Elysium Fields

O Elysium Fields foi fundado em Fevereiro de 2018, com o intuito de ser um jogo entre amigos, mas cresceu para se tornar não um único jogo RPG, mas vários. Desta forma, pode encontrar um jogo para jogar, ou narrar o seu próprio jogo, com as suas regras. A maioria dos nossos jogos são guiados por um narrador, que começa a história, desenvolve, e dá um fim à mesma. Os jogadores são os seus personagens principais.
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A skin foi totalmente criada pela Ross (Ji Yeon), para uso exclusivo no Elysium Fields. A designer agradece à Persephone (Hae Shin) e à Luxi (Joo Ri) pela paciência para a aturar, a Flerex pelos códigos de cores e campos de perfil que tornaram tudo mais fácil e a FontAwesome pelos ícones. Os gráficos para imagens foram obtidas do Google e editadas pela Ross. As tramas são criações originais e de responsabilidade de seus respectivos narradores. O blog Dorama Resenhas é nosso parceiro-irmão e todo seu conteúdo é feito por suas escritoras através de uma pesquisa séria de fontes confiáveis, além da exposição de opiniões próprias. Plágio é crime. Não copie dos nossos conteúdos originais. Se for tomar inspiração, por favor mencione.
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01. The Day After

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Relembrando a primeira mensagem :

Jae Eun

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 8 A.M.

Não dava para dizer exatamente se Jae Eun foi capaz de dormir de verdade naquela noite. Pelo menos não depois do episódio vergonhoso do palco Inkigayo, no último domingo. Durante a promoção do mais novo Comeback do Seven Wonders com a música Excuse Me, aconteceu o que as bolsas de apostas já pareciam prever: uma queda feia ao vivo da principal vocalista daquela geração de meninas.

Na hora em que caiu, haveria o susto do impacto de seu corpo com o chão, mas a sensação ia muito, muito além disso. Desde o momento em que colocou aqueles sapatos, ela sentiu um desconforto, como se estivesse maior do que seus pés. Era de conhecimento público e notório que ela não era a melhor das dançarinas e que as coreografias do Seven Wonders foram ficando cada vez mais fáceis para que ela pudesse se adaptar - e ela só aparecia mesmo na frente durante os seus agudos fantásticos, onde tinha permissão para permanecer num lugar só e alcançar suas notas. Contudo, naquela noite enquanto se arrumavam, foram várias as vezes que ela quase reclamou - ou reclamou mesmo  -do sapato e a staff parecia ocupada demais com a iluminação, maquiagem e afins para procurar por um sapato novo.

As próprias meninas estavam um pouco mais ansiosas. Jiu tentou resolver o problema, colocando papel para preencher o espaço, mas já estava feito: Tori ficaria nervosa com a simples possibilidade de fracassar ao vivo.

A nação inteira veria, isso sem contar os grupos que também estavam presentes e um MC em especial que apresentaria a atração. Quais as chances, não é mesmo? Pois bem, durante um passo simples, aconteceu o pior e o mundo dela parou.

Diferente de outras vezes quando era capaz de agir profissionalmente e continuar a apresentação, dessa vez ela ficou um tempo a mais do que o apropriado no chão. As meninas ficaram sem saber o que fazer e a líder deu sinal para que continuasse porque não tinham mesmo a opção de parar. Lola e Sally tomaram a frente, conforme o ordenado. Uma assumindo a dança que era seu direito e Sally os vocais. Jiu e Jay, mais atrás, ampararam Tori e se certificaram de que ela conseguiria, pelo menos, terminar a música ali. A ordem dos superiores dela era para que sempre continuassem, não foi omissão ou maldade de Jiu - seria incapaz de fazer isso com sua amiga.

Só de lembrar já era constrangedor. O fim daquela noite foi uma incrível bagunça e as meninas nem voltaram para a música bônus que apresentariam. Ficou a cargo dos meninos do Strike, que também estavam divulgando uma segunda música de seu mais recente lançamento após o absoluto sucesso de Beautiful. Em sua mente, as imagens ainda estavam confusas, entre staff, produtores, amigas aflitas e até mesmo os olhares de julgamento. Dava para imaginar como seu nome subiria os trending topics do Twitter e o youtube, então! Céus, seria uma vergonha!

Isso sem contar que tinha caído diante dele que assistiu de camarote enquanto aguardava o término do show para retornar ao posto fixo de MC.

Do estúdio, foram direto para o hospital, onde ela foi atendida e chegaram à conclusão de que seu pé tinha sofrido uma luxação leve. O médico recomendou repouso moderador de uma semana, mas não era como se uma idol tivesse esse tipo de privilégio. Inclusive, no dia seguinte, a agenda estava mais do que lotada. Era, afinal, uma segunda-feira.

Por conta de tudo isso, a noite foi um verdadeiro caos em sua mente. O apartamento estava extremamente silencioso, como se as meninas fossem incapazes de dizer qualquer coisa. Jiu deixou Tori devidamente descansada em sua cama, no quarto que as duas compartilhavam e se retirou.

A noite terminou e o dia veio. Jiu não tinha dormido ali porque estava tentando resolver a situação como uma verdadeira líder. Por volta das 7:30 A.M, Tori ouviria a porta sendo aberta de novo. Uma das criaturas mais fofinhas que ela conhecia, adentrou no quarto com uma nova compressa para o pé dela. Jay, a maknae do grupo, aproximou-se bastante sem jeito até parar ao lado de sua cama e chamá-la num tom de voz doce e preocupado.

- Unnie… - Engoliu em seco e então se aproximou um pouco mais, tocando de levinho em seu ombro. - Unnie, kkaeeo issni? - Perguntou se ela estava acordada e aguardou por uma resposta enquanto ainda segurava a compressa. - Vim ajudá-la com o curativo do pé, com uma nova compressa...Jiu-unnie está preparando o café da manhã e quer saber o que você gostaria de comer…

O semblante de Jay estava carregado de preocupação com o estado de saúde físico e mental dela.

01. The Day After  - Página 2 QIck

[Para mais informações do Inkigayo, leia o início do turno da Nam Gyuri.
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Jae Eun

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 1:20 P.M.


Já tinha um tempo que Kwang Jin aparecera online pela última vez, por isso ela não teria sua mensagem imediatamente respondida. Apesar dele não demorar muito a entrar em contato, ele também tinha sua própria carga-horária e quantidade de responsabilidades para o longo do dia. Ele tinha uma boa desculpa, mas, ao mesmo tempo, o fato de ter citado Lola e ficado sabe-se lá quanto tempo na presença dela, incomodavam Jae Eun. Mesmo que custasse um pouco a ela admitir isso, era um pouco irritante imaginar que até ele, seu melhor amigo, caía de amores por ela.

Apesar do conteúdo incomodá-la, Tori tinha assuntos mais importantes para tratar naquela tarde.

Sua mentira seria facilmente desmascarada, mas não era como se as meninas do 7Wonders ficassem fofocando sobre ela. Pelo menos não suas amigas. Cedo ou tarde, ela teria que dizer a verdade ou emendar a mentira - talvez dizendo que Kwang pediu adiar ou se esqueceu, enfim. Fato era que já estava ficando atrasada e agora que tinha começado, precisava ir até o fim.

Enquanto esperava pelo carro solicitado, ela observou um pouco as ruas bonitas de seu bairro. Era um bairro de gente rica, mas não queria dizer que o transporte público não parava por ali - só eram mais bonitos do que de determinados distritos. O ponto de ônibus chamou sua atenção e, por um momento, ela pôde ver a si mesma ainda menina, no colégio e trainee. Saía das aulas para a agência para treinar de tudo, mas sempre focando no canto. Já naquela época, ela não era familiarizada com a dança, mas seu rostinho de princesa e sua voz incrível foram motivos o suficiente para que ela fosse um dos primeiros nomes escolhidos para o grupo.

Era engraçado e triste pensar que não havia uma família para comemorar aquela sua conquista. Já naquela época, a mãe dava apenas o básico - a educação, alimentação e saúde. Não havia apoio, carinho, colo, compreensão. Tori era uma obrigação que a mãe precisava lidar e não via a hora de não ter mais. Pelo menos fez direito, porque a educou em bons colégios e deu tudo do melhor, na medida do possível para a família.

Mas amor...Ah, isso nunca existiu.

O carro chegou, buzinando e tirando de seus pensamentos tão profundos quanto tristes. Relembrar o passado tinha um sabor agridoce. Era bom ser trainee e não ter a exposição que passava pelos dias de hoje - onde cada passo em falso seria apontado como um grande erro ou uma piada. Era bom não ter toda essa carga de responsabilidade nas costas, de ter que agir não apenas por si mesma, mas também pelas outras seis meninas. Contudo, também tinha seu lado ruim que foi ficando para trás.

Quando parou em frente a sede da KT, esses pensamentos foram deixados para trás. Não precisava ter medo de nada porque sabia que em poucos minutos, estaria na companhia de seu oppa. Nem ao menos o celular era uma grande tentação no momento e ela entrou com certa segurança, apesar de mancar um pouco.

Tão logo atravessou pela primeira parte da agência - com secretárias e entradas autorizadas apenas com a devida identificação, os olhos dela encontrariam Seo Jun. Encontrá-lo era um alento para seu peito, mas a companhia não era das melhores. Ao mesmo tempo em que ele vivia dizendo para que ela fosse discreta e não o procurasse com tamanho desespero quando estivessem em público, ele parecia relaxado e tranquilo conversando com Sally. Como se não tivesse o mesmo problema que teria com Tori.

A loira até tentou ser discreta, mas o cabelo e a perna não ajudavam. Pelo menos Sally estava de costas, mas Seo Jun a veria e fingiria que não viu. Não interrompeu sua conversa por conta de Tori. Tinham um horário combinado, então, até lá, não havia a necessidade de interromper seus assuntos.

Ela chegaria primeiro ao jardim do terraço. Não era um lugar extremamente secreto, mas era discreto e as pessoas gostavam de tomar seu tempo por lá. No momento, estava completamente vazio e fazia um pouco de frio naquela altura onde ela se encontrava. Dez minutos a separavam de Seo Jun e isso parecia beirar a eternidade. Tinha a companhia do celular, mas também isso trazia uma pontada de dor - será que já tinham parado de falar de seu tombo? Caso ela desse uma espiada, ela veria que uma nova hashtag subia, viralizando bastante. Não era surpresa ver os Golden Boys como uma tendência, mas havia algo de muito errado ali.

Antes que ela pudesse ler o que tinha acontecido, os passos de Seo Jun estariam bem próximos dela.

- Hm...Será que devo deixá-la em privacidade com o celular? - Indagou, sem ver o que ela estava fazendo. Arriscava que trocando mensagens, mas não era como se aparentasse se importar.

Colocou as duas mãos nos bolsos de sua calça e a encarou através dos óculos escuros.

- Você chegou mais cedo. Pensei que fosse agir como uma rebelde e me deixar esperando… - Um sorriso surgiu no canto de seus lábios e ela sabia que ele a encarava diretamente nos olhos, mesmo que os óculos escuros bloqueassem a visão.

01. The Day After  - Página 2 5zsU1BDN

[Referência do Terraço: 1, 2. Desconsidere os prédios ao redor xD

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segunda-feira, 01:20pm
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Porquê? Porque é que ele não tinha problemas em ser visto com Sally, mas com Tori insistia em ser discreto? A pergunta não queria sair da cabeça dela. Desconhecia a resposta certa, mas pensar nas possibilidades para tal só lhe trazia dor. Podia jurar que os olhos do oppa estavam sobre si mesma enquanto atravessava o salão. Um olhar penetrante. Mas nunca foi interrompida na sua caminhada — dificultada pelo pé dorido — e, assim, pode ir para o ponto de encontro. Esperar enquanto ele conversava com ela. Teve de soltar uma risada amarga para si mesma enquanto pensava no quão ridícula parecia, naquele momento. Mas arrependia-se de algo? Não.

Claro que não. Já no terraço, uma nova liberdade invadia-a. Não haviam mais olhos alheios sobre ela. Soltou o ar que tinha prendido no peito até então e removeu os óculos escuros que a escondiam. Estava mais frio ali, o que a fez se arrepender um pouco. Tanto tempo passado em frente ao espelho para agora gelar ali. O seu olhar vagueou pelo terraço por uns instantes. Era um bom lugar para espairecer, e todo ele era bem decorado, tal como era de esperar. Algumas cadeiras para os que preferiam se sentar e muitas plantas bem cuidadas, que faziam com que a cor predominante ali fosse o verde. Mas Jae-Eun ignorou tudo isso para ir para outro lado, onde conseguia a melhor visão da cidade. Apoiou-se no baixo muro — o suficiente para impedir acidentes, mas não o suficiente para impedir quem estivesse determinado —, os seus cotovelos repousando na borda.

Aquele lugar era o que mais lhe permitia se sentir desconexa do mundo. Não era o prédio mais alto, mas era mais do que os seus vizinhos e isso bastava para lhe dar a impressão que estava no topo do mundo. Olhando bem para baixo, os carros pareciam tão pequenos e mais ainda as pessoas. Parecia tudo muito distante e parecia que, de certa forma, nada importava. Eram apenas uns pequenos seres naquele grande mundo. E ao mesmo tempo, se cada um deles tivesse tantas emoções dentro de si como ela…

Aquele “porquê” voltava a atormenta-la. Será que ela ia mesmo chegar só na hora marcada? Não tinha dúvidas que ele a tinha visto. Sally estava de costas, mas ele não. E ela era difícil de ignorar, não é? Tal como ela o conseguia reconhecer imediatamente, devia ser o mesmo para ele. Mas tinha de parar de pensar nisso. Pegou na bolsa para tirar o celular e olhar as horas, mas o número passou despercebido quando se lembrou que Kwang ainda nem tinha respondido. E Kwang… estava com a Lola.

A ação foi imediata. Desenhou o padrão que desbloqueava o aparelho e abriu as suas mensagens. Kwangie já não aparecia online há um tempo. Não podia sequer pensar que aquilo não a magoava, porque os pensamentos negavam de imediato. Sabia que não tinha motivos para isso, mas era como se ele estivesse a confirmar o que ela lhe tinha dito nas mensagens. Como se ele realmente preferisse a outra. ”Estou a ser ridícula”, pensou para si mesma. Não é como se o horário dele fosse totalmente livre para ele poder ficar a olhar para as mensagens. Saiu desse aplicativo, mas não guardou ainda o celular. Às vezes achava que se olhasse demasiado para aquela paisagem podia tentar se aproximar mais e… isso não era bom. O muro estava lá por algum motivo.

Em vez disso, quis ver se as pessoas ainda falavam da sua queda. Era provável que sim, afinal, era o assunto do momento, até que houvesse um novo assunto melhor. E… talvez houvesse. Ficou surpreendida quando viu os Golden Boys no topo das tendências, mas a surpresa logo desapareceu. Um grupo tão popular como eles, aquele tipo de coisa acontecia muitas vezes. Ainda assim, não era estranho que as pessoas se esquecessem totalmente do seu tombo assim tão depressa? Mas então lembrou-se. Eles voltavam hoje do estrangeiro. Eram boas notícias e por muitos motivos. Não só tinham afastado as atenções de si, sem nem tentar, mas também porque Tori gostava do grupo.

Ambos veteranos que tinham debutado quase na mesma altura e que acabavam por se encontrar várias vezes nos bastidores. Adorava isso… e os fãs também, tendo em conta a quantidade de shipps que havia entre os dois grupos. Até ia ser bom se os pudesse voltar a encontrar nos shows. Até era amiga de um deles, Wonho. Ambos vocalistas principais dos seus grupos, tanto que muitos queriam algum dueto entre os dois — sem saber que por trás da câmera já tinha havido até mais de um, apenas na brincadeira. E… ambos tinham sofrido sob as línguas cruéis do público. Isso é que os tinha aproximado mais. Eram como dois indesejados, então entendiam-se bem.

Apenas supôs que o assunto era o regresso dos Golden Boys à pátria. Mesmo que quisesse, não teve tempo de confirmar, pois ouviu uma voz atrás de si. Não uma voz qualquer. Já sabendo quem era, ao virar-se já tinha um pequeno sorriso a formar-se nos lábios, e a resposta já a ser formada. — Não precisa. Estava só a… falar com o meu namorado, mas agora que aqui está já não importa. — Uma óbvia mentira porque quisera apenas ver se o melhor amigo já deixara a outra para lhe responder, mas ela gostava de tentar deixá-lo com ciúmes. Provocá-lo e esperar para ver a reação. O seu sorriso apenas cresceu ao vê-lo nos seus óculos escuros. Podia não conseguir ver os seus olhos, mas sabia que o seu olhar estava sobre ela e a felicidade só aumentava.

Olhou-o por um longo momento, analisando as feições que já conhecia tão bem, e depois parou para mexer na mala, guardando novamente o celular, ao mesmo tempo que ele comentava a sua pontualidade. Depois, cruzou uma perna sobre a outra e abraçou os próprios braços, encostados ao corpo, devolvendo o olhar. Naquele momento parecia tão confiante quanto ele. — Eu? Pensa assim tão mal de mim? — Um dos cantos dos lábios ergueu-se e abanou então a cabeça. Noutra altura, era provável que ela se atrasasse mesmo. — Não quis o deixar esperando, dessa vez. — E fora exatamente o oposto. Se tivesse chegado atrasada tinha ao menos poupado a si mesma da visão dele com Sally, que podia muito bem a assombrar agora.

Então… Sally? — Não conseguiu se controlar e a pergunta escapou dos seus lábios antes que pudesse pensar melhor na forma como ia ser interpretada. E o pior é que a diminuição da confiança na voz era evidente. — Não, pensando bem, não importa. — Ergueu uma mão, como que tentando afastar o assunto. Provavelmente tarde demais. Suspirou. — Como você está? — Perguntou, tombando a cabeça para o lado e encarando-o. Estava interessada, mesmo que fosse ela que tinha ficado de rastos depois de gerar uma grande comoção com a queda de ontem.
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Jae Eun

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 1:22 P.M.


Uma óbvia mentira foi dita por Tori, mas nem por isso Seo Jun ficou menos surpreso com isso. Apesar dos grandes óculos ocuparem uma boa parcela de seu rosto, ela pôde captar o instante em que sua sobrancelha esquerda subiu um pouco mais antes de um irônico “hah” escapar de seus lábios.

- Ora, o que é isso, Vickie? - Suspirou, ajeitando o boné. - Namorado, hm? Nem mesmo você é tão rebelde assim para rasgar um contrato. Está tentando me punir ou alfinetar por algum motivo?

Seo Jun era uma pessoa segura de si e um tanto egocêntrica em alguns momentos. O modo que Tori o tratava, apenas aumentava alimentava isso, pois quando o colocava acima de qualquer pessoa e até mesmo do bem e do mal, abria brechas para que ele tivesse como o de agora. Além de duvidar de suas próprias palavras, ele tinha quase que garantias que ela jamais teria um namorado sem o seu consentimento ou comentar antes com ele. Até porque, ele não era tolo e muito embora atuasse muito bem, os olhos de Tori não mentiam. Diferente de sua lingua cada vez mais atrevida.

Os dois permaneceram um pequeno infinito se encarando daquele modo. Tori registrava suas feições após reagir à sua mentira - desmentindo-a quase que imediatamente. Enquanto ele observava com a proteção dos óculos escuros, vendo o quanto ela tinha se esforçado para vê-lo. Não que ela não fosse bonita, longe disso...Era difícil alguém não se encantar por ela. Mas considerando o fato dela ter tido um domingo horrível, ele imaginava que ela fosse aparecer mais abalada. Ao invés disso, ela parecia ter caprichado em sua maquiagem e na cuidadosa escolha da roupa para vê-lo.

Sorriu.

Não tinha como não sorrir ao constatar isso. E o sorriso aumentou com a resposta dela, deixando a fileira perfeita de dentes à mostra.

- Penso. Penso isso e muito mais. Não seria a primeira vez, hã? - Retirou os óculos, permitindo que os bonitos e desenhados olhos ficassem à vista dela. - Pois é…

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Deu um passo à frente, deixando que sua sombra cobrisse a dela, por conta da diferença de altura. Sorriu de perto e levou a mão até seu cabelo, fazendo um pequeno “carinho” no topo da cabeça dela. Alisou como um bom oppa que cuidava de sua dongsaeng. Afinal, esse era o tipo de relacionamento que eles tinha, muito embora as expectativas de Tori fossem bem maiores do que a realidade.

- Hm? - Voltou o olhar na direção dela e achou divertido. - Oh...Ara...Por isso o namorado, hm? Está com ciúmes, Vickie? - Perguntou deleitando-se com a sua expressão. - Eram assuntos de negócio, mas se não se importa e não quer saber...Guardarei para mim.

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Deu um ultimo afago e se afastou um pouco, indicando um dos bancos para que se sentassem.

- Não que você não vá saber em breve...Na verdade, tinha relação do que eu queria conversar com você ontem. No fim, foi melhor não ter dito nada, apenas acabaria te magoando…

Sentou-se. Apesar de dizer que não tocaria no assunto, ele falava de um modo que atiçaria a curiosidade dela e começaria a torturá-la um pouco. Era quase uma espécie de punição por seu comportamento e sua pequena mentira. Agora ele parecia ter uma verdade que não diria a ela, por puro capricho. Ele a acompanhou no mesmo ritmo de caminhada até um dos bancos e esperou que ela se sentasse primeiro para fazê-lo depois. Cruzou uma das pernas e os braços.

- Eu estou bem, tenho me cuidado bastante e mais tarde tenho gravações a fazer. E você? Como está se sentindo? O pé não parece tão ruim mesmo, mas vejo que ainda está mancando um pouco...

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segunda-feira, 01:22pm
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Ansiosa pela reação, os seus olhos acompanharam a sobrancelha que se ergueu, acima dos óculos. Um simples gesto foi capaz de provocar um sorriso bem maior do que devia, de pura satisfação. Imediatamente a seguir já a desmentia sem a mínima preocupação. Aquele homem… era incrível.

Aquela pele pálida, que gelara enquanto esperava o oppa, começava agora a ganhar cores vivas, quentes. Um rubor decorava agora o rosto, visível mesmo sob a pequena camada de maquiagem aplicada, e o responsável era, sem dúvidas, Kang Seo Jun. Um poderoso efeito que o cantor tinha sobre ela há anos e ele pouco precisava de fazer para tal.

Tem a certeza que não? Mas por que de repente isso é sobre você? — Foi a sua vez de erguer uma sobrancelha inquisitiva. Sabia bem o quão convencido ele era. Mas também sabia o quão pouco se importava com isso. Talvez até gostasse. Os seus olhos desviaram-se para uma das muitas plantas ali existentes. Alternou a perna que tinha cruzada sobre a outra. — Desde que valha a pena, não me importaria de o fazer. — Disse aquilo da mesma forma que uma criança tentaria contrariar adultos. Quase isso.

E também não precisava de contar nada a você se tivesse um namorado, se não quisesse. — Afinal, não lhe devia nada, não é? Mas havia dois problemas: primeiro, não sabia se conseguia se controlar e esconder algo assim dele — a loira sempre acabava a confessar tudo a ele. Ia gostar de tentar o deixar com ciúmes de qualquer das formas, se isso realmente acontecesse, tal como tinha tentado agora, mas pior ainda. Segundo problema… não se imaginava em nada sério com mais ninguém além da pessoa que estava naquele momento à sua frente...  Era um belo dilema.

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Aquele sorriso dele foi o suficiente para que o seu inocente coração se esquecesse de uma das suas batidas. Movera as mãos para os bolsos do longo casaco entretanto, retribuindo o olhar que ele lhe direcionava. Não conseguia ver os seus olhos, mas naquele momento não precisou. Agora, tinha toda a certeza que cada minuto passado a preparar-se fora útil. Por aquele sorriso.

Melhor ainda, no entanto, era poder ver os seus olhos encantadores, quando tirou os óculos. Já os seus próprios olhos arregalaram-se, ao ser acusada. Abriu a boca para se defender, mas as palavras não saíram. O que podia dizer? O oppa estava certo, não seria  a primeira vez e provavelmente também não a última. Jae-Eun fazia mesmo isso. Às vezes era como se não conseguisse evitar.

O instante em que ele se aproximou foi o instante em que a sua respiração acelerou. Tinha os olhos curiosos fixos nele — levemente erguidos pela diferença de altura —, para ver o que ele ia fazer, apenas para levar um pequeno tap tap na cabeça. O corpo encolheu-se logo de seguida e os lábios formaram um beicinho. Não é como se não estivesse habituada àquele tipo de coisa — e aquela sua altura só facilitava —, mas ainda fazia a carinha irritada todas as vezes. Aquilo parecia o divertir, mas de seguida foi a loira que se divertiu quando este ajustou os longos fios dourados que tinha despenteado. Buscando uma vingança imediata, ergueu uma mão para o cutucar no ombro. — O que foi isso? — Não o impediu enquanto penteava os cabelos, porém. Nem queria; gostava.

Perguntar por Sally… um erro. Apercebeu-se disso no instante em que as duas palavras escaparam da sua boca — vindas sem filtro diretamente da mente que evocava as memórias —, e Seo Jun só o confirmou. — Não. — Negou até demasiado rápido. Não apenas o tom de voz a traía, porém, também os seus olhos que naquele momento eram incapazes de o encarar. — Eu… — Ia dar alguma explicação, mas a pausa foi o suficiente para que ele desse antes a sua.

Que não foi o suficiente para ela. Então eram negócios, mas não ia explicar o que eram? Não ia aceitar isso, especialmente quando Sally fazia parte do 7Wonders. Por que não podia saber? Não fazia sentido. O seu olhar vagueou pelo terraço, procurando tudo menos o próprio Seo Jun, para disfarçar a expressão confusa enquanto tentava perceber. Foi então que lhe disse que era o que lhe tinha para falar ontem, mas a maldita queda até isso tinha impedido.

Toda aquela madrugada tivera de sentir o arrependimento, a mágoa do que fizera ontem. Mas isso ainda não tinha passado. Agora voltava a senti-lo. Como não, se o maldito pé até tinha impedido o oppa de falar com ela? Já sabia que ia remoer muito aquele assunto e que, mesmo tentando, ele não lhe ia dizer nada. Como é que aquilo envolvia Sally? Os bons motivos pareciam não existir.

Kang ainda apontava para as cadeiras de madeira, à volta de uma mesa abrigada do sol — ou, naquele dia, de nuvens cinzentas. Hesitou um pouco, mas dirigiu-se até lá, acompanhada por ele. Olhava para ele como quem tenta ler pensamentos. Todavia, sem sucesso, teve apenas de se sentar e alisar o vestido.

Vai me castigar por ter dito que tinha um namorado? Hm? Não me diga que está com ciúmes. — Imitava o que ele tinha feito há pouco. Puxou a sua cadeira para mais perto dele e repousou ambos os braços sobre a mesa. Depois, esticou um na sua direção, para tocar levemente na sua mão. Observou a mão apenas por um instante antes de elevar o olhar até ele, de lábios ligeiramente erguidos. Apenas o suficiente para parecer mais… angélica. — Oppa… Eu não ia arranjar um namorado assim sem lhe dizer nada. E por você posso continuar sem namorado. Mas não pode dizer algo assim e depois insistir que é segredo. Se ia dizer ontem, por que não me diz hoje? O que mudou?

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E um anjo era mesmo o que podia parecer, a falar-lhe assim. Não era costume dela, era o tipo de coisa que apenas fazia quando queria algo de alguém. Daquela vez, um segredo. Sabia que o mais provável é que aquele ato fosse em vão, mas não custava tentar.

Ouviu-o com toda a atenção do mundo. Apenas a falar do seu dia, mas parecia mesmo interessada. Ao ouvi-lo mencionar o pé manco, porém, apenas conseguiu fazer uma careta. — Nota-se assim tanto? — Só então percebeu que os óculos escuros tinham sido inúteis durante o caminho até ao terraço. As notícias só falavam da sua queda e era uma loira facilmente reconhecível. Mais valia ter cumprimentado algumas pessoas.

Mas… está bom. Não me dói muito, apesar de tudo. Em poucos dias está bom como novo. O pé não vai ser o problema. — Levantou uma mão, esfregando o pescoço ao mesmo tempo que suspirava. — Nunca achei que ia causar uma confusão dessas. Mas pessoas anónimas a falar mal de mim na internet, isso não seria muito. Não seria a primeira vez. — Afastou a mão do pescoço, usando-a para amparar a cabeça. Aquilo deixava-a irrequieta, de fato. — A Lola estava mesmo irritada hoje de manhã… Dizendo que eu só queria ter uma carreira solo. — Mais um suspiro. Não queria falar daquilo, queria poder ignorar o que se tinha passado, mas era impossível.

Porque aquilo era o pior de tudo. Aquele tipo de coisa elevava as barreiras dentro do grupo, afastando-a das outras meninas. E naquele momento fora ela própria que se afastara delas, para ver o oppa. Uma mentira que elas provavelmente iam descobrir.
Moon Jae-Eun
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Jae Eun

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 1:24 P.M.


- Então é assim? - Seo Jun perguntou num tom um pouco mais rouco quando Vickie resolveu agir como se fosse dona de seu nariz e não devesse satisfações a ninguém. Por mais que tentasse alimentar esse discurso, talvez fosse um tanto tarde para ela acreditar nisso. A premissa de que você é responsável pelo modo que a pessoa te trata é perfeitamente aplicável nesse caso.

Ao longo dos anos, graças à sua paixão platônico pelo rapaz mais velho, Vickie tornou-se um livro aberto para Seo Jun, de modo que ele se sentia à vontade agindo daquele jeito. Superior, seguro de si, ciente de que ela não seria capaz de dar um passo sem que ele soubesse - quase como se pedisse autorização. Por isso desmentiu a história do namoro na mesma hora, apesar de ter sentido uma pontinha de dúvida e até mesmo raiva com aquilo. Seus sentimentos por Vickie eram dúbios e confusos, mas a posse, sem dúvidas era o mais presentes. Independente do que ele fizesse com a vida dele, ela pertencia a ele. Quase que uma necessidade tóxica, ainda que eles não tivesse qualquer tipo de relacionamento oficial.

Apenas uma perguntinha retórica feita por ele foi o suficiente para mudar um pouco a postura dela. Dava para ver pela carinha que ela já começava a refletir sobre quão longe tinha ido naquela breve brincadeirinha, por isso Seo Jun começou a retirar os óculos para encará-la diretamente, sem a barreira de uma lente. Com muito mais controle sobre suas expressões do que ela, Seo Jun se divertia sem demonstrar com as carinhas que Vickie fazia.

Seria tolice dizer que ela não era atraente ou não era uma jovem bonita. Ela sempre conseguiu se destacar graças à beleza extraordinária que tinha combinado com o porte pequeno, típico de bonequinha. Era feminina, meiga e com uma aparência angelical. Bem sabia o temperamento arredio, atrevido e ousado que aquela carinha escondia, mas o que poderia fazer? Era parte de seu charme.

Porém, ao mesmo tempo que a atração era inegável, sempre haveria um limite que não poderia ser atravessado. Caso o fizesse...As consequências podiam ser grandiosas demais para lidar. Seo Jun preferia as coisas do jeito que estavam. Era melhor para os dois, tanto profissional quanto pessoalmente falando. Até porque, ele mesmo tinha seus próprios problemas e segredos para lidar.

Tocou na cabeça de Vickie, o máximo de afeto que poderia demonstrar, mesmo que estivessem no terraço longe de flashes e câmeras. Era o suficiente para alimentar a carência dela e para conter os instintos dele. Juntos, seguiram até um lugar onde ambos pudessem sentar e finalmente entrar na questão daquele encontro. Antes disso, ela indagava o que tinha sido aquele toque. Seo Jun a encarou.

- Não gostou? Devolva, então. - E repetiu o gesto, como se fosse possível devolver para onde tinha saído.

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Deu um sorriso querido e acolhedor. Não era das pessoas mais sorridentes do mundo, mas quando o fazia, parecia que o tempo parava. Ele tinha uma arcada dentária bonita e seus lábios finos formavam um sorriso convidativo, difícil de não querer sorrir junto dele. Os dois se sentaram e Vickie não aguentou sua curiosidade, perguntando sobre Sally. Seo Jun usou como uma pequena vingança pessoal e a provocou de volta. Ela ficou sem palavras, como ele gostava que ela permanecesse. Dava uma sensação boa nele. Sentados num abrigo contra o sol do outono, os dois se encararam novamente. As mãos dele estavam sobre a mesa, uma segurando os óculos escuros e a outra livre. Esta última foi a escolhida para que Vickie tocasse.

A textura da mão dele era agradável, como todo ele parecia ser. Não havia calosidades porque não era adepto de instrumentos como violão, violino ou piano. Tampouco passava seu tempo cozinhando, porque tempo era algo escasso em sua vida. Por isso a pele era fina e lisa, digna de um príncipe. Não, de um rei.

- Não é por isso que estou te castigando. - Respondeu com uma certa demora porque foi surpreendido com o toque dela. Não afastou, permitindo que ela sentisse e brincasse com seus dedos o quanto quisesse. Parecia justo depois do toque que fez em sua cabeça. - Você não me disse nenhuma novidade sobre seu falso namorado, Vickie. Como disse, eu já sabia que era mentira.

Sorriu para ela. Suspirou, ponderando sobre seus argumentos.

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- Porque as coisas mudam de um dia para o outro. O que era certo ontem, não é mais hoje. Ontem, eu podia ter te contado, hoje, a notícia já é diferente. E creio que te magoaria, então...No momento, encontro-me sem saber o que fazer. Não gostaria de ser eu a dizer, mas tampouco gostaria que soubesse por outros meios e acabasse ainda mais tristes. Ottoke? - Olhou para as próprias mãos.

Não continuou no assunto, pelo menos não por enquanto. Focou-se na perna dela e como tinha sido seu dia. Concordou com suas palavras, que aquele pé estava causando mais problemas do que poderiam imaginar e que não seria a primeira vez que ela ouviria palavras de ódio de pessoas anônimas. Quem vivia nesse mundo estava sujeito a esse tipo de situação.

- E você gostaria de ter uma carreira solo? - Perguntou, de repente e quando ela o encarasse, veria que os olhos dele estavam buscando a verdade de seu coração.

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segunda-feira, 01:24pm
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I feel you slip away and how am I supposed to move on

Aquela voz rouca foi o suficiente para quebrar a pose que tinha até então. Uma pose que mostrava o quão certa de si estava. No seu coração, havia um aperto. Eram apenas três palavras e eram apenas ditas de uma forma diferente. Como é que ele parecia ter acesso direto ao seu coração daquela forma? Não era apenas um livro aberto para ele, que a podia ler livremente, era um coração aberto.

E ainda por cima? Ele tinha perfeita noção disso.

As sobrancelhas franziram-se, os lábios entreabriram-se, prestes a dizer algo. O quê? A boca ainda se moveu, por duas vezes, mas no fim nada disse. Mordeu o próprio lábio. Na sua visível hesitação, Seo Jun encontrava um ponto fraco, um botão que tinha acabado de apertar e que a fazia duvidar de si mesma. Era deleitante, tanto que foi naquele momento que tirou os óculos, permitindo que a visse melhor.

E naquele momento podia realmente sentir a diferença de altura entre os dois. Achou-se pequena, uma miniatura da pessoa que se achava. As suas palavras e os seus efeitos eram opostos. Tentava demonstrar a sua força e independência, como sempre tentava, mas como podia ser que afinal mostrava precisamente o oposto?




As suas fraquezas, a sua dependência. Ali, mesmo à sua frente. Julgando-a?

Por que isso era tão importante, de qualquer das formas?

Não devia. Tornava-se vulnerável. E era tão óbvio, tão dolorosamente óbvio como cada gesto dele tinha o aterrador impacto de um vulcão. Reacendendo nela uma doce esperança, uma ácida esperança, que talvez um dia pudesse ter mais do que aquilo. Um simples afago nos fios dourados e os seus olhos já se fechavam por instantes, enquanto os batimentos do seu coração disparavam, chegando a doer. Tornavam-se o único som que ela ouvia e, mesmo que não fizesse sentido, podia jurar que ele também os ouvia. Queria mais. Mas era por isso que doía. Porque se fosse mais que um afago... perder-se-iam em algo proibido. Sem um caminho de volta.

E o pior? A Moon estava disposta a percorre-lo, mas era a única ali. Não guardava segredos com ele. Podia não lhe dizer diretamente, mas aqueles olhos brilhantes sempre revelavam tudo. Não admirava que ele não quisesse que a forte amizade fosse divulgada, não admirava que cada vez passassem menos tempo juntos, antes que algo acontecesse. Seo Jun era mais discreto, mas ela também tinha a certeza que via algo. Não era tola, não podia sempre esperar por algo sem fundamento. Não, ela tinha a certeza... No fundo, por baixo da frieza, não podia ser só o seu coração que doía. Não podia. Não estava sozinha naquilo. Estavam juntos. Sempre.

Mas Seo Jun não podia lhe dar mais que aquilo. Dera-lhe o suficiente. A uma menina em todos os sentidos perdida, acabada de voltar para um país onde não era bem aceite, sem família, sem amigos, sem planos. Dera tudo isso, e esperança no mundo. Às vezes ainda era difícil perceber se era Moon Jae-Eun ou Victoria Moon, mas ele tinha sido o primeiro a aceitar ambas.

Que importava um pouco de arrogância junto disso?

Um segundo toque na cabeça. — Isso é uma provocação, Kang Seo Jun? — Estava prestes a ceder, pondo-se nas pontas dos pés para tentar fazer o mesmo — porém como ainda continuava sendo baixa demais o gesto era desajeitado —, mas o sorriso dele conseguiu a distrair. Aquele tipo de sorriso não era comum dele, então bastava para a tirar de órbita e sorrir também, inevitavelmente observando-o. De um momento para o outro, o sol radiou mais forte ali, aquecendo-a por dentro.



Não, está bem. Se for sorrir assim eu deixo. Não que eu não consiga fazer isso também. — Não conseguia. Pelo menos da mesma forma que ele. O braço era curto. Em vez disso, apenas voltou a andar em direção à mesa.

A sua mão aquecia sobre a dele. Era ali que o olhar se focava, um olhar feliz por enquanto, mas com leves indícios de uma melancolia, lá no fundo. Como aquilo lhe deixava com um peso no coração, como uma âncora… — Então está me castigando. — Respondeu imediatamente. Os olhos derretidos procuravam o rosto dele agora, tentando obter a resposta nas suas feições suaves. As sobrancelhas franziam-se numa linha uniforme, formando vincos no precioso rostinho. Será que sentia mesmo ciúmes? Será que ele não tinha mesmo duvidado das suas palavras pelo mais pequeno instante antes de a negar?

Será que a mudança na sua expressão tinha sido apenas uma ilusão? Uma partida da sua mente ludibriada?

Duvidou de si mesma. Todavia não quis dar-lhe a entender isso, tampouco dar o braço a torcer. — Por agora ainda não é mentira. Quem sabe até quando? — Arqueou uma sobrancelha. Só queria que ele soubesse que não era impossível. Não podia achar que os olhos dela eram apenas para ele. Ou ele apenas se tornaria como mais uma das pessoas que tinham passado na sua vida apenas para a negligenciar.

Ele não sabia o que fazer? Aquilo era alarmante. Não podia ser nada bom. — O que garante que é você a contar-me e não outra pessoa então, se não me disser já? — Tentou mais uma vez. A voz estava mais baixa que antes, incerta se queria realmente saber.

Mais uma vez era confrontada com aquela pergunta naquele dia. Queria? Ao erguer o olhar para ele, percebeu que ele a observava. Analisando-a, tentando mais uma vez ler aquele livro. Mas o próprio livro parecia não ter uma resposta certa…

Será que isso interessa? O que importa é que eu não quero deixar o grupo. Porque gosto de dividir o palco com elas. — E era esse o problema. Parecia ser isso que algumas das meninas achavam dela. Era mentira. Mesmo que as coisas nem sempre estivessem tão bem entre elas, como agora. O 7Wonders tinha mesmo sete maravilhas. — Não sou como você, que consegue sempre se manter ativo mesmo com os seus hyungs no serviço militar, nas suas outras atividades. — Suspirou levemente. Era a segunda vez que tinha aquela conversa naquele dia, primeiro com Yuju.

Quando a ouviam, as pessoas sentiam uma grande paixão na sua voz. Era genuína. Havia também talento, mas a emoção tinha também um enorme papel em deixar a sua voz tão apreciada. Era uma forma de soltar todas as pressões no seu peito, tudo o que deixava acumular e por dizer. De escapar.

Ser uma cantora nunca tinha sido o seu sonho de infância, mas de alguma forma tornara-se o seu sonho de adulta. Não era capaz de dizer exatamente o dia em que isso tinha acontecido, mas naqueles dias trazia-lhe felicidade. A grande diferença daquela Tori e da que era apenas uma trainee — pensando às vezes em desistir — estava aí. Os seus esforços e treinos não eram nunca em vão; a partir do momento em que pisava o palco percebia. Valia a pena, era a sua vida agora. E estava bem assim... até o incidente do dia anterior. Ia ser uma boa forma de a fazer abrir os olhos. Será que aquilo ia durar para sempre? O que ia fazer depois, quando não houvesse mais um 7Wonders?

Saber cantar… será que isso basta? — Perguntou suavemente. Ele tinha muito mais que isso, então conseguia entender porque ele era bem-sucedido. E ela? Como alguém com ela podia brilhar da mesma forma, sozinha no palco?

Se assim for, eu gostava. — Mas de alguma forma, sentia que pedia para que arco-íris adornassem o céu que via todos os dias, sem nunca haver dias de chuva. Por que a KT daria a oportunidade de uma carreira solo a ela, de todas as pessoas?
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Jae Eun

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 1:27 P.M.

Por mais que os argumentos de Vickie tivessem um certo sentido, Seo Jun não cedeu às investidas dela. Era uma homem deveras teimoso e consistente em seu discurso e, não obstante, também era do tipo que seguia regras. Se uma ordem era dada, ele cumpria com todo o rigor. Diferente dela que tinha uma vontade enorme de libertar-se e infrigia as regras mais do que as cumpria, ele gostava de seguir conforme era mandado, desde que visse vantagem no que estava fazendo.

No fundo, estava feliz por não ter se antecipado e contado a ela na noite passada. Pela forma como as coisas foram tratadas naquela reunião, ainda que ela não tivesse caído na frente de todo o país, não era garantia que ela seria a escolha final. Pelo mesmo motivo que ele sempre apontava: sua inerente rebeldia. Mais de dez anos falando isso e até hoje ela não abria os olhos, a mente e os ouvidos para o que ela queria dizer.

Sua pergunta final foi apenas a comprovação do que já achava. Suspirou, ligeiramente cansado e desanimado com a visão dela das coisas. Iniciou sua sequencia de réplicas antes que ela terminasse o raciocínio.

- Eoh. Muito me interessa saber seu real desejo para esta hipótese.

Disse bastante sério, demonstrando que as brincadeiras estavam suspensas por hora. Seo Jun a encarava com um semblante preocupado e compreensivo, apesar de não mais sorrir. Ele não a julgava pelos desejos escondidos, até porque, não achava errado que ela pensasse em si ao invés de olhar para o todo, no fim das contas. Suspirou uma vez mais, ajeitando-se em sua cadeira enquanto olhava para baixo, ajeitando o cabelo.

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- Eu fui treinado para isso… - Argumentou. - Também sinto falta de meus hyeongs, mas em nosso mundo, temos que aprender a sobreviver sozinho ou pelo menos se adaptar. O serviço militar é o momento mais tenso de nossas carreiras. Quantos idols retornam dele e continuam fazendo sucesso? Desde quando era trainee, eu me preparava para esse momento, por isso nunca me contive apenas na música. A verdade é que meu canto e minha dança não são dons que nasceram comigo. Foram frutos de muito trabalho e esforço. Cheguei até aqui por conta de meu carisma e aparência. Por isso treinava como ator, modelo, apresentador. Sabe o que é mais triste? Ser bom em tudo é o mesmo que não ser bom em nada. Eu não sou excelente a ponto de ser lembrado sem fazer esforços. Preciso constantemente me adaptar, evoluir, crescer. Gosto de como meu grupo funcionava e tive muito medo quando precisamos parar. Questionei-me muitas vezes se eu seria lembrado, mesmo não sendo o main vocal ou main dancer? E trabalhei muito para isso, Vickie.

Sua sinceridade e emoção eram perceptíveis quase palpáveis no que ele dizia. Poucas vezes na vida, ela o ouviu admitir tanta coisa. E agora, Seo Jun aproveitava uma brecha para também desabafar, em partes. Curioso era como a percepção ali era diferente, o quanto o fato dela admirá-lo e amá-lo tanto sempre o colocava num patamar além. Do outro lado, ele dava um pouco de verdade sobre o que de fato acontecia. Longe dos holofotes, todos eles eram testados o tempo todo.

Ele uniu os lábios, ponderando.

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- Ani, saber cantar não é o suficiente. Nunca foi o suficiente e você sabe disso. - Podia ser um tanto duro ouvir isso, mas pelo menos era a verdade. - Tem que ter vontade, tem que querer muito. Você nasceu com um dom inegável, acho que poucas conseguem ter seu nível de excelência no canto. Mas ter o dom não basta se você não tem ambição. Na verdade, é o que vira um desperdício de talento.

Cruzou os braços.

- Você tem muito a oferecer, mas as vezes parece que se contenta com o pouco, com os 7Wonders. Não é pecado ter uma carreira solo, isso não quer dizer que o grupo acabou ou coisa do tipo. Faz parte de nossa profissão. O que me parece é que, no fundo, apesar de toda sua ousadia, você tem medo de estar lá sozinha. É isso, não é? - Franziu um pouco mais a sobrancelha. - Se for este o caso, dificilmente você vai conseguir. Se o medo te oprime e não funciona como um motivador, você não sairá de sua zona de conforto e continuará se contaminando com as críticas sobre qualquer coisa que faça. Aigo…

Deixou os ombros caírem um pouco e olhou para o céu daquela manhã de outono. Mordeu o lábio internamente.

- Mian… - Disse ao voltar a encará-la. - Eu fiz com que viesse aqui para contar algumas coisas e, no fim, não pude fazê-lo. Acho que fiz com que desperdiçasse seu tempo. Mian…

Repetiu uma vez mais e começou a puxar a arrastar a cadeira para trás e se levantar. Estava colocando um fim na conversa, ao modo Seo Jun: sem nem perguntar se ela tinha algo mais a dizer. Mas no fundo, estava um tanto preocupado com os horários dela também.

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segunda-feira, 01:27pm
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Antes que pudesse continuar a explicar-se, foi interrompida. Piscou os olhos várias vezes, enquanto tentava perceber se tinha ouvido bem. Mais ainda, os sorrisos tinham desaparecido e restavam apenas as suas feições inexpressivas, esperando uma resposta a sério à pergunta, em vez de a desviar.

Queria?

Encarou Seo Jun por um momento, tão séria quanto ele, antes de baixar o olhar. Encostou-se à sua cadeira, ao mesmo tempo que as suas mãos recuaram. A pergunta era mais difícil do que devia ser. Ela… não sabia. Pensava naquilo menos do que devia, puxando o assunto para o fundo da sua mente, esperando que não tivesse de pensar naquilo. Mas a verdade é que o 7Wonders não ia ser sempre tão ativo e ela precisava de algo. Planos.



Não era o tipo de pessoa para os ter. Tinham os dois chegado a uma altura nas suas carreiras em que era preciso falar daquele tipo de coisa, precisavam de pensar no que vinha a seguir. E ouvir aquele desabafo do oppa foi o suficiente para mexer no seu coração. Ainda mais por se sentir tão inútil naquele sentido; não podia fazer nada por ele. No fundo, naquele mundo, estavam sozinhos. Cada um por si.

Tinha o 7Wonders, mas ao mesmo tempo não tinha.

Sim. Eu vou lembrá-lo. Todas as suas fãs vão lembrá-lo. — Teve de dizer aquilo, mesmo sabendo que não ia mudar a sua opinião. Mas no fundo magoava-a, por saber que mesmo assim não era suficiente. Ele era ambicioso. Era essa mesma ambição que o movia, levando-o até ali. Tornando-o a pessoa que hoje era. Uma ambição que se tornava uma espada de dois gumes, quando as coisas não corriam conforme o esperado. Ela não gostava de ver quando isso acontecia. O oppa não costumava mostrar as suas feridas, então o fato de as estar a mostrar ali, agora, para ela, tinha um grande significado para ela. Não podia evitar tentar alimentar o seu ego. — E os seus esforços valeram a pena. Já imaginou os trainees e rookies que devem o ter como um exemplo a seguir? Já imaginou que talvez você seja isso mesmo… para mim?

E era assim para todos. Uns conseguiam mais sucesso que outros, mas não havia dúvidas na mente de Tori que Seo Jun era um daqueles idols que iam ser lembrados, tal como queria. Como não podia ser? Quem conseguiria resistir àquele homem? Como as pessoas não iriam ver que ele era… maravilhoso? Para Tori, se havia alguém perfeito, era ele, mesmo que ninguém fosse perfeito.

E era honesto. Não hesitou em lhe dizer a verdade, cantar não seria o suficiente. Doía ouvi-lo dizer aquilo, mesmo sendo algo que já sabia, ainda mais quando disse que era um “desperdício de talento”. Sabia que havia demasiada gente naquele país e até fora dele tentando chegar ao local em que ela agora estava. E que quando lá chegassem, iam querer mais. Tinham sonhos tão claros quanto a luz do dia. Para ela, não era assim. A decisão de tornar-se trainee da KT Entertainment fora, como tantas outras das suas decisões, um capricho. Dera certo para que ela quisesse se manter naquela vida, mas agora estava demasiado confortável. E com isso vinham erros…

Não era fácil, mas era algo que tinha de ponderar. O que queria ela agora?

Eu não quero ser um desperdício de talento… — E acima de tudo não o queria desiludir. Sentia que já o fazia demasiadas vezes.

Medo de estar sozinha. Reagiu de imediato àquilo, franzindo as sobrancelhas, como se ele tivesse acabado de pisar numa ferida. Parecia ser feita de vidro, pela forma como via através dela. Pela facilidade de ser magoada. Ele não estava errado. Gostava de parecer ousada, sim, mas a ousadia não era vista assim tão facilmente, apenas através de ações. Por dentro, era uma história diferente.

Não conseguiu uma resposta imediata, limitando-se a observá-lo, enquanto ele observava o céu. Até que de repente começou a levantar-se. Ainda mais rápida, Jae-Eun fez o mesmo, pondo-se de pé de imediato e dando um passo para o lado, ficando de frente para ele e bloqueando o caminho. Chegava a ser engraçado, com a diferença de altura. Era forçada a erguer levemente a cabeça — como fazia tantas vezes na sua vida —, para o encarar. Mas Tori não ria, estava completamente séria. — Ani. Você nunca desperdiça o meu tempo. Eu quero saber o que você tem para me dizer, mas se é assim, vou esperar pelo momento certo. — Não parecia coisa dela, mas agora estava mais desesperada que antes. E com a relação que os dois tinham… ela era capaz de mudar um pouco. Por ele. Controlar-se mais.

Deu-me muito em que pensar, na verdade. Eu tenho de lhe agradecer por isso, oppa. Eu estava abalada com o que aconteceu ontem, mas agora acho que pode servir para alguma coisa. — Às vezes, as pessoas precisam de um choque para acordar. Ter visto há pouco que a tendência voltava a ser os Golden Boys ajudava-a a acreditar nisso... mesmo que por razões que ela nem entendia ao certo ainda. — Por favor não vá. Você… já comeu? — Ela não.
Moon Jae-Eun
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Jae Eun

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018


A conversa com Seo Jun tinha sido mais profunda - e produtiva, talvez - do que ela poderia esperar. Como sempre, ele dava o fim para a conversa, ainda que tivesse absorvido suas palavras. Vickie conseguiu amenizar, ainda que um pouco, o instante de insegurança que o tomou. Certamente ele melhoraria depois, mas era importante saber e sentir que recebia o apoio dela.

Porém, ele era uma pessoa disciplinada e sabia que ela tinha uma reunião importante. Queria tomar posse de seu tempo, mas não gostaria de prejudicá-la, ainda mais agora que a fama dela estava um tanto abalada. Por isso mesmo, ele negou o pedido dela, mesmo que ela fizesse de um jeito quase irresistível. Novamente a lembraria sobre seus compromissos e senso de responsabilidade, antes de avisar que estava indo primeiro.

Vickie podia sentir uma pontadinha de ciúme voltando. Ele sempre saía primeiro ou mandava que ela saísse primeiro, para que não fossem vistos juntos, mas não teve problemas de fazer isso com Sally, em público. Tudo bem, não era momento para isso, mas era inevitável sentir um incômodo.

Qualquer pessoa normal sentiria. Ainda mais uma que nutria sentimentos tão fortes e intensos como Tori.

Ela seguiria para o andar da reunião, porém, logo nos corredores, encontraria Lola, JiU e Sally tentando amparar Jay que estava com o corpo inteiro tremendo e o celular quase caindo das mãos. Jisoo voltou com água e Yuju tentava abaná-la. Ninguém tinha olhado os celulares direito ainda, mas Jay estava vendo as mensagens e depois de se deparar com um certo direct do instagram, ela viu a bomba de notícias. Tentava dizer a todo custo o que tinha acontecido, mas não conseguia completar as palavras.

Lola foi aquela que arrancou o celular para ler a notícia. A expressão aborrecida da mais bela do grupo foi se desfazendo, mudando para algo próximo do choque. Os olhos ficaram marejados e, logo ela que estava criticando o comportamento de Jay, também ficou sem palavras. A maknae do grupo disse que os oppas estavam machucados! Que tinham sofrido um acidente.

Mas era muito, muito pior do que isso.

Os oppas...estavam em estado gravíssimo.

Quando Vickie começasse a entender o que estava acontecendo ali, ela sentiria que...o mundo que ela conhecia e vivia praticamente não existia mais. Porque o impacto seria grande demais para que ele conseguisse se manter o mesmo.

Continua aqui...
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