Elysium Fields

O Elysium Fields foi fundado em Fevereiro de 2018, com o intuito de ser um jogo entre amigos, mas cresceu para se tornar não um único jogo RPG, mas vários. Desta forma, pode encontrar um jogo para jogar, ou narrar o seu próprio jogo, com as suas regras. A maioria dos nossos jogos são guiados por um narrador, que começa a história, desenvolve, e dá um fim à mesma. Os jogadores são os seus personagens principais.
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A skin foi totalmente criada pela Ross (Ji Yeon), para uso exclusivo no Elysium Fields. A designer agradece à Persephone (Hae Shin) e à Luxi (Joo Ri) pela paciência para a aturar, a Flerex pelos códigos de cores e campos de perfil que tornaram tudo mais fácil e a FontAwesome pelos ícones. Os gráficos para imagens foram obtidas do Google e editadas pela Ross. As tramas são criações originais e de responsabilidade de seus respectivos narradores. O blog Dorama Resenhas é nosso parceiro-irmão e todo seu conteúdo é feito por suas escritoras através de uma pesquisa séria de fontes confiáveis, além da exposição de opiniões próprias. Plágio é crime. Não copie dos nossos conteúdos originais. Se for tomar inspiração, por favor mencione.
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local: Casa de Joo Lee (tia de Eun Kyung) data: 29 de outubro de 2018 participantes: moon jae-eun & tulipay kay
Após uma desastrosa Scary Night, Jae-Eun segue para a casa da tia de Eun Kyung, a convite desta. Ambas estão com o coração partido, infelizes por motivos diferentes. Mesmo tentando aproveitar o restante da festa, agora elas vão juntas até a casa, que servirá como refúgio temporário, onde poderão compartilhar um pouco da dor uma da outra.
Nang Eun Kyung
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29/10/2018
It’s alright if you run out of breath
No one will blame you
It’s okay to make mistakes sometimes
Because anyone can do so

It’s alright I’ll hold you


Não houve muito mais o que aproveitar do Scary Night. Não ela, ao menos, já que a sunbae ainda chegou a beijar um desconhecido com fantasia de Fantasma da Ópera. Já Eun Kyung... Teve o que quis. Dançou e cantar sem se importar com mais nada, as asas fazendo todo o trabalho de afastar outras pessoas. Nem ao menos precisou refutar as aproximações: sequer tinha as percebido, mantendo os olhos fechados a maioria do tempo.

Passaram mais algum tempo na festa, até que concordaram que era melhor ir embora. A Sininho ainda caminhava de cabeça baixa, evitando contatos visuais, enquanto Eunie seguia à frente, na direção da saída. Pegou sua bolsinha no guarda-volumes e logo estavam dentro de um táxi, rumo à casa da tia. 03h45 dizia o horário no relógio. Às 04h00 já estavam dentro da casa, tirando os sapatos e, em seu lugar, colocando confortáveis pantufas. Havia sempre pares extras no suporte para calçados, na entrada.

Eun Kyung tinha a senha para entrar, de forma que não precisou importunar a tia. Com cuidado para não fazer barulho, foi até o quarto onde estava instalada já há alguns dias. A casa, num geral, não tinha mesmo luxo da mansão do pai, mas ainda assim era bastante grande e, mais do que isso: bonita. Tudo parecia ter um devido local ali, como se uma decoradora profissional tivesse constantemente arranjando a casa. Além disso, haviam quadros da tia expostos, além de algumas esculturas que ganhou ou comprou de amigos, também artistas plásticos.

Take a Deep Breath Starlake-Unit-D-Living-room

Não era preciso passar entre o sofá e a televisão: se o fizesse, estaria indo na direção da mesa de jantar e da cozinha. Por isso, apenas seguiu para a escada que ia ao mezanino e, dali, para os quartos. Eram apenas dois ali em cima: o principal, onde Joo Lee estava dormindo (e Eun Kyung também ficou, nos primeiros dias, quando precisou do colo da tia); e o quarto de hóspedes, onde as duas dormiram nesta noite.

Take a Deep Breath Epic-Korean-style-bedroom

O quarto, apesar de espaçoso e bonito (como o restante da casa), não tinha muita coisa além do que era preciso para dormir. Em uma mesinha, ao canto, estava o bonsai de sakura que havia ganhado da tia, e debaixo estava a sua mala, vazia, pois as roupas estavam arrumadas no guarda-roupas à frente da cama. Era uma suíte, porém o banheiro não era nem próximo do que Eun Kyung tinha em casa: não era tão grande e sequer tinha espaço para uma banheira.

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Nem parecia que estava voltando ao mesmo quarto que deixou há algumas horas, tão animada porque participaria da Scary Night. Estaria com a unnie e suas amigas, se divertiriam como nunca, dançando e cantando, sequer havia envolvido qualquer garoto na equação (embora, em seu íntimo, torcesse para encontrar Yunho lá – ainda assim, ele não era a parte essencial da noite). Só queria um escape, uma fuga da realidade. Diversão.

E agora voltava para lá, mais melancólica do que quando chegou há alguns dias, ainda tentando se recuperar do acidente, de Sook... Como podia imaginar que ia piorar ainda mais? Além disso, ainda trazia consigo a unnie, tão quebrada por dentro quanto ela mesmo. Talvez até mais.

Take a Deep Breath Giphy

Respirou fundo, deixando a bolsinha e as asas (que havia retirando antes de entrar no táxi) sobre a mesinha com o bonsai. Sua vontade era só se jogar na cama, de roupa e tudo, e adormecer na mesma posição que cairia. Mas tinha Eunie ali consigo, e precisava ser uma boa anfitriã.

-Bem-vinda, unnie. Tenho um pijama extra no armário, acho que vai servir. – Dizendo isto, ela ia até o armário e retirava a roupa mencionada do cabide. Era uma camiseta de manga curta e calças compridas (CLICK). Era uma peça pequena, devido o tamanho de Pixie, mas Eunie também não era a maior das mulheres. Além disso, era um pijama confortável e largo. Por uma noite serviria.

-Fique à vontade, eu vou só... Tomar uma ducha bem rápida pra tirar o suor do corpo, e a maquiagem. – Disse isso com um pequeno sorriso nos lábios. Foi na direção do banheiro, já retirando a peruca loira e deixando-a também sobre a mesinha. Sem muita enrolação, ela tomou um banho rápido sem molhar os cabelos – ainda estavam limpos, afinal. A maquiagem tirou durante o banho, com água e sabão. Em cinco minutos já estaria de volta ao quarto, já com seu pijama vestido (CLICK)

-Demorei? – depositava a fantasia de Sininho na cadeira em frente à mesinha, perto das asas e da peruca. Precisava devolver a fantasia intacta. – Tem toalhas limpas no banheiro. Fique à vontade. – não era muito comum ter visitas em seu quarto, especialmente do tipo que ficaria pra dormir, então Eun Kyung não sabia bem o que dizer ou fazer. Mas acreditou que Eunie se sentiria bem depois de tirar toda aquela maquiagem. Ela própria já se sentia bem melhor, parecia que a água tinha levado consigo um peso extra que tinha no corpo.
Nang Eun Kyung
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take a deep breath
From the start, I never thought, I'd say this before But I don't wanna love you anymore The only way to get past this feeling Is to tell myself you're not coming back

call me friend but keep me closer and I'll call you when the party's over

A noite de Moon Jae-Eun estava cheia de pérolas. Em apenas quatro horas, a sua vida tinha dado tantas voltas. Só por não ter vomitado já era uma conquista. Do quente ao frio, do frio ao quente. Tantos machos, e ela tinha sucedido em afastar todos eles. A situação estava grave o suficiente para que nem com o álcool que tinha empurrado para baixo — e tinha feito isso sem vacilar — seria capaz de esquecer aquilo que tanto queria esquecer. Por ela, dava para deslizar uma borracha no Scary Night daquele ano. Se não tivesse sido tudo escrito em tinta indeletável…

Havia ao menos alguém pela qual estava agradecida. A Sininho tinha ficado do seu lado durante todo (ou quase) o seu tempo na festa, dando-lhe mais apoio que ela sequer imaginava, e as asas ainda serviam de barreira para quem se tentasse aproximar (porque não era preciso muito para que ela deixasse). E era preciso uma, porque estava sem auto-controlo. Jae-Eun tinha um (na verdade mais) aspetos de criança: não podia ser deixada sozinha. Muito menos: sozinha com machos. Porque ela afastava, sabe?

E se não afastava…

Beijava. Pelo menos naquela noite, parecia ser só mesmo isso. Percebeu demasiado tarde que estava completamente à toa, sem se lembrar sequer da fantasia do seu oppa, a beijar algum outro qualquer. E o pior é que era um beijoqueiro mesmo bom, por isso prolongou-se por mais tempo do que o que tinha calculado e mais tempo do que devia para se aperceber da gafe. E se, por um momento foi tomada de vergonha, por aquele erro que podia acontecer a qualquer um, agora estava bem. Sentia-se mais realizada, tinha… cumprido com a palavra. De certa forma. E tinha adorado. Não precisava de Seo Jun. Via-se que estava perfeitamente bem.

Um maravilhoso beijo e um desconhecido na festa dos belos anónimos. Estava contente com a combinação dos dois.

Embora também não se importasse de repetir.

Se sabia bem, devia fazer bem também. A festa para elas acabou um pouco antes das quatro, pois já estava pronta para parar e relaxar. Também tinha sido suficientemente distraída para acreditar que isso pudesse lhe trazer paz. Então, às quatro, estava na casa em que ia passar a noite. Trocar os saltos por pantufas fofinhas e confortáveis foi um grande alívio. Seguiu Pixie até ao quarto onde ficariam, apoiando-se ao corrimão na altura de subir as escadas, porque já há muito que tinha ficado toda torta, embora a viagem tivesse atenuado.

—  A casa da sua tia é um luxo. — Comentou assim que fechou a porta do quarto. Tentou se controlar para não falar demasiado alto. Ser uma boa hóspede, mesmo naquele estado. Não era como se o dormitório do 7Wonders não fosse também vistoso, principalmente agora que já eram veteranas bem sucedidas, mas era bem diferente.— Komawo, Kyung-ah. — Não demorou muito tempo até se deixar cair na cama, desistindo de se sustentar em pé. A sua atenção foi para um bonsai de sakura no canto do quarto. — Heol… que lindo! Sou apaixonada por essa planta. Não é a coisa mais linda? — Sorriu, deslumbrada. Era uma daquelas pequenas coisas que a encantava. — Ne, esteja à vontade, não se preocupe comigo que eu fico aqui.

Já estava a entrar no reino dos pensamentos melancólicos quando foi interrompida por uma nota mental: avisar Jiu quando chegasse a casa. Sem sequer sair do lugar, pois sentia-se morta depois de tudo, garantiu que estava tudo bem.

Estava?

Largou o celular e esperou. Não era muito tempo, mas qualquer tempo bastaria para que uma lágrima solitária rolasse pelo rosto. Era por isso que não queria voltar… agora tinha demasiado tempo para pensar no que tinha acontecido. Não tinha sequer uma escolha no assunto, porque a sua mente puxava os pensamentos como ímans para aquele momento da festa. Borrou a lágrima com as costas da mão, e antes que desse tempo para que fosse substituída por uma nova, mais quente e mais salgada, Tulip voltou a perguntar se tinha demorado. — Não, não. Eu estava aqui a pensar, só. Importa-se se eu tomar também só um duche rápido? Também estou a precisar…. — O elemento do escorpião… aliviava a sua mente.

Era muito fácil perder a noção do tempo durante o banho, mas tentou ser tão rápida quanto Tulip. O truque foi manter a água fria e, tal como a hoobae, não lavar os cabelos agora, para evitar as complicações que os longos cabelos molhados trariam. Prendeu-os num coque rápido, para estar mais à vontade, e tirou as lentes. A frescura ajudava a revigorar, embora ao mesmo tempo custasse um pouco, pelo menos de início, até se habituar. Depois, até sabia bem. Ali, as lágrimas puderam fluir livremente. Já perdera o controlo sobre elas, que escapavam dos olhos da mesma forma que sangue de uma ferida. Insistentes. Mas foram lavadas junto de tudo.

Ou quase… desilusões e arrependimentos, esses não podiam ser lavados só com água fria. Cravavam-se na pele e enfiavam-se debaixo dela, corroendo por dentro, onde não conseguia alcançar.

A maquilhagem exageradamente pesada também foi finalmente removida, revelando o rostinho imaculado. Os lábios… lavados.

Sem máscaras, sem Dal, novamente Eunie. Só Eunie. Esfregou as mãos nas têmporas. Amanhã ia ser horrível. Vestiu o pijama emprestado, largo e confortável, e voltou para o quarto. — Estava mesmo a precisar disso. — Confessou e voltou a deitar-se na cama. Olhou para Pixie, mas depois fechou os olhos. — Jinjja… obrigada por hoje. Sei que não foi bem como eu tinha prometido. Eu realmente não esperava que desta vez fosse assim. E eu fui tão descuidada… Kwang até já me apelidou de péssima unnie. Obrigada por me deixar ficar aqui, e obrigada por ter ficado comigo. — Era algo que não esqueceria. Devia ter sido horrível, tendo em conta que era a única que restava. — O que foi que arruinou a sua noite, Pixie? Eu não consegui perceber…
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29/10/2018
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Enquanto fechava a porta do quarto, ouviu o elogio de Eunie sobre a casa da tia. Era mesmo um luxo, tinha que concordar. Apenas de não ter nada absurdamente caro, a tia tinha um senso de decoração muito aguçado, grande parte disto devido seu lado artístico. E, ainda, era impecável com a limpeza e organização – sendo até mesmo mais exigente que a irmã, a mãe de Pixie.

-Oh, Gomawo. – Agradeceu ao ouvir sobre o bonsai. Era uma sensação parecida de quando elogiavam a sua performance nos palcos. Aquela pequena árvore tinha muito significado para ela, e o cuidava quase como um bicho de estimação querido. Bem, era o mais próximo de um que poderia ter, com toda a sua vida agitada de idol. – Minha tia viajou para o Japão e trouxe duas, uma para mim e uma para ela. Como pulseiras da amizade. – Sorriu e corou ao recordar do momento que ganhou o presente.

Logo foi para o banho rápido, não queria deixar sua hóspede esperando por muito tempo, além de que não havia necessidade de demoras, embora sentir a água correndo pelo seu corpo fosse bem agradável. Quando a unnie se levantou da cama, com os olhos marejados, Pixie fitou-a, cautelosa. Não sabia até que ponto era bom fazer perguntas muito pessoais. Sabia que ela não estava bem, e tinha uma pequena noção do motivo. Ainda assim, sentiu que não era o momento de trazer o assunto à tona.

-Fique à vontade. Demore o tempo que precisar. – Sorriu para Eunie, indo na direção da cama, onde se jogou e permaneceu imóvel por alguns minutos. Ouviu a porta do banheiro sendo fechada, mas ainda ficou deitada, de bruços, com os olhos fechados. Sua cabeça girava, e não era por causa da bebida. Muitos pensamentos passavam de maneira rápida por sua mente, porém procurava não focar em nenhum. Não queria pensar, não queria nada, só esquecer... Tudo.

Um pequeno incômodo nos olhos a fez lembrar que ainda usava as lentes azuis. Na gaveta da cômoda, pegou um pequeno pote para guardá-las. Ao fazer isto, viu seu celular sobre a cabeceira. Tinha o deixado em casa, pois sabia que era proibido entrar com qualquer coisa do tipo na festa. Era inútil levá-lo, de qualquer modo. Em um movimento quase automático pegou o objeto para verificar as notificações. Tinha alguma esperança...

De que? Que Yunho tivesse enviado uma mensagem, um sinal? Boba, tola, ingênua… Ele ainda devia estar na festa, aproveitando a companhia das mãos femininas que o chamavam de volta para a pista, de volta para a dança, longe daquela companhia desagradável de uma certa fada instável e chata. Sim, era o que devia fazer, ao menos. Aproveitar a sua noite, não deixar que uma garotinha egoísta e sem noção estragasse uma das poucas festas que podia ser um total anônimo.

E se não estivesse na festa... Ora, por que teria enviado qualquer coisa, para início de conversa? Tinha sido mesmo uma péssima companhia. Tudo por causa de Sook, tudo porque o amigo simplesmente surgiu em sua frente, elogiando outra pessoa. Por que tinha se importado tanto? Da última vez que se viram tinha entendido muito bem que significava o fim. Que direito tinha de fazer cobranças, especialmente estando acompanhada? Queria voltar no tempo, nunca ter ido à sala de jogos, ignorado Sook, ou cumprimentado como se apenas o conhecesse...

Ou ir primeiro à sala de jogos e começar a noite ao lado dele.

Aish, como era idiota. Queria mesmo os dois? Pois ficaria sem nenhum. Sozinha, sim, é o que merece, por fim. Aprenda a ficar sozinha antes de envolver os outros em sua vida. Ou então fique solitária para sempre.

Qualquer coisa, menos essa dor insuportável de um coração partido. Para ela, para os outros.

Estava deitada, ainda de bruços, o rosto escondido no travesseiro, quando ouviu o click da porta do banheiro abrindo. Mexeu-se na cama e sentou-se em um dos cantos, ajeitando o travesseiro para conseguir escorar as costas e deixou o celular em cima da cômoda do seu lado. Abraçava seus joelhos, observando Eunie sentar ao seu lado. Não tinha o mínimo de sono, mas talvez a unnie quisesse dormir... Bem, pelo visto não era o caso.

-Não precisa agradecer, unnie, era o mínimo que eu poderia fazer depois... Depois de tudo. – Mordeu o lábio inferior, baixando a cabeça para esconder entre os braços, que ainda abraçavam as pernas. A festa tinha sido maravilhosa, exceto pela parte que ela tinha estragado tudo. Não era culpa da unnie. Nunca seria. Eunie percebeu que algo não estava certo, então perguntou o que havia acontecido.

-Yunho veio ao meu encontro quando saí da pista. – falou com a voz um pouco abafada, mas ergue a cabeça para olhar a sunbae. – Nós bebemos e conversamos. Eu... Não menti quando disse no enterro que não havia nada demais entre nós. Eu o conheci lá, na verdade, e ele foi gentil comigo... Também o foi na festa. E eu acho que eu... Gostei dele, sabe? - Corou ao admitir. – Nós subimos para a sala de jogos quando você foi para o poledance. Ah, unnie, você tinha que ver, ele segurou a minha mão quando passamos por aquele corredor estranho, colocou a máscara dele em mim pra que eu não inalasse a fumaça. Um fofo. – Sorriu com a lembrança, seu coração chegou a dar um pequeno salto. Mas o sorriso logo morreu, pois o que aconteceu em seguida não fora nada agradável.

-Eu tenho um amigo de anos, meu sunbae no arco e flecha, Sook. Não sei se já ouviu falar dele, mas foi quem ganhou a medalha de ouro do tiro com arco, nas últimas Olimpíadas, no Brasil. Ele e a irmã, Moon, foram meus únicos e melhores amigos antes que eu virasse trainee da IM, há mais ou menos 1 ano. Só que desde que eu saí de casa, nossa relação ficou meio... Complicada. – Respirou fundo, fechando os olhos. Aquela parte era a mais difícil. – Ele me acusa de tê-lo deixado de lado quando, na verdade, nunca mais tive qualquer notícia dele depois... Depois que quase nos beijamos, na noite que fui embora. Eu o reencontrei quando voltei pra casa depois do enterro. Nós brigamos, nos beijamos e... Fim, acabou. Ou assim pensei. Eu o encontrei na festa. Acompanhado da vocalista principal do White Pearls, Hyori, e mais uns amigos. Tentei me afastar com Yunho, mas ele, sem perceber, foi até o meu lado, elogiando aquela garota... Foi o meu limite.

Sua garganta estava apertada, como se as lembranças a sufocassem. Ainda assim, as lágrimas não brotavam nos olhos: estavam secos como nunca estiveram. Tinha superado ou simplesmente cansado de chorar? Apostaria na segunda hipótese. Sua aparência abatida não deixaria dúvidas: levaria um bom tempo para superar tudo aquilo.

-Nós discutimos na frente de Yunho. Ele atacou nós dois, foi bem rude com Yunho, cruel comigo. Não posso dizer que eu agi diferente. Gritei com ele. Com todo mundo olhando. – Escondeu o rosto de novo, pela vergonha. – Sook e Yunho quase brigaram, fisicamente. Foi só aí que eu percebi que devia parar, mas já era tarde demais. Nenhum dos dois nunca vai me perdoar. Eu não vou me perdoar. – Sua garganta estava irritada, como se tivesse bebido algum tipo de ácido corrosivo. Lentamente, sentia as lágrimas escorrerem, quentes, pelo rosto. Pelo visto também não tinha esgotado a fonte.
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Apesar das horas, Jae-Eun não tinha nem um pouco de sono. Perder horas de sono não era algo incomum para ela, especialmente naqueles dias. E ainda mais naquele dia. O duche refrescante ainda a tinha ajudado. Não tinha a certeza se Eun Kyung ia querer dormir, mas independentemente disso, já que ainda estava acordada ao voltar ao quarto, aproveitava para falar o que precisava de ser dito. Conseguia perceber que tinha sido errado… embora o grande arrependimento por tudo ainda estivesse por vir.

Um pouco preocupada, também tentava saber mais sobre o que se tinha passado com ela — porque realmente não tinha reparado —, e agora parecia uma altura melhor para simplesmente falar. Se ela quisesse. Pelos vistos, a noite ainda ia se prolongar mais um pouco…

Apesar dos olhos inicialmente fechados, estava longe de adormecer. Reabriu-os enquanto Tulipay explicava toda a situação complicada, para mostrar que estava a prestar atenção. Agora entendia melhor a questão de Yunho… um pouco. — Ne… isso parece muito fofo, sorte sua. Ele pareceu gostar de você. — Também dava um breve sorriso, mesmo que apenas para o teto — Tulip só conseguia ver o movimento dos lábios de lado. E os dois gostavam um do outro… parecia tão simples.

Um tipo de simplicidade que ela própria nunca tinha sido capaz de entender.

Não estava a ver o que podia ter sido tão mau, até ela começar a falar de um novo garoto. Franziu as sobrancelhas, de repente, parecia mesmo muito mais complicado. E subitamente, a história até parecia um pouco… familiar? A boca abriu-se um pouco, confusa, mas não chegou a comentar nada.

Pixie também tinha chegado ao seu limite naquela festa.

Percebeu pela voz fraca que estava perto de lágrimas. Puxou o próprio corpo para cima, para levantar-se um pouco, agora ficando sentada, só de pernas esticadas. — Como é que eu perdi isso tudo? — Parecia ter sido uma grande cena. O tipo de coisa que uma idol devia evitar… Ao olhar para o lado, no entanto, notou o estado de Eun Kyung. Passou os dedos sob os olhos marejados para limpar as lágrimas, embora os seus próprios estivessem agora novamente húmidos. Entendia.

Aproximou-se dela, abraçando ambos os braços em volta dos ombros, oferecendo colo de unnie — algo que Jiu também fazia com ela. — Ani. Agora pode parecer difícil, ou até impossível, mas acho que ambos perceberam qual a verdadeira pérola. Se não fosse assim, isso não teria acontecido. — Falava com certeza. — Mas há um problema óbvio. Ou melhor… dois. — Ergueu o indicador e o dedo do meio da mão direita. — Dois problemas que você tem de reduzir para um. — Baixou o do meio. — Porque não vai conseguir ambos. E se tentar, aí sim vai perder um deles, ou ambos. — Fez uma pausa, baixando também o indicador e ajeitando-se melhor no seu lugar para poder encarar Tulip. — Nenhum deles deve ter gostado de se sentir como um “segundo”, hoje.

Yunho parece ser mesmo encantador, não acho que isso seria o suficiente para não se falarem mais. Se quiser, eu posso tentar conseguir o número dele. — Comentou, esquecendo-se por um momento que ela, uma rookie, tinha conseguido facilmente o número de uma veterana de um dos grupos mais famosos. — Mas a verdade é que… se você gosta mesmo desse Sook, é diferente. — Sim… sabia que era.

Porque vocês conhecem-se, e são, ou foram, melhores amigos. Avançar… e tentar algo mais, ou deixar isso. Dar um tempo para a ferida sarar, e quem sabe, um dia podem reencontrar-se e voltar a amigos. — Acreditava que sim. Pixie não parecia o tipo de pessoa que guardava rancores, mas não podia falar por Sook. Nem sequer o tinha visto ainda…

Também tenho um amigo assim. — Isso. Um amigo. Hesitou por um pouco, escolhendo as próximas palavras. — Não bem assim, apenas… uma relação também complicada. Eu não facilito. — Com Seo Jun, sim. Tantas ocasiões em que a culpa era dela. E há pouco tempo… tinha sido ela a causar a cena. Novamente. — Mas acredita, uma relação dessas é difícil, é simplesmente… exaustiva. Não é suposto sofrer tanto por alguém e continuar a insistir, não é? É suposto trazer-lhe alegria. Caso contrário… não é saudável. Vai te levar abaixo. E esta vida já tem demasiada coisa para te levar a baixo, não precisa de mais uma. — Vickie queria poder seguir o próprio conselho. Sem se aperceber, uma lágrima começava a formar-se no olho esquerdo. Limpou-a de imediato. — Ainda mais agora, você mal debutou, e não é fácil. Esse trabalho exige muito de você. — Pousou as mãos nos ombros dela, massajando um pouco.

Vale a pena? Se esse mau momento apaga tudo o que houve antes, tem de deixar. Ainda mais agora, você mal debutou, não é fácil. Mas se há esperança para um futuro... — Victoria Moon a dar conselhos de relação, era o fim do mundo. Não apenas qualquer relação, uma das piores relações que uma pessoa podia ter.

Uma relação tóxica.

Pobre dongsaeng.

Mas não estava assim tão errada… era ela que tinha a má relação e o julgamento terrível para perceber isso e fazer algo — ou apenas não queria —, mesmo após dez anos. O caso de Tulipay Kay era diferente.

Não era um caso perdido. — Mas não é o fim. — Da mesma forma que há pouco, deu um pequeno abracinho, e passou a pentear um pouco os cabelos dela.
Moon Jae-Eun
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28/10/2018
It’s alright if you run out of breath
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Because anyone can do so

It’s alright I’ll hold you

Com a volta da unnie para a cama, esta deitou-se, descansando um pouco o corpo daquela noite agitada. Já Eun Kyung mantinha-se sentada, abraçando os joelhos. Começou a desabafar com Eunie, sem esperar, de fato, uma solução. Só queria falar, contar sua história para alguém que pudesse entender melhor do que ela mesma.

Ao perceber a confusão e tristeza em Pixie, Tori se sentou na cama e se aproximou, tentando dar algum conforto além das palavras. Não parecia ser muito acostumada a agir como unnie, mas Eun Kyung tampouco tivera alguma, que não fossem suas colegas do BBG. Ainda assim, nunca tinha passado por uma situação parecida enquanto tinha as outras amigas por perto, então mesmo incerta do que dizer, Tori conseguia acalentar o coração da triste Eun Kyung, e a acalmar ao menos um pouco. Nem que fosse através de gestos.

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Pixie ainda estava encolhida, mas deitou a cabeça no ombro de Eunie depois de ter as lágrimas secas por ela, enquanto ouvia suas palavras. Deixou que mais lágrimas caíssem, livres pelo rosto, refletindo sobre tudo. O carinho em seus cabelos era relaxante, de modo que ela fechou os olhos e, aos poucos, parou de soluçar. Ainda assim, não era como se estivesse melhor, só estava… Confortada.

E aceitando as consequências dos seus atos.

-A verdade é que eu amo Sook, do fundo do meu coração. - fungou, respondendo à Tori sobre os sentimentos que tinha em relação ao ex-amigo. - Mas não vejo possibilidade de ficarmos juntos depois de tudo o que aconteceu. Não agora. Eu estou magoada demais pra ir atrás dele outra vez, e ele tem a cabeça quente, não vai ouvir nada do que eu diga, mesmo se eu tentar muito.

Tinha certeza disso, afinal, tentou conversar com ele, tantas vezes argumentou que jamais o “jogaria fora”, em hipótese alguma, e que o queria ao seu lado a todo custo. A briga na Scary Night só comprovou que Sook não mudaria sua posição, especialmente depois de ver Eun Kyung acompanhada, ainda que nada demais tivesse acontecido (ele não tinha como saber, não é?). Sabia que ir atrás dele agora só pioraria a situação.

Antes de sair da sala de jogos, falou que tudo sobre os dois tinha acabado ali. Que seria um adeus definitivo. “Para sempre”, foi as palavras que usou. Não era verdade. Não queria terminar desse jeito, ambos guardando mágoa um do outro o resto de suas vidas. Tanta coisa boa tinha acontecido entre os dois... Era um sentimento tão puro e tão bom, agora corrompido. Pensando nisso, Pixie fechou os olhos. Conseguia perdoá-lo, depois de tudo. Se ele precisasse dela, a boba Eun Kyung iria correndo socorrê-lo. Será que ele faria o mesmo?

-E Yunho... Aish, por que um garoto tão legal e bonito como ele teve que se aproximar de mim justo agora?
– soltou todo o ar dos pulmões de uma vez só. Sentia que não merecia nem um pouco de toda a atenção e gentileza que tinha recebido dele. – Eu não posso negar que tenha me sentido atraída por ele, que gostei do modo como me tratou, desde o início. E é por este motivo que não acho justo trazê-lo para a minha vida, com a sombra de Sook atrás de mim. Eu só não... Quero mais machucar ninguém.

Parou, novamente ouvindo a unnie, que agora falava sobre o trabalho de idol, que exigiria muito dela dali para frente, afinal, tinha recém debutado. Sim, ela tinha razão. E, pensando além disso, se ela e Sook se acertassem, ou mesmo se Yunho a procurasse… Quantas complicações sua carreira traria para a vida amorosa, e vice-versa? As possibilidades eram inúmeras, quase todas com um desfecho negativo.

-No fim de tudo, o melhor acho que é reduzir meus dois problemas para zero. Ficar sozinha, entende? De qualquer forma, eu jamais conseguiria focar na minha carreira se tivesse um namorado. Então... É. Eu acho que vou acabar não escolhendo ninguém além de mim mesma.
– Como a tia havia dito. Devia ter se lembrado das palavras dela antes de discutir com Sook na festa.

-Se eu tiver um amor na minha vida, eu quero que ele seja leve, gostoso. Não pesado como parece ser. Será que é pedir demais? - suspirou outra vez. Tinha a resposta para sua própria pergunta. - É, eu acho que para uma idol é mesmo pedir demais. Eu não deveria deixar as pessoas se aproximarem de mim desta maneira. Tudo o que restarão serão desilusões e mágoas.

Seria difícil, não podia negar. Principalmente em relação a Sook. Só que precisava fazê-lo, para seu próprio bem, precisava ser mais.... Fria. Até que conseguisse perceber que podia se entregar a um amor, sem medo, sem censura, sem dor.

Se aconchegou melhor no colo de Eunie, permanecendo em silêncio por alguns segundos. Tinha desabafado sobre tudo porque a amiga lhe deu essa abertura. Mas e quanto a ela? Certamente bem não estava, Pixie tinha visto o que aconteceu na festa, e aquela expressão tão conhecida, tão recente.

Afastou-se um pouco para conseguir encarar a unnie. Secou as lágrimas com a ponta do pijama. Já não chorava mais.

-E quanto a você, unnie? - perguntou, com a voz doce e suave. - A sua relação complicada era… Aquele garoto e... Ele está com Sally? Desculpe, não consigo imaginar o quão terrível deve ser pra você...

Nang Eun Kyung
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take a deep breath
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Não havia muito que pudesse fazer para curar o coração partido de Eun Kyung. Sabia disso, infelizmente, e por isso, limitava-se a pequenas ações enquanto a deixava falar e desabafar, para mostrar que ela não estava sozinha. O seu próprio coração doía pelo dela, por compreender até demasiado bem. Pelos vistos, aquela noite tinha sido extraordinariamente boa para arruinar sentimentos.

Era triste ver ela a dizer que já não havia qualquer hipótese. Era assustador, pois perguntava-se se seria o mesmo para ela própria. Mas assim que o pensamento hipotético passou pela sua cabeça, afastou-o de imediato. Não seria assim; para nenhuma das duas.

Podia ser pequena, mas os braços eram acolhedores. O melhor que podia fazer por ela naquele momento era mostrar-lhe que tinha um apoio. Não gostava de a ver assim, embora a sua própria mente também divagasse, repetindo os eventos daquela noite na sua mente. — Entendo… é complicado. Nunca é fácil, não é? Mas se for para ser, vão conseguir se perdoar. — Se não fosse, ao menos o sofrimento podia acabar depois daquilo…

Queria também ela pensar assim. Queria poder aprender com os eventos daquela noite para fazer algo quanto à sua própria vida. O coração pesava… tanto que doía. Era uma luta constante contra as lágrimas. Permanecia deitada por isso mesmo, por se sentir tão pesada. Não conseguia simplesmente encerrar as coisas só porque agora o Kang tinha uma namorada, só porque era Sally, mas também não sabia se o conseguiria encarar. Mas… precisava.

O que ela podia fazer, sequer? Era inútil, e ele não a queria.

Não havia nada de bom naquela relação unilateral. O problema é que ela não conseguia abrir mão daquilo.

Às vezes as pessoas certas vêm nas alturas erradas… — Comentou quando esta passou a falar de Yuhno. Era o oposto para Tori: a pessoa errada tinha vindo na altura certa; mas já lá iam dez anos. Pelos vistos, ambas tinham conseguido magoar demasiadas pessoas naquela noite. — Então pode ser isso. A altura errada… — E era triste, mas era verdade. — Tem razão, é injusto para ele ficar no meio. O que você sente por Sook iria atrapalhar, mais cedo ou mais tarde. E parece que já foi... — Era assim mesmo, pois era o que acontecia com ela mesma. Os sentimentos persistentes que sempre a atrapalhavam. Nem o seu emprego facilitava, como passou a explicar, por já ter passado por aquilo: tinha debutado muito nova. E ainda era nova.

Ne… ficar sozinha é a alternativa mais fácil. Eu mesma faço isso. E até fazia parte do contrato. — Não que isso fosse realmente a impedir, se Seo Jun estivesse disposto… — Sabe? Acho que é melhor fazer isso mesmo. Eu também tenho pensado nisso, nesses dias. Estou demasiado distraída… ou estava. E é um problema. Nem sequer tenho namorado, não sei como faço isso. — Deu um daqueles seus sorrisos tristes, que não chegava bem a alcançar os olhos, mesmo que ela não o visse.

Era mentira. É claro que sabia. Só não chegava a perceber…

Ani, não é pedir demais. Pode ser mais difícil para nós, mas também é… necessário? Somos cantoras. Com tantas músicas de amor… como é suposto conseguirmos cantar sobre algo que não entendemos? — Não fazia sentido, não percebia como tantas pessoas não viam isso. — Alguma vez algum produtor te disse para pensar em algum amor ou namorado enquanto está a gravar uma música? Para transmitir o sentimento? Eu tive de rir… — Como se o mundo não estivesse contra elas a namorar. Ou pelo menos era assim que parecia em muitos dos casos. Não admira que tivessem de tentar esconder tudo.

Ani, não é mesmo pedir demais. É natural. Ainda mais para nós. É injusto. — Reuniam um monte de pessoas bonitas e adoráveis, com a regra de não se apaixonarem. Ridículo, mesmo. Por sorte, ou não, antes mesmo de debutar ela já tinha sempre a mesma pessoa em mente — que não a impedia de gostar também de outros, claro. — Posso ser só eu, mas acho que as coisas boas não vêm de graça. Às vezes podem também trazer dor e alguma desilusão, mas… faz parte, não é? — Parecia uma pergunta retórica, mas a verdade é que não era. Ela própria tinha de se perguntar isso a si mesma. — É como se o amor fosse uma maldição necessária.

Pois tinha de tentar justificar-se a si mesma.

Distraída como estava — vez ou outra parecia ir para a lua —, os seus olhos permaneciam fixos na cómoda do outro lado do quarto, onde repousava o bonsai de cerejeira, não percebeu de imediato quando Eun Kyung virou-se para a encarar e lançar a pergunta que a desarmaria. — Uh? — O único som que escapou da boca. — Hm… você viu quem era? — Era assim tão óbvio que ela era Sally? E ele? — Ne… é uma relação complicada. Como explicar… — Contaria aquilo que já outras pessoas sabiam… No entanto, não revelava ao certo o quanto Seo Jun significava para ela. Era algo que não contava a ninguém, que nunca era explicado pelos seus lábios; mas os olhos… esses nunca tinham mentido. Talvez fosse por isso que ele evitava que fossem vistos.

Eu ia ter um dueto com ele. Tínhamos gravado e tudo, estava pronto… Era importante para mim. Ainda é. Mas de repente decidiram cancelar isso e dar a oportunidade a ela. Eu nem sequer cheguei a perceber porquê… Mas cantar, é isso que eu faço. Simplesmente tiraram isso de mim, sem um aviso. Quando protestei, ainda decidiram tirar o meu celular, e mandar-me para o dormitório. Castigar-me. Já muita gente da KT sabe disso. E agora hoje descubro isso. Eles namoram. E pelos vistos eu devia ser um obstáculo que decidiram tirar do caminho. — E era verdade. Agora estava convencida que era isso. Em vez de um pássaro na mão, dois a voar. A música, e Seo Jun.

Eu fiquei tão irritada. Tão magoada, tão… traída. — A dor no coração voltava a lacerar. Mordeu o lábio com tanta força que um sabor metálico a atormentou, mas conseguiu o que queria, pois as lágrimas não escaparam dos seus olhos. — E ela ainda se fez de vítima. Eu é que fiquei mal vista. Outra vez. Se a chefe soubesse disso, não duvido que me tirava logo do grupo. — Suspirou, abrindo a boca para falar mais, mas conteve-se, apenas abanando a cabeça. De fato, não era comum ela falar assim tanto com pessoas que ainda nem sequer conhecia assim tão bem, mas os eventos estavam tão recentes, e depois de ouvir a própria Eun Kyung a falar, as palavras apenas escapavam do seu cérebro confuso, e coração magoado. — Alguma vez se sentiu como se fosse você o problema de tudo? — Primeiro Jisoo, agora Sally.

Talvez fosse isso. Era ela o veneno do Seven Wonders.
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28/10/2018
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Mesmo que não resolvesse seus problemas de todo, conversar e desabafar já ajudava, e muito. Era como se livrar de um peso enorme das costas. Bem, ele ainda estava lá, mas já não tão pesado. Era como se dividisse o fardo.

-Eu queria, queria mesmo que fosse possível.
- Perdoarem-se, no caso. As duas últimas vezes que se encontraram acarretaram em lembranças bem dolorosas, porém as boas memórias ainda estavam bem vivas em seu coração. Estava magoada e achava melhor nunca mais vê-lo. O que não significava que deixaria de querer que ele fosse muito, muito feliz. Que aquele maravilhoso sorriso estivesse sempre em seu rosto. Ah, aquele sorriso…

Apesar de tudo, a visão da expressão brava de Sook estava bem recente, então veio como um flash, uma memória não convidada, não bem-vinda. E também Yunho. Era mesmo por isso que não achava justo trazê-lo para sua vida, como havia dito. Ele era bom demais para merecer isso, bom demais para Eun Kyung...

-A altura errada, mas terá alguma certa? Depois do que eu fiz, nem na próxima reencarnação. - Ok, estava sendo um pouco exagerada. Soltou todo o ar dos pulmões. Embora suas palavras fossem pessimistas, lá no fundo ela acreditava (e queria) que Yunho não desistisse dela, que enviasse uma mensagem no dia seguinte. Só que sabia que as chances eram mínimas. Então tentava diminuir suas expectativas através das palavras.

E, no fundo, ainda havia Sook. Por mais interessada que tenha ficado em Yunho, nada era o suficiente para apagar o ex-amigo de sua cabeça e do seu coração. Nem mesmo uma discussão acalorada em uma festa vip, ou a promessa de jamais conversarem novamente. Nada.

Era possível gostar de duas pessoas ao mesmo tempo?

-Sim, eu mereço ficar sozinha e, agora mais do que nunca, acho que é a melhor opção. - Fechou os olhos. O caminho parecia que seria solitário, do mesmo jeito que ela achou que seria quando mudou para a casa do BubbleGum. E, pelo contrário, tinha achado nas unnies uma nova família. Estava triste agora, mas quem sabe esse novo caminho lhe trouxesse mais oportunidades do que seria se estivesse presa a alguém.

A quem estava mentindo? Estava presa a alguém. Embora o laço tivesse afrouxado, ela ainda seria capaz de colocar toda a carreira em risco e voar para os braços de Sook.

Não, não podia. Fechou os olhos com mais força, forçando aquele pensamento a sair de sua cabeça. Era quase como ter duas pessoas dentro de si, brigando. De certeza que não era libriana? A indecisão, naquele momento da sua vida, era muito maior do que a ânsia por liberdade de uma sagitariana.

Eun Kyung divagou um pouco em seu pensamento, deixando Tori falar sozinha por alguns segundos. Por sorte ainda estava deitada em seu abraço, recebendo o aconchego da unnie, que nada perceberia. Sua atenção voltou a tempo suficiente para ouví-la falar sobre transmitir o sentimento para a música.

-Na I.M. nunca chegaram a me pedir isso... Porém eu sou trainee de appa desde que me conheço por gente. Ele sempre me forçou a passar o sentido da música através das minhas expressões faciais e corporais. Acho que é por isso que me tornei uma boa atriz. Quero dizer, eu não atraía muita atenção nas pontas de doramas que fiz, mas… No meu dia-a-dia eu consigo perfeitamente fingir. Em cima do palco, mais ainda.

Eunie prosseguiu, falando como era injusto serem proibidas de sentir aquilo que deveriam transmitir com a música. De amar. E, com isso, também sentir dor e desilusão. Por que o amor tinha de ser uma maldição? Por que não podia ser bom e leve, como a brisa do mar em um dia ensolarado? Se viesse com sofrimento, então não, não queria aquilo. Preferia passar o resto da vida sozinha.

-Ani, o amor não é ruim, unnie. Se o é, se nos faz sofrer, então pode ser qualquer outra coisa que não amor. - Era nisso que acreditava. Era mesmo inocente a esse ponto. Sonhadora e romântica demais… Ah, tinha tanto a aprender!

Logo o assunto mudou de volta para a festa, mais precisamente a cena com Sally e o garoto que não reconheceu. Tori explicou um pouco do que houve. Se, mesmo antes de já saber toda a história pregressa Pixie já sentia empatia pela situação, agora mais do que nunca ela entendia perfeitamente a reação exagerada. Tori tinha chegado ao seu limite de suportar algo que se arrastava por um tempo. Muito tempo.

-Oh, é por isso que está sem celular? - fez um beicinho, pensativa. Agora já estava sentada de novo na cama, com o rosto virado para Eunie, então ela podia ver suas expressões empáticas a medida que contava a história. Ela tampou a própria boca com as mãos quando ouviu Tori falar sobre ser um obstáculo.

-Omo, não pense isso sobre si mesma, unnie! Talvez, talvez… - ela tentava achar algo que pudesse melhorar um pouco a situação. O que era bem difícil. - Eles só tenham começado a se relacionar depois de gravarem a música juntos. Sabe como é comum, alguns artistas confundem o clima criado pela música e tem relacionamentos relâmpagos. Pode ser o caso deles.

Eunie voltava a desabafar, e agora era a vez de Pixie fazer carinho em seus cabelos platinados, colocando-os para trás da orelha na unnie, e ajeitando alguns fios que estavam fora do lugar. Ainda assim, prestava atenção em cada palavra.

-Você não precisa de um dueto com um garoto qualquer para consolidar a sua carreira. Mostre a eles que você pode fazer isso sozinha. - Sorriu. Olha só quem estava dando conselhos, como se soubesse alguma coisa da vida. Nada sabia. Sequer tinha conhecimento que aquele rapaz não era um qualquer, mas alguém muito importante para Tori, alguém por quem tinha alimentado sentimentos há 10 anos…

Então a amiga falou sobre a sensação de ser o problema. Não podia dizer que tinha sentido isso muitas vezes, ela sempre procurou agradar a todos, justamente para não sentir que era apenas um incômodo. Contudo, era o que pensava sobre si, agora que ouvia a unnie falar. Ela era o problema. De Sook, de Yunho. Foi ela que fizera toda a confusão.

Mas agora não era sobre Pixie, e sim sobre Eunie.

-Tem mais alguma coisa te incomodando, unnie?
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Eram duas jovens atormentadas pelo mesmo problema: amor. Só agora percebia a situação da hoobae, pois na festa tinha ficado tão irritada ao ponto de ficar cega (literalmente). Conseguia entender e muito bem o que ela sentia. E, por isso, já não parecia que estava sozinha.

E será. — Possível perdoarem-se. — Se for real, se for a sério, vai ser. Não pode ser apenas isso o fim. — Ou talvez fosse tola por acreditar nisso. Talvez fosse exatamente esse o seu problema: nunca achar que “era o fim”. Não dar um descanso… nem a si mesma.

Esboçou um breve sorriso quando lhe disse que não ia haver uma altura certa. — Vá lá… não é assim! — Ambas teriam a sua “altura certa”. Talvez precisassem apenas de crescer para isso.

Acredita… Ninguém merece ficar sozinha. — Falou com pesar. Sabia muito bem o que isso era. — E, mesmo agora, você não está. — Às vezes só se precisa de um apoio e… lá estaria. Mas sabia que era, ainda assim, uma vida solitária em muitos momentos.

Ouvia com curiosidade a explicação dela sobre a boa atuação dela. Não devia ter uma vida fácil… Uma sem pai, outra com um pai demasiado… presente. — Tenho inveja disso… também gostava de conseguir mascarar um pouco, sinta-se orgulhosa. — Mas tinha uma combinação catastrófica de emotiva e sensível, mostrando tudo nas suas feições. Falta de profissionalismo, segundo alguns.

Ou talvez até fosse o seu ponto forte.

O amor não devia mesmo ser ruim, mas naquela noite provava em contrário. — E se for? E se tivermos de sofrer para sabermos que o encontrámos? — Ponderou. Às vezes pensava naquilo… e também pensava no quanto teria de sofrer.

Tentava, mas… para quê uma vida assim?

Não admirava que não tivesse aguentado aquela noite. Porque ela tentava, ela realmente tentava, e a sua paciência parecia não ter limites para Seo Jun. Até sentir o coração assim jogado na lama, sem qualquer jeito. Como um mero brinquedo que tinha perdido a sua graça.

Tinha muito em que pensar, disso não havia dúvidas.

Como se não bastasse o escândalo que tinha passado dentro da KT por causa disso… — É, a chefe mandou-me entregar o celular e sair. Foi… — Pigarreou. — Não recomendo testar a paciências dos seus superiores. — Mais uma dica que ela mesma devia começar a seguir.

Escapou-lhe aquela frase sobre o que sentia — que era um obstáculo — e a pequena Tulipay Kay ficou logo chocada com aqueles pensamentos que passavam pela sua cabeça. — Ani… — Negou a sugestão dela, que tentava aliviar um pouco as ideias um tanto depressivas, com algum tipo de explicação. — Foi há pouco tempo e pela forma que eles falavam… — Abanou a cabeça, enquanto engolia em seco. Havia algo a doer. — Pareceu sério. Se foi isso, eu só facilitei tudo para eles. — Era verdade. Facilitado para eles, complicado para si mesma… quando ia parar?

O desabafo continuava. Era bom… tinha o (mau) hábito de recorrer a Seo Jun para os desabafos. Sem ele, imaginava que ficava sozinha mais uma vez… mas não estava.

Pixie podia ser mais nova e não ter as soluções com ela, mas a companhia já era muito valiosa. Sabe-se lá como seria se estivesse sozinha… Haviam duas coisas capazes de a levar ao abismo; Seo Jun, e a dor da solidão. Estavam ligadas. Por pouco, muito pouco, não tinha levado com as duas naquela “noite de diversão”.

E Eun Kyung até tinha uma forma de a fazer-se sentir melhor. Mexer nos seus cabelos… um pequeno gesto, mas gostava de quando faziam isso.

Tentava animá-la, dizendo que não precisava de uma dupla. — Gostava de fazer isso. — Conseguir consolidar a carreira sozinha. Provar que era capaz. Mas era? Queria? Precisava ainda de organizar os seus pensamentos quanto a isso… mas depois daquela noite, a sede de o fazer tinha aumentado e muito. Não queria continuar a parecer tão… ridícula. Ser pisada. E o pior… No seu mundo. Perdendo as suas únicas oportunidades, ao perder aquela música.

Mas na verdade… não é um garoto qualquer. — Admitiu. — Ele é a razão para eu me ter tornado uma idol. — E era. Considerando a forma como a morena falava, não sabia se tinha percebido quem ele era, parecia que não.

A pergunta que lhe fez era inocente. Só queria saber se era a única a sentir-se a culpada pelas coisas que acontecia… nem sequer pensou que podia estar a incitar algo na mais nova…

Então, em vez disso, a outra mudou o assunto, perguntando se havia mais algo. Seria muito óbvio?

Eu… já não sei. — Os olhos voltaram a humedecer só de pensar em tudo de relance. Piscou várias vezes. — É difícil para mim… mas acho que vou ficar bem, sempre tenho ficado. — A mentira custou a sair.

Pausou por um momento. — Ah… você viu-me no fim da festa, não é? — O beijo. — Bom, é algo mais… hm, comum na América. — Quando lhe era conveniente mencionar os EUA… — E na verdade eu não fazia ideia de quem era, confundi. — Teve de admitir. — Não que eu esteja arrependida mas enfim... — E isso também.

Não queria vir logo embora para não ficar a pensar tanto nisto. Não queria que eles arruinassem a noite pela qual estava à espera. — Franziu as sobrancelhas. — No fim de contas essa noite foi… uma experiência. — Um tanto insólita. — E agora vamos todos fingir que nada aconteceu. Sou uma mentirosa… dizendo que não sei fingir como se não andasse todo esse tempo a fingir. — Apoiou uma mão no rosto, enquanto o cotovelo ficava na perna. — Eu não quero continuar a sofrer para encontrar algo que valha a pena o sofrimento… Quero uma história fofa como um dorama. — Num universo alternativo em que tudo era mais fácil. — Provavelmente devia parar de os ver.
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28/10/2018
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Eun Kyung estava bastante abatida, nem ao menos conseguia disfarçar. Conversar com Eunie aliviava o peso, mas só até certo ponto. Ainda teria que lidar com as consequências de seus atos naquela noite. Isso a deixava ansiosa e preocupada, pois não sabiam quais seriam estas. Para o bem ou para o mal.

Ao ouvir que não estava sozinha, não pode deixar de sorrir. Um sorriso doce que deixava sua expressão mais leve, ainda que não espantasse toda a dor. Sim, ter apoio, alguém ao seu lado para suportar o que viesse era reconfortante. Por muitos anos ela contou apenas com o ombro amigo de Moon e de Sook, era mesmo bom perceber que haviam outras pessoas que também se importavam com ela, que não a deixariam passar por tudo sozinha.

-Oh, mas todos os idols sabem mascarar, não é? Precisamos parecer bem para os outros, para os fãs… - Assim encerrava o assunto sobre si mesma e, lentamente, passavam a falar mais do “problema” que tinham em comum com o amor. Ao ouvir Tori, ela torceu o nariz e fez um beicinho. Podia até concordar que precisavam passar por uma experiência de relacionamento ruim para saber quando encontrassem um amor bom. Contudo, não conseguia se convencer de que havia um “amor ruim”.

-Ani, unnie. Se é ruim não é amor. É nisso que eu acredito. - Suspirou, encolhendo-se um pouco mais e parecendo ainda mais pequena do que já era. - E, então, o assunto passou a direcionar-se mais para Tori e tudo o que ocasionou a briga com a colega de grupo. Então havia já iniciado com a retaliação ao comportamento da unnie e, assim, sua música foi substituída por outra, assim como ela por Sally no dueto. Realmente, contrariar seus superiores não era algo recomendado. Quisera ela lembrar disso antes da conversa do pai alguns dias depois.

-Mwo? Facilitou? - Ela fez um biquinho com a boca, ao fazer as perguntas, dando-lhe um aspecto muito fofo. - Eles deviam estar envergonhados de terem feito pelas suas costas, ele mais ainda. Se ele é seu amigo mesmo, deveria ter contato, não feito você descobrir desse jeito. - Torceu de novo a boca. Nem conhecia o sujeito e já o detestava. Era o mesmo com Henry, ela tendia a tomar as dores de suas amigas a tal ponto de odiar quem as fizesse algum mal.

Começaram a falar sobre a carreira e a possibilidade de Tori seguir solo, porém não levaram o assunto muito adiante. Parte disso porque a unnie não sabia se conseguiria, mas Pixie também procurou não insistir. Uma empresa tão rigorosa quanto a KT não investiria no solo de uma artista que estava se portando mal, afinal, já tinham até mesmo tirado o seu celular e o seu dueto…

-Ohh… - Quando Eunie falou sobre ele ser a razão de ter se tornado uma idol as coisas fizeram um pouco mais de sentido. E, vista desse ponto, a situação parecia ainda pior. Era um amor de muito anos, quebrado em mil pedaços de um forma horrível. - Eu espero que você fique bem, unnie… Mas se não ficar, eu estarei aqui. - Sorriu e passou outra vez a mão pelos cabelos de Tori, de maneira carinhosa e reconfortante.

Pixie fez uma pergunta sobre “algo mais a incomodando”, e Eunie começou a falar sobre o beijo com aquele rapaz mascarado da festa. Incógnito, até então, pelo visto até mesmo para ela. Não sabia bem o que falar sobre aquilo, afinal, tinha beijado apenas uma vez na vida, alguém que amou em segredo (até para si mesma) durante anos. Acreditava que tal gesto não devesse ser feito de forma tão banal, mas avaliando a situação e a criação de Tori… Não, não a julgava.

-Nós duas parecemos querer um amor simples, leve, perfeito. Começo a achar que isso não existe. - Respirou fundo, largando o ar pela boca de uma vez só. Estava exausta. Não pelo cansaço físico, mas por toda a situação de ambas. - Unnie… Como vai conseguir evitar ver Sally? Ele eu até acredito que sim, mas… Ela é sua colega de grupo, não é? Aish, vai ser tão estranho...
Nang Eun Kyung
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take a deep breath
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call me friend but keep me closer and I'll call you when the party's over

Por muitos anos ela tinha se visto sozinha, e por isso agora tentava assegurar Tulipay que não era o caso para ela, agora. Mesmo com a desilusão com garotos… até porque, nesse sentido, estavam no mesmo barco, e igualmente perdidas no meio do oceano. Até certo ponto, tinha razão que todos aprendiam a fingir, por obrigação. — Sim… acho que só não o suficiente. — Era mesmo um problema para ela, e já tinha sido um motivo de queixas. Quando faziam isso, era imediatamente falta de profissionalismo, afinal de contas.

Falava daquele amor ruim com certeza, depois de o viver tantos anos, mas ainda sem certeza. Era confuso. Sabia do que falava, ao mesmo tempo que não sabia. E Tulipay agora negava.

Ou então…

Ou então ambas tinham, em parte, razão, e o problema era não ser mútuo, no seu caso. Essa certamente era a pior hipótese de todas, pois queria dizer que ela não podia fazer nada. Levou as mãos aos lábios, passando a roer as unhas enquanto pensava. — Então… não sei. — A voz saiu num sussurro, dificultada pelo nó na garganta. Já não sabia. Era tudo demasiado complicado.

Não dava toda a história a Eun Kyung, como se fosse um tabu, e por isso ela só podia pegar em pedaços e unir peças para formar um puzzle. Depois do que tinha visto, certamente não devia ser tão difícil assim. Meneou positivamente a cabeça quando lhe perguntou sobre ter facilitado as coisas para o casal. Encarou a expressão fofa da mais nova com os olhinhos ainda brilhantes, tentando lhe dar um sorriso triste. — Ne… Viu como eu lidei com aquilo? Eu sabia que devia ter ficado calada. Devia ter os deixado e ido embora, era o que ia fazer… — Disse, mas logo de seguida percebeu que não, então abanou a cabeça.

Mas como podia ignorar? Como é que puderam fazer isso? Eu perdi o meu celular e nem sequer pude falar com ele. Precisava de ter falado. Estava confusa, quando tentei me defender só perdi mais ainda. E depois, quando o encontro, é assim… Não, sabe que mais? Sorte dela que só foi uma peruca. — Deitou da boca para fora, mas isso só ia piorar mais ainda o grupo… Finalmente parou para respirar. — Miane… Na verdade ele não é assim tão mau, é alguém com quem posso contar, mas... — Deixou a frase por terminar, por não saber como o fazer. Em vez disso, disse outra coisa qualquer. — Você não percebeu quem ele era, não é? — O disfarce tinha sido bom, como era de esperar de Seo Jun… Mas os seus hoobaes da KT tinham sido capazes de perceber, ainda assim.

Ne… obrigada por estar aqui comigo. Nem sei o que podia ter feito se tivesse ficado sozinha depois daquilo tudo… — Suspirou, lançando-lhe um sorriso. Desta vez, mais genuíno. Pixie chegava à conclusão que o amor que ambas queriam simplesmente não existia. — É, talvez… Simples parece impossível.

A dongsaeng agora lançava uma pergunta difícil. Era basicamente impossível evitar alguém que estava na sua própria casa. — É… boa pergunta. Tendo em conta que partilhamos uma casa e um emprego… nem eu sei. Pelo menos nesse sentido essa pausa até pode ser boa. Aigo, porque nada corre bem ultimamente? Parece que a minha queda levou o mundo para baixo junto a mim… — Cobriu o rosto com as mãos, chateada com tudo. — Mas não se preocupe demasiado, não é a primeira vez que acontece algo assim no grupo. Depois de tantos anos, temos muitas histórias… — Quem estava de fora nem imaginava.

Infelizmente não é sempre perfeito estar dentro de um grupo. Não escolhemos as suas integrantes, só temos de, pelo menos, as tolerar. No início, é mais fácil. — Até se conhecerem melhor e a paciência se ir esgotando em alguns casos… — Embora também seja uma união sem igual, claro. — Acrescentou para não ser demasiado pessimista. — Mas lembre-se que o que acontece no Scary Night fica no Scary Night. Logo, por enquanto, eu vou fingir que nada se passou e não comentar nada sobre o assunto. Não sou obrigada a falar com ela… e nem fingir que estou feliz. — Ia ser engraçado para os fãs da Sally, que não gostavam propriamente da vocalista principal… mais motivos para a odiar.

Vou ter de aprender a lidar com isso, pelos vistos. — Encolheu os lábios, fazendo uma pausa. Não devia ser muito diferente do que tinha feito com Jisoo. — Ao menos você vai ter um tempo para você, não é? Ficar em casa… Descanse, tome o tempo que precisar para você mesma. Sei que é difícil porque ele era seu amigo… — Pois sabia, mas nem calculava ainda o quanto lhe faltava para saber tudo. — Mas se precisar de alguém, a minha agenda deve estar bem vazia, fora treinos intensivos de dança… A sua unnie estará lá para você! Só tem de falar antes com a Jiu, por enquanto… E prometo não a levar para uma dessas tão cedo...
Moon Jae-Eun
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28/10/2018
It’s alright if you run out of breath
No one will blame you
It’s okay to make mistakes sometimes
Because anyone can do so

It’s alright I’ll hold you

Mesmo não sabendo nem metade da história de Tori, Pixie tentava unir os pedaços que sabia com o que percebia dos sentimentos da unnie. Então, aos poucos e com muita sensibilidade, ela dava algumas sugestões e opções, não que soubesse muita coisa sobre isso. Nem ao menos podia aconselhar ninguém, não com a pouca (e ruim) experiência que tinha com relacionamentos.

-Aish, acho que nenhuma de nós estava preparada pro que aconteceu na Scary Night.
- Foi a única coisa que conseguiu responder quando ouviu Eunie falar que "sorte dela que só foi uma peruca". Arregalou os olhos, surpresa e um pouco chocada. Não era Sally que ficaria mal falada pela agressão, infelizmente. Então sorte de Tori que tinha sido só a peruca. É claro que não falou isso, não parecia de bom tom dizer, ainda mais com a unnie tão fragilizada.

-Ani, não reconheci ele, embora o rosto fosse familiar... Quem era? - Deu um pequeno sorriso ao ouvir a frase seguinte. - Nenhuma de nós conseguiria ficar sozinha depois de tudo, acredito. Eu estou acostumada com a solidão, mas... É bom ter você aqui, unnie. - Seu sorriso abriu um pouco mais, porém não parecia completamente feliz, embora estivesse mesmo agradecida, pelo apoio e momento de desabafo. Como tinha dito, estava acostumada a engolir e digerir os próprios problemas e sentimentos, raramente os partilhava com alguém. Moon talvez fosse a pessoa que mais a conhecesse e, por isso, sabia respeitar os momentos que a amiga precisava ficar sozinha.

Só que aquele não era um desses momentos. Era bom ter alguém ao seu lado, ainda mais quando estendia tão bem do assunto "coração partido". Eram histórias diferentes, pessoas diferentes e, ainda assim, tudo parecia tão semelhante... Foi então que perguntou sobre como seria com Sally dali para frente. Não podiam se evitar para sempre, não é? Ao menos isso ela tinha a seu favor, era provável que nunca mais voltasse a ver Sook. Não fazia mais parte do seu mundo.

-Minha tia disse uma vez... - Começou a falar com a voz baixa depois de ouvir todo o desabafo de Tori. A tia sempre tinha bons conselhos maternais e, quase sempre, ela utilizava dos mesmos quando as amigas (Moon ou as do BBG) precisavam. Fazia sentido usar este agora. - Que só pode levantar quem cai. E eu acredito mesmo nisso, ainda mais agora. Quem sabe esse seja o momento para nós, unnie, principalmente pra você. Nos levantarmos mais fortes do que nunca. Não podemos mostrar pra eles o quanto mexem conosco, não é? Ani, somos melhores que isso. Você é melhor que Sally. É só uma fase ruim. Você vai se levantar e recuperar do tombo.

Depois de todo o pesar, o clima parecia mais leve agora e, embora ainda houvesse dor, o apoio mútuo realmente as ajudava a respirar, a ponderar, pensar e, por fim, reerguer-se. Mesmo que não estivesse super feliz, já não tinha vontade de chorar. Era um bom sinal, não?

-Eu quero fingir que nada aconteceu, mas vai ser difícil, Sook não é do tipo que perdoa ou esquece. - Se jogou no travesseiro, os olhos ainda abertos, mas encarando o teto. - Ter um tempo pra mim... Não sei se é positivo ou não. Gostaria de ter minha agenda cheia de volta, pra ter como me distrair, para não ter tempo de pensar... Quase anseio por voltar aos palcos, aos treinos. Deve acontecer em breve. Ainda bem. - Desviou o olhar para Tori. Logo o dia ia amanhecer, tinha perdido a noção do horário por causa da conversa. - Você deve estar cansada unnie. Talvez seja melhor dormir. Amanhã vai ser um novo dia, kure?
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Tudo naquela noite era triste. Triste, ou enfurecedor. Ninguém merecia acabar assim depois do Scary Night! Era suposto ser… bom. Aliviar os espíritos. Mas apenas a tinha relembrado do quão em baixo se podia sentir. Das suas… dependências. E, no entanto, mesmo sem ter Seo Jun, não estava bem sozinha.

É… devia ser. Você só não deve ter associado… os meninos do Strike, acho que perceberam. — Infelizmente. Não chegou a responder à pergunta, apenas depois dando a entender que era algum sunbae. Que a tinha motivado imenso. Uma forma de simplificar muito, mas muito mesmo toda a situação. — Ne… eu também sei o que isso é. Também é bom para mim a ter aqui. — Em outros momentos, tinha também JiU, mas pelo menos não era um peso a mais para ela naquela madrugada complicada.

No entanto… era sempre difícil. Havia sempre aquele momento em que a solidão a consumia, apesar de tudo. Um buraco que ela já há demasiado tempo que esperava por uma pessoa em específico para preencher.

Mas agora não era essa pessoa que tinha palavras encorajadoras, essa que tinha apenas escavado o buraco mais fundo ainda. Não, agora era Tulipay que a consolava com palavras encorajadoras. Chegou até a arrancar um sorrisinho de Tori. — Tem razão. Só preciso de me recompor. Nós duas precisamos. Vamos nos erguer mais fortes. — E ia. Pois também há pouco ela tinha razão: não precisava de nenhum garoto para a sua carreira. Tudo aquilo servia-lhe de  combustível, uma forma de reacender o fogo dentro de si e relembrá-la de muita coisa.

Ao menos vai ser difícil reencontrá-lo. E infelizmente isso vai mesmo dar tempo para pensar. Mas isso não é necessariamente mau. Às vezes precisamos mesmo disso, para perceber as coisas importantes e as que não são. Bom… eu pelo menos vou voltar mesmo aos treinos. Na verdade, tem sido sem parar... esta foi a maior distração. O que não quer dizer que volto aos palcos tão cedo… na verdade, duvido. — Suspirou. Devia ter reclamado também do hiatus… — Ne, devíamos ambas dormir se conseguirmos. É melhor… preciso mesmo de dar uma pausa em tudo o que se passou. — E pelos vistos a única pausa total era mesmo o sono. Mesmo que não fosse fácil dormir agora...

fim.
Moon Jae-Eun
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