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08 de Outubro - The Day After

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08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Starry Night em Seg Nov 19, 2018 3:47 pm

Jae Eun

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 8 A.M.

Não dava para dizer exatamente se Jae Eun foi capaz de dormir de verdade naquela noite. Pelo menos não depois do episódio vergonhoso do palco Inkigayo, no último domingo. Durante a promoção do mais novo Comeback do Seven Wonders com a música Excuse Me, aconteceu o que as bolsas de apostas já pareciam prever: uma queda feia ao vivo da principal vocalista daquela geração de meninas.

Na hora em que caiu, haveria o susto do impacto de seu corpo com o chão, mas a sensação ia muito, muito além disso. Desde o momento em que colocou aqueles sapatos, ela sentiu um desconforto, como se estivesse maior do que seus pés. Era de conhecimento público e notório que ela não era a melhor das dançarinas e que as coreografias do Seven Wonders foram ficando cada vez mais fáceis para que ela pudesse se adaptar - e ela só aparecia mesmo na frente durante os seus agudos fantásticos, onde tinha permissão para permanecer num lugar só e alcançar suas notas. Contudo, naquela noite enquanto se arrumavam, foram várias as vezes que ela quase reclamou - ou reclamou mesmo  -do sapato e a staff parecia ocupada demais com a iluminação, maquiagem e afins para procurar por um sapato novo.

As próprias meninas estavam um pouco mais ansiosas. Jiu tentou resolver o problema, colocando papel para preencher o espaço, mas já estava feito: Tori ficaria nervosa com a simples possibilidade de fracassar ao vivo.

A nação inteira veria, isso sem contar os grupos que também estavam presentes e um MC em especial que apresentaria a atração. Quais as chances, não é mesmo? Pois bem, durante um passo simples, aconteceu o pior e o mundo dela parou.

Diferente de outras vezes quando era capaz de agir profissionalmente e continuar a apresentação, dessa vez ela ficou um tempo a mais do que o apropriado no chão. As meninas ficaram sem saber o que fazer e a líder deu sinal para que continuasse porque não tinham mesmo a opção de parar. Lola e Sally tomaram a frente, conforme o ordenado. Uma assumindo a dança que era seu direito e Sally os vocais. Jiu e Jay, mais atrás, ampararam Tori e se certificaram de que ela conseguiria, pelo menos, terminar a música ali. A ordem dos superiores dela era para que sempre continuassem, não foi omissão ou maldade de Jiu - seria incapaz de fazer isso com sua amiga.

Só de lembrar já era constrangedor. O fim daquela noite foi uma incrível bagunça e as meninas nem voltaram para a música bônus que apresentariam. Ficou a cargo dos meninos do Strike, que também estavam divulgando uma segunda música de seu mais recente lançamento após o absoluto sucesso de Beautiful. Em sua mente, as imagens ainda estavam confusas, entre staff, produtores, amigas aflitas e até mesmo os olhares de julgamento. Dava para imaginar como seu nome subiria os trending topics do Twitter e o youtube, então! Céus, seria uma vergonha!

Isso sem contar que tinha caído diante dele que assistiu de camarote enquanto aguardava o término do show para retornar ao posto fixo de MC.

Do estúdio, foram direto para o hospital, onde ela foi atendida e chegaram à conclusão de que seu pé tinha sofrido uma luxação leve. O médico recomendou repouso moderador de uma semana, mas não era como se uma idol tivesse esse tipo de privilégio. Inclusive, no dia seguinte, a agenda estava mais do que lotada. Era, afinal, uma segunda-feira.

Por conta de tudo isso, a noite foi um verdadeiro caos em sua mente. O apartamento estava extremamente silencioso, como se as meninas fossem incapazes de dizer qualquer coisa. Jiu deixou Tori devidamente descansada em sua cama, no quarto que as duas compartilhavam e se retirou.

A noite terminou e o dia veio. Jiu não tinha dormido ali porque estava tentando resolver a situação como uma verdadeira líder. Por volta das 7:30 A.M, Tori ouviria a porta sendo aberta de novo. Uma das criaturas mais fofinhas que ela conhecia, adentrou no quarto com uma nova compressa para o pé dela. Jay, a maknae do grupo, aproximou-se bastante sem jeito até parar ao lado de sua cama e chamá-la num tom de voz doce e preocupado.

- Unnie… - Engoliu em seco e então se aproximou um pouco mais, tocando de levinho em seu ombro. - Unnie, kkaeeo issni? - Perguntou se ela estava acordada e aguardou por uma resposta enquanto ainda segurava a compressa. - Vim ajudá-la com o curativo do pé, com uma nova compressa...Jiu-unnie está preparando o café da manhã e quer saber o que você gostaria de comer…

O semblante de Jay estava carregado de preocupação com o estado de saúde físico e mental dela.


[Para mais informações do Inkigayo, leia o início do turno da Nam Gyuri.
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Última edição por Starry Night em Dom Dez 16, 2018 1:12 pm, editado 2 vez(es)
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Re: 08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Moon Jae-Eun em Seg Nov 19, 2018 6:49 pm

segunda-feira, 8am
You know that everywhere I go I got a million different people tryna' kick it But I'm still alone in my mind

shining so bright yet the light's fading

Naquele momento, só queria fechar os olhos e adormecer. Esse era o seu desejo muitas vezes, mas agora realmente queria poder fazer isso. Se o seu corpo obedecesse. Mas nunca obedecia. Não ontem, nem hoje. A imagem estava gravada na sua mente, estivera toda a noite. Os seus joelhos no chão, os malditos sapatos desconfortáveis a doerem-lhe nos pés. Repetia para si mesma que as coisas teriam sido diferentes se não fosse aquele calçado, mas a verdade é que era impossível ter a certeza. Por vezes sentia-se como uma bomba prestes a explodir, mas nunca achara que ia explodir daquela forma. Não conseguia se recordar de um momento na sua vida em que se sentira tão humilhada como quando caíra no palco, incapaz de se voltar a levantar. ”Por que é que o salto era tão alto?”, perguntava-se a si mesma. E por que é que ela não podia ser tão alta como as outras meninas, para não ter de depender daquele salto?

O remorso remoera a sua mente durante toda a noite, como um veneno tóxico. Faria o mesmo a qualquer um que estivesse naquela situação. Era uma veterana, estava em palcos há demasiado tempo. Não tinha desculpas a dar.

Vez ou outra, as suas mãos alcançavam o celular na mesinha ao seu lado. Assim que os seus dedos envolviam o aparelho, uma voz na sua cabeça gritava com ela para não o fazer. Para não ver o que diziam. Mas não era totalmente sã, então não conseguia ouvir os conselhos da sua própria mente. Lia as notícias sobre ela própria e via os vídeos da sua queda. As visualizações só vinham a aumentar, assim como os gostos e os desgostos. Independentemente do botão que os espectadores tocassem — polegar para cima ou para baixo —, sentia-se ofendida. Ou gostavam da sua queda ou desgostavam dela. Não havia uma boa forma de interpretar aquilo. Pior ainda eram os comentários. Queria poder apagá-los para sempre da sua memória.

Queria poder apagar o olhar dele da sua memória. A deceção nos seus olhos era, talvez, o pior de tudo aquilo. Haters não eram uma novidade para ela, mas ver a deceção dele, mesmo que não fosse a primeira vez… essa sensação era uma à qual se recusava a habituar. Teria sido mais fácil levar um tiro.

Naquele estado, não devia ter o celular consigo para poder ver o que se passava. Devia ter a companhia de Jiu, que sempre conseguia a animar um pouco. Mas talvez o destino estivesse mesmo contra ela, porque tinha o seu celular mas não tinha Jiu ali. Ontem, ela tivera de dar a ordem para que o espetáculo continuasse. Era a líder, afinal. Lola e Sally vieram para corrigir os seus erros. Até mesmo os outros artistas da KT tinham de tentar compensar, com performances melhores que a dela. Tudo sua culpa.

Agora, as outras garotas preferiram deixá-la ali para descansar. Mas descanso era algo a que não teria direito, nem naquele dia, nem nos próximos. Por que é que era aquela a sua vida?

Todo o dormitório estava em silêncio, de tal forma que não conseguia saber se estavam todas a dormir, ou se estavam apenas tão abaladas quanto ela com a situação. Não sabia que horas eram, mas passado o que parecia ser uma eternidade a porta abriu-se. Jae-Eun estava deitada, os olhos entreabertos numa tentativa de adormecer. Cansada de não conseguir descansar. Pela voz feminina reconheceu de imediato Jay. A mais nova… tê-la ali fazia a vergonha voltar. Devia ser um exemplo, mas estava longe disso. Como ia ser capaz de encarar a maknae?

Sim. — Respondeu num sussurro suave à pergunta da morena, apenas para confirmar que estava acordada. Até mesmo falar parecia difícil agora; o nó na sua garganta deixava-a em dor. Demorou para que o olhar de Jae-Eun encontrasse o de Jay. Precisou de encontrar a coragem. Ainda por cima, Jiu estava a fazer o café da manhã? Não merecia aquilo. — Eu não quero nada. Não tenho fome. — Não tinha mesmo, apenas porque o seu estômago deixara de funcionar por volta da mesma altura que o incidente. Mas naqueles dias estava com um peso abaixo do normal, o que não era algo incomum. Especialmente com o stress do comeback. Os fãs já tinham vindo a notar, como sempre notavam.

O seu olhar examinou a compressa que Jay lhe trouxera. Depois, observou a mais nova. Havia pena nos seus olhos, o que apenas piorava tudo. Não queria ser essa pessoa, de quem todos os outros tinham pena. — Mianhae. — Disse, inevitavelmente. Naquele momento era tudo o que podia fazer: pedir desculpas. — Não tenho desculpa para o que aconteceu. Mas nem você nem nenhuma das outras meninas merecia ser envolvida. — Era o problema de serem todas um grupo. O erro de uma arrastava todas as outras. Gesticulou para que ela lhe passasse a compressa, para a poder colocar no pé. No fim de tudo, não era algo grave. Não passava de um pequeno deslocamento, o que queria dizer que as atividades não iam parar e em breve ia ter de abandonar aquela cama e aquele quarto.
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Re: 08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Starry Night em Qui Nov 22, 2018 5:32 pm

Jae Eun

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 8:10 - 8:30 A.M.

Jay deu um pequeno e cansado suspiro quando ouviu a resposta desanimada de sua unnie. Tinha perfeita noção de seus motivos, mas era muito triste de se ver. A maknae não queria sentir pena porque achava que esse era um dos piores sentimentos que podia sentir por alguém - era como se estivesse validando a chegada ao fundo do poço. Contudo, sentia-se vazia e impotente por não saber, num primeiro momento, como poderia reanimá-la. As sobrancelhas fizeram um arco chateado com a resposta sobre a fome e se aproximou um pouco mais.

- Unnie, faça um esforço, jebal… - Com uma das mãos, fez um suave carinho na franja dela. - Jiu-unnie fez questão de preparar o café da manhã, me dispensando da cozinha. Acho que isso também a distrai um pouco…

Comentou e pediu permissão para se sentar na beirada da cama de Tori. Quando fez isso, mostrou a compressa para relaxar os músculos da luxação dela. O objeto tinha uma borracha estampada, com um tema de balões coloridos, bem típico de Jay. Acomodou na perna dela, procurando pela melhor posição. Parecia muito ocupada com esse trabalho e, por um instante, passava a impressão de que não percebia que era encarada pela unnie - quando, na verdade, bem estava ciente disso, mas sabia se fazer de boba. Ajeitou com carinho e cobriu a perna dela de novo, até o ponto em que estava antes.

Ouviu, então, o simples pedido de desculpas. Escondeu os lábios por um momento até que sorriu ao encará-la de novo.

- Gwaenchanha… - Murmurou no mesmo tom que ela.


Era uma pequena e branca mentira. As coisas não estavam bem em casa, nem no telefone, muito menos na internet ou na empresa, mas se queria que Tori saísse da cama para ganhar um pouco mais de confiança para seu dia, precisava dar força.

- Nós somos um grupo, unnie, para o bem ou para o mal. - Respondeu, procurando por sua mão e fazendo um carinho. - Assim como em qualquer família, nós brigamos e nos desentendemos, mas se quisermos chegar a algum lugar, só conseguiremos juntas, não é mesmo? As coisas não serão fáceis, você bem sabe disso, mas você precisa ser forte, unnie. E, para isso, precisa levantar para comer, hm? Unnie está fazendo um café da manhã reforçado porque também percebeu que você perdeu muito peso nas últimas semanas. Já parou para pensar que a fraqueza por falta de comida pode ter sido um dos motivos?

Fez um biquinho, ponderando. Não era só isso, eram os sapatos...E foi muito estranho como tudo aconteceu. Elas ainda não tinham parado para pensar sobre isso, porque, por enquanto, estavam mais preocupadas com a imagem de Tori e do grupo.

- Nós teremos um longo dia hoje. Espere o efeito da compressa passar e venha se reunir conosco, jebal, unnie…

Um último carinho em seu rosto enquanto esperava pelas respostas e Jay se retirou do quarto. Novamente Tori ficaria no silêncio daquele quarto enquanto os sons da casa finalmente eram ouvidos. O celular também parecia uma grande tentação no momento e foi ainda maior quando a primeira mensagem chegou, por volta das 8:07h da manhã. O coração disparou imaginando quem poderia ser e não foi com muita surpresa - apesar de uma leve decepção por não ser exatamente a pessoa que ela esperava que a foto de Kwang Jin, o rapper do grupo Strike surgiu.

Kwang Jin sempre foi um rapaz próximo de Tori, apesar deles nunca terem tido qualquer envolvimento romântico ou desejo disso. Os dois eram amigos e se conheceram ainda enquanto eram trainees da KT.

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8:10 A.M.
Kwangie
Kwangie
Bom dia, Eunie. Como você está? Está precisando de alguma coisa?
Minha agenda está extremamente cheia hoje, mas você sabe que se precisar de alguma coisa - qualquer coisa - pode me chamar, não é? =( Fique bem…


A primeira pessoa de fora se manifestava a seu favor e traria um pouco de alento em seu coração. Kwang Jin estava lá no backstage, prestes a se apresentar quando viu Tori caindo. Foi uma cena de filme de terror e esperou o máximo que pôde um horário apropriado para perguntar se ela estava bem.

Caso Tori se sentisse tentada a ver as redes sociais, óbvio que ela veria muita crítica, meme, zoação, pouco caso, humilhação e aborrecimentos para ela. Porém, pouco a pouco, novos comentários subiam por conta de uma live que uma atrevida rookie estava  iniciando naquele momento.


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A Tori ainda está entre 8h e 8:30h, é o tempo que você tem para descrever o que ela fez e estou considerando que é o tempo para a compressa fazer efeito. Caso você vá ver as redes sociais, vai encontrar a live da Cho Ah do Bubblegum, citado >aqui<, no primeiro turno.

A mensagem da Tulipay chegará no próximo turno]




Última edição por Starry Night em Dom Dez 16, 2018 1:12 pm, editado 1 vez(es)
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Re: 08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Moon Jae-Eun em Qui Nov 22, 2018 8:21 pm

segunda-feira, 8am
You know that everywhere I go I got a million different people tryna' kick it But I'm still alone in my mind

shining so bright yet the light's fading

Como podia dizer não a Jay? A mais nova do grupo era provavelmente a mais fofa, naturalmente. Realmente uma maknae. A vocalista principal do Seven Wonders sempre ficava encantada e, tal como as outras, só a queria mimar. Isto quando o seu humor o permitia; naquele momento, haviam outras coisas a ocupar a sua mente. Reajustou-se na cama para ficar numa posição mais favorável — e assim deixou de parecer que ia ficar ali todo o dia — e ergueu um pouco os joelhos para depois os abraçar. Olhou para as próprias mãos, ficando calada por uns momentos antes de dar uma resposta. Havia um peso no seu coração que a deixava sem vontade. Simplesmente assim, sem vontade. Como se estivesse no fim de um dia exaustivo, mas aquele dia ainda nem tinha começado. — Está bem. Não posso recusar comida da Jiu-unnie. — Falou numa voz suave. Não sentia muitas forças para a contrariar naquele momento. Talvez fosse a própria falta de comida no seus sistema.

Não se esquecia das palavras de Jay. Jiu estava a cozinhar para se distrair. Aquilo não estava a ser fácil para nenhuma delas, o que incluía a líder do grupo. Não a queria arrastar consigo para a lama, pelos seus falhanços. Jiu era uma boa líder. Depois de a ajudar tanto e ainda assim… Podia ter chorado ali mesmo, mas Jay afastou aqueles pensamentos mesmo sem ter noção do que fazia quando se aproximou, a pedir para se sentar na cama. A loira abriu então um pouco de espaço, fazendo com que a outra ajustasse a compressa no seu pé. ”Rídiculo…”, pensava para si mesma. Depois de tudo aquilo, era ali que se encontrava, com a mais nova a cuidar dela. Não era sequer nada grave! O que doía ali era tudo menos o seu pé.

Quase deu um leve sorrisinho ao ver o padrão estampado na compressa, observando então o que a mais nova fazia. Estava totalmente concentrada na sua tarefa, o que a fazia voltar à realidade à medida que a encarava — e o sorrisinho nunca chegou então a aparecer —, ficou mais séria novamente. Sentia a obrigação de dar finalmente um pedido de desculpas. Manteve o olhar fixo na morena, tentando mostrar que estava a ser sincera, mesmo que ela ainda estivesse concentrada na tarefa. Quando esta finalmente olhou para ela, com um dos seus sorrisos, ficou ainda mais destroçada. Como é que ela ainda conseguia encontrar a força para lhe sorrir assim?

E não. Não estava bem. Mas é claro que não esperava outra resposta de Jay, e nem queria. Precisava de todo o apoio das suas colegas naquele momento, mesmo achando que não o merecia. Ouviu as suas palavras com atenção, ainda mantendo o olhar nela. Não aguentou até ao fim do discurso e baixou os olhos para o próprio colo. A curva dos lábios voltava-se para baixo e as lágrimas ameaçavam cair. Esfregou os olhos com as costas das mãos. Não queria ficar assim em frente da maknae.

Eu estou bem. — Disse de imediato, para não a preocupar. Como Jay tinha pegado na sua mão, deu-lhe um pequeno aperto. — Eu estou bem. — Dizer aquilo uma segunda vez pode ter sido um erro, mas precisava de dizer aquilo a si mesma. Por que é que tinha de ser a mais nova a dar-lhe os conselhos? Não, Jay não era realmente uma maknae. Era mais sensata que o esperado e naquele momento sabia as exatas palavras para chegar ao seu coração. Se havia alguém que mais parecia uma maknae pela sua infantilidade, tinha de ser a própria Jae-Eun.

Só conseguiu acenar com a cabeça quando a outra se levantou para sair. O dia seria longo, sim. Já estava à espera disso, então precisava de reunir a coragem para enfrentar o mundo. Naquele dia, em especial, era assustador. — Obrigada. Daqui a pouco junto-me a vocês. Preciso de um pouco mais de tempo, de qualquer das formas… — Quando lhe pareceu que já não haviam mais lágrimas nos seus olhos, ergueu o olhar para tentar lhe lançar um breve sorriso. Pareceu-lhe que tinha falhado miseravelmente, então apenas parou e olhou para a compressa no seu pé, enquanto a outra lá ia para se juntar às restantes maravilhas.

Voltava a ficar sozinha. Não sabia se isso era bom ou mau; às vezes tinha medo de si própria. Ouvia outros sons lá fora, as outras meninas a falar e a se preparem, mas sentia-se tão distante… Não ficou imóvel por muito mais tempo e olhou para o seu celular, que repousava na mesinha ao seu lado. Tinha a capa voltada para cima, como se isso a ajudasse a ignorar a existência do aparelho. Num piscar de olhos podia acessar qualquer rede social para ver o impacto da sua queda. Era uma grande tentação, mas ao mesmo tempo estava com medo. Mordeu o lábio, já com o celular na mão, mas ainda sem fazer esforços para o desbloquear.

As mensagens talvez fossem ainda mais assustadoras. Estava a evitá-las como a praga. Pensar que ele lhe podia ter enviado alguma deixava-a com arrepios. Nem sequer sabia o que esperar, um sermão pelo novo escândalo ou uma mensagem de apoio para a impedir de enlouquecer? Ambas as possibilidades iam mexer demasiado com ela. Como só ele conseguia fazer. Era um poder aterrorizante. Saber que alguém tinha uma chave para o seu coração. Este acelerou ao antecipar o que o celular lhe mostraria.

E se não fosse nada? Se ele mostrasse mais uma vez que não queria saber? Talvez… não, de certeza. Isso seria o pior. E foi justamente isso que aconteceu. O seu nome já estava a ficar mais para baixo nas suas mensagens recentes. Ocorreu-lhe a possibilidade de lhe dizer alguma coisa. Pedir desculpas por o fazer ver aquilo. Mas também ficou com raiva e essa raiva decidiu que não ia fazer nada, como uma criança a fazer birra, não lhe ia dar atenção naquele momento. Em vez disso, tinha de ver aqueles que realmente se importavam.

E, para isso, Kwang tinha enviado uma mensagem. Tocou no seu contacto, vendo o que tinha para dizer. Inspirou fundo, era como novos ares para a sua mente: Kwang certamente ia melhorar o seu humor. Simplesmente por se importar o suficiente para dizer algo. Leu a sua mensagem, ansiosa, e ao chegar à última linha já se sentia mais leve. Soltou o ar dos seus pulmões e começou a escrever a resposta.

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8:10 A.M.
Kwangie
Kwangie
Bom dia, Eunie. Como você está? Está precisando de alguma coisa?
Minha agenda está extremamente cheia hoje, mas você sabe que se precisar de alguma coisa - qualquer coisa - pode me chamar, não é? =( Fique bem…
Bom dia, Kwangie.. Acho que só preciso que alguém me acorde desse pesadelo, porque beliscar não funcionou.
Mas eu estou bem. Ou vou ficar. Não é o meu primeiro escândalo, não é? Estou a ficar experiente. E o médico disse era apenas uma luxação leve. Gwenchana! Obrigada por estar lá. De verdade.
E boa sorte para hoje. Não se esqueça de comer bem


A noite anterior podia parecer um pesadelo e a sua cabeça ficara tonta por umas boas horas depois do incidente, mas lembrava-se bem que Kwangie lhe perguntara se estava bem mal tivera a oportunidade. Era o tipo de pessoa que tinha de apreciar por o ter na sua vida.

Deixou as suas mensagens e ficou a olhar para as suas aplicações. Em quase todas as redes sociais devia ser capaz de se encontrar a si mesma, o que não ia ser bom. Estava mesmo preparada para lidar com isso? Podia não estar, mas também não ia ser sensata e evitar olhar. A compressa ainda estava a atuar, de qualquer das formas, então começou a ver o que se passava. Incrível como alguns fãs ainda pareciam achar que ela não lia as suas mensagens. Como se ela não tentasse interagir com eles tantas vezes nas mesmas redes sociais.

Aquele era o momento em que tinha de invocar todas as suas forças. Não podia se deixar surpreender pelas críticas. Não era como se fosse a primeira vez que via comentários maldosos, mas nunca deixava de doer. Deslizava com cada vez mais rapidez para baixo, a tentar encontrar outras coisas. Quaisquer coisas. Por que é que tinham de se importar tanto com uma queda? No entanto, algo finalmente conseguiu lhe dar esperanças. Os comentários mais recentes começavam a falar de uma certa live. Normalmente não se ia importar muito com outras lives, mas como podia ignorar se ela parecia estar a ser mencionada? Foi ver a conversa, reconhecendo a garota popular do Bubblegum, Cho Ah. Ouviu com atenção as palavras dela. Era corajosa, a defendê-la assim. Tori também era capaz de fazer aquele tipo de coisa que irritava os managers, mas havia sempre consequências.

Em qualquer outra situação teria dito algo. Mas naquele momento não queria chamar ainda mais atenção para si mesma, então preferia agradecer à menina num outro momento, em privado. Ouvi-la certamente deixava-a com mais esperança. Talvez o mundo não fosse assim tão mau… Os seus lábios até se ergueram num pequeno sorriso. Que rookie fofa! Ficou a ouvir o que dizia por mais um tempo. A comida podia já estar a esfriar, mas nem conseguia pensar nisso. Ao menos o seu coração já estava mais quente. Removeu a compressa e levantou-se. Precisava de trocar de roupa, o que ainda não fizera desde ontem. Era esse tipo de irresponsabilidade que se via da loira quando Jiu não punha os pés no dormitório por uma noite...
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Re: 08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Starry Night em Sab Nov 24, 2018 9:00 pm

Jae Eun

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 8:32 A.M.

Jay deu um pequeno e cansado suspiro quando ouviu a resposta desanimada de sua unnie. Tinha perfeita noção de seus motivos, mas era muito triste de se ver. A maknae não queria sentir pena porque achava que esse era um dos piores sentimentos que podia sentir por alguém - era como se estivesse validando a chegada ao fundo do poço. Contudo, sentia-se vazia e impotente por não saber, num primeiro momento, como poderia reanimá-la. As sobrancelhas fizeram um arco chateado com a resposta sobre a fome e se aproximou um pouco mais.

Jay cumprira seu papel naquela manhã. Não estava ali por obrigação ou coisa do tipo, mas ela realmente acreditava que deveria cuidar de suas unnies, ainda que fosse a maknae do grupo  - e alcunha desse a impressão de quem necessitava de cuidados era ela mesmo. Após dar um pouco de atenção, cuidado e carinho para Tori, ela entendeu que não tinha mais o que fazer, o resto era a própria unnie quem deveria fazer. Pelo menos esperava que a compressa em seu pé ajudasse com a dor.

Não acreditava que ela estivesse bem, mas se isso fosse confortar seu coração, ela era capaz de mentir. Por isso, esboçou um breve sorriso pelas duas e fez mais um afago antes de se retirar e voltar a se juntar às outras meninas. Havia, afinal, tarefas para serem cumpridas naquele dia.

Sozinha no quarto e amarrada aos pensamentos, Tori se viu tentada a mexer no celular. Num primeiro momento, não eram as redes sociais que a atraiam - pelo contrário, queria um último fôlego antes de entrar naquele mundo cruel e opressor. O que ela buscava era algum tipo - qualquer tipo - de manifestação. Fosse crítica ou apoio, não importava, o que ela não aguentava era o silêncio. Esse era a pior das punições que podia receber: silêncio e indiferença.

Em pensar que na noite passada, um pouco antes da apresentação, eles estiveram tão, tão próximo. Tori podia sentir o perfume amadeirado que ele tinha passado, combinando perfeitamente com seu estilo galanteador e misterioso. Isso sem contar toda a postura mais madura e envolvente. Estava num traje que ficava no meio do caminho entre o despojado e o formal - era um terno, porém tinha um estampado diferente, dando um pouco mais de jovialidade ao traje formal. O cabelo bem penteado com gel brincava com os brincos de sua orelha furada - sempre assim, dúbio. Tão perto e tão distante.

Naquela noite, ele parecia amigável, ela tinha certeza que ele a olhara muitas vezes. Dava até a impressão de que fizera um sinal de que gostaria de conversar com ela depois, em particular. Por conta do comeback, ela teve pouco ou quase nenhum momento livre para ser chamava de “Vickie” num sotaque americano que ele sabia fazer. Porém, ao invés de um “after show”, ela recebeu um olhar de espanto e preocupação quando caiu daquele jeito. E agora, com a hora avançada, não havia nem uma mensagem dele.

Nenhuma manifestação.

Isso era um tanto quanto frustrante, certamente, mas Kwang Jin - ou apenas Kwangie - surgiu para aquecer um pouco seu coração. Ele era mesmo seu amigo, apesar de não ficarem demonstrando publicamente o tempo todo - não havia necessidades, afinal. Não havia interesse, pois era uma troca genuína, gratuita, não-onerosa. Algo que não precisavam ficar firmando constantemente ao público. Não, era bom apenas contar com Kwang como se fosse uma menina normal e não uma estrela sul coreana.

O garoto estava online e a mensagem dela foi prontamente respondida.

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8:13 A.M.
Kwangie
Mas eu estou bem. Ou vou ficar. Não é o meu primeiro escândalo, não é? Estou a ficar experiente. E o médico disse era apenas uma luxação leve. Gwenchana! Obrigada por estar lá. De verdade.
E boa sorte para hoje. Não se esqueça de comer bem
Kwangie
Se eu te encontrar na agência hoje, posso jogar água fria em você =p beliscar poderia deixar roxo e não quero vê-la mais machucada ainda.
Eunie...Eu sei que você está sofrendo, mas não se martirize tanto, de verdade. Você só vai alimentar o ego de quem quer te ver para baixo. Você falhou sim, mas agora foque no hoje e no futuro, tá bom? =/ E vê se come também, viu? Estou de olho.


Depois de se preocupar com a amiga, o menino apenas leria as mensagens que viessem e seguiria para sua rotina que, de fato, estava extremamente atarefada naquele dia. Enquanto isso, nada de outras mensagens para ela. Acabou por visualizar os aplicativos e ser consumida por aquela chuva de comentários maldosos.Os fãs do 7Wonders defendiam até a morte suas integrantes, mas havia, mesmo entre eles, aqueles que defendiam mais ainda suas bias. O problema é que algumas pessoas não sabiam exaltar as qualidades de uma pessoa sem apontar os erros e as falhas de outras. Era assim que alguns fãs de Sally e Lola, por exemplo, agiam. As duas não incitavam esse tipo de comportamento, mas também não davam bronca em sua fanbase.

No meio de tantos comentários ruins, ela encontrou a live de Cho Ah, a menina mais popular das Bubble Gum, o grupo de “irmãs” da febre mundial conhecida como Golden Boys. A menina dava sua opinião sem muito filtro na lingua e não respondia aos comentários da live, apenas passava sua opinião.

Uma estranha fazia isso por ela, num gesto de empatia e solidariedade. Já o oppa...silêncio.

Tori percebeu que a compressa já não fazia mais efeitos e que precisava mesmo descer. O café da manhã ainda não tinha sido servido, mas ela já fora chamada uma vez - era melhor não ser uma segunda. Precisava ter forças para encarar o que estava por vir. Após trocar a roupa e uma breve assepsia matinal, munida de seu celular, ela ouviria um programa de tv um tanto quanto alto, sendo assistido, parcialmente, pelas meninas. O assunto, só podia ser um: a apresentação de ontem e as críticas doíam uma vez mais.

- E ontem tivemos o comeback do grupo Oh My Venus. As rookies, ainda podemos chamá-las assim?

- Sim, elas são rookies...ahahaha

- Pois parecem veteranas, enfim, elas mudaram completamente seu conceito desde que a doce Juny foi diagnosticada com nódulos na garganta e precisou sair do grupo. O comeback conseguiu superar a primeira aparição delas em público. A KT vem fazendo um trabalho espetacular com elas…

- Isso é verdade, mas o mesmo não se pode dizer do Seven Wonders? O fandom que me desculpe, mas o que eles vão alegar dessa vez?

- Tori de novo, não é? Pois bem, ela caiu no meio de Excuse Me! Os passos nem eram complexos, mas ela caiu e ficou no chão durante a parte dela. Se não fosse Lola e Sally, provavelmente podiam pedir o disband delas ali.

- Eu acho que aconteceu alguma coisa…

- Claro que aconteceu!! Ela caiu!!

Os outros deram uma bela risada enquanto efeitos sonoros bobos ocupavam a tela por conta do comentário óbvio da apresentadora.

- Não nesse sentido!! Aigoo, mas acho que tinha algo errado com o piso ou o sapato dela…

- Você é uma Wonderlandsz, né? Certeza! Tem quantos anos que ouvimos essas desculpas? Eu não engulo mais! Eis aqui meu recado para Tori: aprenda a dançar, pelo bem dos Seven Wonders. O seu vocal é maravilhoso, mas a dança um lixo!

No meio disso tudo, o celular dela vibrou uma vez mais com um número desconhecido.

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8:32 A.M.
Numero Desconhecido
Numero
Hey Tori. Aqui é a Tulipay Kay, do Bubble Gum, acho que não nos conhecemos pessoalmente. Sei que é meio estranho receber uma mensagem assim, mas eu senti que deveria dizer... Sinto muito pelo que aconteceu ontem, de verdade
As pessoas que estão fazendo comentários maldosos e rindo como se fosse engraçado são más, não imaginam o que passamos, ou sabem mas torcem para ver nossas falhas.
Eu só queria dizer que você é linda e tem uma voz maravilhosa! Não deixe que um tombo ou as pessoas te deixem pra baixo. Todas nós da Bubble Gum torcemos para que você esteja bem e se recupere logo. Beijinhos


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Re: 08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Moon Jae-Eun em Seg Nov 26, 2018 7:01 pm

segunda-feira, 8am
You know that everywhere I go I got a million different people tryna' kick it But I'm still alone in my mind

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Jay tinha tentado, mas não havia muito mais a fazer ali. Com isso, abandonou a loira — com esta garantindo que se juntaria a ela daqui a pouco —, para que pudesse ter mais um tempo para si. Naquele momento, não havia muito mais a fazer ali. Já sabia isso. Era difícil ajudar Jae-Eun. Antes de mais, ela tinha de aceitar e querer ser ajudada. Tinha de tomar os primeiros passos.

O que começou por fazer no entanto foi mexer no celular. Em parte um erro, mesmo com a mensagem encorajadora de Kwang Jin. Só ele? Queria poder achar-se uma idiota por aquilo não ser suficiente para ela. Era antes assombrada pela memória de uma outra pessoa que apenas a deixara num vácuo. Se fechasse os olhos conseguia desenhar perfeitamente as suas feições. A relação de ambos já tinha muitos anos, tantos que Jae-Eun sempre pensava para si mesma que devia ser uma das pessoas que o conhecia melhor. Mas como podia, se o homem era um perfeito mistério? Que não lhe ligava nem uma nem duas, mesmo depois do que acontecera ontem? Lembrava-se dos seus tempos na escola. Tinha sido sempre assim, ela tão fascinada e ele tão… distante.

De todas as vezes que o apanhava a olhá-la, não conseguia evitar dar o seu sorriso mais genuíno. Mas também não queria evitar. Ontem tinha a certeza que ele a teria chamado e dito alguma coisa, pelo sinal que lhe fizera. Ter-lhe-ia chamado Vickie, como costumava? Só mesmo ele para a fazer gostar do seu nome inglês… Pensar naquilo fez com que se culpasse mais ainda pelo acidente. O que teria acontecido, se não fosse aquele trágico fim da sua noite?

Ao menos conseguiu distrair-se com Kwangie, não seria a primeira vez que ele conseguia ajudá-la assim sem sequer saber. Teve de dar um sorriso fraco ao ver que ele lhe respondia logo de imediato. Ao contrário de outras pessoas, ele realmente sabia responder às mensagens. Mas sabia responder bem. Ficou com esperanças de o poder encontrar mais tarde na agência, mesmo um encontro de cinco minutos podia fazer-lhe bem. Já o conhecia desde que eram apenas trainees. Confiava nele e sabia que ele era capaz de a animar um pouco.

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8:13 A.M.
Kwangie
Kwangie
Se eu te encontrar na agência hoje, posso jogar água fria em você =p beliscar poderia deixar roxo e não quero vê-la mais machucada ainda.
Eunie...Eu sei que você está sofrendo, mas não se martirize tanto, de verdade. Você só vai alimentar o ego de quem quer te ver para baixo. Você falhou sim, mas agora foque no hoje e no futuro, tá bom? =/ E vê se come também, viu? Estou de olho.
Humpf você não me conseguiria magoar nem se tentasse
Obrigada... eu sei, eu já ando a preparar-me para as consequências de ontem. E não precisa de se preocupar, eu vou já comer. Mesmo não tendo fome viu!


Era das poucas pessoas que faria isso naquele dia. Nas redes sociais não encontrava o mesmo tipo de amabilidade. Era triste como aquilo, que devia unir os wonderlands para a defender, fazia com que alguns fãs muito especiais surgissem para a deitar abaixo. Não era a primeira vez que encontrava aqueles que não a aceitavam no Seven Wonders. Preferiam que Sally tomasse o seu lugar. Por muito que aquilo a magoasse, não era o tipo de pessoa para deixar que aquilo afetasse a sua relação com as meninas do grupo. Reconhecia o talento de Sally. Talvez eles estivessem certos, talvez a outra merecesse mais o lugar que ela…

A pergunta passava demasiadas vezes pela sua cabeça nos tempos mais recentes. Era por isso que a live da menina dos Bubble Gum era como uma lufada de ar fresco. Não conhecia muito do grupo — afinal, ainda eram apenas rookies —, mas era capaz de reconhecer o rostinho da mais popular. Aquilo podia levar a uma mancha na reputação que conseguira até então, mas na voz da garota não havia qualquer indício de timidez. Podia ser a diferença de agências, podia ela ter assim tanta liberdade para falar tão abertamente? Até os seus veteranos, os Golden Boys, pareciam não ser do tipo de idols bem acorrentados. Só de pensar no quanto era limitada pela sua… Mesmo que lutasse.

Ganhou forças para se levantar. Precisava de se vestir e de se arrumar. Tinha um estilo básico, não era a mais reconhecida do grupo como fashionista e nem almejava ser. Não costumava ter muitos problemas para se vestir, mas naquele dia tudo parecia ser um problema. Pensou em algo que não fosse chamativo, mas e se fosse criticada como preguiçosa por não se preocupar com a aparência num dia em que todos os olhos estavam nela? Não seria a primeira vez. Suspirou, aqueles comentários estavam a subir-lhe à cabeça.

Acabou com uma camisa azul e jeans de cor escura, finalizando aquilo com um lenço ao pescoço. Assim devia estar a salvo enquanto os estilistas não metiam as mãos nela. Tratou então de se arrumar para sair do quarto. Estava a olhar distraída para o celular, sem se atrever a mexer nele mesmo sentindo a vontade de voltar a ver as suas mensagens quando, ao passar pela sala, teve de parar ao ouvir a televisão ligada pelo destino.

O aparelho chamara a sua atenção. No momento falavam das suas dongsaengs, Oh My Venus. Tinham dado uma performance tão boa… em especial quando comparado à sua. Era bom que estivessem a ser elogiadas porque mereciam, mas o elogio não podia vir sem a comparação a si mesma. Ficou imóvel em frente do monitor, hipnotizada pelo programa. Aquela frase final foi como uma facada. Aprenda a dançar. A culpa era mesmo sua. Era ela que tinha de ser melhor. Nos anos iniciais do grupo, ainda conseguia encontrar uma grande vontade de dançar e de se melhorar si mesma. Mas com o passar dos anos, já não era a mesma coisa. Não encontrava a motivação para aquilo. Podia até tentar mentir a si mesma, mas no fundo era aquela a verdade.

Só se distraiu quando o celular na sua mão vibrou. Uma mensagem: era exatamente aquilo que precisava. Abriu o aplicativo, ansiosa, mas era um número desconhecido. A desconfiança apoderou-se dela, mas ao ler a mensagem percebeu que não havia motivos para isso. Novamente o Bubble Gum. Não conhecia as meninas, mas uma das integrantes tinha conseguido o número dela. Céus… que fizera ela para merecer os elogios e encorajamentos daquelas pessoas que não conhecia? Estava profundamente agradecida enquanto respondia a Tulipay, aproveitando também para guardar o contacto.

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8:32 A.M.
Tulipay
Olá Tulipay. Podemos nunca nos ter conhecido pessoalmente mas é um prazer conhecê-la assim. Até fico sem palavras, depois de pessoas que não esperava a defender-me assim. Vi a live da sua amiga Choa, se ela estiver ao seu lado por favor agradeça-lhe por mim
Duas desconhecidas a dar-me forças quando o mundo me quer deitar abaixo é algo encorajador. Já não parece assim tão mau...
E obrigada, mas você também tem uma voz maravilhosa! Tiveram um ótimo debut, só vos posso desejar muito sucesso. Espero que nunca tenham de lidar com o mesmo tipo de coisa. Um dia destes espero que nos possamos conhecer melhor, frente a frente


Ao acabar de escrever, olhou uma última vez para a televisão. Fez uma cara feia antes de a desligar. Podia até ser bom ouvir as notícias para estar a par dos acontecimentos, mas não queria saber. Se fossem assim tão importantes, iam chegar aos seus ouvidos de qualquer das formas. Foi então para a cozinha, o único lugar da casa onde não predominava o silêncio. Só podia concluir que já deviam estar todas à sua espera.
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Re: 08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Starry Night em Qui Nov 29, 2018 1:13 am

Jae Eun

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 8:35 A.M.



A televisão estava um tanto alta para aquela hora da manhã, mas assim que Jae-Eun chegou até a sala, pôde perceber que não havia ninguém - o volume era uma forma das pessoas conseguirem ouvir mesmo de outro cômodo. Ou talvez a última a sair tenha se esquecido de diminuir o volume da mesma. Dentro da cozinha, também havia uma certa discussão acontecendo.

Como estava prestando muita atenção na tv, ela não ouviu o que as meninas falavam de modo mais exaltado, mas envolvia justamente o volume do aparelho. JiU estava reclamando com quem tinha saído da sala, perguntando por que deixou aquela droga ligada e as duas pareciam ter uma pequena discussão.

Que foi cessada tão logo perceberam que a tv ficou muda.

Assim que Tori colocou os pés na cozinha, ela pôde ver que as meninas estavam meio que estáticas, como se o mundo tivesse parado naquele momento. Estavam sentadas ao redor de uma mesa redonda - o apartamento tinha uma sala de jantar, mas esta só era usada para ocasiões mais especiais. Durante as refeições normais e informais delas, elas gostavam de comer na mesinha da cozinha. Era quase como estimação e o curioso era que as cadeiras eram todas diferentes uma das outras, bem personalizadas ao gosto de cada uma. Foi a melhor forma que encontraram para “marcarem” seus respectivos lugares.

A de Tori estava bem ali, vazia e unida à mesa, entre a de JiU e Lola enquanto sua dona recebia todos os olhares e atenções naquele momento.

- Bom dia… - JiU tentou iniciar o diálogo e até forçou um pouquinho o sorriso. - Senta aqui, hm?

- É...Senta aqui. - Lola bateu no assendo de sua cadeira algumas vezes. - Seu pé deve estar doendo, não é?

Não tinha sido irônica, mas Lola sempre cutucava quando podia. Diferente de JiU e Jae que tiveram uma conduta mais apaziguadora e tentando ajudar o ego de Jae Eun, Lola não media esforços nem usava o filtro contra sua sinceridade. Ela estava visivelmente aborrecida e esperando, no minimo, um pedido de desculpas. Sally também estava um pouco mais séria, mas ela não era tão explícita quanto Lola. Na verdade, sempre tinha uma palavra de conforto e companheirismo - se era sincero ou não, Tori nunca soube dizer. Sentia-se um pouco estranha perto dela por conta de toda a competição que tinham criado, mas Sally nunca fizera algo diretamente contra ela. Veja bem: diretamente. Às vezes, pessoas mais francas como Lola eram mais fáceis de lidar, ainda que fosse um pouco doloroso.

Jisoo estava com profundas, indicando que não tinha dormido naquela noite. Ela sofria de insônia crônica, além de ansiedade, mas nem os remédios pôde tomar porque não sabia como seria o dia seguinte delas. Não foi mais empática com Tori porque, no momento, tentava controlar a própria dor de cabeça.

Yuju era um pouco mais neutra. Não passava a mão, nem atacava, na verdade preferia analisar o cenário como um todo e voltar para ver onde foi que tinham deixado passar alguma coisa. Em casa, ela sempre usava óculos de grau, dando um aspecto mais nerd à ela - o que, de fato, era.

- Miane, Tori-yah… - Sally falou. - Eu esqueci de desligar a tv quando saí da sala e não imaginava que fossem falar coisas tão duras ao seu respeito… - Disse com certa vergonha. - Não queria que você tivesse escutado aquelas coisas.

- Ninguém queria. - Lola foi mais enfática - Mas hoje teremos reunião com nossa produtora, então, prepare-se para ouvir coisas piores… - Não tinha prazer em dizer isso, mas também não preparava o terreno para avisar.

- No momento, eu prefiro que você foque em se alimentar, Eunie.. -  JiU fez um carinho em sua cabeça. - Fico mais aliviada em ver que Jay conseguiu te convencer a vir comer. O seu pé está melhor depois da compressa?

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Re: 08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Moon Jae-Eun em Qui Nov 29, 2018 1:53 pm

segunda-feira, 8am
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No exato momento em que desligou a televisão, deixou de ouvir as vozes da cozinha. Soltou um longo suspiro, aquilo acabava de anunciar a sua entrada mesmo antes de ser vista. Aqui vinha ela…

Por uns momentos todas pararam o que faziam para olhar para a recém-chegada. O olhar de Tori passeou por cada uma das integrantes do grupo, tentando ler aqueles pequenos rostos. Em cada um parecia ver algo diferente, mas não tinha dúvida de que havia desilusão em todos. Encarou JiU por fim, mordendo o lábio enquanto pensava no quão preocupada devia estar… com tudo. Aquilo teria repercussões para todo o grupo e sendo ela a líder…

Apesar disso, havia simpatia nos seus olhos. Eram grandes amigas e também por isso lhe custava. Sempre que a loira era alvo de críticas do público, a líder abraçava-a e garantia-lhe que passaria. Mas até passar… — Bom dia. — Respondeu numa voz suave, semelhante à de uma criança que tinha acabado de ser apanhada a fazer algo que não devia. Ainda era assim que se sentia, afinal. Fez como a garota lhe pedia e dirigiu-se à sua cadeira, entre Lola e ela própria. A sua cadeira era a que tinha sido pintada de um leve tom de lilás, quase branco. Havia um pequeno sticker de uma árvore sakura, que já estava a descolar um pouco da madeira.

Se fechasse os olhos, conseguia lembrar-se perfeitamente do momento que ali o colara, há anos atrás. O dia em que se tinha movido para o dormitório. Durante a primeira refeição, tinham todas decidido que seria bom cada uma decorar a sua cadeira ao seu jeito, não apenas para ajudar a distinguir mas também para se conhecerem melhor. E assim, com um grande sorriso no rosto — algo raro naqueles dias —, decidira estampar ali um sticker. Era simples, mas funcionara. Com o tempo, fora dando mais pequenas alterações à cadeira, personalizando-a melhor a seu gosto. Era apenas uma pequena cadeira, mas também não era. Era o seu lugar naquele grupo.

O lugar entre Lola e JiU. As três que, juntas, formavam os pilares do grupo. Agora, só de pensar que um dos pilares tinha caído ontem… Lola também lhe dizia para se sentar, mas o seu tom era completamente diferente do de JiU. Não havia a mesma simpatia, não havia a mesma pena que algumas das outras pelo que acontecera. Em vez disso, era como se exigisse uma explicação. Se ao menos fosse assim tão fácil. — Eu estou bem. A compressa ajudou. — Lançou um breve olhar a Jay. Podia doer um pouquinho, mas era um problema mínimo quando comparado ao verdadeiro problema que aquilo estava a causar.

Quando enfim se sentou olhou para Jisoo, que estava notavelmente em sofrimento. Tudo aquilo era demasiada pressão, o que não era bom para a sua insônia e a ansiedade. Mais tarde, ia ter de lhe perguntar como ela estava, mas não naquele momento. Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, foi Sally que começou a falar, pedindo desculpas pela televisão. Já Lola foi mais bruta. Aquilo era apenas o início. — Gwenchana. Não disseram mentiras. E eu vou ter de me habituar de qualquer jeito. — Estava a concordar com Lola, sim. Mesmo que ela fosse a mais ríspida ali, tinha razão.

Não tocou na comida, mesmo com o que JiU disse a seguir. Não era capaz. A morena tentava fazê-la sentir melhor, mas havia outra coisa a dizer naquele momento. Algo óbvio, que não podia evitar. Talvez estivessem todas à espera daquilo, ou talvez fosse apenas Lola. Mas não ia conseguir comer e fingir que estava tudo bem sem dizer algo. Ao começar a falar, JiU parou o que fazia para ouvir também, o que acabou por lhe dar coragem. — Meninas, eu… eu é que tenho de pedir desculpas. Por vos envolver a todas na minha confusão. Nenhuma de vocês merece sofrer com isso.Apenas ela.Mianhae. — Dito aquilo, baixou a cabeça, quase uma vénia. Os longos fios loiros cobriram o rosto como cortinas. Era difícil, porque nem todas do grupo eram tão próximas assim. Estavam juntas há muito tempo, o que era o suficiente para se conhecerem, mas isso não queria dizer que gostavam tanto assim disso. Conhecê-las significava que conhecia não apenas os bons traços, mas também os maus. Será que agora elas a odiavam?

Só depois de se livrar daquilo é que pegou nos seus pauzinhos para começar a comer qualquer coisa. A fome continuava a não estar lá, mas precisava de comer algo, por muito pouco que fosse, apenas para as deixar menos preocupadas. Ao menos assim sabiam que estava viva. Como ela gostava de poder esquecer tudo aquilo e seguir em frente. Mas já dizia a sua mãe nunca presente que o mundo só estava lá para nos ver cair. Literalmente.
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Re: 08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Starry Night em Sex Nov 30, 2018 5:31 pm

Jae Eun

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 8:40 A.M.



Dentre as seis meninas presentes, Jae Eun podia ter uma noção das pequenas nuances de humor que se apresentavam ali. De um lado, havia JiU e Jay que já tinham se mostrado solidárias ao seu momento. Não ficavam passando a mão na cabeça o tempo todo, mas demonstravam cuidado e carinho ao seu modo - fosse com uma compressa de água para aliviar a dor no tornozelo ou um café da manhã mais reforçado para dar forças e ânimos.

Porém, também havia aquelas que estavam visivelmente cansadas e não optavam por esse discurso apaziguador. Lola era bem direta - e às vezes isso doía - enquanto Jisoo acabava incomodando mais pelo silêncio e olhar julgador. Jisoo tinha o agravante de ficar com péssimo humor quando sua insônia atacava e os remédios não estavam ao alcance - como nesse momento.

No meio do caminho, tinham as neutras, mas que dava para sentir suas tendências. Yuju não costumava demonstrar muita coisa, sendo muitas vezes esquecida até pela própria fanbase por conta de seu comportamento mais recatado. Mesmo assim, não havia uma aura ruim vindo dela. Não sentia inveja das meninas pela popularidade, nem nada disso, só queria que todas convivessem bem, apesar disso ser meio impossível na altura do campeonato. Além dela, havia Sally que também nunca ficava contra ou à favor de Tori, mas os fãs dela sempre viam mais talento em Sally do que nela. E a companheira nunca fez questão de desmentir ou abafar os comentários. Também não incitava, mas às vezes o silêncio significava anuência. Fora que ela fazia algumas coisas e se desculpava, mas nunca parecia de fato sincera.

Tanto que agora mesmo, deu um pequeno suspiro enquanto a própria Tori admitia que deveria se acostumar com os comentários negativos. Chegou até a menear um pouco a cabeça e voltar a atenção para sua porção, comendo como se estivesse se deliciando com o momento.

Lola ouviu com bastante atenção os pedidos de desculpa de Tori e revirou os olhos com a vênia.

- Eu já perdi a conta de quantas vezes já passamos por isso, sabe Eun-ah? - Apesar de estar com raiva, ela ainda a chamava de modo próximo e até mesmo carinhoso, como no início de tudo. - Ninguém aqui é criança e já estamos nessa tempo o suficiente para saber que se uma faz algo errado, todas nós pagamos. Não é a primeira, segunda, muito menos a terceira vez que você faz algo do tipo. Custa você ensaiar com mais afinco as danças? Custa não chegar atrasada nos ensaios? Às vezes eu me pergunto se você não faz isso de propósito porque sabe que tem uma voz maravilhosa e podia seguir muito bem a carreira solo, mas está presa a gente por conta do contrato.

- Oh Ro Ra! - JiU levantou-se. - Todas nós conhecemos o seu temperamento e a falta de filtro entre o seu cérebro e sua lingua, mas suas acusações são muito injustas.

- São mesmo? - Jisoo perguntou num tom cortante. - Eu também tenho essa sensação às vezes. Inclusive acho que era o caso de pensarmos se ainda queremos ser um grupo, Jiu-unnie. Eu estou muito desgastada com tudo isso e não sei se vale a pena cumprir esse contrato de dez anos.

- Unnie… - Jay levou a mão até o peito. - Vamos nos acalmar, jebal…

- Aish… - Lola revirou os olhos e encarou Tori. - Se você não quer ser mais uma de nós, basta falar, é o resumo do que eu acho, Tori. Agora com licença que já terminei e tenho compromissos como modelo, já que os que tínhamos agora de manhã foram cancelados graças a você.

Arrastou a cadeira com vontade, tirando suas coisas dali para jogar na pia de qualquer jeito e sair sem dar muita atenção a ninguém. Sally escondeu os lábios mais uma vez, fazendo uma cara de “sinto muito” enquanto também se retirava. Pouco a pouco, a mesa ficou composta apenas por JiU, Jay e Yuju. Yuju ainda estava preocupada em focar em seu café da manhã, valorizando o trabalho de JiU. Jay fazia uma carinha infeliz e JiU massageava a têmpora.

- Eu não sou a líder que esperavam que fosse, mas se eu começar a rebater tudo o que a Lola fala, vamos nos agredir fisicamente aqui. - Umedeceu os lábios. - Nossos compromissos da manhã envolvendo ensaio e teste de palco foram cancelados mesmo, mas não significa que nossa agenda afundou por isso. Temos uma reunião com o CEO e nossa produtora à tarde, depois do almoço.

Uma reunião de emergência, mas Jiu não achou que fosse necessário apontar esse pequeno fato.

- Sinto muito. Tome esse tempo para tentar descansar a mente e mudar a expressão. Não vamos acabar por isso, araso?

- Uma pena que Bada, Nana e Byeol não estejam aqui para te distrair um pouco...Mas se quiser visitá-los no hotel, posso te acompanhar… - Jay tentou animá-la um pouco.

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Última edição por Starry Night em Dom Dez 16, 2018 1:10 pm, editado 1 vez(es)
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Re: 08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Moon Jae-Eun em Sab Dez 01, 2018 2:22 pm

segunda-feira, 8am
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Os olhos de Lola permaneciam fixos nela enquanto fazia o seu pedido de desculpas. Pelo canto do olho, conseguia ver isso até baixar a cabeça, mas mesmo quando os cabelos esconderam as figuras ao seu lado, conseguia sentir o peso do seu olhar. Mordeu o próprio lábio, sentindo de repente que aquilo não era suficiente. Mas meras palavras dificilmente iam bastar ali. Que importavam as palavras, se ela não podia voltar atrás no tempo para desfazer os seus erros?

E Lola não hesitava em criticar essas palavras. Ouvir a forma carinhosa como a chamava doeu. Ergueu de imediato a cabeça para olhar para ela. Aquilo invocava mais memórias do passado, quando eram apenas sete garotas que tinham finalmente chegado ao seu sonho: o debut. Mas doía por parecer uma época tão distante. Porém, se ela ainda a chamava Eun-ah… podia ser que nem tudo estivesse perdido. Se ao menos conseguisse manter essa esperança.

A lendária visual dizia o que lhe passava pela cabeça sem hesitar. Chegava a chocar Tori. Ela achava mesmo que só queria uma carreira solo? — Não! — Negou de imediato, ao mesmo tempo que JiU também se chocava. — Não é isso que quero. Eu só… — Não soube o que dizer a seguir. Foi JiU que teve de a defender. Não era como se apenas quisesse uma carreira solo. Queria as suas companheiras, para o bem e para o mal. Contudo, ao mesmo tempo… já não tinha a certeza se queria mesmo continuar naquele grupo. Num dia, acordava a pensar que aquela vida talvez não fosse mais para si, mas no outro ficava tão feliz por ser parte do 7Wonders. Não sabia o que queria. Era complicado. Tinha tudo mudado em sete anos, sem que nada mudasse. Vez ou outra questionava-se se aquela era a vida que queria para si, mas se não fosse aquilo, então o que era? Não havia mais nada para ela.

Até mesmo Jisoo pensava assim? Como é que o seu mundo tinha virado de avesso numa noite? Talvez fossem aquelas as consequências de não se abrir mais para as meninas. Agora pensavam que ela as queria deixar a todas para trás. — Não, eu não vou falar isso porque não é verdade. Eu quero continuar no grupo. Não quero ir solo. Este grupo foi uma das minhas melhores decisões. São como uma família. Uma que nunca tive. — Não olhava para ninguém agora. As suas bochechas ardiam, sentia-se prestes a chorar, mas nenhuma lágrima caira. Acusações de fora eram fáceis de lidar, mas com o próprio grupo a apontar-lhe dedos assim…

No fim, apenas Jay, JiU e Yuju ficaram na cozinha. Yuju continuava a comer, e ainda nem tinha dito nada. A cozinha acabara de explodir mas ela mantinha o seu foco na comida. Mas Tori apreciava isso, pelo simples facto de não a ter abandonado também. Não tinha chegado a comer muito e, se alguma vez tivera algum apetite, já o teria perdido. As suas mãos ainda agarravam os pauzinhos, no entanto, enquanto encarava o pequeno-almoço. Naquele momento não tinha muita coragem para olhar para a cara das outras meninas que ainda ali estavam. Tinha medo de ver deceção.

No entanto, ouvir o que JiU disse a seguir fê-la largar de imediato aqueles talheres para agarrar na mão da líder. Não podia sequer deixá-la dizer aquilo tipo de coisa. — Nunca diga isso. Você é uma ótima líder, não podíamos pedir por melhor. Desculpa se deixo o seu trabalho tão difícil… eu juro que não é como se eu fizesse de propósito. Sentia-me preparada para o comeback… — Largou a mão dela, ficando um pouco preocupada com a reunião com o CEO. Certamente não era algo de última hora pelo que houvera ontem, não é? Mas mesmo se não fosse… não ia ver o CEO sem que o incidente fosse um dos assuntos de conversa. O seu coração acelerou, já antecipando o que podia vir aí. E a produtora também… céus, que confusão. Havia um temporizador para o momento em que ia voltar a sentir as consequências do que se passara. Não era nada bom.

Tinha realmente de se preparar. Recuperar as energias, ou pelo menos tentar. Não era fácil. Suspirou, apoiando a testa na mão. Também a sua cabeça já começava a doer com aquilo tudo. Felizmente Jay teve uma ótima ideia. Graças ao comeback não andava com muito tempo para ver os seus cães, então podia aproveitar aquela manhã livre para isso. Eles sempre ajudavam-na a sentir-se melhor. Que outra opção tinha, ficar ali toda a manhã a olhar para os comentários horríveis a seu respeito? Levantou-se, olhando para Jay. — Essa é uma ótima ideia, adoraria se viesse comigo. — Esboçou um pequeno sorriso e olhou para Yuju, que até então se mantinha de fora da conversa. Era a mais calma e reservada do grupo, mas nem por isso devia ser esquecida. Sabia que ela também gostava de animais. Hesitou, mas enfim falou.

Você tem algo para fazer, Yuju-ah? Se quiser podemos ir todas juntas. Sei que Bada, Nana e Byeol a adoram. — Parecia um absurdo como o clima daquela cozinha tinha mudado de um instante para o outro, mas não queria que nada acontecesse ao grupo. Menos ainda se fosse ela o motivo. Se pudesse ao menos fingir que não pressentia que algo horrível estava por vir… Fingir que tudo aquilo não a estava a afetar tanto quanto realmente estava. Começou a pegar nos pratos que ainda estavam na mesa. Alguém tinha de os lavar e depois do que acontecera ela bem merecia lavar os pratos durante um ano.
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Re: 08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Starry Night em Seg Dez 03, 2018 8:30 pm

Jae Eun

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 9:45 A.M.



O três cães de Tori que o grupo todo havia adotado - ainda que apenas ela pagasse as contas das despesas que eles geravam - estavam num hotel para cachorro. Com as mudanças em algumas tradições um tanto quanto polêmicas envolvendo os melhores amigos do homem, muitos empresários começaram a investir nesse mercado em ascensão. E, atualmente, havia uma grande quantidade de produtos e serviços para os pets.

O hotel tinha profissionais preparados para cuidar das peculiaridades de cada animal. Era um prédio bonitinho e simpático do mesmo bairro onde elas moravam. Lá, eles tinham uma rotina para se cansarem bastante as refeições seguiam ou o padrão do lugar ou o que vinha especificado pelos clientes.

Musiquinha de reflexão:

Não era um caminho muito longe, mas as meninas precisavam do carro. Yuju tinha aceitado a oferta e também dirigiu o carro para elas  - um de passeio e as três vestiram roupas mais à paisana, com óculos escuros e máscaras, algo típico entre os idols, mas também entre as pessoas comuns.

Durante o trajeto, elas colocaram músicas no aleatório, mas não era como se estivessem prestando atenção na rádio. Nela, tocavam as músicas que estavam bombando no momento - dentre elas, as próprias e outros grupos queridos da KT, como Monster, o comeback do Strike. Contudo, Jae Eun ficou digerindo aquele café da manhã meio indigesto.

Depois que as meninas foram embora, restaram apenas Yuju, Jay, JiU e ela mesma. O silêncio da primeira significava que ainda estava criando uma opinião sobre a situação e não queria explodir de modo desnecessário. Sabia que cada parte tinha sua razão, mas preferia conversar quando os ânimos se acalmassem. Mesmo assim, ela tinha aceitado a ideia de irem até o hotel para uma pequena visita aos cães. Durante os comebacks, eles ficavam hospedados porque quase não paravam em casa - não que tivessem muito tempo no fim das contas, mas elas ficavam realmente ausentes nesses períodos do ano. E, para os animais, era melhor ficar num lugar onde receberiam mais atenção. Não que faltasse amor a eles, era só pelos cuidados diários que elas eram incapazes de realizar.

JiU não foi com elas porque tinha coisas para resolver. Muito embora as palavra sde Jae Eun acalentasse seu coração, ela ainda precisava fazer uma autocrítica para reagir a tudo aquilo.

No carro, as meninas evitaram falar sobre o tema e simplesmente foram até o hotel. Quando lá chegaram, elas puderam ver que os bichinhos estavam brincando. Apesar da diferença de tamanhos, todos os três tinham um temperamento dócil e conseguiam conviver bem em sociedade.

Tão logo fossem levados até sua dona, numa área grande com grama sintética, eles fariam uma incrível bagunça. Jae Eun seria derrubada pelos três num primeiro impacto e depois eles falaram com as outras duas meninas. Muito embora tivessem um bom relacionamento com Jay e Yuju, eles queriam mesmo era a dona deles.

Os animais eram incríveis nesse sentido e conseguiam captar as emoções boas e tristes. Naquele momento, eram o principal remedinho para sua dona tão cansada e triste com tudo. Não precisavam falar para se expressarem e, de muitos modos, eram mais honestos do que os humanos.

Jay se retirou para ir ao banheiro, deixando Jae Eun e Yuju sozinhas por um instante, com os cães aos seus pés, mais relaxados, apenas recebendo o carinho.

- Eu sei que ainda não falei nada, mas ainda estou tentando absorver as coisas…- Suspirou. - Não concordo com o jeito que as meninas falaram com você porque acho que esse tipo de coisa só afasta e cria rusga no grupo. Mas elas estão aborrecidas com a própria imagem, então, dá para “entender”, apesar dos exageros. - Umedeceu os lábios. [color:ade4=9a8cbd]- Por mais difícil que seja receber esse tipo de crítica, acho que você tem que fazer o seu e não abaixar mais a cabeça. Quanto mais você demonstrar que ficou abalada, mais vão te consumir...Alguns realmente querem isso.


Fez uma pequena pausa e então continuou. Precisava se fazer entender, até porque não era algo que quisesse compartilhar com as outras. Quase que um segredo entre elas duas - Yuju não era dada a espetáculos e se tinha algo a resolver, falava diretamente com o envolvido.

- Mas eu concordo numa coisa: você deveria experimentar a carreira solo. Não estou dizendo que seria agora ou que você queira acabar com o grupo. Mas acho que, de muitos modos, você seria mais feliz assim. Combina com você e ninguém tem o direito de condená-la. Quase todo mundo tem um projeto paralelo, por que você não poderia ter? Só acho meio cedo para sugerir isso aos sunbaes....Mas se quiser, podemos tentar algumas coisas amadoras e independentes até que você tenha espaço para falar com eles…

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Re: 08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Moon Jae-Eun em Ter Dez 04, 2018 3:01 pm

segunda-feira, 9:45am
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Não saiu de casa sem ter metade do rosto envolvido numa máscara clara e a outra metade por óculos escuros. Não era algo que gostasse muito, mas era necessário, especialmente quando era o alvo de todas as notícias — e não por bons motivos. Era a melhor forma de se disfarçar, mas ainda assim chamava a atenção. Ainda por cima quando os longos fios dourados que caíam pelas costas reluziam ao sol, uma cor que se destacava ali. Ao menos o rosto não devia ser fácil de identificar e por isso não houveram complicações. Assim que se sentou no carro tirou a máscara e óculos, aproveitando-se dos vidros escuros que impediam os que estavam lá fora de ver as meninas.

Não falaram muito durante a viagem. Jae-Eun preferia ouvir as músicas que passavam no rádio, vez ou outra cantando baixinho. Gostava de cantar, mas isso era nos seus dias bons. Hoje, ia quase só murmurando as palavras. Quando chegou a vez de Monster, música do Strike, já sabia toda a letra.

O seu humor tinha melhorado um pouco quando Yuju aceitara o seu convite. Era a única menina que não tinha dito nada durante a refeição então não sabia o que ela sentia, mas ter vindo junto mostrava que, ainda assim, a apoiava, nem que fosse apenas um pouco. Ou talvez apenas gostasse de cães. Como não gostar? Jae ficava mais ansiosa enquanto a distância que a separava dos seus três anjinhos diminuía. Os seus dias eram sempre melhores quando os tinha lá com ela. Se Jisoo precisava de remédios para a ajudar com os seus problemas, Jae-Eun precisava dos seus cães.

Pouco depois de anunciar a sua chegada, foi para um jardim de grama sintética e olhou em volta, à procura deles. Quando os viu, já estavam a correr freneticamente na direção dela. Era engraçado como cada um era de um tamanho diferente, ela sempre adorava isso. Bada era um grande husky, Byeol um beagle de tamanho médio e Nana um pug minúsculo. Mas todos davam grandes abraços.

Bada… não! — Exclamou quando viu o maior dos três a correr demasiado rápido quando já estava demasiado perto. Depois, pulou e a loira caiu ao chão, como já estava a prever mesmo antes de abrir a boca. Os outros dois aproveitaram para rodeá-la, de caudas a abanar enquanto a enchiam de mimos e beijinhos, o que por sua vez arrancava risadas dela porque lhe faziam cócegas. Teve de fazer um esforço para se sentar, enquanto brincava com os animais. Uma pena que só tivesse duas mãos.



Era como se eles soubessem como ela se sentia para baixo naquele dia. Nem precisavam de tentar para a ajudar a esquecer um pouco a mágoa no seu coração, nem que fosse apenas por um pouco. Ficavam um pouco indecisos, correndo de Jae-Eun para as duas outras meninas, querendo dar uma grande festa para comemorar a chegada das três. Jay retirou-se por um tempo, no entanto, para ir ao banheiro, deixando-a apenas com Yuju. Tori ainda estava completamente focada nos animaizinhos, mas foi distraída quando a outra começou a falar. O sorriso que tinha no rosto desapareceu por uns instantes.

Yuju podia não falar muito, mas quando o fazia, era importante. Embora o olhar de Jae-Eun ainda fixasse Byeol, ambas as suas mãos na cabeça do cão, ouvia com atenção o que lhe era dito. Ela tinha razão. — Também as entendo. Também entendo se você se sentir da mesma forma. Não tenho o direito de ficar chateada por ter ouvido aquilo. — Lançou um breve olhar a Yuju. — É comigo que estou chateada. — Suspirou, desviando a sua atenção para Nana e aconchegando-a ao seu colo, enquanto afagava o seu pelo claro. — E é difícil não ficar. É difícil não abaixar a cabeça como fiz há pouco. Porque o erro foi apenas meu. Passei a noite a tentar lembrar o momento, a encontrar um motivo, uma explicação. Mas… sou apenas eu. O problema sou eu. — Fez uma pausa e nesse momento percebeu que estava a apertar Nana até demasiado. Pediu desculpas à cadela e deu-lhe um beijo, para depois a soltar.

Mas eu vou tentar manter a cabeça erguida e não afetar mais ainda o grupo. — Só precisava de o fazer quando estava a ser vigiada pelo público. — Obrigada por ter vindo, Yuju-ah. Significa mais para mim do que pode parecer. — Era um apoio, mesmo que pequeno. E tê-la agora a dizer aquilo mostrava que era mesmo. Yuju tinha um jeito diferente das outras, não se expressando tão abertamente, mas agora que estavam sozinhas sentia-se à vontade para lhe dizer o que pensava. Era um tipo de honestidade que valorizava. Era uma pena que, por ser exatamente assim, mais fechada, não recebesse tanta atenção.

Ergueu as sobrancelhas quando a conversa do solo voltou a surgir. Mantinha a opinião de há pouco. — Seria mais fácil, não é? — Abanou um pouco a cabeça, lentamente. — Às vezes eu penso que seria mesmo o melhor para mim. Mas depois percebo que isso é estúpido. — Deu um sorriso triste. — Não sou capaz de ter uma carreira solo. Se nem no grupo consigo esconder os meus erros… Não, não estou preparada. Os sunbaes também sabem disso. Sozinha… vou me humilhar a mim mesma. — Baixou o olhar, tão certa do que falava que até ficava humilhada naquele momento, de bochechas quentes. Não era algo que gostasse de admitir, mas confiava em Yuju o suficiente para o fazer. Se o dissesse a JiU ou Jay, as reações seriam diferentes e elas iam tentar negar de imediato, por isso nem adiantava dizer nada. Sabia que tinha razão. E tinha. Estava tão habituada a ter as suas companheiras. Como ontem, quando tinham tentado encobrir o seu erro. E ainda havia a questão de Jae-Eun ser criancinha demais para tudo aquilo. Se não estivesse no grupo, sem JiU como líder sempre a ajudar, o que seria de si?

Mas não era como se os projetos solo que tinha tido até agora fossem falhanços. Todos eles envolviam-na a cantar. E, para o seu futuro, não havia nenhuma alternativa. Cantar era a única coisa que conseguia fazer. Modelo, atriz, produtora, apresentadora? Lugares onde as outras meninas conseguiam brilhar, mas para ela não havia mais nada, só aquilo. E isso só a fazia sentir-se presa. Porque podia cantar, mas a dança… Precisava das duas coisas para estar no grupo. Ficou confusa com aquelas sugestões de Yuju. — Como assim? O que é que podemos tentar? — Não sabia mesmo ao que a outra se referia. Havia mesmo alguma outra coisa?
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Re: 08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Starry Night em Qua Dez 05, 2018 8:54 pm

Jae Eun

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 9:47 A.M.


Yuju mantinha os olhos atentos sobre Jae Eun enquanto ela mantinha aquela postura tão...servil, por assim dizer. Acreditava que as pessoas precisavam de um pouco de humildade e o egocentrismo exacerbado que existia em algumas pessoas cedo ou tarde seria a grande derrocada da pessoa. Porém, era muito estranho - aos olhos de Yuju - como Jae Eun não enxergava o próprio potencial, apesar de tudo o que já havia conquistado em tão pouca idade.

Escondeu os lábios, voltando a atenção para Bada que tinha sossegado um pouco depois de derrubar sua dona no chão. Os enormes olhos azuis do husky encaravam Yuju de volta, como se quisesse passar alguma mensagem. Ela caprichou um pouco mais no cafuné na orelha e o cachorro foi tombando a cabeça para o lado enquanto abanava o rabo com mais vontade. Esboçou um sorriso, ainda que estivesse preocupada com as coisas que ouvia de Jae Eun.

Os outros dois continuavam cercando a sua dona, cheios de saudades e dispondo todo seu carinho para que ela recuperasse a própria energia.

Muito embora as meninas morassem juntas há muitos anos, havia certos espectros da vida delas que não compartilhavam muito. Como a história de suas famílias. Yuju não sabia de toda a história de Tori, apenas percebia, diferente de outras, ela raramente tinha contato com os familiares ou viajava para sua “casa”. Não era incomum que os artistas sofressem rejeição por conta da escolha que fugia do tradicional, mas era uma surpresa que alguém como Jae Eun talvez fizesse parte desse núcleo.

- Todo mundo tem o direito de ter seu tempo de luto para os erros que cometem. Mas se posso te dar um conselho precioso é esse: não abaixe sua cabeça sempre, Eun-Ah. Como disse, isso só alimenta quem não gosta de você de graça. - Suspirou. - E não acho que a culpa tenha sido só sua. Ouvi você reclamando dos sapatos também...Tinha algum problema com ele, né? Não entendi porque no meio da confusão não trocaram ou deram um jeito de apertar. O que, por is só já é estranho. Fizemos teste de figurino de manhã...Como um sapato fica folgado assim do nada?

Mordeu o lábio internamente, franzindo as sobrancelhas. Yuju era inteligente e um pouco maliciosa - no sentido de não ser tão crédula no que seus olhos viam e procurar as intenções obscuras que existiam por trás de um sorriso que fosse. Por isso, ela já criava uma pequena teoria, mas não compartilharia com Jae Eun, por hora. Continuaria observando e depois tentaria falar com JiU para que bolassem alguma coisa, quem sabe.

Suspirou e voltou a encará-la quando ouviu os agradecimentos.

- Não precisa agradecer por isso, babo (bobinha). - Meneou negativamente. - Posso ser um pouco quieta e fria, mas gosto de você. E se não consigo me expressar com palavras, que seja com a postura. Foi uma ótima ideia sugerirem a visita aos terríveis… - Coçou mais Bada. - Dá para ver como se sente melhor…

Sorriu e depois daquele inicio, entrou num assunto um pouco mais íntimo: a possibilidade de uma carreira solo para Jae Eun. Franziu um pouco as sobrancelhas com a resposta da menina e continuou meneando a cabeça, discordando.

- Você nunca saberá se não tentar. E não disse que você precisa abandonar o grupo por isso. A coisa mais normal que tem são trabalhos solos mesmo de quem faz parte de grupos. Eu daria esse conselho para Sally também, mas sinceramente, ela não tem o seu talento. E acho que isso que incomoda mais. - Ponderou. - Você não precisa ser uma solista performática, acho que você ficaria realizada de cantar com aqueles vestidos de gala e paradinha com o microfone. Seria lindo, não acha?

Voltou a sorrir, quase sonhadora. Escondeu os lábios, fazendo certo mistério e então chegou um pouco mais perto para falar.

- Se eu te contar um segredo, você promete que vai tentar em segredo também? Não posso me aprofundar muito porque Jay logo voltará, mas....Se você gostar do que eu te mostrar, vamos tentar gravar um demo caseiro só pra gente ver como ficaria? Não acho que dê para fazer agora, de todo modo. Mas seria algo...nosso.


Olhou para ela com mais atenção.

- O que você acha?

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Re: 08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Moon Jae-Eun em Sex Dez 07, 2018 10:05 pm

segunda-feira, 9:47am
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Aqueles eram os seus verdadeiros pensamentos. O que dizia vinha do seu coração machucado. Podia até ser chocante perceber que Jae-Eun se via assim, mas Yuju nada disse para a impedir de dizer mais. Também não queria que ela o fizesse. Era como se tentasse entender melhor o que se passava dentro da sua cabeça. Brincava com Bada ao mesmo tempo que a ouvia, mas a loira conseguia perceber que estava atenta. Talvez assim ela conseguisse perceber melhor.

A Moon não falava muito da sua vida com quem não conhecia bem, mas às vezes o silêncio fala mais alto que palavras. Nunca havia um pai a mencionar e a mãe que havia não tinha boas coisas a mencionar. Aqueles cães que estavam ali mesmo à sua frente eram a única família que ela visitava e nem hesitava em convidar também as outras para vir com ela. Mas havia mais alguém, um alguém que ela visitava sem convidar as outras, sem avisos. Apenas ia. Mas voltava com um turbilhão de emoções.

Jae-Eun era um puzzle, mostrava apenas uma série de peças soltas, mas um puzzle pode ser montado. Eis que Yuju voltava a falar. ”Não abaixar a cabeça”, dizia para si mesma. Sabia que o conselho era bom e que era o que precisava de fazer naquele momento: não deixar que a pisassem mais ainda. Mas será que na prática ia ser assim tão fácil?

A culpa podia não ter sido toda sua. Mas o problema não fora apenas a queda, Tori estava bem ciente disso. Ela não lidara bem com a situação. Fora improfissional. Tinham sido as outras meninas a tratar da sua parte. Por isso, Jae-Eun não comentou nada sobre aquilo. Não podia concordar totalmente com Yuju e dizer que a culpa era só dos sapatos. Sabia que não era.

Ser chamada de bobinha arrancou um sorriso de Jae-Eun, que olhou de imediato para Yuju para lhe deitar a língua de fora. Depois, sorriu, mas desta vez um sorriso a sério, que se via nos seus olhos. Concordou quando a outra, aqueles cães eram incríveis. Sempre tão amorosos e leais, sem nunca querer nada em troca. Estavam sempre lá para ela. Acariciou Byeol e Nana, que estavam com ela, e depois esticou-se para abraçar Yuju de lado. – E eu também gosto de você.

Chamou Byeol e Nana de volta, o que os fez abanar mais as caudas, atirando-se à dona. Aqueles seres ali… seriam eles os únicos na sua vida que nunca a julgavam? Enquanto o mundo brincava e troçava do seu erro, apontando-lhe dedos, eles ficavam genuinamente felizes por a ver. Yuju não concordava com as suas razões para não ser uma solista… talvez porque fossem apenas desculpas que dava a si mesma. Jae-Eun ainda não conseguia ter a mesma visão. Ela, sozinha no palco? Abanou a cabeça. – Não sei. Eu, sozinha… Toda a atenção em mim. Céus. – Não é como se um palco fosse estranho para ela – estava há anos naquilo –, mas era totalmente diferente de ter as suas companheiras. E parada, sem ter de dançar... não era que ela não gostasse de dançar, mas era um risco. E depois de tantos anos, praticar tão exaustivamente para mesmo assim encontrar problemas com a sua dança não facilitava.

Eis que Yuju mudou de expressão logo após um sorriso. Jae-Eun teve de a encarar de volta, esperando que ela disesse algo. Era óbvio que estava a pensar em algo de interesse.



Claro. Quando quero, sou boa a guardar segredos. – Respondeu, sem saber ao certo o que esperar. – Jinja? Você quer gravar algo juntas? E já tem algo em mente? – Queria saber o que Yuju tinha para lhe mostrar, certa de que ia gostar. Já estava a gostar. A ideia de gravar algo assim, sem toda a supervisão de managers e outros produtores que ela mal conhecia, era algo que a cativava. Não apenas isso, talvez a ajudasse a encontrar uma nova paixão para cantar. Era uma forma diferente de olhar para as coisas, afinal. Diferente de ter a sua agência a dar-lhe tudo. Olhou em volta, para ver se encontrava Jay. Não entendia por que Yuju tinha de manter aquilo um segredo até das outras meninas, mas ia respeitar isso. – Eu quero fazer isso. – Falava sem dúvidas. Ambas tinham os seus segredos. Mas estava ali um que iam guardar juntas.
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Re: 08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Starry Night em Qua Dez 12, 2018 11:31 pm

Jae Eun

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 12 P.M.


Yuju sorriu de modo contido quando Tori esticou-se toda para abraçá-la de lado. Caiu um pouquinho, facilitando o abraço e a encarou novamente, feliz em saber que também era querida. Suas palavras tinham sido sinceras, apesar dela ser, de longe, a menina mais reservada do grupo.

Tão logo encontrou uma brecha, ela começou a semear uma ideia bastante misteriosa para Jae Eun. Logo ela sempre tão acostumada a fazer o que os outros mandavam, de repente ouvia que poderia tentar algo fora daquelas amarras. O problema estava no fato de ser um segredo - eles eram bem perigosos e podiam virar uma bola de neve tão grande que custaria algo caro demais. Mesmo assim, Yuju tentava conversar com ela para dar uma nova perspectiva sobre a música.

Não achava mesmo que seria uma má idéia ela tentar algo solo. Achava ideal, ainda mais para o potencial de voz que ela tinha.

Deu uma risadinha com o comentário dela.

- Por que não? Estarão lá por sua voz e desde que ela esteja perfeita, não precisarão de mais nada. Eu não disse que você precisava ser uma solista performática, estou falando de cantar com sua alma e hipnotizar a todos menos parada. Eu acho que você é capaz de fazer isso…

Dizia com certa confiança.

- Sei que você é boa em guardar segredos, mas não agora, nem aqui. Aguente só mais um pouco, até depois da reunião de mais tarde. Prometo que vou te mandar uma coisa e você me diz o que acha.

Piscou de modo cúmplice e foi um bom tempo porque logo Jay retornou. A menina mais nova do grupo logo se acomodou entre as duas, formando um triângulo e pegou Nana no colo. Também estava morrendo de saudades da companhia da cachorrinha. Yuju continuou agindo de modo normal, como se nada tivesse acontecido. A garota até podia sentir a ansiedade de Tori, mas também era boa em disfarçar as coisas.

As meninas poderiam ficar mais um tempo com os cães. Não estavam com pressa para voltarem para a loucura anterior, muito embora fosse necessário por conta do importante compromisso depois do almoço. Jay tirou fotos de Tori com os cães e também registrou alguns momentos delas, ainda que não fosse postar isso agora. Não seria de bom tom agir assim.

Passado cerca de duas horas no hotel, as meninas tiveram que partir. Tinham que se arrumar para a reunião que aconteceria às 2 P.M. Pelo menos a casa estaria mais vazia, considerando que Lola e Sally não estavam lá devido suas agendas. Elas se reuniriam na sede da KT. Dentro do elevador do prédio onde moravam, Jae Eun sentiu o celular vibrando com uma nova notificação. Depois de tanto tempo daquela manhã, o primeiro pensamento nem iria no oppa. Porém, para sua surpresa, foi o nome dele que apareceu.

Send
12 P.M
Oppa
Oppa
Vickie, como você está?
Você vai até a sede da KT hoje? Eu queria te ver pessoalmente, se você tiver alguma brecha na agenda.


[Avançamos cerca de duas horas. Caso queira propor inteirações com os cães e tipos de fotos, esteja à vontade. A Tori acabou de chegar com as meninas no prédio onde moram.

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Última edição por Starry Night em Dom Dez 16, 2018 1:09 pm, editado 1 vez(es)
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Re: 08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Moon Jae-Eun em Sex Dez 14, 2018 12:17 pm

segunda-feira, 12:00pm
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Nem sempre se apercebia do potencial da sua própria voz, mas naquele momento Yuju parecia realmente confiar nela. Tanto que Tori também quis acreditar. Aquela podia ser uma grande ideia e mesmo que não fosse, nada tinha a perder. Não era a primeira vez que fazia algo que a KT desaprovava, de qualquer das formas — e as duas a gravarem alguma música fora das atividades do grupo não parecia ser algo que a agência fosse aprovar — , então também não se preocupava com isso. Estava apenas curiosa, isso graças a Yuju que parecia saber bem como a deixar assim.

Você parece ter mesmo muita certeza disso. — Observou, não tão certa. Não achava que ia ter assim tantas pessoas ansiosas para a ver só a ela no palco, mas também não quis dizer nada mais porque Yuju era a menina do grupo cujo talento era mais ignorado. Jae-Eun não podia dizer que isso também acontecia com ela quando era tão famosa justo por ser a vocalista principal. Só que isso não era tudo… E às vezes aquele talento ainda trazia atenção indesejada e problemas para ela.

Aaaaaah, Yuju-ah — Reclamou, inclinando a cabeça para trás — Você é cruel… — Ia ficar curiosa durante todo o dia. Depois de se sentir tão inútil com o que tinha acontecido ontem, queria saber o que Yuju tinha para lhe mostrar. Contudo, não teve tempo para dizer mais porque percebeu que Jay já tinha voltado. Teve então de se calar — tinha prometido guardar segredo. Yuju era muito boa a disfarçar, parecia que a conversa nunca se tinha dado. A maknae pegou então em Nana e encheu-a de carinhos. — Nana, sei que a Jay é a coisa mais fofa desse mundo mas não se esqueça de mim — Choramingou, embora ao mesmo tempo estivesse a coçar a barriga de um Byeol muito feliz.

Ali, sim, estava muito feliz. Livre de preocupações. Nem sequer com o relógio se preocupava, mesmo sabendo que depois teria uma reunião com o próprio CEO. Queria apenas manter esses pensamentos longe e os seus cães ajudavam. Aproveitou para tirar algumas fotos com todos eles, Jay incluída — e Yuju forçada a se incluir uma vez ou outra —, para depois partilhar com os seus seguidores. Sabia que adoravam os três cachorros. Mas não ia fazer nenhumas atualizações nas suas redes sociais por enquanto. Tinha de se manter afastada desse mundo virtual, porque naquele momento parecia que todos lhe queriam mal. Por muito mau que fosse pensar assim.

Ao fim de duas horas acharam que ia ser melhor partir. Aquelas duas horas tinham passado num abrir e fechar de olhos. Foi preciso algum tempo para convencer Tori a deixar os seus cães. Abraçada aos três, não os queria deixar, nem queria voltar. Mas também eventualmente tinha de o fazer. Encheu-os de beijinhos e prometeu voltar em breve. — Se for preciso eu parto mesmo um pé por vocês. — Teve a audácia de dizer.

A viagem de volta foi mais tranquila. Sair do hotel fazia com que o clima tenso voltasse à medida que as suas mentes abandonassem do momento de distração voltassem a pensar no sucedido e no que as esperava naquele início de tarde, mas não tanto quanto antes. Tori estava visivelmente mais bem disposta e quando o rádio começou a tocar já cantava com muito mais ânimo. Vez ou outra até ficava com um sorriso nos lábios. Mas isso também podia ser por causa da sua conversa com Yuju. — I’m running… I’m running, chasing the sun.

Como era fácil distraí-la de todos aqueles problemas que tinha naquele momento. Mas com a mesma facilidade viriam para a voltar a atormentar. A sua vida era feita daqueles pequenos momentos de felicidade aos quais se tinha de agarrar, porque nunca sabia quando vinha a próxima embrulhada. Estava já no elevador do prédio quando o celular vibrou no seu bolso. Sem pensar muito nisso pegou no aparelho para ver o que era, quase de forma automática. Uma nova mensagem.

Não precisou de ver o nome, nem o lindo rosto na fotografia. Bastou aquele “Vickie” para levar um sorriso aos seus lábios. Nem sequer reparou nas portas do elevador que se abriam à sua frente até ser chamada. — Sim! — Disse de imediato, como quem acaba de ser apanhado a fazer algo que não devia. Logo de seguida voltou a olhar para as mensagens. Era o mesmo jeito sério de sempre, mas era o jeito dele. De repente já não importava se não tinha recebido nenhuma mensagem dele de manhã. Até fazia sentido, talvez ele pensasse que ela estava a dormir. Apenas a queria ter deixado descansar, certamente...

Send
12 P.M
Oppa
Oppa
Você vai até a sede da KT hoje? Eu queria te ver pessoalmente, se você tiver alguma brecha na agenda.
Estou bem. Melhor agora. O meu pé ficou machucado, mas o médico disse que não é muito grave. Neste momento é a menor das preocupações T_T
Mas se você me der algum beijinho vou ficar totalmente curada de tudo =P
Na verdade a minha agenda ficou livre para esta manhã… às 2 tenho de estar na KT. Se quiser posso tentar ir mais cedo para falarmos. Você sabe que por você eu arrumo alguma brecha na agenda de qualquer das formas! Tenho saudades Junnie


Aquele fim até a deixava com uma mágoa no coração, ao pensar em como as suas agendas estavam sempre tão ocupadas. Escreveu rapidamente aquelas mensagens e depois voltou a guardar o celular no bolso para prestar atenção ao caminho — por muito bem que já conhecesse a trajetória do elevador até à porta dos dormitórios. Como Lola e Sally provavelmente só as iam encontrar já na sede da KT, ia ter de se certificar que as meninas que restavam não se demorassem muito. Subitamente, a ideia de ir para o edifício da sua agência já não parecia tão má.
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Re: 08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Starry Night em Dom Dez 16, 2018 1:08 pm

Jae Eun

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 12:05 P.M.




Send
12:03 P.M
Oppa
Tenho saudades Junnie
Oppa
Na verdade, é bastante comum que os ligamentos fiquem prejudicados em algum momento. Fique tranquila quanto a isso, os médicos gostam de exagerar às vezes. Porém, descanse um pouco, já que está com a agenda mais fraca.
Eu já estou na KT para discutir algumas questões, numa reunião que começa daqui a cinco minutos.. Então, creio que podemos nos encontrar aqui mesmo. Que tal no jardim do terraço, às 1:20 P.M? Não pretendo me alongar muito, você não vai perder sua reunião.
Quem sabe eu não dou o que você quer? Também sinto sua falta


Era engraçado - para não dizer curioso - como Kang Seo Jun tinha o poder de acabar com o dia de Jae Eun ou elevá-lo a níveis jamais imaginados. A mensagem dele sempre tão bem pontuada e um tanto fria aquecia o coração de Tori que havia esperado o dia inteiro por qualquer sinal mínimo que fosse.

Agora não tinha apenas uma mensagem, mas também um encontro com local e hora marcada. Não seria a primeira vez que se encontrariam no jardim do terraço da KT. A empresa não tinha o maior do prédios de Seul, mas trazia uma visão privilegiada daquele distrito que era conhecido como Beverly Hills da Coreia do Sul. Também dava um pouco de privacidade. Os prédios ao redor não tinham um bom ângulo daquele ponto e nenhum paparazzi conseguia enxergar o que acontecia, por melhor que a câmera fosse. Ninguém tinha testado um drone ainda, mas todos sabiam as consequências de mexer com uma gigante.

Fato era que o terraço era um local muitas vezes de lamento também. Não era incomum que os trainees gastassem um tempo lá em cima enquanto ideias absurdas vinham à mente. Era tanta pressão para pessoas tão jovens que o maior milagre era que ninguém tivesse pulado dali ainda.

A visão ajudava a inspirar, ao que parecia. E o fato de estar ali também motivava a dar o melhor de novo - afinal, eles estavam mesmo entre os melhores.

De todo modo, agora Jae Eun precisava pensar como despistaria suas amigas para aquele encontro. Eram 12 P.M, elas ainda estavam em casa, prontas para almoçarem juntas e tão logo a jovem chegou ao apartamento, viu que Sally e Lola não tinham chegado ainda. Jisoo já estava presente com JiU e terminava um tratamento facial para ocultar as olheiras.

- E então? Como estamos? - Perguntou Yuju. - Aconteceu alguma coisa nesse meio tempo?

- Ani, tudo igual. Nossa reunião acontecerá mesmo às 2 P.M na sede. Lola e Sally vão nos encontrar lá também.

- Araso...Não tem muito o que possamos fazer, então.

- Ne...Só esperar para ver o que vai acontecer. - Jisoo tombou a cabeça para o encosto do sofá e cobriu os olhos com uma toalha.

JiU suspirou e voltou sua atenção para as meninas. Ouviu as histórias sobre os cães, interessando-se em saber se estavam bem, mas era melhor começarem a se movimentar. A sede da KT ficava no mesmo distrito, mas eram muitas meninas para se arrumar. Dessa vez, não passariam por um camarim e precisavam estar prontas.

- O carro deve chegar 1:30 P.M. - JiU avisou às meninas. - Estejam prontas, hm?

Mais um problema surgia: se o encontro com Seo Jun estava marcado para as 1:20P.M, como poderia ir com elas apenas às 1:30P.M? Precisava pensar num jeito de se arrumar primeiro e sair dali antes de suas amigas.


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Re: 08 de Outubro - The Day After

Mensagem por Moon Jae-Eun em Seg Dez 17, 2018 1:44 pm

segunda-feira, 12:05pm
Where you at? Can you come and take me To a place where it's just you and me And I can be this love and more We just gotta know that

shining so bright yet the light's fading

Gostava da ideia de Seo Jun. O terraço ia dar-lhes a privacidade que precisavam. Além de ter uma vista incrível… Podia não ser o prédio mais alto da capital coreana, mas pertencia à maior agência de k-pop, aquela que lá estava nos primórdios daquela cultura, e a sua sede fazia jus a esse título. O terraço era provavelmente o seu espaço favorito. A vista e a privacidade eram tudo o que precisava. Fosse durante a noite, a ver todas as luzes da cidade, fosse de dia, a ver o mundo abaixo de si.

Não conseguiu sequer evitar o sorriso que se plantou nos seus lábios ao ler aquela última mensagem dele. ”Você está a brincar com fogo, Kang Seo Jun”, pensava para si mesma. Mas adorava. Era precisamente o que queria. Por sorte, as outras meninas não estavam a olhar para ela, ou teriam lhe perguntado o que se passava e porque motivo os lábios se curvaram assim.

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12:03 P.M
Oppa
Oppa
Eu já estou na KT para discutir algumas questões, numa reunião que começa daqui a cinco minutos.. Então, creio que podemos nos encontrar aqui mesmo. Que tal no jardim do terraço, às 1:20 P.M? Não pretendo me alongar muito, você não vai perder sua reunião.
Quem sabe eu não dou o que você quer? Também sinto sua falta
Adoro quando você fica assim nesse jeito esperto =))
O que disse? Dá mesmo? Estou a caminho.
Então… 40 min. Não é muito, mas acho que hoje não posso chegar mesmo atrasada à minha reunião. Se não fosse por ontem...


Podia às vezes ser irresponsável mas logo depois de causar um escândalo daqueles, chegar atrasada ao encontro com o CEO não era uma boa ideia. Ainda assim, se Seo Jun lhe pedisse, não se teria importado se chegasse atrasada. De uma forma quase parecia que era isso que ela queria que ele o fizesse. Quem era o CEO para ela, quando comparado à pessoa mais importante na sua vida?

No apartamento estavam todas as sete maravilhas, menos Lola e Sally. Jae-Eun via isso como uma vantagem. Eram as meninas a que era mais próxima que estava ali, então não devia ser um problema para elas que saísse antes, para o seu encontro. Ficou quieta enquanto elas falavam, sem querer mencionar logo aquele pequeno detalhe. Nesse tempo, acabou a contar a JiU tudo sobre a visita aos cães. — Para a próxima você tem de vir também, sabe que eles ficam com saudades suas.

A conversa ia bem, até que a líder mencionou a hora a que o carro ia chegar para as levar para o prédio da KT.

Então, tinha um problema. Ia chegar demasiado tarde.

Mas se acha que Jae-Eun ia simplesmente encolher os ombros e seguir aquele horário, está bem enganado. Era determinada. Antes que as outras meninas começassem a se dispersar depois do aviso de JiU, impediu-as. — Na verdade… — Começou por dizer, numa voz inocente. — Eu não vou com vocês. Vou mais cedo para a KT. O Kwang estava preocupado comigo por causa de ontem. Vou me encontrar com ele na agência e vamos almoçar juntos. À hora a que o carro vem ele já está de volta ao trabalho. — Tori não gostava propriamente de mentir, mas não tinha medo de o fazer quando necessário.

E pelo seu oppa… bem, claro que era necessário. Além do mais, aquela mentirinha não ia fazer mal a ninguém. — Mas não faz mal. Eu apanho um táxi, vocês sigam com a programação normal. Não precisam de se preocupar. Depois encontro-vos antes da reunião, ok? Acho que um pouco de ar fresco me vai fazer bem, de qualquer das formas. — Parecia estar tudo bem. Aquilo não era nada demais. Elas sabiam que o Kwangie era um bom amigo. E como o bom amigo que era, ele também ia entender quando lhe enviou uma mensagem, logo a seguir, enquanto ia para o quarto. Podia não precisar disso, mas não queria correr o risco de alguma das meninas se encontrar com ele quando fossem para a sede da KT.

Send
12:16 A.M.
Kwangie
Kwangie-yah… hipoteticamente falando, se eu eu te pedisse para dizer que hoje almoçamos juntos se alguém te perguntasse, você faria isso? Nessa situação hipotética eu iria sem dúvida pagar-te depois um almoço como recompensa ^_^
E esse alguém seriam umas meninas lindas conhecidas como 7Wonders


Guardou o telemóvel, ao mesmo tempo que abria a porta do quarto. Não ia ter assim tanto tempo. Mesmo que a sede da KT fosse perto, não podia correr riscos de enfrentar trânsito e chegar atrasada. Tudo menos chegar atrasada quando o assunto era Seo Jun. Se não fosse ele, atrasos não seriam um problema.

Olhou-se ao espelho. Por um tempo, pensou no que fazer. Se ia ver Seo Jun, tinha de estar no seu melhor. Principalmente porque ele já a tinha visto no seu pior. Tratou de retocar a maquiagem, pentear melhor o cabelo. A maquiagem não era um problema, não precisava de muita para ficar bonita — até mesmo sem nada, tinha uma pele invejável. Podia não ser a mais bonita, mas ainda assim conseguia ter o seu charme. Mas aquele cabelo, aquele maldito cabelo… Não gostava de o ver loiro para aquele comeback. Mesmo com todos os elogios de como lhe ficava bem. Diziam que combinava com ela, mas não considerava isso algo bom. Apenas a relembrava da sua ascendência. Seria o seu pai loiro? Seria por isso que a cor lhe assentava tão bem? O mais engraçado é que já tinha visto comentários desse tipo. “É mestiça, esse loiro combina.” Mal podia esperar para voltar ao preto.

Como se não bastasse, não era perfeitamente liso como a maioria das outras meninas. Insistia em formar pequenas ondinhas, não importava quanto ela escovasse aqueles fios detestáveis. No fim, desistiu e pousou a escova, como sempre. Não o ia alisar porque era bem capaz de causar algum desastre. Ao menos as outras pessoas não tinham aqueles mesmos pensamentos, então estava bem assim. A partir do momento em que se afastasse do espelho não teria de pensar mais naquilo. Mas ainda demorou para se afastar do espelho. Será que devia trocar de roupa? Agora que olhava para si mesma, não gostava do que via. Olhando com mais atenção, até se apercebeu que a roupa tinha muitos pelos dos seus cães.

Sim, tinha mesmo de vestir alguma outra coisa. Abriu as gavetas, tirando roupas daqui e dali até se decidir.

Então era isso. Ia trocar de roupa. E definitivamente não era porque ia ver o seu oppa.

No fim, ficou com um vestido preto, um casaco cinza e botas pretas. Um par de meias pretas cobria grande parte das suas pernas, deixando apenas um pouco da pele das coxas descoberta. Quase se arrependeu quando voltou a se examinar ao seu espelho. Aquela roupa mostrava que estava demasiado magra naquelas últimas semanas.

De volta àquele estado.

Para o tempo que tinha vindo a arrefecer, aquela roupa podia não ser assim tão quente, mas Jae-Eun nem pensou nisso. Como sempre, estava demasiado distraída com outras coisas para se preocupar com o frio.

Agora que tinha acabado de se arrumar, gostava do que via. Estava bonita. Talvez não tão linda quanto Lola, mas depois de tantos anos tinha de mentalizar que não ia ser tão linda quanto ela. Triste realidade, essa de viver na sombra de uma das meninas mais bonitas da Coreia.

Pegou nos seus óculos escuros antes de sair do quarto. Eram essenciais naquele dia, para não ser tão facilmente reconhecida.
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