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Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

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Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Ayleen G em Qua Out 17, 2018 12:54 pm

Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mais um dia havia começado e a sala de espera para consultas com Dr. Raron começara. Algumas daquelas pessoas eram apenas desinformadas, encaminhadas por alguém qualquer para receber o “tratamento” para suas injúrias. Outros, a maioria na verdade, não tinham muita escolha: eram encaminhados pelo próprio governo de Loguetown até o consultório, sem saber o que estava por vir.

A bem da verdade, Raron devia agradecer a sua “boa sorte” em ter a sala cheia de pacientes para o falecido Rei dos Piratas, Gold Roger. Desde a sua execução, ali mesmo na praça central da ilha (o qual Raron teve o prazer de ver pessoalmente), o número de piratas, imigrantes e pessoas não bem-vindas na ilha havia crescido e, assim com a criminalidade, é claro que as doenças e as lesões por combate tinham aumentado. O governo da ilha fazia vista grossa aos seus métodos contanto, é claro, que não interferisse com as saúdes das “pessoas de bem”.

O dia teria sido muito desgastante, se o médico não estivesse fazendo o que amava. Assim que o último dos pacientes foi “liberado”, Raron saiu para a sala de espera, a fim de fechar o consultório naquele dia. Qual foi sua surpresa ao ver dois homens sentados nas cadeiras, aguardando-o aparentemente. Ao que parecia, estavam juntos, pois sentavam um do lado do outro, mesmo com outros lugares disponíveis.


-Boa tarde, dr. Raron. – era o homem mais jovens que falava. Tinha os cabelos lisos e pretos caídos sobre o rosto, brincos verdes pendurados nas orelhas e na testa uma faixa verde. O outro, ao seu lado, balbuciava, babando por um dos cantos da boca. Tinha os olhos opacos e desfocados, nem parecia saber onde está. – Encontrei este homem caído em uma das docas, será que poderia ajuda-lo?
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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Raron em Qua Out 17, 2018 6:45 pm

Dia de Consulta

O olhar de desdém com que ele olhava todos os pacientes era sempre o mesmo, assim como a sua brutalidade no atendimento. O médico se orgulhava de certa forma que os pacientes descobriam dores que nem sabiam que tinham antes de concluir a consulta, ou talvez essas dores surgiram durante a consulta, porém, quem era o médico mesmo? Dessa maneira após horas de torturas físicas, psicológicas e algumas sociais quando cabíveis, e é claro tratamentos executados com o devido rigor da conformidade médica, sendo que a maioria iria tentar de remédios caseiros a nem passar perto dos médicos comunitários de Loguetown graças ao trabalho deste jovem.

Motivo pelo qual fora contratado, trazer tratamento, dor e finalmente aquela sensação de não ter de precisar de um novo tratamento, o que poderia diminuir a violência, ou até mesmo levar as pessoas que não eram queridas na cidade para uma auto deportação. Porém, enquanto pudesse agir como queria, Raron estava tranquilo, não odiava ninguém em específico, só todos por igual.

Quando achava que iria concluir o dia, via mais duas pessoas, o que parecia-lhe estranho, normalmente quando um paciente saia o outro entrava logo em seguida, mas estes não o fizeram. Era óbvio que queriam ser atendidos por último, e um certo receio passou pela cabeça do médico.


Seriam esses, ou ao menos o rapaz mais jovem algum enviado da Ilha Caratê por conta do meu passado pouco ortodoxo? Mas será que eu deixei alguma pessoa me odiando tanto assim? A melhor deixar a paranoia de lado, atendo dezenas de pessoas por dia, serão esses só mais dois.

Ouvindo atentamente o rapaz, o médico, via que este não precisava de nenhum atendimento, e estava até bem trajado, lembrava-se das instruções de seus empregadores e se continha por um momento escolhendo as palavras para respondê-lo sobre o novo paciente.


Certo, boa tarde... Ajudar é o que eu faço aqui. Tenho um salário fixo pago por Loguetown, então dois ou duzentos pacientes, não faz diferença, irei atendê-los. Deixa ver o que esse imbecil tem, espero que não seja coma alcoólico, estou ficando sem medicamento para tratar isso. Bando de escória descontrolada. Vai beber ao menos não me dê trabalho.

Começava a consulta pegando violentamente o queixo do homem virando de lado e cheirando de leve para perceber se era bebida. Sendo esse o caso, pegaria soro injetaria no meio do braço pegando um músculo, se o homem saísse do estado catatônico, colocaria o soro no local correto na veia, e encheria o recipiente intermediário do soro com duas colheres de açúcar puro.

Não sendo essa a ocasião iria verificar pupilas, língua, pressão do corpo e todo o check up padrão, claro que com a devida brutalidade de sempre não pedindo e sim deslocando bruscamente o paciente. Tudo isso sem dar a mínima importância para o outro interlocutor, a não ser que o mesmo lhe indagasse de algo.

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Ayleen G em Qui Out 18, 2018 2:12 pm

Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Embora percebesse que o jovem na sala de espera não fosse o que ele considerava "paciente encaminhado por Loguetown", claramente o sujeito ao lado assim o era. Em estado catatônico e salivar excessivo, o homem sequer reagiu frente à brutalidade das palavras e dos exames que o médico fazia. Tampouco o outro pareceu ter alguma reação. Tanto em relação as palavras quanto às maneiras bruscas, o jovem continuou agindo como se apenas estivesse acompanhando um amigo à uma consulta de rotina. Nada falou, nada expressou, nada comentou.

A situação inicial por si só já levantavam algumas suspeitas de Raron, mas a medida que os dois ficavam mais tempo em seu consultório, mais ele tinha certeza que aquela não era uma cena comum. Quem era aquele rapaz ou o que, de fato ele queria ali, era um mistério total para ele, ao menos por enquanto. Ainda assim, o médico continuava como se nada houvesse, apenas fazendo o seu trabalho costumeiro.

Quanto ao paciente, não havia nada aparente que indicasse ingestão de bebida alcoólica: ele não cheirava a álcool, tampouco reagiu ao que lhe foi injetado na veia. Continuava sem qualquer reação, apenas babando e olhando aleatoriamente, sem focar em nada específico. De uma certa forma, aquilo o irritava, era final de expediente, e ainda tinha um cara desgraçado que trouxera outro filho da mãe pra ser tratado de algo que certamente levaria um tempo para descobrir o que era, quem dirá tratar. Raron já não era normalmente "jeitoso" com seus pacientes, mas aquele agora certamente seria alvo de sua crueldade no estado mais brusco. Pode perceber que as pupilas estavam muito dilatadas, a pressão baixíssima e a temperatura do corpo muito alta. Unidos ao estado catatônico e ao salivar, eram sintomas bem atípicos.

-O que será que ele tem, doutor?
- perguntou o jovem, casualmente. Não parecia se importar de fato, soava mais como curiosidade. Nem bem ele perguntou isso, o homem começou a convulsionar no local onde estava.


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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Raron em Sex Out 19, 2018 12:42 pm

Dia de Consulta

O exame e tratamentos iniciais começavam sem nenhum pudor. A falta de reação do paciente deixava o médico um pouco preocupado, se o mesmo morresse, ele poderia ser indiciado por negligência, visto que tinha uma testemunha, e como o caso não se provava uma embriaguez como era aguardado, ele rapidamente começa a mudar o tratamento. Porém, não se incomodava em continuar sendo truculento, e pensava um pouco.


Será que esse cara é da prefeitura de Loguetown? Se for tudo bem, eles sabem que eu ajo assim mesmo, as vezes querem só confirmar. Agora se não for? Talvez um mané piedoso que quer ver os pacientes sendo melhor tratados, e quer me pegar no flagra. Bom se for isso, ele que reclame na prefeitura e eles que me falem para continuar meu bom trabalho. Hehehehe... Continuemos as torturas... Opa, exames, ainda bem que só pensei isso.

O paciente não reagia ao tratamento inicial, o que era esperado para quem não estava bêbado, o porém é que o quadro se agravava e a paciência do médico também. Aquele homem não sofreria facilmente por conta do tratamento, estava sofrendo mais por conta da doença, e de certa forma Raron achava isso uma afronta. O médico pegava o estetoscópio para verificar os batimentos separados da pressão. Precisava de mais essa confirmação para um diagnóstico mais preciso. fora que coletava sangue, e parte da saliva para avaliar alguma anomalia. Na falta de algo mais elaborado, usava seu monóculo que também era uma lente de aumento. Após isso é que respondia o jovem.


No momento eu não sei, preciso terminar de reunir os dados. Mas isso pode ser letal, e eu torço muito para não ser contagioso, pois nós dois estaremos em mais lençóis dependendo do método de transmissão. Mas ao que tudo indica parece ser uma infecção que pode ter se alastrado, por isso o idiota está neste estado inerte.

Conduzindo mais algumas averiguações, Raron só podia esperar pelo resultado de seus últimos testes, apesar de que achou melhor o paciente ficar ao menos sem camisa, para ter certeza de que não tinha outros ferimentos.

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Ayleen G em Seg Out 22, 2018 8:38 am

Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

O situação de sofrimento que o paciente aparentemente se encontrava irritava a Raron mais do se ele estivesse bêbado: não por uma razão banal, mas porque o homem não tinha qualquer reação às dores que o doutor estava costumado a infligir em seus pacientes. Por bem ou por mal, ainda tentava encontrar um diagnóstico, analisando os batimentos cardíacos, que estavam arrítmicos. Pelo monóculo notou que a saliva estava muito espessa, e que o sangue estava com uma cor diferente do que deveria: parecia mais escuro do que o normal. Sorte a sua ter conseguido fazer esses pequenos exames antes do paciente convulsionar. Todos os sintomas já estavam bastante estranhos, não remetiam Raron a nenhuma doença comum. Nem mesmo quando tirou a camisa do homem notou algum sinal de infecção ou ferimento que pudesse ter causado aquilo.


-Oh, não. Não é contagioso, não se preocupe. - o rapaz falou, com um sorriso discreto no rosto. Saberia ele algo além do que aparentava? E se fosse o caso, porque teria ido até o seu consultório? Nem bem Raron teve tempo de reagir àquela fala, o paciente começou a vomitar, ainda convulsionando com a mesma intensidade. Os olhos reviravam em suas órbitas.

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Raron em Seg Out 22, 2018 7:54 pm

Dia de Consulta

Era hora de pensar com mais clareza de acordo com o restante do diagnóstico, arritmia, a saliva mais espessa e o sangue estava com a cor alterada, fora o convulsionamento. Porém, a fala do rapaz o fez olhar para o mesmo com profundo ódio, porém, suas palavras foram acauteladas e calmas, muito diferente do seu semblante.


Não é contagioso você afirma, então vou ter que ser dedutivo agora. Você ou é medico e trouxe essa coisa aqui pra me testar, ou você o deixou neste estado infectando ou envenenando, o que resulta na mesma observação. Para me testar, ao menos algo já me deixa tranquilo, independente do resultado esse cara é descartável, isso me deixa bem alegre. Voltarei ao meu trabalho.

O médico olhava vômito, náusea, orbitas dilatas, aquilo parecia ser agora um envenenamento. Mas como a vida do paciente não era o alvo do experimento, o loiro simplesmente juntava todos os antídotos que tinha a sua disposição, e colocava o paciente com a barriga na maca e a boca virada para o lado oposto, amarrando-o vigorosamente a maca, pegava uma seringa e iria aplicar um a um os antídotos, mas o mais provável era algo comum de administrar, antidoto para veneno de rato, depois iria para casos mais clássicos e depois antídotos para coisas mais raras, tentaria administrar os remédios que sabia que não reagiriam de forma letal, mas se qualquer resultando não letal fosse possível ele nem se ateria em parar.

Falhando o envenenamento, partiria para a manutenção da vida do homem caso necessário, entubando o mesmo para uma lavagem intestinal retirando tudo que ali estivesse, e se fosse o caso uma traqueostomia, para ter certeza de que não morreria sufocado, claro que o jogo consistia em saber o que o paciente tinha, então, talvez, ganhar tempo aumentando a sobrevida dele fosse necessário.

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Ayleen G em Qua Out 24, 2018 6:43 am

Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

O curto comentário do rapaz foi o suficiente para que Raron tirasse muitas conclusões, que antes tinha dúvidas, embora outras surgissem em sua cabeça. Fez suas observação com visível expressão de ódio no rosto, o outro apenas sorriu, virando-se para a janela logo em seguida, deixando o médico terminar de fazer o seu trabalho, ou terminar com o paciente, o que ele achasse mais apropriado. Raron, por sua vez, agora sabia que aquela era uma pessoa descartável (como a maioria dos seus pacientes), então parou de ter qualquer pudor que ainda lhe restasse.

Partindo para os testes contra envenenamento, Raron amarrou o paciente na cama começou a injetar os antídotos um a um, pouco se importando qual seria o efeito de ter tantos misturados em um corpo, afinal, se o homem morresse não faria diferença alguma. Começou pelos mais óbvios: raticida, venenos de diferentes espécies de serpente, tetrodotoxina... Com esse último, o paciente reagiu na mesma hora, suas convulsão foi diminuindo até parar, e o vômito parou. Embora ainda respirasse, ele não parecia ter voltado à consciência. Tetrodoxina é um veneno muito comum em espécies marinhas como o baiacu, e seu envenenamento nas ilhas não era lá muito raro, afinal, a maior parte da dieta da população incluía peixes e frutos do mar. O tratamento mais óbvio era uma lavagem intestinal, e pra ter certeza de que faria tudo, Raron tratou de garantir que este seria feito.

Com o homem já fora de perigo imediato, Raron pode se concentrar no outro rapaz, que ainda olhava pela janela, parecendo quase desinteressado com o que acontecia dentro do consultório. Não havia muitas pessoas nas ruas àquela hora, pois o sol já estava se pondo, e com a escuridão da noite Loguetown ficava ainda mais perigosa.

-Diga-me, dr. Raron. O que tinha o homem?
- o tom de voz sugeria que ele simplesmente havia perguntado como o dia do médico havia sido, de modo muito casual.

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Raron em Qua Out 24, 2018 5:14 pm

Dia de Consulta

A seção de tortura, ou melhor, a aplicação do tratamento começava. O rapaz que trouxe o paciente simplesmente dava as costas e ficava parado na janela olhando o movimento, sem dar a mínima importância para o que ocorria dentro do consultório.

A administração dos antídotos era feita de maneira mecânica, acompanhando os resultados um a um, e olhando para ver o que poderia ser sintoma do que o paciente já tinha, e o que era algo criado pela administração de medicamentos. Entre os mais comuns estava o ganhador. Raticida e venenos de ofídios não tiveram resultado, mas o veneno tetrodotoxina de malditos peixes, o porém que pela história contada, algo estava estranho, como o médico á havia previsto.


Esse cara provavelmente ingeriu o veneno, já que ele se encontra em peixes mal preparados. Como foi uma pessoa "encontrada", ele teve acesso a isso através do lixo, ou o mais esperado, o rapaz que o trouxe o fez comer de bom grado, ou mesmo tenha sido o próprio que o envenenou. Porém, vamos agora ir atrás dos motivos, visto que eu estava sendo testado e passei.

Dirigindo-se a janela onde o rapaz se encontrava. O médico olhava para a noite que caia, e a cidade começava a apresentar seus tentáculos escuros que tornariam uma caminhada noturna algo a se evitar. Questionado sobre o paciente, Raron apenas respondia, e é claro terminava seu discurso perguntando o que queria, e já esperava a resposta.


Ele tinha um envenenamento por conta de tetrodotoxina, mas acredito que você deva ter uma boa ideia sobre sobre isso. Agora, o que realmente interessa. Quem é você, e porque me trouxe esse problema que me privou de parte do descanso, e salvou essa escória de uma morte certa na sarjeta? É bom me pagar ao menos um jantar em um lugar que eu conheço, não quero um peixe "mal" preparado como este desafortunado.

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Ayleen G em Sex Out 26, 2018 7:23 am

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Enquanto realizava o tratamento contra a tetrodotoxina, Raron também tirava suas conclusões sobre a situação em que se encontrava, e como aquele homem havia chego até ali afinal. O mais comum a se pensar seria que ele tinha ingerido um peixe mal preparado, não era raro este tipo de acontecimento, embora o nível em que a intoxicação chegara tinha sido muito alto.

Além disso, o modo com que o outro rapaz se comportava dava muitos indícios para que o médico desconfiasse que, na verdade, ele havia sido envenenado propositalmente. Não que se importasse muito com isso, porém o fato de ser testado sem saber o motivo era bem irritante. Ao ser indagado, o rapaz riu baixo, demonstrando que não se sentia nem um pouco intimidado.

-Chamo-me O'Bryan Louis, e terá todas as respostas para estas e outras dúvidas em breve, porém gostaria de saber algo a seu respeito antes. - Aquilo não era uma sugestão, ele estava firme em suas palavras. Virando seu rosto para Raron, ele ainda mantinha um sorriso leve nos lábios. - Qual o seu objetivo, Dr. Raron? O que realmente espera realizar daqui para frente, aqui ou em qualquer outro lugar do mundo?

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Raron em Sab Out 27, 2018 11:29 am

Dia de Consulta

Por mais que o médico avaliasse a situação em sua mente, as opções acabavam por levá-lo a crer, ou melhor, a ter certeza de que o homem foi envenenado e levado para o consultório. Porém, a vida que se pôs em risco pouco importava. O que era de alta prioridade neste momento era identificar as intenções do outro homem.

Tentando deixar a irritação que setia por aquela situação, Raron ouvia a resposta aos seus questionamentos, avaliava sem demonstrar nenhuma emoção, e fingia pensar sobre o assunto, ele já sabia muito bem o que queria, porém a aplicação de seu plano não lhe gerava o devido conforto que gostaria, e espancar pessoas na rua tinha seus problemas com a lei. Dessa maneira após um leve fingimento era hora da resposta.


Vai entender logo senhor O'Bryan que não gosto de falar de mim e de minhas aspirações. Estou me sentindo pressionado, e por conta do que vi você não fazer quanto a maneira que eu tratava aquele lixo, creio que esta informação eu posso relatar, quase afirmando o óbvio. Creio que meio maior objetivo seja causar dor e sofrimento as pessoas, isso me satisfaz, não sou preconceituoso, minha satisfação é alcançada trazendo infortúnio e incômodo a qualquer um. Sou um fiel respeitador da lei, então pratico meu gosto peculiar no limiar do possível. Por isso estou neste tipo de consultório, não tenho uma clientela fixa, e muito menos um paciente gostaria de voltar a se consultar comigo. Só há mais um acréscimo a isso, gostaria também de executar meus treinos que fiz na Ilha Caratê, mas graças a esse meu desvio de personalidade logo eu seria considerado um criminoso, bater em outras pessoas costuma ser classificado como contravenção. Fora isso, viver com conforto e sem se preocupar com as necessidades de sobrevivência social já me satisfariam. Creio ter respondido o que queria. Agora e eu? Terei as minhas outras respostas?

Com um ar inquisidor, Raron aguardava as respostas, ou se seria conduzido a algum local diferente, neste momento, a curiosidade era maior que o sentido de auto preservação, ele queria saber sobre o mistério, e se poderia trazer sofrimento à aquele rapaz que lhe causou este transtorno de atendimento.

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Ayleen G em Ter Out 30, 2018 8:24 am

Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Louis parecia ouvir a resposta de Raron atentamente, mostrando-se de fato interessado no que o médico tinha para dizer, e sem mostrar um pingo sequer de repúdio às suas palavras. Não parecia se importar com o desejo de Raron em causar dor e sofrimento às pessoas, e na verdade sua única reação foi um leve sorriso quando o médico mencionou que era um respeitador da lei. Louis, agora de costas para a janela, apoiou suas costas e mãos no parapeito. Por um momento parecia que ele ia falar algo inesperado, porém ele apenas disse:

-Prefere conversar aqui ou devo pagar o jantar que mencionou? Se for aqui, pode começar os questionamentos que tem, ou então podemos ir a um restaurante no centro da ilha, consigo garantir um espaço reservado para conversar com calma e sem pudor. - Ele era sério, e não parecia mentir, ao menos nada que Raron pudesse detectar. Além disso, algo era notável: Louis não falava demais, não dava nada a entender que não quisesse ser entendido. Sua frase sobre o que o homem tinha não ser contagioso fora precisa. Ele queria que Raron entendesse. Apesar da calma e seriedade, aquele homem era meticuloso. Talvez até mesmo perigoso.

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Raron em Qua Out 31, 2018 5:02 pm

Dia de Consulta

O jovem ouvia Raron atentamente, e para o estanhamento do médico, este não fazia menção de repreender os insanos desejos de dor e sofrimento. Na verdade, a única representação de uma leve emoção com um sorriso de canto de boca, foi quando Raron disse respeitar a lei. Claro que não era um respeito endossado por honra ou por ser alguém que tivesse boa índole. O médico só respeitava a lei porque não queria ser preso, já que encarcerado ele teria poucas chances de praticar sua real paixão. Ao menos não teria de conviver com animais, que são proibidos em presídios.

Um pequeno momento de impasse entre as palavras que Louis diria. Uma pausa dramática sem a intenção da mesma, visto que o jovem simplesmente falava algo até esperado. Coçando o queixo, Raron tirava o jaleco que estava vestindo, colocando outro limpo, após isso vestiria por cima deste novo jaleco seu paletó que estava meticulosamente pendurado, jogava os cabelos para trás para ajeitá-los fora do paletó, e finalmente respondia.


O jantar por favor, preciso relaxar o corpo e me alimentar com boa comida, o que ganho aqui mal dá para a pensão que estou, e tanto lá como no trajeto já incomodei o quanto pude os moradores, veremos para onde me levará e o que há de novo para fazer sofrer. Como você mesmo disse a conversa vai ser reservada, então o que tem a me propor ou é secreto, ou no mínimo na margem da lei, pois como eu disse e você apenas sorriu, sou um cidadão de bem, e respeitador da constituição.

O médico acompanharia Louis olhando em volta apenas para decorar o caminho para poder voltar, não se ateria a falar mais com aquela rapaz, o que tinha a discutir agora era sigiloso e nenhum dos dois parecia ter interesse nos interesses do outro. Chegando ao local indicado e após pedir um filé com batatas e arroz temperado, ou algo com o mesmo estilo que o cardápio podia oferecer, Raron fazia suas primeiras perguntas, e o perigo lhe causava mais curiosidade que medo neste momento.


Primeiramente irei repetir a pergunta que fiz antes. Por que me trouxe aquele problema que me privou de parte do descanso, e salvou aquela escória de uma morte certa na sarjeta? Gostaria que você provasse primeiro minha comida, só para ver se ela está bem "temperada". No mais, eu corro algum risco de vida com essa conversa? Claro, para finalizar, quantos e quais dos meus anseios eu conseguirei realizar com o que tem a me oferecer?

Restava ao médico aguardar o que lhe seria respondido, ou até ofertado.

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Ayleen G em Seg Nov 05, 2018 11:12 am

Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

-É um homem inteligente, dr. Raron. - Louis meneou com a cabeça, um resquício de sorriso em seus lábios se mantinha. Assim que Raron vestiu o paletó por cima do jaleco limpo, Louis dirigiu-se para a saída, esperando educadamente que o médico abrisse a porta, deixando o "paciente" desacordado em cima da maca onde estava amarrado. Ele era silencioso demais, o que incomodava Raron de certo modo, embora preferisse o silêncio às ladainhas que por vezes tinha que escutar de uns pacientes mais ansiosos. Louis os conduziu por ruas bem iluminadas, onde ainda podiam encontrar alguns transeuntes, dirigindo-se diretamente para a praça principal de Loguetown, onde Gold Roger tinha sido executado há uma semana. Uma vez ali, ele dobrou à direita, entrando em seguida em um dos restaurantes mais caros da ilha, um lugar chamado Monnaie.


A decoração do restaurante era clássica e havia algumas pessoas, todas vestidos em trajes sociais. Foram recepcionados por uma mulher de cabelos curtos e claros, vestida com saia social, meias, sapato alto e paletó pretos, e embaixo uma camisa lisa branca, com acessórios bonitos e elegantes.


-Bonsoir, monsieur Louis. Estávamos à sua espera.
- ela fez uma leve curvatura para cumprimentá-los, e teve a discrição de não perguntar o nome ou quem era o seu acompanhante, embora tenha cumprimentado Raron com cordialidade. Ela virou-se com um meio giro em torno do corpo e os conduziu no espaço entre as mesas, subindo uma escada semi-circular que os levou ao segundo andar do restaurante, onde haviam salas fechadas com acomodações para jantares mais discretos, como era a ocasião. Ao cômodo mais ao fundo foi para onde ela os levou, aguardando os pedidos por alguns minutos. Com uma breve olhada no cardápio, que continha muitos pratos com nomes estranhos, Raron escolheu um Filet mignon ao molho Béarnaise com batatas gratinadas. Louis sequer olhou para o menu, apenas disse à garçonete:

-Saint-Pierre au four, un sac éphémère de coquillages. Para mim uma taça de vin blanc Chablis Grand Cru Moutonne Monopole, e para o senhor uma taça de tinto Pommard Premier Cru Les Rugiens. - a moça fez uma breve mesura e saiu, fechando a porta atrás de si. Louis pegou seu guardanapo e o ajeitou em cima das pernas, enquanto falava. - Dr. Raron, pode começar seus questionamentos quando achar adequado. - Na verdade, o médico já estava com tudo na ponta da língua para perguntar ao homem, e não perdeu tempo para começar a falar. Louis não o interrompeu, e apenas quando Raron parou de falar foi que ele, calmamente, começou a responder. - Como disse antes, o senhor é um homem inteligente, e provavelmente já sabe a resposta para estas perguntas. De qualquer forma, se quer ouvi-las da minha própria boca, assim o farei. Aquele homem teve o infortúnio de ser escolhido para ingerir uma dose de veneno de Baiacu apenas para que eu testasse os seus conhecimentos e dotes médicos, nada além disso. Então, o que acontecerá com ele a partir de agora não é do meu interesse.

Nesse momento foram interrompidos pela garçonete, que trazia ambas as taças de vinho, com um formato diferente para cada um deles. Atrás, dois homens de terno a acompanhavam, cada um trazendo uma garrafa do vinho solicitado por Louis. O que trazia o vinho tinto colocou apenas uma pequena dose na taça, para que Raron pudesse provar. Louis, que dispensou a prova do seu (já que confiava no sabor e qualidade), aceitaria sem problemas caso Raron sugerisse que ele provasse do vinho tinto antes dele. Assim que as taças foram servidas, os três empregados do restaurante saíram e fecharam a porta.

-Se eu quisesse vê-lo morto, dr. Raron, não teria lhe trazido ao restaurante, pode ter certeza disso. Convidei-o apenas para mostrar boa-fé nesta conversa, e aproveitar de boa companhia para um jantar refinado. - ele bebericou a taça do vinho, ainda aguardando o prato principal. - Não sou eu que tenho algo a lhe oferecer, e sim o Governo Mundial, eu apenas sou um agente à ordem deste. Com a onda de pirataria aumentando, o Governo Mundial necessita de homens bons e leais, que tenham algo a oferecer para manter a ordem e garantir a prosperidade. Eu estive observando o doutor por alguns dias, e gostei do que vi. Ninguém jamais desconfiaria se algo fosse feito à margem da lei, já que o senhor faz questão de manter suas intenções bem camufladas, sem permitir que questionem a sua ética e honra como médico. Agora... - ele pousou a taça da mesa, encarando Raron nos olhos. - Posso lhe garantir que o Governo Mundial dá livre conduto para os agentes em relação aos piratas. Não importa como é feito, contanto que as ordens sejam cumpridas e que suas ações contribuam com os objetivos do governo. Entende o que digo, dr. Raron?

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Raron em Seg Nov 05, 2018 5:36 pm

Dia de Consulta

O silêncio passava perto de incomodar o jovem médico, mas era melhor isso do que a ladainha costumeira de parte de seus pacientes que ele, as vezes calava colocando a mão na boca para que o som fosse interrompido. O caminho era célebre e passava por locais de certa forma nobres. Fazendo Raron se lembrar da execução do grande pirata, algo que não lhe rendeu nenhum prazer, o homem não sofrera. O resultado da caminhada era o Monnaie um dos locais mais caros da ilha.

Por sorte o sádico médico costumava se vestir bem, então não foi difícil passar um pouco desapercebido pelas pessoas que já estavam no local. Porém, foram direcionados para uma ala realmente particular do recinto. Uma jovem bem trajada os levou ao local, e para espanto do médico não fez nenhuma insinuação a sua pessoa, algo que estava de certa forma desacostumado, mas não ficou desgostoso com o fato.

Os pedidos eram feitos por Louis que parecia ser um assíduo frequentador do local e por ventura, uma pessoa acostumada ao requinte que aquele ambiente exalava, isso sem contar seu conhecimento em vinhos. As perguntas do médico eram feitas, algumas sim para cumprir protocolo e outras o jovem havia errado a forma de pensar do lutador, então ele se expressava para responder e explicar o seu comportamento, assim como dar fim ao que lhe foi perguntado.


A primeira parte sobre o pobre diabo era só para ouvir mesmo. O fato sobre a prova não é o medo pela minha vida, é que sou uma pessoa bem sádica, e penso muito em como fazer isso de maneiras distintas, e uma bebida que cause desconforto independente da situação seria algo que eu faria sem medo algum, ou mesmo a comida. Por isso pedi que provasse, para ver se você era só frio e calculista ou uma pessoa que se aproximava da minha linha de pensamento. Sobre o novo empregador, é algo bem diferente estar empregado diretamente pelo Governo Mundial. Creio me encaixar bem dentro do perfil, ainda mais se terei total liberdade de como tratarei os piratas, o que relacionado ao que faço atualmente é um bônus bem grande. Só falta você me falar da recompensa financeira, mas se me chamou aqui, cobrir a lástima que a prefeitura de Loguetown me paga deve ser algo fácil. Então as últimas perguntas são: Posso pegar meus pertences? E, quando eu começo?

Parece que o jovem médico acabada de entrar no jogo dos grandes. Ainda era um mero peão, provavelmente nem isso. Mas certamente ele se provaria muito útil, se gostaram dele neste momento, imagina quando souberem que ele é o usuário da Goro Goro no mi...

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Ayleen G em Qui Nov 08, 2018 5:51 pm

Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Raron reagiu às palavras de Louis, ficando interessado no rumo que a conversa ia tomando. Nunca havia lhe passado pela cabeça ser um agente do Governo Mundial, talvez porque a Marinha estivesse vinculada a ele, e a visão que a maioria das pessoas tinham de ambos é que faziam o que era correto e justo. Raron não era inocente para crer que todos os agentes e marines eram boas pessoas, mas de fato aquela sensação de dever com o mundo nunca o tinha atraído. Contudo, ali estava Louis, dizendo que o Governo Mundial podia suprir os seus anseios e necessidades. É claro que deveria ter um preço. Sempre há.

Antes que Louis pudesse dar continuidade à conversa, a mulher entrada acompanhada dos outros dois homens novamente, desta vez para deixar os pratos do jantes sobre a mesa. Para o médico, o que já era esperado, filé com batatas. Já para Louis, um prato bem elaborado de peixe e especiarias marinhas. Tão logo os pratos estavam em seus devidos lugares, os três funcionários deixaram a sala. Novamente os dois homens estavam sozinhos para conversar de maneira discreta.

-Ahh, jamais cansarei do cheiro desta comida.
- Louis pegava os talheres e começava a cortas os filés de peixe branco, mas se comer por enquanto. - Na verdade, creio que tenha me equivocado um pouco no que falei há pouco. Piratas são de interesse da Marinha. Nós lidamos com pessoas mais... Sutis. Piratas, também, é claro, já que podem causar problemas que os marines não são capazes de resolver. Onde a Marinha não alcança... É aí que entramos. - ele espetou um pedaço do peixe com o garfo, comeu com calma, e só voltou a falar depois de engolir a comida, com ajuda do vinho. - Quais são as suas pretensões salariais? Não seja modesto, para o risco que corremos em nossas funções, é esperada uma boa recompensa financeira, contudo antes precisamos ter certeza que cumprirá bem suas funções, e com discrição. Ah, terá equipamentos, é claro. Diga-me o que precisa para o seu início, e já poderá começar em 2 ou 3 dias. Um navio é esperado, que cruzará a Red Line em direção ao North Blue, é onde precisaremos que esteja para sua primeira missão. Nada especial, há uma epidemia na ilha Flevance e o Governo Mundial solicitou um médico a pedido do rei do local. Nós estamos com poucas opções, desde que mais e mais piratas tem chegado à Grand Line, por isso você será enviado para lá, mesmo sendo agente há pouco tempo.


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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Raron em Sex Nov 09, 2018 6:42 pm

Dia de Consulta

A prerrogativa de que tudo tem um preço era esperada. Porém, o médico não se importava com custos morais, ou mesmo o que viria por conta dos seus atos atuais em relação as crenças religiosas. O que lhe importava era o agora, e nesse agora o Governo Mundial lhe oferecia uma oportunidade financeira muito melhor do que qualquer outra que poderia executar, e o melhor, com o benefício de poder causar sofrimento a muitos indivíduos que por ventura encontrasse.

Após a entrada da refeição, o sádico médico se contentou em apenas ouvir no tempo em que ele próprio degustava sua refeição, a melhor que provava em muitos meses, talvez até anos. Louis falava de sua comida e do erro de julgamento, algo perfeitamente normal, visto que pessoas como Raron eram muito peculiares, para sorte do mundo. Mas ele corrigia sua fala, no entanto, nada mudava, o novo agente iria agir contra pessoas que representavam uma ameaça ao Governo Mundial, ou seja, o lado da "lei", então, desde que a missão fosse cumprida, os meios eram irrelevantes, o que fazia aquele médico quase salivar de ansiedade. Chegava a hora das respostas, e o brigão que já estava ficando enferrujado já as tinha na ponta da língua.


Bom ganhar perto de 1.000.000 de bellies por mês ou por missão, sem que os custos operacionais da mesma sejam descontados é o que me agrada. Quanto ao novo teste, me oferecendo refeições como esta e me dando onde me abrigar, considere missão aceita. Sobre o que eu preciso é até simples, tenho de cabeça esse tipo de necessidade, alguns Kits médicos para eventualidades onde vou trabalhar, várias trocas de roupas como as que uso ou as que você usa, me agradou seu estilo, duas doses de injeção de adrenalina em caso de necessidade, quatro ou cinco poções de medicamentos de tratamento imediato de ferimentos, den den mushi para comunicação, uma luneta, e comida em forma de ração, caso as coisas esquentem demais. Agir como médico comum, ou do meu jeito?

Após receber a resposta, ele iria para casa separar tudo que tinha para nova vida, aguardar os dois dias seriam uma atividade quase penosa, mas ficar sem atender ninguém, ou seja, sem causar nenhum male, isso ele não evitaria, então até a partida continuaria o seus "atendimentos".

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Ayleen G em Qua Nov 14, 2018 8:13 am

Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

-1 milhão de berries por missão bem sucedida é uma quantia... Razoável para início, é claro, contando que terá seus equipamentos, estadia e refeições por conta do Governo Mundial. Faça uma lista de outros equipamentos além dos que mencionou agora, que eu providenciarei, e também lhe passarei mais informações acerca da missão em Flevance - Louis colocou mais um pedaço de peixe em sua boca, e mastigou com calma, só falando depois de engolir tudo. - Rações e comidas pré-preparadas são uma boa pedida, já que a epidemia parece estar cada vez pior na ilha... Providenciarei uma máscara para evitar intoxicações pelo ar também, pode vir a ser útil. - então ele pousou momentaneamente os talheres, olhando para Raron. - Não me interessa como lidará com a população, já está desgraçada por causa das doenças, e há tempos não tem tratamento médico adequado, apenas alguns locais que não vencem toda a demanda. Tenha cuidado com a realeza, eles podem complicar as coisas pra o senhor, doutor, caso acreditem que estejam perdendo seus privilégios em relação ao povo. - em outras palavras, Raron deveria "ser mais contido" com a família real. Uma pequena parcela da população da ilha, talvez não fosse tão ruim afinal.

A conversa foi fluindo, sobre algumas coisas mais aleatórias em relação à ilha e às missões que normalmente receberia de início. Há anos algumas pessoas mais velhas acabavam sofrendo por uma doença em comum, que deixava as peles e cabelos brancos, além de dores terríveis por todo o corpo. Há alguns anos, a doença também estava aparecendo em adultos jovens e até mesmo crianças. A ilha ainda não estava isolada, mas conforme Louis, os próprios reinos vizinhos no North Blue estavam evitando viagens e comércio com Flevance, pois a doença é contagiosa. A "Cidade Branca", como é conhecida, era um local de extrema importância para o Governo Mundial, devido a extração do Chumbo Branco, e por isso o interesse em descobrir alguma cura para a doença. Pela experiência de Raron, era bom ele ser rápido em seu diagnóstico, ou poderia ser contagiado também.

Por fim, as refeições foram finalizadas, assim como os vinhos em suas taças. Louis foi o primeiro a se levantar, ajeitando o terno que vestia. Durante a conversa, ele já havia convidado Raron para o acompanhar até um alfaiate no dia seguinte, para providenciar algumas roupas sob medida para o médico. Ao saírem, em silêncio, pela porta da sala onde estavam, a mulher que tinha recebido-os ao início estava de prontidão, não muito distante dali.

-Mademoiselle Lucille, mais uma vez foi um prazer inestimável jantar aqui.
- Ela sorriu e fez uma leve mesura, deixando a passagem livre. Nada foi mencionada sobre valores a serem pagos, o que levou Raron a crer que o próprio restaurante devia ser financiado pelo Governo Mundial, ou até mesmo pelo próprio Louis. Ao chegarem na porta, uma brisa refrescante os atingiu, agitando os cabelos. Logo à frente, ainda estava a estrutura de madeira que foi montada para a execução de Gold Roger há uma semana.

-Uma última questão para a noite, dr. Raron. O que achava de Roger e como julga que ocorreu a sua execução?


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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Raron em Seg Nov 19, 2018 7:09 pm

Dia de Consulta

A resposta de Louis era muito solicita ao médico, o mesmo ficou de certa forma confuso, quando lhe foram oferecidos ainda mais equipamentos do que os que havia requisitado, responderia o que achava que precisaria, mas antes ouviria tudo que seu novo superior tinha a dizer, queria avaliar cada hipótese, pois a nova lista de itens estaria ligada aos problemas clínicos da ilha.

Uma máscara fora oferecida, e logo o médico pensou em proteções extras por conta da capacidade de propagação da doença. Quanto a como tratar os doentes, teria carta branca com a plebe, tendo que tomar cuidado apenas com a realeza, caso esta se interessasse em se tratar com ele, mas isso era algo que ele poderia repassar para outro dos locais que estivesse preocupado em cair nas graças dos sangue azuis, mesmo que o sádico precisasse entregar todo o tratamento.

A explicação da doença, primeiro vinha com um resultado inusitado, uma espécie de vitiligo, porém diferente deste que é inofensivo, e uma doença meramente estética, fora que não acomete todo o cabelo ou o corpo, não era acompanhada de dores como a doença da ilha. Por conta disso a cidade ganhava o apelido de Cidade Branca, e Flevance não recebia mais tantas visitas e comércio, mesmo essa possuindo o importante Chumbo Branco. O médico parou e fez uma anotação, esse não era um chumbo comum, e talvez contaminações oriundas desse metal fossem possíveis.

Por conta da conversa, deixou para fazer suas requisições após a medição das roupas no alfaiate, ou onde fosse mais propício. Porém, antes de saírem do restaurante, Raron fazia algumas notas mentais para testes futuros, isso caso ele voltasse a Loguetown. Por fim era a vez do médico falar, e diferente do que ele planejara, era uma pergunta estranha que lhe era feita, e assim como sempre procede, responderia o óbvio a um bom observador como Louis.


Sobre Roger é fácil responder é uma pessoa exatamente como eu, que procurou viver como gostaria, a diferença, é que ele não se importou muito com o quanto tempo faria isso, motivo pelo qual, no meu ponto de vista não mediu a intensidade de sua vida, que devo dizer deve ter sido muito intensa. Já sua execução foi deveras simples, e devo salientar que sou contra matar caso isso não seja estritamente necessário. Não me entenda mal, não sou um pacifista, só acho que encerrar o sofrimento nesse mundo algo muito misericordioso, portanto, só faria isso se minha vida ou meus objetivos estivessem em risco. Porém, devo acrescentar mais um item a essa lista, se me for ordenado.

O rapaz continuava andando após isso, no dia seguinte na alfaiataria entregaria o restante dos itens que precisaria, que em resumo era um amplo estoque contra contaminação e envenenamento por metais. Como não sabia exatamente as propriedades do chumbo branco, evitar desde mercúrio até envenenamento por pós de carvão era uma boa pedida. e roupas grossas e especiais, tipo as de mineiro, mas o traje completo e totalmente vedado, para poder coletar material em campo. Essa doença com certeza tinha uma origem ambiental. Por fim, a lista se encerrava com o pedido de um barco que pudesse recolher principalmente os membros da realeza, caso um deles viesse a adoecer muito. Isso era o que dizia no papel, mas se Raron achasse que sua vida estava em risco ele próprio usaria a embarcação. No mais era espera a ida para Flevance.

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Ayleen G em Ter Nov 20, 2018 3:41 pm

Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Uma pergunta um tanto inesperada veio de Louis, mas Raron já havia percebido que era isso que deveria esperar daqueles homem. Cada palavra que dissesse seria escutada com atenção, analisada por ele, tinha certeza disso. Por mais que não temesse o seu julgamento, sabia que deveria ter cuidado com as palavras que escolhesse. Uma pergunta simples e ao mesmo tempo bem curiosa.

-Roger disse poucos palavras em sua execução... Poucas mas precisas, foi o suficiente para lançar todas essas pessoas ao mar em busca ao prometido One Piece. Não era um arruaceiro qualquer. Preste atenção a partir de agora, verá o quanto o Rei dos Piratas influenciou a nova era que virá. Isso é de extrema importância para que os planos e objetivos do Governo Mundial permaneçam intocáveis, inquestionáveis eu diria. - Com isto, ambos se despediram. Louis permaneceu em frente ao restaurante, observando a plataforma de execução que ainda permanecia na praça, e que provavelmente lá ficaria, como um marco histórico. Raron seguiu para casa, sem ter muito cuidado de evitar as ruas mais escuras. Nenhum zé ninguém ousaria atacá-lo, e se ousasse tanto melhor.

No dia seguinte, Raron foi cedo para o alfaiate que Louis tinha passado o endereço. Ele já era esperado no local, e foi muito bem recebido pelo homem, que tirou suas medidas para as novas roupas. Como não encontrou Louis, optou por deixar a lista de equipamentos solicitados com o alfaiate, que certamente entregaria os pedidos, já que deveria falar com Louis sobre as roupas de Raron. Ademais, os pacientes pararam de vir depois da conversa com o agente, provavelmente a cidade já havia sido informada de seu desligamento como médico.

Por fim, chegara o tão esperado dia de sua partida de Loguetown. Ele e Louis não haviam se encontrado mais, porém ali estava ele, aguardando pelo médico no porto. O sol recém tinha nascido, de forma que o sol atingia diretamente os olhos, em uma cor alaranjada. Como era cedo, a cidade estava praticamente vazia, com apenas alguns bêbados e trabalhadores pelas esquinas. Louis aguardava por Raron já dentro do pequeno navio, trajando vestes elegantes como era seu costume. Olhava o horizonte, mas mexeu de leve a cabeça com a aproximação de Raron, mostrando que havia percebido a chegada do médico.

-Bom dia dr. Raron. Desculpe a ausência nestes dias, tive de tratar algumas questões com o Governo Mundial, inclusive sobre a sua contratação. - ele pegou do chão uma pasta com papéis e entregou alguns para Raron. Em uma breve olhadela, podia perceber que se tratavam de documentos explicativos de funcionamento e hierarquia do Governo Mundial. - A partir de agora o senhor fará parte de uma parte oculta do governo, uma organização secreta chamada CP1. Não estará subordinado a mim, mas a um agente que se identifica como Zara. O conhecerá em algum momento mais oportuno. - ao seu redor, os homens começavam a preparar o navio para zarpar. - Já providenciei todos os equipamentos que solicitou, encontram-se na sua cabine particular, assim como suas roupas novas. Eu acompanharei o navio até a Red Line, e partir de então o doutor seguirá com o navio e sua tripulação até a ilha Flevance, no North Blue. Os homens ficarão de prontidão no navio, caso seja necessário deixar a ilha com urgência. - Louis revirou em seu bolso e entregou um den den mushi. - Este será seu principal meio de comunicação. Porém, os relatórios agora deverão ser entregues a Zara e sua equipe. Não se preocupe em entregar relatórios diários, mas sim em reportar avanços em sua pesquisa. Se precisar falar comigo, o den den mushi tem meu contato guardado.


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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Raron em Qua Nov 21, 2018 4:13 pm

Dia de Consulta

O médico após sua resposta ouvia o comentário de Louis, um agente devotado a sua causa, que ganhou o respeito de Raron por sua falta de escrúpulos quando necessário, mas perdeu pontos ao se mostrar tão preocupado com o "desenvolvimento" do governo. Porém, o sádico médico não pretendia ser mais do que uma engrenagem escondida dentro dessa máquina. Visto que podia agir com total liberdade, portanto que o Governo Mundial "prospere".

No dia seguinte, entre alfaiataria e consultas, o loiro percebia a sua falta de pacientes, uma pena, menos divertimento. Resolvia passear pela cidade para matar o tempo. A lista havia sido entregue, e sua mala estava pronta desde o dia anterior, não tinha muitos itens que pudesse chamar de seus, a vida que levava lhe direcionava para o simplismo, isso evitava muitos problemas.

O dia da partida chegou, e chutando dois ou três bêbados pelo caminho a "despedida" de Loguetown ocorria. Louis estava a sua espera no porto, um certo companheirismo começava a aparecer nesta dupla, mais pela relação imposta pelo governo para Raron, no entanto, quem visse de fora, poderia até achar que se tratavam de amigos de longa data, exceto pelas formalidades.


Sem problemas, estou bem acostumado a solidão, parte do trabalho como deve imaginar. Quanto a pasta, creio que terei um bom tempo para avaliar o conteúdo durante a viagem. Certo agora eu sou um CP1, respondo diretamente a Zara, mas algo me faz crer que em sua presença devo seguir suas ordens. Certo, farei o que me foi proposto, creio que a maior parte de minhas atuais dúvidas os protocolos devem me responder. Obrigado pelo caramujo. Creio que meu trabalho já começa na cabine, provavelmente não me ausentarei dela para evitar qualquer "insubordinação" da minha parte, por ficar tentado às minhas inclinações peculiares. Até breve meu caro, boa viagem.

Em seguida o novo agente ficava enfurnado em sua cabine particular, listava tudo que pediu e se preparava, certamente em Flevance a situação não seria das melhores. Pegava os protocolos e buscava sobre como se identificar para outro oficial, seja agente ou marinheiro, procurava reconhecer as credenciais, neste momento, todos seriam superiores a ele, exceto os de mesma patente, os quais faria questão de ser "ele mesmo". Por fim, via os acessos que teria a informação e recursos na escala de comando. Já que estava no governo, por que não ver o "plano de carreira"?

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