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08 de Outubro - Comeback To The Show

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Re: 08 de Outubro - Comeback To The Show

Mensagem por Starry Night em Dom Dez 23, 2018 7:00 pm

Gyuri

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 12:50 A.M.


Nagyung deixou sua colher cair sobre o potinho de arroz quando Gyuri reagiu daquele modo. Yuri também parou por um instante quando viu o gesto, mas não teve a mesma perspectiva da vocalista principal, considerando que ela era um tantinho mais próxima de Gyuri do que ela mesma.

- Heol...Você é mesmo impressionante, unnie. - Nagyung disse num tom de elogio e meneou positivamente. - Mas relaxa, hm? Eu confio em vocês o suficiente para saber que minhas opiniões não serão expostas…- Comentou, olhando na direção das duas sunbaes e então franziu as sobrancelhas. - Eu não vou agir de modo desrespeitoso na frente delas, mas eu não gosto do jeito que elas agem mesmo.

- O problema é que às vezes você pode acabar esquecendo disso e sendo um pouco mais explícita, chingu...

- Ani, eu sou uma boa atriz. - Brincou. - Mas eu posso garantir que tenho meus motivos, hm? Quem bate esquece, mas quem apanha não. Desejava que uma das duas tivesse caído e não a Tori-unnie.

Encerrou o assunto colocando um pouco mais de arroz na boca. Yuri deixou os lábios bem unidos, ponderando sobre o que a amiga dizia. Olhou na direção de Gyuri, mas ela mantinha aquela postura que chegava a constranger um pouco - somente Lena conseguia passar aquela imagem tão segura e madura, apesar de Gyuri às vezes ser um pouquinho mais. Nem ela nem Nagyung olharam na direção do Strike ou das unnies novamente. Lena e Yojo retornaram à mesa com seus respectivos pratos, juntando-se ao trio que estava ali. Isso distraiu as meninas o suficiente para que Gyuri pudesse avaliar as reações do Strike em relação à Lola e Sally.

Diferente do que ela imaginava, YooChan não demonstrou timidez daquela vez. Os grupos veteranos tinham contato uns com os outros com maior frequência, então ele já tinha criado um traquejo social consistente o suficiente para não precisar se sentir nervoso quando estava diante delas. De muitos modos, ele podia ser comparado a Lola em nível de beleza e atuação - eles até tinham posado juntos uma vez para uma propaganda, no segundo ano do Strike. Além disso, ele também era um oppa, dois anos mais velho do que a visual do 7Wonders - mas era uma sunbae, portanto, ele obviamente respeitava. Seyoon tinha as gaivotinhas presentes nos olhos, sorrindo um pouco mais ansioso porque elas intimidavam mesmo. Kwang Jin agia como sempre, bem à vontade e querido para falar com as pessoas. Wooseok, o belíssimo líder do grupo, tinha um tom mais formal porque ali quem intimidava era ele e não as meninas - tanto que Lola acabava focando suas atenções nele e...em Sunwoo.

Sunwoo era outro que também tinha uma postura mais indiferente. Os dois ainda tinham a mesma idade - 23 anos - por isso, ele respeitava como sunbae, mas era considerado o oppa. Olhava para Lola, mas desviou o olhar, recaindo na direção de Gyuri - sentia que havia alguem focando nele e tão logo percebeu que tratava-se da dongsaeng, ela pôde identificar uma certa graça que ele sentia pela situação.


(Foca mais na expressão, não bem na posição XD)

De repente, ele ofereceu o lugar, arrastando um pouco a cadeira para que Lola se sentasse, dando um sorriso bastante gentil. Ela o encarou um pouco surpresa - e os meninos também estavam achando o maknae bem avançado. Porém, ela não recusou, sentando-se como uma princesa e ajeitando o cabelo, convidando-o a sentar-se ao lado dela.


Ele olhou na direção de Gyuri, de um jeito bastante discreto e puxou uma cadeira para si, ficando ao lado dela. Ela ficou entre ele e Sally porque Jaehyung também seguiu o exemplo do maknae e ofereceu a cadeira para a outra. O rapaz deu uma pequena volta para procurar um lugar. Logo começaram a conversar de modo informal, num encontro casual entre os grupos.

Gyuri convidava as meninas para pegarem mais comida, mas talvez ela não fosse cair muito bem no momento. Mais uma vez, ela sentiria que Lola a vencia - ainda que ela não tenha feito absolutamente nada. O mais irritante talvez fosse isso mesmo: ela não precisou fazer nada, apenas existir para atrair as atenções para si. Até mesmo daquele insuportável do Sunwoo.

[...]

Horário era uma coisa sagrada naquele meio. Se o secretário da produtora deu apenas meia hora de almoço, elas provavelmente teriam vinte e cinco minutos para terminar de comer. Logo estavam no carro novamente, cada uma em seu pequeno mundo enquanto seguiam para o segundo prédio da KT.

Era no segundo prédio onde os treinos, ensaios e audições eram realizadas. Enquanto os fanmeeting, entrevistas e reuniões importantes - além de toda parte da mídia, produção e afins - ocorria na sede, no segundo prédio ficava a prática. A eterna prática. Os estúdios para os álbuns e minialbuns também ficavam restritos à sede.

Gyuri estava há tanto tempo na empresa que se lembrava da época em que a sede ocupava tudo isso. O prédio era novo e foi uma adaptação necessária graças aos grupos que a agência vinha lançado - estavam aumentando o número de grupos influenciadores, então, precisavam de mais espaço.

Eram 12:50 quando as meninas chegaram até a KT2 - como era conhecida, informalmente. Sem a perspectiva de uma reunião, elas simplesmente foram mandadas para a sala rosa para ensaiarem as coreografias de suas próprias músicas e inserirem a rotina de músicas de outros grupos que também servia como base para elas. As meninas teriam a presença do coreógrafo do grupo, No Hee Joon nas próximas três horas.

Os celulares ficavam desligados - e elas mesmas se desligavam do mundo enquanto começavam o pesado treino. Ao longo daquelas três horas, elas só teriam mini pausar para se hidratar, mas não podiam desconcentrar. O mundo não existia lá fora e tudo o que importava era o resultado que buscavam nos espelhos.

[Bom, dependendo de seu próximo turno, o ensaio pode ser mais longo e descrititivo ou podemos passar pelas 3 horas. Não teremos acesso aos celulares, então, não sabemos o que aconteceu ainda com os GB, ok? Fica o choque para depois.

No Hee Joon é o coreógrafo das meninas desde o debut junto com uma outra pessoa. Não precisa fazer o social link ainda, se não quiser. A carinha dele logo aparece nos npcs da KT =). Mas a foto dele está linkada ao nome!

A Nagyung não tá com raiva/ranço/desconfiada da Gyuri. Só ficou “mds, não consigo ser assim”. E a Yuri é mais calma mesmo, por também praticar artes marciais, então, ela tem maior controle dos nervos.

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Re: 08 de Outubro - Comeback To The Show

Mensagem por Nam Gyuri em Dom Dez 23, 2018 10:52 pm

8 de outubro
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Gyuri evitou olhar as colegas para não parecer que estava fofocando com elas, mas como unnie, achava que precisava ensinar uma coisa ou duas para Nagyung, já que ela se mostrou humilde e um tanto interessada em sua atitude, além de se preocupar com o que ela poderia sem querer atrair para si com um mal entendido.  Entendia aquele sentimento em relação à sunbae e via-se mais nova remoendo aquela frustração e inveja. Tinha certeza de que sua dongsaeng tinha um motivo para agir daquele jeito, especialmente porque falou sobre "quem bate e quem apanha", então não falou contra isso. Também já tinha se sentido daquela forma, mas não era mais o caso - ou pelo menos ela tinha encontrado uma forma de contornar. Tinha orgulho de sua técnica da gentileza desenvolvida para um âmbito mais profissional, e de certa forma queria transmiti-la para, quem sabe, trazer um pouco de paz para o coração da amiga. Não faria mal ensinar seu “segredo”, já que era difícil mesmo agir daquela forma, ainda mais para alguém tão passional.

- Se você se condiciona a agir com cautela quando ninguém está olhando, então mesmo quando não souber que está sendo observada, você nunca será surpreendida

Dessa forma, a imagem do flagra seria sempre a de um comportamento exemplar. Seguia isso à risca, acreditando que as situações que a fariam sair daquele código de conduta eram improváveis ou estavam longe. Talvez por sentir-se protegida naquele mundinho fechado das dependências da KT.

Na escola, sempre optou por uma atitude neutra, gentil e amigável com todos, evitando atrair atenção e inveja demais para o tipo de drama que estava a fim de aguentar.  Isso foi elevado à máxima potência quando tornou-se uma trainee.

Falhou por muitas vezes na avaliação interna anual para saber que todos os detalhes eram importantes para os profissionais daquele ramo. Podia não ter experiência com a prática dos festivais e eventos, mas já tinha ouvido todo tipo de bronca, direcionada a ela ou não, para saber que somente uma postura perfeita poderia ter sucesso, e que as provas nunca eram exclusivas das salas de treinamento: cruzar no corredor o caminho de um produtor que achou que você não curvou-se o suficiente para ele podia custar um voto na avaliação, ou um boato de que você era arrogante. Não saber com quem estava falando era um erro grosseiro, que poderia gerar problemas gigantes. Tomava por experiência ela mesma: quem diria que um pequeno comerciante endividado de Sokcho era pai de um membro de um girlgroup da maior empresa de entretenimento do país?  

Estava sempre treinando, e era isso que as pessoas esperavam dela: muito esforço e resiliência. Nem sabiam o quanto ela se sentia infeliz, com raiva ou assustada às vezes. O que importava era não ser uma isca para alimentar o sadismo de ninguém: acreditava que agindo assim fazia com que evitasse ser humilhada, porque não havia muito prazer em ser cruel com alguém que não reagia e que parecia ser sempre tão dona de si…

Até que encontrou alguém que gostava de testar.

Gyuri olhou a atitude dos rapazes, inicialmente com alguma cobiça de atenção, mas todos eles pareciam estupidamente hipnotizados.

Era por coisas assim que tinha os pés bem no chão em relação a Seyoon, mesmo que ele tivesse um sorriso lindo, um corpo escultural e um cheiro marcante: ele era facilmente impressionável. Era gentil com todos, e seu sorriso não era uma exclusividade de ninguém.

A exclusividade ficava para os tratamentos diferenciados que sunbaes tinham para com seus pares hierárquicos. Esse tipo de tratamento ela nunca teria por causa dos cargos gravados nelas de novatas, muito mais poderosos que suas idades ali dentro.

Além disso, analisando ainda mais friamente, se um dia ganhassem autorização de ter algum tipo de relacionamento aos olhos do Perfect Match, o Strike só poderia ter olhos para alguém com a carreira consolidada como eles.

Era por isso que não sonhava com nada assim ali dentro. Não avançava, nem se iludia, apenas se contentava em guardar o cheiro dele consigo.

YooChan era ainda mais intrigante, mas achava fofo como ele ficava tímido perto de uma mera novata, quando podia simplesmente ganhar confiança e ser arrogante por isso. Ela o respeitava muito por sua nobreza. Era um oppa, além de sunbae.

Kwang Jin não era uma surpresa.  Ele era mesmo muito agradável de se ter por perto e a fazia sentir-se bem. Era alguém que parecia ser seguro o bastante para não ser mau com ninguém.

O que chegou mais perto de ter seu respeito foi o líder, que era tão lindo quanto impossível. Ele era intimidador até mesmo para ela, mas ambos mantinham distância e respeito. Ele exalava autoridade, como se fossem de castas completamente diferentes, mas apenas no sentido de chamá-lo de “sunbaenim” de forma realmente genuína. Era o único que a fazia sentir vontade de recuar, mas em respeito. Era um tipo de aspiração.

Muito diferente era o escárnio em pessoa que tinha capturado suas intenções mais uma vez. Não deu tempo de achá-lo uma decepção por deixar-se cair tão facilmente nos gracejos de Lola. Isso porque Sunwoo a surpreendeu com a atitude de puxar a cadeira para ela.

Gyuri precisou de toda a concentração para não ficar boquiaberta na mesa, então fechou um lábio no outro, olhando a cena sem expressar sua surpresa, guardando o desconforto profundamente no olhar.



Queria julgá-lo como “só mais um”, como fizera com outros, mas a forma com que ele fez aquilo coincidentemente após flagrar seu olhar a fez acreditar que foi direcionado a ela. E isso a indignava completamente: qual era o problema dele? Qual era a necessidade de provocá-la assim? Ou melhor: por que achava - e conseguia - provocá-la desse jeito? A pior parte era a hipótese de que acreditava que ele sabia lê-la, que entendia que ela estava incomodada com Lola e não foi ludibriado por sua reverência e gentileza. Isso era o mais perigoso, a deixava exposta, nas mãos de um sádico.

Ele se aproveitava dela por ser uma novata. Tinha a certeza de que ele seria um que a humilharia publicamente se pudesse. Era por causa de pessoas assim que ela agia daquela maneira.

Em vez de desviar o olhar e perder aquela pequena batalha, como mais cedo, Gyuri sustentou o olhar e aceitou a “gracinha” do rapaz com a superioridade que só ela encontrava em seu ego. Observou placidamente enquanto a sunbae sentava-se. Olhou com detalhes o sorriso, a forma como ficava sua postura quando se sentava, o jeito que colocava as mãos e para quem olhava. Está bem. Decidiu usar a oportunidade para aprender por que sua mera existência causava tudo isso. Ela se recusava a acreditar que havia algo que não podia conquistar com seu esforço.

Se perdia para ela, deveria ter um motivo lógico.  E assim como fazia nos treinos exaustivos, estava usando a oportunidade para entender o que a vencia. A análise também a tornava menos invejosa: era beleza? Tinha - ouviu isso a vida toda. Era feminilidade? Tinha também. Então conseguia diluir o sentimento na racionalidade, embora isso não significasse que ele deixasse de existir.

Gyuri desistiu de pegar comida. Tinha perdido o apetite. Como uma mímica, ela reproduziu a postura da sunbae, e em seguida, como se dissesse que não apenas não se importava, como era incrível a seu modo, ajeitou uma mecha do cabelo, mexendo o pescoço, exibindo a pele branca e suas longas madeixas negras das quais tinha muito orgulho. Foi um gesto sedutor, mas banhado de elegância e discrição.

Deu um sorriso singelo para suas colegas, parando de olhar aquela mesa.

- Eu mudei de ideia, não tinha visto o horário… Vamos nos focar nos treinos de hoje, hm?   - sugeriu especialmente para Nagyung, mostrando mais uma vez o que estava fazendo para evitar a raiva: ignorando e mudando de assunto.

A verdade é que estava ansiosa para saírem daquele lugar, mas até que fossem chamadas, ela não tornou a olhar a mesa. Levantou-se de seu lugar como se estivesse em um evento cheio de câmeras, com a imponência necessária para subir ao palco. Dessa forma foi embora com suas parceiras, trazendo dignidade para o Oh My Venus, tentando trazê-las também a um patamar além de meras observadores do Seven Wonders.

Ao entrarem na van, Gyuri aproveitou para usar sua arma final: as redes sociais. Para seus fãs, era ela a mais linda. Aquela estudante recheada de broches acreditava que ela era A mais bela. E tantos outros que confessaram seu amor e lhe deram presentes pensavam assim também. Aproveitou para preparar uma foto (Link da foto) para postar e ter a merecida validação de seus fãs.

Ela não era Lola, era Gyuri, visual do Oh My Venus.

Além disso, achou que era o momento para ser solidária ao incidente de Tori de forma indireta, para afastar qualquer rivalidade entre os grupos, até porque, depois disso ficaria sem celular por horas. Suas palavras caberiam tanto para um agradecimento ao assunto que os fãs levantaram no fanmeeting sobre a saída de Juny, quanto uma convocação para que aqueles que queria se chamar de Wonderlands ficassem ao lado de Tori.

A artista também evitou comentar muito sobre o episódio do almoço dentro do carro, até para não alimentar o sentimento negativo. A terapia da foto tinha funcionado muito bem. Tentou desviar o assunto com aquele novo.

- Eu preparei um comentário no SNS (rede social) sobre o que aconteceu com a Tori-nim. Acha que eu fui discreta o bastante? - perguntou para Lena, estendendo o telefone para que ela pudesse ler antes de postar, mas repassaria para todas poderem saber do que se tratava. - O que achou? Acha que preciso mudar alguma coisa?

"Em cada apresentação do que vocês chamam de "ídolo" há muito esforço, dedicação, horas de treino e inimagináveis sacrifícios. Mas nada disso vale sem o carinho e apoio dos fãs, aqueles que estão lá nos mais diversos momentos, principalmente os ruins. Lembrem-se sempre do quão importante vocês são para que possamos superar qualquer coisa juntos! Obrigada, Lovelysz, por hoje e por nos estenderem a mão quando precisamos"

O prédio de sempre as aguardava para descarregar as frustrações. Pelo menos, era assim que ela enxergava. Gyuri desligou o aparelho e se encaminhou para a sala de treino. “Get It” era muito nova e precisava ainda de ajustes de sincronia.

Daquela vez, em especial, se via motivada a fazer movimentos mais fluidos, ser mais sexy. E sim, tudo estava relacionado aquele almoço. Queria ser mais do que uma “rookie” colegial. Tinham “graduado” dessa fase, então precisava ser como tal. Não é mesmo?

Queria treinar dessa maneira para que, no palco, conseguisse entregar as expressões com facilidade, já que o corpo teria condições de seguir o aprimoramento com naturalidade.

A visual era sempre concentrada e mal falava na sala de treino, apenas se alguma das meninas fizesse algum comentário engraçado ou quando convidava alguém para beber água. Quando o treino comum terminou, ela voltou ao normal e bateu palmas para saudar o esforço do grupo e sorriu para as meninas, elogiando quem tinha sido melhor ou quem parecia estar precisando de um incentivo - estava de olho em Nagyung e falaria com ela na pausa, se ela precisasse.

Todas sabiam que ela continuaria naquela sala, para seu crescimento pessoal nas músicas de rotina, para tentar ser tão boa quanto as dançarinas líder e principal, para elevar o grupo como um todo. Não queria ser vista como uma mera novata para sempre.  
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Re: 08 de Outubro - Comeback To The Show

Mensagem por Starry Night em Dom Dez 30, 2018 8:30 pm

[quote="Starry Night"]
Gyuri

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 3:50 P.M.


O comportamento discreto e o histórico ilibado de Gyuri eram os melhores álibis que ela podia ter contra quaisquer fofocas ou notícias mentirosas que poderiam surgir contra seu nome. Suas companheiras de grupo e pequena família eram testemunhas de seus discursos que eram parelhos às atitudes. Ou seja, ela não dizia da boca para fora, mas realmente parecia acreditar e agir daquele modo.

Dentro daquele refeitório, só havia uma pessoa que parecia ler as entrelinhas de suas falas e as pequenas hesitações de seu corpo. Como se fosse impossível mascarar a realidade dos olhos atentos, críticos e ligeiramente sádicos que Sunwoo possuía, Gyuri se via numa situação bastante incômoda e vulnerável. O que aconteceria se a opinião dele ganhasse voz e as pessoas começassem a enxergar o mesmo que ele via?

O que a deixava ainda mais angustiada era o fato de se importar tanto com a opinião dele.

Não era difícil imaginar o porquê, considerando que ela sempre se esforçou ao máximo para agradar a todos, sem exceção. Simplesmente não era fácil lidar com alguém que parecia imune às suas tentativas e parecia ter uma antipatia gratuita. O lado racional podia dizer que se ele tinha um problema com ela, bom, era problema dele. Mas por ser ligeiramente perfeccionista e se importar de verdade com a opinião dos outros, aquilo era quase que um desafio que ela não conseguia rejeitar.


Sunwoo percebeu o que ela fez e antes de desviar o olhar, ela veria um último quase sorriso sarcástico. Depois disso, as atenções dele voltaram-se completamente para Lola e as pessoas que estavam em sua mesa. O papo parecia interessante o suficiente para que os olhares não se perdessem para outros lugares.

Gyuri era linda e charmosa, uma presença marcante. Não perdia em beleza ou feminilidade para Lola, mas a diferença delas continuava grande. Primeiro porque existia o peso de uma veterana x uma rookie. Era apenas dois anos mais velha do que ela, mas tinha cerca de seis anos à frente de experiência nos palcos. Enquanto Gyuri conseguia ser boa em tudo, mas não perfeita em nada, Lola ganhava o destaque sendo a dançarina principal, além de ter o rosto estampando várias marcas famosas por todo o canto. Gyuri ganhava em canto, atuação e até mesmo no carisma, sendo uma pessoa aprazível e simpática com os fãs. Lola tinha carisma, mas não precisava ser simpática, ela sabia manipular as emoções e fazer as pessoas adorá-la, além de valorizar muito a si mesma, colocando-se num patamar acima das outras pessoas. O engraçado era que tinha gente que não enxergava como ela pisava um pouco às vezes - ou talvez não se importasse em ser pisado por ela. Fato era que as duas tinham seus motivos para serem visuais de seus respectivos grupos e moldavam sua fama como achavam mais conveniente.

E considerando a experiência da sunbae, Gyuri tinha algumas coisas para aprender sim naquele longo caminho. Sempre tinha e ela possuía plena consciência disso.

Diferente da mesa do Strike, as meninas prestavam muita atenção nela e a valorizavam como a unnie que era. O título de “omma” podia ser um pouco cansativo às vezes - afinal, não era velha!! - mas talvez, perceber que suas companheiras levavam à sério suas dicas e opiniões, acalentasse seu coração.

Era a história de valorizar quem te valorizava.

Focaram no almoço rápido que precisavam fazer e não demorou para que seguissem até o carro. Lá dentro, cada uma se acomodou como achava mais confortável e Gyuri ficou entre Lena e Nagyung. A líder estava com fones de ouvido, olhando para a janela de modo pensativo e um pouco alheio ao que acontecia. Voltou sua atenção para Gyuri quando foi chamada e tirou um dos fones para ouvir o que tinha a dizer.

- Hm? - Esticou um pouco o pescoço até que pegou o celular para ler. Os olhinhos atentos acompanhavam cada palavra e meneava positivamente, até que por fim, sorriu. - Ung! Ficou muito, muito bom! Se fosse no twitter, eu dava um rt. - Sorriu.

As outras meninas também deram uma olhada e aprovaram a atitude da unnie - quem não aprovaria, afinal? Logo começavam os likes de seus seguidores e a postagem viraria uma tendência, como era normal acontecer ultimamente.

De volta à realidade, as meninas foram deixadas no prédio novo da KT onde os ensaios eram realizados. O coreógrafo foi avisado de última hora que começariam mais cedo, por isso ele chegou um pouco ofegante, mas no horário. Apesar de ser um rapaz concentrado e que levava o trabalho à sério, cobrando perfeição, ele também permitia um toque de humor para que a dança não ficasse tão sufocante.

Do grupo, a que se destacava nesse quesito era Yuri. A menina era muito elegante e precisa em seus passos, sendo sempre a que pegava a coreografia primeiro e passava para as outras. Não era a centro, mas tinha seus minutos solos de dança. Nagyung e Lena eram dançarinas líderes enquanto Yojo e Gyuri as guias. Não é que elas dançassem mal, mas elas tinham um pouco mais de dificuldade mínima para pegar os passos. Naquele dia, Gyuri estava determinada a não cometer erros e foi elogiada por isso, dando para ver a evolução. Nagyung não estava nada mal e que precisou de um pouco mais de atenção foi Yojo.

Depois de repetirem centenas de vezes a mesma música - não era bem um exagero, considerando o tanto de vezes que repetiam -, elas tiveram uma pequena pausa onde Yuri trocou dicas com Gyuri e Yojo. Elogiou o esforço da unnie e incentivou a mais nova. O coreógrafo também concordou e apontou algumas coisas para Lena e Nagyung sobre transições delas - visto que as vezes ficavam mais à frente, deixando Yojo e Gyuri mais atrás. A sequência delas terminaram e começaram a rotina de músicas randons dos grupos da KT para relaxarem um pouco.

Três horas de treino exaustivo tinham se passado e elas não tiveram a mínima chance de se aproximar dos celulares. O coreógrafo agradeceu pelos esforços e disse que elas tinham mais vinte minutos naquela sala, se quisessem, mas logo outra aula começaria. Não especificou para quem seria, mas Gyuri gostava de aproveitar os minutos a mais para continuar praticando.

Ciente de que só teria cerca de vinte minutos, ela precisaria condensar um pouco sua playlist de músicas. A primeira foi a de um grupo feminino, mas a segunda só podia ser a mais marcante de sua vida - até mesmo mais marcante do que as de seu grupo: beautiful.

Os passos eram naturais a ela, saindo de modo orgânico, como se fosse o 10º integrante do grupo. Enquanto se entregava a música e tinha um momento dançando de costas para o espelho, ela mal pôde perceber o movimento sorrateiro de uma pessoa entrando na sala. Se o perfume fosse de Seyoon, ela teria parado na mesma hora, mas a pessoa não tinha o costume de usar fragrâncias muito fortes. Mais do que cheiro, ele marcava presença com sua aura - talvez até com o olhar.

Usando roupas de treinos - uma calça preta e uma camiseta sem mangas que exibia seus braços que não eram dos mais fortes, tampouco magros demais. Tinha uma toalha ao redor do pescoço e o cabelo já molhado por conta do próprio treino que estava passando. Numa das mãos, também carregava uma garrafa de isotônico na mão. Passou a toalha no rosto, tombando a cabeça analisando o próximo passo que ela daria quando…

- Ops… - A voz dele ecoou pelo salão. - Errou a perna...E logo na minha parte. - Disse quase melancólico. - Por que não estou surpreso?

.

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Re: 08 de Outubro - Comeback To The Show

Mensagem por Nam Gyuri em Dom Dez 30, 2018 10:51 pm

8 de outubro
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O sorriso quase sarcástico de Sunwoo à mesa foi um quinto de seu combustível para querer treinar.

Não entendia por que ele era tão cretino para cima dela, o que é que lhe faltava que o fazia desprezá-la. Porque todos os outros veteranos pareciam aceitá-la e entender seu esforço ou simpatia. Já ele tinha uma imunidade natural a tudo! Por acaso não a achava bonita? Isso era um absurdo sem tamanho. Ela era confiante em sua aparência. Não era isso.

Achava que não tinha direito de estar no palco? Ela não foi indicada por ninguém, era uma pessoa comum que se esforçou muito e treinou por dez anos para ser boa em tudo que lhe mandaram.

Da perspectiva de um artista completo, ela atendia os requisitos: cantar, dançar e atuar de forma satisfatória.

Então qual era o problema dele?

Isso era um enigma que lhe queimava os neurônios, então ela preferia focar em aprimorar suas habilidades.  Era assim que lidava com qualquer frustração: já que não podia mudar o outro, fazia algo por si mesma.

Não foi aceita no grupo da KT? Então vou treinar para ser.

Não conseguiu chamar mais atenção do que a visual veterana? Descubra o que ela tem.

E agora estava ali, entregue aos passos de Get It, que se arrependia um pouco de ter dançado com os garotos sem ter aprimorado como agora.

Uma vez definidos seus papéis, Gyuri não queria competir com as meninas do grupo, sabendo absorver conhecimento de pessoas melhores do que ela em algo e também ciente de que seria difícil estar no nível delas. Ela apenas queria ser uma melhor versão de si mesma, mas não almejava ser nada que ela reconhecia estar além de suas possibilidades — mesmo aliderança, uma vez atribuída a Lena, nunca quis lhe puxar o tapete.

Agradeceu profundamente aos elogios daquela aula e ficou satisfeita de ver que estavam evoluindo. Isso e aquele montão de reação positiva a seu post a mantinha tranquila e confiante. Apenas não conseguia sentir que era o bastante… Precisava treinar.

Se tinham 5, 10 ou 20 minutos, não importava! Não queria ser apontada como um elo fraco do  grupo, mesmo sendo a mais popular, precisava sustentar também esses olhos sobre ela.

Parou apenas um pouco para beber água e sentou-se até que todos deixassem a sala. Era a pausa que se permitia. Plugou a música em um hit feminino sexy e mais lento, para reaquecer o corpo, então, na solidão da sala, encontrou-se consigo mesma mais uma vez.

Sentiu-se uma invasora naquele lugar. Adiantaria treinar tanto? Já tinha 21 e seu aniversário ocidental também estava chegando… Seria capaz de ser uma idol memorável como o 7Wonders? Tinha muito menos tempo do que elas para conseguir gravar seu nome…

Não podia se comparar assim com os outros. Precisava se comparar consigo mesma.
E nada melhor do que dançar aquela música. A música que começou tudo. Beautiful era seu medidor de evolução mais psicológico, já que se comparava com a época em que gravou aquele clipe.

Começou a dançar em meio aos flahsbacks complementares, emulando as expressões do clipe. Acabava treinando atuação também.

Terminou o combo de passos da parte rápida do primeiro refrão e quando a série de partes individuais chegou, relembrava as respectivas cenas em que trocava olhares com aquele grupo.

A terceira delas era a mais problemática. A presença mais marcante e a que a fez sentir-se pior e mais desconfortável. Ela virou de costas, vendo aquele espectro a sua frente.
Sentiu um frio na espinha e o espectro ganhou voz.

Pega completamente desprevenida, Gyuri travou no primeiro momento, ainda abaixada, mas ergueu o corpo logo em seguida, deixando a expressão morrer enquanto internamente seu coração se espremia de vergonha pela falha.

Sua mente gritava para ter controle e reparou nos sinais de cansaço de seu corpo, que pedia que ela regulasse a respiração. Fez uma reverência educada, mas quando voltou, ergueu ainda mais o rosto, tentando parecer-se cheia de dignidade,
embora fios de cabelo estivessem colados no suor da face.

Seus olhos então brilharam e  fizeram uma varredura nele, analisando a situação, até voltarem a encará-lo. Tinha vontade de esbofeteá-lo por insinuar que ela não saberia dançar sua parte! Metido, nem era o melhor dançarino de seu grupo, por que queria pisar nela assim?

- Oh… Quem poderia imaginar que dedicaria seu tempo me observando, sunbaenim... -
pontuou com calma, em um tom de voz agradável, mas com uma crítica embutida.

Afinal, não tinha nada de melhor para fazer do que ficar espiando? Treinar, por exemplo.

- Ou será que veio usar a sala? Sairei em alguns minutos. Não se preocupe.
- justificou-se com muita educação, como faria com qualquer um.

Só que ele não era qualquer um e sua presença era muito mais difícil de engolir. Respirou bem fundo e foi até o aparelho interromper a música, que seguia. Porém, com um toque a mais no aparelho, Beautiful  tornou a tocar do começo.  Nesse instante, Gyuri ergueu o olhar para ele, atrevida, com um fogo queimando bem no fundo daquela profundidade vulcânica adormecida.

Sinto muito por errar sua parte. Não vai mais acontecer, foi o que prometeu internamente.


Seus olhos fixaram-se nos dele, enfrentando-o como da primeira vez. Não demonstraria que ficou com vergonha, não daria o prazer de discutir com ele e mostrar-se ofendida. Queria mostrar que continuaria treinando. Não importava o que ele tinha dito.

Ela apenas pavoneou até a frente dele, embalada pela introdução de expectativa da música, a tempo de virar-se com graça após o primeiro “Wae Neoya” de Joo Heon.
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Re: 08 de Outubro - Comeback To The Show

Mensagem por Starry Night em Dom Jan 06, 2019 12:00 pm

Gyuri

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 3:52 P.M.


Sunwoo levou o punho até os lábios para conter a expressão quando percebeu a breve hesitação de Gyuri com suas palavras - precisava admitir para si mesmo que era bastante divertido tirá-la daquele pedestal. Mesmo que fossem em pequenos momentos como este, numa pequena falha de pernas e postura, onde apenas ele era testemunha. Parecia bastar, por enquanto. Tão logo ela virasse na direção dele, o sunbae teria voltado a ter controle sobre si, com uma cara de decepção forçada por ela ter errado sua parte. A mão que antes de cobria sua boca para conter a risada, subiu, ajeitando a toalha que estava ao redor de sua nuca.

Tombou um pouco a cabeça para o lado, fazendo um exame dela também. Não sabia há quanto tempo ela estava ali naquela sala, provavelmente tanto quanto ele estava treinando na sua. E ainda teria mais. Uma coisa que você descobre depois que debuta é que os treinos e as exigências nunca param, ficam ainda piores. Ele era uma prova disso, aguentando todos os dias, há cinco anos, os desafios dessa vida que nunca dava o que eles queriam.

Os lábios dele se moveram para o lado esquerdo enquanto refletia sobre os esforços que cada um fazia. A respiração dela estava ofegante enquanto os longos cabelos negros, umedecidos por conta do suor. Mesmo cansada, ela o reverenciou e quando ergueu-se novamente lá estava ela…

A petulância que ela chamava de dignidade.

O pequeno bico formado no canto dos lábios foi rompido pela ponta da língua dele que passou quando umedeceu a região e desfez a expressão. Suspirou. Deixou que ela concluísse o raciocínio e concordou.

- Não foi um bom tempo dedicado. - Olhou para ela da cabeça aos pés. - Apenas coincidência. - Completou como se não significasse nada. - Podia ter sido qualquer um de nós, porque teremos aula em seguida. Infelizmente, fui eu.

Tomou um gole de seu isotônico com certa sede e fez um sinal para ela.

- Pode usar a sala pelo tempo que quiser...Eu ficarei bem aqui, sem incomodá-la. A menos que minha presença seja um incômodo… - Levou a mão até o queixo. - Oh...Não é, né?

Esboçou o mesmo quase-sorriso de antes, da hora do almoço enquanto a situação parecia bem difícil dela engolir. Sunwoo observou enquanto ela se deslocava até o aparelho para encerrar a música. Isso podia ser uma resposta para o incômodo que ele causava, mas ao invés de admitir, ela repetiu a música. Isso o divertiu ainda mais, porque ela era teimosa e não daria o gostinho dele saber que a aborrecia. Isso o faria ganhar, não é? Não dava para saber o motivo daquela competição, mas era quase intuitivo e uma necessidade natural.

Como se não pudessem existir dois deles e um tivesse que provar o tempo todo para o outro. Parecia uma competição injusta, considerando que Sunwoo estava em seu auge e tinha alguns anos de estrada. Mas se ele precisava fazer isso com uma rookie, era porque havia algo ali.

Quando a música recomeçou, os olhos dele também estavam cravados nos dela. Não caía para nenhuma outra área de seu corpo, por mais belo e atraente que ele fosse. Sunwoo não tirava os olhos castanhos dos dela. Assim como os de Gyuri, também havia uma chama incandescente. Talvez não tanto como um vulcão porque não era ele que se sentia pressionado no momento, mas não quer dizer que fosse menos devastador, ao seu modo.


Pôde perceber que ela estava se aproximando e tudo o que fez foi cruzar os braços, numa linguagem corporal de que era blindado ou imune a ela. Era bom a menina se esforçar, se quisesse impressioná-lo.

Contudo, antes que ela fizesse isso, ele deu o primeiro passo. Dois segundos antes de sua parte. E quando fez isso daquele modo quase ameaçador e desafiador, seria necessário muita força de vontade para manter a pose. Ele antecipou a determinação dela em não errar e disse.


- Não é difícil. - De frente para ela, ele foi como um espelho, levando a mão até a nuca no ritmo da música e descendo a mesma enquanto fazia um wave, mais lento durante o Beautiful~~. Até que ficava de frente, dava mais um passo na direção dela e começava a meia volta.

Naquele curto período, Gyuri foi estrela e plateia ao mesmo tempo, mas de um modo muito mais íntimo do que antes, porque era um show privado, apenas deles dois. Sunwoo aproveitou a transição para parar ao lado dela, vendo a sincronia que os dois teriam naquele pequeno break para a dança. Em seguida, os dois ficariam de frente para o espelho, mas com Gyuri um passo à frente, como se sempre fosse o centro dos passos, apesar dele ser o dono dos passos mais precisos.

Mesmo através do espelho, os olhos não desviam dela, mas dessa vez, prestando mais atenção em seus pequenos passos e possíveis erros.

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Re: 08 de Outubro - Comeback To The Show

Mensagem por Nam Gyuri em Sex Jan 11, 2019 5:21 pm

8 de outubro
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- Sinto muito, sunbaenim… - completou assim que ele mencionou que “infelizmente” tinha sido ele.

Em seguida andou até o som, para ajeitar a música, um gesto que ele pensou que encerraria o treino naquele instante.

- Não, nem um pouco, não se preocupe - disse de forma gentil e um tanto distraída com o aparelho.

A música começou mais uma vez e seu olhar se ergueu, revelando que na realidade ela estava convidando-o para assistir. Parecia ousadia demais que aquela mera rookie que ainda tinha muita dívida de investimentos da empresa nela para pagar ousasse provocar o rapaz que estava em seu auge.

O coração de Gyuri acelerou-se e o ar recuperava-se lentamente, pelo cansaço e ansiedade de enfrentá-lo. Estavam sozinhos, sem câmeras e companheiros. Feria de leve a regra que tinha imposto para si mesma de um comportamento ilibado, mas era só um pouquinho, porque era irresistível. Foi desafiada e precisava se mostrar não superior, mas capaz. Recusava-se a ser humilhada.

Os olhos dele pareciam alimentar a eclosão interna dela e ela tinha vontade de derreter suas barreiras. Foi assim que ela planejou dançar a música, concentrada, mas quando visualizou em sua mente o movimento dele, repassando a coreografia para que desta vez fosse perfeito, ela um ruído atrapalhou a música e a confundiu, afinal, era parte da música: a linda voz daquele rapaz.

Foi difícil controlar a expressão, mas ela apenas congelou no lugar, ficando de lado. De repente, sentiu aquela sombra sobre ela e virou o rosto. Não estava acreditando no que acontecia.



Sentiu batidas fortes do coração, lentas e compassadas, como no dia em que precisou ficar imóvel durante a aproximação dele, naquela mesma música.

Deveria ter dançado, mas assistiu. De camarote a cena lenta e particular que qualquer fã autêntica mataria para ter. Como um feitiço, foi impossível desviar o olhar e por isso mesmo, imediatamente repreendeu-se. Aproveitou o momento em que ele virou-se, cortando o encanto. O coração continuava batendo forte, mas ela precisava recobrar a “dignidade”, que estava escorrendo pelas mãos dele enquanto percoorriam a nuca dele.

Precisava recobrar o foco roubado pelo rosto corado. Concentrava-se em fingir que não tinha acontecido, embora ficasse marcado nela muito mais do que naquele dia que aqueles passos foram dados em sua direção para afrontá-la mais uma vez.

Sustentou um olhar concentrado quando ele deu um único passo em sua direção, carregado da petulância de antes, mas não havia como negar que ele tinha conseguido capturar sua atenção e desejo.

Sunwoo virou-se, afastando aquele calor repentino como em uma lufada de leque e restaurando seu foco e concentração. Sentiu raiva por ter deixado-se levar, saindo uma perdedora por cair um minuto, então agora estava ávida para se provar.

Ela recuperou-se no momento em que ele parou ao seu lado, como se a tivesse desafiado. Não iria assistir novamente. Não ficaria parada. Gyuri deu seu melhor para acompanhá-lo naquela sequência até virarem-se para o espelho.

Sentia o julgamento pesado dele através do espelho, que entregavam todos os detalhes de sua dança. Ele roubava as atenções, porque era o mais profissional ali, além de dono da música. Mas ela queria vencê-lo. Sabia que era inútil, era frustrante como um treinamento após não ser escolhida para integrar um grupo, mas precisava. Era insistente a beira do sofrido, mas se recusava a errar. Porque não queria que um único movimento fosse motivo para deboche.


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Re: 08 de Outubro - Comeback To The Show

Mensagem por Starry Night em Sab Jan 12, 2019 1:20 am

Gyuri

Segunda-Feira, 08 de Outubro de 2018. 3:58 P.M.


O espelho indicava que os dois estavam lado a lado tentando encontrar a sincronia da música, mas no mundo real, Sunwoo estava um passo atrás de Gyuri. Era como se estivesse em formação, mas na verdade, estava dando o espaço para que ela fosse o destaque da música daquela vez. Algumas pessoas poderiam considerar como um gesto generoso, mas o nervosismo que a rookie sentia naquele momento era a mais pura reação ao que ele estava fazendo: um desafio a ela.

Tinha sido assim desde o primeiro momento. Sunwoo testou se a memória dela ainda era boa o suficiente para aquele trecho do refrão relembrar o que os dois fizeram no clipe. Em Beautiful, Gyuri era a imagem da mulher inalcançavel e etérea. Em nenhum momento o rosto e o corpo dela ficavam 100% vistos, eram traços, perfis, olhares e, a cena mais famosa, os lábios e o queixo dela. A cena mais famosa foi com um quase beijo entre ela e YooChan, mas o que deu a ela a imagem de segurança e imponência foram as trocas de olhar com Sunwoo. Naquele mesmo trecho onde segundos atrás ele havia marcado os passos para ela num show privado que deixaria qualquer fã louca, eles tinham atuado juntos. Ali, diante das câmeras, Gyuri manteve sua aura confiante e devolveu a encarada de um jeito que muito surpreendeu a todos. Estava tão estressada com as reclamações dele que a melhor resposta dela tinha sido essa.

Era quase irônico que agora, longe das pessoas e sozinha com ele, ela não conseguisse repetir o mesmo desempenho e simplesmente seguir os passos que ele “ensinava” a ela. Sunwoo percebeu que havia algo de diferente dela, aquela hesitação e o descompasso. Se gostou ou não do que viu, não revelou.

Agiu de modo profissional, sem desfazer sua máscara. Por isso ele manteve a postura de um sunbae que estava dando uma pequena aula particular/consultoria para a mais nova.

E nesse simples gesto havia uma mensagem: se Gyuri não era capaz de manter a expressão para com ele, independente do lugar, era melhor não fazê-lo. Diferente dela, ele agia do mesmo modo, mas olhando com mais atenção, parecia quase decepcionado. No fundo, era mais divertido provocá-la quando ela respondia.

Talvez por isso mesmo ele não estivesse olhando daquele jeito julgador, como quem diz que pegou uma falha ou uma pequena brecha da alma dela. E isso deixaria a situação ainda mais esquisita para ela. Ele era uma confusão que gerava outra e, no fim, causava aquele aperto em seu coração de modo que o ar faltava nas horas necessárias. Isso se refletia até na música dela, onde na parte dele, ela acabava se perdendo um pouco.

E nem era um passo difícil!

Parecia uma bola de neve, no fim das contas.

Nos momentos finais da música, ele usou a toalha dele como o casaco que eles passavam de mão em mão até jogar fora - a toalha foi o casaco em outros momentos também, ao longo da coreografia. Quando a música encerrou, ele deu um suspiro, recuperando um pouco de seu fôlego. Olhou na direção dela, avaliando da cabeça aos pés e...reverenciou de modo sutil.

- Foi divertido, komawoyo. - Caminhou até sua garrafa de de isotônico e deu um gole. Olhou para ela e ofereceu na maior naturalidade. - Hm? - Quer?, ele mostrou a garrafa.

Antes que ela conseguisse responder, a porta foi aberta com certa força. Seyoon apresentou-se com um semblante muito sério e mais branco do que um papel. Sunwoo quase engasgou quando o encarou. Não houve nem tempo para o perfumado rapper do grupo perceber climão ou se questionar o que eles estavam fazendo ali.

- O ensaio foi adiado. Vem, você precisa ver uma coisa. - Olhou na direção de Gyuri e mexeu de leve a cabeça. - Seria bom você vir também, Gyuri-ssi…

- Ai meu Deus!! - Nagyung dizia no corredor.- unnie!! - Parou na porta com o coração na boca quando encontrou os três ali dentro. Nagyung estava com os olhos cheios de lágrimas e o mais absurdo era que os de Seyoon também estavam mais avermelhados, quase como se todos fossem pegos por uma epidemia ou coisa assim.

Sunwoo ficou tenso, olhou para Gyuri e, de repente, todos estavam saindo.

Todos os andares do prédio da KT tinham uma recepção com televisão. No momento, funcionários, trainees e idols estavam reunidos diante de uma delas. Os meninos do Strike estavam com suas roupas de treinos e alguns já estavam se entregando à notícia. Lena, Yojo e Yuri estavam incrédulas enquanto as lágrimas apenas escorriam. Na tv, uma cobertura completa da grave tragédia da ponte entre Incheon e Seul.

A legenda dizia: Grave acidente na ponte com o grupo Golden Boys deixa 8 mortos e 20 feridos. As imagens mostravam a destruição causada pelo capotamento dos carros e os outros que foram atingidos. O nome dos mortos começava a ser divulgado e o primeiro deles já impactava a todos: Yun Ji Hoon, um dos idols mais influentes e amados da Coreia do Sul. Contudo, outro nome também teria certo destaque para Gyuri, pois era a segunda vez que o lia no mesmo dia: Kim Yeo Joo.


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Re: 08 de Outubro - Comeback To The Show

Mensagem por Nam Gyuri em Sab Jan 12, 2019 6:48 pm

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Daquela vez, Gyuri agiu da única forma que poderia, erguendo seus muros, com medo de ser engolida pela experiência daqueles sunbaes. O quase beijo com YooChan foi menos assustador do que encarar Sunwoo, porque o primeiro tinha sido muito reconfortante.

Naquele ensaio, no entanto, ela foi desafiada e perdeu. Encerrou a música com a mente atordoada e sentindo-se humilhada por fim. Tampouco desfez sua máscara social, de forma que conseguiu concluir o protocolo, mas por dentro, culpava-se por ter cedido por motivos que desconhecia.

A decepção que caía sobre ela também a fazia infeliz e desmotivada. Perguntava-se o que deveria ter feito, por que tinha sido fraca e incompetente. Quando terminou, ela recuperou a respiração e respondeu com uma reverência profunda e humilde, deixando os cabelos cobrirem-lhe a face.

- Kamsamida, sunbaenim... - agradeceu de forma mecânica, como se fosse qualquer outra pessoa ali e rapidamente saiu andando direto para o aparelho, decepcionada consigo mesma e evitando olhá-lo, conforme desarmava a música.

Não choraria na frente dele, mas sentia-se um fracasso. Ergueu o rosto quando ele lhe ofereceu algo. Sua água. Por que ainda fazia isso com ela? Era crueldade! Respirou fundo para começar a responder, mas sua voz saiu mais fraca do que a porta, e ela engoliu em seco.

Ficou assustada ao ver Seyoon ali na porta, justo quando ela estava se sentindo tão mal. Não queria ser vista daquele modo, mas havia algo de completamente diferente no semblante dele. Curvou as sobrancelhas e virou um pouco a cabeça, confusa, com uma grande interrogação na testa. Olhou Sunwoo pela primeira vez sem grande teatro, buscando uma resposta, mas foi quando Nagyung apareceu com lágrimas nos olhos daquele jeito que ela se pôs em pé.

- O que houve? O que houve? - perguntou muito preocupada, se aproximando da porta em poucos passos. Seu coração começava a apertar também.

Sem pensar direito, ela amparou a líder do Oh My Venus, e a levou apressada, com medo do que estava acontecendo.

Quando finalmente tiveram acesso às televisões, a cena das colegas em pratos se uniu ao GC repetitivo, que ela releu sem entender.

Seus olhos se arregalaram e umedeceram no mesmo instante. As informações eram processadas com lentidão. Gyuri soltou Nagyung sem querer e tonteou até a parede, ficando distante das outras meninas e se encostando ali.

O nome parecia ser reconhecido, mas de onde? Ela ouviu uma frase ecoando em sua mente e cobriu a boca, piscando bem rapidamente enquanto visualizava aquele nome.

De alguma forma ela associava a imagem de juventude, a paixão e a pureza apaixonada ao irmãozinho.

Já estava sensibilizada ao ensaio e parecia surreal demais o que tinha acontecido. Fechou os olhos e se isolou naquele canto controlando os soluços em um choro mudo.
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