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» Skin obtida de The Captain Knows Best criado por Neeve, códigos acrescentados por Weird e baseado no tema The Walking Dead Theme criado por Hardrock. Graças aos suportes e tutoriais de Hardrock, Glintz e Asistencia Foractivo.
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Capítulo 2

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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:38 pm

 - Você não pode fazer isso. Quem decidiu que a moto ficaria comigo foi meu avô. Aish, deixa quieto   - revirou os olhos.

Aparentemente a babá era bastante vingativa e aquela expressão sádica dele enquanto assistia ao documentário estúpido só deixava mais claro. Já que não podia agredi-lo descontava em todas as outras coisas? Tsc. Balançou a cabeça. Agora seria ameaçado por causa daquilo e nem tinha como dizer que o avô não acreditaria que ele tinha se drogado em uma festa, porque bem… era muito provavel. Mesmo assim, tanto faz, não era como se desse para piorar ainda mais sua reputação com o velho. Era só não ser preso e isso ele tinha plena confiança que nenhum dos dois, por mais que fosse a vontade de vingança, gostaria que acontecesse.

Não estava achando divertida a atitude do secretário porque a joaninha já o tinha tirado do sério com aquela lição de moral e desprezo para o presente que ele lhe deu. Esse assunto mal resolvido lhe dava um sentimento enrolado no peito. Não gostava daquela situação meio termo, mas aparentemente era assim que tinha que sempre lidar com ela. Ficavam naquela linha entre raiva e qualqueroutracoisa. Uma linha que sempre que tentavam passar, um dos dois se enervava mais e fazia com que a história ficasse mais complicado. Mesmo assim, ele não conseguia simplesmente cortar e ir embora. Ela era algo bom que tinha aparecido naquele ano, apesar de ser tão estupidamente irritante e não ser capaz de entender o que ele falava.

Voltou ao celular e a sentar-se na cama. Ia se virar ali como dava, mas o documentário parado o deixou com cara fechada até que alguém resolvesse salvá-lo daquele universo. No meio tempo, não faltou tentativa de olhar perfil das pessoas, que estavam dormindo naquele momento, depois desistiu e resolveu deitar e descansar mesmo, fechando os olhos e cochilando brevemente ou fingindo, para evitar cair na provocação do secretário.

Tinha muito problema para lidar. Costelas doloridas, moto confiscada, joaninha nervosa, amigo crápula…Isso sem contar as pessoas que já estavam a fim de matá-lo. Imagina se soubessem o que aconteceu? Seria um prato cheio, hm?!

Enfim, seu humor já tinha virado para o estresse completo. Era melhor do que ficar infeliz, mas era difícil lidar com aquilo sem quebrar coisas e jogar outras nos outros. É claro que encarou a enfermeira querendo intimidá-la como um tigre ferido, e é claro que acenou para a recepcionista gatinha antes de ir para casa. Naquele estado gostava de provocar e obter reações e absolutamente detestava pegar carona com a babá que o tinha como refém.

Ficou em silêncio no trajeto, sentando ao lado do banco do motorista só para escolher uma rádio própria para ouvir e não se se sentir tão criança levada para a escola.

- Bibimbap. Tenho certeza que o seu arroz vai estar perfeito.

Também.. Depois de horas de documentário! Apertou os olhos. O secretário ouviria reclamações sobre a comida que faziam referência direta ao programa irritante, como “já passaram 5 minutos, não vai esquentar o arroz?”, mas é claro que ele só falaria isso para enchê-lo e acabaria comendo.

Era ótimo que o avô não estivesse em casa, porque se tivesse que ouvir perguntar agora, ficaria bem incomodado. Não interessava muito onde o velho passeava, mas o preocupava um pouco o que é que ele poderia estar tramando, já que na cabeça de Hyun Hee dificilmente o avô poderia simplesmente sair para se divertir em vez de tramar contra ele de alguma forma, mesmo que não tão intencional.

Sentado à mesa e beliscando alguma coisa antes do prato principal, viu que o celular vibrou com o nome de JongIn na tela e sua mensagem cara de pau. Lambeu a boca, com vontade de jogar o telefone na parede, mas ele quem tinha aceitado jogar o jogo da cobra, então agora que se virasse com o veneno. Riu de boca cheia, tapando a boca com a mão e respirou fundo.

Como ele era escroto.

”Sinto decepcionar, mas dessa vez eu ganhei como noite mais interessante.”

Escreveu com “bom humor”, mas a verdade é que queria meter a mão fechada na cara dele para cada movimento que o fazia sentir dor. E esse merda queria sua joaninha? Não ia deixar nunca.

De qualquer forma, a vingança era mais gostosa quando feita no momento certo. Jongin podia pensar que ele tinha realmente virado outra pessoa nos EUA e curtido aquele tipo de droga como praxe. Seria até melhor se criasse um clima de normalidade em volta do acontecido e deixar passar. Certamente apareceria uma oportunidade para fazê-lo tomar a própria bebida contaminada, mas seria muito maior do que isso e ele estaria ali do lado para assistir. Ser amigo daquele cara era fundamental para poder assisti-lo cair. Então tinha que controlar seus impulsos, o que ele sabia que acabaria não conseguindo fazer e estragaria tudo. Mesmo assim, sabia também que gente como seu amigo o tempo se encarregaria de devolver o que estava fazendo. Ele só… Podia dar uma mãozinha, se tivesse a chance.

Falando em impulsos, Hyun Hee não controlou o seu de largar uma curtida naquela foto tão bonitinha daquela menina e sua bicicleta. Era discreto, um like ali perdido. Nem era comentário. Mas marcava um território sim. De leve, discreto e quase não de propósito. Mas afinal não devia nada para ninguém. Ninguém mesmo.

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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:38 pm

“Obrigaaada por me chamar de bonita. ♥️
Eu realmente me esforcei.
É, muitos flashes!! Depois vou pedir dica de como posar melhor.
Obrigada!!”


A parte de pedir dica de posar melhor não era tão ruim assim, mas ela acabaria esquecendo. Suspirou. Então realmente tinha sido um fracasso naquelas fotos. Ela se esforçaria para sair melhor da próxima. Agora só tinha que ignorar aquela Ópera e aquele incidente incômodo. Para todos os efeitos tinha sido perfeita, exceto pela ópera em si.

Já as mensagens de Yerin a preocupavam um pouco. Mordeu o lábio, com dificuldade de segurar a notícia bombástica.

” Mianhae Rin TT_TT
Eu não posso mesmo.
Venha logo.
Beijos ♥️♥️


Fechou o aplicativo com algum pesar. Não gostava de deixar a amiga aflita assim!
Quando ela foi embora, ainda tinham filme para ver. Ela também não estava com fome depois de comida japonesa e sobremesa, mas podia comer um pouco mais para ter algo o que mastigar e não ter que falar nada. Embalou a conversa sobre moda e tecia esse tipo de comentário em relação aos figurinos, já que a amiga tinha demonstrado interesse.

Tentou falar dos projetinhos de moda e brincar sobre a possibilidade de o clube de Teatro encenar algo legal, como um filme da Disney e elas terem que fazer os vestidos de alta costura para os bailes da peça. Brincou de escalar as pessoas da escola para os papéis, mesmo aquelas que não estivessem em Teatro, e fez isso usando tanto Cinderella quanto Frozen. Às vezes achava que tinha cometido alguma gafe e ficava em silêncio por um tempo prolongado, fazendo carinho nos cabelos da amiga. Ah, como era difícil lidar com alguém que estava triste!! O tempo se arrastava e não havia mais como falar com Rin enquanto voava, então quando o celular deu um sinal de nova mensagem, a menina já saiu falando alarmada.

- Aimeudeus. É ela, vem, levanta.

Olhou para os lados, nervosamente. Era como um aviso de que a mãe chegaria em casa e veria o vaso favorito quebrado. Hyemin estava um poço de ansiedade, mandou um emoji animado esperando por ela e viu a carinha da amiga sentada no sofá, abraçando-a por trás, dando um sorriso animador.




- Vai ficar tudo bem, Nana! Olha, pode ir para o meu quarto. Eu cuido disso. Se quiser, pode ir tomar banho e ficar quietinha, ela ainda vai demorar uma meia hora. Eu te chamo qualquer coisa. Tá? - apertou o abraço e deu beijinhos no rosto dela na tentativa de animá-la, como se fosse uma irmã dela ou talvez filha. - Pode usar  o que você quiser. Tá bom? Eu ajeito as coisas. Ah, só leva a minha necessáire, por favor.

Hyemin esperou que a amiga fosse para o quarto para começar a recolher as cobertinhas e ajeitar a sala mais ou menos. Não era de seu feitio arrumar as coisas, mas sentia que precisava esconder os atos criminosos. Deixou a tv em algum lugar aleatório e apenas um pote de pipoca ali, que usava contra o nervosismo. Quando a campainha tocou, já se pôs de pé e ficou esperando a Rainha do Gelo aparecer, segurando as mãos na frente do corpo. Achou que seria difícil começar o assunto, mas ao vê-la, sentiu uma paz em seu coração, uma certeza de que tudo daria certo e ao mesmo tempo um porto seguro para poder ficar.

Enterrou-se naquele abraço gostoso e a abraçou com força, sentindo-se em um lugar seguro e capaz de baixar a guarda e não precisar ser “forte” em nome de Nana.

- Ai, Rin…   - soluçou uma vez. - É a Nana, ela… - afastou-se, olhando-a muito aflita e segurou suas duas mãos. - Vem aqui, eu vou te contar direitinho...

A menina puxou a amiga para o sofá e aumentou o volume da TV para evitar os empregados.  Colocou a amiga sentada a sua frente e continuou segurando suas mãos. Abaixou a cabeça.

- Rin, por favor, não briga com ela… a Nana tá muito mal… aconteceu uma coisa horrível…  - suspirou. - É muito difícil de contar isso… então… espera eu conseguir… bom… - embora cabisbaixa, ficava tentando espiá-la em cada pausa.

Hyemin ficou alguns minutos em silêncio, distraída pela conversa dos personagens na televisão, mas balançou a cabeça.

- Nana foi a uma festa de gente adulta… e alguém fez uma coisa horrível com ela. - apertou a mão da amiga  e começou a falar com a voz mais embargada. - O olho dela tá horrível...bateram nela. Ela nem acordou em casa….  Ela disse que não lembra o que aconteceu… que tinha… gente da escola lá. Ai, Rin, ottoke…?? - contorceu o rosto segurando o choro. - E se fizeram alguma coisa com ela? Eu não queria acreditar nisso, mas…  É horrível, tão horrível. - cobriu o rosto envergonhada por um momento e tirou as mãos de lá depois de esfregar os olhos - Eu trouxe ela para dormir aqui. Ela disse que precisava de você… E nós achamos que você é a única pessoa que pode nos ajudar. - tornou a seguras as mãos da amiga, juntando-as na sua.   -Rin, salva ela…


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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:39 pm

MiSoo inflou as bochechas quando ouviu Gyu Sik chama-la formalmente outra vez, mas logo suspirou e deixou os ombros caírem. Será que tinha ficado constrangido com a ideia?

”Quem sabe da próxima vez…”

Pensou enquanto voltava a curvar levemente os lábios em um sorriso. Pelo menos ele tinha concordado. Já se conheciam há tanto tempo e ainda se tratavam assim… MiSoo achava que deveria ter sugerido isso bem antes,mas aparentemente não tinha arranjado a oportunidade certa. Entretanto, depois da conversa que tinham acabado de ter, ela se deu conta novamente de como manter tanta formalidade era algo meio estranho. Vai ver era isso mesmo que impedia que MiSoo soubesse mais sobre Gyu. Pelo menos, para a garota, aquilo fazia algum sentido, agora que a cabeça começava a trabalhar um pouco melhor.

MiSoo não insistiu no assunto e mudou para o poema, prometendo se esforçar para escreve-lo. Só que antes fizeram uma breve pausa em que Gyu Sik se retirou por alguns minutos e deixou-a tentando se recompor depois dos elogios que lhe pegaram completamente desprevenida. Só que nem deu tempo de conseguir se estabilizar outra vez, pois a repentina aparição da mãe de MiSoo podia ser comparada à uma tsunami que arrastava e destruia com ferocidade tudo o que havia em seu caminho. Apenas aquele tom autoritário dela era o suficiente para que tudo desmoronasse e as emoções que, pouco a pouco, se faziam positivas, se tornassem negativas mais uma vez.

Na tentativa de se explicar sobre os smoothies e os cookies, MiSoo acabou até se esquecendo de dizer que aqueles que ainda estavam sobre a mesa não era ela que estava comendo. Nem mesmo conseguiu dizer que não estava sozinha. Tinha levado um susto tão grande com a repentina presença da mãe, que não conseguia dar uma explicação razoável. Nem teve tempo de se recuperar da última situação confusa que acabara de viver. O sermão da mãe chegava a deixar a garota tonta, que, sem pensar direito, acabou falando que não usaria mais aquele vestido sem imaginar que isso poderia irritá-la ainda mais e também mencionou o smoothie light… Não devia ter dito nada! Nada do que dizia importava, só servia para piorar o tom daquela mulher.

Agora era taxada de mentirosa pela própria mãe… Mas definitivamente não era a pior parte.

“Quase” parecia a filha dela… Quase…

É verdade que não foram raras as vezes, nos últimos tempos, que acabou desejando que tivesse outra mãe, ou que pudesse, pelo menos, viver com a halmoni. Mas ouvir a própria praticamente insinuar que basicamente não considerava MiSoo sua filha era muito difícil de apenas aceitar, como se fossem palavras iguais ao resto do sermão que ela passava. Quer dizer que apenas se MiSoo se parecesse E se portasse como a MinJi é que poderia ser considerada uma filha para Hyo Jin!? MinJi era sua única filha, afinal! Sempre foi...

MiSoo engoliu em seco e deixou os braços caírem nas laterais do corpo, mas apertou os punhos com força, sentindo a pressão das unhas na carne, muito magoada e nervosa com as palavras daquela mulher. Tinha baixado o rosto e cerrado tanto os dentes, quanto os olhos com força. Não queria olhar mais para ela, muito menos que a mãe lhe visse com aquela expressão completamente indignada e, ao mesmo tempo, chorosa, fragilizada.

Tinha vontade de respondê-la de volta, como tinha feito quando ela falou coisas horríveis sobre a sua amiga. Afinal, MiSoo parecia ser apenas uma tentativa de reposição à falta que sua querida MinJi lhe fazia. Será que era isso mesmo?

A garota estava determinada à revidar e chegou a reerguer a cabeça e abrir a boca para contestar a atitude da mãe, mas a resposta de Gyu Sik, que prontamente assumia a culpa pelos doces, transformou a ira no rosto da tenista em pura surpresa.

Tinha esquecido que ele não demoraria muito para retornar!!!

Na verdade ele nem tinha ido muito longe. MiSoo só conseguia se perguntar se Gyu Sik tinha ouvido tudo. Mas nem importava o quanto tinha ouvido. O simples ato de ter ouvido algo das palavras da mãe era suficiente para que MiSoo morresse de vergonha.

A tenista tinha ficado boquiaberta com o modo muito sério com que Gyu Sik encarou Hyo Jin. Era quase como se estivesse a desafiando… MiSoo não sabia o que pensar sobre aquilo. Não queria envolve-lo nas discussões com sua mãe, mas também não conseguia se meter e impedir que a intervenção dele continuasse. Tinha medo que sua intromissão só piorasse o humor da mãe… Era o que normalmente acontecia.

Gyu Sik se curvava e pedia desculpas à matriarca da casa e MiSoo aproveitava para baixar o olhar outra vez, constrangida e aborrecida demais com a situação que tinha criado. Ele não precisava pedir desculpas! A culpa era de MiSoo que tinha pedido o smoothie sem pensar direito e tinha também feito os cookies! E até já tinha pedido desculpas à mãe! Então… Por que estava mentindo sobre isso?

A garota nem era disciplinada com a comida. Mal sabia se segurar. E nem podia mentir sobre isso, pois mentir era algo que lhe deixava muito ansiosa… Era como se houvesse a palavra “mentirosa” escrita na face quando inventava algo. Por isso mesmo raramente tentava… Mas Gyu parecia saber o que estava fazendo. E continuava bem formal… Bem, já que estava fazendo um pedido de desculpas até que fazia sentido.

MiSoo continuava a ouvir o que os dois diziam enquanto mordia nervosamente o lábio inferior, bastante ansiosa. Ela estava inconformada que Gyu Sik estivesse se desculpando em seu lugar, mas, ao contrário da garota, ele tinha conseguido fazer Hyo Jin cessar com opressivo tom agressivo com que estava usando antes com sua filha. A voz tinha amenizado, mas ainda assim ela respondia ao garoto, o fazendo se desculpar mais uma vez e continuar naquela posição…

A garota fungou e enxugou o rosto na manga da camisa jeans sobre o vestido, ainda meio incrédula e revoltada com a cena. MiSoo não aguentava mais ficar parada, por isso se abaixou para juntar o copo de plástico do chão antes que a mãe reclamasse de estarem sujando o chão também. Não fazia diferença nenhuma na cena que estava presenciando, mas pelo menos não ficava paralisada, apenas ouvindo o que era dito. Enquanto juntava o objeto, sua mãe finalmente parecia desistir de vez de discutir. MiSoo só conseguiu bufar em irritação com o último comentário da mãe, antes que ela os desejasse boa sorte com o dever e se retirasse sem dirigir nenhuma palavra à filha e sequer olhar em sua direção.

A sensação de estômago embrulhado de MiSoo era ainda pior agora. Era por isso que não gostava de convidar ninguém para casa!

Nem sabia mais o que dizer. Na verdade só queria se esconder em um canto bem escuro para que ninguém lhe achasse até que a raiva e a vergonha passassem. Queria se desculpar, mas… Muitas desculpas já tinham sido dadas para uma tarde só… Preferia sumir mesmo. Tinha vontade de correr ao banheiro e cuspir fora tudo o que tinha comido nesse dia e que tinha gerado o sermão de sua ommoni, mas… Mesmo que fosse mesmo fazer isso, precisava encarar Gyu Sik antes. Dizer alguma coisa, pelo menos. Alguma explicação…

MiSoo voltou a erguer o olhar com um pouco mais de coragem, mas pequenas lágrimas brotavam e ela rapidamente as limpou com as costas da mão. Estava pronta para dizer a primeira frase que viesse à cabeça para tentar dar um fim àquele infeliz assunto e ao clima que a mãe tinha deixado por ali! A garota encarou Gyu Sik, que continuava parado à porta da sala de estudos, a fitando de volta com seriedade. MiSoo abriu a boca para começar a falar, mas o garoto lhe interrompeu com aquele sinal para que ficasse quieta. Em resposta MiSoo arregalou os olhos em surpresa e inclinou a cabeça para o lado.

Antes que conseguisse sequer tentar interpretar o motivo pelo qual Gyu Sik lhe pedia o silêncio, MiSoo já se via sendo puxada e envolvida em seus braços. O gesto tinha pegado a garota completamente desprevenida. Inicialmente, MiSoo ficou atordoada e tensa, sem saber como reagir. Tinha feito a mesma coisa antes e o abraçado no impulso, mas agora era diferente. Não foi a impulsividade dela que criou a situação.

Quando a mãe de MiSoo vinha irritada brigar com a filha por causa da dieta e a entristecia, a garota raramente tinha a chance de receber algum consolo. E o abraço era… Reconfortante e acolhedor. O calor que sentiu lhe fez relaxar os músculos rapidamente e baixar a guarda, consequentemente também deixando as emoções negativas que tentava reprimir, escaparem junto.

Enquanto começava a chorar e soluçar baixinho,com o rosto escondido na camiseta de Gyu Sik, MiSoo passava os braços por suas costas e segurava o tecido com força. Apesar de chorar, MiSoo começava a se sentir melhor. Não estava sozinha desta vez e Gyu Sik tinha mentido por ela. Tinha impedido que a mãe de MiSoo continuasse a repreender a filha de maneira tão agressiva, mesmo que verbalmente.

O choro não durou muito tempo. MiSoo se sentia mais calma, só que começou a se dar conta da situação e a sensação agradável e confortante deu lugar à vergonha. Vergonha de estar nos braços de um garoto e em um abraço tão caloroso. A tenista acabou afrouxando as mãos que antes estavam bem presas à camiseta dele e o soltando aos poucos, mas não fez menção à se afastar de Gyu Sik de imediato. Com a vergonha que estava sentindo agora, era mais fácil continuar com o rosto quase escondido do que encará-lo com os resquícios do choro e do constrangimento.

Só que também não podia continuar daquele jeito. Provavelmente seria pior se a mãe voltasse e se deparasse com essa visão.

MiSoo o empurrou suavemente, apenas para que a soltasse e se afastou dois passos enquanto agradecia em um sussurro.

- Komawo… - mantinha os olhos nos pés e o corpo meio retraído - Ahn… Mas você… Mentiu para ela.

Não sabia mais o que pensar, ainda estava um pouquinho atônita. Pelo menos já não sentia a urgência de correr para vomitar o que tinha comido. Quanto as provocações da mãe também sentia-se bem mais tranquila, embora ainda um pouco irritada. Só não sabia o que deveria fazer diante da situação atual e nem como esconder os olhos vermelhos pelo choro.
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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:39 pm

Não era possível contabilizar a quantidade de vezes que Sun-Hee sentiu o coração acelerar na presença de Jung-Mi. E os motivos eram dos mais simples aos incrivelmente complexos... Os sorrisos, o jeito que a expressão séria se alterava em determinados momentos ou uma fala mais curta... Até o silêncio mexia com ela, porque nesses instantes, os olhos funcionavam como um novo meio de comunicação. Embora soubesse que ainda tinham muito a falar e conhecer um do outro, Sunny não se intimidava. Ela queria desesperadamente descobrir cada aresta de Jung-Mi e depois de hoje, o interesse subiu vários degraus.

Tudo foi perfeito.

Ok, talvez nem tudo... Afinal, o tempo avançou na velocidade de uma respiração.

Agora, frente ao restaurante chinês, Sunny roubava os últimos resquícios dele. A face máscula, de maxilares bem delineados, os olhos estreitos e o nariz reto... Além disso, será que ele não fazia ideia do quão lindo ficava quando sorria? Era uma pena que o gesto parecesse tão raro naqueles lábios circunspectos.

Mordeu disfarçadamente o interior das bochechas assim Jung admitiu que a melhor parte do passeio tinha sido a que passou com ela. Apesar de não replicar as mesmas palavras, pois compartilhava do sentimento, o sorriso que mostrou era suficiente para tal.


Ele também foi a melhor parte do seu dia.

Provavelmente da semana inteira.

Sunny mantinha um sorrisinho satisfeito e brilhante quando virou de costas e Jung-Mi ainda conseguiria fotografar resquícios do mesmo assim que ela girou de volta diante do súbito e urgente chamado. Num espaço tão curto de tempo, aconteceu uma sequência perfeita de mudanças na expressão da bolsista.

Alegria. Confusão. Receio. E, por fim, surpresa.

No movimento, o elástico cedeu rente aos fios, libertando as mechas negras e compridas, fazendo com que literalmente dançassem pelas costas e ombros de Sunny, já que o boné continuava nas mãos da menina. Corou enquanto sentia o coração bater na garganta, impedindo qualquer resposta ou comentário. Apenas observou Jung-Mi desaparecer no meio do aglomerado de pessoas, retornando ao anonimato de antes e ela sorriu de novo, tão feliz...

Diferente de como costumava “corrigir” os outros, não pediu para que Jung-Mi a chamasse de Sunny. Havia algo na forma que ele dizia seu nome que a agradava, então, por enquanto, aproveitaria a sonoridade que as sílabas assumiam na voz grave do rapaz.

Por que tirou aquelas fotos?

E ele disse... disse que...

De repente, arrancando-a dos devaneios...

Encolheu os ombros com o grito estridente de tia Yu-Mi.

Bem devagar e fechando os olhos, Sunny virou na direção da mulher e sem chances de falar absolutamente nada, a titia enfiava as garras na sua orelha e a puxava para dentro do restaurante enquanto escutava os lamentos da sobrinha.

[...]

Ainda esfregava a orelha vermelha quando saíram do local para aproveitarem o restante do festival e comprar muitas lembrancinhas. Mais um pouco, e a tia ia deixá-la tão dumba quanto o Kim e daí quase não possuiria armas escondidas nas mangas para devolver as implicâncias do amigo. Entretanto, não existia a menor vontade de sustentar um bico emburrado porque permanecia sob o efeito dos minutos que dividiu ao lado de Jung-Mi. Nem os irmãos e o papai demonstraram aborrecimento com a fuga de Sunny, o que tornava o clima mais manso e leve, apesar da titia continuar bastante chateada. Assim que ela se acalmasse – o que podia demorar -, Sunny pediria novas desculpas.

Por sorte, não ficou de castigo e teria como encontrar as meninas mais tarde. Aproveitaria para levar os presentinhos delas também. Quis comprar mais coisas bonitinhas, porém gastou uma grande parcela do salário no sábado e só pedia dinheiro ao pai em casos de extrema necessidade.

Às três horas, eles foram embora.

Escolheu o lugar na janela do ônibus e entendeu o motivo da tia não sentar com ela, como vieram de manhã, mas ficou tristinha, já que pensou que seria uma boa oportunidade para se acertarem. Não gostava dessa situação ou de aborrecer a tia. Porém, toda ação gera uma reação, certo? Precisava lidar com as consequências.

E lidaria sim.

Ela sorriu para Yi-Hoo e revirou os olhos ao pescar o que o irmão desejava com aquelas cutucadas. Para esconder o rosto e o provável tom rosado que o aqueceu ao lembrar do episódio, Sun-Hee deitou a cabeça no ombro dele e se espremeu até achar uma posição mais confortável – Estou feliz, Yi-Hoo... – sussurrou conforme cerrava as pálpebras, sonolenta – Foi tão divertido, né? Muito divertido... – a frase estava longe de diminuir a curiosidade do irmão, na verdade, a intenção era aumentar ao ponto do rapaz questioná-la... ou uma maneira de fugir do assunto.

Mas não mentia.

Conversaram mais um pouco, e caso Yi-Hoo tivesse sido mais incisivo, Sunny falaria que a pessoa que encontrou foi um amigo do colégio e que ambos tinham se desentendido, por isso a pressa para resolver o mal-estar.

Sun-Hee dormiu até chegarem na rodoviária de Seul e somente em casa que respondeu as meninas no grupo. Ficava rindo sozinha enquanto passava as mensagens e logo viu que só faltava a sua confirmação.  

Oiiiii, gente!
Acabei de chegar e só preciso de um banho, alguns minutos para descansar as pernas e estarei novinha. Então, prepara esse band-aid da Hello Kitty, Chae! Nós vamos sim, e por mim, pode convidar a Hye-Won também! \o/
Até mais tarde, migas!
Bj, bj ;*

Depois de afirmar que iria encontrá-las, Sunny realmente foi pro banho e de cabelo molhado mesmo, afundou na cama, apagando com a cara enfiada nos travesseiros espalhados.

Pouco depois das seis, ela acordou assustada e ao checar o horário, quase teve uma parada cardíaca, mas achou mais válido se jogar para fora do colchão, independente dos convites insistentes e promessas deste em mantê-la ali, acomodada e quentinha. Ao caminhar na frente do espelho, precisou recuar os passos e encarar a massa escura que carregava na cabeça, demorando alguns segundos para entender que “aquilo” era o seu cabelo.

Definitivamente... Ela operou um milagre na meia hora seguinte.

Pronta e sustentando a sensação de ALERTA!!!! ATRASADA, da sala mesmo, enquanto terminava de calçar as sandálias, gritou para a família que estava saindo. Tanto a titia quanto o pai já foram comunicados da reunião de garotas e após os típicos avisos de “tome cuidado” e etc, os dois concordaram. Não eram de proibir esse tipo de passeio, mas sempre cobravam responsabilidade de Sunny. E até hoje, ela não quebrou essa confiança ou os deixou preocupados.

Quer dizer...

Sabia que, bem ou mal, mesmo se comportando e chegando na hora combinada, era impossível não ficarem inquietos. Não só por ela, mas por Jun-Pyo e Yi-Hoo também.

Controlou a vontade de analisar a aparência uma última vez e finalmente saiu.

O cabelo foi domado e escorria livre de apetrechos. Usava uma camisa preta com bolinhas discretas, mas por conta do friozinho que costumava fazer de noite, vestiu um suéter branco. Equilibrando as “temperaturas”, Sunny escolheu uma saia caramelo e a bolsa era tons mais claros que a peça.  


Andava depressa para o ponto que ficava mais adiante e mandou uma mensagem no grupo, falando que talvez se atrasasse, porém nada demais.

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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:40 pm

O silêncio era palpável no ar. Diante daquelas palavras que machucavam a ambos, Won se via numa situação que nunca imaginaria estar.
Será que se não tivesse ingressado na Wangjo ele não teria esses problemas? Ou essa conversa aconteceria de um jeito ou de outro?

Won havia descarregado coisas que guardara para si. Coisas que pretendia manter para si para sempre.
A situação parece pior do que antes: se antes era a possibilidade de nunca mais voltar ao dojo, agora havia perdido aquele relacionamento com seu pai.

O caminho até o hospital parecia ser o triplo de distância mas eventualmente chegaram.

Entrou sozinho para a avaliação com o ortopedista. Queria ter o pai ali perto, mesmo que fosse para continuar calado, mas teve de se contentar.

”É assim que vai ser agora? Eu sozinho…”

- Bom, você vai precisar trocar essas talas semanalmente. Pode fazer isso em casa ou num posto próximo, enfim. Sua cicatrização é muito boa e acho que se seguir bem as ordens, vai se recuperar antes dos dois meses.

Won assentiu com a cabeça. Finalmente uma boa notícia, estaria livre do gesso e em menos tempo que pensava estaria bom.

-Ok. Obrigado doutor

Era esquisito ter o braço de volta a se mover mas sentia algum otimismo novamente: as pessoas parariam de ficar encarando seu gesso e o trabalho ia ficar um pouco menos difícil.
Aquelas talas nem se comparavam ao gesso, muito melhor agora.

Won não disse nada ao pai quando saiu da sala do doutor. Seu braço sem gesso era um atestado óbvio que agora tinha talas e que estava bem melhor. Pena que não havia animo ou vontade em nenhum dos dois de comemorar o fato.

Logo estavam livres do hospital e de um do outro, em casa.
A forma como o pai “fugia” para seu quarto o incomodava. As vezes ele parecia tão adolescente quanto o filho, detalhe que Won começava a notar só agora.

Won pegou um ramem depois e esquentou para comer. Sem fome, apenas comeu um pouco.

Pegou o celular enquanto se sentava na escrivaninha de seu quarto e sentiu um aperto no coração quando viu ali aquela notificação.

-Bo-mi… - sussurrou vendo aquela foto tão bonita.
”Será que eu devo? Deu tudo tão errado, ela deve me odiar agora”

Tinha tanto para falar com ela, tanto para conhecer, um mistério que envolvia seu pai e uma boa notícia sobre seu braço...mas como se cada atitude de coragem que tomava era recompensada com desastre atrás de desastre?

Respirou fundo e aceitou a solicitação.

Levou uma boa meia-hora pensando em como e o que mandar de mensagem. No fim, mandou hesitantemente para Bo-Mi:

Oi. Queria falar com você pessoalmente mas na escola a gente vive rodeado dos nossos amigos, não é? Eu quero te pedir desculpas por hoje. Não agi certo e te deixei chateada. Espero que me perdoe

Sentiu todas as forças se exaurirem diante do esforço de mandar aquela mensagem. Deitou na cama e encarou o teto.
Tinha expectativa de que ela respondesse.

Mas se ela o odiava agora...isso não ia acontecer.
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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:40 pm

[HYEMIN]

07/04/2019 - DOMINGO
8:45h P.M.

Yerin não era conhecida por ser uma pessoa expressiva, muito menos amorosa. Todos conviviam aquele lado, incontestavelmente, frio, maquiavélico e cruel. No entanto, assim como para toda regra existe uma exceção, na vida daquela menina, a exceção era Hyemin. Apenas a herdeira Seo reconhecia aquela vertente cuidadosa, amorosa e preocupada que a Rainha de Gelo possuía.

O abraço que as duas deram no meio da sala de vídeo era uma mistura de alívio e preocupação. Yerin levou a mão até a cabeça de Hyemin, apertando mais ao perceber a hesitação da amiga.

- Min...O que está acontecendo? - Perguntou baixo diante daquele soluço, mas permitiu que ela se afastasse um pouco para responder. Os olhos aflitos dela partiam seu coração, porque, afinal, ela tinha um, ainda que duvidassem disso. - Nana? Conta…

Seguiu até o sofá, sentando-se e segurando a mão dela também. As últimas horas tinham sido angustiantes e todo aquele suspense só a deixava mais nervosa. Parecia algo muito sério e ela queria sacudir Hyemin pelos ombros para que ela falasse de uma vez. Porém, parecia difícil para ela. Yerin tentou ser paciente, respirando fundo, mas sem tirar aqueles olhos escuros como ônix do rosto dela.

- Não vou brigar. Só me diz o que aconteceu…

Mas disse isso com o maxilar meio trincado para conter as próprias emoções. Ao invés de falar, Min pediu mais um tempo e até se distraiu com a TV. Quando Yerin percebeu isso, ela pegou o controle e desligou o aparelho. Assim que a amiga a encarasse, veria a cara nervosa dela.

- Pelo amor de Deus, me fala logo o que aconteceu!

Como não sabia que era um segredo tão grande, ela nem pensou na possibilidade dos empregados ou do pai dela ouvir.

Aliás, Hyemin não tinha prestado muita atenção nisso, mas o pai já não estava em casa quando ela chegou. O que era um pouco curioso, porque a garota não sabia que ele tinha planos para depois do almoço. Mesmo assim, a casa estava vazia, sendo ocupada apenas pelos discretos empregados que passavam aqui e ali. A tia também não tinha ligado para passearem conforme tinha prometido, provavelmente, se esqueceu. O que acabou sendo até melhor, afinal, Hyemin tinha coisas mais importantes e urgentes para lidar no momento.

Yerin estava prestes a dizer “Fala” quando Hyemin começou a disparar aquelas informações. O rosto dela travou enquanto a mente tentava computar todas aqueles dados. Os olhos cerraram e ela levou a mão até a cabeça, tocando a têmpora. Tudo tinha ficado um pouco mais lento para ela, como quando você bate a cabeça e precisa de alguns segundos para voltar a si.

Nana tinha ido a uma festa adulta…

E algo horrível aconteceu…

As frases ficavam ecoando na mente dela, como se flutuassem e tivesse distorção do som.

Ela não se lembra o que aconteceu, mas tinha...gente da escola.

E se tivessem feito algo pior com ela? Yerin era a única que podia salvá-la...Por que?

- Jong-In… - Murmurou o nome, foi até difícil de entender o que ela tinha acabado de dizer. Os olhos estavam vermelho e ela queria muito quebrar uma coisa. Na verdade, queria quebrar a cara de alguém. Não seria a de Hyemin, muito menos a de Nana.

A resposta daquela equação foi muito simples para Yerin por um motivo: ela conhecia aquele cara. Afinal, metade das ameaças que ela fazia seriam impossíveis sem que ele fizesse a parte suja. As meninas sempre caíam na lábia dele e a nova vítima era Ye-Ji. Contudo, a aliança deles tinha uma regra de ouro: não mexa com minhas amigas. Esse era o tipo de coisa que Yerin fazia e Hyemin era poupada ou sabia, mas fechava os olhos.

Até onde Yerin sabia, ele era o único a ter status, contatos e a mente diabólica para levar menores de idade numa festa adulta.

Desgraçado.

- Onde ela está…?

Foi uma pergunta simples, mas assim que fosse respondida, Yerin seguiria até lá. Seus passos eram firmes, mas não agressivos. Deixou a jaqueta no sofá e seguiu rapidamente até o quarto. O cabelo até soltou do penteado e, quando chegou no topo da escada, ela segurou para prender de novo.

Nana tinha seguido o conselho de Hyemin e tomou um banho - de ducha, não de banheira - e procurou pela roupa mais larga que encontrou: um moletom de unicórnio. Quando as duas chegaram no quarto, ela estava encolhida no puff, abraçando uma pelucia e com os olhos cheios de lágrimas. Ainda não tinha tido ânimo de refazer a maquiagem para esconder aquele roxo horroroso em seu olho.

Ao ver Yerin, o queixo começou a tremer e os olhos lacrimejaram. Abaixou a cabeça com muita vergonha. A líder encarava de modo implacável, mas se aproximou mesmo assim. Nana foi se encolhendo ainda mais, com medo de ser agredida. Yerin a encarava de cima, mas logo se abaixou, ficando agachada para encará-la da mesma altura.

- Nana...Precisamos ir ao hospital.

- Rin...Eu não quero… - Disse com a voz meio rouca.

- Nana…- Yerin respirou fundo e ajeitou o cabelo dela, aproveitando para ver o machucado. - A Min já me disse o que aconteceu e, bom, vou pular a parte do sermão e do quanto eu quero te bater por não me ouvir, e serei prática...Porque agora a gente não tem tempo. - Encarou a amiga. - Você precisa...ser examinada.

- Mas…

- Nana. - Yerin a encarou seriamente. - Eu vou ligar para a minha médica de confiança para que ela faça um exame em você, em segredo, ninguém precisa saber. Mas você tem que se prevenir de consequências ainda piores.

- Pode não ter acontecido nada…

- Mas pode ter acontecido! Olha...Digo mais, você deveria ir à policia também, mas...Eu já percebi que você não quer se expor e não vou forçá-la a ir. Eu entendo, mas à minha médica...você precisa ir. Vou ligar para ela agora, ver se podemos ir até o hospital, consultório, sei lá. Não vamos expor a casa da Min também…

Olhou para trás, procurando por Hyemin e esperando uma reação dela também. Nana continuava imóvel, sem saber o que fazer e também olhou para a amiga, como se buscasse por um apoio.
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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:40 pm

Hyemin não teve tempo de pensar no compromisso que tinha marcado com a tia. A falta de mensagens de Chun Ja não seria notada graças aos imprevistos e a menina esqueceria que um dia tinha combinado algo com ela até que visse o histórico de mensagens. Quanto ao pai, tinha sim percebido que ele não estava em casa, mas isso era secundário e até tinha sido motivo de alívio quando trouxe a amiga debilitada para dentro de casa. Seria estranho e muito difícil de esconder que algo tinha acontecido e provavelmente teria que refugia-la dentro do quarto. No momento, ela não tinha raciocinado que o pai devia estar com sua namoradinha, aquela que ela não tinha nem sombra de dúvida de quem era. Só conseguia dar atenção para uma coisa de cada vez e, no caso, sua amiga precisava de toda a atenção.

A chegada de Yerin permitiu que ela relaxasse um pouco e expusesse mais sua preocupação. Porque ainda que tivesse chorado na frente de Eun-Na, ela ainda achava que tinha sido forte por não enchê-la de perguntas ou tentar animá-la com desenhos bobos. Agora, tratava a líder das meninas como uma mãe e abria seu coração para ela. Apesar da fala confusa e a demora, estava fazendo seu melhor para conseguir contar, dando alguns olhares desconfiados e preocupados na direção da menina, com medo de que A Rainha saísse em fúria para cima de Nana.

O nome sussurrado demorou para ser processado naquela cabecinha, mas a mente puxou a imagem. Sabia quem era aquele garoto. Era alguém com quem Yerin raramente falava em público, mas os dois se conheciam. Era óbvio para ela que os dois conversavam segredos, das quais a amiga jamais falava, mas não era do tipo que as duas compartilhavam. Era algum daqueles assuntos que Hyemin desistiu e até preferiu não saber. No começo, achava até que os dois poderiam ser um tipo de casal ou que a amiga estava apaixonada, mas do jeito que ela refutou a ideia na época, logo entendeu também que era “proibido” se aproximar dele.

Hyemin evitava até cumprimentá-lo na escola, sendo sempre mais discreta na presença dele, porque sentia os olhos da amiga sobre ela. Não que ela quisesse ser amiga dele, mas ela tinha hábito de ser gentil com a maioria das pessoas, mas com aquele ali, só conseguia ser tímida e evasiva, algo que aprendeu nos primeiros anos de Wangjo na companhia da Senhorita Oh. De qualquer forma, era um “oppa”, e assim como o “oppa” Hyun Hee, não conseguia ser íntima dos meninos mais velhos, o que também era uma recomendação do pai que tinha grudado nela antes que entrasse naquele colégio.

A expressão cheia de raiva de Yerin a fez tremer um pouco e foi com alguma relutância que contou onde Nana estava. O que aquele nome tinha a ver com o que tinha acontecido com EunNa? Gostaria muito de não saber, embora algumas deduções, como a presença do menino na festa ou ele saber quem tinha feito aquilo ou ter amizades ruins com gente que poderia ter feito isso, fossem fáceis de fazer.

Hyemin andou cuidadosa atrás dela, com receio de que tivesse contado a história errada e acabasse traindo sem querer o pedido de Nana.

- Rin… não seja malvada com ela, ela não fez por mal, tá? Ela está muito triste mesmo, não briga com ela hoje, promete? Por favor, tá? Ela conta com você… Eu sei que se fosse… alguma coisa… comigo… você não ia ficar nervosa comigo e….

A menina tagarelou meio baixo, subindo as escadas a um passo de boa distância. Ao entrarem no quarto, fez um beicinho ao notá-la com seu bichinho de pelúcia que tanto a confortava em dias difíceis. Nunca imaginaria ver a amiga que até ontem estava falando de decote e vestido para ópera estar daquele jeito tão… unicórnio.

Hyemin levou a mão ao peito e abaixou o rosto ao notar que a maquiagem tinha saído, óbvio, talvez devesse tê-la maquiado de novo. Estava preocupada com aquele tipo de bobagem enquanto as duas conversavam. A menina mal conseguia olhar direito, com medo de ter feito besteira. É. A polícia e o hospital. Esqueceu de comentar essa parte então ela teve que levantar novamente o assunto. Olhou para o canto do quarto, muito constrangida pela menção de médicos por causa daquele assunto. Será que era mesmo necessário? Sentia o rosto queimando de vergonha e nem era com ela a situação, mas era como se fosse. Só de ouvi-las falando sobre isso, já tinha vontade de chorar de novo. Secou o cantinho dos olhos. Coitadinha da Nana.

Quando sentiu o olhar de Yerin, voltou a observar as duas e se aproximou, abaixando ao lado de Nana, abraçando-a meio torta.

- Faz o que ela está dizendo… só a médica - falou baixinho e ajoelhou, encostando o rosto em Nana. - Eu não me importo se tiverem que usar aqui em casa também, mas pode ser ruim se meu pai chegar. Mas se você se sentir melhor…   - engoliu o choro. - Eu sei que é difícil, amiga, mas a gente vai com você. Vamos. A gente coloca um boné com o cabelo jogadinho de lado e ninguém vai ver.   - fez um beicinho. - Rin tem razão…  é melhor que a gente veja logo isso para tirar mais e mais dúvidas da cabeça. Se você quiser, a gente tampa seu ouvido na hora e fala só se é bom ou ruim, o que você acha?  

Por Hyemin, sairiam naquela hora mesmo, bastava ajeitar Eun Na, dar um “alô” para o motorista e voariam para a consulta secreta, mas não sabia se a mulher atenderia naquele horário.

De qualquer forma, caso a própria Yerin não quisesse dormir ali com elas também, Hyemin abraçaria a ‘melhor amiga do universo’, muito agradecida, e assumiria novamente os cuidados de Nana:  faria com que ela dormisse ali na casa dela e lhe concederia o “privilégio” de ficar com seu bicho de pelúcia maior e favorito, com uma promessa ruim de que ficaria acordada até ela dormir, mas quando mal percebesse, acabaria cochilando ela mesma.



(referência!)

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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:41 pm

[WON-BIN]

07/04/2019 - DOMINGO
2:30 P.M.

O apartamento estava bastante silencioso depois que o pai fechou seu quarto e deixou o filho livre de sua presença. Na verdade, seu corpo estava tão cansado que ele provavelmente dormiria antes de terminar de comer ou algo muito próximo disso. Mas agora isso não importava para Won.

Na solidão de seu quarto, o garoto podia eliminar o silêncio com suas músicas favoritas enquanto comia e observava o celular.

Kang tinha mandado vários vídeos, fotos e mensagens, mas parou um pouco. Tinha sido visto online pela última vez, por volta das 1:30 P.M e agora, provavelmente, estava enrolado com os próprios trabalhos acumulados. Porém, daquela vez, as mensagens do amigo não foram o foco de Won que logo foi guiado até a notificação que vinha em forma de pedido de amizade.

Bo-Mi tinha uma foto bem fofinha no perfil, provavelmente cortada de uma foto maior. Não olhava para a frente, mas tinha um sorriso meigo nos lábios e uma expressão bem feliz. Won logo perceberia que ela mudava de foto com uma certa frequência, assim como parecia adorar usar redes sociais.

Tão logo aceitasse a solicitação, poderia ver as centenas de foto que ela tinha e compartilhava de outros aplicativos - como instagram ou citações do twitter, esse tipo de coisa.

O ícone dela informava que ela estava online, mas ela não dizia nada, por enquanto.

[...]

Bo-Mi tinha se enfiado no quarto desde que retornou com a mãe da floricultura. Antes daquele acontecimento na cafeteria, ela bem que tinha pensado em participar da reunião, para conhecer pessoas - gostava disso. Mas logo desistiu da ideia porque não tinha o mínimo de humor para isso.

Ficou deitada em sua cama branca - os móveis do quarto dela eram brancos e as paredes em tons pasteis de lilás - abraçando a almofada.

Não imaginava que fosse ficar tão mexida com o que tinha acontecido. Primeiro ficou surpresa e até mesmo feliz em ver que Won-Bin estava mais perto do que ela tinha imaginado. Não precisava vê-lo apenas na escola, podia simplesmente inventar que queria beber algo e poderia falar com ele. Claro que isso gerava uma sensação estranha, afinal, por que ela faria isso mesmo? Talvez porque ainda achasse que havia muito o que conhecer de Won ou simplesmente porque gostasse da companhia.

Talvez, né?

Mas logo sua mãe teve que aparecer agir daquele modo tãão estúpido! Como ela conseguia ser assim com as pessoas? Logo agora que ela descobriu que Won não tinha raiva dela, nem a estava ignorando de propósito...A mãe estragou tudo e fez questão de levantar um muro que dividia bem os mundos deles.

Isso era tão injusto!

Bo-Mi estava tão envergonhada que nem ficou mexendo no celular, completamente desaparecida. Mas assim que ouviu a notificação da rede social, esticou o braço para pegar o celular e logo se deparou com a notícia que Hwang Won-Bin tinha aceitado a solicitação dela. O queixo caiu e ela logo sentou na cama com o cabelo meio bagunçado.

- Mwo?! - Arregalou os olhos. - Ottoke? - Não sabia o que fazer.

Falava? Não falava? Fuxicava, fuxicava com certeza! Rapidamente, ela começou a ver o perfil dele, em busca de alguma informação, foto, esse tipo de coisa que “stalkers” adoram. Meia hora tinha passado e ela ainda olhava o perfil dele, mas agora já deitada de novo e mais calma.

Aparentemente, ele só tinha aceitado a amizade, não era como se fosse falar com ela e…

Mensagem…

Sentiu o corpo congelar, mas logo engoliu em seco e foi ler o que ele tinha dito. A surpresa ficou evidente em seu rosto...Não entendia porque ele pedia perdão para ela. Acabou ficando um tempo a mais do que o necessário relendo aquela mensagem, sem acreditar. Fez um beicinho e começou a responder.

“Oi. Acho que quem tem que te pedir desculpas sou eu. Minha ommoni não foi legal com você e te desrespeitou. Eu me senti muito mal por isso, espero que você possa me perdoar por não ter conseguido reagir. Eu...Fiquei sem ação, mas não concordo com nada do que ela disse…”


Releu a mensagem e enviou, suspirando e um pouco ansiosa.


[MISOO]

07/04/2019 - DOMINGO
4:20 P.M.

O abraço surgiu de modo natural, ainda que MiSoo tenha se surpreendido com o gesto do rapaz. Gyu-Sik franziu um pouco as sobrancelhas, bem aborrecido com a cena que tinha acabado de presenciar, mas nada disse. Apenas envolveu a garota num abraço protetor e carinhoso, por assim dizer. Percebeu a quebra de barreiras quando ela abaixou os ombros e decidiu ceder às emoções que estava controlando.

Os olhos pequenos se fecharam quando ele deu um suspiro e a mão fez um carinho na cabeça dela. O abraço dela também foi forte e dava para sentir a importância daquele momento, pelo modo que ela soluçava ao deixar as lágrimas simplesmente fluírem. Ele a apertou mais, demonstrando presença.

Diferente do gesto que ele tinha feito para que ela se calasse, dessa vez, ele não fez nenhum sinal para que ela se segurasse. Permitiria que MiSoo chorasse o quanto quisesse.

Pouco a pouco, sentia as mãos dela afrouxando um pouco. A camisa estava toda amassada naquela região pela forma que ela tinha se segurado. Gyu-Sik abriu os olhos e puxou o ar com certa força, enchendo o peito. Permitiria que ela tomasse o próprio tempo e começou a soltá-la quando ela o empurrou daquele modo.

Começou a tatear os bolsos, em busca do lenço que ele estava habituado a levar - era uma coisa de família, o pai tinha passado o gesto para ele. Tanto que no dia da corrida, ele entregou um lenço para MiSoo. Porém, dessa vez, ele não encontrou. Pareceu um pouco desapontado consigo mesmo, mas então a encarou. Ver aquele rostinho sempre tão iluminado, entregue à tristeza, o magoava muito.

- Menti? - Deu um passo na direção dela e, na falta de lenço, usou os polegares mesmo. Levou as mãos até as bochechas dela e passou os polegares de modo gentil por baixo dos olhos dela, enxugando as lágrimas. - Ela mentiu primeiro.

Respondeu um pouco mais baixo, porque não era louco de desrespeitar a dona da casa em voz alta. Mas lá estava ele, vários centímetros mais alto que MiSoo, segurando o rosto dela.

- Você não estava “quase” a filha dela. Você nem parecia com ela. - Suspirou de modo tranquilo e esboçou um sorriso. - Porque é muito mais bonita. E não estou mentindo, antes que pense isso.

Era bem seguro no que dizia.

- Lamento muito pelo que te fiz passar. Não imaginava que algo assim fosse acontecer… - Soltou o rosto dela do mesmo modo delicado com que tinha segurado e enfiou as mãos nos bolsos. - Não quero te deixar sozinha, mas acho que depois disso, você não deve estar com inspiração pra estudar.

Ponderou por um instante.

- Quer dar uma volta? Quer ficar com a Bo-Mi lá em casa? Sei que minha mãe está recebendo gente hoje e por isso disse que seria um lugar ruim para estudar, mas vocês duas no quarto, não deve ser um problema. E também o barulho não vai incomodar, já que duvido que vão estudar.

Ajeitou o cabelo dela, desamassando a franja.

- O que acha?

[JAE-KI]

07/04/2019 - DOMINGO
3 P.M - 5:30 P.M.

Soo-Ji continuou apoiando a cabeça no braço do irmão por mais alguns passos até que Jae-Ki começou a falar. Os dois pararam e o oppa dela se abaixou para encará-la na mesa altura e, assim, conseguirem conversar de igual para igual. A garotinha fazia uma carinha triste, num pequeno beicinho que a fazia encher as bochechas.

- Porque...Eu ouvi o que a halmoni falou para você, oppa… - Disse baixinho, deixando o carrinho de feira parado enquanto mexia nas mãos de seu casaquinho. - Não parece...justo você pensar em mim o tempo todo.

O beicinho dela aumentou e os olhos ficaram um pouco marejados.

- Porque você é o meu oppa, não meu aboji. - Disse com uma lágrima saltando dos olhos. - Você não devia se sacrificar por mim o tempo todo. - Fungou, esfregando a mão nos olhinhos. - Eu não quero que você fique triste porque a gente não tem dinheiro.

Esfregar os olhos não serviu para impedir que novas lágrimas brotassem, pelo contrário. Por isso ela precisou de um tempo para ficar passando as mãos nos olhinhos toda hora enquanto mais lágrimas vinham. A pontinha do nariz estava bem vermelhinha já, mas ela tentava se recompor. Abaixou a cabeça para que Jae-Ki não ficasse muito preocupado com ela, mas era um esforço inútil, afinal, estavam na mesma altura.

- Oppa… - Disse quando não desistiu de esfregar os olhos.- Saranghae… - Pulou no pescoço dele, abraçando com força. - Você é o melhor oppa do mundo e eu quero que você seja muito, muito feliz. Então, por favor, me prometa que vai se esforçar para isso.

Pedia enquanto o abraçava forte e precisou ficar um tempinho assim.

No mais, Jae-Ki tinha razão, precisavam escolher os ingredientes da feira: legumes, verduras, especiarias, frutas. Só a carne que não valia muito à pena, mas os outros com certeza. Ainda tinha muita coisa boa que as pessoas desperdiçavam porque achavam feio ou “machucado”. Eles conseguiam fazer boas compras e economizar bastante. Demorariam um pouco para voltarem para casa e ainda teriam que guardar porque a avó já estava velha e debilitada demais para ficar se esforçando tanto.

Jae-Ki precisaria avisar ao hyung que demoraria um pouco para se encontrar na Toca, mas ele entenderia - até porque era domingo, um dia extremamente preguiçoso.

Depois que ele conseguisse resolver tudo, poderia seguir até lá. Os garotos tinham a chave do lugar e, apesar do prédio ter muitos andares duvidosos, o lar da Toca não era ruim! Era até melhor que a casa de Jae - tinha um banheiro bom, um quarto, a sala-cozinha e o acesso para o terraço.

Jong-Suk estava por lá, assistindo TV, um jogo de baseball que tava passando. Tinha duas pizzas na mesinha de centro que ainda estavam fechadas. Ele tinha uma garrafa de soju com ele - mas Jae não precisava se preocupar porque o amigo não era dependente de álcool, só bebia quando tinha um descanso, para relaxar. Quando o garoto entrasse, sentiria aquele cheiro de pizza inundando o ambiente. Jong-Suk olhou na direção da porta meio preguiçoso e ergueu a garrafa de soju na direção de Jae.

- E aí, Principe Charming? Chega mais, tem pizza…


[DONG]

07/04/2019 - DOMINGO
5 P.M. - 11 P.M

Os amigos mais antigos se calaram quando Dong pediu para que eles não drenassem as crenças que ele tinha. Bom, não era errado ele acreditar no melhor, mas Ha-Neul só tentou mostrar que sempre existiram abusos e coisas que Hee-Kyung demorava um pouco mais para perceber. Querendo ou não, ele era “blindado”. Tudo bem que ele era um herdeiro bem indiferente ao ranking, mas, ainda assim, estava no topo.

De todo modo, eles pararam. Já tinham contado o suficiente para mostrar um pouco da realidade e passar o ponto de vista deles. Porém, quando Dong comentou que WangJo era uma escola pública, Ha-Neul não conteve a expressão de “não é óbvio?”, mas não disse mais nada.

A conversa seguiu e o hyung do grupo teve a mirabolante ideia de inserir alguém do sexo feminino naquele time. E essa pessoa era, ninguem mais, ninguem menos que Han So-Na, uma das meninas mais fechadas que tinha naquele colégio. Sona não era conhecida por ser amiga de ninguém, sempre ficando mais na dela, imersa em seus livros, mangás e fones de ouvido. Parecia que ela não tinha paciência ou vontade de lidar com os egos que a cercavam, por isso fazia o mínimo quando socializava. Era extremamente educada, porém, na dela.

- Bom...Se ela disser não, tudo bem. Eu não acho que ela vá sair contando isso para todo mundo. Ela nem tem muitos amigos, sabe? Mas sei lá, se você não acha uma boa ideia…- Ha-Neul foi diminuindo o tom de voz e até fazendo um beicinho.

- Eu acho um pouco arriscado sair espalhando a ideia para as pessoas. - Kim foi um pouco mais racional. - Porém, também acho que precisamos de uma menina para pegar as informações diretamente. Só acho que não deveria ser a Sunny ou a Stella, por exemplo. Elas já são visadas, como vocês bem sabem…

Sem querer, ele acabou respondendo a um questionamento de Dong. Kim não achava muito sensato colocar as duas que tinham sofrido ou vinham sofrendo com bullying para pegar informações. Era arriscado. No entanto, eles podiam sim sondá-las para ver até onde elas sabiam, as informações dela seriam relevantes.

- Por isso tô falando da Sona-shi. - Ha-Neul reafirmou. - Ela é discreta, não tem problema com ninguém.

- Mas você nem sabe se ela vai aceitar. - Ui-Jin falou.

- Talvez se o Dong pedir… - Ha-Neul olhou na direção de Dong. - Veja, ela já me acha sem noção mesmo, mas o Dong passa confiança. O Kim também, mas correria o risco dela ser seduzida pela cara dele. Não, tem que ser o Dong.

- Como é que é?

- Vou competir com você depois das plásticas!

Enquanto eles implicavam entre si, Min-Ho observava os gestos de Dong e o via montando sua própria peça mesa de xadrez. O garoto mais rabugento do grupo tinha seus motivos para ser assim, mas no fundo, admirava e invejava Dong. Achava que era fácil para Hee-Kyung ser daquele jeito, tendo a vida que tinha e, de certo modo, desejava ter uma igual. Ao mesmo tempo, ele se sentia mal por invejar o amigo.

- Resumindo…- Ui-Jin colocou um pouco de ordem. - Acho a sua ideia muito boa, de verdade. Prometo que farei o meu melhor para ajudar na database que vamos montar. Só que eu concordo com Ha-Neul e Kim...Se não escolhermos a Sona, precisamos pensar em alguém de confiança para tal, mas que não seja Sunny ou Stella.

Fez um silêncio, ainda pensando.

- Alguma menina que seja invisível…

- Que tal a Dae Nayoung?- Min-Ho falou.

- Quem é essa? - Ha-Neul perguntou na mesma hora.

- Normal você não saber quem é, mas ela estuda na nossa turma…

- Estuda? - Ui-Jin e até mesmo Kim ficaram confusos.

- Viram? Senhores, estamos falando de uma invisível. - Suspirou. - Talvez ela seja a pessoa mais indicada.

Os meninos teriam muito ainda o que pensar e isso acabaria consumindo boa parte do encontro. Eles ainda jogaram mais um pouco - pelo menos Ha-Neul, Ui e Min-Ho. Kim tinha desistido de se aproximar do controle depois da cena que acabou fazendo por perder. Preferiu debater um pouco mais com Dong, querendo saber a ideia dele e até mesmo começar um esboço. Porém, caso ele também preferisse deixar isso para ela, ficaria assistindo às partidas e comeria as guloseimas.

Por volta das 8:40 P.M, Kim começou a ver as fotos que Sunny, Lee-Hi e Stella postavam. Mostrou para Dong como elas pareciam estar se divertindo e, de fato, as garotas fizeram vídeos bem engraçados da noite das meninas.

No fim, elas basicamente faziam a mesma coisa que eles, porém, num local público, com shorts curtos e...enfim. Kim ficou feliz por ver a amiga feliz. Ha-Neul fazia sinais para Dong para que ele enviasse as fotos depois. O dia deles acabou às 9:30 P.M em ponto, onde o bom senso finalmente prevaleceu.

Os pais de Dong ainda não tinham chegado, mas os amigos ajudaram a arrumar toda aquela bagunça antes de partirem. Às vezes eles colaboravam! Depois que o último partiu, Dong poderia relaxar sozinho, um pouco. Sentia o peso nos ombros, aquela liderança que ele não tinha pedido, porém parecia seguir o nome dele. Agora estava diante de um novo desafio que o tiraria de sua zona de conforto.

Ao mesmo tempo em que ele se empolgava, também sentiria um frio no estômago, um pouco de insegurança. Sabia que era o certo, mas o quão impactante aquilo seria, afinal?

Os pais dele chegaram às 11 P.M, bastante cansados da curta viagem que fizeram. A mãe ainda fez um esforço para conversar com o filho, saber se ele estava bem, como tinham as reuniões dele. Perguntou sobre a mãe de Stella, a menina e os amigos. Ela também contou um pouco sobre o evento que tinha ido: aquele tipo de viagem de negócios que é disfarçada de descanso. O pai se meteu em várias reuniões “fora do escritório” enquanto ela precisou socializar com um monte de mulher esnobe. Estava exausta, porém, feliz por estar em casa.

E mais feliz ainda por ver o seu amado filho.

[SUNNY]

07/04/2019 - DOMINGO
8 P.M.

As meninas tinham combinado de se encontrarem no boliche por volta das 7P.M. O lugar foi escolhido sugerido por Chaeyoung e logo de cara dava para entender os motivos: era um lugar bem retrô, cheio de luzes neon e sons, como se fosse um hard rock café. Era dividido em três áreas, por assim dizer: o boliche em si, que ocupava um andar inteiro com várias pistas psicodélicas e pinos virando; uma área de jogos eletrônicos, tais como fliperamas, mesa de disco, tela de just dance, band hero, entre outros; e a lanchonete.

Chaeyoung comentou que viu o lugar com uma marquinha de ponto legal para jovens, além dela gostar bastante de jogar porque viciou no tempo em que ficara nos EUA. A sugestão dela foi prontamente aceita pelas outras que acharam uma boa forma de terminarem o domingo.

Diferente de Sun-Hee, as outras quatro eram mais pontuais e Lee-Hi foi a primeira a falar

- Sunny deve chegar só lá para as 8 P.M…

- Ah, então vamos dançar ou algo assim enquanto isso. Não vai adiantar pedir uma pista, sem ela. - Chaeyoung logo animou o grupo.

O entrosamento entre ela e Lee-Hi foi logo de cara, porque Chae era muito falante e soltava Lee-Hi. Stella e Hye-Won eram um pouco mais tímidas, por motivos diferentes, mas não demorava para que se rendessem ao jeito da menina de cabelos laranjas - ela tinha tirado sua peruca do armário e colocado uma roupa com estilos misturados. Apesar de ser um vestidinho fofo, de manga comprida, ela colocou meia ⅞ e botas. Stella usava uma roupa bem mais casual: short branco e blusa preta. Já Lee-Hi escolheu uma blusa rosa de manga comprida e uma saia de cintura alta, preta. Hye-Won estava um pouco mais composta, usava uma calça comprida jeans preto e uma blusa de estrelinhas.

Quando Sunny chegou, quase 8 P.M, como Lee-Hi havia dito, as quatro estavam na máquina de Just Dance. Lee-Hi adorava dançar, como a melhor amiga sabia. E lá estava ela com Hye-Won fazendo um duo dançando "Mirotic" do TVXQ, uma música mais antiga, mas estavam na parte de K-Pops do passado.

Chaeyoung estava revirando os olhos e escondendo a cara no ombro de Stella por conta da música.

- Odeio muito essa música… - Comentou.

Stella deu uma risada.

- Por que?! É tão legal… - E arriscou uns passinhos de leve.

Chae fez uma careta de pura implicância. Porém, Hye-Won e Lee-Hi dançavam muito bem e estavam seguindo direitinho os passos que pareciam lá. Estavam cheias de perfect e sincronia. Assim, a bolsista e a filha do diretor de WangJo começaram uma amizade inusitada e cheia de promessas pro futuro.

- AEEE!! - Lee-Hi deu pulinhos e agarrou Hye-Won quando viu a pontuação delas.

- Essa música é horrível, mas vocês mandaram muito bem!! Parabéns!! - Chae bateu palmas.

Stella estava com as bochechas doendo de tanto rir, mas logo olhou na direção de Sun-Hee e acenou para ela, de modo animado. Chae estava para pedir mais uma música, mas logo a ideia foi abortada quando a 5ª elemento da quadrilha chegou.

O boliche estava bastante cheio àquela hora, também por ser um programa familiar e tudo mais. Porém, como elas já tinham chegado bem antes, tinham reservado uma mesa. A mesa redonda logo foi ocupada pelas cinco meninas que fariam um lanchinho primeiro.

- E aí? Como foi?? - Lee-Hi perguntou animada. - Estava bonito??Muito cheio?

- Ah, Sunny! Você sabia que temos uma amiga famosa? - Stella acabou comentando logo na sequencia

- É!! Uma não, duas! - Lee-Hi emendou, apontando Chae e Hye-Won. - Elas saíram em fotos online da revista.

- Sério?!? - Chae não sabia e ficou chocada.

- Verdade… - Hye-Won escondeu o rosto.

- Aqui ó… - Lee-Hi logo pegou o celular, mostrando pra Chae enquanto Stella mostrava o dela.

A revista era bastante conceituada e a matéria foi feita por Myeon. Havia um resumo da ópera, do evento, bem como fotos dos bastidores com os artistas e da área VIP. Chaeyoung tinha saído apenas com o pai numa das fotos e várias outras carinhas conhecidas também estavam lá. Dentre elas, pessoas da turma de Sunny, como a Gremlin que estava linda, a abusada da Eun-Na, Eun-Bi, Bo-Mi e o irmão e...MiSoo. Na foto de MiSoo, havia uma jovem que chamaria a atenção de Sunny, uma jovem que não lhe era estranha, mas ela não sabia de onde.

Como se não bastasse, na foto onde Hye-Won estava, também havia uma figura...conhecida, no mínimo. Sunny só não se lembrava, de cara, de onde conhecia aqueles rostos…




- Hyun fica para o próximo, quando estiver fechando o da Hyemin também o.ov

- Agora vou começar a fechar aos poucos, ate sexta-feira, viu? Prestem atenção nos avisos.
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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:42 pm

O ônibus parou perto do local marcado com as amigas, mas ainda faltavam uns cinco minutinhos de caminhada. Assim que desceu, ela checou o horário mais uma vez e arregalou os olhos enquanto as pernas já iniciavam a corrida antes mesmo da contagem regressiva. Sun-Hee cumpriu o restante do trajeto rapidinho, mas precisou parar na entrada para recuperar o fôlego. Com a mão sobre o coração acelerado e o corpo meio curvado, Sunny puxava a respiração de forma pesada, demorando alguns instantes até que os pulmões voltassem a agir do modo correto. Era absolutamente normal ficar assim depois de uma mini maratona, porém também sentia-se tão cansada, como se as energias tivessem sido sugadas. E, de fato, passou o dia inteiro caminhando, brincando... sem contar a repentina “fuga”... Claro que estaria exausta...

Após isso, ela entrou no Boliche e, de imediato, adorou o tipo de ambiente. Além de ter um charme bastante singular, era alegre e divertido. Chae tinha um excelente gosto e a aparência descolada combinava com o jeitinho extrovertido da amiga. Até pensou em mandar uma mensagem no grupo, mas não era uma tarefa difícil a de achá-las ali. Tanto que não demorou a vê-las próximas de uma máquina de Just Dance, onde Lee-Hi mostrava talento ao lado de Hye-Won. Sunny sorriu diante da cena enquanto se aproximava do grupo. Lee-Hi era bem meiga e fofa, mas bastava tocar uma música agitada e... pronto! Ela se transformava num furacão! E Hye-Won não ficava para trás, não. A dupla estava mandando bem! No momento que a pontuação saiu e as meninas comemoravam o resultado, Stella avistou Sunny e acenou. O sorriso aumentou e ela devolveu o gesto conforme ia até elas.

- Oiiii, gente! Desculpa o atraso – fez um beicinho triste – Dormi mais do que o planejado. Miane, miane.

Cumprimentou todas, abraçando-as de maneira bem apertada. Logo, o quinteto seguiu na direção da mesa reservada e Sunny sentou no meio de Stella e Chaeyoung e era a primeira a pegar o cardápio, aproveitando para apontar algumas bebidas de sabores exóticos. Então, Lee-Hi perguntava sobre o festival. Estranhamente, Sunny corou e encolheu os ombros, mas a carinha animada já adiantava a resposta.

- Foi ótiiiiimo! Eu adorei! Tudo estava lindo! As pétalas das cerejeiras formaram um tapete enorme – Sunny gesticulava – E as fotos ficaram incríveis! Ainda preciso postar, não todas, mas depois mostro para vocês ou a gente não sai daqui hoje!

Porém, não acabou mencionando o principal:

O encontro inusitado com Jung-Mi.

Com certeza que Lee-Hi surtaria, por conhecer a trama, mas Chae e Stella não tinham ideia da situação que envolvia os dois. Hye-Won também não.

- Ora, teeemos?! – levou as mãos até as laterais do rosto, olhando uma por uma – Queeem? – Lee-Hi completava a fala de Stella e apontava para Chae e Hye-Won – Duas??? Nossa, mas que honra, senhoritas! Será que posso pedir autógrafos? – Sunny riu, porém entreabriu os lábios, fazendo um ‘O’ surpreso com a menção da revista online – Nooossa. Cadê?

Enquanto Lee-Hi mostrava o celular para Chae, Sunny verificava as fotos pelo de Stella. Embora achasse interessante o assunto da matéria, pulou para as imagens. Primeiro, era a de Chae com um homem mais velho – Você ficou maravilhosa mesmo, Chae!

A próxima foi da tal Hyemin. Sun-Hee revirou os olhos, só que não negaria que a Gremlin era muito bonita, e naquele vestido vermelho, ela estava excepcionalmente incrível, como uma nobre requintada, maaaaaas... nas horas vagas, Sunny sabia o que ela gostava de aprontar.

Tacar ovo podre na cabeça das pessoas!

Humpf!

Essa informação precisava constar ali!!!

"Srta. Seo, independente de toda a elegância e beleza, possui hábitos, no mínimo, curiosos e questionáveis."

A foto de Eun-Na provocou uma reação semelhante e Sunny se limitou a colocar a língua para fora e fazer careta. Já as próximas eram melhores e de pessoas que ainda não lembrava o nome, mas reconhecia os rostos. Todos muito bonitos e chiques. A última, em especial, chamou sua atenção. MiSoo. Ela estava radiante e usava um vestido deslumbrante... Destacava-se com facilidade. Sunny mordeu o lábio inferior e, de repente, feito um alerta, escutava a voz de Jung-Mi na cabeça, lembrando-a de que não havia nada entre ele e MiSoo. Suspirou baixinho, até que outro detalhe chamou sua atenção. Havia uma menina lindíssima junto da colega de classe, e apesar de não conhecê-la... Tinha a impressão de tê-la visto antes. Cabelos claros e traços delicados...

Hmm, que estranho.

Para piorar aquela sensação esquisita, quando viu a foto em que Hye-Won estava, ela uniu as sobrancelhas, confusa, porém corrigiu-se antes que a menina imaginasse que achou algo de errado – Hye-Won, você parece outra princesa! – sorriu para ela, sendo sincera no elogio.

Novamente pensou ter visto o oppa da foto em algum lugar. Ele era bonito, muuuuito bonito, mas havia algo nele que a desagradava.

Ao fim, entregou o celular para Stella, sorrindo.

- Meninas, as duas estavam fantásticas! – falou e exibia um OK com o polegar – Mas e aí? Gostaram da ópera? Foi legal?

Já tinha perguntado no grupo, mas como Hye-Won não estava, perguntou de novo, interessada de verdade. No entanto, alguns rostos ainda martelavam na mente de Sunny, roubando um pouquinho do foco, mas nada que ficasse evidente.

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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:43 pm

O silêncio era horrível e Won se sentia cada vez menos confortável em casa, daquela maneira. Com os fones de ouvido e sua playlist ele pelo menos disfarçava esse sentimento.


Seu pai já devia estar dormindo e não tinha ideia de quando (e se) teriam outra conversa. Mas iria deixar pra pensar nisso outro dia, sua atenção tinha mudado.

”Pelo menos o Kang teve um dia legal hoje” comentaria depois com ele sobre o dia do amigo. Mas refletiu por um instante se iria comentar sobre aquelas duas discussões que teve no mesmo dia aos amigos...

Won se convenceu de que nunca poderia imaginar Bo-Mi feia em qualquer situação, sendo aquele avatar mais uma constatação de como era bonita até quando não tentava.

”Preciso de um avatar decente...nossa, ela é bem ativa na internet” aos poucos conhecia mais dela.

De início ela não mandou nada depois de aceitar a solicitação, enquanto isso Won levava um bom tempo formulando como iria falar com ela…



“Oi. Acho que quem tem que te pedir desculpas sou eu. Minha ommoni não foi legal com você e te desrespeitou. Eu me senti muito mal por isso, espero que você possa me perdoar por não ter conseguido reagir. Eu...Fiquei sem ação, mas não concordo com nada do que ela disse…”

Sentia o estômago fazer uma pirueta. Sua ansiedade estava nas alturas.

”Ah! Ela respondeu!” nem sabia se ela ia querer responder.

Leu com atenção em cada palavra. Respirou fundo quando leu que ela havia se sentido mal: pelo rosto dela tinha imaginado isso.

Começou a responder mas hesitou por um instante…

”Isso é mais difícil que falar pessoalmente” nunca tinha trocado mensagens com uma garota afinal, mas decidiu seguir seu instinto e continuou.

Não precisa se desculpar, acho que deu tudo errado naquela hora, mas está tudo bem Smile Fico feliz em saber que não pensa daquele jeito.
E...bem, espero que você não deixe de falar comigo na escola por conta daquilo, eu não estou chateado com você
queria reafirmar isso, estava cansado das interferências dos pais, tanto da mãe dela como de seu pai.
Queria trocar de assunto, deixar aquelas coisas ruins para trás e tentar melhorar seu dia...quem sabe o dela também.

Ah, eu tenho uma boa notícia. Lá vem:

Tirou uma foto do braço com as talas e enviou para Bo-Mi.

Sem gesso, sinto meu braço respirar! Very Happy O médico disse que eu devo me recuperar em breve
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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:43 pm

[WON-BIN]

07/04/2019 - DOMINGO
2:50 P.M.


Bomi ainda estava relendo sua resposta, pensando se tinha sido muito vaga ou algo do tipo. Talvez tenha sido um pouco fria no “Oi.”,mas ele também tinha começado assim e, bom, ela não sabia de muitas coisas. Coçou a cabeça, dando um suspiro meio cansado até perceber que ele estava digitando.

- Aish…

Recebeu a mensagem e foi correndo os olhos, vendo até mesmo um emoticon. Escondeu os lábios, segurando um micro sorriso que apareceu. Concordava que tudo tinha dado muito errado naquela hora, mas também ficava aliviada - e feliz? - em saber que ele não estava bravo com ela.

Meneou negativamente com a história do colégio, mas enquanto começava a digitar acelerado, viu que ele diria mais. Apagou a mensagem e esperou. Tombou um pouco a cabeça para o lado e fez um “o” com os lábios ao ver a foto dos dedos dele com uma tala. Sorriu de novo e agora conseguia se soltar um pouco mais.

“Não está tudo bem, mas também fico…” - Olhou para o teto e escreveu logo - “Feliz que você não esteja bravo comigo. Sei que deveria ter feito alguma coisa, mas...era minha ommoni e eu não esperava por aquilo.”

Enviou, mas logo continuou digitando.


“Até onde eu me lembre...u,u quem não estava falando comigo na escola era você =x mas claro que não vou deixar de falar com você por isso, Won-Bin. Independente de você ser bolsista ou herdeiro, tem uma coisa que eu sei que você é...i.i”


Bateu na boca algumas vezes e então disse.


“Meu heroi. hahahaa mas eu vou parar com essa história, já deu -_- “


- Vou nada! - Riu e continuou digitando.


“Você parece ter uma cicatrização muito boa! Já tirou o gesso? Que bom!! Assim vai ficar mais fácil mesmo. Devia atrapalhar a escola e o trabalho, né? Está gostando de trabalhar no café do meu tio? A Hyosang-shi é durona, mas é uma pessoa muito legal. Ela quer ser médica, sabia? =) Certeza de que vai passar esse ano!”


Do jeito que estava trabalhando feito uma escrava? Com que tempo ela conseguiria estudar? A menos que...o trabalho fosse para ter dinheiro para conseguir a faculdade. Quantas coisas mais aquela chefe durona podia esconder?

As pessoas, de fato, não eram preto ou branco.

[SUNNY]

07/04/2019 - DOMINGO
8 P.M.


Lee-Hi deu uma risadinha com o comentário da amiga sobre ter dormido mais do que esperava. Apesar de compreender que a amiga teve um dia cheio e caminhar naquele festival não era fácil, ela também conhecia o lado sedentário e preguiçoso de Sunny. Amava tanto os livros quando uma caminha. Por isso as risadinhas debochadas duraram um pouco mais.

- Fique tranquila, Sunny, as meninas já estavam cientes de que você atrasaria uma hora.

Agora foi a vez das outras darem uma risadinha discreta.

- Tudo bem, a gente entende. - Chaeyoung comentou. - Na verdade, a gente tinha que ter marcado mais cedo e num dia menos atarefado. Mas foi ótimo, eu li a referência sobre esse lugar, mas nada como ver pessoalmente, né?

- Sim, unnie…- Stella concordou. - Eu também achei bom vire já tinha escutado sobre esse lugar. Parece mesmo que estamos no Ocidente. Até o cardápio é mais...ahm…”americano”. - Fez aspas com os dedos.

O cardápio podia ter muito hamburger, milkshake e essas coisas, mas assim como todo país, a culinária era adaptada. Podia parecer americana, mas tinha sabores que só faziam sucesso na Coréia, como pães pretos e diferentes, feito de algas e afins; bolinho de arroz como aperitivo, dentre outras coisas. Porém, também tinha comida estrangeira. Enfim, era um lugar legal.

Stella largou um pouco o cardápio para ouvir sobre o passeio dela. Elas sorriram de modo empático, sendo contagiadas pela empolgação de Sunny. Do jeito que ela falava e descrevia, dava para imaginar como o lugar era lindo.

- Nunca fui, acredita? - Chae comentou. - Quem sabe ano que vem.

- Eu acho que acaba no fim do mês. - Hye-Won ponderou. - Só sei que tem que aproveitar a época das cerejeiras. É um passeio muito bonito, mas fiz poucas vezes.

Ir todo ano era mais uma tradição para a família Kim, por isso era compreensível que as outras não fossem muito adeptas. Era uma coisa linda de ser vista, mas para os Kim era especial porque eles fizeram do passeio um evento para a família.

O festival foi deixado de lado e ninguém achou que faltou alguma peça. Sun-Hee conseguiu esconder bem o encontro com Jung-Mi, até porque, quais eram as chances, não é? Fora que nenhuma delas tinha o garoto nas redes sociais, portanto, não tinham visto as publicações que ele tinha feito. As fotos pelo celular, pelo menos.

Quando ouviu sobre as fotos, Stella comentou sobre Chaeyoung e Hye-Won. Além daquelas pessoas da sala que eram conhecidas e as duas figuras - da família de MiSoo e da família de Hye-Won - Sunny também viu Hyun-Hee. De início, ela não teria reparado, mas logo ao lado dela, Chae também passava as fotos e parou por um instante, ainda que de modo inconsciente, na foto de Hyun-Hee.

- Hunf… - Chae fez um bico.

- Que foi? - Lee-Hi a encarou e então olhou para a foto. - Ah, você conhece esse aí?

- Você não reconhece?- Chae a encarou. - Park Hyun-Hee.

- Mentira!!!! O ruivo?? Ele pintou o cabelo?!?!

Stella também se assustou e se aproximou de Sunny para que vissem a foto que Lee-Hi tinha se espantado. Quando fez isso, percebeu que a amiga estava parada um tempo a mais na foto de MiSoo. Os pensamentos de Sun-Hee eram os mais diversos possíveis...A menina da sala delas estava tão bonita.

- O vestido dela era deslumbrante mesmo...Mas nossa, ela tá tão magrinha nessa foto. - Stella comentou de modo preocupado. - Nunca que conseguiria usar um vestido assim. - Disse de modo divertido. - Elas falaram que o Hyun-Hee está diferente.

E, quando o encontrasse, ele de fato estava completamente diferente. Parecia extremamente seguro de si e tinha uma expressão que misturava sensualidade, irritação ou aborrecimento - depende da luz que se olhava. Fora que ele parecia mais normal com o cabelo castanho e não vermelho desbotado.

- Aliááás! - Lee-Hi falou. - Você tinha dito que não era amiga dele, mas eu bem vi um like na sua foto.

- Não somos amigos mesmo. - Chae fez um palmo de bico. - Sei nem porque ele fez isso.

- Seei...Ele é muito bonito, Chae. E está mais bonito agora…

- É nada.

- É bonito sim. - Hye-Won concordou. - Ele tem um charme, precisamos admitir.

Chae revirou os olhos e Stella deu uma risadinha contida. Enquanto implicavam com Chae, Sunny olhava de novo as fotos, vendo os dois que conhecia de algum lugar. Hye-Won a encarou por um instante, um pouco preocupada com a expressão dela, mas logo deu um sorriso gentil com o elogio.

- Obrigada...Não estava me sentindo uma princesa, mas obrigada pelo elogio.

- Estava sim… - As outras reafirmaram.

Hye-Won e Chae ponderaram um pouco sobre a Ópera.

- Olha...Eu não sou muito fã de Ópera. Só conhecia por alto, algumas, essa foi a primeira que fui. - Hye-Won comentou. - Acho musicais mais divertidos, mas essa Ópera foi muito bonita. É uma história densa e o cenário é bem escuro, principalmente no primeiro ato.

- Porque retrata o inferno, né.

- É...Exatamente. Mas dizem que Ópera você sente, né? Eu fiquei surpresa, mas com um peso no coração. Dei uma choradinha também.

- Eu chorei demais. - Chae falou. - A atriz principal alcançava uns agudos, sabe? Me arrepiavam todinha...Foi muito lindo. Mas, eu concordo que teria sido mais legal ver um musical.

- Vocês já foram a algum musical ou Ópera? - Hye-Won perguntou de modo delicado.

- Já, mas na Broadway. Fui ver Anastasia há uns três anos, mais ou menos. - Stella comentou. - Eu amo esse filme…

- Eu nunca fui. - Lee-Hi comentou. - Não é algo que eu seja muito familiarizada, sabe?

- Entendi… - Hye-Won olhou para Sunny. - E você, Sunny? Gosta desse estilo?
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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:44 pm

Música:

Enquanto estavam na mesma altura, por ele ter abaixado, Jae-ki a observava preocupado. As palavras que Soo-ji começou a dizer o deixaram pasmo. "Aishh, então ela ouviu tudo..." Quando ele dizia que sua irmã era incrível, não era porque estava exagerando. Era tão jovem e ainda assim, já estava questionando o que seria justo. O coração de Jae doeu quando a irmã disse que ele não era o aboji dela, principalmente porque ela tinha começado a chorar. Soo-ji insistia ainda que não queria que ele se sacrificasse e falou sobre dinheiro também. Era mesmo muito difícil esconder as coisas dela. E era muito difícil não ficar triste por não ter dinheiro, principalmente porque tinha sempre a mesma preocupação de ficar sem o pouco que tinham. Queria poder dar as coisas pra irmã, ter uma casa melhor, e tantas coisas.


Como a convenceria de que valia muito a pena se sacrificar por ela? Soo-ji estava muito a frente das outras pessoas, tanto que pensava nele em vez de se preocupar com ela. Para ele, sua irmã tinha mais motivos para reclamar do que ele, mas ao invés disso, nunca reclamava. Tinha crescido sem mãe e com a presença de um aboji que tava sempre bêbado e quebrando as coisas. Por isso Jae-ki tentava o máximo para poder fazer ela se sentir bem, dava uma de omma ás vezes ou de aboji. Mas é claro que não era a mesma coisa, e quanto mais a irmã crescesse, mais difícil isso seria. Isso só deixava Jae-ki mais determinado de fazer qualquer coisa pela irmã, ela merecia todos os seus esforços, merecia mais do que uma vida miserável. Era verdade que ele não era o aboji dela, mas nada o faria deixar de se esforçar pra preencher esse buraco na vida dela. Mas Soo-ji era tão boa que até nisso ela o queria poupar."Soo-ji, vou fazer qualquer coisa para melhorar nossa vida, você merece cada sacrifício."

Antes que ele pudesse pensar em algo para responder, a irmã pulou no seu pescoço chorando. As palavras dela o tocaram profundamente. Retribuiu o abraço e ficou passando a mão nas costas miúdas e magras dela. O pedido dela fazia seu coração apertar, porque apesar de todos problemas que tinha, Soo-ji se preocupava com ele.

- Soo-jiya...

Falou enquanto ficava um tempo abraçado com ela. Suspirou antes para limpar a garganta que apertava, e disse sem soltá-la:

- Soo-jiya... Não chora... Um oppa pensa sim em sua irmã o tempo todo... É o que todo oppa tinha que fazer, não só os aboji... E você é a melhor irmã do mundo!

Jae-ki dá uns tapinhas de leve nas costas da irmã enquanto ela terminava de desabafar no seu pescoço. Era difícil, mas não queria que a irmã passasse por essas preocupações, não merecia isso. Amava tanto a irmã, e para ele, ela valia qualquer sacrifício. Só que não queria que a irmã se sentisse um fardo por isso. Ficaria feliz se visse a irmã bem, era esse seu maior objetivo. Além disso, era inevitável que precisasse de dinheiro pra muitas coisas, mas talvez Soo estivesse certa. Embora não admitisse, tinha ficado sim um pouco triste por não ter dinheiro pra ser como os outros garotos. Talvez tivesse desejado poder ter uma namorada. Mas não podia deixar que os outros o fizessem se sentir inferior por isso. Não era culpa dele de qualquer forma. Era melhor lembrar o que importava, sua irmã, essa sim merecia tudo.

- Eu prometo, e eu já to me esforçando para ser feliz Soo-jiya. E você me faz feliz. Eu sei que ás vezes eu me preocupo demais com dinheiro... Mas se você me abraçar, isso tudo passa.

Ele foi afastando a irmã devagar e enxugando os olhinhos dela foi dizendo sorrindo:

- Não tem como eu não ser feliz com uma irmã tão linda que só fica pensando em mim. Com você, eu sempre vou ficar feliz. É sério! Eu nunca menti pra você. Eu e a halmoni falamos aquelas coisas porque... Ah sabe como a halmoni é... Ela se preocupa demais... Ela nem achava que eu ia passar naquela prova e eu consegui! E você ajudou porque ficou torcendo. Tá vendo como você me faz feliz? Por isso, irmãos são assim, eu me preocupo com você, e você comigo. É normal, e não é injusto. Se não seria injusto você ficar triste por mim também! Vamos fazer assim, eu prometo pra você que se eu tiver uma namorada, você vai ser a primeira saber. Ok?  Já se sente melhor? Já sei, vamos de avião até a feira?

Deu um beijo na testa dela, se ela aceitar ir de "avião", vai colocar ela em cima dos ombros. Soo-ji já tinha uns 8 anos (7 na idade ocidental), mas por ser magrinha era bem fácil carregá-la.  Seguraria o braço dela com uma das mãos e com a outra carregaria o carrinho que ela vinha trazendo para levar os legumes.  A colocaria de volta no chão quando chegassem de feira. E foi legal porque fizeram boas compras. Não reclamou de ter que ajudar a arrumar as coisas quando chegou em casa, sabia como a avó estava cansada pela idade. Infelizmente a halmoni teria que aguentar mais uns anos de trabalho enquanto ele tivesse estudando.

Referência do "avião":


Mais tarde ele foi encontrar com Jong-Suk na Toca. Assim que sentiu o cheiro de pizza ficou bem animado. O amigo o cumprimentava com uma implicancia costumeira. A melhor parte era que oferecia comida, mas Jae nem tinha pensado em pedir permissão... Era seu hyung...

- Ya! Principe o que... Ahsaa! Pizza!

Jae-ki pegou o pedaço da pizza assim que chegou e se sentou esparramado no sofá, apoiando os pés na mesinha de centro. Apesar do amigo estar bebendo, era algo que ele já estava acostumado, não era como se fossem como seu aboji. E desde que não fosse ele a beber, tudo bem. Com a boca cheia já falava:


- Aigooo... Isso tá tão bom... Hyung, cara, tem tanta coisa pra te falar...

Ele pretendia falar da Eun-bi, mas sem mencionar o nome dela, ao menos que Jong-Suk perguntasse. Jae-ki contou como a encontrou sozinha naquela loja e o que fez para ajudar ela. Disse a história do celular e da troca dos chips, e que ela era de Wangjo. Enquanto falava sobre isso, não conseguia evitar de sorrir ao lembrar da ótima noite. Por fim, comentava mais sobre o que tinha acontecido naquela noite.

- E eu juro, ela preferiu pegar o metrô comigo! Me pediu para pagar a passagem! Pediu pro cara mais pobre da turma... Aigo... E eu ainda perguntei se ela queria comer algo! Só que ela não quis. Eu não tô normal... Mas sabe o que é isso hyung?! Ela não quis que eu pagasse! Isso nunca aconteceu, tipo uma garota! Ela prometeu pagar a passagem amanhã. Ahhhh, e foi tão louco... Quer dizer, não aconteceu nada demais... A gente andou, conversou... É tão bom conversar com ela, tipo é muito fácil... Eu não sei explicar...Tiramos fotos, que ela pediu para tirar! Depois quase perdemos o metrô, ai saí correndo com ela. Eu fiquei meio distraído... Aí tropecei na escada, ela me puxou para eu não dar de cara no chão. Mas caímos de bunda no chão, e aí depois ficamos rindo sem parar!

Depois de contar a sua noite, Jae-ki respirou fundo. Eram muitos pensamentos para por ordem. Pegou mais pizza e completou:

- E eu dei meu número para ela avisar que chegou bem, e ela mandou mesmo! E tem mais, ela me mandou um sms hoje de manhã! Um sms cara! Só que eu não respondi, porque respondi o que ela me mando ontem, ai ia ficar muito caro...  A gente brigou antes lá na escola, mas foi porque eu entendi ela errado, porque ela não explica as coisa direito. Em vez de falar logo, fica falando metades, sabe? Mas não brigamos mais... E eu não entendo, hyung. Eu me sinto estranho perto dela, é tipo incrível ficar do lado dela, mas ao mesmo tempo quando brigamos eu me senti com muita raiva e sei lá... Eu acho que tô ficando otário ou doido... O que você acha que é? Já sentiu isso antes alguma vez? Eu tô muito ferrado? 

Jae-ki comia mais pizza enquanto esperava pela reação do Hyung.

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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:45 pm

Talvez em outra situação MiSoo desse mais importância à estar abraçando um garoto, só que desta vez a mágoa deixada pela presença amarga da mãe falava mais alto e o gesto carinhoso de Gyu Sik tornou-se um gatilho que a fez perder o controle sobre as emoções que tentava suprimir. Talvez realmente estivesse necessitando desse abraço.

Apesar dos soluços, o choro não durou muito tempo. A tristeza e a decepção começavam a serem substituídos por outros sentimentos.

Ao separar-se de Gyu, sentia-se envergonhada tanto pelo abraço quanto pela cena que ele precisou presenciar e intervir, porém já se sentia bem melhor quanto a tristeza que lhe assolava. Tanto que já não tinha mais aquela urgência de correr para vomitar.

MiSoo ergueu um pouco os olhos só para vê-lo procurar algo nos bolsos, mas não demorou muito para estar encarando o piso outra vez. Não era muito fácil manter a cabeça erguida quando tinha acontecido tantas coisas fora do comum em tão pouco tempo.

Sentia-se um pouco atordoada, meio sem ação, entretanto não chorava mais, só tinha os olhos e o rosto úmidos.

A pequena mentira que Gyu Sik disse à mãe de MiSoo tinha voltado à sua mente e a garota resolveu lhe questionar sobre o assunto, mesmo que houvesse sido uma pergunta feita no impulso. Ele a respondeu com outra pergunta e MiSoo ergueu a cabeça com uma expressão confusa, meio perdida. O observou se aproximar um passo dela com a mesma expressão, mas a garota notou que ele levava as mãos ao seu rosto e chegou a jogar o corpo um pouco para trás por reflexo, porém MiSoo acabou desistindo e deixou que Gyu Sik pousasse as mãos em seu rosto e enxugasse os resquícios das lágrimas que tinha chorado. O gesto não lhe ajudaria em nada no quesito superar a vergonha que estava sentindo, tinha o efeito contrário, mas agora entendia que ele estava tentando lhe ajudar e lhe consolar, por isso, mesmo com vergonha, não tinha por quê fugir. A garota sentiu o rosto ficar mais quente e não foi só por causa do calor das mãos deles. MiSoo tinha um olhar todo tímido e inseguro, enquanto Gyu Sik lhe enxugava as lágrimas. O toque em seu rosto tinha quase lhe feito esquecer o teor da conversa, quando o garoto continuou, respondendo que Hyo Jin quem tinha mentindo primeiro.

Primeiro MiSoo arqueou as sobrancelhas em surpresa, depois as franziu em uma expressão pensativa, se esforçando para lembrar o que ela tinha dito, sem saber direito onde sua ommoni tinha mentido.

- Mwo…? - resmungou, sem força na voz, ao ouvir Gyu afirmar que ela não estava parecida com sua ommoni na ópera.

Com o novo elogio do garoto, que afirmava que MiSoo era muito mais bonita que a mãe, ela apenas piscou algumas vezes, incrédula, imóvel como se estivesse tentando digerir o que tinha ouvido. Até que um sorrisinho bobo começava a se formar no canto dos lábios e a garota começava a aperta-los um pouco, segurando um risinho.


- Aigo, Gyu-Sik-ah! A ommoni foi uma Miss Coréia, se você não se lembra! - respondeu em um meio tom de sermão, mas segurando-se para não rir, só que era bem difícil com ele lhe segurando o rosto e com a ansiedade que isso gerava.


MiSoo levou a mão fechada ao espaço entre os pulsos do garoto para cobrir a própria boca e esconder o sorriso.

Gyu Sik voltava ao assunto sobre o que tinha acontecido e a pequena alegria que começava a surgir timidamente no rosto de MiSoo, tinha voltado a desaparecer. Quando ele soltou seu rosto, a tenista aproveitou para voltar o olhar para o chão mais uma vez.

- Você não tem culpa disso. Isso sem-- e parou a frase no meio, pois simplesmente não queria mais falar sobre o que tinha acontecido, muito menos sobre o que sempre acontecia dentro de sua casa - Ahn… Apesar de que você não devia ter feito isso, eu fico muito grata por querer me ajudar. - esforçou-se para dar um pequeno sorriso, unindo as mãos em frente ao peito outra vez.

Continuou a ouvir o que ele dizia, enquanto se recuperava dos acontecimentos anteriores com mais eficiência agora que Gyu Sik tinha lhe soltado o rosto. A tenista ergueu um canto da boca em um sorriso sem humor com ele supondo que MiSoo não deveria ter inspiração alguma para escrever agora. Não poderia estar mais certo…

- Vai ser difícil… - esboçou um biquinho meio desanimado.

Bastou Gyu perguntar se ela queria dar uma volta que o rosto de MiSoo começou a se iluminar um pouco. Normalmente ela iria se refugiar no jardim de sua casa - ou então ia para algum lugar meio vazio e arborizado do condomínio - depois de levar algum sermão da mãe, portanto sair de dentro de casa era sempre a melhor ideia! E sair acompanhada era melhor ainda. MiSoo já sabia que sair de casa e - de preferência - ir para perto da natureza sempre ajudava a melhorar seu humor. Poder ir ver a BoMi, por quem estava preocupada depois que seu irmão contou sobre a ceninha da mãe deles no café, era ainda melhor! Conforme Gyu Sik continuava a falar, o sorriso de MiSoo melhorava um pouco mais. Só que apertou os lábios outra vez, fazendo o sorriso sumir e fechou os olhos, sentindo-se tímida de novo, pois achou que o garoto ia tocar seu rosto mais uma vez ao erguer a mão na direção dela. Mais outro sorriso tímido se fez em seus lábios ao perceber que ele estava ajeitando sua franja. Esse novo nível de intimidade que não tinham antes era recente demais e a tenista não tinha ideia de como se portar ou reagir.


- Aishh! Por favor, vaaaamos! Eu preciso mesmo respirar um pouco de ar fresco fora de casa. - chegou a dar um mini pulinho de alegria, mas aí um biquinho triste se instaurou nos seus lábios de novo - Mas você pode me ajudar outra hora no dever? Se puder. Só não pode ser aqui. - fez uma caretinha meio infantil, mostrando a ponta a língua e se afastou um tanto afobada, mas nem esperou ele responder para continuar - Espera só um pouquinho aqui, eu já volto! - se moveu rápido em direção à mesa,onde juntou todo seu material e tirou o óculos preso na roupa para colocar sobre o topo, em seguida saiu apressada da sala carregando o material escolar, mas sem correr dessa vez e foi até seu quarto.

Ela aproveitou lá para pegar uma bolsinha e o celular que tinha deixado no quarto, pois sabia muito bem que seria ainda mais difícil se concentrar com o aparelho por perto. Olhou com certa pressa se tinha alguma resposta das amigas e foi ao banheiro limpar o rosto melado de lágrimas e limpar ou ajeitar alguma maquiagem que houvesse borrado.

MiSoo chegou a pensar em aproveitar a oportunidade para expelir todo o açúcar que tinha ingerido, mas a ideia não lhe pareceu tão atrativa dessa vez. Tinha outras coisas para fazer e pensar.

Não demorou muito para voltar toda apressada, ansiosa para sair de casa e se livrar de vez da atmosfera pesada do lugar.

- Pronto! Vamos! - pegou sua mão e lhe puxou, mas só até saírem pela porta da sala de estudos, depois disso achou melhor soltá-lo antes que alguém resolvesse implicar pelo motivo que fosse.
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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:45 pm

Aquilo era uma boa distração.

“Não está tudo bem, mas também fico…” - Olhou para o teto e escreveu logo - “Feliz que você não esteja bravo comigo. Sei que deveria ter feito alguma coisa, mas...era minha ommoni e eu não esperava por aquilo.”

"Acho que nenhum de nós dois vai conseguir esquecer aquilo que rolou..."

Deixou que ela digitasse primeiro. Sentia o coração bater mais forte enquanto recebia as mensagens.


“Até onde eu me lembre...u,u quem não estava falando comigo na escola era você =x mas claro que não vou deixar de falar com você por isso, Won-Bin. Independente de você ser bolsista ou herdeiro, tem uma coisa que eu sei que você é...i.i”

"Aish, Won seu idiota...mas eu sou o que? EU SOU O QUE!?"


“Meu heroi. hahahaa mas eu vou parar com essa história, já deu -_- “

Won corou ali mesmo, sozinho no quarto.

"De novo essa história de heroi..." ser chamado assim era uma memória um tanto agridoce, bons momentos e maus momentos. Mas ainda assim lhe fazia sorri sem querer.


“Você parece ter uma cicatrização muito boa! Já tirou o gesso? Que bom!! Assim vai ficar mais fácil mesmo. Devia atrapalhar a escola e o trabalho, né? Está gostando de trabalhar no café do meu tio? A Hyosang-shi é durona, mas é uma pessoa muito legal. Ela quer ser médica, sabia? =) Certeza de que vai passar esse ano!”

Via uma nova faceta da chefe.

"Médica? Eu nunca imaginaria...e bem, ela acaba de confirmar sobre o tio dono do café..." tomou nota da confirmação das ligações dos Yoon com seu trabalho.

Ei ei, eu já pedi desculpas por não falar com você durante esses dias Shocked
Melhor não me chamar de herói por aí, senão eu posso revelar seu codinome Sabiá 1
- riu um pouco já lembrando de mais cedo quando se recordou do nome.

Sim, o gesso era bem ruim porque eu tinha que fazer tudo com uma mão só, eu fiquei morrendo de medo de não conseguir manter o trabalho affraid Eu gosto de trabalhar lá, e nem é pelo dinheiro ou algo assim..." pensou um pouco antes de continuar a escrever. Eu gosto porque eu consigo ser um pouco menos tímido, tendo que atender as pessoas, é tipo um treinamento de choque pra mim Smile

"Meu Deus eu to escrevendo demais"

A chefe Hyosang quer ser médica? Que legal, eu nem imaginava, ela parece tão focada no trabalho. Confesso que eu tinha um pouco de medo dela

"Ainda tenho na verdade" pensou

Agora vou torcer por ela

Pensou mais um pouco, era um momento interessante pra perguntar algo...

Essa semana começam os clubes, não é? Quais informações exclusivas e dicas essenciais que a Sabiá 1 tem para revelar? Digo, como é a Wangjo não devem ser só clubes de escola comuns certo?

Esperava que ela também contasse quais clubes faria parte, afinal...nunca se sabe.

Esse pequeno instante, esse pequeno momento, faziam aquele dia valer mais a pena...Won perdia a hora conversando.
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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:45 pm

O comentário de Lee-Hi não passou despercebido. Sunny estreitou os olhos para a amiga e abriu a boca de um jeito fingidamente chocado – Ah, é, dona Lee-Hi? E, por acaso... como as meninas souberam disso, hein? – os risinhos das amigas entregavam a garota, que recebeu várias cutucadas nas costelas – Olha só! Está aprendendo com o Kim, é? Você apontando meu sedentarismo e ele a minha falta de habilidade na cozinha!!! – cruzou os braços e o bico cresceu – Ainda beeeeeem que tenho novas amizades que irão me aceitar do jeitinho que sou!

Era apenas implicância, claro, já que no instante seguinte, Sun-Hee ria junto delas.

Chae e Stella reforçavam a opinião sobre o lugar, enfatizando o estilo ocidental do estabelecimento, algo notado tanto no designer quanto nos petiscos, embora os mesmos estivessem adaptados para que o paladar não estranhasse.

- Podemos marcar de novo e, da próxima vez, chamar os meninos, que tal? São tão engraçados! Quero ver se eles se garantem no boliche como nos jogos. Se bem que... O Kim é competitivo demais... Não fiquem enganadas com a carinha de bom moço. Aquele lá... Hum. Melhor até esconder os detalhes sórdidos - enfatizava no drama e aparentava falar sério, mas Lee-Hi já estava acostumada com as alfinetadas de Sunny e Joo-Hyuk – De qualquer forma, será legaaaal. O Dong também muda de personalidade assim que ativa o modo “game”, Eun?! – perguntou, curiosa – Ele parece muito centrado.

Logo, foram para a mesa e o papo continuou.

Não estava com muita fome, mas pediria um milkshake e... quem sabe, outro depois. No fim, apesar das extensas opções de misturas e sabores, Sunny acabou escolhendo um de baunilha com chocolate e avelã. Clássico dos clássicos, ao menos no gosto dela. Porém, era sempre desse jeito. Namorava o cardápio por horas e mais horas, e então... decidia pelo de costume.

Quando Chae disse que nunca foi no festival, Sunny a olhou meio surpresa.

- Você precisa ir, Chae! Acho que vai gostar! – Hye-Won comentava que o festival duraria até o fim do mês – Oh, tem tempo!

Ela realmente adorava o passeio. Não importava a quantidade de vezes que Sunny visitou o lugar, não se cansava. Todo os anos era uma nova “primeira vez” porque os sentimentos a atingiam com a mesma intensidade.

Mesmo que...

Hoje tenha sido diferente.

Sentiu vontade de contar para as amigas, mas algo a conteve.

Talvez o fato de não soar... real.

Tinha medo do dia seguinte...

E o que ela queria, afinal? O que esperava? Conversaram e se acertaram, mas... e agora?

Huh?

Suspirou baixinho.

Então, passaram para a sessão de fotos e embora concentrada no celular de Stella, a curiosidade de Lee-Hi contaminou Sunny, que esticou a cabeça, ainda mais ao escutar o nome, ou melhor, o sobrenome Park. Mas não era o seu Park – Hum? Quêêêêê??????? Esse é o Park Hyun-Hee? Caramba! – pendeu o rosto para o lado, analisando – Ele está super diferente! – no entanto, a expressão do garoto se mantinha “coisada”, já que era impossível prever o humor do irmão de Jung-Mi. Disfarçadamente, encarou Chaeyoung, na busca de reações.

Hmmm. Bicuda, né?

Rindo sozinha, voltou à posição anterior e foi aí que a foto de MiSoo se destacou. Sun-Hee, sem perceber, paralisou na imagem lindíssima da jovem. Enquanto falavam de Hyun, Sunny deixou os pensamentos correrem, até que o comentário de Stella a trouxe de volta. De tão admirada com o conjunto, não notou esses aspectos... Não a conheceu antes, e não tinha como fazer comparações. Sorriu para Stella e fez uma cara do tipo “até parece que não!” por conta do vestido. Stella era muito bonita e se destacava facilmente, mas não tratava-se de um elogio que ela gostaria de ganhar. Nesse curto tempo de convívio, puderam notar que a aparência destoante de Eun era motivo de maldade e repúdio.

Coisas do WangJo.

Coisas de criaturas pequenas e estúpidas.


De repente, Lee-Hi “lançava” Hyun na mesa e a irritação de Chae era impagável. Sunny segurou o riso com os dedos apertados na boca, mas não teve sucesso – Ué... Não são amigos? Que engraçado porque, naquele dia... no refeitório... Vocês pareciam bem próximos... Hmmm... – jogou mais lenha na fogueira, arqueando a sobrancelha de maneira implicante – Ohhhhhh! Teve like? Meu Deus, Chaeyoung!!!


- Sim, ele é bonito... – concordava com as meninas.

Retornava para as fotos e dessa vez parava na de Hye-Won, mas por motivos além da nova integrante. Ficou envergonhada em ter deixado Hye-Won nervosa e rapidamente acrescentou o elogio – Ora, como não? Muito linda sim! – e todo mundo assentiu.

Apesar dos rostos ainda a deixarem encucada, largou a questão de lado, por ora, e prestou atenção em Chae e Hye-Won. Os olhinhos até brilharam conforme a feição adquiria nuances fascinadas com a narrativa. Lee-Hi e Stella se posicionavam também à respeito.

- Eu gosto de ambos! Mas, infelizmente, nunca tive oportunidade de assistir uma Ópera, apenas pela internet, mas já fui em alguns musicais. São dois estilos bastante parecidos, porém “trabalhados” de formas diferentes. Os musicais costumam ser mais fluídos. Já sobre a Ópera, especificamente, acredito que experiências virtuais não fazem jus porque estar presente, ver cara a cara deve... ahn... hehe... – ajeitou uma mecha atrás da orelha – Às vezes, posso me empolgar um pouquinho... Eu tenho essa queda para os clássicos... Acho... lindo e comovente.

Sorriu.

- Estou animada com os clubes que escolhi e começam amanhã! Teremos mais tarefas, mas imagino que será divertido também! Os três que optei batem direitinho com o que gosto, aliás, até o grêmio.  
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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:46 pm

[WON-BIN]

07/04/2019 - DOMINGO
3:10 P.M.

Bo-Mi deu uma risadinha baixa quando viu a resposta dele sobre já ter pedido desculpas por aquele dia. Continuava trancada no quarto, deitada em sua cama e tinha mudado de pose várias vezes, bagunçando os lençóis. Enquanto esperava pelas respostas, ela se esticou para catar os fones de ouvido para ouvir algumas músicas aleatórias de sua playlist.

“Eu sei que você pediu desculpas u,u Só estou lembrando quem não falou =XX”

Sorriu de novo e escondeu os lábios com a mão quando relembrou o codinome. Ela dizia cada coisa boba com MiSoo, não é? Continuou a leitura e ficou um pouco surpresa com aquela revelação dele.

Não achava que Won-Bin fosse tão tímido quanto dizia. Ela não tinha percebido, pelo menos. Claro que ele não era solto como Kang, mas até aí...Os meninos geralmente eram mais fechados mesmo, não é? Deixou um bico no canto dos lábios e deu de ombros.

“Parece que está funcionando. Não diria que você é tímido, viu? O.o”

Quanto à Hyosang, Bomi logo defendeu.

“Hahahaha...algumas pessoas usam o ataque como forma de defesa, sabe? Ela é um doce >< uma pessoa muito querida, porém, desconfiada. Depois que você ganha a confiança dela fica mais fácil =] eu a adoro e torço bastante por ela também. Tenho certeza de que será uma excelente médica “

A conversa parou por um instante, mas Bomi não quis parecer muito apressada. A última mensagem tinha sido dela e, talvez Won tivesse saído para alguma coisa...Olhou na direção da bancada de seu quarto, a cortina tapando, parcialmente, a visão, mas alguma claridade ainda entrando.

Eis que ele volta e fala sobre os clubes. Bomi ajeitou-se mais uma vez, sentando-se na cama com as pernas em pose de lotus.

“Ahm...Se esforce bastante porque os clubes são bastante exigentes e uma espécie de vitrine. Nós temos alguns eventos específicos, então nos apresentamos para pais, professores e investidores, sabe? É uma forma de criar contato i.i então, leve à sério. Eu entrei em três, mas estou com um pouco de medo de não dar contar”

Fez uma breve pausa.

“Já tenho várias atividades fora da escola também, vai virar uma bagunça, mas agora já era xD Eu também não saberia qual escolher >< Gosto de dança, coral e rádio!! Não tem como escolher um! Quais você pegou?”

- Teatro e música, eu já vi... - Mas perguntou só para Won não ficar nervoso por ela saber demais.

[MISOO]

07/04/2019 - DOMINGO
4:40 P.M.

O garoto tombou um pouco a cabeça para o lado, ponderando sobre a afirmação de MiSoo. Fazia uma expressão de dúvida como se não compreendesse o que ela tinha acabado de dizer acerca de sua mãe ter sido uma Miss Coreia.

-  E daí? - Acabou dando um sorriso no canto dos lábios. - Se você tivesse concorrido com ela, a Miss Coreia seria você, não ela.

Não parecia brincar quando dizia isso. Ele realmente acreditava em suas palavras, mas logo os dois se afastaram. Gyu-Sik ainda se aproximaria uma vez mais para ajeitar a franja amassada dela e aproveitava para convidá-la para sair daquele lugar tão hostil. O sorriso iluminado de MiSoo era toda a resposta que ele precisava.

Ficou encantado, sentindo o peito e as bochechas esquentarem por conta da onda de calor que sentiu enquanto o rosto dela se aproximava. O garoto era incapaz de desviar o olhar do rosto dela, mas logo deixou que um sorriso doce brotasse e ele meneou positivamente diante do pedido dela.

- Claro que vou ajudá-la. Espero… - Acompanhou com o olhar e ficou um tempo sozinho no quarto.

Coçou a nuca, olhando um pouco confuso para o cenário. Nem ele mesmo estava se reconhecendo. Desde quando tinha tanta coragem para falar as coisas? Talvez a Ópera realmente tivesse sido um divisor de águas, principalmente depois daquelas fotos. MiSoo já era um comentário recorrente na roda de meninos e depois do modo que ela tinha se exibido, roubado as atenções...Tsc…

Tinha sido fácil falar na noite anterior - mentira, foi difícil, mas escapou. Agora ele só reforçava o que achava mesmo! E cada vez que repetia, sentia que ficava mais à vontade com aquilo.

Suspirou e arrumou sua mochila, assim como juntou o lixo para jogar fora. A caixa de cookies seria levada na mão dele, mas ele aproveitou para pegar mais um enquanto ela não voltava. Quando a tenista voltou, ele tinha acabado de fechar a caixa e fazia uma cara de culpado - com algumas migalhas no canto da boca. Forçou um sorrisinho e disse.

- Vamos, Misoo-yah. - Segurou a mão dela também, mas se soltaram no corredor.

De modo muito discreto, porém seguro, os dois trocaram os sapatos na entrada e se retiraram da Residência Yeun. Aquela tarde de domingo estava bastante agradável, pois o sol não machucava a pele, além de ter um vento gostoso. O condomínio era bastante arborizado, então tinha aquele clima mais fresquinho que, às vezes, dava uma falsa impressão de frio.

Os dois aproveitaram o breve passeio de modo leve, mas não chegaram a conversar muito. A vergonha ainda os perseguia, de certo modo, mas vez ou outra, Gyu-sik olhava para ela. MiSoo parecia mais feliz e aliviada por sair de casa. Ainda que fosse para entrar em outra.

O celular dela também tinha algumas respostas de Eun-Bi e Bo-Mi.

“Foi algo MUITO BOM! Digo...Eu acho que foi bom. Na verdade, acho que foi legal.
Na realidade, eu não sei, amiga i_i eu estou um pouco confusa!! Mas...Esse algo é o motivo do metrô não ter sido perigoso. Eu fui acompanhada >< Você não adivinharia por quem xD Se você adivinhar, eu aproveito que tô no shopping e compro algo fofinho para você. Tem uma chance! Olha como sou generosa <3

Ela apareceu online depois, a bandida u,u mas fica de olho. Quanto à minha mãe, eu fiz um escândalo hoje cedo, até liguei pro meu pai. Provavelmente, ela se vingará de mim depois, mas meu pai me salvou dessa vez. Daí peguei meus cartões de volta e saí pra dar uma volta no shopping. Preciso comprar umas coisas .-. Enfim, tenta adivinhar, seu presente depende disso u,u~~

Como está sua aula, hein? Espero que esteja se divertindo e não dormindo em cima do livro.

Saranghae <3”


Bomi também tinha respondido.

“Amiga, desculpa, aconteceu uma coisa meio chata hoje, mas acho que já resolvi.
Está tudo bem com você também? Se meu irmão encher seu saco, me avisa que bato nele depois xD”

Ao se aproximarem da Residência Yoon, a primeira coisa que veriam era a quantidade de carros que estava estacionado dentro da casa ou nos arredores. Era uma reunião de médio porte - no caso, só tinha muitos carros porque as pessoas não conheciam a palavra carona e gostavam de ostentar. Gyu revirou um pouco os olhos e foi guiando MiSoo. A reunião acontecia no jardim, para aproveitarem o dia, mas dentro de casa, os garçons do buffet andavam de um lado para o outro com as bandejas.

Gyu indicou as escadas para MiSoo e deixou que ela subisse primeiro, indo logo atrás. No segundo andar, ainda dava para ouvir o som, mas, pouco a pouco, ele ficava mais distante. O garoto se aproximou do quarto da irmã e bateu na porta três vezes.

- Bomi-yah...Tem visita… - Mais batidas. - Bomi…

Não precisou chamar de novo porque eles ouviram os passos de Bomi e a porta sendo aberta. O cabelo dela estava um pouco bagunçado, mas a expressão parecia...tranquila? Quase feliz? Olhou meio aborrecida para Gyu-Sik, mas os olhos brilharam ao ver MiSoo.

- MiSoo-yah!! Você aqui?? Pensei que fossem estudar!!

- Estudamos. Agora ela está entregue… - Gyu-Sik disse de modo meio rabugento para a irmã. - E, como sou um irmão bondoso, toma...MiSoo-yah que fez.

Bomi olhou da caixa para MiSoo, de MiSoo para Gyu-Sik e então para MiSoo.

MiSoo-yah? Ela pensou, mas então sorriu.

- Que bom te ver! - Abraçou a amiga e o irmão continuou ali de enfeite.

- Não era você que estava chorando aí mais cedo?

- Eu?? Claro que não. Eu tô ótima! - Ela fez uma carícia no próprio rosto.

- Então vou levar os cookies.

- Não se atreeevaa!! Me dá! - Pegou a caixa com a mão, MiSoo com a outra e puxou ambos para o quarto, caixa e MiSoo. - Adeus!

Ainda fez menção de chutar a porta para que ela batesse na cara de Gyu-Sik.

[JAE-KI]

07/04/2019 - DOMINGO
5:30 P.M.

Soo-Ji era uma criança bastante bondosa e com uma mente evoluída para a idade dela. Porém, no fim das contas, ela era só uma garotinha de oito anos que tentava transformar sua realidade tristes e desesperançosa em algo mais...bonito e, quem sabe, com um futuro promissor.

Jae-Ki era a pessoa que ela mais amava no mundo. Claro que ela também amava sua halmoni e até mesmo o aboji. Todas as noites, antes de dormir, ela abraçava sua boneca de trapos velhos e pedia aos céus para que a mamãe recebesse o recado do dia. O recado do dia sempre era um breve resumo sobre o que tinha acontecido e encerrava pedindo para que a mamãe protegesse seu oppa, as vendas da halmoni e que nada de ruim acontecesse com o aboji durante o caminho de volta para casa.

Não era o tipo de pessoa que guardava mágoas, tanto que, mesmo sem ter convivido muitos tempo com a omma, ela nutria um profundo respeito - quiçá idolatria - por ela. Como as fotos tinham se perdido, ela tentava projetar uma ommoni com o que a avó descrevia. Não perguntava para Jae-Ki como a mãe era, porque sabia que era um assunto que o machucava, mas a halmoni não tinha problemas com isso.

Apesar de ser muito brava, ela era sincera. Por isso quando a halmoni disse que a mãe dela era “uma mulher linda”, ela logo imaginou uma verdadeira rainha de cabelos negros como os dela, a pele branquinha, os olhos bem desenhados...E, bom, não sabia se estava certa, mas na sua cabeça, a omma era perfeita.

E foi assim, tentando trazer beleza às coisas que ela vinha superando o dia-a-dia difícil que passava com a família. Por isso acreditava que o dinheiro não era tudo, porque, apesar dos pesares, ela se sentia feliz quando comia arroz com o oppa e a halmoni após um dia cheiro de trabalho.

Era seu momento em família.

No entanto, ter ciência que seu oppa estava sofrendo de amor - na mente romântica e criativa dela - por ter sempre que se sacrificar, não parecia justo. Não queria isso! Não queria que o oppa se arrependesse por não ter tentado ser feliz!

Em meio ao choro que começou a ter na rua, Soo-Ji o abraçou com forças para esconder um pouco o rostinho. Ouvia o pedido de Jae-Ki, mas também ela pedia para que ele prometesse algo muito importante. Os dois se encararam de modo terno, porém sério. Concordava com o que ele dizia e balançou a cabeça fazendo um biquinho.

- Eu acredito em você, oppa. Sempre acredito em você!

A conversa teve um desfecho bom e logo estavam unidos de novo. Ela riu do aviãozinho e a feira foi bastante produtiva para eles. Quando chegaram em casa, guardaram tudo e Soo-Ji foi ver um programa dominical com a halmoni, dividindo o biscoitinho com ela agora.

[...]

Jong-Suk estava acostumado aos modos de Jae-Ki, mas isso não queria dizer que não iria reprimi-lo. Bateu na mão dele quando avançou daquele modo na pizza. Apontou o indicador para ele e só liberou o pedaço depois que ele pedisse.

- Charming - Repetiu num inglês sofrido, para falar que Jae-Ki era um “Principe Encantado”, numa clara implicância pelo que tinha acontecido na noite anterior. - Sei que tem. Tem soda na geladeira, pra você molhar a garganta depois de contar tudo.

Jong-Suk também pegou um pedaço da pizza. Desligou a TV e comeu sua pizza na mais pura paz e tranquilidade enquanto ouvia o relato dele. Imaginou que a menina fosse da escola nova porque, do pouco que tinha conseguido ver, ela parecia muito bem vestida. Nada como as meninas “da classe deles” que era muito mais largadas, ainda que fossem bonitas também.

Acabou rindo quando Jae-Ki se mostrou espantado porque a menina não aceitou comer nada e ainda voltou de metrô com ele. Meneava positivamente enquanto degustava de sua pizza. Lambeu os dedos e esfregou na calça depois. Apoiou os cotovelos no joelho e se arrumou para falar.

- Veja bem… - Fungou o nariz. - Você está mais do que ferrado. Você está muuito ferrado. - E logo deu uma risada bem debochada. - A garota soube te conquistar fazendo a humildona, né? Tipo...Você nunca ouviu que as mulheres mentem?

Jong-Suk não sabia que essa, em especial, mentia bastante. Mas o exemplo que ele deu a seguir foi bem mais ameno.

- Pedem só saladinha, se fazem de fofinhas, mas logo estão comendo o seu prato também e pedindo o último lançamento da HGT - marca de celular do jogo, a “nossa Samsung”. - O pior é que tu tá apaixonado, saca? E vai comprar muita briga por ela.

Pegou outro pedaço de pizza e começou a comer.

- Mas fala a verdade, vocês ficaram só de mãozinha dada? Como assim não beijou? Jae-Ki, você já foi mais esperto. Se bem que pode ter sido bom, porque se vocês tivessem se beijado, você podia estar mais chato apaixonado. Ou talvez tivesse achado ruim. - Jong-Suk ficava mexendo a pizza enquanto elencava as possibilidades.- Ah quer saber? Perdeu chance. Pelo que você falou, ela tava afim, saca? Você já foi mais ligeiro nisso, tá me fazendo vergonha.

Provocou o pobre garoto, mas se calou um pouco para conseguir comer também. Se ficasse falando, Jae-Ki comeria tudo sozinho e aí ele ficaria puto.

[SUNNY]

07/04/2019 - DOMINGO
8 P.M. ~ 10 P.M.

O grupinho estava revezando os momentos de implicância. Primeiro foi o atraso de Sunny que tinha sido avisado por Lee-Hi e se provado real! Riram da resposta da atrasada e da cara que Lee-Hi fez quando a amiga disse que tinha achado novas companhias. Só ficou mexendo os ombros e agarrou Hye-Won, fazendo uma careta. Dizia que Hye-Won era a parceira de dança dela! Enquanto isso, Sunny enfiava os braços nos braços de Stella e Chae.

A provocação seguinte foi em relação à Kim. As meninas ficaram surpresas com aquele comentário dela.

- Sério? Ele parece tão calmo… - Stella respondeu. E quanto a Dong, ela disse. - Ah, Hee-Kyung-shi é bem calmo. Calmo até demais e muito bom nos jogos.

Disse a verdade e também achava que ele iria gostar daquele lugar. A simples menção deles já era motivo de risos e todas, com exceção de Hye-Won que não sabia quem eram, pareciam aprovar aquela ideia. No dia que os dois grupos saíssem, certamente voltariam ao boliche para desafiá-los. Para isso, prometiam que treinariam bastante!

Quando o assunto virou o Festival de Cerejeiras, Chae prometeu que iria. Talvez não esse ano, por conta da agenda, mas certamente no ano que vem, assim que as primeiras desabrochassem. Devia ser uma imagem espetacular mesmo.

Chae trazia uma expressão ótima, mas fechou a cara com a história de Hyun-Hee. Encheu as bochechas, fez biquinho, revirou os olhos. Mas nada adiantou! Aparentemente, a rodada de implicâncias tinham virado para ela!! Nem respondeu que ele era bonito. Não era obrigada a dizer! E não achava!!!

Também se conteve para não contar como diabos tinha conhecido. Por algum motivo, achou que o momento fosse...particular demais para compartilhar.

Quase como se fosse um momento que ela preferia guardar apenas para si.

Felizmente, o assunto mudou para Ópera e Hye-Won era quem ditava o ritmo das perguntas. Lee-Hi deu um sorriso quando a pergunta foi direcionada para Sunny. Logo as meninas entenderam o porquê: Sun-Hee não gostava, simplesmente, ela AMAVA. E se empolgava muito enquanto falava.

As meninas a olharam com admiração e sorriram.

- Eu não sabia disso, mas prometo que vou te levar da próxima vez. - Chae disse. - Não me parece justo que uma pessoa como você nunca tenha ido a uma ópera. Tenho certeza que ⅔ das pessoas que estavam lá não entenderam nada. - Deu um gole em seu milkshake - Façamos assim, eu te levo à Ópera e você me leva para ver as Cerejeiras. Fechou?

Esticou o braço na direção de Sunny e assim que firmassem o acordo, uma promessa foi feita.

As meninas continuaram conversando sobre amenidades e conseguiram lanchar um pouco. Ainda sobrou tempo para que alugassem uma pista por uma hora. Como não eram excelentes, pediram por canaletas, para impedir que as bolas caissem pela lateral. Desse modo, elas sempre acertariam alguma coisa.

A menos que fossem muito azaradas, mas aí…

Era um momento bastante inusitado para Sunny. Enquanto via as meninas rindo e brincando uma com a outra, ela podia se perguntar quando foi a última vez que ela teve um grupo tão grande de meninas? Sua vida inteira sempre foi cercada por meninos e até mesmo no colégio anterior, Kim era seu único amigo verdadeiro. As outras meninas tinham certa implicância com ela.

Porque era a queridinha dos professores e tinha aquela carinha de inocente que aborrecia as meninas.

Nunca tinha sofrido um bullying pesado lá, porém, nunca teve amigas e frequentemente era isolada das atividades femininas. Naquela noite, contudo, uma nova história era construída.

E, talvez, apenas talvez, ela nem imaginasse que era uma noite inusitada para aquelas meninas também.

Todas eram tão acostumadas com a solidão, de diferente formas e intensidade que queriam aproveitar cada segundinho ali. E, de preferência, que ocorresse mais vezes também.
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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:46 pm

Jae-ki ainda tinha os dentes cheios de pizza quando o amigo respondia sobre o que tinha contado. Arregalou os olhos quando o hyung disse que ele tava muito ferrado. Mas ficou mais complicado depois que Jong-Suk falou sobre como as mulheres mentiam. Eun-bi tinha recusado de propósito? Se perguntava em pensamento. Infelizmente o que seu amigo dizia fazia até sentido. "Se ele soubesse que Eun-bi mentiu até o nome... " Engoliu de uma vez só o pedaço de pizza quase engasgando ao ouvir o exemplo sobre pedir um celular da HGT.

- Mwo?


Pior é que Jong-Suk estava quase certo, Jae-ki não iria comprar briga por ela, ele já tinha comprado. Então era isso que significava ficar apaixonado? Sabia o significado da palavra, mas nunca tinha sentido isso antes. Da forma como o hyung falava isso não soava nada bom. Para Jae dava impressão que não podia ter o controle das coisas. Vários questionamentos passavam por sua mente de novo, teria Eun-bi mentido mais? Ela só teria se feito de fofinha? Coçou a cabeça mais confuso do que quando tinha chegado:


- Aishh... Isso é difícil...

Foi até a geladeira pegar uma soda enquanto ouvia o hyung falar seus últimos comentários, sentou novamente esparramado no sofá. Jong-Suk o provocava, só porque era o mais novo gostavam tirar onda da sua cara. A verdade é que Jae não era muito bom para ler as intenções das mulheres, mas já tinha se dado bem algumas vezes. Só que dessa vez era muito diferente.

- Ya, hyung! - Reclamou - Eu não beijei porque... Porque ela tava com problemas e sozinha, que tipo eu seria se me aproveitasse disso? Aishh...  Eu posso ser miserável, mas não um dolda pervertido. E depois, já tínhamos brigado antes, não queria que ela se assustasse e nunca mais quisesse falar comigo...  Essa é diferente hyung, não quero que ela pense que eu sou um byeontae (pervetido).

Deu um gole no refigerente e comentou:

- E se acontecesse, é impossível que eu não goste, só de olhar eu fico doido hyung... Aishh... Por que comigo?

Em seguida sorriu pra rebater a provocação:


- E tu fala de mim, mas quando a gente ia embora, eu perguntei o que ela achou. E ela respondeu que foi perfeito! Não foi bom, nem ótimo hyng, foi perfeito. Viu eu sou um cara muito legal. Quantas já falaram para você que foi perfeito hyng? Hein?

Dessa vez Jae-ki que riu esperando a reação do amigo. Bebeu o resto da soda de uma vez e acabou soltando um arroto baixo. Em seguida disse:

- Eu não sei ela tá dando uma de humildona, tá eu acredito que as garotas mentem muito... Mas porque ela ia querer algo de um cara duro como eu? Tô te falando hyung, ela é diferente, é mais complicado... Tem tantos saekki ricos naquela escola, porque logo eu? Eu sei que ajudei ela, mas ela podia ter pego a carona lá e ido embora. E ela não é idiota de pensar que tenho dinheiro pra comprar um HGT. Se ela tá pensando isso, vai se dá mal. Eu não sei qual é a dela hyung, mas eu vou descobrir. Ela me contou uma coisa que não acho que ela vai querer que a escola toda saiba. Ela confiou em mim... E eu não tô apaixonado... Não posso hyung, o que eu vou fazer se eu tiver? Você acha que ela pode tá brincando comigo? Ou acha que ela pode tá gostando mesmo de mim?


Jae-ki fez um olhar esperançoso na sua última pergunta, não admitia, mas desejava muito isso, queria que fosse possível que ela gostasse dele a ponto de ignorar a diferença financeira enorme entre eles. Ainda tinha muito o refletir sobre Eun-bi, ela não era fácil de entender. Também não iria dizer para o hyung que não queria só um beijo da Eun-bi, seu coração estava ambicioso, não ficaria satisfeito só por um momento, queria mais, queria ficar do lado dela, queria que ela não ficasse perto de outros caras. Só a ideia de imaginar ela com outro o deixava mal, deseja mais da atenção dela, talvez estivesse querendo algo sério. Por isso era tão ruim ficar apaixonado. Mas sobre dinheiro já estava decidido que deixaria tudo bem claro para Eun-bi. Ela mesma teria que decidir como iria tratá-lo. E Jae planejava ver isso na segunda-feira, o maior teste para ele, porque era na frente das amigas e do povo de Wangjo que veria como a bailarina reagiria de verdade. Era a chance que daria pra Eun-bi provar que era mesmo legal. As outras vezes não valeram, porque tinha toda a confusão da mentira e tal. Dessa vez não havia motivos para os dois se destratarem ou mentirem, certo? Ao menos era o que Jae pensava.

- E tem mais, um isekyia lá da escola fica perseguindo ela. Se ele chegar perto dela de novo hyung, eu vou dar um fora nesse idiota. Eu não posso bater em ninguém naquela maldita escola, mas eu já tô pensando no que vou fazer...

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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:47 pm

- Eu concorrendo ao Miss Coreia…? - chegou a inflar um pouco as bochechas para segurar o riso, o que era bem complicado já que o nervosismo gerado por Gyu Sik com as mãos no rosto dela só aumentava a vontade de MiSoo de rir - Que ideia estranha. - apesar de não parecer que ele estava fazendo uma brincadeira, a ideia só reforçava o que MiSoo começava a achar sobre Gyu Sik ser uma pessoa exagerada em suas palavras.

Quando suas bochechas foram soltas, MiSoo até conseguiu respirar um pouco melhor quando seu peito se tranquilizou um pouco.

O convite para saírem da casa era o que faltava para a garota deixar de vez o que tinha acontecido de lado e melhorar seu humor. Se ficasse por lá com certeza voltaria a se sentir como antes.

MiSoo ouviu Gyu Sik responder sobre lhe ajudar em outro momento e respondeu com um sorriso, concordando com a cabeça e indo juntar seu material que estava na mesa. Ela estava com pressa de sair dali, encontrar o ar da rua e também à BoMi.

Foi rápido para o quarto e tentou não demorar muito à guardar o material, limpar o rosto e pegar a pequena bolsinha mais o celular. Só conseguiu conferir as mensagens.Achou melhor responder suas amigas quando já estivesse do lado de fora, mas ficou pensando sobre quem EunBi poderia ter encontrado para lhe acompanhar no metrô… À noite… E EunBi ainda dizia que tinha sido muito bom, mas depois voltava atrás sem saber mais… Não fazia ideia de quem poderia ser! MiSoo fez uma careta indignada enquanto voltava para a sala. Queria muito o presente fofinho que a EunBi lhe oferecia!! Mas também estava um pouco preocupada com essa história dela com a mãe… A mãe das três já tinham causado dores de cabeças nesse domingo...

Quando à BoMi, ela mencionava sobre algo chato ter acontecido, provavelmente se referindo ao que Gyu Sik tinha contado mais cedo, só que a amiga também dizia já ter resolvido o problema. MiSoo ficou curiosa sobre isso. BoMi deixaria para responder pessoalmente mesmo já que estava indo lhe ver.

A garota voltou mais animada à sala de estudos e o chamou para ir, mas percebeu que o garoto tinha comido mais cookies e tinha farelo no rosto.

- Espero que não tenha comido tudo enquanto eu não estava aqui. - estreitou os olhos, fazendo uma careta de desaprovação, que logo tornou-se outro sorriso - É melhor tirar a prova do crime do rosto! - cobriu os lábios para esconder a risadinha e o chamou para irem, lhe puxando pela mão.


Segurou Gyu Sik pela mão já que não parecia algo muito estranho de se fazer depois de ter recebido aquele abraço dele, consequentemente quebrando alguma barreira invisível entre eles. MiSoo sorriu para Gyu Sik quando ele usou seu nome sem a formalidade de antes.

- Uwa! Conseguiu! - fez um sinal de vitória com os dedos da mão livre e lhe soltou logo que chegaram ao corredor.

Saíram meio que sorrateiramente da casa e MiSoo já estava achando super legal, como se fosse algum tipo de fuga, como as dos filmes e livros. O dia estava ótimo para ficar do lado de fora, mas também seria ótimo visitar BoMi.

No caminho acabaram não trocando muitas palavras. Tinha acabado de acontecer muitas coisas e a garota não sabia o que dizer sem acabar voltando mentalmente à minutos atrás. Não queria lembrar do episódio com a mãe, embora o resto do tempo com Gyu Sik houvesse sido… Diferente. Além disso ainda se sentia envergonhada demais com tudo.

MiSoo resolveu responder a mensagem de EunBi enquanto atravessavam o  condomínio sem pressa, mas ainda não fazia ideia de quem ela tinha encontrado, por isso fazia um biquinho triste para a tela enquanto digitava.


”Aish!! Foi ou não foi muito bom?? Mas por que está confusa?
Aconteceu alguma coisa de ruim?"



Olhou pelo canto do olho para Gyu Sik, imaginando se responderia algo mais ou menos “perdido” assim como EunBi sobre a tentativa de estudo com ele. Não saberia dizer e logo abandonou o pensamento, voltando à mensagem.


“Ahhhhhwww!! Como eu vou adivinhar!? Eu queria algo fofinhooo!! ç-ç

Sim. A BoMi me respondeu. Acho que está tudo bem com ela sim.
Estou indo até a casa dela conferir!!

Sinto muito por isso com a sua mãe. Espero que nada aconteça. D:
Queria poder lhe ajudar com isso… Mas eu sei como é…

Não deu tempo de dormir… Nem de estudar, na verdade.
A ommoni não estava de muito bom humor…

Aishh!! Meu presente fofinho!!! ç-ç!!
Ahn... Você encontrou… Já seii!!!! Aquele ator que você gosta enquanto estava disfarçado!
Uwa!! Você encontrou ele mesmo!?!?
<3<3<3<3”



Quando terminou já estavam se aproximando da casa e MiSoo via todos aqueles carros amontoados por ali.

- Omo! Tem muita gente mesmo! - exclamou, imaginando ter muito mais gente do que o número real na reunião.

Ela seguiu o garoto, enquanto observava o que acontecia em volta, como as pessoas aglomeradas no jardim e os garçons agitados dentro da casa.

MiSoo seguiu em frente na escada, como Gyu indicou e o seguiu até o quarto da amiga, com um sorrisinho estampado nos lábios, esperando ansiosamente pela BoMi enquanto o garoto batia na porta dele e lhe chamava.

Um largo sorriso iluminou o rosto da tenista quando viu que a amiga não parecia triste.

- Oiii, BoMiyah!! - respondeu de volta, cheia de entusiasmo.

Quem respondeu a pergunta da amiga foi seu irmão, que afirmava terem estudado. MiSoo ergueu uma sobrancelha com a resposta, não tinha nem conseguido abrir o caderno. Na verdade talvez tivesse saído de casa sabendo menos do que sabia antes. Definitivamente não tinham estudado, mas MiSoo não comentou sobre isso. Estava mais preocupada em saber de BoMi.

- Ah, sim. Eu fiz esses cookies lá na casa da halmoni. Fiz um mooonte e sobrou, aí eu trouxe para casa e dei para o Gyu Sik-ah para trazer e dividir com você… DIVIDIR, entendeu? Só que no fim acabei vindo junto. - explicava a situação e dava uma risadinha enquanto BoMi analisava sobre o modo como seu irmão tinha chamado MiSoo.

Em seguida, a tenista abraçou BoMi de volta cheia de entusiasmo, com um abraço forte como quase sempre fazia.

Também é bom te ver!

Ouvia a conversa entre os irmãos, inicialmente ficando preocupada com Gyu Sik mencionando que BoMi estava chorando mais cedo, mas sentiu-se mais aliviada quando ouviu dela que estava ótima e começou a rir quando BoMi arrancou a caixa de cookies das mãos do irmão, mesmo que também estivesse sendo puxada junto para dentro do quarto da amiga.

Em meio aos risos só conseguiu acenar para o garoto enquanto sua amiga quase chutava a porta na cara dele.

- Aish! BoMiyah! - exclamava em meio as risadas, agora se sentindo bem distante do problema causado pela mãe.

Sentou-se na ponta da cama da garota e acomodou-se ali, como se estivesse no próprio quarto, antes de começar a falar:

- Então você está bem mesmo. Vim à toa. - suspirou, mas o tom da voz era de brincadeira - Gyu Sik me falou sobre o que aconteceu no café. Sinto muito. - fez uma carinha triste que não durou quase nada - Ah! É verdade que o Won Bin está trabalhando lá?? Eu tenho que ver isso! - comentou bem animada, só que o sorriso desapareceu um pouquinho do rosto - Mas você está bem mesmo, BoMiyah? - questionou, continuando preocupada sem saber quanto do que tinha acontecido com ela ainda lhe afetava.
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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 6:47 pm

Sunny devolvia a careta e mandava língua diante das respostas malcriadas de Lee-Hi, além de manter os braços enrolados nos de Chae e Stella, fingindo uma marcação de território, e era assim que a interação entre o grupo seguia: com várias brincadeiras e implicâncias, mas tudo leve e descontraído... Ali, elas se sentiam seguras para falar besteiras e relaxar de um jeito que, infelizmente, não poderiam fazer no colégio. Até Kim e Dong entraram na conversa! Sunny sorriu e balançou a cabeça para Eun, como se concordasse – Sim, sim! Ele parece ser um garoto tranquilo e bastante responsável. Na verdade, todos eles, apesar de algumas importantes diferenças, mostraram ótiiimas qualidades. Estou feliz que Kim tenha feito amigos tão maneiros.

De vez em quando, Sunny achava que “limitava” o amigo nesse aspecto. Quase não o via na companhia de outros meninos porque, no fim, ela e Kim sempre estavam juntos. Por isso, se mostrava realmente feliz que ele esteja se divertindo com Dong e os outros rapazes.

Então, o assunto se focou mais em Chae, tanto pela promessa dela em visitar o festival - esse ano ou no próximo - quanto por Hyun e os efeitos “negativos” que o Park provocava na amiga. As reações eram engraçadas, mas Sunny não deixava de pensar que havia algo a mais naquele péssimo humor referente ao ex-ruivo. As meninas ficaram exaltando a nova aparência, atiçando-a a revidar, todavia tratava-se da verdade também. Hyun-Hee estava muito bonito com esse visual menos chamativo.

Já na parte da Ópera, Sun-Hee se animou demais e acabou constrangida por sair falando que nem uma matraca, mas isso divertiu o grupinho. Era bem raro alguém na idade de Sunny ter gostos tão antiquados... nem ela conseguia explicar direito. Entretanto, recordava-se da primeira Ópera que “assistiu”... Turandot. Mesmo depois de tanto tempo, continua sendo a sua favorita. Afinal, foi no desenrolar das maldades da linda princesinha que Sun-Hee sentiu o coração flutuar dentro do peito, num fluxo desprovido de controle.

Foi como... se apaixonar, embora sequer possua experiência nessa área.

Mas imaginava que gostar de alguém fosse desse jeitinho... Um descontrole de sentimentos por causa de um único.

Quando as garotas a olharam daquela maneira admirada, Sunny corou e mostrou alguns sorrisinhos que evidenciavam a vergonha. No entanto, com a sugestão de Chaeyoung, entreabriu os lábios e aproveitando que estava sentada do lado da amiga, ela – ao invés de apertar a mão, do jeito que os empresário fecham um negócio – a abraçou enquanto soltava um sonoro “ahhhhhh, Chaaaaaae” e era possível ver estrelinhas subindo e subindo e subindo.

- Feeeeechou! Prometo que vou tirar um monte de fotos lindas para você postar!

Continuaram conversando, conhecendo mais os gostos... e Sunny tomou os DOIS milkshakes mentalmente prometidos e roubou batatas fritas. Depois de comerem, o grupinho de moças decidiu arriscar as habilidades no boliche e alugaram uma pista. Sunny mal conseguia segurar a bola, menos ainda acertar os pinos – se não fosse pelas canaletas... tsc. Porém, em um momento divino, ela tombou um por um, criando o famoso “efeito dominó”. Ela gritou e deu vários pulinhos, comemorando o milagre... que obviamente não se repetiu. Era... horrível. Péssima. Vergonha alheia, do tipo que chuta a bola pro gol e manda na arquibancada. Mas... estava adorando!

Num determinado momento, ela fez uma pausa para descansar os braços e, por enquanto, assumia o papel de telespectadora. E um sorriso meigo se instalou no canto dos lábios conforme observava as amigas. Amigas... Quem diria, né? Acostumou-se a viver rodeada de meninos, e apenas quando começou a trabalhar no Café que conheceu Lee-Hi. Antes da menina, na antiga escola, só havia Kim. Ele era o melhor amigo do mundo, claro! Mas... Ficava triste quando via as outras garotas combinando festinhas e passeios no shopping, propositalmente a ignorando. Para elas, Sunny era um ET. Um ET bonitinho, fofinho... Muitos “inhos” insuportáveis! Nunca se preocuparam em conhecê-la de verdade.

Não se sentiu invisível na época, pois as pessoas queriam que ela notasse que a desprezavam. Que sua presença era percebida e descartada. Talvez este seja a razão de ter um instinto tão protetor, principalmente com aqueles que ama. Adotou Stella de cara, porque presenciou o tratamento hostil que a menina recebia, sem contar que... Sunny era empática o suficiente para perceber que ela era machucada. Verdadeiramente machucada. Já Lee-Hi, tão inocente e boa... As pessoas se aproveitavam disso. E também tinha Chae, uma novata toda colorida e cheia de vida! Engraçada e linda! Impossível não amá-la! Hye-Won entrou por último, mas a tendência era que ganhasse seu espaço... logo, logo. Já estava ganhando!

Estava... feliz.

Dessa perspectiva...

Tudo parecia bem.

Intacto.

Sunny pegou o celular e esticou os braços para que pudesse enquadrar as cinco na tela do aparelho. Só então, chamou por elas, e de surpresa mesmo, tirou a foto.

Marcado na fotografia, o momento permaneceria perfeito, independente do amanhã.


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Re: Capítulo 2

Mensagem por The Crown RPG em Sex Fev 02, 2018 7:47 pm

Conversar com Bo-Mi parecia um pouco mais fácil que imaginara. A distância da conversa por celular trazia uma certa segurança a Won.

“Eu sei que você pediu desculpas u,u Só estou lembrando quem não falou =XX”

"Aish, sim senhorita, eu vou fazer como o Kang e gritar seu nome do outro lado da rua..."

“Parece que está funcionando. Não diria que você é tímido, viu? O.o”

Sério? As vezes eu acho que as pessoas nem entendem o que eu falo quando eu falo muito "errr" hahaha. Acho que estou menos tímido do que no passado, pelo menos na Wangjo

“Hahahaha...algumas pessoas usam o ataque como forma de defesa, sabe? Ela é um doce >< uma pessoa muito querida, porém, desconfiada. Depois que você ganha a confiança dela fica mais fácil =] eu a adoro e torço bastante por ela também. Tenho certeza de que será uma excelente médica “

Como em artes marciais mais agressivas, o segredo está em manter a ofensiva! acabara pensando numa analogia de artes marciais sem querer e soaria um tanto estranho, afinal Bo-Mi não sabia que ele era lutador. Ou sabia?

Digo, entendo esse lado dela. Espero que eu ganhe a confiança dela um dia Smile

Logo ela falava sobre os clubes.

Hmmm, então é coisa séria mesmo. Eu entrei pro de teatro e música. Não me pergunte o porque...acho que segui o meu instinto, não faço ideia de como vou me sair neles

"Amanhã foi descobrir"

Nossa, quantas coisas! Então acho que você é uma prodígio cheia de talentos então. Já sei quem chamar se eu precisar de ajuda com parte de voz pro clube de música, digo, se quiser é claro comentava de acordo com a citação de que ela faria parte do coral.
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