Elysium Fields

O Elysium Fields foi fundado em Fevereiro de 2018, com o intuito de ser um jogo entre amigos, mas cresceu para se tornar não um único jogo RPG, mas vários. Desta forma, pode encontrar um jogo para jogar, ou narrar o seu próprio jogo, com as suas regras. A maioria dos nossos jogos são guiados por um narrador, que começa a história, desenvolve, e dá um fim à mesma. Os jogadores são os seus personagens principais.
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A skin foi totalmente criada pela Ross (Ji Yeon), para uso exclusivo no Elysium Fields. A designer agradece à Persephone (Hae Shin) e à Luxi (Joo Ri) pela paciência para a aturar, a Flerex pelos códigos de cores e campos de perfil que tornaram tudo mais fácil e a FontAwesome pelos ícones. Os gráficos para imagens foram obtidas do Google e editadas pela Ross. As tramas são criações originais e de responsabilidade de seus respectivos narradores. O blog Dorama Resenhas é nosso parceiro-irmão e todo seu conteúdo é feito por suas escritoras através de uma pesquisa séria de fontes confiáveis, além da exposição de opiniões próprias. Plágio é crime. Não copie dos nossos conteúdos originais. Se for tomar inspiração, por favor mencione.
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Jae Eun

Segunda-Feira. 29 de Outubro de 2018, 11:30 A.M. Prédio da KT

Poucos artistas da KT tinham o privilégio de possuírem uma sala particular para seus treinos de dança. Primeiro porque alcançar a posição de main dancer num grupo era bem difícil, devido ao grau de competitividade, ainda que a agência não focasse tanto neste dom como outras. Segundo porque para ter uma sala, além de uma carreira consolidada, precisava ter o gosto dos fãs e dos produtores-chefes da agência. No Strike, YooChan como main dancer tinha o direito a chave, mas ela também era compartilhada entre Wooseok, Kwang Jin e Gyu Jin - todos dançarinos líderes, mas com uma popularidade altíssima. Era particular deles e, eventualmente, abriam para o grupo todo e dançarinos da empresa, mas a posse estava nas mãos deles. Já no 7Wonders, esse direito era dado apenas a Lola.

As vezes o 7Wonders treinava ali também, mas geralmente ficava reservado a ela. Vez ou outra - principalmente quando tinha uma apresentação diferente - ela deixava algumas meninas entrarem. Mas era um lugar muito precioso para ela.

E Jae Eun sentiria isso no instante em que pisasse lá.

Tori: 03. Me Fisrt 08a95c5dfd278cfdb562b4cdd8fca547

Seria como entrar num Santuário, um lugar sagrado. Havia um grande peso de responsabilidade por estar ali, porque o convite tinha partido da própria visual depois de tudo o que aconteceu. Na desastrosa reunião com a produtora-chefe do grupo, Tori foi punida por seus atos e recebeu uma grande humilhação no processo: treinar com os trainees. No início, os alunos ficaram surpresos, achando que era algo especial para eles - Tori era uma idol renomada! - mas bastou três dias para perceberem que, na verdade, era uma espécie de punição. Só que isso também não fazia bem para a imagem do grupo e após deixar Tori experimentar aquela sensação, ela voltou para aulas particulares com os coreógrafos da KT e até treinando com Jiu e as outras - com uma ausência ou outra por conta de compromissos. Mas no fim, antes de viajar para Hong Kong, Lola disse que a ajudaria, caso ela quisesse, desde que seguisse suas regras.

Bom...Considerando tudo o que tinha acontecido no Scary Night, a última coisa que ela - e Jiu, principalmente a líder - queria era esbarrar com Sally. Por isso lá estava ela, diante do paredão de espelho da sala de Lola, treinando um mix infinito de coreografias.

Para completar, a visual parecia bastante obstinada naquela manhã. Elas começaram por volta das 8:30h - depois que Lola foi para a academia correr - e não tinham parado desde então. Não havia muito espaço para conversa, mas naquele momento era até bom focar apenas na imagem do espelho e os movimentos que fazia com todas aquelas coreografias que já deviam correr por suas veias. Enquanto focava nos passos, a mente não tinha muito tempo para seguir caminhos escuros e amargos de sua última experiência no domingo.

Aquela era a última música do ciclo que Lola tinha proposto antes de fazerem uma pequena pausa - para alongamento, gelo nas pernas e hidratação. Não tinham uma hora para almoçarem também, mas a fome era uma das últimas preocupações das duas, no momento.

A música era um comeback de 2014 do grupo e trouxe um sorrisinho nostálgico no canto dos lábios de Lola. Trocou um rápido olhar com Jae Eun, incentivando a gastar um último esforço antes da pausa.



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29 de outubro
Dear moon, my moon, You never come close Like that moon that I can’t reach No matter how much I hurry after it ————— wearing

the reason why you’re so dazzling to me is because I am a pitch-black night

Segunda-feira, 29 de outubro de 2018. Era apenas mais um dia reservado para treinos. A sua vida tinha voltado à de uma trainee muito rapidamente.

Treinos.

Treinos.

Treinos.

Tinha mesmo passado por uma trainee, no meio dos jovens promissores da agência que a olhavam com admiração — e confusão, por estar ali com eles. Mas eram aulas de dança, e nisso, ela não era tão diferente assim deles. Tal humilhação não durou assim tanto tempo — não que houvesse alguma grande melhoria para o justificar —, e ela voltou a treinar com o seu grupo. Jiu, Jay, ou quem quer que tivesse o horário livre.

Dependia, mas a constante era sempre ela.

Usavam diferentes salas de treino de cada vez, mas hoje era diferente. Hoje era uma sala diferente, e muito especial. Era a sala de Lola. O convite da dançarina tinha sido muito bem-vindo, tendo em conta que, apenas há dois dias atrás, o Scary Night a tinha aterrorizado. Uma noite que começara tão bem tinha ido completamente por água abaixo.

Tinha muito a agradecer a Oh Ro Ra por a ter deixado ir para ali hoje. A sala parecia especial para ela. E agora, também era para Tori, embora não da mesma forma. Aquele fim de semana tinha sido uma pausa, e estava com receio de, agora que voltava, ter de se cruzar com Sally — algo que ela estava a evitar, como uma praga. Depois de muito pensar no assunto, tinha percebido que o que tinha feito fora exagero. Não podia a culpar por aquilo. Certamente não era obrigada a continuar a gostar dela e a fingir que estava tudo bem — não estava, não o faria —, mas arrancar uma peruca no meio de uma festa de idols talvez excedesse a linha do que era aceitável.

Por isso, era difícil só de pensar em como devia agir agora. Podia tentar evitar, mas por quanto tempo isso ia durar? Fazia o mesmo com Seo Jun, mas aí era muito mais fácil. Agora a ausência do celular já não era um obstáculo. Não o queria contactar. Não queria ouvir a sua voz. Não o queria ver. Não queria sentir o seu cheiro. Não queria.

No momento em que fizesse, era impossível prever como ia reagir. Pois o sentimento nutrido estava bem longe do que era considerado saudável, levando-a a agir de formas questionáveis. Portanto, era melhor evitar.

Era melhor dançar.

As manhãs eram a parte mais difícil. Tinha de conseguir a energia para se levantar da cama e ignorar os músculos doridos — pelo menos nos primeiros dias, devido à mudança de rotina, depois dos dias após o funeral em que ficou praticamente parada. Era mais fácil apenas esconder-se do mundo através daqueles cobertores confortáveis. No entanto, mentalizava-se que, se queria uma mudança na sua vida — e precisava disso —, aquele conforto jamais seria a forma de a conseguir.

A partir daí, ficava mais fácil. O difícil era começar. Quando começava, não parava.

Simples. Eficaz.

Bastava que a música começasse. Assim, lembrava-se do que tinha de fazer. Desde o Scary Night, havia uma diferença notável. Uma enorme alteração na dedicação. A vontade que sempre parecia quase inexistente, agora puxava mais por ela, desfocando o limite da sua resistência. Cada momento lá tinha contribuído para isso. Dançar era uma das coisas que mais tinha feito por lá (quem diria?), mas não era apenas isso.

Por um lado, havia ainda a influência de Yoochan que não podia ser tão facilmente apagada da sua mente. O álcool bem podia tentar, mas ainda tinha imagens do momento gravadas com força na memória. Os seus movimentos hipnotizantes, cada um deles parecendo ter sido calculado com precisão, mas cuja execução parecia-lhe tão fácil. Com o poder de afetar o seu ritmo cardíaco… ela mesma o tinha dito: era perigoso. Ainda bem que estava bem sóbria — imagina se estivesse bêbada do efeito Yoochan e de álcool ao mesmo tempo?

Podia já ter visto vários vídeos da máquina de dança, podia até já ter espiado alguns treinos, podia já ter visto performances ao vivo, mas tê-lo a dançar com ela, era um nível totalmente diferente. Chamem-na de dramática, mas aquilo tinha a mudado. O poder que o dançarino tinha era brutal. Gostava de poder ter uma gota do mesmo talento — mesmo que este fosse um oceano. Em momento algum considerou que podia ser algo assim que as pessoas se sentiam quanto à sua voz.

Mas por outro lado… havia algo que a marcara muito, muito mais. Podia ter aguentado a história de Seo Jun a namorar. Mas tudo, tudo naquele momento em que tinha descoberto, estava errado. Estava tudo contra ela. Tanto que tinha simplesmente perdido o controlo.

Piorando a situação infinitas vezes.

Ele gostava mesmo dela? Se gostasse… o que tinha ela feito? A sua mente estava cheia de perguntas que não sabia responder. Não sabia sequer a situação era ainda pior do que pensava, e que havia mais gente envolvida. Mas era grave o suficiente para que agora quisesse se provar. Porque se não o fizesse, o que era feito dela?

Mais uma pergunta sem resposta.

Tinha cavado um buraco bem fundo para si mesma. Ou tentava escapar, ou deixava que o cobrissem de terra. Deixar-se ir abaixo era a opção fácil, mas não queria voltar a passar por isso. O melhor era tentar fazer uma limonada dos limões que a vida lhe tinha dado, não é? Podia tentar, pelo menos… De outra forma, tornar-se-ia exatamente o que ele tinha dito.

Um desperdício de talento.

Não era isso que queria para si mesma. Tudo menos isso.

Domingo tinha sido uma bondosa pausa para si mesma, que de bondosa nada tinha. A cabeça doía como se tivesse sido martelada, e os arrependimentos estavam frescos, à flor da pele. Só saiu da casa de Eun Kyung um pouco antes do almoço, para se encontrar com Jiu, pois tinham muito que falar. Tinha aproveitado para visitar os seus amados cães, e só ao fim da tarde passou um tempo na sala de treino. Tinha lhe contado o que se tinha passado na festa, embora alguns detalhes fossem deixados de parte: a verdadeira razão para que a situação com Sally a incomodava tanto. Não era como se não confiasse nela, mas porque para si, era muito difícil admitir. E no entanto, os danos estavam lá. As pessoas tinham visto que havia um homem envolvido… E não sabia como conter isso.

Parecia impossível, mas não voltar a ver Yoochan ou Kwang, que estavam lá para ver, até tinha sido um alívio. Se passasse tempo suficiente, podia mesmo fingir que nada se tivesse passado, e evitar perguntas.

Aproveitar que eram novos dias. Custava, mas se pudesse se perder na dança… concentrar-se só no trabalho… seria o melhor para ela. Uma perfeita distração. Exatamente aquilo de que precisava. Livrar-se dos males, agarrar-se aos bens — e treinar a dança era sem dúvida um bem, pois era bem sabido que era a sua grande fraqueza. Não sabia se valia a pena — se até agora ainda era tão má —, mas não havia uma outra coisa que pudesse fazer. Até tinha de agradecer a Cha Jung Yeon por lhe ter tirado o celular: não podia se distrair de forma nenhuma.

Embora a companhia para aquele dia fosse inesperada, era bem-vinda. Não havia muita conversa, o que era melhor ainda. Não estava com muita vontade de falar. Apenas se focava na imagem no espelho, tentando não pensar demasiado. Naquele momento sentia-se uma boneca de porcelana: uma que já tinha sido quebrada. Podia ter tentado voltar a colar os cacos, mas as fissuras continuavam lá, e eram muito fáceis de abrir.

Antes de uma breve pausa para se recomporem, havia uma última dança. A batida inicial foi imediatamente reconhecida. Um comeback antigo, mas um dos seus favoritos, pelo conceito. Era daquelas músicas que a fazia sentir-se poderosa, e por isso, conseguia passar tal impressão nos palcos. Lola olhou para ela, um sorrisinho adornando os lábios rosados, incentivando-a a dar aquele último esforço, mesmo que estivesse cansada. E estava: os membros já se queixavam, mas não havia nenhum outro sítio para ela naquele momento.

Procurou a sua posição, para começar naquela pose inicial. Os olhos fixos nos espelho, permitindo-a ver o resultado. A dança não era das mais exaustivas, mas exigia um esforço para a boa formação. Foi executando os movimentos, já não tão energizados quanto no início do dia, e quase perdendo o timming em que tinha de atravessar a sala de um lado para o outro — teve de apressar. Depois disso vinha a sua parte, permitindo-lhe ver melhor a sua figura no espelho, enquanto fazia um telefone com a mão. Em vez da expressão imponente que apresentava num palco, a boca entreaberta denunciava já um certo cansaço. Mas fora isso, analisava bem os próprios movimentos naquele momento em que tomava o centro, para depois se afastar, para a parte da coreografia em que “corriam”. Normalmente, envolvia uns belos saltos altos e uma roupa justa que faziam toda a diferença, comparados aos ténis e vestes largas que agora usava.

Já tinha voltado ao centro e voltado a sair, estando a mais de metade da música quando baralhou os movimentos, ao comparar-se a Lola. Seguiu-se uma pausa momentânea no movimento dos braços, antes de se lembrar melhor do que devia fazer e continuar.
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Jae Eun

Segunda-Feira. 29 de Outubro de 2018, 11:35 A.M. Prédio da KT

Durante toda aquela manhã, os olhos da principal dançarina do grupo estiveram atentos aos movimentos de Tori, ainda que fosse pelo mundo virtual. Ao invés de se preocupar com os próprios passos, ela tentou buscar os momentos de transição que Jae Eun tinha dificuldade ou se perdia. Não adiantava tentar ajudar se não entendesse onde começava o problema. E ela também não prestava atenção nos próprios movimentos porque seu corpo já sabia cada um dos passos e o foco daqueles dias não era sua melhora pessoal e sim pensando no melhor para o grupo - que, no caso, era o avanço da vocalista.

A última dança trazia um sentimento de nostalgia por conta de uma das melhores fases do grupo. Não eram apenas as queridíssimas do público, mas também tinham uma boa harmonia dentro de casa e comebacks bem próximos - hoje em dia eram mais espaçados a medida em que cada uma estava indicando no que era melhor. Lola, pelo menos, gostava dessa época e pela expressão de Jae Eun, imaginou que ela também. Se não o momento da vida, pelo menos o conceito do grupo.

O que a dançarina não compreendeu foi o instante em que ela simplesmente embaralhou tudo.

Estava indo tão bem, então, o que tinha acontecido? Será que tinha esquecido os passos? Mas era só uma repetição da primeira parte!

Não parou a música, nem mandou que ela corrigisse. Deixaria que ela retomasse o próprio ritmo e depois conversariam sobre isso. Não adiantava muito querer repetir mil vezes agora porque podia perceber que o corpo não estava aguentando mais. Sua companheira precisava se hidratar um pouco, além de se alongar. As duas não eram tão íntimas assim para conversarem, mas no fundo, Lola também achava que o bloqueio de Tori não era apenas uma questão física. Era da mente dela.

Quando a música acabou, cada uma na sua pose, a pausa delas estava decretada!

- Vamos parar um pouco, unnie. - Lola foi desligar a música e a encarou. - Não foi tão ruim quando achávamos, não é? Aproveite que estou de bom humor e não trouxe uma régua para corrigir sua postura ou bater nas suas pernas. - Implicou um pouco. E pelo modo que sorriu na sequência, dava para ver que era brincadeira. - Sério, vá descansar um pouco as pernas e se hidratar um pouco. Vou comprar um gatorade para mim, você quer?

Caso Tori quisesse, Lola buscaria. Ela também tinha a opção de andar com a dançarina ou sentar um pouco para aliviar a dor nas pernas. Verdade fosse dita, ela estava se esforçando de verdade, como não fazia há alguns meses! Seus pés estariam quase dormentes de tanto esforço e as coxas e batata das pernas à beira de uma câimbra. Não havia dúvidas de que tinha voltado a ser uma trainee.

Porque treinar com dor era tudo o que fazia nos últimos tempos!

[No seu próximo turno indique se a Tori vai com a Lola - e se quiser puxar um assunto fique a vontade; ou se vai ficar na sala, esperando - e neste caso, a porta não estará totalmente fechada. Não precisa ser um turno enorme, caso não queira. Este agora foi uma pequena transição]


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Ao contrário do que esperava, Lola não se manifestou quando, naquele momento de distração, errou os passos. Não saberia o que dizer se lhe pedisse para justificar aquele lapso. Provavelmente culparia o cansaço, de tanto treinar. Mas era mais que isso. Era um cansaço geral. Um que não era curado apenas com sono, cuja origem não estava nos músculos, embora também os afetasse. Tentava se perder na dança, mas era como se ela estivesse sozinha numa sala com um elefante, a tentar ignorá-lo ao continuar os treinos. Mas toda a sala estava rodeada de espelhos… e estava sempre a olhar para ele. Havia algo, constantemente, a atormentá-la. A remoer na sua mente. Vez ou outra, era impossível não se deixar abalar por instantes, mesmo que tentasse. Pois bastava ouvir aquelas letras para pôr o cérebro a pensar…

E pensar era um problema.

No fim da dança, sentou-se no chão, limitando-se a ver o seu reflexo no espelho. Que mulher… triste. Vendo que a dançarina não se tinha queixado dela, ou reclamado como de costume, só podia concluir que ela também não estava totalmente bem. Sabia que não, pois aquela atitude não era recente. De cada vez que pensava no assunto, ponderava no quanto o acidente dos Golden Boys a tinha afetado. Porque desde então não via a mesma energia de Oh Ro Ra.

Devia ficar feliz, pois ao menos agora não gritava com ela por ser um caso perdido, mas a verdade é que também ficava um pouco preocupada.

Ne. — Concordou com a pausa. Não olhava para ela, limitando-se a fixar os olhos negros no chão de madeira. Não tinha a mesma estima que Lola por aquelas salas. Odiava. Mas era assim com todas as salas de treino. Sempre a faziam sentir-se enclausurada. E ela era do tipo de pessoa que se apaixonava pela natureza, por coisas bonitas, não por uma sala tão… monótona. Era um ambiente deprimente, mas também combinava com o humor agora…

Eh? — Ergueu o olhar de repente quando a ouviu falar em réguas e bater nas pernas dela. Não duvidava que ela quisesse fazer isso, mas o sorriso que se seguiu aliviou-a. — Vi logo… Mas ainda bem, não queria que a ŕegua a deixasse com as mãos doridas.. — Porque… ia ter de usar várias vezes. Fez uma careta com aquela deixa, franzindo as sobrancelhas. Depois, ouvindo o que ela dizia, levantou-se. — Eu vou com você. Não quero ficar aqui parada. — Nem sozinha.

Apressou-se para a acompanhar, caso ela quisesse deixar a sala fechada enquanto estivessem ausentes. Como era a sua estimada sala, não se admirava se o quisesse fazer. Deixou que o silêncio predominasse por uns breves segundos — como tinha sido toda a manhã —, antes de falar. — Pode não parecer, mas esse ainda é um dos meus comebacks favoritos. You’d better run… run, run, run. — Ligou o modo cantora, repetindo a letra de há pouco. — Jinja, uma das nossas melhores. Sempre gostei desses conceitos para nós. — E até gostava da coreografia… mas isso tinha a certeza que ela não ia acreditar.

Realmente não achei que você fosse querer perder tempo com um incómodo desses, unnie… obrigada pela ajuda. — Foi sincera. Já a tinha agradecido quando ela tinha dado a sugestão de treinar com ela, mas agora voltava a fazê-lo. Até porque agora que já tinham treinado um pouco, ela já devia estar a arrepender-se. A chefe podia ter sido a primeira a sugerir, mas tinha sido Lola a tomar a iniciativa para estarem ali hoje. E admirava isso — ou então podia ter sido chantageada era só por isso que ali estavam, mas preferia pensar que não era esse o caso. — Quer dizer… você não foi chantageada e é por isso que se ofereceu para me ajudar, não é?

Pelo humor dela, pelo menos, não parecia. Mordeu o lábio, voltando a ficar um pouco pensativa antes de voltar a falar. A sua mente voltava ao Scary Night — maldita festa que ainda a assombrava —, mas agora era outro detalhe que a fazia pensar. Era difícil lembrar-se de tudo o que tinha vivenciado, embora os eventos fossem de tal modo importantes que ao mesmo tempo era impossível esquecê-los. Mesmo após a ressaca. Ela partilhava a filosofia de: o que acontece no Scary Night, fica no Scary Night. Então simplesmente não falava disso. Nem sequer sabia se Lola tinha lá estado, pois não a tinha visto, mas… — Posso te perguntar uma coisa? Uma pergunta inocente. Não precisa de responder sequer, se não quiser. Embora não responder já sirva de resposta. — Olhou para cima, fixando os seus olhos, com aquela sua carinha aparentemente inocente.



O que você acha do Kwang Jin? — Perguntava-se se eles tinham chegado a falar no Scary Night, pois tinha a certeza que ele o tinha mencionado. E já que ele gostava dela (quem não), talvez devesse tentar dar um empurrão. Era o mínimo que uma amiga devia fazer. Mesmo não tendo a certeza do que ela achava da ideia.
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Jae Eun

Segunda-Feira. 29 de Outubro de 2018, 11:38 A.M. Prédio da KT

Lola deu um sorriso debochado com a resposta de Jae Eun. A esperta sempre tinha uma réplica e ainda fazia aquelas carinhas fofas. O triste era que sempre se colocava para baixo, como se o fato de ser uma dançarina ruim fosse um fardo ou algo impossível de ser superado - tudo bem que a própria Lola, no ódio, falou isso várias vezes. Mas se parasse para pensar, ali acontecia uma inversão, praticamente: afinal, sua voz só ficava bem depois de ajustes. Não era muito justo reclamar das pernas tortas de Jae Eun, se ela mesma tinha um calo na voz. O problema era o modo que se portava ou chamava atenção - e também não ser possível ter um dublê no palco para dançar.

- Ok. Vamos, então… - Ajudaria a dongsaeng a se levantar, dando um puxão de leve enquanto se ajustavam para sair da sala.

De fato, Lola estava diferente, mas naquele dia não estava carregando a melancolia das últimas semanas. De certo modo, suas energias foram reabastecidas, só que de um jeito diferente. Não fora preenchida com arrogância ou a impaciência de sempre, mas sim com um sentimento próximo de “um mundo ideal”. Só que ao invés de viajar o mundo no tapete mágico, cruzou Seul num carro de classe média e o príncipe Ali nunca se disfarçou e até deu um nome.

Talvez a melancolia só fosse bater quando o efeito daquela madrugada acabasse. Então a realidade bateria a sua porta e ela se veria, novamente, naquele mundo solitário. Presa a uma sala de ensaios particular - o único lugar que tinha privacidade.

Mas por enquanto, ela estava bem…

Fechou a porta, guardando a chave em seu casaco enquanto caminhava com Jae Eun até os elevadores. O silencio predominou porque Lola não queria apontar suas críticas logo agora - preferia beber algo primeiro - e Jae Eun estava quieta a manhã toda. Mas ainda bem que alguém quebrou o momento! Pois prontamente Lola a encarou.

- Jinjja? - Não foi irônica, só estava surpresa - Engraçado, eu pensei que gostasse mais dos fofinhos. - Comentou.- Eu também gosto mais desses, apesar do debut ainda ser minha música favorita. - Sorriu. Só não sei se conseguiria cantar com o mesmo otimismo e inocência daquela época. Mas com certeza renderia algumas lágrimas, eu acho… - Só de falar, os olhos pareciam marejar um pouco. - Mas que interessante você dizer isso. Eu realmente não imaginava.

Continuou a caminhada, mas a olhou de banda com os argumentos dela. Por que você faz tão pouco caso sobre si mesma, Jae Eun? - Respondeu com uma pergunta. - Não deveria ser incômodo ajudar uma irmã de grupo, não é? - Também foi sincera em seu comentário, mas parou com aquela pergunta. A expressão dela ficou séria, como se Jae Eun tivesse descoberto o real motivo, mas logo caiu numa gostosa risada.-Yah! Hahahahaha… - Secou a lagriminha.- Aniyo! Eu quis te ajudar porque parecia humilhante demais. E não só para voce, mas para o grupo também.

Novamente, foi sincera.

- E quis tentar ajudar. Eu achava que você errava porque não se esforçava o suficiente ou tinha preguiça, mas agora não acho mais isso… - Ponderou - Acho que seu problema é pensar demais. Quer dizer...Voce vai bem até certo ponto, mas parece que, sei lá, lembra que esqueceu a roupa na máquina e que vai ficar com um cheiro horrível. Aí enrola as pernas, perde o ritmo...yah! - Deu uma sacudida nela- Hajima!

De pensar demais enquanto dança!

- Você tem potencial, só precisa se permitir, sabe? Ninguém conseguiria chegar aos seus pés se você fosse boa dançarina e ainda tivesse essa voz maravilhosa. A Coreia não seria o bastante para você. Talvez nem o mundo fosse.

Parou em frente ao elevador, apertando o botão umas tres vezes, como se ele fosse ficar mais rápido por isso. Ouviu a pergunta dela, virando-se para encará-la. Aquela carinha…- Hm..Faça… - Aguardou, mas a pergunta foi algo que não esperava.

Franziu as sobrancelhas, sem entender. O que achava do Kwang Jin?

- Ah...Ele dança muito bem. Só deve ter perdido o posto de main dancer porque já era main rapper e são 8 meninos lá, né? E porque o YooChanie dança melhor do que ele. Eish….Chanie… - Suspirou, até balançando um pouco a blusa, pelo calor - Hmmm...Será que voce ficaria mais motivada se eu os chamasse para dançar? Hihihi...Eu gosto da ideia! Posso chamar K.J e Chanie para treinar hoje, ver se tem algum tempinho disponível. Ah, eu duvido que você não vá se soltar… - Disse de modo cúmplice, claramente não compreendendo a pergunta dela.


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29 de outubro
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Jae-Eun não via um problema em admitir a total falta de habilidade para dançar — entre outras coisas. Simplesmente porque sabia que era verdade, não faria sentido negar. Sabia que era um problema, que atrapalhava demasiado. Era o ponto fraco do grupo. Se não fosse aquilo, podiam ser um grupo quase “perfeito”, por não terem problemas aparentes. Aceitava isso… e agora só podia tentar melhorar. Podia não ter o que era preciso para ser considerada “boa”, mas no mínimo, podia deixar de ser… medíocre.

Podia ter deixado o silêncio predominar durante a curta viagem, mas mostrou logo que não tinha essa intenção ao iniciar a conversa. Podia não estar nos seus melhores dias — nem nas suas melhores semanas —, mas queria melhorar isso. — O debut… será que é possível ouvir essa música sem chorar? Era tudo tão diferente… e muito mais fácil. Não sei se há alguma outra música nesse mundo que dê uma nostalgia tão forte. Jinjja… tenho saudades dessa época. — O coração chegava a pesar. — Porquê? Não tenho cara disso? — Abriu um sorriso. No grupo fazia parte das mais fofas, enquanto ela e Jiu eram mais sensuais. Na questão de aparência. — Então, só mais um motivo para gostar. É bom contrariar o que esperam de mim. Além de que esses conceitos fazem com que me sinta poderosa. Agora estou mesmo capaz de fazer o diabo fugir. — Um exagero, claro, se fosse pensar no assunto era ela que fugia dos seus demónios. Ainda assim, ergueu o lábio superior para exibir os dentes como se mordesse. E, bom, mordia.

Engraçado como estavam juntas há tanto tempo, partilhando uma casa, e mesmo assim havia tanto que não sabiam uma da outra. E não era só com Lola. Agora que mencionava os seus dons de dança — a falta deles, no caso —, perguntava-lhe porque se tratava assim. Encolheu os ombros, não achava que fosse nada demais. É claro que Lola podia ter toda a confiança do mundo, tinha motivos para isso. — Não é óbvio? Porque é a verdade… todos sabem disso. O meu dom é cantar, apenas. — Respondeu prontamente, como se nada fosse. — É mesmo fazer pouco caso? Acho que sou apenas realista, reconheço o problema. — Encolheu os ombros, sem se improtar muito com isso. Estava apenas a ser completamente honesta; naquele momento de nada adiantava negar. Sabia que a unnie também estava a ser honesta, pois ela sempre era. Para o bem, para o mal… Naquele caso, para o bem.

Ela ainda ria da sua ideia. Teve de se juntar a ela, rindo mais da cara da dançarina do que outra coisa — pois ainda não tinha a certeza se tinha ou não razão. Mas ela veio depois negar. — Ne… talvez tenha razão, não devia ser. — Teve de concordar, pois bastava se lembrar que eram uma equipa. A fraqueza de uma era a fraqueza de todo o grupo. Aurora continuou a falar, para explicar qual era o seu problema. Ouviu com atenção, sem conseguir conter a risada quando ela deu aquele exemplo. Esquecer a máquina na roupa?



Mas não era tão estúpido assim. A sacudida que recebeu de Lola serviu para parar de rir e voltar a prestar atenção. Ouvir algo assim vindo dela — a fantástica Oh Ro Ra — quase a fez acreditar que podia ser possível algo assim.

Quase.

Mas o problema não era fácil de resolver. Não era apenas tornar-se uma boa dançarina — algo que não parecia sequer provável —, havia mais. Havia algo que não podia ser resolvido. Era ela. Pelo menos, naqueles dias, não conseguia deixar de pensar noutra coisa.

Então apenas riu.

Eu? — Ainda foi confirmar, com um indicador inocente tocando em si mesma. Era apenas uma garotinha que gostava de música e, feliz ou infelizmente, sabia cantar. Não era ela quem parecia ter nascido para aquilo. — Mais rápido essa seria você, unnie. Já imaginou se eu pudesse te dar a minha voz? Se nos juntassem teriam a idol perfeita. Oh, e o meu inglês para a ajudar a dominar o mundo inteiro, claro. — Mas não a mesma ascendência, muito menos os mesmos problemas. — Não me importava. — Sem aquilo, jamais teria sido uma idol. Então quem sabe o que teria acontecido. Teria passado vergonha numa audição e voltado para casa, e depois? — Mas acho que você não precisa sequer disso, porque já conseguiria isso tal como é agora. — E aquilo também era ela a ser honesta. Todo o mundo a adorava. A idolizava.

E no entanto, independentemente de ser ou não a idol perfeita, naqueles dias descobria-se a pensar mais e mais naquilo. No que vinha depois do 7Wonders. Quando as outras meninas tivessem outras coisas para fazer. Não queria deixar aquilo… — Eu nunca serei capaz de ser uma boa dançarina, vamos ser honestas, mas agora espero ao menos não ser tão má. Já estive a dar uma má imagem ao grupo durante demasiado tempo… Queria ao menos evitar mais desses escândalos. Mas o problema de que você fala… é difícil resolver. — Não era como se ela quisesse ter aqueles momentos de distração. Não era como se ela os soubesse evitar… Sempre se iam lembrar de todos os seus maus momentos em palco, mas se ao menos conseguisse mostrar uma evolução…

Ao menos assim a sua vida podia ficar um pouco mais fácil.

Agora, é só isso. Pelos vistos é a minha agenda para os próximos meses… daebak...

Sem grande pressa, chegaram então ao elevador. Lola carregou três vezes seguidas no botão, enquanto lhe falava na tal pergunta. A mais alta virou-se, concordando, embora parecesse estranhar um pouco. E com razões. Aquele olhar não era por nada.

Era uma mais confusa que a outra. Ia franzindo o cenho à medida que a outra respondia. Se já tivesse a sua bebida, certamente a teria cuspido. — Mwo? — Por que ela estava a falar da dança dele e dos postos do Strike? Como ela não tinha percebido a pergunta? Seria assim tão alheia?

Que… profissional. Até falar em Yoochan — Chanie! — e por uma coincidência do destino até tentava se refrescar. Ela também era vítima daquele efeito? Até ela? Teve de rir ao encarar a visual. — Eu não estava a per… — Começou a falar, mas ao mesmo tempo ela vinha com uma sugestão. — Ne? — Arregalou os olhos. Depois, pensou.



A ideia tentadora levava-lhe um sorrisinho automaticamente aos lábios. Até pensar melhor nas implicações.

Pois… péssima ideia!

Chanie de certeza que não ia querer. E ela ia lá ficar no meio de Kwangie e Lola? — Que ideia essa! Aish, por um momento eu até considerei. Até que me lembrei. Quer me motivar ou fazer-me passar vergonha entre três dos melhores dançarinos da indústria? Você é malvada... — Abanou a cabeça. — Motivada à força, seria impossível me distrair assim né… — Ainda se lembrava bem… — Mas o Yoochan não, ele não vai querer. Eu… fiz algo. E com o que sobra, bom, o Kwang vai se distrair com você. Eu não queria saber o que você acha da dança dele, Oh Ro Ra... — A não ser que ela soubesse do que falava depois de experimentar por si mesma em alguma festa…
Moon Jae-Eun
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Jae Eun

Segunda-Feira. 29 de Outubro de 2018, 11:40 A.M. Prédio da KT

Comentar sobre o debut gerava sim uma grande onda de nostalgia nelas duas. Mesmo Lola que não era - ou não costumava ser - uma das mais emotivas do grupo, sempre acabava vacilando no palco, ficando com os olhos marejados e com cara de choro, tudo junto. Tudo era muito diferente naquela época onde eram apenas adolescentes que nem tinham entrado ainda na fase de jovem adulto. Desde muito cedo foram a única família e referência uma da outra e no início, onde tudo são flores, achavam que conseguiriam conviver muito bem com as diferenças.

Ali elas eram amigas mesmo.

Ou pelo menos Lola achava que fossem. Não soube exatamente quando elas começaram a se afastar no geral. Mas para ela, o primeiro impacto foi quando Jisoo teve seu pico de ansiedade um pouco antes de subirem ao palco e elas tiveram que improvisar. Porque subiriam mesmo que uma delas estivesse passando mal. Naquele dia enquanto dançava sorridente e animada como sempre, sua mente estava completamente offline. Foi ali que percebeu que nenhuma delas era completamente sincera uma com a outra, mesmo depois de tanto tempo juntas.

E também que eram produtos para a empresa. E que produtos defeituosos são descartados ou deixados de lado.

Enquanto meninas mais sensíveis como Jay, Sally, a própria Jae-Eun e Jiu ficavam atormentadas nos bastidores, Lola se lembrava do olhar distante de Yuju e como ela mesma estava virando uma máquina. Tinha se escondido depois da apresentação e foi então que conversou com Jonghyun pela primeira vez, numa conversa filosófica dos motivos para estarem ali. E que mais tarde virou uma amizade.

A música do debut fazia parte daquela apresentação que fizeram sem Jisoo. E por isso o gosto que ela trazia era agridoce. Os pensamentos correram em questão de apenas segundos e quando olhou para Tori, ela perguntava se não tinha cara do conceito daquele comeback que conversavam. Lola apenas arqueou uma das sobrancelhas: precisava mesmo responder? Mas sorriu com o sorriso de Jae Eun e finalmente encontrou um comentário para deixar o clima mais implicante e menos nostálgico-triste.

- Sim, com certeza faria o diabo fugir de desgosto naquela troca de pernas quando você errou. - Disse num tom de ironia, mas sorriu. -- Jinjja, parece que você realmente esqueceu roupa para mofar. - Aumentou a risadinha.

Quanto a questão de “honestidade”, Lola discordava imenso. Ninguém se resume a apenas uma coisa na vida. Você é muito mais do que sua voz, Jaeun. - Comentou por cima.- E a diferença entre realismo, pessimismo e otimismo está no tom. Seu tom está derrotista, cheio de “nãos” e “não possos”. Sabia que isso bloqueia seus movimentos também? O corpo obedece o que a mente manda. E se voce já começa “ai, não…”, então seu braço não vai concluir o movimento, o quadril não vai acompanhar o giro... E assim vai.

Suspirou, ajeitando sua blusa.

Será que esse era o segredo de Lola sempre aparentar essa confiança toda?  O “eu vou sim”, “eu posso sim”? Até o jeito que ela andava com a cabeça erguida e a postura perfeita parece indicar que ela se sentia mesmo a dona daquele prédio. Ou talvez ela simplesmente se achasse dona de si mesma, sem permitir que um contrato a limitasse de ser quem ela era. Claro que era mais fácil ser assim quando era uma herdeira de uma emissora, mas ela também nunca tinha jogado isso na cara de ninguém. Muito menos como “carteirada”.

Por outro lado, ela deu uma risada com a história de melhorar o vocal e concordou que era péssima no inglês. Sua pronúncia era uma coisa triste, mas Lola gostava mais de línguas orientais - e até tinha começado a estudar chinês e japonês com mais afinco. Achava inglês muito difícil, apesar dele existir nas letras e ela conseguir disfarçar bem. JaeEun novamente falava sobre não ser boa. E Lola apenas a olhou de banda quando ouviu o “não”. Fez um biquinho, mas continuou andando com ela. Só ficou mais reticente quanto ao problema, gostaria de dizer “qual problema?”, mas ao mesmo tempo não sabia se eram tão íntimas para entrarem nesse tipo de assunto.

Estavam finalmente diante do elevador quando ouviu aquela pergunta sobre KJ. Realmente não entendeu onde ela queria chegar, por isso achou que ainda fazia parte do contexto de dança - e implicou com ela, apesar de dizer a verdade sobre chamar os meninos. Era só “ameaçar” que eles aceitavam.

Um sorrisinho cretino apareceu no rosto de Lola enquanto observa a expressão de Jaeun. E logo virou uma risada deliciosa com a reação efusiva dela.

- Aniyo! Eu sou sincera! Chanie é um bom professor e Kwangie dança bem. - Ponderou. - Acho que vou mesmo fazer isso, viu? Vai ficar mais divertido assim… - Estava prestes a pegar o celular quando ouviu o comentário sobre o que ela fez. - Hm...O que voce fez? - Dessa vez acabou perguntando.

Ficou parada com o indicador no ar, prestes a tocar a tela do celular. Tombou um pouco a cabeça quando ela comentou sobre “não querer saber da dança dele”. Será que...Lola arregalou os olhos, abrindo a boca. - Yah! Ottoke?! Você acha que..?

Plim.

O elevador chegou até o andar dela. E como invocados pelo celular que ela nem tinha desbloqueado direito, tres meninos do Strike apareceram. YooChan estava na frente, mexendo na chave de sua sala. Como sempre, usava fones de ouvido, mas dessa vez não estava com os óculos de grau. Tinha uma máscara branca no rosto e estava um pouco mais agasalhado - tinha uma touca em mãos que acabara de tirar, mas tinha um cachecol no pescoço e estava quentinho.

Parou antes de dar um passo a frente, quando se deparou com as duas que estavam ali.

Kwang Jin ocupava o canto esquerdo do elevador, com o corpo encostado ali. Também estava agasalhado - com um moletom e uma calça confortável, porém térmica. Não usava máscaras, mas estava com o boné omitindo uma parte de seus olhos. Se antes a expressão dele já estava séria e distante, agora ele pareceu um pouco mais fechado.

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O último e completamente destoante dos amigos era Jaehyun. Com o cabelo bagunçado, usando um visual típico de primavera ou dias minimamente mais quentes, Jaehyun estava com um fone na orelha e outro pendurado enquanto um óculos escuro escondia seu rosto. Estava de calça jeans para treinar, mas todos estavam carregando uma bolsa ou mochila consigo.

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Apenas mais um dia típico de treinos.

- Omo… - Lola saiu da frente enquanto os tres passavam.

- Annyeong, sunbae… - Yoochan reverenciou as duas e deu uma tossida. Olhou para Jaeun, mas não demonstrou nenhum julgamento nem nada.

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- Annyeong… - Observou os três.

KJ apenas mexeu a cabeça, segurando na ponta do boné e dando mais alguns passos. Nem ao menos encarou Jaeun logo de cara - algo bem atípico, visto que ele sempre falava com ela. Mas naquela manhã, ele pareceu tomar cuidado até para não esbarrar nela enquanto caminhava até a sala de YooChan ainda que a chave estivesse com o dono.

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Já Jaehyun não parecia ter nenhuma energia. E Lola estava odiando aquele clima, por isso o usou como vítima.

- Yah...Que roupas são essas?

- Eu também queria saber… - Chanie comentou - Ele está fora de si desde ontem, Lola…

- Peguei a primeira coisa que vi no meu armário. - Jaehyun passou a mão no cabelo, tentando ser galante, mas estava péssimo. - Bom dia, senhoritas maravilhas…

- Eish...Não tá com frio?

- I’m so hot..hot...hot…para isso.


YooChan arregalou os olhos e dava para mensurar a vergonha alheia que tinha sentido no momento. Lola estava o puro desgosto e levou a mão até a boca forçando um vômito.- Seu horroroso. - Bateu nele.- Voces estão muito ocupados hoje?

Jaehyun massageava o braço depois de tapa.

- Hm...Mais ou menos, por que? - YooChan questionou, bem solícito.

- Hm… - Lola olhou para Jaeun de banda. - Só para saber. Estaremos ensaiando na minha sala também. Podemos espiar o de voces em algum momento?

- Claro!

- Sabia que voce não ia resistir e ia querer ver minha performance.


- Espero que voce termine intocável por ensaiar de calça jeans, seu idiota.


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A verdade é que Jae-Eun não tinha nenhuma noção dos segredos escondidos no coração isolado da dançarina. Para um grupo que tinha partilhado tanto tempo e tantas memórias juntas — para os maus e para os bons momentos —, eram estranhamente afastadas umas das outras. Cada uma tinha a sua pontinha de culpa… e nenhuma delas partilhava assim tanto sobre si mesma, de tal forma a que podiam parecer estranhas, por vezes.

A Moon era uma das arguidas. Era uma das mais sensíveis, tão facilmente mostrando as emoções naqueles olhinhos brilhantes, e tão facilmente estas iam oscilando, mas as meninas não chegavam a perceber bem os motivos para tal. Grandes sorrisos, iguais a uma criança que precisava de muito pouco para se sentir feliz. Mas também muitas lágrimas — e sorrisos com lágrimas. Se os olhos são as janelas da alma, os seus ficavam ocultos por cortinas que só permitiam ver se a luz estava acesa ou não. Não era como se não gostasse das suas parceiras, apenas havia demasiado de si que simplesmente não partilhava. E como não gostava de mentir, preferia as meias verdades... Por pouco elas não tinham descoberto junto de todo o mundo que não tinha apenas nascido em Nova Iorque e passado lá uma grande parte da infância, também era uma mestiça enganosa. E mais… Escondia convenientemente partes de si que não gostava de dar a conhecer ao mundo.

Mas era elementos chave, que a separavam das outras, contribuindo para o fato: eram quase desconhecidas. Colegas de trabalho…

Aos poucos, parecia que cada uma delas tinha a capacidade de a apunhalar pelas costas. Jisoo, Sally. Até era impressionante que Lola agora a estivesse a ajudar. Parecia que o seu humor tinha melhorado. A loira também não conseguiu evitar um sorriso quando a ouviu a acusá-la de deixar a roupa para mofar.



Yah... — Reclamou, embora desse para ver que aquela não era a Jae-Eun irritada que batia em mesas… — Ninguém, nem o diabo, gosta de roupa a mofar. — Brincou, mas era algo que ela seria bem capaz de esquecer… tarefas de casa não eram com ela. Se ao menos fosse algo tão simples quanto roupa esquecida…

Não era. Havia mais. E o que disse de seguida sobre a sua voz revelava muito sobre o que ela achava de si mesma. Nunca lhe tinham dado valor… então acabava por achar que não tinha nenhum. Ah, se não tivesse a sorte de ter uma boa voz… Se não fosse isso. Não era algo que admitisse muitas vezes, embora também não escondesse, pois não eram propriamente pensamentos muito positivos para partilhar a toda a hora. — Sou. Sou mais que isso, mas isso é aquilo que querem de mim, Lola. — Disse, enquanto as mãos alcançavam as pontas do casaco, balançando para os lados. E disso, não podia ser convencida do contrário. Agora não encarava Lola. Só olhou para ela quando a acusou de ser derrotista, por um breve momento antes de fixar os olhos no chão à sua frente enquanto caminhava. — Talvez você tenha alguma razão. Mas já não vai ser assim. Agora eu vou melhorar. Preciso.

Não conseguia era perceber como a mais velha conseguia se sentir tão confiante, mas talvez fosse apenas porque não tinha motivos para não ser. Tinha sido honesta com aquela história de ficar com o seu canto, pois ela seria imbatível! Esperava que a leonina até fosse concordar, mas não o tinha feito. O problema é que Jae-Eun, por outro lado, talvez não fosse sobreviver naquele mundo sem isso…

A conversa continuava até o elevador, quando passaram a falar da companhia para dançar… nem sabia como aí tinham chegado, Lola simplesmente tinha começado com ideias. — Kwangie? — Repetiu numa voz baixa, ponderando. Já estava pronta para avançar com os planos — que ainda nem tinham sido aprovados pela vocalista —, quando a “confissão” surtiu algum efeito, fazendo-a parar. — Eu humilhei-me a mim mesma, foi isso que fiz. Mais uma vez. Você não acha que eu tenho um dom para isso? Basicamente ele serviu de babá. Então eu preferia não ter esse professor, por muito habilidoso que seja. E bonito. E… Olha só, eu só me ia distrair de qualquer das formas. Dessa vez não com roupa a mofar. Não é uma ideia nada boa, unnie. — Deu uma risada. — Depois de pesquisar e testar por mim mesma cheguei à conclusão que ele tem esse efeito nas pessoas.

Parecia que ia conseguir a resposta de Lola, se não fosse a interrupção que se seguiu.

Entendeu? — Começava a dizer, mas…

Por falar no diabo.

Virou-se para a frente, arregalando de imediato os olhos ao reconhecer com facilidade as três figuras diante de si. Ela não era uma grande sortuda?

Aigo… — Murmurou para si mesma enquanto se desviava para o lado de Lola para abrir espaço para os três saírem do elevador. Pigarreou, mordeu e torceu o lábio, olhou para todo o lado enquanto não olhava para nada, balançou a cabeça. No fim, ergueu a destra até aos lábios, para a manter ocupada ao mesmo tempo que os escondia parcialmente. O efeito Scary Night era sempre engraçado…

Eles ao menos arranjavam formas de esconder as caras feias.

“Feias”.

Jae-Eun puxou o fecho do casaco, fechando até ao topo e escondendo-se no seu largo abrigo. Vergonha sem vergonha. Acabava assim à altura dos lábios, escondendo a parte de baixo da cara, mas bastava mover-se um pouquinho para que a gola caísse do rosto pequeno e voltasse a deixá-la a descoberto. Também baixou a cabeça quando Yoochan as cumprimentou, franzindo levemente as sobrancelhas quando o olhar se dirigiu a ela. Não conseguiu sequer decifrar. Não sabia o que esperava, uma cara raivosa depois de servir de babá? Mas não via isso.

Annyeong…

Que momento.

O que vinha agora? Não sabia se devia dizer alguma coisa ou simplesmente entrar no elevador, quando de repente Kwangie começava a mover-se sem sequer as cumprimentar propriamente. Era estranho para qualquer um que o conhecesse, mas mais ainda para aquela Jae-Eun que nada estava habituada. Moveu-se finalmente, não os pés para o elevador, mas a mão para o braço amigo, tentando tocar no antebraço para chamar a atenção. Ergueu a cabeça um pouco para se afastar da própria gola. — Yah, você está bem? — As sobrancelhas baixaram, pois não sabia se devia ficar preocupada.

Incrível que nem sequer Jaehyun tinha um humor decente. Devia ser uma das poucas vezes que o via na forma da… desgraça. Estranho. Parecia mais fácil conversar com Yoochan do que com dois dos mais extrovertidos do Strike naquele momento. — Vai treinar assim vestido? — Ponderou logo de seguida a Lola, embora no seu tom não houvesse deboche, apenas admiração. Livrou-se do casaco voltando a puxar o fecho, agora para baixo, até voltar a ficar solto. Tentou um sorriso quando Jaehyun as cumprimentou tentando invocar o espírito galanteador que lhe era inato, mas o charme estava a falhar-lhe naquele dia em específico.

E quando ele passou para o inglês, só conseguiu manter uma “poker face” de rosto inexpressivo e tentar não rir da desgraça alheia. Lola encerrou muito bem o assunto com uns tapas de boa mira. — Porque estão todos péssimos? Heol… — Inocente, Jae-Eun virou a cabeça para o lado para encarar a visual quando ela lhes perguntou se estavam livres hoje. Até começar a pensar… na razão de lhes perguntar aquilo.

Olha só, agenda preenchida, unnie. — Comentou por alto. De repente a morena olhou para ela e confirmou aquilo em que pensava. Não, não. Solicitamente abanou a cabeça para a esquerda e depois para a direita. Repetia um “não” mentalmente para ver se entendia junto da careta. Esperava que fosse uma cara ameaçadora, mas quando voltou a falar percebeu que foi um grande falhanço.



Sozinhas. — Pontuou em voz baixa assim que ela disse que iam ensaiar. O recado na verdade era para a própria Lola, antes que ela sugerisse algo. Mas ela sugeriu. — Pff… — Balançou a cabeça, soltando ar pela boca.

Pelo menos não tinha formulado a pergunta de uma forma muito má… Ainda podia simplesmente recusar-se a visitar a sala. Só não tinha a certeza se queria desperdiçar isso…

Afinal, o que é que tinha mudado, não é mesmo?

Talvez não faça muito mal... — Anuiu. Se eles nem negavam… Efeito Lola, provavelmente.

Achava graça a história das calças jeans. — Jinjja, na verdade não é má ideia, são roupas mais parecidas ao que usamos em palco. Eu nem conseguia ver bem os meus pés naquela parte de Run Devil Run. Omo, deve ser uma nova forma de treinar.



Falava, mas pelo sorriso não parecia que levava a sério. Depois olhou para Lola e… queria mesmo arriscar um tapa igual ao de Jaehyun? Culpa dos meninos porque até então estavam a dar-se lindamente… — Cuidado para não rasgar a calça, e bom treino. — Lançou-lhes um olhar, antes de olhar também para Kwangie, não hesitando em lançar um breve sorriso caso estivesse virado para eles.
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Jae Eun

Segunda-Feira. 29 de Outubro de 2018, 11:45 A.M. Prédio da KT

Kwang Jin realmente foi inocente de achar que poderia passar por elas - especialmente por ela - sem chamar alguma atenção. Era, afinal, a Torre de Seul, não é? Não conseguia passar sem ser percebido, a não ser que fosse em questões mais sérias, envolvendo os sentimentos. Fechou os olhos quando sentiu a mão sobre seu antebraço e, imediatamente, parou de andar. Apesar de tudo, não queria agir de modo brusco ou grosseiro com ela. Engoliu em seco, virando apenas um pouco a cabeça. Nesse sentido, a aba do boné o ajudava a ocultar parcialmente o rosto, os olhos pelo menos - ainda que ela pudesse ter algum vislumbre pela altura. Tanto que ele precisou abaixar um pouco mais. - Eoh. - Respondeu simplesmente, puxando de modo suave o braço para que pudesse continuar andando.

Enquanto Lola implicava com Jaehyun, como se não estivesse prestando atenção no que acontecia ali, YooChan observou com um pouco mais de atenção. Desviou o olhar antes que Tori percebesse que ele estava olhando e se sentisse ofendida. Nessas horas, sua máscara também ajudava a achar com o que se distrair - e no momento, estava ajeitando a mesma ao rosto.

Jaehyun estava completamente alheio a tudo isso, mas se tivesse ficado na festa até o momento onde as coisas mudaram, provavelmente fosse o primeiro a falar para Tori qual era o problema ali. No entanto, ele estava envolvido com seus próprios dramas e nem mesmo seu charme natural parecia adiantar muito. Lola até que estava se esforçando, mas nem Jaehyun se animava muito e nem Kwang parecia disposto a conversar por enquanto.

Então, a visual jogou um pouco sujo e fez a proposta do ensaio conjunto, ainda que indiretamente. As carinhas de Tori apenas a motivaram a manter o sorriso e postura para continuar a conversa a fim de receber seu sim. Com uma carinha de vitória, Lola olhou para Tori e piscou rapidamente os dois olhos, movendo os cílios - um hábito que tinha quando estava implicando com alguém.

Quando Yoochan, eventualmente, encarava Tori, ele realmente não parecia culpá-la por nada. Talvez o incômodo fosse apenas dela, porque o rapaz gostaria era de solucionar os conflitos. Havia um ponto a mais desconhecido por ela, mas ele também não tinha coragem de dizer agora - por isso que devia passar a impressão de desagrado com alguma coisa. Mas a verdade estava bem longe disso.

Os comentários sobre as calças de Jaehyun voltaram e ele olhou para a Jae Eun com mais atenção. - Está vendo? Por que voce não pode ser doce como a Tori-nim?

- Haha! E voce acha que ela é doce?

- Claro que acho! Pelo menos ela me entende. Sempre é mais fácil quando podemos ensaiar com as “vestimentas de apresentação” que as vezes mais parecem fantasias. Mas eu trouxe roupas, não se preocupe. Eu ficarei bem, sunbae...Obrigado por se preocupar.

- Ela não se importa.

Os dois trocaram mais algumas caretas quase como que duas crianças na creche. YooChan já tinha desistido e reverenciou, despedindo-se para ir até sua sala. Kwang Jin estava por lá, aguardando há anos. Olhava para o celular e se recusava a olhar na direção de Tori.

- Voce me fez perder o elevador, sua praga!

- Ué, chama de novo! Voce que tá aí tagarelando e me fazendo perder hora de treino.

- Isso lá são horas de treino? Já é hora do almoço.

- Eu tava na academia antes...Esses bebes não crescem sozinhos. - Forçou o bíceps, exibindo os músculos naquela camiseta mais grudada.

- Mentira dele, ele nem malhou hoje! - YooChan falou

- Yoochaniee! Só por isso, eu vou almoçar.

- Hyeong!!

- Depois eu volto.

- Eu vou trancar a sala hein.

- Otimo, eu faço um post duvidoso dizendo que voce se trancou com o KJ.


- Yah!!!


- Chegou o elevador, palli palli…- Indicou para as duas que quase tropeçaram para entrar. - Tsc...Ninguém pode ter um dia ou dois de preguiça não? - Resmungou para elas.

- Aniyo...Seja profissional. Aliás, por que o Chanie está de máscara?

- Ele começou a tossir ontem, deve ter sido por cont…


Hesitou quando seu cerebro começou a processar muita informação por segundo. “Chanie-doente-exposição da madrugada-sabado-festa-fantasia-Yue-Yue-Yue-Yue-Jiu-Jiu-Yue”. Arregalou os olhos, virando a cabeça de modo psicopata para Tori. Parecia até um boneco, no momento.

Lola segurou a hoobae, protegendo daquele olhar.

- Yah...Tori-nim… - Abriu um sorriso lindo enquanto chegava mais perto. - Será que voce poderia me contar uma coisa? Assim...não vai prejudicar ninguém, sabe? Nem sentenciar ninguém...é só que...talvez voce possa me ajudar a solucionar um grande mistério pra mim. Será? - Os olhos cresceram.- Jebal...Só voce pode me ajudar, sunbae...Estou implorando.

- AI FALA LOGO O QUE É!!! VAI CHEGAR NO PRIMEIRO ANDAR E VOCE NÃO CALA A BOCA!

- É UM CASO IMPORTANTE!!!


- ENTÃO FALA!!!

- Qual é o nome da garota que estava fantasi… - Não conseguiu completar porque Lola tapou a boca.

- Jaehyun!!! Você é louco??


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29 de outubro
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Era raro, muito raro, ver o amigo assim. Até precisou de o impedir com uma mão no braço para que ele não as ignorasse completamente. Suspeito, tendo em conta que era a sua amiga e… Lola! Tentava ler a expressão no seu rosto, mas o chapéu estava tão baixo que lhe ocultava parcialmente as feições. Até inclinou a cabeça para o lado, baixando-a um pouco, como se isso fosse ajudar de alguma forma.



Mas a resposta veio.

Seca.

Quase como se estivesse a falar com um desconhecido. E ela não conseguia perceber o problema. Baixou o braço ao mesmo tempo que baixou o olhar. Seria mentira dizer que não tinha sentido uma pontinha de dor com o gesto. Podia ter insistido mais. Mas o seu próprio humor não estava lá grande coisa e por isso havia aquela voz que a impedia. Dizendo-lhe que só o iria chatear. Podiam falar melhor depois…?

Então apenas voltou o olhar para o grupo. Era Lola que tinha de se esforçar para ter uma conversa decente ali, escolhendo Jaehyun como a vítima para isso. Até mencionar o treino em conjunto… e Tori só servia de combustível com cada cara que fazia, revelando todos os pensamentos que lhe passavam pela cabeça. Devia ser um espetáculo para a dançarina.

Ainda se conseguia lembrar vivamente do comentário que tinha feito sobre Yoochan… mesmo em frente dele. Gostava de poder ter esquecido aquilo, mas a memória só funciona quando não é preciso. A única solução era tentar empurrar lá para o fundo da sua mente, apesar de tudo. Assim como tudo o que acontecia no Scary Night.

Lá ia ela a defender Jaehyun sobre… calças. Um riso escapou dos lábios rosados com o “elogio” — que era na verdade um ataque a Lola —, só para depois levar com um “ataque” dela. — Eu não sou doce? Sou como mel! — Perguntou de imediato, desiludida.

É, tinha razão, não era mesmo, a carinha só era enganosa.

Komawo! — Murmurou entredentes quando ele manteve a opinião. Mordiscou a unha enquanto o ouvia falar, acenando a cabeça para mostrar que concordava. — Somos duas mentes geniais. — No fim, riu e mostrou um polegar para cima, apesar de ter Lola ao lado a dizer que não se importava… — Eish, unnie… não me arraste assim pela lama. — Era mentira, é claro que se importava. E se acontecesse algo assim até queria estar lá para ver.

E enquanto isso, YooChan também já ia, despedindo-se delas. Lançou-lhe um breve sorriso. Teria feito o mesmo com Kwangie, se ele levantasse a cabeça do celular. Agora Lola queixava-se por um novo motivo: elevador. Ia ouvindo, vez ou outra tinha de rir — foi o caso quando ele apontou para os bíceps. Depois acenou a cabeça, concordando, toda entendida no assunto.

Até se teria oferecido para testemunha do post duvidoso, mas o elevador chegou na mesma hora e por pouco não se estatelou no chão. — Aigo... — Tentou se recompor, encarando-o quando mencionou os dias de preguiça. — Quem me dera. Aprenda com a sua sunbae, nunca dá certo. — Tinha experiência.

Também ficou curiosa quando Lola perguntou porque YooChan estava de máscara. Depois de uns segundos a processar a resposta, arregalou os olhos e engasgou-se no nada, tossindo de seguida. — Omo… estresse? — Ia a perguntar, sem olhar para ele, até que o fez e…

Nossa.

Nada assustador. Lola até a agarrou como se a tentasse proteger do que quer que fosse em que ele estava a pensar. Para efeitos dramáticos, ela até fez um beicinho. O sorrisinho quase a enganou… por quê aquilo? Nem sequer percebia, até dar quase um salto com o grito que se seguiu. — Quase me dava um ataque. Mas sim, fala, Jaehyun.

Não teria esperado aquilo. A boca até pendeu aberta por um instante. — O quê? — Voltou a tossir, novamente se engasgando com o ar. Fingiu nada saber. Isso… era por causa de Luna? Ponderou. Tinham estado juntos… tentou invocar memórias. Ela era a desconhecida do grupo com a qual ele tinha estado. — Do que você está a falar? — Começou a mexer no cabelo, agarrando todos os fios loiros para a esquerda, e também penteava um pouco. Os cabelos exatamente da mesma cor… embora já não perfeitamente alisados como tinham estado.

Mas ia mesmo se fingir de inocente? Não, não ia.

Era mais interessante indagar mais sobre aquilo, então depois de uma rápida consideração deu um passo na sua direção, encarando-a com a carinha inocente que agora de inocente nada tinha. — Porquê? Gostou dela? — Deu um sorriso de canto. Mais parecia ela a psicopata agora, tentando descobrir algo. Estava sempre a favor do amor, e na sua mente dois fantasiados no Scary Night que conseguiam se lembrar depois um do outro tinham tudo para isso. O que fazer? Não sabia a história, mas era romântica. Agora estava interessada…

Quer o número dela? — Não tinha celular, mas tinha Jiu. Bastava. Se quisesse. — Você gosta de dentes, então… — Comentou, rindo para si mesma. Era sempre bom descobrir aquelas coisas — até porque não era todo o dia. — Calma, unnie, por favor! Isso pode ser importante...

Lola tinha razão porque não deviam falar daquilo, mas…

Meh…
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Segunda-Feira. 29 de Outubro de 2018, 11:47 A.M. Prédio da KT

As preocupações envolvendo o comportamento de Kwang Jin e o constrangimentos testemunhados por YooChan ficaram para trás no momento em que entraram naquele elevador. Talvez até um pouquinho antes já que Jaehyun se soltou um pouquinho e aceitou as provocações de Lola para brincar também. Logo os três se enfiaram no elevador e a conversar a respeito da máscara do principal dançarino do grupo gerou uma cadeira de mensagens na mente do Lobo. Ele virou-se para Tori como se ela tivesse a resposta sobre o futuro, o universo e o sentido da vida.

Pelo modo como ele estava enrolando para perguntar o que queria, provavelmente era algo bastante importante para ele. Não demorou para que Lola se aborrecesse e o mandasse falar logo! E quando fez isso, arrependeu-se.

- Voce é doido de falar disso aqui na empresa, no elevador! Yah! Não responda, Tori!

- Mas eu nem disse nada demais, eu só quero saber se…

- Shhhh

Jaehyun fez certa dose de manha, batendo o pé e fazendo cara de sofrimento. Olhou para Tori, arregalando os olhos quando percebeu que ela tinha entendido a pergunta sim! Apontou na direção dela.

- Mwo? Voce está perguntando “mwo”?! Tori-nim…
- Fez um beicinho, tentando ser fofo. - Voce sabe do que eu estou falando… - Abaixou um pouco o olhar, batendo os indicadores- Não faça isso comigo. Isso é maldade.

- Yah! Jaeun! Não caia na lábia desse aí não! Yah!

Tentou alertar, mas Tori por acaso ouvia? Estava mais interessada naquela fofoca e do poder que tinha em mãos. Afinal, ela tinha uma informação muito importante que podia fazer a diferença para alguém como Jaehyun. Então…

Ele pigarreou com a pergunta e Lola ficou chocada com o sorriso psicopata da loira. Dessa vez ela se afastou sozinha mesmo, apertando mais o botão do andar do refeitório, como se isso fosse acelerar a chegada deles. Jaehyun coçou a nuca. - Gostar é um termo muito amplo, porém ahm...digamos que a noite foi proveitosa e eu só gostaria de...hm…Conhecê-la.

O que ele queria dizer com isso? Exatamente o que ele disse! Afinal, não conhecia a misteriosa Yuae! E também porque ele não ia admitir assim, de graça, do nada, de modo tão espontâneo, que gostava de alguém que sequer o tinha como bias! Ou será que estava tão evidente assim?

- Digamos que estou numa situação de desequilíbrio. Porque eu acho que ela sabe, mas eu não sei. Não acha isso injusto?


- Eu chamo de sorte dela! - Lola resmungou.

- Sua opinião não importa. Tori-nim?
- Voltou sua atenção para Tori, ainda dando um jeito de se mover para ocultar a presença de Lola, apesar de ser um perigo dar as costas para ela ou provocá-la. - Gostaria do numero sim. - Sorriu e deu uma risadinha sacana com a pergunta sobre os dentes. - Pode-se dizer que sim. Mordem… - Riu mais nervoso. - Então...voce conseguiria?

O elevador parou e Lola saiu dando graças a Deus. Até se abanou um pouco, satisfeita por escapar daquele ambiente. Nesse momento, Jiu estava passando com sua bandeja em mãos - apenas uma salada verde e um suco. Parou quando viu o grupo.

- Annyeong, unnie! - Lola acenou.

- Annyeong…
- Respondeu, mas esticou o pescoço quando viu Jaehyun de papo com Tori.

Tão logo ele a viu, ele levou um susto e pensou em voltar para o elevador.

- O que esse ser abominável está fazendo com voces?

- Nossa...Que horror, unnie...Ele vai almoçar…


- Sei…

- Hehehe...Annyeong, Jiu-sunbae… - Reverenciou.
,
- Não fala comigo, Jaehyun.
- Revirou os olhos e começou a procurar um lugar para si.  


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O seu fingimento devia ser muito óbvio. Fingia-se desentendida, mas em vez de cair na sua fala oh tão convincente, Jaehyun puxava mais por ela. Era como se fosse transparente. Torceu os lábios enquanto o encarava, mas nunca chegando a abri-los enquanto ponderava. Aquela era a regra básica do evento, a regra número um, dois e três, não havia margem de dúvidas, quem a quebrava, não o fazia por ignorância. Mas bom… regras eram feitas para ser quebradas. Não é como se a impedissem.

Ali não a impediram.

Até conteve o sorriso com as expressões dele, achando graça. Devia ser importante para ele, então. Mesmo com Lola a tentando alertar, era uma situação inédita! Fofoca, e poder… oh, poder como ela nunca tinha conhecido! Finalmente deixou-se cair na lábia. Foi rápido. Nem precisou de muito.

Eu não — Negou a Lola — Mas pode ser importante.

Lançou a pergunta inocente, curiosa para obter mais alguma informação… aquele era só mais um dos eventos do Scary Night que tinha acabado por perder. Parecia haver muito! Queria detalhes agora. A sua própria vida amorosa podia ser simplesmente…. desastrosa?, mas não a impedia de querer melhor para os outros. De fato a sua vida sempre tinha sido uma desgraça, quase um grande manual de coisas a não fazer, mas não gostava de ver o mesmo a acontecer com outros.... Quem sabe não pudesse ela ajudar com isso?

Nem sequer eram muito próximos, mas a resposta conseguiu a deixar interessada. Olhou para Lola a apertar o botão do elevador — faltava um botão “acelera” —, apenas por um momento antes de encarar Jaehyun. — Proveitosa? — Arqueou uma sobrancelha. — Oh… vocês não saíram juntos? — Perguntou, enquanto tentava lembrar detalhes. Esboçou um novo sorriso. — Omo, você não faz mesmo ideia? Com um disfarce daqueles… melhor que eu. Então será que a vai reconhecer se a vir? — Quase dava vontade de o zoar com uma outra garota, será que ele percebia?

Novamente, o olhar oscilou para a dançarina que dava o seu comentário ali no meio, ainda a sorrir interessada. Respondeu-lhe com uma nova pergunta. Pois claro que ele queria o número… ela era o meio mais fácil de comunicação daqueles dois. Riu novamente, antes de ouvir a pergunta final.



Inspirou fundo, tombando a cabeça levemente para o lado enquanto o encarava. — Conseguir? Claro, nem duvide. — Não era esse o problema… — Mas será que vou? Já pensou que talvez ela não tenha revelado porque não quer…? — Perguntou, até se virar por ouvir barulho e ver Lola pelo canto do olho a sair e... levar um susto.

Unnie à vista. — Annyeong, annyeong! — De tão natural, até repetiu o cumprimento. Lançou-lhe um sorriso, afastando-se de imediato do rapaz lobo. O ser abominável. Nem negou, simplesmente porque era Jaehyun… e Jiu...  Felizmente Lola já respondia à pergunta. — É… isso. — Concordou. — Estávamos a ter conversa de elevador. KT unida... — Comentou. — A decidir se primeiro deve ir o leite ou os cereais, porque obviamente é o leite. — Acrescentou, a tentar solidificar a sua inocência não existente ali.

Então em vez disso ignorou a forma como aqueles dois se tratavam, dando um abracinho em apenas um dos braços dela para ela poder continuar a segurar o tabuleiro. — Mas ainda estou a treinar quase sem parar com a unnie… se eu estiver suada é para ver que me esforcei, fique feliz. E tenha um bom almoço. — Um pouco óbvio que andava a fazer-lhe olhinhos por tudo o que tinha acontecido — para mostrar que talvez não fosse um caso perdido —, mas tinha de ser…

Aigo — Suspirou quando ela se afastou para comer em paz. Devia ser honesta com ela e contar-lhe qual era o verdadeiro assunto. Mas sabia que não lhe ia agradar… Queria falar com a Luna primeiro. Ela tinha o direito de saber que ele tinha interesse, não é? Ao mesmo tempo, só tinham passado dois dias… — O que é que eu ganho por isso, hm? — Dessa vez não olhou para ele. Parecia estar nas mãos dela…
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Segunda-Feira. 29 de Outubro de 2018, 11:52 A.M. Prédio da KT

Jaehyun pigarreou de modo forçado quando Jaeun perguntou se eles não tinham saído juntos. Lola olhou para a hoobae com uma cara “não é óbvio?”, mas não foi capaz de responder. Ali estava aqui que gostava de conceitos de mulher maliciosas e poderosas, mas tinha um grande buraco de inocência em sua mente. Jaehyun também não foi capaz de explicar porque Yuae podia ficar ofendida se soubesse que ele contou para algumas amigas que tinham dormido juntos, por isso desconversou.

- Eu não sei se conseguiria reconhece-la, mas eu gostaria de tentar. Na verdade, eu gostaria do telefone dela. Tori-niim… - Continuou implorando. Lola fazia uma propaganda contrária, para que não entregasse nada, mas Jaehyun insistia. Pelo menos foi assim até que ouviu aquela dúvida.

Será que ela queria?

Nem mesmo Jaehyun soube responder, ficando meio estático no elevador enquanto a mente funcionava. Estava, visivelmente, bugado com aquela pergunta ecoando por sua mente. E se ela não quisesse? Talvez por isso mesmo ela não tenha se revelado e saído daquele jeito. Talvez nem tenha gostado! Isso seria muito humilhante, pois sempre se orgulhou e gabou de suas investidas amorosas. Mas ei, ela era diferente por vários motivos!

E se…

Tanto Lola quanto Tori podiam perceber as oscilações do pensamento dele. Até que o elevador chegou ao andar do refeitório, onde se depararam com Jiu. O clima entre ela e Jaehyun continuava péssimo. Não tinha como descer mais o nível, mas Tori agiu de modo tão esquisito que atraiu a atenção da amiga.

- Mwo? Leites e cereais? - Jiu olhou achando estranho. Lola também fez uma cara engraçada, mas nem tentou entender. Todos estavam muito intensos e insanos. Já Jiu, recebia o abraço sem entender o porque daquele amor. - Ara...Ara...Eu só espero que ele não esteja fazendo perguntas ou querendo coisas demais. A resposta é não. Entendeu? - Olhou bem para Jaehyun, apesar de ter falado com Tori.

Não era difícil entender sobre o que estavam falando. Jaehyun meneou positivamente, abaixando o olhar. Jiu cerrou os dela, seguindo sozinha depois de ser visivelmente dispensada por Tori.

- Hm...Você ganha um favor. Mas não se preocupe com isso, sunbae…
- Jaehyun falou num tom um pouco mais melancólico. -] Talvez você esteja certa e ela não queira. Bom, a Jiu com certeza não quer. - Suspirou, cruzando os braços. - Vou subir para treinar.

- Você não ia almoçar? - Lola tombou a cabeça.

- Ani, eu vou treinar. - O celular dele tocou. Enquanto pegava o mesmo para ler, ele perdia a droga do elevador de novo. - Hm...Oh, oh...é para voce, sunbae. - Comentou e entregou para que ela visse a tela.

Dumbo escreveu:Se voce estiver com a Jaeun, peça para que ela vá até a sala de música do quarto andar. Preciso conversar com ela

- Não se preocupe que eu não vou considerar que esse é o retorno do favor. Quando você tiver algo realmente importante para me pedir, eu te ajudo.


- Quem é Dumbo?
- Perguntou de modo inocente e bastou uma encarada de Jaehyun para entender. - Omo...O Kwangie?! Tadinho…Mas ele quer falar com voce. Eish…Ele estava mesmo esquisito hoje. Yah, se voce for não demore muito, hm? Temos que ensaiar! Eu vou pegar meu tonico…

Jaehyun apertou o botão do elevador de novo e, caso Tori quisesse aproveitar a carona, poderia subir com ele agora. .  


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Devia tentar? — Ponderou, subitamente achando graça àquilo. — Tentar metê-la na mesma sala e ver se você reconhece. Quem sabe ela não esteja agora no refeitório… — Não sabia o quanto ele sabia dela, mas não parecia ser muito. Devia contribuir mais ainda para a curiosidade do lobinho. No entanto, bastou lançar-lhe a hipótese de ela não o querer ver para ficar pensativo, parando de implorar “Tori-nim”.

Jiu foi uma surpresa assim que as portas do elevador se abriram, encarando-os desconfiada. Então a loirinha conseguiu ainda a deixar mais confusa. Ao menos assim… evitava mais brigas com Jaehyun… — Eish… entendido, às suas ordens. — Exceto que ela não era boa a seguir instruções. Ainda tinha, sim, as suas dúvidas. Talvez Jiu tivesse razão… e não devia se meter.

Não que quisesse dispensar a amiga. No entanto, naquele momento, achou que talvez precisasse… então até ficou indignada com a súbita mudança de humor de Jaehyun. — Aigo, para. Para! — Deu um toquinho com a palma da mão no braço dele. — Quer isso ou não? Não se preocupe, eu vou ser uma boa espiã… e ainda vou descobrir se isso é mesmo verdade. — Mesmo que Luna quisesse, talvez também tivesse o mesmo problema que ele. — Como é que uma pessoa que não é famosa consegue contactar o Jaehyun do Strike? — E se falasse a Jiu disso… não devia ter muita sorte.

Era uma hipótese. Estava disposta a descobrir.

O coitado até tinha perdido a fome. Agora até ficava com pena. Ele tinha descido só por isso? Já estava a virar-se quando Jaehyun voltou a chamar a sua atenção. — Para mim? — Estranhou, até se lembrar que era uma pessoa sem meios de comunicação. Olhou para a mensagem. Um sorrisinho forçando os cantos dos lábios a erguerem-se quando notou o nome, associando de imediato.

Jinjja? Viu-me literalmente há cinco minutos e mal abriu a boca… ottoke… — Franziu as sobrancelhas, fazendo um biquinho. Ergueu o olhar para o dançarino quando ele mencionou o óbvio! — Óbvio que não, isso é misericórdia de quem está sem celular. Estou dependente de pombos correio... — Lamentou. Pegou para responder. Não sem abusar por não ser o seu celular, é claro.

Sim, ele está. Estou a ir, jagiya...

Lola também lia a mensagem, deixando a aprendiz ir desde que não se demorasse muito. Ainda tinham mais treino pela frente. Vickie apenas passou a mão pela cabeça, um pouco confusa. Não é como se visse motivos para uma conversa assim do nada, então mais estranho ainda era para ela. E até a visual tinha desconfiado do silêncio de há pouco. — Não estava? Muito caladinho. Será que está doente? — Junto de Yoochan? Olhou para Jaehyun, desconfiada. — Neeee… pode deixar, seonsaengnim. Não me vou demorar, vou ver o que ele quer.

Aproveitou que Jaehyun apertava o botão. — Espera que eu também vou! — Pediu, aproximando-se do elevador. — Komawo, e isso também não conta como um favor. — Apontou o óbvio, esboçando um sorriso enquanto olhava para o número do andar. Ao menos agora parecia que não iam perder o elevador mais uma vez. Ela apenas entrou e pressionou o número quatro e o das salas de treino de há pouco antes de se encostar à parede. Começou a cantarolar para passar o tempo, mesmo de boca fechada, ao mesmo tempo que os dedos tamborilavam na parede, seguindo o ritmo. Apenas por um instante, o suficiente para pensar um pouco.

Estava muito óbvio no sábado quem eu era? — Queria saber por, bem, motivos. Não teria tocado no assunto, se ele não o tivesse feito primeiro. E agora que a mente divagava, pensava: quantas mais pessoas tinham percebido quem ela era? E quantas dessas pessoas tinham visto mais do que deviam? Subitamente sentia uma grande vontade de escavar um buraco na terra e se enterrar. Suspirou, lutando para que a sua mente voltasse antes ao presente. — Alguma ideia do que eu vou fazer para o quarto andar? — Perguntou, agora um pouco mais aborrecida pela sua própria mente. Com alguma curiosidade, embora não estivesse muito preocupada. Certamente aquilo não podia ter nada a ver com a festa...
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Jae Eun

Segunda-Feira. 29 de Outubro de 2018. Prédio da KT

Jaehyun não caiu na hipótese de que ela estaria naquele refeitório. Uma das poucas certezas que ele tinha era que Yuae não era alguém que fazia parte do mundo “deles”. Ou pelo menos não dentro das paredes da KT - assim como não fazia o tipo de outras empresas. Ela era diferente e não dizia isso no sentido de achar as colegas de profissão mulheres inferiores. Não era isso! Mas ela não parecia ter o peso da fama em suas costas e, por isso mesmo, parecia livre, ainda que demonstrando indecisão por muitas vezes.

O assunto mudou um pouco - mas bem pouco - quando eles avistaram Jiu e foi nos comentários seguintes que Tori confirmou o que Jaehyun já estava achando. Primeiro que a sunbae era uma boa espiã - com aquela carinha de santa e a mente avessa as regras, era a melhor das espiãs. Segundo porque Yuae não estava mesmo entre eles. Jaehyun tinha descido porque não conseguia colocar a mente em ordem. Estava ansioso demais para conseguir se focar numa tarefa só e acabava por não fazer absolutamente nada - pois ficava andando de lá para cá, sem parar.

Aguardaria pelas instruções de Tori, mas decidiu dar meia volta para o elevador. Aquelas teorias e a reação de Jiu tinham tirado sua fome e, bom, tinha um treino para fazer. Ou pelo menos achou que sim porque quando viu a mensagem do Dumbo em seu celular, percebeu que só treinaria com YooChan. Mostrou para Tori, dizendo o que havia ali. Lola também ficou um tanto curiosa, mas a loira falou um pouco mais.

- Ahm… - Jaehyun coçou a nuca. - Ele tá assim desde ontem também. Vai ver também gripou… - Deu de ombros. Não era como se estivesse prestando muita atenção nos amigos.

Não foi o suficiente para Lola.

- Ele não estava de máscara como o Chanie. Ele só parecia aborrecido mesmo…O que será que pode ter acontecido? - Perguntou-se e trocou um olhar como Tori e outro para Jaehyun. Sentia que havia algo com aquele tal de “bro-code”, mas cerrou os olhos quando Jaehyun ergueu os braços. Tinha nada a ver com aquilo!!

Lola liberava Tori para a tal conversa, mas só porque parecia importante. Enquanto isso, ela mesma podia ver Yoochan e treinar com ele. Diferente daqueles dois que faziam corpo mole, tinha gente que gostava de ensaiar! Mas primeiro, buscaria sua bebida. Jaehyun aguardou Tori para que subissem o elevador e a encarou por um momento.

- Kure, não é um favor… - Guardou o celular de volta e encostou as costas na parede. Cruzou os braços, dando um pequeno suspiro. - Ani...Não estava nada óbvio. Pelo menos não com a fantasia. - Comentou. - As companhias, contudo, deixavam óbvio. O único que te reconheceu de primeira foi o KJ, mas aí eu acho que ele te reconheceria de qualquer jeito…

Escondeu os lábios ao perceber que falou demais. Continuou a encará-la quando ela fez aquela pergunta sobre o quarto andar. Estalou a língua no céu da boca e acabou dizendo. - Não posso dizer que não sei. Quer dizer...O fato dele parecer chateado realmente não parece ser algo bom, mas eu não estava mais na festa para ver o que aconteceu. Será que você realmente não sabe?

Deixou um pequeno suspense no ar antes de reforçar.

- Não desconfia mesmo, mesmo de nada, Tori-nim? - O elevador chegou até o quarto andar e Jaehyun suspirou mais uma vez- Pense bem...E espero que termine tudo bem…- Quase desejou boa sorte, mas aí seria dramático demais. Aguardaria que ela saísse antes de apertar o botão do seu andar.

O elevador não ficava tão distante assim da sala de música que KJ havia convidado Tori. Naquele horário, elas estavam com as portas abertas, com exceção de uma que tinha sido fechada e, portanto, era a que tinha movimento: ainda que de uma pessoa. A sala tinha isolamento acústico e instrumentos de tecla - um piano, alguns teclados e outras peças aqui e ali. Kwang Jin tinha acabado de sentar no banco do teclado.

A postura sempre certinha, mesmo para alguém tão alto, desmoronou por um momento. Meio curvado - e não apenas para tocar nas notas - mas também porque parecia meio cansado, ele começou a dedilhar algumas notas. Quando Tori abrisse a porta, sem fazer barulho, ela escutaria o que parecia uma música ainda em construção. Como ela bem sabia, Kwang Jin também era um bom compositor - mais um de seus vários talentos. E aquela música em particular tinha notas tão tristes que vinte segundos dela eram o suficiente para fazer o coração apertar.


E uma série de lembranças virem a tona.

Qual foi a última vez que ela tinha visto Kwang Jin?

Na festa. Naquela desastrosa descoberta sobre o relacionamento de Seo Jun com Sally.

Tori ficou tão abalada com aquilo que todas as outras lembranças se apagaram. Os risos, os momentos que sentiu o coração e as bochechas esquentarem, a brincadeira no poledance, ela dançando nos pés de Kwang Jin ou com YooChan. Só sobrou a vergonha e o medo de ser reconhecida por quem não devia.

Mas será que foi apenas ela que tinha saído ferida naquela noite quando descobriu sobre Seo Jun?

Kwang Jin parou de dedilhar o teclado e levou a mão até a aba do boné, corrigindo. Mas mais do que isso, ele pareceu respirar fundo - ou fungar - enquanto passava a mão no rosto e...pouco a pouco percebia que não estava mais sozinho.

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Virou de leve a cabeça para trás, tendo uma visão não muito distante de Tori.
 


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29 de outubro
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A ideia de Jaehyun tinha sido excelente, a “espiã” seria excelente. E até estava interessada em ajudar. Daria o assunto por encerrado depois de tudo, pois agora não era com ele que devia falar. Além disso, um novo assunto surgia.

Um tanto curioso.

Uma gripe parecia uma boa explicação para tudo. Algo fácil, que passava sem grandes implicações. Quando o dançarino apoiou a hipótese, ela quis acreditar. Mas Lola não.

Jae-Eun ergueu um pouco os ombros, afastando os olhos do seu olhar para mostrar que também não sabia. Devia? Devia.

Mas apenas prosseguiu para o elevador, inflando as bochechas e soltando o ar de seguida. Não demorou muito a reiniciar a conversa, de uma forma ou de outra. Agora já parecia ter perdido completamente o descaramento de falar do Scary Night com ele.

Claro… não era ela que estava óbvia, mas JiU. E ela não tinha estado lá nos momentos mais… preocupantes… da noite, então quem sabe, ainda podia haver esperanças para ela. — Mas é claro… aish. Mas menos mal... — No próximo ano nem ia tentar. Se é que ia no próximo ano, pois os eventos ainda estavam tão recentes que se dizia a si mesma e a JiU que não voltaria.

Uma mentira, claro, e até ela sabia.

Continuou a ouvi-lo. O olhar erguendo-se de imediato quando o ouviu comentar algo que talvez não devesse. No entanto, era perfeitamente normal que KJ a reconhecesse, pois eram bons amigos há muito tempo. Nada mais ali. — Hmm, kure… isso também… — Bastava um do Strike para saber, já todos sabiam. A conversa não mudou muito de assunto, passando apenas para o tempo atual.

Ainda mantinha a sua cara de paisagem, balançando o corpo nos calcanhares, como se fosse completamente inocente. Mesmo quando agora ele duvidava disso! O tom quase acusatório, fazendo-a encará-lo com uma inquisitória sobrancelha arqueada. — Aigo… está me acusando de algo? Até você? Tem moral para isso? — Suspirou, encostando novamente os ombros à parede. — Eu não fiz nada... a ele.



Não era mentira, nem era verdade. Pole dance não contava, e… brigas à sua frente, muito menos. Apenas não tinha considerado bem efeitos secundários das suas ações. Mas isso já era costume. — Que exagero. Lá vou eu… — O elevador já estava aberto. Uniu as palmas das mãos logo abaixo do queixo, saindo para fora. Ainda se virou para trás para erguer uma das palmas, agora num gesto de despedida antes de ir. Embora, se seguisse os planos de Lola, talvez o voltasse a ver daqui a pouco.

Ou não. Pela forma que ele falava…

As portas do elevador fecharam-se, e nesse momento a vocalista permaneceu no mesmo lugar. Ainda lançou um olhar para trás, sabendo que já não havia ali nada, apenas o fantasma daquelas palavras que permaneceram na sua mente. Porque ele tinha de ser tão ridiculamente óbvio? Instalando aquelas dúvidas na sua cabeça? Antes não achava que tinha motivos para ficar preocupada. Agora, não tinha tanta certeza. Passou uma mão pelo pescoço, dolorosamente relembrando o que se tinha passado. Mas era melhor não fazer isso, então apenas começou a andar e descobrir.

Não precisou de caminhar muito para descobrir onde devia ir. Havia apenas uma sala de música com a porta fechada. Ligeira, e talvez até um pouco receosa, abriu e fechou a porta para entrar. As íris vaguearam apenas por um pouco até o encontrar sentado em frente ao piano, de onde vinha o início de uma melodia. Mantinha a postura abatida de há pouco… aquela que não era costume ver.

A música era a combinação perfeita, compondo toda a cena. Capaz de abalar o seu coração.

E com isso, também a compostura de Vickie mudou, os ombros baixando um pouco, assim como os olhos. Não se moveu mais, mantendo-se no mesmo lugar desde que fechou a porta. Uma sensação de culpa atravessava o seu coração, algo que não conseguia sequer explicar. Os pensamentos de há pouco voltaram para a assombrar.

Podia mesmo ter causado mais ainda do que julgava? Não… não haviam motivos plausíveis para ter influenciado Kwang Jin de alguma forma.

O que tinha acontecido não lhe dizia respeito. Era um problema dela. Algo que a atormentava só a ela. Só precisava de ser arruinada uma noite; a dela.

Jaehyun podia ter razão… a última vez que o tinha vista tinha sido durante tudo.

As badaladas do seu coração pareciam ter ficado tão lentas quanto a música. Cada nota reverberava, trazendo um novo aperto no peito. Capaz de emocionar. Até parar, parecendo se aperceber que ela também ali estava. Tentou emendar um pouco a expressão, ignorando o peso no peito, e voltando a erguer o olhar.



Mas ele não chegou a olhar diretamente para ela.

Outra vez.

E isso, também, preocupava. Não bastasse já o silêncio prolongado.

Enfim deu uns passinhos na direção do piano, imitando baixinho uma pequena parte da melodia. — Isso é uma música nova? É linda. — Disse honestamente. Tinha uma admiração por pessoas que tocavam instrumentos; ela não tinha habilidade para nenhum. Algo que vinha de pura dedicação…

E também podiam compor novas músicas. Porque aquela era tão triste?

Quis perguntar, mas não sabia se devia. Era bom se estivesse ali apenas para ouvir aquilo. Nada mais. — O que se passa? Dessa vez sem mentir. — E ela, tinha moral para falar isso?


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Jae Eun

Segunda-Feira. 29 de Outubro de 2018. Prédio da KT

Kwang Jin não precisou de mais do que um segundo para identificar Tori ali. Ele a encarou por um breve instante, mas a posição não era das mais confortáveis, por isso puxou as pernas para frente novamente e ajustou a postura. Olhou para cima por um momento, sentindo o coração batendo na altura do pomo de adão até que escondeu os lábios, mordendo internamente.

Tori dava o início a conversa, comentando sobre a música. Ele olhou para as teclas do piano e meneou positivamente. - Ne...Algo que estive trabalhando por um tempo... - Comentou por alto - Komawoyo… - Agradeceu um pouco mais formal pelo elogio a sua música.

Como não havia espaço para que ela se sentasse ao lado dele e eles realmente precisavam conversar,Kwang Jin girou levemente o corpo no banco em frente ao piano e a encarou. Era uma das poucas vezes que ele a olhava debaixo - ou seja, que ela ficava mais alta do que ele. Por mais difícil que fosse, ele tentou manter o foco dos olhos castanhos em seu rosto e havia a sensação de que...estava registrando.

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(essa postura)

Para o que? Era difícil dizer.

- Sem mentir...e sem omitir…
- Ele concordou com a primeira parte, mas acrescentou uma segunda. - Kure…Eu vou te contar o que se passa… - Engoliu em seco, passando a mão na altura do próprio joelho e levantou-se. - Eu conheci uma pessoa.

Disse com um sorriso quase doce.

Conheceu aonde? No Scary Night?

Ele deixaria que ela sentisse aquela sentença e observaria a reação dela antes de continuar. - Eu conheci uma pessoa quando ainda era um trainee. E eu...realmente admirava tudo nela. Uma das pessoas mais talentosas, sensíveis e divertidas que conheci na vida. Não sei em qual momento aconteceu, talvez tenha sido no instante em que a vi ou talvez quando a ouvi, mas eu me apaixonei por ela… - Enfiou as mãos nos bolsos da calça de moletom, hesitando um pouco - E nunca disse isso a ela. Porque eu achava que a amizade era o bastante...e que ajudá-la com pequenas mentiras também bastava. - Mordeu o lábio inferior. - Mas o tempo passou e...meus sentimentos não mudaram, só aumentaram. Ela foi minha inspiração para alguns arranjos, sabia? E dessa música que voce achou bonita…

Mexeu o pé, olhando para baixo por um momento.

- Eu queria ter me declarado para ela antes, mas acho que...foi melhor assim. Porque se eu tivesse me declarado antes, eu teria sido um tolo ainda maior do que agora. - Quase teve vontade de rir, mas se segurou. - Porque deu tempo de descobrir com muita certeza que ela não gosta de mim do mesmo jeito. E mais..

Engoliu em seco, suspirando.

- Percebi que, talvez, as vezes que eu a ajudei a mentir, foi para que ela visse uma pessoa que ela gosta, mas que não gosta dela. Ela também teve uma decepção muito forte com o que viu…Talvez tão forte quanto a minha. - Suspirou e, finalmente, esboçou um sorriso triste. Os olhos dele já estavam um pouco maiores e brilhantes porque contar aquela história doía bastante. - Jaeun-ssi...Você reconhece a história que estou contando, não é...?

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Não era das pessoas mais observadoras. Isso era óbvio. Demasiados detalhes escapavam-lhe… como nunca ter percebido que o seu oppa estava num namoro. No entanto, naquele momento, conseguia sentir que havia algo de errado. O coração martelava com mais força que o habitual no peito, incerta do que vinha aí. Desconfiando daquele comportamento dele. Não bastasse a expressão abatida, ele falava de uma forma mais distante que nunca. Linguagem formal, quando não havia ali mais ninguém entre os dois. E ele já há muito tempo que tinha abandonado esses formalismos… às vezes até em frente de desconhecidos.

No entanto, não o questionou diretamente sobre isso. Havia obviamente algum problema por trás de tudo aquilo, então era sobre isso que indagava. Agora, era ele que tinha de olhar para cima, mesmo que não muito, para a olhar — finalmente — nos olhos. Tombou a cabeça apenas um pouco para o lado quando ele o fez, levemente intrigada, mas sem sorrir naquele clima pesado… especialmente depois de lhe ter lançado aquela pergunta.

Permaneceu em silêncio enquanto ele lentamente concordava com o seu pedido, aguardando que falasse mais. Conseguia ver que, o que quer que fosse, era difícil de falar, então deixou-o ter o seu tempo. Não deu demasiada importância àquele "não omitir". Era precisamente isso que queria. Ou pelo menos… o que achava que queria. Então apenas meneou a cabeça, concordando. Um pouco mais nervosa porque parecia um assunto realmente sério. Ela tinha feito algo?? — Não ficou traumatizado com as minhas habilidades de dança, certo? — Franziu as sobrancelhas, abrindo um sorriso… Mas Kwang levantou-se, obrigando-a a ser agora ela a erguer o olhar (nada de anormal aí) e anunciou algo que a fez falar de imediato, por instinto. — Ne?

Processou as palavras… quem ele tinha conhecido? Tinha sido no Scary Night? Manteve a boca aberta, pensando por um momento antes de falar mais alguma coisa, agora mantendo o olhar apenas em frente. Ele também tinha feito uma pausa, encarando-a, então acrescentou. — No sábado….? — Mordeu o lábio. Quando o voltou a encarar, vendo que agora ele sorria, também fez o mesmo. Tudo aquilo… era por isso?

Quem é a sortuda? — Esperou que continuasse.



Mas não era o que achava; nem perto. Algo mais antigo, bem mais… Quem mais ele tinha conhecido quando eram trainees que explicasse aquela conversa agora…? Apertou os lábios, escondendo-os, enquanto o encarava, seguindo os seus movimentos. Até que soltou de repente, quando ouviu aquela palavra mágica… ”apaixonei”. Desviou o olhar por um segundo, ombros afundando à medida que ouvia. Incapaz de o encarar por um instante, enquanto as bochechas queimavam por motivos desconhecidos…

Quem mais, Jae-Eun?

Ocupou uma das mãos com o colar ao pescoço, pendendo perto do coração frenético, apertando com as pontas dos dedos e girando. Aquilo que gostaria de ouvir… mas não vindo dos lábios que esperava. Sorriu com toda a sua tristeza. Claramente comovida. O destino era, de repente, uma coisa cruel, que decidiu estilhaçar não um, mas dois corações numa noite. Não bastava uma paixão errada… duas. Chegou até a subir um pouco a mão, onde beliscou a própria bochecha como se precisasse de ter a certeza que não tinha adormecido algures. Mas não estava num estranho sonho.

Oh — As suas mentiras… tão inocentes... e agora, subitamente, tão destrutivas. O som saiu sofrido, irregular. Curiosamente semelhante à de alguém que está prestes a chorar. E nem tinha tentado realmente falar ainda… Nesse momento, era na direção do piano que olhava sem ver, enquanto ele justificava a inspiração do que tinha acabado de ouvir. Aquela canção que ela tinha achado tão triste… bonita, sim, mas triste. Um pouco como ela pŕopria.

O olhar voltou a coincidir com os olhos cintilantes à sua frente quando ele chamou um tolo a si mesmo, abanando suavemente a cabeça, de forma a negar. — Hajima… — Murmurou, tão fraco quanto há pouco. Aquilo… meio que confirmava tudo, não? Quem tinha sido a tola, a grande idiota que tinha recentemente se revelado a si mesma numa festa que devia ter só bons momentos?



E aquele tom não enganava ninguém, era sério. Queria chorar. Por si mesma, e por ele. Queria que as coisas fossem mais simples, sem precisar de envolver mais ninguém naquele abismo que era a sua vida naqueles últimos tempos…

No entanto… agora ele tocava num assunto demasiado sensível. Agora o brilho nos seus olhos mudava e as suas sobrancelhas franziam-se em duas linhas oblíquas. Jae-Eun continuou a encará-lo, mas agora nem um pouco feliz. Ninguém gosta que toquem na ferida…

Com aquilo tudo, agora Kwang perguntava se ela entendia o que lhe dizia. Entendia? Nem ela sabia. Mais uma vez, baixou o olhar, tentando pensar sem ver aqueles olhos… O nó na garganta impedia-a de falar. Não, não só na garganta… parecia chegar ao seu coração. Talvez fosse lá a origem dele. Um nó tão complicado quanto aquela situação toda. Era uma das pessoas que nunca queria magoar, e no entanto tinha o feito da pior forma possível. Inspirou fundo, procurando forças. Contudo, o simples ato de respirar era difícil naquele momento. O peito estava pesado demais.



Um conto tão antigo como o tempo… aquela história, ela conhecia demasiado bem. Inspirou e expirou num suspiro, sorrindo de seguida. Um sorriso obviamente triste, pelas pontas húmidas dos olhos. Primeiro, agarrando-o pela roupa com ambas as mãos, encostando a testa. — Ara... — Sussurrou. Entendia… entendia até bem demais. — Mianhaeyo… — Não conseguiu evitar aquela palavra. A culpa era sua, afinal. Pela forma como tinha lidado com tudo. Então, naturalmente, abraçou-o. Braços entrelaçados à volta dele na altura dos seus próprios ombros, apertados como o seu coração. Cada palpitação trazia-lhe uma ânsia, uma dor. Deixava ali também uma marca salgada, quando encostou os olhos às roupas. Se pudesse ficaria ali enterrada, era bem mais fácil. Não queria largar aquele abraço de amigos.

Mas tinha de o fazer, claro. Não podia ser egoísta a esse ponto… largou e inspirou fundo, para começar finalmente a falar, ainda que com dificuldades. — Essa história é familiar… só com caras diferentes. — Parou e olhou para o lado, pestanejando várias vezes para tentar secar os olhos antes de o encarar para retomar o discurso. — Estou a tentar fazer uma lista com as possíveis garotas para essa história, mas até agora só consegui uma possibilidade. — Ergueu um dedo, o mindinho, ao dar o número. Depois, pendeu a cabeça para o lado. — Mas estou enganada, não é?Não é? Ia esperar por uma resposta, mas voltou logo a falar. — Só posso estar… — Sim, claro... — É, eu acho que a coisa mais romântica que ela podia ter ouvido seria.. hm, mexe o quadril? Por trás de uma máscara? — Tentou rir mas, como já era de prever, falhou. Miseravelmente. — Oh god… que idiota. — Sussurrou, agora falando para si mesma, enquanto tentava lembrar aquele Scary Night. Achava que os outros viam coisas onde não havia, agora de repente era ela a cega. Por pouco, muito pouco, não bateu na própria testa. Talvez, talvez… parecessem um pouco mais que amigos. — Ah, wae! — Queria mesmo reclamar…

Para a próxima indagação, voltava a olhar-lhe nos olhos. — Então o que mudou...? Porque está a dizer-me isso agora? Se você sabe… porquê? — Se sabia… que havia outro. Se sabia — ou no mínimo suspeitava — que não há dois dias ela tinha sido destroçada. Dizer aquilo ainda a fazia sentir-se ainda mais esmagada do que já estava. A única coisa que importava eram os seus sentimentos por Seojun. Engoliu em seco, parando não só para responder, mas também para recuperar o fôlego, algo que agora parecia mais difícil do que depois de um treino árduo. Os olhos voltaram a ameaçar lágrimas. — O que quer que eu diga? Que minta? Ani... Você é um tolo. Porque merece melhor. Porque não disse nada. Porque deixou isso se arrastar demasiado tempo. E talvez pudesse ser diferente… — Falou sem pensar, pois na verdade não sabia. Não havia uma outra pessoa na sua vida como Seojun. Quando eram trainees, já era tarde para ela… mas não para ele, se as coisas não tivessem se deixado arrastar. Não teria de ter aquela conversa agora. — Aish, você é quase tão tolo quanto eu, sabe? Que ainda acho que as coisas podem mudar. — Parou de falar depois de dizer aquilo e se arrepender de imediato.

Tentou organizar os pensamentos — previsivelmente, muito confusos, assim como os sentimentos, sim. — O que quis dizer quando disse que achou que amizade bastava? Agora não? Não me chame de Jae-Eun… Ssi. — Perguntou… agora com um pouco de medo, mas tinha de perguntar.

Mas você não sabe… não faz ideia. — Falava num tom mais rancoroso agora. — De como é a nossa relação. Não sabe toda a história… não sabe nem um pouco dela. Você não percebe, não é a mesma coisa. Para mim uma amizade bastou sim… desde que eu tenha isso, fico feliz, mesmo que queira mais. Que importa? Prefiro sofrer um pouco por querer mais, ou, agora, por ver demais, do que perder isso. Ao menos sou algo. — Parou, lutando para recuperar o ar nos pulmões, para deixar aquela voz prestes a chorar ganhar forças. E, é claro, para parar de dizer aquelas coisas.



Ergueu o queixo e olhou-o nos olhos. — E eu, sou tola por isso?

Fez uma pausa, embora a pergunta fosse quase retórica — pois era óbvia. Suspirou, baixando os ombros. Tinham o mesmo problema. E o que podia ela fazer, se tinha sempre outra pessoa em mente, mentir? Sabia bem como era.
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Jae Eun

Segunda-Feira. 29 de Outubro de 2018. Prédio da KT

Mianhaeyo era a palavra mais triste que Jae Eun podia dizer naquele momento. Kwang Jin soltou o ar levemente, deixando os ombros caírem um pouco enquanto as lágrimas que até pouco tempo estavam se acumulando de modo digno, de repente ficassem mais intensas na marca d’água. Meneou negativamente, não por recusar o abraço que veio, mas por querer dizer que ela não precisava dizer aquilo.

Afinal, que culpa ela tinha?

Ele tinha plena noção de que Jae Eun não tinha culpa nenhuma por não retribuir os sentimentos dele. Aparentemente, ela nem ao menos tinha percebido, então, não dava para dizer que tomara algumas ações por maldade ou querendo usá-lo com intenções cruéis. Kwang Jin acreditava que ela só contou com o amigo o tempo todo e o errado, na verdade, foi ele.

Pois foi incapaz de dar limites ou de insistir em suas motivações quando quase - sempre quase - se declarava para ela.

Demorou um pouco para perceber o abraço, mas ao invés de repeli-la como se a detestasse, ele retribuiu. Como o amigo que ainda era dela. Jae Eun era uma mestiça muito além da aparência, também tendo a cultura dos dois lugares. Se ela fosse completamente coreana e soubesse do peso do abraço, podia considerar crueldade ela fazer isso com ele naquele momento. Mas Kwang Jin a conhecia. Mais do que isso, reconhecia traços da carência dela e que, talvez, aquele abraço fosse uma despedida. Por isso e todo o bem querer que tinha por ela, ele retribuiu, fazendo um carinho na cabeça dela enquanto a apertava um pouco com o outro braço.

- Mianhaeyo… - Foi a vez dele de pedir desculpas enquanto a lágrima finalmente saltava de seus olhos e encontravam fim no topo da cabeça dela. - Eu só sou romântico compondo… - Resmungou e acabou dando uma risada num misto de choro. Fungou, aproveitando que se afastavam para se encararem de novo.

Kwang passou a mão rapidamente pelo rosto, mas os olhos vermelhos não enganavam ninguém.

- Aniya… - Negou num tom mais formal.- Eu não acho que teria sido diferente se eu dissesse antes…- Murmurou.- E também não acho que valha a pena pensar nisso agora. No “e se”. Não somos mais as pessoas de ontem e eu não contei porque sempre acontecia algo que me impedia…Então, foi o destino que quis assim.

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Outra lágrima rolou enquanto ele meneou negativamente.- Não tinha como ser de outro jeito. - Mordeu o lábio internamente. Voltou a ficar quieto enquanto ela falava. Eram tantas coisas que ela dizia de uma vez, num misto de morde e assopra, dando e tirando a esperança que Kwang Jin preferiu fechar os olhos por um segundo e respirar.

Precisava concluir o que tinha se proposto a fazer naquela sala.

E sua irritação e decepção era consigo mesmo, não com ela.

No entanto…

- Eu não me importo em saber como é sua relação com o hyung…
- Abriu os olhos novamente, olhando para seu rosto novamente. - Quer dizer...Eu posso ter opiniões sobre, mas eu não estou falando dele. Estou falando de nós dois. E não, Jae Eun-ssi… - Engoliu em seco.- A amizade não basta, não agora, mas eu também não quero te colocar contra a parede e te obrigar a nada. Eu só… - Engoliu em seco. - Estou respeitando meus sentimentos por você. E sabe quando mudou?

Deixou os ombros caírem um pouco.

- Quando nossos amigos morreram…Tanta coisa mudou naquele dia, Jae Eun-ssi...E eu pensei que se fosse eu no lugar deles, eu morreria sem ter dito o que você merecia ouvir… - Trincou os dentes enquanto as lágrimas se acumulavam de novo.- Você...é a pessoa mais forte e talentosa que eu conheço. Mas também é a mais tola. Porque prefere valorizar alguém que não é capaz de reconhecer seus sentimentos e optou pelo estepe… - Fez um bico no canto dos lábios, tentando segurar o choro- Você foi a primeira pessoa que me inspirou de verdade, que foi...a minha idol. Porque diferente dos hyungs e outras pessoas, você sempre foi real e não uma projeção. Mas você também foi meu sonho impossível… - Engoliu em seco, ficando um pouco mais difícil de falar, mas agora ele iria até o fim- Eu sempre serei seu maior fã e você, a minha inspiração. - Mais uma pequena pausa - Nunca vou deixar de te amar, Moon Jae Eun-ssi. Mas eu não posso continuar com você agora. E é por isso que eu não vou mais te incomodar ou procurar ou ser seu álibi perfeito. Espero que você entenda…

O queixo tremeu e mais lágrimas escorreram pelo rosto dele- Mian…- Abaixou um pouco mais a cabeça.

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