combinado antes - Eu me comprometo a fazer. Só que realmente preciso desses desenhos prontos até quarta e se eu não conseguir até domingo, farei nesse dia.

- Tudo bem, Beom Su-Yah. Fui eu que pedi para vir no domingo… - Yerin respondeu.

Uma vez tendo combinado isso, os três focaram no fim do trabalho para aquele dia e na pizza que comeriam. Aquela talvez fosse uma das pizzas mais gostosas que Jaeki já havia experimentado na vida. Claro que quando comia com seus amigos, havia todo um momento especial que deixava o sabor ainda melhor. Mas em questão de qualidade e textura, aquela deixaria sua marca e certa saudade no estômago dele.

Beom Su achou até bom que ele comesse tudo, porque Yerin comeu muito pouco e próprio garoto tinha seus limites também. Ele pediu para ver a foto que Jaeki tinha tirado e sorriu.

- Você estava certo mesmo. Que incrível. - O garoto brincou. - Com certeza teremos a nota máxima, afinal, somos o trio profissional! Alô, agência de arquitetura! Chama a gente!!

Yerin apenas o encarou e escondeu um meio sorriso com o pequeno escândalo dele.  Depois de se alimentarem bem, eles ainda deram um jeito no estúdio de Beom Su e partiram. O menino não se incomodou de ficar sozinho. O seu estúdio era seu refúgio e uma espécie de loft, na verdade. Ele não teria problemas nenhum em dormir ali, se fosse o caso.

De todo modo, Yerin e Jaeki seguiriam juntos até o lado de fora. A garota entrou no elevador, procurando por um canto e ficando extremamente quieta. Não era questão de timidez e sim de...não saber como lidar com o que tinha acabado de acontecer. Sempre sustentou aquela sua postura mandona e nunca abaixou a cabeça para nenhum garoto, encarando de igual para igual. Eles também nunca tinham sido gentis - no máximo, bem educados como era o caso de Dong Hee Kyung e seu grupo. - e ela não sabia lidar com gratidão para com estranhos de seu nicho.

Foi uma das viagens mais longas que ela fez de elevador, mas o silêncio não a incomodava. Ela quase sempre estava quieta, séria, observando as pessoas. Só que agora havia aquele peso, aquele grito mudo que envolvia os dois. Quando saiu do elevador e se aproximou da porta, ela se despediu de Jaeki com uma pequena mesura e caminhou na direção do metrô.

Não chovia mais, mas as ruas estavam encharcadas e havia aquela umidade no ar, um ventinho mais gelado. Yerin se encolheu um pouco mais, abraçando o case e andando rápido, mas com cuidado.

Estava nesse ritmo quando Jaeki se aproximou e puxou assunto com ela. Yerin arregalou um pouco os olhos ao ouvir o “que sorte” seguidos pelo “vamos pelo mesmo caminho”. Precisou de um segundo para entender que ele estava feliz porque não pegariam chuva.

- Ung… - Murmurou sem abrir a boca, praticamente.

Ajeitou sua postura e, vendo que ele seguiria ao seu lado, caminhou no mesmo ritmo que ele. O metrô ficava a dois quarteirões do estúdio e era uma área bem movimentada mesmo. Já era noite e as lojas nem davam sinais de que fechariam, além de ainda ter muito trânsito - com carros luxuosos - e algumas pessoas jantando em bistrôs.

Yerin o encarou com a pergunta intrometida, mas considerando tudo o que aconteceu, não podia simplesmente dar um fora.

- Ung. - Meneou positivamente. - Eu tenho motorista particular, mas hoje eu o dispensei. Não tenho problemas em pegar transporte público...Acho até melhor. - Admitiu. - Não pelo conforto, mas...pelo tempo. Não é como se eu quisesse chegar rápido em casa…

Considerando que ela tinha pedido para ir ao estúdio de Beom Su num domingo, talvez ela gostasse mesmo de ficar fora de casa.

- O título de rainha só fica no colégio…- Disse, de repente, considerando que uma rainha não andaria de metrô. - Não existem essas coisas fora daqueles muros. - Ajeitou o case em seus braços. - E nem fui eu que pedi isso, de todo modo. Mas também não é uma história que você vá querer saber agora...né?
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Won-Bin em Qua Out 17, 2018 12:41 am



Won ficou meio abobalhado imaginando uma massagem da Bomi. Se perdeu por um instante imaginando...sua mente nos últimos dias ia a lugares que nem imaginava. Um adolescente era um adolescente afinal.

-Eu vou ficar mal acostumado se me der massagens. Por favor continue - respondeu brincando - Eu aceito a ajuda haha

Da forma dela, sempre tentando ajudar de alguma maneira, era uma das coisas que mais gostava nela.

-Prevejo sol, calor e confusão em baixa quantidade para sua festa. Previsões de Won nunca erram - riu um pouco - Conto com o jeitinho então Wink Boa aula de dança. Saranghae minha Detetive

Com a eficiência de alguém com a motivação renovada Won terminou seus afazeres rapidamente e logo estava a caminho da segunda casa.
Foram só alguns meses mas a nostalgia bateu logo de cara: até o cheiro do dojo era o mesmo. Aqueles sons de treino eram como música para os ouvidos.

O Won de antigamente podia ter se intimidado com aquele grupo com hyeongs e seu rival Jin Hoo. Ficaria irritado com ele pela provocação. Mas diante de tudo que tinha enfrentado nos últimos meses, esse tipo de situação já não fazia parte dos medos de Won.

Ele estava diferente e quem o conhecia perceberia isso. Sua reação não era mais de baixar a cabeça e evitar o contato.

- Ora, ora...Quem é vivo sempre aparece, hã? Treinou bastante nas férias, Hwang?

-Sentiu a minha falta? - respondeu com um sorriso igualmente irônico - Olá, bom ver vocês de novo. Até você - disse olhando para o rival. Era quase divertido voltar àquela dinâmica de rivalidade com ele, principalmente agora que se sentia alguém mais confiante no geral.

Logo o próprio Mestre Baek surgiu, acompanhado de alguém que desconhecia. Prontamente mudou a postura e fez uma mesura respeitosa para o mestre, como não fazia a muito tempo.
O mestre parecia surpreso.

-Mestre Baek. Peço desculpas novamente pelos meus atos no passado. Conversei com meu pai ele permitiu que eu voltasse a treinar, como tinha solicitado. Peço que me aceite novamente, mestre - disse ainda na mesura, de forma respeitosa.

Era tão diferente do pedido de desculpas do dia fatídico: não se sentia humilhado e a postura de Won era diferente, como se tivesse voltado de um longo exílio como alguém mais sábio.
Won se recordava um pouco dos filmes de artes marciais onde o protagonista problemático saía de seu lar e ia treinar, debaixo de uma cachoeira, até voltar mais forte e preparado para enfrentar o vilão.

Mestre Baek de todas as pessoas poderia reconhecer que este Won não era o garoto que saiu com o coração despedaçado daquele dojo naquela noite.

A garota continuava olhando, curiosa. Ela carregava uma bolsa de treino...seria uma garota que lutava também? Isso era interessante, o dojo nunca teve uma garota treinando.
Mudanças aconteceram no dojo também pelo visto.

Won aguardava a resposta do Mestre, esperançoso de que poderia voltar de onde havia parado. Talvez melhor do que antes.

Wangjodragon

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Qua Out 17, 2018 1:42 am

WON BIN - QUINTA-FEIRA.
.

O retorno de Won Bin não foi de todo uma surpresa para os rapazes que treinavam ali. O Mestre Baek nunca tinha entrado em muitos detalhes do porquê ele ter se ausentado, apenas uma mão machucada, mas nunca foi num tom definitivo. Muito embora a conduta dele tenha sido gravíssima, aos olhos do Mestre, o maior castigo ele já tinha recebido: perdera muitas oportunidades de crescimento naquele ano e precisaria começar do zero.

Os meninos, incluindo Jin Hoo, já esperavam pelo retorno dele, em algum momento. O que eles não esperavam era a mudança que o menino sofreu ao longo daqueles meses de pausa.

Da última vez que tinham se visto de verdade, Won ainda era um menino tímido, acuado e com cara da garoto em transição. Porém, agora a transição parecia completa a ponto de chamar a atenção dos hyeong. Ainda era, obviamente, mais novo do que eles, mas ele tinha amadurecido e até mesmo suas feições estavam mais adultas.

Jin Hoo riu do comentário dele e tombou de leve a cabeça.

- Talvez. - Admitiu. - E eu realmente espero que você esteja em forma porque rival que se preze, tem que dar 100%. - Cruzou os braços. - Bem-vindo de volta, se é que você voltou pra ficar.

Deu espaço para que os outros também falassem. Todos os presentes pareciam contentes por tê-lo de volta - até Jin Hoo. A rivalidade deles era estranha. Eles não eram amigos, isso era fato, mas Won Bin já tinha sido testemunha que o hyeong não era tão babaca quanto costumava aparentar. O episódio envolvendo a arma ainda era vivo na mente deles e, naquele dia, Jin Hoo foi estúpido com Won porque ele também estava em perigo, mas no fim, ficou tudo bem. Só não soube o que aconteceu com aquele velho mendigo que estava num estado deplorável - até porque, ele nunca tinha visto o pai de Jae Ki para associar os rostos. Porém, ainda que não fossem amigos e não se bicassem, eles foram bons parceiros de treinos - porque os dois eram ótimos e conseguiam evoluir conforme aquela competição também crescia.

Por isso ele também estava feliz pelo retorno de Won.

A pessoa mais feliz, contudo, era o Mestre Baek. Ele não era de demonstrar muito de seus sentimentos, mas dava para ver no modo como se portava e até mesmo olhava, como estava feliz com o retorno dele.

Não era só por vê-lo ali, disposto a treinar, nem por ouvir as palavras ditas por Won. Era toda a aura que ele estava carregando agora. Mais maduro, mais responsável, eloquente e sem aquela timidez toda. Parecia...independente quase.

Araso… - Passou a mão pela longa barba. - Bom, se você cumpriu com o que foi pedido, não vejo porque não voltar. Se o Hwang permitiu, você é bem-vindo de volta...Mas…Sabe como são as regras, não é?

Havia um brilho quase maldoso no olhar dele.

- Prepare-se para testar seus reflexos hoje, Won Bin… - Aproximou-se dele e deu um “suave” tapão em seu ombro, quase que afundando o mesmo. - Ah...Estava quase me esquecendo. - Parou e olhou na direção da garota. - Os outros já a conhecem, mas esta é Baek So Bong, minha neta caçula. Ela treina desde os quatro anos de idade com o pai dela e agora que se mudou para Seul novamente, está aprendendo algumas coisas comigo. So Bong, este é Hwang Won Bin…

- Prazer em conhecê-lo, Hwang Won Bin-ssi. - Ela reverenciou numa postura perfeita e cheia de disciplina e voltou a encará-lo.

- Gaja, vão se arrumar porque o treino começará em dez minutos, mas vocês podem aquecer. In Ho, você comanda o aquecimento hoje.

- Eoh! - Reverenciou o mestre.

O dojo ia ficando mais cheio enquanto o horário da aula se aproximava. Ao topo eram vinte jovens entre entre 16 e 20 anos - naquele horário, pelo menos - sendo In Ho e o próprio Mestre Baek os únicos adultos presentes. Won Bin era o mais jovem de todos enquanto So Bong era a única mulher. Assim que ela saiu do vestiário, retornou ostentando sua faixa preta, ainda que não tivesse uma ponta colorida ainda.

Logo no aquecimento, Won perceberia que o corpo dele sofreria um bocado. Tinha ficado tanto tempo escola-clubes-casa, no máximo trabalho no café que os exercícios aeróbicos cobrariam seu preço depois. O corpo se lembrava de tudo, mas como dito, precisava voltar algumas casas antes de avançar de novo. Não estava nem ne metade e ele já sentia uma certa dose de cansaço - pelo menos comparado ao seu auge de alguns meses atrás.

Para sua sorte, contudo, os exercícios do dia eram focados apenas nas pernas. TKD envolvia mais chutes do que socos, mas para alguém que tinha recuperado a mão há pouco tempo, voltar a treinar usando pouco era quase que um alento. Baek queria que controlassem a abertura e o equilíbrio da base. Jin Hoo e So Bong se destacavam por motivos diferentes: ele tinha pernas grandes, por ser um garoto alto, mas dominava o equilíbrio e respirava perfeitamente para manter a pose pelo tempo exigido. Já So Bong, tinha uma elasticidade e velocidade invejáveis. Podia colocar na conta de que era menina, mas considerando que ela treinava desde os 4 anos e sendo neta de quem era, bom, ela não era boa à toa.

A aula corria bem, apesar de cansativa. O Won só não entenderia, ainda, onde seus reflexos seriam testados. Se relaxasse, provavelmente até esqueceria essa ameaça velada do mestre.
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Qua Out 17, 2018 9:25 am


- Tenho sim, é claro. Você achou que eu estava mentindo das vezes que eu falei isso? Então é bom andar na linha - balançou a cabeça também.

Antes aquele também era um assunto estranho para ela. Ter o telefone de Kim Go Eun apesar de toda a confusão entre eles.

Fez uma careta sobre a viagem de Jeju. Achou que era uma coisa que eram "obrigados" a fazer, pelo menos era ideia dele, e estava já pensando pelo lado bom, de visitar o caféd a Hello Kitty na ilha, mas tudo bem.

Tudo isso foi irrelevante quando ele começou com aquele papo esquisito.

- Qual é o problema dos meus unicórnios??? Foi você que insinuou isso! Briga de galo, é???? Sei!!! Olha só você todo assanhado para cima da amizade sincera da Yoon Bomi. Ela é a menina mais bonita do primeiro ano, talvez da escola, mas com certeza a mais popular, e você está querendo algo com ela? Aish, que pervertido...   - fez uma careta e balançou a cabeça, revirando os olhos por fim.   - A Bomi é legal com todo mundo. Não fique achando que você tem alguma chance com ela. Aish... jinjja...   - fez um bico. - Só porque acha que tem voz bonita... - fez como ele, imitando sem voz.

- Acho bom mesmo! É! Isso! Tenho mesmo. Um noivo. - cruzou os braços. - Mais velho, responsável. Adulto. E que deve gostar de Jeju - não soube por que falou aquilo, mas fez uma careta pra ele. - ... Babo. Como se tivesse alguma coisa pra mostrar. - resmungou, ainda de braços cruzados. - ... Eu ainda não acredito que você se tornou um pervertido... Jinjja...

Fez caretas para a risada dele, mas sentiu as bochechas queimando. Maldito. Sempre caía naquelas birncadeiras.

- Claro, você como líder ficou desmaiado no sofá. Ainda bem que temos um líder responsável de verdade, hm? ...Não sou, mas posso falar com o appa sobre isso (a rede elétrica) - balançou a cabeça, fora da realidade.  - Ei, qual é o problema dos meus acessórios? São fofos e me deixam fofinha. Eles transmitem meu charme especial. O que você tem do Hulk? - inflou as bochechas. Mal sabia ela...

Espiou o pratinho dele vazio e olhou a sombra panela no fogão. Fez cara de desintendida.

- ... Ah é? Se não ficou maravilhoso por que você quer mais então? ..... Você quer? - olhou de banda, interessada e feliz por estar gostoso aquele ponto. Conteve um sorriso e levantou, pegando o prato dele e saltitando até a panela.


Colocou uma concha só e colocou à frente dele.

- Se for bonzinho comigo, eu posso pensar em cozinhar de novo para você. Talvez. - fez uma pausa olhando para ele e... - Ou você pode pedir pra... Bomi - fez uma careta, mudando a voz para imitá-lo, e revirou os olhos, voltando para seu lugar e suspirou.

Não conseguia ser muito contida em seus sentimentos, simplesmente agia e depois ficava arrependida. Respirou fundo. Devia ser tudo muito esquisito para ele, mas pelo menos o menino não estava demonstrando isso, nem a estava tratando mal (pelo menos não fora dos padrões de provocação comuns)... Será que podiam se tratar assim a partir de agora? Lá fora isso não parecia possível, mas ela estava aproveitando aquele "presente" até os últimos instantes. Pelo menos, podia dizer que tinha sido legal ao menos uma vez e aquela oportunidade estava amenizando a culpa monstruosa que ela carregou durante aqueles dias.

Nunca seria o bastante, mas ajudava.


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Re: Capítulo 8

Mensagem por Won-Bin em Qua Out 17, 2018 1:15 pm



As consequências de suas ações não iriam embora e Won sabia disso. Mas apreciava como o Mestre pelo visto não havia contado com detalhes os motivos de sua saída para os garotos e como de certa forma havia preservado sua reputação ali fazendo isso.
Tinha mais uma dívida com o mestre e desejava mais do que tudo atender as expectativas dele.

Era um tanto legal ver como os garotos esperavam seu retorno e pareciam até felizes por isso. Won não achava que fazia tanta diferença para os outros além do Mestre. Graças a seu amadurecimento Won começou a perceber coisas que ele já tinha e nunca se deu conta.

O mais surpreendente foi ver aquela reação animada Jin Hoo. Não o suportava em muitos momentos, mas ao mesmo tempo em seus treinos e rivalidade ele era também alguém que o inspirava um pouco.
Diferente de como eram as coisas em Wangjo, ele era um cara com quem podia competir de igual pra igual, de forma justa. Isso parecia ter muito mais valor agora.

- Talvez. - Admitiu. - E eu realmente espero que você esteja em forma porque rival que se preze, tem que dar 100%. - Cruzou os braços. - Bem-vindo de volta, se é que você voltou pra ficar.

-Pode deixar, eu espero que não tenha relaxado comigo fora. Vai ficar feio perder pra mim de novo - provocou de volta do mesmo jeito animado - -Valeu. Sim, estou de volta - respondeu.

”Que estranho o mestre parece...feliz!?” pensou ao ver a reação dele as suas palavras. O que exatamente o agradou? De qualquer a forma a resposta foi o suficiente para que finalmente pudesse estar oficialmente de volta.

”As regras. Santo ShenLong, eu to morto” pensou já imaginando que ia ser moído hoje.

- Prepare-se para testar seus reflexos hoje, Won Bin… - Aproximou-se dele e deu um “suave” tapão em seu ombro, quase que afundando o mesmo.

Assentiu com a cabeça e deu um sorriso, meio nervoso. O tapão ainda era bem pesado, quase tinha se esquecido como o Mestre era forte.


Em seguida o mestre matava a curiosidade sobre a garota.

Ah...Estava quase me esquecendo. - Parou e olhou na direção da garota. - Os outros já a conhecem, mas esta é Baek So Bong, minha neta caçula. Ela treina desde os quatro anos de idade com o pai dela e agora que se mudou para Seul novamente, está aprendendo algumas coisas comigo. So Bong, este é Hwang Won Bin…

”Ah! Neta do Mestre Baek!? Não acredito!” pensou. De repente a garota parecia ter outra aura. Se ela treinava desde pequena ela deveria conhecer a técnica Baek de ponta a ponta. Os olhos de Won brilharam por um instante e respondeu com o mesmo respeito:

-Prazer em conhecê-la

Já imaginava o quão boa era a garota. Será que ela conseguia enfrentar os caras mais velhos? O quanto da técnica Baek ela adaptava ou modificava? A mente de Won estava no modo nerd-das-artes-marciais a todo vapor.

Finalmente Won poderia treinar. Estava tão empolgado que até se esqueceu que seu condicionamento físico não estava nada próximo de quando machucou a mão. Estava se cansando com o que antes era só aquecimento para ele.

Aproveitou para olhar um pouco como andava a técnica de Jin Hoo e como a neta do mestre estavam: o rival com certeza já estava 100% recuperado do machucado que teve antes, aproveitando sua altura ao máximo. So Bong tinha uma velocidade e agilidade que até ele invejava, sendo que não era alguém tão alto essas habilidades eram essenciais no seu estilo.

Tudo corria bem e apesar do cansaço…

”Que estranho, eu achei que o Mestre Baek ia me moer no rolo compressor mas eu to até conseguindo respirar”

Tinha impressão de que a surpresa viria para o final mas acabou nem pensando nisso. Estava tão feliz por poder estar de volta que achou que não teria muito mais dificuldades no treino.

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Dong Hee Kyung em Qua Out 17, 2018 2:37 pm



- Em outras palavras, vai perder o crescimento do seu irmãozinho? Oh não se preocupe se for, irei me encarregar de estraga-lo apropriadamente.

Se referia a ensinar sobre heróis, HQs, jogos e essas coisas nerds. A fala saiu calma mas havia uma preocupação real embutida nela: Stella não iria cuidar do irmão? Ou será que existe algo que Hee Kyung ainda não sabe a respeito da família de diplomatas.


- Você tem amigos lá, não é? Vai matar as saudades, viagens são assim mesmo. Apesar do tom quase emocionante que vinha da meia canadense, Hee Kyung não podia deixar de lembrar de alguns pequenos detalhes.

Logo depois ela diz que não iria fugir pois se via confortável lá, era o pensamento de quem planejava isto já a algum tempo. Dong não poderia culpa-la afinal Wangjo era um antro de pessoas complicadas, e o ser humano quando tem poder nas mãos é capaz de atos atrozes.

- Então eu estou um pouco a sua frente haha, pelo menos desta vez. - Ele sorriu - Você mostra nas palavras que ia de um jeito ou de outro, eventualmente. Vejo isto como uma razão para prosseguir com o projeto. Sua inspiração é benéfica não enxergue a de outro modo. Wangjo mexeu com você e muitas outras pessoas, o que eu desejava é que todos, ou quase todos, não tivessem uma experiencia traumática ou desagradável na instituição.

Dessa vez ele fintou um pouco a xícara do expresso já quase vazia de tanto ele golar. - Uma das coisas ruins em crescer é que você precisa se acostumar a perder pessoas que gosta. Seja pela distancia, por desavenças sociais ou algo mais trágico.

Sorriu mas sem o mesmo charme de antes, já que no rosto havia um semblante mais triste.

- O que você quer de mim afinal? Que eu diga para ficar, isso mudaria alguma coisa? Acha que já não pensei em ir embora daqui, para o Japão ou qualquer outro lugar? É claro que pensei, só que nem tudo é sobre o que eu quero, a minha família precisa de mim, também.

Indiretamente, estava falando da família dela igualmente.



Quinta Feira  6 :23 PM

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Qua Out 17, 2018 2:59 pm


Com o trabalho bastante adiantado, eles resolveram como fariam para terminar. Jae se propôs até a dar uma passada no domingo, não daria motivos para que depois Yerin ficasse espalhando que ele não tinha ajudado no trabalho e outras coisas mais.

Quando tirou a foto do projeto para poder admirar em casa, Beom-su fez um comentário engraçado que acabou fazendo Jae-ki rir. Acenou com a cabeça mostrando que também concordava com isso.

O trabalho em grupo não tinha sido tão ruim quanto ele pensou, apesar de ser um metido esnobe, Beom-su não era difícil de lidar. Já sobre Yerin, podia se dizer que as coisas ficaram mais em paz após a chuva.

Por mais improvável que parecesse, no final de tudo, Jae-ki andava para o metrô ao lado de Yerim. Ele estava bastante curioso, e acabou perguntando porque ela não estava com seu motorista ou algo assim. A resposta dela o deixou pensativo. Uma patricinha pegando metrô e não querendo chegar logo em casa? Provavelmente ela morava em uma mansão, com um computador super potente, uma televisão gigante, uma piscina, talvez até uma banheira de hidromassagem. O único motivo que ele conseguia pensar pra isso é que talvez ela tivesse aborrecido os pais e iria levar bronca.

- Araso... Achei que garotas assim tinham nojo do metrô. - Disse com uma expressão pensativa - Mas é estranho... Você deve ter um super quarto... Esquece, não é da minha conta.

Jae podia até querer entender o motivo dela não querer ir para casa, mas não era da sua conta. Além disso, Yerin não era nada sua, nem amiga, no máximo inimiga. Continuaria andando em silêncio, mas foi pego de surpresa quando ela comentou aquilo do seu título. Mas não entendeu onde ela queria chegar, Jae imaginava que por ser rica, Yerin continuaria a ter o mesmo tratamento fora da escola também. Talvez só não o mesmo apelido. O questionamento dela o deixou curioso, por um lado não queria papo com ela, mas por outro queria muito saber o que era.

- Ué, não tô interrompendo, se quiser continua...


Caminho do metrô

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Qui Out 18, 2018 3:01 am

HYEMIN QUARTA-FEIRA.


Joo Hyuk não respondeu sobre o fato dele ter o número de sua mãe. Não queria discutir isso com ela, preferia perguntar diretamente para sua mãe depois. Focou mais nas trocas que vieram por conta das provocações.

- Unicórnios representam ingenuidade, não é? Pois não parece com você porque sua mente já está muito avançadinha para quem vive dizendo que esses bichos existem! Eu não disse isso, estava focando mesmo na briga de galo! - Nem ele acreditava nisso, mas fazia uma cara de cínico bem convincente. Melhorou ainda mais quando ela falou de Bomi. Agora sim seria um grande cretino, até suspirando com a imagem mental. - Ne, concordo com você. Ela é mesmo linda…

Suspirou, apoiando o queixo na mão.

- Deve ser a garota ideal de metade do colégio. Aigo.. - Suspirou, levando a mão ao peito, bem teatral. -E ela é tão legal...Devia ser um crime! Para sua informação, é claro que tenho chances com ela! Nós temos química, nunca ouviu a rádio não?

Ridículo. Controlou a expressão e observou com atenção a dela. Ela falou do noivo e Joo Hyuk eliminou o filtro naquele momento.

- Eu tenho muita, muita coisa para mostrar, mas só para meninas como a Bomi-yah, não para as comprometidas e mimimi, meu noivo super adulto, sério e chato. - Terminou seu mingau. - Você que virou uma pervertida. Posso ver as bochechas coradas mesmo com pouca luz.

Retrucou na mesma medida até que entraram sobre o assunto do líder do grupo.

- Estava passando mal e eu não sou o líder do grupo! E que líder responsável é esse incapaz de chegar na hora certa? Aish, jinjja… - Revirou os olhos com as coisinhas fofas que ela declarava combinar com ela. - O controle...Porque é cada rage que eu seguro que você não faz ideia.

Indicou que tinha acabado seu mingau e perguntou se tinha um pouco mais. Fez pouco caso do sabor, mas ficou satisfeito quando ela voltou com mais uma concha em sua tigela. Os dois puderam aproveitar um jantar calmo, apesar das constantes trocas que faziam.

Quando começaram a se preocupar com um possível silêncio, a luz voltou no bairro de Joo Hyuk. O garoto recolheu a louça para lavá-la e depois sugeriu que tentassem adiantar alguma coisa. Pediu para ver o que ela trouxera de casa, afinal, e aproveitaram algumas coisas aqui e ali. Seria um momento para que a mente criativa de Hyemin ajudasse a racionalidade de Kim para transformar a ideia abstrata em algo concreto. Mesmo sem Ui Jin, eles precisavam avançar alguma coisa.

Infelizmente, a ausência do líder e o período sem luz tinha afetado um pouco o ritmo da maquete, mas nada impossível de recuperar. Diferente do que a menina tinha imaginado no início daquele dia, o trabalho não tinha sido tão ruim assim. Foi quase agradável.

Yerin não respondeu às mensagens dela porque ainda nem tinha recebido. Estava sem bateria, mas provavelmente a responderia tão logo estivesse em casa. Não haveria, de todo modo, muito espaço para preocupações agora.

Por conta do passar das horas, Joo Hyuk ofereceu mais aperitivos gostosos - e práticos - que sua mãe tinha colocado na geladeira para os convidados. Já era um pouco tarde quando decidiram que precisavam encerrar as atividades por hoje.

Hyemin podia perceber que a mãe de Kim também era bastante ausente. Não que fosse uma mãe ruim, mas parecia trabalhar tanto quanto seu pai. Ele provavelmente ficava sozinho na maior parte do dia, mas num lugar muito menor do que o palacete dela. Kim arrumou as coisas e colocou a maquete em construção num lugar seguro de desastres. Acompanharia a menina até a saída para se despedir.
(C) Ross


HYUN HEE - QUARTA-FEIRA.


Chaeyoung acompanhou o namorado naquela risada divertida quando ouviu seu comentário. Meneou negativamente, mas achou fofinho a impressão que ele tinha dela. Explicou que só ficava angustiada com aquele tipo de filme e passava a ter medo das coisas mais simples.

Completou perguntando se ele já imaginou se fizesse um filme sobre joaninhas assassinas. Como conseguiria manter seu apelido depois de um filme desses?! Os dois acabaram dando mais risadas até que chegaram ao cinema para escolher o filme. Depois da declaração de que ela não tinha medo de filme de terror, eles foram colocados à prova porque, de fato, havia um título desses como opção.

A garota realmente não se incomodou, até porque estava mais distraída com o cheiro da pipoca. Tentou disfarçar, mas foi pega no flagra pelos atentos olhos de Hyun. Mordeu o lábio internamente e sorriu de novo. Levou a mão livre até as bochechas, fazendo um grunhido de vergonha, mas não negou que queria mesmo a pipoca e sim, era um poço sem fundo. Corou quando seu oppa foi atrás de seu pedido e agradeceu ficando na pontinha dos pés e dando um beijo breve e delicado em sua bochecha.

Com os ingressos em mãos - assim como pipoca e bebidas - eles foram até seus lugares reservados: confortáveis poltronas de encosto alto para casais. O cinema era muito bonito, uma sala de última geração, projetada para deixar a experiência mais realista. Um filme de terror deveria ser algo surreal ali.

Porém, não passou nem dez minutos de filme para que Chaeyoung entendesse que estava na estrada do mal caminho. No início, ela até tentou se concentrar, olhando para a tela e comendo sua pipoca. Mas o filme começou muito parado e em cores com baixa saturação, dava um pouco de sono até. Ou era ela que não sentia o mesmo medo e ansiedade de pessoas que esperavam um susto a cada cena.

Deu um pequeno suspiro e observou quando ele afastou o pote de pipoca dela. Fez um beicinho porque não aguentou comer tudo e não queria que ele achasse que estavam desperdiçando. Olhou para ele como se quisesse se explicar, mas Hyun só fez um carinho em sua bochecha, como se dissesse que estava tudo bem. Chaeyoung relaxou, encostando a cabeça em seu ombro, recebendo os primeiros dengos. Parecia que estavam vendo um filme de romance pelas carinhas que faziam. Até que ele a chamou, atraindo sua atenção de novo e a encarou...perto demais. E com aquele olhar que a tirava do centro.

As bochechas coraram, dessa vez muito além da vergonha por ser uma comilona, era o sangue que corria mais rápido por seu corpo graças ao coração acelerado. Foi abaixando o olhar, acompanhando a aproximação dos lábios dele até que fechou, os longos cílios se encontrando com os cílios inferiores.

A única interrupção que eles tiveram foi de um sustinho leve por conta de uma música mais alta ou grito da protagonista. Até olhou meio revoltada para a tela como se estivesse interrompendo algo importante, mas logo voltou para onde tinham sido interrompidos.

Foram beijos diferentes dos anteriores que eles tinham dado. Não havia testemunhas no meio daquela escuridão nem a aura de tristeza de um hospital - ainda que o jardim fosse um lugar bonito. No escurinho, ela conheceu uma nova face dele e não seria mentira dizer que gostou do que conheceu. Ela também estava se descobrindo porque nunca esteve num relacionamento amoroso antes. Juntos eles encontravam os pontos que eram permitidos e os limites que ainda não podiam passar.

De repente, as luzes voltaram e ela estranhou a súbita claridade. Ainda não era total, apenas parcial, típica de quando o filme acaba e as pessoas começam a sair. Encarou Hyun meio confusa e olhou para a tela enquanto os créditos subiam. O que? Eles tinham perdido o filme inteiro??

Se estava preocupada com o desperdício da pipoca antes, agora ela estava era achando muita graça dos impulsos deles. Não havia mais batom nela enquanto Hyun parecia um pouco mais rosado do que o normal.

O cabelo também estava super bagunçado, uniforme amassado...Coçou a nuca antes de se levantar e logo o encarou com outra risada cúmplice enquanto saíam do cinema. Chaeyoung estava meio zonza, mas abraçou o braço dele enquanto davam mais uma volta pelo shopping para encerrar o dia deles.

Encontraram uma área boa para tirarem fotos e fizeram algumas selcas aproveitando o longo braço dele para isso. Não chegaram a encontrar uma máquina com fotos automáticas, mas a de bichinhos apareceu. Ela quis um dos monstrinhos e precisaram de sete tentativas até conseguir pegar um - ela desistiu de escolher um específico quando percebeu que qualquer um já seria uma grande vitória. Agarrou o bichinho bem bobona e tirou mais algumas fotos com seu filhote.

Enquanto tudo isso acontecia, o Secretário Lee já estava à postos no shopping, tomando um café bem tranquilamente. Avisou ao patrãozinho que já estava esperando pelas ordens dele e que iria chover muito, por isso levaria os dois para casa. Não seria conveniente seguirem para casa de outra forma.

De fato, quando os dois terminaram seu passeio, Han Jae foi até os dois para guiá-los até o carro. Tinham se passado cerca de seis horas e assim que eles pegaram o trânsito, começou a chover. Eles sofreriam um pouco com alguns engarrafamentos pelo caminho, mas Han Jae buscou por rotas alternativas e dirigiu com bastante segurança. Era tão confortável que pelo espelho viu que a menina adormeceu no ombro do namorado. Esboçou um pequeno sorriso cúmplice com Hyun Hee até que chegaram à mansão Park.

Han Jae entregou um guarda-chuva para Hyun Hee para que acompanhasse a namorada e ficou esperando dentro do carro mesmo. Quando voltassem, poderiam conversar sobre o almoço dele com o menino.

O Secretário revelou que tudo correu bem, dentro dos conformes. O menino era muito desconfiado, mas os dois souberam falar a mesma língua. Era inteligente e tinha até dado algumas ideias interessantes para resolverem os probleminhas deles. Achou a aliança boa para Hyun Hee e agradeceu pelo almoço que ele patrocinou.
(C) Ross


JAE KI - QUARTA-FEIRA.


O argumento sobre o metrô, fez Yerin encará-lo achando estranho o comentário. Esse era o tipo de visão que ele tinha dos herdeiros? Ela nunca tinha visto problemas em usar transporte público, principalmente o metrô - era rápido, impessoal, sem o olhar de alguém tomando conta de cada um de seus passos. Talvez achasse isso porque nunca foi para áreas mais populares de Seul ou da Coreia como um todo. Mas até o momento, não tinha porque ter ranço do transporte.

Estava pensando naquela palavras - “estranho” - quando a ouviu da boca de Jae Ki. Ela tombou um pouco a cabeça e logo deu um riso meio cansaço. Do tipo “puff..” que escapa como algo incrédulo. Não entendeu a linha de raciocínio dele, nem porque ele havia citado seu quarto.

Até que o encarou uma segunda vez.

Observou suas roupas, principalmente. Até o momento, só sabia que ele era um bolsista muito do mal educado - gostava de escândalos, brigava, se metia em confusão, era arrogante e passava a impressão de gangster, segundo Hyemin. Aquela era a primeira vez que o via com roupas normais. Não era uma expert em moda, mas sempre diziam que os sapatos esclareciam muito sobre a pessoa.

Juntando a aparência dele à sua ideia de uma maquete reciclada e o comentário sobre o quarto grande, ela suspirou e ajeitou o case em seus braços mais uma vez. Não sentia pena dele, mas levantava algumas hipóteses em sua cabeça - e inteligência era algo que Yerin tinha de sobra, ainda que tivesse ido muito mal no ranking do colégio. Suas observações foram feitas de modo discreto, sem deixar transparecer julgamento ou coisa do tipo - muito menos pena.

Só resolveu que não falaria dos contra sobre sua casa porque não parecia muito balanceado ali. O problema é que o motivo de não gostar de sua casa não era bem o tamanho, o luxo e afins...Eram as pessoas. No caso, a pessoa.

Não entrou no mérito e comentou que não era uma rainha fora do colégio. Além de ser uma ranking 2, ela andava de metrô como os meros mortais. Achou que ele não fosse querer ouvir sobre isso, mas se surpreendeu com a resposta.

- É..Eu me pergunto porque não está… - Interrompendo, no caso. Mas suspirou e disse. - Resumindo, eu entrei no colégio e ganhei o título de rainha porque foi me dado. Eu só quis me impor e proteger uma pessoa. - Não era difícil imaginar quem. - Eu fiz isso e ganhei o título. E o apelido...Rainha do Gelo, Rainha sem coração…

Suspirou, tombando um pouco a cabeça, olhando o caminho ao invés de Jaeki. Sua expressão ficou distante ao ouvir o que ela mesma dizia. O apelido veio por causa dela também, porque não demonstrava sentimentos ou arrependimentos. Era sempre séria ou raivosa, nunca sorridente, frágil ou triste. Pelo menos para a maioria das pessoas.

Jaeki percebeu que ela engoliu em seco antes de suspirar e voltar a si. A história tinha acabado porque ela não quis entrar em detalhes. Não era porque aquelas coisas tinham acontecido que eles eram amigos ou íntimos, não é? Mas a verdade é que ela quis falar mais, só perdeu a coragem. Lembrou-se de algo que ele disse outro dia, sobre se importar com a opinião dele. Realmente não se importava.

Abaixou a cabeça, apoiando o queixo no case e quando chegou na estação, provou que realmente andava por ali. Retirou o cartão com passagem acumuladas e passou pela roleta. Hesitou um pouco, parando e apontou a direção que iria, era oposta a dele, mas não sabia disso.

- Hm...Então...Até amanhã. - Fez uma suave mesura de novo e manteve o olhar abaixado. Mesmo assim, ela não saiu imediatamente e comentou. - Ahm...Fizemos um bom trabalho, hm? E se você não quiser vir no domingo, não precisa, de verdade. Eu só...porque...eu não… - Franziu um pouco mais as sobrancelhas, envergonhada. - Eu não dei o meu melhor. E tenho o domingo livre. Você...não precisa mesmo se esforçar para ir…

Engoliu em seco e o encarou, finalmente.

- Enfim…-  Começou a se virar. - Obrigada…

Não disse exatamente pelo que e começou a caminhar até a escada para descer até sua estação. Os dois ficariam paralelos, divididos pelos trilhos e plataformas. Yerin evitava olhar na direção que sabia que ele estava, mas quando parou, ele estava do outro lado - era a altura que eles usavam para entrar no vagão por conta de proximidade com escadas e esse tipo de macete.

Ela o encarou do outro lado por tempo o suficiente até que o trem dela chegou e ela embarcou. A plataforma dela ficou vazia, mas Jaeki ainda tinha um problema consigo...a jaqueta dele estava com um perfume diferente.
(C) Ross


MISOO - QUARTA-FEIRA.


Misoo tinha passado por uma das piores experiências físicas de sua vida. Vomitar não era legal, passar fome também não, mas aquelas reações geradas pela milagrosa pílula entregue pela unnie parecia algo de outro mundo. Não era loucura achar que tivesse morrido quando o trovão lá fora a acordou.

Como poderia ter sobrevivido, afinal?

Porém, aquele super mal estar tinha ido embora e agora ela só sentia...mal por conta do suor que tomou conta de seu corpo. Parecia que seu organismo tinha colocado para fora muita toxina através de seus poros e ela necessitava urgentemente de um banho. Mais do que isso, precisava loucamente de água! Sua garganta estava extremamente seca como se não bebesse água há dias.

Os primeiros goles não foram o suficiente para saciá-la, mas deu o gás para que ela conseguisse tomar o seu banho.

Havia muitas dúvidas sobre aquele remédio, mas uma certeza já era presente: não sentia fome. O que era algo impressionante, considerando que mal tinha comido naquele dia. Sendo ainda mais ousada, podia nem comer a batata doce que estava liberada para o jantar porque realmente não estava sentindo a necessidade disso. Água, por outro lado, era de suma importância.

Em uma hora, ela teria bebido mais de um litro de água e a ansiedade estava crescente dentro de si.

Tinha feito uma série de questionamentos antes de tomar aquilo, mas mesmo assim pagou para ver. Agora precisava esperar pelos resultados ou quem sabe as consequências. Teria sido mesmo uma boa escolha? Bom, a fome não existia mais e talvez fosse um pequeno alívio não precisar vomitar naquele dia.

Enquanto estava em seu transe, sua mãe e irmã voltariam das compras. Estavam carregando sacolas e mais sacolas de compras e pareciam ter superado grandes obstáculos na vida: afinal, caía o mundo lá fora, mas as sacolas chegaram intactas. Assim que as duas a identificaram, pareceram animadas por vê-la. Diferente das outras vezes que sua presença foi completamente ignorada, dessa vez a mãe correu até ela com duas bolsas dedicadas a ela.

Mesmo sem que Misoo pedisse, a mãe aproveitou a ida ao shopping com MinJi para comprar algumas opções de looks para a festa na piscina. O mais impressionante, dessa vez, era que Misoo perceberia que a mãe respeitou seu estilo e suas cores. O tamanho era a única coisa que a preocupava, porque com a visão distorcida que tinha de si mesma, ela achou que logo o que ela tinha achado mais bonito provavelmente não caberia.

Todas as peças eram de extremo bom gosto e conversavam entre si. Misoo precisaria de umas cinco festas na piscina ou praia para usar tudo aquilo.

Não obstante o fato da mãe ter comprado coisas para ela, também houve outra surpresa: a maioria das peças foram MinT quem escolheu. Naquele momento, a garota talvez pudesse achar que tinha mesmo morrido e agora vivia num sonho onde a mãe e a irmã agiam como pessoas normais com ela.

O sonho acabaria quando a mãe tocasse no nome de Jung Mi. Todo o esforço tinha sido porque ela ainda achava que os dois namoravam e que a filha precisava fazer boa vista ao lado do namorado. Antes que ela fosse capaz de contar a verdade, elas foram guardar suas próprias compras.

Uma certa tristeza tomaria conta de Misoo e, apesar dela não sentir fome, talvez a compulsão falasse mais alto.

A quarta-feira tinha sido muito ruim, de muitas formas. Sem suas amigas, humilhada na aula de moda, sem treinos por conta do tempo, o remédio que a fez passar mal, sua mãe dando esperanças e as retirando quase que no mesmo tempo. Era uma vida muito triste, mas ela ainda precisava se manter otimista pelas pessoas que a amavam.

Será que conseguia listar todas elas?
(C) Ross


HEE KYUNG - QUINTA-FEIRA.


Hee Kyung fez uma pergunta que deixou Stella meio desconcertada. Sim, perderia o crescimento de seu irmãozinho e isso a magoava, mas a diferença de idade entre eles já indicava que ela precisaria cuidar de sua vida e deixá-lo ainda pequeno para trás. No entanto, ainda assim era um pouco doloroso visualizar o quadro de sua família enquanto ela estava do outro lado do mundo.

Piscou lentamente ao ouvir sobre os amigos, ainda controlando o nó que se formava em sua garganta. Sim, tinha amigos no Canadá - e na França - mas não mantinha contato com todos como na época em que viveu por lá.

Nesse momento, ela também pensou se isso aconteceria com Dong. Será que ele viraria um dos amigos que ela não tinha mais contato? Viraria apenas uma lembrança e não mais uma presença? Talvez acabasse sendo melhor assim…

Os motivos dele eram nobres e ele parecia irredutível em sua decisão.

Sentiu uma pequena falta de ar por conta da pontada que recebeu no coração quando ouviu sobre as consequências de crescer. Chegou até a abaixar um pouco a cabeça enquanto uma lágrima nem chegou a rolar pelo rosto, pingou direto em seu short por conta da posição que ela tomou.

Passou o dedo discretamente pelo olho, mas estava evidente a cara de choro dela. Foi uma tentativa frustrada em esconder o óbvio.

- Ung. - Disse meneando positivamente. - Parte de mim, queria ouvir isso sim. - A voz saiu um pouco trêmula por conta da força que fazia para falar. - Mas...Não acho que mudaria alguma coisa.

Engoliu em seco e soluçou um pouco. Começou a tatear a bolsa para buscá-la e apertou as alças em suas mãos.

- Você acabaria sabendo de todo modo. Estou avisando antes para que não seja pego de surpresa depois das férias...Se tudo correr bem, eu devo ir até o fim de Agosto…

Antes mesmo do aniversário dele, em Setembro. Não estava em condições de terminar a conversa ali porque que se sentia mal consigo mesma - em parte pelas expectativas, em partes por se sentir uma covarde, culpada. Mas ela não queria mesmo era desmoronar na frente dele. Isso seria humilhante demais.

- Eu agradeço pelo seu tempo, Hee Kyung-ssi… - Voltou a chamá-lo do modo formal. - Mas eu preciso ir agora. Miane…

Abaixou um pouco a cabeça para se despedir e pegou o valor de sua bebida para pagar antes de sair. Não responderia mais às palavras dele porque mal conseguia respirar no momento, quanto mais falar. Fez uma última mesura e saiu, deixando-o em paz - ou não - com os próprios pensamentos.
(C) Ross


WON BIN - QUINTA-FEIRA.
.

O treino correu melhor do que o esperado. Apesar do corpo dele sofrer com coisas que não sofria antes, o ambiente e as pessoas o motivavam a dar o seu melhor. Estava muito feliz e acumulando mais uma memória - o retorno do dragão verde. Precisava contar para seus amigos e Bomi no dia seguinte. Claro, se conseguisse sair da cama e pedalar até o colégio.

O Mestre Baek não mentiu ao dizer que ele teria que passar pelo teste de fogo.

Depois de repetirem os golpes daquele dia, faltam cerca de vinte minutos para o fim da aula, o Mestre mandou que os alunos formassem o famoso ringue. Muitas coisas podiam surgir disso e Won tinha certeza de que dessa vez, o seu nome fatalmente seria escolhido.

Não deu outra: O mestre Baek indicou Won para que ficasse no centro do círculo que os alunos formavam ao redor do tatame. Bateu nos ombros dele e declarou que como tradição de retorno, Won precisaria passar pelo teste dos reflexos. O mestre o vendou e o girou algumas vezes, tirando um pouco de sua coordenação. Apontou alguns elementos para que se levantassem e o objetivo era bem simples: desviar e/ou contra-atacar. Tonto e de olhos vendados.

Para começar, foi dificil de calcular quantas pessoas tinham se levantado e, principalmente, quem. Para facilitar ainda mais a situação, quem não foi chamado ainda fazia barulhos e não deu mesmo para saber quanto eram. O mestre Baek começou a falar números aleatórios e Won não perceberia de inicio, mas era ou a sequência de chutes que ele receberia ou a quantidade de pessoas que o atacariam na mesma vez.

Ao mesmo tempo em que era excitante por se sentir num filme, era injusto porque era uma pequena tortura. Won até poderia tentar se defender ou desviar, mas demoraria três minutos inteiros para entender a sequência que Baek dizia. Seriam dez minutos nessas trocas. Quando ele conseguiu encontrar uma lógica, ele se sairia melhor, mas ainda assim, sairia com vários roxos pelo corpo e ainda mais dolorido do que antes.

Os chutes tinham melhorado assim com o soco, mas um deles era novo - mais preciso e técnico do que os outros.

Quando o tempo chegou ao fim, o mestre encaminhou a aula para o fim. Exercícios para relaxar o corpo e tirar a tensão que o treino trouxe. Naquela quinta-feira, seria impossível para Won ficar mais de um treino, mas para um retorno, estava bom o bastante.

No fim da aula, Baek demonstrou mais uma vez que ele era bem-vindo e que estava feliz por vê-lo.

Já a lição sobre o ringue…

- Isso é para que você pense duas vezes antes de entrar numa briga de novo. Você não precisa se arriscar para que dez pessoas batam em você. Eu posso fazer isso, hm? - Disse com um sorrisinho ridículo. - Também serve para que veja que seus amigos de treino evoluíram, estão mais fortes enquanto você estabilizou e até mesmo regrediu… - Lamentou. - Volte à disciplina de antes, Won Bin...Tenha um foco novamente e vamos construir uma nova história, hm?

Porque o Mestre não acreditava muito em recuperar tempo perdido. O tempo não pode ser recuperado. Só existe o daqui pra frente e não o que passou.

Won ainda teria que encontrar forças para pedalar até sua casa, mas talvez a ideia de Bomi e massagem fossem um sonho que ele pudesse acreditar e abraçar, ainda que mentalmente.
(C) Ross


SUNNY - SEXTA-FEIRA.


Taemin parou no instante em que sentiu a mão de Sunny sobre a sua. Travou no mesmo lugar - incapaz de mover qualquer músculo de modo voluntário porque a mente havia bloqueado qualquer mensagem. Olhou na direção das mãos unidas e engoliu em seco antes de, finalmente, voltar a se virar para ela e encará-la.

Havia uma grande convicção dentro dela ao dizer que ele estava errado.

Se estava mesmo, por que ela não o escutou ainda agora e o parava?

Franziu as sobrancelhas grossas quando ela apertou mais sua mão, dando ênfase ao “tudo” o que ele dizia. Manteve o olhar fixo no rosto dela enquanto ela continuava se munindo de uma coragem que ele nem sabia de onde ela tirava para desafiá-lo.

Será que ficava evidente que ela conseguia desarmá-lo? Se fosse qualquer outra pessoa, ele simplesmente puxaria a mão para longe e amaeaçaria antes de sair andando e deixar alguém falando sozinho. Contudo, Sunny parecia ter uma força sobrenatural que dominava seus impulsos mais agressivos e também fazia com que ele a escutasse.

Contudo, algo que Sunny perceberia era a ausência de revides. O garoto que geralmente a provocava de volta, dessa vez só a encarava com uma expressão extremamente séria, mas que pelo menos parecia escutar. Porque ele reagia, piscando e olhando para o que ela indicava. Na verdade, o toque dela também o fez se calar. Tanto que assim que ela o soltou, ele soltou um pesado suspiro, relaxando os ombros.

Olhou a folha rasgada de qualquer jeito. Pensou em amassar e jogar nela, mas ao invés disso, percebeu o movimento que ela fez. Ele a impediu de continuar. Não queria que ela ultrapassasse os limites de novo e preferia a distância.

Ele dobrou a folha na frente dela e enfiou de qualquer jeito na mochila - não era como se fosse um trabalho cuidadosamente feito, afinal. Colocou a mochila de novo nas costas e deu meio passo, sem dizer absolutamente nada para ela. Apesar de Sunny poder sentir a textura da mão dele na ponta de seus dedos, ela sentiria saudade daquela voz.

Sunny não precisaria voltar até o local onde as amigas estavam, porque Lee Hi foi ao seu encontro. Quando Hyun apareceu até Chaeyoung, Lee Hi preferiu deixá-los à sós e caminhou até Sunny. Encarou de modo preocupado por conta da cena que tinha acabado de testemunhar. Não bastava Jung Mi, agora estava de conversa com o irmão de uma das insuportáveis do 2º ano? Queria muito aconselhar a amiga mais nova, como uma boa unnie faria. Mas...Não se sentia com moral com isso.

Apenas torcia para que ela não se machucasse ainda mais...como a própria Lee Hi havia se machucado.

Na sexta-feira, Sunny cuidaria do balcão dos livros. Era algo mais calmo, justo quando ela precisava ocupar a mente. Apesar da última semana ter sido um inferno, foi a última interação com Taemin que ficou marcada em sua mente. Foram quatro dias sem trocaram uma única palavra sequer e, de repente, ela sentia uma ansiedade esquisita..o peito não parecia caber dentro do corpo. Não era o mesmo fascínio que sentira por Jung Mi, mas por que precisava tanto falar com ele? De sua atenção? Por que sentir saudades das implicâncias e até de sua voz?

Também não dava para comparar com a amizade que tinha com Joo Hyuk.

Então...O que Taemin era, afinal? Seria apenas gratidão?

Sendo ou não, era um motivo a mais para que ela quisesse se cuidar um pouco para o sábado. Quando chegasse em casa, ela teria que escavar no armário para encontrar algo apresentável. Não era uma praia em família, era uma  festa. E não qualquer festa...Festa com pessoas do colégio. Qual seria o look perfeito, afinal? Será que conseguiria?

Caso ela ficasse muito desesperada, Chaeyoung mostraria algumas opções novinhas em folha que tinha - considerando o tamanho do closet dela, não era de se admirar que ela tivesse peças nunca antes usada. Se Sunny preferisse uma de suas roupas, ela podia ir até a Residência Park para se arrumar no dia seguinte.
(C) Ross




ALGUMAS INFORMAÇÕES:

- Vocês tem até sexta-feira de manhã para responderem aos seus encerramentos, pois quero começar a escrever a festa na sexta-feira à tarde.

- Será permitido dar as intenções para sábado. Os personagens que estão ao longo da semana (quarta ou quinta), podem mencionar coisas que fizeram até o sábado ou o que prepararam. Vocês são livres para apenas encerrarem a cena ouadiantar um pouco o que pretendem para a festa. Quem não fizer, não tem problema, eu vou começar de todo modo e aí depois é que será oficial mesmo.

- Quem não responder até sexta-feira de manhã, será pulado e sinto muito por isso.

- Hyun, Misoo e Sunny já estavam em última rodada há algum tempo, por isso não botei diálogos. Os outros ainda estavam em andamento, por isso respondi, mas eu não respondo mais a diálogos ou perguntas. Qualquer coisa que os PJs digam, apenas será absorvido pelo npc, mas não respondido. Em outras palavras, sem retroativos dessa vez porque meu próximo turno já será em outra cena, outro dia, outro timming.
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Qui Out 18, 2018 8:31 am


Hyemin revirou os olhos quando ele fazia toda aquela cena por causa de Bomi. Achava que ele era um alucinado pervertido de ficar sonhando tão alto.

- O quê? Isso foi culpa sua.  Eu sou pura e meiga como um unicórnio!! Hahahah. Chance com ela? - torceu os lábios - Vai sonhando então, Romeu

Cruzou os braços quando ele insistia naquele assunto e ficou mais vermelha.

- Aish!! - resmungo de forma acentuada.

Como ele era chato!!

- Uijin nem está aqui para se defender. Eu não acredito que está falando mal dele. Que amigo horrível.

Riu abertamente quando ele se comparou com o Hulk e acabou quase tudo na paz quando trouxe mais comida para ele. Tavez fosse o Hulk mesmo, mas a versão com fome.

A luz voltou e Hyemin fez manha para começarem o trabalho. No fim acabou entretida fazendo moldes. Distraía-se com trabalhos manuais e mal viu o tempo passar. Só precisava de ordens sobre o que fazer e funcionava bem. Não saía nada que ela devesse ter iniciativa. Por vezes ela se distraía um pouco, mas era só ter alguém para fiscalizar isso que dava certo.

No fim, brincou sobre mais comida e tinha mesmo. Comemorou o fato. A mãe dele era uma boa anfitriã. Mas estranhou que ela nem tivesse aparecido. Trabalhando naquele lugar, não seria difícil sabsr o motivo.

Acabou o tempo e eles acharam melhor encerrar por aquele dia. Hyemin não queria exatamente acabar com aquele mundinho paralelo, mas queria ir para casa e não aguentava mais trabalho.

Sentia já um tipo de nostalgia e foi murchando agora que não tinham mais provocações para todo lado e um trabalho para fazer.

Chamou o motorista e se arrumou.Quando terminou de colocar os sapatos e estava para sair, ela parou por um momento na porta da casa, após se curvar em despedida. Sentia um pequeno aperto, porque o mundo lá fora era diferente daquele ali, com o menino doente e vulnerável, e ambos sem luz.

Sentiu um gostinho do que poderia ter sido e parecia muito bom. Aproveitou o silêncio e deixou sua mensagem final, em tom sério.

-... Desculpe. - fez uma pausa, para respirar fundo.

- Você... tinha razão. - olhou pensativa para baixo. - Eu estava errada, então me desculpe por tudo. Eu só... - desistiu um pouco. Era difícil explicar e mais ainda de falar. Então concluiu. - Sinto muito mesmo... Komawo. Hoje foi um dia legal. Annyeonghi kyeseyo.  

Despediu-se formalmente, mais do que deveria, e seguiu para o elevador com alguma dignidade. Não acreditava que teriam outro momento como aquele, mas queria vivê-lo ao menos uma vez de forma plena, antes de se tornarem estranhos novamente. Era um sentimento agridoce, mas, apesar de triste, estava um pouco satisfeita por ter construído uma boa lembrança atual, sem brigas e discussões fortes. Era um dia que ela podia guardar com carinho e ficar feliz porque o viveu.


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Re: Capítulo 8

Mensagem por Park Hyun Hee em Qui Out 18, 2018 9:25 am

 Hyun deu uma risada gostosa, tendo que limpar a cara com as costas da mão. Tinha valido cada segundo de filme. Apesar de ser ousado, ele era respeitador. Entendia que ela era inexperiente e isso o deixou mais cuidadoso, apesar de não evitar que fosse tentando a conta-gotas ficar com sua namorada do seu jeitinho. No fim, descobriu que até o beijo com ela era diferente. Tudo tinha um sentimento envolvido mais intenso, não era só uma ansiedade louca e… hormônios. Era bom, muito bom. E o tempo voava.

Passaram realmente uma tarde gostosa de namorados sem preocupação. Até esqueceu que existia um secretário, mas foi ótimo que ele aparecesse para oferecer carona. Ele acabou se estressando com a máquina de bichinhos, dando uns chutes nela, mas ficou obstinado para conseguir o prêmio da namorada. Depois, fez como se tivesse conseguido de primeira.

Valeu completamente a pena vê-la feliz daquele jeito (procurei uma foto fofinha dela com bichos, achei muitos gifs desse. Gostei ahahah Espero que goste)


Ele também se propôs a comprarem presentes para os anfitriões da festa. Quase esqueceu disso e não queria escolher nada, então aproveitou a companhia dela para fazê-lo. Comprou o que ela sugerisse.

Voltaram para casa. Estava grato que Han Jae o respeitava mais agora. Trocavam sorrisos pelo espelho do carro. Ele estava muito orgulhoso daquele dia e de conseguir cuidar de sua joaninha. Deixou que ela descansasse. Ele próprio estava muito tranquilo. Ela era seu remédio natural. Fez um carinho em seus cabelos, acomodando-a no braço. Até agradecia um pouco o trânsito e a chuva. Assim ela poderia dormir mais. Estava precisando ficar mais tranquila depois do que soube que ela andou carregando. Esperava que tivesse conseguido recarregar suas energias.

No fim, ele a levou para a porta de casa e se despediu jogando um beijo. Ali ele era um príncipe super bem educado. Nem imaginariam o monstrinho que virava no escuro. Deu um sorriso cretino e uma piscadinha, como se lembrasse esse fato, e se retirou.

Ao entrar no carro, foi o secretário que precisou começar o assunto. Tinha até esquecido que tinha um celular para entregar. Ficou satisfeito com as impressões dele e que aparentemente tinha feito as coisas certas. Mais uma vez, tudo parecia encaminhado…

[...]

A semana de Hyun Hee foi cuidadosa. Ele evitou seus amigos, priorizando almoçar com Chaeyoung, quando ela estivesse disposta, ou simplesmente se alojava no terraço sozinho. Queria manter a tranquilidade o maior tempo possível. Ou melhor... Queria se manter neutro, apenas observando. Ficou de olho em especial nas amigas de Chaeyoung. Principalmente o affair em potencial de seu irmão. Ela parecia bem mudada, mas ele não queria acreditar que era ela a pessoa que usava remédios. Porém ela parecia fora de seu normal, como ele sabia muito bem reconhecer.

Agora o que fazer com isso? Conhecendo a si mesmo, sabia que o melhor era só continuar observando, porque uma hora algo despontaria. Antes disso, não podia fazer nada, que só a irritaria mais. Não era um problema dele, mas desde que soube que Chaeyoung absorvia tantos problemas das amigas, ele achou que podia ajudar eliminando algum deles.

Enfim, o grande sábado chegou.

Ele não estava especialmente empolgado, mas gostava de festas em um geral. Não tinha preparativos especiais, nem acordou diferente por causa disso. Na verdade, relaxou e estudou antes do momento e simplesmente avisou à namorada que estava indo e perguntou quando ela chegaria.

Os presentes mandaria entregar na recepção e partiria para a festa. Era um evento estranho porque evitou os amigos a semana inteira e agora talvez não fosse uma boa ideia de se unirem, mas ele era cara de pau o bastante para fazer da festa inteira seu lugar confortável.

Além do mais, não podia deixar de ir, porque tinha que ficar de olho na namorada e o que podiam aprontar com ela. Ele tinha muita certeza de que alguém acabaria se afogando naquele dia de forma nada acidental e esperava que esse alguém não fosse uma joaninha.

Uma provável surpresa para os que nunca o viram sem blusa seria a existência de tatuagens feitas nos EUA. Isso o tornava bem descolado do normal.



Humor: estável/+++++

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Yeun Misoo em Qui Out 18, 2018 10:22 am

Misoo enfrentou crises de choro quando estava sozinha, por nenhum motivo além do coração acelerado no peito e a ansiedade. Será que poderia continuar fazendo isso? Estava com medo das consequências, mas não queria realmente parar. Quando a mãe e a irmã chegaram, ela foi pega desarmada, um pouco atordoada.

Aceitou as sacolas sem pensar muito e, apesar do mal estar, pareciam enviadas de algum lugar. Certamente aqueles modelos eram opções que amenizariam as piadas. Respirou fundo. Não podia usar isso de jeito nenhum. A menos que... emagrecesse em três dias.

Ficou em silêncio quando ela comentou sobre o "namorado". Ah, sim, ela ainda era gente por causa do falso namoro. Precisava mesmo ser outra pessoa para ser amada ali dentro? Sentia muita falta de sua avó.

Naquela quarta feira, queria muito comer vários saquinhos de batata, mas teve sorte de não ter fome. Seria apenas uma compulsão se o fizesse. Mas jogar fora todo o trabalho do remédio? Logo precisaria de um remédio para dormir, isso sim.

No dia seguinte, ela passou o dia em jejum. Estava com medo, mas se o corpo precisasse mesmo, ele avisaria, né? Era só até o sábado, né? Ela ficaria muito em destaque por ser uma das melhores amiga de Bomi.

Ela tentou agir normal, mas não conseguia tanto assim esconder uma dose de preocupação. Disse para as amigas que era medo da reação de sua mãe ao descobrir sobre Jung Mi. Não deixava de ser uma verdade parcial.

Quando chegou em casa, se trancou no quarto para tomar seu remédio e deixou o telefone por perto caso passasse mal além do normal. Ela repetiu esse ritual no dia seguinte, e estava exalando preocupação, mas sorrindo para as amigas. Não podia deixar que elas descobrissem. QUanto a unnie... Ah, ela com certeza saberia o que ela estava fazendo, porque Misoo abaixou a cabeça quando a viu e a evitou a todo custo. Sim, estava funcionando, e provavelmente ela quereria mais.

No último dia, enfim, ela se viu diante do espelho e um tempo excelente. Acabou tendo que comprar o presente naquela manhã mesmo, porque havia esquecido de fazê-lo na semana. Comprou um vasinho de plantas bem bonitas e uma bolsa para que pudesse exibir nas fotinhos do instagram. Já para Gyu Sik, não tinha esquecido quando ele disse que queria um instrumento musical, então foi atrás disso, mandou embalar e entregar no local. Ele era um grande amigo, merecia um grande presente depois de tudo!

De volta ao condomínio, voltou a enfrentar seus dilemas e espalhou os modelos na cama. Precisava acertar na escolha porque queria ficar bonita. Não lembrava mais por que, mas achava que era por causa da chacota. Será? Nunca tinha se importado daquele jeito com elas depois de emagrecer, mas agora... Sentia que queria parecer bem, muito mais que se divertir na festa.

Acabou por experimentar um maiô preto de mangas compridas. Ela ficou mais de 15 minutos no espelho se olhando.


Pretinho básico, pretinho básico…

Ficava ouvindo a resposta das unnies e como ela seria comparada com a orca do filme.

Misoo removeu imediatamente aquela roupa de banho, com o rosto todo vermelho. Não queria ser xingada por causa de sua escolha tão óbvia. Era extremamente mais confortável usar um maiô daquele, mas não conseguia lidar com a própria cabeça.

Levou as mãos ao rosto e chorou um pouco. Será que tinha que ir mesmo?
Era o aniversário dos gêmeos. Não podia fazer uma desfeita. Respirou fundo e se pesou. Tinha adiantado de algo?

Por fim, com a confiança restaurada um pouco, ela remexeu os modelos novos e escolheu um maiô mais fechado, mas sem mangas, com estampas floridas e um zíper ajustável. Era confortável igualmente, mas lindíssimo. Seu gosto tinha sido muito mais que respeitado. Era um modelo lindo, mas mesmo assim ela ficou se girando no espelho para tentar enxergar as partes à mostra do corpo.


~~

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Qui Out 18, 2018 11:15 am


Jae-ki notou que Yerin pareceu não entender o que ele quis dizer, e o meio sorriso dela. Nunca tinha visto essa garota com uma expressão assim antes. Ela mencionou sobre seu apelido, e Jae já era curioso, além disso se ela falou, era só continuar.

Depois da resposta dela, Jae refletiu um pouco. Então tudo começou porque ela queria defender a Hye Min? Ele não achava errado querer proteger alguém, tinha sido por um motivo parecido que Hye Min acabou o ameaçando de chamar a polícia. Só que para ele com Yerin era diferente, porque ela ia muito além disso, atacava as pessoas antes delas fazerem realmente algo. E ele achava isso injusto e cruel, ainda mais com as bolsistas. Não se esquecia de como ela o tratava, o acusando de coisas que não fez.

- Hum...

Ele percebeu que ela suspirou, agora achava difícil entender Yerin. Por que ela contou isso pra ele? De qualquer forma, Jae-ki não conseguiu ficar quieto e falou:

- Eu só queria proteger alguém, quando você me ameaçou de chamar de polícia - Comentou com uma voz reflexiva e calma - Eu nunca vou bater na sua amiga ou algo assim, não sou covarde, eu só queria deixar claro que eu não fico parado quando mexem com alguém que eu gosto.

Jae-ki já estava cansado de repetir que não era do jeito que elas pensavam, e se sentia mesmo ofendido quando o tratavam como um covarde. Na verdade era um tipo de insulto que ele se importava. Embora não achasse que falar poderia mudar alguma coisa. Quando ela falou sobre proteger alguém, foi disso que ele lembrou.  Suspirou e ajeitando sua toquinha, disse:

- Aigo, não sei porque eu falo...  Esquece...  Não me importa o que pensam... 

Jae decidiu que não falaria mais, seria melhor deixar suas ações falarem por si mesmo. Na estação, Yerin se despedia dele. Jae-ki ficou surpreso em como ela parecia não saber bem o que dizer. Como se ela precisasse se esforçar pra falar assim.

- Jinja?! Se você acha.... Então, eu vou domingo só se eu tiver tempo - Respondeu mais prático - Mas se tiver difícil, me liga.

Até porque iria gostar de passar o tempo com Soo-ji, mas poderia confiar que Yerin não iria aprontar nada? Era algo que precisava pensar. De repente ela o agradeceu o encarando pela primeira vez depois do que aconteceu, isso o pegou mesmo de surpresa, Jae-ki a acompanhou com os olhos arregalados. Depois de alguns segundos acenou a cabeça de longe pra ela.

Ele não sabia direito o que pensar, Yerin parecia uma pessoa diferente. Por que ela estava sendo boazinha? Talvez ajudá-la durante a tempestade teve alguma diferença.  Mas ele só esperava ingratidão dessas patricinhas, não um obrigada. De qualquer forma, Jae-ki foi caminhando pensativo pra seu metrô e notou que sua jaqueta estava com um cheiro diferente.

" Uwa, só uns minutos e já tá com o perfume dela... Perfume caro é bom mesmo..."

Quando chegasse em casa, Jae-ki abraçaria a irmã como sempre. Tirou a jaqueta e colocou na "pilha de roupas" pra lavar, no canto do quarto. Não queria ficar cheirando a perfume de mulher,  tinha que manter seu estilo.

Mesmo em casa, ainda estava pensativo sobre o que aconteceu, sentia que precisava falar disso para alguém, mas aí seria fazer fofoca. Jae-ki não era fofoqueiro, então por isso decidiu guardar esse segredo da Yerin como se fosse um momento de trégua que passou. Não estava arrependido de ter feito isso.

Nos próximos dias da escola, Jae-ki agiu normalmente, tratou Yerin como sempre tratou antes, se ela não viesse implicar, ele não rebateria. Não chegou a ser um grande amigo de Beom-Su, no máximo um cumprimento com aceno da cabeça. Jae-ki tentava fazer o que Hyun dizia, ser um cara melhor pra Eun-bi. E apaixonado, continuava pedindo para passar os intervalos com a namorada, quando isso acontecia, ele ficava muito mais tranquilo que de costume.

Com Won, Jaeki confirmou durante a semana se ele ficaria chateado se ele fosse a festa, explicaria ia por causa de Eun-bi. Também ficou feliz de saber que Won tinha voltado a treinar.

Quando enfim chegou o sábado, Jae-ki não tinha muitas opções de roupa. Já tinha avisado a sua irmã e a halmoni onde iria, uma festa de uma aluna da escola pra toda turma. Ele colocou um short preto, que costumava usar quando ia na praia com Soo-ji, e vestiu uma camiseta branca meio larguinha para suas medidas. Nos pés resolveu ir de chinelo mesmo.

Não sabia bem como deveria ir,  se tinha que ir arrumado e se trocar depois, ou já ir pronto. De qualquer forma, não importava muito pra ele. Mas a halmoni ficou o perturbando, dizendo que ia voltar molhado pra casa e que deveria levar uma roupa extra. Por causa disso, e da irmãzinha preocupada, Jae-ki acabou resolvendo levar a mochila também, com uma calça dentro. De certa forma seria bom pra guardar sua carteira e seu celular quando estivesse na água. Halmoni ainda colocou um casaco dentro para caso fizesse frio. Jae se despediu de Soo-ji e prometeu mostrar muitas fotos quando chegasse. Como ela não poderia ir, prometeu que a levaria na praia algum fim de semana.

Caminho do metrô

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Última edição por Jae-ki em Qui Out 18, 2018 9:14 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Kim Sun-Hee em Qui Out 18, 2018 4:45 pm



De todas as coisas que estava ao seu alcance de desejar naquele momento, Sunny apenas quis que Taemin, ao menos, a escutasse - de guarda arriada e ouvidos bem atentos. Só o fato dele não se comportar de modo agressivo e hostil foi uma pequena vitória, embora a bolsista não pudesse tirar qualquer conclusão dali. Não tinha a menor ideia do efeito que sua atitude causou nele. Foi uma atitude impensada e isso marcava a verdade em cada ação que a levou até ele - mesmo correndo o risco de ser maltratada ou humilhada. Os olhos tentavam estudar as expressões de Do Taemin e era tão frustrante não conseguir nada... Nada sólido o bastante para aliviar o seu coração. Eles ficaram naquela troca por um tempinho muito curto, porém a ansiedade alterou o ritmo da passagem de segundos... Porque essa foi a duração. No caso, a sensação.

De pouquíssimos segundos.

Ele fazia de propósito?

Será que ficava evidente que ele conseguia bagunçá-la? Se fosse qualquer outra pessoa, Sunny não teria um comportamento tão passivo e cuidadoso... E, provavelmente, nem tão insistente. Mas não gostava daquela distância... Não gostava dessa nova condição entre os dois. Contudo, Taemin parecia ter uma força sobrenatural que minava suas certezas, tornando-a vulnerável e insegura, apesar de sempre - sempre! - confrontá-lo. De todas as vezes ter a necessidade de... encará-lo e fazer com que ele a encarasse também.

Após falar tudo que lhe veio na mente, Sunny o soltou, torcendo para que Taemin entendesse... Esperou alguns instantes, ainda o fitando, até concluir que não receberia nada além daqueles olhos sérios prendendo os seus. Então, em silêncio e meio zangado, ele dobrou a folha e a guardou na mochila. Mesmo com a falta de cuidado, a feição de Sunny iluminou-se e a sombra de um sorrisinho curvou o canto dos lábios. Ele não jogou fora ou rasgou - o que era um avanço considerável. Certo? No entanto...

Taemin se afastou sem dizer uma palavrinha.

Ainda encarou as costas do herdeiro conforme o mesmo encaminhava-se na direção da saída. Já até imaginava que não mudariam a situação de uma vez, mas lá no fundinho... Tinha esperanças de um pequeno milagre.

Uma provocação ali ou um resmungo aqui...

Qualquer coisa seria melhor do que aquela falta de comunicação.

Suspirou baixinho.

Tão orgulhoso e teimoso... Quantas pedras precisaria acertar naquela cabeçona loira?

- Você é mesmo impossível, Do Taemin... - comentou para si própria e, enfim, girou sobre os calcanhares para voltar até as amigas e acabou dando de cara com uma preocupada Lee-Hi...

Notando a feição dela, Sun-Hee sorriu enquanto aproximava-se. Naquela altura, Chaeyoung já tinha encontrado Hyun-Hee e agora seriam somente as duas. De maneira carinhosa, enlaçou o braço ao da amiga e seguiram assim ao ponto. Sentiu que Lee-Hi queria comentar algo, mas por algum motivo, não o fez. Só que Sunny possuía "palpites". Por isso, durante o percurso, contou um resumo do que aconteceu no sábado e acrescentou que a relação com o Do mais novo andava estremecida devido à uma discussão "boba". No ônibus, puxou assuntos descontraídos e preferiu não comentar sobre o aniversário dos gêmeos.

Essa sexta-feira foi o dia de cuidar dos livros.

Era a sua parte favorita, óbvio, mas naquela tarde, em especial, hmm... Teria optado em manter a mente ativa do que sujeita a pensamentos perigosos. Ela começou a arrumar prateleiras anteriormente arrumadas, refazia códigos de locação... Tudo com o intuito de encher a cabeça e evitar espaços livres.

Não conseguiu.

Muitas coisas aconteceram ao longo da semana - aquela semana infernal - e... o "esbarro" com Taemin foi a situação que dominou cada pedacinho da sua paz de espírito - superando, inclusive, os últimos fatos envolvendo Jung-Mi. Por que estava TÃO nervosa? Quer dizer... Era a explicação, né? Ansiedade purinha. Não podia negar que Taemin abalava as estruturas de seu autocontrole, mas de um jeito... novo. E Sunny não entendia as razões disso. Nem sabia explicar o tipo de relação que tinham... Relação? Havia alguma relação??? Mesmo? Quanto mais buscava respostas, mais confusa sentia-se a respeito do herdeiro. E...

Ficou assustada ao tentar comparar tais sensações com as que Jung-Mi acendia.

Era diferente!

Uma necessidade de... Não sabia... Não conseguia explicar... E isso a deixava incrivelmente frustrada...

Jung-Mi e Joo-Hyuk não serviam como referências, pois as... coisas... que Taemin despertava nela eram completamente desconhecidas. O coração se agitava na presença dele - mas ao contrário do que ocorria com Jung-Mi, não doía - e Sunny gostava da implicâncias e revides, ambos espontâneos, automáticos... - embora não houvesse um companherismo fraternal como era o seu caso e o de Kim.

Então... O que era, afinal?

Onde Taemin se encaixava? Por que não podia - e nem queria - ignorá-lo?

Instantaneamente... O olhar atrevido e mais estreitinho por conta dos tipícos sorrisos debochados surgiu feito uma assombração...

- Irritante... Besta... Aish... Você faz de propósito... Eu aposto... Humpf...

Resmungou sozinha, batendo furiosamente os dedinhos nas teclas.

Em casa...

O desespero a engoliu.

Não.Tinha.Roupa.Para.Ir.Na.Festa.

A cama virou palco de um desfile desastroso de moda!

COMO ASSIM?

Cadê as vááááááárias opções?!

Sério que cogitou usar aqueles troços velhos e feios??????

Mandou um monte de áudios para Chae, choramingando e implorando por ajuda.

Como um anjo, a amiga a tranquilizou e convidou Sunny para se arrumar na Mansão Park. Ela aceitou e comemorou de um jeitinho fofo.

Parecia... alegre.

Um contraste bom, mas, ao mesmo tempo... Estranho.

O que desencadeou a mudança?

Antes de dormir, Sunny também enviou uma mensagem para Stella.

Stella

Sunny
Amiga...
A gente se vê amanhã, ok?
Você vai?
Sunny
Eu preciso pedir desculpas pessoalmente pela forma que tenho agido, Stellinha...


E outra para Kim.

Kim

Sunny
Espero que já esteja 100% inteiro, Kim Joo-Hyuk.
Sunny
 I love you  


O coração era uma forma de implicar e amaciar o humor do melhor amigo justamente por conhecer o gênio dele.

[...]

No dia seguinte, acordou bem cedinho porque ainda teria que enfrentar um longo trajeto até a casa de Chaeyoung. Checou se estava com o essencial na bolsa e também levou algumas mudas extras. Como a previsão do tempo afirmou, era uma linda manhã de sol. Avisou Chaeyoung que estava saindo de casa e assim ela poderia se organizar direitinho.

O nervosismo piorou.

Lóóógico.

Escolheu uma roupa neutra - short jeans e uma blusa fininha cor de rosa - e prendeu o cabelo num rabo de cavalo simples.

Mal tocou no café, mas bebeu um suco para não sair de estômago vazio e correr o risco de desmaiar na festa.

A sensação de embrulho no estômago triplicou dentro do ônibus e Sunny nem via os olhares esquisitos dos passageiros quando ela acertava tapinhas repentinos na testa. Ela saiu antes do horário porque precisou fazer uma parada e comprar algo importante...

Os presentes de Bomi e Gyu-Sik.

Sun-Hee revirou as redes sociais deles para ter uma ideia do que dar.

Logo, bem maaaais tarde, Sunny apareceu diante da entrada dos Park, cheia de bolsas e um par de embrulhos lindinhos.

Tocou a campainha e aguardou, mais inquieta do que o comum.

Residência da Chae  Like a Star @ heaven

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Dong Hee Kyung em Sex Out 19, 2018 12:22 am


Com calma ele observa as feições variadas que Stella demonstra enquanto conversavam sobre o assunto delicado. Pode ver ela quase engolindo a seco quando mencionou os amigos, algo que não deveria ser tão estranho assim.

Você expressar preocupação é algo nobre, até bonito, mas a conversa as vezes cavava um tom de estranheza para Hee Kyung. Ela confirma que queria ouvir mas afirma, que nada mudaria.

O achismo pendia só para um lado e não era o da incerteza, o rapaz cultiva esse pensamento.

Tão cedo assim. - Disse um pouco num tom mais baixo, ligeiramente desconfortável com o prazo. Ele nem menciona sobre aniversários ou qualquer outra coisa que planejasse fazer e que exigiria a presença dela.


 "Preferiria que não tivesse me dito."

Hee Kyung se policia para não dizer isso, uma vez que poderia não acabar muito bem para ambos, Stella estava sensível e do jeito como conversaram nem pareciam amigos, era quase uma dr ou algo do gênero.

Situação onde o geek não se sentiu muito confortável, mais uma vez. As palavras e frases trocadas não exigiam uma atuação racional, em seu peito também sentira uma pontada, e isto só quer lhe deixar claro que estes eram sentimentos perigosos, bem longe de qualquer logica.

-  Até mais Stella-ssi, nos vemos em breve. -  De um jeito ou de outro por causa dos trabalhos. Após se despedir, ele ficou só com o seu expresso semi vazio. Raramente deixava de tomar sua bebida favorita mas desta faz o gosto amargo estava um pouco acentuado em sua boca.


-  Começo a desgostar deste clube. - Murmurou baixo soltando um suspirar desanimado. Em paz não ficaria mesmo mas deixar de pensar era impossível quando sua cabeça parecia mais uma maquina.


Quinta Feira  6 :23 PM

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Won-Bin em Sex Out 19, 2018 1:04 am



O tempo parado tomava seu custo mas Won ainda sentia que o resultado era melhor que o esperado. O Retorno do Dragão Verde era real, era meio dificil acreditar que finalmente estava de volta ao lugar que chamava de casa.
Queria tanto compartilhar com os meninos e com Bomi que talvez não aguentasse e mandasse mensagem para ela e para eles naquela noite mesmo.

Mas o teste verdadeiro veio no fim.

"Droga, eu esqueci do teste dos reflexos" engoliu em seco. Era o tipo de coisa que já viu pessoas desistirem das aulas.

Se sentia completamente vulnerável ao ser girado com os olhos vendados. Era uma situação injusta de combate...mas não reclamou, apenas manteve a postura como pôde e se preparou para os golpes.

1-3-5. 2-1-3. 1-3-4.

Os números mudavam de lógica e não faziam muito sentido no começo.

A situação não lembrava somente os filmes, mas a própria luta que quebrou sua mão. Era ele contra vários outros. Não tinha conseguido vencer aquele combate porque os golpes que acertou não foram fortes o suficiente.

1-3-5.

Aquele soco mais preciso. Será que era da neta Baek?

2-1-3.

"Ah, então é isso" deu um sorrisinho quando começou a entender a lógica, após receber alguns golpes. Começou a conseguir desviar e até contra-atacar algumas vezes.

Era uma punição mas na verdade era o tipo de treino que Won via muita utilidade.

O fim da aula chegou, e completamente dolorido prestou atenção nas palavras do Mestre.

- Isso é para que você pense duas vezes antes de entrar numa briga de novo. Você não precisa se arriscar para que dez pessoas batam em você. Eu posso fazer isso, hm? - Disse com um sorrisinho ridículo. - Também serve para que veja que seus amigos de treino evoluíram, estão mais fortes enquanto você estabilizou e até mesmo regrediu… - Lamentou. - Volte à disciplina de antes, Won Bin...Tenha um foco novamente e vamos construir uma nova história, hm?

Assentiu com a cabeça. Ele tinha razão.

-Mestre...eu quero mais treinos como esse último. Eu não preciso me arriscar, mas se eu quero alcançar os meus colegas tem de ser de uma vez - deu um sorriso igualmente ridículo. Won realmente estava diferente.

]b]-Obrigado de novo mestre, eu senti muita falta daqui. Até amanhã[/b] - fez a mesura e se retirou. Queria conversar mais com ele, mas deixaria os desabafos para um outro dia. Era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.

Se encontrasse a neta Baek no caminho faria uma mesura também:
-Você realmente é uma Baek, gostei da forma que adaptou a técnica do Mestre - comentou de forma técnica - Até o próximo treino - disse de forma respeitosa.

Faria um aceno em V para o rival também na saída, como um "até amanhã, babaca" ou algo do tipo.

"Ah, eu moro tão longe assim do dojo" pensou pedalando quase se arrastando.

No caminho não ia aguentar e acabaria mandando uma mensagem para Bomi.

-Meus músculos viraram areia, send help =O riu um pouco -Mas foi muito bom voltar

Uma nova história. Sentia que fazia isso não só no dojo.

Wangjodor

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Re: Capítulo 8

Mensagem por The Crown RPG em Sex Out 19, 2018 3:30 pm

Banyan Tree Club & Spa. 10.A.M.


Disse que usaria pro evento de sol e calor:

Depois de uma semana um tanto complicada, de altos e baixos, muito sol e forte tempestade com direito à apagão em alguns pontos de Seul, a sexta-feira trouxe o prenúncio de que o sábado seria um dia de sol e forte calor. Muito embora a previsão do tempo raramente estivesse errada, foi apenas quando o sol despontou naquela manhã que houve, de fato, alívio.

Nem mesmo os mais otimistas podiam esperar por um dia como aqueles.

Para aqueles que carregavam grandes mágoas ou pesos em seus ombros, parecia a possibilidade de um recomeço e chance de fazer diferente dali para frente. Já para aqueles que estavam mais relaxados e já tinha decidido certos fatores em sua vida, o dia parecia inspirá-los para continuarem assim.

O grande evento que reuniria os estudantes de Wangjo e outros herdeiros amigos de atividades diversas dos gêmeos Yoon começaria às 10 A.M. no Banyan Tree Club & Spa, localizado no distrito de Jung Gu, ao norte do rio Han. Como era sabido pelos herdeiros, era um empreendimento da família Han - de Minhyuk, Sunyoung e Jirin - com os próprios Wang. Os Han de 2º ranking podiam não ser tradicionais como os de 1º - família de Sona - mas eles tinham uma rede de hotéis luxuosos pela Coréia e até mesmo em paraísos asiáticos. Já os Wang, era uma família tradicionalmente voltada para a construção - por isso se dizia que os principais prédios da Coreia tinham passado por eles. O fato de ser a família mais poderosa não vinha à toa.

Diante disto, todos podiam esperar uma festa do mais elevado nível. A Sra. Yoon também tinha sua fama por produzir eventos de encher os olhos - que não apenas fosse do gosto dos donos da festa, mas o tipo de momento que nenhum convidado conseguia sair falando mal. Imagine, então, o que ela faria pelos filhos dela. Ela não estaria presente pessoalmente porque tinha um compromisso oficial com seu marido, mas haveria pessoas cuidando do sucesso da festa - e já sofrendo com a pressão que aqueles adolescentes acabavam impondo.

Os ultimos dias que antecederam o evento foram de ajustes. Algumas pessoas foram educadas de avisar que não estariam presentes na festa - dentre elas, Dong Hee Kyung, Bing Min Ho, Lee Ui Jin e Lee Ha Yi. Bomi lamentou pela ausência deles, mas agradeceu por terem avisado. Esperava que eles pudessem comparecer no próximo ano porque ela não os deixaria de convidar por isso. Com quatro ausências, ela precisou ajustar algumas questões envolvendo as acomodações.

O convite de todos eles vinham com um cartão de quarto além da pulseira vip do evento. Isso porque haveria duas alas: uma feminina e uma masculina - devidamente cuidadas por seguranças, de modo que uma ala não pudesse invadir a outra. Ou seja, nada de meninos e meninas juntos - onde os quartos cabiam 4 pessoas para se arrumarem ao longo da festa. Era uma pool party que iria até as 5P.M / 6 P.M, com direito a diversas atrações além da piscina em si - haveria o brunch, por conta do horário, uma pista de dança, área do próprio SPA para que relaxassem um pouco naquelas cadeiras de massagem, caso acabassem esgotados, além de uma parte com brincadeiras que envolviam água, sabão e pistolinha d’água. Os quartos seriam usados para que os convidados tivessem privacidade para trocar de roupa, mas também tinham objetos de urgência: toalha, chinelo, protetor solar, protetor labial, boné, além dos itens que o hotel fornece naturalmente - frasquinhos de shampoo, condicionador, sabonete, escova de dentes e a pasta.

O local da festa não ficaria no prédio principal - o que se sobressaía com suas janelas espelhadas e, naquele dia, extremamente azuis. Seria na parte do SPA/Clube, onde eles seriam guiados para seguir. Quem chegasse de carro, o motorista levaria até lá, quem fosse à pé, podia seguir com as próprias pernas ou com um carrinho que transportaria até lá - aqueles carrinhos típico de golfe, com cerca de três lugares além do motorista.


(Prédio Principal)


(Local da Festa)

O luxo começava na própria entrada.

Os convidados veriam que cada detalhe tinha sido pensado no conforto de todos - isso porque nem tinham visto o banquete ainda. Havia uma parte apenas de comida japonesa, a única coisa que Gyu Sik exigiu, visto que todo o resto foi ideia da irmã. Ela só concordou porque comidas apimentadas como a tailandesa ou mais pesadas como as chinesas - as que ela mais gostava - não combinariam com a festa mesmo. Contudo, ela também pensou nas pessoas que não podiam comer frutos do mar ou não gostavam de comida japonesa, por isso haveria uma parte exclusiva de comida coreana com um bom churrasco coreano. O aspecto de brunch vinha porque também tinha uma mesa com uma espécie de café da manhã ao estilo coreano, ou seja, muita comida que ocidentais não considerariam um café e sim um almoço.

Já os quartos, ficaram dividos da seguinte forma:

Hyemin, Yerin, Hayoung e Nana
Hyun Hee, Won Bin, JaeKi e Kang
Sunny, Stella e Chaeyoung - aqui havia Lee Hi, mas como ela não viria, ficaria um quarto para três.
Misoo, Eun Bi, Mia e a própria Bomi.

Os irmãos Yoon ficariam cerca de 15 minutos recepcionando os primeiros convidados que chegassem. Bomi estava usando um conjunto, onde a parte de cima já era a peça do biquini. Era bem comportado, apesar do short ser considerado curto, se fosse um evento diferente. Diferente do habitual lilás, ela optou por azul marinho e detalhes em coral ao redor da roupa. Nos pés, uma sandália branca bem verão. Gyu Sik também tinha optado por azul marinho, numa blusa sem manga que revelava que ele tinha braços até que definidos para quem não tinha uma atividade física constante - claro que não parecia alguém como Won, por exemplo, mas não era estranho de ver. Talvez a estranheza fosse justamente porque não se esperava que ele tivesse um corpo assim - uma boa surpresa.

Roupas Yoon:



Bomi era só sorrisos para as pessoas que chegavam enquanto Gyu estava bem mais contido, como sempre.

[...]


Hyun Hee e Jae Ki seriam um dos primeiros a chegarem. Apesar de usarem meios de transportes diferentes, o bolsista saiu mais cedo de casa para não se atrasar muito. Nenhum dos dois identificaria suas respectivas garotas de início. Tampouco seus amigos logo de cara. Hyun Hee foi recebido de modo muito respeitoso e educado pelos gêmeos.

- Bem-vindo, oppa! Espero que aproveite a festa!

- Hyeong… - Gyu Sik também o revenciou.

Depois dos avanços na relação dele e de Jung Mi, pensou que o irmão fosse chegar junto, mas de certo modo, foi um alívio não ter que lidar com ele logo cedo. Bomi voltou o olhar na direção de Jae Ki e acenou de modo discreto.

- Olha que sorte. Um de seus colegas de quarto acabou de chegar. Bom dia, Jae Ki-ssi!- Disse mais alto para que ele se aproximasse. - Vocês podem ir até o quarto ou seguir direto até a festa, como quiserem. A Eun Bi ainda não chegou porque ela tem ensaio hoje, mas virá depois das 11h…

Bomi explicou para Jae Ki. Considerando o tanto que a bailarina vinha se ausentando para ensaiar, não podia esperar menos do que isso.

Antes que Hyun pudesse perguntar sobre a própria namorada, Chaeyoung chegaria acompanhada de Sunny. Apesar dela ter ajudado Hyun a escolher o presente dos gêmeos, ela também tinha decidido comprar um presente para eles. Sunny vinha ao seu lado porque Chae tomou para si a missão de cuidar dela naquele dia.

A menina parecia desesperada por conta de roupas e a Park a convidou até sua mansão para que fizesse compras em seu closet. Muito embora Sunny fosse menor do que ela, as duas tinham um manequim semelhante e para biquini, comprimento de pernas não seria um problema. Sunny foi recepcionada como uma princesa por Chae, a mãe e as sobrinhas capetas e fofas dela. Parecia até que elas não conseguiriam chegar à tempo da festa de tanta bagunça, mas lá estavam elas. Tinham encontrado o biquini perfeito e a saída de banho também. Chae ainda tinha ajudado na maquiagem e a sobrinhas brincaram com o cabelo de Sunny, mas o resultado foi extremamente positivo.

Diferente do esperado, Chae apareceu com um vestido azul piscina. Sua saia era transparente a ponto de dar para ver a espécie de macaquinho que ele formava por baixo. Não tinha porque ir de biquini, porque não entraria na piscina e também precisava de algo que desse para usar com a tipóia. Por isso o longo e vivo vestido pareceu uma boa solução. Nos pés, sandálias com um pequeno salto anabela. O cabelo era um show à parte com uma de suas amadas perucas: a dourada.

Roupa Chae:

(Esse modelo, sem as aplicações)
+

(Nessa cor e com essa peruca. Sem o colar)]
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Jae-ki em Sex Out 19, 2018 5:13 pm


Jae-ki estava carregando sua mochila quando chegou, usava uma camisa branca e uma bermuda preta. No pé, calçava chinelos mesmo. Ele ficou surpreso com o luxo da entrada, pegou o celular e começou a tirar fotos.


Foi entrando meio distraído, porque olhava para todos os lados, era impressionante como gente rica vivia. Logo viu Hyun, Jae sorriu por ver um amigo e foi até ele:

- Yo! Hyeong!! E aí cara?

Logo sua atenção se virou para os aniversariantes. Era verdade que Jae-ki não gostava deles, tinha ido mesmo pela Eun-bi. Mas também não podia ignorá-los, já que o tinham chamado. Embora ela tivesse convidado todos mesmo.

- E aí... - Respondeu ao cumprimento de Bo-mi.

Porém fez uma expressão desanimada quando ouviu que Eun-bi não tinha chegado.

- Ahn, valeu... Esse lugar é mesmo daebak... - Disse olhando pra uma vez ao redor boquiaberto - Ah é... Saengil chukhaheyo! *feliz aniversário.

Pelo menos estava na companhia de um amigo, ao menos por enquanto, porque chegava a namorada dele com Sunny. Jae-ki cutucou Hyun e perguntou:

- Vai pro quarto? Eu queria um lugar pra deixar minha mochila e depois ver o que tem pra comer... Ah deixa, vai falar com a sua namorada, né? Eu vou tentar achar nosso quarto...

Era até impressionante que tivesse um quarto. Jae-ki também torcia para Won chegar logo e Kang. Mas principalmente por Eun-bi. Ele fez um aceno com a cabeça pra cumprimentar Sunny e um sorriso simpatico. Porem Hyun indo ou não, Jae-ki tentaria procurar o quarto pra deixar sua mochila. Quando visse as coisas que tinham no quarto, ele com certeza iria fuxicar.  

Festa!

— Ross


Última edição por Jae-ki em Sex Out 19, 2018 6:56 pm, editado 3 vez(es) (Razão : Detalhes esquecidos)
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Seo Hyemin em Sex Out 19, 2018 5:41 pm


Hyemin já tinha voltado ao normal com Yerin durante a semana. Tratou de tentar mimá-la duas vezes mais por causa da tempestade, se ofereceu a pegar coisas por ela e tudo o mais. Os amigos logo notaram que o que quer que tivesse acontecido tinha melhorado muito, apesar de ela continuar um pouco pensativa às vezes e mais distraída, pelo menos conseguia agitar o grupo e se empolgar com os assuntos. Até arrumou um celular para Hayoung, um modelo anterior ao atual da HGT que ela não usava mais desde que ganhou o novo.

Assim marcaram de se arrumar, trocando foto de looks para combinar adequadamente. Beom-Su ficou responsável por fazer uma maquiagem sereia à prova d’água nela: tinha um pouco de rosa, glitter e aplicação de coração. Era suave e menininha, bem Hyemin. Tinha sido a única que tinha topado, mas estava feliz por ser um destaque.

Como a maquiagem em si já era um luxo, seria melhor não usar biquíni estampado. Assim, seguiriam os tons de roxo, como Yerin tinha gostado mais, algo que Hyemin gostou de chamar de “princesas do mar”: as patricinhas aquáticas que tinham seu luxo marinho. Já que era a única com um destaque no rosto, ela optou “vestir” a maquiagem, mas equilibrar na roupa, optando por um biquíni branco que destacasse seu rosto e a obra de arte de Beom Su.  A cor seria aprovada porque fazia parte da paleta, de certa forma. Seu biquíni era uma peça meiga e delicada, bem comportado, com rendinha cobrinco a calcinha e o top, que acabava em um babadinho.


Por cima dessa roupa, Hyemin optou por uma blusa também branca e larga, bem fresquinha, com um short jeans curto e um cinto. Seus óculos eram da marca MiuMiu e em formato de coração.   A pulseirinha tinha um berloque especial da pequena sereia da coleção Michael Kors. Os sapatos eram plataformas de nylon também da marca Miu Miu.
A bolsa era holográfica em formato de concha, e carregava alguns pertences. Além disso, levou uma malinha de mão com roupas extras e seus retoques de beleza caso necessário.


Look:









Os carros dos amigos chegaram juntos.  Hyemin cumprimentou todas elas e estava de ótimo humor. Elogiou aos montes todos e deu o braço para Yerin, indo até os aniversariantes na porta.


- sang-il chook-ha-hae-yo Yoon Bomi, Yoon Gyu Sik!    - acenou empolgada, cantarolando animada. - Muito obrigada por me convidarem para esse dia tão especial!! Espero que gostem dos presentes. Tenho certeza que a festa será um arraso absoluto como sempre!!!

Embalados estavam uma câmera instantânea branca, que era bem moda entre as blogueirinhas e uma blusa larga da Gucci masculina para Gyu Sik.

- Vamos deixar as coisas no quarto. Tchau, Bombom. Nós já vamos descer - fez um biquinho para ele, balançando a mão.

- Waa, as festas Yoon são sempre maravilhosas. Eu estou empolgada. Será que tem boia de unicórnio??? Quero brincar na piscina


— Ross
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Re: Capítulo 8

Mensagem por Park Hyun Hee em Sex Out 19, 2018 6:39 pm

 

Hyun Hee cumprimentou com um toquinho de mão o amigo de Jung Mi. Estranhou que o irmão já não estivesse por ali para ser um dos primeiros a comemorar com o amigo, mas, enfim, não precisavam ser tão grudados assim afinal. Sorriu para Bomi e entregou sacolas com os presentes. Não lembrava direito o que tinha ali dentro, mas sabia que era algo bom. Ele os cumprimentou pelo aniversário e olhou para trás, surpreso quando lhe disseram sobre seu colega de quarto.

- Ah! Jack - brincou com a sonoridade do nome do mais novo e o cumprimentou. Seria bom estrear seu novo grupo de amigos ali. Deu um sorriso para ele.    - Nah, ela tá com a amiga. Eu subo com você. Vou só dar um oi

Um oi bem dado, é claro. Hyun observou a linda namorada em detalhes, dos pés à cabeça e sorriu para ela, dando uma piscadinha demorada e uma mordidinha no lábio de brincadeira. Ela parecia animada, então estava tudo bem. Espiou sua amiga, que parecia que cuidaria dela naquele dia. Estava ótimo, apesar de que aquela menina não estava parecendo que sabia cuidar de si mesma esses dias, mas pelo menos gostava o bastante da namorada para que o avisasse caso algo desse errado.

- Cuide bem da minha enfaixada, Kim Sun Hee-ssi….  Sabe que pode me chamar, hm?    - olhou bem para ela. Afinal, esperava que de alguma forma Chaeyoung fosse incomodada naquela festa.

Aproximou-se então da namorada, abrindo um espaço para falarem baixinho um com o outro.

- Você está linda. Que cara de sorte é esse teu namorado que resolveu te amarrar antes da festa… Esperto ele. - deu um sorriso. -  Divirta-se. Também sabe onde me procurar e…. - lançou um olhar breve em direção a amiga dela, de forma discreta, para que Chae entendesse do que ele estava falando. - Lembre-se que eu também resolvo problemas…. Diversos…

Com seu irmão, por exemplo.

- Agora, senhoritas, o rei da festa vai se preparar. Estarei bem de olho, como uma águia nos seus passos em volta da piscina - jogou um beijo para ela teatral e saiu.

Hyun seguiu com seu irmãozinho postiço, procurando o quarto. Parecia animado. Ele só queria deixar coisas lá e achar um bom lugar para ficarem depois.

-  Hoje está por sua conta me apresentar a meus novos amigos, dongsaeng. Estou tímido - fez uma vozinha de menina.

Em relação a roupa, ele estava um pouco simples, mas ficava estiloso com quase qualquer coisa: bermuda estampada, blusa branca lisa com um colar, e boné.


Humor: estável/+++++

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Re: Capítulo 8

Mensagem por Yeun Misoo em Sex Out 19, 2018 8:14 pm

 Por cima do maiô azul florido, ela acabou colocando um vestido azul com estampas geométricas, além de sandálias.

Misoo era uma das melhores amigas de Bomi, então não queria chegar atrasada. Sabia que ela a aguardava ansiosamente e já teria pensado nela algumas vezes. Sua função era deixar a festa feliz ao lado das amigas.

Como os presentes eram pesados, ela avisou que ia entregar na recepção em vez de levá-los pessoalmente. Mas sua indecisão toda não ajudou muito para que pegasse os quinze minutos oficiais dos irmãos, de modo que foi preciso procurar por eles.

Quando chegou no local, a primeira coisa que fez foi ir atrás da amiga e lhe daria um abraço bem apertado e espalhafatoso.

- PARABÉÉÉÉNSSSSSSSSS. Já te falei no dia mesmo, mas falo de novo. Quantas vezes será que já foram até agora? Hahahaha. As meninas já chegaram? Queria que você ficasse com a gente hoje, mas eu vou esperar a Bibi chegar, e a Mia. Vamos tornar o seu dia muito especial!!! Você colocou mesmo aquelas arminhas de água?

~~

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