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Capítulo 4

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Re: Capítulo 4

Mensagem por The Crown RPG em Seg Abr 23, 2018 1:58 am

JAE KI E WON- 09/04/2019 - TERÇA-FEIRA. ALMOÇO
Tão logo Kang se deparou com aquela expressão de Won, ele ergueu os braços e disse.

- Calma, Won...Tô brincando, tô brincando. - E foi se encolhendo um pouco para voltar a comer.

Esses amigos estavam levando muito à sério a marcação de território. Não imaginava que eles fossem tão ciumentos assim, principalmente Won. Era melhor maneirar um pouco em suas brincadeiras, por isso se dedicou à comer. O que foi bom, pois evitou alguns comentários - tipo o que ele pensou à respeito dos sorrisos de Ye Ji para o amigo.

Só engasgou quando ouviu a palavra mensagem. Começou a mexer o dedo.

- Ani! Ani!!

Tossiu um pouco e Jae Ki fez o favor de explicar. Novamente estava concordando com o garoto. Isso era bastante atípico, mas ele podia se acostumar, caso virasse uma rotina mesmo.

- Verdade, por mensagem não dá para ver o tom, sabe? Melhor pessoalmente.

O assunto morreu um pouco com chegada de Kai e as reações que ele gerava em Jae Ki. Apesar de ter pena do amigo, Kang acabou dando uma risada abafada com a expressão desolada dele ao ver sua comida sendo furtada daquele jeito. Devia ser um pouco irritante, ainda mais considerando a gula de Jae Ki. Porém, não deixava de ser engraçado também.

O garoto disfarçou, tomando uma água e encontrou um bom motivo para desviarem do foco. Indicou as meninas e não demorou para que Eun Bi se aproximasse. Kang deu um oi dando um tchau porque estava com a boca cheia.

- É mesmo? Obaaa.. - Disse animada e olhou para Jae Ki.

Arqueou uma das sobrancelhas quando ele disse que não dava para pegar mais. Olhou para o prato dele e para ele de novo.

- Ainda não peguei a minha. Se está com vergonha de ir, me diz o que você quer que eu trago para você. - Ajeitou o cabelo, colocando uma mecha atrás das sobrancelhas.

O queixo de Kang caiu. Já podiam casar! Aquilo era um ato de amor para com um esfomeado! Olhou para Won e achava sim que seria uma boa oportunidade de perguntar. Porém, Jae Ki estava inspirado demais e conseguiu fazer tudo o que eles precisavam. Eun Bi pareceu ponderar por meio segundo até sorrir com a ideia.

- Oh...Claro! Eu vou chamar a Bomi. Vou me servir e já volto.

Esperaria que ele dissesse o que queria também e deixaria a bolsa ali para guardar o lugar. Rapidamente ela caminhou até o buffet, o cabelo longo balançando de um lado para o outro. Kang estendeu a mão na direção de Jae Ki e o cumprimentou, como se estivessem fechando um acordo.

- Meus parabéns! Vocês são mesmo um casal. Ela foi pegar comida pra vocêê, awn...E isso só com um beijinho na testa. Imagine quando… - Fez um bico de novo e, dessa vez, com som, como se fossem vários selinhos.

Deu uma risada e voltou a se recolher. Eun Bi estava lá perturbando Bomi que tentava se servir. A geminiana estava um pouco indecisa com a comida, mas pegou um prato mais leve. Já a bailarina, ficou doida quando viu o frango frito e colocou vários. Sabia que ia ferrar sua dieta, mas amava frango frito. Tentou compensar com outras coisas, mas dava para ver qual tinha sido seu foco.

Eun Bi voltou animada, sendo seguida por Bomi. A amiga não estava tão animada quanto ela e escolheu sentar ao lado dela. Acabou que ficou de frente para um “lugar vago”, visto que agora eram cinco e não quatro.

- Pronto! Era isso o que você queria? - Deu poucos frangos para ele, porque ela também queria comer. - E eu trouxe a Bomi também.

- Ooi, Bomi.

- Oi, Kang. Jae Ki…Won Bin- Acenou para eles de modo geral. Ela demorou um segundo a mais em Won, mas logo se ajeitou e começou a comer.

- Você tá bem? - Kang puxou assunto.

- Uhum, só com dor de cabeça. E você?

- Estou bem...Estamos, né? Né? - Cutucou Won com o cotovelo.
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Re: Capítulo 4

Mensagem por Jae-ki em Seg Abr 23, 2018 1:24 pm


Quando Eun-bi se ofereceu para pegar mais comida para ele, os olhos de Jae-ki praticamente brilharam, sua boca formou um círculo de tão surpreso que ficou. Como uma garota podia ser tão perfeita?

- Jinja?! Uwaaa...

E ficou ainda mais feliz quando a bailarina aceitou ficar com eles. Jae-ki explicou que queria mais do frango. Quando ela se afastou para pegar o almoço, ele a ficou admirando com um sorriso bobo e apaixonado. O balançar dos cabelos dela pareciam até que se moviam em câmera lenta.  


- Ela é tão... Perfeita... - Suspirou pensando em voz alta.

Até que Kang começou com sua gracinhas o cumprimentando. Jae-ki franziu as sobrancelhas quando viu o amigo fazendo bico e aproveitou para apertar a mão dele com força de vingança.

- Ya! - Reclamou, mas depois acabou rindo, ainda mal acreditava que ela tinha dado essa sugestão.

Era bom ouvir de Kang que pareciam um casal. Será que Eun-bi pensava isso também? Aproveitou que estavam sozinhos de novo pra dizer a Won:

- Aí Won, eu não sei o que você pode falar, mas ta aí sua chance.

Quando a bailarina voltou, Jae-ki abriu um sorrisão de novo, ela ficava linda até botando o frango no seu prato. E mesmo sendo patricinha, não ficava com frescuras ou nem parecia ter vergonha dele.

- Uwa! Era isso mesmo! - Respondeu - Valeu mesmo Bibi! Você é daebak! Esse frango é tão bom...

Jae-ki acenou para Bo-mi, mas não perdeu tempo, já começava a comer os frangos com uma vontade, que fazia parecerem ainda mais gostosos. Nem estava mais bolado com Kai porque agora sua Eun-bi tinha recompensado os pedaços perdidos. E estavam até mais gostosos, porque foi Eun-bi que trouxe. Só isso o fez sentir que havia ganhado o dia.


Enquanto isso Kang tentava puxar assunto, Bo-mi falou de dor de cabeça, e como Jae era falante, acabou comentando:

- Que droga,  mas deve passar depois de comer.

Não queria se intrometer mais na conversa de Won, por isso focou mais em Eun-bi:


- É sua comida favorita né? Que sorte! Eu também já sei que você gosta de dançar...  - Jae-ki parou pensativo e fez uma pergunta em seguida- Mas me fala mais alguma coisa de você, Bibi, algo que eu não sei ainda, algo mais que você gosta?

Havia muitas coisas que não sabia da bailarina, se conheciam a pouco tempo, então queria saber mais sobre ela, porém ao mesmo tempo lançava alguns olhares para o Won, meio que tentando dizer que ele devia falar também. Jae-ki não era experiente com garotas, então não sabia exatamente como o amigo ia se virar, porém sabia ser cara de pau.


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Re: Capítulo 4

Mensagem por Dong Hee Kyung em Ter Abr 24, 2018 12:28 am

- Curioso não? É estranho quando ficamos sem o uniforme, usando ele pareço maior, eu sei. - Fazia uma breve alusão a sua baixa estatura como se nutrisse algum tipo de trauma ou baixa estima quanto isso. Sunny parecia muito empolgada com a visita deles, especialmente de Stella. Ele abriu um sorrisinho de canto quando os outros faltosos foram mencionados na conversa. - Vai ser trabalhoso! Mandarei spamm para todos comparecerem, caso não queiram, tentarei arrumar cupons de desconto, imagino que aqui tenha alguns e...

Aquela dedicação para estudar viria com uma lufada de inspiração para Kyung, conforme a observava, entendia por que Jun gostava tanto dela. Tinha uma energia agradável, pensava que a mãe foi muito sensata nessa contratação.


- Está gripado, Min-Ho? Com todos nós unidos uma selfie seria inevitável, tenho certeza que você colocaria de papel de parede do seu celular. Tente sorrir. - O encarou de banda quando ouviu o aquele som que saiu da boca dele, que mais parecia alguém fungando. Parece que o geek captou aquele pequeno deboche, mas no final, Jun não queria comprar briga. Ela lançava um olhar de curiosidade para o virgo...

Ambos cruzaram os olhares, como naquele jogo em que se você risse primeiro, quem perdia pagava uma prenda. Um jogo infantil, eu sei, mas a canceriana estava linda demais e não seria exatamente um problema pagar qualquer prenda para ela. Ao que parece, estava também de bom humor, nem ficou com bicões, junto da presença do amigo lá, talvez... a doce Sun estava anestesiando isso.


Dong parecia estar sendo sociavel demais, saindo com ela e o Sr. Rabugento ao mesmo tempo.. Isso era raro, talvez até inédito. Ainda foram a um lugar movimentado, se os dois o conhecessem um pouquinho que seja mesmo, saberiam que o virginiano não gostava de locais assim. Seria um esforço?
Mas por alguma razão, hoje, estava tranquilo, não tinha tomado remédios demais, não havia nem bebido café demais.

Pelo menos, não enquanto a senhorira Sun-Hee não trouxesse.


- Espero que coma, na verdade, que todos comam. - Disse com uma voz estranha, quase sugestiva... ele tinha a pretensão de pagar? Será que estava bem da cabeça?

Kyung tombou o rosto fino para o lado olhando a cadeira livre, quer dizer, quase livre pois a bolsa da canceriana ocupava aquele espaço. Stella o veria analisar bem devagar aquele Café.  - Ela disse que era bom para estudar... que locais achariam bom para isso? - Apontou sutilmente com seu indicador, como se estivesse escolhendo uma parte mais escondida para uma atividade de leitura. Claro o nerd queria falar de estudar, estando com uma modelo do seu lado, e o seu amigo gamer.

O assunto perfeito para ocasiões onde as pessoas estavam justamente fugindo disso.

Mas uma coisa veio a sua mente, aquele aroma delicioso... talvez acaba lhe inibriando os sentidos e atrapalhando sua concentração. Para ele, era quase como uma droga. Sunny deveria chegar com os pedidos a qualquer momento, quando o fizesse, ele iria lhe fazer uma observação.


- Escuta... por ventura gosta das aulas de educação física? Digo, das atividades do colégio no geral. Que nota você daria de 1 a 10. - Falou de modo repentino enquanto ela ainda fosse servir as bebidas.
Dentro do Café dos Migués

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Re: Capítulo 4

Mensagem por Won-Bin em Ter Abr 24, 2018 1:57 am


Kang prontamente pedia desculpas pela brincadeira. As vezes nem Won percebia o quão ciumento era. Sorriu quando Kang se encolheu, era óbvio que não ia brigar com o amigo.

Eram muito ciumentos realmente, Won imaginava se Kang ia ser picado por esta epidemia também.

Os dois amigos eram contra ele mandar mensagem. Won bufou:
-Eu vou explodir de ansiedade desse jeito

Todo o movimento seguinte tirou um pouco do foco nesse assunto e as atenções mudassem.
De uma semana para outra Jae e EunBi já eram praticamente um casal formado que buscava comida um para o outro. Impressionante.

Won ia fazer menção de perguntar da Bo-Mi mas Eun o surpreendera quando disse que ia chama-lá para se sentar com eles.
Won deu tela azul mas manteve as funções motores para sorrir e assentir com a cabeça antes que ela saísse.

Eu não tava preparado pra isso. Ainda sou jovem pra infartar não sou?

Respirou fundo. Ia tentar resolver a questão agora mesmo se fosse possível.
Ela chegava. Bonita como sempre mas carregando um pouco de desânimo. Doia no peito imaginar que ele teria sido a causa dela estar assim.
Tudo ao redor perdia a importância, se concentrou nela quando ela disse oi.

Oi Bomi. Como está?

Dor de cabeça

A cotovelada o mantinha com o pé no chão.

Ahn? Claro, estamos bem.

Não sabia mais o que dizer. Tinha uma sensação de urgência em explicar tudo pra ela o que tinha acabado de acontecer, de levantar na mesa e falar coisas mais estúpidas do que já havia dito tentando consertar mal entendidos. Por que ele se sentia assim? É assim que as pessoas apaixonadas ficam sempre?

Como estão sendo os clubes? fez a pergunta para as duas mas olhava era para Bomi.
Wangjo

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Re: Capítulo 4

Mensagem por Kim Sun-Hee em Ter Abr 24, 2018 2:22 pm

Sorriu para Stella quando a amiga enfatizou que aquele era um enorme elogio vindo de Dong, apesar do quase. Estava para nascer algo ou alguém que fosse mais divino do que o café – a bebida dos deuses – para Dong e Sunny nem podia condená-lo. Ela era assim com doces, principalmente tortas. Inclusive, isso a lembrou de que havia uma fresquinha de nozes com caramelo e só de pensar... Mais tarde, talvez... Hmm... Foi então, nesse momento, que Min-Ho soltou o comentário desnecessário, mas não surtiu um efeito constrangedor no protagonista da “acusação”. Já percebeu esse aspecto nele em outras oportunidades... Dong não era o tipo de garoto que se afetava com facilidade – ou disfarçava muito bem. Não desejando que o assunto rendesse, Sunny enfiou um novo e balançou a cabeça de modo positivo diante da resposta sobre chamar o grupo inteiro. Ele pareceu comprar a ideia e não havia sombra de dúvida que Min-Ho teria um ataque fulminante.

- Cupons são excelentes armadilhas. Duvido que eles irão resistir! Conto com você, Dong Hee Kyung – deu dois tapinhas leves no ombro dele, de modo camarada.

Enquanto Stella checava o cardápio, o amigo rabugento de Dong voltava a expor sua opinião e Sunny conteve o riso, pois era como se pudesse prever perfeitamente as desculpas ditas por ele, mudando uma vírgula ali, ou palavrinha aqui. Mas no contexto ao todo, imaginava que não seria nada positivo ou animado. Até ergueu a mão para imitar a atitude feita em Dong, mas mudou de ideia antes de cometer tamanha loucura, coçando atrás da orelha para disfarçar.


- Ora, Min-Ho... Não é nada que já não esteja acostumado. É só pensar que estamos no colégio. Não muda muita coisa, além das roupas. E estudar com toooodos será mais divertido, não acha?

Não, ele não acha. Porém, o sorriso da bolsista o desafiava a dizer que não.


E o gesto apenas aumentou de largura depois da pergunta inocente de Kyung.

- Faço questão de postar no Instagram...

Logo, anotou os pedidos, e o de Stella também, frisando o aspecto do adoçante, pois assim como Dong, conhecia os motivos. O que Min-Ho certamente não sabia... Sunny duvidava que o Sr. Zangado pudesse ser insensível ao nível de ironizar algo tão sério e particular, por isso a menina concluiu que ele desconhecia a diabete dela. Deixou o trio sozinho conforme ia buscar somente as bebidas, já que ninguém estava pronto para comer ainda. Claro que não era Sun-Hee quem cuidaria dos preparos...

Afinal, queria que os amigos voltassem mais vezes.

Conversou com alguns funcionários até os pedidos ficarem prontos e não demorou nem dez minutos. Sunny segurava as laterais da bandeja com extremo cuidado e os passos seguiam lentos. Evitava possíveis desastres, pois aquela era a parte mais complexa e sempre elevava sua pressão costumeiramente baixa.

- Proooonto – caprichou na entonação, semelhante a um “graçaaaas a Deus todo piedoso” – Capuccino para você. Floresta Negra para você e... Frapuccino para você! – falou à medida que fazia a distribuição após apoiar a bandeja na mesa, mas logo a recolheu, mantendo-a entre os braços cruzados – Espero que gostem!

Dong, então, a surpreendeu com uma pergunta bastante inusitada.

Ela riu, e isso, por si só, era resposta suficiente.

- Não, não, não... Digamos que nós, eu e os exercícios, somos incompatíveis. Nota... 0,1. Apesar de que a primeira aula foi... interessante – olhou para Stella e piscou – Mas não, não gosto muito. Agora, no geral, acho que o colégio tem uma lista ampla de atividades que instiga os alunos a participarem daquilo que se sintam mais à vontade. Eu gosto de exercitar meu cérebro, Dong... Sempre adorei estudar, só que tenho minhas preferências e o papai que não me escute, mas Literatura está no topo – ergueu uma das mãos além da cabeça – E música vem logo em seguida.

Não acrescentou que, independente das favoritas, ela tinha facilidade na maioria das disciplinas e campos.

- Tudo ainda é muito novo para mim... E, bom, já que começamos... Qual seria a sugestão de vocês, veteranos, hum? – balançou os ombros - A respeito de qualquer coisa da renomada WangJo...      


QUINTA-FEIRA. 4.30 P.M. CAFÉ LITERÁRIO

— Ross


Última edição por Kim Sun-Hee em Qui Abr 26, 2018 5:03 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 4

Mensagem por The Crown RPG em Ter Abr 24, 2018 11:36 pm

JAE KI E WON- 09/04/2019 - TERÇA-FEIRA. ALMOÇO
Quando Eun Bi saiu para buscar sua comida e Bomi, os meninos começaram a se preparar psicologicamente para o momento. Kang aproveitava para implicar mais um pouco com Jae Ki e teve sua mão esmagada por isso. Fez uma manha, como se tivesse doído mais do que realmente foi, mas logo se encolheu.

Won estava mais pálido do que o normal e o amigo deu um tapinha nas costas dele.

- Calma, Won. Nós estamos aqui para ajudá-lo, caso fique muito ruim. É só passar um sinal, tipo coçar o queixo, a cabeça, dar um sorriso nervoso. Não vai infartar não. O que de ruim pode acontecer?

A pergunta que valia uma bolsa de estudos.

O que de ruim podia acontecer em WangJo? Era mais fácil perguntar o que não acontecia. Mas Kang estava tentando ser otimista, chegando se ajeitar um pouquinho quando as meninas voltaram. Eun Bi trazia uma expressão tranquila, até mesmo animada. Sentou-se ao lado de Jae Ki de novo e começou a passar alguns pedaços de frangos, mas ficou com boa quantidade porque também tinha fome.

Já Bomi, sentou-se ao lado da amiga, de frente para uma cadeira vazia e parecia um pouco à parte da história. Minutos atrás, quem estaria naquele lugar em frente a ela seria Ye Ji, pois foi ali, bem próxima de Won que ela se posicionou. A lembrança trouxe uma expressão mais fechada para a gêmea Yoon e só foi cortada com a pergunta de Kang.

Prontamente respondeu que estava com dor de cabeça - o que não deixava de ser verdade.

- De nada, Jae.- Eun Bi disse enquanto se ajeitava para almoçar. - É muito bom mesmo, mas sou suspeita para falar porque eu adoro.

Sorriu e começou a comer. Os dois trocaram esse diálogo enquanto Kang tentava puxar Bomi para a conversa. Quando Won respondeu que estava bem, a menina o encarou. Imaginava que ele devia estar muito bem mesmo. Forçou um breve sorriso e focou-se em sua salada.

Comparado ao dia anterior, ela comeu bem menos e parecia mais saudável, como se estivesse compensando a refeição do dia anterior.

Eun Bi ouvia as perguntas, ponderando sobre os questionamentos de Jae Ki. Fez uma cara pensativa.

- Hm… - Cerrou um pouco os olhos. - Difícil dizer assim, do nada. O que você quer saber? Cor favorita, filme, banda, essas coisas? - Perguntou mais para confirmar.

Mas também havia a pergunta de Won.

- Ah, eu só tive clube de dança ontem. Hoje que terei tênis e natação…

Kang estava com uma expressão tranquila, mas o sorriso morreu quando ouviu que ela faria natação.

- Mwo? Você nada??

- Não. Eu decidi entrar para o clube depois do acidente da semana passada. - Suspirou. - Tinha um tempo livre ainda e completei com natação. Também teria tênis, mas ainda estou cumprindo o castigo. Mas nós quatro tivemos dança ontem, Won Bin-shi. Só faltou você, não é Bomi-yah?

Bomi arqueou uma das sobrancelhas com o comentário direcionado a ela. Eun Bi nem tinha sido maliciosa. Era só porque das pessoas que estavam naquela mesa, faltava Won.

- Ung. - Meneou positivamente. - Hoje eu tenho música, mas já tive reunião com a Rádio.

- E aí? Como foi?

- Promissor…Um dos meninos novos de nossa turma também está lá, o Kim Joo Hyuk. Ele parece legal e animado. Conversei um pouco com ele, mas parece que está cheio de ideias. Meus horários lá são mutáveis, mas amanhã vou transmitir o almoço com o Kim.

- Quem é esse menino mesmo? - Forçou um pouco a mente.

- É um menino de óculos que senta com o Dong Hee Kyung.

- Bomi...Todos usam óculos…

- Um NOVO, Eun Bi. O que levou ovada. Você senta atrás dele, garota.

- Aaah...Sei quem é! - Finalmente associou o nome à pessoa.

Eun Bi não imaginava o impacto que as escolhas de clubes podiam causar em Jae Ki, por isso ainda estava conversando como se estivesse tudo bem. Porém, Kang já estava em silêncio, um pouco tenso. E Bomi falava com a amiga, vez ou outra olhando para Won, mas ainda emburrada.
(C) Ross


SUN HEE E HEE KYUNG- 11/04/2019 - QUINTA FEIRA. 4:30 P.M
Stella olhou para Dong quando ele comentou sobre o uniforme. Foi impossível não fazer uma comparação diante do que ele dizia, mas o modo como ela franziu as sobrancelhas e meneou negativamente, indicava que ela discordava. Na verdade, achava que Dong ficava agradável em ambas vestimentas.

Parando para pensar, Dong tinha um bom gosto para se vestir. Nunca tinha visto usando roupas amassadas ou que não combinassem. Considerando o quão cuidadoso e perfeccionista que ele era, isso até que faria sentido.

Min Ho não comentou nada, estava mais preocupado com a reunião de todos do que com a estatura de Dong. E agora que o amigo dava a ideia de cupons, ele só colocava a mão na cabeça, meneando negativamente. Foi durante isso que perguntaram sobre sua gripe, sugeriram selfie e falaram de instagram, tudo ao mesmo tempo.

Levou a mão até o pulso, depois até o pescoço.

- Ani, não é gripe. Minha temperatura corporal está ótima. - Ajeitou-se. - Eu não quero sair nessa selfie, não sou fotogênico e nunca olho para a câmera direito.

Quanto a sorrir, ele nem ao menos tentou, voltando o olhar para Sunny. Observou muito bem aquele sorriso dela. De muitas formas, a menina era esteticamente agradável, uma perfeita coreana - estatura, rosto, cabelo, pele. Bem diferente daquela canadense que estava ali. Também, pudera, ela era com certeza uma coreana raiz enquanto Stella...bom, como era o meme mesmo? Coreana nutella? Onde isso fazia sentido?

Respirou fundo, deixando os surtos de lado. Parecia que ele estava prestes a tomar uma postura mais agradável, mas ele disse.

- Não. Não acho. Vai lembrar a escola e a própria escola é desagradável.

Por muito pouco, ele não disse “vá pegar o café, por favor”. Mas quando ouviu a rede social, ele cerrou os olhos e abaixou a cabeça. Não queria tirar fotos...Não queria se exposto! Era tão angustiante.

Fechou os olhos e nem percebeu o tempo que Dong e Stella ficaram se encarando.

A jovem senhorita Jun lançava um olhar curioso e desconfiado para Hee Kyung. Se estavam num jogo infantil, os dois empataram porque acabaram sorrindo ao mesmo tempo. Ainda que não mostrasse os dentes, a linha do sorriso era leve e sincera. Colocou o cabelo para trás e apoiou os punhos na mesa.

- Comerei...depois. Almocei um pouco tarde, por isso não estou com fome ainda.

Min Ho ergueu a cabeça de novo e olhou para o lugar e para o amigo ao ouvir sobre locais de estudo.

- Biblioteca. Quarto. Lugar com pouca gente falando. Essa ideia de trazer todos, é ruim. Não dá para estudar assim.

- É um pouco incômodo estudar com barulho, mas eu acho que algumas matérias conseguimos estudar juntos. Não sei se aqui e na minha casa anda um pouco ruim reunir muitas pessoas. Não consigo levar muita gente por conta da gravidez de minha mãe.

- Casa do Dong, então.

- Por que não na sua casa?

- Não.

Foi bem rispido, chegando a fechar ainda mais a cara e cruzar os braços. Definitivamente não. Stella ficou um pouco surpresa com aquela postura e ficou com um pouco de vergonha. Virou a cabeça para o outro lado e ficou esperando por Sunny.

Quando ela retornasse, a mesa ainda estaria naquele clima neutro de sempre, mas Min Ho ainda mais calado. Aparentemente, a pergunta ingênua de Stella tinha mexido com ele.

A pergunta de Dong foi direcionada para Sunny, mas Stella sabia da resposta. Pegou sua bebida, agradecendo com um sorriso gentil e deu um gole. Com a boca ocupada, não corria o risco de falar demais.

Os dois ouviram em silêncio os comentários de Sunny. A canadense deu uma tossidinha de leve com a história sobre a aula de educação física. Caso Dong se recordasse, ela estava com o ombro machucado no dia anterior. Tinha sido muito interessante mesmo. Min Ho ficou quieto até os conselhos.

- Evite andar sozinha, você é diferente assim como Stella e outras meninas. Não se meta no caminho dos valentões da sala, nem da Rainha de Gelo. Seja discreta, não crie confusões, não se meta em confusões, não vá ao banheiro em horários de picos. Acho que você consegue sobreviver, assim.

Stella teve vontade de rir para não chorar.

- E não demore para o almoço. Comida mexida não é bom, porém, espere a Rainha se servir primeiro. É um teste de segurança.

- Como assim, Min Ho?

- Não sabia dessa? - Min Ho olhou para Stella. - Ouvi a história uma vez quando fui entregar o trabalho para uma delas. - Cruzou os braços. - Oh Yerin já colocou laxante na comida, mas nunca foi provado que foi ela. Fato é que todos passaram mal, menos ela e a amiga dela. A desculpa é que elas eram alérgicas, por isso não comeram. Desde que ouvi isso, eu sempre espero para ver o que ela ou a amiga comem.

- E você nunca compartilhou com a gente?

- Vocês nunca pediram dicas. - Deu um gole no café. - Foi você quem fez esse capuccino? - Perguntou, de repente. - Se foi, parabéns, está bem agradável. Se não foi, aprenda porque vale a pena.
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Re: Capítulo 4

Mensagem por Jae-ki em Qua Abr 25, 2018 2:36 pm


Ver Won nervoso fazia Jae-ki sentir compaixão por ele, porque sabia como era se apaixonar, então já tinha sofrido na pele os males do amor. Balançou a cabeça concordando com Kang sobre Won dar um sinal. Só preferiu não responder a pergunta sobre o que de ruim poderia acontecer, Jae-ki sabia que muita coisa podia dar errado quando menos se esperava.

Quando Eun-bi voltou com os frangos, Jae-ki ficou com um ótimo humor. Queria aproveitar até esse momento para conhecer melhor a bailarina, para ele, ela ainda era cheia de segredos. Porém a garota ficou meio confusa sobre o que falar, Jae-ki queria saber coisas mais profundas, porém na frente dos outros, bastaria essas pequenas informações.


- É, pode ser essas coisas. Me fala aí.

Mas então Won tocou logo no assunto de clubes, uma coisa que Jae-ki queria muito evitar. Só de ouvir a palavra dança já se sentia irritado. Só que a palavra que ficou mesmo na sua cabeça foi "natação". Enquanto mastigava, prestou atenção no que Kang e ela conversavam sobre o clube. Essa informação ficou incomodando sua mente, não gostava da ideia de ter sua bailarina usando roupa de banho na escola. E se o professor fosse um homem? Essas e outras preocupações começaram a nascer na sua cabeça.

Jae-ki soltou um suspiro alto quando Eun-bi falou mais do clube de dança. Lembrava da professora que tinha passado aquelas danças para humilhá-lo. Seu semblante ficou zangado por um tempo. Teve que engolir muita coisa nesse dia. Jae-ki não era burro, sabia que era só o começo.

O resto da conversa sobre Kim e o clube de rádio, Jae-ki nem prestou atenção. As preocupações sobre o clube de natação ainda enchiam sua cabeça enquanto almoçava quieto. Estava até quase se esquecendo do caso de Won. "Aishhh... Por que Eun-bi tem que se meter nos piores lugares, natação? Sério?" Mas Jae até tentava ser otimista, devia ser uma aula só com garotas. Ainda assim, o incomodava bastante. Do nada, Jae-ki fez uma pergunta fora do assunto atual:


- Nesse clube de natação, as garotas ficam separadas dos garotos, né?

Precisava confirmar sua teoria, esperava que assim pudesse se sentir mais calmo. Depois de resolver essa dúvida imaginava que poderia se concentrar melhor no caso de Won.




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Re: Capítulo 4

Mensagem por Dong Hee Kyung em Qua Abr 25, 2018 9:42 pm



O dialogo entre Stella e Ho parecia bem esquivo, a garota dizia uma coisa e o outro prontamente alfinetava, Dong teria uma impressão de que tudo dito pela meia canadense seria retrucar de forma fria pelo intelectual parceiro de jogatinas online. Então para alegrar os ânimos a radiante Sunny chega com os pedidos, maravilhosos, sendo o floresta negra o mais chamativo destes. Era o pesadelo de Stella, tecnicamente. Um café expresso, leite, chantily, xarope de cereja e no topo, a própria finalizava a decoração.

E tinha cabinho, certificando de que era a verdadeira, não um chuchu.

O aroma que isso emana, junto do café era de enlouquecer o rapaz que até fechou os olhos num breve momento de quase orgasmo, a feição que ele fez foi bem estranha, mas esperava não ser julgado pelos seus queridos amigos.


- Só levante sua mão e faça paz de amor com os dedos. Mais de 90% das pessoas fazem isso, inclusive ali. - Apontou discretamente com o polegar, um casal que estaria tirando uma selfie. Muitas pessoas faziam isso nesses locais o próprio Min-Ho sairia em algumas. - Nunca estará livre das fotos, amigo...

Falou num tom ligeiramente sombrio, enquanto levava uma colher de chá até o montinho de chantily. - Imagino como foi interessante. - Olhou de banda Stella que já se encontrava tossindo, tendo em mente do que sabia dos ocorridos. - Claro, é muito difícil ser diferente numa escola, basta querer estudar. - Como as duas acabaram de reforçar. - Não tiro a razão do Min-Ho, algumas pessoas lá são mimadas demais, nesse pouco tempo que estamos ali, já tem acontecido outras coisas como essas do laxante. - Misturou o chantily no café que o derrete se tornando uma fusão doce e saborosa que foi degustada bem devagar. - O expresso está ótimo, ele não perde a identidade nem mesmo com toda coisa doce misturada, os sabores se harmonizam, ohh...

Disse com o lábio superior machado com um pouco do chantily. - Min-Ho deve fazer um blog conosco "O guia de sobrevivencia em Wangjo". Ele é um otimo escritor. - Fez uma breve pausa para beber um pouco mais do café, que por sinal estava fervendo. - O senhor falou muito mas esqueceu do mais importante, talvez nem precise dessa dica mas vou dize-la mesmo assim...


Ele fez um proposital suspense, só para aborrecer o sujeito de cara fechada ao seu lado. - Nunca, nunca desista. Sério, vai ser difícil, mas vai valer a pena, e vocês vão encontrar pessoas que certamente vão ajudar a tornar a experiencia melhor. Falo isso, por que já vimos gente correr de lá, sabe?.- Poderia ter dito, pessoas como ele, mas preferiu não soar egocêntrico. Kyung já se preocupava com esses comportamentos abusivos, a lista já se acumulava e ele nota... que todas as pessoas que gostava, eram alvo do que propagam sentimentos de desdém.

Dong não havia comido a cereja dele, então antes disso ele puxa pelo cabinho... e oferece a Stella.


- Quer? Faz bem. Para você, quis dizer. Cerejas são ótimas para pessoa com a condição que a meia canadense possuía, mas talvez ela não captasse a nobre intenção. Na verdade, poderia ficar facilmente constrangedor... ele segurando aquela bela fruta vermelha para ela comer.

Dentro do Café dos Migués

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Re: Capítulo 4

Mensagem por Won-Bin em Qua Abr 25, 2018 11:10 pm



Como as coisas iam tanto aos extremos para Won? Ele se perguntava isso: uma hora estava tudo indo a mil maravilhas com Bomi e em outra algo ruim acontecia e ficava sem saber como lidar com a situação.

Kang escreveu:- Calma, Won. Nós estamos aqui para ajudá-lo, caso fique muito ruim. É só passar um sinal, tipo coçar o queixo, a cabeça, dar um sorriso nervoso. Não vai infartar não. O que de ruim pode acontecer?

Assentiu com a cabeça e grunhiu um ok.

"Claro, nada de pior pode acontecer. ISSO É JUSTAMENTE O QUE FALAM NOS FILMES ANTES DE UMA COISA PIOR ACONTECER"

Kang super otimista não era tão efetivo mas Jae-ki concordava sobre o sinal. Ia bolar algo na hora se fosse preciso.

Won deu apenas umas beliscadas em seu prato, não tinha fome. Olhava de soslaio para Bomi, que ficou um pouco afastada, e volta e meia se via olhando pra ela tempo demais e tentava disfarçar.
A encarada dela enquanto ele falava lhe gelou a espinha também: ela parecia tão mais séria! Mesmo quando deu um sorriso breve.

Jae e Eun-bi continuavam a conversar, um tanto distraídos da refeição regada a climão que Won tinha.
Cortou um pouco seu silêncio com a pergunta e o papo foi para o clube de natação.

Eun-bi escreveu:- Não. Eu decidi entrar para o clube depois do acidente da semana passada.

"Nadar é? Usar a experiência ruim pra fazer algo..." Won não pensaria muito a respeito mas se identificava um pouco com essa situação, mesmo que seu caso fosse mais antigo e muito mais traumático.

-Você pode transformar uma experiência ruim em algo bom. Isso é legal - começou a sorrir mas desfez o sorriso quando notou que Jae-ki não parecia ter gostado de saber sobre esse clube.

-Hmmm, dança é? - acabou que nem sabia o que tinha acontecido nesse clube direito mas Jae-ki parecia não ter gostado muito.

Bomi" escreveu:- Ung. - Meneou positivamente. - Hoje eu tenho música, mas já tive reunião com a Rádio.

Won prestou atenção e mostrava estar interessado em ouvir dela agora. Achou um tanto engraçado elas discutindo qual garoto de óculos era, afinal muitos usavam na sala. Além disso havia o clube de música ainda!
Ia comentar que ele estava em seu clube de teatro mas se falasse do teatro talvez associasse a conversa a Ye-ji e...melhor não.

Jae-ki fazia uma pergunta muito direta, mas eles não deveria fazer um clube de natação misto, fariam?

-Então amanhã a gente almoça aqui caras - disse olhando para Jae-ki. Era óbvio, eles sempre almoçavam na escola - Quero ouvir você transmitindo - sorriu, tentando parecer o mais natural possível.

Por dentro o coração ia a mil por hora. Se a Bomi tinha uma chance de gritar com ele era agora, Won tentava agir como se nada tivesse acontecido.

Wangjo

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Re: Capítulo 4

Mensagem por The Crown RPG em Qui Abr 26, 2018 5:42 pm

JAE KI E WON- 09/04/2019 - TERÇA-FEIRA. ALMOÇO
Antes que Eun Bi pudesse responder àquelas perguntas básicas, o grupo acabou entrando no tema sobre os clubes. A bailarina queria conversar com Jae Ki sobre os gostos sim, mas considerando que estavam numa mesa com mais gente, achou melhor focar num assunto global.

Quando comentou sobre o clube de natação, ela não notou o silêncio de Jae Ki, porque Won fez um comentário que a fez sorrir.

- Ung. Eu também acho. Ficar remoendo a sensação, não vai mudar o que aconteceu. Não que eu não seja uma pessoa vingativa, mas… - Deu um sorrisinho ligeiramente psicopata.- Eu não vou gastar todas minhas energias nisso. Por isso me inscrevi no clube.

Bomi ficou observando a conversa, mas, diferente da amiga, percebeu o silêncio de Jae Ki e as expressões tensas tanto de Kang quanto de Won. Por isso, talvez, ela tenha dado tanta corda para Eun Bi. Assim elas podiam tentar passar por esse assunto. Infelizmente, a tentativa dela não funcionou porque o garoto lançou a pergunta meio do nada.

A bailarina o encarou de novo, arqueando uma das sobrancelhas.

- Por raias, talvez...Um lado das meninas, outro dos meninos. Nós temos muitas atividades, mas problemas com horários, sabe? Não vi escrito “Natação Feminina”. Tipo dança que é misturado, tênis...Enfim…

Bomi olhou para Won, entendendo o que aquilo implicaria, mas meneou negativamente, abaixando o olhar. Esticou o braço, pegando o tempero e tacando em sua salada. Kang já estava um pouco tenso.

- Er...Acho uma ótima ideia, Won.- Bateu no braço dele depois de ouvir que eles almoçariam ali. - Será muito divertido, Bomi.

A garota ergueu a cabeça de novo e forçou um sorrisinho.

- Que bom. Tentarei dar o meu melhor.

- Fighting! - Eun Bi fez o gesto para ela.

O almoço não foi dos melhores porque o clima entre Won e Bomi não parecia melhor. A menina continuava impondo uma distância e comendo em silêncio. Para Jae Ki e Eun Bi também foi um pouco ruim por conta da história da natação. No fim, todos se separaram.

A bailarina foi lavar louça, Jae Ki foi para o clube de artes e Won para música.

Diferente do clube de Dança, o de Artes foi bem mais agradável para Jae Ki. A professora responsável era uma mulher que nitidamente tinha berço e classe, porém, não o colocou para baixo por ser bolsista. Tratava todos de modo igual. Apesar dela ter um cronograma e ele ter que aprender um pouco de história da arte, bem estilos bem, bem diferentes do que estava acostumado a fazer, a proposta daquele ano eram releituras. Ela queria que eles buscassem inspiração nos clássicos para criarem algo novo e que tivesse a assinatura deles.

Uma das pessoas que faziam parte daquele clube era Yerin. Sem as amigas, ela não parecia muito ameaçadora. Na verdade, ela só parecia bem...distante. Era como se ela estivesse numa redoma e ninguém fosse capaz de alcançá-la.

O clube de artes era muito particular. A proposta ali não era uma ação em colaboração. Era bem pessoal. Os alunos não se falavam muito, nem trocavam, demonstrando o quão imersos em seus próprios mundos, eles estavam.

Já para Won, Música seria mais uma aula coletiva com muitos talentos. Logo de cara, ele veria vários rostos conhecidos - incluindo Kim Sun Hee, Gyu Sik, Bomi, Jung Mi, entre outros. O professor era um senhor baixinho, associado à uma das grandes produtoras musicais da Coreia.

Separou a turma entre o que seria o “coral” e os músicos. Existiam até mesmo dois capitães para isso. A menina ficou do lado do coral enquanto o garoto do 3º ano, ficava com os músicos. Não era uma turma muito grande, mas dava para ver o estilo que seguiriam. Jung Mi tocava violino, mas ainda havia uma pianista, um no cello, outro na bateria e um para violão/cordas em geral. Não havia novatos ali, dava para ver que todos eram muito experientes e já tinham tocado juntos antes.

Do lado do “coral”, muitas vozes diferentes. Para a surpresa, Gyu Sik ficava no coral e ele tinha uma voz extremamente agradável. Junto da irmã, eles fizeram um cover de um duo, mas a voz dele era melhor do que a de Bomi. Parecia mais trabalhada. Isso não queria dizer que a voz de Bomi não fosse boa - era ótima, só que era melhor declamando, não cantando.

O professor avaliou todas as vozes e dividiu os alunos em “major” e “minor”. Significava que os “minor” precisariam treinar mais para alcançar o potencial dos major. E, com isso, em eventuais apresentações, eles ficariam um pouco mais discretos.

Kim Sun Hee foi colocada num “major” devido a sua melodiosa voz. Já Won, foi um “minor”. Bomi estava com ele, já Park Chaeyoung estava no “major” por conta de uma voz rouquinha que ela tinha quando cantava.

[...]

Won Bin podia ter se resolvido com seus amigos, mas a terça-feira ficou com um gosto agridoce. Bomi não foi ao Café naquele dia, por conta de sua agenda - mas também porque ainda estava aborrecida. O clube, pelo menos, tinha sido legal e se resolver com os amigos também foi um saldo positivo.

Porém, como Kang disse, talvez ele precisasse treinar aquela bendita malícia…

Porque os vídeos de Ye Ji chegaram. Eram, de fato, dicas para o teatro, mas havia algo nos textos dela que davam vontade de responder. Era uma conversa perigosamente agradável…

JAE KI - DOMINGO - 14/04/2019. 11 A.M.


Depois de uma semana super atarefada, o Domingo finalmente tinha chegado para Jae Ki. Ele teve reunião com a gangue na noite de sábado e acabou que chegou de madrugada - cerca de 3h da manhã. Eles vandalizaram uma loja de sapatos, entraram em conflito com outra gangue, fugiram da polícia e terminaram bebendo e comendo pizza no terraço da Toca.

Foi uma noite intensa e elétrica, onde todos sobreviveram e tinham ganhado tudo.

Enquanto estava com eles, Jae Ki podia se sentir mais livre - selvagem, feroz. Não tinha que cumprir uma série de convenções sociais, muito menos aparentar ser alguém que não era. Podia se soltar à vontade. E os pensamentos sobre WangJo ficavam distantes - até porque era um pouco incômodo falar do colégio na presença do líder.

O líder - e provavelmente Jae Ki - não tinha esquecido da dívida moral. Porém, tudo ao seu tempo…

Agora eles podiam se divertir.

Quando Domingo chegou, no entanto, Jae Ki acordou em seu bagunçado quarto e seria impossível não olhar para a mochila ou não se lembrar do colégio. Havia tantos desafios para enfrentar…

Os clubes tinham sido meio a meio. Mecânica e Artes tinham sido muito daora e ele até começou a fazer amizade com uma criatura improvável: Park Hyun Hee. Por outro lado, Dança se transformou num desafio pessoal. Nem ao menos a presença de Eun Bi parecia amenizar as coisas - muito pelo contrário. E aquelas duas malditas danças que ele tinha que aprender até segunda o ferrariam.

Talvez ele tenha treinado alguma coisa nos últimos dias, mas era quase certo que ele pagaria mico.

O que fazer, então? Aceitar ou ao menos tentar?

Caso ele pensasse em procurar alguém para ajudá-lo, as opções eram vastas e ainda eram 11h da manhã de Domingo. Podia pedir ajuda a Kang; podia ligar para Kai - que trocou o numero com ele depois de muito infernizar a semana dele. Ou, para a própria Eun Bi. Isso se ele não tivesse outros planos para aquele dia.
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Re: Capítulo 4

Mensagem por Kim Sun-Hee em Sex Abr 27, 2018 3:02 pm

Para não prolongar a tortura psicológica, Sun-Hee não comentou mais nada sobre a atividade em grupo e como se tivesse lido os pensamentos de Min-Ho, finalmente foi buscar as bebidas. Apesar de acostumada com os aromas deliciosos e as aparências instigantes dos doces, ainda tinha uma enoooorme dificuldade para conter a própria gula. Na verdade, o que ajudava era saber que quando o expediente estivesse pertinho de terminar, ela comeria alguma coisinha ali mesmo ou levaria para casa. A genética de Sunny com certeza recebera bençãos de todos os céus existentes já que o peso encontrava uma distribuição perfeita nos 1,59m. Caso contrário, a caçula dos Kim seria uma pequena e rechonchuda bolinha humana.

Assim que voltou e terminou de servi-los, Dong lançou uma pergunta curiosa e a incitou a levantar novos questionamentos. Surpreendentemente, Min-Ho se dispôs a falar primeiro, captando a atenção da bolsista.

O uso do "diferente" motivou o movimento instintivo das sobrancelhas acima dos olhos castanhos.

Não gostava disso.

Não da palavra em si, mas sim da maneira que as pessoas - os adoráveis alunos da WangJo - distorciam o significado, tornando-o ruim e tóxico, ao ponto de tratar aqueles que não entravam nos padrões com requintes de crueldade.

Min-Ho pontuava os conselhos e Sunny não o interrompeu. Pela carinha séria dela, podia-se perceber que estava absorvendo o que o garoto dizia e não deixou de notar a ironia nas breves afirmações porque, bem... digamos que ela já completou todos os itens da lista. Então... Tarde demais, né?

Não se meter com valentões? Blehhhhh.
Nem com a Rainha de Gelo? Vixi.
Ser discreta? Até queria - e preferia -, mas depois do que aconteceu no primeiro dia de aula... Improvável.
Não criar confusões?!?! Quê?????
E não ir ao banheiro sozinha? Que tipo de dica era essa?????

Sunny soltou um suspiro resignado conforme balançava a cabeça.

Não conhecia os macetes e termos de jogos em geral, porém até ela sabia que aquilo tratava-se de um chamativo GAME OVER escrito em luzes neon.

Estava ferrada mesmo... E daí?

O comentário a respeito da comida despertou uma feição mais surpresa e curiosa da bolsista e foi Stella a verbalizar a pergunta. Diante da explicação... Sunny arregalou os olhos e entreabriu os lábios, chocada. Laxante?! Não era possível que aquela bruxa tivesse tamanha influência! Enquanto Min-Ho continuava falando de modo banal, ela refletia em relação a tudo que acabou de escutar dele. Estava acostumada a receber tratamentos frios de outras garotas e aprendeu a ignorá-las, independente da mágoa que isso lhe causava. Porém, só agora... Sun-Hee realmente entendeu a diferença de Oh Yerin com as meninas de sua antiga escola.

Yerin era... má. Não malvadinha ou implicante... Ela estava num patamar diferenciado.

- Não, não fui eu... - respondeu no automático, ainda bastante pensativa - Não sou muito boa na cozinha... hehehe...  - não muito boa? Pufff.

Depois de Min-Ho, Dong também incluiu seu ponto de vista e este era mais otimista do que o realismo do companheiro. Ao mesmo tempo em que discursava, ele mexia na bebida, incorporando o chantilly até deixá-la mais cremosa. Logo, mencionava um esquecimento por parte de Min-Ho. Sunny chegou a se curvar de leve na direção do gamer, como se estivesse prestes a ouvir o mais tenebroso de todos os segredos ditos num Café Literário e quando ele, enfim, falou... A carinha cheia de expectativa desmanchou-se ao dar espaço para o sorriso brilhante e sincero, daqueles que escapam de qualquer controle...


- Você tem razão, Dong. Não desistir é o primeiro passo... E posso afirmar que essa ideia jamais irá atormentar minha cabeça. Até porque... Sou sortuda - fez uma pausa - Mesmo com as ovadas, ameaças... Eu encontrei as melhores pessoas do mundo. Tenho o Kim, a Lee-Hi... E vocês... - o "vocês" englobava Chae, Hye-Won, JaeKi, os meninos... pessoas com quem Sunny criou vínculos nesse tempo. O sorriso manteve-se curvado nas beirinhas - Não importa o que aconteça daqui para frente, se estivermos juntos, a Rainha e a sua corte não terão forças suficientes de nos derrubar. Certo?

Com a mão livre, Sunny liberou um "fighting!" e novamente piscou para o trio.

Nesse momento, Dong terminava de oferecer a cereja à Stella e a cena não soou despercebida...

Sunny achou tão fofo que até sentiu as bochechas quentes, mas resolveu ficar quietinha.

- Sabem... Pode parecer loucura, só que não tenho medo delas, inclusive de Oh Yerin - ergueu a mão, pedindo calma - Porém, não quer dizer que não me afeta. Mas não é nada exclusivo apenas dela. Não sinto vergonha de admitir que esse tratamento me machuca, fere meu orgulho... Nós não somos descartáveis... Alguém que os outros tomam o direito de jogar fora... - olhou para Stella e sorriu com mais doçura - E se mostrar para elas que não somos lixos é o mesmo que afrontá-las... Que seja. Prefiro a perseguição de Yerin do que abaixar a cabeça para toda a palhaçada de hierarquia. Infelizmente, talvez, das vítimas, sou uma das poucas a pensar assim... Como você disse, Dong... É importante não desistir, mas quantos mais têm amigos ao lado para incentivar, hein? No fundo, acredito que existam pessoas que pensam dessa forma também, porém o medo as silencia. Sobreviver é sim necessário e igualmente difícil... Por isso, se Yerin criou um reinado sustentado em temores...

Sunny exibiu uma feição que Stella já conseguiria identificar.

- A única coisa que posso revelar é o contrário. Que ela não tem como me transformar num número dessa estatística doentia.

Nem pensar.
   

QUINTA-FEIRA. 4.30 P.M. CAFÉ LITERÁRIO

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Re: Capítulo 4

Mensagem por Jae-ki em Sex Abr 27, 2018 5:26 pm


A resposta de Eun-bi sobre o clube de natação não melhorou as preocupações de Jae-ki, que acabou até engasgando com a comida. Ficou vermelho de tanto tossir, ou será que era por estar com raiva? Apesar de tudo, não podia culpar Eun-bi por isso, sabia do jeito dela de se meter nos piores lugares, mas era difícil não ficar com raiva dos vários garotos que iriam ver ela de roupa de banho.

Antes de Eun-bi ir embora com Bo-mi, Jae-ki fez questão de alertá-la parar tomar cuidado na natação. Também disse que se algum garoto ficasse de gracinha com ela, podia avisá-lo. Cada vez mais Jae-ki tinha certeza que proteger Eun-bi era mais difícil do que proteger Soo-ji.

O clube de artes veio em boa hora, apesar da professora ser também mais uma riquinha, não o incomodou. Era ainda melhor porque as atividades eram mais pessoais, podia se concentrar nas suas produções e ter o pensamento livre para várias reflexões. Apesar de história de arte ser um pouco chato, não era nada difícil para Jae-ki, talvez estivesse até gostando de saber como as coisas tinham surgido, mas não iria admitir isso. Gostou de desafiar sua criatividade ao usar materiais e estilos que nunca havia usado, estava gostando também dos seus resultados.

Durante a semana, Jae-ki até tentou aprender as danças, mas claro que deu prioridades aos seus deveres, chegou a fazer uns esquemas dos passos de dança com esboços em desenhos. Porém não estava indo bem. Sabia que ia acabar pagando mico, era o que aquela professora metida queria. Não era a primeira vez que um professor tentava humilhá-lo assim. Só que dessa vez Jae-ki não podia dar um troco a altura dela, pelo menos não por enquanto.

A saída com a gangue na madrugada de sábado tinha sido uma ótima forma para Jae-ki extravasar o que tinha vivido essa semana em Wangjo. Infelizmente no domingo, sua mochila já o fazia se lembrar de seus desafios. Precisava pensar no que fazer em relação as danças. Pegou sua mochila e se sentou na montanha de lençóis que se formavam no futon.


"Merda, não queria pedir ajuda ao Kai..." - Pensava Jae-ki consigo mesmo. Porém não queria também pagar mico, ainda mais na frente do Taemin. Também não podia desistir do clube, muitas coisas estavam em jogo.


" Aishh... Aquele cara já gruda em mim, se eu pedir ajuda para ele vai ser pior. Aí que ele vai querer roubar minha comida... Ah não, minha comida não... Otoke... Os hyung não sabem dançar... Nem os dragões... "

Jae-ki logo se lembrou de Eun-bi, lembrava que ela já tinha trabalhado como professora de criancinhas. Ela deveria ser boa, mas será que seria uma boa pedir ajuda a ela? Eun-bi tinha sumido da primeira vez que pediu para ajudar sua irmã, mas felizmente já tinham resolvido isso, embora ainda existissem alguns mistérios sobre esse assunto.

"Hum.. Até hoje eu não sei porque ela dava aula lá... "

Os segredos de Eun-bi deixavam Jae-ki muito confuso, porém de certa forma essas coisas também o atraiam mais. Eun-bi era sempre imprevisível, ainda se lembrava de como ela tinha pegado comida para ele e de como ela o maltratava só por ter entrado em natação, claro que ela nem devia saber disso. Jae-ki suspirou, na realidade preferia se resolver sozinho, mas sempre chegava em um ponto que precisava de alguém. Ficou pesando no que seria pior, ficar devendo ao Kai ou a Eun-bi? Com certeza seria mais fácil dever a bailarina, poderia passar respostas de deveres para ela como retribuição.

"Ela tinha aceitado me ajudar naquela dia... Em troca de matemática... Vai ser uma boa checar se ela não vai voltar a atrás. É isso... E ela nem vai querer roubar minha comida... "

Jae-ki também imaginava que talvez Eun-bi tivesse até ocupada no domingo, ela era rica e devia ter coisas para fazer, mas não custava perguntar. Podia começar pedindo só dicas para ela e ver como reagiria ou se estava ocupada, e até tentar saber o que ela fazia no domingo.


"É... Vai ser isso..."

Além disso também gostava da ideia de ver ela de novo, seria uma boa desculpa para ligar. O problema era que não tinha créditos, não podia ligar a cobrar para ela! Jae-ki se levantou se sentindo cheio de energia, trocou de roupa rápido, pegou a mochila e saiu do quarto. Avisou a irmã que precisava sair rápido para resolver uma atividade da escola, mas que voltaria para almoçar. Não deixou de dar alguns abraços nela antes de sair.

Jae-ki estava tão empolgado com seu "plano" que até fez um pulo estrelinha na calçada da sua rua. Seu gorro voou longe, mas ele tratou de pegar rápido em seguida e saiu correndo agitado. Planejava implorar wifi para alguma alma "bondosa" do seu bairro, odiava fazer isso, mas era melhor passar vergonha com outros do que com ela ao ligar a cobrar. Tentaria na vizinha chata, que era a mais "rica" daquela lugar humilde, mesmo ela não gostando dele. Era bom em ser cara de pau. Depois tentaria nas lojinhas.

Quando fosse pedir, daria a sugestão para a pessoa trocar o favor de rotear o wifi por algum serviço que ele podia fazer, como carregar coisas pesadas, pegar algo do telhado e tal. Também tentaria convencer dizendo que era para um trabalho muito importante da escola. Quem negaria ajudar um estudante desesperado disposto a fazer um serviço? Se não desse certo, ou se os serviços que exigissem fossem muito demorados, teria que dar uma passada na TOCA mesmo.



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Re: Capítulo 4

Mensagem por The Crown RPG em Sex Abr 27, 2018 7:34 pm

SUN HEE E HEE KYUNG- 11/04/2019 - QUINTA FEIRA. 5 P.M
Apesar de Dong esperar que os amigos não o julgassem, o olhar de Min Ho já dizia tudo. Olhou para aquela mistura de açúcar e calorias que havia no copo do amigo e a cara que ele fez diante do aroma. Tanto que quando falou do “paz e amor”, ele veria que Min Ho já estava olhando para ele com aquela cara tão...típica de juiz.

Deu uma breve encarada no casal, mas só piorou o bico dele.

- Não sou tão paranoico a esse ponto. Quero dizer que não quero sair em fotos de grupo. Aqueles ali, eu nunca mais verei. - Deu de ombros e virou a cara.

Stella, diferente dele, estava só bebericando seu frappuccino num contemplativo silêncio. Após as dicas sobre fotos, Dong fez aquela repentina pergunta para Sunny que quase fez a canadense engasgar. Maior ainda foi a surpresa com as dicas que a menina pedia. Min Ho prontamente respondeu e eram tantas informações que Stella ainda estava tentando se encontrar.

Dong voltava a falar, mas fazia uma pausa para analisar o café. Falava como um verdadeiro crítico, expert daquela especiaria. Min Ho só concluiu com um.

- Então dê os parabéns a quem fez. Está bem feito.

- Muito bom mesmo, Sunny. Já dá para entender o sucesso. - Stella foi um pouco mais simpática.

Min Ho não repetiria que o sucesso era por conta do exigente paladar da mãe de Dong. Não gostava de soar repetitivo, muito embora entendesse que algumas pessoas - principalmente aquelas ocidentais - podiam ter um raciocínio mais lento. Só piscou e se ajeitou.

- Sou melhor com cálculos. - Corrigiu, sem entender uma possível ironia ali. - O que esqueci?

Olhou com certa curiosidade e a revirada que deu com os olhos podia ser acompanhada em câmera lenta. Já Stella e Sunny, abriam seus mais belos sorrisos.

- Agora eu que acho que você deveria escrever um livro. “Auto ajuda: confie em si mesmo para sobreviver a WangJo”. O que acha?

- Acho que seria muito útil. - Stella já respondeu de modo cortante. - Seria muito mais fácil encarar algumas coisas, se já soubéssemos desde o inicio como funciona. A apresentação do inicio do ano é um grande comercial e isso por si só, já o faz duvidoso. Mas a realidade dali, a mentalidade da maioria dos alunos… - Suspirou, de modo desanimado. - É um grande banho d’água fria em quaisquer expectativas que tenhamos criado para o colégio.

Min Ho apenas ajeitou seus óculos. Não queria discutir não. E Sunny ainda vinha com aquele discurso, indo contra todos os conselhos que ele tinha acabado de dar. Por que ele ainda tentava mesmo? Meneou negativamente, quase se ausentando da conversa, mas quando viu aquela linda cerejinha sendo ofertada para a garota, ele não conteve o impulso.

- Sim, obrigado. - Pegou pelo cabinho e levou até a boca.

Stella nem teve tempo de pensar na proposta de Dong ou corar. Num piscar de olhos, a cereja que viria para ela, estava na garganta de Min Ho. Ela fez uma cara de desanimo e logo cruzou os braços, fazendo um palmo de bico aparecer.

- Por que você tem que ser assim?

- Ele ofereceu. Era cereja mesmo…

- Ele ofereceu pra mim!

- Ah foi? Desculpa, não reparei. - Soou quase falso, mas com a expressão e o modo dele, era difícil de dizer.

Sunny interrompeu a discussão e citou o nome de Oh Yerin mais uma vez. O grupo a encarou, mas as expressões dele eram preocupadas - pelo menos por parte de Stella. Min Ho achava Sunny suicida ou burra, talvez tenha conseguido a bolsa por sorte. Já Stella começava a sentir os nervos aflorando.

Sabia bem que a amiga não tinha muito filtro ou carregava calma. Geralmente revidava, explodia e, bom, já tinham passado por muita coisa nos últimos dias. Stella pigarreou e deu outro gole em sua bebida, lançando um olhar para Dong, a fim de ver o que ele acharia do discurso de Sunny.

Loucura ou coragem?
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JAE KI - DOMINGO - 14/04/2019. 11 A.M.
A resposta negativa da vizinha era algo quase certo para Jae Ki. Ele era, afinal, um menino muito mal visto pela vizinhança - sempre chegava tarde aos fins de semana, às vezes aparecia machucado e fora que tinha um jeito mal encarado. Isso sem contar a fama do pai dele. Os vizinhos sentiam pena da avó - por mais rabugenta que ela fosse - e da menininha também.

Mas a preocupação deles parava aí. Eram muito egoístas e individualistas para ficarem pensando em como resolver o problema dos outros. Todos ali tinham uma vida difícil.

Porém, para a sorte do garoto, a vizinha tinha voltado da missa naquela manhã. Aparentemente, o sermão daquele domingo a tinha inspirado de modo positivo. Ou talvez tenha sido a proposta de Jae Ki de fazer uns serviços para ela - com certeza foi a segunda opção. A vizinha permitiu que ele usasse o wi fi, mas disse que ele deveria limpar o quintal dela por uma semana e se livrar do lixo, pelo mesmo período de tempo. Até que não era muita coisa, se fosse parar para pensar.

Pelo menos ele teria acesso à internet, não teria que se humilhar em outros lugares, nem ir até a Toca apenas para usar o wi fi.

[...]

Eun Bi estava num daqueles raros momentos onde tentava se concentrar nos exercícios. Estava passando o fim de semana na casa do pai, que ficava no mesmo condomínio onde Misoo e Bomi moravam. Geralmente, adorava passar o fim de semana ali, principalmente porque ficava perto das amigas e podiam se divertir juntas.

Contudo, Misoo e Bomi estavam ausentes. Ambas tiveram compromissos com seus pais e o pai e a madrasta de Eun Bi estavam com um assunto que ela não estava disposta a participar: o irmão caçula dela. Sua madrasta estava grávida de três meses e ela não sabia exatamente como lidar com aquela notícia.

Gostava dela, mas depois de ter passado 16 anos como filha única, era um pouco angustiante saber que dividiria a atenção com um bebê. E um bebê que ficaria mais tempo com seu amado pai do que ela. Os dois estavam se esforçando para que ela participasse, mas ela preferiu se trancar no escritório para estudar.

O que obviamente não estava acontecendo porque ela batia com a lapiseira no caderno enquanto sua pulseirinha da amizade ficava quicando em seu pulso. As cores chamaram sua atenção e ela analisou os quatro corações que estavam ali.

Rosé Misoo, Dourado Bomi, Cobre Mia.

Em pensar que tinha uma semana que comprou o acessório, achando que as meninas iriam gostar. Que ilusão. Poucos minutos depois de trocarem alguns corações, elas acabaram se separando, pelo menos em partes. A pulseira também a fazia se lembrar dos presentes que levou para Jae Ki - e que foram recusados. Apesar disso, a semana tinha sido boa com ele.

Sem muitas brigas ou desentendimentos.

Tinha até recebido um beijo na testa que a fez sorrir ao se lembrar do momento. Encolheu-se um pouco na cadeira, puxando o pulso para si, ainda mantendo o sorriso quando o celular vibrou. Inicialmente, achou que fosse de uma das meninas, mas ela quicou quando viu que era o nome dele.

- ...!?!?!?!

Ajeitou-se e pegou o celular com mais animação, lendo o pedido dele. Fechou o livro na mesma hora e mandou uma mensagem dizendo que estava livre sim. Ele só precisava dizer onde e que horas. Ficava feliz em saber que poderia ajudá-lo, mas a verdadeira animação consistia em saber que estariam juntos uma vez mais.

E num domingo!!

Já foi arrumando o material, mesmo sem saber qual horário ele combinaria.
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Re: Capítulo 4

Mensagem por Jae-ki em Sex Abr 27, 2018 8:53 pm


Apesar da vizinha ter sido uma exploradora, ainda era um bom negócio. Talvez as lojas não fossem aceitar seu pedido, então melhor agarrar o que tinha aparecido, não era algo difícil de fazer pelo menos. "Velha chata..." Sorriu em agradecimento, ela era chata, mas tinham feito um acordo. Sentou em algum canto do chão para enviar a mensagem para a bailarina. Foi só escrever a mensagem para Eun-bi, que um sorriso voltou ao seu rosto. Agora precisava ver se ela ia responder, Jae torcia para que fosse rápido.

Ela já planejava começar a limpeza no quintal enquanto esperava a resposta, porém percebeu que ela estava online. Então esperou ansioso ela digitar. Foi só ler que Eun-bi tinha concordado, que seu coração voltou a bater acelerado. Tinha valido a pena tentar. "Uwa! Ela topou mesmo!"

Mas algumas dúvidas começaram a surgir, coisas que não havia pensado antes como o lugar que iam se encontrar. Com certeza não poderia ser na sua casa, além disso, nem tinha espaço. Se fosse Won ou Kang, até que não se importaria que fossem na sua casa, mas Eun-bi era diferente. Talvez até levasse Soo-ji junto se a dança não fosse daquele jeito, Jae não iria deixar sua irmã ver o tipo de passos que teriam que fazer. Ela só tinha oito anos e ele era cuidadoso com isso.


Esperava que ela não se importasse com os lugares que ele iria sugerir, planejava marcar depois do almoço mesmo. Sua halmoni e Soo-ji estavam o esperando para almoçar, não perderia essa refeição. Além disso, tinha certeza que conseguiria pagar o que devia na secretaria se não fizesse gastos adicionais. Jae-ki digitou a resposta e enviou, em seguida também enviou outra mensagem. Seus dedos praticamente voaram de tão rápido que digitou.

Jaekix

Jaekix
Pode ser depois do almoço, as uma e meia no parque Geoyeo? É aqui perto em Songpa-pu, em Geoyeo-dong.
Jaekix
Pode ser também a praça que a gente se conheceu, mas em Geoyeo tem mais árvores, não sei se você se importa se for na frente dos outros... Mas se tiver lugar melhor pode dizer que eu vou..




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Re: Capítulo 4

Mensagem por Yeun Misoo em Sex Abr 27, 2018 9:39 pm


Aparentemente Misoo tinha um dom sobrenatural com os Park de falar um idioma alienígena ou simplesmente não entender aquela família. Apesar de ter a melhor das intenções, as palavras saíam emboladas de ansiedade e de repente ela dizia coisas querendo outras. O pior era que quando começava a falar, era difícil de ficar quieta. Era como se uma chavinha ligasse na garganta e o filtro mágico entre raciocínio e língua sumia, de forma que a garota falava tudo que pensava de início de tentava consertar e adicionar assim que se ouvia falando. Nada bom: o coração só atrapalhava mais a eloquência e aquela conversa tinha sido desastrosa.

Após a conversa com sua avó, Misoo percebeu que não era obrigada a nada. Sim, porque um garoto lindo daqueles de repente dizendo que gostava dela praticamente colocava um relógio de bomba em sua mente e ela ficava na obrigação de aceitá-lo. Porque seria arrogância recusar após tantos anos sendo chamada de monstro. A emoção foi demais para lidar no dia anterior e ela entrou naquele pequeno colapso. Para piorar o caso, uma de suas melhores amigas parou de falar com ela e não quis nem mesmo conversar, o que fez a ansiedade de querer se explicar tornar tudo pior. Sentiu-se pressionada pelo outro lado para não aceitar. Até porque Gyu também começava a tratá-la de forma fria. O cenário era complicado para permitir que ela parasse para pensar o que queria. No entanto, a avó serviu como uma planta calmante em sua vida, como sempre, e agora conseguia compreender os motivos de seus amigos e se ater somente à resposta.

Do fundo do coração, por mais que Jung Mi fosse lindo e irrecusável, isso sozinho não era mais um motivo para ficarem juntos. Misoo achava aquela situação errada por motivos que não conseguia explicar direito e jogou o motivo em pessoas que seriam afetadas, escolhendo Yewon como o primeiro nome que surgiu, porque falar em Gyu era muito difícil. Sentia o rosto ardendo de vergonha por aquilo. Só conseguia imaginar como ele se sentia, e teria causado algo muito ruim a ele por ser lerda, mas não só isso… Ela não queria discutir o que tinha acontecido só entre eles com Jung Mi. Parecia íntimo demais.

Aliás, isso era outro problema. Ela sentia aquela barreira invisível no garoto, mas sua referência masculina era outra. Por que parecia tão fácil falar com Gyu-Sik, mas tão impossível com Park Jung Mi? Ao mesmo tempo, por que ele não pensava no amigo ao tomar aquela decisão? Jung Mi teve que “lembrá-la” sobre sua tragédia familiar e isso só tornou tudo pior.

Misoo era de outra realidade mesmo, mas acima de tudo, era ela quem ignorava os próprios problemas em nome dos outros, sempre. Era muito difícil para ela encontrar alguém que decidia agir por conta, porque estava cansado de se esconder, quando parecia um tapa na cara do que ela mesma precisava, mas não tinha coragem de fazer.

Houve um silêncio constrangedor, quando ela começou a olhar para baixo e enrolar o cabelo, pois suas palavras não estavam conseguindo chegar da forma correta e ela entendia o que ele dizia como uma afronta a suas crenças pessoais, ainda que de forma inconsciente. Mesmo assim, ele a chamou de pessoa iluminada, o que a pegou de surpresa. Misoo arregalou os olhos úmidos e o observou surpresa.

Ele disse mais uma vez que a defenderia quantas vezes fossem necessário. Era até injusto chamá-lo de egoísta sendo que ele estava fazendo isso por ela. Ok, ele não pensou direito quando fez isso, nem no que causaria nela ou no amigos, mas era o tipo de atitude com a qual ela conseguia se relacionar, porque fazia igualzinho. Era campeã olímpica na impulsividade. Sentiu vergonha. Primeiro por ter falado aquele monte de coisas, depois porque ouvir isso de forma tão direta de alguém faria qualquer garota corar e Misoo não estava nem um pouco acostumada a ouvir isso de garotos. Ultimamente isso tinha acontecido demais.

Sem palavras, agora parecia que ele a tinha entendido. MESMO correndo o risco de ser errado e “egoísta”, mesmo ela tendo explicado sobre as pessoas afetadas, ele continuava batendo na tecla que a defenderia. Alguém já tinha gostado tanto dela assim? Sentiu um calor no peito e a sombra de um abraço recente, o que a fez sentir culpa imediatamente. Isso era terminantemente errado. Droga! Não estava pronta para acabar com aquela conversa de forma rápida?

Era difícil falar com ele porque talvez se sentisse assim? Porque eram os sintomas de afobamento que Bibi descreveu para ela em relação a Jaeki que começava a sentir no corpo todo com aquela conversa. Ou era só ansiedade mesmo, mas ela não tinham como saber.

Entreabriu os lábios, soltando os braços ao lado do corpo e observando-o reverencia-la e sendo educado como sempre. Apesar da barreira, ele estava sendo sincero agora. Parecia um grande esforço dizer tudo aquilo para alguém que tinha chamado de robô.

Abaixou a cabeça. Estava envergonhada com aquela situação toda, mas talvez não estivesse pronta para pensar nela mesma, nem dessa vez, porque começou a sentir-se mal por deixá-lo daquela forma e nem tinha assim uma resolução muito firme para embasar tudo isso.

- Mianhae… Eu só… achei que desse jeito  ninguém ia sair machucado. Eu não queria magoar nenhum de vocês - confessou, justificando sua decisão de forma  tímida e enrolou uma mecha de cabelo e suspirou, falando mais baixo. - Mas parece que não deu muito certo…

Respirou fundo e não conseguia olhá-lo direito, com vergonha. Adorava dar conselhos para as amigas, mas não sabia dar jeito na própria vida. Era mais difícil com a pessoa te encarando.

- Eu não vou mentir e dizer que não fiquei brava como tudo aconteceu, porque eu provavelmente perdi dois dos meus melhores amigos nessa história. Eu queria que tivesse me contado em outra oportunidade, mas agora já foi. Eu mesma saio fazendo essas coisas sem pensar também e … - balançou a cabeça antes de começar de novo aquele assunto - Olha, eu só… Nunca, nunca poderia imaginar que alguém como eu… sabe. Que você pudesse …. gostar … - a palavra saiu meio engasgadao -  de alguém tão… você sabe. Aaaigoo, que vergonha. Por que eu estou sempre passando vergonha e falando demais na sua frente?  - falou olhando pra cima.  - Enfim, acho que… acabamos?  A conversa, quero dizer. Ah, você entendeu. - Já estava vermelha e se atrapalhando toda de novo

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Re: Capítulo 4

Mensagem por The Crown RPG em Sab Abr 28, 2018 1:08 am

MISOO - 09/04/2019 - TERÇA-FEIRA. QUADRA DE TÊNIS
Jung Mi foi soltando o cotovelo de Misoo conforme percebeu que ela parava para escutá-lo uma vez mais. Ela chegou até mesmo a se virar para ele de novo e ouvir até o fim. Suas palavras parecem ter causado um certo impacto nela, visto que mantinha a cabeça abaixada enquanto mexia compulsivamente no próprio cabelo.

Após a reverência, ele imaginou que ela não responderia mais nada. Porém, foi surpreendido com um novo pedido de desculpas.

O modo como ela falou dessa vez parecia…diferente. Misoo usava um tom mais triste, porém, certo do que dizia. Estava lamentando porque não conseguiu deixar todos felizes, nem fazer com que ninguém se ferisse. Jung Mi engoliu em seco, sentindo o peso daquele tom. Fora que a expressão dela parecia mexer com ele, de certo modo.

Definitivamente, não se tratava de um robô.

Seus dedos seguiram na direção do queixo dela e tocou de modo delicado e suave. Parecia que tinha certo medo que ela quebrasse a qualquer momento  -como a tinha visto quebrar na sala de aula. Não desejava vê-la fragmentada de novo porque isso sim o fazia sentir culpa de alguma coisa. Por isso foi cuidadoso ao começar a erguer a cabeça dela.

- Yeun Misoo… - Disse o nome dela de modo mais lento e melodioso. - Você é bonita. Não apenas isso, você é muito bonita e uma pessoa muito bondosa. O que as pessoas disseram ou dizem, é mentira. O que eu vejo não é o que dizem por aí…

Suspirou e afastou a mão depois que teve a certeza de que ela conseguiria sustentar a cabeça por si só. Se por um lado era bom saber que ela tinha abaixado a cabeça para ele, agora ele sentia que ela não deveria isso.

Estava se desculpando por que? Não era necessário.

- Qualquer garoto nesse colégio seria sortudo e feliz se pudesse tê-la ao lado dele. Até mesmo esse seu jeitinho nervoso de falar é algo fofinho. - Pela primeira vez, ele forçou um sorriso no canto dos lábios.

Quando Jung Mi fazia isso, ainda que por alguns instantes, ele perdia toda aquela maturidade e revelava aquilo que era: um solitário rapaz de 16 anos. Os ombros dele relaxaram um pouco e ele parecia ter baixado a guarda.

Alguma coisa no discurso de Misoo o tinha deixado ligeiramente mais leve - fosse o modo como se desculpou, como abaixou a cabeça...algo tinha mudado ali. Tanto que ele acabou soltando um riso baixo com o comentário final.

- Sim, acho que terminamos a conversa. - Fez um afago na cabeça dela. - Está tudo bem. Sinto que meu coração está mexido porque fui rejeitado por uma menina incrível, mas...Pelo menos você foi honesta. Espero que um dia possa mudar essa impressão que você tem de mim e que entenda que tenho meus motivos para não me arrepender do que fiz. Não mesmo.

Meneou negativamente.

- Quanto aos seus amigos, tenho certeza de que resolveremos tudo. Não se preocupe. Você terá sua vida de volta e não precisará sofrer assim. Também me magoa um pouco saber que fui responsável por seu sofrimento. Nunca imaginei que ao me declarar, você causar isso. Não era minha intenção.

Engoliu em seco e olhou na direção do jardim ao redor deles.

- Bom...Acho que é isso...não é? - Enfiou as duas mãos nos bolsos e voltou a encará-la um pouco mais fixamente agora, esperando pela iniciativa dela.
(C) Ross


JAE KI - DOMINGO - 14/04/2019. 11 A.M.
Eun Bi já tinha fechado todas as apostilas e cadernos para focar a atenção em seu celular. O coração disparava conforme ela via que Jae Ki estava digitando. O local sugerido não era ruim, muito embora ela achasse que pudesse ser melhor. Porém, considerando todo o histórico deles, achava que não seria um problema ensaiar num parque de Geoyeo. Era só pegar o metrô e logo estaria lá.

Só não ia imediatamente porque ele disse que seria depois do almoço, por volta das 1:30.

Bibi

Bibi
Ani. Geoyeo está ótimo. Não tem problema.Estarei na entrada do parque, no horário combinado. Até lá =)


Olhou para a foto dele por mais uns instantes. Apesar dela não ser a pessoa mais brilhante do mundo, de dança ela entendia muito bem. Podia ser uma professora muito boa, mas também era realista. Quais chances Jae Ki tinha de aprender duas coreografias em apenas uma tarde?

Bem poucas.

Não que duvidasse dele, mas era muito para decorar e, principalmente, se soltar. Não dava para esperar que ele saísse daquela tarde como o melhor bailarino do mundo. Porém, isso não importava de verdade. Eun Bi estava mais interessada em passar um tempo com ele.

O sorriso voltou aos lábios e ela guardou o celular. Faria o seu melhor, mas aproveitaria cada segundo que pudesse daquele dia.

[...]

O almoço de domingo foi um pouco atípico naquela casa: dessa vez tinha carne. A halmoni conseguiu uma promoção de carne de segunda e eles tiveram uma refeição mais digna. Não era nenhuma ocasião especial, apenas a chance que tinham para comer carne.

Soo Ji ficou um pouquinho triste quando o irmão disse que sairia. Ela contava as horas para os domingos, quando teria a companhia dele, mas conseguia compreender que ele tinha a própria vida. Pelo menos a halmoni liberou a tv e ela poderia ver os programas que adorava - ou eram desenhos ou reprises do que passou nos programas de idols.

JAE KI. 14/04/2019. 1:35 PM PARQUE GEOYEO

Eram 1:35 P.M quando Jae Ki chegou até o tal parque e não foi difícil reconhecer Eun Bi. A garota estava sentada num banco, mexendo no celular. Usava um short jeans escuro com uma blusa cropped floral. Por cima, estava com uma jaqueta preta de uma famosa marca esportiva - uma adidas, porém, a marca da família dela. Nos pés, uma bota de cano baixo. O cabelo estava enrolado e caía por cima de um de seus ombros.

Olhou para o celular uma última vez até que ergueu a cabeça para ver se ele estava chegando. Antes de olhar para onde Jae Ki estava, ela olhou para o lado oposto e fez um bico pensativo.
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Última edição por The Crown RPG em Sab Abr 28, 2018 2:15 am, editado 1 vez(es)
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Re: Capítulo 4

Mensagem por Yeun Misoo em Sab Abr 28, 2018 1:45 am


Misoo colocou uma perna para trás, assustada com a reação dele de se aproximar dela de novo daquele jeito.

“Mwo? O que ele vai…”

Mal conseguiu completar o raciocínio e sentiu o rosto ser segurado. Seu instinto era de se afastar, como alguém que tinha bastante prontidão por causa do esporte, além de a ansiedade deixá-la com a bateria no máximo. Porém, no momento que sentiu o toque, ela apenas arregalou os olhos e abriu a boca, interrompendo uma reclamação quando encontrou o olhar dele. Foram alguns segundos presa naquilo e ela teria se desvencilhado com mais vigor, se ele não começasse a falar aquelas coisas que afetavam tanto seu ego.

Por que as pessoas ficavam dizendo coisas assim para ela agora? Sentiu-se insegura, apesar de ser um elogio. Era normal sentir-se estranha com elogios? Não era ruim, mas não acreditava em palavras como aquela, mas ao mesmo tempo elas lhe faziam muito bem, porque pareciam verdade, ainda que não entendesse por quê. Ainda mais porque ele enfatizou o “muito”. Piscou e desviou o olhar, sentindo as bochechas queimando, provavelmente sua timidez estava muito visível e ela quase deu um pulinho no lugar quando ele continuou comentando exatamente sobre o seu jeitinho tímido.

Mordeu o lábio. Ele estava errado! Não era qualquer garoto que repararia nela, de jeito nenhum. Não entendia por que de repente as pessoas tinham começado a reparar, sendo que a opinião das outras garotas da sala continuava a mesma. Não, tinha até piorado. Não que se importasse com o que pessoas mesquinhas como Yewon pensavam, mas se tanta gente assim fala a mesma coisa, inclusive a própria mãe, tem um tom de verdade.

Lembrou-se do fim de semana agradável e foi como se Jung Mi tivesse adivinhado. Será que sabia daquele dia? Garotos comentavam essas coisas entre eles? Encolheu os ombros, forçando um sorriso educado agradecido, mas estava ficando constrangida e envergonhada.

- Fofinho? O quê? De jeito nenhum. - balançou as mãos na frente do corpo. Até porque até pouco tempo ela era ogra. A história foi resolvida, mas… - Você está precisando de um oculista. Eu não sei o que deu em vocês… - comentou em voz alta sem querer. - Quer dizer… Isso foi gentil, então eu agradeço muito pelas suas palavras, Park Jung Mi… - sorriu, forçando-se a parecer confiante e tentou ser educada, como fazia em um geral quando estava um pouco desconcertada, mas estava era morrendo de vergonha, tanto que reforçou a mecha que já estava atrás da orelha.

Quando Jung Mi declarou o fim da conversa com aquela declaração extra, Misoo ficou ainda alguns segundos incrédula, então soltou um suspiro audível e levou a mão ao coração, visivelmente #MORTA #ENTERRADA.

” Aigoo… Achei que eu ia morrer do coração”

Era muito estranho ouvir tudo aquilo de um garoto (para não dizer constrangedor), mas ela não conseguia entrar em contato com os próprios sentimentos. Só ficava absurdamente nervosa, assim como ficou quando Gyu a abraçou, mas ela “não entendeu” o que tinha acontecido para não ter que lidar com isso. O sorriso fácil de Misoo ressurgiu no rosto, embora estivesse um tanto constrangida ainda e com pressa para encerrar aquilo. Resolveu fingir que não tinha ouvido falar a parte dos amigos dela. Porque afinal o que ele podia fazer? Não dava para ele falar com os gêmeos e resolver, não é? Bomi ainda achava que ela era uma mentirosa e... Enfim. De qualquer forma, ela não era do tipo que empurraria seus problemas para os outros. Por isso sorriu, mesmo não achando que magicamente teria seus amigos de volta e fez um "v" com os dedos. Ela ainda criava aquela aura em volta dela como se sempre "tudo estivesse bem", um esforço tremendo em comparação à versão fragil e verdadeira que ele viu anteriormente.

- Não se preocupe. Vou dar meu jeito. Err.. Então.. Então estamos resolvidos, senhor Park Jung Mi. Eu não vou pedir desculpas de novo, eu prometo. Então acho que... Amigos? Não vai jogar minha planta fora? - Sorriu e olhou para os lados meio que sem saber o que fazer, então esticou o braço para ele de uma forma esquisita, propondo um aperto de mão.


QUE IDEIA HORRÍVEL, porque ela coraria absurdamente de novo por encostar nele. Quando se deu conta, tentou puxar a mão de novo, para coçar atrás da cabeça e fingir que não tinha feito algo tão estranho.

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Re: Capítulo 4

Mensagem por The Crown RPG em Sab Abr 28, 2018 2:10 am

MISOO - 09/04/2019 - TERÇA-FEIRA. QUADRA DE TÊNIS
- Vocês, hm? - Jung Mi entendeu bem aquele plural. - Vê? Eu não sou o único.

Disse com certa satisfação, como se gostasse bastante de ter razão. O que Jung Mi talvez não percebesse era que essa abertura que ele dava - e os comentários que elevavam o ego e a moral de Misoo - podia ser entendido de modo errado por ela. O garoto estava aliviado pelo desfecho, mas não se dava conta de que podia confundi-la ainda mais.

Ou talvez a verdade era que sabia exatamente o que estava fazendo, mas não queria admitir. Fato era que se sentia bem, mais leve. E era quase que muito agradável conversar com ela agora, sem todo aquele peso de antes.

- É apenas a verdade, Misoo. - Também deu outro leve e discreto sorriso.

O garoto declarou que aquele era o fim da conversa, mas os dois continuaram ali. Misoo até começou a falar de novo, falando que eles seriam amigos. Jung Mi concordou, meneando negativamente e, antes que ela afastasse a mão, ele mesmo retirou a mão do bolso e tocou na mão dela. Foi um aperto firme, como se fechassem um negócio, porém delicado.

- Eoh. Amigos. E não se preocupe, não vou jogar meu bonsai fora. Eu me apeguei a ele, veja…

Afastou a mão de novo e puxou o celular do bolso. Havia um album dedicado a estudar os ângulos e jogo de luz e sombra com o bonsai. O menino era mesmo talentoso com a fotografia e havia muita poesia em suas fotos. Se ela não soubesse que o hobby dele era a fotografia, dava até para pensar que ele era um amante das plantas, tamanho era o cuidado para registrar aquilo.

- Ele passou muito bem por essa semana. Prometi que estudaria um pouco e cumpri com minha promessa. É um mini ecossistema, então, eu preciso manter equilibrado. Encontrei um lugar com a quantidade de luz ideal e não afogo. Lembra aquele galho quebrado? Eu podei, mas o bonsai não sofreu. Ficou até como um charme dele.

Indicou na fotografia e então a encarou de novo. Esperaria que ela tivesse as suas reações enquanto parecia contemplá-la. Estavam prestes a ir embora, quando ele disse.

- Misoo...Será que podemos combinar uma coisa? - Perguntou meio sem jeito e então suspirou. - Para seus amigos, podemos contar a verdade, porém, para os fofoqueiros, será que podemos dizer que só terminamos? Mesmo que nunca tenha...enfim, sido recíproco. Não quero parecer bobo por ter te defendido, nem que algumas meninas acabem descontando em você, por acharem que você foi arrogante ou rude comigo.

Jung Mi tinha uma quantidade interessante de meninas que pareciam dispostas a cuidar dele. Dentre elas, sua “ex-cunhada” que até hoje o tratava como um irmão mais novo. Eun Joo não ficaria nada feliz se achasse que ele tinha sido rejeitado por alguém como Misoo.

- Não é como se eu me importasse com minha reputação, é mais para que não te perturbem mesmo.

Aquele “egoísta” estava, até o fim, pensando no melhor para ela...
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Re: Capítulo 4

Mensagem por Yeun Misoo em Sab Abr 28, 2018 2:45 am


Misoo franziu a testa. Não era como se quisesse soar metida, mas aquele vocês podia ter ficado parecendo isso e ela se arrependeu de falar. Era mais uma daquelas coisas que escapavam com algum arrependimento depois. Fez um palmo de bico, envergonhada e desviou o olhar. A situação entre os amigos talvez fosse pior que a dela e não era bom ficar falando nisso.

Ai, que vergonha. Agora estava parecendo uma convencida também! O bico repetiu quando ele dizia ser verdade. Mas como era teimoso!!! Ao mesmo tempo, aquele elogio dito com tanta convicção causava um desconforto esquisito no peito. Preferia até que ele não tivesse dito, para não ter que lidar com aquele sentimento vergonhoso, mas agora o assunto já estava resolvido! É, era isso o mais importante. E ele não parecia mais chateado. As coisas estavam prestes a se resolver, talvez? Quem sabe? Algo dentro dela dizia que não, mas isso ela lidaria sozinha. Não era educado ficar batendo na tecla de que era “culpa” dele ou algo assim. Afinal, ele já estava se expondo muito falando com ela daquele jeito, fazendo-a querer cavar um buraco com as próprias mãos e fugir da Coreia por ele.

Era essa a vontade que tinha quando selaram o acordo, mas de repente aquelas várias vozes que a condenavam por aquela conversa e que logo menos encontrariam um motivo para que ficasse se sentindo culpada, burra ou muito idiota por aquela conversa, ou, quem sabe, com raiva dele ou quem sabe quem mais, se calaram naquele toque que apesar de delicado, foi muito mais amistoso no perfeito sentido da palavra.

De repente, sentiu como se tivesse ficado mesmo tudo bem, como na vez que conversaram para que pedisse desculpas sobre chamá-lo de robô e coisas assim. Um sorriso verdadeiro surgiu ali, sentindo nele um amigo bem legal, que não a estava a odiando por ter feito uma escolha. Na verdade, sem aquela pressão, ela não sentia, naquele exato instante que tinha feito algo errado. Claro que ele era lindo e a deixava nervosa com tudo aquilo, mas só o fato de ele tê-la dito a palavra mágica de que estava tudo bem fez com que milhares de micro sentimentos angustiantes fossem simplesmente embora.

Quando ele pegou o telefone então foi quando ela ficou mais surpresa. Cobriu a boca.

- Mwo? Sério?

Sentiu-se um pouco lisonjeada por ter um presente especial para ela, como uma plantinha, cuidado com carinho assim. Além da avó, não conhecia alguém que partilhasse daquele interesse todo por planta e, certamente, não esperava isso do “senhor robô”, mesmo dias após a última conversa sobre isso. Isso fez seu coração aquietar. Fez uma expressão de surpresa maior com aquela explicação e acenou como reforço positivo.


- É! É isso mesmo. Vejo que andou estudando. Daebak!!! Está aprovado em Jardinagem. Estou orgulhosa! - fez um sinal de positivo, empolgada, tanto, que não assustou TANTO quando ele tocou de novo no assunto e até poderia encará-la com um pouco de naturalidade.

Uma pessoa mais estrategista se aproveitaria daquele namoro para crescer na escola ou algo do tipo, mas as consequências crueis daquilo afetaram diretamente pessoas queridas logo nos primeiros momentos do dia e Misoo não queria que nada daquilo acontecesse de novo (já estava difícil resolver o problema atual). Por isso, o maior medo dela era manter a mentira, mas se os mais interessados soubessem da verdade… Aigoo. Não! Isso daria tanta confusão…

Sentiu-se mal por ele por ter uma consequência tão ruim se declarar para assim e além de ela não retribuir, agora ficaria com aquelas sequelas, mas ah, Jung Mi tinha que assumir o que tinha feito também, assim como ela estava arcando com consequências. Pensou um pouco, segurando um bico, mas antes que lhe desse um sermão sobre como ele deveria assumir as escolhas e mentir seria ruim, ele disse que estava pensando nela também. Escondeu os lábios e o observou.

- Eu não ligo para essa babaquice de reputação… E eu já disse que não precisa se preocupar comigo. Eu sei me defender. Tenho certeza que elas vão achar outro motivo para me perseguir de qualquer forma, mas… - De repente, esticou a mão com três dedos erguidos. - - Três meses - disse de repente, sacando uma ideia da cartola absolutamente não planejada, mas que saía por amizade. - Mas quero que conte ao Gyu que isso foi um mal entendido. E eu vou falar com a Bomi. Três meses e a escola para de falar sobre isso. Não sei como esse boato começou, mas não precisamos fazer muita coisa nessa época para parecer isso, então não precisa ser diferente agora… Depois disso, você me dá o fora um pouco antes das férias. Até lá alguma coisa idiota já aconteceu e eles esqueceram. Tudo bem pra você? - deu um pequeno sorriso simpático com o princípio de ideia tímido. Contato que seus amigos soubessem da verdade, o resto não importava. Na verdade, quem sabe assim davam uma trégua para elas? Tanto faz. Não gostava da mentira, mas considerava um favor para que a tão dificil conversa com o Gyu não fosse feita por ela…

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Re: Capítulo 4

Mensagem por Jae-ki em Sab Abr 28, 2018 11:20 am


Jae-ki não conseguia esconder o sorriso depois de ler a confirmação de Eun-bi. Ele enviou só mais uma uma mensagem para se despedir. Também aproveitou o wifi para olhar as novidades da internet, como os grupos, mas não demorou mais que dois minutos. Logo já estava limpando o quintal da vizinha para se livrar logo no domingo, não queria acumular tarefas. Fez tudo com pressa, mas como o combinado.

Depois voltou para almoçar, a comida da halmoni sempre era boa, mas com carne era ainda melhor. Porém ficou com o coração doído ao ver que sua irmã ficou um pouco para baixo porque ele teria que sair. Queria poder levar ela, mas dessa vez iria ter que deixar passar. Prometeu que levaria a irmã em algum lugar legal no próximo sábado e que não ia ficar o dia todo fora.

O parque era perto, então Jae-ki foi andando. Como sempre, estava de calça jeans, o rasgo nos joelhos não era pequeno, praticamente mostrava todo seu joelho. A camisa era preta, por cima uma jaqueta jeans surrada. Na cabeça uma toca preta como sempre. Essa parte do seu bairro não era tão humilde como a área onde morava. Quando chegou ao parque sorriu ao ver Eun-bi de longe, percebeu que ela estava estava distraída olhando para outro lado, provavelmente o procurando. Jae-ki então quis brincar um pouco. Foi por trás das árvores para chegar sorrateiro. Quando se aproximou, a chamou normalmente:

- Yo! Bibi! E aí? Tudo na paz?


Sentou do lado dela logo em seguida, do seu jeito, meio que se deixando cair no banco e comentou:

- Uwa! Você é mesmo legal! Eu achei que você ia tá ocupada. Valeu mesmo por ter vindo. Eu não tô atrapalhando seu domingo, tô? - Jae-ki falava a olhando nos olhos - Eu até tentei aprender... Mas ficou uma merda.... Você consegue me fazer terminar ao menos as duas músicas até o final, tipo sem parecer muito idiota?


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