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Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Ayleen G em Dom Nov 25, 2018 8:03 am

Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Louis não conseguiu disfarçar o sorriso quando Raron mencionou que deveria seguir suas ordens, caso Louis estivesse presente. O médico não tinha a menor ideia do quão certa estava a sua suposição. Ou melhor, tinha, ou então não teria dito nada ao outro. Sem mais delongas, Raron finalizou suas considerações e virou-se para seguir em direção à sua cabine, não sem ouvir as palavras de Louis antes.


-O doutor é livre para ir em qualquer lugar do navio, exceto a minha cabine, é claro. Não se preocupe com os tripulantes, nenhum deles tem língua ou é letrado, exceto a capitã, e que é totalmente digna de confiança. Seu nome é Kakao, caso queria procurá-la.

Assim, Raron seguiu seu caminho, dando uma última olhava para o porto do Loguetown, o qual não sabia se um dia voltaria a ver. Não que fosse sentir saudade daquele lugar, tinha sido apenas uma ferramenta em sua jornada, o local em que se divertiu por alguns meses "cuidando" de pacientes e, por fim, tinha sido convidado a fazer parte do Governo Mundial. Além dos bêbados e dos trabalhadores, havia um estranho garoto de cabelos cinzas, o qual Raron nunca tinha visto antes na ilha, ele olhava o navio partir, sem dizer uma palavra (CLICK). Parecia só um pequeno curioso, então o médico  não deu importância e seguiu seu caminho.

Sua cabine não era lá muito luxuosa, mas oferecia algum conforto. Havia uma cama de solteiro e uma rede pendurada na parede, com um ganho do outro lado, caso ele preferisse dormir nela. Ainda havia uma cômoda para roupas, um armário cabideiro para ternos e um armário para arquivos. Em uma escrivaninha ele encontrou canetas e papéis em branco, além dos documentos que Louis havia referido, um den den mushi e uma pasta com utensílios médicos. O local tinha algumas lâmpadas pelas paredes e uma luminária na escrivaninha, mas a janela circular deixava entrar a luz matinal do sol, então não era preciso ligá-las no momento.

Abrindo os armários, descobriu que no cabideiro estava uma grande mala, com os utensílios que ele havia solicitado, além de alguns extras, como a máscara de gás, que tinha um formato bem peculiar (CLICK). Estaria com um bom suporte nessa missão, seja lá o que isso significasse. Ser do Governo Mundial tinhas suas regalias, era o que tinha descoberto até então? Será que encontraria também alguns ônus? Nem tudo era perfeito, Raron sabia bem, porém ele poderia fazer algumas vantagem das partes negativas, quem sabe...

Pacientemente, Raron começou a checar seus novos pertences de documentos. Notou que tinha um crachá com seu nome e função dizendo apenas "agente de governo", nada sobre CP1 ou medicina. Obviamente tinha alguma razão, mas algo dizia a Raron que aquele crachá deveria ser utilizado apenas fosse estritamente necessário. Havia um documento explicando que, no Governo Mundial, havia diversas divisões secretas, que iam desde a CP1 até a CP8, mas o que faziam ou onde atuavam, isso era um verdadeiro mistério, assim como os nomes de quaisquer colegas que o médico poderia ter. Nenhum nome, nem mesmo dos líderes de cada Cipher Pol, e ele apenas sabia quem era seu líder imediato porque Louis havia dito. Por falar nele, também não havia indicação alguma do cargo do misterioso rapaz que o havia recrutado.

O Governo Mundial trabalha de forma secreta, escusa. Era o que podia concluir com aquelas informações. Ao que tinha entendido, quanto maior o número da CP, mais poder e prestígio seus agentes tem, ou seja, o plano de carreira consistia em "subir" de números dentro da CP. Agora, o que deveria fazer para isso era totalmente desconhecido. Pelo que pode notar em suas poucas conversas com Louis, o que deveria fazer era o que o Governo Mundial lhe pedisse. Mas o que mais além disso, para poder se destacar rapidamente? Quem sabe o que o futuro poderia lhe guardar?

A manhã passou rapidamente e logo já sentia seu estômago pedir por comida. Tinha suas rações disponíveis, porém era claro que haveria alguma refeição digna no navio. Nada com que precisasse se preocupar, afinal, Louis também partilharia da sua comida, não? A decisão cabia ao médico, ele sabia que podia se sentir livre no navio, tão livre quanto poderia em alto mar.


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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Raron em Qua Dez 12, 2018 8:44 am

Dia de Consulta

O direcionamento a cabine era certo, mas Raron parou e ouviu com o rosto de lado as últimas palavras de Louis, fazendo apenas um sinal de assentimento com a cabeça, não tinha porque se alongar mais em sua conversa com seu superior. Então caminhava tranquilo, para onde seria sua cabine, deixando todos os pertences que não via extrema utilidade estarem perto de si, a pontada de que algo fora deixado para trás em Longuetown lhe vinha a mente, mas em um breve pensamento ele já afastava essa preocupação.

Olhava para a cabine com maior interesse agora que já havia se acomodado em sua nova "casa", desde a saída da Ilha Caratê, Raron não chamava nenhum ambiente de lar por tempo demais, no entanto, sua nova função apenas tornaria isso mais comum. Olhava para o den den mushi que deixaria consigo, e neste momento pegava todos os papéis e tornaria a leitura dos mesmos e o aprendizado de como deveria proceder como sua prioridade. Esta vida poderia lhe proporcionar a oportunidade para ser ele mesmo, sem sofrer as consequências sociais comuns disso, então, não perderia a chance.

Lido todos os documentos pegava seu crachá e deixava no bolso interno do paletó. Não precisa ficar exibindo sua real função. A máscara iria carregar mas a usaria apenas após o desembarque na ilha. As demais conclusões ficariam para outro momento, a única que ficava em sua cabeça, era que, quanto mais poder, mais liberdade de ação, e de satisfação. Porém, a fome lhe aplacava, e não iria desperdiçar suas preciosas provisões. Saia do quarto e começava a andar deliberadamente pelo navio.


Vou procurar algo para comer, se encontrar alguém pergunto sobre onde é o refeitório ou o lugar onde posso comer, se não souber, pergunto por Kakao, ver essa pessoa será necessário para reconhecê-la no futuro. Porém, vamos à caminhada, por comida.

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Ayleen G em Sex Dez 14, 2018 8:32 am

Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mesmo perdendo-se no meio de tantas novas informações, Raron enfim ouvia o chamado natural da fome. Saindo da cabine com o crachá no bolso, o médico percorreu o convés, procurando por um local que parecesse o refeitório. O navio era mesmo grande e tinha seus luxos, o possível para um navio, é claro. A tripulação andava de um lado para o outro, com seus afazeres, nem um deles interrompeu o andar de Raron, ou sequer olhou para ele. Eram todos homens, pode perceber com facilidade, em sua maioria com a pele bronzeada, provavelmente devido aos dias que passavam no mar, sob o sol que, aliás, estava queimando bastante naquele horário.

Não foi difícil saber quem era Kakao, nem ao menos encontrá-la. Era a única mulher no navio, suas feições e até mesmo seus trejeitos remetiam a alguém que deveria ser respeitado. Estava na parte mais alta do convés, onde também haviam um timão sendo guiado por um homem negro com um cabelo trançado de uma maneira bem diferente (CLICK). Kakao olhava para o horizonte, usava roupas coladas ao corpo, que lhe protegiam o suficiente do clima que estava, além de um chapéu negro de três pontas. Tinha a pele muito clara, diferente dos tripulantes, e os cabelos negros, curtos e lisos.


Ela tinha-o visto, pois desviou seu olhar do horizonte para acompanhar sua trajetória. Ela era muito bonita, mesmo com as feições mais severas. Não parecia ser uma mulher que sorria muito. Usava um colar em seu pescoço, do qual pendia uma pedra vermelha como sangue. Quando perceber que Raron a olhava de volta, deu algumas ordens para o timoneiro e desceu as escadas na direção do médico.

-Boa tarde Dr. Raron. Seja bem-vindo ao navio Nightmare. Espero que tenha uma boa estadia em sua viagem e posterior missão. Sou a capitã Kakao, acredito que Louis já deva ter mencionado o meu nome.

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Raron em Seg Dez 17, 2018 10:34 pm

Dia de Consulta

Uma das poucas coisas que poderia tirar Raron de seus aposentos se apresentava, a fome. Com ela batendo a sua porta, o médico não viu outra saída a não ser sair do recinto onde estava e procurar pelo refeitório ou por comida. Nenhum dos tripulantes interagiu, o que era um alívio de certa forma. Não sabia o quanto poderia interagir com eles, principalmente do seu jeito tão peculiar. Percebeu se tratarem todos de homens e com um tom de pele que os arremetia a uma mesma etnia, fora isso nenhum detalhe a mais foi percebido, ou ao menos nenhum que fizesse diferença ao lutador.

Ao chegar na porta que dava para o convés viu quem parecia estar no comando da embarcação e também era a pessoa que respondia como sua superior direta Kakao. A mulher apesar de seu jeito austero, refletia uma beleza muito forte, ao menos algo belo a se olhar no meio dessa tripulação que mais pareciam um monte de baratas, principalmente em seu jeito de agir, exceto pelo homem que estava no timão, esse de alguma forma parecia diferente dos outros. Raron olhava de leve para as vestimentas da capitã, usava o necessário, talvez cobrisse o corpo mais por seu tom de pele bem mais alvo que o dos tripulantes. Pequenos fragmentos de pensamento que o médico nem se fixou. Pois, ela olhava e se dirigia a ele neste momento, então ele a respondia.


Boa tarde senhorita Kakao, se preciso lhe chamar de outra maneira, principalmente quanto ao pronome de tratamento por favor me diga. Agradeço a hospitalidade da embarcação, nome peculiar, e eu presumo estar na embarcação certa por conta disso. Sim, Louis mencionou, assim como me explicou parcamente sobre nossa relação hierárquica. Existe alguma peculiaridade que deva me passar quanto a missão? Confesso que os termos colocados por Louis são bem vagos. Como deverei me reportar a você? E por último, mas a mais imediata, onde posso conseguir algo para comer?

Conversava com a mulher da forma mais respeitosa que podia, e com as mãos para trás, olhando diretamente para os olhos dela. Passava confiança e urgência nas suas indagações, queria fazer um bom trabalho, mas não deixaria de lado quem ele era, um facínora que faria de tudo para que sua necessidade de causar sofrimento sempre fosse atendida, esse hediondo vício, que nesta embarcação ele estava controlando até bem, por enquanto...

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Ayleen G em Qui Dez 20, 2018 7:50 am

Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

-Pode me chamar como achar melhor, eu não ligo para formalidades. - ela deu um sorriso de lado e trocou o pé de apoio. Embora parecesse bem educada, era visível a diferença entre ela e a pomposidade de Louis, mas isso não necessariamente queria dizer que ela estava abaixo dele hierarquicamente. Ou dizia? Era difícil entender o organograma do Governo Mundial, e a falta de informação levava Raron a crer que esta era proposital, de alguma forma. Se era por segurança, para testá-lo ou meramente por sua baixa patente, ainda não saberia dizer.

-Não se preocupe comigo, trabalharemos na mesma ilha mas com objetivos diferentes. Ambas secretas, se é que me entende. Venha, eu o acompanho até o refeitório. - dizendo isto, começou a andar pelo convés, o salto da bota que usava fazia um barulho característico na madeira do chão. - Está sendo testado, Raron, é por isso que tem poucas informações. Louis testou suas capacidades médicas, agora precisa saber se é de confiança, então vai deixá-lo no escuro até ter certeza. Zara não vai ajudar em nada, se quer saber a minha opinião.- ela falava aquilo sem nenhuma cerimônia, e mesmo tão poucas palavras foram o suficiente para o médico entender um pouco mais de sua situação. É claro que o Governo Mundial não o deixaria tão livre assim logo no início. Aquilo deixava Raron um pouco ansioso: queria logo carta branca para deixar os protocolos de lado e fazer o que bem entendesse com a escória do mundo, ou seja, praticamente todas as pessoas que nele viviam.

-Ser do Governo Mundial tem suas vantagens. Vai descobrir que pode fazer praticamente tudo o que deseja, contanto que saiba com quem pode fazer. - Kakao abriu uma porta à sua direita, dando passagem para Raron ao refeitório. Como já havia passado da hora comum do almoço, haviam apenas alguns tripulantes ali. Ao menos poderia fazer sua refeição em paz. - Louis gosta de fazer os seus joguinhos. Se tiver paciência pra fazer parte disso, pode chegar onde quer mais rápido do que imagina. Caso queira conversar algo comigo, me procure antes de chegarmos a Flevance. Depois disso não me verá tão cedo. Até logo. - sem mais cerimônias, ela virou-se e voltou a fazer o caminho de antes até o leme.

Os tripulantes dentro do refeitório, assim como todos os outros, tinham a pele bronzeada e corpos musculosos. Não falavam nada, ou sequer olhavam para o médico. O único que prestou atenção nele foi o cozinheiro, que estava servindo a comida, uma gororoba que, apenas da visão pouco atrativa, tinha um cheio (e um gosto) razoável.


Off escreveu:Se quiser, pode descrever o que fez o restante do dia. Se não pretender fazer mais nada de relevante, só me avisa que no próximo post eu faço um pequeno time-skip

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Raron em Qui Dez 20, 2018 10:49 pm

Dia de Consulta

O Médico se atentou a um caso, viu nos arquivos, o nome Kakao, porém, Louis afirmou que seu contato seria Zara, o que fez a mente do médico divagar por um momento, que sem querer ele tinha agora mais do que havia começado a conversa.


Muito bem, agora ou eu sei no nome completo dela, ou ao menos dois nomes, ou pior, dois codinomes, melhor guardar esse conhecimento para mim e ver o que posso fazer com isso bem mais tarde. As diferenças entre ela e Louis são gritantes, não há um modus operandi quanto a formalidades dentro da facção. Creio que a única coisa que exista na realidade seja a patente nua e crua. Vou ao menos pensar assim, até ter mais informações. Ela vai ter a própria missão que não me cabe ao certo saber, o porém, é que não sei o que devo fazer. Melhor seguir a linha de raciocínio que me foi passada, o que for melhor para o desenvolvimento do Governo Mundial deve ser minha meta.

Seguindo Kakao até o refeitório, o novato ouvia o que ela tinha a dizer, primeiro sobre os procedimentos, e depois sobre ele próprio, o intrigante foi que ele pensou nisso momentos antes, talvez pura sorte, ou sua intuição estivesse ficando mais afiada. Mas quando a mulher terminava de falar com o médico, ele a respondia com um ar de tranquilidade. Porém, após ouvir o nome Zara o rapaz ficou um pouco intrigado e teve de colocar esse nome em seu discurso.


Percebi que vocês gostam de testar bastante o produto que pretendem adquirir, o que me leva a algumas suposições, a minha presença deve ser bem desejada, ou ao menos se tem bastante expectativas, visto que estão colocando em risco uma aliança com a monarquia local, caso eu venha a não desempenhar o papel que esperam. Algo me intriga, você mencionou Zara, mas você não é Zara? Fiquei um pouco confuso agora. Sinto que estou em uma grande rede, agora basta ver se sou a mosca ou uma das aranhas. Sobre sua última parte, eu sempre soube como civil com quem poderia fazer minhas peculiaridades, certamente cada agente na missão deve ter um dossiê meu. Então, eu sou o livro aberto que todos conhecem, uma grande desvantagem por sinal, mas não me importo dessa parte. Sobre sua oferta após comer me explique, ao menos o que eu posso saber sobre Zara, e Kakao.

Depois disso, o sádico apenas se sentava na cadeira e recebia sua gororoba, comia sem prazer, apenas pela nutrição, estava precisando de algo para se entreter, então fingia com truques de mãos levar o dedo indicador até as partes internas da orelha e do nariz, e rotineiramente levar depois o dedo à comida e à boca, tentado de alguma forma causar nojo e aversão aos marinheiros que ali estavam. Não importa o quão leve, ou mesmo medíocre possa ser o desconforto ou sofrimento que este médico podia causar, o importante era ver as pessoas se sentirem no mínimo desconfortáveis. Não faria nenhuma interação, como se todos fossem invisíveis, e depois sairia do refeitório.

Iria procurar Kakao para finalmente ter as respostas que gostaria, não importava onde a moça estivesse, como lhe foi oferecido uma conversa, era isso que o médico sem escrúpulos gostaria de ter.

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Ayleen G em Sex Dez 28, 2018 4:14 pm

Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Raron sentiu-se confuso com algumas falas de Kakao, de forma que estava quase crente que ela também era Zara, seu superior imediato na CP1. Contudo, pelo que se seguiu as suspeitas do médico não se concretizaram. Ainda assim, sentia necessidade de explorar um pouco mais a "sabedoria" de Kakao, ela poderia lhe dar informações importantes, sem os joguinhos e testes de Louis. Era um bom contato para manter, mesmo que até então ele só soubesse que ela era a capitã do navio.

-Ah, eu não gosto de testes, se alguém quiser se infiltrar no Governo Mundial vai conseguir com uma boa manipulação e um pouco de inteligência, não importa o quanto Louis queira testá-lo. - ela colocou as mãos na cintura, parecendo impaciente. Foi então que Raron percebeu uma longa e grande espada, presa nas costas da mulher. Kakao era tão esguia, com roupas flexíveis e parecendo tão ágil, que aquela espada era um contraste curioso. - Coma agora, se quiser pode me encontrar depois.

Raron pode comer a gororoba do cozinheiro em paz, os tripulantes de fato pareciam agir como se ele nem existisse, o que era bom de certo modo. Contudo, começava a sentir falta de seus pacientes em Loguetown, não pelo fato de salvá-los, mas carecia de infringir dor em alguém aleatório por simples prazer. Isso, aliado à conversa não finalizada com Kakao, o deixava nervoso, de forma que tentou à sua maneira causar qualquer tipo de desconforto ao que estavam ao seu redor. O problema era que, em todo o momento, os homens sequer o olhavam, quem dirá reagir ao que fazia. Era frustrante.

Tão logo finalizou sua comida, saiu do refeitório a procura da capitã. O navio, apesar de grande, era de fácil visibilidade, de forma que a encontrou na cabine abaixo do timão, destinada à capitã, onde ela observava alguns mapas, concentrada. Ela não o viu, porém a porta estava aberta, de forma que ele sabia que poderia entrar sem sua permissão. Assim que o viu, Kakao enrolou o mapa e o guardou em uma estante com outros papéis. Não o convidou para entrar ou sentar, não era mesmo chegada a formalidades.

-Espero que tenha aproveitado a comida, é a única coisa decente que vai comer em meses, acredite. - sua bota fazia o barulho característico no chão de madeira, e ela foi até a cadeira atrás da mesa onde estava olhando o mapa, e sentou-se lá, colocando os pés em cima da mesa sem qualquer cerimônia. Suas pernas eram longas e bem torneadas, e olhar para todo o corpo era um prazer bem peculiar. - Parece que você me confundiu com Zara, não é? Nós sequer estamos na mesma CP, você deve ter o desprazer de conhecê-lo quando cruzarmos a Red Line. Um sujeitinho dado à batalhas e de um gênio explosivo, embora esta seja o que mais gosto nele. - Ela abriu um sorriso, baixou as pernas e mudou de posição, agora aproximando a cadeira e apoiando os braços em cima da mesa. - Nem todos sabem tudo sobre você, só os que se interessam. Eu apenas sei que era um médico de Loguetown e de sua missão em Flevance, nada mais. Gosto de tirar as conclusões por mim mesma quando conheço os novos agentes. E você, o que quer saber sobre mim, Raron?

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Raron em Qui Jan 03, 2019 11:55 am

Dia de Consulta

A suspeita sobre Kakao ser Zara caia por terra, mas isso não era importante, no momento, Raron estava preocupado com tudo que poderia ter daquela capitã. Mas isso iria esperar pela sua alimentação, não poderia iniciar uma árdua conversa sem antes estar mais preparado. Apesar de suas tentativas, ou os tripulantes eram muito bem treinados, ou nutriam um medo violento em interagir com algum agente. Então, para aplacar mesmo que um pouco sua ansiedade quanto ao que sentia, tentou concentrar-se nesse pensamento, que eles não reagiam a ele por medo, seja do Governo Mundial, ou de Kakao, ambos medos bem explicados.

Antes de sair da cozinha, passou na pia e lavou um pouco a boca, não era como uma higienização da escovação, mas não queria aparecer na frente da capitã com algo preso entre os dentes, chegando à cabine dela, o novato simplesmente entrou como era esperado, e quando Kakao virou para guardar seus papéis, Raron fingiu olhar a tranca da porta para ver se esta era segura, mas o movimento era só para que não olhasse, ou desse a ela a certeza de que não iria espiar sobre sua missão ou planos. Logo em seguida a garota seguia sem formalidades, enquanto o médico preferiu ficar de pé, e se recostar na parede, ouvindo o que ela tinha a dizer. Avaliava as palavras dela e seus pensamentos divagavam antes da resposta que viria com mais algumas perguntas.


Realmente ela não é Zara, e como eu estou na CP1 e ela não é da mesma CP ela é uma superior deste indivíduo, interessante. Devo manter contato com ela e com Louis o máximo possível, quem sabe até ganho uma promoção para a CP dela. Algumas descrições, meu superior é um homem de campo e esquentado, normalmente indivíduos manipuláveis, não devo ficar muito tempo sobre a jurisdição dele. Hora de responder e perguntar.


Sobre a comida sem problemas, estou acostumado a manter apenas a nutrição se for o caso, eu encontro prazer em outras situações. É bom saber que logo encontrarei meu superior e ter todas as informações que preciso. Quanto aos que se interessam por mim, creio que dentro da agência serão bem poucas pessoas, ao menos até algo um pouco mais extraordinário acontecer, o que deve ser logo pelo jeito. Você já respondeu uma das minhas perguntas, que seria o que sabe sobre mim. Agora o que mais me intriga, é, pelo que disse, eu posso subir com os jogos de Louis, mas como eu poderia ascender com você, e seus métodos? Digamos que eu não tenho problemas de caráter moral em nenhuma circunstância de como agir, então, hipoteticamente, como eu poderia ser promovido para a sua CP, sob sua jurisdição ou de seu superior ou superiora caso tenha?

Algumas insinuações de ambos os lados eram bem convidativas, mas o questionamento do agente era real, ele estava disposto a cavar bem fundo dentro do que era considerado moralidade, para subir os degraus necessários para a liberdade de ação que ele tanto almejava. Fora que desde que ele havia entrado na agência, uma certa cobiça por poder o acometia, seja esse poder na forma de riqueza, força, ou mesmo controle...

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Ayleen G em Sab Jan 05, 2019 8:35 am

Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Ao ouvir as palavras de Raron, Kakao fechou os olhos e deu um curto e baixo riso. Não falou imediatamente, deixando o médico lidar com o suspense do silêncio e, ainda sem dizer uma palavra, levantou-se da cadeira e foi até a janela circular, que dava vista para o mar. Ficou lá alguns segundos, ainda com o sorriso no rosto, passando gentilmente a mão na grande espada, que agora estava encostada na parede ao seu lado, revelando que o tamanho dela chegava a 2/3 da mulher. Levantá-la devia requerer uma grande força, mas Raron não lembrava-se de Kakao aparentar qualquer esforço quando a carregava nas costas.

-Você é mais astuto do que pensei, por isso Louis gosta tanto de você... - disse ela, finalmente, mas parecendo falar mais consigo mesmo do que com o médico. Seus olhos agora baixaram da janela para a espada, e tornaram a fechar. O sorriso continuava intacto. - Um de meus nakama disse uma vez que sou uma mulher complexa, mas de gostos simples. Talvez tenha razão. Eu gosto de guerra, caos; O apocalipse seria um mundo perfeito para mim. - Era estranho que ela falasse aquilo, pois não parecia uma mulher impulsiva ou dada a brigas, ainda que, observando melhor agora, tinha algo de sanguinário nela. Quem sabe fosse mais parecida com Raron do que ele próprio gostaria. Mas isso não tinha como avaliar nesse momento. Enquanto refletia sobre isso, ele observou a capitã se aproximar a passos lentos, a bota fazendo o barulho característico no chão. - Pra você, eu sou um total mistério agora, e assim devo permanecer. - ela tocou o rosto de Raron de leve, com o dedo indicador. O sorriso parecia que jamais desapareceria do seu rosto. - Se quiser saber mais sobre mim, minha CP, ou como chegar até ela, terá que descobrir por si só.

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

Mensagem por Raron em Ter Jan 08, 2019 10:25 pm

Dia de Consulta

A superior de Raron curtia o momento, se deliciava com o suspense, que causou uma certa inquietude. O médico começou a bater o pé no chão em um ritmo lento e bem pausado, cerca de três vezes antes que ela o respondesse. Algo lhe deu um frio na espinha, aquela espada e a força da garota o impressionavam, no entanto, Raron tinha medo de ela saber de algo que ele ainda não contou e colocar em teste. Porém, ela não usava aquela arma e voltava a falar normalmente, fazer uma leitura de Kakao era uma muito difícil, por isso o novato já havia abandonado as tentativas no refeitório.

A confissão que a capitã lhe faz o deixa ainda mais certo, não devia tentar entender Kakao, ela dizia a leitura de seu amigo, e Raron só concordava totalmente. Porém, o que ela gostava era do fervor da batalha, e que essa fosse constante, algo que poderia ser facilmente conseguido com a pirataria, mas, como o médico, essa mulher preferia estar do lado do governo, controlando suas necessidades, mas ainda assim podendo realizá-las, e com isso, pescou que se houvesse algum tipo de confronto físico na ilha, era lá que Kakao estaria.


De certa forma, acho que sei a natureza da missão dela agora, no entanto, sei mais sobre a missão de uma superiora de outra CP maior que a minha, mas a minha própria missão não sei patavinas. Bom, deixe estar, as coisas fluem melhor assim pelo jeito. No discurso de Kakao, Louis me observa já tem um tempo, será que sabe de minhas outras aptidões? Se não souber, mais uma surpresa guardada. Esse é um mistério que não tenho certeza se quero desvendar... Mas vamos a algo ousado e diferente.


Deixemos os jogos de poder e a situação de espionagem e governo de lado por um momento, o que se pode fazer para passar o tempo, já me entediei de ficar lendo o que eu tenho e me foi passado, o que você sugere?

Havia algo de desafiador na voz dele, não foi indelicado ou polido demais, agiu para saber o que ela gostaria de fazer, e se isso o envolveria, ou se simplesmente seria colocado para fora do recinto, porém, quem não arrisca não tem as melhores recompensas, e Raron queria sempre mais a partir de que entrou no governo, já que não podia satisfazer seus prazeres mais comuns, por quê outros não?

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Re: Heibon na mainichi ja kawaki iyasenai

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