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Capítulo 3

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Re: Capítulo 3

Mensagem por Seo Hyemin em Ter Fev 27, 2018 12:56 pm

Hyemin achou melhor não comentar aquele rosto estranho da amiga, que logo revelaria o que estava pensando. Já estava sentindo-se um pouco melhor com o afago de Yerin e lhe devolveu um sorriso.

Não se meteu na conversa entre as duas porque não tinha nada a acrescentar, além do fato de que Yewon era assustadora e, bem, não tinha por que contestar Yerin e seu raciocínio, que demorou um pouco para entender.

Só fazia algumas anotações mentais e balançava a cabeça. Rin tinha notado também que Misoo e as amigas por algum motivo eram próximas aos bolsistas. Significava que, querendo ou não, acabavam sendo inimigas por causa do pedido de sua sogra.

AISH. Fique quieta. Por que Yewon não podia ser menos agressiva com Yerin quando ela só estava tentando ajudar? Franziu a testa e olhou a amiga. Era difícil ver o cabelo destruido. Aquilo devia ter doído um bocado. Fez um biquinho e parou de olhar, agarrada ao braço da líder, ouvindo a conversa um pouco distraída, mas incomodada e preocupada com aquela possível briga. Rin era incrível de contornar tudo com muita calma apesar das grosserias.

Quem Misoo era de verdade? Ela era alguma coisa diferente? Piscou até a ficha cair. Ooooh. Então agora elas queriam fazer as amigas brigarem? Que ousado. Tapou a boca com risinho travesso de aprovação. Achava aquilo meio malvado, não tinha realmente nada contra elas, mas elas precisavam desarticular as garotas para enfraquecer os bolsistas também e expulsá-los até o fim do ano.


Bem, como será que elas fariam isso? As amigas de Misoo não eram apaixonadas pelo Jung Mi, eram? Nossa, que fofoca boa: três brigando por um!!! Riu sozinha imaginando. Ainda bem que não era ela quem tinha que pensar em alguma coisa, porque não saberia o que falar para as meninas se dividirem, já que pareciam tão próximas… Essa ideia tinha que ser muito boa, porque amigas de verdade não separavam desse jeito. Ela, por exemplo, nunca acreditaria em qualquer bobeira que falassem de Rin. A ligação delas era muito forte.

Conforme aproximavam-se da secretaria, ficou um pouco tensa, mas agarrar-se a Yerin sempre ajudava. Ouviu atentamente suas recomendações e assentiu.

- Ok~ - cantarolou, fazendo uma carinha fofa. - Yewon bateu, mas as outras foram muito piores. Nada de falar de namorada. - repetiu.

Com instruções parecia menos assustador ficar na diretoria. Sentia-se agora em uma missão especial e já sabia o que não devia dizer. Ficaria tudo bem, pensava.

Deu uma breve olhada naquele monte de gente na secretaria. Nossa, a Wangjo não era costumava ser desse jeito... O diretor não percebia que a entrada de bolsistas tinha criado o caos? Juntou as mãos na altura da saia, ficando bem comportadinha e silenciosa.

Fez uma cara de indignada ao ouvir o relato de que Jaeki estava agarrando a bailarina. Então ela tinha visto bem! Mas o que era aquilo? Eunbi estava defendendo o bolsista? Era pior do que imaginava. Abafou um risinho, ao lado de Hayoung, abaixando a cabeça, e murmurou um doce “Fighting” para Yerin, saindo da sala.
.
Quem sabe seu depoimento nem seria necessário! Yerin com certeza falaria muito bem ali dentro. Ufa, que alívio. Até deu um sorriso do lado de fora. Aparentemente, seu celular estava a salvo. Franziu a testa vendo o marginal querendo ouvir pela porta. Não tinha modos?

Revirou os olhos e trocou um olhar urgente com Hayoung para que se afastassem do meliante, antes que alguém as culpasse por aquilo também. Será que Bomi não ligava nem um pouco para essa atitude? Estavam perdidas mesmo. Quando deu dois passos para o lado, ouviu aquele sotaque arrastado grotesco sendo dirigido a ela. Parou.

Ya?
Ya?
YA?


Com QUEM ele achava que estava falando? O coração bateu mais rápido e ela crispou os lábios, virando o corpo e disparando:

- Seo Hyemin-shi - ela o corrigiu ríspida, mas arrependeu-se no instante que seus olhos cruzaram os dele, quando um frio percorreu sua espinha e atenuou sua expressão. Sentiu que podia apanhar. - O… o que você quer? - hesitou e cruzou os braços na defensiva, mas tentando mostrar que, bem, estava ouvindo e ele não precisava atacá-la com uma faca e roubar sua bolsa.

Heeeeeeeeeeeeein!?

Arregalou os olhos, nem escondendo a surpresa por aquela criatura estar falando de Eunbi daquele jeito tão informal e se metendo na vida dela. Como assim ele a estava defendendo? O quêêêêê?

Eunbi o defendeu também…
E ele a agarrou…
E ela não fez nada…

Cobriu a boca, incrédula. As ameaças estavam embolando ali no meio. Tinha uma informação muito mais importante brotando dali.

Aquele… Aquele marginal e...?
A bailarina e… ?

Mentiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiira

Trocou um olhar com Hayoung. Era ISSO que ela estava entendendo? Não, não, não era possível que fossem namorados. DE JEITO NENHUM a bailarina ficaria com um traste daquele!

Então… O que poderia ser? De repente sua boca falou sozinha. Escapou. Foi um pensamentozinho inocente.

- Você é o guarda-costas dela? - franziu a testa, confusa e depois de falar em voz alta parecia muito plausível. Muitas coisas passaram por sua cabeça de uma vez, como evidências! É claro! Nossa! Era uma ideia incrível, na verdade. - Quanto ela está te pagando??? - perguntou na mais pura curiosidade.

SERÁ QUE AS AMIGAS DE MISOO TINHAM CONTRATADO A GANGUE PARA SE DEFENDER????? Era isso que gente pobre fazia, não é? Ganhava dinheiro pra fazer serviços. No caso, o serviço deles era bater nos outros. Fazia todo o sentido. Ela prontamente ignorou as outras ameaças, já que, para ela, não faziam nenhum sentido, porque não tinha feito absolutamente nada para Eunbi. Ao contrário disso, estava empolgada.


- Waaaa - Seu rosto se iluminou de um jeito estranho com a ideia que se formava em sua cabeça lúdica, achando incrível e engenhoso da parte das meninas. Era uma ideia muito boa, apesar de ser perigoso se envolver com gente assim. Riu sozinha. Que ideia legal!! Isso explicava toda a proteção que tiveram. - Eu sempre quis um guarda-costas. Ei, BoMi, o outro bolsista é o seu? Vocês tinham um terceiro, não é? Mas ele não parece um bom mercenário, por isso acho que ninguém quis contratar… - fez um muxoxo, pensativa.

Já estava em outro planeta, imaginando os três dragões vestidos em ternos pretos correndo para salvar donzelas indefesas, como Yerin quando caiu da escada. Ela não sabia que eles estavam vendendo serviços! Se soubesse, podiam ter contratado naquele dia mesmo!
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Kim Sun-Hee em Ter Fev 27, 2018 1:09 pm

Os dois cotovelos estavam apoiados no balcão e dentro do sutil espaço, o livro de poesias encontrava-se aberto logo nas primeiras páginas. A época de férias lhe permitia vários intervalos “à toa” devido ao fluxo mais suave de clientes e tarefas. Sunny soltou um suspiro e aproveitou para soprar uma mecha que caía sobre os olhos, já que as mãos estavam ocupadas segurando as laterais do rosto. Era uma tarde meio tediosa e ela não sentia-se nos melhores dias... A noite anterior foi extremamente complexa e ela mal conseguiu dormir, o que justificava as olheiras e a feição abatida.

Chovia bastante e, provavelmente, o som alto dos pingos furiosos unidos à sua falta de concentração no mundo mascararam o ruído do sino acima da porta quando aquela presença entrou no Café...

De imediato, o cheiro marcante se destacou frente aos outros gerados por uma variedade de bebidas quentes e sabores misturados.

Inconsciente do que fazia, ela respirou profundamente, mas a ação foi interrompida pelo polido cumprimento pronunciado de forma firme e grave, graças ao tom enrouquecido. Devagar, Sunny desviou a atenção para a pessoa e os lábios se entreabriram de leve assim que fitou a feição rígida do oppa. Oppa, né? Ele parecia mais velho, na casa dos vinte anos. Engoliu em seco e apenas respondeu com um aceno tímido. Não lembrava-se do que o rapaz perguntou, só apontou numa direção e sorriu tardiamente enquanto repetia o “boa tarde” quando deveria dizer “de nada”, mas que culpa tinha do súbito bug mental? No momento em que ele se afastou até as estantes, Sun-Hee deixou o corpo despencar na cadeira enquanto escondia-se, cheia de vergonha.

Porém...

Que garoto lindo.



Sentia-se chocada por não encontrar nenhuma imperfeição nele. Talvez, precisasse encarar de novo... Afinal, não existia no planeta alguém que pudesse ostentar uma carinha tão maravilhosa, mas... mais adiante... ela descobriria que sim, existia um ser humano exatamente desse jeitinho.

Jung-Mi...

“Young”, como ele falou na hora do cadastro.


Ao invés de ir embora, Young ficou na área do Café, bebendo alguma coisa enquanto folheava um dos livros recém locado. De onde estava, podia vê-lo e, discretamente, permaneceu o observando, protegida pelo balcão e a mínima distância.

Tão... bonito...

Sunny corou e mordeu o lábio de modo nervoso e inquieto. Havia enlouquecido? Que coisa mais invasiva! Ela voltou a sentar, constrangida e tentou evitá-lo durante o tempo que Young manteve-se no estabelecimento, alheio... Descarregava a frustração nas teclas, ciente que precisaria refazer todo o trabalho. Então, de repente, escutou o “até logo” e, outra vez, respondeu fora de hora...

- T-Tchau!

Ele não estava mais ali para ouvir...

[...]

Completamene amparada pelo amigo, ainda assim, Sunny não evitou as lembranças que a atacaram de maneira cruel e impiedosa. Depois daquele episódio, uma série iniciou-se em ciclo e durou por semanas até se reencontrarem na WangJo.

Onde o mundo virou do avesso.

Não.

Lugar no qual ele voltou a girar nos eixos certos.

As férias não passaram de uma fantasia... Uma mentira que Jung-Mi viveu e inesperadamente teve a intromissão de Sunny. Mas quando que os dois imaginariam a maldade do destino em colocá-los no mesmo colégio??? E o festival? Ah, o festival... Nesse instante, os dedos apertaram Kim com mais força, embora Sun-Hee se sentisse fraca. Jung-Mi mentiu e fingiu. Fingiu que ela era especial. Foi por isso que as palavras escaparam, sem qualquer filtro. Era como se o sentimento estivesse apertando sua garganta, mas diferente do que concluiu, dizê-lo apenas o tornou mais real do que nunca. E aumentou a dor ao ponto de fazê-la tombar, mas Kim impediu a queda. Os braços de Joo-Hyuk contornaram-na gentilmente e Sunny não resistiu, escondendo o rosto no pedaço exposto da camisa dele, encharcando-a. Correspondeu o gesto ao espalmar as costas do melhor amigo, segurando-se ali também. Ela tremia, tremia muito, e o choro contido piorava gradativamente.

- Miane, miane, miane...

Repetia o pedido de desculpas por envolvê-lo e sabia que isso o magoava. No entanto, apesar de ocultar a maioria dos pensamentos e angústias, Kim sempre estava lá para socorrê-la, e vice-versa. Sempre.

Depois, lidaria com essa ferida.

O que era mais uma rachadura num terreno totalmente desnivelado?

Tentava se convencer...

Mas agora só queria chorar e, por instantes, deixar que o presente peso a esmagasse sem precisar de tentativas em sustentá-lo nos ombros estreitos.

O chamado de Chae soou longe... mas Kim sentiria o corpo frágil enrijecer subitamente ao constatar que a “privacidade” fora interrompida. Claro que confiava na nova amiga, porém, não tinha energia para explicar o que aconteceu. Na verdade, após a sessão de choro, Sunny sentia-se meio lânguida. Os olhos ardiam e o rosto estava vermelho, principalmente o nariz e as bochechas. Uma imagem que impossibilitava dúvidas do estado dela frente a eles. Com delicadeza, se soltou de Kim, mas continuava próxima, como se ele fosse o seu alicerce. E não era? Sunny encarou Chae com dificuldade, fungando, e antes de falar algo, viu Hyun-Hee. Não tinha noção de que ele e Jung-Mi estavam brigados, e a possibilidade do rapaz comentar com o irmão... A bolsista abaixou a cabeça, encarando os pés.

- Vou ficar bem... – a voz naturalmente mansa saiu ainda mais baixa – Mas não gostaria de conversar sobre isso... Não agora... – ergueu o rosto, abatida – O intervalo já está quase no fim e eu preciso ir ao banheiro.


Igual a amiga, dividiu olhares entre ela e Hyun-Hee.

- As pessoas espalharam fotos de vocês... – avisou, aproveitando para enxugar a face com os punhos – Tomem cuidado... Foi algo muito maldoso, não que seja surpresa. Essa gente não tem limite.

Mas, provavelmente... Uma nova fofoca se destacaria sobre a de Chae e Hyun. Ou geraria mais comentários acerca dos Parks.

Estava mesmo preocupada com Chaeyoung! Mas... era uma alternativa de fuga a mudança no assunto.

Sem perceber, a mãozinha voltou a segurar a manga do uniforme de Joo-Hyuk à medida que fitava o casal. E, mesmo secando as lágrimas, havia um traiçoeiro acúmulo nas pálpebras, ameaçando desaguar no mais inoportuno momento.


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Re: Capítulo 3

Mensagem por Jae-ki em Ter Fev 27, 2018 3:46 pm

Jae-ki sustentava o olhar invocado e ameaçador em direção a Hye-min, porque foi que ela perguntou. Ela teve coragem para dizer o nome, conseguiria ser tão corajosa depois de sua ameaça? A garota se encolhia e parecia tudo normal até ouvir o primeiro questionamento dela. Jae-ki fez uma careta confuso. Guarda-costas? O que essa garota queria dizer com isso? Se tentasse não teria conseguido imaginar qual seriam as próximas palavras dela.

A frase "Quanto ela está te pagando?" foi o bastante para acender a raiva dentro de Jae-ki, seu rosto foi ficando vermelho de fúria. Hyemin não sabia, mas tinha ofendido Jae-ki. Então era isso que esses ricos pensavam? Que ele andava com Eun-bi porque ela pagava? Porque era anormal ela querer falar com ele? Era assim que viam os bolsistas? Pior ainda era o semblante dela, tão iluminado como se fosse a coisa mais normal. E ainda insinuava que queria pagar e os chamava de mercenários!

- Ya!! Michyeoseo?Chugulle?! - Exclamou gritando, em seguida respirou fundo ao se lembrar que tava do lado da diretoria, então as próximas palavras saíram mais baixas e mais assustadoras - Eun-bi não me pagou! Não recebo NADA dela, entendeu? Entendeu? Eu defendo ela porque EU quero! Porque ela é legal. Não preciso de dinheiro pra isso, nem eu nem meus amigos. Vê se grava isso!

Jae-ki usou o indicador para empurrar a testa de Hye-min para trás, não tão forte, deu um passo para frente forçando a recuar para trás, praticamente trombando nela:

- Vocês podem ser ricos, mas não podem comprar tudo! Nem que me pagasse eu ia ficar do lado de uma garota esnobe como você... É Hye-min, não é? - Disse de proposito sem o sobrenome - Não vou esquecer esse nome. E eu juro que não vai esquecer meu nome se voltar a repetir essas coisas retardadas. E não esquece, fica longe da Eun-bi, você e suas amigas!


Jae-ki afrouxou a gravata no pescoço e deu um passo para trás ao ver que estava muito perto de Hye-min, o que o inspetor iria pensar se visse isso? Que estava agredindo ela? Melhor não arriscar ali. Estava começando a suar de raiva. Não podia fazer nada contra Hye-min ali, já tinha se livrado da confusão, então teria que tentar manter o controle, por sorte não tinha nenhum objeto ali que pudesse ser usado contra a garota. Não que fosse agredi-la, mas adoraria ter um copo de água agora para jogar nela ou algo assim. Com certeza o nome dela ficaria gravado na sua mente. Ao menos agora sabia o que se passava na cabeça dessas garotas. Por sorte Eun-bi não era assim, e era por isso que tinha que protegê-la, talvez por isso gostava cada vez mais dela. Não era difícil imaginar porque a bailarina quis bater naquela garota, faria essas garotas pagarem se Eun-bi se encrencassem. O pior era saber que se uma das patricinhas pensou assim, as outras deveriam pensar igual. Dava para ver que tipo de gente estudava em Wangjo, como um Taemin isekyia da vida. Jae-ki vai voltar para trás da porta se ninguém vier respondê-lo.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Seo Hyemin em Ter Fev 27, 2018 4:49 pm

Hyemin inclinou o corpo pra trás com aquele grito ameaçador perguntando se ela queria morrer. Quase pulou de susto. Depois, as sobrancelhas se uniram em indignação. Oooooi? O que aquele marginalzinho de quinta estava falando?

Não acreditava na petulância daquele maltrapilho de gritar assim com ela. Afinal, só fez uma pergunta honesta, que reação horrorosa era aquela? A sequência de justificativa era ainda pior. Então não era um empregado da Eunbi. Se não era isso, então ele era… O quê? Um fã?

A menina abriu a boca para falar quando de repente se apavorou quando sentiu aquele dedo empurrar sua testa para trás. Por um momento achou que ia levar um golpe especial do gueto, mas era só aquilo. O choque levou segundos, que ela não acreditava que aquele estranho era capaz de tocar nela! O medo deu lugar a raiva e indignação.

- Yaaaaa!!! - berrou e levou a mãos para limpar e esfregar o lugar - Mas o que você acha que está fazendo???Michyeoseo?  Você pelo menos lavou essa mão???? - gritou com a voz estridente - Aaaaaa, que nojo. E se ele não cortou a unha, Hayoun-Ahhh? Vou pegar doença de ratoooo - choramingou e recorreu desesperada a um alcool gel da bolsa e um espelhinho. Será que ia ficar marca???? Olhava a si mesma enquanto ele continuou falando e só ouviu quando ele a chamou pelo primeiro nome.

- SEO!  É SEO! - corrigiu alto de novo, irritada. O que aquele doente estava falando? Ela nem tinha feito nada pra Eunbi! Sua paciência tinha acabado e ela mexeu a cabeça e os pés, dando um chiliquinho, depois pousou a mão na cintura. - Aaaaaaiiiii, que moleque insuportável! Escuta aqui, seu sarnento, quem tem que lembrar meu nome é você! Se não agora, quando você quiser me pedir emprego. Vai pesquisar quem eu sou, vai. Encosta em mim de novo que eu juro que mando te prender!!!! OUVIU? Aqui não é a sua favela.

Rosnou para ele e um gesto de tigresa, tentando parecer agressiva, embora não fosse nada mais que uma garota fazendo careta.




- Como é que o diretor deixa essa gentalha entrar aqui? Aiiishhh…. Como é que a Eunbi defende um maluco agressivo desses? - resmungou no canto, cruzando os braços, depois se abanou, para se recuperar do susto.- Aish, eu quase criei uma ruga agora… Que assustador.


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Re: Capítulo 3

Mensagem por Park Hyun Hee em Ter Fev 27, 2018 6:09 pm

Hyun Hee teve que atuar um pouquinho para manter a expressão sarcástica mais sombria, porque aquele rostinho da menina pedindo por favor daquele jeito tão bonitinho era muito fofo. Ele se segurou para não dar risada, mas a expressão denunciou uma vez, com um sorriso controlado, assim como ela, mudando de face na primeira oportunidade.


Porém, quando ela bateu palmas por causa da joaninha, ele acabou soltando uma risada, precisando dar uma voltinha para recompor o personagem, antes de soltar seu “MAS”. Era quase uma maldade fazer isso com ela, mas era de certa forma divertido ver suas reações, que sempre a surpreendiam e agora não tinha sido diferente.

Piscou, surpreso e a observou, respeitando-a por aquele pedido de desculpas aberto. As coisas podiam ser tão simples quando a verdade saía assim, não é? Achava que não conseguia mais ser desse jeito. Sempre havia muito problema, muito porém que o incapacitava a simplesmente dizer o que sentia ou quando o fazia, não estava no melhor humor para isso. A verdade era sempre distorcida, apesar de achar que estava falando exatamente o que queria, como no caso quando gritou com Jung Mi. Era tudo verdade, mas não era o caso completo.

Essa pequena reflexão parou quando ela levantou e pediu chocolate.

- DOIS? - riu - Que esfomeada… Vou ter que cozinhar para um exército para fazer seu dosirak? Que perigo… Araso, araso. Vamos descer

Agora que estava tranquilo, ele se mantinha próximo a ela, mas também não colava demais, respeitando o fato de que não tinha nada entre eles, apesar do abraço. Não ia mentir. Queria ficar perto dela, mesmo falando bobeiras querendo saber qual era a comida favorita dele. Gostava do clima mais leve e ela obtinha dele respostas sem a menor pretensão, tranquilas e sem tensão. Que diferença fazia não ter ninguém do passado por perto…

De repente ouviram um som de choro e Chaeyoung logo se compadeceu da amiga, a menina com quem um dia desses aí ele tinha gritado. Tinha zero intimidade com ela e não queria ter, também. Era amiga de seu irmão. Meteu as mãos no bolso e o sorriso fácil sumiu. Observou o grupinho sem se aproximar, deixando que a joaninha se afastasse para conversar com eles. Olhou para cima, fingindo que não estava vendo a menina com a cara vermelha de choro, mas ela resolveu falar com eles.

Foi aí que ele chegou um pouco mais perto, ficando ao lado de Chaeyoung. Ela estava chorando, mas ainda assim aconselhando os dois, era isso mesmo? Soltou um riso e comentou debochado:

- Uma nova fofoca na Wangjo? Mas que surpresa. - abriu as mãos.

Sua mente só conseguia pensar em Jongin. Suspirou.

- Mande a Eunjoo vir falar comigo se ela tiver algum problema com você. - falou bem sério ao encarar Chaeyoung. Não ficava nem um pouco embaraçado por confundirem os dois. Para ele, não era problema nenhum. No entanto, talvez fosse ruim para ela. Não podia prendê-la e estragar sua imagem.

- Resolvemos isso depois se você quiser. Vou buscar teu chocolate - Comentou um pouco incomodado e anunciou já saindo para comprar, sem esperar que ela fosse atrás, afinal tinha uma amiga ali pra cuidar. Não queria se demorar muito. Só tinha intenção de entregar para ela e voltar para a sala.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Dong Hee Kyung em Ter Fev 27, 2018 7:35 pm

As reviravoltas não tinham fim, o barraco se armou muito rápido e a atenção Dong estava focada naquele bate-boca, se não fossem impedidas as meninas  iam se machucar feio, até a informação mais chocante ecoar pelas paredes geladas e amplas do refeitório. Gradativamente ele vira seu rosto até Sunny, a menina parecia ter ficado até zonza e desnorteada.

Problemas amorosos, eram perigosos... os nerds a essa altura, trocariam olhares entre si ou tentariam ignorar a terrível pressão social que estava tomando conta daquele lugar em questão de segundos. A cena se tornou muito tumultuada para Kyung se atrever a fazer alguma coisa, pelo menos com a perna do jeito que estava não...

Aquela era uma dor que o rapaz não conhecia, como ter empatia por isso? Stella ao chegar na mesa perceberia que se tratava do chá que pediu, mas Dong deixa a latinha na mesa e vai arrastando com a ponta da unha até a mão dela.

Ele só havia golado umas 2 vezes, bem pouquinho, esperando que a canadense coreana ainda quisesse a bebida, até por que um chá nessa situação estressante cairia certo para os nervos. Será que o acharia folgado por isso? Caso olhasse bem, a garota não veria aborrecimento em Dong, na verdade, uma expressão um pouco triste parecia ter se formado, não era de tom melancólico mas seria o bastante para refletir. - Oi, Stella-shi.

Antes de apresentar So-Na o amigo foi mais rápido no gatilho, Neul parecia bem empolgado com a presença da nova menina, como se fizesse questão de mostrar para todos que foi ele quem trouxe esta perola; era engraçado pensar no rumo que essas coisas estavam indo, isso amenizou um pouco sua expressão chateada.

- Eu acabei caindo algumas vezes, e minha perna me traiu, mas estou bem obrigado... - Sorriu de canto, tentando ser modesto, pois ele praticamente se matou de tombar.



"E o pior de tudo é que essa voz irritante e provocativa não sai da minha cabeça!"



Spoiler:

Era a de seu pai, claro. Que incentivava o filho sedentário a realizar atividades mais saudáveis.

- Seria prudente tentarmos uma abordagem mais sociável com quem considera interagir ao nosso modesto circulo. - Respondeu lentamente a Min-Ho, já que a esta altura eles não iriam planejar mais nada, nesse instante, não teriam tempo também e o clima que ficou não estava propício.

Tecnicamente, eles era um grupo bem isolado, talvez por que não dizer excluído? Até pelo tema que gostavam de abordar. Uma garota quase não chegaria perto de gente assim, por que não deixar as que desejam se aproximar virem, então? - Vocês pareciam um pouco ocupadas, o Kim ficou louco logo depois.. enfim... - Hee-Kyung ficou um pouco preocupado com Sunny, mas ela estaria em boas mãos agora... será que isso poderia ser dito de sua adorável prima também..

A ideia de que a sorridente menina de carinha fofinha andava em más companhias, beliscava a sua consciência de forma irritante e ininterrupta. Era sua prima afinal, deveria se meter um pouco, mas...

Spoiler:

- E o seu ombro como está? Você havia dito que levou umas cinco ou seis boladas... Exagerou um tico esperando a garota pegar a latinha, que estava quase cheia ainda.





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Re: Capítulo 3

Mensagem por Won-Bin em Ter Fev 27, 2018 11:18 pm

Won ouviu um tanto preocupado Eun-Bi falar sobre o salto no pé dela, com certeza pressão sobre a lesão ia trazer dor a ela. Aquilo podia ser uma briga ridícula mas ela não devia ter feito todo aquele esforço.

”Mas mesmo assim arrancou um tufo de cabelo dela…”

Mesmo com a sua sutileza ao falar Jae-ki se aproximava mais de Eun-bi. Acreditava que ele realmente iria tentar de tudo para protegê-la, até mesmo largar a razão.
Proteger os amigos era tão complicado, como iria cumprir aquela promessa que fez naquele dia?

Tinha feito seu melhor naquela briga mas não podia deixar de imaginar se tivesse percebido antes e interferido sem que fosse preciso todo esse batalhão na diretoria.

”Aish Kang, esse julgamento silencioso só mostra como a gente não consegue ficar no nosso canto” pensou olhando para o amigo fazendo facepalm. Estavam basicamente estreando numa confusão por semana.

E era segunda-feira.

Won nem percebeu a bola fora de Jae-ki em não andar do lado da Eun-Bi, mas jamais poderia não perceber o rosto chateado de Bo-Mi.

- Será que era porque não sabia mesmo?

- Bomi-yah…- Eun-Bi a encarou.

- Ela abriu espaço para duvidas, Eun-Bi-yah…

- Mas eu ainda prefiro acreditar nela…

Bomi virou a cara, respirando fundo e formando aquela expressão séria de novo.

- Desculpa, meninos, vocês não tem nada com isso…

”Aish, a Misoo está omitindo algo delas? Bem...acho que eu entendo isso, mais ou menos. Espero que elas se resolvam, como perdoaram a Eun-bi”

Won sorriu de forma simpática para Bo-Mi e negou com a cabeça.

-Se eu vejo as nossas amigas no meio de uma confusão eu não vou ficar parado - disse com uma confiança que nem sabia de onde tirava - Está tudo bem e vai dar tudo certo

Sorriu para reafirmar seu otimismo. Um tanto sem graça, se virou novamente para o caminho e prestou atenção nos outros.

@Jae-ki escreveu:- Sério que tá surpreso com isso? A maioria não tá nem aí mesmo...- Sério que tá surpreso com isso? A maioria não tá nem aí mesmo…

-Pode ser...eu só pensei alto


...


A vice-diretora, sra Yang, era quem os recebia na sala. Pelo menos não era o general-diretor, pelo menos não receberiam uma punição direta do homem severo.

”Aish quanta gente, como vai dar pra ouvir todos? Eles vão ouvir todos?” uma situação meio inédita para Won. Não era um visitante assíduo de salas de diretor.

O inspetor reportava a situação se os participantes dela.

Mas congelou por um instante quando ouviu seu nome para ficar. ”Que!? Eu!?”

Won fez um breve facepalm com a história do Jae-ki agarrando Eun-Bi.
”É por isso que eu falo pra ser discreto cara...Ahhhhgggg, ela é igualzinha ele, já admitiu tudo!”

Assentiu com a cabeça positivamente para Jae-ki que colocava a mão em seu ombro e pedia com o olhar que cuidasse dela.

”Ok ok, eu vou tentar meu melhor Jae”

Voltou a postura normal e prestou muita atenção no que Misoo diria.

A voz embargada dela era de apertar o coração: Misoo que era uma pessoa tão explosiva e tão carinhosa com as amigas mas parecia carregar uma dor que ia além do fato ocorrido. A dor de quem também tinha suas lutas, seus embates.
Won não podia deixar de sentir empatia por um lutador.

No fim ela admitia a culpa de todo o ocorrido. Não...não era justo.

Esperou que ela terminasse de falar e pigarreou. Mudou um pouco a postura dos ombros e ficou mais sério. Não tentava parecer mais confiável, ele se sentia mais confiável.

-Eu e meus amigos estávamos numa das mesas do refeitório conversando e ouvimos gritos vindo da direção daquela máquina. Eu me levantei porque não entendia o que estava acontecendo mas quando percebi que era uma briga eu corri até ali e me coloquei entre elas para que parassem. Jae-ki me acompanhou e tentou retirar Eun-Bi daquela briga


Podia comentar sobre os xingamentos mas talvez não fosse bom reproduzir eles.

-Pelo que eu entendi Soo-Yewon começou uma discussão com Yeun Misoo e Choi Eun-Bi e essa discussão evoluiu num instante de empurrões, pisões e puxões que foi interrompido quando eu e Jae-ki chegamos e Jung-Mi surgiu e gritou com elas. O inspetor chegou e aqui estamos

Uma versão quase imparcial dos fatos vistos.

-Na minha opinião...elas corriam mais risco de passar vergonha diante dos colegas no refeitório do que se machucarem de verdade. Claro que brigas não são permitidas no colégio, mas pra mim é mais uma discussão que saiu do controle

Esse era o plano de Won: para proteger as amigas das punições, ou pelo menos das punições sérias como suspensão, tinha de tornar aquele evento menos sério do que parecia. Se parecesse mais um drama adolescente do que uma tentativa de agressão séria a senhorita Yang poderia considerar punição menor.

-Acredito que elas possam encontrar uma forma de resolver suas diferenças, mesmo quando palavras duras foram trocadas...bem, eu não vou dizer o que deveria fazer com elas senhorita Yang, é só o que acho, desculpe se me estendi

Tremia por dentro mas mantinha a expressão séria. Torcia para que seu plano desse certo e que elas não ficassem irritadas com ele. Olhou para Misoo e tentou dar a ela uma expressão de “está tudo bem”.


Mesmo que não estivesse ele fazia o melhor que podia.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por The Crown RPG em Qua Fev 28, 2018 11:31 pm

[DONG]

Os olhos de Stella recaíram sobre a latinha que Dong começou a empurrar de modo discreto em sua direção. A garota piscou e formou um bico até encher as bochechas de ar ao ver o que tinha acontecido. Assim como ele, ela começou a empurrar a latinha de volta e meneou negativamente, recusando. Ele podia ficar com o chá. Só perguntou porque iria pagar, né? Mas também podia ir até as outras máquinas de chá - felizmente tinha mais de uma, além daquela que Yewon e MiSoo bugaram.


Após recusar a bebida, ela levou as duas mãos até as alças da mochila. Perguntou sobre a perna dele e Ha-Neul parecia surpreso por ele ter caído a ponto de se machucar. O hyung fez uma expressão chateada, lamentando pelo ocorrido.

- Araso...Que bom então, Dong-shi. - Stella respondeu e continuou de pé.

Ha-Neul tinha oferecido um lugar à mesa para ela e as meninas, mas Min-Ho e sua simpatia logo afastou essa ideia. Sona encarou os integrantes da mesa de modo analítico. Pareceu concordar com a resposta de Dong e então falou.

- Vamos, chame as meninas. - Sona ajeitou-se no banco. - Aparentemente, hoje é o dia de quebrar os protocolos...Ou melhor, deixa que eu chamo. Ya!

Chamou por Lee-Hi e Hye-Won, acenando com o mangá. As meninas em questão pareciam distraídas e preocupadas por conta das duas amigas que tinham sumido. Chaeyoung não dava notícias e Sunny parecia muito estranha quando saiu daquele modo com Kim.

- Por que vocês não sentam aqui? Tem mais lugares…

Lee-Hi e Hye-Won se encararam por um instante, apenas para ter certeza que Sona estava falando com elas mesmo. Acontece que a herdeira Han era uma pessoa extremamente reservada e parecia fazer pouco caso das pessoas. Ela não mantinha nenhum vínculo profundo de amizade, muito embora estivesse sempre atenta e observando tudo. Para uma bolsista como Lee-Hi e uma “nova Wang” como Hye-Won, era um pouco chocante. Porém, Stella deu um sorrisinho confiante para elas, demonstrando que estava tudo bem.

Outro que parecia animado com essa possibilidade, era Ha-Neul que deu um sorriso amigável e chamou as duas com a mão também. Lee-Hi já o conhecia o suficiente para saber que ele era legal sim! Por isso logo puxou Hye-Won.


Enquanto elas seguiam, Stella ouvia o comentário de Dong a respeito de Kim. Sentiu a espinha congelar nesse instante e o encarou meio preocupada

- O Kim ficou louco, por que? - Engoliu em seco com os olhos claros um pouco arregalados.


Quase carregava a culpa na testa, por ter omitido o que tinha acontecido. Será que a notícia se espalhou mesmo assim? Ela pareceu um pouco tensa e então retirou a mochila das costas, empurrando contra Dong.

- Foram só duas boladas, mas doeram sim! Alias, segura pra mim, por favor. - Disse ao empurrar a mochila. - Eu vou aproveitar para pegar alguma coisa para comer, se é que ainda dá tempo.


Coçou a nuca, mas só aproveitou para pegar o bendito celular antes de se afastar. Sempre aquele maldito celular, não é? Quando ela se afastou, Lee-Hi e Hye-Won chegaram.

- Ahm...Oi, pessoal. Bom dia! Acho que vocês ainda não conhecem a Wang Hye-Won. - Indicou a menina ao seu lado. - Esses são Dong Hee Kyung, Lee Ui-Jin e Bing Min-Ho.


- Muito prazer. - Hye-Won acenou, cumprimentando.


Os meninos mais novos deviam respeitá-la por ser um ano mais velha. Na verdade, agora estavam diante de quatro alunos mais velhos, embora toda aquela cerimônia fosse deixada de lado por conta do jeito de Ha-Neul. Min-Ho ajeitou os óculos redondos ao ouvir o sobrenome dela e falou.

- Então você que é a filha do diretor?

Ui-Jin e Ha-Neul arregalaram os olhos nessa mesma hora quando aquela pergunta acendeu uma das lamparinas do juízo deles. Ui-Jin ficou mais curioso e Ha-Neul levou a mão até o peito, chocado com aquela coincidência.


- Sim...Ele é o meu appa…- Sorriu um pouco sem graça.

- Deve ser interessante, não? - Sona comentou. - Você estudar no colégio onde seu pai tem o posto máximo.

- Ahm...Eu acho um pouco complicado. - Hye-Won falou. - Meu appa sabe separar bem as coisas, mas não é qualquer pessoa que confia em mim, justamente por ser filha do diretor, né?

Sona não entenderia porque ela não fazia muita questão de que confiassem nela, mas Lee-Hi meneou positivamente, concordando.

- E ainda tem o seu primo, não é? O Myung-Hee-shi.

Hye-Won respirou fundo ao ouvir aquele nome, mas forçou um sorriso.


- Ele é ainda pior do que o meu appa. - Deu uma risadinha. - Mas é...Tem isso.

- Você faz parte do Grêmio, Hye-Won-shi? - Ha-Neul perguntou, curioso.

- Ani! De jeito nenhum, já basta conviver com esse nome nas atividades normais, imagina num clube. Ani, ani…

Enquanto eles conversavam, Stella estava lá trás, pegando sua bebida e...com aquele sorrisinho idiota enquanto falava ao celular. Logo outra pessoa passaria por Dong, mas dessa vez, meio que silenciou a mesa e o refeitório. Hyun-Hee parecia carregar um holofote sobre si mesmo porque no instante em que ele pisou no refeitório, ele atraiu olhares.

O garoto se encaminhava para uma das máquinas de chocolate e não parecia disposto a causar tumultos.

[SUNNY E HYUN]

Joo-Hyuk sentia que suas mãos estavam atadas. O atual estado de Sunny não era algo que ele estivesse acostumado a lidar. Durante todo o tempo que convivia com a menina, raras foram as vezes que a vira chorar. Quiçá cair aos prantos como aquele jeito! Kim só conseguia ampará-la e apertar ao abraço.

Não se importava com a camisa que ficava encharcada - ainda que não fosse confortável - e também tinha deixado de lado, momentaneamente, o assunto que queria tratar com ela.

- Não precisa pedir desculpas… - Murmurou em retorno com a voz embargando.


Os olhos dele também ficavam marejados por conta da empatia. Era impossível não sofrer junto de Sunny naquele momento e ele também sentia como se estivesse revivendo uma parte da própria história. A diferença foi que ele não teve ninguém para ampará-lo ou consolá-lo quando viu seu mundo virando do avesso.

Era uma ferida muito dolorosa, ele bem sabia. Dificilmente cicatrizava, ainda mais quando era diariamente exposta ao algoz. Desde o início não tinha ido muito com a cara de Jung-Mi, mas agora sentia que não seria capaz de perdoá-lo pelo sofrimento que causava em Sunny. E olha que ele nem sabia nada sobre domingo! Se soubesse das promessas e das mentiras ditas, ele certamente não conseguiria se controlar da próxima vez que o visse.

Quando Chaeyoung surgiu à frente de Hyun-Hee, Kim tomou um susto de leve e tempo ocultar Sunny o máximo que pôde. Porém, era apenas uma questão de instinto - sabia que logo ela seria notada e comentada.

O abraço chegou ao fim depois que Sunny o soltou com delicadeza, mas se manteve próxima a ele. Ele ainda a segurava e tinha uma expressão que misturava raiva e tristeza.

Chaeyoung olhou para os dois, mas logo focou a atenção em Sunny. Era como receber um choque ou um banho d’água fria. Acabou de ter uma conversa tão gostosa com Hyun, mas parecia impossível ver tudo bem naquele colégio. Ver sua nova amiga chorando a abalava bastante mesmo. E Sunny parecia frágil como um passarinho ferido.

- Tudo bem… - Disse aflita. - Não precisamos falar sobre isso…

Mordeu o lábio internamente, bastante aflita, mas logo arqueou uma das sobrancelhas ao ouvir sobre a fofoca.

- Fotos? - Franziu o cenho e olhou para Hyun-Hee depois que ele se aproximou.

Diferente do que eles podiam imaginar, ela não parecia abalada ou ofendida. Só não entendia as proporções daquilo. Apesar de ter uma semana de aventuras ali, as coisas eram um pouco novas para ela ainda.

- Será que ficamos bem na foto? Não gosto de foto espontânea...Sempre saio estranha.


Kim deu um meio sorriso para aquele comentário tão despretensioso. Chaeyoung era mesmo uma figura e ele fez um cafuné no ombro de Sunny enquanto ouvia os dois.

- Você acha mesmo que eu faria isso? - Chaeyoung encarou Hyun. - Que ia mandar alguém se resolver com você se o problema é comigo? Eu acho que não devo explicações, nem nada para ela, mas se ela quiser discutir, tudo bem.

Deu de ombros, como se não fosse nada mesmo.

- Não temos nada para resolver. Só se a foto estiver ruim, aí a gente tira uma melhor, o que acha? - Fez um “V” com os dedos, próximo ao rosto, mas logo ficou séria. - Tá...Estarei no banheiro.

Disse onde estaria para receber o chocolate depois. Quando Hyun se afastou, ela olhou para Kim e Sunny.

- Você pode não querer conversar, mas eu sou ótima para lavar rostos, sabia? E acho que o Kim ainda não pode entrar lá.


- Eu acho...que vou esperar vocês do lado de fora. Deixarei meu uniforme de disfarce feminino para uma situação mais caótica. Como...Briga no banheiro, sabe? - Soltou e olhou de banda para Sunny.


[...]

A dor de Sunny era muito profunda por conta daquela decepção, mas não seria mentira dizer que o clima estava um pouco mais ameno por conta da presença de Chae e Hyun. A garota não entendeu a indireta de Kim, mas logo caminharam na direção do banheiro do primeiro andar.

Como prometido, Kim ficou no corredor com vários painéis e informações sobre os clubes. Diferente do prédio central que tinha todas as medalhas, ali no prédio do Ensino Médio, eles usavam aquela parte para expor trabalhos e fotos. Enquanto elas estivessem lá dentro, ele ficaria se distraindo ali.

As meninas se aproximaram da pia e foi com muita gentileza que Chaeyoung ficou secando as lágrimas dela e ajudando a lavar bem o rosto.

- Uma pena que não trouxe minha mochila… - Suspirou. - Seu rosto é tão lindo que nem precisa, mas eu faria algo suave para realçar sua beleza. - Formou um sorriso. - Hm...Mas posso fazer um penteado, se quiser. Quer? Eu tenho dois elásticos aqui.

E, caso Sunny quisesse, ela tiraria o próprio penteado para usar numa trança na menina. Como prometido, ela não perguntava o motivo daquele choro todo, mas tentava deixar o momento mais confortável para que a dor desse espaço para outras coisas.

[...]

O refeitório parecia normal quando Hyun-Hee colocou os pés ali. As pessoas cochichavam aqui e ali sobre o ocorrido ainda há pouco. Logo ele perceberia que envolvia o nome de seu irmão, mas o conteúdo em si era difícil de saber.

Porém, a chegada dele foi o suficiente para atrair as atenções.

Novamente estava exposto aqueles olhares, mas dessa vez sem a ajuda da joaninha. Chaeyoung tinha seguido para o banheiro com Sun-Hee. Logo, logo eles estariam juntos de novo, visto que ela tinha informado onde ficaria. Mas aquele tempo de ausência era o suficiente para que ele se sentisse...extremamente sozinho e sob os olhares julgadores daquelas pessoas.

Passaria pela mesa dos nerds, onde as amigas de Chaeyoung estavam, mas não havia muito o que se preocupar ali. Elas, obviamente, deram uma olhada nele. Tudo o que precisava fazer era seguir até as máquinas onde algumas pessoas estavam, incluindo Stella que logo se retirava.

Hyun também passaria pela “mesa das viúvas” e não era apenas EunJoo que carregava um semblante carregado para ele. As “amigas” também estavam aborrecidas, quase que decepcionadas.

Elas desviaram o olhar quase que em sincronia e chegava a ser um pouco engraçado tudo aquilo.

Contudo, quando ele chegou para escolher os chocolates, ouviria um suspiro preguiçoso de alguém que se posicionava ao seu lado. Vindo da lateral, Jong-In, apenas ele, se encontrou com Hyun e se encostou na máquina.

- Agora eu compreendo… - Não parecia irritado ou decepcionado, apenas era o Jong-In de sempre. - Era ela quem você estava esperando na festa? Por que não disse antes? Eu ao menos poderia tê-la convidado, oras…


Ou seja, ela nunca tinha sido convidada para aquela festa maldita.

- Quem sabe na próxima, não é? Agora que não é mais segredo. A menos, é claro, que ela realmente seja a nova Joonie. Vai tacar o que nela, depois? Chocolate?

[DIRETORIA]

O clima estava bastante tenso na sala da Diretoria - que, no caso, era a Srta. Yang devido à ausência do diretor Wang. Ainda à caminho de lá, MiSoo e Jung-Mi tiveram uma conversa muito séria que terminou com o gritante silêncio do herdeiro. A tenista conseguiu dizer tudo o que vinha à sua mente, sem nem ao menos mensurar o peso do que dizia e, assim como da primeira vez, o garoto apenas recebeu os golpes. Não houve tempo para uma tréplica, de modo que tudo o que MiSoo recebeu foi o olhar dele.


Não insistiu em levá-la pela mão, apenas seguiu até a Diretoria com ela, alguns passos atrás. Como foram os primeiros a chegar, ela pôde escolher seu lugar e ele se posicionou de pé, próximo a ela. Cruzou os braços e ficou mexendo no queixo, como se ponderasse o que dizer agora.

O grupo de Yewon chegou logo em seguida. Yerin trazia uma expressão tranquila - muuito tranquila - e, deixou que a amiga se sentasse, ficando próxima a ela, junto de Hyemin e Hayoung. O último grupo composto por Won, Jae-Ki, Bomi e Eun-Bi chegou para completar a cena. Eun-Bi sentou-se, entre outros motivos, porque seu pé doía.

A senhorita Yang observou as expressões daqueles jovens e achava que sua sala estava muito cheia. Não achava necessária a presença de todos eles, até pelo que o inspetor relatava. Ao dizer quem ela queria que ficasse e saísse, ouviu as reivindicações de Jae-Ki e simplesmente o encarou.

Repousou os pulsos na mesa, segurando uma caneta e esperou que ele concluísse o que ela quis dizer com “esperem lá fora”. Forçou um sorriso nada simpático e voltou a atenção para os que ficaram. Ainda estava muito cheio, mas pelo menos ouviria o suficiente. Hyemin, Jae-Ki, Bomi e Hayoung saíram e a porta foi fechada pelo inspetor. A Senhorita Yang ajeitou-se na cadeira e indicou MiSoo, para que ela começasse.

Eun-Bi franziu as sobrancelhas, olhando para a amiga e meneando negativamente. Não concordava com aquilo! MiSoo não tinha feito nada. Yewon fazia uma cara triste, segurando seu aplique. Yerin cruzava os braços com aquela expressão de sempre. Já Jung-Mi continuava como uma sombra protetora para MiSoo, apesar de tudo.

- Certo… - Yang absorvia aquela confissão que não fazia sentido. Se ela estava quieta, por que receberia a culpa?! Havia algo...esquisito no modo como MiSoo falava e talvez apenas um profissional fosse capaz de perceber. Estava para chamar pelo próximo e ouviu aquele pedido dela.

Encarou a menina por mais alguns instantes e meneou positivamente.

- Hm. Não farei ligações, mas precisarei da assinatura de um responsável. Se sua avó consta na sua matricula como referência, pode assinar.

Finalmente desviou o olhar para Jung-Mi.

- Foi isso mesmo, Park Jung-Mi?

- Ne. - Disse com a voz grave e mudando a base da perna. - Eu não estava perto o suficiente para ouvir o conteúdo dos xingamentos, mas quem começou com Soo Yewon. Ela empurrou MiSoo e…

Olhou para Eun-Bi que não parecia temer aquela verdade.

- E logo começaram uma briga mais violenta.

Yerin deu um meio sorriso incrédulo no canto dos lábios. A Senhorita Yang achou aquilo interessante.

- Tem algo a dizer Oh Yerin?

- Sim, senhorita, Yang. - Ergueu a cabeça. - Eu estava perto o suficiente para ouvir, diferente do Jung-Mi-shi e até mesmo dele… - Indicou Won, mas sem desdém. - As três disseram coisas horríveis umas para as outras, mas Choi Eun-Bi começou com as agressões mais severas. Era só uma séria de empurrões quando Choi Eun-Bi avançou e bom...olha bem o que aconteceu com a Yewon.

Mostrou o cabelo todo destruído e o uniforme amassado.

- Eu não tirei tudo isso! Ela com certeza puxou o resto! - Eun-Bi não conseguia se conter.

- Então você bateu nela?


- Bati! Bati e bati! Mas ela começou, ela me chamou de… - Fez um beicinho. - De..colle. - Murmurou. - Em alto e bom som, na verdade, todos ouviram.

Yewon aumentou o beicinho, escondendo o rosto, num teatrinho bem programado com Yerin. Yerin até fez um afago nos ombros dela. A senhorita Yang suspirou e olhou para Won.

- Por favor, Hwang Won-Bin, o senhor parece o mais neutro.

A mulher até se ajeitou e o ouviu com bastante atenção. Estava tudo bem no discurso dele até ouvir que o maior risco seria a vergonha e não as agressões fisicas. Yerin fez um “pff” e levou a mão até a boca.

- Perdão. Você está bem de vista? Olha como elas estão, claro que estavam correndo riscos.


Yang também achou estranho e Jung-Mi desviou o olhar.

- Certo. Não precisa dizer o que fazer, tem razão, eu só queria ouvir os fatos antes de procurar os vídeos do refeitório e…

Uma gritaria do lado de fora invadiu. Era a voz de Jae-Ki perguntando se alguém queria morrer, mas logo esse alguém também berrou e o instinto de Yerin apitou. Eun-Bi também pulou no mesmo lugar, virando para trás. O inspetor estava para sair, mas foi a própria Senhorita Yang quem se levantou para resolver isso. De modo brusco, ela abriu a porta e os dois lados tiveram um vislumbre um dos outros.

Hayoung e Bomi estavam separando os dois furioso que brigavam. Já do lado de dentro, as três cadeiras tinham seus respectivos suportes.

- Vocês querem entrar também?! - Yang perguntou de modo ríspido. - Mandei vocês esperarem aqui fora, não começarem uma briga! É uma advertência que querem???


Os quatro ficaram meio tensos.

- Querem saber? Inspetor Cha, leve esses quatro direto para a sala. Acabou qualquer resquício de intervalo para eles. Depois volte para buscar os outros.

- Sim, Senhorita Yang.

A porta foi fechada de novo e a mulher caminhou até seu lugar, ajeitando o terninho branco no processo. Apesar de jovem, ela tinha uma expressão bem autoritaria e a postura de um modelo. Geralmente usava saias lápis e uma blusa social ou vestido de tubinho. Naquele dia, usava um vestido azul marinho com um blazer branco e salto scarpin vermelho.

- Voltando. - Continuou. - Por que você agrediu as duas, Soo Yewon?

- Eu estava fora de mim… - Engoliu em seco, fazendo um beicinho. - Eu soube de algo que me magoou e fui tirar satisfações com Yeun MiSoo. Fiquei fora de mim, não esperava que chegássemos à esse ponto.

Fungou, secando as lágrimas.


- Você tá chorando!??! Quem tinha que tá chorando era eu, depois do pisão que você me deu! No meu pé machucado!!


- Você fez educação física e distribuiu boladas em todo mundo. Eu to vermelha, sabia!? Como eu ia saber que seu pé ainda estava doendo!? - Fazia uma cara de vítima ímpar.


Yerin quase sentia orgulho da amiga.


- Você pode parar com o teatro, Yewon. Você começou com isso.

- Comecei, mas fui a mais agredida, Senhorita Yang. Eu me arrependo do que fiz…Estou humilhada.

- Bom, do modo como vejo, não tem vítima aqui. As três erraram, ainda que em proporções diferentes. Vocês vão ganhar uma advertência para que seus responsáveis assinem. Vocês só entram na escola amanhã, se entregarem isso na portaria.

Eun-Bi e Yewon engoliram em seco.

- A punição de vocês será de cinco dias. Por cinco dias, vocês lavarão as louças e limparão o refeitório, no horário do almoço. Estarão sob o comando da Sra.Ki, a cozinheira. Se vocês tiverem clubes no primeiro tempo, terão autorização para faltar, pois estarão cumprindo castigo.

Enquanto anunciava o castigo, Eun-Bi e Yewon ficavam quase sem fôlego. A Srta. Yang pegou um bloco de folhas de advertência e foi escrevendo.

- Vocês três, testemunhas, podem voltar sozinhos para as salas. As outras senhoritas esperarão o Inspetor Cha. Aparentemente, não podem andar sozinhas. - Comentou e fez sinal da porta para Yerin, Jung-Mi e Won saírem.

À essa altura, Jae-Ki, Bomi, Hyemin e Hayoung já estavam voltando para a sala. Eles três podiam voltar sozinhos porque não tinham nenhum tipo de rusga ou briga. Durante o caminho de volta, Won-Bin sentiria a pressão de andar com os “Reis” da turma. Talvez fosse a primeira vez que ele andasse com aquelas duas criaturas. Ainda que ele não tivesse vergonha de ser um bolsista, dava para sentir a aura de poder que Yerin e Jung-Mi carregavam. Eles não se encaravam, mas dava para ver as forças se colidindo ali, porque agora pareciam em lados opostos e estavam dividindo a turma.

Na sala da diretoria, a Srta. Yang entregou a advertência para cada uma e as observou.

- Alguém precisa ir na enfermaria antes?

- Ani, estou bem… - Eun-Bi murmurou.

- Também estou. - Yewon disse, mantendo o teatro de boa moça.

Yang voltou o olhar para MiSoo. Queria dizer que as portas da sala dela estavam abertas para MiSoo, caso ela precisasse, mas achou que isso acabaria com a neutralidade que deveria manter. Talvez depois ainda conseguisse falar com a menina, num momento mais propício.

Mesmo assim, havia algo no discurso dela que...Levantou um alerta.

[...]

Sentimentos opostos passavam por Jae-Ki e Hyemin. Nervosismo de um lado, alívio do outro. Era a primeira vez que Jae-Ki ficava fora da coordenação, mas dessa vez ele queria ficar lá! Já Hyemin podia abraçar seu celular tranquila, porque não tinha feito nada de errado dessa vez!

Bomi estava próxima do garoto, ainda com uma expressão tranquila. Lidar com a Senhorita Yang foi mais fácil do que falar diretamente com o diretor. Olhou para o menino quando ouviu o questionamento dele.

- Claro, Jae-Ki-shi. Você não fez nada de errado, eu acho. - Falou de modo até que tranquilo, apesar da expressão triste.- Eu acho que a Eun-Bi vai receber um castigo, assim como MiSoo e Yewon. Geralmente mandam para algum setor, sabe? Lavar banheiro, tirar pó e polir os troféus...Essas coisas.

Só sabia pelo que viu algumas vezes. Ela nunca tinha se metido em confusões assim. Sentou-se na poltroninha, ao lado de Hyemin e Hayoung. Jae-Ki continuava de pé e logo pediu para que ela ficasse de olho enquanto ele ia ouvir. A garota arregalou um pouco os olhos, achando ousado e até mal educado. Porém, dava para entender devido aos sentimentos que Eun-Bi disse que vinha nutrindo por ele.

Olhou para Hyemin e comentou.


- Sinto muito, Min-Ah, mas a sua amiga é maluca, viu? - Bomi começou um diálogo. - Ela veio do nada brigar com a gente. E você também se machucou, não é Hayoun-Ah?

- Ne… - Hayoung resmungou, ainda coçando o olho. - Acho que preciso passar colírio, foi bem na minha lente.

- Não sei se fui eu, mas me desculpa.

- Foi a peruca da Yewon. - Resmungou.

As três se davam bem. Bomi era o tipo de menina que se dava bem com quase todo mundo por conta do jeito que tratava os outros e conversava. Além, claro, de gostarem de falar com ela porque sabiam que ela fazia parte do clube de Rádio e tinha uma veia para escrever matérias na internet. Ela era popular, mesmo que não fosse uma youtuber ou coisa assim - estava mais para bloggueirinha.

Jae-Ki ouviu o testemunho de Jung-Mi porque ele tinha uma voz empostada, mas Yerin não porque ela falava mais baixo e a porta era grossa. De repente, ele achou que seria uma boa ideia discutir com Hyemin e Hayoung.

As duas tomaram um susto quando ele falou daquele jeito. Hayoung até se agarrou ao braço de Hyemin e Bomi já se colocou de pé.


- Jae-Ki-shi! - Bomi o repreendeu. - Não fale essas coisas!

- Ne! Você não tem juizo? - Hayoung tentou falar, mas a voz tremia assim como as pernas.


Hyemin foi bastante corajosa em responder daquele jeito, mas começou a ver como ele defendia a bailarina. Hayoung também achou bem estranho e trocou alguns olhares com a princesinha. Diferente de Hyemin, Hayoung tinha um pensamento mais claro e não achou que ele fosse guarda-costas não! Pelo modo que se tratavam, pareciam mesmo se gostar.

- Mwo!? - Bomi não acreditou naquilo que Hyemin disse. - Como assim guarda-costas, Min-Ah!?

Ainda que conhecesse bem pouco o bolsista, tinha certeza de que aquilo não acabaria bem. Hayoung já foi protegendo a ídola e, então, a explosão veio. Bomi se meteu na frente enquanto Hayoung puxava Hyemin para trás. Aparentemente, as duas não tinham aprendido a não se colocarem na frente das pessoas assim.

- Calma, Jae-Ki! Calma!! - Bomi pedia, mas era como ver um filme. Também gritou com Eun-Bi, mas ela estava enfurecida demais para ouvi-la. - Você quer levar advertência também!?


Não conseguiu evitar que ele tocasse na testa de Hyemin e isso foi ainda pior. Mais gritaria e xingamentos dos dois lados. Foi impossível não se magoarem com aquelas palavras, muito menos não atrair a atenção do local. Afinal, estavam na área administrativa do colégio e ali não era permitido esse tipo de escândalo.

Antes que Jae-Ki revidasse, a porta foi aberta com bastante força e segurança, revelando uma aborrecida Srta Yang.

- Vocês querem entrar também?! - Yang perguntou de modo ríspido. - Mandei vocês esperarem aqui fora, não começarem uma briga! É uma advertência que querem???

Bomi e Hayoung ficaram tensas. Nem tinham feito nada e pagavam o pato também!

- Querem saber? Inspetor Cha, leve esses quatro direto para a sala. Acabou qualquer resquício de intervalo para eles. Depois volte para buscar os outros.

- Sim, Senhorita Yang.

O Inspetor Cha saiu da sala e a porta foi fechada de novo.

- Vamos. Vocês ouviram.

Separou as duplas e foi andando que nem um cão de guarda. Eles nem poderiam voltar para o refeitório, nem nada. Tudo bem que o intervalo estava acabando mesmo, mas era um pouco humilhante precisar de babá para seguir até a sala de aula de novo. Jae-Ki ficava mais distante de Eun-Bi; Bomi das amigas e de Won; e Hyemin de Yerin, principalmente. Bomi andava um pouco encolhida ao lado de Jae-Ki, mas logo murmurou.

- Você não devia ter dito aquelas coisas. Sei que está com raiva, mas não devia ter ameaçado. Não é assim que cuidamos das coisas aqui, Jae-Ki. - Tentou aconselhar e o encarou ainda chateada.


Já Hayoung não soltava mais o braço de Hyemin.

- Aigoo, que assustador! Você foi tão corajosa, ídola! É por isso que um dia quero ser como você. - Deitou a bochecha no ombro de Hyemin. - Será que você pode passar colírio no meu olho quando chegarmos na sala? Está ardendo um pouco mesmo…





Pessoal que tá no Refeitorio/Banheiro (Dong, Sunny e Hyun), terão mais uma rodada no intervalo.

Hyemin e Jaeki podem turnar até a sala de aula. Serão os primeiros a chegarem.

Won está à caminho da sala, pode falar com Jung e Yerin (se quiser/tiver coragem =X)

MiSoo volta com Eun-Bi depois.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Won-Bin em Qui Mar 01, 2018 12:35 am

A senhorita Yang podia não ser o general-diretor, mas ainda era alguém que sabia impor respeito. Won percebeu isso diante da forma como ela conduziu eles no momento certo de falarem.

Se sentiu aliviado quando ela disse que não faria ligações, pelo menos Misoo teria uma dor de cabeça a menos. Mesmo assim era muito ruim ver a amiga com aquela cara.

Jung-Mi era o primeiro a relatar o ocorrido. Foi breve mas defendeu Misoo e Eun-bi quanto a quem começou, tinha de dar algum crédito a ele por isso.

Yerin dava a versão da história que favorecia sua amiga, como se Eun-Bi tivesse começado a parte das agressões.

"Aish a Eun-Bi é tão parecida com o Jae-ki que eu não duvidaria se ela realmente tivesse empurrado primeiro. E ela ainda admite querendo ou não querendo..."

Deu o seu relato, conseguiu manter seu ponto de vista mais neutro. Mas criou certa estranheza quando falou dos riscos de se machucarem.

Yerin escreveu: Perdão. Você está bem de vista? Olha como elas estão, claro que estavam correndo riscos.

Manteve a expressão neutra e o tom de voz um pouco mais grave que o normal:

-Oh Yerin, desculpe, nenhuma delas tem hematomas, torções ou feridas abertas. Eu treino artes marciais desde os dez anos, sei como é uma briga de verdade. Por isso eu digo com toda certeza que tirando esses detalhes... - disse olhando para o aplique arrancado - ...elas não se machucariam pra valer. Desculpe minha franqueza novamente

Acabou falando mais do que queria, não tinha vontade de falar sobre artes marciais afinal ele nem estudava mais no dojo. Mas acabou usando o detalhe para dar mais credibilidade a sua opinião. Se fosse ter a fama de delinquente briguento com os dragões que se aproveitasse disso.

De qualquer forma ela mesma disse que ia olhar o vídeo e ver o que aconteceu com os próprios olhos.

"Pra que esse interrogatório então?"

Quando ouviu a voz de Jae-ki gritando prontamente reconheceu o jeito esquentado do amigo. Fez um facepalm quando a porta foi aberta e a senhorita Yang os mandou de volta para a sala.

"Sempre na corda bamba né Jae-ki"

Yewon falou em seguida, adotando a tática da vítima indefesa. Parecia completamente o oposto de quando estava gritando e chamando Misoo e Eun-Bi de várias coisas.

"Hmpf, se bobear ela está no clube de teatro"

Yang escreveu:- Bom, do modo como vejo, não tem vítima aqui. As três erraram, ainda que em proporções diferentes. Vocês vão ganhar uma advertência para que seus responsáveis assinem. Vocês só entram na escola amanhã, se entregarem isso na portaria.

"Ufa, não é uma suspensão...mas uma advertência não é bom também" sentiu aquilo como uma meia-vitória: podia ter sido pior mas as amigas foram punidas de qualquer forma.

E a punição ainda ganhou um plus: lavar louça e limpar o refeitório. Algo que com certeza elas não costumavam fazer nem em casa.

"Aish, levemente cruel senhorita Yang" mas manteve uma expressão neutra.

Ela liberou ele, Jung e Yerin como um pequeno grupo para a sala.

A caminhada mais gelada de todo o seu tempo em Wangjo.

Era uma cena esquisita, mas Won viu filmes demais para não ver aquela cena como algo emblemático.

De um lado estava o Rei Perfeito da sala, alguém que poderia ser visto como justo e correto pelos colegas. Não compartilhava dessa visão, mas era o que estava escrito no mapa mental.

Do outro a Rainha de Gelo, a maldade e autoridade entre as garotas da sala. Pela forma que se controlou ali na sala com a senhorita Yang ela mostrava que tinha o temperamento frio também.

E no centro o bolsista com dedos quebrados e fama de delinquente em ascensão. Era completamente diferente dele e dela.

"São como uma balança esses dois...mas será que eu conseguiria mudar isso? Aish, eu to pensando nos filmes de novo"

Colocou as mãos nos bolsos enquanto andavam, sentia a tensão no ar e sabia que uma palavra errada podia levar ele a ter o ódio e retaliação de duas figuras tão fortes.


O sensato seria ficar calado, mas Won também tinha uma cota de desafio a tomar. Mesmo que não tivesse feito conscientemente.

-Confesso que não esperava tanta agitação na Wangjo. A última vez que eu fui pra sala de um diretor foi por culpa de bolinhas de papel - disse sorrindo levemente, não se dirigindo a nenhum dos dois em específico.

Mantinha uma expressão relaxada apesar de se tremer todo por dentro.

-E eu acredito que as coisas não eram tão agitadas por aqui ano passado, certo? - afinal o caos parecia dominar aquela sala - Mas pela forma que ninguém se mexeu no refeitório, uma briga não deve ser algo inédito

Deixava o comentário no ar. "Pescava" uma resposta de um dos dois.

Se tinha de escolher um lado da balança era agora que poderia ver o ponto de vista deles, ou o ponto de vista que gostariam de mostrar.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Convidado em Qui Mar 01, 2018 2:38 am

MiSoo apertava e esfregava ansiosamente as mãos, mantendo a postura cabisbaixa e fingindo que Jung Mi nem estava ali por perto. Estava ainda tão irritada com ele que poderia voltar a discutir e dessa vez gritar com ele ao menor sinal de interação! Se ele gostava de espalhar rumores e mentiras por aí, então MiSoo talvez estivesse enganada ao achar que Jung Mi poderia ser um bom amigo. Se ele queria ser como o grupo das cobras, coberto de falsidade, então que fizesse isso longe da garota. Havia um bom e forte motivo para os dois grupos não se juntarem.

MiSoo suspirou e deixou os ombros caírem ainda mais quando ouviu que a halmoni precisaria estar na ficha como um dos responsáveis. Ela não se lembrava se estava lá…


E seguida ela fez uma careta ao ouvir Jung Mi falar. Não importava muito o que dissesse, era só que realmente não estava com vontade de lembrar que existia agora.

A próxima a falar era Yerin. MiSoo poderia até ser leviana demais por não temer a garota como os outros, mas a via só como um único ser humano com problemas de falta de expressões faciais… Talvez fosse um robô construído por uma organização do mal… Nunca se sabe. MiSoo tinha certeza que ela estava totalmente enganada. Yewon foi muito pior nas coisas que disse. E nem podia falar nada porque a diretoria não ia gostar da interrupção… Por que tinha que acontecer tudo isso nessa segunda…?

Estava de saco cheio de Yewon, de Jung Mi e de todas as pessoas que viessem lhe importunar o resto desse dia. Não era de ficar irritada assim normalmente, mas este dia estava sendo demais para ela e fazerem suas amigas questionarem sua veracidade era seu limite!

EunBi se defendia, admitindo outra vez o que tinha feito.

- EunBiiiii….. - resmungou, tentando expressar um biquinho à amiga - Chamou nós duas, dentre outras coisas. - tentou reforçar o que a amiga dizia, mesmo que a voz ainda saísse fragilizada.

MiSoo prestou um pouco mais de atenção ao que Won dizia. Ela não podia fazer muita coisa pelas duas, pelo menos dava sua versão do relato. Agora podia ver que foi até bom que o garoto tivesse se metido no meio, muito embora Yewon merecesse muito mais do que só o aplique arrancado. Não tinham se matado, como Won sugeria, mas MiSoo tinha sido arranhada e EunBi levou um pisão no pé que dias atrás estava imobilizado. Qualquer um que quisesse veria que Yewon que era a mais agressiva ali! Porém, MiSoo ficou surpresa quando ouviu Won Bin dizer que praticava artes marciais à vários anos. Então era por isso que ele parecia tão forte! MiSoo ergueu um pouco os olhos arregalados na direção dele, surpresa e com um resquício de admiração no breve olhar.

Em instantes uma gritaria começava do lado de fora. Era a voz do delinquente. Tinha que ser! Ele só sabia gritar! E EunBi ainda gostava dele… Também ouvia Hyemin gritar de volta. Estavam discutindo. MiSoo estava muito no canto da sala e não conseguia ver direito o que estava acontecendo, além disso não se interessou muito. Já estava com a cabeça cheia e pesada demais para se preocupar com a discussão na porta.

A senhorita Yang resolveu rapidamente a situação e voltaram aos relatos. MiSoo já não aguentava mais ficar. Queria só sair logo dali. O estômago estava tão embrulhado. A fome parecia ter sumido. Só conseguia pensar que PRECISAVA falar a verdade para as amigas, como se sua vida dependesse disso.

Era a vez de Yewon falar. A garota já começou com cara de choro e MiSoo bufou voltando a sentir o ódio que a garota acendera nela ao vir lhe ofender.

- Em vez de saber se o pé estava ou não machucado poderia só não ter nos abordado… - MiSoo reclamou por entre os dentes, alisando ainda mais o cabelo sobre o ombro, de maneira ansiosa - Assim não chegaríamos à ponto nenhum.


Só de ouvir Yewon se fingir de vítima, MiSoo se sentia enjoada e não era só metaforicamente. O estômago não parecia nada bem e a cabeça doía um pouquinho. Talvez só vomitar resolvesse.

Agora tinham uma advertência para trazer assinada… MiSoo se perguntava se iria conseguir ir para a escola amanhã. A garota curvou o corpo para frente, apoiando os braços nas coxas e respirando fundo. O que mais de ruim poderia acontecer um só dia? Era a primeira vez que sentia vontade de voltar para casa e se esconder embaixo do edredom pelo resto do dia, rezando para que quando acordasse nada mais disso fosse real. Pena que sua casa era tão ruim quanto.

Foi ainda pior ouvir a sentença de ter de limpar a cozinha. Não mereciam isso. Onde estava a justiça daquele lugar? Deveriam por Yewon em uma jaula como o animal raivoso que ela era. Se pudesse fazer algo com aquele rostinho dissimulado.., E ainda era por culpa dessa criatura que Jung Mi fez aquela besteira e agora MiSoo precisava consertar tudo, além de possivelmente se ferrar ainda mais em casa, ter que mostrar a verdade para as pessoas e, ainda por cima, fazer o trabalho dos funcionários da escola.

MiSoo continuava irritada. Enquanto as testemunhas se retiravam, MiSoo quase feria os lábios de morder com muita força e as mãos pela força com que cravava as unhas na própria pele.

A senhorita Yang perguntava se precisavam ir à enfermaria.

Talvez MiSoo necessitasse ir por causa do enjoo que estava sentindo,  mas apenas meneou a cabeça em negação sem encarar a mulher.

A garota ficou em silêncio, remoendo seu ódio e extremo desconforto no peito e estômago, só se levantando da cadeira quando o inspetor voltou. Ao saírem da sala, MiSoo foi logo atrás de EunBi e segurou sua mão com força. Estava determinada a fazer sua amiga lhe ouvir e precisava ser o quanto antes para que a sensação de sufoco e aperto no peito se aliviassem um pouco. Mais um pouco daquilo e definitivamente pararia na enfermaria.

- Ya, Ubiyah… - começou baixinho, com a voz falha - Isso foi tão injusto… Que ódio. E como está seu pé…? Dói muito? - acompanharia o ritmo da amiga.

Depois da pergunta a garota ergue rosto e estufou um pouco o peito, Precisava usar de toda sua determinação e falar a verdade. Era seu caso de vida ou morte! Mesmo que a ansiedade ainda estivesse fazendo horrores com o psicológico da garota.

- Preciso muito que me ouça, EunBi-yah… - respirou fundo, resgatando o pouco de coragem e energia que ainda lhe restavam depois dos eventos tão estressantes e ergueu a mão da amiga para que segurasse entre as duas em meio à caminhada atrás do inspetor e meio afastado da cobrinha - Eu não aguentaria saber que as minhas amigas perderam a confiança em mim. Por isso preciso dizer isso logo! - as sobrancelhas estavam bem retesadas e acompanhavam o olhar triste, porém determinado e sincero - Você sabe o quão sou uma péssima mentirosa. Eu não convenço ninguém! Por isso pode olhar bem nos meus olhos, pois eu vou contar a verdade! - parou a caminhada por um momento para poder olhar direto para à amiga ao falar -  O que você ouviu Jung Mi falar no refeitório… É mentira! Ele inventou isso sozinho! Ele diz que fez isso para me proteger… Mas… Foi tão egoísta! -aumentou o tom da voz, bufando com irritação - Me fez parecer uma mentirosa diante de vocês! Aishhhh… - soltou a mão de EunBi e abraçou seu braço, pousando a cabeça no ombro dela e reiniciando a caminhada - Miane por tudo isso… - precisava do apoio da amiga para aguentar o dia - Estou com taanta raiva agoraaa…

Mas começava a se sentir gradativamente melhor na medida que falava o que precisava. A determinação voltava um pouco mais, assim como seus pensamentos deixavam de ser tão nebulosos. Era um alívio poder expor seu lado, A VERDADE para sua amiga, mas precisava também avisar à BoMi e Mia. Não conseguiria ver a pobre Mia agora e nem poderia falar direito com BoMi na sala. O único jeito era mandar uma mensagem ao grupo e findar logo com o peso que sentia no peito. Agora tinha a determinação para isso e pessimismo dava lugar à lembrança de que também podia se comunicar com elas por mensagem.

A garota parou mais uma vez no meio do caminho, retirou a mochila das costas e de lá o celular. MiSoo voltou a entrelaçar o braço com o de EunBi,mas manteve o celular entre as duas mãos.

- Preciso explicar logo para a BoMi e a Mia também. Isso está me deixando muito nervosa! Não quero que achem que eu namorava escondido… É uma grande mentira, eu não esconderia nada que… Aliás! - engoliu em seco, abaixando o tom da voz, como se fosse fazer uma confidência - Tem algo que eu acho que devo contar… Para as minhas amigas. É sobre domingo… - assim poderia mostrar que não estava com esse tipo de intenção de esconder novidades inusitadas delas - Aishh!! Vou ficar com vergonha!! - cobriu o rosto  com o celular - Mas… Deixa eu escrever a mensagem! - voltou a atenção à tela enquanto continuavam o trajeto.


“Aquilo tudo foi mentira!! Jung Mi inventou tudo sozinho!
Eu juro que não sou namorada dele!
Acho que ele imaginou que ia me ajudar fazendo isso…!
Eu estou com tanta raiva!
Como ele tem coragem de me fazer parecer uma falsa na frente de vocês?
Eu já falei com a EunBi e expliquei isso para ela.
Posso explicar melhor para vocês depois.
Bomi-yah, por favor, pode trocar de lugar comigo na sala, pelo menos por hoje?
Não é muito distante,mas estou com muita raiva agora para sentar à frente de Jung Mi!!
Também podemos conversar sobre domingo depois?”

Não sabia se Mia leria logo, mas BoMi era sempre tão ligada ao celular… Provavelmente veria logo a mensagem à tempo de decidir se cederia ou não seu lugar à MiSoo.

Será que deveria falar com urgência para mais alguém? Não tinha certeza se alguém mais poderia a ver como uma falsa depois da cena no refeitório. O único outro amigo que recentemente havia se tornado próximo era Gyu Sik, só que não sabia se deveria mandar mensagens assim, talvez nem estivesse interessado… Aliás também tinha outro assunto urgente com ele!! MiSoo acabou ficando na dúvida do que fazer, ele era próximo de Jung Mi. E se ficasse do lado dele? Mas no fundo MiSoo tinha muita vontade sim de se explicar e incômodo aperto no peito e a sensação de estômago embrulhado ainda estavam ali para lhe atormentar.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Seo Hyemin em Qui Mar 01, 2018 8:28 am

Hyemin pactuou daquela opinião de que Yewon era maluca balançando a cabeça positivamente. Aquele era um fato inegável.




- Eu sei... - admitiu - - Mas é porque ela é muito apaixonada, sabe? Coitadinha, o Jung Mi é muito importante para ela   - lamentou com um biquinho. - Mas ela é exagerada, eu sei. Mianhae, não queria atrapalhar o relacionamento deles. E espero também que a Eunbi recupere o pé  

Ali estava o sujo falando do mal lavado. Porque não sabia, mas tinha feito a mesmíssima coisa mais cedo por motivos territoriais semelhantes. No entanto, agora sentia um pouco pelas meninas amigas de Misoo. Ela não tinha rusgas com aquelas meninas, exceto um ciuminho pela aparência ou atenção que elas ganhavam vez ou outra, o que tinha ocasionado aquela situação. No mais, ela até seguia as garotas nas redes sociais e acompanhava os posts de BoMi.

A boa conversa se desmontou com a discussão com Jaeki, na qual ela poderia ter simplesmente dito as mesmas palavras gentis sobre Eunbi para ele, mas como nesse caso foi atacada, respondeu na mesma moeda.

O coração da garota estava a mil, começando a pensar nas possibilidades de ser agredida mais uma vez por aquele monstro marginal. Seu rosto estava vermelho e ela se esforçava para encará-lo com raiva, apesar de piscar como um tique nervoso. Em momentos de ameaça, ela usava de seu maior poder para se defender: o status. Isso porque de verdade não tinha uma mente boa de argumentos, ainda mais quando estava assustada, e a segunda opção era chorar - algo que não podia fazer na frente de alguém agressivo como ele porque tinha aprendido com Yerin que perder uma vez era perder sempre.

Com a sorte do soar do gongo, a senhorita Yang apareceu para apartar a briga. Muito mais do que ter medo de levar advertência, ela a olhou como um cachorro que se enroscou no tricô favorito da dona: estava em apuros, porém salva. Por isso, ela curvou-se em agradecimento e soltou um suspiro de alívio.

- Obrigada, senhorita Yang - falou, muito educada.  Talvez o correto seria pedir desculpas, mas sentia-se muito mais salva do que culpada, apesar do medinho de acabar perdendo o celular por algum motivo aleatório. Dessa vez estava sendo muito cuidadosa! (Mais ou menos)

Hyemin saiu de perto de Jaeki o mais rapidamente possível, caminhando com Hayoung para a sala. Teve uma injeção de ânimo com o comentário dela. O segredo era tentar agir como Yerin, mas como dizer isso? No momento, preferiu desabafar.

- Nunca deixe um bolsista falar com você daquele jeito! - aconselhou. - Aigoo.. Você viu que menino ridículo? É por isso que não podem colocar essa gente aqui! Eles são selvagens!!!! Sabia que eram animais perigosos, mas não esperava tanto! Fui muito inocente. Você viu o que aquela monstra fez com minhas maquiagens? E…  e aquele nojento encostou em mim. Aigooo. O diretor é tão estúpido que se visse uma coisa dessas seria capaz de me dar suspensão em vez de punir aquele descontrolado.   - fez um biquinho. - Queria que meu oppa estivesse na escola… Ele devia me proteger dessas pessoas. Que inveja da Misoo e da menina do segundo ano… Tá bom que Park Hyun Hee não é o melhor dos Park, mas parece que os irmãos estão com tudo no amor, né? Vem, vamos pingar esse colírio

A garota caminhou de volta para a sala, quando finalmente colocou suas coisinhas no lugar e foi até Hayoung para pingar colírio em sua lente.

- Nossa, que horror. Deve ter doído bastante. A senhorita Yang devia ter visto isso. - fez uma careta e se aproximou com cuidado, para cuidar de sua pet. - Falando nisso, você não acha muito estranho o jeito que ele falou da… - pressionou os lábios, colocando-os para dentro e olhou para a porta.

Melhor não ficar falando do marginal. Agora estavam meio que sozinhos. Suspirou e continuou próxima a menina, conversando mais baixo.

- Ele que não fique se metendo comigo. Se meu oppa estivesse aqui, ele ia ver só. Marginalzinho. É claro que aquele outro esquisito foi logo falar com ele. Aigoo... - fez uma careta de desabafo e voltou a falar normal.   - Ah, você tem feito minhas lições de casa? Eu esqueci totalmente. Como você quer que eu te compense por isso? Ah, já sei. Próxima vez que tiver um show, você vai comigo no camarote e te levo no Meet & Greet. Que tal? Ah, parece uma ótima ideia - ela mesma deu a ideia e concluiu que seria uma boa.

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Re: Capítulo 3

Mensagem por Park Hyun Hee em Qui Mar 01, 2018 10:00 am

Hyun acabou rindo do espírito esportivo levado por Chaeyoung nas fotos. Saia estranha? Nada. Ela ficava linda naquele perfil de rede social que ele olhou inteirinho. Riu só de imaginá-la horas no espelho fazendo 500 poses até escolher uma foto “boa”. Será que ela era boba assim?

Respeitou sua opinião sobre Eunjoo e gostou da forma como ela não jogava as responsabilidades em cima dele. Não a deixaria desamparada se a visse sofrendo na mão das garotas, mas ela não estava alarmada e desesperada, o que o deixaria muito desconfortável.

- Quando você quiser, tiramos uma muito melhor. - piscou com um sorrisinho cretino.  Então se despediu e a deixou lidar com a amiga chorosa. Não era problema dele.

Ao entrar no refeitório, ele ignorou completamente aquelas pessoas, ou parecia ignorar, pelo menos. Por dentro, sentia as agulhas entrando no seu corpo com os julgamentos invisíveis e um sentimento desconfortável de ser vigiado acelerou o coração, fazendo-o voltar ao estágio de mau humor característico. Queria bater em todos eles.  Os (não) olhares das amigas de Eunjoo eram até engraçados, mas ele sabia que aquele comportamento infantil seria traduzido em algo agressivo.

Queria morar no terraço. Foi só aparecer ali que tudo voltou de uma vez. Ouviu até o nome do irmão! Será que já tinham ficado sabendo da briga? Mas não mencionavam nada sobre ele… Não entendia, mas só o fato de tê-lo em evidência já o incomodava muito. O irmão tinha dito duras palavras e ele preferia esquecê-lo um pouco. Também se arrependia do que tinha dito, agora que estava mais calmo.

Depois de todo aquele estresse emocional, foi capaz de concluir a tarefa de pegar o chocolate de Chaeyoung, mas assim que o fez a voz de Jong-In perfurou o sistema nervoso de Hyun Hee de uma tal maneira que seus dentes trincaram.

Não. Não era possível!

Depois de finalmente conseguir um momento de paz e sentir-se normal pela primeira vez em meses, aquele desgraçado aparecia como um pesadelo vivo para estragar tudo isso. Ok. Não era só ele. Mas era ele. Já estava fazendo um SENHOR trabalho de concentração não socando aquela máquina. Ouviu o barulho da máquina de chocolate, observando o pacote cair na analogia da raiva que batia nele agora.

Reconhecia que o “amigo” não estava fazendo nada demais, apenas sendo ele mesmo, mas ouvi-lo falar sobre Chaeyoung o deixou muito bravo. Se qualquer pessoa pudesse ler suas emoções agora, acharia aquele sentimento possessivo e absurdo, mas era incontrolável. Hyun Hee não regulava nem seus sentimentos corriqueiros muito bem, quem diria um novo como aquela atração esquisita somada de posse que sentia em relação à filha do banqueiro.

Pegou o chocolate e virou para o colega, olhando-o não da maneira relaxada e “troll” que estava acostumado, mas mortalmente sério. Ele ouviu cada frase sem interrompê-lo. A festa… Ah, sim, a festa. A menção ao fato o fez lembrar do ódio vingativo que estava sentindo por aquele puto desgraçado ter tentado drogá-lo e deixá-lo com dores nas costelas para fazer papel de palhaço para a babá e depois na escola. Que grande amigo.

O estopim se deu quando ele insinuou que ele faria mal a Chaeyoung. Aquilo o ofendeu tremendamente, porque uma parte dele sabia que isso era possível e agora o contava sobre isso. Hyun Hee era um grande risco para si mesmo e os outros e ele jamais gostaria de machucar a garota, mas ele já tinha gritado com ela e sabia que era capaz de fazer pior. Essa constatação o feriu e despertou um medo que, até então, estava mais tímido porque não tinham contato direto. No entanto, e se ficassem próximos de verdade? A forma como ela falou dele, tão tranquila, sem rejeitá-lo…   Talvez pudessem ficar próximos. Queria ficar…

Engoliu em seco, sem aguentar mais provocações e deu passos para frente até praticamente encostar no amigo. Se tivessem fãs como idols, poderiam receber gritinhos de fanservice.

- Eu vou dizer só uma vez e devagar que é para você entender muito bem - falou baixo com a voz grave e firme. - Park Chaeyoung não é como a Moon Eunjoo…. - porque ele aceitava algumas brincadeiras sobre a ex-namorada quando estavam juntos. Especialmente quando estavam brigados e nem era muito enfático para defendê-la. -  Ela é minha e eu vou te matar se você brincar com isso. - afastou-se lentamente, olhando nos olhos.   -  Sem “festas” para ela. Você entendeu. - afirmou.


Cortando completamente o clima, como se ainda fossem velhos amigos, ele sorriu.

- As surpresinhas nas suas festas ficaram mais elaboradas. Eu gostei. Foi uma boa roleta russa. Mas já vi melhores. Você chega lá  - piscou, mostrando-se ciente do fato, mas ainda assim “superior”, como se não fosse nada aquela droguinha misturada na bebida em comparação com o que tinha visto nos EUA.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Kim Sun-Hee em Qui Mar 01, 2018 11:14 am

A interrupção criada pelas presenças de Chae e Hyun até que não foi ruim. Só um pouquinho constrangedora, mais por conta de Hyun do que a amiga, claro. Afinal, ninguém gostava de ser visto num momento de tamanha fragilidade. De toda a forma, os dois meio que impediram o prolongamento da cena... Sunny já tinha envolvido Kim o suficiente nos seus problemas e afetou o amigo com as atitudes descontroladas. Entretanto... Ela não imaginava o quão fundo o atingiu com o próprio sofrimento. Sem notar, cutucou feridas antigas, mas que se mostravam imensamente presentes agora, assim como fizera no sábado. Quando se afastou do abraço acolhedor, sentiu um enorme vazio e de relance, percebeu as lentes embaçadas dos óculos grossos de Joo-Hyuk. Aquilo lhe apertou o coração, machucando-a mais.  

De fato, não queria falar sobre o que ocorreu e torcia para que Chae não ficasse chateada por uma suposta falta de confiança.

Não era isso!

Só que...

Tinha muita dificuldade em se abrir e expor os machucados. Como aconteceu minutos atrás, admitir que gostava de Jun-Mi só tornou a dor mais sólida e real. Uma dor que precisaria ser domesticada, já que não havia como fugir.

Apenas acenou com o queixo quando ela concordou e então, falou a respeito das fotos. Eles não estavam cientes e nesse momento, Hyun se aproximou, soltando o comentário debochado. Sunny o encarou por um curto instante. Não é que guardasse rancor ou raiva dele, mas estava longe de carregar qualquer simpatia. No entanto, duvidava que Chae fosse permanecer ao lado de alguém completamente ruim. E a reação afrontosa da menina provocou um sorriso na carinha magoada da bolsista... – Chae... – tentou impor um tom de censura, mas falhou, rindo de leve enquanto balançava a cabeça. Nisso, Hyun tratava de alertá-la sobre possíveis retaliações, todavia, Chaeyoung não era o tipo de garota que se escondia atrás de um escudo. O acréscimo de Hyun-Hee acerca de uma foto muito melhor fez com que Sunny o olhasse, surpresa, devido a um atrevimento subtendido... porque o Park mais velho tinha uma aura diferente dos demais.

Uma aura que aumentava sua preocupação em relação à Chae.

Respirou profundamente assim que ele saiu.

A fala da amiga causou outro sorriso, mais discreto. Sunny concordou, meio cabisbaixa e logo riu diante da brincadeira de Kim, dando um tapinha suave na mão que ele usava para afagar o ombro dela. E... percebeu a indireta desenhada na última frase, encarando-o também. Os olhinhos marejados arregalaram-se no momento que a ficha caiu...

- Ah... Bem...

Estava explicado o motivo da expressão séria do amigo lá no refeitório!

Como a informação vazou, e tão rápido?!?!?!

- O que acontece no banheiro, fica no banheiro. Estas são as regras, não é, Chae? Os meninos não entenderiam... – mas a tentativa de encerrar o assunto antes mesmo de começá-lo seria em vão. Uma hora ou outra, Kim a abordaria.

Os três seguiram até o banheiro, e Sunny caminhou entre Kim e Chae, calada. Dentro do toalete, Chaeyoung segurou o cabelo de Sun-Hee enquanto a passarinha tratava de lavar o rosto e deixá-lo minimamente decente e sem traços do berreiro anterior. A careta surgiu de modo involuntário após secar a face. O nariz continuava vermelhinho e os olhos ardiam bastante, vestígios do estrago. Novas lágrimas ameaçaram escapar e, cheia de paciência, Chae ajudava a ampará-las. Sunny sorriu graças ao elogio... - Vou anotar na lista. Além de uma linda maquiagem, você me deve mechas coloridas.

Aceitou a oferta do penteado e virou de costas, encarando Chaeyoung pelo espelho quando ela começou a mexer nos fios longos. Mas logo cerrou as pálpebras para aproveitar a sensação... Era tão boa... Sunny, que já sentia-se cansada, quase cochilou em pé...

- Chae...

Falava baixinho, apesar de estarem sozinhas.

- Eu sei que você consegue se defender... Mas, por favor, toma cuidado, tá? Essas meninas são muito malvadas, ainda mais quando diretamente “atacadas”. Promete? Promete que vai se cuidar...? E óbvio que não está sozinha... Se a ex do Hyun-Hee te machucar, ela vai ver uma coisa...

Resmungou de um jeito fofo.

- Você e o Hyun-Hee estão namorando? Não precisa responder se não quiser... Eu vou entender...

Mas...

- Mas... Parece que sim... – Sunny abriu um dos olhos, ainda a fitando pelo reflexo do espelho – E aí?


Não soava justo cobrar respostas, porém ao menos a curiosidade afastava – momentaneamente – o choro e a feição desolada.


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Re: Capítulo 3

Mensagem por Jae-ki em Qui Mar 01, 2018 3:25 pm

Jae-ki ouviu Bo-mi e sobre como Eun-bi poderia ter ser castigada, isso realmente o revoltava. Se pudesse faria o castigo por ela, não ligaria de limpar o banheiro para ela não se machucar mais, não era algo que não estava acostumado e fazer por alguém que gostava, não era nenhum sacrifício. Só não podia levar advertência, esse era seu limite, algo que odiava era ter limites, mas pela sua Soo-ji teria que aguentar.

- Mas ela machucou o pé, como ela vai fazer essas coisas?

Enquanto ouvia atrás da porta, o conceito que tinha sobre Jung-mi só aumentava, tudo bem que não significava que poderiam ser amigos, mas ao ouvir o relato dele defendendo MiSoo e suas amigas, Jae cada vez achava ele mais de boas. Não era um esnobe como Taemin, isso tava na cara. Só estava com problemas para ouvir o resto, ter que tentar escutar atrás da porta e não estar lá para dar o seu relato o fazia muito mal, por isso na ânsia de querer resolver as coisas, acabou ameaçando Hayoung e Hye-min.

Mas Jae-ki saiu mesmo do sério quando escutou as palavras sobre Eun-bi o pagar, ditas por Hye-min, e por isso acabou sendo bastante grosseiro com ela, Bo-mi tentou impedir, mas ele não escutava bem quando estava com raiva. Quando a patricinha o respondeu, arregalou os olhos como um animal enfurecido ao escutar essa menininha irritante. Lhe deva mais raiva a audácia dela do que as palavras de desprezo, essas não era tão novidades assim, podia esperar que pensassem o pior dele. Mas ainda assim o enchiam de raiva, como ela tinha coragem?! Tá que a parte de cortar a unha era inédita. Estava prestes a devolver na mesma moeda todas as ofensas que ela tinha lhe feito, mas quando abriu a boca para despejá-las, se assustou com a porta se abrindo e a senhorita Yang os ameaçando de dar uma advertência. Jae não tinha pensado nisso antes de ter agido e ficou quieto diante dessa declaração. Não podia ser expulso, por isso tinha que infelizmente obedecer.  

Quando foi dito que deveria ir para sala, Jae-ki ficou revoltado. Agora nem poderia ficar para ver como Eun-bi e Won estavam. Tinha que engolir as palavras que teria respondido a Hye-min, e Jae odiava profundamente não poder responder, não poder se defender, era terrível se sentir de mãos amarradas. Mais uma vez um deles tinha vencido, era mais um tipo Taemin. Seu coração batia acelerado de raiva enquanto seguiam o inspetor. Se antes estava revoltado por não poder defender a bailarina, agora estava mais porque nem ali poderia ficar. Sobre Won não se preocupava muito, pois sabia que o amigo sabia se virar bem. Infelizmente seu método de ameaçar não tinha dado certo com aquelas garotas, tudo por causa daquela criatura, seria preciso mais que isso para lidar com uma riquinha mimada filhinha do papai. Mas o pai dela não poderia a defender de tudo. A única parte boa é que tinha ouvido a verdade do que aquela patricinha pensava, já sabia que tipo ela era e já atribuía isso a todo o grupinho delas.

Estava caminhando em silêncio tentado digerir toda essa raiva e o sentimento de não poder fazer nada quando Bo-mi murmurou algumas palavras. Jae virou o rosto na direção da garota e percebeu que ela parecia chateada. Mas era muito difícil mudar suas convicções, logo a respondeu na defensiva:

- E como que fazem aqui? Fingem que não aconteceu? Deixam acontecer de novo? 

Jae-ki respirou fundo, Bo-mi não tinha tido culpa então não podia discutir com ela. Mas estava se sentindo tão aborrecido, tudo que queria era estar lá para proteger Eun-bi, queria poder fazer alguma coisa, tinha prometido que ficaria do lado dela e agora havia sido obrigado a não estar. Detestava não cumprir promessas, mas ainda sentia que poderia fazer alguma coisa, só teria que esperar, e odiava esperar.


- Bo-mi... Pedir por favor não vai fazer elas pararem. Eu não consigo só olhar, eu precisava fazer alguma coisa, entende? - Explicou sincero com uma voz calma e baixa, mas cansado - Não posso deixar acontecer de novo, não suporto ver Eun-bi machucada e não poder fazer nada. E você viu como aquelas garotas pensam, pedir por favor não vai convencer ninguém aqui. Tá que não resolveu o que eu fiz... Foi mal por ter te envolvido nisso. Não queria te ferrar.

Se não achasse que Bo-mi era legal, não teria falado desse jeito mais brando, ainda bem que não era MiSoo ali do seu lado. A voz de Jae-ki estava cansada, não por esforço físico, mas porque era desgastante para ele ter que se conter, não poder ter respondido ou feito algo. Tudo bem que as ameaças não deram certo, mas Jae já poderia concluir o porquê disso, Hye-min se sentia invencível por causa do seu dinheiro. " Isso ainda não acabou Hye-min, se ameaçar não deu certo, vai ser outra coisa, uma coisa que seu appa não vai tá pra te defender." Jae não contou para Bo-mi que não tinha desistido da briga, mas se arrependia de ter envolvido Bo-mi nessa, porque ela era legal, mas não se arrependia de ter ameaçado aquelas garotas.

Infelizmente notava agora que podia ter sido mais paciente, poderia ter feito isso longe da porta da diretoria e longe da Bo-mi. Era até idiota que tenha perdido o controle logo ali! Agora pagava por esse erro. Enquanto continuava a caminhar, Jae-ki lançou mais um olhar a Bo-mi tentando imaginar o que ela pensava sobre ele conversar com Eun-bi. Não parecia ser contra como a MiSoo, mas também não dava para saber até que ponto ela não era contra ou o que ela pensava de gente como ele. Depois dela ter o visto perder o controle, sentiu que necessitava falar algo para ela:

- Olha, eu sei deve tá preocupada com sua amiga, não sei o que você acha de me ver falando com ela, mas antes que pense algo, não vou fazer mal a Eun-bi, é ao contrário, quero proteger ela. Só que eu não vou parar de falar com ela, só Eun-bi pode decidir isso.

Em seguida Jae-ki vai pegar o celular e mandar uma mensagem para Kang no grupo dos dragões:

"Tive que voltar para sala, levei bronca ㅇㅁㅇ, Won e as garotas ainda estão na diretoria. Não me deixaram falar cara, vem para cá. Trás alguma coisa para mim se não forem te expulsar por isso, não sei como funciona aqui. Aishh, eu tô explodindo de raiva. Mas me livrei de advertência, por pouco."

Se ninguém o impedir, Jae-ki vai até o seu lugar na sala, colocará a mochila na cadeira, vai se sentar e afundar a cabeça nos braços em cima da mesa. Isso com o celular na mão esperando alguma resposta de Kang. Não queria olhar para Hye e Hayoung agora, tinha que se controlar para não dar suas respostas para elas. Lembrava agora que tinha que tentar usar cérebro a seu favor e ser paciente pelo momento certo.  
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Re: Capítulo 3

Mensagem por The Crown RPG em Sex Mar 02, 2018 3:19 pm

[SUNNY]

Chaeyoung deu uma risadinha para o comentário de Hyun. Tinha entendido que muito melhor nada mais era do que...uma foto melhor. Não era como se tivesse imaginado alguma pose ou coisa do tipo, apenas achou graça do modo que ele falou. E, sem querer, isso abria espaço para mais pensamentos e falsas certezas.

Em relação ao banheiro, ela concordou com Sunny.

- Claro. Se fosse para contar o que aconteceu no banheiro, não haveria banheiro feminino e masculino. Não seja indiscreto, Kim! - Ainda deu um tapinha no ombro dele.


- Hunf...Eu sou muito discreto. Até demais! - Ajeitou os óculos, o blazer e caminhou ao lado das duas até o banheiro.

Lançou um último olhar cuidadoso e protetor para Sunny, mas logo deu as costas e observou os clubes. Parou diante das fotos de um evento no Jockey Club que ocorreu no ano passado. Havia fotos dos pratos, dos prêmios e dos alunos dos três prédios envolvidos. O garoto parou diante da foto da pessoa que representava o Predio do Ensino Fundamental - a capitã. Hyemin. Ela mostrava a entrada agridoce que tinham servido e foi o prato mais elogiado do evento.


Havia até as notícias que saíram acerca do evento.

Kim olhou para aquela imagem fazendo um palmo de bico e desviando o olhar. Revirou os olhos, bufando, mas logo a encarou de novo. Aquele sorriso tão...ingênuo e irritante. Era mesmo uma pessoa perigosa, falsa. Atrás daquela imagem gentil se escondia uma pessoa cruel.

Levou as mãos até os bolsos e mudou o foco, voltando a andar pelo corredor sem imaginar o que acontecia no banheiro.

Sunny e Chae tinham um pouco de privacidade. Como prometido, a unnie não fez nenhuma pergunta desconfortável e apenas a ajudou a se recuperar mesmo. Logo comentou do rosto lindo que Sunny tinha e que queria fazer uma maquiagem, um dia.


- Mechas coloriiidas...Eu adoro maquiagem para cabelo. - Olhou para o reflexo dela. - Aqui na Coréia temos muito, mas quando fui para os Estados Unidos, voltei cheia de coisas também. adoro perucas e maquiagem de cabelo. É tão divertido testar caras novas. Minhas perucas favoritas são a laranja e a rosé.

Fez um “aegyo”, levando as mãos até as bochechas e sorriu.


- Mas você parece que nunca nem cortou o cabelo em outro tamanho, deve ter ciúmes dele, né? - Olhou para ela. - Eu te juro que maquiagem para cabelo sai! E não estraga, ta? Um dia você vai lá em casa e brincamos de maquiagem e fotos.

Piscou para ela e começou a fazer um penteado. Tinha soltado os elásticos do próprio cabelo e fazia um penteado semelhante, mas fazendo uma trança antes de prende-lo. Focou a atenção nele até ouvir o chamado dela e encará-la de novo. O sorriso voltou aos lábios de Chae e ela meneou positivamente, concordando.

- Claro. Eu sempre me cuido e realmente não estou preocupada com esse pessoal. Se ela tentar me machucar, eu mordo de novo. - Disse brincando. - Mas sei lá, eu não quero brigar, vou ficar na minha, mas também não vou ficar quieta se me provocarem.


Franziu as sobrancelhas e terminou o penteado na amiga.

Olhou para ela de novo e achou graça no jeito que ela fingia não querer saber, mas insistia na pergunta. Sorriu e meneou negativamente.

- Não sei do que está falando. Não somos namorados. - Foi bastante honesta. - Mas talvez, agora, sejamos amigos.

Passou a mão no cabelo dela.

- O que achou do penteado?

[HYUN-HEE]

Hyun-Hee era capaz de causar medo na maioria das pessoas. Antes as pessoas o respeitavam pela aura majestosa e de liderança que ele tinha - isso fazia os corredores se abrirem para ele, com pessoas saindo da frente e ainda abaixando a cabeça. Agora, as pessoas evitavam porque não sabiam o que esperar e também evitavam contato visual por terem aquele olhar.

Contudo, uma pessoa que nunca teve receio dele era Jong-In. Chaeyoung era a nova, mas os dois tinham um modo bem distinto de lidar com ele.

Os olhos de Jong-In carregavam aquele deboche despretensioso de sempre. E talvez ele tivesse esse comportamento com Hyun justamente porque o amigo sabia do que ele era capaz de fazer sem nenhum remorso.


A aproximação de Hyun-Hee foi recebida e Jong-In apenas piscou lentamente antes de encará-lo. Os dois tinham a mesma altura - mas o porte físico de Hyun e a expressão parecia fazê-lo maior do que o outro que tinha uma cara inocente ainda. O amigo tombou um pouco a cabeça e mantinha as mãos nos bolsos da calça. Olhava fixamente para Hyun-Hee...os olhos escuros - não como a ônix de Yerin, mas num castanho quase preto - pareciam rir de Hyun.

Porque cada palavra dita era um passo mais próximo do que Jong-In veio colher.

Tinha simplesmente jogado um verde para ver se a informação batia, mas saiu com algo muito, muito mais importante.

- Araso… - Respondeu de modo amplo.

Não disse nada demais, mas o olhar dele dizia muito. E Hyun sabia que, apesar de ter prometido que não faria nada, ele faria sim alguma coisa. Jong-In estava interessado demais na filha do banqueiro para desistir assim, mas óbvio que não provocaria o maluco. Ao mesmo tempo, o primogênito Park não podia perder o juízo agora, porque Jong-In nem tinha feito nada de fato para merecer socos, ameaças ou afins.

Era um jogo mental muito difícil de lidar.

Por fim, ambos sorriram como amigos de longa data que eram.


- Que surpresinhas? - Fez uma cara de dúvida. - Roleta Russa? Não sei do que está falando. - Parecia honesto. - Mas chegou um momento da noite que não te vi mais. Fiquei preocupado, mas também pensei que você estivesse com alguém. E, bom, não quis interromper. Eu também logo me ocupei. Uma inglesa, veja só...Estou internacional.

Ajeitou o blazer.

- Bom, de todo modo, separo o seu convite para a próxima também. Prometo que não contarei nada para ela.

Jurou com as mãos e piscou antes de se afastar do amigo.

Caso Hyun-Hee saísse do refeitório e seguisse até o banheiro, encontraria com Kim no corredor. O garoto de óculos estava parado diante das fotos do clube de tênis agora, lendo as notícias que tinham saído nas colunas sociais sobre os vencedores. Ele pareceu rir de alguma coisa, mas logo olhou para as fotos de novo.

[JAE-KI]

Bomi não soube o que dizer quando ouviu aquelas incômodas perguntas de Jae-Ki. Os lábios dela se abriram e fecharam enquanto as sobrancelhas ficaram um pouco franzidas.


- Você tem razão. Somos todos culpados pelo que acontece aqui. - Admitiu. - As pessoas são egoístas, Jae-Ki. E todos nós temos medo da hierarquia. Em termos em práticos, você e até mesmo eu não deveríamos estar aqui, sabia?


Olhou para o menino.

- Esse é um colégio feito para herdeiros de chaebol, não para herdeiros de prestígio ou bolsistas. Estudar aqui é exaustivo, se você não anda na linha, se você não é querido por eles, eles vão pisar em você e te sufocar!

No fim, o desabafo também foi dela e havia coisas ali que indicavam o porquê dela ser tão legal com todo mundo. No fim, era uma forma de se proteger também. Se você fosse aceito e gentil, não sofreria na pele.

- Você ficaria tão incomodado com isso, se quem tivesse sofrido a agressão fosse alguém que você não conhece? - Perguntou. - Nós só nos incomodamos quando é com quem gostamos ou temos afinidade.

Via como Jae-Ki se esforçava para não explodir com ela e dava crédito ao menino. Suspirou, deixando os ombros caírem um pouco e mexeu os lábios, medindo as palavras.

- Pedir por favor nunca adiantou. Implorar por algo só faz você parecer mais fraco. Porém, bater de frente também não. Nós dançamos a música deles até ter como se proteger e reverter qualquer ameaça que façam. Oh Yerin não é filha de chaebol, é uma ranking 2, mas até ranking 1 obedece. Por que será?


Não era como se Yerin fosse um modelo a ser seguido, mas ela tinha passado por uma barreira que pouquíssimos conseguiam. Bomi tinha passado, de certo modo também, de um jeito diferente. Também tinha sido um grande desafio até porque…


- Não sei se você sabe, mas o meu avô foi preso há dois anos. No início, eu fiquei desesperada porque pensei que fosse acabar com minha família. Fica a marca, não é? Mas sabe quem prendeu? Meu próprio pai...Porque ele limpou o nome da família, assim. Isso não foi o suficiente para conter algumas gracinhas. Meu irmão e eu tivemos alguns problemas, mas nós nunca imploramos nem batemos de frente. Nós continuamos seguindo em frente e prosperando, dentro do colégio. Entende o que quero dizer? Eu nem sei porque estou te dando esses conselhos.

Os olhos foram dos pés à cabeça dele e ela cruzou os braços de novo.

- No fim, você com certeza vai fazer que nem a Eun-Bi e não vai me ouvir. E talvez seja por isso mesmo que eu estou tentando ajudar. Quando os pais dela se separaram há três anos, ela também ouviu muita coisa. Ela puxou muitos cabelos naquela época, mas ela deu sorte…Você não vai gostar de ouvir isso, mas...o Taemin não era tão insuportável quanto é hoje em dia. E ele comprou muita briga por conta dela. Ele era nosso amigo.
De repente, ela percebeu que estava falando demais. Coisas que também não diziam respeito à ela.


- Eu sei que você quer protegê-la, já deu para perceber que vocês se gostam. E...ahm...ela contou o que aconteceu no sábado. Foi legal o que você fez. E também acho que ela corresponde. Só não acho que você tenha que mostrar todas suas armas assim. Existem outras formas de lutar, sem ser num confronto violento e sangrento. - Exagerou, mas ele talvez entendesse.

Quando chegassem na sala, cada um iria para um lado. Bomi não sabia onde sentar. Estava um pouco aborrecida com MiSoo e preferia ficar com seu irmão gêmeo, por isso, escolheu meio que aleatoriamente num primeiro momento e pegou o caderno para escrever enquanto esperava.

Kang leu a mensagem e logo começou a responder.

“Eu já to subindo. Vou levar uma maçã porque dá pra esconder melhor. O hyung estranho comeu todas as suas frutas…Parece que ele é um poço sem fundo também. E o Won? Tá aí também? Ainda bem que fugiu da advertência, agora respira fundo i_i”


Enquanto isso, Jae-Ki teria que aguentar Hyemin e Hayoung aos cochichos impossíveis de serem ouvidos e Bomi com fones, escrevendo num caderno.

[HYEMIN]

Hayoung absorveu aquela informação, levando a mão até o queixo. “Nunca deixe um bolsista falar desse jeito com você”. Será que poderia incluir mestiços também? A única vez que tinha ficado irritada com alguém falando daquele jeito com ela foi quando a tal Stella a chamou de mentirosa na frente dos amigos do primo e do próprio. Fez um bico invocado ao se lembrar da cena.

- Você tem toda razão. Que nem aquela outra, né? - E Hyemin citava o caso. - Ééé...Eu não gostei do episódio da ovada, sabe? Achei um pouco cruel com as meninas e fiquei muito sem jeito. Mas eles precisam aprender sim, Min-Ah. Eles são muito abusados. O pior é que essa menina aí anda com o meu primo agora, você acredita?


Respirou fundo, meneando negativamente.

- Francamente, não entendo porque o Hee-Kyungie anda com essa gente. Ele é muito bonzinho ou muito tapado, não sei. Estão só se aproveitando dele e ele nem perceber.

Oi?

Hayoung era a última pessoa a poder falar isso, porém, ela era o pior tipo de cego também. Só por poder andar ao lado de Hyemin, ela já sentia uma grande honra. Sua carência era tanta que o mínimo de atenção que a ídola dava já parecia ser uma dádiva dos céus.

- É, né? Curioso os dois assumirem namoros no mesmo dia. - A garota comentou. - Mas a MiSoo não parecia muito feliz. Tudo bem que ela brigou, mas será que ela queria manter o segredo? E a menina do 2ºano? Eu não reconheci, você sabe quem é?

Continuava a conversa até chegarem na sala. Logo Hayoung sentou-se em seu lugar de sempre e agradeceu a ajuda de Hyemin. Deu uma “choradinha” por conta do colírio, mas sentia um alívio imenso. Sua lente não estava arranhada, mas agora voltou ao lugar com facilidade por conta da lubrificação.

- Está tudo bem. Foi a Yewon que me machucou, isso podia contar contra ela também.

Amigas se protegem, né?

Logo se aproximou um pouco mais para ouvir as perguntas. Fez uma carinha pensativa.


- Achei. E quer saber? Eu acho que tem coisa aí. - Disse com convicção. - É só lembrar do primeiro dia de aula, do lago. Ouvi que ele se jogou no lago para tirá-la de lá. E o Taemin-shi parece bem bravo com eles dois. Eu acho que ela está dando uma de rebelde e gostando do bad boy. Que mau gosto.

Fez uma careta, meneando negativamente.

- Estou sim, Min-Ah. As da semana estão na minha mochila, tinha mesmo que te entregar para amanhã.- E um sorriso surgiu nos lábios dela no mesmo instante em que bateu palmas. - Verdade?? Vamos ver a Selena?? Aiiin você é a melhor amiga do mundo!!! Obrigada, quero ver a Selenaaa


Ficou tão feliz com aquela possibilidade que a abraçou sem pensar duas vezes.

- Ah! E a Nana, Min-Ah? Ela está sumida. Você sabe dela?

Quando Hyemin olhasse o celular, veria uma mensagem da amiga.

“Bom dia, Flor.
Está tudo bem no colégio?
Já estou sabendo de algumas novidades. Esses alunos, hein? kkkk
Estou em casa. Obrigada pela hospitalidade, viu?
Ah, se puder, tente tranquilizar o Beom-Su-shi. Ele me mandou mensagens preocupado, mas eu não visualizei ainda. Fala pra ele que tô bem, por favor.
Beijos”


[WON-BIN]

- Novamente, Hwang Won Bin, creio que você não está com a vista boa. Acaso não está enxergando o estado delas? - Yerin cravou os olhos no garoto. Para um menino tímido, aquilo tinha certo impacto, porque ainda que ela fosse “pequena”, ela crescia muito. - E ainda que sua experiência como artista marcial possa ser levada em conta, não significa que não houve agressão. Até porque, isso aqui é uma escola, não um dojo.

- Nem uma feira! - Eun-Bi respondeu, virando a cabeça para trás. - Para ficar tacando ovo, peixe e tomate nos outros!

- Realmente, mas eu já respondi pela minha dívida. - Yerin nem ao menos se abalou ou parecia ofendida por trazerem aquela história.

Jung-Mi a encarava atentamente. Não podia dizer que estava surpreso com o desempenho dela, mas, de fato, Yerin era uma criatura ímpar. A Senhorita Yang impediu que novas interrupções fossem feitas e quis ouvir as envolvidas. Nesse momento, Won, Yerin e Jung-Mi seriam deixados um pouco de lado enquanto elas falavam. Os três apenas ouviam até que foram dispensados. Diferente dos outros criadores de caso, eles não precisaram do acompanhamento do Inspetor, nem de ninguém.

E isso, talvez, tenha sido ainda pior para Won-Bin.

O jovem bolsista andava no meio fio entre duas medidas de uma balança. De um lado havia Jung-Mi, alto, de porte imponente e expressão séria. Um dos herdeiros mais influentes e aquele considerado “Rei” da turma do primeiro ano. Até onde Won sabia, ele tinha defendido o grupo de MiSoo e também esteve presente em outros episodios, como, por exemplo, o lago. E, naquela vez, ele também tinha ficado à favor do grupo, repreendendo Taemin.

Já do outro lado, havia aquela garota tão temida. Yerin não era uma ranking 1, mas sua influência e seu “regime de medo”, tinha criado um grupo poderoso que comandava o primeiro ano escolhendo quem seria vítima e quem seria poupado - raros aliados. Won sabia que era a garota recebeu punição pelas ovadas. Assim como Jung-Mi, ela era linda para os padrões femininos. Talvez séria demais - não era possível ver nela o sorriso fácil e bonito que existia em Bomi. Mas ela parecia ter sido desenhada, tamanha sua beleza. Uma pena ser tão perigosa.

Nenhum dos dois olhava para Won, mantendo a expressão fixa no horizonte. Quando o garoto decidiu falar, Jung-Mi o olhou de banda, avaliando o peso de suas palavras. Yerin nem se importou com isso, mantendo o bico nos lábios.
Jung-Mi continuou olhando para Won e achou que devia responder aos comentários dele.

- As coisas sempre foram um pouco agitadas, sim. - Disse num tom sério. - Mas agora as pessoas decidem falar ao invés de apenas permitir que certas coisas aconteçam.

Olhou de banda para Yerin.

- Algumas atitudes não serão mais toleradas.

- E alguns reis destronados.


- Rainhas também.


- Nunca se sabe. Só acho que o caos não faz bem, a ordem precisa ser mantida, rapazes. - Finalmente olhou para eles. - Pequenas derrotas fazem parte de uma briga.

- Você tem sido derrotada muitas vezes, Yerin-Ah.

- E por que você que parece o perdedor, Jung-Mi? - Franziu um pouco o cenho, como se não estivesse compreendendo.


Jung-Mi cerrou os olhos para ela e Yerin suspirou, meio cansada daquilo.

- Se você, Hwang Won-Bin, está acostumado com bolinhas de papel, aconselho que evite as confusões da WangJo. As confusões daqui não são para amadores.


Depois disso, parou de falar, ajeitando o cabelo e olhando para a frente de novo. Jung-Mi massageou a têmpora, pensando que não valia a pena discutir com aquela garota. Já estava com a cabeça cheia de problemas e não precisava lidar, no momento, com o veneno de Yerin.

Won-Bin tinha sentido um pouco o nível que existia ali.

[MISOO]

Apesar da fama de mentirosa que Eun-Bi tinha ganhado por conta das coisas que omitiu para Jae-Ki, naquela segunda-feira, a verdade foi dita. Talvez a bailarina soubesse que não dava para falar diferente. Tinham testemunhas demais, tinha câmera e tinha a peruca de Yewon em sua mão - quando se deu conta, ela sacudiu o braço na direção da cobra, com uma cara de brava. De todo modo, ela não via motivos para mentir ali ou atenuar.

Pelo menos foi o que achou até ouvir a punição delas.

Os ombros caíram e ela olhou para as unhas tão bonitas e compridas. Silenciosamente se despedia delas, porque já imaginava que até o fim da semana, elas estariam um cotoco horroroso. Um beicinho infeliz surgiu em seus lábios, mas ela respirou fundo e tomou a postura de novo.

Pouco a pouco a sala da diretora ficava mais vazia. O sinal já tinha batido àquela altura e o Inspetor Cha retornou para buscá-las. As meninas reverenciaram a senhorita Yang e logo começaram a partir. Yewon ia na frente, seguida por Eun-Bi e MiSoo. O inspetor ficou de olho nas meninas, mas Yewon não olhou para trás, tampouco provocou. Ela mantinha alguns passos de distância e também seria difícil de ouvir o que conversavam.

Eun-Bi mexia o pé esquerdo, avaliando o estrago e, bom, estava doendo. Mas ela era muito teimosa e orgulhosa. Não ia parar na enfermaria de novo, aquilo logo passaria! Tinha que passar.

Quando estava para abrir os lábios, sentiu a mão de MiSoo a segurando com força. Virou-se no mesmo instante para encará-la um pouco preocupada, mas não trazia uma expressão de quem odiasse MiSoo ou estivesse irritada com ela. Permitiu que a amiga enfiasse o braço no seu e andaram coladinhas.

- Da próxima vez, a gente bate mais. - Resmungou e deu um sorriso no canto dos lábios. - Mas está tudo bem. Sabe por que? Ainda estaremos juntas no castigo. Vai ser fácil.

Disse de modo otimista para animar MiSoo.

- E eu não me arrependo de nada. Ninguém xinga minha amiga na minha frente desse jeito. Fiz foi pouco. - Fez um carinho no braço de MiSoo. - Está doendo só um pouco, mas vai passar. E você? Tem certeza que não quer ir para a enfermaria?

Por conta do rosto arranhado. Não era algo gritante, mas devia arder um pouquinho.

Ao perceber que MiSoo estava tomando coragem para falar alguma coisa, Eun-Bi ficou quieta e apenas a escutou. Não disse nada enquanto a amiga falava, mas sua expressão já dizia muito por si só. Meneou positivamente sobre MiSoo ser uma péssima mentirosa.

- Péssima…

Reafirmou e esboçou um pequeno sorriso. O susto mesmo foi quando ela falou daquele jeito sobre ser mentira. Eun-Bi fez um leve “o” com a boca, mas nada demais.

- Eu já sabia. - Disse de modo bem simples, fazendo parecer o desespero da outra completamente desnecessário. - Quer dizer, a Bomi está irritada e desconfiada, mas eu já imaginava. Quer dizer… - Coçou a nuca. - Não que fosse impossível vocês namorarem, até porque eu já estava começando a shippar por conta do bonsai e tudo mais, porém, você não esconderia isso da gente. Eu acho…


Ponderou.

- A gente prometeu contar quando...né? - Fez um gesto com as mãos, como se as mãos se dessem selinhos enquanto ela mesma estalava com os lábios, fazendo o som. Riu da mongolice. - Porque a gente não sabe de nada, né, Sussu? Daí seria a experiência. E se você não contou, é porque não teve.

Abraçou a amiga de novo e encostou a bochecha no topo da cabeça dela.

- Não tenho porque te desculpar, mas ei...você não ficou nem um pouquinho animada? - Parou também e via o celular, mas tapava para que MiSoo lhe desse atenção. - Escuta! Para de ficar nervosa assim! Me escuta, garota! - Sacudiu. - Veja...Eu acho que as meninas vão entender, mas você entendeu por que ele fez isso? E se o Jung-Mi-shi estiver gostando mesmo de você, amiga? Fora que falando em termos práticos, eu acho que o nome dele pode te poupar um pouco sim. A menos que você não goste dele, nem o ache atraente, nem inteligente, nem nada...e goste de outra pessoa.


Encheu as bochechas e deixou que ela voltasse a escrever para as meninas.

Provavelmente nenhuma das duas visualizaria ou responderia porque já estavam em sala de aula. Mas Eun-Bi ainda estava ali e queria saber sobre domingo.

- O que aconteceu no domingo? Você ia estudar com o Gyu-Sik, né? Deu certo?

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Re: Capítulo 3

Mensagem por Jae-ki em Sex Mar 02, 2018 6:24 pm

Quando Bo-mi admitiu que todos eram culpados, Jae-ki ficou surpreso e arregalou um pouco os olhos. Não era comum concordarem tão facilmente com ele. Mas ficou confuso com a última frase dela sobre não deverem estar ali. Mas ele havia passado na prova, era mais do que justo estar ali não? Já ia responder isso quando Bo-mi continuou seu raciocínio. Jae ouviu as palavras delas com um olhar curioso.

- Não tenho medo deles - Respondeu do seu jeito marrento.

Mas então veio a pergunta dela, era verdade que se não fosse alguém que ele estimava, não iria se meter na briga. Mas Jae-ki não havia sido sempre assim, tinha aprendido que não valia a pena se ferrar por alguém que não era seu amigo.

- Ani... - Respondeu sincero a essa pergunta.

Porém conhecia alguém que ainda acreditava que devia ajudar sempre as pessoas, Won Bin. Jae estava se controlando para não ser grosseiro com Bo-mi, mas conforme foi a ouvindo, o interesse em entender tudo o deixou um pouco menos explosivo. Bo-mi começou a falar várias coisas. Podia ver como era verdade que ter batido de frente não tinha resolvido nada até agora, foi assim com Taemin e com a Hye-min. Jae não estava acostumado a ouvir sobre rankins, mas entendia o que significava chaebol. Dava para entender que eles tinham até grupos de riqueza ali. "Yerin é aquela dedo-duro..."  De repente se lembrou do dia que a tinha ajudado na escada, aquele olhar tinha sido tão esquisito.

Jae-ki continuou ouvindo enquanto caminhava, essa amiga de Eun-bi realmente falava bastante quando queria, ficou surpreso ao ver que ela estava contando sua vida para ele. Tinha sido tão difícil arrancar as coisas de Eun-bi, mas com Bo-mi foi bem fácil, ela não era tão misteriosa quanto a amiga. Forçando sua mente, podia se lembrar de ter visto algo assim na televisão. De qualquer forma, Jae se sentia grato por ela ter contado sobre sua dificuldade na escola, não é todo mundo que gosta de falar sobre seus problemas, pelo menos ali em Wangjo todos pareciam fingir que tinham ótimas vidas.  

Franziu as sobrancelhas quando Bo-mi o olhou do pés a cabeça,logo ficou ainda mais curioso, pois se tratava de Eun-bi. Sorriu orgulhoso quando ouviu a parte dela puxar os cabelos. "Essa é Eun-bi,  linda e briguenta." Entretanto foi só ouvir o nome Taemin que um bico invocado se formou no seu rosto. Bufou irritado enquanto ouvia esse relato. Agora entendia porque Taemin parecia tão próximo da bailarina, tentava se acalmar ao lembrar que não havia sido namorados. Não acreditava que ele já tinha sido legal um dia, com certeza devia ser algum truque dele.


- Eu nunca faria o que ele fez com ela - Logo se defendeu, como se quisesse mostrar que era melhor que o outro, mesmo que não tenham sido comparados, coisa de garoto com cíumes.

O que veio em seguida de Bo-mi realmente o interessou, Jae-ki ouviu aquilo boquiaberto, era a amiga de Eun-bi falando que eles se gostavam, então só poderia ser verdade. "Ela gosta de mim? Jinjja?" Parou de andar por um segundo ao ouvir que a bailarina havia contado sobre o sábado para as amigas. "Uwa, Eun-bi contou para elas...  Isso parece importante..." Mas continuou a andar para não ser chamado atenção. O elogio de Bo-mi o fez ter maior consideração por ela. Sua esperanças aumentaram ainda mais quando ouviu que Bo-mi achava que Eun-bi o correspondia.  Isso contribuiu para que ouvisse melhor as últimas palavras dela, Jae-ki realmente as levou a sério. Até estava gostando que Eun-bi tivesse uma amiga assim. O rosto dele parecia pensativo quando respondeu:


- Valeu, juro que vou lembrar disso. É legal ver que Eun-bi tem uma amiga maneira, você me lembra um pouco o Won.

Quando chegaram na sala, antes de se separerem, Jae-ki diz para Bo-mi:

- Se alguém tentar machucar vocês, me chamem. Sei que não posso bater em ninguém, mas ainda tenho braços para segurar qualquer desgraçado.  

Ao sentar no seu lugar e esperar a resposta de Kang, Jae-ki via Hye-min e sua amiga cochichando. Com certeza deviam tá falando dele e se sentindo vitoriosas. Afundou a cabeça entre os braços, sentia tanta vontade de ir até elas e dizer algumas verdades. Conseguiria deixar que elas achassem que tinham pisado nele? Jae levantou a cabeça e quase se levantou. Mas ainda guardava as palavras de Bo-mi e da senhorita Yang. Teria que achar outro jeito de enfrentar esses alunos, assim como estava tentando fazer com Taemin, ter a paciência que não tinha. Ameaçar não era mais uma opção, esses ricos se achavam intocáveis, poderia se dar mal e era isso que eles queriam, o queriam fora dali.


Recebeu a mensagem de volta de Kang e a leu rapidamente como se quisesse se distrair. Suspirou aliviado ao ouvir que Kang viria, era melhor não ficar sozinho. Mas ficou com raiva ao ler que Kai havia se aproveitado e comido suas frutas. "Que saekki!" Pelo menos ainda teria uma maçã. Apesar de tudo, não podia deixar que Kai se tornasse um inimigo, era tudo que não precisava agora, e na realidade eram como aliados, ao menos deveriam ser. Porém não queria que Won e Kang se envolvessem com ele.

"Won ainda não voltou, não dá para saber o que aconteceu porque me expulsaram de lá. Aish... Kai é irritante, não dá papo para ele. Deixa que eu sei me virar com ele. E cara, valeu pela maçã! Tu é sinistro mesmo. Mas corre e vem logo antes que comece uma guerra aqui."

Depois de responder a mensagem, lançou outro olhar para Hye-min e suas amigas, nem ao menos disfarçava, até porque nunca foi o tipo furtivo. Sua mente planejava diversas respostas que poderia dar a elas, era espontâneo e não conseguia evitar. "Aishhh... Não aguento esperar, eu preciso falar se não vou enlouquecer... Não é possível que eu me encrenque só por falar... Vou deixar elas acharem que sou um fraco idiota? Mas tantas coisas deram errado.... Jiral! Se controla! Pela Sooji" Se tinha algo que deixava Jae-ki mais nervoso era sair como otário e não as ofensas em si.

Para se controlar, Jae-ki abriu seu caderno, iria desenhar, só que desistiu ao perceber que isso não iria ajudar agora. Não queria desenhar essa patricinha, mesmo que fosse fazer chifrinhos nela e bigode, mas não tinha nenhuma ideia diferente. Olhou novamente na direção delas e com uma louca vontade de responder, arrancou a página do caderno e impulsivo enfiou dentro da boca. Podia ser uma atitude louca, sem noção, mas era o modo que via agora de se manter calado. Se alguém visse deveria achar que era louco, mas mesmo que Hye-min visse, Jae não estava se importando com isso, era até bom que o achassem estranho, quem sabe ao menos as perturbaria por isso. Não iria engolir o papel, pelo menos era para aguentar até Kang chegar. Mastigando abriu a página do google e aproveitando do Wifi, digitou o nome de Seo Hye-min. Se havia chaebols ali, descobriria mais sobre eles. Usaria sua inteligência para descobrir outra forma de se vingar, mas antes precisava conhecer melhor seus inimigos. Também planejava pesquisar depois o nome de Eun-bi.

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Re: Capítulo 3

Mensagem por Convidado em Sex Mar 02, 2018 9:28 pm

MiSoo preferia infinitamente o castigo que recebeu da vice diretora do que a possibilidade de perder a confiança das amigas. Sentia a extrema necessidade de resolver tudo o mais breve possível ou não conseguiria prestar atenção na aula. E nem tinha sido culpa da sua impulsividade desta vez.

Tomada por muita ansiedade, MiSoo segurou a mão de EunBi com força e iniciou a conversa, preocupada tanto com o pé da amiga quanto com o que ela poderia estar pensando agora.

MiSoo concordou com a cabaça com a amiga sobre estarem juntas no castigo. Ia ser bem mais fácil com EunBi ao seu lado, mesmo assim a expressão da tenista não era boa. Estava estampado em seu rosto o quão ela se sentia mal com o que acontecia.

- Komawoyo, Ubiyah. - agarrou o braço da bailarina com mais força, mas a voz ainda estava desanimada - Você é a melhor. Eu também queria bater mais naquela cobra,  mas você precisa tomar cuidado com os seus pés e talvez seja melhor evitarmos essas punições… Meu aboji vai odiar se souber que eu briguei na escola… Ainda não sei como resolver isso… - e cobriu a ferida no rosto com uma das mãos com a pergunta dela - Não sei. Talvez eu devesse ir para a enfermaria… O arranhão só arde um pouco, mas não estou me sentindo tão bem assim. Talvez ela tenha me envenenado com as garras peçonhentas. - era para ser uma gracinha, mas humor lhe traiu.

MiSoo estava com bastante dificuldades de melhorar o humor.

Mudou logo de assunto da enfermaria para o que realmente precisava dizer. Lembrava o quanto MiSoo sempre teve dificuldades em mentir e EunBi concordou com ela. Depois explicou que tudo não passava de uma mentira de Jung Mi e fez o relato com visível agitação, não conseguindo parar de mover as mãos enquanto as usava para envolver os dedos de EunBi.

Um esboço de um sorriso se formou nos lábios da tenista ao ouvir EunBi afirmar que já sabia que MiSoo não esconderia algo assim delas, mas…

- A Bomi está irritada? - o sorriso morreu e deu lugar à um biquinho triste - Wae? Ela acha mesmo que eu iria enganar vocês? Por que eu faria isso? Vocês são as pessoas mais importantes para mim junto com a halmoni… - os lábios tremeram e MiSoo precisou soltar uma das mãos da de EunBi para cobrir os olhos por um momento - Nós… Nós temos até a pulseira fofinha que você nos deu agora… - resmungou e pousou a mão sobre o bolso em que tinha guardado a caixinha com a jóia.

Tinha ignorado a parte em que EunBi dizia shippar MiSoo com Jung Mi, pois ouvir sobre BoMi lhe incomodou bastante a ponto de voltar a se sentir como quando ainda sentava-se na cadeira da diretoria.

- Mwo? - ergueu os olhos úmidos de volta na direção da amiga quando ela falou algo sobre promessa e começou a mimicar algo.

O gesto era suficiente para tirar um pequeno sorriso de MiSoo.

- Aish. - cobriu os lábios e abraçou a amiga de volta, começando a sentir-se um pouquinho melhor com a ajuda do gesto afetuoso e as palavras da bailarina - Ung. A promessa ainda está de pé. - soltou um dos braços no abraço e ergueu o punho fechado no ar, como se insinuando um pouco mais de determinação com o gesto, mesmo que MiSoo tentasse não pensar muito nesse tipo de assunto, já que não tinha grandes esperanças na área do amor.

Só que ainda sentia-se muito ansiosa para que as outras amigas soubessem da verdade, principalmente BoMi, agora que sabia que ela poderia estar irritada. MiSoo tirou o celular da mochila para mandar uma mensagem, mas o aparelho foi coberto pelas mãos de EunBi antes que conseguisse abrir a janela de mensagens.

- Animada? - repetiu a pergunta da amiga, sem entender nada, pois estava era bem ao contrário agora.


EunBi começou a lhe sacudir e MiSoo arregalou os olhos, espantada com a atitude repentina dela.

- Mwoo? Eu estou escutandooo…. - respondeu de modo choroso, ajeitando o cabelo após ser sacudida, abaixando o celular e batendo o pé no chão de modo infantil.

MiSoo voltou a fazer outro beicinho com as perguntas da bailarina e deixou os ombros caírem com o assunto. Jung Mi não era o assunto que mais queria discutir agora, mas a garota sentia-se tão endividada à dizer a verdade e não esconder nada que resolveu lhe responder.

- Jung Mi gostar de mim… Aigo… - mordeu os lábios e segurou o próprio cabelo entre os dedos mais uma vez, descontando um pouco daquela ansiedade insuportável que fazia o estômago revirar - Eu cheguei a pensar nisso, mas...Depois eu percebi o quanto não faria sentido! - existiam muitas outras opções bem melhores, muitas que ninguém teria coragem de chamar de monstro, por isso era claro para a tenista que o que ele fez foi puro fingimento - E depois, ele também me falou agora há pouco que não se precisa gostar de alguém para fingir que namora. O que ele fez não tem nada a ver com gostar de mim. E eu… - apertou os lábios e teve que encher os pulmões de ar mais uma vez, desta vez começando a sentir uma centelha de ódio voltar a brotar em seu interior quando algumas memórias vieram - Eu não gosto muito de mentiras, EunBiyah… A MinJi vivia me incomodando e irritando. Depois acabava sempre contando todo o tipo de mentira para se livrar do que fazia. Eu não suportava isso. Eu não sei do que o nome dele me pouparia… Eu não acho que aquela garota vai parar. Veio nos atacar por algo que não tinha nada a ver… Agora que ela deve ter certeza que é real é que ela poderia se tornar mais perigosa…

Ela parou por alguns instantes, coçando a cabeça atrás da orelha enquanto pensativa. A ideia de que precisava mandar uma mensagem às amigas urgentemente ainda estava bem presente na mente, mas iria ponderar um pouco sobre o que EunBi lhe falava.

- Sim, ele é atraente e inteligente… - e poderia até ser incrível ter o amor de alguém como ele, mas não tinha como isso acontecer - Mas no momento só estou conseguindo me sentir irritada com Jung Mi. - e ponderou mais um pouco sobre a questão final - Ani. Não gosto de ninguém… Que eu saiba. - preferia evitar gostar de alguém, pois tinha convicção de que dificilmente seria um sentimento correspondido.

MiSoo não tinha a sorte de EunBi. Todos pareciam elogiar e gostar de EunBi e BoMi. MiSoo era sempre meio invisível perto delas, mesmo sendo uma garota meio escandalosa. Na verdade só deixava de ser invisível perto das duas quando chamava a atenção para o lado ruim. Só recentemente tinha recebido alguns elogios e...

… E Gyu Sik que lhe achava bonita desde sempre… E que não fazia sentido nenhum! Mas parecia tão sincero…

A jovem já tinha decidido que iria falar sobre domingo, de qualquer maneira. Sentia como se devesse isso para as garotas depois de ter sido levantada a possibilidade de que a tenista escondia coisas das pessoas mais importantes para ela. Na verdade tinha mesmo algumas pequenas coisinhas das quais preferia não falar para que as amigas não se preocupassem com os problemas dela. As garotas tinham os próprios e os de MiSoo provavelmente eram menos importantes. Domingo não tinha sido um problema, não tinha razão para não falar, só iria ficar constrangida de falar em voz alta, mas estava determinada a ser sincera.

MiSoo anunciou que falaria sobre isso, mas antes precisava escrever a mensagem para as amigas para aliviar, mesmo que só um pouquinho a pressão sobre o peito. Chegou a ponderar se deveria mandar uma mensagem ao garoto também, só que, embora tivesse com considerável vontade de enviar a mensagem, achou que seria algo errado por se tratar de um amigo que deveria ser importante ao Jung Mi e depois, o que iria enviar provavelmente nem importava muito à Gyu Sik. Não parecia legal mandar a mensagem para ficar falando que o amigo dele era um mentiroso… Mas… MiSoo não conseguiu se decidir e teve a atenção tomada pela pergunta seguinte de EunBi, sobre o que iria dizer quanto à domingo.

- Ahn… - voltou a segurar o braço da amiga para continuar o caminho que ainda tinham que percorrer até a sala e também para conseguir apoio, além de um pouco mais de coragem para suas palavras a seguir - Na verdade deu tudo errado. Eu não escrevi nenhuma palavra do dever que eu precisava. Ainda tenho que fazer esse poemaaaa…. - resmungou e suspirou em seguida - Ficamos conversando em vez de fazer o poema. Eu queria resolver o nosso problema, a discussão que tivemos semana passada. E também estava um pouquinho arrependida de ter atrapalhado os planos dele de ir ao cinema, mas deu tudo certo. Só que ele começou a me elogiar e eu fiquei um pouquinho emocionada com isso… Posso até ter chorado um pouquinho. - cochichou a última parte, mas parecia que ela estava se prolongando demais com a história e não estavam muito longe da sala agora, precisava ser mais objetiva, embora fosse algo bem difícil para a garota - Bom, eu pedi para que não fossemos mais tão formais um com o outro, já que somos amigos há tanto tempo, ele aceitou e… - parou por um momento, pois essa era a parte que envolvia sua mãe e não sabia direito como explicar - Eu… Aconteceu algo em casa que me deixou bastante chateada no domingo. O Gyu Sik, ele… - mordeu o lábio internamente, segurando a vergonha de lembrar e relatar o ocorrido no domingo - Me consolou… Aish! Ele me abraçooou para me consolaaaar! - falou rápido, soltando a amiga e cobrindo o rosto com as duas mãos, morrendo de vergonha - Eu não sei se isso deveria ter acontecido, não sei se é muito certo, mas… Me senti melhor depois. Mas morri de vergonhaaa! Aishhhhiii! - depois de contar a situação parecia se tornar ainda mais esquisita do que antes.


Mudar de assunto também tinha melhorado, mas só um pouco, o mal estar que a garota vinha sentindo desde que a mentira irrompeu no salão do refeitório. Conseguia respirar melhor, o coração aparentava estar menos apertado, mas ainda havia a desconfortável sensação no estômago.

MiSoo continuava achando um pouquinho esquisito o abraço do garoto comprometido. A garota em questão, a ex-colega, com certeza ia ficar muito incomodada com isso, se soubesse, mas ele tinha feito isso para ajudar sua amiga que precisava ser amparada! Era como nos filmes ocidentais! Não tinha problema!... Não é?

- Foi mais ou menos isso que aconteceu. Acho que foi bem gentil da parte dele… - deu um meio sorriso à amiga, sem muita certeza no que dizia.

Poderia dizer que tinha achado muito fofo também, mas estava um pouco apreensiva sobre o que EunBi iria dizer de seu relato do dia anterior, por isso acabou se calando antes. Só esperava que a amiga não tirasse conclusões ruins...


Última edição por Mi Soo em Sab Mar 03, 2018 9:28 am, editado 14 vez(es)
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Seo Hyemin em Sex Mar 02, 2018 10:23 pm

Era um momento raro em que as duas garotas estavam realmente sozinhas realmente conversando e Hyemin não a estava usando para fazer alguma coisa específica. Por esse motivo, podia haver alguma franqueza. Quando a menina mencionou o dia da ovada, a herdeira praticamente sentiu um arrepio e acabou balançando a cabeça de leve. Valia a pena compartilhar seus sentimentos naquele momento. Não faria mal nenhum, já que ninguém mais poderia ouvir.

- É… Olha, que isso fique entre nós, aproveitando agora que a Rin não está aqui, mas eu também não gostei muito.. - comentou com um muxoxo, abaixando o tom de voz na confissão. - Eu achei muito pesado. Não sabia que isso aconteceria. Mas aí depois aquele idiota apareceu e aquela passarinha ridícula ficou falando contra a Rin. Aí achei bem feito mesmo - franziu o nariz e então mudou o olhar, lembrando-se do que tinha acontecido. - Eu sei que aquela ridícula ficou amiguinha do seu primo. Ele tem umas influências péssimas. Nem parece que nasceu em berço de ouro! Por causa daquele primeiro dia, achavam que ela e as novatas nem iam na festinha. Eu teria que jogar o ovo em você se isso acontecesse. Bom, ainda bem que tudo aconteceu como foi.    - suspirou, com uma breve cara de sofrimento, balançando a cabeça, tentando apagar a memória do acontecido. - E depois teve o vídeo e...  Aishh..  Eu queria não ter que me rebaixado tanto por causa disso. Aish, diretor maldito!!! Vamos mudar de assunto.

Hayoung desabafava sobre seu primo. Ela lembrava agora que Yerin queria que ela forçasse a aproximação dos dois ou algo do tipo. Não sabia por que, nem como fazer isso efetivamente, mas já que a amiga queria, daria asas ao assunto, falando como uma mentora bastante confiante em seu conselho.




- Eu entendo, Pikapi. É triste, mas seu primo tem aquela doença que minha tia fala às vezes que é gosto de pobre. Ele tem dinheiro, mas simplesmente não tem classe. Você vai me desculpar, mas simplesmente não tem como ele ter os amigos certos na Wangjo sendo esquisitão daquele jeito. Ele tem os piores amigos possíveis! Não dá pra mudar assim - referia-se a Kim, ignorando completamente o nerd bonzinho dos bolinhos e o resto, que ela nem lembrava o nome. - Acho que você podia começar com aquela aparência. Sei lá, dá uma lente, um banho de loja. Você é boa nisso. Finge que ele vai sair com você pra te ajudar, mas aí, tcharaaaan, você aparece com vários presentes e diz que quer muuuuito que ele use. Depois, você arruma um lugar pra ele ir com gente melhorzinha. Pra trocar de amigos, tem que ter amigos melhores pra apresentar. Leve-o pra conhecer gente nova. Você não tem ninguém para apresentar? Quando eu e meu noivo assumirmos mais oficialmente, prometo que vou me esforçar para trazer vocês dois para o meio dele. Com certeza deve ter um ou dois contatos que ele pode gostar. A posição dele no ranking me diz que ele vai adoraaaar conhecer gente mais velha e muito chata!  

Sorria, imaginando Hayoung em um belo vestido de festa, acompanhada do primo e ela os apresentando para políticos e aqueles homens que ela o viu falando na festa. Com certeza tinham vários do tipo inteligente que encantariam o primo dela.

As novas fofocas vieram e Hyemin ficou pensativa. Só tinha sobrado aquela opção mesmo. Eunbi, uma princesa bailarina, com um mendigo sujo? Parecia impensável!

- Se você estiver certa, eu não sei de mais nada! Será que a mãe dela sabe? As amigas dela têm que avisar logo para impedir isso. Ela não está pensando direito. Depois ele vai estragar totalmente a vida dela, os estudos, a reputação… E se ela largar o balé para ser uma dessas garotas punk? Nossa, que desgosto… Coitadinha da Eunbi, não aguentou mesmo a separação dos pais… - fez um biquinho. -  Não, eu não reconheci. Ela estava na ópera. Não sei o que pensar, mas acho que não fico tão surpresa assim. Hyun-Hee oppa sempre foi muito popular com as meninas. Ele sempre pareceu tão mais velho e experiente… Mas eu acho estranho agora. Ele está completamente diferente. Parece que as garotas gostam mesmo de um badboy… Appa não gostaria nada disso! Ainda bem que eu tive sorte e me apaixonei pela pessoa certa, né?

Estava sorrindo pensando no show de sua artista internacional favorita quando teve que esconder a boca para tentar disfarçar a cara alarmada. Piscou rapidamente e virou o rosto para fugir da conversa, girando o corpo também, ficando mais correta na cadeira.

- Ah, e-eu não sei...deixa eu ver no celular…

Nesse momento em que olhou para frente, pôde ver o maltrapilho encarando-a também e logo na sequência ele estava… MASTIGANDO PAPEL? Os olhos da menina foram da confusão ao desgosto e um resquício de medo. Afinal, que tipo de criatura tribal mastigava PAPEL? Ele estava roendo e destruíndo o caderno como um cachorro. Que arrepios!!

Ela abaixou a cabeça para o celular, para fingir que não estava mais prestando atenção nele. Vai que ele resolvesse pular nela e roder suas meias de gatinho? Aish.

Essa tensão passou logo, quando ela viu que havia uma nova mensagem da amiga. Sorriu de leve. Ela parecia bem.

”Falo com ele sim, pode deixar!
Hoje eu acabei com aquela bolsista ridícula. Botei ela no lugar dela. Segunda vai virar o dia de jogar coisas na Bolsista Horrorosa.

A Yewon também deu uma surra na Misoo, e a Eunbi arrancou o aplique dela!!! - Jung-Mi assumiu o namoro.

Hoje está muito louco, Nana. Ainda bem que não veio.
Mais tarde as meninas devem falar mais sobre isso no grupo.
P.s. - Preciso de maquiagens novas. Aconteceu um acidente. Quer sair pra comprar com a gente? ♥️

Fica bem e descansa. Beijinhos”


Ficou tão entretida com o celular que acabou esquecendo de responder Hayoung. Estava feliz por vê-la conversando normal.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Park Hyun Hee em Sab Mar 03, 2018 12:01 am

Hyun sabia que não era o momento para agredir o amigo. Não era assim que fazia as coisas. Sabia que tinha quebrado completamente seus esforços em proteger a garota, mas tudo que conseguiu fazendo isso foi irritá-la e afastá-la, como bem mostrou a ópera. Ele queria passar mais tempo com ela e esconder a proximidade dos dois não seria o melhor caminho para isso.

Ouviu o cinismo do amigo mantendo o sorriso nos lábios. Afinal, isso só significava que ele tinha entendido totalmente o que ele disse. Caso contrário, sua reação seria mais divertida e curiosa. Não que houvesse dúvidas, mas é que conhecia muito bem o melhor amigo.

O ódio fermentava dentro dele com a perfeita noção de que seu aviso não tinha servido de nada. No fundo, ele não achava realmente que JongIn recuaria. Talvez um pouco e, se fizesse isso, então ele recuperaria um pouco de respeito, significaria que podiam manter uma amizade cordial. Mas não. Aquela pessoa não tinha o menor respeito por ele e continuavam “amigos” por que mesmo? Pelo ambiente social, pela diversão, talvez.

Era difícil entender até por que ele mesmo ficava ali. Porém, o aviso sobre seu interesse em Chaeyoung não foi completamente inútil: era uma carta branca para arrebentar a cara dele se ele descumprisse.

A resposta dele sobre a festa também só acrescentava o número de socos que estava devendo nele.

- Uma inglesa, né? Eu espero que tenha aproveitado.

Porque enquanto isso eu estava levando uns chutes lá embaixo, seu desgraçado.

A tal menina nem devia existir.

- Ótimo. Melhor assim. Faço questão de eu mesma levá-la alguma vez depois.

Isso só significava que ele tinha certeza de que ficariam juntos, e que ele exibiria a conquista para o colega. Sob sua proteção. Só assim ela poderia ir a uma festa daquelas.

- Até depois! - foi bem amistoso, saindo em seguida.

Os passos de Hyun quase o levaram de volta para a sala, porque não estava mais de bom humor, mas no corredor ele lembrou que estava com aqueles chocolates. Foi até o banheiro feminino daquele andar e viu que Kim estava por perto olhando os quadros com aquelas besteiras. A única vez que ficou ali perto entrou em uma onda de pensamentos péssimos. Ele sentiu-se muito tentado em chegar e procurar nome do irmão, dos pais…

Acabou gerando uma sombra atrás de Kim, mas aquele monte de fotos sorridentes o fazia lembrar do tempo infinito que tinha perdido em apenas um ano e meio. Agora já estava fora de toda aquela história.  Soltou um leve suspiro e encostou-se a uma parede atrás dele, oposta ao mural e aguardou Chaeyoung para entregar logo aquilo, pois com certeza ela passaria ali de volta com a amiga.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Dong Hee Kyung em Sab Mar 03, 2018 1:01 am

"Aigaa ela descobriu." Seus olhos acompanharam ela empurrando a latinha depois da recusa, além do seu lustroso bico. Seria folga demais eles dividirem a mesma lata, realmente, ou talvez uma questão de higiene! Já que não havia jeito, pegou a bebida com sua mão, mais uma vez, no fim ele queria que tivesse aceitado. - É, acontece..

Spoiler:


- Ela é boa... - Cochichou com HaN quando a ouviu chamar as meninas daquele modo. SoNa parecia quietinha mas sua personalidade se mostrava bem volátil. Nessa situação Dong quase não soube o que dizer, Stella e Neul sorriam, então ele optou por não sorrir junto para não parecer forçado (ou sinistro). Enquanto as meninas pensavam e vinham ou não, o geek aproveitou para responder a questão sobre Mr.Hyde. - Por causa da Sunny. Eu acho que só tem duas coisas que tiram ele do sério e uma delas é ela.

Spoiler:


Falou como se esta fosse uma das kriptonita do novo amigo, Hee-Kyung também ficou preocupado com o que acabara de presenciar, mas Kim claramente ficou mais afetado. Apesar dela se achar culpada de alguma coisa, eles tinham que ser honestos, não chegaria a ser um fato gravíssimo, e Dong estava começando a tentar melhorar a amizade com a meia canadense, então se ela lhe oculta alguns fatos, era um pouco culpa dele também. - Espera deixa que eu...

Nem pode completar a frase e a mochila já veio, dessa vez a cordialidade dele não funcionou, diante de tamanha pressa, e com razão já que o horário estava apertado.

Spoiler:


"Por que ela precisa do cel para comprar algo?" Kyung era o viciado em tecnologia, o viciado em celular... e nem mesmo ele, ficava mexendo todo o tempo na escola, já que achava isso errado... porém a forma como ele viu Stella pegar o aparelho, quase como de modo ansioso... lhe deixou um pouco, desconfiado talvez.

Seu raciocínio é cortado pela voz que estava saudando, tinha um timbre agradável e isso o fez dar atenção, virando o rosto diretamente. - O prazer é todo meu.. - Quando falam o nome dele, levou a mão na lateral dos óculos como se isso fosse um tipo de saudação nerd formal. Ele até se levantou para puxar uma cadeira a ela, mostrando cordialidade que lhe era visível, não faria isso apenas com ela, mas também com Lee-Hi.

- Quer dizer que você deve ter acessos a certos dados, mas ainda bem que podemos confiar em você noona, outras pessoas adorariam por as mãos em tais privilégios.

A conversa parecia tranquila até o nome de Myung causar certo desconforto visivel a menina.. qual seria o real problema? Nisso, Dong percebeu que a senhorita Stella demorava demais, o que aconteceu a maquina quebrou?

Spoiler:


"Veja só  a cara dela falando naquele celular... é homem sem duvidas. Que seja, quem liga? Eu que não, claro."

Nisso ele se lembra de alguma coisa relacionado ao tal amigo, mas por que lembraria de uma coisa dessas logo agora?

Hyu-Hee dá as caras e o silencio que passou ali fez a atenção do herdeiro se voltar até ele; o garoto só queria comer em paz, aparentemente..

Depois disso, pensou como Hayoung estaria lidando com aquela situação toda, talvez devesse mandar uma mensagem para ela, já fazi tempo que Dong não pegava no seu móvel.
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