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Capítulo 3

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Re: Capítulo 3

Mensagem por Park Hyun Hee em Ter Mar 27, 2018 10:49 am

 Hyun Hee tinha atingido o que ele queria, mas a reação de Chaeyoung foi inesperada. Afinal, ele a estava defendendo, droga! Qual era o problema dela?

- Aish. O quê? Tá me batendo por quê? Mulher maluca… - resmungou e revirou os olhos, irritado e afastou-se dela mais do que o necessário. Fechou a cara também, observando a sala.

Chaeyoung era muito complicada. Mulheres… Sempre com suas questões internas. Aparentemente todas elas tinham um botão esquisito que você apertava e ativava a cara de bunda surpresa e a raiva contra ele por um motivo muito insano que só ela sabia. Não era tarefa dele descobrir. Da última vez, quase levou uma joia na cabeça.

Só que agora estava irritado. Só por que ela dizia que ia se defende sozinha ele não podia fazer o dele também? Que as duas se abraçassem então. Talvez o melhor a se fazer fosse ter feito as pazes e voltado seu namoro com Eunjoo assim que pisou na escola, mas ele preferiu jogar a garrafa nela em uma decisão que foi muito acima de seu controle atual. Suspirou irritado, de braços cruzados.

Justo agora que pensou que o clima entre eles estava leve e legal a ponto de imaginar um jeito especial de devolver a joaninha… Teria que adiantar, enfim. Gostaria de não se importar com ela, mas não era tarefa fácil.

Apenas assentiu ao comentário da professora. Já estava arrependido novamente de suas escolhas. Tinha sido há tanto tempo que pisou naquele clube, mas agora já era um homem feito.  Ele não tinha coisa melhor para fazer do que ficar em um clube de Culinária? Podia dizer que estava lá para fazer uma boa imagem no evento beneficente, para o avô, o que não seria de todo ruim.

Ouvir a voz tranquila de Chaeyoung o acalmou um pouco, o que era bizarro considerando que ainda estava irritado. Ele nunca poderia imaginá-la interessada em cozinha. Virou o rosto para olhá-la, um pouco curioso, mas estava feliz por descobrir mais coisas sobre ela e notar sua expressão quando estava feliz com algo.

- Park Hyun Hee, sou repetente do primeiro ano.  - sorriu de um jeito afrontoso, mas não necessariamente agressivo para a professora. - Eu morei sozinho um tempo e acabei gostando de cozinhar. Estou aqui pelo hobby.

Em seguida, se aproximou em silêncio para observar os cortes. O preparo de comida caseira coreana era algo que ele gostava, então o treino dos cortes não seria uma tarefa chata. Não mentiu quando disse que estava por hobby. Cortar coisas era um bom jeito de aliviar tensão (ainda mais se não fossem pessoas), mas ele também não estava muito dedicado em fazer cortes perfeitos.

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Re: Capítulo 3

Mensagem por Convidado em Ter Mar 27, 2018 10:55 am

- Sim, senhor! - fingiu bater continência ao pedido do delinquente e no instante seguinte se dava conta do que tinha acontecido.

JaeKi tinha mesmo aceitado fazer o que MiSoo pediu!? A garota o encarou boquiaberta enquanto ele deixava o refeitório com pressa. Ela tinha feito o pedido no impulso e depois que o fez notou que provavelmente era algo estúpido de se pedir para alguém como ele, mas… JaeKi tinha aceitado, mesmo que com uma careta mau humorada e desgostosa.

Mas que surpreendente!! A tenista até ficou incrédula, congelada por alguns instantes enquanto o via atravessar a porta do refeitório. Uwa!


Mas talvez… Ele houvesse aceitado porque sabia que BoMi era amiga de EunBi? Estava fazendo só para agradá-la? Mas ela nem estava ali com eles… E MiSoo nem sabia se a ideia tinha sido boa… Se um garoto daqueles poderia ajudar BoMi. Ter o pedido atendido por JaeKi fez a garota ficar ainda mais apreensiva com a situação… Ele era totalmente a pessoa errada!!

Se MiSoo pudesse fazer algo…

Mas… As bandejas… Ainda tinha que juntá-las… Carregar também as panelas para a cozinha e limpar o chão do refeitório inteiro!!

A garota deu um suspiro cansado e bem nervoso. Era estranho se sentir como se houvesse feito um dia inteiro de exercícios quando na verdade só tinha jogado a queimada e feito uma corridinha na educação física.

MiSoo terminou de juntar as bandejas e se afastou um pouco da pilha. Ia deixar para levar as bandejas depois, já que disse que cuidaria do material do delinquente. Foi até onde tinha deixado o esfregão e o balde e só então percebeu melhor o estranho sem uniforme, quando ouviu a voz dele dirigida à si. Até então nem tinha notado a existência do garoto mais cedo, tinha ficado com tantos problemas que sua mente ignorou a figura peculiar, mas agora que só estava ele ali no refeitório, sentado em um dos bancos e dirigindo a palavra à ela, MiSoo não podia mais “não notar”. Ela piscou os olhos algumas vezes, processando o que havia sido dito enquanto notava a estranheza dele em um lugar onde todos andavam uniformizados. Mais chamativo ainda era o cabelo de raspadinha de mirtilo!


Quem era esse garoto e o que estava fazendo sem uniforme? Poderia achar ainda mais estranho se não se lembrasse que teve um dia em que dois colegas de sala tiveram que ir à escola sem o uniforme. Será que era o mesmo caso?

- Ahn… - finalmente notou que não havia respondido ainda a dúvida do garoto - Aniyo. Não é incômodo. - segurou o esfregão com as duas mãos e notou que o estranho tinha se servido de frutas - Espero não atrapalhar seu lanche. - sacudiu o esfregão para indicá-lo antes de esfregar duas vezes a parte do chão em que estava e parar repentinamente, pois agora tinha uma dúvida sobre aquele garoto que não deixava a mente da garota em paz - Ya…. Você estava por aqui semana passada?

Não seria estranho se houvesse ignorado totalmente a existência de alguém naquela escola, mas um garoto com esse cabelo era meio impossível de não se notar ao longo de uma semana inteira!

Mas algo que notou bem foi a outra voz conhecida ecoar pelo ambiente vazio, mesmo que baixa.

Mais um Yoon passando por ali em tão curto período de tempo…

A presença lhe deixou meio nervosa, mas...

“Se BoMi estava precisando de ajuda, nada mais coerente do que avisar ao irmão dela!” Foi o que passou imediatamente pela cabeça da garota.

- Com licença… - resmungou para o garoto de cabelo azul, fazendo uma breve reverência e lhe deu as costas.

- Yaaa! Gyu Sik-ah! - falou alto, deixando o garoto do segundo ano meio de lado, sem se dar conta que o amigo estava ao celular - A BoMi! - continuou quase gritando, correndo até perto das máquinas sem se lembrar de largar o esfregão, mas sentindo de novo a tontura com o esforço e se escorando com o ombro e o braço em uma das máquinas para diminuir aquela sensação de que iria cair e para retomar o ar - Ela... Ela passou aqui agora, a-acho que estava pálida, preocupada! - meio que repetiu o que tinha ouvido do delinquente, pois não tinha realmente notado - Passou... Por ali! - falava rápido, mas meio sem fôlego enquanto apontava o cabo do esfregão em direção à porta - Aigo! Se eu tivesse esperado dois minutos! Aca-acabei de mandar o nosso colega, o JaeKi-shi, atrás dela! - foi dar um tapinha na própria testa, mas acabou batendo na cabeça com o cabo do esfregão, de tão afobada que estava - Aiiiishiii! - encostou o esfregão na máquina e cobriu a cabeça com as duas mãos.


Derrubar bandejas, bater com o esfregão na própria cabeça… Definitivamente o cansaço estava lhe deixando bem mais atrapalhada do que era.

Devido à agitação e a preocupação com o que poderia ter acontecido com BoMi - e sua mente já tinha tomado a liberdade de criar alguns casos ruins - MiSoo nem chegava a pensar que Gyu Sik poderia não estar muito contente com ela assim como sua gêmea. Como estava muito ansiosa pelo estado de BoMi, MiSoo tinha até deixado de lado boa parte dos problemas do dia.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Seo Hyemin em Ter Mar 27, 2018 11:32 am

Hyemin ficou chocada com as palavras grosseiras de Hyun Hee. Era uma grande afronta falar daquela forma das Rainhas, RAINHAS SIM, da escola. Nessa hora ela só queria dar um conselho para Eunjoo, algo que ela seguia internamente como uma bíblia, como um conselho profundo da tia:

Spoiler:


“Levanta a cabeça, princesa rainha, senão a coroa cai Sad

Era por isso que ele não teve pudor nenhum em chamá-la de princesa Gari. Como tinha sido malvado! Ela, que nem era tão próxima assim do rapaz, se sentia traída de alguma forma por um dia ter frequentado aquele ciclo juntos, com a própria Eunjoo e um dia Jong-In também (embora esse último ela não se relacionasse), e agora esses dois meninos que ela conhecia se revelavam monstros. Parece que alguma coisa bem ruim acontecia na adolescência para transformar as pessoas! Ainda bem que pessoas de coração puro como Eunjoo e Yerin mantinham sua essência. Uma pena que elas sofressem injustiças!

A cara de reprovação virou pena e na sequência ela abriu um sorriso lindo, encantada com os paparicos da professora.

- Obrigada, seonsaengnim. Vou me esforçar bastante!  

Fez um punho de “fighting”. Seus olhos brilharam. Ela tinha talento maior para doces, mas estava disposta a se dedicar naquela aula para aprender pratos principais tão bons quanto de seu pai.

Tirou um pequeno caderno de sua mochila, com capa de cupcake fofo e uma caneta de macaron para ir até a bancada. Até nisso ela se preocupava com aquela aula.

Spoiler:

Mesmo tendo participado de competições, prestava a atenção ainda admirada. Aquela professora era uma das melhores pessoas do mundo para ela, ainda que não fossem muito íntimas (a ponto de considerá-la da família ou algo assim). Era uma relação “profissional” bonita.

De volta à bancada, Hyemin passou por aquela experiência de esquecer do mundo, mas no caso, não estava pensando na família Panda ou algo do tipo, somente concentrada em executar cortes perfeitos, ainda que lentamente. Como não tinham “tempo” como no MasterChef, ela preferiria usar aquelas aulas para aperfeiçoar técnica, em vez de correr para entregar logo. Dessa forma, achava que agradava mais do que se simplesmente fizesse de qualquer forma.  Era assim que ela conduzia as aulas: querendo fazer o melhor para impressioná-la. Se pudesse escolher, ficaria o dia inteiro naquela aula, pois nem sentiria.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Jae-ki em Ter Mar 27, 2018 1:12 pm

Jae-ki poderia ter ficado discutindo com MiSoo do porque achava ridículo esse pedido, mas era um garoto prático, principalmente em momentos que tinha que pensar rápido, sabia que se demorasse trocando palavras poderia perder Bo-mi de vista. Jae também sabia correr rápido, sua velocidade estava tão alta que acabou passando de Bo-mi. Teve que freirar e voltar para trás. Assim que bateu os olhos na garota percebeu que ela parecia mesmo pálida. A forma como ela mexia no próprio celular fazia Jae achar que Bo-mi tinha recebido alguma notícia ruim. Jae respirou fundo, ainda não acreditava que tinha corrido até lá, o que tava pensando? Essa garotas ricas eram tão orgulhosas, era bem capaz de pagar de idiota quando ela negasse sua ajuda, eles mal se conheciam. Porém ao menos poderia ver se ela tava passando mal ou coisa do tipo, tinha seus motivos. Uma carinha zangada aqui, um fora ali, não faria diferença na sua vida. Mesmo achando estranha essa situação, se aproximou dela e a chamou em um tom de voz normal:

- Ya, Bo-mi.

Porém a garota levou um susto tão grande que quase deixou o celular cair, Jae-ki chegou a esticar a mão na direção dela como reflexo para ajudar a pegar o celular, por sorte não caiu. Mas dava até nervoso, Jae-ki tinha cuidado redobrado com seu celular porque sabia que seria díficil ter outro. Depois desse pequeno susto, olhou para ela e com um olhar sério começou a falar:

- O que ta rolando Bo-mi? Tá passando mal? Parece até que você viu um fantasma.

Antes dela começar a falar, Jae-ki ainda falou algumas coisas e foi bastante sincero:


- Olha, eu não sou de me meter na vida dos outros, mas eu vim porque você foi legal comigo e eu sei que a Unbi ia querer te ajudar também, mas ela tá no castigo. Então vai, me deixa ajudar, me fala, por que essa cara branca? É alguma coisa muito grave?

Depois de falar, Jae-ki sentou do lado dela no banco, do seu jeito espaçoso, de pernas abertas, sem encostar nela, mas apoiando um dos braços na própria perna e virado na direção dela. Jae-ki podia ser um bruto mal educado, mas sabia ser legal quando queria. Além disso, devia isso a Bo-mi, ela tinha confiado nele mais cedo pra contar certas coisas, até mesmo sobre Eun-bi. Jae valorizava coisas assim. Também devia isso a Won porque sabia que ele iria atrás dela se não tivesse no clube, ainda mais tendo a possibilidade de Won estar gostando dela. Jae-ki também não queria se arrepender depois se algo grave acontecesse a Bo-mi, ainda mais quando teve a chance de ajudar. Pelo menos estava checando, se ela não quisesse contar, ao menos tiraria a dúvida.

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Re: Capítulo 3

Mensagem por The Crown RPG em Ter Mar 27, 2018 11:12 pm

[INFORMÁTICA]
1:30 -  3:00 P.M


Kang correspondeu ao meio sorriso de Dong, chegando a menear a cabeça. Podia perguntar sobre a perna dele, mas ele preferiu não lembrar desse episódio - não queria ser um incômodo para o garoto que nem conhecia direito ainda.

Já Ha Neul fez uma careta quando o herdeiro disse que a conversa não tinha sido muito bom. No bolão de shipps, as coisas continuavam muito equilibradas. Os amigos depositavam em Dong as esperanças nerds. Com exceção de Min Ho, eles tinham certeza de que ele seria o primeiro a representar a tribo nerd. E entre as prováveis pretendentes havia uma confusão mental. Se por um lado era errado shippar primos, isso também parecia muito emocionante.

De todo modo, eles não tiveram mais tempo para essas brincadeiras porque a professora chamou a atenção para si e iniciou a sua aula. Após fazer sua apresentação, ela convidou os novatos a falarem. Tudo ia muito bem, era possível até ver um potencial membro do grupo surgindo: Hyo-Shin. O menino sempre agiu de modo discreto, conversando pouco, mas sendo educado e atencioso quando provocado. Só não tinha um grupo fixo.

Min Ho não trouxe nenhuma surpresa, sendo bastante direto e com pouca emoção em seu discurso. Contudo, quando chegou a vez de Ui Jin, o silêncio tomou a sala por alguns instantes. O garoto ajeitou os óculos de modo nervoso, mas fechou o punho, respondendo ao “fighting” de Dong. Mesmo assim, aquilo não ajudou muito e ele falhou miseravelmente em sua apresentação.


Pelo menos não foi um climão muito grande. A professora levou com tranquilidade e Kang encerrou aquela leva de apresentações. Diferente de Ui Jin, ele conseguia falar com mais clareza, sem nenhum tipo de vergonha.

Com as apresentações concluídas, a professora continuou falando do curso e, principalmente sobre as atividades. Durante o discurso dela, não dava para conversar com quem estava na frente porque chamaria muita atenção. A aula inaugural ocupou todo o espaço de tempo previsto, mas foi uma aula muito mais informativa do que qualquer outra coisa. A única coisa que os alunos precisaram fazer foi criar um perfil para o grupo que eles formavam. Nome, apelido, matrícula e turma. Só esses pequenos dados para que tivesse acesso aos “pequenos privilégios” do clube de informática. Pelo menos era assim que eles consideravam.

O sinal tocou, indicando o fim da aula de informática. A professora agradeceu a todos eles e abriu espaço para que tirassem as dúvidas.

Ha Neul se esticou todo e virou-se para Dong quando ouviu a voz dele.

- Organizar o que? - A cabeça dele estava um pouco distante, mas quando finalmente voltou a si, ele arregalou os olhos e apontou para o amigo. - Uwaa!! É verdade!! Nossa, Dong, você é vidente ou algo do tipo? Incrível!


Levantou-se de sua cadeira, puxando a mochila. Kang já estava de pé, puxando a mochila também. Estava prestes a começar a se despedir quando ouviu a pergunta.

- Mwo? - Ponderou por um instante. - Ah, eu não posso ser muito ganancioso, então eu queria um computador com o mínimo para funcionar e ajudar nos interesses de casa e para rodar alguns jogos também. O meu estava nas últimas mesmo e partiu no início do ano. Foi um triste inverno.


Fez uma expressão realmente triste, comovente.

- Meu irmão mais novo está fazendo uns bicos pra gente juntar o dinheiro. Eu quero porque preciso e ele porque sonha em ser pro-player.


- Sério? - Ha Neul olhou interessado. - Quantos anos ele tem?

- 9 anos. Ainda é novo, mas dá pra ver que tem talento. Reflexos muito apurados, é sinistro.


Falava com certo orgulho do pequeno e voltou a olhar para Dong. Eles estavam liberados agora, mas Ha Neul ainda tinha aula de dança. Eles nem imaginavam que Kang também, mas o garoto não seria rude de apressar ninguém, muito menos uma pessoa que tinha falado com ele por livre vontade.

Era algo raro até entrar naquele colégio e ele valorizava muito isso.

[MISOO]
Refeitório: 1:30 -  3:00 P.M


O garoto de cabelo azul ficou encarando MiSoo por um bom tempo. Tinha feito uma pergunta e gostaria de ter uma resposta. A expressão dele sempre estava entre o mau humor e o deboche - enquanto encarava MiSoo, estava voltado para o segundo tipo. A menina carregava muitas expressões e ele tentava acompanhar, sem muito êxito.


Piscou algumas vezes junto dela até que finalmente uma resposta veio. Ele fez uma cara de “até que enfim!” enquanto se ajeitava.

- Ótimo. - Não queria sair mesmo, estava com preguiça.

Estava prestes a desviar o olhar, mas ficou um pouco surpreso com o modo que ela continuou a conversa. Era seu primeiro dia na escola e ele podia contar o número de pessoas que trocaram mais do que duas palavras com ele: exatas 2 pessoas. No meio de que? 79? De 79, apenas 2. Isso sem contar Jaeki que era meio que obrigado a responder.


Isso o deixava um pouco confuso, a ponto de desfazer, momentaneamente a cara dele. Passou a mão pelo cabelo, bagunçando os fios castigados pela tintura.

- Não vai atrapalhar. - Respondeu fazendo um bico, mas a encarou de modo incrédulo com a última pergunta.

Aquela menina usava óculos ou só era desatenta? Acha mesmo que não teria notado uma presença como ele estivesse ali na primeira semana? Porém, relevou a patada que ia dar, porque ela tinha sido gentil, apesar de confusa.

- Aniyo. É meu primeiro dia. - Colocou um pouco de manga na boca para não ter que responder mais.

Continuou a encará-la, mas percebeu a reação dela quando ouviu a voz do menino. Não estava interessado naqueles mauricinhos, mas acabou tomando a cabeça para o lado, vendo quem estava ali. Não era de sua turma, mas era conhecido dela. Deu de ombros e continuou comendo em silêncio. Difícil seria não ouvir a conversa com o refeitório tão vazio.

Aiiish, devia ter ido pro lado de fora!

Enquanto pensava nisso, tomava um “susto” com o grito da menino. Achou engraçado, ela não tinha modos mesmo.

Quem não achou graça de nada foi Gyu Sik. Ainda estava ao telefone e tomando um gole de seu café gelado quando ouviu o grito de MiSoo. Diferente das outras vezes que se virava com interesse no olhar e até que de um modo rápido, dessa vez, ele se virou de modo mais vagaroso e ainda falando ao telefone. Ao invés de dispensar quem estava ao telefone, ele fez sinal para que MiSoo esperasse um pouco.

- Eoh. 6:30h. Hm...Ani, sem sugestões. - MiSoo vinha correndo com o esfregão e se escorava nas máquinas, quase que sem energia.

Apesar de Gyu Sik não destinar a ela a atenção que geralmente dava, ele prestou atenção nisso. Deu outro gole em sua bebida.

- Levo sim. Até mais, então. - Havia certo carinho no tom de voz dele e ele finalmente desligou o aparelho, colocando no bolso do blazer. Respirou fundo, ajeitando a postura e criando uma distância considerável entre eles.


Não física, mas afetiva. Talvez fosse a roupa ou simplesmente o que tinha acontecido, mas não era o mesmo Gyu Sik que ela tinha conversado e que a protegera no dia anterior. Não era nem mesmo o Gyu que sorriu com a história do pinguim fofinho.

- O que foi? - Perguntou com uma mão no bolso e outra segurando a latinha. Não pareceu impressionado com o que ela dizia, mas mesmo assim, pegou o celular e voltou a atenção para ele.


Com apenas uma mão, procurou pelo contato da irmã - ela estava online da rede social. Abriu a janela e mandou uma mensagem.

- Ela está on, logo descubro onde está. Kamsahamnida- Reverenciou após agradecer de modo formal e virou-se para as máquinas.


Retirou uma nota de seu bolso e pediu por um garrafa de gatorade, o que era estranho, visto que ele ainda tomava café. De repente, MiSoo sentiria a garrafa sendo empurrada contra ela - o instinto a faria segurar no impulso, senão, ela sentiria o gelado por cima da blusa, pois Gyu mirou meio que na direção da barriga dela, com o blazer aberto.

- Tome. Você parece cansada. Vai precisar de energia.

Ele recebeu uma resposta de Bomi e depois de ler, encarou MiSoo uma última vez.

- Até. - Deu as costas e começou a se afastar dela, caminhando na direção da saída.

[JAEKI]
[color=#ffffff]
Entrada do Bloco II: 1:30 -  3:00 P.M


- Aaaah!! - Bomi gritou, pulando no mesmo lugar e jogando o celular para cima. Tanto ela quanto Jaeki ficaram tateando o ar, mas a menina abraçou o celular quando conseguiu recuperá-lo. - Aigooo que susto, Jae-Ki-shi.


Ajeitou o cabelo negro, colocando uma mecha atrás da orelha. Sentou-se meio encolhida no banco, mas deu espaço para que ele se sentasse. Respirava de modo ofegante, principalmente depois do susto. Ouviu as perguntas dele, ficando um pouco surpresa. Quem mais tinha visto a sua cara? Se Jaeki foi capaz de perceber, talvez outras pessoas também tivessem notado.

- An… - Mas antes que conseguisse se explicar, Jaeki decidiu ser ainda mais sincero.

Os lábios dela se fecharam e ela manteve o olhar sobre seu rosto. Sem conseguir responder ainda, o garoto tomou seu tempo para se sentar ao lado dela e agir daquele modo...bom, sem modos. Bomi acabou esboçando um sorriso no canto dos lábios para em seguida pigarrear e dizer.

- Ahm...Você já passou por uma situação em que não pode nem piscar porque se te pegarem, você está frito? - Mordeu o lábio internamente. - Digamos que foi tipo isso. Acho que ouvir demais.

Suspirou, engolindo em seco.

- E de alguém que tenho medo. Mas calma...Não me viram! - Ergueu as mãos, meneando negativamente. - E isso é tudo o que posso dizer. Não é que eu não confie em você, mas hoje tive a certeza que as paredes desse colégio têm ouvido. Fiquei um pouco nervosa porque achei que fossem me encontrar e aí eu deveria explicações, mesmo que eu não quisesse estar ali antes. Aiiish…


Curvou o corpo para a frente, bagunçando o cabelo dela. Fechou os olhos com forças e lembrou-se que quando estava prestes a dar a descarga, ela ouviu passos acelerados entrando no banheiro feminino. Não era um caminhar normal e as vozes logo começaram seu diálogo. O que mais surpreendeu foi o choro, seguido por um nome. Yerin nunca chorava na frente de ninguém e teria sido terrivel se ela soubesse que Bomi foi uma testemunha. Principalmente depois de ouvir o nome de Eun Na.

Mas o que será que tinha acontecido?

Quando respirou fundo, viu a mensagem de seu irmão. Gyu Sik foi curto e grosso “onde você está?”. Não demorou para que ela respondesse “na entrada do prédio, por que? ¬_¬ é meu fiscal agora? u.u”

- Tsc...Irmãos. - Resmungou e olhou para Jaeki. - Bom, desculpa por ter te assustado. E...obrigada por se preocupar comigo. Não esperava que você fosse retribuir porque...eu não fiz nada que precisasse de uma retribuição, sabe? Falei porque achei importante que soubesse.

[CULINÁRIA]
3:30 - 5:00 P.M


Chaeyoung nem respondeu à pergunta de Hyun Hee, limitando-se à fazer uma careta - mexendo no nariz e repuxando os lábios - enquanto se afastava e enrolava o pano de prato para colocar na bancada de novo. O motivo da menina achar aquilo um exagero era porque Chae não gostava de humilhar as pessoas. Por piores que elas fossem, ela não se sentia bem ao ver alguém pisando nos sentimentos alheios - porque, de certo modo, era como se estivesse agindo exatamente igual ao agressor.

Por isso ela ficou com um bico. Fora que tinha a sensação de que isso só pioraria as coisas. Hyun não deveria se indispor assim, ela sabia - ou achava que sabia - lidar melhor com aquelas coisas.

Felizmente a aula não deu muito tempo para que ficassem pensando nisso. A professora fazia sua apresentação e logo esperava pelas respostas dos dois “novatos”. Apesar dele ter feito parte do clube de culinária enquanto estava no ensino fundamental, a chef não era professor daquele bloco ainda - só passou a ser justamente na época em que houve o afastamento dele.

Apesar do comentário irônico dela, ela manteve a expressão tranquila. Não era como se a repetência importasse a ela. Estava falando de culinária, não de matérias convencionais. Passado por isso, ela chamou os alunos para perto e começou a mostrar a sequência de cortes.

Hyemin era uma aluna muito dedicada, mas não foi a única a levar seu bloquinho - com exceção de Hyun e Chaeyoung que não pareciam preparados ou acostumados com aquilo, todos os outros alunos escreviam também. Mas era fato que o material dela tinha um toque a mais e se destacava por conta dos detalhes que envolviam fofas sobremesas em tons pastéis. O lado bom disso era que depois podiam trocar anotações entre si - não era uma competição, eles trabalhavam em grupo quando era importante.

A aula correu num ritmo único. O tap tap tap das facas contra a tábua tinha seu próprio ritmo e a professora passou por todas as mesas, analisando os cores. Eram legumes para o Bibimpad do dia seguinte e os cortes eram variados. Alguns precisavam ser mais finos do que outros, porque tinham tempo de cozimento diferentes, mas iam juntos, então, a espessura fazia toda a diferença para que o prato chegasse à harmonia.

Eles descascaram e picaram muita coisa. Os dedos doeriam em certo momento e o braço também reclamaria. Hayoung pausou algumas vezes, secando a testa com suaves toques das costas da mão esquerda, mas logo voltava ao trabalho. Ui Jin estava focado e olhava tudo com o cálculo de matemática - tinha um bico formado nos lábios, mas por por concentração.

Yu Ha carregava uma expressão tranquila e plena. Ji Rin errou vários cortes e tinha um traço de impaciência. Sohee também fazia um trabalho mediano, mas aceitava as críticas e melhorava na tentativa seguinte. Chaeyoung tinha dores no ombro, mas os cortes dela estavam aceitáveis. Algumas vezes precisou parar para alongar a região, mas eram curtos períodos de tempo - quando voltava, retornava a concentração de antes.

A professora deu um meio sorriso vendo como alguns queriam acabar logo com aquilo. Era uma pequena tortura, era verdade. Em determinado momento, ela precisou fazer uma intervenção.

- Alunos, a cenoura precisa estar nessa espessura. - Pegou um dos exemplares de Hyemin. - E precisam ter certa lógica e uniformidade. Não entreguem um trabalho mal feito só porque os braços doem. Pensem na energia que estão passando também, outras pessoas vão comer isso.

Foi a única vez que chamou um pouco de atenção e o olhar dela pousou em Ji Rin por um instante. De um modo geral, o clube era silencioso - às vezes dava para conversar com as bancadas, mas todos precisavam de foco. Hayoung pediu orientação de Hyemin algumas vezes.

- O que acha, Minmin? Assim está bom? - Mostrou para ela, esperando pela opinião. Caso estivesse ruim, ela buscaria melhorar.

Chaeyoung olhou para Hyun de banda algumas vezes. Um pouco mais de uma hora depois do episódio com Eun Joo, não estava mais brava com ele e ficou observando como ele se dedicava ao trabalho. Era um pouco estranho vê-lo fazendo algo assim, mas ao mesmo tempo também era instigante.

Naquele momento, percebeu que gostava de descobrir coisas novas sobre ele. Desviou o olhar dando um sorriso no canto dos lábios - mas fez um “aishuu” e continuou o seu trabalho.

No fim da aula, a professora avaliou o trabalho final. Parabenizou a todos pelo esforço e disse que para uma primeira aula estava satisfatório - alguns obviamente estavam melhores do que outros e ela demonstrava sua aprovação. Mas outros necessitavam de maiores esforços. Os cortes foram distribuídos em vários bowls que tinham para eles e enrolados em pvc. Tudo foi colocado na geladeira e as bancadas limpas antes que eles fossem liberados.

Às 5h P.M., eles estavam finalmente livres. Pelo menos o dia terminou de modo positiva.

- Ya, Minmin, nós ainda vamos ao shopping para comprar maquiagens? - Hayoung perguntou.

Chaeyoung estava pensando como conseguiria as anotações daquela aula e que precisava comprar um caderno. Suspirou e um caderno foi colocado diante dela. Era uma letra bem redondinha, muito bonita e cuidadosa...que pertencia a Ui-Jin.

- Mwo? - Olhou para o lado, vendo o menino um pouco nervoso, com as mãos na alça da mochila, apertando com força.

- Pode tirar foto das páginas


Os lábios de Chaeyoung ficaram abertos num “o” grande demais. Talvez fosse a primeira vez que tivesse escutado a voz dele! E foi tão baixinho, quase que num sussurro que só ela ouviu mesmo.


- Daebak! Você é o melhor, Ui-Jin-shi!! - Fez um “tap tap” na cabeça dele. - Será que posso mandar as fotos para o meu amigo mau humorado também?

Indicou Hyun Hee. Ui Jin se encolheu um pouco quando viu a cara do amigo dela, mas meneou positivamente.

- Awn, eu poderia te dar um abraço agora. Mas estamos na Coreia. - Fez uma careta.


Quando disse isso, Ji Rin estava passando pela porta com Yu Ha. A garota acabou soltando uma risada e comentou em tom de deboche que Hyun escutaria.

- Como se fizesse diferença pra essa daí...Hunf.


Chaeyoung pegou o celular na mochila e começou a tirar as fotos rapidamente para não atrapalhar o horário de Ui Jin. Hayoung ainda esperava pela resposta de Hyemin, mas estava meio de lado e observava a cena que ocorria na bancada de trás. Franziu um pouco as sobrancelhas, fazendo um bico pensativo.

- Será que as coisas ficam mais fáceis quando envelhecemos? - Ponderou. - Você tem problemas em conversar com meninos, Minah?


Que pergunta estranha.

- Acho que estou com dificuldades agora. Sempre foi muito fácil conversar com meu primo, mas hoje, por exemplo, foi bem difícil. - Suspirou, abaixando o olhar. - Bom, não sei se vou conseguir seguir aquela sua sugestão. Acho que ele foi infectado pelo carisma dos bolsistas…


Mexeu na bancada visivelmente tristinha.

- Vamos comprar maquiagem? Hoje eu não tenho nada à tarde, ainda bem… - Estava exausta demais para ainda ter alguma outra atividade para fazer.

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Re: Capítulo 3

Mensagem por Won-Bin em Qua Mar 28, 2018 12:30 am

Won notou o silêncio diante de suas palavras, mas nem se deu conta do impacto do que dizia e fazia em Wangjo.
Por mais que não quisesse, tinha seu jeito de chamar a atenção.

- Verdade? - Acabou fazendo uma carinha mais gentil, quase indefesa. - Você é mesmo diferente, Hwang Won Bin-shi. - Ainda o chamava formalmente porque não tinham intimidade, apesar de terem a mesma idade e pertencerem à mesma turma.

Won assentiu com a cabeça e deu um sorriso meio nervoso. Era impossível negar que ele era diferente da maioria dos garotos da sala, até mesmo dos amigos. Por mais que desejasse seguir a corrente da normalidade, o normal na Wangjo não o agradava.

Sem tempo para pensar nessas novas percepções, o desafio do clube era real.


- É um início. - comentou sobre cinema e deu um sorriso. - Qual esporte? -

Engoliu em seco diante da pergunta. De alguma forma queria impedir uma reputação de delinquente brigão.

"Aish, que se dane. Eu vou pular de cabeça"

-Taekwondo - disse de forma breve, mas que provavelmente seria suficiente. Agora seria provavelmente impossível segurar a informação diante de tantos alunos.
O garoto novo do primeiro ano era um lutador, que soubessem disso.

"Novos talentos?" achou aquilo um tanto curioso.

"Hmmm, Kim não tem cara de ser tímido. Deve ter ajudado ele mesmo!" era animador perceber isso.

Assentiu com a cabeça para Kim diante do olhar de parceria.

"Jogos teatrais? Já começa com competição!?" pensou numa mistura de medo e empolgação, mas eram outros tipos de jogos. Não havia um ganhador.

Won seguiu as instruções da professora e se deitou e fechou os olhos. Se sentia meio bobo naquela posição e em fazer aquilo, mas todos estavam fazendo e ninguém parecia prestar atenção nele pra caçoar ou algo do tipo.

Se espreguiçou conforme a professora dizia e aos poucos ia se acostumando ao exercício.


"Ei, até que fingir estar com sono e acordar nem é tão difícil"

Se levantou e visualizou o campo de trigo. Won conseguia se transportar com facilidade para a cena que ela criava com as palavras. Hwang foi uma criança que usava muito a imaginação pra compensar o tempo sozinho, era fácil se deslocar com a imaginação.

Na parte de tocar o trigo Won se lembrou do filme do Gladiador, acabou imitando a cena icônica das mãos sob o campo de trigo.


"Como está o céu" com a mente olhou para cima. Nublado, cheio de raios e incerto.

-Tempestade - disse mais para si mesmo, mas de forma audível.

Na música seguinte Won já estava completamente imerso no exercício. A ambientação de fronte de guerra só aumentou mais ainda a sensação de que Won estava dentro de um dos filmes que amava.
Quando pegou o bastão sentia um peso semelhante aos nunchakus que havia carregado na fatídica noite que quebrou os dedos, mas agora era uma espada.

Sem pensar conscientemente fez um movimento com o bastão, o girando na própria mão. Um movimento rápido e discreto, mas que tinha feito no calor do momento. Se sentia um guerreiro da época, com uma história, uma lenda e um propósito para lutar.


Os exercícios não eram fáceis e Won muitas vezes se via perdido entre a visão do imaginário do exercício e o que tinha sido instruído em fazer.
O tempo passou voando e era algo surpreendente: Won tinha se divertido.

-Já acabou? - comentou se sentando ao lado de Kim. Não estava cansado, parecia mais um aquecimento - Haha, eu acho que foi bem diferente do que eu imaginei

Notou Ye-Ji se aproximando.

- Você ainda vai ficar pelo colégio ou já está indo embora?

-Ah, sim, eu vou agora porque preciso ir trabalhar - disse se levantando. Olhou rapidamente para o celular para verificar novas mensagens, esperando que os amigos tivessem boas notícias sobre seus clubes.

-Vai agora também, Kim? Acho que a gente podia pegar algo pra beber no caminho, o que acham?

Acabou fazendo um convite aos dois para irem para a saída juntos. Won nem imaginava que Kim não devia gostar muito dela e que ela provavelmente não ia gostar da companhia do Kim também...
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Seo Hyemin em Qua Mar 28, 2018 9:56 am

Ao ter suas cenouras usadas como exemplo, Hyemin abriu um radiante sorriso sendo a perfeita personificação da expressão em inglês “Teacher’s pet” (mascote do professor, em tradução livre). Se a menina soubesse o idioma, certamente procuraria um caderno com esses dizeres para levar nas aulas.




Não precisava dizer nada para saberem o quanto estava se achando com isso, pois balançava a cabeça concordando com tudo que ela dizia. Seu maior objetivo era impressionar a professora, ainda que os dedinhos ardessem um pouco após tantos cortes e ralação.

Piscou, virando-se para Hayoung como se esperasse algum pedido chato, mas como era sobre cozinha, ela acabou se mostrando solícita, vestindo aquela postura de líder do fundamental e aproximou-se dela, pegando em sua mão.

- Assim você pode se machucar. Apoia o dedo aqui em cima pra faca ficar mais firme, aí vira a sua mão um pouquinho assim. Depois você só empurra a cenoura de levinho pra todos ficarem iguais

Se So Hee quisesse, ela também a ajudaria com prazer. Diferentemente de como agia no clube de moda ou de tênis, nos quais também se sentia sob pressão e com constante receio de ser pior do que alguém (Misoo) ou receber alguma crítica pesada (professora de Moda), ali Hyemin estava muito confiante, cercada de paparicos, então ficava mais carinhosa também.

A menina bateu palmas e curvou-se ao final da aula. Estava muito feliz com o resultado. Sentia como se o ano tivesse começado finalmente. Lavou as mãos, ajeitou os cabelos e guardou o material na bolsinha.

- Ah! Vamos passar lá e comer alguma coisa também? Vou mandar mensagem no grupo e…   - pensou melhor. Yewon era um nome proibido naquele dia! E Nana podia ficar chateada… - Vou ver se a Yerin quer ir com a gente.

Estava escrevendo a mensagem, cheia de unicórnios e mimos para a melhor amiga, quando Hayoung tornou a falar. Ela enviou e olhou para os lados, procurando um motivo para que a menina tivesse dito isso, mas fez um bico ao ver o novo casal interagindo na bancada, lembrando-se das próprias aflições.

- Eu não sei (se melhora)… - Guardou o telefone e aproveitou para fazer reverências para as unnies no lugar, acenando e agradecendo as pessoas. Depois isso, proporia de saírem andando.

-  Na ópera, foi muito difícil conversar com o oppa - confessou. - Por ser mais velho, acho que os assuntos ficam mais difíceis também. Ele falava com gente importante e estava em uma ópera. Acho que gostaria de falar com pessoas que vivem esse mundo dele, não é? Eu até falei pra ele que estava achando chato… - lamentou quase choramingando. - Mesmo assim, ele foi muito gentil comigo e me tratou como uma princesa. Obviamente ele deve ter percebido que eu sou boba, mas isso não fez com que me ignorasse. Ele até lembrou que não posso beber - sorriu, feliz, desviando um pouco o assunto. - Então, assim, acho que mais velhos a gente fica mais compreensivo, talvez. Mais gentil, mais legal. Bem, não todo mundo… - franziu a testa, pensando no próprio irmão mais velho Park. - Mas imagino que a gente também fique mais legal no futuro e fica mais fácil de conversar. Eu quero ser uma mulher incrível, que as pessoas enxerguem com respeito. Quero ser como a minha tia, que é forte, está sempre linda e cuida da própria vida. Só que ela não se dá muito bem no amor, então essa parte eu vou consertar. Vou ser uma esposa muito dedicada. A melhor pessoa que o oppa jamais imaginaria ter ao lado! - olhou para cima, sonhadora e lembrou-se que fugiu completamente do assunto. - Mas por que isso mesmo?

Ouviu o comentário da garota e fez um muxoxo. Entendia perfeitamente como ela estava sentindo. Também tinha uma pessoa que antes achava muito fácil de conversar, mas tinha descoberto que ele nunca tinha gostado de falar com ela, além de também ter sido infectado pelo “carisma dos bolsista”, ou melhor “da” bolsista. Aquilo ainda estava doendo. Por Yerin, deveria incentivá-la a falar com o primo, mas para falar a verdade, estava cansada.




-  Olha, eu deveria dizer que “família é família, briga de vez em quando” e que “está tudo bem, vocês podem se entender”, mas não é isso que eu estou sentindo agora. Não comenta com a Rin que eu estou dizendo isso pra você mas… - suspirou. - Às vezes nós temos que deixar as pessoas irem - comentou, olhando-a com uma expressão infeliz.   - Nem todo mundo quer ficar perto da gente. As pessoas mudam e vão embora. E nos enganamos o tempo todo sobre os outros. Quem ficou fez isso porque precisa estar lá. Mas não adianta insistir em quem já foi. A gente só precisa soltar a mão dessas pessoas, porque elas não estão mais olhando para trás, para o passado. Você entende? - fez um bico. -  Às vezes as pessoas só vão embora mesmo. Não importa o que você faça

Olhou rapidamente para baixo. Era o tema mais difícil de lidar naquela vida, mas achava que com o tempo, poderia ficar acostumada.




- É muito difícil, mas às vezes a gente só precisa aceitar, sabe? Seu primo sempre foi esquisito e talvez ele tenha visto nesses bolsistas pessoas como ele… - Estava falando de outra pessoa, mas se suas palavras serviriam em relação ao primo também, não sabia. - É difícil aceitar, mas somos de mundos diferentes. Pessoas como ele não gostam de patricinhas. Acham que somos fúteis, não sabem a diferença de gloss e matte, acham que não importa se é cetim ou tule, não entendem por que a Selena é maravilhosa, nem por que a capinha da Kate Spade é tão diferente de uma falsificada… Então como dá para conversar? É como nós somos, não é? E somos felizes assim…    - fez um bico.  Agora só estava falando dela mesma, e de seu caso mais cedo. Não tinha como entender a relação entre a garota e o primo, então aproveitava para desabafar.   - Temos que crescer e eu tenho me esforçado para isso, mas será que não posso gostar dessas coisas? Se alguém despreza tanto assim tudo que eu gosto, talvez não seja bom ficar perto dessa pessoa…  

Era uma batalha constante para ela. Vermelho ou tom pastel? Unicórnio pode ou não? Ela ainda não sabia a resposta sobre ser aceita e mudar, mas não tinha gostado nada da conversa com Kim Joo Hyuk. Da forma como ele tinha falado, sentia que ele desprezava tudo que existia nela então, nesse caso, não tinha mais (e talvez isso fosse desde o começo) como conversarem mesmo.

- De qualquer forma, às vezes… - parou de andar e engoliu em seco. Era a coisa mais difícil que tinha para dizer a ela. Ergueu o rosto, triste, mas falava sério, apesar de confuso. - Algumas pessoas infelizmente são muito mais importantes do que nós na vida dos outros. Não estamos em primeiro na lista de todo mundo que a gente gosta e às vezes quem está lá é alguém que nós odiamos. O que eu vou dizer dói muito, mas me disseram que quando isso acontece é porque, talvez, a pessoa que odiamos seja a pessoa certa para quem gostamos. Porque nosso jeito não combina, porque não estamos agradando. - Suspirou e abertamente transformou o “conselho” em algo pessoal, sem querer falando em primeira pessoa abertamente na sequência. -  Ou porque somos muito erradas… Mas somos assim, não é? Não é algo que você pensa pra fazer. É? Eu fico me perguntando muitas vezes por que isso acontece e eu não entendo. Não sei por que não estou em primeiro ou por que não estou em nenhum lugar da lista…   - ficou pensativa com um olhar vago por alguns minutos e a olhou mais uma vez. Sabia que tinha cometido erros, mas em sua cabeça estavam todos justificados, tudo foi feito de acordo com suas emoções e ela achava que era simplesmente desse jeito.

-  E é por isso mesmo que… Não sei o que você deveria fazer, mas eu decidi que eu quero ficar com quem gosta de mim. Quem não dá valor, quem troca por outra pessoa e nunca corre atrás de volta não merece. - Não sabia o quanto aquelas palavras também valiam para a relação das duas também. - Eu tomei uma decisão de ficar perto das minhas amigas, que me amam, e esquecer essas bobeiras dos outros. Só vou ouvir o meu noivo, minha tia e meu pai. E alguns professores que eu gosto. Mas só. - segurou as mãos dela e sorriu. - É com  essas pessoas que eu quero ficar e só por eles que eu penso em mudar. Nada a ver com esses bolsistas idiotas e… Amigos ridículos de bolsistas que querem protegê-los como se fossem a coisa mais importante do universo. - rangeu os dentes, mas balançou a cabeça, soltando-a também. - Por isso, quero ajudar minha amigas, que precisam muito de mim agora. Então estou pensando em marcar uma festa do pijama e da próxima vez que tiver show eu levo todo mundo. Falei até com a Rin: a gente devia ir para uma viagem na Tailândia da próxima vez. Vamos todo mundo. O Beom-Su vai ficar com a gente agora também. Ele é super legal. Por que você não fica amiga dele também? Vamos trazer as meninas pra ficar mais perto. Isso vai ser bom pra todo mundo! É nisso que vou me esforçar a partir de agora.

A menina deu um longo suspiro, como se tivesse gastado muita energia naquela fala toda.

- Agora sim! Vamos fazer cooompras~~ Deixa eu ver se a Rin vem. Quero comer uma tortinha de morango no shopping.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Park Hyun Hee em Qua Mar 28, 2018 11:23 am

Como estava “brigado” com Chaeyoung, Hyun Hee ficou em silêncio, cortando seus legumes. Aquele prato era um que gostava muito e estava acostumado a fazer, mas nunca com aquela exigência de perfeição. Podia só jogar uns legumes mais ou menos ali porque depois era ele quem comeria. Por outro lado, a atividade lhe dava uma sensação um pouco de nostalgia, correndo pela cozinha e vendo a avó preparando a comida para todos. Um tempo desaparecido, que parecia impregnado naquelas cenouras e o fazia sorrir de leve, sem perceber e o mau humor foi sumindo.

Não conseguia ver o clube com seriedade, mesmo com as exigências da professora. Não é que desejasse fazer um trabalho qualquer, mas via aquilo como um passatempo mesmo e não se esforçaria com tanto afinco assim. Seu objetivo era apenas aprender receitas, não ser o próximo MasterChef Korea, como parecia ser o sonho de alguns ali.

De qualquer forma, sem a ex-namorada, aquele lugar parecia um oásis. Será que tinha feito a escolha de propósito, para ter com quem brigar e causar? Era uma possibilidade difícil de admitir, mas havia uma pontada de verdade. Agora que estava tudo quieto, a atividade parecia muito mais agradável.

Ao final do clube, Hyun Hee se espreguiçou e levou algum tempo para tirar o avental. Ficou por perto de Chaeyoung e viu o garoto nerd de sua sala se esforçando para falar com uma garota. Sorriu. Será que ele tinha um crush secreto por ela? Boa, garoto, está indo bem.

O sorriso foi interrompido ao lembrar que era exatamente aquilo que o carinha novo estava fazendo. Fez uma careta rápida, mas foi bem no momento que Uijin o olhou, fazendo com que parecesse bem ameaçador. Coitado, nem tinha como saber que aquela expressão de ódio era direcionada a outra pessoa!

Quando tentou se desfazer daquela expressão, ouviu o comentário de Ji Rin. O sangue ferveu na hora e o momento Hyun Paz e Amor Cozinheiro caiu de vez.

- O que foi que você disse? Eu não ouvi. Vem aqui repetir! - rosnou olhando para trás, mas não iria atrás para brigar. Soltou um suspiro longo e cansado. - Aishh…

Sentiu-se culpado. A fama da garota só tinha virado isso por causa dele. Era uma droga aquele colégio e aquelas fofocas. Por isso tinha tanto ódio de ver gente como Eunjoo atacando-a. Só não sabia que rebater aquelas pessoas magoava a menina também.

- Ah, o caderno. Obrigado, Uijin - foi inexplicavelmente gentil com o tímido rapaz, sorrindo. - Você salvou o dia da noona. É bom ter um dongsaeng dedicado por perto, não é, Chaeyoun-ah? - piscou de leve para ela. Estava querendo levantar o astral do rapaz, sabendo que o dia dele não tinha sido dos melhores na educação física. Não é como se estivesse empurrando a menina para ele, mas entendia o nervosismo para conversar com uma (apesar de isso ter acontecido quando ele era pré-adolescente e gostava de Eunjoo) e queria que ele se sentisse feliz.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Convidado em Qua Mar 28, 2018 11:53 am

MiSoo achou estranho o jeito com que o garoto de cabelos azuis lhe encarava. Nem conhecia ele. Será que estava incomodado com o cheiro dos produtos de limpeza? Estava atrapalhando sua refeição? Ela percebeu que o encarava por tempo demais sem responder e finalmente deu sua resposta, não estranhando tanto a expressão que o garoto fez depois, já que a tenista sabia que tinha demorado demais em sua resposta. Não devia ter sido uma reação muito educada dela.

Por não saber se a limpeza estava o atrapalhando, MiSoo soltou o comentário e quando ele confirmou que não o atrapalharia, a garota esboçou um pequeno sorriso gentil, já que a expressão estranha dele de antes tinha se desfeito também. O garoto de cabelos tingidos não deveria mais estar incomodado em ter o lanche potencialmente interrompido.

Mas não o reconhecia e achava estranho não ter reparado em alguém assim até então. MiSoo não tinha ideia que um aluno tinha sido admitido em WangJo uma semana depois das aulas. Como resultado ela fez a pergunta sobre o assunto, curiosa sobre a extensão de sua falta de atenção.

- Ohhnn… Primeiro dia… - fez uma expressão pensativa, pousando o indicador sob o lábio - Que incomum… - fez um biquinho enquanto ponderava sobre o assunto - Então seja bem vindo. - exclamou do jeito mais animado que conseguiria em seu estado mental atual, bem aquém de seu entusiasmo usual, até que ouviu a voz conhecida e pediu licença.

Chamou por Gyu Sik e correu até ele, só percebendo que estava no celular quando parou para se escorar na máquina.

Marcava alguma coisa?

Não era importante agora, pois BoMi podia estar precisando de ajuda! Não esperou ele terminar a ligação para continuar a dizer o que precisava.

Quando ele desligou o aparelho e se voltou daquele jeito distante, MiSoo entendeu que tinha algo errado. Era bem diferente de antes, principalmente diferente do dia anterior.

A tenista não aguentou o jeito CALMO e frio com que ele lidava com a informação que lhe passava. Será que não se preocupava com a irmã?? Se ela estava pálida devia ter acontecido algo!! Deixou até a dorzinha da pancada na testa de lado depois disso.

- Eu digo que pode ter acontecido alguma coisa com ela e você age assim? - não conseguiu segurar a língua, visivelmente irritada com a postura dele - Ung. Com essa calma, se ela estiver passando mal, você vai ter que torcer para que Jaeki-shi tenha a achado! - cruzou os braços e bufou.

Sabia que ele era bem mais calmo do que MiSoo jamais seria, mas assim já era demais!


Mas o pior de tudo, sem dúvidas foi o modo extremamente formal com o que agradeceu. MiSoo mordeu o lábio inferior, extremamente incomodada com a atitude, mas deixou os ombros caírem, pois já tinha entendido tudo.

O modo frio como estava agindo… O retorno dos termos “respeitosos”... MiSoo teve certeza de que estava certa em seu surto anterior. Eles lhe odiavam! Era a única explicação para uma atitude dessas. Agiam como se houvesse feito algo horrível, quando nem tinha feito nada!!

Os sentimentos negativos que tinha se esforçado tanto para enterrar agora há pouco, começavam a retornar em peso.

Não. Não queria sentir toda aquela dor outra vez. Tinha recém se recuperado um pouco. Estava cansada demais da situação pela qual tinha passado, não precisava de uma extensão dela agora.

Não. Já estava no seu limite. Tinha se acalmado, mas sentia que o mínimo distúrbio em seus sentimentos podia trazer a tempestade toda de volta. Por que tinham que agir como se MiSoo houvesse cometido uma alta traição? Ou quem sabe até um crime! Podia quase sentir desprezo no ar.

Não estava mais prestando atenção no que Gyu Sik estava fazendo e pensava em se afastar, pois com a dor no peito e o enjoo retornando, era muito esforço dizer algo. Só reparou na garrafa quando a sentiu contra o ventre. Sua reação foi se afastar e se encolher com o toque do objeto gelado.

- Mwo…? - resmungou e pegou a garrafa por impulso, mesmo que não a quisesse.

O que ele tinha na cabeça para agir como uma pedra de gelo e ainda dar aquela… Coisa gelada para ela!? Se era para odiá-la que fizesse direito! Não sabia o que Gyu Sik queria lhe dando aquela garrafa, mas a frieza com que estava agindo e como tinha lhe entregado o objeto fez MiSoo detesta-la.

E finalmente tinha lhe dado as costas. Um verdadeiro bloco de gelo do ártico. Totalmente indiferente. Uma atitude que irritava muito a tenista e que anulava completamente qualquer que fosse o motivo por comprar o gatorade. Era ainda pior do que a atitude que antes condenara em Jung Mi, quando o rei da turma parecia um robô.

MiSoo sentiu o impulso de jogar a garrafa no garoto, mas pelo menos esse conseguiu controlar, pois não queria realmente machucá-lo. Mesmo assim não queria o gatorade e o apertou-a com força entre as mãos antes de arremessá-la na direção dele. Não para acertá-lo, pois tinha mirado longe, mas para que o objeto caísse mais a frente, o mais longe que conseguisse lançar.

- Eu não preciso disso, babo!! - desta vez gritou sem se importar com quem ouviria - Mas tem razão, eu estou exausta!! Não sei o que vocês tem na cabeça! Mas quer saber? Pensem o que vocês quiserem!! - a mente já não funcionava direito, nem tinha forças para explicar qualquer coisa que fosse e depois que ficou daquele jeito com a tentativa de falar a BoMi, morria de medo de repetir a dose - Pelo menos vá se importar com sua irmã e saia logo daqui!

Só que o mal já estava feito. E o aperto no peito era doloroso.



Por que ele tinha sido tão gentil e lhe ajudado tanto no domingo, para depois agir desse jeito, como se nem se conhecessem? Os motivos pareciam fazer ainda menos sentido que essa mudança. Era tudo falso?

E EunBi ainda queria achar as razões menos coerentes para o que estava acontecendo.

MiSoo apoiou as costas na máquina de lanches e deixou-se escorregar até desaparecer por trás das mesas e cadeiras do refeitório. Porque era o que ela queria. Desaparecer um pouquinho. Quem sabe assim lhe deixariam em paz?

Sua respiração era ofegante e cansada. Os olhos marejados. Os pensamentos estavam meio nublados outra vez. Vivia fazendo tudo errado, não era de se admirar que todos quisessem ir embora.

Nem mesmo podia sair correndo.

Parecia até que tinha uma voz em sua cabeça, repetindo que a culpa era sim dela. E repetindo muitas outras coisas. Elas sequer faziam sentido com o que tinha ocorrido ali.

Não deveria ter comido o meio sanduíche com o iogurte. Já estava pensando se conseguiria sair do refeitório no meio da punição para ir ao banheiro vomitar. Dane-se que estava na escola. Os sentimentos parecia que iriam ficar ainda piores se não fizesse isso.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Jae-ki em Qua Mar 28, 2018 1:16 pm

Jae-ki estava sentado ao lado de Bo-mi e ouviu atento a resposta dela. Não dava para saber exatamente o que tinha acontecido com a garota, mas pelo menos já tinha descartado que poderia ser coisas mais graves. Ao questionamento de Bo-mi, Jae fez uma careta confuso e respondeu:

- Acho que já...

Ele se lembrava das vezes que havia fugido dos policias com os amigos, mas não era tão específico como ela falava. Apesar de Bo-mi não contar do que se tratava, Jae-ki não iria insistir, só queria saber mesmo se tinha acontecido algo grave e pelo visto não era tão preocupante, ao menos não parecia para ele. Além disso, notou que ela tinha gente para protegê-la quando ela resmungou sobre o irmão. Já tinha verificado e não havia mais o que pudesse fazer, pelo menos não ficaria com essa preocupação na cabeça, foi bom ter ido checar.

- Se fosse outra, não teria me falado. Valeu por ter confiado em mim pra dizer aquelas coisas. E... Eu não sei quem foi que você viu, mas não fica com medo Bo-mi - Respondeu a garota - Você tem amigas que querem te proteger, e também tem o Won, sabe como ele é.

Ele se levantou para voltar ao refeitório, mas antes de ir, achou que deveria ser sincero só mais uma vez, porque seria injusto levar todo o crédito, e Jae não era do tipo que roubava crédito dos outros:

- Ah, foi MiSoo que me pediu pra vir aqui, ela também ficou preocupada, mas eu vim por eu quis, ela não manda em mim.

Jae-ki caminhou de volta para o refeitório, queria concluir o seu estudo. No caminho viu Gyuk saindo do refeitório, se lembrava que ele era irmão da Bo-mi, então imaginou que ele deveria ir até a irmã e ficaria tudo bem. Quando entrou de volta no refeitório viu MiSoo em uma posição bem estranha, escorregada em uma das máquinas e com uma expressão desolada estampada no rosto. "Aigoo, isso tudo é preocupação pela amiga? Se for porque ela tá cansada eu não vou ajudar." Jae-ki era prático, lançou um olhar ao seu material para ver se tava intacto, em seguida foi até a garota e disse:

- Ya, não precisa ficar assim, a Bo-mi tá bem, depois você pergunta pra ela o que aconteceu, ela não me contou e eu tenho que estudar.

Em seguida se virou em direção ao seu material e já ia até lá, mas havia Kai ali também. Começou a ficar curioso do porquê ele não ter ido para casa, provavelmente teria algum clube. Mas qual seria o clube que ele entrou? Lembrava que aquele tal de Ren estava dançando naquela noite, será que Kai se interessaria pelo clube de dança? Teria que se preparar para isso caso fosse acontecer. Não custava perguntar, e era a melhor hora já que seus amigos não estavam ali para bater um papo mais profundo com Kai. Então se aproximou do garoto e perguntou:


- E aí? Curtiu Wangjo? Você tá esperando para algum clube?

Mas não falou em voz alta por causa da MiSoo. Depois não pretendia prolongar o assunto, só queria checar mesmo. Não conhecia Kai direito, por isso não poderia confiar facilmente nele, mas também não poderia ignorar ele. Era um aliado e não podiam ser inimigos, de certa forma estavam no mesmo lado em Wangjo, mas ainda precisava saber quais eram as intenções dele. Jaeki vai voltar pra o seu lugar e estudar em silêncio depois da resposta do garoto, antes de ir vai avisar que precisa aproveitar o tempo pra estudar por causa das provas.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por The Crown RPG em Qua Mar 28, 2018 11:13 pm

[JAEKI E MISOO]
1:30 -  3:00 P.M


Se, em partes, Jaeki ficasse desapontado por ter ido até ali “à toa”, por outro lado ele poderia ficar feliz porque Bomi não escondeu o que tinha acontecido. Apesar de não falar sobre o teor do que ouviu, ela disse o que tinha acontecido, de modo que ele pudesse compreender porque ela tinha ficado tão nervosa.

Além disso, ela também ficou feliz por ele ter se importado. Bomi era uma menina que fazia amizades com certa facilidade, mas não esperava que uma pessoa mais esquentadinha como Jaeki fosse se pensar em retribuir assim, tão rapidamente. Talvez ela entendesse o motivo de Eunbi ter se apaixonado por ele - na cabeça dela, já era paixão. De certo modo, conseguia reconhecer traços da bailarina nele e achava que formavam um casal que se complementava.

Não seria fácil. Isso com certeza não. Mesmo assim, torcia por eles.

Ouviu o conselho de Jaeki e esboçou um pequeno sorriso, meneando positivamente.

- Foi um susto, não terei medo. - Disse mais para tranquilizá-lo, mas ficou um pouco confusa com o comentário sobre as meninas, mas principalmente sobre Won. As bochechas dela coraram e ela murmurou. - Mwo? O que tem o Won Bin-shi?

Ao falar o nome dele, ela ajeitou o cabelo, colocando uma mecha atrás da orelha. Era um hábito que Won já tinha decorado e Jaeki logo perceberia que era uma mania dela mesmo. Caso Jaeki olhasse para ela de novo, ela faria um gesto para que esquecesse a pergunta. Não tinha sido importante. Né? Sorriu meio nervosa. O sorriso sumiu ao ouvir o nome de MiSoo.

Um breve suspiro escapou de seus lábios e ela achou típico de MiSoo se preocupar com todo mundo. Mas a verdade era que ainda estava sofrendo pelo irmão. A mensagem da tenista tinha dito que tudo não passava de um mal entendido. Mal entendido com tantas evidências? Precisavam conversar, mas ela não queria conversar no calor do momento. Queria deixar os sentimentos se assentarem.

Com raiva, ela dificilmente diria coisas legais ou estaria disposta a escutar.

- Araso…- Disse quanto à MiSoo, mas logo emendou. - Komawo, JaeKi-shi! Você é muito legal.

Acenou, mantendo o sorriso gentil enquanto ele se retirava da entrada e retornava para o prédio. Durante seu percurso, Jaeki encontraria com Gyu Sik. O irmão gêmeo de Bomi era tão branco quanto a irmã e tinha o cabelo bem escuro - as semelhanças terminavam aí, pois ele era muito mais alto e Bomi tinha traços mais bonitos. Fora que a cara dele estava um pouco fechada depois do que ouviu dentro do refeitório.

Trocou apenas um breve olhar com Jaeki, mas nada sério ou superior - só porque não ignorou o único garoto que passou por ele.

[...]

Kai continuava bem confuso com a forma que MiSoo o tratava. Depois de responder que era seu primeiro dia, ele arqueou uma das sobrancelhas com a reação dela. Ela desejou boas-vindas! O que deveria ser a regra, foi exceção. Será que ela era uma bolsista também? Não parecia. Tinha acessórios caros nela, uma bolsista não conseguiria começar nem por aquela pulseira.

No entanto, ele não prolongou muito a conversa porque ela pareceu mais preocupada com o menino que chegou. Nem falou nada quando ela pediu licença - as pessoas não costumavam pedir isso, no lugar onde ele morava. Levou um cubinho de manga até a boca e ficou olhando a cena.

Gyu-Sik não deu atenção para MiSoo, mesmo diante da urgência dela. Estava ao telefone, numa ligação importante para ele. Por isso fez um gesto para que ela esperasse e virou um pouco a cara para não reparar naquela onda de expressões desesperadas que ela usualmente fazia. Apenas quando terminou o que estava fazendo foi que olhou para ela de novo e esperou pelo relato.

Algo envolvendo Bomi.

Não levou nem meio segundo para checar se ela estava bem - estava online, pelo menos e ele logo enviou a mensagem para a irmã. Enquanto ele mandava a mensagem, MiSoo parecia revoltada com a postura dele.

- Assim como? Adianta ficar nervoso? - Perguntou sem muito interesse antes de encará-la. - Se ela estivesse passando mal, ela já teria me procurado, me mandado uma mensagem antes. Somos gêmeos, esqueceu? Nós somos mais próximos do que aparentamos.

Era verdade. Os dois estavam sempre discutindo por besteira, mas eram muito unidos. Quase todo lugar que Bomi ia, Gyu Sik também estava e vice versa. A privacidade existia, é claro, mas em período de necessidade e desespero, os primeiros nomes que procuravam era um ao outro. Não era um mito que gêmeos tinham uma ligação incomum. Depois de compartilhar o mesmo espaço por nove meses, era natural que continuassem tendo aquela conexão.

Bomi o respondeu daquele jeito atrevido e isso o aliviou um pouco, ainda que não demontrasse. Informou à MiSoo que a irmã estava bem e agradeceu de modo formal. Virou-se, então para a máquina e pegou o gatorade para que ela tomasse. Pega no susto, ela acabou segurando por impulso, ainda que não quisesse aquilo.

Gyu Sik conhecia MiSoo o suficiente para saber que corria um sério risco de vida ao virar as costas para ela e deixá-la daquele jeito. Mas ele optou por confiar no bom senso dela. Não era como se ele fosse ficar pior depois do que tinha acontecido. Tinha dado uns cinco passos - que era um bom percurso, devido às longas pernas - quando ouviu a gritaria. Uma mão estava no bolso do blazer e a outra segurando a latinha de café gelado. Parou por um instante. Piscou lentamente, erguendo a cabeça de novo e virou-se, olhando para ela antes de falar.

- Por que eu deveria pensar alguma coisa? Não estou pensando em nada, MiSoo.

Disse num tom que dava a entender que ela era egocêntrica por achar que tudo girava ao redor dela. Era óbvio que ele estava irritado e estava sim pensando em muitas coisas, mas não permitiria que ela tivesse a certeza disso. Chega. Não daria mais nada. Olhou para ela da cabeça aos pés, franzindo um pouco as sobrancelhas e voltou a andar, agora um pouco mais rápido.

Enquanto ele saía, MiSoo se encostava na máquina e começava a escorregar.

Uma pessoa observava aquela cena digna de um dorama da KBS com um certo espanto. Só queria comer em paz - e olha que comeu o dia inteiro! - não esperava que fosse se deparar com algo como aquilo. Não gostava de ver meninas chorando, mas realmente não sabia o que fazer. Não sabia porque ela tinha ficado tão mexida com o comentário daquele menino. Ele nem falou nada demais.

Além disso, o namorado dela não era o outro?

Ao mesmo tempo em que se perguntava o que diabos estava fazendo ali, ele queria spoilers. Era muito ruim ficar perdido. Felizmente, a sensação duraria pouco tempo porque Jaeki voltava para o refeitório.

[...]

Quando Jaeki entrou no refeitório, ele se deparou com uma infeliz MiSoo jogada no chão. Assim como Kai, ele não entendeu nada e também não foi o mais gentil de todos. Pelo menos o cabeleira azul pôde parar de se preocupar e se perguntar se deveria ir até a menina.

Comeu os últimos pedaços e pegou um guardanapo para limpar as mãos. Passava a lingua pelos dentes por conta dos “pelos” da manga, mas parou quando Jaeki se aproximou.

- Finalmente cansou de ficar me encarando e veio falar comigo. Que bonitinho o meu dongsaeng. - Sorriu de modo irônico. - Não sei dizer, as pessoas são mais estranhas do que os meus amigos. E olha que eu achava que isso fosse difícil, mas esse colégio supera. Bando de riquinhos bestas. - Revirou os olhos. - Ani. Estou matando tempo e comendo de graça. E você? Vai fazer o que?

Abriu espaço para uma conversa breve, mas caso Jaeki quisesse muito se dedicar aos livros, também não o prenderia. Ele só estava ali matando o tempo mesmo, mas não poderia enrolar para sempre e logo deveria partir.

MiSoo também não podia ficar no chão por muito tempo porque a Sra. Ki logo apareceria para ver seu serviço. Era de se esperar que o salão estivesse limpo e brilhando, bem como as louças. As três meninas seriam liberadas por volta das 2:55 P.M quando tudo estivesse pronto.

Quando saiu da cozinha, EunBi alongava os ombros e fazia uma cara de infelicidade absoluta. Isso até ver que Jaeki estava ali e dar um - quase- sorriso. Estava se sentindo horrorosa, descabelada, fedendo a detergente!! Mas era bom vê-lo. Antes de falar com ele, ela se aproximou de MiSoo, a abraçando pela cintura e deitando a cabeça no ombro. Fez uma manha típica, batendo os pés no chão, mas feliz por estarem vivas depois disso.

Caso MiSoo ainda tivesse a ideia de ir para a enfermaria, EunBi a acompanharia antes de trocar de roupa para o clube.

[TEATRO]

2:50 - 3:00 P.M


Não demorou para que Won percebesse que o clube de Teatro era diferente de tudo o que ele tinha pensado. Começando pelos jogos teatrais que não eram uma competição, mas um exercício de abstração e libertação do corpo. Foi como voltar no tempo, na época em que os cenários surgiam com facilidade em sua mente e ele podia ser quem quisesse.

Com o passar dos anos, Won tinha perdido aquela facilidade que tinha para se expressar e tornou-se um menino muito tímido e retraído. Era bom poder se sentir diferente, para variar. Ele foi de criança para um guerreiro do passado em questão de segundos. Isso sem contar os outros treinos que eles tiveram.

No fim, teatro tinha sido uma excelente escolha.

Isso não queria dizer que ele fosse o melhor da turma em apenas uma aula. Até porque não foram raras as vezes que ele saiu do personagem e teve noção de onde estava - assim como percebeu que os outros estavam mais focados em si e na própria performance do que nele. A professora, contudo, o encarou fixamente e fazia gestos para que ele continuasse ou retornasse para o ponto que tinha se perdido.

Quando a aula acabou, ele sentia o corpo vibrar. Estava tremendo um pouco de nervoso, mas também sentia uma euforia típica de quem libera endorfina típica de quem terminava de praticar um exercício e se “alimentado” de bem-estar. Kim estava morto no chão e o encarou com um pouco de inveja - mas não de modo pejorativo, foi só um bico de “aiiish, esse cara forte e resistente!”. A expressão suavizou com o comentário dele.

- E o que achou? Gostou?

Tentou se sentar num impulso só, mas falhou miseravelmente. Como um pêndulo, ele foi e voltou, parecendo uma tartaruga com o casco para baixo. Rendeu-se e virou de lado para ser mais fácil. Era humilhante, mas tudo bem...consequência por não se exercitar como um menino de sua idade deveria!

Ye Ji se aproximou nesse meio tempo, dirigindo a sua pergunta aos dois, mas focando em Won Bin. Tanto ela quanto Kim o encararam de modo interessado ao ouvir que ele trabalhava.

- Sério? - A menina levou a mão até o peito. - Não é todo mundo que consegue trabalhar, estudar e treinar. Que incrível!

- É verdade. - Concordou, pensando que parecia uma característica dos bolsistas seguirem para o trabalho. Wangjo era o ponto de distorção da realidade deles.

- Onde você trabalha? - Ye Ji perguntou bastante interessada.

Kim se levantou e sorriu com a sugestão dele.

- Vou sim, só tenho que esperar minha amiga para levá-la ao trabalho. Mas eu adoraria! Estou mesmo precisando beber alguma coisa.

- Você é muito gentil, Won Bin. Eu também aceito e também vou esperar uma amiga.

- Certo. Vamos, então?

Como não ficariam para o próximo tempo, eles não tinham a obrigação de mudarem de roupa. Eles só não poderiam ficar circulando no colégio depois das 3:30 P.M- horário que começava o próximo tempo. O trio seguiu de modo tranquilo até o refeitório.

Won ainda não tinha recebido mensagem dos dragões. Eram 2:55 P.M ainda e Kang estava em aula, mas Jaeki estava no refeitório. Assim como as meninas que tinham terminado seu castigo. Bomi ainda não tinha se juntado à elas, mas caso Won fosse até as máquinas, teria um vislumbre da 2ª entrada para o refeitório. Do lado de fora, Bomi não estava muito distante com o irmão. Os dois estavam sentados debaixo de uma árvore e ela deitava a cabeça no colo dele enquanto ouvia música. Gyu Sik estava lendo um livro.

Kim e Ye Ji andavam em silêncio, cumprimentando quem falasse com eles, mas de modo geral estavam ali como convidados de Won. Caberia a ele apresentar os dois aos outros, ainda que Ye Ji já conhecesse EunBi e MiSoo, assim como Kim já tinha estado na presença de JaeKi antes - tinham até uma amiga em comum.

Não demoraria para que o lugar começasse a encher para o intervalo, ainda que nem todos os alunos ficassem para o tempo seguinte.

[CULINÁRIA]
5:00 P.M


Era esse tipo de situação que fazia com que Hayoung admirasse ainda mais Hyemin. Gostar de Hyemin tinha sido muito fácil, desde o primeiro ano que elas estudavam. Difícil foi conseguir se aproximar, rompendo aquela sua timidez e tendo que controlar a respiração diante da grandiosidade que sua ídola era.

A pergunta de Hayoung tinha sido muito simples, mas trouxe uma reflexão tão grande que...ela nem soube o que dizer.

Na verdade, não havia nada a que ser dito. Parte do discurso de Hyemin tinha sido um desabafo próprio - ou um depoimento de vida para dar o exemplo - mas Hayoung se sentia contemplada com cada vírgula.

Inicialmente ela falava da Ópera e o modo como Wang MiWoo a tratara. Ele era o que? Dez anos mais velho? Era um tempo considerável, mas não incomum entre casais. Talvez fosse mais fácil para ele manter uma conversa porque tivesse uma visão mais abrangente do mundo, assim como uma maior experiência de vida. Olhou para a amiga fazendo um beicinho quando escutou que ela era boba.

Não era nada!

Hayoung não achava. Achava muito inteligente, magnifica, uma pessoa rara! Era muito criativa, incrível na cozinha, boa no tênis. O que significava não ser a aluna mais brilhante diante das outras qualidades? Não era boba, nem burra, muito menos tola. Era...apenas a Hyemin. Pelo menos era o que Hayoung achava, mas não chegou a verbalizar porque não queria interromper aquele discurso incrível.

Concordava que também desejava ser uma mulher incrível no futuro. E quanto pensou nisso, havia uma semelhança com Hyemin, pois ela também se espelhava na tia. Não era nem na própria mãe! A tia. Era uma mulher muito forte e que aguentava muita afronta da família Dong, mas respondia à altura. Além de ser uma advogada maravilhosa, uma mãe presente e parecia ter um casamento feliz. Se pudesse escolher, queria ser como ela.

Se sentiu mais próxima dela por terem essa preferência.

Quando ouviu a pergunta do porquê, ela comentou sobre o primo e o veneno dos bolsistas.

Essa parte da conversa a deixou tão triste que ela nem soube explicar. Levou a mão até o peito, ponderando sobre aquilo. Deixar as pessoas irem...Mas ela já tinha tão poucas! Não queria deixar seu primo ir! Não mesmo!

A partir daí, Hayoung só conseguiu se encolher e abraçar o próprio abraço. Engolia em seco algumas vezes, absorvendo cada palavra. Já tinham até saído da cozinha do clube, mas nem tinha percebido. A mente divagava sobre o assunto e, embora Hyemin estivesse falando dela, Hayoung se sentia naquela cena também.

Não era difícil, afinal.

Não se via como primeiro, segunda, nem última opção de ninguém. Sentia-se preterida e sempre deixada à margem. Mesmo que seus gestos, trabalhos, notas, performances fossem boas, sempre havia alguém melhor que tirava o foco dela. E logo Hayoung era esquecida.

Os olhos estavam ficando marejados e estavam enormes quando sentiu a mão de Hyemin segurando a sua. Naquele momento, sentiu-se querida...parte de um grupo de verdade. Ouvir que a ídola cuidaria de quem gostasse dela, preenchia seu coração. E, mesmo depois que ela soltou a mão, Hayoung simplesmente pulou no pescoço dela e a abraçou que nem um filhote que acabava de reencontra a mama.

Fechou os olhos, apertando o abraço e tudo o que conseguiu dizer foi.

- Komawo… - Com a voz bem embargada.

No momento seguinte, contudo, ela deu um pulinho no mesmo lugar. Os punhos estavam fechados num fighting e ela estava animada para as compras.

Beom Su e Yerin as acompanhariam. O quarteto ocuparia um dos carros e seguiria até o shopping favorito deles. As compras ocupariam o fim da tarde e até as 10h P.M. Nenhum deles tinha atividades depois do colégio na segunda- feira - pelo menos um breve descanso!

Apesar do dia conturbado, quando Hyemin chegou em casa, ela sentiria que o saldo final podia ser positivo. Claro que pensamentos nebulosos a dominariam, mas se lembrar das pessoas que estavam com ela no final, a faria sorrir.

E refletir...Sobre o que mais estaria por vir.

Será que haveria um dia normal no colégio?

Ou seria uma constante surpresa?

Uma menina deveria estar preparada para tudo, por isso era bom começar o ritual da pele antes que rugas fossem criadas por pensar em tantos problemas!

[...]

Seria mentira dizer que Chaeyoung ignorou Hyun Hee durante a aula toda. Pelo contrário, ela estava frequentemente olhando de banda para ele. Era uma imagem que trazia tranquilidade e inspiração. Enquanto ele se focava nos cortes, ele parecia tão...bem consigo mesmo que Chae sentia o peito mais calmo por ver que havia esperanças, afinal.

De certo modo, ficava feliz por ver que tinha algo que ele gostasse de fazer, ainda que fosse apenas um hobby. Qual o problema? Se fazia bem e não magoava ninguém, ele deveria mesmo se dedicar a isso.

Quando a aula acabou, ela ficou se alongando e com uma mão no ombro até que foi surpreendida com gesto de Ui Jin. Estava tão contente que nem deu atenção às palavras de Ji Rin, apesar de ter ouvido tudo - como não ouvir diante da reação de Hyun?

Ji Rin nem foi louca de voltar, preferindo acelerar para não ter que enfrentar aquele maluco!

Ui Jin ficou meio receoso com a cara que Hyun fazia e até deu um passo para trás, demonstrando que não tinha segundas intenções com Chae! Só queria ajudar uma pessoa que ele achava legal e tinha começado a se juntar com seu grupo. O comentário gentil de Hyun, contudo, pegou os dois de surpresa.

A menina olhou para trás, encarando Hyun para checar se era ele mesmo. Foi esboçando um sorriso e pegou o celular para fotografar as páginas. Ui Jin o reverenciou. Apesar de serem da mesma turma, estava diante de um hyung!

- Ui Jin é ótimo! Ele é muito legal, assim como o Han, Dong, até o bicudo do Min Ho. Mas você é o meu favorito. - Sussurrou a última parte, como se fosse um segredo.

Ui Jin deu uma risada tímida e esperou com paciência que ela terminasse. Para uma aula, até que tinha muitas anotações. E ainda foi escrito de modo metódico, para que fizesse sentido - Ui Jin era organizado. Quando terminou, ela devolveu o caderno e agradeceu mais uma vez. O garoto logo se despediu dos dois e eles estavam sozinhos.

Chaeyoung olhou para Hyun, mas ergueu o celular, começando a mandar as fotos para ele.

- Então...tteokbokki. - Ponderou. - Vamos combinar, então. Ver você cozinhando foi bonitinho, quase esqueci suas grosserias. - Piscou várias vezes de modo fofo para ele. - Vamos almoçar tteokbokki na quinta-feira.

Por que só quinta-feira?

- Porque sim. Vai que eu mudo de ideia. No terraço, não falte.

Dizia implicando com ele, mas eles continuariam boa parte do caminho juntos. Só seriam separados quando estivessem esperando por seus respectivos carros. O babá favorito de Hyun estaria esperando por ele, com aquela típica cara de poucos amigos, sem deixar que o menino ficasse um minuto a mais longe de sua vista.

Não depois do que passaram no fim de semana!

Quando chegasse em casa, Hyun encontraria...novidades.

Nem todas elas agradáveis, mas que norteariam sua vida daqui pra frente.

Para o bem ou para o mal.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Kim Sun-Hee em Qua Mar 28, 2018 11:40 pm

Após aquele pequeno e discreto incidente com Ji-Rin, Sunny voltou a prestar atenção nas explicações do Sr. Lee. Era tão diferente ali do que nas aulas normais... Sem sequer perceber as próprias atitudes mais relaxadas, acabou apoiando os cotovelos na mesa e o queixo nas mãos conforme os olhos não desviavam do rosto do professor. Havia algo na voz dele... Sunny, e as demais meninas, simplesmente eram envolvidas de modo fácil, como se ele tivesse sido feito para isso, lecionar. Apesar do timbre forte, o professor Chang Wook tinha um jeito manso de falar que tornava as palavras num discurso bastante agradável, quase hipnótico. Como não percebeu esse detalhe na sala de aula? Ok que a aparência ajudava a bagunçar o raciocínio, mas mesmo assim, não tratava-se de uma justificativa válida... – hmmm, só um pouquinho, talvez...

À medida que ele apresentava as principais atividades do clube, um sorriso bobo surgia na carinha meiga de Sunny e a bolsista já imaginava o quão divertido seria colocar em prática todas as tarefas, mesmo que fosse bastante trabalhoso. Ao contrário da maioria das alunas presentes, ela não sabia nada a respeito da exposição ou não se lembrava, pois Stella, dias atrás, até comentou algumas coisas, deixando-a animada e mais certa das opções dispostas. Porém, agora... Agora Sunny sentia uma crescente empolgação com o decorrer dos encontros. Pela primeira vez – excluindo o momento em que descobriu a sua porcentagem de acertos na prova, o que lhe garantiu a vaga na WangJo – ela realmente alimentava um verdadeiro entusiasmo naquela escola, longe dos problemas e do preconceito frenético. Algo que, de fato, a acertava em cheio. Não seria fácil conciliar as tarefas... Mas, como de costume, ela ia dar um jeito. Sempre dava. Até porque não estava disposta a desistir de qualquer atividade. Existiam razões bem específicas para a escolha de cada clube e apenas uma que interligava os três.

Sunny pegou o caderno na mochila e começou a fazer anotações referentes ao que professor dizia e acréscimos pessoais. Precisava reorganizar o controle de estudos antes que se enrolasse mais e mais. Ela coçou o cantinho da testa com a ponta da caneta, pensativa. Não teria tempo para respirar!!! Mas tudo bem. Quem precisa respirar, né? Pra quê?

Quando o Sr. Lee iniciou uma discussão sobre os exemplares da ementa e pediu opiniões depois dos breves resumos, a bolsista levantou o braço – Oi... Meu nome é Kim Sun-Hee e sou aluna do primeiro ano – se apresentou para a turma, sorrindo – Eu estou lendo um dos livros da lista e é o Por favor, cuide da mamãe. Ouvi muitos comentários positivos e, até agora, não me decepcionei com a leitura. É sensível, delicada... e a autora tem uma forma interessante de narrar a história porque além de nos prender, ela também nos coloca nela, pois temos a impressão de acompanhar o desenvolvimento literalmente pelos olhos dos personagens – Sunny parecia muito confortável no que era uma hora de horror para os mais tímidos – Só que, na minha opinião, acredito que não é um livro para se ler depressa. Eu não consegui...

E evitava refletir frente ao motivo disso.

- É uma mistura de sentimentos e eu acho que pode deixar o leitor com uma sensação de fadiga... Não por ser chato! Mas... Bem... – procurava a melhor maneira de definir e gesticulava durante a “concisa” contribuição – É emocionalmente desgastante porque... é como ir na roda gigante e ficar lá, girando e girando e girando... – sem graça, abaixou a cabeça para esconder as bochechas quentes por causa das palavras confusas – Miane... Pareceu ter mais sentido dentro da minha mente – sorriu de novo – Enfim... Estou ansiosa pelo desfecho, mas não tenho pressa. E... hehe... É só isso, hehehe...


Encolheu os lábios e deu espaço para outra pessoa se posicionar.

Da Nayeon, uma das meninas que viu o que aconteceu no banheiro, mas ficou com medo de se comprometer, falou também, porém era mais caladinha e reservada. Um pensamento puxava o outro e Sunny preferiu não sustentar encaradas ou olhadelas.

A aula transcorria tranquilamente...

Impossível perceber o tempo passar.

A primeira impressão do Clube de Literatura não tinha como ser melhor. O volume de exercícios intimidava, no entanto Sunny – que desde pequena sempre adorou estudar – não via como algo absurdamente problemático, e sim uma parte importante do corpo ao todo. Então, como tarefa inicial, o professor Lee pediu a leitura de Sukiyaki para à outra semana – Sun-Hee já conhecia a obra, entretanto faria uma releitura – e na próxima aula, um texto sobre frustrações.

O tema não a encheu de alegria... Mexia com áreas... frágeis...

Era... particular...

Encarou Stella e Hye-Won e as amigas tinham reações semelhantes.

Independente de qualquer coisa, Sun-Hee terminou de anotar ambas as tarefas e logo em seguida o professor encerrava a reunião. Não agia com pressa para guardar os pertences e ainda experimentava do ótimo momento que teve, ao nível de nem se sentir incomodada com o bico de Ji-Rin ou a presença chata de Hayoung. Todavia, enquanto arrumava o material e apoiava a mochila no ombro, ela a sentiu estranhamente mais pesada. Stella a distraiu ao perguntá-la da aula – Eu adorei! Já posso me considerar uma biblioteca ambulante por causa da quantidade de horas que fico na companhia de livros.

Parou de andar para esperar Hye-Won.

- Seria legal fazermos juntas a lição e lá no Café é um bom lugar, mas como trabalho meio-período hoje, ficarei muito atarefada. A partir de agora, vou ter que aproveitar cada brecha nos momentos vagos...

Automaticamente olhou na direção de Chang Wook, que terminava de arrumar a pasta, mas logo voltou a fitar Stella.

- E você?


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Re: Capítulo 3

Mensagem por The Crown RPG em Qui Mar 29, 2018 12:26 am

[LITERATURA]
2:58 - 3:00 P.M


O diálogo era de suma importância para que a aula de literatura tivesse uma boa progressão. Enquanto debatiam, as ideias eram expostas e uma tese ganhava uma antítese até que chegassem a uma síntese.

Chang Wook ficou particularmente interessado com os comentários que surgiriam à respeito dos livros que já tinham sido lidos. Não pôde ficar mais satisfeito ao ver que as alunas eram, de fato, amantes de livros e tinham conhecimento de diversas obras da lista. Isso era ótimo porque já permitia uma segunda leitura, o que gerava uma nova opinião, além de ser excelente para o vocabulário e como conversariam naquela aula.

Prestou atenção em todas as meninas que tinham a palavra. E elas sentiam que ainda que nenhuma colega quisesse ouvir, o professor estava bem ali, atento, curioso, se interessando pelo que era dito. Elas se sentiam importantes e mais confiantes para continuarem falando.

Com Sunny não seria diferente. Chang Wook a encarava e deixou um discreto sorriso no canto dos lábios. Entendeu o que ela quis passar, mas não a interrompeu.

Quando a aula chegou ao fim, ele demorou um pouco mais para tirar algumas dúvidas, mas também porque não tinha pressa em sair da sala - ele gostava do ambiente. Ji Rin tinha se afastado de sua mesa quando Sunny passou. Como o lugar estava mais vazio, foi impossível não ouvir a conversa.

E, pela primeira vez, ele fez uma expressão diferente da formalidade do professor. Ele a reconheceu. Sunny percebeu quando o rosto dele se iluminou e ele ergueu o indicador para ela.

- Com licença… - Pediu a palavra. - Agora sim estou te reconhecendo, Kim Sun Hee. O seu rosto não era estranho, você trabalha no Café Literário. Eu adoro o café de lá, mas acho que nunca cheguei a pegar livros com você, eu peguei com a outra menina, Lee Ha Yi (Lee Hi), do 2º ano.

Stella arregalou os olhos, tendo um mini-infarto. Sunny era muito sortuda!!

- Ahm, gostei muito de sua análise sobre o livro “Por favor, cuide da mamãe”. E concordo, é uma leitura um pouco densa porque traz um desgaste emocional, principalmente para quem mergulha na história. Mas não se preocupe, você vai conseguir terminá-lo até o dia que eu pedir.

Garantiu, de modo gentil.

- Tenham um bom fim de dia, meninas. Até quarta-feira. - Quando teriam aula de literatura e também precisavam entregar um poema com tema livre.

Pegou sua pasta e começou a se retirar. Stella só conseguiu mexer os dedinhos de modo meio débil. Olhou incrédulo para Sunny e o sorriso dela ia de orelha à orelha.

- Eu ia dizer que...adoraria ir ao seu Café, mas agora eu acho que vou arranjar uma cadeira cativa, sabe? Menina… - Levou a mão até o peito. - Ele é tão…

- Lindo. Maravilhoso. Maduro. - Hye Won completava os adjetivos. Todos foram ditos de modo discreto para que ninguém ouvisse aquele atrevimento delas.

As duas começaram a rir e darem breves empurrões de brincadeira. Enquanto isso, Sunny recebia uma mensagem de Kim, avisando que já tinha saído da aula de Teatro e que estaria no Refeitório, esperando por ela. Era normal que ele a acompanhasse até o trabalho quando não se encontrava com a mãe.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Convidado em Qui Mar 29, 2018 1:05 am

MiSoo apertou os dentes com aquela completa demonstração de frieza. Não suportava atitudes assim.

Não respondeu a explicação ridícula de Gyu Sik. Se os gêmeos eram tão conectados assim, eles que se entendessem como quisessem.

Depois disso tudo apenas piorou e MiSoo jogou a garrafa longe e falou que não aguentava mais. E a resposta que recebeu, ainda mais fria do que antes foi mil vezes pior.

Agora o ódio se sobre valia a qualquer outro sentimento que ela pudesse carregar.
Não queria nunca mais lidar com esse tipo de atitude.

Nunca mais!

- Maldito mentiroso… - disse em um tom um pouco mais baixo, mas bem mais grave e repleto de repúdio.

Os gêmeos deviam ser bem próximos mesmo. Tão próximos a ponto de estarem unidos e empenhados em destruir a tenista. Eram assim. Iguais. Falsos o suficiente para estarem a apoiando e tratando bem em um dia e no seguinte aproveitarem uma oportunidade para desferir o golpe de misericórdia.

Realmente não conhecia ele. Nenhum dos dois.

JaeKi se aproximou para dar o recado. MiSoo estava encolhida contra a máquina e nem ergueu o olhar na direção dele.

- Komawoyo… - resmungou sem força a voz.

Já tinha se arrependido de fazer JaeKi perder seu tempo. Para que se importar com qualquer um deles? Não. Não se importaria mais com os irmãos Yoon. Eles tinham finalmente removido a máscara.

A voz na cabeça só reafirmava.

“Você é repugnante. Eles finalmente perceberam.”

E uma sorte de palavras depreciativas que se repetiam em um loop eterno em sua mente.

O aperto no peito era insuportável e nem conseguiria sair dali para vomita r agora. Não sem acabar a limpeza.

MiSoo se levantou com dificuldade e retomou o esfregão.

Fez todo o trabalho como se fosse um zumbi. Não estava mais ali. Era só o corpo agindo por conta própria, ou agindo em prol das palavras negativas que ouvia ecoar insistentemente.

Dali em diante ignorou totalmente os dois garotos que ainda estavam ali. Não ouviu sequer meia palavra que eles trocaram.

Estava exausta demais para ser ela mesma. Talvez fosse até melhor assim, já que as pessoas estavam começando a se afastar de quem ela era.

Quando tudo estava acabado e EunBi se aproximou para lhe abraçar, MiSoo demorou um pouco para corresponder, retribuindo o gesto de modo lento e visivelmente desanimado.

- Queria não voltar mais para essa escola. - sussurrou com a voz bastante rouca, muito séria para o tom normal da garota, enquanto passava a mão pelos cabelos da amiga - Vou para a enfermaria. - soltou-a, segurando apenas duas mãos e não ousou erguer os olhos para seu rosto, com medo de fraquejar - Espero que o clube seja divertido. Até depois. - mordeu os lábios com força e se pôs a caminhar na frente com passos apressados.

Não prestou atenção em ninguém que possivelmente estivesse entrando no refeitório.

Não queria incomodar ainda mais EunBi com os problemas idiotas de uma pessoa repugnante. Não queria chorar de novo na frente dela para lhe deixar preocupada. Queria apenas que a amiga fosse para seu clube e se divertisse lá e que deixasse MiSoo tomar seu rumo a enfermaria.

Convidado

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Re: Capítulo 3

Mensagem por Kim Sun-Hee em Qui Mar 29, 2018 4:36 pm

Aos poucos, a sala esvaziava, mas aparentemente nenhuma das meninas tinha pressa de sair dali e todas faziam questão de se despedir do professor. Enquanto esperava a resposta de Stella, imaginando que ela também adorou a aula, Sunny lançou um novo olhar para o Sr. Lee e surpreendeu-se ao ver que era correspondida. Uma expressão diferente desmontou a seriedade de antes quando Chang Wook a reconheceu do Café Literário. Assim que encarou aquele dedo apontado na sua direção, as pernas até tremeram um pouquinho, porém ela manteve a postura o mais serena e apresentável possível, tendo que controlar o queixo e não ficar literalmente de boca aberta.

Demorou alguns segundos para respondê-lo, pois tentava se recuperar do pequeno bug mental.

Mas então, num estalo, balançou a cabeça em gestos positivos, mostrando um sorrisinho nervoso.

Não precisava observar as reações das amigas... Sabia que elas estavam tendo vários ataques internos conforme assistiam a cena. De repente, sentiu a necessidade de mexer as mãos e temendo correr o risco de parecer uma doida, Sunny segurou a alça da mochila e continuava sorrindo já que o cérebro ainda processava as informações para enviar as respostas.

Andaaaa, cérebro, anda, por favor!!!

- Ah, sim, sim... Eu lembro do senhor, professor Lee! Provavelmente você apareceu nos dias que a minha escala era na lanchonete porque nós dividimos as tarefas para que ninguém fique muito atarefado – ela começou a explicar sem parar – F-Foi coincidência... Eu... Eu... Na maior parte das vezes, ou estou no balcão ou arrumando as estantes... Er... Mas, já vi o senhor lá...

Era estranho chamá-lo de “senhor”.

Apesar da relação de respeito que existia entre aluno e professor, ele não parecia tão mais velho ao ponto desse tratamento.

- Aham, o café é delicioso, sim, mas as bebidas mais doces são... Ahn... Eu prefiro...

Não que ele tivesse perguntado, né, Sunny?

Ela mordeu o interior das bochechas numa punição silenciosa.

Entretanto, assim que mencionou sua análise do livro, o sorriso que apareceu era diferente do anterior. Mais espontâneo e natural... Mais Sunny...  


Obrigada, professor! Vou apenas dar uma interrompida para começar a leitura do Sukiyaki, que também é ótimo. Eu li já faz um tempinho... Mas será divertido relembrar a história!

Durante a despedida, Sunny se curvou de leve – O senhor também. Até... quarta-feira...

Aquilo aconteceu? Mesmo? Mesmo-mesmo?

Sunny acenou meio abobada.

Enquanto Stella e Hye-Won comentavam sobre o Sr. Lee, Sunny experimentava do conhecido torpor que atingia uma ala inteira da WangJo – Acho que nunca mais deixarei a Lee-Hi cuidar dos livros... – suspirou - Ele lembrou de mim! Não acreeeeeeditooooooooo – propositalmente puxou na entonação das letras, implicando com as amigas - Eu gaguejei! E nem elogiei as aulas! Aiiiii, como sou burraaaaaaaaa! - escondeu o rosto nas mãos, choramingando pelo descuido. Stella e Hye-Won começaram a distribuir empurrõezinhos descontraídos e Sunny logo ria delas, limpando as lágrimas que beiraram nas pálpebras graças aos risos. Mas afastou-se no instante que sentiu o celular vibrar.

- Kim! – ela exclamou ao checar de quem era a mensagem – Finalmente ele me respondeu, já estava ficando preocupada. Meninas, eu vou encontrá-lo no refeitório, está bem? Amanhã nos falamos e... prometo garantir lugares no camarote para as próximas visitas porque, na verdade, vocês estão me devendo!


Despediu-se delas e as garotas perceberiam certa urgência por parte de Sun-Hee. No caminho até o lugar combinado, ela respondeu o amigo, dizendo que estava quase chegando. Minutos depois, parou diante da porta dupla, empurrando-as e por meio da brecha, enfiou a cabeça, olhando ao redor e quando avistou Joo-Hyuk, sorriu antes de andar até ele.

- Hey, Kim... Foi almoçar do outro lado de Seul, é? Você sumiu do nada... – mesmo com o tom brincalhão, havia uma sutil parcela de receio, indicando que Sunny tirara algumas conclusões da atitude repentina – Está tudo bem? - perguntou, desconfiada, só que disfarçou. Ou, no caso, ela tentou. Notando que estava sendo rude, ela olhou Won e Ye-Ji, sorrindo - Oi, desculpa... Tudo bem com vocês?

Todavia, de tão concentrada no trio, não percebeu imediatamente as presenças de JaeKi, MiSoo, EunB e o garoto de cabelos coloridos. Porém, independente disso, olhou para eles e balançou a cabeça num cumprimento educado, embora o coração tenha vacilado ao ver MiSoo. Sunny respirou fundo, torcendo para que ninguém mais chegasse naquele refeitório.




Última edição por Kim Sun-Hee em Qui Mar 29, 2018 5:23 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Jae-ki em Qui Mar 29, 2018 5:12 pm

Quando Bo-mi perguntou o que tinha o Won, Jae já ia responder, mas a garota pareceu ficar nervosa quando ele se virou. "Será que eu falei demais?" - Se perguntou em pensamento. Mas Jae só queria dizer que o amigo era do tipo que ajudava todo mundo. Na dúvida, como ela fez um gesto para deixar pra lá, resolveu não responder por segurança. Não queria falar nada que prejudicasse o amigo.

Depois de voltar ao refeitório, Jae-ki se sentia bem por ter decidido ir até Bo-mi, agora estava livre de preocupações sobre ela e ainda tinha sido chamado de legal. Como foi MiSoo que insistiu, ele deu a resposta a garota, mas não pretendia ficar conversando, também não queria se estressar. MiSoo tinha negado sua ajuda de qualquer forma, então não havia o que falar com ela, pelo menos não por enquanto.

Porém Jae-ki aproveitou o refeitório vazio para falar com Kai, tinha que descobrir mais sobre ele. Se ainda fosse o Dan, o garoto ladrão, achava que seria mais fácil, ao menos para conversar. Jae-ki fez um bico com a primeira resposta de Kai, mas começava a se acostumar com as provocações dele. Não tinha jeito, o garoto era chato mesmo.

- Ya, eu te conheci no sábado, tem pouco tempo... E não gosto que mexam na minha comida - Murmurou cruzando os braços.

Pelo menos sabia que no clube não precisaria ficar preocupado com as coisas que ele poderia dizer ao Kang. Mas não estava brigando, só reclamando mesmo. Jae-ki também ficou pensativo sobre o que ele tinha dito, se Kai do jeito que era achava os alunos de Wangjo estranhos, então não restava dúvidas. Concordou com ele quando chamou os riquinhos de bestas. Porém também sabia que tinha alguns ali que não eram assim, como a própria Eun-bi.

- É... Esses riquinhos são um porre, mas tens uns poucos que não são assim, eu acho... Pro primeiro dia você não tá indo tão mal, fez até uma amiga... Quando eu comecei aqui uma garota tacou a mochila em mim - Contou sem dizer que a garota que fez isso estava ali no refeitório - Eu tô esperando a hora do meu clube. Me inscrevi em dança, mas não sei se isso vai prestar. Eu tenho que estudar, então vou nessa, eu trabalho depois então tem que ser agora.

Jae-ki não pretendia ter uma longa conversa porque realmente tinha que estudar, arrumaria tempo depois para conhecer melhor esse Kai. Mas tentava ter calma, Kai não seria louco de fazer uma besteira para arriscar perder uma bolsa tão importante. Depois planejava falar com Won e Kang sobre isso, por hora também pegou uma fruta para comer enquanto estudava. Sua sorte era que tinha uma boa memória porque com tanta matéria e pouco tempo, seria difícil se tivesse que reler várias vezes.

Quando finalmente deu a hora das garotas saírem, Jae-ki sorriu ao ver o rosto da bailarina surgindo da cozinha. Ela estava muito linda, mesmo com o cabelo bagunçado. Dava para notar no semblante dela que devia estar cansada, Jae sentia vontade de ir até lá ampará-la em seus braços e levá-la dali no colo para algum lugar legal. Infelizmente querer não era poder, mas quem sabe um dia.



Depois de sorrir para ela, abaixou a cabeça para olhar a hora no celular, seria bom parar agora, tinha que trocar de roupa para o clube. Eun-bi ia até a amiga, enquanto isso Jae-ki enfiou os cadernos e apostilas com pressa dentro da mochila. Sua roupas deviam estar bem amassadas lá dentro. Quando se levantou com a mochila no ombro, viu também Won Bin chegando. Só que estranhou ao vê-lo acompanhado de uma garota bochechuda e do Kim. Não que tivesse algo contra o Kim, ao menos conhecia ele, mas e a garota? "Aishh... Won sempre fazendo amizade com todos... Assim fica difícil saber de quem ele gosta, ele vai ter que me falar." De onde estava, Jae-ki fez um aceno "descolado" ao amigo, esperava que Won fosse até ele.


Não pretendia ir até Won, esperaria que o amigo se aproximasse, até porque não achava bom ficar perto de Kim e logo o motivo disso chegou: Sunny aparecia com seu grupo de amigas. Ela falava com seu amigo Kim, que estava perto de Won. Jae-ki achava que não daria certo os dragões andarem com eles, isso iria comprometer a segurança de Sun-Hee. Quando a garota o acenou com a cabeça, Jae fez uma expressão preocupada. Era mais uma coisa para falar com Won. "Won, vem aqui logo, sai de perto deles... A gente precisa ter um papo..." - Pensava aflito. O refeitório já estava enchendo, não poderia dar bobeira assim. Jae-ki também manteria o olhar em Eun-bi, esperando para ver se ela iria ficar com a amiga ou não. Se ela ficasse sozinha, iria até lá, queria poder se despedir dela antes do clube e checar se tava tudo bem. O problema é que também queria falar com Won, mas esse parecia bem ocupado.

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Re: Capítulo 3

Mensagem por Won-Bin em Sex Mar 30, 2018 11:31 am


Havia algo de catártico naqueles exercícios. Era como voltar a infância, numa época que se sentia mais livre para expressar o que sentia e pensava.

Se o teatro podia proporcionar momentos assim...Won passaria a ficar ansioso por cada nova reunião.

Won não notou a leve inveja de Kim.

- E o que achou? Gostou?

-Bastante. É bem diferente do que eu imaginava...

Ergueu o braço direito para ajudar Kim a se levantar.

"Se fosse no dojo eu já te mandaria treinar perna..."

Quando o assunto era emprego notou que ele era um pouco diferente dos dois: eles não eram bolsistas, não precisavam trabalhar afinal.

- Sério? - A menina levou a mão até o peito. - Não é todo mundo que consegue trabalhar, estudar e treinar. Que incrível!

-Haha, é, eu tento. Até o momento não tá ruim

"Tirando o fato que eu quase não to prestando atenção nas aulas"


-Onde eu trabalho? Ah, é um café que fica num condomínio fechado. É puxado mas paga de forma justa - sorriu, o emprego era uma das partes boas do seu dia.

Concordou com esperar os amigos dos dois assentindo com a cabeça. Podia acabar encontrando os dragões também enquanto tivesse tempo.
Prontamente viu Jae-ki e as meninas, tirando Bo-Mi, e foi em direção a eles.

-Yo Jae - acenou de longe - Oi pessoal - cumprimentou de forma relaxada - Eu acho que vocês já conhecem eles: Kim Joo Hyuk e Lim Ye-Ji, eles são do clube do teatro também - disse apresentando os dois.

"Hmmm, tá tudo bem com a Misoo?" pensou notando sua saída. Notou a presença do garoto estranho de cabelo colorido que Jae conhecia. Mantinha sua guarda alta com ele. Os dois ficavam meio afastados do grupo, queria que se aproximassem.

O refeitório começava a convergir mais pessoas e agora quem chegava eram as amigas de Kim. Sunny, a Stella e Hye-Won (que era quem Won menos conhecia).

- Hey, Kim... Foi almoçar do outro lado de Seul, é? Você sumiu do nada...

Sorriu diante do comentário engraçado. Então não tinha sido o único a tomar um chá de sumiço hoje...

- Oi, desculpa... Tudo bem com vocês?

-Oi, tudo bom - acenou de forma descontraída - Kim provavelmente estava se concentrando para se preparar psicologicamente pro clube - brincou mas notou que Jae-ki estava meio estranho.

Fez uma expressão para que se aproximassem, mas pelo visto não ia dar muito certo.
Ia esperar uma brecha na conversa toda pra sair discretamente e se aproximar de Jae.

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Re: Capítulo 3

Mensagem por Dong Hee Kyung em Sex Mar 30, 2018 6:18 pm

O sinal havia tocado muito rapido, Dong quase nem viu a aula passar, mesmo que fosse uma introdução... eles pensariam no perfil mas já criariam algo com base no que tinham discutido anteriormente. A professora era um ser encantador mesmo que não fizesse nada demais em seu jeito de ser, Kyung deu um suspiro ou dois mas os colegas não saberiam se era de cansado ou.... apaixonado. Ora apaixonado que bobagem seria...

E por falar em bobagens, HaN parecia avoado e isso tirou uma expressão de braços abertos do Dongo, até que finalmente o futuro idol entra no tranco...


- Se eu acreditasse, diria que forças ocultas conspiram ao meu favor, as vezes... mas logo discordaria disso, se analisarmos atentamente meu desempenho de hoje na educação física.

Se levantou logo depois dele ajeitando os grandes óculos quase fundo de garrafa que ele tinha ostentados no rosto pálido, logo foi colocando as alças nos ombros, magros e desprovidos de carne musculosa. O relato de Kang faz franzir uma das sobrancelhas do virginiano como se ele de alguma forma pudesse absorver a dor daquelas palavras profundas. - Um homem precisa do seu pc, eu sinto muito...

Falou num tom meio funebre como se eles estivessem falando de uma pessoa que partiu de verdade, se a ideia era comover Dong havia consegui. A professora talvez escutasse a conversa estranha do geeks.

- Então está no caminho certo este menino, só precisa de um bom coach! - Falou a palavra na esperança de que Stella ficasse orgulhosa da pronuncia, então esboça o mesmo interesse de HaN, quase o complementando. Na Coreia do Sul não era tão estranho isso acontecer visto que o e-sport era levado mais a sério lá do que em outros países. Não apenas um bom coach... como um bom computador.


- Escuta... Kang, eu penso em me tornar no futuro um pro-player também, talvez não estejamos falando do mesmo estilo aqui... - Existem muitos além dos MOBA. - Mas... se estiverem dispostos a treinar mesmo, a perseguir um sonho, poderíamos então.. falar sobre equipamentos mais tarde. O que acha dessa ideia?

E isso queria dizer... peças ou uma máquina mesmo propriamente dita. Será que Kang tinha ideia de que o rapaz a sua frente era? Kyung passou o e-mail dele para caso ele estivesse interessado naquelas palavras, a escolha era totalmente dele, e esperava que não fosse interpretado de maneira errada.

O que ele quis dizer é... se ambos gostam da mesma coisa, podiam unir o útil ao agradável. Se bobeasse, Dong já havia feito isso por seus amigos antes, com relação a suas máquinas.

Agora sim, sairia pela porta rumando na direção do refeitório a curtos passos, ele checou a tela do celular passando o polegar para desbloquear, além da sua senha claro, aparentemente uns quatro números. Quis ver que horas eram e se alguém havia mandado alguma mensagem. Apesar da excelente atividade no club, ele ainda estava pensando no que conversou com a prima.

Sua própria atitude de agora a pouco com Kang refletiam as palavras que trocou com a Donga, ela pregava tanto sobre "eles não merecerem uma chance" ou "esse não é o mundo deles" mas e se alguém, desse a chance? O que floresceria dali?

A duvida perpetuava pela mente do garoto que sentia o pé ligeiramente melhor, mas ainda latejado, e a barriga começava a doer, mas ele queria mesmo era um bom copo de café. No caminho, Kyung puxou uma cartela do bolso que parecia ser um tipo de analgésico, os amigos poderiam ver o momento em que ele colocou na boca e virou a cabeça mesmo sem tomar nenhum líquido. Parecia estar com dor... mas o rapaz era pequeno, e calado as vezes.

Quem sabe comendo e vendo Stella... digo, vendo o que a meia canadense esta fazendo, não anime seu humor. Além do mais, onde estavam Kim e Sunny?


" Onde está a miguéz... digo Stella-shi... tomara que o celular dela tenha ficado sem bateria e..."

Seus olhos rastrearam o perímetro como um saiyajin faz usando seu scouter. Ele acaba estranhando o próprio pensamento...


"Não, não, é melhor tomar um pouco de café minha cabeça não está se organizando direito."

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Re: Capítulo 3

Mensagem por The Crown RPG em Sab Mar 31, 2018 12:45 am

Spoiler:
Se vocês tem o costume de ler só o próprio turno, recomendo que, após ler o seu, volte e leia todos na íntegra. Com exceção da MiSoo que estava se retirando, eu dei todas as coisas que ouviram ou que ponto chegaram.
Não postei a MiSoo na enfermaria porque não sei se você, Ursa, vai querer refletir mais alguma coisa, reagir a alguém ou se vai mesmo pra enfermaria ou outro lugar. Caso ache que não tem o que turnar, aguarde que na próxima rodada, eu posto de novo.

[REFEITÓRIO]
3:00 P.M


Após a saída de Gyu Sik, MISOO mergulhou novamente naquela imersão depreciativa da própria mente. Dessa vez, contudo, além de sentir repúdio contra si mesma, ela também começou a criar um sentimento de ódio - que podia se converter em puro desprezo posteriormente, visto que ela não guardava esse sentimento nem pela própria irmã - para com os gêmeos Yoon.

O trabalho pelo menos a impediu e correr para o banheiro para vomitar. Mas isso não queria dizer que ela não estivesse se ferindo. Como um zumbi ela terminou a tarefa e nem ao menos prestou atenção na breve conversa entre Jae Ki e o garoto de cabelo azul.

Quando finalmente terminou o castigo, ela pôde se encontrar com Eun Bi. Apesar de muito aborrecida com aquele trabalho todo, a bailarina encontrou certo consolo ao ver sua melhor amiga. Seguiu até ela, depois de trocar um breve olhar com Jae Ki e a abraçou, fazendo uma manha. Esperava que MiSoo estivesse um pouco melhor, mas estava bem longe disso.

Percebeu que Misoo demorou um pouco para corresponder ao abraço e as palavras seguintes deixaram Eun Bi confusa.

- Omo? - Olhou para ela depois de sentir o afago no cabelo. Fez uma carinha um pouco triste, mas dessa vez não a impediu de ir. Sabia como a amiga era geniosa e tentar mudar a ideia dela era o mesmo que tentar mover uma montanha. Já tinha sido difícil convencê-la a comer alguma coisa.

Suspirou, exausta e também faminta - não tinha almoçado, só comido um sanduíche e estava sem energias. Precisava recarregar antes da aula de dança.

- Ung...Não será tão divertido sem você, mas...melhoras. Se você for embora, me avisa. Se ficar, me avisa também. Só não me deixe sem notícias.

Murmurou e acompanhou a saída dela.

Antes que MiSoo saísse completamente do refeitório, ela veria a chegada de Won acompanhado por Lim Ye Ji e Kim Joo Hyuk. A primeira já era conhecida de MiSoo, pois estudavam há anos na mesma sala, mas o segundo era o menino novo. Poucos segundos depois da chegada deles, Sunny também surgiu no refeitório. Assim como Won, ela também tinha companhia - Stella e Hye Won, a filha do diretor. Won chegou a cumprimentá-la, ainda que de modo geral ao dar um “oi” para todos, mas Sunny não o fez, sendo mais discreta.

Após a saída dela, Dong também chegaria com seu pequeno grupo.

[...]

Aos poucos, JAEKI começava a se acostumar com as provocações de Kai - o que indicava que o cabeleira azul precisava de um novo repertório de implicâncias. A conversa até que era agradável, de certo modo. Ainda que fossem muito diferentes, eles pensavam de modo semelhante sobre certas coisas.

- Amiga? - Arqueou uma das sobrancelhas. - Quem? - Ponderou, mas logo fez um “oh” ao se lembrar do rosto. - Park Chaeyoung. Eoh...Ela é legal, mas ela também não parece normal. Pelo menos é o “nosso tipo de anormal”.

Deu uma risada por conta da experiência de Jaeki logo no primeiro dia. Meneou negativamente. Achou interessante o clube dele - e não fez careta ou provocou porque ele mesmo e os amigos costumavam dançar na rua, em disputas. Só não entrou no clube porque não tinha tempo, nem interesse de entrosar com aquele mundo. Não perturbou mais, deixando que Jaeki fosse pro canto dele descansar.

Ele mesmo precisava de um pouco de sossego, por isso colocou os fones de ouvido e se ausentou do mundo.

Jaeki finalmente experimentou um pouco de paz. Conseguiu estudar e registrar as páginas da apostila, além de fazer uma boquinha. Poderia perceber, vez ou outra, que Misoo continuava mais estranha do que o costume, andando meio sem rumo enquanto arrumava de má vontade.

Pelo menos o horário da tarefa acabou e Eun Bi finalmente saiu da cozinha. Descabelada e com uma cara infeliz, ela resmungou um pouco antes de encará-lo e...sorrir. Não conseguia controlar a própria expressão, mas também foi por pouco tempo. Ela seguiu até a amiga e Jaeki perceberia que ela pareceu preocupada. O abraço demorou menos do que o normal e Misoo começou a caminhar para a saída do refeitório.

EunBi continuou no mesmo lugar, sem acompanhá-la e parecia ligeiramente infeliz. Suspirou, exausta e virou-se para ele.

Logo Won entrou no refeitório, acompanhado por duas pessoas - Lim Ye Ji, uma patricinha bochechuda e Kim Joo Kyuk, o amigo de Sunny. Won e suas amizades, não é? Ele deu um oi geral. EunBi respondeu, dando um “oi” tímido e Won apresentou as pessoas que estavam com ele para JaeKi.

- Nós já nos conhecemos. - Kim falou, mas sem entrar em detalhes.

- Nós não fomos apresentados ainda. - Ye Ji disse. - Muito prazer.

Eun Bi virou a cabeça na mesma hora que ouviu a garota falando com Jaeki, de modo que não viu o cumprimento que Sunny destinou para o menino. Mais do que depressa, ela começou a caminhar até onde Jaeki estava, com quem não queria nada. Para todos os efeitos, a mochila dela estava ali e ela só estava indo buscá-la. Ainda encarando Jaeki, ela passou por ele com aquela aura dominante e pegou a mochila.

Enquanto Eun Bi seguia, Kim tinha se afastado um pouco para falar com Sunny. Won e Ye Jo estavam próximos à mesa de Jaeki, à caminho das máquinas. Assim que ela pegou a mochila, Eun Bi girou no calcanhar, jogando o cabelo - despenteado, porém glorioso - encarando Ye Ji.

- Ne. Esta é a Lim Ye Ji. E este é o Song Jae Ki. Estão apresentados agora. - Piscou lentamente três vezes.

Ye Ji fez uma careta infeliz diante da atitude de Eun Bi e virou a cara, fazendo um “hunf”.

- Não sabia que vocês eram amigos. - Eun Bi falou.

- Impossível não saber quem Hwang Won Bin é. - Ye Ji falou. - Mas só nos apresentamos oficialmente hoje. Não é?

- Hm. - Eun Bi cerrou os olhos.

Durante a demarcação de território de Eun Bi, Dong e seus amigos chegaram até o refeitório.

[...]

Spoiler:
Ainda no clube de Teatro, Kim deixou aquela “inveja” de lado e voltou a tratar Won como sempre o fez. Não era como se fazer bico fosse deixá-lo mais forte ou com alta stamina! Ao ouvir que o clube de teatro era diferente do que ele pensava, deu um sorriso compreensivo e aceitou a ajuda para se erguer.

O assunto, contudo, não durou muito mais porque Ye Ji se aproximou. Achava aquela menina muito entrona, mas conseguia disfarçar a dúvida que tinha a respeito dela.

Ye Ji se mostrou surpresa ao ouvir que ele trabalhava num café de um condomínio fechado. Não fazia ideia qual era, mas daria um jeito de descobrir. No momento achou que fosse muito atrevimento perguntar “aonde” era. Podia passar uma impressão que ela não desejava que ele interpretasse. Pelo menos não agora.

O refeitório ainda estava um pouco vazio quando o trio chegou. Kim tinha mexido no celular enquanto desciam, enviando uma mensagem para sua amiga e WON não tinha mensagem dos dragões porque Kang ainda estava em aula e Jaeki estava ocupado estudando. Quando chegaram, Won reconheceria os rostos presentes.

Aos fundos, com fones de ouvido, estava o menino de cabelo azul que Jaeki tinha mandado ter cuidado. Próximo à entrada da cozinha, do outro lado do refeitório, Eun Bi fazia uma carinha triste enquanto MiSoo ajeitava sua mochila e saía dali. E, no meio desses dois extremos, estava Jaeki guardando a mochila de EunBi - e cercado por casca de banana e seu proprio material.

Tão logo viu o amigo, Won acenou e os dois acompanhantes encararam o rapaz. Ele também falou com os outros, mas MiSoo já estava de saída, de modo que Eun Bi disse.

- Oi… - Acenou de modo discreto e um pouco desanimado.

Caso Won se recordasse, ele podia supor que o clima entre as meninas ainda estava ruim. Até porque, Bomi não estava ali - ele a veria caso chegasse até as máquinas e olhasse pra porta aberta.

Kim e Ye Ji sorriram para Jaeki depois da apresentação. Kim se pronunciou primeiro.

- Nós já nos conhecemos. - Disse de modo gentil, mas sem entrar em detalhes.

- Nós não fomos apresentados ainda. - Ye Ji disse de modo tímido e recatado e curvou-se bem de levinho. - Muito prazer.

Sunny chegava até o refeitório nesse instante, acompanhada por outras duas meninas - Stella, a menina que tinha caído no corredor há alguns dias; e uma noona do 2º ano que, talvez, Won não soubesse, mas era a filha do diretor. Assim que ela chegou, ela acelerou até o trio e foi puxando Kim. O garoto olhou meio assustado para ela.

- Mwo? Ah...Eoh...Está tudo bem. - O garoto respondeu aos questionamentos de Sunny.

O modo como a menina falou dava para perceber que havia muita intimidade entre os dois. Ou eles eram amigos há muito tempo; ou eram parentes; ou ainda comprometidos. Porque ela foi bem incisiva no modo de falar e ele não hesitou em responder, apesar de ser bom em disfarçar ou omitir a verdade.
Após um segundo, Sunny finalmente olhava na direção de Won e falava com ele. Enquanto ele respondia, a voz de Eun Bi também foi ouvida, direcionada para Ye Ji, nesse caso.

- Ne. Esta é a Lim Ye Jin. E este é Song Jae Ki. Estão apresentados agora - Era um tom territorialista e a cara que ela fazia também era bem afrontosa. Mesmo fazendo um aegyo piscando várias vezes, dava para ver as reais intenções dela.

Isso porque Won talvez não tivesse visto o modo que ela chegou ali - jogando o cabelo em câmera lenta e fazendo várias caras para mostrar sua beleza e superioridade para com Ye Ji.

Ye Ji chegou a revirar os olhos, estalando a lingua no céu da boca, fazendo uma expressão infeliz e cruzando os braços. Eun Bi ficou satisfeita por ser entendida, mas olhou da bochechuda para Won, de Won para bochechuda.

- Não sabia que vocês eram amigos. - Era o tom “Xeroque Rolmes”. Perigoso.

- Impossível não saber quem Hwang Won Bin é. - Ye Ji prontamente respondeu, de forma bem orgulhosa. - Mas só nos apresentamos oficialmente hoje. Não é? - Olhou para Won, sorrindo.

- Hm. - Eun Bi cerrou os olhos e encarou Won de modo mais sério.

Era o “hm” que podia ser interpretado de mil formas, mas com toda certeza, ela estava julgando. Diferente de Kim, Eun Bi demonstrava que não ia muito com a cara de Ye Ji, mas também não a tratava com maldade. Ainda dava para ser entendido como “JaeKi meu, não seu”.

Enquanto o climão se formava, Dong e seus grupinho chegava. Dentre os meninos que acompanhavam, um deles era Kang.

[...]

Spoiler:
Se Chang Wook percebeu o nervosismo de Sunny, ele não demonstrou. Continuou falando normalmente com ela, esperando pela resposta. Meneou positivamente, concordando que deveria ter sido isso mesmo. Na verdade, apesar de ser um amante de livros, ele ia mais lá pelo café do que pela biblioteca em si. Claro que, vez ou outra, pegava um exemplar, mas geralmente levava os de casa.

Por isso ele quase sempre era atendido por Lee Hi e a outra garçonete. Mas o rosto de Sunny não lhe era estranho. Pelo menos agora ele sabia de onde a conhecia.

A conversa foi breve, mas muito agradável. Chang Wook a parabenizou pelo interesse e real paixão pelos livros. O sorriso dela realmente iluminava o ambiente e acabou trazendo um sorriso em Chang Wook também - mas nada que fosse constrangedor ou íntimo demais. Logo eles se despediram e o professor se retirou.

Não pareceu chateado por ela não ter citado suas aulas.

Já as amigas...Estavam dispostas a perturbá-la para todo o sempre. As risadinhas continuariam ecoando pelo corredor e mais algumas cutucadas aqui e ali. As duas concordavam que Sunny era muuito sortuda e que precisavam frequentar esse café o mais rápido possível!

Ah se elas soubessem…

Sunny recebeu a mensagem de Kim, mas não foi sozinha para o refeitório. As meninas também a seguiram. Stella ainda a companhava e tinha intenção de esperar por Dong - por puro hábito, ela dizia para si mesma. Já Hye Won tinha combinado com as meninas mesmo. Lee Hi tinha ido assistir à aula de Chaeyoung e depois teria clube de dança, mas antes faria uma pausa para o lanche

A primeira pessoa que SUNNY viu quando chegou ao refeitório foi MiSoo. Apesar de seu coração doer por estar diante dela, mais sofrida ainda era a expressão que a menina carregava enquanto saía. Ainda que Sunny a cumprimentasse, ela dificilmente perceberia, pois estava mais focada em sair o mais rápido possível dali.

Alguma coisa tinha acontecido.

Mas o refeitório continuava chamando sua atenção.

Kim estava de costas junto de Won e Ye Ji, falando de frente com Jae Ki. Eun Bi também estava por lá, mas olhava na direção de Jae Ki com um palmo de bico. Ela era uma menina lindíssima, mesmo descabelada e fazendo uma cara aborrecida.

Assim que a voz de Sunny se fez ouvida, Kim virou-se um pouco assustado e surpreso pelo conteúdo de suas palavras.

- Mwo? - Perguntou de cara e então coçou a nuca. - Ah..Eoh, está tudo bem.

Voltou a sorrir para ela. Sunny ainda chegou a falar com Won, depois de perceber que tinha ignorado o menino à princípio e foi além, mandando um sinal com o olhar para JaeKi também - para a sorte dela e do menino, Eun Bi não percebeu isso. Won foi gentil em sua resposta e aumentou o sorriso de Kim.

- É verdade, eu precisei me concentrar um pouco e ahm...a comida daqui me deixou um pouco enjoado. Por isso fui lá fora. - A carinha dele era tão convincente que não tinha como achar que outra coisa tinha acontecido.

Como uma discussão com Hyemin, talvez…

Enquanto eles falavam, Eun Bi chamaria a atenção de Won - talvez de Sunny também - por conta da conversa com Ye Ji.

Hye Won e Stella também cumprimentaram os presentes, mas a mais velha não ficou parada de pé, logo sentando-se numa das mesas. Stella deixou a mochila sobre a cadeira e olhou na direção da porta. Foi mais ou menos nesse instante que Dong adentrou o recinto com Ha Neul, Min Ho, Ui Jin e Kang - o menino que esteve com Jaeki quando o mesmo conversou com Sunny na semana passada.

- Estou bem. - Kim reforçou mais uma vez e olhou para a porta. - Yo, Dong! - Ergueu o braço, chamando o grupo para perto.

[...]

Spoiler:
Ha Neul deu uma risada com o comentário de Dong à respeito das tais forças ocultas que pareciam conspirar à favor deles. E a risada aumentou um pouco quando se lembrou da história sobre a aula de educação física. Apesar de ser um bom amigo, Ha Neul tinha uma falha: não podia ver ninguém caindo que começava a rir. Mesmo que a situação só fosse reprisada em sua mente, visto que não esteve presente na aula.

Mas ainda assim…

A atenção voltou-se para Kang e ele não viu problemas em explicar o que tinha acontecido com o seu computador. Aumentou a cara de enterro quando viu que era compreendido ali.

- Obrigado pelo apoio. - Disse levando a mão ao peito, como se a perda ainda doesse muito.

A professora estava ouvindo a conversa porque estava terminando de arrumar suas coisas também. Era interessante observar como os adolescentes agiam entre as aulas. Eles eram tão cheio de vidas e vigor que qualquer professor se sentia jovem de novo.

Kang comentou sobre o sonho de seu irmão e concordou com Dong. Precisava mesmo de um coach ou uma escolinha para aprimorar o dom. O menino tinha bons reflexos e, mesmo que não fosse falar isso em volta alta, era melhor do que ele nos jogos. Aiiish, chegava a ser irritante! Porém, quando ouviu que Dong também queria ser um pro-player, ele se surpreendeu, achando muito legal. Não fazia ideia quem o menino era e tampouco compreendeu o que ele quis dizer sobre falar dos equipamentos. Achou que fosse algo simples, por isso disse.

- É mesmo? Que legal! Po, vamos sim. Toma meu e-mail e meu numero, assim a gente conversa pelo kakaotalk. - Sorriu. - Vai ser ótimo pegar umas dicas com você sobre as peças, você deve entender bem mais do que eu.

Voltou a dar um sorriso aberto. Dong era tão legal! Mesmo parecendo sempre sério e um dos amigos super emburrados, ele era uma pessoa boa.

O grupo de DONG começou a seguir para o refeitório. Ui Jin e Ha Neul ainda teriam uma segunda atividade naquele dia e Min Ho acompanhava só por costume. Kang acabou seguindo o fluxo porque queria encontrar Jae-Ki - e Won, se ele tivesse saído. Sabia que o amigo ficaria por ali estudando, então, imaginava que ele ainda estivesse no refeitório.

Tanto Ui Jin quando Ha Neul observaram em silenciosa preocupação o momento que Dong tomou as pílulas sem nem precisar de água. Trocaram um olhar significativo, mas não comentaram nada, apenas seguindo. As mensagens no celular eram apenas da mãe dele, falando sobre o horário da janta. Aparentemente, ela demoraria porque tinha uma reunião, então, comentou que tinha pedido para a cozinheira preparar algo para que ele esquentasse no microondas depois. Mas claro que também existia a opção dele comprar algo - só que ela achava mais saudável comer a comida de casa.

Quando o grupo chegou no refeitório, MiSoo já tinha se retirado e algumas apresentações eram feitas.

Dong nem precisaria de muito tempo para rastrear o que estava acontecendo ali, porque as pessoas já estavam um pouco mais concentradas. Kim e Sunny estavam próximos, como sempre - agora ela que estava de costas para a entrada e ele de frente. Também estavam com Won. Atrás de Won, estavam Ye Ji e Eun Bi - duas meninas que Dong estava cansado de conhecer e ver - e Jaeki, o menino que dormiu na aula de matemática e, ainda assim, resolveu todas as questões.

Mais aos fundos estava o menino de cabelo azul.

Stella estava colocando a mochila na cadeira, mas encarou Dong assim que ele entrou. A menina tinha uma expressão neutra, mas o olhou com bastante atenção - por mais tempo do que seria considerado educado. Ela não estava com o celular por perto, mas também não parecia de todo amistosa.

Apesar dela querer vê-lo, ainda pensava no modo como ele tinha saído do refeitório com a prima. Ela abaixou o olhar, umedecendo os lábios e ajeitou o cabelo. Como não estava fazendo parte de nenhuma conversa, ela seguiu até as máquinas para pegar uma fruta e seu típico chá verde.

Kim logo ergueu a mão, acenando para Dong.

- Yo, Dong! - Balançou os braços, como se fosse muito difícil para Dong reconhecê-lo.

Kang também se pronunciou.

- Opa! Estão todos aqui! Dong, meninos… - Olhou para Dong, Min Ho e Ui Jin, até parar em Ha Neul. - Hyung, posso apresentá-los para os meus amigos?

Perguntou bem animado.

- Claro! - Ha Neul adorava conhecer gente.

Ui Jin meneou positivamente e Min Ho não falou nada. Era voto vencido mesmo. Kang sorriu animado e falou ainda mais alto.

- Yo, Won Bin-shi! Jae-Ki-shi! - Chamou por eles. - Venham conhecer meus novos chingus!

Falou isso logo para Won, que também adorava conhecer pessoas; e JaeKi, que odiava conhecer novas pessoas.

- Estes são Hee Kyung, Min Ho, Ui Jin e hyung Ha Neul. E estes são Won Bin e Jae Ki, os meus grandes amigos. Nós estamos na mesma sala, mas finalmente estamos apresentados! Isso é tão legal!

Disse bem feliz, quase emocionado. Stella virou-se, vendo aquela movimentação toda enquanto dava o gole em seu chá.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Jae-ki em Sab Mar 31, 2018 10:20 pm

Quando Won se aproximou, Jae-ki o ouviu apresentando aqueles dois, não achava uma boa ideia esse jeito do amigo, mas já que estavam ali, acenou com a cabeça para os dois. A presença de Sun-Hee o preocupava, mas tentava se acalmar. Tinha mais alunos ali com eles, então não dava para ninguém supor que ele se importava mais com Sunny. Desde que Taemin não pensasse isso, estaria segura, concluiu consigo mesmo. Mas não puxaria assunto com Sunny, ficaria na dele por enquanto.

- É, já conheço o Kim - Respondeu quando Won os apresentou.

Arqueou uma das sobrancelhas ao ouvir Ye Ji sendo educada, Jae era conhecedor de matemática, mas não tinha costume de ficar se cumprimentando formalmente assim, ainda mais para uma patricinha. Por que ela não estava o ignorando? Antes que respondesse algo, Eun-bi surgiu ali para pegar sua mochila e fez questão de apresentar a garota de novo para ele. Jae percebeu que tinha algo diferente em Eun-bi, ela tinha até um jeito diferente e atraente de pegar a mochila.

Jae-ki estava totalmente perdido, Eun-bi parecia um pouco aborrecida ou era sua impressão? Percebeu que tinha uma tensão entre as duas, dava para notar que não eram amigas. "Será que ela é uma das garotas que Eun-bi não gosta? " Já ia falar algo quando Eun-bi falou que não sabia que Won e ela eram amigos, e Jae de novo mal teve tempo de falar porque Ye Ji respondeu logo depois. Toda essa gente e troca de cumprimentos deixou Jae cansado, já estava antes com sono, acabou bocejando em seguida sem cobrir a boca. Como tinha estudado, não conseguiu dar um cochilo, mas aguentaria bem.


- Por que fala isso? Estão fofocando por aí do Won? É coisa boa? - Perguntou para Ye Ji, já que ela disse que era impossível não conhecer Won, queria proteger o amigo de patricinhas fofoqueiras.

Depois se virou para Eun-bi, segurou a alça da bolsa dela e perguntou preocupado:

- Você tá bem? E o pé? Me deixa segurar isso um pouco, não é bom pro seu pé ficar parada com esse peso. Quando você for, você pega.

Queria saber se depois do esforço de limpar a cozinha, sua frágil Eun-bi estava inteira. Era mesmo protetor com os que gostava. Estranhou não ver MiSoo com ela, talvez teriam clubes diferentes imaginou, ou vai ver ela foi fazer outra coisa que não importava agora. Depois lançou um olhar para Won, não tinha assunto para falar com essas pessoas, mas disse ao amigo Won Bin:

- Eu sabia que ia sobreviver ao teatro. E aí curtiu?  

De repente Kang surgiu com mais gente. Quando Jae-ki o viu, acenou ao amigo com um sorriso, era bom revê-lo, mas fechou um pouco a cara quando ouviu ele dizendo que ia apresentar seus novos chingus. Ficou com um pouco de ciúmes, Kang era seu chingu, só seu. Que ideia era essa se seguir a mania de Won? E se Kang de repente começasse a querer passar mais tempo com os outros? Os dragões eram só três. Quando os garotos se aproximaram, Jae lembrou que tinha conhecido dois deles na educação física.


- É, sou um grande amigo do Kang e do Won - Enfatizou - A gente sempre tá junto, e um defende o outro. 

Jae-ki também não se sentia muito confortável falando com esses riquinhos, mesmo que não parecessem ameaçadores, nunca dava para saber o que estavam pensando. Dong tinha uma prima que era amiga de Hye-Min. Não sabia o que eles pensavam dos bolsistas, mas pelo menos na educação física, Dong e Ui-Jin não tinham sido esnobes. Talvez devesse ter haver com a coisa de hierarquia de ricos que Bo-Mi comentou. Mas até que era uma surpresa ver que eles tinham se interessado pro Kang, mesmo ele sendo bolsista. Não deviam ser tão ruins, mas o problema é que isso também fazia Jae-ki sentir ciumes. Notou também que Kang parecia muito feliz, e por isso comentou:

- Pela sua cara, informática deve ter sido daora.

Depois de responderem, lançou outro olhar para Won, e foi falando enquanto virava a cabeça na direção dos outros também:

- Daqui a pouco tenho clube, vocês também devem ter ou não. É que antes eu preciso falar uma coisa rápida com o Won e com o Kang. É assunto nosso, saca? De grandes amigos.

Também olhou para Eun-Bi, que estava do seu lado, não queria deixar ela sozinha, por isso disse em seguida com um olhar preocupado:

- Mas se você precisar de algo, é só gritar. Não fica sozinha por aí.


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