Elysium Fields

O Elysium Fields foi fundado em Fevereiro de 2018, com o intuito de ser um jogo entre amigos, mas cresceu para se tornar não um único jogo RPG, mas vários. Desta forma, pode encontrar um jogo para jogar, ou narrar o seu próprio jogo, com as suas regras. A maioria dos nossos jogos são guiados por um narrador, que começa a história, desenvolve, e dá um fim à mesma. Os jogadores são os seus personagens principais.
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A skin foi totalmente criada pela Ross (Ji Yeon), para uso exclusivo no Elysium Fields. A designer agradece à Persephone (Hae Shin) e à Luxi (Joo Ri) pela paciência para a aturar, a Flerex pelos códigos de cores e campos de perfil que tornaram tudo mais fácil e a FontAwesome pelos ícones. Os gráficos para imagens foram obtidas do Google e editadas pela Ross. As tramas são criações originais e de responsabilidade de seus respectivos narradores. O blog Dorama Resenhas é nosso parceiro-irmão e todo seu conteúdo é feito por suas escritoras através de uma pesquisa séria de fontes confiáveis, além da exposição de opiniões próprias. Plágio é crime. Não copie dos nossos conteúdos originais. Se for tomar inspiração, por favor mencione.
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Capítulo 9

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Relembrando a primeira mensagem :

CAPÍTULO 9


널 위해서라면 난
슬퍼도 기쁜 척 할 수가 있었어
널 위해서라면 난
아파도 강한 척 할 수가 있었어
사랑이 사랑만으로 완벽하길
내 모든 약점들은 다 숨겨지길
이뤄지지 않는 꿈속에서
피울 수 없는 꽃을 키웠어


Spoiler:
neol wihaeseoramyeon nan
seulpeodo gippeun cheok hal suga isseosseo
neol wihaeseoramyeon nan
apado ganghan cheok hal suga isseosseo
sarangi sarangmaneuro wanbyeokhagil
nae modeun yakjeomdeureun da sumgyeojigil
irweojiji anneun kkumsogeseo
piul su eomneun kkocheul kiweosseo


(C) Ross
The Crown RPG
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Hyun Hee comportou-se à mesa. Esforçou-se para parecer quase normal. Deu até sorrisos para que ele não se preocupasse, um afaguinho no ombro do avô e a desculpa esfarrapada do ano.

- Fui dar um mortal e caí de cara na piscina no raso. Seu neto é um atleta - riu - Jung Mi é melhor que eu na natação.

Tentava reaproximar a família de seu jeito, mas não era uma Chaeryoun habilidosa… E lá estava ele pensando nela novamente.

Teve uma boa refeição caprichada e se despediu carinhoso, bonzinho. Nem achava que deveria mesmo almoçar, mas o local era só uma desculpa para que ele e Eun Na conversassem.

Conferiu as mensagens e suspirou. Jung Mi tinha razão. O que estava feito não tinha mais volta. Deu um pequeno sorriso porque ele disse “mexer conosco”. Será que aquela estranheza toda no hospital estava passando?


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9:42 AM
Jung Mi
O que está feito não pode ser desfeito, sabemos bem disso. Não acho que a atitude da noona tenha sido muito inteligente também, mexer conosco e com o Do é um pouco complicado. Se precisar de alguma coisa, pode contar comigo.
Ara.Você tem razão.
Meu dongsaeng virou um homem direito.
Komawo por me apoiar. Sei que tem suas questões também e temos muito a conversar.Diga quando quer ir a Busan e eu prometo que dessa vez nada que estiver ao meu alcance vai se por na nossa frente. Não quero adiar isso. Não é só o trabalho, é sobre a nossa família.


Send
9:42 AM
William
Você escolhe o lugar e a hora, como prova de que não tenho medo de você, apesar de tudo..
Ara. Vou só resolver uma coisa e a gente se encontra no almoço. Vamos para um lugar movimentado. Conheço um restaurante simples onde os herdeiros não andam...
William
Kure. Me mande o endereço e o horário que nos veremos ainda hoje. Só não quero uma comida japonesa porque ontem comi muito. E nada muito gorduroso também.
Tudo bem, princesa. Não vamos sair da sua dieta.
Eu sou ansioso e terminei o que tinha pra fazer.
Me encontra no bairro às 10h30.
Valendo


Tomou aquela decisão do nada, mas porque não se via perambulando pela casa enfurecido com aquela ideia.

- Vou encontrar a garota do vídeo. Não sei o que ela pode querer de mim, mas eu quero resolver isso…Antes de amanhã. Ou não vou conseguir fingir

Enquanto falava ia até ao local que ficava pendurada sua chave de moto

- E vou dar um passeio. Tranquilo, no bairro. Você sabe...

Só queria extravasar um pouco. Mas a maior evolução ali era que estava meio que pedindo autorização... para o secretário. Era claro que ele era muito mais que isso
..
Humor: ----*

— Ross
Park Hyun Hee
Capa perfil : Capítulo 9 - Página 4 Motorcyle-2
Frase : No, you girls never know how you make a boy feel
Estado Civil : Namorando
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Gif : Para saber o humor, role um d10
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HYEMIN. DOMINGO, 8:50 A.M.

A melodia que Hyemin tinha iniciado, ganhou um tom mais preciso, mas também cheio de emoção, de alguém que usava aquela música como uma de suas bases para a rotina de treino. Talvez fosse a que mais tocasse porque parecia ser a favorita da menina. Ela sempre se acalmava com aquela música que parecia parte de um conto de fadas, onde a princesa se sentia protegida. Sim, era assim que ela se sentia no momento.

E também era a música que ela gostava de ouvir até adormecer. Foi o que aconteceu naquela noite, meses antes de seu pedido para a Disney Tóquio ser atendido. Era dezembro e a casa estava decorada para o natal. Podia não ser uma data dos costumes coreanos, mas a mãe gostava dos enfeites, como se tivesse magia ali. Naquele ano, eles não passaram em Seul ou fora da Coréia, mas sim em Jeju. Havia alguém naquela ilha que a mamãe amava muito e que estava bastante doente. Tudo indicava que seria o último natal daquela pessoa e a mamãe quis passar com ela.

O papai atendeu ao pedido e prometeu que se juntaria a elas antes do dia 24. Ou melhor, que chegaria junto com o Papai Noel porque os dois eram amigos - papai tinha muitos contatos. Portanto, tão logo houve as férias escolares, a mamãe e ela seguiram para Jeju.

Mesmo sendo uma cidade litoral, fazia muito, muito frio - talvez o frio ficasse ainda maior justamente porque estavam tão perto do mar. Naquele dia, elas tinham visitado a pessoa em sua residência, era uma senhora bem velhinha que a mãe chamava de halmoni. A halmoni vivia numa boa casa hoje em dia, mas não gostava de luxos, preferindo manter-se assim, ainda que a mamãe pudesse levá-la para Seul. A halmoni costumava dizer que não se adequaria a uma cidade grande, fora de seu ambiente, assim como não precisava de um espaço maior do que já tinha. Depois de ver a halmoni, a mamãe voltou um pouco triste, com o coração apertado e foi tocar o piano enquanto deixava que ela brincasse com suas bonecas no sofá.

As músicas tinham um tom triste, mas quando a mamãe percebeu que aquilo estava afetando a filhinha, ela tocou a música favorita. E bebezinha pegou no sono, deitada no sofá de dois lugares que havia ali. Sentia-se nas nuvens e usava seu pijaminha atoalhado. A música parou e a mamãe a cobriu com uma manta bem quentinha, murmurando na sequência o famoso.

- Saranghae, Minah…

Ela depositava um beijo em sua testa depois disso.

Porém, as duas não estavam sozinhas. A casa não era apenas do papai, afinal. E não demorou para que o clima gostoso da sala ficasse um pouco mais denso quando a tal coisa chegou. Mamãe virou de costas para ela para discutir com a coisa.

- Então quer dizer que sua halmoni está nas últimas, hm? É o ciclo da vida.

- O que você quer?

- O que? Eu não posso circular na minha própria casa? Até onde eu sei, quem tem mais direito a isso tudo aqui sou eu, não você, sereia. - Fez uma pausa. - A fedelha já dormiu?

- Olha como fala da minha filha!

- Ou o que? Vai me bater? Você é mesmo uma primitiva...Juro que não sei o que deu na cabeça do Sung Ki quando aceitou isso. Mas sabe que, as coisas demoram, mas acontecem em algum momento. Meu oppa já percebeu o seu verdadeiro nível.

- Eu não tenho que ficar aqui ouvindo seus venenos…

- Ah, não tem, mas vai ouvir...Porque você sabe que estou falando a verdade. Acha mesmo que o oppa está ocupado em Seul com o trabalho? Hahaahaha.. - A risada debochada dava gerava um frio na espinha de Hyemin. - Acorde, querida...Ele tem vergonha de você. Tem tantas confraternizações de fim de ano e ele nunca leva a linda esposa consigo…

- O Sung Ki não me leva porque eu não gosto de ir.

- Por que será? Porque se sente inferior quando está diante de pessoas de verdade? Pelo menos você o poupa, mas tenho certeza de que ele se diverte muito. E se os céus forem bons, não vai demorar e ele vai dar cabo de você. A menina pode ficar, porque é sangue, mas você? Podia fazer o favor de voltar ao mar que você surgiu.

Hyemin ouviu um sonoro tapa e quando abrisse os olhos no susto, levaria outro. Sem saber como, Joo Hyuk estava ao lado dela, a abraçando. Assim como ela tinha se agarrado à mantinha, ela se agarrou à camiseta dele, apertando com força, mas ele não se incomodou. Ao invés disso, parecia protegê-la, amparando suas costas e permitindo que o choro viesse.

Capítulo 9 - Página 4 Original

- Gwaenchanha…Joha, modeun geosi gwaenchanheulgeoya…
(C) Ross


HEE KYUNG. DOMINGO, 9:40 A.M.

Stella achou graça do comentário de Dong à respeito da profissionalização do hobby dela. Bem que queria, mas a verdade é que provavelmente perderia o interesse se virasse uma obrigação. A canadense gostava de jogar mais do que lol, muito embora tivesse um elo invejável. Sona também gostava muito bem e formava um bom duo mesmo - para desespero de Dong e seus amigos. Acabou não se alongando muito nisso, apenas dando um meio sorriso às ideias dele.

Quanto às críticas, isso sim chamou um pouco mais de atenção. Ela olhou para Hee Kyung um pouco surpresa, chegando a tombar um pouco a cabeça.

- Não é tão bom quanto pensava? Mas em que sentido ou ramo da vida, Hee Kyung-ssi? Na natação? - Perguntou. - Bom, não é como se isso fosse uma novidade, né? Sabemos que você não gosta de nadar. Mas...Quem foi que te disse isso?

Estava preocupada com a reação dele. Dong costumava ser uma pessoa bem literal - não tanto quanto MinHo, pois era impossível ser mais literal do que ele. Mas ele ficava com aquilo na cabeça e custava um pouco para sair. Esperava que ele não tivesse levado para um lado ruim e não começasse a ficar muito bitolado com essas ideias. Achou mais curioso ainda que alguém de sua família tivesse dito isso. Os pais dele sempre tinham muito orgulho.

A não ser que...O avô? O tio?

Imaginava que ele não fosse dar a resposta completa. Na maioria das vezes, ele deixava subentendido. O que era péssimo para uma canceriana que criava muitas teorias na cabecinha. O tempo para conversas mais íntimas também tinha chegado ao fim, pois o carro parou em frente à formosa residência da família Ahn. Sejeong saiu pela porta principal e reverenciou os dois colegas do colégio, desejando boas-vindas.

- Oh! Muito obrigada, Dong Hee Kyung-ssi.

- Ele diz a verdade. Pode falar de modo prolixo, mas é sincero…

- Gosto do modo como Dong Hee Kyung-ssi fala. - Sejeong comentou sem nem perceber o risco que estava correndo. - É tão formal que remete ao coreano puro, sem gírias. Diferente da maioria dos meninos, não é? Ele se destaca…

Capítulo 9 - Página 4 Maxresdefault

Capítulo 9 - Página 4 Jeon-somi-3

- Ung...Eu concordo… - Stella a olhou. - Ah! Nós dois trouxemos isso para você, para agradecer pela recepção em sua casa pela primeira vez.

Era comum no Canadá levar presentes para o dono da casa quando se ia pela primeira vez. Stella retirou de sua mochila uma bolsa de papel com um chocolate artesanal dentro, de uma famosa marca coreana. Sejeong arregalou os olhos e agradeceu bastante, reverenciando mais algumas vezes.

- Por favor, entrem! Venham conhecer o estúdio…

Indicou o caminho e os três chegaram até a residência. Era bastante moderna, típico das construções recentes da Coreia do Sul. Ela tinha duas empregadas trabalhando no plantão de domingo, mas não deu para ver muito da decoração, já que ela os conduzia até a área que descia até o subsolo, onde ficava o estúdio. Abriu a porta de correr, revelando um pequeno mezanino que já evidenciava o que havia ali embaixo: várias mesas grandes, perfeitas para a maquete, mas que também eram ocupadas pela máquina de cerâmica.

Capítulo 9 - Página 4 B

Grandes prateleiras tinham algumas peças que foram guardadas.

- Meus pais e irmão mais velho não se encontram no momento porque estão fazendo ajustes na exibição que farão em Incheon na próxima semana. Ela levou todas as peças da nova coleção, mas disse que vocês podiam ficar à vontade e escolher uma delas, caso gostasse. É o meu presente para vocês.

- Uwa...Que lugar incrível! E você também sabe essa arte?

- Obrigada. Não tão bem quanto minha mãe, mas eu já fiz o suficiente para que possam ver como estão os elementos mais importantes da maquete. Acho que está tomando uma forma interessante...venham, vamos descer.

Indicou as escadas para que eles descessem. Numa das mesas, a maquete realmente ganhava forma e as peças feitas por Sejeong estavam guardadas numa caixa. Ela realmente parecia empenhada em criar a maquete de cerâmica. Ficaria ultra pesada e precisaria de uma montagem no dia, mas do jeito que eles faziam, não seria um problema, parecia. Valeria a pena o trabalhinho extra.

O melhor de tudo, para Dong, era que as peças não tinham nenhum resquício de erro. Eram simplesmente perfeitas.
(C) Ross


HYUN HEE. DOMINGO. 9:44 A.M.

O avô precisou de um tempo porque se engasgou quando ouviu da história de Hyun Hee. Han Jae apenas fechou os olhos, levando a mão até a cara por um instante enquanto o avô ficava num misto de engasgo com risada. Logo o secretário se aproximou e o ajudou a respirar novamente.

- Aigoo… - O avô disse com dificuldade, mas parecia mais aliviado em saber que o neto só era um péssimo nadador e não tinha se metido em confusão.

O café da manhã foi bastante gostoso, apesar da falta de apetite de Hyun Hee. Ele se esforçava ao máximo para manter uma postura digna diante do avô e Han Jae admirava isso. Só estava preocupado com o quanto ele explodiria depois disso.

Hyun Hee se retirou da mesa, seguindo até o quarto para pegar suas coisas e enviar suas mensagens. Jung Mi leu as dele e respondeu enquanto ele falava com Eun Na.

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9:44 AM
Jung Mi
Ara.Você tem razão.
Meu dongsaeng virou um homem direito.
Komawo por me apoiar. Sei que tem suas questões também e temos muito a conversar.Diga quando quer ir a Busan e eu prometo que dessa vez nada que estiver ao meu alcance vai se por na nossa frente. Não quero adiar isso. Não é só o trabalho, é sobre a nossa família.
JungMi
Kure. Vamos quando você estiver se sentindo mais disposto, hyeong. Você tem razão, temos muito o que conversar e acho que Busan é um bom lugar para isso.
Tenha um bom domingo


E Nana disse

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9:45 AM
William
William
Kure. Me mande o endereço e o horário que nos veremos ainda hoje. Só não quero uma comida japonesa porque ontem comi muito. E nada muito gorduroso também.
Tudo bem, princesa. Não vamos sair da sua dieta.
Eu sou ansioso e terminei o que tinha pra fazer.
Me encontra no bairro às 10h30.
Valendo
William
Claro que não vamos. Minha dieta é bem restrita mesmo.Eu disse que você podia escolher o horário, mas não imaginei que fosse tão cedo. 11h estarei lá


Além dessas mensagens, houve uma notificação de que Park Chaeyoung tinha acrescentado um stories em seu instagram. Caso ele quisesse, poderia ver o que ela estava postando naquele momento.

Han Jae foi ao seu encontro e o encarou, esperando por instruções. Achou curioso ver que ele estava saindo. Hesitou quando ele disse com quem se encontraria. Não achava que fosse a melhor opção porque não podiam imaginar o que aquela informação podia causar nela. Porém, compreendia que o protegido não podia deixá-la no escuro diante de uma situação dessas.

- Araso, o carro ficará pronto em dez minutos… - Comentou, mas parou novamente quando ele meio que pedia uma autorização para ir de moto e sozinho dessa vez. - Kure...Pode ir...Mas você sabe que é meu dever protegê-lo, não é? Estarei em prontidão para alguma ordem, mas não vou incomodá-lo se não for preciso.

Garantiu. Ou seja, ele precisaria ir para protegê-lo, mas não ficaria em cima dele. Sabia ser discreto e Hyun tinha plena noção disso. Han Jae lançou um breve olhar na mão dele e disse num tom de voz esquisito…

- Cuidado...Por favor…

E ficou no mesmo lugar enquanto o garoto tomava o caminho da garagem.

Stories da Chae:
Era uma pequena sequência de dois vídeos e uma foto em algum estabelecimento que logo ele reconheceria como uma sorveteria famosa do bairro de Chaeyoung. Diante dela, estava sua sobrinha mais velha, Park Ri An. Era uma menina bem fashionista, usando um chapeu combinando com seu vestidinho e um ar todo maduro.

Capítulo 9 - Página 4 92ffbdf920209082fd34ca9be265ab5c

- Esta é a responsável pela solução lógica dos meus problemas...Não é, Anie?

- Nep. - Ela fez uma pose. - Eu sou muito sábia e madura para minha idade! Às vezes eu que pareço mais a sua tia do que sua sobrinha, titia.

- Ah é?

- É, você ficou meia hora escolhendo o sorvete, optou pelos dois e está dizendo que um deles é meu! - Ela ergueu um copinho de suco para tomar, mostrando que não tinha sorvete nenhum.

- RiAn!!!

A gravação foi interrompida com o choque de Chaeyoung e a risada da menina. No stories seguinte as duas estavam rindo enquanto filmavam o sorvete.

- Ah você vai postar sim, unnie!! Quem não sabe que você é uma gulosa?? Você come muito!!

- É verdade, mas estou aproveitando porque você disse que pagava.

Foi a vez da menina puxar o ar com força, chocada com aquela revelação e Chaeyoung focou na cara aborrecida dela. No 3º stories, havia uma foto de Ri An agarrada a um dos sorventes com uma cara de irritada, como quem diz “se sou eu que vou pagar, eu vou comer pelo menos um!”. E a foto estava toda cheia de efeitos de brincadeira.

Tudo isso explicando uma foto que ela tinha postado ainda há pouco com os dois sorvetes mega infantis e fofos. Era uma loja que ficava no bairro dela - e era um dos caminhos possíveis para o bairro do restaurante mais popular. Na foto, tinha a seguinte legenda.


Ladybug.Chae
Seul
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Ladybug.ChaeEu fico impressionada com a sabedoria das crianças. Minha sobrinha disse que tinha um jeito de me tirar de casa hoje, eu disse duvido. E ela disse “sorvete”. Eis-me aqui =))) Como é que pode?! n_n
(C) Ross


JAEKI. DOMINGO, 11:25 A.M.

Yerin não se importou com a resposta dele sobre a queimadura. Para ela, parecia mais uma coisa de homens que ficam falando que está tudo bem, mesmo que esteja doendo só para provar algo para alguém. Jaeki parecia orgulhoso nesse nível e ela tinha seus próprios problemas com aquele tipo de situação. Quando retornou com a pomada e a gaze, ela constatou que, de fato, o ferimento era bem pequeno, mas precaução nunca era demais.

Olhando daquele ângulo, Jaeki perceberia que ela era sim bem mais baixa do que ele - quase dez centímetros. Não era muito diferente da altura de Eun Bi, apesar de também ser mais baixa do que ela. Contudo, a bailarina tinha uma constituição física condizente com sua atividade - dança - tinha músculos mais bem definidos, ainda que fosse magra. Já Yerin, ela era menor, de muitas formas, ainda mais com uma roupa tão atípica de quem vivia no salto. Tinha uma aura imponente, mas naquele momento, não lembrava em nada a rainha do gelo que existia no colégio. Ou talvez o filtro de Jaeki estivesse mudando também.

Não encarava Jaeki enquanto focava em secar e passar a pomada ao redor da ferida e sobre ela. Depois tapou com a gaze, apenas para não ficar exposto, mas não o suficiente para abafar a queimadura. Considerou o trabalho bem feito e ergueu o olhar, cruzando os olhos escuros como ônix com os dele.

- Era uma queimadura e vai virar bolha. - Foi a resposta dela, como se isso bastasse para seu gesto. Achou curioso comentário dele sobre ter ficado legal e quase sorriu, mas só meneou negativamente. - Ung, assim você volta a fazer o nosso almoço, mas tenha cuidado, hm?

Saiu rapidamente para guardar a pomada e voltou com a mão úmida, indicando que tinha lavado. Sentou-se no mesmo lugar de antes e ficou acompanhando o trabalho dele. O microondas do lugar era muito bom - assim como o fogão que era acoplado à mesa americana e não uma peça inteira. Deixaria a comida quente de modo uniforme, sem a necessidade de colocar mais tempo, ou acabaria estragando.

Como ele estava cuidando da louça que não lavariam, Yerin apenas esperou que ele completasse o serviço. Bateu quatro palminhas quase animada quando ele declarou que tudo estava pronto e, tão logo ele colocou as opções na bancada que servia como mesa, ela começou a arrumar tudo. Deixou cada item numa posição simétrica e disponível para os dois. Fez um bico para o queijo cortado de modo irregular, mas deixou passar, apesar de incomodar.

- Uhum, comida fria não é bom. A não ser que seja sushi, aí é bom. - Comentou e pegou o jeotgarak. - Komawo…

Observou a questão do queijo e ofereceu a tigela dela para que ele colocasse também.

- Pode...Tem que aproveitar que está quente, né?- Misturou depois que ele colocou, vendo como derretia fácil. Chegava até a sair aquele vapor quente que embaçou seus óculos.

Tirou os óculos, dobrando e deixando de lado para que não fosse um incômodo maior do que já era. Continuou misturando até pegar uma porção generosa, mas não como a de Jaeki. Assoprou algumas vezes, mas travou quando viu a quantidade de comida que ele botou na boca. Como era possível? Não queria reparar nisso, mas ele comia com uma vontade invejável. Deveria estar muito bom para ele.

Capítulo 9 - Página 4 39c4259fcf22f8646af33768f40ad6e88a56747c_hq

Franziu um pouco as sobrancelhas e colocou a porção boca, puxando rápido e também enchendo para sentir todos os sabores de uma vez. Tamborilou as unhas na tigela por um instante e antes de responder, pegou mais uma porção. Parecia até uma jurada de programa culinário, chegando a deixar Jaeki ansioso.

Engoliu, tombando um pouco a cabeça para o lado e o encarou.

Capítulo 9 - Página 4 Original

- Sinceramente? - Piscou um pouco. - Para uma comida pronta, está bem gostoso. Pelo menos está melhor do que ficaria se eu fizesse. - Admitiu. - Mas não se compara à comida caseira. - Meneou negativamente. - Falta tempero, falta sabor de comida. Mas eu acho que vai tapar nossos buracos no estômago e que você fez um bom trabalho. Vou comer tudo como prova disso.

Fez um sinal de positivo com o polegar e pegou mais uma porção. Estava com a boca cheia quando ele levou aquela mão desnuda até o pé de galinha. Mais do que imediatamente, Yerin pegou o pote e arrastou para longe dele. Estava quente e ela fez um “ouch ouch”, soltando distante, mas o encarou séria depois de engoliu.

- Onde você vai botar esses dedos assim? No pé de galinha apimentado e cheio de corante? - Arqueou uma das sobrancelhas. - Ani, bote a luva. Bote a luvaa…Você vai mexer na maquete depois, esqueceu? E fora que não é educado, até eu sei. Luva ou eu vou comer a porção inteira sozinha.

Disse de um jeito bem ameaçador. Enquanto o encarava, soltou o potinho, longe do alcance dele e soprou os dedos que estavam um pouco vermelhos, mas ela não parecia notar ou se importar.
(C) Ross


SUNNY. DOMINGO, 11:40 A.M.

Sunny não precisava chamar pela tia para que ela a atendesse. Tão logo sentisse os movimentos na cama, a tia apenas abriria os olhos e permitiria que a sobrinha achasse a posição mais confortável. Logo as duas ficaram cara a cara, dividindo o mesmo travesseiro. Não era mesmo uma das posições mais confortáveis para Yumi, mas ela era pequena como Sunny e se adequava bem aos espaços.

Começou a dar os avisos importantes para a sobrinha sobre aquele dia e, principalmente, a visita de um menino de cabelos tingidos e traços muito bonitos. Não deixou de brincar nesse momento e a cutucou.

- Ooh...Parece mágica. - Comentou de modo implicante enquanto cutucava a cintura da sobrinha para fazer cócegas. - Quer dizer que você sabe bem quem é! Uwaa… - Riu.- Mas cabelos tingidos? Você gosta de rebeldes, Sunny? Aigoo, é mesmo a minha sobrinha, não nega.

Deu uma risada divertida, apesar de ser um pouco preocupante. Esperava que esse garoto não fosse um meliante ou até mesmo o fornecedor daquela droga para a sobrinha. Não sabia, mas de uma coisa tinha certeza: não era a mesma pessoa que a sobrinha tinha chorado há alguns dias. Para começar, tinha o cabelo tingido e pelo que se lembrava dos traços que viu brevemente do garoto do festival de primavera, não tinha nada a ver. Não que ele não fosse bonito, mas ele não fazia o tipo que pintava. Porém, o que foi um fato determinante para diferenciar foi a expressão de Sunny. Havia muito sofrimento e decepção quando a sobrinha falava do menino do festival enquanto agora...só viu luz.

Considerando o pesadelo que foi aquele domingo, identificar uma expressão radiante em Sunny era um pequeno milagre e motivo para gostar e dar créditos ao rapaz de cabelo loiro.

- Omo...O que será, né? O que será? Aish, minha querida está crescendo! - Suspirou e riu da expansão de Sunny.

Abraçou a menina de modo apertado e carinhoso, mas não compreendeu porque ouvia aquele agradecimento. Não chegou a perguntar o porquê disso, Sunny estava cheia de energia e coisas para pensar. Teve vontade de rir de novo quando ela comentou que cancelaria o encontro para a maquete. Será que ia ver o menino?

- Araso...Hoje ficarei em casa. É domingo, mas Jun Pyo e a gerente darão conta do restaurante. Vou fazer algo bem gostoso para nosso almoço, tá bem? - Começou a se levantar. - Se você não tiver nenhum compromisso depois do almoço, podíamos dar uma volta...claro, se você não tiver encontro com um certo amigo do colégio que não é do trabalho da maquete…. Aigo, cabelo tingido, seu pai vai ficar maluco!

E saiu do quarto rindo antes que Sunny começasse a surtar com as implicâncias dela. Agora que via que a sobrinha estava bem, ela se sentia mais à vontade para deixá-la quieta. Aparentemente, ela encontrou um remédio ou ânimo tão ou mais gostoso do que seu colo. E até podia entender isso…

A mensagem para o grupo de geografia foi recebida por todos, mas Kang não leu imediatamente, diferente de Eun Na. Além de ler, ela respondeu com um belo “XD”. Era uma ironia e Sunny sabia bem disso, considerando o que as duas descobriram uma da outra no dia anterior. Eun Na achava, no mínimo, que Sunny estava de ressaca.

Já Bomi era muito mais proativa - não desgrudava do celular. De onde estava, ela começou a digitar uma mensagem para ela.

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11:40
Bomi
Bomi
Olá, Sun Hee-ssi!
Nós estamos bem, apesar da confusão de ontem, obrigada por perguntar. Você por acaso se machucou também? Espero que não =/ E sinto muito pela confusão. Juro que se eu soubesse que terminaria daquele jeito, teria tomado providências. Mas enfim...Estamos bem.
Eu tenho o número do Taemin-ssi no meu celular sim e posso mandar. Não é um incômodo =) Fique tranquila. Vou linkar, espere um pouco.


Na sequência, Sunny receberia o número com o contato dele. Adicionar para mandar uma mensagem ou até mesmo ligar, ficava à critério dela. Fato que a foto de perfil dele era pública e ela podia admirar ainda que ele não soubesse disso.

Capítulo 9 - Página 4 140850b27af1bf9f98a0228de7fce414

No meio do caminho, ela também receberia uma mensagem de Lee Hi.
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11:42
Lee Hi
Lee Hi
Sunny, eu preciso de ajuda
Eu preciso muito, muito, muito de ajuda.
Eu não sei o que fazer.
Sunny.
Eu consegui o teste de farmácia com alguém.
E deu positivo.
Eu preciso de mais até que dê negativo!!
O que eu faço agora?????
(C) Ross


MISOO. DOMINGO, 12:24 A.M.


- O meu sorriso mais lindo… - A avó disse cheia de carinho enquanto a abraçava forte contra o peito e movia o corpo lentamente de um lado para o outro.

Não queria soltar aquele abraço que demorou tantos dias para sentir de novo. Adorava viajar, mas sentia muitas saudades de sua neta favorita. Gostaria de poder levá-la sempre consigo, mas não era possível, considerando a carga horária que ela tinha - e os pais, também. Aquele carinho poderia ter durado mais, porém, ela não era a única visita presente e, querendo ou não, também tinha saudades de Min Ji.

Por isso a soltou um pouquinho depois de confidenciar sobre os presentes e sorriu com sua euforia.

- Eu estou ótima! Melhor agora que estou vendo minha família. - Disse isso, mas olhava apenas para Misoo. - Ah, foi tão divertido! Consegui novas mudas para nossa coleção, mais tarde mostro para você.

Abraçou meio de lado e voltou a atenção para os outros dois presentes. A vovó foi igualmente carinhosa com Min Ji e tinha mesmo um abraço gostoso que a mãe delas não tinha. Apesar da irmã ser a filha favorita, isso não queria dizer que ela tinha um tratamento tão amoroso quando a halmoni distribuía. Elas trocaram alguns comentários e elogios. Dava para perceber algumas mudanças na neta mais velha - mais maturidade, mais magra, esperava que mais empatia também, mas parecia que sim, visto que até o momento não houve nenhuma crise.

Contudo, tão logo ouviu que sua filha havia ficado em casa por ter se sentido indisposta, ela soube que alguma coisa tinha acontecido em casa. Bastou um breve olhar para Misoo para compreender que tinha sido por ali o problema. Disse um simples “araso…” e deu continuidade.

O primo e o tio a recepcionaram muito bem. Sua prima estava morando fora, como trainee no exterior e não pôde comparecer àquela pequena reunião de família. Muito embora eles fossem solícitos e gentis, ainda que não muito carinhosos ou próximos, Misoo queria mesmo era tomar a halmoni para si.

Eles entraram em casa e a matriarca os conduziu até uma sala de estar, onde aperitivos seriam servidos para ele. Com a desculpa de que buscaria por um vinho e veria o andamento do almoço, ela se retirou com Misoo. Elas caminhavam com bastante serenidade, mas no primeiro corredor, adquiriram aquela postura cúmplice de quem está aprontando.

- O que aconteceu, hm? Eu estou vendo mudanças! Algumas boas e outras que me preocupam um pouco. - Comentou e segurou o rosto dela, avaliando seu rosto. - Seus olhos estão brilhando mais, está com a pele viçosa, mas… - Segurou o braço, medindo. - Acho que precisa passar um tempo comigo…

Para comer! A avó sempre dava uma alimentação saudável para ela - com alguns mimos, é verdade - mas não permitia que a neta passasse fome nem se quisesse. De todo modo, ela deixaria a sugestão para depois porque estava mais interessada em saber os motivos da alegria.

- Ooh!! Que maravilha!! - Foi a reação ao comentário sobre a federação. - Wimbledom?? O seu pai?? Que incrível!!!

Quanto ao último tópico, bem mais sensível, a avó arregalou os olhos.

- Resolveu? Ai, minha filha, eu acho ótimo! Eu não aguentava mais te ver angustiada daquele jeito e...mwo? - Travou quando ela afirmou que estava namorando. - De verdade agora? Quem é? É o irmão da sua amiga??

Logo percebeu que não. O irmão da amiga de Misoo podia ser legal, mas não era nem um pouco doidinho e para a neta descrevê-lo tanto, era porque não fora apresentada ainda.

- Omo! Mas é claro que pode trazê-lo aqui! Em segredo, se preferir. - Sorriu. - Mas então você não resolveu a mentira completamente, não é? A sua mãe não sabe ainda ou...ou ela sabe e por isso vocês brigaram hoje? - A avó a analisou de modo quase preciso. - Eu fico tão triste com essa situação, minha querida....Por que você não contou para ela ainda? Quer ajuda?
(C) Ross

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Hyemin nunca tinha pensado na avó recentemente. Era como se seus pais tivessem simplesmente brotado. Suas memórias da infância eram mesmo muito escassas, mas foram acessadas em sequência e de forma doce, como aquela melodia.

Lembrava de se gabar que o pai era amigo de todas as criaturas místicas relacionadas a presentes: Fada do Dente, Coelhinho da Páscoa, Mickey, Papai Noel… Ela até mesmo falava isso alto para outras crianças. Era por esse motivo que gritava que ele era o melhor e o mais importante, não por ser chaebol ou qualquer coisa assim que ela nem entendia na época.

Lembrava-se da lareira na casa de sua halmoni, da cadeira de balanço, cheiros de biscoitos e… Cozinhar com a mãe e a avó. Ajudava a assar, mexer e decorar biscoitos, cupcakes, bolos…  Será que era por isso que gostava mais da confeitaria?

Achava que era por causa de seu pai, mas então não seria ela uma pequena chef de pratos ocidentais? A verdade é que seu talento foi mesclado com uma memória afetiva à muito trancada. Cozinhar lhe trazia paz e tranquilidade de uma tarde com a mãe e a avó.

Como ela era? Não se lembrava. Não fazia rituais em sua memória, não acendia incensos… Será que sabia que a amava? Será que ficava triste porque ela tinha esquecido de sua existência?

Sua mãe lhe permitia ser criança, artista, cozinheira, menina, filha, apenas… Ela. Não se importava com rigidez no piano, no aprendizado, apenas deixava que ela fosse em seu ritmo e talvez o impacto na curva de aprendizagem tenha sido exatamente após o choque de sua partida. De repente ela foi embora, e todo aquele carinho, liberdade, pureza, alegria… Tudo foi embora com ela.  E ela começou a ficar triste.

Triste como a mamãe, quando via…. A coisa.

Hyemin puxou o ar de tal maneira que sua garganta produziu um assobio fino que se assemelhava a um grito até que se transformou nisso mesmo, quando a forma daquela mulher que ofendia sua mãe tomou forma, rosto e voz.

A risada de Chun Ja lhe dava pavor. Era quando ela falava aquele tipo de coisa horrorosa livremente, quando deliberadamente a humilhava sem que ela pudesse entender o que era, porque era só uma criança. Era a risada que ela provavelmente teria dado para o pequeno menino, também só uma criança…

Ela entendia agora que tinha sofrido abusos morais. Que aquela conversa no café não era a primeira vez que ela a ofendera daquele jeito deliberadamente, que ela era “fedelha irritante, insuportável” muito mais vezes do que era amor da titia.

A mesma mulher que tinha mentido sobre Joo Hyuk… E sobre como se comportava sua mãe, que estava muito longe de ser uma louca.  

O que mais não sabia?

Quanto mais havia…. ?

Quão passada para trás continuava sendo?

Referência do escândalo

- AAaaaaaaaaaaaaaa...haaaah…. - estava de volta à sala do piano, mas havia alguém perto dela. Muito perto, seu rosto estava encostado em seu peito.

Não apenas isso, mas ele a abraçava, trazendo mais forte o sentimento de conforto das memórias.  Achava que era ele que a tinha feito desbloquear ainda mais memórias calorosas, porque ele era uma boa memória

Ouviu que tudo ficaria bem. Mas como? Partiu seu coração ouvi-lo dizer isso sem saber o quão cruel tinham sido com eles e roubado todo o tempo.

-  Não vão não…. Porque não dá mais tempo!! A minha … a minha… a … a..  Coisa… e..Omma... Ah… - soluçou algumas vezes  e se afastou dele, um pouco brusca, observando seu rosto.

- Mianhaeyo, Joo Hyukie…. Mia-nhng - nem conseguiu terminar a frase, falando de forma dolorosa e curvou o corpo, cobrindo o rosto.

Capítulo 9 - Página 4 F8b81b452f2d97214727eafb1ef4532d

A menina soluçava forte que parecia sentir dor, o que era verdade, mas não era uma dor física.

- …. Eu sei o que ela fez com você…. Eu não sabia….Eu juro...Eu... Eu esperei você…. Ela disse que você foi embora…. E que você tinha….c--c-a-ansa-ado de m-i--iiiiiim…  - puxou o ar algumas vezes

- Ela disse que...que... minha mãe … que minha mãe cansou de mim….Ela disse que vocês dois foram embora porque não gostavam de mim…..Porque eu era insuportável… Mas eu nunca soube por quê…. E eu queria saber por quê. Aaaaaaaaaaa Joooo Hyuuugiieee….waaeee…. Waeee? Por que a minha mãe foi embora se ela gostava de mim? Por que ela me deixou sozinha pra não voltar mais???? Por que….  Todo mundo vai embora e me troca por outra pessoa???  - ergueu o rosto e virou o beicinho.-  Por que... omma..? O que foi... que eu fiz? - sussurrou

- Jebal…. Não me odeie… - segurou seu braço e começou a falar bem rapidamente, de forma confusa e desesperada. - Eu prometo que eu vou ser boazinha e eu não vou chorar mais…..  Appa…. Jebal…. Não conta pro meu appa ou ele vai ficar triste….  Jeba-aal!!


— Ross
Seo Hyemin
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Jae despejou o queijo na tigela dela, já que ela tinha aceitado. Balançou a cabeça confirmando que era para aproveitar o calor da comida. Jae-ki já começava a comer do seu jeito, mas parou para ver o que a garota iria achar da comida.

Ele ficou  a observando, parecia até aqueles jurados pela expressão dela. O canto da sua boca sorriu de leve quando ela disse que estava gostoso. Em seguida ela explicou que não se comparava a comida caseira, mas nisso ele não podia discordar. Ele mesmo gostava da comida da halmoni. Mas era até bem incomum que elogiassem a comida dele. Talvez não fosse um cozinheiro tão ruim, vai ver era mais desinteresse, impaciência  ou preguiça. Gostou de ver que ela não tinha rejeitado como uma riquinha mimada. O que também era estranho. Yerin parecia uma menina muito enjoada e metida, mas agora ela estava bem diferente.

A comida dava um gás a mais em Jae-ki, que sugeria para que Yerin provasse logo os pés de galinha. Ele mesmo já ia pegar um todo afoito quando viu o pote sendo tirado na sua direção. Acompanhou o pote com os olhos arregalados:

Capítulo 9 - Página 4 38d68c618c182554757b270fe79a9eb4

- Ya!

Olhou para Yerin confuso até que ela falou das luvas.

- Aish... - Reclamou - Que frescura... Fica mais gostoso comendo com a mão... Melhor de lamber o molho...

Jae-ki olhou para o pote de pé de galinha, pareciam muito bons.

Capítulo 9 - Página 4 Ca5768f79531bf02e70836f7e342b393

Mas não era uma criança para ela mandar assim nele! Era? Claro que não. Nisso também viu que ela soprava os dedos que tinha queimado ao pegar o pote.

- Você se queimou...

Jae-ki se levantou e foi até a geladeira, pegou uma garrafa de água gelada, ou suco, o que tivesse gelado, e trouxe com ele quando se sentou novamente. Com a mão livre segurou o pulso de Yerin sem forçar, se visse que ela não gostasse, ele iria soltar, mas se ela deixasse, ele puxaria a mão um pouco pra perto dele para olhar se tinha queimado.

Capítulo 9 - Página 4 Ttoo0Cn

- Aigo... Eu não sei fazer curativos tão bem como você. Tem que tomar cuidado com as coisas quentes...  

Mas ela o tinha ajudado, então queria ajudar também. Só não saiba como faria para por gaze em cada dedo dela. Com sorte não precisaria. Ele pegou a garrafa gelada que trouxe e colocou na mão dela, se ela não tivesse deixado ele ver, Jae apenas ofereceria a garrafa:

- Segura isso um pouco até passar, gelado faz bem pra queimaduras.

Em seguida Jae-ki suspirou e se sentindo contrariado, fez um bico enquanto pegava as luvas e as vestia. Já que ela tinha quase se queimado por causa disso, devia ser mesmo importante para ela. Fora que ele estava morrendo de vontade de comer também:

- Aigo... Assim tá bom? - Perguntou esperando que ela passasse o pé de galinha de volta.

Jae-ki se sentia um pouco incomodado com as luvas. Alias, esse prato era algo mais popular entre os pobres, e fazia mesmo sujeira pra comer, Jae-ki mesmo era um dos que acabava sujando a boca ao comer.

- Isso aqui nunca vai tá no cardápio de Wangjo... É a primeira que come também? Pega logo um... - Comentaria sobre os pés de galinha.

Assim que ela "deixasse", Jae-ki pegaria o pé e começaria a comer com vontade, mordendo e puxando com o dente. Se Yerin começasse a comer, Jae pararia para observar também, queria saber como era uma patricinha comendo algo assim. Ela comeria mesmo?

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— Ross
Jae-ki
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Sunny se encolheu um pouquinho quando a titia começou a cutucá-la daquele jeito e precisou controlar os risos por conta das cócegas. Era uma área sensível e a mulher sabia exatamente onde apertar para trazer à tona as reações mais espontâneas da sobrinha - ainda mais depois de tudo que aconteceu... Meio vermelha e bicuda, Sunny tentava - sem nenhum sucesso - se desvencilhar das garras de Yumi - Titiiiiia! - resmungou, mas apenas por manha - Ele é só um amiiiiigoooooo e... ANIIIIIII. DO TAEMIN NÃO FAZ O MEU TIPO! Aiiiiiiish! Ani, ani, aniiiiiiiiiiiiiii.

Cruzou os braços, emburrada.

- Na verdade, é a pessoa mais irritante do mundo! Metido, teimoso, mal humorado... Mas... Às vezes... Muito raramente...

Suspirou.

- Ele sabe ser gentil e... legalzinho. E... como assim, Han Yumi, hein? Por acaso, minha tia tem uma queda por caras rebeldes??? É isso mesmo?

Ah, se Sunny soubesse dos detalhes além dos que trocaram durante a última conversa...

Porém, logo a menina cedia ao impulso de abraçar e agradecer a titia, sem entrar em maiores explicações. Porque ela não precisava saber direitinho o motivo, apenas apreciar o gesto carinhoso e reconhecer nele uma fonte de amor inesgotável. Gratidão era pouco perto de tudo que sentia por ela.

E sim...

Era evidente a diferença em Sunny quando falou de Jung-Mi para agora, mencionando Taemin e toda uma série de defeitos do loiro que a tiravam do sério e lhe desmontavam o jeito tão certinho. Com o rapaz do festival... Ela ficava triste e melancólica... Já com o Sr. Descolorido... Era até difícil explicar, mas não havia peso ou mágoa ao lado dele. Só aquela... bagunça. De sentidos, emoções e pensamentos.

Nada de dor e nem de lágrimas.

Após comentar que pretendia cancelar a reunião para a montagem da maquete, a titia prometeu preparar um almoço delicioso - o restaurante permaneceria aos cuidados de Jun-Pyo e da gerente pelo restante do dia. Sabia que era a culpada, mas preferiu sorrir e concordar. Não estava sentido nenhuma fome, no entanto comeria para não entristecer e preocupar a tia Yumi. Embora não fosse mais capaz de esconder os sentimentos, poderia oferecer esse mínimo alívio aos familiares. Velhos hábitos...

- Faz tempo que não almoçamos juntas... Obaaaa! Vou ter a titia só pra mim - sorriu e o gesto tornara-se tão fácil.

Prestes a responder sobre o passeio das duas, a tia acrescentou a provocação e Sunny corou de novo, escondendo o rosto nas mãos enquanto iniciava outros resmungos.

- Titiiiiiiiiiiiiiiaaaaaaaa! Como assim o appa vai ficar maluco??? Tiiiiaaaa, aigoooo - conforme saía do quarto, Yumi ainda veria o momento em que Sunny deitou na cama e puxou o travesseiro para cima da cabeça, morrendo de vergonha por causa de um suposto "amigo chato e briguento".

Talvez a conversa não tenha rendido tanto, mas já era um avanço para aquele domingo que prometia uma escala de tons cinzentos. Sunny conseguiu sorrir e quem quer seja esse menino... Ele, de alguma maneira, mexia com ela.

Todavia...

Encontro... Com Taemin? Que absurdo!

- A titia diz cada coisa... Encontro... Eu e aquele esquentado? Chantagista??? Humpf... Eu não... Nunca. Até parece... Já posso vê-lo reclamando... Ele só sabe fazer isso... Reclamar e implicar comigo...

Imitava as caretas dele até voltar a pensar que para procurá-la, algo grave provavelmente ocorreu. Sunny duvidava que fosse pelos exercícios.

Ou será que Taemin se arrependeu de ter aceitado o seu pedido de desculpas?

Ela estremeceu com aquilo, receosa.

Primeiro, mandou uma mensagem no grupo e a resposta de Eun Na a zangou, mas não merecia atenção. Não estava no clima de prolongar ironias ou começar uma discussão com Nana. Em seguida, foi a vez de Bomi e quase não teve tempo de aumentar a ansiedade, pois a colega respondeu rapidamente. O coração acelerou ao ver o contato de Taemin.


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11:40
Bomi
Juro que se eu soubesse que terminaria daquele jeito, teria tomado providências. Mas enfim...Estamos bem.
Eu tenho o número do Taemin-ssi no meu celular sim e posso mandar. Não é um incômodo =) Fique tranquila. Vou linkar, espere um pouco.
A festa estava linda e muito divertida! Foi um desfecho infeliz... E aniii, não precisa pedir desculpas. Você não tinha mesmo como adivinhar que aquela garota iria armar uma cena tão baixa. Fico feliz em saber que estão bem, apesar de tudo, e não, não me machuquei!
Ahhh, komawo, Bomi!!! Smile Nos vemos amanhã. Tenha um ótimo domingo! Beijos s2


Salvou o número dele e... abriu a conversa, mas, ok.

E aí?

Curiosa, clicou no ícone e expandiu a fotinha, sorrindo para a expressão aegyo... Quem não conhece, até se engana que havia algo de angelical naquela criatura demoníaca.

- Muito bonito... A chefe precisa de óculos...

Se Jung-Mi se encaixava nos padrões perfeitos que a agradavam, Taemin era justamente o contrário!

Então por que...?

Digitou. Apagou. Digitou mais uma vez e apagou.

Besteira! Por que estava tão nervosa? Desde quando um celular a intimidava? Mas... Parecia mais... Íntimo. E se ele não gostasse?

- Hm.

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11:42
Demônio da Guarda
Você é sorrateiro, mas sou mais esperta e rápida, Do Taemin.
Tá... Não tão rápida... E, oi... Ahn, aqui é a Sunny... Espero que não se importe por pegar seu número sem te avisar.


Sério que mandou isso?
SÉRIO?
Sério mesmo?

Nesse meio tempo, o celular vibrou, mas ao invés de uma resposta do herdeiro, era uma mensagem de Lee-Hi.

Estava deitada, porém assim que leu o desespero da amiga, lentamente se sentou, sentindo-se enjoada. O quê...? Não havia como aquilo ser... Sunny bugou por alguns instantes, relendo um milhão de vezes até cobrir os lábios com a canhota. Se lembrou da tarde que a unnie admitiu o que vinha a machucando e de como a própria Sun-Hee citou a necessidade de um exame de gravidez.

Mas foi por segurança e não por acreditar realmente na hipótese.

Positivo...

Podia estar errado, certo? Não era um resultado 100%.

Como a ajudaria?????

Não tinha ideia, mas tinha jurado que não abandonaria Lee-Hi e não abandonaria mesmo, independente de qualquer problema. A notícia a deixou assustada, claro que sim, porém a amiga precisava de apoio.

Respirando fundo, e ignorando os olhos que ameaçavam lacrimejar, Sunny foi "confiante".

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11:44
Lee Hi
Sunny.
Eu consegui o teste de farmácia com alguém.
E deu positivo.
Eu preciso de mais até que dê negativo!!
O que eu faço agora?????
Amiga, jebal, calma.
Não podemos nos desesperar. Não temos certeza ainda.
Mas juro, Lee-Hi, o que quer que aconteça a partir de agora, nós iremos resolver. Eu prometo que não te deixarei sozinha
Você quer me encontrar hoje??? Para conversar melhor e num lugar mais reservado?


O celular tombou em cima da cama enquanto ela levava as mãos sobre as laterais da cabeça, tentando pensar numa solução, porém até estarem certas, não havia muito a ser feito.

Sem contar que a ficha não caiu por completo...

Lee-Hi... grávida?

— Ross
Kim Sun-Hee
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HYEMIN. DOMINGO, 8:55 A.M.


Joo Hyuk não estava muito certo dos momentos de lucidez que Hyemin estava tendo ali no piano. Desde que ele tinha chegado por conta do alto barulho e a encontrado ali, com a cabeça deitada no mesmo, ela oscilou entre expressões tranquilas até a angústia e o medo. Também murmurou palavras que ele não conseguiu entendeu, a ponto dele precisar sentar ao lado dela quando o choro começou.

Não sabia o que dizer para ajudá-la, mas podia consolá-la de algum modo. Nem precisou de muito esforço para que a própria Hyemin se acomodasse em seu peito e ele a envolvesse num abraço protetor. Ela já estava usando sua jaqueta - que foi bastante adaptada ao corpo dela, considerando as voltas que ela deu nas mangas e outros pequenos ajustes. - mas agora tinha mais do que o perfume dele, também podia sentir o seu calor e como ele tentava acalmá-la.

Estava com medo.

E um pouco infeliz de aceitarem ter ido naquela viagem. Dava para perceber que nada daquilo estava fazendo bem a ela.

De repente, um novo grito sufocante veio, mas dessa vez, Hyemin despertou. O pesadelo tinha acabado, aparentemente, mas a realidade podia ser tão dolorosa quanto a prisão da mente. Ouviu a resposta dela sobre o seu “tudo bem, tudo ficará bem” e franziu um pouco as sobrancelhas.

Não ficou forçando mais o abraço e a deixou sair dali. Sua camisa estava ensopada e os óculos meio embaçados. Retirou os óculos para limpá-los enquanto tentava compreender sua sentença: a coisa, a mãe dela...Não havia mais tempo. Mas mais tempo para o que? Ele ficou um pouco de perfil, limpando os óculos na parte seca de sua camisa - os olhos bonitos estavam um pouco cerrados porque ele não enxergava muito bem a distância dos óculos. Porém, ao ouvir aquelas palavras…

“Mianhaeyo, Joo Hyukie”

Isso ecoou muitas vezes em seu ouvido e foi um tanto quando...libertador. Ele não tinha entendido porque ela pediu desculpas para ele em sua casa, na quarta-feira, mas agora sentia que entenderia muito bem os motivos daquele pedido.

Os ombros dele caíram, desarmados pelo desesperado pedido. Deixou os óculos sobre o piano e virou a cabeça na direção dela. Ali, tão de perto, ele conseguia enxergar os traços dela. Os soluços dela o deixavam um pouco constrangido e seu coração foi diminuindo a ponto de não aguentar mais ser tão esmagado.

Começou a sentir os próprios olhos marejarem quando Hyemin mexeu naquela memória dolorosa. Desde a briga deles que culminou numa breve internação, ele tinha decidido que não lutaria mais por isso e apenas seguiria dentro do limite possível. Porém, ouvir de Hyemin a versão dela...Fazia com que um bolo alcançasse sua garganta e a ira que sentia por aquela mulher só aumentava.

Ao mesmo tempo em que o outro sentimento também voltava. E foi a vez dele de olhar para a perspectiva dela.

Aquela menina tão chorona e ao mesmo tempo solitária e inocente, esperando sem imaginar que ele tinha sido impedido de vê-la de novo graças a uma mentira. Puxou o ar com forças, fechando os olhos e deixando que as primeiras lágrimas rolassem. Aquela mentira consumiu tanta energia, trouxe tantas coisas ruins e fez com que perdessem tanto, tanto tempo. Joo Hyuk soltou o ar pela boca e passou a mão rapidamente pelo rosto.

De repente, ela o segurava de novo e implorava para que não contasse ao pai dela, para que não achasse que ela era fraca. Joo Hyuk franziu as sobrancelhas e virou o corpo, passando as pernas pelo banco do piano para virar de frente para ela enquanto os braços a seguravam pelos ombros, sacudindo de leve.

- Hajima! Hajima!! - Disse com certa firmeza para que ela não entrasse em outra memória.


(A Musica começa aqui e você para em 2:19 pra completar com a sequência)

Nareul bwa...naman bwa (Olhe para mim...Apenas olhe pra mim) - Foi um pouco mais doce. - Por que? Por que você ainda acredita nas mentiras que essa mulher colocou na sua cabeça? Você...Você nunca foi abandonada, Minie - Meneou negativamente com os olhos vermelhos pelas lágrimas. - Eu nunca quis te deixar para trás ou sozinha ou...te esquecer. Eu tentei, eu tentei muito depois de ser enganado, mas...a verdade é que…- Engoliu em seco, deixando uma lágrima escorrer pelo rosto. - Eu não consegui porque...no fundo, eu me recusei a acreditar...Porque eu nunca quis...acreditar que ela estava falando a verdade. Mesmo que tudo, absolutamente tudo indicasse que ela estava certa, o meu coração se recusou a deixar de te amar...Desde aquela época.

Soltou um pouco a pressão dos braços dela e abaixou a cabeça, soltando o ar pela boca de novo.

- Naquele dia da empresa...Quando o elevador abriu e eu te vi… - Murmurava com a cabeça abaixada. - Minha vontade era te abraçar e não soltar mais, nunca mais. Mas quando vi aquela mulher ao seu lado… - Ergueu a cabeça, encarando-a. - E pensei no tempo que tinha passado e nas notícias, eu...Eu não tive outra escolha a não ser seguir em frente. Eu não queria ser motivo de deboche para ela.

Fungou e ergueu a cabeça de novo.

Capítulo 9 - Página 4 Med_1480816223_image


(Ouvir a partir de 2:19)

- É muito difícil fingir que não sinto nada por você. Beira o impossível e os últimos meses foram uma tortura. E isso me irritava porque se você tinha me superado tão facilmente, por que eu tinha que continuar preso? Eu não aceitava, mas...A verdade é essa, Minie…Esse nerd idiota que já disse coisas horríveis, nunca te trocou por ninguém porque...Porque você ainda existe aqui. - Soltou uma das mãos até o proprio peito. - Porque eu ainda te amo, não importa o tempo que passou...
(C) Ross


JAEKI. DOMINGO, 11:35 A.M.

- Ani, vai ficar tudo sujo e melecado, nem lavando vai sair direito! Você vai mexer na nossa maquete, eu não vou deixar que vá com os dedos grudando! Vai estragar tudo.

Yerin dizia defendendo o trabalho deles e afastou o pote quente dele. No impulso, ela acabou queimando a tampa de três dedos da mão esquerda. Reclamou baixinho, mas nada muito preocupante, apenas assoprando para que passasse. Não foi como se tivesse batido numa panela muito quente, foi mais pelo susto mesmo.

- Não é frescura, Jaeki-ssi. Bote as luvas, jebal. Ou eu realmente vou comer o frango todo…- Ameaçou mesmo.

Por um instante até parecia uma noona ou uma mãe dando ordens, educando a criança mal criada. Talvez agora ele entendesse um pouco sobre a questão da disciplina. Yerin era uma garota sistemática que gostava das coisas certas. Podiam não ser perfeitas, mas que pelo menos seguissem uma ordem.

- Ani, eu estou bem...Foi só um choque de temperatura. - Respondeu, fazendo um pequeno bico corajoso.

Com a mão direita, voltou a pegar uma porção do rabokki porque começaria a ficar frio, se continuassem naquela briga sem fim pelas luvas do frango. Estava com a boca cheia quando ele voltou, segurando seu pulso daquele jeito. Arregalou os olhos, levando a mão direita até a boca para impedir o engasgo que sentiu pelo momento. As bochechas ficaram ligeiramente coradas e Yerin mal piscava enquanto ele olhava para as tampas dos dedos meio avermelhadas. Piscou lentamente, sem assimilar muito bem o que ele disse sobre o curativo ou tomar cuidado com coisas quentes. Ao invés disso, só pareceu mexer de leve a cabeça, mas estava muito chocada para isso.

Capítulo 9 - Página 4 Red_velvet_irene_8

Segurou a garrafa gelada com a mão esquerda, mas logo a soltou, negando.

-Ani...Gelo piora queimaduras porque também queima...O certo é água corrente… - Murmurou, demonstrando algum conhecimento do assunto. -Mas obrigada…

Abaixou o olhar e estava tão aérea que nem disse muito bem sobre ele colocar as luvas. Noutro momento, também teria comentado como ele era engraçado por oferecer a comida que ela tinha comprado, como se fosse ele quem estava servindo tudo. Yerin murmurou.

- Ani, eu já comi pé de frango algumas vezes… - Colocou os jeotgarak ao lado da tigela. - Quando fui a China, eu provei algumas iguarias com minha madrasta...A coisa mais diferente que aguentei comer foi escorpião. Então, pé de galinha não é nada, mas eu...estou satisfeita, obrigada. Pode comer tudo...Eu comprei coisas demais mesmo.

Considerando como ela era pequena, talvez estivesse falando a verdade. Como respeito, ela não saiu da bancada, esperando que ele terminasse de comer também. Não ficou reparando no que ele comia, preferindo juntar as coisas que já estavam mais vazias. Era melhor ocupar a mente do que ficar viajando pelos próprios pensamentos também. Vez  ou outra, olhou na direção dele, mas não o encarava a todo momento.
(C) Ross


SUNNY. DOMINGO, 11:50 A.M.

- Não faz seu tipo, hããã? Sei bem!! Então por que você ficou toda iluminada só porque o menino tingido foi procurar por você no trabalho? Conta outra, Sunny! Você não consegue enganar o meu faro de romance...Já vi e li muitos dramas, sei identificar um!

Disse de um jeito bem humorado e o momento conseguia aplacar a densidade da situação que elas viviam. Por um instante, Sunny deixava de ser uma menina que necessitava de ajuda e cuidados médicos apenas para ser uma adolescente envergonhada de seus próprios sentimentos. Yumi deu uma risadinha vitoriosa quando viu a sobrinha admitindo que tinha coisas boas naquele menino.

Quanto à queda da tia por rebeldes, a mulher apenas suspirou.

- Digamos que tive minha fase…

A frase foi morrendo, mas o sorriso gentil de Yumi ficou. Parecia ter voltado no tempo, ainda que por alguns minutos. Um novo suspiro nostálgico escapou de seus lábios e ela voltou ao presente, olhando sua sobrinha diante de si. Logo levantou-se, informando que o restaurante não estaria sob sua responsabilidade naquele dia e que haveria um almoço especial para ele.

Antes de sair, não deixou de cutucar a sobrinha de novo e citou o quão abalado Jung Hwa ficaria com aquela novidade. Não que ela fosse contar agora sobre o menino, mas quando ele soubesse...Ahh, isso seria um choque! Yumi fechou a porta do quarto, dando privacidade para que Sunny digerisse as brincadeiras e aceitasse os próprios pensamentos que vivia negando.

De repente, mais do que pensar, a menina decidiu agir. Precisou de um pouco de coragem para enviar uma mensagem para Bomi. A herdeira era uma pessoa legal de se conviver, mas não dava para dizer que eram amigas. Muito provavelmente, ela já estava ciente da história da piscina e agora Sunny surgiria pedindo o número de Taemin para ela. Sun Hee nem se importou muito, se ela acharia estranho ou não, mas fato foi que Bomi também não fez perguntas ou se negou a enviar. Inclusive, respondeu rápido de novo.

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11:42
Bomi
Você não tinha mesmo como adivinhar que aquela garota iria armar uma cena tão baixa. Fico feliz em saber que estão bem, apesar de tudo, e não, não me machuquei!
Ahhh, komawo, Bomi!!! Smile Nos vemos amanhã. Tenha um ótimo domingo! Beijos s2
Bomi
Komawo, Sun Hee-ssi <3 Fico feliz em saber que você gostou da festa, apesar dos pesares. E também aliviada por ler que não se machucou! Que bom!
De nada, viu? E se ele acabar perguntando como conseguiu, não tem problema dizer que fui eu, tá? Eu não ligo! Hahaha...Tenha um bom domingo também =*


Agora que tinha o número em mãos, Sunny pensava o que fazer com ele. Não enviou uma mensagem logo de cara e se pegou reparando naquela selca que ele vinha usando de perfil. Dava para ver parte do uniforme e como ele deixou mais despojado para a foto. Será que ele sempre tinha sido bonitinho daquele jeito ou agora ela reparava mais? Porque ele realmente não tinha o perfil majestoso de Jung Mi com seus traços perfeitamente simétricos. Longe disso, Taemin tinha mini “defeitos” em seu rosto que acabavam virando um grande charme quando juntava o contexto todo. Dava até para pensar: por que Choi Eun Bi acabou rejeitando? Jaeki não era feio, isso era fato, mas por que antes mesmo de Jaeki, ela acabou magoando Taemin daquele jeito? Será que ele merecia isso ou foi puro capricho de uma herdeira? Não seria novidade se fosse.

Enquanto ela enviava a mensagem, recebia várias de Lee Hi. A necessidade de atender ao chamado da amiga a fez enviar aquela mensagem bastante inusitada para Taemin, mas ela nem teve muito tempo para pensar nas consequências porque o que a amiga dizia era mil vezes pior.

Lee Hi estava online e respondeu na mesma hora.

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11:46
Lee Hi
Lee Hi
Eu só vou ficar calma quando ver um resultado negativo, Sunny. Eu nem sei como vou conseguir mais testes, mas estou desesperada!
Como é que pode?? O que eu vou fazer se eu estiver esperando um filho dele???
Eu tiro antes de descobrirem? Os meus pais vão me matar se souberem!!

Eu não tô acreditando que isso tá acontecendo comigo. Por que depois de tudo, tem que ser eu aquela a continuar sofrer?!
Onde podemos nos encontrar? Eu tô com medo, mas eu preciso ver alguém...Preciso muito. Mas não tenho ideia onde podemos ir


Lee Hi mandou sua mensagem frenéticas e misturadas a ela, o Demônio da Guarda também respondeu.

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11:50
Demônio da Guarda
Tá... Não tão rápida... E, oi... Ahn, aqui é a Sunny... Espero que não se importe por pegar seu número sem te avisar.
Demônio
Estou vendo que é, mas fico feliz que você seja inteligente e “rápida” (sabemos que você não é isso)
Oi. Você já deve saber que estive no seu trabalho hoje, não é? Sua chefe disse que você não iria. Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa? Você se machucou ontem?
Eu fui lá porque queria te ver...E talvez fosse mais do que querer, fosse uma necessidade. Também precisei ser inteligente para saber onde você trabalhava, mas é bom ter amiguinhas em comum, não é?
(C) Ross
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Ao ver as primeiras lágrimas dele, Hyemin se desesperou e agarrou o braço dele, pedindo para que ele não a odiasse, porque aparentemente tinha ido longe demais com seus lamentos e ele ficaria triste e cansado dela, quem sabe iria embora de verdade? Sentiu a mesma coisa de quando o pai aparecia quando ela tinha uma crise. Não queria aborrecê-lo com a história, não gostava de ver quem amava chorando, especialmente quando a culpa era totalmente dela.

Quando ela a sacudiu, o medo voltou aos olhos dela, e ela puxou o ar com força, sugando a tristeza e interrompendo qualquer som. Seus músculos enrijeceram, e os ombros travaram.  Ameaçou fechar os olhos, com medo do que ele poderia fazer por estar bravo com ela.

Capítulo 9 - Página 4 9f30fed93c3313bb2281a6b6ca6e291c

Porém, quando nem o tapa nem o grito vieram, ela relaxou aos poucos, mas seu olhar ficou atento, confuso. Fez como ele pediu, e assim terminou de deixar os ombros caírem conforme sua voz tentava acalmá-la.

Ela nunca foi abandonada? Por um momento, ela associou isso com a mãe. E uma pequena informação foi enviada para a cabeça dela. Uma hipótese que seria mexida depois. A hipótese de que nem a mãe deveria tê-la deixado sem um bom motivo e que, talvez, de alguma forma, Chung Ja a impedisse também de ver a filha.

Apesar de ter descoberto a verdade pela tia, ouvir isso dele era um afago delicado em seu coração. O apelido o tornou familiar, apesar de crescido, estava diante do seu macaquinho. Ouvi-lo falar sobre como tinha sofrido e quase a esqueceu fez seus olhos, já vermelhos, tornarem a ficar marejados. Ficou com medo do que ouviria a seguir. Não queria ouvir uma conclusão de que ele tinha passado a odiá-la e que agora era tarde demais, que ele não tinha mais qualquer sentimento por ela, e que a história de uma menina mimada não o comoveria…. Mas sua mente parou de inventar isso no momento em que ele disse que não conseguiu.

Seus lábios se entreabriram para soltar um ruidinho baixo, um mero...

- Eh?  

Tinha ouvido certo? Não achava que sua mente estava muito bem, tão lenta…  

Antes de processar tudo, estava de volta ao elevador. Sentiu a palpitação ficar mais forte. Um pequeno filme passou por sua cabeça daquele dia e como ele abaixou a cabeça ao vê-la. Sua memória foi sendo completada com a perspectiva dele, que era tão bonita e inesperada. O abraço que ela não tinha recebido naquele dia parecia ser dado agora. Ela o sentia por causa de suas palavras, pelo que ele dizia que gostaria de ter feito. Recriava o momento, mas dessa vez de uma forma menos dolorosa.

O ambiente pareceu mais frio, uma boa ideia estar de jaqueta, porque a fala dele era tão inacreditável que começava a arrepiá-la.

ELA o superado tão facilmente? Ele achava que… ELA? Por mais que soubesse que ele não tivesse ido embora de propósito, o que continuava doendo era achar que, por causa da tia, ele tinha conseguido esquecê-la, que seu coração já estava preenchido e ela tinha sido substituída, uma posição que, mesmo com a verdade, nunca conseguiria recuperar. O que ele dizia era exatamente o contrário e muito inesperado.

Que, assim como ela, por mais que tentasse, por mais que o tempo passasse e eles se machucassem,e a lógica dissesse para parar….  Mesmo que todos os sinais dissessem que precisavam soltar a mão e aceitar o que o tempo mudou, mesmo com novas pessoas, diferentes escolhas, outros ambientes, anos que foram vividos e personalidades formadas sem o outro…

Assim como ela…

Capítulo 9 - Página 4 8a452316e3cf65ede6052e4644bdbd90

Os olhos surpresos dela tornaram a se encher de lágrimas e o peito voltou a mexer com a respiração torta.

-  Eu achei….  Achei que tivesse me esquecido…  Que tivesse seguido em frente e, no seu caminho, que aquela menina tivesse tomado o meu lugar…  Eu achei…  que mesmo que eu te contasse…  Que mesmo que você soubesse que eu te esperei… Todos os dias… Que eu te procurei… Que ter você na mesma escola era tão doloroso, mas não queria te deixar ir.  E que eu odiei te odiar… E que eu estava errada em descontar minha raiva em vocês…. E que eu estava me preparando para aceitar a sua raiva…. E aceitar que você mudou…. Achei que mesmo que eu desfizesse o mal entendido… Não adiantava mais…  Porque… Já havia outra pessoa no seu coração…Uma pessoa que não fazia mal para você. E que era muito melhor que eu e eu…. Tinha que aceitar isso. Mas eu.. não estava conseguindo aceitar isso…    - soltou um suspiro profundo, observando-o, e continuando com a voz tremida.

- Bogo sipeosseo…. (Senti sua falta)  - fungou e limpou o canto do olho, querendo ser mais forte, porque precisava dizer. -.... Neomu…. Bogo sipeosseo….  - engoliu o choro e simulou um sorriso.

- Nae…. cheos sarang…. (Meu primeiro amor**) - levou a mão ao próprio peito. - Neo Man (Meu único)…. sarang. - a última palavra saiu como um sussurro, e ela fechou os olhos de forma serena, como se tivesse acabado de se livrar de todo o peso de suas costas.

Capítulo 9 - Página 4 D327b5727d494c112b6e1e16c74d10b5

(** isso é importante pra caramba na Coreia pelo que eu vi num dorama i-i tipo q vc nunca esquece seu primeiro amor, etc. )


— Ross
Seo Hyemin
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-E você ficará por perto. Eu sei disso - olhou com certa confiança. Não ficava incomodado de ser seguido por ele, já sabia que isso aconteceria, e até por antecipar esse movimento parecia sentir-se superior. - Vou no bairro que eu sempre vou quando não quero ser reconhecido

Até deixou claro para onde ia. A relação deles tinha evoluído muito.

Hyun Hee checou novamente o telefone, mas o que mais chamou a atenção foi o conteúdo postado pela namorada. Ele assistiu até o fim, sem pular. Ela pelo menos parecia amparada. Era melhor vê-la sorrindo assim.

Outro detalhe também chamou sua atenção: a localização. É claro que ele passaria no local. Precisava passear de qualquer forma e a moto também sentia sua falta.

Hyun tratou de matar a saudade do veículo fazendo voltas desnecessárias pelos lugares. Era frustrante não correr tanto, mas era o que tinha para hoje. Ele estacionou próximo ao local onde as garotas estavam.

Não queria fazer nada de especial, sabia que não era exatamente a vontade dela falar com ele, mas ele também não quis se esconder. Parou a moto em local permitido e ficou observando naquela direção, querendo achar um sinal da namorada. Apenas observá-la de longe estava bom.

É claro que alguém que exalava riqueza como ele poderia acabar chamando atenção, mas ele não se importou muito com isso. Tinha um objetivo bem claro.

Capítulo 9 - Página 4 1e3422102c4452293f664d4a64778ff0

Caso não a visse, ele acabaria procurando-a pelo lugar. Só queria mesmo ver como ela estava.

Mesmo que ela estivesse irritada ou chateada, ele continuava se preocupando com ela muito mais do que queria resolver o mal entendido.
Humor: --*++

— Ross

Park Hyun Hee
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- Heool!! - comemorou, um pouco “mal educada”, mas apenas estava se manifestando com felicidade verdadeira por causa das plantinhas.

Sorria bastante quando estava com ela, até por causa dos trocadilhos frequentes com seu nome. Queria mesmo ser o sorriso dela.

- Por favor me conte tudo, halmoni.. Eu também tenho tanto para contar…

Logo começou a comentar sobre o namorado, que era a parte que podia falar. Nem parecia que tinham apenas um dia de relacionamento. Assustou um pouco com a perspicácia dela, mas dessa vez não achou bom ser chamada de magra. Ela falava como se fosse uma coisa ruim. Foi a primeira vez que ela achou que era algo ruim. Fez um bico de brincadeira por ter o rosto segurado.

- Preciso mesmo, estava com tanta saudade!! - desconversou.

Não podia contar para a avó como foi que emagreceu tanto aqueles dias. Até porque… Estava pensando em intensificar aquele “tratamento”, por causa de uma pessoa. Kang Woo Jin tinha se tornado uma desculpa para fazer isso, mesmo que ela não gostasse desse tipo de atitude de sacrificar-se por alguém naquele sentido. A avó achou que ela estava falando de outra pessoa. Achou a confusão normal, mas sentiu uma vergonhinha por ela mencionar Gyu Sik e balançou a cabeça.

- O irmão da minha amiga disse que gostava de mim… Mas ele tem uma namorada agora. E decidimos manter a amizade. Foi muito difícil, halmoni… Muito mesmo. Mas ele finalmente parou de me tratar com frieza. E acho que é muito melhor sermos só amigos. - suspirou. - É um colega da escola… Eu não era muito próxima dele, mas ele é muito engraçado, e acabou me ajudando muito sem saber!


A alegria toda reduziu um pouco por causa das constatações da avó. Ficou um pouco pensativa. É verdade que não era a melhor situação e mais transparente de todas, mas…

- Eu não vou mentir para ela...Mas halmoni, sabe como é a ommoni… Ele não é filho de nenhum chaebol, ou vai trazer qualquer tipo de interesse para a família. NA verdade, ele é bem simples… Ele trabalha meio período, sabia? E...bem perto mesmo da gente. Acho que ela surtaria se soubesse e… - suspirou. - Eu sei que ela faria de tudo para me atrapalhar no tênis e na federação. Minha professora quer que eu tente representar nosso país, mas não vou poder porque minha mãe acha que eu sou uma princesa. -revirou os olhos. - Ah, se a senhora pudesse ajudar… Mas sei que não. Ela não vai ouvir. Ela nunca ouve…. - balançou a cabeça.

- Mas eu não vou mentir. Se ela descobrir, eu não vou fugir ou fingir que não aconteceu. Eu saio de casa!!! Mas eu não quero ficar longe dele. E também não vou deixar que ela o maltrate. Ele não merece isso. É muito muito bonzinho. Eu quero muito trazê-lo aqui… Como segredo mesmo. Quero que a senhora aprove meu relacionamento. Se a senhora fizer isso, então tenho certeza que ele é tudo que eu estou pensando! - juntou as mãos e deu um sorrisinho.

- Sabe, eu pensei que nunca ia me sentir desse jeito, mas aconteceu. É esquisito, mas é bom. E eu quero que todo mundo saiba mesmo!! Mas… ele não pode sair ferido. Minji, aboji e minha ommoni não entenderiam… Eles só pensam neles, não querem saber da minha felicidade. É por isso que eu vou esconder, mas não sinto que estou mentindo… Eu só estou protegendo ele um pouquinho… Porque eu sei que é questão de tempo. Acha que… existe alguma forma de fazê-los aceitá-lo?

.
~~

— Ross
Yeun Misoo
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Jae-ki fez bico quando Yerin falava dele sujar a maquete. Parecia que estava sendo tratado como uma criança. E Jae era um espírito mais livre, nessa parte, ele era bem diferente de Yerin. Não gostava de formalidades e nem de seguir essas regrinhas pequenas.Sua única disciplina era nos estudos, e no trabalho que era obrigado a ser. Achava que a vida seria chata se seguisse essas coisas, se fosse todo moldado e engomadinho.

Mas ela tinha quase queimado os dedos por causa disso, e ameaçado não o deixar comer os pés. Jae no entanto ficou preocupado com os dedos dela, mas não saberia fazer um curativo tão bom quanto o que ela fez. Então fez como fazia em casa, pegou a garrafa gelada e puxou o pulso dela para ver melhor. Chegou a aproximar o rosto de pertinho, por sorte não parecia ter sido grave. Em seguida colocou a garrafa na mão dela.

Só ficou surpreso quando ela soltou a garrafa dizendo que era o errado.

- É? Achei que o gelo refrescava... A halmoni que sempre manda a gente por a mão no gelado...

Quando ela agradeceu, Jae-ki ficou meio sem jeito, nem tinha feito nada e ela parecia mais corada. Talvez fosse pela comida quente. Ele então vestiu as luvas, se era tão importante assim, e como ele queria comer mesmo os pés, não teve outra escolha. Queria ver ela comendo também, e ficou surpreso quando ela falou que já tinha comido outras vezes.

- Jinja? Achei que gente rica não comia essas coisas... - Disse surpreso - Escorpião? Eu já vi na televisão, parecem ser bons.

Ele também ficou surpreso quando ela falou que ele podia comer tudo:

- Tudo?! Mas...

Olhou para Yerin, ela era pequena, talvez não aguentasse mesmo comer. Mas ela que tinha comprado, parecia estranho comer todos os pés sozinho. De qualquer forma, ele continuou comendo e não demoraria a terminar seu ramem, provavelmente acabaria antes dela terminar o rabokki dela. Jae alternava entre porção de macarrão de macarrão e mordidas no pés de galinha. Era uma boa refeição pra saciar sua fome de adolescente em fase de crescimento. Apesar de estar de luvinhas, não deixava de lamber seus dedos:

Capítulo 9 - Página 4 81nBUNX
*finge que tá com luva

Quando Yerin acabasse, não precisaria esperar tanto por Jae-ki, porque ele comia bem rápido e com vontade. Bebeu o restinho de caldo que sobrou na panela mesmo. Sujou a boca, mas tratou de lamber os cantinhos da boca que estavam sujos. Parecia mais uma criança comendo mesmo. Quando viu que estava quase acabando com os pés, Jae-ki pensou um pouco. E apesar de saber que aguentaria comer eles todos, deixou dois pedaços. Ela disse que ficaria ali dia inteiro, e como ela pagou, não achava certo acabar com tudo. Com isso, finalizava seu almoço.

Jae-ki suspirou satisfeito e viu que Yerin já tinha juntado os potes. Ele também deu longo bocejo, tinha comido o bastante e isso o relaxava um pouco.

Capítulo 9 - Página 4 TGthj6P

Ele tirou as luvas sujas e colocou junto na parte que ela tinha separado para ser lixo. Olhou para maquete e depois disse:

- Valeu pelo almoço. Tava muito bom! Mas que horas são? Eu vou ficar umas três horas, de boa? Eu quero ainda passar um tempo com minha irmã.

Ele se levantou e olhou para maquete:

- Vou começar já pra dar tempo de fazer bastante coisa.

Primeiro ele jogaria uma água do rosto para se refrescar na bica da cozinha mesmo. Deixaria a panela lá também. Em seguida sentaria do lado da maquete. Deu uma olhada mais uma vez para o seu curativo, de alguma forma tinha gostado de como havia ficado. Depois veria o esquema do trabalho para checar o que faltava a fazer e começaria logo a trabalhar. A comida o tinha deixado inspirado e também um pouco relaxado. Além disso, se enfiar em trabalho também ajudava a não pensar em muita coisa.

- Tem alguma coisa do trabalho que você quer que eu faça primeiro?

Quando Yerin sentasse perto também, Jae-ki não aguentaria ficar fazendo tudo em silêncio e começaria com suas perguntas curiosas:

- Ya... O que você quis dizer com disciplina? E.. Você agora não acha mais que eu bato em garotas, não é? Eu nunca faria isso. É sério!

Estúdio

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Ela e a titia ainda continuaram naquela troca por um tempo, com a mulher implicando sobre um possível interesse da sobrinha... Mas, Sunny negou - e negou muito, ao ponto de tirar quaquer crédito. Afinal, estava nítido que existia algo ali... Algo que ganhava linhas mais sólidas e formatos explícitos. Até tentou inverter a situação e focar na titia, mas não funcionou. Além disso, percebeu um borrão no rosto da tia Yumi quando mencionou a preferência dela pelos rebeldes e acabou não insistindo, pois associou que o "tal" fosse o mesmo rapaz que a magoou no passado. Enfim, restou sozinha com os pensamentos constantes em cima da figura nada discreta de Do Taemin...

E não demorou a agir tão logo aceitou a própria vontade de vê-lo.

A ajuda de Bomi se mostrou fundamental. Mesmo que não pudesse chamá-la de amiga, já que não eram íntimas, ela gostava da garrota... Na verdade, do grupínho dela, a única que não despertava simpatia em Sunny era EunBi. De toda a forma, a Yoon foi atenciosa e não parecia curiosa ou surpresa com o pedido... Mas pelo telefone. Não havia como ter certezas e certamente não era uma preocupação de Sunny. Nem chegou a focar nisso. Acrescentou um último complemento, agradecendo outra vez. Não sabia se Taemin perguntaria ou não, mas pelo menos não precisaria mentir ou inventar uma desculpa.

A fotinha do perfil consumiu alguns minutos da bolsista... Ficou admirando o rostinho fofo e sorrindo para ele... Não tinha problema, né? Ninguém saberia mesmo... Portanto, escondida de todos - inclusive e principalmente dele - Sunny não procuraria desculpas para não precisar admitir o que imaginava de verdade a respeito do loiro. De imediato, detestou tudo nele. Porém seus olhos sempre estiveram preenchidos pela perfeição imponente de Jung-Mi para que notasse que o quadro de imperfeições de Do Taemin era igualmente atraente. Depois do primeiro impacto... Era interessante observar cada detalhe daquela carinha emburrada, descobrindo-a aos poucos. Será que... Choi EunBi nunca percebeu o quanto Taemin era... bonito? Não desmerecendo Jaeki, porém o tipo de carinho que sentia por ele era bem diferente. Automaticamente, lembrou do dia que ela e Taemin brigaram... Foi dura nas palavras, mas aquela reação mais agressiva... O herdeiro realmente devia gostar de EunBi. Ah, lógiiiiico que gostava... Sunny possuía olhos e EunBi destacava-se em porte e beleza.

Suspirou baixinho... Nunca se preocupou com a aparência, mas agora sentiu uma pontada de invejinha e frustração. Não por querer as atenções que EunBi recebia ou ser bonita como ela... Mas de...

Aish.

Mandou uma mensagem para ele e quando visualizou a de Lee-Hi, Sunny se assustou. Respondeu rapidamente e recebeu uma ainda mais agitada. Não tinham condições de conversar desse jeito e estava com medo da amiga fazer alguma loucura até se encontrarem no dia seguinte.

O celular vibrou e ela o segurou de maneira urgente, arregalando os olhos...

- Lee-Hi! - exclamou, como se estivesse na frente da unnie.

Não ousaria medir o medo e a emoção que engoliam a amiga, entretanto precisava fazê-la respirar e refletir. Eram coisas demais que Sunny puxava para o colo, só que aguentaria o peso se isso diminuísse aquele que empurrava os ombros de Lee-Hi para baixo. Também não achava justo que ela sofresse, porém, entendia perfeitamente que a vida era bem cruel... E, na maioria das vezes, são os bons que choram.

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11:42
Lee-Hi
Nós daremos um jeito, amiga. Eu te prometo. Jebal, confie em mim. Juro - juro quantas vezes quiser! - que iremos resolver. Mas, antes de pensar no futuro, a gente tem que se concentrar no "presente" e descobrir se o resultado do teste é real ou não. Apenas depois poderá decidir... Então, sei que é difícil, mas não se desespere.
Por que não nos encontramos naquela pracinha perto da sua casa? Escolhemos um local mais distante e, diferente de um estabelecimento, não teremos que nos preocupar com pessoas aleatórias escutando a nossa conversa. O que acha? Umas três horas?



Foi o primeiro lugar que surgiu na sua cabeça.

Enquanto esperava uma confirmação, Taemin respondeu a mensagem e foi um sopro suave na angústia de Sunny. Ela apertou o aparelho de levinho e... prendeu a respiração, ignorando o calor que avermelhou as bochechas. Ela engoliu em seco, não sabendo o que fazer... Queria se dividir em duas e estar em dois locais ao mesmo tempo. Mordiscou o lábio de modo ansioso, indecisa de como proceder...

Send
11:42
Demônio da Guarda
Aish... Rápida ou inteligente? Seja mais específico, jebal. Hihihi... Brincadeira. Ne, eu soube. Hoje não tive como ir, mas estou bem, só aconteceram algumas coisas aqui em casa. Ao contrário de você, não me machuquei... Suas costas estão doendo muito? Tem se cuidado direitinho?
Digamos que também tenho meus contatos.
É uma coincidência curiosa, então. Porque... também quero te ver, Taemin... Hoje, longe daqueles olhares pesados e de toda a pressão. Apenas nós dois. Preciso mesmo ajudar uma amiga com algo urgente na parte da tarde, mas se ainda quiser e puder me esperar... Eu vou ao seu encontro.


 


— Ross
Kim Sun-Hee
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HYEMIN. DOMINGO, 8:57 A.M.

Joo Hyuk meneou negativamente com a resposta de Hyemin. Não, ele não a tinha esquecido. Teria sido infinitas vezes mais fácil se ele simplesmente a tivesse apagado de sua mente e seguido sua vida indiferente e alheio à presença dela. Muito sofrimento e energias seriam poupados, se isso tivesse acontecido.

Mas não.

Há meses, ele travava uma grande batalha dentro de si, controlando seus anseios e desejos. Repetia mil vezes que ela era uma pessoa diferente e que aquela ovada em sua cabeça no primeiro dia de aula só mostrava o quão descartável ele era, reproduzindo com gestos as palavras da tia dela. O comportamento dela na sala de aula também não era dos mais inspiradores - e, provavelmente, a mente dele piorava até o modo que ela respirava, como se fosse para ofendê-lo. No fim, ele percebeu que passava muito tempo preocupado com o que ela fazia ou deixava de fazer. Não era ciente de tudo o que ele fazia com sua melhor amiga, mas diante do que aconteceu no banheiro daquela vez, imaginava que coisas aconteciam - só não imaginava a frequência ou a intensidade.

Tudo era uma evidência para que ele deixasse para lá, para que apenas focasse em seus estudos e seguisse com notas boas para levar alegria à sua mãe. Porém, quanto mais ele tentava, mais as situações o empurravam para Hyemin de novo. Era torturante, angustiante e o estressou tanto depois da última briga que seu corpo não suportou mais todo aquele acúmulo de coisas e falhou.

Ao mesmo tempo que isso o prejudicou, também ajudou. Depois de ser obrigado a parar, ele conseguiu pensar com mais clareza e decidiu que se não conseguia ser indiferente a ela, que pelo menos respeitasse a si mesmo. Podiam não ser melhores amigos, mas ele precisava tratá-la de modo neutro e educado, evitando qualquer conflito porque o mínimo que podia fazer para si mesmo.

Machucá-la só o machucaria.

E esse comportamento acabou culminando neste momento. Quando finalmente podia ser sincero consigo mesmo e com ela também. Durante todos aqueles anos, ele só queria ouvir um pedido de desculpas, além de entender por que ela tinha feito isso. Além de ouvir o pedido, ele percebia que ela não tinha sido culpada de nada. Que, na verdade, os dois foram vítimas de uma armação vil de uma mulher maldosa que só queria vê-los separados.

Joo Hyuk continuou balançando a cabeça e mais lágrimas o obrigavam a fechar um pouco os olhos. Elas escorreram por seu rosto, mas ele era incapaz de interrompê-la no momento. Queria dizer que não existe isso de trocar ou substituir as pessoas, que ela só pensava assim porque foi criada desse modo, mas pessoas não são objetos que quebram e trocamos. Sua melhor amiga tinha um espaço em sua vida, mas não era o mesmo que Hyemin ocupava, eram situações muito diferentes e cada uma o impactava de um jeito.

O peito doeu um pouco quando Hyemin contou que o tinha esperado por ele todos os dias além de procurá-lo. A imagem dela aguardando por todos aqueles anos era um tanto melancólica e dolorosa para ela. Passou a mão pelo rosto repetidas vezes e fungou um pouco mais e voltou a abrir os olhos. Ergueu a cabeça com certa dignidade, apenas com os olhos vermelhos, ouvindo o que ela tentou aceitar, mas foi incapaz.

Apesar de lamentar pelo tempo que eles tinham perdido, havia um grande alívio ali também. Alívio por finalmente conseguirem se expressar e admitir que que realmente sentiam. As lágrimas dele vieram com um sorriso também - estavam acumulando no canto dos olhos de novo, mas ele conseguiu sorrir para ela.

- Eu também senti muito a sua falta… - Murmurou com a voz meio rouca.

O que veio a seguir foi uma mera consequência. Joo Hyuk observou de perto o momento em que os longos cílios cobriram os olhos e ele apenas deixou que os atos falassem por si. Hyemin sentiria os movimentos, como Joo Hyuk curvou o corpo em sua direção, aproximando-se apenas um pouco, mas mantendo uma distância respeitosa dela - não ficava grudado, tanto que levava era o tronco até ela. A mão foi até seu rosto, acariciando a bochecha rosada com o polegar. Sua respiração estava tão perto que começava a cruzar com a dela. Até que os lábios encontraram os dela novamente.

Na primeira vez, foi apenas um selinho extremamente rápido e envergonhado. Veio da coragem, inocência e ingenuidade que eles tinham.

O segundo vinha justamente diante do piano branco que foi capaz de desbloquear memórias e sentimentos. Um beijo doce, casto e carregado de ternura. Ele deixava os lábios sobre os dela, pressionando-os com delicadeza.

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(C) Ross


HYUN HEE. DOMINGO. 10:10 A.M.

Han Jae acabou sorrindo quando Hyun Hee disse que sabia que ele ficaria por perto. Não foi apenas o conteúdo de suas palavras, mas também a forma como disse. Havia uma confiança ali que foi construída com o tempo e à custa de muito esforço e resiliência - às vezes métodos nada ortodoxos - para lidar com a rebeldia e revolta que habitava aquele ser. Porém, dava gosto e orgulho de saber que conseguiram chegar até ali. Fazia o esforço valer à pena.

- Araso...Eu vou sair em dez minutos, então, tome um ar fresco enquanto isso.

Era fato que o secretário o encontraria, mesmo que ele tentasse esconder. Hyun sabia que Han Jae tinha seus meios e um gps no celular, na moto ou outros subordinados não era algo impossível de se pensar.

O secretário saiu, deixando-o com certa privacidade e foi o tempo de ver o stories da namorada. Tinha cerca de dez minutos que ela tinha postado aquilo, mas a localização dela era de uma parte do bairro que tinha algumas atrações interessantes para uma criança e uma comilona: sorveterias, lojas de brinquedos, livraria, dentre outras possibilidades, até mesmo uma pracinha bem moderna, equipada e arborizada, típico do perfil da elite local. Os estabelecimentos abriam por volta das 10 A.M aos domingos.

Não demorou para que Hyun tomasse o caminho da garagem para ver seu verdadeiro amor que andava meio deixado de lado. A moto continuava linda, indicando que mesmo que ele não estivesse andando com a mesma frequência de antes, ela continuava sendo bem cuidada e tratada. Ela realmente parecia sentir falta de seu parceiro e o ronco alto ecoou pela área externa da mansão enquanto tomavam as ruas juntos. Hyun Hee só não pilotava com maior desenvoltura por conta da mão que tinha recebido pontos no dia anterior - fora os socos que ele deu pelo banheiro - mas mesmo assim, conseguia brincar um pouco.

Tão logo chegou até o local que ela estava, ele encontraria um bom estacionamento do outro lado da rua. De fato, a linda moto e as roupas caras dele chamavam a atenção, mas tinha um fator além: o curativo do nariz que ainda estava meio feio por conta do soco certeiro que tomou. Ele tinha a imagem do garoto problemático rico, mas a maioria apenas fingia não gostar disso, porque a verdade era que ele despertava o interesse.

Eram 10:10 A.M quando Hyun chegou ali e não demorou nem dois minutos, a charmosa porta da sorveteria artesanal foi aberta pela menininha do vídeo. Ela abriu bastante, deixando que a tia saísse, mas uma outra mão também segurou a porta e quando a pessoa saiu em sequência, talvez ele se arrependesse de não ter enviado uma mensagem para seu grande amor Jong In.

Chae usava uma roupa bem simples: uma calça comprida preta de cintura alta e uma camisa bege de manga curta parcialmente por dentro da calça. O braço esquerdo continuava com a tipoia. Não usava perucas naquele dia, optando por deixá-lo solto de qualquer jeito, mas estava maquiada. Nos pés, usava all star preto. Ajeitou a bolsa com o braço direito e com a mesma mão procurou por Ri An. A menina usava um vestidinho floral com um casaquinho por cima. Ela tinha terminado de arrumar seu chapéu e parecia ter um estilo bem feminino.

Jong In saiu logo depois delas, segurando um milkshake. Os três pararam em frente à loja enquanto o garoto falava alguma coisa. Chaeyoung o encarava meio séria, mas meneava positivamente até formar um sorriso com alguma coisa que ele disse. Ela abaixou a cabeça Jong In também se abaixou um pouco para falar com ela, chegando a fazer um carinho na bochecha de Ri An - a menina pareceu gostar, chegando até a balançar um pouquinho o corpo de um lado pro outro. O amigo usava uma camisa de manga comprida gelo com uma listra vermelha, com calças pretas e os acessórios bem discretos e típicos dele.

Nenhum dos dois pareceu notar Hyun Hee porque pareciam distraídos demais na conversa da despedida.
(C) Ross


JAEKI. DOMINGO, 12:01 A.M.

Yerin tentou ao máximo controlar sua expressão surpresa quando sentiu o toque de Jaeki em seu pulso e o modo como olhou para a tampa de seus dedos. Estavam apenas avermelhados por conta do breve contato com algo quente, nada demais. As mãos dela eram delicadas, mas não imaculadas, sem traços de esforços ou coisa do tipo. Tinha alguns calos e ele poderia não saber, mas ela praticava hipismo desde pequena. Era um esporte que demandava certa força e precisão para guiar e domar o cavalo, por isso ela tinha umas áreas com calos ou marcas. Porém, foi tão rápido que talvez ele nem se desse conta disso depois.

Recuou a mão, segurando a garrafa gelada, mas logo a soltou. Não era bom botar gelo.

- É normal acharmos isso, mas você já segurou gelo por muito tempo? - Indagou. - Pode parecer estranho, mas gelo também queima. Então, seria como queimar mais.

Explicou por alto, mas sua mente estava ligeiramente embaralhada por conta da cena. Ela desviou o olhar, com as bochechas coradas. Colocou mais comida na boca para se ocupar com algo que não fosse ele. Porém, Jaeki não parecia gostar de silêncio e mesmo depois da resposta dela sobre o pé de frango, ele continuou.

- Não comem mesmo. A maioria das pessoas do colégio nunca nem sonharam em comer isso, tenho certeza. - Suspirou. - Mas eu gosto de experimentar coisas e durante a viagem, minha madrasta e eu resolvemos provar. - Sua expressão ficou um pouco mais suave, quase nostálgica como se pensasse naquele dia. Ela mordeu o lábio internamente e se acomodou na cadeira. - É, cada país têm seus costumes e comidas estranhas. Era crocante, se você comesse de olhos fechados, nem ligaria que era escorpião.

Deixou os ombros caírem um pouco e deixou que ele comesse todo o potinho. Estava mesmo satisfeita, talvez por não ser acostumada a comer aquele tipo de coisa. Confirmou que ele podia comer tudo e começou a arrumar a bancada separando as coisas. Tinha comido todo o rabokki, pelo menos e ficou esperando por ele. Olhou de modo discreto e pegou o momento em que ele comia com uma satisfação única. Fechou os olhos, coçando os mesmos, como se estivesse muito entediada, mas só estava disfarçando.

Quando terminaram tudo, ela se apressou em juntar as coisas e evitar encará-lo de novo.

- Por nada…- Respondeu, mas não soube dizer que horas eram. - Hm...meio dia, talvez? Não sei…Mas tudo bem, Jaeki-ssi, eu já disse que não era problema.

Levantou-se, levando a louça para a pia.

- Ok, eu já vou também. Vou lavar a louça primeiro porque o Beom Su-ssi pediu para arrumar o que sujássemos… - E já que Jaeki tinha cozinhando, ela lavaria a louça. Puxou as mangas de sua blusa até a altura do cotovelo e ficou lavando a louça.

Depois disso, ela deixaria tudo escorrendo para secar e escovaria os dentes no banheiro.Jaeki já estaria olhando a maquete há algum tempo quando ela retornou com o cabelo preso num coque e os óculos voltando para seu rosto. Ela também pegou o celular nesse meio tempo e sentou-se do lado oposto ao dele informando.

- São 12:01 agora. - Mostrou a tela do celular com o horário e colocou noutro lugar que não fosse atrapalhar.

Tombou a cabeça, observando a maquete e pensando por um momento.

- Estou com um pouco de dificuldade de fazer a ponte que liga Incheon a Seul. - Mostrou o espaço na maquete - Queria fazer algo mais delicado, mas ainda estou achando grosseiro e desproporcional.

Mostrou e aguardou que ele comentasse alguma coisa, mas o silêncio ficou estranho. Ela o encarou de volta e de repente teve aquela pergunta tão fora do contexto. Yerin franziu um pouco as sobrancelhas, pensando de onde ele tinha tirado aquilo. Passou um lábio sobre o outro e então disse.

- Hm...As mulheres de Wangjo cruéis e vingativas? - Perguntou se era esse tópico da conversa. - Eu quis dizer exatamente o que eu disse. Eu sou uma dessas garotas de Wangjo, mas ao invés de agir por meninos, eu faço para manter a ordem. Jaeki-ssi, Wangjo é um colégio de pessoas que não conhecem limites nem sabem o que é um “não”, no amplo sentido. Cerca de dez alunos dali são de famílias que controlam mais da metade da economia do nosso país. Consegue mensurar isso? Eles podem ter o que quiser, quando quiser. Não tem medo de nada…Ou pelo menos fingem não ter. Todos têm suas fraquezas e, digamos que eles têm medo de mim porque tenho provas o suficiente contra esses herdeiros. Eles andam na linha, em geral, porque tem medo do que posso fazer contra eles. E eu realmente não me importo com as consequências, eu só quero que eles conheçam limites e regras. E que não devem mexer com as pessoas.

Suspirou de novo, meio cansada como se fosse muito difícil manter isso.

- Vocês, bolsistas, foram uma inequação. Algo inesperado e que mudou um pouco a perspectiva da corte. Eu achava que até agora mais pessoas já teriam saído, mas vocês são resistentes...De certo modo, admiro. Eu mal suporto estudar lá e não é um sentimento raro por lá…

Voltou a encará-lo.

- Não, você não é capaz de bater numa menina. Você é diferente do que estou acostumada a conviver e ainda estou aprendendo a lidar. Mas eu, por outro lado, já fui capaz de bater em um menino. Um menino mais velho e não tem muito tempo. - Os olhos dela ficaram um pouco nublados. Eu tenho certeza de que ele revidaria se não tivesse testemunhas no momento. Ainda acho que ele está guardando esse tapa, inclusive. Mas eu não me arrependo do que fiz e faria de novo, se tivesse a oportunidade. O que ele fez foi muito pior.
(C) Ross


MISOO. DOMINGO, 12:27 A.M.

Misoo e Yoo Ri buscavam por qualquer desculpa que permitisse que passassem algum tempo à sós - a quantidade de tempo não importava muito, podia ser um minuto ou um dia inteiro, o importante era que tivessem aquele momentinho. Dizendo que precisava ver o almoço e que Misoo entendia do assunto, as duas saíram da sala com certeza elegância, mas aumentaram os passos logo no primeiro corredor que entraram.

Antes de chegarem à cozinha, ela quis saber das novidades. O primeiro impacto veio quando descobriu que a neta tinha resolvido aquela questão da mentira, mas não estava namorando o segundo rapaz. Estava namorando um terceiro!!

- Jinjja? Tinha uma terceira pessoa? Aigoo, a minha Misoo está roubando corações não é mesmo? - Brincou com ela. Lamentou um pouco pelo irmão da amiga dela, mas não diria isso para a neta. Ela parecia muito feliz com a escolha que fizera e como as coisas estavam se seguindo. - Desculpa, eu não sabia mesmo que tinha outra pessoa, mas vejo como você está bem...Isso me conforta.

Pegou as mãos da neta e deu um beijinho em cada uma.

- É bom saber que seu amigo voltou a tratá-la normal. Quer dizer que ele realmente era seu amigo, não tinha apenas um interesse em você. E quanto ao novo rapaz, se ele te ajudou sem saber, acho que ele já começou muito bem e ganhando pontos comigo. Quero conhecê-lo sim!

Declarou, mas havia um ponto de suma importância que precisavam resolver ali: a questão da mentira. Ficou ainda mais preocupada quando soube que era um rapaz simples, sem família rica. O namorado de mentira era de uma das famílias mais poderosas da Coréia do Sul e agora ela o trocava por um que não tinha nome. Levou a mão até a bochecha, bastante pensativa e aflita com aquele conteúdo.

- Sua mãe realmente vai surtar quando descobrir, isso já sabemos. Mas é ainda pior se ela descobrir por outras pessoas. Eu já tive sua idade e meus amores proibidos, minha neta, sei como o amor pode nos cegar às vezes e mesmo quando tentamos ser discretas, estamos sendo muito indiscretas. - Suspirou. - Por isso acho que quanto mais tempo levar com isso pior, mas você também tem que se perguntar sobre seus sentimentos e os do rapaz. Porque não vou mentir, querida, você vai enfrentar algo muito difícil por esse relacionamento. É bom que valha a pena todo o sacrifício.

Ajeitou o cabelo dela.

- Eu não sei se existe uma forma de fazê-los aceitá-lo. Seus pais são pessoas muito...metidas. - Fez uma careta. - Mas façamos assim: traga seu namorado para que eu possa conhecê-lo. Se ele for mesmo um bom rapaz, eu saberei e terei algum jeito de ajudá-la com isso. No caso de sua mãe brigar com você ou te expulsar de casa, você tem a mim. Minhas portas sempre estarão abertas para você...Você sabe disso, não é? Poderá ficar aqui até que as coisas se resolvam com sua mãe, na pior das hipóteses…

Sorriu para a neta. Apesar de suas soluções serem simples, as duas sabiam que era uma questão bastante complexa. Felizmente, Misoo não era mais uma criancinha dependente de tudo e a avó já tinha pensado muitas vezes e propor de assumi-la, mas sempre que tentava, os pais pareciam melhorar com a menina. Era um relacionamento muito complicado, mas ela estava disposta a arriscar. Não pela aprovação ou não do namoro, mas porque queria proteger a neta e seu bem-estar.

- Mas tem uma coisa que também estou curiosa: como resolveu a questão do namoro falso? Vocês ficaram bem depois disso? Ele parecia um menino muito apaixonado por você.
(C) Ross


SUNNY. DOMINGO.

Lee Hi e Taemin não faziam ideia do que Sunny estava passando naquele domingo e do quanto ela abria mão apenas para ser presente aos dois. Era incrível como ela conseguia deixar suas dores e sofrimentos de lado quando via alguém que gostava ou amava - e, para sua surpresa, Taemin estava nessa lista de pessoas - precisava de sua ajuda. Enquanto Lee Hi estava desesperada para encontrar uma solução para o seu problema, Taemin deixava claro que precisava vê-la, mas não tinha um motivo ou um problema para que Sunny resolvesse.

Uma coisa que Sunny poderia perceber era o nível de desespero de sua amiga. Mesmo através do celular, era possível sentir a angústia que se passava por ela: uma jovem coreana de 17 anos que além de jogada fora como lixo pelo primeiro garoto que amou a ponto de se entregar, descobria que estava grávida dele. Não seria a primeira, mas ninguém imaginava que o caso fosse acontecer assim, tão perto dela.

Qualquer mulher ficaria louca e aborto não era uma solução distante - pelo contrário, era mais normal do que elas podiam imaginar. Mas ao mesmo tempo, Lee Hi não tinha o perfil de que seria alguém capaz de fazer isso. Era uma pessoa doce, sonhadora e encantadora, uma amiga divertida e prestativa, às vezes meio avoadinha, mas era uma pessoa incapaz de matar um bicho, quiçá tirar o próprio feto. A Lee Hi que Sunny via nas últimas semanas desde que a verdade apareceu, não condizia com a amiga que ela conhecia - era apenas a fase horrorosa pela qual ela vinha passando. Difícil imaginá-la mãe, mais difícil ainda imaginá-la bem depois de praticar um aborto ou até mesmo entregando o bebê para adoção.

Mas uma coisa de cada vez! Ela tinha feito o teste recentemente, mas estaria grávida de quanto tempo? Por mais tecnológico que estivesse nos dias de hoje, era possível ter um erro ali, não é? Todos torciam para que sim.

Por mensagem, a amiga aceitou encontrá-la à tarde, na pracinha perto de sua casa.

Já Taemin, era outro que também parecia precisar ver Sunny naquele dia. Pareceu surpreso por ela ter perguntado sobre suas costas - no meio daquela confusão, ele nem percebeu que ela assistia a tudo. Mas garantiu que ficaria bem. Disse que se ela estivesse muito ocupada, não teria problema, mas ele não tinha planos para o resto de domingo e ficaria de prontidão quando ela terminasse seu compromisso. Não marcaram uma hora ou local, mas ele esperava que ela fosse mandar uma mensagem decidindo essas coisas - considerando que ela precisava ver uma amiga e não sabia quanto tempo levaria.

Aqueles intensos minutos passados ao telefone foram um pouco angustiantes, mas ao mesmo tempo fizeram bem para sua cabeça. Porque a partir do momento que ela se preocupava com o próximo, ela deixava os seus de lado.

Só precisava pedir autorização para a tia e o pai para sair. Como seria com Lee Hi, não deveria ter problemas. Na verdade, parecia que ela até teria muitos motivos para isso, considerando que uma unnie poderia ajudá-la, não é? A teoria era mesmo uma maravilha. Caso ela pedisse, eles deixariam que ela fosse e o pai até perguntaria se ela queria que ele a levasse até o local. Até o horário do encontro, o dia não traria mais surpresas.

O almoço estaria delicioso como sempre e ela teria um tempinho para ficar com seus cães ou mexer no dever de casa. Kang também respondeu, lamentando que ela não pudesse se encontrar, mas entendia. Esperava que ela melhorasse logo.

[Pode avançar até o horário do encontro. A família não se opõe que ela vá ver a amiga]
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Hyemin estava em paz finalmente. Era a primeira vez em muitos anos que ela sentia que tudo estava bem de verdade. Agora que tinha falado o que estava preso em seu coração é que se dava conta dos espinhos que estiveram cravados em seu peito por tantos anos. Espinhos enfeitiçados que cruelmente só podiam ser removidos pelo “rapaz da profecia”.

Sentia-se como a Bela Adormecida, com suas memórias em torpor profundo após ter contato com a primeira ferida de seu puro coração, e que tudo que aconteceu depois foi um tipo de “outra vida”, uma persona que ela criou de si mesma para tentar seguir em frente, mas que tinha aquela tristeza amarrada no peito.

Algo tão profundo que ela não se dava conta do quanto aquilo a machucava diariamente e aos poucos a consumia e a tornava outro tipo de pessoa. Porém, como tinha sido pontuado pela unnie, ela era uma princesa própria, e naquela história havia outras peculiaridades.

Como nos contos, aos 16 anos, o feitiço quase a fez dormir para sempre, visto que suas energias estavam acabando. Estranhava como o riso parecia mais escasso e mais difícil de manter. Proibiu os amigos de mencionar o nome dele e se viu encurralada. Mas agora, finalmente tinham esclarecido a difícil jornada e podiam virar o capítulo, para o que acontece depois que a princesa é salva.

Hyemin não sabia o que seria deles agora, mas pelo menos sabia que aquele garoto quem amou tanto na infância não a abandonou ou esqueceu. Aquilo por si já tinha um efeito reparador fantástico. Agora, finalmente poderiam parar de viver no passado e, aos poucos, olhar para o tempo que ainda poderiam ter.

O toque final - e para ela inesperado - veio nos lábios. Um selinho rápido e desajeitado que ela mal teve tempo de sentir, mas que foi como uma balinha ácida estalando dentro dela.

Hyemin sentiu-se beijada por seu melhor amigo de 8 anos, ambos inexperientes e assustados, fazendo algo rápido e no impulso.

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Porém, ao abrir os olhos, foi um rapaz bem crescido que ela viu. O seu amigo, agora bem mais alto que ela, que tinha voltado do Japão só para vê-la e a abraçou forte no elevador. O menino que ela não conhecia por completo ainda, mas por quem estava apaixonada e de quem sentia tanta saudade.

Pôde olhá-lo de perto, sentindo as bochechas pegarem fogo e estava visivelmente surpresa. Antes que ele se sentisse desencorajado, ela se ajeitou de forma meiga, e continuou observando, pedinte, como um filhote ansioso e inseguro do que deveria fazer, mas certo do que mais queria em seu coração.

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Naquela posição, tornou a fechar os olhos, deixando ainda mais claro que ele não tinha feito nada de errado e esperou.

Sentiu-se nervosa, ansiosa, trêmula, envergonhada, e todas as coisas que Chaeyoung lhe descrevera e que fizera suas bochechas quentes naquele dia em que falaram sobre amor. Segurou firme o banquinho onde estava sentada e prendeu a respiraçao quando sentiu a dele tão perto. Ele era incrivelmente respeitoso, um cavalheiro, um príncipe com quem havia sonhado. Foi encantada por cada detalhe pensado por ele, que mostrava o quanto ele tinha um imenso carinho por ela e a queria sentindo-se segura. O toque na bochecha a fez relaxar um pouco os dedos e permitiu que ela voltasse a respirar ao senti-lo por perto e até inclinasse o rosto bem devagar, de forma um tanto receosa, até que os lábios se encostaram e seu primeiro beijo de princesa foi escrito em sua memória da forma mais bela que seu devaneio criativo não poderia prever.

Ouvia passarinhos, sinos, coral de animais. Via arco-íris e fogos de artifício de todas as cores. Nunca conseguiria escrever em seu diário a intensidade daquelas vibrações em seu peito que a fizeram voar longe.Estava feliz.

Demorou para abrir os olhos, sem saber quando deveria fazê-lo, com vergonha de encará-lo novamente, mas ela o fez aos pouquinhos, até que o olhou de baixo, inocente e envergonhada, muito diferentemente de suas atitudes agressivas de outrora. Ao dar de cara com aquele rostinho que ela achava que podia chamar de seu príncipe, as bochechas inflaram e ela ajeitou a postura, dando um sorriso meigo e sincero.

Capítulo 9 - Página 4 733ac09c93c01fbd75ce0769a42065cf

Ficou em silêncio,  só o olhando assim mais um pouco, até que virou o rosto e sorriu sozinha, balançando o corpo com as mãos apoiadas no banco.

- Agora eu posso prender um broche da Hello Kitty na sua jaquetaa~~   - cantarolou e deu um sorriso fofinho, seguido de uma risada.

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- Bem… Agora é sério. - parou de balançar e virou o rosto para ele. - Já que eu gosto de você e você gosta de mim….  Eu… Queria pedir uma coisa…  

De repente ficou um pouco mais séria e ele veria um dedo mindinho surgir na frente dele.

-  Yagsog  (Uma promessa) - olhou bem para ele. Falava sério. -  Vamos prometer a não cair em outro mal entendido de novo! Nunca.  Quero prometer que vamos conversar se pensarmos algo ruim um do outro… E que vamos tentar resolver. Ara? Sei que eu fiz coisas que você não gosta… Mas quero ser uma pessoa melhor e não quero mais que fique bravo comigo. E não quero que outra pessoa ruim invente coisas que vão nos separar de novo. Promete?  - fez um biquinho e balançou o mindinho na frente dele.

-  Eu não quero mentir, nem esconder o que eu sinto, nem te ver bravo comigo porque está pensando algo que eu não fiz. Eu não aguento isso de novo. Shiro! - reclamou e balançou a cabeça, até olhar novamente para ele. -   Promete? - aguardou um pouquinho.

Após recolher o dedo ela acrescentou uma coisa.

-   E… tem mais uma coisa. Acho que… Minha tia também fez algo ruim para a minha mãe. E eu preciso lembrar o que foi. Vir até aqui me fez perceber quantas coisas eu não me lembrava...   Tem mais lugares nessa casa que devem poder me ajudar a lembrar mais. Agora eu tenho certeza de que aconteceu alguma coisa.  Então preciso olhar tudo. Especialmente lá em cima. Eu nunca tive coragem de vir aqui antes, mas… Acho que se for com você eu consigo. Você vem comigo?


— Ross
Seo Hyemin
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Hee Kyung acabou sem tempo para concluir a primeira frase, a respeito de quem tinha dito sobre não ele ser tão bom. Os jovens tinham algo em comum: demoram a tirar da cabeça certas coisas que ouviam. Entretanto, eles foram acompanhados pela dona da casa e agora as atenções eram da adorável jovem. - Enrubesci com os dizeres da senhorita Ahn, se for do vosso desejo mais tarde trocaremos mensagens virtuais de norma culta.
Capítulo 9 - Página 4 Tumblr_orvh4prYqM1vlq1fao1_400

Foi estranho ver Stela dizendo que Dong era enfadonho no modo de falar e logo depois, dizer que concorda com Sejeong que era agradável. Ele queria rir da cara da canadense ao quase formar um bico, mas se segurou numa forçada feição séria, ou serena, o que saísse ali no rosto serviria.

- Nós... dois? - Olhou-a  como se a habilidade de ser cúmplice estivesse enferrujada. - Oh, nós dois, isso. - Mau cumplice, e mau ator também. Quando chegaram na residencia, Kyung vistoriou o lugar o máximo que pode, seguindo até o estúdio no subsolo.


- Uh. - Soltou um som estranho da boca quando o mezanino se abriu. Desceu com as meninas com cuidado para não escorregar num dos degraus, a maquete tinha peças guardadas, de encaixe, todo nerd que se prese ama montar coisas, ele começa a ver os detalhes, passando o indicador para analisar a altura...

O garoto se afastou, parece que viu algo errado. As meninas talvez achassem isso, Dong se encostou numa das paredes ali perto da mesa e levou a mão até o peito. Falta de ar? Taquicardia? Arfou uns segundos, mas o asmático não era Ui-Jin? Então disse: - É perfeito, o Pai, Filho e Espirito Santo. Eu es-estou no céu, não, eu toquei no céu, toquei nas nuvens! - Seus dedos tremeram um pouco, impressionado com o talento. - Você... é boa. Você tem o dom. Sabe o que vi além do céu? A nossa nota alta acima das nuvens, e a boca aberta dos visitantes.
Capítulo 9 - Página 4 Tumblr_inline_o7339tg51Z1t6da4c_250
Por trás dos oculos dele, só faltou sair faíscas de empolgação, enquanto voltava a mexer para ver como ficavam as peças.



Casa Ah Sejeong

— Ross
Dong Hee Kyung
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Jae-ki guardou para si as informações sobre gelo queimar, fazia sentido, só nunca tinha parado para pensar melhor nisso. Não era do tipo que vivia se cuidando. Em seguida falavam sobre o tipo de comida que alunos do tipo de Wangjo não comeriam.  Talvez Yerin não fosse mesmo tão patricinha. E Jae-ki ficou curioso para provar escorpião. Também acabou descobrindo que Yerin tinha uma madrasta, mas não perguntou mais sobre isso. Dava para imaginar os motivos de ter uma madrasta.

Quando se levantou para fazer o trabalho, Jae-ki ficou surpreso por ver que Yerin foi lavar a louça. Achou que ela o mandaria fazer isso como da outra vez. Ela estava mesmo diferente. E como era 12:01, Jae-ki resolveu até quando iria ficar:

- Vou ficar então até as três.

Perguntou o que seria melhor de priorizar na maquete, Yerin falou sobre a ponte e Jae-ki se focou nisso. Ela queria mais delicado e proporcional. Apesar de um menino bruto, ele tinha um olho bom para detalhes, isso podia ser visto em seus desenhos.

- Ok, vou ver fazer isso então...

Procuraria um material melhor para fazer a ponte e as fotos e esquemas, algo mais fino, e começaria a confeccionar. Só que Jae-ki não queria silêncio, isso o fazia pensar em coisas que o deixavam triste. Curioso, fez algumas perguntas para Yerin. Confirmou que era esse mesmo tópico que ele queria falar:

-Eoh.

Enquanto fazia a ponte, ouvia as coisas que ela falava. De certa forma fazia sentido dizer que os alunos não conheciam limites, porque ele achava isso também. Só não entendia por que ela falava isso, se ela era um deles.

- Quando você diz que é para eles não mexerem com as pessoas, é pra não mexerem com as que você gosta. Kure?

Ele também ficou pensativo quando Yerin falou dos bolsistas. Ainda não conseguia entender porque ela queria disciplinar os bolsistas, eles não eram os alunos de Wangjo. Mordeu os lábios tentando entender a visão dela e respondeu:

Capítulo 9 - Página 4 9876a6c82cca76ec8b2cfc6c084f1ae3

- Os bolsistas entraram em Wangjo porque queriam, é diferente de vocês... Temos muita coisa em jogo pra desistir assim. Mas você queria que a gente saísse? Para não perder seu controle?  

Jae-ki construía a ponte com cuidado e capricho, era o tipo de coisa que ele gostava de perder o tempo. Diferente de cozinhar, nisso Jae tinha paciência e tomava cuidado até pra não ficar marca de cola. Usou um rolo de linha branca do Beom-su para fazer as vigas da ponte, imitando direitinho a imagem e deixando elas bem esticadas para ficar bonito. Fazia uma mistura de cola para tornar as linhas endurecidas. Mas parou quando ouviu Yerin falar sobre ele não ser capaz de bater em uma menina.

Capítulo 9 - Página 4 Bbea59eb84dcd099b1edeba8c429d836

- Jinja!?

De certa forma isso o fez se sentir bem. Ser acusado disso era muito ruim, mas o oposto era um alívio. Olhou para Yerin para ouvir o resto. Não achava tão ruim uma garota bater em um menino, não como se fosse ao contrário. Já tinha apanhado de algumas garotas... Mas o que ela disse em seguida o fez ficar pensativo. Até o olhar de Yerin havia mudado.

- Não tô surpreso com isso... - Suspirou - Quando eu falo para tomarem cuidado com esses caras, ninguém me ouve! Algumas ainda gostam deles...

Depois de soltar seu comentário revoltado, lançou um olhar meio preocupado e invocado para Yerin:

- Se acha que esse isekya pode te bater, não ande sozinha. E se você diz que ele fez algo pior, é mais perigoso ainda. Você não tem algum amigo que pode andar com você? Sem ser o Beom-su? Quer saber, se não tiver, me chama.

Como não dava pra denunciar antes dele fazer alguma coisa, era preciso tomar cuidado. Fora que esses ricos não deviam ter medo de processos. E Beom-su não era do tipo para briga, Jae-ki era impulsivo, e já invocado disse:

- Quero ver se ele vai ter coragem de bater num cara, e se ele vier, ele vai ter o que merece.

Ele mordeu os lábios com o olhar aborrecido. Jae-ki não gostava dessa covardias. Yerin tinha sido legal com ele, e ouvir ela reconhecer que ele não bateria em ninguém, o fez se sentir melhor. Ainda mais ela sendo a amiga da Hyemin. Além disso, nenhuma garota devia apanhar.

- Você é corajosa. Só que uma garota bater em um cara, é de boas. Porque eu acho que um cara tem que saber aguentar essas coisas, de garotas e de garotos. Mas um cara bater numa garota... Isso não é coisa de homem. Quem faz isso é um Saekki, Shibsehggi, isekya, dondongori ! - Despejou um monte de palavrões - E é por isso que fico com raiva quando acham que eu sou assim...

Cruzou os braços, mas em seguida perguntou:

Capítulo 9 - Página 4 B7a26863683498d9e8c34edb342e2262

- Mas, quem é esse cara?


Estúdio

— Ross
Jae-ki
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Capítulo 9 - Página 4 Jj02

Hyun Hee não demorou meio segundo olhando aquela cena. Não parou para analisar a situação, tampouco teve vontade de ir até eles, só sentiu raiva.

Não podia ficar dois segundos longe que os lobos apareciam para atacar? Ela não parecia nem um pouco a fim de falar com ele, mas não tinha problemas em ficar de graça com aquele lixo de ser humano que era seu amigo e, ironicamente, o inventor da lista.

Se achava que ele era um cara péssimo porque ficou com a amiga da EX namorada, na época, e porque tentou defendê-la da própria, o que acharia daquele verme que tinha feito uma aposta com a melhor amiga dela? Ou quem sabe que organizava festas com drogas que acabaram no estupro de uma colega de sala? Ou que queria ter esbofeteado o rosto da amiga dessa mesma garota, e o teria feito, se ele não tivesse impedido.

Não que fosse um santo, mas ele era parte do sistema, não o ventríloco. Jong In era o comandante e, pior, não estava nem tentando se redimir.

Teve vontade de ir até lá e arrebentá-lo, mas havia um fio de sanidade em sua mente chamado Han Jae que o mandava ser cauteloso em relação aquilo. Além do mais, tinha a forte figura de uma criança, e da família dela, que ele não queria estragar.

Por mais que quisesse ir até eles e derrubar todas as mesas daquele lugar, Hyun Hee tinha uma arma em mãos: sua moto.

Se estava assustando as pessoas com seu ar de rico delinquente, seria ainda pior quando ele terminou de cobrir o rosto com o capacete e montou novamente, dando partida de forma brusca, sentindo os pontos da mão.

A atitude cautelosa na rua tinha passado e ele ignorou completamente os sinais, passando no meio dos carros. Não conseguia parar de pensar naquela cena odiosa e queria bem era passar por cima de um carro para sentir o frio na barriga. Parte dele pensava que precisava desacelerar um pouco, pensar no avô…

Mas ele só lembrava do vídeo, das câmeras, e recriava aquilo com o rosto de sua joaninha burra.

Lutou contra aquilo. Não queria entrar nessa onda intensa de paranoia, mas o ciúme que sentiu era forte demais para ignorar.

Ele se esforçava tanto para agradá-la, mas era um filho da puta com meia conversa que estava conseguindo se passar por bonzinho? Avisou tantas vezes que ela tinha que ter cuidado com ele, e no primeiro momento de fraqueza, olha só quem lá estava.

Isso nem era verdade, ela só estava aborrecida, nem fez nada. Tinha que lembrar como Jong In era ardiloso, como era esperto e escorregadio.


Aquela vaca daquela Eunjoo devia ter feito um plano escroto para separá-los, atacando primeiro e mandando seu escravo agir em seguida. Ela plantava a discórdia, ele seduzia. E agora sua paranoia fazia o cenário completo.

Queria ser positivo, pensar em Han Jae, pensar no avô, pensar no irmão, pensar no encontro que tinha acabado de marcar.


Mas não conseguia ganhar aquela luta no momento. Tinha tentado de tudo para tirar o alvo da cabeça dela, até removendo da lista, para não ser mais um prêmio na mão daqueles caras e agora ela era o troféu daquele verme?

Não era o caso, Chaeyoung não tinha feito nada. Ela não tinha parado de gostar dele da noite para o dia.


Devia mesmo ter quebrado o braço dela em vez de simplesmente ter sido ‘gentil’. Devia ter passado com a moto em cima de Jong In e devia divulgar os vídeos no meio do gigante outdoor de Seul, ir preso, e dar desgosto para família mas levar todos os membros da festa consigo.

Seu irmão ficaria preocupado se algo acontecesse com ele.
Ficaria tudo bem se ele simplesmente parasse e deixasse passar.
Ainda precisava falar com ela.


Enquanto estava preocupado em reconstruir a droga de um pedaço de metal sujo, ela estava se engraçado para cima de outro homem, seu principal inimigo, e evitando falar com ele. Ele a respeitou, esperou e não se aproximou demais, até pediu desculpas, para que de repente ela estivesse ali, solícita com aquele filho de uma puta.

Nada era como parecia.
Precisava pensar no irmão, no avô, Han Jae...


Estava melhorando, parecia um dia bom, mas então… Hyun Hee sentia a chavinha que precisava virando seu humor completamente. Se era isso que queriam, então parabéns. Estava todo mundo de parabéns pra cacete.

Não aguentava mais aquela briga interior cheia de adrenalina e o som da moto rangendo o asfalto. Parecia o suficiente.

Freou.

Humor: -****

— Ross

Park Hyun Hee
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Após enviar as mensagens, Sunny ficou esperando... Novamente, tinha a sensação de enfiar uma semana inteira dentro de um único dia. Ela suspirou - não arrependida, mas preocupada. Tanto com Lee-Hi quanto com Taemin. O assunto da amiga provavelmente era mais aterrorizante e grave do que o de Taemin... Afinal, uma possível gravidez? Mas Sunny não voltaria a cometer o erro de "menosprezar" os sentimentos do herdeiro - embora jamais tenha sido a intenção. Não queria magoá-lo ou incitar uma reação agressiva. Taemin possuía sérios problemas em lidar com o gênio horrível e Sunny, às vezes, não media a intensidade das palavras. Isso provocou a explosão de ambos os lados. Agora, faria diferente. Apertar Taemin não era a melhor forma de conseguir algo dele. Era necessário... desacelerar, considerando que o loiro parecia ligado diariamente em alta tensão. Até porque, ele não revelava ser do tipo que se abria tão facilmente.

Já Lee-Hi...

Sunny temia até pensar nas consequências.

Pelo menos teria um tempinho de se acalmar antes de encontrá-la. Ao contrário de Taemin, o desespero da unnie era palpável - gritava através de um mero aparelho telefônico. Não podia desampará-la num momento tão conturbado, mas secretamente desejava que o Do não adiasse para amanhã o que quer que fosse - mesmo que fosse um "nada".

Algumas coisas já surgiam na mente de Sunny e não permitiria que Lee-Hi as escondesse mais. Estava suficientemente envolvida na história para que a amiga continuasse a guardar segredos como, por exemplo, o nome do idiota. Além disso, gostaria de saber como ela e Nana começaram a se comunicar e se, de fato, Eun Na não ofereceu uma "medida mágica" para Lee-Hi. Não acreditava nela... Porém, depois das "gentilezas" trocadas durante a festa... Sunny não teve tempo para refletir sobre isso também.

Mal respirou, na verdade.

De toda a maneira, precisava se manter firme porque dependendo do resultado... Lee-Hi era uma criatura doce e frágil, o que doía ainda mais ao pensar que alguém se aproveitou da ingenuidade dela. Claro que não era uma atitude digna para qualquer que seja a pessoa, mas era frustrante e horrível comprovar que um babaca se comportaria de um modo tão baixo e sujo. Sunny era esquentada e brava, sim, mas não violenta. No entanto, a mão coçava para acertar um tapa na cara do projeto de homem que causou aquilo. Só que existiam outros jeitos mais viáveis de "arrumar" a situação. Não deixaria a amiga tomar nenhuma atitude no calor do momento e nada que lhe provocasse arrependimentos mais adiante.

Mas como falou com ela... Precisavam da "certeza". Dos 100%.

Por fim, Lee-Hi aceitou o combinado.

A mensagem para Taemin foi mais comprida. Ele afirmou que ficaria bem, entretanto Sunny não se mostrou completamente segura... Lembrava-se dos pontos vermelhos na camisa e da expressão contorcida enquanto o garoto recebia as garrafadas, protegendo Misoo e a irmã mais velha. Suspirou de novo, respondendo que assim que terminasse, entraria em contato.

A cabeça voltava a funcionar. Detestava ver as pessoas que eram importantes para ela tristes ou angustiadas, mas tratava-se de uma distração para os próprios problemas e naquele domingo, em especial, toda e qualquer fuga seria mais do que bem-vinda. Saiu do quarto e se apressou a procurar o appa e a titia... A aparência estava menos apática e os olhos não carregavam o tom fosco de outrora. Não que fosse uma garantia de recuperação, levando em conta tudo que Sunny escondeu ao longo de quase dois anos.  E foi durante o almoço que pediu permissão aos dois, explicando que Lee-Hi queria conversar com ela. Para a surpresa de Sun-Hee, nem a titia e nem o appa se opuseram ou soaram arredios. Sunny acabou aceitando a carona do pai, como se tivesse a necessidade de pontuar que não era uma mentira ou que planejava algum absurdo.

A comida estava deliciosa, mas era nítida a ausência de apetite, apesar do esforço em terminar a pequena porção. Ajudou a titia com a louça e só então voltou para o quarto, procurando algo para ocupar os pensamentos até o horário marcado. Ela brincou com as crianças e adiantou os exercícios - inclusive os de Taemin. Nesse meio tempo, Kang respondeu a mensagem e Sun-Hee agradeceu a compreensão do colega. Enfim, perto das três horas, Sunny já estava devidamente pronta e buscou o appa pela casa, encontrando-o no escritório.

Como de costume, optou por roupas confortáveis e básicas. O clima era fresco e agradável feito o tecido do vestidinho escuro que contrastava com a camisa - semelhante a uma segunda pele - de mangas compridas, mas Sunny as dobrou na altura dos cotovelos. Evitou olhadas mais demoradas diante do espelho e ficou na dúvida se passava ou não um pouco de blush para disfarçar a palidez, porém decidiu apenas usar um protetor labial.


O caminho foi silencioso, mas não esquisito. Sunny observava a paisagem com a testa encostada no vidro e, vez ou outra, fazia um comentário, todavia, nada demais. Quando chegaram, ela soltou o cinto e preste a descer do carro, se inclinou para apertar um beijinho carinhoso na bochecha do appa - Komawo, papai... Qualquer coisa, eu ligo para avisar, está bem? - despediu-se, acenando do lado de fora. Assim que o Sr. Kim partiu, ela começou a procurar Lee-Hi e caso não a visse numa primeira analisada, mandaria uma mensagem, avisando que já estava na pracinha.  

 

— Ross
Kim Sun-Hee
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- Halmoni!! - riu sem graça. Mas nem ela sabia que tinha uma terceira pessoa.

- Nem sei o que dizer, porque foi tão rápido e espontâneo! Acho que não sou o tipo degarota que tem um romance longo e cheio de problemas de novela - riu e sorriu com os beijinhos nas mãos.

Fez uma cara engraçada quando a avó falou de seus romances proibidos.

- Como a senhora fez no seu caso, halmoni? Eu não sei de verdade se eu quero jogá-lo de repente em todo esse drama tão cedo. Gosto dele, mas não sei se ele merece pssar por isso. Sabe? Tudo que eu sei é que eu não quero apresentá-lo la em casa sabendo a tragédia que vai ser, mas eu posso contar que não estou namorando Jung Mi. É… Isso eu poderia fazer. - deu um sorriso afetuoso para a avó. Pelo menos isso parecia sensato.

- Muito obrigada halmoni!! A senhora é maravilhosa!!! Vou trazer sim, com certeza! E vou desfazer a mentira do namoro para a minha mãe. Acho que isso posso fazer.

Deu um abraço gostoso da avó e a observou com aquele ar curioso.

- Acho que não, vovó. Ele até já arrumou outra namorada. Acho que ele falou aquelas coisas sem sentir de verdade. Penso que seja assim que os chaebols fazem para impressionar uma garota. Ainda bem que não cai nessa. Depois que eu terminei, ele simplesmente parou de olhar para mim. Penso que eu estaria muito triste se ele tivesse me roubado meu primeiro beijo ou algo assim… Ainda bem! - sorriu, bem desencanada com o assunto.

- Eu estava preocupada era com a garota que ele começou a ir atrás, porque ela poderia mesmo ser apaixonada por ele, diferentemente de mim, mas a Bomi me tirou disso. E depois também parece que pode ser só o jeito dela com os garotos. Ela tem muitos amigos homens, pode ser mal interpretada nessa sociedade preconceituosa. Quem sou eu para dizer também se os dois se gostam? Às vezes é dificil não me meter… Mas e se gostarem? Eu sei que nem todas as meninas pensam como eu e podiam acabar achando que eu queria impedir ou fazer ciúme ou algo do tipo… Então deixei quieto. Eu sinto que ficou tudo bem, porque eu nunca fui amiga dele. Sempre o achei meio esquisito. E acho realmente que não faz sentido nenhum ficar tentando ficar por perto, querendo atenção dele se ele obviamente não quer. Acho que simplesmente não combinamos em nada! - balançou a mão.

- Quando será um bom dia para trazer o Woo Jin aqui? É melhor se não tiver ninguém. Ele trabalha depois da escola, não sei quando vai conseguir sair, mas quero taaanto que se conheçam!

.
~~

— Ross

Yeun Misoo
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Talvez com mais um ou dois meses de namoro e Won saberia como desarmar o ciúme de Bomi como ninguém. Mas talvez ela também quisesse não desperdiçar os poucos momentos que tinham com brigas.

Quando se abraçavam parecia que tudo ia dar certo, mesmo com as chances serem tão poucas como sempre.

A comida podia não ser muito complexa mas Won tinha muito prazer em comer só pelo fato de que Bomi tinha preparado. Sorria enquanto comia o kimbap.

Se sentindo desafiado logo deu aquela primeira aula improvisada para Bomi.

Até que ela não estava tão mal apesar de não estar com roupa para exercício ou ser meio corpo mole. Mas aquela pouca distância...Won sentia que ela tinha corado mas não era como se ele quisesse se afastar.
Até agora eles conseguiam sentir aquela euforia e corações acelerados desde o primeiro dia.

- Pareço ativa, mas sou sedentária.

Riu um pouco com ela.

-Quase perfeito Bomi. Essas são as primeiras coisas que a gente aprende até decorar - acabou que ela saiu da postura. Mas será que havia sido sem querer?

Se aproximou da mesma maneira e tocou em sua cintura para ajustar.

- Aigo, já pensou se eu tomo aula com outro professor...Aish...Que complicado que seria, né?

-Me lembre das aulas de dança depois - disse sorrindo para ela, implicando que a situação contrária também seria bem complicada. Mas se sentia bem em ser ele a poder ensinar algo pra Bomi, afinal não tinha muito o que oferecer nesse sentido.

- Ainda mais se fosse um professor bonito. Por que nunca quis fazer TKD antes? Waae?

Riu do comentário e terminou de ajustar ela.

-O destino esperou eu chegar - respondeu confiante.

Nem sentia o tempo passar quando podia unir duas coisas que amava de uma vez: Bomi e TKD.

Wangjotae

— Ross
Won-Bin
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HYEMIN. DOMINGO, 9 A.M.

Muitas vezes, o momento faz a pessoa e naquele pequeno infinito em que tanto Hyemin quanto Joo Hyuk finalmente tinha admitido seus sentimentos e esclarecidos os maus entendidos do passado, o beijo foi mais do que inevitável. Os dois eram igualmente inexperientes, ainda que aquela fosse a segunda vez.

Na primeiro, a pequena princesa Hyemin tinha sido tomada por uma enorme ousadia e roubou um selinhos brevíssimo do orelhudo nerd Joo Hyuk. Não dava para saber quem ficou com mais vergonha ali, visto que a vermelhidão nas bochechas era mútua. Contudo, durante aquele dia, eles terminaram de mãos dadas, como um pequeno casal que se aceitava desse modo e tinham guardado o momento para si. Agora, oito anos depois, Joo Hyuk que tomava a iniciativa, para a surpresa de Hyemin.

Ele a segurou de modo terno e delicado com uma das mãos e permitiu que os lábios se tocassem novamente, reconhecendo a textura e a essência, mesmo que agora o sabor estivesse um tanto diferente - por conta do batom ou brilho labial. Assim como na primeira vez, foi na forma de um selinho, um pouco mais demorado talvez, já que os dois estavam mais conscientes e “maduros” para permitir um beijo mais prolongado. Este foi bem terno e uma espécie de transição.

A pequena Hyemin que ainda habitava a menina reconhecia o pequeno Joo Hyuk que habitava nele. Era como voltar no tempo e, mais do que isso, uma espécie de retorno para o lar. Onde ambos se sentiam seguros e amados e toda a distância entre os anos ou a Coreia e o Japão simplesmente eram rompidas. Não havia mais barreiras ali. Porém, tão logo abriram os olhos, estavam diante das versões crescidas de si mesmo. O rosto dele continuava perto do dela e seus olhinhos em formato de amêndoa, com cílios grossos e destacados que faziam de sua expressão tão linda com ou sem óculos, miravam a expressão da garota que amava.

Capítulo 9 - Página 4 NISI20150803_0005741513_web

O olhar dela trazia surpresa pelo gesto, mas também reconhecimento pela pessoa que aquele menino fisicamente mais velho - e diferente do que ela se lembrava - representava. Suas bochechas coraram diante do olhar dele. O garoto mal conseguia respirar ou até mesmo piscar enquanto os olhos percorriam pelos traços dela, decorando cada pequeno detalhe. Levou a mão na altura do sinal que ela tinha no olho direito, passando o polegar por ali. Esboçou um sorriso quando ela cedeu, deixando a postura um pouco mais confortável enquanto fechava os olhos. Logo as mãos agarraram no banco e Joo Hyuk voltou a se aproximar.

Dessa vez, a transição estava completa. Não eram mais aquelas crianças de oito anos e já tinham feito a ligação entre as pessoas que eram hoje em dia. Joo Hyuk se sentia mais confiante agora e apenas deixou que seus instintos falassem.

O beijo não foi mais um selinho, tomando uma proporção um pouco mais adulta. Ele deixou o lábio inferior dela encaixado entre os seus lábios, sorvendo suavemente enquanto procurava por uma pequena brecha que possibilitasse que o beijo evoluísse. Puxou o ar com certa intensidade antes de escolher um lado para encaixar o beijo. Ainda era delicado, respeitoso, mas também com os desejos típicos da idade. A temperatura aumentava e não era apenas por estarem numa mansão de veraneio…

Capítulo 9 - Página 4 Original

Hyemin era beijada por seu príncipe que tinha menos formalidades e era capaz de quebrar as barreiras da sociedade que eles viviam.

Depois de alcançarem juntos um grande momento, a intensidade foi diminuindo até que os lábios se separaram naturalmente, mas ainda com a ponta do nariz e as testas coladas. Demorou um pouco, mas os dois começaram a abrir os olhos, saindo daquele momento onde apenas eles existiam no mundo e voltaram a se encarar. O garoto estava um pouco sério, tentando controlar sua ansiedade, mas a carinha dela o fez sorrir. Os olhos ficaram bem pequeninos enquanto as bochechas dele também coravam.

Ele se afastou um pouquinho, sentando de frente para o piano, mas logo voltou a se aproximar, colando o ombro no dela de modo bastante cúmplice e até mesmo travesso. Estava na mesma posição que ela, também apoiando as mãos no banco, mas logo o mindinho procurou pelo dela e entrelaçou de leve.

O primeiro comentário, o fez tossir um pouco e ele respondeu, implicando.

- Só se tiver um broche da Sana também. Aí bota um do ladinho do outro.

Eles riram, mas ela saberia que ele estava falando sério. Parecia típico dele encarar esse tipo de coisa. Soltou um pouco o dedo dela e se comportou para que pudessem voltar a conversar. Meneou positivamente, mas a encarou curioso quando ouviu que ela gostaria de alguma coisa.

- Uma promessa? Que tipo de promessa? - Indagou.

Sua expressão ficou um pouco mais reflexiva, mas ela não parecia pedir algo absurdo. Na verdade, achava mais do que natural que seguissem por esse caminho. Olhou o mindinho e uniu ao dele.

- Eoh, eu prometo que faremos isso. - Continuou segurando o mindinho dela. - Prometo que serei sempre sincero. Não vou mentir se estiver bravo, chateado, feliz ou empolgado. Acho importante não escondermos mais as coisas um do outro. Mas eu quero algo em troca…

Fez um pequeno suspense.

- Em troca de prometer que agirei assim, eu quero um pedido. - Que pedido? - No caso, um vale-pedido. Quando eu te pedir uma coisa, eu gostaria que você ao menos tentasse atender ao meu pedido. E não sei ainda o que é, mas considerando nosso temperamento, acho que vale a pena adiantar isso. E não será nada absurdo, hm? Não pense besteiras.

Cutucou a cabecinha dela.

- Promete? - Mostrou o outro mindinho para ela, como se o primeiro fosse só para o que ela sugeriu e o segundo fosse para o vale-pedido.

Aguardou e quando estivessem resolvidos quanto a isso, ouviria o que ela gostaria de fazer no momento. Chegaram num ponto bastante sensível sobre a vida e a história de Hyemin. Até que eram parecidos nesse ponto e ele ouviu com atenção.

- É claro que vou com você. Sei que você é corajosa o suficiente para enfrentar os seus próprios medos, mas se em algum momento fraquejar, eu estarei ali para te amparar. Gatilhos de memória são misteriosos para mim, mas acho que você bloqueou muita coisa mesmo nos últimos anos… - Olhou para ela. - Posso fazer uma pergunta pessoal? É porque eu já passei por isso…

Suspirou.

- Você lembra do rosto da sua mãe? Eu só lembro do rosto do meu pai por conta das fotos e quando tento lembrar do evento em que estivemos juntos, não consigo associar o rosto à pessoa. É um pouco triste, mas eu aprendi a conviver com isso. Sei que fui amado e espero honrá-lo, mas...Eu não me lembro mais dele de modo natural. Você é capaz de botar um rosto na sua mãe e sentir tudo o que sentia na época que ela..ahm..sumiu?
(C) Ross


HEE KYUNG. DOMINGO, 9:45 A.M.

Sejeong ruborizou diante daquela sugestão de Hee Kyung enquanto a cara de Stella estava cada vez melhor. A canceriana não conseguia disfarçar, era uma péssima atriz e alguém muito transparente, de fácil leitura - ainda que dissesse que estava bem, a cara dela evidenciava que estava se aborrecendo com as coisas que ouvia. Podia não ser a intenção de Hee Kyung que era um pouco lento para essas coisas, mas irritava do mesmo jeito. Mesmo assim, Sejeong não se fez de rogada e disse.

- Ah, eu adoraria, Hee Kyung-ssi. E não precisa me chamar de Senhorita Ahn ou serei obrigada a chamá-lo de Sr. Dong. Meus amigos me chamam de Sejeongnie . A não ser que realmente prefira que eu te chame de Sr. Dong.

Esperou pela resposta ainda com uma expressão bastante agradável. Sejeong era uma menina bastante emburrada no colégio, com ares de arrogante, mas dava para perceber que era apenas uma forma de se defender dos outros alunos. Ela foi esperta e não participou daquela festinha particular que as veteranas fizeram para as novatas - a famosa ovada do 1º dia. Também era uma pessoa bastante competitiva e o fato de ter ficado tão abaixo do esperado parecia motivá-la a querer se superar cada vez mais. Principalmente porque estava diante de pessoa superiores a ela - tanto no ranking quanto na posição social, apesar dela focar nas notas.

Contudo, num lugar mais à vontade e com um pouquinho mais de intimidade, ela se revelava uma pessoa aprazível e comunicativa, como se as barreiras que eram impostas no colégio sumissem.

Desviou o olhar de Hee Kyung quando Stella ofertou a lembracinha pela visita. A amiga o agrediu enquanto Sejeong olhava o conteúdo do presente - foi uma cotovelada em resposta ao jeito nada natural que ele atuou. Mas também tinha uma dose de ciúmes pelo papinho que ele estava tendo ali, diante dela.

“Cara pro Dong”:

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- Komawo! - Sejeong disse, interrompendo a briguinha silenciosa deles. - Eu adorei pela lembrança. Por favor, queiram entrar.

Logo o trio atravessava pela residência da família Ah com toques de arquitetura contemporânea. Eles passaram direto para a área que dava no local de trabalho da mãe da menina. Enquanto caminhavam, ela explicava algumas dinâmicas da casa e o motivo da ausência de familiares. Prometia, contudo, compensar do melhor modo que podia.

Enfim chegaram até o trabalho que já estava em andamento. A maquete ficaria bem, bem pesada por conta do material de cerâmica - ainda que fossem modelados de modo fino, era um material pesado. Por isso ela estava criando como se fosse quebra-cabeça para que montassem na hora. Haveria a base desenhada e pintada no isopor com uma altura grossinha e para a exposição, ela levaria as peças separadas, completando.

- Ainda estou testando um material para colocar no isopor. Penso em escondê-lo completamente, forrando com algo que dê a impressão envernizada para corresponder à textura da cerâmica também, assim ficará uniforme.

- Tipo papel fotográfico? - Stella indagou, levando a mão até o queixo.

- Oh! Seria ótimo!

- Ung, posso pensar em alguma coisa…

Stella comentou sem o mesmo ânimo que Hee Kyung. O garoto estava quieto, mas dava para sentir que estava prestes a explodir. De repente veio aquela onda de elogios que apenas alimentou o sorriso e ego de Sejeong.

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- Você gostou mesmo?? Heol! Daebak! - Bateu palminhas feliz da vida. - Eu fico muito feliz de ouvir isso, ainda mais de alguém que evidentemente tem um gosto seleto. - Disse ainda orgulhosa. - Quando eu disse que estava tudo bem e sob controle era verdade. Como podem ver, eu já consegui adiantar bastante coisas e acho que podemos focar em dividir as outras tarefas. Por exemplo, o painel de informações, as estatísticas com os censos. Informações complementares para enriquecer mais a maquete. O que acham?

- Acho que você realmente já pensou em tudo…

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- Pensei sim. Gosto de me antecipar e deixar tudo pronto e perfeito o mais rápido possível. Alguma sugestão, Hee Kyung-ssi?

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(C) Ross


WON BIN. DOMINGO, 11:10 A.M.


Depois de admitir uma de suas fraquezas: o sedentarismo, Bomi deu uma gostosa risada com Won Bin. Não estava mentindo, ela tinha disposição para muitas coisas, mas de atividade física, ela só gostava mesmo era de dançar. Claro que tinha algumas curiosidades em alguns esportes - Taekwondo, inclusive, mas geralmente tinha preguiça. Artes marciais não eram muito cogitadas em casa porque os pais ainda tinham o pensamento de que ela era uma princesinha e que não deveria fazer essa atividade, muito embora fosse tradicional.

Portanto, Won era o primeiro professor que ela tinha mesmo. Tão logo ele tocou em sua cintura daquele jeito, quase como se estivessem prestes a valsar, ela se perguntou porque não tinha pedido aulas particulares antes. As bochechas dela coraram, o peito parecia prestes a explodir em ansiedade e não conseguiu conter o sorriso em seus lábios.

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Ouviu com atenção que a postura estava quase perfeita e que era a primeira coisa que aprenderia a decorar. Porém, ela logo perdeu a posição - de propósito, mas fez parecer sem querer. Sorriu internamente quando ele a ajeitou de novo e dessa vez ficou, mas o provocou um pouquinho. As respostas dele a fizeram rir.

- Que espertinho! - Deu um tapinha no ombro dele. Não doeria nada, mas ele perceberia que dessa vez ela não sairia da postura. - Pode deixar que te ensino umas danças óóótimas...Bote na lista: Twice, Red Velvet, Izone, GFriend… - Só falou grupos femininos que tinham danças bem graciosas ou sexy.

Por fim, sorriu, concordando que o destino era bom por ter feito Won chegar para ensiná-la.

Won teria tempo de ensinar quatro posições básicas e que ela pudesse tentar considerando coisas pontuais, como a roupa e o sapato que usavam, além de nunca ter praticado isso antes. Ela reclamava um pouquinho, mas logo parou e se dedicou de verdade. Quando ele fazia a postura, a diferença era evidente: ele tinha todo o porte, além de parecer maior ainda que estivesse com roupas civis. Ela bateu palmas, impressionada com coisas que para ele eram banais.

A sensação de ser admirado assim por uma garota era diferente. Quantas vezes tinha se exibido assim antes? No dojo só tinham meninos, pelo menos até a última semana quando ele conheceu a neta do Mestre Baek. Nas competições tinha a categoria feminina, mas até aí, não havia ninguém olhando especificamente para ele. Era bom ter alguém assim, quase torcendo por ele enquanto fazia as poses.

Caso ele quisesse se exibir um pouco mais, ela não iria se opor. Eles ficaram uma boa hora e meia assim, brincando. Só pararam algumas vezes para se refrescarem com o chá gelado, mas em dado momento, Bomi realmente pediu para parar porque os pés estavam doendo com o sapato que estava usando. Além de estar com um pouco de fome.

Ela tiraria os sapatos e se sentaria comportada na toalha quadriculada. Caso ele sentasse com ela, ela ofereceria o kimbap para ele comer um pouco e os abanaria com o chapéu porque o treino aumentou a temperatura corporal mesmo. Depois de se alimentar um pouco, Bomi deu um dos fones para ele e colocou a outra na orelha. Ela tentou botar numa playlist mais alternativa e então disse.

- Ah! Eu acho que você vai gostar dessa.

Colocou Wind Flower, Mamamoo, um grupo com estilo único de kpop. O album que Bomi botou para ele tinha uma pegada de blues e jazz e ela associou que ele gostaria pelo estilo dele ser mais alternativo. Enquanto ouvia a letra da música, ela ponderou um pouco.

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- Oppa… - Olhou meio cumplice para ele. - Vamos fofocar? - Esperou um instante - Você já está sabendo do Jaeki e da Bibi? - Mordeu o lábio, com a lingua coçando para falar, mas só diria se ele também se comprometesse a fofocar com ela.
(C) Ross


JAEKI. DOMINGO, 12:03 A.M.


Após indicar a ponte que estava com dificuldades em fazer, Yerin ficou observando os materiais que ele escolheria. Fez um “heol” mudo, chegando a abrir um pouco os lábios quando ele começou a improvisar. Não é que o garoto era mesmo criativo? Estava bastante concentrada nisso, curiosa para ver como ficaria e se estaria delicado o bastante. Afinal, não era porque o trabalho foi feito com material reciclado que não podia ser requintado, delicado, bem cuidado. Até o momento, eles estavam cumprindo muito bem a função e usando bastante de seus dotes artístico - era um grupo bem completo, nesse sentido.

Porém, o silêncio logo morreu quando Jaeki começou com aquelas perguntas. Ele realmente não conseguia ficar quieto. Yerin preferia o silêncio na maioria das vezes, mas também não via porque mentir naquela situação. Começou a falar e falou bastante. Num dos intervalos de seu discurso, Jaeki quis confirmar algumas coisas. E Yerin emendou.

- Ung. Eu protejo quem eu gosto, não faço o tipo super-heroína ou pessoa altruísta para dar a cara a tapa para qualquer um. Eu cuido dos meus e de mim mesma, isso já basta. Pode parecer cruel, mas é assim que se sobrevive. Nunca vi pessoas que sempre são gentis, solidárias e bondosas com todos terminarem bem. Em algum momento, as traições e decepções te corrompem e você vira outra pessoa. Pelo menos é assim que eu vejo.

Cruzou os braços, franzindo um pouco as sobrancelhas e unindo os lábios. Quanto aos bolsistas, a conclusão dele parecia bem plausível, a ponto dela menear positivamente, medindo suas palavras.

- Hm...Você tem razão. Então é isso… - Suspirou, relembrando as coisas que já tinha aprontado. - Se fosse só por mim, eu maltrataria vocês só porque sou territorialista e não ia querer bolsista se achando melhor do que eu. - E franziu o nariz, indicando o próprio Jaeki, mas um pequeno sorriso surgiu no canto dos lábios, indicando a implicância. - Mas existiam outros motivos que eu prefiro não contar porque não são meus. Pense apenas que pessoas gostariam de manter as coisas como antes e evitar contato com vocês.

Não diria que foi um pedido de Hyemin porque a futura sogra dela queria isso. Podia ser sincera e falar o que achava, mas não contava histórias que não eram dela ou segredo dos outros. Desviou o olhar, vendo como ele continuava trabalhando com cuidado na ponte, mesmo que estivesse falando sem parar.

Suspirou com a reação sobre bater em meninas.

- Ung, eu realmente acho que não faz o seu perfil…

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Ainda mantinha a postura impecável, mesmo sentada no chão com as pernas dobradas.  Disse isso com certeza porque convivia o bastante com o oposto para identificar alguém diferente.

Ficou em silêncio sobre as meninas que ainda gostavam de homens assim, mas voltou a encará-lo. Começou a pensar de que menina ele estava falando, mas não chegou a nenhuma conclusão, num primeiro momento. Parou de pensar nisso quando Jaeki começou a aconselhá-la sobre não andar sozinha e perguntou sobre meninos para defendê-la. A expressão dela foi evoluindo da surpresa para o choque até o riso. Levou a mão até a boca, sacudindo um pouco os ombros.

- Eu não tenho medo dele e não preciso de meninos me protegendo. Eu sou minha melhor defesa. - Disse com segurança. Não parecia apenas dizer da boca para fora ou teimosia. - Não chamaria um menino para me proteger, muito menos um menino comprometido. Não tenho medo de gente covarde.

Finalizou e pegou uma das fitinhas de Beom Su, começando a enrolar em seu dedo. Parou quando ele comentou que ela era corajosa. Arqueou uma das sobrancelhas, encarando e apenas absorvendo suas palavras. Os olhos dela foram nublando um pouco até que o ônix quase que ficou opaco enquanto os pensamentos voavam.

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Ele tinha princípios bem fortes, ao que parecia, mas não imaginava o quanto isso mexia com ela. Yerin levou a mão até o pescoço, passando a mesma pela região até que a chuva de palavrões veio. Voltou a si e o encarou abismada.

- Você disse palavras que eu nem sabia que existiam. É com essa boca suja que você beija sua irmã? Aish. - Jogou a fitinha nele, numa repreensão. Terminou meneando negativamente. - Eu não vou dizer quem é.
(C) Ross


SUNNY. DOMINGO. 3:03

O estado clínico de Sun Hee era bastante preocupante para seu pai e sua tia, mas eles não queriam fazer dela uma prisioneira ou uma completa incapaz por isso. No momento em que decidiram ajudá-la a tirá-la do buraco em que havia se enfiado, eles também se comprometeram a fazer isso do modo mais natural possível. Procurariam um especialista, quiçá uma orientação do colégio também, alguma indicação ou coisa do tipo. Não eram formados em medicina ou psicologia e precisavam mesmo de ajuda quanto a isso. Porém, eles não queriam privá-la de uma vida normal por isso.

Além disso, não achavam que Lee Ha Yi fosse uma má influência para ela. E se estavam reconstruindo a confiança, precisavam de pequenos passos. O pai ofereceu a carona primeiramente por ser mais cômodo, mas também era um hábito seu fazer isso em sua época de folga. Não saía da normalidade.

A resposta dela, contudo, podia indicar um comportamento bom ou ruim. Quando ela aceitou sem maiores problemas ou resistências, eles ficaram internamente aliviados e satisfeitos. O almoço correu bem.

Óbvio que eles ainda estavam abalados com todas aquelas memórias que foram remexidas e Jung Hwa até evitava olhar na direção da cadeira de mais cedo porque era capaz de reviver as cenas de sua filha caindo e se desesperando em seus braços. Mesmo assim, isso não foi o suficiente para estragar o almoço e a sobremesa pensadas pela titia Yumi. Ji Yoo ficou responsável pela louça naquele domingo e Sunny pôde voltar aos seus afazeres enquanto não dava a hora do encontro com Lee Hi.

Por volta das 2:30 da tarde, o appa a avisou sobre o horário e que estava à disposição para que saíssem quando ela estivesse pronta. Yumi também entregou uma caixinha bonita com cookies recém-saídos do forno. Tinham três tipos de sabores ali para que elas fizessem uma pequena festinha. Yumi sabia como a menina gostava de seus quitutes e quis fazer um agrado para as duas. Antes de partir, a tia disse que ligaria para Lee Hi para saber se os cookies chegaram até ela - uma mensagem para que a gula de Sunny não acabasse com todos os biscoitos antes de hora.

Enquanto seguiam para o carro, o pai a elogiou, dizendo que estava muito bonita. E estava mesmo, talvez ela tenha se esforçado um pouquinho demais sem ter percebido, mas seu astral e sua aparência estavam melhores mesmo.

Durante o caminho, eles seguiram ouvindo música clássica, um estilo que ele também passou a apreciar por conta de sua filha. Porém, achou curioso que nenhuma tivesse violino, todas eram tocadas apenas no piano. Deixaria a pergunta para outra ocasião porque o trajeto não demoraria muito mais para terminar mesmo. Parou no ponto que ela desejava, vendo que elas se encontrariam numa praça e não na casa delas. Olhou para a filha e deu um sorriso, antes de dar um beijo em sua testa.

- Comporte-se, hm? E se ficar muito tarde, me chame mesmo que te busco. Tenha uma boa tarde. - Observou a filha saindo do carro e apenas esperou que ela caminhasse um pouco antes de dar a partida.

Sunny não demoraria para encontrar por Lee Hi. A amiga já estava esperando por ela, num dos bancos abaixo de uma árvore. A praça não estava tão cheia naquele horário  - só começaria a encher de novo dali a 1 hora quando a fresca da tarde começasse. Mas ela tinha conseguido um lugar com sombra e fresco o suficiente para elas. De longe, Sunny já podia ver como a amiga estava abatida apenas por sua postura.

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O corpo estava tombado para a frente enquanto Lee Hi escondia o rosto com as duas mãos. O celular estava ao lado dela. Usava roupas simples e largadas - um short branco e um moletom azul bebê bem folgado na barriga. Não era como se ela já estivesse apontando alguma barriga, mas a escolha foi quase que automática - isso porque nem era certo que estava mesmo grávida! O cabelo estava preso num coque bagunçado e, nos pés, tênis branco sem meia.

A respiração dela estava meio irregular, indicando o nível de estresse dela, mas tão logo Sunny chegasse, ela a encararia assustada. O rosto carregava olheiras de quem não tinha dormido nas últimas horas e ela nem pensou em passar um pouco de maquiagem para disfarçar. Levantou-se e a primeira coisa que fez foi abraçá-la com força. Foi o tempo que aguentou antes de começar a chorar de novo.

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(C) Ross
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