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Capítulo 3

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Re: Capítulo 3

Mensagem por Seo Hyemin em Dom Mar 18, 2018 5:54 pm

Aquele terrível encontro finalmente chegou a um fim. Hyemin saiu andando sem chorar, pois já tinha gastado todas as lágrimas naquela discussão mesmo e lavado o coração completamente. Tanto que era esquisito, mas seu coração estava calmo. O silêncio dele contribuiu para que ela pudesse sair de lá sem remorso ou dor.

A mente estava completamente vazia. Finalmente tinha entendido tudo o que tinha acontecido e achava que era capaz de deixá-lo ir agora.  Dar as costas para ele também e seguir em caminho diferente, agora por conta própria, era bastante libertador.

Foi muito cruel e difícil ser comparada com outra pessoa, ainda mais quando era alguém de quem nutriu tanta raiva e por quem foi trocada. Ficou muito evidente para ela o quanto ele amava e endeusava aquela bolsista, enquanto a desprezava completamente. Tudo bem. Não podia forçar ninguém a gostar dela e isso tinha aprendido do jeito difícil.

Agora que sabia que tinha sido um erro achar que aquele menino era um amigo, tudo ficava mais simples de resolver porque era um sentimento que ela reconhecia, apesar de ser muito difícil, e uma situação que, infelizmente, se tornava cada vez mais recorrente. Lidar com uma rejeição ou abandono a princípio doía muito, mas depois era só fazer exatamente isso: deixar passar. Era a única forma que ela achava que sabia lidar com isso. Nunca tocar no assunto. E um dia isso cicatrizava, não? O mais doloroso eram os momentos em que ainda se tinha esperança, antes de aceitar que a outra pessoa tinha optado por dar as costas para você e te largado como se você não tivesse a menor importância.

Depois… Bem, depois não tinha o que fazer, não é? Sentia como se estivesse anestesiada. Não havia espaço para dor ou lágrimas. Já estava feito e era irreversível. Ele não voltaria, assim como aquelas outras pessoas também não voltaram.  Talvez devesse se acostumar com isso.

Seus passos mecânicos até a biblioteca fizeram uma pausa antes no banheiro para lavar o rosto.

Que feia, lamentou observando-se sem muita emoção.

Nem tinha como salvar aquele rosto sem suas maquiagens. Porém, ficar com o olho borrado era ainda pior. Ela tentou tomar cuidado, passando um papel molhado embaixo do contorno dos olhos, para não remover completamente a maquiagem, porque achava que era horrorosa sem ela. Não podia aparecer assim na escola e correr o risco de ser desprezada por ainda mais pessoas. Fez o que pode parar criar um esfumado nos olhos, mas não tinha o que fazer com batom e blush. Tudo que ela tinha na necessaire foi destruído na pia.

No fim, não teve jeito mesmo e ela teve que lavar o rosto. Observou sua imagem novamente. Será que era uma pessoa tão ruim assim mesmo para que todo mundo sempre fosse embora?  Seus defeitos eram muitos e ela não acertava nunca, nem quando queria agradar, quando mais nova. Agora, que estava se defendendo, muito menos. Não sabia exatamente o que as pessoas queriam dela e começava a achar que simplesmente não era alguém gostável, independentemente do que fizesse: se estava tentando ser amiga, então era um estorvo. Se estava se impondo, então era metida e patricinha. Não sabia o que supostamente deveria fazer então.

Ela se esforçava muito para manter suas amizades, mas talvez devesse fazer mais. Precisava focar nas pessoas que importavam de verdade a partir de agora. Por exemplo, ela abandonou Yerin para ir encontrar aquele moleque que só a chamou para defender a honra de sua amiga, namorada… Qualquer coisa. Foi uma péssima amiga e fez aquela escolha. Trocou quem realmente a amava pela tentação de uma mensagem perigosa que só serviu para deixar algumas feridas abertas.

Não tinha nem energia para odiar aquela garota naquele instante, embora não fosse começar a gostar dela. Apesar de odiar como ela simplesmente não parecia ter defeito nenhum, segundo as palavras de Joo Hyuk, agora colocava mais a culpa sobre os ombros dele. Era uma realidade difícil de aceitar, mas era simples como isso: foi tudo uma escolha dele. Não podia nem culpar Sunny por “roubá-lo”, apesar de não conseguir não fazê-lo, mas agora só a odiava pelo fato de a bolsista ser tão perfeita, enquanto ela era só uma garota detestável com dinheiro, segundo o próprio.  Por mais que tentasse, algumas coisas nunca mudariam. Ela era uma idiota que gostava das coisas fúteis, rosas e estúpidas, que era o que irritava a maior parte das pessoas. Além disso, não era muito esperta, o que também atrapalhava. E pelo visto não devia ser uma boa pessoa também, já que jogou as coisas da outra no banheiro por raiva de ter levado uma bolada na aula de educação física. Essa raiva era pura frustração: não era boa nem em uma das únicas coisas que era boa, os esportes. Pelo menos, uma coisa de escola. Era boa na cozinha também. Ao menos isso ela era melhor. Mesmo assim não fazia a menor diferença, no fim, ela era um saco de batata na visão de Joo Hyuk comparando com aquela bolsista. Não conseguia entender o motivo até ele colocar de forma tão clara.

Fazer o quê…  Tinha nascido assim. Tinha certeza de que se pudessem, os pais a teriam trocado por outra criança, alguém esperto, bonito, inteligente, perfeitinho… Por algum motivo isso não tinha sido possível e aconteceu o que tinha acontecido… Não era a culpa de ninguém a não ser dela mesma por ser assim.

A menina deixou o banheiro caminhou de volta a biblioteca, cabisbaixa, escondendo o rosto sem maquiagem. Tinha medo de ser encontrada, então voltou rápido.

Achou que não tinha mais vontade de chorar, mas quando viu a melhor amiga ali no lugar, sentiu uma emoção diferente. A única pessoa que a aceitava de verdade por ser quem era estava ali. Era a única que merecia seu amor e compreensão. Não que as outras amigas não fossem importantes, mas era só Yerin que a conhecera em todas as suas fases e mesmo assim continuou a seu lado em todas. As outras só conheciam a imagem que ela tentou construir.

Hyemin aproximou-se da amiga e deu um abraço nela, sem dizer nada, apertando-a. Sabia que a mentira sobre ir atrás de Hayoung já tinha ido por água abaixo, mas só queria um abraço mesmo.

- Rin, eu te amo. Muito obrigada por tudo  - falou baixinho, em um tom meio triste, mas carinhoso.

Ficou assim por alguns minutos até que a soltou e a olhou com um brilho triste, mas ao mesmo tempo agradecido. Não queria falar sobre o que tinha acontecido e a amiga perceberia isso facilmente.  Forçou um sorriso, tentando parecer o mais normal possível, apesar dos olhos sem maquiagem.





- Você me empresta suas maquiagens antes de irmos para os clubes mais tarde? Mas vamos estudar de verdade, agora. Eu prometo que eu vou me concentrar. Por favor, me ajude a entender as matérias - era um pedido sincero. Nada a faria mais feliz agora do que ouvir a voz da amiga tentando ajudá-la com as matérias difíceis e ela queria fazer de tudo para prestar atenção.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por The Crown RPG em Dom Mar 18, 2018 8:36 pm

[HYUN HEE]

1:15 P.M.


“Ok, então i.i”


Foi a resposta que ele recebeu de Chaeyoung. Depois disso ela também não ficou mais disponível. Os amigos não ficaram de olho no celular dele, porque estavam ouvindo o que Jong In falava. Era hora de se despedirem e cada um seguir para seus próprios compromissos.

Só encararam Hyun de novo depois da pergunta que foi direcionada para ele.

- Culinária? Você não toma jeito mesmo, o que você tinha na cabeça semana passada para escolher esses clubes? - Perguntou no mais puro deboche, rindo do amigo. Porém, logo ele ficou quieto, ponderando um pouco - Se bem que não...Algumas meninas acham charmoso um homem que saiba cozinhar. Você não daria um ponto sem nó.


Concluiu, com toda aquela sabedoria que ele tinha. Os outros meninos continuaram achando frescura, mas logo eles não precisaram mais lidar com aquele trio. Jong In caminhou de modo preguiçoso ao lado de Hyun, falando com algumas pessoas aqui e ali. Os diálogos não seriam iniciados ali. Quando estavam perto de sair, Jong In pediu por um instante e recuou, pegando uma gelatina a mais no buffet e saiu comendo, sem oferecer.

O garoto não tinha uma ideia exatamente para onde ir. Só queria sair do refeitório e descobrir para onde Yerin tinha ido. Antes de ir para o lado de fora, daria uma volta pelos corredores do prédio. Hyun perceberia que não havia sinais da Joaninha por ali - mas quando passaram pela escada, ouviriam algumas vozes misturadas no segundo andar. Não foi dessa vez que Jong In se interessou em subir, continuando com sua volta - faria todo o perímetro, circulando em frente à enfermaria, por exemplo, mesmo que não encontrassem com ninguém.

Arqueou uma das sobrancelhas enquanto comia sua gelatina ao ouvir aquele comentário.


- Você acha mesmo? - Entendeu o tom dele e entrou no joguinho. - Alguém precisava manter a ordem, não é mesmo? - Sorriu. - Quando você foi embora, as pessoas ficaram um pouco perdidas, como se um pilar tivesse sido deslocado. Mas...como você mesmo pode ver, as coisas não mudaram muito. Foi só uma questão de tempo até que se acostumassem com a ausência.

Jogou o potinho plástico fora e colocou as mãos nos bolsos da calça.

- A gente só não entendeu porque você voltou…. - Tinha mais, porém, manteve o suspense por um tempo. - E não procurou por ninguém. Você voltou no mês passado, não é? Todos estavam esperando por uma ligação, algum sinal de vida, mas...Nunca veio.


Não parecia muito chateado com isso, ele só estava falando o que tinha acontecido mesmo. Jong In franziu um pouco as sobrancelhas.

- Mesmo assim, seu nome continuava popular entre as pessoas. Nos primeiros dias, a reputação foi para zero, mas sei lá, parece que é fácil para você crescer de novo. Como se sente no primeiro ano? Já tentou se aproximar de seu irmão do mesmo modo que voltou a falar com a gente?

Antes que Hyun desse sua resposta, Jong In parou ao ver que Hyemin estava saindo do banheiro feminino do primeiro andar. A menina não chegou a notar nenhum dos dois, focada demais nos próprios pensamentos.

Jong In trocou um breve olhar com Hyun e indicou que encontrou o que fazer: seguiria a menina para encontrar Yerin. Mantendo uma distância segura delas, para não parecer um stalker, ele caminhou. Hyemin subiu pelas escadas, de onde vozes estavam vindo.

[HYEMIN]

1:15 P.M.


O encontro com Joo Hyuk não tinha sido nada fácil para Hyemin. Era uma história tão complicada que ficava difícil calcular a profundidade daqueles sentimentos tão amargos que eles carregavam. Cada um tinha seus motivos para agirem daquele jeito, mas a verdade era que mesmo depois deles colocarem para fora tudo o que achavam que tinham direito de falar, a sensação era de...derrota.

Kim não se sentia diferente de Hyemin. Tinha saído na frente, deixando a menina para trás e suas pernas mais longas aumentavam cada vez mais a distância entre eles. Os passos eram acelerados como seus pensamentos e a respiração.

Diferente de Hyemin, ele não seguiu para banheiro, nem foi em busca de amigos. Estava com tanta raiva no momento que só queria se isolar por um tempo antes de ir para a aula de teatro - podia até considerar um treino para a aula. Afinal, teria que deixar seus sentimentos de lado, agir como se nada tivesse acontecido, mesmo quando seu passado fora revirado e suas estruturas balançadas.

Enquanto isso, a menina dedicava um tempo para se recompor. Sua mente não foi gentil ao olhar para o espelho. Toda aquela rejeição que ela sofria desde que se conhecia por gente, se convertia em pensamentos depreciativo para com sua pessoa. Se achava feia, descartável, chata, mimada...Coisas que pessoas invejosas, maldosas ou simplesmente magoadas lhe disseram durante toda a vida.

Quando finalmente se permitiu sair do banheiro, ela nem ao menos se tocou da proximidade de seu antigo amigo Hyun Hee e de Jong In. Eles estavam alguns metros atrás dela, mas não importava.

A única coisa que importava no momento era chegar até a biblioteca. Subindo as escadas, ela pôde ouvir algumas vozes e ao chegar no topo, as vozes ficavam mais claras - havia um hall onde tinha alguns armários, os banheiros em frente à escada. Mas o segundo andar era composto pelas as salas de aula de um lado e a grande biblioteca do outro. Em frente à biblioteca, havia alguns bancos também entre as grandes janelas - onde um quarteto estava conversando.

Eram pessoas do segundo ano - a filha do diretor, uma bolsista e a menina que estava na foto com Hyun Hee. Além delas, havia o meliante de cabelo azul. O garoto estava tirando fotos de um fichário enquanto as meninas conversavam.

Não pararam de conversar só porque Hyemin passou, mas também não falavam nada demais - falavam da matéria do dia. Coisas que amigas faziam. E elas pareciam mesmo unidas, apesar de se conhecerem há pouco tempo. O garoto que parecia fora daquela cena, porque estava prestando atenção nas fotos - não ia mesmo gastar dinheiro com xerox.

Quando ela entrou na biblioteca, encontrou Yerin olhando com certa expectativa na direção da porta. Tanto ela quando Beom Su estavam com as apostilas abertas, mas somente o menino parecia prestar atenção no que lia - ela batia a lapiseira nas folhas. Pareceu aliviada ao ver Hyemin chegando.


O alívio durou pouco tempo porque a expressão dela a deixou nervosa. Levantou-se à tempo de receber aquele abraço. Yerin não era uma pessoa dada a contatos físicos, mas se permitia ser um pouco mais dócil com Hyemin. Passou a mão pelo cabelo dela, ajeitando os fios ao ouvir aquela declaração.

- Eu também… - Murmurou. - O que aconteceu?

Não teve uma resposta imediata, mas gestos falavam mais do que palavras. O abraço durou mais tempo do que o normal e Yerin apenas permitiu que elas ficassem daquele jeito. Continuou fazendo um afago quase que maternal na cabeça dela. Quando se afastaram, Yerin a encarou com bastante atenção. Meneou positivamente com o pedido dela, mas discordou da segunda parte.


- Ani...Eu prometo te ajudar depois, mas acho que estou com um pouco de dor de cabeça agora. Quer se maquiar? Eu empresto minhas coisas e depois podemos fazer uma lista do que você quer comprar mais tarde. Quer ir com a gente, Beom-Su?

- Ahm? Ah...Eu já tenho compromissos para mais tarde, mas se quiserem recomendações, posso ajudar.

- O que acha? - Yerin esboçou um sorriso para ela, ajeitando seu cabelo.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Park Hyun Hee em Dom Mar 18, 2018 9:40 pm

- Oh, desculpe por não mandar um presente no Dia dos Namorados… - lançou um olhar debochado típico, mas ainda estava brincando.


Hyun Hee já tinha aceitado nos primeiros dias, com alguma dificuldade, como sua presença foi eliminada com facilidade daquele lugar. Era um ponto ainda difícil de lidar, dependendo do humor do momento, mas sabia que todos se adaptavam muito bem sem ele ali. Engatou na conversa o suficiente para não pensar em subir à procura da garota.

- Tive algumas questõezinhas para resolver antes de estar no pique de sair com o pessoal. Você sabe, parentes mortos, inventário, herança, aquela coisa chata, né? - comentava em alto tom de cinismo, como se aquilo não fosse nem um pouco doloroso. - Sinceramente, eu não estava com vontade de voltar para cá. Mas quando vim, precisei resolver assuntos de mais de um ano de atraso.

Não era completamente mentira. Afinal, de fato, não estava mais morando na própria casa e o irmão estava dominando a herança toda e tinha crescido para virar um tipo de usurpadorzinho com influência maligna do tio. Além do mais, tinha gente querendo matá-lo. Que recepção maravilhosa!

- É verdade que meu cabelo estava muito à frente do tempo da tradicional Wangjo Goryeo, mas agora estou de volta. O primeiro ano é um berçário, mas parece que meu currículo americano não é aceito nesse país. Já sobre meu irmão…

Parou também ao notar a garota apressada. Sabia para até quem ela iria e foi ótimo que tivesse aparecido, porque não queria falar sobre Jung Mi agora.

- Ousado - disse simplesmente e o acompanhou em silêncio.

Então ele confrontaria Yerin sobre o que quer que tivesse acontecido? Isso sim era algo muito interessante de se ver.

No andar de cima, havia aquele grupo de pessoas e Chaeyoung. Sua raiva dissipada voltou de uma vez quando se deu conta da situação e ele lançou um breve olhar para ela, enquanto que para o cabelo colorido, seu olhar foi bem mais direto e ameaçador.

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Re: Capítulo 3

Mensagem por Seo Hyemin em Dom Mar 18, 2018 10:08 pm

Hyemin fez algum esforço para esconder o rosto daquelas pessoas, especialmente a filha do diretor, que era uma Wang também e, querendo ou não, tinha ligação com aquela família.

Ver Yerin trouxe o alento que precisava e o abraço só completou isso. Encolheu-se um pouquinho quando a amiga perguntou o que tinha acontecido. Estava com vergonha. A amiga tinha tanto problema de verdade para lidar que seria indigno revelar o que a tinha feito ficar daquele jeito. Sentia-se traindo a melhor amiga, em busca de um qualquer que nem lhe dava importância. Nunca podia deixá-la descobrir seus sentimentos tão fortes em relação a uma pessoa como aquela. Era vergonhoso ser fraca a ponto de deixar que um problema que teve aos 9 anos de idade ser arrastado por quase 10 anos. O que a amiga pensaria dela se soubesse de toda a verdade?

Era paradoxal o quanto ela ficava grata por Yerin aceitá-la, mas ao mesmo tempo não contava seus maiores segredos por medo que ela percebesse de repente o que havia de tão errado nela para que aquelas pessoas tomassem a decisão de deixá-la e, pior, como ela nunca conseguiu lidar com aquilo. Yerin sabia que ela era fraca, mas não sabia o quão fraca era, pelo menos era essa a fantasia que Hyemin tinha, achando que o pouquinho que ela conseguia lidar sozinha e não falar fazia com que Rin pensasse um pouco melhor dela. De qualquer forma, ainda com tantos segredos, era a única amiga que conhecia o que era realmente obscuro dela.

O afago e as palavras de amor da amiga a fizeram recompor-se. Já estava decidida, ou achava que estava, a enterrar aquela história, como tinha feito com a outra, mais antiga ainda, em casa. Seria muito mais difícil, por causa da convivência constante, mas ela faria um esforço.

Por fim, conseguiu armar um sorriso e sugerir os estudos. A resposta de Yerin não poderia deixá-la mais feliz. Sabia de verdade o que a animava e não estava preocupada se ela era burra e não gostava de estudar. Isso era amizade de verdade. Sorriu, quase emocionada e balançou a cabeça positivamente.

- Queeeero! Obrigada, Rin. Você ajudaria também, Beom-Su? Ah, isso seria muito legal! Você sempre sabe os últimos lançamentos. Super vou comprar uma lembrancinha pra você. Já seeei. Uns pincéis para a sua aula de maquiagem! - ela evitou olhar muito para o menino, com um pouco de vergonha de não estar tão arrumada, mas ficou feliz com a ideia e logo já estava sorrindo de novo e fazendo o contorno na mesa para pegar as coisas de Yerin emprestadas na bolsa.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Won-Bin em Dom Mar 18, 2018 11:48 pm


Coçou a cabeça e riu um pouco vendo Bo-Mi lhe dar aquela "bronca". Se Won já tinha motivos pra não se envolver mais em brigas, agora tinha mais um.

- Você acha…?

Assentiu com a cabeça, confiante.

- Não digo tv, mas rádio ou jornal, sim. Acho que ficaria com vergonha na tv…

-Tenho certeza que ia tirar de letra - disse sincero, não tentava ser exagerado para ser gentil. De certa forma Bo-Mi tinha todas as habilidades sociais que Won queria ter um dia pelo menos uma fração.

A pergunta sobre a aprovação da família era um pouco mais séria, mas o clima ainda era leve.

- Eu não sei… - Foi bastante honesta. - Acho que minha família ficou um pouco mais receptiva a esse tipo de coisa depois do meu tio. - Ponderou um pouco mais. - Talvez meu pai ache que eu daria uma boa advogada ou promotora, como ele. Mas ele não é muito insistente nisso. Provavelmente por conta do meu irmão. Acho que a pressão de atingir as expectativas deles fica nos ombros do meu oppa, não nos meus. O que é um pouco injusto, mas o Gyu realmente tem uma vertente que meu pai compartilha. Ele quer fazer Relações Internacionais. Pelo menos está estudando com esse intuito.

"Hmmm, as pressões estão no Gyu então"

-Ele tem o jeito sério pra ser promotor se quisesse seguir na área - comentou - Relações internacionais, isso é legal! Que bom que seus pais não são contra seu sonho

Sorriu para ela mas sentiu a firmeza na expressão diminuir um pouco quando a pergunta retornou pra ele.

- E seus pais? Eles apoiam esse seu sonho? Quer dizer, ano que vem é ano de Olimpíadas e será logo ali no Japão. Você vai participar desse ciclo olímpico para tentar uma vaga? Aliás, você já é federado?

"Aish, muito bem Won, não quero ficar com um climão agora..."

-Err, em casa sou só eu e meu pai. Minha mãe se foi quando eu era criança - imaginava que ela iria fazer uma cara triste e pedir desculpas - Não precisa ficar sem graça, por favor, eu não costumo falar disso com praticamente ninguém além do Jae-ki e do Kang recentemente - sorriu para reafirmar que estava tudo bem. De certa forma mostrava que confiava bastante nela.

-Meu pai nunca pressionou pra eu fazer algo em específico, apenas que eu me esforçasse e seguisse o que eu quero. O que eu tenho certeza que ele seria contra seria ser policial como ele - revelava afinal o que seu pai fazia -Ele me apoiou muito nessa jornada dos treinos só que bem...

Tudo começou naquele dia do ferro-velho.

-Depois da briga ele me proibiu de voltar ao dojo treinar. Eu vou precisar convence-lo quando minha mão curar - disse meio sem graça. Nem comentou que parte da razão de não poder treinar era o emprego e ela mesmo (sua família para ser mais exato).

-Sim, eu já sou federado, eu participei de alguns torneios. O maior problema é patrocínio...bem, eu treino num dojo desconhecido no meio de Seoul e eu sou horrível em me apresentar pra pessoas. Por isso eu ficar melhor nisso nos clubes é uma boa

Percebeu que tinha falado muito, agora quem fazia monologo era ele.

-Aish Mian... - não era pra pedir desculpas - Digo, falei bastante haha - queria manter o clima leve. Tinha problemas sérios mas não queria mostrar essa gravidade pra ela.

-Ei, eu vou acabar atrasando você Bo-Mi - disse percebendo como a hora tinha voado enquanto comiam e conversavam -Acho melhor irmos indo

Agora vinha o momento da conta...como que ia agir agora!?

-Como fui eu que te convidei pra almoçar, eu quero pagar a conta. Você se importa? - se não tivesse protestos ele pagaria.

-Eu...gostei bastante desse almoço Bo-Mi - diria enquanto estivessem saindo e a caminho da escola - Err...

"Diga Won! Diga seu desgraçado!!!"

-Podemos marcar um outro qualquer dia, não?



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Re: Capítulo 3

Mensagem por Kim Sun-Hee em Dom Mar 18, 2018 11:54 pm

Sunny não conseguia afastar aquele aperto no coração, embora os lábios sustentassem o sorrisinho para Stella. Entendia a insegurança da amiga, pois também a sentia como um trauma gerado das constantes exclusões que sofreu durante anos e mais anos. Sorte que sempre teve uma família acolhedora... Eles agiam como seu alicerce e, ironicamente, ao mesmo tempo, compunham a maior de todas as fraquezas. Seus amigos estavam inclusos nessa matemática porque no final das contas... Os amava, cada um deles. E agora... Stella, Chae, Hye-Won... As meninas entravam nesse âmbito, e isso era maravilhoso e assustador. Às vezes, não sabia como se comportar ou se fazia as coisas direito ou não. Dúvidas bobas, até... Mas não havia maneira de evitá-las. O passado não permitia que ela relaxasse completamente.

E... não era verdadeira. Tinha certeza absoluta que não.

Não que mentisse, mas ocultava detalhes que amigas não costumam esconder.

Nem Kim entendia a fundo.

Por isso, quando a oportunidade surgia... Sunny libertava fragmentos para elas, imaginando que amenizaria uma possível falta de confiança... o que não era o caso, de jeito nenhum. Mas, alguns detalhes possuíam um funcionamento diferente na cabeça de Sun-Hee. Sim, sabia que determinadas escolhas precisavam ser tomadas, limites que precisavam ser ultrapassados e, principalmente, sacrifícios que precisavam ser feitos.

Enxergou na expressão de Stella a forma que as palavras a atingiram e ela não tinha ideia de como o inverso acontecia em idênticas proporções. Os olhos ameaçaram um chorinho que a bolsista conseguiu disfarçar diante do sorriso típico que vestia no dia a dia. E, por ironia, nesse momento que Stella comentou sobre o gesto, aproveitando para reafirmar a amizade compartilhada entre as duas. Então, foi a vez de Sunny escutar e prestava toda a atenção necessária nas palavras da amiga. Ficou triste com a maneira real que Stella colocava a situação... Era assim mesmo. As pessoas não aceitam o “diferente”. Algumas – mais cruéis – hostilizam e maltratam. Os estudantes da WangJo são ótimos exemplos disso.

- Eu tenho certeza que o Dong também gosta muito de você e ele parece ser um garoto incrível, pelo que pude notar até agora. E... acredito que, ultimamente, não são apenas os amigos dele que a fizeram se “isolar”, certo? – falava sobre Hayoung – Stella... Não faça isso, não se afaste. Ele gosta de sua presença e, de verdade, tirando o Min-Ho... que parece incomodado com tudo e todos... – arqueou as sobrancelhas – O que estou querendo dizer é que o Dong gosta de tê-la por perto, independente da opinião dos outros rapazes.

Continuou:

- Peter é o amigo da mensagem?

Mas já deduzia que sim.

A respeito do preconceito que ela enfrentou devido à mudança de país e cultura, Sunny balançou a cabeça, repreendendo mentalmente as atitudes maldosas.

- Sinto muito que seja obrigada a suportar esse tipo de coisa... - sussurrou, magoada -  Porém, no fim, penso que sejam vários problemas dentro de um único.

Encarou Stella.

- Padrão. E nós, por motivos diversos, não nos enquadramos. Não posso dizer que sei perfeitamente o que passou, mas assim como você, também entendo. É como se todos tivessem acesso a um lugar que jamais alcançaremos. Se preciso pisar nas pessoas ou humilhá-las, prefiro permanecer desse lado, Stella. Prefiro levar ovadas do que jogá-las em alguém. Prefiro ter que rebater as provocações, aguentar as ofensas... do que ser como essa gente – Sunny suspirou – Um dia... Vai passar, sabe. Vai sim...

As duas trocaram sorrisos confidentes e, por ora, encerraram a conversa. E foi melhor assim. Sunny sentia-se miseravelmente frágil e um súbito acesso de lágrimas assustaria Stella.

Antes de chegarem na enfermaria, recebeu a mensagem de Jae-Ki e franziu o cenho.

- Pois é... – a olhou pelo canto dos olhos, mandando língua perante a gracinha – Jae-Ki. Ele é da nossa turma e uma presença que se destaca. Na aula de matemática, ele resolveu todas as questões do quadro, lembra? Bom, meu pai foi professor dele e tem um enorme carinho e consideração. E, agora, o Jae-Ki acha que possui alguma espécie de dívida e prometeu me ajudar... Só que... – massageou as têmporas, suspirando de novo – Ele não é do tipo que suporta desaforo, o que me deixa preocupada. Vou responder logo porque daqui há pouco não terei como.

E começou a digitar.

“Eu não vou contar, Jae-Ki, mas... pelo amor de Deus, controle-se, ok? Sei que é difícil, porém é o que essa gente quer... Tirar nosso equilíbrio e nos pegar no erro mais idiota.
Promete? Porque acreditarei em você, então.
E estou bem, não foi nada demais. Apenas uma confusão no banheiro feminino, mas ninguém me machucou. Já está resolvido.
Jae-Ki, entenda que sempre – sempre mesmo – estaremos metidos em confusões.
Mas não significa que temos que fazer o joguinho deles.
Agora vou para o clube... Se cuida, viu? =)”

- Nossa, mandei um textão... E nem foi bronca.

Ela comentou enquanto entravam, enfim, na enfermaria e logo eram recepcionadas pela Srta. No Eul. Assim como Eun Seok, reverenciou respeitosamente a mulher e manteve-se mais de escanteio, apenas observando a conversa, mas quando Stella seguiu até a maca, desviou o olhar, lhe dando privacidade.

- Hum? Ah, não, não. Obrigada. Estou só a acompanhando.

Porém, quase... Quase mesmo que ela pediu um comprimido para dor de cabeça. E estava mesmo, de fato. Uma dorzinha chata sobre a testa, exercendo certa pressão ali, algo bastante incômodo e que tirava parte da concentração. Mas ficou no “quase”. Quando Stella foi liberada, as duas se apressaram para o clube. Entretanto, Sunny não esqueceu de algo...

Ou melhor, de alguém.

Kim receberia a mensagem da amiga.

“Está tudo bem? Você sumiu de repente.”

Caso houvesse resposta, ela só teria como visualizar depois do clube.    




Última edição por Kim Sun-Hee em Qui Mar 22, 2018 2:07 pm, editado 3 vez(es)
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Re: Capítulo 3

Mensagem por The Crown RPG em Seg Mar 19, 2018 12:02 am

[HYUN HEE]

1:18 P.M.


Jong In encarou Hyun Hee ao ouvir aquela história do presente do dia dos namorados. A cara do Park era impagável e o amigo não deixou por menos, fazendo uma carinha triste e abaixando o olhar.


- Não sei se posso perdoá-lo, oppa…

Ainda deu um tapinha no braço de Hyun, mas não manteve aquela máscara por muito tempo. Logo estava rindo da situação e ele voltaram aqueles ataques indiretos, mas que atingiam diretamente pontos sensíveis do herdeiro. Sempre que podia, Jong In deixava no ar que as pessoas se acostumaram à ausência de Hyun, mas também ele assoprava, demonstrando que bastou voltar que as mesmas pessoas que o esqueceram, de repente, estavam loucas para terem contato com ele.

Olhou um pouco mais sério para ele diante do conteúdo que lhe era apresentado. Apesar do cinismo de Hyun, ele tinha algum tipo de respeito pela história dele. Não era como se desejasse a morte dos pais dele...gostava dos Park.

- Ainda assim. Os amigos estavam dispostos a ajudar onde fossem necessários. Dizem que é para isso que servimos, não? - Suspirou. - Mas fico satisfeito em perceber que você conseguiu lidar com tudo.

O assunto ficou um pouco mais leve quando falaram do primeiro ano. Acabou dando uma risada com o comentário do primeiro ano e estava pronto para ouvir sobre Jung Mi quando...Hyemin chamou mais a atenção. Ouviu a palavra chave e esboçou apenas um sorriso no canto dos lábios.

Jong In era um cara muito estranho. Não dava para saber se ele era um aliado ou um inimigo, dependia do contexto, do discurso...Parte dele era fiel a Hyun - como a história com Jimin, a empatia em relação à morte dos pais - mas outra deixava o mesmo Hyun sob efeito de drogas no meio de uma festa. Tudo bem que ele não aparentava saber, mas era claro que sabia, não!?

O que aquele cara era, afinal? Psicopata? Sociopata?

O julgamento não importava muito, agora ele tinha algo em mente e subia as escadas até o segundo andar. As vozes foram ficando mais evidentes e não demorou nada para que Hyun reconhecesse uma delas como sendo de Chaeyoung. Quando chegou até o corredor em questão, ela estava com uma bolsa diferente - uma espécie de case/mochila - entre as pernas, mas ficou sentada de lado enquanto o garoto de cabelo azul tirava fotos das folhas do fichário. As outras duas meninas estavam de pé e as três conversavam - o garoto estava quieto.

A repentina chegada de Hyun e Jong In silenciou o trio. O garoto de cabelo azul achou estranho e ergueu a cabeça, vendo o que estava acontecendo - ele estava virado de frente para Chaeyoung com uma perna de cada lado no banco sem encosto. Sem postura nenhuma e mais próximo do que Hyun gostaria.

Chaeyoung também o encarou. O garoto de cabelo azul arqueou uma das sobrancelhas para Hyun, sem temer aquela cara feia - assim considerou - que estava recebendo. Fez um leve muxoxo com a boca e voltou a tirar as fotos, como se não fosse problema dele.

Lee Hi abaixou mais a cabeça, entrelaçando os dedos à frente de sua sala e quase se escondendo atrás de Hye-Won. Já a filha do diretor, encarava todo mundo sem receios. Chae engoliu em seco, vendo aquela expressão séria de Hyun.

Jong In sentia aquele climão, mas fez menção de continuar caminhando até a biblioteca, até que a porta se abriu….


[HYEMIN]

1:18 P.M.


Yerin só perguntou uma única vez o que tinha acontecido, mas respeitou o silêncio de Hyemin. Optou, então, por compartilhar aquele abraço, num dos raros momentos que se permitia fazer esse tipo de coisa. Afagou o cabelo da menina, tranquilizando e mostrando que estava ali.

Ah, se Hyemin soubesse…

Não sabia muito bem porque tinha começado a proteger aquela menina quando eram pequenas. Talvez porque ela tivesse o mesmo sorriso iluminado - e uma evidente tristeza no olhar - como uma outra pessoa que ela também amava, possuía. Não suportou ver aquelas meninas brincando com os sentimentos de Hyemin, logo no primeiro dia de aula e começou a se impor.

Sabia dos defeitos dela...Sabia de muitos. Mas ela aceitava e continuava protegendo. Porque Hyemin despertava esse instinto que ela não tinha com mais ninguém - fosse por opção ou por falta de oportunidade.

Teve vontade de rir quando a amiga disse que queria estudar. Ela era tão fofinha, mas estava nítido que não estava em condições de entender a mais simples fórmula de física. Por isso Yerin achou melhor mudar o foco e dizer que preferia ajudar Min com a maquiagem e fazer uma lista do que precisavam. Ficou um pouco mais aliviada ao ver que a amiga mudou a carinha com aquela decisão.

Beom-Su não comentou nada sobre a aparência dela e já estava fechando as apostilas quando ela perguntou se ele poderia ajudar.

- Mas é claro!! Seria um prazer.

- Ótimo, então vamos. - Yerin respirou fundo, mas nem precisou se mexer muito porque Hyemin já tomava a iniciativa de pegar suas coisas.

Não deixaria que a amiga levasse a mochila assim, por isso colocou no ombro. Caminhou na frente, abrindo a porta da biblioteca, sendo seguida por Hyemin e Beom Su. Portanto, Yerin foi a primeira a sair de lá e se deparar com aquelas pessoas.

Com Jong In…

[HYEMIN E HYUN HEE]

1:18 P.M.


Yerin estava com uma expressão neutra ao sair da biblioteca, mas a expressão ficou visivelmente fechada quando ela viu aquele rosto perfeito de Jong In. O garoto, por sua vez, continuava com aquele sorriso amistoso enquanto se aproximava, completando o caminho.


Os olhos já escuros de Yerin ficaram ainda mais negros diante daquela audácia. O maxilar dela trincou e, de repente, tudo o que tinha em mente era o desespero de Nana. O choro compulsivo, a notícia dada pela médica. A sensação de que elas nunca teriam justiça de verdade, porque simplesmente não tinham como reparar aquele dano! A sensação de...vazio porque não era capaz de fazer nada.

Cerrou os olhos de modo que Jong In nem percebeu - ou simplesmente pagou para ver - o movimento seguinte.


- Oi, Ye…

Ele nem conseguiu completar a sentença. Foi em câmera lenta e rápida ao mesmo tempo que aquelas pessoas veriam a mão de Yerin voar naquela pele branca. E, para alguém delicada, aquela mão foi muito pesada. Não foi um tapinha feminino de aborrecimento, foi o tapa de ódio, desconcertante. O tapa que fez a cara dele virar e ele dar alguns passos para o lado.

As pessoas se alarmaram com aquilo. As meninas arregalaram os olhos, assustadas com aquilo. Chaeyoung levantou-se e até o garoto de cabelo azul pareceu interessado em alguma coisa.

- Não dirija a palavra a mim, seu lixo.


- Sua… - Jong In cuspiu um pouquinho de sangue porque tinha mordido a bochecha e virou na direção dela, pronto para revidar o tapa.


Ela nem ao menos se mexeu, olhando fixamente para ele, como se o desafiasse a completar aquele movimento.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Convidado em Seg Mar 19, 2018 12:06 am

Ainda não estava muito afim de compactuar com as teorias de EunBi, por isso só meneou negativamente para ela sem dar muita atenção. Mentalmente cansada do jeito que estava era exigir demais dela.

- Shopping é bom também… Só nós duas… - resmungou, completamente sem ânimo - Mas… Acho que prefiro parque… Ou aquário…

Eram provavelmente os locais que mais ajudariam MiSoo a melhorar seu ânimo. O verde da natureza serena que emoldurava o parque e o azul profundo e oscilante unido à dança suave dos peixes. Pelo menos os peixes atrás do vidro não traziam nenhum problema à saúde da tenista.

MiSoo fez uma carinha de cachorro culpado quando EunBi insistiu mais sobre a comida e disse que só lhe desculparia se comesse. Tinha um pouco de receio de acabar precisando vomitar na escola e estava com essa sensação de que se comesse era exatamente o que aconteceria. A garota concordou com a cabeça, sem saber o que fazer diante do jeitinho fofo dela. A última coisa que queria era EunBi triste com ela.

A encarada do próprio reflexo serviu para voltar a trazer as sensações ruins de minutos atrás de volta à MiSoo. Era doloroso e lhe dava a nítida sensação de que o resto do mundo nutria os piores sentimentos para com ela. Como fariam com um monstro.

Sentar-se no chão, longe daquele reflexo a acalmou um pouquinho, mas o que realmente fez a sensação horrível diminuir foi a atenção e o carinho que recebia de EunBi. Era como se só aqueles gestos fossem capaz de impedir MiSoo de cair de vez em um profundo buraco escuro de ódio e depreciação.

Diante do sorriso confiante da amiga, MiSoo se forçou a concordar, mesmo que sem humor algum. Não era um momento em que ficaria esperançosa em se resolver com BoMi. Sentia-se ainda muito ferida para isso.

Só com a maquiagem escondendo um pouco daquela criatura no espelho é que MiSoo sentiu-se um pouquinho mais aliviada. Chegou a dar um pequeno e tímido sorrisinho, que aumentou um pouquinho mais com EunBi também querendo pentear seu cabelo. Não achava que merecia toda aquela atenção depois de chorar como uma desesperada nos braços da amiga e lhe privar do almoço do refeitório, mas mesmo assim apreciava muito sua dedicação.

Emocionada com o carinho da amiga, MiSoo sentiu a necessidade de agradecer e lhe abraçar outra vez e fez isso de modo impulsivo, quase desesperado. Era importante demais para a garota. Apreciava demais o gesto de seus amigos quando estavam dispostos a aguentar o jeito chorão, manhoso dela e a se esforçarem para lhe reconfortar.

- Mas é importante,mesmo assim. Você estar ao meu lado. Eu só quero agradecer, por favor aceite. - fez outra careta para a parte de lanchar, mas, por fim, deixou os braços caírem um pouco e suspirou - Ara. - forçou um sorrisinho, que saiu um pouco natural, pois estava mais contente mesmo depois dos mimos que recebeu.

- Ung. Eu queria descansar um pouco, se não tivéssemos que lavar pratos, mas vamos terminar com isso logo. - começou a ajeitar o cabelo da amiga, uma pequena retribuição - Que dia péssimo… - bufou, franzindo um pouco as sobrancelhas e terminando de arrumar a franja de EunBi para prender o próprio em um rabo de cavalo feito com pressa.

- Eu não gosto de ir para a enfermaria, mas acho que não tem jeito mesmo… Então me ensine sim os passos, por favor. - sorriu um sorriso ainda meio melancólico, que acabou morrendo quando MiSoo começou a falar sobre mais cedo.

Na verdade, com tudo o que tinha acontecido, sentia que o medo que lhe afligia no intervalo só aumentou. Sua vida sem as pessoas que lhe eram importantes… Não parecia que teria sentido… Sem eles e sem a halmoni estaria completamente sozinha, pois já não se sentia acolhida pelos próprios pais, só conseguia temê-los. Só conseguia ver mais um reflexo distorcido de si mesma através dos olhos deles. Não era bonita como a mãe queria, nem tão inteligente quanto o pai queria. Jamais seria boa o bastante para a família Yeun. MiSoo só sabia jogar tênis… E mais nada. Se via tão sem talentos que não tinha ideia do que poderia fazer da própria vida além do tênis. Será que com esse caminho os pais iriam finalmente ver alguma qualidade nela?

Pelo menos seus amigos conseguiam ver algo nela… Ou EunBi teria lhe abandonado muitos anos atrás. Precisava se fiar nessa ideia, ou perderia as esperanças até para com os amigos.

- As pessoas fazem isso, às vezes. Não é? Deixam as amizades de lado quando gostam de alguém. - fez um biquinho triste - Acontece até nos filmes… As pessoas mudam… Quando… - perdeu os lábios e desviou o rosto em outra direção enquanto saíam do banheiro, incomodada de continuar o assunto que ela mesmo tinha iniciado, mas em vez de trocar, MiSoo resolveu perguntar sobre os sentimentos da amiga para com o bolsista.

Queria entender um pouco. A verdade era que não sabia como era gostar de alguém assim. E também queria ter certeza de que a amiga realmente gostava do delinquente. MiSoo fez uma expressão meio triste quando ouviu a afirmação de EunBi. Não sabia direito o que fazer ou pensar sobre isso. O medo de que ela mudasse ainda era presente e bem real para a tenista, mas tinha que acreditar nas palavras da bailarina. Tinha que confiar nela de que nada mudaria. Era o único jeito de fazer o medo desaparecer.

- Ara… - resmungou, continuado a prestar atenção na explicação da amiga - A voz…? - pousou o indicador sob os lábios, com uma expressão pensativa levemente exagerada e quando EunBi imitou a careta dele, MiSoo piscou incrédula para ela algumas vezes, antes de encher as bochechas e segurar um mini risinho - Que esquisito. - comentou, logo a pessoa que fazia as caretas mais estranhas.



Ficou um pouco mais séria, prestando bastante atenção na conversa quando a amiga mencionou o loiro da turma. A tenista nunca achou que deveriam ficar juntos, mas isso era mais porque MiSoo era meio possessiva com os amigos mesmo. Bom, depois que ele a jogou no lago, estava convicta que jamais deveriam ficar juntos! Se ele tinha coragem de fazer isso com ela na frente de todo mundo, imagina o que poderia fazer quando não tinha ninguém por perto.

Mas… Ela se sentia diferente com Jaeki? Fez outra careta confusa, como se estivesse fazer muito esforço para entender. Com certeza deveria ser bem precipitado… Mas MiSoo também não fazia ideia. Ela só ergueu uma sobrancelha com o suspiro apaixonado da amiga.

Queria saber como era para EunBi porque… Não tinha a mínima ideia do que fazer com Jung Mi. Talvez ouvindo a explicação da amiga MiSoo conseguisse entender algo, ou talvez devesse começar a prestar atenção nas situações que lhe eram explicadas. Estava meio aflita com isso, morrendo de medo. Talvez amanhã descobriria que era só uma brincadeira de muito mau gosto. Ficaria aliviada ou ainda mais magoada? O que deveria fazer? Talvez precisasse de conselhos.

- Araso. Acho que está certa… - respondeu de modo meio automático sobre não ser motivo para perdê-la, enquanto agarrava seu braço com mais força para descerem devagar a escadaria - Se você prometeu que nunca aconteceria, eu confiarei em você. - ergueu o braço esquerdo, sacudindo-o um pouco para fazer a pulseira rosé balançar diante das duas.


Ainda se sentia um pouco tonta e sensação se agravava diante dos degraus. MiSoo só voltaria a falar ao término dos degraus.

- Eu vou lhe acompanhar no lanche com um iogurte, okay? Mas você pode comer quanto quiser. Eu realmente não estou com apetite. Eu posso pagar a sua comida para compensar a que eu lhe fiz perder. Pode pegar o que quiser por minha conta. - tentou dar um sorriso um pouco mais animado para convencer a amiga - Aí depois comprimos o trabalho injusto e chato. - fez um bico meio irritado.


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Re: Capítulo 3

Mensagem por Dong Hee Kyung em Seg Mar 19, 2018 3:50 am

O objetivo do primo nunca foi retirar expressões de desgosto dela, ele nem se lembra por que estava sendo tão dificil conversar uma coisa tão simples agora, visto que ambo compartilhavam alguns segredos e confidencias familiares e bastavam alguns sorrisos para estar tudo certo. Por que agora na escola, com eles crescendo , seria mais dificil chegar num acordo? Seria por causa dos novos amigos dele, ou dos dela? Dong não entendia, a principio. Talvez fosse obvio para uns, mas para o jovem herdeiro não era.

Ele tinha sim preocupação, oras alguém aparecer e apontar o dedo como uma arma? O que isso supostamente deveria sugerir? Era um ato de violência? Talvez, mas Hayoung precisava relevar um pouco algumas coisas. A conversa entre eles era estranha por que Hayoung parecia falar como se Dong fosse uma pessoa diferente do que ela já sabe, e Dong, fala como se achasse sua prima, a pessoa mais sensacional do mundo.

Era uma pena mesmo, que ela não podia ver, como seu primo a enxergava.

- Não podemos nos gostar, como amigos? Deu pra sentir ciúme agora? Aisshhu.. - Chegou a frisar bem esse ponto, fazendo aquele sonzinho engraçado com a boca, soprando a franjinha castanha para cima. - Eu ainda vou fazer vocês chegarem nas pazes. Sabe disso não é?

Rebateu e continuou, ela questiona sobre o que ele queria fazer, onde estudaria? A resposta é fácil. - Japão é claro, sempre quis ir para lá, na verdade, deveria estar já lá, mas eu quero fazer os desejos do nosso avô, ele merece, é um homem fantástico, inteligente e generoso...

A admiração saiu de maneira notória, ficaria claro para Hayoung, que Dong queria ser como o avô, mas agora ela saberia deste cenário.... seu primo se fosse embora, como ela ficaria? Como se sentiria? Ele parecia bem a vontade e tranquilo ao falar de viagens... como bom fanático por tecnologia que era, não seria estranho pensar nesse cenário, até por que faria sentido para sua prima afinal, o rapaz conhecia de japonês, o idioma.

- Este lugar é importante para nosso avô, pensei que era por isso que estava aqui também, sair daqui não é mais uma opção para nós. Eu mesmo ja vi coisas que não concordei, coisas que não gosto também. Mas você sabe do que estou falando, não sabe.

Enquanto o virginiano falava, podia analisar as expressões da menina que  estava imersa em recordações, pensando em alguma coisa... bem viva que ela experimentou.

- A escolha certa Hayoung, é a escolha que vale a pena lutar. Se os bolsistas não desistirem, se tem tanta gente incomodada com eles, então quer dizer, que estão no lugar certo. Isso aqui não é Goryeo cheio de príncipes e princesas mais.

Quando viu as mãos dela até a barra da saia, a prima sentiria o toque da mão dele, por cima da sua, bem de leve, como num tapinha para assusta-la. Aquela visão da garota cabisbaixa de ombros caídos era de cortar o coração de qualquer um.

- E dai! Você não tá sozinha, você tem a mim! Se eu estou disposto a dar a cara a tapa pelos meus amigos, não daria pela minha família? - Falou bem sério agora esperando ela encara-lo. Ela teria uma impressão de importância naquelas palavras dele, eram firmes, ele tinha certeza do que falava. - Pare de dizer que é isso ou aquilo, pare de se rotular... você me faz parecer um grande bobo, e não gosto dessa sensação.

Puxou a mão devagar, para que ela não ficasse muito impressionada, dessa vez, ele virou um pouco o rosto de lado, pensativo...

- Parece até que a Hayoung que eu cresci e aprendi a gostar é uma mentira, uma pessoa diferente... ouço falar sobre essa crueldade, mas essas mesmas meninas que foram abusadas, essas pessoas, certamente te defenderiam se fosse você no lugar delas... e se fosse comigo? O que ia fazer? Correr? Me pediria para ir embora daqui....

Depois de dizer isso, ele olhou no relógio de pulso para ver que horas eram, acabou de distraindo conversando com a prima.

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Re: Capítulo 3

Mensagem por Park Hyun Hee em Seg Mar 19, 2018 7:45 am

Hyun acompanhava as nuances de Jong-In quando reconhecia nele o antigo amigo. Sua visão hoje em dia era menos fiel, mais calejada e com desconfiança, mas ainda se divertia nas pequenas coisas. Não estava mais preso a laços de irmandade, mas também não era inteligente sair declarando guerra a coisas que não entendia, por isso preferia aquele papel duplo.

Apenas respondeu com um sorriso sobre o suposto apoio que os amigos lhe dariam. Isso era uma mentira. Nenhum deles estaria preparado para lidar com seu luto e as sequelas do acidente. Se nem o irmão estava, por que aqueles mauricinhos estariam?

Ao alcançarem Chaeyoung e os amigos, pelo menos não viu maldade nos olhos do rapaz do cabelo colorido. Ele não fez aquilo para provocá-lo ou porque queria provar algum ponto, como seria o caso de JongIn. Apesar de querer arrancar o celular da mão dele mesmo assim e sentir, sim, ciúme, não achou que estava sendo afrontado, o que era uma boa surpresa. Hyun ainda ficou um tempo olhando naquela direção para ter certeza de que tinha feito uma boa leitura.

Virou o rosto para frente e de repente quem estava por ali era Yerin. Antes mesmo que ele pensasse em se preparar para assistir a um show, a garota ergueu o braço e acertou o rosto de JongIn sem pensar duas vezes. Então ela estava sim muito furiosa.

Piscou, arregalando os olhos. Não podia imaginar algo assim. Olhou para o lado e Jong-In estava com aquela expressão. Precisou agir rápido. Tentou segurar o braço do amigo, para que não atingisse a garota.

- Opaa. Veja bem. Jong-In, vamos conversar, porque ninguém quer ser expulso, não é? - tentou abaixar o braço dele e olhou Yerin. - Vamos, me diga: o que esse meu amigo detestável fez a você?
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Seo Hyemin em Seg Mar 19, 2018 8:02 am

Hyemin já estava mais tranquila, distraída pelo convite. É claro que o humor não mudava completamente de uma hora para a outra, mas podia sentir-se em casa.

Pegou a própria mochila quando Yerin decidiu levar a dela e caminhou tranquila até a porta, já começando a povoar a mente de maquiagens, quando de repente se depararam com os dois rapazes. A menina não teve tempo de raciocinar também, nem de tentar fazer graça e esconder o rosto, porque a tensão subiu no ambiente. Sentiu que a amiga ficou completamente transtornada. Era uma daqueles momentos que ela não sabia o que fazer e congelava no lugar, mas  o motivo pelo qual tinham vestido preto naquele dia voltou para sua cabeça. O assunto era sério e adulto demais para que ela soubesse o que deveria ser dito.

Se fosse ela, nunca conseguiria bater de frente com alguém daquele jeito, como já estava mais do que provado. Por isso, cobriu a boca quando Yerin ergueu a mão após ofendê-lo de forma tão humilhante e ficou assustadíssima quando completou o movimento, sentindo o coração disparar. Eun-Na. Aquele menino tinha feito algo para Eun-Na ter ficado "daquele jeito". Era ainda mais assustador saber disso. Sentia muita pena da amiga e medo daquela pessoa. Se ele tinha algo a ver com isso mesmo... E tinha, porque Yerin não faria isso de graça, então ele era a pessoa mais tenebrosa que respirava na Wangjo. Seu nome era uma dúvida quando ela apareceu em sua casa na noite anterior, mas agora, diante daquela expressão dele, parece tudo muito claro.

Ela o espiou assustada, quando prontamente notou os olhos raivosos dele e sentiu um medo percorrer a espinha, alertando-a de que algo ruim aconteceria. O rapaz cuspiu um “Sua…” e a primeira coisa que Hyemin fez foi agarrar-se ao braço de Yerin, colocando o corpo na frente dela.

-  ANDWAE (Não)]!!! - berrou e encolheu-se contra a amiga, fechando os olhos.

Estava apavorada, não era o melhor jeito de defender alguém, mas foi instintivo como o dia da aranha. Não podia deixar ninguém machucar sua melhor amiga e sentiu que aquele menino era muito capaz de fazer isso. Só conseguia lembrar do rosto machucado de Eun-Na.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por The Crown RPG em Seg Mar 19, 2018 11:48 am

[HYEMIN E HYUN HEE]

1:18 P.M.


O som da colisão da mão de Yerin contra o rosto de Jong In ecoou pelo corredor e trouxe como consequência um ensurdecedor silêncio de meio segundo. Nem ao menos as palavras ditas por Yerin, falando para que aquele lixo humano não dirigisse a palavra a ela tinha sido compreendida por todos.

As testemunhas estavam em choque. Lee Hi estava com os olhos arregalados e com as mãos na boca, Hye Won estava mais pálida do que o normal. Chaeyoung estava com as sobrancelhas franzidas e o garoto de cabelo azul só se levantou, pronto para intervir. Beom Su se encolheu contra a parede, sem saber para onde fugir.

Jong In precisou dar uns dois passos para o lado para se recompor enquanto Yerin continuava com as pés cravados no mesmo lugar. O garoto cuspiu um pouco de sangue e ao notar o liquido, estava pronto para revidar.

- Sua…

O braço dele realmente se posicionou, mas Hyun Hee foi mais rápido em conter o movimento dele. Para a maioria em choque, aquele movimento dele passaria despercebido porque estavam muito mais escandalizados com a atitude da menina do primeiro ano. Apenas Yerin, Hyemin, Hyun e próprio cabeleira azul, acostumados a esse tipo de briga, reconheceriam que ele estava disposto a revidar numa garota.

Hyun poupou a imagem do amigo para com as três meninas presentes e o próprio Beom Su. Yerin não parecia ter medo de levar também, mas hesitou quando viu Hyemin se metendo na frente. Seu instinto era empurrá-la para o lado antes que se machucasse, mas isso não foi necessário, visto que Hyun evitou que o pior acontecesse.

- Ani. - Jong In respondeu. - Sua maluca! Por que você fez isso? O que eu te fiz??

- Sonso. - Yerin respondeu. - Você sabe exatamente o que você fez.

- Então diz! O que!? Por qual motivo você resolve me agredir assim???

Pela segunda vez, ela hesitou. Por mais calculista que ela fosse, às vezes o ódio a cegava. E agora que ela se dava conta das testemunhas que havia ali, ela não podia mesmo dar o principal motivo daquela agressão. Se antes já estava difícil por falta de um culpado e ela não queria falar para Jong In, agora estava impossível com tanta gente. Ela umedeceu os lábios.

- Jong In… - Hye Won tomou a frente, sentindo-se na obrigação de fazer algo. - Você quer ir à enfermaria?

- Anyeon! Eu estou bem. - Retirou um lenço do bolso e limpou os lábios. - Tenho certeza de que a Yerin não está no seu juízo perfeito.

- Estou com a mente ótima, Jong In. Você que talvez precise de um refresco. - Ela deu um passo à frente, deixando Hyemin para o lado e se aproximou tanto de Hyun quando de Jong In.

O herdeiro Park poderia começar a achar que aquela menina era mesmo muito ousada ou não batia bem ou Jong In tinha algo com ela. Porque ela não teve medo de se aproximar, mesmo depois de quase ser agredida por ele.

- Eu disse para você nunca mexer com minhas amigas. Nunca convidá-la para suas festinhas. - Olhou para Hyun. - Foi isso o que aconteceu. Mas se é tão amigo dele, você também deve saber do que estou falando e não é diferente dele, no caráter. Você descumpriu com sua parte, eu não vou esquecer disso, Jong In.

As pessoas não entendiam muito bem o que eles falavam, até porque Yerin não precisava gritar para ser ameaçadora. As meninas se olhavam, pescando apenas algumas palavras, mas realmente não entendiam tudo o que estava acontecendo ali.

Jong In continuou limpando os lábios e encarou Yerin friamente.

- Eu não fiz nada. Eu também não esquecerei dessa humilhação, Oh Yerin. O que é seu está bem guardado.

Aquilo soou como um desafio para Yerin e ela esboçou um sorriso no canto dos lábios. Deu as costas para eles e puxou Hyemin pelo braço. Quando se virou, ela quase bateu de frente com o garoto de cabelo azul - ele deu passos o suficiente para se meter na briga, caso fosse necessário. Ela parou diante daquela figura e o olhou da cabeça aos pés, fazendo uma cara de repulsa.

- Vai ficar parado aí ou vai em deixar passar?

Tinha sido quase a mesma coisa que ele disse para os outros quando quis entrar no refeitório. Achou aquilo curioso e, sem que ninguém entendesse o motivo, ele deu um sorrisinho sacana e abriu espaço para que ela passasse.

Diante disso, Hyun podia ter a certeza de que algo realmente tinha acontecido naquele sábado...

Mas o que?
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Seo Hyemin em Seg Mar 19, 2018 1:37 pm

Hyemin ergueu o corpo, depois de notar que a reação do garoto demorou tempo demais. Abriu os olhos e viu Yerin, antes de olhar JongIn fazendo todo aquele drama. Como era cara de pau! Será que não tinha feito nada mesmo? Até ela chegou a duvidar por um momento. Será que Yerin estava confundindo? Mas não era possível!!!! Ela acreditava muito em suas duas amigas. Mesmo assim, a carinha de sonso dele quase a estava convencendo, se não tivesse passado por aquele pesadelo de noite com as amigas.

Era assustadora sua habilidade de se fazer de desentendido e parte dela ainda ficava duvidando disso. Mesmo ela mesma experimentando essa dúvida ficou revoltada! Não conseguia acreditar na filha do diretor perguntando se ele  queria ir à enfermaria!

Respirou fundo e franziu a testa. Ajeitou a roupa e ficou bem atenta, olhando de um para o outro e uma vez até para Hyun Hee. Não era possível que estavam do lado daquele monstro!

Lançou um olhar irritado para o garoto, dando um tipo de apoio de bastidor para Yerin, por mais que estivesse apavorada. Porém, no momento que ela comentou sobre não mexer com suas amigas, Hyemin abaixou o rosto. Não podia se empombar demais pra cima daquela pessoa. Era Yerin quem as estava protegendo desde o começo… Assim que  ela fez menção de sair, agarrou o braço da amiga na hora de ir embora.

Fez uma careta para o garoto do cabelo azul, para que ele saísse do caminho. Só faltava mais um querendo barraco!

Ela foi puxada e apressou o passo também, para sairem o mais rápido possível daquele lugar.

- Aimeudeus, Rin, que corajosa. Você está bem? Eu fiquei com tanto medo do que ele podia fazr!! Eu vi como ele ficou com raiva! Que medo…. Ottoke, ottoke!!! Por favor, não fale nunca com ele sozinha. Isso foi muito assustador. Será que ele ia te bater? E você viu aquela gente do lado dele? Tinha que ser filha do ridículo do diretor! - fez um barulhinho com a boca. -  Será que ele vai obedecer? Tadinha da… Tadinha. Isso não pode ficar assim! Ele pareceu que nem ligou… E agora? - suspirou. - Se ele mexer com você me conta que eu conto tudo pro meu pai!!! Quer dizer... Não vou contar... - fez um bico triste. -  Ah… ESpero que ele não queira se vingar…

Era a primeira vez que via alguém realmente rebater a aura de Yerin à altura e não se submeter completamente a suas ameaças.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Park Hyun Hee em Seg Mar 19, 2018 2:02 pm

 A última intenção de Hyun era defender a honra de seu amigo canalha, mas se esse fosse um mero efeito colateral de ter impedido que ele fosse violento com Yerin, então tinha valido a pena. Era engraçado como ele mesmo não tinha pudor nenhum de jogar Eunjoo contra a parede e machucá-la, mas quando era o amigo, aí não estava tudo bem, certo? Mas foi apenas o impulso que o fez protegê-la, porque nem ele teria uma ação daquelas como desferir um tapa ou sabe-se lá o que ele faria. Pelo menos, achava que não, mas assim que conseguiu impedir o amigo perguntou-se sobre esse detalhe.

Os dois iniciaram uma discussão acalorada (ou algo do tipo nos padrões de dois quase psicopatas), e Hyun apenas prestava atenção. Algo realmente sério parecia ter acontecido.

Mantinha um sorriso bem leve nos lábios, observando com interesse a maestria de JongIn atuando na frente daquelas pessoas. Todos caíam muito facilmente naquele rostinho de criança. Isso nunca o cansava de surpreender.

Yerin dirigiu a palavra a ele, e ele correspondeu com um olhar sério e analítico, absorvendo informações. “As festas” não eram apenas festas. Ali dentro tinha de tudo. “As festas” de JongIn eram um passaporte para tudo que havia de errado, não só considerando menores de idade, mas às vezes até jovens adultos.

- Ah, é verdade, me desculpe. Eu fui horrível mesmo em não permitir que ele batesse em você - lambeu os lábios em seu tique nervoso após o comentário irônico, falando baixo de modo que só elas ouvissem.

Uma parte que chamou muito sua atenção era que havia realmente um acordo entre eles. Por quê? O que ele sabia sobre ela para mantê-la calma mas que não era o suficiente para aplacar essa fúria de agora? O que ela teria sobre ele para deixá-lo tão apavorado? Sim, porque embora ele fizesse aquela cara de sonso, ele estava muito descontrolado para os padrões normais e, por um segundo, quase deixou a mascara cair para revidar a fúria. Pensando agora, achava que talvez tivesse deixado e… Não. Essa história não teria um final bom se JongIn não tivesse espaço para achar que venceu.

Yerin era o segredo de tudo, mas Eun Na era a chave.

Ele botou a mão no boslo e observou JongIn com atenção.

- Acho que temos que conversar, amiguinho. Parece que você finalmente encontrou alguém que abre a boca...

Virou-se então para aquele amontoado de pessoas e bateu palma.

-  O show acabou. Jong In felizmente, apesar de gravemente ferido, vai se recuperar. Eu vou levá-lo para a enfermaria - enroscou o braço no pescoço do amigo e o forçou a sair andando, soltando-o depois.

- Vai me contar o que aconteceu agora ou quer que eu descubra sozinho? - sorriu de canto. -  O que exatamente você fez com aquela garota, Jong-In? Foi o mesmo que você não fez comigo? Ou... outra coisa? - ele o encarou de forma séria, no meio do corredor.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por The Crown RPG em Ter Mar 20, 2018 10:46 pm

[DONG]

Área Externa 1:10 P.M.


Hayoung o encarou de banda quando ouviu a pergunta retórica de Dong. A expressão dela queria dizer “ah va! Amigos, sei!”, pois os lábios se repuxavam numa careta aborrecida com aquela declaração. Contudo, o comentário seguinte a fez arregalar os olhos e corar no mesmo instante.

- MWO?!?! - Acabou exaltando-se um pouco mais do que o esperado. - Ciúmes?? Você comeu algo que não fez bem, oppa. Não tem ciúmes. - Cruzou os braços e virou a cara. - Nunca seremos amigas, desista. O momento para isso passou e eu não perdoo a sua amiga mestiça. Fim.

Era bom que não continuassem naquela história sobre Stella porque só geraria mais aborrecimentos aos primos. Apesar de Hayoung ter começado com aquele tópico, ela mesma quis que fosse encerrado. Não estava pronta para pisar num terreno tão complicado, escorregadio e cheio de armadilhas. Poderia acabar se machucando e não queria romper relações ou algo do gênero com seu adorado primo.

A questão da escola também não tornava o assunto mais fácil ou agradável. Na verdade, era bem preocupante. Assim que ele declarou que gostaria de ir para outro país, a postura de raiva deu lugar a um estranho vazio - uma ansiedade a invadiu e ela imaginou, no mesmo instante, como seria suportar a família sem Dong ali.

- Japão…? - Murmurou, abaixando o olhar. - Wae? - Fez uma carinha triste, mas ele logo justificava. Fazia tanto sentido que ela não entendia porque ele ainda não tinha ido. Bastava pedir que a tia provavelmente aceitaria.

Hayoung achava isso, pelo menos. E, talvez, Dong também soubesse. A mãe o amava muito e, justamente por isso, seria capaz de atender a esse pedido dele. Porque a mãe não gostava das coisas que aconteciam ali e ter Dong no Japão seria o melhor tanto para sua educação quanto para a saúde mental. Ficaria longe daquelas víboras que compartilhavam do mesmo sobrenome dele.

Porém, havia uma pessoa tão importante para Dong quanto sua própria mãe: seu avô. E ele era capaz de abrir mão de um sonho - e uma vida melhor - para concluir os estudos ali, na Wangjo. Hayoung não sabia exatamente o que pensar, muito menos o que dizer. Por isso, o melhor a ser feito nesse momento era se calar.

E foi isso o que ela fez, enquanto apertava as mãos contra a saia e deixava que seu primo discursasse. Ouvia sobre o colégio não ser Goryeo para ter principes e princesas, mas o primo parecia um tanto quanto enganado. Era só ver como cada turma equivalia a um mini-reino. E como Hayoung se sentia fraca diante disso.

Fechou os olhos um pouco antes de sentir o toque em sua mão. Realmente se assustou, arregalando os olhos diante do tapinha que recebeu. Voltou a encará-lo e se sentiu um pouco acuada diante daquela força que Dong transmitia com seu olhar.

- Oppa… - Murmurou e franziu as sobrancelhas.

Olhou para o perfil dele e sentiu um aperto no peito ao ouvir aqueles questionamentos. Os olhos ficaram marejados e não achou que precisasse responder aquelas perguntas. Ele sabia que ela não faria isso com ele...Pelo menos ela acreditava que sim...né? Meneou negativamente, tomando impulso para sair dali. Colocou a mochila nas costas quando ficou de pé e fungou discretamente.

- Você é realmente muito bobo. Só sendo bobo para me fazer esse tipo de pergunta. - Fungou de novo. - Acho melhor deixarmos essa conversa de lado. Fomos longe demais. Tenha uma boa aula, Hee-Kyung-ah.

Não ouviria mais emendas dele porque aceleraria, ciente de que a perna dele não conseguiria acompanhá-la porque viu que ele estava mancando. Quando olhasse para o relógio, Dong também veria que estava com o tempo apertado, era melhor se encaminhar para a sala. Ha Neul já tinha mandado algumas mensagens e avisado que guardaria o lugar dele, só porque era um bom hyung.

[SUNNY]

Enfermaria - 1:15 P.M.


Stella sentiu as bochechas corarem um pouco quando ouviu aquela história sobre Dong gostar dela. Era tão...confuso. Abaixou um pouco o olhar com as sugestões de Sunny - mas a amiga continuava vendo o foco dos olhos mel da menina, porque ela era mais baixinha e, para encará-la, tinha que olhar para cima.

- Ani. A prima dele também… - Admitiu. - Eu não tinha nada contra ela, mas desde que ela se meteu com o grupo...bom, você sabe qual grupo. Ela passou a agir de modo diferente, quase como se fosse infectada pelo mesmo vírus, sabe? Quando ela mentiu naquele dia, como se não soubesse do que aconteceria na quadra, eu fiquei para morrer. Mas não é só ela, o Min Ho também me olha de um jeito estranho e...aish... É um pouco cansativo. Você se esforça para ser aceito, mas sempre tem um perturbando, então...você simplesmente cansa.

Mas não não disse exatamente do que estava cansada. Mas não concordava que Dong gostasse de tê-la por perto. Ainda que os dois tenham tido um sábado legal, não achou que fosse algo que se repetiria tão cedo.

Quanto ao amigo, ela meneou positivamente.

- Sim, Peter Park. - E riu. - O avô paterno dele é coreano, sr. Park, mas ele não tem nenhum traço mesmo. E ainda ficou com esse nome. Ainda bem que ele gosta do Homem Aranha. - Riu ao se lembrar disso.

Pegou o celular do blazer e mostrou a foto dele no aplicativo de mensagem. A expressão de Stella estava bem normal, apesar dele ser uma gracinha. Sua memória afetiva ainda o tratava como o amiguinho que ela teve na infância, não como o adolescente bonito que ele tinha se tornado.

- Ele vem em Julho, com a família. Meu irmão já terá nascido e vão aproveitar para conhecê-lo também.

Depois de explicar um pouco a situação, as duas continuaram seus desabafos sobre as diferenças. Stella concordava com absolutamente tudo o que ela falava - nunca que queria pisar nas pessoas para se sentir melhor. Não concordava com aquela postura dessas garotas e jamais seria como elas. Trocaram um breve olhar e esboçaram um sorriso triste, porém sincero enquanto continuavam a caminhada.

Nesse meio tempo, Sunny começou a receber mensagens de alguém e comentava que passaria a entender um pouco do que Stella sofria. A menina achou certa graça e perguntou o porquê.

- Lembro, lembro. Como esquecer, não é? - ajeitou o cabelo enquanto continuavam caminhando. - Sério? Nossa, que coincidência! Dever favores é tão forçado. Seria muito mais simples se ele aceitasse que fossem amigos logo.

Deixou que ela respondesse à mensagem e logo estavam na enfermaria. A Srta. No Eul perguntou se Sunny queria alguma coisa também, mas ao ver que estava só como acompanhante, focou-se em Stella. Não demorou nada e a menina estava liberada. A mensagem para Kim não foi lida, muito menos respondida.

No entanto, Sunny não teria muito tempo para se preocupar porque pelo horário, provavelmente Kim estava no clube dele. Stella e ela subiram as escadas para a sala de literatura - que ficava no terceiro andar, bem como várias salas do clube - os clubes mais silenciosos como literatura, informática, xadrez, artes e afins, ficavam em cima da biblioteca. Já teatro, dança e música, ficavam acima das salas de aula, que, naquele horário, estava vazio. O clube de culinário era o único que ficava no primeiro andar.

Não chegariam a ver o que aconteceu no segundo andar, nem o grupinho. Hye Won já tinha mandado uma mensagem avisando que estava na sala e guardou os lugares.

[JAE KI e MI SOO]

Refeitório - 1:20 P.M.


Kang meneou negativamente, em pura reprovação quando Jaeki disse o modo que ia para as entrevistas. Porém, ele deu uma risada com o comentário sobre aparência.

- Estamos na Coreia, Jaeki… - E isso deveria bastar para que ele entendesse, mas talvez precisasse emendar. - A aparência importa para tudo aqui. Por isso preste atenção em como vai vestido na próxima. Vou te ajudar nisso.

Ainda sobre família, Kang ficou surpreso com aquela revelação. Que lástima...Para alguém que adorava comer, deveria ser muito ruim ser alérgico a uma comida gostosa como aquela. Parecia até um castigo divino. Ou talvez fosse o equilíbrio do mundo - porque o garoto ja comia tudo, deveria poupar um tipo de comida para que não faltasse alimento no mundo.

Exageros da mente de Kang.

Depois disso, a conversa ficou um pouco mais séria e o garoto se viu obrigado a falar bastante, chamando atenção com um verdadeiro sermão para Jaeki. Também não gostava da sensação de que havia uma preferência. Até porque, do ponto de vista de Kang, Won sempre se metia nas ações com Jaeki e o deixavam de lado - o caderno mais completo era o dele e isso já era um indício do tanto de coisas que eles perdiam pelas idas à diretoria ou enfermaria.

Precisou deixar as coisas claras e contar o que fora permitido. Claro que sabia mais - sabia da briga de Won com o pai, que o pai odiava a familia de Bomi, que eles se viram no domingo. Mas...Ele contou o suficiente para deixar Jaeki a par do necessário e depois fosse lá se entender com ele.

Kang ficou aliviado quando percebeu que Jaeki tinha compreendido o que ele disse, tanto que admitiu que foi precipitado. O garoto retribuiu, sorrindo para o amigo e recolhendo suas coisas para botar no lugar correto.

Quando voltou, Kang interrompeu os pensamentos de Jaeki por um instante.

- Preciso ir agora, Jaeki. Tenho clube de informática, tomara que seja legal e eu consiga aprender algumas coisas práticas, né? Um dinheirinho cairia bem. - Sorriu. - Você vai ficar por aqui, né? Boa sorte...Te vejo na aula de dança.

Acenou e começou a se retirar dali.

Jaeki se veria sozinho com a mochila de EunBi, mas não por muito tempo. Kang mal tinha saído do refeitório e a bailarina chegou de braços dados com MiSoo.

[...]

A conversa sobre seus sentimentos em relação a Jaeki não tinha sido tão produtiva quanto gostaria, mas já foi um início para EunBi. Quando a bailarina percebeu que a amiga começava a ficar incomodada com o tópico, ela simplesmente deixou que o assunto morresse. Não repetiu de novo que não a abandonaria, porque já tinha dito antes.

EunBi se achava uma mulher de palavra - apesar das pequenas mentiras que contou na semana passada. Seus sentimentos eram sinceros, por isso não viu necessidade de reafirmar algo que MiSoo já devia saber.

Muito embora se conhecessem desde sempre, EunBi desconhecia muito sobre a mente de MiSoo. Se fosse comparar quem mentia mais ali, MiSoo ganharia disparado - porque omitir era o mesmo que mentir, às vezes. A amiga sabia que a casa dela era muito exigente e sufocava a tenista, mas não imaginava o grau do terror psicológico sofrido por ela. Já MiSoo fazia aquilo na tentativa de que sua vida fosse normal.

A bailarina não disse nada sobre o iogurte. Apenas olhou de banda e pensava numa forma de fazê-la comer mais do que isso.

- Um sanduíche natural, pelo menos. - Resmungou enchendo as bochechas de ar.

Mas MiSoo não estava com muito ânimo para isso. Para seu alívio - ou não - quando chegaram no refeitório, elas cruzaram com Kang e viram que o espaço já estava bem mais vazio. Jaeki estava sentado olhando na direção da porta, segurando a mochila de EunBi. Não havia sinais de Jung Mi, Bomi, Gyu-Sik, Ryu-Ji ou Won. Mia enviou algumas mensagens para o telefone dela, combinando de conversarem depois, mas nem tinha almoçado ali - ela só estava no clube de atletismo e tinha uma agenda cheia fora dali.

A tenista sentiria EunBi hesitando por um momento. Ela parou ao olhar para Jaeki e a expressão emburrada - por querer forçá-la a comer - se transformou num sorriso muito bonitinho.

- Hm...Ele está cuidando da minha mochila pra mim. Estava preocupado com você também… - Disse para tentar amenizar a situação e a relação deles. - Vou pensar o que escolher para comer, mas acho que vou querer um iogurte e um sanduiche mesmo…

Ainda estava de braços dados com ela, mas agora caminhava na direção de JaeKi. Passaria pela mesa dele e trocaria um sorrisinho direto antes de ir até as máquinas para seu lanche.

[WON]

Restaurante/Colégio - 1:20 P.M.


Uma risadinha escapou dos lábios de Bomi ao ouvir que seu irmão tinha um jeito sério. Ela não comentou nada, apenas meneando positivamente enquanto mastigava a porção que tinha levado até os lábios. Amava seu oppa e ficou feliz de ouvir isso, mas ela sabia que o irmão não era tão sério quanto deixava transparecer.

Preferiu não pensar muito nisso agora porque poderia se entristecer de novo ao chegar no nome de uma certa pessoa. Por isso tentou voltar a pergunta para Won. Só não imaginava que o clima fosse ficar ruim de qualquer jeito.

- Oh… - Abriu os lábios no formato de “oh” - Eu sinto muito. - Abaixou a cabeça, deixando jeotgarak de lado. O pedido dele só a fez ficar ainda mais sem graça e ela escondeu o rosto com as duas mãos. - Por isso mesmo não deveria ter perguntado. Desculpe-me, Won Bin-shi.

Fez um esforço depois de muito se desculpar e conseguiu se recompor. O apetite, contudo, diminuiu um pouco e ela começou a empurrar o quanto dava para não ser mal educada. Ouvia sobre a postura do pai dele e se perguntou se Won gostaria de ser policial. Ele tinha toda aquela veia investigativa também, parecia quase natural que ele seguisse esse rumo. Não perguntou porque ele estava no meio do raciocínio. Lamentou por ele ter perdido o apoio do pai por conta da briga.

- Vai dar tudo certo...Fighting! - Fechou o punho para ele e sorriu.

Tirando esse lado sentimental, Bomi perguntou sobre questões práticas, como a federação dele. Arqueou uma das sobrancelhas com a história do patrocínio, mas guardou essas informações para si.

- Araso…

Eles tinham conversado tanto que quase não viram a hora passar. Os pratos estavam vazios - ou muito próximos disso - e Won lembrava dos compromissos dele. Ela limpou os lábios com o guardanapo e se ajeitou.

- Ah, não está me atrasando, você que está atrasado. Tem clube de teatro agora, não é? Minha reunião com o Radio foi cancelada.

Enquanto se retiravam para pagar a conta, ela ouviu aquele pedido dele e o encarou. Ajeitou a mochila no ombro e meneou negativamente, demonstrando que não se importava que ele pagasse a conta. Quando ele se virou para a frente, ela ficou um pouco mais recuada e foi abrindo um sorriso quase bobo.

Tinha...sido...um encontro.

Tinha sido um encontro!! Ele até pagou a conta.

Aigoo, precisava contar isso para as meninas e…

O sorriso dela vacilou ao pensar nas meninas. Os olhos também ficaram um pouco tristes e os ombros caíram. Ela melhorou um pouco a cara quando ele se virou para irem embora - chegou até a esboçar um pequeno sorriso.

Agora que Won sabia o caminho de ida, podia perceber que não estavam muito distantes mesmo do colégio. Bomi andava ao lado dele, segurando o blazer, mas mantendo um ritmo um pouco mais rápido do que gostaria para que ele não se atrasasse muito. Olhou para ele quando ouviu sua voz, mas se surpreendeu com o convite.

- Com uma condição. - Ergueu o dedo indicador. - Eu pago da próxima vez. Só porque também gostei muito de almoçar com você.

Depois disso, eles quase não conseguiriam se encarar muito tempo sem darem aquelas risadinhas. Seria até um pouco constrangedor, mas os dois estavam bem, só tímidos. Só se despediram no prédio do ensino médio. Won tinha que correr para enfrentar sua primeira aula de teatro e Bomi seguiria até o banheiro do primeiro andar para retocar a maquiagem e essas coisas.

A euforia seria tanta que Won nem se dava conta que seria a primeira vez que encararia algo naquele colégio sem nenhum rosto conhecido ao seu lado - ou pelo menos assim ele achava.

[HYEMIN E HYUN HEE]

1:25 P.M.


Yerin puxou Hyemin para longe daquela confusão e nem ao menos olhou para trás. Manteve sua postura implacável, mas Hyemin podia sentir as mãos dela bem geladas - quase como se ela fosse mesmo criar gelo. Apesar do ódio que ela estava sentindo, Yerin perdia calor.

- Eu estou bem.

Disse de modo bem cortante e seguiu até o banheiro do primeiro andar. Parou na entrada e olhou para Beom Su.

- Lamento muito pelo que viu, mas se puder manter em segredo…

- Não se preocupe. Eu não direi nada… - Abaixou um pouco a cabeça, mas foi uma promessa sincera. - Eu vou para o clube de teatro agora...Até mais…

Estava um pouco abalado pelas coisas que tinha visto e acelerou os passos porque também estava atrasado. No banheiro, Yerin continuou falando para tirar as duvidas de Hyemin.

- Não me importo com o que aquelas unnies vão achar. - O tom áspero continuava e ela se encarou seu reflexo. - Olhar para ele me fez lembrar do que aconteceu com ela. E eu não posso fazer nada, Hyemin.

Virou-se para a amiga com olhos ganhando alguns pontos vermelhos.

- A verdade...é que eu não posso fazer nada. Como eu reparo um dano desses? - O nariz foi ficando vermelho. - Minha vontade era de matá-lo. Porque só assim para ele pagar pelo que fez, mas eu não sei se estou batendo na pessoa certa. eu sei que foi ele quem começou, levando para aquela noite. Mas foi ele quem fez o mal? Eu não sei.

Meneou negativamente e fungou, engolindo em seco.

- Eu espero de tudo dele, mas não se preocupe. Ele tem mais medo de mim do que o contrário. Isso foi pouco...E é apenas parte da minha frustração. Porque eu realmente não posso...não posso…

A voz foi embargando e ela escondeu os lábios para controlar as lágrimas. Os olhos já estavam enormes por conta das lágrimas que queriam escorrer, mas ela continuava segurando.

Yerin estava tão fora de si que nem tomou o cuidado para ver se o banheiro estava realmente vazio.

[...]

O tom irônico de Hyun não tirou nada além de desprezo da expressão de Yerin - antes que ela fosse embora puxando sua amiga. A rainha continuava a encará-lo daquele modo de sempre e nem ao menos era grata pelo que ele tinha feito. Achava que ele não fosse capaz de bater nela ou que ela sabia se cuidar bem o suficiente para impedir que ele completasse o movimento do golpe.

O grupinho que estava ali, acordou quando Hyun disse que o show tinha acabado. Chaeyoung e Hye Won realmente se assustaram um pouco porque estavam assustadas. Aparentemente, tinham combinado de Lee Hi ficar com as folhas depois que o menino terminasse de tirar as fotos.

Apesar de sentir um pouco de medo, ela ficou ao lado dele.

Chaeyoung e Hye Won saíram na frente, mas a joaninha olhou na direção de Hyun e Jong In uma última vez antes de descer para ir até a área de treino do clube de arco e flecha. Hye-Won subiu as escadas, também com uma expressão preocupada.

Jong In caminhava um pouco mais lentamente para que as meninas fossem na frente e olhou para Hyun Hee ao ouvir os questionamentos dele.

- Não sei do que você está falando.

Ou o garoto era muito dissimulado ou ele realmente era inocente.

- Se você descobrir, me conte o que aconteceu porque também estou muito interessado. - Disse entre os dentes.- Falei que estive ocupado na festa e não vi essa menina depois de um tempo. E também não sei do que você tá falando. O que eu fiz com você, hein??

Acabou falando num tom mais alterado.

- Você some e a culpa é minha?? Assuma suas responsabilidades, Hyun. Eu não fiz absolutamente nada além de te chamar!

Essa parte só podia ser brincadeira dele. O próprio Secretário Lee tinha dito que ele sofreu uma lavagem estomacal porque entrou em overdose. Se não foi Jong In, quem mais o drogou? Será que era verdade? E a história da menina?

- Sério, se você descobrir, me conte. Porque eu vou acabar com essa garota… - Mas havia certo receio em seu tom de voz, porque, afinal, Yerin tinha certo controle sobre algumas coisas.

E Jong In odiava fazer ameaças vazias.




- Eu vou postar os clubes ainda. Dong, Won e Sunny podem reagir a esse turno antes de chegar à sala ou esperar que eu posto logo, logo -.-'
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Re: Capítulo 3

Mensagem por The Crown RPG em Qua Mar 21, 2018 2:26 am

[CLUBES]
1:25~1:30 P.M


O terceiro andar do Prédio do Ensino Médio era destinado a alguns dos clubes daquele grupo, tais como: dança, música, teatro, literatura, xadrez, informática, rádio, artes. A divisão de nichos era bastante simples: Onde havia a enorme biblioteca do segundo andar, ficavam as sala de arte, literatura, xadrez, informática e o espaço da rádio. De todos, o último clube era o único que saía desse nicho “silencioso”, porém, o lugar era à prova de som e funcionava nos intervalos e almoços, portanto, não tinha chances de incomodar os outros ambientes.

O espaço da Radio também era usado para as gravações de músicas - tanto dos instrumentistas quanto dos cantores do colégio. Isso era realizado em datas especiais, muito específicas - os festivais.

Do outro lado, onde havia as salas de aula e a sala de vídeo- que tinha, basicamente, o mesmo tamanho da biblioteca, havia os espaços para clubes de dança, música e teatro. Tanto dança quanto teatro tinha aquele ambiente de treinos, com espelhos, caixa de som e materiais que ajudassem nas aulas. Já o de música, tinha uma divisão e uma acústica tão boa quanto o Rádio, pois os instrumentistas não atrapalhariam o “coral” durante os treinos.

O horário do primeiro tempo era as 1:30 p.m e ia até as 3:00 p.m, onde havia um curto intervalo. Às 3:20 p.m retornavam para o segundo tempo que ia até as 5: p.m.

[INFORMÁTICA]

Referência de sala de aula e alunos:


Professora Responsável: Chu Eun-Young



Representantes: Lee HeeChul


Membros:Dong, Hyo-Shin, Kang, Min-Ho, Ui-Jin, Chan-Hee, Ha-Neul, Joon-Young, So-Na, Young-Hoon, Dae-Hwi, Kwang-Soo


Após aquela exaustiva conversa com sua prima, Dong teve que percorrer sozinho todo o trajeto até o terceiro andar. Na mensagem de Ha Neul, também foi dito que eles levaram a mochila de Dong - ninguém tinha mexido, mas como ele estava demorando muito, resolveram seguir sem ele, mas levando o objeto.

A sala foi organizada e montada para o número de alunos que estavam inscritos no clube. Era um número até razoável, para a quantidade de pessoas que tinham no colégio: 13 alunos, incluindo o representantes. As mesas eram dispostas em três fileiras com 3, 5 e 5 computadores, todos formando uma única mesa. Tanto na frente quanto atrás, havia espaço para que o professor trabalhasse. Na frente, havia um quadro branco e também um painel para usar com o data show. Atrás ficava com o computador e, de onde, poderia observar o alunos e o que estavam tramando.

Dong chegou alguns minutos antes da aula começar. A porta ficava para o quadro e ele veria de frente as pessoas que estavam ali. Na primeira fileira com cinco cadeiras, estavam os hyungs e o representante do clube: Lee Hee Chul. Com ele estavam sentados os meninos do 3º ano.

Na fileira de trás estavam Ha Neul, Sona e dois meninos do 2º ano e um espaço vazio. Ha Neul ergueu o braço, indicando a última fileira, onde a mochila de Dong ocupava. Na última fileira estavam Min-Ho, Ui-Jin, Hyo-Shin e um menino bolsista. O mesmo menino que estava sentado com o menino que Hayoung teve medo de se aproximar. O lugar de Dong ficava bem no meio e ao lado desse menino.

Min-Ho tinha sentado na ponta, Ui-Jin estava um pouco espremido - só porque era espaçoso, porque espaço havia de sobra para os outros. O discreto Hyo-Shin ocupava a outra ponta e Kang, o bolsista, estava ao lado da mochila de Dong. O menino estava quieto, mexendo no celular, visto que não tinha com quem conversar.


Dava para ver a hierarquia que havia ali. Os primeiros eram os meninos mais velhos que passavam o exemplo e o conhecimento para os que estavam atrás. O professor também ficaria mais próximo dos computadores dos garotos mais novos - vendo diretamente o que estavam fazendo.

A última pessoa do clube entrou e, às 1:30 p.m em ponto, o professor também.

No caso, professora.

A Senhorita Chu Eun-Young entrou na sala com seu salto fino. Usava uma calça social preta e uma blusa também social branca - quase que uma roupa de escritório. O cabelo estava preso num coque baixo e ela usava maquiagem o suficiente para esconder as imperfeições do rosto, mas sem exaltar a beleza. Era necessário se apresentar bem, mas não demais, afinal, sua aparência não devia chamar mais atenção do que o conteúdo.


Os alunos ficaram de pé com a chegada dela.

- Annyeong-haseyo - no sentido de Boa tarde. - Ji ireum eun Chu Eun-Young imninda. - Apresentou-se depois de colocar sua pasta na mesa da frente e encarou a todos. - Hoje será um dia um pouco atípico porque pouco usaremos os computadores. Na verdade, o máximo que vocês farão será cadastrar um e-mail para o nosso grupo para que recebam os desafios semanais e a nossa ementa do clube. Bom, vou começar minha apresentação e depois quero conhecer os novos alunos.

Pegou um ipad e começou a analisar o que estava diante dos olhos.

- Pelo que me foi enviado, são somente os alunos do primeiro ano e um menino do segundo, certo capitão?

- Sim, professora.


- Certo, começarei. Eu sou Chu Eun-Young, tenho 31 anos, sou formada em T.I pela Yonsei e sou Mestranda em Comunicação Digital. Atualmente estou me preparando para o Doutorado e trabalho na HGT. Estou indo para o terceiro ano como professora do Clube de informática, esse ano, começo a dar aulas para o Prédio 1 - Do ensino Fundamental. - Bom, apresentem-se, novos alunos. Quero saber seus nomes, suas pretensões e porque escolheram o clube de informática. Começando por...Dong Hee Kyung?

[LITERATURA]

Referência de sala, alunos e professor:


Professor Responsável: Lee Chang-Wook



Representantes: Han Ji-Rin


Membros:Sunny, Hayoung, Nayeon, Stella, Ye-Sol, Hye-Won, Hae-Bi*, Hui-Yeon* e SoHee


** Bolsistas

Hye Won cumpriu com o que tinha prometido: guardou os lugares de Sunny e Stella. Diferente do que ocorria nas outras salas, as carteiras do clube de literatura eram dispostas num círculo. Apesar de haver o respeito, a arrumação das cadeiras prezava pelo debate e a igualdade para que a voz de todos fosse ouvida. Desse modo, ninguém perdia nada e todos poderiam se encarar o quanto quisessem.

Stella e Sunny foram as últimas a entrarem na sala de aula. Lá ja estavam presentes Hayoung, Nayeon e Ye-Sol. Além delas, as meninas também reconheceriam duas bolsistas do terceiro ano, por conta do infeliz episódio da semana passada.

Aos todo eram dez meninas e, com exceção de Hayoung - cuja antipatia já tinha sido mais do que explicada - e a capitã do clube, que tinha uma aura extremamente esnobe, o clube parecia bem tranquilo. Era quase como estar em casa.

A capitã, cujo nome era Han Ji-Rin estava arrumando as mesas e colocando cópias perfeitamente padronizadas sobre as mesmas. Ajeitava com bastante cuidado, demonstrando seu ar perfeccionista. Quando as duas entraram, ela lançou um olhar para as meninas e as avaliou dos pés à cabeça. Hye Won fez uma expressão divertida, para que elas não ligassem e chamou para perto.

- Oi, como vocês estão?

- Tudo bem. - Stella respondeu. - E aí? Perdemos alguma coisa?

- Não, aqui na sala não. Mas aconteceu uma coisa muito doida lá fora. - Hye Won tinha uma fofoca.

- O que aconteceu lá fora não interessa agora. O grupo é pequeno e é melhor que concentrem seus esforços no que acabei de entregar. - A capitã declarou, olhando para elas de novo.



(Mais uma..não creio)


- Er...Depois eu conto…

- É a lista de livros, caso tenham preguiça de olhar. - Cruzou os braços e virou a cara.


Desde o primeiro dia, aquela menina tinha implicado com Sunny. O motivo nem ao menos era explícito, era apenas...de graça. Antes de saber que se tratava de uma bolsista, ela já tinha julgado Sunny e não parecia nada feliz por tê-la no grupo.

[TEATRO]

Referência de Sala, alunos e professor:


Professora Responsável: Kim Tae-Hee



Representante: Ah Ye-Eun



Membros:Won, Beom-Su, Kim Joo-Hyuk, MiRan, Ye-Ji, Min-Ah, Min-Lim, Minhyun, Jong-Hyun, Jun-Woo, Myung-Eun, Yoona


Won Bin teve que correr um pouco para se trocar antes da aula de teatro. Era recomendado que usasse roupas esportivas para o clube - não necessariamente o da educação física. Havia uma certa expectativa por esse momento, pois seria a primeira vez que Won estaria fora de sua zona de conforto e sem seus amigos.

Quando chegou na sala de aula disponível para o teatro, talvez ele se surpreendesse com o estilo do ambiente. Era uma sala enorme com um piso de madeira e um paredão de espelhos. Numa das extremidades havia vários equipamentos que, geralmente, eram usados para ginástica - bolas, step, jump, esteira pro chão. E havia também alguns panos pendurados ao teto.

- Aigo...Não bastava ficar preso na rede do circuito, parece que ficarei preso aqui também.


A segunda surpresa de Won seria aquela voz conhecida. Quando olhasse para o lado, veria Kim Joo Hyuk olhando para o teto da sala. O garoto não tinha comentado com Won Bin, propriamente dito, foi apenas um comentário geral que escapou de seus lábios. Ele usava uma bermuda e uma blusa mais folgada, além de tênis. Ainda mantinha os óculos porque nem se ligou na necessidade de lentes de contato.

Além desse rosto conhecido, Won-Bin também veria outras três pessoas de sua turma. Beom Su - o menino que odiou o circuito e tinha uma expressão afetada - chegou um pouco esbaforido porque achou que estivesse atrasado. Mas ali já estavam MiRan...e Ye-Ji. Elas não conversavam entre si porque pareciam ocupadas com seu próprio mundo. MiRan olhava para a janela, meio pensativa enquanto Ye-Ji arrumava sua roupa no reflexo do espelho.

Isso até Won Bin chegar. Quando ele chegou, ela virou a cabeça na direção dele. E, pela primeira vez, falou diretamente com ele ao invés de apenas olhar.


- Uau, nunca imaginaria que você estaria nesse clube. - Comentou enquanto se aproximava. - ahm, acho que ainda não me apresentei formalmente, não é? Uma semana e ainda não conheço todo mundo.

Sorriu.

- Lim Ye-Ji…


Kim ficou ajeitando o cabelo dele, olhando para o reflexo também. Estava ali por acaso, mas não curtia muito aquela menina. Achava que havia algo errado com aquela aparência fofinha que ela carregava.

Mas não era com ele que ela falava, então…

Além desses rostos conhecidos, havia vários hyungs e noonas ali. Eram oito alunos do 2º e 3º ano, a maioria meninas - para aumentar o azar de Won Bin. Os grupinhos não se misturavam com o primeiro ano, mais por conta da hierarquia do que por outra coisa. Aguardavam pela chegada da professora.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Seo Hyemin em Qua Mar 21, 2018 7:30 am

  - E-er… Tchau, Beom-Su! Vamos almoçar juntos de novo. Eu adorei. Qualquer dia, vamos sair pra fazer compras! - tentou tornar a situação menos constrangedora antes que o menino fosse embora.

Depois, disso, foi com a amiga ao banheiro para retocar a maquiagem, mas parece que aquele “passeio” teve outra finalidade.

Hyemin fez um bico infeliz conforme Yerin falava. Aquela situação toda era muito difícil. Olhou para baixo um pouco e quando ergueu o rosto novamente notou os olhos dela ficando vermelhos e levou um susto. Sua expressão se encheu de preocupação até que a amiga começou a chorar.

- Não, Rin, não…   - falou cheia de carinho na voz, segurando firme suas mãos e deslizando-as por seus braços, como se estivesse reenergizando-a, até segurar seu rosto. - Por favor, não fica assim. Você foi incrível. Fez o possível e já fez demais. A Nana vai ficar agradecida. Se nada assim aconteceu antes, foi porque você protegeu a gente desde o começo... - passou os polegares embaixo de seus olhos.

- Nós estamos juntas nessa. Sempre. Não importa o que aconteça. Quem quer que seja... Aquele… Monstro horroroso vai pagar por isso um dia e se não foi ele, tenho certeza que de alguma forma a mensagem vai chegar! Ele vai entender que não pode mexer com a gente - abraçou a amiga mais uma vez naquele dia, mas dessa vez era ela quem estava dando conforto, fazendo um carinho em seus cabelos.

- Agora tudo que a gente pode fazer é ficar junto e dar apoio uma pra outra. Fazer com que os dias sejam tão bons e felizes que dê pra esquecer tudo isso. Eu não pude ajudar muito também e seria a que menos pode fazer nessa situação, mas eu quero fazer qualquer coisa que eu puder. Vou chamá-la para todas as coisas divertidas que eu for fazer! Vamos sair toda semana! E vou fazer festa do pijama e chamar vocês todas pra minha casa mais vezes e cozinhar as coisas que vocês gostam. Aí com o tempo, os dias, as semanas… Isso vai ser só uma história que a gente vai lembrar da época que ficamos juntas e nossa amizade ficou mais forte… É isso que eu quero fazer agora. É tudo que podemos fazer: ficar juntas. E tenho certeza que isso vai ser o bastante. Tem que bastar. Vou fazer de tudo para que seja o suficiente e pensar em como deixar todo mundo feliz. Prometo. Tá?

A herdeira a soltou e tornou a segurar suas mãos, dando um sorriso emocionado por alguns segundos antes de soltar uma risadinha sem graça.

- Quem diria que as duas teriam que retocar maquiagem... -  fungou e secou o cantinho dos olhos. - Vem, eu faço a sua.   - Tentou distrai-la também, aproximando-se mais da pia.

Não estava completamente confortável ainda, mas estava se esforçando naquela sua habilidade especial de tentar “despiorar” a situação trazendo para algo mais lúdico. Sua mente começava a tentar encontrar coisas boas para fazerem em conjunto, dentro de seu plano de escapismo, mas soava mais como uma conversa normal agora.

- Vou sugerir para o Beom-Su convidá-la para o curso de maquiagem, acho que pode fazer bem.  Nas férias, a gente podia ir para a Tailândia, né? Minha tia sempre vai para lá na lua de mel. Acho as fotos lindíssimas.

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Re: Capítulo 3

Mensagem por Park Hyun Hee em Qua Mar 21, 2018 9:23 am

Quando a confusão acabou, ele correspondeu o olhar da joaninha. Estava enciumado por ela ficar perto daquele cara do cabelo azul, mas isso não impediu de querer passar alguma confiança para ela em relação a situação. É claro que para todas as outras sua expressão não passaria de um animal raivoso, mas a menina talvez entendesse o recado de que ele estava no controle do minibarraco.

Saiu então com o amigo. Não adiantava mesmo tentar defender, hm? Piscou lentamente.

- Nada. Não fez nada. Foi exatamente o que eu disse. O que você não fez comigo. Penso que sua confusão nos dois casos tenha alguma semelhança… - deu um sorrisinho. - Será que você fez coisas da qual não se lembra, amigo? - olhou preocupado. - Tem certeza de que o que você acha que fez naquela noite é a verdade? Sua mente pode ter ficado confusa…

Se JongIn fosse um pouco mais vulnerável, aquele discurso com certeza funcionaria maravilhas, mas no momento ele apenas dançava na corda da credibilidade, soando preocupação, ao mesmo tempo que também parecia ironia. Era difícil distinguir.

Balançou a cabeça positivamente. Não acreditava em uma palavra dele, mas mesmo assim não ficaria cego pelo ódio. Se ele estava dizendo que não tinha sido ele, bater de frente não abriria uma porta mágica para a resposta, era necessário trabalhar com ela de forma suave.

- É verdade. Eu tenho que assumir as minhas responsabilidades…

De ter se comprometido a proteger a menina na festa, por exemplo? Não que fosse um real problema seu, mas agora que queria investigar, começava a se tornar.

- Por isso estou do seu lado, como sempre, Jong-In. Sabe que teria sido bem ruim se você tivesse avançado nela com testemunhas, hm? Meu interesse em acabar com essa garota é igual ao seu. Porque eu também estava na festa. Proteger o que acontece ali dentro é o nosso primeiro acordo, porque uma vez que um abre a boca, todos nós estamos em risco, não é mesmo? - olhou para cima, pensativo.

- Pense bem. Você brigou com alguém na minha ausência? As meninas, talvez? Se está dizendo que não fez nada, então alguém fez para lhe prejudicar. Senti um clima pesado no refeitório. Alguém está tentando te prejudicar, meu amigo. Só temos que descobrir quem foi. E tem mais uma coisa...

Fez uma pausa dramática, reestruturando a fala.

- O que ela tem contra você? Eu vejo que está tenso como nunca e isso me preocupa. É o grupo todo na roda. Não tem como destruir esse rabo preso de vocês? É só você me dizer o que eu tenho que fazer para calar a boca dessa vagabunda.

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Re: Capítulo 3

Mensagem por Jae-ki em Qua Mar 21, 2018 2:46 pm

Jae-ki refletia sobre seus amigos quando recebeu mais uma mensagem de Sunny. Ele tinha aprendido bons conselhos com Kang sobre emprego, coisas que não parava para pensar, mas que realmente faziam muito sentido. Infelizmente a pessoa da sua família que poderia lhe orientar sobre isso, estava fora de condições. Ao ler a mensagem de Sun-Hee, ficou aliviado ao ver que a garota não era uma dedo-duro. Falar com ela era diferente de falar com outras garotas, talvez porque ela estava ligada ao professor Kim. Ela falava como se fosse um tipo de irmã mesmo, o pedindo para se controlar. Eles mal se conheciam e lá estava a baixinha lhe dando um sermão de novo, dessa vez por sms. "Que garota mandona..."

Era estranho como parecia ter uma parte do professor em Sun-Hee, e embora ela parecesse mandona, Jae estava achando isso legal. Outra garota provavelmente não ia gostar que o pai gastasse dinheiro com um garoto estranho, e provavelmente só se interessaria em seus próprios amigos e fofocas. Porém Sun-Hee era ao contrário. Apesar de mal se conhecerem, ela parecia se importar com o que aconteceria com ele. Parecia ter um tipo de ligação entre ele e a família Kim. Suspirou ao ler a parte que ela havia se metido em confusão, isso o irritava de certa forma, mas a parte que mais o chamou atenção foi ela perguntando se ele prometia. Jae-ki devia muito a família dela, decidido e sem pensar duas vezes, logo respondeu o sms, seria sua última mensagem, dessa vez muito curta para os seus padrões:

" Eu prometo."

E para Jae-ki um homem não descumpria suas promessas, estava mesmo disposto a se controlar, por mais que isso pudesse fazer até passar mal, tinha que melhorar em progressão geométrica, daria orgulho ao seu professor. Kang voltou e o interrompeu. Jae tirou o fone de ouvido para ouvi-lo melhor, já estava na hora do clube de informática. Sorriu quando o amigo falou a palavra dinheiro e o respondeu:

- Isso aí cara, vai lá. E vai poder até ajudar seu irmão, se o computador novo precisar. Foi uma escolha inteligente. É vou ficar, quanto mais eu estudar aqui, mais vou poder dormir em casa. - Acenou com a cabeça - E vê se descansa suas pernas Kang.

Jae-ki até achava que informática podia ser interessante, parecia até menos cansativo, talvez tivesse sido uma escolha melhor que mecânica. Mas no seu bairro, achava que arrumaria mais trabalho de mecânico do que consertando computadores. Além disso, achava que mexer em peças de computadores fosse um pouco tedioso, era mais atraente a ideia de poder mexer em uma moto. Talvez mexendo nas dos clientes, conseguisse aprender como pilotar também, quando ninguém estivesse olhando. Mas não deu para voltar a suas reflexões, mal seu amigo tinha saído, viu sua bailarina chegando com a amiga. Seu coração logo disparou, olhou para bolsa no seu colo lembrando que a garota deveria vir pegar. Também não esquecia que tinha prometido não falar com MiSoo por causa das coisas que aconteceram. Seus olhos acompanharam Eun-bi quase como se tivesse sido hipnotizado e nem disfarçava! Realmente ser discreto não era parte das suas características. Sorriu mais largo quando Eun-bi sorriu para ele ao passar para ir as máquinas.


Dava para notar que elas tinham perdido o almoço. Jae-ki a observava de onde estava e até meio arrependido. Ela não tinha merecido passar vergonha na frente dos outros alunos por causa dele, tinha até perdido o almoço pela amiga. E para ele amoço era algo bem importante. Eun-bi não era uma daquelas garotas que só pensavam fofocas e moda. Se sentia mal por ter gritado com ela como se ela fosse mesmo uma esnobe nojenta. Infelizmente era sempre tão desconfiado. Mas já estava mais do que claro que Eun-bi era uma garota muito diferente de qualquer esnobe. Até o sorriso dela de agora já provava isso, porque era um sorriso para um bolsista. Talvez ele devesse esperar para ela ir até ele pegar a bolsa, não deveria se aproximar com MiSoo do lado dela, mas se tinha uma coisa que Jae não tinha era paciência. Além disso, se fosse logo ajudaria a economizar o pouco tempo dela de almoço, pois não precisaria ir até ele. Jae-ki se levantou, colocou sua mochila no ombro, esta estava bem estufada por conta de ter roupa e cadernos dentro. Pegou seu caderno em uma das mãos, aquele que estava em cima da mesa, e com outra mão segurou a bolsa da bailarina. Não podia deixar seu caderno para trás, até porque tinha a caricatura do professor dentro. Jae-ki caminhou até aquelas duas e chegou já falando:

- Vim na paz - Lançou um olhar para MiSoo, tinha que cumprir sua promessa.

Então voltou-se para Eun-bi com o olhar apaixonado, deu uma piscada para ela, depois esticou a bolsa na direção dela:

- Só vim trazer sua bolsa. E relaxa, eu não abri ela e nem deixei ninguém mexer - Disse como se precisasse falar algo assim, nesse momento olhou de canto de olho para MiSoo - É... Não vou ocupar o tempo de vocês comerem, vou ficar por aqui estudando, então se precisarem carregar algo pesado pode me chamar. Mas se quiser deixar a bolsa comigo até terminarem, posso ficar de olho também.

Jae-ki ficou olhando para elas para ver se teria alguma resposta. Não estava querendo insistir nenhuma conversa, só esperava para ver se a bailarina queria que ele guardasse sua bolsa mais um tempo. Só agora tinha pensando que talvez seria pesado para ela carregar pra todos os lugares, e que talvez fosse mais confortável limpar o refeitório sem se preocupar com a bolsa. Ele iria estudar lá mesmo, então não tinha problemas. Mas ela que decidia sobre isso.


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Re: Capítulo 3

Mensagem por Convidado em Qua Mar 21, 2018 7:55 pm

MiSoo fez uma careta infantil à amiga quando foi lhe oferecido o sanduíche natural. Não sabia em se conseguiria digerir um iogurte e agora isso?? Mas realmente não queria dizer não para EunBi, não depois de ter exigido sua presença do jeito que fez, pelo telefone. Ela tinha vinto e tinha ajudado, nada mais justo do que acatar seus pedidos, mesmo que o estômago discordasse. MiSoo acabou fazendo uma caretinha de derrota, dando um sorrisinho em seguida e concordando com com a cabeça. Pelo menos tentaria…

As duas cruzaram com Kang na entrada do refeitório. MiSoo esboçou um pequeno sorriso ao colega quando ele passou. Em seguida percebeu que o delinquente estava ali, sozinho em uma mesa e segurando a mochila de EunBi. Antes que pudesse raciocinar qualquer coisa, EunBi começou a falar, explicando sobre a mochila e que estava preocupado.

- Está preocupado…? - fez um bico, virando os olhos para cima em uma expressão pensativa - Você disse o que aconteceu...? - perguntou, sem saber o que achar sobre isso.

Ficava um pouco apreensiva sobre isso. O garoto do qual não sabia quase nada saber algo sobre ela a ponto de poder se preocupar, mas, no fundo, não tinha tanta importância assim. Pelo menos, se soubesse algo, é de que MiSoo não estava escondendo namorados das outras pessoas. Era melhor que todos soubessem… Mas também não estava em condições de pensar muito.

Ela viu o garoto se apressar em direção às duas e acabou ficando meio paralisada, receosa. Talvez ele quisesse fazer algo? MiSoo agarrou as abas da mochila com força, encolhendo-se um pouco quando JaeKi parou em frente as duas. Quando ele começou a falar, a garota arregalou os olhos por um instante.

- Na paz…? - estreitou os olhos e o observou por instantes.

Pensou em EunBi. Mais cedo ela queria que MiSoo falasse com ele e agora a garota ficava com essa sensação de que também lhe devia isso, já que a amiga tinha largado tudo  -inclusive a mochila com ele - para lhe atender. EunBi certamente merecia esse esforço também. Era o mínimo que poderia tentar fazer, já que não tinha tanta certeza se o sanduíche passasse pela garganta. Mas como poderia dizer algo? O que poderia dizer? Tinha um pouco de medo que ele começasse a gritar, reclamar de algo ou fazer algo que delinquentes fazia, mas… Achava que o melhor a fazer era tentar, mesmo assim.

Talvez houvesse algo que pudesse fazer...

- Ya… - chamou a atenção do garoto, num tom de voz fraco - Você ficou aqui no refeitório para poder entregar a bolsa da EunBi… - baixou os olhos e coçou a cabeça atrás da orelha - Eu vou pagar o lanche da EunBi, porque acabei fazendo ela perder o almoço. Eu posso pagar algo para você também, se quiser. Um doce, um suco, qualquer coisa. Não tem problema pegar algo, mesmo. Você cuidou da mochila da EunBi, você merece.  E eu gosto de dar comida para as pessoas… Então… ahn… Pode escolher, de verdade. - o humor da tenista não estava muito bom, mas também era notável que não estava fazendo isso de modo forçado ou com algum tipo de ironia - E pode… Pode comer conosco…. - resmungou de modo tímido a última frase, um pouquinho nervosa com o convite, pois talvez fosse um passo grande demais na tentativa de MiSoo de agradar a amiga e dar um chance ao garoto.

Era verdade que MiSoo estava realmente tentando. Pela amiga, ela estava mesmo disposta a pagar pela comida e conversar normalmente com o garoto, se ele não acabasse surtando.
Convidado

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Re: Capítulo 3

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