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Capítulo 3

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Re: Capítulo 3

Mensagem por The Crown RPG em Ter Fev 13, 2018 12:10 am

[HYUN-HEE]


Diferente da vez anterior, onde Jung-Mi só queria socar a cara do irmão até não sentir mais os dedos, agora ele só achava graça mesmo. O garoto deu outro riso forçado e debochado enquanto meneava negativamente diante do escândalo que Hyun fazia.

Aquelas palavras duras e cruéis que ele tinha dito, foram tiradas do fundo de sua alma e ele sentia seu peito mais pesado. Mesmo que tivesse colocado para fora, a energia negativa tinha se impregnado em seu peito e coração que antes, era bloqueado e indiferente, começava a rumar para um trilha, no mínimo, perigosa. Estava escurecendo, como se apodrecesse...Por enquanto era apenas uma mancha, mas conforme ele alimentasse aquilo - como fazia agora - a escuridão se expandiria até que virasse...outra pessoa.

Mas por hora, ele apenas ria.

- Medíocre. - Disse quando o riso debochado deu lugar a uma expressão de nojo e desprezo. - Agora você vai dizer que a culpa é minha. Mas quer saber?

Fez uma pausa, dosando com cuidado aquelas palavras porque elas certamente marcariam.

- Eu me arrependo. Deveria ter facilitado as coisas para você, mas eu errei. Despertei um monstro ao invés do meu irmão. - Olhou da cabeça aos pés. - Mas se é tão pesado para você viver, por que ainda tá aqui? Se não gosta desse inferno, por que insiste em permanecer nele? Para me culpar?

Esboçou um sorriso no canto dos lábios.

- O único remorso que carrego foi ter ficado ao seu lado. Agora não é mais um problema meu. - Endireitou-se, ajeitando o blazer que tinha ficado bagunçado. Pouco a pouco, ele retomava a postura que Hyun-Hee odiava e levantava suas barreiras de novo. - Faça um favor a si mesmo e a todos: vá embora. Você não passa de um usurpador covarde.

Deu uma última olhada naquele homem e indicou que viraria o corpo para partir. Não havia, de fato, nenhum arrependimento nas duras palavras de Jung-Mi, pelo menos à primeira vista. Porém, o garoto enfiou as mãos nos bolsos da calça, começando sua caminhada para se afastar - caso não fosse interrompido - e engolindo em seco algumas vezes enquanto fechava os punhos.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Jae-ki em Ter Fev 13, 2018 12:20 am

As expressões de Eun-bi eram todas observadas pelo olhar detalhista de Jae-ki, ele ficava fascinado embora não entendesse o que significavam algumas delas. Ás vezes ela tinha movimentos tímidos e delicados, e em outros parecia ter um sorriso mais travesso, como quando contava que dava boladas nas garotas. Mas o que mais o chamava atenção era como ela parecia mesmo interessada quando falava de Soo-ji ou fazia perguntas sobre ele. Eun-bi perguntou se ele tinha gostado também do biscoitinho de panda, Jae-ki acenou com a cabeça e respondeu:


- Ye! São muito bons. Mas ainda foi você que acertou, eu escolhi só a forma. Ás vezes o biscoito pode parecer bonito, mas ter gosto de papel. Mas se fosse para mim, qualquer coisa vale. Na real, eu como quase tudo, desde que seja comida. Ah! Mas eu não passo fome! É que a halmoni fala que meu jeito de comer faz as pessoas acharem que eu passo fome. Mas não é isso.

Jae-ki fez questão de se justificar porque não sabia que noção as pessoas ricas tinham dele, era pobre, mas não queria que Eun-bi pensasse que era algo extremo. Se a bailarina pensou que fosse escapar do seu comentário das boladas, se enganaria, porque Jae-ki fez questão de falar sobre isso. Ele adorou a risada dela e gostava também desse jeito dela mais "violento". Era como se tivessem algo em comum na questão de querer revidar. Tentou decorar o nome das garotas que ela disse, mas não as conhecia de qualquer forma. Quando ela se sentiu julgada e disse que ele fazia coisas piores, Jae-ki ficou surpreso. Mas ela não estava errada.

- Não tô te julgando, eu gosto. E acho que se essas garotas não são legais, merecem boladas sim. E olha, se elas te perturbarem muito, pode me falar que eu resolvo. Mas eu acho que nem precisa, você parece dar conta muito bem disso. - Sorriu e em seguida completou - -E eu não posso dar boladas, mas você pode.

Em seguida quis se justificar sobre o que ela disse dele fazer coisas piores:


- Eu só revido quem me ataca, odeio quando são injustos e ninguém faz nada. Só que acabo me dando mal, porque só me veem como o culpado e não os outros que começaram. Mas eu não perturbo quem é legal e nem fico batendo em gente fraca sem motivo ou para me aproveitar de alguém. Mas você não precisa se preocupar, eu não faria nada de ruim pra você, eu sei que eu gritei... É que eu perco o controle da minha voz quando fico com raiva, mas eu nunca vou fazer algo pior que isso, como te machucar ou outra coisa. E se achar que alguém vai fazer com você, me chama. Pode ligar, mandar mensagem ou qualquer coisa.

Os dois continuaram caminhando e falavam de professores e matemática. Jae-ki gostou da ideia de ajudar ela nessa matéria, adoraria qualquer coisa para ficar mais tempo com a bailarina, ouvir a voz dela, olhar para ela e sentir o perfume dela. Animado logo aceitou:

- Já é! Fechou! E nos próximos trabalhos posso te passar as respostas para você comparar. Ahnn, você não é burra Eun-bi, só diz isso porque não teve um professor maneiro. Se conhecesse meu professor do ano passado, você ia curtir. Ah foi ele que me ajudou a vir para cá. Era o único professor que não me odiava. Viu nem todo mundo me acha ruim!


Jae-ki não conhecia os problemas de estudo que Eun-bi tinha, mas não gostava de ouvir a bailarina falar assim de si mesma que era burra. Na verdade poderia enumerar várias qualidades dela e não eram só sobre beleza. Essa lista mental começou desde o dia que a ajudou no assalto. Quando alguém se preocupava com ele, Jae-ki nunca esquecia.

Depois ele mostrou a caricatura e Eun-bi riu, se sentiu muito orgulhoso do seu feito. "Ahsaaa! Consegui fazer ela rir!" Ele sorria enquanto a observava gargalhar, o som era agradável aos seus ouvidos. E era muito bom ver ela rindo em vez de chorando. Guardou o desenho quando ela o chamou de doido. Mas tinha adorado ouvir essa reação dela ainda mais depois que ela falou que tinha ficado muito bom. Queria poder abraçar ela e apertar até esmagá-la. Para ele, ela era muito mais atraente e bonitinha do que as que passavam na televisão. Mas infelizmente até Eun-bi achava que ele podia se ferrar.  Ela a observou orgulhoso e dobrou os lábios para dentro da boca, só Eun-bi o fazia sentir o frio no estômago.  


Ele ainda esperava que ela se lembrasse que o estava devendo, queria saber se ela era honesta quanto a isso. Será que ricos eram pão-duros? Quando chegaram perto dos armários, sua curiosidade acabou o fazendo lançar umas perguntas que poderia ser meio incomodas para Eun-bi. Mas as fez em voz baixa.

- Ya, Eun-bi, como vão as coisas com seus pais? Sua omoni ficou muito grilada? Aposto que ela não vai mais fazer aquilo com você.Ah pode deixar, eu não vou contar pra ninguém.

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Re: Capítulo 3

Mensagem por Park Hyun Hee em Ter Fev 13, 2018 12:36 am

Hyun teve a reação mais estranha que poderia diante de uma fala daquela. O rosto deixou de franzir-se e ele ponderou um minuto em busca de respostas para aquelas perguntas. Não foi o suficiente para encontrar nenhuma justificativa. Não sabia responder. Mesmo.

Sua feição virou neutra, mais normal do que quando apenas trocavam olhares. Da dor que queimava por dentro ele foi ao perfeito estado de nada. A última frase soou distante, enquanto ele continuou observando o irmão e a guerra perdida com aquela expressão de coma.


Sem um sorriso, lágrima ou rompante de ódio, ele simplesmente deu as costas mecanicamente e saiu andando. Sem querer, para o lado errado, mas não importava muito, só queria se afastar do irmão de forma que não se encontrassem. Ele mudou de caminho e foi até os armários, enquanto a máscara da neutralidade ia relaxando. Estava marcado com aquela sentença.

Por quê?

Perguntava a cada passo. Nem mesmo um sussurro do inconsciente. Era perturbador desse jeito.

Tudo bem, só precisava do armário. Isso. Agora, só pegar os seus…

Logo bateu a porta do armário com força.

Que merda.

Não tinha mais remédio ali dentro. Parou de tomar. Porque era super forte, não era?

Só analgésicos, para uma dor que não era a mais importante agora.

- AAAAAAAISH - desferiu dois socos na porta do pobre armário, depois uma bicuda e finalmente deu um soco nas costelas machucadas, gemendo de dor e debruçando-se para dentro do armário, criando uma sombra no rosto.
Agora sim, algum efeito que o fazia sentir alguma coisa. Uma dor deliciosa era aquela, podia dizer.


Flertou com o frasco de analgésicos. A verdade era que era pior não sentir nada. Ele preferia sentir dor. Ofegou, apoiando a mão trêmula na porta do armário, enquanto o resto do corpo deu um pequeno espasmo raivoso. Trincou os dentes, mas não foi o suficiente para impedir os olhos de incharem.

Droga.

Repassava a conversa de novo involuntariamente e seu rosto fraquejou. Os lábios tremeram e ele os tapou com as costas do punho, fungando a tristeza para dentro. Se fizesse isso ali…

Da sensação de “nada” ele sentia agora muitas emoções negativas juntas e ele queria explodir em alguma coisa.

Toma logo a droga do remédio.

Ele expeliu o ar do pulmão e bebeu água com um comprimido, molhando um pouco o rosto no processo.

Não estava em condições de raciocinar ou fazer escolhas, como ir embora, ele simplesmente estava ali, sem saber exatamente o que fazer em seguida, mas as palavras não paravam de martelar em sua cabeça, fazendo-o ficar parado olhando para um ponto acima de sua visão, relembrando, de novo e de novo.

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Re: Capítulo 3

Mensagem por The Crown RPG em Ter Fev 13, 2018 1:04 am

[JAE-KI]


A bailarina deu um sorriso quando ouviu a história do biscoito e pareceu contente por isso. Era bom saber que tinha acertado no gosto deles. Imaginar Soo-Ji feliz a fazia se sentir menos culpada pelo que aconteceu nas férias, talvez uma forma de se redimir.

- Meninos geralmente comem muito mesmo. - Comentou, mas nem imaginava como ele realmente comia, como se fosse um poço sem fundo. - Então é fácil agradar. Você come mesmo quando está queimado ou muito salgado ou fora do ponto?

Sondava de modo discreto, porque ela era uma péssima cozinheira. E se caso um dia fosse se aventurar na cozinha - coisa que nunca acontecia - não queria se esforçar à toa ou decepcionar as pessoas. Até porque, se fizesse biscoitos, por exemplo, também teria que fazer para as amigas. E acabaria se sentido inibida porque MiSoo entendia muito do assunto e Eun-Bi não sabia se ela diria a verdade, do tipo “está horrível!” ou se mentiria para agradá-la.

Fez um bico no canto dos lábios, pensando nessas hipóteses. Nem percebia que Jae-Ki estava decorando todas as suas expressões e podia ficar curioso sobre o pensamento que tinha passado por sua mente. Felizmente, eles voltaram o foco da conversa para as boladas. A garota deu outro sorrisinho.

- O que eu disse no sábado? Eu sou forte! - Ainda dobrou os braços de novo, mostrando o “muque” que era firme, porém, bem feminino e magrinho. - Eu sei me defender.

Disse com bastante segurança, mas deixou as brincadeiras de lado diante daquela explicação que ele estava prestes a dar. Eun-Bi ficou um pouco mais séria quando Jae-Ki prometeu que nunca faria algo mais grave com ela, que o máximo seriam gritos. Na verdade, ela não estava acostumada a agressões - o máximo tinha sido Taemin a jogando no lago mesmo. Não esperava nada diferente de Jae-Ki e gritos, ela já tinha mostrado que dava também.

- Posso mesmo? - Encarou. - Espero não precisar, mas...ligarei, caso precise.

Continuaram caminhando e falando sobre matérias. Ela teve vontade de rir quando ele afirmou que ela não era burra. Com o tempo, Jae-Ki poderia tirar as próprias conclusões ou perceber que ela não era modesta, então, quando dizia que era burra era uma verdade. Não tentando diminuir sua inteligência. Seu tipo de Q.I era voltado para outras coisas, menos matérias. Precisava se esforçar muito para não ficar em recuperação.

Mas realmente preferiu não comentar sobre isso, ia estragar o momento. Já ficava feliz por ele aceitar dar umas aulas para ela e ainda “passar respostas para que ela comparasse”. Parecia que o dever de casa estava resolvido!

Não queria abusar, mas né? Ela não pediu o dever, só umas aulinhas, mas já que o dever viria...ótimo.

Os dois pararam próximos à escada e ela deu uma risada gostosa com aquela caricatura do professor. Claro que era errado e o chamou de louco, mas também riu bastante daquilo. Ficou aliviada quando ele guardou e continuaram subindo até os armários. Eun-Bi ficou bem na frente dela, colocando a senha rapidinho, girando varias vezes o cadeado. O som de desbloqueio ecoou e ela o encarou quando ouviu aquela pergunta.

- Ah… - Deixou os ombros caírem um pouco. E Jae-Ki não via o interior do armário dela porque estava para o lado que a porta abria. - É complicado. Óbvio que ela ficou irritada e eu ouvi um monte, mas...Eu cansei um pouco e acho que a surpreendi porque revidei. Mas...Será que podemos mudar de assunto?

Fez uma careta.

- Eu tenho coisa mais legais para você… - Mexeu de leve a sobrancelha e fechou um pouco o armário. - Lembra o que você me disse no sábado? - Encostou o lado do rosto no frio metal do armário. - Que eu deveria te devolver suas coisas, se eu odiasse muito?

Mordeu o lábio internamente.

- Bom...Eu espero que você não fique chateado, mas eu não trouxe. - Fez um suspense. - Porque não odiei e quis guardar. Mas...Eu trouxe algo para que você não passe frio e hm...Também tem uma coisa para Soo-Ji.

Tirou uma bolsa da marca Oakley do armário e entregou para ele. Dentro havia uma jaqueta preta nova, muito mais quente e bem costurada do que a dele e um gorro azul.

- Não tinha preto… - Comentou, coçando a nuca.

Além disso, também havia o valor da passagem preso com um durex e um bichinho de pelúcia, um panda pequeno, bem no canto da bolsa. Eun-Bi ficou quieta, observando a reação dele e esperava que ele não ficasse aborrecido com o seu gesto.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Won-Bin em Ter Fev 13, 2018 1:31 am

Se Won pudesse ver por dentro da mente de Kang, provavelmente veria uma porção de engrenagens se movendo muito rápido.
Era muita informação e sabe-se lá como a mente de Kang funcionava.

Kang escreveu:- Que...Que? - O sorriso ficou imortalizado na cara até que pouco a pouco foi virando choque. - Mas você não sabia?!

-Que!? E você sabia!? - a maior boca de Seoul não disse algo!? - E você estava esperando um convite por carta pra me contar? - disse com certa surpresa.

Kang escreveu:- Que o Café Beautiful era do tio dela? Po! Você não vê TV? Você não prestou atenção no nome dela? Você não stalkeou na internet? - Kang, você fez tudo isso? Obvio. - Tsc, tsc, mas eu não sabia que ela morava lá! Caraca, que sorte…

-Pera aí, o quanto dela você sabe? Por acaso você é algum tipo de policial disfarçado na escola, é? - se lembrou de uns três filmes diferentes com essa temática. Estava perdendo o foco.
-Tá tá, eu não devo ter prestado atenção. Sorte...

Se era sorte ou azar dependia do ponto de vista. Recentemente com a briga era mais o segundo caso.

Kang escreveu:- Que azar… - Coçou a nuca. - Nem pode namorar em paz. Digo...Caramba, Won-Bin-shi. Quer dizer, agora você descobriu como é conversar à sós com ela e parece ter curtido. Você corou de novo, só pra constar...Segunda vez já. - Fez um “2” com os dedos. - Agora entendo porque não acha a Ji-Hyun mais bonita do que ela, mas...bom...a Ji-Hyun parece mais simples do que essa história complexa aí. Por que será que seu pai não gosta da família dela? Será que vai virar uma história trágica? Aish, não morra, Won…

-Aish, sempre nas conclusões mais dramáticas. Eu...to me acostumando com isso tudo. Semana passada você viu eu me escondendo debaixo da cadeira - a evolução era de 100% praticamente - Sim, a Ji-Hyun é mais simples mas...eu não sei explicar cara, foi quando eu vi ela entrar no café que eu senti como o mundo parasse e começasse a tocar uma música do nada

Won levantava baquetas invisíveis, simulando uma introdução de bateria que volta e meia surgia a mente.

Kang escreveu:- Parece que tô zoando, mas estou falando sério. - Ajeitou-se um pouco. - Primeiro você tem que ver um jeito de lidar com seu pai e a história do dojo. Não deve ser legal ficar de mal com o seu pai, até porque você parecia só falar coisas legais dele, mas também não é legal seu pai não te contar as paradas. Vai ter que descobrir sozinho. Será que a família da Bo-Mi também odeia a sua? A mãe dela já implica contigo…

-Eu preciso descobrir primeiro porque meu pai odeia tanto a família dela. Sei que tem a ver com um caso policial que ele trabalhou. Preciso descobrir o que rolou nesse meio tempo. Acho que é a minha vez de stalkear

Kang escreveu:- Meu domingo foi sem graça perto do seu. Meu irmão é uma peste e se resume a isso mesmo. Fala aí, já sabe o que vai dizer pra ela quando vê-la? E tu pegou birra mesmo com o Ryu-Ji, né? O cara parece legal, Won, não é tipo o Taemin…

-Ahhrrgg, é isso que me irrita. Eu não gosto do cara, mas eu não tenho motivos pra acusar que ele não é um cara legal... - em outras circunstâncias, poderia até ser seu amigo.

-Deve ser ciúmes - sussurrou pra si mesmo.


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Re: Capítulo 3

Mensagem por Jae-ki em Ter Fev 13, 2018 11:12 am

Jae-ki achou estranho quando ela perguntou se ele comia mesmo quando estava queimado ou algo assim. Parecia até que ela estava descrevendo a comida que ele fazia. Mas ele foi sincero em sua resposta:


- Ye, se dá para mastigar, eu como.

Eun-bi continuava a mostrar expressões indecifráveis para Jae-ki e ele percebia tudo como se estivesse admirando um pintura, embora não pudesse entender. Quando falavam sobre ela ser forte, Jae sorriu em resposta ao ver ela mostrar o "muque". Porém era tão magrinha, mas ele não quis implicar com ela. Pelo menos era bom que ela soubesse se defender ao menos das garotas. Eles continuaram o assunto e Jae ofereceu ajuda caso ela achasse que alguém iria a machucar. Em resposta ao questionamento dela, ele disse com um semblante confiante:

- Pode. Não pensa, liga mesmo. Tem gente que joga sujo.

Jae-ki sorriu satisfeito por ela ter aceitado, semana passada ela tinha recusado sua ajuda, e até a Sun-Hee tinha recusado. Além disso ele tinha receio do Taemin. Depois do que houve no lago, o cretino loiro nem parecia arrependido ou preocupado. Ainda tinha o fato dele ter sido desonesto na briga que tiveram, e os dois nem eram namorados ou algo assim. Taemin parecia mesmo um tipo de perseguidor e isso preocupava Jae-ki. Também o lembrava que não era bom comprar briga com ele, pois poderia se vingar nas pessoas que estavam ao seu redor, como Won Bin tinha dito. Teria que se controlar e observar atento o que este idiota faria.

Em seguida falaram de professores, de matemática e Jae-ki era tão afoito que tinha oferecido suas respostas. Jae também conseguiu arrancar gargalhas de Eun-bi e isso o fez sentir que havia ganhado o dia. Eles chegaram ao armário e curioso, o garoto acabou perguntando sobre os pais dela. Mas a garota não ficou a vontade com isso e logo pediu para mudar o assunto. Essa bailarina era mesmo escorregadia, era difícil saber mais da vida dela. Ele acenou positivamente para ela, teria que se contentar só com isso por enquanto. "Isso aí Eun-bi, revida e ganhe seu espaço! Não deixa ela mandar em você."Quando ela falou que tinha coisas mais legais para ele, Jae-ki ficou surpreso. Eun-bi estava muito misteriosa de repente. Ele a encarou com um sorriso curioso enquanto a ouvia:


- Ye, lembro.

Então ela lembrava do combinado, era bom saber. Em seguida quando Eun-bi falou que não tinha trazido, Jae só arregalou os olhos meio confuso. Tinha achado que ela iria odiar suas roupas por estarem um pouco velhas. Mas não precisou pensar muito porque logo ela disse que não odiou, mas que quis guardar. Entretanto as próximas palavras dela o deixaram confuso, ainda meio perdido pegou a bolsa que ela o entregou e abriu. Ao ver o que tinha seu semblante antes bem humorado se desfez completamente para uma expressão preocupada. Não que não tivesse gostado das coisas, mas justamente por parecem muito boas a situação era estranha. Jae-ki queria faz tempo dar um bichinho da panda para Soo-ji e agora Eun-bi tinha feito isso tão fácil. A diferença financeira entre eles ficaram de repente muita claras como se tivesse levado um tapa da realidade. Ele quase nunca comprava roupas novas, a maioria do que usava era doado, os hyungs sempre lhe davam o que não os servia mais, ou se comprasse era de algum brechó. Mas Eun-bi tinha comprado e de marca, algo que estava inalcançavel pra ele.

De repente várias preocupações surgiram na mente dele, sentimentos de mágoas passadas e o papo estranho da sua halmoni. Por mais que gostasse, não parecia sensato aceitar algo assim. Ninguém dava nada a alguém de graça sem um motivo ou sem esperar algo em troca, nem os seus hyungs. Jae-ki não era ingrato, mas não entendia porque Eun-bi fez isso e desconfiado como era, tinha receio sobre os motivos que a levaram a lhe dar essas coisa. Viu o valor da passagem preso no durex, isso parecia tão insignificante para ela no meio de todas as outras coisas caras. Jae-ki lançou um olhar preocupado e desconfiado para a bailarina, estava bem na defensiva. As palavras dela sobre ele não passar frio, não saíam de sua mente, só que estava interpretando de um jeito bem diferente do dela, parecia para ele que era algo como caridade. Com a voz baixa, mas meio arredia, Jae-ki começou a fazer perguntas:


- Por que isso? Eu não te pedi essas coisas... Eu falei que não precisava me retribuir... São maneiros e caros, mas... Por que? Qual é Eun-bi, sabe que não posso te retribuir isso... Ou você ta querendo fazer caridade? É assim que você me vê? Eu tenho outros casacos.

Apesar de ter feito essas perguntas, Jae-ki estava bem preocupado com a resposta que viria. Sentia-se perdido de novo sem entender Eun-bi. E agora tinha receio que todo esse tempo ela tinha sido boazinha pra dar uma de caridosa. Pensar nessa possibilidade doía um pouco. Jae-ki também sabia que aceitar coisas assim podia ser bem perigoso, pessoas podiam ser bem cruéis e na maioria das vezes sempre acabavam jogando na cara o que faziam depois de um tempo. Por isso sempre sentia aquela obrigação de retribuir o que o davam, mas isso seria muito difícil de retribuir. A bailarina era a última pessoa que ele gostaria de ficar devendo, já devia a tanta gente.


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Re: Capítulo 3

Mensagem por The Crown RPG em Ter Fev 13, 2018 2:50 pm

[WON-BIN]


- Sabia! - Kang reafirmou. - A Coréia do Sul toda já sabia, Won-Bin. Como é que eu ia saber que você faz parte do Norte e não do Sul?


Perguntou de um jeito irônico, fazendo uma piada infame no meio. Arqueou uma das sobrancelhas com a pergunta sobre ser policial disfarçado e suspirou.

- Está vendo muito filme mesmo. - Meneou negativamente.

Não demorou para que Kang começasse com suas viagens mentais e parecia sofrer por antecipação com uma possível tragédia envolvendo as famílias. Até pedia para que Won não morresse, como se estivesse correndo risco de vida! Por isso mesmo, dizia que Ji-Hyun parecia uma aposta mais segura do que Bo-Mi.

Parou de falar ao ouvir o modo como descrevia o que sentia só por ver a herdeira entrar no café.

- Mundo parando…? Música tocando? Won-Bin… - Fez uma expressão de pena e logo tocou no ombro do amigo. - Você está apaixonado, é?

Quase soltou um “sinto muito” e toda sua ideia de ter conseguido um discípulo para a sua doutrina tinha ido por água abaixo. E o que que o grupo de MiSoo tinha lá de tão especial? Tudo bem que Kang achava a “líder” uma gracinha também - gostava das carinhas que ela fazia - mas ele também gostava da altura de Mia. E, bom, ele basicamente gostava de todas.

Por que, então, seus amigos tinham cismado com aquelas duas?

- Aish...Que difícil. - Coçou a nuca, meio cansado daqueles pensamentos e voltou a ter um pouco mais de foco.


Era mais fácil ficar levantando as possibilidades do porquê tanto ódio entre as famílias.

- Tá...E você já sabe por onde começar? Tem alguma ideia para quem perguntar? Quer que eu ajude com alguma coisa? Deveria começar pesquisando a família ou já fez isso? São tantas pessoas conhecidas aqui que a internet sempre tem material interessante sobre os nomes. Lógico que também tem mentiras, mas...Dá para filtrar.

Deu de ombros e concordava sobre a história com Ryu-Ji.

- Deve ser não. Com certeza é ciúmes…

O bom de terem chegado primeiro ao refeitório era que podiam conversar em paz e ainda tomar conta do fluxo de pessoas que entravam e saíam. Ainda não tinha sinal de Jae-Ki, mas faltavam cerca de 8 minutos para que o sinal tocasse também. Logo, logo, aquilo estaria cheio.

[JAE-KI]


Apesar de não ser a melhor aluna do mundo, Eun-Bi não era burra para avaliar pessoas. Quando tomou aquela atitude, ele sabia que existia a possibilidade do orgulho dele falar mais alto e Jae-Ki ter uma reação que fosse aborrecê-la. Porém, imaginar não era o mesmo que vivenciar.

Não imaginava, por exemplo, que o peito fosse apertar de modo doloroso quando a expressão dele mudou daquele jeito. A garota desencostou-se um pouco do armário, chegando a abrir os lábios algumas vezes, mas não conseguiu dizer nada. Não estava na pele dele para avaliar o que ele sentia e também não fazia ideia do tipo de conversa que ele tivera no domingo.

Só sabia das próprias ações e elas estavam bem distantes de ser mera caridade ou coisa assim.

Piscou algumas vezes, sem conseguir falar ainda enquanto Jae-Ki vinha com aquelas perguntas ditas num tom baixo e de modo arredio. Conseguia ficar mais preocupada com ele falando baixo do que gritando. Por que ele não estava gritando, se estava irritado? Era mais fácil de se defender. Vê-lo agir daquele jeito era...estranho e ela se sentia envergonhada.

- Eu…

Fechou a boca de novo e engoliu em seco. Arregalou os olhos e meneou negativamente.

- Ani!! Ani!! - Começou a se defender, mas também se alterar muito o tom de voz. - Uma coisa acabou levando a outra…Eu não pensei que você fosse se ofender. Miane, Jae-Ki-shi… - Abaixou o olhar e fez uma expressão triste.


Sentiu necessidade de explicar seus passos ao invés de deixar por isso mesmo, porque já era evidente que eles não se entendiam quando as coisas não eram claras.

- Quando recuperei meus cartões, eu fui ao shopping trocar de celular. O meu estava claramente com defeito, mas ainda estava na garantia. Então, eu estava passeando e…Primeiro eu vi o bichinho fofinho, depois eu pensei nas coisas que você me emprestou. Eu já não queria te devolver porque você condicionou e eu não queria que pensasse que odiei, pelo contrário.


Fechou a boca, fazendo um beicinho. Como que ia dizer que gostou de se sentir protegida pelo casaco dele? Podia sentir o cheiro de Jae-Ki e ele a confortava, mas não era o momento para dizer isso. E ela se sentia muito envergonhada mesmo para se mostrar tão boba.

- Então eu pensei que talvez fosse fazer falta e comprei. Mas se você não gostou, me dá que eu troco. - Esticou os braços para pegar a bolsa de volta. - Não estou fazendo nenhuma caridade, tá?

Encarou fixamente com as bochechas coradas e os olhos tristes enquanto puxava a alça da bolsa de volta.


- Gosto de dar presentes para os meus amigos.

De fato, no armário dela, ainda tinham outros presentes que ela acabou comprando também. O problema era que agora ela não se sentia mais tão animada para entregar. Caso ele soltasse a bolsa, ela só entregaria o dinheiro da passagem, mostrando que não tinha esquecido e que era honesta.

- Amanhã trago suas coisas. - Disse num fiozinho de voz e virou-se de lado, abrindo o armário de novo.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Won-Bin em Ter Fev 13, 2018 3:31 pm

Kang escreveu:- Sabia! - Kang reafirmou. - A Coréia do Sul toda já sabia, Won-Bin. Como é que eu ia saber que você faz parte do Norte e não do Sul?

-Haha, muito engraçado - virou os olhos - Eu faltei no dia que me passaram a informação

"Grande filho de detetive você é, Won"

Kang escreveu:- Está vendo muito filme mesmo.

-Não nego nem afirmo isso - respondeu um tanto na brincadeira. Pra falar a verdade haviam tantas distrações que nem tinha tempo pro hobby recentemente.

Sem perceber Won tinha sido um tanto clichê ao falar sobre como sentia quando viu Bo-Mi no café.

Kang escreveu:- Mundo parando…? Música tocando? Won-Bin… - Fez uma expressão de pena e logo tocou no ombro do amigo. - Você está apaixonado, é?

-Não, imagina! Eu não tô não, é porque eu...Não viaja cara, até parece que ela ia dar bola pra alguém como eu e...e eu nem to passando boa parte do meu tempo pensando nela e... - como negar -Aish, acho que sim

Afirmava como se tivesse diagnosticado uma doença, colocando as mãos sobre as têmporas.

-Mas antes de qualquer coisa eu preciso descobrir porque esse ódio do meu pai. Entende por que é importante?

Por onde começar?

-Eu vou olhar nas coisas do meu pai quando eu chegar em casa. Ele vai estar de plantão hoje a noite também eu acho. Vou ver se ele tem anotações do caso policial, se tem algo no computador dele. Enquanto isso dá pra procurar na internet

Um plano começava a se formar.

-Você é bom pra procurar na internet. Consegue procurar sobre o caso dos Yoon que envolvia aquele incêndio, um deles sendo preso?

Kang escreveu:- Deve ser não. Com certeza é ciúmes…

-Eu não quero destratar ninguém. Por isso eu fiquei longe dele e da Bo-Mi todos esses dias, mas eu não quero mais fazer isso...aish, mesmo assim eu não to a fim de ver esse cara na minha frente

Esse pequeno momento de paz era excelente para colocar as coisas pra fora. Won se sentia mais leve podendo compartilhar sua angústia com o amigo, talvez até mesmo encontrar uma solução.

-Pela demora e falta de barulho, acredito que o Jae-ki está indo bem
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Jae-ki em Ter Fev 13, 2018 6:03 pm

Jae-ki respirou fundo enquanto esperava uma resposta dela. Era uma situação nova para ele, nunca nenhuma garota tinha lhe dado nada além de comida e nenhuma era tão rica. Mas já tinha passado por coisas que agora o deixavam desconfiado e mais cauteloso. Embora já tivesse precisado de caridade algumas vezes, odiava precisar de algo assim, e se fosse essa a intenção dela, era ainda muito pior. Eun-bi era uma garota, uma de que ele gostava mais que o normal, ele devia dar presentes para ela em vez dela ter pena dele sentir frio. Sabia que os dois viviam em mundos diferentes, mas ver assim na sua cara tão de repente tinha sido mesmo estranho. Era como ver halmoni estando certa. Eun-bi o deixava confuso desde a primeira vez que se viram, e agora tinha ficado perdido e preocupado, não entendia as intenções dela. Ele não desgrudou os olhos dela enquanto ela tentava explicar.

Notou que ela também falou o nome dele de um jeito mais formal. Por que ela não falou só Jae de novo? Era como se ela tivesse ficado um pouco incomodada. Ele prestou atenção em toda a história e a analisou. Ele não entendia porque ela não quis devolver, na verdade tinha falado essa condição porque achava mesmo que ela não gostava das suas roupas e que ia devolver de qualquer jeito. Tinha sido mais uma expressão espontânea. E por que ela iria querer ficar com suas coisas? Ela tinha gostado? Mas eram roupas velhas.

Então Eun-bi esticou a mão para pegar as coisas de volta, ele a encarou e notou como estava corada além dos olhinhos tristes. Jae-ki começou a se dar conta que talvez Eun-bi estivesse um pouco perdida, ela também parecia sem jeito. Talvez ela só não queria o chatear com o que ele disse sobre ela odiar sua roupa e tentou consertar comprando novas do jeito "rico" que era fácil para ela. Jae-ki suspirou e esticou a bolsa para ela, a ouviu dizer que gostava de dar presentes para os amigos. Agora não parecia mais o que ele pensou antes, Eun-bi parecia ter feito as coisas sem pensar muito, como fazia para os amigos ricos dela. Ele suspirou mais uma vez e disse menos tenso:


- Araso, mas é que para mim não é normal dar coisas caras assim do nada. Não sou igual seus amigos daqui Eun-bi. Não sei se entende...

Mas não soltou o presente ainda, no fundo se sentia mal agora por ter recusado um presente com boas intenções, até porque era para sua irmã também. E pensar que estava deixando a chance dela ter um bichinho fofo escapar, o fazia parecer um irmão ruim. Claro que a halmoni ia surtar se ele chegasse com esse pandinha, mas Soo-ji tinha tão poucos brinquedos. Ele demoraria muito para conseguir comprar algo assim. Daria um jeito na halmoni depois e ela esqueceria. E de qualquer forma não era um presente para ele, mas para irmã, não cabia que ele que rejeitasse.

- Mas espera... O ursinho você ia dar pra minha irmã, não para mim. Acho que ela vai gostar muito, vou dizer para ela que foi você que deu e...

Lançou mais um olhar demorado para ela antes de continuar, se sentia um pouco mal, porque ela não fez com má intenção e agora parecia tristinha.  E se ela não queria devolver suas coisas, não queria forçá-la a isso. Embora não soubesse o motivo dela ter feito isso. Jae-ki deu um sorriso de leve para tentar melhor o clima estranho quando falou:

- Vamos combinar assim... Você foi legal de ter perdido seu tempo com isso, valeu mesmo por ter pensado em mim, não vou esquecer disso. É a primeira garota que eu vejo fazer isso...Vou aceitar o gorro azul e o presente da Soo-ji, o casaco é caro demais para eu aceitar. Em troca você não devolve minhas coisas e nem o dinheiro emprestado da passagem. Eu sei que é uma conta errada, mas eu gostei do que escolheu. E..  Também vou te fazer um desenho se você quiser. Eu tenho outros casacos, não precisa se preocupar, não vai fazer falta... Eu nunca quis que comprasse algo para mim Eun-bi, porque pra mim só de conversar com você já é maneiro. Não quero me sentir devedor com você, não quero que dinheiro estrague as coisas... Quero conversar com você sem me preocupar... Se eu ainda pudesse te retribuir seria diferente, mas não posso. Por isso essa vai ser a única coisa que vou aceitar. Depois sem mais presentes, ok?


Na verdade tudo era muito caro para ele aceitar, mas Jae-ki não queria parecer ingrato agora que ela tinha explicado. Seria a última se ela concordasse, e esperava que ela aceitasse e entendesse o que estava querendo dizer. Mas achava que não tinha sido muito claro. Depois deles se resolverem quanto isso, ele vai seguir com ela para o refeitório e no caminho ainda tentará animar os ânimos de novo:

- Ahn... Eu disse que eu gosto de comer quase tudo, mas você ainda não disse o que gosta. E pode me chamar de Jae de novo, eu gosto, mas você que sabe.


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Re: Capítulo 3

Mensagem por Dong Hee Kyung em Ter Fev 13, 2018 9:27 pm

Dong encarava Kim que se aproximava calmamente enquanto ele ainda estava revezando bolsas de gelo na panturrilha, ora ou outra mexendo a mão devagar como se massageasse cautelosamente a região, afim de diminuir a pequena dor no músculo desacostumado. - Estou bem, daqui a uns 2 dias já está nova em folha. - Soaria até como drama esse tempo calculado, visto que geralmente uma pessoa normal já estaria regenerada até o final do dia; pelo menos em consideração ao nível de esforço que o geek fez. Hee-Kyung estranhava um pouco a atuação do 'Mr.Hyde', na verdade de muitos ali, que mostravam um tipo genuíno de empatia. Desejavam melhoras, perguntavam se estava tudo bem...

Afinal era justo e nobre, mostrar preocupação com os mais fracos. Fracos, era uma palavra que poderia ferir mas hoje, fracassaram. Acabou que isso inspirou alguns um pouco, mas e quanto ao apoio, seria pena? Alguém realmente se importava mesmo se foram ofendidos ou humilhados? Sentiu o ar ficar ligeiramente tenso, apesar das atitudes de camaradagem, o virginiano não se sentia confortável, talvez, por que sua cabeça não parava de latejar devido a estridente enxaqueca do lado esquerdo.

A única coisa que pareceu certa no tal exercício, foi vencer. Hee-Kyung pode ver bem de perto a situação de Ui-Jin que parecia um dos mais afetados pela constrangedora situação. Como pode alguém que narrava de forma tão segura e firme, se desmanchar daquele jeito... Dong negou a ajuda de maneira cordial, meneando seu queixo aos lados enquanto se forçava a ficar de pé. Sentar por muito tempo depois do que ele se mostrou uma ideia ruim, sendo ainda pior pois o sangue havia esfriado, e uma dormência chata lhe acometeu, fazendo o alisar a região da perna direita em questão.

Seria melhor se distrair e não pensar na dor ou incomodo, que tal ver o celular? Estava na sua mochila do Persona, que já estaria em suas mãos a essa altura. Quando encontrou seu celular, ele fez o desbloqueio passando sua digital do polegar para a tela ser desbloqueada. No papel de parede, estaria uma mesa de jantar luxuosa com um bando de pessoas bem vestidas, sendo que o foco parecia ser uma figura central de um idoso que se mostrava o mais imponente e radiante, apesar da sua idade. Dong levava consigo essa foto do avô, e da família. Até mesmo Hayoung estava ali, e os tios, mas esses dois em especial estavam meio cortados pois pareceram se afastar de proposito no momento do clique.

Dentre a caixa de mensagens, havia uma que se sobressaia... o nome do contato era "Chun-Li" e claro que estava se tratando da bela canadense coreana. Dong arqueira uma das suas sobrancelhas escuras ao ler a frase dela. Stella o viu e ele nem se tocou disso? Talvez estivesse focado demais, ou atrapalhado demais. Isso o deixou ligeiramente... constrangido, Stella geralmente parecia achar que Kyung era bom em qualquer coisa, mas ela deve ter visto a dura realidade.

"Fiz vergonha na corrida, também no circuito, graças a minha atuação meu time perdeu e virou motivo de piada, preciso voltar a comer espinafre he he XD e vc? Machucou o ego de alguém com alguma bolada?"

Colocou um emoticon no fim para não soar tão pesado e melacolico, Kyung não estava triste, afinal, isso tambem acontecia nas suas aulas de natação, ele era um pessimo nadador e sempre chegava em ultimo, mas lá não havia a pressão... que Wangjo impos momentos atrás.

- Do que está falando MinHo você é nosso ás! O trunfo nas aulas de educação física! - Disse de maneira ardilosa. - Plano, que plano senhor? - Se fez de bobo, uma vez que a voz deles se propagaria bem alto e não dava para saber exatamente se alguém ouviria ou não.
/col
- Parece que Demácia, até a morte - Dong faz uma tola alusão que para entendedores, ficaria bem claro quem é quem daquele reino.  - Não vai ficar por isso temos que trabalhar também de vencer nas próximas vezes, isso é só o começo.

O rapaz temia que se reclamassem ou tentassem mudar aquilo, soaria como mimados ou até pior, como covardes.  Dong cre que o certo seria vencer, no jogo sujo deles, afinal competição faz parte da vida. Houve uma boa chance para coletar informações de cada um lá, será que os amigos chegaram a lembrar disso ou o desespero tomou conta da cabeça?

Apesar da boa oportunidade de iniciar um database, Dong perdeu sua chance de falar com Won-Bin a respeito disso. Ele ficou um pouco temeroso em dizer que queria falar com ele depois... o Kyung então reflete, e acha melhor esperar Ha Neul aparecer mais tarde para eles reagruparem os topicos.

Se é que teriam estabilidade para isso, ainda hoje.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por The Crown RPG em Qua Fev 14, 2018 12:37 am

[WON-BIN]

Kang deixou as brincadeiras de lado quando teve a confirmação de que seu amigo - porque era assim que considerava Won-Bin - realmente estava apaixonado pela garota. O garoto fanfarrão adquiriu uma expressão mais séria e compreensiva. Não ia zoar o amigo num momento delicado como esse, ainda que ele não entendesse muito bem esses sentimentos.

- Araso… - Mordeu o lábio internamente e suspirou. - Antes eu achava que você estava só encantado, pelas paradas que tinha me contado, daí vocês pareceram distantes nos últimos dias de aula e agora isso. Deve ser forte, né?

Passou a mão pela nuca e ponderou, fazendo um bico enquanto olhava para o refeitório vazio.

- Eu entendo que é bem importante. - E encarou de novo ao ouvir sobre o tipo de pesquisa que faria. - Hm. Você acha que seu pai deixaria as coisas em casa assim? Bom, considerando que ele confiava muito em você, talvez não achasse que você tivesse a ousadia de mexer nas coisas dele, faz sentido. - Cruzou os braços. - Mas ainda acho a internet mais fácil.

Cerrou um pouco os olhos, fazendo uma expressão cheia de experiência e sabedoria. Quase como se fosse um próprio “Xeroque Rolmes” do WangJo - O que não era, no máximo era o K-Dragon, algo muito melhor do que o famoso detetive.

- Incêndio...Hm...Foi algo que rolou bastante, ainda lembro da fofoca. Não será difícil encontrar não. Posso fazer isso por você.

Declarou de modo confiante e logo mudaram o foco de assunto. O comentário sobre Jae-Ki rendeu algumas risadas de Kang. Eles continuaram brincando, mas o refeitório começava a ganhar algumas presenças.

Pequenos grupos do 1º ano começavam a surgir aqui e ali. Beom-Su, Hyo-Shin, Ye-Sol, Ye-Ji...Os meninos chegaram separados enquanto as garotas chegavam em dupla. Elas estavam sussurrando sobre alguma história no banheiro feminino. Algo envolvendo “nossa, ela é louca!” “Como que tem coragem de falar com a Rainha do Gelo daquele jeito?” “Mas eu até que admiro..” “Será que ela consegue enfrentar aquele grupo enorme?” “Sei lá..”

Eram frases soltas que eles conseguiam ouvir, mais ou menos, porque elas passavam direto até a máquina. Ou quase isso, porque Ye-Ji, vira e mexe estava olhando para Won-Bin e não foi diferente daquela vez. Um sorrisinho timido surgiu no canto dos lábios dela, mas ela logo olhou para a frente de novo.

Hyo-Shin era um cara bem calado e tímido. Ele procurou uma mesa ao fundo, bem discreta e tirou um sanduíche da mochila. Já Beom-Su parecia bem desanimado. O garoto sempre era visto falando com Eun-Na e parecia sentir a ausência dela naquela manhã de segunda. Mexia no celular com uma expressão bem antipática porque não queria falar com ninguém mesmo.

Alguns minutos depois, eles também veriam a chegada de Dong com seus três amigos: Ui-Jin, Min-Ho e Kim. Os quatro estavam falando baixo também, diminuindo o assunto e focando em pegar algo para comer e uma mesa para se sentar. Dong não chegou a se aproximar de Won-Bin, mas Ui-Jin o encarou por um instante - lembrava-se da atitude legal dele.

Por enquanto era um grupo tímido de pessoas que estavam ali, mas logo mais e mais surgiriam para chamar a atenção de Won.

[DONG]

Stella ainda estava online, vendo que Dong escrevia uma mensagem. Tão logo recebeu, ela começou a digitar também.

“Sério? Sinto muito…=/ Eu não dei bolada em ninguém, na verdade fui eu que tomei. Duas, no ombro. Está doendo um pouco, mas vou sobreviver xD Olha, Sunny e eu não vamos ao refeitório porque estamos com um problema em quimica e vamos resolver no intervalo ^^’ Não se preocupe, tá? =)
E melhoras =(“


A canadense aproveitou para avisar que estaria ausente. Talvez porque imaginasse que Kim estaria com eles e era uma forma de tranquilizá-lo também.

No mais, o grupo seguia num ritmo lento até o refeitório. Estavam ocupados a ponto de não se preocuparem com a tensão entre irmãos que havia numa área comum próxima aos vestiários ou para os mini-grupos espalhados. Min-Ho realmente não teve noção do perigo e acabou falando um pouco mais alto do que deveria.

Ui-Jin olhou meio apressado para ele, muito embora tenha gostado do discurso do amigo. Kim só prendeu o ar e arregalou os olhos. Dong pensou mais rápido e disfarçou aquela gafe.

- Por que você está falando de lol agora? Não estavamos falando do…

- Time de lol, Min-Ho. Time de lol! - Ui-Jin repetiu entre os dentes. - O Kim será o nosso adc, tá resolvido.

- Você enlouqueceu, Ui-Jin? Não viu como ele dá rage?

- Olha… - Kim pareceu ofendido, mas deu de ombros. - Em minha defesa...Não tenho defesa, mas se jogarmos juntos, prometo ser calmo e só destilar ódio para o adversário.

- Viu só? - Ui-Jin esboçou um sorriso animado.

- Mas o que tem o plano a ver com isso?

- Min-Ho, cala a boca! - Ui-Jin empurrou o ombro dele de leve. - Aish, você é muito lento!

- Você vê como sou tratado, Dong? Estou aqui, me posicionando favoravelmente, defendendo meus amigos e é esse tipo de tratamento que recebo!

- Min-Ho… - Kim pigarreou e se aproximou dele para falar baixo. - Você tá falando muito alto, sabe? Nós combinamos o que? Sermos...discretos.

- Meu tom de voz está normal, mas...acho que compreendo.

Ui-Jin meneou negativamente, mas logo o quarteto chegou até o refeitório. Faltavam cerca de 6 minutos para que o sinal batesse e o refeitório tinha poucas pessoas ainda. Eles veriam Won-Bin com o amigo Kang; Hyo-Shin sozinho, lanchando seu sanduiche caseiro; Beom-Su mexendo no celular; e Ye-Ji e Ye-Sol escolhendo o lanche.

Kim sacou o celular para ver se Sunny tinha respondido. Tirando a competição da sala de aula, tudo parecia normal. Eles nem imaginavam que as amigas tinham se metido em confusão no banheiro.

Depois que eles se sentassem, o refeitório começaria a encher com mais gente chegando.

[JAE-KI]

Estava nítido na expressão de Eun-Bi que ela não entendia o que Jae-Ki queria dizer, mas se sentia muito envergonhada no momento para dizer qualquer coisa. Apesar do garoto não ter a intenção de ser grosseiro ao dizer que “não era igual aos outros amigos dela”, mas mesmo assim, ela murchou um pouco ao ouvir isso. Foi aí que ela parou de encará-lo e abaixou a cabeça.

- Tudo bem… - Murmurou e tentou puxar a bolsa de volta. Encontrou uma resistência porque Jae-Ki não soltou e ela ficou olhando a marca.

O garoto argumentava sobre o ursinho que ela tinha comprado para Soo-Ji. Eun-Bi ergueu os olhos de novo para encará-lo, mas não estava sorrindo como antes. Nem irritada, só estava um pouco triste e atordoada com o banho d’água fria que tomou.

Nem mesmo o sorriso dele foi capaz de desfazer a cara dela. Meneou negativamente com o que ele tentava propor.

- Eu dou o ursinho porque realmente é para Soo-Ji, não para você, mas não precisa ficar com nada. Posso ir no shopping depois das aulas e trocar. - Disse um pouco séria, com os ombros meio caídos. - Tudo bem, Jae-Ki, eu já entendi. Quando fiz isso, não esperava nenhum tipo de retribuição, sabe? Não pensei que você quisesse que eu comprasse algo, fiz porque quis. Mas não farei de novo, prometo.

Entregaria a bolsa com o ursinho de Soo-Ji, mas puxaria as roupas de volta. Eun-Bi tinha um temperamento bem difícil também, mas entendeu o lado dele. Só esperava que ele entendesse o dela por não aceitar todo o acordo. Colocaria a bolsa de volta no armário e pegaria sua mochila agora.

Não recusaria a companhia de Jae-Ki até o refeitório. Não era como se tivessem brigado ou coisa do tipo.

- Hm… - Ponderou sobre o que gostava de comer, mas o encarou quando ouviu o pedido para que o chamasse de Jae. Fechou os olhos ao pensar na coisa que mais gostava de comer e então respondeu. - Yangnyeom Tongdak! - Deu até um suspiro ao pensar no frango frito - Eu adoro, mas se for comida normal...hm...Deung Galbi. Sim, eu gosto de coisas gordurosas…

Deu um sorrisinho sem graça.

- E não é como se comesse isso sempre, mas...Quando posso, eu como mesmo. E você, Jae?

Porém, antes que ele conseguisse responder com muita neutralidade, os dois cruzariam o caminho com uma dupla que conheciam bem. Bo-Mi e MiSoo andavam de braços dados um pouco ofegantes por terem procurado por Eun-Bi em outros lugares, mas pararam perto da porta do refeitório, assim como os dois.

Eun-Bi voltou a atenção para as meninas e acenou com um sorrisinho enquanto as amigas carregavam um olhar, no mínimo, curioso.

[MISOO]

MiSoo nem ao menos podia imaginar o tipo de situação que tinha criado ao simplesmente chamar por Park Hyun-Hee. Suas atitudes impulsivas tinham falado alto mais uma vez e, no momento que tentou fugir do assunto da Ópera, trouxe outro problema para a pauta. O clima já estava bastante pesado enquanto o ex-ketchup apenas conversava.

O garoto não foi nada além de educado e gentil, não poupando seus elogios e, por que não dizer, de seu charme natural. Aparentemente, Hyun nem se dava conta do ar sedutor que ele tinha - ou talvez soubesse e por isso mesmo usava. Sempre conseguia deixar as meninas sem palavras ou sem jeito com apenas um olhar. E com MiSoo não foi diferente.

Ainda que os motivos fossem outros: para ela, a sensação de receber tanta atenção masculina era algo inédito. Geralmente os meninos comentavam sobre a aparência de Bo-Mi e Eun-Bi, antes de olhar para ela e...não falarem nada. Mas agora, tudo estava diferente e ela ainda estava aprendendo a lidar com isso.

Gyu-Sik não estava gostando muito do teor da conversa e fazia uns bicos aborrecidos de vez em quando .Bo-Mi ainda estava constrangida demais para dizer qualquer coisa.

O mais engraçado - ou irônico - de tudo foi que depois de ter tomado a iniciativa de chamar por Hyun, a tenista foi a primeira a sair! Bo-Mi nem acreditou quando teve seu braço puxado daquele jeito, mas nem pensou duas vezes antes de acelerar com a amiga. Deu um “er...tchau”, meio torto e logo agarrou o braço de MiSoo para acelerarem dali.

- Amiga… - Sussurrou quando estavam uns 20 passos de distância. - O que foi que você fez…?

Mal mexia os lábios, tamanha era sua preocupação. Olhou para trás por um instante, mas não voltaria para lá de jeito nenhum. Acelerou os passos e logo explicou.

- Jung-Mi-shi não fala com o irmão, MiSoo-yah...Que climão. Espero que não aconteça nada demais. - Suspirou. - Miane, não queria chateá-la…

Porém, precisou colocar para fora o porquê de sua apreensão. As duas amigas ficariam conversando sobre aquela situação e também começariam a procurar por Eun-Bi. Ainda não tinha decorado qual era o armário dela e, bom, o colégio tinha muitos nichos de armários espalhados pelo primeiro andar. Elas errariam umas duas vezes até que ouviriam a voz dela ecoando pelo corredor, vindo na direção do refeitório.

Quando se encontrassem, teriam mais uma surpresa: Eun-Bi estava acompanhada de Jae-Ki. Bo-Mi parou com uma das sobrancelhas arqueadas, olhando os dois de frente e parados em frente à entrada do refeitório.

- Oi…- Bo-Mi disse, mexendo a mão de levinho.

- Oi, meninas! Pensei que já estivessem no refeitório. - A bailarina disse com naturalidade. - Está tudo bem?

Enquanto conversavam na entrada, Ryu-Ji e Gyu-Sik passaram por trás de Bo-Mi e MiSoo. Os dois encararam as meninas também, mas só fizeram uma expressão tensa antes de entrarem no refeitório. Não queriam nem ver quando Jung-Mi aparecesse também, mas, por enquanto, o garoto não tinha dado sinais de vida.

- O que houve? - Eun-Bi perguntou meio desconfiada, franzindo as sobrancelhas com a passagem esquisita dos meninos.

[HYEMIN]

Hyemin e Yerin saíram do vestiário depois que os irmãos Park tiveram seu momento. Havia um clima denso no ar enquanto eles se afastavam, mas as duas não pararam para pensar sobre o que tinha acabado de acontecer. Até porque, elas ainda estavam vivenciando na mente a própria confusão que tinham se metido.

Aquela bolsista irritava muito Yerin. O jeito ousado e destemido dela era extremamente perigoso, um desafio que demandaria muita energia por parte da Rainha. E a verdade era que aquele ano parecia uma avalanche de problemas.

Foi no instante em que estava prestes a hesitar em seus pensamentos que sentiu o abraço de Hyemin a envolvendo daquele modo. A amiga precisou recuperar o equilíbrio por um momento, mas parou quando conseguiu e envolveu a ingênua garota com um dos braços, apenas.

- Hm...Não é questão de manter a calma e sim passar confiança. Se eu quero que ela entenda o lugar dela, preciso demonstrar que sou superior. - Respondeu com simplicidade e a encarou. - Ela não seria louca de bater em você. Se fosse, a cabeça dela estaria na privada, não os objetos.

Forçou os lábios suavemente num meio sorriso e continuaram andando.

- Não, essa garota merece algo pior do que a flor. Pensarei em algo, mas depois...Hoje já tenho outra coisa em mente.

Comentou e ao chegarem no corredor, ouviriam porradas fortes no armário. Yerin fez Hyemin parar e tomou a frente, ficando um pouco alarmada. Ficou assim até perceber quem tinha feito. Ao ver a imagem de Hyun-Hee, revirou os olhos. Era só o maluco fazendo insanidades, como sempre. Certeza que era abstinência - ninguém tirava da cabeça dela que Hyun era um “zé-droguinha”. Não falou nada, apenas puxando a amiga para os armários delas e trocando de mala.

- Você está uma linda Pandorinha. - Comentou, apesar do motivo do preto não ser algo fofo. Olhou para Hyemin. - Não sei, devem ter ido para o refeitório também. Não me importa. - Revelou e fechou os olhos. - Min-Ah, eu esqueci o seu presente. Amanhã eu trago sem falta, tá? Eu estava com a cabeça um pouco longe…

Pediu desculpas, já se explicando.

[REFEITÓRIO]
(Dong, Hyemin, Jae-Ki, MiSoo, Won)

Depois de trocarem o material, Hyemin e Yerin seguiram até o refeitório. Àquela altura, MiSoo, Jae-Ki, Bo-Mi e Eun-Bi já deveriam ter entrado também, então, elas simplesmente seguiram. Veriam que Yewon, Hayoung e Mi-Ran já estavam juntas, numa das mesas. Yerin avaliou o lugar com cuidado e se aproximou com passos decididos, atraindo algumas atenções.

Sejeong e Nayeon também estavam por lá, quietinhas. Yerin diminuiu o ritmo e parou logo ao lado de Mi-Ran. Ela e Yewon ainda estavam rindo, mas deixaram a risada morrer ao encararem a expressão fria de Yerin.

- Por que você está sentada aqui?

- Mwo?

- Ela senta com a gente, Rin… - Yewon tentou argumentar.

- Mi-Ran não precisa de advogadas, Yewon. - Yerin nem encarou a garota porque seus olhos estavam focados em Mi-Ran. - Você descumpriu uma regra muito grave, Mi-Ran. Não apenas uma, mas duas...Sabe o que eu faço com traidoras, não sabe?

Mi-Ran foi arregalando os olhos sem entender.

- Minha vontade era enfiar sua cara na mesa e quebrar seu nariz, mas estou dosando minha violência para outra pessoa. O que é seu está guardado, muito bem guardado, se quer saber. E, no momento, eu quero que sua presença parasita suma da minha frente.

- Yerin, eu…

- Sábado. - Piscou lentamente, vendo a ficha da garota cair. - Onde você esteve sábado à noite, Mi-Ran?

- Eu...Ye…

- Saia daqui.- Yerin umedeceu os lábios e ajeitou o um mecha de cabelo atrás da orelha. - SAI.

Não foi um grito, mas um modo enfático de falar. As três meninas quicaram no mesmo lugar, mas Mi-Ran levantou-se. Os olhos dela estavam cheio de vergonha porque tinha muita gente vendo aquela cena. O refeitório já estava cheio! E Won, Jae-Ki, Dong, MiSoo e seus respectivos grupos, fora os outros soltos, veriam a menina ser expuls daquele jeito.

Yerin não controlou a mão e bateu na latinha do chá gelado dela, fazendo uma parte do conteúdo cair nas meias e nos sapatos dela - Mi-Ran teve reflexo para jogar o corpo para trás antes de sujar o uniforme. Yerin continuou olhando para a frente enquanto Mi-Ran ficava vermelha e com os olhos marejados.

Os passos dela seguiram rapidamente para fora do lugar porque procuraria por Ji-Ran. Taemin e ele não tinham entrado. Enquanto ela saía, quase esbarrou na figura de Jung-Mi que também parecia bastante alterado. O sempre tão comportado e polido garoto estava com o uniforme um pouco fora de ordem - amassado onde o irmão o tinha segurado - e os olhos um pouco perturbados.

Ainda que os olhares não fossem para ele, Jung-Mi sentiu um incômodo ao entrar num lugar com tanta gente. Umedeceu os lábios e seguiu até as máquinas procurando por algo para beber e se acalmar.

Já Yerin parecia nem ter feito nada, sentava-se como uma majestade e olhava aquela plebe que não a compreendia. E ela pouco se importava com os julgamentos.

O sinal finalmente bateu.

[HYUN-HEE]

Aquela conversa não tinha feito bem para nenhum dos dois. Como Jung-Mi tinha imaginado, os efeitos dela seriam sentidos com mais intensidade com o passar do tempo. Era devastador e o consumia mais e mais. Conseguiu se controlar até descontar toda sua raiva no armário e nas costelas.

Finalmente sentia alguma coisa: dor. E não apenas na costela, visto que ele meteu o punho fechado num metal.

O armário de Hyun ficava próximo às escadas - era o da ponta e tinha toda a visão da escada. Os armários ficavam distribuídos em grupos ao longo do primeiro andar - e também tinham alguns no segundo, mas lá era mais para o segundo e o terceiro ano. Talvez ele não percebesse a presença de Hyemin e Yerin que o encararam por meio segundo antes de seguirem até os próprios armários também. Assim como não perceberia Sunny e Stella subindo as escadas - elas subiram logo depois que Yerin e Hyemin seguiram para o refeitório, por muito pouco não se cruzaram.

Tampouco veria o irmão seguindo o mesmo caminho do refeitório. Nada disso importava, todos os ruídos eram desnecessários. A cabeça dele continuava meio apoiada no armário. Até que ele ouviria…

“Qual é o seu problema?!”
*

Por onde começar? Ele poderia se perguntar ao ouvir a voz de Chaeyoung, mas assim que olhasse ao redor, veria que estava reproduzindo uma lembrança.

Tinha sido naquele mesmo lugar que ela o puxou antes que ele fizesse uma cena ridículo no refeitório. A garota atrevida ainda falava com ele e, bom, ele tinha algo para ela. Foi ali que ele entregou o presente que a emocionara e, dias depois, ela jogou na cabeça dele.

O sinal tocou, mas ele continuaria com aquela lembrança e não veria o primeiro grupo de pessoas que estavam descendo - todos do 2º ano e resmungando sobre uma pessoa que, por incrível que pudesse parecer, não era Hyun! Não dessa vez. Jong-In, Ro Young, Da Won, Taehyung, Jimin, Hyejeong, Yu-ha de mãos dadas com seu oppa do terceiro ano, Eun-Joo e os primos Han desciam em grupo conversando. Logo atrás vinha So-Na e Ha-Neul buzinando na orelha dela.

Foi mais ou menos nessa ordem que eles também entraram no refeitório. Apenas quando Ha-Neul e So-Na tinham passado, Mia também descia mexendo no celular, confirmando onde as amigas estavam.

“Você é sempre assim tão barulhenta?”

- Aiigooo - A voz dela ecoou pelas escadas enquanto implicava com Lee-Hi e Hye-Won - eu só perguntei se ele queria ajuda!

- Aham…Só porque ele tem cabelo tingido.

- Talvez, eu simpatizo!

- Uhuuum…Agora entendo porque você falava com o ruivo. - Lee-Hi soltou sem imaginar que o ruivo em questão podia ouvir.

Hye-Won arregalou os olhos e fez sinal para as duas.

“Prometa. Não vai se arrepender.”


As três pararam sua descida fazendo uma escadinha -Hye-Won mais abaixo, Lee-Hi no meio e Chae ainda em cima.

“Eu prometo que te darei algo em troca, mas...Se eu me arrepender, eu prometo que vou tacar essa caixa na sua cabeça. Que tal?”

Bom, ela meio que cumpriu a promessa na Ópera, porque quando se arrependeu tacou não a caixa, mas o broche nele - que bateu em Gyu-Sik, mas tudo bem. De todo modo, ela realmente tinha parado na escada, com a expressão um pouco desconsertada depois do comentário de Lee-Hi.

O cabelo estava preso num penteado meio infantil - prendendo duas mechas no topo da cabeça e deixando que caísse como uma maria chiquinha** diferente. Atrás dela, os alunos do 3º ano pediam licença para descer. Dentre eles, Sunyoung que fez questão de esbarrar em Hye-Won sem querer. Myung-Hee ainda não tinha dado as caras.

[BIBLIOTECA]
(Sunny)

Pouco a pouco, Sunny e Stella descobriam que tinham muito mais semelhanças do que diferenças. As duas meninas encontraram na biblioteca o refúgio ideal para recuperarem as energias depois do que tinha acontecido. Agora sentavam-se num dos puffs de uma das áreas de livro e deixavam os ombros caídos.

Sunny ainda tinha o evento do vestiário ainda muito vivo na mente - fora o cheiro que ainda não tinha saído. Muito embora fosse de um produto bom e bem cheiroso, ele remetia a uma humilhação muito amarga. Pelo menos, tinha servido para mostrar que Sun-Hee não precisava ser sempre a defensora e que Stella ficaria ao lado dela.

A canadense foi atrás da bolsa de Sunny e aproveitou para fazer as trocas de bolsa. Depois que tinham se arrumado, as duas ainda ficaram um tempo sentadas, pensando.

- Como não vou me preocupar com você? - Stella perguntou com uma das sobrancelhas arqueadas. - É claro que vou me preocupar e ficarei ao seu lado, Sunny-yah.

Aproximou-se um pouco mais, segurando as mãos dela.

- Você é minha amiga. - A voz da menina embargou. - E eu entendo que você queira mentir para o Kim, porque...bom, eu também omito muitas coisas dos meus amigos. - Não contava tudo para Dong, por exemplo. - Porque acho que é um peso e uma preocupação que eles não precisam carregar.

Quase que o mesmo sentimento que Sunny tinha agora.

- Eu que tenho que agradecer por ter te conhecido, Sunny. E não vou te deixar justo agora que você precisa tanto de mim. Passei os últimos anos sozinha nesse colégio, ele pode ser...assustador. E eu não quero que você tenha o mesmo medo que eu. Você é corajosa e não pode deixar que elas roubem sua coragem. Por isso ficarei ao seu lado, porque...você me faz querer ser forte também e quero poder retribuir sua proteção.

Forçou um sorriso e logo as duas se abraçaram de modo protetor, como tinham dito. Uma vez que estivessem retornando para o prédio central, elas decidiram por subir direto para a biblioteca - Stella já tinha trocado as bolsas depois que Sunny deu sua combinação de chaves.

Elas veriam Hyun-Hee meio perdido no corredor, mas não pararam para falar com ele.

A mensagem de Kim também tinha chegado

"Ah tá...Que bom, né? Tudo bem, boa sorte na biblioteca u.u
E eu também sobrevivi! Ganhei! Twisted Evil mas não tô feliz -_-' depois te conto melhor...
ps: Pensarei no seu caso =x"


Agora, dentro da biblioteca, elas podiam ouvir o sinal anunciando o intervalo, mas não tinham o que temer porque estavam seguras. Stella ficou observando a amiga em silêncio, até que levantou-se e a puxou pelo braço também.

- Gaja! Gaja! (Vamos! Vamo!). Não quer conhecer a biblioteca? - Perguntou de modo animado enquanto buscava pelos corredores para ver os títulos que tinham ali. Não sentiram problema em deixar as bolsas ali.




*Diálogo do Capítulo 1, Paginas 9 e 10 > link

** Cabelo If it's your last

*** Lista dos alunos do 1º ano. A Ordem de chegada no refeitório foi a ordem que apareceram, ok? Estão todos às 10h!!
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Seo Hyemin em Qua Fev 14, 2018 8:00 am

Hyemin deu um sorrisinho orgulhoso e satisfeito. Será que Yerin realmente colocaria a cabeça da passarinha na privada? Uh, parecia pesaaaado, mas era por isso mesmo que a determinação da amiga de ir tão longe por ela a deixava feliz. Só uma pessoa que a amava muito faria tudo isso por ela. Essa constatação lhe dava confiança para continuar agindo daquela maneira e acalmava o medo que tinha sentido no vestiário, pois sua escudeira principal a protegeria não importando o que acontecesse.

- Sério? O que será... - os olhos brilharam de curiosidade. O que seria pior do que a flor? Um “feriado” para jogar coisas na menina? De qualquer forma sabia que ela já tinha problemas maiores e assentiu, ficando com a própria cabeça trabalhando.

Sem perceber, Hyemin via suas ações impulsivas fugindo do controle mais uma vez. Ela só precisava ligar um botão ou abrir a boca para que as pessoas em volta dela continuassem aquela história da maneira mais conveniente. Uma vez que certas palavras escapavam para a pessoa certa, o mundo começava a girar. A garota até poderia se aproveitar disso se tivesse uma mente mais esperta, mas por enquanto não tinha perfeita consciência do alcance e poder de um jeitinho fofo. Claro, pedia ativamente coisas para a melhor amiga, como expulsar os bolsistas, sabendo muito bem o que aconteceria, mas não sabia medir metade das consequências de um “Jung Mi está namorando”, ou de um momentinho de descontrole quando tinha, na verdade, dito que deixaria a bolsista em paz. A capacidade de traçar planos não acompanhava a das amigas, então... O que de tão ruim podia acontecer? Uma intuiçãozinha ligava um leve mal estar sobre isso, assim como quando tinha a sensação de que tinha dito algo que não deveria, mas nesse caso a sensação não era maior do que o orgulho ferido, que desejava que a garota se arrependesse.

Como estava tudo bem, podia esquecer esse assunto e partir para o próximo. Parou alarmada e espiou Hyun Hee de canto, mas ele parecia muito assustador. A menina abaixou a cabeça, escondendo-se atrás da amiga e abriu o armário de forma comedida. Recuperou suas coisas e riu toda bobona por ser chamada de Pandorinha, fazendo um aegyo de gato, antes de voltar a tentar respeitar o momento. Yerin disse que “não se importava” com as meninas. Hyemin mordeu de leve o lábio. Era melhor tomar cuidado com o que falava hoje (não que ela fosse conseguir).

Espiou o ex-amigo uma última vez. Era muito triste que o oppa tivesse virado aquela pessoa estranha, mas os motivos ela compreendia e sabia que não podia fazer nada sobre isso, apenas lamentava. Tentou não olhar muito e escapar da cena, agarrando o braço da amiga novamente e ouvindo sobre seu presente.

- Não se preocupa, Rin. - balançou a cabeça negativamente. - Eu entendo… - comentou um pouco triste. Pensar em Nana a deixava desanimada. A garota usava de escapismo para evitar assuntos difíceis, mas não tinha como ignorar isso por muito tempo.

Ao chegarem no refeitório, seus olhos procuraram Joo Hyuk, por segurança, no meio do grupinho dos nerds, mas ela virou a cabeça para a cena mais interessante que acontecia no próprio grupo de amigas.

Levou um susto ao ouvir a palavra “traidora”. Seus olhos alarmados passaram por Hayoung, procuraram alguma resposta em Yewon, depois ficaram por segundos em Mi-Ran, em quem interrompeu o olhar porque sentiu constrangimento pela forma como ela estava sendo tratada. Não queria estar em seu lugar. Quando ouviu a menção à festa, já sabia que a menina provavelmente não merecia perdão mesmo e como o assunto era mais do que proibido, esticou a mão para pegar um leite de banana da frente de Hayoung para tapar a boca enquanto as duas brigavam.




Ao ouvir o “sai” mais enfático do que a líder costumava falar, Hyemin baixou a cabeça, segurando a bebida na frente do corpo com as duas mãos, esforçando-se para fingir que nada tinha acontecido. Só ergueu o olhar para ver a bebida respingando na menina. Olhou para os lados, envergonhada e bebeu mais leite.  Não conseguia olhar MiRan, pois sentia pena dela, apesar de que em nenhum momento achava que Yerin estava errada sobre aquilo. Como sempre que aquelas medidas drásticas eram tomadas, achava que talvez fosse um pouquinho exagerado, mas tinha perfeita ciência de que não havia outra forma e que a amiga sabia muito bem o que estava fazendo. Se fazia o que fazia, tinha um excelente motivo.

Quando MiRan se afastou, Hyemin finalmente sentou-se, ajeitando o lacinho que prendia mechas do cabelo atrás da cabeça, agindo como se nada tivesse acontecido e continuou com sua postura de Princesa Gatinha Negra, deixando o leite na mesa e pegando o celular. Soltou um suspiro curto, fazendo um beicinho, chamando a atenção de sua seguidora, para amenizar o clima e agir como se nada tivesse acontecido.

- Ah.. Ottoke… o lencinho que você me deu manchou… - choramingou para Hayoung em referência à bolsinha encharcada no vestiário, rolando a tela do celular de forma distraída. -  Pensei em ir a Sinsa fazer umas compras...

Estava se esforçando para tornar o clima da mesa menos tenso, embora estivesse tentando ignorar Yewon, com os olhos pregados no celular, porque tinha a certeza de que ela estaria bem brava agora e tinha medo dela.

Aproveitou para espiar a janelinha de Eun Na, será que ela tinha dito algo? Mandou uma mensagem simples com um emoji bobinho, para animá-la caso estivesse se sentindo sozinha.

”Oi



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Re: Capítulo 3

Mensagem por Jae-ki em Qua Fev 14, 2018 9:44 am

Jae-ki aceitou a decisão de Eun-bi, parecia ser o melhor de qualquer forma. Apesar de se sentir estranho, acreditava que tinha feito o certo. Não podia aceitar presentes dela quando sabia que não poderia dar também.

- É melhor assim...
- Disse por fim.

Ele a esperou guardar as coisas e pegar a mochila para acompanhá-la até o refeitório. Jae-ki nesse momento se lembrava das palavras de Jong-Suk. Aquelas sobre a garota enjoar dele quando viessem as dificuldades. Por isso queria deixar claro que tipo de pessoa era, Eun-bi teria que saber que ele não era do tipo que poderia comprar presentes. Mas ainda assim sentia um medo de perdê-la. "Eun-bi... Não me deixe por causa disso... Aish... O que tá acontecendo comigo..." Jae-ki podia notar o quanto estava apegado também, não deveria exigir tantas coisas dela assim, porque na verdade não se conheciam nem a muito tempo.

Ele mudou o assunto para o que mais lembrava, queria tirar essa distância que tinha se formado entre os dois de repente, e a primeira coisa que se lembrou foi falar de comida. Quando ouviu qual era a comida favorita dela, ficou surpreso, imaginava que seria algo mais refinado.

- Uwa!
- Exclamou - Que louco...Eu trabalho entregando sua comida favorita. Eu gosto mais de Hweori Gamja...

Porém antes que ele pudesse responder direito, os dois acabaram cruzando com Bo-Mi e Misoo. Talvez elas duas até ouvissem sua resposta. Logo a bailarina cumprimentava as amigas. Jae-ki a observou, tinha curiosidade para saber como ela agiria perto dele e das amigas dela. Dois garotos que Jae não conhecia passou perto deles de um jeito estranho, tanto que Eun-bi até lançou uma pergunta as amigas. Jae-ki acenou com a cabeça para Bo-mi e Misoo e as cumprimentou do seu jeito:

- E aí?... Conheciam esses caras?

Também agia com naturalidade, ou ao menos tentava. Depois que entrou no refeitório, lançou um olhar ao redor procurando rosto de Won e de Kang. Nisso notou que algo estranho acontecia entre as patricinhas, tinha haver com aquela garota de olhar estranho que tropeçou na escada. Mas Jae não se interessou muito e logo que achou os dois amigos, deu um aceno para eles:


Por sorte Taemin ainda não tinha chegado e esperava que ele continuasse bem longe. Eun-bi estava do seu lado, não sabia muito bem se iria até os amigos ou se esperava mais um pouco do lado da Eun-bi. Na verdade queria muito continuar com ela, mas acreditava que as amigas dela não queriam isso. E será que a bailarina também não queria ficar a sós com as amigas? " Otoke... Eu deveria ficar aqui para ver o que acontece, se me expulsam ou fazem outra coisa?" Jae pegou o celular e mandou uma mensagem para os três dragões:

" Caras, venham aqui, me ajudem com essas garotas antes que me arremessem mochilas. E tragam algo para comer!" - Brincou na mensagem.

Em seguida ficou olhando para Eun-bi e trocando o olhar entre ela e as amigas dela.

- Que dia louco né... - Comentou isso, porque não sabia o que dizer - Tô atrapalhando?

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Re: Capítulo 3

Mensagem por Park Hyun Hee em Qua Fev 14, 2018 10:00 am

O olhar de Hyun Hee não captou as pessoas que transitavam naquele local, pois ele estava muito longe, diante de uma árvore coberta de neve, mas então sentia aquele tecido fino de cor neutra e o frio do ar condicionado do hospital.

As costelas e o punho latejavam, como a cabeça. Era natural que ninguém que o visse depositaria mais do que alguns segundos de atenção, porque estava realmente assustador. A respiração forte e torta regulavam o ritmo que o maxilar tremia, embora o olhar continuasse fixo em lugar nenhum.

“Respire.”
“É uma técnica universal para se acalmar.”
“É só contar”

Um…

Imaginava Jung Mi sentado na poltrona com uma expressão infeliz.

Dois….

Eunjoo chorava depois que ele jogou a garrafa nela

Três…

Hyun Hee revia o quadro da mãe na casa do avô ao chegar em casa.

Quatro….

Os funcionários o agarravam antes que ele estrangulasse o avô.

Cinco…

Chaeyoung o xingava na Ópera e ele a imaginava na festa

Seis…

Jung Mi não calava a boca em sua cabeça.

“Eu me arrependo”
“Vai embora”
“Faça um favor a si mesmo e a todos”
“Por que ainda tá aqui?”

Hyun Hee soltou um grunhido, batendo a porta do armário e levando as mãos à cabeça, bagunçando-a. Queria parar de pensar. Queria calar a droga da cabeça. Queria que as pessoas parassem de olhar e julgar...

Encostou as costas com força no armário, soltando outro gemido. Não estava se ajudando muito na recuperação. Uma gota de suor escorreu em seu pescoço e ele ofegou olhando para o lado, bem naquela direção que o fez ter lembranças sobre Chaeyoung.

Chaeyoung…

Pensar naquele momento que parecia ter sido há tanto tempo lhe acendeu algo interno. A primeira coisa “normal” que tinha conseguido pensar…

Então ele virou para observar a menina descendo as escadas. Tão alheia a tudo, tão boboca com aquele cabelo infantil…

Tomou ar e desencostou-se, olhando-a diretamente.

- Ya. Chaeyoun-Ah. - chamou firme, com a voz arrastada e um olhar doloroso, o pior que ela já tinha visto.

Queria muito que ela fosse até ele e depositava esperanças de que ela viria. Toda sua concentração era dedicada à reação dela agora. Tornou a virar o rosto, naquela pose misteriosa e, mesmo triste, ainda intimidadora. Não queria que ela viesse com as amigas, mas sozinha.

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Re: Capítulo 3

Mensagem por The Crown RPG em Qua Fev 14, 2018 11:50 am

[HYUN-HEE]

Chaeyoung dava algumas risadinhas enquanto ouvia as provocações de sua amiga acerca da situação que vivenciaram naquela manhã. As bochechas coravam vez ou outra, mas tão logo o menino de cabelo vermelho - que elas sabiam que agora tinha cabelo escuro - foi citado, ela parou no mesmo lugar e o sorriso foi sumindo.

Sentiu um aperto no peito e, involuntariamente, levou a mão até a região. Tinha a sensação de que sempre que ele fosse citado, acabaria surgindo de algum lugar.

E, bom, naquela vez não foi diferente. Lee-Hi e Hye-Won desceram mais degraus do que ela, pois ela tinha hesitado. E foi a filha do diretor que cutucou a amiga ingênua, apontando para o corredor. Chae nem precisou olhar para o lado no início, para ter certeza de quem estava ali. As duas amigas arregalaram os olhos e esconderam os lábios.

Acabou sendo vencida pela curiosidade e virou a cabeça na direção do corredor. Seu uniforme estava arrumado, apesar da gravata um pouco frouxa. Mesmo que o rosto fosse gracioso e infantil, por conta do penteado, ela usava coturnos e meia ⅞ preta. Os braços tinham muitas pulseiras, escondidas pela manga do blazer, mas os aneis - as vezes botava mais de um, por usar anel de falange também - estavam bem visíveis.

Soltou o ar e franziu as sobrancelhas assim que viu a expressão dele. Virou-se um pouco mais, apoiando uma das mãos no corrimão da escada enquanto a outra meio que segurava a gravata, mas se mantinha na altura do peito.

Lee-Hi e Hye-Won pareceram um pouco ansiosas e curiosas. Nem mesmo o empurrão de Sunyoung pareceu fazer grande efeito agora. Chaeyoung, por outro lado, estava com uma expressão mais aflita e preocupada. Sentiu como se seu corpo levasse um choque ao ouvir o chamado dele e, sem pensar muito, aceitou. Naquele momento, nem se lembrava da discussão que tiveram no sábado ou a ligação afrontosa de domingo.

Algo não estava certo e ela foi inundada por aquele impulso de precisar atender ao chamado dele.

- Meninas, eu… - Disse um pouco atordoada.


- Tudo bem... - Hye-Won entendeu e ela nem precisou completar.

- Você vai sozinha mesmo? - Lee-Hi perguntou meio preocupada.

- Por que não iria? - Perguntou com confiança, mas uma expressão tristinha. - Não tem porque ter medo dele.

“Não?!” foi a cara das duas, mas Chaeyoung não ficou mais tempo para ver ou debater. Desceu os degraus e ajeitou o blazer aberto enquanto caminhava com passos determinados até ele. Diminuiu um pouco o ritmo ao se aproximar e manteve a cabeça erguida, buscando pelos olhos dele.

Parou, de costas para o corredor e mantinha os braços paralelos ao corpo, sem cruzar nem nada do tipo.


- O que houve…? - Perguntou baixinho, como se estivessem prestes a compartilhar um segredo importante.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Park Hyun Hee em Qua Fev 14, 2018 12:37 pm

Apesar de sua pose de superior e assustadora para outras pessoas, Hyun esperava a aproximação da menina bem tenso. O polegar esfregava o punho cerrado ao lado do corpo. Por mais que tentasse, não existia um plano B caso ela dissesse não ou ignorasse. Ele apenas não suportaria uma rejeição dessas naquele momento. Então uma pontinha nele, a única que saberia responder às perguntas de Jung Mi, tinha a certeza de que ela viria e pedia calma, calma que não teve ao virar para encará-la.


Seus olhos vasculharam os dela, com um brilho diferente, além da expressão de ódio comum. Havia algo como gratidão, enquanto ele tentava entender por que ela veio e por que o olhava normalmente, até com certo carinho. Engoliu em seco. Naquele lugar em que todos tinham restrições quanto a sua presença, ela vinha, como um filhote, despreocupada, alegre e tão estupidamente tranquila.

Engoliu mais uma vez aquela emoção que dava o brilho ao olhar. Esticou a mão e segurou seu pulso.

- Quero cobrar o seu primeiro favor. - a voz petulante era mais densa do que o normal e não havia nenhum vestígio daquele jeito de brincadeira. Também falava baixo, compartilhando aquele segredo.

Ele queria levá-la daquele lugar, mas estava muito difícil olhar para aquele rostinho confidente e conseguir se controlar. Era como se ela estivesse absorvendo suas tristezas e oferecendo conforto só com sua presença. Era um efeito impressionante.

Não planejou aquele momento. Inicialmente queria levá-la pelo pulso, matar aula (que aula?), ir para bem longe dali. Mas ela entenderia? Tinha receio que ela recusasse e fosse embora. Era ousado demais para uma pessoa que conhecia há tão pouco tempo. No entanto, ele era egoísta e queria a presença dela. Sabia que era a única coisa boa que tinha naquele instante e não pensou. Sabia que a garota era temperamental, que provavelmente o que faria a deixaria furiosa, mas não pensou em nada disso. De repente, ele a puxou forte pelo pulso e quando o corpo dela pendeu para frente, deu dois passos para recebê-la, trazendo-a perto com um abraço.


Sentiu o corpo formigar. Tinha feito algo insano e fora dos padrões, sabia, mas ele não era todo assim? Estava morrendo por dentro e de repente seu corpo apenas agiu pedindo pela única coisa que o impediria de parar de causar dor em si mesmo: o calor humano de um abraço que não sentia há tanto tempo.

- Mianhae… - murmurou próximo a seu ouvido, mas não a soltou.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Kim Sun-Hee em Qua Fev 14, 2018 1:18 pm

A reação de Stella a comoveu ainda mais, embora não se mostrasse exatamente uma surpresa. Se fosse ao contrário, Sunny jamais a deixaria sozinha num momento tão delicado. A maneira afetuosa com que a amiga segurou suas mãos, lhe passando companheirismo pelo toque gentil aumentou a umidade na região das pálpebras, mas Sun-Hee disfarçou o choro em meio ao pequeno e sincero sorriso de gratidão. Por tudo. Desde o começo, as duas se identificaram, mesmo que não soubessem a fundo o tamanho das semelhanças que compartilhavam. Stella expunha situações que aconteciam diariamente com Sunny e ela só tinha força, de início, para balançar a cabeça, concordando com cada palavrinha – Ah, Stella... – a frase soou como um lamento enquanto a bolsista aproveitava as mãos entrelaçadas para apoiar a testa nas mesmas, escondendo-se – ou buscando mais acalento.

- Eu não gosto... não gosto mesmo de mentir... Mas... É necessário porque...

Não precisava completar.

Eun sabia.

Sabia que a ideia de ver pessoas que amam se machucando era pior do que suportar o peso inteiro do mundo.

Apertou a mão dela antes de voltar a encará-la.

Em outro momento, teria dito que não precisava, que não era certo Stella se envolver tanto assim quando ela já possuía um nível absurdo de visibilidade nas próprias costas... Queria dizer muitas coisas para Eun.

Começando pela verdade.

Dizer que... não era corajosa. Ou forte. Queria dizer que não havia um único instante do seu dia que ela não sentisse medo de desmoronar na frente de todos. Porém, de fato, protegia seus amigos e familiares de algo que só ela tinha o conhecimento... E Eun não seria uma exceção. Stella era frágil e machucada, e claro que o que ela falou deixou Sunny feliz, mas como os outros, também estaria no mais alto nível de proteção. Entretanto, diferente do que acontecia com os demais amigos, à Stella, Sun-Hee podia segredar uma coisa... No caso, “oferecer”Então, passaremos por isso juntas... – sussurrou. Não parecia, mas era muito difícil para Sunny sequer cogitar a divisão de responsabilidades. Stella conseguiu um grão de areia na praia solitária que a bolsista criou para si – Você não está mais sozinha... Juro que não... – fungou baixinho.  As duas se abraçaram e dentro do gesto, couberam as promessas que elas desejavam cumprir. Enxugando o canto dos olhos, Sunny riu para Eun e já prontas, seguiram em direção à biblioteca. No meio do trajeto, avistaram o irmão de Jung-Mi... e ele estava... estranho, apesar de não conhecê-lo para fazer esse tipo de observação.

Apenas encarou disfarçadamente até que o celular vibrando no bolso da mochila chamou sua atenção.

Era Kim e Sunny revirou os olhos para a mensagem. Porém, tinha certeza que ele levaria o bolinho...

Dessa vez, não o respondeu.

As meninas sentaram nos puffs no exato minuto que o sinal tocou, anunciando o intervalo. Sunny ficou olhando para os joelhos unidos, mas a mente estava longe... até que de supetão, Stella se levantou e a puxava também – S-Stella? O que... Er...

A animação era apenas para motivá-la, Sunny logo entendeu. E aceitou.

- Eu queeeero! Esse deveria ser o meu lugar favorito do colégio, não é? Incrível como é a primeira vez que coloco os pés aqui!

Sunny sorriu enquanto se deixava levar.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Convidado em Qua Fev 14, 2018 2:19 pm

A tenista andava apressada pelo corredor, segurando a amiga pelo braço. Não tentou causar o problema ou correr dele. Sua “fuga” era na verdade sua tentativa - e única que conseguiu ter - de desfazer o grupo que se formou. Só que, pelo jeito, os garotos eram uns teimosos e ficaram para trás. Iam discutir? Brigar? E era tudo culpa dela. Outra vez atrapalhando a vida de Jung Mi. Já voltava a pensar que deveria mesmo ter se afastado dele depois do bullying. Não desejava que suas atitudes atrapalhasse a vida de seus amigos.

MiSoo já tinha notado que Hyun Hee era meio esquisito, um tanto assustador, mas sua impressão melhorou bastante depois da ópera, portanto não saberia que apenas a presença dele - que não tinha sido nada além de gentil com a garota - poderia gerar tanta tensão. Ele definitivamente não era como MinJi, mas… Como poderia ter certeza? Mal o conhecia. MinJi também sabia ser educada com as pessoas quando queria.

BoMi lhe questionou sobre o que tinha feito, mas MiSoo não lhe respondeu, em um primeiro momento. Baixou a cabeça e acelerou o passo com ela. Isso até parar de repente e soltar o braço da garota. A tenista deixou a bolsa esportiva azul e branco cair no chão e sentou-se sobre ela em seguida, curvando o corpo, com a cabeça apoiada nas mãos.

MiSoo ouviu de novo o que a amiga tinha a dizer e resmungou em resposta, fazendo um biquínho triste e arrependido.

- Já fiz besteira de novo… Sempre faço, não é? Complico todo mundo… Aishhh! Je jang! - se curvou ainda mais até encostar a cabeça sobre os joelhos e começou a resmungar de modo incompreensível e irritado.

Ficou poucos minutos daquele jeito, até que BoMi lhe convenceu a ir atrás de EunBi. Ela levantou-se completamente desanimada e teve que ser praticamente arrastada pela amiga. Tinha perdido a vontade de caçar EunBi. Sentia mais vontade de ir para casa para evitar maiores problemas. Ou quem sabe ao banheiro. Talvez resolvesse a sensação de pressão no estômago. Ou comer? Não… Depois do último sermão  da mãe estava meio receosa sobre comer demais na frente dos amigos.

A garota estava perdida em pensamentos meio negativos sobre as próprias atitudes, enquanto era rebocada por BoMi, que só notou onde estava quando viu EunBi e o delinquente logo a frente. Só tinha notado quando já estavam meio próximos. Sua amiga conversado com o delinquente outra vez…



MiSoo já trazia uma carinha abatida, mas quando viu o delinquente ao lado de sua amiga, ela suspirou, deixou os ombros caírem mais ainda. Será que não podiam lhe dar tempo para se recuperar um pouco do que tinha causado? Já se preparava para o pior quando ele estava por perto, depois dos episódios com a mochila e depois com as muletas de EunBi. Sem falar que as amigas tinham dito que ele e EunBi tinham discutido um dia no corredor da escola. O que esse daí queria agora? MiSoo sinceramente não estava com vontade de saber. Bem que a existência dele poderia sumir um pouquinho. Queria só suas amigas. Não ele.

MiSoo respondeu EunBi apenas com um aceno tímido.

- É… Não sei. - respondeu meio baixinho ao questionamento da amiga sobre estar tudo bem, baixando os olhos pro chão e agarrando com um pouco mais de força o braço de BoMi.



Não teve tempo de respirar fundo para dizer algo mais compreensível, a dupla de garotos passavam por eles com expressões nada boas. MiSoo percebeu as expressões do grupo em que estava e então virou-se na direção dos garotos. As expressões deles era mais uma pequena facada no âmago da garota. Tinha incomodado eles também? Será que Gyu Sik estava decepcionado com ela agora? A pergunta se fez presente na mente de MiSoo ao observá-los se afastarem sem dizer nada. Esquecendo-se que ainda estava em meio à outra situação ali.

Voltou o olhar meio perdido quando EunBi questionou o que tinha acontecido. E JaeKi emendou outra pergunta. Não queria explicar nada na frente dele. Muito menos nesse momento. Não sabia como dizer isso. Como mandar ele embora sem discutir - já que não tinha ânimo nenhum para isso? Não dava, tinha ela que se afastar, por hora e respirar um pouco, por a cabeça no lugar. Respirou fundo antes de começar.

- Falamos disso depois. - deu um sorriso bem forçado - Preciso agora ir… Ahm… Ali. - apontou, meio hesitante, na direção do outro lado do refeitório, a saída para o exterior do prédio - É importante. Eu… Volto logo. - já se afastou do grupo na direção da saída, com passos meio arrastados.

No caminho acontecia a revolta de Yerin. MiSoo pôde ver, apesar de não ouvir direito o que se passava. Mas… as coisas só pioravam. Tinha brigas, discussões e situações ruins para todos os lados!!

Bastava!

MiSoo não ia ficar pra ver mais confusões. Ela deu as costas antes de Yerin bater na latinha e apertou o passo até a saída. Não ia fica mais para ver amigas brigarem - ou pelo menos achava que eram amigas - logo depois de ter possivelmente causado uma briga entre irmãos. Provavelmente tinha causado mesmo, visto as expressões dos outros dois garotos quando passaram por eles.

Quando a garota atravessou a saída, ela parou de repente e se encostou na parede logo ao lado da porta, respirando fundo para encher o pulmão daquele ar do exterior, as lhe parecia bem menos denso e desagradável que o que sentia do lado de dentro do refeitório. Ia só se recuperar um pouquinho ali, escorada na parede, antes de adentrar ainda mais o pátio da escola. Poderia, quem sabe, fazer para a direção do bosque, quando se sentisse um pouco melhor.

Cobriu o rosto com as mãos e começou a resmungar de novo. Talvez devesse ter ido ao banheiro mesmo em vez de ir para a rua. Aquela sensação de que precisava logo vomitar e a qual tinha conseguido evitar bem nos dias anteriores estava de volta. E os problemas novamente eram causados por MiSoo. Não conseguia ser normal e decente como as amigas. Mesmo EunBi sendo mais irritável, não conseguia causar tantos transtornos quanto a tenista.

Por que tinha que complicar tudo sempre?
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Re: Capítulo 3

Mensagem por Won-Bin em Qua Fev 14, 2018 2:27 pm

A mudança na postura de Kang era notável. Won até engoliu em seco percebendo a seriedade de sua própria situação.
Agradeceria depois por isso, Kang era um amigo de verdade.

Kang escreveu:- Araso… - Mordeu o lábio internamente e suspirou. - Antes eu achava que você estava só encantado, pelas paradas que tinha me contado, daí vocês pareceram distantes nos últimos dias de aula e agora isso. Deve ser forte, né?

Won assentiu com a cabeça, afinal o que pensava e sentia dificilmente conseguia ser traduzido em palavras em sua boca.

Kang escreveu:- Eu entendo que é bem importante. - E encarou de novo ao ouvir sobre o tipo de pesquisa que faria. - Hm. Você acha que seu pai deixaria as coisas em casa assim? Bom, considerando que ele confiava muito em você, talvez não achasse que você tivesse a ousadia de mexer nas coisas dele, faz sentido. - Cruzou os braços. - Mas ainda acho a internet mais fácil.

-Ele pode até não deixar tudo dando sopa, mas acho que às vezes ele esquece que eu conheço bem ele e a casa não é muito grande

"Além de que ele deve usar a mesma senha desde sempre"

Kang dava lugar ao grande K-Dragon. Um verdadeiro detetive...talvez.

Kang escreveu:- Incêndio...Hm...Foi algo que rolou bastante, ainda lembro da fofoca. Não será difícil encontrar não. Posso fazer isso por você.

-Valeu cara. Me sinto melhor só de ter conseguido compartilhar com você, sei que há uma solução pra isso tudo...

Riu junto quando comentou sobre o Jae-ki enquanto as pessoas chegavam no refeitório. O ambiente seguro sem pessoas agora ganhava ouvidos então tinham de parar de falar dos outros e seus planos. Aproveitou para pegar um suco e alguma fruta.

"Hmmm, algo aconteceu? Louca? Coragem contra a Rainha de Gelo? Será um novo ataque aos bolsistas? Ou um contra-ataque?" pensou ponderando aqueles sussurros que ouvia. Sua expressão era um tanto séria enquanto fingia estar concentrado num suco da máquina que estava tomando.

Notou a Ye-Ji o encarando novamente mas desviava o olhar antes de qualquer reação de Won.
"Tsc, qual é a dessa garota?" Won nunca foi muito bom em sacar esses sinais. Não fazia ideia por que ela fazia aquilo.

Percebeu também que Dong e seus amigos chegavam no refeitório: reservados como sempre, mas Ui-Jin olhou em sua direção por um momento. Won assentiu com a cabeça para ele, como um aceno de olá e sorriu.

-Hmmm, eu to com um pressentimento de que algo vai rolar..." - disse só para Kang ouvir, mas dizia mais pra si mesmo.

Então chegaram mais pessoas no refeitório. Won bateu o olho e viu Jae-ki acompanhado de Eun-Bi, Misoo e Bo-Mi. E pareciam...tudo bem?

Impressionante, mas uma cena chamava mais a atenção: Yerin, a Rainha de Gelo, mostrava o motivo de sua fama.
A garota com quem ela falava saia bem abalada.

"E ela nem gritou"

Acenou de volta para Jae-ki e logo depois recebeu a mensagem.

-Vamos salvar nosso J-Dragon, Kang - respirou fundo e andou até ele e as meninas.

-Oi - disse para elas, mas se demorou um pouco mais olhando para Bo-Mi, mas disfarçou em seguida - Vai uma maçã, Jae?

"Assunto. Deem um assunto!" pensou um tanto desesperado logo antes do sinal bater.
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Re: Capítulo 3

Mensagem por The Crown RPG em Qua Fev 14, 2018 2:48 pm

[HYUN-HEE]



A inédita expressão que Chaeyoung encontrava no rosto de Hyun-Hee apenas confirmava o que ela já achava: havia algo de errado com ele. Não era como se gostasse de vê-lo sempre agressivo e irritado, mas aquele olhar a preocupava mais do que quando ele estava explodindo. Porque apesar de encontrar gratidão - e ela não sabia porque - também era carregado de tristeza. A mesma tristeza que ela identificou quando o viu perto do lago na semana passada.

Como tinha escutado histórias acerca daquele lago, ela tinha achado melhor perturbá-lo um pouco. Parecia muito triste naquele dia e, querendo ou não, ela tinha lido parte do diário dele. Sabia que ele carregava muita coisa e desde a primeira implicância, ela sentiu aquele vínculo invisível sendo criado e achou que poderia ajuda-lo.

Óbvio que a teoria sempre era linda e a prática se mostrou impossível.

Achava que ele não fosse mais querer falar com ela depois de desligar o telefone na sua cara. Tinham brigado, sábado, domingo e dias atrás também. Brigavam sempre! Mas era a primeira vez que via que ele estava magoado, ao invés dela. As sobrancelhas dela continuavam franzidas, numa expressão de apreensão.

Os olhos castanhos médios dela também percorriam pelo dele, tentando ler antes da hora o que ele tinha a dizer.




Por estarem distraídos demais com a presença um do outro, eles não percebiam - ou se importavam - com a pequena plateia logo atrás. Os alunos do 2º anos estavam cochichando sobre uma nova presença, mas a voz de Hyun-Hee - do antigo líder deles - sempre atrairia a atenção. O primeiro grupo - composto por Jong-In, Eun-Joo e seus “seguidores”- tinha passado sem ouvir, mas ainda havia muita gente ali.

Hyun gritou por ela antes de Mia entrar no refeitório. E além de Hye-Won e Lee-Hi, também havia Mily, Min-Ah, Siyeon - capitãs de música, dança e botânica, respectivamente, meninas que ele conversou na presença de Jong-In na semana passada. Fora as novatas, as noonas do 3º ano - amigas de Sunyoung - e os hyungs também - Myung-Hee, entre eles. Para o 3º ano, Hyun-Hee chamava a atenção por conta do nome, da família e das histórias que o cercavam.

Já Chaeyoung, porque finalmente se davam conta quem ela era. E nem precisava falar que todos gostariam de ser amigos ou colegas da filha do maior banco da Coreia.

Os expectadores arquearam uma das sobrancelhas quando Hyun pegou o pulso de Chaeyoung. Mesmo que ela estivesse de costas, eles veriam que o garoto teve o impulso de segurá-la.

A garota desviou os olhos dos dele e abaixou o olhar, piscando lentamente ao ver o toque dele em seu pulso cheio de pulseiras. Mesmo com aquela quantidade de acessórios, ele alcançou o frágil e delicado braço dela.

- Favor…? - Murmurou, meio entorpecida pelo momento. Não estava entendendo mais nada, só sentindo aquela grande explosão dentro do peito.

Mal ela tinha completado a “pergunta” e voltado a encará-lo, sentiu o inesperado puxão. Arregalou os olhos e, apesar do movimento brusco, ela sentia que estava lento demais. Só soube que seu corpo bateu contra o de Hyun e as mãos, no instinto ficaram espalmadas e espremidas entre os dois. Olhava assustada como um filhote acuado, mas só porque não sabia como reagir aquilo!

Suas pernas ficaram mais dormentes depois do choque que percorreu por seu corpo e ela precisou de um segundo a mais até entender o que estava acontecendo. Piscou várias vezes até soltar um longo e baixo suspiro, lembrando-se, finalmente, que precisava respirar.

O pulso estava solto porque ele completava o abraço - e não a soltava - ela continuava meio encolhida. Parte dela não achava correto aquele contato físico, nunca tinha abraçado um menino fora da família! Já a outra parte - a maior porcentagem, apenas para constar - estava achando tão bom. Como é que tinha que fazer mesmo? Talvez começando por tirar os braços do meio deles.

Foi o que fez, começou a se remexer e ele podia achar que ela queria se soltar, mas não...Ela envolveu a cintura dele, de modo delicado, mesmo sem estar ciente da dor que ele tinha nas costelas.

- Ye… - Falou baixo em resposta. - Está tudo bem…- Deu um tapinha suave nas costas dele. - Eu te desculpo...Está tudo bem…

Celulares afoitos já funcionavam àquela altura - não dava nem para dizer quem começou. Fato era que havia uma nova fofoca na semana. E nem era segredo! Porque foi bem ali, na frente de um monte de pessoas!

Hyun estaria de frente e veria aquilo.

Talvez ele demorasse meio segundo até perceber que aquelas fotos, em poucos instantes, chegaria até as mãos da pessoa que ele mais temia que soubesse de sua amizade com Chaeyoung.

Porém, os curiosos logo voltaram a atenção para o topo da escada enquanto passos desanimados ecoavam pelos degraus. De onde estava, Hyun não veria a pessoa, mas foi aquilo que o salvou de maiores exposições.

Alguém...que conseguia despertar mais curiosidade do que ele.
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