Elysium Fields

O Elysium Fields foi fundado em Fevereiro de 2018, com o intuito de ser um jogo entre amigos, mas cresceu para se tornar não um único jogo RPG, mas vários. Desta forma, pode encontrar um jogo para jogar, ou narrar o seu próprio jogo, com as suas regras. A maioria dos nossos jogos são guiados por um narrador, que começa a história, desenvolve, e dá um fim à mesma. Os jogadores são os seus personagens principais.
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A skin foi totalmente criada pela Ross (Ji Yeon), para uso exclusivo no Elysium Fields. A designer agradece à Persephone (Hae Shin) e à Luxi (Joo Ri) pela paciência para a aturar, a Flerex pelos códigos de cores e campos de perfil que tornaram tudo mais fácil e a FontAwesome pelos ícones. Os gráficos para imagens foram obtidas do Google e editadas pela Ross. As tramas são criações originais e de responsabilidade de seus respectivos narradores. O blog Dorama Resenhas é nosso parceiro-irmão e todo seu conteúdo é feito por suas escritoras através de uma pesquisa séria de fontes confiáveis, além da exposição de opiniões próprias. Plágio é crime. Não copie dos nossos conteúdos originais. Se for tomar inspiração, por favor mencione.
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O Enterro de Ji Hoon

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O Adeus

Hospital de Seul. 9 de Outubro.



O Hospital de Seul estava com a segurança reforçada e tentando controlar a grande quantidade de fotógrafos e repórteres que se aglomeravam no saguão destinado aos velórios. O espaço alugado pelos familiares ficava num prédio anexo ao hospital em si para que eventuais situações como essa não atrapalhassem a emergência do hospital.

Naquele triste dia 09 de Outubro de 2018 não era apenas a família Yun que perdia, precocemente, um filho ilustre. Além dele, outras sete pessoas morreram no local do acidente e tinham suas respectivas salas reservadas para os próximos três dias - com exceção dos dois motoristas que causaram toda essa tragédia. Com sorte, ninguém mais partiria, mas do jeito que as coisas caminhavam, aquela cena tinha tudo para se repetir novamente nos próximos dias.

Quando as meninas do BubbleGum chegaram, os flashes começaram a disparar. Elas colocaram os óculos escuros, principalmente Yebin que costumava sofrer com as más línguas. Cho Ah a amparava, impedindo que seu rosto fosse exposto por muito tempo e elas andavam com a cabeça meio baixa e apressadas.

Muitos artistas já tinham passado por ali e deixado seu último adeus.

Não havia competição ou rixa entre grupos e empresas nesse momento. Naquela segunda-feira, todos tinham perdido e o mundo da música sofreu um grande abalo em sua estrutura.

O CEO da I.M Music estava particularmente despedaçado. Não apenas por conta dos meninos que ele cuidou como se fossem seus filhos, mas também porque tinha perdido a pessoa que mais amava na vida. A única que amou de verdade. O relacionamento dele com o produtor era um grande segredo e verdadeiro tabu para a sociedade, apenas os amigos realmente próximos como Joomie sabiam disso. Nem ao menos SajoLord desconfiava que os dois fossem, na verdade, um casal. E agora ele se via sem sua inspiração e não podia receber o consolo das pessoas, porque ninguém sabia.

No momento, ele estava numa área comum, onde as refeições eram servidas junto com o soju. Estava tomando um soju sozinho, tendo seu espaço respeitado, pelo menos num primeiro momento - as pessoas estavam focadas em fazer homenagens e dar o apoio às famílias, inconscientes de que ele também era a família de uma das vítimas.

Joomie indicou que as meninas fossem até a sala reservada para Ji Hoon e foi atrás de seu grande amigo.

Go Eun como líder, tomou a frente, mas suas mãos estavam frias e ela sentia um grande aperto no peito. Tão logo elas entrassem, elas precisariam parar por um momento enquanto o grupo que estava à frente fazia sua reverência. Numa infeliz coincidência, elas cruzaram com os oito meninos do SoN.

Não apenas alguns, como seria na gravação do dia anterior, mas com todos eles. Incluindo Henry. Yebin nem tinha forças para se manifestar ou virar a cara, o tempo todo manteve a cabeça abaixada, olhando para os próprios pés. Os meninos fizeram suas homenagens como manda a tradição - reverenciaram o caixão, a família e acenderam seus incensos. A foto de Ji Hoon sorrindo trazia um sabor agridoce à boca porque parecia simplesmente absurdo demais que ele estivesse logo atrás daquele paredão de flores, coroas de flores e incensos.

Para completar, o rito dele nem pôde ser do modo tradicional. Seu corpo foi muito danificado na explosão. Eles fizeram o melhor que puderam, mas estava irreconhecivel até mesmo para a família. Por isso parte do processo seria pulado e, no fim, no terceiro dia, ele seria cremado.

Os meninos do SoN viraram-se para trás e Henry finalmente viu Yebin. Além dele, todos os outros se encararam. Não havia espaço para provocações, ódios ou tons jocosos. Eles estavam visivelmente abalados e tristes. Jongsuk, o líder deles, foi o primeiro a reverenciar as meninas e iniciar a caminhada para afastar seu grupo por um momento.

Yebin não ergueu a cabeça e tão logo foi a vez delas, ela não conseguiu apenas se curvar. Ela basicamente desmoronou durante a reverência e chorou de um jeito comovente. Tão comovente que parou a caminhada dos meninos e atraiu a atenção da família de Ji Hoon composta por mãe, pai, uma irmã mais velha e um mais novo. Dava para perceber que não era cena, tampouco queria aparecer para ninguém. Era o mais profundo dos pesares de quem tinha muito o que dizer, mas não podia mais.

Yena, Go Eun e Cho Ah estavam tentando segurar as lágrimas sem muito sucesso. Taeha e Sookie já tinham se rendido e apenas queriam que a dor passasse logo.

[Eventualmente, todo mundo vai passar por aqui, mas cada um a seu tempo. Esperem as instruções em suas respectivas RPs.

Sobre funerais coreanos: Achei aqui

A linha do tempo será ajustada quando todas tiverem passado do dia 8 de Outubro.


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09/10/2018
Gin bami omyeon tto gireul ilheo

Gin bami gamyeon uimireul ilheo

No caminho para o hospital, Eun Kyung sentou-se ao lado de Yebin, segurando sua mão durante todo o percurso. Embora tivesse despertado do estado de choque que estava desde o dia anterior, ainda não estava em seu perfeito juízo, oscilando entre sentimentos de extrema raiva e profunda tristeza. Ainda assim, não tinha conseguido chorar. Na verdade, não se lembra de ter chorado sequer uma vez em sua vida, nem mesmo quando a avó faleceu. Fora criada e treinada para ser uma idol perfeita, e idols não choram (não na concepção de seu pai,a o menos).

No caminho, olhava para fora da janela, vendo os prédios, ruas e pessoas passarem sem fixar qualquer coisa na memória. Quando percebeu, a van já havia estacionado no local do Hospital de Seul, onde os corpos eram velados. Sobressaltou de leve quando abrir a porta do veículo, sendo a última a sair pois estava mais ao fundo, tendo o cuidado de cobrir o rosto com o grande capuz do casaco, para inibir ao menos um pouco as fotos que seriam tiradas. Todas elas estavam abatidas por causa do luto, mas era visível que Yebin era a que mais sofria. Seu rosto estava tão inchado que nem mesmo a maquiagem havia ajudado a disfarçar as olheiras e seus olhos estreitos. Eun Kyung ainda segurava a mão da amiga, mas era Cho Ah quem ocultava o rosto dela das câmeras. Mesmo nesse momento, os repórteres não as deixavam em paz. Aliás, especialmente neste momento é que não deixariam. Todas pessoas da Coreia do Sul, e muitos fãs do Golden Boys espalhadas pelo mundo, queriam saber cada detalhe do que aconteceria daqui para diante. Apesar de ainda estar com muita raiva, Tulipay Lay conseguiu simplesmente passar pelo corredor de flashes, como se ele não existisse.

Passou brevemente pelo CEO da I.M. Music, mas por não conhecer sua história amorosa com o produtor, apenas concluiu que ele estava sofrendo com a tragédia do maior grupo de sua empresa, além das pessoas que o haviam ajudado a alcançar o que tanto havia desejado para o grupo de meninos. Joomie o estava amparando. Eun Kyung ainda segurava a mão de Yebin, e não se julgava próxima o suficiente do CEO para ir até ele neste momento. Quando chegasse a hora desejariam os pêsames um para o outro. Assim, seguiu com as meninas para o local onde ocorria o velório de Ji Hoon.

Tal foi sua surpresa quando encontraram o grupo dos meninos do SoN terminando de prestar suas condolências. De todos os grupos, e todas as pessoas que sabia que viriam, aqueles eram, de longe, os piores para serem o primeiro encontro das meninas com "pessoas de fora". Go Eun, que ia na frente como uma boa líder, parou ao vê-los. Eun Kyung não saberia dizer se Yebin havia percebido que Henry estava ali, pois não havia qualquer reação dela, sequer havia levantado a cabeça desde que saíram do carro. Quando os grupos se encararam e ficaram em silêncio por alguns segundos, foi Jongsuk que teve a primeira reação: retirar seu grupo do local. Ninguém falou nada e, apesar de Eun Kyung sentir uma imensa aversão de Henry e, por consequência, dos outros meninos, ela ficou admirada que todos souberam respeitar o momento, mesmo o cheio-de-si do Henry. O momento de constrangimento foi aliviado, e Tulipay ficou grata por isso.

Por fim, chegou o momento de se despedirem de Ji Hoon. Eun Kyung sentia um aperto no peito que jamais tinha sentido, e não conseguiria explicar o que significava. Por um momento, pareceu que entraria em estado de choque, pois mesmo de mãos dadas com Yebin, ela parecia ser arrastada por essa. Seu coração parecia ter parado, e ela não se lembrava mais como respirar. Não conseguia ter qualquer reação. Foi apenas quando Yebin desmoronou, puxando um pouco ela consigo por causa das mãos, foi que "despertou".

Sem pensar muito, Eu Kyung se pôs na frente da amiga, abaixada com ela, e a abraçou de uma forma como se a cobrisse com os braços. Embora sentisse sua garganta coçando, engasgada, ainda assim não conseguiu chorar. Sentia que, caso o fizesse, jamais conseguiria dar o merecido apoio à amiga. Ela e as outras estavam sofrendo, como era óbvio e esperado. Mas nenhuma delas tinha tanto envolvimento quanto Yebin, e toda a sua história de desilusões amorosas só piorava tudo. Eun Kyung não conseguia nem imaginar como ela se sentia, e por isso pensava que suas lágrimas não seriam metade da comoção de Yebin. E tinha o fato de que, talvez, não soubesse chorar...

-Vamos, Yebin... Eu estou aqui com você. Todas estamos. - foi o que conseguiu dizer, a voz saindo muito mais rouca do que o normal. Até doía falar. Tentaria fazer com que a amiga fizesse todo o ritual até o fim, e o faria com ela. Mesmo que, assim que pudesse, fugiria de tudo aquilo, procuraria um local isolado para ficar. Precisava estar sozinha, ao menos por um momento... Quem sabe assim conseguiria, de fato, entender o que estava sentindo.
Nang Eun Kyung
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O Adeus

Hospital de Seul. 9 de Outubro.


Ainda seria um pouco difícil para Tori compreender o que foi que Jay tentou dizer aos engasgos quando foi anunciar o que ocorrera com o grupo Golden Boys. Apesar das meninas do Seven Wonders não pertencerem à mesma agência dos meninos, os dois grupos - bem como o Strike - tinham um relacionamento próximo. Debutaram mais ou menos na mesma época, ainda que o crescimento tenha sido exponencial para os meninos, completamente fora da curva. Porém, eles sempre se encontravam nos programas e apresentações especiais de fim de ano. O grupo era muito bom e talentoso, merecendo o posto que ocupavam nesse momento.

Então, como assim eles tinham sofrido um acidente?

E a pergunta mais sem sentido era: Por que estavam indo a um velório?

Já era complicado aceitar que todos tinham se envolvido em algo grave, imagine, então, descobrir que a primeira vítima fatal do grupo era, justamente, o membro mais famoso do grupo? Inacreditável, para dizer o mínimo.

Dizem que o luto possui algumas fases e cada um a reage e sente de um jeito. No Seven Wonders não tinha sido diferente: Jay certamente era uma das que mais estava sentindo, porque para seu desespero, Tae Yoon estava enviando mensagens para ela na hora do acidente. Era quase como se ela também fizesse parte daquele contexto, uma testemunha e sobrevivente ligada pelo direct do instagram. Devastada, ela precisou de remédios para conseguir dormir e, ainda assim, acordou extremamente agitada e ansiosa, voltando a chorar. Jisoo, Sally e Yuju eram mais controlada, ainda que não fossem indiferentes. JiU tentava manter o controle da situação. Quanto a Lola, seu coração também parecia em luto e foi a primeira vez em muito tempo que ela viu a bela garota chorando de modo verdadeiro. Tinha passado a noite em claro, tentando se isolar um pouco delas, mas não negaria aproximação de Tori, caso ela quisesse.

Kwang Jin era outro que estava atordoado e mal conseguia responder as mensagens de Tori, mas garantiu que se veriam no dia seguinte, no velório. O garoto era amigo dos garotos e além do velório, gostaria de saber do estado clínico dos sobreviventes.

Claro que além de Ji Hoon, havia outras pessoa sendo veladas - tanto desconhecidos quanto aqueles que ficavam por trás dos holofotes, como era o caso do produtor do grupo.

De muitos modos, a chegada até o salão memorial foi bastante triste - para dizer o mínimo. Tão logo chegaram em conjunto, elas receberiam vários clicks. Graças aos óculos escuros, os flashes não chegavam a cegá-las, mas não havia ninguém que carregasse uma aura diferente do luto. Os passos apressados eram menos amistosos do que o normal, tentando impor respeito e distância naquele momento tão íntimo. Subiram as escadas rolantes em dupla até chegaram na área proibida para a imprensa.

Tori veria que alguns artistas já estavam por ali - dentre eles, os meninos dos SoN. Elas foram reverenciadas por eles enquanto passavam e parariam esperando pela vez delas para prestarem as últimas homenagens. Quando parassem, elas logo veriam uma cena bastante comovente - e angustiante.

Talvez demorassem um pouco para reconhecerem as sempre sorridentes BubbleGum - o grupo rookie que era considerado como a versão feminina dos GB - as ‘irmãzinhas. Aos olhos de Tori, Cho Ah e Tulipay logo se destacariam. Enquanto a primeira tentava segurar os soluços, levando as mãos até a boca diante do sofrimento de Yebin - a dançarina principal que vira e mexe estava envolvida em escândalos - Tulipay estava no chão com a menina. Yebin tinha um choro muito sincero e sofrido porque realmente tinha a sensação que parte de si tinha acabado de ir embora.

Depois de fraquejar por perder a firmeza em suas pernas, ela recebeu o amparo e carinho de Tulipay. A filha de Sajolord e talentosa vocalista tinha uma expressão bastante distante, apesar de abatida. Não tinha derramado lágrimas, mas isso não quer dizer que não estivesse atormentada com tudo o que estava acontecendo. A diferença era que seu caso era uma implosão - ao invés de deixar a bomba de sentimentos explodir e aliviar o peito, ela estava guardando tudo aquilo sem se dar conta de como podia fazer mal. Tanto que chegava a esquecer de como respirava e deixava que aquele sentimento tomasse grandes proporções dentro de si.

Antes que ela conseguisse pensar muito, ela sentiu um puxão no braço e logo se deparou com Yebin caída no chão. Eram duas ações bem opostas, mas motivou para que Eun Kyung tomasse alguma medida - ainda que fosse guardar a própria dor para amparar uma pessoa muito querida.

Yebin apertou o braço dela, segurando-se no tecido de suas roupas enquanto soluçava. Não conseguia falar nada muito inteligível, apenas grunhidos. Com a ajuda da amiga, conseguiu realizar todo o ritual. No inicio, Eun Kyung estava completamente alheia aos olhares que ambas recebiam e quando terminassem aquele momento, ela buscaria sair dali o mais rápido possível.

Talvez nem notasse o grupo veterano que estava aguardando a própria ou simplesmente reverenciasse de modo automático. Não era como se pudesse falar muito com elas no momento, também - afinal, os Seven Wonders estavam ali para prestarem os pêsames  à família do falecido e ao próprio.

Yebin ficou com as outras meninas enquanto Eun Kyung buscou se isolar um pouco. Seria um pouco difícil encontrar um espaço assim, considerando que oito velórios eram feitos simultaneamente e havia amigos e parentes de todos, mas uma das salas estava um pouco vazia. Ou assim ela pensava que fosse. Porque tão logo ela se sentasse, veria que do outro lado, um rapaz também estava tentando ter um momento de paz.

Estava com a cabeça tombada para trás, meio encostada na parede e de olhos fechados. Abraçava as próprias pernas, mas acabou se movendo quando sentiu a nova presença. A iluminação era um tanto precária naquela sala, apesar de ser dia - a luz que vinha de fora iluminava aqui e ali, mas havia uma penumbra do lugar. Era silencioso, mas também meio mórbido. O rapaz estava com o cabelo penteado para trás e visivelmente descolorido - mas com a luz, não dava para saber qual era a cor. Ele tinha os olhos em formato de amêndoas - mais abertos - e uma expressão bem forte. Seu nariz não era muito delicado, mas de alguma forma, o rosto dele era bonito.

Eun Kyung poderia reconhecê-lo como um dos meninos dos SoN, o grupo que ela detestava por conta de Henry. Mas diante dela, ela via um outro integrante que ela não tinha porque odiar...Pelo menos não agora.

O Enterro de Ji Hoon 6e4d22bfc5ff5c611d1882d25c391072

Já Tori, teria visto as meninas do BubbleGum saindo meio no automático, ainda muito abaladas. Ela teria seu tempo para prestar as homenagens a eles e procurar por elas depois. Kwang Jin ainda não tinha aparecido online, nem respondido as mensagens, mas ela não se enganava: tinha certeza de que ele estaria a caminho dali.


[Fiz a transição da Tori para este momento, mas não me aprofundei muito em como foi a virada de noite dela e das meninas. Sinta-se a vontade para descrever o quanto quiser sobre o processo de luto e entendimento dela. As notícias que ela vai receber são as mesmas que foram televisionadas para a Gyuri na RP dela: 8 mortos até o momento, muitos feridos. O melhor amigo da Tori e do Kwang Jin, o Wonho, está num coma pior do que os outros - ele simplesmente não reage e está em observação para o coma cerebral.

Enfim, como a Tulipay saiu da sala, eu permiti que ela o fizesse. Porém, se a Tori quiser falar com ela e procurá-la no seu turno, pode fazer isso, só não encontre ainda! No meu próximo turno, eu faço essa ponte - caso queiram - e vocês começarão a interagir entre si, ok?

Perdão pela demora =~

Espero que gostem


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09/10/2018
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Eun Kyung seguiu firme durante todo o ritual do funeral, guiando a quebrada Yebin para que ela também conseguisse terminá-lo. Sabe-se lá de onde conseguiu forças para seguir e ainda apoiar a amiga em todo o percurso, mas a verdade era que ela estava engolindo todos os sentimentos que tinha em relação ao ocorrido, reprimindo tudo o que podia para manter-se de pé. Quanto tempo isso duraria, só os deuses saberia dizer. Tempos depois, ela ainda iria perguntar a si mesma como conseguiu passar por tudo demonstrando uma força de vontade que, de fato, não tinha. Talvez ver a amiga em uma situação muito pior e tivesse deixado "em pé", de alguma forma. Quem sabe...

Assim que terminaram o ritual, Tulipay fez questão de acompanhar o grupo até um local onde as meninas pudessem sentar e se sentir mais à vontade, se é que isso fosse possível. É claro que notou quando passou pelo grupo das Seven Wonders, mas as cumprimentou de forma tão automática que qualquer um teria dito que ela parecia um robô em modo automático. Lembrou-se do dia anterior, que buscou dar ao menos algumas palavras de conforto à talentosa cantora principal, Tori, e podia jurar que a viu com suas colegas de grupo. Mas simplesmente não conseguia mais interagir com outras pessoas da forma que era esperada. Queria, mesmo, ficar sozinha alguns instantes.

O primeiro pensamento que ocorreu foi correr ao banheiro, que costumava dar alguma privacidade àqueles que dele precisavam. Contudo, pela forma com que era construído, bastava um ruído fora do comum para que todos notassem o que estava acontecendo. Embora não quisesse, sabia que as pessoas prestavam atenção nela, e mesmo que fosse apenas um soluço, a mídia noticiaria para seus fãs o seu sofrimento. Não queria holofotes, apenas privacidade. Será que era tão difícil assim?

Não saberia dizer quanto tempo ficou procurando, com esperança, um lugar que pudesse ficar só. Não achou que seria tão difícil assim, mas deveria ter imaginado, se tivesse totalmente lúcida. O luto a deixava entorpecida, quase como se sentisse estar sob efeito de alguma droga. As pessoas que falavam ao seu redor pareciam dizer palavras em outro idioma, era como se uma fina névoa a separasse do mundo real. Só que ela estava no mundo real. Apenas sua mente tentava deixá-lo a qualquer custo.

Foi apenas quando achou uma sala mais reservada que conseguiu respirar. Quase se jogou em uma das cadeiras, soltando todo o ar que tinha acumulado em sua pequena jornada. Estava realmente sem fôlego, como se tivesse corrido uma maratona quando, na verdade, apenas tinha se esquecido de respirar por alguns segundos. Demorou um tempo até perceber que não estava sozinha.

Um dos garotos do Sons of Neptune estava ali, em uma posição que também parecia estar com a mente longe. Tulipay ajeitou-se na cadeira, tentando lembrar de seu rosto nada comum. Tudo o que lembrava do grupo era Henry, como um letreiro gigante e chamativo grito "ódio, ódio, ranço", então todos os outros pareciam estar com as "luzes" mais apagadas por causa disso. Contudo, Tinha tido o trabalho de decorar todos os nomes importantes, por insistência do pai. Yuhno, era ela? Ou seria Kyo? Eles realmente pareciam todos igual, Henru é quem se destacada em sua memória, mas talvez fosse o luto atrapalhando.

Sem pensar, ela se levantou e foi até ele. Ficou parada à sua frente até ser notada, embora não tivesse falado ou feito som algum para chamar atenção. Esperou que ele abrisse os olhos e percebesse quem era ela, e porque estava ali. Embora não chorasse, seu olhos estavam maiores que o normal, como se ela estivesse tomando um constante susto. Quando ele finalmente a notou, Tulipay abriu a boca. Tentou falar, mas nenhum som saia. Queria mandá-lo embora, expulsá-lo da sala para ficar só por um momento. Mas os olhos surpresos do garoto não a deixaram ser tão rude. Mesmo com toda a raiva por causa do acidente, e todo o ranço automático que tinha de todos os integrantes do SoN, não tinha o porquê... Ser rude. Ser grosseira. E, mesmo se tivesse, será que conseguiria? A doce Tulipay Kay conseguiria odiar alguém sem motivo e expulsá-lo de um lugar apenas por querer ficar sozinha?

Sua boca travou e a voz a abandonou. Mordeu os lábios e fechou os olhos com força, tentando engolir aquele ardor em sua garganta. Por que doía tanto? Envergonhada, virou-se ainda de olhos fechados, para fugir logo dali. Quem sabe voltaria para o banheiro, para o carro, para a companhia das meninas. Não sabia. Estava totalmente perdida.
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O Adeus

Hospital de Seul. 9 de Outubro.



A maior dificuldade para Eun Kyung naquele momento não era nem pensar num lugar adequado para conseguir descarregar suas emoções. Era encontrar um lugar que estivesse vazio. Parecia uma missão que beirava o impossível, considerando a quantidade de pessoas - familiares e amigos - que transitavam por aqueles espaços e corredores. Suas amigas ficaram numa das mesas na sala onde as refeições e bebidas eram servidas. Todas se juntaram num pequeno bolinho e esperavam que Eun Kyung também se unisse a elas. Acabaram acreditando que ela precisava ir ao banheiro.

Também era uma escolha boa, mas àquela altura, estava demasiado cheio. O sentimentos de angústia apenas aumentaria enquanto ela tentasse, em vão, encontrar um pequeno espaço para si. Nem podia ir embora sem suas amigas, porque além de estarem juntas, seria uma tremenda falta de consideração com o falecido oppa.

Eis que finalmente uma sala pareceu disponível. O acesso não estava liberado, mas ela não tinha como saber disso - apenas se tivesse olhado com mais atenção a placa que tinha na porta. O problema é que a porta estava ligeiramente aberta, permitindo que uma claridade fraca invadisse o ambiente em meio à escuridão, gerando uma silenciosa penumbra lá dentro.

Não demorou para que ela se jogasse numa das cadeiras, fazendo um barulho que ecoou pelo ambiente. Isso foi o suficiente para atrair a atenção da pessoa que também se escondia ali - afinal, quem podia imaginar que ouviria um som numa sala vazia? Podia ser uma pessoa, mas também um fantasma. Numa tentativa de livrar a mente daqueles pensamentos que pareciam existir apenas na própria cabeça, o rapaz fechou os olhos com mais forças e tombou a cabeça para trás.

Se fosse um espírito, que seguisse a luz em paz sem incomodá-lo! E se fosse uma pessoa, que saísse logo dali sem notar que a sala já estava ocupada.

O garoto estava com as pernas dobradas enquanto apoiava os cotovelos nos joelhos. Numa das mãos, o boné e a máscara - ambos pretos - estavam pendurados em seus dedos enquanto a outra seguiu até o rosto, colocando o cabelo ainda mais para trás e tentando trazer alguma ordem para sua mente.

Eun Kyung foi capaz de reconhecer de onde a figura não lhe era estranha: era um dos meninos do SoN. Mas o cabelo descolorido e o fato de não conseguir identificar num primeiro momento que estava roxo e não loiro, a fez confundir com Kyo, o membro japonês do grupo. Acabava que o cabelo não era a melhor forma de identificá-lo e sim os traços fortes, pouco delicados, mas extremamente chamativos e bonitos de seu rosto. Tratava-se de Yunho, um dos dançarinos e vocalistas guias do grupo. Sem ao menos pensar no quão estranho e até mesmo assustador aquilo poderia ser, Eun Kyung se aproximou do rapaz sem emitir nenhum tipo de som além do próprio calor corporal que indicava a aproximação.

Yunho franziu ainda mais as sobrancelhas, chegando a cerrar um pouco os olhos - dava para ver que parecia contrariado por sentir a aproximação de alguém. Porém, ela também estava irritada! Queria ficar sozinha, ter um momento de paz, ainda que ele tivesse chegado primeiro.

O rapaz se viu obrigado a abrir os olhos para encarar o que quer que fosse que estivesse diante dele. Os olhos em formato de amêndoa focaram na frente, até que subiram, reparando o rosto da menina que estava diante de si. O que no início parecia sério, disposto a expulsá-la também ou dar uma resposta cortada, pouco a pouco foi mudando para algo mais suave e até mesmo constrangido. Apesar de olhar de baixo para cima, a moça que estava diante de si era muito pequena e delicada, com um rosto pequeno e um olhar bem ansioso.

Yunho engoliu em seco e se ajeitou, apoiando a mão no chão para se levantar. A diferença de altura ficava ainda mais evidente - ele era alto e encorpado, ainda que as roupas mais largas pudessem enganar um pouco, apesar de serem escuras. Os olhos dele continuaram focados em seu rosto enquanto a via mudar as próprias expressões também.

Muito embora não se conhecessem formalmente, era um pouco difícil de não saber quem ela era. Afinal, houve muita propaganda para as irmãs mais novas dos GB e Black Dress foi uma música bem chiclete. Além disso, a vocalista chamava atenção por conseguir manter constância vocal enquanto enquanto dançava. A cereja do bolo era o fato de ser filha de SajoLord.

Quem não conhecia Tulipay Kay?

Assim como ela agiu no impulso ao se aproximar dele, Yunho também foi bem impulsivo ao levar a mão livre até o pulso dela. Não chegou a tocá-la diretamente porque o tecido do casaco dela bloqueava o contato, mas a mão envolvendo o pulso por completo.

- Ya… - Sua voz saiu ligeiramente rouco por ter ficado tanto tempo em silêncio, mas o timbre dele não era muito grave. - Fique. - Esperaria que ela assimilasse o que ele estava dizendo e, independente de encará-lo ou não, ele continuaria. - Este é um bom lugar para quem está tentando fugir dos olhares. E eu não vou julgá-la por chegar até aqui.

Soltou a mão dela e estendeu a outra que segurava o boné, oferecendo a peça.

- Use-o se quiser...Eu vou tomar conta da porta para que não te incomodem…

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Ele passou a mão livre por baixo dos olhos também e fungou uma vez antes de se afastar. Passou por ela, enfiando as mãos nos bolsos e cumpriria o que tinha prometido, a menos que ela dissesse alguma coisa que o fizesse parar.


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09/10/2018
Gin bami omyeon tto gireul ilheo

Gin bami gamyeon uimireul ilheo



Diante daquela situação inédita e delicada, Eun Kyung fez o que tinha feito em todos os momentos desde a notícia do acidente: tentou fugir. Fugia dos sentimentos, da dor, da tristeza, do luto. Também evitava falar sobre o ocorrido, como se isso fosse ajudar a lidar com tudo. Enganava a si mesma. Quanto mais tempo ela ficava se esquivando de tudo e todos, mais a angústia dentro de si aumentava, e aquela sensação de ardor na garganta parecia corroê-la. Assim como todas as vezes nas últimas 24 horas, ela deu às costas ao "problema", a Yuhno, e foi direto na direção na porta.

A voz, em sintonia com a mão que agarrou seu pulso, pareceu lhe dar um choque, fazendo-a sobressaltar. Não esperava que ele fosse ter qualquer reação, muito menos impedi-la de sair dali. Virou-se novamente para ele, os olhos arregalados pela surpresa. Calada, Tulipay tentou assimilar o porquê ele estava fazendo e dizendo aquilo, mas sua mente estava em um turbilhão tão grande que ela não conseguia reorganizar os pensamentos. Quando ele lhe alcançou o boné, ela pegou em um gesto automático e ficou olhando para o objeto enquanto Yuhno se retirava do local. Queria ter agradecido, mas não encontrava as palavras para tal.

Ele nem tinha passado pela porta quando Tulipay desabou no chão. Os joelhos fraquejaram e ela caiu com todo o peso de seu corpo, aquilo certamente renderia um roxo em algum lugar. Não que se importasse. Não que sentisse. A angústia em sua garganta agora parecia subir para a boca e o soluço que ela deu para libertá-la foi tão alto quanto o choro que o acompanhou. Tudo o que estava acumulando em um dia havia explodido afinal, como qualquer pessoa imaginaria que acontecesse. Algumas horas depois agradeceria por ter acontecido em uma sala fechada, longe de olhos curiosos e apenas com uma testemunha bastante discreta.

Algumas lembranças dos Golden Boys passavam por sua cabeça, cenas do começo do grupo BubbleGum. Ji Hoon fora, de longe, o mais próximo das meninas, e todas elas deviam muito a ele, principalmente no quesito dança. Eun Kyung lembrou-se de uma vez que Yebin começou a errar os passos de propósito, para que Ji Hoon desse mais atenção à ela. Era bem óbvio que ela não precisava de ajuda alguma, e ele sabia disso, mas o fazia mesmo assim. Elas duas eram muito próximas, e Eun Kyung passou várias noites ouvindo a apaixonada Yebin falar sobre o garoto. Foi assim que começou a gostar mais dele, pois via como ele era bom para a amiga e colega, que já havia sofrido tanto.

E agora tudo havia acabado. Ji Hoon estava morto e levava um pedaço do coração de Yebin com ele. Eun soluçou mais alto ao pensar nisso, e levou o boné de Yuhno à boca, para tentar abafar o som do seu pranto, que continuava descontroladamente. Lembrou de todos os risos com os garotos, todos os ensaios que fizeram juntos, as entrevistas coletivas e como havia sido adotadas por eles como irmãzinhas. Não sabia nada sobre a situação dos demais, até onde sabia todos estavam em estado crítico. A qualquer momento poderia haver outro funeral.

Não saberia dizer quanto tempo ficou ali, mas só se deu conta que havia parado de chorar depois de alguns minutos. Ainda segurava o boné contra o rosto e, ao afastá-lo, percebeu não só o rosto, como o próprio boné, úmidos das lágrimas. Estava sentada sobre os joelhos e só agora sentia que tinha ficado com as pernas dormentes. Depois de mais um minuto, finalmente encontrou forças para levantas, sentindo toda a parte inferior do seu corpo formigar, a ponto de cambalear um pouco até se manter em pé.

Yuhno havia cumprido com sua promessa, e manteve-se na porta todo o tempo. Ninguém havia incomodado ela em momento algum, e ela sentiu-se extremamente grata a ele por isso. Só então percebeu como havia sido rude com ele. Limpando o rosto com as mãos da melhor forma que pode, ela foi até ele, apertando o boné nas mãos.

-Com licença... - esperou que ele se virasse, ficou alguns segundos olhando para o chão, sem graça. - Desculpe a má educação de antes... Eu sou Eun Kyung, muito prazer. - Estendeu a mão direita para cumprimentá-lo e, sabe-se lá de onde, conseguiu colocar um sorriso singelo nos lábios. - Obrigada por antes... Eu, hã... Precisava ficar sozinha por um momento. - ele estendeu o boné para ele e, com muita vergonha, percebeu que, além de molhado, ele estava sujo com maquiagem. Era só rímel, mas ainda assim dava pra notar perfeitamente a mancha preta no topo. Sentiu o rosto corar, ficando vermelha como tomate. - Desculpa... Desculpa por isso. Eu vou lavar e peço para alguém te entregar... Eu... Obrigada, de novo.
Nang Eun Kyung
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terça-feira, 9 de outubro
Let me know if there's something I can do to fix it Let me know if you ever change your mind I can't promise you that I'll be waiting But for you I'll leave anything behind

I feel you slip away and how am I supposed to move on

Por duas noites seguidas, não houve grande descanso para a vocalista principal do Seven Wonders. Uma vez, pelo seu próprio erro. Outra, pelo desastre do qual todos os principais canais da coreia falavam. O orgulho da nação, envolvido num grave acidente. Mas para Tori, os Golden Boys eram mais que apenas o orgulho da nação. Eram ambos grupos do topo, com o mesmo tempo na indústria, conhecendo-se há anos. Já estava habituada a encontra-los em shows e cerimónias, assim como o Strike, todos veteranos que já tinham uma posição estabelecida. Parecia que para eles só dava para andar para a frente, mas não podia estar mais enganada. Não estavam acima de ninguém, bastava um pequeno deslize e de repente os deuses da música também sangravam. Ou pior.

Estava fora de si quando se separou do oppa. Ainda numa doce melancolia, pensando apenas naquilo. Por que eles não podiam ser vistos juntos, mas com Sally não se importava? Para Tori, não fazia sentido. Podia comparar, por exemplo, à sua amizade com Kwang Jin que não era nenhum segredo, e nunca tinha tido problemas por isso. Por que aquilo a deles tinha de ser um segredo, como se fosse algum pecado? Tão distraída nos seus pensamentos, quando encontrou as outras meninas do Seven Wonders, demorou a processar os semblantes pesados. Jay só não caía no chão porque era amparada pelas outras.



Ela tinha sido a primeira a descobrir e nem sequer conseguia passar a notícia às outras, no desespero. O celular com a notícia da tragédia teve de ser repassado para as mãos de Lola porque era difícil explicar o que se tinha passado. O desespero da loira só ia aumentando, sem fazer ideia do que se passava para ela estar assim. Nunca ia adivinhar aquilo, até que a maknae finalmente conseguiu explicar.

Não quis acreditar.

Não acreditou.

Simplesmente, não conseguia.

Parecia tudo uma brincadeira. Uma de mau gosto. Eram notícias falsas, nada mais. De alguma fonte que não podia ser confiada. Como podia ser verdade? E foi por manter esse pensamento que não chorou. Quis convencer-se disso, o máximo de tempo que pode. Não eram os Golden Boys, isso era impossível, era algum engano. Aquilo não lhes podia acontecer. — Não, isso não pode acontecer aos oppas… — Ainda se lembrava de ter dito. Como se aquilo não pudesse acontecer a qualquer um.

A reunião foi cancelada. No fim, todo o dia não teve nenhum compromisso. Era ainda pior do que se tivesse todo o minuto da agenda ocupada. Acabaram voltando para casa. E Tori parou de se iludir, enquanto via o assunto explodir. De repente, vendo tudo aquilo que se passava, não conseguiu negar mais. Era verdade. Tinham sido eles, mas podia ter sido o Strike, podia ter sido o Seven Wonders. E Ji Hoon…

Em casa, ficou na sala, sentada no sofá, ao lado de JiU. Todas as sete ficaram ali depois de chegarem. Não sabia o que fazer. Queria aguentar desesperadamente por mais notícias, saber que afinal não era tão mau como parecia, ou até que era mentira. Jay era a que tinha mais dificuldades em lidar com aquilo e por isso foi a primeira a sair. Tori acompanhou-a, levando-a até ao quarto para que ela pudesse descansar um pouco, mas ainda precisou de remédios para adormecer. Puxou o cobertor para que ela pudesse dormir descansada, o máximo de tempo possível, e guardou os remédios no banheiro para voltar a descer até à sala.

De pés apoiados no sofá, abraçava os seus joelhos, não se dando conta do tempo que passava. Também não deu conta quando as outras meninas se foram dispersando, cada uma lidando com a situação da sua forma. Precisavam de tempo. Ainda era difícil perceber o que estava a acontecer. — O que acontece agora, unnie? — Ainda perguntou à líder do grupo, como se ela pudesse ter todas as respostas. Mas estava a sofrer, tal como todas, embora tentasse não o mostrar.

Amanhã tinha um funeral. A sua última oportunidade para se despedir de Ji Hoon. De tanto pensar naquilo, os seus olhos começaram a ficar úmidos e, por isso, levantou-se para ir também para o quarto. Foi apenas mais uma que abandonou a sala, incapaz de lidar com a situação.

As lágrimas começaram a cair no mesmo momento em que se isolou no quarto. Lentamente, a situação tornava-se real e doía. Sentiu-se tão inútil enquanto via as notícias no celular, com imagens do acidente… tão inútil. No fim, apenas jogou o celular para o lado e abraçou os próprios joelhos, tentando conter as lágrimas. Todo o corpo estava pesado, mais que depois de uma sessão de treino. No peito, havia um vazio, um buraco negro que ela podia jurar que lhe sugava todas as energias. O que podia fazer naquele momento?

Queria gritar e afastar aquela dor, tirar o nó na garganta, mas não conseguia sequer, apenas podia soluçar. Como podia ser verdade? Por que é que aquilo estava a acontecer?

O tempo pareceu parar naquela tarde. Já não percebia como ele funcionava. Deitou-se na cama, tentando dormir. Queria acordar e descobrir que tudo aquilo tinha sido apenas um sonho. Ou… não acordar de todo. Será que importava? Estava cansada. Tão cansada. Os seus olhos pesavam, ansiosos por um momento de descanso. Ela também queria. Todo o seu corpo queria. Mas os pensamentos que a atormentavam torturavam-na, mantendo-a acordada. Exausta. O seu corpo finalmente a acusava do quanto o negligenciava naqueles últimos tempos.

Mas ao mesmo tempo a mente impedia-a de dormir. Quis pegar os remédios para ser obrigada a dormir, mas os músculos não responderam quando quis se levantar. Ficou um tempo naquela tortura, tentando adormecer e sem conseguir. Parecia ter perdido a capacidade de dormir, justo quando mais a queria. Mas, sem saber como ou quando, deu por si a deslizar para a inconsciência. A mente parou de lutar e permitiu-lhe um descanso. Foram momentos vazios, de alívio, em que nada importava.

Mas não duraram o suficiente.



Abriu lentamente os olhos. Tinha passado mais tempo que julgava, pois nem um único raio de sol irrompia pela janela. Talvez por estar tão cansada. Levantou-se, esfregando os olhos vermelhos e cambaleou pelo quarto até sair. Sem saber onde ia, apenas queria um pouco de ar. Enquanto caminhava, percebeu uma figura sentada no chão, encostada a uma parede.

O cérebro exausto demorou uns momentos a perceber que era Lola. Ela também não estava a lidar bem com aquilo. Sem sequer pensar no que fazia, sentou-se ao lado dela. Um olhar na direção da grande visual dos Seven Wonders e percebeu que, mesmo que pudesse às vezes parecer tão forte, isso não tornava a situação mais fácil para ela. Não conseguia se lembrar de uma vez em que a tivesse visto a chorar assim.

E isso deixou-a ainda mais preocupada. O mundo sofria naquele dia. Tirou um pacote de lenços do bolso — uma grande necessidade naquele momento — e ofereceu um a Lola. Naquela manhã, tinham discutido, mas já não era importante. Era algo que parecia ter acontecido há tanto tempo… e também era parte de estar num grupo. Era impossível não ter alguma discussão aqui e ali, mas apesar de tudo, tinham de se manter unidas. Um grupo que não se mantinha unido não podia ser um grupo por muito tempo. Ficou ali por um tempo, mesmo não falando muito. Eventualmente, voltou para o quarto para dormir mais um pouco. Desta vez, com a ajuda de comprimidos. Ao menos no sono não tinha de se preocupar mais com aquilo. Era tranquilo. Aconselhou Lola a tentar dormir também um pouco.

O novo dia veio inevitavelmente. Não queria, mas as horas passavam e logo iam ter de sair. Para voltar a ser filmada naquele estado. Ainda tinha as meias pretas na altura das coxas, o mesmo vestido e casaco cinza, mas lá fora o sol já nascia e por isso tinha de tomar um banho e vestir-se para o funeral. Tinha deixado para a última hora e por isso mesmo que quisesse não podia ficar muito tempo em frente ao espelho, como no dia anterior. Nem precisava. Um enorme casaco preto, calças pretas, sem maquiagem, sem acessórios. Os óculos escuros novamente a mão, que iam bastar para esconder os olhos inchados.

As sete entraram no carro para irem para o funeral. Durante o tempo de viagem, ainda acalentava a esperança de que boas notícias surgiriam, e por isso pesquisou as novidades no celular, mas nada indicava que algo melhoraria em breve. Todos os membros do grupo continuavam em estado grave… e o pior deles era Wonho. Guardou o celular assim que as lágrimas ameaçaram inundar novamente o rosto. ”Por favor… por favor, só quero alguma boa notícia.”, dizia a si mesma, desesperada. Encostou a cabeça ao ombro de JiU, esperando o fim daquela viagem, ao mesmo tempo que esperava que nunca acabasse. Não estava pronta.

O carro parou. Teve de colocar os óculos escuros, já antecipando o momento em que a porta se abriria e, pontuais como sempre, lá estavam os flashes, tentando captar as sete maravilhas que sofriam. Como se as outras pessoas precisassem de ver como elas estavam a lidar com a situação. O manager rapidamente as guiou até dentro do edifício, abrindo caminho para elas. De cabeça baixa, não perdeu tempo a afastar-se deles, desejando mais um momento de privacidade. Tinha de ser forte ali, manter a imponência. Não mostrar que também sofria. Um tempo depois conseguiram finalmente estar numa área mais privada, sem várias câmaras apontando para os seus rostos.

Tirou os óculos escuros, ao mesmo tempo que limpava os olhos chorosos. Percebeu então que já haviam mais alguns artistas ali. Pareceu-lhe que um deles era o SoN, embora não reconhecesse ainda todos os membros. Perante a reverência deles, curvou também brevemente o corpo, em sinal de respeito, antes de continuar a andar. Depois deles, encontrou umas das meninas que mais sofriam com aquilo. As irmãzinhas dos Golden Boys. Ainda eram apenas rookies e não as conhecia muito bem pessoalmente, mas ainda lembrava o seu apoio ontem. Por isso os seus olhos demoraram-se mais em Cho Ah e Tulipay, que estava a consolar a menina que se encontrava em pior estado. Percebeu que era ela… a rookie envolvida no escândalo de Wonho. Em um breve momento de egoísmo, a amizade que tinha com ele deixou-a com uma aversão à menina. Por causa dela…

Mas não a podia culpar pelo sofrimento pelo qual Wonho tivera de passar. Podia ser apenas uma amizade como a que tinha com Kwang Jin. Aquele tipo de coisa era algo perigoso, para pessoas como eles. Um simples almoço bastava para rumores que atormentavam uma carreira…

Então apenas respirou fundo, eliminando aqueles pensamentos. Mais ainda quando viu o estado da menina. Ela devia o amar muito, julgando pelo que via. Sem o apoio constante de Tulipay, apenas caiu ao chão. Era difícil ver aquilo e, por isso, não encontrou a coragem para dizer nada. Foram cumprimentos automáticos, respondidos com cumprimentos igualmente automáticos, antes do ritual começar.

No fim, as meninas do BubbleGum acabaram por se dispersar, mesmo sem rumo. Depois, teve o seu próprio momento para se despedir. Apesar do total de oito mortos, era Ji Hoon aquele que conhecia. Por quê ele? Era uma boa pessoa. Era talentoso, mas trabalhava sempre por mais. Era fácil perceber porque era tão famoso. Porque o merecia. Mas aquilo? Não merecia. Apesar de tudo, um acidente daqueles e… acabava. Todos iam sentir a sua falta.

Ao afastar-se, lembrou-se de ter visto Tulipay isolando-se das outras meninas do grupo. Não lhe dizia respeito, mas queria fazer algo. Pensou em como ela tinha estado a confortar a amiga, mas será que tinha alguém a confortá-la? Jae-Eun sabia que guardar tudo para si mesmo nunca era uma boa opção, então pensou em procura-la para ver se estava bem. Não podia dizer que a conhecia, mas ontem tinha sido ela em mau estado e, conhecendo-a ou não, a outra idol tinha enviado o seu apoio da forma que pudera. Isso bastava.
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O Adeus

Hospital de Seul. 9 de Outubro.


Jiu adoraria ter a resposta para tudo. Era isso o que um líder deveria fazer, mas no momento, ela era mais uma jovem assustada com o futuro incerto de todos eles. Em pensar que a vida era uma coisa tão frágil e efêmera. Quem podia imaginar que algo assim aconteceria ao grande orgulho da nação coreana? Os atuais queridinhos do mundo? O olhar da melhor amiga foi toda a resposta que Tori teve naquele momento que as duas compartilhavam no sofá.

No fim, Jiu só conseguia acolhê-la em seus braços, oferecendo algum conforto físico, já que verbal parecia difícil. A rapper do grupo não tinha linhas dessa vez, estava sem voz, pois sentia sua garganta arder com o choro que estava custando a vir, mas ainda assim cobrava seu preço. As duas ficaram um bom tempo naquela sala, tentando digerir a quantidade de informações que recebiam de uma só vez.

Somente quando se sentiram realmente exaustas foi que saíram dali. Tori precisou se isolar por um instante no quarto que dividia com Jiu, mas a amiga respeitou o momento. Afinal, também precisava ver como Jay estava e se as outras precisavam de alguma coisa. Sozinha com seus próprios pensamentos e emoções, Tori simplesmente deixou que o coração se esvaziasse. Quanto mais chorava, mais real a situação lhe parecia. E não havia apenas isso, existiam outros mil motivos para que ela chorasse também. Eram tantas provas, tantos desafios, problemas e poucas soluções...Era muito difícil! E lidar com a perda nunca foi fácil para Tori, visto que uma vez que nascera num lar quebrado, ela sempre valorizara suas raras amizades - Wonho incluso, nesse restrito rol de verdadeiros amigos.

O que seria dela daqui para frente sabendo que existia a possibilidade de nunca mais veria o Mr Bunny? O velório seria de Ji Hoon, é verdade, e ele também era alguém caro e divertido. Uma presença sempre ilustre que iluminava qualquer ambiente que estivesse. Mas seu coração estava pesando por seu bom amigo, tão injustiçado quanto ela em sua curta vida.

Chorou até cansar e o corpo simplesmente apagar. Era a forma de sua própria consciência preservá-la de um colapso. Contudo, a mesma mente que a fazia dormir, também a acordava de modo que antes mesmo do dia amanhecer, ela se viu abrindo os olhos. O corpo começou a rejeitar o colchão e meio que a expulsá-la dali. Sem relutar, Tori ergueu-se e começou a caminhar pelo silencioso apartamento.

No fim, foi bom que ela tivesse feito isso. Caso contrário, não seria a única testemunha daquela cena tão rara quanto dolorosa. Encostada a uma das paredes perto das escadas, Lola estava sentada no chão, coberta com um manta e uma caneca cheia de chá já frio ao seu lado. Os olhos dela estavam distantes enquanto as lágrimas escorriam por seu rosto. Não se moveu quando Tori se aproximou e substituiu a caneca pela sua presença e a observou. Lola nem tentou esconder daquela vez, mas se moveu ao receber o lenço que a vocalista generosamente serviu.

Lola não recusou, aceitando aquele gesto e passando sutilmente por baixo dos olhos, secando a região. Murmurou um komawo e, mais do que isso, em determinado momento, ela mudou de posição e ponto de encostar a cabeça na ponta do ombro de Tori. Foi aconselhado que ela dormisse, mas ela só precisava de alguns instantes para esvaziar a própria mente.

[...]

Foi nesse clima silencioso e tristonho que o Seven Wonders se apresentou para o funeral. As meninas não pararam em nenhum momento. A manager e Jiu tomavam a frente enquanto as outras seis iam lado a lado, em duplas: Tori e Lola, Sally e Jisoo, Jay e Yuju. Subiram em ordem pela escada rolante até chegarem no sala reservada para Ji Hoon. Foram testemunhas de tudo o que aconteceu ali e esperaram um pouco mais.

A família estava arrasada, mas se havia um conforto, era perceber como seu filho era amado por aquelas pessoas. As lágrimas não eram falsas ou forçadas. Ji Hoon realmente foi uma pessoa muito querida por todos os seus colegas de profissão.

O Seven Wonders teve seu momento logo depois que o grupo BubbleGum se retirou. Além de Yebin, Cho Ah e Tulipay também chamaram a atenção de Tori. Porém, por motivos óbvios, aquele não era o melhor momento para conversarem - não sem antes prestarem homenagens ao falecido. As meninas se afastaram cada vez mais e foi a vez do grupo de Tori prestar seu respeito.

Era um ritual um pouco demorado, porém muito necessário. Depois que saíram dali, elas - assim como muitos - começaram a caminhar até o refeitório. Era comum beberem e comerem para afastarem os espíritos do mundo dos vivos. Tori ia ficando um pouco para trás e a mesa do Bubblegum parecia ter uma pessoa a menos. Logo ela identificaria que a ausência era justamente de Tulipay, a generosa filha de SajoLord.

Procurá-la foi uma boa ideia. Não era como se estivesse com fome ainda e talvez ela precisasse de uma palavra de conforto. Era o mínimo que Tori poderia fazer depois do que ela tinha feito. Portanto, antes mesmo de saber de Kwang Jin já havia chegado, ela começou a buscar por Tulipay, pelos lugares óbvios - algum cantinho, o banheiro, mas não a encontraria.

Até que chegaria a um corredor mais distante, onde veria um rapaz encostado numa das portas. O garoto ainda era muito jovem e o rosto não era estranho - difícil não conhecer, considerando os traços fortes que ele tinha. O cabelo tingido de roxo estava penteado para trás, mas algumas mechas rebeldes formavam uma espécie de franja parcial. Antes que Tori se aproximasse, ela veria a pequena Tulipay saindo da sala e falando com ele.

A diferença de altura deles era algo comparado a diferença que existia entre Tori e Kwang Jin. Porém, Kwangie era mais alto do que todo mundo enquanto ali, Tulipay que parecia bem baixinha.

[...]

Yunho não esperava por um agradecimento depois do que disse. Pelo que tinha percebido em Tulipay, ela parecia bem no limite de sua razão e necessitando daquele instante para si. Por isso mesmo, sem dizer mais nada ou hesitar, ele rumou em direção da porta para deixá-la à vontade. O único momento em que ele pensou em parar foi quando ouviu o baque no chão. Na verdade, ele até chegou a virar um pouquinho a cabeça, olhando através da visão periférica, mas suspirou e saiu dali.

Do lado de fora, ele ficaria como uma espécie de guarda, impedindo que outras pessoas interrompessem o momento dela. Cruzou os braços e deixou a cabeça meio abaixada. Os olhos escuros focavam o chão enquanto simplesmente aguardava. Ficou encostado justamente na porta que ele mesmo abriu, ignorando a placa avisando que não podiam entrar. Foi necessário, ele disse para si mesmo, como agora também era um refúgio para aquela menina.

Apesar de ter se oferecido para guarda, ele estava um pouco ausente para quem se propunha em cuidar de alguém, tanto que nem percebeu quando uma bela mulher despontou no fim do corredor à esquerda. Não soube quanto tempo tinha passado. Talvez menos do que achasse, mas o suficiente para que ela conseguisse se recompor. Toda sua atenção voltou-se para Tulipay.

E agora com a iluminação natural, ela podia ver melhor os bonitos traços daquele menino quando conseguisse ergueu o olhar. Yunho enfiou as mãos dentro dos bolsos do casaco enquanto ouvia o que ela tinha a dizer.

- Gwaenchanha.. Deu para perceber que voce não foi grosseira por querer… - Forçou um sorriso no canto dos lábios, mostrando a covinha que tinha na bochecha. - Eu sei...Quer dizer, eu conheço como Tulipay Kay, mas é...E um prazer conhece-la. - Reverenciou assim como ela, sem toques porque era algo para pessoas íntimas. - Eu sou Yunho. Kim Yunho. - Observou o singelo sorriso dela quando ambos finalmente se encararam. Ele também tentava expor uma expressão suave, apesar dos olhos mais tristes. - Tudo bem, espero que tenha conseguido...o que queria.

Tirou a mão do bolso para pegar seu boné de volta. Na mesma hora, percebeu que o objeto estava úmido por conta das lágrimas, mas não reclamou.

- Ani, ani...Não precisa se preocupar com isso. - Pegou a peça sem maiores problemas. - Já disse que está tudo bem…E…

Ele se mexeu um pouco, finalmente olhando para trás e identificando uma terceira pessoa. Tulipay teria um espaço para ver quem estava ali. Yunho arregalou um pouco os olhos quando reconheceu a lendária Tori do Seven Wonders e, na mesma hora, abaixou a cabeça duas vezes numa respeitosa reverência à sunbae.


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terça-feira, 9 de outubro
Let me know if there's something I can do to fix it Let me know if you ever change your mind I can't promise you that I'll be waiting But for you I'll leave anything behind

I feel you slip away and how am I supposed to move on

  O momento que passou honrando Ji Hoon podia até parecer demorado para quem esperasse cá fora, mas nem um pouco para Jae-Eun. Sabia que era algo muito necessário, mesmo não sendo algo a que estivesse, de todo, habituada. Haviam poucas pessoas realmente importantes na sua vida e, por isso, nos seus vinte e três anos de vida nunca tivera de lidar com o falecimento de alguém próximo. Um dos lados da família era não existente e, do outro lado, também não havia muito. Apenas uma mãe que… Era quase não existente. Tori preferia apagar esse tipo de coisa da sua vida. Ou tentava, pois nem sempre era tão fácil quanto deslizar uma borracha em papel. Mas algo era certo, não se esforçava pelo afeto de quem não a queria de todo.

   Não percebia que isso por si só era uma semelhança à mãe. E por isso também não podia dizer que tinha avós para a mimar. Agora ela caminhava no mesmo rumo.

   No fim do ritual, mesmo continuando triste e preocupada com os restantes membros, conseguiu ficar satisfeita por o ter acabado. Era a última oportunidade de lhe dizer adeus, mesmo não o querendo fazer. Mantinha a cabeça baixa, os olhos distantes. Não era assim tão próxima de Ji Hoon, mas ia ter saudades. Ele era o tipo de pessoa que parecia ter os comprimidos da felicidade e arrancava sorrisos das pessoas. Tori que o dissesse, pois também já fora vítima dessa habilidade. Melhorava humores quase sem tentar. Por isso, às vezes ele até a lembrava um pouco de Kwang Jin.

   Por que ele tinha de ir?

   E, pior, seria ele o único?

   Queria boas notícias, mas nada indicava que elas viriam. No fim do ritual, arrastou os pés para o refeitório ao lado de JiU; era o que a maioria fazia. Não tinha nem um pouco de vontade. — Será que há mesmo alguém aqui com fome? — Lançou a pergunta para o ar, suspirando logo de seguida. Talvez apenas não estivesse familiarizada com aquilo, porque muitas outras pessoas pareciam encontrar algum conforto na comida e bebida. Uma distração. Pelo contrário, o seu estômago até se encolhia. — Não quero nada, então vou já procurar um lugar para nós. — Avisou, dirigindo-se a uma das mesas vazias e deixando que as meninas que quisessem pegassem em algo para comer.

   Manteve-se encolhida na sua cadeira enquanto esperava. Aninhava-se no conforto do seu próprio casaco, mas por muito fofo e quente que fosse, não chegava a ser o suficiente para afastar o frio. Era estranho, no dia anterior mesmo estando de vestido, não tinha aquele frio, como se viesse de dentro. Como o tempo mudava rápido...

   De pescoço escondido na roupa escura e sentada de pernas esticadas, costas caindo da cadeira, numa forma não muito bonita de se ver, especialmente para uma jovem senhora e celebridade, olhou para o celular. Nos seus olhos houve um brilho de esperança, que rapidamente desapareceu depois de percebeu que nada tinha mudado. Abriu as suas mensagens, subitamente sentindo a necessidade de ver as últimas que tinha trocado com Wonho. ”Não são as últimas.”

   E, num momento em que nem pensava no que fazia, enviou uma nova mensagem. Começou a escrever mais, mas mudou de ideias e apagou. Abanando a cabeça, guardou o celular.

Send
Por favor... melhora
09:32 P.M
Mr Bunny
Bogoshipuh


  As restantes meninas do Seven Wonders juntaram-se logo de seguida. De mãos nos bolsos e pouco para fazer, o seu olhar vagueou brevemente. Já não estava tão habituada a comer em lugares assim e sempre que podia evitava mesmo. Aquele refeitório trazia-lhe diferentes memórias. Dos seus tempos de trainee, mas também da escola. Não gostava de refeitórios, mas naquele momento, estar ali com as Seven Wonders trazia-lhe uma sensação diferente da que lembrava. Daquela vez tinha uma boa companhia.

   Mesmo que o grupo estivesse mais calado. Todos estavam, naquele clima pesado. Era um refeitório silencioso, para o número de pessoas que ali se encontravam. Quando o olhar recaiu sob a mesa do BubbleGum, reparou na integrante a menos. Não estava a fazer nada, então levantou-se. Nem mesmo Kwangie já tinha chegado. — Preciso de falar com alguém enquanto comem, já volto. — Disse simplesmente e saiu. Podia ter perguntado às outras meninas do grupo onde Tulipay fora, mas não as queria perturbar naquele momento. De todos os que ali se encontravam, aquilo era especialmente difícil para elas, as irmãzinhas dos Golden Boys.

  Eis que tinha um outro problema. Não fazia ideia de onde a filha de SajoLord podia ter ido. O primeiro palpite foi o banheiro, mas estava errada. Assim como nos próximos palpites. Já começava a achar que devia mesmo ter perguntado às amigas. Não foi tão fácil quanto tinha inicialmente pensado. Com tantas voltas, virou numa esquina e deu consigo num corredor. Um corredor como os outros, mas encostado a uma das portas do mesmo estava um garoto. Podia não ter prestado muita atenção a ele, se não reconhecesse as belas feições. Algum rookie das grandes agências, cujas performances ela por vezes se divertia a ver. Diferentes dela, aquele mundo ainda era uma novidade para eles. Ainda cheios de sonhos e esperanças. Depois veio o clique. Tinha o visto há pouco, entre os restantes do SoN.

  Mantendo o olhar baixo, ele não a tinha visto e, antes que isso acontecesse, uma outra pessoa captou a atenção dele, e também de Tori. A pessoa de quem estivera à procura apareceu na porta, falando com ele e entregando-lhe um boné. Não conseguia ouvir a conversa por causa do barulho de fundo e porque falavam baixo. Queria falar com ela, mas naquele momento congelou. Se avançasse, parecia que ia interromper algo. Não sabia a relação dos dois…

  Pensou em esconder-se e esperar que acabassem de falar para conversar com Tulipay, mas nem para isso teve tempo. A loira foi apanhada quando o garoto se virou de repente, como se estivesse a sentir-se observado. Tal como ele, também baixou um pouco a cabeça, numa resposta ao seu gesto de respeito. — Mianhae, não queria interromper. — Explicou numa voz suave, que evidenciava o cansaço daqueles últimos dias. Especialmente para quem já a conhecia, mas naquele momento não era o caso. — Na verdade estava à sua procura, Tulipay, mas eu posso esperar. Não é nada muito importante. — Olhou para ela, depois para ele. Noutra ocasião, teria dado um pequeno sorriso de quem sabia qualquer coisa, mas aquele não era o seu momento. Aguardou apenas uma resposta, de sobrancelhas franzidas e se havia o mínimo indício de um sorriso, era triste. Até estava pronta para sair dali. Afinal de contas, não conhecia Tulipay, nem ele.
Moon Jae-Eun
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09/10/2018
Gin bami omyeon tto gireul ilheo

Gin bami gamyeon uimireul ilheo

Mordendo os lábios, com os olhos direcionados para o chão e uma das mãos segurando os cabelos de um lado, Eun Kyung devolveu o boné para Yuhno, já que ele não parecia se importar com o estado da peça. Não era necessário olhar muito para baixo para não encarar o garoto, já que se olhasse pra frente só veria o seu peito, devido à estatura da garota. Mal tinha notado a covinha quando ele sorriu, pois só o olhou enquanto falava, por pura educação. Apenas voltou a olhá-lo quando ele falou sobre "ter conseguido o que queria". As lágrimas instantaneamente voltaram aos olhos, mas conseguiu se controlar para não chorar de novo. Achou que já tinha secado a fonte. Pelo visto aprendeu a chorar para nunca mais esquecer.

Com a luz natural, podia notar que, apesar das feições fortes, Yuhno tinha beleza em seu rosto, além do charme do cabelo roxo para trás com aquela franja não intencional caída para frente. Durante toda a vida, Eun Kyung teve seus desejos reprimidos pelo pai, pois namoros e interesses românticos não podia fazer nada além de atrapalhar o foco em sua carreira, ou mesmo sua fama perante os fãs. Pela pouca experiência que tinha ao observar os casos de outras idols, ele tinha razão. Desta forma, achar alguém belo era parecido com admirar um belo quadro ou escultura em um museu. Lindo, mas distante, não pertencia a si. Além disso, estava abatida demais para pensar nisso, de forma que a beleza de Yuhno não passou desapercebida, mas não pareceu mexer com nenhum sentimento da garota.

Precisava voltar para a companhia das BubbleGum, já que agora estava, de certo forma, aliviada e pronta para entrar naquele ambiente pesado de novo. Não parecia que a conversa iria muito adiante, mas antes que qualquer um deles pudesse se despedir, Yuhno pareceu notar alguém atrás de Tulipay, que encolheu os ombros, já esperava que fosse alguém do grupo a procurando, e iria ganhar uma bela bronca por estar em um local deserto com um dos dançarinos da SoN. Contudo, tal foi sua surpresa ao virar e deparar-se com Tori, a talentosa e super famosa vocalista principal do Seven Wonders.

Tulipay arregalou um pouco os olhos pelo susto de encontrá-la ali, e curvou-se ligeiramente duas vezes para cumprimentá-la. Estava com um leve nervosismo, que só não era maior porque a tristeza ainda era maior. Falar com ela através de mensagens era tranquilo, mas não podia esquecer que Tori era uma de suas grandes inspirações quando se falava de perfeição vocal. Talvez tenha sido por isso que sentiu necessidade de conseguir o seu número para mandar uma mensagem de apoio, só não esperava encontrá-la tão cedo, ainda mais em um evento deste tipo.

-Não, não atrapalha. Eu só... Precisava respirar um pouco, e nos encontramos por acaso. É um prazer conhecê-la, de verdade, sinto que seja em um momento como esse...
- colocou o cabelo para trás da orelha, oscilando o olhar entre o chão, Yuhno e Tori. Não parecia ser capaz de fixar em um só. - Estava a minha procura? - Tulipay parecia incerta do que pensar ou falar, embora fosse óbvio que ela queria lhe dar palavras de conforto, a garota estava tão confusa que não conseguia pensar nisso, mas sim que algo muito ruim tivesse acontecido (de novo). Por um momento, seu olhar se fixou no de Tori, embora tivesse que erguer um pouco o olhar devido à sua baixa estatura. - A... Aconteceu alguma coisa? - ela olhou para Yuhno, tentando perceber que ele sabia de algo.
Nang Eun Kyung
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O Adeus

Hospital de Seul. 9 de Outubro.


Jae Eun nunca esteve numa situação como aquelas antes, afinal, nunca tinha perdido alguém próximo - ou pelo menos nunca teve ciência de que perdera algum familiar próximo, tampouco um amigo. Para alguém com tantos traquejos do povo ocidental, um velório coreano era mesmo algo muito diferente. Talvez ela só tenha assistido algo semelhante nas novelas, mas não era como se tivesse tempo para desfrutar desses pequenos entretenimentos.

As pessoas se reuniam no refeitório improvisado para que pudessem comer e beber a fim de afastar os maus espíritos e, ao mesmo tempo, enviar vibrações para o falecido. Não obstante, também havia o fato dos familiares e amigos mais próximos velarem o morto por três dias. A comida era necessária, de todo modo. Porém, era compreensível o estranhamento e a ausência de fome por parte de Jae Eun.

O grupo agradeceu por ela ter reservado o lugar, mas não comentou nada enquanto ela saía. Jay era cuidada por Yojo enquanto JiU ficou conversando com Lola. Jisoo e Sally eram as mais ausentes da conversa, por terem uma postura mais introspectiva. Apenas lançaram um olhar na direção de Tori enquanto ela saía, mas ninguém a impediu de seguir.

Após muito procurar, ela encontraria um rapaz sozinho diante de uma porta. Parecia que ele estava cuidando de alguma coisa e não demorou para que “essa coisa” aparecesse na figura de Tulipay. Os dois pareciam conversar enquanto um boné era devolvido. Apesar de Jae Eun não conseguir ouvir a conversa, os dois tinham uma postura formal para falar um com o outro, indicando que, talvez, não fossem tão conhecidos assim. A conversa só foi interrompida porque a presença da idol foi notada pelo rapaz.

Yunho arregalou os olhos quando viu uma das Maravilhas - e não qualquer, a vocalista principal! - tão perto dele. Momentos antes, ele e seu grupo tinham passado por elas e reverenciado de modo respeitoso, porém automático. Agora era um pouco diferente, pois estava diante dela sem a ausência das outras. O rapaz ficou mesmo surpreso e, novamente, repetiu o respeitoso gesto.

Tão logo percebeu que tinha interrompido, Tori pediu desculpas por seu ato. Tanto Tulipay quanto Yunho menearam negativamente enquanto a menina explicava que não havia atrapalhado em nada. A cantora mais velha dizia que gostaria de conversar com a mais nova, deixando Yunho mais atento. Apesar de dizer que não era importante, o rapaz não quis mais atrapalhar.

- Ah...Tudo bem, Tori-nim. Nós já… - Olhou para Tulipay. - Acabamos, não é? - Ele tinha ficado um pouco mexido com os olhos dela marejando de novo, mas parecia que agora estaria com uma amiga mais próxima. Ele imaginou. - Eu já vou...Espero reencontrá-las num momento mais festivo. Sinto muito…

Segurou o boné com as duas mãos e saiu em silêncio, deixando que as duas tomassem o tempo que desejassem para si.



Tori e Tulipay estão livres para interagirem o quanto quiserem, até sábado que vem. Caso queiram um prazo maior para a interação, me avisem pelo wpp. Também vou intervir, caso seja necessário ou vocês procurem por algum npc!


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Não podia deixar de notar na diferença de altura entre aqueles dois e lembrar-se de um outro caso assim. Ela ao lado de Kwang Jin… Até quando ele estava sentado conseguia parecer um gigante. Tori, muito semelhante a Tulipay, parecia apenas uma anã. Ele adorava atiçá-la por isso… mas depois era ele quem batia em paredes baixas.

As reações surpreendidas dos dois não foram nada de novo para ela, que estava habituada àquele tipo de coisa. Deu um pequeno sorriso por educação, desculpando-se então por interromper. Estava disposta a deixá-los acabar a conversa, mas já era tarde demais. Já se tinha metido no meio e, por isso, ambos negaram. — Não, não aconteceu nada. — Disse de imediato, para deixar Tulipay mais tranquila, quando notou a sua preocupação.

O garoto anunciou então que já as ia deixar. Já esperava aquilo, então não se opôs. Seria melhor conversar com a vocalista do BubbleGum a sós, de qualquer das formas, pois ainda a queria agradecer pela ação de apoio ontem. Não se tinha esquecido disso. Ele acabou indo embora e a loira ainda nem sabia bem qual o seu nome. Conhecia Henry e sabia que não era ele… fora isso, não estava ainda totalmente acostumada aos restantes membros do SoN. Nem os podia distinguir por “o que é bonito”, porque já sabia que eram todos.

Sim… — Concordou quando ele disse que para a próxima gostaria de as encontrar numa ocasião mais festiva. Também esperava que sim. Ninguém gostava de se conhecer em ocasiões assim, mas não é como se tivessem grande escolha. — Annyeonghaseyo. — Despediu-se dele, observando-o sair calado, antes de se voltar a virar. Suspirou. — Aish… não queria mesmo me intrometer. E ele é bonito, então não há nada entre você e ele? Que pena. — Voltou a olhar para trás, lançando depois um sorriso na direção de Tulipay, para tentar amenizar o clima. Por uns momentos, com aquela brincadeira, voltou à Tori normal, antes de falar de assuntos mais sérios. Um olhar para Tulipay e percebia a vermelhidão nos olhos ainda húmidos. E até um pouco inchados. Aquele não era um bom momento para aquilo. Percebia agora por que se tinha afastado das outras. Apenas precisava de um momento para si.

É um prazer finalmente conhecê-la. Eu vi que não estava na mesa com as suas amigas, por isso fiquei um pouco preocupada. Principalmente porque, quando nos cumprimentamos há pouco, vi que estavam todas tão abaladas. — Tinha sido um momento tão automático que parecia que nenhuma das Bubblegum estava realmente ali, apenas robôs a substituí-las. — Não a vim procurar por nenhum motivo em específico, só queria ver se estava tudo… suportável. — Porque “bem” ela já sabia que não estava. Ninguém estava, naquele dia. Por todo o mundo, haviam pessoas em luto. Todas aquelas cujo coração os Golden Boys tinham conseguido tocar com a sua música.

Quer ir para algum sítio melhor para conversar? — Perguntou, olhando em volta. Ainda estavam naquele corredor vazio, branco. Era um lugar deprimente para Jae-Eun. Mas não tinha a certeza se ia encontrar muito melhor. Naquele momento, só queria voltar ao terraço da KT… e voltar a conversar com Seo Jun, alheia à tragédia dos Golden Boys. Era mais fácil assim, não saber de tudo o que havia de mal do mundo. Às vezes a ignorância é realmente uma bênção. Começou a caminhar, mesmo não tendo a certeza de onde se encontrava, nem para onde ia, mas tinha esperanças de encontrar um lugar melhor, tal como tinha encontrado Tulipay ali, sem saber como.

Sabe, eu não me esqueço de bons atos. E a sua mensagem ontem veio num bom momento. Eu não estava bem. Ainda tinha de lhe agradecer pessoalmente por isso… — Fez uma pausa, olhando-a nos olhos, embora continuasse a andar. Estava a ser sincera. Depois, veio uma curiosidade. — Como conseguiu o meu número? — Perguntou, uma sobrancelha levemente franzida enquanto lhe lançava um olhar inquisitivo. Mas depois ficou mais séria, quando se apercebeu que podia ter perguntado a algum dos Golden Boys. Para ela, era a hipótese mais provável, porque era a melhor forma de conseguir contatos. Através de outros contatos. Então simplesmente continuou a falar logo a seguir.

Mas agora, é você. Já é difícil o suficiente passar por isto sem ter dezenas de câmeras apontadas para si. Ainda mais para alguém que ainda não está totalmente habituado a esta vida, eu diria. Ainda só se passaram o quê… um, dois meses desde o vosso debut? — Os momentos iniciais. Quando fora ela naquele lugar, finalmente conseguindo deixar o título de trainee, tinha sido tudo tão bom. Um novo mundo. Agora, para o BubbleGum ter de lidar já com algo assim... Nem conseguia imaginar como devia ser. Era demasiado cedo para toda a pressão que se seguiria. — Você é forte, por aguentar isso, e por ainda conseguir consolar as suas amigas. Só não fique sozinha no meio disso. Sei como é não ter um apoio… e não o desejo a ninguém. Especialmente não nesta indústria. — Elas não tinham uma vida normal, afinal. Dava-lhe aquele conselho, apenas por saber que era o melhor, mas também não a conhecia tão bem assim. Só queria retribuir o gesto de compaixão de ontem, de apoio entre idols pelo sofrimento que passavam, e também ser uma boa sunbae. Eram uma das irmãzinhas dos Golden Boys...
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09/10/2018
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Yuhno retirou-se do local e se despediu das duas sem muitas delongas. Tulipay confirmou para ele que haviam "acabado", sem muita certeza contudo. Quer dizer, não tinha muito mais o que falar com ele em uma situação como aquela, mas a bem da verdade gostaria de ficar sozinha por mais um tempo. Ainda não estava preparada para voltar ao funeral, nem ser cercadas de pessoas e olhares. A essa altura também, pelo que conhecia do pai, imaginava que ele já teria chegado, e era a última pessoa que queria ver no momento, com toda sua cobrança e críticas. Provavelmente ia reclamar do "fiasco" de Yebin, chorando caída enquanto fazia o ritual.

-O que? Ah, sim, é bonito, quer dizer... Ele é um SoN, afinal... - franziu os lábios, incerta se deveria continuar a frase. Queria dizer "é do SoN, deve ser um exibido, orgulhoso cheio de si, como o Henry", mas preferia ficar quieta. Não era bom deixar esse tipo de inimizade e desgosto tão aparente e, embora Tori parecesse boazinha e confiável, Tulipay era tímida demais para dizer tais coisas em voz alta. Porém, nem três funerais diminuíam o ranço que tinha por Henry, ainda mais agora que Yebin sofria tanto... Lembrar dela fazia seus olhos marejarem.

Tori pareceu notar isso, pois mudou de assunto em seguida. Internamente, Tulipay agradeceu por isso, não queria sentir raiva em um dia tão triste. Era uma espécie de insulto ao mortos, ou ao menos assim ela pensava. Tori fez lhe lembrar das outras meninas, todas abaladas, e ela sentiu uma espécie de culpa por ter deixado-as, mesmo que apenas por alguns minutos. Mais do que nunca, o grupo precisava estar junto, todas apoiando umas às outras, e Tulipay, em um ato quase egoísta, saiu correndo para ficar sozinha. E, mesmo depois de conseguir, não se sentia preparada para voltar.

-Não há outros lugares. - respondeu quando a sunbae perguntou sobre ir a outro sítio. - Só encontrei esse que estivesse mais vazio e... - foi só então que ela viu a placa de que o local era proibido a entrada. Quando chegou, a porta estava semi aberta e, ela, meio atônita, desse modo não tinha verificado o aviso. Vermelha como um pimentão, Tulipay deu alguns passos para frente, ficando mais próxima de Tori, que não comentou nada a respeito, talvez também por não ter visto o aviso. - Podemos caminhar um pouco, se preferir. - E, assim, começou a andar ao lado da sunbae, sem um rumo certo. Só não queria voltar tão cedo para onde ocorriam os funerais.

-Fico feliz em conhecê-la também, só sinto ser depois de uma tragédia... Eu consegui seu número com alguns contatos do meu pai, ele conhece muita gente do meio, sabe... - fez um pequena pausa, então continuou a falar. - Enquanto trainee, você era uma grande inspiração para mim, já que sou a vocalista principal das BubbleGum. Acho muito injusto todo o falatório sobre não saber dançar e prejudicar as 7Wonders. Quero dizer, cobram tanto para que sejamos perfeitas e, quando alcançamos um nível inimaginável, sempre há outro ponto para criticar. Eu detesto ver os memes que fazem, as apostas... Já é difícil ter os holofotes para si, e ainda ter pessoas torcendo contra... - Tulipay respirou fundo. Falou mais do que queria, mas era uma espécie de alívio conversar sobre outras coisas que não estivessem diretamente relacionada ao acidente. Sua mente parecia suplicar por momentos assim, ainda mais depois de ter suportado tanto sem colocar ao menos um pouco para fora. Agora que já estava mais calma, percebia que tinha sido bom expressar sua tristeza de alguma forma.

-Obrigada pelas palavras gentis. - Tulipay deu um sorriso leve e ficou levemente corada ao ouvir Tori lhe falando que ela era forte. Na verdade se achava uma covarde, fugiu dos seus sentimentos mesmo consolando as amigas e, quando teve a oportunidade, fugiu para longe delas, do funeral... Correu quando soube do acidente, corria das críticas do pai, sempre correndo, sempre fugindo, sempre evitando. Até quando? - Esta... Fatalidade, bem, mexeu com todos, não só conosco. Para ser sincera eu não tinha amizade tão grande quanto queria com nossos oppas, mas é culpa minha, eu sempre fui muito fechada para amizades, muito foco na carreira, pressão dos meus pais. Só que agora já é tarde para me arrepender. As meninas eram mais próximas, por isso acho que eu consegui me segurar de algum jeito, para apoiá-las. Não acho que seja forte por causa disso, mas obrigada mesmo assim.

Enquanto caminhava, Tulipay olhou para cima, para o teto. Sua respiração tinha voltado ao normal e já não se sentia sufocada. Nunca imaginou que falaria tanto com uma "desconhecida", só que parecia que havia soltado não só o choro, mas também a voz. Percebeu, assim, que não lhe fazia bem segurar tudo para si, ter todo o peso em suas costas. Tori tinha razão, afinal. Não era bom estar sozinha. Já era mais do que hora de dar valor aos verdadeiros amigos que fizera até então. Amava suas onnies e sentia falta dos irmãos Sook. Era maravilhoso saber que poderia contatos com todos eles.

Olhando para Tori agora, Tulipay percebia o quanto a sunbae parecia solitária, como ela própria. Não só isso, ela mesmo falou há pouco que sabia como era se sentir sozinha. Tudo o que faziam, todas as críticas, já era conhecido por trás das câmeras que as meninas do 7wonders já não estavam tão unidas como antes. Agora via como sua mensagem tinha sido realmente importante para ela, e ficou feliz por ter feito a coisa certa.

-Sim, faz apenas um par de meses que debutamos... - disse, pensativa. Os Golden Boys haviam sido parte primordial para a preparação delas, e agora haviam acabado de uma maneira trágica. Não tinha percebido antes, mas agora pensava que toda a responsabilidade artística da empresa recairia sobre o grupo. Tempos ainda mais difíceis estavam se aproximando. - Há algumas coisas que passaram pela minha cabeça desde ontem, desde que eu soube do acidente... Se algo acontecesse e colocasse minha vida em risco... Eu estaria satisfeita com o que fiz em minha vida até hoje? Será que eu estou mesmo no caminho que quero? Apesar de ter sido criada por meus pais para este mundo e só saber fazer coisas relacionadas, às vezes me pergunto se eu estou feliz. Você está há mais tempo que eu nesta indústria, sunbae. Alguma vez já teve dúvidas a respeito disso, como eu? - Tulipay olhou para o chão, um pouco envergonhada. Jamais tinha falado sobre isso com ninguém, nem mesmo com Moon ou as meninas do BBG. - Desculpe pela pergunta. Não precisa responder, caso não queira. Eu só... Acho que só estou triste, por tudo...
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A resposta incerta de Tulipay a confirmar que ele era bonito divertiu Jae-Eun mais que o esperado. Não era muito mais nova que ela, mas parecia ser muito mais fofa, naturalmente. Seria uma coisa de quem tinha recentemente debutado e atingido os seus sonhos, ou apenas uma característica dela que a tinha permitido alcançar o debut? Não se recordava de também ter sido assim depois do debut, mesmo tendo o conceito fofo meio que a forçando. Manteve os olhos na outra, analisando a sua expressão, antes de desviar o olhar com um leve sorriso.

Ah, certo. Todos do SoN são bonitos mesmo. — Mas não insistiu mais. A mais nova ainda estava apenas no início da sua carreira, então lidar com idols bonitos aqui e ali não importava muito, de qualquer das formas. Pelo menos era isso o normal para idols, ao contrário de Tori que ainda perseguia Seo Jun. Podia olhar para tantos outros idols, atores, modelos, todos os que o seu emprego a levava a conhecer, e mesmo assim a sua mente, obcecada, ainda voltava a Seo Jun, no fim de tudo. Não, isso não era normal.

Por estar um pouco distraída, a sua mente divagando para todos aqueles eventos recentes que a aterrorizavam, nem reparou quando Tulipay corou, vendo que estavam numa zona proibida. Não fazia ideia, mas nem se importaria. Se alguém a perturbasse por isso, era capaz de facilmente dar alguma desculpa. — Kure. Vamos simplesmente caminhar por um pouco. E não há ninguém por aqui, isso até bom. Nesses dois últimos dias tem sido bom manter-me longe das atenções. De vez em quando, fico mesmo exausta de ter todos os meus gestos vigiados, especialmente em momentos assim… porque todo o cuidado é pouco. —  Dito aquilo, olhou para as paredes brancas, procurando para ver se ali haviam câmeras. Na verdade, não importava muito porque não estava a fazer nada de mal, só… não gostava. Era um dos momentos em que precisava de privacidade. Do botão OFF.

Naquele momento, encaixou as mãos dentro dos bolsos quentes, procurando novamente o conforto do casaco. — Até a entendo. Por não estar com o seu grupo neste momento. Porque eu também não estou com o meu, não é? — Era algo que naquele momento as duas vocalistas tinham em comum. A própria Jae-Eun não sabia ao certo explicar o porquê de ter deixado as outras… era apenas assim. Na altura, apenas tinha ficado enjoada com o clima no refeitório, com aquelas pessoas, por mais que o 7Wonders fosse uma boa companhia. Agora, ainda sentia que tinha sido uma boa escolha. Era uma escapatória. Tal como rever os seus adoráveis cães enquanto o mundo falava mal dela.

Ouviu com atenção a resposta de Tulipay, que logo revelou que tinha conseguido o seu número através dos contatos do pai. A boca pendeu ligeiramente aberta por um momento, até acenar. — Ah, sim. Claro. Para Sajolord sunbaenim não deve ter sido nada difícil. — Fazia sentido. Nem tinha ainda pensado muito no que podia conseguir graças ao seu pai. Talvez por ser tão fácil ver que Tulipay também tinha os seus próprios talentos, em vez de ser apenas uma sombra dele. — Isso quer dizer que você consegue assim tão facilmente qualquer número? Uwa, isso dever ser bom. — Comentou inocentemente… mesmo que agora a própria Tori já tivesse chegado a uma altura na sua carreira que conseguir contatos já não era tão difícil, por não ser apenas uma rookie, mas uma veterana com uma carreira já estabelecida. Só lhe tinha custado quase sete anos.

As próximas palavras da menina do BubbleGum aqueceram o coração da mais velha. Ainda parecia difícil acreditar que ela era uma inspiração para alguém. O que tinha feito para isso? Nessas alturas, só desejava poder dar mais de si e não desiludir aqueles que a viam daquela forma. Não cometer erros, como o que tinha cometido há apenas dois dias. Não era fácil ter a sua dongsaeng a dizer-lhe aquilo… sentia-se frágil, numa pele de porcelana. — Ainda parece surreal que eu possa ser a inspiração de alguém… Quando olho para o passado, há tantos tropeções. — E isso figurativamente, porque havia sempre algo a criticar quando se tratava de Moon Jae-Eun, como se ela não tivesse olhos para as críticas.

Sim… Mas em parte, têm razão. Cometi um erro. Não sou perfeita. Talvez isso tenha sido bom para me abrir os olhos. Preciso de me esforçar mais. Espero que nada assim alguma vez lhe aconteça, é horrível. Nesses momentos, tento me desligar um pouco do mundo. Não ir online, ver o que pessoas anónimas, a esconder-se atrás de uma máscara, falam tão facilmente de mim. Para elas, é fácil. Para mim, não. Por isso foi bom ter o seu apoio e o de Cho Ah. Por serem… reais. Pode ser difícil, mas não podemos dar atenção a outros. E mesmo assim, fiz isso num momento em que fiz o que não devia, que foi olhar as redes sociais. — O problema é que já não eram apenas comentários, era uma verdade unânime, algo da qual todos a pareciam acusar. Ainda se lembrava da televisão ligada, com pessoas a acusando.

E o pior… ela não podia fazer nada. Pedir desculpas? Diriam que eram palavras vazias e que desculpas se evitavam. Abrandou o passo, até parar completamente. Depois, olhou para Tulipay quando esta estranhou a paragem. — Se algum dos seus ídolos a desiludisse… o que você ia querer que ele fizesse? — Lançou a pergunta para o ar, sem esconder a angústia na voz. Uma pergunta para a qual nem ela ainda tinha a resposta. A única solução parecia tentar melhorar… para pessoas para quem os seus esforços nunca seriam o suficiente.

Muitas dessas, pessoas que a odiavam sem sequer a conhecerem.

Só por isso, ao mesmo tempo, era bom estar com Tulipay sabendo que esta a tinha enviado aquela mensagem de apoio. Voltou a dar uns passos em frente, falando com mais determinação que há pouco. — É algo a que nos temos de habituar ao longo do tempo… por muito que custe, há sempre pessoas a tentar deitar-nos abaixo. JiU-unnie disse-me uma vez. É impossível agradar a todos. Isso foi acho que… na primeira vez que eu me senti mesmo para baixo com o que diziam de mim. — Simplesmente porque Jae-Eun não tinha o sangue puro de uma coreana. Algo quanto ao qual ela nada podia fazer tinha bastado para as más línguas. — Tento sempre lembrar-me disso e focar-me naqueles que me querem bem.

Pela forma como falava, quase parecia que se tinha habituado àquilo… mas não. Era impossível habituar-se àquela negatividade. Podia preparar-se para lidar com isso, mas não ficava mais fácil. No máximo, piorava. Até ao ponto em que muitos idols se sentiam sufocados naquela vida que não lhes pertencia… Também Jae-Eun às vezes se perguntava, se não ia acabar assim também.

O futuro era uma coisa assustadora.

Apesar de tudo, sei que eles têm muito orgulho das suas irmãzinhas. — Garantiu à mais nova, ao perceber a sua aflição por pensar que já era tarde. Ji Hoon era uma grande perda no mundo, mas agora só tinha esperanças de que não houvessem mais. — Garanto que você não é a única a sentir-se assim… Quando olho para trás, percebo que tive tantas oportunidades com eles, que agora lamento por não ter… aproveitado o suficiente? — Era algo difícil de falar, mas algo impossível não considerar. Já estava de luto, mas como se isso ainda não fosse o suficiente, ainda estava apavorada que pudesse haver mais. — Só não quero que seja a última oportunidade, para nós. — Vidas que ainda não tinham sido vividas nem na metade não mereciam um fim. Ergueu o olhar vazio para a parede branca à sua frente. Era um desespero entre o que já tinha acontecido e o que ainda ia acontecer.

Aigo, você surpreendeu-me agora. Acho que somos mais parecidas do que pensei. — Olhou de relance para Tulipay. — Confesso que eu também era muito fechada a novas amizades. — E bastava pensar nos seus momentos na escola para se lembrar disso. Uma estrangeira num novo país, ainda com dificuldades na língua e na cultura, e ainda mais dificuldades em formar amizades. Lembrando aqueles tempos, até parecia que tinha uma aura repelente. Talvez tivesse? O maior alívio na sua vida era depois pensar em todas as pessoas que depois tinha conhecido na sua vida. Seo Jun, JiU e as Seven Wonders, Kwang Jin… Quem seria a Moon, sem todos eles? Ainda era uma pessoa fechada, ainda era difícil revelar tudo. Um puzzle que não queria ser montado, e por isso só dava peças soltas, de vez em quando, nunca dando todas. Não era um puzzle normal… algumas peças já estavam quebradas, não era assim tão fácil dá-las. Mas esse modo de ser não ajudava em nada… e com o seu grupo, só piorava.

Junnie era uma exceção. Como sempre, a relação inusitada levava a que ele fizesse parte de todas as suas exceções. Podia dar-lhe o mundo, sem pensar duas vezes. Só que parecia que ele não queria o mundo dela.

Mas ainda bem que eu mudei um pouco, porque não sei o que seria de mim. — Concluiu. Ter um ombro de apoio era melhor que apenas contar consigo mesma. Era por isso que agora ia tendo mais facilidade em se abrir um pouco. Incluindo Tulipay, agora, que parecia ser uma pessoa de confiança. Em vez de a ter procurado no seu auge, tinha a procurado na sua derrocada. E talvez isso fosse mil vezes melhor, porque no emaranhado de sentimentos que atormentavam agora a loira, não havia lugar para meras cortesias. Em vez disso, havia a sua honestidade. Uma conversa na qual ambas até podiam desabafar. Devia ser algo que precisava, porque mesmo sem a intenção, era algo que acabava fazendo ali. — Toda essa pressão não é saudável. Tem de chegar uma altura em que você só quer… explodir, não? Ou será que isso só acontece comigo? — Olhou para a sua dongsaeng, curiosa para saber a resposta. Conseguia se identificar um pouco com o que ela dizia, mesmo que as situações fossem totalmente diferentes, por isso agora indagava. Mas rapidamente se corrigiu. — Ou não! Não preste atenção à sua sunbae, não sou um bom exemplo.

Um par de meses… Não era fácil. Nada daquilo era. A pergunta dela foi inesperada, mas não surpreendeu Jae-Eun nem um pouco. Devia ser algo que passava pela cabeça de todos os idols. Tori devia ser uma boa pessoa a quem perguntar aquilo. Hesitou por um pouco, a boca começando a mover-se por várias vezes até lhe dar uma resposta certa. Não eram pensamentos bonitos e muitas vezes não eram traduzidos para palavras como agora, mas eram inevitáveis. — Há alguém neste mundo que não tenha dúvidas assim, de vez em quando? Quando o tempo passa, quando as estações mudam, quando nos tornamos adultos e olhamos para o que já fizemos, não é normal pensar se foi suficiente? A mesma coisa que os arrependimentos. Quando penso no que devia ter feito e não fiz, não é assim para todos? — Fez uma pausa, suspirando. — E principalmente para idols. Às vezes parece que é uma vida de espera… enquanto vemos a nossa própria juventude a desvanecer-se. Primeiro, com a preocupação em debutar. Depois, a marcar o nosso nome. Acho que você chegou agora a esse estágio… e eu já estou nele há anos. E como vou saber se consegui isso? E mesmo que tenha conseguido, era mesmo isso que queria? Sonhos… são uma coisa complicada. Acho que o mais importante é encontra-los, e segui-los. Era esse o seu sonho? Debutar? Ou você quer ser conhecida por todos? E não apenas por ser uma das irmãzinhas dos Golden Boys. — Era difícil dizer. Ela não parecia ser das idols mais ambiciosas que já tinha conhecido, mas não sabia as suas motivações. — Acho que só você consegue saber se está feliz. E felicidade é tão relativa… até há uns dias, eu achei que estava feliz. Acho que o melhor que podemos fazer é aproveitar cada momento e fazer aquilo que queremos fazer, sem deixar passar. É o que dizem, não é? Viver uma vida sem arrependimentos. Isso seria bom. Assim, no fim de tudo, pode decidir se foi feliz.

Olhou para a morena, dirigindo-lhe um pequeno sorriso. — Não se preocupe demasiado, Tulipay Kay. O meu humor muda tanto de direção quanto o vento e eu também penso muito nisso, quando estou triste. Acho que essa é a melhor conclusão a que consigo chegar. Sei que é muito mais fácil falar, contudo. — E seriam os seus conselhos assim tão efetivos? Ainda havia alguns anos de diferença entre as idades, mas não tanto assim para que Jae-Eun tivesse todas as respostas. — E eu também ainda tenho de lidar com essas dúvidas. — Mas, apesar de tudo, se pensasse no passado, o que tinha devia bastar para a esclarecer.

É uma coisa difícil. — Finalizou. — Até saber o que queremos. E depois, para o conseguir… — Às vezes tinha alguma inveja das pessoas mais determinadas que conhecia. Pareciam saber tudo o que queriam. Mas às vezes ocorria-lhe que, aos olhos de outras pessoas, também ela podia parecer determinada. E até julgava que Tulipay tinha a noção dos seus sonhos. Que seria mais uma rookie que queria o sucesso. Mas afinal não era tão simples assim.
Moon Jae-Eun
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09/10/2018
Gin bami omyeon tto gireul ilheo

Gin bami gamyeon uimireul ilheo

Mesmo que Eun Kyung estivesse mais do que acostumada com aquele mundo de idols e kpop, ainda era surreal estar em uma cena com uma de suas grandes inspirações vocais, caminhando em um anexo fúnebre de um hospital... Se houvesse uma cena que ela jamais imaginaria participar, certamente seria esta. Ainda assim, dar passos curtos enquanto conversava de modo casual com Tori aliviava muito o aperto que tinha em seu coração. Corou um pouco quando ouviu ela concordar que todos do SoN eram bonitos. Não era isso que queria ter dito, mas que bom que a sunbae havia interpretado desta forma, pois era melhor que pensassem que ela gostava deles do que o contrário.

A conversa seguia, a princípio, um rumo um pouco mais suave, talvez ambas estivessem tentando evitar mexer muito com a ferida que o acidente dos Golden Boys havia criado. Tulipay ainda estava preocupada com os demais que estavam hospitalizados, não tinham tido notícia desde ontem, ou tinham e Tulipay só não havia gravado em sua memória, devido ao seu estado quase catatônico. Agora que pensava nisso, queria perguntar sobre Seongyoon, de quem ela era mais próxima. Quem sabe conseguisse visitá-lo no hospital antes de irem embora... Seu coração começou a apertar novamente, então era bom se concentrar mais em Tori.

-Ah, é, é fácil conseguir os números de idols e pessoas importantes desse mundo, mas... Na verdade a primeira vez que quis usar desses contatos foi pra conseguir falar com você... - aquilo era bem verdade, Tulipay tentava ao máximo não depender do pai em sua carreira, já bastava ser conhecida como "a filha de SajoLord", não queria utilizar esse título o resto de sua vida, embora o pai se esforçasse bastante para que a filha continuasse dependente de si para os trabalhos que realizava. A bem da verdade, apesar de tão ter tido pais como era o esperado, ninguém podia dizer que SajoLord era um mau empresário. Era muito empenhado e conseguia ótimos contratos. E, no fim das contas, havia colocado Tulipay em um grupo que gostava muito, e se dava bem com as meninas. Será que ele merecia tanto ressentimento da filha?

-Nós sempre temos algo a melhorar, mas as pessoas poderiam poupar comentários tão maus... - Eun Kyung olhou para o teto novamente, e colocou as mãos nos bolsos do casaco. A próxima pergunta de Tori para si era um tanto complexa e, apenas se inocente, Tulipay não era burra: sabia que a sunbae pedia uma espécie de conselho, na verdade, pedia mais sua visão como fã para, quem sabe, decidir o que fazer daqui para frente. Ela sentia que, independente da resposta, era uma grande responsabilidade para falar qualquer coisa, pois Tori parecia querer mesmo saber a resposta. - Bem, eu esperaria que esse idol mostrasse esforço para conquistar minha admiração novamente. Eu não sei bem se um pedido de desculpas iria adiantar se eu não percebesse que, de fato, algo mudaria. Se o caso é a dança, quem sabe aulas particulares, focadas nisso, sumir dos holofotes por um tempo e vir à tona com um comeback de arrasar do grupo, calar muitas bocas, ou então... - Ela olhou para a sunbae, um pouco apreensiva do que falaria, pois não sabia como Tori receberia a próxima sugestão. - Anunciar carreira solo. Agradaria os fãs, afastaria os comentários dos que acreditam que o idol esteja atrapalhando o grupo... Parece também uma boa opção.

Então, o assunto mudou o foco para o que Tulipay tentava evitar até então: os Golden Boys. Tori era uma ótima sunbae, as coisas que falava realmente conseguiam acalmar a rookie, que conseguia olhar com muito mais clareza para a situação agora. O luto era inevitável, deveria pensar do que fazer a partir de então. Visitar os outros meninos e tentar participar ativamente de seus tratamentos parecia ser o mínimo que deveria fazer. Embora tivesse se aproximado mais de Seongyoon, por conta de sua natureza bondosa e gentil, tinha um carinho por todos eles, assim como tinha por suas onnies.

-Será mesmo muito bom se pudermos manter contato, duas antissociais no mundo de idols. Sabe, sair para tomar um café na Starbucks, ou comer umas maçãs, eu amo muito maçãs. - ela deu um riso baixo, embora devesse estar se divertindo com a hipótese, a tristeza do luto ainda estava muito presente. Então, voltou a ficar pensativa conforme Tori ia falando, dando bons conselhos como uma boa sunbae faria Ela tinha razão. Ninguém, no mundo, consegue ser feliz o tempo todo, quem dirá os idols, com toda a pressão, objetivo em cima de objetivo, mantendo-se nos holofotes sem perder a compostura. Era o destino que havia sido traçado para ela desde pequena, não houve escolhas em seu caso. Não era totalmente infeliz, afinal. Contudo, quem sabe, o que ela realmente queria era ter alguma chance de escolha para o seu próprio futuro. Tudo o que fazia era obedecer regras e normas, jamais saindo da linha. Talvez também quisesse... Explodir.

-Sim, tens razão... Em tudo. Como você disse antes, acho que estou com vontade de explodia, sabe? Fazer o que quero uma vez na vida, me esbaldar de chocolate sem preocupar com as celulites, cantar um rock ocidental, dançar sem coreografia pronta em uma festa qualquer, sem me importar com os olhos, ir para casa, treinar o arco e flecha com Moon, com Sook... - ficou vermelha só de pensar nos amigos, ou melhor, no amigo. Quando foi que começou a ter essa reação toda vez que pensava nele? Suspirou. - Só que eu sou uma covarde. Afinal, eu vou sair daqui, deste hospital, e ser a perfeita Tulipay Kay de sempre. Eu nem sequer gosto desse nome! - Havia sido a primeira vez que tinha falado isto em voz alta e, por isso, mordeu o lábio e baixou os olhos. Sentia-se envergonhada, de verdade. - Não leve tudo o que digo ao pé da letra. Eu gosto de ser uma idol, mesmo com toda essa pressão. É a única coisa que eu sei fazer, afinal, e eu acabei por gostar, mesmo sem ter opção. O que eu quero, a partir de agora, talvez seja passar uma mensagem melhor do que uma mulher veste um "black dress", e quero que as onnies estejam comigo afinal. Eu só... Acredito que esse acidente tenha mexido com algumas convicções internas, coisas que tinha como verdade absoluta. Não somos imortais, isso agora é palpável. Então quero mesmo sentir que estou vivendo, de fato, que não vou ser uma velha idol amarga e arrependida, desdenhando as trainees e rookies e dizendo que "no meu tempo não era assim". Agora preciso saber o que eu quero então, como começar, como.... Como conseguir coragem para fazer. - Eun Kyung deu o melhor sorriso para Tori que conseguiu, em forma de agradecimento. - Obrigada sunbae, de verdade...
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terça-feira, 9 de outubro
Let me know if there's something I can do to fix it Let me know if you ever change your mind I can't promise you that I'll be waiting But for you I'll leave anything behind

I feel you slip away and how am I supposed to move on

Tinha de concordar com Tulipay. Não era difícil conseguir o contato de outros idols, principalmente para os mais populares, como elas. Mas para Tulipay devia ser mais fácil, com o pai que tinha. Para conseguir contatos, precisava de contatos e… SajoLord era um super-contato. Tinha um grande legado, ao contrário da Moon. Seria bom ter um pai assim… presente? Ela realmente não sabia. Mas também decidira há anos que não queria saber.

A forma como a rookie via o acidente confortava-a depois do erro. Tinha razão, era apenas algo a melhorar, não um motivo para a condenarem, ou julgarem que não tinha um lugar no Seven Wonders. Era apenas algo que ela tinha de considerar um ponto fraco e melhorá-lo. Parecia já estar tão habituada àquele tipo de coisa que se esquecia. Era apenas humana, tal como os que teciam os comentários. E se ela alguma vez fosse tão honesta quanto eles, seria imediatamente criticada. Mas nada daquilo fazia os comentários mais fáceis de ler.

Para os evitar, entretanto, tinha duas opções, como Tulipay nomeou de seguida. Observava-a com atenção, atenta para saber a opinião dela. A primeira alternativa, redimir-se com um comeback que arrasasse a todos. Uma ideia boa, na teoria, mas o pessimismo levou a melhor de Jae-Eun, que ponderava se seria o suficiente. Não bastava ela própria a olhar para o passado para lembrar-se dos seus próprios erros, tinha todo o mundo a fazer o mesmo, a escavar o passado e ver os seus erros há um, dois, três anos. Toda a ação era vitalícia, todo o movimento era de vida ou morte.

A segunda opção… arregalou os olhos, chegando até mesmo a hesitar nos seus passos por um instante. Também ela? Será que todos achavam isso? Devia apenas seguir uma carreira solo? Podia até considerar aquilo um bom sinal, por ter pessoas que acreditavam que ela era capaz. Mas a verdade é que ela pensava de outra forma: será que apenas não tinha o suficiente para estar no Seven Wonders?

Podia não ser o suficiente, mas teria de ser. Pareciam duas opções, mas só havia uma, que era melhorar. Quem ia sequer apoiá-la, se fosse apenas ela? E isto… se a agência sequer o permitisse. Não tinha propriamente grande escolha.

Obrigada. É um assunto delicado… então é bom saber qual a sua opinião. — Sorriu-lhe. A ideia de uma carreira solo no início até parecia uma loucura, mas agora estava a acostumar-se mais. Talvez até pudesse voltar a falar com Yuju… e tentar algo em segredo. Pessoas que admirava na sua vida tinham ontem sugerido que estava na altura de tentar algo sem o grupo… e agora também alguém que a admirava. Certamente apenas tentar algum pequeno projeto não ia fazer mal a ninguém.

Um sorriso adornou os lábios rosados ao ouvir a proposta da morena. — Eu adoraria tomar um café! Ou comer umas maçãs. Sabe de algum lugar bom para isso? — Brincou, olhando em frente. — Duas idols antissociais, duas vocalistas de duas gerações, ambas a dominar o kpop! — Riu também, erguendo um dedo determinado no ar. Aquele não era um bom dia, certamente, mas era bom afastar as preocupações todas, nem que fosse apenas por uns segundos.

A resposta seguinte da mais nova também serviu para isso. Teve de rir enquanto ela listava o que queria fazer. Eram várias coisas, mas também eram todas bem simples. Não deviam ser... inalcançáveis. — Por que não faz isso? A sua agenda só vai encher cada vez mais. Algum dia, vou te convidar para uma festa. Podemos dançar as duas sem uma coreografia, assim você sabe que tem uma pessoa ainda pior ao lado. — Sorriu, tentando transformar aquele escândalo em algo… irrelevante. — Mas eu entendo. Acho que você só quer viver. — O seu olhar perdeu-se nas paredes brancas. Queria poder dar-lhe boas notícias e dizer que tudo ia melhorar em breve… mas se fosse falar por experiência própria, já sabia que não ia e não lhe podia mentir. Até já começava a perguntar a si mesma por que ela se tinha tornado uma idol, mas se assim fosse também tinha de se perguntar o mesmo. Para alguns, era sempre aquele o sonho. Para outros, apenas se tornava, com o tempo.

Bom, é apenas o início. Pode ser bom, pode ser mau. O Seven Wonders começou com um conceito muito fofo… eu não gostava muito disso… Agora estamos no oposto, mostrando um lado sexy. Para mim, melhorou. Talvez também para você. Aproveite esses momentos. Um dia vai sentir falta deles, tal como fica com nostalgia da infância… mas também vai gostar. É bom evoluir e mostrar mais lados de si. E é bom criar um nome para si. Eu nem sempre sonhei em ser uma idol. — Fez uma pausa, mordendo o próprio lábio. Era estranho, como um dia se apercebera que estava no caminho certo. Era aquilo que queria... até gostava. Não havia outra vida para si.

Na verdade… nem mesmo na minha audição tinha certeza do que fazia. Mas agora não me imagino a fazer outra coisa. Talvez também seja assim para você. Tem de gostar mesmo de atuar, de estar nos palcos. Tem de apreciar esses momentos, porque assim vale a pena os sacrifícios que tem de fazer. — Era verdade. Havia muito a sacrificar naquela vida. — E se não tiver muito tempo para outras coisas, é bom sinal, quer dizer que é bem sucedida. Sempre que tiver algum tempo livre, aproveite. Às vezes é difícil ter isso. — E às vezes, ter tempo livre era mau sinal… Que era o seu caso, como desde ontem tinha ficado com a agenda vazia. De uma forma, até era bom para recarregar as energias… mas como ia ela fazer isso, agora que o segundo dia era uma ida ao hospital, para um funeral?

Suspirou. Em alturas de comeback, era simplesmente assim. E se não tivesse interrupções até era bom. Percebeu que havia pessoas mais à frente, então parou por um pouco. Não sabia bem onde estava… E nem sabia se Tulipay já queria voltar. — Mas então você não gosta do nome? Oh… quem o escolheu? Qual o significado? Estou curiosa. É algo que temos em comum. — Tori ela até tinha vindo a gostar, com o tempo. Se ao menos não fosse um diminutivo de Victoria, o seu nome no ocidente, a parte da sua vida que só lhe tinha causado sofrimento até então. Sempre tinha odiado aquele nome. Com o tempo, tinha piorado.

Olhou para o lado. Já não estavam era uma área tão isolada (provavelmente tinham passado da zona interdita em que nunca deviam ter estado). — Você quer voltar? — Perguntou. — Estou a gostar da conversa, mas não sei se as suas amigas vão ficar felizes comigo por a ter roubado por tanto tempo... — Murmurou, em tom de brincadeira. E nem mesmo o Seven Wonders, que ela abandonava talvez até demasiado.
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O Adeus

Hospital de Seul. 9 de Outubro.


Quando Tulipay decidiu se afastar de suas amigas para tomar um tempo para si, ela nem ao menos poderia imaginar que passaria por experiências jamais vivenciadas antes. Primeiro por conta do breve contato que tivera com um rapaz desconhecido de sua vida - mas não dos holofotes da vida que compartilhavam. Tinha sido curioso como um estranho foi capaz de ofertar aquilo que ela estava buscando desesperadamente há mais tempo do que imaginava: um momento para expor sua dor. Se ela refletisse um pouco, aquele choro não era apenas por conta da despedida de um sunbae querido, mas também por uma vida inteira presa numa sala onde o ar ficava cada vez mais escasso.

Aquele momento permitiu que ela começasse a fazer algo novo: questionar. Era isso o que ela desejava fazer há algum tempo e, quem diria que naquele mesmo dia, também acabaria cruzando o caminho com uma de suas inspirações na época de trainee? Em sua inocência e ingenuidade, Tulipay buscou os conselhos de Tori, alguém mais experiente e com vivência naquele ramo tão hostil. Talvez as respostas sinceras de Tori a surpreendesse um pouco, afinal, a sua sunbae mostrava uma realidade que o pai sempre afirmou ser uma fraqueza.

E o curioso era que Tori não parecia nem de longe der mais fraca ou frágil por reconhecer seus medos, suas limitações e seus desejos internos. Talvez fosse até uma inspiração mais interessante de seguir do que o próprio SajoLord. Uma nova referência, uma nova perspectiva.

Assim como o ciclo da vida de Ji Hoon tinha chegado ao fim, Tulipay experimentava uma inusitada sensação de recomeço. Afinal, apesar de toda a tristeza que estavam sentindo ali, aquele não era o fim. Parecia muito mais com uma nova chance...Fosse de amar mais, viver mais, sonhar mais, dedicar-se mais...Qualquer coisa que desse significado e sentido ao tempo que todos tinham, mas não sabiam até quando.

Aquela conversa também seria uma nova experiência para Tori.

Durante suas lives e contatos mais diretos com seus fãs, ela frequentemente dava conselhos e dicas sobre a vida de idol. Todos os olhos estavam sobre si e os fãs eram amorosos e queridos, recebendo a mesma dedicação por parte dela. Contudo, conversar com Tulipay era algo completamente diferente. Ela não era uma pessoa de fora, mas sim de dentro da própria indústria. E, ainda por cima, filha de um dos ícones da música da Coreia do Sul - alguém que tinha pavimentado o caminho que elas caminhavam agora. Pela primeira vez, ela podia sentir a responsabilidade de ser o exemplo, de ser uma unnie.

O engraçado era que ainda ontem, estava sendo aconselhada por um sunbae e se achou muito imatura em alguns momentos. Já agora com Tulipay, as palavras simplesmente vinham acompanhada de seus verdadeiros sentimentos sobre a indústria, a vida e o que esperar dela.

Para alguém que tinha dificuldades em fazer amizades - principalmente com meninas - a conversa e presença de Tulipay foi deveras reconfortante e prazerosa. Apesar do ambiente infeliz, parecia que uma amizade estava surgindo ali. Independente da diferença de idade, as duas pareciam ter muito o que trocar.

Tanto que conversaram sobre coisas bem tocantes enquanto caminhavam em passos lentos por aqueles silenciosos corredores. Passaram por eles, alcançando um pouco mais de movimento, mas nada comparado ao refeitório ou as salas em si. Só tinha mais gente caminhando mesmo, mas ninguém interrompeu.

Quando Tori perguntou se Tulipay gostaria de retornar, elas já estavam no fim - ou inicio, dependendo da referencia - do que seria uma espécie de hall bem grande e que levava para outras salas e corredores. Ali era um pequeno labirinto, mas havia nitidamente uma concentração de pessoas por volta do refeitório, este hall, os banheiros e os salões cerimoniais em si. Caso erguessem a cabeça, alguns rostos saltariam aos olhos.

Para Tulipay, ela veria o próprio pai saindo do salão de Ji Hoon. Ele usava óculos escuros, mas dava para ver como a expressão dele estava séria e como tinha sido abalado por aquela notícia. Por onde ele passava, ele recebia reverências e respeito por ser quem era. Ele andava com os braços para trás, movendo a cabeça para uma pessoa ou outra, mas não parava para falar com ninguém. SajoLord não olhou na direção de sua filha, seguindo até o refeitório onde era sabido que estava o CEO, managers e produtores da I.M Music. Seria estranho para Tulipay porque pela primeira vez, o pai a ignorava e não tinha os olhos sobre si.

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Não chegaria a ser um alívio, mas sim preocupante.

Já Tori, além de ver SajoLord passando em seu raio de visão, veria algo além. Ou melhor, alguém.

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Por mais discreto que ele estivesse, sua altura não permitia que ele passasse despercebido por nenhum lugar. Com aquelas vestes mais sérias, então, ele ganhava uma imponencia ainda maior e ares de oppa, apesar dela saber o temperamento doce e divertido que Kwang Jin tinha. O amigo de Tori estava usando um sobretudo preto por cima de uma blusa preta de gola alta, calças pretas e sapatos sociais também no mesmo tom. O cabelo estava um pouco mais bagunçado do que o visual dele parecia desejar, mas não era como se o próprio estivesse se preocupando muito. Ao lado dele, estavam Wooseok, o líder do grupo e Yoochan.

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Todos os tres formavam uma belíssima visão para qualquer menina - e fariam Tulipay se questionar se os meninos do SoN eram mesmo bonitos comparados a eles. Porque quando botava lado a lado, parecia existir um abismo. A própria KT tratava aquelas pessoas como deuses na terra, mas considerando suas aparencias ainda que num evento triste como aquele, realmente se aproximavam do divino.

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(Yoochan)

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(Wooseok)

O olhar de Kwang Jin estava distante enquanto ouvia Wooseok falando até que seu ponto de atenção mudou um pouco e...Os olhos alcançaram Tori.

Foi como se ele ganhasse um pouco de energia de novo. Ele visivelmente conseguiu respirar mais uma vez e chegou a abrir os lábios, ainda que não conseguisse sorrir. Os outros dois rapazes acabaram seguindo a direção onde Tori e Tulipay estavam e agora as duas ganhavam as atenções dos rapazes mais famosos do Strike.



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Starry Night

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09/10/2018
Gin bami omyeon tto gireul ilheo

Gin bami gamyeon uimireul ilheo

O papo entre sunbae e hubae estava bastante agradável e continuava com ambas seguindo pelos corredores, cada vez com mais pessoas que, ao menos por enquanto, as ignoravam. Tulipay, embora acostumada com olhares e clique, ainda era muito inocente ao esperar que ninguém estivesse prestando atenção nas duas, mas claro que era impossível, ainda mais se tratando de Tori. Deviam fingir e falar quando elas não estavam olhando, contudo, ao menos por enquanto, Eun Kyung não estava preocupada com estes comentários a respeito de uma simples conversa.

-No Starbucks perto de onde meus pais moram eles já se acostumaram com a minha presença lá, e dificilmente alguém aparece para tirar fotos algo assim. - ela dá uma olhada de canto para Tori. - É claro que se sunbae aparecer lá o assédio vai ser maior. Ou então pode ir na casa onde vivo com as onnies, acredito que elas não vão se importar, pelo contrário, vão adorar e ainda ficamos longe dos cliques por uns momentos. - Tulipay deu de ombros, não sabia como Tori receberia o convite. - Bem, é claro que está convidadíssima a ir lá, quando quiser. Ou enfrentarmos uns cliques pelas ruas, ninguém vai fazer comentários maldosos sobre duas amigas, não é? - Tulipay, em sua inocência, acreditava que a maldade viria apenas se pertencessem a sexos diferentes. Doce e boba garota... Um dia aprenderia, pelo bem ou pelo mal.

-Seria mesmo muito legal ir a uma festa com você. Podemos cantar juntas também, é claro que eu faço segunda voz, não tenho nem como competir com o seu canto. - ela sorriu de leve, aos poucos a "sombra" do funeral parecia evanescer, embora logo voltasse à tona. Ainda assim, sentai que estaria mais preparada emocionalmente, em especial depois de "estourar" naquela sala privativa. Yuhno havia sido o único a presenciar tal cena e, mesmo que tivesse agradecido, sentia que tinha uma pequena dívida com ele, afinal, o garoto também parecia querer evitar olhares e ficar sozinho, mas Eun Kyung tinha tirado aquele momento duas vezes, quando surgiu na sala e quando Tori apareceu para procurá-la. Só esperava que ele não comentasse com aquele insuportável do Henry o que tinha acontecido. Aí sim, estaria em real dívida.

-Eu não... Consigo ser sexy ou sedutora. Acho que tem a ver com a minha altura, com as minhas feições, minha tia sempre me chamou de pequena fadinha, e acho que é assim que as pessoas me veem, como uma boneca, e eu meio que... Aprendi a agir desse jeito. Toda vez que precisamos ser um pouco mais sexy, como em Black Dress, eu preciso incorporar uma personagem, não me sinto totalmente a vontade. - ele respirou fundo e soltou o ar pela boca. Nada mais era do que a verdade. Aquele conceito fofo e inocente não era uma imagem montada. Era a verdadeira Eun Kyung. - Claro que isso pode mudar. Não quero ser vista pra sempre como uma criança adulta. Entendo o que você fala sobre nostalgia, entendo o conceito, mas a verdade é que eu não tive infância, aprendi minhas responsabilidades como idol desde pequena. Estudava em casa, e o dia inteiro passava treinando dança, canto, fazendo ensaios fotográficos... Não sei por qual milagre meu pai não proibiu que eu praticasse tiro ao alvo com meus amigos. É a única coisa que sinto falta de verdade da vida pré-debut. Não consegui vê-los desde que lançamos Black Dress.

Tulipay permaneceu pensativa enquanto Tori falava sobre a sua audição e os sacrifícios a serem feitos pela vida de idol. Se não gostasse, não aguentaria a pressão, isso era bem verdade. Eun Kyung tinha se adaptado de uma forma tão magnífica (inclusive por causa do treinamento desde criança), que ela cumpria toda a sua agenda sem que parecesse uma obrigação. Gostava do que fazia e, mesmo quando não aprovava algum dos compromissos, arrumava uma forma de sair o melhor possível, de aproveitar o que acontecia. Um exemplo prático era o seu gosto por maçãs: a dieta equilibrada e rigorosa não permitia exageros, mas frutas eram muito bem-vindas, então ninguém via mal em sua predileção. Até o pai aprovava.

-Meu pai escolheu pouco antes do debut, como os Golden Boys fazem... - engoliu em seco, precisando se concentrar pra continuar. - Sucesso internacional, ele quis aproveitar e colocar um nome que remetesse ao ocidente. Minha avó costumava ter tulipas em casa, e ele adaptou o nome com isso. Gosto de tulipas, mas o nome é grande e difícil, Tulip ficaria muito melhor. - deu de ombros. - O seu é por causa do nome ocidental, não é? Desculpe, é difícil não saber todas as minúcias da sua carreira...

Por fim, quando deram por si, já estavam perto do grande hall que levava às salas e outros corredores. Havia muito mais gente ali e, seu coração disparou, inclusive seu pai. Contudo, não pode disfarçar a surpresa - e a apreensão - quando ele simplesmente seguiu o seu caminho sem olhá-la. Será que não tinha notado, ou apenas a ignorou? Não sabia ainda como tinha reagido à notícia do acidente, então aquela reação não tivesse a ver com ela... Teria que ir até ele para descobrir.

-Acho... Que eu devo voltar para a companhia das onnies agora, fiquei longe de mais o bastante. - colocou o cabelo para trás e sorriu da forma que conseguiu. - Obrigada pela companhia, foi mesmo muito boa. É bom ver que você é muito legal fora dos palcos. Espero mesmo que possamos nos encontrar em outros momentos... - Tulipay fez duas breves mesuras, como forma de cumprimentá-la. Contudo, antes que se afastasse, percebeu em sua visão periférica que três rapazes mais velhos que ela se aproximavam. Não sabia se pretendiam falar consigo ou com Tori (o que era mais provável), mas sair dali sem cumprimentá-los seria, no mínimo, rude. Foi só quando eles estavam mais próximos que ela levantou a cabeça (um pouco mais, no caso de Kwang Jin), que ela percebeu quem eram.

Era difícil ficar sem fôlego com uma visão daquelas e, mesmo Eun Kyung sendo muito desconectada do mundo de flertes e interesses românticos, não havia como negar a atração que eles exerciam sobre todos, principalmente as mulheres. Não era a hora nem o momento para ficar admirando tal visão, mas conseguia perceber que algumas voltavam suas cabeças, quase que por instinto. Reconhecia-os como membros dos Strike: Wooseok, Yoochan e Kwang Jin. Tori também parecia perder o fôlego por um momento. Quem eram os SoN na fila do pão, mesmo?

-Anyoung hashimnikka. - disse ela, curvando-se de leve para o cumprimento formal. Era a mais baixa e a mais nova dentre os cinco, dessa forma tinha que olhar para cima para falar com todos, e fazer a mesura quase a deixou com apenas um terço do tamanho de Kwang Jin, o mais alto dentre todos. Não queria ser mal-educada mas, se percebesse que eles queriam falar apenas com Tori, pediria licença e iria até o refeitório, reencontrar suas amigas. No fim das contas, eles eram mesmo maravilhosos, mas para Tulipay Kay não passavam de belíssimos quadros pintos em uma galeria de arte...
Nang Eun Kyung
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terça-feira, 9 de outubro
Let me know if there's something I can do to fix it Let me know if you ever change your mind I can't promise you that I'll be waiting But for you I'll leave anything behind

I feel you slip away and how am I supposed to move on

Naquele momento, Jae-Eun ia aos poucos se soltando um pouco e permitindo-se dizer o que ia na sua mente. Servia como uma distração, para não ter de pensar na ocasião que as levava a ambas ao hospital de Seul. Não apenas isso, estava a gostar da conversa. Não era normal agir como uma unnie, mas era precisamente isso que fazia naquele momento, falando da sua experiência pessoal com Tulipay. Não para se gabar nem nada do tipo, mas para lhe dar conselhos como alguém que já estava na indústria há anos.

Era o suficiente para que quisesse voltar a falar com ela, em algum outro dia. Um dia melhor do que aquele. — Talvez eu pudesse ir lá uma vez, mas não quero estragar esse Starbucks. Se é o seu refúgio… — Ponderou. — Ainda por cima agora que estou loira, chama tanta atenção desnecessária. Mas se as suas amigas não se importarem, então tudo bem! Para privacidade, seria mesmo o melhor. Ou então a casa do Seven Wonders. Tenho a certeza que as outras não se importam… até porque eu não tenho muitas amigas meninas, então não costumo levar ninguém a casa. —  E podia ser que ela também gostasse de conhecer as restantes meninas do Seven Wonders. Não parecia uma má ideia. — Mas por isso também não sei como os fãs reagem a duas amigas. Bom, acho que não deve ser nada demais! Talvez eles gostem de ver a amizade entre grupos, não é? — E isso também servia para afastar as rivalidades que alguns inventavam.

Enquanto caminhava, iam passando por algumas pessoas, mas nenhumas que reconhecesse. Pensou, então, se ia ter a sorte de voltar a ver Seo Jun hoje. Ainda ontem tinha estado com o oppa, mas parecia nunca ser o suficiente. Ele também tinha de vir prestar respeito. Mas mesmo que viesse… será que a ia apenas ignorar, para não falar com ela no meio de tanta gente e despertar rumores? Gostava de voltar a estar com ele…

Entretanto, foi ouvindo a resposta da mais nova. A ideia agradava-a, então confirmou logo. — Então está combinado! Algum dia. Eu adoro cantar músicas de bandas… DAY6, The Rose, Drug Restaurant… Mas também gosto de ocidentais se você preferir. — Não tanto das principais músicas e tendências de kpop, apesar de ela própria se inserir na categoria. Gostava muito de ver concertos, embora não tivesse muitas oportunidades de assistir ela própria. E também gostava de músicas de OST… mais lentas, mais sentimentais. Tinha todas as de Goblin na sua playlist, de tanto que gostava. Quando pensava nisso… ela simplesmente amava música.

Talvez você só não esteja habituada ainda. Dizem que eu sou uma das que tem a aparência mais inocente no Seven Wonders, mas acho que consigo mudar para um bom conceito sexy. — Talvez porque não tinha vergonha na cara. Se fosse totalmente honesta, até gostava do choque dos conceitos sexy. Tinham um grande impacto. — Com o tempo, acho que vai melhorar. Com um pouco mais de experiência, já não parece estranho. Você mesma disse que está habituada a agir como uma boneca. Mas faz parte do conceito do grupo, não é? A dualidade. Acho que tem mesmo de incorporar essa nova personagem nos palcos. — Pelo que sabia, o BubbleGum lançara duas músicas, quase opostas. Era uma boa forma de apelar a dois tipos de audiência, mas também exigia flexibilidade, para trocarem o tipo de energia que refletia nos palcos. De fofo, para sexy.

O que Tulipay veio a dizer a seguir… ela já não entendia. Os seus amigos estavam no mesmo tipo de trabalho que ela. O que também não facilitava, porque envolvia ainda mais horários. — Ah… esse tipo de infância? — Não era tão diferente de Tori. A sua mãe não queria saber do que ela fazia, então nesse sentido tinha um outro tipo de liberdade. Mas quando soube que a filha ia se tornar uma idol… com a convicção com que lhe dizia que ia ser um fracasso ainda maior do que inicialmente pensara, conseguiu pela primeira vez na vida motivar a filha a alcançar algum objetivo na vida. Se aquela mulher pensava que não tinha o suficiente para se tornar uma idol, devia prová-la do contrário. E… provava. Mas já não a via há tanto tempo que não sabia como ela se sentia sobre isso agora. Talvez não se importasse… de todo. Tinha a certeza que era isso. — Pois é… a vida de idol não é mesmo fácil. — Murmurou, um pouco mais ausente. — Acho que só tem de esperar um pouco que as coisas acalmem para os voltar a ver.

À medida que Tulipay lhe contava a origem do nome, Jae-Eun ia pensando nos pequenos detalhes da sua vida que ela revelava. Não tinha chegado a perguntar nada sobre a sua família, mas aos poucos ia percebendo. Para ela, uma mãe que não queria saber dela, para a sua dongsaeng, um pai que não queria saber dela. Era isso, ser pai? Não ligar ao que os filhos diziam e apenas querer se aproveitar deles? — Como é a sua mãe? Ela também quer que a filha se torne um fenómeno mundial, custe o que custar? — Perguntou, sem conseguir evitar a curiosidade. — Sim. Tori vem de Victoria. Sabe como é, gostam de nos dar nomes que se destaquem. E de apelar aos fãs internacionais. Eu só fico feliz por ter conseguido reduzir esse nome horrível apenas para Tori. Victoria é simplesmente… tão feio. — Por muito que desejasse nunca ter nascido do outro lado do oceano, tinha de admitir que era bom ver as reações dos fãs quando falava em inglês.

Distraída com a conversa, ficou confusa quando olhou em frente e viu uma figura que lhe parecia familiar. — Aquele não é… — Ia perguntar sobre SajoLord, ao mesmo tempo que se virava para Tulipay, quando se esqueceu completamente do que ia dizer. A sua atenção foi para outra pessoa. No meio das outras, a sua altura era o que mais se destacava. Não precisou de olhar por mais de um segundo para saber quem era, mas os seus olhos prenderam-se nele mesmo assim. Não tinha conseguido falar muito com ele desde ontem, e nem o tinha visto como “combinado”, mas agora que o via, o seu coração ficava mais pesado. Totalmente contrária à energia radiante a que estava habituada, Kwang Jin vinha de semblante pesado. O cabelo estava despenteado e debaixo dos olhos as olheiras eram visíveis. Nada disso tirava, nem um pouco, o charme do rapper do Strike. Pelo contrário, naquele momento chegava a parecer os oppas sérios e distantes em doramas. Era estranho para ela, que estava habituada a vê-lo com o sorriso tonto que facilmente iluminava o seu rosto. Aquele que nunca mudava e por isso ela sempre associava aos tempos em que eram ambos trainees, antes de todo o glamour. Como ele tinha mudado… e ela também, se fosse pensar nisso.

Ao lado dele estavam Yoochan e Wooseok. O trio destacava-se sem sequer tentarem, ganhando vários olhares. Não bastasse a altura deles, as feições e proporções irreais, tinham uma aura diferente. A própria Jae-Eun acabara se distraindo, já preparada para chamar Kwang Jin, quando desviou o olhar ao ouvir Tulipay a responder-lhe. — ... já? — Perguntou e viu que só então o olhar dela os encontrou. Não sabia se alguma vez tinha falado com eles, por isso falou. — Não os quer conhecer? — A segunda pergunta veio num tom mais provocativo, por se tratarem de alguns dos garotos mais famosos da Coreia e… quem é que não ia gostar de os conhecer?

A última vez que os vira fora há dois dias, quando o Strike tivera de dar o melhor espetáculo possível, para compensar pelo que ela tinha pecado. E tinham sido bons nisso… só que nunca era o suficiente. Ontem ainda tinha esperanças de ter a oportunidade de falar com Kwangie por um momento, na sede da KT, mas os eventos não o tinham permitido. Percebeu então que também elas já tinham sido vistas. Wooseok ia a falar, mas os olhos de Kwangie finalmente se moveram um pouco na direção dela, reconhecendo-a. A sua expressão mudou um pouco e a loira tirou a mão do bolso, erguendo-a à altura do próprio ombro, um gesto para o cumprimentar mesmo antes de se falarem. Não conseguiu sorrir. Ao vê-los assim, naquele estado, a tristeza de há pouco voltava. Era bom vê-los, afinal, estava à espera de Kwangie, mas as circunstâncias eram lamentáveis.

Lá estava ele e, quem diria, ainda vinha com mais dois membros do Strike. — Annyeonghaseyo — Cumprimentou-os. Por ter Tulipay ali, conseguia finalmente ter alguém ainda mais baixa. Deviam ser das idols mais baixas por aí, mas era bom desafiar os padrões. A diferença de quase trinta centímetros entre ela e Kwangie obrigava-a a olhar bem para cima e os outros também não ficavam muito atrás. — Já acabaram o ritual? — Perguntou a primeira coisa que lhe veio à cabeça. Depois olhou para Tulipay e tratou de a apresentar formalmente, como prometido. No meio de tudo aquilo, mesmo não sendo a mais velha do grupo, era a sunbae de todos. — Essa é a Tulipay Kay, do BubbleGum. Agora sou a unnie dela, então por favor tratem-na bem. — Olhou para Kwang Jin, para Wooseok e para Yoochan. E depois novamente para Kwang Jin.
Moon Jae-Eun
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O Adeus

Hospital de Seul. 9 de Outubro.


Por mais que, dentro do possível, Tulipay tivesse apreciado aquele momento ao lado de Tori, a simples presença de Sajolord parecia devolver todos os medos e inseguranças que ela gostaria de deixar para o lado. O pai nem ao menos olhou para ela, mas ela se sentiria ansiosa, nervosa e, principalmente, desmascarada. Porque ele era uma lembrança constante e viva do que ela podia e não podia esperar daquele mundo. Por mais que ela quisesse gritar por liberdade e assumir todos os ricos e atividades que planejou, ainda que por um segundo, ao lado de Tori, ver o pai já parecia balançar seu ímpeto e colocar por terra seus planos.

Não demorou para que ela começasse a falar que deveria voltar para as unnies, mas Tori já estava vendo um pouco além. Não foi apenas Sajolord que a vocalista do 7Wonders identificou. Mais do que aquele ícone da música, seus olhos tinham alcançado um trio que ela realmente admirava, sendo uma daquelas pessoas, uma peça importante para sua vida.

Quando ouviu que Tulipay queria se despedir, ela indagou se não queria conhece-los. E foi nesse momento que os tres começaram a se aproximar. O líder do Strike era Wooseok, mas naquele momento, foi Kwang Jin quem deu o primeiro passo e, em pouco tempo, estava diante delas. Graças a suas pernas longas, ele foi o primeiro a chegar também.

Parou numa distância respeitosa de ambas, mas o olhar fixo em Tori já indicava uma maior intimidade com ela. Afinal, eram grandes amigos. E, no momento, compartilhavam uma dor. Wooseok e YooChan o alcançaram e os três revereciaram as duas.

- Annyeong.. - Kwang Jin disse num tom rouco e mais maduro, o que contrastava imensamente com o rapaz animado e cheio de energia que ele costumava ser.

WooSeok e YooChan foram mais polidos com ambas. Eles menearam positivamente com a pergunta sobre o ritual e quando Tori citou Tulipay, os tres voltaram a atenção para a graciosa vocalista do BBG.

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- Oh… .- Wooseok estava mais próximo de Tulipay. - Muito prazer, Tulipay Kay. Eu sou Wooseok, o líder do Strike. Sinto muito por sua perda. Ainda tem sido difícil acreditar que isso aconteceu com eles e imagino como está a situação para voces.. - Não quis dizer que estava considerando o recente debut dela que foi prejudicado porque podia soar muito frio, mas, de fato, tinha sido péssimo para as meninas muito além do que a perda afetiva. Porém, eram coisas que elas teriam que lidar depois.

YooChan virou-se também e a cumprimentou.

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- Eu sou o YooChan. Prazer em conhecê-la, sinto muito que seja nessas circunstâncias.. - O rapaz não tinha a mesma confiança ou eloquência que o líder Wooseok tinha para falar. De muitos modos, Yoochan era bem parecido com Tulipay por conta de sua timidez. O curioso era que nos clipes e nos palcos, ele virava um deus super sexy e provocante. Nada condizente com sua postura recatada e contida como agora.

Até se aproximava um pouco do que acontecia com Tulipay com Black Dress. Apenas uma tímida compreenderia as dificuldades de outro tímido.

Enquanto os dois falavam, Kwang Jin continuava encarando Tori. Gostaria de dizer muitas coisas para ela, mas no momento, não conseguia faze-lo. Depois de um pequeno silêncio entre a fala de YooChan e as atenções que se voltaram para ele, ele puxou o ar e voltou-se para Tulipay.

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- Mianhaeyo .- Pediu desculpas de modo bem educado. - Eu sou Kwang Jin. Se voce é uma dongsaeng da Eunie, eu prometo tratá-la muito bem, Tulipay-ssi.

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Eunie era o modo carinhoso e íntimo que ele chamava Tori, pois gostava mais de Jae Eun do que do nome de palco dela. Porém, Tulipay perceberia que tanto Wooseok quanto YooChan pareciam surpresos com o tratamento. A própria Tori deveria estar, considerando que ele nunca a chamava assim em público por ser algo deles. Porém, a determinação que ele usou para falar, indicava que ele, além de consciente, não se arrependia disso.

Wooseok pigarreou para quebrar o climão, mas Kwang Jin retomou a palavra.

- Depois daqui, pretendo ir até o hospital para saber notícias de Wonho e dos outros. Se você tiver tempo, gostaria de me acompanhar? .- Perguntou diretamente para Tori, mas olhou para Tulipay, indicando que ela poderia ir também, caso quisesse.

Bonus, homem fofo chorando:

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[Tulip pode responder aos questionamentos da Tori como um turno retroativo e depois usar este turno aqui para continuar. Porém, não deixe pontas soltas porque não vai dar para a Tori responder mais a turnos retroativos a partir daqui! Ou seja, basicamente não faça perguntas.]


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