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Capítulo 4

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Re: Capítulo 4

Mensagem por Convidado em Seg Abr 09, 2018 1:33 am


MiSoo agora estava muito feliz com os afagos da avó e sentia o peso nos ombros diminuírem consideravelmente. Às vezes era bom não fazer nada e ficar só ganhando os carinhos de uma pessoa querida.

- Aish. Verdade! Eu ia pedir para ligar, quase esqueci. - deu um sorrisinho meio sem jeito - Aigo! O papel! De!! - levantou-se rapidamente e foi até a mochila que tinha deixado ali perto, tirando uma pasta verde limão de dentro dela que estava coberta de adesivos de flores coloridas - Aqui está. - tirou o papel de dentro da pasta e entregou para a avó - Komawo, halmoni! - deu um grande sorriso enquanto sua avó assinava e, em seguida, guardou o papel de volta com todo o cuidado.

Enquanto colocava a mochila para levar ao quarto Yoo Ri fez o convite do passeio e tirou outro sorriso da neta.

- Ah! Eu ia sair antes com a EunBi, mas por causa da advertência e como não estava me sentindo bem preferi vir para cá, as agora já estou melhor, portanto aceito sim o convite! Mas você tem todo o direito de comprar o que quiser! E eu iria adorar lhe acompanhar. - deu um risinho com o comentário da avó - Aish! Se a maquiagem que é a responsável por isso então quero comprar também! - tinha juntado um pouco mais de ânimo agora e até conseguia brincar - Também quero ser assim quando for avó!


- Okay, okay! Vou me arrumar! Uwa! Halmoni vai dirigir! Daebak!

Se apressou para ir até o quarto trocar de roupa e se arrumar. Teria ido voando como um foguete que ainda não se sentisse um pouco cansada por todo o stress que passou.

Enquanto MiSoo se arrumava ela também aproveitava para pensar um pouquinho.

As palavras de Yoo Ri tinham sido muito importantes para MiSoo. Principalmente as que diziam respeito a escolhas e suas consequências. Se não houvessem conversado, talvez a tenista teria tomado uma decisão muito mais impulsiva do que iria agora e quem sabe se não se arrependeria? Gostava de ser impulsiva em alguns momentos, mas não quando precisava tomar decisões que, para ela, eram importantes, por isso ia prometer a si mesma pensar com muita calma quando o assunto geraria consequências importantes. Não queria se arrepender logo depois de tomá-las. Queria ser como halmoni. Queria ter orgulho do caminho que tomasse, mesmo que ele fosse tortuoso e se sua avó dizia que MiSoo precisava descobrir como se sentia quanto ao problema que lhe era dado, era isso que iria fazer. Ia tentar se basear no que sentia.

MiSoo podia ser meio teimosa, mas a halmoni era, sem dúvidas, a pessoa que ela mais ouvia.

Tinha começado por entender que absolutamente todo mundo esteve errado neste dia de aula fatídica, inclusive ela mesma por ter baixado tanto a guarda depois que o bullying diminuiu um pouco e por ter sido tão surpreendida com a reação negativa de BoMi. Há muito tempo tinha prometido a si mesma que não deixaria os problemas da escola - e na época se referia ao bullying - tirar o melhor dela, agora parecia que precisava estender isso até mesmo as pessoas em quem confiava. Mas MiSoo lembrou-se de uma frase muito importante que ouviu no passado. Se as pessoas realmente gostam de você um dia retornam, nem que leve dez anos. Era melhor se não levasse tanto tempo.

Isso não queria dizer que já estava de bem de novo com ninguém. Ainda tinha muitas farpas para remover, mas eram coisas a se pensar e resolver outra hora, MiSoo agora só iria se focar no passeio e nas compras que faria com sua querida halmoni.

Não queria perder tanto tempo escolhendo uma blusa legal para combinar com uma saia florida, então só colocou uma blusa branca com um vestido vermelho florido por cima. Usaria tênis mesmo, mas estava 100% para aguentar outro tipo de sapato.


Não estava nem se importando com deveres de casa agora, muito menos com os problemas que tinham lhe deixado tão mal tão pouco tempo atrás. Não mesmo. Prometeu mudar totalmente a atitude, senão nunca mais poderia ser a pessoa alegre e cheia de energia que sempre se esforçou para ser. Devia essa mudança de atitude a si mesma.

Fighting!

- Estou pronta, halmoni! - apareceu na sala com um sorriso mais radiante - Vamos fazer muuuuitas compras!! - não era das meninas mais consumistas da escola, mas até MiSoo não negava que as vezes comprar também poderiam fazer maravilhas com o humor de alguém.


— Ross
Convidado

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Re: Capítulo 4

Mensagem por Jae-ki em Seg Abr 09, 2018 11:10 am


Enquanto ouvia a resposta da professora, Jae-ki fazia um esforço para segurar sua expressão neutra, mas por dentro parecia estar se destruindo, tinha tanta coisa entalada na garganta para dizer, que se sentia sufocado. Mas não ia se ferrar de novo por Eun-bi. Sua irmã não merecia ser prejudicada por isso. Quando a professora respondeu sua pergunta que na verdade era uma indireta, Jae-ki lançou um olhar a bailarina e meneou a cabeça mostrando que tinha entendido. Para ele essa professora tinha ganhado o título de pior professora, era uma esnobe egoísta e vulgar por propor uma coreografia dessas. Nunca deixaria que influenciassem sua a irmã a dançar isso. Além disso, que tipo de professora mandava um aluno que nunca dançou treinar duas coreografia em uma semana, sem qualquer ajuda dela. Isso era mais mandar ele se virar do que ensinar. Ele não tinha feito nada demais para isso, só feito uma sugestão. Achava até sofridamente engraçado que tinha se ferrado tentando proteger Eun-bi, quando ela na verdade tinha gostado.

Tudo que Jae-ki queria era ir para casa, mas permaneceu sério na aula e se esforçando para fazer o melhor. Até gostava de Ikon, mas estava odiando essa música deles agora. Por que para piorar a letra tinha que ser sobre término de amor e memórias? Parecia mais uma tortura.

Finalmente chegou o final da aula, haviam aprendido só metade de uma coreografia fácil.  Como a professora podia exigir que ele conseguisse aprender duas músicas em uma semana? Ainda mais com as provas chegando. Já tinha tantas desvantagens em relação aos outros, e ainda faziam questão de piorar isso. Estava com o olhar desolado quando viu Eun-bi ir falar com a professora. Mal se moveu para se despedir de Bo-mi, e então veio a pergunta de Kang. Jae-ki o olhou com uma cara séria de que não estava acreditando que ele falava isso.

- Não, não tô bem - Respondeu, em seguida esfregou as mãos no rosto bagunçando mais sua franja, e completou em uma voz que não poderia ser ouvida pelos que passavam - Foi a pior aula que já tive.

Olhou novamente para Kang, seus olhos pareciam mesmo cansados e carregados. Não podia se atrasar para o trabalho, mas ficaria louco se não falasse algumas coisas para Eun-bi. Não conseguia entender ela, e quando achava que podia recebia uma rasteira dessas. Pegou o celular da mochila, e desbloqueou a tela, ficou alguns segundos olhando a imagem da sua irmã enquanto disse a Kang:


- Ya, Kang. Já pode ir, não precisa se ferrar me esperando. E vê se segue meu conselho cara, ainda dá tempo de você se salvar, vire um monge.

Jae-ki encostou as costas em um parede e sentou. Se Kang iria ficar ou não, era decisão dele. Era chato que ainda teria que trabalhar, queria tanto poder abraçar Soo-ji agora. Esperava que Eun-bi não demorasse tanto, mas essas garotas ricas nem deviam saber o quanto era importante para ele chegar na hora no trabalho. Não ia poder ficar esperando muito tempo, olhava a hora do celular calculando o tempo que precisaria chegar para pegar o metrô. Pelo menos ele até que sabia correr numa boa velocidade. Pegou também uma garrafa de água da mochila para beber, o restinho que sobrasse iria jogar em cima da própria cabeça. Queria poder esfriá-la de alguma forma.


Clube de Dança

— Ross


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Re: Capítulo 4

Mensagem por The Crown RPG em Seg Abr 09, 2018 12:27 pm

JAE KI - 5 P.M. CLUBE DE DANÇA
Kang desfez o sorriso e a expressão animada quando ouviu a resposta de Jae Ki. Deu um pequeno suspiro, mordendo o lábio internamente e olhando ao redor. Naquele momento, nem ele tinha como argumentar contra os pensamentos do amigo. Se estivesse no lugar dele, também ficaria incomodado - talvez não nas mesmas proporções, mas ficaria sim.

Deu um tapinha nas costas dele e começou a caminhar na direção da porta. Apenas Eun Bi e a professora permaneceram mais um tempo na sala, conversando.

Já do lado de fora, Kang não demonstrou que iria embora. Esperaria por Jae Ki, pelo menos foi o que decidiu até ouvir as palavras dele. Realmente o horário estava bastante apertado, mas estava pensando em seu amigo. Olhou para o relógio e suspirou.

- Está tudo bem, Jae Ki. A gente corre um pouco, se for o caso. Só acho melhor ficar porque...bom, você disse que não estava bem e amigos servem para essas coisas.


Sentou-se ao lado dele, encostando as costas na parede.

- Você vai brigar com ela, né? Tente segurar o ímpeto...Foi chato, mas foi só uma dança.

Já tentou acalmar os ânimos, mas ficou por ali. Abriu sua mochila e deu uma mexida no celular, dando uma olhada nas mensagens e na hora. A verdade é que a conversa de Eun Bi com a professora não demorou muito. Logo a menina apareceu na porta, segurando as alças da mochila com as duas mãos. Agora ela tinha colocado uma babylook branca com um tecido meio mole.

Quando percebeu que Jae Ki estava ali fora com Kang, ela hesitou por um instante. Respirou fundo e se aproximou, resolvendo ir para o confronto ao invés de esperar pelo iminente ataque do garoto. Deu alguns passos à frente.

- Jae Ki… - Começou a falar. - Eu tentei falar com você sobre isso antes da aula começar, mas não deu tempo. Não me olhe assim aborrecido, por favor...

(C) Ross


MISOO - 6 P.M. APGUJEONG-RO, APGUJEONG-DONG
Depois que o papel foi assinado e o destino decidido, Misoo correu para o quarto enquanto a avó fazia alguns acertos. Como não tinha muito o que alterar em sua roupa, ela preferiu agir de modo prático e ligar para a filha. Informou a ela, com jeitinho, que a neta passaria o dia com ela e que dormiria ali. Pelo tom usado por Yoo Ri, a filha nem desconfiou de nada. Na verdade, achou bom, porque teria um jantar naquela noite com os Yoon e talvez encontrasse com a viúva dos Han também.

Yoo Ri poderia perceber certa empolgação na filha e apenas ficou feliz por ela, desejando que ela tivesse um bom momento com seus amigos.

Após resolver tudo e pedir para que a governanta limpasse a mesinha, ela foi se arrumar. Além de passar um pouco de maquiagem - base, um batom claro e um pouco de blush, ela também colocou um longo lenço estampado por cima de seu cardigan cinza e trocou os sapatos, para colocando algo mais elegante, porém confortável.

Sua bolsa também era belíssima, de uma marca estrangeira. Tinha sido presente da outra neta, durante o período em que esteve ali. Apesar de Yoo Ri não ser extremamente vaidosa como a filha, também era uma mulher que tinha seu grau de preocupação com a própria beleza. Só não fazia disso uma doença, tanto que suas roupas e maquiagens sempre carregavam um ar natural, sem excessos.

Quando encontrou-se com a neta, sorriu para a roupa escolhida. Misoo era mesmo única, cheia de vida quando ficava animada ou feliz.

- Vamos? Aah, espero que sim! Quase não uso esse cartão, mas quando posso, quero gastar! - Disse brincando. - Já avisei à sua mãe, ela disse que está tudo bem. Parece que ela terá um jantar hoje à noite e vai com os Yoon… - Olhou para a neta. - E a viúva do Han também irá. Bom, duvido que vão aproveitar a comida do mesmo modo como nós aproveitaremos nosso passeio, não é?

Sorriu e logo pegou a chave de seu carro - um hyundai s.u.v, que poderia ser enorme para uma velhinha, mas ela costumava transportar vasos e mudas grandes, por isso precisava de um carro que tivesse mala grande, altura e essas coisas. Dentre as opções, o S.U.V era o que preenchia mais requisitos.

Durante o percurso, elas ouviram a rádio que falava sobre o tempo, o trânsito e que teria uma entrevista com os atores do dorama que mais estava fazendo sucesso naquele momento.

- Esse menino está em todos os lugares, não é? - Comentou. - Pela propaganda que estão fazendo, deve ser um dorama interessante de ver.

No mais, o caminho foi bem tranquilo até que chegaram em Apgujeong-dong , a “Paris coreana”, onde ficavam as melhores lojas e shoppings - onde era, inclusive, a loja matriz da mãe de MiSoo. Claro que passariam longe. Yoo Ri deixou o carro num edifício-garagem em Apgujeong-ro, o principal boulevard.

Ao invés de procurar por um shopping, a avó achava melhor aproveitar o horário do fim da tarde e o tempo, caminhar entre as lojas e encontrar um café. Parecia algo muito mais aprazível de se fazer - até porque, o cinema tinha sido cancelado para focarem nas comprinhas.

Logo a vitrine da Dior cosméticos iluminou a vista delas. Yoo Ri começou a se aproximar da loja e parecia muito satisfeita por entrar ali.

- Se você gostar de alguma coisa, não hesite em pedir, viu? - Comentou.

De repente, elas ouviriam uma voz elegante falando num tom alto, porém apenas para que elas escutassem.

- Kwon Yoo Ri?

Quando olhassem para trás, veriam justamente a pessoa que estaria no jantar da noite. A viúva Han, Kyung Soon e sua filha Sunyoung estavam ali, fazendo comprinhas também. Sunyoung era uma menina mais velha - irmã de Minhyun - também era a sunbae e capitã do clube de modas. Sempre foi agradável com as pessoas, mas suas expressões tinham algo de misteriosos.

Como se ela não revelasse o que pensava ou sentia de verdade.

- Ooh, Han Kyung Soon. Como vai?

- Vou bem, que bom te ver. Você também está bem? Olá… - Sorriu para Misoo também.

Sunyoung fazia uma carinha fofa para as duas também.

- Sim, eu vim fazer umas comprinhas com minha neta. Sua filha está cada dia mais bonita.

- Obrigada, a Misoo também chama atenção por onde passa. Eu li na coluna, as fotos que saíram dela. Daria uma excelente modelo. É o que pretende fazer?

- Ani, ommoni, a Misoo é uma excelente tenista.

Sunyoung disse de modo gentil, demonstrando que conhecia Misoo. Yoo Ri também ficou feliz por perceber isso.

- Isso explica o belo condicionamento físico. Tênis é ótimo, eu também praticava. - Ajeitou o cabelo. - Vai ao jantar de hoje, Kwon Yoo-Ri-shi?

- Não, creio que seja um evento jovem. Mas minha filha vai com o marido…

- Imagino como ela não esteja feliz depois das notícias de hoje.

- Mwo? Que notícias?

- Oras...Não é todo dia que ganhamos um genro Park, não é? Aliás, Misoo, parabéns, vocês formam um casal lindo.
(C) Ross


Última edição por The Crown RPG em Sex Abr 20, 2018 7:46 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Capítulo 4

Mensagem por Convidado em Seg Abr 09, 2018 2:51 pm


- Um jantar? - MiSoo repetiu pensativa, nem fazia ideia que algo assim aconteceria hoje em sua casa.

Halmoni comentou da presença dos Yoon e MiSoo fez uma careta irritadinha, apertando um pouco os lábios e inflando as bochechas. Bem, ainda bem que estava bem longe de casa, ou provavelmente levaria um sermão de dez dias inteiros de sua ommoni só pela cara fechada que faria se visse alguém da família Yoon.

- A Sra. Han também? - ergueu as sobrancelhas, parece que sua ommoni era mesmo amiga desta mulher - E claro que não, hamoni. Com certeza vai ser um jantar chato. Nós vamos nos divertir milhões de vezes mais que eles!

Deu um pulinho alegre, ajeitou a bolsinha no ombro e se apressou até sua avó para lhe acompanhar até o carro enquanto segurava seu braço, como fazia com as amigas.

No carro o rádio tocava notícias diversas. Não era o tipo de coisa que preferia ouvir enquanto estava no carro, mas raramente costumava impor seus gostos musicais a halmoni. Era normal não poder ouvir muito do que queria quando estava acompanhada dos pais também, então já estava acostumada.

- Eu ainda não vi o dorama, mas é mesmo. Tem um monte de propaganda na cidade, na tv, em revista… Aish! Dá quase para se cansar de ver o rosto dele o tempo todo!- suspirou indignada, mas em tom de brincadeira - Espero que seja muito bom mesmo, quando eu puder irei dar uma assistida nesse dorama.

MiSoo sorriu para a avó ao verem a vitrine da Dior. Devia ser isso mesmo que ela estava procurando e tudo lá era sempre tão bonito que MiSoo adorava, pelo menos, dar uma olhada no que tinha. O sorriso da garota se iluminou ainda mais quando percebeu que a avó estava satisfeita de entrar na Dior.


- Okay, halmoni! Talvez eu possa comprar algum batom ou esmalte. Acho que batom seria uma boa opção. Não tenho tantos assim… - comentou, fazendo uma expressão demasiada pensativa.

A garota estava observando as várias cores de batons que estavam a venda e tentando escolher alguma quando ouviu sua avó sendo chamada por uma voz elegante MiSoo juntou-se a Yoo Ri para darem atenção a mulher.

A tenista reconheceu mais ou menos aquela mulher que tinha chamado sua avó, sabia que conhecia, só estava tentando puxar da memória quem era, mas quando notou Sunyoung ao lado dela se deu conta de que era a viúva Han, mãe da Sunyoung e de Han Minhyun.

- Olá, Sra. Han. - fez uma reverência a mulher - Sunyoung-shi. - fez o mesmo gesto a filha.

A jovem sorriu e concordou com a cabeça com o que Yoo Ri dizia, que estavam juntas ali para fazer umas compras e que Sunyoung ficava mais bonita.

MiSoo deu um sorriso tímido com os elogios que a Sra. Han tecia a ela, baixando um pouco o rosto para esconder a vermelhidão. Mas a parte sobre ser modelo era meio incômoda para ela e a garota fez uma careta que foi meio escondida pela franja. A expressão sumiu quando Sunyoung corrigiu a mãe, explicando que MiSoo era uma excelente tenista. A jovem voltou a erguer o rosto, mas desta vez trazia um sorriso meio orgulhoso consigo. Era muito bom poder ser elogiada e reconhecida no esporte que gostava de praticar.

- De. Eu prefiro o tênis mesmo!

A tenista abriu um sorriso ainda maior depois que Han Kyung Soon comentou que também jogava tênis e elogiou seu condicionamento.

- Daebak! A senhora deveria ser uma boa tenista! - comentou com entusiasmo, pousando as mãos sobre as bochechas, imaginando que ela deveria ser apenas pelo modo como falava do esporte.


Apenas prestou atenção na conversa enquanto sua avó e a Sra. Han comentavam sobre o jantar de sua ommoni e fez uma careta de confusão com um pouquinho de curiosidade quando a mulher mencionou que sua mãe deveria estar feliz com a notícia que recebia hoje.

Ommoni tinha recebido alguma notícia boa? MiSoo realmente não tinha conhecimento disso e chegou a inclinar um pouco a cabeça para o lado enquanto pensava sobre o assunto.

Quando MiSoo ouviu sobre o que se tratava chegou a ficar boquiaberta por instantes, mas conseguiu recuperar a expressão rapidamente. A “novidade” tinha irritado um pouco MiSoo. Não queria voltar de novo a esse assunto tão cedo e muito menos receber os parabéns por uma mentira, mas as duas com quem falavam nada tinham a ver com isso e por isso MiSoo preferia voltar a sorrir e responder direito.

O pior era saber o quão rápido a informação poderia chegar aos ouvidos de sua mãe, isso se já não houvesse chegado. Já imaginava todo o problema que teria que enfrentar caso a mãe já tivesse conhecimento do que aconteceu. Ainda bem que não tinha voltado para casa.

- Ah sobre isso. - tentou ser o mais cordial possível, inspirando-se em como via sua avó - Na verdade tudo não passou de um grande mal entendido. Não estamos namorando. - tentou explicar sem tirar o sorriso do rosto, pois talvez assim fosse mais fácil acreditarem nela, já que quando tentava se explicar de modo mais desesperado tudo dava errado.

E se a Sra. Han pudesse avisar isso a sua ommoni seria melhor ainda.

— Ross
Convidado

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Re: Capítulo 4

Mensagem por Kim Sun-Hee em Seg Abr 09, 2018 3:13 pm

De fato, não estava se preocupando com os possíveis pensamentos dele em relação à ordem. Apesar de tudo, ainda estavam no serviço de Sunny e não queria que os outros colegas vissem a conversa fora de hora. Ali, no meio das prateleiras, eles teriam mais privacidade e chamariam menos a atenção dos terceiros presentes. E qualquer coisa, bastava que apertassem o sininho, como o próprio Jung-Mi fez para anunciar a presença. Até porque, não imaginava que a conversa fosse durar muito tempo.

Ela percebeu a expressão do Park se contrair em protesto a atitude autoritária, mas não recuou antes de passar o recado que desejava. Ao fim, a postura resumiu-se nos braços soltos pelas laterais do corpo e os ombros retesados, como um filhote acuado, mas não submisso.

Já sobre a certeza de Jung-Mi em segui-la... Sunny a tinha.

Porém, isso necessariamente não era agradável porque tão certa quanto os passos dele, também concluiu o provável conteúdo do discurso e já se preparava psicologicamente por recebê-lo.

Ironias à parte, os dois estavam num dos pontos que Jung-Mi mais ficava e de onde Sunny teve - durante um bom período - o ângulo perfeito para espioná-lo em meio às brechas das prateleiras. Nervosa e inquieta demais para permanecer parada, ela cruzou os braços e quase gritou para que o coração se comportasse. Ela atingira o limite momentâneo de palavras, então o olhar sério e compenetrado serviria como “estou ouvindo”. Na verdade, Sunny não perdia nenhum detalhe, sejam os formatos das riscas ou as rusgas que surgiam diante de algo que o desagradava – ou feria.

“Eu não menti para você ontem.”

Ela arregalou os olhos, chocada, e como uma presença ingrata, a mágoa voltou arrebentando as dobradiças da porta. Como? Não entendia... E o impacto que sentiu logo no comecinho da explicação a obrigou se escorar numa das estantes. A dor de cabeça subiu um novíssimo patamar e Sunny precisou esfregar os dedos na testa para guardar alguns resquícios de concentração. Outra surpresa veio no desagradável nome da Srta. Seo. Um bico apareceu nos lábios da bolsista, indicando o ranço involuntário que a herdeira despertava nela. Eles eram amigos? Rapidamente se lembrou da conversa com Kim e certas coisas fizeram sentido, mas naquela altura, importava se Jung-Mi ou Hyemin tinham algo além de amizade? Até ontem, MiSoo também era apenas uma querida amiga e olha só no que rendeu. Sunny continuou calada, aguardando-o prosseguir. E... Ao descobrir o quanto Hyemin estava envolvida...

Jung-Mi era dono de suas escolhas, apesar de tudo. Mas... Aquela garota...

Aquela garota sempre dava um jeito de lhe causar mal – diretamente ou não.

Quando voltaram a se encarar, Sunny carregava um semblante menos bravo e mais triste... porque independente do caminho escolhido, não mudaria o resultado.

Acompanhava o desenrolar dos fatos e prestes a retrucar o que Jung-Mi já adivinhou com antecedência, o Park ergueu a mão, interrompendo-a antes mesmo de iniciar. Sunny trincou os dentes e precisou engolir o protesto. Eram muitas coisas para ouvir e entender, e a bolsista quase não conseguia acompanhá-lo naquele passeio dos dias anteriores ao agora. A confusão permanecia nítida nas sobrancelhas unidas sobre os olhinhos apertados. Tudo se iniciou a partir de uma fofoca, de uma conclusão precipitada.

E aquilo de "você precisa de proteção" estava a aborrecendo além dos limites! Pois, para fazerem isso, as pessoas escolhiam se afastar, como era o caso de Jae-Ki e Jung-Mi. Entretanto, à medida que a linha de pensamentos seguia uma constante, esta sofreu uma brusca interrupção por culpa de cinco palavrinhas:

Eu gosto é de você.


Gostar...


Sunny piscou repetidas vezes, demorando a captar a mensagem.

E quando finalmente entendeu, a nuvem pesada que estava rodeando-a desde que Jung-Mi se declarou para MiSoo na frente de todo o refeitório despencou sobre a sua cabeça, iniciando a verdadeira tempestade.


Em outra ocasião, teria corado de vergonha e, ao mesmo tempo, sorrido feito uma boba... Mas, nesse instante, só queria chorar copiosamente. Não iam ficar juntos. Ele gostava dela... e, ainda assim, os dois não iam ficar juntos. Perdeu a conta da quantidade de vezes que desejou que Jung-Mi a notasse... Porém, do que adiantava? Sunny olhou para o lado e pelo perfil da face, Jung-Mi verias as lágrimas finas riscando as bochechas. No entanto, sem soluços ou fungadas... Havia uma quietude significativa.

- Jung-Mi...

Disse enquanto o encarava de novo.

- Você acha mesmo que vai me proteger desse jeito? Ou a própria MiSoo? Tem ideia da proporção que essa "aceitação dos fatos" pode alcançar e das consequências inevitáveis? - levou as mãos até o rosto, escondendo-o - Isso é errado de tantas maneiras que nem sei por onde começar, mas permita-me atualizá-lo... - fez uma pausa - Eu já sou alvo dessas meninas, estando ou não com você. Meus amigos sofrem... Eu sofro... E... E...


Interrompeu-se para puxar o ar.

- Seja sincero com ela antes que realmente a machuque.

Mas não o forçaria a nada.

- Eu não tenho medo... Eu não tenho medo de ovadas, agressões ou comentários maldosos. Não me abala que escondam meus pertences ou que os joguem no vaso sanitário. Talvez não pareça, mas sei me defender. Não é a primeira vez que sou hostilizada, e não ligo porque tenho coisas mais importantes para ficar preocupada. Coisas e pessoas... Mas, Jung-Mi... - Sunny repetiu o nome dele numa voz baixa e se aproximou um passo, desencostando-se da estante - Eu te entendo.

Talvez aquilo o pegasse de surpresa.

- Eu também farei qualquer coisa para proteger aqueles que amo. Então, sinto muito, só que suas tentativas de cuidar de mim serão completamente inúteis.


Prosseguiu:

- Não abaixarei a cabeça... É a minha escolha, apenas minha. E... Não é fácil carregar o peso do mundo nos ombros... - Sunny sorriu, porém a umidade se mantinha nos olhos que brilhavam iguais a um par de faróis - Eu sei que sou insuportavelmente protetora, porém no seu caso particular, eu não queria proteger... Eu queria... Eu queria cuidar de você... Porque sentia que precisava de alguém. Não... - ela negou de modo repentino - Eu quis porque gosto de você, e isso não mudou depois de descobrir que seu nome é Park Jung-Mi. Eu gosto, gosto mesmo de você... E não sei o que mais é mentira ou verdade nessa história, ou se falou que gosta de mim para diminuir a dor, mas não ligo porque... estou apaixonada por você e não há nada que mude essa verdade.
5 P.M - CAFÉ LITERÁRIO

— Ross


Última edição por Kim Sun-Hee em Ter Abr 10, 2018 2:01 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 4

Mensagem por The Crown RPG em Seg Abr 09, 2018 3:16 pm

MISOO - 6 P.M. - APGUJEONG-RO, APGUJEONG-DONG
Dentro do carro, a conversa foi bastante leve e a avó deu uma boa risada com o comentário sobre enjoar da cara do ator. Só Misoo mesmo para dizer isso do maior galã sul-coreano. Já dentro da loja, a avó a deixou bem à vontade para ir para a sessão que quisesse. Porém, não houve muito tempo para isso, visto que logo se encontraram com mãe e filha Han.

As duas foram extremamente cordiais e gentis com avó e neta. Sunyoung ficava olhando para as duas, dando a atenção para quem tinha a palavra, mas sem excluir a que ficava quieta.

Kyung Soon sorriu com a história de tênis e meneou negativamente.

- Ah, nem tanto. Atualmente jogo menos, bem menos do que jogava na sua idade, mas eu fazia mais por hobby mesmo. Acho que nunca tive a ambição de me tornar atleta profissional. Mas é um esporte que eu adoro.

Fez uma pausa e, prevendo o que a mãe falaria, Sunyoung já foi enchendo as bochechas.

- Infelizmente, meus filhos amados não seguem os conselhos da ommoni aqui e não fazem tênis. Minhyun está com essa veia artística em alta e a Sunyoung focada em moda.

- Adoro, não nego. - Fez um gracejo.

- São ótimos no que fazem, mas podiam ser um pouco como você, não é? Uma tenista… - Fez um beicinho, mas voltou a sorrir.

Han Kyung Soon parecia uma mulher bem agradável. Não era à toa que seus filhos não tinham nenhuma mácula no currículo ou nas fofocas sociais. Minhyun e Sunyoung pareciam jovens de sorte por ter uma mãe assim, fácil de dialogar e que ainda os incentivava, mesmo que preferisse que fizessem outra coisa.

Yoo Ri acompanhava a conversa e parecia perder a noção do tempo. Mãe e filha sabiam manipular bem a plateia para que levassem a conversa por horas, se fosse o caso. Porém, quando o assunto virou o relacionamento de Misoo e Jung Mi, as duas tiveram uma surpresa. Isso ficou ainda mais evidente porque nem conseguiram disfarçar o choque.

- Não estão? - Sunyoung acabou falando. Levou a mão até a boca.

- Ah… - Escondeu os lábios. - Eu sinto muito pela indelicadeza. Sunyoung acabou comentando comigo e pensei que fosse verdade.

- Mas eu também achei. Ela disse que foi um mal entendido. - Olhou bem para Misoo. - Poxa, que pena...Vocês realmente formariam um casal lindo.

Queria muito perguntar “mas por que?” “que mal entendido foi esse?”. Só que, infelizmente, não tinha intimidade o suficiente para fazer esse tipo de indagação.

-Jovens… - A avó disse, dando uma meia risada. - São tão impulsivos, não é?

- É verdade, eu peço desculpas. - Sunyoung abaixou a cabeça para uma menina mais nova, só para demonstrar que realmente estava envergonhada por isso.

- E o seu menino? Ele estava tão lindo na Ópera…- Yoo Ri mudou de assunto.

- Ah, estava não é? Sou uma mãe muito suspeita para falar, mas...meus filhos parecem desenhados mesmo. - Riu. - Desculpa, eu tenho muito orgulho deles. Minhyun está ali fora, foi comprar algo na cafeteria ali da frente. Essa idade tem uma fome que não cabe em si, ele parece um avestruz de tanto que come.

- Ommoni!!

- E é magro de ruim. - Completou mesmo assim. - Homens tem hormonios muito melhores. Isso é um pouco frustrante. Mas enfim, está lá, logo se encontra com a gente. Eu o busquei no colégio, depois do clube de dança e o obriguei a vir conosco. Alguém tem que carregar as bolsas.

- Deve ser por isso que ele já foi garantir algo para beber ou comer. Para ter forças. - Yoo Ri brincou.

- É, deve ser. Enfim, eu não quero atrapalhar mais vocês nas compras. Na verdade, também não posso demorar, logo estarei atrasada. Foi um prazer revê-las e conversar com vocês… - Olhou para Misoo - Desculpa pela gafe, querida.
(C) Ross


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Re: Capítulo 4

Mensagem por Jae-ki em Seg Abr 09, 2018 4:33 pm


Jae-ki ficou surpreso por Kang querer ficar mesmo assim, isso o fez se sentir um pouco melhor, embora achasse que já era suficiente só um deles se ferrar. Colocou a mão no ombro do amigo e agradeceu:

- Valeu cara, mas já sabe, pode ir quando quiser.

Os dois estavam sentados um do lado do outro quando Kang fez aquele questionamento. Kang até tentava amenizar a situação, só que não se tratava de só uma dança, mas do par da Eun-bi, dos passos escolhidos, tudo aconteceu da pior maneira possível. Jae-ki nunca teria imaginado que a primeira vez que visse a bailarina dançar seria desse jeito, dançando apaixonada com seu inimigo, e agora não conseguia tirar essas imagens da cabeça. Havia sido tão decepcionante. Suspirou antes de responder ao amigo:

- Quem me dera que fosse só uma dança, Kang...

Mas enquanto esperava, Jae-ki ficou pensando nas palavras do amigo, ponderava sobre várias maneiras de falar com Eun-bi. Gostava tanto dela, e sabia que era mais do que deveria. Era estranho como em menos de um dia ela já tinha vacilado de novo com ele. Mais uma vez Eun-bi o fazia se sentir como um idiota, e apesar de tudo não queria xingá-la.

Pelo menos Eun-bi não demorou, a garota parou na sua frente e começou a falar. Jae-ki teve vontade de rir do absurdo que ela falou, como não queria que ele fizesse essa cara depois do que ela fez? Achava que ele era algum palhaço para aplaudir aquela apresentação? Só que dessa vez, não gritou, tentaria então fazer como Kang aconselhou. Respirou fundo para encontrar aquela sua paciência lá do fundo, e se levantou quando começou a falar:


- Eun-bi... Eu não tô com essa cara porque eu quero. Só que eu não sou cego. O que você ia dizer antes? Que gosta de dançar daquele jeito com o Taemin?

Não estava mais abreviando o nome dela, mas não gritou, daria uma chance dela se explicar. Nem usou as palavras que normalmente usaria, estava tentando mesmo ser mais "gentil".Só que doía saber que todo o carinho com que tinha a tratado e o respeito, foi jogado praticamente no lixo quando ela dançou daquele jeito. Tinha tanto cuidado quando ia encostar nela, e Taemin que tinha feito o que fez , ainda dançou agarrado com ela. Eun-bi nem tinha parado para pensar se o magoaria. A encarou nos olhos e continuou:

- Se você acha que eu tô errado, só para um pouco e pensa. Como você ia se sentir se eu dançasse daquele jeito com a Yewon? Só que Taemin é um cara pior do que ela... Eu tô tipo perdido, eu não entendo... O cara te machucou, falou de você como se você não prestasse e você tava lá dançando com ele... Deixando que...

Jae mordeu o lábio inferior, queria tentar se fazer entender, porque ninguém na escola parecia conseguir, talvez se mostrasse como seria se tivesse no lugar, mas na verdade não sabia bem como mostrar para Eun-bi porque estava tão magoado e era difícil ter que explicar algo que parecia tão obvio para ele.


- Como quer que eu não fique assim? Me explica, por que tá fazendo isso comigo?

Suspirou cansado. Não disse tudo que queria para não acabar falando demais e ofendendo a garota. Além disso, não tinha muito tempo. Se precisava falar alguma coisa, tinha que ficar só nisso mesmo. Estava dando essa chance para ela se explicar, porque das outras vezes tinha ido embora sem escutar. Dessa vez ela não poderia reclamar que ele não tinha dado espaço.

Clube de Dança

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Re: Capítulo 4

Mensagem por Convidado em Seg Abr 09, 2018 4:58 pm


MiSoo riu junto com a avó. Era bom poder se sentir melhor a ponto de conseguir colocar um sorriso no rosto das pessoas. Isso era uma das coisas que MiSoo mais gostava de fazer, alegrar quem era importante para ela.

Dentro da loja, a conversa com mãe e filha Han ia muito bem, principalmente quando o tênis era citado. O esporte animava MiSoo, embora a parte de se profissionalizar a deixasse um pouquinho nervosa.

- Mas é bom saber que mesmo que jogue menos hoje em dia, ainda assim pratica. Eu também adoro o tênis. - era bom falar com um adulto que se importava com seu esporte favorito, nem todos se interessavam muito pelo que ela fazia - Eu não sei se irei me profissionalizar, mas é algo bem possível de acontecer. - quando queria, MiSoo conseguia conversar direito com as pessoas e agora também se tratava de um ótimo método para se manter longe dos problemas que tinha acumulado.

A garota notou a expressão de Sunyoung sobre o assunto. MiSoo estava começando a traçar o pequeno objetivo de prestar mais atenção no que as pessoas diziam e como elas se portavam. Talvez assim conseguisse nunca mais deixar informações tão importantes e acabaram por levar a bola de neve que criou na aula. Não custava nada começar a treinar desde já, com aquela garota que pouco conhecia, mas que, aparentemente não era alguém ruim e também sua mãe.

Kyung Soon continuou a falar e MiSoo compreendeu o que era aquela expressão de Sunyoung. Os filhos não se interessavam pelo mesmo esporte da mãe, mas era muito interessante que ela os apoiasse em suas escolhas, mesmo que não concordassem totalmente com elas. Isso era algo que dificilmente teria dos pais nesse nível, principalmente de sua mãe.

- Acho que o importante é que eles possam gostar do que escolheram. - respondeu e o sorriso vacilou por um instante ao lembrar-se que estava no clube de moda, que teve que escolher mesmo que não fosse o que queria - E se são ótimos, melhor ainda! - aumentou o sorriso e o direcionou para Sunyoung também, mandando mais um pensamento ruim para longe.

Eles eram sortudos de ter uma mãe assim… MiSoo manteve o sorriso, feliz pelos irmãos Han.

Estava tudo bem até que mencionaram o falso namoro de MiSoo. Foi um pouco difícil manter o ar leve e gentil da conversa depois disso, mas a garota estava se esforçando para que mais nada desandasse nesse dia. Todo mundo do refeitório tinha ouvido o garoto falar isso, então MiSoo teria que aceitar que poderia ouvir isso ainda muitas vezes, mas desmentiria quantas vezes fosse necessário. Mesmo que realmente se tornassem namorados, a última coisa que ela queria era tornar isso um espetáculo para todo mundo assistir. E principalmente, MiSoo não queria, de maneira alguma, que a mãe soubesse e viesse se meter.

- Aniyo. - respondeu Sunyoung sem dar nenhum detalhe, mas se esforçando para demonstrar que estava tudo bem.

- Está tudo bem, Sra. Han. Eu imagino que muita gente deve estar pensando isso pelo jeito que as coisas aconteceram, então eu entendo. - lançou um olhar compreensivo as duas como se fossem elas que precisavam ser amparadas depois de conhecerem a verdade.

A tenista baixou novamente o olhar quando Sunyoung reforçou que os dois formariam um casal lindo. Era um pouco esquisito ouvir isso, era exagerado e incômodo, visto que ainda não tinha respondido Jung Mi. Preferia não pensar que tipo de casal formariam. Antes de tudo tinha sua decisão a tomar.


Deu um sorriso um tantinho forçado a Sunbae do clube de moda, mas não se atreveu a continuar nesse assunto.

Por sorte sua avó dava um jeito de melhorar o assunto.

MiSoo assentiu e sorriu para as desculpas de Sunyoung, reforçando que não precisava se desculpar por isso.

Por fim, Yoo Ri finalmente tentava tirar aquele assunto de foco e MiSoo já se sentia mais aliviada. A garota deu até um disfarçado suspiro quando começaram a falar sobre Han Minhyun.

MiSoo voltou a sorrir ao ver o modo orgulhoso como Han Kyung Soon falava do filho e concordou com a cabeça sobre os filhos serem desenhados, como ela mesma comentava, mas arregalou os olhos quando a própria mãe o comparou com um avestruz! Precisou cobrir o rosto e apertar os lábios para segurar o riso para não começar a gargalhar ali no meio do trio com o comentário.


Era a comparação mais louca que já tinha ouvido uma mãe fazer de seu filho! Achou ainda mais graça quando Sunyoung tentou repreender a mãe pelo comentário.

Continuou a ouvir o resto do que a Sra. Han falava sobre o filho mais novo e apenas meneava positivamente com a cabeça para ser educada, porque estava na verdade se esforçando para que a imagem do avestruz não voltasse a mente e MiSoo começasse a rir como uma maluca.

- Ah sim, alguém tem que carregar. - concordou com ela.

Bom, no seu caso quem ia carregar as bolsas de compra seria ela mesma. E se deu conta que tinham mencionado o clube de dança no qual estava, mas não participou da aula.

- Eu faço parte do clube de dança também! - comentou com animação, que durou instantes - Mas… Eu não pude participar hoje, então não sei como vão as coisas por lá. Espero que tenha sido divertido por lá.

MiSoo deu uma risadinha do comentário da avó, mas ainda era difícil esquecer da parte do avestruz. Nem para ser um bicho menos esquisito!

- Ah sim, o jantar. - bateu as mãos de leve - Espero que o jantar seja proveitoso. - mesmo que fosse ter que aturar sua família e a família Yoon, pobre da Sra. Han - Não se desculpe por isso. - sorriu em resposta - Foi um prazer conversar com vocês também! - respondeu com entusiasmo e de modo genuíno, fazendo mais uma pequena reverência agradecendo pelo tempo que passaram conversando.

Tudo era melhor quando os problemas pareciam estar há quilômetros de distância.

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Re: Capítulo 4

Mensagem por Won-Bin em Ter Abr 10, 2018 12:03 am



Hyesang bloqueava toda a chance de interação entre Won e Bomi. Ela podia ter a intenção de proteger seu café, ou até mesmo seu funcionário, mas Won não gostava disso.

Se focou no smoothie e deu seu melhor, mesmo que não fosse ainda o ideal. Sua distração e nervosismo o fizeram tremer mais as mãos que o normal.

Mesmo assim o pequeno sorriso dela ao receber a bebida valiam para Won como pagamento para as próximas bebidas dos próximos cinco meses. O entregou com um sorriso também, mesmo que o fizesse para cada um que entregasse uma bebida, para essa cliente era um sorriso sincero.

Ficou um pouco sério quando o assunto foi de que Bomi não iria aceitar usar o crédito. Até mesmo pagou de seu bolso.

"Isso foi...até que legal da parte dela" reconheceu com certa admiração a escolha dela. Era um pequeno confronto a mãe e isso Won sabia identificar.

- Não quero causar confusões aqui. E já pedi desculpas para Won Bin-shi, mas não a você. Perdão pelo episódio de ontem.

Won olhou um tanto surpreso. Bomi pedia desculpas com muita naturalidade.

- Eu sei, por isso eu vim sem que minha mãe soubesse. Ela não está em casa, portanto, não se preocupe. Como disse, não quero causar confusões a você, muito menos ao Won Bin-shi. Nós somos amigos.

As últimas palavras dela tinham um grande impacto. Era como se uma bigorna tivesse sido jogada em seu peito.

"Amigos...por que eu fico meio incomodado com ela falando assim? O que...o que eu tenho?"

Escondeu esse pequeno desconforto e sorriu para ela.

-Está tudo bem Bomi. Não se preocupe - fez uma pequena mesura educada - Espero que o smoothie esteja tão bom quanto a Chefe faz

Nada como um bom momento pra elogiar a chefe discretamente.

- Amigos...Sei. -

"Hmmm, o que ela quer dizer com isso?"

Sorriu para Bomi na última olhada dela antes de sair. Tinha visto esse sorriso antes no dia mas ele nunca ficava velho de se olhar.
Não entendia muito esse jeito dela sorrir de canto de boca mas quando ela expressou aprovação foi como se Won tivesse ganhado um torneio.

Com Bomi fora, ele se derretendo por dentro e tentando manter a compostura Won se virou de volta para o trabalho antes que Hyesang ou Ji-Hyun percebessem esse seu pequeno momento de extase.

No fim o resto dia se passou sem maiores eventos. Nem conseguiu falar com Ji-Hyun para saber de seu problema, iria ficar para outro dia no almoço ou algo do tipo.

"Tomara que ela tenha conseguido se distrair de seus problemas pelo menos"

Se despediu da chefe do jeito formal de sempre. Quando colocou o primeiro pé para fora do café sentiu uma tristeza repentina bater no peito.
Olhou para a mão direita, a mão boa, e fechou o punho lentamente.

"Como será que estão as coisas no dojo? Só se passou uma semana mas...parece que faz anos que vou lá. Droga...será que o pessoal vai me esquecer? Será que quando eu voltar o mestre sequer vai querer voltar a me treinar?"

Andando e um tanto absorto nos pensamentos negativos que vinham Won quase nem percebeu Bomi sentada num banco e olhando seu celular.

"Ela parece emburrada com algo..."

Quando ela levantou o olhar e o viu, desfazendo a cara chateada, foi como se o coração de Won voltasse a bater.

Diante de tantas coisas ruins, tinha um lado bom que fazia compensar.

-Oi Bomi. Está...

"Meu Deus, um assunto, pelo amor de Deus um assunto!"

-...curtindo um pouco a noite?

"Eu virei o tiozão que fala do tempo e da noite"


Notou que começava a ficar frio e ela não tinha uma blusa.

-Ei, você não está com frio? - disse meio que automaticamente tirando sua blusa e oferecendo para ela.


"Pera, o que eu to fazendo!?"


Café Beautiful

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Re: Capítulo 4

Mensagem por Dong Hee Kyung em Ter Abr 10, 2018 12:19 am


Era naturalmente bicuda... ou algo a chateava? Bico podia representar insatisfação as vezes e ele ficava em alerta se o visualizasse com frequencia. Stella sorriu, era bonito ve-la assim, nesse instante ambos se entendia bem, ao menos, até se encararem. Se buscasse com os olhos... parecia que a garota esperava que Dong falasse um complemento, que acabou não vindo de sua boca, ocupada agora pela bebida.

Meneou positivamente mas um pouco chateado, torcendo o canto dos labios. - Queria participar de alguma atividade com você, mas acho que vou me contentar com as aulas de ingles. - Falou sem querer parecer ser ganancioso e então acompanhou seus ombros com o canto de um olhar perceptivo, analisava desde o seu beicinho, até os movimentos involuntários dela. Ela fazer esse gesto gerou um desconforto no ombro, deveria estar doendo bastante, e isso fez Kyung se preocupar. Não disse isso com palavras mas o jeito como suas iris brilharam seriam o bastante...

O gamer concorda com tudo, voltou a levar a bebida até a boca dando uma golada ligeiramente mais longa. Já tinha muita coisa para fazer, trabalhos e agora o projeto do clube, isso que mais coisa iria vir, ao pensar nisso, um suspiro acaba escapando inconcientemente. - Poderia aguentar tudo isso tranquilamente se não tivesse que fazer aquela maldita natação.

Puxou a mão livre até a boca como se tivesse dito algo feio, ou errado. - Perdão.. - Pela palavra 'maldita'. Não gostava da atividade e ele acabou sendo honesto demais, saindo quase como um desabafo ou queixa. Era o momento em que ela mexia o cabelo num ato charmoso, isso prende sua atenção por alguns segundos, o bastante para rirem, ao mesmo tempo.


- Piano é uma otima escolha, combina com você. - Falou baixinho como se estivesse elogiando algo que é belo. Ouvi-la dizer essas coisas sobre o pai era quase um deja vu para os ouvidos do virgo. - Que inveja estou agora, não queria ir para a piscina mas fui obrigado, era isso ou ficar sem internet. Olhe bem para mim, eu pareço mesmo sedentário, pareço alguém que vai ficar doente?

Ergueu o braço direito numa tentativa de fazer muque, a canadense asiatica via o falhar miseravelmente. - Espere, esta quase lá. - Fazia força como alguém que sentava na privada com prisão de ventre, o muque não saia mesmo de jeito nenhum mas se ele continuar forçando desse jeito, vai sair é outra coisa por baixo.

Após se cansar: de fazer papel de bobo e também de tentar mostrar físico, ele abaixa os ombros, meio cabisbaixo. Dong era pequeno e não tinha um corpo invejavel, as vezes, isso o deixava constrangido mas ele não falava tanto a respeito. Stella tombou seu rostinho alvo, e o garoto acentiu positivamente. Sobreviveriam sim.

Manteve a posição meio concurda ao se sentar... até que escuta sobre horarios. - Um momento irei consultar a minha programação. - Deixou o copo no banco proximo ao joelho, e pegou seu aparelho celular. Um belissimo telefone com tela de 5,9 polegadas, sua capa era um dourado avermelhado quase que chamativo. Se a canceriana fosse curiosa poderia ver o papel de parede dele.

Era uma garota... parecia ser muito bonita...

Uma cosplayer, no caso. Ela fazia o papel de uma personagem bem conhecida deles, a harpista Sona. Rapidamente Kyung mexia num tipo de bloco de notas ou planilhas que ele tinha em seu movel. O garoto tinha um office completo lá, era de se espantar que alguém da sua idade não tivesse um bando de jogos ou aplicativos de chat exclusivamente.

- É eu tenho sim, mas vou resolver isso. - Ligou para alguém, esperou alguns segundos e a pessoa atendeu.

- Min Ho! Sou eu amigo. Ocorreu um imprevisto, não vou logar agora. - Stella escutaria uns zumbidos, parecia uma voz aborrecida, mas não seria possivel compreender palavras.

- Oque Stella? Por que? Sim ela ta aqui. Quer falar com ela? - Dong começou a sorrir agora.


- Ele te mandou um oi.

Se virou falando isso, era mentira, mas ela sabia disso.


- Tá, ela te mandou um beijo.

Jun escutaria o zumbido ficando mais alto como se Min Ho estivesse bravo com algo. - Eu sei eu sei, mas temos 10 dias ainda antes do evento acabar, você é o vice lider, vá juntando as moedas que depois cato a outra metade até data final.

Eles conversavam de uma maneira não tão formal... Stella já teria visto os garotos assim anteriormente quando foi jogar com eles. Usavam muitas gírias engraçadas de internet e memes. - Estou cedendo o seu horário para a campeã dos jogos de luta, é a nova autoridade no nosso meio agora e até ser derrotada, ela quem dá as cartas, queira você ou não, alias deveria estar treinando! Min-Ho?

Puxou a tela do rosto para ver o visor e o garoto havia desligado. - Um momento. - Pediu para ela esperar e ligou mais uma vez, num tom de implicancia.

- A ligação caiu, Min Ho. - Dong estava quase rindo ele parecia estar sendo cínico. - Eu sei que desligou, tentei ser retórico... aigo. - Massageou a testa com a mão solta. - Seu mau educado, vou pedir pro Ui-Jin te fazer um bolo de aniversário com o desenho da Chun Li e da Kitana, entendeu? Ya!

Novamente a chamada é desligada, Dong olhou o visor por um segundo e depois encarou Stella de canto.


- Bom, acho que não to atrasado para nada agora. O que vai fazer?


4 P.M - Loja de Conveniência

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Re: Capítulo 4

Mensagem por The Crown RPG em Ter Abr 10, 2018 12:53 am

SUN HEE - 5:20 P.M CAFÉ LITERÁRIO
Jung Mi só sentiu o peso daquelas cinco palavras depois que elas foram verbalizadas. E uma vez que elas escaparam de seus pensamentos, elas ganharam uma força que ele nunca imaginou que poderiam ter. Uma coisa era sentir e guardar isso para si, a outra era transformar o sentimento numa verdade.

Observou a mudança na expressão de Sunny. Dava para perceber o exato momento em que o ódio virou tristeza. Não era como se um fosse melhor do que o outro, mas era um abalo - mais um - que ele provocava nela.


Sunny não seria a primeira menina que ele veria chorando naquele dia - ainda naquela manhã, ele já viu as lágrimas de Yewon e Misoo. Porém, era inegável o quanto ela também mexia com ele. Com Yewon ele era indiferente, porque não conseguia acreditar nela e a repulsa só vinha aumentando. Já Misoo o deixou sem jeito, mas ele também não conseguiu dar um passo adiante para confortá-la ou aplacar seu abalo.

Mas Sun-Hee…


O garoto chegou a engolir em seco com o evidente pomo de adão  subindo e descendo lentamente. Ele precisou de cinco palavras para abalá-la. Sunny só precisou de uma lágrima.

Abaixou o olhar por um instante, franzindo as sobrancelhas e massageando os sinos da face mais uma vez - estava sofrendo com uma dor naquela região, assim como uma desconfortável dor de cabeça a dominava sem que ele soubesse. Permaneceu desse jeito até ouvir o chamado.

Ergueu o olhar lentamente, ponderando sobre aquelas indagações.

Sinceramente? Não fazia ideia, mas foi a oportunidade que surgiu para tentar. Pelo menos era isso o que ele estava repetindo para si mesmo durante o intervalo. Porém, a análise de Sunny o fazia perceber como aquilo tinha sido equivocado. Foi uma ação precipitada, tomada no impulso e calor do momento. Não mediu as consequências, sem o efeito dominó que aquilo giraria - ou a bola de neve, também se adequa à situação.

Ouvir que ela ainda era alvo daquelas meninas, o magoava profundamente. Mesmo depois de ter pedido para Hyemin interceder, nada tinha mudado - também não fazia ideia das reais motivações de sua amiga. Eles não conversavam sobre esse tipo de coisa com ninguém.

Continuou lamentando pelo tipo de coisa que ela vinha passando. Queria ser o escudo dela, mas diante dos relatos, se sentia de mãos atadas, impotente. Chegou até a menear negativamente, mas parou e a encarou quando ouviu que ela o entendia.

Mesmo?

Uma luz no fim do túnel se acendeu naquele momento, mas a verdade era que ele não estava preparado para o que estava por vir.

Ficou um pouco confuso com a história de que suas tentativas seriam completamente inúteis, mas foi durante o último trecho que o sempre tão sério e seguro Jung Mi...ruiu.

Assim como Jung Mi tinha percebido o momento que Sunny havia mudado, ela também veria diante de si a expressão dele sendo desfeita. Pela primeira vez ele demonstrava emoções mais profundas. Foi diferente de tudo, até mesmo do domingo que eles tinham passado juntos. O rosto dele foi ficando vermelho enquanto tentava, de modo inútil, conter a umidade que se formava em seus olhos.

Ela queria...cuidar dele.

Cuidar.

Quando foi a última vez que alguém se preocupou em cuidar dele? Não fazia ideia que seu peito doeria tanto. O espaço estava vazio há cerca de dois anos, porque não havia ninguém, absolutamente ninguém que ele pudesse contar de verdade. Que não tivesse segundas intenções para se aproximar dele - nem ao menos os seus amigos, porque o tipo de cuidados que ele demandava estavam muito aquém dos momentos que passavam juntos. No fim do dia, os amigos ainda tinham uma família para voltar.

Jung Mi não tinha ninguém.

E agora, uma menina que conheceu há dois meses dizia que queria cuidar dele.

Dizia que fazia isso por gostar dele. Que não mudou nem quando descobriu que seu nome era Park Jung Mi.

Ele avisou sobre o peso do nome, ele demonstrou o que o nome causava. E, mesmo assim...Mesmo depois de tudo, ela dizia que...estava apaixonada por ele.

A primeira lágrima escorreu quando precisou piscar os olhos - antes disso ficou um bom tempo a encarando sem conseguir acreditar enquanto acumulava as lágrimas. A lágrima perfeita saltou por seu olho, o pegando de surpresa. Isso fez com que ele precisasse piscar de novo e mais uma lágrima escorreu. Foi franzindo as sobrancelhas e contorcendo o rosto.

Não conseguia entender.

O que estava acontecendo?

No meio de sua confusão, foram os olhos que brilhavam como faróis que o guiaram novamente. Aquilo era tão errado de tantas mil maneiras, mas...Ele deu um passo à frente. E apenas um foi necessário antes que o braço cumprido a pegasse pelo pulso e a puxasse para perto de si. O corpo diminuto sofreria o impacto contra o peito dele, amassando a blusa preta. Tão logo sentisse o corpo dela, ele a envolveria num abraço que praticamente a esconderia - talvez essa fosse mesmo a intenção.

Precisou abrir os lábios para soltar o ar pela boca, estava dificil respirar. Fechou os olhos e apertou o abraço, abaixando a cabeça e encostando parte do maxilar na têmpora dela. Sunny sentiria, pouco a pouco, uma umidade naquela região por conta das lágrimas que ainda insistiam em escorrer.

Jung Mi não conseguiu dizer uma só palavra porque Sunny tinha acabado com todos os argumentos que ele tinha.

Tudo o que ele era capaz de dizer...estava naquele abraço.

(C) Ross


JAE KI - 5:10 P.M. CLUBE DE DANÇA
Quando Eun Bi saiu da sala e se aproximou para falar com Jae Ki, Kang se levantou do chão também e indicou que estaria no fim do corredor, esperando por ele. Não era porque pretendia ir com ele para o trabalho que ficaria ali ouvindo a conversa dos dois. Achava que eles precisavam de um pouco de privacidade.

Eun Bi observou Kang se afastando, mas logo focou-se em Jae Ki. O fato dele chamá-la pelo nome sem gritar, a deixou um pouco abalada e confusa. Deixou os ombros caírem um pouco diante da pergunta, mas quando abriu a boca para responder, ele propôs uma abstração. A bailarina fechou os olhos por um instante, dando um longo suspiro, igualmente cansado antes de encará-lo novamente. Umedeceu os lábios, mas fechou a boca, formando um bico de lábios carnudos enquanto esperava que ele terminasse.

Uma vez que ele terminasse aquelas perguntas, ela daria um passo e meio para a frente. Chegou a invadir um pouco o espaço dele, mas queria encará-lo de perto, senti-lo ainda próximo mesmo com a distância que ele impôs por não chamá-la pelo apelido. Era apenas alguns centímetros mais baixa do que ele e continuou olhando para cima para encará-lo.


- Miane… - Murmurou. - Em nenhum momento eu fiz isso para te magoar ou pensei em magoar.

Se ele tivesse sido agressivo, ela teria reagido muito mal também. Mas como ele maneirou nas palavras, ela também falou de um jeito manso, assumindo sua dose de responsabilidade.


- Acredite em mim quando digo que é só uma dança. - Manteve os olhos nos dele. - Taemin e eu dançamos juntos há muito tempo. Somos bons parceiros de dança, mas acaba ali. Nós não nos falamos mais. E eu te digo, de coração, que eu só estava interpretando uma música. Eu amo dançar, Jae...amo. É o que eu queria fazer pelo resto da minha vida, por isso sempre levo cada coreografia à sério.

Fazia gestos pequenos com as mãos e não se afastava dele. Somente se ele quisesse distância de novo, ela não insistiria na aproximação.

- Eu teria interpretado com qualquer dançarino, não é porque é Taemin, Minhyun, Kang ou você...Eu danço por mim, porque eu gosto. Não é para te machucar ou para mostrar que gosto do Taemin, longe disso.

Meneou negativamente.

- O que acontece enquanto dançamos não é comparado quando isso acontece. - Buscou o pulso dele, envolvendo com os dedos indicador e polegar antes de escorregar a mão e tocá-lo direito. Olhou para as mãos deles juntas e o encarou de novo. - Eu queria deixar isso claro antes de você ver qualquer coreografia.

Fez um beicinho com uma expressão um pouco triste.

- Mas eu não posso mudar os passos. O clube de dança é a única coisa que gosto nesse colégio. - No sentido de matérias. - Por favor, tente compreender e não brigue comigo por isso.
(C) Ross


MISOO -6 P.M. - APGUJEONG-RO, APGUJEONG-DONG
- Acho que foi tudo bem sim, Minhyun parecia normal. - Kyung Soon a tranquilizou sobre o dia perdido no clube.

Ninguém a julgou por ter faltado, apesar de guardarem aquela informação na mente. Provavelmente nem usariam mesmo. As despedidas começaram de modo bastante agradável e Kyung Soon gostou da forma como Misoo falava.

- Sua neta é uma querida, Kwon Yoo Ri-shi. - Afirmou antes de ir.

- Ela é sim. Minha caçula é o meu orgulho.

- Certamente é.

- Também foi muito agradável revê-las. Espero que encontrem o que buscam e que o jantar seja proveitoso para todos.

Enquanto terminavam a despedida, Minhyun entrou na loja. O menino trazia um café gelado com uma generosa dose de chantilly. Usava uma camisa social branca, abotoada e uma calça azul marinho, ainda colocou uma boina cinza. Tinha trocado de roupa no colégio antes da mãe buscá-lo. Sunyoung estava achando aquele look horroroso e o julgava silenciosamente com o olhar.

O menino suspirou enquanto se aproximava de sua família - sem notar ainda MiSoo e a avó. Yoo Ri estava medindo Minhyun com o olhar.

- Pronto, ommoni. - Viu que estavam sem as compras ainda. - Vocês ainda não começaram? Aish…


- Não, eu estava conversando com suas amigas. Seja gentil e cumprimente, cade a educação?

Minhyun virou-se, finalmente encarando Misoo e a avó. Fez um “o” com a boca e reverenciou as duas, num pedido de desculpas.

- Eu não as vi, me desculpem. - Encarou. - Como vão? - Olhou uma de cada vez, repousando o olhar em Misoo.


- Muito bem, meu querido. E não tem problema, você deve estar cansado.

- De, um pouquinho. - Sorriu. - Bom, vocês nem começaram, eu vou sentar, tá bem?

Kyung Soon só deu uma encarada, mas fez o sinal para que ele fosse. Minhyun sorriu enquanto saía de fininho e procurava por alguma poltrona para se sentar e ficar mexendo no celular enquanto tomava seu café. Mãe e filha terminaram de se despedir de Yoo Ri e sua neta e foram para a parte de perfumes.

Yoo Ri deixou a neta à vontade para ficar vendo batom e esmalte enquanto ela ia atrás dos maravilhosos cremes para o rosto.
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Última edição por The Crown RPG em Sex Abr 20, 2018 7:50 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 4

Mensagem por The Crown RPG em Ter Abr 10, 2018 2:20 am

HEE KYUNG - 4:10 P.M. LOJA DE CONVENIENCIA
- Com as aulas de inglês, é? Então devo colocar na minha agenda de sábado que você vai almoçar comigo mais vezes? - Perguntou de um jeito divertido, mas parecia feliz por ouvir isso.


Além de gostar da companhia de Dong, sentia-se animada quando alguém demonstrava gostar de algo que ela fazia. Lecionar nunca tinha sido seu principal plano, mas quem sabe não era uma alternativa também? Já que Hee Kyung se oferecia para cobaia, não parecia um problema testar. Até porque também tinha oferecido aulas de francês para Sunny.

Só gostaria de saber onde arranjaria tempo para tudo isso? Bom, dariam um jeito, precisavam dar! Nem que estudassem de domingo a domingo.

Esse pensamento a fez desabafar sobre a falta de tempo. Mesmo sendo otimista, a mente dela vacilava e o corpo era limitado, uma hora tiltaria. Pelo menos tinha alguém com quem desabafar e era ótimo ver que não estava sozinha. Transformava as coisas mais fáceis. Depois de falar, foi a vez de escutar. Ficou encarando Dong enquanto ouvia sobre a natação e deu um sorriso compreensivo - até tocou de leve no ombro dele.

- Dizem que natação é tão legal. - Comentou. - Você não gosta nem um pouquinho? - Fez o gesto de “inho” com o indicador e o polegar. Fez uma careta com o fim do discurso, sobre as escolhas e o encarou da cabeça aos pés. - Hee Kyung-shi, vamos ser honestos, sim? Somos sedentários.


Suspirou, exausta.

- E acho que você não gosta da natação porque seu pai deu uma escolha muito cruel. E se tentar buscar um incentivo? - Ponderou. - Não sei, a cada semana que melhora o desempenho, você reserva compra algum jogo novo ou junta dinheiro para uma viagem. Sei que dinheiro não é problema para você, mas falo mais pelo incentivo, sabe? Pode ser uma forma de deixar a atividade um pouco mais leve.

Tentou ajudá-lo. Como era uma pessoa doente, ela queria ver seus amigos bem. Seu problema na coluna e a diabetes não permitiam que ela fizesse todas as atividades que gostaria. Por isso fazia o pilates para tentar corrigir a postura e escapar do colete que ela foi ameaçada a usar. Stella tinha ficado desesperada quando ouviu que poderia usar isso, porque certamente o bullying ficaria muito pior.

De todo modo, ela logo se preocupou em saber sobre os horários de Dong. Ela também se ajeitou na cadeira, dando mais um gole em seu chá verde enquanto o menino consultava seus horários. Ficou admirada com aquela organização - tinha seus horários, mas o dele era muito mais bonito. Também reparou no papel de parede dele, reconhecendo a personagem - não era boa com ela, mas gostava.

- Ung - Aguardou e observou.

Do outro lado da linha, um aborrecido Min Ho atendia.

- Você está atrasado. - Dizia. - 30 segundos atrasado, para ser preciso. 31...32.33… - Parou de contar. - Como assim um imprevisto? O imprevisto se chama Jun Eun Seok, também conhecida como Stella Jun?

“Quer falar com ela?”

- Claro que não quero falar com ela. Quero saber por que o meu duo está abandonando a quest para ficar com uma garota? Cadê as prioridades?


“Ele te mandou um oi”

- Não mandei nada! Eu gostaria que essa ladra de amigos devolvesse o meu duo para o jogo! Eu não quero beijos dela. Dê para o Ha Neul! Dong, escuta, você prometeu que íamos jogar às 4:10 P.M. Você só tomou uma carona com ela, por que ainda está com ela? Eu não quero ser vice líder! Eu quero ser líder!

Porém, os últimos argumentos de Dong foram o suficiente para a aborrecer ainda mais o ranzinza do grupo e ele simplesmente desligou o celular.

Quando Dong olhasse para Stella, veria aquela carinha incrédula e os olhos rindo por conta da conversa. A menina estava tapando a boca já tentando conter a risada, mas tombou o corpo para a frente quando ele ligou de novo.


- A ligação não caiu, eu desliguei. - Uma pausa. - Se você sabe que eu desliguei, por que disse que caiu? Você não está fazendo sentido. Já chegou em casa para jogar? Posso perdoar seu atraso.

O comentário sobre o bolo foi o suficiente para que ele desligasse o telefone de novo e ficasse ainda mais decepcionado com o amigo. Stella conseguiu se controlar um pouco melhor e o encarou.

- Aigoo, você cancelou a partida com o Min Ho-shi. Eu tenho aula às 6 p.m, Hee Kyung-shi. Não tem muita coisa legal para fazer em 1 hora, 1 hora e meia. Hm...Por que não vai lá para casa? Dependendo do jogo, eu tenho no pc e aí você pode jogar com ele e eu ajudo na quest. Ou a gente joga no ps4 até a minha aula. O que acha?


Caso Dong achasse uma boa ideia, ela já mandaria uma mensagem para o motorista. Antes que ele chegasse, contudo, ela tiraria o emplastro do joelho dele. Ao puxar, ela disse que poderia doer um pouco - e, de fato, doeu muito. Enquanto Dong pensava na dor, ela já puxava a tira numa espécie de depilação. Fez uma careta e pediu desculpas.

- Vamos?
(C) Ross


WON BIN - 10:30 P.M. CAFÉ BEAUTIFUL
A carinha emburrada de Bomi não era por nada sério - não para Won, no caso. Só estava um pouco irritada com o que leu acerca de um grupo. Mas nada demais. Até porque foi com bastante naturalidade que a carinha emburrada deu lugar a uma expressão mais suave ao ver Won saindo do café.

Levantou-se quando percebeu que ele a tinha visto e começava a caminhar na direção dela. A menina usava uma camisa flanelada xadrez, sobrepondo a blusa e o short - era tão comprida que cobria um pouco seu short. Ou talvez o short fosse um pouco curto, à moda coreana.  Mesmo assim, fazia um pouco mais de frio e ela esfregou as mãos enquanto se aproximava.

- Ung, na verdade, eu estava te esperando. - Foi um pouco mais direta do que ele enquanto se aproximava com aquele jeitinho meio travesso dela. Cara de quem sabia demais, na maior parte do tempo. - O smoothie estava muito gostoso. Komawo. Precisava agradecer.


Claro que ela não tinha ficado ali só para dizer isso, mas foi uma boa saída, por parte dela. Ao ver que ele estava tirando a camisa sobreposta para dar a ela, ela meneou negativamente ao mesmo tempo em que mexia as mãos.

- Ani, ani! Eu estou bem! Aigoo, você vai ficar com frio assim. Não precisa. - Ficou meio sem jeito porque o braço dele ficou exposto.


Desviou o olhar, ajeitando o cabelo, colocando a bendita mecha atrás da orelha. Ficaria assim até que ele colocasse a camisa de novo e cobrisse o braço. Então, voltaria a encará-lo.

- Você disse que seria legal se eu passasse mais tarde no café e achei uma boa ideia. Mas como a Hyesang-shi está um pouco aborrecida por domingo e você também estava ocupado, achei melhor esperar você sair.

Colocou as mãos nos bolsos da camisa de flanela e mexeu um pouco.

- Você sai um pouco tarde, né? - Comentou. - Sua casa é muito longe? E ainda estuda e faz os deveres? Uau...Se quiser, eu posso te ajudar, posso adiantar algumas coisas ou te dar meus resumos. Não sou brilhante como meu irmão, mas fiquei em 11º na turma e 25ª no geral. - Fez um “v” de vitória, mostrando que não estava tão ruim assim. - E se eu puder te ajudar, será legal.

Como ela tinha dito durante o almoço, se ele desse corda, ela falava sem parar, mas num ritmo que não era tão ruim de acompanhar.. Sem que ele percebesse, ela estava acompanhando a passos bem lentos para a saída do condomínio, demonstrando que o levaria até o portão. Olhou para ele, dando um sorriso pela tagarelice e deu de ombros.

- Como foi sua primeira aula no clube de teatro? Foi legal?


Talvez depois de lembrar da aula de teatro, Won também se lembrasse do intervalo e do que tinha conversado com Jae Ki. Por algum motivo, o garoto tinha gostado muito de Bomi. O que teriam conversado, afinal? Depois de tantas perguntas, ela o observou com bastante atenção, ansiosa pelas respostas.
(C) Ross


Última edição por The Crown RPG em Sex Abr 20, 2018 7:52 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 4

Mensagem por Convidado em Ter Abr 10, 2018 9:17 am


MiSoo assentiu com a cabeça sobre o transcorrer normal do clube. Não tinha porque esconder que faltou, não era um segredo. Todo mundo que participou do clube de dança saberia. Não se importava também que a informação chegasse aos ouvidos dos pois. Não tinha faltado ao clube de moda, não havia porque a mãe reclamar e duvidava muito que o pai se importasse com esse clube.

MiSoo coçou atrás da orelha, sem jeito com o elogio da Sra. Han e agradeceu com uma reverência.

Juntando aos elogios da avó, a conversa fazia MiSoo corar.

Assim como a avó, MiSoo se despedia da dupla, mas quando Minhyun apareceu, a garota precisou segurar o riso novamente. Era culpa da conversa sobre avestruzes.
De todos os animais…

MiSoo quase se enfiou atrás da avó para conseguir se conter.

Avestruz de boina…

Já não era a melhor pessoa para manter a postura e seriedade quando estava em seu estado normal. Agora então…

A garota só ficou observando a família conversar, um passo atrás da avó, se abanando, como se isso resolvesse alguma coisa.

- Ah, De! - se adiantou na resposta, meio agitada - Não há do que se desculpar! - ergueu as duas mãos espalmadas - Eu…! Eu estou…! Bem! - apertava os lábios, morrendo de vergonha por estar meio que rindo sozinha.

A halmoni tomou a palavra e MiSoo concordou com movimentos rápidos e ainda agitados da cabeça.

Depois que o garoto se afastou, as mulheres terminaram de se despedir e MiSoo se apressou para ir atrás da avó, meio no impulso até que a avó a “liberou” para ir fazer o que ia fazer quando foram abordadas pela dupla de mãe e filha.

MiSoo voltou aos batons, ficando um pouco sozinha. Estava olhando de modo lento para as cores, sem conseguir se focar totalmente na escolha. Estava tentando acalmar-se depois do quase surto de risos e também, quando ficava sozinha, um pouquinho do incômodo que teve durante o dia retornava e ela podia voltar a perceber que ainda se sentia bem mais fracas, para os padrões energéticos da garota.

Tentava afastar todos os pensamentos sobre o dia, pois preferia tê-los em casa mesmo. Este era o momento de avó e neta fazerem um bom passeio e comprarem várias coisinhas.

Podia ir perguntar ao garoto como tinha sido a aula de dança, mas estava receosa de lidar com alguém da escola sozinha… Ainda mais depois de responder como estava de um jeito bem esquisito. O pior era que também corria o risco de começar a rir de novo!

— Ross
Convidado

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Re: Capítulo 4

Mensagem por Won-Bin em Ter Abr 10, 2018 11:48 am



Não tinha como saber o que eram problemas sérios ou não para que deixassem Bomi com a cara mais fechada, mas Won gostaria de saber mesmo para que pudesse ajudar. Então o mínimo que poderia fazer seria estar ali e sorrir pra ela.

- Ung, na verdade, eu estava te esperando.

”O que!? Mas por que…”

-Ah, sério? - em seguida ela comentava sobre ter gostado do smoothie. A sensação de ter vencido uma maratona voltou e Won não conseguiria ocultar o sorriso que abriu mais ainda.

-Que bom que gostou, eu aprendi a fazer hoje e tentei fazer do jeito que você gosta. Digo, que eu acho que você gosta - o nervosismo ainda era um pouco presente, riu um pouco com a mão na nuca.

Ficou sem graça de oferecer a blusa, no fim ela não precisava. Fez menção de pedir desculpas mas se lembrou do almoço, ia tentar parar de pedir desculpas a cada cinco minutos. Assentiu com a cabeça e colocou a blusa de volta.
Nem notou que ela havia olhado para seu braço de uma forma mais prolongada…

Won via ela arrumar a mecha do cabelo novamente. Isso nunca ficava velho, mas agora imaginava se um ele pudesse fazer isso, como nos filmes quando o mocinho ajeita o cabelo da mocinha e aí…

- Você disse que seria legal se eu passasse mais tarde no café e achei uma boa ideia. Mas como a Hyesang-shi está um pouco aborrecida por domingo e você também estava ocupado, achei melhor esperar você sair.

-Eu imaginei se você viria. Mesmo que ela esteja meio...aborrecida, está tudo bem - então Bomi obviamente percebeu como a chefe agiu também.
-Ela me deu coisas novas para fazer, eu estou gostando haha. Pra você eu não tenho medo de errar uma receita, então venha mais vezes para vivenciar minha evolução como mestre do café

Disse meio brincando, inflando o peito. Mas o desejo de que ela não deixasse de visitar o café era genuíno.

- Você sai um pouco tarde, né? - Comentou. - Sua casa é muito longe? E ainda estuda e faz os deveres? Uau...Se quiser, eu posso te ajudar, posso adiantar algumas coisas ou te dar meus resumos. Não sou brilhante como meu irmão, mas fiquei em 11º na turma e 25ª no geral. - Fez um “v” de vitória, mostrando que não estava tão ruim assim. - E se eu puder te ajudar, será legal.

-Eu estou acostumado com esse horário mais tarde, nessa hora agora eu estaria treinando no dojo… - não conseguiu ocultar um pouco da tristeza e ficou com o olhar um pouco distante. Voltou a atenção a Bomi quando ela falou sobre os estudos e uma ajuda.

Abriu um sorriso, não o simpático como sempre, mas daquele que mostrava gratidão.

”Depois de tantas aulas sem prestar atenção...eu preciso”

-11ª? Isso é bem brilhante, Bomi - disse a elogiando - Na verdade por conta de todas essas coisas rolando durante a semana eu acho que estou um pouco defasado nos estudos. Eu aceito sua ajuda, espero que tenha paciência comigo - riu um pouco e colocou a mão na nuca novamente.

- Como foi sua primeira aula no clube de teatro? Foi legal?

Bomi notaria como os olhos de Won brilhariam diante da pergunta.

-Me sinto até bobo de ter ficado com tanto medo do clube haha. Foi muito bom, melhor que eu esperava na verdade - contou brevemente sobre os exercícios e o que havia feito, mas não comentou sobre quem estava lá.
-Foi tipo quando eu era criança e tinha muita imaginação haha. Desculpa, eu devo soar bem infantil agora - disse meio sem graça, ele que havia acabado num monologo agora.

E então se lembrou da saída do clube e do que Jae-ki havia dito. Era impossível não sentir nenhum ciúme, e Bomi nem comentou nada sobre ter falado com ele até agora. O que quer que fosse, se Jae tinha falado a verdade ela tinha contado coisas a ele que nem Won sabia até agora. Disfarçou o incômodo e manteve sua expressão simpática.

Andando de forma tranquila a ansiedade aumentava conforme se aproximavam do portão de saída.

-Hoje foi...hoje foi legal Bomi - queria dizer tantas coisas, mas só conseguiu encontrar essa palavra para definir todos aqueles momentos especiais - Espero ter mais dias como hoje. Lembrando que o próximo almoço é você que escolhe - disse brincando e lembrando do que ela havia dito sobre um próximo almoço.

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Re: Capítulo 4

Mensagem por Kim Sun-Hee em Ter Abr 10, 2018 4:37 pm

Não desejava demonstrar qualquer fragmento de fraqueza diante de Jung-Mi, mas simplesmente não conseguia mais guardar aquela avalanche. Se antes boiava em águas limpas, nos últimos tempos, desde que descobriu o verdadeiro nome do misterioso Young, ela começou a nadar em mar tempestivo, onde cada onda ameaçava tirá-la da superfície. O sentimento não mudou... Ele cresceu, porém perdera a pureza e simplicidade nas quais se originou durante as férias. Era dolorido... e completamente incerto. Por isso, quando Jung-Mi revelou que gostava dela, ele também puxou a tormenta e colocou-se nela. Ambos estavam debaixo das nuvens negras e pesadas...

Mas, pelo menos, compartilhavam o mesmo céu.

Sunny não sentiu paz após a declaração.

Na verdade, ela estava o perdendo entre os dedos e não encontrava alternativas para mantê-lo ali. Queria que as coisas fossem mais fáceis... Queria que não aparecessem tantos empecilhos ou bifurcações no caminho dos dois... Queria... Queria apenas ficar com ele... Só isso...  

Embora não existissem provas concretas das palavras de Jung-Mi e independente do episódio mais cedo, Sunny acreditava no Park... Inclusive, de que ele realmente a correspondia. Mas, talvez, essa certeza só trouxesse mais angústia e sofrimentos a eles.

Assim como o Príncipe da WangJo, não havia mais palavras a serem ditas por parte da bolsista. Ela estava ofegante ao ponto dos ombros balançarem de um jeito desprovido de ritmo e cadência e o olhar permanecia fixo no rosto dele, alimentando-se das reações de Jung-Mi. E... também não estava preparada para testemunhar a queda de uma máscara.

Daquela máscara.


Conforme a primeira lágrima escorria rente a curva perfeita do maxilar projetado e bem delineado, carregava no encalço uma fina rachadura que propagou outras até deixá-lo exposto e o incômodo gerado pela vulnerabilidade ficava ainda mais evidente na expressão contraída... De repente, um vale desmanchava-se dos olhos de Jung-Mi, lhe tirando o controle das próprias emoções. Era assustador ver alguém tão forte se mostrar assim... Frágil feito vidro.

Quase como se tivessem combinado, ela avançou no espaço de tempo que ele usou para segurar o punho delicado e trazê-la contra si mesmo enquanto os braços tratavam de acolhê-la. Sunny nem teve o instinto de proteger-se do impacto. Aceitou a segurança que prontamente a envolveu quando sentiu o calor mesclado ao perfume amadeirado e fechou os olhos, respirando o aroma concentrado da loção, imaginando que, enfim, encontrara um pedacinho do paraíso frente ao “inferno” que a atormentava dia seguido de dia. E Jung-Mi, devido à ausência de distância, também sentiria o cheirinho suave e doce, temperado com discretas doses de baunilha. Lentamente as mãos fugiram da inércia e se apoiaram nas costas do Park, porém no momento em que a umidade cobriu a têmpora perante o encaixe, Sun-Hee afundou os dedos no tecido da camisa dele, apertando-o com mais força.

Apesar do que a cena podia sugerir, naquele instante, Sunny não cabia no papel de protegida...

Jung-Mi quem precisava dela, e não o contrário.

Com todo o cuidado, afastou a cabeça o suficiente para inclinar o queixo e fitá-lo. As mãos o libertaram, mas antes que Jung-Mi pensasse que ela estava interrompendo a troca de afeto, ele sentiria o toque macio das palmas sobre as laterais do rosto, dando firmeza aos polegares de esfregarem pacientemente cada lágrima até secá-las. Em contrapartida, as pálpebras da menina vertiam o seu pequeno fluxo.

Aquilo era íntimo demais...

Por sorte, as estantes os escondiam do mundo e os livros que eles tanto adoravam... tornavam-se cúmplices.

Sunny continuou... Após o gesto atencioso, ela ficou na ponta dos pés e se esticou o bastante para que tivesse alcance em passar os braços ao redor dos ombros de Jung-Mi, voltando a abraçá-lo pelo tempo que ele achasse necessário. A destra se apoiou na parte de trás da cabeça dele, afagando a região, numa tentativa de oferecer e buscar conforto.

Não tinha ideia de como seria o "amanhã", mas agora... Só precisava tê-lo assim...

Dentro daquele abraço...
5 P.M - CAFÉ LITERÁRIO

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Re: Capítulo 4

Mensagem por Jae-ki em Qua Abr 11, 2018 1:50 pm


Quando Jae-ki deixou que Eun-bi falasse, não tinha muitas esperanças de que a explicação dela pudesse resolver alguma coisa, porque dessa vez ele tinha visto tudo, mas realmente queria entender o motivo dela ter feito isso. Respirou fundo quando ela se aproximou e pediu desculpas. Jae-ki não se afastou e ficou a observando de cima, embora fossem quase da mesma altura. Mesmo depois de ter dançado, a bailarina continuava exalando aquele mesmo perfume fazia o coração de Jae-ki palpitar. Os olhos dele já estavam cansados, não só por causa disso, mas por conta do dia cheio e dos estresses que tinha tido. Se esforçar para ficar quieto também o consumia, ir contra a própria natureza requiria muita força de vontade.

Eun-bi foi se explicando e Jae-ki escutou, era sempre difícil ouvir que ela e Taemin tinham uma história, sentia seu sangue ferver e um calor queimando no peito. Mas conforme ia ouvindo, Jae-ki foi acalmando aos poucos. Observava as delicadas mãos dela se moverem conforme ela falava. Talvez Eun-bi estivesse falando a verdade, a voz dela parecia bem sincera. Jae-ki sentiu o toque macio da mão dela no seu pulso, também abaixou os olhos para observar a mão dos dois juntos. Gostava mesmo de como ficavam juntas


Provavelmente Eun-bi não sabia o poder que tinha sobre ele. Jae levantou o rosto para encará-la quando ela terminava sua explicação, o rostinho dela triste era irresistível. Era difícil brigar com ela depois dela explicar as coisas desse jeito tão meigo. Agora ele achava só que ela era muito ingênua de cair na armação de Taemin e nas garras daquela professora estúpida. O cretino provavelmente tinha planejado isso e a usado para atingi-lo.

Ele a olhou mais uma vez nos olhos e segurou a mão dela acariciando de leve a pele macia com o próprio polegar, não desviou o olhar dela. Não estava mais com raiva, na verdade seu coração batia tão rápido que Jae sentia como se quase pudesse escutá-lo. Eun-bi não deveria ficar tão perto assim, ele poderia acabar não resistindo.

- Tá, vou acreditar em você.

Música:

Suspirou preocupado, continuou mexendo na mão dela, a envolvia com seus dedos longos e angulosos enquanto foi falando:

- Só que, Eun-bi, o Taemin tá se aproveitando disso e te usando para me atingir, é que você não viu o sorriso cretino que ele fez depois que dançaram. Ele já me xingou hoje de manhã, e agora armou isso. Ele sabe que você é importante para mim, pensa nisso. Eu vou nessa, se não chego atrasado no trabalho.

Antes que ela pudesse responder alguma coisa, Jae-ki levantou rápido o rosto e não resistiu, a beijou rápido na testa, em seguida se afastou e se despediu rápido:

- Se cuida, Bibi.


Jae-ki logo se virou em foi andando rápido em direção a Kang, o puxaria pelo braço para irem embora. Não se garantia que se ficasse mais tempo olhando para ela ali conseguiria se controlar mais do que tinha feito. Apesar de Jae-ki costumar ser travesso e já ter roubado o beijo de algumas garotas no passado, tentava se controlar agora para protegê-la. Eun-bi era diferente, não correria o risco de ferrar ela ali na escola, se alguém visse poderiam ser expulsos. Além disso, devia estar quase atrasado para o trabalho, e sentia que não conseguiria desgrudar tão facilmente dela se não saísse assim sem olhar para trás.


Clube de Dança

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Re: Capítulo 4

Mensagem por Dong Hee Kyung em Qua Abr 11, 2018 11:16 pm


- Marque eu vou tentar ir, ja sou praticamente um membro da família. - Respondeu quanto a questão de almoçar mais vezes. Stella pensava sobre o tempo e Dong quase ao mesmo tempo refletia como conseguiria fazer tantas coisas sem se sobrecarregar.... bem, só se fosse sacrificar os jogos. O comecinho de Wangjo já mostrava como seria o ritmo e por sorte (ou azar) o garoto não dispunha de uma vida social muito badalada, para sentir o peso que os estudos farão em breve.

- Meu pai provavelmente acha que sou um fraco, por isso fez essa condição. Existem outros meios para se melhorar o desempenho físico de forma satisfatória, ele quis unir o útil ao agradável já que o clube é caro, e também posso interagir com minha prima lá, deve ser isso. Já briguei algumas vezes mas não quero... passar a imagem de um garoto mimado, se isso faz eles dormirem melhor... - Kyung quase sorriu com as palavras dela, se reservar para comprar um jogo ou juntar dinheiro... O rapaz não precisava disso, exatamente. Essa questão não havia incentivos, a atividade era dolorosa e um pouco constrangedora até por ter que exibir o seu porte nada atlético, perto de outras pessoas bem diferentes desse cenário.

Tentou contornar mas sem sucesso, não conseguiria mentir por muito tempo nem brincar com isso, diante dela. - E você Stella-shi, tem uns probleminhas ai também né? Parece que todo bom gamer que se prese tem a sua sina pessoal. - Após se resolver com Min-Ho veio aquela excelente ideia, jogar até a aula dela, prontamente concordo com o queixo pelo menos duas vezes, o convite veio até a impressiona-lo, parece que ela queria compensar o que foi feito agora a pouco contra Min-Ho. Já conseguiria ouvir em algum lugar, um certo amigo viciado em aracnídeos o chamando de "herói". Quem dera... -  Otimo! Estou dentro, vamos indo e... - Encarou a mandando a mensagem e depois apontou para ela se curvando até o joelho dele - O-oque esta fazenn AAAAAAAAAGH - Gritou rápido e depois levou as mãos até a boca batendo até a lateral do celular nos dentes, de tão rápido que fez o movimento no susto e se levantou, jogando o copinho que tinha deixado por cima do banco, numa latinha de lixo, como bom rapaz que era. - E o seu posso puxar também?

Questionou, meio que deixando sem ela saber se era brincadeira ou não, pelo olhar de falcão que ele fez.

4:10 P.M - Loja de Conveniência

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Re: Capítulo 4

Mensagem por The Crown RPG em Qui Abr 12, 2018 8:58 pm

SUN HEE - 5:30 P.M CAFÉ LITERÁRIO


Quanto tempo cabe numa eternidade?

Essa é uma pergunta difícil, quiçá impossível de se responder. Não existe um tempo exato para calcular, pois varia de pessoa para pessoa, de momentos e sentimentos. Para Sun Hee e Jung Mi, aquela abraço durou exatos sessenta segundos. Claro que ninguém estava calculando, até porque a percepção de segundos, para eles, estava anulada.

Fato era que para qualquer pessoa que visse de fora, acharia que foi pouco, mas para os dois, pareceu uma vida inteira. No caso, duas vidas.

Jung Mi mal podia acreditar naqueles gestos de Sun Hee. Aquelas mãos tão delicadas e pequenas tentavam pôr um fim nas lágrimas que insistentemente escorriam pelo rosto dele. Muito embora ele não estivesse conseguindo pará-las, Sunny podia perceber que elas não escorriam de modo abundante. Parecia que havia certa disciplina, como se mesmo depois de quebrar, ele ainda tentasse ter algum controle, ainda que mínimo.

Durante todo o tempo, os dois ficaram se encarando até que, por fim, ela resolveu iniciar um novo abraço. De um ângulo ligeiramente diferente - e mais íntimo do que antes. Jung Mi não negou ao abraço, pelo contrário, ele se curvou um pouco e envolveu a cintura dela, depois que ela se esforçou para ficar na ponta dos pés.

Os olhos se fecharam e nenhum dos dois queria pensar mesmo no amanhã. Só precisavam daquela pequena parcela de eternidade que foi disponibilizada para os dois.

Sessenta segundos.

Porque nada dura para sempre, independente de serem alegrias ou tristezas. Jung Mi era forçado a voltar para a realidade, pois sua criação era assim. Não tinha mais o direito de sonhar ou fraquejar. Era aquele maldito peso do nome que ele a alertou. Apesar de seu coração desejar uma coisa, a mente precisava fazer outra.

Sunny perceberia os sinais de que precisavam parar. O corpo dele começou a se mover e se deslocar para longe dela. As mãos dela escorregariam pelo pescoço, ombros, mas não terminariam sozinhas. Ele pegou as mãos dela pelo caminho, segurando de modo que ela dobraria as falanges dos dedos - onde ele encaixou as pontas dos dedos dele.

Apesar do rosto ainda possuir a rota das lágrimas, ele já retornava a expressão séria e controlada de antes. Os olhos estavam mais iluminados e os cílios, molhados, mas aquela dor retornava. Porque agora viria a despedida e ambos sabiam disso.

Jung Mi precisou de um instante até finalmente falar.

- Eu não posso fazer isso com você. - A voz grave saiu um pouco mais baixa do que o normal. - Nós temos a nossa verdade, mas ela não veio no melhor momento. E eu não posso voltar atrás nas decisões que tomei hoje. Preciso de respostas, Sun Hee. Não as suas.

Engoliu em seco, abaixando o olhar e começando a soltar a mão dela.

- Sei que seria muito egoísmo pedir para que espere ou tenha paciência. Mas, no momento, é tudo o que eu posso pedir. Se isso me faz de um riquinho egoísta, é o que eu sou. - Franziu um pouco o cenho e meneou negativamente. - E não vou mais importuná-la até ter as respostas…

Disse isso num tom mais triste e os ombros caíram um pouco.

- Eu preciso ir.

Umedeceu os lábios e fez uma discreta mesura para ela antes de partir. Mesmo que Sunny ainda tivesse muito o que dizer, ele realmente não tinha mais o que responder. Não podia e nem queria alimentar mais esperanças, mas aceitaria possíveis desaforos sem retrucar.

No fim das contas, ele ainda tinha um resquício de moral...
(C) Ross


JAE KI - 5:20 P.M. CLUBE DE DANÇA
Eun Bi era uma pessoa esquentada, um pouco aborrecida, mas só mostrava esse seu lado dela quando provocada. Quando as pessoas conversavam com ela sem alterar a voz ou usando tons incisivos e agressivos, ela se comportava muito bem. Jae Ki tinha seu direito de estar irritado, mas o fato de ter sido calmo, foi o suficiente para que ela se esforçasse bastante para explicar sua posição e tentar transmitir o que sentia.

Depois que tocou a mão dele e Jae Ki não tentou afastar, ela manteve o toque. Não ficou olhando para as mãos juntas por muito tempo, porque ainda não tinha terminado de passar seu recado. Porém, ela percebeu que o menino continuava olhando para baixo e ficou observando os traços dele.

Até que ele a encarou de novo, pegando bem o momento em que ela deixou um pequeno suspiro escapar. Não havia mais raiva nos olhos dele e ainda podia sentir o carinho em sua mão. Aquilo a deixava mais aliviada. Chegou a dar um pequeno sorriso no canto dos lábios ao ouvir que ele acreditaria nela.

Não disse nada, conseguindo se conter. Sentiu raiva pelo que Taemin tinha feito, mas certas coisas estavam além do alcance dela. Talvez se eles parassem de se importar tanto, o garoto parasse de tentar provocá-los. Mas nada disse quanto a isso, só meneou negativamente quando…

Sentiu o toque dos lábios dele em sua testa.

Os olhos se arregalaram e ela rapidamente o encarou, completamente chocada, mas Jae Ki foi mais rápido em se afastar e começar a se despedir.

- J… - O nome ficou engasgado na garganta e ela nem conseguiu segurá-lo à tempo. A mão ficou meio esticada, mas ela não o puxou.

Kang estava no fim do corredor fazendo uma cara impagável quando foi arrastado pelo amigo daquele modo. Eun Bi continuou parada e fez um bico irritado porque ele nem ao menos olhou para trás. O bico não demorou muito porque ela logo levou a mão até a testa, onde tinha sido marcada pelo beijo e sorriu. Levou as duas mãos até as bochechas e não conseguia parar de reviver a cena em sua mente.

- Você beijou! Você beijou!! - Kang falava enquanto cutucava Jae Ki - Eu vi, eu vi!! Daebak!

O garoto nem tentou se segurar e foi implicando com Jae Ki e o sacudindo de leve até o momento que cada um pegasse seu ônibus ou linha do metrô para partir.
(C) Ross


HEE KYUNG - 9 P.M - RESIDÊNCIA JUN
Stella não negou que Dong era quase um membro da família. Sua mãe mesmo fazia questão de tratá-lo como se fosse um sobrinho - talvez um filho, mas ela não diria isso em voz alta. Chegou até a esboçar um sorrisinho com essa constatação e terminou de beber seu chá.

O tópico seguinte mexia um pouco com o menino. A canadense nunca achou que ele imaginava esse tipo de coisa sobre o pai dele. Era estranho porque sempre quando podia vê-los juntos, o Sr. Dong parecia tratá-lo com afeto. Pelo menos para os padrões coreanos Porém, ela fechou mesmo a cara quando ouviu sobre Hayoung. Imaginar os dois passando tempo juntos incomodava mais do que ela gostaria de admitir.

A menina chegou a desviar o olhar e tomar mais uma golada do chá. O problema é que já tinha acabado com o líquido e o movimento serviu apenas para que ela engolisse a raiva que sentiu.

Preferiu voltar a pensar no relacionamento de pai e filho. Tinha sua certeza de que o pai não devia achar isso dele. E Hee Kyung era um filho muito bondoso.

- É, eu tenho problemas na coluna e outros probleminhas. - Fez um beicinho e ficou quieta, esperando pela que ele falasse com Min Ho ao telefone.

Aquela conversa foi engraçada. Precisou se controlar muito para não rir daquela história. Na verdade, ela riu em silêncio, chegando a ficar um pouco sem ar por não poder rir alto. Quando a conversa terminou, ela propôs que fossem para casa dela, então. Já que ele era quase de casa, não haveria problemas que ficasse por lá. Depois podia pedir ao motorista para que o levasse de volta.

- Vamos, mas primeiro… - Stella deu aquele belo puxão no emplastro, fazendo o gritinho de Hee Kyung ecoar.

Fez uma carinha de “ops”, mas se encolheu, impedindo que ele se aproximasse do seu. Dong podia pensar que, talvez, aquilo fosse uma resposta pela omissão dele à respeito de Hayoung. Quem sabe, né? Stella era canceriana…

[...]

A Casa de Stella tinha um perfume gostoso de limpeza e essência de algodão - aqueles cheiros de bebê. A mãe dela andava viciada nesse perfume, como se estivesse preparando a casa inteira para a chegada de Benjamin. Como já esperado, Ellen ficou muito feliz com a presença de Dong - era um alento para seu coração que a filha tivesse um amigo como ele. Depois de cumprimentá-lo, ela os deixou em paz e disse que ia pedir para que colocassem mais um lugar à mesa para o jantar.

Isso talvez até ajudasse Dong, porque se não jantasse ali, teria que comer sozinho em casa. Sua mãe já tinha avisado mais cedo que chegaria tarde e recomendou que ele esquentasse a comida que a empregada deixou pronta.

Os dois seguiram até a sala de vídeo e tinham a opção de ligar o ps4 para jogarem. Stella deixou que o amigo escolhesse o jogo que quisesse. Caso fosse de luta, eles ficariam batendo um no outro, se fosse colaborativo, eles tentariam não morrer. Fato era que depois a menina deixaria que ele cuidasse do controle e terminasse a quest que quisesse. Ela não tinha problemas com isso ou ciúmes de seus games.

A decisão de ir para a casa dela, realmente foi a mais acertada porque uma hora passou muito rápido. E isso acontecia principalmente quando estamos com pessoas que nos fazem bem. Na melhor parte do jogo, a campainha tocou e a chegada da professora de piano foi anunciada.
Stella inflou um pouco as bochechas, mas deixou os controles de lado. Caso Dong quisesse assistir a aula, também seria permitido. A professora era uma mulher que parecia ter a idade da mãe de Dong. Usava óculos com armação marrom e uma roupa básica - um suéter preto com bolinhas brancas, por cima de uma blusa branca e uma calça comprida jeans. Carregava uma bolsa retangular, estilo carteiro e tinha uma postura humilde, apesar de profissional.

- Seja muito bem vinda, Senhorita Son Nam Joo. - Ellen a cumprimentar.

- O prazer é todo meu, Sra. Jun.

- Esta é minha filha Stella ou Eun Seok, como preferir chamá-la.

- Como prefere ser chamada?

- Ahm… - Stella ficou um pouco corada e ajeitou uma mecha atrás da orelha. - Eun Seok está ótimo, Senhorita Son. - Gostava mais de Stella, mas não sabia se seria desconfortável para ela.

A mulher manteve um sorrisinho enquanto os encarava. Caso Dong estivesse ali, ele também seria apresentado. Caminhariam até um piano branco que ficava em outro ambiente da sala - a casa de Stella era bem grande, com muitas divisões e a cor mais predominante era o branco, mesmo.

A Srta Son sentou-se ao lado de Stella e tirou algumas partituras. À primeira vista, era muito difícil de entender, mas ela traduzia cada uma das notas com um tecla do piano. Ela não quis que Stella anotasse porque queria que ela identificasse os sons primeiro. Parecia uma mulher experiente e muito paciente. Permitia que Stella tirasse suas dúvidas e sempre voltava quando ela parecia um pouco perdida.

De muitas e muitas formas, Nam Joo era uma presença bastante agradável. Tão agradável que a propria Stella precisou admitir, ao fim da aula que estava animada para a próxima. Foram cerca de setenta minutos de aula. A professora deixou que ela ficasse com uma partitura para treinar - e o motivo para que não precisasse anotar nada, era porque anexado à partitura estava uma folha que explicava tudo.

Stella e Dong ainda teriam mais um tempo juntos antes do jantar ser servido - por volta das 20h. O pai de Stella, Jun Seo Jin conseguiu chegar em casa à tempo. Era quase um milagre ele conseguir jantar com a família, nos últimos tempos.

No fim das contas, o dia tinha sido bastante produtivo. O menino seria levado para casa com o motorista da família e poderia sentir o cansaço tomando conta do corpo. Porém, se todos os dias fossem cansativos por serem bons, talvez valesse à pena.
(C) Ross


WON BIN - 10:30 P.M. - CONDOMÍNIO RESIDENCIAL IMPÉRIO DE JADE
Bomi teve que controlar o sorriso quando ouviu que Won tentou fazer o smoothie do jeito que ela gostava. Ela abaixou um pouco o olhar, entrelaçando os dedos à frente enquanto se aproximava do menino. Quando ergueu a cabeça para encará-lo, viu que ele tentou tirar a blusa para ela e o gesto foi prontamente recusado, por pura vergonha.

Passado por isso, ela explicou o porquê realmente ter ido. Ouvir que as coisas estavam bem, a aliviou um pouco.

- Espero que fiquem bem mesmo. - Suspirou, mas quando ouviu o convite, ponderou. - Você está me convidando para ser uma espécie de cobaia sua?

Bateu o indicador de leve no próprio queixo, como se estivesse pensando nessa possibilidade. Claro que estava encenando. Se ela conseguisse uma brecha, com certeza iria vê-lo, só não podia ser sempre. Porque ela também queria evitar que cenas como do dia anterior se repetissem.

- Tudo bem, eu aceito esse desafio! - Disse com confiança, erguendo a cabeça, fazendo uma gracinha.

Logo ela comentou sobre o horário. Estava tarde mesmo e ela não sabia o quão longe ele morava dali. Também estava acostumada com uns horários bem loucos, mas isso não queria dizer que não se preocupava com o bem estar dele.

Achava que se preocupava até mais do que deveria.

- Ah sim...Então o trabalho deve ser bem tranquilo. - Olhou para a mão dele. Imaginava que o motivo do desânimo fosse porque ainda não pudesse voltar. Nem podia sonhar que ele estava triste porque o pai o condicionou a uma escolha bem difícil.

E que ela estava inserida nessa escolha.

Somente por isso, ela puxou o ar e deu uma cotovelada nele.

- Ya! Quando sua mão melhorar, você não quer me dar umas aulinhas não? - Mexeu as sobrancelhas, sorrindo. - Eu nunca treinei nada porque minha om…- Travou. - meu pais acham que era melhor atividades mais...ahm...leves. Mas eu acho que uma menina tem que saber se defender não? Você me ensina alguns golpes quando estiver bom? Prometo que serei uma aluna disciplinada.

Levou a mão até o peito, como se isso bastasse para que ele acreditasse na sinceridade de suas palavras.

Quanto à sua colocação no colégio, ela apenas fez um gracejo, como se não fosse nada demais. Porém, o orgulho estava nítido em seu rosto. Na verdade, ela estava bem na média, considerando que a sala tinha cerca de 30 alunos. 11º não era grandes coisas assim. O cretino do irmão estava em 5º.

Mas ela não estragaria o próprio momento falando isso. Se ele queria acreditar nisso, não seria ela a dizer o contrário!

Preferiu perguntar sobre o clube porque sabia como ele estava ansioso por este momento. Achou fofo o modo como ele falou do clube e aquela animação dele era mesmo contagiante. Apenas meneou negativamente quando ele pediu desculpas por parecer infantil. Estava tudo bem, não tinha problemas.

Não comentou sobre seu clube porque ele não chegou a perguntar. Também não passou por sua cabeça ter que contar o que tinha falado com Jae Ki. Nem imaginava que ele soubesse disso - na cabeça de Bomi não era nada demais, então, não viu necessidade ou urgência de contar.

Pouco tempo depois, eles veriam a porta do condomínimo bem próxima deles. Bomi escondeu os lábios por um instante e o encarou.

- Eu também achei muito legal. - Cruzou os braços. - Amanhã devo ter meus horários no Rádio, então, eu poderei programar melhor nossos almoços. Na proxima vez, vamos ter um pouco de curry!

Disse animada, porque adorava curry.

Parou na entrada do condominio e o observou uma última vez.

- Tenha uma boa noite, Won Bin-shi. Cuidado no caminho de casa. - Disse com sinceridade e se despediu ainda sem jeito, dando um tchauzinho.

Daria as costas e voltaria o caminho para sua casa. Porém, pelo menos uma vez mais, ela olharia para trás antes de continuar seu trajeto.
(C) Ross


MISOO - 6 P.M - 11 P.M
MiSoo não foi incomodada por Minhyun, mas as risadas dela não passaram despercebidas pelos outros presentes. Eles não imaginavam que a mente podia ser tão produtiva assim. Não foi como se a mãe tivesse chamado o filho de avestruz, estava apenas comparando o estômago.

Mas enfim, todos puderam fazer suas compras em paz. A família Han acabou saindo um pouco antes dela e da avó. Estavam com o horário um pouco mais apertado mesmo. Enquanto isso, MiSoo e avó puderam aproveitar aquela noite.

Caso a menina olhasse para o celular, veria uma mensagem de Eun Bi

Bibi

Bibi
Oi, Sussu! Você está melhor? Espero que sim!
Bibi
O clube foi legal e...aconteceu uma coisa, mas vou te contar amanhã. Agora tô indo pra aula de ballet. saudades!


Somente por volta das 10 PM, avó e neta chegaram em casa. Não ficaram apenas na loja da Dior, também compraram roupas, sapatos e até mesmo passaram por uma loja de esportes para um conjunto - ou conjuntos, no plural - de roupa para Misoo jogar tênis. O manequim surpreenderia Yoo Ri, mas ela não faria nenhum comentário desnecessário.

O jantar também foi bastante tranquilo, leve e divertido.

Antes dela dormir, ela também receberia uma mensagem de Bomi. Finalmente.

Bomi

Bomi
Quando você veio falar comigo, eu ainda não tinha lido a mensagem.
Bomi
Não quis te escutar porque estava magoada com você por muitos motivos, mas que não vou explicar por mensagem. Achava melhor conversarmos noutro momento. Caso queira falar amanhã no colégio, é só me procurar.


Não era a única conversa que ela teria, mas certamente não seria a prioritária. A mãe dela estava muito quieta sobre a história do namoro - se é que sabia. E isso era algo que ela tinha que resolver antes que a história ganhasse outras proporções.
(C) Ross


WON, MISOO E JAEKI - 09/04/2019 - TERÇA-FEIRA. INTERVALO
Depois de uma segunda-feira agitada, chegava a hora da terça-feira infernal. O colégio foi bastante cruel em comportar tantas aulas difíceis num único dia - matemática, inglês e física. Não tinha sossego.

Três tempos de matemática sugaram boa parte da vida deles - talvez menos de Jae Ki porque gostava da matéria, mas odiava o professor. Dava para ver a fumacinha saindo de alguns cérebros, mas o intervalo foi muito bem vindo.

Ainda que ele não fosse trazer descanso para ninguém.

Eun Bi estava ao lado de Misoo como sempre e logo se levantou, ajeitando o blazer e jogando o cabelo para trás. Não aguentava mais ficar ali, mas também não sabia o que a amiga faria. Bomi estava sentada mais à frente com o irmão. Também precisou se alongar um pouco porque as costas estavam doendo demais e, quando olhou para trás, viu suas duas amigas. O olhar, contudo, não demorou muito nelas porque ela procurou por Won.

Won e Jae Ki também tinham muito o que conversar e combinaram de fazer isso no almoço ou intervalo. Antes que Won ou Misoo pensassem em falar com Bomi, ela pegou o celular por ter recebido uma mensagem. Arregalou os olhos e precisou sair correndo. Tanto ela quanto Kim precisaram, aparentemente o Rádio começava a brincar com eles, com reuniões de última hora.

Kang perguntou se os meninos não queriam pegar a comida, mas lanchar do lado de fora. Segundo ele, sempre dava treta no refeitório e ele queria ter um momento de paz, para variar. Talvez essa fosse uma boa ideia.

Eun Bi também trocou um breve olhar com Jae Ki, mas estava mais preocupada com Misoo. Apesar de tudo, a amiga parecia, de certa forma, renovada. Dormir fora de casa fez bem a ela.

Jung Mi também estava presente. Ele não parecia ter pressa em sair da sala, nem fazia questão de seguir seu antigo grupo. Guardava as coisas com bastante disciplina, sem olhar para ninguém em especial.
(C) Ross


SUN HEE E HEE KYUNG- 11/04/2019 - QUINTA FEIRA. 3:30 P.M
Dong passou por uma semana bem atarefada. Ele gostava de estudar, mas descobriu que o ensino médio era muito mais pesado do que ele imaginava. O volume de matéria, as exigências dos clubes, as atividades extras - os cursos de informática, inglês e a maldita natação. Raro eram os momentos que ele conseguia respirar - como foi na segunda e agora na quinta-feira.

Na segunda reunião do clube de informática, eles começaram a engatinhar com as noções básicas de informática. Eram coisas que todo mundo já sabia fazer, mas agora aprendiam com termos mais técnicos e com atalhos. Também descobriam - quem não sabia - novas funções em programas básicos. Era uma aula bastante teórica mesmo, mas não menos divertida por isso. No fim, a professora relembrou a questão do projeto que eles deveriam pensar.

Na última terça-feira, ele também teve o clube de xadrez. O clube de xadrez não se resumia apenas em jogar xadrez, era vários exercícios para a mente. Claro que o foco era esse jogo, mas o professor Chung - o mesmo de matemática-  queria que eles exercitassem o lado lógico, que pensassem à frente. Antes de ensinar os movimentos básicos do xadrez, ele propôs alguns desafios de sudoku para treinar o raciocínio deles.

Era uma forma de ver quem era mais atento ou lento mesmo. Para sua alegria, os alunos foram ótimos e isso desbloqueou um lado muito mais simpático e divertido dele. Um lado que ele nunca demonstrava nas aulas de matemática - onde não convivia com pessoas como ele e sim com todo tipo de gente. No fim, era bom saber que o professor Chung não era tão insuportável quanto gostava de aparentar.

De todo modo, depois que ele saiu da aula de informática, na quinta-feira, ele perceberia que tinha um tempo livre em sua agenda. Ha Neul, Ui Jin e Kim, contudo, tinham clubes de Dança, Culinária e Teatro, respectivamente. Min Ho ainda estava bravo e Stella não tinha nada para fazer. Talvez fosse uma boa desculpa para tentar aproximar os dois ou simplesmente ir sozinho até o famoso Café onde Sunny trabalhava.

Café que era de sua mãe e ele nunca tinha ido antes.

O quão irônico era isso? O amante de cafeína nunca pisou no estabelecimento da mãe dele. Talvez fosse um bom momento para isso.

[...]

A semana não tinha sido apenas mentalmente cansativa, Sunny estava com o psicologico e o emocional bem abalado depois de segunda-feira. Quando Jung Mi saiu por aquela porta, ele tinha levado consigo parte do coração da garota. Apesar de toda a sinceridade e verdade terem prevalecido, ninguém foi poupado da dor.

No papel pardo que ele tinha deixado ali, estavam as fotos que ele tinha feito: tinha tanto a que ela tinha pedido quanto as fotos que ele tirou dela quando a chamou, antes de se despedirem. Ao todo eram umas vinte fotos - porque ele também colocou outras do festival. Uma lembrança que trazia um sabor amargo e doce, ao mesmo tempo.

Para piorar, nos dias seguintes, ele não a procurou. Também não havia notícias sobre o namoro, não notícias concretas.

Tudo o que Sunny tinha eram as palavras dele pedindo por tempo e paciência. As aulas tinham sido mais dificeis do que ela esperava e, para piorar, ainda teve que ficar diante de Jung Mi nas aulas de música e no grêmio estudantil. As escolhas de clube não podiam ser piores.

Até porque, na aula de música, ela descobriu que ele tocava violino com maestria. O quão triste podia ser isso? E no grêmio ele também era uma voz ativa. Aquele colégio começaria a sufocá-la e nem era por conta dos olhares ou provocações de Yerin. Existia algo pior do que a perseguição da rainha.

A quinta-feira trouxe um alívio incrível para ela. Não tinha nenhum clube e podia ir direto para o café. Quem sabe pudesse ter um tempo de paz, finalmente.
(C) Ross


Última edição por The Crown RPG em Sex Abr 20, 2018 7:59 pm, editado 4 vez(es)
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Re: Capítulo 4

Mensagem por Jae-ki em Qui Abr 12, 2018 11:14 pm


Enquanto Jae-ki arrastava o amigo para ir embora, não conseguiu segurar um sorriso quando Kang o implicava. No caminho foi reclamando, embora o sorriso estivesse no rosto:

- Ya! Hajima!

O empurrou de volta para parar de o cutucar e o sacudir. Mas era difícil não rir.

- Não foi nada demais... Vê se não conta para ninguém. Você não viu nada - Disse enquanto andavam, colocou a mão no peito que ainda palpitava, puxou a gola da camisa como se quisesse afrouxá-la - Aigoo, tá ficando quente hoje.  

Para Jae-ki o que tinha feito não chegava perto do que realmente queria fazer. Quando pegou o metrô finalmente pode descansar um pouco, ainda sentia o coração acelerado quando sentou e fechou os olhos entregando-se a um sono breve.

(...)

Terça-feira parecia que seria um dia normal para Jae-ki, mas ele sempre estava com o pé atrás, depois de tantas confusões, sabia que ser otimista era bobagem, embora também não fosse pessimista. Apesar do professor de matemática ser um saco para ele, ao menos a matéria era bem legal. Dessa vez até fazia anotações, estava decidido a ser um bom aluno, coisa que não tinha interesse antes. Diferente dos anos passados, ele agora tinha fortes motivações para isso. Como sempre acabava de copiar mais rápido que os outros, aproveitava para adiantar algumas questões de dever casa. Jae-ki não havia esquecido do combinado dos amigos, só não sabia como seria exatamente resolvido. Também estava de bom humor porque teria artes e sairia mais cedo, além disso, no próximo dia nem teria clube! Teria que usar esse tempo ao seu favor e já até planejava ligar para Jong-Suk do metrô, tinha uma coisa que queria pedir. Finalmente o intervalo chegou.

- Ahh finalmente, eu tô com fome. - Suspirou enquanto estalava seus dedos longos e magros, fazendo com um isso um barulhinho meio irritante - Já tô pensando no fim da aula, hoje a parada deve ser daora.

Guardava seu material quando viu Bo-mi sair agitada. Enquanto ouvia a sugestão de Kang sobre o intervalo, Jae-ki trocava um olhar com Eun-bi, mas como quase sempre, ela parecia mais atenta na amiga. Ele nem percebeu que estava de boca aberta enquanto a observava:


Jae se perguntava se a bailarina já tinha notado o quanto ele gostava dela. Depois de colocar tudo dentro da mochila de qualquer maneira mesmo, levantou-se e olhou para os dois amigos esticou os braços para cima alongando-se.

- Ah sei-lá... - Respondeu a sugestão e Kang - Mas no refeitório a gente não fica por fora das coisas... Ah vocês que sabem, se Won quiser aquela parada agora, por mim tá de boa. Só não podem pular a parte da comida, aí seria golpe baixo.

Olhou especificamente para Won e disse:


- Qual vai ser Won? Vai rolar agora ou no almoço? Olha já aviso que se for almoço, me deixem comer antes, eu consigo acabar em dez minutos, aí tô livre depois. Você que sabe, queria fora da escola né?


— Ross


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Re: Capítulo 4

Mensagem por Convidado em Sex Abr 13, 2018 2:23 am


O resto do dia tinha sido bastante agradável. Mesmo a conversa com a família Han, as várias compras que acabaram fazendo - e MiSoo acabou comprando demais mesmo - inclusive novos uniformes de tênis que a garota tinha amado. Tinha até conseguido jantar um pouquinho melhor depois que chegaram em casa as 10 horas. Estava cansada, mas se sentia bem melhor.

MiSoo tinha deixado o celular em casa, então só percebeu a mensagem de EunBi quando se separou da avó e foi para o quarto.

Fez um bico irritadinho quando viu a segunda parte da mensagem.  De novo ela queria contar algo que aconteceu e ia fazer a MiSoo esperar até o dia seguinte? Mas quanta tortura!!

Ainda com o biquinho, MiSoo pegou o celular e começou a digitar com velocidade.

Ubi<3

MiSoo
Ung. Estou melhor.
MiSoo
igo! Vai fazer mistério! humph! Está bem! Só não esqueça que quer falar comigo e suma como fez ontem depois da aula de educação física! Tenha uma ótima aula de Ballet! (se já não acabou há essa hora ) E boa noite !


MiSoo estava separando e ajeitando algumas coisas no quarto e no closet, enquanto perdida em pensamentos sobre tudo o que ainda não estava resolvido, quando ouviu o celular tocar outra vez. Estava cansada e com um pouco de dificuldade de pegar no sono, mas se apressou até a cômoda onde tinha deixado o aparelho.

Era BoMi.

MiSoo segurou com força o celular entre as mãos, enquanto lia a mensagem e mordeu o lábio inferior. Não importava que tivesse ou não lido a mensagem naquela hora. Importava era a credibilidade que ela era capaz de dar a sua amiga de infância… Nenhuma, no caso. Nem o benefício da dúvida, basicamente.

“Magoada por muitos motivos”.

Motivos…

Motivos que nem existem!

MiSoo sentiu uma grande vontade de jogar o celular contra a parede, mas se segurou, recitando mentalmente que de agora em diante precisava manter o controle. Manter o controle. Manter o controle…

Tsc.

MiSoo não respondeu a mensagem. Não era assim que as coisas tinham que acontecer. Não mesmo. MiSoo já tinha a procurado para conversar. Não tinha sangue frio para fazer isso de novo…

Deixou o celular de lado, pois ainda tinha muito o que refletir.

Tinha que ser forte para aguentar tudo o que poderia lhe afligir.

[...]

Na escola, na aula de matemática do terrível professor terrorista, MiSoo tentava se focar mais do que o normal na aula, pois sabia que precisava se concentrar um pouco mais nos estudos ou iria ter graves problemas na prova. Estudar na aula do professor nervoso era mentalmente exaustivo… Imagina por três períodos completos? Por sorte o pesadelo acabava e o intervalo estava logo ali.

Intervalo…

Parte de si não queria que o horário chegasse nunca, talvez até por isso mesmo houvesse sido mais fácil se concentrar na aula. O tempo corria mais devagar.

MiSoo se espreguiçou e segurou o braço de EunBi, não prestando muita atenção no que BoMi fazia. Nem nas demais pessoas. EunBi tinha dito que algo tinha acontecido ontem, talvez fosse importante.

A garota lançou um sorriso cúmplice a EunBi e deitou brevemente a cabeça no ombro da amiga, tentando não pensar em mais nada senão os problemas dos quais ela poderia querer falar.


- Ya! Ubiyah! Você me mandou aquela mensagem pra mim e me deixou curiosa! Que maldade! Mas agora já pode me dizer, não éééé? - brincou de um jeito manhoso, mas ficou um pouco mais séria - Está tudo bem? Teve algum problema ontem? Aish. Eu não devia ter lhe deixado… - suspirou, sem muita pressa de ir cuidar de arrumar o próprio material.

— Ross
Convidado

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Re: Capítulo 4

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