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We are Hope

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We are Hope

Mensagem por Ayleen G em Seg Out 15, 2018 9:06 pm

We are hope

A vida na Marinha como recruta não era nada como Primula havia imaginado: prender piratas, lutar contra bandidos malfeitores, ser amada pela população, travar batalhas dignas de serem escritas em livros. Nada disso. Havia poucos meses que havia se tornado uma marine, e nesse tempo tudo o que tinha feito era limpar. O chão, as paredes, pratos, louças, o pátio do quartel general. Resumindo, tudo o que lhe ordenassem manter limpo.

Além disso, havia descoberto nesse meio tempo que não era uma boa ideia usar os poderes de sua akuma em frente aos outros marines. Nada que fosse novidade, ela já havia descoberto que as pessoas tinham um certo preconceito contra quem havia comido a tal fruta do diabo. Na verdade, como uma boa observadora, tinha percebido que tudo aquilo nada mais era do que medo. Ainda assim, era incômodo ter olhares tortos e cochichos ao seu redor. Desta maneira, uma vez ou outra, quando estava sozinha, permitia-se usar pequenos poderes: como crescer para alcançar um local que não chegava nem com escadas, ou estender o braço para pegar a pá que havia esquecido no início do corredor.

A parte mais emocionante de sua rotina eram os treinos, tanto de luta corporal, defesa pessoal, luta com espadas e, principalmente, tiro ao alvo. Neste último ela tinha descoberto uma real vocação, gostava mesmo daquilo, e era, de fato, excelente com qualquer tipo de arma a longa distância, muito melhor que seus colegas da mesma patente.

Não havia muito o que se fazer por aquele lugar, era apenas uma base pequena em uma ilha medíocre de South Blue, chamada Joyful Harbor, uma cidade comerciante, por isso a Marinha ali estava instalada, para verificar a entrada e saída de mercadorias e garantir que os piratas e contrabandistas se mantivessem longe. O que, mesmo em pouco número, os marines conseguiam fazer. South Blue sempre fora uma área pacífica, e a maioria dos piratas problemáticos seguiam sua vida para a Grand Line, deixando os blues e seus moradores em paz, na grande parte do tempo.

Isso fora antes da execução de Gold Roger, há apenas uma semana. Com a declaração do Rei dos Piratas sendo transmitida pelos Den Den Mushi a nível mundial, todos aqueles que sonhavam com riqueza, poder e fama, sem se importar de onde ela viria, se lançaram ao mar em busca do sonhado One Piece. Mesmo Joyful Harbor sofreu com aquilo. Os ataques ao porto e ao mercado aumentaram, ao mesmo tempo que o número da população diminuiu drasticamente de maneira muito rápida, já que muitos viam um futuro mais promissor na vida como fora-da-lei no que no comércio, ainda mais agora, com o perigo de terem sua mercadoria roubada a qualquer momento.

A excitação dentro de Prim crescia, a medida que o dia em que entraria em um combate real chegava, deixando os dias de limpezas para trás. Ser uma verdadeira marine. Contudo, a vida é, e sempre será, cruel: Prim foi transferida para uma ilha ainda menor, cuja base da Marinha havia sido recém construída: Baterilla. A princípio, a transferência parecia bastante promissora: era uma nova base, com novos colegas, novos superiores... Quem sabe agora finalmente teria a chance de largar a vida de “auxiliar de limpeza”.

Ledo engano... Tão logo desembarcou na ilha, foi designada para limpar a bagunça da construção que havia ficado, juntamente com outros cinco recrutas. E aquela sujeira era ainda pior da que tinha em Joyful Harbor: era uma poeira branca que grudava em todo canto. Até no teto e lugares onde o sol não bate...

E assim havia passado seu primeiro dia na pacata ilha de Baterilla. A vida de glórias como Marine viria, um dia... Já naquele dia em específico, Prim segue para o refeitório como seria costume todas as manhãs, para tomar o café da manhã com os demais colegas da nova Base da Marinha. Tudo ainda estava sendo ajeitado, estão havia muitos lugares vazios, e poucas pessoas para interagir. Assim que pega o seu prato e senta, outro de seus colegas junta-se à ela. Cassian, três anos mais velho que Prim, e algumas patentes acima, serve à Marinha como tenente-comandante. Como braço-direito do Capitão Aerys, era ele quem geralmente distribuía as ordens dadas pelo mesmo. Embora não tivessem interagido nada além das formalidades em sua chegada, ela sentia que ele procurava ser sempre gentil com ela e com os outros recém-chegados.


-Bom dia Primula-San. Dormiu bem esta noite? - Cassian colocou a bandeja na mesa à sua frente e sentou-se, embora tivesse diversos lugares vazios, inclusive com pessoas de patente mais alta que ela. Com sua barba sempre por fazer a seu uniforme quase sempre amassado, ninguém jamais diria que um rapaz assim chegaria onde estava agora, mas ali estava ele, sorrindo e mexendo nos cabelos bagunçados, com a insígnia de tenente-comandante no peito. - Então, o que está achando da nossa nova base marine?
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Re: We are Hope

Mensagem por Primula Rhododendron em Ter Out 16, 2018 2:55 pm

Primula



Tudo bem que lhe falaram que a vida de um oficial da marinha não era fácil, mas ela achava que era por causa dos bandidos, da pirataria, do enjôo do mar… Não por causa do cheiro de sabão no convés. A primeira vez que recebeu uma tarefa como essa, foi como levar um fora. Foi difícil sorrir e aceitar, mas quando descobriu que faria isso por sabe-se lá quanto tempo…

Primula resmungava constantemente em serviço. O que tinha de nobre nisso? Como uma boa filha de ricos, jamais tinha encostado em uma louça. Isso era além de tudo. Talvez fosse por isso que sua família olhava entre o riso e a desconfiança quando ela disse que queria ser tornar membro da marinha.

Raiva. Raiva. Raiva. Mais raiva. Esfregue a raiva toda pelo convés. E… o dia que tiver um estagiário de menor cargo que ela, vai ser esse mesmo que vai limpar!!!

Além disso, parecia que estava sofrendo preconceito. Nunca tinha passado por isso. Ela, filha de político. Nunca a olharam torto na vida. Por que agora ficavam cochichando? Só porque deu uma mordidinha numa fruta amaldiçoada? Prim teve a “sorte” de ter sido amaldiçoada quando criança. Ela nunca entendeu de verdade o estigma social que tinham essas pessoas. Se tivesse crescido sem essa experiência, talvez tivesse crescido mais preconceituosa. Porém, ela achava que o fato de conseguir transformar seu corpo não era motivo para ser tratada mal.

Será que era por isso que teria que limpar para sempre o chão? Poxa, ela podia ser mais útil que isso!!! Por esse motivo, se esforçava em dobro em aulas de combate. Queria ser a primeira da turma. Espada? Vamos treinar. Desarmado? Estou dentro. Mas ela gostava e tinha mais aptidão para atirar. Talvez porque odiasse passarinhos e queria dar um tiro de alerta nesses malditos que gostavam de pousar nela.

Enquanto era humilde (apesar de raivosa) limpando a base, quando tinham aulas se revelava. Sim, ela comemorava bem alto quando tinha acertos. Mostrava-se competitiva, espalhafatosa, apontava o alvo, gritava… Tudo na esportiva. Era impossível que as pessoas não conhecessem pelo menos a voz dela por onde passava.

Achava que um dia reconheceriam seu inegável talento e lhe chamariam para outra coisa… Era só ter um pouquinho de MUITA PACIÊNCIA ME TIREM DAQUI.

O sentimento de desespero foi pior após a morte de Gol D Roger. O que aquele homem tinha na cabeça? Tinha noção do caos absoluto que tinha criado??? Quantos marginais mais começariam a aparecer por causa dele? Ela achava que seriam coibidos pela execução dele. Afinal, o crime não compensa se você acaba morto, não????

Sua inocência tinha um preço caro naquele meio. Ela ficou muito surpresa ao ver que os crimes aumentaram. Seu coração batia rápido a cada novo anúncio. Queria ir lutar!!! Achava que estava pronta, apesar de ser uma novata. Não tinha noção dos poderes reais do mundo, do nível de pessoas que poderia enfrentar.

Por isso, em vez de medo,  ficava ansiosa esperando por um chamado. E em vez de um esfregão acompanhado do nome “Rhodo”, apelido que davam para seu sobrenome gigantesco e um trocadilho com a palavra maldita, lhe chamassem para uma missão de verdade!!

Pelo menos era o que achava desembarcando na ilha tão perigosa…. Que erro. Quanta sujeira pode existir em um lugar só? SÓ PODIA SER DE PROPÓSITO!!!! Prim foi dormir com ódio, e acordou sem muita esperança.

Por que tinha que passar por isso? Colocou a gororoba no prato, desanimada, aproveitando os momentos de solidão para poder suspirar e lamentar em paz, sem que a achassem fazendo corpo mole. Quando viu a sombra alta de um oficial, mas não um qualquer, o braço direito do Capitão Aerys,  ela se atrapalhou com o talher e se levantou para saudá-lo, arregalando bem os olhos quando viu que ele estava sentando-se ali.

- Se… Senhor tenente-comandante! - quase perdeu o ar falando. Sua coragem em ser agressiva estava mais direta a outros novatos do que com gente como ele… Pelo menos, por enquanto. -  Dormi, claro. Ótimo. Por quê? Pareço abatida??? - desesperou-se dando toquinhos nas bochechas.  - Quero dizer… - olhou em volta, e como cabeças viravam para eles.

Por que ele estava sentando-se ali???? Era difícil não falar muito ou alto. Tinha que lembrar que ele era uma pessoa importante!! Tinha que se comportar muito bem. Porque era ele quem dava as missões!!!

O que estava achando? Odiando. Um tédio. Uma droga. É mais emocionante cuidar de um jardim.  Trincou os dentes com um sorriso muito agradável. Que difícil era não falar isso tudo.

- Ótima! Que lugar agradável! É um pouco sujinho, né? Hehe…. Sujinho... - murmurou e respirou fundo para se corrigir. - Hahaha… quero dizer…...Sim, sim. Está tudo bem, senhor tenente-comandante!  


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Re: We are Hope

Mensagem por Ayleen G em Qua Out 17, 2018 6:05 am

We are hope

Mil pensamentos passavam pela mente de Primula, que a deixavam um tanto confusa, causando algumas reações físicas e verbais involuntárias. Era a primeira vez que interagia com um oficial de patente mais alta, sem ser em momentos profissionais, como encontrá-los pelo corredor enquanto o limpava, ou receber ordens diretas (como limpar, ou quando receber a notícia de que seria transferida). Com isso, a recruta levantou-se, bateu continência e respondeu ao tenente-comandante mais alto do que provavelmente deveria ter feito.

Ao invés de ficar irritado ou fazer gracinhas, Cassian apenas sorriu e fez um sinal para que ela se sentasse, lançando um olhar direto para aqueles que riam da situação, fazendo-os calaram-se e retomar suas respectivas atividades. Era visível que a hierarquia era muito bem respeitada naquela base da Marinha, assim como deveria ser em todas as outras.

-Acalme-se Primula-san, você está perfeitamente agradável, não parece nada abatida. - Embora fosse óbvia sua irritação com as limpezas, ele nada comentou sobre. Ao invés disso, desviou o olhar para seu prato e começou cortar o seu omelete matutino de maneira muito calma. - Essa base foi construída às pressas, temo que os construtores não tenham sido tão cuidadosos como deveriam.  - Agora que Cassian havia comentado este fato, fazia muito sentido que a equipe da nova base não estivesse completa, e que ela tenha sido transferida da noite para o dia. A pergunta era: por que? Casualmente, ele colocou um pedaço da comida na boca e mastigou quase com preguiça, desviando seu olhar do prato para Primula. Quando engoliu, voltou a falar: - Diga-me, Primula-san. Li em sua ficha que veio de uma família nobre de South Blue. Deve ter uma excelente motivo para abandonar os luxos e dedicar sua vida para servir à Marinha... O que a fez tomar esta decisão? - Parecia uma pergunta casual, mas algo dizia a Prim que era mais do que isso. Cassian estava realmente curioso em ouvir sua resposta, sabe-se lá com qual propósito.
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Re: We are Hope

Mensagem por Primula Rhododendron em Qua Out 17, 2018 8:56 pm

Primula



Prim sentia grande respeito por aquele oficial. Ficou nervosa por interagirem tão diretamente assim, em um café da manhã, tão diferente de uma ordem de limpeza. Forçou um sorriso. Odiava que dessem risada dela. Ahhh quando os superasse nas aulas de tiro...!

Vaidosa que só, recebeu o “perfeitamente agradável” com satisfação. Sorriu. Ouviu a pequena reclamação do tenente sobre a base. Então não precisava bajular o lugar. Foi feita de uma hora para outra, assim como sua transferência…

Não entendia direito onde ele estava chegando com aquilo, mas prestava atenção na forma que ele comia. Será que ele diria algo? O que ele queria? Começava a ficar impaciente, mas nada podia fazer. Foi pega de surpresa.

Por que alguém como ele iria querer saber sobre ela? Parou um momento e refletiu.

- Eu só… gostaria de retribuir o que fizeram por mim. Eu entendi a importância da Marinha quando criança e queria ser alguém que protege as pessoas e faz o que é certo. Eu queria poder proteger as pessoas que eu amo, que o mundo fosse um lugar seguro para as pessoas.
- Deu um sorriso com ares de inocência. Acreditava em sua utopia


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Re: We are Hope

Mensagem por Ayleen G em Qui Out 18, 2018 3:57 pm

We are hope

Prim estava tão nervosa com aquela atípica situação que nem percebeu ainda estar de pé, mesmo que o tenente-comandante já tivesse lhe dado um sinal, e ele próprio já estivesse comendo seu desjejum. Além disso, estava curiosa para saber o motivo de ele ter vindo falando com ela, de maneira tão direta. Havia outros recrutas mais antigos, outros homens de patente mais alta. E ele estava agindo de modo tão... Casual.

-Entendo... Gostaria que todos na Marinha tivessem este mesmo objetivo. - bruscamente, Cassian comeu rápido toda a comida do seu prato, não restando sequer uma migalha depois de meros 2 segundos. Como se nada houvesse, ele levantou e pegou a bandeja abaixo da louça, novamente agindo com toda a calma do mundo, já virando-se em direção ao local apropriado para deixar os restos do café da manhã. - Tenha calma, Primula-san, sente-se e coma sem pressa. Depois que terminar, gostaria que fosse até o meu escritório. Preciso organizar alguns documentos, será que se importaria em me ajudar? - ele aguardou a resposta com um sorriso e, independente do que ela dissesse, ele sairia do refeitório em seguida.
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Re: We are Hope

Mensagem por Primula Rhododendron em Sex Out 19, 2018 2:26 pm

Primula



Primula ainda estava em pé, meio nas nuvens pela presença dele. O que tinha na cabeça?

Talvez fosse porque ele estava tão relaxado e tranquilo… Era completamente fora do comum ser tratada daquele jeito naquele meio. Estava sim acostumada a ser tratada de forma respeitosa, educada, mas como filha de político, não como marinheira. Além do mais, era muito diferente de um tratamento por interesse ou um descaso. Ele parecia simplesmente não se importar com seu próprio cargo.

Porém ainda tinha motivos para continuar voando, por exemplo assim que foi elogiada de certa forma por seus ideais fortes. Abriu um sorriso largo e orgulhoso. Que homem incrível! Que capitão maravilhoso! Que pessoa iluminada! Quê??? Logo virou uma expressão de espanto, olhando a comida desaparecendo de seu prato. Ficou boquiaberta, não conseguindo disfarçar os olhões para cima daquilo. O que ele era, um aspirador?

Ajeitou o cabelo de forma desconfortável, tentando fingir que não tinha olhado loucamente para seu prato e o espiou. Já tinha saído de perto dela e entregado a bandeja.

- Ehhh…!??!? - reagiu alto, muito confusa. - Ah.. Ha.. HAHAHAHAHA CLARO CLARO - riu alto, conforme foi “lembrada” que precisava sentar-se. quase morreu de vergonha quando o tenente-capitão a lembrou de sentar-se. - C-com certeza, tenente-capitão, PODE CONTAR COMIGO.

Bateu continência, balançou a cabeça positivamente uma vez e tratou de sentar-se rapidinho, como se fosse uma ordem e comeu uma colherada de mingau com algum constrangimento. Assim que ele deixou o local, ela encarou os colegas maldosos, olhando bem feio para eles, especialmente os de mesmo nível que ela. Nada de bullying, seus…!!!

Acabou terminando a comida rapidinho, porque estava ansiosa para partir. Ela também deixou a bandeja no local correto e correu para o escritório, disfarçando a meio metro, quando voltou a se comportar como uma lady e bateu na porta de levinho.


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Re: We are Hope

Mensagem por Ayleen G em Seg Out 22, 2018 11:05 am

Primula


Ansiosa, mas tentando não parecer desesperada, Primula se apressa para comer e, em seguida, ir até o escritório do tenente-comandante Cassian, em um misto de esperança e orgulho. Inúmeros questionamento passavam em sua cabeça, o homem realmente a tinha pego de surpresa, sentando junto com ela, comendo daquele jeito, elogiando e convidando-a para ajudá-lo. Ninguém podia culpá-la. Era a coisa mais emocionante que tinha acontecido desde que entrara para a Marinha (exceto, claro, a execução de Gold Roger transmitida pelo mundo afora.

Assim que chegou próximo ao escritório (não tinha ocmo errar, foi para onde a mandaram para ser recepcionada na nova base. Além disso, por conta do pouco pessoa efetivo, haviam poucas salas administrativas sendo usadas. Assim que diminuiu o passo e recompôs sua postura, Primula pode ouvir duas vozes vindo de dentro de onde Cassian a aguardava.  Uma das vozes certamente era dele, a outra, entretanto, lhe era desconhecida. Porém, pelo tom, parecia estarem tratando de um assunto sério.

-Não posso aceitar isso, Capitão Aerys, é um absurdo, uma afronta ao verdadeiros deveres da Marinha! - esse era Cassian falando, embora a voz dele estivesse mais grossa que o normal, provavelmente devido à seriedade da situação.

-Ordens são ordens, Tenente-comandante. - a outra voz era masculina e rouca, parecia que o homem se esforçasse muito para falar. Se Cassian não tivesse mencionado o Capitão, Primula jamais saberia que era ele, pois sequer o tinha visto desde que chegou.

-São mulheres grávidas! E bebês! Capitão, não é possível que concorde com esse tipo de ordem!


-Não cabe a mim, e muito menos a você, questioná-la, Tenente! Quando entrei para a Marinha uma das primeiras coisas que aprendi foi que devo respeitar a posição de meus superiores, pois sei que há algum plano por trás que implica em manter a paz e a disciplina. Não progredi em minha carreira me rebelando contra meus superiores e o Governo Mundial. Nada de bom acontece com quem não segue leis e normas. A um tenente-comandante cabe obedecer o seu capitão. Espero que tenha entendido. Com licença. - catcha fez um som do outro lado da porta, indicando que a comunicação estava sendo feita através de um den-den mushi. Foi o melhor momento que Primula encontrou para bater à porta.

-Entre. - disse Cassian. Assim que Prim abriu a porta, viu que o homem estava sentado em uma confortável cadeira atrás de sua mesa. Podia apenas ver sua cabeça, pois a sala inteira estava com pilhas de papéis, em cima da mesa, em estantes e até mesmo no chão. Cassian, a princípio, parecia carrancudo, pensativo e mal-humorado, com o cenho franzido e uma das mãos tapando-lhe a boca, mas suavizou a expressão ao avistar Primula. - Oh, Primula-san, é uma alegria reencontrá-la tão cedo. Não se assuste com a quantidade de papéis, você deveria ter visto o meu desespero quando tive que separá-los de tantos outros que vieram para a base. He he. - Apesar de ele obviamente não estar em seu melhor humor, ainda assim era tão simpático quando o encontrara no refeitório. Ela não saberia dizer se era apenas com ela que Cassian agia assim, pois jamais tinha o visto ser ríspido com alguém. É claro, havia passado apenas um dia em Baterilla.
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Re: We are Hope

Mensagem por Primula Rhododendron em Seg Out 22, 2018 5:02 pm

Primula



Primula travou a mão antes de bater na porta e interromper o momento que ocorria ali dentro. Ficou atenta à conversa alheia. Afronta aos verdadeiros deveres da Marinha?

Cobriu a boca, reconhecendo a voz. O que estava acontecendo? Encostou-se à parede, ouvindo a conversa. Era feio fazer isso, mas parecia sério! E não era como se não tivesse sido convidada a aparecer por ali.

Então o Capitão Aerys soava daquela maneira? Era bem diferente da imagem que tinha criado, talvez porque esperava que um superior ao tenente-capitão fosse alguém semelhante a ele.

Mulheres grávidas e bebês? O que tinha acontecido? Já sentia o coração apertar. Não precisava de uma inteligência muito apurada para entender um pouco do que estava acontecendo. Havia uma ordem, relacionada a grávidas e bebês, que o tenente-capitão gostaria de quebrar, mas o capitão era contra. O que aconteceria com inocentes se a ordem fosse cumprida?

Aflita, ajeitou a roupa, pronta para receber o capitão na porta, fingindo que não estava ouvindo, mas para sua surpresa, era uma ligação. Olhou tensa para a maçaneta, mas limpou a garganta um pouco mais alto do que deveria, anunciando sua presença e bateu na porta, pediu licença e fez menção de entrar.

Quem estava enganando? Estava louca para saber do que eles estavam falando! Ela entrou e fechou a porta, sem conseguir esconder muito a cara de preocupação.

- Tenente-capitão... - bateu continência rapidinho, percebendo que estava olhando um tempo com cara de tonta para ele, então se ajeitou no centro.

Juntou as mãos na frente do corpo. Falava ou não falava? Perdeu o tempo e deu um sorriso sem graça, porque tudo que não queria agora era pegar aquela montanha de papéis e cuidar por conta própria.

- Ah... não, imagina... uau... QUANTO PAPEL, NÃO É MESMO? HAHAHA... coff coff...Ahn... O senhor me disse para aparecer aqui...

Perguntar primeiro o que ele queria, depois falaria da conversa.

- Como posso ajudar???

Sou melhor com grávidas e bebês do que com papéis, tenente!!! Era o que gritava em sua cabeça, mas ela tinha que disfarçar um pouco mais. Quem sabe ele não lhe diria algo do tipo sem que precisasse deixar tão na cara que saiu espiando? Ficou observando os papéis, será que algum dizia respeito à conversa? Aaaaa sua curiosidade estava lhe matando!!!!

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Re: We are Hope

Mensagem por Ayleen G em Ter Out 23, 2018 7:01 am

Primula


Controlando a curiosidade com todas as suas forças, Primula entra na sala e fez alguns comentários sobre os papéis, embora o que desejasse falar fosse bem diferente dessa simplicidade de organização de documentos. Pela primeira vez desde que entrou para a Marinha sentia que estava perto de fazer algo importante. Embora não quisesse forçar Cassian a falar sobre o assunto, suas esperanças remetiam a alguma missão relacionada às grávidas e bebês.

-Sim... - ele parecia um pouco distante, e demorou alguns segundos para respondê-la. O curto silêncio a deixava mais ansiosa ainda. - Preciso mesmo destes papéis em ordem, o quanto antes. Há algumas coisas que preciso fazer que dependem deles. São documentos confidenciais, e preciso organizar por assunto e as fichas por ordem alfabética. Gostaria que me ajudasse com isso. - A cara de Primula quase foi ao chão. Estava esperando que ele lhe pedisse algo relacionado ao que havia ouvido atrás da porta, e sentia que devia lhe falar algo a respeito, mas como? Como não parecer uma metida que fica ouvindo conversas particulares alheias? Cassian, contudo, não parecia notar sua hesitação, e mantinha o olhar distraído enquanto juntava uma pilha de papéis. Certamente a conversa com o capitão o havia incomodado muito.

Assim que voltasse sua atenção para a primeira pilha de papéis, o coração de Primula deu um salto, ao perceber que a ficha continha a foto de uma mulher jovem, anexada à foto de um bebê recém-nascido. Cassian havia dito que os documentos eram confidenciais, então era certo que se tratava do que Prim estava pensando. à medida que começou a colocar as fichas em ordem alfabética e guardá-las no armário de aço que Cassian havia indicado, ela pode perceber que todas se tratam de mulheres jovens com idade para engravidar, e algumas tinham bebês recém-nascidos, como havia sido na primeira. Os nomes não lhe eram familiares, nem mesmo as fotos. Mas podia notar que todas tinham algo em comum: residiam atualmente em Baterilla.

-Sabe por que a Marinha instalou uma base aqui, Primula-san? - O tenente-comandante perguntou, sua voz tão perto de si e tão repentina, que Primula chegou a tomar um susto. Estava tão concentrada nos papéis que não havia percebido que Cassian a estava observando e tinha se aproximado alguns passos, estando quase colado nela, lendo a mesma ficha que ela tinha nas mãos. A pergunta retumbava em sua cabeça, enquanto Prim buscava em sua memória algo sobre Baterilla. Há muitos anos, quando era jovem, um rapaz tímido de sua ilha chamado Benjaminm havia dito que Gold Roger tinha sido visto lá, teria alguma conexão?
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Re: We are Hope

Mensagem por Primula Rhododendron em Qua Out 24, 2018 7:55 pm

Primula


Primula realmente estava se segurando para não cometer desacato e falar de forma “enfática demais” para o superior contar logo o que afligia inocentes. Seu coração estava na mão, e a tensão no ar era palpável. Nenhum dos dois parecia querer falar sobre papéis velhos, mas foi exatamente esse o pedido do comandante.

Os ombros da oficial caíram e ela pareceu nitidamente decepcionada. Engoliu em seco e sentiu os olhos afligirem. Sério? Sério mesmo? Estavam com crise em todos os lugares após a incitação ao crime de Gol D. Roger e … Ela ficaria avaliando papéis??? Sentiu-se infeliz, inútil e impotente. Teve até vontade de chorar como uma menina mimada. Por que não confiavam nela para nada de útil? Ela queria fazer muito mais do que limpar o chão!

- Sim, tenente-comandante...  - falou de forma profissional e bateu continência, desanimada.

Bateu o olho naquela primeira pilha, arrasada, mas foi aí que seu coração apertou. Uma mãe… E seu bebê….  Os olhos chegaram a brilhar. Ela procurou avidamente por mais informações. Sentia a tensão do momento, a revelação ali, a centímetros de seus olhos.

- Tenente-comandante...  - começou, com a voz baixa, mas levou um baita susto quando percebeu que ele estava tão perto e deixou o corpo ereto, todo duro. Virou a cabeça mecanicamente. - N-não.. Q-quero dizer… Sim!

Precisou conter o nervosismo e terminou de colocá-las no armário de aço. Eram arquivos tão estranhos…

- … Para proteger a população dos ataques de pessoas motivadas pelo discurso de testamento de Gol D. Roger? - retomou a normalidade. - Eu.. Ouvi dizer que o próprio esteve aqui uma vez. Bem, provavelmente não passou de um boato, mas…  - virou-se para ele. -  Comandante… Por que há tantas mulheres, bebês e jovens mulheres em período fértil nesses arquivos? Elas são um alvo dos bandidos? Eu…  Não entendo... - franziu a testa. - Se elas são as vítimas… Por que parece que elas estão fichadas?  - virou para observá-lo, de certa forma inocente, mas preocupada.  Ela guardava muita confiança naquela instituição.

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Re: We are Hope

Mensagem por Ayleen G em Sex Out 26, 2018 7:51 am

Primula

A desanimação e decepção que havia sentido quando recebeu sua tarefa tinham sumido quase instantaneamente quando pegou a primeira ficha da pilha. Sentia que estava diante de algo realmente importante, embora não tenha sido assim que Cassian tivesse colocado à ela até então. A Marinha costumava ter registro de todos os potenciais perigos, porém por que aquelas mulheres pareciam fazer parte dessa lista? E bebês?

Ainda tremendo, em um misto de susto excitação, Primula guarda as fichas no local que havia sido indicado, e gira seu corpo para ficar de frente ao tenente-comandante, que parecia observar cada reação sua, embora estivesse com uma expressão muito reflexiva. Ela respondeu a pergunta, mas outras surgiram no lugar da resposta. Embora fosse dado a sorrisos fáceis, daquela vez Cassian apenas franziu o cenho e cruzou os braços, olhando para a pilha de fichas que faltava guardar.

-Nós recebemos ordens de fichar todas as mulheres grávidas, com idade fertil, ou com bebês recém nascidos. Gold Roger passou os últimos meses antes de ser capturado aqui nesta ilha, não é nenhum boato. Agora ligue os pontos, Primula-san, o que a Marinha pretende construindo essa base de forma tão apressada, fazendo um levantamento de todas estas mulheres e bebês?

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Re: We are Hope

Mensagem por Primula Rhododendron em Sab Out 27, 2018 3:25 pm

Primula


As palavras de Cassian pareceram terminar de fazer os cruzamentos mentais que Primula precisava. Ou melhor, que não queria fazer. Seu coração disparou. Não acreditava no que ele estava insinuando. E estava insinuando mesmo, não estava? Arregalou os olhos e o observou, boquiaberta.

Ficou quase um minuto inteiro, olhando-o de forma incrédula e tendo uma luta interna: não era completamente imoral pensar algo assim da Marinha? Se falasse isso em voz alta, não seria repreendida por acreditar em uma hipótese tão…

A seriedade no rosto do tenente-comandante e a forma como ele parecia indignado ao Den Den Mushi não abriam espaço para muitas dúvidas.

- … Tenente-comandante…. Nós não….  Nós não estamos caçando a mãe de um suposto herdeiro de Gol D. Roger ou seu sucessor enquanto ainda não cresce, estamos? - ficou ainda mais pálida, esperando um mínimo de reação no rosto dele e botou as mãos para trás e inclinou o corpo para frente - TENENTE!!! NÓS NÃO ESTAMOS, ESTAMOS?????  - Seus olhos cresceram e o maxilar tremeu. - Isso… Isso é… Eu estou errada, não estou? Como posso ter concluído absurdo assim? Por favor, me puna agora mesmo por pensar algo assim!! Nunca poderíamos ferir inocentes, crianças, mulheres, grávidas… Em nome de uma SUPOSIÇÃO! Em nome de uma… LOUCURA!!!! Nós não fazemos isso, somos os mocinhos. Não é???? NÃO É???? Nós nunca.... quer dizer... Não tem ninguém morrendo em nome de um...boato....Crianças não estariam... pagando por o erro de um adulto...  - estava desesperada por uma recusa de suas conclusões.

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Re: We are Hope

Mensagem por Ayleen G em Ter Out 30, 2018 9:56 am

Primula



O silêncio se instaurou na sala assim que Cassin terminou de falar. O tenente-comandante deu o tempo que Primula precisava para processar a informação, e ficou apenas encarando-a com firmeza. Primula olhava-o de volta, sem querer acreditar no que estava ouvindo e pensando. A Marinha era boa, a Marinha salvava pessoas inocente e punia os maus, era nisso que ela sempre acreditou desde que fora salva dos piratas, e agora logo quando ela sente que começaria a fazer algo importante, leva logo um banho de água fria.

Cassian aguardou com muita paciência que Primula tivesse a sua reação, na verdade esperava exatamente por aquilo que ela fez. Contudo, a situação era muito séria, e ele não se permitiu sorriu. Pelo contrário, continuou com uma carranca pensativa e preocupada. Ele não a interrompeu quando ela começou a falar e, assim que ela terminou, ele segurou seus ombros com as mãos, tentando acalmá-la.


-Primula-san, eu lamento ser a pessoa que lhe faz perceber que o mundo não é perfeito e há pessoas mal-intencionadas em todos os lugares. Eu também entrei na Marinha acreditando que faria o melhor para o mundo, porém há pessoas da mais alta hierarquia que dão ordens controversas, e resta às patentes mais baixas como nós apenas obedecer... - ao falar isso, ele franziu ainda mais a sobrancelha e soltou os ombros de Prim. Na verdade, ele parecia tão decepcionado quanto ela. - Essas fichas foram feitas ainda antes de eu chegar aqui, e a pessoa que as fez não teve muito critério de seleção. E, infelizmente, eu fui incumbido de interrogar e, até mesmo, aprisionar todas aquelas "suspeitas"... Suspeitas de amar tanto o Rei dos Piratas a ponto de ter um filho com ele. Como se amar fosse crime. - ele fala muito baixo a última frase, mas Prim pode entender perfeitamente. - Eu tentei com todas as minhas forças, mas não há maneiras de evitar essa missão, o Governo Mundial assim exige, e se não serei eu, outro a fará, e talvez este outro não tenha tanto cuidado quanto eu teria... Isso me leva a você.

Primula, que até então sentia-se inclinada a ficar com a cabeça baixa, ergue a cabeça como instinto. Os olhos de Cassian, diferente da preocupação de antes, agora parecia iluminados com um brilho de esperança. E ele encarava diretamente os olhos dela. Primula, no mesmo instante, sentia algo estranho no peito, como se as plantas que fizessem parte de si se envolvessem e crescessem, ficando mais fortes. Era uma sensação muito estranha.

-Primula-san, eu conversei com seus superiores em Joyfull Harbor, e mesmo a sua ficha me dá excelentes referências sobre você, mesmo tendo pouco tempo na Marinha. É por isso que eu gostaria que me auxiliasse nessa importante e difícil missão. Nós precisamos evitar que grande parte das mulheres sequer saibam o que se passa aqui. Não podemos deixar que as pessoas percam a fé na Marinha com atitudes como essa. Eu pretendo crescer hierarquicamente aqui, e assim poder evitar que coisas como essas sejam feitas, não devemos ser fantoches das vontades do Governo Mundial! Temos que proteger os inocentes, não castigá-los. - o brilho no olhar dele parecia ainda mais intenso. - O que me diz, Primula-san? Aceitaria meu convite?



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Re: We are Hope

Mensagem por Primula Rhododendron em Ter Out 30, 2018 2:41 pm

Primula


Primula observou seu comandante de baixo, com os olhos grandes úmidos. Mal conseguia acreditar naquelas palavras. Ela cresceu com aquele sonho de ser boa para todos e foi por causa disso que tinha se alistado. Franziu a testa. Restava a eles obedecer? Por que ele falava aqui de forma quase complacente? Estava boquiaberta e um pouco sem ar. Ele não terminaria de contar aquela história mandando-a aceitar o que estava ouvindo, certo?

Abaixou o rosto, ainda muito surpresa. Sem contar as mulheres que nada tinham a ver com aquilo! E mesmo se encontrassem a “culpada”... Podia o filho de um pirata nascer pirata? Por acaso seu filho era culpado pelos erros do pai? Ele era inocente, assim como sua mãe! Pior de tudo era o quão longe estavam dispostos a ir naquela caçada.

Ergueu o olhar de novo quando ele disse que não podiam evitar a missão. Abriu a boca para falar. Como ele poderia forçá-la a cumprir essa ordem?? Mas por que sentia uma confiança estranha, um florescer? Por que parecia ter algo além do que ele tinha dito?

- Eu… Tenente-comandante… - murmurou, atônita. Que honra, que orgulho! Mas era contra a “regra”, não deveria sentir-se estranha? Por algum motivo só conseguia sentir-se bem. Ele a embasava na decisão. Seu objetivo era nobre, ela sentia apenas grande admiração por ele. Ela queria fazer o que era certo e ele confiava nela para tal missão. Inicialmente o ar lhe faltou, e ela precisou respirar fundo, respondendo-o de forma emocionada. - RYOUKAI (Entendido/OK). TENENTE-COMANDANTE! VOU ME ESFORÇAR - prestou continência, permanecendo-se reta aguardando a reciprocidade até voltar à posição.

- Mas … como… Vamos fazer isso? … Não podemos preencher dados que não existem…. E se…. E se realmente a encontrássemos?

Eles a ajudariam a fugir? Isso era… ousado demais, não? Seu coração já palpitava em ansiedade


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Re: We are Hope

Mensagem por Ayleen G em Sab Nov 03, 2018 2:59 pm

We are Hope

Cassian permaneceu em silêncio, observando a reação de Primula. Quando ela aceitou a missão, prestando continência, o tenente-comandante sorriu, parecendo bastante aliviado, pois temia se ver sozinho nesta empreitada. Ele manteve seu olhar na recruta, escutando com atenção o seu questionamento. Novamente seu cenho franziu, e a expressão preocupada voltou ao seu rosto.

-É algo que eu espero não ter que lidar... - ele voltou seu olhar para o armário atrás de Primula, e andou até ele, mexendo em uma das gavetas, passando os dedos por entre as pastas suspensas, etiquetadas com o nome de cada mulher e sua criança (caso já fosse nascida). - Primeiramente, devemos descartar o máximo de mulheres que conseguirmos. É aí que preciso de sua... "Empatia feminina". Não leve a mal este termo, mas acho que é o melhor que consigo explicar. Mulheres tendem a ser mais receptivas com indivíduos do mesmo gênero, especialmente quando grávidas, então gostaria que entrevistasse cada uma delas, de preferência em suas próprias casas. Não mencione o que está sendo realizado, pode apenas dizer que a Marinha quer se aproximar dos habitantes deste cidade para lhes garantir maior proteção, e mantenha-se disponível para ouvir suas queixas. Colete o máximo de informações que puder dela e da família, para que possamos descartá-las e provarmos o porquê para nossos superiores, está bem? - ele pegou uma das pastas, de uma mulher ainda grávida, de nome Yamamoto Leah. - Comece por esta aqui, acredito que será mais fácil já que será sei primeiro trabalho de campo. Leah é uma ex-capitã da Marinha, esposa do Vice-Almirante Akira, e vive aqui na ilha há quase um ano. Além disso, é uma amiga pessoal, então se mencionar o meu nome, ela certamente colaborará mais do que pedirmos.

Cassian sorriu e entregou a pasta para Primula. Apesar de não ser a batalha contra piratas que estava esperando, ainda assim era emocionante participar de uma missão tão importante, e que colocava em jogo a visão das pessoas em relação à Marinha. Pessoas corruptas poderiam abusar do poder como marines, e apenas jogar toda mulher grávida e bebê recém-nascido em uma cela, mas não ela. Primula faria o possível e o impossível para garantir o bem e a segurança daqueles inocentes. Mesmo se fossem ligados ao falecido Rei dos Piratas.

Primula já estava com o pensamento a mil, feliz por ter deixado os dias de limpeza para trás. Estava mesmo comprometida a salvar a vida daquelas pessoas, e de muitas outras! Provaria seu valor ao tenente-comandante, e mostraria ser digna de sua confiança para, quem sabe, poder ajudá-lo em muitas outras missões, até mesmo mais importantes que esta! Prim já estava com a imaginação longe, pensando em todo o caminho de glória e honra que trilharia... Quando uma gaivota pousou no parapeito da janela, carregando consigo uma bolsa cheia de jornais.


-Cráá


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Re: We are Hope

Mensagem por Primula Rhododendron em Ter Nov 06, 2018 5:29 pm

Primula


Provar que as mulheres eram inocentes. Era o melhor e mais justo que poderiam fazer. Como era inteligente seu capitão! Seus olhos se encheram de esperança, conforme ela anotava mentalmente o plano. Precisava entrevistá-las de forma a fazer um relatório verdadeiro e extremamente convincente. Não seria difícil provar que elas nada tinham a ver com o Rei dos Criminosos. Certo? Porque todas eram, de fato, inocentes…

Primula começava a pensar nas perguntas que faria já sentindo a ansiedade bater. Ouvir as queixas, usar de desculpa a nova base, trazer total confiança… Era como ouvir as irmãs e seus desabafos. Achava que poderia fazer isso.

Teria que lhes garantir discrição, confiança e proteção. Teria que se mostrar praticamente como uma irmã, ou filha, inspirando-se nas próximas florzinhas que conhecia. Observou a ficha de Yamamoto Leah e se assustou quando viu que ela era ex-capitã. Arregalou os olhos para ele. Até pessoas de caráter inquestionável estavam naquilo? Nenhuma mulher tinha escapado do fichamento. Isso era muito cruel. Aliás, ela era esposa do Vice-Almirante Akira. Como podiam investigar isso? Ela aprendia aos poucos que precisava o quanto antes ser menos inocente.

Não mencionou isso, mas estava claro em seu rosto. Assentiu. Estava um pouco com receito de fazer um trabalho ruim que colocasse em risco uma amiga de seu superior, mas ao mesmo tempo sentiu o peso da confiança dele.

- Farei o meu melhor!!! - prestou continência e pegou o relatório.

Não era um combate, mas ela sentia que era a melhor missão que poderia pegar ali dentro. Sentia que era de extrema importância. Não trataria de forma banal.  Saiu orgulhosa da sala, agradecendo pela confiança. Apesar de estar ainda atordoada com as informações, difíceis de digerir, estava encantada por ter uma missão.

De repente levou um susto com aquela… ave… Balançou os braços efusivamente e gritou.

- AAAAAA QUE HORROR, HOJE NÃO HOJE NÃOOOO - protegeu os cabelos e tentou afastá-la com a pasta em mãos. Ela se jogou contra a parede e fez uma grande cena tentando proteger cada cantinho da cabeça, mas o bicho continuava ali, com um jornal na boca.

- L-L-LARGA AI. AÍ. Entendeu? - apontou para o chão. - XÔ. XÔ.

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Re: We are Hope

Mensagem por Ayleen G em Qui Nov 08, 2018 6:32 pm

We are Hope

A mente de Primula já estava funcionando rapidamente, pensando como deveria fazer dali para frente. Cassian não tinha lhe dito nada sobre um formulário a seguir, ou alguma estrutura para as "entrevistas", então ela chegava à conclusão de que ela mesma deveria fazer aquilo. Talvez fosse bom ir com as perguntas decoradas em sua cabeça, e ver o que mais surgia durante a conversa com as mulheres. Leah seria o seu teste inicial, e Primula ficava nervosa, de certa maneira, pois Cassian confiou a ela o contato de uma amiga pessoal, além de ser ex-marine e esposa de um Vice-almirante. Estava mesmo no meio de algo importante!

Até que aquela maldita ave levou todos os pensamentos embora. Como por instinto, Primula já levou as mãos na cabeça e se jogou na parede, protegendo de um possível ataque da enorme gaivota jornaleira que, aliás, voava pela sala na direção dela. Parecia quase um ímã, as aves desgraçadas queriam fazer ninhos em seus cabelos desde que comeu a akuma no mi. Era um verdadeiro inferno. Contudo, após sua cena de auto-proteção, foi que Prim percebeu que a ave não estava voando na direção dela, mas sim para um espaço vazio na mesa de Cassian. A gaivota agora havia pousado no dito espaço, passando a asa sobre um galo em sua cabeça, com os olhos marejados de lágrimas. Certamente, em seu afoito, Prim tinha acertado ela.

-Mas o que... Primula-san, você está bem? Avôa assustou você?
- a gaivota olhava para os dois, chorosa, enquanto Cassian segurava Prim pelos braços, sem entender o que estava acontecendo. Mesmo com toda a cena, ele não parecia nem um pouco com vontade de rir dela. - Avôa, deixe o jornal, obrigado por ter vindo.

-Cráá - respondeu a ave, deixando a sala no mesmo instante.

-Hã... Tem problema com pássaros, Primula-san? - Cassian parecia sem saber o que dizer para ajudá-la.


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Re: We are Hope

Mensagem por Primula Rhododendron em Sex Nov 09, 2018 4:40 pm

Primula



A face de Primula ficou completamente pálida, e ela acabou de queixo caído olhando o bicho pousando na mesa de um plácido Cassian, inabalado pela situação.  Sem querer fez a maior cena por causa da criatura. Como odiava aquelas aves!!!! Se estivesse sozinha, provavelmente tentaria espantá-la a todo custo agora, mas por algum motivo não estava se mexendo muito?

Um… motivo? Piscou e viu que Cassian a amparava em seu chilique. Cresceu os olhos e imediatamente foi tomada por completa vergonha.

- Ah!!! COMANDANTE. Não, é que... - balançou os braços na frente do corpo. Recompondo-se e afastando-se, tentando mostrar que estava bem, fazendo algumas mesuras.

- ahhahah.. É que eu..  Sabe, não, imagina!!! Eles gostam até demais de mim - espiou a criatura na mesa.   -  Você disse “Avoa”? Ela é sua? - espiou a criatura chorosa.

ESSA NÃO!!!  O pobre bicho tinha um nome, era apreciado pelo comandante, ainda por cima tinha sido ferido por ela… QUE VERGONHA.  Suspirou pesadamente, levando a mão ao peito.

Que mentira. Odiaaaava pássaros, quase tanto quanto insetos.

- Eu não consigo andar na rua quando essas.. Coisas decidem morar em mim.  - ela mexeu brevemente em uma mecha de cabelo e “quebrou” um fio de madeira, entregando para ele, com uma expressão aborrecida, como se aquilo explicasse tudo.

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Re: We are Hope

Mensagem por Ayleen G em Ter Nov 13, 2018 8:35 am

We are Hope

Primula se afastou de Cassian, constrangida com a cena que acabara de protagonizar. Não apenas por ter se apavorado e batido na ave, mas principalmente porque ela parecia ser de Cassian, já que tinha até um nome. Não havia um jeito muito fácil de explicar o que tinha acontecido, afinal, quantas pessoas do South Blue tinha akumas no mi que atraíam os animais para fazerem ninhos em sua cabeça?

-O que? Ah não, não é minha, é apenas a gaivota que sempre vem pra ilha distribuir os jornais e os cartazes de recompensa.
- ele parecia tentar amenizar a culpa de Prim, mas era visível que ele tinha um certo apego pela ave. Foi então que ela entregou um fio de madeira que estava em seu cabelo, que pareceu iluminar o rosto de Cassian com compreensão do que havia acabado de acontecer. - Tem relação com a sua akuma? Entendo... - Foi a primeira vez que alguém falou sobre ela ser uma usuário de akuma no mi de uma forma tão... Casual. Cassian era mesmo diferente dos outros marines. Ele pegou o jornal e os cartazes de recompensa e arregalou os olhos para alguma coisa que ela não conseguia ver. - Primula-san, pode terminar de organizar estes documentos sem mim? Tem algo que preciso falar com Capitão Aerys. Quando terminar pode tirar o restante do dia de folga, se preferir - ele enrolou o jornal e os cartazes na mão e saiu pela porta, despedindo-se com uma leve mesura e um sorriso, embora parecesse um pouco nervoso.

Primula deu uma olhada nos papéis ao seu redor. Embora já tivesse organizado bastante coisa, provavelmente teria que voltar depois do almoço para terminar de arrumar tudo. Se tivesse ajuda de Cassian seria mais rápido, é claro, mas ele tinha dado a entender que não voltaria tão cedo. Sendo assim, ela estava livre para gerir seu tempo, desde que terminasse a tarefa dada.


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Re: We are Hope

Mensagem por Primula Rhododendron em Qua Nov 14, 2018 5:49 pm

Primula


Primula observou surpresa após ele tratá-la de forma tão casual por causa da akuma no mi. Será que…? Ficou pensativa. Seria possível que ele também fosse um usuário de fruta do diabo? Mas não ouviu nada sobre isso…

Talvez fosse apenas porque ele era muito gentil com as pessoas. Um verdadeiro defensor, a serviço da sociedade! Deu um sorriso bobo, mas a reação dele ao olhar o jornal chamou sua atenção.

- ...Comandante? Aconteceu alguma coisa? - murmurou e esticou o pescoço para espiar, mas ele lhe deu uma ordem direta em seguida. - C-claro… Sim senhor! - prestou continência. Não tinha o que questionar mais, porque já tinha passado aquela vergonha gigante de bater no “bicho oficial da marinha”.

Ficou um pouco aflita por causa daquela diferença de patente que ainda a segurava para ser mais incisiva. Às vezes escapava, mas só em casos extremos.

Onde estava aquela ave besta agora que precisava dela? Queria ver o que tinha de tão apavorando no jornal. Ou seria em relação aos cartazes de recompensa? Mordeu o lábio e foi até os documentos e, como era ordeira, começou a obedecer a ordem, para organizá-los, não sem olhá-los com alguma atenção.

Que mais segredos poderiam estar espalhados naqueles papéis ignorados? Quando a fome bateu, ela deixou de lado aquela organização e foi almoçar. Estava inquieta. Enquanto almoçava, algumas mães provavelmente estavam apavoradas com rumores…

- Ei. - gritou para um colega de mesmo nível que estivesse passando.
- O que tem de interessante no jornal de hoje?

Se ele lhe desse um exemplar, seria tão melhor quanto.

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Re: We are Hope

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