Elysium Fields

O Elysium Fields foi fundado em Fevereiro de 2018, com o intuito de ser um jogo entre amigos, mas cresceu para se tornar não um único jogo RPG, mas vários. Desta forma, pode encontrar um jogo para jogar, ou narrar o seu próprio jogo, com as suas regras. A maioria dos nossos jogos são guiados por um narrador, que começa a história, desenvolve, e dá um fim à mesma. Os jogadores são os seus personagens principais.
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A skin foi totalmente criada pela Ross (Ji Yeon), para uso exclusivo no Elysium Fields. A designer agradece à Persephone (Hae Shin) e à Luxi (Joo Ri) pela paciência para a aturar, a Flerex pelos códigos de cores e campos de perfil que tornaram tudo mais fácil e a FontAwesome pelos ícones. Os gráficos para imagens foram obtidas do Google e editadas pela Ross. As tramas são criações originais e de responsabilidade de seus respectivos narradores. O blog Dorama Resenhas é nosso parceiro-irmão e todo seu conteúdo é feito por suas escritoras através de uma pesquisa séria de fontes confiáveis, além da exposição de opiniões próprias. Plágio é crime. Não copie dos nossos conteúdos originais. Se for tomar inspiração, por favor mencione.
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Gyuri: 04. A Princess is Born

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Relembrando a primeira mensagem :

Gyuri

Quarta-Feira. 31 de Outubro de 2019, 6 A.M. Residencia OMV

Por mais resiliente que Gyuri fosse, manter a mente e o coração completamente calmos e o tranquilos naquele dia beiraria o impossível. Isso porque o seu grande momento finalmente havia chegado. Desde a reunião com sua chefe, Gyuri já tinha perdido a conta de quantas vezes leu e revisou aquele script com as possíveis cenas que ela deveria interpretar no teste. Todas as meninas foram usadas como peça importante e, provavelmente, até elas tinham decorado tudo. De muitas formas, a sensação daquela manhã a remetia ao dia do teste para os 7 Wonders - e, por algum motivo, essa memória amarga andava mais recorrente do que ela gostaria. Não já tinha superado isso? Então por que a mente voltava a trazer a lembrança?

O “não” era uma hipótese que ninguém queria cogitar, mas ele sempre existia. E se desse errado de novo? O que seria dela naquele hiatus do mundo do kpop? Ainda faltavam dois meses para Janeiro - onde os comebacks mais fortes recomeçariam, segundo o que foi informado. Conseguiria suportar uma nova humilhação como aquela?

Não! Não devia ficar atraindo esse tipo de pensamento.

Quando se olhava no espelho, ela até era capaz de ver a Princesa Joseon ganhando vida. Não tinha como não passar no teste, por melhores que fossem suas concorrentes! Ela seria a estrela daquele dia.

Só precisava se acalmar.

Uma pequena parte da mente também a culpava um pouco pelo Scary Night - aquela voz irritante do pessimismo de quem já tinha “perdido” antes e Gyuri perdera muito. Essa criatura ecoava que se não tivesse ido para a festa, não teria perdido horas importantes da madrugada, nem de seu domingo. Teriam treinado mais, se aperfeiçoado mais. Mas então uma outra vinha, lembrando que todo mundo estava naquela festa. E se eles podiam se divertir, ela também podia ter permissão!

Não que tenha pedido por ela, não é mesmo? Mas ninguém reclamou...Aliás, o plano tinha dado certo demais. Parecia que foram muito inteligentes no modo como articularam tudo e as meninas mais novas foram uns amores por acobertarem. Não havia remorsos, nem receios pelo que aconteceu.

Estava tudo bem! Estava tudo ótimo!

A não ser pela ansiedade pelo avançar das horas naquele dia.

O despertador da casa tocava por volta das 4:30 A.M. para que todas tivessem a oportunidade de se arrumarem e maquiarem para os respectivos compromissos. Os treinos e ensaios estavam bastante intensos e as meninas chegaram em casa por volta das 11h P.M da noite. Se dormiram três horas foi muito, mas aquela era a vida que escolheram.
Nagyung foi preparar o café da manhã, dessa vez mais especial para desejar boa sorte para a unnie. Yuju e Yuri já estavam com seus uniformes do colégio e ajudavam a arrumar a mesa. O ritmo era um pouco mais lento, principalmente por parte da maknae. A menina estava cada vez mais resistente e menos mimada, acostumando-se a vida coletiva, mas suas pernas estavam doendo muito do treino de segunda-feira. Tinha levado muito a sério as críticas que recebera e parecia adotar a cartilha de Gyuri. Ainda que fosse resistente - afinal, era uma excelente tenista - o corpo estava esgotado.

Lena apareceu com roupas de ensaio. Iria para a agência junto de Gyuri - e de lá, ela pegaria outro carro para seguir até o estúdio do teste.

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O cheiro do café da manhã estava tomando a casa e quando Gyuri chegasse até a mesinha delas, encontraria uma refeição digna de uma princesa - em seu arroz, o caractere chinês “princesa” tinha sido desenhado com pedaços finos de alga. Yuri olhava com orgulho para seu trabalho e começaram a bater palmas para incentivá-la.

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Gyuri

Quarta-Feira. 31 de Outubro de 2019.

Segundos antes do beijo, Sunwoo dissera algo que parecia fazer sentido para Gyuri agora: esperava que ela estivesse pronta para arcar com as consequências. E quando disse isso, estava se referindo no mais amplo sentido - fosse por conta das impressões e sensações que deixaria marcadas em seu corpo e memória, fosse pelo teste que viria a seguir.

Gyuri nunca foi do tipo extremamente curiosa. Sempre foi uma moça ponderada, equilibrada como a balança que representava seu signo e contida. Por algum motivo - que ela ainda se recusava a dizer qual era - justamente num dia importante como aquele, ela sentiu a necessidade de ver e ouvir aquela conversa entre Sunwoo e Soeun. Mais do que isso, seu ego também precisou se fazer presente, para mostrar que mesmo que por um segundo, ela o vira com a guarda baixa e exposto. Só que Gyuri não podia imaginar - no máximo poderia torcer, mas não ter certeza - que aquilo aconteceria entre eles.

E agora estava arcando com as consequências de tantas provocações.

O instinto de sobrevivencia mais comum das pessoas que se encontram acuadas é o ataque. Podia ter orgulho de saber que deixou Sunwoo recuado, mas será que estava satisfeita com o desfecho? Bom, sim, o beijo tinha sido mais do que prazeroso, visto que palavras não poderiam descrever o que ela sentia neste momento. No entanto, também deixou um gosto agridoce do proibido. De algo que não podia se repetir. Pelo menos não fora de cena.

Chegou um ponto que ela até torceu para que não passasse no teste. Quando foi que ela deixou que coisas externas abalassem seu profissionalismo? Jamais algum evento a tirou de seu rumo - mesmo aqueles mais densos, pesados e escondidos em sua mente.

Por que daria esse poder a Sunwoo?

Difícil entender.

E mais difícil ainda era usar aquele tempo para se concentrar de verdade. A leitura que antes era tão fácil, estava um pouco mais difícil de ser absorvida agora. Ela sabia todas as falas, todas as possibilidades, mas sua mente não conseguia se concentrar. Não conseguia se desligar dos acontecimentos para focar exclusivamente no teste. E pior era que sabia que o teste determinaria seu futuro pelos próximos meses. Pois caso não passasse, além de decepcionar seu grupo, parentes, a manager e a si mesma, também trazia um tempo de hiatus que toda a indústria vinha sofrendo.

Gyuri precisava se manter de pé mesmo depois de todo o rebuliço que passaram. Do contrário, ela não sabia que objetivos teria dali em diante - era só lembrar da semana sem agenda, onde ficou completamente perdida por não saber viver sem ter dias desgastantes e regrados.

Justo quando começava a retomar o tom, seu nome foi chamado.

Era a última.

As outras concorrentes nem ao menos tentaram falar com ela, por conta de sua postura. Não tinha feito por mal e tampouco pareceu mal educada. Só que estava tão fechada em seu próprio mundo que era incapaz de abrir sequer uma frestinha para que outras pessoas entrassem. Então, afastou as outras meninas - não que fizesse grande diferença, considerando que nem sabia se faria alguma amiga ali, no meio das concorrentes. Mas mesmo assim, foi mais uma atitude atípica.

Já dentro do estúdio, devidamente maquiada e com um cabelo que remetia a um penteado de jovem aristocrata solteira de Joseon - com roupas neutras das candidatas: uma blusa de manga curta baby look e uma calça jeans escura - ela se dava conta de que não havia uma brincadeira ali. Não seria fácil como as fotos porque não bastava ser bonita e conversar com uma lente fotográfica.

Precisava se expressar.

Transmitir sentimentos.

Talvez este fosse seu maior desafio - ela tinha carisma, mas era reconhecida, de fato, por sua estonteante beleza. No entanto, a aparência não seria o suficiente, apesar de ser de grande ajuda. Precisava mostrar um diferencial somado a sua crescente atuação. Afinal, estava competindo com atrizes de ofício e ela nem ao menos sabia como elas tinham se saído no teste! Nem ao menos tinha pensado nisso, visto que focou-se mais em Sunwoo, beijos e como afastar isso de si.

Vestiu sua máscara de confiança - mas precisava ter cuidado, eles não queriam uma máscara em branco. - e não se deixou intimidar. Sunwoo também não estava ali para tirá-la de seu centro, então, foi educada, reverenciando longamente o diretor e encarando um a um depois que seus olhos se acostumaram aquelas luzes incomodas. Estava em sua marcação e já desviou o olhar da camera a tempo para observar seu quarto de mentira.

Reconheceu um velho amigo no meio daquele lugar detalhado - e olha que era apenas um teste, mas mesmo assim estava produzido. Tudo era permitido, visto que o monólogo ficava a escolha de cada uma - seria um modo delas relaxarem e usarem o espaço da princesa além de ser a princesa. Gyuri não teve dúvidas do que escolher fazer e os diretores se encararam por um momento.

Seria interessante ouvir alguém tocar o desafiador gayageum.

As outras concorrentes também deram uma encarada. Não deviam ficar tão surpresas porque Gyuri era uma idol. Elas só não esperavam que ela realmente fosse por este caminho.

Ela estava calma e plácida, como sempre. Ignorando a presença daquelas pessoas, pois estava diante de um reencontro há muito desejado: sentia saudades de seu amigo da infância. Do instrumento que a ajudou a ser vista e amada pela primeira vez além de seu rostinho lindo. Quando ouviu “que menina talentosa” antes do “que menina linda”. Deslizou o dedo pelas cordas, como se desse um olá, sendo retribuída pelo som.

Mas como um bom amigo para todas as horas, o gayageum chamou a atenção por ser uma peça de época. Não chegava nem perto da aparência daquele que ela tocava quando menina. Porque este pertencia a uma princesa e não a um colégio de Sokcho. E Gyuri perceberia que, talvez, a estratégia não estivesse tão certa, mas ainda havia tempo de consertar.

Pela primeira vez, Gyuri, eles não estavam ali para ter ver como idol.

Eles queriam ver a princesa.

E você depois de tanto ler aquele roteiro já devia saber os complexos sentimentos que habitavam o coração dela. Em que momento a princesa tocaria o gayageum dentro do contexto que te deram? Lembre-se que ela encontrou um amor e amaldiçoou seu casamento. No entanto, sem saber, ela amaldiçoou o próprio homem que amava e agora precisa reverter o que desejou. As notas sairiam perfeitas diante da dor de uma tragédia anunciada que você mesma causou? Sua música e sua expressão devem se alinhar para transmitir o que aquelas pessoas desejam ver: Paixão em seu mais amplo sentido que ia desde a euforia até a mais intensa das dores.

Eles querem se emocionar por enxergarem a princesa tocando o gayageum .

Não a idol que sabe tocar gayageum.

Este era o grande desafio dela no instante em que ouviu o “ação” através do diretor.

[Use sua ficha ao seu favor e interprete a princesa no teste]
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nam gyuri
You didn’t know there would be a swan inside this duckling
Blow out the candles on the cake
And put the crown on my head

She is a masterpiece

O gayageum era um porto seguro. Quando todos aqueles sentimentos pareciam loucos e sem explicação, o instrumento musical era a única coisa que a conectava com sua origem, com seu passado, suas aspirações e motivações profundas. Foi um alento que, em um dia que sua balança estava tão desregulada e bagunça, pudesse encontrar um símbolo de sua essência e, como tal, precisou ser afinado e testado. No primeiro instante, Gyuri deixou-se levar pelo objeto e sua melodia. Porém, ela perceberia logo que aquele objeto não era verdadeiramente o seu velho amigo e que aquele gayageum não era preparado para ela em uma apresentação em um programa de variedade para mostrar sua habilidade.

As notas não eram do gayageum de Sokcho, mas do instrumento da princesa. Era pesaroso e quase irresistível, mas compreendeu isso ao ouvir como ele soava, reconhecendo-o como o objeto de Hyohye. Seu dedo pesou em uma corda, fazendo um som pesado e fora de ritmo, propositalmente.

Com o erro, recolheu a mão e abaixou o rosto, concentrando o tempo que as horas pensando naquele rapaz não lhe ajudaram em nada no camarim. Mas não era ridiculamente conveniente que fosse a mesma pessoa que lhe causava sofrimento nos dois papéis? Podia dizer que era um presente. Uma dor que elas compartilhavam por motivos diferentes.

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Suspirou diante do gayageum e olhou para cima, procurando por uma ausência impossível de preencher. Ironicamente, as duas procuravam a mesma pessoa. Mas Hyohye era boba, inocente, tinha feito uma escolha da qual não estava preparada para as consequências.

Não lhe soava familiar? Ouvia a personagem que tinha imaginado enquanto lia aquele roteiro conversar com ela, pedindo-lhe para escutar o que ela tinha a dizer. Não podia renegá-la em seu coração. Precisava abraçá-la, aceitá-la em sua fragilidade e só assim poderia vivê-la e expressá-la, ou acabaria aquele teste vazia, com uma máscara colada no rosto, uma personalidade de fachada e supérflua, com a qual os outros não queriam se emocionar.

Pois ela era assim mesmo: um muro impenetrável de emoções, para não atrair piedade ou sentimentos negativos dos outros, para não ser vista como inferior.

Mas agora… se quisesse ter uma chance contra aquelas moças tão habilidosas, com tanta técnica, ela precisava entregar-se completamente. Àquela história, aos sentimentos que roteiro decorado nenhum conseguiria traduzir.

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Fechou os olhos por um momento e inspirou. Hyohye lhe contava os segredos de seu coração, segredos que ela gostaria de compartilhar com os diretores também.

Conheçam… a minha história. Através dos meus dedos e do meu olhar.


Os meus pensamentos estão embaralhados e lentos.

Hesito em minha decisão de me revelar.

A dor me consome por inteira, mas não há remédio para ela.

Eu sei disso, porque garanti que ele não existisse.

Talvez, se eu lhe contar o que aconteceu… Talvez eu possa resolver?

Está pronto para descobrir o que fiz? Poderia me ajudar?

Minha imaturidade tornou-me herbalista do meu próprio veneno.

Era uma noite festiva, quando fugi do palácio e encontrei um jovem de cabelos brancos.

Tentei fugir, pois não poderia ser descoberta. Era minha primeira rebeldia.

Eis que não estava preparada para o mundo como ele era, mas ele, como sempre, veio me salvar.

Seu olhar, suas mãos e sua habilidade me encantaram.

Havia verdade naquele rosto, mesmo que o meu estivesse protegido pelo véu.

Nosso momento foi breve, íntimo e secreto, mas a despedida ficou marcada em meu coração.

O homem de cabelos brancos…

Ele tornou-se a figura dos meus sonhos, das canções que eu ouvia e dos desejos que tinha.

Nós nos apaixonamos e eu vivi sonhos belos a seu lado. Minha mente era poderosa, contruiu nosso futuro, minha esperança, minhas alegrias.

Mas era tudo uma ilusão. Pois eu jamais poderia ser de outro homem, visto que uma princesa tem seu casamento escolhido por seu pai.

Havia uma sombra em algum lugar de Joseon que esperava por mim.

O sentimento me enjoava. Eu não o amava, jamais poderia. Meu coração estava manchado em contrato com um fantasma e o medo me tornou mais triste.

Quanto mais eu o amava, mais o espírito me atormentava.

Não poderia aguentar, não queria esquecer. Como poderia ser de outro?

Minhas lágrimas engrossaram e foram cristalizadas em maldição.

Por que fui tão tola?

Meu fantasma era minha própria ignorância e meu choro virou uma lâmina girando próxima a seu coração.


E uma nova nota ressoou pelo estúdio, sem terminar a música. A melodia servia para contar uma história, emocionar não só os presentes, como a própria Gyuri, que tinha como objetivo com aquilo usar sua paixão pelo instrumento, além da história, para tocar o próprio coração e derramar uma lágrima em cena com um olhar perdido.

Nam Gyuri
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Gyuri

Quarta-Feira. 31 de Outubro de 2019.

Num primeiro momento, o teste pareceu um desafio grande demais para Gyuri lidar. Pelo menos para quem assistia: a jovem - bem jovem mesmo - tinha uma aparência de realeza e isso não tinha como ser negado. No entanto, os primeiros minutos dela naquela cena livre abriu margem para uma ampla crítica e dúvida sobre sua capacidade na atuação. O dorama em questão buscava pelos jovens atores mais talentosos e populares da atualidade, uma super produção bastante ambiciosa que visava conquistar todos os prêmios de 2019. Por isso mesmo havia um grande rigor na avaliação - além de uma crítica que poderia doer.

Os diretores trocaram breves olhares de desagrado quando a menina começou a tocar o instrumento.

Quer dizer, eles adoravam quem sabia usar um gayageum com perfeição, mas eles pensaram exatamente o que ela concluiu tão logo sua mente acordou: eles não estavam ali para gravar um programa de entretenimento que exibiria os talentos da idol. Eles queriam a atriz que habitava aquela idol.

A música era boa, mas um suspiro aborrecido escapou dos lábios de um dos diretores mais exigentes quase que no mesmo instante que a nota mudou. Isso alarmou a todos.

O que era aquilo? Ela ousou errar?

O gayageum podia não ser o mesmo de Sokcho, mas seria um mensageiro de seu melhor amigo: por favor, Nam Gyuri-ssi, conte a história de minha amada dona, a princesa Hyohye. E numa conexão transcendental que apenas os instrumentistas conhecem de verdade, Gyuri encontrou o seu tom naquelas cordas que podiam ter músicas tão alegres quanto sofridas.

E a nota de Hyohye estava triste.

Foi como se o teste tivesse recomeçado e se antes, Gyuri era vista como uma candidata fraca-média, agora as meninas temiam pelo que ela fazia. Os diretores precisaram se arrumar e até mesmo o pessoal da luz e som tombava a cabeça, distraindo-se por um momento diante da manifestação que acontecia ali.

Hae Jin e Soo Jin caminharam juntos saindo de seus pontos até a lateral do cenário - sem atrapalhar a cena, obviamente - para poder admirar melhor o espetáculo que acontecia ali. Estavam de boca aberta, hipnotizados por aquela princesa que mesmo sendo uma co-protagonista já tinha a aura de quem podia ter uma história exclusiva para si. O som do Gayageum trazia tudo aquilo que ela queria transmitir e foi capaz de chamar até mesmo ele: o tal rapaz de cabelos brancos.

Fosse com uma peruca curta ou longa como acontecia no momento, o resultado era mesmo: haveria uma jovem de longos cabelos negros que não conseguiria deixar de reagir ao seu toque, seu olhar. Ou até mesmo sua presença.

Sunwoo se posicionou do outro lado do cenário, oposto a onde os veteranos estavam. E ao fim daquela apresentação, a lágrima de Hyohye não era a única em cena: Soo Jin estava completamente arrepiada e com o rosto manchado; Hae Jin tinha os olhos vermelhos; e Sunwoo tinha uma lágrima escorrendo pelo lado oposto ao de Gyuri - sempre assim, andando em lados opostos.

O silêncio tomou conta do lugar até o primeiro fungar - uma das mulheres da staff. O diretor mais carrasco a olhou com deboche, mas ele também tinha se envolvido. As luzes foram acesas e Gyuri, de repente, veria sua grande plateia: tão espantada quanto enfeitiçada por ela. Hae Jin estava extremamente orgulhoso, Soo Jin comovida e Sunwoo abaixando a cabeça, voltando para seu ponto.

- Bravo! Excelente apresentação, Nam Gyuri.
- O diretor tinha uma voz de trovão e nem precisava de microfone para ter a atenção de todos. - Ninguém tinha cogitado o gayageum e fiquei preocupado achando que só ouviria uma música agora. Mas eu ganhei uma história. Essa decisão será dificil, hã?

Olhou para todos os presentes.

- Pois muito bem...Sua próxima cena será.. - Ele mexeu na prancheta, fazendo certo mistério. Pela ordem, ela deveria ir com Soo Jin, mas ele queria mais! Ele queria testar logo aquela química em cena para tirar a dúvida. - Encontro ao luar.

- Mwo? Mas… - O diretor assistente não conseguiu se conter.

- Calado. - Resmungou e focou-se em Gyuri. - Venha para cá para que possamos girar o cenário, senhorita.

Pediu para que ela saísse do centro enquanto o cenário mudava: do quarto da princesa para o jardim do palácio a noite. As cenas seriam mudadas - melhoradas e adaptadas - mas os testes tinham a sinopse e o embrião de toda a história. Encontro ao luar era a última vez que Hyohye via o rapaz misterioso do mercado antes de seguir para o palácio real. Seria a última oportunidade de fuga, onde os dois cogitam em partir, mas o peso da obrigação e da honra a família fala mais alto. O rapaz também não sabia que ela era uma princesa e os dois trocam, além de juras de amor, um pertence para que nunca se esqueçam daquele dia. Muito menos um do outro. Depois disso é que Hyohye amaldiçoa sua sorte e o seu futuro marido - que vem a ser o rapaz que ela se apaixonou.

Ou seja…

Gyuri teria que encontrar com Sunwoo em cena.

Para uma despedida sem data marcada para um reencontro.

Familiar, não era?

Sunwoo estava usando uma peruca branca, de cabelo comprido e trazia uma espada pendurada a sua cintura, por baixo de um roupão de tecido fino, azul marinho e branco. Ele a encarou por um momento antes dos dois tomarem seus respectivos pontos de marcação.

[Amei a cena dela <3]
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nam gyuri
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Gyuri tinha entregado o melhor que uma idol-atriz poderia: uma música com emoção de palco. Foi complicado no início, pois mesmo que tivesse uma postura de confiança, não sabia realmente o que estava fazendo e precisou de alguns minutos para se adaptar. Era natural, depois de tanto tempo fora de um estúdio. Porém, a sensação de ter a mente voando longe enquanto ela assumia um outro tipo de personalidade era muito boa. A lágrima que escorreu em seu rosto foi calculada e ela se levou a isso ao concentrar-se na música e nas mensagens que passavam em sua mente, mas quando as luzes se acenderam e viu o rosto de emoção dos presentes, ela sentiu uma sensação de recompensa.

Era uma honra ver seus sunbaes daquele jeito. Mal sabia para quem olhar. Tinha sido só um teste mesmo? Sentia-se como em uma apresentação da escola que os pais aplaudem com força os filhos. Para alguns, essa comparação seria motivo de piada, mas para ela, significava tudo. A verdadeira surpresa foi ver Sunwoo ali também, que, até um beijo atrás, ela achava um grosso insensível. Não podia nem fingir que não estava impressionada com aqueles olhares sobre ela. Limpou a lágrima e curvou-se em respeito aos diretores.

Mesmo ela, que era tão contida e meticulosa, sentia um certo alívio de deixar-se levar por um personagem. Ainda que a Hyohye não passasse de uma adaptação de roteiro para uma mulher verdadeira, poder expressar-se através dela lhe deu uma sensação de conforto, muito diferente da determinação em ser coreograficamente perfeita.

Isso só corroborava com as palavras de Yuri: ela era muito mais feliz fora do show. Mas também tinha muito a agradecer ao mundo idol, como aquela oportunidade de ser uma cantora-atriz, ainda que somente em um período de férias.

Diferentemente de um elogio que recebia por sua aparência ou um comentário construtivo após uma avaliação interna da KT ou de uma habilidade que originalmente não tinha, Gyuri não sentia indiferença àquelas reações. Amava o gayageum verdadeiramente, porque era nostálgico e um ofício que ela aprendeu por curiosidade e vontade própria, não por necessidade. Ser elogiada por isso a deixava lisonjeada e com um sorriso raro em público.

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Foi assim que ela curvou-se novamente e levantou-se, ajeitando o cabelo e a roupa. Sentia que tinha feito um trabalho excelente e seu peito se enchia de alegria. Segurou as mãos na frente do corpo, tentando disfarçar o quanto estava alegre com aquilo. Nem olhava direito para o lado, para não parecer que era favorecida pelo casal protagonista ou algo assim, mas olhou de canto, orgulhosa e satisfeita.

Foi pega de surpresa até por si mesma. Podia mesmo fazer tudo isso? Porque como idol não se sentia especial, além de ser a visual do grupo e a mais popular. Porém nada disso tinha muito significado para ela, além de uma sensação de agradecimento.

Reagiu com sorrisinhos políticos sobre a decisão ser difícil, mas não estava preocupada. Caso não passasse, teria aquele momento querido guardado para sempre. Não esqueceria daquela sensação incrível.

Tudo parecia ter voltado para os eixos finalmente, até que os diretores conversaram sobre a “cena do encontro ao luar”. Isso parecia mais preocupante, então colocou seu olhar simpático e neutro no rosto, cumprimentou e o seguiu para o próximo cenário. Enquanto caminhava, ela procurava mentalmente o que era aquela cena. Sentiu um aperto no peito.

Aquela cena? Tão forte, tão repentinamente assim? Sentiu medo de não conseguir entregá-la, ainda mais porque, quem queria enganar? Pensava nele e que teria que interagir com ele. Fechou os olhos, tentando concentrar-se nas pequenas falas rascunhadas.

Gyuri, Gyuri, por que fez isso no bendito dia do teste? O beijo vinha forte em seus pensamentos, lembrava de sua mão em sua cintura, da textura de seu rosto, da…

Nem sequer conseguiu parar e se concentrar. Porque lá estava ele de novo…

Sunwoo…

Não.

Assim como gayageum não era o seu amigo de Sokcho…

Aquele era Kim Hui.  Alguém que ela podia amar.

Ela era Hyohye, no último encontro possível com seu amor. E ele a amava também. Jamais seria hostilizada por causa de um beijo secreto. Ali não precisava preocupar-se com isso.

Tentou segurar sua expressão com todas as forças que possuía, porque o achou lindo,  e porque tinha uma memória bem recente nos lábios e cabelo que começaram a acelerar seu coração. O curioso é que, externamente, nada tinha mudado - o que provava o interesse que ela sentia por ele desde sempre, mesmo sem admitir.

A boca virou uma linha e seu olhar tinha um quê de desconfiança. Havia muito não sendo dito em voz alta ali, mas ela tinha uma necessidade de não fugir de seu olhar, custe o que custasse, mesmo que isso significasse parecer um tanto séria demais, mas só estava tentando conter os sentimentos.

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Pelo menos… Até o diretor gritar “Ação”. Porque assim como a lágrima que saiu foi uma atuação que lhe deu alívio, talvez “fingir” que estava apaixonada por ele fosse muito mais natural e a faria descobrir muito mais mais sobre si mesma do que a constante negação que seu orgulho tinha pregado nela até agora.

Quase esqueceu de curvar-se, porque de repente se achava íntima. Precisava curvar para alguém que tinha beijado? Foram segundos imperceptíveis só olhando para ele, mas para alguém regrado como ela, tinha sido muito tempo.

Após curvar-se em respeito, ela ajeitou o cabelo e a postura, respirando profundamente e o encarando mais uma vez. Agora…

Podia ser para Hyohye quem contaria os seus segredos.
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Gyuri

Quarta-Feira. 31 de Outubro de 2019.

Depois daquele teste que beirou a perfeição, Gyuri tinha um último desafio em seu caminho - pelo menos naquele dia. Era incontestável que a performance dela, interpretando uma Hyohye sensível e artística havia dominado todo o local e silenciado um estúdio que já tinha focado suas atenções nela. Era uma unanimidade entre os presentes, até mesmo nas atrizes que estavam ali. Sem dizer nenhuma palavra, mas usando sua voz e seu corpo para falar, ela disse absolutamente tudo.

Mas isso não bastou - e quando foi que a perfeição bastou para Gyuri?

De repente, ela estava diante da cena Encontro ao Luar. Talvez fosse a que as concorrentes mais desejassem fazer, mas a última escolha que Gyuri teria feito de modo consciente - pelo menos até o beijo. E quando o cenário virou e Sunwoo finalmente surgiu, os dois tiveram aquele momento onde tudo estava em jogo.

Precisavam agir de modo profissional.

Mas como fariam isso quando não possuíam total maturidade sobre os sentimentos deles? Era necessário um esforço que ia além de suas forças, mas de importância vital para os dois. Afinal, ninguém, além deles, poderia saber o que aconteceu naquele backstage. Não era o tipo de lembrança que deveria ser compartilhada, por mais bela que fosse.

Sunwoo e Gyuri se encararam por longos segundos - que parecia uma eternidade para os dois. Suspiraram, começaram a se recompor e preparar psicologicamente. Reverenciaram um ao outro e tomaram suas posições.

Kim Hui já estaria no jardim, aguardando por Hyohye no local de encontro deles. Até então, os dois tinham se visto poucas vezes e ambos tinham a imagem de que eram plebeus ou pelo menos a dama de companhia e o soldado de pessoas importantes. Nem a princesa nem ele foram capazes de dizer seus verdadeiros nomes - não disseram nome nenhum. Porque sempre que se viam, o sentimento falava mais forte: fosse o fascínio, a necessidade de proteção ou simplesmente a gratidão pelo salvamento. Os dois tinham caído nas armadilhas da paixão e não conseguiam lidar com a verdade.

Até aquele momento, onde decidiriam o futuro deles, mas a escolha era ficar. Tanto que nenhum dos dois carregava seus pertences para a fuga. Eles tinham apenas o seu coração para entregar, numa despedida ao luar. Pensar em si mesmo nunca fez parte da filosofia coreana. A família e a honra estavam em primeiro lugar.

Sempre.


Ainda hoje era assim, não apenas para Kim Hui e Hyohye, mas também Gyuri e Sunwoo.

O perfume de Hyohee estava presente e Kim fazia o primeiro passo, inspirando profundamente com os olhos fechados antes de olhar para trás. Seus olhos carregavam o peso de uma decisão difícil, mas não deixavam de brilhar diante da mais bela imagem que um homem poderia ver. Ainda que tivesse uma postura imponente e militar, diante dela, tão delicada flor, ele se sentia servil.


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Aproximou-se dela, tomando suas mãos um tanto sem jeito. Kim olhava para a tez branca como a mais límpida neve e suave como a seda antes de erguer o olhos para encará-la. - Voce está aqui...Está aqui de verdade… - Dizia, forçando um sorriso triste. Os olhos diziam muito, quase como se fosse impossível crer que o desejo dele era verdade. - Mas… - Engoliu em seco, olhando adiante, sem ver suas coisas. Ela também não tinha como ver que as dele não estavam ali, mas como ele tinha chegado primeiro, a resposta vinha a partir dela. - Suas coisas… - Engoliu em seco, deixando os ombros caírem.


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Suspirou e tombou a cabeça para o lado, mas sem soltar suas mãos.



[Essa cena deve ter duas rodadas, apenas. Trata-se apenas de um teste e voce é livre para criá-la comigo, como a Gyuri achar melhor interpretar! Lembre-se do que disse no turno anterior: é o adeus antes dela lançar a maldição, mas o diretor quer focar na química do casal. Então, não precisa chegar até a maldição, só até a despedida.]
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nam gyuri
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Gyuri achava que sentia raiva de Sunwoo como Hyohye sentia raiva de seu noivo desconhecido. A ironia do destino de ambas era que o homem que as deixava completamente desnorteadas era o mesmo que elas estavam odiando. A diferença é que a idol conheceu primeiro a versão da raiva.

Seu Kim Hui era uma grande incógnita para ela. O sentimento era muito novo e ela não o reconhecia como sendo paixão. Era orgulhosa demais para admitir isso. Já Hyohye o amava abertamente, mas seu orgulho a impediu de conhecer o seu noivo como era. As duas sofreram com o próprio ódio que alimentaram.

Era a primeira vez das duas no amor. Podia chamar assim? Gyuri tinha medo, por motivos que desconhecia, de ser enganada e ser feita de boba. Por isso mesmo, não sabia o que Sunwoo sentia por ela, só sabia o que viveram juntos horas atrás e como tinham gostado. Mas o que ele pensava disso? Como ele a via? Também tinha “continuado na festa” depois do beijo com ela? Essas dúvidas começaram a surgir agora que o efeito passava, mas como estava em cena, teria que empurrá-las para depois com a desculpa de que viveria Hyohye.

Uma personagem bem perigosa para interpretar enquanto em dúvida sobre seus sentimentos: uma mocinha apaixonada e entregue. Tudo que ela lutava tanto para acontecer, para não ser exposta a alguém que só queria usá-la. Mas a princesa tinha as certezas que lhe faltavam e que eram extremamente prazerosas de se apoiar.

Kim Hui a amava igualmente, e ela o queria também. Só não aguentava a dor da separação.

Encontrar-se com aquele homem de visual impecável era sempre como vê-lo pela primeira vez: impacto, sentidos aguçados e uma dor no peito misturada com um ardor. Sabia que era errado encontrá-lo e revelar seu nome era o mesmo que trazer mais vergonha para sua família. Jamais seria capaz de ferir seus entes queridos, por isso optou por esconder-se. Então não estaria fazendo nada de errado, se ninguém descobrisse. Porém, era questão de tempo daquela fantasia ser desmanchada, para que a verdade fosse revelada.

Só não esperava que lhe revelariam primeiro que seu casamento estava tão perto. Agora era impossível encontrar seu olhar sem sentir a dor da despedida. A dor de saber que um simples toque nas mãos era o último.

Hyohye ergueu o olhar em surpresa, mas sofrimento, quando ele lhe segurou a mão.


Havia tanto a ser transmitido, mesmo sendo uma atuação, não conseguia não sentir vergonha legítima porque todos estavam olhando aquilo. Era sincero da parte dela, porque era impossível olhá-lo tão de perto assim e não sentir nada. Ergueu o olhar para ele, porque descobrira que ele era capaz de conduzi-la.

Franziu a sobrancelha, porque antecipava a despedida, mas suas palavras e forma como olhava sua pele a faziam sentir-se aquecida e segura. Estava ali, mas por quanto tempo? Sua expressão triste já dizia que não muito. Não podia confortá-lo em seu sorriso triste.

Tinha sido descoberta, por isso apenas abaixou a cabeça, fazendo com que alguns fios encobrissem seu rosto por um momento, em que ela apenas ficou pensativa.

- Sinto muito... - apertou suas mãos, aumentando os olhos que começaram a brilhar. - Acho que não estarei presente no festival das lanternas... - tinha a certeza, na verdade.


Ao abaixar e erguer a cabeça, a luz do local ajudava um bocado para que os olhos se incomodassem e enchessem aqueles olhos de lágrimas, conforme ela se concentrava e expunha o globo ocular à irritação.

Aquela pausa era muito necessária porque apesar de ficar calada a maior parte do início da cena, agora ela tinha um parágrafo inteiro, marcado por vírgulas. Precisava pontuar claramente, em ordem, a promessa da princesa.

 Um suspiro pesado entregou seus sentimentos e que tinha ido despedir-se. Era confuso, mas não aguentaria contar todos os detalhes. Ambos sabiam que em algum momento os encontros chegariam a um fim.

-  Mas existe uma promessa mais forte do que qualquer plano, que nunca poderá ser quebrada. Pois me recuso a acordar do sonho que vivemos, mesmo quando eu partir... -  puxou ar e deixou seu desespero misturar-se nas falas, marcadinhas pelas pausas - Mesmo quando eu evitar cruzar seu olhar e as notícias de meu casamento chegarem, mesmo quando nosso tempo passar, confia por toda a vida que meu coração é teu e de nenhum outro. Isso eu lhe juro e ninguém poderá quebrar.


Por mais que o evitasse e fizesse paisagem para os colegas, inclusive amigas de grupo, era também uma verdade para Gyuri que era longe de desprezo o que descobriu sentir por aquele rapaz e que mesmo agora, quando o encontrou tentando disfarçar suas intenções, eram outros tipos de sentimento que tinha. Mesmo quando voltassem para a agência e aquela cena nunca mais se repetisse, ela também guardaria o instante.

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Gyuri

Quarta-Feira. 31 de Outubro de 2019.

Kim Hui fechou os olhos quando ouviu o pedido de desculpas de sua amada. Engoliu em seco, apertando um pouco mais sua mão e meneou negativamente. Não era certo que ela pedisse desculpas sozinha, considerando que ele também trazia consigo o peso de seu nome, a honra de sua família. Só que talvez ele tivesse mais coragem de seguir adiante se ela não tivesse hesitado também.

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Enquanto ele mantinha os olhos fechados e respirando com certa dificuldade - pois seu coração doía e o momento do adeus estava presente - ela abaixava a cabeça apenas para erguê-la de novo. Kim Hui voltou a abrir os olhos, encarando-a. Sem dizer uma palavra, levou a mão até seu rosto, retirando um dos fios que ousava competir com o belo rosto.

- Eu também sinto muito… - Murmurou, hesitante. - Por ter nos forçado a decidir isso…Nunca seríamos felizes, fugindo desse jeito. Não é certo, não é justo, apesar do que nós dois sentimos…

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Os olhos marejaram um pouco, mas foi somente quando Hyohye pegou seu parágrafo que a expressão ficou muito mais sincera. Kim Hui não tirava os olhos dela, sentindo cada sílaba daquela promessa, tomando-a para si mesmo. Os olhos ficaram avermelhados até que uma belíssima lágrima foi formada em seu rosto e rolou reta até a ponta do queixo definido.

- Nessa vida ou na próxima, você sempre será única. A única que dará significado ao amor e que habitará meus sonhos mais preciosos. O meu coração e espírito sempre serão teus e de mais ninguém. Pois é ao seu lado que encontro paz, pois é ao seu lado...que a vida realmente faz sentido para mim. -
Acariciou a bochecha dela com o polegar. - Esta é a minha verdade…

Outra lágrima escorreu pelo outro olho dele.

Era tão, tão sincero…

Que ficava difícil saber quem estava falando naquele momento. Mas aquela era o instante do adeus.

E Gyuri sabia que no instante que encerrasse suas falas, as luzes acenderiam uma vez mais e nenhum dos dois poderiam usar Kim Hui e Hyohye para dizer o que não tinham coragem de falar ou sentir como Gyuri e Sunwoo.

[Conclua a cena da despedida deles]
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Olhar para aquela expressão completamente nova de Sunwoo causava uma sensação esquisita em Gyuri. Sabia que ele estava atuando, e estava tentando atuar também, mas vê-lo mais indefeso e triste, de alguma forma a fazia senti-lo de forma mais humana e, consequentemente, mais gostável. Era irônico, já que era apenas um papel e uma maneira que o verdadeiro Sunwoo nunca lhe tratou, mas acabava iludida confundindo os dois papeis. Quem poderia culpá-la, se tinha acabado de descobrir sentimentos pelo ator e não tinha nenhuma resposta do motivo pelo qual acabaram assim?

Por mais que fosse Hyohye quem estivesse apaixonada, era Gyuri quem corava e sentia o coração hesitando e o rosto recuou um pouco quando ele aproximou a mão de seu cabelo. Isso foi a idol, não a princesa. Porque aquelas mãos seguraram os fios de um jeito que ela não conseguia esquecer. Felizmente, era um fio suave que Kim Hui afastava, e Hyohye apenas parecia hesitante por causa da iminente separação.

Tinha que admitir… Era muito difícil ficar tão perto dele e olhá-lo nos olhos. Tinha vergonha de admitir a atriz ruim que era por não conseguir escapar dos próprios sentimentos. Precisava urgentemente consultar-se com o oppa de Juny.

As palavras que antes vinham na voz entonada de Yuri, fazendo graça, saíram da boca dele com um tom tão verdadeiro que a tocava. Hyohye… Precisava de Hyohye pois como Gyuri não conseguia sustentar-se.

Será que era possível que Sunwoo sentisse alguma dessas palavras que dizia por ela? Sentia que estava se iludindo muito por acreditar nisso, não queria acreditar, mas precisava completar suas palavras. Eram poucas frases do fim. Será que ele a observava naquele momento, mas pensava mal dela? Será que o beijo tinha significado tanto para ele quanto para ela? Será que poderia chegar à conclusão de que gostava dele? De que todo esse tempo apenas queria ficar com ele? Será que seria esse o fim deles também? Como um Scary Night tardio em um set desmontado?

Fechou os olhos sentindo o toque em sua bochecha. Não podia ser tão boba assim, podia? Mas a verdade dela era que acreditava nas palavras daquele roteiro na voz dele. E, por acreditar, sentia os olhos encherem de lágrimas, como uma boba que era, mas podia culpar a princesa.


Hyohye deu um sorriso triste, abrindo os olhos brilhando, respirou pela boca no processo, tentando parecer feliz com aquela declaração, que também era uma despedida emocionada. A última memória que teriam, como se fossem se ver novamente.

- Por favor, não diga mais nada. Porque em uma uma palavra tua, sou capaz de trair até a mim mesma. - seu sorriso murchou e a serenidade foi embora, quando ela segurou suas vestes. - Por isso, vá. Não tenho a coragem de lhe dar as costas. Se me ama, por favor, vá. - ela o soltou, diminuindo o tom da voz, saindo do desespero e tornando-se doce mais uma vez. - E então… Vou te encontrar nos meus sonhos. Até logo… nae sarang…  

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Gyuri

Quarta-Feira. 31 de Outubro de 2019.

Os dentes de Kim Hui trincaram, deixando o maxilar mais tenso diante do sorriso triste de Hyohye. As veias do pescoço ficaram um pouco exaltadas enquanto ele tentava conter o próprio choro e o impulso de não deixá-la jamais. Chegou a abrir a boca para falar algo, mas foi calado pelo pedido dela. Puxou o ar quando suas vestes foram agarradas daquele jeito apenas libertá-lo e deixar os ombros caírem quando foi empurrado - ainda que não fosse a real vontade dela.

Recuou meio passo e nem ao menos ajeitou sua roupa, deixando o tecido marcado e bagunçado pelo gesto dela.

- Aniya… - Murmurou - Não agora…Não sem antes… - Aproximou-se, subitamente, voltando a segurar seu rosto, encaixando a destra na curva do maxilar com a nuca enquanto a tomava nos braços com a canhota. Aproximou os lábios para o beijo de despedida, mas antes que o ato fosse concluído, um grito ecoou pelo estúdio.


- E corta!!!

Pararam daquele modo, encarando a profundeza dos olhos um do outro. A última lágrima de Kim Hui rolou por seu rosto quando Sunwoo piscou. Gyuri sentiria a bochecha umedecida, onde a lágrima concluiria o trajeto como um filete. Sunwoo afastou-se, fungando e pouco a pouco retomando sua expressão comum do dia dia.

Olhou para Gyuri e a reverenciou enquanto eram aplaudidos pelos profissionais presentes.

- Maravilhoso. Encerramos os testes da Princesa com chave de ouro. - O diretor mais exigente anunciava. - Estou satisfeito com o que vi, o resultado será informado até o sábado. Parabéns a todas as concorrentes.

Praticamente enxotava todo mundo depois de obrigar as meninas a gastarem o dia inteiro ali. Sunwoo meneou positivamente, começando a tirar parte do figurino. Hae Jin abriu um sorriso orgulhoso e começou a se aproximar da dupla como um pai vendo os filhos trilharem um caminho próspero - Woaaah! Foi maravilhoso!! Eu sabia que você era boa, mas não imaginava que fosse uma atriz nata! - Hae Jin dava um sorriso aberto. - O que voce vai fazer agora? Sua agenda ainda está cheia ou gostaria de jantar comigo? Na verdade, conosco… - Porque estava chamando todo mundo.- Falo com Juny também! O que acha?

Soo Jin começou a se aproximar depois de se despedir da colega de agência. - Eu estou faminta, adoraria comer um hambuger…

- E eu pensando que voce ia falar com seu aboji para reservar uma mesa para a gente…

-Aish, voce é muito interesseiro, oppa! Mas se todos quiserem, pode ser…

- Eu quero comer bem! Eu mereço! Vamos, Gyuri? Sunwoo?


- Ahm...Na verdade, eu já tenho um compromisso com o grupo. Minha agenda está um pouco cheia, hyung, mas agradeço a oferta… - Disse sem a mesma energia de sempre- Divirtam-se e...parabéns, Gyuri.

Limitou-se a parabenizar, sem dizer que ela tinha sido ótima ou algum indicador de desempenho dela. Desviou o olhar e rumou para o camarim dele para trocar de roupa e partir.
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A princesa antecipava aquele último beijo sofrido.  A ansiedade era a mesma do primeiro. A mão no rosto, o toque familiar, a respiração próxima e..

O coração errou uma batida quando o diretor encerrou a cena e ela se viu encarando-o daquela forma, sem a desculpa de ser Hyohye.

Gyuri dedicou-se tanto naqueles pedacinhos de fala que até esqueceu que era um teste. A lágrima terminou de escorrer e ela ficou sem reação até que ele tomasse a iniciativa. Era bonito demais para não simplesmente ficar observando-o tão de perto, mas quando a consciência retornou, também recuou o rosto, fungando e espantando seus vestígios de lágrimas.

Uma mão fantasma continuava em seu maxilar e cintura, mesmo quando ele afastou-se tão facilmente e mudou sua expressão. Como conseguia? Olhou um pouco surpresa, desnorteada e mais dócil do que seria o normal para com ele, mas correspondeu à reverência, aprendendo com ele e agindo como uma boa hoobae.

Tudo tinha voltado ao normal, exceto pelo coração dela, que continuava nas cenas que viveram.

- Muito obrigada, (diretor)-nim - curvou-se para ele também, simpática e bastante agradecida. Estava satisfeita com o teste e, de certa forma, confiante por causa das reações dos presentes.

Deu as costas pra Sunwoo o mais rápido que pode após espiá-lo livrando-se de parte do figurino, então olhou um orgulhoso irmão mais velho que chegava cheio de elogios e um sorriso contagiante.

- Ah, sunbae, muito obrigada. Seria abusar demais pedir algumas dicas?

Queria aprender a ser uma atriz melhor, já que tinha enfrentado algumas dificuldades e sentia-se um pouco enferrujada e em uma montanha-russa intensa demais. Juntou as mãos e aceitou o convite com alegria.

- (Manager)-nim não me passou mais nada. Acredito que eu possa sair para comer. Seria ótimo, porque estou tão cansada… Ah, eu mesma vou mandar mensagem. Não a vejo direito desde o aniversário, estou com tanta saudade da minha filhinha

Depois, Gyuri virou-se mais uma vez, mantendo uma expressão neutra na expectativa de que Sunwoo pudesse vir com eles. Mal conseguiu esconder a decepção pela resposta dele. Ele a estava evitando?


Será que… o beijo não tinha significado nada para ele? Era uma chancezinha única de poder olhar para ele mesmo do outro lado da mesa, certo? Não queria isso? Não gostava dela?

Quem diria que começaria a pensar dessa forma, que teria tanta vontade de olhá-lo nem que fosse mais um pouco. Sempre foi assim, só não admitia. Ela o procurou a noite toda na Scary Night, afinal. E mesmo quando Juny fizera um vídeo, ela ansiava a presença deles, talvez dele. Mal controlava esses pensamentos e a pequena angústia que se criava no peito. Não se lembrava qual tinha sido a última vez que foi tão insegura, mas não gostava nada do que sentia agora.

O sentimento lembrava as primeiras vezes que interagiram a sós.

Tinha tanta expectativa para conhecer seus sunbaes, para gravar o clipe, mas ele a tratou tão mal. E teve também aquela vez que ele não parava de olhá-la, quando estava sentindo-se péssima por… Era algo muito ruim. Donghae estava doente, sua família precisava muito de dinheiro, e ela estava acabada, fingindo que estava tudo bem todas as críticas duras que levava e sem saber quando debutaria, mas o olhar dele estava por ali, julgando-a. Foi por isso que começou a odiá-lo tanto. Porque não o queria mal, mas ele a repelia tanto nas tentativas dela de ser simpática. Funcionava com todos, menos com ele. Com o tempo, ela transformou a frustração em antipatia, mas agora, mais madura, podia entender melhor o que tinha acontecido. Sua alegria esfriou um pouco, assim como sua expressão.


- Ne. Obrigada, sunbaenim. Bom trabalho. - disse da forma polida de sempre e fez uma mesura ensaiada.

De volta aos velhos tempos.

Ela o observou ir embora, mas dessa vez não podia ir atrás dele. Era gente demais, comentários demais. De repente sentia-se triste, pois a mente ainda achava que ela era uma princesa separando-se de seu Kim Hui. Havia algo de muito melancólico olhá-lo de costas indo embora.  E ela não podia ir atrás dele, pois todos estavam olhando.

Mesmo se pudesse, o que faria então? Puxaria sua roupa e o obrigaria a ir comer com eles? De repente achou que podia ter se iludido. Tonta. Mas era tão real…

Será que era a despedida deles de verdade? Começava a cair em si.

Por que importava tanto? Agora que tinha admitido e compreendido o que guardava para si…

Entendia suas palavras. Estava pronta para dar aquele passo na sua direção e arcar com as consequências?

Deu um suspiro discreto, virando-se com um sorriso bem simpático para Hae Jin.

- Vou me trocar e pegar minhas coisas. Com licença

Acenou de leve e saiu em direção ao camarim, precisando secar novamente o canto dos olhos no meio do caminho, sensível com todas as emoções daquele dia.

Por que ele ainda a tratava daquele jeito?

Tinha sido burra de iludir-se tanto por causa de um beijo, mas ninguém entenderia o que foi aquilo. Era tão diferente da confiança e ares de travessura que sentiu em relação a festa, que também trazia um sentimento esquisito e angustiante, mas não insegurança.

O pior é que não tinha mais como voltar a negar seus sentimentos e as saudades ridículas que sentia dele, que nem faziam sentido. Apenas.. Tinha que fingir que nada tinha acontecido, como estava treinada a fazer com todos os grandes acontecimentos em sua vida.

Nam Gyuri
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Gyuri

Quarta-Feira. 31 de Outubro de 2019.

Hae Jin deu um sorriso para Gyuri, prometendo que daria dicas depois - não seria muito apropriado fazer isso agora, evidenciando que tinha uma favorita. Apesar de ter uma carreira consolidada e não dever explicações para muitas pessoas, ele era ético. Mas enfim, era óbvio que esperava que a idol passasse e podia sim passar algumas dicas para ela depois, ensaiar na KT e afins. Abriria brechas em sua agenda para isso, fosse ela a princesa Hyohye ou não. Achava que a menina tinha talento de verdade e que o futuro dela seria próspero depois que o grupo passasse de seu tempo.

O convite para o jantar veio de modo repentino. Todos meio que eram convidados - inclusive as outras concorrentes - então, não seria algo íntimo. Infelizmente, Sunwoo declinou e deu um jeito de sair dali o mais discreta e rapidamente possível. Nem ao menos demorou-se muito em encarar Gyuri - sequer tentou. Apenas saiu porque estava com a agenda cheia.

Isso foi o suficiente para diminuir a animação de Gyuri para o jantar. Estaria no meio de vários veteranos do ramo, mas não da pessoa que gostaria de ter a companhia.

Enfim, ela teria duas horas livres em sua agenda para confraternizar com eles. Além de Hae Jin e Soo Jin, também iriam Soeun e a menina da Cassiopeia - pelo menos ela era simpática e fofinha. Soeun mantinha-se polida, mas não estava mais com aquele excelente humor. Para Gyuri não era difícil imaginar o porque - afinal, escutara a conversa que ela tivera com Sunwoo momentos antes do beijo deles.

O jantar foi no restaurante do pai de Soo Jin: ficava num dos prédios comerciais mais altos de Seul, tendo uma vista panorâmica da cidade, além de ser extremamente badalado. Era difícil ter reservas ali, tamanha a popularidade - e o valor do lugar. Era outro nível de comemoração, mesmo que fosse apenas de modo tácito. Tinha tudo para ser divertido, mas não foi perfeito como ela desejava. Ainda assim, foi mais um passo no sonho de Cinderella da menina de Sokcho.

Juny não pode ir, mas prometeu que visitaria as meninas no dia seguinte para passarem algumas horas juntas. A verdade é que a irmã de Hae Jin não gostava de comer em público por conta de sua máscara, mas agora que a cirurgia estava marcada, era questão de tempo para se livrar do acessório.

Gyuri estaria sozinha, mas não de lado - apesar de tudo, as suas concorrentes eram jovens gentis e com bagagem. Elogiaram a performance de Gyuri com o instrumento, achando que aquilo seria um diferencial, mas claro que também citaram alguns trabalhos importantes que fizeram. Existia um limite para a modéstia, afinal, e não ficariam se rebaixando apenas porque a jovem idol tinha ido muito bem. Porém, não havia sensação de sabotagem ou que estavam falando por mal. Era apenas aquela competição saudável, dentro de uma carreira cheia de altos e baixos. Soeun estava um pouco mais afetada e havia algo em seu discurso que trazia dúvidas para Gyuri.

Saberia algo sobre o beijo dela com Sunwoo? A atriz também viu algo que não deveria? Bom, o suspense seria criado, pois esta dúvida não seria sanada em Gyuri.

Soo Jin e Hae Jin eram mais tranquilos e mediadores. Amigos, eles contaram sobre algumas situações engraçadas que passaram durante a carreira e quais eram as expectativas para aquele dorama.

Além da conversa prazerosa, a comida também era divina. Não era apenas o sabor, mas também uma experiência gastronômica, num lugar como aquele, com aquela vista, som e algo que aquelas meninas guardariam com carinho na memória.

...

Gyuri tinha saído muito cedo de casa e só pisou na residência do Oh My Venus por volta das 10:30 P.M. As meninas já estavam em casa - Yuri estava escaldando os pés enquanto Yuju fazia uma máscara facial. Nagyung estava na mesa, fazendo uma limpeza facial enquanto Lena pintava as próprias unhas.

Tão logo a porta foi aberta com a chegada de Gyuri, as meninas pararam o que estavam fazendo e olharam na direção da porta.

- Unnie!!! - Gritaram em uníssono. Nagyung e Yuju chegaram primeiro, visto que Yuri e Lena estavam com os pés travados. As duas abraçaram Gyuri, uma de cada lado e começaram a guiar pelo caminho.

- Voce chegou no momento certo! Estamos no SPA de Venus!
- Nagyung disse de modo dramático. - O que gostaria de serviço após um dia tão agitado? Massagem nos pés, manicure, limpeza facial ou máscara de relaxamento?

As outras deram uma risada, mas se ela quisesse, provavelmente poderia fazer parte.

- Eu sou bem cara! - Yuri disse de pé, dentro do balde d’água e com as mãos na cintura.- Vou cobrar informações sobre tudo o que aconteceu hoje! Quando vamos receber o sim??
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nam gyuri
You didn’t know there would be a swan inside this duckling
Blow out the candles on the cake
And put the crown on my head

She is a masterpiece

Gyuri saiu um tanto aborrecida do set, mas sua tristeza mais forte só durou do tempo de ir até o camarim para terminar de ser trocar, até encontrar o grupinho de pessoas que estava se preparando para jantar.

Mandou uma mensagem para Juny, comemorando a sorte que seu arranjo de cabelo tinha dado e que estava muito feliz com o teste, que o dia não poderia ter sido melhor, graças a ela. Em seguida, chamou a amiga para comer, mas foi lembrada que isso não seria possível. Mandou beijinhos para que ela se cuidasse e disse que estava com saudades, além de fightings costumeiros, por conta do problema dela. Sempre ficava sem saber se era o momento certo. Para ela, aquela cirurgia também era muito aguardada, porque queria sua amiga de volta, saudável e feliz.

Ela também mandou um recado para a mãe, dizendo que estava confiante e que foi aplaudida pela staff. Não deu muitos detalhes, pois após tantas vezes que encheu a família de expectativas por dez anos e nada acontecia, aprendeu a ser mais focada na alegria daquele único dia.

Tudo isso serviu como uma espécie de terapia. Seu coração estava um pouco magoado porque Sunwoo decidiu não ir com eles. Fazia todo sentido, pelo padrão de comportamento que ele teve anteriormente. Era ela quem estava diferente, fantasiando e se iludindo, do jeitinho que ela detestava fazer. Por isso mesmo, voltou para Hae Jin e ligou o modo de sorrisos educados automáticos.

Gostava de sua companhia e conseguia se divertir com sunbae e, agora também, Soojin, interessada em suas histórias e até imaginando como seria se ela fosse mesmo uma atriz. Foi polida, simpática e educada como sempre, dando algumas risadas mais abertas. Até estava um pouco feliz por ter outras meninas do teste ali, pois assim não ficaria estranho se ela parasse para pensar no outro. Justificou que estava um pouco cansada e não se meteu no humor de Soeun. Quer dizer, quem era ela para tentar consolá-la quando também estava balançada? Ouviu a conversa daqueles dois, mas vê-la daquele jeito a fazia pensar se estava chateada por causa do teste, ou ambos, será que a atriz gostava de verdade de Sunwoo?

Hah. E pensar que horas atrás estava se vangloriando, achando que tinha vantagem. Agora tinha sido igualmente evitada por ele… Soeun não fazia ideia. Chegava até a compreender seus sentimentos, talvez. Era merecido, por ter sentido que era superior naquele momento.

Queria não pensar demais nisso, nem criar uma rivalidade além da saudável pelo trabalho. Fazia um trabalho cíclico para não criar intrigas em sua mente, especialmente em relação à visual do 7Wonders e agora estava sentindo aquela insegurança chata.

Precisava ser mais ponderada. E se realmente Sunwoo estivesse evitando a saída porque encontraria as duas no mesmo lugar, qual o problema? Fazia sentido e era perfeitamente aceitável que ele tivesse aqueles sentimentos de compreensão pela garota ou até gostasse dela apesar de tudo. Afinal, ele parecia triste e… no fim não respondeu o que ela era exatamente. O que será que ele teria dito se não o tivesse interrompido com aquele beijo que a tirou do planeta?

Piscou, chegando a uma nova conclusão que a assustou ao recapitular a cena. Será que Soeun tinha visto algo? Seu coração chegou a gelar, com medo dessa possibilidade. Tinha sido mesmo muito imprudente, mas ela era boa em fazer-se de completamente desentendida. A Scary Night tinha ensinado uma excelente lição para ela.

Falando nisso… Se ela fosse amiga da atriz, podia muito bem perguntar detalhes sobre Seyoon na festa, assunto  que ela esqueceu completamente quando Sunwoo…. Ah, o beijo, novamente....

Sem perceber ela também soltava alguns suspiros e tinha algum olhar perdido vez ou outra, mas ela se recusava a ficar balançada completamente, então engajou na conversa de egos, aceitando os elogios com maturidade e polidez, mas empolgando-se e falando um pouco mais sobre como aprendeu a tocar gayageum. Também fez questão de elogiar os trabalhos das demais. Não sentia mais aquela ansiedade da ameaça, pois acreditava que tinha dado o seu melhor e estava mesmo muito feliz pelos elogios. Se não conseguisse passar, ficaria triste depois. Só depois. Ainda precisava esperar pela notícia.

Além disso, estava encantada com o restaurante, por isso, registrou uma foto misteriosa da vista do local e a postaria em suas redes depois quando não estivessem mais ali, por segurança. Era imenso e muito diferente de todos os lugares que já tinha ido. Seus fãs podiam pensar que ela estivesse habituada com essa vida, mas tinham feito só um debut e um comeback, era recente para que se acostumasse. Porém, podia sentir que já era bem diferente da garota de Sokcho. Parecia que aquele mundo começava a fazer parte dela. Era tão agradável quanto assustador começar a gostar daquilo, mas o sentimento maior era gratidão. Era maravilhoso poder estar em um lugar daqueles com pessoas como aquelas.

Por essas razões, Gyuri não invalidou sua noite. Tentou deixar suas preocupações de lado, pois elas tinham surgido naquele dia e eram fruto de sua imaturidade para relacionamentos. Tinha conseguido ficar até ali sem pensar em nada disso, certo? Então ficaria bem.

Só que ficaria muito melhor se fosse com …

Chega.

A noite terminou com sorrisos e alegrias, e ficaria registrada assim na memória dela, mas com uma saudade estúpida e sem sentido. Não sabia lidar com os sentimentos novos que descobria em si mesma.

Ao chegar em casa, estava exausta, com o cabelo até um pouco fora de lugar, alhumas olheiras e um princípio de dor de cabeça. Que dia! Parecia como voltar para Sokcho de ônibus em em suas primeiras semanas de Seul. Foi com surpresa que encontrou as meninas super animadas fazendo tratamentos de beleza.

A presença delas preencheu o vazio em seu peito. Era bobo ficar perdida naquelas incertezas. Sim, tinha voltado para casa. Abriu um sorriso legítimo, apesar de cansado, quando as meninas gritaram. Sentiu uma alegria invadi-la. Adorava esse tratamento. Isso mesmo, unnie, ali era a irmã mais velha daquelas meninas lindas e podia relaxar um pouco mais, sentindo-se bem mais próximas delas ultimamente. Só ali percebeu o quanto seu dia foi desgastante, o quanto era cansativo sorrir de mentira e se esforçar para ter uma pose, para fingir não sentir.

- Woaa, o que temos aqui? - riu e foi guiada pelas meninas até a sala, abandonando os sapatos na porta e a bolsa na mesa.   - SPA Venus? Isso parece imponente  


-  Eu quero uma almofada fofinha e vou muito bem aceitar uma máscara de relaxamento - disse aproximando-se e aconchegando-se no centro da sala, com a almofada.

- Olá, meninas. Muito obrigada por todo o apoio. Bem, não sei exatamente quando vão me dar a resposta e não quero me gabar antes da hora... - começou ela da forma desnecessariamente polida e modesta de sempre. - Mas eles me aplaudiram no set! - comentou com um atípico tom de animação alto, comemorando com as garotas.

- Aigoo… Foi tão difícil. Ficamos quase o dia todo só esperando para nos chamarem. No final, o Hae Jin oppa convidou todo mundo para jantar. A Juny não foi   - lamentou a última parte. -  Eu gostaria muito de passar, mas não vai ser fácil. Tinha várias atrizes experientes ali. Conheci a Lee Soo Jin sunbaenim. Ela é maravilhosa, meio tímida e será a protagonista. E por aqui? O que eu perdi enquanto eu estive fora?  
 
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