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We are Hope

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Re: We are Hope

Mensagem por Ayleen G em Qui Nov 15, 2018 12:25 pm

We are Hope

A curiosidade corrói Primula por dentro, mas ela sabe que o dever que lhe foi passado deve vir em primeiro lugar. Imaginando que tipo de notícia, ou cartaz de procurado, faria Cassian agir daquela forma estranha, Prim continuou a organizar toda a papelada, também se atentando aos papéis que ali estavam. A maioria eram informações sobre moradores da ilha, não apenas as grávidas, mas todos aqueles que poderiam ter alguma relação com Gold Roger. Por que, afinal, o Governo Mundial e a Marinha estavam tão focados em encontrar pessoas ligadas a ele? O Rei dos Piratas já tinha sido executado há uma semana e, mesmo tendo lançado milhões de pessoas ao mar em busca do One Piece através da pirataria, não havia nada que garantisse que as pessoas ligadas a ele fariam o mesmo, havia? Deveria ter algo a mais ali, alguma razão que Primula ainda não havia entendido ou descoberto... Mas o que?

Havia também inúmeros cartazes de recompensa por novos e velhos piratas. Alguns já eram conhecidos dela, como os dois membros mais famosos da tripulação de Gold Roger, Shanks e Buggy, obviamente o primeiro tinha a recompensa por sua cabeça muito maior que o segundo, que não passava de um palhaço arruaceiro que, assim como ela, tinha comido uma fruta do diabo. Outros piratas, até então desconhecidos para ela, também tinha recompensas tão grandes ou maiores que Shanks, Prim teve a atenção presa principalmente por dois deles: um pirata de nome Ronan O'Bryan, cuja recompensa alcançava Shanks em B$550,000,000 (CLICK), e uma garota mais nova que ela, de nome Ruby Rose, que chegava aos incríveis B$ 1,000,000,000 (CLICK).Também verificou que o pirata que havia sido a causa de ela ter comido sua akuma no mi anos atrás não estava entre os procurados. Teria sido capturado, morto, ou o que? Os demais cartazes, em sua maioria, pertenciam a alguns piratas do South Blue, insignificantes ou recentes demais para que ela se lembrasse de todos.

Como Cassian não havia lhe dito como deveria organizar os demais documentos, Primula guardou como achou que deveria, separando os cartazes de recompensas por ordem alfabética, assim como os registros de todos os moradores da ilha. Ademais, a maioria dos papéis eram alguns relatórios extensos da Marinha, ou outros protocolos, levaria dias para ler tudo, então apenas organizou conforme os assuntos. Explicaria a Cassian mais tarde como guardara os documentos.

Sua barriga reclamava por estar vazia, já devia ter passado da hora do almoço, afinal, o sol já estava começando a baixar, indicando o início da tarde. Ainda faltavam alguns papéis para guardar, mas certamente estaria livre de tudo antes do pôr do sol. Desta forma, ela olhou pela janela, a procura da gaivota, sem qualquer sinal dela (o que foi, de certa forma, um alívio). Saiu da sala em direção ao refeitório. Ainda havia comida, mas já não estava tão quente. Ao menos serviria para matar a fome. Não havia muitos marines por perto, a maioria já deveria ter almoçado, então poucas fofocas para escutar. Assim que avistou um de seus colegas recrutas, ela tratou logo de o chamar, agora sem se preocupar em ser formal.


-Eu? Ah, olá Pri-chan, ahn, senhorita Prim... Primula. - Modd era um gordinho um pouco mais jovem que ela, havia entrado na Marinha há alguns meses, mas ainda continuava na mesma posição hierárquica. Ele não era lá um dos grandes destaques, de qualquer maneira, muito tímido e medroso para um Marine. Ainda assim, era dos mais amigáveis com Prim. - O jornal? Bem... Eu vi apenas a capa, parece que o construtor do Oro Jackson foi preso. - ele percebeu que Prim não sabia do que ele estava falando, então continuou, parecendo um pouco mais confiante. - Oro Jackson foi o navio de Gold Roger, quem o construiu foi um tritão chamado Tom. Acho que deve ter um exemplar do jornal na recepção...


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Re: We are Hope

Mensagem por Primula Rhododendron em Qua Nov 21, 2018 4:41 pm

Primula


Mesmo alguém que detestava piratas como ela não conseguia ver sentido em uma caça às bruxas a qualquer tipo de pessoa relacionada a Gold Roger. Será que, em suas pilhagens e aventuras proibidas,ele havia descoberto algo que ameaçava o Governo? Será que o próprio One Piece era uma ameaça?

Deu uma boa olhada naqueles cartazes de recompensa. Era novata, mas tinha que aprender a memorizar aqueles rostos o quanto antes, para que não cometesse uma gafe. E tinha a ilusão, sim, de um dia poder ter informações úteis sobre eles para prender aqueles bandidos. Uau, o que aquela menina pequena poderia ter feito de tão mal para conquistar uma recompensa tão alta? Definitivamente não podiam julgar um livro pela capa. Bandidos estavam em todo canto! Era por causa de pessoas assim que inocentes acabavam, infelizmente, investigados.

Porém, o que lhe dava mais sentimentos de revanche não estava ali. Em primeiro momento sentiu-se inquieta. Por quê? Se alguém deveria estar ali, era aquele homem gigantesco. O que mais poderia fazer com outras pessoas inocentes? O que poderia ter acontecido com ela e suas irmãs se não fosse a marinha? Teve um arrepio, mas precisava trabalhar.

É verdade que foi negligente nos protocolos, mas como poderia ler tantas páginas sem parecer ociosa? Sua curiosidade ficaria para outro dia. Bastou usar os temas e os que pareciam mais recentes para ordenar.

Saiu de lá pensativa, pensando que Cassian tinha muitos mais segredos escondidos naqueles arquivos do que ela pensava. Era tão novata e inexperiente no lugar que sentia-se meio estúpida agora por sua inocência. Fez uma pausa reflexiva, almoçando sozinha, para variar. As pessoas a evitavam por causa de sua fruta, mas ele era diferente até nisso. Que homem incrível. Ficou feliz por ser tratada bem por outra pessoa também. O recruta lhe deu as informações que ela queria. Gostava quando as pessoas a tratavam daquela forma, com respeito, lembrava do conforto de ser uma “realeza” em casa, mas, ali, era mais o conforto de não sofrer preconceito mesmo.

Fez uma cara confusa. Não fazia ideia de quem era Oro Jackson...Ou melhor, “O quê”.

- Oh -piscou, demonstrando surpresa.

De novo, Gold Roger. Sem dúvidas ele seria brutalmente interrogado. Talvez ele soltasse um nome?

- Ótimo - piscou, levantou-se para deixar a bandeja em um canto e saiu para a recepção, para pegar uma cópia do jornal antes de sair para seu dia de folga.

Ela pretendia dar um passeio até a casa da amiga pessoa do capitão, apenas para sondar o lugar. Na verdade, ela queria era olhar os arredores, inconscientemente queria se certificar que não havia mulheres sendo intimidadas nas ruas por causa daquele assunto, durante o caminho. Era uma inquietação que tinha no peito depois daquela notícia.


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Re: We are Hope

Mensagem por Ayleen G em Seg Nov 26, 2018 1:02 pm

We are Hope

Sem dar muita conversa a Modd, que ficou com cara de tacho observando ela se afastar, Primula seguiu para a recepção, em busca da edição do jornal do dia. Havia um marine na recepção, como era de costume, que apenas lhe lançou um olhar rápido, para verificar se ela precisava de alguma coisa. Contudo, a recruta sabia bem o que tinha ido buscar ali, e pegou um dos exemplares disponíveis em uma mesinha de canto, perto do sofá da recepção. Como Modd havia dito, a maior e mais importante notícia era sobre a captura de Tom, cuja foto estava estampada na capa.


O resumo da capa dizia: "O perigoso tritão Tom, carpinteiro naval e amigo íntimo de Gold Roger, foi preso por oficial do Governo Mundial e da Marinha, na tarde de ontem, em Water 7, onde reside. Acusado de colaborar com a pirataria através da construção de navios, especialmente Oro Jackon, o qual pertencia a Gold Roger e sua tripulação, Tom foi encaminhado para julgamento em Enies Lobby, e será mantido preso até lá. Além disto, ele também é acusado de manter consigo a posse de uma arma ancestral poderosa e mortal. Veja mais detalhes na página 4 e 5, em uma cobertura exclusiva da nossa jornalista Gabriela Gian."

As páginas 3 e 4 continham todos os detalhes da prisão de Tom, que este colaborou com os agentes, e isto seria levado em consideração pelo juiz que o julgaria. Ainda falava um pouco mais sobre o trabalho realizado pelo tritão e sua ligação direta com Roger. Primula pode perceber que, além das acusações já citadas na capa, a reportagem não trazia nenhum detalhe sobre a motivação das mesmas. Poderia haver um motivo para isso, no fim das contas, para não atrapalhar o julgamento, talvez... Seria interessante manter seu olho nos jornais a partir de agora.

Assim que terminou de ler, Primula guardou o jornal e seguiu pensativa até a residência que Cassian tinha indicado como sendo da sua amiga, Leah. No caminho até lá, e mesmo agora, Primula não notava nenhuma diferença no cotidiano das pessoas. Encontrou duas vezes duplas de marines fazendo ronda, mas eles conversavam entre si, e cumprimentavam os habitantes cordialmente. Avistou algumas crianças correndo em um terreno baldio, e uma velha senhora gritando com elas de sua varanda. Uma moça de aproximadamente 15 anos varria a calçada na frente de sua casa. Um casal voltava do centro da vila, com sacolas de compras. Todos cumprimentaram Prim quando ela passou, identificando-a como marine por causa do uniforme. De fato, não parecia haver nada de estranho, como se ninguém soubesse o que estava acontecendo...

A residência de Leah não era muito distante da base, afinal, foram apenas 10 minutos de caminhada até lá, contudo a casa permanecia com uma distância razoável das demais da vizinhança. As janelas estavam abertas, indicando que deveria haver alguém dentro, embora Prim não conseguisse ver ninguém de onde estava. Tinha tijolos expostos, como parte da decoração, e boa parte das paredes externas estava coberta por trepadeiras bem aparadas.



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Re: We are Hope

Mensagem por Primula Rhododendron em Qua Nov 28, 2018 6:17 pm

Primula


Primula tinha ouvido o básico sobre Enies Lobby, mas mesmo quando pensou em se candidatar para se tornar em um membro da marinha, nunca imaginou passar perto daquele lugar. Achava que tinha uma aura muito pesada, pelo tipo de prisioneiro que abrigava. Tom teve seu fim merecido, mas ela também não ficava feliz de pensar que tipo de coisas que ele poderia sofrer para que obtivessem informações sobre a arma. Ele foi sensato em soltar o que sabia de uma vez. Por que será que os piratas escolhiam esse caminho, mesmo sabendo que muito provavelmente seria esse seu fim?

Achou bom guardar o exemplar em seu quarto e acompanhar o desenrolar dos casos. Aparentemente, notícias bombásticas explodiriam em cada canto dos mares por causa da execução de Gold Roger e ela deveria ficar de olho em todas. Algo em seu íntimo dizia que ela precisava de informação. O que tinha acontecido na sala, mais cedo, a fazia querer sair da ignorância.

Afinal, queria poder ser confiável e um braço direito do tenente, já que suas motivações pareciam justas. Ela decidiu começar esse tipo de construção de confiança já iniciando parte do trabalho: fazer uma ronda na cidade.

Já não conseguia andar lá normalmente, achando que era uma vila pacífica. Olhava para os marines e pensava que eles provavelmente, como ela, não faziam ideia daquela ordem. Bem como as crianças correndo, a pobre senhora e a menina. Teria que “interrogá-las”. Quão assustadas ficariam se não fosse ela a desempenhar essa função? Se esforçou em sorrir e cumprimentar o casal.

Sentia que estava conhecendo uma camada sombria da cidade. Será que sempre esteve ali?

Primula parou diante da casa, admirando por um momento. Parecia uma vida confortável que ex-capitã da Marinha e um Vice-Almirante. Ficou algum tempo ali, pensando se deveria atrapalhá-la tão cedo, mas diante das últimas notícias, talvez fosse melhor começar sua missão o quanto antes, antes que o Governo ficasse pressionado para achar as mulheres e designassem aquilo para outra pessoa.

Respirou fundo e bateu na porta.

Era uma conversa, afinal. Empatia feminina, ele disse. Mas uma ex-capitã já não imaginaria o que ela estava fazendo ali?
 
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Re: We are Hope

Mensagem por Ayleen G em Seg Dez 03, 2018 10:04 am

We are Hope

Era estranho caminhar pelo tranquilo vilarejo agora, sabendo do que estava prestes a acontecer na ilha, do cenário que estava sendo montado. O caminho todo até a casa de Leah, Primula olhava para as pessoas na rua ou em suas casas e ficava imaginando o impacto que sua missão teria na vida de cada um. Assim como Cassian, ela queria causar o menor estrago possível e, melhor ainda, se fosse nenhum. Mas pelo que o tenente havia lhe dito, a ordem seria dada a outros, se eles não a cumprissem. Então o que era melhor, participar dessa caça desnecessária e cruel, ou dar as costas e esperar que outro toma decisões, às vezes até piores? Primula estava em uma difícil encruzilhada, escolhas deveriam ser feitas, que poderiam mudar muita coisa dali em diante.

Após alguns minutos olhando a casa de Leah e refletindo sobre tudo, Primula decidiu começar com a missão naquele momento. Não havia preparado qualquer entrevista, nem sequer sabia quais perguntas fazer, porém estava determinada. Seu plano era começar com uma conversa casual, ter mais intimidade e conexão com a ex-marine. Quem sabe quais frutos aquela conversa poderia render, afinal, ela não era apenas uma das "suspeitas", pois além disso era esposa de um vice-almirante e também havia havia sido membro da Marinha. Bem, será que ela não suspeitaria de algo?

Ainda assim, quando se deu por conta, Primula já havia batido na porta. Passos foram ouvidos de dentro da casa, e pouco tempo depois, a porta se abria com um leve rangido. Leah, deveria ser ela, era uma mulher com idade por volta dos 30 anos, loira, cabelos longos e lisos e olhos castanhos. Vestia roupas confortáveis e, mesmo que Prim soubesse que ela estava grávida, não parecia, pois mal dava para notar uma pequena saliência em sua barriga. Devia estar no início da gravidez... Por que diabos suspeitavam dela?


-Olá, boa tarde. - um cachorro de pelagem preta e branca (CLICK) estava entre suas pernas, e farejava o ar, sentindo o cheiro daquela desconhecida que estava na porta. - Em que posso ajudar, senhorita...? - era óbvio que o seu uniforme não havia passado desapercebido por uma ex-marine, ela devia até mesmo saber da sua baixa patente. Ainda assim, devia tratar Primula com respeito, já que não fazia mais parte da Marinha, e não estava em posição hierárquica superior. Ela parecia ter um rosto muito simpático mas, ainda assim, era intimidador estar à sua frente. Ela é esposa de um vice-almirante!


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Re: We are Hope

Mensagem por Primula Rhododendron em Ter Dez 04, 2018 5:49 pm

Primula


Primula deu uma breve congelada ao ver aquela mulher. Por mais que a loira não estivesse de uniforme, não conseguia esquecer que ela foi de uma patente mais alta, e que era esposa de um vice-almirante. Era louca de estar ali na casa dela??? Porém, a aura doce de Leah pareceu acalmá-la um pouco. Seus olhos encontraram a breve saliência na barriga, e isso, somado à presença de um cão, mexeu com seu coração.

Por que suspeitar de uma pessoa assim? Sentiu pena dela, como tinha das demais mulheres da vila. Ela fez uma reverência respeitosa.

- Senhora Leah… Eu me chamo Primula Rhododendron e eu vim em nome do tenente-comandante Cassian. - ergueu o rosto lentamente, tomando ar. - Eu fui designada recentemente para ocupar o novo posto da marinha nesta ilha. Eu estou fazendo um reconhecimento da população e, como sou nova, ele me indicou o seu nome. Poderíamos conversar um minuto? - ela chegou a dar um pequeno sorriso no final, tentando mostrar que tinha boas intenções.

Seu coração estava incerto e ansioso. Não queria mentir para ela, era contra esse tipo de coisa, mas se não o fizesse, o medo que aquelas pessoas sentiriam, e o tipo de coisa que uma ex-oficial poderia fazer causaria muito mais caos.

Abaixou o corpo e ofereceu a palma da mão para o cachorro cheirar. Se ele não quisesse usá-la como poste, estava ótimo, mas deu um sorriso nervoso, esperando que isso não acontecesse.

Ela também não conseguia ficar completamente confiante ou à vontade, considerando quemera aquela mulher e que suas palavras era uma invenção improvisada, baseada no objetivo. Detestava mentir, mas era preciso, não? Estava apenas protegendo-na.

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Re: We are Hope

Mensagem por Ayleen G em Sab Dez 08, 2018 3:37 pm

We are Hope

Nos breves segundos que Primula pareceu congelada à imagem da ex-marine na sua frente, Leah pestanejou e esperou o tempo para que a outra se recompusesse.  O cão farejava, dando alguns passos para frente, curioso. Mesmo ali da porta, dava para perceber que não havia mais ninguém da casa, sinal que o vice-almirante deveria estar em alguma missão no mar, como era de costume. Na verdade, era muito difícil que marines permanecessem junto das famílias, pois raramente ficavam em apenas uma base, ainda mais com uma patente tão alta.

Mas uma coisa incomodava Primula acima de tudo: por que essa mulher também era uma das "suspeitas"? Ela era casada com um homem da Marinha, já fizera parte da corporação... Além disso, há quanto tempo Gold Roger esteve na ilha? Será que fazia 2 meses, ou mais, desde que havia sido capturado? Primula precisava de informações mais precisas para conseguir descartar pelo menos as grávidas mais recentes, como parecia ser o caso de Leah. Por fim, nos breves segundos que pareceram horas, Primula finalmente recobrou a consciência e fez uma mesura para a mulher, cumprimentando-a.

-Oh, Cassian? Como ele está se saindo como tenente-comandante, hein? Entre, Primula-san, por favor. - Leah abriu mais a porta, fazendo um gesto com o braço para que a recruta entrasse em sua casa. - Mesmo que a base esteja em Baterilla há poucos meses, Cassian-kun nunca enviou ninguém para falar comigo antes. Sente-se, por favor, eu estou fazendo chá. Preciso beber bastante líquidos... - ela sorriu e passou a mão na barriga de maneira carinhosa. Enquanto isso, o chão cheirava a mão estendida de Primula, dando duas lambidelas, antes de voltar a seguir sua humana, que ia em direção à cozinha.

-Aceita algo para comer, Primula-san?
- independente da resposta, Leah voltou alguns minutos depois para a sala, trazendo consigo uma bandeja com um bule de chá, duas xícaras em pires e umas trufas em uma pequena travessa. - Desculpe, eu não estava esperando visitas... - Leah sentou-se em uma poltrona e fez sinal para que a outra também se sentasse. O interior da casa era bonito e bem arrumado. Não conseguia ver muito além da sala de estar, que continha uma lareira (no momento sem fogo), um sofá, duas poltronas, uma mesinha de centro, uma aparador com enfeites e fotos, além de quadros pintados, fotos em porta-retratos e outros enfeites. Cada coisa parecia em seu local, e apesar da aparência simples, tinha sido planejada para parecer mesmo uma casa de família com um bom dinheiro. - Então... Se Cassian-kun enviou-a para falar comigo deve ser algo importante...



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Re: We are Hope

Mensagem por Primula Rhododendron em Seg Dez 10, 2018 7:16 pm

Primula


Era importante saber quão tensa aquela conversa poderia ficar caso desse de cara com um superior ativo, por isso ficou um pouco mais tranquila de ver que não seria o caso de trombar com o Vice-Almirante de repente.

- Com licença - pediu, antes e entrar na casa.

Olhou o cachorro, a decoração da casa… Sentia-se traindo um pouco a confiança daquela mulher, mas sua intenção era boa. Então precisava focar nisso.

Leah estava na ilha há quase um ano, e Gold Roger foi capturado há… quanto tempo? Era um absurdo que quisessem fazer conexões até de uma mulher da marinha a um pirata! Que grande absurdo! Será que não gostavam dela e agora aproveitavam para investigá-la? Será que não tinham vergonha de fazer isso quando o próprio marido dela era de uma patente tão alta? Isso não deveria protegê-la? Pior ainda: achavam que Leah poderia ter um caso com Gold Roger? Isso significaria trair o marido! Por que assumiam essas coisas?

Aparentemente todas eram suspeitas mesmo. Que vergonhoso.

Enquanto pensava, olhava discretamente quadros, fotos, referências da casa. É claro que não esperava que ela tivesse uma bandeira pirata no meio da sala, mas todo tipo de coisa que lembrasse que ela ainda mantinha seus princípios poderia ser citado no relatório, não?

A mulher parecia bem dócil e lhe perguntou sobre o Cassian. Eles pareciam bem amigos pela forma como ela falava. Deveriam ter sido colegas de campo.

- Ele é um ótimo tenente-comandante! - comentou empolgada. Porque até então ele tinha se mostrado uma pessoa maravilhosa.

Notou que Leah já tinha percebido que algo devia estar estranho para mandar alguém. Era um jeito educado de dizer isso, mas sentia que devia explicações.

- Ele está me dando uma chance de interagir com a população, ou assim eu posso dizer. Até então, eles esperavam muito pouco de mim, talvez por ser mulher - soltou um pouco de sua opinião verdadeira, porque era outra mulher, que talvez a entendesse. Queria dizer, mais especificamente, que ela só limpava o chão, mas era orgulhosa para isso.

- Ah, eu aceito o chá. Oh, é mesmo. Essa fase é uma das mais importantes… Está de quantas semanas? - sorriu gentilmente. - Lembro da minha mãe… Tenho duas irmãs. E acompanhei um pouco dessa fase da mais novinha. Eu era pequena, e não entendia direito as coisas. Achava que estava ajudando quando encostava a cabeça na barriga dela e conversava com o bebê - deu risada.

Por um momento foi tão leve no assunto que quase esqueceu da missão. Será que era por causa disso que Cassian a tinha enviado? Sorriu para o cachorro, mais tranquila porque ele não parecia querer implicar com ela. Se tivesse a oportunidade, olharia as fotos mais de perto.

- Não precisa se incomodar - disse sobre a comida, mas ficou feliz e quase emocionada quando viu aquelas trufas. Fazia tempo que não comia algo gostoso assim longe de casa.

Seus olhos se encheram de coraçõezinhos. Era como um chá da tarde em sua vida nobre. De certo estava adorando aquela “suspeita”. A casa também era bem arrumada, como ela, acostumada com luxos, gostava.

- Oh, muito obrigada!! Eu realmente gosto de chá da tarde - sorriu e sentou-se de frente para ela.

Como uma boa profissional que era, Leah logo voltou ao assunto. Prim poderia estar viajando nas trufas, querendo ser sua amiga, mas tinha algo que precisava resolver.

- Certo… - tomou ar. Já deve ter notado a movimentação maior de criminosos e incidentes por toda parte desde que Gold Roger foi executado… - fez uma pausa. - A Marinha quer se aproximar dos habitantes para garantir a maior proteção possível! É um tanto vergonhoso falar isso, sabendo que a senhora foi uma grande contribuinte das nossas, mas, agora, tendo em vista que o senhor Vice-Almirante não pode ficar tanto tempo por aqui, e também a sua gravidez… A senhora Leah acabou se tornando mais vulnerável. - e escondeu os lábios, pensando rapidamente.

- Tem visto o noticiário? Muitos dos tripulantes de Gold Roger estão sendo capturados. Estamos evitando uma retaliação. Especialmente se essses piratas acharem que os informantes de seu paradeiro vieram desta ilha. Por exemplo… Quando estava na minha terra natal, eu soube que Gold Roger esteve aqui pessoalmente. Não me lembro exatamente quando foi… - deu espaço para que ela completasse, se soubesse. - . Você já estava aqui quando isso aconteceu, Leah-san?


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Re: We are Hope

Mensagem por Ayleen G em Qua Dez 12, 2018 9:29 pm

We are Hope

Enquanto pensava mais sobre a situação, Primula se dava conta do quão complexa ela era. De todas as pessoas da ilha, certamente Leah era a que menos deveria ser "suspeita", se é que poderia chamar a mulher que amava Gold Roger desta maneira. Seria o amor um pecado tão grande a ponto de se tornar um crime mundial? Ser caçada pelo Governo e pela Marinha, como se fosse uma ladra, uma pirata? Quanto mais ela pensava sobre, mais indignação tinha. E, ao perceber como era a casa de Leah e mesmo a própria mulher, ela também imaginava como esta reagiria ao saber de tudo o que, de fato, estava acontecendo.

A casa era aconchegante e, de um certo modo, fazia Primula se sentir confortável, quase como se estivesse em casa. A calmaria, o cheiro do chá, as trufas de chocolate e a decoração, tudo a fazia recordar o tempo que morou com a família, uma verdadeira vida de nobre. Sabia que seria feliz lá, que suas complicações diárias seriam pouquíssimas, que mal precisaria se preocupar com questões tão complexas. Ainda assim, havia algo em sua mente e em seu coração que a faziam desejar algo além. Queria fazer a diferença. Queria... Mais.

Leah agia naturalmente, e recebia muito bem a sua convidada. Enquanto preparava o chá, Primula olhou um pouco a decoração, tentando se familiarizar mais com a mulher, e também encontrar algo para que pudesse se conectar de um jeito mais natural. Os quadros eram pinturas de animais e paisagens, pintados à mão, nada inesperado para uma casa como aquela. Já nas fotos, Primula pode ver uma Leah mais nova, com o uniforme da Marinha segurando uma arma de longo alcance, uma atiradora, como ela própria (CLICK). Também havia uma foto de um homem, que provavelmente era o Vice-Almirante Akira mais jovem (CLICK), uma foto de ambos com o uniforme da Marinha e o cãozinho que Primula já havia conhecido (CLICK), e outras mais casuais, estas sim pareciam fotos de uma família comum (CLICK), (CLICK), (CLICK). Outras fotos eram, aparentemente, de familiares. Não teve muito tempo de observar estas, pois Leah já retornava da cozinha com os chás e as trufas.

-Nós, mulheres, somos melhores que os homens em muitas coisas. É triste precisar provar isto sempre, para alguns. Felizmente, Cassian-kun não é deste tipo. - ela sorriu, sentando-se na poltrona. - Estamos na 15º semana, já posso senti-lo mexer dia e noite. Vai ser uma criança agitada, como o pai. - Leah sorriu de uma forma feliz e autêntica, fazendo carinho em sua barriga. - Eu nunca tive irmãos, jamais imaginei ser mãe e na verdade sequer sei se terei jeito com crianças, mas... Estou aproveitando cada segundo desse momento. O médico diz que agora ela já pode ouvir alguns sons, talvez eu devesse fazer como você fazia com sua irmã e conversar mais com minha barriga. Lancelot faz isso melhor do que eu, não é? - o cão deu um latido baixa, em resposta, balançando o rabo.

A conversa fluía muito bem, até melhor do que Primula havia planejado. De fato, Cassian tinha um bom plano ao segerir que falasse primeiro com Leah. Contudo, mesmo com toda a gentileza da mulher, uma curiosidade lhe passava pela cabeça: por que será que ela tinha saído da Marinha? Seria pela criança? Nunca tinha pensado nisso, mas será que não havia uma espécie de licença maternidade, e por isso ela foi forçada e se retirar? De qualquer forma, estas eram perguntas para serem respondidas em outra ocasião.

Leah ouviu com atenção cada palavra de Primula, mas escondia suas expressões faciais atrás da xícara de chá. Ela vez ou outra olhava para dentro da xícara, pensativa. O vapor subiu, denso por causa da temperatura da água, e disfarçava os olhares de Leah. Com um suspiro, ela colocou a xícara em cima da mesa. Sabia que o assunto era sério, não importava o quanto Primula disfarçasse. Só não sabia exatamente porque.

-Foi há 2 meses. Roger foi capturado neste ilha, pelo vice-almirante Akira, meu esposo que, na época, era apenas um capitão. Foi promovido por isto, mesmo tendo sido um acaso encontrá-lo aqui. Akira estava de ferias, nós já morávamos neste ilha antes... - Alguns segundos de silêncio se seguiram, Leah parecia escolher bem as palavras que viriam. - Eu tinha ouvido rumores que ele estava aqui. Mas a população desta ilha, ou ao menos uma parte dela, camuflava a sua presença, e ele permanecia longe dos grandes centros e mesmo dos locais com pessoas. Estava recluso, em meio à floresta, em uma cabana simples de maneira. Estranho para o Rei dos Piratas, não? - Leah observou Primula por um momento, parecendo analisá-la co cuidado. - Estão procurando a mulher?
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Re: We are Hope

Mensagem por Primula Rhododendron Ontem à(s) 6:44 pm

Primula


Prim sentia um tipo de pena quando olhava para sua superior aposentada naquele contexto materno e família feliz. Não conseguia se conformar que alguém “suspeitasse” dela. Era óbvio que amava o marido! Por que faziam isso? Era degradante.

Deu uma risada quando ela mencionou as conversas que poderia ter com sua filhinha ainda no ventre e sentiu um calor afetivo por ela. Por ser mais velha, era como se fosse uma irmã ou uma mãe mesmo. Sentiu carinho por Leah e um pouco mal por ter que interrogá-la. Estava lá há poucos minutos e já estava entregue ao carinho da oficial. Agora entendia por que Cassian ficou tão nervoso ao telefone. A situação era muito desconfortável.

Além disso, também ficava uma dúvida no ar: Por que decidiu largar a marinha? Ela disse que ser mãe não era planejado, então por que abrir mão da carreira? Sentiu que tinha perdido o tempo para perguntar aquilo quando introduziu as perguntas mais importantes.

Há dois meses, Gold Roger foi capturado. A bebê tinha quase 4 meses. Poderia usar isso como um álibi para outras grávidas? Era um bom plano: descartar quem tivesse uma gravidez posterior a sua prisão ou anterior a sua chegada.

Acompanhou tão atentamente ao que ela falava que deve ter deixado transparecer sua tensão. Pareceu surpresa quando ela mencionou que o grande “rei” estava em uma cabana de madeira. Era o mesmo Gold Roger que tinha anunciado sua fortuna escondida?

Levou um susto quando a mulher foi direta em sua pergunta. Precisou ficar parada por vários segundos, segurando a xícara, para não sair revelando a verdade. Ela era muito boa como marine. E, talvez por isso, pudesse entender e perdoá-la por mentir.

Abaixou a xícara.

Empatia feminina.

Não mencionar o que está sendo realizado…

Coletar o máximo de informações que puder dela e da família, para que possamos descartá-la e provar o motivo.

Tinha que pensar em tudo isso, mas por um momento teve vontade de contar a ela e prometer que estaria a salvo. Mas e o bebê? Se ela ficasse nervosa por causa disso…

Mas espera, ela disse “mulher”. Não só sabia do que estava falando, mas era bem específica. Talvez conseguisse inverter a história. E, se ela soubesse quem era a “culpada”, poderia ficar mais fácil de inocentar as outras e ajudar a sumir com a pessoa em questão.

- Mulher? Você está dizendo que ele tinha uma mulher? - ajeitou a xícara na mesa de centro e a olhou alarmada.

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Animes
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