Elysium Fields

O Elysium Fields foi fundado em Fevereiro de 2018, com o intuito de ser um jogo entre amigos, mas cresceu para se tornar não um único jogo RPG, mas vários. Desta forma, pode encontrar um jogo para jogar, ou narrar o seu próprio jogo, com as suas regras. A maioria dos nossos jogos são guiados por um narrador, que começa a história, desenvolve, e dá um fim à mesma. Os jogadores são os seus personagens principais.
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A skin foi totalmente criada pela Ross (Ji Yeon), para uso exclusivo no Elysium Fields. A designer agradece à Persephone (Hae Shin) e à Luxi (Joo Ri) pela paciência para a aturar, a Flerex pelos códigos de cores e campos de perfil que tornaram tudo mais fácil e a FontAwesome pelos ícones. Os gráficos para imagens foram obtidas do Google e editadas pela Ross. As tramas são criações originais e de responsabilidade de seus respectivos narradores. O blog Dorama Resenhas é nosso parceiro-irmão e todo seu conteúdo é feito por suas escritoras através de uma pesquisa séria de fontes confiáveis, além da exposição de opiniões próprias. Plágio é crime. Não copie dos nossos conteúdos originais. Se for tomar inspiração, por favor mencione.
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Mortal Genesis

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Primeira RP Coletiva
Algumas regras e orientações para a RP:

  • Será feito, categoricamente, um post a cada 5 dias. Ou seja, a partir do post da narração, o próximo será dentro de 5 dias, independente de quantos tiverem postado ou não;

  • Caso todos tenham postando antes da data limite, é possível haver um post antes. Então a contagem de dias recomeça;

  • Se alguém tiver postado e a resposta não influenciar no time das outras cenas, poderá receber um post antes do prazo terminar;

  • Esta será a primeira, e talvez última, RP coletiva que será narrada neste RPG, visto que o objetivo é focar em solos. Contudo, como a trama de todos estará intimamente ligada, é possível haver RP com interação de dois ou mais personagens. Tudo depende do rumo que as coisas tomarem a partir de então;

  • Esta primeira RP serve para a adaptação e conhecimento dos personagens de cada um. Também terá como objetivo a interação com NPCs e outros PJs;

  • É possível que, em algum momento, sintam que o caminho esteja sendo "guiado". Vou evitar esses momentos, contudo, a RP tem um objetivo final que dará início à trama de verdade do Sokcho's Tale, então algumas coisas DEVEM acontecer. Se, por acaso, não se sintam à vontade com isso, fiquem à vontade para falar comigo sobre;

  • Também fiquem à vontade para falar qualquer outra coisa relacionada ao jogo, IN ou OFF game;

  • Divirtam-se!




Mortal Genesis
1º de junho de 2019, Sokcho. 09h00, 20 graus.


O sol estava brilhante e quente no primeiro dia de junho. Mesmo antes do sol nasceu o termômetro já indicava 17 graus, o que significava que teriam um dia de verão bastante agradável. Embora a estação só começasse oficialmente no dia 21, a abertura de temporada era sempre feita no início do mês e, assim, os turistas e moradores locais podiam desfrutar do mar desde já. A cada ano que se passa, mais e mais pessoas são atraídas pelas águas límpidas e areia clara das belíssimas praias de Sokcho. Embora não seja nenhum Caribe asiático, as paisagens alegram os olhos à sua maneira.

Coincidentemente, naquele ano a abertura de temporada caía em um sábado, o que aumentava drasticamente o número de visitantes na cidade, assim como o de moradores que aproveitariam o final de semana para curtir os eventos da cidade. E eram inúmeros, principalmente perto da praia e nos principais pontos turísticos. Desta maneira, a agitação começava logo cedo, pois as pessoas queriam desfrutar ao máximo de tudo o que tinham direito. E, é claro, pegar um bom lugar na areia da praia.

Contudo, nem todos optavam por desfrutar dos locais mais agitados: preferiam a tranquilidade das águas termais que, apesar de bem frequentadas o ano inteiro, naquela data perdiam um pouco a clientela para os locais próximos à praia e, por isso, faziam eventos diferenciados para atrair ao menos algum público.

E, é claro, haviam aqueles que não tinham a sorte de poder aproveitar um dia de folga em um sábado tão agitado. Para esses o trabalho seria árduo, mas a recompensa (financeira) valeria a pena.

O Cheoksan Hot Spring, localizado 20 minutos a oeste da cidade, fica na encosta da Montanha Seoraksan e, por isso, é um destino almejada em todas as estações do ano. Naquele ano os donos, que também mantinham uma rede de resorts por toda a Coreia do Sul (inclusive o Lotte Resort Hotel, um dos mais famosos da cidade), organizaram algo diferente, que visava atrair famílias, principalmente as residentes, que teriam outra oportunidade para visitar o mar, então buscavam algo mais sossegado para aquele dia em especial.

Dentre os eventos daquele dia estavam a contação de histórias para crianças, exercícios físicos especializados para idosos, gincanas entre famílias com premiação em estadia no hotel e, é claro, bebidas variadas refeições típicas para todos os gostos, feitas por um dos chefes mais conhecidos e renomados de Sokcho: Choi Seong Jae.

Seja por qual motivo fosse, conseguiu atrair certo público que, desde cedo, já chegava para desfrutar do lugar e da região.



*** Joon Hee ***


Fazia já alguns dias desde que Joon Hee havia chegado em Sokcho. Fazia mesmo muitos anos desde a última vez que esteve ali e, para ser sincera, ele pouco lembrava sobre aquela época. Suas memórias estavam mais estritas ao orfanato, então a cidade em si lhe era estranha. Teve a oportunidade de visitar alguns pontos turísticos conhecidos, porém a maior parte do tempo optou por ficar no quarto do hotel, simplesmente descansando.

Esteve hospedado no Lotte Resort Hotel até o momento, visitando algumas poucas mansões nos arredores da cidade sem, no entanto, se interessar por alguma ao ponto de comprá-la. Eram lindas, claro, e podia muito bem comprar qualquer uma que desejasse. Mas, assim como esperava pela mulher certa para assumir um relacionamento, esperaria encontrar a casa certa para assinar os papéis.

Aparentemente a sua fuga da pressão de sua profissão na Inglaterra para a longínqua cidade de Sokcho tinha razões que iam muito além do burnout, que causava um sofrimento real. O dia de seu aniversário estava já bem próximo quando chegou à cidadezinha no nordeste da Coreia do Sul e o tempo passou tão depressa que logo amanheceu “mais velho”. Era um sábado ensolarado muito gostoso e quente, ao menos para os parâmetros frios da região. Coincidia de cair exatamente no mesmo dia da abertura de temporada de verão para as piscinas, as fontes termais e, é claro, o mar, que agora já estava liberado para que as pessoas se aventurassem em suas águas límpidas.

O resort que estava hospedado estava cheio e barulhento, com pessoas de todos os tipos, uma combinação que irritava Joon Hee profundamente. Buscar algum refúgio na praia só o deixaria mais mal-humorado, embora gostasse da visão marítima. Por fim, enquanto tentava encontrar algo para fazer ainda pela manhã, acabaria encontrando um folder de divulgação da abertura da temporada de Cheoksan Hot Spring, uma filial do Lotte, que contava com águas termais naturais. Mesmo com o evento, certamente as águas aquecidas não atrairiam tantos turistas quanto os outros locais. Além disso, era bem próximo da Montanha Seorak, onde poderia fazer trilhas por bonitas (e silenciosas) paisagens.

Um lugar perfeito para relaxar.

Joon Hee estacionou o carro que havia alugado logo em frente ao Cheoksan e, a julgar pela quantidade de carros, o que havia presumido estava certo: embora tivesse uma quantidade considerável de pessoas, certamente não teria tanto incômodo quanto na praia ou no hotel. A arquitetura do prédio, apesar de contemporânea, contava com detalhes orientais típicos muito bonitos, algo que notaria por causa de sua mãe: ela adorava falar sobre os tipos de arquitetura urbana. Quase podia ouvir a voz dela em sua cabeça.

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Cheoksan Hot Springs
Tinha a opção de entrar e já aproveitar das águas relaxantes, ou beber sossegado no bar do hotel ou, então, praticar um pouco de corrida pelas trilhas em meio à floresta, que ficava à sua esquerda. O estabelecimento era afastado o suficiente da cidade, a ponto de ser há apenas 5 minutos de caminhada até a floresta, por um caminho de pedra que passava entre as vegetações. E, mesmo dali, já podia ter uma prévia da paisagem. Já à frente também podia caminhar um pouco entre o jardim frontal, que era tão bonito quanto o restante.

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Entrada da trilha para a floresta.

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Jardim

Não havia pressa para escolher, já que estava de “férias”. Enquanto pensava no que fazer, algumas pessoas também chegavam no local, a maior parte delas eram famílias. Fazia apenas alguns dias que não via os pais, mas era impossível não sentir nem uma pontinha de saudade dos dois, principalmente em momentos como esse. Principalmente porque era seu aniversário.



*** Jae Hwan ***


Extremamente sonolento, Jae Hwan dirigia seu carro rumo ao Cheoksan Hot Springs. Tinha sido sua noite no plantão no pronto socorro do hospital Centro de Medicina de Sokcho e, desta forma, havia tido uma péssima noite de sono, acordando vez ou outra quando surgia alguma emergência. Para sua sorte as cirurgias daquele turno tinham sido bastante simples (para um médico competente como ele, ao menos) e, dessa forma, não estava exausto e pronto para dormir o dia inteiro.

E mesmo se estivesse, tinha feito uma promessa para a irmã e a avó: iria passar o dia com elas no Cheoksan. Young Ja estava muito animada e recebeu o neto com um café da manhã farto. Até mesmo Mango e Lou pareciam querer ir junto, contagiados pela animação da matriarca da casa. O motivo da alegria dela era bem simples: havia marcado com alguns amigos (da mesma idade dela) para participarem das atividades do local, direcionadas para idosos.

Seolhyun não estava presente, mas isso Jae Hwan já sabia: ela tinha algumas entregas para fazer na confeitaria e, por isso, iria muito cedo para lá e os encontraria mais tarde no hotel de águas termais. Ainda assim, mandou uma mensagem para o irmão, confirmando que ele iria, afinal, sabia que ele estaria cansado e que não gostava muito de locais movimentados e cheio de gente estranha.

Mas como diria não para a avó?

Desta maneira, ele agora estacionava em frente ao Cheoksan, que estava começando a ter algum movimento, embora fosse cedo. Já tinha ido ali muitas vezes, principalmente para acompanhar a avó nas caminhadas pelas bonitas trilhas ao pé da montanha Seoraksan e, logo após, relaxar nas águas aquecidas do hotel. Era um dos seus programas favoritos juntos.

Não só por isso, Cheoksan também era um dos inúmeros hoteis que fazia parte das posses da família do seu pai. Por isso não era seu lugar preferido, mas a avó gostava muito, então...

Young Ja desceu do carro tão depressa quanto pode, quase caindo no processo, tendo que se segurar no carro ao lado para não acontecer. Só Deus sabe os problemas de saúde que teria se tivesse ido ao chão. Mas, ao invés de se abalar pela quase queda, ela endireitou a postura, rindo.

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-O que foi isso? Os espíritos dos locais me empurraram? - riu de si mesma, erguendo as mãos para mostrar que estavam bem. - Pois só mesmo a morte vindo me buscar pessoalmente pra me levar embora desse lugar hoje! - Deu a volta no carro, aproximando-se do neto. - As atividades só começam daqui uma hora, quer fazer algo antes disso, Jae-ah?

Poderia escolher entre o habitual (trilha + águas termais), ir direto para o hotel desfrutar da jjimjilbang (casa de banho pública), ou alugar um quarto com um quarto de banho com águas termais individuais. Seu corpo estava bastante cansado e pedindo por repouso, mas aguentaria uma caminhada. Pelo avó.

Por ela faria de tudo.



*** Soo Ji ***


Como sempre era combinada, sábado era o dia que passaria o tempo todo no Santuário Seoraksan, em seu trabalho voluntário para a ONG que era gerenciada pela veterinária Hee Sook. Mi Ram, filha desta, e melhor amiga de Soo Ji também a acompanhava, como de costume. Ela e a mãe sempre passavam pelo Mercado Jugang para dar carona à garota e, juntas, iam cedo até o local onde trabalhavam.

As amigas conversavam alegremente no carro sobre o início do verão, combinando de ir à praia no dia seguinte. Já estavam de férias escolares, de maneira que podiam aproveitar a semana toda para se divertir na beira do mar, ou mesmo fazer algumas horas extras no voluntariado. Soo Ji não se importava, pois se divertia em qualquer um dos dois. Era apaixonada pelo trabalho que fazia com animais tanto quanto era pelo mar. Bem, na verdade, preferia os bichinhos infinitas vezes mais do que qualquer outra coisa na vida.

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-Aish, eu queria tanto ir pra praia hoje... - Reclamava Mi Ram, com um beicinho falsa no rosto, já que ela também adorava o trabalho no santuário de animais. - Mas tudo bem, amanhã fica certo, não é? Omma, pode passar no Mercado para pegar Soo Ji? - A mulher olhou para retrovisor para ela e, então, para a filha no banco do carona.

-É claro, querida. Só não poderei ficar com vocês na praia, tenho alguns documentos que preciso preencher antes do início da semana.

-Ah, que pena… - A companhia de Hee Sook era bem-vinda, mas era claro que as amigas se divertiriam muito, mesmo só as duas. Poderiam passear pela areia, tomar um suco natural, nadar no mar… - Mudando de assunto, Soo Ji, você ouviu o comeback do CLC? Eu adorei, elas são tão lindas e talentosas… - Elas ficaram conversando sobre os comebacks que já haviam acontecido e sobre os que viriam a seguir. Embora não fossem das fãs mais entusiasmadas, era impossível não estar por dentro das novidades do KPop, ainda mais naquela idade.

Nem viram o tempo passar e, quando perceberam, já estavam bem próximas da montanha Seoraksan, onde ficava o santuário. Só que, ao invés do caminho habitual, Hee Sook fez uma curva estranha para a esquerda, na direção de alguns prédios que ficavam ao pé da montanha. As meninas observaram o caminho, agora em silêncio, curiosas sobre o que a mulher estava planejando. Depois de uns minutos, ela parou o carro em frente a um hotel de águas termais bastante famoso na região: Cheoksan Hot Spring.

-Meninas… - Começou a falar, virando o corpo para o lado e poder ver as duas ao mesmo tempo. - Eu queria dizer que eu sou muito agradecida por ter vocês duas trabalhando, se dedicando tanto aos animais do santuário. Estou mesmo orgulhosa. Das duas! - Abriu um sorriso sincero, e logo continuou a falar. - Por isso eu quero que tirem o dia de folga. Sei que preferiam estar na praia, mas trouxe-as aqui porque parece que terão algumas atividades bem interessantes. Além disso, eu posso passar mais para aproveitar a jjimjilbang (casa de banho pública) com vocês.

Era mesmo uma surpresa agradável. Embora tivesse residido a vida toda em Sokcho, Soo Ji ainda não tivera a oportunidade de visitar Cheoksan, pois sua família não tinha condições financeiras para pagar o deslocamento e a entrada no hotel, quem dirá a estadia. Só que, obviamente, sentia um pesar por não ir até o santuário. Adorava mesmo o seu trabalho!



*** Jin Sang ***

O sol nem bem havia amanhecido quando Jin Sang se deslocava rumo ao Cheoksan Hot Springs, de carona com Seong Jae, seu superior imediato na cozinha do Lotte Resort Hotel. Ainda estava um pouco sonolento, vista que tinha trabalhado até tarde na noite anterior, como de costume. Mas, de qualquer maneira, estava acostumado àquela rotina, de forma que sabia que uma boa dose de cafeína já o deixaria pronto para mais um turno de trabalho.

O que fariam lá tão cedo? Café da manhã, preparação das carnes e outros alimentos para o almoço e… Interação com a equipe. Seong Jae, além de um excelente cozinheiro, também era um gestor de equipes fenomenal, conseguindo manter a paz mesmo em meio à correria que fazia parte do dia-a-dia. Todos, sem exceção, o admiravam pela pessoa que ele era e pelo profissional que inspirava tamanha confiança. E, para sorte de Jin Sang, ele era um de seus “protegidos”, mesmo sendo apenas um auxiliar de cozinha.

Era por isso que estava indo ao Cheoksan e não ao Lotte naquele dia. Deveria estar junto com o restante da equipe habitual pois teriam turnos bastante turbulentos e agitados por lá, como era em todo o verão. Só que Soeng Jae fez questão que seu “protegido” o acompanhasse, afinal, precisava de alguém conhecido e de confiança para elaborar as refeições da maneira que gostaria. Seria pago com adicional e, ainda por cima, não teria a turbulência costumeira para a abertura da temporada que ocorria no Resort.

Perfeito.

Assim que chegou na cozinha do hotel, tratou logo de descobrir onde ficavam todos os materiais: desde facas e utensílios de cozinha, a carnes e outros ingredientes para as comidas. Já tivera acesso ao cardápio, mas preferiu ler mais uma vez todos os detalhes do livro de refeições (como eram feitas, a quantidade de produtos, como deveria ser feito o empratamento, etc.). Deveria estar familiarizado para não haver erros.

Estava tão concentrado que sequer notou a voz de Seong Jae chamando-o para a interação com a equipe de trabalho. Foi preciso mais duas vezes para que o chefe tivesse realmente a sua atenção. Não estava bravo, contudo, conhecia Jin Sang bem o suficiente para saber que ele apenas estava estudando para realizar seu trabalho com perfeição, como sempre.

-Vamos, Jin Sang, preciso apresentar toda a equipe antes do trabalho começar. - Seong Jae não dava outra opção para ele, senão segui-lo até o restaurante, onde o restante da equipe aguardava os cozinheiros. Era bem óbvio que eram os últimos, ou seja, estava atrasado.

-Bem, pessoal, como já sabem, hoje é a abertura da temporada de verão e, mesmo não sendo dos dias mais movimentados do Cheoksan, precisamos contratar alguns temporários para auxiliar os funcionários, já que a maioria foi transferida para trabalhar no Lotte e em outras filiais mais próximas da praia, onde o real movimento é aguardado. Meu nome é Seong Jae e serei o chefe de cozinha hoje, visto que o funcionário que exerce a função aqui teve um pequeno problema de saúde e precisou se ausentar por alguns dias.

Essa parte do discurso Jin Sang já conhecia, tinha sido avisado quando o chefe o chamou para fazer o trabalho extra.

-Não devemos nos demorar muito, mas preciso conhecer ao menos um pouco de cada um para fazermos um bom trabalho. E, é claro, fazermos uma pequena interação para que vocês também se conheçam. Por favor, se apresentem dizendo nome e função. - A equipe, fosse de funcionários ou temporários, estava disposta em um semi-círculo. A mulher à direita de Seong Jae fez o que foi solicitado, em seguida o rapaz à sua direita e sucessivamente. Nenhum daqueles rostos lhe era familiar, embora trabalhassem para a mesma rede de hotéis e resorts.

Dessa forma, foi com uma enorme surpresa que, dentre os desconhecidos, encontrou um rosto que lhe era, de fato, muito familiar: Hyun Ki, seu irmão.

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-Meu nome é Hyun Tae, sou garçom, contratado como temporário. - O rapaz, que havia pintado os cabelos de loiro há alguns dias, curvou-se ligeiramente para cumprimentar os demais, um pequeno sorriso nos lábios carnudos. Seu olhar cruzou com o de Jin Sang, mas o desviou rapidamente, como se soubesse que teriam uma discussão mais tarde. A razão era bem simples: Hyun Tae tinha sido terminantemente proibido de trabalhar até que entrasse para a faculdade, pois deveria se dedicar ao máximo para conseguir uma bolsa. Do contrário, não teria possibilidade de realizar o curso por motivos financeiros.

Mais algumas pessoas se apresentaram e logo chegou a vez de Jin Sang, que ainda estava em choque, olhando fixamente para o irmão. Seong Jae pigarreou ao seu lado, para que começasse a falar, pois o silêncio estava sendo bastante constrangedor.



*** Yuna ***

Yuna acordou bem cedo naquele primeiro dia de junho, afinal, os finais de semana eram sempre os melhores dias para trabalhar. Ao menos na sua área, já que os turistas e moradores se deslocavam em peso para o Parque Nacional Seoraksan para aproveitar bastante as atrações turísticas de lá. Só que, neste dia, Yuna não iria para o costumeiro local de trabalho.

Por algum milagre que fosse, hoje teria o dia pago integralmente para contar suas histórias, não apenas as “gorjetas” que recebia de pais satisfeitos. O convite foi realizado pelo gerente do Cheoksan Hot Spring, pois fariam um evento para famílias, devido a abertura da temporada de verão daquele ano. Tudo o que faria era exatamente o mesmo que estava acostumada: contar as suas histórias para quem quisesse ouvir. Só que, naquele dia, também teria um público de idosos, algo que não estava acostumada. Nada que não pudesse se adaptar.

Idosos são apenas crianças crescidas, não é?

Mesmo assim, sentia-se bastante nervosa. Fazia muito tempo desde que não tinha um trabalho remunerado, ainda que fosse só um dia. Mas, se eles gostassem dela, poderia contratá-la outros dias ou, quem sabe, o ano inteiro? A rede de hotéis e resorts que Cheoksan pertencia era imensa, e incluia até mesmo cidades como Seoul e Busan. Não se importaria em viajar de vez em quando, contanto que trabalhasse no que gostava: contando histórias.

E gostava mesmo?

De qualquer forma, ela utilizou o velho carro da mãe para se deslocar até o Cheoksan. Chegou mais cedo do que o combinado, então ainda tinha uma hora para aproveitar a vista e, quem sabe, as águas termais. Algumas famílias já estavam chegando, provavelmente para aproveitar tudo desde cedo. Era uma pena não poder trazer a sua mãe junto: teriam atividades que ela poderia gostar e aproveitar. Mas sabia que ela não conseguiria deixar o trabalho no início da temporada, nem se quisesse.

Enquanto pegava a sua mala com roupas dos personagens que utilizaria para contar a história, ouviu um barulho vindo de um dos lados do carro. Uma senhora já idosa parecia ter tropeçado e se apoiado no veículo para não cair. Não parecia ter se machucado, já que começou a rir e falar com o rapaz que dirigia o seu carro, aparentemente seu neto.

Yuna o reconheceu tão logo bateu os olhos: era Jae Hwan, um ex-colega do tempo da escola secundária. Herdeiro Chaebol da rede de hoteis (que, inclusive, detinham a posse daquele que ela trabalharia no dia), o rapaz tinha passado alguns anos estudando medicina em Seul, e retornado há algum tempo. Agora trabalhava para o Centro Médico de Sokcho, como Cirurgião do Pronto-Socorro. Aquela idosa que o acompanhava era sua avó materna, que havia sido renegada pela família.

Era óbvio que ela sabia cada detalhe da vida de Jae Hwan. Era difícil haver uma pessoa sequer da cidade que ela não soubesse da história passada ou atual, especialmente alguém de uma família tão importante.

Será que ele ao menos se lembrava de quem era ela?



*** Ha Na ***

A blogueira acordou muito cedo naquele dia, que estava sendo o segunda na cidade de Sokcho. Ainda se recuperava do jetlag devido a viagem até a Coreia, pois tão logo desceu do avião já tratava de pegar um ônibus até Sokcho, permanecendo em Seul apenas algumas horas. Uma vez hospedada e um dos quartos de valor mais acessível do Lotte Resort hotel, ela permaneceu na cama, recuperando suas energias para, no dia seguinte, começar a explorar a região.

Acordou, já sem sono, às 5h da manhã. Levando em consideração que tinha ido dormir por volta das 20h do dia anterior, teve uma noite bem dormida. Ainda não havia amanhecido, o que dava oportunidade para tirar boas fotos do amanhecer nas lindas praias que ficavam próximas ao hotel. Pegando o seu equipamento e colocando uma roupa adequada para o calor que prometia fazer durante o dia (embora precisasse de um casaco na hora que saiu).

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O nascer do sol no farol

Como tinha imaginado, as primeiras horas da manhã lhe renderam fotos lindíssimas do sol nascendo no mar. Contudo, conforme o sol subia no céu, a praia começou a encher gradativamente, lotando de pessoas mesmo que ainda fosse bastante cedo (por volta de 08h30). Também pudera, aquele primeiro dia de junho era a abertura de temporada do verão, dia que as pessoas eram liberadas para entrar no mar. Incomodada com o barulho, Ha Na voltou ao hotel, pensando em uma solução alternativa para aproveitar o dia e continuar com a boa sorte na fotografia.

Foi então que encontrou um folder, convidando os hóspedes a participarem do evento da abertura de temporada no Cheoksan hot springs, um local de fontes termais naturais, muito conhecido até mesmo por pessoas de fora da Coreia. Ficava ao pé da montanha Seoraksan, o que unia o útil ao agradável: podia tirar algumas fotos da montanha e seus paisagens e, de quebra, relaxar nas águas aquecidas do Cheoksan.

Pensando nisto, tratou de pegar um táxi, demorando cerca de 20 minutos até chegar em frente ao local. Já a entrada vislumbrava um bonito jardim com flores rosas, além de uma bela entrada de pedra que dava início da trilha que levava à montanha. Já havia algumas pessoas lá, pelo que notava a maioria eram famílias, o que era condizente, já que o evento dali era destinado para este público. Descendo do carro com a câmera em mais, ela podia escolher qual local exploraria primeiro: o jardim, a trilha, a montanha ou as fontes termais.

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Cheoksan Hot Springs

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Entrada da trilha para a floresta.

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Jardim

Contudo, antes de se decidir, ouviria o som do celular ao receber uma mensagem de sua irmã. Apesar das oito horas de diferença pelo fuso horário e de já ter comunicado ainda no dia anterior que já havia chegado de viagem, as irmãs costumavam mandar mensagem de boa noite uma para a outro. Considerando que era 19h na Califórnia, Euyi devia estar vendo algum filme e série, descansando por casa. Estava de ferias, afinal.

Hayi, eu estava conversando com papai e mamãe mais cedo, e consegui convencê-los a ir passar alguns dias de ferias com você na Coreia! Não é legal? Aish, eu nunca viajei pra tão longe, já começo a ficar ansiosa hehe.
Estou vendo as passagens, acho que daqui uma semana estarei aí. Mamãe disse que vai passar o endereço da família dela, para nos conhecermos. Parece que eles moram perto de onde você está agora, em Sokcho.
O que acha?
Beijinhos.

Sokcho's Tale
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Nam Yuna
FOLK SONGS AND MANDARIN ORANGES
O dia mal havia começado e o trabalho dentro de casa já estava à todo vapor. Dentro da mala de trabalho haviam dois hanboks de estilos diferentes, um para representar a realeza, e o outro, para a plebe. Uma maleta com maquiagem também acompanhava o conjunto formando uma espécie de camarim particular para a Nam.

Diferente dos outros dias da semana, Yuna não iria simplesmente seguir sua rotina, não iria ao Parque Nacional para contar histórias às crianças, mas teria outro destino. Um que a deixava um pouco mais ansiosa do que o normal, afinal, era um local que evitava com todas as forças chegar próxima. Trazia más lembranças de um relacionamento que não teve um bom fim.

Mas naquele dia, teria que enfrentar este desafio, afinal, diferente do costumeiro trabalho, este era remunerado e poderia dar uma aliviada nas contas que a mãe deveria pagar. Ao menos não viviam de aluguel.

A seleção de contos tradicionais estava em uma lista feita no caderno de anotações que nunca saia de sua bolsa, eram contos que misturavam coragem, moral e romance, alguns se voltavam aos romances mais perigosos, proibidos, outros, aos mais bobos e próprios para crianças, ainda assim, as palavras escolhidas para contá-los eram muito bem censuradas por mais que fora desse ambiente tivesse uma maneira de falar menos polida.

A temporada de verão era sempre divertida e extremamente quente, então contos de terror ajudavam a refrescar um pouco. O drama era acompanhado de lencinhos separados para os espectadores, a caixinha de madeira ficava disposta para quem precisasse. Tudo isso era carregado na mala, era pesado e Yuna parecia que iria quebrar assim que tentasse levantá-la ou colocá-la em seus ombros, mas ela era uma pessoa durona, não forte, mas orgulhosa demais para não dar conta do recado. Sequer reclamava -a não ser que estivesse sozinha- sobre o peso, ou sua falta de força e condicionamento físico.

Quando tudo estava pronto para sair, Yun verificou sua aparência, dando alguns retoques na maquiagem básica, especialmente o batom, e ajeitou alguns fios de cabelo que pareciam sair do lugar. Pegou uma caixa de mandarins fresquinhas, colhidas direto do pomar em seu jardim para oferecer aos espectadores, era um simples agrado pela atenção que receberia, colheu a quantidade que achou que teria de espectadores e escolheu as mais bonitas.

Com a ommonim já em seu trabalho desde antes do sol nascer, pôde usar o carro antigo da família para chegar até o Cheoksan. Sabendo que poderia se aproveitar das facilidades do local antes de enfrentar o público, um dos privilégios dos contratados por lá, havia colocado uma roupa confortável, mas mais apresentável para a ocasião, tentando parecer que realmente estava ali para trabalhar.

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O caminho foi um misto de repassagem das histórias mentalmente, preparações vocais, e um misto de medo e excitação. Medo pelas grandes chances de encontrar, não só Sohyuk mas também a garota com quem ele a traiu, e a ansiedade em fazer um trabalho pago com valor pré-determinado. Pensou também em como queria que a omma estivesse acompanhando-a nessa oportunidade única, como gostaria de mostrá-la como era aquele lugar famoso e caro por dentro, o quanto trazia mesmo um espírito de paz para as almas de Sokcho e seus turistas.

Assim que estacionou o carro em seu devido lugar, logo ao lado de outro que também havia terminado de parar, respirou fundo e fechou os olhos, não era uma pessoa muito religiosa, mas confiava que havia uma força maior que faria aquele dia e aquela oportunidade dar certo. - Você consegue, Nam Yuna-ssi. Você consegue. - Entoou baixinho e então finalmente saiu do carro e foi pegar sua mala no porta malas.

Enquanto pousava a mala no chão, para poder fechar a porta, já que não tinha condições de fazer os dois ao mesmo tempo, ouviu um barulho de alguém tropeçando, com a intenção de ajudar, correu até a direção, se deparando com a cena de um rapaz alto e o que parecia ser sua avó se segurando na porta do carro e rindo. A cena a fez sorrir porque achava as ahjummas umas gracinhas.

Quando voltou a olhar para o garoto não deixou de reconhecê-lo. Era Jaehwan, seu colega de classe do ensino secundário. - Omo! - Exclamou sem sequer pensar se ele a reconheceria, ou não, afinal, ela se lembrava bem daquele rosto pois tivera uma quedinha por ele durante um tempo. Deu uma corridinha até próximo deles e com certo entusiasmo e um sorriso brilhante no rosto, chamou-o pelo nome.

- Jaehwan-ssi? - Se lembrava bem dele porque também era alguém que tinha certa influência por Sokcho. Era além de um herdeiro de uma rede de hotéis, o médico cirurgião plantonista da emergência no hospital! Fez uma reverência para a avó dele, que parecia ser uma senhorinha extremamente simpática e então se apresentou, caso ele não se recordasse.

Mortal Genesis Sunmi11

- Eu sou a Nam Yuna, estudamos juntos no ensino secundário! - Dizia tanto para o jovem de óculos, quanto para a sua avó. No entanto, não queria prendê-los ali em uma conversa longa, afinal, eles provavelmente estavam ali para se divertirem. - É um prazer revê-lo, soube que está muito bem no seu trabalho, fico feliz com isso! - E realmente estava, desejava apenas coisas boas à pessoas que nunca a fizeram mal ou trataram de forma diferente.

- Estou aqui para contar histórias tradicionais, estão convidados a se juntarem caso se interessem pelo tema! - O convite era genuino, sabia que ficaria nervosa na frente de pessoas que ela já conhece, especialmente sendo estes de uma faixa etária diferente da que estava acostumada, mas daria sempre seu melhor para oferecer uma apresentação digna de alguns minutos sentados para ouví-la.

- Helmoni... - Não conseguiu segurar a língua, e nem a famosa crença. Tinha ouvido o que a avó havia falado sobre os espíritos a buscarem pois ela havia tropeçado então, queria saber. - Você está bem? Se lembra com qual pé tropeçou? - Trazia agora um semblante mais sério no rosto, não como se fosse rude, longe disso, mas dizem que quando você tropeça com o pé direito em um sábado é um bom sinal. - É porque... tropeçar com o pé direito no sábado é sinal de coisas boas. Seu dia será muito bom. - Completou enfim, tentando tirar o significado ruim que ela havia colocado anteriormente, novamente um sorriso se formando nos lábios e um brilho nos olhos indicava o quanto estava satisfeita em poder contar aquilo para ela. Só torcia para que tivesse mesmo sido o pé direito a tropeçar, caso contrário, seria o terrível oposto.
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Kwon Soo Jin
You're my honeybunch, sugarplum
As caronas de Miram sempre alegraram as manhãs de Soojin que, antigamente, usava transporte público e precisava de fones de ouvido para agitar suas manhãs. Conhecer a amiga trouxe um novo sentido para tudo, inclusive um propósito, ao conhecer o santuário de animais. Quando se juntavam, ficavam cheias de risinhos, como se nada de ruim no mundo importasse - e não importava mesmo.

Não gostava de incomodar a senhora Lee, mas, por já terem alguma intimidade, não era mais tão formal com ela e se permitia a algumas brincadeiras, como, por exemplo, abrir um sorriso de Simba quando a amiga sugeriu que a mãe passasse para buscá-la.

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- Deixa os documentos para depooois. O dia vai ser lindo!   - incentivou de forma inconsequente, mas era uma brincadeira também, claro que adultos não podiam fazer esse tipo de coisa.

-  Eu ouviii! Elas vão no Countdown na quinta, né? Vou assistir. Gosto tanto da Sorn - típico dela gostar do que era mais diferente. - Você viu que parece que o Kang Daniel quer sair solo??? Omo! Por que eles nunca vêm pra cá???

Era impossível sair imune ao K-pop no colégio. O estilo de música favorito dela era mais acústico, mas isso não queria dizer que não adorava dançar de qualquer jeito as coreografias da moda e cantar no karaokê os hits mais chicletes. Continuou o papo sobre os famosos cantores, corando algumas vezes e dando tapinhas na amiga ao falarem de boygroups. Era como se estivesse com sua própria mãe no carro, só que mais divertida, mas a vergonha de falar disso era igual.

O clima era ótimo e descontraído, mas Soojin não deixou de notar quando o caminho foi mudado. Ficou boquiaberta, pendurando na janela para olhar bem aonde iam. Quando avistou o hotel, seu coração começou a bater mais rápido.

- Sérioooo??? Aaaaa - bateu palmas e deu alguns pulinhos. - Obrigada, senhora Lee!!!!!  Uwaaaa. Que demais! Prometo que vou me esforçar em triplo no santuário depois.  


Não parava de sorrir, genuinamente feliz. Ela despediu-se da mãe de Miram com um abraço espontâneo de agradecimento, porque ela era como parte de sua família, e depois agarrou o braço da amiga, pegando mochila e já querendo explorar tudo!

Nem escondia sua ansiedade, já praticamente puxando-a para conhecer o hotel.

- Sua mãe é tão legaaaal. Eu nunca vim aqui!! Vamos ver o que tem pra fazer!!!
Kwon Soo Jin
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Kim Joon Hee
The small and weak sound of the wind gets entangled and turns into a storm. Listen to it.
O último dia de Maio fora bastante atribulado para Joon Hee, ainda que não tivesse nenhum resultado concreto em mãos ou ao seu lado naquele amanhecer: durante o dia tinha visitado algumas mansões pela área nobre de Sokcho, sem que nenhuma realmente trouxesse a sensação de pertencimento. Eram lindas, tinha uma estrutura incrível, elegantes e luxuosas, mas nenhuma trazia a sensação de lar. Talvez porque ainda tivesse muito de seus antigos proprietários ou porque simplesmente estava naquele processo de constante busca pelo inefável. Com um corretor descontente, porém educado, ele voltou até o hotel em que estava hospedado e foi aproveitar a piscina até a noite. Já naquele horário, ele se vestiu com suas perfumadas e caras vestimentas para se divertir pelo bar do hotel. Flertou. Ah, flertou bastante porque isso ele sabia fazer tão bem quanto dirigir - e respirar. No entanto, assim como nenhuma mansão caiu em seu gosto, nenhuma das companhias foi aprazível o suficiente para uma investida mais certeira. Na verdade, quando avistou alguém interessante, seu celular tocou o alarme com um lembrete.

00h.

01 de Junho.

Um longo suspiro escapou de seus lábios. Desgostoso e desanimado com o lembrete, ele apenas virou sua bebida de uma vez só, deixando sobre o balcão e dando a noite como encerrada. Não estava nem perto de chegar ao estado de embriaguez, mas sua postura desmotivada dava a entender que talvez tivesse passado um pouco da dose. Fato é que uma simples data conseguia ter um peso enorme para si.

Até o ano passado, ele sempre gostou de comemorar seu aniversário com música, bebida, gente que o cercava e ele considerava minimamente divertidas. Gostava, principalmente, da companhia de sua mãe. Parecia uma forma de conseguir preencher o rombo que existia em sua vida. Considerando que seu aniversário foi o dia que nascera do ventre de alguém que nunca o desejou. Tentava fazer parecer que estava tudo bem por fora, mas de verdade não estava.

Tanto que ele gostava mais da data que ele fora adotado do que o próprio dia de seu nascimento. E agora estava ali, “comemorando” seu vigésimo segundo aniversário na cidade que o rejeitou.

Por que ele estava dando ouvidos ao terapeuta?

Ele era pago para dar conselhos ruins??

Joon Hee sabia que só estava tentando culpar alguém por conta de suas frustrações. Mas 2018 e aquele início de ano eram uma sucessão de belas bostas em sua vida. Terceiro lugar no mundial em 2018. E clinicamente diagnosticado com início de burnout - que vinha culminando em muito estresse, oscilações de humores além da natural bipolaridade geminiana, um pouco de gastrite, eventuais insônia. E, agora, num pulso com tendinite. Não soube quando tinha começado a perder o gosto pela direção, mas atualmente andava mesmo muito desgastante.

Por isso quando o terapeuta da equipe - e o ortopedista também - sugeriu um afastamento, ele estava cansado demais para bater o pé e negar o óbvio. E foi um pouco além quando depois de iniciar o tratamento, Sokcho foi um tema recorrente. A ponto dele decidir voltar para essa maldita cidade.

Só gostaria de entender o que ele esperava encontrar ali - além de uma mansão e dias prazerosos.

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Não eram nem 1h da manhã quando ele adormeceu em sua suíte. Uma verdade sobre o lugar era que tinha conseguido dormir mais do que no último ano. E se pudesse fazer um pedido de aniversário diante de uma vela seria: por favor, me deixe dormir bastante hoje. Sem gente gritando, sem barulho, confusão. Lugares lotados. Só ele e o sono profundo, quem sabe uma praia tranquila? Seria mesmo pedir muito para que o plano de Thanos desse certo e metade do universo sumisse? No caso, deixasse Sokcho livre somente para ele?

Que tal ao invés de estalar dos dedos, palmas?

Palmas repetidas, constantes. Palmas que ficavam mais altas.

Palmas acompanhadas de assobios que cresciam a ponto de ficar ensurdecedores. Gritos e mais palmas.

Sentia que estava no seu ouvido e quando foi ainda mais alto, ele acordou no desesperado.

- Whatahell?? Jesus fucking Christ!!! - No susto, ele quase capotou da cama, correndo até enorme janela para ver o que estava acontecendo ali. Será que a Coreia do Norte tá invadido? Holy shit que dia péssimo para uma guerra! - E quando abriu a cortina com o poder do ódio e o cagaço do medo do que veria, a imagem foi mais aterrorizante do que tanques e mísseis.- No...No, no...no...ahahah….noooo…

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Achou que era um deboche. Até mesmo coçou os olhos para acordar, mas a visão continuava a mesma. A praia não tinha só aves com seus ganidos aqui e ali, tampouco aquele barulhinho de onda gostosa indo e vindo. Não...Cada centímetro da areia estava ocupada de GENTE! GENTE! DE TODO TIPO! E todos aplaudindo a porra do nascer do sol.

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- Alguém lá em cima realmente me odeia. Por isso não posso confiar nas pessoas...Por isso eu devia ter ido para um templo budista, uma ilha privada. MAS NÃO, QUE MERDA EU TO FAZENDO EM SOKCHO??? - Gritou em inglês, mas claro que não foi ouvido. Era só mais um rico excêntrico fazendo escândalo.

Normal.

Puto da vida por não conseguir abafar aquela gentinha, ele foi para o café da manhã com uma incrível cara de ressaca. Nem olhou para a droga do celular ainda, querendo achar algo para beber. Achou mais do que isso: uma promessa de paz. Leu sobre a abertura das águas termais. Bom, estava um dia quente, né? Então provavelmente buscariam por lugares frescos e gelados. Não as termais, né? Hm...Também podia ser uma oportunidade para ver novas casas.

Ainda não tinha visto esse ponto da cidade.

Foi se informar no balcão e também quis saber sobre a possibilidade de manter seu quarto-suíte: mesmo que tivesse que deixar pago por mais uma semana, se fosse o caso. Mas ele não gostaria de perder o quarto. A vista valia a pena, apesar daquele inferno de gente durante o dia. Mas ele não sabia quanto tempo ficaria nas termais - dois ou tres dias? Tava com tempo de sobra, tinha dinheiro.

Por que não?

Uma vez que a burocracia fosse resolvida, ele ia arrumar suas coisas. Deixaria o quarto reservado, mas nenhum pertence ali. Pegou o carro alugado, seguindo para o bairro com o auxílio de seu gps.


Finalmente pode aproveitar um pouco da vista e, naquele momento, havia certo prazer em dirigir. Não era uma obrigação, afinal. Ele relaxava e tinha uma expressão tranquila, de alguém que havia encontrado certa paz de espírito. Ainda que momentânea.


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Quando chegou ao Cheoksan, ele se preocupou com a quantidade de carros, mas nada seria pior do que a visão das primeiras horas da manhã. Desceu do carro, esperando pelo funcionário para tirar suas malas do carro - duas malas, uma de grande e outra de médio porte. - e ele mesmo levou uma bolsa de viagem. Seguiria par ao check-in, mas antes disso, decidiu registrar uma foto da fachada do prédio.

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(desconsidera o cabelo)

Sua mãe ia gostar.

Por sinal...Precisava avisar que estava vivo.

Mas primeiro gostaria de uma batida gelada e não alcoolica - muito cedo para beber - para começar seu dia. Talvez uma vitamina? Estava tão irritado que nem comeu. Então, enquanto levavam suas malas para a nova suíte do fim de semana, ele iria até o bar. Primeiro o estomago, depois uma corridinha? Precisava mesmo espairecer.

Mas por enquanto podia se contentar em sentar.

Ao chegar ao balcão, deu um sorriso simpático e educado, pedindo por um suco de melão. Sim, começou na batida, foi na vitamina e terminou no suco. Dá licença? Quem tá pagando é ele! E enquanto esperava, procurava o contato de sua mãe para fazer uma live e mostrar no belo lugar que ele estava.
Kim Joon Hee
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Kye Jing Sang
You can stand on the edge shouting out that you’re ready to change. You can say what you want you won’t jump, you’re not ready to change
O relógio deslizava, tão lento quanto qualquer outro dia, para Jin Sang, entretanto, aquilo parecia a própria danação eterna. Cinco, vinte, quarenta minutos e o despertar do relógio não parecia mais perto. O calor não era nem perto de ser desagradável, mas deitado em seu quarto podia escutar o crepitar do ambiente, o verão se aproximava, mesmo que não oficialmente, poderiam dizer que a alta temporada estava aberta para negócios.

Mesmo perdido em quanto tempo fazia desde a última olhadela para o relógio (provavelmente não mais do que cinco minutos), abriu um daqueles seus sorrisos gigantes e sinceros, ainda que apenas estivesse deitado abraçando o próprio travesseiro de olhos fechados, feliz como um tolo fofo. O dia seguinte seria tão corrido que ele podia sentir o cheiro dos temperos e o estralar das panelas, foi ao imaginar a textura do peixe sob seus dedos delicados e precisos que seus olhos pesaram e no mundo dos sonhos adentrou por poucas, mas belas horas de sono.

Assim começou a história, pelo menos aquela parte da história. Poderia ter sido mais cedo, horas afundo daquela noite enquanto Ki Jung-sunbae lhe dava uma chamada mais dura do que todas as anteriores. A cozinha inteira quase inteira parou enquanto um Jin Sang exageradamente cabisbaixo aceitava todas as duras críticas ainda que não houvesse nada de construtivas nelas. Por mais caótico que o ar estivesse na cozinha sem Seong Jae naquela noite para coordená-la como o maestro que era, Jin Sang não parou para respirar um segundo sob a pressão do sous chef que lhe perseguia e monitorava como se ele ainda fosse um mero auxiliar de cozinha.

No fundo, toda a pressão e até mesmo a pequena queimadura recebida naquela mesma noite, em seu antebraço, fazia Kye Jin Sang sorrir quando o sunbae não estava por perto. Sempre que acabava trabalhando sob a tutela de Ki Jung em um dia de serviço no Sokcho Lotte Hotel via aquilo como um aprendizado profundo em como refinar não apenas o seu talento na cozinha, mas principalmente em como lidar com a pressão sem surtar. Ele podia pegar infinitamente mais pesado com ele do que com os outros cozinheiros? O joven Jin Sang imaginava que era por confiança de que ele conseguiria aguentar tudo. Para o resto da cozinha, aquilo era apenas uma tremenda tolice como muita coisa ao redor do aprendiz Kye.

A história poderia ter começado ainda alguns anos antes, quando uma tragédia retirou o irmão mais velho de Jin Sang, mas além de ser uma crônica para outro momento, nada era mais importante do que todo o sono que aquele jovem poderia ter para não acabar dormindo no trabalho como já acontecera vários anos antes. No fundo, apenas não havia nada de extraordinário em como aquele dia estava para começar, assim como não haveria nada de diferente de todos os outros, pelo menos assim ele acreditava...

...Uma vez, duas vezes, foram se três, quatro e até cinco. Mas nada adiantou. O celular vibrava como um louco na cabeceira da cama até cair no chão audivelmente, mas Jin Sang não ouviu o despertador absorto em um de seus sonhos desprovido de qualquer sentido que fosse.

O espírito agourento estava preso em um dos cantos da casa com um Jin Sang pronto para derrota-lo para sempre. O ser espectral colocou as mãos em seus ouvidos de ectoplasma e estava prestes a gritar seus lamentos finais. — Você está atrasado Hyung... — a tranquilidade do fantasma fez Jin Sang entortar a cabeça tentando entender que truque era aquele e porque o espectro estava usando a voz de Kang Dae para lhe pregar uma peça? Ele cerrou os olhos tentando ver melhor e percebeu que um dos seus irmãos era o fantasma... sem nenhum sentido naquela história, a voz dele soou mais clara dessa vez e quando finalmente sentiu um toque quente em seu braço, quando o fantasma o tocou.

O rapaz acordou em um susto de uma vez só, se sentando na cama e por pouco não acertou a própria cabeça na do irmão mais novo que também se assustou, este de uma maneira tão exagerada que provavelmente acordara a casa toda.

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Mas que horas são?! — perguntou em voz alta vendo o celular jogado no chão. Sem saber quantos minutos tinham se passado, tentou pular da cama o mais rápido possível. Não foi a melhor das suas ideias. O lençol ainda estava preso entre suas pernas, de modo que ele perdeu o equilíbrio instantaneamente e caiu no chão de uma maneira nada bonita entre os pés de Kang Dae. — A-YA! — Se houvesse qualquer dúvida de que a casa estava toda acordada...

Cerca de meia hora depois, Jin Sang estaria sentado ao lado de Seong Jae com um curativo na testa de mais cedo, uma expressão realmente preocupada no rosto que dizia tudo. Tinha se arrumado correndo depois que a sua irmã mais nova o ajudou com o curativo e daquela vez não teve tempo de fazer o café da manhã para nenhum deles, inclusive para si próprio, exatamente o motivo de ter colocado o despertador vários minutos mais cedo. No final, não estava realmente atrasado, mas se culpava profundamente sempre que deixava os irmãos sem comida. Nunca confiaria em um café da manhã feito por Hyun Tae...

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Ainda assim, independente do que tinha acontecido, era cedo demais e ele ainda estava com sono depois de chegar tão tarde na noite anterior. Era claro que Ki Jung tinha dado um jeito para serem basicamente os últimos a saírem. Ele soltou um bocejo até um pouco chamativo demais que saiu completamente inesperado. Pôde ouvir a risada de leve e ficou um pouco vermelho com a situação. Não dava para esconder o seu cansaço e conhecendo o garoto do jeito que conhecia, era claro que o chef colocaria no rádio alguma coisa para os dois ouvirem no caminho até o Cheoksan.

A música mal tinha começado e ele recebeu uma mensagem no celular. Quase pulou para ver do que se tratava quando viu o nome de Micha na tela do celular. Ao ver uma foto dos dois irmãos mais novos tomando café, ele deu um suspiro de alívio quando viu que eles tinham conseguido se virar sozinhos. Hyun Tae não apareceu na foto, mas como ele costumava acordar mais tarde num sábado, nada parecia fora do comum. Podia parecer besteira, mas a preocupação que ele tinha com os irmãos mais novos era quase uma pequena obsessão desde que passara a cuidar deles.


Sabendo que os três estariam devidamente alimentos, Jin Sang poderia finalmente se esquecer até mesmo do sono que o atormentava e focar na música da rádio. —  ♪ Yappappa barabwabwa Nappappa nareul bwabwa ♫ — cantava bem baixinho enquanto batia com o dedo no vidro algumas partes da melodia da música. Daquele jeito, o caminho pareceu demorar a metade do tempo e ele estava mais animadinho, mas ainda queria uma dose forte de café.

Não se lembrava da última vez que tinha tido a oportunidade de estar ali. Então caminhou sem pressa, ficando ligeiramente para trás, deixando que o chef liderasse o caminho até a cozinha. Nem todo mundo tinha chegado ainda, então era óbvio que ele foi verificar, antes de mais nada, os seus utensílios (porque sim, ele levou as próprias facas, mas queria ver onde ficava o restante das coisas na cozinha). Na sequência, comparou rapidamente os pratos que seriam servidos naquele dia e então começou a repassar as receitas na ordem de importância, verificando que não tinha se esquecido de nenhum preparo específico ou se estava mudando a ordem de algo.

Pensativo, com certeza teriam zoado que ele estava quase entrando no livro de tão compenetrado. Ele fazia algumas caretas e algumas vezes parecia conversar sozinho enquanto repassava os ingredientes. Era quase um teatro ensaiado em que apenas ele, como doido, entendia o seu sistema.  Ouviu o seu nome ser chamado, mas pelo tom de voz de urgência, não tinha sido a primeira vez. — Ahn?! Sunbaenim?! — se deparou com ele já de partida. Tirado de seu transe, ele levantou para acompanha-lo e quase não acertou o pé na mesa, parecendo que ia cair. Seong Jae poderia até olhar para trás (já que Jin Sang não era nem um pouco discreto), mas ele se recuperou tão rápido que pareceu que nada tinha acontecido, lhe dando o sorriso mais natural do mundo.

Chegaram no restaurante onde os outros funcionários os esperavam e se postou ao lado do sunbaenim, ligeiramente mais atrás para lhe dar todo o foco enquanto ele falava diretamente sobre a situação e de como teriam mais pessoas novas na cozinha e em outras funções. O que lhe chamou atenção, entretanto, foi a presença de alguém que não deveria estar ali.

Não fazia a menor ideia de quanto tempo Hyun Tae já tinha reparado em Jin Sang. O pirralho deveria ter pensado que ele trabalharia no Lotte Hotel como todos os outros dias se conseguiria se safar facilmente. Era exatamente por isso que ele não estava no café da manhã com os irmãos. Mais tarde ele teria que descobrir se eles estariam o acobertando ou não. A princípio a expressão dele foi de surpresa quando viu o mais novo, mas a medida que ele falava, Jin Sang parecia pronto para pular no pescoço dele ali na frente de todo mundo.

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Não era como se ele fosse racional nessas horas e no momento que ele deu um passo para a frente ouviu que era a sua vez de falar. Quanto tempo ficara fuzilando Hyun Tae? Não sabia. Mas voltou a si, pelo menos por enquanto. Não seria difícil arrumar um ou dois minutos com ele longe dos olhares de águia do sunbaenim.

An-nyeong-ha-se-yo! Eu sou Kye Jin Sang. Eu trabalho na cozinha do Lotte Hotel com o Seong Jae-sunbae e vim para ajudá-lo. — animação que ele demonstrava era tão grande, que as pessoas talvez se esquecessem da fera perigosa que ele tinha se tornado dois minutos antes. Era óbvio que ele dificilmente usava uma expressão dessas, tanto que era a primeira vez que o irmão mais novo a tinha visto na vida. Talvez ele achasse que fosse escapar. Não seria o caso. — Sunbaenim, pode nos dar um instante? Preciso falar com ele... sobre... o uniforme. Acho que ele precisa trocar o dele. Tem uma manchinha. — Na verdade, ele estava limpo e impecável, mas não ficaria por muito tempo. Aliás, eles sequer já estavam de uniforme? Não se importava.
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Moon JaeHwan
At the end of today’s hardships, Brightly shine on me
O último dia de maio não fora nada gentil com o Moon, apesar de ter a manhã de folga, toda sua tarde e noite foram dedicadas ao hospital, e as longas horas de plantão na madrugada eram certamente a parte mais cansativa de seu trabalho. As cirurgias emergenciais de Sokcho, em baixa temporada, não costumavam ser muito desafiadoras para o jovem médico. Ele parecia ter uma facilidade imensa em desempenhar seu papel e em aprender técnicas novas, e tinha. Desde novo Jaehwan apresentara certo jeito com os estudos, mesmo nas matérias que não se dedicava muito ou nem mesmo prestava atenção, era um dom. Não que fosse valorizado como tal, seus pais e avós paternos não poderiam se importar menos com suas notas quando ele parecia não levar jeito nenhum com o negócio da família. Bang YoungJa, no entanto, faltava emoldurar os desenhos que o neto lhe dava quando era criança, pois vangloriava Jaehwan para todos que a dessem ouvido -- e muitos davam.

Como adulto essa habilidade era, também,  muito útil; com pouco tempo de formado já era um dos cirurgiões principais do hospital, título que podia usar com orgulho sem medo de ter seu sucesso creditado ao nome da família. Por isso, geralmente não precisavam dele para plantões tão intensos e duradouros, como a cidade ficava calma grande parte do ano, mas aquela época do ano era especial. O dia seguinte seria o primeiro dia de férias de muitas escolas e a alta temporada oficialmente começava. A primeira semana especialmente precisavam do maior número de profissionais da saúde capazes possíveis durante a noite, era durante esse período que o maior número de acidentes de carros ocorriam na região, além dos casos de acidentes domésticos que nunca falhavam em surpreender a UPA. Mesmo que Jaehwan fosse novato, o grupo de socorristas o acolheu como parte da família em poucos meses e os plantões não eram tão infernais como poderiam ser. Ainda sim, eram cansativos, e essa noite não era exceção, principalmente pois teria de acordar cedo para manter sua promessa à sua avó.

YoungJa era uma senhora extremamente ativa e ainda mais envolvida na comunidade; sabia de todos os eventos, encontros, promoções, acidentes, fofocas e até segredos que envolviam Sokcho, tanto que Jaehwan mal conseguia acompanhar o que ela falava as vezes, mas nunca deixava de ouvir atentamente o que tinha a dizer. Claro, então, que a Bang não deixaria passar batido um evento pensado especialmente para sua faixa etária, cujos participantes eram justamente seus amigos, e fizera o rapaz prometer que a levaria lá sem falta. Mas agora no dia de ir, exigia muito de si mesmo para levantar da cama três horas depois de ter chegado em casa, mas o despertador mal precisou tocar pois a senhora já abria as cortinas do quarto, tagarelando sobre como estava ansiosa para o dia. Como recusar leva-la? E como um minuto a mais com o sol refletindo em seu rosto parecia humanamente impossível, decidiu que levantar seria a melhor opção.

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Foi só com o cheiro do café da manhã que Jaehwan percebeu o quanto estava com fome. Não tinha comido após chegar em casa de madrugada e os lanches do hospital mal poderiam ser considerados satisfatórios, diferente das refeições tradicionais que os funcionários preparavam para a família. O Moon tinha que agradecer o fato de ter quem cozinhasse para ele, afinal, era horrível na cozinha e sua vó já estava velha demais para fazer tudo sozinha sem riscos. E era agradável poder comer comida quente e caseira, no conforto e silêncio de sua casa.

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Os dois não apressaram para comer, a conversa entre os dois se desenvolvia naturalmente, Youngja era uma das poucas pessoas que sabiam entender bem o rapaz, então sempre tinham algo a falar, mesmo que comentários dos mais triviais. Tinham poucas coisas que o homem não falaria com a avó, e em contrapartida, tinham poucas coisas que ela já não tinha falado. Eram uma dupla com dinâmica interessante de se observar.

Com o fim da refeição, os pitacos alegres da senhora voltaram a preencher o vazio da casa, e pareciam animar os animais da casa, que antes não tinham dado algum sinal de vida. Agora sim a casa deles parecia voltar a normalidade, os latidos animados de Mango e um ocasional miado de Lou retomavam a energia que antes parecia sugada. Eram impossível para Jaehwan se imaginar vivendo sozinho, de um cada segundo comentava sobre alguém diferente que estaria lá e como tinha sido uma ótima ideia de Seungwoo planejar as atividades de idosos, enquanto do outro os animais se faziam notar. Sem contar que Seolhyun nem estava em casa no momento, e só ele sabia como sua irmã gêmea podia ser barulhenta. Apesar do cansaço, algo sobre o barulho familiar era mais reconfortante que o absoluto silêncio.

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Iriam hoje para Cheoksan, como várias outras manhãs tinham feito, para desfrutar das caminhadas ao ar livre e das águas quentes do lugar. Tinha de admitir que visitar hotéis da própria rede da família podia ser desgastante, ainda mais pelo ressentimento que guardava do pai, que tinha construído grande parte das hospedagens. Mas não podia negar o apelo que o local oferecia, e muito menos podia culpar Seolhyun e Youngja por apreciarem tanto Cheoksan. Falando em Seolhyun, a irmã tinha marcado de encontrar com eles mais tarde, ocupada demais com suas entregas do fim de semana na confeitaria. Mesmo que ela insistisse que iria, antes de ligar o carro o rapaz decidiu confirmar por mensagem de texto, além de perguntar se estava tudo bem com a loja, mas acabou por ver que ela tinha pensado no mesmo, e já confirmara. Ela o conhecia bem.

A viagem fora tranquila, apesar de na saída ter de lidar com um akita inu raivoso por não estar sendo levado junto. A Bang parecia respeitar a necessidade de atenção do rapaz para dirigir, afinal já estava cansado, mas isso não a impedia de cantarolar suas músicas prediletas que tocavam no rádio. O percurso era familiar e curto, a quantidade com que passeavam lá tinha seus efeitos e ele mal precisava pensar ao dirigir. Perto do local já era possível perceber o movimento. Por um lado, ele ficava contente que os negócios que Seungwoo liderava estavam indo bem, mas internamente ele amaldiçoava a si mesmo por não ter inventado alguma razão para ficar em casa dormindo. Se há algo que Jaehwan odeie é multidões e interações sociais com desconhecidos, já era sofrido o suficiente para ele ter que conviver com os parceiros de seu irmão e outros interesseiros que agiam como se o conhecessem por toda sua vida, mas completos desconhecidos conseguia ser pior. Era desesperador para ele pensar em todas as pessoas poderiam conhecê-lo sem ele ao menos saber quem era.

Assim que estacionou o carro, pode relaxar um pouco. As pessoas pareciam dispersas pelo hotel, a não ser que fosse para uma área lotada, ele estaria bem. Ou ao menos foi o que ele pensou, antes de ouvir um grito abafado vindo do lado esquerdo do carro. Sua cabeça teve apenas tempo de virar para ver o que estava acontecendo antes que ouvir a senhora rir. Deus! Ela quase caiu, ele pensou antes de sair do carro desesperado para conferir se ela estava bem. Sua mente estava a mil, pensando nas possíveis lesões que ela poderia ter, e o que aconteceria se ela tivesse realmente caído. Helmoni! A senhora tem que tomar mais cuidado!, exclamou assim que conseguiu se assegurar que ela estava segura. Aish, quase morro do coração... E não brinque assim com a morte, Helmoni!, completou exasperado, com uma mão sob o coração. Suspirou forte, nada como um susto para acordar, certo? Seria engraçado o jeito como ela mudava de assunto para preocupa-lo menos, se ele não estivesse com o coração tão acelerado. Era impossível se manter bravo com ela.

Já ia responder sua avó com algumas sugestões quando ouviu uma voz feminina ao longe, voltando seu olhar para a origem do som. Esteve tão distraído com o susto que mal percebeu a mulher que se aproximara para ajudar sua avó. Ele a conhecia, estudaram juntos por muitos anos, mas não conseguia se recordar seu nome, mas ela parecia lembrar o seu. Sua avó também parecia curiosa pela garota simpática que se aproximava, mas por razões completamente diferentes. Enquanto Jaehwan tentava lembrar seu nome -- e seu semblante provavelmente refletia sua confusão --, Younja se animava com a possibilidade de conhecer alguém novo. Ah, sim. Eu me lembro... ele respondeu, talvez soando um pouco seco, mas na verdade estava envergonhado por não conseguir recordar dela em mais detalhes, enquanto ela parecia saber tudo sobre ele. No mínimo, um pouco frustrante.

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Muito obrigado, Yuna-ssi, também é bom revê-la, ofereceu, dessa vez, um sorriso, mesmo que não muito expressivo. Mentalmente ele se criticava por parecer cínico, sem reação. Por que sempre tinha que se envergonhar quando conversava com alguém novo? Ele realmente não tinha jeito. Seria melhor deixar com que a vó aceitasse o convite, além de explicar sobre as atividades de idosos os quais ela tanto esperava. Seria uma honra, Yuna-ssi, acrescentou simplesmente, um pouco com medo de dizer algo errado. Youngja e Yuna pareceram se entender imediatamente, alguns segundos depois já conversavam sobre superstições, um assunto que ele só sabia o mínimo por Seolhyun acreditar. Era impressionante como a garota conseguia envolver alguém com sua fala, mesmo em algo simples como explicar uma lenda sobre tropeços com tal pé em tal dia. Ela parecia se encaixar perfeitamente com o emprego que tinha descrito mais cedo.

Ele se manteve calado enquanto as duas conversavam, mas com um pequeno sorriso estampado no rosto, era bom ver sua vó feliz daquele jeito. E uma coisa era certa, não se importaria de passar algum tempo com a ex-colega. Ela parecia agradável o suficiente, mesmo que quase uma desconhecida.

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Moon Jae Hwan
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Yeon Ha Na
Rise up, ting ting, like glitter and gold
Os primeiros raios de sol ainda nem tinham aparecido quando Ha Na começou a despertar, seu corpo pesado sobre o colchão macio e confortável da cama, sua mente voltando de um sono profundo, que apenas se fazia presente quando estava muito cansada. Se esticou e rolou na cama, agarrando o travesseiro e se aconchegando melhor.

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No entanto, sabia que não iria conseguir voltar a dormir. A blogueira havia chegado à cidade de Sokcho na noite anterior, depois de ter passado mais de doze horas viajando. Por isso, mal havia colocado seus pés em solo coreano, caiu na cama assim que pôde.
Sentia as costas doerem pelo tempo que tinha ficado sentada no avião, mas nada que não estivesse acostumada. Afinal, aquela não era a sua primeira vez fazendo uma viagem muito longa. Apenas esticou os braços para o alto, se alongando, e assim logo se sentindo melhor.

Deu alguns passos em direção à cortina, para poder abri-la. Ainda não sabia que horas eram, mas pela falta de iluminação, podia dizer que ainda era bem cedo. Foi quando seu pé se encontrou com toda a força contra um objeto pesado, e uma onda de dor subiu por todo o seu corpo. Ha Na se desequilibrou, tendo que se segurar em uma mesinha que tinha por perto.
- Oh, shi-...- Impediu o xingamento de escapar pelos seus lábios, apertando seu pé com força, como se aquilo pudesse ajudar a parar a dor. Olhou para o objeto no qual tinha se batido com raiva, pronta para jogar aquela porcaria janela afora, mas percebeu que era uma de suas malas.
Provavelmente, por causa do cansaço quando havia chegado, devia ter as deixado largadas pelo chão do quarto. Grunhiu, se levantando, enquanto agarrava um enfeitezinho de plástico de cima da mesa e o jogava para o outro lado do quarto, já que, claramente, não poderia jogar uma de suas malas preferidas pela janela.

Empurrou as malas para um lugar adequado, para que aquilo não acontecesse novamente, e agarrou seu celular para olhar o horário, enquanto finalmente ia abrir as cortinas.
Se deparou com uma vista maravilhosa. Os primeiros raios de sol apenas começavam a aparecer, pintando levemente o breu da noite com tons alaranjados. O mesmo acontecia com o mar, que passava a mostrar sua cor azul-viva ao passo que ia se encontrando com aquela grande esfera de luz.

Ha Na sabia que aquela região era uma boa fonte para fotos incríveis, não era à toa que tinha escolhido Sokcho. Já havia visto algumas imagens do lugar, e sentia que era quase como que sua obrigação mostrar para seus seguidores todas as belezas que encontrasse por ali.
Por isso, sabia que aquela seria uma boa ocasião para começar o seu trabalho. Afinal, que momento melhor havia se não o magnífico nascer-do-sol?

A mulher sorriu para a visão à sua frente e virou-se para se arrumar.
Sabia que durante o dia o clima provavelmente iria ficar um pouco mais quente, já que era esperado uma temporada de temperaturas mais elevadas. Havia checado isso enquanto escolhia as roupas que traria.

Por isso, escolheu algo mais simples e versátil para vestir. Apesar de seu look compor uma jaqueta, provavelmente não sentiria calor em nenhum momento. Em qualquer caso, poderia apenas optar por tirá-la quando quisesse.

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Por fim, Ha Na escolheu um batom para usar naquela manhã e o passou rapidamente, pintando seus lábios de um tom fechado de carmim. Não queria usar muita maquiagem, então assim que terminou de, com as mãos, dar uma pequena ajeitada em seus cabelos, apanhou seu equipamento e sua bolsa, e saiu de seu quarto.

Em poucos instantes, já estava de frente para o mar, tirando fotos atrás de mais fotos. Quando parava, era apenas para poder checar como elas estavam saindo, e então trocar de lugar para ver se conseguia um ângulo e visão melhores. Apenas depois, quando pegasse todo o seu material, iria eleger e editar as que mais havia gostado. Das dezenas de fotos que tirava de uma mesma paisagem, apenas cerca de cinco iriam acabar em sua página, aos olhos de seus seguidores.

Quando enfim se sentiu satisfeita, Ha Na abaixou a câmera e começou a contemplar novamente o mar com seus próprios olhos, tentando guardar o máximo de detalhes que pudesse na sua memória. Mesmo que amasse seu trabalho, sabia que a única foto que valia a pena ver era a que tiraria com seus próprios olhos, e guardaria em sua própria memória. Para a blogueira, seu papel era apenas mostrar onde as belezas estavam, e encorajar as pessoas a irem e pararem para vê-las também.

Ha Na se encostou na grade que ficava à beira dos passeios que rodeavam a praia, seu cabelo voando ao ritmo do vento, e respirou fundo, sentindo o cheiro do mar e ouvindo o barulho das ondas. Naquele breve instante, pôde ouvir seus próprios batimentos, e sua mente ficou completamente limpa.

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No entanto, quando eu digo breve, foi muito breve mesmo.

Enquanto a garota estava ali, em um estado quase de completa paz, do nada, eis que um grito irrompe pelo local. Ha Na de imediato deu um sobressalto, olhando para todos os lados, procurando o que diabos tinha acontecido. Foi então que ouviu um splash!, o barulho de alguém caindo na água, e olhou para de onde o som vinha, quase que em desespero ao perceber alguém na água.
Talvez alguém esteja se afogando? Ou algo pior aconteceu? Hoje é o dia que eu vou testemunhar um crime?!

No entanto, deixou seu queixo cair quando olhou e percebeu que, na verdade, a pessoa na água estava… rindo?
Foi quando ouviu um outro grito, e de novo se sobressaltou, batendo o pé com raiva por ter se assustado novamente. De novo, o barulho de alguém caindo na água se fez presente, e então várias pessoas rindo.

Foi quando Ha Na notou que não, não estava acontecendo algum afogamento, ou um crime ou algo do tipo. Eram apenas pessoas pulando de um rochedo para o mar.

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Are you for real?

Bom, talvez não fosse nada de ruim que estivesse acontecendo de início. Será que ela deveria se encarregar disso então? Será que ela deveria ir lá e fazer todos eles se afogarem?

- YAH!- Gritou, dando pequenos chutes e socos no ar, e também usando sua bolsa para atacar. No entanto, nada daquilo fez efeito, já que ninguém do grupo de malucos pareceu a notar ou começar a realmente se afogar, apenas algumas pessoas que passavam olharam ela como se fosse ela a maluca ali.

Ha Na bufou, jogando uma mecha de cabelo para trás com a sua mão, e então voltando a passos pesados para o hotel. Ao chegar, foi direto procurar por algum lugar que pudesse comer, já que percebeu que ainda não havia feito nenhuma refeição no dia, e que sua barriga começava já a reclamar.
Enquanto comia, em uma mesa mais afastada dos outros clientes, analisava novamente as fotos que havia tirado, e pensava no que poderia fazer em seguida. Colocou o cotovelo sobre a mesa e apoiou o queixo na mão, suspirando enquanto encarava o prato quase vazia, pensativa.

Então, como se viesse uma resposta dos céus, olhou ao redor e viu um folder. Primeiro notou o bom design que havia sido feito, então parou para realmente ler o que havia escrito ali.
De imediato, a blogueira reconheceu o nome do local ao qual os hóspedes eram convidados, Cheoksan Hot Springs. Era um lugar famoso e que aparecia em grande parte, se não em todas, das buscas que havia feito sobre os melhores lugares para se visitar na região. Ha Na se imaginou relaxando na fontes termais do lugar, como se estivesse em um paraíso. Além do mais, provavelmente o que mais teria seriam boas oportunidades para tirar mais fotos, e assim completar aquele seu primeiro dia com uma boa quantidade de material.

A mulher deu de ombros. Já tendo terminado sua refeição, se levantou e saiu do hotel. Em poucos instantes, já entrava no táxi para poder se dirigir até o Cheoksan.



Pouco tempo depois da viagem começar, a rádio que passava e preenchia o carro com algo mais que não fosse o silêncio entre Ha Na e a motorista, saiu das propagandas para começar a tocar uma música. Ao passo que a senhora que dirigia o carro aumentava o volume, Ha Na ia reconhecendo a letra.
Se lembrava de já ter ouvido aquilo antes, também em uma rádio. A música sempre passava na mesma hora, todos os dias, e de tanto ouvir, agora até mesmo sabia como cantá-la.

E foi isso que fez. Ha Na começou a murmurar a letra junto aos cantores, disfarçadamente, enquanto olhava pela janela para a paisagem que passava rapidamente.
“I don't know why
But every time I look into your eyes
I see a thousand falling shooting stars and yes I love you
I can't believe that every night you're by my side
Promise I'll stay here 'till the morning
And pick you up when you're falling
When the rain gets rough, when you've had enough
I'll just sweep you off your feet and fix you with my love
My only one”


De repente, o carro começou a desacelerar. Ha Na parou de cantar de imediato, percebendo que já haviam chegado, mais rápido do que imaginava. Agradeceu à senhora e se despediu, entregando-lhe o pagamento pela viagem. Em seguida, andou em direção ao estabelecimento, enquanto ouvia o carro se afastando.
Olhava ao redor e analisava a decoração externa do local, passando a mão pelos cabelos. Em seguida, ergueu a câmera e começou a tirar algumas fotos, parando até mesmo para apreciar e fotografar algumas florzinhas ou pequenos e escondidos detalhes que encontrava.

A blogueira caminhava por entre as pessoas, em sua maioria famílias, e evitava ficar muito perto dos grupos mais barulhentos. Vez ou outra, algumas crianças também entravam no meio de suas fotos, ou ficavam ao seu lado, curiosas. Ha Na apenas tentava ignorar até que elas fossem embora ou que alguém viesse pegá-las de volta, já que não tinha coragem de ser grossa com crianças, mas também não sabia como lidar com elas.

No entanto, em um certo momento no meio de todas aquelas famílias, se lembrou de sua própria, e uma pequena pontada de saudades bateu em seu peito. Foi então que ouviu o som de notificação e a vibração no bolso de sua calça, avisando que uma mensagem havia chegado.

Ha Na puxou o seu celular de lá, ligando a tela do mesmo, para então se deparar com algumas mensagens que sua irmã, Eun Ha, havia mandado. A mulher sorriu assim que começou a ler, se sentindo agora um pouco mais confortada.
Euyi, como Ha Na costumava chamar a irmã mais nova, contava que havia convencido os pais de ambas a irem passar um tempo em Sokcho. A blogueira sentiu o sorriso em seu rosto aumentar, começando a responder a mais nova.

“Hey, maninha, você não consegue ficar muito tempo longe de mim mesmo, hein? Imagino se você também vai ser assim mesmo quando eu ou você nos mudarmos de casa hehe.
Ai, eu estava me divertindo tanto aqui sozinha… Mas o que eu posso fazer, não é?
Aqui tem lugares bem legais, então imagino que vocês irão gostar.
Oh, sério? Não sabia que eles moravam aqui por perto.
Enfim, estarei esperando.
Beijos!”


Colocou, então, o aparelho de volta em seu bolso, começando a se dirigir para o interior do Cheoksan. Talvez pudesse primeiro relaxar um pouco, para se recuperar logo completamente da viagem até a cidade, e então seguiria com sua aventura pelo lugar.
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Mortal Genesis
1º de junho de 2019, Sokcho. 09h15, 20 graus.
*** Jin Sang ***

Desde a morte dos pais os irmãos Kye tinham se unido e amadurecido de uma forma surpreendente. Jin Sang assumiu totalmente o papel de mais velho e responsável, garantindo o sustento da família, ainda que tivesse que se privar de muitas coisas. Hyun Tae dava tudo de si para potencializar sua inteligência nata, e afundava cada vez mais no mundo acadêmico, tanto que para este ano conseguira uma bolsa de estudo em uma das escolas secundárias mais prestigiadas (e caras) de Seul. Com os dois irmãos mais velhos fora de casa ou ocupados demais, Mi Cha e Kang Dae assumiam as tarefas de casa e se tornavam uma verdadeira dupla, garantindo que tudo estivesse bem para que os outros não se preocupassem com eles.

Aquela manhã foi um exemplo claro disto. Cansado demais do trabalho intensivo na noite anterior, Jin Sang só acordou, de uma maneira muito atrapalhada, porque Kang Dae ouviu seu celular tocando sem parar e foi acorda-lo. Sem tempo para fazer o café-da-manhã, o mais velho saiu apressado de casa, mas Mi Cha o tranquilizou ao enviar uma foto dos dois comendo. Deu por falta de Hyun Tae, mas julgou que ele apenas estivesse dormindo ate mais tarde. Era um rapaz noturno, afinal. Detestava acordar cedo.

Por isso foi uma surpresa e tanto encontrá-lo entre a equipe de Cheoksan.

Uma coisa tinha que admitir, Hyun Tae conseguia muito bem fingir que nada estava acontecendo, com aquela cara sempre fechada que ele tinha. Desde a morte dos pais ele raramente sorria, sempre se dedicando cada vez mais aos estudos e cada vez menos às interações sociais. Jin Sang conhecia apenas um amigo do irmão, da escola, mas julgava ser porque passava pouco tempo em casa, é o irmão era reservado demais para falar sobre sua vida pessoal. Mas a verdade era que Hyun Tae não era exatamente a pessoa mais sociável de todas. Sofria muito na escola, cheia de adolescentes de famílias ricas, pelo simples fato de ser bolsista… E é claro que o mais velho nem sonhava que isso acontecia, já que ele não queria preocupa-lo com bobagens juvenis.

Como prometido pelo chefe de cozinha, a apresentação foi bastante rápida, e logo estavam liberados para os seus afazeres. O café da manhã já estava servido e os clientes começavam a chegar no restaurante. O movimento para a cozinha não era muito grande neste horário, de forma que Jin Sang sabia que teria um certo respiro até o almoço. E, mesmo se não o tivesse, não deixaria que o irmão escapasse impune de sua desobediência.

-Ele quem? - Seong Jae perguntou, confuso. Embora fosse uma espécie de padrinho no trabalho, ele não conhecia os irmãos de Jin Sang. Por isso, franziu as sobrancelhas, mas concordou no fim das contas. Perguntaria o que estava acontecendo mais tarde. Agora tinha coisas a fazer que eram mais importantes. - Está bem, mas não demore. Hong Joo-ssi precisa dele no bar.

Hong Joo era prima do presidente do Lotte Resort hotel e, apesar de ter a mesma idade de Jin Sang e não fazer parte da linha direta de herdeiros, ela tinha mais funções na rede de hotéis do que os formais mais novos do presidente. Era uma mulher de personalidade forte e, apesar de não ser uma gerente ruim para os seus funcionários, estava bem longe de ser alguém difícil de ludibriar ou fazer de boba. Era melhor não irrita-la logo cedo.

Hyun Tae não esperou que o irmão viesse atrás de si, e tratou de tentar sair logo da sala, com medo daquela expressão de serial killer do mais velho. Jin Sang o alcançou no corredor, tendo que puxa-lo pelo braço para ter a sua atenção, pois o irmão fugia dele como o diabo fugia da cruz. Hyun Tae o olhou contraindo os lábios carnudos, em uma expressão de contrariedade.

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-O que foi? É o meu primeiro dia aqui e é verão! Ninguém estuda no verão. - Protestou. Sabia que o irmão ficaria bravo am de descobrisse que estava trabalhando, por isso tinha se candidatado para um local mais distante. Tinha combinado com os outros dois, para o acobertarem, mas no fim das contas o plano foi por água abaixo. E logo no primeiro dia!



*** Soo Jin ***

-Sorn? Minha bias é a Yeeun. Já viu como ela está linda no clipe? Aish, queria tanto ser como ela… - Miram sonhava acordada, pois era apenas uma menina simples e tímida. Mesmo que tivesse talento para a escrita, a trava social não permitia que ela divulgasse seu belo trabalho. Tinha vergonha demais para isso.

O restante da viagem continuaram a conversar sobre seus idols preferidos. Até que receberam a bela surpresa de Hee Sook.

-Ani, não me agradeça. Vocês merecem. Fizeram um ótimo trabalho esse semestre, as duas me ajudaram muito. Considerem como um pagamento pelo bom trabalho! - Hee Sook abriu um grande sorriso ao perceber a animação de Soo Ji. Miram também estava muito animada, mas por um motivo diferente, pois que já conhecia o Cheoksan. Estava feliz pois iria para lá com sua melhor amiga! - Aqui, peguem dinheiro para comprar roupas de banho. Sei que nenhuma de vocês veio preparada pra isso.

Em sua entusiasmo, Soo Ji deu uma abraço verdadeiro e desajeitado na mãe de Miram, já que ela estava no banco traseiro e a mulher no do motorista. Mal conseguindo controlar a euforia, ela e a amiga saltaram do carro, acenando para o carro que se afastava. Soo Ji ajeitou a mochila e pegou no braço da outra, já seguindo o caminho para o hotel.

-Omo, você nunca veio aqui?
- Perguntou Miram, incrédula. Como era possível alguém morar por 18 anos em Sokcho e não conhecer o Cheoksan? Então lembrou-se que a realidade da amiga era bem diferente da sua que, apesar de não pertencer às famílias mais ricas da cidade, nunca tinha passado qualquer vontade. Por isso logo mudou de assunto. - Você já foi na montanha Seoraksan? Podemos ir lá, ou então comprar as roupas de banho e ir direto para as águas termais. O que prefere?

Antes de responder, o caminho delas foi bruscamente cortado por um carro em alta velocidade, ao menos considerando que estavam em um estacionamento, não em uma rodovia. Soo Ji precisou segurar o braço de Miram para não acontecer um acidente mais grave. O carro parou não muito distante, cantando pneu ao estacionar em uma vaga, ou melhor, em duas vagas, já que o condutor havia parado de qualquer jeito. Dentro do veículo saíram 4 garotos, aparentemente de idade próxima delas, todos vestidos com boas roupas. A julgar também pela marca e modelo do carro, certamente faziam parte da elite da cidade. Os meninos desceram rindo, nem parecia que quase tinham atropelado as duas!

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O condutor

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O último garoto que desceu olhou para elas um tanto constrangido, e a forma que apertou os lábios dava a impressão que pedia desculpas.

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Soo Ji sentiu o sangue ferver, mas Miram segurou o seu braço. Parecia prever o que estava para acontecer, pois conhecia a amiga bem o suficiente para saber que ela não deixaria uma situação dessas sair impune.

-Vamos, Soo-ah. Deixa eles pra lá.



*** Jaehwan e Yuna ***

Levantar depois de apenas 3 horas de sono não era exatamente fácil. O que tornava isso possível era a contagiante alegria de sua avó, que nem bem o despertador tocava e ela já garantia que ele acordaria, pois abria as cortinas para deixar o sol entrar. A mesa do café-da-manhã também já estava posta, provavelmente Seolhyun tinha providenciado tudo antes de sair para as confecções e entregas do dia.

E logo estavam a caminho de um dos hotéis da rede gerida pelos Moon. Mas antes de sequer chegarem ao prédio, Youngja daria um belo susto no neto, mesmo sem querer.

-Aish, não fique tão preocupado, Jae-ah! Na minha idade é melhor brincar com a morte do que ter medo dela. - ela riu de uma maneira tão gostosa que foi impossível não ser contagiado. E, enquanto fazia isso, a dona do carro que havia usado de apoio se aproximou para saber se estava tudo bem. Yuna tratou de se apresentar logo, para ter certeza que o ex-colega a reconheceria. Bem, demorou um pouquinho, mas afinal ele lembrou.

Yuna estava animada e preocupada para aquele dia. Era muito bom ter a garantia de que recebeu a algum dinheiro com o seu trabalho, contudo ter que ir para aquele lugar… Durante todo o preparo e a realização do caminho até ali de carro, ela pensou no ex-namorado e na maneira que haviam terminado. E ele me ao menos se deu ao trabalho de pedir desculpas e esclarecer a situação!

Era mesmo um belo de um canalha.

Aquele encontro dos ex-colegas parecia bastante improvável, mas acontecia de qualquer maneira. Jaehwan, de sua maneira sempre reservada, foi tão educado e simpático quanto conseguia, não era tão bom em interações sociais quanto sua irmã. Talvez por isso ela e Yuna fossem amigas na escola, as duas eram bastante desinibida para tal, e Seolhyun não se importava nem um pouco que a outra fosse bolsista. Pelo contrário, fazia de tudo para que a amiga se sentisse bem e confortável, mesmo em meio aos adolescentes mais ricos da cidade.

Já Youngja parecia gostar bastante de conhecer alguém que um dia fizera parte da vida do neto. Na verdade, ela gostava de novos contatos, não importava quem fossem. Passou tanto tempo isolada na casa de idosos que agora compensava a falta de contato humano daqueles dias. Mais do que isso, ela simplesmente era uma pessoa adorável, e recebeu Yuna com um largo sorriso.

-Oh, eu estou bem sim, minha jovem, obrigada por se preocupar. - Ela ergueu a perna direita e apontou para ela quando foi questionada com qual pé havia tropeçado. - Má sorte aqui não, hoje o dia vai ser muito bom, tenho certeza. Minhas costas é que doem quando as coisas não vão bem. - Foi uma piada, mas era verdade. Sempre que as costas da avó doíam, Jaehwan sabia que ela iria adoecer, fosse de corpo ou de mente.

-Histórias tradicionais você disse? Vai contar a história do Rei Munmu? Eu costumava contar essa história para a sua mãe. Era uma das preferidas dela. - Voltou-se para o neto, o sorriso diminuindo um pouco. Sentia muita falta da filha e sofria com o afastamento. Jaehwan sabia muito bem disso. - Lembra dela? Eu também contei pra você quando era mais novo.

A conversa se estenderia por horas a fio se deixassem. Youngja teria assunto suficiente para garantir isso. Contudo, uma visão bastante incômoda tirou toda a atenção de Yuna, era algo que ela sabia que aconteceria, embora desejasse que não acontecesse de fato: Sohyuk, seu ex-namorado, saia de seu carro rumo a mais um dia de trabalho na Cheoksan. Estava acompanhado de uma mulher mais velha. Será que sabia que hoje ela também estaria ali com o mesmo motivo?

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Antes que pudesse tomar uma atitude, um barulho de freada de um carro chamou a atenção dos três: um veículo pilotado por rapazes de 19 ou 20 anos quase atropelou duas meninas que atravessavam o estacionamento. Nada de pior havia acontecido, além do susto, mas o jeito que os garotos reagiam, com risos ao sair do carro, deixava bem claro que não se importavam nem um pouco com o que quase havia acontecido.

Nesse momento, Jaehwan sentiu o celular vibrar em seu bolso. Seu coração disparou quando viu o nome de Yerim na tela. Mesmo que o término dos dois tivesse acontecido já há algum tempo, ainda era doloroso demais pensar, lembrar, sentir…

Bom dia Jae-ah. Como você está? Espero que esteja tudo bem contigo e sua família…
Eu vou ter alguns dias de férias nesta semana e estava pensando em ir para Sokcho. Será que podemos nos encontrar?
Yerim.



*** Joon Hee ***

As primeiras horas da manhã foram algo de inacreditável e ridículo para Joon Hee. Acordar assustado, pensando que estavam sendo invadidos pela Coreia do Norte e se deparar com uma multidão aplaudindo o nascer do sol foi tão absurdo que a sua única reação foi gerar diversos palavrões e amaldiçoar a si mesmo por ter escolhido a cidade para estar naquela data.

O seu aniversário.

Que belo presente.

Ao descobrir um folder de Cheoksan Hot Springs, não pensou duas vezes em ir mudar a estadia para lá, nem que fosse por apenas alguns dias, do início do verão. Certamente aquela cena dos aplausos não se repetiria por toda a estação, não é? Pensando nisso, tratou de fazer o check out na recepção, não sem antes reservar o quarto para quando voltasse. Não conseguiria mantê-lo totalmente desocupado até lá se não pagasse por isso, mas como dinheiro não era um problema, garantiu logo que mantivessem para ela o mesmo quarto, que possui uma vista maravilhosa da praia e do mar.

Não quando estava apinhado de gente.

Só de entrar no carro alugado e escutar apenas a música que havia escolhido já lhe dava uma sensação de paz. Dirigiu rápido até o seu destino, que garantia uma vista bem bonita da cidade, isso se ele estivesse com humor para notar tal coisa. Aos poucos foi se acalmando, e a raiva passando. A promessa de ter algum sossego naquela data garantia isso.

Ao estacionar e abrir o porta-malas, um dos funcionários veio ao seu encontro, cumprimentando-o com um bom dia educado, enquanto o rapaz tirava uma foto da fachada do prédio para enviar à mãe. O acompanhou até a recepção, onde Joon Hee fez o check-in de uma suíte no último andar, com vista para a montanha. O quarto mais caro do hotel devia ter alguma vantagem, no fim das contas. Naquele caso, além de todo o conforto esperado, ainda teria uma banheira com agua termal privativa…

Calma, paz, sossego, solidão. Perfeito.

Ou será que não?

O funcionário que o acompanhou levou as malas para o quarto escolhido, o que deixava Joon Hee livre para fazer o que quisesse, sem se preocupar com essa parte chata de carregar peso. Sua primeira opção foi o bar do local: ficava em uma esplanada lateral, do mesmo lado que estaria o seu quarto (descobriria isso mais tarde), e dava uma bela visão da montanha.

Assim que se aproximou do balcão foi recebido pela barista por um sorriso simpático, que foi prontamente retribuído por ele. Nunca trate mal alguém que faz a sua comida (ou bebida), era o que o pai diria. Ao pedir o suco de melão, teve como resposta um menear de sinal positivo, e um pedido de licença da moça que o atendeu. Ela se afastou para preparar o suco, e algo no sorriso dela garantia que, se não tivessem melão, ela iria até o fim do mundo para comprar a fruta e satisfazer o desejo do seu cliente.

Não demoraria para que tivesse o copo com o conteúdo solicitado em mãos, mas enquanto aguardava ligou para a sua mãe, com o objetivo de fazer uma live e mostrar o local. Tinha certeza que ela adoraria. Contudo, Sora não atendeu, o que o fez recordar do fuso horário: na Inglaterra ainda era 1h da manhã!

Ao erguer os olhos para agradecer a moça que o entrega a o suco, notou que não era a mesma que havia lhe atendido. Como a outra, vestia o uniforme de Cheoksan, mas havia algo em sua postura, em seu olhar magnético… Não era uma simples funcionária, teve certeza disso no momento que bateu os olhos nela.

-Bom dia sr. Kim.
- Ela sabia quem ele era. Agora que prestava atenção, conseguia recordar do rosto da mulher: ela era uma das gerentes do Lotte Resort Hotel. A mesma que havia lhe garantido que i melhor quarto fosse ocupado por ele, dias antes quando chegou na cidade. Hong Joo era o seu nome. - É uma honra recebê-lo no Cheoksan Hot Springs. Deixe-me saber se precisar de algo, kure?

Com um sorriso simpático, ela se afastou, deixando o rapaz à vontade. Ela era muito bonita, tinha que admitir. Talvez valesse a pena investir um pouco mais do seu tempo para conhecê-la melhor, isso se tivesse interesse para tal, é claro.

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Tão logo a mulher saiu de perto de si, Joon Hee provou um pouco do suco. Estava bom e gelado, o gosto era natural, ele sabia diferenciar bem. Respirou fundo. Era bom ter um pouco de sossego depois de acordar daquele jeito que o deixou irritado e atordoado. Poderia ficar um bom tempo ali, vendo a montanha, sentindo o cheiro das plantas, sem barulho, sem multidão…

Então, como uma espécie de intuição, ele virou a cabeça para o lado, deparando-se com uma mulher tirando fotos, a câmera apontada em sua direção. Não era possível que já tinham descoberto o seu paradeiro! Sequer tinha aproveitado os poucos momentos de anonimato direito… Agora teria fotos suas espalhadas pela internet? Já podia prever o seu empresário lhe ligando em cinco minutos...

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(representação do momento)

Apenas quando ela baixou a câmera foi que percebeu que aquele rosto não era totalmente desconhecido. Embora não fosse a pessoa mais ativa das redes sociais, ele tinha certeza que já tinha visto aquele rosto estampado em algum blog sobre fotografia, que sua mãe visitava muitas vezes, pois tinha fotos bonitas de prédios e paisagens urbanas, que ela utilizava para se inspirar. Embora não lembrasse o seu nome exatamente, tinha certeza que aquela era a mulher do tal blog…

Seu celular começou a vibrar em cima da mesa. Era sua mãe retornando a chamada. Devia estar preocupada, por causa da hora (da Inglaterra) que ele estava ligando...



*** Ha Na ***

O início daquele dia havia começava bom e desagradável ao mesmo tempo. Por ter acordado automaticamente muito cedo, Ha Na garantiu belíssimas fotos do nascer do sol, tendo a sorte de ter escolhido o farol para a primeira sessão, já que se ficasse perto do hotel teria presenciado uma cena peculiar de uma multidão aplaudindo o astro rei a surgiu no horizonte. Teria sido essencial para que surgisse um mau humor que duraria o dia inteiro. Para sua sorte, não era o caso.

Ainda assim, as pessoas logo descobriram o local onde ela estava e começaram a aproveitar a manhã ensolarada de sol, atirando-se dos rochedos para o mar, naquele primeiro dia do ano em que era permitido nadar no oceano. A água devia estar gelada, de qualquer maneira. Mas não foi isso que a fez desistir de aproveitar a praia: foi saber que a costa marítima estaria insuportável de tão lotada.

De volta ao hotel para o desjejum, logo descobriu o folder sobre Cheoksan Hot Springs e pegou um taxi até lá, deixando seus pertences no quarto do hotel e levando apenas o essencial em uma bolsa/mochila. O caminho para o local foi bastante agradável, tanto pela música quanto pela paisagem que, gradativamente, passava de urbana para montanhesco.

Assim que desceu do carro começou a contemplar ao redor do prédio de Cheoksan, tirando algumas fotos de detalhes muito bonitos, como caminhos de pedra e flores desabrochadas do jardim. Uma criança, vez ou outra, surgia curiosa, mas nenhuma delas chegou, de fato, a atrapalhar a blogueira. Aos poucos as famílias adentravam no local, o que a fez pensar nos pais e na irmã, que permaneceram na América. Como uma espécie de transmissão de pensamento, seu celular vibrou com a mensagem da irmã, que foi respondida de pronto por Ha Na.

Tão logo terminou de digitar, guardou o celular em seu bolso e começou a andar na direção do prédio. A princípio não ficaria hospedada no hotel, tinha apenas a intenção de aproveitar o evento para tirar fotos e as águas termais para relaxar. Ao olhar para a esquerda, avistou a esplanada do bar, que àquela altura estava praticamente vazia. O que chamou a atenção, na verdade, foi a bela paisagem que havia, pois a esplanada ficava voltada na direção da montanha.

Indo até lá com a câmera já preparada, ela começou a tirar algumas fotos muito bonitas. Virou a câmera lentamente, ainda na altura dos olhos, para tirar uma foto conceitual de um rapaz que estava em um dos bancos mais distantes, tomando um suco enquanto vislumbrava a montanha Seoraksan. Não apenas a paisagem era linda, como o rapaz também. Aquela seria uma foto que, certamente, iria para o blog. Contanto que não mostrasse o rosto dele…

Que, aliás, virou-se na sua direção ao perceber que era “vigiado”. Ele ainda tinha o copo à boca, e baixou lentamente, encarando Ha Na com um certo olhar de despreza e, ao mesmo tempo, muito sensual…

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(representação do momento)

O rosto dele não era desconhecido. Na verdade, era bastante famoso, ao menos no ocidente, onde os campeonatos de Fórmula 1 eram mais conhecidos e assistidos. Joon Hee, descendente de coreanos, mas criado na Inglaterra, representava uma dessas equipes famosas, e na verdade era um piloto bastante famoso… E bonito. É, era impossível não reconhecer.

Foi quando seu celular tocou outra vez, com a resposta da irmã para a sua mensagem. Quando olhasse a tela, leria:

Até parece! Eu quero mesmo é conhecer a Coreia, só vou aproveitar que você é maior de idade e pode ficar responsável por mim <3
Fala a verdade, deve ser tedioso demais viajar sozinha!
Quais locais você vai conhecer hoje? Veja os melhores pra me levar quando eu estiver ai.
Eu vou jantar agora, aproveite bem o dia.
Beijinhos, te amo.
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Moon JaeHwan
At the end of today’s hardships, Brightly shine on me
Apesar de suas poucas de sono, Jaehwan ainda conseguia se mantiver atento aos acontecimentos ao seu redor, principalmente porque Youngja parecia conseguir transmitir energia para os outros ao seu redor. Mesmo que fosse por meio de um susto. Como era médico, Jaehwan sabia e compreendia muito bem todos os problemas de saúde que a avó tinha e sabia bem quais complicações ela poderia ter – no caso, no mínimo uma perna ou bacia quebrada. E só o pensamento era suficiente para fazer a pressão subir de estresse, Deus, se qualquer coisa acontecesse com ela o que ele faria? Não gostava nem de pensar. Felizmente, nada demais tinha acontecido, mas a senhora insistia em levar tudo como piada. Aish, não fique tão preocupado, Jae-ah! Na minha idade é melhor brincar com a morte do que ter medo dela, ela respondeu com o humor tão bom quanto qualquer outro. Estava realmente determinada a não deixar nada arruinar seu dia. Esse bom humor da Bang fez o rapaz sorrir com afeto, esquecendo o susto de momentos atrás, até chegando a rir com ela.


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Logo sua preocupação seria outra, reconhecer a face familiar foi um desafio, mas o pior para si era conversar com quem não tinha intimidade. Conseguia se recordar agora que Yuna era um tanto próxima de Seolhyun durante o colegial, mas nunca chegaram a conversar muito e ele não se recordava muito além disso. Ele mesmo sabia que não era bom com interações, mas ainda parecia piorar a cada dia, como se regredisse em sua habilidade de não passar vergonha em público. Felizmente, Youngja parecia contente em guiar toda a conversa e responder tudo que lhe era dito com animação e carisma como só dela.


A conversa delas sobre superstições não particularmente o interessava, mas continuava a ouvir o assunto atentamente. Era agradável para ele ouvir vozes gentis discutir algo pacificamente, justo porque não era nada sério demais e ele odiava confronto ou vozes altas ou grosseiras. Assim que ela mencionara histórias tradicionais, ele sabia que sua avó contaria pelo menos duas das que conhecia. Ele amava ouvi-las, ela sempre tinha uma nova para contar, e o fazia com tanto gosto que cativava qualquer um. Histórias tradicionais você disse?  Vai contar a história do Rei Munmu? Eu costumava contar essa história para a sua mãe. Era uma das preferidas dela, ela disse, um pouco mais cabisbaixa. A dor era compartilhada entre os dois, mas poderia causar confusão para a garota. Ambos sofreram com o afastamento de Hyunjun de modos diferentes, mas conseguiam se entender. Ele tentou compensar com seu sorriso sem graça, Acho que não lembro bem dessa, vó.


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E já se preparava para ouvir todo o conto, mas foi interrompido por um barulho alto de freio de um carro. Que o deu um segundo susto no dia, o qual ele não reagiu muito, isso é, até ver o que ocorrera. Será que isso ocorria com frequência nos hotéis de sua família? pela segunda vez ele sentiu raiva subir a cabeça. Odiava injustiças, algo que parece que Hana e Yerim tinham passado isso para ele, não que reclamasse. No exato momento em que caminhava em direção ao acontecido, sentiu o celular tremer no bolso, mas ele olharia depois. Agora tinha algo mais urgente a resolver. Se Seolhyun estivesse ali, certamente ela confrontaria os rapazes, mas bem. Ele era... ele. Assim que ele chegou perto das garotas os rapazes já tinham se afastado consideravelmente e Youngja o seguia com seus passos mais lentos mais certeiros, com a mesma expressão confusa e preocupada dele. Yuna também  não estava mais no mesmo lugar de antes, no entanto, tinha corrido na direção oposta, diretamente no caminho dos rapazes que saíram do carro.


Parou em frente a elas, sua expressão preocupada deixando claro suas intenções. Apenas em momentos como aquele de emoções extremas ele conseguia se expressar bem, era bem irônico. Estão bem? Não se machucaram? perguntou olhando para elas, timidez esquecida momentaneamente. Logo sua avó chegava, consolando as garotas do jeito que só ela sabia. Algum tempo depois conseguiria ler a mensagem que recebera alguns momentos antes. Não era de Seolhyun, como inicialmente pensara.  Era de Yerim. Claro, eles ainda se falavam depois do término, mas nenhum dos dois tinha exatamente seguido em frente, mesmo depois dos meses que passaram. Seu coração se apertava com medo e esperança, como sempre fazia ao receber uma mensagem dela.  E seus olhos mal podiam acreditar no que lia, finalmente a veria novamente depois da mudança. Será que... Não, não era hora de pensar nisso.  Começou a digitar sua resposta, um pouco sem jeito e sem saber ao certo o que responder, além de expressar sua felicidade em revê-la. No fundo sabia que não precisava ter medo, era Yerim, a pessoa fora sua família e Hana que mais o compreendeu, e seu primeiro amor. Mas o frio na barriga persistia.


Yerim-ah,
Adoraria te ver... Posso arrumar um quarto para você em algum hotel da rede, ou pode ficar no quarto de hospedes, helmoni vai amar te rever... Estão todos muito bem, e ai em Seul? Posso tentar tirar alguns dias de férias também...
Jaehwan

Moon Jae Hwan
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Nam Yuna
FOLK SONGS AND MANDARIN ORANGES
Havia percebido a hesitação de Jaehwan quando ele a cumprimentou com aquele típico sorriso de quem tenta ser simpático mas que não tem muitas habilidades sociais que favorecessem aquele contato. Após a apresentação com nome de Yuna, ele acabou o usando e repetindo diversas vezes durante as próximas frases como se tentasse fixar aquilo na cabeça, era engraçado e a fazia somente ter certeza de que ainda era um bom rapaz, assim como a irmã Seolhyun, alguém que foi, e ainda é, muito amiga da contadora de histórias.

O contato que teve com aquela pequena parcela da família chaebol em todo o período do ensino secundário tinha definitivamente sido uma experiência muito proveitosa e de cordialidade, sempre envolvendo respeito e igualdade mesmo conscientes do fato de que a garota era uma simples bolsista com sérias dificuldades financeiras, mas que tinha princípios muito bons, assim como a educação e ideia de que deveria tratar as pessoas como gostaria de ser tratada.

Todo aquele início de experiência a fazia pensar que talvez devesse retomar o contato com Seolhyun, afinal, até onde sabia ela tinha ainda muitas coisas em comum com Yuna, e definitivamente, ambas se dariam muito bem mesmo com a vida adulta já com um peso enorme em seus ombros. Sabia que ela ainda não era casada, pois as notícias correm rápido pela pequena cidade de Sokcho, e algo assim, definitivamente, teria chegado até os seus ouvidos. Talvez pudesse passar em algum momento da semana na confeitaria da garota.

Sorriu novamente levando uma mão até o peito quando a ahjumma anunciou que o pé que havia tropeçado era mesmo o direito, respirou fundo como quem agradece pelo alívio da notícia. - Fico feliz que esteja tudo bem então, halmeoni! E espero que não tenha dores nas costas tão cedo. - Logo levou a mão até o cabelo, colocando uma mecha atrás da orelha para evitar que o vento levasse aqueles fios novamente à frente do rosto. Havia sentido uma conexão imediata com aquela senhora e realmente a desejava bem, talvez por lhe lembrar muito Seolhyun, sempre energética e simpática, ou talvez por ter a tratado de forma tão gentil mesmo com a intromissão inesperada na conversa entre avó-neto.

- Histórias tradicionais você disse? Vai contar a história do Rei Munmu? Eu costumava contar essa história para a sua mãe. Era uma das preferidas dela. - Acenou com a cabeça conforme a vovózinha perguntava sobre os seus contos, apenas a interrompendo para dizer em tom de propaganda de seu trabalho e animação pelo interesse: - Também a história de Bari Gongju e O sol e a lua. - Mesmo com sua presença ali, foi possível perceber certo momento familiar, uma forma clara de dizerem que se sentiam à vontade mesmo com presença de estranhos ao redor. Sem dúvidas aqueles dois eram bastante próximos.

Porém, no momento em que os olhos captam um movimento diferente, e incrivelmente conhecido, deixou momentaneamente de prestar atenção naquela conversa. O sorriso aos poucos se tornando amarelo, perdendo completamente toda a animação que havia antes de vê-lo.

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Sohyuk, o demônio, apareceu.  

Achava inclusive que havia demorado demais para aquilo acontecer. E acompanhando-o, uma senhora que teria idade para ser a mãe dele seguia logo atrás. Será que era a nova colle do gaesaekki? Hm.

A expressão de puro descontentamento havia tomado um tom irônico enquanto pensava aquelas coisas, mas, para sua felicidade, ou para estragar seu humor de vez, ouviu um som estridente de um carro à todo vapor em um local que deveria ser transitado à no máximo, 20 km/h. Vendo que não era a única preocupada com aquela situação, deixou que o colega reencontrado seguisse em direção do que pareciam ser duas garotas em suas idades novas, bem mais novas que eles dois.

Sentiu um embrulho no estômago, que não era fome pois já havia tomado o café da manhã, e o rosto queimar com certa raiva. Pegou com pressa suas coisas no carro e o trancou, o tempo exato de aqueles inconsequentes sairem do carro. Com ambas as mãos cheias, apenas gesticulou com a que segurava a mala no ombro tentando expressar seu descontentamento com aquilo enquanto avançava na direção do grupinho, o olhar parecia que poderia arrancar o couro de cada um deles, especialmente do motorista. A boca já não conseguia ficar parada e logo atirava mil frases na direção dos mimadinhos de Sokcho, não usando um tom alto, afinal, seria mal visto chegar em seu local de trabalho xingando daquela forma.

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- Crianças de hoje em dia, não sabem que esse lugar não é pista de corrida? Eish, que sem educação! Quase mataram aquelas duas meninas lindas que não tinham nada haver com isso e se acham os donos do pedaço ainda. Jinjja, não se fazem mais crianças como antes, por essas e outras que nunca vou ter filhos, byeonshin! Michin!! - Pisava duro enquanto entrava no resort, não sabia exatamente para onde ir agora, especialmente que nos seus olhos somente havia uma fúria causada pelo combo daquele gae com os byeonshin mimados.

Esbravejava tentando segurar suas coisas de forma segura equilibrando a caixa de mandarins no outro braço. Queria conhecer o cenário que teria disponível, ou seja, o local em que as apresentações ocorreriam, e especialmente, o horário previsto para o início. Calcularia depois quanto tempo levaria para poder se arrumar e preparar o cenário, apesar de ser um lugar incrível aquele em que havia sido convidada a trabalhar, certamente não precisasse de incrementos. Por si só já era extraordinário!

Talvez também precisasse meditar, tomar um chá de melissa, relaxar, cantar um pouco, para não surtar caso presenças desagradáveis apareçam no meio das apresentações.

Guia de xingamentos utilizados:
byeonshin = retardado
colle = vadia
gae = cachorro
gaesaekki = filho da puta
michin = maluco
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Kim Joon Hee
The small and weak sound of the wind gets entangled and turns into a storm. Listen to it.
Joon Hee não sabia se o dia teria um saldo positivo quando fossem 23:59 P.M, mas só de ter fugido daquela confusão que estava a praia, ele sentia como se tivesse zerado as impressões. Outra coisa que ele não sabia explicar era o sentimento que tinha por conta da data em si. Pela primeira vez estava comemorando sozinho e no lugar onde sua história tinha começado.

Uma parte de si dizia que foi a pior decisão que poderia ter tomado ao longo de seus 22 anos. E a outra dizia que talvez fosse a mais certa de todas - talvez empatada com a escolha de profissão ainda que, no momento, não estivesse se divertindo com o que fazia.

Cheoksan trazia um ar completamente diferente e ele gostava disso. Havia certo receio que muitas outras pessoas tivessem a mesma ideia que ele - não custava nada torcer para que a ideia fosse exclusiva sua - mas com certeza não seria tão problemático quanto a orla. tinha um astral diferente e uma arquitetura tradicional que inspirava algumas fotos para enviar a sua mãe.

Após fazer seu check-in, pedindo a melhor suíte do lugar, ele seguiu para o bar, a fim de tomar alguma coisa. Apesar de ter ido para o café da manhã do hotel anterior, ele estava tão aborrecido que tão logo viu o folder, ele só decidiu ir embora: era um pouco assim, né? Com decisões de momento, no puro reflexo. Um piloto não podia pensar muito quando sentia que precisava agir. E, naquele momento, a melhor saída era, de fato, a porta da frente - ironias a parte.

Apesar da irritação diurna, ele foi simpático com a barista - que sorria para ele também. Pedido feito, ele ainda deu uma observada nela, analisando sua aparência. Simpática, pelo menos, ela era. Enquanto saía, ele resolvia pegar o celular e discar para Londres. O problema foi que nem ao menos pensou no fuso-horário. Eram 9h da manhã em Sokcho e 1h da manhã em Londres!

- Oh Gosh, so stupid…
- Resmungou para si mesmo, cancelando a ligação por razões óbvias. Agora sua mãe acordaria assustada e ele teria que inventar uma boa desculpa. Enquanto apagava a tela do celular, ela sentia que o copo fora colocado diante de si. Ergueu a cabeça para agradecer a barista, mas foi com bastante surpresa que viu outra pessoa ali.

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(Será anjo...)

Completamente diferente.

Joon Hee tombou a cabeça para o lado, franzindo o cenho ao ver a mulher. - Oh... - Apesar de usarem o mesmo uniforme, as posturas eram distintas. A anterior era simpática, de sorrisinhos, mas esta aqui era confiante e mais de olhares...Estes bastante magnéticos, vale ressaltar. No entanto, ele também o tinha e cravou os olhos no rosto dela. Foi instantâneo para ele entrar naquele “jogo”

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(..será demonio?)

- Arasseo… - Seu coreano era bom, mas havia um sotaque inglês interessante. - Tenho quase certeza de que já nos vimos antes, porém não me recordo como devo chamá-la, Srta...?  - Sua expressão corporal dava a sutil impressão de que esperava que ela completasse.

Realmente não lembrava se ela já tinha dito antes, mas do rosto, era um pouco dificil de esquecer.

Com uma beleza fora dos padrões coreanos, aquela senhorita tinha muitos atributos chamativos. Fora dos padrões, pois as coreanas costumavam fazer de tudo para manter a pele clara como a neve e o corpo pequeno. E, bom, mesmo usando o uniforme do hotel, não tinha como Joon Hee - ou qualquer pessoa - não notar que ela tinha um corpo chamativo. Era chamativo por si só! Ele não quis ser um descarado - apesar de julgar sim a aparência de todo mundo - mas era uma visão difícil de esquecer. E um rosto forte mais difícil de ser esquecido ainda.

Pegou seu copo, dando um gole no suco e meneando positivamente para qualquer resposta dela: fosse o nome ou um passa fora. Ele tinha sido educado, pelo menos. Deu um gole no suco - cujo sabor estava excelente e parecia ter buscado o néctar do melhor melão da ásia, quiçá do mundo e colocado numa temperatura fresca que ajudava com o calor do dia. E, enquanto saboreava o liquido, ele também se deleitava um pouco com a paisagem.

Gostava de ver coisas bonitas que combinavam - sem competir - com sua própria imagem. Faziam um bom conjunto, como se o belo se adaptasse a ele, quase como um “semelhante atraindo o semelhante”.

Respirou fundo, sentindo o ar puro das montanhas.

O saldo do dia ficava positivo. Muito positivo.

Até que sentiu um arrepio na nuca. Como se tivesse olhos atrás de si. Para alguém popular e com uma carreira invejada, esse tipo de impressão era facilmente perceptível. Virou-se, na direção da impressão com um olhar sério - e um pouco hostil - achando se tratar de algum paparazzi. No entanto, bastou uma leve abaixada da câmera que ele pode ver um rosto…”conhecido” por trás das lentes.

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Joon Hee deu um gole em seu suco - limitando a visão da jovem - para seus olhos. Belos e magnéticos olhos. Tanto ou mais do que da mulher que o atendera. Havia uma sensualidade inata, ainda que ele não estivesse se movimentando tanto assim. Abaixou o copo, movendo o maxilar por sentir o gelado descendo com mais intensidade na parte de trás de sua língua - e o movimento evidenciava suas covinhas que surgiam, mas ele parou de encará-la quando viu o telefone de sua mãe.

Olhou na direção da jovem fotógrafa e achou ali sua desculpa.

- Hi, mother...
- Começou.- Eu disquei para voce? Oh my...apologies...Deve ter sido enquanto tirava o celular do bolso. Desculpa...de verdade… - Quase dava para ver o beicinho- Mas parece transmissão de pensamentos, mom...Como se não bastasse lembrar de voce por todo lugar, eu acho que encontrei uma ídola sua… - Sorriu, olhando para Hana.- No, eu não estou brincando. Como é o nome daquela bloggueira que voce adora? De fotografia...Eu acho que to olhando para ela agora. Quer falar com ela…?

E deu um sorriso querido enquanto falava ao celular e olhava para a jovem fotógrafa.

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Kim Joon Hee
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Kye Jing Sang
You can stand on the edge shouting out that you’re ready to change. You can say what you want you won’t jump, you’re not ready to change
Tinha tudo para ser um dia agradável. Conseguia até se imaginar chegando num horário razoável para um sábado como aquele que tinha tudo para ser um verdadeiro caos no Lotte Hotel. Estava contente com a possibilidade de passar uns bons momentos com o resto da família e com sorte aproveitar de verdade uma folga durante a semana. As possibilidades não eram poucas e ele não ligava para cantarolar de manhã cedo. Algo que ele não costumava fazer, menos ainda na frente Seong Jae independente da intimidade que tivesse com o chefe.

Não esperava, entretanto, que logo Hyun Tae tentaria agir pelas suas costas e que os irmãos o acobertariam, essa parte do plano parecia clara para Jinsang. Não havia contado para nenhum dos três sobre a mudança de ares naquela manhã em especial então nenhum dos três sabiam que o esquema iria por água abaixo logo no primeiro dia da temporada de verão.

Os dois irmãos se conheciam bem o suficiente para saber o que o outro planejava fazer, mas a posição de Jinsang ali facilitava e muito o seu lado. O mais novo sabia o quanto seu hyung poderia ficar atarefado durante o expediente e obviamente que o mais velho já esperava que o outro tentasse evita-lo pelo maior tempo possível. Essa tática não iria funcionar. Como era de se esperar, as apresentações não demoraram. Quase que instantaneamente as pessoas começaram a se dispersar pelo restaurante, fosse para que os cozinheiros preparassem as suas respectivas praças para o café da manhã e o almoço, fosse para os garçons e hostess arrumarem o ambiente do restaurante.

Só vai demorar um segundo. Para eu acabar com a vida desse infeliz —. Completou a frase para si mesmo com uma naturalidade apenas sua. Ele tinha uma língua afiada, então pediu licença a Seong Jae antes de começar apropriadamente o seu expediente antes que o irmão mais novo pudesse fugir. Ágil como um gato, Jinsang passou por entre os funcionários, procurando Hyung Tae com seus olhos de águia. Não demorou nem dois segundos para encontra-lo tentando se esconder. A expressão não tinha melhorado nem um pouquinho quando encontrou ele no meio do corredor e o agarrou pelo braço com um movimento realmente rápido, o pegando desprevenido. — Bom dia, dongsaeng. — A voz saiu tão carinhosa e afetiva que as pessoas perto se viraram para ver por um momento o que estava acontecendo. Jinsang tinha um sorriso tão fofo que provavelmente deveria ficar ainda mais assustador para o mais novo.

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Fingindo que estava tudo bem, ele arrastou o outro de maneira discreta para a área do restaurante novamente e assim que passaram pela porta, largou ele num primeiro momento. — Qual é o seu problema?! — perguntou ainda mantendo o controle, embora já começasse a ficar assustadoramente vermelho e mais uma vez ele talvez tivesse chamado um pouco mais de atenção do que deveria.

Dessa vez sem muita delicadeza, achou melhor se afastar ainda mais, porém dessa vez, agarrou uma das orelhas do garoto loiro e o puxou para a parte mais distante do restaurante onde quase ninguém veria os dois “conversando” em um canto mais afastado.

Na cabeça de Jinsang, ele podia ouvir claramente os colegas de trabalho do Lotte Hotel comentando algo como “ele é um fofo, sempre nos ajuda quando estamos afundados no trabalho” ou então um “Jinsang é um amorzinho e sempre nos traz uma sobremesa para o fim de semana”. Em contrapartida, ele conseguia ver qualquer um dos sunbaenim correndo dele se o encontrassem naquele exato momento. — Pois você não é os outros ninguém. Você estuda no verão sim senhor. — Onde ele tinha aprendido a responder daquele jeito? Não tinha a menor ideia, mas chegaria ao fundo dessa história em casa. — Achou que eu não ia descobrir?! — onde estava, perto de uma das mesas, ele alcançou um dos guardanapos enrolado e o acertou no topo da cabeça do irmão.

Você quer matar o seu irmão de desgosto?! Se você não está fazendo absolutamente nada de errado me dê um motivo para ter vindo aqui ES CON DI DO. Me responda Kye Hyun Tae e pense muito bem na resposta que você vai me dar! Para que você precisa de dinheiro? O que você precisa que eu já não te dou? — e acertou ele mais duas vezes com o mesmo rolinho de guardanapo de uma maneira que era tanto assustadora quanto engraçada já que aquilo não causava dor nenhuma a não ser, provavelmente vergonha pena cena que ele fazia se alguém estivesse prestando atenção— Você sabe que nem você nem os seus irmãos vão se safar dessa impunes não é? Eu esperava isso do seu irmão, mas não de você. Estou realmente DECEPCIONADO. Descobri que não posso confiar nem em vocês...

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À medida que falava, a ira repentina de Jinsang se transformava cada vez mais no que ele tinha falado. Decepção em saber que depois de todos aqueles anos, os três preferiam agir por trás dele no lugar de uma conversa civilizada. Iria adiantar se eles tentassem? Muito provavelmente que não, pelo menos não nesse sentido já que o rapaz fazia questão de ser super protetor com os três irmãos da mesma forma que o seu próprio hyung era com ele.

As crianças estavam com dificuldades? Era só algum tipo de rebeldia passageira? Não tinha a menor ideia do que estava acontecendo, mas respirou fundo tentando recuperar a calma enquanto acariciava as próprias têmporas com o dedo médio e o polegar, a outra mão na cintura lhe dando um ar pensativo enquanto tentava decidir o que fazer da vida na sequência. Afinal, sempre tinha a opção de cometer homicídio e fugir na sequência.
Kye Jin Sang
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Kwon Soo Jin
You're my honeybunch, sugarplum

- Eu concordo, adorei esse cabelo curto!!! Mas se você fosse ela, não seria a bestseller Lee Miram do futuro! - incentivou a garota forçando um sotaque na palavra estrangeira. Estava sempre disposta a animar seus amigos, especialmente a garota, que era tão insegura de si.

[...]

Os olhos de Soojin viraram dois risquinhos com a empolgação que sentia no lugar novo e porque tinha recebido dinheiro para comprar roupas de banho - ela estava pronta para não curtir praia porque não veio preparada para isso.

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- Uwaaaa, que demais. Posso mesmo? Muito obrigada. Prometo pagar depois, senhora Lee! - não tinha como fazê-lo, mas daria um jeitinho, pensava. Curvou-se algumas vezes para pegar o dinheiro com as duas mãos, mas quando viu já estava toda torta, abraçando a mulher (e o banco do carro) de forma bastante expansiva e desajeitada.

As duas saltaram do carro e SooJin era um poço de animação, mantendo o sorrisinho fofo com os olhos, enquanto balançava suavemente o corpo de um lado para o outro. Deu uma risadinha sobre nunca ter ido até o lugar. Suas família não fazia aquele tipo de viagem, suas oportunidades de passeio eram todas fornecidas pela escola, em geral. Não ficava triste com a surpresa da amiga, então continuou sorrindo, balançando a cabeça negativamente, reafirmando.

- Ani! Perdi a excursão da escola!  - só não contou que o motivo era por não poder pagar a taxa para a escola.

- Uwaaa, que legal, eu- - começou a falar, já pensando nas maravilhas das montanhas, mas estava com muita vontade de ir para as águas termais, quando foram interrompidas por um grupo de grosseirões.

Soojin levou um susto e agarrou-se na amiga, puxando-a pelo braço, meio desajeitada. O susto a deixou paralisada até o carro parar e de lá descerem quatro garots… Não. Quatro idiotas!!

- YAAAAAAAAAAAAA. SEUS BABACAS. COMPRARAM A CARTA?APOSTO QUE NEM TEM IDADE PARA DIRIGIR, SEUS PALHAÇOS  - gritou a plenos pulmões, muito irritada com aquele absurdo que os garotos a fizeram passar com sua amiga. Aquilo era grave! E se tivessem se machucado?

Bufou de ódio, inflando as bochechas e olhando o último garoto que parecia um pouco mais educado. Ela o perdoou, mas estava furiosa. Só se controlou porque sua amiga pediu e porque viu uma mulher mais velha (Yuna) dando bronca neles.

- Tá bem… De repente quase perdi a vontade. Qualquer uma das duas coisas me parece ótima! Talvez as termas pareçam com uma praia?    - fez uma carinha engraçadinha, fazendo referência ao plano inicial delas e porque amava água.

Quando percebeu, o homem (Jaehwan) que acompanhava a mulher valente parou na frente delas. Soojin ficou surpresa mas o reverenciou bem educada e depois balançou a cabeça.

- Está tudo bem, não se preocupe! Obrigada por se preocupar. Não vamos deixar esses tontos estragarem nosso passeio.  

Quando o rapaz parou para olhar o celular, Soojin reparou também que a mulher que estava com ele carregava várias coisas sozinha e foi até ela.

- Ah, com licença, unnie, quer ajuda para carregar?  
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Mortal Genesis
1º de junho de 2019, Sokcho. 09h15, 20 graus.

*** Jin Sang ***

O jeito com que Jin Sang o agarrou pelo braço, deu aquele sorrisinho doce e sinistro e falou com uma voz meiga o assustou mais do que a cara de assassino de poucos minutos atrás. Hyun Tae não reagiu ao toque e não resistiu enquanto o irmão o arrastava para uma parte mais reservado do restaurante. Nem mesmo conseguiu responder o “bom dia”, mas tão logo o irmão perguntou qual era o problema dele, o mesmo rebateu com a resposta de que ninguém trabalhava no verão.

Aquilo irritou ainda mais Jin Sang, que começou um discurso sobre ter feito escondido porque sabia que era proibido de o fazer. Tinha sido praticamente a única regra imposta pelo, agora, responsável pela família: dê o máximo de si nos estudos, trate de conseguir uma bolsa em uma boa universidade, e deixe as contas de casa comigo. Uma exigência que fazia total sentido e, embora fosse fácil de cumprir para alguns, para Hyun Tae era um verdadeiro sacrifício.

Porque detestava ver que o irmão vivia apenas para garantir a sua promessa. E, para isso, trabalhava horas e horas sem fim, muitas vezes sem qualquer folga durante a semana.

-Ani, eles não sabem que eu estou aqui, eu disse que ia na casa de um amigo para estudar. - mentiu, não queria deixar os irmãos em maus lençóis só porque lhe ajudaram. É, na verdade, era o primeiro dia de Hyun até trabalhando naquele verão, pois já há dois anos ele arranjava empregos como aquele. Só que neste, infelizmente, ele tinha sido pego no flagra… - É um part-time de final de semana, eu ainda estudo de segunda a sexta. - Protestos, mas sabia que não adiantava. Jin Sang tinha entrado em um estado de fúria que raramente alguém tinha a oportunidade de ver.

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Hyun Tae sabia que uma briga do tipo aconteceria no dia que fosse descoberto, mas esperava que esse dia jamais chegasse. Ele não se importava com a humilhação de levar uma surra de guardanapo (?) ou de ouvir os berros do mais velho. Há muito tempo que não passavam por dificuldades financeiras, o que não queria dizer que viviam no luxo. Estavam bem para ter uma vida simples, mas graças ao sacrifício de Jin Sang, que não vivia para nada além de trabalhar. E isso cortava profundamente o coração dele.

Mas não mais do que ouvir que tinha decepcionado seu irmão.

-Yah, eu fiz isso porque não aguento mais ver você se matar de trabalhar para nos sustentar!  - Hyun Tae falou um pouco mais alto do que estava acostumado, o que fez sua voz grave tomar um timbre mais normal, como um jovem de 19 anos deveria ter. Ainda assim, não era comum para ele. - Eu também sou responsável pela família, sabia? Sabe quem é o irmão mais velho quando você não está em casa, o que é quase sempre? Sabe quem tem que fazer curativos no Kang Dae quando ele briga com alguém na escola? Sabe quem ajuda Mi Cha nos deveres? Sou eu! E também sou eu que vejo você chegar tarde da noite e sair cedo da manhã só para conseguir pagar as contas de casa sozinho! Nunca chegou a nos pedir ajuda, e nós três sabemos o quanto você sacrificou pra nos ver bem, e todos os dias te agradecemos por isso, mesmo que não em palavras... E é por isso que eu não aguento mais ficar parado, sem fazer nada além de estudar!

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As lágrimas brotavam naturalmente do rosto de Hyun Tae, não apenas por estar discutindo com aquele que era o seu maior ídolo e exemplo, mas por estar desabafando coisas que estavam presas na garganta há muito tempo.

-Há um mês a mochila de Mi Cha rasgou, Kang Dae foi para o hospital por causa de um tombo jogando futebol e fez pontos na perna, e eu tive os meus tênis roubados. Nós ficamos com vergonha de pedir dinheiro a você, porque você sempre faz tudo o que pode para garantir que não falte nada, só que nós eu detesto sentir que somos um peso na sua vida. Então eu usei o dinheiro que você me deu para o ônibus, e fui e voltei a pé todos os dias para poder pagar esses custos, pra não precisar pedir dinheiro. - Prevendo o que o irmão protestaria sobre não saber sobre o que havia acabado de falar, Hyun Tae emendou a fala, sem dar chance do mais velho retrucar. - Eu sei que você não ia deixar faltar nada, e quer que a gente conte tudo o que acontece. Mas você mal está em casa, e quando está nós só trazemos mais problemas pra você resolver… Eu não quero que seja assim, hyung. Eu não quero ficar te sugando o tempo todo e permanecer de braços cruzados.

Hyun Tae limpou as lágrimas que caíam pelo seu rosto, tentando virar o rosto para que ninguém visse, pois a discussão já havia atraído alguns olhares indesejados. Ele detestava chamar atenção, não gostava de se sentir observado, mesmo que por instantes. Era um menino inteligentíssimo, mas retraído. Ou ao menos desde a morte dos pais…

-Eu só quero ajudar...



Jaehwan, Soojin e Yuna

As duas amigas caminhavam alegremente pelo estacionamento, alheias ao que acontecia ao seu redor por estarem mesmo feliz de passarem o dia juntas e, para SooJin, em um local que ainda não conhecia. Miram não pertencia à mais rica das famílias, mas era difícil imaginar que a situação da amiga não era mesmo boa. Tinha que dividir um pequeno quarto com a mãe, dependiam de ajuda financeira do tio e suas roupas eram praticamente todas doadas: tinham dinheiro apenas para a comida do dia-a-dia.

Por isso SooJin não se surpreendia com o espanto de Miram, e sequer ficava triste. Ela evitava falar sobre essas coisas porque… Bem, porque não queria preocupar a amiga. E foi tentando disfarçar esse assunto para decidirem onde iriam que o caminho foi bruscamente interrompido pelo carro em alto velocidade.

Ela chegou a esbravejar contra o grupo - notando aquele único ser em particular que parecia ter se importado ao menos um pouco com elas - mas eles sequer pareciam ter prestado atenção nela. Teria ido até eles e ensinado uma boa lição de boas maneiras, mas foi detida por Miram, que era uma menina tímida e detestava brigas. Nada de pior tinha acontecido no fim das contas, não é?

Se aquele dia tinha começado bem para a contadora de histórias, certamente é porque não havia começado direito. Nem tinha colocado os pés dentro do prédio do Cheoksan Hot Spring e já avistou o maldito cafajeste do seu ex-namorado saindo do carro com uma qualquer, rumo ao seu local de trabalho. Que agora também seria dela, ao menos naquela data. A visão dos dois deu inúmeras hipóteses para que Yuna pensasse, nenhuma delas a deixava contente.

Pelo contrário, quase podia sentir o sangue borbulhar de tanta raiva. Até tinha esquecido da conversa agradável que estava tendo com Jaehwan e sua avó. Por sorte (ou azar), antes que a situação entre os três ficasse um tanto estranho, o quase atropelamento acontecia não muito distante de onde estavam. Cada um teve uma reação distinta: enquanto YoungJa parecia um tanto em choque com o que acontecia, Jaehwan corria na direção das amigas para ver se estava tudo bem e Yuna…

Yuna ia enfrentar o grupo de garotos, descontando toda a sua fúria neles.

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-Mwo? Aquelas ali? - O garoto que conduzia o carro quem falava, ele apontou sem qualquer discrição para as duas amigas, com uma boca em formato de “O”, como se estivesse surpreso. - Lindas? HAHAHAHAHAH - A gargalhada dele foi bem alta e exagerada, os outros o acompanharam no riso, com a exceção de um, que cruzou os braços e fechou a cara. - Aish, se olhassem para os lados não seriam quase atropeladas não é mesmo? - Yuna então engatou a fala sobre nunca ter filhos, o que os fez rir ainda mais.

-Ahhh, ahjumma, fale a verdade. - O condutor limpava o canto dos olhos, que continham lágrimas por tanto rir. - Não tem filhos porque nenhum homem te quer, não é?

Sem dar respostas, parte por não tê-las, parte por saber que não adiantava responder um bando de meninos mimados, Yuna se afastou na direção do resort. Tinha vindo ali para trabalhar, e era o que faria. Tinha que se familiarizar com o local, preparar todas as suas roupas e acessórios para os personagens e, é claro, se acalmar um pouco.

Não seria fácil depois do que tinha presenciado - tanto o vislumbre do ex, aquele traste, quanto do grupo de garotos. Estava tão enfurecida, que suas coisas ameaçavam cair, obrigando-a a puxar para cima a bolsa, que teimava em deslizar pelo seu ombro. Em uma das vezes puxou tão forte que tinha certeza de ter derrubado alguma coisa e, ao olhar para trás, esqueceu de ver o que vinha pela frente…

BAM.

O encontro do seu corpo com outro foi algo tão inesperado que, apesar de não ter batido com tanta força, ela levou um susto e acabou derrubando tudo o que segurava no chão. Mala e bolsa caíram, espalhando coisas pelo chão, fazendo um grande estrondo e atraindo olhares das pessoas na recepção. A pessoa, ou melhor, o homem em quem havia batido, estava de costas e por isso não tinha conseguido evitar o estrago. Ele voltou-se para ela lentamente, os olhos frios observando-a baixar-se para recolher tudo do chão.

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Sem dizer uma palavra, ele baixou-se para ajudá-la a pegar os seus pertences. Nesse exato momento, Soojin e Miram a alcançavam, oferecendo-se para ajudar a carregar tudo. Vendo que sua presença ali nada mais era que uma intromissão, o rapaz se afastou do mesmo modo que tinha surgido: calado e silencioso.

Logo atrás SooJin podia notar que um dos garotos (aquele que parecia o mais decente deles) tinha se afastado do grupo, e entrava no prédio com uma mochila pendurada no ombro direito. Era um sinal de que o restante viria logo atrás.

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(ignorem a faixa no cabelo)

Jaehwan ainda estava um tanto cabisbaixo por lembrar, junto com a avó, de uma das histórias que os conectavam à mãe, que agora mantinha-se tão distante que quase não era vista por nenhum dos dois - exceto quando o irmão mais velho fazia suas reuniões de família. Do seu jeito mais contido mas sempre preocupado com o bem estar das pessoas, tinha se certificado que as meninas estavam bem, que não haviam sofrido nenhuma injúria devido à irresponsabilidade dos garotos, e teve a resposta daquela que tinha gritado na direção do grupo (SooJin).

Era bem constrangedor uma cena daquelas acontecer em um dos estabelecimentos de sua família. Pior ainda era perceber, ao olhar na direção do carro, que havia um adesivo na traseira com o símbolo da Seorak Middle School, a antiga escola secundária onde havia estudado com Yuna, a irmã e tantos outros que já não mantinha contato relevante. Bem, se fosse lembrar dos pormenores daquela época, tinha certeza de que também havia um grupo que tinha características semelhantes: os garotos ricos e populares que pouco se importam com outras pessoas além deles mesmos.

Ele chegou a presenciar a discussão de Yuna com o grupo, mas teve sua atenção completamente desviada para o celular que lhe avisava sobre a recepção de uma mensagem. Yerim. Sua doce e, ainda, amada ex-namorada. O coração se apertou, pensando se havia acontecido alguma coisa com ela. Felizmente (e muito) era ela perguntando se ele estava bem e… Avisando que passaria uns dias de ferias em Sokcho.

Jaehwan nem pensou duas vezes antes de responder: é claro que adoraria vê-la! Entretanto, o medo de reativar todas as dores da separação outra vez… Ter e não poder ter… Ela estaria tão próxima e saber que teria que se despedir no fim, não importava quão bom tivesse sido o tempo que passaram juntos... A verdade era que nenhum dos dois havia curado o coração partido por terem que terminar, mesmo gostando tanto um do outro. Tinham feito juras de amor, promessas que jamais seriam quebradas.

Mas por que tinham que terminar algo tão bom?

Aquela pergunta retumbava na mente do médico, que tinha baixíssima habilidade social, tanto que sequer havia pedido… Sequer perguntou…

Yebin, você gostaria de morar comigo?

E se tivesse perguntado, ela teria aceitado? Eram tantas dúvidas, tantas incertezas… A irmã gêmea achava graça em como ele complicada coisas tão simples, mas não se metia na vida de Jaehwan, respeitava o seu tempo, o seu momento. Era por isso que se davam tão bem, mesmo sendo completamente opostos em questões de personalidade. Ah, como queria ter as habilidades sociais dela em momento como este…

Aqui em Seul está tudo bem, eu estou participando de um processo seletivo para ir para a ala da pediatria. Estou animada com a possibilidade!
Não se preocupe, eu não quero incomodá-lo. Ficarei em um hotel, já estou vendo para reservar o quarto. Só mandei essa mensagem porque… Bem, porque quero te ver.
Estou com saudades.

Enquanto respondia a mais uma mensagem, a avó parecia ter se recuperado do choque de quase presenciar um acidente, e se aproximava de seu neto. Ela o conhecia bem, tão bem que ele jamais conseguiria mentir, nem mesmo se quisesse. Estava escrito na sua testa que estava sofrendo.

-Jae-ah… - Ela falou, de uma forma bem cuidadosa, como se falasse alto demais pudesse quebrar o neto de alguma maneira. - Está tudo bem? - A resposta era meio óbvio, então ela apertou os lábios, pensativa. - O que acha de darmos uma volta na montanha, só nós dois, hm? Faz bem pra alma conversar com as plantas, sabia? - Era uma superstição boba, ela falava com pessoa, planta, animal… Adorava conversar, colocar para fora o seu sofrimento. A vida havia lhe mostrado que guardar palavras e sentimentos não ajudavam em nada, pelo contrário…

E tudo o que queria agora era fazer com que o neto desabafasse e se sentisse melhor.
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Nam Yuna
FOLK SONGS AND MANDARIN ORANGES
Mesmo que o motorista daquele grupinho de meninos mal educados tentasse provocar a Nam, ela continuava trilhando seu caminho, somente ouvindo o que tinham a dizer a respeito de seus próprios xingamentos e críticas, algo que, de certa forma, até a divertia, pois via estampado na cara o caráter de cada um.

Riquinhos mimados.

Era mesmo uma ahjumma e tinha orgulho daquilo. Quantas vezes não teve que ajudar sua mãe a vender hotteoks no mercado e ouviu o chamado por “ahjumma” horas à fio?! Não se importava nem um pouco com aquilo. Muito menos com as provocações a respeito de sua “incapacidade de algum homem se interessar por ela”, o que a fez rir irônicamente e soltar mais um quase xingamentozinho, mas parando na metade deixando no ar um “sae” e logo em seguida, percebendo que não valia a pena sequer perder tempo com aquele saekki, diz para si mesma.

- Tueso. (Deixa pra lá) - Continuou seu caminho como se nada tivesse acontecido, respirando fundo para poder se acalmar no mínimo um pouco antes de iniciar os trabalhos do dia. Ajeitando de forma desajeitada as bolsas e a caixa de mandarins parecendo que estava deixando cair mais algumas coisas no caminho com aquele processo. Em uma das vezes, puxou tão forte que tinha certeza que algo havia caído, ainda sob efeito da ira pelos michin, virou-se para trás somente para verificar se não tinha mesmo deixado algo de importante cair, caso contrário as histórias poderiam acabar com roupas faltando, e não seria nada legal. Sentiu no entando as costas batendo em alguém, e tudo -TUDO- foi ao chão.

- Aiiish, jinjja!!! - Reclamou baixo conforme se jogava no chão para poder pegar suas coisas que agora haviam se espalhado, a expressão de puro descontentamento pessoal e a pressa de quem estava passando vergonha em um hall cheio de gente. Percebeu então que a pessoa em quem havia esbarrado havia se juntado para ajudar a recuperar suas coisas, comovida por aquela boa ação, não reparou em quem era, mas encarou um pouquinho por ser bonito.

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- Me perdoe pela falta de atenção, e obrigada pela ajuda! - Fez uma reverência com a cabeça, apressada em juntar logo suas coisas para voltar para seu caminho, mais uma vez não reparando no rosto daquele homem.

- Ah, com licença, unnie, quer ajuda para carregar? - Olhou para a direção da voz doce e juvenil e então sorriu acenando com a cabeça, reparou que o homem que a ajudou inicialmente agora se afastava, sequer respondeu ao seu agradecimento e pedido de ajuda. Homens…

- Yeh, seria de grande ajuda! Komawo! - Sorriu desta vez achando fofo aquela ação, ela e a amiga que a acompanhava pareciam boas meninas. Educadas. Diferente dos outros michin. Terminou de pegar as mandarins que haviam se espalhado pelo chão, tendo que levantar para pegar uma que havia rolado para longe. Conferiu então se não havia mais nenhum de seus pertences espalhados e suspirando, fechou as bolsas de forma mais segura.

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- Aish eu sou tão atrapalhada. Muito obrigada por oferecerem ajuda, jinjja! - Após olhar com um pouco mais de atenção, percebeu enfim que aquelas duas garotinhas eram, na verdade, as que quase foram atropeladas. - Woah! Vocês estão bem? - Perguntou de fato preocupada com o bem estar de ambas, afinal um susto daqueles poderia matar alguém sem nem atropelar! - Aish, aqueles moleques, uma hora aprendem a lição. - Apesar de algo a incomodar sériamente ainda com aquela situação com os garotos, não se sentia mais tão incomodada, parte porque já expressou todo seu descontentamento com eles através dos xingamentos.

Notou então, que um dos garotos que havia saído do carro estava ali no hall da recepção também, quase revirou os olhos ao encontrá-lo, mas também teve vontade de sair correndo porque não toleraria olhar mais para a cara deles, especialmente com a língua afiada do motorista saekki.

O que não daria para meter a mão na cara dessas crianças para ver se aprendem a dar valor à vida? Especialmente a vida de terceiros!

- Ah! Peguem uma mandarin para cada pela ajuda, hm? - Pediu antes de voltar ao caminho que faria até encontrar seu local de trabalho para o início dos preparativos. Não sabia com quem falar, mas imaginou que seria com o gerente do próprio Cheoksan. Mas onde poderia achá-lo?

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Kwon Soo Jin
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Soojin era mesmo uma boa menina. Tinha um coração bondoso, então focou em ajudar aquela mulher, retribuindo um favor, mas mesmo se ela não tivesse as defendido, provavelmente se ofereceria também. Abriu um sorriso fofinho, balançando a cabeça, como fez com o rapaz mais cedo.

- Está tudo bem, não se preocupe! Aiiish. Sim. Bando de idiotas. Nem deviam poder dirigir - franziu a testa, indignada com o fato de que pessoas tão imprudentes podiam ocupar as estradas.

Isso porque não presenciou o xingamento do motorista. Ou teria começado um barraco ali mesmo. Era boazinha até a página dois. Porém, por enquanto tinha um cheirinho cítrico de mandarin para acalmá-la. Estava distraída acompanhando-a.

Ao entrarem no hotel, Soojin olhou um pouco em volta. Era tão bonito! Tão legal! A única coisa que estragava era a visão dos meninos de antes. A menina observou o garoto que parecia o mais decente deles. Tinha perdoado, mas ainda assim o encarou desconfiada, com as sobrancelhas franzidas, pois logo viriam seus amigos babacas atrás.

Se não fosse pela mulher das frutas, ela teria evitado entrar naquele lugar, mas acompanhada de uma adulta, sentia-se melhor e bem útil. Quando não precisava mais carregar nada, sorriu para ela, agradecendo a madarin, pegando com as duas mãos. Seus gestos eram bem meigos e expansivos, mesmo para uma ação tão simples.

- Ohhh. Muito obrigada! - curvou-se. - Parece deliciosa. Vamos conhecer o lugar, Miramie?




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Kye Jing Sang
You can stand on the edge shouting out that you’re ready to change. You can say what you want you won’t jump, you’re not ready to change
Hyun Tae sabia que não tinha como fugir desde o instante em que fora descoberto. Provavelmente Jinsang jamais saberia que aquela não era a primeira vez ou talvez tivesse arrastado o garoto direto para casa pela orelha durante todo o trajeto a pé. Pelo menos algo tão drástico tinha sido evitado. Era verdade quando dizem que a ignorância é uma benção.

Da fato, depois que precisou vender o restaurante da mãe e o barco do pai, o mais velho passou meses trabalhando por dias e mais dias sem uma folga. Foi um momento difícil em que ele chegou a pensar que não daria conta de lidar com todas aquelas despesas. Ele sempre voltava para casa com um sorriso, não importasse o quanto exausto tivesse e acreditava plenamente estar passando a imagem de que tudo estava bem e perfeito. Seus pais também passaram por aquilo da sua própria maneira quando estavam vivos, ele não tinha porque não dar conta.

O tempo passou e as despesas se estabilizaram. Ele não precisava mais trabalhar todos os sete dias da semana (em regra). Para ele estava as coisas estavam se acertando gradativamente promoção após promoção. Ele ainda estava longe de ser alguém relevante na cozinha do Lotte Hotel, mas o salário já tinha aumentado consideravelmente. Então... tudo deveria estar sob controle, não? Pelo jeito Jinsang não sabia nem o que acontecia embaixo do próprio teto.

Eles não sabem? Então porque supostamente você estava dormindo?  — cerrou os olhos pronto para pegá-lo na mentira. Ele tinha ligado o seu modo investigador e cada palavra dita pelo menor passaria por um detector de mentiras imaginário na cabeça de Jinsang, da mesma forma que fazia com todas as vezes que Kang Dae aprontava na escola. — Então espero que você não se importe que eu confirme a sua história com a Hong Joo-ssi. — a sobrancelha se ergueu lentamente pronto para pegá-lo em uma mentira. Ele manteria a sua versão ou voltaria atrás?

O que o mais velho não esperava depois de toda aquela bronca era uma resposta daquelas ou pegar o irmão elevar a voz daquele jeito, pegando Jinsang tão desprevenido que ele deu um passo para trás, surpreso. Recebeu as acusações como uma faca no peito, abrindo a boca para responder várias vezes, mas era como se algo tivesse entalado na sua garganta e ele não conseguisse responder.

Não era possível na situação em que eles viviam que ele sustentasse a família e ao mesmo tempo ser o irmão mais velho presente. Infelizmente, nesse ponto, ele não conseguia ser tão bom quanto deveria ser. — Vocês... não podem esconder essas coisas de mim. Você realmente quer me ajudar, mas você acha seguro deixar o seu irmão cuidando da Micha enquanto estamos fora? — Jinsang respirou fundo, envergonhado e tendo o seu orgulho despedaçado de uma forma tão grotesca que ele conseguia esconder isso pela expressão no rosto. — Eu sou o responsável por vocês e eu só precisaria de um ou dois turnos extras. Não é grande coisa.  — resmungou tentando dar uma resolução para aquele caso. Se sentia culpado. — É minha responsabilidade cuidar desses problemas. Minha. Vocês são tudo que me resta.  E tudo que me fazem feliz. Se eu não consigo nem mesmo cuidar de uma mochila rasgada ou de um tênis roubado, o que isso faz de mim?

Era difícil falar aquelas coisas em público, mais ainda quando a última vez que tinha visto Hyun Tae daquele jeito fazia anos e não era uma lembrança que ele gostaria de recordar naquela manhã bonita. Seu peito apertava e ele precisava se segurar para não se juntar ao mais novo aos prantos em público. Independente dele estar certo e ele não conseguir ser o irmão que deveria, ele ainda precisava bancar o mais velho responsável.

Nós vamos resolver isso mais tarde e em casa. Todos nós. Mas vocês mentiram e esconderam coisas de mim. Isso não pode ficar assim.  — Nunca tinha precisado ter uma conversa ou repreender Hyuntae ou Micha e naquele exato momento ele nem mesmo sabia como ou se deveria fazê-lo. Não tinha nem mesmo condições de dar a bronca que planejava em Hyun Tae depois de vê-lo chorando daquela forma, ainda mais quando sabia que tinha se esforçado tanto para manter a compostura num momento como aquele. Se perguntava se conseguiria mantê-la mesmo quando estivesse sozinho no quarto para dormir mais tarde.

Ele tirou forças sobre-humanas de dentro de si naquele momento e deu o passo que separava os dois. Seus braços passaram ao redor da cabeça do outro e lhe deu um abraço apertando o outro de uma forma exagerada e constrangedora sem se importar com quem estivesse por perto. Não estava no protocolo programado originalmente para aquela bronca, mas ele podia seguir rogue pelo menos um pouquinho. Ele se afastou e jogou o guardanapo que tinha usado como arma mais cedo para que Hyun Tae pegasse.

Certifique-se de que isso vai ser lavado, ok? Não quero nenhum cliente se contagiando com as ideias idiotas da sua cabecinha. Isso deve ser contagioso — comentou sem conseguir esconder que ainda estava abalado pela conversa. — Não posso te mandar para casa hoje quando os sunbaenins estão contando com você, mas não pense que isso vai te aliviar. — Por fim, ele pegou na orelha dele (dessa vez com um ar um pouco mais divertido e sem ser para machucá-lo ou repreendê-lo) e o puxou para longe do canto o obrigando a seguir o caminho na frente enquanto esperava ele se afastar e cumprir seus afazeres. — Se você precisar de algo ou tiver alguma dúvida importante eu vou estar na cozinha. Não faça o seu hyung passar vergonha e nós vamos almoçar juntos.
Kye Jin Sang
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Mortal Genesis
1º de junho de 2019, Sokcho. 09h15, 20 graus.

*** Jin Sang ***

Ao ser pego na mentira sobre os irmãos não saberem que estava trabalhando, Hyun Tae apertou os lábios, praticamente confessando a culpa com essa expressão. Assim como ele, os dois mais novos não gostavam de se sentir em um peso para o mais velho, mas cada um reagia à sua maneira: Hyun Tae buscou um emprego para complementar a renda, Kang Dae se tornava menos agressivo para poder ajudar em casa, e Mi Cha se tornava extremamente carente, o que unia todos na sala para assistir filmes e doramas sempre que Jin Sang estava em casa.

Eram como partes de um quebra-cabeças se completava, cada um ao seu jeito e peculiaridades.

Só que, ao pegar o irmão no flagra e em uma estado emocional que não via desde a morte dos pais e do irmão, Jin Sang ficou desarmado. Sentia-se traído por não lhe terem contado coisas tão supérfluas, que um ou dois turnos extras dariam conta de garantir o dinheiro que precisavam. Mas, de certa forma, também era culpado por não conseguir estão tanto tempo em casa. Era natural que  quando estava, os irmãos quisessem aproveitar os bons momentos e deixar os problemas de lado. Ou, nesse caso, resolver eles mesmos.

-Kang Dae só é responsável quando se trata de cuidar da Micha. Você ficaria surpreendido ao ver como eles se dão bem em casa… - Jin Sang tinha uma pequena percepção disso, mas Kang Dae tinha tantos problemas na escola e arrumando encrenca na rua, que essas partes boas dele ficavam quase escondidas. Era bom saber que ele se dedicava mesmo em algo, ou seja, no cuidado com a caçula. - Um ou dois turnos extras que poderíamos aproveitar fazendo algum passeio juntos… - Respondeu, chateado, secando as lágrimas agora que estava um pouco mais calmo.

Hyun Tae baixou a cabeça ao ouvir Jin Sang falando sobre eles serem sua responsabilidade. Não tinha nada para rebater isso, porque legalmente era mesmo a verdade. Só que ele sempre foi mais maduro que os garotos de sua idade, e sentia necessidade de dividir as preocupações do irmão consigo, para não sobrecarrega-lo. Estudar era algo tão simples e fácil para ele, que sabia que um trabalho part-time de verão não iria atrapalhar. Só o fez escondido porque tinha sido proibido a tal.

-Deixe-os fora disso, hyung. Só encontram porque eu pedi, Micha foi contra, inclusive ameaçou contar tudo… - Isso há dois anos atrás, quando conseguiu o primeiro emprego, mas era só um detalhe que ele não precisava saber. - Me desculpa, eu não vou esconder mais nada de você…

Ele mantinha a cabeça baixa, envergonhado e choroso demais para encarar o irmão. Foi quando Jin Sang deu um passo à frente e o abraços. O gesto foi prontamente retribuído. Também não se importava nem um pouco com aquele tipo de carinho em público, ainda mais que não estavam tão expostos assim. Quem era mais frio com isso era Kang Dae. Hyundai Tae apenas afundou o seu rosto no ombro do irmão.

Se houve alguém que tivesse visto aquela cena toda, na não estava mais por perto, pois ao desfazer o abraço poderiam perceber que ninguém os olhava, ao menos não no momento. Hyun Tae pegou o guardanapo, meio sem jeito. Até mesmo sorriu quando o irmão brincou com ele e o segurou pela orelha, de uma forma bem mais branda que já poucos minutos. Parou depois de dar três passos e virou-se para o irmão, fazendo uma reverência.

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-Obrigado, hyung. Não vou te decepcionar. Nos vemos depois. - Com um sorriso, ele se afastou, apressado, para tomar logo o seu posto e não ser repreendido pelo pequeno atraso. Jin Sang observou-o por alguns instantes, então tratou logo de assumir seu lugar na cozinha.

A mesa do buffet do café-da-manhã já estava toda posta, pois era apenas frutas, pães e comidas mais rápidas. Eventualmente um cliente ou outro pedia algo mais elaborado, mas Seong Jae e o sous chef deram conta dos pedidos até então. Nem bem havia se aproximado deles, começou a ouvir um burburinho de algumas meninas, perto do local onde eram preparadas as bebidas.

Por um instante, acreditou que elas comentavam sobre a cena dele e de Hyun Tae. Não conseguindo conter a curiosidade, ele se manteve atento às reações delas, para descobrir o motivo. Davam risinhos bobos e falavam de algum rapaz bonito, mas não era nenhum dos dois irmãos e sim algum cliente que tinha pedido suco de melão a uma delas. A bebida já estava pronta, mas elas discutiam entre si quem entregaria o copo ao clientes. Claro que a preferência era de quem havia atendido, porém as outras não estavam aceitando esse argumento.

-O que se passa aqui? - A voz veio atrás dele, forte e imperante. Não precisava nem virar para saber que se tratava de Hong Joo, a rígida e exigente gerente da rede de hotéis e resorts Lotte. Ela transitava entre os hotéis da região e, naquela semana, era no Cheoksan que cumpria os turnos. Não era uma pessoa ruim ou injusta, jamais humilhada seus funcionários ou exigia algo que fosse um absurdo. Mas não era das pessoas mais queridas, pois tange não admitia falhas. Além disso, sua postura e personalidade davam um certo medo em todos os que trabalhavam nos hotéis.

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-Eu perguntei o que está acontecendo… - Repetiu, porque nenhuma das meninas tinha respondido sua pergunta. Pelo contrário, elas se encolheram, com medo de serem repreendidas. Não era fácil ser pega por Hong Joo ao realizar ações que não eram bem vistas. Disputar a atenção de um cliente era uma delas.

Jin Sang poderia ficar ali e satisfazer sua curiosidade do desenrolar da história mas, ao mesmo tempo, sabia que estava sendo aguardado pelo chef...
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Yeon Ha Na
Rise up, ting ting, like glitter and gold
Depois do episódio de mais cedo, das pessoas malucas gritando e pulando na água, tudo o que Ha Na esperava – ou pelo menos gostaria – era que pudesse fazer seu trabalho e, de quebra, ainda poder relaxar um pouco nas águas termais do Cheoksan Hot Springs. 
Imaginava se talvez tivesse escolhido uma época ruim para ir até Sokcho. Como acabava de começar o verão, a região ficava tendencialmente com mais visitantes, enchendo os estabelecimentos e principalmente as praias de pessoas. A blogueira já fazia, assim, uma nota mental para evitar ao máximo tais lugares, a não ser que fosse extremamente necessário que tivesse que se enfiar no meio daquelas multidões barulhentas. 
 
Como, por exemplo, agora. Ha Na caminhava por entre os grupos de pessoas, tentando ignorar o barulho de conversa e risadas, e se concentrar em se conectar com a sua musa. O ângulo certo, a iluminação correta, tudo de forma para que suas fotografias saíssem perfeitas. 
Com todo aquele chiado nos seus ouvidos, no entanto, era bem difícil para ela de se manter concentrada, e a insatisfação para com as imagens já começava a aparecer quanto mais irritada ela ficava. 
 
Foi quando recebeu a mensagem de Eun Ha. Ela e a irmã tinham uma relação engraçada. Ambas comiam sarcasmo no café da manhã, juntas, e gostavam de alfinetar uma à outra. 
A pequena conversa já serviu para elevar mais o humor da blogueira, e a ajudar a criar mais esperança de que aquele dia ainda acabaria bem.

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Como dizem: força, foco e fé. 
 
Ha Na, assim, continuou seu caminho para o interior do Cheoksan. Tendia a ir na direção contrária em que a maioria das pessoas, e assim acabou por virar à esquerda, em direção ao bar. Por um instante acreditou que não teria muito o que fazer ali, apesar de ser um lugar que geralmente gostaria de estar – vazio e rodeada de bebidas –, mas assim que seus olhos se postaram sobre a paisagem da montanha, sentiu os mesmos brilharem. Apertou os dedos em volta da câmera com excitação, sentindo o coração acelerar um pouco quando tinha uma visão tão esplêndida logo à sua frente.
 
A mulher não demorou a levar a máquina aos olhos, pegando todos os detalhes que conseguia da paisagem. Sem muito esforço, todas as imagens saíam perfeitas, e com certeza tinham um lugar reservado no seu blog. Ha Na continuou com este processo, até que notou um homem sentado ao bar.
O jeito que a pouca luz natural que entrava o iluminava parecia entrar em harmonia com a imagem da montanha, criando assim um ar de paz e relaxamento. O momento pareceu perfeito, e a blogueira não hesitou em registrar a cena. Contanto que não capturasse o rosto dele, estaria tudo bem, e esperava não ser processada como algumas vezes antes.
 
Foi com uma pequena surpresa que, pela lente da câmera, Ha Na viu o homem se virar em sua direção. O seu rosto estava sério, e o olhar do mesmo era denso; continha uma evidente, apesar de leve, hostilidade. Sem perceber, abaixou a câmera lentamente, olhando para ele agora com os próprios olhos.
Foi quando o reconheceu. Lembrava de já tê-lo visto várias vezes tanto na televisão quanto na internet, Joon Hee era seu nome. Mesmo que não fosse a pessoa mais antenada em corridas de Fórmula 1, a mulher ainda gostava de esportes e aproveitava o tempo que passava assistindo a alguma competição. Além do mais, era bem difícil se esquecer daquele rosto. A blogueira tinha que reconhecer pessoas bonitas quando via uma.
 
Ha Na devolvia o olhar na mesma intensidade em que era encarada, sem desviar ou se abster. Não era alguém que o faria. No entanto, também havia um quê de petulância em sua feição; levantando levemente o canto de suas sobrancelhas, era como se perguntasse ao outro o que tanto a olhava, e, mesmo que não sorrisse, era possível ver um pequeno divertimento em seu rosto.
 
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Observou enquanto ele pareceu terminar sua bebida, no entanto, ao mesmo tempo que Joon Hee deixava de olhá-la, Ha Na desviava a sua atenção para o celular que voltava a vibrar em seu bolso, notificando a resposta de sua irmã.
 
Sorriu mais uma vez ao passar os olhos pelas mensagens. Era quase impossível para a mulher de não o fazê-lo quando a questão era Eun Ha, não importava a situação.
 
Essas crianças de hoje em dia... tão frias ToT
Tedioso nem é, mas eu nunca tenho ninguém para tirar fotos minhas, e sou obrigada a pedir para outras pessoas.
Venha mesmo, assim posso te usar para tirar várias :^)
Hoje vou perambular um pouco e tentar achar algumas belezas escondidas por aqui hehe
Mas agora eu estou no Cheoksan Hot Springs! Conhece?
Yah, se alimente bem. Sem pizza para o jantar, ok?
Love you <3
 
Ao terminar de escrever, desligou a tela do aparelho, voltando a olhar para cima. Quando o fez, se encontrou novamente com o olhar de Joon Hee, que agora também falava ao telefone, sobre si. O mesmo sorria, e Ha Na se perguntava internamente o que aquilo significava.
Só esperava que ele não estivesse ligando para o seu advogado por causa das fotos.
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Frase : I could make it better for you, but I just don't want to
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Moon JaeHwan
At the end of today’s hardships, Brightly shine on me
Assim que recebeu a resposta das duas garotas, conseguiu relaxar e sair do estado de raiva que tinha o feito ir falar com elas em primeiro lugar. Agora sua timidez voltava gradualmente, e, retomando o que tinha acabado de acontecer em sua mente, suas bochechas coravam. Agradecia a deus que as meninas já tinham se dispersado para não ver ele se envergonhando. Era culpa dele, se ele conseguisse ser mais como sua irmã as coisas realmente poderiam ser melhores, exatamente como seu pai sempre dizia.  Devia ter repreendido os malandros e ter impedido Yuna-ssi de ser mal tratada, podia ter pedido para eles se retirarem da propriedade de sua família, mas se manteve imóvel, completamente congelado. Mal podia acreditar que aqueles moleques eram da mesma escola que ele um dia já tinha estudado, era como se todos seus anos de escola tivessem um gosto mais amargo, seus colegas eram assim? Sua irmã? Não, claro que não. Seolhyun sempre fora muito bondosa com todos. E ela pediria para ele respirar fundo e focar nos seus arredores. E ele o fez, sentindo-se melhor conforme inspirava.

Sua avó já estava ao seu lado, com uma de suas mãos enrugadas segurando o braço do neto em conforto, para deixar claro que estava ali. Ela sabia o ler muito bem, percebia quando ele não estava feliz, e pelo que tudo indicava, a mensagem de Yerim tinha o afetado mais que percebera a priori. Além de sua cabeça girar com o acontecido, todos seus arrependimentos em relação à ex voltavam a tona; e eram muitos. Ele devia ter se esforçado mais, ter convidado ela, ter oferecido ficar. Nem tinha recebido a resposta ainda, mas se arrependia de ter escrito o que tinha mandado. Não sabia bem os limites da relação atual deles, por mais que ainda conversassem, ambos ainda queriam voltar ao que tinham. Mas não podiam, moravam em cidades diferentes. Se ele tivesse a convidado para Sokcho... ela teria aceitado?

Não teve tempo de pensar mais em hipóteses, o celular vibrou novamente avisando que a resposta da Lee chegara. Ele queria insistir que ela aceitasse o favor, mas não sabia se aguentaria ficar tão próximo dela e ainda dizer adeus uma segunda vez. Ele seria forte o suficiente para isso? Sera que ela ainda realmente sentia o mesmo? Algumas de suas palavras indicavam que sim, mas ele não tinha certeza. Seus pensamentos estavam um caos enquanto digitava, mas tentava manter a mensagem coesa e simples.

Que bom! Espero que consiga o cargo, você merece!
Você sabe que não incomoda, Yerim-ah. Também estou com saudades.

Sentia a mão da avó apertar em seu braço novamente, um pouco mais firme. Ela o olhava atenciosamente, pensando em que dizer para consola-lo. Jae-ya... Está tudo bem? ela perguntou mesmo sem precisar da resposta. Youngja conhecia Jaehwan melhor que qualquer um, sabia o que seu silêncio significava. O que acha de darmos uma volta na montanha, só nós dois, hm? Faz bem pra alma conversar com as plantas, sabia?

Ele concordou em silêncio, incapaz de vocalizar o que sentia. A situação com Yerim mexera com si mais do que ele imaginaria e a caminhada faria bem para acalmar seus nervos. Só de sair de perto de desconhecidos e ouvir sua vó falar sobre assuntos variados já ajudavam bastante.

Moon Jae Hwan
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Frase : In the gray sky There is a brighter light Behind the dark clouds
Estado Civil : Enrolado
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Apelido : Mari
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